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Prévia do material em texto

1) 
2) 
Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/2472141
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Texto
 
Trabalho a preservar
 
São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo
do ano passado, divulgados pelo IBGE.
 
Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses
antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora
mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.
 
Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social.
Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha
aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos.
 
As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres
nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%.
 
Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os
que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos.
 
Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os
recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado.
 
(Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado)
 
Identifica-se uma expressão iniciada com artigo definido em:
a) a expressiva queda do desemprego no país (1o parágrafo).
b) com taxa de desocupação de 7,9% (2o parágrafo).
c) em busca de ocupação (5o parágrafo).
d) Entre os que se declaram pretos (5o parágrafo).
e) um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social (3o parágrafo).
www.tecconcursos.com.br/questoes/2117451
Unifil - AAd (CM Mandaguaçu)/CM Mandaguaçu/2022
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Leia o texto para responder a questão.
 
Como escolher o som de despertador perfeito, segundo a ciência
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472141
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2117451
3) 
Um conjunto de pesquisas da Austrália mostram a frequência e batida mais eficazes em estimular o
estado de alerta. Ouça o que seria o “alarme perfeito”.
 
Por Maria Clara Rossini
 
O “só mais cinco minutinhos” é o terror de quem precisa acordar cedo. Primeiro você aperta o botão
“soneca” uma vez, só para curtir uns últimos minutinhos de sono. Depois duas, três vezes. E mesmo com
o som do despertador no máximo, você não consegue ficar acordado. Quando vai ver, já está uma hora
atrasado.
 
Ter uma boa noite de sono é o melhor jeito de evitar aquela sensação “grogue” logo ao acordar. Mas
escolher um bom alarme também pode ajudar. Uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de
Melbourne, na Austrália, mostrou que alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado de
alerta ao acordar.
 
O seu cérebro não é como um interruptor, que liga e desliga totalmente na hora que quer. As regiões
mais importantes para o estado de alerta, como o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do que
outras áreas. Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado, o que causa a sensação
“grogue”. O fluxo de sangue para o cérebro é outro fator que influencia essa sensação.
 
Sons com melodias energizantes (como a música ABC, do The Jackson 5), são boas pedidas. Mas não é
só isso. O estudo também mostrou que existem volumes e frequências mais eficazes para cada faixa
etária.
 
Jovens entre 18 e 25 anos precisam de alarmes com sons mais altos para acordar totalmente, enquanto
pessoas mais velhas já ficam de pé com barulhos mais baixos. Aos 18 anos de idade, você pode precisar
de um alarme com até 20 decibéis a mais do que aos 80 anos. Os pré-adolescentes (entre 10 e 14 anos)
são os que precisam dos sons mais altos.
 
Um outro estudo, também do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, mostrou que tons com
frequência dominante de 500 Hz deixam as pessoas mais alertas do que aqueles com mais de 2000 Hz.
Não por coincidência, essa é a frequência do alarme padrão do iPhone.
 
A pesquisa também concluiu que pessoas com alarmes “cantáveis” se sentem mais alertas ao acordar. A
música não precisa ter letra, necessariamente – basta uma melodia que você consiga murmurar baixinho.
Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas para acordar após um cochilo (mesmo que
isso te faça odiar a canção depois).
 
[...]
 
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/como-escolher-o-som-de-despertador-perfeito-segundo-a-ciencia/
 
Assinale a alternativa que apresenta um artigo definido.
a) “Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado”
b) “Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas”
c) “A música não precisa ter letra”
d) “basta uma melodia que você consiga murmurar baixinho”
e) “você não consegue ficar acordado”
www.tecconcursos.com.br/questoes/2146594
Instituto ACCESS - Ag (CM Rio Acima)/CM Rio Acima/Administrativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Texto
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2146594
Terra tem asteroide de 1,2 km que a segue em sua órbita
 
Graças a dados do telescópio Soar, observatório do qual o Brasil é sócio majoritário no Chile,
pesquisadores confirmaram que a Terra tem um asteroide de 1,2 km de diâmetro que acompanha o
planeta em sua órbita ao redor do Sol.
 
Muito tem sido dito sobre os pontos de libração (ou lagrangianos) de um sistema como o Terra-Sol,
agora que o Telescópio Espacial James Webb se instalou em um deles, o L2, localizado a 1,5 milhão de
km da Terra, acompanhando o planeta em seu passeio pelo carrossel solar. Mas outros dois pontos do
mesmo tipo, L4 e L5, ficam exatamente na órbita terrestre, a 60 graus do planeta, um adiante e outro
atrás.
 
Eles servem, assim como os demais, como uma espécie de estacionamento natural, em que a gravidade
dos dois astros (Sol e Terra, no caso) se contrabalança para estabilizar objetos ali localizados. Vale para
naves, como o Webb, e também para asteroides, que, quando param por lá, são chamados de troianos.
 
O termo foi originalmente usado para descrever os pedregulhos que ficam nos pontos L4 e L5 do sistema
Júpiter-Sol, acompanhando o planeta gigante em sua órbita. Mas em tese qualquer mundo com massa
suficiente pode tê-los. Com efeito, há troianos associados a todos os gigantes gasosos e a quase todos
os rochosos (só Mercúrio não teve ao menos um objeto desse tipo descoberto).
 
O primeiro troiano terrestre a ser achado foi o 2010 TK7, detectado, adivinhe só, em 2010. O segundo,
esmiuçado agora, pintou uma década depois, quando o telescópio Pan-Starrs1, no Havaí, descobriu o
2020 XL5. Mas, por ocasião de sua descoberta, era possível que fosse apenas um asteroide de
passagem, não um troiano.
 
Contudo, uma busca nas imagens de arquivo da DECam, câmera do projeto Dark Energy Survey, revelou
a posição do objeto em vários momentos entre 2012 e 2019. Somando-a às novas observações, foi
possível determinar a órbita e constatar que de fato ele acompanha a Terra – e assim o fará por pelo
menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado gravitacionalmente e pegar outro caminho.
 
Os dados do Soar em particular permitiram estimar o tamanho e a composição do 2020 XL5. Trata-se de
um asteroide tipo C, rico em carbono, e seu diâmetro é dos grandões. Com 1,2 km, ele tem o triplo do
tamanho do 2010 TK7. Ambos estão localizados no L4, um ponto lagrangiano que viaja à frente da Terra
em sua órbita. No L5, que vem na esteira do trajeto do planeta em torno do Sol, ainda não encontraram
nada.
 
O resultado foi publicado no periódico Nature Communications e pode ser só mais um em uma lista: é
bem possível que a Terra tenha outros troianos esperando para ser descobertos. Marte, apesar de muito
menor, tem pelo menos nove (e possivelmente14, se contarmos os objetos ainda não listados
oficialmente como troianos). Facilita, nesse caso, estar perto de um grande repositório, o cinturão de
asteroides.
 
(Salvador Nogueira. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/mensageiro-sideral/2022/02/terra-tem-asteroide-de-12-
km-que-a-segue-em-sua-orbita.shtml. Fevereiro de 2022)
 
“Somando-a às novas observações, foi possível determinar a órbita e constatar que de fato ele
acompanha a Terra – e assim o fará por pelo menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado
gravitacionalmente e pegar outro caminho.” (6º Parágrafo)
 
No período acima, há quantas ocorrências de artigo definido?
a) Duas.
b) Três.
c) Quatro.
d) Cinco.
4) 
5) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2146898
Instituto ACCESS - Aux (CPGI)/CPGI/Administrativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
 
Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro no interior de SP
 
Pesquisadores descobriram no interior de São Paulo um fóssil que pode ser de uma nova espécie de
dinossauro. O fóssil foi encontrado na cidade de Ibirá, próximo a São José do Rio Preto, e lembra a
estrutura de um titanossauro, o dinossauro herbívoro e pescoçudo que podia alcançar mais de 20 metros
de comprimento.
 
Mas esse novo dinossauro é bem menor, da cabeça ao pescoço não chega a 6 metros e apresenta outras
características que indicam ser de uma nova espécie, segundo Bruno Navarro, paleontólogo do Museu de
Zoologia da USP.
 
Os resultados da pesquisa ainda estão sendo revisados e devem ser publicados em uma revista científica
no segundo semestre. Enquanto isso, ainda não é possível ter acesso ao fóssil e nem mesmo a
fotografias da descoberta. Também não dá para saber como ele foi batizado.
 
Mas já dá para ter uma ideia de como era esse antigo habitante do Brasil. O paleoartista Hugo Cafasso já
fez uma reconstrução artística do novo dinossauro. Paleoartistas são os profissionais que fazem a
representação de plantas e animais pré-históricos a partir das descobertas científicas.
 
A descoberta de fósseis em Ibirá não é novidade. A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica a
quase 500 quilômetros da capital paulista integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste de
São Paulo, o triângulo mineiro e o sul de Goiás. Formada por rocha sedimentar, essa área foi propícia à
preservação dos fósseis do período cretáceo, cerca de 80 milhões de anos atrás.
 
Foi na região de Ibirá que, em 2014, foi descoberto um outro dinossauro, o Thanos simonattoi, um
predador carnívoro batizado com o nome grego que representa a morte e que também deu nome ao
vilão da franquia de quadrinhos da Marvel.
 
(https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/pesquisadores-descobrem-nova-esp%C3%A9cie-de-
dinossauro-no-interior-de-sp/ar-AAY3IPv?ocid=msedgntp&cvid=78941cf3de344fa7b518bca34013a151. 4/6/22)
 
“A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica a quase 500 quilômetros da capital paulista
integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste de São Paulo, o triângulo mineiro e o sul
de Goiás.”
 
Assinale a opção que indique corretamente a quantidade de artigos presentes no período acima.
a) cinco
b) seis
c) sete
d) oito
www.tecconcursos.com.br/questoes/2189902
Instituto ACCESS - AAdm (Ouro Branco)/Pref Ouro Branco/2022
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
 
Policial militar que estuda matemática vê no ensino forma de combater violência
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2146898
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2189902
Estudantes e professor próximos da nascente de um rio: pode até não parecer, mas esse é o cenário de
uma aula de matemática. É ali que o educador explica conceitos de geometria, como área e raio de uma
circunferência.
 
Mas não só. Ele ainda propõe algumas reflexões aos estudantes sobre preservação ambiental e os efeitos
que as ações humanas têm na natureza.
 
O método de ensino pode parecer estranho à primeira vista. Afinal, aulas de matemática normalmente
contêm operações na lousa, cálculos de figuras geométricas e fórmulas difíceis. Para Marcílio Leão, 51,
no entanto, não é bem assim.
 
A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre
como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à
violência.
 
"Eu tive a ideia de fazer esse trabalho voltado para uma sociedade melhor. Por meio da educação, em
especial da educação matemática, a gente consegue alcançar uma sociedade em que nós não tenhamos
tantas dores. Isso virou meu objetivo de vida."
 
Morador de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Leão é policial militar há 22 anos e ainda
continua na corporação atuando na área ambiental.
 
Já no que diz respeito à vida acadêmica, ele se formou em matemática na Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras em São José do Rio Pardo (SP) e, em 2022, entregou sua tese de doutorado em
educação matemática na Unesp (Universidade Estadual Paulista).
 
Desde o início de sua trajetória acadêmica, ele conta, já tinha convicção de que gostaria de estudar a
relação entre violência e matemática. “Eu comecei a me interessar pela questão da violência justamente
pelo fato de estar perto dessas dores e dessas dificuldades por ser policial.”
 
No doutorado, Leão pesquisou justamente como o ensino de matemática pode ajudar na construção de
um mundo mais justo e pacífico.
 
Para isso, diz Leão, o educador pode, por exemplo, trabalhar com os alunos gráficos que abordem os
índices de violência. Assim, além de explicar conceitos de matemática e estatística, o educador será
capaz de discutir esse fenômeno que atinge profundamente o Brasil, com contribuições da turma.
 
O estudo feito pelo policial envolveu um questionário aplicado em duas escolas públicas no estado de
São Paulo e em uma Fundação Casa. As perguntas tentaram entender como os jovens viam a iniciativa
de uma educação que tratasse sobre temáticas que envolvessem a violência em meio a aulas de
matemática.
 
(...)
 
A preocupação em desenvolver uma pesquisa que envolva o tema da violência foi motivada, além do
trabalho de policial que Leão desempenha, por vivências pessoais recentes. A partir de perdas que
enfrentou nos últimos anos, diz Leão, procurou se aprofundar em um assunto que possa colaborar para a
construção de uma sociedade melhor.
 
(...)
 
Agora o policial militar espera que o seu estudo consiga ter um impacto positivo na construção de
currículos de matemática. "Tem inúmeras situações da vida que a gente pode trabalhar em sala de aula o
comportamento e o desenvolvimento de consciência dos alunos. Essas questões favorecem a formação
de valores", diz.
 
6) 
(Samuel Fernandes. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/04/policialmilitar- que-estuda-matematica-ve-
no-ensino-forma-de-combater-violencia.shtml. 18.abr.2022)
 
“A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre
como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à
violência.”
 
No período acima, é correto afirmar que existem
a) seis artigos.
b) sete artigos.
c) oito artigos.
d) nove artigos.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2190654
Instituto ACCESS - FSan (Ouro Branco)/Pref Ouro Branco/Nível Técnico/2022
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
 
Por um imposto regulador dos preços dos combustíveis
 
Apesar de o Brasil ser detentor de uma das mais generosas riquezas naturais do mundo, como o pré-sal,
as rendas governamentais vinculadas à exploração dessas riquezas geram montantes relativamente
pequenos aos cofres públicos diante do tamanho da economia e da carga tributária total.
 
No caso do petróleo, a parcela dos impostos incidentes na comercialização dos seus derivados,
constituída principalmente do ICMS, é paga pelo consumidor. Mesmo essa carga não é das maiores no
mundo: na médiada OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a
participação dos tributos sobre o preço final de comercialização é de 54% (dados da Opep de 2020). No
Brasil, essa carga na gasolina é de 39%; no diesel, 20%; e no GNV (gás natural veicular), 23%.
 
E a carga de impostos que incidem na exploração do petróleo e gás no Brasil paga pelas empresas?
Esses tributos são constituídos de impostos federais sobre lucros (CSLL e IRPJ) e as rendas de
exploração, que são os royalties e as participações especiais recolhidas por estados, municípios e União.
 
Segundo a Receita Federal, a arrecadação dos impostos federais sobre lucros do setor petroleiro foi de
irrisório 0,05% do PIB na média dos anos de 2011 a 2020, período em que ocorreu um aumento das
deduções legais praticadas. Já o pagamento de royalties e participações atingiram níveis recordes de R$
74,4 bilhões em 2021, mas representam apenas 0,86% do Produto Interno Bruto. Assim, se em 2021 a
soma dos dois totalizar uma carga tributária perto de 1% ou 1,5% do PIB, a contribuição da produção de
petróleo na receita tributária brasileira fica entre 3% e 4,5% do total arrecadado.
 
De fato, dados apresentados no livro "International Taxation and the Extractive Industries", por Philip
Daniel e outros, ilustram que a arrecadação advinda da indústria extrativa (incluindo petróleo e minérios)
tem peso extremamente baixo na receita tributária total no Brasil (menos de 5%), em grande contraste
com outros países. Essa participação chega a mais de 60% na Arábia Saudita e Emirados Árabes; no
México fica próxima de 30%; na Noruega e na Rússia, 20%; e, no Chile, 15%.
 
Na comparação setorial, dados da Firjan (relativos a 2016), considerando impostos de todos os entes da
Federação sobre produtos líquidos de subsídios, mostram que os setores intensivos na exploração de
commodities (incluindo a agropecuária e a indústria extrativa) pagam, juntos, apenas 7% do valor bruto
da produção. Já a indústria da transformação paga uma carga tributária de 45%; os serviços de utilidade
pública, 40%; o comércio, 36%; outros serviços privados, 23%; a construção, 14%.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2190654
7) 
Essa subtributação da exploração do petróleo indica fazer sentido a criação de um imposto sobre o
direito de exportar o óleo cru, conforme já foi defendido por Sergio Gobetti e outros. O pulo do gato é
que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao consumidor; pelo
contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno. Como os preços do petróleo são formados nos
mercados internacionais, o imposto sobre a exportação resulta numa redução do lucro exigido pelo
exportador para vender internamente.
 
Embora o preço seja cotado nos mercados internacionais, o custo de extração não é homogêneo e, no
Brasil, com o pré-sal, situa-se entre os menores do mundo. Com esse imposto, a regra de preço da
Petrobras pode manter a paridade internacional, descontando, porém, essa parcela de impostos. Essa
alíquota deve ser flexível e escalonada de forma que o desconto tributário seja tão maior quanto maior o
preço.
 
Assim, o imposto acaba tendo um papel regulador contra as oscilações dos preços. Essa alíquota deve
ser zerada caso o preço internacional caia para um limiar, de forma a preservar o lucro normal da
empresa, considerando seu (baixíssimo) custo de extração e todos os outros, inclusive os custos de
importações dos derivados. No médio prazo, esse imposto é também um incentivo fiscal ao aumento da
capacidade de refino e de investimentos em escoamento do gás associado.
 
(Julia de Medeiros Braga. Economista e professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal
Fluminense. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/05/por-um-imposto-regulador-dosprecos- dos-
combustiveis.shtml. 19.mai.2022)
 
“O pulo do gato é que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao
consumidor; pelo contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno.”
 
No período acima há
a) seis artigos.
b) sete artigos.
c) oito artigos.
d) nove artigos.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1945170
Legalle - AAdm (Pref Alvorada)/Pref Alvorada/2021
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
As enchentes
 
As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas.
 
Além da suspensão total do tráfego, com um, prejudicial interrupção das comunicações entre os vários
pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e
destruição de imóveis.
 
De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais
acidentes urbanos.
 
Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples
problema.
 
O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas,
mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.
 
Como está acontecendo, atualmente, ele e função da chuva. Uma vergonha!
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1945170
8) 
 
Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de
resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da questão.
 
O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de
solucionar esse defeito do nosso Rio.
 
Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações
atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.
 
Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o
que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.
Autor: Lima Barreto (adaptado)
 
De acordo com as classes gramaticais das palavras, é pertinente concluir que se classifica como artigo
indefinido, única e exclusivamente:
a) As
b) quase
c) da
d) ele
e) Uma
www.tecconcursos.com.br/questoes/2144410
IDECAN - GM (Campina Gde)/Pref Campina Gde/2021
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Texto para a questão.
Paraíba registra queda no volume de vendas do
comércio varejista, diz IBGE
 
O volume de vendas do comércio varejista paraibano apresentou a 3ª menor variação do país no
acumulado em 12 meses (–0,7%), segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a setembro,
divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice
estadual contrasta com a média nacional, que aponta para um saldo positivo (3,9%)
 
No mesmo período, a receita nominal do setor da Paraíba, embora tenha tido alta de 9,7%, registrou
também a 3ª menor variação do Brasil, inferior à média do país (15,1%). Em ambos os casos, os
indicadores paraibanos foram os menores do Nordeste.
 
Já frente aos resultados de agosto deste ano, o volume de vendas paraibano teve retração de 1,4% em
setembro, próxima à observada na média do Brasil (–1,3%). Por outro lado, foi verificado um
crescimento de 0,6% na receita do estado, enquanto no cenário nacional houve redução de 0,2%.
 
Este ano, até o mês pesquisado, o volume brasileiro de vendas do comércio varejista apresentou
expansão de 3,8%, no comparativo com o mesmo período de 2020, ao passo que o paraibano teve
queda de 1,1%. Contudo, nos dois recortes territoriais, o saldo da receita foi positivo, de 16,3% e
10,4%, respectivamente, embora o indicador da Paraíba tenha sido o 3º menor do Brasil.
 
No comércio varejista ampliado paraibano – que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e
de material de construção –, foram observadas variações positivas no acumulado de 12 meses, tanto no
volume de vendas (6,1%), como na receita (16,9%). Em ambos os casos, porém, os resultados do
estado foram inferiores às médias nacionais, de 7% e 19%, respectivamente.
 
Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volumeestadual e de 1,1% no nacional. Entretanto, as receitas dos setores aumentaram 0,8% e 0,3%,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2144410
9) 
10) 
respectivamente.
 
(Jornal da Paraíba, 11/11/2021. Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/economia/2021/11/11/paraiba-
registra-queda-no-volume-de-vendas-do-comercio-varejista-diz-ibge)
 
Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volume
estadual e de 1,1% no nacional.
 
No período acima, há quantos artigos?
a) Três.
b) Quatro.
c) Cinco.
d) Seis.
www.tecconcursos.com.br/questoes/823126
VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Leia o texto para responder à questão.
Seleção artificial
As guerras não ajudam muito a remediar(A) o que se denomina (bombasticamente) de explosão
demográfica: os que ficam em casa aproveitam(B) a deixa para multiplicar-se. E como os que partem são
agora escolhidos(C) entre os mais aptos de físico e de espírito, imagine o pobre leitor(D) o que não será
isso para a evolução do Homo sapiens(E)...
(Mário Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
 
O artigo definido serve para particularizar uma informação, especificando-a, conforme corretamente
indicado em:
a) As guerras não ajudam muito a remediar...
b) ... os que ficam em casa aproveitam...
c) E como os que partem são agora escolhidos...
d) ... imagine o pobre leitor...
e) ... o que não será isso para a evolução do Homo sapiens...
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VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Casas amáveis
 
Vocês me dirão que as casas antigas têm ratos, goteiras, portas e janelas empenadas, trincos que não
correm, encanamentos que não funcionam. Mas não acontece o mesmo com tantos apartamentos
novinhos em folha?
 
Agora, o que nenhum arranha-céu poderá ter, e as casas antigas tinham, é esse ser humano, esse modo
comunicativo, essa expressão de gentileza que enchiam de mensagens amáveis as ruas de outrora.
 
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11) 
Havia o feitio da casa: os chalés, com aquelas rendas de madeira pelo telhado, pelas varandas, eram
uma festa, uma alegria, um vestido de noiva, uma árvore de Natal.
 
As casas de platibanda expunham todos os seus disparates felizes: jarros e compoteiras lá no alto, moças
recostadas em brasões, pássaros de asas abertas, painéis com datas e monogramas em relevos de ouro.
Tudo isso queria dizer alguma coisa: as fachadas esforçavam-se por falar. E ouvia- -se a sua linguagem
com enternecimento. Mas, hoje, quem se detém a olhar para rosas esculpidas, acentos, estrelas,
cupidos, esfinges, cariátides? Eram recordações mediterrâneas, orientais: mitologia, paganismo,
saudade.
 
Agora, os andaimes sobem, para os arranha-céus vitoriosos, frios e monótonos, tão seguros de sua
utilidade que não podem suspeitar da sua ausência de gentileza.
 
Qualquer dia, também desaparecerão essas últimas casas coloridas que exibem a todos os passantes
suas ingênuas alegrias íntimas — flores de papel, abajures encarnados, colchas de franjas — e suas
risonhas proprietárias têm sempre um Y no nome, Yara, Nancy, Jeny... Ah! não veremos mais essas
palavras, em diagonal, por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no
peitoril.
 
Afinal, tudo serão arranha-céus.
 
E eis que as ruas ficarão profundamente tristes, sem a graça, o encanto, a surpresa das casas, que vão
sendo derrubadas. Casas suntuosas ou modestas, mas expressivas, comunicantes. Casas amáveis.
 
(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho. Adaptado)
 
Vocabulário:
Platibandas: espécies de mureta construída na parte mais alta das paredes externas de uma construção, para
proteger e ornamentar a fachada.
Compoteiras: elementos ornamentais parecidos com vasos.
Monogramas: siglas formadas por uma ou várias letras, conjuntas ou entrelaçadas, significando um símbolo ou
a inicial, ou iniciais, de um nome.
Cariátides: suportes arquitetônicos, originários da Grécia antiga, que se apresentavam quase sempre com a
forma de uma estátua feminina e cuja função era sustentar um entablamento
 
Na passagem *... por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no
peitoril.”, o diminutivo dos substantivos indica
a) zombaria nos dois empregos.
b) crítica no primeiro emprego, e tamanho no segundo.
c) tamanho primeiro emprego, e intensidade no segundo.
d) ironia no primeiro emprego, e desdém no segundo.
e) afetividade nos dois empregos.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia a tira.
 
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12) 
13) 
 
Ao se referir ao irmão no aumentativo, “irmãozão”, a menina demonstra
a) independência, sugerindo que pode dispensar a ajuda dele.
b) apreço, revelando seu reconhecimento por ele tê-la ajudado.
c) desagrado, tendo em vista que ele nem sempre se dispõe a colaborar.
d) rivalidade, pelo fato de ele ser mais velho do que ela.
e) despeito, constatando que o irmão se mostra mais sábio do que ela.
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VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão. 
 
15 DE JUNHO … Fui comprar carne, pão e sabão. Parei na banca de jornaes. Li que uma senhora e três
filho havia suicidado por encontrar dificuldade de viver. (…) A mulher que suicidou-se não tinha alma de
favelado, que quando tem fome recorre ao lixo, cata verduras nas feiras, pedem esmola e assim vão
vivendo. (…) Pobre mulher! Quem sabe se de há muito ela vem pensando em eliminar-se, porque as
mães tem muito dó dos filhos. Mas é uma vergonha para uma nação. Uma pessoa matar-se porque
passa fome. E a pior coisa para uma mãe é ouvir esta sinfonia:
 
– Mamãe eu quero pão! Mamãe, eu estou com fome!
 
Penso: será que ela procurou a Legião Brasileira ou Serviço Social? Ela devia ir nos palacios falar com os
manda chuva.
 
A noticia do jornal deixou-me nervosa. Passei o dia chingando os politicos, porque eu também quando
não tenho nada para dar aos meus filhos fico quase louca.
(Carolina Maria de Jesus, Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada)
 
Na oração – … porque as mães tem muito dó dos filhos. –, o substantivo destacado é masculino. Assim
como ele, está corretamente empregado o substantivo masculino destacado em:
a) Durante as compras na feira, percebi que o alface estava mais barato esta semana.
b) Quem quer investir em ouro, precisa saber quanto custa o grama desse metal.
c) A construção atrasou um pouco, porque o cal e o cimento comprados atrasaram.
d) Na nova temporada da competição, o time vai trocar o seu mascote mais uma vez.
e) O rapaz foi detido porque encontraram o dinamite no banco traseiro de seu carro.
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VUNESP - TTI (TJ RS)/TJ RS/Programador/2023
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
O vocábulo tubarão-martelo tem dois plurais: as formas tubarões-martelos e tubarões-
martelo.
 
O mesmo ocorre com o vocábulo:
a) abaixo-assinado.
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14) 
15) 
b) escola-modelo.
c) guarda-roupa.
d) meio-fio.
e) recém-contratado.
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VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão.
 
O desafio
 
Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação
de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a
palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da
realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do
mamiífero seja de uma espadapor tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu
abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba.
(...) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro
bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar
Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (...) emita sua sagrada
opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo
drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e
se recusam a fazê-lo.
 
(Leandro Karnal. O desafio. Jomal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa cujo termo em destaque forma o plural em —ões, assim como no termo em
destaque do trecho — ...formulação de opiniões.
a) É preciso manifestar o desejo de ser doador de órgão.
b) A Constituição garante o direito do cidadão.
c) O carnaval tem sido aguardado pelo folião.
d) É preciso saber partilhar o pão.
e) Nem sempre o nosso irmão é de sangue.
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2022
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor
Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.
 
Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se
limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita,
velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do
leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino
na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:
 
Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O
Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de
nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram
por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e
“Caiu”.
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16) 
 
Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia:
 
— Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
 
Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um
cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa
existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na
história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais
simples de “A sopa”.
 
Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
 
— Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.
 
— Vou ver o que posso fazer — prometeu ele.
 
Acabou me dando de volta a da sopa.
 
— Logo esta? — protestei.
 
— As outras estão muito gastas.
 
Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço
para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.
 
Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do
autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores
que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de
escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal.
Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato
todo circunstancial de aparecer em periódicos.”
(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
 
Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto
linguístico em:
a) “Sou pobre mas não sou soberbo.”
b) “Um subgênero, há quem desdenhe.”
c) “‘Literatura em mangas de camisa’, diz-se em Portugal.”
d) “Acabou me dando de volta a da sopa.”
e) “Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de
nós.”
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2022
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Para responder à questão, leia a crônica “A bela e a fera”, de Paulo Mendes Campos, publicada
originalmente em 1981.
 
Quando eu era soldado, o terror do quartel era o vice-comandante, o Major Eufrásio. Era um homem de
meia-altura, atarracado, braços curtos, cara quadrada, de nariz e óculos enormes. Não sorria nunca. Mais
que isso, estava sempre de cara amarrada, como se temesse punhalada pelas costas. Não perdoava
nada, vivia vasculhando as nossas faltas, mandava prender os subordinados por causa de um botão na
túnica ou de uma perneira mal engraxada. Nós lhe votávamos todos um santo ódio, sobretudo porque o
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próprio comandante era a mais civil das criaturas e poderia dirigir sem irrisão um colégio de meninas. O
contraste entre os dois chefes supremos serviria para levar-nos ao eterno pensamento sobre a
diversidade dos seres humanos — mas não pensávamos naquela época. Reagíamos, condicionados
pouco a pouco, ao estímulo de ordinário marche, à esquerda, à direita, alto, fórmulas que nos poupam o
incômodo exercício do pensamento. E cultivávamos o medo e a raiva: sobretudo quando o Major
Eufrásio, de cima de um cavalo, virava o próprio monumento equestre do inimigo da humanidade. [...]
 
Agora o leitor faça transcorrer vinte anos. Estou na companhia de amigos em um bar na cidade quando
sinto, não propriamente medo, mas uma vaga sensação de mal-estar, ao ver na mesa ao lado o terrível
do Eufrásio. Tinha cabelos escassos e brancos, mas era o mesmo homem robusto, feio e atarracado. O
major bebia sozinho o seu uísque. Estava entre nós alguém que o conhecia dos tempos da Escola Militar:
palavra vai, palavra vem, o antigo colega e eu fomos convidados para beber um rápido com o major. A
situação me empolgava. Afinal, vinte anos depois ia eu conhecer de perto o fero e intransponível major.
O ódio antigo se transformou instantaneamente em curiosidade humana: como seria a fera por dentro? A
ideia de que o major fosse a favor da bomba atômica causou-me alvoroço. Seria um fim de carreira em
harmonia com o princípio.
 
Contou-me que se reformara há pouco tempo no posto de general e gozava o ócio depois de tantos anos
de trabalho. Puxando a conversa para onde me interessava, disse-lhe do terror que ele me inspirava no
meu tempo de soldado. O general pôs-se a sorrir e me falou que, no fundo, sempre fora um sentimental.
 
Cinco minutos depois, estava a narrar-nos uma história de amor. Ainda o coronel, pouco antes de
reformar-se, tivera em Porto Alegre a grande paixão de sua existência. Era a mulher mais bela do
mundo, de incomparáveis olhos azuis e francesa. E que voz suave! que delicadeza de gestos! que
educação! que finura!
 
Era casada e muito bem casada. Não, jamais pudéssemos pensar que ele fosse perturbar a felicidade do
casal. Frequentou-lhes a casa durante quatro anos em devoção ardente mas coberta pela máscara
serena de uma vontade de ferro. Nunca deixou transparecer o que lhe ia no coração! Nunca! A não ser
uma vez. Foi quando o casal lhe ofereceu uma grande festa de despedida. Os olhos da fera estavam
umedecidos. Ela estava mais deslumbrante do que nunca. Ele, o homenageado, à véspera da partida, às
vezes tinha de esconder-se pelos cantos para enxugar com o lenço a emoção. Foi uma coisa indescritível,
que só não o levou ao desespero porque de há muito decidira pela resignação.
 
Houve só um momento de fraqueza.Um só! Foi quando os dois se encontraram sozinhos na sacada, sob
um céu maravilhosamente estrelado. Ela confessou a saudade que ele deixava.
 
– Aí, meu caro amigo, este velho coração não suportou mais. Segurei de leve as mãos dela e disse, em
francês: Madame, je vous aime.1
 
O general tirou o lenço, levantou os óculos, limpou os olhos.
 
– Ela me apertou a mão com força e me disse... Que coisa linda ela me disse! que simplicidade! que
dignidade!... Ela me disse: Merci, mon colonel! 2
 
1 Madame, je vous aime.: Senhora, eu a amo.
2 Merci, mon colonel!: Obrigada, meu coronel!
 
(Paulo Mendes Campos. Balé do pato, 2012.)
 
O termo que qualifica o substantivo na expressão “devoção ardente” (5o parágrafo) tem sentido oposto
ao termo que qualifica o substantivo em:
a) “eterno pensamento” (1o parágrafo).
b) “incômodo exercício” (1o parágrafo).
c) “santo ódio” (1o parágrafo).
17) 
18) 
d) “máscara serena” (5o parágrafo).
e) “coisa indescritível” (5o parágrafo).
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VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Texto
 
Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar.
 
Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome,
enquanto a seca durasse.
 
Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha...
 
Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher
o plano de partida.
 
Ela ouvia chorando, enxugando, na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas.
 
Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes
enriquecidos no Norte.
 
A voz lenta e cansada vibrava, erguia-se, parecia outra, abarcando projetos e ambições. E a imaginação
esperançosa aplanava as estradas difíceis, esquecia saudades, fome e angústias, penetrava na sombra
verde do Amazonas, vencia a natureza bruta, dominava as feras e as visagens, fazia dele rico e vencedor.
 
Cordulina ouvia, e abria o coração àquela esperança; mas correndo os olhos pelas paredes de taipa, pelo
canto onde na redinha remendada o filho pequenino dormia, novamente sentiu um aperto de saudade, e
lastimou-se:
 
— Mas, Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha! Onde é que a gente vai viver, por esse
mundão de meu Deus?
 
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
 
Na frase final do texto, na fala de Cordulina – Onde é que a gente vai viver, por esse mundão de meu
Deus? –, o substantivo destacado está flexionado no aumentativo indicando
a) os perigos do mundo.
b) a vastidão do mundo.
c) a limitação do mundo.
d) as belezas do mundo.
e) a acolhida do mundo.
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VUNESP - ALeg (CM Potim)/CM Potim/2021
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Atenção ao sábado
 
 Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém
despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha
no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras
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19) 
abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. No
sábado é que as formigas subiam pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da
calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a
campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Se
chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a
semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, de
súbito, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde. Tem sido sábado, mas já
não me perguntam mais. Então eu não digo nada, aparentemente submissa. Mas já peguei as minhas
coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Não é
propriamente rosa que eu quero dizer.
 
(Clarice Lispector, “Atenção ao sábado”. Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão],
1996)
 
Na passagem –... vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e
pirão... –, os termos destacados fazem o plural, respectivamente, da mesma forma que:
a) guarda-roupa; cidadão.
b) vice-campeão; capitão.
c) boia-fria; mamão.
d) reco-reco; capelão.
e) pé-de-cabra; sensação.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão abaixo.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) foi criado em 1986, com o objetivo de reforçar
as ações nacionais de conscientização sobre os danos sociais, de saúde, econômicos e ambientais
causados pelo tabaco.
 
A campanha promovida pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) este ano chama-se Comprometa-se a
parar de fumar. O instituto lembra que o tabagismo é um fator de risco importante para a Covid-19, por
isso parar de fumar se torna uma medida de proteção à saúde de todos os cidadãos.
 
Peças criadas para redes sociais com a frase “Cringe mesmo é fumar” fazem parte da campanha. Os
materiais desenvolvidos pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de
Saúde, destacam a importância de proteger a saúde de crianças, jovens e adolescentes, que são alvo de
estratégias de venda para que possam se tornar um mercado repositor de novos consumidores, já que o
consumo de tabaco mata mais da metade de seus usuários.
 
Vale lembrar que os cigarros eletrônicos, ou pods, não são opções mais saudáveis ao cigarro tradicional.
No Brasil, a comercialização desses dispositivos é proibida, já que não foi autorizada pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitos países que liberaram sua venda estão revendo as suas
posições depois de novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
(https://doutorjairo.uol.com.br)
 
Cringe: Para os integrantes da geração Z, é um adjetivo usado para classificar pessoas que fazem coisas
fora de moda, ultrapassadas, cafonas mesmo. Eles também costumam classificar atitudes ou objetos.
Nesse caso, ela é usada como sinônimo de vergonha alheia.
(https://g1.globo.com)
Nas passagens – proteção à saúde de todos os cidadãos (2º parágrafo) – e – proteger a saúde de
crianças, jovens e adolescentes (3º parágrafo) –, o substantivo “cidadão” faz o plural com “ãos”, e o
substantivo feminino “crianças” refere-se tanto ao sexo masculino quanto ao feminino. Substantivos com
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766522
https://doutorjairo.uol.com.br/
https://g1.globo.com/
20) 
21) 
essas mesmas propriedades gramaticais, empregados em sua forma singular, estão destacados, correta e
respectivamente, em:
a) O tabelião confundiu-se na hora de assinar o contrato, e pediu desculpas ao agente que
esperava o documento para conferir.
b) Durante a missa, o padre pediu a atenção a todos os presentes e orientou aos fiéis para que
fossem bons com toda pessoa.
c) O patrão chegou alterado na empresa, tinha sido informado de que um assaltante estava
rondando aquela região.
d) Na sessão de terapia, o rapaz parecia fazer uma confissão ao referir-se à forma como tratava sua
colega de trabalho.
e) Quando saiu da igreja, o sacristão ficou aterrorizado com o acidente e preocupado para saber se
houve alguma vítima.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma-padrão.
a) Os tabeliãos devem preparar o documento.
b) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
c) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
d) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
e) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
www.tecconcursos.com.br/questoes/86353VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode realmente chegar
uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água e (na
maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
água em si faça diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40
dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os
insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção.
 
(CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado)
A flexão de número do termo "preços-sombra" também ocorre com o plural de
a) guarda-costa.
b) reco-reco.
c) guarda-noturno.
d) sem-vergonha.
e) célula-tronco.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122499
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78937
22) 
23) 
A questão refere-se ao texto.
A mídia é sempre aquela. Mas...
Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? 
vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o
jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício
desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder quer que se manifeste.
(...)
 avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil,
a rota é diversa daquela percorrida em outros países, em decorrência do nosso atraso, a nos manter em
um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade.
 
(www.cartacapital.com.br/2007/06/a-midia-e-sempre-aquela-mas/view)
Considerando I – guardiãos, II – guardiães e III – guardiões, é correto afirmar que o plural masculino
do termo guardiã, que ocorre no primeiro parágrafo, está devidamente expresso apenas em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
A questão refere-se ao texto.
O empobrecimento da nossa sociedade provocou uma diminuição crônica dos investimentos em
educação em nosso país e, por causa disso, houve nítida piora da qualidade do ensino público. Essa
queda se acentuou nos últimos 30 anos, e a educação pré-universitária foi, com certeza, a mais
prejudicada.
É consenso que o acesso ao conhecimento é fator fundamental para inclusão e transformação social.
Assim, mais do que nunca, todos os brasileiros devem ter acesso à educação, desde a mais tenra idade
até a profissionalização, seja esta de que nível for.
No caso brasileiro, contudo, é preciso ir além desse consenso. Tendo em vista os graves problemas
sociais que vivenciamos atualmente, não basta apenas educar até o estágio profissionalizante. É
necessário discutir que tipo de profissionalização devemos promover. São tantas as carências, que a
formação profissionalizante deve ir além da capacitação técnica.
 
(Marcos Boulos, Folha de S.Paulo, 21.08.2006)
Assinale a alternativa em que os termos fazem o plural a exemplo de pré-universitária.
a) azul-marinho, super-homem.
b) pôr-do-sol, reco-reco.
c) infra-estrutura, pós-graduação.
d) homem-bomba, pé-de-moleque.
e) viúva-negra, pau-a-pique.
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24) 
25) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/79004
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Policiais paulistanos
 
Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para
quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios
como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há
algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos
humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns...
puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado
do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras.
Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
– Vou lançar um policial! – contou-me.
Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais
escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de
Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as
religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da
Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os
freqüentadores do terreiro.
 
(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)
Analise as afirmações.
 
I. O substantivo fã tem o mesmo emprego que o substantivo vítima na forma masculina e na
feminina.
II. Está correta, quanto à grafia, a frase: Um bom livro também ajuda a relaxar, mas se fosse um
mal livro, isso não aconteceria.
III. O plural de mãe-de-santo é mães-de-santo.
Está correto o que se afirma apenas em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Policiais paulistanos
 
Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para
quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios
como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há
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26) 
27) 
algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos
humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns...
puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado
do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras.
Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
– Vou lançar um policial! – contou-me.
Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais
escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de
Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as
religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da
Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os
freqüentadores do terreiro.
 
(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)
... passou anos estudando as religiões afro-brasileiras.
Os termos que fazem o plural da mesma forma que religião (religiões) são
a) capitão e mamão.
b) cirurgião e negação.
c) limão e pão.
d) mão e pão.
e) mamão e cidadão.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar.
 
No contexto, o feminino de cavalheiro é
a) mulher.
b) amazona.
c) senhora.
d) matrona.
e) garota.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Para responder à questão,leia o texto.
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28) 
Ronald Golias
 
Paulista de São Carlos, filho de marceneiro, Ronald Golias fez de tudo para sobreviver: foi ajudante de
alfaiate, funileiro e aqualouco, entre outros bicos. Mas nunca perdeu de vista a idéia de cumprir aquela
que dizia ser sua missão: fazer humor. Sucesso primeiro no rádio e depois na televisão – em que
imortalizou o espertalhão Bronco, de A Família Trapo –, Golias foi um dos mestres de uma comédia muito
brasileira, mas que, com sua morte, fica ainda mais perto da extinção: um casamento de humor circense
com non-sense, capaz de se adaptar igualmente bem à rapidez dos esquetes televisivos ou ao ritmo do
cinema.
 
(Veja, 28.12.2005)
Considerando-se os termos – missão, espertalhão, extinção – o único que faz o plural de modo distinto
do plural dessas palavras é
a) patrão.
b) solução.
c) pensão.
d) cidadão.
e) mamão.
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VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder a questão.
 
Entenda a onda de calor que atinge o Brasil
 
Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o
verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno.
Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que
deveria ser a estação mais fria.
 
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está
entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas
áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde.
 
A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela
serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições
meteorológicas que causariam chuvas.
 
De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão
atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de
proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um
verdadeiro forninho.
 
A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos
meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então
pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC.
 
(https://super.abril.com.br. Adaptado)
 
Na reescrita de passagem do texto, o termo destacado é um adjetivo em:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2841537
29) 
30) 
a) … durante aquela que deveria ser a estação mais fria. (1º parágrafo) [… durante aquela que
deveria ser a estação intensamente fria.]
b) … lançou um alerta de perigo para a onda de calor… (2º parágrafo) [… emitiu um alerta de
perigo para a onda de calor…]
c) A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente… (3º parágrafo) [A causadora desse
calorão é uma forte massa de ar quente…]
d) … o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. (4º parágrafo) [… o tempo seco promove o
agravamento da onda de calor.]
e) … então pode esperar um fim de semana de torrar… (5º parágrafo) [… então pode esperar um fim
de semana abrasador…]
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VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder à questão.
 
O desafio
 
Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação
de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a
palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da
realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do
mamiífero seja de uma espada por tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu
abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba.
(...) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro
bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar
Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (...) emita sua sagrada
opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo
drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e
se recusam a fazê-lo.
 
(Leandro Karnal. O desafio. Jomal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado)
 
No trecho — ... emita sua sagrada opinião... —, a função do termo destacado pode ser também
observada em:
a) É um convite a uma posição...
b) Dentre muitos sentidos.
c) Educação é algo muito sério.
d) Lanço o desafio cheio de esperança...
e) ... conceito surgido antes da experiência.
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VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia a tira para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912834
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127893
31) 
32) 
(Quino, Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010)
 
No texto dos quadrinhos, é empregado para intensificar o sentido da palavra a que se refere o termo
destacado em:
a) Primeiro vou me casar, sabe? (1o quadrinho)
b) Depois vou ter filhos. (1o quadrinho)
c) Então vou comprar uma casa bem grande... (2o quadrinho)
d) ... e um carro bem bonito, e depois joias… (2o quadrinho)
e) Minha vida vai ser assim. Não é lindo? (3o quadrinho)
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VUNESP - Tec (Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Segurança do Trabalho/2021
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Gosto de escrever sobre cinema com certa regularidade, embora, às vezes, alguém me reprove por só
falar de filmes antigos. Mas nem podia ser diferente: minha única ida ao cinema nos últimos dez anos foi
para uma sessão especial de “Um Corpo que Cai” (1958) em versão restaurada. Sessão, aliás,
memorável, exceto pelos maxilares triturando pipoca ao meu redor e competindo com a música do filme.
 
(Ruy Castro. O passado logo ali. Folha de S.Paulo, 18.07.2021. Adaptado)
 
Com o emprego do adjetivo em destaque na frase – Sessão, aliás, memorável... – o autor do texto
qualifica a sessão de cinema como algo que
a) remete a acontecimentos maçantes.
b) se revelou abaixo das expectativas.
c) se tornou bastante constrangedor.
d) é muito difícil de ser compreendido.
e) merece ser conservado na lembrança.
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VUNESP - Esc (Pref Cananéia)/Pref Cananéia/2020
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder à questão.
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Indústria da solidão
“Já é de manhã, acorde”, diz meigamente uma voz feminina. O rapaz se senta, sonolento. E a câmera
revela a dona da voz: a holografia de uma típica bonequinha japonesa, batizada de Azuma Hikari,
protegida por uma cúpula de vidro.
“Bom dia”, diz Azuma, sorridente. O jovem pressiona um botão e responde. Sensores detectam o
movimento facial e a voz do rapaz(A). A holografia sorri, diz que o dia está chuvoso, sugere que ele leve
o guarda-chuva e recomenda: “é melhor correr, para não se atrasar”. É uma típica conversa de um café
da manhã em família.
A cena é do vídeo comercial do Gatebox, nome dado à cápsula que contém Azuma(B), uma assistente
virtual com inteligência artificial, que tem rosto, verbaliza sentimentos e carrega no tom romântico das
conversas.
Ao longo do dia, por mensagens enviadas ao celular, Azuma pergunta se o rapaz vai demorar, diz sentir
saudadese relembra algumas vezes que o está esperando.
Ele é recebido com pulinhos de alegria. E o rapaz confessa o prazer de saber que há alguém em casa à
sua espera.
A fabricante é objetiva na propaganda: Azuma é a companheira definitiva,(C) uma namorada virtual,
idealizada para aliviar a solidão de quem mora sozinho.
É um mercado assustadoramente promissor(E). No Japão, uma pesquisa do Instituto Nacional de
População e Previdência Social indica que cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres entre 18 e 34
anos estão solteiros e cerca de 42% nunca mantiveram relações sexuais.
Mas a epidemia da solidão está bem longe ser regional. Mais de 55 mil pessoas de 237 países
preencheram um questionário proposto por instituições britânicas. Resultado: 33% delas disseram se
sentir frequentemente sozinhas, índice que foi a 40% entre jovens de 16 a 24 anos.
Os números explicam o sucesso de serviços como Personal Friend ou Rent a Friend. Por preços que
variam de US$ 10 a US$ 60 por hora é possível contratar uma companhia para jantar, participar de um
jogo ou apenas fazer uma caminhada, sem nenhuma conotação sexual.(D)
Se para muita gente parece coisa de maluco, para alguns médicos as iniciativas são tentativas
desesperadas de manter a saúde, pois a falta de conexões sociais é um fator de risco mais importante
para a morte precoce do que a obesidade e o sedentarismo.
O impacto da solidão pode até diminuir, mas resta saber o que vai acontecer com a saúde mental dessa
gente.
(Sílvia Correa. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/silviacorrea/2019/08. Acesso 29.08.2019. Adaptado)
 
Em – a holografia de uma típica bonequinha japonesa –, os termos destacados qualificam
“bonequinha”. Também exerce a mesma função desses termos a expressão destacada na alternativa:
a) Sensores detectam o movimento facial e a voz do rapaz.
b) A cena é do vídeo comercial do Gatebox, nome dado à capsula que contém Azuma...
c) A fabricante é objetiva na propaganda: Azuma é a companheira definitiva...
d) ... participar de um jogo ou apenas fazer uma caminhada, sem nenhuma conotação sexual.
e) É um mercado assustadoramente promissor.
33) 
34) 
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VUNESP - GCM (Pref Olímpia)/Pref Olímpia/2019
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia os quadrinhos, para responder a questão.
 
 
(Alexandre Beck. Disponível em: <www.google.com.br>.
Acesso em 20.03.2019)
 
 
A frase – Hoje descobri que ele é muito mais forte que eu… – está reescrita no grau comparativo de
igualdade em:
a) Hoje descobri que ele é menos forte que eu…
b) Hoje descobri que ele é fortíssimo…
c) Hoje descobri que ele é tão forte quanto eu…
d) Hoje descobri que ele é pouco mais forte do que eu…
e) Hoje descobri que ele é o mais forte de nós…
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VUNESP - Moto (Guararapes)/Pref Guararapes/2018
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para
encapar(A) os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa
transparente(B) e uma estampa(C) que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que
dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria.
Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito(D) à escola. Não era permitido que
o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado.
Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de
página e o manuseio infinito.
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35) 
A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a
série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os
filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão.
Tudo igual, para não gerar ciúme(E) e competição.
Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia
uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas,
de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos
aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada qualifica (adjetiva) o vocábulo que a antecede.
a) para encapar
b) capa transparente
c) uma estampa
d) qualquer jeito
e) gerar ciúme
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VUNESP - Of Prom (MPE SP)/MPE SP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de tragédias
 
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reerguer
em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e
tecnologias para superar a tragédia em Mariana
 
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamento de catástrofes e
tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais. Bombeiros
mineiros deverão receber treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica),
a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no
modelo japonês Koban.
 
O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em 2011 deixando milhares
de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas
tragédias naturais que o país enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no
entanto, o Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para lidar com a
tragédia ocorrida em Mariana.
 
(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)
 
No trecho – Bombeiros mineiros deverão receber treinamento... – (1o parágrafo), a expressão em
destaque é formada por substantivo + adjetivo, nessa ordem. Essa relação também se verifica na
expressão destacada em:
a) Entrou silenciosamente, com um espanto indisfarçável.
b) Estiveram presentes à festa meus estimados padrinhos.
c) Trata-se de um lutador bastante forte e preparado.
d) A imprudente atitude do advogado trouxe-me danos.
e) Alguma pessoa teve acesso aos documentos da reunião?
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36) 
37) 
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VUNESP - Ag Esc (Pref GRU)/Pref GRU/2016
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o texto para responder à questão.
 
Alunos dizem mais praticar do que sofrer bullying*,
mostra pesquisa do IBGE
 
Assim como na pesquisa de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais
entrevistados relataram em 2015 terem praticado do que sofrido bullying, não apenas na escola, mas em
qualquer ambiente que frequentam.
 
Meninas são menos provocadoras do que meninos: 15,6% das alunas disseram já ter praticado bullying,
enquanto entre os alunos a proporção sobe para 24,2%. A prática é um pouco mais frequente nas
escolas privadas (21,2% dos entrevistados disseram fazer bullying) do que na rede pública (19,5%).
Sofreram bullying com frequência 7,4% (194,6 mil) dos alunos do 9º ano, principalmente por causa da
aparência do corpo ou do rosto.
 
* bullying: situação que envolve agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou
mais alunos contra um ou mais colegas.
 
(http://educacao.uol.com.br, 26.08.2016. Adaptado)
 
Considere as seguintes construções do 2º parágrafo:
Meninas são menos provocadoras do que meninos…
A prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas […] do que na rede pública…
Nos contextos em que são empregadas, as palavras destacadas estabelecem relação de
a) comparação.
b) negação.
c) correção.d) dúvida.
e) aprovação.
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o trecho inicial de um poema de Álvaro de Campos, heterônimo do escritor Fernando Pessoa
(1888-1935), para responder a questão.
 
Esta velha angústia, Esta angústia que trago há séculos em mim, Transbordou da vasilha, Em lágrimas,
em grandes imaginações, Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror, Em grandes emoções súbitas sem
sentido nenhum.
 
Transbordou. Mal sei como conduzir-me na vida Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma! Se ao
menos endoidecesse deveras! Mas não: é este estar entre, Este quase, Este poder ser que..., Isto.
 
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38) 
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém, Eu sou um internado num manicômio sem
manicômio. Estou doido a frio, Estou lúcido e louco, Estou alheio a tudo e igual a todos: Estou dormindo
desperto com sonhos que são loucura Porque não são sonhos. Estou assim...
 
Pobre velha casa da minha infância perdida! Quem te diria que eu me desacolhesse tanto! Que é do teu
menino? Está maluco. Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano? Está maluco. Quem
de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
 
(Obra poética, 1965.)
 
No verso “Pobre velha casa da minha infância perdida!” (4ª estrofe), a anteposição dos adjetivos “pobre”
e “velha” ao substantivo “casa”, em lugar da posposição,
a) traduz a insatisfação do eu lírico com a casa em que passou a infância.
b) produz um efeito sonoro sem, contudo, provocar alteração do sentido.
c) confere aos dois adjetivos uma acentuada carga de subjetividade.
d) atende a uma necessidade rítmica, tendo em vista a predominância no poema de versos
decassílabos.
e) conserva o sentido do primeiro adjetivo e intensifica o do segundo.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Leia o trecho para responder à questão.
 
As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são
pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior
freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino
será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos
sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares
sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias.
Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não
há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se
sabe.
 
(O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado)
O grau do adjetivo maior em – … situação de fragilidade ainda maior. – repete-se em:
a) A floresta tropical da Amazônia será substituída por uma vegetação menos rica que a savana.
b) As populações da África são as mais vulneráveis do planeta.
c) Os novos projetos de desenvolvimento sustentável são os melhores até agora apresentados.
d) O cenário para o meio ambiente é o mais sombrio já projetado.
e) O relatório científico deste ano teve um tom mais ameno que o do ano passado.
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VUNESP - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2024
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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39) 
40) 
(Willian Leite. Anésia # 708. www.willtirando.com.br, 05.09.2023)
 
No trecho “Saiba que estou mal-humorada também enquanto tô parada”, a palavra saiba foi empregada
no mesmo modo verbal que a destacada em:
a) Pensava constantemente em como diria a avó que seu humor estava ficando ácido.
b) Gostaria de poder contar com mais compreensão de meus filhos e netos próximos.
c) Escute aquilo que os mais idosos têm a dizer, pois isso pode melhorar o humor deles.
d) Trazia consigo sempre um amargor que lhe era típico, e todos já até achavam graça.
e) Ainda que minha neta relute em aceitar o meu jeito, não pretendo mudar como eu sou.
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VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder a questão.
 
Entenda a onda de calor que atinge o Brasil
 
Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o
verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno.
Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que
deveria ser a estação mais fria.
 
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está
entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas
áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde.
 
A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela
serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições
meteorológicas que causariam chuvas.
 
De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão
atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de
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41) 
proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um
verdadeiro forninho.
 
A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos
meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então
pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC.
 
(https://super.abril.com.br. Adaptado)
 
A flexão dos verbos atende à norma-padrão em:
a) Se a temperatura se manter como a do final do inverno, a primavera será preocupante.
b) O bloqueio atmosférico interveio nas condições climáticas e impediu as frentes frias.
c) É preciso que se propõem soluções para evitar os riscos das altas temperaturas à saúde.
d) Quando a situação das cidades ir a um cenário preocupante, serão necessários socorros.
e) Espere um fim de semana de torrar, caso esquenta ainda mais, segundo as previsões.
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VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Dialética erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isso
per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos). De fato, é possível ter razão objetivamente no que diz
respeito à coisa mesma, e não tê-la aos olhos dos presentes e inclusive aos próprios olhos.
 
Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isso é tomado como uma
refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a
situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter razão, ainda que
objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma
proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes. A esta última é que a dialética se
refere.
 
Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso
fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar
com que ela estivesse conforme à opinião que sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria
indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. No entanto, é isso o que se torna o
principal.
 
Nossa vaidade congênita,especialmente suscetível em tudo o que diz respeito à capacidade intelectual,
não quer aceitar que aquilo que num primeiro momento sustentávamos como verdadeiro se mostre falso,
e verdadeiro aquilo que o adversário sustentava. Portanto, cada um deveria preocupar-se unicamente em
formular juízos verdadeiros. Para isso, deveria pensar primeiro e falar depois. Mas, na maioria das
pessoas, à vaidade inata associa-se a verborragia e uma inata deslealdade. Falam antes de ter pensado
e, quando, depois, se dão conta de que sua afirmativa era falsa e não tinham razão, pretendem que
pareça como se fosse ao contrário. O interesse pela verdade, que na maior parte dos casos deveria ser o
único motivo para sustentar o que foi afirmado como verdade, cede por completo o passo ao interesse
da vaidade.
 
O verdadeiro tem de parecer falso e o falso, verdadeiro.
 
(Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão)
 
Na passagem – Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não
existisse, se no nosso fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a
verdade aparecer, sem nos preocupar com que ela estivesse conforme à opinião que
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42) 
sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria indiferente ou, em todo caso, de
importância muito secundária. – a construção do raciocínio, no trecho destacado, é centrada na relação
a) de causa e efeito, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no
futuro do presente e no pretérito.
b) entre hipótese e conclusão, expressando-se predominantemente com o emprego de formas
verbais no imperfeito e no futuro do pretérito.
c) de condição e modo, expressando-se predominantemente com o emprego de formas verbais no
imperfeito e no presente.
d) entre condição e comparação, expressando-se predominantemente com o emprego de formas
verbais no presente e no infinitivo.
e) entre suposição e resultado, expressando-se predominantemente com o emprego de formas
verbais no pretérito perfeito e no futuro do pretérito.
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VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Dialética erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isso
per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos). De fato, é possível ter razão objetivamente no que diz
respeito à coisa mesma, e não tê-la aos olhos dos presentes e inclusive aos próprios olhos.
 
Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isso é tomado como uma
refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a
situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter razão, ainda que
objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma
proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes. A esta última é que a dialética se
refere.
 
Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso
fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar
com que ela estivesse conforme à opinião que sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria
indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. No entanto, é isso o que se torna o
principal.
 
Nossa vaidade congênita, especialmente suscetível em tudo o que diz respeito à capacidade intelectual,
não quer aceitar que aquilo que num primeiro momento sustentávamos como verdadeiro se mostre falso,
e verdadeiro aquilo que o adversário sustentava. Portanto, cada um deveria preocupar-se unicamente em
formular juízos verdadeiros. Para isso, deveria pensar primeiro e falar depois. Mas, na maioria das
pessoas, à vaidade inata associa-se a verborragia e uma inata deslealdade. Falam antes de ter pensado
e, quando, depois, se dão conta de que sua afirmativa era falsa e não tinham razão, pretendem que
pareça como se fosse ao contrário. O interesse pela verdade, que na maior parte dos casos deveria ser o
único motivo para sustentar o que foi afirmado como verdade, cede por completo o passo ao interesse
da vaidade.
 
O verdadeiro tem de parecer falso e o falso, verdadeiro.
 
(Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão)
 
Assinale a alternativa que substitui o enunciado – Donde provém isso? – atendendo a norma-padrão de
regência e conjugação do verbo, independentemente da preservação do sentido original.
a) Onde vou ficar, quando eu vir trabalhar aqui?
b) Aonde conveio estacionar durante a tempestade?
c) Onde vamos pôr as caixas que conterem equipamento?
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43) 
d) Aonde se detiveram aquelas pessoas?
e) Aonde irei, se virem que estou escondido aqui?
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VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
 
Democracia fraca afeta o PIB
 
Uma pesquisa sobre o desenvolvimento de mais de 160 países com realidades políticas variadas, no
período de 1960 a 2018, comparou o desempenho de regimes democráticos com aqueles nos quais a
democracia é parcial, incompleta ou, em uma palavra, instável. A conclusão foi inequívoca: no longo
prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou
híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. A democracia é fator
de avanço econômico.
 
Os autores do estudo são economistas vinculados a instituições europeias: Nauro Campos, da
Universidade College London; Fabrizio Coricelli, da Paris School of Economics; e Marco Frigerio, da
Universidade de Siena. Segundo eles, uma das consequências negativas da instabilidade democrática é a
prevalência de visões de curto prazo. “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de
obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. Uma revisão
bibliográfica apontou que essa visão curto-prazista típica de regimes instáveis acaba diminuindo
investimentos no setor produtivo.
 
A democracia, segundo outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas
econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. Segundo o professor Nauro Campos, em
entrevista ao jornal O Globo, democracias frágeis e debilitadas prejudicam a execução de políticas
públicas. Um exemplo disso é a nomeação de pessoas despreparadas para órgãos técnicos que prestam
serviços à população. Esse tipo de problema, afirmou Campos, faz cair a confiança nas instituições.
 
O regime democrático prevê direitos civis, sociais, políticos e de propriedade. Capaz de solucionar
pacificamente conflitos por meio da política, em vez da guerra, a democracia é chave também para o
crescimento econômico.
 
(Opinião. https:/Avww.estadao.com.br/opiniao, 26.01.2023.Adaptado)
 
Observe a frase do terceiro parágrafo do texto e a sua reescrita:
 
A democracia, conforme outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas
econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica.
A democracia, conforme outro pesquisador citado no estudo, aumentaria as chances de reformas
econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica.
 
Comparando-se as duas frases, conclui-se corretamente que os sentidos expressos por elas são
a) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de possibilidade e a segunda, de negação.
b) iguais, uma vez que ambas exprimem a ideia de conjectura em relação ao aumento.
c) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de certeza e a segunda, de hipótese.
d) iguais, uma vez que ambas veiculam a ideia de certeza, ratificando a noção de aumento.
e) diferentes, uma vez que a primeira veicula ideia de probabilidade e a segunda, de possibilidade.
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45) 
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VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira, para responder à questão.
 
Assinale a alternativa que traz enunciado baseado em fala da tira, redigido de acordo com a norma-
padrão de conjugação verbal.
a) Os que virem comigo são os que realmente querem um mundo menos egoísta.
b) Sei que os que se proporem seguir-me querem um mundo menos egoísta.
c) Talvez alguns de vocês vem comigo porque querem um mundo menos egoísta.
d) Se vocês verem nisso uma boa causa, então lutem por um mundo menos egoísta.
e) Venham comigo os que se dispuserem a lutar por um mundo menos egoísta.
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VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Alta demanda por produtos biodegradáveis
 
Estudos mostram que a preocupação da população mundial com sustentabilidade é cada vez maior.
Enquanto 86% dos consumidores querem a redução do desperdício de alimentos, 74% buscam consumir
menos embalagens e 72% preferem as biodegradáveis.
 
De acordo com Sandro A. Fernandes, da Associação Brasileira dos Agentes Digitais, o que define se uma
embalagem é biodegradável é sua decomposição ocorrer naturalmente por meio da ação das bactérias,
algas e fungos. Muitas embalagens convencionais, como as de plásticos, podem demorar até 450 anos
para se decompor no ambiente, e as fraldas descartáveis – até 600 anos. “No caso dos biodegradáveis,
com base em fibras, polpas vegetais e materiais naturais, esse tempo é reduzido a meses.”
 
Uma preocupação, no entanto, é que os materiais biodegradáveis também possam ser decompostos no
ambiente doméstico, ou seja, que não precisem, obrigatoriamente, de locais e condições especiais para
que a decomposição ocorra. Pensando nisso, várias empresas colocaram seu time de inovação para
trabalhar nesse processo e, hoje, a demanda por produtos biodegradáveis tem crescido
vertiginosamente.
 
(Bianca Zanatta. O Estado de S.Paulo, 01.08.2021. Adaptado)
 
A relação entre os tempos verbais está correta na alternativa:
a) Empresas terão acionado times de inovação com o intuito de que aperfeiçoaram o processo de
decomposição dos biodegradáveis.
b) Empresas têm acionado times de inovação com o intuito de que aperfeiçoem o processo de
decomposição dos biodegradáveis.
c) Empresas acionaram times de inovação com o intuito de que aperfeiçoavam o processo de
decomposição dos biodegradáveis.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348860
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427181
46) 
d) Empresas acionarão times de inovação com o intuito de que aperfeiçoariam o processo de
decomposição dos biodegradáveis.
e) Empresas acionavam times de inovação com o intuito de que aperfeiçoaram o processo de
decomposição dos biodegradáveis.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Infeliz Aniversário
 
A Branca de Neve de Disney fez 80 anos, com direito a chamada na primeira página de um jornalão e
farta matéria crítica lá dentro. Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se
comemorava, mas à personagem em si, cuja data natalícia não se comemora porque pode estar no
começo do século XVII, quando escrita pelo italiano Gianbattista Basile, ou nas versões orais que se
perdem na névoa do tempo.
 
É um velho vício este de querer atualizar, podar, limpar, meter em moldes ideológicos as antigas
narrativas que nos foram entregues pela tradição. A justificativa é sempre a mesma, proteger as
inocentes criancinhas de verdades que poderiam traumatizá-las. A verdade é sempre outra, impingir às
criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento.
 
E no momento, a crítica mais frequente aos contos de fadas é a abundância de princesas suspirosas à
espera do príncipe. Mas a que “contos de fadas” se refere? Nos 212 contos recolhidos pelos irmãos
Grimm, há muito mais do que princesas suspirosas. Nos dois volumes de “The virago book on fairy tales”,
em que a inglesa Angela Carter registrou contos do mundo inteiro, não se ouvem suspiros. Nem
suspiram princesas entre as mulheres que correm com os lobos, de Pinkola Estés.
 
As princesas belas e indefesas que agora estão sendo criticadas foram uma cuidadosa e progressiva
escolha social. Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. Escolha doméstica, feita
cada noite à beira da cama. Garimpo determinado selecionando, entre tantas narrativas, aquelas mais
convenientes para firmar no imaginário infantil o modelo feminino que a sociedade queria impor.
 
Não por acaso Disney escolheu Branca de Neve para seu primeiro longa-metragem de animação. O custo
era altíssimo, não poderia haver erro. E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo.
 
Os contos maravilhosos, ou contos de fadas, atravessaram séculos, superaram inúmeras modificações
sociais, venceram incontáveis ataques. Venceram justamente pela densidade do seu conteúdo, pela
riqueza simbólica com que retratam nossas vidas, nossas humanas inquietações. Querer, mais uma vez,
sujeitá-los aos conceitos de ensino mais rasteiros, às interpretações mais primárias, é pura manipulação,
descrença no poder do imaginário.
 
(https://www.marinacolasanti.com/. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que, na reescrita da passagem – Curiosamente, as críticas não eram à versão
Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si… (1o parágrafo) –, a forma verbal
destacada confere sentido de conjectura ao enunciado.
a) Curiosamente, as críticas não têm sido à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à
personagem em si.
b) Curiosamente, as críticas não são à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à
personagem em si.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472168
47) 
48) 
c) Curiosamente, as críticas não foram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à
personagem em si.
d) Curiosamente, as críticas não seriam à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à
personagem em si.
e) Curiosamente, as críticas não tinham sido à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas
à personagem em si.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira para responder à questão.
 
(Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 20.01.2023)
 
No trecho – … essa bola deve representar para ele sérias questões teológicas. (2º quadro) –, a palavra
em destaque indica
a) uma certeza.
b) um débito.
c) uma desculpa.
d) um interesse.
e) uma possibilidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
Barbárie nas redes sociais
 
A covardia e a barbárie dos recentes ataques a escolas no País jogaram luz sobre a violência que se
propaga na internete sobre o papel das redes sociais na incitação a esse tipo de crime. Uma amostra do
tamanho do problema acaba de ser divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública: em poucos
dias, a recém-lançada Operação Escola Segura solicitou a exclusão de 431 contas do Twitter que
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2487235
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488916
49) 
continham palavras-chave – as chamadas hashtags – relacionadas a ataques contra escolas em
diferentes localidades do Brasil. Foram feitos pedidos também à plataforma TikTok para que retirasse do
ar três perfis cujo conteúdo relacionado ao tema buscava espalhar medo na população.
 
Infelizmente, tais contas são apenas a ponta do iceberg – e as redes sociais abrigamum volume
infinitamente maior de grupos que se valem do mundo virtual para estimular a prática de atentados em
estabelecimentos de ensino. Não surpreende, portanto, que as atenções se voltem para as plataformas
digitais e para a sua responsabilidade no sentido de impedir a propagação de crimes. Sem dúvida, essas
empresas têm muito a fazer, e se engana quem pensa que a internet é terra sem lei.
 
No Brasil, o Marco Civil da Internet define direitos e obrigações para usuários e provedores. Eis uma
realidade que não pode passar despercebida: por mais que aperfeiçoamentos legislativos sejam sempre
bem-vindos, o País dispõe de um marco legal sobre o tema – e é a partir dele que as redes sociais
devem pautar sua atuação.
 
O uso da internet e de redes sociais em ataques a escolas, assim como em outros crimes bárbaros, é
fenômeno global – um triste sinal dos tempos que precisa ser combatido com rigor e redobrado empenho
também no mundo virtual. Eis uma tarefa para múltiplos atores, desafio que requer a ação do governo e
da sociedade. Evidentemente, parte importante dessa responsabilidade cabe às plataformas, que podem
e devem agir mais.
(Opinião. Em: https://www.estadao.com.br/opinião, 12.04.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está flexionada em conformidade com a norma-
padrão.
a) Quando uma pessoa ver um conteúdo criminoso nas redes sociais, deverá comunicar as
autoridades imediatamente.
b) Se as plataformas fazerem de conta que a violência não existe no mundo virtual, dará condições
de elas aumentarem ainda mais.
c) Os ataques às escolas são uma realidade inconteste e, para evitar novas ocorrências, a autoridade
pública já interviu com rigor.
d) Para enfrentar as dificuldades que sobrevierem no combate à violência, as redes sociais devem
valer-se do Marco Civil da Internet.
e) Se as plataformas se manterem omissas em relação à violência virtual, provavelmente as
agressões no mundo real aumentarão.
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VUNESP - Aux Adm (CIOESTE)/CIOESTE/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
SP define limites pera barulho de obras
 
A Prefeitura de São Paulo estabeleceu limites para emissão de ruídos por obras de construção civil na
cidade. Anteriormente, o que havia na capital eram apenas normas que estabeleciam limites para a
emissão de ruído em determinadas partes da cidade, variando de acordo com o zoneamento e a hora.
Agora, decreto assinado pelo prefeito trata especialmente dos ruídos de obras, com horários decibéis
permitidos na construção civil Obras públicas estão excluídas das novas regras.
Pela nova regra, será aceita a emissão de sons e ruídos que chegue até 85 decibéis (dB), entre 7h e 19;
e de 59dB, 19h até as 7 h, durante dias úteis. Aos sábados, entre 8h e 14h,o limite é de B5dB, das 14h
até as 8h, baixa para 59 dB, nível que deve ser respeitado também nos domingos a feriados.
 
Há uma ressalva: caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco
à saúde, à vida e à integridade física da população,não há limites de emissão de ruído,
independentemente do local ou horário. Além das obras públicas, ficaram fora das novas regras impostas
pelo decreto trabalhos relativos à fase de movimentação de terra, fundação, demolição e estrutura,
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50) 
realizadas entre The 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados; bem como as atividades de
carga e descarga, desde que realizadas no per iodo compreendido entre 21 h e meia-noite, de segunda a
sexta-feira, exceto nos fins de semana e feriados.
 
A fiscalização da poluição sonora será feita pelos agentes do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Na
primeira infração, a multa é de R$10 mil. Caso, no prazo de um ano. a mesma obra desrespeite o
decreto, a multa dobra de valor. Na terceira vez. o infrator deve pagar R$ 30 mil e paralisar a construção.
 
O som de duas obras embalou boa parte da quarentena da jornalista Rafaela Martuscelli. Ela reclama dos
ruídos das furadeiras e da quebra dos pisos. Por causa do trabalho remoto, Rafaela passa grande parte
do dia em reuniões. Mas com a barulheira, ela passou a ficar mais silenciosa. Costuma falar só o básico e
responder ao que lhe perguntam. Agora. com as obras, optou por estudar apenas à noite. pois pode se
concentrar melhor.
 
(O Estado de S.Paulo, 29 de setembro de 2021. Adaptado).
Observe as passagens:
• Obras públicas estão excluídas das novas regras. (1º parágrafo)
• Há uma ressalva... (3º parágrafo)
Colocadas as formas verbais em destaque no tempo futuro e no passado, têm-se, correta e
respectivamente:
a) estavam e Havia.
b) estarão e Houve.
c) estiveram e Houve.
d) estarão e Haverá
e) estiveram e Haveria.
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VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
A ansiedade e a depressão presentes
 
Num relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou
diferente: já não dorme mais em seu quarto, tem medo de muitas coisas, reclama de dor de cabeça e de
barriga, com frequência, come em demasia e tem um sono conturbado. O pediatra orientou a leva -la a
um psiquiatra, e este deu o diagnóstico de ansiedade.
 
Em um segundo relato, a mãe está aflita porque o filho de 11 anos está sempre quieto, o que a escola
também observou; além disso, pouco se relaciona, quer ficar no quarto, chora escondido, às vezes, e
sempre procura motivo para faltar à aula. Ela perguntou se pode pensar em depressão e se deve
procurar um psicólogo. Sim: ansiedade e depressão estão presentes na infância e na adolescência
também. Não é de hoje, mas foi principalmente após a pandemia que muitas famílias e escolas passaram
a ter olhar mais atento à saúde mental dos mais novos.
 
E a pandemia foi responsável por instalar ansiedade e depressão em muitos deles: segundo estudo de
2021 pela Faculdade de Medicina da USP, cerca de 36% de crianças e adolescentes apresentaram
sintomas desses quadros nesse período. Nesse caso, foi um evento externo que funcionou como estopim
para o aparecimento de tais sofrimentos. Rebeldia, desobediência, birra, agressividade, tristeza, por
exemplo, muitas vezes servem de base para diagnósticos.
 
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51) 
O que pais e escola podem fazer? Não sei se é de seu conhecimento, leitor, mas assistência psicológica e
social na escola básica já é garantida pela Lei nº 13.935/2019 que, no entanto, ainda não tem sido
cumprida com responsabilidade pelo poder público. Psicólogos e assistentes sociais atuam, na instituição
escolar, com o grupo de educadores de cada unidade para garantir bom processo de aprendizagem e
promover a saúde mental.
 
Em casa, é interessante partir do conhecimento que pais têm – ou devem ter – de seu filho: sem esse
fator, qualquer mudança pode ser creditada a algum transtorno mental.
 
(Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2023. Adaptado)
 
A forma verbal em destaque está empregada corretamente na alternativa:
a) O pai manteu-se preocupado com seu filho que não dormia mais em seu quarto.
b) Os familiares tinham chego à conclusão de que eram sintomas de depressão.
c) As crianças haviam pegado vários hábitos que não existiam antes da pandemia.
d) Alguns pais se detiam apenas nos sintomas dos filhos e não procuravam ajuda.
e) Quando a mãe ver que seu filho está sofrendo de depressão, agirá em seu favor.
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VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
 
O carro do Beto tinha duas portas. A do passageiro não abria, então, a rota de entrada para todos era
pelo lado do motorista. O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás.Acomodar três
pessoas exigia uma certa ginástica. Não era o veículo ideal para uma fuga de emergência, mas era o que
tínhamos e, mais que isso, era o que garantia nossa liberdade e nossas infinitas possibilidades. Com ele,
São Paulo era pequena para nós.
 
Eu tinha 16 anos, o Beto e a Solange um pouco mais do que eu. Eu acabara de voltar de um ano de
intercâmbio em uma cidade no interior dos Estados Unidos e estava achando tudo muito moderno
naquela São Paulo dos anos 80. O que levei comigo e trouxe de volta foi a trilha sonora: a discografia
completa da Rita Lee. O programa daquele fim de semana seria uma homenagem a ela.
 
Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela e decidi deixar uma frase pichada no muro
da casa dele na Vila Mariana. Beto e Solange toparam na hora.
 
Tudo aconteceria de madrugada. Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. Eu desceria com o
spray, escreveria a frase na parede, me jogaria pela janela carro adentro, o Beto acelerava e a gente se
mandava. Os medos eram muitos. E foi com o coração aos pulos de terror e emoção que escrevi no muro
branco: “Rita, pra você, a agilidade do gato e o brilho da estrela”. Minha mensagem adolescente de amor
por Rita Lee estava registrada para toda a cidade ver.
 
Trinta e sete anos depois, fui com uns amigos ver uma exposição sobre a Rita Lee. Logo na entrada do
museu, uma parede pintada de azul trazia a estampa da minha frase, letra por letra (acrescentaram as
letras esses no “das estrelas”). Foi como se um raio tivesse me atingido na cabeça. A sensação me
pareceu ter sido a mesma de quando escrevi no muro naquela madrugada: pernas bambas, coração
acelerado, mãos tremendo. A minha frase na parede do museu!
 
Uma das monitoras da exposição quis saber o que acontecia. Eu contei a história. Ela se espantou, já
que a exposição não trazia nenhuma explicação sobre a origem daquela frase. Não me importava: ela era
minha e estava lá.
 
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52) 
Deparei-me outras vezes com o meu grafite. O dia do museu, porém, foi o mais emocionante. Não era só
uma menção, era uma reprodução.
 
(Ana Ribeiro. Frase que pichei para Rita Lee reapareceu 37 anos depois em exposição. www1.folha.uol.com.br,
19.02.2022. Adaptado)
 
No trecho “Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela…” (3o parágrafo), a forma verbal
“tinha descoberto” corresponde a um tempo verbal que equivale ao do vocábulo destacado em:
a) O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás. (1o parágrafo)
b) Eu acabara de voltar de um ano de intercâmbio… (2o parágrafo)
c) Tudo aconteceria de madrugada. (4o parágrafo)
d) Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. (4o parágrafo)
e) Eu contei a história. (6o parágrafo)
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Tempos Verbais
Leia a tira para responder à questão seguinte.
 
(André Dahmer. Não há nada acontecendo. www1.folha.uol.com.br. 10.07.2023)
 
Considere os trechos:
– Veja com seus próprios olhos (2º quadro)
– Pode até divertir algum desavisado (4º quadro)
Os vocábulos em destaque expressam, no contexto em que foram empregados, respectivamente, sentido
de
a) observação e permissão.
b) convite e retratação.
c) advertência e intenção.
d) constatação e vontade.
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53) 
54) 
e) ordem e possibilidade.
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Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas
há quem pense em alternativas para o próprio enterro. As formas ecologicamente corretas de se
despedir dos mortos estão cada vez mais populares, à medida que as pessoas buscam maneiras mais
conscientes e humanizadas de lidar com a situação. Os enterros sustentáveis, alternativos e inovadores
têm ganhado destaque nos últimos anos, trazendo à tona novas práticas como a compostagem humana,
a liquefação do corpo e a utilização de roupas de cogumelos, as quais limpam as toxinas humanas
reduzindo a poluição dos solos.
 
Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado. “Hoje, a preocupação em
colaborar com as gerações futuras e com a preservação da natureza e das espécies tem se tornado cada
vez mais importante. É nesse contexto que se destaca a discussão sobre as formas de sepultamento e
enterro”, afirma o professor Rubens Beçak da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.
 
O professor afirma que existem dois tipos de sepultamento no Brasil: o tradicional e a incineração. O
sepultamento tradicional é o enterro dos corpos em caixões de madeira. Ele conta com uma série de
regras para a preservação da saúde pública e do meio ambiente, como a proteção dos lençóis freáticos
contra a contaminação. “Mas essas legislações nem sempre são seguidas e a poluição do solo, os
desmatamentos das áreas para a construção de cemitérios e a liberação do CO2 são inevitáveis. A
incineração, embora menos prejudicial, ainda é extremamente poluente”, relata Beçak.
 
Assim, embora ainda não haja legislação específica sobre o assunto no Brasil, é evidente que há uma
demanda crescente por outras formas de enterro. “É possível que, em breve, as normas dos municípios
brasileiros sejam atualizadas para atender a essa demanda, uma vez que a questão tem se mostrado
relevante”, afirma Beçak.
 
(Júlia Valeri. Enterros ecológicos e inovadores
ajudam na aceitação do luto e da morte. Jornal da USP, 23 de maio de 2023. Adaptado)
 
No trecho – Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado – a forma
verbal em destaque indica uma ação
a) iniciada no passado e que se estende até o presente.
b) passada, ocorrida antes de uma outra ação também passada.
c) que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada.
d) futura que estará terminada antes de outra ação futura.
e) que ocorreu no passado e já foi concluída.
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VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Para responder à questão, leia a crônica “Bandidos”, de Luis Fernando Verissimo.
 
Nos filmes e histórias em quadrinhos da nossa infância recebíamos uma lição da qual só agora me dou
conta. Não era a que o Bem sempre vence o Mal, embora o herói sempre vencesse o bandido. Quem
dava a lição era o bandido, e era esta: a morte precisa de uma certa solenidade.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626097
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55) 
 
A vitória do herói sobre o bandido era banalizada pela repetição. Para o mocinho, matar era uma coisa
corriqueira, uma decorrência da sua virtude. Já o bandido era torturado pela ideia da morte, pela sua
própria vilania, pelo terrível poder que cada um tem de acabar com a vida de outro. O bandido era
incapaz de simplesmente matar alguém, ou matar alguém simplesmente. Para ele o ato de matar
precisava ser lento, trabalhado, ornamentado, erguido acima da sua inaceitável vulgaridade — enfim, tão
valorizado que dava ao herói tempo de escapar e ainda salvar a mocinha. Pois a verdade é que nenhum
herói teria sobrevivido à sua primeira aventura se não fosse esta compulsão do vilão de fazer da morte
uma arte demorada, um processo com preâmbulo e apoteose, e significado. Nunca entendi por que o
bandido não dava logo um tiro na testa do herói quando o tinha em seu poder, em vez de deixá-lo
suspenso sobre o poço dos jacarés por uma corda besuntada que os ratos roeriam pouco a pouco,
enquanto o gramofone1 tocava Wagner2. Hoje sei que o vilão queria dar tempo, ao mocinho e à plateia,
de refletir sobre a finitude e a perversidade humanas.
 
Os vilões do meu tempo de matinês eraminvariavelmente “gênios do Mal”, paródias de intelectuais e
cientistas cujas maquinações eram frustradas pelo prático mocinho. A imaginação perdia para a ação
porque a imaginação, como a hesitação, é a ação retardada, a ação precedida do pensamento, do pavor
ou, no caso do bandido, da volúpia do significado. O Mal era inteligência demais, era a obsessão com a
morte, enquanto o Bem — o que ficava com a mocinha — era o que não pensava na morte. Quando
recapturava o mocinho, mesmo sabendo que ele escapara da morte tão cuidadosamente orquestrada
com os ratos e os jacarés, o bandido ainda não lhe dava o rápido e definitivo tiro na testa, para ele
aprender. Deixava-o amarrado sobre uma tábua que lentamente, solenemente, se aproximava de uma
serra circular, da qual o herói obviamente escaparia de novo. E, se pegasse o mocinho pela terceira vez,
nem assim o bandido abandonaria sua missão didática. Sucumbiria à sua outra compulsão fatal, a de
falar demais. Mesmo o tiro na testa precisava de uma frase antes, uma explicação, um jogo de palavras.
Geralmente era o que dava tempo para a chegada da polícia e a prisão do vilão, derrotado pela literatura.
 
Pobres vilões. E nós, inconscientemente, torcíamos pelos burros.
 
(Luis Fernando Verissimo. O suicida e o computador, 1992.)
 
1 gramofone: antigo toca-discos.
2 Wagner: Richard Wagner, compositor alemão do século XIX.
 
“Quando recapturava o mocinho, mesmo sabendo que ele escapara da morte tão cuidadosamente
orquestrada com os ratos e os jacarés, o bandido ainda não lhe dava o rápido e definitivo tiro na testa,
para ele aprender. Deixava-o amarrado sobre uma tábua que lentamente, solenemente, se aproximava
de uma serra circular, da qual o herói obviamente escaparia de novo.” (3º parágrafo)
 
Nesse trecho, o cronista relata uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo
passado está indicado pela seguinte forma verbal:
a) “recapturava”.
b) “escapara”.
c) “dava”.
d) “aproximava”.
e) “escaparia”.
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VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto, para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1937855
56) 
China ultrapassa os EUA na produção científica
Pela primeira vez, a China superou os EUA em produção científica. Em 2020, instituições chinesas
publicaram 788 mil artigos contra 767 mil das americanas. É possível relativizar esse dado.
A China tem uma população quatro vezes maior que a americana, de modo que a produção per capita
dos EUA ainda é superior. A China também não tem ganhado tantos prêmios Nobel quanto os EUA, o que
faz supor que, nas áreas mais relevantes, os americanos liderem. Tudo isso é verdade, mas o fato é que
a ciência chinesa vem evoluindo de forma robusta. Nada indica que um apagão esteja próximo.
A questão é relevante para os economistas liberais, particularmente os da escola institucionalista*. Para
eles, o crescimento sustentável só é possível quando as instituições políticas de um país são inclusivas e
seus cidadãos gozam de liberdade para decidir o que farão de suas vidas e recursos. Isso ocorre porque
a prosperidade duradoura depende de um fluxo constante de inovações, que resulte em ganhos de
produtividade. Ainda segundo os institucionalistas, regimes autoritários, como o chinês, não asseguram a
liberdade necessária para que ciência e tecnologia se desenvolvam.
É possível que tais economistas tenham razão e que a China, por um déficit de liberdade, não consiga
manter o ritmo. Já vimos ditaduras colapsarem porque ficaram para trás na corrida tecnológica. O caso
mais notório é o da URSS, que, embora tenha chegado a liderar a ciência espacial, não foi capaz de
manter-se competitiva em outras áreas, com reflexos na economia.
Mas não dá para descartar a hipótese de que os institucionalistas estejam errados. Não me parece em
princípio impossível para um regime assegurar as liberdades necessárias para manter a ciência e a
economia funcionando sem estendê-las à política. Ditaduras podem se reinventar.
* Corrente de pensamento econômico que analisa o papel instituições para o comportamento da
economia.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/
2021/12/china-ultrapassa-os-eua-na-producao-cientifica.shtml.
31.12.2021. Adaptado)
A forma verbal destacada na frase “Mas não dá para descartar a hipótese de que os institucionalistas
estejam errados” exprime a ideia de possibilidade, assim como a forma verbal destacada em:
a) Pela primeira vez, a China superou os EUA em produção científica.
b) ... o que faz supor que, nas áreas mais relevantes, os americanos liderem.
c) Isso ocorre porque a prosperidade duradoura depende de um fluxo constante de inovações...
d) ... não asseguram a liberdade necessária para que ciência e tecnologia se desenvolvam.
e) Já vimos ditaduras colapsarem porque ficaram para trás na corrida tecnológica.
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VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
 
Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece
rachada e assusta japoneses
 
A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos
querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado
(05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do
nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá,
teoria sustentada pela mitologia local.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2023957
57) 
 
Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de
uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e
usou artifícios para deixá-lo doente.
 
Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito
na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se
aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou
homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu.
 
Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava.
Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não
consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o
objeto real da lenda.
 
Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos
acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.
 
(https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado)
 
Observe as passagens do texto:
 
• A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas... (1º
parágrafo)
• Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. (2º parágrafo)
 
As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente:
a) ação acabada; ação habitual.
b) ação acabada; hipótese.
c) hipótese; ação habitual.
d) ação habitual; hipótese.
e) ação habitual; ação acabada.
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VUNESP - Ass Adm (Docas PB)/Docas PB/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira.
 
(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 04.02.2022)
 
No contexto da conversa entre o sargento e os soldados, a frase “Vai ver o sargento delas ensina
melhor.” deve ser entendida como uma
a) dúvida do soldado para confirmar a fala de seu superior.
b) hipótese do soldado para rebater a crítica de seu superior.
c) comprovação do soldado para desagradar seu superior.d) sugestão do soldado para apoiar a ideia de seu superior.
e) comparação do soldado para engrandecer seu superior.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2029150
58) 
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VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O rei da boca-livre
 
– Preste atenção naquele homem.
 
Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de
pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia
delicadamente um bolinho.
 
Na direita segurava um copo de uísque.
 
– Quem é a figura?
 
– O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
 
– Ora, quem manda os convites deve saber.
 
– Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou
vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?
 
Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa
estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também
de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro.
 
Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita
admiração.
 
Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele,
claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.
 
Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem.
 
Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como
troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse
vitorioso uma taça de champagne.
 
Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá?
Vamos.
 
Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim
dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:
 
– Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.
 
(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)
 
* vernissage: inauguração de uma exposição de arte
 
Assinale a alternativa que, em conformidade com o sentido do texto e com a correta relação entre os
tempos verbais, completa o trecho a seguir:
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131030
59) 
60) 
Decidiu-se que
a) seria preferível o autor brindar com uma pessoa que estivesse entre os presentes.
b) será preferível o autor brindar com uma pessoa que esteve entre os presentes.
c) é preferível o autor brindar com uma pessoa que estivera entre os presentes.
d) terá sido preferível o autor brindar com uma pessoa que estaria entre os presentes.
e) teria sido preferível o autor brindar com uma pessoa que estará entre os presentes.
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VUNESP - ILib (Pref Campinas)/Pref Campinas/Língua Portuguesa/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira para responder à questão.
 
(Bob Thaves. Frank & Ernest. https://cultura.estadao.com.br, 25.04.2022)
 
Uma mensagem possível para o cartão que o cliente está procurando é:
a) Que você esteja muito em breve de volta às atividades.
b) Tenha uma ótima recuperação com muito repouso e carinho.
c) O cuidado de que você precisa é repouso e afeto.
d) Quando estiver bem, comemore com os amigos (incluindo eu).
e) Seja onde for, que possamos estar juntos novamente em breve.
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VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
 
(Bill Watterson. O essencial de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad, 2018)
 
A respeito das formas verbais usadas na tira, é correto afirmar que
a) o verbo “vêm”, no 1o quadro, está conjugado no presente do indicativo e dá ideia de dúvida.
b) “faço”, no 2o quadro, é uma flexão do futuro do indicativo e sugere a possibilidade de ação do
menino.
c) “espera”, no 3o quadro, corresponde ao modo imperativo e indica um pedido do tigre.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2132446
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2182825
61) 
62) 
d) a locução “deixa ver”, no 3o quadro, está no presente do indicativo, expressando a ideia de
incerteza.
e) “veio”, no último quadro, está conjugado no modo subjuntivo para indicar algo hipotético.
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VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira.
 
(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://cultura.estadao.com.br, 03.09.2022)
 
Na fala do personagem, o verbo “esquecer” aparece duas vezes. Porém, para estar em conformidade
com a norma-padrão, deve-se substituir
a) “esquecer de tudo” por “esquecer-se de tudo”.
b) “esqueci a mala” por “esqueci à mala”.
c) “esquecer de tudo” por “esquecer-me de tudo”.
d) “esqueci a mala” por “esqueci da mala”.
e) “esquecer de tudo” por “esquecer à tudo”.
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VUNESP - Sec Esc (Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
População também deve fazer a sua parte na manutenção da cidade
 
A operação “Bebedouro Cidade Limpa” segue ganhando mais bairros em Bebedouro e deixando tudo
mais limpo e agradável. A Prefeitura oferece vários serviços gratuitos para manter a cidade organizada –
como o Disk Descarte, coleta de entulhos e de lixo domiciliar.
 
As equipes de limpeza da Garagem Municipal trabalham nesta semana no recolhimento de entulhos no
setor norte – os moradores devem colocar o entulho na frente de casa, na rua, para evitar danos nas
calçadas. A coleta do lixo domiciliar é diária e, para descartar móveis velhos, basta ligar no (17) 3344-
5100 e solicitar a retirada. Todos os serviços são gratuitos.
 
A coleta será realizada em aproximadamente 24 horas úteis, diminuindo o descarte irregular em ruas e
avenidas. “Quem tiver móveis velhos para descarte deve ligar na Garagem Municipal. Pedimos mais uma
vez a ajuda de toda a população para manter Bebedouro limpa e organizada, afinal, a limpeza da cidade
é responsabilidade de todos”, reforça Silvio Renato Barbosa, responsável pelo setor.
 
(https://www.bebedouro.sp.gov.br/portal/index.php/ver-todas-as-noticias/item/23699-prefeitura-recolhe-lixo-
entulhos-sofas-colchoes-e-moveis- velhos/Acesso em 02 set.2022)
 
Leia a frase: “Quem tiver móveis velhos para descarte deve ligar na Garagem Municipal. (3o parágrafo)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332421
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2333691
63) 
Assinale a alternativa que completa a frase, empregando, corretamente, o verbo no mesmo tempo verbal
da frase apresentada.
 
Quem
a) manter a cidade limpa provará ser um cidadão responsável.
b) ir até a Garagem Municipal verá como é feita a coleta.
c) disser que tem móveis velhos para descarte terá a coleta realizada.
d) pôr o entulho na calçada estará danificando-a.
e) fazer o descarte correto estará contribuindo para uma Bebedouro limpa.
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VUNESP - Bibl (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
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Tempos Verbais
Leia o texto para responder a questão.
 
Um telefone sempre toca na hora errada
 
Desenvolvi um tipo de fobia social muito específica. Pertenço à categoria cada vez mais numerosa de
gente que odeia atender o telefone. Pior ainda: odeio que ele toque. Toda vez que meu telefone vibra
fico ao mesmo tempo surpreso e irritado, como se o aparelho estivesse indo além da sua alçada. Olho
para ele como olharia para uma geladeira que começasse a tocar sanfona: “Não foi para isso queeu te
comprei”.
 
Talvez o incômodo venha do motivo da ligação. Em 99% dos casos, trata-se de um número desconhecido
tentando me vender um cartão de crédito. Mas também sofro quando ligam de casa. Ou do trabalho. Um
telefone tocando sempre incomoda.
 
Não lembro se já era assim antes do WhatsApp, mas tenho certeza de que o desprezo ao telefonema
piorou depois que ele começou a rarear. Quanto menos um telefone toca, mais chateia quando toca. A
raridade da ligação gerou uma alergia ao toque. Um telefone, quando toca, sempre toca na hora errada.
Hoje uma ligação sempre pega o ser humano de surpresa. Resultado: minha geração perdeu os macetes
da ligação telefônica. Falamos ao telefone com pausas esquisitas, nunca sabemos quando desligar.
 
Os defensores da ligação argumentam: telefone é bom porque você resolve na hora. Sim. Esse é o
problema. Não quero resolver nada na hora. Que pesadelo uma tecnologia que serve para te obrigar a
resolver coisas na hora.
 
Já que é para ressuscitar velhas tecnologias, queria sugerir que voltássemos todos para o e-mail. A
correspondência epistolar permite que cada um tome o tempo que quiser para responder – ou
simplesmente não responder.
 
Um e-mail tem essa grande vantagem: nem sempre chega. Uma tecnologia que se preze tem que falhar.
Um e-mail sempre pode ter se extraviado. Saudade de quando a comunicação não funcionava tão bem.
O sucesso das relações humanas depende de uma tecnologia pouco confiável.
 
(Gregorio Duvivier. https://www1.folha.uol.com.br/. 08.02.2022. Adaptado)
 
No contexto do 1º parágrafo, é empregada para expressar a ideia de possibilidade a forma verbal
destacada em:
a) Desenvolvi um tipo de fobia social muito específica.
b) Pertenço à categoria cada vez mais numerosa de gente que odeia atender o telefone.
c) Toda vez que meu telefone vibra fico ao mesmo tempo surpreso e irritado...
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2353399
64) 
d) ... como olharia para uma geladeira que começasse a tocar sanfona…
e) “Não foi pra isso que eu te comprei”.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022
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Tempos Verbais
Texto
 
Como o mundo funciona
 
“How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em tradução livre), de Vaclav Smil,
pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos
esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista
dos desafios que temos pela frente.
 
Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram
ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não
há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma
preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em
quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem
ser consumido.
 
O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma
civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de
décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de
eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta.
 
Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço,
cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de
carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda
vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos,
então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia
sustentável para substituí-los.
 
E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que
precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte.
 
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque expressa a ideia de possibilidade.
a) ... o autor traça um panorama realista dos desafios que temos pela frente.
b) ... poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de
todos nós.
c) Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido.
d) ... mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo.
e) ... nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte.
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VUNESP - Almo (CODEN)/CODEN/2021
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1568102
65) 
66) 
Leia o texto para responder a questão.
 
“A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto
em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e
uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das
cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e
sustentabilidade.
 
Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou
mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no
consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no
planeta.
 
“Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo
que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a
força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala,
importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da
cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a
partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou
instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um
caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
 
O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade
é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso
responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de
frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já
registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
 
Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela
que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os
graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.
 
(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
 
Assinale a alternativa que completa, corretamente, a frase, de acordo com a norma-padrão da
conjugação verbal. – Haverá solução para a humanidade, se
a) todos se manterem conscientes dessa necessidade.
b) o governo propuser planejamento urbano adequado.
c) a população conter seus impulsos consumistas.
d) o cidadão saberá cuidar bem da natureza.
e) as pessoas terem consciência do coletivo.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Bairros autossuficientesUma solução urbanística debatida há bastante tempo voltou a ganhar força com a pandemia da Covid-
19: a criação de bairros mais autossuficientes, em que as pessoas não teriam de se deslocar diariamente
por grandes distâncias até os grandes centros para trabalhar, estudar, comprar ou ir ao médico. Centros
esses que acabam reunindo aglomerações por concentrarem os serviços.
 
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67) 
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, passou a defender essa proposta e vem chamando a atenção de vários
gestores. Dentro de sua plataforma, ela tem o plano de transformar a capital francesa em uma “Cidade
de 15 minutos”, em que qualquer parisiense poderia fazer suas atividades essenciais do cotidiano em
uma rápida caminhada a pé ou de bicicleta.
 
Isso vale para escolas, locais de trabalho, opções de compra, esportes e lazer.
 
Em São Paulo, uma pesquisa mostrou que, com a pandemia, 46% dos paulistanos passaram a dar mais
valor para o comércio e os serviços disponíveis nos bairros onde moram e 30% agora prestam mais
atenção aos serviços públicos locais. O estudo foi realizado pelo Ibope para o Instituto Cidades
Sustentáveis, em parceria com o Sesc, e ouviu pessoas das classes A, B e C.
 
Para o professor da USP, Jeferson Tavares, “quantos bairros conhecemos que não passam de um
aglomerado de casas sem nenhuma qualidade urbanística? Nesses lugares, o cidadão perdeu a
identidade com a cidade. A origem da cidade é a aproximação e, por isso, não podemos abandonar essa
defesa do uso do espaço público. Ruas, praças, parques e calçadões são lugares que concretizam a
esfera pública do convívio social. Valorizá-los ajuda a manter a saúde física e mental dos cidadãos”.
 
(Giovanna Wolf e Pablo Pereira. O Estado de S.Paulo, 14.06.2020. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a frase apresenta a relação correta entre os tempos verbais.
a) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” tivesse sucesso, os parisienses realizam atividades
cotidianas utilizando curtos trajetos.
b) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” teria sucesso, os parisienses realizaram atividades
cotidianas utilizando curtos trajetos.
c) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” teve sucesso, os parisienses realizassem atividades
cotidianas utilizando curtos trajetos.
d) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” terá sucesso, os parisienses realizavam atividades
cotidianas utilizando curtos trajetos.
e) Se o projeto da “Cidade de 15 minutos” tiver sucesso, os parisienses realizarão atividades
cotidianas utilizando curtos trajetos.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Para responder a questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta
em 25.09.1915.
 
Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez
escrever uma obra sobre filologia.
 
Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as
noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha
preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma
obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.
 
A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?
 
E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.
 
A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como
demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1698443
68) 
Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas
palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto
da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.
 
E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento
ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…
 
Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão
comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento,
saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da
página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…
 
Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.
 
(Sátiras e outras subversões, 2016.)
 
O cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está
indicado pela forma verbal sublinhada em
a) “Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página
‘duzentas e uma palavras ao leitor’.” (6º parágrafo)
b) “A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de ‘duas palavras ao leitor’ e levaria, como
demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.” (5º parágrafo)
c) “A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a ‘pálida homenagem’ de seu talento ao espírito
amigo que lhe ensinara a pensar...” (7º parágrafo)
d) “E Marco Aurélio resolve meditar.” (4º parágrafo)
e) “Leiam-na e verão como a coisa é bela.” (9º parágrafo)
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Tempos Verbais
Para responder a questão, leia a crônica de Machado de Assis, publicada em 19.05.1888.
 
Eu pertenço a uma família de profetas après coup1, post facto 2, depois do gato morto, ou como melhor
nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de
maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar
um molecote que tinha, pessoa dos seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que,
perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
 
Neste jantar, a que os meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas
cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um
aspecto simbólico.
 
No golpe do meio (coup du milieu 3, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de
champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a
liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas
ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não
podiam roubar sem pecado.
 
Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar- me os pés. Um dos
meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembleia que
correspondesse ao ato que eu acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo;
fiz outro discurso agradecendo, e entreguei
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1698999
a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e
não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho
que a óleo.
 
No dia seguinte, chamei Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
 
— Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado,
um ordenado que…
 
— Oh! meu senhô! fico.
 
— … Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste
imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa
ver; olha, és mais alto quatro dedos…
 
— Artura não qué dizê nada, não, senhô…
 
— Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo.
Tu vales muito mais que uma galinha.
 
— Eu vaio um galo, sim, senhô.
 
— Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, contacom oito. Oito ou sete.
 
Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as
botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia
anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram
dois estados naturais, quase divinos.
 
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou
outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; coisas todas que ele
recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.
 
O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que,
antes, muito antes de abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato
que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo tendo aprendido a ler, escrever e
contar (simples suposição) é então professor de Filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros,
grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela,
dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e
incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.
 
(Machado de Assis. Crônicas escolhidas, 2013.)
 
1après coup: a posteriori.
2post facto: após o fato.
3coup du milieu: bebida, às vezes acompanhada de brindes, que se tomava no meio de um banquete.
 
Para evitar a repetição de um verbo já mencionado, o narrador recorre à elipse de um verbo na frase
a) “Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar- me os pés.”
(4º parágrafo)
b) “Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote.” (4º parágrafo)
c) “Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu.” (8º parágrafo)
d) “Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar
bem as botas; efeitos da liberdade.” (13º parágrafo)
e) “Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.” (13º
parágrafo)
69) 
70) 
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VUNESP - ALeg (CM Potim)/CM Potim/2021
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Tempos Verbais
Tirania chinesa
 
 A evolução de Hong Kong no ranking de liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras
demonstra que esta não vem sendo devidamente respeitada: a ilha passou do 18o lugar em 2002,
quando a classificação foi criada, para o longínquo 80o em 2021. 
 Nesta semana, o torniquete na mídia atingiu níveis inéditos com o fechamento do jornal Apple Daily.
Criado em 1995, o periódico notabilizou-se por sua defesa da democracia, bem como por denunciar a
repressão e a perseguição da ditadura chinesa contra manifestantes e dissidentes.
 Agora, o próprio diário tornou-se uma vítima da política de cerceamento. Valendo-se da rigorosa nova
lei de segurança nacional, promulgada no ano passado, cerca de 500 policiais varejaram a sede do
jornal em 17 de junho.
 Na ação, os agentes apreenderam dezenas de computadores e foram detidos membros da direção do
jornal, denunciados por conluio com agentes estrangeiros. Dias depois, um editorialista do periódico foi
preso, e a acusação era a mesma.
 Além da intimidação direta, as autoridades miraram o estrangulamento financeiro da publicação,
congelando 18 milhões de dólares honcongueses (R$ 11,7 milhões) em ativos pertencentes a três
empresas ligadas ao Apple Daily. Premido por todos os lados, o veículo foi obrigado a encerrar as
atividades.
 A tentativa de criminalização do jornalismo compõe um quadro mais amplo de violações de liberdades
individuais e coletivas que o regime chinês vem impondo ao território, em especial desde os colossais
protestos pró-democracia ocorridos lá em 2019.
 As ações aproximam Hong Kong do cotidiano tirânico do restante da China e tornam ficção qualquer
ideia de autonomia da ilha.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 25.06.2021. Adaptado)
Considere as passagens:
 
• “policiais varejaram a sede do jornal” (3º parágrafo)
• “denunciados por conluio com agentes estrangeiros” (4º parágrafo)
 
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
a) encontraram; entendimento.
b) interditaram; contrato.
c) vasculharam; combinação.
d) destruíram; desajuste.
e) reviraram; ilegalidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Perto do apagão
 
 a falta de chuvas nos últimos dois meses, inferiores ao padrão já escasso do mesmo período
de 2020, ficou mais evidente a ameaça a geração de energia se mostre insuficiente para
manter o fornecimento até novembro, quando se encerra o período seco.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766508
71) 
 
Novas simulações do Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram agravamento, com destaque para a
região Sul, onde o nível dos reservatórios até 24 de agosto caiu para 30,7% – a projeção anterior
apontava para 50% no fechamento do mês.
 
Mesmo no cenário mais favorável, que pressupõe um amplo conjunto de medidas, como acionamento de
grande capacidade de geração térmica, importação de energia e postergação de manutenção de
equipamentos, o país chegaria novembro praticamente sem sobra de potência, o que amplia
a probabilidade de apagões.
 
Embora se espere que tais medidas sejam suficientes para evitar racionamento neste ano, não se
descartam sobressaltos pontuais, no contexto da alta demanda o sistema será submetido.
 
Se o regime de chuvas no verão não superar a média dos últimos anos, a margem de manobra para
2022 será ainda menor. Calcula-se que, nesse quadro, a geração térmica, mais cara, tenha de
permanecer durante todo o período úmido, o que seria algo inédito.
 
Desde já o país precisa considerar os piores cenários e agir com toda a prudência possível, com foco em
investimentos na geração, modernização de turbinas em hidrelétricas antigas e planejamento para
ampliar a resiliência do sistema.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.08.2021. Adaptado)
Considere as passagens do texto.
 
... onde o nível dos reservatórios até 24 de agosto caiu para 30,7%... (2º parágrafo)
... a margem de manobra para 2022 será ainda menor. (5º parágrafo)
... o que seria algo inédito. (5º parágrafo)
 
No contexto em que estão empregadas, as formas verbais expressam, correta e respectivamente, sentido
de:
a) ação frequente; presente; dúvida.
b) ação concluída; imperativo; hipótese.
c) ação concluída; futuro; hipótese.
d) ação frequente; presente; certeza.
e) ação anterior a outra; futuro; desejo.
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VUNESP - TEI (SAMU Osasco)/Pref Osasco/2021
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder a questão.
 
Perdendo o sono
 
Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite. Achava que estava bem
adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista Matthew Walker
(Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto.
 
A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até mamíferos
aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram um modo de dormir
com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento. Daí dá para concluir que o sono
tem um papel evolucionário bastante significativo.
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72) 
 
Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções. O sono REM
(sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos)é importante para
trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução
de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é crucial na consolidação das memórias e
de habilidades motoras, sem mencionar a regulação de processos fisiológicos.
 
Walker é também um militante. Ele está convencido de que a modernidade nos lançou numa epidemia
de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagismo. Munido de um estoque
quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a problemas cardíacos, câncer, diabetes,
obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados. No plano psicológico, relaciona dormir pouco a
piora do desempenho cognitivo, irritabilidade, cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes
automobilísticos.
 
Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que nem sequer
conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente. Segundo o autor, a quase
totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de preferência, fazer também uma
“siesta”.
 
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado)
 
*subótimo: que não atinge a mais alta qualidade.
 
Assinale a alternativa em que está correta a relação entre ideias e entre tempos e modos verbais.
a) As pessoas precisavam ter uma vida relativamente regrada, se bem que poderão dormir ao menos
oito horas por dia.
b) As pessoas precisarão ter uma vida relativamente regrada, a fim de que possam dormir ao menos
oito horas por dia.
c) As pessoas precisariam ter uma vida relativamente regrada, desde que podiam dormir ao menos
oito horas por dia.
d) As pessoas precisam ter uma vida relativamente regrada, contanto que puderam dormir ao menos
oito horas por dia.
e) As pessoas precisaram ter uma vida relativamente regrada, mesmo que podem dormir ao menos
oito horas por dia.
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VUNESP - TEI (SAMU Osasco)/Pref Osasco/2021
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Tempos Verbais
Leia o texto para responder a questão.
 
Perdendo o sono
 
Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite. Achava que estava bem
adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista Matthew Walker
(Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto.
 
A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até mamíferos
aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram um modo de dormir
com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento. Daí dá para concluir que o sono
tem um papel evolucionário bastante significativo.
 
Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções. O sono REM
(sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos) é importante para
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73) 
trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução
de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é crucial na consolidação das memórias e
de habilidades motoras, sem mencionar a regulação de processos fisiológicos.
 
Walker é também um militante. Ele está convencido de que a modernidade nos lançou numa epidemia
de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagismo. Munido de um estoque
quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a problemas cardíacos, câncer, diabetes,
obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados. No plano psicológico, relaciona dormir pouco a
piora do desempenho cognitivo, irritabilidade, cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes
automobilísticos.
 
Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que nem sequer
conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente. Segundo o autor, a quase
totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de preferência, fazer também uma
“siesta”.
 
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado)
 
*subótimo: que não atinge a mais alta qualidade.
 
Considere as frases.
 
• Muitas pessoas querem saber mais a respeito das etapas pelas quais passamos enquanto
dormimos, e, em seu livro, o neurocientista de forma detalhada para os leitores.
• O hábito de dormir poucas horas é apontado como uma das causas dos acidentes automobilísticos,
portanto, os motoristas que deveriam repensar suas atitudes.
 
Considerando o emprego e a colocação de pronomes estabelecidos pela norma-padrão, as lacunas das
frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:
a) descreve-lhes; o têm
b) descreve-lhes; lhe têm
c) as descreve; têm-no
d) descreve-as; têm-lhe
e) descreve-as; o têm
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Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente
em 1902.
 
Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito
tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural
[...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas,
ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas
guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico
recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando
o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.
 
O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo
pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto
na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o
viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não
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falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas...
Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter
nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da
Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa
na garganta, quando encontra na rua, a desoras2, uma avantesma3...
 
Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de
aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não
vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou
que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou
que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria
alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as
galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para
perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os
pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.
 
Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e
de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o
delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme
— alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou:
“algunsmorcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7
empunhavam”.
 
Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o
repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios
quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem
pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os
frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo
passou.
 
(Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)
 
1 esbatido: de tom pálido.
2 a desoras: muito tarde.
3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.
4 folha: periódico diário, jornal.
5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.
6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.
7 sitiante: policial.
 
Em “Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos” (5º parágrafo), o termo sublinhado
está empregado na mesma acepção do termo sublinhado em
a) “ela correu um risco desnecessário”.
b) “a notícia corria por toda a cidade”.
c) “a manhã corria especialmente tranquila”.
d) “segundo corria, ela seria facilmente eleita”.
e) “um arrepio correu-lhe pela espinha”.
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74) Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Está aberta a sessão do júri”, de Graciliano
Ramos, publicada originalmente em 1943.
 
O Dr. França, Juiz de Direito numa cidadezinha sertaneja, andava em meio século, tinha gravidade
imensa, verbo escasso, bigodes, colarinhos, sapatos e ideias de pontas muito finas. Vestia-se
ordinariamente de preto, exigia que todos na justiça procedessem da mesma forma – e chegou a mandar
retirar-se do Tribunal um jurado inconveniente, de roupa clara, ordenar-lhe que voltasse razoável e
fúnebre, para não prejudicar a decência do veredicto.
 
Não via, não sorria. Quando parava numa esquina, as cavaqueiras dos vadios gelavam. Ao afastar-se,
mexia as pernas matematicamente, os passos mediam setenta centímetros, exatos, apesar de barrocas1
e degraus. A espinha não se curvava, embora descesse ladeiras, as mãos e os braços executavam os
movimentos indispensáveis, as duas rugas horizontais da testa não se aprofundavam nem se desfaziam.
 
Na sua biblioteca digna e sábia, volumes bojudos, tratados majestosos, severos na encadernação negra
semelhante à do proprietário, empertigavam-se – e nenhum ousava deitar-se, inclinar-se, quebrar o
alinhamento rigoroso.
 
Dr. França levantava-se às sete horas e recolhia-se à meia-noite, fizesse frio ou calor, almoçava ao meio-
dia e jantava às cinco, ouvia missa aos domingos, comungava de seis em seis meses, pagava o aluguel
da casa no dia 30 ou no dia 31, entendia-se com a mulher, parcimonioso, na linguagem usada nas
sentenças, linguagem arrevesada e arcaica das ordenações. Nunca julgou oportuno modificar esses
hábitos salutares.
 
Não amou nem odiou. Contudo exaltou a virtude, emanação das existências calmas, e condenou o crime,
infeliz consequência da paixão.
 
Se atentássemos nas palavras emitidas por via oral, poderíamos afirmar que o Dr. França não pensava.
Vistos os autos, etc., perceberíamos entretanto que ele pensava com alguma frequência. Apenas o
pensamento de Dr. França não seguia a marcha dos pensamentos comuns. Operava, se não nos
enganamos, deste modo: “considerando isto, considerando isso, considerando aquilo, considerando ainda
mais isto, considerando porém aquilo, concluo.” Tudo se formulava em obediência às regras – e era
impossível qualquer desvio.
 
Dr. França possuía um espírito, sem dúvida, espírito redigido com circunlóquios, dividido em capítulos,
títulos, artigos e parágrafos. E o que se distanciava desses parágrafos, artigos, títulos e capítulos não o
comovia, porque Dr. França está livre dos tormentos da imaginação.
 
(Graciliano Ramos. Viventes das Alagoas, 1976.)
 
1barroca: monte de terra ou de barro.
 
Expressa sentido hipotético a forma verbal sublinhada em:
a) “Dr. França possuía um espírito, sem dúvida, espírito redigido com circunlóquios, dividido em
capítulos, títulos, artigos e parágrafos.” (7º parágrafo)
b) “Ao afastar-se, mexia as pernas matematicamente, os passos mediam setenta centímetros,
exatos, apesar de barrocas e degraus.” (2º parágrafo)
c) “Vistos os autos, etc., perceberíamos entretanto que ele pensava com alguma frequência.” (6º
parágrafo)
d) “Tudo se formulava em obediência às regras – e era impossível qualquer desvio.” (6º parágrafo)
e) “Nunca julgou oportuno modificar esses hábitos salutares.” (4º parágrafo)
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VUNESP - ADI (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/2021
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2115909
75) 
76) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia a tira para responder a questão.
(Bill Watterson. “O melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.02.2020)
 
Com base nas informações do último quadrinho, assinale a alternativa em que a forma verbal está
empregada em conformidade com a norma-padrão, dando sequência a “Os educadores dizem:”
a) Pais, não reprimem os sonhos de uma criança.
b) Pais, não reprimi os sonhos de uma criança.
c) Pais, não reprimam os sonhos de uma criança.
d) Pais, não reprimão os sonhos de uma criança.
e) Pais, não reprime os sonhos de uma criança.
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VUNESP - ASA (SAEG)/SAEG/2021
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto para responder à questão.
 
David Peace tem a doença do neurônio motor, uma condição terminal que afeta seu cérebro e sistema
nervoso de forma gradual. Sabendo da sua morte iminente, ele quer viajar até uma clínica na Suíça para
fazê-lo por conta própria quando tudo ficar insuportável, enquanto ainda tem controle sobre suas
competências mentais.
 
“Tenho duas opções. Uma é enfrentar uma paralisia progressiva, impossível de parar e que me afeta por
inteiro. A outra é viajar para a Suíça e saber que meu coração vai parar de bater enquanto eu estiver
inconsciente”, diz ele.
 
David é uma das pessoas que reivindicam uma atualização nas leis da Inglaterra para permitir que
pessoas com doenças terminais tenham direito a uma morte assistida, mas pessoas contrárias à ideia
dizem que deveria existir um foco maior em ajudar pessoas com doenças de longo prazo para que vivam
mais confortavelmente, em vez de ajudá-las a morrer.
 
(“Quero decidir morrer enquanto posso”: a luta pelo direito à morte assistida na Inglaterra. www.bbc.com,
09.08.2021. Adaptado)
 
No trecho – … ele quer viajar até uma clínica na Suíça para fazê-lo por conta própria quando tudo 
 insuportável … –, se alterarmos o vocábulo em destaque para “queria”, devemos preencher a
lacuna, segundo a norma-padrão, com o vocábulo:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2577946
77) 
78) 
a) terá ficado.
b) fica.
c) ficará.
d) ficasse.
e) fique.
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VUNESP - Ag (FUMEC)/FUMEC/2020
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
(https://cultura.estadao.com.br/galerias/geral,20-tiras-de-calvin-e-haroldo- -para-refletir-sobre-a-vida-e-sobre-
o-mundo,28507. Acesso em 27.03.2020)
 
Mas agora você um carro movido a energia nuclear que se transformar num
avião com mísseis rastreadores de calor.”
 
No 2º quadro da tira, substituindo-se a expressão “ontem” por “agora”, os verbos que podem preencher
as lacunas no tempo presente, respectivamente, sem perda de sentido e de acordo com a norma-padrão
são:
a) deseja ... consiga
b) queria ... poderá
c) desejara ... pôde
d) quisera ... pode
e) quer ... conseguiriawww.tecconcursos.com.br/questoes/2111681
VUNESP - Tec Adm (FEU)/FEU/"Sem Área"/2020
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Queixo duplo
 
Psicólogos, pedagogos e linguistas advertem: o smartphone é antissocial - ao mesmo tempo em que
parece conectar as pessoas, na verdade as afasta e faz com que se confinem individualmente na
mediocridade de uma telinha de três polegadas. Pode-se estar num restaurante, teatro, praia ou até
passeando em Paris - se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. A
badalhoca abole a vida ao redor.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1917712
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2111681
79) 
 
Apesar disso, raros se habilitam a tentar equilibrar essa servidão com a riqueza da vida real, onde as
coisas têm forma, volume, peso, cheiros e cores. Neste momento, já há dezenas de milhões de crianças
que não conheceram o mundo antes do smartphone. Mais um pouco e não acreditarão que esse mundo
um dia existiu.
 
Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas
mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também
as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo.
 
Cidadãos habituados a usar o smartphone enquanto caminham pela rua tendem a torcer o pé em
buracos no calçamento, ser tragados por bueiros, tropeçar no meio-fio e abalroar-se uns aos outros. Os
mais compenetrados não estão livres de ser atropelados pelo pipoqueiro.
 
Se isto não basta para que as pessoas deem um pouco de sossego ao smartphone, resta informar que,
para alguns fisioterapeutas, a postura curvada - a cabeça em ângulo reto em relação ao pescoço, exigida
para se ler ou escrever na telinha - pode vergar a coluna mais ereta à forma de um ponto de
interrogação. E o queixo cravado ao peito tantas horas por dia está levando as pessoas mais bonitas a
desenvolverem queixo duplo.
 
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 12.05.2014. Adaptado)
 
Releia o seguinte trecho do texto para responder à questão.
 
Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas
mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também
as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo.
 
Assinale a alternativa que contém a expressão verbal flexionada no modo subjuntivo, indicando um fato
incerto, uma possibilidade.
a) se assustem.
b) insistem.
c) reduzir.
d) atingem.
e) devem valorizar.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito –
ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se
conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido
um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam
insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa
para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo.
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados
Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas
e portas.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491670
80) 
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas
graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos –
fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem
sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não
aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para
casa”, diz ele.
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o
exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco.
A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações
podem desviar nosso foco por até 20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga
ambiental e de design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)
 
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo... – com o
termo Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta correlação dos verbos destacados de
acordo com a norma- padrão será:
a) reteremos ... sentávamos
b) retivéssemos ... sentássemos
c) reteríamos ... sentarmos
d) retínhamos ... sentássemos
e) retivemos ... sentaríamos
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto, para responder à questão.
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver
sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá
prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos
indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram
de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um
povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito
não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que
pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança
é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro
estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com
que manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do
direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/279018
81) 
como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de
ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da
ideia do direito.
É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se
tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o
direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
 
Observe os verbos destacados nas passagens – … enfrentar os ataques daqueles que a ele se
opunham… / … só veem nele um estado de paz e de ordem… – e assinale a alternativa em que estão
corretamente conjugados os verbos opor, ver e os demais assinalados, que seguem o mesmo padrão de
conjugação destes.
a) Opormos resistência à liderança dele foi um erro; agora querem que revemos nossa posição.
b) Se os interessados não se opuserem nem previrem razão para protelar o ato, amanhã mesmo
será escolhido o síndico do condomínio.
c) Se não se indisporem com as amigas do filho, ospais permitirão que elas o revejam quando ele
retornar.
d) Haverá problema se ele ver que houve manipulação de dados; certamente se predisporá a
cancelar tudo.
e) Cada vez que prever resistência dos funcionários às decisões do chefe, ele intervirá, antes que
todos se indisponham.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o texto, para responder à questão.
Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de
textualidade, na qual a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não
linear. Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas
previamente estabelecidas.
Quando o cientista Vannevar Bush, na década de 40, concebeu a ideia de hipertexto, pensava, na
verdade, na necessidade de substituir os métodos existentes de disponibilização e recuperação de
informações ligadas especialmente à pesquisa acadêmica, que eram lineares, por sistemas de indexação
e arquivamento que funcionassem por associação de ideias, seguindo o modelo de funcionamento da
mente humana. O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como
uma “máquina poética”, algo que funcionasse por analogia e associação, máquinas que capturassem o
brilhantismo anárquico da imaginação humana.
Parece não ser obra do acaso que a ideia inicial de Bush tenha sido conceituada como hipertexto 20 anos
depois de seu artigo fundador, exatamente ligada à concepção de um grande sistema de textos que
pudessem estar disponíveis em rede. Na década de 60, o cientista Theodor Nelson sonhava com um
sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias, com a possibilidade de
interconexão entre elas. Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do
mundo, numa rede de publicação hipertextual universal e instantânea. Funcionando como um imenso
sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual.
 
(Disponível em: http://www.pucsp.br/~cimid/4lit/longhi/hipertexto.htm .Acesso em: 05 fev 2013. Adaptado)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122463
82) 
83) 
Assinale a alternativa contendo a frase do texto na qual a expressão verbal destacada exprime
possibilidade.
a) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema capaz de disponibilizar um grande
número de obras literárias...
b) Funcionando como um imenso sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser
um enorme arquivo virtual
c) Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas
previamente estabelecidas.
d) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de
textualidade...
e) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do mundo...
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Assinale a alternativa em que todos os verbos estão empregados de acordo com a norma-padrão.
a) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da impressão definitiva.
b) Não haverá prova do crime se o réu se manter em silêncio.
c) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a trabalhar no feriado.
d) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
e) Se você quer a promoção, é necessário que a requera a seu superior.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Na questão, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases
dadas.
Eles os infratores prontamente.
Há dois meses, eles o dinheiro roubado.
Sem que ninguém tivesse , o menino tomou as providências.
Se você o advogado, recomende-lhe prudência.
a) deteram … reaveram … intervido … ver
b) deteram … reouveram … intervido … vir
c) detiveram … reaveram … intervindo … ver
d) detiveram … reouveram … intervindo … vir
e) detiveram … reouveram … intervido … vir
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78701
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78708
84) 
85) 
Complete as lacunas das frases da charge, com as formas verbais corretas.
 
O tempo médio pra se achar um novo emprego é de 20,4 semanas
(http://humorama.vila.bol.com.br. Adaptado)
a) Levanta … vá … faltam
b) Levante … vai … falta
c) Levante … vá … falta
d) Levantem … vai … faltam
e) Levante … vá … faltam
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Leia o trecho para responder à questão.
 
As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são
pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior
freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino
será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos
sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares
sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias.
Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não
há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se
sabe.
 
(O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o verbo em destaque repete o mesmo tempo verbal de terá em – As
projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são
pouco precisas…
a) O país ainda não conhece a vulnerabilidade das pessoas em relação ao meio ambiente.
b) Fenômenos extremos e menos qualidade de vida: é o novo clima.
c) O que já acontece com a biosfera por causa do aquecimento global e da alta concentração do gás
carbônico na atmosfera.
d) Os próximos documentos das Nações Unidas trarão alternativas para a redução do efeito estufa.
e) Problemas ambientais adversos reduziram a capacidade produtiva do solo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78855
86) 
87) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/78863
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Você enviou uma correspondência ao Presidente da República.
Assinale a alternativa com o texto correto, de acordo com a norma culta.
a) Meritíssimo, é inadmissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as
autoridades não reverem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido.
b) Excelência, é inadmiscível que o Brasil detém os piores rendimentos em educação. Se as
autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido.
c) Excelência, é inadimissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as
autoridades não reverem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido.
d) Excelência, é inadmissível que o Brasil detenha os piores rendimentos em educação. Se as
autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido.
e) Prezado Senhor, é inadmissível que o Brasil detêem os piores rendimentos em educação. Se as
autoridades não revirem os programas educacionais, o futuro do país estará comprometido.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Para responder à questão,leia o texto.
O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública
(com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não
estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda
moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana
fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não
necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em
seus traços mais largos, alguns a praticam.
Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar
rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma
subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem
dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de
todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados
aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem
comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses.
 
(Lya Luft, Veja, 20.09.2006)
Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está corretamente grafado e flexionado.
a) A crise de autoridade advêem do casamento infeliz da corrupção com cumplicidade.
b) Muita gente interveio tentando lutar pelo bem comum social.
c) Se uma pessoa pôr sua coragem em prática, dirá não quando a tentação assediar.
d) Se uma pessoa quizer manter sua decência, deverá praticá- la.
e) As leis mal cumpridas do país contém em si a tão necessária moralidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
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88) 
89) 
90) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Para responder à questão, leia a charge.
 
Considerando-se o interlocutor do urso como VOCÊ, as formas verbais no imperativo devem assumir as
seguintes flexões:
a) vá – veja – avise.
b) vai – veja – avisa.
c) vais – vejas – avisas.
d) vá – veja – avisa.
e) vai – vê – avise.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Para responder à questão, leia a frase de Luciano Pavarotti, publicada na revista Veja, de
20.09.2006:
Não quero mais me ouvir. Se você me convidar para jantar e tocar uma de minhas gravações para me
agradar, juro que vou embora. Se que eu , coloque um disco de Placido Domingo.
Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com
a) quizer … fico
b) querer … fique
c) quizer … ficarei
d) quiser … fique
e) quiser … fico
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79009
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79013
91) 
92) 
A resposta que Hagar recebe do inglês contém formas verbais que a tornam menos rude e agressiva. De
forma mais incisiva, o inglês diria:
a) Será melhor que não o faz.
b) Era melhor que não o fizesse.
c) Foi melhor que não o fizesse.
d) É melhor que não o faça.
e) Fosse melhor que não o fará.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar.
 
Na primeira pessoa do plural, a frase Prepare-se para morrer assume a seguinte forma:
a) Preparem para morrermos!
b) Preparemo-nos para morrer!
c) Preparem-se para morrermos!
d) Preparamos-nos para morrer!
e) Preparemos-nos para morrermos!
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O texto a seguir é base para a questão.
Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas
falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse
comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários,
e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão.
Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a
começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados,
que passam a fazer parte de nós.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79017
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79087
93) 
94) 
(Lya Luft. Veja, 30.11.2005)
A questão baseia-se na frase:
 
O termo devia ser comum entre nós, como água e pão.
O sentido da oração seria mantido, se a forma verbal devia fosse substituída por
a) devesse.
b) deveria.
c) deveu.
d) deverá.
e) deva.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A questão baseia-se no texto.
 
Sete milhões deixam a classe média
 
A classe média está menor. Entre 1980 e 2000, sete milhões de pessoas que ocupavam essa faixa da
sociedade perderam seus empregos e não conseguiram ______. Em conseqüência, tiveram seu poder de
compra reduzido, o padrão de vida rebaixado e, assim, saíram forçadamente da classe B para passar a
tomar parte na classe C. Segundo o IBGE, em 1980 os assalariados que participavam do estrato social
respondiam por 31,7% da População Economicamente Ativa (PEA). Vinte anos depois, porém, essa
participação caiu para 27,1%. "A perspectiva é de que o número de pessoas expulsas da classe média
aumente nos próximos anos", diz o economista Márcio Pochman, professor do Instituto de Economia da
USP. "O ajuste do mercado de trabalho se deu principalmente nas profissões tipicamente de classe
média, e esse ajuste continua."
 
(Istoé Online, 15.03.2006. Adaptado)
A baixa na qualidade de vida das pessoas ______ da perda dos seus empregos. Quem ______ superar
essa situação poderá ser considerado um herói.
Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com as seguintes formas verbais:
a) advêem ... souber
b) advém ... saber
c) advêm ... saber
d) advém ... souber
e) advêem ... saber
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VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia o texto para responder à questão.
 
Ser cronista
 
Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79096
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504084
95) 
 
Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de
começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos.
 
E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o
risco de em breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta
eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e
não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de
escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem
mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque
isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar
uns minutos de leitura? E outra coisa:nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda
comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou
dizer a verdade: não estou contente.
 
(Clarice Lispector, A descoberta do mundo)
 
De acordo com a norma-padrão, no trecho – Mas queria que fossem mudanças mais profundas e
interiores que não viessem a se refletir no escrever. –, se a forma verbal “queria” for substituída por
“quero”, as formas verbais destacadas devem ser substituídas, respectivamente, por:
a) serão; vão
b) eram; vinham
c) são; vêm
d) seriam; vissem
e) sejam; venham
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VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia a tirinha para responder à questão.
 
 
Assinale a alternativa em que a frase apresenta corretamente a correlação verbal.
a) Se Dolores tomar seus dias úteis, ela recebeu seu livro.
b) Se Dolores tornara seus dias úteis, ela receberia seu livro.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912840
96) 
97) 
c) Se Dolores tornasse seus dias úteis, ela receberá seu livro.
d) Se Dolores tornou seus dias úteis, ela receberia seu livro,
e) Se Dolores tivesse tornado seus dias úteis, ela teria recebido seu livro.
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VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
(Bill Watterson. O mundo é mágico – as aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrado Editora do Brasil, 2010)
 
Em conformidade com a norma-padrão da língua, a forma verbal que preenche corretamente a lacuna
presente no último quadrinho é:
a) devemos.
b) deveremos.
c) deveríamos.
d) devamos.
e) devêssemos.
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VUNESP - Tec (EBSERH HC-UFU)/EBSERH HC-UFU/Análises Clínicas/2020
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia o texto para responder a questão.
 
O galã
 
Um belo dia, naquela pacata e honesta capital da província de segunda ordem, apareceram, pregados
nas esquinas, enormes cartazes anunciando a próxima estreia de uma excelente companhia dramática,
vinda do Rio de Janeiro.
 
Há muito tempo o velho teatro não abria as portas ao público, e este, enfarado 1 de peloticas 2 e
cavalinhos, andava sequioso de drama e comédia.
 
Havia, portanto, na cidade uma animação e rebuliço desusados.
 
Falara-se na vinda da companhia, mas ninguém tinha absoluta certeza de que ela viesse, porque o
empresário receava não fazer para as despesas. Agora, os cartazes, impressos em letras garrafais,
confirmavam a auspiciosa notícia, provocando um entusiasmo indizível. Muita gente saía de casa só para
os ver, certificando-se, pelos próprios olhos, de tão grata novidade.
 
A companhia anunciada era, efetivamente, a melhor, talvez, de quantas até então se tinham aventurado
às incertezas de uma temporada naquela cidade tranquila.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313754
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1330283
98) 
Quando a companhia chegou, foi uma verdadeira festa. Grande massa de povo aguardava-a no cais de
desembarque; houve música, foguetes e aclamações.
 
(Arthur Azevedo, “O galã”. Seleção de Contos, 2014. Adaptado)
 
1 entediado
2 artes de iludir com truques
 
 
Assinale a alternativa em que a reescrita de frase do texto está em conformidade com a norma-padrão
quanto à correlação dos tempos verbais e à concordância.
a) Falava-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estiveram certos de que ela veio.
b) Fala-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certa de que ela vem.
c) Tinha-se falado na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certo de que ela vêm.
d) Falou-se na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certas de que ela virá.
e) Tem-se falado na vinda da companhia, mas as pessoas não estão certas de que ela viria.
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VUNESP - GM (Caraguatatuba)/Pref Caraguatatuba/2019
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia o texto para responder a questão.
 
Em 1999, a Assembleia Geral da ONU convocou um Movimento Global para uma Cultura de Paz, com o
intuito de estancar a escalada da violência no mundo. Para a ONU, o conceito de cultura de paz parte do
princípio de que a paz e a violência não são inerentes à humanidade. Por isso, a paz precisa ser ensinada
e estimulada, para forjar um mundo mais digno, justo e harmonioso.
 
Dois conceitos são importantes para essa aprendizagem. O primeiro afirma que a cultura de paz é uma
escolha e uma ação que se deseja concretizar. Portanto, não adianta falar apenas que a violência é algo
que não se deseja, porque isso não vai resolver o problema. O outro conceito é o de que a construção da
paz é um processo educativo: as pessoas precisam vivenciar, debater e concretizar ações, partindo do
princípio de que, quando agimos apenas de acordo com nossa vontade, nossas ações afetam o outro.
Achar que só as nossas vontades têm de prevalecer prejudica nossas relações com o outro. Daí a
importância do diálogo, da tolerância e do acolhimento.
 
Se a paz é decisiva no nível do indivíduo, muito mais no nível coletivo. Por isso, os agentes da
administração pública, da segurança, os da educação e da justiça são figuras imprescindíveis, para que
o processo de paz se concretize na sociedade em geral. Não é difícil pôr em prática algumas ações que
sustentam a paz, entre elas:
 
1. Respeitar a vida, sem discriminar nem prejudicar ninguém.
2. Rejeitar a violência em todas as suas formas, buscando proteger os mais fracos, como crianças, idosos
e pessoas vulneráveis.
3. Ouvir para compreender, privilegiando a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo nem à
maledicência.
4. Preservar o planeta promovendo um consumo responsável, protegendo todas as formas de vida e o
equilíbrio dos recursos naturais do planeta.
5. Redescobrir a solidariedade, a partir do respeito aos princípios democráticos, com o fim de criar modos
mais fraternos de convívio entre as pessoas.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1246166
99) 
100) 
(http://www.comitepaz.org.br. Adaptado, acesso em 11.11.2019)
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase, de acordo com o tempo verbal.
 
A paz prevalecerá se as pessoas e se firmes nesse propósito.
a) quererem… manterem
b) queriam… mantiveram
c) quiseram… mantiverem
d) quisessem… manteriam
e) quiserem… mantiverem
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia os quadrinhos para responder à questão.
 
(Folha de S.Paulo, 08.10.2014)
 
Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro quadrinho, em conformidade com a norma-
padrão da língua portuguesa, é:
a) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um capacete.
b) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete.
c) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre de levar um capacete.
d) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade, leva um capacete.
e) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra- se de levar um capacete.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre anatureza humana.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241715
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78681
101) 
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
O período construído com duas das frases seguintes – "Isso não é importante."/ "Que perda de tempo."/
"Todo mundo tem seu lado irracional." – está correto, quanto à correlação de tempo verbal, em
a) Se isso fosse importante, não era perda de tempo.
b) Por mais que fosse irracional, não será perda de tempo.
c) Embora se perca muito tempo com isso, não é uma irracionalidade.
d) Talvez se perde muito com isso e seja assim uma irracionalidade.
e) Contanto que isso era perda de tempo, é, pois, uma irracionalidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Leia o texto para responder à questão.
Diploma e monopólio
 
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso
verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a
concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é
bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem
monopólios espúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica
rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do
que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do
ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB
são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova
um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78843
102) 
103) 
Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros
ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para
determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas
trata-se aí de uma questão secundária. (...)
 
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo verbal entre as orações.
a) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento, poderiam defender bem seus
clientes.
b) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram intelectualmente.
c) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais severa.
d) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser melhor.
e) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resolvem brevemente.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Para responder à questão, leia o texto.
Prezado Senhor,
Confirmamos o cadastro do seu currículo.
O seu currículo já está disponível para ser analisado por nosso departamento de Recursos Humanos.
É importante que você mantenha todos os seus dados sempre atualizados. Este é um dos critérios mais
importantes para nossa avaliação. Para tanto, tenha sempre consigo os dados abaixo, para que sempre
que necessário você possa atualizar seu currículo.
Assinale a alternativa em que a correlação entre os tempos verbais está correta.
a) Seria importante que você mantesse todos os seus dados em dia.
b) Será importante que você mantém todos os seus dados em dia.
c) Seria importante que você mantivesse todos os seus dados em dia.
d) Era importante que você manteria todos os seus dados em dia.
e) Foi importante que você mantinha todos os seus dados em dia.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O trecho a seguir é a introdução de um texto de Jô Soares. Leia-o para responder à questão.
 
A verdade é que não se escreve mais como antigamente, pois naquele tempo não havia computadores e,
por incrível que pareça, nem mesmo canetas esferográficas. Porém, se fôssemos registrar em papel
todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma para os cartões de Natal.
 
(Jô Soares. Veja, 01.05.1996)
Para responder à questão, considere o trecho:
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78933
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79091
104) 
... se fôssemos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma
resma para os cartões de Natal.
Considerando a flexão verbal, o trecho está corretamente reescrito em
a) ... se formos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma
para os cartões de Natal.
b) ... se íamos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrara sequer uma resma
para os cartões de Natal.
c) ... se iremos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não tem sobrado sequer uma
resma para os cartões de Natal.
d) ... se formos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrará sequer uma resma
para os cartões de Natal.
e) ... se vamos registrar em papel todos os absurdos do ser humano, não sobrasse sequer uma resma
para os cartões de Natal.
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VUNESP - Ass Adm (UFABC)/UFABC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
 
Considere os trechos:
 
– Se eles fizerem um computador que possa pensar… (2º quadro)
 
– Aí, vai ver que eles vão inventar um computador psicótico. (3º quadro)
 
As expressões destacadas apresentam, respectivamente, no contexto em que foram empregadas, sentido
de
a) habilidade e confirmação.
b) dúvida e contemplação.
c) capacidade e incerteza.
d) certeza e projeção.
e) vontade e reflexão.
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2021
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2210331105) 'Leia a crônica “Caso de justiceiro”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
 
Mercadinho é imagem de confusão organizada. Todos comprando tudo ao mesmo tempo em corredores
estreitos, carrinhos e pirâmides de coisas se comprimindo, apalpamento, cheiração e análise visual de
gêneros pelas madamas, e, a dominar o vozerio, o metralhar contínuo das registradoras. Um olho
invisível, múltiplo e implacável, controla os menores movimentos da freguesia, devassa o mistério de
bolsas e bolsos, quem sabe se até o pensamento. Parece o caos; contudo nada escapa à fiscalização.
Aquela velhinha estrangeira, por exemplo, foi desmascarada.
 
— A senhora não pagou a dúzia de ovos quebrados.
— Paguei.
 
Antes que o leitor suponha ter a velhinha quebrado uma dúzia de ovos, explico que eles estão à venda
assim mesmo, trincados. Por isso são mais baratos, e muita gente os prefere; casca é embalagem. A
senhora ia pagar a dúzia de ovos perfeitos, comprada depois; mas e os quebrados, que ela comprara
antes?
 
A velhinha se zanga e xinga em ótimo português-carioca o rapaz da caixa. O qual lhe responde boas, no
mesmo idioma, frisando que gringo nenhum viria lá de sua terra da peste para dar prejuízo no Brasil, que
ele estava ali para defender nosso torrão contra piratas da estranja. A mulher, fula de indignação, foi
perdendo a voz. Caixeiros acorreram, tomando posição em defesa da pátria ultrajada na pessoa do
colega; entre eles, alguns portugueses. A freguesia fez bolo. O mercadinho parou.
 
Eis que irrompe o tarzã de calção de banho ainda rorejante e berra para o caixa:
 
— Para com isso, que eu não conheço essa dona mas vê-se pela cara que é distinta.
 
— Distinta? Roubou cem cruzeiros à casa e insultou a gente feito uma danada.
 
— Roubou coisa nenhuma, e o que ela disse de você eu não ouvi mas subscrevo. O que você é, é um
calhorda e quer fazer média com o patrão à custa de uma pobre mulher.
 
O outro ia revidar à altura, mas o tarzã não era de cinema, era de verdade, o que aliás não escapou à
percepção de nenhum dos presentes. De modo que enquanto uns socorriam a velhinha, que desmaiava,
outros passavam a apoiá-la moralmente, querendo arrebentar aquela joça. O partido nacionalista
acoelhou-se. Foram tratando de cerrar as portas, para evitar a repetição de Caxias. Quem estava lá
dentro que morresse de calor; enquanto não viessem a radiopatrulha e a ambulância, a questão dos
ovos ficava em suspenso.
 
— Ah, é? — disse o vingador. — Pois eu pago os cem cruzeiros pelos ovos mas você tem de engolir a
nota.
 
Tirou-a do bolso do calção, fez uma bolinha, puxou para baixo, com dedos de ferro, o queixo do caixa, e
meteu-lhe o dinheiro na boca.
 
Assistência deslumbrada, em silêncio admiracional. Não é todos os dias que se vê engolir dinheiro. O
caixa começou a mastigar, branco, nauseado, engasgado.
 
Uma voz veio do setor de ovos:
 
— Ela não roubou mesmo não! Olha o dinheiro embaixo do pacote!
 
Outras vozes se altearam: “Engole mais os outros cem!” “Os ovos também!” “Salafra” “Isso!” “Aquilo!”.
 
A onda era tamanha que o tarzã, instrumento da justiça divina, teve de restabelecer o equilíbrio.
 
— Espera aí. Este aqui já pagou. Agora vocês é que vão engolir tudo, se maltratarem este rapaz.
106) 
 
(Carlos Drummond de Andrade. Cadeira de balanço, 2020.)
 
“Agora vocês é que vão engolir tudo, se maltratarem este rapaz.” 
 
A forma verbal resultante da transposição do trecho sublinhado para a voz passiva é:
a) maltratariam.
b) fosse maltratado.
c) maltratassem.
d) for maltratado.
e) seria maltratado.
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VUNESP - Vig (CM Registro)/CM Registro/2016
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Ela andava reclamando da forma como ele fechava as portas, “Não bate! Vira a maçaneta e
puxa!”, ele vinha implicando com o tempo que ela mantinha aberta a geladeira, “Pensa antes no que
você quer, depois abre!”. Quando ela dirigia, ele ia cantando as marchas: “Quarta!”, “Terceira!”, “Quinta!
Oitenta... Bota a quinta!”. Quando ele dirigia, ela desdenhava dos caminhos: “Por que cê tá subindo a
Augusta?! Pega a Nove de Julho!”. “Não, Rebouças não!”. No dia em que discutiram feio a respeito do
lado certo para começar a descascar uma mexerica – “Por cima! Aquele engruvinhadinho tá ali pra isso!”
versus “Por baixo! É uma dedada só!” –, decidiram que era preciso diminuir a convivência.
Passaram a jantar em horários diferentes. A ler cada um numa poltrona. Às terças, ela ia ao bar com as
amigas. Às quintas, ele jogava futebol. Melhorou, mas não resolveu. Ele resmungava do cheiro de fritura
com que ela se deitava na cama. Ela o reprimia pelas roupas suadas, espalhadas no banheiro. Decidiram,
então, dormir em quartos separados. À noite, se despediam e iam cada um para um lado do corredor. Ele
assistia à série dele, ela via a série dela. Às vezes, até viam a mesma série, mas cada um botando
legenda na língua que bem entendesse – antes, ela sempre queria pôr em inglês, “pra praticar”, ele
sempre queria pôr em português, “pra entender”: acabavam nem praticando nem entendendo, mas
discutindo. Mas, mesmo em quartos separados, as rusgas continuavam.
A solução, acreditaram, era morar cada um numa casa. Voltariam a ser namorados, cada um com o seu
mundinho, como na época da faculdade. Foi bom por um tempo, mas – de novo – não resolveu. Ele
atrasava pro cinema. Ela discordava do restaurante. Na casa dele, não tinha os cremes dela. Na casa
dela, não tinha as lentes dele.
Um belo dia tiveram de admitir que a convivência era impossível. Sempre haveria algum incômodo,
algum detalhe, algum hábito de um a pinicar a paciência do outro. A saída era se separar. A distância
acabou com os velhos problemas, mas criou um novo, imenso: eles se amavam, sofriam vivendo
sozinhos. Não que quisessem voltar. Sabiam que de briguinha em briguinha, de discussão em discussão,
o caldo entornaria, mais uma vez.
Então chegaram, enfim, à conclusão de qual seria a única forma da relação funcionar, sem picuinha nem
saudade: nunca terem se conhecido. Se apenas imaginassem um ao outro, amantes ideais, num mundo
sem marchas, sem Rebouças, sem mexericas, sem legendas, sem geladeiras, sem cremes e sem lentes,
seriam felizes para sempre.
(Antônio Prata, “O Engruvinhado da Mexerica”. Folha de S.Paulo, 15.11.2015. Adaptado)
 
Nos trechos – Ela andava reclamando da forma... – e – ... ele vinha implicando com o tempo... –,
as expressões destacadas foram assim empregadas para enfatizar
a) as ações presentes que tiveram seu início no passado.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445105
107) 
108) 
b) o desenvolvimento gradual das ações e sua duração no passado.
c) as ações pontuais concluídas no passado recente.
d) o término das ações localizadas num momento preciso do passado.
e) o movimento feito para realizar ações futuras.
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VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/"Sem Área"/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Após queixas, palavrão vira falta em pelada de condomínio no Rio
Peladeiros de um condomínio de classe média alta na Barra da Tijuca, no Rio, criaram uma nova regra
para as partidas disputadas no campo do clube que serve aos moradores: palavrão é falta.
Cada vez que um jogador reagir de forma malcriada a um lance ríspido ou a uma marcação do juiz, seu
time será punido.
A regra surgiu a partir de queixas de moradores. “Fica chato para quem mora aqui ou pratica alguma
atividade física ao redor do campo ter que ouvir palavrões ao lado de seus filhos, da família”, diz Vitor S.,
25, morador do condomínio e peladeiro.
Segundo ele, a decisão não aboliu totalmente as expressões grosseiras durante as partidas, mas elas
com certeza diminuíram. “A gente pensa duas vezes antes de falar para não cometer falta.”
Devido às queixas, os peladeiros e a administração do condomínio fizeram o acordo. Coube à
administração instalar as placas pelo campinho informando sobre a nova regra.
Para os jovens locais, a nova medida é educativa e simboliza respeito com a vizinhança.“Mas ainda tem
gente que não consegue se controlar. Aí toma falta e prejudica o time”, afirma o estudante Kaique C., 15.
(Diana Brito. Folha de S. Paulo, 31.05.2011. Adaptado)
 
Considere a frase.
Em razão das reclamações _____________, um acordo entre peladeiros e condôminos, e a administração
_____________ por instalar as placas informando a nova regra.
As expressões que preenchem, correta e respectivamente a frase, mantendo a correta relação entre os
tempos verbais, são:
a) fez-se … se responsabilizaria
b) seria feito … terá se responsabilizado
c) se fará … se responsabilizava
d) foi feito … teria se responsabilizado
e) se faria … se responsabilizará
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Leia o texto para responder à questão.
 
Saber é trabalhar
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86335
109) 
Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador sente a necessidade de
aprimorar a sua formação para obter um posto de trabalho. As empresas buscam os mais qualificados
em cada categoria e excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não
tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema
Estadual de Análise de Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas
de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% em
2005 e fechou em 11,9% em 2010.
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em conta não só o
desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de
procurar ou estão em postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da
própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores ocupados.
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de
trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de
Profissionais no Brasil. A análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico
e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar a mão de obra de que
necessitam.
 
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado)
Na frase – … os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de 2005 para
cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação
a) concluída.
b) hipotética.
c) futura.
d) atemporal.
e) contínua.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78785
110) 
111) 
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a locução verbal do trecho – Segundo especialistas, a taxa de reciclagem
poderia chegar a 30%. (2.º parágrafo) – está reescrita corretamente, no futuro do presente do modo
indicativo.
a) pode chegar a 30%.
b) possa chegar a 30%.
c) poderá chegar a 30%.
d) puder chegar a 30%.
e) pudera chegar a 30%.
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VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Leia a tira para responder à questão.
 
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 31.01.2023. Adaptado)
 
Na fala da mãe, os verbos empregados na forma imperativa exprimem sentido de
a) desdém.
b) carinho.
c) ironia.
d) pedido.
e) hipótese.
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VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois da festa de igreja, era a
maior festa na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um
cortejo. Cavalheiros e damas, aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e
subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez.
Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se
mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos
dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito.
 
Murmurava-se que, à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve
nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de
“coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624743
112) 
casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra,
em dois lanços, amplo frontispício1 abrindo em sacadas, sob a cimalha2 a estatueta de louça-da-china3
— espetáculo.
 
E houve o casamento e houve o jantar comemorativo e houve o baile, com a quadrilha fazendo ressoar
no soalho de tábuas a música dos tacões dos homens, dos saltos das mulheres.
 
A noiva era uma risonha morena saudável, o noivo um passional tímido, amavam-se. E lá se foram para a
fazenda longe, fim do mundo ou quase, onde as notícias demoravam uma, duas semanas para chegar.
Que dia sai o cargueiro4? Que dia ele volta? Voltava com revistas, cartas, moldes de roupas, açúcar,
fósforos, ar da cidade, vento do mundo.
 
Começaram a nascer as meninas. Dava muita menina naquele casal. Como educá-las? A dona de casa
virou professora, virou uma escola inteira, se preciso virava universidade.
 
(Elenco de cronistas modernos. José Olympio Editora. Adaptado)
 
1. frontispício: fachada principal.
2. cimalha: parte mais alta das paredes.
3. louça-da-china: porcelana.
4. cargueiro: pessoa que conduz animais de carga.
 
Os verbos empregados nas frases elaboradas a partir do texto seguem a norma-padrão na alternativa:
a) Enquanto o cargueiro mantiver suas viagens até a cidade, sempre chegarão bons artigos para os
habitantes.
b) Alguns trabalhadores da fazenda preveram que o cargueiro e seus animais chegariam no fim da
semana.
c) As lojas da cidade que disporem de produtos recém-chegadosserão as mais procuradas pelas
mulheres.
d) Quando o cargueiro vir com a tropa carregada de novas mercadorias, as negociações de compra e
venda vão aumentar.
e) Se tempestades e estradas lamacentas reterem o cargueiro em outros paragens, talvez falte
açúcar na cidade.
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VUNESP - Vest (UNIFESP)/UNIFESP/Misto/2022
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Leia o trecho do livro O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, do neurocientista
português António Rosa Damásio, para responder à questão.
 
O principal enfoque em O erro de Descartes é a relação entre emoção e razão. Baseado em meu estudo
de pacientes neurológicos que apresentavam deficiências na tomada de decisão e distúrbios da emoção,
construí a hipótese de que a emoção era parte integrante do processo de raciocínio e poderia auxiliar
esse processo ao invés de, como se costumava supor, necessariamente perturbá-lo. Hoje em dia essa
ideia já não causa espécie, mas na época em que a apresentei muita gente estranhou, e mesmo a
recebeu com certo ceticismo. Tudo sopesado, a ideia, em grande medida, foi aceita e até, em certos
casos, acolhida com tanta sofreguidão que acabou deturpada. Por exemplo, nunca afirmei que a emoção
era um substituto para a razão, mas em algumas versões superficiais depreendia-se que minha ideia era
que se você seguisse o coração em vez da razão tudo daria certo.
 
Na verdade, em certas ocasiões a emoção pode ser um substituto para a razão. O programa de ação
emocional que denominamos medo pode afastar rapidamente do perigo a maioria dos seres humanos
com pouca ou nenhuma ajuda da razão. Um esquilo ou um pássaro não pensa para reagir a uma
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113) 
ameaça, e o mesmo pode acontecer a um humano. Aí é que está a beleza no modo como a emoção tem
funcionado no decorrer da evolução: ela abre a possibilidade de levar seres vivos a agir de maneira
inteligente sem precisar pensar com inteligência. Acontece que, nos humanos, essa história tornou-se
mais complexa, para o bem e para o mal. O raciocínio faz o que fazem as emoções, mas alcança o
resultado conscientemente. O raciocínio nos dá a opção de pensar com inteligência antes de agir de
maneira inteligente, e isso é bom: descobrimos que muitos dos problemas que encontramos em nosso
complexo ambiente podem ser resolvidos apenas com emoções, porém não todos, e nestas ocasiões as
soluções que a emoção oferece são, na realidade, contraproducentes.
 
Mas como evoluiu nas espécies complexas o sistema de raciocínio inteligente? A proposta inovadora em
O erro de Descartes é que o sistema de raciocínio evoluiu como uma extensão do sistema emocional
automático, com a emoção desempenhando vários papéis no processo de raciocínio.
 
(O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, 2012. Adaptado.)
 
O verbo sublinhado, na conjugação em que se apresenta, indica um fato pontual no passado no seguinte
trecho:
a) “se você seguisse o coração em vez da razão tudo daria certo” (1º parágrafo).
b) “a emoção era um substituto para a razão” (1º parágrafo).
c) “construí a hipótese de que a emoção era parte integrante do processo de raciocínio” (1º
parágrafo).
d) “Baseado em meu estudo de pacientes neurológicos que apresentavam deficiências na tomada de
decisão” (1º parágrafo).
e) “O raciocínio nos dá a opção de pensar com inteligência antes de agir de maneira inteligente” (2º
parágrafo).
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2019
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV
Responsável por reduzir burocracias, automatizar processos e aumentar a eficiência, o uso de inteligência
artificial [IA] pode aumentar o desemprego no País em quase 4 pontosporcentuais nos próximos 15
anos. Os dados são de umestudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti, da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), em parceria com a Microsoft.
Para simular o impacto da adoção de IA na economia brasileira, a pesquisa estipulou três cenários: um
conservador, no qual a taxa de crescimento da adoção de IA pelo mercado brasileiro é de 5%, durante
15 anos. Nesse panorama,a economia também cresce menos do que o estimado para os próximos anos.
No cenário intermediário, o número é de10%, com crescimento estável. Já no mais agressivo, em
ummundo em que a economia tem projeção otimista de crescimento,a adoção de IA subiria 26% no
período – é nesse
último que o desemprego pode aumentar em 3,87 pontos porcentuais, no saldo geral da população.
No mais severo dos cenários, os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados, que poderão
ver o desemprego aumentar em 5,14 pontos porcentuais; já o número de vagas qualificadas pode subir
com a adoção massiva de inteligência artificial, em até 1,56 ponto percentual. “A inteligência artificial
aumentará a desigualdade”, alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV.
A pesquisa analisou seis segmentos diferentes da economia: agricultura, pecuária, óleo e gás, mineração
e extração, transporte e comércio e setor público (educação, saúde, defesa e administração pública). Os
trabalhadores mais afetados no cenário mais agressivo são os mais qualificados dos setores de óleo e
gás e de agricultura, dois dos principais pilares da economia brasileira. O primeiro tem redução nos
empregos de 23,57%, e o segundo, de 21,55%.
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114) 
115) 
(Bruno Romani, “Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV”.
https://link.estadao.com.br. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada expressa sentido de projeção futura.
a) ... os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados... (3º parágrafo)
b) O primeiro tem redução nos empregos de 23,57%... (4º parágrafo)
c) ... a pesquisa estipulou três cenários... (2º parágrafo)
d) ... alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV. (3º parágrafo)
e) Os dados são de um estudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti... (1º parágrafo)
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VUNESP - Vest (FAMEMA)/FAMEMA/2019
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se(c) em alfabetização. Um dos motivos do êxito é
a parceria com os municípios, os principais encarregados dos primeiros anos de escolarização.
 
Além de medidas que incluem formação de professores e material didático estruturado, o governo
cearense acionou(b) um incentivo financeiro: as cidades com resultados melhores recebem fatia maior do
ICMS, com liberdade para destinação dos recursos.
 
O modelo já foi adotado em Pernambuco e está sendo implantado(a) ou avaliado por Alagoas, Amapá,
Espírito Santo e São Paulo.
 
Replicam-se(d) igualmente as boas iniciativas do ensino médio em Pernambuco, baseado em tempo
integral, que permite ao estudante escolher disciplinas optativas, projeto acolhido em São Paulo.
 
Auspiciosa, essa rede multilateral e multipartidária pela educação é exemplo de como a sociedade pode
se mobilizar(e) em torno de propostas palpáveis.
 
(“Unidos pelo Ensino”. Folha de S.Paulo, 27.08.2019. Adaptado.)
 
A forma verbal sublinhada expressa ideia de ação em processo no trecho:
a) “e está sendo implantado ou avaliado por Alagoas, Amapá, Espírito Santo e São Paulo” .
b) “o governo cearense acionou um incentivo financeiro” .
c) “O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se em alfabetização” .
d) “Replicam-se igualmente as boas iniciativas do ensino médio em Pernambuco”.
e) “essa rede multilateral e multipartidária pela educação é exemplo de como a sociedade pode se
mobilizar” .
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VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Holocausto animal
 
Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campode
concentração e como tratamos os animais(a) que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554384
116) 
Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é
uma eterna Treblinka*”.
 
A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas
campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano.
 
Resgataram textos de outros sobreviventes(c) e escritores de renome para ampliar o movimento. Edgar
Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o
homem tortura e mata animais,(b) ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas.
 
De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo
o que fazemos com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série
para identificar as vítimas,(d) o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o
alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem
morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”.
 
Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra
a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos(e) a campos de concentração, como
aceitaríamos o ‘desumano’ transporte de animais a matadouros?”.
 
Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de
soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue
em gotas.
 
Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do
mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente
sem se sentir um abusador de animais.
 
* Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás.
 
(Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque está corretamente substituída, nos parênteses,
de acordo com a norma-padrão.
a) … e como tratamos os animais… – (tratamos-los)
b) … o homem tortura e mata animais… – (lhes mata)
c) Resgataram textos de outros sobreviventes… – (Resgataram-nos)
d) … números de série para identificar as vítimas… – (identificar-lhes)
e) Se não aceitamos o transporte de seres humanos… – (aceitamos-lo)
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VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
As expressões “planejar a minha vida” e “adiantar seus caprichos”, segundo a norma-padrão da
língua portuguesa, correspondem, respectivamente, a
a) planeja-a e adiantar-lhes.
b) planejá-lhe e adianta-os.
c) planejar-lhe e adiantar-los.
d) planeja-a e adianta-lhes.
e) planejá-la e adiantá-los.
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117) 
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VUNESP - Tec (Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Segurança do Trabalho/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia o texto para responder à questão.
Confinamento na pandemia faz
crescer casos de miopia em crianças
 
As crianças, especialmente aquelas com idades entre 6 e 8 anos, estão ficando mais míopes na
pandemia. Segundo oftalmologistas, os períodos mais longos dentro de casa, longe da luz natural e
encarando telas pequenas sem descanso, são os principais responsáveis pelo aumento de casos do
distúrbio nessa faixa etária.
 
Em um artigo publicado em janeiro deste ano na revista científica Jama Ophthalmology, pesquisadores
da China relatam que, em 2020, o número de casos de miopia nas crianças entre 6 e 8 anos cresceu até
três vezes em comparação com os cinco anos anteriores. No Brasil, a situação é semelhante. Com as
aulas regulares interrompidas há mais de um ano e as medidas restritivas para diminuir a circulação de
pessoas e evitar a transmissão da Covid-19, os mais jovens passaram muito mais tempo dentro de casa
no ano de 2020. As consequências já são percebidas nos consultórios médicos.
 
Segundo o oftalmologista Emerson Castro, do Hospital Sírio- Libanês, o esperado era que os
atendimentos diminuíssem durante a pandemia, mas isso não aconteceu: “Estou atendendo mais
pacientes agora. O olho é a nossa comunicação com o mundo e todos o estão usando ainda mais neste
período, crianças e adultos”, diz.
 
A miopia é a dificuldade para enxergar coisas que estão mais longe. O distúrbio visual surge quando o
olho cresce mais do que deveria, e isso dificulta ver com clareza coisas mais distantes. No caso dos mais
jovens, os médicos apontam alguns motivos para o aumento da miopia. O primeiro seria o uso de telas,
principal distração durante o confinamento.
 
Para evitar que o problema apareça, os especialistas sugerem descansos periódicos a cada 30 minutos ou
1 hora de uso contínuo de tela. Os médicos alertam ainda que telas muito pequenas, como as de
telefones e tablets, são as mais prejudiciais. Computadores e televisões geralmente ficam mais distantes
dos olhos e fazem menos mal.
 
(Everton Lopes Batista. https://www1.folha.uol.com.br/ equilibrioesaude/. 19.04.2021. Adaptado)
 
Considere o seguinte trecho redigido a partir do texto:
 
As crianças têm passado muito tempo longe da luz natural, o que tem causado determinados
distúrbios visuais. Para especialistas, o fato de jovens estudantes estarem permanecendo mais tempo em
casa obriga- a usar ainda mais os olhos, o que contribui para a maior ocorrência desse problema
que atinge nesse período.
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas presentes no trecho devem ser
preenchidas, respectivamente, com:
a) lhes … os … os
b) lhes … lhes … os
c) lhes … lhes … lhes
d) os … lhes … os
e) os … os … lhes
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VUNESP - SEsc (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2020
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118) 
119) 
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
O livro didático como professor
A ideia de substituir os livros didáticos escolares por material retirado diretamente da internet suscitou
reações variadas. Editores de livros escolares e livrarias veem no pro jeto uma ameaça mortal para uma
indústria que dá trabalho a milhares de pessoas. Por mais solidário que me sinta em relação a editores e
livrarias, é possível dizer que, pelas mes mas razões, muitas outras classes de trabalhadores
pode riam protestar. Se a história avançar inelutavelmente nessa direção, esta força de trabalho teria de
reciclar-se de alguma forma.
Outra objeção é que a iniciativa prevê um computador para cada aluno e é duvidoso que o Estado possa
arcar com essa despesa, e, se os pais tivessem que arcar com ela, gas tariam mais do que gastam com
livros didáticos. Por outro lado, se cada turma tivesse somente um computador para todos, cairia o
aspecto de pesquisa pessoal que poderia constituir o fascínio dessa solução.
Mas o problema é outro. É que a internet não se destina a substituir os livros, mas é apenas um
formidável complemento a eles e um incentivo para ler mais. O livro continua a ser o instrumento
príncipe da transmissão e disponibilidade do saber e os textos escolares representam a primeira e
insubs tituível ocasião de educar as crianças ao uso do livro. Além disso, a internet oferece um
repertório fantástico de informa ções, mas não os meios para selecioná-las, e a educação não consiste
apenas em transmitir informações, mas também em ensinar critérios de seleção.
Esta é a função do professor, mas é também a função do texto escolar, que oferece exatamente um
exemplo de seleção realizada no grande mar de toda informação possí vel. Se as crianças não
aprendem isso, ou seja, que cultura nãoé acúmulo, mas seleção e discriminação, não há educa ção,
apenas desordem mental.
(Humberto Eco. Pape Satàn Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017. Adaptado)
 
Considere as seguintes frases do texto:
• É que a internet não se destina a substituir os livros...
• ... a educação não consiste apenas em transmitir informações...
 
Considerando que a expressão os livros e o termo informações, em destaque nas frases, já constam
em passagens anteriores do texto, para evitar tal repetição, a sua substituição por pronomes atende à
norma-padrão da língua portuguesa em:
a) É que a internet não se destina a substituir-lhes / ... a educação não consiste apenas em
transmitir-lhes...
b) É que a internet não se destina a substituir-lhes / ... a educação não consiste apenas em
transmiti-las...
c) É que a internet não se destina a substituí-los / ... a educação não consiste apenas em transmiti-
las...
d) É que a internet não se destina a substituir-nos / ... a educação não consiste apenas em
transmitir-lhes...
e) É que a internet não se destina a substituí-los / ... a educação não consiste apenas em transmitir-
nas...
 
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VUNESP - Ag (CM Piracicaba)/CM Piracicaba/Administrativo/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia o poema de Eugênio de Castro para responder à questão.
Tua frieza aumenta o meu desejo:
Fecho os meus olhos para te esquecer,
Mas quanto mais procuro não te ver,
Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.
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120) 
Humildemente, atrás de ti rastejo,
humildemente, sem te convencer,
Antes sentindo para mim crescer
Dos teus desdéns o frígido cortejo.
Sei que jamais hei de possuir-te, sei
Que outro feliz, ditoso como um rei
Enlaçará teu virgem corpo em flor.
Meu coração no entanto não se cansa:
Amam metade os que amam com esperança,
Amar sem esperança é o verdadeiro amor.
(Massaud Moisés. A literatura portuguesa através dos textos. Adaptado)
 
Supondo que o eu poético se dirigisse à mulher amada empregando o pronome você, na terceira estrofe
ele deveria dizer, de acordo com a norma-padrão:
a) Sei que jamais hei de possuir-lhe...
b) Sei que jamais hei de possuir ela...
c) Sei que jamais hei de possuir-vos...
d) Sei que jamais hei de possuí-la...
e) Sei que jamais hei de possuir a vós...
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VUNESP - Vest (FAMEMA)/FAMEMA/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Vem um Sapateiro com seu avental e carregado de formas,
chega ao batel1 infernal, e diz:
Hou da barca!
Diabo – Quem vem aí?
Santo sapateiro honrado,
como vens tão carregado?
Sapateiro – Mandaram-me vir assi...
Mas para onde é a viagem?
Diabo – Para a terra dos danados.
Sapateiro – E os que morrem confessados
onde têm sua passagem?
Diabo – Não cures de mais linguagem!
que esta é tua barca, esta!
Sapateiro – Renegaria eu da festa
e da barca e da barcagem!
Como poderá isso ser, confessado e comungado?
Diabo – Tu morreste excomungado,
não no quiseste dizer.
Esperavas de viver;
calaste dez mil enganos,
tu roubaste bem trinta anos
o povo com teu mister.
Embarca, pobre de ti,
que há já muito que te espero!
Sapateiro – Pois digo-te que não quero!
Diabo – Que te pese, hás de ir, si, si!
 
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121) 
(Gil Vicente. Auto da Barca do Inferno. Adaptado.)
 
1 batel: pequena embarcação.
 
Transpondo-se a forma de tratamento para “você”, os versos “Embarca, pobre de ti, / que há já muito
que te espero!” e “Pois digo-te que não quero!” assumem, de acordo com a norma-padrão, as seguintes
redações:
a) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que lhe espero!” e “Pois digo-lhe que não quero!”
b) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que o espero!” e “Pois digo-lhe que não quero!”
c) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que o espero!” e “Pois digo-o que não quero!”
d) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que lhe espero!” e “Pois digo à você que não quero!”
e) “Embarque, pobre de você, / que há já muito que espero você!” e “Pois digo-o que não quero!”
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VUNESP - Ana Tran (Pref SBC)/Pref SBC/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia o texto para responder à questão.
 
O empresário Luiz Figueiredo usou 1 150 painéis solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a
própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa, o que lhe permitiu se
livrar da conta de luz. No Rio, uma escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da
energia que consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo país e têm garantido uma
escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil.
 
Do ponto de vista climático, as condições são favoráveis, uma vez que a irradiação solar no Brasil é ideal
para a produção elétrica. Ainda que hoje o mercado de equipamentos para captação de energia solar
engatinhe no país, as condições climáticas propícias, aliadas ao fato de que no futuro os consumidores
estarão cada vez mais aptos a gerar a própria energia, têm provocado uma corrida das empresas para
conquistar um pedaço desse mercado.
 
(Renée Pereira. “Energia solar avança no Brasil e atrai empresas”.
https://economia.estadao.com.br, 01.07.2018. Adaptado)
 
No trecho do 1o parágrafo “O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa, o que
lhe permitiu se livrar da conta de luz”, o pronome lhe, em destaque, está corretamente empregado,
assim como em:
a) Um empresário cobriu o lago com painéis solares e lhe transformou em um lago decorativo.
b) A escola instalou painéis solares para produzir energia, usando-lhe para iluminar as salas de aula.
c) O consumidor gerará a própria energia, o que lhe dará independência das companhias elétricas.
d) O mercado de energia solar cresceu, mas muitos brasileiros ainda não lhe conhecem.
e) A microgeração de energia solar é favorecida pelo clima do país que recebe muita luz solar e lhe
aproveita.
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VUNESP - Ass Adm (ARES-PCJ)/ARES-PCJ/2018
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122) 
123) 
124) 
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
A alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com a norma-padrão é:
a) Você pode fazer transações on-line, mas faça elas em sites autorizados.
b) Amigos disseram que é para mim me afastar de notícias falsas.
c) Existem riscos na internet; e o aumento ao acesso à rede os eleva.
d) O cibercriminoso age para invadir a privacidade das pessoas, deixando- lhes vulneráveis.
e) O sujeito cria uma notícia falsa e divulga ela na rede como se fosse verdade!
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VUNESP - AuxAdm (CM N Odessa)/CM Nova Odessa/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia a tira para responder à questão.
 
(Bob Thaves. Frank & Ernest. O Estado de S. Paulo. 24.03.2018. http://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir:
Ao ver o amigo escrever o anúncio, o amigo a alterar a mensagem, 
mais apelativa.
a) aconselhou-o … deixando-a
b) aconselhou-lhe … deixando-na
c) aconselhou-o … deixando-lhe
d) aconselhou-lhe … deixando-a
e) aconselhou-no … deixando-lhe
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia o trecho do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder à questão.
 
O caboclo mal-encarado que encontrei um dia em casa do Mendonça também se acabou em desgraça.
Uma limpeza. Essa gente quase nunca morre direito. Uns são levados pela cobra, outros pela cachaça,
outros matam-se.
 
Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e
órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninoscaiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último
teve angina e a mulher enforcou-se.
 
Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente.
 
Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo que não preciso descrevê-la. As partes principais
apareceram ou aparecerão; o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos, homens que
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provavelmente não lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. Naturalmente deixei de dormir em rede.
Comprei móveis e diversos objetos que entrei a utilizar com receio, outros que ainda hoje não utilizo,
porque não sei para que servem.
 
Aqui existe um salto de cinco anos, e em cinco anos o mundo dá um bando de voltas.
 
Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com
segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive
abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal?
 
A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que
me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as
terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las.
 
Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o crédito, que a
princípio se esquivava, agarrou-se comigo, as taxas desceram. E os negócios desdobraram-se
automaticamente. Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza.
Se não entram, cruzem os braços. Mas se virem que estão de sorte, metam o pau: as tolices que
praticarem viram sabedoria. Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço
indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca – e
engolem tudo.
 
Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas
seguintes.
 
Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que
estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações.
 
– Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar,
paciência, vá à justiça.
 
Como a justiça era cara, não foram à justiça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis,
paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando Direito. Respeitei o
engenho do Dr. Magalhães, juiz.
 
Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às
chicanas de João Nogueira.
 
Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me
censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar
os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela
dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota
na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil-réis.
 
(S. Bernardo, 1996.)
 
“Na pedreira perdi um. A alavanca soltou- se da pedra, bateu- lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e
órfãos miúdos. Sumiram- se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último
teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º parágrafo)
 
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
a) “alavanca”, “um”, “viúva e órfãos”.
b) “pedra”, “um”, “meninos”.
c) “pedra”, “alavanca”, “viúva e órfãos”.
125) 
d) “alavanca”, “pedra”, “viúva e órfãos”.
e) “alavanca”, “pedra”, “meninos
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em
algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e
sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom.
A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir,
gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz
secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus
olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando,
farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o
chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada.
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de
pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde jorrava a água. O
primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de
estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado
dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado.
 
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo
estourando pelo rosto em brasa viva.
(Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque está empregado com o mesmo sentido de posse
que tem o pronome “lhe”, na passagem – Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra,
deixava a brisa fresca bater -lhe no rosto e entrar -lhe pelos cabelos...
a) Chegou- nos a notícia do desaparecimento do helicóptero.
b) Faça- a ver que ninguém está questionando sua atitude.
c) Não vá forçá- lo a assumir função para a qual não se acha preparado.
d) Pegou- me a mão, tentando encorajar-me a tomar tuma decisão.
e) Não esperávamos entregar- lhes nossos documentos naquele momento.
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126) 
127) 
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia o texto para responder à questão.
Diploma e monopólio
 
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso
verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a
concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é
bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem
monopólios espúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica
rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do
que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do
ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB
são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova
um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da
Ordem ou não foi bem sucedidona prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros
ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para
determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas
trata-se aí de uma questão secundária. (...)
 
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal está correta, nas duas frases, de
acordo com a norma culta, em:
a) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência promove-o. II. Aqueles que
defenderão clientes. / Aqueles que lhes defenderão.
b) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo fundou elas. II. Os graduados
apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la.
c) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É preciso mencionar os cursos de
administração. / É preciso mencionar-lhes.
d) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os advogados devem demonstrá-los.
II. As associações mostram à sociedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel.
e) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II. As corporações deviam
fiscalizar a prática profissional. / As corporações deviam fiscalizá-la.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Considere as frases:
 
I. Eu fiquei fora de si, quando vi os ataques do PCC em São Paulo.
II. Ele ficou fora de si, quando viu os ataques do PCC em São Paulo.
III. Nós ficamos fora de si, quando vimos os ataques do PCC em São Paulo.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79024
128) 
O emprego de pronome está correto apenas em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
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VUNESP - Ag Fisc (Pref RP)/Pref RP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Leia o texto, para responder a questão.
 
Escritório
 
Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – o
que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular devoção. Espero que ele
me assista nesta grave emergência.
 
Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cumprir fielmente o
regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por exemplo, colocar pregos que
danifiquem as paredes.
 
Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha qualidade de bacharel
nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio, esteja ainda bem guardado à
minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de ser inesperadamente convocado à vida
pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação, sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que,
não ousariam a esta altura da minha vida, iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente
me habilita. Além do mais, eu não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.
 
Fica sendo então escritório, tão-somente. Nem mesmo de literatura: apenas um local onde possa
acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o condomínio) desta padaria
literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo como São Francisco é servido.
Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina de escrever – e me instalo, à espera de
meus costumeiros clientes.
 
Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas vozes de
antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção de mim mesmo,
ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras feitas de ar e imaginação.
 
(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)
 
No primeiro parágrafo, a palavra “senhoria” é empregada pelo narrador
a) como referência à Ordem religiosa proprietária do imóvel.
b) como deferência à autoridade eclesiástica que lhe alugou o imóvel.
c) como manifestação de apreço à entidade de caráter religioso.
d) como tratamento formal para dirigir-se a seu locador.
e) em sinal de respeito à hierarquia da Igreja.
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VUNESP - Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/220233
129) 
130) 
131) 
Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas existentes em trecho de ofício de um
cidadão dirigido a um deputado.
 
Ofício n.º 04
A Sua Excelência o Senhor
Deputado XXXXXXXXXXXXXXX
Câmara dos Deputados
XXXXXXXX – Brasília – DF
Assunto: XXXXXXXXXXXXXXXX
 Senhor Deputado,
 Informo a ____________ que a solicitação constante em ___________ carta foi cumprida
integralmente, obedecendo aos requisitos necessários.
 [...]
 Conforme ____________ perceber, em breve estará concluído o trabalho solicitado.
 
Respeitosamente,
 
XXXXXXXXXXXXXXX
 
a) Sua Excelência … vossa … pode
b) Sua Senhoria … vossa … podes
c) Vossa Excelência … vossa … podeis
d) Sua Senhoria … sua … podeis
e) Vossa Excelência … sua … pode
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VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
A questão deve ser respondida com base na norma-padrão da língua portuguesa.
 
Documentos oficiais serão encaminhados ao Procurador--Geral do Estado do Pará para que ele analise as
informações.
 
Nesses documentos, deve-se empregar como forma abreviada de tratamento:
a) V. S.ª
b) V. S.
c) V. Mag.ª
d) V. Em.ª
e) V. Ex.ª
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VUNESP - GCM (Pref SP)/Pref SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Ao tomar posse junto à Secretaria Municipal de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, o
guarda civil cumprimentará o Secretário da pasta com a frase:
a) Vossa Alteza podeis confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade.
b) Sua Excelência, Senhor Secretário, pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade.
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132) 
133) 
c) Meritíssimo, o senhor pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade.
d) Vossa Senhoria, Senhor Secretário, pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade.
e) Vossa Majestade, o senhor pode confiar em mim, que exercerei a profissão com dignidade.
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VUNESP - Ana Admin (CMSC)/CM SC/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Leia o texto para responder à questão.
Vírus e espiões
Um cidadão comum, inocente nas manhas da internet, pode ver-se em tantos perigos na rede quanto
Chapeuzinho Vermelho na floresta. O mundo está cheio de parentes eletrônicos do Lobo Mau – gente
cruel, que se diverte induzindo a abrir os anexos e links que disparam para ter nosso computador
invadido por seus vírus e espiões.
E como fazem isso? Enviando uma mensagem do “nosso interesse”. É o banco fulano que precisa
“atualizar” nosso acesso ao seu sistema de identificação, ou o banco beltrano que, como se fundiu com o
sicrano, precisa “reconfigurar” nosso cadastro. Para isso, diz o texto, basta clicar abaixo e, depois, em
“salvar” e “executar”. Quando você acorda e se dá conta de que não é cliente daqueles bancos, é tarde –
seus dados bancários já foram.
 
Outra armadilha é a do “Ministério Público da Justiça” que, no desempenho de suas atribuições etc., com
fundamentonos artigos tais, inciso xis da Lei Complementar de 30 de fevereiro de 1993, intima Vossa
Senhoria – você, o otário – a comparecer à Procuradoria do Trabalho para participar de audiência relativa
ao “procedimento investigatório em epígrafe”. Para saber mais, “clique no link”. Faça isto – e você verá o
inciso que o espera.
 
Mas as campeãs de audiência são as mensagens que começam com “Oiêêê, quanto tempo... Já se
esqueceu de tudo? Olha o que eu fiz com as nossas fotos. Não deixe ninguém ver, hein?”, e o convidam a
clicar para ver as “fotos”. Você não se lembra de foto nenhuma, mas sabe-se lá? Pois, no que clicou,
como diria o presidente Lula, sifu.
O que nos salva e nos impede de abrir essas tentações é o português de quinta com que as mensagens
são escritas. Elas são criativas, mas escritas por semianalfabetos, gente ruim de pronome e vírgula.
(Castro, Ruy. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p.149-150)
 
Ao comentar as mensagens que se dizem do “Ministério Público”, o narrador aponta uma forma de
tratamento pessoal característica desse meio:
a) você.
b) inciso.
c) Lei Complementar.
d) Vossa Senhoria.
e) audiência.
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VUNESP - Ag OE (SEDUC SP)/SEDUC SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Considere a correspondência.
 
Senhor Diretor,
Vimos, por meio deste memorando, encaminhar a
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/213735
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134) 
___________ o relatório das atividades
desenvolvidas pelos professores do 5.º ano do
Ensino Fundamental. Elas fazem parte do projeto
que ___________ no início do 2.º bimestre deste
ano, com ênfase em leitura de textos literários.
___________ que houve muita dedicação às tarefas
previstas e, atendendo a ___________ pedido, que
também é vontade dos alunos, os professores darão
continuidade ao projeto no próximo ano letivo.
Sendo o que se apresenta para o momento,
Saudações
Grupo de Docentes – 5.º Ano
 
De acordo com a norma-padrão, as lacunas da correspondência devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, com
a) Sua Senhoria ... se implantou ... Se vê ... seu
b) Sua Excelência ... implantou-se ... Vê-se ... seu
c) Sua Senhoria ... implantou-se ... Se vê ... vosso
d) Vossa Excelência ... implantou-se ... Vê-se ... vosso
e) Vossa Senhoria ... se implantou ... Vê-se ... seu
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Tome por base um texto de Millôr Fernandes (1924-2012).
 
Os donos da comunicação
 
Os presidentes, os ditadores e os reis da Espanha que se cuidem porque os donos da comunicação
duram muito mais. Os ditadores abrem e fecham a imprensa, os presidentes xingam a TV e os reis da
Espanha cassam o rádio, mas, quando a gente soma tudo, os donos da comunicação ainda tão por cima.
Mandam na economia, mandam nos intelectuais, mandam nas moças fofinhas que querem aparecer nos
shows dos horários nobres e mandam no society que morre se o nome não aparecer nas colunas.
 
Todo mundo fala mal dos donos da comunicação, mas só de longe. E ninguém fala mal deles por escrito
porque quem fala mal deles por escrito nunca mais vê seu nome e sua cara nos “veículos” deles. Isso é
assim aqui, na Bessarábia e na Baixa Betuanalândia. Parece que é a lei. O que também é muito justo
porque os donos da comunicação são seres lá em cima. Basta ver o seguinte: nós, pra sabermos umas
coisinhas, só sabemos delas pela mídia deles, não é mesmo? Agora vocês já imaginaram o que sabem os
donos da comunicação que só deixam sair 10% do que sabem?
 
Pois é; tem gente que faz greve, faz revolução, faz terrorismo, todas essas besteiras. Corajoso mesmo,
eu acho, é falar mal de dono de comunicação. Aí tua revolução fica xinfrim, teu terrorismo sai em corpo
6 e se você morre vai lá pro fundo do jornal em quatro linhas.
 
(Millôr Fernandes. Que país é este?, 1978.)
 
No último período do texto, a discrepância dos possessivos teu e tua (segunda pessoa do singular) com
relação ao pronome de tratamento você (terceira pessoa do singular) justifica-se como
a) possibilidade permitida pelo novo sistema ortográfico da língua portuguesa.
b) um modo de escrever característico da linguagem jornalística.
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135) 
136) 
c) emprego perfeitamente correto, segundo a gramática normativa.
d) aproveitamento estilístico de um uso do discurso coloquial.
e) intenção de agredir com mau discurso os donos da comunicação.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Leia o texto para responder à questão.
Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de uma tenda do mercado em que estavam expostas
diversas mercadorias. Depois de algum tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas o ateniense precisa
para viver." Naturalmente ele queria dizer com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo.
Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes
– um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a verdadeira felicidade não
depende de fatores externos, como o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira
felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente porque a felicidade não
estava nessas coisas, ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não podia mais ser
perdida.
 
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995)
Se Sócrates se encontrasse com o Juiz da Suprema Corte de Atenas, deveria dirigir a ele o seguinte
tratamento:
a) Vossa Senhoria encontrou a verdadeira felicidade?
b) Vossa Alteza encontrou a verdadeira felicidade?
c) Meritíssimo, Vossa Excelência encontrou a verdadeira felicidade?
d) Vossa Majestade encontrou a verdadeira felicidade?
e) Vossa Magnificência encontrou a verdadeira felicidade?
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VUNESP - ASJ (TJ SP)/TJ SP/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Leia o texto para responder à questão.
Nova lei torna airbag frontal obrigatório
 
O projeto de lei que torna o airbag frontal para motorista e passageiro item de segurança obrigatório em
carros, camionetes e picapes, aprovado pela Câmara no mês passado, foi sancionado pelo presidente da
República e publicado ontem no "Diário Oficial" da União.
A estimativa é que hoje de 15% a 25% dos veículos vendidos no país tenham o airbag, índice que é
menor entre os populares (5%).
 
(Folha de S.Paulo, 20.03.2009)
Supondo-se que um cidadão resolva escrever ao presidente da República para elogiá-lo pela sanção
desse projeto, esse cidadão deve se dirigir ao presidente tratando-o por
a) Vossa Senhoria.
b) Vossa Excelência.
c) Vossa Magnificência.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79295
137) 
138) 
d) Vossa Reverendíssima.
e) Vossa Eminência.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Para responder à questão, leia o texto.
Prezado Senhor,
Confirmamos o cadastro do seu currículo.
O seu currículo já está disponível para ser analizado por nosso departamento de Recursos Humanos.
É importante que você mantenha todos os seus dados sempre atualizados. Este é um dos critérios mais
importantes para nossa avaliação. Para tanto, tenha sempre consigo os dados abaixo, para que sempre
que necessário você possa atualizar seu currículo.
Considerando o tratamento expresso em Prezado Senhor, se o remetente optasse por um pronome de
tratamento mais formal, concordando com essa expressão, o início do 3.o parágrafo deveria assumir a
seguinte redação:
a) É importante que Vossa Excelência mantenha todos os seus dados...
b) É importante que Sua Excelência mantenha todos os vossos dados...
c) É importante que Vossa Senhoria mantenha todos os seusdados...
d) É importante que Sua Senhoria mantenha todos os vossos dados...
e) É importante que Vossa Eminência mantenha todos os seus dados...
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
O texto a seguir é uma das muitas piadas que circulam pela Internet. Leia-o para responder à
questão.
A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo, e indaga sem rodeios:
— Papai, por que você não coloca meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer?
E o pai responde de pronto:
— Olhe, filha, converse com o pessoal da funerária! Por mim, tudo bem...
Supondo que a filha, em vez de dirigir-se ao pai, estivesse dirigindo-se a uma alta autoridade, sua frase
deveria assumir a seguinte forma:
a) Vossa Excelência colocarás meu marido no lugar de teu sócio que acaba de falecer?
b) Sua Excelência colocareis meu marido no lugar de vosso sócio que acaba de falecer?
c) Vossa Excelência colocará meu marido no lugar de seu sócio que acaba de falecer?
d) Sua Excelência colocará meu marido no lugar de seu sócio que acaba de falecer?
e) Vossa Excelência colocarás meu marido no lugar de vosso sócio que acaba de falecer?
www.tecconcursos.com.br/questoes/1725362
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78935
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79078
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1725362
139) 
140) 
VUNESP - Elet (Pref F Vascon)/Pref F Vasconcelos/Predial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Leia o texto para responder à questão.
 
O assalto
 
A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura*, que dorme de olhos abertos(a),
ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de
assalto à residência tão bem protegida.
 
Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e
penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o
deixara chegar lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou
contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda(b). O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo
para isso. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver(c), e
com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa(d). Falou em voz baixa, para não
despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.(e)
 
O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim,
ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo
telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento, o cão estava
junto da doméstica e abanou o rabo, afirmativamente.
 
(Carlos Drummond de Andrade. O sorvete e outras histórias, 1993. Adaptado)
* Cão robusto de feia aparência
 
Assinale a alternativa em que o pronome destacado assume sentido possessivo.
a) A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura, que dorme de olhos
abertos...
b) ... e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda.
c) Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou- -lhe com os olhos que o deixasse viver...
d) ... e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa.
e) Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
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VUNESP - Ag (Pref M Agudo)/Pref Morro Agudo/Comunitário de Saúde/2020
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Leia os quadrinhos que compõem a tira de André Dahmer para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1342200
141) 
 
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que, no desenrolar do diálogo, estabelece o sentido de
posse.
a) de
b) o
c) Seu
d) Quando
e) é
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VUNESP - Cine (CM Araras)/CM Araras/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Leia o texto para responder à questão.
 
Propaganda Infantil
 
Sou pai de gêmeos com o furor consumista típico de garotos de 12 anos. Sou, portanto, solidário com
pais que se queixam dos excessos da propaganda infantil. É covardia anunciar para crianças, já que elas
têm muitos desejos, nenhuma renda e uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores.
 
Ainda assim, parece-me despropositada a resolução n.º 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente) que passou a considerar abusiva toda e qualquer publicidade dirigida ao
público com menos de 12 anos.
 
O ponto central, creio, é que o Conanda exorbitou de seus poderes. O órgão não poderia banir ou limitar
a liberdade de empresas anunciarem seus produtos. A Constituição simplesmente não dá espaço para
isso. O artigo 220 da Carta, que estabelece a possibilidade de restrições legais à publicidade, só as prevê
para uma relação finita de produtos: “tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias”.
É forçoso, assim, concluir que, para tudo o que esteja fora dessa lista, a regra é a da plena liberdade.
 
Aceitar essa conclusão não implica abandonar os pais à tirania de seus rebentos. Embora militantes de
causas adorem uma lei, existem outros mecanismos civilizadores até mais eficientes que normas
jurídicas. Especialmente no mundo do marketing, imagem é tudo. Apenas fixar o meme de que a
propaganda dirigida a crianças não é ética – uma ideia que já está em circulação – tende a fazer com
que publicitários e anunciantes peguem leve.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/399663
142) 
 
Alguns diriam que é pouco. Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros expedientes, como a
autorregulamentação, tem a enorme vantagem de preservar um dos pilares da democracia, que é a
liberdade de expressão. Eu pelo menos não a trocaria por alguns momentos de paz e mais alguns
tostões na carteira.
 
(Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br. 02.07.2014. Adaptado)
 
Assinale a alternativa cujo termo em destaque, no contexto, tem sentido de posse.
a) ... e uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores.
b) ... a liberdade de empresas anunciarem seus produtos.
c) A Constituição simplesmente não dá espaço para isso.
d) ... publicidade dirigida ao público com menos de 12 anos.
e) ... tende a fazer com que publicitários e anunciantes peguem leve.
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VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Um homem de consciência
Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um
defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no
mundo era João Teodoro.
Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E, por muito tempo, não quis
nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.
 
Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
“Isto já foi muito melhor”, dizia consigo. “Já teve três médicos bem bons – agora um e bem ruinzote. Já
teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de
cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha
Itaoca está se acabando ...”
João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava de um fato
qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo
possível.
“É isso”, deliberou lá por dentro. “Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais
nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.”
Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem
recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nuncafora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada ...
Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem
que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa
colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca! ...
João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas.
Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu.
– Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?
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143) 
– Vou-me embora – respondeu o retirante. – Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.
– Mas, como? Agora que você está delegado?
– Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus.
E sumiu.
(Monteiro Lobato. Cidades Mortas. São Paulo: Globo, 2009)
rábula: advogado sem diploma
 
Analise os seguintes trechos:
I. Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
(3.º parágrafo)
II. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando...” (4.º parágrafo)
Os pronomes possessivos, em destaque, indicam
a) sentimento de afetividade.
b) relação de origem.
c) sentimento de ironia.
d) sentimento de ofensa.
e) relação de propriedade.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Leia o texto para responder à questão.
O Brasil, a rotatória e os analfabetismos
O caro leitor certamente já ouviu e/ou leu matérias a respeito do nosso analfabetismo funcional. Estudos
recentes informam que apenas 24% dos brasileiros letrados entendem textos de alguma complexidade.
Nossa dificuldade com o texto é inegável e não escolhe classe social. Não pense o leitor que ela é
”privilégio” de pobres ou de gente pouco escolarizada. A leitura de trabalhos de conclusão de curso de
muitos e muitos alunos de letras (sim, de letras!) prova que a situação é dramática.
O livro “Problemas de Redação”, do professor Alcir Pécora, mostra que alunos da primeira turma de
estudos linguísticos de uma das mais importantes universidades do país concluíram o curso sem a
mínima condição de ler e/ou escrever de acordo com a escolaridade formal que detinham.
Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal, ou seja, não se limita ao que é expresso por meio da
língua; ele é também não verbal, isto é, abrange também a dificuldade para lidar com signos que não se
valem da palavra escrita ou dita, mas, por exemplo, de imagens, de cores etc.
Boa parte da barbárie brasileira pode ser demonstrada pelo que se vê no trânsito das nossas cidades.
Ora por falta de vergonha, ora por analfabetismo verbal e/ou não verbal + falta de vergonha, os
brasileiros provamos, um bilhão de vezes por minuto, que este país não deu certo.
Uma das situações que acabo de citar pode ser ilustrada pelos semáforos. Decerto os brasileiros
conhecemos o que significam os signos não verbais (as três cores) que há nos “faróis” ou “sinaleiras”. O
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/286068
144) 
desrespeito ao significado desses signos não decorre do analfabetismo (verbal ou não verbal), mas da
falta de vergonha.
 
Agora a segunda situação. Nada melhor do que as rotatórias para ilustrá-la. Em todos os muitos cantos
do mundo pelos quais já passei, a rotatória é tiro e queda: funciona. Os motoristas conhecem o
significado desse signo não verbal e respeitam-no. No Brasil, o que mais se vê é gente entrando a mil na
rotatória, literalmente soltando baba, bestas-feras que são. Quando me aproximo de uma rotatória e já
há um carro dentro dela, paro e dou a preferência. Começa a buzinação. A ignorância é atrevida,
arrogante, boçal. Mas eu aguento: enquanto o outro não passa, faço movimentos circulares com a mão
para mostrar ao outro motorista que aquilo é uma rotatória e que ele, por ter entrado antes, é quem tem
a preferência. Quase sempre alguém fura a fila e passa exibindo outro signo não verbal (dedo médio em
riste), mais um a traduzir o nosso elevado grau de barbárie.
Não sou dos que dizem que este país é maravilhoso, que a nossa sociedade é maravilhosa. Não há
solução para a barbárie brasileira que não comece pela admissão e pela exposição da nossa vergonhosa
barbárie de cada dia sob todas as suas formas de manifestação. A barbárie é filha direta da ignorância e
se manifesta pelo atrevimento inerente à ignorância. Falta competência de leitura, verbal e não verbal;
falta educação, formal e não formal. Falta vergonha. Falta delicadeza. Falta começar tudo de novo. É
isso.
(Pasquale Cipro Neto, Folha de S.Paulo, 20 de março de 2014. Adaptado)
 
A respeito do emprego da 1.ª pessoa do plural na forma verbal (... os brasileiros conhecemos o que
significam os signos... – 6.º parágrafo) e nos pronomes ( Nossa dificuldade com o texto.../Mas o nosso
analfabetismo não é apenas verbal... – 2.º e 4.º parágrafos, respectivamente), assinale a alternativa que
contém uma afirmação correta.
a) Os pronomes Nossa e nosso foram empregados incorretamente, pois não estão na 1.ª pessoa do
plural.
b) A intenção do autor com esse emprego foi generalizar a ideia, referindo-se aos brasileiros, em
geral, incluindo-se entre eles.
c) Os pronomes Nossa e nosso deveriam ser substituídos, respectivamente, por Sua e seu,
concordando com a 1.ª pessoa do plural.
d) O autor cometeu uma incorreção gramatical muito comum, o correto deveria ser – ... os brasileiros
conhecem...
e) Uma possibilidade de construção correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
seria: A gente conhecemos o que significam os signos...
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VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Instrução: Leia o texto para responder à questão.
 
Inocência não aparecia.
 
Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua
alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.
 
– Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma
infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por
meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.
 
E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando
as preces que costumava recitar antes de se deitar.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/397764
145) 
Uma noite, disse ela:
 
– Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de
hoje...
 
E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:
 
– Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena
de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é
crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não
gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem
sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)
 
Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-
lhe o peito em fogo...
 
(Visconde de Taunay, Inocência.)
O trecho do texto onde o pronome oblíquo sublinhado tem sentido de posse é:
a) e amargas lágrimas (...) lhe inundavam o rosto.
b) Nossa Senhora da Guia me socorra.
c) que agora tanto medo me mete.
d) Pedi-lhe que tenha pena de mim.
e) estorcia-se de desespero.
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VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Instrução: O texto a seguir é base para a questão.
 
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
 
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de líriopara o rosto
gentil; porém na mesma delicadeza do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez
das linhas e uma deliciosa suavidade nos relevos.
 
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão
desfalecendo ao beijo do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência* juvenil, e a luz coa
pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha** de róseo matiz. A dela era assim.
 
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda
a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele
instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para sua celeste ascensão.
 
(José de Alencar, Diva.)
 
* Pubescência: puberdade.
** Escumilha: borda sobre escumilha (tecido).
 
 
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque expressa valor de possessividade.
a) ... que ela se preparava para sua celeste ascensão.
b) Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte...
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/398225
146) 
c) ... e um sangue puro a escumilha...
d) ... esculpiam-se os contornos mais graciosos...
e) Tinha um desses talhes flexíveis...
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Unifil - Adv (Paranacity)/Pref Paranacity/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Leia o texto para responder a questão.
 
O próximo presidente
 Geraldo, casado, dois filhos, aos 48 anos está desempregado.
Desemprego é dureza. Geraldo já passou pelas três fases as quais passam todos
os desempregados.
A primeira começa por acordar cedo, refazer o currículo
e enviar o arquivo para todos os amigos e sites.
Sofia, a mulher de Geraldo, do lar, não concorda com a
estratégia do marido.
— Amore, você precisa sair de casa. Precisa ir atrás.
Emprego não cai do céu.
Demorou, mas Geraldo concordou.
Passou para a segunda fase: bater perna.
Pegou tudo que foi endereço das firmas que conhecia e
foi à luta.
Na maioria das vezes, não passou pela recepcionista, que
ficava com seu currículo para enviar para o RH.
Não adiantou nada. Nenhum email. Nenhum WhatsApp.
Nenhum telefonema.
A terceira fase é quando o sujeito desiste e, descrente,
joga para o céu.
Geraldo, depois de oito meses sem dar sorte, passou por
essa fase também.
— Ah, Sofia, do jeito que vai esse País eu tô encrencado.
Ninguém vai dar emprego para mim, ainda mais nessa idade.
Sofia nem respondeu.
Na verdade, concordava com Geraldo.
O País estava desse jeito mesmo e ele, coitado, não era
mais um garoto.
Mesmo assim, até por falta de opção, Sofia tentava
motivar o marido:
— Amore, você nunca foi assim! Não pode desistir. Se não está arrumando nada, vamos ser
criativos. Vamos inventar
alguma coisa!
Mas Geraldo estava desanimado.
E ver as notícias o deixava ainda pior:
— Olha aí Sofia – falava vendo o Jornal Nacional – com
esses candidatos fico até com menos esperança. Não tem jeito
mesmo…
Foi assim por mais três meses. Desanimo total.
Um dia, Geraldo, que andava até acordando depois do
almoço de tanto desânimo, acordou às sete e meia.
Sofia, que já estava de pé arrumando o café da manhã
dos meninos, se surpreendeu quando viu o marido entrar na
cozinha com seu melhor terno.
— Que é isso amore? Tem entrevista de emprego hoje?
 — Não.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2112511
147) 
 — Então porque tá nessa estica?
 — Você não disse que eu tinha que ser criativo? Então…
 — Então o que, amore?
 — Decidi virar a mesa. Vou lançar minha candidatura
para presidente.
Os meninos vibraram.
Sofia nem respondeu.
Estava convencida que o marido tinha ficado maluco.
[...]
 
Disponível em https://istoe.com.br/o-proximo-presidente/
 
Assinale a alternativa que apresenta um pronome indefinido.
a) “quando viu o marido entrar na cozinha com seu melhor terno.”
b) “Não pode desistir.”
c) “Nenhum email”
d) “Geraldo, depois de oito meses sem dar sorte, passou por essa fase também.”
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Unifil - Ag (Pref Paranacity)/Pref Paranacity/Combates as Endemias/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Leia o texto para responder a questão.
 
Saudade do que não vivemos
 
Fomos enganados, acredite em mim.
 
Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram
que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos.
 
Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre.
 
Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais,
nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados.
 
Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e
poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir.
 
E com isso, seríamos muito mais felizes.
 
Tá. Vai nessa.
 
Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no
passado.
 
Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta.
 
Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada
dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro,
do que eu dele.
 
Não está nada equilibrada essa brincadeira.
 
Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2113909
 
Você acordava pela manhã e ia trabalhar.
 
No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.
 
Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de
trabalho no café.
 
Voltava para casa olhando a paisagem.
 
Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram –
pasmem – de graça.
 
Hoje tudo mudou.
 
Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer
pelo mundo nas próximas horas. Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto
de direita de informações.
 
A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao
meu lado no ônibus.
 
Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar
guloseimas coloridas.
 
Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que
estão sempre: no WhatsApp.
 
Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu.
 
Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu
analógico cérebro.
 
No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado.
 
Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma
condução.
 
Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto.
 
Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida.
 
É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier.
 
Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala.
 
Cansado, ligo a TV para assistir a um filme.
 
A TV não é mais de graça.
 
Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming,
poderia ter comprado um cinema pequeno no interior.
 
Não me levem a mal.
 
Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje.
Mas tenho saudade, ora.
148) 
 
Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados.
 
Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok?
 
Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/
 
Observe as sentenças a seguir e assinale a alternativa que apresenta o pronome indefinido.
 
I. Alguém pediu comida.
 
II. Você acordava pela manhã e ia trabalhar.
 
III. Ninguém me escuta.
 
IV. Hoje tudo mudou.
a) Apenas I.
b) I e III.
c) II e IV.
d) Apenas III.
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Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
“Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
Cântico Negro
 
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
 
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
-Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe.
 
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
 
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
 
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
'Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2041026
149) 
 
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos”...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
 
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
-Sei que não vou por aí!
 
Autor: José Régio (adaptado).
 
Em dizem-me alguns com os olhos doces, O pronome sublinhado é classificado como:
a) Pessoal.
b) Possessivo.
c) Demonstrativo.
d) Indefinido.
e) Relativo.
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Legalle - Tes (D Francisca)/Pref D Francisca/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
Primaveras
 
A primavera é a estação dos risos,
Deus fita o mundo com celeste afago,
Tremem as folhas e palpita o lago
Da brisa louca aos amorosos frisos.
 
Na primavera tudo é viço e gala,
Trinam as aves a canção de amores,
E doce e bela no tapiz das flores
Melhor perfume a violeta exala.
 
Na primavera tudo é riso e festa,
Brotam aromas do vergel florido,
E o ramo verde de manhã colhido
Enfeita a fronte da aldeã modesta.
 
A natureza se desperta rindo,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2043726
150) 
Um hino imenso a criação modula,
Canta a calhandra, a juriti arrula,
O mar é calmo porque o céu é lindo.
 
Alegre e verde se balança o galho,
Suspira a fonte na linguagem meiga,
Murmura a brisa: - Como é linda a veiga!
Responde a rosa: - Como é doce o orvalho!
 
Autor: Casimiro de Abreu (adaptado).
 
Em Na primavera tudo é riso e festa, o termo sublinhado é classificado, gramaticalmente, como:
a) Pronome indefinido.
b) Conjunção integrante.
c) Advérbio de modo.
d) Substantivo comum.
e) Artigo definido.
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ADVISE - Adv (Pref Coremas)/Pref Coremas/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
A questão diz respeito ao texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
 
(Texto)
 
Idoso comove ao fazer sinfonia para mulher em janela de hospital na Itália
 
Um italiano de 81 anos comoveu muita gente ao fazer uma serenata na janela do hospital onde sua
mulher está internada, em Castel San-Giovanni, na região de Emilia-Romagna. Juntos há 47 anos, eles
não podem se encontrar pessoalmente porque visitas estão proibidas. Um vídeo registrou Stefano Bozzini
tocando acordeão, sentado em um banquinho no meio da rua, enquanto Carla Sacchi ouve, emocionada,
suas músicas preferidas, acompanhada por mais duas pessoas (assista acima). Todos usam máscaras de
proteção. O hospital onde ela está internada não recebe pacientes com Covid-19, segundo a agência
italiana de noticias Ansa, mas proíbe visitas no momento devido à pandemia. Bozzini, que é membro da
reserva da infantaria montanhesa Alpina, usa ainda o chapéu que fazia parte de seu uniforme, com uma
longa pena.
 
(Fonte adaptada:https://g1.globo.com>Acesso em 11 de novembro de 2020)
 
“Todos usam máscaras de proteção.” Com base nas classes de palavras, assinale a alternativa que
representa CORRETAMENTE a palavra destacada.
a) Pronome relativo.
b) Pronome demonstrativo.
c) Pronome indefinido.
d) Adjetivo.
e) Advérbio.
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FUNDEP - Ass (IFNMG)/IFNMG/Administração/2014
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2134823
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1002245
151) 
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Leia o texto para responder a questão.
 
 
Um Apólogo
 
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
 
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa
neste mundo?
 
— Deixe-me, senhora.
 
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que
sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
 
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o
meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
 
— Mas você é orgulhosa.
 
— Decerto que sou.
 
— Mas por quê?
 
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
 
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
 
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
 
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás
obedecendo ao que eu faço e mando...
 
— Também os batedores vão adiante do imperador.
 
— Você é imperador?
 
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o
caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
 
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em
casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira,
pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e
outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da
costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
 
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se
importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
 
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa,
como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava
resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais
que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia
seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
 
152) 
153) 
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha
espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama,
e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para
mofar da agulha, perguntou-lhe:
 
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da
elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da
costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
 
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência,
murmurou à pobre agulha:
 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí
ficas na caixinha de costura. Fazecomo eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam,
fico.
 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
 
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
 
 
ASSIS, Machado. Um apólogo.
Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/macn005.pdf>
Acesso em 8 fev. 2014.
 
 
São pronomes interrogativos, EXCETO:
a) Que lhe importa o meu ar?
b) Você é que os cose?
c) — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile.
d) Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas?
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DIRENS Aeronáutica - CFS (EEAR)/EEAR/Controle de Tráfego Aéreo/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Em qual das alternativas abaixo o pronome em negrito é classificado como interrogativo?
a) Eu tenho de gostar de quem não gosta de mim?
b) É mentiroso quem quer suavizar a verdade?
c) O desconto é só para quem tem carteirinha?
d) De meu coração ilhado quem terá piedade?
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CONSULPLAN - Fisc (Guaxupé)/Pref Guaxupé/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade
tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas.
Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento,
dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão
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154) 
155) 
infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar
essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e
esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo
fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já
não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca
mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber
que se nossa essência é ambiguidade e mutação, este silêncio é tanto uma máscara quanto foram, quem
sabe, um dia os seus acenos.
(Lya Luft)
 
“Quem nos vê nos julga alheados, ...” A palavra destacada se refere à terceira pessoa do discurso de
modo vago e indeterminado. Trata-se de um pronome:
a) Demonstrativo.
b) Indefinido.
c) Relativo.
 
d) Interrogativo.
e) Pessoal.
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VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Leia a tira.
(M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 01.06.2022)
 
De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos quadrinhos devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) aquele … Isto … confundiu ele
b) este … Isto … confundiu ele
c) esse … Isso … confundiu-lhe
d) este … Isso … confundiu-o
e) aquele … Isto … confundiu-o
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VUNESP - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/Técnico em Enfermagem/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Um homem de consciência
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/263860
Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um
defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no
mundo era João Teodoro.
Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E, por muito tempo, não quis
nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.
 
Mas João Teodoro acompanhava com aperto no coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
“Isto já foi muito melhor”, dizia consigo. “Já teve três médicos bem bons – agora um e bem ruinzote. Já
teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de
cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha
Itaoca está se acabando ...”
João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava de um fato
qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo
possível.
“É isso”, deliberou lá por dentro. “Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais
nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.”
Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem
recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nunca
fora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada ...
Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem
que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa
colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca! ...
João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas.
Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu.
– Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?
– Vou-me embora – respondeu o retirante. – Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.
– Mas, como? Agora que você está delegado?
– Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus.
E sumiu.
(Monteiro Lobato. Cidades Mortas. São Paulo: Globo, 2009)
rábula: advogado sem diploma
 
A confirmação do estado deplorável a que Itaoca havia chegado fica evidente com o emprego
a) da expressão “coisa seríssima”. (8.º parágrafo)
b) da expressão “É isso”. (6.º parágrafo)
c) do advérbio “Nunca”. (2.º parágrafo)
d) da expressão “fato qualquer”. (5.º parágrafo)
e) do pronome “Isto”. (4.º parágrafo)
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419633
156) 
157) 
VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia o texto para responder à questão.
 
A intimidade artificial virou o mal do século
 
Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é
que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos
com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre
dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante.
Nesse contexto não é possível intimidade real.
 
As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas.
Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos,
conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos
para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano.
 
Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25%
dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais,
mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de
9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias
sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as
amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a
sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana.
(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque na frase pode ser substituído pela expressão entre
parênteses, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Seu argumento éque estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial (o
qual) –.
b) Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse (as quais) –.
c) ... partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é
verdadeiramente humano (onde) –.
d) Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias
sociais hoje... (dos quais)
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VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Considere a seguinte frase, retirada da obra.
 
Observo pais tentando ser “os melhores amigos” dos filhos, em vez de proporcionarem a liderança 
precisam, com limites, amor, feedback e disciplina...
 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna, de acordo com a norma-padrão.
a) de que
b) que
c) à qual
d) com que
e) em que
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158) 
159) 
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VUNESP - Tec Enf (Campinas)/Pref Campinas/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia a tira para responder à questão.
 
(Fernando Gonsales. Níquel Náusea. www1.folha.uol.com.br, 26.01.2022)
 
No último quadro, se a resposta do personagem fosse “O motivo não escrevo um livro
sobre isso é que não quero ser imortal”, a lacuna deve ser completada, mantendo-se o sentido e a
correção gramatical da resposta original, por
a) o qual
b) que
c) de que
d) no qual
e) por que
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VUNESP - Tec Radio (Pref SJC)/Pref SJC/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia o texto para responder à questão.
 
Fora de controle, o surto de sarampo na fronteira entre a Venezuela e o Brasil já matou 73 ianomâmis
neste ano, segundo números oficiais de ambos os países. Desses, apenas um caso foi registrado em
território brasileiro.
 
Do lado venezuelano, onde vivem cerca de 16 mil ianomâmis, foram confirmadas 19 mortes de
ianomâmis apenas entre agosto e setembro, segundo boletim epidemiológico da Organização
Panamericana de Saúde (Opas), que se baseia em informações repassadas pelo governo venezuelano.
 
Dois especialistas venezuelanos ouvidos pela Folha temem que o número de casos e de mortos seja
ainda maior.
 
“De acordo com a informação que recebemos diretamente de agentes comunitários de saúde ianomâmis,
a situação atual parece indicar que os casos estão aumentando, que o surto se expandiu a outros setores
e comunidades e que há um número maior de mortos pela doença”, diz Luis Bello, da Associação
Wataniba, que promove direitos indígenas. Ele também afirma que o governo venezuelano tem
dificuldades logísticas e de apoio aéreo para o combate ao sarampo.
 
“A única informação que temos é a publicada por meio da Opas uma vez ao mês, no melhor dos casos”,
afirma Julio Castro, professor do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Central da Venezuela
(UCV), a mais importante do país.
 
“Mas os médicos que estão nos hospitais nos dizem que os serviços de epidemiologia são lentos para
classificar os casos. Ou seja, há uma burocracia relacionada e uma evolução natural sem que o governo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2125621
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/765203
160) 
tenha controle em nível nacional.”
 
Segundo ele, a epidemia na Venezuela mostra que a cobertura vacinal no país governado por Nicolás
Maduro teve uma queda vertiginosa há pelo menos uma década.
 
(Fabiano Maisonnave. Folha de S.Paulo. 05.10.2018. Adaptado)
 
Leia os enunciados:
Do lado venezuelano, __________ vivem cerca de 16 mil ianomâmis, foram confirmadas 19 mortes
de ianomâmis...
Dois especialistas venezuelanos ouvidos pela Folha têm medo ___________ o número de casos e de
mortos seja ainda maior.
De acordo com a informação ___________ temos acesso diretamente de agentes comunitários de
saúde ianomâmis, a situação atual parece indicar que os casos estão aumentando.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) no qual … de que … nas quais
b) que … que … de que
c) o qual … que … os quais
d) que … de que … em que
e) no qual … de que … a que
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VUNESP - Aux Lg (CM Itanhaém)/CM Itanhaém/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A gente ainda não sabia
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe, deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer
– uma tabuleta meio torta
e onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão irmos andando às
tontas como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível, meu Deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins de mundo...
(Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo)
A alternativa que substitui, correta e respectivamente, as palavras onde e senão, em destaque no texto,
é:
a) cuja – salvo.
b) que – ou.
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161) 
c) em que – do contrário.
d) da qual – porém.
e) na qual – exceto.
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VUNESP - Prof (Alumínio)/Pref Alumínio/Ensino Básico/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia o texto para responder a questão abaixo.
 
Segundo o texto votado em 2015 pela Comissão Especial do Estatuto da Família, a família brasileira é a
“entidade familiar formada a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou
de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”. Excludente e
discriminatória, a definição é, desde então, alvo de protesto por suprimir o direito de milhões de
brasileiros que não se enquadram no conceito aprovado.
 
As famílias são instituições sociais que se transformaram ao longo da história. Embora esteja presente no
imaginário social um modelo de família composto por pai, mãe e filhos do casal, essa não é a única
configuração que encontramos na nossa sociedade, aponta Maria Ignez Costa Moreira, professora de
Psicologia da PUC Minas. Hoje encontramos configurações diversificadas de famílias além das definidas
pelo Estatuto, tais como família recomposta ou extensa – fruto de divórcios e outras uniões – que possui
filhos ou não de outras uniões; família heterossexual sem filhos; família homoafetiva com ou sem filhos;
dentre outras.
 
Logo, uma definição excludente como a do Estatuto da Família pode trazer uma série de prejuízos para
as crianças e os jovens que pertencem a núcleos familiares formados por outras composições. Na escola,
a discussão das famílias contemporâneas deve, sim, adentrar a sala de aula. A escola precisa construir
com as crianças e os adolescentes uma postura de respeito, de inclusão. “Conviver com as diferenças,
aprender com as diferenças, parece-me ser fundamental para uma cultura de paz. E a escola é uma
instituição social extremamente responsável por essa formação cidadã”, afirma Maria Ignez.
 
(Thais Paiva. Por uma nova (e ampla) definição de família.
http://www.cartaeducacao.com.br, 02.05.2016. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o pronome destacado que pode ser corretamente substituído pela
expressão entre colchetes, sem alteração de sentido.
a) “... por suprimir o direito de milhões de brasileiros que não se enquadram no conceito aprovado.”
[por onde]
b) “As famílias são instituições sociais que se transformaram ao longo da história.” [das quais]
c) “... essa não é a única configuração que encontramos na nossa sociedade...” [de que]
d) “... família recomposta ou extensa – fruto de divórcios e outras uniões – que possui filhos ou
não...” [a qual]
e) “... prejuízos para as crianças e os jovens que pertencem a núcleos familiares formados por
outras composições.” [nos quais]
 
www.tecconcursos.com.br/questoes/279020
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativoshttps://www.tecconcursos.com.br/questoes/498459
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/279020
162) 
163) 
Leia o texto, para responder à questão.
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver
sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá
prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos
indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram
de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um
povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito
não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que
pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança
é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro
estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com
que manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do
direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante,
como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de
ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da
ideia do direito.
É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se
tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o
direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
 
Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com a norma-padrão.
a) O mundo conhece a paz graças aos povos, governos, classes sociais e indivíduos, cuja luta a
garante.
b) Há milhares de indivíduos onde a sua vida se desenvolve tranquilamente e sem obstáculos.
c) A luta garante a conquista dos direitos da humanidade, o qual os princípios mais importantes dela
foram atacados.
d) A Justiça tem numa das mãos uma balança, cuja representa a garantia de que o direito será
pesado, ponderado.
e) O direito é uma força viva, onde os homens batalham incessantemente para manter.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia a charge.
(Folha de S.Paulo, 08.10.2014. Adaptado)
 
A lacuna na fala da personagem deve ser preenchida, corretamente, com:
a) em que
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241674
164) 
165) 
b) ao qual
c) aonde
d) em cujo
e) que
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Considere as frases a seguir:
 
Ensine as crianças _________ se encontram as saídas de emergência, os extintores de incêndio e os
registros gerais de água e luz.
 
Fique atento _________ condições de limpeza de pisos, escadas e estado de conservação de
elevadores.
 
Sinalize áreas _________estejam sendo realizadas obras, manutenção ou mesmo limpeza.
 
(Manual de Autoproteção do Cidadão. Disponível em: www.polmil.sp.gov.br. Acesso em: 27.10.2014. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
a) aonde … por … em que
b) onde … a … em que
c) aonde … com … que
d) aonde … sob … que
e) onde … de … que
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VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/CFS - Curso de Formação de Sargentos/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia os quadrinhos.
 
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/398733
166) 
(Folha de S.Paulo, 08.10.2014. Adaptado)
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna do último quadrinho deve ser preenchida
com
a) a quem
b) o qual
c) de quem
d) ao cujo
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
Una as frases por meio de um pronome relativo e assinale a alternativa com formas gramaticais corretas,
de acordo com a norma culta: Pelé fazia muito em campo./ As brincadeiras de infância de Pelé ficaram
guardadas na memória corporal.
a) Pelé, cujas brincadeiras de infância provinham da memória corporal, fazia muito em campo.
b) Pelé, quem as brincadeiras de infância procedia da memória corporal, fazia muito em campo.
c) Pelé, que as brincadeiras de infância proviam da memória corporal, fazia muito em campo.
d) Pelé, cujas as brincadeiras de infância se extraia da memória corporal, fazia muito em campo.
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167) 
168) 
e) Pelé, cujas brincadeiras de infância se fabricava da memória corporal, fazia muito em campo.
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VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Leia o texto para responder à questão.
 
A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo Scherer, localizada no município de Venâncio
Aires, a 160 km de Porto Alegre (RS), tornou-se modelo para outras instituições de ensino no Brasil
quando o assunto é sustentabilidade.Isso porque há mais de um ano, funcionários do colégio coletam as
sobras da merenda dos alunos e colocam em um biodigestor, um equipamento utilizado para o
tratamento de efluentes residenciais. O dispositivo acelera o processo de decomposição da matéria
orgânica por meio da ausência de oxigênio e tem a função de transformar os restos de alimentos em gás
de cozinha e biofertilizante. A estrutura do equipamento pode ser usada, ainda, para tratar o esgoto em
escolas que não possuem saneamento básico.
 
O gás é usado nas dependências do colégio para esquentar as refeições dos alunos e funcionários,
diminuindo, assim, os gastos com a compra de outros botijões GLP. Já o chorume, também conhecido
por líquido percolado, oriundo da decomposição do lixo orgânico, permite a fabricação de um excelente
adubo natural que serve como fertilizante para plantas e hortas.
 
(Luciano Nagel. Em: https://www.uol.com.br/ecoa, 12.11.2022. Adaptado)
 
No trecho do primeiro parágrafo – … funcionários do colégio coletam as sobras da merenda dos alunos e
colocam em um biodigestor… – a oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido e
de acordo com a norma-padrão, por:
a) e colocam-nas em um biodigestor.
b) e colocam-lhes em um biodigestor.
c) e colocam-las em um biodigestor.
d) e colocam-as em um biodigestor.
e) e colocam elas em um biodigestor.
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VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Alta demanda por produtos biodegradáveis
 
Estudos mostram que a preocupação da população mundial com sustentabilidade é cada vez maior.
Enquanto 86% dos consumidores querem a redução do desperdício de alimentos, 74% buscam consumir
menos embalagens e 72% preferem as biodegradáveis.
 
De acordo com Sandro A. Fernandes, da Associação Brasileira dos Agentes Digitais, o que define se uma
embalagem é biodegradável é sua decomposição ocorrer naturalmente por meio da ação das bactérias,
algas e fungos. Muitas embalagens convencionais, como as de plásticos, podem demorar até 450 anos
para se decompor no ambiente, e as fraldas descartáveis – até 600 anos. “No caso dos biodegradáveis,
com base em fibras, polpas vegetais e materiais naturais, esse tempo é reduzido a meses.”
 
Uma preocupação, no entanto, é que os materiais biodegradáveis também possam ser decompostos no
ambiente doméstico, ou seja, que não precisem, obrigatoriamente, de locais e condições especiais para
que a decomposição ocorra. Pensando nisso, várias empresas colocaram seu time de inovação para
trabalhar nesse processo e, hoje, a demanda por produtos biodegradáveis tem crescido
vertiginosamente.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427184
169) 
 
(Bianca Zanatta. O Estado de S.Paulo, 01.08.2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que completa a frase a seguir de acordo com a norma-padrão de emprego dos
pronomes.
 
Quanto ao consumo de embalagens, 74% dos entrevistados querem .
a) reduzir-lhe
b) reduzir-lhes
c) reduzi-la
d) reduzi-lo
e) reduzi-los
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VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Holocausto animal
 
Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campo de
concentração e como tratamos os animais que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de
Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é
uma eterna Treblinka*”.
 
A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas
campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto(a)
americano.
 
Resgataram textos de outros sobreviventes e escritores de renome para ampliar o movimento.(b) Edgar
Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o
homem tortura e mata animais,(c) ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas.
 
De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo
o que fazemos(d) com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série
para identificar as vítimas, o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o
alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem
morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”.
 
Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra
a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos a campos de concentração, como
aceitaríamos o ‘desumano’ transporte(e) de animais a matadouros?”.
 
Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de
soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue
em gotas.
 
Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do
mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente
sem se sentir um abusador de animais.
 
* Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás.
 
(Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado)
 
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170) 
171) 
Na frase “… traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração…”, a palavra “o”, em
destaque, tem a mesma função que na alternativa:
a) … incluindo o Museu do Holocausto…
b) … escritores de renome para ampliar o movimento…
c) … enquanto o homem tortura e mata animais…
d) … fizeram com minha família e meu povo o que fazemos…
e) … como aceitaríamos o “desumano” transporte…
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VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
A sensação experimentada pela autora do texto ver sua frase de 37 anos atrás pode ser
comparada uma corrente elétrica que atravessou o corpo e paralisou.
 
As lacunas da frase são, correta e respectivamente, completadas por:
a) por … de … se … a
b) de … a … a … lhe
c) em … de … lhe … lhe
d) ao … a … lhe … a
e) pelo … com … a … a
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VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Leia o texto para responder à questão.
As pitangueiras d’antanho*
 
Tem seus 23 anos, e eu a conheço desde os oito ou nove, sempre assim, meio gordinha, engraçada, de
cabelos ruivos. Foi criada, a bem dizer, na areia do Arpoador; nasceu e viveu em uma daquelas ruas que
vão de Copacabana a Ipanema, de praia a praia. A família mudou-se quando a casa foi comprada para
construção de edifício.
 
Certa vez me contou:
 
– Em meu quarteirão não há uma só casa de meu tempo de menina. Se eu tivesse passado anos fora do
Rio e voltasse agora, acho que não acertaria nem com a minha rua. Tudo acabou: as casas, os jardins,
as árvores. É como se eu não tivesse tido infância...
 
Falta-lhe uma base física para a saudade. Tudo o que parecia eterno sumiu.
 
Outra senhora disse então que se lembrava muito de que, quando era menina, apanhava pitangas em
Copacabana; depois, já moça, colhia pitangas na Barra da Tijuca; e hoje não há mais pitangas. Disse isso
com uma certa animação, e depois ficou um instante com o ar meio triste – a melancolia de não ter mais
pitangas, ou, quem sabe, a saudade daquela manhã em que foi com o namorado colher pitangas.
 
Também em minha infância, há pitangueiras de praia. Não baixinhas, em moitas, como aquelas de Cabo
Frio, que o vento não deixa crescer; mas altas; e suas copas se tocavam e faziam uma sombra varada
por pequenospontos de sol.
 
(Rubem Fonseca, “As pitangueiras
d’antanho”. 200 crônicas escolhidas, 2001. Fragmento)
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771981
172) 
* d’antanho: de épocas passadas
 
Na passagem – Falta-lhe uma base física para a saudade. Tudo o que parecia eterno sumiu. –, os termos
destacados são, correta e respectivamente, pronomes
a) pessoal e demonstrativo.
b) possessivo e pessoal.
c) demonstrativo e pessoal.
d) indefinido e demonstrativo.
e) pessoal e possessivo.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Leia o texto para responder à questão.
 
Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto que é falado
pelos personagens da novela. Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, mesmo nos
momentos mais banais, os personagens se expressam de maneira correta e erudita.
 
Ao UOL, o autor da novela, Alcides Nogueira, diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que
leva a novela a se destacar. “Não tenho nada contra a linguagem coloquial, ao contrário. Acho que a
língua deve ser viva e usada em sintonia com o nosso tempo. Mas colocar um português bastante culto
torna a narrativa mais coerente com a época da trama. Fora isso, é uma oportunidade de o público
conhecer um pouco mais dessa sintaxe poucas vezes usada atualmente”.
 
O escritor, que assina o texto da novela das 18h ao lado de Bia Corrêa do Lago, conta que a decisão de
imprimir um português erudito à trama foi tomada por ele e apoiada pelo diretor artístico, Jayme
Monjardim. Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o
dicionário. “Muitas vezes é preciso recorrer às gramáticas. No início, o uso do coloquial era tentador. Aos
poucos, a escrita foi ficando mais fácil”, afirma Nogueira, que também diz se inspirar em grandes
escritores da literatura brasileira e portuguesa, como Machado de Assis e Eça de Queiroz.
 
Para o autor, escutar os personagens falando dessa forma ajuda o público a mergulhar na época da
trama de modo profundo e agradável. Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim, que também
explica que a estética delicada da novela foi pensada para casar com o texto. “É uma novela que se
passa no fim dos anos 1920, então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente
nesse túnel do tempo. Acho que isso é importante para que o telespectador consiga se sentir em outra
época”, diz.
 
(Guilherme Machado. UOL. https://tvefamosos.uol.com.br. 15.11.2017. Adaptado)
 
Considere as passagens:
... os personagens se expressam de maneira correta e erudita. (1º parágrafo)
Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim... (4º parágrafo)
“... para que o telespectador consiga se sentir em outra época”... (4º parágrafo)
Os pronomes, em destaque, assumem nos enunciados, correta e respectivamente, os sentidos:
a) reflexivo, possessivo e reflexivo.
b) reflexivo, enfático e possessivo.
c) recíproco, possessivo e reflexivo.
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173) 
174) 
d) recíproco, reflexivo e reflexivo.
e) reflexivo, demonstrativo e enfático.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Leia o trecho para responder à questão.
 
As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são
pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior
freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino
será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos
sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares
sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias.
Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não
há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se
sabe.
 
(O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa em que está correto, de acordo com a norma culta, o uso do pronome, em
destaque.
a) Os conflitos pelo uso da água tendem a se multiplicar. Aquilo trará mais problemas às pessoas.
b) O setor doméstico é responsável por 30% do consumo da água, onde à indústria cabem 18%.
c) Este ano de 2007 será decisivo para aumentar a conscientização quanto ao meio ambiente.
d) O Brasil, que os recursos hídricos são imensos, terá de economizar água.
e) O país dispõe de 48,3 mil metros cúbicos anuais de água por habitante, segundo as estatísticas, e
aquelas são confiáveis.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Para responder à questão, leia o texto.
O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública
(com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não
estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda
moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana
fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não
necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em
seus traços mais largos, alguns a praticam.
Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar
rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma
subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem
dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de
todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados
aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem
comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses.
 
(Lya Luft, Veja, 20.09.2006)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78851
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78924
175) 
Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo
isso) nos assedia de todos os lados...
Na frase, a referência do discurso é a 1.ª pessoa do plural, o que se confirma pelo emprego do pronome
nos. Alterando-se essa referência para a 3.ª pessoa do plural, em norma culta, obtém-se: Exige grande
coragem dizer não quando a tentação
a) assedia eles de todos os lados.
b) lhes assedia de todos os lados.
c) vos assedia de todos os lados.
d) assedia você de todos os lados.
e) os assedia de todos os lados.
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VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
A rota dos falsários
 
O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de
distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de
1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do
Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros
dos navios procedentes de Portugal.
 
Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores.
E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande,
evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro.
 
Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de
vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nadase descobria nas cargas nem nos
passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem
descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente.
 
Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o
resto do Brasil.
 
Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram
revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao
porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem
fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos.
 
Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo,
possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em
voga nos dias de hoje.
 
(Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
 
Na passagem – ... os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a
imagem de alguns figurões da época. – as expressões “em sigilo” e “possivelmente” expressam, correta
e respectivamente, as noções de
a) condição e oposição.
b) modo e hipótese.
c) lugar e certeza.
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176) 
177) 
d) meio e confirmação.
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VUNESP - Cd Soc (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
 
É Natal cada vez que você acompanha sua mãe na consulta ao médico, que explica de novo para seu pai
como enviar fotos pelo WhatsApp ou que o convida para uma partida de xadrez. Basta uma gentileza,
uma atenção, e você promove o ordinário a sagrado.
 
Já não carrego dinheiro vivo comigo, mas às vezes saco algumas notas, a fim de ajudar quem está
passando necessidade na rua. Outro dia, dei 20 reais para um senhor. Ele me disse: “Obrigado, hoje vou
conseguir almoçar.”
 
Todo santo dia, você faz alguma coisa legal. Empresta o livro que mais ama para alguém que talvez não
vá devolvê-lo. Fica com a chave da casa da vizinha e entra lá para alimentar o gato, enquanto ela não
volta de férias, e carinhosamente o acaricia. Dá uma carona no seu guarda-chuva para alguém que saiu
sem conferir a previsão do tempo. Aceita o folheto que o menino entrega no semáforo, para que ele
sinta que a tarefa dele tem valor.
 
O Natal não é um dia santo para todos. Nem todos creem, ou rezam, ou se comovem; para muitos é só
peru e pacotes embaixo de uma árvore artificial, forçando sorrisos igualmente artificiais. Mas todo santo
dia a gente pode tentar acertar no presente.
 
Até mesmo sozinho em casa, isolado. Poderá ser o dia especial em que você decidirá perdoar a
indiferença de alguém que nunca se importou com seu sentimento, o dia em que você desistirá de culpar
um parente por uma limitação que, afinal, é só sua. O dia em que você abrirá um vinho e se despedirá
serenamente de um amor que se foi, sem mais tentar retê-lo. O dia em que você apagará a postagem
ofensiva que fez contra uma pessoa que apenas discordou de você. Longe de mim causar pânico, mas
nós mesmos podemos provocar uns 10 Natais por dia, todo santo dia. Não são feriados, e sim dias úteis
– dias em que nós somos úteis.
 
(Martha Medeiros. Todo santo dia.
https://oglobo.globo.com, 25.12.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada indica modo.
a) Já não carrego dinheiro vivo comigo, mas às vezes saco algumas notas… (2º parágrafo)
b) “Obrigado, hoje vou conseguir almoçar.” (2º parágrafo)
c) … para muitos é só peru e pacotes embaixo de uma árvore artificial… (4º parágrafo)
d) O dia em que você abrirá um vinho e se despedirá serenamente de um amor que se foi… (5º
parágrafo)
e) … apagará a postagem ofensiva que fez contra uma pessoa que apenas discordou de você. (5º
parágrafo)
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VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o poema para responder à questão.
 
naquela época
ainda não era possível ligar e desligar
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178) 
pessoas
e você era obrigado a
conversar pessoalmente
brigar pessoalmente
amar pessoalmente
mentir pessoalmente
e demitir pessoas pessoalmente
a vida era muito mais difícil
e bela
(André Dahmer. Impressão sua: poemas. São Paulo: Cia das Letras, 2021)
 
No poema, o vocábulo que expressa circunstância de modo é:
a) ainda.
b) pessoalmente.
c) muito.
d) mais.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Texto
 
Trabalho a preservar
 
São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo
do ano passado, divulgados pelo IBGE.
 
Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses
antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora
mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.
 
Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social.
Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha
aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos.
 
As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres
nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%.
 
Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os
que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos.
 
Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os
recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado.
 
(Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado)
 
Considere as passagens:
Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão
social. (3o parágrafo)
... embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. (3o parágrafo)
As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. (4o parágrafo)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472139
179) 
Os termos destacados expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de
a) intensidade; modo; tempo; concessão.
b) afirmação; tempo; tempo; inclusão.
c) modo; tempo; afirmação; intensidade.
d) causa; modo; afirmação; inclusão.
e) afirmação; tempo; modo; comparação.
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VUNESP - PAA (UNICAMP)/UNICAMP/Técnico em Administração/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Copa inspira a busca de consensos
 
A Copa do Mundo do Catar foi rica em lições. A competição pacífica entre países com diferentes regimes
políticos e econômicos registrou manifestações, opiniões e posicionamentos fortes ao longo do torneio. O
evento demonstrou, à perfeição, que a natureza está talhada para a convivência entre os diferentes a fim
de construir pilares civilizatórios.
 
Assim como se queria a vitória da própria seleção, também se protestou a favor da diversidade e dos
direitos humanos, o que incluiu a participação direta de algumas seleções.
 
Em meio à emoção que o futebol desperta, o congraçamento espontâneo entre os povos nos ensina que
a métrica da evolução tem três dimensões: conviver, compartilhar e convergir.
 
O clima é de festa e inclusão. Entre as bandeiras presentes, prevalecem as que trazem mensagens de
paz e fraternidade.
 
Trabalhos acadêmicos mostram que competições de magnitude universal, assim como os Jogos
Olímpicos, contribuem para reduzir tensões e elevar sentimentos de pertencimento e orgulho nas
populações. A hora do jogo é também o que define o sentimento patriótico, aquela união que não se
explica,se sente. Começa na infância, segue no colégio e avança para a vida adulta. Divergências são
deixadas de lado em nome do ideal maior da vitória ou solidariedade na derrota pertencente a todos. As
equipes representam esse conjunto, buscam o mesmo objetivo e despertam, sem exceções, orgulho e
admiração pelas cores da sua bandeira e pelo canto do hino nacional.
 
A paz e a democracia devem ser a essência do patriotismo. A seleção brasileira de futebol é uma das
melhores do mundo. Para estender a excelência das seleções campeãs para a economia, podemos
replicar alguns princípios. Um deles diz que a vitória é resultado da dedicação de um time inteiro, não de
um único jogador.
 
(Luiz Carlos Trabuco Cappi. O Estado de S.Paulo, 5 de dezembro de 2022. Adaptado)
 
Considere os trechos em negrito nas alternativas a seguir e assinale aquela em que se apresentam,
correta e respectivamente, palavras e/ou expressões que indicam circunstância de modo e sentido de
inclusão.
a) ... o evento demonstrou, à perfeição, que a natureza... (1o parágrafo) / Assim como se quer a
vitória da própria seleção, também se protesta... (2o parágrafo)
b) ... convivência entre os diferentes a fim de construir pilares civilizatórios. (1o parágrafo) / Em
meio à emoção que o futebol desperta... (3o parágrafo)
c) ... posicionamentos fortes ao longo do torneio.... (1o parágrafo) / A competição pacífica entre
países... (1o parágrafo)
d) Começa na infância... (5o parágrafo) / ... e avança para a vida adulta. (5o parágrafo)
e) Assim como se quer a vitória da própria seleção... (2o parágrafo) / ... também se protesta a
favor da diversidade...(2o parágrafo)
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180) 
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VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
 
O carro do Beto tinha duas portas. A do passageiro não abria, então, a rota de entrada para todos era
pelo lado do motorista. O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás. Acomodar três
pessoas exigia uma certa ginástica. Não era o veículo ideal para uma fuga de emergência, mas era o que
tínhamos e, mais que isso, era o que garantia nossa liberdade e nossas infinitas possibilidades. Com ele,
São Paulo era pequena para nós.
 
Eu tinha 16 anos, o Beto e a Solange um pouco mais do que eu. Eu acabara de voltar de um ano de
intercâmbio em uma cidade no interior dos Estados Unidos e estava achando tudo muito moderno
naquela São Paulo dos anos 80. O que levei comigo e trouxe de volta foi a trilha sonora: a discografia
completa da Rita Lee. O programa daquele fim de semana seria uma homenagem a ela.
 
Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela e decidi deixar uma frase pichada no muro
da casa dele na Vila Mariana. Beto e Solange toparam na hora.
 
Tudo aconteceria de madrugada. Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. Eu desceria com o
spray, escreveria a frase na parede, me jogaria pela janela carro adentro, o Beto acelerava e a gente se
mandava. Os medos eram muitos. E foi com o coração aos pulos de terror e emoção que escrevi no muro
branco: “Rita, pra você, a agilidade do gato e o brilho da estrela”. Minha mensagem adolescente de amor
por Rita Lee estava registrada para toda a cidade ver.
 
Trinta e sete anos depois, fui com uns amigos ver uma exposição sobre a Rita Lee. Logo na entrada do
museu, uma parede pintada de azul trazia a estampa da minha frase, letra por letra (acrescentaram as
letras esses no “das estrelas”). Foi como se um raio tivesse me atingido na cabeça. A sensação me
pareceu ter sido a mesma de quando escrevi no muro naquela madrugada: pernas bambas, coração
acelerado, mãos tremendo. A minha frase na parede do museu!
 
Uma das monitoras da exposição quis saber o que acontecia. Eu contei a história. Ela se espantou, já
que a exposição não trazia nenhuma explicação sobre a origem daquela frase. Não me importava: ela era
minha e estava lá.
 
Deparei-me outras vezes com o meu grafite. O dia do museu, porém, foi o mais emocionante. Não era só
uma menção, era uma reprodução.
 
(Ana Ribeiro. Frase que pichei para Rita Lee reapareceu 37 anos depois em exposição. www1.folha.uol.com.br,
19.02.2022. Adaptado)
 
No trecho “… estava achando tudo muito moderno naquela São Paulo dos anos 80” (2o parágrafo), o
vocábulo destacado foi empregado com a mesma função gramatical que na frase:
a) Há muito tem-se notado que a prática do intercâmbio é saudável para jovens.
b) Muito medo cercava a prática da atividade ilícita e mostra de subversão juvenil.
c) As histórias eram tão fantásticas, que era difícil crer em muito do que dizia.
d) A escritora viu sua frase retratada na exposição e orgulhou-se sem muito alarde.
e) A frase escrita em homenagem à cantora no muro era muito simples, mas marcante.
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VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626101
181) 
182) 
Leia o texto para responder à questão.
Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas
há quem pense em alternativas para o próprio enterro. As formas ecologicamente corretas de se
despedir dos mortos estão cada vez mais populares, à medida que as pessoas buscam maneiras mais
conscientes e humanizadas de lidar com a situação. Os enterros sustentáveis, alternativos e inovadores
têm ganhado destaque nos últimos anos, trazendo à tona novas práticas como a compostagem humana,
a liquefação do corpo e a utilização de roupas de cogumelos, as quais limpam as toxinas humanas
reduzindo a poluição dos solos.
 
Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado. “Hoje, a preocupação em
colaborar com as gerações futuras e com a preservação da natureza e das espécies tem se tornado cada
vez mais importante. É nesse contexto que se destaca a discussão sobre as formas de sepultamento e
enterro”, afirma o professor Rubens Beçak da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.
 
O professor afirma que existem dois tipos de sepultamento no Brasil: o tradicional e a incineração. O
sepultamento tradicional é o enterro dos corpos em caixões de madeira. Ele conta com uma série de
regras para a preservação da saúde pública e do meio ambiente, como a proteção dos lençóis freáticos
contra a contaminação. “Mas essas legislações nem sempre são seguidas e a poluição do solo, os
desmatamentos das áreas para a construção de cemitérios e a liberação do CO2 são inevitáveis. A
incineração, embora menos prejudicial, ainda é extremamente poluente”, relata Beçak.
 
Assim, embora ainda não haja legislação específica sobre o assunto no Brasil, é evidente que há uma
demanda crescente por outras formas de enterro. “É possível que, em breve, as normas dos municípios
brasileiros sejam atualizadas para atender a essa demanda, uma vez que a questão tem se mostrado
relevante”, afirma Beçak.
 
(Júlia Valeri. Enterros ecológicos e inovadores
ajudam na aceitação do luto e da morte. Jornal da USP, 23 de maio de 2023. Adaptado)
 
No trecho – É possível que, em breve, as normas dos municípios brasileiros sejam atualizadas... – a
expressão em destaque expressa circunstância de
a) modo.
b) afirmação.
c) dúvida.
d) intensidade.
e) tempo.
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VUNESP - Tec Leg (CMSJC)/CM SJC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder a questão.
 
Uma geração de extraterrestres
 
Penso que Michel Serres seja a mente filosófica mais aguda na França de hoje e, como todo bom
filósofo, é capaz de dedicar-se também à reflexão sobre a atualidade. Uso despudoradamente (à exceção
de alguns comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres publicado em março de 2010 que recorda
coisas que, para os leitores mais jovens, dizem respeito aos filhos e, para nós, mais velhos, aos netos.
 
Só para começar, estes filhosou netos nunca viram um porco, uma vaca, uma galinha. Os novos seres
humanos não estão mais habituados a viver na natureza, e só conhecem as cidades. Trata-se de uma
das maiores revoluções antropológicas depois do neolítico' .
 
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183) 
Há mais de sessenta anos, os jovens europeus não conhecem guerras, beneficiam-se de uma medicina
avançada e não sofrem como sofreram seus antepassados. Então, que obras literárias poderão apreciar,
visto que não conheceram a vida rústica, as colheitas, os monumentos aos caídos, as bandeiras
dilaceradas pelas balas inimigas, a urgência vital de uma moral?
 
Foram formados por meios de comunicação concebidos por adultos que reduziram a sete segundos o
tempo de permanência de uma imagem e a quinze segundos o tempo de resposta às perguntas. São
educados pela publicidade que exagera nas abreviações e nas palavras estrangeiras e faz com que
percam o senso da língua materna. A escola não é mais o local da aprendizagem e, habituados aos
computadores, esses jovens vivem boa parte da sua vida no virtual. Nós vivíamos num espaço métrico
perceptível, e eles vivem num espaço irreal onde vizinhanças e distâncias não fazem mais a menor
diferença.
 
Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências
da educação. Em todo caso, sua panorâmica nos fala de um período semelhante, pela subversão total,
ao da invenção da escrita e, séculos depois, da imprensa. Só que estas novas técnicas hodiernas mudam
em grande velocidade. Por que não estávamos preparados para esta transformação?
 
Serres conclui que talvez a culpa seja também dos filósofos, que, por profissão, deveriam prever as
mudanças dos saberes e das práticas e não o fizeram de maneira suficiente porque, "empenhados na
política de todo dia, não viram chegar a contemporaneidade". Não sei se Serres tem toda razão, mas
alguma ele tem.
 
' Última divisão da Idade da Pedra, caracterizada pelo desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais.
 
(Umberto Eco. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade liquida. 2 ed. - Rio de Janeiro: Record, 2017. Excerto
adaptado)
 
O termo destacado na frase do 1º parágrafo - Uso despudoradamente (à exceção de alguns
comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres ... - exprime circunstância de
a) modo, tendo como equivalente o termo "desavergonhadamente".
b) dúvida, tendo como equivalente o termo "indiferentemente".
c) negação, tendo como equivalente o termo "irresolutamente".
d) afirmação, tendo como equivalente o termo "indistintamente".
e) intensidade, tendo como equivalente o termo "involuntariamente".
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VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder à questão.
 
A perda da privacidade
Um dos problemas do nosso tempo, uma obsessão mais ou menos generalizada, é a privacidade. Para
dizer de maneira muito, mas muito simples, significa que cada um tem o direito de tratar da própria vida
sem que todos fiquem sabendo. Por isso, é preocupante que, através dos nossos cartões de crédito,
alguém possa ficar sabendo o que compramos, em que hotel ficamos e onde jantamos.
Parece, portanto, que a privacidade é um bem que todos querem defender a qualquer custo.
Mas a pergunta é: as pessoas realmente se importam tanto com a privacidade? Antes, a ameaça à
privacidade era a fofoca, e o que temíamos na fofoca era o atentado à nossa reputação pública. No
entanto, talvez por causa da chamada sociedade líquida, na qual todos estão em crise de identidade e de
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184) 
valores e não sabem onde buscar os pontos de referência para definir-se, o único modo de adquirir
reconhecimento social é “mostrar-se” – a qualquer custo.
E assim, os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências participam de
programas de gosto duvidoso para interpretar tanto o papel do adúltero quanto o do traído, para delírio
do público.
Foi publicado recentemente um artigo de Zygmunt Bauman revelando que as redes sociais, que
representam um instrumento de vigilância de pensamentos e emoções alheios, são realmente usadas
pelos vários poderes com funções de controle, graças também à contribuição entusiástica de seus
usuários. Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de
prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social”. Em outras
palavras, pela primeira vez na
história da humanidade, os espionados colaboram com os espiões, facilitando o trabalho destes últimos,
e esta rendição é para eles um motivo de satisfação porque afinal são vistos por alguém enquanto levam
a vida – e não importa se às vezes vivam como criminosos ou como imbecis.
A verdade também é que, já que todos podem saber tudo de todos, o excesso de informação não pode
produzir nada além de confusão, rumor e silêncio. Mas, para os espionados, parece ótimo que eles
mesmos e seus segredos mais íntimos sejam conhecidos pelo menos pelos amigos, vizinhos, e
possivelmente até pelos inimigos, pois este é o único modo de sentirem-se vivos, parte ativa do corpo
social.
(Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida.
Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado)
O termo destacado na frase “... os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas
divergências...” exprime circunstância de
a) modo, podendo ser substituído por “diligentemente”.
b) dúvida, podendo ser substituído por “rigorosamente”.
c) negação, podendo ser substituído por “obstinadamente”.
d) afirmação, podendo ser substituído por “cautelosamente”.
e) intensidade, podendo ser substituído por “indiferentemente”.
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VUNESP - Ass Adm (Docas PB)/Docas PB/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia a tira para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2029118
185) 
(Laerte, “Piratas do Tietê”. Folha de S.Paulo, 09.02.2022)
 
Na frase “Ainda está com raiva?”, o termo destacado expressa ideia de
a) modo, como também na frase: “Não foi dormir porque ainda tem trabalho para fazer.”
b) tempo, como também na frase: “Você sabia que ainda é possível fazer a inscrição para o curso?”
c) dúvida, como também na frase: “Não sei se ele ainda quer viajar conosco nas férias em janeiro.”
d) afirmação, como também na frase: “A sala está aberta porque ainda há alguns alunos estudando
lá.”
e) intensidade, como também na frase: “Ele falou tanto e ainda tem fôlego para umas duas
palestras.”
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VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder à questão.
 
Vozes ao ouvido
 
Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker.
Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali,
exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos
de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o
cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
 
Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na
escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando
ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o
importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
 
Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia.
Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos
com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
 
Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o
único passageiro sem otelefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular
quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de
Milícias”.
 
Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei
a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que
chegavam a mim com incrível nitidez.
 
(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)
 
A expressão destacada na passagem do penúltimo parágrafo – ... trazia na mão um objeto outrora tão
popular quanto o celular: um livro. – estabelece, no contexto, relação com sentido de
a) consequência.
b) comparação.
c) proporção.
d) finalidade.
e) condição.
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186) 
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VUNESP - GCM (Pref GRU)/Pref GRU/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder à questão.
 
A era da dispersão
 
Leio que nós, brasileiros, gastamos três horas e 42 minutos todos os dias nas redes sociais. Pouco mais
de dez horas na internet, sendo metade disso em um telefone celular.
 
Há quem diga que não vê nenhum problema nisso. A sobrecarga de informação é um fato do nosso
tempo e é natural que percamos um pouco do dia separando o joio do trigo. Há quem vá mais longe e
diga que a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida.
 
Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar
para debaixo do tapete.
 
Talvez eu ache isso porque sou professor. Percebo o efeito destruidor sobre a atenção dos alunos pela
simples presença de um celular em sala de aula. Uma pesquisa mostra que levamos até 23 minutos para
retomar a atenção quando somos interrompidos. Se fossem dez ou quinze minutos, isso não faria lá
grande diferença. Esse não é o ponto central.
 
O ponto é que andamos em meio a uma guerra. Quem faz o alerta é um ex-estrategista do Google,
James Williams, que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. Era pago
para criar estratégias de “captura” da atenção das pessoas. Em um dado momento, percebeu que ele
mesmo havia perdido o controle. A partir daí, deu um tempo. Foi estudar em Oxford e tentar decifrar o
problema.
 
Ele diz que vivemos uma epidemia. Que há uma indústria inteira focada em capturar aquilo que cada um
de nós tem de mais importante: nosso tempo e nossa atenção. Captura voluntária, feita com técnicas
sofisticadas de inteligência artificial. O tempo de atenção de cada indivíduo passou a ser
milimetricamente monitorado. Tornou-se, ele mesmo, o produto. Há um velho conceito de “liberdade
como autodomínio” em jogo aí, e é precisamente isso, a retomada do controle sobre nossa própria
atenção, que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”.
 
A informação foi, no passado, um bem escasso. No filme “Relatos do Mundo”, Tom Hanks faz o papel de
um veterano que ganha a vida lendo notícias de jornal em teatros e igrejas nas pequenas cidades do
Velho Oeste. A atenção, à época, era abundante, diante da informação rarefeita. A coisa hoje se inverteu.
A informação se tornou abundante e a atenção, um recurso escasso. Acessamos muito mais informação
do que precisamos. Ela vem de maneira caótica, em boa parte mesquinha, feita de qualquer besteira
capaz de capturar nossa atenção.
 
(Fernando Schüler. https://veja.abril.com.br/coluna/fernando-schuler/a-era-da-dispersao/. 22.01.22. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o termo destacado é empregado para intensificar o sentido da palavra a
que se refere.
a) ... a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida. (2o parágrafo)
b) Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí... (3o parágrafo)
c) Talvez eu ache isso porque sou professor. (4o parágrafo)
d) ... que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. (5o parágrafo)
e) ... que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”. (6o parágrafo)
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187) 
188) 
VUNESP - Ass Prev (IPSM SJC)/IPSM SJC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
 
Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado, a quem Ciro perguntava quanto queria pelo
cavalo com o qual acabara de ganhar uma corrida, e se o trocaria por um reino: “Seguramente não,
senhor, e no entanto eu o daria de bom grado se com isso obtivesse a amizade de um homem que eu
considerasse digno de ser meu amigo”. E estava certo ao dizer “se”, pois se encontramos facilmente
homens aptos a travar conosco relações superficiais, o mesmo não acontece quando procuramos uma
intimidade sem reservas. Nesse caso, é preciso que tudo seja límpido e ofereça completa segurança.
(Montaigne, Da amizade. Adaptado)
 
Leia os trechos e assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as circunstâncias das
expressões em destaque.
 
 Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado...
 
 ...eu o daria de bom grado...
a) modo − modo
b) lugar − afirmação
c) lugar − intensidade
d) intensidade − afirmação
e) intensidade − modo
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VUNESP - GCM (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Masculino e Feminino/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder às questões de números 02 a 06.
 
Eu moro no quarto andar do meu prédio, e a Cidinha, minha amiga, no terceiro. Nossas janelas dão de
frente para um prédio empresarial todo envidraçado, então nós conse guimos ver uma a janela da
outra. Como moro sozinha, os filhos vivem longe, e ela também já é uma pessoa de mais idade, fizemos
um combinado: todos os dias, até as dez ho ras, temos que abrir as nossas janelas, como um aviso de
que estamos bem. Se passa desse horário e não vejo a ja nela da Cidinha aberta, vou tomar
providências. É bom saber que tem alguém olhando pela gente. Ainda mais eu e ela, que somos muito
amigas. Trocamos receitas, levamos comi das que preparamos uma para a outra. Durante o isolamento,
usamos muito o interfone, e conversávamos por lá, já que não podíamos nos reunir.
 
Meu prédio todo, na verdade, é como uma família, porque grande parte dos moradores são mais velhos e
todos se dão bem. Tínhamos o hábito, inclusive, de nos encontrarmos uma vez por mês, antes da
pandemia. Cada encontro na casa de um, e ainda servíamos um lanche. O porteiro também se tor nou
amigo. Se não podemos sair e precisamos de uma com pra, ele se oferece para ajudar, é uma pessoa
muito gentil. Por isso, apesar de morar sozinha, sinto que tenho resguardo aqui, e amparo para qualquer
coisa que precisar. Gosto muito de compartilhar a vida com os moradores.
 
(Cloé Multari. https://gamarevista.uol.com.br/semana/voce-sabe-dividir/ quem-compartilha-a-vida-
e-mais-feliz/. 19.06.2022. Adaptado)
As expressões em destaque no trecho − Durante o isolamento, usamos muito o interfone... –
apresentam, correta e respectivamente, as circunstâncias de
a) modo e afirmação.
b) lugar e modo.
c) tempo e intensidade.
d) modo e intensidade.
∙
∙
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189) 
190) 
e) tempo e afirmação.
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VUNESP - Moto (Fernandópolis)/CM Fernandópolis/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
 
(Charles M. Schulz. Snoopy. Assim é a vida, Charlie Brown. L&PM Pocket, 2007)
 
Os vocábulos ontem (1o quadro) e muito (3o quadro) expressam, respectivamente, as ideias de
a) afirmação e intensidade.
b) tempo e modo.
c) modo e dúvida.
d) tempo e intensidade.
e) afirmação e dúvida.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Texto
 
Como o mundo funciona
 
“How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em traduçãolivre), de Vaclav Smil,
pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos
esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista
dos desafios que temos pela frente.
 
Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram
ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não
há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma
preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em
quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem
ser consumido.
 
O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma
civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de
décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de
eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta.
 
Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço,
cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de
carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda
vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos,
então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia
sustentável para substituí-los.
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191) 
 
E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que
precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte.
 
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado)
 
Considere as seguintes frases do texto.
 
... pode ser descrito como um destruidor de mitos. (1o parágrafo)
 
... mas os gerenciamos muito mal. (2o parágrafo)
 
Nós provavelmente avançaremos de forma rápida... (3o parágrafo)
 
Os termos em destaque nas frases exprimem circunstâncias, respectivamente, de
a) causa; afirmação; intensidade.
b) modo; intensidade; dúvida.
c) dúvida; modo; afirmação.
d) afirmação; dúvida; causa.
e) intensidade; causa; modo.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2021
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder a questão.
 
É conceito da moda. Usam em encontros motivadores. Na Física, é a volta à forma original após uma
deformação. O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar novamente. Por extensão,
usamos para falar de quem sofre pressão e consegue manter seus objetivos.
 
Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. Ouve
a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a dor e continua de pé. A
primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a decepção. O tipo ideal que estamos
tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as ondas das
adversidades.
 
O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem. Combinam-se os dois conceitos. Sinto o golpe, não
desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe com o acréscimo de algo novo. Toda
dor contém sua lição. Ninguém duvida disso. O resiliente consegue aprender com o golpe sentido.
 
O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consciência a partir do
aprendizado. O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima. Não existe lamúria ou
sofrimento para o mundo. A dor existe, foi sentida, houve reação com aprendizado e dele surgiu um
novo ser, mais forte e mais sábio.
 
É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia de santos
medievais: sem falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe um propósito
didático de mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência banal. Todos temos
graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma coisa não invalida a outra.
 
Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como para indicar o ponto no qual não me encontro,
porém devo reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm
razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.
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192) 
 
O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala de um homem com extrema resiliência para
aguentar jejuns prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade surpreendente. Ele não era um
homem de vontade férrea, apenas nunca havia encontrado um prato que… o seduzisse realmente. Seu
paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita geral da resiliência: a serenidade diante das coisas que,
na verdade, não nos atingiram. Esperança ajuda sempre.
 
(Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021.
Adaptado)
 
Observe os trechos destacados nas passagens seguintes.
 
Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. (2º parágrafo)
 
O resiliente consegue aprender com o golpe sentido (3º parágrafo)
 
Esses trechos expressam, nos contextos em que se encontram, as noções, respectivamente, de
a) tempo e conformidade.
b) modo e causa.
c) causa e companhia.
d) oposição e condição.
e) modo e tempo.
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VUNESP - Ass (PB Saúde)/PB Saúde/Administrativo/2021
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão.
Salas de espera
 
Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa
sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variadosa
b: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores
compulsivos de revistas...
 
Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não
fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antesc. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da
esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão.
O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil
pedacinhosa.
 
Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me.
Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!
 
– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro
a comprar.
 
Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.
 
– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.b
 
– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamented. Não calcula como o admiro.
 
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193) 
– Agora estou precisando de um emprego, amigoc. A vida está dura.
 
– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os
artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como
gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém felize. Eu aqui sou um mártir
dos números.
 
– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.
 
Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:
 
– Eu não o desviaria de sua vocaçãod e com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.
 
E confessou:
 
– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.
 
– Mas Rodolfo...
 
– Faço questão.
 
(Coleção melhores crônicas
– Marcos Rey. Seleção Anna MariaMartins. Global, 2010. Adaptado)
 
Considere os trechos do texto.
 
• ... ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche.
• Precisava de emprego. Desesperadamente.
 
Os termos destacados apresentam, respectivamente, as ideias de intensidade e de modo.
 
Assinale a alternativa em que os termos destacados também expressam, respectivamente, as mesmas
ideias.
a) Seus personagens não são muito variados/ deixou a entrevista picando-o com ódio em mil
pedacinhos.
b) Seus personagens não são muito variados / Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.
c) sempre há os que chegam antes / Agora estou precisando de um emprego, amigo.
d) Eu não o desviaria de sua vocação / Eu o receberia imediatamente.
e) Eu não o desviaria de sua vocação/ Viveria com pouco dinheiro, porém feliz.
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VUNESP - Ag (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/Fiscalização de Trânsito/2021
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto publicado em 08 de fevereiro de 2020 para responder a questão.
 
Epidemia confinada
 
À medida que transcorrem as semanas desde o surgimento do surto de pneumonia pelo novo
coronavírus (2019-nCov) na China, em dezembro, fica mais e mais claro que o pior da epidemia se
concentra nesse país asiático. Não com pouca gravidade, decerto, inclusive do ângulo econômico, mas
sem o trauma de uma pandemia global.
 
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194) 
Dos 31.530 casos confirmados até ontem, 31.213 haviam sido registrados em território chinês. Outros 27
países tiveram infecções confirmadas, a maioria de viajantes provenientes da China, com raros casos de
transmissão local. Parecem surtir efeito as medidas de prevenção contra a globalização da epidemia,
como retirada de estrangeiros seguida de quarentena.
 
Até aqui só houve suspeitas descartadas no Brasil, com o total remanescente reduzido a oito. Pouco se
pode fazer em Brasília, contudo, contra os efeitos colaterais do coronavírus na economia. Projeta-se que
a epidemia possa ceifar até um ponto percentual do crescimento do PIB chinês, com óbvios reflexos em
países como o Brasil, que tem na China o principal destino de suas exportações.
 
É uma incógnita também o impacto político do 2019-nCov sobre o governo de Xi Jinping. Há grande
descontentamento com a administração do surto por Pequim, começando pela letargia interessada na
ocultação, seguida por medidas impopulares como o confinamento de milhões de pessoas.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 08.02.2020. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o termo destacado é advérbio, exprimindo circunstância de tempo.
a) Dos 31.530 casos confirmados até ontem, 31.213 haviam sido registrados em território chinês.
b) … a maioria de viajantes provenientes da China, com raros casos de transmissão local.
c) Até aqui só houve suspeitas descartadas no Brasil, com o total remanescente reduzido a oito.
d) … como o Brasil, que tem na China o principal destino de suas exportações.
e) Há grande descontentamento com a administração do surto por Pequim…
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VUNESP - Tec (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/Agrimensor/2021
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder a questão.
 
Qual foi o império mais poderoso da Antiguidade?
 
Sem dúvidas, o Império Romano é o mais famoso da História. Sua estrutura militar e administrativa
possibilitou não apenas que ele fosse um dos impérios mais expansivos do mundo, mas também o fez o
mais duradouro, sobrevivendo incríveis 10 séculos.
 
“À medida que Roma expandia sua influência sobre cada vez mais áreas, suas instituições políticas se
mostraram resilientes e adaptáveis, permitindo incorporar populações diversas. Embora o sistema de
votação possa parecer uma estratégia deliberada para capacitar os ricos, na verdade era um reflexo da
estrutura militar romana”, explica Steven Schroeder no artigo “The Roman Republic”, para a plataforma
Khan Academy.
 
“Roma se tornou o estado mais poderoso do mundo no primeiro século a.C. por meio de uma
combinação de poder militar, flexibilidade política, expansão econômica e mais do que um pouco de boa
sorte. Essa expansão mudou o mundo mediterrâneo e também a própria Roma”.
 
Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa. No entanto, ela não foi a capital com maior poder na
Antiguidade, podendo ser considerada apenas a cidade-estado que mais influenciou o Ocidente.
 
(https://aventurasnahistoria.uol.com.br. Adaptado)
 
Na frase “Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa.” (4º parágrafo), o advérbio destacado
expressa circunstância de
a) modo e, nesse sentido, pode ser substituído por “possivelmente”.
b) intensidade e, nesse sentido, pode ser substituído por “realmente”.
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195) 
c) negação e, nesse sentido, pode ser substituído por “absolutamente”.
d) dúvida e, nesse sentido, pode ser substituído por “provavelmente”.
e) afirmação e, nesse sentido, pode ser substituído por “indiscutivelmente”.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto, para responder à questão.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são
promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De.
Por.
 
Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união estável com a palavra rio –
você dificilmente verá caudaloso andando por aí acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para
frondosa, que está sempre com a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o
adjetivo apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o erro. Ensejo
é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras estão numa situação pior, como
calculista, que vive em constante ménage(*), sempre acompanhada de assassino, frio e e.
 
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen – quando têm hífen
elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério.
Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos
nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra
moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
 
Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do casamento entre
pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra árvore anda com várias palavras além de
frondosa. O casamento é aberto, mas para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na
calada da noite: grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa, esperando
o rio chegar, a comida esfriando no prato.
 
Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras. Esbarrou com o abraço
que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão
certo que ficaram perdidamente inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia,
pra desfazer ledos enganos em prol de encontros mais frondosos.
 
(Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 02 fev 2015.
Adaptado)
 
(*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não.
 
Observe o comentário acerca de advérbio e de adjetivo expresso na frase – Perdidamente, coitado, é um
advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. – e assinale a alternativa em que os termos destacados
são (I) advérbio modificando adjetivo e (II) adjetivo.
a) (I) várias palavras; (II) palavra moribunda.
b) (I) tem sempre; (II) é aberto.
c) (I) menos nobres; (II) união estável.
d) (I) sempre acompanhada; (II) algum mistério.
e) (I) dificilmente verá; (II) outras palavras.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
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196) 
197) 
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
 
SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é
porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler.
Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista
científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância,
na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a
bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma
geração.
Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos
programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global,
que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos.
Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um
deságio cético de, vá lá, 80%, ainda sobram ou há coisas surpreendentes.
(Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado)
Na passagem – Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado... –, o advérbio
em destaque equivale a
a) oportunamente, estabelecendo relação de tempo.
b) decididamente, estabelecendo relação de afirmação.
c) previsivelmente, estabelecendo relação de intensidade.
d) possivelmente, estabelecendo relação de certeza.
e) provavelmente, estabelecendo relação de dúvida.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
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198) 
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo que substitui, sem alteração de sentido, o termo
destacado em – ... São Paulo exporta, hoje, para cidades vizinhas... –
a) outrora
b) principalmente
c) logo depois
d) sempre
e) atualmente
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
A alternativa em que as duas expressões em destaque exercem, no contexto frasal, a função sintática de
circunstância de tempo, é:
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199) 
200) 
a) Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho cultural sabem que admiro futebol…
b) … sugerem que os livros e as artes sempre são importantes e nunca desperdiçam nosso tempo…
c) Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing".
d) O futebol também me ensinou sobre a natureza humana.
e) Se 2 bilhões de pessoas param para ver a Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Para responder à questão, leia o texto.
O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública
(com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não
estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda
moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana
fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não
necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em
seus traços mais largos, alguns a praticam.
Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar
rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma
subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem
dizer não quando a tentação

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