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Interpretação de Texto
Profª Maria Tereza
www.acasadoconcurseiro.com.br
Interpretação de Texto
Professora: Maria Tereza Faria
www.acasadoconcurseiro.com.br
Edital
Interpretação de textos: Variedade de textos e adequação de linguagem. Informações literais 
e inferências. Estruturação do texto: recursos de coesão. Significação contextual de palavras e 
expressões.
5
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Interpretação de Texto
PROCEDIMENTOS
1. Observação da fonte bibliográfica, do autor e do título.
2. Identificação do tipo de texto (artigo, editorial, notícia, crônica, textos literários, científicos, etc.).
Crônica (linguagem predominantemente coloquial): Fotografia do cotidiano, realizada por 
olhos particulares. Geralmente, o cronista apropria-se de um fato atual do dia a dia, para, 
posteriormente, tecer críticas ao status quo, baseadas quase exclusivamente em seu ponto 
de vista.
3. Leitura do enunciado.
EXEMPLIFICANDO
Que leitores queremos?
 Em primeiro lugar, temos de decidir se queremos mesmo leitores. Afinal, não faz muito 
tempo que a alfabetização se disseminou e não faltam pessoas que defendam a cultura da 
imagem, que teoricamente substituiria a cultura da palavra, de acordo com aquele slogan 
segundo o qual uma imagem vale mais do que mil palavras.
 Trata-se de um raciocínio equivocado. Como disse Millor Fernandes, a imagem só pode 
se transformar em instrumento de comunicação quando podemos dela falar — usando 
palavras. Das coisas que nos caracterizam como seres humanos, que nos diferenciam de outras 
espécies, a palavra é a mais importante. E a palavra escrita, por sua vez, adquire característica 
de transcendência. Não é por acaso que as grandes religiões se baseiam em textos escritos: a 
Bíblia hebraica, o Novo Testamento, o Corão.
 “Estava escrito”: a expressão árabe “Maktub” expressa este caráter quase de destino que 
tem o texto. A invenção do alfabeto foi uma das grandes conquistas da humanidade, como foi o 
livro impresso — um objeto que, pela carga de informação (e de emoção) que pode transportar, 
e por sua praticidade, venceu o teste do tempo. O livro de hoje é praticamente igual àqueles 
que Gutemberg imprimia. O jornal ainda é semelhante ao do século 18.
[...]
 O hábito da leitura é hoje artigo de primeira necessidade. Escrever e ler fazem parte do 
modo de ser em nosso mundo como falar, escutar, olhar. E, na formação do hábito da leitura, 
a ficção desempenha um papel importante, pela simples razão de que contar e ouvir histórias 
estão embutidos em nosso genoma, acompanham a humanidade há muito tempo.
SCLIAR, Moacyr. Que leitores queremos? A Tarde, Salvador, 23 mar. 2007.
 
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 • Observação da fonte e do autor: O conhecimento prévio de quem escreveu o texto 
constitui-se numa estratégia de compreensão, visto que facilita a identificação da intenção 
textual. Ao reconhecermos o autor do texto – Moacyr Scliar, conhecido cronista –, bem 
como o veículo de publicação – jornal – podemos afirmar que ele é uma crônica.
 • Observação do título: O título pode constituir o menor resumo possível de um texto. 
Por meio dele, certas vezes, identificamos a ideia central do texto, sendo possível, pois, 
descartar afirmações feitas em determinadas alternativas. No texto em questão, o título – 
Que leitores queremos? –, somado a expressões que remetem ao ato de ler (alfabetização, 
palavra, palavra escrita, textos escritos), permite-nos inferir que o texto responde à 
pergunta formulada no título.
 • “Conforme o texto,[...]”, “Intenção do autor” = leitura das alternativas; destaque das 
palavras-chave; busca das palavras-chave no texto.
1. (Assistente de Procuradoria ‒ 2008) Constitui um ponto de vista do autor, expresso no 
texto, o que se afirma em
(01) A correlação de sentido entre a linguagem verbal escrita e o mundo das imagens é 
impossível de se estabelecer.
(02) O interesse do leitor por um determinado texto escrito aumenta quando ele está 
ilustrado com imagens.
(03) O leitor de obras de ficção está bem mais preparado para perceber o caráter 
informativo de um texto.
(04) O texto verbal, escrito ou falado, é algo singular para o ser humano e faz parte da sua 
história.
(05) A comunicação de um texto verbal escrito só se realiza quando transformado em 
imagem.
4. Identificação do “tópico frasal”: intenção textual percebida, geralmente, nos 1º e 2º 
períodos do texto.
5. Identificação de termos cujo aparecimento frequente denuncia determinado enfoque do 
assunto (campo semântico / lexical).
EXEMPLIFICANDO
Estado adere ao pacto de violência contra a mulher
 O Governo do estado aderiu ontem ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra 
a Mulher. O documento que garante a implementação de políticas públicas voltadas para as 
mulheres no combate à violência foi assinado pelo governador José Maranhão e a ministra 
Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas das Mulheres, ligada à Presidência da 
República, além de mais 24 prefeitos, em solenidade realizada no Palácio da Redenção. 
 Na ocasião o governador também anunciou que vai criar a Secretaria das Mulheres, uma 
reivindicação de anos dos movimentos voltados ao direito de igualdade de gêneros. No entanto, 
José Maranhão disse não ser prudente, nesse momento de crise, criar a secretaria. Segundo o 
gestor, se a condição financeira do estado melhorar, a Secretaria das Mulheres pode ser criada 
ainda este ano. “Vamos criar em outro momento, mas garanto que a execução do pacto e a 
política para as mulheres não ficarão prejudicados já que a coordenadoria está criada”, disse. 
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
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 Para a ministra Nilcéia Freire, a Paraíba deu um grande passo no combate à violência contra 
a mulher e revelou que a assinatura do pacto garantirá ao estado um aporte de R$ 8 milhões 
que devem ser investidos no Programa Estadual de Políticas para as mulheres. De acordo 
com a ministra, o pacto tem metas, objetivos, ações a serem cumpridas com implementações 
físicas e financeiras. “A sociedade civil deve fiscalizar se os serviços estão sendo executados 
e os programas realizados. Os governos estadual e municipal, cada um em sua esfera de 
competência, têm papéis diferenciados. O Executivo estadual tem um papel mais importante 
na segurança pública com a criação de delegacias especializadas e a instalação de atendimento 
especializado. Já os municípios têm o papel de instalar os abrigos para as mulheres que vivem 
em situação de risco”, afirmou. 
 A gerente do Programa Estadual de Políticas para as Mulheres, Douraci Vieira, disse que 
o pacto vai possibilitar um combate mais efetivo à violência contra a mulher, pois existem 
dotações orçamentárias para realização dos programas em cada um dos Estados e municípios 
que aderirem ao pacto. Na Paraíba, 24 municípios já aderiram e assinaram o compromisso 
durante solenidade no Palácio da Redenção. Entre os municípios estão João Pessoa, Campina 
Grande, Guarabira, Patos, Cajazeiras, Juazeirinho, São Miguel de Taipu, Araruna, Taperoá, 
Princesa Isabel, Conde e Lucena. Segundo Douraci Vieira, o que ainda compromete a segurança 
das mulheres é o fato de o estado ainda não ter uma Defensoria Pública voltada para mulher. 
ABRIGOS 
 De acordo com Douraci Vieira, como forma de garantir mais proteção, o governo estadual 
vai inaugurar até dezembro duas casas de abrigo para acolher mulheres vítimas de violência. 
Segundo a gerente do programa estadual, a casa será instalada em João Pessoa e Campina 
Grande no primeiro momento, mas a intenção é abrir mais abrigos na Paraíba. O local vai servir 
para proteger as mulheres que estejam sofrendo ameaças de morte. 
 Quanto às delegacias especializadas, Douraci Vieira disse que o secretário estadual de 
Segurança, Gustavo Gominho, está trabalhando para melhorar os serviços e capacitar os 
servidores das delegacias que não são especializadas. Nos seis primeiros meses do ano jáforam 
assassinadas na Paraíba 16 mulheres que, em muitos casos, são vítimas de violência doméstica. 
Disponível em: <http://jornaldaparaiba.globo.com>. Adaptado. 
2. (Agente Administrativo – 2009) A ideia central do texto é 
a) a violência feminina em periferias da capital paraibana como uma preocupação 
exclusiva do governo municipal. 
b) a adesão a políticas públicas que visam à extinção da violência contra a mulher. 
c) o enfrentamento do governo municipal contra os maridos que porventura agridam 
suas esposas. 
d) abrigos para estudantes que foram agredidas por seus companheiros ou familiares. 
e) a criação da Secretaria das Mulheres como resposta aos inúmeros movimentos feitos 
pelas feministas. 
 
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ERROS COMUNS
1. EXTRAPOLAÇÃO
 Ocorre quando o leitor sai do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto, 
normalmente porque já conhecia o assunto devido à sua bagagem cultural.
2. REDUÇÃO
 É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se 
de que o texto é um conjunto de ideias.
EXEMPLIFICANDO
Bichos para a Saúde
 Está nas livrarias a obra O poder curativo dos bichos. Os autores, Marty Becker e Daniel 
Morton, descrevem casos bem-sucedidos de pessoas que derrotaram doenças ou aprenderam 
a viver melhor graças à ajuda de algum animalzinho. Cães, gatos e cavalos estão entre os bichos 
citados. (ISTOÉ)
3. De acordo com o texto,
a) pessoas que têm animais de estimação são menos afeitas a contrair doenças.
b) a convivência entre seres humanos e animais pode contribuir para a cura de males 
físicos daqueles.
c) indivíduos que têm cães e gatos levam uma existência mais prazerosa.
d) apenas cães, gatos e cavalos são capazes de auxiliar o ser humano durante uma 
enfermidade.
e) pessoas bem-sucedidas costumam ter animais de estimação.
Comentário
a) EXTRAPOLAÇÃO: contrair doenças ≠ derrotar doenças.
c) REDUÇÃO: cães e gatos < animalzinho.
d) REDUÇÃO: cães, gatos e cavalos < animalzinho.
e) EXTRAPOLAÇÃO: pessoas bem-sucedidas > casos 
bem-sucedidos de pessoas que derrotaram doenças.
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ESTRATÉGIAS LINGUÍSTICAS
1. PALAVRAS DESCONHECIDAS = PARÁFRASES e CAMPO SEMÂNTICO/LEXICAL.
Paráfrase = versão de um texto, geralmente mais extensa e explicativa, cujo objetivo é torná-
lo mais fácil ao entendimento.
Campo Semântico/Lexical = conjunto de palavras que pertencem a uma mesma área de 
conhecimento.
Exemplo:
Medicina: estetoscópio, cirurgia, esterilização, medicação etc.
EXEMPLIFICANDO
 Curiosamente os estudos científicos sobre ética não mencionam organizações policiais como 
um exemplo das entidades que possuem códigos de ética. Entretanto, muitas organizações 
policiais possuem código de ética. Infelizmente o que ocorre é que elas não priorizam a 
necessidade de institucionalizar tais códigos; eles têm pequena significância operacional. 
De fato, um estatuto de padrões morais ou de valores organizacionais é uma coisa, e outra é 
um código de ética profissional. Destarte, tal como nas corporações executivas, os dirigentes 
policiais têm que praticar autorregulamentação ou sofrer as consequências.
4. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) A palavra “Destarte” pode ser 
substituída, sem prejuízo semântico, por
(01) na verdade.
(02) por outro lado.
(03) dessa forma.
(04) no entanto.
(05) de qualquer maneira.
2. PALAVRAS DE CUNHO CATEGÓRICO NAS ALTERNATIVAS:
 • Advérbios;
 • Artigos;
 • Tempos verbais;
 • Expressões restritivas;
 • Expressões totalizantes;
 • Expressões enfáticas.
 
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Advérbios
EXEMPLIFICANDO
 O monstro – porque é um circo-monstro, que viaja em três vastos trens – chegou de manhã 
e partiu à noite. Ao som das últimas palmas dos espectadores juntou-se o ruído metálico do 
desmonte da tenda capaz de abrigar milhares de pessoas, acomodadas em cadeiras em forma 
de x, que, como por mágica, foram se fechando e formando grupos exatos. E com as cadeiras, 
foram sendo transportadas para outros vagões jaulas com tigres; e também girafas e elefantes 
que ainda há pouco pareciam enraizados ao solo como se estivessem num jardim zoológico. A 
verdade é que quem demorasse uns minutos mais a sair veria esta mágica também de circo: a 
do próprio circo gigante desaparecer sob seus olhos. 
5. Analise as afirmações abaixo. 
I – O circo era mágico, pois desaparecia literalmente num piscar de olhos.
II – O desmonte do circo era tão organizado que parecia um truque de mágica.
III – Apenas alguns minutos eram necessários para desmontar todo o circo.
É correto APENAS o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III
Artigos
EXEMPLIFICANDO
 Curiosamente os estudos científicos sobre ética não mencionam organizações policiais como 
um exemplo das entidades que possuem códigos de ética. Entretanto, muitas organizações 
policiais possuem código de ética. Infelizmente o que ocorre é que elas não priorizam a 
necessidade de institucionalizar tais códigos; eles têm pequena significância operacional. 
De fato, um estatuto de padrões morais ou de valores organizacionais é uma coisa, e outra é 
um código de ética profissional. Destarte, tal como nas corporações executivas, os dirigentes 
policiais têm que praticar autorregulamentação ou sofrer as consequências.
6. Considere as afirmações que seguem.
I – De acordo com o texto, nenhum estudo científico sobre ética menciona organizações 
policiais como exemplo de entidade que possui código de ética.
II – Ainda de acordo com o texto, as organizações policiais, contudo, possuem código de ética.
III – Conforme o texto, todos os dirigentes policiais têm que praticar autorregulamentação.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
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Tempos verbais
EXEMPLIFICANDO
Que leitores queremos?
 Em primeiro lugar, temos de decidir se queremos mesmo leitores. Afinal, 
não faz muito tempo que a alfabetização se disseminou e não faltam pessoas 
que defendam a cultura da imagem, que teoricamente substituiria a cultura da 
palavra, de acordo com aquele slogan segundo o qual uma imagem vale mais 
do que mil palavras.
 Trata-se de um raciocínio equivocado. Como disse Millor Fernandes, a 
imagem só pode se transformar em instrumento de comunicação quando 
podemos dela falar — usando palavras. Das coisas que nos caracterizam como 
seres humanos, que nos diferenciam de outras espécies, a palavra é a mais 
importante. E a palavra escrita, por sua vez, adquire característica de 
transcendência. Não é por acaso que as grandes religiões se baseiam em textos 
escritos: a Bíblia hebraica, o Novo Testamento, o Corão.
 “Estava escrito”: a expressão árabe “Maktub” expressa este caráter 
quase de destino que tem o texto. A invenção do alfabeto foi uma das grandes 
conquistas da humanidade, como foi o livro impresso — um objeto que, 
pela carga de informação (e de emoção) que pode transportar, e por sua 
praticidade, venceu o teste do tempo. O livro de hoje é praticamente igual 
àqueles que Gutemberg imprimia. O jornal ainda é semelhante ao do século 18. [...]
 O hábito da leitura é hoje artigo de primeira necessidade. Escrever e ler 
fazem parte do modo de ser em nosso mundo como falar, escutar, olhar. E, 
na formação do hábito da leitura, a ficção desempenha um papel importante, 
pela simples razão de que contar e ouvir histórias estão embutidos em nosso 
genoma, acompanham a humanidade há muito tempo.
SCLIAR, Moacyr. Que leitores queremos? A Tarde, Salvador, 23 mar. 2007.
7. (Assistente de Procuradoria ‒ 2008) A alternativa em que é verdadeiro o que se afirma 
sobre o fragmento transcrito é a
(01) “se queremos mesmo leitores.” (l. 1) indica uma condição.
(02) “Afinal” (l. 1) introduz uma argumentação que justifica o pensamento anteriormente 
expresso.
(03)“se disseminou” (l. 3) equivale a “se desestruturou”.
(04) “que teoricamente substituiria a cultura da palavra” (l. 3-4) expressa um fato já 
realizado.
(05) “Trata-se de um raciocínio equivocado.” (l. 6) apresenta uma opinião de Millor 
Fernandes, contestada pelo autor do texto.
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
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20. 
21. 
22. 
23. 
 
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Expressões restritivas
EXEMPLIFICANDO
 Como aproximação aos imperativos legais da obediência, pode referir-se que os militares 
só devem acatar ordens que impliquem atos legais, emanados de autoridades legitimamente 
instituídas. [...] A obediência moral do militar é exatamente igual à de qualquer outro cidadão. 
[...]
8. (Bombeiros ‒ 2006) Quando o articulista afirma que “os militares só devem acatar 
ordens que impliquem atos legais”, ele está emitindo um pensamento de cunho
(01) ilógico.
(02) restritivo.
(03) duvidoso.
(04) contraditório.
(05) inconsequente
Expressões totalizantes / Expressões enfáticas
EXEMPLIFICANDO
Ética Policial: uma necessidade institucional
 No mundo dos negócios, quando uma corporação antiética fere os consumidores, o governo 
interfere e implementa formas de controle para salvaguardar o público. A indústria privada tem 
que praticar autorregulamentação ou se adequar à regulamentação governamental. Muitas 
profissões, tais como as de médicos, advogados, engenheiros etc. usam código de ética como 
uma forma de autorregulamentação.
 Curiosamente os estudos científicos sobre ética não mencionam organizações policiais como 
um exemplo das entidades que possuem códigos de ética. Entretanto, muitas organizações 
policiais possuem código de ética. Infelizmente o que ocorre é que elas não priorizam a 
necessidade de institucionalizar tais códigos; eles têm pequena significância operacional. 
De fato, um estatuto de padrões morais ou de valores organizacionais é uma coisa, e outra é 
um código de ética profissional. Destarte, tal como nas corporações executivas, os dirigentes 
policiais têm que praticar autorregulamentação ou sofrer as consequências. Eles precisam se 
certificar de que seus subordinados tomem decisões éticas, em todos os níveis, no dia a dia do 
trabalho policial, ou arriscar a perda da confiança pública.
 Quando os cidadãos desconfiam da polícia, seja esta desconfiança real, seja uma perspectiva, 
eles irão eventualmente reagir ao controle e exercê-lo por meio de ataques à instituição com 
reclamações, críticas, moções etc., demandando também controle externo da atividade policial 
e, até mesmo, o que se pretende fazer atualmente: mudança na legislação para tirar das mãos 
consagradas de profissionais experientes e competentes, atribuições tipicamente policiais que, 
se desenvolvidas por outras instituições, poderiam levar a investigação criminal ao caos.
 Na realidade, o comportamento ético está implícito na polícia há muitos anos. Entretanto, 
as complexidades de uma sociedade pluralística com valores flutuantes ditam mais do que 
códigos de ética. Os dirigentes de organizações policiais deveriam seriamente considerar a 
institucionalização da ética além de lutarem por uma legislação orgânica de regimento interno, 
pois ela significa a aquisição da ética formal e explicitamente dentro do trabalho cotidiano da 
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
www.acasadoconcurseiro.com.br 15
organização. Significa fazer da ética uma regularidade, como parte normal do policiamento. Isso 
requer a colocação da ética no topo da política organizacional e por meio de códigos formais.
 Um código de ética tem vantagens distintas. Ele proporciona um estável guia permanente de 
condutas aceitáveis e não aceitáveis; oferece diretrizes para a solução de situações eticamente 
ambíguas; e age como um aferidor sobre os poderes autocráticos dos servidores.
 Enfim, a institucionalização da ética não é uma coisa que se pode visualizar a curto prazo ou 
como único critério para tomada de decisões da organização policial. A integração da ética é um 
lento e contínuo processo. Algumas organizações policiais do país já tomaram essa iniciativa e 
incorporaram um código de ética profissional. Será que as organizações policiais do Distrito 
Federal poderiam fazer menos do que isso?
ÉSPER. João Kleiber Ésper. ACADEPOL. Disponível em: <http://www.acadepol.mg.gov.br/
index.php?option=com_content&view=article&id=38:etica-policial-uma-necessidade-
catid=15&Itemid=19>. Acesso em: maio 2012.
9. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) A leitura do texto permite afirmar que
(01) a justificativa para a não concretização do código de ética nas organizações 
representativas do Brasil é a certeza de que a sua implantação é um processo lento, 
burocrático e longo.
(02) a ausência da institucionalização do código de ética para uma organização policial 
pode gerar a falta de crença dos cidadãos, que passam a criticar essa organização.
(03) a instituição policial, ao contrário de todas as outras instituições, não se preocupa em 
elaborar um código de ética.
(04) o controle das condutas éticas e dos valores contemporâneos considerados múltiplos 
e complexos está condicionado à criação de um código de ética policial.
(05) toda organização apresenta o seu código de ética, no entanto nenhuma delas se 
preocupa em institucionalizá-lo.
10. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) Segundo o enunciador do texto, o 
código de ética nas organizações policiais
(01) torna-se desnecessário, por causa da condição inerente de ética do policial.
(02) torna-se aspecto fundamental diante das outras profissões, sendo, portanto, mais 
importante.
(03) segue uma linha de raciocínio diferente dos códigos de ética de outras profissões.
(04) possibilita as mais diversas ações policiais, garantindo a multiplicidade de soluções de 
acordo com a especificidade de cada caso.
(05) estimula a autorregulação cotidiana, permitindo que os policiais tomem decisões 
éticas e que não sejam destituídos de atribuições inerentes à sua profissão.
 
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INFERÊNCIA
Observe a seguinte frase:
Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.
Nela, o falante transmite duas informações de maneira explícita:
a) que ele frequentou um curso superior;
b) que ele aprendeu algumas coisas.
Ao ligar as duas informações por meio de “mas”, comunica também, de modo implícito, sua critica 
ao ensino superior, pois a frase transmite a ideia de que nas faculdades não se aprende muita coisa.
INFERÊNCIA = ideias implícitas, sugeridas, que podem ser depreendidas a partir da leitura do 
texto, de certas palavras ou expressões contidas na frase.
Enunciados = “Infere-se”, Deduz-se”, “Depreende-se”, etc.
EXEMPLIFICANDO
BOTYR. Disponível em: <http://www.matutando.com/charge-violencia-no-brasil/>. Acesso em: 
maio de 2012).
11. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012 A charge tem como principal denúncia a
(01) desigualdade social, que provoca a violência.
(02) ignorância dos assaltantes.
(03) falta de humanidade da polícia.
(04) crise econômica em razão da violência urbana.
(05) banalização da violência. 
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EXTRATEXTUALIDADE
A questão formulada por meio do texto encontra-se fora do universo textual, exigindo do aluno 
conhecimento mais amplo de mundo. 
EXEMPLIFICANDO
Fogo no coração
 O fumo, aristocraticamente, azul, mas falso como certos sangues, deu lugar a grossos 
rolos de partículas em suspensão, uma trave caiu, o lustre desfez-se e as línguas de fogo, que 
são as mais viperinas, e as gengivas de lume, rubras e descarnadas, tragavam os móveis e as 
tapeçarias.
 — Quem é esse belo jovem com capacete de oiro? — perguntou a velha senhora, reclinada 
no sofá.
12. (Bombeiro ‒ 2006) Com a afirmação “O fumo, aristocraticamente, azul, mas falso como 
certos sangues”, o contista revela-se
(01) descrentequanto à conduta de determinadas pessoas.
(02) incapaz de aceitar as diferenças de classe.
(03) frustrado diante de sua condição social.
(04) crítico-irônico em relação à nobreza.
(05) apegado às convenções sociais.
ELEMENTOS REFERENCIAIS – COESÃO E COERÊNCIA
À retomada feita para trás dá-se o nome de anáfora e a referência feita para a frente recebe o 
nome de catáfora. 
Observe:
1. Carlos mora com a tia. Ele faz faculdade de Psicologia. 
Ele – retomada de Carlos = anáfora.
2. A verdade é esta: o cachorro de Carlos chama-se Lulu. 
Esta – informação para a frente = catáfora.
 
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MECANISMOS
Repetição
EXEMPLIFICANDO
Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. 
O preço do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
— porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.
GULLAR, Ferreira. Não há vagas. In: Toda poesia: 1950-1980. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 1983. p. 224.
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13. (Assistente de Procuradoria ‒ 2008) O sujeito poético, nesse texto,
(01) enaltece a concepção de poesia que valoriza o inacessível, o inexistente.
(02) empresta sua voz às coisas grandiosas em seu fazer poético.
(03) mostra saídas para os obstáculos enfrentados pelo homem comum no seu dia a 
dia.
(04) vê o poema como um meio de comunicação isento de qualquer compromisso fora 
da arte em si mesma.
(05) enfatiza, por meio da repetição de certas estruturas sintáticas, temas que tratam 
do mesmo problema.
Elipse: é a omissão de um termo que pode ser facilmente deduzido pelo contexto.
Pronomes: a função gramatical do pronome é justamente a de substituir ou acompanhar um 
nome. Ele pode, ainda, retomar toda uma frase ou toda a ideia contida em um parágrafo ou no 
texto todo. 
Advérbios: palavras que exprimem circunstâncias, principalmente as de lugar, tempo, modo, 
causa...
Nomes deverbais: são derivados de verbos e retomam a ação expressa por eles. Servem, 
ainda, como um resumo dos argumentos já utilizados.
Outros elementos coesivos.
EXEMPLIFICANDO
Por outro lado, também há integrantes dos órgãos de segurança pública que mal ingressaram 
nas suas fileiras e já se mostram cansados, apáticos e indiferentes aos problemas e soluções 
afeitas ao seu objeto de trabalho.
14. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) O termo coesivo “mal” sugere, no 
contexto em que está inserido, uma ideia de
(01) modo defeituoso.
(02) condição escassa.
(03) modo pouco comum.
(04) algo imediatamente posterior a uma ação.
(05) negação explícita a uma afirmação anterior.
 
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POLISSEMIA
Significa (poli = muitos; semia = significado) “muitos sentidos”, contudo, assim que se insere 
no contexto, a palavra perde seu caráter polissêmico e assume significado específico, isto é, 
significado contextual. 
Os vários significados de uma palavra, em geral, têm um traço em comum. A cada um deles dá-
se o nome de acepção.
• A cabeça une-se ao tronco pelo pescoço.
• Ele é o cabeça da rebelião.
• Sabrina tem boa cabeça.
EXEMPLIFICANDO
ÉTICA MILITAR
Os imperativos da obediência
 A obediência é uma virtude militar suprema, essencial ao cumprimento pronto e eficiente 
das ordens legais dos legítimos superiores hierárquicos. [...] A obediência dos militares está 
sujeita a imperativos de ordem política, técnica, doutrinária, legal, moral e operacional. [...]
 Ao militar cumpre operacionalizar a política do Estado, através do emprego da força armada, 
o que deve ser feito colocando a competência especializada adquirida com a formação, o treino 
e a experiência profissional, ao serviço de uma absoluta neutralidade política. Esse dogma 
da obediência militar, em democracia, significa servir com independência aos fins do Estado: 
informando às autoridades políticas sobre os meios necessários para garantir a segurança 
nacional; analisando e relatando as implicações militares das diferentes linhas de ação política 
adotadas para o Estado; e operacionalizando as decisões políticas sobre segurança militar, 
mesmo quando não se concorda com a opção escolhida.
 O imperativo técnico da obediência assumiu especial relevância desde que as tecnologias de 
telecomunicações permitiram a intervenção, permanentemente e em tempo real, do decisor político 
no campo de batalha. Nem sempre o político resiste à tentação de invadir a esfera de competência 
técnica do militar, querendo dirigir as operações e, até, por vezes, as ações táticas elementares. Tal 
atitude representa uma violação e uma adulteração dos padrões profissionais do militar, podendo 
originar um conflito entre a obediência devida ao político e a competência técnica ameaçada pelo 
político. Para evitar os graves inconvenientes dessa situação, o político deve preocupar-se com os 
objetivos e as modalidades de ação, para que o militar possa conduzir a ação armada tirando pleno 
partido da sua competência especializada.
No campo doutrinário, a obediência rígida e inflexível impede que surjam novas ideias e torna os 
militares muito conservadores em nível dos conceitos estratégicos. Como afirmou Liddel Hart, “só 
há uma coisa mais difícil do que pôrna cabeça de um militar uma nova ideia, é tirar a antiga”. [...]
Como aproximação aos imperativos legais da obediência, pode referir-se que os militares só 
devem acatar ordens que impliquem atos legais, emanados de autoridades legitimamente 
instituídas. [...] A obediência moral do militar é exatamente igual à de qualquer outro cidadão. 
[...]
 Do ponto de vista operacional, a obediência é essencial para se alcançarem os objetivos 
militares superiormente definidos. Os comandantes devem ser competentes, o que não 
impede os erros inerentes às decisões de qualquer ser humano. No entanto, normalmente, a 
obediência pronta às suas ordens evita consequências mais gravosas que as decorrentes dos 
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
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eventuais erros. Por isso, a obediência operacional nunca deve ser posta em causa por disputas 
de competência.
RIBEIRO, António Silva. Ética militar. Os imperativos da obediência. Disponível em: <http://
www.marinha.pt/extra/revista/ra_jan2001/pag4.html>. Acesso em: 17 maio 2006. 
15. (Bombeiros-2006) Assinale a alternativa correta.
(01) No trecho “A obediência é uma virtude militar suprema, essencial ao cumprimento 
pronto e eficiente das ordens legais dos legítimos superiores hierárquicos. [...] 
A obediência dos militares está sujeita a imperativos de ordem política, técnica, 
doutrinária, legal, moral e operacional.”, as palavras “ordens” e “ordem” servem 
para exemplificar o caráter polissêmico da língua portuguesa.
(02) O vocábulo “Esse”, em “Esse dogma da obediência militar”, pressupõe algo que vai ser 
dito.
(03) A palavra “implicações” (“analisando e relatando as implicações militares 
das diferentes linhas de ação política adotadas para o Estado”) é o oposto de 
“inconvenientes” (“Para evitar os graves inconvenientes dessa situação, o político 
deve preocupar-se com os objetivos e as modalidades de ação”).
(04) A expressão “diferentes linhas de ação política” (“analisando e relatando as 
implicações militares das diferentes linhas de ação política adotadas para o 
Estado”) tem o mesmo significado de “ações táticas elementares” (“Nem sempre 
o político resiste à tentação de invadir a esfera de competência técnica do militar, 
querendo dirigir as operações e, até, por vezes, as ações táticas elementares.”)
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Denotação:Significação objetiva da palavra – valor referencial; é a palavra em “estado de 
dicionário“.
Conotação: Significação subjetiva da palavra; ocorre quando a palavra evoca outras realidades 
devido às associações que ela provoca.
EXEMPLIFICANDO
Que leitores queremos?
 Em primeiro lugar, temos de decidir se queremos mesmo leitores. Afinal, não faz muito 
tempo que a alfabetização se disseminou e não faltam pessoas que defendam a cultura da 
imagem, que teoricamente substituiria a cultura da palavra, de acordo com aquele slogan 
segundo o qual uma imagem vale mais do que mil palavras.
 Trata-se de um raciocínio equivocado. Como disse Millor Fernandes, a imagem só pode 
se transformar em instrumento de comunicação quando podemos dela falar — usando 
palavras. Das coisas que nos caracterizam como seres humanos, que nos diferenciam de outras 
espécies, a palavra é a mais importante. E a palavra escrita, por sua vez, adquire característica 
de transcendência. Não é por acaso que as grandes religiões se baseiam em textos escritos: a 
Bíblia hebraica, o Novo Testamento, o Corão.
 
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 “Estava escrito”: a expressão árabe “Maktub” expressa este caráter quase de destino que 
tem o texto. A invenção do alfabeto foi uma das grandes conquistas da humanidade, como foi o 
livro impresso — um objeto que, pela carga de informação (e de emoção) que pode transportar, 
e por sua praticidade, venceu o teste do tempo. O livro de hoje é praticamente igual àqueles 
que Gutemberg imprimia. O jornal ainda é semelhante ao do século 18.
 O hábito da leitura é hoje artigo de primeira necessidade. Escrever e ler fazem parte do 
modo de ser em nosso mundo como falar, escutar, olhar. E, na formação do hábito da leitura, 
a ficção desempenha um papel importante, pela simples razão de que contar e ouvir histórias 
estão embutidos em nosso genoma, acompanham a humanidade há muito tempo.
SCLIAR, Moacyr. Que leitores queremos? A Tarde, Salvador, 23 mar. 2007.
16. (Assistente de Procuradoria-2008) Contém um exemplo de linguagem figurada o 
fragmento transcrito na alternativa
(01) “temos de decidir se queremos mesmo leitores.” 
(02) “não faltam pessoas que defendam a cultura da imagem.”
(03) “Trata-se de um raciocínio equivocado."
(04) “O livro de hoje é praticamente igual àqueles que Gutemberg imprimia.” 
(05) “O hábito da leitura é artigo de primeira necessidade.”
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS
Sinônimos
Palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. Os sinônimos podem ser: 
Perfeitos: significado absolutamente igual, o que não é muito frequente.
Exemplo: morte = falecimento / idoso = ancião
Imperfeitos: o significado das palavras é apenas semelhante.
Exemplo: belo~formoso/ adorar~amar / fobia~receio
Antônimos
Palavras que possuem significados opostos, contrários. Pode originar-se do acréscimo de um 
prefixo de sentido oposto ou negativo.
Exemplos: 
mal X bem 
ausência X presença 
fraco X forte 
claro X escuro 
subir X descer 
cheio X vazio 
possível X impossível 
simpático X antipático
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
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EXEMPLIFICANDO
Fogo no coração
O fumo, aristocraticamente, azul, mas falso como certos sangues, deu lugar a grossos rolos de 
partículas em suspensão, uma trave caiu, o lustre desfez-se e as línguas de fogo, que são as mais 
viperinas, e as gengivas de lume, rubras e descarnadas, tragavam os móveis e as tapeçarias.
— Quem é esse belo jovem com capacete de oiro? — perguntou a velha senhora, reclinada no sofá.
Sacudindo algumas faúlhas da libré, o mordomo esclareceu:
— Este belo jovem com capacete de oiro é um bombeiro, “milady”.
— Pois devia ter chegado mais cedo — suspirou a velha senhora.
— Quinze minutos antes de o palacete começar a arder — completou o mordomo.
— Trinta anos mais cedo, antes do fim da idade de amar— retificou a velha senhora, com um 
sorriso repleto de implicações.
 — Não é hábito chegarmos antes dos incêndios — refletiu o bombeiro.
— Preconceitos, horas de serviço e burocracias — resmungou o mordomo.
— Só aparecemos — insistiu o bombeiro — quando nos chamam. [...]
O mordomo deu algumas palmadas na orla do reposteiro lambido pelas chamas. E a velha 
senhora protestou:
— O bombeiro devia vir mais vezes. Como o leiteiro e o vendedor de detergentes.
— Os bombeiros, minha senhora, não podem andar por aí com uma malinha e uma mangueira 
a correr de casa em casa — manifestou o bombeiro, delicadamente. 
E noutro tom: — Estou a ver os voluntários a oferecer fogos a preços módicos. Arda agora e 
pague depois. Incêndios por catálogo, como se faz com as urnas e as flores dos mortos.
A velha senhora teve um pequeno gesto de contrariedade.
— Primeiro, venderiam o incêndio; depois o processo de o extinguirem. Tal como uma farmácia 
ligada a uma agência funerária.
[...]
— E você veio sozinho a este meu fogo?
E o bombeiro:
— Tenho os camaradas, lá em baixo, com o material.
[...]
Uma cabeça assomou à janela.
— É o meu camarada — apresentou o bombeiro.
— Que entre. Tomem uma taça de champanhe — oferece a velha senhora.
— Há uma chamada telefônica para ti — anuncia o camarada.
[...]
O camarada, que tinha alma de antiquário, ao ver uma cantoneira cheia de retorcidos retorcer-
se ainda mais repetia:
 
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— Que lástima... Que lástima...
— Que pena... — murmurou então a velha senhora, ao ouvido chamuscado do belo jovem com 
capacete de oiro. — Que pena você não ter chegado 60 trinta anos atrás, quando o meu peito 
se inflamava deveras e o meu coração ainda podia arder...
FERNANDO, Santos. Fogo no coração. Disponível em: <http://72.14.209.104/
search?q=cache:QKkSrVdSyfkJ:www.releituras.com/sfernando_fo...>. Acesso em: 19 maio 
2005.
17. (Bombeiros ‒ 2006) No texto, o termo
(01) “certos” (“O fumo, aristocraticamente, azul, mas falso como certos sangues”) expressa 
a ideia de exatidão.
(02) “retificou” (“— Pois devia ter chegado mais cedo — suspirou a velha senhora. / — 
Quinze minutos antes de o palacete começar a arder — completou o mordomo. / — 
Trinta anos mais cedo, antes do fim da idade de amar— retificou a velha senhora, com 
um sorriso repleto de implicações.”) é o oposto de “protestou” (“E a velha senhora 
protestou: / — O bombeiro devia vir mais vezes. Como o leiteiro e o vendedor de 
detergentes.”)
(03) “lambido” (“O mordomo deu algumas palmadas na orla do reposteiro lambido pelas 
chamas.”) está empregado em seu sentido próprio.
(04) “lástima” (“O camarada, que tinha alma de antiquário, ao ver uma cantoneira cheia de 
retorcidos retorcer-se ainda mais repetia: / — Que lástima... Que lástima...”) é sinônimo 
de “pena” (“— Que pena... — murmurou então a velha senhora”)
(05) “peito” (“— Que pena você não ter chegado 60 trinta anos atrás, quando o meu 
peito se inflamava deveras e o meu coração ainda podia arder...”) assume um sentido 
inteiramente dissociado de “coração”.
TIPOLOGIA TEXTUAL
Narração: Modalidade na qual se contam um ou mais fatos – fictício ou não – que ocorreram em 
determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Há uma relação de anterioridade 
e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. 
Descrição: É a modalidade na qual se apontam as características que compõem determinado 
objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Usam-se adjetivos para tal.
Argumentação: Modalidade na qual se expõem ideias e opiniões gerais, seguidas da 
apresentação de argumentos que as defendam e comprovem. 
Exposição: Apresenta informações sobre assuntos, expõe ideias, explica e avalia e reflete Não 
faz defesa de uma ideia, pois tal procedimento é característico do texto dissertativo. O texto 
expositivo apenas revela ideias sobre um determinado assunto. Por meio da mescla entre texto 
expositivo e narrativo, obtém-se o que conhecemos por relato.
Injunção: Indica como realizar uma ação. Também é utilizado para predizer acontecimentos 
e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples.Os verbos são, na sua maioria, 
empregados no modo imperativo. 
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EXEMPLIFICANDO
Amar é...
Noite de chuva
Debaixo das cobertas
As descobertas
Ricardo Silvestrin
18. De acordo com a tipologia textual, o texto é
a) descritivo.
b) expositivo.
c) argumentativo.
d) injuntivo.
e) narrativo.
GÊNEROS TEXTUAIS
EDITORIAL: Texto opinativo/argumentativo, não assinado, no qual o autor (ou autores) não 
expressa a sua opinião, mas revela o ponto de vista da instituição. Geralmente, aborda assuntos 
bastante atuais. Busca traduzir a opinião pública acerca de determinado tema, dirigindo-se 
(explícita ou implicitamente) às autoridades, a fim de cobrar-lhes soluções.
ARTIGOS: São os mais comuns. São textos autorais – assinados –, cuja opinião é da inteira 
responsabilidade de quem o escreveu. Seu objetivo é o de persuadir o leitor. 
NOTÍCIAS: São autorais, apesar de nem sempre serem assinadas. Seu objetivo é tão somente o 
de informar, não o de convencer.
CRÔNICA: Fotografia do cotidiano, realizada por olhos particulares. Geralmente, o cronista 
apropria-se de um fato atual do cotidiano, para, posteriormente, tecer críticas ao status quo, 
baseadas quase exclusivamente em seu ponto de vista. A linguagem desse tipo de texto é 
predominantemente coloquial.
BREVE ENSAIO: É autoral; trata-se de texto opinativo/argumentativo, assinado, no qual o autor 
expressa a sua opinião. Geralmente, aborda assuntos 
PEÇA PUBLICITÁRIA: A propaganda é um modo específico de apresentar informação sobre 
produto, marca, empresa, ideia ou política, visando a influenciar a atitude de uma audiência 
em relação a uma causa, posição ou atuação. A propaganda comercial é chamada, também, de 
publicidade. Ao contrário da busca de imparcialidade na comunicação, a propaganda apresenta 
informações com o objetivo principal de influenciar uma audiência. Para tal, frequentemente, 
apresenta os fatos seletivamente (possibilitando a mentira por omissão) para encorajar 
determinadas conclusões, ou usa mensagens exageradas para produzir uma resposta emocional 
e não racional à informação apresentada. Costuma ser estruturado por meio de frases curtas e 
em ordem direta, utilizando elementos não verbais para reforçar a mensagem.
 
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CHARGE: É um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar algum acontecimento atual 
com uma ou mais personagens envolvidas. A palavra é de origem francesa e significa carga, 
ou seja, exagera traços do caráter de alguém ou de algo para torná-lo burlesco. Apesar de ser 
confundida com cartum, é considerada totalmente diferente: ao contrário da charge, que tece 
uma crítica contundente, o cartum retrata situações mais corriqueiras da sociedade. Mais do 
que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social mediante o artista expressa 
graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas por meio do humor e da sátira.
QUADRINHOS: Hipergênero, que agrega diferentes outros gêneros, cada um com suas 
peculiaridades.
EXEMPLIFICANDO
Inferno e paraíso
 Por certo, existe o Carnaval. Mas a ideia de que o Brasil é uma espécie de paraíso onde 
pouco se trabalha corresponde, em boa medida, a um preconceito, quando se tomam em 
comparação os padrões vigentes nas sociedades europeias, por exemplo.
 Já se a métrica for a realidade de países asiáticos, não há razão para tomar como 
especialmente infelizes as declarações do empresário taiwanês Terry Gou, presidente da 
Foxconn, a respeito da operosidade dos brasileiros. O Brasil – país em que a empresa de 
componentes eletrônicos planeja investir uma soma bilionária para fabricar telefones e tablets 
–, tem grande potencial, disse Terry Gou numa entrevista à TV taiwanesa. Mas os brasileiros 
“não trabalham tanto, pois estão num paraíso”, acrescentou o investidor.
A frase, relatada pelo correspondente da Folha em Pequim, Fabiano Maisonnave, insere-
se entre outras ressalvas feitas pelo empresário quanto à possibilidade de o Brasil tornar-se 
fornecedor internacional de componentes eletrônicos.
Quaisquer que sejam os seus julgamentos sobre o Brasil, as declarações do empresário 
embutem um paradoxo típico da era globalizada. Refletem o clássico modelo da ética do 
trabalho – antes associada aos países anglo-saxônicos, agora proeminente nas economias do 
Oriente. Ocorre que, na sociedade de consumo contemporânea, a esse modelo veio sobrepor-
se outro – o da ética empresarial.
Nem sempre os modelos coincidem. Haja vista as frequentes denúncias a respeito de 
superexploração de mão de obra nas economias asiáticas, que já se voltaram, por exemplo, 
contra empresas de artigos esportivos e agora ganham projeção no mundo da informática. A 
tal ponto que a Apple, preocupada com o impacto moral negativo em sua imagem, instituiu um 
sistema de inspeções de fornecedores para precaver-se de acusações dessa ordem. A própria 
Foxconn, de Terry Gou, foi objeto de severas reportagens e denúncias a respeito.
 É de perguntar em que medida a globalização dos mercados – e dos próprios hábitos 
culturais – permitirá, no futuro, a coexistência entre regimes “infernais” e “paradisíacos” nas 
relações de trabalho. Sob crescente pressão pública, é possível que noções como a de Terry 
Gou venham, aos poucos, parecer bem menos modernas do que os produtos que fabrica.
FOLHA DE S.PAULO. Editoriais. A2 opinião. p. 2, 26 fev. 2012.)
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19. O editorialista
a) confronta a Foxconn com a Apple, com o objetivo de defender a segunda como modelo 
que garante, em escala global, todos os direitos do trabalhador em empresa de 
eletrônicos.
b) admite desconhecer os verdadeiros motivos de o taiwanês Terry Gou ter declarado que 
o Brasil é um país paradisíaco.
c) apresenta as razões que o fazem defender a competência do Brasil em tornar-se 
fornecedor internacional de componentes eletrônicos.
d) interpreta a fala de Terry Gou como expressão do específico momento histórico em 
que o intercâmbio econômico e cultural entre países é uma realidade.
e) analisa as implicações econômicas da falta de coerência dos empresários internacionais 
ao avaliarem a capacidade produtiva de um país que deseja ingressar no mercado 
globalizado.
Leia o texto a seguir:
 Conheço excelentes profissionais que, apesar de possuírem muitos anos de serviço prestado 
à instituição e de terem idade superior àquela tida como imprescindível para o exercício da 
atividade policial em determinadas Unidades, se mantêm permanentemente empenhados e 
vibrantes nas ocorrências que se
envolvem durante a execução do serviço, além de cônscios da importância da função que 
desempenham para a preservação da ordem pública.
 Por outro lado, também há integrantes dos órgãos de segurança pública que mal ingressaram 
nas suas fileiras e já se mostram cansados, apáticos e indiferentes aos problemas e soluções 
afetas ao seu objeto de trabalho.
 Dedicação e responsabilidade não se medem por idade ou tempo de serviço prestado. 
Esses são requisitos essenciais e sempre presentes no bom profissional, independente da 
percepção de benefícios de ordem financeira (gratificações, horas-extras ou diárias) ou do 20 
reconhecimento institucional (elogios ou recompensas do serviço) que, diga-se de passagem, 
são sempre bons de ser recebidos, mas que não podem (ou não deveriam) se constituir objetivo 
final ou único das ações empreendidas.
CARDOSO, Rosuilson. Opinião. Disponível em: <http://abordagempolicial.com/2011/09/
dedicacao-e-responsabilidade-nao-exigem-tempo-de-servico/. 26 set. 2011>. Acesso em: maio 
2011.
20. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) De acordo com a leitura do texto, o bom 
profissional é aquele que
(01) apresenta tempo de serviço suficiente para conhecer as principais funções executivas 
de um policial.
(02) se dedica exclusivamente a sua profissão, mesmodiante de propostas de trabalho 
mais vantajosas.
(03) evidencia, já no início de sua carreira, reverência e respeito para com a sua corporação 
policial.
(04) preserva-se dedicado e responsável ao seu trabalho, independente do tempo de 
serviço, da aquisição de benefícios ou do reconhecimento institucional.
(05) reconhece a importância da sua função social à medida que há reconhecimento 
institucional
 
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Estado adere ao pacto de violência contra a mulher
 O Governo do estado aderiu ontem ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra 
a Mulher. O documento que garante a implementação de políticas públicas voltadas para as 
mulheres no combate à violência foi assinado pelo governador José Maranhão e a ministra 
Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas das Mulheres, ligada à Presidência da 
República, além de mais 24 prefeitos, em solenidade realizada no Palácio da Redenção. 
 Na ocasião o governador também anunciou que vai criar a Secretaria das Mulheres, uma 
reivindicação de anos dos movimentos voltados ao direito de igualdade de gêneros. No entanto, 
José Maranhão disse não ser prudente, nesse momento de crise, criar a secretaria. Segundo o 
gestor, se a condição financeira do estado melhorar, a Secretaria das Mulheres pode ser criada 
ainda este ano. “Vamos criar em outro momento, mas garanto que a execução do pacto e a 
política para as mulheres não ficarão prejudicados já que a coordenadoria está criada”, disse. 
 Para a ministra Nilcéia Freire, a Paraíba deu um grande passo no combate à violência contra 
a mulher e revelou que a assinatura do pacto garantirá ao estado um aporte de R$ 8 milhões 
que devem ser investidos no Programa Estadual de Políticas para as mulheres. De acordo 
com a ministra, o pacto tem metas, objetivos, ações a serem cumpridas com implementações 
físicas e financeiras. “A sociedade civil deve fiscalizar se os serviços estão sendo executados 
e os programas realizados. Os governos estadual e municipal, cada um em sua esfera de 
competência, têm papéis diferenciados. O Executivo estadual tem um papel mais importante 
na segurança pública com a criação de delegacias especializadas e a instalação de atendimento 
especializado. Já os municípios têm o papel de instalar os abrigos para as mulheres que vivem 
em situação de risco”, afirmou. 
 A gerente do Programa Estadual de Políticas para as Mulheres, Douraci Vieira, disse que 
o pacto vai possibilitar um combate mais efetivo à violência contra a mulher, pois existem 
dotações orçamentárias para realização dos programas em cada um dos Estados e municípios 
que aderirem ao pacto. Na Paraíba, 24 municípios já aderiram e assinaram o compromisso 
durante solenidade no Palácio da Redenção. Entre os municípios estão João Pessoa, Campina 
Grande, Guarabira, Patos, Cajazeiras, Juazeirinho, São Miguel de Taipu, Araruna, Taperoá, 
Princesa Isabel, Conde e Lucena. Segundo Douraci Vieira, o que ainda compromete a segurança 
das mulheres é o fato de o estado ainda não ter uma Defensoria Pública voltada para mulher. 
ABRIGOS 
De acordo com Douraci Vieira, como forma de garantir mais proteção, o governo estadual 
vai inaugurar até dezembro duas casas de abrigo para acolher mulheres vítimas de violência. 
Segundo a gerente do programa estadual, a casa será instalada em João Pessoa e Campina 
Grande no primeiro momento, mas a intenção é abrir mais abrigos na Paraíba. O local vai servir 
para proteger as mulheres que estejam sofrendo ameaças de morte. 
Quanto às delegacias especializadas, Douraci Vieira disse que o secretário estadual de 
Segurança, Gustavo Gominho, está trabalhando para melhorar os serviços e capacitar os 
servidores das delegacias que não são especializadas. Nos seis primeiros meses do ano já foram 
assassinadas na Paraíba 16 mulheres que, em muitos casos, são vítimas de violência doméstica. 
(Disponível em: <http://jornaldaparaiba.globo.com>. Adaptado.)
TRE-SC (Técnico Judiciário) – Interpretação de Texto – Profª Maria Tereza
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21. (Agente Administrativo – 2009) Marque a alternativa que estiver correta. 
a) O Governo do Estado criará abrigos para mulheres vítimas da violência em muitas 
cidades paraibanas em pouquíssimo tempo. 
b) Douraci Viana é a representante do Programa Estadual de Políticas para Mulheres. 
c) Nesse ano, dezesseis mulheres foram mortas na Paraíba, algumas das quais vítimas de 
violência doméstica. 
d) Segundo o Governo, a criação da secretaria no momento será possível, visto que 
estamos enfrentando um momento de crise. 
e) Com relação ao investimento recebido pelo Estado, em função da adesão ao pacto de 
violência contra as mulheres, os cidadãos não deverão ter a tarefa de fiscalizar se os 
serviços estão sendo executados e os programas funcionando a contento. 
22. (Agente Administrativo – 2009) Sobre o texto podemos afirmar o seguinte: 
a) Trata-se de um texto jornalístico. 
b) O texto que lemos é do gênero artigo científico.
c) Parece ser um relatório. 
d) É um e-mail escrito para o governador do Estado da Paraíba. 
e) Esse texto é uma carta-protesto. 
Aplausos à ação popular
 Na quarta-feira 19 [de maio do ano em curso], o Senado aprovou o projeto Ficha Limpa, 
que impede a candidatura de políticos condenados por crimes graves em tribunais colegiados 
(com mais de um juiz). Além disso, a nova lei deixa de preservar os direitos políticos de quem 
renuncia para escapar de uma eventual cassação. Medida de iniciativa popular, recebeu mais 
de 1,6 milhão de assinaturas até ser apresentada no Congresso, em setembro de 2009. Para o 
professor Fabiano Santos, coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Congresso do Iuperj, a 
legislação traz avanços inegáveis, por impedir “a distorção na representação política, causada 
por aqueles que veem no mandato a garantia da impunidade”. O projeto depende de sansão 
presidencial.
 Perguntado sobre o que representa a aprovação desse projeto, respondeu que “Uma coisa 
é o símbolo, o espírito da legislação. Outra coisa são os resultados, se para um dado objetivo 
esse é o melhor instrumento e o melhor meio. Do ponto de vista do processo político, é muito 
interessante esse instrumento de participação popular previsto na Constituição de 1988, que é 
pouco utilizado por ser muito custoso. Trata-se de uma lei que vem da sociedade, o que mostra 
o interesse popular. Além disso, é uma demanda apartidária. Essa modalidade de intervenção 
tem de ser valorizada, e mostra um desenvolvimento da democracia.”
 Questionado ainda sobre os resultados esperados, disse “O que se quer é que as pessoas 
não se candidatem ao Legislativo com o objetivo de escapar de um processo punitivo, o que 
sabemos que acontece muito. Isso é uma distorção da lei, porque alguns políticos não têm 
ambição de representar a população, e sim de gozar da imunidade parlamentar, dos foros 
privilegiados de julgamento. A nova lei, nesse sentido, denota uma tentativa genuína de 
aperfeiçoamento institucional.”
APLAUSOS à ação popular. Carta Capital, São Paulo: Confiança, ano XV, n. 597, p. 17, 26 maio 
2010. Semana. Entrevista concedida à Carta Capital por Fabiano Santos. Adaptado.
 
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23. (Assistente de Procuradoria ‒ 2010) As informações veiculadas no texto permitem afirmar 
que o projeto Ficha Limpa
(01) visa impedir a eleição dos desqualificados culturalmente para representação política 
do povo.
(02) constitui um meio de intervenção popular capaz de evitar quaisquer deslizes políticos.
(03) é o instrumento mais adequado para a seleção criteriosa de candidatos a cargos públicos.
(04) tem como maior mérito a sua origem, já que reflete a consciência democrática do povo.
(05) pode até combater a impunidade, mas vai atrapalhar a aplicação da lei em sentido 
amplo.
24. (Assistente de Procuradoria ‒ 2010) O propósito do texto, antes de tudo, é
(01) mostrar que a conduta do povo brasileiro ainda deixa a desejar.
(02) negar a força da lei para os que adquiremimunidade parlamentar.
(03) revelar o lado obscuro dos que se intitulam representantes do povo brasileiro.
(04) sinalizar a exclusão da política de pessoas que veem, em primeiro lugar, seus próprios 
interesses.
(05) destacar a mobilização de boa parte da população brasileira em prol de melhor 
representatividade política.
25. (Assistente de Procuradoria ‒ 2010) Identifique as afirmativas verdadeiras com V e as falsas, 
com F.
Dentre outras ideias, o texto apresenta
( ) caráter apartidário da ação popular.
( ) visão generalizadora dos anseios dos que se candidatam ao Legislativo no Brasil.
( ) temerosidade de veto presidencial ao projeto Ficha Limpa por parte do entrevistador.
( ) posicionamento favorável do entrevistado à iniciativa popular de que trata a entrevista.
( ) perspectiva alentadora quanto à melhora do Congresso com a sanção do projeto Ficha 
Limpa.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
(01) V F F V V 
(02) V F V F V 
(03) F V F V F
(04) F F V V F
(05) V V V V V
26. (Assistente de Procuradoria ‒ 2010) A estrutura do texto
(01) é marcada pelo coloquialismo da linguagem.
(02) apresenta isenção de opiniões da parte entrevistadora sobre o assunto de que trata.
(03) caracteriza-se por um tom crítico-irônico nas referências indiretas aos “fichas-sujas”.
(04) revela a preocupação do entrevistado sobre possíveis efeitos contraditórios ao que 
pleiteia o projeto em apreço.
(05) leva ao pressuposto de que essa modalidade de intervenção popular não será aprovada 
pelos custos que acarretará aos cofres públicos
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 O romance policial, descendente do extinto romance gótico, conserva características 
significativas do gênero precursor: a popularidade imensa e os meios para obtê-la. “Romances 
policiais”, reza um anúncio do editor de Edgar Wallace, “são lidos por homens e mulheres de todas 
as classes; porque não há nada que seja tão interessante como a explicação de um crime misterioso. 
Não há nada que contribua com eficiência maior para divertir os espíritos preocupados”.
 Os criminosos e detetives dos romances policiais servem-se dos instrumentos requintados 
da tecnologia moderna para cometer e revelar horrores: sociedades anônimas do crime, 
laboratórios científicos transformados em câmaras de tortura. Os leitores contemporâneos 
acreditam firmemente na onipotência das ciências naturais e da tecnologia para resolver todos 
os problemas e criar um mundo melhor; ao mesmo tempo, devoram romances nos quais os 
mesmíssimos instrumentos físicos e químicos servem para cometer os crimes mais abomináveis.
 Leitores de romances policiais não são exigentes. Apenas exigem imperiosamente um 
final feliz: depois da descoberta do assassino, as núpcias entre a datilógrafa do escritório dos 
criminosos e o diretor do banco visado por eles, ou então a união matrimonial entre o detetive 
competente e a bela pecadora arrependida.
 Não adianta condenar os romances policiais porque lhes falta o valor literário. Eles são 
expressões legítimas da alma coletiva, embora não literárias, e sim apenas livrescas de desejos 
coletivos de evasão.
(Adaptado de CARPEAUX, Otto Maria. Ensaios reunidos 1942-1978. Rio de Janeiro: 
UniverCidade e TopBooks, v. 1, 1999. p. 488-90.)
27. O leitor de romances policiais, tal como caracterizado no texto,
a) pertence a determinada classe social e despreza a técnica literária.
b) é difícil de satisfazer e descrente da moral contemporânea.
c) confia na soberania da ciência e é condescendente com enredos inverossímeis.
d) é leigo em tecnologia e demonstra alto grau de erudição.
e) usa a leitura como fonte de entretenimento e prescinde de finais felizes.
28. Leia este texto, divulgado pela Internet.
Disponível em: <TTP://img149.imageshack.us/i/diamanteafroms8.jpg/>. Acesso em: 30 jun 
2009.
A respeito dessa paródia do rótulo de um chocolate conhecido, assinale a afirmativa correta.
a) O jogo de palavras desse texto aponta para uma censura à sociedade de consumo.
b) No texto, expõe-se uma crítica à linguagem publicitária, marcada pelo jogo persuasivo.
c) A imagem é uma metáfora usada para identificar um tipo especial de barra de 
chocolate.
d) O texto é um desrespeito à população afrodescendente. 
e) No texto, há uma crítica alusiva à atual preocupação com o uso de termos politicamente 
corretos.
 
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29. (Formação de Oficiais Policiais Militares ‒ 2012) O texto em destaque é uma campanha 
para o desarmamento de pessoas que não têm o porte legal de armas. A única análise 
impossível de ser referendada no texto é
(01) A campanha utilizou-se de gêneros discursivos diferentes para compor o texto.
(02) O discurso da criança, na oração, busca sensibilizar o interlocutor para a necessidade 
de um comportamento cidadão através da denúncia de indivíduos que têm o porte 
ilegal de armas.
(03) O uso do gênero discursivo denominado oração explicita a presença de um vocativo, 
caracterizado como o próprio interlocutor da campanha social.
(04) O uso do imperativo no texto, além de ser um recurso comum em orações religiosas, 
tem como objetivo convencer o interlocutor da necessidade de denunciar quem faz 
uso do porte ilegal de armas.
(05) O discurso de desarmamento nesta campanha corresponsabiliza o interlocutor do texto 
diante do silêncio de quem sabe e não denuncia pessoas que possuem ilegalmente armas 
de fogo.
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LAVADO, Joaquín Salvador (QUINO). Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 
352.
30. (Assistente de Procuradoria ‒ 2010) O humor desses quadrinhos decorre
(01) do aconselhamento que a garota leu num livro.
(02) da falta de senso crítico da leitora face à mensagem lida.
(03) das possíveis facilidades existentes para se palmilhar o caminho do bem.
(04) do pressuposto a que chega a menina de que, nesta vida, a maldade suplanta, e muito, 
a bondade.
(05) da preocupação da personagem mediante a possibilidade de enfrentar engarrafamentos 
no trânsito.
Gabarito:1. 04 / 2. B / 3. B / 4. 03 / 5. B / 6. D / 7. 02 / 8. 02 / 9. 02 / 10. 05 / 11. 05 / 12. 04 / 13. 05 / 14. 04 / 15. 01 / 16. 05 
17. 04 / 18. A / 19. D / 20. 04 / 21. C / 22. A / 23. 04 / 24. 05 / 25. 01 / 26. 02 / 27. C / 28. E / 29. 03 / 30. 04

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