Logo Passei Direto
Buscar

Relatório Final de Estágio

Relatório final de estágio em Nutrição (Uniasselvi) referente a fevereiro a maio/2023. Contém dados do estagiário e do local de estágio, sumário com introdução, objetivos, desenvolvimento (histórico da empresa, descrição de setores, rotina e relacionamento, casos clínicos, dúvidas e resoluções), conclusão, referências e anexos.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
JÉSSICA MAIARA DOS REIS MALLACH 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPO BOM – MAIO/2023 
UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
JÉSSICA MAIARA DOS REIS MALLACH 
 
ADELAR DE SOUZA PINTO ME – LAR GERIÁTRICO BEM – ME – QUER 
 14h-18h 
 
 
ANDREA MARIA LIBERALESSO 
Tutor da disciplina 
 
 
 
Relatório Parcial de Estágio Curricular 
Supervisionado, apresentado a 
Uniasselvi-SC, como requisito para 
obtenção do diploma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPO BOM – MAIO/2023 
DADOS DO ESTÁGIÁRIO 
 
 
ALUNO: JÉSSICA MAIARA DOS REIS MALLACH 
DATA DE NASCIMENTO: 07/09/1985 
CONCLUSÃO DO CURSO: 2024 
ENDEREÇO: RUA HUMAITÁ 322 – CAMPO BOM 
FONE: 51 997075207 
 
 
CURSO: NUTRIÇÃO - UNIASSELVI 
ENDEREÇO: RUA DALTRO FILHO, 191 
BAIRRO: CENTRO 
CIDADE: CAMPO BOM - RS 
CEP: 93700-000 
FONE: (51) 3079-8400 
 
 
DADOS DO ESTÁGIO 
 RAZÃO SOCIAL: ADELAR DE SOUZA PINTO ME 
ENDEREÇO: RUA WALTER BIRCK, 166 
BAIRRO: PRIMAVERA 
CIDADE: DOIS IRMÃOS - RS 
DATA DE FUNDAÇÃO: 2011 
NATUREZA: CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS PARA IDOSOS E DEFICIENTES FÍSICOS 
ÁREA DE ATUAÇÃO DA EMPRESA: SAÚDE 
NÚMERO DE EMPREGADOS: 20 
PERÍODO DE ESTÁGIO: FEVEREIRO/2023 A MAIO/2023 
REPRESENTANTE LEGAL DA EMPRESA: ADELAR DE SOUZA PINTO 
ÍNDICE 
Sumário 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 5 
2. OBJETIVOS ............................................................................................................................ 7 
2.1 Objetivo geral ..................................................................................................................... 7 
2.2 Objetivos específicos ......................................................................................................... 7 
3. DESENVOLVIMENTO ............................................................................................................. 8 
3.1 Histórico da empresa ......................................................................................................... 8 
3.2 Descrição dos setores ........................................................................................................ 8 
3.3 Descrição da rotina diária no setor e relacionamento com a equipe ................................. 15 
3.4 Descrição de casos clínicos vivenciados em seu estágio e suas possíveis 
resoluções/plano de ação ...................................................................................................... 22 
3.5 Relatórios de dúvidas e como foram sanadas .................................................................. 28 
4. CONCLUSÃO........................................................................................................................ 29 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................... 31 
ANEXOS ................................................................................................................................... 33 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
É sabido que o conhecimento se adquire com os mais diversos instrumentos. 
É possível aprender de forma lúdica, através da leitura, palestras, aulas, estudos, 
práticas e conversas, entre outros. A aprendizagem é um conceito dinâmico e pode 
ocorrer de muitas maneiras, conquistando novos níveis conforme é diversificada e 
realizada (RANGEL, 2005). 
Dentro das mais diversas profissões, é preconizado que aconteçam práticas 
de aprendizado que incluam a vivência do profissional em campo, como 
protagonista supervisionado da jornada do saber (RUDNICKI; CARLOTTO, 2007). 
Segundo Lovato et al. (2018), formas diferentes do método de ensino tradicional – 
com professor em sala de aula – permitem o aprimoramento de várias outras 
capacidades analíticas, desenvolvendo no indivíduo o pensamento criativo, 
inovação, aprendizado coletivo, cooperação e co-criação. 
Neste contexto, confere-se ao estágio supervisionado a denominação de 
ensino prático, tornando-o assim método de absorção de informações e ideias que 
molda o conhecimento através da experiência, trazendo para a realidade as teorias 
e técnicas previamente obtidas em sala de aula. Esse acaba sendo um marco 
importante para verificar a expansão dos princípios e conceitos no âmbito palpável; 
poder contribuir de maneira ativa torna o processo de instrução do educando mais 
efetivo e factual, trazendo aos fundamentos e preceitos uma prova real e construtiva 
dos cenários (RUDNICKI; CARLOTTO, 2007). 
Isto posto, segundo Pimentel et al. (2015), para os profissionais de saúde a 
relação teoria-prática torna-se primordial para entendimento da realidade da 
população nessa esfera. É pressuposto que um profissional da saúde obtenha pelas 
atividades práticas uma espécie de confrontação aos saberes ensinados pela 
literatura e explicações expositivas, para que entenda o que é possível e o que é 
necessária adaptação dentre as diferentes realidades encontradas na comunidade. 
“O Estágio Integrado possibilita aos acadêmicos da área de saúde uma 
prática multidisciplinar com enfoque na vigilância à saúde, por meio do diagnóstico 
dos principais problemas de saúde da comunidade atendida.” (PIMENTEL et al., 
2015, p.353). 
Nesse contexto, a vivência do estágio na saúde coletiva é um dos marcos no 
estudo da Nutrição. A saúde coletiva é uma etapa importante da aprendizagem do 
profissional nutricionista, pois existem muitos desafios, principalmente na sociedade 
moderna – que normalmente possui um ritmo de vida que necessita de uma 
alimentação mais prática e que tem um acesso muito fácil a alimentos de espectro 
não saudável. (RECINE et al., 2014). 
 
Em termos gerais, o trabalho do nutricionista em saúde coletiva reúne 
um conjunto de desafios, dentre os quais a análise dos problemas, 
considerando a determinação social da saúde e da alimentação e nutrição; a 
escolha de estratégias de ação baseadas em evidências e efetividade; a 
compreensão da abrangência desse campo de conhecimentos, saberes e 
práticas em suas relações com a saúde coletiva e as demais ciências; e a 
tradução do conhecimento em prática ampla e efetiva [...] (RECINE et al., 
2014, p.749). 
No que tange a saúde coletiva, o profissional nutricionista precisa atentar-se 
à realidade do indivíduo dentro da coletividade, da sociedade, do meio em que vive, 
orienta e sustenta. É preciso adaptar-se aos diferentes cenários, valores, poder 
aquisitivo, cultura e possibilidades do núcleo coletivo onde a comunidade se embasa, 
para que a retórica não se descole da realidade e torne-se inviável de praticar e 
direcionar os hábitos para uma alimentação voltada à saúde (RECINE et al., 2014). 
Ainda concernente à saúde coletiva, dando especificidade as casas de 
repouso ou ILPI (instituição de longa permanência de idosos), é importante perceber 
além de tudo que “(…) uma avaliação nutricional bem executada permite diagnosticar 
precocemente os riscos nutricionais de um indivíduo idoso, ou seja, consegue evitar 
que a desnutrição desenvolva-se” (OLIVEIRA; MONTEIRO, 2016, p.2 apud ABAJO 
et al, 2008). 
Uma triagem bem feita permite com que a avaliação nutricional, tão importante 
nessa fase da vida do indivíduo (em especial dos que estão institucionalizados), se 
torna essencial para identificar possíveis riscos de deficiências de nutrientes ou 
mesmo desnutrição - que é ponto crítico em indivíduos idosos (OLIVEIRA; 
MONTEIRO, 2016). Importante ressaltar que o Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 
Contínua (PNAD), divulgou que no Brasil, entre 2012 e 2019, mantém-se a tendência 
de aumento do topo da faixa etária (idade mais avançada) do país, em contrapartida 
à redução da base etáriamais baixa (idade mais nova), demonstrando assim que 
perpetua-se a tendência do envelhecimento populacional; da população total do 
Brasil, 15,7%, são idosos - 60 anos ou mais (GOMES et al., 2021 apud IBGE, 2020). 
Isso também gera o aumento da institucionalização de idosos residentes em casas 
de repouso, devido a necessidades inerentes à sociedade contemporânea – maior 
segurança na tutela, cuidados específicos relacionados a idade avançada, tempo 
necessário para disponibilizar-se nesta tarefa (GOMES et al., 2021 apud 
CREUTZBERG et al., 2008). 
Esse aumento de idosos na residência em ILPIs torna, então, ainda mais 
imprescindível a atuação de excelência do profissional nutricionista focado em saúde 
coletiva, com uma visão ampla e focada nas particularidades e necessidades do 
público idoso, que muitas vezes possuem maiores limitações e debilidades 
(OLIVEIRA; MONTEIRO, 2016). 
 
2. OBJETIVOS 
 
 
2.1 Objetivo geral 
 
 
Realizar a prática relacionada ao aspecto nutricional no âmbito da saúde 
coletiva, para assim adquirir conhecimento específico através das atividades e 
execuções do que foi aprofundadamente teorizado nas disciplinas do curso de 
Nutrição. 
 
 
2.2 Objetivos específicos 
 
 
 Acompanhar a rotina de atendimento nutricional do profissional em 
campo; 
 Entender os processos envolvidos na atuação do profissional 
nutricionista com foco em saúde coletiva; 
 Estimular o entendimento do time de saúde voltado à importância da 
nutrição no residente em casas de repouso; 
 Auxiliar nas ações realizadas para melhoria da saúde coletiva da ILPI; 
 Auxiliar no controle do estado nutricional de cada indivíduo através de 
acompanhamento nutricional. 
3. DESENVOLVIMENTO 
 
 
3.1 Histórico da empresa 
 
 
O Lar Geriátrico Bem – Me – Quer foi fundado em 2011, originalmente em Ivoti 
- RS. Por conta de uma decisão pessoal de seus fundadores e proprietários – Adelar 
e Jandir, em 2017 foi feita a mudança para Dois Irmãos - RS, cidade vizinha ao local 
original. Outro ponto que pesou nessa decisão foi o fato que em Dois Irmãos o local 
teria uma melhor adaptação aos residentes acamados, permitindo maior conforto e 
também permitindo uma mobilidade mais fluída de locomoção do time de saúde e 
apoio do lar. O atual local conta com uma boa infra-estrutura pois foi construído para 
ser um hotel, que já não estava em funcionamento quando ocorreu a mudança. 
O nome dado a casa foi pensado na necessidade de ser dada a devida 
atenção, tratarmos com gentileza e cuidado as pessoas que já se encontram em 
idade avançada. 
FIGURA 1 – VISÃO EXTERNA DO LAR E PÁTIO ADJACENTE 
 
FONTE: <https://m.facebook.com/larbemmequer> > Acesso em: mar. 2023 
 
3.2. Descrição dos setores 
 
 
A ILPI Lar Geriátrico Bem – Me – Quer tem como propósito acolher idosos – 
até 28 idosos com idades a partir de 65 anos, tanto livres de limitações, quanto 
acamados, proporcionando um ambiente de conforto e bem-estar com uma equipe 
multidisciplinar capacitada para atender e promover a saúde dos ali residentes. 
Como uma instituição de permanência privada, seu horário de funcionamento 
é 24x7, porém visitas ocorrem entre 12h a 16h, diariamente. Às 17h inicia-se o 
processo de retorno aos aposentos dos idosos para começarem as rotinas 
pertinentes ao sono. 
Atualmente, está localizado na Rua Walter Birck, nº 166, no bairro Primavera, 
na cidade de Dois Irmãos - RS. O bairro fica em região um pouco mais afastada da 
cidade, permitindo assim um ambiente tranquilo, acolhedor e com pouco ruído 
externo, pensando sempre na maior comodidade de seus internos. 
A casa possui 2 andares com cômodos amplos e arejados. No piso inferior 
encontra-se uma recepção e escada que dá acesso ao segundo piso, seguida de 
uma sala de lazer comum e refeitório anexo. Também no primeiro piso está localizada 
a cozinha, que fica apartada do refeitório e demais ambientes. 
 
FIGURA 2 – VISÃO DA COZINHA 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 3 – VISÃO DA COZINHA – FOGÕES E REFRIGERADOR 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Devido a estrutura que abrigava um hotel, na cozinha há um passa-prato para 
as refeições, o que permite menor circulação de pessoas no local, auxiliando na 
conservação da higiene. É na cozinha que está disponibilizado o cardápio, horários 
das refeições e as instruções com relação a higiene dos alimentos. 
 
FIGURA 4 – VISÃO DA COZINHA – CARDÁPIO E INSTRUÇÕES 
 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Próxima a saída e aos refrigeradores, está disponível um extintor de incêndio, 
para segurança. 
 
FIGURA 6 – VISÃO DA COZINHA – EXTINTOR DE INCÊNDIO 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Ainda nesse piso fica a despensa e estoques gerais. Os alimentos frescos e 
orgânicos são armazenados em caixas de estocagem. As frutas e verduras não são 
especificadas no cardápio elaborado pela nutricionista (com exceção das fontes de 
carboidratos), sendo adaptados conforme melhores ofertas e disponibilidade do 
comércio local. Ainda na despensa ficam estocadas as caixas de alimentação 
enteral, com estante específica, ficando apartada dos demais alimentos. 
 
FIGURA 7 – DESPENSA – ORGÂNICOS 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Ainda nesse piso, há uma ala com 5 leitos disponíveis para os internados 
acamados que não possuem mobilidade. É uma ala recente, que foi disponibilizada 
no ano passado aos residentes, com monitoramento de responsáveis 24h dentro do 
quarto. 
 
FIGURA 9 – LEITOS 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
No piso superior, fica a sala administrativa, a sala de enfermagem e os leitos 
dos residentes que não estão acamados. Como trata-se de uma estrutura 
historicamente hoteleira, todos os quartos possuem banheiro privativo. Na sala 
administrativa localiza-se os arquivos nutricionais dos idosos, as prescrições, a 
armazenagem dos dados antropométricos. 
Os acessos aos ambientes, sanitários, box, possuem segurança apropriada, 
com corrimãos, grades e monitoramento permanente de câmeras. Os corredores são 
amplos, o que permite boa circulação de cadeiras de rodas ou camas hospitalares, 
se necessários. 
O lar está localizado em um bairro que possui todas as necessidades com 
relação a infraestrutura de saneamento básico, iluminação pública; encontra-se em 
uma rua de paralelepípedo pouco movimentada, mas de fácil acesso. Como pode 
ser verificado na figura 11 (abaixo), o terreno e seu entorno é bem arborizado. A área 
externa possui varanda e um jardim murado e gradeado que permite a circulação de 
pessoas, trazendo assim possibilidade de contato com a natureza. Na área externa 
da varanda também encontra-se o elevador, e no segundo piso ele estaciona dentro 
do prédio, no corredor, permitindo maior mobilidade aos residentes que possuem 
dificuldade de locomoção. 
 
FIGURA 10 – VISÃO GEOGRÁFICA DO BAIRRO PRIMAVERA 
 
FONTE: https://www.google.com/maps/place/Primavera,+Dois+Irm%C3%A3os+-+RS,+93950-000/@-
29.5850047,-
51.0994985,15.56z/data=!4m6!3m5!1s0x9519467510298f9d:0x977b3843f1ee22ee!8m2!3d-
29.5852062!4d-51.0932247!16s%2Fg%2F1ymwflhss!5m1!1e4 (2023) 
 
 
 
FIGURA 11 – VISÃO DE SATÉLITE DA RUA E DO LAR BEM – ME – QUER 
 
FONTE: https://www.google.com/maps/place/Primavera,+Dois+Irm%C3%A3os+-+RS,+93950-000/@-
29.5888672,-
51.1010474,353m/data=!3m1!1e3!4m6!3m5!1s0x9519467510298f9d:0x977b3843f1ee22ee!8m2!3d-
29.5852062!4d-51.0932247!16s%2Fg%2F1ymwflhss (2023) 
 
O lar possui suas rotinas diárias divididas em vários setores. Cada setor 
possui uma funcionalidade específica, dedicada as tarefas necessárias para sua 
manutenção, rotinas e conservação. 
Setor nutricional: 
Composto por uma nutricionista, duas cozinheiras e uma auxiliar. É a área que 
realiza o preparo e condução dos alimentos. A nutricionista realiza as avaliações 
nutricionais, verifica o histórico e precedentes dos residentes, faz a rotina de 
cardápios e avalia as necessidades de dietas específicas (enteral). Faz a elaboração 
e revisão periódicado Manual de Boas Práticas, avaliação e análise higiênico-
sanitário de todos os ambientes, em especial na cozinha, despensa e estocagem. 
Setor de Saúde: 
Composto pelos demais profissionais de saúde capacitados para atender a 
promoção, prevenção e proteção da saúde. Tem em seu quadro uma enfermeira, 
técnicos de enfermagem e um clínico geral. 
A enfermeira é a responsável por verificar e realizar a separação dos 
medicamentos conforme as prescrições médicas, atuando conforme preconiza o 
COFEN. Os técnicos são os responsáveis pela administração geral dos 
medicamentos nos pacientes, além da manipulação das dietas enterais ou 
suplementação indicada pela nutricionista. Fazem a higienização dos pacientes que 
não conseguem realizar de forma adequada, preenchem as observações 
necessárias nos prontuários dos pacientes acamados, auxiliam nas rotinas diárias 
das cuidadoras principalmente na mobilização dos idosos entre cômodos. 
O clínico geral faz os acompanhamentos, consultas individuais e avaliação 
dos idosos. Outros profissionais são indicados e podem prestar serviços dentro do 
lar, como psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, mas possuem contratação 
distinta e particular por cada família. 
Cuidadoras: 
As cuidadoras ficam responsáveis pelo cuidado diário, auxiliam nas atividades 
de rotina, higienização, alimentação, locomoção. Elas também realizam atividades 
lúdicas extras, pensando no lazer e em proporcionar um ambiente interativo, como 
jogos de cartas, bingos, oficinas temáticas em datas festivas (como enfeites para o 
natal, pintura de ovos de páscoa). 
Setor Administrativo: 
Os dois proprietários e fundadores atuam como responsáveis administrativos 
do lar, sendo os responsáveis pela gestão geral, gestão dos colaboradores, 
financeiro, compras, organização e arquivamento de documentos. São o ponto de 
contato principal com as famílias dos residentes. Um dos proprietários também 
possui formação como técnico de enfermagem, e auxilia no dia-a-dia da função. 
Outros: 
Profissionais responsáveis pela limpeza, serviços gerais, consertos e 
jardinagem. 
Algumas vezes ao mês há dois voluntários que fazem visitas ao lar: um pastor 
religioso e um músico que toca violão para entretenimento dos idosos. 
 
3.3 Descrição da rotina diária no setor e relacionamento com a equipe 
 
A equipe multidisciplinar de trabalho conta com profissionais para a realização 
das tarefas necessárias e rotinas diárias, conforme abaixo: 
 
 
 
QUADRO 1 – EQUIPE DE TRABALHO 
QTDE FUNÇÃO CARGA HORÁRIA 
(horas/mês) 
1 NUTRICIONISTA 20h/semana 
2 COZINHEIRA 9h/dia 
1 AUX. COZINHA 9h/dia 
1 ENFERMEIRA 12/36h turno 
3 TÉCNICOS ENFERMAGEM 12/36h turno 
4 CUIDADORAS 12/36h turno 
1 CLÍNICO GERAL 20h/semana 
2 ADMINISTRADORES 24h/dia 
3 PROF. LIMPEZA 9h/dia 
2 SERVIÇOS GERAIS 9h/dia 
1 ESTAGIÁRIA 4h/dia 
FONTE: a autora (2023) 
 
Especificamente no setor de nutrição, inicialmente foi realizado uma 
verificação geral do local, suas instalações, entendimento sobre seus processos, 
horários, hábitos e tarefas, bem como a apresentação aos funcionários e definição 
de papéis e responsabilidades. Foi realizada uma conversa/entrevista informal para 
conhecer também o papel de cada colaborador. 
Na rotina diária é realizada uma reunião com a nutricionista para verificação 
das atividades realizadas, apoio na lista de compras, verificação e organização dos 
estoques, datas de validade. Inspeção e avaliação das temperaturas das geladeiras, 
armazenagem correta de sobras, líquidos, alimentos que devem ser refrigerados e 
orgânicos. Avaliação do aspecto e limpeza dos ambientes de cozinha e refeitório, 
checagem das refeições preparadas. 
Nas rotinas esporádicas que não ocorrem diariamente, há a reavaliação do 
cardápio, ajustes para lista de compras, alinhamentos e treinamentos com a 
cozinheira sobre os preparos, remodelagem do manual de boas práticas e de outros 
materiais ilustrativos, ações lúdicas para interação e conscientização dos idosos no 
que tange a alimentação saudável. O relacionamento com a cozinheira é diário e de 
boa aceitação, uma relação simbiótica de trocas de experiências, explicações e 
dados relacionados aos nutrientes, trazendo contexto ao fundamental papel desta no 
nutrir dos residentes. 
Já na parte clínica, é realizado periodicamente a antropometria dos idosos e 
avaliação de planos de ação conforme resultados; também é produzida as indicações 
de dietas específicas enterais, bem como as instruções com relação a administração 
dessa dieta. 
Na rotina de estágio também é necessário realizar interlocução direta com 
todos os colaboradores do lar, em maior ou menor grau. 
Com relação ao setor de saúde e cuidadores, a relação é harmoniosa e 
cooperativa. No momento da pesagem são os cuidadores que auxiliam os idosos na 
balança, fazem escuta ativa das necessidades do setor de nutrição no que tange a 
alimentação, estimulam os idosos a comerem de forma descontraída. Em alguns 
casos, trazem sugestões para o setor nutricional fazer alguma adaptação na dieta 
(por exemplo, o lanche da manhã fica perto do horário do banho, às vezes fica mais 
complicado de ofertar a salada de frutas pois devido a algum imprevisto, foi incluso 
a opção de variar entre salada de frutas, fruta ou bolacha água e sal). 
Em algumas situações, também é discutido entre os setores quando há uma 
variação maior no IMC, para identificar se houve alguma alteração medicamentosa 
ou algo atípico, por exemplo. 
O setor administrativo é o que possui maior interação com o setor nutricional. 
A nutricionista dá as diretrizes com relação à lista de compras; como um dos 
administradores é técnico em enfermagem, ele auxilia a enfermeira na administração 
da dieta enteral, avaliando aceitação. 
A rotina de interações com os demais profissionais ocorre com pouca 
frequência, apenas com relação a algum ponto de atenção relacionado a limpeza dos 
ambientes relacionados a alimentação (cozinha e refeitório). 
Adentrando às rotinas de estágio, uma vez ao mês o cardápio é refeito, 
avaliando sempre as necessidades nutricionais, respeitando os macro e 
micronutrientes da dieta. O cardápio é atualizado levando-se em conta a última 
versão atualizada. Saladas e frutas são citadas porém não são especificadas pois 
são adquiridas pelos administradores considerando a disponibilidade, as frutas da 
estação e os preços encontrados nas feiras e fruteiras da região. 
 
 
 
 
 
 
 
QUADRO 2 – CARDÁPIO DE MARÇO/23 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
São realizadas 6 refeições diárias. A cada troca de cardápio, é feito um 
alinhamento com a cozinheira sobre o melhor modo de preparo, dicas e instruções. 
Também é produzida uma listagem geral dos alimentos a serem adquiridos. Em 
grande parte das refeições é realizada a análise e inspeção dos alimentos antes da 
preparação. Ao final de cada preparo é garantida a checagem das refeições. 
 
FIGURA 12 – LANCHE DA TARDE 
 
FONTE: a autora (2023) 
Além da dieta oral, os pacientes com determinadas patologias (como AVC, 
diabetes mellitus, Parkinson, alzheimer, hipertensão) ou desnutrição muitas vezes 
não conseguem realizar suas refeições de forma oral. Para estes casos clínicos, bem 
como demais pacientes acamados com outras debilidades, ou ainda com 
dificuldades de deglutição por conta do envelhecimento, é prescrita a dieta enteral 
de forma individual, conforme histórico e peso do paciente. 
 
 FIGURA 12 – DIETA ENTERAL 
 
FONTE: a autora (2023) 
Junto a estante da dieta, estão fixadas as instruções para administração da 
dieta enteral via sonda, individualizada para cada paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 8 – INSTRUÇÕES DIETA ENTERAL 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
É realizada inspeção geral dos alimentos e despensa: 
 Refrigerados – avaliação da validade, método de armazenagem, 
vedação – avaliação da temperatura e limpeza geral dos 
refrigeradores; 
Alimentos secos – organizados por tipo conforme a distribuição das 
refeições e ordenados pela validade (mais antigos dispostos à frente, 
para serem primeiramente utilizados); 
 Alimentação enteral – também ordenada e realizada a checagem 
conforme validade 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 12 – REFRIGERADORES E DESPENSA 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
O manual de boas práticas foi atualizado e remodelado, colocando em tópicos 
os principais itens e adequado a parâmetros específicos de UAN. Feito também a 
verificação e revisão das principais diretrizes fixadas na cozinha: método de 
administração da alimentação enteral, instruções de higiene e limpeza. 
 
FIGURA 13 – MÉTODO DE ADMINISTRAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO ENTERAL 
 
FONTE: a autora (2023) 
3.4 Descrição de casos clínicos vivenciados em seu estágio e suas possíveis 
resoluções/plano de ação 
 
Periodicamente, uma vez ao mês, era parte da rotina da ILPI realizar a 
avaliação antropométrica (através dos dados de peso, altura e cálculo do IMC). A 
tabela completa de dados antropométricos está disponível no anexo A. Importante 
ressaltar que alguns pesos foram estimados pela observação, pois os idosos 
estavam acamados ou não conseguiam ficar em pé. Em alguns casos foi possível 
realizar a pesagem, porém não foi possível manter o idoso em pé sobre a balança 
sem nenhum tipo de apoio, o que pode causar alguma alteração no resultado. Estas 
situações representam cerca de 15% do total da pesagem. 
 
FIGURA 14 – REALIZANDO A PESAGEM: 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Para cálculo do IMC, foi utilizada tabela disponibilizada no site do SISVAN, 
referente a IMC para idosos, que difere do IMC para demais públicos: 
 
 
 
FIGURA 15 – IMC PARA IDOSOS: 
 
FONTE: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi-win/SISVAN/CNV/notas_sisvan.html#out> Acesso em: 15 
mar. 2023 
 
Abaixo a média geral dos dados: 
 
QUADRO 3 – MÉDIA DE RESULTADOS DE IMC POR MÊS 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Pelo gráfico exposto é possível perceber que não há uma variação significativa 
no IMC durante o período, o que é um bom indicativo da linearidade da dieta prescrita 
da nutricionista. 
Com relação aos residentes que apresentaram baixo peso, foi feito uma 
conversa com a nutricionista para entendimento. Muitos casos estão relacionados a 
doenças pré-existentes, metabólicas ou de origem mental, como alzheimer e 
depressão. Em outros casos tratam-se de indivíduos ectomorfos que trouxeram um 
histórico pregresso de IMC baixo. Não houve alterações significativas nos exames 
gerais destes pacientes durante o período do estágio. 
Historicamente é percebido que idosos acima de 70 anos possuem uma 
prevalência de sarcopenia e baixo peso, principalmente no que tange a indivíduos 
que possuem alguma doença crônica (CAMPOS et al., 2006). Através do quadro 4, 
é possível verificar que a maior parte dos pacientes do ILPI possuem entre 70 e 80 
anos, e pela análise do gráfico 1 percebemos que a média geral dos indivíduos são 
eutróficos, com uma prevalência maior de baixo peso em comparação ao sobrepeso. 
 
 
 
 
 
QUADRO 4 – MÉDIA DE RESULTADOS DE IMC POR MÊS 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
GRÁFICO 1 – MÉDIA GERAL DE RESULTADOS DE IMC POR INDIVÍDUOS 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Essa tendência que ocorreu em todos os meses (com exceção do mês de 
abril, no qual o baixo peso e o sobrepeso obtiveram o mesmo índice, 18% - podendo 
ser conferido no gráfico 2: 
 
GRÁFICO 2 – EVOLUTIVO DE RESULTADOS DE IMC POR MÊS 
 
FONTE: a autora (2023) 
Uma das ações realizadas para auxiliar no processo de manutenção do peso 
dos residentes foi uma palestra sobre alimentação saudável e o que é um prato 
completo, salientando a importância de termos alimentos dos três tipos em nossas 
refeições, explicando qual a função de cada um em nosso metabolismo. Segundo 
Silva, (2020), são eles: 
 alimentos construtores, que são responsáveis pela construção e 
reparação do nosso corpo; 
 alimentos reguladores, que regulam o organismo e ajudam a prevenir 
doenças; 
 e alimentos energéticos, que fornecem a energia necessária para 
nossas atividades diárias. 
 Ao final, foi entregue aos idosos, bem como à equipe de apoio (cuidadores, 
administrativo, técnicos de enfermagem), um folder explicativo para que reforçassem 
os ensinamentos no dia-a-dia durante as refeições e também pudessem praticar nas 
suas próprias rotinas. Esta prática foi aplicada durante o período do dia que ocorriam 
visitas, então foi realizada a conscientização de forma geral, inclusive dos não 
residentes. 
 
FIGURA 16 – RELATO SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Na mesma ocasião, aproveitou-se para falar sobre a importância de bebermos 
muita água regularmente: este foi um ponto destacado pela própria nutricionista, 
relatando que a desidratação é um problema frequente entre idosos, pois acabam 
esquecendo de fazer a ingestão. Destacou-se, no momento expositivo, algumas das 
principais funções do consumo, a saber (AZEVEDO et al., 2016): 
• Hidrata 
• Melhora a aparência da pele, unhas e cabelos 
• Evita o inchaço 
• Ajuda na acidez do estômago (azia) 
• É o transporte que as vitaminas utilizam 
• Ajuda os rins a funcionarem 
• Ajuda na manutenção do peso 
• Fortalece o corpo e a imunidade 
 
FIGURA 17 – RELATO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
Outra ação realizada para salientar a importância da alimentação saudável, 
bem como demonstrar que uma boa alimentação pode também ser prazerosa foi 
disponibilizar um bolo de ingredientes nutritivos, para chamar a atenção quanto a 
bioquímica dos alimentos, e alinhar a possibilidade de variedade de preparos para 
ofertar e saborear de novas formas um mesmo alimento. 
Foi feito um bolo cenoura, banana e farinha de aveia (receita criada pela 
nutricionista junto à estagiária, disponibilizada no anexo B. No momento do preparo 
(com a cozinheira) e no momento da partilha (com o setor de cuidadores e os idosos) 
foi ressaltado a importância dos ingredientes no metabolismo: 
 A banana possui um bom teor energético (através de carboidratos) 
muita vitamina C e vitamina E que são poderosos antioxidantes, sendo 
possivelmente favorável em relação a prevenção de doenças, como o 
câncer. (AMORIM et al., 2012) 
 A aveia possui proteínas, antioxidantes e aminoácidos. Ajuda na 
regulação do colesterol e pressão arterial, na redução do risco de 
doenças cardiovasculares, na redução da glicose no sangue. É um 
auxiliar no controle da obesidade pois ajuda a retardar o esvaziamento 
gástrico, o que contribui na sensação de saciedade. (GALDEANO, 
2012) 
 Já a cenoura é rica em betacaroteno/vitamina A, que combate os 
radicais livres e é antioxidante também. Além de ser fonte de fibras e 
potássio, que auxiliam na visão, evitam o envelhecimento precoce, 
auxilia o sistema imunológico e ajuda na prevenção do câncer. 
(ROSSO et al., 2021) 
 
FIGURA 18 – BOLO SAUDÁVEL 
 
FONTE: a autora (2023) 
Outra ação realizada durante o período do estágio foi colher limões para fazer 
uma limonada e servir assim um suco de frutas natural. No ensejo, aproveitou-se o 
momento para informar que o limão é rico em vitamina C, que também é antioxidante, 
e ajuda no sistema endócrino e na produção de hormônios. Além de possuir várias 
outras vitaminas e minerais, que ajudam a auxiliar na redução da ação dos radicais 
livres, que ajuda a prevenir doenças degenerativas, que provocam o envelhecimento 
celular. Essas vitaminas também auxiliam no fortalecimento do dos tecidos, unhas e 
cabelos, equilíbrio do colesterol e diminuição de edemas. (VIEIRA et al., 2017) 
 
FIGURA 19 – COLHENDO FRUTAS NO POMAR 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
De maneira geral, utilizou-se o momento também para reforçar a importância 
das frutas, legumes e verduras de maneira geral como fontes de vitaminas, nutrientes 
e minerais, auxiliando no processo de envelhecimento de forma saudável,prevenindo doenças e melhorando a disposição. (AMORIM et al., 2012) 
 
3.5 Relatórios de dúvidas e como foram sanadas 
 
Uma das dúvidas que surgiu foi com relação a um paciente específico que 
obteve uma alteração de peso de mais de 10kg de um mês para outro. Através da 
observação foi verificado que não houve nenhuma modificação aparente em sua 
estrutura corporal, não houve mudanças físicas, vestuário que fosse necessário 
adaptação ou alterações na alimentação ou apetite. Chegou-se a conclusão, após 
avaliação profunda de que tratou-se de um erro de digitação - o que demonstra a 
importância de aferir, imputar e avaliar os dados com zelo e cautela, pois este tipo 
de inconsistência pode gerar uma mudança de diretrizes que poderia ter causado 
algum dano futuro. 
Também foi questionado como era feito o cálculo com relação às dietas 
enterais. A nutricionista explicou que é realizado um cálculo de 30 a 35ml por kg, 
avaliando a aceitação, geralmente iniciando com a menor quantidade nas primeiras 
24h, através da observação e dados coletados – funcionamento do intestino, 
glicemia, entre outros efeitos (náuseas, por exemplo). 
Na realização da coleta dos dados antropométricos, foi questionado como 
fazer a pesagem dos pacientes acamados, visto que não possuem mobilidade. A 
profissional de nutrição sinalizou que nestes casos eles adquiriram no último ano 
uma balança específica (tipo guincho) para esta pesagem, porém acabaram por 
praticamente descontinuar o uso pois o processo de mobilização até o cesto coletor 
ainda é dificultado e pode ocasionar dores ou algum tipo de penar ao idoso. Optou-
se por permanecer utilizando somente a observação clínica para este fim. 
Ao realizar a palestra e folder explicativo, foi solicitado à nutricionista 
responsável algumas dicas para montagem de material e melhor abordagem para o 
público-alvo. Foi salientado por ela, então, a importância de: 
 Falar alto ao dar instruções aos idosos, em pequenos grupos, devido a 
audição prejudicada; 
 Utilizar de linguagem simples, preferencialmente com exemplos que se 
apliquem a indivíduos de idade avançada; 
 Na linguagem escrita, utilizar letras grandes e pouco texto. 
 
4. CONCLUSÃO 
 
O estágio em saúde coletiva foi uma maneira enriquecedora de praticar aquilo 
que foi tão profundamente discutido, debatido e estudado nas disciplinas do curso de 
Nutrição, até então. 
A possibilidade de trabalhar com o público idoso, neste fim, foi de bastante 
engrandecimento. É premissa que saibamos adaptar nossa atuação, abordagem e 
técnicas nas rotinas do profissional de saúde considerando a população a ser 
atendida. No caso de idosos, foi possível notar que a linguagem a ser utilizada 
precisava ser clara e simples, porém com contexto, denotando real preocupação com 
o ser humano, não apenas com o residente ali inserido. 
Em idades mais avançadas existe uma certa determinação e firmeza em 
alterar suas rotinas e aceitar novas ideias, bem como uma necessidade constante de 
justificar suas ações e formas de pensar, e foi necessário abordar os assuntos com 
delicadeza e escuta ativa, para que passasse a ser criado relações de confiança, que 
permitissem vínculo e maior abertura para que as trocas entre o time de nutrição e 
os residentes acontecessem com fluidez. 
Muitos dos idosos lúcidos demonstraram um interesse pelos assuntos 
abordados, acompanhavam a rotina de pesagem com curiosidade e entusiasmo, 
fazendo comparativos entre cada pesagem. Observou-se que havia uma 
preocupação dos residentes com a ingesta de água, durante a ação com este fim, o 
que é de suma importância devido ao relato da nutricionista com relação a incidência 
de desidratação neste público. 
Foi recomendado ao lar que mantivessem uma rotina de abordagens 
diferenciadas dos alimentos, com ações que explicassem os ganhos nutricionais de 
cada prato. Para que a aceitação fosse superior, foi sugerido que se contasse com a 
participação dos próprios idosos, garantindo assim um maior engajamento. 
A interação com outros times também foi produtiva e interessante, permitindo 
vivenciar as dificuldades que encontravam principalmente com a população não 
lúcida, acamados e com mobilidade afetada. Paciência, empatia e acolhimento são 
itens chave para que bons resultados sejam conquistados, seja na relação time > 
residentes, seja na relação time > time. 
Por fim, importante ressaltar que a experiência foi única, vivenciada de forma 
profunda e dinâmica, permitindo um novo olhar sobre o profissional nutricionista e 
também sobre os demais profissionais dedicados a saúde, permitindo reflexões e 
aprendizados que irão perpetuar nos caminhos a serem futuramente trilhados. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
AMORIM, Thiago Perito; OLIVEIRA, Viviani Ruffo de; VIEIRA, Maitê de Moraes. 
Avaliação físico-química de polpa e de casca de banana in natura e desidratada. 
2012 Disponível em: 
<https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/62051/000868342.pdf?sequence> . 
Acesso em 02 mai, 2023 
 
AZEVEDO, Paula Schmidt; PEREIRA, Filipe Welson Leal; PAIVA, Sergio Alberto Rupp. 
Água, Hidratação e Saúde. 2016. Disponível em: 
<http://sban.cloudpainel.com.br/source/Agua-HidrataAAo-e-SaAde_Nestle_.pdf>. 
Acesso em: 10 abr, 2023. 
 
CAMPOS, Maria Alice Gomes; PEDROSO, Enio Roberto Pietra; LAMOUNIER, Joel 
Alves; COLSIMO, Enrico Antonio; ABRANTES, Marcelo Militão. Estado Nutricional e 
Fatores Associados em Idosos. 2006. Disponível em: 
<https://www.scielo.br/j/ramb/a/SYFwKQbbhpd6TD8PH9hCXZp/?format=pdf&lang=pt>. 
Acesso em: 10 abr, 2023. 
 
GALDEANO, Melicia Cintia. Aveia, uma escolha saudável. 2012. Disponível em: 
<https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/957168/1/2012301.pdf>. Acesso 
em: 02 mai, 2023. 
 
GOMES, Débora Suellen Ribeiro; MORI, Rejane Maria Sales Cavalcante; 
FIGUEIREDO, Sandra Maria dos Santos; OLIVEIRA, Beatriz Lopes de; 
ALBUQUERQUE, Julianne Lisboa de, MOURA, Luana Helena Nogueira; COSTA, Erica 
Costa da; CONCEIÇÃO, Adriene Carvalho da. Ações de educação alimentar e 
nutricional para promoção da saúde de idosos na atenção primária à saúde. 
2021. Disponível em: 
<https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/9171/5703>. Acesso em: 30 
mar, 2023. 
 
LOVATO, Fabricio Luís; MICHELOTTI, Angela; SILVA, Cristiane Brandão da; 
LORETTO, Elgion Lucio da Silva. Metodologias Ativas de Aprendizagem: uma 
Breve Revisão. 2018. Disponível em: 
<http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/acta/article/view/3690>. Acesso em: 28 mar, 
2023. 
 
OLIVEIRA, Geisa; MONTEIRO, Flávia. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE IDOSOS 
INSTITUCIONALIZADOS EM UMA CASA DE REPOUSO DO MUNICÍPIO DE 
CASTRO – PR. 2016. Disponível em: 
<https://phantomstudio.com.br/index.php/nutrir/article/view/1012/pdf>. Acesso em: 30 
mar, 2023. 
 
PIMENTEL, Emanuelle Cavalcante; VASCONCELOS, Maria Viviane Lisboa de; 
RODARTE, Renato Santos; PEDROSA, Célia Maria Silva; PIMENTEL, Fernando Silvio 
Cavalcante. Ensino e Aprendizagem em Estágio Supervisionado: Estágio 
Integrado em Saúde. 2015. Disponível em: 
<https://www.scielo.br/j/rbem/a/NNVYqMTSkCBsPXXQHTcWZLL/?format=pdf&lang=pt
>. Acesso em: 28 mar, 2023. 
 
RANGEL, Mary. Métodos de ensino para a aprendizagem e a dinamização das 
aulas. 2005. Disponível em: < https://books.google.com.br/books?hl=pt-
BR&lr=&id=sneADwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT3&dq=m%C3%A9todos+de+aprendizage
m&ots=qGeTUUBKq0&sig=ywTvgih5G61HX9iRG4N-
Ihst4pE#v=onepage&q=m%C3%A9todos%20de%20aprendizagem&f=false>. Acesso 
em: 30 mar, 2023. 
 
RECINE, Elisabetta; SUGAI, Andrea; MONTEIRO, Renata Alves; RIZZOLO, Anelise; 
FAGUNDES, Andhressa. Saúde coletiva nos cursos de Nutrição: análise de 
projetos político-pedagógicos e planos de ensino. 2014. Disponível em: 
<https://www.scielo.br/j/rn/a/wJ8PWkfdBYJZdGNVk4gkrgb/?format=pdf&lang=pt>. 
Acesso em: 28 mar, 2023. 
 
ROSSO, Rayssa Ferreira; SAMPAIO, Pamela Haissa de Oliveira; CREPALDI, Gabriela 
Avello; FREITAS, Maria Lauren Deferrari Arrojo; JACQUES, Andressa Carolina.BENEFÍCIOS QUANTO A CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DE RESÍDUOS DE 
BANANA, BATATA E CENOURA NA FORMA DE FARINHAS. 2021. Disponível em: < 
https://ei.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/22960/etp1_resumo_expandido_2
2960.pdf>. Acesso em: 02 mai, 2023. 
 
RUDINICKI, Tânia; CARLOTTO, Mary Sandra. Formação de estudante da área da 
saúde: reflexões sobre a prática de estágio. 2007. Disponível em: < 
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v10n1/v10n1a08.pdf>. Acesso em: 30 mar, 2023. 
 
SILVA, Luce Alves da. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL SÉRIE QUALIDADE DE VIDA 
NA UFSB. 2020. Disponível em: 
<https://ufsb.edu.br/proaf/images/cqv/Cartilha_Alimentação_Saudável-
_versão_final_1.pdf>. Acesso em: 10 abr, 2023. 
 
SISVAN – Notas Técnicas. 2004. Disponível em: < http://tabnet.datasus.gov.br/cgi-
win/SISVAN/CNV/notas_sisvan.html#out>. Acesso em: 28 mar, 2023. 
 
VIEIRA, Guilherme Bilibio; VIANNA, Thulyana; BAGETTI, Sandra; SARTORI, Claudia. 
O LIMÃO E SEUS USOS. 2017. Disponível em: 
<https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/moeducitec/article/view/8471/7179
>. Acesso em 03, mai, 2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
ANEXO A – DADOS ANTROPOMÉTRICOS GERAIS DOS RESIDENTES DO LAR 
 
FONTE: a autora (2023) 
 
ANEXO B – RECEITA DE BOLO DE CENOURA, BANANA E AVEIA 
INGREDIENTES: 
 3 ovos 
 2 colheres de sopa de manteiga (derreter no micro-ondas) 
 2 cenouras médias picadas 
 2 bananas médias picadas 
 1/2 xícara de leite 
 2 xícaras de farinha de aveia 
 1/2 xícara de açúcar mascavo 
 1 pacote de fermento químico 
 
MODO DE PREPARO: 
 No liquidificador, coloque os ovos, a cenoura, a manteiga, as bananas, o leite, o 
açúcar e bata por cerca de 2 min, até formar uma massa uniforme; 
 Coloque em uma tigela, acrescente a aveia e o fermento e misture 
delicadamente; 
 Despeje a massa em uma forma untada e leve ao forno pré-aquecido 180 ºC 
por aproximadamente 40 min. 
 
FONTE: arquivo pessoal (2023) 
 
 
 
 
 
 
ANEXO C – FOTO: ESTAGIÁRIA E NUTRICIONISTA RESPONSÁVEL

Mais conteúdos dessa disciplina