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HISTÓRIA E CULTURA 
AFRO-BRASILEIRA
Empresa: Modular Criativo
Professora: Tânia Maria 
Sanches Minsky
Faculdade Campos Elíseos 
(FCE) São Paulo – 2022
SUMÁRIO
RESUMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
As Leis e a Educação: Instrumentos de Afirmação Sociocultural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
A Cultura Afro-brasileira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Principais Contribuições da Cultura Afro-brasileira para a Formação da Identidade Na-
cional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3
4
R E S U M O
O continente africano é composto por inúmeras etnias, considerado o Berço 
do Mundo, possui uma rica cultura baseada em princípios de culto a deuses e 
natureza, possui uma infinidade de manifestações religiosas e por causa da diáspora 
africana, teve seus povos espalhados pelo mundo como escravos. Uma grande 
parte desses escravos foi transportada para o Brasil, onde durante séculos esses 
povos viveram como escravos, contribuindo com diversas formas de manifestação 
cultural. Em virtude disso, surgiu a cultura afro-brasileira. Os indígenas brasileiros 
são os povos originários do país e, assim como o povo africano sofreu com os 
desmandos de um período colonial que igualmente, os humilhou, explorou e 
dizimou. A cultura indígena influenciou grandemente a formação da sociedade 
brasileira, entretanto, ainda é preciso lutar para ter reconhecimento e direitos 
assegurados. Sendo assim, a África e o Brasil possuem Histórias interseccionadas 
e seus povos ainda permanecem com sequelas sociais decorrentes de tantos anos 
de colonialismo europeu.
H I S TÓ R I A E C U LT U R A A F R O - B R A S I L E I R A
As Leis e a Educação: Instrumentos de Afirmação Sociocultural
Conhecer a história e a cultura do Brasil, por meio das relações com a África, 
com os africanos dentro de um contexto histórico-sociocultural, nos remete a 
estudar, entender e reconhecer a luta dos negros e a cultura afro-brasileira, bem 
como a importância do negro na formação da sociedade nacional. Dessa forma, são 
inegáveis as contribuições dos africanos nas áreas política, econômica e social, na 
formação do povo e da Nação Brasileira.
Na época do Brasil colônia, qualquer manifestação cultural de origem africana 
era desvalorizada e jogada à margem da sociedade. Nesse período, tradições, 
costumes e crenças dos povos africanos eram vistos como primitivos e selvagens 
pelos colonizadores europeus.
Nesse sentido, em todos os espaços deste país/continente encontramos uma 
cultura local composta por danças, músicas e religiosidades provindas da cultura 
africana.
Uma trajetória inglória, destes brasileiros (os afrodescendentes) é marcada por 
lutas de diversas naturezas, desde a formação dos quilombos até as reivindicações 
institucionais e ocupação nos espaços da sociedade em geral. Sendo assim, o 
preconceito, a violência, a discriminação, o desrespeito continuam presentes ainda 
neste século XXI, embora existam mecanismos legais que asseguram a igualdade 
e a equidade racial.
Somos uma sociedade com uma história repleta de episódios de exclusão e 
preconceito, a constituição brasileira de 1988, assegurou os direitos aos negros e 
sua cultura, buscando estabelecer valores de igualdade e equidade.
5
Uma das parlamentares que participou do processo da constituinte e colocou 
essa questão em pauta na Câmara dos Deputados foi Benedita da Silva (PT-RJ). 
A deputada contou à Agência Brasil que o processo não foi fácil, porém motivou 
conquistas importantes. [...] Das sete constituições que o Brasil teve desde 1824, 
a Carta Magna de 1988 foi a primeira a incluir o racismo como crime inafiançá-
vel, imprescritível e passível de pena. Entre os princípios fundamentais, a nova 
Constituição cita a promoção do bem de todos “sem preconceitos de origem, 
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
A Constituição conhecida como cidadã também traz o combate ao racismo 
entre os princípios das relações internacionais do Brasil e destaca ainda “a proibição 
de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por 
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”. (BRITO, 2018, online)
A partir da Constituição, surgem as propostas de políticas afirmativas. Um 
exemplo é a Lei 10. 639/03 que alterou a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 
“estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo 
oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-
Brasileira” (BRASIL,2003). A publicação desta lei vem atender a uma conjunção de 
fatores: a condição humana, social, cultural e educacional.
Assim, sabendo-se que um dos principais responsáveis pela transformação 
de um povo é a educação, as instituições educacionais e sociais implementam 
ações, que com compromisso e de maneira democrática, promovem o ser humano 
na sua integralidade, formando valores, comportamentos e hábitos que incentivam 
o respeito às diferenças e as particularidades de cada grupo.
Você sabe o que são “Ações afirmativas?”
Ações afirmativas são políticas públicas feitas pelo governo ou pela iniciativa 
privada com o objetivo de corrigir desigualdades raciais presentes na sociedade, 
acumuladas ao longo de anos. Uma ação afirmativa busca oferecer igualdade 
de oportunidades a todos. As ações afirmativas podem ser de três tipos: com 
o objetivo de reverter a representação negativa dos negros; para promover 
igualdade de oportunidades; e para combater o preconceito e o racismo. 
(PROEXT, 2019).
Leia mais em: Mundo Educação/ Ações afirmativas
Acesse: https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/acoes-afirmativas.htm
Foi na década de 90 que, institucionalmente, foi reconhecido o racismo em 
nosso país, esse reconhecimento surgiu de reivindicações, tanto por parte do 
Movimento Negro (MN) quanto de pesquisadores da área de Educação e Relações 
Étnico-Raciais, ambos afirmavam que “uma educação fundada em uma visão 
eurocêntrica do mundo perpetua a discriminação racial e fere a autoestima das 
pessoas que não se sentem contempladas e, portanto, não encontram identificação 
no ambiente escolar” (GELÉDES, 2022).
Sobre a Ação Educativa, Suelaine Carneiro e Tânia Portella (2022), traçam 
uma linha do tempo que pode nos situar na trajetória de reconhecimento de direitos 
e estudos sobre a história da cultura afro-brasileira. A seguir, uma adaptação do 
artigo publicado, pelas pesquisadoras, no Portal Geledés,
6
Nesse sentido, a luta pela afirmação e reconhecimento da Cultura Afro-
brasileira tem um longo percurso que remonta os tempos abolicionistas, vejamos, a 
seguir, algumas datas importantes e os acontecimentos que marcaram a evolução 
dos direitos do povo negro.
Figura 1: No caminho das legislações.
Fonte: Geledés, 2022.
Nesse contexto, um marco nesta luta é a Constituição Federal, a lei máxima 
do país assegura incondicionalmente os direitos do cidadão negro, a partir dela 
muitas outras leis foram criadas.
Figura 2: A Constituição e seus desdobramentos.
Fonte: Brasil, 2010 e Geledés, 2022.
7
As ações afirmativas vão surgindo como consequência de encontros, muito 
estudo, participação de ativistas engajados na causa que defende os costumes eos direitos que conferem identidade ao brasileiro.
Figura 3: Trabalho e participação.
Fonte: Geledés, 2022.
Diante disso, toda essa luta gerou um grande movimento na educação e, 
finalmente, foram definidas diretrizes para que a mudança comece pelo principal 
segmento de transformação: A Educação.
Sendo assim, consagrada na Constituição, a cultura afro-brasileira tornou-
se um princípio geral do ensino, demonstrando assim a relevância do tema, 
significando que precisa estar contemplada nos diversos níveis da Educação, 
devendo ser realizada também nas áreas que compõem as atividades-fim (controle 
governamental) e atividades-meio (magistério), nas formações Iniciais e continuadas 
de todos os profissionais da educação.
8
Figura 4: A Educação e a transformação.
Fonte: Geledés, 2022.
Diante disso, muitos eventos aconteceram, até que em 2010 foi promulgado o 
Estatuto da Igualdade Racial. A lei foi criada com o objetivo de efetivar a igualdade 
de condições e acesso para uma imensa parcela da população – pretos e pardos 
– que historicamente, sofre com a discriminação racial vivendo sob a sombra das 
desigualdades de acesso aos direitos considerados básicos.
Foi pela ideia central de defender os direitos básicos dessa parte da população 
que o Estatuto surgiu, com muito valor e importância para aqueles que entendem 
que as desigualdades de gênero e raça precisavam ser discutidas e estruturadas 
no âmbito político e jurídico,
Diante disso, tem como princípio apresentar que é dever do Estado a garantia 
e o estabelecimento de políticas públicas para aplicabilidade desses direitos, bem 
como definir, por meio de seu texto-base, quais são esses direitos fundamentais. 
(CAPITULINO,2021, online).
O documento possui 65 artigos, compostos de 4 títulos divididos e subdivididos 
em unidades temáticas, o texto-base dessa lei é assim apresentado:
1. As disposições iniciais do Estatuto (o que a lei determina e os conceitos 
básicos necessários ao entendimento da lei);
2. Os direitos fundamentais (específica como bases que devem ser 
garantidas para uma população de negros e pardos garantindo igualdade de 
acesso);
3. Sobre o SINAPIR (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial);
4. As disposições finais da lei.
9
Figura 5: O Estatuto, uma grande conquista.
Fonte: Brasil, 2010.
Ainda dentro do escopo das conquistas “legais”, ou seja, das leis criadas para 
ampliação e reconhecimento dos direitos da população negra, devemos destacar 
a LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012., mais conhecida como a lei de cotas, 
veja o que o site Brasil Escola, 2022, diz a esse respeito:
Cotas raciais são reservas de vagas em vestibulares, provas e concursos públi-
cos destinadas a pessoas de origem negra, parda ou indígena. As cotas visam a 
acabar com a desigualdade racial e o racismo estrutural resultantes de anos de 
escravidão no Brasil, que ainda excluem pessoas negras e indígenas da universi-
dade, do mercado de trabalho e dos espaços públicos. (PORFÌRIO, 2022, online)
Figura 6: A Lei de cotas raciais.
Fonte: Brasil, 2016.
Nessa breve viagem pelo tempo, percebe-se a necessidade de dialogar com 
a sociedade para enfrentar os desafios e estabelecer a luta antirracista por meio 
da temática da Educação das Relações Étnico-Raciais. Desse modo, as leis e os 
movimentos que reafirmam que a igualdade, a equidade e a valorização da cultura 
afro-brasileira só acontecem por meio de ações que educam.
10
Figura 7: Siglas.
Fonte: A autora, 2022.
Lélia Gonzalez é uma ativista negra que luta pela eliminação da discriminação 
racial, no site “Nossa Causa”, ela faz uma reflexão que deve pautar todos os 
cidadãos brasileiros ou não:
... o Brasil segue escondendo a população negra e, quando não é possível, 
articula-se para nos eliminar a todo custo. No século 21, pretenso símbolo 
de futuro, nosso país continua a deixar a população negra liderando trágicas 
estatísticas, como a de mortes evitáveis, de desemprego e de analfabetismo, 
entre outras.
As taxas de homicídios de negros e negras, por exemplo, crescem a cada ano 
enquanto a taxa de não-negros diminui no mesmo recorte temporal. Movimentos 
racistas e conservadores parecem ganhar força nos últimos tempos, colocando 
em xeque a atual democracia brasileira. Diante de um cenário tão caótico e 
pouco promissor, o que fazer? (BRITO,2021)
A Cultura Afro-brasileira
Como podemos definir Cultura Afro-Brasileira?
Podemos dizer que se trata da reunião de todas as expressões culturais 
predominantes no Brasil, que se formaram a partir da conjugação de elementos 
integrantes da cultura dos povos africanos que, durante o período colonial, vieram 
para o Brasil como escravos.
A cultura afro-brasileira foi edificada e se caracteriza pela apropriação das 
expressões culturais dos africanos juntamente com muitas outras tradições e 
culturas que compõem a identidade brasileira, como as manifestações indígenas e 
europeias
A pesquisadora Ione Aparecida Santos Dias, apresenta seu livro fazendo uma 
reflexão sobre a história cultural do negro no Brasil:
No Brasil, a representação do corpo negro está fadada ao preconceito. Um corpo 
negro não pode representar um comercial de perfume pois sofre com comen-
tários racistas, como se os consumidores fossem apenas os não negros. As 
meninas negras desde cedo são provocadas pelas mídias a negarem seu corpo, 
sua cor, seu cabelo. Por outro lado, os meninos negros são sempre hostilizados 
simplesmente pela cor de sua pele. Corpos estigmatizados em uma sociedade 
com a minoria de não negros. (DIAS, 2021, online)
11
Sendo assim, quando dissemos que no Brasil colonial, a população negra 
era marginalizada e estigmatizada, devemos criticamente reconhecer que negros 
continuam nessa condição, embora tenha havido avanços, as palavras da escritora 
citada acima, traduzem uma realidade.
Além disso, a história nos relata que com o fim da escravidão em 1888, surge, 
mesmo que lento, um processo que reinterpreta a cultura afro. Na metade do século 
XX, uma parte da elite brasileira entende que alguns aspectos da cultura africana 
são expressões artísticas legítimas e relevantes e que são elementos importantes 
da identidade nacional.
Ao buscarmos nossas raízes ancestrais, não podemos esquecer a história da 
África e, dentro dela, um dos mais terríveis episódios da humanidade: a Diáspora 
Africana. Esse fenômeno retirou milhares de homens e mulheres de suas aldeias, 
cidades e famílias e os espalhou pelo mundo. Essas pessoas carregavam consigo 
apenas seus corpos, suas tradições e suas memórias.
Dados apontam que “cerca de 40% de todos os negros que foram capturados 
na África foram comercializados como escravos no Brasil.” (SIGNIFICADOS, 2022). 
Dessa forma, foi essa migração gigantesca que trouxe consigo tantos elementos 
que integram hoje os atuais costumes e tradições brasileiras.
Alguns estados brasileiros receberam maiores influências africanas, dada a 
quantidade de escravos recebidos pelo tráfico, bem como pela migração interna 
que ocorreu após o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste, destaque-se Maranhão, 
Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande 
do Sul.
Sendo assim, encontramos a cultura afro-brasileira praticamente em todas 
as manifestações da identidade cultural nacional, culinária, folclore, dança, religião, 
vocabulário, música e muito mais.
Diáspora Africana: Processo histórico por meio do qual africanos e africanas 
foram dispersos pelas Américas e por outras partes do mundo, durante o 
tráfico transatlântico de escravizados. Foi um processo que envolveu migração 
forçada, mas também redefinição identitária, uma vez que estes povos, apesar 
do contexto de escravidão, reinventaram práticas e construíram novas formas 
de viver, possibilitando a existência de sociedades afro-diaspóricas como no 
Brasil. (MARQUES, 2019, online)
12
Principais Contribuições da Cultura Afro-brasileira para a Formação da 
Identidade Nacional
Os povos africanos escravizados e trazidospara o Brasil, trouxeram consigo 
um enorme repertório de saberes, nas técnicas de cultivo, na criação de animais, na 
mineração, na construção das habitações, na religiosidade, na filosofia, navegação, 
seus conhecimentos sobre a saúde também foram absorvidos pela cultura 
brasileira, com o uso de ervas medicinais, de tratamentos curativos de doenças 
físicas e mentais. Dessa maneira, trouxeram consigo suas tradições de diversão, 
seus folguedos, suas danças, suas histórias sem contar com a grande contribuição 
na culinária que permeia diversos pratos com temperos e técnicas culinárias em 
nosso país.
A interação entre estes povos, vindos de diferentes regiões e grupos étnicos do 
continente africano, construiu ao longo de séculos um novo cenário cultural nas 
Américas. Ao mesmo tempo também estavam em curso interações, disputas 
e trocas entre tradições africanas, portuguesas e indígenas. O encontro, nem 
sempre amistoso, entre esses diferentes povos fez nascer uma cultura original 
e diversificada: a cultura afro-brasileira.
Muito do que hoje nos define como brasileiros é fruto desta criação cultural, na 
qual os africanos e seus descendentes foram protagonistas importantes. (FRAGA, 
2009, online)
• A mestiçagem
A sociedade brasileira apresenta uma profunda influência que é resultante da 
mistura de povos e das culturas que vieram para cá seja por vontade própria (os 
imigrantes europeus) ou à força (os escravos negros). Conforme o autor aborda, 
“somos um povo mestiço, de cultura mestiça, o que quer dizer que somos o produto 
de várias misturas, que resultaram em coisas diferentes daqueles que lhe deram 
origem.” (TEIXEIRA, 2015, p.108).
É importante destacar que a mestiçagem a que nos referimos está também 
relacionada a todos os outros povos que habitaram esta terra, e todos eles também 
são responsáveis pela construção da sociedade em vivemos hoje, e é claro os 
habitantes originais deste solo, os indígenas (que veremos posteriormente), 
possuem uma marcante influência na sociedade brasileira.
Nosso estudo, faz um recorte especial para a predominância dos africanos 
em todo o território nacional, foram eles a principal força de trabalho durante um 
período de mais de trezentos anos. Sendo assim, eles se casaram com índios, 
portugueses, italianos dentre outros e imprimiram marcas genéticas nos rostos da 
população, as peles ficaram mais morenas, os cabelos ganharam cachos e volume, 
os gestos ficaram mais suaves e o andar malemolente e requebrado.
A maneira de falar português do brasileiro foi transformada pelas pronúncias e 
gramáticas africanas, as vogais ficam mais abertas, as formas de fazer plural 
foram alteradas, os “erres” finais dos verbos muitas vezes deixaram de ser ditos. 
E muitas palavras foram incorporadas ao vocabulário. Elementos africanos estão 
na base da maioria das nossas manifestações culturais populares. Assim, quando 
falamos em mestiçagem do povo brasileiro, estamos nos referindo basicamente 
às misturas entre os africanos e os povos que eles encontraram aqui, principal-
mente portugueses e indígenas. Mestiçagem resultante da importação de cerca 
de 5 milhões de africanos ao longo de mais de 300 anos. (TEIXEIRA, 2015, p.108)
13
Para resumir: a cultura afro-brasileira faz parte da formação da nação. O país 
que mais recebeu escravos africanos foi o Brasil e, mesmo com um evento chamado 
abolição, ainda existe uma luta incessante para reconhecimento, afirmação e justiça 
social.
• A Religião na cultura afro-brasileira
Durante décadas, as religiões e cultos que vieram da África foram proscritos 
na sociedade brasileira. Nesse sentido, “a partir da década de 1950 as perseguições 
às religiões afro-brasileiras diminuíram e a Umbanda passou a ser seguida por parte 
da classe média carioca.” (PORTAL DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA, 2022, online).
Nas décadas que se seguiram, as religiões afro-brasileiras começaram a ser 
celebradas e procuradas pela população branca, que aos poucos buscava abrigo 
espiritual e considerava os rituais afro-brasileiros uma demonstração de fé.
Assim que chegavam ao Brasil, os negros escravos eram logo batizados e 
obrigados a praticarem o catolicismo, entretanto, era uma conversão superficial, as 
religiões de origem africana permaneciam, por meio de práticas secretas ou pelo 
sincretismo com a religião católica. Existem ainda hoje, algumas poucas religiões 
afro que se conservam quase que totalmente dentro das raízes africanas, como é o 
caso do Candomblé e do Xangô do Nordeste. Existem também, as que se formaram 
pelo sincretismo, como o Batuque, a Umbanda, o Tambor de Mina e outras.
Praticamente todas as religiões afro-brasileiras, apresentam influências do 
catolicismo, outra manifestação está nos rituais de batismo e do casamento, mesmo 
se os fiéis seguirem uma religião de matriz afro.
Algumas Religiões Afro-brasileiras e as regiões onde são mais frequentes:
Figura 8: Religiões afro-brasileiras.
Fonte: A autora, 2022.
14
• As danças, a música e as festas negras
As manifestações artísticas criadas pelos afro-brasileiros são uma mescla de 
influências da África subsaariana com elementos da música portuguesa e, em menor 
grau, com outras culturas, tudo isso produziu uma enorme diversidade de estilos.
Além disso, a história nos mostra que desde o período colonial até o século 
XX, a cultura vinda da Europa era supervalorizada, enquanto as manifestações 
culturais afro-brasileiras eram menosprezadas, discriminadas e muitas vezes 
proibidas. Por causa dessa mentalidade, as religiões afro-brasileiras e a capoeira 
foram muito perseguidas pelas autoridades. Outras expressões culturais do folclore 
eram toleradas e dependendo do contexto até incentivadas, cite-se o exemplo das 
Congadas, do Maracatu e do Lundu.
Sob o ponto de vista das autoridades governamentais, religiosas e dos senhores, 
as festas negras foram muitas vezes descritas como “folias”, “batuques”, “voze-
rias” ou “tocatas de pretos”. Esses termos se sucediam nos debates políticos e 
na imprensa do século XIX para qualificar as diferentes manifestações festivas 
dos africanos e seus descendentes. (TEIXEIRA, 2015, p.119)
Ademais, a música popular brasileira apresenta muita influência dos ritmos 
africanos. Sendo assim, vários gêneros musicais coloniais de matriz africana deram 
origem a ritmos brasileiros como o maxixe, o samba, choro, bossa-nova e outros 
estilos contemporâneos. Uma das primeiras expressões da arte afro-brasileira, no 
início do século XX, foi o samba. Dessa forma, essa manifestação passou a ser 
reverenciada ao ocupar uma posição de destaque na música popular brasileira. 
Outra contribuição está em alguns instrumentos musicais, como o berimbau, o 
afoxé e o agogô.
Durante o governo ditatorial de Getúlio Vargas, surgiram políticas públicas que 
incentivaram o nacionalismo, foi assim que a cultura afro-brasileira abriu caminhos para 
a aceitação oficial, nessa época os desfiles de escolas de samba receberam aprovação 
do governo, e, em 1934, foi fundada a União Geral da Escolas de Samba do Brasil.
A seguir, um resumo das principais festas da cultura negra no Brasil.
Quadro 1: Festas negras e outras manifestações.
15
Fonte: Adaptado de Palmares.gov, 2022.
16
Outra importante manifestação afro-brasileira é a Capoeira, encontrada hoje 
em todo o território brasileiro e em mais de 150 países, possui modalidades que 
variam de acordo com a região onde é praticada.
Em 1953, o mestre Bimba, apresentou ao presidente Getúlio Vargas a Capoeira, 
que na ocasião, a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”. Assim, a 
Capoeira perdeu o rótulo de prática de bandidos e marginais.
Figura 9: Jogar Capoëra - Danse de la guerre- Rugendas.
Fonte: Wikimedia Commons, 2012.
Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha, 1802 – Weilheim, Alemanha, 
1858). Pintor, desenhista e gravador que esteve no Brasil entre 1822 e 1825. 
Participou de expedições com o objetivo de documentar o continente americano 
e tem um importante trabalho iconográficode paisagens e costumes brasileiros. 
Diversas obras do artista documentam a vida dos negros no Brasil do Sec. XIX. 
Observar sua obra nos remete a um Brasil negro cheio de diversidade.
Acesse a Enciclopédia Itaú Cultural e admire essas obras.
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa707/johann-moritz-rugendas/
obras?p=3
• Culinária
Na culinária temos influências fortíssimas da cultura negra, foram os povos 
africanos que trouxeram muitas das comidas mais populares entre os brasileiros 
como o feijão preto, carne de porco, mandioca, o cuscuz e a canjica.
Nesse contexto, o fato de serem escravos explica como os africanos 
desenvolveram suas técnicas culinárias no Brasil. Desse modo, aprisionados, 
viajando em péssimas condições, sem bagagem e sem ingredientes culinários, eles 
precisaram adaptar seus hábitos às condições existentes na colônia.
Usaram a mandioca para substituir o inhame, não tinham pimentas africanas, 
o azeite de dendê, que já conheciam da África, foi um dos principais temperos. Aos 
poucos incorporaram seus modos de cozinhar à culinária dos colonizadores e dos 
indígenas, assim surgiu a cozinha brasileira.
17
Figura 10: A feijoada.
Fonte: Freepik, 2022.
Com o passar dos anos, o intercâmbio cultural entre Brasil e África foi 
sendo estreitado, tanto que, pratos afro-brasileiros são encontrados até hoje no 
continente africano, da mesma forma várias releituras de pratos africanos utilizando 
ingredientes brasileiros como a mandioca, retornaram ao nosso país.
No que se refere aos ingredientes africanos que vieram para o Brasil durante a 
colonização, trazidos pelos traficantes de escravos e comerciantes, esses cons-
tituem hoje importantes elementos da cultura brasileira. Seu consumo é popular 
e sua imagem constitui parcela importante dos ícones do imaginário do país. 
Vieram da África, entre outros, o coco, a banana, o café, a pimenta malagueta 
e o azeite-de-dendê. Sobre este, dizia Câmara Cascudo: “O azeite-de-dendê 
acompanhou o negro como o arroz ao asiático e o doce ao árabe”. (SOUZA, 2021, 
online).
Existem muitos outros ingredientes e técnicas culinárias oriundas das culturas 
africanas e que hoje são considerados elementos afro-brasileiros. Finalizamos este 
tópico, destacando a importância de entender, conhecer e valorizar a contribuição 
afro-brasileira em nossa sociedade.
Nos últimos tempos, vemos as discussões sobre racismo cada vez mais 
presentes. Muitas pessoas ainda acreditam que exista uma inferioridade racial, 
mesmo cento e poucos anos depois da abolição da escravatura.
Ao verificarmos os dados reais, podemos perceber que alguma coisa está 
errada: “segundo o IBGE, dos 10% dos brasileiros mais pobres, 75% são negros; e 
de acordo com o Atlas da Violência, 75,7% das vítimas de homicídio são negros.” 
(SENADO,2020).
São dados impressionantes que evidenciam que não é apenas preconceito. 
Diante disso, a discriminação racial está enraizada numa sociedade onde a maioria 
dos privilégios pertencem aos brancos.
Esse é o que chamamos de “Racismo Estrutural”, que se perpetua por causa 
de uma estrutura social que mantém o racismo. Dessa maneira, estudar a história 
da formação, apropriar-se das informações dessa nossa sociedade Afro-brasileira 
deve ser uma ferramenta poderosa para demolir essa estrutura.
18
• A Literatura afro-brasileira, um instrumento de resistência
Que lembranças trazemos das aulas onde personagens negras(os) eram 
mencionadas? Ou ainda, não há muito tempo, em filmes, novelas, programas de 
TV, que papéis eram desempenhados pelos afro-brasileiros? É comum pensarmos 
em personagens negros como elementos de histórias de escravidão ou folclore.
Hoje em dia, temos uma situação diferente, temos negros e negras 
protagonistas, temos personagens negras e negros vitoriosos, cientistas, modelos 
etc.
Sendo assim, é uma constatação e ao mesmo tempo uma reflexão. É 
perceptível que a participação negra na literatura se dá na maioria das vezes como 
tema, são raras as vezes em que negras e negros fazem parte do enunciado de 
suas histórias,
Tal característica, por si só, já soa insatisfatória, mas torna-se ainda mais grave 
quando relembramos a composição da população brasileira: Em 2019, segundo a 
Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulga-
da pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negra(o)s (preta(o)
s e parda(o)s) eram maioria, representando 56,2% da população; os brasileir(o)s 
que se declararam branca(o)s eram 42,8%. (ROCHA,2020, online).
Com esses dados, cabe a indagação: por que conhecemos tão poucos 
escritores(as) negros (as) brasileiros?
Nesse sentido, pesquisadores destacam os séculos de regime escravista e 
discriminação, mesmo depois da escravidão e os episódios repletos de políticas 
de extermínio e negação de direitos fundamentais como educação e saúde, esses 
seriam elementos para a pressuposição de uma superioridade intelectual, artística 
e cultural que impôs barreiras à cultura e a identidade cultural do povo negro, 
impedindo que produzissem suas próprias histórias.
Desse modo, a consequência foi uma produção literária construída a partir de 
uma visão branca, com uma carga de estereótipos que de forma alguma contemplam 
a heterogeneidade de sujeitos negros.
Em pesquisa acerca da produção literária do Brasil e dos modelos sociais que a 
constroem, Regina Dalcastagnè (2005) elaborou uma espécie de perfil do es-
critor brasileiro: homem branco, heterrossexual, de classe média e do Sudeste. 
Sobre as personagens, 93,9% são brancas, em sua maioria, homens (62,1%) e 
heterossexuais (81%). Aos 7,9% de personagens negros, estão relegados pa-
peis como bandidos ou contraventores (20,4%), empregados(as) domésticos(as) 
(12,2%) ou escravizados (9,2%). Destes, apenas 5,8% são protagonistas e 2,7% 
narradores (ROCHA, 2020, online).
Existem inúmeros estudos sobre a presença do negro na literatura brasileira, 
não vamos nos deter aqui em todas as evidências, pois seriam necessárias muitas 
páginas para essa análise, basta termos presente que a literatura branca na maioria 
das vezes retratou personagens negros e negras, submissas, de mau caráter, 
inexpressivas muitas vezes com participações coadjuvantes.
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Entretanto, apesar da ausência de destaques pela historiografia da literatura 
brasileira, outras vozes existiram. Aproveitando os espaços disponíveis, escritoras 
e escritores negros levantaram suas vozes, a despeito de uma estrutura racista que 
os desfavorecia.
No quadro abaixo, alguns desses escritores e o período em que se destacaram:
Quadro 2: Escritores e escritoras negras afro-brasileiros.
Fonte: Rocha, 2020.
A Literatura Negra no Brasil se manifesta como uma ação cidadã, necessária e 
indispensável à transformação, à resiliência, à (Re) construção de uma identidade, 
ela se entrelaça com as pautas contemporâneas e os debates antirracistas, ele 
pode desconstruir os efeitos desastrosos de estruturas opressoras que guardam 
os ranços colonialistas que ainda sufocam a população negra. Dessa forma, essa 
Literatura produz uma onda positiva que reafirma a identidade e as relações raciais 
na sociedade.
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	RESUMO
	HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA
	As Leis e a Educação: Instrumentos de Afirmação Sociocultural
	A Cultura Afro-brasileira
	Principais Contribuições da Cultura Afro-brasileira para a Formação da Identidade Nacional
	BIBLIOGRAFIA

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