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LETRAMENTO LITERÁRIO: ENSINO DO CONTO 
 
 Marli de Fátima Monteiro de Almeida 
(Professora PDE/2016) 
 
Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira 
(Professora Orientadora/Unicentro – PR.) 
 
 
 
RESUMO 
 
Este artigo visa socializar os resultados do projeto Letramento literário: 
ensino do conto, por meio das atividades propostas no Projeto de Intervenção 
Pedagógica, aplicado no Colégio Professor Amarílio, o qual foi desenvolvido de 
acordo com as atividades previstas no Plano Integrado de Formação Continuada 
- 2016, em conformidade com as orientações da Coordenação do Programa de 
Desenvolvimento Educacional – PDE/SEED, sob a orientação da Professora 
Níncia Borges Teixeira da IES-UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro-
Oeste, Guarapuava. Teve como objetivo geral ampliar o repertório de leitura dos 
alunos dos sextos anos, incentivando-os a desenvolverem suas capacidades 
linguísticas: falar, escutar, ler e escrever conduzindo-os ao letramento literário. 
Justifica-se o presente trabalho devido as dificuldades enfrentadas pelos 
docentes no tocante ao ensino da leitura e da interpretação de texto. 
 
 
PALAVRAS-CHAVE: Letramento literário. Literatura. Contos. Ensino e 
Aprendizagem. 
 
INTRODUÇÃO 
 
As atividades sobre letramento literário, que serão aqui relatadas, tiveram 
como base o livro Letramento Literário: Teoria e Prática, do Rildo Cosson. Sabe-
se que se faz necessário e urgente tornar o ensino e a aprendizagem da literatura 
uma prática significativa; para que isso aconteça, há que se repensar o seu 
conceito, a sua função social e o seu valor. O letramento literário tem sido 
apontado como uma configuração especial para desenvolver essa atividade, no 
qual a literatura é compreendida de forma mais ampla. Nessa perspectiva, o foco 
vai além da aquisição de habilidades de ler gêneros literários, busca o 
aprendizado a compreensão e a ressignificação desses textos, por meio da 
motivação de quem ensina e de quem aprende. É papel fundamental da escola 
incentivar a leitura e conduzir os educandos ao letramento literário. Conforme 
Cosson (2014, pag. 12): “O letramento literário possui configurações específicas, 
ele se faz por meio de textos literários, vai além do uso social da escrita, é uma 
forma de assegurar o efetivo domínio dela”. 
A realidade brasileira nos mostra que os livros são restritos, muitas vezes 
os educandos só têm contatos com eles no ambiente escolar, então cabe a 
escola contribuir para mudar essa realidade. As atividades realizadas nesse 
projeto buscaram colaborar para formação de um leitor literário. Um leitor que 
saiba escolher suas leituras, que aprecie um bom texto, que saiba usar 
estratégias de leitura adequadas aos textos literários, que faça uso desses para 
seus aprendizados e seu prazer. Foi incentivado os educandos a lerem mais, a 
pensarem e agirem por si próprios, assumindo suas condições de sujeitos da 
aprendizagem e cidadãos atuantes no meio no qual estão inseridos. 
 O letramento literário é uma forma do aluno se tornar realmente um leitor, 
ele “vai além das práticas usadas nas escolas; é mais que apenas ler e escreve, 
é a apropriação da escrita e das práticas sociais que estão a elas relacionadas” 
(COSSON 2014, pag. 12). Para incentivar o educando a tornar-se um leitor, foi 
proposto o projeto “Letramento literário: ensino do conto”. 
O projeto foi aplicado para os alunos dos sextos anos do colégio Estadual 
Professor Amarílio Ensino Fundamental e Médio, situado a Rua Coronel Lustosa, 
número 2040, CEP 85015340, no Bairro Batel, em Guarapuava, visando suprir 
a defasagem de leitura, a dificuldade de interpretação e de produção oral e 
escrita, que os mesmos chegam ao colégio. Eles observam que os alunos não 
conseguem realizar os comandos das atividades propostas em sala de aula. 
Esse problema tem norteado reflexões entre os professores em busca do que 
fazer para sanar essa dificuldade. 
Para resolver essa problemática, foram proposta atividades variadas com 
o letramento literário, visando a melhoria do aprendizado no colégio, fazendo 
com que o aluno seja capaz de entender o que lê e recontar de maneira coerente, 
utilizando-se dessa leitura para seu crescimento pessoal. Segundo COSSON 
(2014) 
 “a leitura guarda em si o presente, o passado e o futuro das palavras; 
que na leitura e na escrita dos textos literários encontramos o senso de 
nós mesmos e da comunidade a que pertencemos. A experiência 
literária não só nos permite saber da vida por meio da experiência do 
outro, como também vivenciar dessa experiência. O processo 
formativo do leitor e do escritor acontece por meio das palavras 
fictícias. É por possuir essa função de transformar sua materialidade 
em palavras de cores, odores, sabores e formas intensamente 
humanas a que a literatura tem e precisa manter um lugar especial na 
escola” (pag17). 
 
Para tanto, precisa-se promover o letramento literário na escola , ele 
precisa fazer sentido, aguçar a discussão e a promover um aprendizado 
significativo para o leitor; são oportunidades e, ao mesmo tempo, desafios no 
ensino e na aprendizagem da literatura levando-a a humanização, nesse projeto 
procurou-se: ativar a vontade dos alunos de aprenderem e repassarem o que 
aprenderam, priorizar a leitura, a interpretação e a escrita como fonte de 
formação e informação, incentivar suas produções de forma espontânea, dar 
oportunidades deles expressarem suas opiniões de forma oral e escrita e 
aumentar a capacidade comunicativa deles. 
 
A Literatura e a Escolarização 
 
Rildo Cosson (2006) em seu livro Letramento Literário: teoria e prática 
compara a literatura aplicada na escola a fábula do “Imperador Chinês”, a qual 
conta que: O imperador da China já com uma certa idade ao voltar de uma 
viagem, muito cansado, preocupado com o futuro do seu império, resolveu 
escolher um de seus filhos para substitui-lo. Ele tinha dezenas de filhos. 
Escolheu o que ela mais amava que era filho de uma das esposas, a favorita. 
Escolheu também um outro filho, que tivera com uma concubina que ganhará de 
presente e um servo. Chamou vários sábios, um de cada vez para educar seus 
escolhidos, no entanto todos ao serem convocados, agradeciam e davam 
desculpas, e não aceitam o trabalho de ensinar seu escolhido a ser um 
imperador. O imperador revoltou-se e prometeu matar a todos os sábios 
chamados caso um deles não se incumbisse da tarefa. Os sábios confabularam 
entre eles; e o mais sábio resolveu explicar ao imperador o motivo pelo qual não 
tinham aceitado a missão. O sábio pediu mil desculpas e explicou ao imperador 
que era uma tarefa impossível, porque o filho escolhido sabia que era o favorito, 
e para ser imperador só precisa da vontade do pai, por isso não precisaria de 
mais nada; o filho da concubina cuja o rei não lembrava nem o nome, sabia que 
em nada lhe ajudaria o aprendizado, pois sempre ficaria em segundo plano; o 
servo deseja a aprender, porém nada sabe, e a quem nada sabe fica difícil 
ensinar algo. Em suma disse o sábio ao imperador que realmente essa era uma 
missão impossível, pois era difícil ensinar para três terríveis inimigas de qualquer 
educador ao mesmo tempo: a arrogância, a indiferença e a ignorância. Falou-lhe 
que quando separadas podem ser combatidas e até vencidas, mas juntas são 
imbatíveis. 
Rildo Cosson diz que vivemos na comunidade escolar uma situação difícil 
quando se trata de literatura, acham que ela é desnecessária, consideram a 
biblioteca um depósito de livros, alguns leem, no entanto usam a literatura para 
reforçar as habilidades linguísticas, por isso não se incomodam que a literatura 
seja usada apenas para estudar autores, características e figuras de linguagem. 
São poucos os que desejam estudar literatura, pois não encontram objetivos 
concretos para tais. O objetivo da literatura é enfrentar essas situações de: 
arrogância, indiferença e desconhecimento dentro das escolas,é mostrar a sua 
importância. 
O letramento literário vai além das práticas usadas nas escolas; é mais 
que apenas ler e escreve, é a apropriação da escrita e das práticas sociais que 
estão a elas relacionadas. Existem várias formas de letramento, mesmo um 
analfabeto participa de alguma forma de letramento, enquanto um indivíduo bem 
letrado pode ser analfabeto em algumas áreas. 
O letramento literário possui configurações específicas, ele se faz por 
meio de textos literários, vai além do uso social da escrita, é uma forma de 
assegurar o efetivo domínio dela. É um processo de escolarização de literatura, 
que visa ampliar a educação literária no ensino básico, formar leitores, que vai 
além da escola, pois fornece a cada aluno uma maneira própria de viver o 
mundo. A literatura é o mundo. 
O ser humano é uma mistura de vários corpos, e se não exercitados 
atrofiam. Inclusive o da linguagem, o qual funciona de uma maneira especial: ela 
é exercitada em toda nossa vida. Ela é a matéria constitutiva do mundo. Há um 
ditado popular que diz que uma imagem vale por mil palavras, mas necessita da 
linguagem para afirmar esse valor, quanto mais se usa a língua, maior é o corpo 
da linguagem, maior é o mundo. As palavras veem de uma sociedade humana, 
ao usá-las as faço minhas, como você pode fazer suas as mesmas palavras, 
pelo uso individual e coletivo as palavras se modificam, se dividem e se 
multiplicam vestindo de sentido o fazer humano. 
Todas as transações humanas de uma forma ou outra passam pela 
escrita. A literatura é plena de saberes do homem e do mundo, esses saberes 
que se aprende a cada leitura não devem ser guardados dentro e sim liberado 
como brilho a cada leitura. 
A leitura é semelhante ao mito de Proteu, ela tem o poder de se 
metamorfosear em todas as formas discursivas. Ela guarda em si o presente, o 
passado e o futuro das palavras. Na leitura e na escrita dos textos literários 
encontramos o senso de nós mesmos e da comunidade a que pertencemos. 
A experiência literária não só nos permite saber da vida por meio da 
experiência do outro, como também vivenciar dessa experiência. O processo 
formativo do leitor e do escritor acontece por meio das palavras fictícias. É por 
possuir essa função de transformar sua materialidade em palavras de cores, 
odores, sabores e formas intensamente humanas a que a literatura tem e precisa 
manter um lugar especial na escola. Para tanto precisa-se promover o letramento 
literário. 
O uso da literatura em sala de aula tem sido questionada, por só 
ensinarem as características dos períodos literários e os nomes dos autores, os 
alunos dizem que essa sequência poderia ser ensinada nas aulas de História, 
que da literatura eles só aprendem que o Barroco é sinônimo de antítese, que 
Romantismo é tudo o que trata de amor e Naturalismo é podridão, e outros 
questionamentos que deixam claro que a relação entre literatura e educação está 
longe de ser pacífica. Muitos professores de literatura dizem que ela só se 
mantém nos colégios por serem parte do currículo. A literatura tem uma longa 
história e o que se ensina como literatura na escola costuma ter contornos muito 
diversos. 
No ensino médio o ensino da literatura limita-se à literatura brasileira, ou 
melhor a história dela, numa forma indigente, trabalha apenas a cronologia 
literária, em uma sucessão dicotômica entre estilos de época, cânones, dados 
bibliográficos dos autores, acompanhados de rasgos teóricos sobre gêneros. Os 
textos literários são apresentados fragmentados para comprovar as 
características dos períodos literários. 
No ensino fundamental predominam as interpretações trazidas nos livros 
didáticos, fichas de leitura, resumos e debates em sala de aula, cujo o objetivo é 
sempre recontar a história lida ou o poema. Raros são as oportunidades de 
leitura de um texto integral. Vendo essas situações nota-se a falência do ensino 
de literatura. 
A literatura não está sendo ensinada para garantir a função essencial de 
construir e reconstruir a palavra que humaniza. 
É preciso permitir que a leitura literária seja exercida sem o abando do 
prazer, mas com o compromisso que todo saber exige. Essa leitura não pode ser 
feita de forma assistemática e somente em nome de um prazer absoluto de ler 
deve ser organizada, com objetivos claros na formação do aluno leitor, 
compreendendo que a literatura tem um papel a cumprir no âmbito escolar. 
Deve-se compreender que o letramento literário é uma prática social e, 
como tal, de responsabilidade da escola. 
 
O Processo de Leitura 
 
Alberto Anguel, em Uma História da Leitura (1996) Chama a atenção para 
o fato de que a leitura não está restrita somente às letras impressa, em páginas 
de papel. Ela está nas estrelas, nas partituras, no rosto de bebê com dor ou com 
prazer, na descrição de uma doença feita para o médico, está no céu quando o 
agricultor prevê chuva, nos olhos da amada ou da amante. Em todos esses 
gestos estão a leitura, segundo Anguel “todas elas partilham com os leitores de 
livros a arte de decifrar e traduzir signos. 
Vilsom J. Leffa, em Perspectivas no Estudo da Literatura: texto, leitor e 
interação social (1999) sintetizou a leitura cognitiva e social em três grupos. 
O primeiro grupo está centrado no texto. O segundo grupo toma o leitor 
como centro da leitura. O terceiro grupo são as teorias consideradas 
conciliatórias; para ela o leitor é tão importante quanto o texto. 
Aprender a ler é mais que adquirir uma habilidade, e ser leitor vai além de 
possuir habilidades regulares. Aprender a ler e ser leitor são práticas sociais que 
medeiam e transformam as relações humanas. 
Esses três modos de ver a leitura feitas por Leffa deve ser pensado como 
um processo linear. A primeira etapa chamada de antecipação, consiste nas 
operações que o leitor faz antes de entrar no texto, aí começa a leitura. A 
segunda etapa decifração, entra-se no texto através das letras e das palavras. A 
terceira etapa da interpretação é tida como sinônimo de leitura, no entanto ela 
restringe seu sentido às relações estabelecidas pelo leitor quando processa o 
texto. Interpretar é dialogar com o texto tendo como limite o contexto. Com a 
interpretação se fecha o primeiros e imediato ciclo da leitura, isto é, o processo 
de leitura se completa quando cumpre-se essas três etapas. Essas etapas de 
leitura são as guias do letramento literário. 
 
Estratégias para o Ensino de Literatura: a sistematização necessária dentro 
do Letramento Literário 
 
Há várias décadas vem-se fazendo pesquisa sobre as estratégias usada 
no ensino de literatura em vários colégios de diferentes níveis. O que se verificou 
nas pesquisas foram as semelhanças nas atividades aplicadas: apresentações 
e discussões em sala de aula das leituras feitas, o estudo temático, 
apresentações em grupos, a escrita de ensaio, comparações de livros por temas, 
a dramatização, a crítica literária e o diário de leitura. 
Essas atividades estão corretas, mas precisam ser organizadas. É 
necessário que sejam sistematizadas em todo que permita ao professor e ao 
aluno fazer da leitura literária uma prática significativa; uma prática que tenha 
como sustentação a própria força da literatura. Uma prática que tenha como 
princípio e fim o letramento literário. 
O letramento literário precisa acompanhar as três etapas do processo de 
leitura e saber literário. M. A. K. Halliday diz que a literatura é uma linguagem 
que compreende três tipos de aprendizagem. A aprendizagem da literatura que 
consiste fundamentalmente em experienciar o mundo por meio da palavra. 
A aprendizagem sobre a literatura é o que envolve o conhecimento da 
história, teoria e crítica, por meio dela são apresentados os saberes e as 
habilidades que a prática da literatura proporciona a seus usuários. 
As aulas de literatura tradicionais ignoram a aprendizagem da literatura, a 
qual deveria ser o pontocentral das atividades literárias na escola. Para 
redimensionar essas aprendizagens de maneira que conduzam a uma forma 
satisfatória o processo de letramento literário, é preciso que o ensino de literatura 
tenha como centro a experiência do literário. O processo de letramento literário 
deve ser contemplado em sala de aula e não apenas a mera leitura das obras. 
 
A Sequência Básica 
 
A sequência básica para se trabalhar o letramento literário na escola é 
constituída por quatro passos: motivação, introdução, leitura e interpretação. 
A motivação consiste em preparar o aluno para entrar no texto, é o 
primeiro passo para que a sequência básica do letramento literário aconteça. O 
sucesso inicial do leitor com a obra depende de uma boa motivação. 
As mais bem sucedidas práticas de motivação são aquelas que 
estabelecem laços estreitos com o texto que vai ler. 
A motivação exerce uma influência sobre as expectativas do leitor, mas 
não tem o poder de determinar sua leitura. 
Um ponto relevante motivação é praticar conjuntamente atividade de 
leitura, escrita e oralidade. Essas atividades integradas de motivação tornam 
evidente que não há sentido em separar o ensino de literatura do ensino de 
língua portuguesa, porque um está contido no outro. 
Chamamos de introdução a apresentação do autor e da obra. O professor 
precisa tomar alguns cuidados, não demorar muito na apresentação do autor, é 
suficiente que se forneçam informações básicas sobre a obra que será lida. 
Outro cuidado é evitar a síntese da história para não eliminar o prazer da 
descoberta. O professor deve apresentar a parte física da obra: leitura da capa, 
das orelhas, de elementos paratextuais que introduzem uma obra, prefácio. 
A introdução não pode se estender muito, pois sua função é apenas 
permitir que o aluno receba a obra de uma maneira positiva. 
Leitura no processo de letramento literário faz-se necessário o 
acompanhamento dela de perto por parte do professor. A leitura escolar deve ter 
um objetivo a cumprir, o qual não deve ser perdido de vista. Não se pode 
confundir acompanhamento com policiamento. O professor deve acompanhar o 
processo de leitura para auxiliar o educando leitor em suas dificuldades, inclusive 
aquelas relativas ao ritmo da leitura. 
A leitura do texto literário, é uma experiência única, como tal, não pode 
ser vivida vicariamente. 
Durante a leitura o professor deve fazer os intervalos, que constituem em 
atividades específicas, essas podem ser variadas: leituras de textos de textos 
menores com ligações ao que está sendo lido; leitura conjuntas em capítulos ou 
trechos do livro. Os intervalos auxiliam no processo de letramento literário. 
Nos intervalos o professor perceberá as dificuldades de leitura dos alunos. 
Eles são considerados diagnósticos da etapa da decifração no processo 
da leitura. Por meio dele pode-se resolver problemas ligados ao vocabulário, à 
estrutura composicional do texto, essas observações podem ser o início de uma 
intervenção eficiente na formação de leitor dos alunos. 
A interpretação parte do entretenimento dos enunciados, que constituem 
as inferências, para chegar a construção do sentido do texto, dentro de um 
diálogo que envolve autor, leitor e comunidade. Para se trabalhar interpretação 
no cenário do letramento literário deve-se observar dois momentos: um interior 
e outro exterior. 
O momento interior é aquele que acompanha a decifração, palavra por 
palavra, página por página, capitulo por capitulo, e tem se ápice na 
aprendizagem global da obra que realiza-se logo após ao termino da leitura. 
Esse é o encontro do leitor com a obra. Esse encontro é individual leva o leitor a 
encontrar-se (ou perder-se) no labirinto das palavras. 
A motivação, a introdução e a leitura, são os elementos de inferência da 
escola no letramento literário. A interpretação é feita com o que somos na hora 
da leitura. Por isso por mais pessoal e íntimo que seja esse momento interno de 
cada leitor, ele continua sendo um ato social. 
O momento externo é a concretização, a materialização da interpretação 
como ato de construção de sentido em uma determinada comunidade, é nesse 
momento que o letramento literário se distingue com clareza da leitura literária. 
Quando interpreta-se uma obra, quando após a leitura sente-se tocado 
por ela, pelo mundo que ela revelou, quando consegue-se conversar com amigos 
sobre a leitura e aconselhá-los a ler, ou guardar o mundo feito de palavra na 
memória, melhora-se o potencial do leitor; pois quando se compartilha a leitura 
e a interpretação do que se leu, ganha-se consciências e amplia-se os 
horizontes. 
As atividades de interpretação, devem ter como princípio a externalização 
da leitura, isto é seu registro. 
Para fazer o registro da interpretação não precisa grandes eventos, o 
importante é oportunizar a reflexão, a externalização e o diálogo sobre a leitura. 
Existem muitas possibilidades de registro da interpretação depende do professor 
ter claro os seus objetivos e da turma. Essas particularidades precisam ser 
consideradas ao planejar a sequência básica e também as características de 
cada etapa. 
Segundo Cosson, para se ler a obra de maneira explicita em seu contexto, 
pode- se usar sete formas de contextualizações: teórica, histórica, estilística, 
poética, critica, presentificadora e temática. 
 Contextualização Teórica procura tornar explicita as ideias que 
sustentam ou estão encenadas na obra, pode-se explorar as relações 
com outras matérias, tornando a atividade interdisciplinar. 
 Contextualização Histórica abre a obra para a época que ela encena 
ou o período de sua publicação. Essa contextualização visa relacionar 
o texto com a sociedade que gerou ou com a qual se propõe a abordar 
internamente. Ela pode desdobrar-se em várias outras segundo o 
interesse dos alunos como: contextualização biográfica, que tratará da 
vida do escritor; contextualização editorial, que abordará as publicação 
da obra na época. 
 Contextualização Estilística está centrada nos estilos de época ou 
períodos literários, mas precisa-se ir além. Ela deverá buscar analisar 
o diálogo entre obras e período, mostrando como uma alimenta a 
outra. 
 Contextualização Poética responde pela estruturação ou composição 
da obra; busca-se observar a economia da obra, como ela está 
estruturada, quais os princípios de sua organização. É a leitura da obra 
de dentro para fora, do modo como foi constituída em termos de sua 
tessitura verbal. 
 Contextualização Crítica trata da recepção de texto literário. Ela pode 
se ocupar da crítica em suas diversas vertentes ou da história da 
edição da obra. O confronto de leituras no tempo e no espaço é um 
diálogo poderoso no processo de letramento literário. Ele nos dá a 
dimensão do tempo e do leitor que as obras carregam consigo no 
universo da cultura. São elos de uma corrente que vai se ampliando e 
se transformando a cada novo leitor. A contextualização Crítica é a 
análise de leituras que tem por objetivos contribuir para a ampliação 
do horizonte de leitura da turma. 
 Contextualização Presentificadora é uma prática usual nas aulas de 
literatura, assim como a contextualização temática. Ela busca a 
correspondência da obra com o presente da leitura e também pode 
trilhar a busca da mesma diferença. 
 Contextualização Temática é o modo mais familiar de tratar uma obra 
para qualquer leitor. Pra se trabalhar essa contextualização é preciso 
observar algumas orientações no que diz respeito a contextualização 
como etapa do letramento literário. (COSSON, 2006). 
 
 Com base na sequência básica, a leitura literária deve ser avaliada nos 
intervalos em primeiro lugar; devem ser checados o andamento da leitura, 
compartilhado impressão rever hipóteses, é bom lembrar que nesse primeiro 
passo a leitura é subjetiva e impressionista. O segundo e terceiro pontos de 
apoio sãodiscussão e registro da interpretação. Na sequência expandida, além 
dos pontos, destacados na sequência básica, destacam-se mais três: os dois 
primeiros acontecem na segunda leitura e o terceiro localiza-se no registro de 
expansão, aí os alunos devem incorporar o que já realizaram antes. Esses 
pontos da avaliação serão feitos por registros escritos e por discussões. 
 
Na verdade, devemos ter sempre em mente que a leitura literária é um 
processo que vai se aprofundando à medida que ampliamos nosso 
repertório de leitura e a avaliação deve acompanhar esse processo 
sem lhe impor constrangimento e empecilhos (COSSON, 2006, p. 
115). 
 
 
IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES PROPOSTAS 
 
As contribuições do professor e pesquisador Rildo Cosson (2014) bem 
como seus aparatos teóricos, suas estratégias metodológicas e suas sugestões 
de práticas, foram de grande utilidade para o desenvolvimento das atividades do 
projeto “Letramento literário: ensino do conto”. 
As atividades foram trabalhadas buscando o ensino-aprendizagem da 
literatura, por meio da Sequência Básica proposta por Cosson (2014) para o 
letramento literário, a qual é composta por quatro etapas: motivação (preparação 
dos educandos para entrarem no texto), introdução (apresentação do autor e do 
texto), leitura (conhecimento do enredo do texto) e interpretação (compreensão 
por inferências para construir os sentidos do texto), foram usados também os 
intervalos, nos quais foram explorados muitos textos e feito o aprofundamento 
da leitura em sala de aula e fora dela. Segundo Cosson (2014, pág, 64) com os 
intervalos o professor consegue perceber as dificuldades que os alunos 
apresentam em relação à leitura, que eles são considerados os diagnósticos da 
etapa de decifração no processo da leitura. 
Os contos foram escolhidos para realização desse projeto por serem 
narrativas originárias da oralidade, serem de fácil entendimento. Eles encantam, 
alegram, ativam a imaginação, despertam a curiosidade, o interesse pelas 
ciências humanas, motivam a criação, possibilitam o despertar de diferentes 
emoções e a ampliação de visões de mundo do leitor. 
Por esses motivos, eles foram usados para ajudar a melhorar a leitura, a 
produção escrita, a oralidade dos educandos e a compreensão, possibilitando-
lhes uma melhor interpretação sobre a vida e o desenvolvimento da história da 
humanidade, ajudando-os sua formação de alunos leitores, estimulando-os a 
usarem mais a linguagem e a criarem pela fala e pela escrita. E nesse encontro 
com a fantasia, que o leitor entra em contato com seu mundo interior, dialoga 
com seus sentimentos mais secretos, confronta seus medos e desejos 
escondidos, 
Para a implementação do projeto, foram usadas cinquenta e duas aulas, 
foram feitas diferentes motivações, introduções, leitura e interpretações a cada 
atividade aplicada. 
Sequências utilizadas na implementação da proposta 
 
Primeira atividade: A árvore dos desejos 
 
 Motivação 
 
As atividades para contemplar a oralidade, foram realizadas uma roda de 
conversas, na qual os alunos falaram o que sabiam sobre contos, relataram 
alguns para os colegas. Depois usaram papeis coloridos, recortados em 
formatos de folhas, nos quais escreveram o que eles pediriam: para eles; para a 
família; para o mundo, caso se deparassem com “a árvore dos desejos”. Após a 
escrita e a leitura dos desejos os alunos montaram uma árvore, formando um 
painel na sala. 
 
 Introdução 
 
Foi apresentada autora Rosana Pamplona,o conto está no livro “Outras 
Novas Histórias Antigas”, foi mostrado o livro, e também o site da autora. 
 
 Leitura 
 
Os educandos fizeram a leitura dos desejos escritos e comentários sobre 
eles. Foi realizada a leitura do contos pela professora depois pelos alunos, cada 
um lendo um parágrafo do conto. Também foram feitas leitura em tiras 
 
 Interpretação 
 
Os alunos aprenderam a fazer textura, usando folhas de árvores grande 
parte da turma precisou de ajuda para realizar a atividade. Não foi possível 
realizá-la em uma aula. Foi discutido o texto, cada um pensou no que pedir se 
tivessem a oportunidade de encontrar com o seu destino. 
A professora falou da importância de pensar e pedir coisa boas, falou 
sobre o poder da mente. Disse-lhes que ao ouvir a si mesmo, a sua mente 
obedece seus comandos, que sempre tenham pensamentos positivos, assim 
perceberão o poder da sua mente, dos pensamentos positivos e o seu papel 
deles na vida deles e na vida das pessoas que convivem com você. 
A chave secreta é falar de você para você, é estar bem consigo mesmo. 
Palavras negativas e pensamentos negativos empobrecem os pensamentos 
humanos, diminuem a felicidade, o estar e a satisfação com a vida. Quando você 
fala ou pensa em palavras negativas dispara a ansiedade e diminui o humor. 
 Fizeram uma tempestade de ideias. Os alunos desenharam uma árvore e 
envolta dela foram colocadas palavras importantes do texto, produção individual, 
notou-se nessa atividade que os alunos tem desejos positivos, reais, muitos até 
se emocionaram em falar o que para seu futuro. 
 Foram resgatados os conhecimentos prévios dos alunos sobre “contos, 
em seguida foram exibidos: os tipos de contos; as características deles; os 
elementos da narrativa; resumo em rede sobre a explanação da professora; 
entregue material impresso para pesquisarem os elementos da narrativa, esses 
foram explorados em várias atividades durante a implementação do projeto 
“Letramento literário: ensino do conto”. 
 
Segunda atividade: O Bicho Manjaléu 
 
 Motivação 
 
Foi aplicada a técnica do avental literário. É um avental cheio de bolsos, 
nos quais coloca-se objetos referentes aos contos para chamar a atenção dos 
educandos. Para esse conto, foram retirados dos bolsos: touca, chave, lã, 
escamas, penas, pedras. 
 
 
 Leitura 
 
Foi dividido o conto em tiras para que os alunos fizessem a leitura. Depois foi 
realizada a roda de leitura. Leitura jogral. 
 
 
 
 Interpretação 
 
Com o conto do “BICHO MANJALÉU” foram realizadas as seguintes 
atividades: trabalho de pesquisa e produção feito em trio; confecção de cartazes, 
e registro no diário do letramento de “coisas” que aparecem em três no conto; a 
importância do três nos textos literários; Interpretação oral; questões para debate 
e para interpretação escrita; exploração dos elementos da narrativa; trabalho em 
grupo: carneiros; peixes; pássaros e o filho mais novo; valorização da leitura; 
produção escrita: bilhetes, convites. 
Os alunos participaram de uma exposição de convites feita pela 
professora, com base no que viram na exposição eles confeccionaram um 
convite para a feira do “Bicho Manjaléu”. 
O objetivo foi o aluno aprender a reconhecer a função social de um 
convite, ler e interpretar convites diversos; identificar o objetivo de cada convite, 
por meio de modelos diversos; produzir um convite de acordo com a função 
social proposta; convidar as pessoas para visitarem a feira do bicho Manjaléu. 
 Os participantes organizaram um mural com os convites produzidos pela 
turma. Os convites também foram usados para desenvolver habilidades de 
escrita; explorar as características dos gêneros estudado. 
Os alunos produziram envelopes utilizando técnicas de arte e fizeram o 
preenchimento dos mesmos; realizaram resumos, resenha. Desenharam 
autorretratos imaginários; foi explorado a ampliação da capacidade comunicativa 
com recontos e dramatizações. Fizeram caça-palavras; apresentações para os 
demais alunos do colégio; confecção do bicho com materiais diversos, cada um 
construiu um “bicho Manjaléu” segundo a sua criatividade ou da cada equipe. 
A confecção do Bicho Manjaléu em tamanho grande foi ideia da Laís, 
pedagoga do período da tarde, a qual observou o entusiasmo e agitação em 
torno do Bicho, personagem principal do conto em estudos. 
Em seguida foi feita uma exposição para os alunosdo colégio, para os 
pais, professores e funcionários; produziram cartazes usando colagens com 
penas para confeccionar o rei dos pássaros, com lã para confecção do rei dos 
carneiros, produção de mosaicos para construção do rei dos peixes. Cabe aqui 
ressaltar que para esse trabalho a ampliação dos desenhos foram realizados 
pela Érica pedagoga da noite. 
Essas atividades com o conto do bicho Manjaléu foram bem satisfatórias, 
fizeram com que os educandos participassem de forma bem ativa, eles 
conseguiram se organizar sozinhos ou em equipes, realizaram as atividades 
sempre com entusiasmo, buscando aprofundamento no conto e nos exercícios, 
pôde-se notar que quando eles realizam atividades significativas seus 
rendimentos são maiores. 
 
Terceira atividade: Sacolateca 
 
 Motivação 
 
A motivação foi feita com apresentações de alguns contos, dramatizados 
pela professora e por alguns aluno caracterizados, em seguida os educandos 
relataram contos que lembraram que tinham relações com os apresentados. 
Num segundo momento os alunos foram divididos em grupos, escolheram um 
conto e apresentaram, ao contá-lo tinham que introduzir neles as mídias 
modernas. Com essa atitude, o trabalho dos alunos é valorizado, o que é 
importante para a construção da identidade de cada um. A maioria dos grupos, 
colocaram celular, computador 
 
 Introdução 
 
A sacolateca é uma coletânea de contos variados, selecionados pela 
professora. Foram feitas propagandas dos contos contidos na sacola aos alunos, 
em seguida, foram listados no quadro de giz, os nomes dos contos presentes na 
sacolateca, os nomes dos autores, foram feitos comentários sobre alguns 
autores (principalmente aqueles que as crianças perguntavam). 
 
 
 Leitura 
A leitura foi bem explorada com os diferentes gêneros textuais e tipologias, 
permitiu aos alunos trabalharem em duplas, exercitarem a leitura silenciosa, 
jogral, e interpretação oral. 
 Interpretação 
 
Diferentes atividades foram usadas para realizar a interpretação da 
SACOLATECA: pesquisas, confecção de um glossário, com as palavras que os 
alunos desconheciam os significados, reconto escrito dos contos lidos, 
diagrama, questões para debate e para interpretação oral e escrita, 
dramatizações, produção de textos trocando o narrador, de observador para 
narrador personagem e vice-versa. Os textos da sacolateca foram usados como 
intervalos para o do conto “O Bicho Manjaléo”. 
 
Além das atividades dessas atividades descritas, O Tesouro Literário 
coletivo também fez parte das atividades desenvolvidas pelos alunos dos sextos 
anos, foram surpreendentes os resultados obtidos com ele. 
Cada dia um aluno levava para casa o caderno, anotava nele um conto, 
esse poderia ser colado, copiado, xerocado, em seguida ilustrado, em sala de 
aula os educandos apresentavam o texto escolhido sem ler. Eles contavam os 
contos. 
Essas apresentações foram ótimas; todos os alunos fizeram o trabalho, 
pesquisaram um conto, registraram no caderno, desenharam, foi combinado que 
não podem repetir as histórias, eles têm que ler os contos que os demais colegas 
fizeram, a professora os colegas fazem algumas perguntas sobre o texto que 
está sendo exposto; isso está sendo visto como um ponto bem positivo. Os 
colegas têm escutado com atenção e sempre querem ver as ilustrações. 
Os educandos têm emprestado livros de contos na biblioteca para lerem 
em casa, para poderem fazer a atividade bem feita. Uma aluna fez a história do 
“balãozinho azul”, trouxe um balão com carinha triste e do outro lado alegre; 
dramatizou a história. 
As alunas Ana e Gabriela deram uma verdadeira aula, leram e depois 
contaram o mito da Pandora e a caixinha de maldades, para os seus colegas, 
trouxeram uma caixinha preta toda decorada com pedrinhas brilhantes, dentro 
dela várias maldades ( que elas consideravam como maldades), chamavam os 
colegas para abrir a caixa e pegar uma maldade escrita no papelzinho ( 
exemplos de maldades que colocaram: homicídio, Coulrofobia, homofobia...) 
cada um tinha que ler e tentar conceituá-la, cada acerto ganhavam um pirulito, 
caso não soubessem a resposta tinham que procurar no dicionário ou ir até o 
laboratório de informática buscá-la. Envolveu todos os alunos, a professora 
regente e a professora que cuida do nosso aluno autista. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
As descrições relatadas neste artigo são apresentadas com base nas 
atividades aplicadas em sala de aula, as quais objetivaram possibilitar encontros 
significativos com a literatura, proporcionar aos educandos por meio da leitura 
de contos, a oportunidade de alargamento dos horizontes pessoais e culturais, 
garantindo a sua formação crítica. 
Acredita-se que esses objetivos foram alcançados por meio dos 
resultados obtidos nos trabalhos apresentados, pelas dramatizações, pela 
organização da feira do Bicho Manjaléu e participação nela, pelos depoimentos 
dos alunos, pela participação dos pais, dos alunos dos sétimos anos, professores 
e funcionários do colégio, pelos envelopes feitos pelas mães costureiras para 
convidar as diretora e o pessoal do Núcleo de Ensino para visitarem a feira. 
O Letramento literário foi o eixo deste trabalho, a importância dele no 
ensino-aprendizagem ficou claro para alunos e professores. É do conhecimento 
de todos a dificuldade de fazer com que o aluno goste e entenda a necessidade 
de ser um leitor eficiente, que pratique leitura de boa qualidade, que conduza-os 
ao letramento literário e auxilie-os no ensino-aprendizagem, nesse projeto os 
alunos foram oportunizados por meio das atividades desenvolvidas a interagirem 
de forma significativa, isso auxiliou-os a se perceberem como leitores. 
A intenção é que os alunos escutem e leiam diferentes textos, que sejam 
despertados de maneira prazerosa e lúdica, que eles ampliem seus 
conhecimentos, tenham uma aprendizagem que realmente seja significativa, que 
eles aprendam a ser pessoas reflexivas, críticas, eficazes, capazes de sentir a 
sensibilidade e a emoção presentes nos textos literários tomando-se leitores 
autônomos; pois só assim poderá haver melhorias na aprendizagem e 
consequentemente refletir positivamente nos resultados do IDEB e da vida 
cidadã de cada aluno. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. 2 ed. Sao Paulo: Contexto, 
2014. 
 
DELVAL, J. Aprender a aprender. 7 ed. Campinas, SP: Papirus, 2005. 
 
KLEIMAN, A. B. (org). Os significados do letramento: uma nova perspectiva 
sobre a prática social da escrita. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1995. 
 
MANGUEL, A. Uma história da leitura. Curitiba: Companhia das Letras, 1996. 
 
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da 
educação básica. Curitiba, 2006. 
 
SCHOLZE, L. ROSING, T. M. K. (orgs.) Teorias e práticas do letramento. 
Brasília, INEP, 2007. 
 
COSSON, R. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Contexto, 
2014. 
 
Disponível em: <http://www.abralic.org.br/anais/arquivos/2014_1434479140.pdf 
(Acessado dia 23/09/2017) 
 
Disponível em: <http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pde 
_roteiros/2016/trabalho_final_pde.pdf (acessado em 25/09/2017) 
 
Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/ 
1843/BUBD-A4LJK2/virginia_tese.pdf? sequence=1%20 (acessado em 
01/10/2017)

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