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HISTOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
 
O sistema genital masculino é composto por testículos, ductos genitais, glândulas acessórias e 
pênis. A função dupla do testículo é produzir hormônios sexuais masculinos e espermatozoides. 
A testosterona tem um papel essencial para a espermatogênese, para a diferenciação sexual 
durante o desenvolvimento embrionário e fetal e para o controle da secreção de 
gonadotropinas. A di-hidrotestosterona age em muitos órgãos e tecidos do corpo (p. ex., 
músculos, padrão da distribuição dos pelos e crescimento de cabelo) durante a puberdade e a 
vida adulta. 
Os ductos genitais e as glândulas acessórias produzem secreções que, impulsionadas por 
contração de músculo liso, transportam os espermatozoides para o exterior. Essas secreções 
também fornecem nutrientes para os espermatozoides 
O testículo é revestido por DUAS TÚNICAS: 
1. Túnica albugínea: 
→ Ela consiste no revestimento mais externo 
do órgão, uma grossa cápsula de tecido 
conjuntivo. 
→ Ela é espessada na superfície dorsal dos 
testículos para formar o mediastino do 
testículo, do qual partem septos fibrosos. 
Esses septos penetram o testículo, 
dividindo-o em aproximadamente 250 
compartimentos piramidais chamados 
lóbulos testiculares. 
→ Cada lóbulo abriga de túbulos seminíferos, 
que se alojam como novelos envolvidos por um tecido conjuntivo frouxo rico em vasos 
sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais (células de Leydig). 
→ Os túbulos seminíferos produzem as células reprodutoras masculinas, os 
espermatozoides, enquanto as células intersticiais secretam andrógeno testicular. 
 
2. Túnica vaginal: 
→ A túnica vaginal está localizada na parte mais interna do testículo, ela consiste em 
um mesotélio liso e úmido. 
→ Durante o desenvolvimento fetal, os testículos migram e se alojam na bolsa escrotal 
e ficam suspensos na extremidade do cordão espermático. Por causa da migração, 
cada testículo arrasta consigo um folheto do peritônio, a túnica vaginal. 
→ Esta túnica consiste em uma camada parietal exterior e uma camada visceral 
interna, que recobrem a túnica albugínea nas porções laterais e anterior do 
testículo. 
Os espermatozoides são produzidos nos 
túbulos seminíferos, que são túbulos 
enovelados, dispostos em alças, e suas 
extremidades se continuam com curtos tubos 
conhecidos por túbulos retos. 
A parede dos túbulos seminíferos é formada 
por várias camadas de células denominadas 
epitélio germinativo ou epitélio seminífero, o 
qual é envolvido por uma lâmina basal e por 
uma bainha de tecido conjuntivo. 
O epitélio seminífero é formado por duas 
populações distintas de células: as células de 
Sertoli e as células que constituem a linhagem 
espermatogênica. 
As células da linhagem espermatogênica 
têm como função produzir 
espermatozoides e se originaram do saco 
vitelino do embrião. Por volta do 5º mês, as 
células germinativas primordiais se 
proliferam e colonizam a gônada, 
originando células denominadas 
espermatogônias. 
 
Os túbulos seminíferos apresentam 2 
compartimentos 
1. Basal: está localizado abaixo da barreira 
hematotesticular e apresenta uma 
continuidade com tecido conjuntivo, ou seja, 
comunica-se com o resto do organismo 
2. Adluminal: está localizado sobre a barreira 
hematotesticular e consiste no local onde há 
início a espermatogênese, abrigando 
espermatócitos e espermátides 
A bainha de tecido conjuntivo compõe o tecido 
intersticial. Apresenta fibroblastos (mascrófagos e 
mastócitos), células mióides (achatadas e 
contráteis), vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células de Leydig, as quais ocupam maior 
parte do espaço entre os túbulos seminíferos 
→ As células de Leydig ou células intersticiais são controladas pelo hormônio luteinizante 
(LH da hipófise) e desempenham um papel de 
-Nutrição das células dos túbulos, 
-Transporte de hormônios e 
-Produção de andrógenos (produzem testosterona) . 
 
O processo começa com as espermatogônias, situadas próximo à lâmina basal do epitélio 
germinativo. Na puberdade, as espermatogônias iniciam um processo contínuo de divisões 
mitóticas e produzem sucessivas gerações de células. As células-filhas podem seguir dois 
caminhos: continuar se dividindo, mantendo-se como células-tronco de outras espermatogônias 
(chamadas espermatogônias de tipo A), ou diferenciarem-se durante sucessivos ciclos de divisão 
mitótica para se tornar espermatogônias de tipo B. 
 
 
As espermatogônias de tipo B originam 
espermatócitos primários. Os 
espermatócitos primários duplicam seu 
DNA e, portanto, têm 46 cromossomos 
e o dobro da quantidade de DNA de 
uma célula diploide (a célula somática 
habitual do organismo). Eles resultam 
duas células menores chamadas 
espermatócitos secundários, que têm 
23 cromossomos, porém a quantidade 
habitual (diploide) de DNA, uma vez 
que cada um de seus cromossomos é 
constituído por duas cromátides. Os dois espermatócitos secundários entram na segunda divisão 
da meiose, originando duas células, as espermátides, cada uma com 23 cromossomos e metade 
da quantidade regular de DNA (são células haploides). 
Espermiogênese é o nome da fase final de produção de espermatozoides. Durante esse processo, 
as espermátides se transformam em espermatozoides. 
A espermiogênese é um processo complexo, que inclui: 
a. Formação de uma estrutura chamada acrossomo; 
b. Condensação e alongamento do núcleo; 
c. Desenvolvimento do flagelo; 
d. Perda da maior parte do citoplasma. 
 
A espermiogênese pode ser dividida em três etapas – do complexo de Golgi, do acrossomo e de 
maturação 
 
A. ETAPA DO COMPLEXO DE GOLGI 
- Formação do Grânulo Acrossômico 
- Formação do axonema 
B. ETAPA DO ACROSSMO 
- Vesícula e grânulo se estendem sobre metade anterior do núcleo 
- Formação do acrossomo 
- Crescimento do Flagelo 
- Acúmulo de mitocôndrias na peça intermediária 
- Mudanças no núcleo 
C. ETAPA DE MATURAÇÃO 
- Desprendimento de grande parte do citoplasma 
- Libera espermatozoide no lúmen + corpos residuais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os limites dessas células são mal definidos. Uma 
das causas dessa dificuldade são os numerosos 
recessos formados na superfície das células. 
Esses recessos têm grande importância, pois as 
células da linhagem espermatogênica se alojam 
neles e passam pelo processo de meiose e pela 
maturação final que termina com a formação dos 
espermatozoides 
Células de Sertoli adjacentes são unidas por 
junções ocludentes encontradas nas suas 
paredes basolaterais, formando uma barreira 
chamada barreira hematotesticular. As 
espermatogônias permanecem no 
compartimento basal situado abaixo da barreira. 
Os espermatozoides são provavelmente 
libertados dos recessos por movimentos do ápice 
das células de Sertoli, com a participação de microtúbulos e microfilamentos. 
 
→ 
a. Suporte, proteção e suprimento nutricional dos espermatozoides em desenvolvimento 
As células da série espermatogênica são interconectadas por pontes citoplasmáticas. Essa rede 
de células é apoiada fisicamente por reentrâncias do citoplasma das células de Sertoli. Como os 
espermatócitos, as espermátides e os espermatozoides são isolados do contato direto do plasma 
pela barreira hematotesticular, essas células dependem das células de Sertoli para a troca de 
nutrientes e metabólitos. A barreira formada pelas células de Sertoli também protege os 
espermatozoides de ataque imunológico 
b. FAGOCITOSE 
Durante a espermiogênese, o excesso de citoplasma das espermátides é liberado sob a forma de 
corpos residuais. Esses fragmentos de citoplasma são fagocitados e digeridos por células de 
Sertoli 
c. SECREÇÃO 
As células de Sertoli secretam continuamente nos túbulos seminíferos um fluido que é 
transportado na direção dos ductos genitais e é usado para transporte de espermatozoides. 
Obs: A secreção de uma proteínaligante de andrógeno (ABP, do inglês androgen-binding protein) 
pelas células de Sertoli é controlada por hormônio foliculoestimulante (FSH) e por testosterona. 
Células de Sertoli podem converter testosterona em estradiol e também secretam um peptídio 
chamado inibina, que suprime a síntese e a liberação de FSH na hipófise. 
d. PRODUÇÃO DE HORMÔNIO ANTIMULLERIANO 
O hormônio antimülleriano é uma glicoproteína que age durante o desenvolvimento embrionário 
para promover a regressão dos ductos de Müller (ductos paramesonéfricos) em fetos do sexo 
masculino e induzir o desenvolvimento de estruturas derivadas dos ductos de Wolff (ductos 
mesonéfricos) 
e. BARREIRA HEMATOTESTICULAR 
As junções ocludentes entre as células de Sertoli, entretanto, formam uma barreira à passagem 
de moléculas grandes pelo espaço entre elas. Assim, as células de etapas mais avançadas da 
espermatogênese são protegidas de substâncias do sangue, de agentes nocivos e provavelmente 
de reconhecimento imunológico por linfócitos. 
 
 
A. HORMÔNIOS 
Hormônios são os fatores mais importantes no controle da espermatogênese, a qual depende 
da ação do FSH e do hormônio luteinizante (LH) da hipófise sobre as células do testículo. FSH age 
nas células de Sertoli, promovendo a síntese e a secreção de proteína ligante de andrógeno-ABP. 
LH age nas células intersticiais, estimulando a produção de testosterona. Testosterona se difunde 
das células intersticiais para o interior do túbulo seminífero e se combina com a ABP. Dessa 
maneira se mantém uma alta concentração de testosterona no túbulo seminífero, condição 
muito importante para estimular a espermatogênese 
B. TEMPERATURA 
A temperatura é muito importante para o controle da espermatogênese, que só acontece a 
temperaturas abaixo da corporal, de 37°C. A temperatura dos testículos é de aproximadamente 
35°C e é controlada por meio de vários mecanismos. Um rico plexo venoso (o plexo 
pampiniforme) envolve as artérias dos testículos e forma um sistema contracorrente de troca de 
calor. Outros fatores são a evaporação de suor da pele da bolsa escrotal, que contribui para a 
perda de calor, e a contração de músculos cremastéricos do cordão espermático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 
 
O sistema genital feminino é formado por dois ovários, duas tubas uterinas, o útero, a vagina e a 
genitália externa. Suas funções são: 
→ Produzir gametas femininos (ovócitos); 
→ manter um ovócito fertilizado durante seu desenvolvimento completo ao longo das fases 
embrionária e fetal até o nascimento; 
→ Produzir hormônios sexuais que controlam órgãos do sistema genital e têm influência 
sobre outros órgãos do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
Ovários 
 
Os ovários são órgão par, situam-se na cavidade abdominopélvica, sendo que fica um de cada 
lado do útero, próximo à parede lateral da pelve, preso a face posterior do ligamento largo por 
uma prega, o que forma o mesovário. Além disso, o ovário tem uma forma de amêndoa sem 
casca, de cor branco pardacenta. 
Vale ressalta que antes da menarca, ele apresenta uma superfície lisa acinzentada fosca e na fase 
reprodutiva, essa superfície é distorcida, devido a presença de cicatrizes, chamadas de corpus 
albicans. 
→ FUNÇÃO: responsável pela produção e liberação de gametas e de hormônios sexuais 
Os ovários são formados por: epitélio germinativo, túnica albugínea, região cortical e região 
medular 
 
 
 
→ A sua superfície é coberta por um 
epitélio pavimentoso ou cúbico 
simples, o epitélio germinativo, 
sendo contínuo com o mesotélio 
do mesovário. 
→ Sob o epitélio germinativo há uma 
camada de tecido conjuntivo 
denso, a túnica albugínea 
(camada de tecido conjuntivo 
denso irregular e suporte ao 
epitélio) , que é responsável pela 
cor esbranquiçada do ovário. 
→ Abaixo da túnica albugínea, há uma região denominada cortical, na qual predominam os 
folículos ovarianos. 
o Folículo é o conjunto do ovócito e das células que o envolvem. Os folículos se localizam 
no tecido conjuntivo (estroma) da região cortical, o qual contém fibroblastos dispostos 
em um arranjo muito característico, formando redemoinhos e fibras musculares lisas 
dispersas em torno dos folículos 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO INICIAL DO OVÁRIO 
Ao fim do primeiro mês de vida embrionária, uma 
pequena população de células germinativas 
primordiais migra do saco vitelino até os primórdios 
gonadais, onde as gônadas estão começando a se 
desenvolver. Nas gônadas, no sexo feminino, essas 
células se dividem e se transformam nas ovogônias. 
A partir do terceiro mês, as ovogônias começam a 
entrar na prófase da meiose I, mas param na fase de 
diplóteno e não progridem para as outras fases da 
meiose. Essas células constituem os ovócitos primários 
(equivalentes aos espermatócitos primários) e são 
envolvidas por uma camada de células achatadas 
chamadas de células foliculares. 
Antes do sétimo mês de gravidez, a maioria das 
ovogônias se transformou em ovócitos primários; porém, muitos ovócitos primários são perdidos 
por um processo degenerativo denominado atresia. 
FOLÍCULOS PRIMORDIAIS 
O folículo ovariano consiste em um ovócito envolvido por uma ou mais camadas de células 
foliculares, também chamadas de células da granulosa. A maioria desses folículos está “em 
repouso” – são folículos primordiais formados durante a vida fetal e que nunca sofreram 
nenhuma transformação. Eles são formados por um ovócito primário envolvido por uma única 
camada de células foliculares achatadas, e a maioria se localiza na região cortical, próximo à 
túnica albugínea. 
 
 
CRESCIMENTO FOLICULAR 
A partir da puberdade, a cada dia um pequeno grupo de folículos primordiais inicia um processo 
chamado de crescimento folicular, que compreende modificações do ovócito, das células 
foliculares e dos fibroblastos do estroma conjuntivo que envolve cada um desses folículos. O 
crescimento folicular é estimulado por hormônio foliculoestimulante (FSH), secretado pela 
hipófise. 
FOLÍCULOS PRIMÁRIOS 
As células foliculares aumentam de volume e se dividem por mitose, formando uma camada 
única de células cuboides – neste momento, o folículo é chamado de folículo primário unilaminar. 
As células foliculares continuam proliferando e originam um epitélio estratificado também 
chamado de camada granulosa, cujas células (células da granulosa) frequentemente se 
comunicam por junções comunicantes (gap). O folículo é então denominado folículo primário 
multilaminar ou folículo pré-antral. Uma espessa camada amorfa, a zona pelúcida, composta de 
várias glicoproteínas, é secretada e envolve todo o ovócito 
 
FOLÍCULOS SECUNDÁRIOS 
À medida que os folículos crescem, 
principalmente em virtude do aumento (em 
tamanho e número) das células da granulosa, 
eles ocupam as áreas mais profundas da região 
cortical. O líquido folicular começa a se 
acumular entre as células foliculares; então, os 
pequenos espaços que contêm esse líquido se 
unem e as células da granulosa gradativamente 
se reorganizam, formando uma grande 
cavidade, o antro folicular (ver Figuras 22.5 e 
22.9). Esses folículos são chamados de folículos 
secundários ou antrais. 
Algumas células dessa camada se concentram 
em determinado local da parede do folículo, 
formando um pequeno espessamento, o 
cumulus oophorus, que serve de apoio para o 
ovócito. 
TECAS FOLICULARES 
Durante essas modificações que ocorrem no folículo, o estroma situado imediatamente em sua 
volta se modifica para formar as tecas foliculares, com duas camadas – a teca interna e a teca 
externa. As células da teca interna, quando completamente diferenciadas, são poliédricas, têm 
núcleos arredondados e citoplasma acidófilo, e suas características ultraestruturais são de células 
produtoras de esteroides. As células da teca externa são semelhantes às células do estroma 
ovariano,mas se arranjam de modo organizado concentricamente em volta do folículo 
 
FOLÍCULOS PRÉ-OVULATÓRIOS 
Normalmente, durante cada ciclo menstrual, um folículo antral cresce muito mais que os outros 
e se torna o folículo dominante, que pode alcançar o estágio mais desenvolvido de crescimento 
e prosseguir até a ovulação. Quando chega ao seu máximo desenvolvimento, esse folículo é 
chamado de folículo maduro, pré-ovulatório ou de Graaf . Os outros folículos, pertencentes ao 
grupo que estava crescendo com certa sincronia, entram em atresia. 
ATRESIA FOLICULAR 
A maioria dos folículos ovarianos sofre um processo de involução denominado atresia, por meio 
do qual as células foliculares e os ovócitos morrem e são eliminados por células fagocíticas. Após 
a morte das células, macrófagos invadem o folículo e fagocitam os seus restos. Em um estágio 
posterior, fibroblastos ocupam a área do folículo e produzem uma cicatriz de colágeno que pode 
persistir por muito tempo. 
 
 
OVULAÇÃO 
 
A ovulação consiste na ruptura de parte da parede do folículo maduro e a consequente liberação 
do ovócito, que será capturado pela extremidade dilatada da tuba uterina. 
O estímulo para a ovulação é um pico de secreção de hormônio luteinizante (LH), liberado pela 
hipófise em resposta aos altos níveis de estrógeno circulante produzido pelos folículos em 
crescimento. Poucos minutos após o aumento de LH circulante, há um aumento do fluxo de 
sangue no ovário, e proteínas do plasma escoam por capilares e vênulas pós-capilares, 
resultando em edema. Há liberação local de prostaglandinas, histamina, vasopressina e 
colagenase. As células da granulosa produzem mais ácido hialurônico e se soltam de sua camada. 
Uma pequena área da parede do folículo enfraquece por causa da degradação de colágeno da 
túnica albugínea, em função de isquemia e morte de algumas células. Essa fraqueza localizada e, 
possivelmente, a contração de células musculares lisas que circundam o folículo conduzem à 
ruptura de parte da parede exterior do folículo e à ovulação. Devido à ruptura da parede folicular, 
o ovócito e o primeiro corpúsculo polar, envoltos pela zona pelúcida, pela corona radiata e 
juntamente com um pouco de fluido folicular, deixam o ovário e entram na extremidade aberta 
da tuba uterina, onde o ovócito pode ser fertilizado. 
A primeira divisão meiótica é completada um pouco antes da ovulação (até este momento o 
ovócito estava desde a vida fetal na prófase I da meiose). Os cromossomos são divididos 
igualmente entre as células-filhas, mas um dos ovócitos secundários retém quase todo o 
citoplasma. O outro se torna o primeiro corpúsculo polar, uma célula muito pequena que contém 
um pequeno núcleo e uma quantidade mínima de citoplasma. Imediatamente após a expulsão 
do primeiro corpo polar, o núcleo do ovócito inicia a segunda divisão da meiose, que estaciona 
em metáfase até que haja fertilização. 
 
 
CORPO LÚTEO 
Após a ovulação, as células da granulosa e as da teca interna do folículo que ovulou se 
reorganizam e formam uma glândula endócrina temporária, chamada de corpo lúteo. 
Embora as células da granulosa não se dividam depois da ovulação, elas aumentam muito de 
tamanho (20 a 35 μm de diâmetro). Elas compõem aproximadamente 80% do parênquima do 
corpo lúteo e passam a ser chamadas de células granuloso-luteínicas (Figura 22.14), com 
características de células secretoras de esteroides. Isso contrasta com a sua estrutura no folículo 
pré-ovulatório, no qual tinham aspecto de células secretoras de proteínas 
As células da teca interna também contribuem para a formação do corpo lúteo, originando as 
células teco-luteínicas. Elas tendem a se acumular nas pregas da parede do corpo lúteo 
Os vasos sanguíneos e linfáticos, que eram restritos à teca interna, agora crescem, dirigem-se 
para o interior do corpo lúteo e formam uma abundante rede vascular. A reorganização do 
folículo ovulado e o desenvolvimento do corpo lúteo resultam de estímulo pelo LH liberado antes 
da ovulação. Ainda sob efeito do LH, as células modificam seus componentes enzimáticos e 
começam a secretar progesterona e estrógenos. 
 
 
DESTINO DO CORPO LÚTEO 
O destino do corpo lúteo depende de como ele é estimulado após a sua formação. Pelo estímulo 
inicial de LH (que ocasionou a ovulação), o corpo lúteo é programado para secretar durante 10 
a 12 dias. Se não houver nenhum estímulo adicional, suas células degeneram por apoptose. Isso 
é o que acontece quando uma gravidez não se estabelece. Uma das consequências da secreção 
decrescente de progesterona (por falta de estímulo de LH) é a menstruação, que é a descamação 
de parte da mucosa uterina. Altas taxas de estrógeno circulante inibem a liberação de FSH pela 
hipófise. Em contrapartida, depois da degeneração do corpo lúteo, a concentração de esteroides 
do sangue diminui, e FSH é liberado em quantidades maiores, estimulando o crescimento rápido 
de alguns folículos e iniciando o ciclo menstrual seguinte. 
O corpo lúteo que dura só parte de um ciclo menstrual é chamado de corpo lúteo de 
menstruação. Seus restos são fagocitados por macrófagos. Fibroblastos adjacentes invadem a 
área e produzem uma cicatriz de tecido conjuntivo denso denominada corpo albicans (“corpo 
branco”, devido a sua grande quantidade de colágeno). 
Se houver uma gravidez, a mucosa uterina não 
poderá descamar. Se isso acontecer, o embrião 
implantado morrerá, e a gravidez resultará em 
um aborto. Um sinal para o corpo lúteo é dado 
pelo embrião implantado, cujas células 
trofoblásticas sintetizam um hormônio chamado 
de gonadotrofina coriônica humana (HCG). A 
ação da HCG é semelhante à do LH, estimulando 
o corpo lúteo. Assim, a HCG resgata o corpo lúteo 
da degeneração, causa crescimento adicional 
dessa glândula endócrina e estimula a secreção 
de progesterona pelo corpo lúteo durante pelo 
menos metade da gravidez. A progesterona, além 
de manter a mucosa do útero, também estimula 
a secreção das glândulas uterinas, o que 
provavelmente é importante para a nutrição do 
embrião antes de a placenta se tornar funcional. 
Esse é o corpo lúteo de gravidez, que persiste 
durante 4 a 5 meses e, em seguida, degenera e é 
substituído por um corpo albicans, que é muito maior que o de menstruação.

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