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Aula 3 SISNAMA E CONAMA INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE ❑ Existem no poder executivo vários órgãos e entes que tem por finalidade, principal ou acessória, a garantia da preservação do meio ambiente. ❑ SISNAMA: é o conjunto de todos os órgãos e entes com finalidade de proteção ambiental. Todos esses órgãos e entes trabalham em sinergia para o alcance de objetivos pretendidos; é o conjunto de órgãos e entes responsáveis pela efetivação da Politica nacional do Meio Ambiente – PNMA ❑ SISNAMA: Lei 6938/81 ESTRUTURA DO SISNAMA ❑ Conselho de Governo (ÓRGÃO SUPERVISOR) ❑ Conselho Nacional do Meio Ambiente –CONAMA (ÓRGÃO CONSULTIVO E DELIBERATIVO) ❑ Ministério do Meio Ambiente – MMA (ÓRGÃO CENTRAL DE GESTÃO) ❑ Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Renováveis - IBAMA e Instituto Chico Mendes para Pesquisa da Biodiversidade – ICMBIO (ÓRGÃOS EXECUTORES) ❑ Órgãos Estaduais (ÓRGÃOS SECCIONAIS) ❑ Órgãos Municipais (ÓRGÃOS LOCAIS) 1.Conselho de Governo (ÓRGÃO SUPERVISOR) ❑ É o órgão superior e supervisor dentro do SISNAMA ❑ É um órgão de assessoramento da Presidência da República que fornece consultoria e informações, não só para questões ambientais, mas para outras questôes como calamidades, rupturas, etc.. ❑ Finalidade: Assessorar o presidente da República na formulação da Política Nacional e nas Diretrizes Governamentais para o meio ambiente e os Recursos Naturais ➢ O Conselho de Governo é órgão integrante da Presidência da República, por força do Artigo 6º, I, da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. É constituído por todos os Ministros de Estado, pelos titulares essenciais da Presidência da Republica e pelo Advogado Geral da União, conforme orienta a Lei 9649/98.A PNMA, diz: ➢ Art. 6º- Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado: (...) I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; ➢ Sua finalidade é oferecer assessoramento no tocante às matérias ambientais, ao Presidente da República, para que o mesmo possa formular a política nacional e as diretrizes governamentais para a correta utilização do meio ambiente e seus recursos. 2.Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA (ÓRGÃO CONSULTIVO E DELIBERATIVO) ❑ ASPECTO CONSULTIVO: assessora, estuda e propõe reformas ao Conselho de Governo e, também, às casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal); auxilia, informa, traz dados, analisa, pesquisa, emite pareceres acerca das questões ambientais ❑ ASPECTO DELIBERATIVO: o CONAMA delibera, no seu âmbito de competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial a sadia qualidade de vida; ele legisla no sentido de criar normas para definir como serão utilizados os recursos naturais, sobre processos de licenciamento, processos de EIA-RIMA, sobre inscrições que devem ser realizadas por determinados empreendimentos ou sobre inscrições de prestações de serviços ❑ A principal forma de deliberação é através de RESOLUÇÕES ❑ O CONAMA engloba: representates de Órgãos Federais (todos os Ministérios), representantes dos Estados- membros, representantes dos Municípios, da Sociedade Civil, do Setor Empresarial, e ONGs..; e todos serão presididos pelo Ministério do Meio Ambiente ❑ Atos editados pelo CONAMA: resoluções, recomendações, proposições, moções ❑ Resoluções: editadas quando o CONAMA que deliberar sobre normas, padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ex: exigência do EIA-RIMA para obras ou empreendimentos que podem causar danos ambientais; determinação níveis de CO2 e fuligens graves são definidos pelo CONAMA ❑ Atos editados pelo CONAMA (continuação) ❑ Recomendações: pode enviar recomendações para os órgãos ambientais estaduais visando implementação da PNMA ❑ Proposições: quando o CONAMA deseja encaminhar algo ao Conselho de Governo ou às Comissões da Câmara dos deputados ou do Senado Federal. Ex: solicitar uma nova Lei Ambiental ou a reformulação de uma já existente (Lei sobre barragens de resíduos de mineradoras) ❑ Monção: quando o CONAMA quiser comunicar com alguém , mas não comporta os casos anteriores. Serve para assuntos gerais, quando não for o caso de usar resolução, recomendação ou proposição •Art. 8º Compete ao CONAMA: (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) •I - estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluídoras, a ser concedido pelos Estados e supervisionado pelo IBAMA; (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) •II - determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas e das possíveis conseqüências ambientais de projetos públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional. (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) - dá poder ao CONAMA de realizar estudos de impacto ambiental IV - homologar acordos visando à transformação de penalidades pecuniárias na obrigação de executar medidas de interesse para a proteção ambiental; (possibilidades de troca de multas por realização de serviços que reduzam os impactos provocados) V - determinar, mediante representação do IBAMA, a perda ou restrição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em caráter geral ou condicional, e a perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito; (Redação dada pela Vide Lei nº 7.804, de 1989) ( O CONAMA pode solicitar a suspensão de empréstimos) VI - estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de controle da poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, mediante audiência dos Ministérios competentes; o CONAMA atua através do PROCONVE que define os limites máximos de poluição permitidos, ou seja, decidido pelo PROCONVE e competência do CONAMA VII - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos. Obs: O CONAMA não possui mais a Câmara Especial Recursal (câmara especial e última instância que decidia sobre multas e penalidades administrativas) devido ao acúmulo de processos sem decisões. 3.Ministério do Meio Ambiente - MMA (ÓRGÃO CENTRAL DE GESTÃO) ❑ Tem por finalidade planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a implementação da Política Nacional e as Diretrizes para o meio ambiente 4.Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Renováveis - IBAMA e Instituto Chico Mendes para Pesquisa da Biodiversidade – ICMBIO (ÓRGÃOS EXECUTORES) ❑ 4.1. Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Renováveis - IBAMA (Órgão executor) ✓ Tem por finalidade executar e fazer executar a Politica Nacional do Meio Ambiente ✓ É uma autarquia federal com administração e orçamento próprios ✓ Responsável pela licença ambiental no âmbito federal. Ex: Construção de uma Usina Nuclear ou um empreendimento com obras nas divisas com o Paraguai... ✓ Exerce o poder de polícia (fiscalização quanto às normas) ❑ 4.2. Instituto Chico Mendes para Pesquisa da Biodiversidade- ICMBIO – lei 11516/2007 (ÓRGÃO EXECUTOR) ✓ É uma Autarquia Federal ✓ Responsável pela gestão das unidades de conservação (UC) criadas pela União e dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SINUC); UC são de competência federal ✓ Antes era responsabilidade do IBAMA, o licenciamento,poder de polícia e gestão das UCs e posteriormente passa a ser do ICMBIO 5.Órgãos Estaduais (ÓRGÃOS SECCIONAIS) ❑ São os Órgãos estaduais de meio ambiente. Ex: Secretaria estadual de meio ambiente ❑ Geralmente os estados tem: • Secretaria de meio ambiente (assessora o governador na política ambiental do Estado) • Autarquia de meio ambiente (órgão executor da política ambiental estadual). Ex: INEA-RJ • Conselho de meio ambiente ❑ É responsável pelo licenciamento ambiental de competência estadual. Ex: licenciamento que abrange áreas de 2 ou mais municípios ❑ Poder de polícia ambiental ❑ Outorga de recursos hídricos (rios que não são de competência da União). Ex: empreendimento que necessita de autorização para utilização de um determinado rio- autorização emitida por um órgão seccional ❑ Concessão de uso florestal (Ex: projeto sustentável da madeira florestal) - 6.Órgãos Municipais (ÓRGÃOS LOCAIS) ❑ São os Órgãos municipais de meio ambiente. Ex: Secretaria municipal de meio ambiente ❑ Poder de policia ❑ Licenciamento de competência municipal Indicadores de sustentabilidade (IDS) ❑No início dos anos 90, percebeu-se que o crescimento econômico deveria ser mais justo a nível social e mais compatível com a preservação da base de recursos naturais. A esse objetivo global, deu-se o nome de "desenvolvimento sustentável". ❑Sustentabilidade significa concluir diferentes objetivos de programas ao mesmo tempo. Preocupações ambientais, sociais e econômicas devem ser consideradas juntamente. ❑Segundo a Comissão Mundial de Desenvolvimento e Meio Ambiente das Nações Unidas, Desenvolvimento Sustentável é suprir as necessidades da população mundial atual sem comprometer as necessidades das populações futuras. ❑Uma comunidade sustentável deve procurar manter e melhorar as características econômicas, ambientais e sociais de uma região de forma que os seus membros possam ter uma vida saudável, produtiva e agradável ali. Uma condição chave para fazer e medir o progresso quanto a sustentabilidade é que as pessoas que tomam as decisões tenham melhor acesso a dados relevantes. Para isso que se tem os indicadores: instrumentos para simplificar, quantificar e analisar informações técnicas e para comunicá-las para os vários grupos de usuários. ❑Um bom indicador alerta sobre um problema antes que ele se torne muito grave e indica o que precisa ser feito para resolver tal problema. Em comunidades em crises (sejam sociais, econômicos ou ambientais), os indicadores ajudam a apontar um caminho para a solução dessas crises, e assim para um futuro melhor. ❑Para a tomada de decisões políticas, normalmente são adotados indicadores sociais e econômicos. Porém, para monitorar e avaliar as mudanças e seus impactos no ambiente, é necessário indicadores comparativos. Um indicador econômico não leva em conta efeitos sociais ou ambientais, assim como indicadores ambientais não refletem impactos sociais ou econômicos ou os indicadores sociais não consideram efeitos ambientais ou econômicos. Indicadores Econômicos Indicadores Sociais Indicadores Ambientais Tradicionais Sustentáveis Tradicionais Sustentáveis Tradicionais Sustentáveis •Renda média; •Renda per capita em relação aos EUA; •Número de horas trabalhadas em relação a média de salário necessária para as necessidades básicas serem supridas; •testes e pontuações padronizados (exames do MEC: Provão...); •Número de estudantes treinados para os trabalhos disponíveis na comunidade local; •Número de estudantes que ingressam na faculdade e retornam para a sua comunidade; •Níveis ambientais de poluição do ar, água, geralmente medidos em ppm ou poluentes específicos; •Habilidade do ecossistema de processar e assimilar poluentes; •Taxa de desemprego; •Número de empresas; •Número de empregos; •Elasticidade do mercado de trabalho; •Habilidade do mercado de trabalho de ser flexível em tempos de mudanças na economia; •Número de eleitores registrados; •Número de eleitores que realmente votam nas eleições (participam do processo democrático); •Número de eleitores "engajados" politicamente; •Toneladas de resíduos sólidos produzidos; •Quantidade de material reciclado por pessoa, em relação ao total de resíduos sólidos produzidos (uso cíclico das fontes de recursos); •Tamanho da economia medido por índices como PIB. •Maior independência financeira local, possível; - Energia per capita utilizada; •Energia renovável em relação a energia não renovável; •Quantidade total de energia usada. ❑Indicadores de sustentabilidade não são indicadores tradicionais de sucesso econômico e qualidade ambiental. Como a sustentabilidade requer uma visão de mundo mais integrada, os indicadores devem relacionar a economia, o meio ambiente e a sociedade de uma comunidade. ❑ A tabela compara indicadores tradicionais com indicadores de sustentabilidade. LINHA DO TEMPO • 1972: necessidade de definir variáveis para consolidar estatísticas ambientais • 1980: publicação do Relatório de Qualidade do meio ambiente pela Secretaria de Estado do meio ambiente • 1987: Elaboração do Relatório Brindtland apresentando o conceito de Desenvolvimento Sustentável • Década de 90: ECO-92 que criou a Agenda 21 global que buscava promover o conceito de D.S., com destaque para os indicadores de Desenvolvimento Sustentável • 2007: publicação do relatório firmando compromisso com o Forum de ministros ao meio ambiete da America Latina e do Caribe-desenvolvimento de indicadoresambentais • 2010: o GTI deu inicio a criação de um conjunto de indicadores • 2012: Rio +20: reforçou-se a necessidade de criação de indicadores de sustentabilidade • 2013: Painel Nacional de Indicadores Ambientais- proposta piloto • IBGE: criou uma série de publicações de indicadores de sustentabilidade • 2015: Dados mais recentes do IBGE • A Conferência Internacional da Organização das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, adotou a Agenda 21 para transformar o desenvolvimento sustentável numa meta global aceitável. Para colocar os princípios da sustentabilidade em prática e adotar os princípios da Agenda 21, essa conferência criou a Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CSD - Comission on Sustainable Development), cuja principal responsabilidade é a de monitorar o progresso alcançado. • A necessidade de se consolidar indicadores de desenvolvimento sustentável está expressa na própria Agenda 21, nos capítulos 8 e 40. A partir da conferência no Rio de Janeiro, a CSD adotou um programa de cinco anos para o desenvolvimento de instrumentos que sejam adequados aos que tomam decisões a nível nacional. • Um dos principais aspectos levantados nos primeiros encontros da CSD foi o da necessidade de se criar padrões que sirvam de referência para medir o progresso da sociedade em direção ao que se convencionou chamar de futuro sustentável (MOLDAN e BILHARZ, 1997). É necessário trabalhar com uma unidade que possibilite medir a proximidade em relação a esse objetivo. E essa unidade deve ser suficientemente ampla para englobar uma gama de fatores relacionados com a sustentabilidade, tais como fatores ecológicos, econômicos, sociais, culturais, institucionais, entre outros. Indicadores ❑ São medidas que nos permitem avaliar o andamento e o impacto de determinados eventos ou ações em um ambiente ❖ Crescimento: aspecto quantitativo (escola com 2000 estudantes em 2018 e dobrou em 2019) ❖ Desenvolvimento: envolve crescimento, mas aliado com aspectos qualitativos (na escola houve aumento de estudantes e com isso necessitou-se da capacitação dos professores ou a implantação de um programa de coleta seletiva de resíduos) Crescimento x Desenvolvimento Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) IDS: serve de parâmetro para verificar se há um desenvolvimento e se esse desenvolvimento está sendo realizado de maneira sustentável em todas as suas dimensões. Este desenvolvimento deve oferecer às futuras gerações a possibilidade decontemplar um mundo que tenha padrões de consumo conscientes, maior equidade, transparência, diversidade cultural e ambiental, entre outros. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE ❑ Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE): tem uma publicação denominada Indicadores de Desenvolvimento Sustentável ❑ Essa construção de indicadores no Brasil: é parte de um conjunto de esforços internacionais para concretizar idéias e princípios formulados na ECO-92 (20 anos após a Conferência de Estocolmo em 1972) ❑ 1981: surge o PNMA (Política Nacional do Meio Ambiente), que foi fruto da pressão internacional em cima do Brasil que desejava continuar consumindo recursos naturais. Com a ameaças de fortes bloqueios econômicos, o Brasil edita a PNMA ❑ A construção dos indicadores pelo IBGE faz parte da Agenda 21, documento formulado na ECO-92 no Rio de Janeiro. A Agenda 21 é uma Carta de Intenções assinada por diversos países que descreve o que deve ser o futuro do planeta para o Século XXI ❑ O IBGE, tradicionalmente, faz essa publicação dando continuidade a uma série de estudos que foram iniciados em 2002 e reafirma o compromisso de disponibilizar para a sociedade, informações sobre a realidade brasileira nas dimensões ambiental, social, econômica e institucional ❑ A edição mais recente traz recomendações da ONU para o desenvolvimento sustentável e também adaptações necessárias. A cada edição vão sendo inseridos novos indicadores em sintonia com questões mais contemporâneas; sugestões vão sendo apresentadas pelas comissões de D.S. e esses documentos vão sendo incluídos O Livro Azul de 2007: traz informações importantes no que se refere às metodologias para a construção dos indicadores do Desenvolvimento Sustentável: Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE ❑ Em 2008 os indicadores foram apresentados nas dimensões ambiental, social, econômica e institucional. ❑ Pelas recomendações das Nações Unidas, o IBGE elaborou 63 indicadores ❑ Esses 63 indicadores buscam caracterizar e subsidiar o processo de D.S. a nível nacional e caracterizar a diversidade do país ❑ Os 63 indicadores foram divididosem quatro dimensões: ambiental, social, econ e ômica e institucional ❑ A Dimensão Ambiental contempla 19 indicadores e se relacionam com os objetivos de preservação e conservação do meio ambiente considerados fundamentais para a qualidade da vida. Esses objetivos estão organizados nos seguintes temas: atmosfera, terra, água doce, mares, oceanos e águas costeiras, biodiversidade e saneamento ❑ A Dimensão Social contempla 21 indicadores que correspondem aos objetivos ligados às satisfações das necessidades humanas, à melhoria da qualidade de vida e à justiça social. Os 21 indicadores abrangem os seguintes temas: população, educação, habitação, trabalho e rendimento, segurança e saúde ❑ A Dimensão Econômica contempla 11 indicadores e trata das questões relacionadas ao uso e esgotamento dos recursos naturais, à produção e ao gerenciamento de resíduos, ao uso de energia e ao desempenho macroeconômico e financeiro do país ❑ A Dimensão Institucional possui 12 indicadores e diz respeito á orientação política, capacidade e esforço na implementação de mudanças necessárias para que o D.S. se torne realidade ❑ Os indicadores não são o fim em si mesmos, mas sim um meio para se atingir o D.S.. Desta forma, são mais úteis quando analisados em conjunto doque isoladamente. Ao analisarmos mais indicadores cruzando dados, pode-se chegar a conclusões bem precisas Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE ❑ Esses indicadores vão sendo construídos atendendo ao aspecto distributivo, ou seja: Todos estão tendo acesso a saúde, ao meio ambiente? Estamos usando os recursos de forma eficiente?; devem atender também ao aspecto da diversificação ou das alternativas dos meios de produção que define a adaptabilidade ❑ Indicadores da Dimensão Ambiental-Indicadores relacionados à atmosfera, à terra, à água doce, aos oceanos, aos mares, às áreas costeiras. À biodiversidade e ao saneamento ❑ Atmosfera: emissão de gases, consumo industrial, concentração de poluentes em áreas urbanas ❑ Terra: uso de fertilizantes, agrotóxicos, queimadas, deflorestamentos, desertificação, áreas remanescentes, agrosilvopastoril ❑ Água doce: qualidade das águas interiores ❑ Oceanos, mares e águas costeiras: balneabilidade (permissão do banho de mar), produção de pescados, população residente nas costas ❑ Biodiversidade: verificação de espécies extintas ou ameaçadas de extinção (mico leão dourado) ❑ Areas protegidas: existência de unidades de conservação ❑ Tráfico e criação de animais silvestres: a polícia ambiental fornece informações se está aumentando o tráfico ❑ Espécies invasoras ❑ Saneamento: considera o acesso ao serviço de coleta de lixo doméstico; necessidade de coleta manual em áreas de acesso restrito (ex: morros, ladeiras..) ❑ Destinação final do lixo: está sendo reciclado? ❑ Acesso ao sistema de abastecimento de água, acesso á esgoto sanitário, tratamento de esgoto (saneamento) •Indicadores da Dimensão Social-Indicadores relacionados à população, trabalho, saúde, educação e habitação •População: taxa de crescimento, taxa de fecundidade (as mulheres estão engravidando mais? Se sim, a qualidade de vida está melhor) •População em terras indígenas •Trabalho e rendimento: tem-se o índice de distribuição de rendimento. (com esses indicadores é possível formular políticaspúblicaspara geração de emprego e renda por bairro, por municipio, por estado...) •Taxa de desocupação: pessoas desempregadas •Rendimento familiarper capta. Ex: bairros com rendimeto baixo e outros bairros com rendimento alto.. •Rendimento médio mensal (sinaliza aos empreendedores onde construir e iniciar um novo negocio) •Taxa de alfabetização, taxa de escolarização e escolaridade (graduação e pós-graduação latu sensu e strictu sensu) •Habitação: adequação de moradia (segurança; moradias áreas de preservação ambiental, encostas..); mortalidade por homicídios... •Esperança de vida ao nascer •Taxa de mortalidade infantil •Prevalência da desnutrição •Imunização contra doenças •Ofertas de serviços básicos de saúde •Doenças relacionadas ao saneamento ambiental:chicungunha, dengue.. •Indicadores da Dimensão Institucional: desdobra-se no quadro e na capacidade institucional; traz informações sobre a orientação política daquele município e estado; mede a capacidade de esforços visando mudanças necessárias para a implementação do desenvolvimento sustentável-O que uma prefeitura ou um governo poderia fazer para aumentar esse quadro institucional? •-ratificar acordos globais e tratados internacionais. Ex: a Câmara de Vereadores pode editar uma Lei Municipal tratando de um plano estratégico sobre mudanças climáticas relacionadas aos bairros de um determinado município. Seria uma Lei municipal para redução de GEEs. Isso mostra a preocupação com a legislação ambiental e que o quadro institucional está capacitado para as ações estabelecidas no plano. •Editar uma Lei Federal, Estadual ou Municipal ratificando acordos internacionais e desenvolvendo planos estratégicos sobre os temas tratados (espelhando esses Acordos Globais no âmbito do municipio-é uma forma de aumentar os indicadores e atrair empresas e negócios para aquela região •Conselhos Municipais: tem que estar funcionando. Pelo menos dois deles devem ter obrigatoriamente, que são os Conselho do Meio Ambiente e o Conselho Tutelar •Capacidade Institucional: gastos e acessos. Ex: gastos com P&D, gastos com proteção ambiental, acesso aos serviços de internet e telefonia, internet gratuita •Indicadores da Dimensão Econômica- •Será avaliado o PIB, Taxa de investimento, Balança comercial e o grau de endividamento das pessoas (problemas de políticas pública) •Padrões de produção e consumo: consumo de energia, intensidade energética, participação de fontes renováveis, consumo mineral percapta, vida útil de reservas minerais, reciclagem e coleta seletiva de resíduos e rejeitosradioativos