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1) 2) Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX Ordenação: Por Matéria e Assunto (data) www.tecconcursos.com.br/questoes/2472141 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Texto Trabalho a preservar São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE. Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16. Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%. Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos. Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado. (Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado) Identifica-se uma expressão iniciada com artigo definido em: a) a expressiva queda do desemprego no país (1o parágrafo). b) com taxa de desocupação de 7,9% (2o parágrafo). c) em busca de ocupação (5o parágrafo). d) Entre os que se declaram pretos (5o parágrafo). e) um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social (3o parágrafo). www.tecconcursos.com.br/questoes/2117451 Unifil - AAd (CM Mandaguaçu)/CM Mandaguaçu/2022 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Leia o texto para responder a questão. Como escolher o som de despertador perfeito, segundo a ciência https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472141 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2117451 3) Um conjunto de pesquisas da Austrália mostram a frequência e batida mais eficazes em estimular o estado de alerta. Ouça o que seria o “alarme perfeito”. Por Maria Clara Rossini O “só mais cinco minutinhos” é o terror de quem precisa acordar cedo. Primeiro você aperta o botão “soneca” uma vez, só para curtir uns últimos minutinhos de sono. Depois duas, três vezes. E mesmo com o som do despertador no máximo, você não consegue ficar acordado. Quando vai ver, já está uma hora atrasado. Ter uma boa noite de sono é o melhor jeito de evitar aquela sensação “grogue” logo ao acordar. Mas escolher um bom alarme também pode ajudar. Uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, mostrou que alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado de alerta ao acordar. O seu cérebro não é como um interruptor, que liga e desliga totalmente na hora que quer. As regiões mais importantes para o estado de alerta, como o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do que outras áreas. Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado, o que causa a sensação “grogue”. O fluxo de sangue para o cérebro é outro fator que influencia essa sensação. Sons com melodias energizantes (como a música ABC, do The Jackson 5), são boas pedidas. Mas não é só isso. O estudo também mostrou que existem volumes e frequências mais eficazes para cada faixa etária. Jovens entre 18 e 25 anos precisam de alarmes com sons mais altos para acordar totalmente, enquanto pessoas mais velhas já ficam de pé com barulhos mais baixos. Aos 18 anos de idade, você pode precisar de um alarme com até 20 decibéis a mais do que aos 80 anos. Os pré-adolescentes (entre 10 e 14 anos) são os que precisam dos sons mais altos. Um outro estudo, também do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, mostrou que tons com frequência dominante de 500 Hz deixam as pessoas mais alertas do que aqueles com mais de 2000 Hz. Não por coincidência, essa é a frequência do alarme padrão do iPhone. A pesquisa também concluiu que pessoas com alarmes “cantáveis” se sentem mais alertas ao acordar. A música não precisa ter letra, necessariamente – basta uma melodia que você consiga murmurar baixinho. Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas para acordar após um cochilo (mesmo que isso te faça odiar a canção depois). [...] Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/como-escolher-o-som-de-despertador-perfeito-segundo-a-ciencia/ Assinale a alternativa que apresenta um artigo definido. a) “Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado” b) “Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas” c) “A música não precisa ter letra” d) “basta uma melodia que você consiga murmurar baixinho” e) “você não consegue ficar acordado” www.tecconcursos.com.br/questoes/2146594 Instituto ACCESS - Ag (CM Rio Acima)/CM Rio Acima/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Texto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2146594 Terra tem asteroide de 1,2 km que a segue em sua órbita Graças a dados do telescópio Soar, observatório do qual o Brasil é sócio majoritário no Chile, pesquisadores confirmaram que a Terra tem um asteroide de 1,2 km de diâmetro que acompanha o planeta em sua órbita ao redor do Sol. Muito tem sido dito sobre os pontos de libração (ou lagrangianos) de um sistema como o Terra-Sol, agora que o Telescópio Espacial James Webb se instalou em um deles, o L2, localizado a 1,5 milhão de km da Terra, acompanhando o planeta em seu passeio pelo carrossel solar. Mas outros dois pontos do mesmo tipo, L4 e L5, ficam exatamente na órbita terrestre, a 60 graus do planeta, um adiante e outro atrás. Eles servem, assim como os demais, como uma espécie de estacionamento natural, em que a gravidade dos dois astros (Sol e Terra, no caso) se contrabalança para estabilizar objetos ali localizados. Vale para naves, como o Webb, e também para asteroides, que, quando param por lá, são chamados de troianos. O termo foi originalmente usado para descrever os pedregulhos que ficam nos pontos L4 e L5 do sistema Júpiter-Sol, acompanhando o planeta gigante em sua órbita. Mas em tese qualquer mundo com massa suficiente pode tê-los. Com efeito, há troianos associados a todos os gigantes gasosos e a quase todos os rochosos (só Mercúrio não teve ao menos um objeto desse tipo descoberto). O primeiro troiano terrestre a ser achado foi o 2010 TK7, detectado, adivinhe só, em 2010. O segundo, esmiuçado agora, pintou uma década depois, quando o telescópio Pan-Starrs1, no Havaí, descobriu o 2020 XL5. Mas, por ocasião de sua descoberta, era possível que fosse apenas um asteroide de passagem, não um troiano. Contudo, uma busca nas imagens de arquivo da DECam, câmera do projeto Dark Energy Survey, revelou a posição do objeto em vários momentos entre 2012 e 2019. Somando-a às novas observações, foi possível determinar a órbita e constatar que de fato ele acompanha a Terra – e assim o fará por pelo menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado gravitacionalmente e pegar outro caminho. Os dados do Soar em particular permitiram estimar o tamanho e a composição do 2020 XL5. Trata-se de um asteroide tipo C, rico em carbono, e seu diâmetro é dos grandões. Com 1,2 km, ele tem o triplo do tamanho do 2010 TK7. Ambos estão localizados no L4, um ponto lagrangiano que viaja à frente da Terra em sua órbita. No L5, que vem na esteira do trajeto do planeta em torno do Sol, ainda não encontraram nada. O resultado foi publicado no periódico Nature Communications e pode ser só mais um em uma lista: é bem possível que a Terra tenha outros troianos esperando para ser descobertos. Marte, apesar de muito menor, tem pelo menos nove (e possivelmente14, se contarmos os objetos ainda não listados oficialmente como troianos). Facilita, nesse caso, estar perto de um grande repositório, o cinturão de asteroides. (Salvador Nogueira. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/mensageiro-sideral/2022/02/terra-tem-asteroide-de-12- km-que-a-segue-em-sua-orbita.shtml. Fevereiro de 2022) “Somando-a às novas observações, foi possível determinar a órbita e constatar que de fato ele acompanha a Terra – e assim o fará por pelo menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado gravitacionalmente e pegar outro caminho.” (6º Parágrafo) No período acima, há quantas ocorrências de artigo definido? a) Duas. b) Três. c) Quatro. d) Cinco. 4) 5) www.tecconcursos.com.br/questoes/2146898 Instituto ACCESS - Aux (CPGI)/CPGI/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão. Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro no interior de SP Pesquisadores descobriram no interior de São Paulo um fóssil que pode ser de uma nova espécie de dinossauro. O fóssil foi encontrado na cidade de Ibirá, próximo a São José do Rio Preto, e lembra a estrutura de um titanossauro, o dinossauro herbívoro e pescoçudo que podia alcançar mais de 20 metros de comprimento. Mas esse novo dinossauro é bem menor, da cabeça ao pescoço não chega a 6 metros e apresenta outras características que indicam ser de uma nova espécie, segundo Bruno Navarro, paleontólogo do Museu de Zoologia da USP. Os resultados da pesquisa ainda estão sendo revisados e devem ser publicados em uma revista científica no segundo semestre. Enquanto isso, ainda não é possível ter acesso ao fóssil e nem mesmo a fotografias da descoberta. Também não dá para saber como ele foi batizado. Mas já dá para ter uma ideia de como era esse antigo habitante do Brasil. O paleoartista Hugo Cafasso já fez uma reconstrução artística do novo dinossauro. Paleoartistas são os profissionais que fazem a representação de plantas e animais pré-históricos a partir das descobertas científicas. A descoberta de fósseis em Ibirá não é novidade. A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica a quase 500 quilômetros da capital paulista integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste de São Paulo, o triângulo mineiro e o sul de Goiás. Formada por rocha sedimentar, essa área foi propícia à preservação dos fósseis do período cretáceo, cerca de 80 milhões de anos atrás. Foi na região de Ibirá que, em 2014, foi descoberto um outro dinossauro, o Thanos simonattoi, um predador carnívoro batizado com o nome grego que representa a morte e que também deu nome ao vilão da franquia de quadrinhos da Marvel. (https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/pesquisadores-descobrem-nova-esp%C3%A9cie-de- dinossauro-no-interior-de-sp/ar-AAY3IPv?ocid=msedgntp&cvid=78941cf3de344fa7b518bca34013a151. 4/6/22) “A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica a quase 500 quilômetros da capital paulista integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste de São Paulo, o triângulo mineiro e o sul de Goiás.” Assinale a opção que indique corretamente a quantidade de artigos presentes no período acima. a) cinco b) seis c) sete d) oito www.tecconcursos.com.br/questoes/2189902 Instituto ACCESS - AAdm (Ouro Branco)/Pref Ouro Branco/2022 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão. Policial militar que estuda matemática vê no ensino forma de combater violência https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2146898 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2189902 Estudantes e professor próximos da nascente de um rio: pode até não parecer, mas esse é o cenário de uma aula de matemática. É ali que o educador explica conceitos de geometria, como área e raio de uma circunferência. Mas não só. Ele ainda propõe algumas reflexões aos estudantes sobre preservação ambiental e os efeitos que as ações humanas têm na natureza. O método de ensino pode parecer estranho à primeira vista. Afinal, aulas de matemática normalmente contêm operações na lousa, cálculos de figuras geométricas e fórmulas difíceis. Para Marcílio Leão, 51, no entanto, não é bem assim. A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à violência. "Eu tive a ideia de fazer esse trabalho voltado para uma sociedade melhor. Por meio da educação, em especial da educação matemática, a gente consegue alcançar uma sociedade em que nós não tenhamos tantas dores. Isso virou meu objetivo de vida." Morador de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Leão é policial militar há 22 anos e ainda continua na corporação atuando na área ambiental. Já no que diz respeito à vida acadêmica, ele se formou em matemática na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em São José do Rio Pardo (SP) e, em 2022, entregou sua tese de doutorado em educação matemática na Unesp (Universidade Estadual Paulista). Desde o início de sua trajetória acadêmica, ele conta, já tinha convicção de que gostaria de estudar a relação entre violência e matemática. “Eu comecei a me interessar pela questão da violência justamente pelo fato de estar perto dessas dores e dessas dificuldades por ser policial.” No doutorado, Leão pesquisou justamente como o ensino de matemática pode ajudar na construção de um mundo mais justo e pacífico. Para isso, diz Leão, o educador pode, por exemplo, trabalhar com os alunos gráficos que abordem os índices de violência. Assim, além de explicar conceitos de matemática e estatística, o educador será capaz de discutir esse fenômeno que atinge profundamente o Brasil, com contribuições da turma. O estudo feito pelo policial envolveu um questionário aplicado em duas escolas públicas no estado de São Paulo e em uma Fundação Casa. As perguntas tentaram entender como os jovens viam a iniciativa de uma educação que tratasse sobre temáticas que envolvessem a violência em meio a aulas de matemática. (...) A preocupação em desenvolver uma pesquisa que envolva o tema da violência foi motivada, além do trabalho de policial que Leão desempenha, por vivências pessoais recentes. A partir de perdas que enfrentou nos últimos anos, diz Leão, procurou se aprofundar em um assunto que possa colaborar para a construção de uma sociedade melhor. (...) Agora o policial militar espera que o seu estudo consiga ter um impacto positivo na construção de currículos de matemática. "Tem inúmeras situações da vida que a gente pode trabalhar em sala de aula o comportamento e o desenvolvimento de consciência dos alunos. Essas questões favorecem a formação de valores", diz. 6) (Samuel Fernandes. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/04/policialmilitar- que-estuda-matematica-ve- no-ensino-forma-de-combater-violencia.shtml. 18.abr.2022) “A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à violência.” No período acima, é correto afirmar que existem a) seis artigos. b) sete artigos. c) oito artigos. d) nove artigos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2190654 Instituto ACCESS - FSan (Ouro Branco)/Pref Ouro Branco/Nível Técnico/2022 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão. Por um imposto regulador dos preços dos combustíveis Apesar de o Brasil ser detentor de uma das mais generosas riquezas naturais do mundo, como o pré-sal, as rendas governamentais vinculadas à exploração dessas riquezas geram montantes relativamente pequenos aos cofres públicos diante do tamanho da economia e da carga tributária total. No caso do petróleo, a parcela dos impostos incidentes na comercialização dos seus derivados, constituída principalmente do ICMS, é paga pelo consumidor. Mesmo essa carga não é das maiores no mundo: na médiada OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a participação dos tributos sobre o preço final de comercialização é de 54% (dados da Opep de 2020). No Brasil, essa carga na gasolina é de 39%; no diesel, 20%; e no GNV (gás natural veicular), 23%. E a carga de impostos que incidem na exploração do petróleo e gás no Brasil paga pelas empresas? Esses tributos são constituídos de impostos federais sobre lucros (CSLL e IRPJ) e as rendas de exploração, que são os royalties e as participações especiais recolhidas por estados, municípios e União. Segundo a Receita Federal, a arrecadação dos impostos federais sobre lucros do setor petroleiro foi de irrisório 0,05% do PIB na média dos anos de 2011 a 2020, período em que ocorreu um aumento das deduções legais praticadas. Já o pagamento de royalties e participações atingiram níveis recordes de R$ 74,4 bilhões em 2021, mas representam apenas 0,86% do Produto Interno Bruto. Assim, se em 2021 a soma dos dois totalizar uma carga tributária perto de 1% ou 1,5% do PIB, a contribuição da produção de petróleo na receita tributária brasileira fica entre 3% e 4,5% do total arrecadado. De fato, dados apresentados no livro "International Taxation and the Extractive Industries", por Philip Daniel e outros, ilustram que a arrecadação advinda da indústria extrativa (incluindo petróleo e minérios) tem peso extremamente baixo na receita tributária total no Brasil (menos de 5%), em grande contraste com outros países. Essa participação chega a mais de 60% na Arábia Saudita e Emirados Árabes; no México fica próxima de 30%; na Noruega e na Rússia, 20%; e, no Chile, 15%. Na comparação setorial, dados da Firjan (relativos a 2016), considerando impostos de todos os entes da Federação sobre produtos líquidos de subsídios, mostram que os setores intensivos na exploração de commodities (incluindo a agropecuária e a indústria extrativa) pagam, juntos, apenas 7% do valor bruto da produção. Já a indústria da transformação paga uma carga tributária de 45%; os serviços de utilidade pública, 40%; o comércio, 36%; outros serviços privados, 23%; a construção, 14%. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2190654 7) Essa subtributação da exploração do petróleo indica fazer sentido a criação de um imposto sobre o direito de exportar o óleo cru, conforme já foi defendido por Sergio Gobetti e outros. O pulo do gato é que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao consumidor; pelo contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno. Como os preços do petróleo são formados nos mercados internacionais, o imposto sobre a exportação resulta numa redução do lucro exigido pelo exportador para vender internamente. Embora o preço seja cotado nos mercados internacionais, o custo de extração não é homogêneo e, no Brasil, com o pré-sal, situa-se entre os menores do mundo. Com esse imposto, a regra de preço da Petrobras pode manter a paridade internacional, descontando, porém, essa parcela de impostos. Essa alíquota deve ser flexível e escalonada de forma que o desconto tributário seja tão maior quanto maior o preço. Assim, o imposto acaba tendo um papel regulador contra as oscilações dos preços. Essa alíquota deve ser zerada caso o preço internacional caia para um limiar, de forma a preservar o lucro normal da empresa, considerando seu (baixíssimo) custo de extração e todos os outros, inclusive os custos de importações dos derivados. No médio prazo, esse imposto é também um incentivo fiscal ao aumento da capacidade de refino e de investimentos em escoamento do gás associado. (Julia de Medeiros Braga. Economista e professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal Fluminense. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/05/por-um-imposto-regulador-dosprecos- dos- combustiveis.shtml. 19.mai.2022) “O pulo do gato é que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao consumidor; pelo contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno.” No período acima há a) seis artigos. b) sete artigos. c) oito artigos. d) nove artigos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1945170 Legalle - AAdm (Pref Alvorada)/Pref Alvorada/2021 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Para responder à questão, leia o texto abaixo. As enchentes As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com um, prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis. De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral. Como está acontecendo, atualmente, ele e função da chuva. Uma vergonha! https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1945170 8) Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão. O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações. Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social. Autor: Lima Barreto (adaptado) De acordo com as classes gramaticais das palavras, é pertinente concluir que se classifica como artigo indefinido, única e exclusivamente: a) As b) quase c) da d) ele e) Uma www.tecconcursos.com.br/questoes/2144410 IDECAN - GM (Campina Gde)/Pref Campina Gde/2021 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Texto para a questão. Paraíba registra queda no volume de vendas do comércio varejista, diz IBGE O volume de vendas do comércio varejista paraibano apresentou a 3ª menor variação do país no acumulado em 12 meses (–0,7%), segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a setembro, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice estadual contrasta com a média nacional, que aponta para um saldo positivo (3,9%) No mesmo período, a receita nominal do setor da Paraíba, embora tenha tido alta de 9,7%, registrou também a 3ª menor variação do Brasil, inferior à média do país (15,1%). Em ambos os casos, os indicadores paraibanos foram os menores do Nordeste. Já frente aos resultados de agosto deste ano, o volume de vendas paraibano teve retração de 1,4% em setembro, próxima à observada na média do Brasil (–1,3%). Por outro lado, foi verificado um crescimento de 0,6% na receita do estado, enquanto no cenário nacional houve redução de 0,2%. Este ano, até o mês pesquisado, o volume brasileiro de vendas do comércio varejista apresentou expansão de 3,8%, no comparativo com o mesmo período de 2020, ao passo que o paraibano teve queda de 1,1%. Contudo, nos dois recortes territoriais, o saldo da receita foi positivo, de 16,3% e 10,4%, respectivamente, embora o indicador da Paraíba tenha sido o 3º menor do Brasil. No comércio varejista ampliado paraibano – que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção –, foram observadas variações positivas no acumulado de 12 meses, tanto no volume de vendas (6,1%), como na receita (16,9%). Em ambos os casos, porém, os resultados do estado foram inferiores às médias nacionais, de 7% e 19%, respectivamente. Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volumeestadual e de 1,1% no nacional. Entretanto, as receitas dos setores aumentaram 0,8% e 0,3%, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2144410 9) 10) respectivamente. (Jornal da Paraíba, 11/11/2021. Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/economia/2021/11/11/paraiba- registra-queda-no-volume-de-vendas-do-comercio-varejista-diz-ibge) Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volume estadual e de 1,1% no nacional. No período acima, há quantos artigos? a) Três. b) Quatro. c) Cinco. d) Seis. www.tecconcursos.com.br/questoes/823126 VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2016 Língua Portuguesa (Português) - Artigo Leia o texto para responder à questão. Seleção artificial As guerras não ajudam muito a remediar(A) o que se denomina (bombasticamente) de explosão demográfica: os que ficam em casa aproveitam(B) a deixa para multiplicar-se. E como os que partem são agora escolhidos(C) entre os mais aptos de físico e de espírito, imagine o pobre leitor(D) o que não será isso para a evolução do Homo sapiens(E)... (Mário Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013) O artigo definido serve para particularizar uma informação, especificando-a, conforme corretamente indicado em: a) As guerras não ajudam muito a remediar... b) ... os que ficam em casa aproveitam... c) E como os que partem são agora escolhidos... d) ... imagine o pobre leitor... e) ... o que não será isso para a evolução do Homo sapiens... www.tecconcursos.com.br/questoes/2347483 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. Casas amáveis Vocês me dirão que as casas antigas têm ratos, goteiras, portas e janelas empenadas, trincos que não correm, encanamentos que não funcionam. Mas não acontece o mesmo com tantos apartamentos novinhos em folha? Agora, o que nenhum arranha-céu poderá ter, e as casas antigas tinham, é esse ser humano, esse modo comunicativo, essa expressão de gentileza que enchiam de mensagens amáveis as ruas de outrora. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/823126 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347483 11) Havia o feitio da casa: os chalés, com aquelas rendas de madeira pelo telhado, pelas varandas, eram uma festa, uma alegria, um vestido de noiva, uma árvore de Natal. As casas de platibanda expunham todos os seus disparates felizes: jarros e compoteiras lá no alto, moças recostadas em brasões, pássaros de asas abertas, painéis com datas e monogramas em relevos de ouro. Tudo isso queria dizer alguma coisa: as fachadas esforçavam-se por falar. E ouvia- -se a sua linguagem com enternecimento. Mas, hoje, quem se detém a olhar para rosas esculpidas, acentos, estrelas, cupidos, esfinges, cariátides? Eram recordações mediterrâneas, orientais: mitologia, paganismo, saudade. Agora, os andaimes sobem, para os arranha-céus vitoriosos, frios e monótonos, tão seguros de sua utilidade que não podem suspeitar da sua ausência de gentileza. Qualquer dia, também desaparecerão essas últimas casas coloridas que exibem a todos os passantes suas ingênuas alegrias íntimas — flores de papel, abajures encarnados, colchas de franjas — e suas risonhas proprietárias têm sempre um Y no nome, Yara, Nancy, Jeny... Ah! não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no peitoril. Afinal, tudo serão arranha-céus. E eis que as ruas ficarão profundamente tristes, sem a graça, o encanto, a surpresa das casas, que vão sendo derrubadas. Casas suntuosas ou modestas, mas expressivas, comunicantes. Casas amáveis. (Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho. Adaptado) Vocabulário: Platibandas: espécies de mureta construída na parte mais alta das paredes externas de uma construção, para proteger e ornamentar a fachada. Compoteiras: elementos ornamentais parecidos com vasos. Monogramas: siglas formadas por uma ou várias letras, conjuntas ou entrelaçadas, significando um símbolo ou a inicial, ou iniciais, de um nome. Cariátides: suportes arquitetônicos, originários da Grécia antiga, que se apresentavam quase sempre com a forma de uma estátua feminina e cuja função era sustentar um entablamento Na passagem *... por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no peitoril.”, o diminutivo dos substantivos indica a) zombaria nos dois empregos. b) crítica no primeiro emprego, e tamanho no segundo. c) tamanho primeiro emprego, e intensidade no segundo. d) ironia no primeiro emprego, e desdém no segundo. e) afetividade nos dois empregos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2393360 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia a tira. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393360 12) 13) Ao se referir ao irmão no aumentativo, “irmãozão”, a menina demonstra a) independência, sugerindo que pode dispensar a ajuda dele. b) apreço, revelando seu reconhecimento por ele tê-la ajudado. c) desagrado, tendo em vista que ele nem sempre se dispõe a colaborar. d) rivalidade, pelo fato de ele ser mais velho do que ela. e) despeito, constatando que o irmão se mostra mais sábio do que ela. www.tecconcursos.com.br/questoes/2411612 VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. 15 DE JUNHO … Fui comprar carne, pão e sabão. Parei na banca de jornaes. Li que uma senhora e três filho havia suicidado por encontrar dificuldade de viver. (…) A mulher que suicidou-se não tinha alma de favelado, que quando tem fome recorre ao lixo, cata verduras nas feiras, pedem esmola e assim vão vivendo. (…) Pobre mulher! Quem sabe se de há muito ela vem pensando em eliminar-se, porque as mães tem muito dó dos filhos. Mas é uma vergonha para uma nação. Uma pessoa matar-se porque passa fome. E a pior coisa para uma mãe é ouvir esta sinfonia: – Mamãe eu quero pão! Mamãe, eu estou com fome! Penso: será que ela procurou a Legião Brasileira ou Serviço Social? Ela devia ir nos palacios falar com os manda chuva. A noticia do jornal deixou-me nervosa. Passei o dia chingando os politicos, porque eu também quando não tenho nada para dar aos meus filhos fico quase louca. (Carolina Maria de Jesus, Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada) Na oração – … porque as mães tem muito dó dos filhos. –, o substantivo destacado é masculino. Assim como ele, está corretamente empregado o substantivo masculino destacado em: a) Durante as compras na feira, percebi que o alface estava mais barato esta semana. b) Quem quer investir em ouro, precisa saber quanto custa o grama desse metal. c) A construção atrasou um pouco, porque o cal e o cimento comprados atrasaram. d) Na nova temporada da competição, o time vai trocar o seu mascote mais uma vez. e) O rapaz foi detido porque encontraram o dinamite no banco traseiro de seu carro. www.tecconcursos.com.br/questoes/2586115 VUNESP - TTI (TJ RS)/TJ RS/Programador/2023 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo O vocábulo tubarão-martelo tem dois plurais: as formas tubarões-martelos e tubarões- martelo. O mesmo ocorre com o vocábulo: a) abaixo-assinado. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411612 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2586115 14) 15) b) escola-modelo. c) guarda-roupa. d) meio-fio. e) recém-contratado. www.tecconcursos.com.br/questoes/1912829 VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. O desafio Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do mamiífero seja de uma espadapor tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba. (...) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (...) emita sua sagrada opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e se recusam a fazê-lo. (Leandro Karnal. O desafio. Jomal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado) Assinale a alternativa cujo termo em destaque forma o plural em —ões, assim como no termo em destaque do trecho — ...formulação de opiniões. a) É preciso manifestar o desejo de ser doador de órgão. b) A Constituição garante o direito do cidadão. c) O carnaval tem sido aguardado pelo folião. d) É preciso saber partilhar o pão. e) Nem sempre o nosso irmão é de sangue. www.tecconcursos.com.br/questoes/2213693 VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas. Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido: Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912829 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2213693 16) Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar? Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”. Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis: — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve. — Vou ver o que posso fazer — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa. — Logo esta? — protestei. — As outras estão muito gastas. Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”. Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.” (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.) Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto linguístico em: a) “Sou pobre mas não sou soberbo.” b) “Um subgênero, há quem desdenhe.” c) “‘Literatura em mangas de camisa’, diz-se em Portugal.” d) “Acabou me dando de volta a da sopa.” e) “Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós.” www.tecconcursos.com.br/questoes/2218448 VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Para responder à questão, leia a crônica “A bela e a fera”, de Paulo Mendes Campos, publicada originalmente em 1981. Quando eu era soldado, o terror do quartel era o vice-comandante, o Major Eufrásio. Era um homem de meia-altura, atarracado, braços curtos, cara quadrada, de nariz e óculos enormes. Não sorria nunca. Mais que isso, estava sempre de cara amarrada, como se temesse punhalada pelas costas. Não perdoava nada, vivia vasculhando as nossas faltas, mandava prender os subordinados por causa de um botão na túnica ou de uma perneira mal engraxada. Nós lhe votávamos todos um santo ódio, sobretudo porque o https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2218448 próprio comandante era a mais civil das criaturas e poderia dirigir sem irrisão um colégio de meninas. O contraste entre os dois chefes supremos serviria para levar-nos ao eterno pensamento sobre a diversidade dos seres humanos — mas não pensávamos naquela época. Reagíamos, condicionados pouco a pouco, ao estímulo de ordinário marche, à esquerda, à direita, alto, fórmulas que nos poupam o incômodo exercício do pensamento. E cultivávamos o medo e a raiva: sobretudo quando o Major Eufrásio, de cima de um cavalo, virava o próprio monumento equestre do inimigo da humanidade. [...] Agora o leitor faça transcorrer vinte anos. Estou na companhia de amigos em um bar na cidade quando sinto, não propriamente medo, mas uma vaga sensação de mal-estar, ao ver na mesa ao lado o terrível do Eufrásio. Tinha cabelos escassos e brancos, mas era o mesmo homem robusto, feio e atarracado. O major bebia sozinho o seu uísque. Estava entre nós alguém que o conhecia dos tempos da Escola Militar: palavra vai, palavra vem, o antigo colega e eu fomos convidados para beber um rápido com o major. A situação me empolgava. Afinal, vinte anos depois ia eu conhecer de perto o fero e intransponível major. O ódio antigo se transformou instantaneamente em curiosidade humana: como seria a fera por dentro? A ideia de que o major fosse a favor da bomba atômica causou-me alvoroço. Seria um fim de carreira em harmonia com o princípio. Contou-me que se reformara há pouco tempo no posto de general e gozava o ócio depois de tantos anos de trabalho. Puxando a conversa para onde me interessava, disse-lhe do terror que ele me inspirava no meu tempo de soldado. O general pôs-se a sorrir e me falou que, no fundo, sempre fora um sentimental. Cinco minutos depois, estava a narrar-nos uma história de amor. Ainda o coronel, pouco antes de reformar-se, tivera em Porto Alegre a grande paixão de sua existência. Era a mulher mais bela do mundo, de incomparáveis olhos azuis e francesa. E que voz suave! que delicadeza de gestos! que educação! que finura! Era casada e muito bem casada. Não, jamais pudéssemos pensar que ele fosse perturbar a felicidade do casal. Frequentou-lhes a casa durante quatro anos em devoção ardente mas coberta pela máscara serena de uma vontade de ferro. Nunca deixou transparecer o que lhe ia no coração! Nunca! A não ser uma vez. Foi quando o casal lhe ofereceu uma grande festa de despedida. Os olhos da fera estavam umedecidos. Ela estava mais deslumbrante do que nunca. Ele, o homenageado, à véspera da partida, às vezes tinha de esconder-se pelos cantos para enxugar com o lenço a emoção. Foi uma coisa indescritível, que só não o levou ao desespero porque de há muito decidira pela resignação. Houve só um momento de fraqueza.Um só! Foi quando os dois se encontraram sozinhos na sacada, sob um céu maravilhosamente estrelado. Ela confessou a saudade que ele deixava. – Aí, meu caro amigo, este velho coração não suportou mais. Segurei de leve as mãos dela e disse, em francês: Madame, je vous aime.1 O general tirou o lenço, levantou os óculos, limpou os olhos. – Ela me apertou a mão com força e me disse... Que coisa linda ela me disse! que simplicidade! que dignidade!... Ela me disse: Merci, mon colonel! 2 1 Madame, je vous aime.: Senhora, eu a amo. 2 Merci, mon colonel!: Obrigada, meu coronel! (Paulo Mendes Campos. Balé do pato, 2012.) O termo que qualifica o substantivo na expressão “devoção ardente” (5o parágrafo) tem sentido oposto ao termo que qualifica o substantivo em: a) “eterno pensamento” (1o parágrafo). b) “incômodo exercício” (1o parágrafo). c) “santo ódio” (1o parágrafo). 17) 18) d) “máscara serena” (5o parágrafo). e) “coisa indescritível” (5o parágrafo). www.tecconcursos.com.br/questoes/2332409 VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Texto Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome, enquanto a seca durasse. Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha... Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouvia chorando, enxugando, na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas. Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes enriquecidos no Norte. A voz lenta e cansada vibrava, erguia-se, parecia outra, abarcando projetos e ambições. E a imaginação esperançosa aplanava as estradas difíceis, esquecia saudades, fome e angústias, penetrava na sombra verde do Amazonas, vencia a natureza bruta, dominava as feras e as visagens, fazia dele rico e vencedor. Cordulina ouvia, e abria o coração àquela esperança; mas correndo os olhos pelas paredes de taipa, pelo canto onde na redinha remendada o filho pequenino dormia, novamente sentiu um aperto de saudade, e lastimou-se: — Mas, Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha! Onde é que a gente vai viver, por esse mundão de meu Deus? (Rachel de Queiroz, O Quinze) Na frase final do texto, na fala de Cordulina – Onde é que a gente vai viver, por esse mundão de meu Deus? –, o substantivo destacado está flexionado no aumentativo indicando a) os perigos do mundo. b) a vastidão do mundo. c) a limitação do mundo. d) as belezas do mundo. e) a acolhida do mundo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1741623 VUNESP - ALeg (CM Potim)/CM Potim/2021 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Atenção ao sábado Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332409 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1741623 19) abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, de súbito, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde. Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais. Então eu não digo nada, aparentemente submissa. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. (Clarice Lispector, “Atenção ao sábado”. Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996) Na passagem –... vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão... –, os termos destacados fazem o plural, respectivamente, da mesma forma que: a) guarda-roupa; cidadão. b) vice-campeão; capitão. c) boia-fria; mamão. d) reco-reco; capelão. e) pé-de-cabra; sensação. www.tecconcursos.com.br/questoes/1766522 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão abaixo. O Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) foi criado em 1986, com o objetivo de reforçar as ações nacionais de conscientização sobre os danos sociais, de saúde, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. A campanha promovida pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) este ano chama-se Comprometa-se a parar de fumar. O instituto lembra que o tabagismo é um fator de risco importante para a Covid-19, por isso parar de fumar se torna uma medida de proteção à saúde de todos os cidadãos. Peças criadas para redes sociais com a frase “Cringe mesmo é fumar” fazem parte da campanha. Os materiais desenvolvidos pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, destacam a importância de proteger a saúde de crianças, jovens e adolescentes, que são alvo de estratégias de venda para que possam se tornar um mercado repositor de novos consumidores, já que o consumo de tabaco mata mais da metade de seus usuários. Vale lembrar que os cigarros eletrônicos, ou pods, não são opções mais saudáveis ao cigarro tradicional. No Brasil, a comercialização desses dispositivos é proibida, já que não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitos países que liberaram sua venda estão revendo as suas posições depois de novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). (https://doutorjairo.uol.com.br) Cringe: Para os integrantes da geração Z, é um adjetivo usado para classificar pessoas que fazem coisas fora de moda, ultrapassadas, cafonas mesmo. Eles também costumam classificar atitudes ou objetos. Nesse caso, ela é usada como sinônimo de vergonha alheia. (https://g1.globo.com) Nas passagens – proteção à saúde de todos os cidadãos (2º parágrafo) – e – proteger a saúde de crianças, jovens e adolescentes (3º parágrafo) –, o substantivo “cidadão” faz o plural com “ãos”, e o substantivo feminino “crianças” refere-se tanto ao sexo masculino quanto ao feminino. Substantivos com https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766522 https://doutorjairo.uol.com.br/ https://g1.globo.com/ 20) 21) essas mesmas propriedades gramaticais, empregados em sua forma singular, estão destacados, correta e respectivamente, em: a) O tabelião confundiu-se na hora de assinar o contrato, e pediu desculpas ao agente que esperava o documento para conferir. b) Durante a missa, o padre pediu a atenção a todos os presentes e orientou aos fiéis para que fossem bons com toda pessoa. c) O patrão chegou alterado na empresa, tinha sido informado de que um assaltante estava rondando aquela região. d) Na sessão de terapia, o rapaz parecia fazer uma confissão ao referir-se à forma como tratava sua colega de trabalho. e) Quando saiu da igreja, o sacristão ficou aterrorizado com o acidente e preocupado para saber se houve alguma vítima. www.tecconcursos.com.br/questoes/122499 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma-padrão. a) Os tabeliãos devem preparar o documento. b) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. c) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. d) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. e) Cuidado com os degrais, que são perigosos! www.tecconcursos.com.br/questoes/86353VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em si faça diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços- sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção. (CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado) A flexão de número do termo "preços-sombra" também ocorre com o plural de a) guarda-costa. b) reco-reco. c) guarda-noturno. d) sem-vergonha. e) célula-tronco. www.tecconcursos.com.br/questoes/78937 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122499 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86353 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78937 22) 23) A questão refere-se ao texto. A mídia é sempre aquela. Mas... Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder quer que se manifeste. (...) avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil, a rota é diversa daquela percorrida em outros países, em decorrência do nosso atraso, a nos manter em um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade. (www.cartacapital.com.br/2007/06/a-midia-e-sempre-aquela-mas/view) Considerando I – guardiãos, II – guardiães e III – guardiões, é correto afirmar que o plural masculino do termo guardiã, que ocorre no primeiro parágrafo, está devidamente expresso apenas em a) I. b) II. c) III. d) I e III. e) II e III. www.tecconcursos.com.br/questoes/78943 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo A questão refere-se ao texto. O empobrecimento da nossa sociedade provocou uma diminuição crônica dos investimentos em educação em nosso país e, por causa disso, houve nítida piora da qualidade do ensino público. Essa queda se acentuou nos últimos 30 anos, e a educação pré-universitária foi, com certeza, a mais prejudicada. É consenso que o acesso ao conhecimento é fator fundamental para inclusão e transformação social. Assim, mais do que nunca, todos os brasileiros devem ter acesso à educação, desde a mais tenra idade até a profissionalização, seja esta de que nível for. No caso brasileiro, contudo, é preciso ir além desse consenso. Tendo em vista os graves problemas sociais que vivenciamos atualmente, não basta apenas educar até o estágio profissionalizante. É necessário discutir que tipo de profissionalização devemos promover. São tantas as carências, que a formação profissionalizante deve ir além da capacitação técnica. (Marcos Boulos, Folha de S.Paulo, 21.08.2006) Assinale a alternativa em que os termos fazem o plural a exemplo de pré-universitária. a) azul-marinho, super-homem. b) pôr-do-sol, reco-reco. c) infra-estrutura, pós-graduação. d) homem-bomba, pé-de-moleque. e) viúva-negra, pau-a-pique. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78943 24) 25) www.tecconcursos.com.br/questoes/79004 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. Policiais paulistanos Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns... puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras. Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário. – Vou lançar um policial! – contou-me. Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os freqüentadores do terreiro. (Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006) Analise as afirmações. I. O substantivo fã tem o mesmo emprego que o substantivo vítima na forma masculina e na feminina. II. Está correta, quanto à grafia, a frase: Um bom livro também ajuda a relaxar, mas se fosse um mal livro, isso não aconteceria. III. O plural de mãe-de-santo é mães-de-santo. Está correto o que se afirma apenas em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. www.tecconcursos.com.br/questoes/79006 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Leia o texto para responder à questão. Policiais paulistanos Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79004 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79006 26) 27) algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns... puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras. Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário. – Vou lançar um policial! – contou-me. Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os freqüentadores do terreiro. (Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006) ... passou anos estudando as religiões afro-brasileiras. Os termos que fazem o plural da mesma forma que religião (religiões) são a) capitão e mamão. b) cirurgião e negação. c) limão e pão. d) mão e pão. e) mamão e cidadão. www.tecconcursos.com.br/questoes/79014 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar. No contexto, o feminino de cavalheiro é a) mulher. b) amazona. c) senhora. d) matrona. e) garota. www.tecconcursos.com.br/questoes/79072 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Substantivo Para responder à questão,leia o texto. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79014 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79072 28) Ronald Golias Paulista de São Carlos, filho de marceneiro, Ronald Golias fez de tudo para sobreviver: foi ajudante de alfaiate, funileiro e aqualouco, entre outros bicos. Mas nunca perdeu de vista a idéia de cumprir aquela que dizia ser sua missão: fazer humor. Sucesso primeiro no rádio e depois na televisão – em que imortalizou o espertalhão Bronco, de A Família Trapo –, Golias foi um dos mestres de uma comédia muito brasileira, mas que, com sua morte, fica ainda mais perto da extinção: um casamento de humor circense com non-sense, capaz de se adaptar igualmente bem à rapidez dos esquetes televisivos ou ao ritmo do cinema. (Veja, 28.12.2005) Considerando-se os termos – missão, espertalhão, extinção – o único que faz o plural de modo distinto do plural dessas palavras é a) patrão. b) solução. c) pensão. d) cidadão. e) mamão. www.tecconcursos.com.br/questoes/2841537 VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder a questão. Entenda a onda de calor que atinge o Brasil Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno. Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que deveria ser a estação mais fria. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde. A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições meteorológicas que causariam chuvas. De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um verdadeiro forninho. A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC. (https://super.abril.com.br. Adaptado) Na reescrita de passagem do texto, o termo destacado é um adjetivo em: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2841537 29) 30) a) … durante aquela que deveria ser a estação mais fria. (1º parágrafo) [… durante aquela que deveria ser a estação intensamente fria.] b) … lançou um alerta de perigo para a onda de calor… (2º parágrafo) [… emitiu um alerta de perigo para a onda de calor…] c) A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente… (3º parágrafo) [A causadora desse calorão é uma forte massa de ar quente…] d) … o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. (4º parágrafo) [… o tempo seco promove o agravamento da onda de calor.] e) … então pode esperar um fim de semana de torrar… (5º parágrafo) [… então pode esperar um fim de semana abrasador…] www.tecconcursos.com.br/questoes/1912834 VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder à questão. O desafio Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do mamiífero seja de uma espada por tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba. (...) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (...) emita sua sagrada opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e se recusam a fazê-lo. (Leandro Karnal. O desafio. Jomal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado) No trecho — ... emita sua sagrada opinião... —, a função do termo destacado pode ser também observada em: a) É um convite a uma posição... b) Dentre muitos sentidos. c) Educação é algo muito sério. d) Lanço o desafio cheio de esperança... e) ... conceito surgido antes da experiência. www.tecconcursos.com.br/questoes/2127893 VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia a tira para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912834 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127893 31) 32) (Quino, Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010) No texto dos quadrinhos, é empregado para intensificar o sentido da palavra a que se refere o termo destacado em: a) Primeiro vou me casar, sabe? (1o quadrinho) b) Depois vou ter filhos. (1o quadrinho) c) Então vou comprar uma casa bem grande... (2o quadrinho) d) ... e um carro bem bonito, e depois joias… (2o quadrinho) e) Minha vida vai ser assim. Não é lindo? (3o quadrinho) www.tecconcursos.com.br/questoes/1923395 VUNESP - Tec (Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Segurança do Trabalho/2021 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder à questão. Gosto de escrever sobre cinema com certa regularidade, embora, às vezes, alguém me reprove por só falar de filmes antigos. Mas nem podia ser diferente: minha única ida ao cinema nos últimos dez anos foi para uma sessão especial de “Um Corpo que Cai” (1958) em versão restaurada. Sessão, aliás, memorável, exceto pelos maxilares triturando pipoca ao meu redor e competindo com a música do filme. (Ruy Castro. O passado logo ali. Folha de S.Paulo, 18.07.2021. Adaptado) Com o emprego do adjetivo em destaque na frase – Sessão, aliás, memorável... – o autor do texto qualifica a sessão de cinema como algo que a) remete a acontecimentos maçantes. b) se revelou abaixo das expectativas. c) se tornou bastante constrangedor. d) é muito difícil de ser compreendido. e) merece ser conservado na lembrança. www.tecconcursos.com.br/questoes/1256176 VUNESP - Esc (Pref Cananéia)/Pref Cananéia/2020 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1923395 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1256176 Indústria da solidão “Já é de manhã, acorde”, diz meigamente uma voz feminina. O rapaz se senta, sonolento. E a câmera revela a dona da voz: a holografia de uma típica bonequinha japonesa, batizada de Azuma Hikari, protegida por uma cúpula de vidro. “Bom dia”, diz Azuma, sorridente. O jovem pressiona um botão e responde. Sensores detectam o movimento facial e a voz do rapaz(A). A holografia sorri, diz que o dia está chuvoso, sugere que ele leve o guarda-chuva e recomenda: “é melhor correr, para não se atrasar”. É uma típica conversa de um café da manhã em família. A cena é do vídeo comercial do Gatebox, nome dado à cápsula que contém Azuma(B), uma assistente virtual com inteligência artificial, que tem rosto, verbaliza sentimentos e carrega no tom romântico das conversas. Ao longo do dia, por mensagens enviadas ao celular, Azuma pergunta se o rapaz vai demorar, diz sentir saudadese relembra algumas vezes que o está esperando. Ele é recebido com pulinhos de alegria. E o rapaz confessa o prazer de saber que há alguém em casa à sua espera. A fabricante é objetiva na propaganda: Azuma é a companheira definitiva,(C) uma namorada virtual, idealizada para aliviar a solidão de quem mora sozinho. É um mercado assustadoramente promissor(E). No Japão, uma pesquisa do Instituto Nacional de População e Previdência Social indica que cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres entre 18 e 34 anos estão solteiros e cerca de 42% nunca mantiveram relações sexuais. Mas a epidemia da solidão está bem longe ser regional. Mais de 55 mil pessoas de 237 países preencheram um questionário proposto por instituições britânicas. Resultado: 33% delas disseram se sentir frequentemente sozinhas, índice que foi a 40% entre jovens de 16 a 24 anos. Os números explicam o sucesso de serviços como Personal Friend ou Rent a Friend. Por preços que variam de US$ 10 a US$ 60 por hora é possível contratar uma companhia para jantar, participar de um jogo ou apenas fazer uma caminhada, sem nenhuma conotação sexual.(D) Se para muita gente parece coisa de maluco, para alguns médicos as iniciativas são tentativas desesperadas de manter a saúde, pois a falta de conexões sociais é um fator de risco mais importante para a morte precoce do que a obesidade e o sedentarismo. O impacto da solidão pode até diminuir, mas resta saber o que vai acontecer com a saúde mental dessa gente. (Sílvia Correa. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/silviacorrea/2019/08. Acesso 29.08.2019. Adaptado) Em – a holografia de uma típica bonequinha japonesa –, os termos destacados qualificam “bonequinha”. Também exerce a mesma função desses termos a expressão destacada na alternativa: a) Sensores detectam o movimento facial e a voz do rapaz. b) A cena é do vídeo comercial do Gatebox, nome dado à capsula que contém Azuma... c) A fabricante é objetiva na propaganda: Azuma é a companheira definitiva... d) ... participar de um jogo ou apenas fazer uma caminhada, sem nenhuma conotação sexual. e) É um mercado assustadoramente promissor. 33) 34) www.tecconcursos.com.br/questoes/913591 VUNESP - GCM (Pref Olímpia)/Pref Olímpia/2019 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia os quadrinhos, para responder a questão. (Alexandre Beck. Disponível em: <www.google.com.br>. Acesso em 20.03.2019) A frase – Hoje descobri que ele é muito mais forte que eu… – está reescrita no grau comparativo de igualdade em: a) Hoje descobri que ele é menos forte que eu… b) Hoje descobri que ele é fortíssimo… c) Hoje descobri que ele é tão forte quanto eu… d) Hoje descobri que ele é pouco mais forte do que eu… e) Hoje descobri que ele é o mais forte de nós… www.tecconcursos.com.br/questoes/912514 VUNESP - Moto (Guararapes)/Pref Guararapes/2018 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Capas de caderno Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar(A) os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente(B) e uma estampa(C) que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria. Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito(D) à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913591 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/912514 35) A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme(E) e competição. Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar. (Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado) Assinale a alternativa em que a palavra destacada qualifica (adjetiva) o vocábulo que a antecede. a) para encapar b) capa transparente c) uma estampa d) qualquer jeito e) gerar ciúme www.tecconcursos.com.br/questoes/326870 VUNESP - Of Prom (MPE SP)/MPE SP/2016 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder à questão. Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de tragédias Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reerguer em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e tecnologias para superar a tragédia em Mariana A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamento de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no modelo japonês Koban. O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em 2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para lidar com a tragédia ocorrida em Mariana. (Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado) No trecho – Bombeiros mineiros deverão receber treinamento... – (1o parágrafo), a expressão em destaque é formada por substantivo + adjetivo, nessa ordem. Essa relação também se verifica na expressão destacada em: a) Entrou silenciosamente, com um espanto indisfarçável. b) Estiveram presentes à festa meus estimados padrinhos. c) Trata-se de um lutador bastante forte e preparado. d) A imprudente atitude do advogado trouxe-me danos. e) Alguma pessoa teve acesso aos documentos da reunião? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/326870 36) 37) www.tecconcursos.com.br/questoes/456149 VUNESP - Ag Esc (Pref GRU)/Pref GRU/2016 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o texto para responder à questão. Alunos dizem mais praticar do que sofrer bullying*, mostra pesquisa do IBGE Assim como na pesquisa de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais entrevistados relataram em 2015 terem praticado do que sofrido bullying, não apenas na escola, mas em qualquer ambiente que frequentam. Meninas são menos provocadoras do que meninos: 15,6% das alunas disseram já ter praticado bullying, enquanto entre os alunos a proporção sobe para 24,2%. A prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas (21,2% dos entrevistados disseram fazer bullying) do que na rede pública (19,5%). Sofreram bullying com frequência 7,4% (194,6 mil) dos alunos do 9º ano, principalmente por causa da aparência do corpo ou do rosto. * bullying: situação que envolve agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. (http://educacao.uol.com.br, 26.08.2016. Adaptado) Considere as seguintes construções do 2º parágrafo: Meninas são menos provocadoras do que meninos… A prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas […] do que na rede pública… Nos contextos em que são empregadas, as palavras destacadas estabelecem relação de a) comparação. b) negação. c) correção.d) dúvida. e) aprovação. www.tecconcursos.com.br/questoes/1488685 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2016 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o trecho inicial de um poema de Álvaro de Campos, heterônimo do escritor Fernando Pessoa (1888-1935), para responder a questão. Esta velha angústia, Esta angústia que trago há séculos em mim, Transbordou da vasilha, Em lágrimas, em grandes imaginações, Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror, Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum. Transbordou. Mal sei como conduzir-me na vida Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma! Se ao menos endoidecesse deveras! Mas não: é este estar entre, Este quase, Este poder ser que..., Isto. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/456149 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1488685 38) Um internado num manicômio é, ao menos, alguém, Eu sou um internado num manicômio sem manicômio. Estou doido a frio, Estou lúcido e louco, Estou alheio a tudo e igual a todos: Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura Porque não são sonhos. Estou assim... Pobre velha casa da minha infância perdida! Quem te diria que eu me desacolhesse tanto! Que é do teu menino? Está maluco. Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano? Está maluco. Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou. (Obra poética, 1965.) No verso “Pobre velha casa da minha infância perdida!” (4ª estrofe), a anteposição dos adjetivos “pobre” e “velha” ao substantivo “casa”, em lugar da posposição, a) traduz a insatisfação do eu lírico com a casa em que passou a infância. b) produz um efeito sonoro sem, contudo, provocar alteração do sentido. c) confere aos dois adjetivos uma acentuada carga de subjetividade. d) atende a uma necessidade rítmica, tendo em vista a predominância no poema de versos decassílabos. e) conserva o sentido do primeiro adjetivo e intensifica o do segundo. www.tecconcursos.com.br/questoes/78854 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Leia o trecho para responder à questão. As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias. Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se sabe. (O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado) O grau do adjetivo maior em – … situação de fragilidade ainda maior. – repete-se em: a) A floresta tropical da Amazônia será substituída por uma vegetação menos rica que a savana. b) As populações da África são as mais vulneráveis do planeta. c) Os novos projetos de desenvolvimento sustentável são os melhores até agora apresentados. d) O cenário para o meio ambiente é o mais sombrio já projetado. e) O relatório científico deste ano teve um tom mais ameno que o do ano passado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2833670 VUNESP - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2024 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78854 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2833670 39) 40) (Willian Leite. Anésia # 708. www.willtirando.com.br, 05.09.2023) No trecho “Saiba que estou mal-humorada também enquanto tô parada”, a palavra saiba foi empregada no mesmo modo verbal que a destacada em: a) Pensava constantemente em como diria a avó que seu humor estava ficando ácido. b) Gostaria de poder contar com mais compreensão de meus filhos e netos próximos. c) Escute aquilo que os mais idosos têm a dizer, pois isso pode melhorar o humor deles. d) Trazia consigo sempre um amargor que lhe era típico, e todos já até achavam graça. e) Ainda que minha neta relute em aceitar o meu jeito, não pretendo mudar como eu sou. www.tecconcursos.com.br/questoes/2841535 VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder a questão. Entenda a onda de calor que atinge o Brasil Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno. Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que deveria ser a estação mais fria. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde. A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições meteorológicas que causariam chuvas. De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2841535 41) proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um verdadeiro forninho. A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC. (https://super.abril.com.br. Adaptado) A flexão dos verbos atende à norma-padrão em: a) Se a temperatura se manter como a do final do inverno, a primavera será preocupante. b) O bloqueio atmosférico interveio nas condições climáticas e impediu as frentes frias. c) É preciso que se propõem soluções para evitar os riscos das altas temperaturas à saúde. d) Quando a situação das cidades ir a um cenário preocupante, serão necessários socorros. e) Espere um fim de semana de torrar, caso esquenta ainda mais, segundo as previsões. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345445 VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Dialética erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isso per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos). De fato, é possível ter razão objetivamente no que diz respeito à coisa mesma, e não tê-la aos olhos dos presentes e inclusive aos próprios olhos. Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isso é tomado como uma refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter razão, ainda que objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes. A esta última é que a dialética se refere. Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar com que ela estivesse conforme à opinião que sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. No entanto, é isso o que se torna o principal. Nossa vaidade congênita,especialmente suscetível em tudo o que diz respeito à capacidade intelectual, não quer aceitar que aquilo que num primeiro momento sustentávamos como verdadeiro se mostre falso, e verdadeiro aquilo que o adversário sustentava. Portanto, cada um deveria preocupar-se unicamente em formular juízos verdadeiros. Para isso, deveria pensar primeiro e falar depois. Mas, na maioria das pessoas, à vaidade inata associa-se a verborragia e uma inata deslealdade. Falam antes de ter pensado e, quando, depois, se dão conta de que sua afirmativa era falsa e não tinham razão, pretendem que pareça como se fosse ao contrário. O interesse pela verdade, que na maior parte dos casos deveria ser o único motivo para sustentar o que foi afirmado como verdade, cede por completo o passo ao interesse da vaidade. O verdadeiro tem de parecer falso e o falso, verdadeiro. (Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão) Na passagem – Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar com que ela estivesse conforme à opinião que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345445 42) sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. – a construção do raciocínio, no trecho destacado, é centrada na relação a) de causa e efeito, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no futuro do presente e no pretérito. b) entre hipótese e conclusão, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no imperfeito e no futuro do pretérito. c) de condição e modo, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no imperfeito e no presente. d) entre condição e comparação, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no presente e no infinitivo. e) entre suposição e resultado, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no pretérito perfeito e no futuro do pretérito. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345483 VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Dialética erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isso per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos). De fato, é possível ter razão objetivamente no que diz respeito à coisa mesma, e não tê-la aos olhos dos presentes e inclusive aos próprios olhos. Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isso é tomado como uma refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter razão, ainda que objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes. A esta última é que a dialética se refere. Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar com que ela estivesse conforme à opinião que sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. No entanto, é isso o que se torna o principal. Nossa vaidade congênita, especialmente suscetível em tudo o que diz respeito à capacidade intelectual, não quer aceitar que aquilo que num primeiro momento sustentávamos como verdadeiro se mostre falso, e verdadeiro aquilo que o adversário sustentava. Portanto, cada um deveria preocupar-se unicamente em formular juízos verdadeiros. Para isso, deveria pensar primeiro e falar depois. Mas, na maioria das pessoas, à vaidade inata associa-se a verborragia e uma inata deslealdade. Falam antes de ter pensado e, quando, depois, se dão conta de que sua afirmativa era falsa e não tinham razão, pretendem que pareça como se fosse ao contrário. O interesse pela verdade, que na maior parte dos casos deveria ser o único motivo para sustentar o que foi afirmado como verdade, cede por completo o passo ao interesse da vaidade. O verdadeiro tem de parecer falso e o falso, verdadeiro. (Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão) Assinale a alternativa que substitui o enunciado – Donde provém isso? – atendendo a norma-padrão de regência e conjugação do verbo, independentemente da preservação do sentido original. a) Onde vou ficar, quando eu vir trabalhar aqui? b) Aonde conveio estacionar durante a tempestade? c) Onde vamos pôr as caixas que conterem equipamento? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345483 43) d) Aonde se detiveram aquelas pessoas? e) Aonde irei, se virem que estou escondido aqui? www.tecconcursos.com.br/questoes/2347397 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. Democracia fraca afeta o PIB Uma pesquisa sobre o desenvolvimento de mais de 160 países com realidades políticas variadas, no período de 1960 a 2018, comparou o desempenho de regimes democráticos com aqueles nos quais a democracia é parcial, incompleta ou, em uma palavra, instável. A conclusão foi inequívoca: no longo prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. A democracia é fator de avanço econômico. Os autores do estudo são economistas vinculados a instituições europeias: Nauro Campos, da Universidade College London; Fabrizio Coricelli, da Paris School of Economics; e Marco Frigerio, da Universidade de Siena. Segundo eles, uma das consequências negativas da instabilidade democrática é a prevalência de visões de curto prazo. “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. Uma revisão bibliográfica apontou que essa visão curto-prazista típica de regimes instáveis acaba diminuindo investimentos no setor produtivo. A democracia, segundo outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. Segundo o professor Nauro Campos, em entrevista ao jornal O Globo, democracias frágeis e debilitadas prejudicam a execução de políticas públicas. Um exemplo disso é a nomeação de pessoas despreparadas para órgãos técnicos que prestam serviços à população. Esse tipo de problema, afirmou Campos, faz cair a confiança nas instituições. O regime democrático prevê direitos civis, sociais, políticos e de propriedade. Capaz de solucionar pacificamente conflitos por meio da política, em vez da guerra, a democracia é chave também para o crescimento econômico. (Opinião. https:/Avww.estadao.com.br/opiniao, 26.01.2023.Adaptado) Observe a frase do terceiro parágrafo do texto e a sua reescrita: A democracia, conforme outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. A democracia, conforme outro pesquisador citado no estudo, aumentaria as chances de reformas econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. Comparando-se as duas frases, conclui-se corretamente que os sentidos expressos por elas são a) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de possibilidade e a segunda, de negação. b) iguais, uma vez que ambas exprimem a ideia de conjectura em relação ao aumento. c) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de certeza e a segunda, de hipótese. d) iguais, uma vez que ambas veiculam a ideia de certeza, ratificando a noção de aumento. e) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de probabilidade e a segunda, de possibilidade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/234739744) 45) www.tecconcursos.com.br/questoes/2348860 VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira, para responder à questão. Assinale a alternativa que traz enunciado baseado em fala da tira, redigido de acordo com a norma- padrão de conjugação verbal. a) Os que virem comigo são os que realmente querem um mundo menos egoísta. b) Sei que os que se proporem seguir-me querem um mundo menos egoísta. c) Talvez alguns de vocês vem comigo porque querem um mundo menos egoísta. d) Se vocês verem nisso uma boa causa, então lutem por um mundo menos egoísta. e) Venham comigo os que se dispuserem a lutar por um mundo menos egoísta. www.tecconcursos.com.br/questoes/2427181 VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Alta demanda por produtos biodegradáveis Estudos mostram que a preocupação da população mundial com sustentabilidade é cada vez maior. Enquanto 86% dos consumidores querem a redução do desperdício de alimentos, 74% buscam consumir menos embalagens e 72% preferem as biodegradáveis. De acordo com Sandro A. Fernandes, da Associação Brasileira dos Agentes Digitais, o que define se uma embalagem é biodegradável é sua decomposição ocorrer naturalmente por meio da ação das bactérias, algas e fungos. Muitas embalagens convencionais, como as de plásticos, podem demorar até 450 anos para se decompor no ambiente, e as fraldas descartáveis – até 600 anos. “No caso dos biodegradáveis, com base em fibras, polpas vegetais e materiais naturais, esse tempo é reduzido a meses.” Uma preocupação, no entanto, é que os materiais biodegradáveis também possam ser decompostos no ambiente doméstico, ou seja, que não precisem, obrigatoriamente, de locais e condições especiais para que a decomposição ocorra. Pensando nisso, várias empresas colocaram seu time de inovação para trabalhar nesse processo e, hoje, a demanda por produtos biodegradáveis tem crescido vertiginosamente. (Bianca Zanatta. O Estado de S.Paulo, 01.08.2021. Adaptado) A relação entre os tempos verbais está correta na alternativa: a) Empresas terão acionado times de inovação com o intuito de que aperfeiçoaram o processo de decomposição dos biodegradáveis. b) Empresas têm acionado times de inovação com o intuito de que aperfeiçoem o processo de decomposição dos biodegradáveis. c) Empresas acionaram times de inovação com o intuito de que aperfeiçoavam o processo de decomposição dos biodegradáveis. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348860 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427181 46) d) Empresas acionarão times de inovação com o intuito de que aperfeiçoariam o processo de decomposição dos biodegradáveis. e) Empresas acionavam times de inovação com o intuito de que aperfeiçoaram o processo de decomposição dos biodegradáveis. www.tecconcursos.com.br/questoes/2472168 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Infeliz Aniversário A Branca de Neve de Disney fez 80 anos, com direito a chamada na primeira página de um jornalão e farta matéria crítica lá dentro. Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si, cuja data natalícia não se comemora porque pode estar no começo do século XVII, quando escrita pelo italiano Gianbattista Basile, ou nas versões orais que se perdem na névoa do tempo. É um velho vício este de querer atualizar, podar, limpar, meter em moldes ideológicos as antigas narrativas que nos foram entregues pela tradição. A justificativa é sempre a mesma, proteger as inocentes criancinhas de verdades que poderiam traumatizá-las. A verdade é sempre outra, impingir às criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento. E no momento, a crítica mais frequente aos contos de fadas é a abundância de princesas suspirosas à espera do príncipe. Mas a que “contos de fadas” se refere? Nos 212 contos recolhidos pelos irmãos Grimm, há muito mais do que princesas suspirosas. Nos dois volumes de “The virago book on fairy tales”, em que a inglesa Angela Carter registrou contos do mundo inteiro, não se ouvem suspiros. Nem suspiram princesas entre as mulheres que correm com os lobos, de Pinkola Estés. As princesas belas e indefesas que agora estão sendo criticadas foram uma cuidadosa e progressiva escolha social. Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. Escolha doméstica, feita cada noite à beira da cama. Garimpo determinado selecionando, entre tantas narrativas, aquelas mais convenientes para firmar no imaginário infantil o modelo feminino que a sociedade queria impor. Não por acaso Disney escolheu Branca de Neve para seu primeiro longa-metragem de animação. O custo era altíssimo, não poderia haver erro. E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo. Os contos maravilhosos, ou contos de fadas, atravessaram séculos, superaram inúmeras modificações sociais, venceram incontáveis ataques. Venceram justamente pela densidade do seu conteúdo, pela riqueza simbólica com que retratam nossas vidas, nossas humanas inquietações. Querer, mais uma vez, sujeitá-los aos conceitos de ensino mais rasteiros, às interpretações mais primárias, é pura manipulação, descrença no poder do imaginário. (https://www.marinacolasanti.com/. Adaptado) Assinale a alternativa em que, na reescrita da passagem – Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si… (1o parágrafo) –, a forma verbal destacada confere sentido de conjectura ao enunciado. a) Curiosamente, as críticas não têm sido à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si. b) Curiosamente, as críticas não são à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472168 47) 48) c) Curiosamente, as críticas não foram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si. d) Curiosamente, as críticas não seriam à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si. e) Curiosamente, as críticas não tinham sido à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si. www.tecconcursos.com.br/questoes/2487235 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira para responder à questão. (Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 20.01.2023) No trecho – … essa bola deve representar para ele sérias questões teológicas. (2º quadro) –, a palavra em destaque indica a) uma certeza. b) um débito. c) uma desculpa. d) um interesse. e) uma possibilidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/2488916 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. Barbárie nas redes sociais A covardia e a barbárie dos recentes ataques a escolas no País jogaram luz sobre a violência que se propaga na internete sobre o papel das redes sociais na incitação a esse tipo de crime. Uma amostra do tamanho do problema acaba de ser divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública: em poucos dias, a recém-lançada Operação Escola Segura solicitou a exclusão de 431 contas do Twitter que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2487235 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488916 49) continham palavras-chave – as chamadas hashtags – relacionadas a ataques contra escolas em diferentes localidades do Brasil. Foram feitos pedidos também à plataforma TikTok para que retirasse do ar três perfis cujo conteúdo relacionado ao tema buscava espalhar medo na população. Infelizmente, tais contas são apenas a ponta do iceberg – e as redes sociais abrigamum volume infinitamente maior de grupos que se valem do mundo virtual para estimular a prática de atentados em estabelecimentos de ensino. Não surpreende, portanto, que as atenções se voltem para as plataformas digitais e para a sua responsabilidade no sentido de impedir a propagação de crimes. Sem dúvida, essas empresas têm muito a fazer, e se engana quem pensa que a internet é terra sem lei. No Brasil, o Marco Civil da Internet define direitos e obrigações para usuários e provedores. Eis uma realidade que não pode passar despercebida: por mais que aperfeiçoamentos legislativos sejam sempre bem-vindos, o País dispõe de um marco legal sobre o tema – e é a partir dele que as redes sociais devem pautar sua atuação. O uso da internet e de redes sociais em ataques a escolas, assim como em outros crimes bárbaros, é fenômeno global – um triste sinal dos tempos que precisa ser combatido com rigor e redobrado empenho também no mundo virtual. Eis uma tarefa para múltiplos atores, desafio que requer a ação do governo e da sociedade. Evidentemente, parte importante dessa responsabilidade cabe às plataformas, que podem e devem agir mais. (Opinião. Em: https://www.estadao.com.br/opinião, 12.04.2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está flexionada em conformidade com a norma- padrão. a) Quando uma pessoa ver um conteúdo criminoso nas redes sociais, deverá comunicar as autoridades imediatamente. b) Se as plataformas fazerem de conta que a violência não existe no mundo virtual, dará condições de elas aumentarem ainda mais. c) Os ataques às escolas são uma realidade inconteste e, para evitar novas ocorrências, a autoridade pública já interviu com rigor. d) Para enfrentar as dificuldades que sobrevierem no combate à violência, as redes sociais devem valer-se do Marco Civil da Internet. e) Se as plataformas se manterem omissas em relação à violência virtual, provavelmente as agressões no mundo real aumentarão. www.tecconcursos.com.br/questoes/2525144 VUNESP - Aux Adm (CIOESTE)/CIOESTE/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais SP define limites pera barulho de obras A Prefeitura de São Paulo estabeleceu limites para emissão de ruídos por obras de construção civil na cidade. Anteriormente, o que havia na capital eram apenas normas que estabeleciam limites para a emissão de ruído em determinadas partes da cidade, variando de acordo com o zoneamento e a hora. Agora, decreto assinado pelo prefeito trata especialmente dos ruídos de obras, com horários decibéis permitidos na construção civil Obras públicas estão excluídas das novas regras. Pela nova regra, será aceita a emissão de sons e ruídos que chegue até 85 decibéis (dB), entre 7h e 19; e de 59dB, 19h até as 7 h, durante dias úteis. Aos sábados, entre 8h e 14h,o limite é de B5dB, das 14h até as 8h, baixa para 59 dB, nível que deve ser respeitado também nos domingos a feriados. Há uma ressalva: caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco à saúde, à vida e à integridade física da população,não há limites de emissão de ruído, independentemente do local ou horário. Além das obras públicas, ficaram fora das novas regras impostas pelo decreto trabalhos relativos à fase de movimentação de terra, fundação, demolição e estrutura, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2525144 50) realizadas entre The 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados; bem como as atividades de carga e descarga, desde que realizadas no per iodo compreendido entre 21 h e meia-noite, de segunda a sexta-feira, exceto nos fins de semana e feriados. A fiscalização da poluição sonora será feita pelos agentes do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Na primeira infração, a multa é de R$10 mil. Caso, no prazo de um ano. a mesma obra desrespeite o decreto, a multa dobra de valor. Na terceira vez. o infrator deve pagar R$ 30 mil e paralisar a construção. O som de duas obras embalou boa parte da quarentena da jornalista Rafaela Martuscelli. Ela reclama dos ruídos das furadeiras e da quebra dos pisos. Por causa do trabalho remoto, Rafaela passa grande parte do dia em reuniões. Mas com a barulheira, ela passou a ficar mais silenciosa. Costuma falar só o básico e responder ao que lhe perguntam. Agora. com as obras, optou por estudar apenas à noite. pois pode se concentrar melhor. (O Estado de S.Paulo, 29 de setembro de 2021. Adaptado). Observe as passagens: • Obras públicas estão excluídas das novas regras. (1º parágrafo) • Há uma ressalva... (3º parágrafo) Colocadas as formas verbais em destaque no tempo futuro e no passado, têm-se, correta e respectivamente: a) estavam e Havia. b) estarão e Houve. c) estiveram e Houve. d) estarão e Haverá e) estiveram e Haveria. www.tecconcursos.com.br/questoes/2552470 VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. A ansiedade e a depressão presentes Num relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou diferente: já não dorme mais em seu quarto, tem medo de muitas coisas, reclama de dor de cabeça e de barriga, com frequência, come em demasia e tem um sono conturbado. O pediatra orientou a leva -la a um psiquiatra, e este deu o diagnóstico de ansiedade. Em um segundo relato, a mãe está aflita porque o filho de 11 anos está sempre quieto, o que a escola também observou; além disso, pouco se relaciona, quer ficar no quarto, chora escondido, às vezes, e sempre procura motivo para faltar à aula. Ela perguntou se pode pensar em depressão e se deve procurar um psicólogo. Sim: ansiedade e depressão estão presentes na infância e na adolescência também. Não é de hoje, mas foi principalmente após a pandemia que muitas famílias e escolas passaram a ter olhar mais atento à saúde mental dos mais novos. E a pandemia foi responsável por instalar ansiedade e depressão em muitos deles: segundo estudo de 2021 pela Faculdade de Medicina da USP, cerca de 36% de crianças e adolescentes apresentaram sintomas desses quadros nesse período. Nesse caso, foi um evento externo que funcionou como estopim para o aparecimento de tais sofrimentos. Rebeldia, desobediência, birra, agressividade, tristeza, por exemplo, muitas vezes servem de base para diagnósticos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2552470 51) O que pais e escola podem fazer? Não sei se é de seu conhecimento, leitor, mas assistência psicológica e social na escola básica já é garantida pela Lei nº 13.935/2019 que, no entanto, ainda não tem sido cumprida com responsabilidade pelo poder público. Psicólogos e assistentes sociais atuam, na instituição escolar, com o grupo de educadores de cada unidade para garantir bom processo de aprendizagem e promover a saúde mental. Em casa, é interessante partir do conhecimento que pais têm – ou devem ter – de seu filho: sem esse fator, qualquer mudança pode ser creditada a algum transtorno mental. (Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2023. Adaptado) A forma verbal em destaque está empregada corretamente na alternativa: a) O pai manteu-se preocupado com seu filho que não dormia mais em seu quarto. b) Os familiares tinham chego à conclusão de que eram sintomas de depressão. c) As crianças haviam pegado vários hábitos que não existiam antes da pandemia. d) Alguns pais se detiam apenas nos sintomas dos filhos e não procuravam ajuda. e) Quando a mãe ver que seu filho está sofrendo de depressão, agirá em seu favor. www.tecconcursos.com.br/questoes/2555775 VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. O carro do Beto tinha duas portas. A do passageiro não abria, então, a rota de entrada para todos era pelo lado do motorista. O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás.Acomodar três pessoas exigia uma certa ginástica. Não era o veículo ideal para uma fuga de emergência, mas era o que tínhamos e, mais que isso, era o que garantia nossa liberdade e nossas infinitas possibilidades. Com ele, São Paulo era pequena para nós. Eu tinha 16 anos, o Beto e a Solange um pouco mais do que eu. Eu acabara de voltar de um ano de intercâmbio em uma cidade no interior dos Estados Unidos e estava achando tudo muito moderno naquela São Paulo dos anos 80. O que levei comigo e trouxe de volta foi a trilha sonora: a discografia completa da Rita Lee. O programa daquele fim de semana seria uma homenagem a ela. Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela e decidi deixar uma frase pichada no muro da casa dele na Vila Mariana. Beto e Solange toparam na hora. Tudo aconteceria de madrugada. Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. Eu desceria com o spray, escreveria a frase na parede, me jogaria pela janela carro adentro, o Beto acelerava e a gente se mandava. Os medos eram muitos. E foi com o coração aos pulos de terror e emoção que escrevi no muro branco: “Rita, pra você, a agilidade do gato e o brilho da estrela”. Minha mensagem adolescente de amor por Rita Lee estava registrada para toda a cidade ver. Trinta e sete anos depois, fui com uns amigos ver uma exposição sobre a Rita Lee. Logo na entrada do museu, uma parede pintada de azul trazia a estampa da minha frase, letra por letra (acrescentaram as letras esses no “das estrelas”). Foi como se um raio tivesse me atingido na cabeça. A sensação me pareceu ter sido a mesma de quando escrevi no muro naquela madrugada: pernas bambas, coração acelerado, mãos tremendo. A minha frase na parede do museu! Uma das monitoras da exposição quis saber o que acontecia. Eu contei a história. Ela se espantou, já que a exposição não trazia nenhuma explicação sobre a origem daquela frase. Não me importava: ela era minha e estava lá. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555775 52) Deparei-me outras vezes com o meu grafite. O dia do museu, porém, foi o mais emocionante. Não era só uma menção, era uma reprodução. (Ana Ribeiro. Frase que pichei para Rita Lee reapareceu 37 anos depois em exposição. www1.folha.uol.com.br, 19.02.2022. Adaptado) No trecho “Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela…” (3o parágrafo), a forma verbal “tinha descoberto” corresponde a um tempo verbal que equivale ao do vocábulo destacado em: a) O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás. (1o parágrafo) b) Eu acabara de voltar de um ano de intercâmbio… (2o parágrafo) c) Tudo aconteceria de madrugada. (4o parágrafo) d) Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. (4o parágrafo) e) Eu contei a história. (6o parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2623631 VUNESP - Ag Admin (Campinas)/Pref Campinas/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira para responder à questão seguinte. (André Dahmer. Não há nada acontecendo. www1.folha.uol.com.br. 10.07.2023) Considere os trechos: – Veja com seus próprios olhos (2º quadro) – Pode até divertir algum desavisado (4º quadro) Os vocábulos em destaque expressam, no contexto em que foram empregados, respectivamente, sentido de a) observação e permissão. b) convite e retratação. c) advertência e intenção. d) constatação e vontade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2623631 53) 54) e) ordem e possibilidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/2626097 VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas há quem pense em alternativas para o próprio enterro. As formas ecologicamente corretas de se despedir dos mortos estão cada vez mais populares, à medida que as pessoas buscam maneiras mais conscientes e humanizadas de lidar com a situação. Os enterros sustentáveis, alternativos e inovadores têm ganhado destaque nos últimos anos, trazendo à tona novas práticas como a compostagem humana, a liquefação do corpo e a utilização de roupas de cogumelos, as quais limpam as toxinas humanas reduzindo a poluição dos solos. Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado. “Hoje, a preocupação em colaborar com as gerações futuras e com a preservação da natureza e das espécies tem se tornado cada vez mais importante. É nesse contexto que se destaca a discussão sobre as formas de sepultamento e enterro”, afirma o professor Rubens Beçak da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP. O professor afirma que existem dois tipos de sepultamento no Brasil: o tradicional e a incineração. O sepultamento tradicional é o enterro dos corpos em caixões de madeira. Ele conta com uma série de regras para a preservação da saúde pública e do meio ambiente, como a proteção dos lençóis freáticos contra a contaminação. “Mas essas legislações nem sempre são seguidas e a poluição do solo, os desmatamentos das áreas para a construção de cemitérios e a liberação do CO2 são inevitáveis. A incineração, embora menos prejudicial, ainda é extremamente poluente”, relata Beçak. Assim, embora ainda não haja legislação específica sobre o assunto no Brasil, é evidente que há uma demanda crescente por outras formas de enterro. “É possível que, em breve, as normas dos municípios brasileiros sejam atualizadas para atender a essa demanda, uma vez que a questão tem se mostrado relevante”, afirma Beçak. (Júlia Valeri. Enterros ecológicos e inovadores ajudam na aceitação do luto e da morte. Jornal da USP, 23 de maio de 2023. Adaptado) No trecho – Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado – a forma verbal em destaque indica uma ação a) iniciada no passado e que se estende até o presente. b) passada, ocorrida antes de uma outra ação também passada. c) que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada. d) futura que estará terminada antes de outra ação futura. e) que ocorreu no passado e já foi concluída. www.tecconcursos.com.br/questoes/2709099 VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder à questão, leia a crônica “Bandidos”, de Luis Fernando Verissimo. Nos filmes e histórias em quadrinhos da nossa infância recebíamos uma lição da qual só agora me dou conta. Não era a que o Bem sempre vence o Mal, embora o herói sempre vencesse o bandido. Quem dava a lição era o bandido, e era esta: a morte precisa de uma certa solenidade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626097 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2709099 55) A vitória do herói sobre o bandido era banalizada pela repetição. Para o mocinho, matar era uma coisa corriqueira, uma decorrência da sua virtude. Já o bandido era torturado pela ideia da morte, pela sua própria vilania, pelo terrível poder que cada um tem de acabar com a vida de outro. O bandido era incapaz de simplesmente matar alguém, ou matar alguém simplesmente. Para ele o ato de matar precisava ser lento, trabalhado, ornamentado, erguido acima da sua inaceitável vulgaridade — enfim, tão valorizado que dava ao herói tempo de escapar e ainda salvar a mocinha. Pois a verdade é que nenhum herói teria sobrevivido à sua primeira aventura se não fosse esta compulsão do vilão de fazer da morte uma arte demorada, um processo com preâmbulo e apoteose, e significado. Nunca entendi por que o bandido não dava logo um tiro na testa do herói quando o tinha em seu poder, em vez de deixá-lo suspenso sobre o poço dos jacarés por uma corda besuntada que os ratos roeriam pouco a pouco, enquanto o gramofone1 tocava Wagner2. Hoje sei que o vilão queria dar tempo, ao mocinho e à plateia, de refletir sobre a finitude e a perversidade humanas. Os vilões do meu tempo de matinês eraminvariavelmente “gênios do Mal”, paródias de intelectuais e cientistas cujas maquinações eram frustradas pelo prático mocinho. A imaginação perdia para a ação porque a imaginação, como a hesitação, é a ação retardada, a ação precedida do pensamento, do pavor ou, no caso do bandido, da volúpia do significado. O Mal era inteligência demais, era a obsessão com a morte, enquanto o Bem — o que ficava com a mocinha — era o que não pensava na morte. Quando recapturava o mocinho, mesmo sabendo que ele escapara da morte tão cuidadosamente orquestrada com os ratos e os jacarés, o bandido ainda não lhe dava o rápido e definitivo tiro na testa, para ele aprender. Deixava-o amarrado sobre uma tábua que lentamente, solenemente, se aproximava de uma serra circular, da qual o herói obviamente escaparia de novo. E, se pegasse o mocinho pela terceira vez, nem assim o bandido abandonaria sua missão didática. Sucumbiria à sua outra compulsão fatal, a de falar demais. Mesmo o tiro na testa precisava de uma frase antes, uma explicação, um jogo de palavras. Geralmente era o que dava tempo para a chegada da polícia e a prisão do vilão, derrotado pela literatura. Pobres vilões. E nós, inconscientemente, torcíamos pelos burros. (Luis Fernando Verissimo. O suicida e o computador, 1992.) 1 gramofone: antigo toca-discos. 2 Wagner: Richard Wagner, compositor alemão do século XIX. “Quando recapturava o mocinho, mesmo sabendo que ele escapara da morte tão cuidadosamente orquestrada com os ratos e os jacarés, o bandido ainda não lhe dava o rápido e definitivo tiro na testa, para ele aprender. Deixava-o amarrado sobre uma tábua que lentamente, solenemente, se aproximava de uma serra circular, da qual o herói obviamente escaparia de novo.” (3º parágrafo) Nesse trecho, o cronista relata uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal: a) “recapturava”. b) “escapara”. c) “dava”. d) “aproximava”. e) “escaparia”. www.tecconcursos.com.br/questoes/1937855 VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto, para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1937855 56) China ultrapassa os EUA na produção científica Pela primeira vez, a China superou os EUA em produção científica. Em 2020, instituições chinesas publicaram 788 mil artigos contra 767 mil das americanas. É possível relativizar esse dado. A China tem uma população quatro vezes maior que a americana, de modo que a produção per capita dos EUA ainda é superior. A China também não tem ganhado tantos prêmios Nobel quanto os EUA, o que faz supor que, nas áreas mais relevantes, os americanos liderem. Tudo isso é verdade, mas o fato é que a ciência chinesa vem evoluindo de forma robusta. Nada indica que um apagão esteja próximo. A questão é relevante para os economistas liberais, particularmente os da escola institucionalista*. Para eles, o crescimento sustentável só é possível quando as instituições políticas de um país são inclusivas e seus cidadãos gozam de liberdade para decidir o que farão de suas vidas e recursos. Isso ocorre porque a prosperidade duradoura depende de um fluxo constante de inovações, que resulte em ganhos de produtividade. Ainda segundo os institucionalistas, regimes autoritários, como o chinês, não asseguram a liberdade necessária para que ciência e tecnologia se desenvolvam. É possível que tais economistas tenham razão e que a China, por um déficit de liberdade, não consiga manter o ritmo. Já vimos ditaduras colapsarem porque ficaram para trás na corrida tecnológica. O caso mais notório é o da URSS, que, embora tenha chegado a liderar a ciência espacial, não foi capaz de manter-se competitiva em outras áreas, com reflexos na economia. Mas não dá para descartar a hipótese de que os institucionalistas estejam errados. Não me parece em princípio impossível para um regime assegurar as liberdades necessárias para manter a ciência e a economia funcionando sem estendê-las à política. Ditaduras podem se reinventar. * Corrente de pensamento econômico que analisa o papel instituições para o comportamento da economia. (Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2021/12/china-ultrapassa-os-eua-na-producao-cientifica.shtml. 31.12.2021. Adaptado) A forma verbal destacada na frase “Mas não dá para descartar a hipótese de que os institucionalistas estejam errados” exprime a ideia de possibilidade, assim como a forma verbal destacada em: a) Pela primeira vez, a China superou os EUA em produção científica. b) ... o que faz supor que, nas áreas mais relevantes, os americanos liderem. c) Isso ocorre porque a prosperidade duradoura depende de um fluxo constante de inovações... d) ... não asseguram a liberdade necessária para que ciência e tecnologia se desenvolvam. e) Já vimos ditaduras colapsarem porque ficaram para trás na corrida tecnológica. www.tecconcursos.com.br/questoes/2023957 VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece rachada e assusta japoneses A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2023957 57) Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu. Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda. Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão. (https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado) Observe as passagens do texto: • A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas... (1º parágrafo) • Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. (2º parágrafo) As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente: a) ação acabada; ação habitual. b) ação acabada; hipótese. c) hipótese; ação habitual. d) ação habitual; hipótese. e) ação habitual; ação acabada. www.tecconcursos.com.br/questoes/2029150 VUNESP - Ass Adm (Docas PB)/Docas PB/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira. (Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 04.02.2022) No contexto da conversa entre o sargento e os soldados, a frase “Vai ver o sargento delas ensina melhor.” deve ser entendida como uma a) dúvida do soldado para confirmar a fala de seu superior. b) hipótese do soldado para rebater a crítica de seu superior. c) comprovação do soldado para desagradar seu superior.d) sugestão do soldado para apoiar a ideia de seu superior. e) comparação do soldado para engrandecer seu superior. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2029150 58) www.tecconcursos.com.br/questoes/2131030 VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O rei da boca-livre – Preste atenção naquele homem. Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque. – Quem é a figura? – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome. – Ora, quem manda os convites deve saber. – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores? Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração. Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos. Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos. Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se: – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente. (Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado) * vernissage: inauguração de uma exposição de arte Assinale a alternativa que, em conformidade com o sentido do texto e com a correta relação entre os tempos verbais, completa o trecho a seguir: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131030 59) 60) Decidiu-se que a) seria preferível o autor brindar com uma pessoa que estivesse entre os presentes. b) será preferível o autor brindar com uma pessoa que esteve entre os presentes. c) é preferível o autor brindar com uma pessoa que estivera entre os presentes. d) terá sido preferível o autor brindar com uma pessoa que estaria entre os presentes. e) teria sido preferível o autor brindar com uma pessoa que estará entre os presentes. www.tecconcursos.com.br/questoes/2132446 VUNESP - ILib (Pref Campinas)/Pref Campinas/Língua Portuguesa/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira para responder à questão. (Bob Thaves. Frank & Ernest. https://cultura.estadao.com.br, 25.04.2022) Uma mensagem possível para o cartão que o cliente está procurando é: a) Que você esteja muito em breve de volta às atividades. b) Tenha uma ótima recuperação com muito repouso e carinho. c) O cuidado de que você precisa é repouso e afeto. d) Quando estiver bem, comemore com os amigos (incluindo eu). e) Seja onde for, que possamos estar juntos novamente em breve. www.tecconcursos.com.br/questoes/2182825 VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais (Bill Watterson. O essencial de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad, 2018) A respeito das formas verbais usadas na tira, é correto afirmar que a) o verbo “vêm”, no 1o quadro, está conjugado no presente do indicativo e dá ideia de dúvida. b) “faço”, no 2o quadro, é uma flexão do futuro do indicativo e sugere a possibilidade de ação do menino. c) “espera”, no 3o quadro, corresponde ao modo imperativo e indica um pedido do tigre. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2132446 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2182825 61) 62) d) a locução “deixa ver”, no 3o quadro, está no presente do indicativo, expressando a ideia de incerteza. e) “veio”, no último quadro, está conjugado no modo subjuntivo para indicar algo hipotético. www.tecconcursos.com.br/questoes/2332421 VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira. (Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://cultura.estadao.com.br, 03.09.2022) Na fala do personagem, o verbo “esquecer” aparece duas vezes. Porém, para estar em conformidade com a norma-padrão, deve-se substituir a) “esquecer de tudo” por “esquecer-se de tudo”. b) “esqueci a mala” por “esqueci à mala”. c) “esquecer de tudo” por “esquecer-me de tudo”. d) “esqueci a mala” por “esqueci da mala”. e) “esquecer de tudo” por “esquecer à tudo”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2333691 VUNESP - Sec Esc (Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto População também deve fazer a sua parte na manutenção da cidade A operação “Bebedouro Cidade Limpa” segue ganhando mais bairros em Bebedouro e deixando tudo mais limpo e agradável. A Prefeitura oferece vários serviços gratuitos para manter a cidade organizada – como o Disk Descarte, coleta de entulhos e de lixo domiciliar. As equipes de limpeza da Garagem Municipal trabalham nesta semana no recolhimento de entulhos no setor norte – os moradores devem colocar o entulho na frente de casa, na rua, para evitar danos nas calçadas. A coleta do lixo domiciliar é diária e, para descartar móveis velhos, basta ligar no (17) 3344- 5100 e solicitar a retirada. Todos os serviços são gratuitos. A coleta será realizada em aproximadamente 24 horas úteis, diminuindo o descarte irregular em ruas e avenidas. “Quem tiver móveis velhos para descarte deve ligar na Garagem Municipal. Pedimos mais uma vez a ajuda de toda a população para manter Bebedouro limpa e organizada, afinal, a limpeza da cidade é responsabilidade de todos”, reforça Silvio Renato Barbosa, responsável pelo setor. (https://www.bebedouro.sp.gov.br/portal/index.php/ver-todas-as-noticias/item/23699-prefeitura-recolhe-lixo- entulhos-sofas-colchoes-e-moveis- velhos/Acesso em 02 set.2022) Leia a frase: “Quem tiver móveis velhos para descarte deve ligar na Garagem Municipal. (3o parágrafo) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332421 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2333691 63) Assinale a alternativa que completa a frase, empregando, corretamente, o verbo no mesmo tempo verbal da frase apresentada. Quem a) manter a cidade limpa provará ser um cidadão responsável. b) ir até a Garagem Municipal verá como é feita a coleta. c) disser que tem móveis velhos para descarte terá a coleta realizada. d) pôr o entulho na calçada estará danificando-a. e) fazer o descarte correto estará contribuindo para uma Bebedouro limpa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2353399 VUNESP - Bibl (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder a questão. Um telefone sempre toca na hora errada Desenvolvi um tipo de fobia social muito específica. Pertenço à categoria cada vez mais numerosa de gente que odeia atender o telefone. Pior ainda: odeio que ele toque. Toda vez que meu telefone vibra fico ao mesmo tempo surpreso e irritado, como se o aparelho estivesse indo além da sua alçada. Olho para ele como olharia para uma geladeira que começasse a tocar sanfona: “Não foi para isso queeu te comprei”. Talvez o incômodo venha do motivo da ligação. Em 99% dos casos, trata-se de um número desconhecido tentando me vender um cartão de crédito. Mas também sofro quando ligam de casa. Ou do trabalho. Um telefone tocando sempre incomoda. Não lembro se já era assim antes do WhatsApp, mas tenho certeza de que o desprezo ao telefonema piorou depois que ele começou a rarear. Quanto menos um telefone toca, mais chateia quando toca. A raridade da ligação gerou uma alergia ao toque. Um telefone, quando toca, sempre toca na hora errada. Hoje uma ligação sempre pega o ser humano de surpresa. Resultado: minha geração perdeu os macetes da ligação telefônica. Falamos ao telefone com pausas esquisitas, nunca sabemos quando desligar. Os defensores da ligação argumentam: telefone é bom porque você resolve na hora. Sim. Esse é o problema. Não quero resolver nada na hora. Que pesadelo uma tecnologia que serve para te obrigar a resolver coisas na hora. Já que é para ressuscitar velhas tecnologias, queria sugerir que voltássemos todos para o e-mail. A correspondência epistolar permite que cada um tome o tempo que quiser para responder – ou simplesmente não responder. Um e-mail tem essa grande vantagem: nem sempre chega. Uma tecnologia que se preze tem que falhar. Um e-mail sempre pode ter se extraviado. Saudade de quando a comunicação não funcionava tão bem. O sucesso das relações humanas depende de uma tecnologia pouco confiável. (Gregorio Duvivier. https://www1.folha.uol.com.br/. 08.02.2022. Adaptado) No contexto do 1º parágrafo, é empregada para expressar a ideia de possibilidade a forma verbal destacada em: a) Desenvolvi um tipo de fobia social muito específica. b) Pertenço à categoria cada vez mais numerosa de gente que odeia atender o telefone. c) Toda vez que meu telefone vibra fico ao mesmo tempo surpreso e irritado... https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2353399 64) d) ... como olharia para uma geladeira que começasse a tocar sanfona… e) “Não foi pra isso que eu te comprei”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2533839 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Como o mundo funciona “How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em tradução livre), de Vaclav Smil, pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista dos desafios que temos pela frente. Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido. O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta. Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço, cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos, então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia sustentável para substituí-los. E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte. (Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado) Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque expressa a ideia de possibilidade. a) ... o autor traça um panorama realista dos desafios que temos pela frente. b) ... poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós. c) Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido. d) ... mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. e) ... nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte. www.tecconcursos.com.br/questoes/1568102 VUNESP - Almo (CODEN)/CODEN/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533839 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1568102 65) 66) Leia o texto para responder a questão. “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade. Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta. “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro. O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie. (filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020) Assinale a alternativa que completa, corretamente, a frase, de acordo com a norma-padrão da conjugação verbal. – Haverá solução para a humanidade, se a) todos se manterem conscientes dessa necessidade. b) o governo propuser planejamento urbano adequado. c) a população conter seus impulsos consumistas. d) o cidadão saberá cuidar bem da natureza. e) as pessoas terem consciência do coletivo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1673166 VUNESP - OCA (Pref GRU)/Pref GRU/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Bairros autossuficientesUma solução urbanística debatida há bastante tempo voltou a ganhar força com a pandemia da Covid- 19: a criação de bairros mais autossuficientes, em que as pessoas não teriam de se deslocar diariamente por grandes distâncias até os grandes centros para trabalhar, estudar, comprar ou ir ao médico. Centros esses que acabam reunindo aglomerações por concentrarem os serviços. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1673166 67) A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, passou a defender essa proposta e vem chamando a atenção de vários gestores. Dentro de sua plataforma, ela tem o plano de transformar a capital francesa em uma “Cidade de 15 minutos”, em que qualquer parisiense poderia fazer suas atividades essenciais do cotidiano em uma rápida caminhada a pé ou de bicicleta. Isso vale para escolas, locais de trabalho, opções de compra, esportes e lazer. Em São Paulo, uma pesquisa mostrou que, com a pandemia, 46% dos paulistanos passaram a dar mais valor para o comércio e os serviços disponíveis nos bairros onde moram e 30% agora prestam mais atenção aos serviços públicos locais. O estudo foi realizado pelo Ibope para o Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sesc, e ouviu pessoas das classes A, B e C. Para o professor da USP, Jeferson Tavares, “quantos bairros conhecemos que não passam de um aglomerado de casas sem nenhuma qualidade urbanística? Nesses lugares, o cidadão perdeu a identidade com a cidade. A origem da cidade é a aproximação e, por isso, não podemos abandonar essa defesa do uso do espaço público. Ruas, praças, parques e calçadões são lugares que concretizam a esfera pública do convívio social. Valorizá-los ajuda a manter a saúde física e mental dos cidadãos”. (Giovanna Wolf e Pablo Pereira. O Estado de S.Paulo, 14.06.2020. Adaptado) Assinale a alternativa em que a frase apresenta a relação correta entre os tempos verbais. a) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” tivesse sucesso, os parisienses realizam atividades cotidianas utilizando curtos trajetos. b) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” teria sucesso, os parisienses realizaram atividades cotidianas utilizando curtos trajetos. c) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” teve sucesso, os parisienses realizassem atividades cotidianas utilizando curtos trajetos. d) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” terá sucesso, os parisienses realizavam atividades cotidianas utilizando curtos trajetos. e) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” tiver sucesso, os parisienses realizarão atividades cotidianas utilizando curtos trajetos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1698443 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder a questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915. Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia. Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos. A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio? E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema. A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1698443 68) Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”. E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar… Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”… Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela. (Sátiras e outras subversões, 2016.) O cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela forma verbal sublinhada em a) “Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página ‘duzentas e uma palavras ao leitor’.” (6º parágrafo) b) “A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de ‘duas palavras ao leitor’ e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.” (5º parágrafo) c) “A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a ‘pálida homenagem’ de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar...” (7º parágrafo) d) “E Marco Aurélio resolve meditar.” (4º parágrafo) e) “Leiam-na e verão como a coisa é bela.” (9º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/1698999 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder a questão, leia a crônica de Machado de Assis, publicada em 19.05.1888. Eu pertenço a uma família de profetas après coup1, post facto 2, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa dos seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar. Neste jantar, a que os meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico. No golpe do meio (coup du milieu 3, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não podiam roubar sem pecado. Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar- me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que eu acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1698999 a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo. No dia seguinte, chamei Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza: — Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que… — Oh! meu senhô! fico. — … Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos… — Artura não qué dizê nada, não, senhô… — Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha. — Eu vaio um galo, sim, senhô. — Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, contacom oito. Oito ou sete. Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos. Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; coisas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre. O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo tendo aprendido a ler, escrever e contar (simples suposição) é então professor de Filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu. (Machado de Assis. Crônicas escolhidas, 2013.) 1après coup: a posteriori. 2post facto: após o fato. 3coup du milieu: bebida, às vezes acompanhada de brindes, que se tomava no meio de um banquete. Para evitar a repetição de um verbo já mencionado, o narrador recorre à elipse de um verbo na frase a) “Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar- me os pés.” (4º parágrafo) b) “Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote.” (4º parágrafo) c) “Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu.” (8º parágrafo) d) “Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade.” (13º parágrafo) e) “Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.” (13º parágrafo) 69) 70) www.tecconcursos.com.br/questoes/1741573 VUNESP - ALeg (CM Potim)/CM Potim/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Tirania chinesa A evolução de Hong Kong no ranking de liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras demonstra que esta não vem sendo devidamente respeitada: a ilha passou do 18o lugar em 2002, quando a classificação foi criada, para o longínquo 80o em 2021. Nesta semana, o torniquete na mídia atingiu níveis inéditos com o fechamento do jornal Apple Daily. Criado em 1995, o periódico notabilizou-se por sua defesa da democracia, bem como por denunciar a repressão e a perseguição da ditadura chinesa contra manifestantes e dissidentes. Agora, o próprio diário tornou-se uma vítima da política de cerceamento. Valendo-se da rigorosa nova lei de segurança nacional, promulgada no ano passado, cerca de 500 policiais varejaram a sede do jornal em 17 de junho. Na ação, os agentes apreenderam dezenas de computadores e foram detidos membros da direção do jornal, denunciados por conluio com agentes estrangeiros. Dias depois, um editorialista do periódico foi preso, e a acusação era a mesma. Além da intimidação direta, as autoridades miraram o estrangulamento financeiro da publicação, congelando 18 milhões de dólares honcongueses (R$ 11,7 milhões) em ativos pertencentes a três empresas ligadas ao Apple Daily. Premido por todos os lados, o veículo foi obrigado a encerrar as atividades. A tentativa de criminalização do jornalismo compõe um quadro mais amplo de violações de liberdades individuais e coletivas que o regime chinês vem impondo ao território, em especial desde os colossais protestos pró-democracia ocorridos lá em 2019. As ações aproximam Hong Kong do cotidiano tirânico do restante da China e tornam ficção qualquer ideia de autonomia da ilha. (Editorial. Folha de S.Paulo, 25.06.2021. Adaptado) Considere as passagens: • “policiais varejaram a sede do jornal” (3º parágrafo) • “denunciados por conluio com agentes estrangeiros” (4º parágrafo) Os termos destacados significam, correta e respectivamente: a) encontraram; entendimento. b) interditaram; contrato. c) vasculharam; combinação. d) destruíram; desajuste. e) reviraram; ilegalidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/1766508 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão abaixo. Perto do apagão a falta de chuvas nos últimos dois meses, inferiores ao padrão já escasso do mesmo período de 2020, ficou mais evidente a ameaça a geração de energia se mostre insuficiente para manter o fornecimento até novembro, quando se encerra o período seco. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1741573 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766508 71) Novas simulações do Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram agravamento, com destaque para a região Sul, onde o nível dos reservatórios até 24 de agosto caiu para 30,7% – a projeção anterior apontava para 50% no fechamento do mês. Mesmo no cenário mais favorável, que pressupõe um amplo conjunto de medidas, como acionamento de grande capacidade de geração térmica, importação de energia e postergação de manutenção de equipamentos, o país chegaria novembro praticamente sem sobra de potência, o que amplia a probabilidade de apagões. Embora se espere que tais medidas sejam suficientes para evitar racionamento neste ano, não se descartam sobressaltos pontuais, no contexto da alta demanda o sistema será submetido. Se o regime de chuvas no verão não superar a média dos últimos anos, a margem de manobra para 2022 será ainda menor. Calcula-se que, nesse quadro, a geração térmica, mais cara, tenha de permanecer durante todo o período úmido, o que seria algo inédito. Desde já o país precisa considerar os piores cenários e agir com toda a prudência possível, com foco em investimentos na geração, modernização de turbinas em hidrelétricas antigas e planejamento para ampliar a resiliência do sistema. (Editorial. Folha de S.Paulo, 27.08.2021. Adaptado) Considere as passagens do texto. ... onde o nível dos reservatórios até 24 de agosto caiu para 30,7%... (2º parágrafo) ... a margem de manobra para 2022 será ainda menor. (5º parágrafo) ... o que seria algo inédito. (5º parágrafo) No contexto em que estão empregadas, as formas verbais expressam, correta e respectivamente, sentido de: a) ação frequente; presente; dúvida. b) ação concluída; imperativo; hipótese. c) ação concluída; futuro; hipótese. d) ação frequente; presente; certeza. e) ação anterior a outra; futuro; desejo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1768225 VUNESP - TEI (SAMU Osasco)/Pref Osasco/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder a questão. Perdendo o sono Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite. Achava que estava bem adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista Matthew Walker (Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto. A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até mamíferos aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram um modo de dormir com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento. Daí dá para concluir que o sono tem um papel evolucionário bastante significativo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1768225 72) Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções. O sono REM (sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos)é importante para trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é crucial na consolidação das memórias e de habilidades motoras, sem mencionar a regulação de processos fisiológicos. Walker é também um militante. Ele está convencido de que a modernidade nos lançou numa epidemia de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagismo. Munido de um estoque quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a problemas cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados. No plano psicológico, relaciona dormir pouco a piora do desempenho cognitivo, irritabilidade, cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes automobilísticos. Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que nem sequer conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente. Segundo o autor, a quase totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de preferência, fazer também uma “siesta”. (Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado) *subótimo: que não atinge a mais alta qualidade. Assinale a alternativa em que está correta a relação entre ideias e entre tempos e modos verbais. a) As pessoas precisavam ter uma vida relativamente regrada, se bem que poderão dormir ao menos oito horas por dia. b) As pessoas precisarão ter uma vida relativamente regrada, a fim de que possam dormir ao menos oito horas por dia. c) As pessoas precisariam ter uma vida relativamente regrada, desde que podiam dormir ao menos oito horas por dia. d) As pessoas precisam ter uma vida relativamente regrada, contanto que puderam dormir ao menos oito horas por dia. e) As pessoas precisaram ter uma vida relativamente regrada, mesmo que podem dormir ao menos oito horas por dia. www.tecconcursos.com.br/questoes/1768228 VUNESP - TEI (SAMU Osasco)/Pref Osasco/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder a questão. Perdendo o sono Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite. Achava que estava bem adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista Matthew Walker (Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto. A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até mamíferos aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram um modo de dormir com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento. Daí dá para concluir que o sono tem um papel evolucionário bastante significativo. Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções. O sono REM (sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos) é importante para https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1768228 73) trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é crucial na consolidação das memórias e de habilidades motoras, sem mencionar a regulação de processos fisiológicos. Walker é também um militante. Ele está convencido de que a modernidade nos lançou numa epidemia de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagismo. Munido de um estoque quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a problemas cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados. No plano psicológico, relaciona dormir pouco a piora do desempenho cognitivo, irritabilidade, cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes automobilísticos. Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que nem sequer conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente. Segundo o autor, a quase totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de preferência, fazer também uma “siesta”. (Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado) *subótimo: que não atinge a mais alta qualidade. Considere as frases. • Muitas pessoas querem saber mais a respeito das etapas pelas quais passamos enquanto dormimos, e, em seu livro, o neurocientista de forma detalhada para os leitores. • O hábito de dormir poucas horas é apontado como uma das causas dos acidentes automobilísticos, portanto, os motoristas que deveriam repensar suas atitudes. Considerando o emprego e a colocação de pronomes estabelecidos pela norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por: a) descreve-lhes; o têm b) descreve-lhes; lhe têm c) as descreve; têm-no d) descreve-as; têm-lhe e) descreve-as; o têm www.tecconcursos.com.br/questoes/1924117 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902. Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando. O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1924117 falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2, uma avantesma3... Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia. Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “algunsmorcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”. Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou. (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.) 1 esbatido: de tom pálido. 2 a desoras: muito tarde. 3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro. 4 folha: periódico diário, jornal. 5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas. 6 pardieiro: prédio velho ou arruinado. 7 sitiante: policial. Em “Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos” (5º parágrafo), o termo sublinhado está empregado na mesma acepção do termo sublinhado em a) “ela correu um risco desnecessário”. b) “a notícia corria por toda a cidade”. c) “a manhã corria especialmente tranquila”. d) “segundo corria, ela seria facilmente eleita”. e) “um arrepio correu-lhe pela espinha”. www.tecconcursos.com.br/questoes/1924464 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1924464 74) Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Está aberta a sessão do júri”, de Graciliano Ramos, publicada originalmente em 1943. O Dr. França, Juiz de Direito numa cidadezinha sertaneja, andava em meio século, tinha gravidade imensa, verbo escasso, bigodes, colarinhos, sapatos e ideias de pontas muito finas. Vestia-se ordinariamente de preto, exigia que todos na justiça procedessem da mesma forma – e chegou a mandar retirar-se do Tribunal um jurado inconveniente, de roupa clara, ordenar-lhe que voltasse razoável e fúnebre, para não prejudicar a decência do veredicto. Não via, não sorria. Quando parava numa esquina, as cavaqueiras dos vadios gelavam. Ao afastar-se, mexia as pernas matematicamente, os passos mediam setenta centímetros, exatos, apesar de barrocas1 e degraus. A espinha não se curvava, embora descesse ladeiras, as mãos e os braços executavam os movimentos indispensáveis, as duas rugas horizontais da testa não se aprofundavam nem se desfaziam. Na sua biblioteca digna e sábia, volumes bojudos, tratados majestosos, severos na encadernação negra semelhante à do proprietário, empertigavam-se – e nenhum ousava deitar-se, inclinar-se, quebrar o alinhamento rigoroso. Dr. França levantava-se às sete horas e recolhia-se à meia-noite, fizesse frio ou calor, almoçava ao meio- dia e jantava às cinco, ouvia missa aos domingos, comungava de seis em seis meses, pagava o aluguel da casa no dia 30 ou no dia 31, entendia-se com a mulher, parcimonioso, na linguagem usada nas sentenças, linguagem arrevesada e arcaica das ordenações. Nunca julgou oportuno modificar esses hábitos salutares. Não amou nem odiou. Contudo exaltou a virtude, emanação das existências calmas, e condenou o crime, infeliz consequência da paixão. Se atentássemos nas palavras emitidas por via oral, poderíamos afirmar que o Dr. França não pensava. Vistos os autos, etc., perceberíamos entretanto que ele pensava com alguma frequência. Apenas o pensamento de Dr. França não seguia a marcha dos pensamentos comuns. Operava, se não nos enganamos, deste modo: “considerando isto, considerando isso, considerando aquilo, considerando ainda mais isto, considerando porém aquilo, concluo.” Tudo se formulava em obediência às regras – e era impossível qualquer desvio. Dr. França possuía um espírito, sem dúvida, espírito redigido com circunlóquios, dividido em capítulos, títulos, artigos e parágrafos. E o que se distanciava desses parágrafos, artigos, títulos e capítulos não o comovia, porque Dr. França está livre dos tormentos da imaginação. (Graciliano Ramos. Viventes das Alagoas, 1976.) 1barroca: monte de terra ou de barro. Expressa sentido hipotético a forma verbal sublinhada em: a) “Dr. França possuía um espírito, sem dúvida, espírito redigido com circunlóquios, dividido em capítulos, títulos, artigos e parágrafos.” (7º parágrafo) b) “Ao afastar-se, mexia as pernas matematicamente, os passos mediam setenta centímetros, exatos, apesar de barrocas e degraus.” (2º parágrafo) c) “Vistos os autos, etc., perceberíamos entretanto que ele pensava com alguma frequência.” (6º parágrafo) d) “Tudo se formulava em obediência às regras – e era impossível qualquer desvio.” (6º parágrafo) e) “Nunca julgou oportuno modificar esses hábitos salutares.” (4º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2115909 VUNESP - ADI (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/2021 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2115909 75) 76) Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia a tira para responder a questão. (Bill Watterson. “O melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.02.2020) Com base nas informações do último quadrinho, assinale a alternativa em que a forma verbal está empregada em conformidade com a norma-padrão, dando sequência a “Os educadores dizem:” a) Pais, não reprimem os sonhos de uma criança. b) Pais, não reprimi os sonhos de uma criança. c) Pais, não reprimam os sonhos de uma criança. d) Pais, não reprimão os sonhos de uma criança. e) Pais, não reprime os sonhos de uma criança. www.tecconcursos.com.br/questoes/2577946 VUNESP - ASA (SAEG)/SAEG/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto para responder à questão. David Peace tem a doença do neurônio motor, uma condição terminal que afeta seu cérebro e sistema nervoso de forma gradual. Sabendo da sua morte iminente, ele quer viajar até uma clínica na Suíça para fazê-lo por conta própria quando tudo ficar insuportável, enquanto ainda tem controle sobre suas competências mentais. “Tenho duas opções. Uma é enfrentar uma paralisia progressiva, impossível de parar e que me afeta por inteiro. A outra é viajar para a Suíça e saber que meu coração vai parar de bater enquanto eu estiver inconsciente”, diz ele. David é uma das pessoas que reivindicam uma atualização nas leis da Inglaterra para permitir que pessoas com doenças terminais tenham direito a uma morte assistida, mas pessoas contrárias à ideia dizem que deveria existir um foco maior em ajudar pessoas com doenças de longo prazo para que vivam mais confortavelmente, em vez de ajudá-las a morrer. (“Quero decidir morrer enquanto posso”: a luta pelo direito à morte assistida na Inglaterra. www.bbc.com, 09.08.2021. Adaptado) No trecho – … ele quer viajar até uma clínica na Suíça para fazê-lo por conta própria quando tudo insuportável … –, se alterarmos o vocábulo em destaque para “queria”, devemos preencher a lacuna, segundo a norma-padrão, com o vocábulo: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2577946 77) 78) a) terá ficado. b) fica. c) ficará. d) ficasse. e) fique. www.tecconcursos.com.br/questoes/1917712 VUNESP - Ag (FUMEC)/FUMEC/2020 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais (https://cultura.estadao.com.br/galerias/geral,20-tiras-de-calvin-e-haroldo- -para-refletir-sobre-a-vida-e-sobre- o-mundo,28507. Acesso em 27.03.2020) Mas agora você um carro movido a energia nuclear que se transformar num avião com mísseis rastreadores de calor.” No 2º quadro da tira, substituindo-se a expressão “ontem” por “agora”, os verbos que podem preencher as lacunas no tempo presente, respectivamente, sem perda de sentido e de acordo com a norma-padrão são: a) deseja ... consiga b) queria ... poderá c) desejara ... pôde d) quisera ... pode e) quer ... conseguiriawww.tecconcursos.com.br/questoes/2111681 VUNESP - Tec Adm (FEU)/FEU/"Sem Área"/2020 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Queixo duplo Psicólogos, pedagogos e linguistas advertem: o smartphone é antissocial - ao mesmo tempo em que parece conectar as pessoas, na verdade as afasta e faz com que se confinem individualmente na mediocridade de uma telinha de três polegadas. Pode-se estar num restaurante, teatro, praia ou até passeando em Paris - se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. A badalhoca abole a vida ao redor. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1917712 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2111681 79) Apesar disso, raros se habilitam a tentar equilibrar essa servidão com a riqueza da vida real, onde as coisas têm forma, volume, peso, cheiros e cores. Neste momento, já há dezenas de milhões de crianças que não conheceram o mundo antes do smartphone. Mais um pouco e não acreditarão que esse mundo um dia existiu. Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo. Cidadãos habituados a usar o smartphone enquanto caminham pela rua tendem a torcer o pé em buracos no calçamento, ser tragados por bueiros, tropeçar no meio-fio e abalroar-se uns aos outros. Os mais compenetrados não estão livres de ser atropelados pelo pipoqueiro. Se isto não basta para que as pessoas deem um pouco de sossego ao smartphone, resta informar que, para alguns fisioterapeutas, a postura curvada - a cabeça em ângulo reto em relação ao pescoço, exigida para se ler ou escrever na telinha - pode vergar a coluna mais ereta à forma de um ponto de interrogação. E o queixo cravado ao peito tantas horas por dia está levando as pessoas mais bonitas a desenvolverem queixo duplo. (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 12.05.2014. Adaptado) Releia o seguinte trecho do texto para responder à questão. Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo. Assinale a alternativa que contém a expressão verbal flexionada no modo subjuntivo, indicando um fato incerto, uma possibilidade. a) se assustem. b) insistem. c) reduzir. d) atingem. e) devem valorizar. www.tecconcursos.com.br/questoes/491670 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias. Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe. Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo. Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491670 80) Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização. Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados. Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos. Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores. (Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo... – com o termo Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta correlação dos verbos destacados de acordo com a norma- padrão será: a) reteremos ... sentávamos b) retivéssemos ... sentássemos c) reteríamos ... sentarmos d) retínhamos ... sentássemos e) retivemos ... sentaríamos www.tecconcursos.com.br/questoes/279018 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto, para responder à questão. O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos. Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança. O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/279018 81) como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da ideia do direito. É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem. (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito) Observe os verbos destacados nas passagens – … enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham… / … só veem nele um estado de paz e de ordem… – e assinale a alternativa em que estão corretamente conjugados os verbos opor, ver e os demais assinalados, que seguem o mesmo padrão de conjugação destes. a) Opormos resistência à liderança dele foi um erro; agora querem que revemos nossa posição. b) Se os interessados não se opuserem nem previrem razão para protelar o ato, amanhã mesmo será escolhido o síndico do condomínio. c) Se não se indisporem com as amigas do filho, ospais permitirão que elas o revejam quando ele retornar. d) Haverá problema se ele ver que houve manipulação de dados; certamente se predisporá a cancelar tudo. e) Cada vez que prever resistência dos funcionários às decisões do chefe, ele intervirá, antes que todos se indisponham. www.tecconcursos.com.br/questoes/122463 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o texto, para responder à questão. Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de textualidade, na qual a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não linear. Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas previamente estabelecidas. Quando o cientista Vannevar Bush, na década de 40, concebeu a ideia de hipertexto, pensava, na verdade, na necessidade de substituir os métodos existentes de disponibilização e recuperação de informações ligadas especialmente à pesquisa acadêmica, que eram lineares, por sistemas de indexação e arquivamento que funcionassem por associação de ideias, seguindo o modelo de funcionamento da mente humana. O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como uma “máquina poética”, algo que funcionasse por analogia e associação, máquinas que capturassem o brilhantismo anárquico da imaginação humana. Parece não ser obra do acaso que a ideia inicial de Bush tenha sido conceituada como hipertexto 20 anos depois de seu artigo fundador, exatamente ligada à concepção de um grande sistema de textos que pudessem estar disponíveis em rede. Na década de 60, o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias, com a possibilidade de interconexão entre elas. Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do mundo, numa rede de publicação hipertextual universal e instantânea. Funcionando como um imenso sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual. (Disponível em: http://www.pucsp.br/~cimid/4lit/longhi/hipertexto.htm .Acesso em: 05 fev 2013. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122463 82) 83) Assinale a alternativa contendo a frase do texto na qual a expressão verbal destacada exprime possibilidade. a) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias... b) Funcionando como um imenso sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual c) Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas previamente estabelecidas. d) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de textualidade... e) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do mundo... www.tecconcursos.com.br/questoes/122498 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Assinale a alternativa em que todos os verbos estão empregados de acordo com a norma-padrão. a) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da impressão definitiva. b) Não haverá prova do crime se o réu se manter em silêncio. c) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a trabalhar no feriado. d) Ficarão surpresos quando o verem com a toga... e) Se você quer a promoção, é necessário que a requera a seu superior. www.tecconcursos.com.br/questoes/78701 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Na questão, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases dadas. Eles os infratores prontamente. Há dois meses, eles o dinheiro roubado. Sem que ninguém tivesse , o menino tomou as providências. Se você o advogado, recomende-lhe prudência. a) deteram … reaveram … intervido … ver b) deteram … reouveram … intervido … vir c) detiveram … reaveram … intervindo … ver d) detiveram … reouveram … intervindo … vir e) detiveram … reouveram … intervido … vir www.tecconcursos.com.br/questoes/78708 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122498 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78701 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78708 84) 85) Complete as lacunas das frases da charge, com as formas verbais corretas. O tempo médio pra se achar um novo emprego é de 20,4 semanas (http://humorama.vila.bol.com.br. Adaptado) a) Levanta … vá … faltam b) Levante … vai … falta c) Levante … vá … falta d) Levantem … vai … faltam e) Levante … vá … faltam www.tecconcursos.com.br/questoes/78855 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Leia o trecho para responder à questão. As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias. Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se sabe. (O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado) Assinale a alternativa em que o verbo em destaque repete o mesmo tempo verbal de terá em – As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são pouco precisas… a) O país ainda não conhece a vulnerabilidade das pessoas em relação ao meio ambiente. b) Fenômenos extremos e menos qualidade de vida: é o novo clima. c) O que já acontece com a biosfera por causa do aquecimento global e da alta concentração do gás carbônico na atmosfera. d) Os próximos documentos das Nações Unidas trarão alternativas para a redução do efeito estufa. e) Problemas ambientais adversos reduziram a capacidade produtiva do solo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78855 86) 87) www.tecconcursos.com.br/questoes/78863 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Você enviou uma correspondência ao Presidente da República. Assinale a alternativa com o texto correto, de acordo com a norma culta. a) Meritíssimo, é inadmissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as autoridades não reverem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido. b) Excelência, é inadmiscível que o Brasil detém os piores rendimentos em educação. Se as autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido. c) Excelência, é inadimissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as autoridades não reverem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido. d) Excelência, é inadmissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido. e) Prezado Senhor, é inadmissível que o Brasil detêem os piores rendimentos em educação. Se as autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido. www.tecconcursos.com.br/questoes/78926 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder à questão,leia o texto. O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam. Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses. (Lya Luft, Veja, 20.09.2006) Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está corretamente grafado e flexionado. a) A crise de autoridade advêem do casamento infeliz da corrupção com cumplicidade. b) Muita gente interveio tentando lutar pelo bem comum social. c) Se uma pessoa pôr sua coragem em prática, dirá não quando a tentação assediar. d) Se uma pessoa quizer manter sua decência, deverá praticá- la. e) As leis mal cumpridas do país contém em si a tão necessária moralidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/78947 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78863 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78926 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78947 88) 89) 90) Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder à questão, leia a charge. Considerando-se o interlocutor do urso como VOCÊ, as formas verbais no imperativo devem assumir as seguintes flexões: a) vá – veja – avise. b) vai – veja – avisa. c) vais – vejas – avisas. d) vá – veja – avisa. e) vai – vê – avise. www.tecconcursos.com.br/questoes/79009 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Para responder à questão, leia a frase de Luciano Pavarotti, publicada na revista Veja, de 20.09.2006: Não quero mais me ouvir. Se você me convidar para jantar e tocar uma de minhas gravações para me agradar, juro que vou embora. Se que eu , coloque um disco de Placido Domingo. Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com a) quizer … fico b) querer … fique c) quizer … ficarei d) quiser … fique e) quiser … fico www.tecconcursos.com.br/questoes/79013 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79009 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79013 91) 92) A resposta que Hagar recebe do inglês contém formas verbais que a tornam menos rude e agressiva. De forma mais incisiva, o inglês diria: a) Será melhor que não o faz. b) Era melhor que não o fizesse. c) Foi melhor que não o fizesse. d) É melhor que não o faça. e) Fosse melhor que não o fará. www.tecconcursos.com.br/questoes/79017 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar. Na primeira pessoa do plural, a frase Prepare-se para morrer assume a seguinte forma: a) Preparem para morrermos! b) Preparemo-nos para morrer! c) Preparem-se para morrermos! d) Preparamos-nos para morrer! e) Preparemos-nos para morrermos! www.tecconcursos.com.br/questoes/79087 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O texto a seguir é base para a questão. Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários, e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados, que passam a fazer parte de nós. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79017 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79087 93) 94) (Lya Luft. Veja, 30.11.2005) A questão baseia-se na frase: O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. O sentido da oração seria mantido, se a forma verbal devia fosse substituída por a) devesse. b) deveria. c) deveu. d) deverá. e) deva. www.tecconcursos.com.br/questoes/79096 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A questão baseia-se no texto. Sete milhões deixam a classe média A classe média está menor. Entre 1980 e 2000, sete milhões de pessoas que ocupavam essa faixa da sociedade perderam seus empregos e não conseguiram ______. Em conseqüência, tiveram seu poder de compra reduzido, o padrão de vida rebaixado e, assim, saíram forçadamente da classe B para passar a tomar parte na classe C. Segundo o IBGE, em 1980 os assalariados que participavam do estrato social respondiam por 31,7% da População Economicamente Ativa (PEA). Vinte anos depois, porém, essa participação caiu para 27,1%. "A perspectiva é de que o número de pessoas expulsas da classe média aumente nos próximos anos", diz o economista Márcio Pochman, professor do Instituto de Economia da USP. "O ajuste do mercado de trabalho se deu principalmente nas profissões tipicamente de classe média, e esse ajuste continua." (Istoé Online, 15.03.2006. Adaptado) A baixa na qualidade de vida das pessoas ______ da perda dos seus empregos. Quem ______ superar essa situação poderá ser considerado um herói. Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com as seguintes formas verbais: a) advêem ... souber b) advém ... saber c) advêm ... saber d) advém ... souber e) advêem ... saber www.tecconcursos.com.br/questoes/2504084 VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia o texto para responder à questão. Ser cronista Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79096 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504084 95) Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos. E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco de em breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa:nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente. (Clarice Lispector, A descoberta do mundo) De acordo com a norma-padrão, no trecho – Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. –, se a forma verbal “queria” for substituída por “quero”, as formas verbais destacadas devem ser substituídas, respectivamente, por: a) serão; vão b) eram; vinham c) são; vêm d) seriam; vissem e) sejam; venham www.tecconcursos.com.br/questoes/1912840 VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia a tirinha para responder à questão. Assinale a alternativa em que a frase apresenta corretamente a correlação verbal. a) Se Dolores tomar seus dias úteis, ela recebeu seu livro. b) Se Dolores tornara seus dias úteis, ela receberia seu livro. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912840 96) 97) c) Se Dolores tornasse seus dias úteis, ela receberá seu livro. d) Se Dolores tornou seus dias úteis, ela receberia seu livro, e) Se Dolores tivesse tornado seus dias úteis, ela teria recebido seu livro. www.tecconcursos.com.br/questoes/2313754 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal (Bill Watterson. O mundo é mágico – as aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrado Editora do Brasil, 2010) Em conformidade com a norma-padrão da língua, a forma verbal que preenche corretamente a lacuna presente no último quadrinho é: a) devemos. b) deveremos. c) deveríamos. d) devamos. e) devêssemos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1330283 VUNESP - Tec (EBSERH HC-UFU)/EBSERH HC-UFU/Análises Clínicas/2020 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia o texto para responder a questão. O galã Um belo dia, naquela pacata e honesta capital da província de segunda ordem, apareceram, pregados nas esquinas, enormes cartazes anunciando a próxima estreia de uma excelente companhia dramática, vinda do Rio de Janeiro. Há muito tempo o velho teatro não abria as portas ao público, e este, enfarado 1 de peloticas 2 e cavalinhos, andava sequioso de drama e comédia. Havia, portanto, na cidade uma animação e rebuliço desusados. Falara-se na vinda da companhia, mas ninguém tinha absoluta certeza de que ela viesse, porque o empresário receava não fazer para as despesas. Agora, os cartazes, impressos em letras garrafais, confirmavam a auspiciosa notícia, provocando um entusiasmo indizível. Muita gente saía de casa só para os ver, certificando-se, pelos próprios olhos, de tão grata novidade. A companhia anunciada era, efetivamente, a melhor, talvez, de quantas até então se tinham aventurado às incertezas de uma temporada naquela cidade tranquila. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313754 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1330283 98) Quando a companhia chegou, foi uma verdadeira festa. Grande massa de povo aguardava-a no cais de desembarque; houve música, foguetes e aclamações. (Arthur Azevedo, “O galã”. Seleção de Contos, 2014. Adaptado) 1 entediado 2 artes de iludir com truques Assinale a alternativa em que a reescrita de frase do texto está em conformidade com a norma-padrão quanto à correlação dos tempos verbais e à concordância. a) Falava-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estiveram certos de que ela veio. b) Fala-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certa de que ela vem. c) Tinha-se falado na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certo de que ela vêm. d) Falou-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certas de que ela virá. e) Tem-se falado na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certas de que ela viria. www.tecconcursos.com.br/questoes/1246166 VUNESP - GM (Caraguatatuba)/Pref Caraguatatuba/2019 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia o texto para responder a questão. Em 1999, a Assembleia Geral da ONU convocou um Movimento Global para uma Cultura de Paz, com o intuito de estancar a escalada da violência no mundo. Para a ONU, o conceito de cultura de paz parte do princípio de que a paz e a violência não são inerentes à humanidade. Por isso, a paz precisa ser ensinada e estimulada, para forjar um mundo mais digno, justo e harmonioso. Dois conceitos são importantes para essa aprendizagem. O primeiro afirma que a cultura de paz é uma escolha e uma ação que se deseja concretizar. Portanto, não adianta falar apenas que a violência é algo que não se deseja, porque isso não vai resolver o problema. O outro conceito é o de que a construção da paz é um processo educativo: as pessoas precisam vivenciar, debater e concretizar ações, partindo do princípio de que, quando agimos apenas de acordo com nossa vontade, nossas ações afetam o outro. Achar que só as nossas vontades têm de prevalecer prejudica nossas relações com o outro. Daí a importância do diálogo, da tolerância e do acolhimento. Se a paz é decisiva no nível do indivíduo, muito mais no nível coletivo. Por isso, os agentes da administração pública, da segurança, os da educação e da justiça são figuras imprescindíveis, para que o processo de paz se concretize na sociedade em geral. Não é difícil pôr em prática algumas ações que sustentam a paz, entre elas: 1. Respeitar a vida, sem discriminar nem prejudicar ninguém. 2. Rejeitar a violência em todas as suas formas, buscando proteger os mais fracos, como crianças, idosos e pessoas vulneráveis. 3. Ouvir para compreender, privilegiando a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo nem à maledicência. 4. Preservar o planeta promovendo um consumo responsável, protegendo todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta. 5. Redescobrir a solidariedade, a partir do respeito aos princípios democráticos, com o fim de criar modos mais fraternos de convívio entre as pessoas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1246166 99) 100) (http://www.comitepaz.org.br. Adaptado, acesso em 11.11.2019) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase, de acordo com o tempo verbal. A paz prevalecerá se as pessoas e se firmes nesse propósito. a) quererem… manterem b) queriam… mantiveram c) quiseram… mantiverem d) quisessem… manteriam e) quiserem… mantiverem www.tecconcursos.com.br/questoes/241715 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia os quadrinhos para responder à questão. (Folha de S.Paulo, 08.10.2014) Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua portuguesa, é: a) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um capacete. b) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete. c) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre de levar um capacete. d) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade, leva um capacete. e) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra- se de levar um capacete. www.tecconcursos.com.br/questoes/78681 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre anatureza humana. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241715 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78681 101) Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) O período construído com duas das frases seguintes – "Isso não é importante."/ "Que perda de tempo."/ "Todo mundo tem seu lado irracional." – está correto, quanto à correlação de tempo verbal, em a) Se isso fosse importante, não era perda de tempo. b) Por mais que fosse irracional, não será perda de tempo. c) Embora se perca muito tempo com isso, não é uma irracionalidade. d) Talvez se perde muito com isso e seja assim uma irracionalidade. e) Contanto que isso era perda de tempo, é, pois, uma irracionalidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/78843 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Leia o texto para responder à questão. Diploma e monopólio Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional? Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78843 102) 103) Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) (Veja, 07.03.2007. Adaptado) Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo verbal entre as orações. a) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento, poderiam defender bem seus clientes. b) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram intelectualmente. c) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais severa. d) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser melhor. e) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resolvem brevemente. www.tecconcursos.com.br/questoes/78933 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Para responder à questão, leia o texto. Prezado Senhor, Confirmamos o cadastro do seu currículo. O seu currículo já está disponível para ser analisado por nosso departamento de Recursos Humanos. É importante que você mantenha todos os seus dados sempre atualizados. Este é um dos critérios mais importantes para nossa avaliação. Para tanto, tenha sempre consigo os dados abaixo, para que sempre que necessário você possa atualizar seu currículo. Assinale a alternativa em que a correlação entre os tempos verbais está correta. a) Seria importante que você mantesse todos os seus dados em dia. b) Será importante que você mantém todos os seus dados em dia. c) Seria importante que você mantivesse todos os seus dados em dia. d) Era importante que você manteria todos os seus dados em dia. e) Foi importante que você mantinha todos os seus dados em dia. www.tecconcursos.com.br/questoes/79091 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal O trecho a seguir é a introdução de um texto de Jô Soares. Leia-o para responder à questão. A verdade é que não se escreve mais como antigamente, pois naquele tempo não havia computadores e, por incrível que pareça, nem mesmo canetas esferográficas. Porém, se fôssemos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma para os cartões de Natal. (Jô Soares. Veja, 01.05.1996) Para responder à questão, considere o trecho: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78933 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79091 104) ... se fôssemos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma para os cartões de Natal. Considerando a flexão verbal, o trecho está corretamente reescrito em a) ... se formos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma para os cartões de Natal. b) ... se íamos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrara sequer uma resma para os cartões de Natal. c) ... se iremos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não tem sobrado sequer uma resma para os cartões de Natal. d) ... se formos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrará sequer uma resma para os cartões de Natal. e) ... se vamos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrasse sequer uma resma para os cartões de Natal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2633047 VUNESP - Ass Adm (UFABC)/UFABC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Considere os trechos: – Se eles fizerem um computador que possa pensar… (2º quadro) – Aí, vai ver que eles vão inventar um computador psicótico. (3º quadro) As expressões destacadas apresentam, respectivamente, no contexto em que foram empregadas, sentido de a) habilidade e confirmação. b) dúvida e contemplação. c) capacidade e incerteza. d) certeza e projeção. e) vontade e reflexão. www.tecconcursos.com.br/questoes/2210331 VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2021 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2633047 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2210331105) 'Leia a crônica “Caso de justiceiro”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão. Mercadinho é imagem de confusão organizada. Todos comprando tudo ao mesmo tempo em corredores estreitos, carrinhos e pirâmides de coisas se comprimindo, apalpamento, cheiração e análise visual de gêneros pelas madamas, e, a dominar o vozerio, o metralhar contínuo das registradoras. Um olho invisível, múltiplo e implacável, controla os menores movimentos da freguesia, devassa o mistério de bolsas e bolsos, quem sabe se até o pensamento. Parece o caos; contudo nada escapa à fiscalização. Aquela velhinha estrangeira, por exemplo, foi desmascarada. — A senhora não pagou a dúzia de ovos quebrados. — Paguei. Antes que o leitor suponha ter a velhinha quebrado uma dúzia de ovos, explico que eles estão à venda assim mesmo, trincados. Por isso são mais baratos, e muita gente os prefere; casca é embalagem. A senhora ia pagar a dúzia de ovos perfeitos, comprada depois; mas e os quebrados, que ela comprara antes? A velhinha se zanga e xinga em ótimo português-carioca o rapaz da caixa. O qual lhe responde boas, no mesmo idioma, frisando que gringo nenhum viria lá de sua terra da peste para dar prejuízo no Brasil, que ele estava ali para defender nosso torrão contra piratas da estranja. A mulher, fula de indignação, foi perdendo a voz. Caixeiros acorreram, tomando posição em defesa da pátria ultrajada na pessoa do colega; entre eles, alguns portugueses. A freguesia fez bolo. O mercadinho parou. Eis que irrompe o tarzã de calção de banho ainda rorejante e berra para o caixa: — Para com isso, que eu não conheço essa dona mas vê-se pela cara que é distinta. — Distinta? Roubou cem cruzeiros à casa e insultou a gente feito uma danada. — Roubou coisa nenhuma, e o que ela disse de você eu não ouvi mas subscrevo. O que você é, é um calhorda e quer fazer média com o patrão à custa de uma pobre mulher. O outro ia revidar à altura, mas o tarzã não era de cinema, era de verdade, o que aliás não escapou à percepção de nenhum dos presentes. De modo que enquanto uns socorriam a velhinha, que desmaiava, outros passavam a apoiá-la moralmente, querendo arrebentar aquela joça. O partido nacionalista acoelhou-se. Foram tratando de cerrar as portas, para evitar a repetição de Caxias. Quem estava lá dentro que morresse de calor; enquanto não viessem a radiopatrulha e a ambulância, a questão dos ovos ficava em suspenso. — Ah, é? — disse o vingador. — Pois eu pago os cem cruzeiros pelos ovos mas você tem de engolir a nota. Tirou-a do bolso do calção, fez uma bolinha, puxou para baixo, com dedos de ferro, o queixo do caixa, e meteu-lhe o dinheiro na boca. Assistência deslumbrada, em silêncio admiracional. Não é todos os dias que se vê engolir dinheiro. O caixa começou a mastigar, branco, nauseado, engasgado. Uma voz veio do setor de ovos: — Ela não roubou mesmo não! Olha o dinheiro embaixo do pacote! Outras vozes se altearam: “Engole mais os outros cem!” “Os ovos também!” “Salafra” “Isso!” “Aquilo!”. A onda era tamanha que o tarzã, instrumento da justiça divina, teve de restabelecer o equilíbrio. — Espera aí. Este aqui já pagou. Agora vocês é que vão engolir tudo, se maltratarem este rapaz. 106) (Carlos Drummond de Andrade. Cadeira de balanço, 2020.) “Agora vocês é que vão engolir tudo, se maltratarem este rapaz.” A forma verbal resultante da transposição do trecho sublinhado para a voz passiva é: a) maltratariam. b) fosse maltratado. c) maltratassem. d) for maltratado. e) seria maltratado. www.tecconcursos.com.br/questoes/445105 VUNESP - Vig (CM Registro)/CM Registro/2016 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Ela andava reclamando da forma como ele fechava as portas, “Não bate! Vira a maçaneta e puxa!”, ele vinha implicando com o tempo que ela mantinha aberta a geladeira, “Pensa antes no que você quer, depois abre!”. Quando ela dirigia, ele ia cantando as marchas: “Quarta!”, “Terceira!”, “Quinta! Oitenta... Bota a quinta!”. Quando ele dirigia, ela desdenhava dos caminhos: “Por que cê tá subindo a Augusta?! Pega a Nove de Julho!”. “Não, Rebouças não!”. No dia em que discutiram feio a respeito do lado certo para começar a descascar uma mexerica – “Por cima! Aquele engruvinhadinho tá ali pra isso!” versus “Por baixo! É uma dedada só!” –, decidiram que era preciso diminuir a convivência. Passaram a jantar em horários diferentes. A ler cada um numa poltrona. Às terças, ela ia ao bar com as amigas. Às quintas, ele jogava futebol. Melhorou, mas não resolveu. Ele resmungava do cheiro de fritura com que ela se deitava na cama. Ela o reprimia pelas roupas suadas, espalhadas no banheiro. Decidiram, então, dormir em quartos separados. À noite, se despediam e iam cada um para um lado do corredor. Ele assistia à série dele, ela via a série dela. Às vezes, até viam a mesma série, mas cada um botando legenda na língua que bem entendesse – antes, ela sempre queria pôr em inglês, “pra praticar”, ele sempre queria pôr em português, “pra entender”: acabavam nem praticando nem entendendo, mas discutindo. Mas, mesmo em quartos separados, as rusgas continuavam. A solução, acreditaram, era morar cada um numa casa. Voltariam a ser namorados, cada um com o seu mundinho, como na época da faculdade. Foi bom por um tempo, mas – de novo – não resolveu. Ele atrasava pro cinema. Ela discordava do restaurante. Na casa dele, não tinha os cremes dela. Na casa dela, não tinha as lentes dele. Um belo dia tiveram de admitir que a convivência era impossível. Sempre haveria algum incômodo, algum detalhe, algum hábito de um a pinicar a paciência do outro. A saída era se separar. A distância acabou com os velhos problemas, mas criou um novo, imenso: eles se amavam, sofriam vivendo sozinhos. Não que quisessem voltar. Sabiam que de briguinha em briguinha, de discussão em discussão, o caldo entornaria, mais uma vez. Então chegaram, enfim, à conclusão de qual seria a única forma da relação funcionar, sem picuinha nem saudade: nunca terem se conhecido. Se apenas imaginassem um ao outro, amantes ideais, num mundo sem marchas, sem Rebouças, sem mexericas, sem legendas, sem geladeiras, sem cremes e sem lentes, seriam felizes para sempre. (Antônio Prata, “O Engruvinhado da Mexerica”. Folha de S.Paulo, 15.11.2015. Adaptado) Nos trechos – Ela andava reclamando da forma... – e – ... ele vinha implicando com o tempo... –, as expressões destacadas foram assim empregadas para enfatizar a) as ações presentes que tiveram seu início no passado. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445105 107) 108) b) o desenvolvimento gradual das ações e sua duração no passado. c) as ações pontuais concluídas no passado recente. d) o término das ações localizadas num momento preciso do passado. e) o movimento feito para realizar ações futuras. www.tecconcursos.com.br/questoes/263306 VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/"Sem Área"/2014 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Após queixas, palavrão vira falta em pelada de condomínio no Rio Peladeiros de um condomínio de classe média alta na Barra da Tijuca, no Rio, criaram uma nova regra para as partidas disputadas no campo do clube que serve aos moradores: palavrão é falta. Cada vez que um jogador reagir de forma malcriada a um lance ríspido ou a uma marcação do juiz, seu time será punido. A regra surgiu a partir de queixas de moradores. “Fica chato para quem mora aqui ou pratica alguma atividade física ao redor do campo ter que ouvir palavrões ao lado de seus filhos, da família”, diz Vitor S., 25, morador do condomínio e peladeiro. Segundo ele, a decisão não aboliu totalmente as expressões grosseiras durante as partidas, mas elas com certeza diminuíram. “A gente pensa duas vezes antes de falar para não cometer falta.” Devido às queixas, os peladeiros e a administração do condomínio fizeram o acordo. Coube à administração instalar as placas pelo campinho informando sobre a nova regra. Para os jovens locais, a nova medida é educativa e simboliza respeito com a vizinhança.“Mas ainda tem gente que não consegue se controlar. Aí toma falta e prejudica o time”, afirma o estudante Kaique C., 15. (Diana Brito. Folha de S. Paulo, 31.05.2011. Adaptado) Considere a frase. Em razão das reclamações _____________, um acordo entre peladeiros e condôminos, e a administração _____________ por instalar as placas informando a nova regra. As expressões que preenchem, correta e respectivamente a frase, mantendo a correta relação entre os tempos verbais, são: a) fez-se … se responsabilizaria b) seria feito … terá se responsabilizado c) se fará … se responsabilizava d) foi feito … teria se responsabilizado e) se faria … se responsabilizará www.tecconcursos.com.br/questoes/86335 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Leia o texto para responder à questão. Saber é trabalhar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/263306 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86335 109) Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador sente a necessidade de aprimorar a sua formação para obter um posto de trabalho. As empresas buscam os mais qualificados em cada categoria e excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% em 2005 e fechou em 11,9% em 2010. A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de procurar ou estão em postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores ocupados. A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil. A análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar a mão de obra de que necessitam. (Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado) Na frase – … os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação a) concluída. b) hipotética. c) futura. d) atemporal. e) contínua. www.tecconcursos.com.br/questoes/78785 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Leia o texto para responder à questão. São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta, hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado. Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros. A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação de cooperativas de catadores. A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até 2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78785 110) 111) Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade. (Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado) Assinale a alternativa em que a locução verbal do trecho – Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. (2.º parágrafo) – está reescrita corretamente, no futuro do presente do modo indicativo. a) pode chegar a 30%. b) possa chegar a 30%. c) poderá chegar a 30%. d) puder chegar a 30%. e) pudera chegar a 30%. www.tecconcursos.com.br/questoes/2504077 VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Leia a tira para responder à questão. (Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 31.01.2023. Adaptado) Na fala da mãe, os verbos empregados na forma imperativa exprimem sentido de a) desdém. b) carinho. c) ironia. d) pedido. e) hipótese. www.tecconcursos.com.br/questoes/2624743 VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois da festa de igreja, era a maior festa na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um cortejo. Cavalheiros e damas, aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez. Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito. Murmurava-se que, à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de “coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504077 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624743 112) casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra, em dois lanços, amplo frontispício1 abrindo em sacadas, sob a cimalha2 a estatueta de louça-da-china3 — espetáculo. E houve o casamento e houve o jantar comemorativo e houve o baile, com a quadrilha fazendo ressoar no soalho de tábuas a música dos tacões dos homens, dos saltos das mulheres. A noiva era uma risonha morena saudável, o noivo um passional tímido, amavam-se. E lá se foram para a fazenda longe, fim do mundo ou quase, onde as notícias demoravam uma, duas semanas para chegar. Que dia sai o cargueiro4? Que dia ele volta? Voltava com revistas, cartas, moldes de roupas, açúcar, fósforos, ar da cidade, vento do mundo. Começaram a nascer as meninas. Dava muita menina naquele casal. Como educá-las? A dona de casa virou professora, virou uma escola inteira, se preciso virava universidade. (Elenco de cronistas modernos. José Olympio Editora. Adaptado) 1. frontispício: fachada principal. 2. cimalha: parte mais alta das paredes. 3. louça-da-china: porcelana. 4. cargueiro: pessoa que conduz animais de carga. Os verbos empregados nas frases elaboradas a partir do texto seguem a norma-padrão na alternativa: a) Enquanto o cargueiro mantiver suas viagens até a cidade, sempre chegarão bons artigos para os habitantes. b) Alguns trabalhadores da fazenda preveram que o cargueiro e seus animais chegariam no fim da semana. c) As lojas da cidade que disporem de produtos recém-chegadosserão as mais procuradas pelas mulheres. d) Quando o cargueiro vir com a tropa carregada de novas mercadorias, as negociações de compra e venda vão aumentar. e) Se tempestades e estradas lamacentas reterem o cargueiro em outros paragens, talvez falte açúcar na cidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/2730364 VUNESP - Vest (UNIFESP)/UNIFESP/Misto/2022 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Leia o trecho do livro O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, do neurocientista português António Rosa Damásio, para responder à questão. O principal enfoque em O erro de Descartes é a relação entre emoção e razão. Baseado em meu estudo de pacientes neurológicos que apresentavam deficiências na tomada de decisão e distúrbios da emoção, construí a hipótese de que a emoção era parte integrante do processo de raciocínio e poderia auxiliar esse processo ao invés de, como se costumava supor, necessariamente perturbá-lo. Hoje em dia essa ideia já não causa espécie, mas na época em que a apresentei muita gente estranhou, e mesmo a recebeu com certo ceticismo. Tudo sopesado, a ideia, em grande medida, foi aceita e até, em certos casos, acolhida com tanta sofreguidão que acabou deturpada. Por exemplo, nunca afirmei que a emoção era um substituto para a razão, mas em algumas versões superficiais depreendia-se que minha ideia era que se você seguisse o coração em vez da razão tudo daria certo. Na verdade, em certas ocasiões a emoção pode ser um substituto para a razão. O programa de ação emocional que denominamos medo pode afastar rapidamente do perigo a maioria dos seres humanos com pouca ou nenhuma ajuda da razão. Um esquilo ou um pássaro não pensa para reagir a uma https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2730364 113) ameaça, e o mesmo pode acontecer a um humano. Aí é que está a beleza no modo como a emoção tem funcionado no decorrer da evolução: ela abre a possibilidade de levar seres vivos a agir de maneira inteligente sem precisar pensar com inteligência. Acontece que, nos humanos, essa história tornou-se mais complexa, para o bem e para o mal. O raciocínio faz o que fazem as emoções, mas alcança o resultado conscientemente. O raciocínio nos dá a opção de pensar com inteligência antes de agir de maneira inteligente, e isso é bom: descobrimos que muitos dos problemas que encontramos em nosso complexo ambiente podem ser resolvidos apenas com emoções, porém não todos, e nestas ocasiões as soluções que a emoção oferece são, na realidade, contraproducentes. Mas como evoluiu nas espécies complexas o sistema de raciocínio inteligente? A proposta inovadora em O erro de Descartes é que o sistema de raciocínio evoluiu como uma extensão do sistema emocional automático, com a emoção desempenhando vários papéis no processo de raciocínio. (O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, 2012. Adaptado.) O verbo sublinhado, na conjugação em que se apresenta, indica um fato pontual no passado no seguinte trecho: a) “se você seguisse o coração em vez da razão tudo daria certo” (1º parágrafo). b) “a emoção era um substituto para a razão” (1º parágrafo). c) “construí a hipótese de que a emoção era parte integrante do processo de raciocínio” (1º parágrafo). d) “Baseado em meu estudo de pacientes neurológicos que apresentavam deficiências na tomada de decisão” (1º parágrafo). e) “O raciocínio nos dá a opção de pensar com inteligência antes de agir de maneira inteligente” (2º parágrafo). www.tecconcursos.com.br/questoes/988081 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2019 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV Responsável por reduzir burocracias, automatizar processos e aumentar a eficiência, o uso de inteligência artificial [IA] pode aumentar o desemprego no País em quase 4 pontosporcentuais nos próximos 15 anos. Os dados são de umestudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Microsoft. Para simular o impacto da adoção de IA na economia brasileira, a pesquisa estipulou três cenários: um conservador, no qual a taxa de crescimento da adoção de IA pelo mercado brasileiro é de 5%, durante 15 anos. Nesse panorama,a economia também cresce menos do que o estimado para os próximos anos. No cenário intermediário, o número é de10%, com crescimento estável. Já no mais agressivo, em ummundo em que a economia tem projeção otimista de crescimento,a adoção de IA subiria 26% no período – é nesse último que o desemprego pode aumentar em 3,87 pontos porcentuais, no saldo geral da população. No mais severo dos cenários, os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados, que poderão ver o desemprego aumentar em 5,14 pontos porcentuais; já o número de vagas qualificadas pode subir com a adoção massiva de inteligência artificial, em até 1,56 ponto percentual. “A inteligência artificial aumentará a desigualdade”, alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV. A pesquisa analisou seis segmentos diferentes da economia: agricultura, pecuária, óleo e gás, mineração e extração, transporte e comércio e setor público (educação, saúde, defesa e administração pública). Os trabalhadores mais afetados no cenário mais agressivo são os mais qualificados dos setores de óleo e gás e de agricultura, dois dos principais pilares da economia brasileira. O primeiro tem redução nos empregos de 23,57%, e o segundo, de 21,55%. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/988081 114) 115) (Bruno Romani, “Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV”. https://link.estadao.com.br. Adaptado) Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada expressa sentido de projeção futura. a) ... os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados... (3º parágrafo) b) O primeiro tem redução nos empregos de 23,57%... (4º parágrafo) c) ... a pesquisa estipulou três cenários... (2º parágrafo) d) ... alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV. (3º parágrafo) e) Os dados são de um estudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti... (1º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/1406857 VUNESP - Vest (FAMEMA)/FAMEMA/2019 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se(c) em alfabetização. Um dos motivos do êxito é a parceria com os municípios, os principais encarregados dos primeiros anos de escolarização. Além de medidas que incluem formação de professores e material didático estruturado, o governo cearense acionou(b) um incentivo financeiro: as cidades com resultados melhores recebem fatia maior do ICMS, com liberdade para destinação dos recursos. O modelo já foi adotado em Pernambuco e está sendo implantado(a) ou avaliado por Alagoas, Amapá, Espírito Santo e São Paulo. Replicam-se(d) igualmente as boas iniciativas do ensino médio em Pernambuco, baseado em tempo integral, que permite ao estudante escolher disciplinas optativas, projeto acolhido em São Paulo. Auspiciosa, essa rede multilateral e multipartidária pela educação é exemplo de como a sociedade pode se mobilizar(e) em torno de propostas palpáveis. (“Unidos pelo Ensino”. Folha de S.Paulo, 27.08.2019. Adaptado.) A forma verbal sublinhada expressa ideia de ação em processo no trecho: a) “e está sendo implantado ou avaliado por Alagoas, Amapá, Espírito Santo e São Paulo” . b) “o governo cearense acionou um incentivo financeiro” . c) “O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se em alfabetização” . d) “Replicam-se igualmente as boas iniciativas do ensino médio em Pernambuco”. e) “essa rede multilateral e multipartidária pela educação é exemplo de como a sociedade pode se mobilizar” . www.tecconcursos.com.br/questoes/2554384 VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Holocausto animal Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campode concentração e como tratamos os animais(a) que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1406857 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554384 116) Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é uma eterna Treblinka*”. A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano. Resgataram textos de outros sobreviventes(c) e escritores de renome para ampliar o movimento. Edgar Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o homem tortura e mata animais,(b) ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas. De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série para identificar as vítimas,(d) o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”. Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos(e) a campos de concentração, como aceitaríamos o ‘desumano’ transporte de animais a matadouros?”. Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue em gotas. Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente sem se sentir um abusador de animais. * Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás. (Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que a expressão em destaque está corretamente substituída, nos parênteses, de acordo com a norma-padrão. a) … e como tratamos os animais… – (tratamos-los) b) … o homem tortura e mata animais… – (lhes mata) c) Resgataram textos de outros sobreviventes… – (Resgataram-nos) d) … números de série para identificar as vítimas… – (identificar-lhes) e) Se não aceitamos o transporte de seres humanos… – (aceitamos-lo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2430778 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais As expressões “planejar a minha vida” e “adiantar seus caprichos”, segundo a norma-padrão da língua portuguesa, correspondem, respectivamente, a a) planeja-a e adiantar-lhes. b) planejá-lhe e adianta-os. c) planejar-lhe e adiantar-los. d) planeja-a e adianta-lhes. e) planejá-la e adiantá-los. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2430778 117) www.tecconcursos.com.br/questoes/1923394 VUNESP - Tec (Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Segurança do Trabalho/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia o texto para responder à questão. Confinamento na pandemia faz crescer casos de miopia em crianças As crianças, especialmente aquelas com idades entre 6 e 8 anos, estão ficando mais míopes na pandemia. Segundo oftalmologistas, os períodos mais longos dentro de casa, longe da luz natural e encarando telas pequenas sem descanso, são os principais responsáveis pelo aumento de casos do distúrbio nessa faixa etária. Em um artigo publicado em janeiro deste ano na revista científica Jama Ophthalmology, pesquisadores da China relatam que, em 2020, o número de casos de miopia nas crianças entre 6 e 8 anos cresceu até três vezes em comparação com os cinco anos anteriores. No Brasil, a situação é semelhante. Com as aulas regulares interrompidas há mais de um ano e as medidas restritivas para diminuir a circulação de pessoas e evitar a transmissão da Covid-19, os mais jovens passaram muito mais tempo dentro de casa no ano de 2020. As consequências já são percebidas nos consultórios médicos. Segundo o oftalmologista Emerson Castro, do Hospital Sírio- Libanês, o esperado era que os atendimentos diminuíssem durante a pandemia, mas isso não aconteceu: “Estou atendendo mais pacientes agora. O olho é a nossa comunicação com o mundo e todos o estão usando ainda mais neste período, crianças e adultos”, diz. A miopia é a dificuldade para enxergar coisas que estão mais longe. O distúrbio visual surge quando o olho cresce mais do que deveria, e isso dificulta ver com clareza coisas mais distantes. No caso dos mais jovens, os médicos apontam alguns motivos para o aumento da miopia. O primeiro seria o uso de telas, principal distração durante o confinamento. Para evitar que o problema apareça, os especialistas sugerem descansos periódicos a cada 30 minutos ou 1 hora de uso contínuo de tela. Os médicos alertam ainda que telas muito pequenas, como as de telefones e tablets, são as mais prejudiciais. Computadores e televisões geralmente ficam mais distantes dos olhos e fazem menos mal. (Everton Lopes Batista. https://www1.folha.uol.com.br/ equilibrioesaude/. 19.04.2021. Adaptado) Considere o seguinte trecho redigido a partir do texto: As crianças têm passado muito tempo longe da luz natural, o que tem causado determinados distúrbios visuais. Para especialistas, o fato de jovens estudantes estarem permanecendo mais tempo em casa obriga- a usar ainda mais os olhos, o que contribui para a maior ocorrência desse problema que atinge nesse período. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas presentes no trecho devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) lhes … os … os b) lhes … lhes … os c) lhes … lhes … lhes d) os … lhes … os e) os … os … lhes www.tecconcursos.com.br/questoes/1786060 VUNESP - SEsc (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2020 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1923394 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1786060 118) 119) Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais O livro didático como professor A ideia de substituir os livros didáticos escolares por material retirado diretamente da internet suscitou reações variadas. Editores de livros escolares e livrarias veem no pro jeto uma ameaça mortal para uma indústria que dá trabalho a milhares de pessoas. Por mais solidário que me sinta em relação a editores e livrarias, é possível dizer que, pelas mes mas razões, muitas outras classes de trabalhadores pode riam protestar. Se a história avançar inelutavelmente nessa direção, esta força de trabalho teria de reciclar-se de alguma forma. Outra objeção é que a iniciativa prevê um computador para cada aluno e é duvidoso que o Estado possa arcar com essa despesa, e, se os pais tivessem que arcar com ela, gas tariam mais do que gastam com livros didáticos. Por outro lado, se cada turma tivesse somente um computador para todos, cairia o aspecto de pesquisa pessoal que poderia constituir o fascínio dessa solução. Mas o problema é outro. É que a internet não se destina a substituir os livros, mas é apenas um formidável complemento a eles e um incentivo para ler mais. O livro continua a ser o instrumento príncipe da transmissão e disponibilidade do saber e os textos escolares representam a primeira e insubs tituível ocasião de educar as crianças ao uso do livro. Além disso, a internet oferece um repertório fantástico de informa ções, mas não os meios para selecioná-las, e a educação não consiste apenas em transmitir informações, mas também em ensinar critérios de seleção. Esta é a função do professor, mas é também a função do texto escolar, que oferece exatamente um exemplo de seleção realizada no grande mar de toda informação possí vel. Se as crianças não aprendem isso, ou seja, que cultura nãoé acúmulo, mas seleção e discriminação, não há educa ção, apenas desordem mental. (Humberto Eco. Pape Satàn Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017. Adaptado) Considere as seguintes frases do texto: • É que a internet não se destina a substituir os livros... • ... a educação não consiste apenas em transmitir informações... Considerando que a expressão os livros e o termo informações, em destaque nas frases, já constam em passagens anteriores do texto, para evitar tal repetição, a sua substituição por pronomes atende à norma-padrão da língua portuguesa em: a) É que a internet não se destina a substituir-lhes / ... a educação não consiste apenas em transmitir-lhes... b) É que a internet não se destina a substituir-lhes / ... a educação não consiste apenas em transmiti-las... c) É que a internet não se destina a substituí-los / ... a educação não consiste apenas em transmiti- las... d) É que a internet não se destina a substituir-nos / ... a educação não consiste apenas em transmitir-lhes... e) É que a internet não se destina a substituí-los / ... a educação não consiste apenas em transmitir- nas... www.tecconcursos.com.br/questoes/961231 VUNESP - Ag (CM Piracicaba)/CM Piracicaba/Administrativo/2019 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia o poema de Eugênio de Castro para responder à questão. Tua frieza aumenta o meu desejo: Fecho os meus olhos para te esquecer, Mas quanto mais procuro não te ver, Quanto mais fecho os olhos mais te vejo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/961231 120) Humildemente, atrás de ti rastejo, humildemente, sem te convencer, Antes sentindo para mim crescer Dos teus desdéns o frígido cortejo. Sei que jamais hei de possuir-te, sei Que outro feliz, ditoso como um rei Enlaçará teu virgem corpo em flor. Meu coração no entanto não se cansa: Amam metade os que amam com esperança, Amar sem esperança é o verdadeiro amor. (Massaud Moisés. A literatura portuguesa através dos textos. Adaptado) Supondo que o eu poético se dirigisse à mulher amada empregando o pronome você, na terceira estrofe ele deveria dizer, de acordo com a norma-padrão: a) Sei que jamais hei de possuir-lhe... b) Sei que jamais hei de possuir ela... c) Sei que jamais hei de possuir-vos... d) Sei que jamais hei de possuí-la... e) Sei que jamais hei de possuir a vós... www.tecconcursos.com.br/questoes/1406850 VUNESP - Vest (FAMEMA)/FAMEMA/2019 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Vem um Sapateiro com seu avental e carregado de formas, chega ao batel1 infernal, e diz: Hou da barca! Diabo – Quem vem aí? Santo sapateiro honrado, como vens tão carregado? Sapateiro – Mandaram-me vir assi... Mas para onde é a viagem? Diabo – Para a terra dos danados. Sapateiro – E os que morrem confessados onde têm sua passagem? Diabo – Não cures de mais linguagem! que esta é tua barca, esta! Sapateiro – Renegaria eu da festa e da barca e da barcagem! Como poderá isso ser, confessado e comungado? Diabo – Tu morreste excomungado, não no quiseste dizer. Esperavas de viver; calaste dez mil enganos, tu roubaste bem trinta anos o povo com teu mister. Embarca, pobre de ti, que há já muito que te espero! Sapateiro – Pois digo-te que não quero! Diabo – Que te pese, hás de ir, si, si! https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1406850 121) (Gil Vicente. Auto da Barca do Inferno. Adaptado.) 1 batel: pequena embarcação. Transpondo-se a forma de tratamento para “você”, os versos “Embarca, pobre de ti, / que há já muito que te espero!” e “Pois digo-te que não quero!” assumem, de acordo com a norma-padrão, as seguintes redações: a) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que lhe espero!” e “Pois digo-lhe que não quero!” b) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que o espero!” e “Pois digo-lhe que não quero!” c) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que o espero!” e “Pois digo-o que não quero!” d) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que lhe espero!” e “Pois digo à você que não quero!” e) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que espero você!” e “Pois digo-o que não quero!” www.tecconcursos.com.br/questoes/714457 VUNESP - Ana Tran (Pref SBC)/Pref SBC/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia o texto para responder à questão. O empresário Luiz Figueiredo usou 1 150 painéis solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa, o que lhe permitiu se livrar da conta de luz. No Rio, uma escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da energia que consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo país e têm garantido uma escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil. Do ponto de vista climático, as condições são favoráveis, uma vez que a irradiação solar no Brasil é ideal para a produção elétrica. Ainda que hoje o mercado de equipamentos para captação de energia solar engatinhe no país, as condições climáticas propícias, aliadas ao fato de que no futuro os consumidores estarão cada vez mais aptos a gerar a própria energia, têm provocado uma corrida das empresas para conquistar um pedaço desse mercado. (Renée Pereira. “Energia solar avança no Brasil e atrai empresas”. https://economia.estadao.com.br, 01.07.2018. Adaptado) No trecho do 1o parágrafo “O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa, o que lhe permitiu se livrar da conta de luz”, o pronome lhe, em destaque, está corretamente empregado, assim como em: a) Um empresário cobriu o lago com painéis solares e lhe transformou em um lago decorativo. b) A escola instalou painéis solares para produzir energia, usando-lhe para iluminar as salas de aula. c) O consumidor gerará a própria energia, o que lhe dará independência das companhias elétricas. d) O mercado de energia solar cresceu, mas muitos brasileiros ainda não lhe conhecem. e) A microgeração de energia solar é favorecida pelo clima do país que recebe muita luz solar e lhe aproveita. www.tecconcursos.com.br/questoes/913268 VUNESP - Ass Adm (ARES-PCJ)/ARES-PCJ/2018 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/714457 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913268 122) 123) 124) Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais A alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com a norma-padrão é: a) Você pode fazer transações on-line, mas faça elas em sites autorizados. b) Amigos disseram que é para mim me afastar de notícias falsas. c) Existem riscos na internet; e o aumento ao acesso à rede os eleva. d) O cibercriminoso age para invadir a privacidade das pessoas, deixando- lhes vulneráveis. e) O sujeito cria uma notícia falsa e divulga ela na rede como se fosse verdade! www.tecconcursos.com.br/questoes/995614 VUNESP - AuxAdm (CM N Odessa)/CM Nova Odessa/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia a tira para responder à questão. (Bob Thaves. Frank & Ernest. O Estado de S. Paulo. 24.03.2018. http://cultura.estadao.com.br/quadrinhos) Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir: Ao ver o amigo escrever o anúncio, o amigo a alterar a mensagem, mais apelativa. a) aconselhou-o … deixando-a b) aconselhou-lhe … deixando-na c) aconselhou-o … deixando-lhe d) aconselhou-lhe … deixando-a e) aconselhou-no … deixando-lhe www.tecconcursos.com.br/questoes/1443355 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia o trecho do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder à questão. O caboclo mal-encarado que encontrei um dia em casa do Mendonça também se acabou em desgraça. Uma limpeza. Essa gente quase nunca morre direito. Uns são levados pela cobra, outros pela cachaça, outros matam-se. Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninoscaiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se. Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente. Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo que não preciso descrevê-la. As partes principais apareceram ou aparecerão; o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos, homens que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/995614 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1443355 provavelmente não lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. Naturalmente deixei de dormir em rede. Comprei móveis e diversos objetos que entrei a utilizar com receio, outros que ainda hoje não utilizo, porque não sei para que servem. Aqui existe um salto de cinco anos, e em cinco anos o mundo dá um bando de voltas. Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las. Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o crédito, que a princípio se esquivava, agarrou-se comigo, as taxas desceram. E os negócios desdobraram-se automaticamente. Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se não entram, cruzem os braços. Mas se virem que estão de sorte, metam o pau: as tolices que praticarem viram sabedoria. Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca – e engolem tudo. Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes. Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações. – Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça. Como a justiça era cara, não foram à justiça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando Direito. Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz. Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às chicanas de João Nogueira. Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil-réis. (S. Bernardo, 1996.) “Na pedreira perdi um. A alavanca soltou- se da pedra, bateu- lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram- se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º parágrafo) Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a a) “alavanca”, “um”, “viúva e órfãos”. b) “pedra”, “um”, “meninos”. c) “pedra”, “alavanca”, “viúva e órfãos”. 125) d) “alavanca”, “pedra”, “viúva e órfãos”. e) “alavanca”, “pedra”, “meninos www.tecconcursos.com.br/questoes/491681 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca. A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. (Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado) Assinale a alternativa em que o pronome em destaque está empregado com o mesmo sentido de posse que tem o pronome “lhe”, na passagem – Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater -lhe no rosto e entrar -lhe pelos cabelos... a) Chegou- nos a notícia do desaparecimento do helicóptero. b) Faça- a ver que ninguém está questionando sua atitude. c) Não vá forçá- lo a assumir função para a qual não se acha preparado. d) Pegou- me a mão, tentando encorajar-me a tomar tuma decisão. e) Não esperávamos entregar- lhes nossos documentos naquele momento. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491681 126) 127) www.tecconcursos.com.br/questoes/78844 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Leia o texto para responder à questão. Diploma e monopólio Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional? Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedidona prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) (Veja, 07.03.2007. Adaptado) A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em: a) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes defenderão. b) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la. c) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencionar-lhes. d) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à sociedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel. e) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II. As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corporações deviam fiscalizá-la. www.tecconcursos.com.br/questoes/79024 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Considere as frases: I. Eu fiquei fora de si, quando vi os ataques do PCC em São Paulo. II. Ele ficou fora de si, quando viu os ataques do PCC em São Paulo. III. Nós ficamos fora de si, quando vimos os ataques do PCC em São Paulo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78844 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79024 128) O emprego de pronome está correto apenas em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) I e III. www.tecconcursos.com.br/questoes/1778976 VUNESP - Ag Fisc (Pref RP)/Pref RP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Leia o texto, para responder a questão. Escritório Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência. Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cumprir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes. Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha qualidade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio, esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação, sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida, iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita. Além do mais, eu não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede. Fica sendo então escritório, tão-somente. Nem mesmo de literatura: apenas um local onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o condomínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes. Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas vozes de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção de mim mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras feitas de ar e imaginação. (Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado) No primeiro parágrafo, a palavra “senhoria” é empregada pelo narrador a) como referência à Ordem religiosa proprietária do imóvel. b) como deferência à autoridade eclesiástica que lhe alugou o imóvel. c) como manifestação de apreço à entidade de caráter religioso. d) como tratamento formal para dirigir-se a seu locador. e) em sinal de respeito à hierarquia da Igreja. www.tecconcursos.com.br/questoes/220233 VUNESP - Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1778976 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/220233 129) 130) 131) Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas existentes em trecho de ofício de um cidadão dirigido a um deputado. Ofício n.º 04 A Sua Excelência o Senhor Deputado XXXXXXXXXXXXXXX Câmara dos Deputados XXXXXXXX – Brasília – DF Assunto: XXXXXXXXXXXXXXXX Senhor Deputado, Informo a ____________ que a solicitação constante em ___________ carta foi cumprida integralmente, obedecendo aos requisitos necessários. [...] Conforme ____________ perceber, em breve estará concluído o trabalho solicitado. Respeitosamente, XXXXXXXXXXXXXXX a) Sua Excelência … vossa … pode b) Sua Senhoria … vossa … podes c) Vossa Excelência … vossa … podeis d) Sua Senhoria … sua … podeis e) Vossa Excelência … sua … pode www.tecconcursos.com.br/questoes/263339 VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento A questão deve ser respondida com base na norma-padrão da língua portuguesa. Documentos oficiais serão encaminhados ao Procurador--Geral do Estado do Pará para que ele analise as informações. Nesses documentos, deve-se empregar como forma abreviada de tratamento: a) V. S.ª b) V. S. c) V. Mag.ª d) V. Em.ª e) V. Ex.ª www.tecconcursos.com.br/questoes/210283 VUNESP - GCM (Pref SP)/Pref SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Ao tomar posse junto à Secretaria Municipal de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, o guarda civil cumprimentará o Secretário da pasta com a frase: a) Vossa Alteza podeis confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade. b) Sua Excelência, Senhor Secretário, pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/263339 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/210283 132) 133) c) Meritíssimo, o senhor pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade. d) Vossa Senhoria, Senhor Secretário, pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade. e) Vossa Majestade, o senhor pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/213735 VUNESP - Ana Admin (CMSC)/CM SC/2013 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Leia o texto para responder à questão. Vírus e espiões Um cidadão comum, inocente nas manhas da internet, pode ver-se em tantos perigos na rede quanto Chapeuzinho Vermelho na floresta. O mundo está cheio de parentes eletrônicos do Lobo Mau – gente cruel, que se diverte induzindo a abrir os anexos e links que disparam para ter nosso computador invadido por seus vírus e espiões. E como fazem isso? Enviando uma mensagem do “nosso interesse”. É o banco fulano que precisa “atualizar” nosso acesso ao seu sistema de identificação, ou o banco beltrano que, como se fundiu com o sicrano, precisa “reconfigurar” nosso cadastro. Para isso, diz o texto, basta clicar abaixo e, depois, em “salvar” e “executar”. Quando você acorda e se dá conta de que não é cliente daqueles bancos, é tarde – seus dados bancários já foram. Outra armadilha é a do “Ministério Público da Justiça” que, no desempenho de suas atribuições etc., com fundamentonos artigos tais, inciso xis da Lei Complementar de 30 de fevereiro de 1993, intima Vossa Senhoria – você, o otário – a comparecer à Procuradoria do Trabalho para participar de audiência relativa ao “procedimento investigatório em epígrafe”. Para saber mais, “clique no link”. Faça isto – e você verá o inciso que o espera. Mas as campeãs de audiência são as mensagens que começam com “Oiêêê, quanto tempo... Já se esqueceu de tudo? Olha o que eu fiz com as nossas fotos. Não deixe ninguém ver, hein?”, e o convidam a clicar para ver as “fotos”. Você não se lembra de foto nenhuma, mas sabe-se lá? Pois, no que clicou, como diria o presidente Lula, sifu. O que nos salva e nos impede de abrir essas tentações é o português de quinta com que as mensagens são escritas. Elas são criativas, mas escritas por semianalfabetos, gente ruim de pronome e vírgula. (Castro, Ruy. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p.149-150) Ao comentar as mensagens que se dizem do “Ministério Público”, o narrador aponta uma forma de tratamento pessoal característica desse meio: a) você. b) inciso. c) Lei Complementar. d) Vossa Senhoria. e) audiência. www.tecconcursos.com.br/questoes/303700 VUNESP - Ag OE (SEDUC SP)/SEDUC SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Considere a correspondência. Senhor Diretor, Vimos, por meio deste memorando, encaminhar a https://www.tecconcursos.com.br/questoes/213735 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/303700 134) ___________ o relatório das atividades desenvolvidas pelos professores do 5.º ano do Ensino Fundamental. Elas fazem parte do projeto que ___________ no início do 2.º bimestre deste ano, com ênfase em leitura de textos literários. ___________ que houve muita dedicação às tarefas previstas e, atendendo a ___________ pedido, que também é vontade dos alunos, os professores darão continuidade ao projeto no próximo ano letivo. Sendo o que se apresenta para o momento, Saudações Grupo de Docentes – 5.º Ano De acordo com a norma-padrão, as lacunas da correspondência devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com a) Sua Senhoria ... se implantou ... Se vê ... seu b) Sua Excelência ... implantou-se ... Vê-se ... seu c) Sua Senhoria ... implantou-se ... Se vê ... vosso d) Vossa Excelência ... implantou-se ... Vê-se ... vosso e) Vossa Senhoria ... se implantou ... Vê-se ... seu www.tecconcursos.com.br/questoes/1465990 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Tome por base um texto de Millôr Fernandes (1924-2012). Os donos da comunicação Os presidentes, os ditadores e os reis da Espanha que se cuidem porque os donos da comunicação duram muito mais. Os ditadores abrem e fecham a imprensa, os presidentes xingam a TV e os reis da Espanha cassam o rádio, mas, quando a gente soma tudo, os donos da comunicação ainda tão por cima. Mandam na economia, mandam nos intelectuais, mandam nas moças fofinhas que querem aparecer nos shows dos horários nobres e mandam no society que morre se o nome não aparecer nas colunas. Todo mundo fala mal dos donos da comunicação, mas só de longe. E ninguém fala mal deles por escrito porque quem fala mal deles por escrito nunca mais vê seu nome e sua cara nos “veículos” deles. Isso é assim aqui, na Bessarábia e na Baixa Betuanalândia. Parece que é a lei. O que também é muito justo porque os donos da comunicação são seres lá em cima. Basta ver o seguinte: nós, pra sabermos umas coisinhas, só sabemos delas pela mídia deles, não é mesmo? Agora vocês já imaginaram o que sabem os donos da comunicação que só deixam sair 10% do que sabem? Pois é; tem gente que faz greve, faz revolução, faz terrorismo, todas essas besteiras. Corajoso mesmo, eu acho, é falar mal de dono de comunicação. Aí tua revolução fica xinfrim, teu terrorismo sai em corpo 6 e se você morre vai lá pro fundo do jornal em quatro linhas. (Millôr Fernandes. Que país é este?, 1978.) No último período do texto, a discrepância dos possessivos teu e tua (segunda pessoa do singular) com relação ao pronome de tratamento você (terceira pessoa do singular) justifica-se como a) possibilidade permitida pelo novo sistema ortográfico da língua portuguesa. b) um modo de escrever característico da linguagem jornalística. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1465990 135) 136) c) emprego perfeitamente correto, segundo a gramática normativa. d) aproveitamento estilístico de um uso do discurso coloquial. e) intenção de agredir com mau discurso os donos da comunicação. www.tecconcursos.com.br/questoes/78704 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Leia o texto para responder à questão. Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de uma tenda do mercado em que estavam expostas diversas mercadorias. Depois de algum tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas o ateniense precisa para viver." Naturalmente ele queria dizer com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo. Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes – um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a verdadeira felicidade não depende de fatores externos, como o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente porque a felicidade não estava nessas coisas, ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não podia mais ser perdida. (Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995) Se Sócrates se encontrasse com o Juiz da Suprema Corte de Atenas, deveria dirigir a ele o seguinte tratamento: a) Vossa Senhoria encontrou a verdadeira felicidade? b) Vossa Alteza encontrou a verdadeira felicidade? c) Meritíssimo, Vossa Excelência encontrou a verdadeira felicidade? d) Vossa Majestade encontrou a verdadeira felicidade? e) Vossa Magnificência encontrou a verdadeira felicidade? www.tecconcursos.com.br/questoes/79295 VUNESP - ASJ (TJ SP)/TJ SP/2009 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Leia o texto para responder à questão. Nova lei torna airbag frontal obrigatório O projeto de lei que torna o airbag frontal para motorista e passageiro item de segurança obrigatório em carros, camionetes e picapes, aprovado pela Câmara no mês passado, foi sancionado pelo presidente da República e publicado ontem no "Diário Oficial" da União. A estimativa é que hoje de 15% a 25% dos veículos vendidos no país tenham o airbag, índice que é menor entre os populares (5%). (Folha de S.Paulo, 20.03.2009) Supondo-se que um cidadão resolva escrever ao presidente da República para elogiá-lo pela sanção desse projeto, esse cidadão deve se dirigir ao presidente tratando-o por a) Vossa Senhoria. b) Vossa Excelência. c) Vossa Magnificência. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78704 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79295 137) 138) d) Vossa Reverendíssima. e) Vossa Eminência. www.tecconcursos.com.br/questoes/78935 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Para responder à questão, leia o texto. Prezado Senhor, Confirmamos o cadastro do seu currículo. O seu currículo já está disponível para ser analizado por nosso departamento de Recursos Humanos. É importante que você mantenha todos os seus dados sempre atualizados. Este é um dos critérios mais importantes para nossa avaliação. Para tanto, tenha sempre consigo os dados abaixo, para que sempre que necessário você possa atualizar seu currículo. Considerando o tratamento expresso em Prezado Senhor, se o remetente optasse por um pronome de tratamento mais formal, concordando com essa expressão, o início do 3.o parágrafo deveria assumir a seguinte redação: a) É importante que Vossa Excelência mantenha todos os seus dados... b) É importante que Sua Excelência mantenha todos os vossos dados... c) É importante que Vossa Senhoria mantenha todos os seusdados... d) É importante que Sua Senhoria mantenha todos os vossos dados... e) É importante que Vossa Eminência mantenha todos os seus dados... www.tecconcursos.com.br/questoes/79078 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento O texto a seguir é uma das muitas piadas que circulam pela Internet. Leia-o para responder à questão. A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo, e indaga sem rodeios: — Papai, por que você não coloca meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer? E o pai responde de pronto: — Olhe, filha, converse com o pessoal da funerária! Por mim, tudo bem... Supondo que a filha, em vez de dirigir-se ao pai, estivesse dirigindo-se a uma alta autoridade, sua frase deveria assumir a seguinte forma: a) Vossa Excelência colocarás meu marido no lugar de teu sócio que acaba de falecer? b) Sua Excelência colocareis meu marido no lugar de vosso sócio que acaba de falecer? c) Vossa Excelência colocará meu marido no lugar de seu sócio que acaba de falecer? d) Sua Excelência colocará meu marido no lugar de seu sócio que acaba de falecer? e) Vossa Excelência colocarás meu marido no lugar de vosso sócio que acaba de falecer? www.tecconcursos.com.br/questoes/1725362 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78935 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79078 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1725362 139) 140) VUNESP - Elet (Pref F Vascon)/Pref F Vasconcelos/Predial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Leia o texto para responder à questão. O assalto A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura*, que dorme de olhos abertos(a), ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida. Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda(b). O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isso. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver(c), e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa(d). Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.(e) O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim, ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento, o cão estava junto da doméstica e abanou o rabo, afirmativamente. (Carlos Drummond de Andrade. O sorvete e outras histórias, 1993. Adaptado) * Cão robusto de feia aparência Assinale a alternativa em que o pronome destacado assume sentido possessivo. a) A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura, que dorme de olhos abertos... b) ... e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. c) Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou- -lhe com os olhos que o deixasse viver... d) ... e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. e) Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação. www.tecconcursos.com.br/questoes/1342200 VUNESP - Ag (Pref M Agudo)/Pref Morro Agudo/Comunitário de Saúde/2020 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Leia os quadrinhos que compõem a tira de André Dahmer para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1342200 141) Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que, no desenrolar do diálogo, estabelece o sentido de posse. a) de b) o c) Seu d) Quando e) é www.tecconcursos.com.br/questoes/399663 VUNESP - Cine (CM Araras)/CM Araras/2015 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Leia o texto para responder à questão. Propaganda Infantil Sou pai de gêmeos com o furor consumista típico de garotos de 12 anos. Sou, portanto, solidário com pais que se queixam dos excessos da propaganda infantil. É covardia anunciar para crianças, já que elas têm muitos desejos, nenhuma renda e uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores. Ainda assim, parece-me despropositada a resolução n.º 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que passou a considerar abusiva toda e qualquer publicidade dirigida ao público com menos de 12 anos. O ponto central, creio, é que o Conanda exorbitou de seus poderes. O órgão não poderia banir ou limitar a liberdade de empresas anunciarem seus produtos. A Constituição simplesmente não dá espaço para isso. O artigo 220 da Carta, que estabelece a possibilidade de restrições legais à publicidade, só as prevê para uma relação finita de produtos: “tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias”. É forçoso, assim, concluir que, para tudo o que esteja fora dessa lista, a regra é a da plena liberdade. Aceitar essa conclusão não implica abandonar os pais à tirania de seus rebentos. Embora militantes de causas adorem uma lei, existem outros mecanismos civilizadores até mais eficientes que normas jurídicas. Especialmente no mundo do marketing, imagem é tudo. Apenas fixar o meme de que a propaganda dirigida a crianças não é ética – uma ideia que já está em circulação – tende a fazer com que publicitários e anunciantes peguem leve. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/399663 142) Alguns diriam que é pouco. Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros expedientes, como a autorregulamentação, tem a enorme vantagem de preservar um dos pilares da democracia, que é a liberdade de expressão. Eu pelo menos não a trocaria por alguns momentos de paz e mais alguns tostões na carteira. (Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br. 02.07.2014. Adaptado) Assinale a alternativa cujo termo em destaque, no contexto, tem sentido de posse. a) ... e uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores. b) ... a liberdade de empresas anunciarem seus produtos. c) A Constituição simplesmente não dá espaço para isso. d) ... publicidade dirigida ao público com menos de 12 anos. e) ... tende a fazer com que publicitários e anunciantes peguem leve. www.tecconcursos.com.br/questoes/263859 VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Um homem de consciência Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E, por muito tempo, não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca. “Isto já foi muito melhor”, dizia consigo. “Já teve três médicos bem bons – agora um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando ...” João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava de um fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. “É isso”, deliberou lá por dentro. “Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.” Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nuncafora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada ... Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca! ... João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu. – Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/263859 143) – Vou-me embora – respondeu o retirante. – Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. – Mas, como? Agora que você está delegado? – Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. E sumiu. (Monteiro Lobato. Cidades Mortas. São Paulo: Globo, 2009) rábula: advogado sem diploma Analise os seguintes trechos: I. Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca. (3.º parágrafo) II. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando...” (4.º parágrafo) Os pronomes possessivos, em destaque, indicam a) sentimento de afetividade. b) relação de origem. c) sentimento de ironia. d) sentimento de ofensa. e) relação de propriedade. www.tecconcursos.com.br/questoes/286068 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Leia o texto para responder à questão. O Brasil, a rotatória e os analfabetismos O caro leitor certamente já ouviu e/ou leu matérias a respeito do nosso analfabetismo funcional. Estudos recentes informam que apenas 24% dos brasileiros letrados entendem textos de alguma complexidade. Nossa dificuldade com o texto é inegável e não escolhe classe social. Não pense o leitor que ela é ”privilégio” de pobres ou de gente pouco escolarizada. A leitura de trabalhos de conclusão de curso de muitos e muitos alunos de letras (sim, de letras!) prova que a situação é dramática. O livro “Problemas de Redação”, do professor Alcir Pécora, mostra que alunos da primeira turma de estudos linguísticos de uma das mais importantes universidades do país concluíram o curso sem a mínima condição de ler e/ou escrever de acordo com a escolaridade formal que detinham. Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal, ou seja, não se limita ao que é expresso por meio da língua; ele é também não verbal, isto é, abrange também a dificuldade para lidar com signos que não se valem da palavra escrita ou dita, mas, por exemplo, de imagens, de cores etc. Boa parte da barbárie brasileira pode ser demonstrada pelo que se vê no trânsito das nossas cidades. Ora por falta de vergonha, ora por analfabetismo verbal e/ou não verbal + falta de vergonha, os brasileiros provamos, um bilhão de vezes por minuto, que este país não deu certo. Uma das situações que acabo de citar pode ser ilustrada pelos semáforos. Decerto os brasileiros conhecemos o que significam os signos não verbais (as três cores) que há nos “faróis” ou “sinaleiras”. O https://www.tecconcursos.com.br/questoes/286068 144) desrespeito ao significado desses signos não decorre do analfabetismo (verbal ou não verbal), mas da falta de vergonha. Agora a segunda situação. Nada melhor do que as rotatórias para ilustrá-la. Em todos os muitos cantos do mundo pelos quais já passei, a rotatória é tiro e queda: funciona. Os motoristas conhecem o significado desse signo não verbal e respeitam-no. No Brasil, o que mais se vê é gente entrando a mil na rotatória, literalmente soltando baba, bestas-feras que são. Quando me aproximo de uma rotatória e já há um carro dentro dela, paro e dou a preferência. Começa a buzinação. A ignorância é atrevida, arrogante, boçal. Mas eu aguento: enquanto o outro não passa, faço movimentos circulares com a mão para mostrar ao outro motorista que aquilo é uma rotatória e que ele, por ter entrado antes, é quem tem a preferência. Quase sempre alguém fura a fila e passa exibindo outro signo não verbal (dedo médio em riste), mais um a traduzir o nosso elevado grau de barbárie. Não sou dos que dizem que este país é maravilhoso, que a nossa sociedade é maravilhosa. Não há solução para a barbárie brasileira que não comece pela admissão e pela exposição da nossa vergonhosa barbárie de cada dia sob todas as suas formas de manifestação. A barbárie é filha direta da ignorância e se manifesta pelo atrevimento inerente à ignorância. Falta competência de leitura, verbal e não verbal; falta educação, formal e não formal. Falta vergonha. Falta delicadeza. Falta começar tudo de novo. É isso. (Pasquale Cipro Neto, Folha de S.Paulo, 20 de março de 2014. Adaptado) A respeito do emprego da 1.ª pessoa do plural na forma verbal (... os brasileiros conhecemos o que significam os signos... – 6.º parágrafo) e nos pronomes ( Nossa dificuldade com o texto.../Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal... – 2.º e 4.º parágrafos, respectivamente), assinale a alternativa que contém uma afirmação correta. a) Os pronomes Nossa e nosso foram empregados incorretamente, pois não estão na 1.ª pessoa do plural. b) A intenção do autor com esse emprego foi generalizar a ideia, referindo-se aos brasileiros, em geral, incluindo-se entre eles. c) Os pronomes Nossa e nosso deveriam ser substituídos, respectivamente, por Sua e seu, concordando com a 1.ª pessoa do plural. d) O autor cometeu uma incorreção gramatical muito comum, o correto deveria ser – ... os brasileiros conhecem... e) Uma possibilidade de construção correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, seria: A gente conhecemos o que significam os signos... www.tecconcursos.com.br/questoes/397764 VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Instrução: Leia o texto para responder à questão. Inocência não aparecia. Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto. – Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade. E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/397764 145) Uma noite, disse ela: – Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje... E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando: – Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...) Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha- lhe o peito em fogo... (Visconde de Taunay, Inocência.) O trecho do texto onde o pronome oblíquo sublinhado tem sentido de posse é: a) e amargas lágrimas (...) lhe inundavam o rosto. b) Nossa Senhora da Guia me socorra. c) que agora tanto medo me mete. d) Pedi-lhe que tenha pena de mim. e) estorcia-se de desespero. www.tecconcursos.com.br/questoes/398225 VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Instrução: O texto a seguir é base para a questão. Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça. Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de líriopara o rosto gentil; porém na mesma delicadeza do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade nos relevos. Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência* juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha** de róseo matiz. A dela era assim. Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para sua celeste ascensão. (José de Alencar, Diva.) * Pubescência: puberdade. ** Escumilha: borda sobre escumilha (tecido). Assinale a alternativa em que o pronome em destaque expressa valor de possessividade. a) ... que ela se preparava para sua celeste ascensão. b) Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte... https://www.tecconcursos.com.br/questoes/398225 146) c) ... e um sangue puro a escumilha... d) ... esculpiam-se os contornos mais graciosos... e) Tinha um desses talhes flexíveis... www.tecconcursos.com.br/questoes/2112511 Unifil - Adv (Paranacity)/Pref Paranacity/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos Leia o texto para responder a questão. O próximo presidente Geraldo, casado, dois filhos, aos 48 anos está desempregado. Desemprego é dureza. Geraldo já passou pelas três fases as quais passam todos os desempregados. A primeira começa por acordar cedo, refazer o currículo e enviar o arquivo para todos os amigos e sites. Sofia, a mulher de Geraldo, do lar, não concorda com a estratégia do marido. — Amore, você precisa sair de casa. Precisa ir atrás. Emprego não cai do céu. Demorou, mas Geraldo concordou. Passou para a segunda fase: bater perna. Pegou tudo que foi endereço das firmas que conhecia e foi à luta. Na maioria das vezes, não passou pela recepcionista, que ficava com seu currículo para enviar para o RH. Não adiantou nada. Nenhum email. Nenhum WhatsApp. Nenhum telefonema. A terceira fase é quando o sujeito desiste e, descrente, joga para o céu. Geraldo, depois de oito meses sem dar sorte, passou por essa fase também. — Ah, Sofia, do jeito que vai esse País eu tô encrencado. Ninguém vai dar emprego para mim, ainda mais nessa idade. Sofia nem respondeu. Na verdade, concordava com Geraldo. O País estava desse jeito mesmo e ele, coitado, não era mais um garoto. Mesmo assim, até por falta de opção, Sofia tentava motivar o marido: — Amore, você nunca foi assim! Não pode desistir. Se não está arrumando nada, vamos ser criativos. Vamos inventar alguma coisa! Mas Geraldo estava desanimado. E ver as notícias o deixava ainda pior: — Olha aí Sofia – falava vendo o Jornal Nacional – com esses candidatos fico até com menos esperança. Não tem jeito mesmo… Foi assim por mais três meses. Desanimo total. Um dia, Geraldo, que andava até acordando depois do almoço de tanto desânimo, acordou às sete e meia. Sofia, que já estava de pé arrumando o café da manhã dos meninos, se surpreendeu quando viu o marido entrar na cozinha com seu melhor terno. — Que é isso amore? Tem entrevista de emprego hoje? — Não. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2112511 147) — Então porque tá nessa estica? — Você não disse que eu tinha que ser criativo? Então… — Então o que, amore? — Decidi virar a mesa. Vou lançar minha candidatura para presidente. Os meninos vibraram. Sofia nem respondeu. Estava convencida que o marido tinha ficado maluco. [...] Disponível em https://istoe.com.br/o-proximo-presidente/ Assinale a alternativa que apresenta um pronome indefinido. a) “quando viu o marido entrar na cozinha com seu melhor terno.” b) “Não pode desistir.” c) “Nenhum email” d) “Geraldo, depois de oito meses sem dar sorte, passou por essa fase também.” www.tecconcursos.com.br/questoes/2113909 Unifil - Ag (Pref Paranacity)/Pref Paranacity/Combates as Endemias/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos Leia o texto para responder a questão. Saudade do que não vivemos Fomos enganados, acredite em mim. Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos. Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre. Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais, nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados. Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir. E com isso, seríamos muito mais felizes. Tá. Vai nessa. Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no passado. Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta. Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro, do que eu dele. Não está nada equilibrada essa brincadeira. Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2113909 Você acordava pela manhã e ia trabalhar. No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem. Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de trabalho no café. Voltava para casa olhando a paisagem. Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram – pasmem – de graça. Hoje tudo mudou. Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer pelo mundo nas próximas horas. Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto de direita de informações. A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao meu lado no ônibus. Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar guloseimas coloridas. Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que estão sempre: no WhatsApp. Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu. Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu analógico cérebro. No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado. Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma condução. Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto. Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida. É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier. Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala. Cansado, ligo a TV para assistir a um filme. A TV não é mais de graça. Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming, poderia ter comprado um cinema pequeno no interior. Não me levem a mal. Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje. Mas tenho saudade, ora. 148) Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados. Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok? Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/ Observe as sentenças a seguir e assinale a alternativa que apresenta o pronome indefinido. I. Alguém pediu comida. II. Você acordava pela manhã e ia trabalhar. III. Ninguém me escuta. IV. Hoje tudo mudou. a) Apenas I. b) I e III. c) II e IV. d) Apenas III. www.tecconcursos.com.br/questoes/2041026Legalle - AAd (D Francisca)/Pref D Francisca/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos “Para responder à questão, leia o texto abaixo. Cântico Negro "Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. -Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, 'Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2041026 149) Como, pois sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos”... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou -Sei que não vou por aí! Autor: José Régio (adaptado). Em dizem-me alguns com os olhos doces, O pronome sublinhado é classificado como: a) Pessoal. b) Possessivo. c) Demonstrativo. d) Indefinido. e) Relativo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2043726 Legalle - Tes (D Francisca)/Pref D Francisca/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos Para responder à questão, leia o texto abaixo. Primaveras A primavera é a estação dos risos, Deus fita o mundo com celeste afago, Tremem as folhas e palpita o lago Da brisa louca aos amorosos frisos. Na primavera tudo é viço e gala, Trinam as aves a canção de amores, E doce e bela no tapiz das flores Melhor perfume a violeta exala. Na primavera tudo é riso e festa, Brotam aromas do vergel florido, E o ramo verde de manhã colhido Enfeita a fronte da aldeã modesta. A natureza se desperta rindo, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2043726 150) Um hino imenso a criação modula, Canta a calhandra, a juriti arrula, O mar é calmo porque o céu é lindo. Alegre e verde se balança o galho, Suspira a fonte na linguagem meiga, Murmura a brisa: - Como é linda a veiga! Responde a rosa: - Como é doce o orvalho! Autor: Casimiro de Abreu (adaptado). Em Na primavera tudo é riso e festa, o termo sublinhado é classificado, gramaticalmente, como: a) Pronome indefinido. b) Conjunção integrante. c) Advérbio de modo. d) Substantivo comum. e) Artigo definido. www.tecconcursos.com.br/questoes/2134823 ADVISE - Adv (Pref Coremas)/Pref Coremas/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos A questão diz respeito ao texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la. (Texto) Idoso comove ao fazer sinfonia para mulher em janela de hospital na Itália Um italiano de 81 anos comoveu muita gente ao fazer uma serenata na janela do hospital onde sua mulher está internada, em Castel San-Giovanni, na região de Emilia-Romagna. Juntos há 47 anos, eles não podem se encontrar pessoalmente porque visitas estão proibidas. Um vídeo registrou Stefano Bozzini tocando acordeão, sentado em um banquinho no meio da rua, enquanto Carla Sacchi ouve, emocionada, suas músicas preferidas, acompanhada por mais duas pessoas (assista acima). Todos usam máscaras de proteção. O hospital onde ela está internada não recebe pacientes com Covid-19, segundo a agência italiana de noticias Ansa, mas proíbe visitas no momento devido à pandemia. Bozzini, que é membro da reserva da infantaria montanhesa Alpina, usa ainda o chapéu que fazia parte de seu uniforme, com uma longa pena. (Fonte adaptada:https://g1.globo.com>Acesso em 11 de novembro de 2020) “Todos usam máscaras de proteção.” Com base nas classes de palavras, assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE a palavra destacada. a) Pronome relativo. b) Pronome demonstrativo. c) Pronome indefinido. d) Adjetivo. e) Advérbio. www.tecconcursos.com.br/questoes/1002245 FUNDEP - Ass (IFNMG)/IFNMG/Administração/2014 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2134823 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1002245 151) Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos Leia o texto para responder a questão. Um Apólogo Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador? — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. 152) 153) Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Fazecomo eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! ASSIS, Machado. Um apólogo. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/macn005.pdf> Acesso em 8 fev. 2014. São pronomes interrogativos, EXCETO: a) Que lhe importa o meu ar? b) Você é que os cose? c) — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile. d) Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas? www.tecconcursos.com.br/questoes/1263575 DIRENS Aeronáutica - CFS (EEAR)/EEAR/Controle de Tráfego Aéreo/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos Em qual das alternativas abaixo o pronome em negrito é classificado como interrogativo? a) Eu tenho de gostar de quem não gosta de mim? b) É mentiroso quem quer suavizar a verdade? c) O desconto é só para quem tem carteirinha? d) De meu coração ilhado quem terá piedade? www.tecconcursos.com.br/questoes/237285 CONSULPLAN - Fisc (Guaxupé)/Pref Guaxupé/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1263575 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/237285 154) 155) infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambiguidade e mutação, este silêncio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos. (Lya Luft) “Quem nos vê nos julga alheados, ...” A palavra destacada se refere à terceira pessoa do discurso de modo vago e indeterminado. Trata-se de um pronome: a) Demonstrativo. b) Indefinido. c) Relativo. d) Interrogativo. e) Pessoal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2313889 VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos Leia a tira. (M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 01.06.2022) De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos quadrinhos devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) aquele … Isto … confundiu ele b) este … Isto … confundiu ele c) esse … Isso … confundiu-lhe d) este … Isso … confundiu-o e) aquele … Isto … confundiu-o www.tecconcursos.com.br/questoes/263860 VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos Um homem de consciência https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313889 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/263860 Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E, por muito tempo, não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca. “Isto já foi muito melhor”, dizia consigo. “Já teve três médicos bem bons – agora um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando ...” João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava de um fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. “É isso”, deliberou lá por dentro. “Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.” Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada ... Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca! ... João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu. – Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? – Vou-me embora – respondeu o retirante. – Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. – Mas, como? Agora que você está delegado? – Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. E sumiu. (Monteiro Lobato. Cidades Mortas. São Paulo: Globo, 2009) rábula: advogado sem diploma A confirmação do estado deplorável a que Itaoca havia chegado fica evidente com o emprego a) da expressão “coisa seríssima”. (8.º parágrafo) b) da expressão “É isso”. (6.º parágrafo) c) do advérbio “Nunca”. (2.º parágrafo) d) da expressão “fato qualquer”. (5.º parágrafo) e) do pronome “Isto”. (4.º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2419633 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419633 156) 157) VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia o texto para responder à questão. A intimidade artificial virou o mal do século Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real. As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano. Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. (Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que o pronome em destaque na frase pode ser substituído pela expressão entre parênteses, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. a) Seu argumento éque estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial (o qual) –. b) Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse (as quais) –. c) ... partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano (onde) –. d) Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje... (dos quais) www.tecconcursos.com.br/questoes/2552473 VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Considere a seguinte frase, retirada da obra. Observo pais tentando ser “os melhores amigos” dos filhos, em vez de proporcionarem a liderança precisam, com limites, amor, feedback e disciplina... Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna, de acordo com a norma-padrão. a) de que b) que c) à qual d) com que e) em que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2552473 158) 159) www.tecconcursos.com.br/questoes/2125621 VUNESP - Tec Enf (Campinas)/Pref Campinas/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia a tira para responder à questão. (Fernando Gonsales. Níquel Náusea. www1.folha.uol.com.br, 26.01.2022) No último quadro, se a resposta do personagem fosse “O motivo não escrevo um livro sobre isso é que não quero ser imortal”, a lacuna deve ser completada, mantendo-se o sentido e a correção gramatical da resposta original, por a) o qual b) que c) de que d) no qual e) por que www.tecconcursos.com.br/questoes/765203 VUNESP - Tec Radio (Pref SJC)/Pref SJC/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia o texto para responder à questão. Fora de controle, o surto de sarampo na fronteira entre a Venezuela e o Brasil já matou 73 ianomâmis neste ano, segundo números oficiais de ambos os países. Desses, apenas um caso foi registrado em território brasileiro. Do lado venezuelano, onde vivem cerca de 16 mil ianomâmis, foram confirmadas 19 mortes de ianomâmis apenas entre agosto e setembro, segundo boletim epidemiológico da Organização Panamericana de Saúde (Opas), que se baseia em informações repassadas pelo governo venezuelano. Dois especialistas venezuelanos ouvidos pela Folha temem que o número de casos e de mortos seja ainda maior. “De acordo com a informação que recebemos diretamente de agentes comunitários de saúde ianomâmis, a situação atual parece indicar que os casos estão aumentando, que o surto se expandiu a outros setores e comunidades e que há um número maior de mortos pela doença”, diz Luis Bello, da Associação Wataniba, que promove direitos indígenas. Ele também afirma que o governo venezuelano tem dificuldades logísticas e de apoio aéreo para o combate ao sarampo. “A única informação que temos é a publicada por meio da Opas uma vez ao mês, no melhor dos casos”, afirma Julio Castro, professor do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Central da Venezuela (UCV), a mais importante do país. “Mas os médicos que estão nos hospitais nos dizem que os serviços de epidemiologia são lentos para classificar os casos. Ou seja, há uma burocracia relacionada e uma evolução natural sem que o governo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2125621 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/765203 160) tenha controle em nível nacional.” Segundo ele, a epidemia na Venezuela mostra que a cobertura vacinal no país governado por Nicolás Maduro teve uma queda vertiginosa há pelo menos uma década. (Fabiano Maisonnave. Folha de S.Paulo. 05.10.2018. Adaptado) Leia os enunciados: Do lado venezuelano, __________ vivem cerca de 16 mil ianomâmis, foram confirmadas 19 mortes de ianomâmis... Dois especialistas venezuelanos ouvidos pela Folha têm medo ___________ o número de casos e de mortos seja ainda maior. De acordo com a informação ___________ temos acesso diretamente de agentes comunitários de saúde ianomâmis, a situação atual parece indicar que os casos estão aumentando. De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) no qual … de que … nas quais b) que … que … de que c) o qual … que … os quais d) que … de que … em que e) no qual … de que … a que www.tecconcursos.com.br/questoes/577623 VUNESP - Aux Lg (CM Itanhaém)/CM Itanhaém/2017 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos A gente ainda não sabia A gente ainda não sabia que a Terra era redonda. E pensava-se que nalgum lugar, muito longe, deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer – uma tabuleta meio torta e onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO. Ah! depois nos ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão irmos andando às tontas como formigas na casca de uma laranja. Como era possível, como era possível, meu Deus, viver naquela confusão? Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins de mundo... (Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo) A alternativa que substitui, correta e respectivamente, as palavras onde e senão, em destaque no texto, é: a) cuja – salvo. b) que – ou. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/577623 161) c) em que – do contrário. d) da qual – porém. e) na qual – exceto. www.tecconcursos.com.br/questoes/498459 VUNESP - Prof (Alumínio)/Pref Alumínio/Ensino Básico/2016 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia o texto para responder a questão abaixo. Segundo o texto votado em 2015 pela Comissão Especial do Estatuto da Família, a família brasileira é a “entidade familiar formada a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”. Excludente e discriminatória, a definição é, desde então, alvo de protesto por suprimir o direito de milhões de brasileiros que não se enquadram no conceito aprovado. As famílias são instituições sociais que se transformaram ao longo da história. Embora esteja presente no imaginário social um modelo de família composto por pai, mãe e filhos do casal, essa não é a única configuração que encontramos na nossa sociedade, aponta Maria Ignez Costa Moreira, professora de Psicologia da PUC Minas. Hoje encontramos configurações diversificadas de famílias além das definidas pelo Estatuto, tais como família recomposta ou extensa – fruto de divórcios e outras uniões – que possui filhos ou não de outras uniões; família heterossexual sem filhos; família homoafetiva com ou sem filhos; dentre outras. Logo, uma definição excludente como a do Estatuto da Família pode trazer uma série de prejuízos para as crianças e os jovens que pertencem a núcleos familiares formados por outras composições. Na escola, a discussão das famílias contemporâneas deve, sim, adentrar a sala de aula. A escola precisa construir com as crianças e os adolescentes uma postura de respeito, de inclusão. “Conviver com as diferenças, aprender com as diferenças, parece-me ser fundamental para uma cultura de paz. E a escola é uma instituição social extremamente responsável por essa formação cidadã”, afirma Maria Ignez. (Thais Paiva. Por uma nova (e ampla) definição de família. http://www.cartaeducacao.com.br, 02.05.2016. Adaptado) Assinale a alternativa em que o pronome destacado que pode ser corretamente substituído pela expressão entre colchetes, sem alteração de sentido. a) “... por suprimir o direito de milhões de brasileiros que não se enquadram no conceito aprovado.” [por onde] b) “As famílias são instituições sociais que se transformaram ao longo da história.” [das quais] c) “... essa não é a única configuração que encontramos na nossa sociedade...” [de que] d) “... família recomposta ou extensa – fruto de divórcios e outras uniões – que possui filhos ou não...” [a qual] e) “... prejuízos para as crianças e os jovens que pertencem a núcleos familiares formados por outras composições.” [nos quais] www.tecconcursos.com.br/questoes/279020 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativoshttps://www.tecconcursos.com.br/questoes/498459 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/279020 162) 163) Leia o texto, para responder à questão. O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos. Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança. O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante, como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da ideia do direito. É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem. (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito) Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com a norma-padrão. a) O mundo conhece a paz graças aos povos, governos, classes sociais e indivíduos, cuja luta a garante. b) Há milhares de indivíduos onde a sua vida se desenvolve tranquilamente e sem obstáculos. c) A luta garante a conquista dos direitos da humanidade, o qual os princípios mais importantes dela foram atacados. d) A Justiça tem numa das mãos uma balança, cuja representa a garantia de que o direito será pesado, ponderado. e) O direito é uma força viva, onde os homens batalham incessantemente para manter. www.tecconcursos.com.br/questoes/241674 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia a charge. (Folha de S.Paulo, 08.10.2014. Adaptado) A lacuna na fala da personagem deve ser preenchida, corretamente, com: a) em que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241674 164) 165) b) ao qual c) aonde d) em cujo e) que www.tecconcursos.com.br/questoes/396293 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Considere as frases a seguir: Ensine as crianças _________ se encontram as saídas de emergência, os extintores de incêndio e os registros gerais de água e luz. Fique atento _________ condições de limpeza de pisos, escadas e estado de conservação de elevadores. Sinalize áreas _________estejam sendo realizadas obras, manutenção ou mesmo limpeza. (Manual de Autoproteção do Cidadão. Disponível em: www.polmil.sp.gov.br. Acesso em: 27.10.2014. Adaptado) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. a) aonde … por … em que b) onde … a … em que c) aonde … com … que d) aonde … sob … que e) onde … de … que www.tecconcursos.com.br/questoes/398733 VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/CFS - Curso de Formação de Sargentos/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia os quadrinhos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/396293 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/398733 166) (Folha de S.Paulo, 08.10.2014. Adaptado) De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna do último quadrinho deve ser preenchida com a) a quem b) o qual c) de quem d) ao cujo www.tecconcursos.com.br/questoes/78690 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana. Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) Una as frases por meio de um pronome relativo e assinale a alternativa com formas gramaticais corretas, de acordo com a norma culta: Pelé fazia muito em campo./ As brincadeiras de infância de Pelé ficaram guardadas na memória corporal. a) Pelé, cujas brincadeiras de infância provinham da memória corporal, fazia muito em campo. b) Pelé, quem as brincadeiras de infância procedia da memória corporal, fazia muito em campo. c) Pelé, que as brincadeiras de infância proviam da memória corporal, fazia muito em campo. d) Pelé, cujas as brincadeiras de infância se extraia da memória corporal, fazia muito em campo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78690 167) 168) e) Pelé, cujas brincadeiras de infância se fabricava da memória corporal, fazia muito em campo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2411631 VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Leia o texto para responder à questão. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo Scherer, localizada no município de Venâncio Aires, a 160 km de Porto Alegre (RS), tornou-se modelo para outras instituições de ensino no Brasil quando o assunto é sustentabilidade.Isso porque há mais de um ano, funcionários do colégio coletam as sobras da merenda dos alunos e colocam em um biodigestor, um equipamento utilizado para o tratamento de efluentes residenciais. O dispositivo acelera o processo de decomposição da matéria orgânica por meio da ausência de oxigênio e tem a função de transformar os restos de alimentos em gás de cozinha e biofertilizante. A estrutura do equipamento pode ser usada, ainda, para tratar o esgoto em escolas que não possuem saneamento básico. O gás é usado nas dependências do colégio para esquentar as refeições dos alunos e funcionários, diminuindo, assim, os gastos com a compra de outros botijões GLP. Já o chorume, também conhecido por líquido percolado, oriundo da decomposição do lixo orgânico, permite a fabricação de um excelente adubo natural que serve como fertilizante para plantas e hortas. (Luciano Nagel. Em: https://www.uol.com.br/ecoa, 12.11.2022. Adaptado) No trecho do primeiro parágrafo – … funcionários do colégio coletam as sobras da merenda dos alunos e colocam em um biodigestor… – a oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido e de acordo com a norma-padrão, por: a) e colocam-nas em um biodigestor. b) e colocam-lhes em um biodigestor. c) e colocam-las em um biodigestor. d) e colocam-as em um biodigestor. e) e colocam elas em um biodigestor. www.tecconcursos.com.br/questoes/2427184 VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Alta demanda por produtos biodegradáveis Estudos mostram que a preocupação da população mundial com sustentabilidade é cada vez maior. Enquanto 86% dos consumidores querem a redução do desperdício de alimentos, 74% buscam consumir menos embalagens e 72% preferem as biodegradáveis. De acordo com Sandro A. Fernandes, da Associação Brasileira dos Agentes Digitais, o que define se uma embalagem é biodegradável é sua decomposição ocorrer naturalmente por meio da ação das bactérias, algas e fungos. Muitas embalagens convencionais, como as de plásticos, podem demorar até 450 anos para se decompor no ambiente, e as fraldas descartáveis – até 600 anos. “No caso dos biodegradáveis, com base em fibras, polpas vegetais e materiais naturais, esse tempo é reduzido a meses.” Uma preocupação, no entanto, é que os materiais biodegradáveis também possam ser decompostos no ambiente doméstico, ou seja, que não precisem, obrigatoriamente, de locais e condições especiais para que a decomposição ocorra. Pensando nisso, várias empresas colocaram seu time de inovação para trabalhar nesse processo e, hoje, a demanda por produtos biodegradáveis tem crescido vertiginosamente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411631 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427184 169) (Bianca Zanatta. O Estado de S.Paulo, 01.08.2021. Adaptado) Assinale a alternativa que completa a frase a seguir de acordo com a norma-padrão de emprego dos pronomes. Quanto ao consumo de embalagens, 74% dos entrevistados querem . a) reduzir-lhe b) reduzir-lhes c) reduzi-la d) reduzi-lo e) reduzi-los www.tecconcursos.com.br/questoes/2554395 VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Holocausto animal Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração e como tratamos os animais que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é uma eterna Treblinka*”. A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto(a) americano. Resgataram textos de outros sobreviventes e escritores de renome para ampliar o movimento.(b) Edgar Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o homem tortura e mata animais,(c) ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas. De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos(d) com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série para identificar as vítimas, o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”. Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos a campos de concentração, como aceitaríamos o ‘desumano’ transporte(e) de animais a matadouros?”. Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue em gotas. Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente sem se sentir um abusador de animais. * Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás. (Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554395 170) 171) Na frase “… traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração…”, a palavra “o”, em destaque, tem a mesma função que na alternativa: a) … incluindo o Museu do Holocausto… b) … escritores de renome para ampliar o movimento… c) … enquanto o homem tortura e mata animais… d) … fizeram com minha família e meu povo o que fazemos… e) … como aceitaríamos o “desumano” transporte… www.tecconcursos.com.br/questoes/2555790 VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes A sensação experimentada pela autora do texto ver sua frase de 37 anos atrás pode ser comparada uma corrente elétrica que atravessou o corpo e paralisou. As lacunas da frase são, correta e respectivamente, completadas por: a) por … de … se … a b) de … a … a … lhe c) em … de … lhe … lhe d) ao … a … lhe … a e) pelo … com … a … a www.tecconcursos.com.br/questoes/2771981 VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Leia o texto para responder à questão. As pitangueiras d’antanho* Tem seus 23 anos, e eu a conheço desde os oito ou nove, sempre assim, meio gordinha, engraçada, de cabelos ruivos. Foi criada, a bem dizer, na areia do Arpoador; nasceu e viveu em uma daquelas ruas que vão de Copacabana a Ipanema, de praia a praia. A família mudou-se quando a casa foi comprada para construção de edifício. Certa vez me contou: – Em meu quarteirão não há uma só casa de meu tempo de menina. Se eu tivesse passado anos fora do Rio e voltasse agora, acho que não acertaria nem com a minha rua. Tudo acabou: as casas, os jardins, as árvores. É como se eu não tivesse tido infância... Falta-lhe uma base física para a saudade. Tudo o que parecia eterno sumiu. Outra senhora disse então que se lembrava muito de que, quando era menina, apanhava pitangas em Copacabana; depois, já moça, colhia pitangas na Barra da Tijuca; e hoje não há mais pitangas. Disse isso com uma certa animação, e depois ficou um instante com o ar meio triste – a melancolia de não ter mais pitangas, ou, quem sabe, a saudade daquela manhã em que foi com o namorado colher pitangas. Também em minha infância, há pitangueiras de praia. Não baixinhas, em moitas, como aquelas de Cabo Frio, que o vento não deixa crescer; mas altas; e suas copas se tocavam e faziam uma sombra varada por pequenospontos de sol. (Rubem Fonseca, “As pitangueiras d’antanho”. 200 crônicas escolhidas, 2001. Fragmento) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555790 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771981 172) * d’antanho: de épocas passadas Na passagem – Falta-lhe uma base física para a saudade. Tudo o que parecia eterno sumiu. –, os termos destacados são, correta e respectivamente, pronomes a) pessoal e demonstrativo. b) possessivo e pessoal. c) demonstrativo e pessoal. d) indefinido e demonstrativo. e) pessoal e possessivo. www.tecconcursos.com.br/questoes/603093 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Leia o texto para responder à questão. Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto que é falado pelos personagens da novela. Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, mesmo nos momentos mais banais, os personagens se expressam de maneira correta e erudita. Ao UOL, o autor da novela, Alcides Nogueira, diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que leva a novela a se destacar. “Não tenho nada contra a linguagem coloquial, ao contrário. Acho que a língua deve ser viva e usada em sintonia com o nosso tempo. Mas colocar um português bastante culto torna a narrativa mais coerente com a época da trama. Fora isso, é uma oportunidade de o público conhecer um pouco mais dessa sintaxe poucas vezes usada atualmente”. O escritor, que assina o texto da novela das 18h ao lado de Bia Corrêa do Lago, conta que a decisão de imprimir um português erudito à trama foi tomada por ele e apoiada pelo diretor artístico, Jayme Monjardim. Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o dicionário. “Muitas vezes é preciso recorrer às gramáticas. No início, o uso do coloquial era tentador. Aos poucos, a escrita foi ficando mais fácil”, afirma Nogueira, que também diz se inspirar em grandes escritores da literatura brasileira e portuguesa, como Machado de Assis e Eça de Queiroz. Para o autor, escutar os personagens falando dessa forma ajuda o público a mergulhar na época da trama de modo profundo e agradável. Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim, que também explica que a estética delicada da novela foi pensada para casar com o texto. “É uma novela que se passa no fim dos anos 1920, então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente nesse túnel do tempo. Acho que isso é importante para que o telespectador consiga se sentir em outra época”, diz. (Guilherme Machado. UOL. https://tvefamosos.uol.com.br. 15.11.2017. Adaptado) Considere as passagens: ... os personagens se expressam de maneira correta e erudita. (1º parágrafo) Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim... (4º parágrafo) “... para que o telespectador consiga se sentir em outra época”... (4º parágrafo) Os pronomes, em destaque, assumem nos enunciados, correta e respectivamente, os sentidos: a) reflexivo, possessivo e reflexivo. b) reflexivo, enfático e possessivo. c) recíproco, possessivo e reflexivo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603093 173) 174) d) recíproco, reflexivo e reflexivo. e) reflexivo, demonstrativo e enfático. www.tecconcursos.com.br/questoes/78851 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Leia o trecho para responder à questão. As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias. Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se sabe. (O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado) Assinale a alternativa em que está correto, de acordo com a norma culta, o uso do pronome, em destaque. a) Os conflitos pelo uso da água tendem a se multiplicar. Aquilo trará mais problemas às pessoas. b) O setor doméstico é responsável por 30% do consumo da água, onde à indústria cabem 18%. c) Este ano de 2007 será decisivo para aumentar a conscientização quanto ao meio ambiente. d) O Brasil, que os recursos hídricos são imensos, terá de economizar água. e) O país dispõe de 48,3 mil metros cúbicos anuais de água por habitante, segundo as estatísticas, e aquelas são confiáveis. www.tecconcursos.com.br/questoes/78924 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Para responder à questão, leia o texto. O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam. Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses. (Lya Luft, Veja, 20.09.2006) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78851 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78924 175) Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados... Na frase, a referência do discurso é a 1.ª pessoa do plural, o que se confirma pelo emprego do pronome nos. Alterando-se essa referência para a 3.ª pessoa do plural, em norma culta, obtém-se: Exige grande coragem dizer não quando a tentação a) assedia eles de todos os lados. b) lhes assedia de todos os lados. c) vos assedia de todos os lados. d) assedia você de todos os lados. e) os assedia de todos os lados. www.tecconcursos.com.br/questoes/2391784 VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal. Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nadase descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente. Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil. Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos. Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje. (Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado) Na passagem – ... os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. – as expressões “em sigilo” e “possivelmente” expressam, correta e respectivamente, as noções de a) condição e oposição. b) modo e hipótese. c) lugar e certeza. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2391784 176) 177) d) meio e confirmação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2394857 VUNESP - Cd Soc (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. É Natal cada vez que você acompanha sua mãe na consulta ao médico, que explica de novo para seu pai como enviar fotos pelo WhatsApp ou que o convida para uma partida de xadrez. Basta uma gentileza, uma atenção, e você promove o ordinário a sagrado. Já não carrego dinheiro vivo comigo, mas às vezes saco algumas notas, a fim de ajudar quem está passando necessidade na rua. Outro dia, dei 20 reais para um senhor. Ele me disse: “Obrigado, hoje vou conseguir almoçar.” Todo santo dia, você faz alguma coisa legal. Empresta o livro que mais ama para alguém que talvez não vá devolvê-lo. Fica com a chave da casa da vizinha e entra lá para alimentar o gato, enquanto ela não volta de férias, e carinhosamente o acaricia. Dá uma carona no seu guarda-chuva para alguém que saiu sem conferir a previsão do tempo. Aceita o folheto que o menino entrega no semáforo, para que ele sinta que a tarefa dele tem valor. O Natal não é um dia santo para todos. Nem todos creem, ou rezam, ou se comovem; para muitos é só peru e pacotes embaixo de uma árvore artificial, forçando sorrisos igualmente artificiais. Mas todo santo dia a gente pode tentar acertar no presente. Até mesmo sozinho em casa, isolado. Poderá ser o dia especial em que você decidirá perdoar a indiferença de alguém que nunca se importou com seu sentimento, o dia em que você desistirá de culpar um parente por uma limitação que, afinal, é só sua. O dia em que você abrirá um vinho e se despedirá serenamente de um amor que se foi, sem mais tentar retê-lo. O dia em que você apagará a postagem ofensiva que fez contra uma pessoa que apenas discordou de você. Longe de mim causar pânico, mas nós mesmos podemos provocar uns 10 Natais por dia, todo santo dia. Não são feriados, e sim dias úteis – dias em que nós somos úteis. (Martha Medeiros. Todo santo dia. https://oglobo.globo.com, 25.12.2022. Adaptado) Assinale a alternativa em que a palavra destacada indica modo. a) Já não carrego dinheiro vivo comigo, mas às vezes saco algumas notas… (2º parágrafo) b) “Obrigado, hoje vou conseguir almoçar.” (2º parágrafo) c) … para muitos é só peru e pacotes embaixo de uma árvore artificial… (4º parágrafo) d) O dia em que você abrirá um vinho e se despedirá serenamente de um amor que se foi… (5º parágrafo) e) … apagará a postagem ofensiva que fez contra uma pessoa que apenas discordou de você. (5º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2419628 VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o poema para responder à questão. naquela época ainda não era possível ligar e desligar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2394857 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419628 178) pessoas e você era obrigado a conversar pessoalmente brigar pessoalmente amar pessoalmente mentir pessoalmente e demitir pessoas pessoalmente a vida era muito mais difícil e bela (André Dahmer. Impressão sua: poemas. São Paulo: Cia das Letras, 2021) No poema, o vocábulo que expressa circunstância de modo é: a) ainda. b) pessoalmente. c) muito. d) mais. www.tecconcursos.com.br/questoes/2472139 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Texto Trabalho a preservar São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE. Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16. Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%. Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos. Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado. (Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado) Considere as passagens: Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. (3o parágrafo) ... embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. (3o parágrafo) As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. (4o parágrafo) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472139 179) Os termos destacados expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de a) intensidade; modo; tempo; concessão. b) afirmação; tempo; tempo; inclusão. c) modo; tempo; afirmação; intensidade. d) causa; modo; afirmação; inclusão. e) afirmação; tempo; modo; comparação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2476132 VUNESP - PAA (UNICAMP)/UNICAMP/Técnico em Administração/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Copa inspira a busca de consensos A Copa do Mundo do Catar foi rica em lições. A competição pacífica entre países com diferentes regimes políticos e econômicos registrou manifestações, opiniões e posicionamentos fortes ao longo do torneio. O evento demonstrou, à perfeição, que a natureza está talhada para a convivência entre os diferentes a fim de construir pilares civilizatórios. Assim como se queria a vitória da própria seleção, também se protestou a favor da diversidade e dos direitos humanos, o que incluiu a participação direta de algumas seleções. Em meio à emoção que o futebol desperta, o congraçamento espontâneo entre os povos nos ensina que a métrica da evolução tem três dimensões: conviver, compartilhar e convergir. O clima é de festa e inclusão. Entre as bandeiras presentes, prevalecem as que trazem mensagens de paz e fraternidade. Trabalhos acadêmicos mostram que competições de magnitude universal, assim como os Jogos Olímpicos, contribuem para reduzir tensões e elevar sentimentos de pertencimento e orgulho nas populações. A hora do jogo é também o que define o sentimento patriótico, aquela união que não se explica,se sente. Começa na infância, segue no colégio e avança para a vida adulta. Divergências são deixadas de lado em nome do ideal maior da vitória ou solidariedade na derrota pertencente a todos. As equipes representam esse conjunto, buscam o mesmo objetivo e despertam, sem exceções, orgulho e admiração pelas cores da sua bandeira e pelo canto do hino nacional. A paz e a democracia devem ser a essência do patriotismo. A seleção brasileira de futebol é uma das melhores do mundo. Para estender a excelência das seleções campeãs para a economia, podemos replicar alguns princípios. Um deles diz que a vitória é resultado da dedicação de um time inteiro, não de um único jogador. (Luiz Carlos Trabuco Cappi. O Estado de S.Paulo, 5 de dezembro de 2022. Adaptado) Considere os trechos em negrito nas alternativas a seguir e assinale aquela em que se apresentam, correta e respectivamente, palavras e/ou expressões que indicam circunstância de modo e sentido de inclusão. a) ... o evento demonstrou, à perfeição, que a natureza... (1o parágrafo) / Assim como se quer a vitória da própria seleção, também se protesta... (2o parágrafo) b) ... convivência entre os diferentes a fim de construir pilares civilizatórios. (1o parágrafo) / Em meio à emoção que o futebol desperta... (3o parágrafo) c) ... posicionamentos fortes ao longo do torneio.... (1o parágrafo) / A competição pacífica entre países... (1o parágrafo) d) Começa na infância... (5o parágrafo) / ... e avança para a vida adulta. (5o parágrafo) e) Assim como se quer a vitória da própria seleção... (2o parágrafo) / ... também se protesta a favor da diversidade...(2o parágrafo) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2476132 180) www.tecconcursos.com.br/questoes/2555778 VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. O carro do Beto tinha duas portas. A do passageiro não abria, então, a rota de entrada para todos era pelo lado do motorista. O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás. Acomodar três pessoas exigia uma certa ginástica. Não era o veículo ideal para uma fuga de emergência, mas era o que tínhamos e, mais que isso, era o que garantia nossa liberdade e nossas infinitas possibilidades. Com ele, São Paulo era pequena para nós. Eu tinha 16 anos, o Beto e a Solange um pouco mais do que eu. Eu acabara de voltar de um ano de intercâmbio em uma cidade no interior dos Estados Unidos e estava achando tudo muito moderno naquela São Paulo dos anos 80. O que levei comigo e trouxe de volta foi a trilha sonora: a discografia completa da Rita Lee. O programa daquele fim de semana seria uma homenagem a ela. Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela e decidi deixar uma frase pichada no muro da casa dele na Vila Mariana. Beto e Solange toparam na hora. Tudo aconteceria de madrugada. Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. Eu desceria com o spray, escreveria a frase na parede, me jogaria pela janela carro adentro, o Beto acelerava e a gente se mandava. Os medos eram muitos. E foi com o coração aos pulos de terror e emoção que escrevi no muro branco: “Rita, pra você, a agilidade do gato e o brilho da estrela”. Minha mensagem adolescente de amor por Rita Lee estava registrada para toda a cidade ver. Trinta e sete anos depois, fui com uns amigos ver uma exposição sobre a Rita Lee. Logo na entrada do museu, uma parede pintada de azul trazia a estampa da minha frase, letra por letra (acrescentaram as letras esses no “das estrelas”). Foi como se um raio tivesse me atingido na cabeça. A sensação me pareceu ter sido a mesma de quando escrevi no muro naquela madrugada: pernas bambas, coração acelerado, mãos tremendo. A minha frase na parede do museu! Uma das monitoras da exposição quis saber o que acontecia. Eu contei a história. Ela se espantou, já que a exposição não trazia nenhuma explicação sobre a origem daquela frase. Não me importava: ela era minha e estava lá. Deparei-me outras vezes com o meu grafite. O dia do museu, porém, foi o mais emocionante. Não era só uma menção, era uma reprodução. (Ana Ribeiro. Frase que pichei para Rita Lee reapareceu 37 anos depois em exposição. www1.folha.uol.com.br, 19.02.2022. Adaptado) No trecho “… estava achando tudo muito moderno naquela São Paulo dos anos 80” (2o parágrafo), o vocábulo destacado foi empregado com a mesma função gramatical que na frase: a) Há muito tem-se notado que a prática do intercâmbio é saudável para jovens. b) Muito medo cercava a prática da atividade ilícita e mostra de subversão juvenil. c) As histórias eram tão fantásticas, que era difícil crer em muito do que dizia. d) A escritora viu sua frase retratada na exposição e orgulhou-se sem muito alarde. e) A frase escrita em homenagem à cantora no muro era muito simples, mas marcante. www.tecconcursos.com.br/questoes/2626101 VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555778 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626101 181) 182) Leia o texto para responder à questão. Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas há quem pense em alternativas para o próprio enterro. As formas ecologicamente corretas de se despedir dos mortos estão cada vez mais populares, à medida que as pessoas buscam maneiras mais conscientes e humanizadas de lidar com a situação. Os enterros sustentáveis, alternativos e inovadores têm ganhado destaque nos últimos anos, trazendo à tona novas práticas como a compostagem humana, a liquefação do corpo e a utilização de roupas de cogumelos, as quais limpam as toxinas humanas reduzindo a poluição dos solos. Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado. “Hoje, a preocupação em colaborar com as gerações futuras e com a preservação da natureza e das espécies tem se tornado cada vez mais importante. É nesse contexto que se destaca a discussão sobre as formas de sepultamento e enterro”, afirma o professor Rubens Beçak da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP. O professor afirma que existem dois tipos de sepultamento no Brasil: o tradicional e a incineração. O sepultamento tradicional é o enterro dos corpos em caixões de madeira. Ele conta com uma série de regras para a preservação da saúde pública e do meio ambiente, como a proteção dos lençóis freáticos contra a contaminação. “Mas essas legislações nem sempre são seguidas e a poluição do solo, os desmatamentos das áreas para a construção de cemitérios e a liberação do CO2 são inevitáveis. A incineração, embora menos prejudicial, ainda é extremamente poluente”, relata Beçak. Assim, embora ainda não haja legislação específica sobre o assunto no Brasil, é evidente que há uma demanda crescente por outras formas de enterro. “É possível que, em breve, as normas dos municípios brasileiros sejam atualizadas para atender a essa demanda, uma vez que a questão tem se mostrado relevante”, afirma Beçak. (Júlia Valeri. Enterros ecológicos e inovadores ajudam na aceitação do luto e da morte. Jornal da USP, 23 de maio de 2023. Adaptado) No trecho – É possível que, em breve, as normas dos municípios brasileiros sejam atualizadas... – a expressão em destaque expressa circunstância de a) modo. b) afirmação. c) dúvida. d) intensidade. e) tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1860529 VUNESP - Tec Leg (CMSJC)/CM SJC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder a questão. Uma geração de extraterrestres Penso que Michel Serres seja a mente filosófica mais aguda na França de hoje e, como todo bom filósofo, é capaz de dedicar-se também à reflexão sobre a atualidade. Uso despudoradamente (à exceção de alguns comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres publicado em março de 2010 que recorda coisas que, para os leitores mais jovens, dizem respeito aos filhos e, para nós, mais velhos, aos netos. Só para começar, estes filhosou netos nunca viram um porco, uma vaca, uma galinha. Os novos seres humanos não estão mais habituados a viver na natureza, e só conhecem as cidades. Trata-se de uma das maiores revoluções antropológicas depois do neolítico' . https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1860529 183) Há mais de sessenta anos, os jovens europeus não conhecem guerras, beneficiam-se de uma medicina avançada e não sofrem como sofreram seus antepassados. Então, que obras literárias poderão apreciar, visto que não conheceram a vida rústica, as colheitas, os monumentos aos caídos, as bandeiras dilaceradas pelas balas inimigas, a urgência vital de uma moral? Foram formados por meios de comunicação concebidos por adultos que reduziram a sete segundos o tempo de permanência de uma imagem e a quinze segundos o tempo de resposta às perguntas. São educados pela publicidade que exagera nas abreviações e nas palavras estrangeiras e faz com que percam o senso da língua materna. A escola não é mais o local da aprendizagem e, habituados aos computadores, esses jovens vivem boa parte da sua vida no virtual. Nós vivíamos num espaço métrico perceptível, e eles vivem num espaço irreal onde vizinhanças e distâncias não fazem mais a menor diferença. Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências da educação. Em todo caso, sua panorâmica nos fala de um período semelhante, pela subversão total, ao da invenção da escrita e, séculos depois, da imprensa. Só que estas novas técnicas hodiernas mudam em grande velocidade. Por que não estávamos preparados para esta transformação? Serres conclui que talvez a culpa seja também dos filósofos, que, por profissão, deveriam prever as mudanças dos saberes e das práticas e não o fizeram de maneira suficiente porque, "empenhados na política de todo dia, não viram chegar a contemporaneidade". Não sei se Serres tem toda razão, mas alguma ele tem. ' Última divisão da Idade da Pedra, caracterizada pelo desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais. (Umberto Eco. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade liquida. 2 ed. - Rio de Janeiro: Record, 2017. Excerto adaptado) O termo destacado na frase do 1º parágrafo - Uso despudoradamente (à exceção de alguns comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres ... - exprime circunstância de a) modo, tendo como equivalente o termo "desavergonhadamente". b) dúvida, tendo como equivalente o termo "indiferentemente". c) negação, tendo como equivalente o termo "irresolutamente". d) afirmação, tendo como equivalente o termo "indistintamente". e) intensidade, tendo como equivalente o termo "involuntariamente". www.tecconcursos.com.br/questoes/1937893 VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder à questão. A perda da privacidade Um dos problemas do nosso tempo, uma obsessão mais ou menos generalizada, é a privacidade. Para dizer de maneira muito, mas muito simples, significa que cada um tem o direito de tratar da própria vida sem que todos fiquem sabendo. Por isso, é preocupante que, através dos nossos cartões de crédito, alguém possa ficar sabendo o que compramos, em que hotel ficamos e onde jantamos. Parece, portanto, que a privacidade é um bem que todos querem defender a qualquer custo. Mas a pergunta é: as pessoas realmente se importam tanto com a privacidade? Antes, a ameaça à privacidade era a fofoca, e o que temíamos na fofoca era o atentado à nossa reputação pública. No entanto, talvez por causa da chamada sociedade líquida, na qual todos estão em crise de identidade e de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1937893 184) valores e não sabem onde buscar os pontos de referência para definir-se, o único modo de adquirir reconhecimento social é “mostrar-se” – a qualquer custo. E assim, os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências participam de programas de gosto duvidoso para interpretar tanto o papel do adúltero quanto o do traído, para delírio do público. Foi publicado recentemente um artigo de Zygmunt Bauman revelando que as redes sociais, que representam um instrumento de vigilância de pensamentos e emoções alheios, são realmente usadas pelos vários poderes com funções de controle, graças também à contribuição entusiástica de seus usuários. Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social”. Em outras palavras, pela primeira vez na história da humanidade, os espionados colaboram com os espiões, facilitando o trabalho destes últimos, e esta rendição é para eles um motivo de satisfação porque afinal são vistos por alguém enquanto levam a vida – e não importa se às vezes vivam como criminosos ou como imbecis. A verdade também é que, já que todos podem saber tudo de todos, o excesso de informação não pode produzir nada além de confusão, rumor e silêncio. Mas, para os espionados, parece ótimo que eles mesmos e seus segredos mais íntimos sejam conhecidos pelo menos pelos amigos, vizinhos, e possivelmente até pelos inimigos, pois este é o único modo de sentirem-se vivos, parte ativa do corpo social. (Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida. Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado) O termo destacado na frase “... os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências...” exprime circunstância de a) modo, podendo ser substituído por “diligentemente”. b) dúvida, podendo ser substituído por “rigorosamente”. c) negação, podendo ser substituído por “obstinadamente”. d) afirmação, podendo ser substituído por “cautelosamente”. e) intensidade, podendo ser substituído por “indiferentemente”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2029118 VUNESP - Ass Adm (Docas PB)/Docas PB/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia a tira para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2029118 185) (Laerte, “Piratas do Tietê”. Folha de S.Paulo, 09.02.2022) Na frase “Ainda está com raiva?”, o termo destacado expressa ideia de a) modo, como também na frase: “Não foi dormir porque ainda tem trabalho para fazer.” b) tempo, como também na frase: “Você sabia que ainda é possível fazer a inscrição para o curso?” c) dúvida, como também na frase: “Não sei se ele ainda quer viajar conosco nas férias em janeiro.” d) afirmação, como também na frase: “A sala está aberta porque ainda há alguns alunos estudando lá.” e) intensidade, como também na frase: “Ele falou tanto e ainda tem fôlego para umas duas palestras.” www.tecconcursos.com.br/questoes/2127898 VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder à questão. Vozes ao ouvido Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis. Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem. Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo. Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem otelefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”. Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez. (Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado) A expressão destacada na passagem do penúltimo parágrafo – ... trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. – estabelece, no contexto, relação com sentido de a) consequência. b) comparação. c) proporção. d) finalidade. e) condição. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127898 186) www.tecconcursos.com.br/questoes/2173773 VUNESP - GCM (Pref GRU)/Pref GRU/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder à questão. A era da dispersão Leio que nós, brasileiros, gastamos três horas e 42 minutos todos os dias nas redes sociais. Pouco mais de dez horas na internet, sendo metade disso em um telefone celular. Há quem diga que não vê nenhum problema nisso. A sobrecarga de informação é um fato do nosso tempo e é natural que percamos um pouco do dia separando o joio do trigo. Há quem vá mais longe e diga que a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida. Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. Talvez eu ache isso porque sou professor. Percebo o efeito destruidor sobre a atenção dos alunos pela simples presença de um celular em sala de aula. Uma pesquisa mostra que levamos até 23 minutos para retomar a atenção quando somos interrompidos. Se fossem dez ou quinze minutos, isso não faria lá grande diferença. Esse não é o ponto central. O ponto é que andamos em meio a uma guerra. Quem faz o alerta é um ex-estrategista do Google, James Williams, que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. Era pago para criar estratégias de “captura” da atenção das pessoas. Em um dado momento, percebeu que ele mesmo havia perdido o controle. A partir daí, deu um tempo. Foi estudar em Oxford e tentar decifrar o problema. Ele diz que vivemos uma epidemia. Que há uma indústria inteira focada em capturar aquilo que cada um de nós tem de mais importante: nosso tempo e nossa atenção. Captura voluntária, feita com técnicas sofisticadas de inteligência artificial. O tempo de atenção de cada indivíduo passou a ser milimetricamente monitorado. Tornou-se, ele mesmo, o produto. Há um velho conceito de “liberdade como autodomínio” em jogo aí, e é precisamente isso, a retomada do controle sobre nossa própria atenção, que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”. A informação foi, no passado, um bem escasso. No filme “Relatos do Mundo”, Tom Hanks faz o papel de um veterano que ganha a vida lendo notícias de jornal em teatros e igrejas nas pequenas cidades do Velho Oeste. A atenção, à época, era abundante, diante da informação rarefeita. A coisa hoje se inverteu. A informação se tornou abundante e a atenção, um recurso escasso. Acessamos muito mais informação do que precisamos. Ela vem de maneira caótica, em boa parte mesquinha, feita de qualquer besteira capaz de capturar nossa atenção. (Fernando Schüler. https://veja.abril.com.br/coluna/fernando-schuler/a-era-da-dispersao/. 22.01.22. Adaptado) Assinale a alternativa em que o termo destacado é empregado para intensificar o sentido da palavra a que se refere. a) ... a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida. (2o parágrafo) b) Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí... (3o parágrafo) c) Talvez eu ache isso porque sou professor. (4o parágrafo) d) ... que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. (5o parágrafo) e) ... que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”. (6o parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2174605 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2173773 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2174605 187) 188) VUNESP - Ass Prev (IPSM SJC)/IPSM SJC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado, a quem Ciro perguntava quanto queria pelo cavalo com o qual acabara de ganhar uma corrida, e se o trocaria por um reino: “Seguramente não, senhor, e no entanto eu o daria de bom grado se com isso obtivesse a amizade de um homem que eu considerasse digno de ser meu amigo”. E estava certo ao dizer “se”, pois se encontramos facilmente homens aptos a travar conosco relações superficiais, o mesmo não acontece quando procuramos uma intimidade sem reservas. Nesse caso, é preciso que tudo seja límpido e ofereça completa segurança. (Montaigne, Da amizade. Adaptado) Leia os trechos e assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as circunstâncias das expressões em destaque. Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado... ...eu o daria de bom grado... a) modo − modo b) lugar − afirmação c) lugar − intensidade d) intensidade − afirmação e) intensidade − modo www.tecconcursos.com.br/questoes/2343669 VUNESP - GCM (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Masculino e Feminino/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder às questões de números 02 a 06. Eu moro no quarto andar do meu prédio, e a Cidinha, minha amiga, no terceiro. Nossas janelas dão de frente para um prédio empresarial todo envidraçado, então nós conse guimos ver uma a janela da outra. Como moro sozinha, os filhos vivem longe, e ela também já é uma pessoa de mais idade, fizemos um combinado: todos os dias, até as dez ho ras, temos que abrir as nossas janelas, como um aviso de que estamos bem. Se passa desse horário e não vejo a ja nela da Cidinha aberta, vou tomar providências. É bom saber que tem alguém olhando pela gente. Ainda mais eu e ela, que somos muito amigas. Trocamos receitas, levamos comi das que preparamos uma para a outra. Durante o isolamento, usamos muito o interfone, e conversávamos por lá, já que não podíamos nos reunir. Meu prédio todo, na verdade, é como uma família, porque grande parte dos moradores são mais velhos e todos se dão bem. Tínhamos o hábito, inclusive, de nos encontrarmos uma vez por mês, antes da pandemia. Cada encontro na casa de um, e ainda servíamos um lanche. O porteiro também se tor nou amigo. Se não podemos sair e precisamos de uma com pra, ele se oferece para ajudar, é uma pessoa muito gentil. Por isso, apesar de morar sozinha, sinto que tenho resguardo aqui, e amparo para qualquer coisa que precisar. Gosto muito de compartilhar a vida com os moradores. (Cloé Multari. https://gamarevista.uol.com.br/semana/voce-sabe-dividir/ quem-compartilha-a-vida- e-mais-feliz/. 19.06.2022. Adaptado) As expressões em destaque no trecho − Durante o isolamento, usamos muito o interfone... – apresentam, correta e respectivamente, as circunstâncias de a) modo e afirmação. b) lugar e modo. c) tempo e intensidade. d) modo e intensidade. ∙ ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343669 189) 190) e) tempo e afirmação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2344612 VUNESP - Moto (Fernandópolis)/CM Fernandópolis/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio (Charles M. Schulz. Snoopy. Assim é a vida, Charlie Brown. L&PM Pocket, 2007) Os vocábulos ontem (1o quadro) e muito (3o quadro) expressam, respectivamente, as ideias de a) afirmação e intensidade. b) tempo e modo. c) modo e dúvida. d) tempo e intensidade. e) afirmação e dúvida. www.tecconcursos.com.br/questoes/2533834 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Texto Como o mundo funciona “How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em traduçãolivre), de Vaclav Smil, pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista dos desafios que temos pela frente. Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido. O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta. Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço, cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos, então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia sustentável para substituí-los. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344612 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533834 191) E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte. (Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado) Considere as seguintes frases do texto. ... pode ser descrito como um destruidor de mitos. (1o parágrafo) ... mas os gerenciamos muito mal. (2o parágrafo) Nós provavelmente avançaremos de forma rápida... (3o parágrafo) Os termos em destaque nas frases exprimem circunstâncias, respectivamente, de a) causa; afirmação; intensidade. b) modo; intensidade; dúvida. c) dúvida; modo; afirmação. d) afirmação; dúvida; causa. e) intensidade; causa; modo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1659781 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2021 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder a questão. É conceito da moda. Usam em encontros motivadores. Na Física, é a volta à forma original após uma deformação. O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar novamente. Por extensão, usamos para falar de quem sofre pressão e consegue manter seus objetivos. Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a dor e continua de pé. A primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a decepção. O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as ondas das adversidades. O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem. Combinam-se os dois conceitos. Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe com o acréscimo de algo novo. Toda dor contém sua lição. Ninguém duvida disso. O resiliente consegue aprender com o golpe sentido. O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consciência a partir do aprendizado. O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima. Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe, foi sentida, houve reação com aprendizado e dele surgiu um novo ser, mais forte e mais sábio. É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia de santos medievais: sem falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe um propósito didático de mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência banal. Todos temos graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma coisa não invalida a outra. Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como para indicar o ponto no qual não me encontro, porém devo reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1659781 192) O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala de um homem com extrema resiliência para aguentar jejuns prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade surpreendente. Ele não era um homem de vontade férrea, apenas nunca havia encontrado um prato que… o seduzisse realmente. Seu paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita geral da resiliência: a serenidade diante das coisas que, na verdade, não nos atingiram. Esperança ajuda sempre. (Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021. Adaptado) Observe os trechos destacados nas passagens seguintes. Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. (2º parágrafo) O resiliente consegue aprender com o golpe sentido (3º parágrafo) Esses trechos expressam, nos contextos em que se encontram, as noções, respectivamente, de a) tempo e conformidade. b) modo e causa. c) causa e companhia. d) oposição e condição. e) modo e tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1948375 VUNESP - Ass (PB Saúde)/PB Saúde/Administrativo/2021 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão. Salas de espera Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variadosa b: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas... Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antesc. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhosa. Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte! – É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar. Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano. – Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.b – Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamented. Não calcula como o admiro. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1948375 193) – Agora estou precisando de um emprego, amigoc. A vida está dura. – Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém felize. Eu aqui sou um mártir dos números. – O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde. Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido: – Eu não o desviaria de sua vocaçãod e com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem. E confessou: – Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador. – Mas Rodolfo... – Faço questão. (Coleção melhores crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna MariaMartins. Global, 2010. Adaptado) Considere os trechos do texto. • ... ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. • Precisava de emprego. Desesperadamente. Os termos destacados apresentam, respectivamente, as ideias de intensidade e de modo. Assinale a alternativa em que os termos destacados também expressam, respectivamente, as mesmas ideias. a) Seus personagens não são muito variados/ deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos. b) Seus personagens não são muito variados / Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo. c) sempre há os que chegam antes / Agora estou precisando de um emprego, amigo. d) Eu não o desviaria de sua vocação / Eu o receberia imediatamente. e) Eu não o desviaria de sua vocação/ Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. www.tecconcursos.com.br/questoes/2115594 VUNESP - Ag (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/Fiscalização de Trânsito/2021 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto publicado em 08 de fevereiro de 2020 para responder a questão. Epidemia confinada À medida que transcorrem as semanas desde o surgimento do surto de pneumonia pelo novo coronavírus (2019-nCov) na China, em dezembro, fica mais e mais claro que o pior da epidemia se concentra nesse país asiático. Não com pouca gravidade, decerto, inclusive do ângulo econômico, mas sem o trauma de uma pandemia global. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2115594 194) Dos 31.530 casos confirmados até ontem, 31.213 haviam sido registrados em território chinês. Outros 27 países tiveram infecções confirmadas, a maioria de viajantes provenientes da China, com raros casos de transmissão local. Parecem surtir efeito as medidas de prevenção contra a globalização da epidemia, como retirada de estrangeiros seguida de quarentena. Até aqui só houve suspeitas descartadas no Brasil, com o total remanescente reduzido a oito. Pouco se pode fazer em Brasília, contudo, contra os efeitos colaterais do coronavírus na economia. Projeta-se que a epidemia possa ceifar até um ponto percentual do crescimento do PIB chinês, com óbvios reflexos em países como o Brasil, que tem na China o principal destino de suas exportações. É uma incógnita também o impacto político do 2019-nCov sobre o governo de Xi Jinping. Há grande descontentamento com a administração do surto por Pequim, começando pela letargia interessada na ocultação, seguida por medidas impopulares como o confinamento de milhões de pessoas. (Editorial. Folha de S.Paulo, 08.02.2020. Adaptado) Assinale a alternativa em que o termo destacado é advérbio, exprimindo circunstância de tempo. a) Dos 31.530 casos confirmados até ontem, 31.213 haviam sido registrados em território chinês. b) … a maioria de viajantes provenientes da China, com raros casos de transmissão local. c) Até aqui só houve suspeitas descartadas no Brasil, com o total remanescente reduzido a oito. d) … como o Brasil, que tem na China o principal destino de suas exportações. e) Há grande descontentamento com a administração do surto por Pequim… www.tecconcursos.com.br/questoes/2118875 VUNESP - Tec (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/Agrimensor/2021 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder a questão. Qual foi o império mais poderoso da Antiguidade? Sem dúvidas, o Império Romano é o mais famoso da História. Sua estrutura militar e administrativa possibilitou não apenas que ele fosse um dos impérios mais expansivos do mundo, mas também o fez o mais duradouro, sobrevivendo incríveis 10 séculos. “À medida que Roma expandia sua influência sobre cada vez mais áreas, suas instituições políticas se mostraram resilientes e adaptáveis, permitindo incorporar populações diversas. Embora o sistema de votação possa parecer uma estratégia deliberada para capacitar os ricos, na verdade era um reflexo da estrutura militar romana”, explica Steven Schroeder no artigo “The Roman Republic”, para a plataforma Khan Academy. “Roma se tornou o estado mais poderoso do mundo no primeiro século a.C. por meio de uma combinação de poder militar, flexibilidade política, expansão econômica e mais do que um pouco de boa sorte. Essa expansão mudou o mundo mediterrâneo e também a própria Roma”. Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa. No entanto, ela não foi a capital com maior poder na Antiguidade, podendo ser considerada apenas a cidade-estado que mais influenciou o Ocidente. (https://aventurasnahistoria.uol.com.br. Adaptado) Na frase “Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa.” (4º parágrafo), o advérbio destacado expressa circunstância de a) modo e, nesse sentido, pode ser substituído por “possivelmente”. b) intensidade e, nesse sentido, pode ser substituído por “realmente”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2118875 195) c) negação e, nesse sentido, pode ser substituído por “absolutamente”. d) dúvida e, nesse sentido, pode ser substituído por “provavelmente”. e) afirmação e, nesse sentido, pode ser substituído por “indiscutivelmente”. www.tecconcursos.com.br/questoes/278645 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto, para responder à questão. Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união estável com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o erro. Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras estão numa situação pior, como calculista, que vive em constante ménage(*), sempre acompanhada de assassino, frio e e. Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen – quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato). Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do casamento entre pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite: grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa, esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato. Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras. Esbarrou com o abraço que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer ledos enganos em prol de encontros mais frondosos. (Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 02 fev 2015. Adaptado) (*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não. Observe o comentário acerca de advérbio e de adjetivo expresso na frase – Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. – e assinale a alternativa em que os termos destacados são (I) advérbio modificando adjetivo e (II) adjetivo. a) (I) várias palavras; (II) palavra moribunda. b) (I) tem sempre; (II) é aberto. c) (I) menos nobres; (II) união estável. d) (I) sempre acompanhada; (II) algum mistério. e) (I) dificilmente verá; (II) outras palavras. www.tecconcursos.com.br/questoes/86343 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/278645https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86343 196) 197) Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler. Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância, na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma geração. Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global, que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos. Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um deságio cético de, vá lá, 80%, ainda sobram ou há coisas surpreendentes. (Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado) Na passagem – Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado... –, o advérbio em destaque equivale a a) oportunamente, estabelecendo relação de tempo. b) decididamente, estabelecendo relação de afirmação. c) previsivelmente, estabelecendo relação de intensidade. d) possivelmente, estabelecendo relação de certeza. e) provavelmente, estabelecendo relação de dúvida. www.tecconcursos.com.br/questoes/78781 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta, hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado. Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros. A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação de cooperativas de catadores. A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até 2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78781 198) Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade. (Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado) Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo que substitui, sem alteração de sentido, o termo destacado em – ... São Paulo exporta, hoje, para cidades vizinhas... – a) outrora b) principalmente c) logo depois d) sempre e) atualmente www.tecconcursos.com.br/questoes/78695 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana. Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) A alternativa em que as duas expressões em destaque exercem, no contexto frasal, a função sintática de circunstância de tempo, é: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78695 199) 200) a) Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho cultural sabem que admiro futebol… b) … sugerem que os livros e as artes sempre são importantes e nunca desperdiçam nosso tempo… c) Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". d) O futebol também me ensinou sobre a natureza humana. e) Se 2 bilhões de pessoas param para ver a Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. www.tecconcursos.com.br/questoes/78922 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Advérbio Para responder à questão, leia o texto. O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam. Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação