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REVISÃO 
Profª Ma. Mara Santos
Neutralidade: positivismo paradigma de ciência hegemônico do século XIX (o cientista como mero
observador que manipula variáveis).
Analista: observador neutro/fidelidade às regras clássicas.
Analista hoje: personificação/flexibilização.
Tendências contemporâneas
Psicanálise ortodoxa: praticada por Freud e algumas gerações de seguidores, privilegiava mais o
aspecto da investigação dos processos psíquicos.
Psicanálise clássica: ampliação do movimento psicanalítico.
Psicanálise contemporânea: rompimento com o sectarismo/flexibilidade. Prioriza os vínculos -
emocionais e relacionais – de amor, ódio e conhecimento, que permanentemente permeiam a dupla
analítica.
Tendências contemporâneas
Entrevista inicial
u Conceituação.
q Etapa inicial do processo psicanalítico, anterior ao
início da análise propriamente dita.
q Essa etapa permite que o analista seja mais
diretivo.
Entrevista inicial
u Finalidade:
1. Estabelecer a relação terapêutica.
2. Levantamento da história clínica.
3. Avaliação diagnóstica e prognóstica.
4. Avaliação do grau de motivação para tratamento e
atitudes para insight.
5. Estabelecer o contrato e o enquadre (setting).
Entrevistas Preliminares
u O que avaliar?
1. Encaminhamento.
2. Aparência exterior.
3. Realidade exterior.
4. Histórico familiar.
5. Grau de motivação.
6. A escolha e estilo das relações objetais reais.
7. Forma de comunicação (verbal e não verbal).
Entrevista inicial
u O que avaliar?
Aspectos intrapsíquicos.
1. Id: predominância de pulsões de vida ou de morte?
(são manifestas a partir de necessidades, desejos,
demandas ou atos masoquistas).
2. Ego: avaliar as funções e representações do ego.
3. Superego: auto acusações, busca inconsciente por
punições, desvalia e baixa auto estima, rigidez
obsessiva, melancolia, sentimentos de culpa e
medo (por vezes faz a função de ego auxiliar).
Entrevista inicial
u O que avaliar?
Aspectos intrapsíquicos.
Funções do ego:
1. Percepção.
2. Pensamento (Como conceitua? Como ajuíza? Como discrimina?
Como estabelece correlações? Nexos associativos? Como é sua
capacidade pro insight?).
3. Relação com a verdade.
4. Emoções: quais afetos o afetam e como?
5. Linguagem e comunicação verbal.
6. Atuação e planejamento.
7. Mecanismos de defesa (identificações projetivas, posição
narcisista, esquizoparanóide ou depressiva?)
Entrevista inicial
u O que avaliar?
Aspectos intrapsíquicos.
Representações do ego:
1. Self.
2. Objetos internos.
3. Identificações (com quem e como elas são?).
4. Senso de identidade.
Regras fundamentais: associação livre, abstinência, neutralidade, atenção flutuante, amor às 
verdades.
Intervenções em psicoterapia psicanaliticamente orientada: extremo de apoio ao extremo reflexivo.
Da técnica clássica à inclusão de 
parâmetros e modificações técnicas 
• Estratégia de apoio: Visa a diminuição da angústia e da ansiedade e a retomada do
estágio evolutivo anterior. Adotada diante de crises por perda ou ganho. Aplica-se a
personalidades com poucos recursos egóicos e reduzida capacidade de insight.
• Estratégia de esclarecimento: Visa estabelecer nexos entre o sintoma e o conteúdo
latente. Procura, assim, fornecer um sentido para o sintoma, a fim de que o
paciente possa desenvolver formas mais adaptativas de conduta, dentro de um
mínimo de compreensão da relação entre sintoma e conflito. Na tentativa de
desenvolver a assertividade do paciente, acaba por determinar uma atitude mais
professoral, mais didática do terapeuta.
• Estratégia interpretativa: Visa a elaboração do conflito nuclear por parte do
paciente, representado pela triangulação da defesa, ansiedade e sentimento
subjacente, em correspondência à tríade de pessoas, ou seja, o outro, a
transferência e os pais (Malan, 1979). Estes dois triângulos de insight, quando
combinados, possibilitam representar inúmeras intervenções expressivas por parte
do terapeuta.
Intervenções psicoterapia psicanalítica
• Existiria um continuum que iria do extremo expressivo ao extremo de apoio, de
acordo com as necessidades específicas de cada paciente com seus recursos egóicos
e de cada momento do processo terapêutico.
Intervenções psicoterapia psicanalítica
• Do extremo “expressivo” ao extremo “de apoio”:
• Interpretação: Visa tornar consciente o inconsciente, aproxima-se de uma
afirmação que procura associar um pensamento, sentimento, comportamento ou
sintoma a seu significado ou origem inconsciente.
• Confrontação: Dirige-se a algo que o paciente não aceita, evita ou minimiza. De
uma certa forma é orientada à clarificação de como o comportamento do paciente
afeta os outros ou para refletir de volta ao paciente um sentimento negado ou
suprimido.
• Clarificação: Reformula ou reúne as verbalizações do paciente para transmitir uma
visão mais coerente do que está sendo comunicado.
• Assinalamento: Frequentemente precedendo uma interpretação, esta intervenção
estimula no paciente o desenvolvimento de uma nova maneira de perceber a
própria existência, ao evidenciar as relações peculiares entre verbalizações ou
ações do paciente.
Intervenções psicoterapia psicanalítica
• Encorajamento à elaboração: Equidistante do extremo expressivo e do extremo de
apoio. Está frequentemente a serviço da estratégia de esclarecimento. Através de
perguntas abertas ou específicas do terapeuta, permite o aprofundamento de um
tópico trazido pelo paciente.
• Validação empática: Mais próxima do extremo de apoio, esta intervenção
demonstra uma afinação empática com o estado interno do paciente.
• Recapitulação: Recurso de se retomar os conteúdos do material apresentado pelo
cliente, estimulando sua capacidade de síntese.
• Conselho e elogio: Enquanto o conselho envolve sugestões diretas ao cliente,
relativas a como comportar-se, o elogio reforça comportamentos já
experienciados, em uma aprovação manifesta em relação a eles.
• Afirmação: Pequenos comentários que traduzem apoio aos comentários e
comportamentos do paciente.
Intervenções psicoterapia psicanalítica
• Interrogação: Deve ser frequente em um processo psicoterapêutico e que visa
ampliar e detalhar os relatos do cliente, em uma atitude de respeito a sua
individualidade, facilitando que o terapeuta veja a situação relatada do lugar que o
paciente a vê.
• Fornecimento de informações: Sempre que oportuno, o terapeuta deverá fornecer
informações tanto visando a um enriquecimento cultural que se encontra estagnado
por mecanismos repressivos, como informações relativas à própria dinâmica dos
conflitos, facilitando uma melhor elaboração.
Intervenções psicoterapia psicanalítica
A “cura”
Psicoterapia psicanaliticamente orientada: visa
oferecer benefícios terapêuticos (Superação da crise,
atenuação sintomática, fortalecimento do ego,
adaptação interpessoal).
Psicanálise: visa alcançar um resultado analítico
(Modificação nas relações objetais internas e,
consequentemente, estruturais).
A “cura”
u Amadurecimento
u Crescimento mental
A “cura”
1. Modificação na qualidade das relações objetais
2. Substituição de mecanismos defensivos primitivos pelos mais maduros
3. Renúncia às ilusões simbiótico-narcisísticas
4. Novas identificações com renovados modelos
5. Recuperação e integração de suas partes
6. Capacidade de suportar frustrações, absorver perdas e fazer um luto
pelas mesmas
7. Capacidade de fazer reparação
8. Diminuição das expectativas impossíveis
9. Abrandamento do superego
10. Libertação de áreas autônomas do ego
A “cura”
11. Aceitação da condição de dependência
12. Utilização da linguagem verbal ao invés da não verbal
13. Aquisição de uma “função psicanalítica da personalidade”
14. Ruptura com papéis estereotipados
15. Aquisição de um sentimento de identidade consistente e estável
16. Obtenção de autenticidade e autonomia
17. Relações afetivas com pessoas reconhecendo-as com livres, inteiras,
diferentes e separadas dele.
Obrigada!

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