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Classificação de Situações Jurídicas

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Questões resolvidas

Com base na análise realizada assinale a opção correta:
I. No negócio jurídico as consequências jurídicas, previstas em lei ou previamente tipificadas, são desejadas pelo agente mas este não pode alterar, restringir, ampliar nem modificar tais efeitos. Dessa forma, a despeito de atuar a vontade, ou uma manifestação de vontade, os efeitos jurídicos já estão predeterminados em lei.
II. Fato jurídico é todo acontecimento natural, determinante de efeitos na órbita jurídica. O evento, aqui, é provocado por um fenômeno natural que repercute na ordem jurídica.
III. No ato-fato jurídico o importante é verificar a consequência do ato, ou seja, o resultado jurídico, sem dar maior significância para o fato de haver vontade ou não de realiza-lo.
IV. Ato jurídico é o acontecimento natural ou humano capaz de criar, modificar, substituir ou extinguir situações jurídicas concretas, tendo a potencialidade de produzir efeitos.
V. No ato jurídico estrito os efeitos são eleitos ou escolhidos pelos interessados que possuem, nesta espécie de fato jurídico, autonomia privada para tanto.
a) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) As afirmativas III e IV estão corretas.
d) Apenas a afirmativa IV está correta.

Assinale a alternativa falsa.
a) Ato jurídico stricto sensu é o que surge como mero pressuposto de efeito jurídico, preordenado pela lei, sem função e natureza de auto-regulamento.
b) A participação é uma declaração para a ciência ou comunicação de intenção ou de fato.
c) Fato jurídico stricto sensu é o acontecimento dependente da vontade humana que produz efeitos jurídicos, criando, modificando ou extinguindo direitos.
d) Ato material consiste na atuação da vontade que lhe dá existência imediata, porque não se destina ao conhecimento de determinada pessoa, não tendo, portanto, destinatário.

a) A alegação de Jorge procede, pois a validade da declaração de vontade depende de forma especial escrita, sem a qual não há contrato.
b) A alegação de Jorge não procede, na medida em que a forma do negócio jurídico celebrado entre as partes é livre, de modo que a adoção de forma escrita teria simples função probatória.
c) A alegação de Jorge procede, porque o acordo verbal, ainda que possível, não pode ser considerado contrato válido se não for acompanhado de testemunhas.
d) A alegação de Jorge não procede, considerando que o recebimento de quantia antecipada para a execução do serviço gera presunção juris et de jure que prova a existência do negócio verbal.
e) A alegação de Jorge procede, visto que a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição de direitos e obrigações a serem executados sobre bens imóveis.

Segundo a doutrina, são pressupostos de validade do negócio jurídico:
a) manifestação de vontade; agente emissor de vontade; objeto; forma.
b) agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma.
c) manifestação de vontade livre; agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma legalmente prescrita ou não defesa em lei.
d) manifestação de vontade de boa-fé; agente legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou juridicamente determinável.

a) manifestação de vontade; agente emissor de vontade; objeto; forma.
b) agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma.
c) manifestação de vontade livre; agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma legalmente prescrita ou não defesa em lei.
d) manifestação de vontade de boa-fé; agente legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou juridicamente determinável.

Sobre a conversão do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que se trata de instituto
a) aplicável apenas aos negócios anuláveis.
b) que visa converter o negócio nulo em outro válido, mas que não tem previsão no nosso ordenamento.
c) aplicável à fraude contra credores.
d) que visa converter o negócio nulo em outro válido e que tem previsão no Código Civil.

Assinale a alternativa correta.
a) Algumas declarações de vontade são emitidas e dirigidas a determinado destinatário infungível, em razão do interesse deste, no conteúdo da declaração. São as declarações não receptícias.
b) A boa fé negocial traduz-se no dever de cada parte agir de forma a não defraudar a confiança da outra parte, alcançando todos os participantes da relação jurídica, não importando o ponto de vista psicológico de uma das partes, servindo como norte e padrão de conduta a ser seguido.
c) A condição de representante deve ser comprovada pelo título que lhe concede o dominus negotii e o poder de representar. O mandato não pode existir sem representação.
d) Existem casos em que a presença de um erro, por mais que seja relevante, não importa a possível anulação do negócio. O Código Civil não permite a retificação de declaração de vontade quando caracterizado o chamado erro de cálculo.

Nesse caso, a cláusula imposta é considerada:

a) condição suspensiva nula;
b) condição resolutiva nula;
c) condição suspensiva anulável;
d) condição resolutiva anulável;
e) encargo invalidante do negócio jurídico.

No dia 29/02/2020, Maria da Penha compra um imóvel da Construtora Lar Paraíso Ltda. Os pagamentos são previstos da seguinte forma: entrada em quinze dias corridos, intermediária dali a um ano e parcela final em meados de fevereiro de 2023. Nesse caso, à luz do Código Civil, as parcelas têm vencimento, respectivamente, em:

a) 14/03/2020; 28/02/2021 e 15/02/2023;
b) 14/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023;
c) 15/03/2020; 28/02/2021 e 14/02/2023;
d) 15/03/2020; 01/03/2021 e 14/02/2023;
e) 15/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023.

Rosália efetuou a doação de um terreno para o Município de Euclidelândia, para que nele seja construída uma escola no prazo de um ano a contar da data da celebração do negócio jurídico. Os elementos acidentais presentes no contrato são:

a) encargo e termo;
b) condição suspensiva e encargo;
c) condição resolutiva e termo;
d) termo e condição inicial;
e) encargo e condição final.

Correta.
a) A cláusula primeira revela obrigação de execução continuada, não havendo elementos que permitam concluir que a superveniência de condição resolutiva gere efeitos quanto aos atos já praticados.
b) A cláusula segunda denota regime de sobreaviso regulado pelas normas de Direito Trabalhista, que prevalecem sobre as normas de Direito Civil.
c) A cláusula terceira prevê cláusula penal compensatória, cuja função é pré-fixar as perdas e os danos em face do inadimplemento.
d) A cláusula quarta indica cláusula resolutiva expressa, produzindo efeitos a partir de simples interpelação judicial.
e) É nula a cláusula de renúncia ao direito de recorrer das decisões de primeira instância, porque as normas e garantias processuais que envolvem o direito ao recurso são de ordem pública e de natureza indisponível.
a) uma condição suspensiva.
b) um encargo.
c) uma condição resolutiva.
d) um termo inicial.
e) um termo final.

Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico é válido, pois Manoela é capaz e lúcida.
b) O negócio jurídico é nulo, em virtude do dolo de terceiros.
c) O negócio jurídico é anulável, pois o negócio jurídico descrito no enunciado é viciado devido à lesão.
d) O negócio jurídico é nulo, pois o negócio jurídico realizado por Manoela foi simulado.
e) O negócio jurídico é anulável, em virtude do erro essencial.

Wangô, contrariado, adere à proposta, até porque precisava recuperar o capital investido para, secretamente, financiar o tratamento de uma filha havida fora do casamento. Nesse caso, o distrato foi:

a) plenamente válido e eficaz;
b) anulável por estado de perigo, diante da necessidade de salvar sua filha;
c) ineficaz na parte em que cria novas obrigações pecuniárias não previstas no contrato original;
d) anulável por coação, haja vista as ameaças feitas por Edvardo, no sentido de prender Wangô a um negócio prejudicial e de executá-lo judicialmente;
e) anulável por lesão, considerada a inexperiência de Wangô e a premente necessidade de sair de um negócio ruinoso, para conservar seu patrimônio.

A respeito da hipótese narrada, assinale a afirmativa correta

a) O negócio jurídico celebrado por Pedro Grilo é nulo, em virtude do dolo de terceiros cometido por Guilherme.
b) O contrato de locação é válido, salvo se Pedro demonstre a má-fé da sogra de Guilherme.
c) No caso narrado, ocorre a lesão, visto que, por inexperiência, Pedro se obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
d) A relação jurídica entre Pedro e a sogra de Guilherme deve ser anulada em virtude do estado de perigo.
e) Caso Pedro demonstre o seu erro essencial, haverá a anulabilidade do negócio jurídico.

Marcos estava passeando com sua mãe quando ela começa a se sentir mal. Atônito, adentra o hospital mais próximo, clamando por ajuda. Enquanto o médico realiza o primeiro atendimento, Marcos é convidado a resolver as questões burocráticas. Nesse momento, solicitam-lhe um cheque caução no valor de R$ 500.000,00. Marcos argumenta que não possui tal quantia. Em contrapartida, dizem-lhe que, sem o cheque, não haverá atendimento a sua mãe. Marcos faz o cheque e o entrega ao administrador do hospital. De acordo com o Código Civil, a situação narrada caracteriza um defeito do negócio jurídico, qual seja:

a) simulação;
b) estado de perigo;
c) dolo;
d) coação;
e) lesão.

Deodato vendeu um de seus apartamentos para Lara pelo valor de R$ 800.000,00. Os dois, com o objetivo de pagar menos imposto, declararam em escritura pública que o apartamento fora vendido por R$ 600.000,00. De acordo com o Código Civil, houve:

a) dolo;
b) simulação;
c) lesão;
d) fraude contra credores;
e) abuso do direito.

pai, se este tivesse ou devesse ter conhecimento da coação;
a) proposta a ação de anulação da renúncia, a coação deve ser apreciada subjetivamente, de acordo com as características de Romualdo e as circunstâncias capazes de agravar a coação;
b) se o pai de Renato tivesse ou devesse ter conhecimento da coação, o negócio jurídico de renúncia será anulado e somente ele deverá indenizar Romualdo em perdas e danos;
d) a renúncia formalizada por Romualdo é nula, pois foi concluída com o emprego de exercício abusivo de direito;
e) Romualdo tem o prazo de quatro anos para pleitear a anulação da renúncia, prazo que começa a correr a partir da data da celebração do negócio jurídico.
a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Pedro, com o objetivo de vender a cobertura de sua propriedade, ao ser perguntado por Fábio, possível comprador, se a fiação elétrica havia sido trocada nos últimos cinco anos, disse que sim, embora soubesse que esse fato não era verdadeiro, agindo com intuito malicioso para que Fábio adquirisse o imóvel. Celebrado o negócio, com o passar dos meses da data da compra, Fábio percebe o problema quando alguns eletrodomésticos começam a dar defeito sem explicação. Um especialista lhe revela que a fiação data de quatro décadas atrás. Fábio gosta do imóvel, por ser bem localizado, bonito e confortável e quer mantê-lo, mas se sente injustiçado, pois, se conhecesse a verdade, não teria pagado o valor que desembolsou pelo imóvel.
a) erro substancial e anular o negócio;
b) dolo acidental e receber perdas e danos;
c) lesão e anular o negócio;
d) erro acidental e receber perdas e danos;
e) dolo principal, anular o negócio e receber perdas e danos.

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Questões resolvidas

Com base na análise realizada assinale a opção correta:
I. No negócio jurídico as consequências jurídicas, previstas em lei ou previamente tipificadas, são desejadas pelo agente mas este não pode alterar, restringir, ampliar nem modificar tais efeitos. Dessa forma, a despeito de atuar a vontade, ou uma manifestação de vontade, os efeitos jurídicos já estão predeterminados em lei.
II. Fato jurídico é todo acontecimento natural, determinante de efeitos na órbita jurídica. O evento, aqui, é provocado por um fenômeno natural que repercute na ordem jurídica.
III. No ato-fato jurídico o importante é verificar a consequência do ato, ou seja, o resultado jurídico, sem dar maior significância para o fato de haver vontade ou não de realiza-lo.
IV. Ato jurídico é o acontecimento natural ou humano capaz de criar, modificar, substituir ou extinguir situações jurídicas concretas, tendo a potencialidade de produzir efeitos.
V. No ato jurídico estrito os efeitos são eleitos ou escolhidos pelos interessados que possuem, nesta espécie de fato jurídico, autonomia privada para tanto.
a) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) As afirmativas III e IV estão corretas.
d) Apenas a afirmativa IV está correta.

Assinale a alternativa falsa.
a) Ato jurídico stricto sensu é o que surge como mero pressuposto de efeito jurídico, preordenado pela lei, sem função e natureza de auto-regulamento.
b) A participação é uma declaração para a ciência ou comunicação de intenção ou de fato.
c) Fato jurídico stricto sensu é o acontecimento dependente da vontade humana que produz efeitos jurídicos, criando, modificando ou extinguindo direitos.
d) Ato material consiste na atuação da vontade que lhe dá existência imediata, porque não se destina ao conhecimento de determinada pessoa, não tendo, portanto, destinatário.

a) A alegação de Jorge procede, pois a validade da declaração de vontade depende de forma especial escrita, sem a qual não há contrato.
b) A alegação de Jorge não procede, na medida em que a forma do negócio jurídico celebrado entre as partes é livre, de modo que a adoção de forma escrita teria simples função probatória.
c) A alegação de Jorge procede, porque o acordo verbal, ainda que possível, não pode ser considerado contrato válido se não for acompanhado de testemunhas.
d) A alegação de Jorge não procede, considerando que o recebimento de quantia antecipada para a execução do serviço gera presunção juris et de jure que prova a existência do negócio verbal.
e) A alegação de Jorge procede, visto que a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição de direitos e obrigações a serem executados sobre bens imóveis.

Segundo a doutrina, são pressupostos de validade do negócio jurídico:
a) manifestação de vontade; agente emissor de vontade; objeto; forma.
b) agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma.
c) manifestação de vontade livre; agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma legalmente prescrita ou não defesa em lei.
d) manifestação de vontade de boa-fé; agente legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou juridicamente determinável.

a) manifestação de vontade; agente emissor de vontade; objeto; forma.
b) agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma.
c) manifestação de vontade livre; agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma legalmente prescrita ou não defesa em lei.
d) manifestação de vontade de boa-fé; agente legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e determinado, ou juridicamente determinável.

Sobre a conversão do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que se trata de instituto
a) aplicável apenas aos negócios anuláveis.
b) que visa converter o negócio nulo em outro válido, mas que não tem previsão no nosso ordenamento.
c) aplicável à fraude contra credores.
d) que visa converter o negócio nulo em outro válido e que tem previsão no Código Civil.

Assinale a alternativa correta.
a) Algumas declarações de vontade são emitidas e dirigidas a determinado destinatário infungível, em razão do interesse deste, no conteúdo da declaração. São as declarações não receptícias.
b) A boa fé negocial traduz-se no dever de cada parte agir de forma a não defraudar a confiança da outra parte, alcançando todos os participantes da relação jurídica, não importando o ponto de vista psicológico de uma das partes, servindo como norte e padrão de conduta a ser seguido.
c) A condição de representante deve ser comprovada pelo título que lhe concede o dominus negotii e o poder de representar. O mandato não pode existir sem representação.
d) Existem casos em que a presença de um erro, por mais que seja relevante, não importa a possível anulação do negócio. O Código Civil não permite a retificação de declaração de vontade quando caracterizado o chamado erro de cálculo.

Nesse caso, a cláusula imposta é considerada:

a) condição suspensiva nula;
b) condição resolutiva nula;
c) condição suspensiva anulável;
d) condição resolutiva anulável;
e) encargo invalidante do negócio jurídico.

No dia 29/02/2020, Maria da Penha compra um imóvel da Construtora Lar Paraíso Ltda. Os pagamentos são previstos da seguinte forma: entrada em quinze dias corridos, intermediária dali a um ano e parcela final em meados de fevereiro de 2023. Nesse caso, à luz do Código Civil, as parcelas têm vencimento, respectivamente, em:

a) 14/03/2020; 28/02/2021 e 15/02/2023;
b) 14/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023;
c) 15/03/2020; 28/02/2021 e 14/02/2023;
d) 15/03/2020; 01/03/2021 e 14/02/2023;
e) 15/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023.

Rosália efetuou a doação de um terreno para o Município de Euclidelândia, para que nele seja construída uma escola no prazo de um ano a contar da data da celebração do negócio jurídico. Os elementos acidentais presentes no contrato são:

a) encargo e termo;
b) condição suspensiva e encargo;
c) condição resolutiva e termo;
d) termo e condição inicial;
e) encargo e condição final.

Correta.
a) A cláusula primeira revela obrigação de execução continuada, não havendo elementos que permitam concluir que a superveniência de condição resolutiva gere efeitos quanto aos atos já praticados.
b) A cláusula segunda denota regime de sobreaviso regulado pelas normas de Direito Trabalhista, que prevalecem sobre as normas de Direito Civil.
c) A cláusula terceira prevê cláusula penal compensatória, cuja função é pré-fixar as perdas e os danos em face do inadimplemento.
d) A cláusula quarta indica cláusula resolutiva expressa, produzindo efeitos a partir de simples interpelação judicial.
e) É nula a cláusula de renúncia ao direito de recorrer das decisões de primeira instância, porque as normas e garantias processuais que envolvem o direito ao recurso são de ordem pública e de natureza indisponível.
a) uma condição suspensiva.
b) um encargo.
c) uma condição resolutiva.
d) um termo inicial.
e) um termo final.

Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico é válido, pois Manoela é capaz e lúcida.
b) O negócio jurídico é nulo, em virtude do dolo de terceiros.
c) O negócio jurídico é anulável, pois o negócio jurídico descrito no enunciado é viciado devido à lesão.
d) O negócio jurídico é nulo, pois o negócio jurídico realizado por Manoela foi simulado.
e) O negócio jurídico é anulável, em virtude do erro essencial.

Wangô, contrariado, adere à proposta, até porque precisava recuperar o capital investido para, secretamente, financiar o tratamento de uma filha havida fora do casamento. Nesse caso, o distrato foi:

a) plenamente válido e eficaz;
b) anulável por estado de perigo, diante da necessidade de salvar sua filha;
c) ineficaz na parte em que cria novas obrigações pecuniárias não previstas no contrato original;
d) anulável por coação, haja vista as ameaças feitas por Edvardo, no sentido de prender Wangô a um negócio prejudicial e de executá-lo judicialmente;
e) anulável por lesão, considerada a inexperiência de Wangô e a premente necessidade de sair de um negócio ruinoso, para conservar seu patrimônio.

A respeito da hipótese narrada, assinale a afirmativa correta

a) O negócio jurídico celebrado por Pedro Grilo é nulo, em virtude do dolo de terceiros cometido por Guilherme.
b) O contrato de locação é válido, salvo se Pedro demonstre a má-fé da sogra de Guilherme.
c) No caso narrado, ocorre a lesão, visto que, por inexperiência, Pedro se obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
d) A relação jurídica entre Pedro e a sogra de Guilherme deve ser anulada em virtude do estado de perigo.
e) Caso Pedro demonstre o seu erro essencial, haverá a anulabilidade do negócio jurídico.

Marcos estava passeando com sua mãe quando ela começa a se sentir mal. Atônito, adentra o hospital mais próximo, clamando por ajuda. Enquanto o médico realiza o primeiro atendimento, Marcos é convidado a resolver as questões burocráticas. Nesse momento, solicitam-lhe um cheque caução no valor de R$ 500.000,00. Marcos argumenta que não possui tal quantia. Em contrapartida, dizem-lhe que, sem o cheque, não haverá atendimento a sua mãe. Marcos faz o cheque e o entrega ao administrador do hospital. De acordo com o Código Civil, a situação narrada caracteriza um defeito do negócio jurídico, qual seja:

a) simulação;
b) estado de perigo;
c) dolo;
d) coação;
e) lesão.

Deodato vendeu um de seus apartamentos para Lara pelo valor de R$ 800.000,00. Os dois, com o objetivo de pagar menos imposto, declararam em escritura pública que o apartamento fora vendido por R$ 600.000,00. De acordo com o Código Civil, houve:

a) dolo;
b) simulação;
c) lesão;
d) fraude contra credores;
e) abuso do direito.

pai, se este tivesse ou devesse ter conhecimento da coação;
a) proposta a ação de anulação da renúncia, a coação deve ser apreciada subjetivamente, de acordo com as características de Romualdo e as circunstâncias capazes de agravar a coação;
b) se o pai de Renato tivesse ou devesse ter conhecimento da coação, o negócio jurídico de renúncia será anulado e somente ele deverá indenizar Romualdo em perdas e danos;
d) a renúncia formalizada por Romualdo é nula, pois foi concluída com o emprego de exercício abusivo de direito;
e) Romualdo tem o prazo de quatro anos para pleitear a anulação da renúncia, prazo que começa a correr a partir da data da celebração do negócio jurídico.
a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Pedro, com o objetivo de vender a cobertura de sua propriedade, ao ser perguntado por Fábio, possível comprador, se a fiação elétrica havia sido trocada nos últimos cinco anos, disse que sim, embora soubesse que esse fato não era verdadeiro, agindo com intuito malicioso para que Fábio adquirisse o imóvel. Celebrado o negócio, com o passar dos meses da data da compra, Fábio percebe o problema quando alguns eletrodomésticos começam a dar defeito sem explicação. Um especialista lhe revela que a fiação data de quatro décadas atrás. Fábio gosta do imóvel, por ser bem localizado, bonito e confortável e quer mantê-lo, mas se sente injustiçado, pois, se conhecesse a verdade, não teria pagado o valor que desembolsou pelo imóvel.
a) erro substancial e anular o negócio;
b) dolo acidental e receber perdas e danos;
c) lesão e anular o negócio;
d) erro acidental e receber perdas e danos;
e) dolo principal, anular o negócio e receber perdas e danos.

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201) 
202) 
203) 
Direito Civil para OAB Exame 41 - 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gm0v
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
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FGV - TJ (TJ SE)/TJ SE/Administrativa/Judiciária/2023
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Considere as seguintes situações:
 
(i) fixação de domicílio; e
(ii) morte do genitor que leva à abertura da sucessão hereditária em favor de seu único filho.
 
De acordo com a classificação do Código Civil, as situações citadas são exemplos, respectivamente, de:
a) ato jurídico stricto sensu e fato jurídico stricto sensu;
b) ato jurídico lato sensu e fato jurídico lato sensu;
c) negócio jurídico e fato jurídico stricto sensu;
d) ato jurídico stricto sensu e fato jurídico lato sensu;
e) ato jurídico stricto sensu e ato jurídico stricto sensu.
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FGV - AJ (TJ MS)/TJ MS/Área Fim/2022
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Após ser salvo de uma situação grave de perigo, Roberto, 40 anos, decidiu mudar de vida. Em
primeiro lugar, elaborou um testamento para estipular um percentual de sua herança em benefício do
seu salvador. Além disso, perfilhou seu filho, Antônio. Na sequência, doou sua casa em Cuiabá ao seu
amigo de infância, Josias, e mudou de endereço, fixando domicílio em uma cidade do interior.
Tais atos podem ser classificados, respectivamente, como:
a) ato jurídico não negocial, ato jurídico não negocial, negócio jurídico bilateral e negócio jurídico
unilateral;
b) negócio jurídico bilateral, negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial e ato jurídico não
negocial;
c) ato jurídico não negocial, negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial e negócio jurídico
unilateral;
d) negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial, negócio jurídico bilateral e ato jurídico não
negocial;
e) negócio jurídico unilateral, negócio jurídico bilateral, negócio jurídico unilateral e negócio jurídico
bilateral.
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MÉTODO - Proc (Pref Sinop)/Pref Sinop/2020
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Acerca dos Fatos Jurídicos, assinale a alternativa correta:
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gm0v
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2727287
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2051197
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1546076
204) 
205) 
a) Atos- fatos jurídicos reais ou de caducidade sem ilicitude (caducificantes) concretizam-se naquelas
situações que constituem fatos jurídicos, cujo efeito consiste na extinção de determinado ·direito e,
por consequência, da pretensão, da ação e da exceção dele decorrentes.
b) No ato jurídico em sentido estrito, o efeito da manifestação da vontade está previsto na lei e não
pode ser alterado.
c) Quando um pai, reconhece a paternidade de filho havido fora do casamento e o registra, está
praticando um ato- fato jurídico, não havendo nessa declaração a escolha de categoria jurídica, por
isso ato, registrando-o, por isso fato.
d) Os fatos jurídicos em sentido amplo podem ser classificados em: a) fatos naturais ou fatos
jurídicos lato sensu; e b) fatos humanos ou fatos Jurídicos stricto sensu.
www.tecconcursos.com.br/questoes/693362
CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2018
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Com relação à classificação da Constituição, à competência dos entes federativos, ao ato jurídico e
à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que se segue.
 
O ato jurídico em sentido estrito é ato voluntário que produz os efeitos já previamente estabelecidos pela
norma jurídica, como, por exemplo, quando alguém transfere a residência com a intenção de se mudar,
decorrendo da lei a consequente mudança do domicílio.
Certo
Errado
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IESES - NeR (TJ MA)/TJ MA/Provimento/2016
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Com relação ao conceito e classificação dos fatos jurídicos analise as assertivas abaixo:
I. No negócio jurídico as consequências jurídicas, previstas em lei ou previamente tipificadas, são
desejadas pelo agente mas este não pode alterar, restringir, ampliar nem modificar tais efeitos.
Dessa forma, a despeito de atuar a vontade, ou uma manifestação de vontade, os efeitos jurídicos já
estão predeterminados em lei.
II. Fato jurídico é todo acontecimento natural, determinante de efeitos na órbita jurídica. O evento,
aqui, é provocado por um fenômeno natural que repercute na ordem jurídica.
III. No ato-fato jurídico o importante é verificar a consequência do ato, ou seja, o resultado jurídico,
sem dar maior significância para o fato de haver vontade ou não de realiza-lo.
IV. Ato jurídico é o acontecimento natural ou humano capaz de criar, modificar, substituir ou
extinguir situações jurídicas concretas, tendo a potencialidade de produzir efeitos.
V. No ato jurídico estrito os efeitos são eleitos ou escolhidos pelos interessados que possuem, nesta
espécie de fato jurídico, autonomia privada para tanto.
Com base na análise realizada assinale a opção correta:
a) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) As afirmativas III e IV estão corretas.
d) Apenas a afirmativa IV está correta.
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206) 
207) 
208) 
209) 
210) 
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CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT17/TRT 17/Judiciária/"Sem Especialidade"/2009
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Julgue o seguinte item, relativo ao negócio jurídico, aos atos jurídicos lícitos e aos atos ilícitos.
Todo ato jurídico se origina de uma emissão de vontade, mas nem toda declaração de vontade constitui
um negócio jurídico.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT17/TRT 17/Administrativa/"Sem Especialidade"/2009
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
A respeito do negócio jurídico, dos atos jurídicos lícitos, dos atos ilícitos, da prescrição e
decadência, julgue o seguinte item.
 
Submetem-se ao plano da validade jurídica os fatos jurídicos stricto sensu e os fatos ilícitos.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
São exemplos de fatos jurídicos stricto sensu
a) a declaração, o testamento, a residência.
b) o contrato, o testamento, a aluvião.
c) a descoberta de tesouro, a dívida de jogo, o nascimento.
d) o nascimento, a morte, a aluvião.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2007
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
O reconhecimento da paternidade e a fixação de domicílio são exemplos de qual dos conceitos a
seguir?
a) Direito natural.
b) Negócio jurídico.
c) Ato jurídico stricto sensu.
d) Fato não-jurídico.
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CONSULPLAN - JT TRT1/TRT 1/2005
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
O conceito de "nemo potest venire contra factum proprium" (a proibição de comportamento
contraditório) nos negócios jurídicos, visando evitar que uma parte do contrato adote um ato em
contradição com conduta anterior , e acabe por confundir a outra, obtendo, com isso, alguma vantagem,
tem sua essência no princípio:
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211) 
212) 
a) Princípio da autonomia da vontade;
b) Princípio do contraditório;
c) Princípio do consensualismo;
d) Princípio da boa-fé objetiva;
e) Princípio da culpa subjetiva.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2474176VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2002
Direito Civil - Fatos Jurídicos: Conceito, Classificação e Princípios Gerais
Assinale a alternativa falsa.
a) Ato jurídico stricto sensu é o que surge como mero pressuposto de efeito jurídico, preordenado
pela lei, sem função e natureza de auto-regulamento.
b) A participação é uma declaração para a ciência ou comunicação de intenção ou de fato.
c) Fato jurídico stricto sensu é o acontecimento dependente da vontade humana que produz efeitos
jurídicos, criando, modificando ou extinguindo direitos.
d) Ato material consiste na atuação da vontade que lhe dá existência imediata, porque não se
destina ao conhecimento de determinada pessoa, não tendo, portanto, destinatário.
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FGV - AFRE MG/SEF MG/Auditoria e Fiscalização/2023
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Marcos celebrou acordo verbal com Jorge, sem testemunhas, para que este realizasse serviço de
marcenaria em seu imóvel, conforme as diretrizes ajustadas entre as partes, no prazo de 60 dias. Jorge
recebeu um valor adiantado proporcional a 20% sobre o valor do serviço.
Passado o prazo, Jorge não entregou o serviço e anunciou que não o fará, considerando a ausência de
contrato válido e assinado entre as partes, solicitando os dados bancários de Marcos para restituir o valor
recebido.
Diante do caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) A alegação de Jorge procede, pois a validade da declaração de vontade depende de forma
especial escrita, sem a qual não há contrato.
b) A alegação de Jorge não procede, na medida em que a forma do negócio jurídico celebrado entre
as partes é livre, de modo que a adoção de forma escrita teria simples função probatória.
c) A alegação de Jorge procede, porque o acordo verbal, ainda que possível, não pode ser
considerado contrato válido se não for acompanhado de testemunhas.
d) A alegação de Jorge não procede, considerando que o recebimento de quantia antecipada para a
execução do serviço gera presunção juris et de jure que prova a existência do negócio verbal.
e) A alegação de Jorge procede, visto que a escritura pública é essencial à validade dos negócios
jurídicos que visem à constituição de direitos e obrigações a serem executados sobre bens imóveis.
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FGV - ATCE (TCE-AM)/TCE AM/Ministério Público de Contas/2021
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2474176
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2266181
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1692371
213) 
214) 
215) 
Leandro, solteiro, 17 anos, bacharel em química, celebrou contrato de compra e venda de um carro
usado com Natália no valor de R$ 35.000,00. Após o pagamento, a propriedade do carro foi transmitida a
Leandro.
Nesse caso, o contrato celebrado por Leandro e Natália é:
a) inexistente;
b) válido;
c) nulo;
d) anulável;
e) inexigível.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2012
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Mauro, entristecido com a fuga das cadelinhas Lila e Gopi de sua residência, às quais dedicava
grande carinho e afeição, promete uma vultosa recompensa para quem eventualmente viesse a
encontrá‐las. Ocorre que, no mesmo dia em que coloca os avisos públicos da recompensa, ao conversar
privadamente com seu vizinho João, afirma que não irá, na realidade, dar a recompensa anunciada,
embora assim o tenha prometido. Por coincidência, no dia seguinte, João encontra as cadelinhas
passeando tranquilamente em seu quintal e as devolve imediatamente a Mauro. Neste caso, é correto
afirmar que
a) a manifestação de vontade no sentido da recompensa subsiste em relação a João ainda que Mauro
tenha feito a reserva mental de não querer o que manifestou originariamente.
b) a manifestação de vontade no sentido da recompensa não subsiste em relação a João, pois este
tomou conhecimento da alteração da vontade original de Mauro.
c) a manifestação de vontade no sentido da recompensa não mais terá validade em relação a
qualquer pessoa, pois ela foi alterada a partir do momento em que foi feita a reserva mental por
parte de Mauro.
d) a manifestação de vontade no sentido da recompensa subsiste em relação a toda e qualquer
pessoa, pois a reserva mental não tem o condão de modificar a vontade originalmente tornada
pública.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2009
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Acerca do contrato de trespasse e negócios empresariais afins, assinale a opção correta.
a) O trespasse equipara-se à cisão parcial para todos os efeitos legais.
b) A cessão de todas as participações de uma sociedade, assim como ocorre com o trespasse, altera
a titularidade nominal sobre o respectivo estabelecimento.
c) O trespasse equipara-se à incorporação de sociedades para todos os efeitos legais.
d) O trespasse pode ocorrer entre empresários individuais, assim como entre sociedades empresárias,
ou entre estas e aqueles.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
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216) 
217) 
218) 
219) 
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Segundo a doutrina, são pressupostos de validade do negócio jurídico:
a) manifestação de vontade; agente emissor de vontade; objeto; forma.
b) agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e
determinado, ou determinável; forma.
c) manifestação de vontade livre; agente emissor de vontade capaz e legitimado para o negócio;
objeto lícito, possível e determinado, ou determinável; forma legalmente prescrita ou não defesa em
lei.
d) manifestação de vontade de boa-fé; agente legitimado para o negócio; objeto lícito, possível e
determinado, ou juridicamente determinável.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
São negócios jurídicos unilaterais
a) a troca ou permuta e a doação.
b) o comodato e o mútuo.
c) a promessa de recompensa e a gestão de negócios.
d) a fiança e a transação.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2007
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Acerca do negócio jurídico, assinale a opção incorreta.
a) Negócio jurídico unilateral não receptício é um ato de autonomia privada que se aperfeiçoa pela
declaração do seu autor e produz seus efeitos sem a necessidade de aceitação e conhecimento por
parte do seu destinatário.
b) A validade do negócio jurídico requer capacidade do agente. Nesse sentido, tal requisito tipifica a
um só tempo elementos de existência e pressupostos de validade do negócio jurídico.
c) A reserva mental ilícita ou irregular torna nula a declaração da vontade, se desconhecida da outra
parte ao tempo da consumação do negócio jurídico.
d) Representante legal é a pessoa munida de mandato, expresso ou tácito, outorgado pelo
representado.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2007
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Segundo a lei, o negócio jurídico, cujos efeitos estão aguardando a ocorrência do termo inicial,
produz
a) direito adquirido.
b) anulabilidade.
c) expectativa de direito.
d) nulidade absoluta.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2007
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2476653
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2479536
220) 
221) 
222) 
223) 
Direito Civil- Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Sobre a conversão do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que se trata de instituto
a) aplicável apenas aos negócios anuláveis.
b) que visa converter o negócio nulo em outro válido, mas que não tem previsão no nosso
ordenamento.
c) aplicável à fraude contra credores.
d) que visa converter o negócio nulo em outro válido e que tem previsão no Código Civil.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2004
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Benedito, maior e capaz, firmou declaração de dívida em nome de sociedade civil de que é
proprietário de 90% de seu capital, sem ser diretor ou representante dessa sociedade, tendo sido,
todavia, eleito para o exercício desse único cargo da empresa, no mês seguinte ao ter firmado referida
declaração. Nesse caso,
a) a declaração é anulável, mas eficaz, ante o direito de propriedade de Benedito, que se elegeu
diretor, ratificando, com isso, a declaração anterior.
b) a declaração é válida e eficaz, tendo em vista que a sociedade manifestou sua vontade por seu
verdadeiro proprietário.
c) a declaração é nula e ineficaz, temporariamente, porque Benedito, mesmo proprietário, não pode
manifestar a vontade societária, enquanto não for diretor da sociedade.
d) a declaração é inexistente e ineficaz, sem poder ratificar-se, porque a sociedade não manifestou
sua vontade.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2003
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Assinale a alternativa correta.
a) Algumas declarações de vontade são emitidas e dirigidas a determinado destinatário infungível,
em razão do interesse deste, no conteúdo da declaração. São as declarações não receptícias.
b) A boa fé negocial traduz-se no dever de cada parte agir de forma a não defraudar a confiança da
outra parte, alcançando todos os participantes da relação jurídica, não importando o ponto de vista
psicológico de uma das partes, servindo como norte e padrão de conduta a ser seguido.
c) A condição de representante deve ser comprovada pelo título que lhe concede o dominus negotii e
o poder de representar. O mandato não pode existir sem representação.
d) Existem casos em que a presença de um erro, por mais que seja relevante, não importa a possível
anulação do negócio. O Código Civil não permite a retificação de declaração de vontade quando
caracterizado o chamado erro de cálculo.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2003
Direito Civil - Negócio Jurídico. Classificações. Disposições Gerais (arts. 104 a 114)
Se "A" deve pagar a "B" R$ 200.000.00 ou entregar-lhe o imóvel "X", que se tornou inalienável,
a) o credor poderá exigir ou a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2436586
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2474467
224) 
225) 
226) 
b) o negócio será válido somente quanto à prestação restante, aplicando-se a tese da redução do
objeto.
c) a obrigação extinguir-se-á, liberando-se as partes.
d) o devedor fica obrigado a pagar o valor da última prestação, que se impossibilitou, mais as perdas
e danos.
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Com. OAB GO - Sec OAB GO/OAB/2006
Direito Civil - Da Representação (arts. 115 a 120)
No que concerne ao instituto da representação, regulado pelos arts. 115 e seguintes do Código
Civil em vigor, pode-se dizer:
a) Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado.
b) A manifestação de vontade pelo representante, mesmo que fora dos limites dos seus poderes,
produz plenos efeitos em relação ao representado.
c) É sempre válido o negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por conta de outrem,
celebrar consigo mesmo.
d) É válido o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado,
mesmo que o conflito seja de conhecimento de quem com o representante tratou.
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FGV - AFRE MG/SEF MG/Tributação/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Inês, viúva, sem herdeiros necessários, faz um testamento por meio de escritura pública deixando
todo o seu patrimônio para Laura, sua melhor amiga, com o ônus de ser tutora e cuidadora de seu
animal doméstico, Frajola.
Sobre a hipótese, com base no ordenamento jurídico brasileiro, assinale a afirmativa correta.
a) O testamento está sujeito a um encargo, não havendo suspensão da aquisição nem do exercício
do direito, salvo quando expressamente imposto no testamento, pela testadora, como condição
suspensiva.
b) O encargo de tutela e cuidado do animal assemelha-se ao termo inicial, sendo considerado, por
conseguinte, um evento futuro e certo.
c) O caso é vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, por não haver previsão legal a respeito de
encargo.
d) O testamento sujeita-se a um encargo, sendo o motivo determinante da liberalidade, sendo
considerado inexistente, caso seja impossível seu cumprimento.
e) O testamento sujeita-se à transferência do patrimônio a um termo suspensivo, que vem a ser
cuidar do animal; assim, em primeiro lugar, Laura deverá cuidar do animal e, após a morte natural
dele, a propriedade tornar-se-á plena.
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FGV - Cons Sub (TCE ES)/TCE ES/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Cândhido e Torsila celebram contrato preliminar que seria concluído, com a transferência dos bens
e direitos envolvidos, assim que fosse do interesse da credora.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2336521
227) 
228) 
Vinte anos depois, antes de Torsila manifestar interesse em levar a efeito o objeto do contrato, sobrevém
alteração legislativa a torná-lo ilícito.
Nesse caso, é correto afirmar que:
a) a condição estipulada (assim que fosse do interesse da credora), por ser meramente potestativa, é
ilícita e se considera, por isso mesmo, não escrita;
b) a condição estipulada (assim que fosse do interesse da credora), por ser puramente potestativa, é
ilícita e se considera, por isso mesmo, não escrita;
c) diante da superveniente ilicitude do objeto, o contrato fica resolvido e as partes devem ser
repostas ao status quo ante;
d) consumou-se o prazo decadencial para exercício do direito potestativo de concluir a transferência
de bens e direitos envolvidos, cuja fluência não se suspende ou interrompe pelas demais causas que
afetam a prescrição, notadamente a pendência de condição suspensiva;
e) a lei não poderia retroagir para atingir o objeto de contrato subordinado à condição suspensiva,
mesmo que não se reconheça às partes direito adquirido, mas meramente expectativo.
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FGV - JT (CSJT)/CSJT/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Por meio de manifestação de vontade expressa, Maria declara que será doado imóvel de sua
propriedade a João “quando ele manifestar seu interesse”.
 
Sobre a cláusula aposta à manifestação de vontade, é correto afirmar que é condição:
a) puramente potestativa, vedada pelos Arts. 115 e 122 do Código Civil;
b) simplesmente potestativa, portanto válida, pois estipulada em benefício do credor;
c) puramente potestativa, pois confere ao devedor a prerrogativa de impedir a eficácia do negócio
jurídico;
d) defesa, pois priva de todo efeito o ato jurídico pretendido;
e) ilícita, pois subordina a eficácia do negócio jurídico à vontade exclusiva de uma das partes.
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FGV - Conc (TJ BA)/TJ BA/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Leonardo ofende Denise, famosa cantora, em suas redes sociais.Ela ajuíza, então, demanda no Juizado Especial Cível. Na sessão conciliatória, propõe a Leonardo a
desistência do processo, desde que ele dirija suas ofensas a Adilson, principal rival de Denise. Sem que
ele se dispusesse a isso, não seria possível o negócio jurídico.
Nesse caso, a cláusula imposta é considerada:
a) condição suspensiva nula;
b) condição resolutiva nula;
c) condição suspensiva anulável;
d) condição resolutiva anulável;
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229) 
230) 
231) 
e) encargo invalidante do negócio jurídico.
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FGV - Conc (TJ BA)/TJ BA/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
No dia 29/02/2020, Maria da Penha compra um imóvel da Construtora Lar Paraíso Ltda. Os
pagamentos são previstos da seguinte forma: entrada em quinze dias corridos, intermediária dali a um
ano e parcela final em meados de fevereiro de 2023.
Nesse caso, à luz do Código Civil, as parcelas têm vencimento, respectivamente, em:
a) 14/03/2020; 28/02/2021 e 15/02/2023;
b) 14/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023;
c) 15/03/2020; 28/02/2021 e 14/02/2023;
d) 15/03/2020; 01/03/2021 e 14/02/2023;
e) 15/03/2020; 01/03/2021 e 15/02/2023.
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FGV - Tec (DPE RS)/DPE RS/Administrativa/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Alberto é proprietário de um imóvel residencial no centro da cidade de Porto Alegre, atualmente
cedido em locação a Vilma, uma senhora muito idosa que, segundo Alberto apurou, encontra-se em
frágeis condições de saúde. Prevendo que um falecimento iminente de Vilma é bastante provável e
desejando preservar sua renda mensal proporcionada pelo valor do aluguel do imóvel, Alberto celebrou
um contrato com seu amigo Rodrigo, por meio do qual aquele se obrigava a ceder o imóvel em locação
para este, caso a atual inquilina viesse a falecer antes do final do ano corrente.
 
Nesse caso, é correto afirmar que Rodrigo:
a) já é titular dos direitos a que visa o contrato de locação, mas o exercício desses direitos encontra-
se, por ora, suspenso;
b) já pode exercer os direitos a que visa o contrato de locação, pois os negócios entre vivos são
exequíveis imediatamente;
c) ainda não adquiriu nenhum direito visado pelo contrato de locação, ostentando mera expectativa
de fato;
d) pode exercer desde já medidas voltadas à conservação dos direitos visados pelo contrato, os quais
ainda não adquiriu;
e) adquirirá retroativamente os direitos a que visa o contrato de locação quando Vilma falecer, pois o
negócio é de execução periódica.
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FGV - TJ (TJ SE)/TJ SE/Administrativa/Judiciária/2023
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Após o pagamento de um milhão de reais, Maurício prometeu ceder a Flávio todos os bens e
direitos que recebeu por herança de seu pai. Estipulou, como condição, que o inventário judicial, aberto
em 2014, fosse concluído até 31/01/2022.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2519175
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2551527
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2727291
232) 
233) 
Ocorre que, em 2021, ao verificar que o inventário já chegava a seu fim, Maurício se arrependeu. Passou,
então, a impedir a finalização do processo, com petições protelatórias e demora excessiva no pagamento
dos impostos. Nesse caso, à luz da disciplina cível acerca das condições enquanto elementos do negócio
jurídico, em 01/02/2022, Flávio:
a) reconhecendo que não foi cumprida a obrigação pactuada, somente poderá pleitear perdas e
danos pela atitude abusiva de Maurício;
b) deverá requerer o imediato cumprimento da cessão de direitos hereditários, como se a condição
tivesse sido tempestivamente implementada;
c) deverá requerer judicialmente extensão do prazo para conclusão do inventário, por prazo
equivalente ao atraso causado por Maurício;
d) poderá pleitear a anulação do negócio jurídico, diante de condição puramente potestativa;
e) deverá pleitear a anulação do negócio jurídico, diante da conduta de má-fé adotada por Maurício a
partir de 2021.
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FGV - JE TJAP/TJ AP/2022
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
A Lig Suprimentos Ltda. firmou uma confissão de dívida perante a SMA Informática S/A, tendo por
objeto a quantia de RS 150.000,00. Uma das cláusulas da confissão de dívida estabelecia que o
pagamento da dívida se daria em data a ser definida por credor e devedor. Com o passar do tempo, a
SMA Informática S/A tentou por diversas vezes fixar a data para pagamento, mas a Lig Suprimentos
Ltda. nunca concordava. A mencionada cláusula contém uma condição:
a) suspensiva simplesmente potestativa;
b) resolutiva puramente potestativa;
c) suspensiva contraditória;
d) resolutiva simplesmente potestativa;
e) suspensiva puramente potestativa.
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FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2022
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Rosália efetuou a doação de um terreno para o Município de Euclidelândia, para que nele seja
construída uma escola no prazo de um ano a contar da data da celebração do negócio jurídico.
 
Os elementos acidentais presentes no contrato são:
a) encargo e termo;
b) condição suspensiva e encargo;
c) condição resolutiva e termo;
d) termo e condição inicial;
e) encargo e condição final.
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FGV - Adv (SEN)/SEN/2022
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1865189
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2051960
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2219923
234) 
235) 
A sociedade empresária Transportes Ltda. celebrou contrato com a sociedade empresária
Manutenções Ltda., por via do qual esta se obrigou perante aquela, mediante retribuição, a fornecer
serviços de manutenção mecânica de ônibus intermunicipais.
 
No instrumento contratual, dentre outras, estipularam as seguintes cláusulas:
 
(1ª) a sociedade empresária Manutenções Ltda. deve manter uma equipe fixa de manutenção no galpão
da sociedade empresária Transportes Ltda.;
(2ª) a sociedade empresária Manutenções Ltda. deve fornecer serviços de reparos em regime de
urgência, deslocando equipe para o local onde o veículo se encontrar, sempre que acionada;
(3ª) o descumprimento de qualquer dessas obrigações importa pagamento de multa de 10% sobre o
valor da remuneração por dia de desfalque nos serviços ou por chamado urgente não atendido;
(4ª) se houver três infrações contratuais no mesmo mês ou cinco no intervalo de dois meses, o contrato
é tido como extinto, devendo a sociedade empresária Manutenções Ltda. pagar multa em valor
correspondente a três vezes a remuneração mensal paga pela sociedade empresária Transportes Ltda.; e
(5ª) qualquer questão deve ser tratada no foro do Distrito Federal e as partes renunciam, previamente,
ao direito de recorrer contra qualquer decisão do juízo de primeira instância, que será a única instância a
resolver qualquer controvérsia de maneira definitiva.
 
Diante do caso acima, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula primeira revela obrigação de execução continuada, não havendo elementos que
permitam concluir que a superveniência de condição resolutiva gere efeitos quanto aos atos já
praticados.
b) A cláusula segunda denota regime de sobreaviso regulado pelas normas de Direito Trabalhista,
que prevalecem sobre as normas de Direito Civil.
c) A cláusula terceira prevê cláusula penal compensatória, cuja função é pré-fixar as perdas e os
danos em face do inadimplemento.
d) A cláusula quarta indica cláusula resolutiva expressa, produzindo efeitos a partir de simples
interpelação judicial.
e) É nula a cláusulade renúncia ao direito de recorrer das decisões de primeira instância, porque as
normas e garantias processuais que envolvem o direito ao recurso são de ordem pública e de
natureza indisponível.
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FGV - Adv (IMBEL)/IMBEL/2021
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
A sociedade empresária M aliena onerosamente seu parque industrial para a sociedade empresária
N. Estipula-se, no contrato de venda, que N receberá imediatamente a propriedade dos ativos de M, mas
que o preço da compra somente será pago quando N alcançar uma determinada receita da produção
advinda do parque industrial alienado.
 
Quanto à hipótese apresentada, é correto dizer que se previu, em relação ao pagamento,
a) uma condição suspensiva.
b) um encargo.
c) uma condição resolutiva.
d) um termo inicial.
e) um termo final.
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236) 
237) 
238) 
FGV - NAC UNI OAB/OAB/2019
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Eva celebrou com sua neta Adriana um negócio jurídico, por meio do qual doava sua casa de praia
para a neta caso esta viesse a se casar antes da morte da doadora. O ato foi levado a registro no
cartório do Registro de Imóveis da circunscrição do bem. Pouco tempo depois, Adriana tem notícia de
que Eva não utilizava a casa de praia há muitos anos e que o imóvel estava completamente abandonado,
deteriorando-se a cada dia. Adriana fica preocupada com o risco de ruína completa da casa, mas não
tem, por enquanto, nenhuma perspectiva de casar-se.
 
De acordo com o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Adriana pode exigir que Eva autorize a realização de obras urgentes no imóvel, de modo a evitar a
ruína da casa.
b) Adriana nada pode fazer para evitar a ruína da casa, pois, nos termos do contrato, é titular de
mera expectativa de fato.
c) Adriana pode exigir que Eva lhe transfira desde logo a propriedade da casa, mas perderá esse
direito se Eva vier a falecer sem que Adriana tenha se casado.
d) Adriana pode apressar-se para casar antes da morte de Eva, mas, se esta já tiver vendido a casa
de praia para uma terceira pessoa ao tempo do casamento, a doação feita para Adriana não produzirá
efeito.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2017
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Eduardo comprometeu-se a transferir para Daniela um imóvel que possui no litoral, mas uma
cláusula especial no contrato previa que a transferência somente ocorreria caso a cidade em que o
imóvel se localiza viesse a sediar, nos próximos dez anos, um campeonato mundial de surfe. Depois de
realizado o negócio, todavia, o advento de nova legislação ambiental impôs regras impeditivas para a
realização do campeonato naquele local.
 
Sobre a incidência de tais regras, assinale a afirmativa correta.
a) Daniela tem direito adquirido à aquisição do imóvel, pois a cláusula especial configura um termo.
b) Prevista uma condição na cláusula especial, Daniela tem direito adquirido à aquisição do imóvel.
c) Há mera expectativa de direito à aquisição do imóvel por parte de Daniela, pois a cláusula especial
tem natureza jurídica de termo.
d) Daniela tem somente expectativa de direito à aquisição do imóvel, uma vez que há uma condição
na cláusula especial.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2012
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
João prometeu doar seu imóvel em Búzios a José se o seu time de futebol do coração, o
América/RJ, for campeão carioca em 2013. Assim sendo, sobre a condição imposta para a doação,
assinale a afirmativa correta.
a) Trata-se de condição puramente potestativa, sendo lícita por depender de manifestação da vontade
de uma das partes.
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239) 
240) 
241) 
b) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta não se
verificar, não terá Roberto adquirido o direito nele previsto.
c) É defeso a Roberto, titular do direito eventual, praticar atos destinados à sua conservação.
d) Trata-se de condição meramente potestativa, sendo, pois, ilícita, uma vez que sujeita ao puro
arbítrio de uma das partes.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2011
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
A condição, o termo e o encargo são considerados elementos acidentais, facultativos ou acessórios
do negócio jurídico, e têm o condão de modificar as consequências naturais deles esperadas. A esse
respeito, é correto afirmar que
a) se considera condição a cláusula que, derivando da vontade das partes ou de terceiros, subordina
o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.
b) se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, não vigorará o negócio jurídico, não se
podendo exercer desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido.
c) o termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito e, salvo disposição legal ou
convencional em contrário, computam-se os prazos, incluindo o dia do começo e excluindo o do
vencimento.
d) se considera não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante
da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Não comporta condição o ato
a) mútuo.
b) de compra e venda.
c) de doação.
d) de aceitação ou de repúdio a herança.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB RJ/OAB/2007
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Termo inicial e condição suspensiva
a) produzem idênticos efeitos jurídicos.
b) se distinguem, quanto aos efeitos, pois o primeiro impede a aquisição do direito, enquanto a
segunda suspende seu exercício.
c) se distinguem, quanto aos efeitos, pois o primeiro suspende o exercício do direito, enquanto a
segunda impede sua aquisição.
d) impedem ambos a aquisição, mas não o exercício do direito, distinguindo-se apenas em que o
primeiro é evento futuro e certo e a segunda, evento futuro e incerto.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2001
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/238797
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2480559
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2383370
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2471661
242) 
243) 
244) 
245) 
Doação feita a um cantor de ópera, condicionada ao fato de desempenhar bem um determinado
papel, é negócio jurídico sob condição
a) puramente potestativa.
b) suspensiva.
c) resolutiva.
d) simplesmente potestativa.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2000
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
"A" se compromete a comprar de "B" a obra de arte "X", se ela for aceita numa exposição
internacional. Cuida-se de ato negocial, continente de condição
a) suspensiva.
b) necessária.
c) puramente potestativa.
d) simplesmente potestativa.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/1999
Direito Civil - Da Condição, Termo e Encargo (arts. 121 a 137) - Elementos Acidentais
Reputa-se ocorrida a condição quando
a) seu implemento for intencionalmente obstado pela parte a quem desfavorecer.
b) seu implemento se tornar impossível por motivo alheio à vontade das partes.
c) transcorrido o lapso de tempo inicialmente previsto para a sua ocorrência.
d) seu implemento for maliciosamente levado a efeito pela parte a quem favorecer.www.tecconcursos.com.br/questoes/2851176
FGV - NAC UNI OAB/OAB/2024
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Joaquim estava jantando com sua família em um restaurante, quando percebeu que sua filha tinha
iniciado um quadro alérgico, apresentando dificuldades respiratórias, que a colocavam em grave risco de
morte.
 
Em frente ao restaurante, havia uma clínica médica, onde buscaram atendimento. O médico de plantão,
aproveitando-se da situação de urgência, exigiu pagamento antecipado de valor exorbitante – muito
acima do cobrado regularmente por ele ou pelo mercado para esse tipo de atendimento.
 
Joaquim, em desespero, anuiu com o pagamento desproporcional. Entretanto, depois do susto, consultou
você, como advogado(a). Após inteirar-se do caso, você afirmou ao seu cliente que o negócio jurídico
celebrado entre ele e o médico padecia de um defeito.
 
Assinale a opção que o indica.
a) Dolo, com prazo decadencial de seis meses.
b) Lesão, com prazo decadencial de dois anos.
c) Estado de perigo, com prazo decadencial de quatro anos.
d) Estado de necessidade, sem prazo decadencial.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2446900
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2437692
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246) 
247) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2295545
FGV - Aud Est (CGE SC)/CGE SC/Direito/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Manoela, 83 anos de idade, capaz e lúcida, adquiriu um vasto patrimônio em virtude do
falecimento de seu marido, ocorrido no ano passado. Sem nenhuma experiência no mercado imobiliário,
confiando em seu neto, adquiriu um terreno em sua cidade, pagando cinco vezes acima do preço real do
bem. O imóvel era da propriedade da namorada do neto.
 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico é válido, pois Manoela é capaz e lúcida.
b) O negócio jurídico é nulo, em virtude do dolo de terceiros.
c) O negócio jurídico é anulável, pois o negócio jurídico descrito no enunciado é viciado devido à
lesão.
d) O negócio jurídico é nulo, pois o negócio jurídico realizado por Manoela foi simulado.
e) O negócio jurídico é anulável, em virtude do erro essencial.
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FGV - ACE (TCE ES)/TCE ES/Direito/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Wangô, idoso de pouca instrução, celebra contrato de franquia com Edvardo, pelo qual deveria
pagar, mensalmente, a título de contraprestação, 10% da receita bruta havida com a exploração do
negócio.
 
Sucede que, diante da crise econômica, os resultados da franquia começam a piorar muito, e Wangô
pede para rescindir o contrato.
 
Edvardo, então, propõe que Wangô pague uma multa rescisória de R$ 50.000,00, não prevista no
instrumento original que sequer considerava a hipótese de resolução antecipada, além de quitar as
parcelas de contraprestação em aberto. Adverte que, se Wangô não aceitar esses termos, terá que
continuar tocando a franquia e poderá sofrer a negativação de seu nome ou até a execução judicial do
saldo devedor.
 
Wangô, contrariado, adere à proposta, até porque precisava recuperar o capital investido para,
secretamente, financiar o tratamento de uma filha havida fora do casamento. Nesse caso, o distrato foi:
a) plenamente válido e eficaz;
b) anulável por estado de perigo, diante da necessidade de salvar sua filha;
c) ineficaz na parte em que cria novas obrigações pecuniárias não previstas no contrato original;
d) anulável por coação, haja vista as ameaças feitas por Edvardo, no sentido de prender Wangô a
um negócio prejudicial e de executá-lo judicialmente;
e) anulável por lesão, considerada a inexperiência de Wangô e a premente necessidade de sair de
um negócio ruinoso, para conservar seu patrimônio.
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FGV - Conc (TJ BA)/TJ BA/2023
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2295545
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2336789
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2519176
248) 
249) 
250) 
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Suponha que alguém, por inexperiência em determinada área de conhecimentos específicos,
comprometa-se a uma prestação manifestamente desproporcional.
Nesse caso, à luz do Código Civil, o negócio jurídico firmado é:
a) válido e eficaz;
b) anulável por lesão;
c) anulável por erro;
d) anulável por estado de perigo;
e) anulável por coação.
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FGV - DP RJ/DPE RJ/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Acerca dos negócios jurídicos, analise as afirmativas a seguir.
 
I. Configura-se lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua
família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.
 
II. Os negócios jurídicos são anuláveis quando houver coação, sendo de quatro anos o prazo de
decadência para pleitear-se a anulação, contados da data em que a coação cessar. Ademais, a
anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença.
 
III. Será nulo o negócio jurídico que contiver objeto ilícito e, nesse caso, a nulidade deve ser
pronunciada pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico, que não será suscetível de confirmação,
nem passível de convalescimento pelo decurso do tempo.
 
Está correto somente o que se afirma em:
a) I;
b) II;
c) III;
d) I e II;
e) II e III.
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FGV - TecGes Admin (ALEMA)/ALEMA/Advogado/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Pedro Grilo, originário do município de Bonfim, RR, foi aprovado em concurso público tendo sido
nomeado, empossado e lotado no município de Dom Pedro, MA. Como não conhece a cidade, pois pela
primeira vez viajou para fora do Estado de Roraima, confia em seu colega de trabalho, Guilherme
Estreito, que aluga um imóvel de propriedade de sua sogra para Pedro. Ocorre que três meses após a
celebração do contrato, Pedro descobre que o aluguel está excessivamente oneroso, correspondendo a
cerca de cinco vezes o preço de mercado.
 
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251) 
252) 
A respeito da hipótese narrada, assinale a afirmativa correta
a) O negócio jurídico celebrado por Pedro Grilo é nulo, em virtude do dolo de terceiros cometido por
Guilherme.
b) O contrato de locação é válido, salvo se Pedro demonstre a má-fé da sogra de Guilherme.
c) No caso narrado, ocorre a lesão, visto que, por inexperiência, Pedro se obrigou a prestação
manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
d) A relação jurídica entre Pedro e a sogra de Guilherme deve ser anulada em virtude do estado de
perigo.
e) Caso Pedro demonstre o seu erro essencial, haverá a anulabilidade do negócio jurídico.
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FGV - JE TJPR/TJ PR/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Mévio, 19 anos, filho mimado de Tício, encantou-se por um apartamento em frente à praia da
cidade em que morava. Fez então uma proposta de compra ao proprietário, Oswaldo, que recusou,
alegando que o imóvel havia pertencido a seu amado pai e, por isso, não tinha intenção de aliená-lo.
Tício, percebendo a frustração do filho, procurou Oswaldo e disse a ele que, se não vendesse o
apartamento a Mévio, sua filha amanheceria morta. Diante disso, Oswaldo vendeu o apartamento a
Mévio, que sabia que a venda ocorreu sob a ameaça de seu pai.
Nesse caso, Tício:
a) deve indenizar Oswaldo por perdas e danos, mas a venda permanece válida;
b) responderá solidariamente com Mévio perante Oswaldo por perdas e danos e a coação moral de
terceiro vicia o negócio;
c) juntamente com Mévio, deve indenizar Oswaldo por perdas e danos, mas a venda permanece
válida;
d) responderá perante Oswaldo por perdas e danos e a coação moral de terceiro vicia o negócio;
e)agiu além do simples temor reverencial, mas Mévio não responde, de modo que a venda
permanece válida.
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FGV - JE TJPR/TJ PR/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Marcos estava passeando com sua mãe quando ela começa a se sentir mal. Atônito, adentra o
hospital mais próximo, clamando por ajuda. Enquanto o médico realiza o primeiro atendimento, Marcos é
convidado a resolver as questões burocráticas. Nesse momento, solicitam-lhe um cheque caução no valor
de R$ 500.000,00. Marcos argumenta que não possui tal quantia. Em contrapartida, dizem-lhe que, sem
o cheque, não haverá atendimento a sua mãe. Marcos faz o cheque e o entrega ao administrador do
hospital.
De acordo com o Código Civil, a situação narrada caracteriza um defeito do negócio jurídico, qual seja:
a) simulação;
b) estado de perigo;
c) dolo;
d) coação;
e) lesão.
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253) 
254) 
255) 
FGV - N e R (TJ SE)/TJ SE/Provimento/2023
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Deodato vendeu um de seus apartamentos para Lara pelo valor de R$ 800.000,00. Os dois, com o
objetivo de pagar menos imposto, declararam em escritura pública que o apartamento fora vendido por
R$ 600.000,00.
De acordo com o Código Civil, houve:
a) dolo;
b) simulação;
c) lesão;
d) fraude contra credores;
e) abuso do direito.
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FGV - AFFC (CGU)/CGU/Correição e Combate à Corrupção/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Renato, filho do diretor-geral da D.U., procura Romualdo, senhor idoso e com problemas de saúde,
sócio-gerente da Fruve Ltda., para convencê-lo a desistir da concorrência que a Fruve vinha mantendo
com a D.U. em determinado certame licitatório. Para isso, ameaçou revelar para a esposa de Romualdo
que ele mantivera um relacionamento extraconjugal. Amedrontado, já que sempre foi muito cioso com
relação à sua reputação como marido, Romualdo cedeu e formalizou a renúncia da Fruve à concorrência.
Nesse caso, é correto afirmar que:
a) a ação de nulidade da renúncia pode ser proposta em face de Renato e de seu pai, se este tivesse
ou devesse ter conhecimento da coação;
b) proposta a ação de anulação da renúncia, a coação deve ser apreciada subjetivamente, de acordo
com as características de Romualdo e as circunstâncias capazes de agravar a coação;
c) se o pai de Renato tivesse ou devesse ter conhecimento da coação, o negócio jurídico de renúncia
será anulado e somente ele deverá indenizar Romualdo em perdas e danos;
d) a renúncia formalizada por Romualdo é nula, pois foi concluída com o emprego de exercício
abusivo de direito;
e) Romualdo tem o prazo de quatro anos para pleitear a anulação da renúncia, prazo que começa a
correr a partir da data da celebração do negócio jurídico.
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FGV - Estag (MPE BA)/MPE BA/Direito/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Quando sua mãe passou muito mal, Bruno a levou à emergência mais próxima, onde foi indicada a
necessidade de sua internação imediata numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sob risco de
morte. Bruno encontrou vaga em um hospital na região, mas não tendo conseguido a autorização do
plano de saúde para a transferência da mãe, celebrou contrato com o hospital pelo qual se comprometeu
a pagar pelo serviço preço bastante superior ao seu valor de mercado.
 
Diante disso, o contrato entre Bruno e o hospital é viciado por:
a) estado de necessidade;
b) dolo;
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256) 
257) 
c) coação;
d) fraude;
e) estado de perigo.
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FGV - AJ (TJ MS)/TJ MS/Área Fim/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Pedro, com o objetivo de vender a cobertura de sua propriedade, ao ser perguntado por Fábio,
possível comprador, se a fiação elétrica havia sido trocada nos últimos cinco anos, disse que sim, embora
soubesse que esse fato não era verdadeiro, agindo com intuito malicioso para que Fábio adquirisse o
imóvel. Celebrado o negócio, com o passar dos meses da data da compra, Fábio percebe o problema
quando alguns eletrodomésticos começam a dar defeito sem explicação. Um especialista lhe revela que a
fiação data de quatro décadas atrás. Fábio gosta do imóvel, por ser bem localizado, bonito e confortável
e quer mantê-lo, mas se sente injustiçado, pois, se conhecesse a verdade, não teria pagado o valor que
desembolsou pelo imóvel.
Nesse caso, pode Fábio alegar:
a) erro substancial e anular o negócio;
b) dolo acidental e receber perdas e danos;
c) lesão e anular o negócio;
d) erro acidental e receber perdas e danos;
e) dolo principal, anular o negócio e receber perdas e danos.
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FGV - ES (SEMSA Manaus)/Pref Manaus/Advogado/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
XYZ Materiais Odontológicos Ltda. fornece peças e realiza manutenção de equipamentos para a
Policlínica ABC S/A. Em uma de suas visitas à Policlínica, XYZ comunicou que a cadeira odontológica
usada pela Policlínica não será mais fabricada, razão pela qual a Policlínica adquiriu estoque de peças
para a eventual e futura manutenção do equipamento. Porém, uma semana após a celebração do
negócio jurídico, a Policlínica descobriu não ser verdadeira a notícia de interrupção da produção da
cadeira e tomou ciência de que XYZ utilizava desse expediente com a concorrência, a fim de aumentar
suas vendas.
 
A respeito da situação apresentada, é correto afirmar que o negócio jurídico celebrado entre as partes é
a) nulo por simulação.
b) anulável por erro.
c) nulo por dolo.
d) anulável por dolo.
e) anulável por coação.
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FGV - TJ (TJ TO)/TJ TO/Apoio Judiciário e Administrativo/2022
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258) 
259) 
260) 
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Vitória é uma jovem universitária de origens humildes. Suas condições financeiras sempre a
privaram de qualquer luxo ou de adquirir produtos supérfluos. Alguns meses após ser contratada em seu
primeiro estágio e economizar os valores que restaram dos seus primeiros salários, ela considerou que
merecia finalmente fazer uma pequena despesa pessoal. Procurou, assim, uma loja de bijuterias e
comprou o primeiro par de brincos de sua vida, pelos quais pagou praticamente todo o valor que
conseguira economizar até então. Dias depois, conversando com uma amiga, Vitória descobriu que havia
pagado um valor trinta vezes mais elevado do que o custo normal de uma bijuteria daquele padrão e
que, com aquele montante, teria conseguido comprar um par de brincos folheados a ouro, muito mais
valiosos. Como aquela era a primeira vez que ela adquirira uma bijuteria, Vitória não podia supor, no
momento da contratação, que o preço cobrado era tão desproporcional.
Nesse caso, a compra e venda dos brincos:
a) foi plenamente válida, pois o erro em que incorreu Vitória classifica-se como inescusável;
b) foi plenamente válida, pois o erro em que incorreu Vitória não dizia respeito à substância do
objeto adquirido;
c) foi ineficaz, mas depende da concordância do vendedor para ser anulada judicialmente;
d) pode ser anulada a pedido de Vitória, mesmo se o vendedor se oferecer para reduzir o preço a um
montante justo;
e) pode ser anulada a pedido de Vitória, ainda que o vendedor não tivesse conhecimento da
inexperiência dela.
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FGV - TJ (TJ TO)/TJ TO/Apoio Judiciário e Administrativo/2022Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Adamastor procurou seu amigo Ricardo, técnico em informática, para consultá-lo sobre a aquisição
de um computador. Adamastor explicou para quais finalidades precisava do equipamento e Ricardo
afirmou que tinha um computador seminovo cujas especificações seriam ideais e atenderiam
perfeitamente às necessidades do amigo. Satisfeito, Adamastor aceitou comprar o computador oferecido
por Ricardo. Semanas depois, porém, Adamastor descobriu que havia sido induzido a erro por Ricardo,
pois as especificações do aparelho adquirido eram totalmente insuficientes para o uso pretendido.
A respeito desse contrato, é correto afirmar que se trata de negócio:
a) inválido, cujo vício não pode ser sanado pelo decurso do tempo;
b) inválido, mas que pode ser confirmado por Adamastor se ele quiser;
c) ineficaz, que pode ser impugnado judicialmente por qualquer interessado;
d) ineficaz, cujo vício pode ser conhecido de ofício pelo juiz que vier a analisar o caso;
e) apenas parcialmente nulo, por aplicação do princípio da conservação dos negócios jurídicos.
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FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Por meio de um aplicativo de locação de veículos entre particulares e pretendendo usá-lo para uma
viagem para uma remota unidade de conservação (parque nacional), Leandro alugou um automóvel de
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261) 
262) 
Terêncio, depositando de imediato o preço do aluguel, correspondente a um mês. Na véspera da viagem,
após ter resolvido pesquisar sobre o parque, Leandro descobriu que precisaria de um veículo com tração
nas quatro rodas, o que o veículo alugado de Terêncio não tinha. Assim, pleiteou o dinheiro de volta
alegando erro.
 
Sabendo-se que Leandro não especificou a Terêncio a razão pela qual alugara o veículo, é correto
afirmar que Leandro:
a) pode reaver o dinheiro do aluguel com base na nulidade do contrato;
b) pode reaver o dinheiro do aluguel após anular o contrato com base no erro substancial;
c) não pode reaver o dinheiro do aluguel, pois o erro é acidental;
d) pode reaver o dinheiro do aluguel, pois o motivo era determinante para o contrato;
e) não pode reaver o dinheiro do aluguel, pois o motivo não foi expressado como razão determinante
do contrato.
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FGV - ACE (TCE TO)/TCE TO/Direito/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Zelinda e Cláudio compareceram ao cartório para celebrar contrato de compra e venda de imóvel,
tendo declarado, para fins de lavratura da escritura pública, que o preço pago por Zelinda seria de R$
1.200.000,00 em troca da transferência da propriedade do apartamento de Cláudio. Entretanto, o que
seria efetivamente pago, conforme avençado entre os dois, era o valor de R$ 2.000.000,00, que foi o
montante efetivamente recebido por Cláudio de Zelinda: o acordo entre as partes para a declaração de
valor menor tinha por objetivo pagar menos impostos.
Nesse caso, ocorreu:
a) fraude contra credores;
b) dolo;
c) lesão;
d) simulação;
e) estado de perigo.
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FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Civil, Processual Civil e
Agrário/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Mini Mercado BC Ltda. é devedor da Granja FG S/A em razão contrato de fornecimento de proteína
animal produzida por FG, bem como de contrato de mútuo do saldo devedor. Passando por dificuldades
financeiras no giro mensal, Mini Mercado BC Ltda. resolve vender o automóvel de entregas, que
representava o bem maior do seu patrimônio, para permitir o pagamento de salários atrasados dos atuais
empregados, bem como as contas de luz e água. Apesar da venda, nenhum valor sobrou para amortizar
o saldo devido à FG, que anteviu a possibilidade de não reaver o crédito, ante a provável queda das
vendas de BC sem a entrega em domicílio.
 
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263) 
264) 
Diante deste quadro, é correto afirmar que a venda do automóvel sem anuência de FG configura negócio
jurídico
a) nulo, por caracterizar fraude contra credores.
b) válido, pois voltado à manutenção do estabelecimento.
c) anulável, ante a ocorrência de fraude contra credores.
d) nulo, pois realizado em fraude à lei.
e) ineficaz, ante a ausência do consentimento de FG.
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FGV - AJ TRT13/TRT 13/Judiciária/"Sem Especialidade"/2022
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Doralice adquiriu um apartamento de Tereza no trimestre passado. A aquisição ocorreu devido à
intervenção direta de Sérgio, amigo de Doralice e namorado de Tereza, pois garantiu para a compradora,
por meio de documentos e imagens falsas, que a região era agradável e muito tranquila e que o bem
estava em excelente estado de conservação. Doralice tem alguns transtornos psiquiátricos e necessita de
um lugar calmo para viver. Contudo, após a imissão da posse, a compradora verificou que a região era
muito barulhenta, devido à existência de um bar que realiza shows de terça-feira a domingo, tornando
impossível um sono tranquilo. Vizinhos informaram que tais shows já ocorrem desde 2021, sendo que já
fizeram várias reclamações, mas nada foi feito. Ao contrário, o problema só aumenta. O porteiro
informou que Tereza estava tentando vender o apartamento fazia muito tempo, contudo, ninguém queria
comprar devido ao barulho. Ademais, Doralice verificou que há diversas infiltrações no bem, camufladas
por Sérgio.
 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O dolo de terceiro não gera anulabilidade do negócio, mas, apenas, responsabilidade civil por
dano material.
b) Na situação narrada, devido a gravidade da situação e das condições subjetivas da vendedora,
haverá a nulidade absoluta da venda.
c) A venda é válida, pois as infiltrações e o barulho são percalços normais e previsíveis do cotidiano,
não gerando a invalidade do negócio jurídico.
d) O negócio jurídico celebrado entre Doralice e Tereza só seria anulável, se comprovado o dolo
comissivo da vendedora.
e) Na situação narrada, o ato foi praticado por terceiro, portanto, para que haja a anulabilidade do
negócio jurídico, é imprescindível que Tereza, a favorecida, tivesse ou devesse ter conhecimento do
dolo de Sérgio.
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FGV - DP RJ/DPE RJ/2021
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Ângelo, médico, pai de Fernando, vê-se em uma emergência médica com seu filho, que sofreu
grave acidente doméstico. Imediatamente leva seu filho ao pronto-atendimento de unidade hospitalar
particular. Fernando não possui plano de saúde e Ângelo vai arcar diretamente com as despesas do
tratamento. Diagnosticou-se, na triagem, que o paciente deveria ser imediatamente internado, pois corre
risco de morte. Na recepção do hospital, Ângelo é surpreendido com a cobrança da diária de internação
em altíssimo valor, mas, para salvar seu filho, não hesita e assina autorização de internação, obrigando-
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265) 
266) 
se ao pagamento. Posteriormente, Ângelo descobre que a diária cobrada, na ocasião, estava dez vezes
superior à média dos hospitais daquele porte e naquela época.
A respeito dos direitos de Ângelo, é correto afirmar que:
a) por ter sido praticado sob premente necessidade, o negócio jurídico é nulo, desde seu
nascedouro, podendo a nulidade ser suscitada por qualquer interessado ou pelo Ministério Público,
quando lhe couber intervir;
b) Ângelo, em situação imprevisível e inevitável, obrigou-se a prestação manifestamente
desproporcional ao valor da prestação oposta, podendo suscitara anulabilidade do negócio em até
cinco anos a contar de sua celebração;
c) Ângelo, sob premente necessidade, obrigou-se a prestação manifestamente desproporcional ao
valor da prestação oposta, podendo suscitar a anulabilidade do negócio em até quatro anos a contar
de sua celebração;
d) Ângelo, por ser médico, tem experiência e conhecimento das regras de mercado e teria condições
plenas de avaliar, consciente e livremente, as condições no momento da contratação, não podendo
reclamar indenização posterior;
e) Ângelo e o hospital não podem, em razão da anulabilidade que recai sobre o negócio, celebrar
acordo posterior para confirmar o conteúdo do negócio, nos seus termos iniciais, limitando-se a
autonomia privada das partes para essa transação, em razão de norma de ordem pública.
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FGV - ATCE (TCE-AM)/TCE AM/Ministério Público de Contas/2021
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Nestor, filho de 30 anos de Ernesto e Clara, disse que divulgaria imagens íntimas dos pais se eles
não aceitassem figurar como seus fiadores em contrato em que ele seria locatário. Apavorados, Ernesto e
Clara assinaram o instrumento do contrato.
Nesse caso, o contrato é:
a) anulável por coação moral;
b) nulo por dolo;
c) nulo por coação moral;
d) anulável por dolo;
e) nulo por estado de perigo.
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FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2021
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Célio deseja vender uma sala comercial na cidade de Florianópolis. Clara se interessou pelo imóvel
e foi visitá-lo. Com receio de que Clara não fizesse uma proposta de compra, Célio omitiu o fato de que o
imóvel não tinha a instalação elétrica adequada para a atividade comercial que sabia que Clara pretendia
exercer naquele local. Celebrada a compra e venda, posteriormente Clara descobre a verdade.
Nesse caso, é possível invalidar o negócio com base em:
a) erro;
b) lesão;
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267) 
268) 
c) simulação;
d) dolo;
e) estado de perigo.
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FGV - TJ (TJ RO)/TJ RO/Apoio Técnico/2021
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A pequena cidade de Salgueiro recebeu, de repente, uma enorme quantidade de pessoas, que
estavam desabrigadas em razão de desastre ambiental que devastara um vilarejo próximo.
 
Percebendo que precisavam de hospedagem e não existiam mais acomodações na localidade, Gilberto
decidiu se aproveitar da situação e ofereceu quartos de sua grande casa para hospedar algumas pessoas,
cobrando o triplo do que as pousadas da região cobravam.
 
Nesse caso, o contrato celebrado por Gilberto com os vizinhos está viciado por:
a) fraude contra credores;
b) estado de perigo;
c) erro;
d) dolo;
e) lesão.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2020
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
João, único herdeiro de seu avô Leonardo, recebeu, por ocasião da abertura da sucessão deste
último, todos os seus bens, inclusive uma casa repleta de antiguidades.
Necessitando de dinheiro para quitar suas dívidas, uma das primeiras providências de João foi alienar
uma pintura antiga que sempre estivera exposta na sala da casa, por um valor módico, ao primeiro
comprador que encontrou.
João, semanas depois, leu nos jornais a notícia de que reaparecera no mercado de arte uma pintura
valiosíssima de um célebre artista plástico. Sua surpresa foi enorme ao descobrir que se tratava da
pintura que ele alienara, com valor milhares de vezes maior do que o por ela cobrado. Por isso, pretende
pleitear a invalidação da alienação.
A respeito do caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico de alienação da pintura celebrado por João está viciado por lesão e chegou a
produzir seus efeitos regulares, no momento de sua celebração.
b) O direito de João a obter a invalidação do negócio jurídico, por erro, de alienação da pintura, não
se sujeita a nenhum prazo prescricional
c) A validade do negócio jurídico de alienação da pintura subordina-se necessariamente à prova de
que o comprador desejava se aproveitar de sua necessidade de obter dinheiro rapidamente.
d) Se o comprador da pintura oferecer suplemento do preço pago de acordo com o valor de mercado
da obra, João poderá optar entre aceitar a oferta ou invalidar o negócio.
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269) 
270) 
271) 
FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2020
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Cristina vendeu um anel para sua vizinha Márcia, garantindo-lhe ser de ouro, mesmo sabendo que
não era. Meses após a compra, Márcia percebeu que o anel começou a descascar, constatando assim que
não era de ouro. Nesse caso, Márcia poderá pleitear a anulação do negócio jurídico com fundamento em:
a) erro;
b) dolo;
c) fraude contra credores;
d) lesão;
e) simulação.
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FGV - Ana (MPE RJ)/MPE RJ/Processual/2019
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Rejane mora com seu filho menor na comunidade do Milharal, onde vem disputando com seu
vizinho parte de um terreno. O vizinho, contudo, ameaçou a integridade de seu filho para que ela
assinasse acordo de transação, pelo qual renunciava a direitos sobre o terreno.
 
Diante disso, o referido acordo é:
a) nulo, em razão do objeto ilícito;
b) nulo, em razão da ausência de vontade;
c) anulável, em razão de estado de perigo;
d) anulável, em razão de coação;
e) anulável, em razão de dolo.
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FGV - AFTE (SEFIN RO)/SEFIN RO/2018
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento
regular de seus salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado no sistema
de proteção ao crédito, ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais prementes. Para isso,
procura uma instituição financeira que aceita conceder empréstimos a pessoas na sua condição e assina
contrato de mútuo de fins econômicos, cuja prestação em favor da mutuante é manifestamente
desproporcional à prestação conferida ao mutuário.
Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que ele é
a) nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e considerável à pessoa do
mutuário e aos seus bens.
b) plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao aderente discutir
ou modificar o conteúdo das estipulações.
c) anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor, que se obrigou a
prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/572292
272) 
273) 
274) 
d) plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força obrigatória dos
contratos (pacta sunt servanda).
e) anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor quitar seus
débitos e eliminar a negativação de seu nome.
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FGV - AnaLM (CM Salvador)/CM Salvador/Licitação, Contratos e Convênios/Licitação,
Contratos e Convênios/2018
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A Construtora Imóveis Novos Ltda. (CIN) contrata com Loteamentos Urbanos Ltda. (LU) a permuta
de determinado lote de propriedade da LU com o direito de quatro unidades no prédio de dez andares
que CIN incorporará no local. Antes de iniciar a obra, CIN solicita autorização para construção junto à
municipalidade,que, no entanto, nega, sob o fundamento de que naquela área apenas é possível realizar
a construção de edificação de até três andares com três unidades imobiliárias, conforme legislação
vigente antes mesmo da permuta. 
 
Diante da negativa administrativa, o negócio jurídico é:
a) eficaz, mas poderá ser anulado por erro de direito;
b) inválido, pois viciada a vontade das partes;
c) eficaz, não sendo possível o desfazimento, tendo em vista que a ninguém é dado desconhecer a
lei;
d) inexistente, por ausente o motivo;
e) válido, porém ineficaz, ante o vício sobre o motivo. 
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2018
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A cidade de Asa Branca foi atingida por uma tempestade de grandes proporções. As ruas ficaram
alagadas e a população sofreu com a inundação de suas casas e seus locais de trabalho. Antônio, que
tinha uma pequena barcaça, aproveitou a ocasião para realizar o transporte dos moradores pelo triplo do
preço que normalmente seria cobrado, tendo em vista a premente necessidade dos moradores de
recorrer a esse tipo de transporte.
 
Nesse caso, em relação ao citado negócio jurídico, ocorreu
a) estado de perigo.
b) dolo.
c) lesão.
d) erro.
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FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2018
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Durante a greve dos caminhoneiros, que atingiu as principais rodovias brasileiras, com duração de
quase duas semanas e com diversos bloqueios, impedindo o abastecimento, o Posto Brazil, em
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/661917
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/667382
275) 
276) 
Magalhães Bastos, Rio de Janeiro, negociou seus estoques de óleo diesel a R$ 20,00 o litro, mais de 15
vezes o valor cobrado no dia anterior, o que tornaria o negócio jurídico de compra do mencionado
combustível eivado de:
a) erro;
b) dolo;
c) coação;
d) fraude contra credores;
e) lesão.
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FGV - Adv (ALERO)/ALERO/2018
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Sobre o negócio jurídico, assinale a afirmativa correta.
a) O Código Civil apresenta os requisitos do negócio jurídico, dentre os quais é incluída a causa.
b) O falso motivo em um contrato será, em regra, irrelevante para a perfeição do negócio jurídico.
c) O direito brasileiro não admite a ocorrência de dolo por omissão, pois não há possibilidade de
indução em erro quando a pessoa não manifesta a vontade de modo explícito.
d) O silêncio não pode significar anuência, pois juridicamente quem cala não consente.
e) Se a lesão ficar caracterizada em um negócio jurídico, não poderá o juiz reconhecer a sanatória do
ato.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2017
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Em um bazar beneficente, promovido por Júlia, Marta adquiriu um antigo faqueiro, praticamente
sem uso. Acreditando que o faqueiro era feito de prata, Marta ofereceu um preço elevado sem nada
perguntar sobre o produto. Júlia, acreditando no espírito benevolente de sua vizinha, prontamente
aceitou o preço oferecido.
Após dois anos de uso constante, Marta percebeu que os talheres começaram a ficar manchados e a se
dobrarem com facilidade. Consultando um especialista, ela descobre que o faqueiro era feito de uma liga
metálica barata, de vida útil curta, e que, com o uso reiterado, ele se deterioraria.
De acordo com o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) A compra e venda firmada entre Marta e Júlia é nula, por conter vício em seu objeto, um dos
elementos essenciais do negócio jurídico.
b) O negócio foi plenamente válido, considerando ter restado comprovado que Júlia não tinha
qualquer motivo para suspeitar do engano de Marta.
c) O prazo decadencial a ser observado para que Marta pretenda judicialmente o desfazimento do
negócio deve ser contado da data de descoberta do vício.
d) De acordo com a disciplina do Código Civil, Júlia poderá evitar que o negócio seja desfeito se
oferecer um abatimento no preço de venda proporcional à baixa qualidade do faqueiro.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2016
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/341219
277) 
278) 
279) 
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Juliana foi avisada que seu filho Marcos sofreu um terrível acidente de carro em uma cidade com
poucos recursos no interior do Ceará e que ele está correndo risco de morte devido a um grave
traumatismo craniano. Diante dessa notícia, Juliana celebra um contrato de prestação de serviços
médicos em valores exorbitantes, muito superiores aos praticados habitualmente, para que a única
equipe de médicos especializados da cidade assuma o tratamento de seu filho.
Tendo em vista a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico pode ser anulado por vício de consentimento denominado estado de perigo, no
prazo prescricional de quatro anos, a contar da data da celebração do contrato.
b) O negócio jurídico celebrado por Juliana é nulo, por vício resultante de dolo, tendo em vista o fato
de que a equipe médica tinha ciência da situação de Marcos e se valeu de tal condição para fixar
honorários em valores excessivos.
c) O contrato de prestação de serviços médicos é anulável por vício resultante de estado de perigo,
no prazo decadencial de quatro anos, contados da data da celebração do contrato.
d) O contrato celebrado por Juliana é nulo, por vício resultante de lesão, e por tal razão não será
suscetível de confirmação e nem convalescerá pelo decurso do tempo.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2016
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Bernardo, nascido e criado no interior da Bahia, decide mudar-se para o Rio de Janeiro. Ao chegar
ao Rio, procurou um local para morar. José, percebendo o desconhecimento de Bernardo sobre o valor
dos aluguéis no Rio de Janeiro, lhe oferece um quarto por R$ 500,00 (quinhentos reais). Pagando com
dificuldade o aluguel do quarto, ao conversar com vizinhos, Bernardo descobre que ninguém paga mais
do que R$ 200,00 (duzentos reais) por um quarto naquela região. Sentindo-se injustiçado, procura um
advogado.
 
Sobre o caso narrado, com base no Código Civil, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico poderá ser anulado por lesão, se José não concordar com a redução do
proveito ou com a oferta de suplemento suficiente.
b) O negócio jurídico será nulo em virtude da ilicitude do objeto.
c) O negócio jurídico poderá ser anulado por coação em razão da indução de Bernardo a erro.
d) O negócio jurídico poderá ser anulado por erro, eis que este foi causa determinante do negócio.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2016
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Durante uma viagem aérea, Eliseu foi acometido de um mal súbito, que demandava atendimento
imediato. O piloto dirigiu o avião para o aeroporto mais próximo, mas a aterrissagem não ocorreria a
tempo de salvar Eliseu. Um passageiro ofereceu seus conhecimentos médicos para atender Eliseu, mas
demandou pagamento bastante superior ao valor de mercado, sob a alegação de que se encontrava de
férias.
 
Os termos do passageiro foram prontamente aceitos por Eliseu. Recuperado do mal que o atingiu, para
evitar a cobrança dos valores avençados, Eliseu pode pretender a anulação do acordo firmado com o
outro passageiro, alegando
a) erro.
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280) 
281) 
b) dolo.
c) coação.
d) estado de perigo.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2014
Direito Civil - Defeitos ou Víciosdo Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Maria Clara, então com dezoito anos, animada com a conquista da carteira de habilitação, decide
retirar suas economias da poupança para adquirir um automóvel. Por saber que estava no início da sua
carreira de motorista, resolveu comprar um carro usado e pesquisou nos jornais até encontrar um
modelo adequado.
 
Durante a visita de Maria Clara para verificar o estado de conservação do carro, o proprietário, ao
perceber que Maria Clara não era conhecedora de automóveis, informou que o preço que constava no
jornal não era o que ele estava pedindo, pois o carro havia sofrido manutenção recentemente, além de
melhorias que faziam com que o preço fosse aumentado em setenta por cento. Com esse aumento, o
valor do carro passou a ser maior do que um modelo novo, zero quilômetro. Contudo, após as
explicações do proprietário, Maria Clara fechou o negócio.
 
Sobre a situação apresentada no enunciado, assinale a opção correta.
a) Maria Clara sofreu coação para fechar o negócio, diante da insistência do antigo proprietário e, por
isso, pode ser proposta a anulação do negócio jurídico no prazo máximo de três anos.
b) O negócio efetuado por Maria Clara não poderá ser anulado porque decorreu de manifestação de
vontade por parte da adquirente. Dessa forma, como não se trata de relação de consumo, Maria Clara
não possui essa garantia.
c) O pai de Maria Clara, inconformado com a situação, pretende anular o negócio efetuado pela filha,
porém, como já se passaram três anos, isso não será mais possível, pois já decaiu seu direito.
d) O negócio jurídico efetuado por Maria Clara pode ser anulado; porém, se o antigo proprietário
concordar com a diminuição no preço, o vício no contrato estará sanado.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2014
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Lúcia, pessoa doente, idosa, com baixo grau de escolaridade, foi obrigada a celebrar contrato
particular de assunção de dívida com o Banco FDC S.A., reconhecendo e confessando dívidas firmadas
pelo seu marido, esse já falecido, e que não deixara bens ou patrimônio a inventariar. O gerente do
banco ameaçou Lúcia de não efetuar o pagamento da pensão deixada pelo seu falecido marido, caso não
fosse assinado o contrato de assunção de dívida.
 
Considerando a hipótese acima e as regras de Direito Civil, assinale a afirmativa correta.
a) O contrato particular de assunção de dívida assinado por Lúcia é anulável por erro substancial, pois
Lúcia manifestou sua vontade de forma distorcida da realidade, por entendimento equivocado do
negócio praticado.
b) O ato negocial celebrado entre Lúcia e o Banco FDC S.A. é anulável por vício de consentimento,
em razão de conduta dolosa praticada pelo banco, que ardilosamente falseou a realidade e forjou
uma situação inexistente, induzindo Lúcia à prática do ato.
c) O instrumento particular firmado entre Lúcia e o Banco FDC S.A. pode ser anulado sob fundamento
de lesão, uma vez que Lúcia assumiu obrigação excessiva sobre premente necessidade.
d) O negócio jurídico celebrado entre Lúcia e o Banco FDC S.A. é anulável pelo vício da coação, uma
vez que a ameaça praticada pelo banco foi iminente e atual, grave, séria e determinante para a
celebração da avença.
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282) 
283) 
284) 
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2013
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
João, credor quirografário de Marcos em R$ 150.000,00, ingressou com Ação Pauliana, com a
finalidade de anular ato praticado por Marcos, que o reduziu à insolvência. João alega que Marcos
transmitiu gratuitamente para seu filho, por contrato de doação, propriedade rural avaliada em R$
200.000,00.
Considerando a hipótese acima, assinale a afirmativa correta.
a) Caso o pedido da Ação Pauliana seja julgado procedente e seja anulado o contrato de doação, o
benefício da anulação aproveitará somente a João, cabendo aos demais credores, caso existam,
ingressarem com ação individual própria.
b) O caso narrado traz hipótese de fraude de execução, que constitui defeito no negócio jurídico por
vício de consentimento.
c) Na hipótese de João receber de Marcos, já insolvente, o pagamento da dívida ainda não vencida,
ficará João obrigado a repor, em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de
credores, aquilo que recebeu.
d) João tem o prazo prescricional de dois anos para pleitear a anulação do negócio jurídico
fraudulento, contado do dia em que tomar conhecimento da doação feita por Marcos.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2012
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Em relação aos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a afirmativa incorreta.
a) A emissão de vontade livre e consciente, que corresponda efetivamente ao que almeja o agente, é
requisito de validade dos negócios jurídicos.
b) O erro acidental é o que recai sobre características secundárias do objeto, não sendo passível de
levar à anulação do negócio.
c) A simulação é causa de anulação do negócio, e só poderá ocorrer se a parte prejudicada
demonstrar cabalmente ter sido prejudicada por essa prática.
d) O objetivo da ação pauliana é anular o negócio praticado em fraude contra credores.
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IADES - Adv (OAB DF)/OAB DF/2012
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Em relação aos defeitos do negócio jurídico e à luz da doutrina de GONÇALVES (2006), assinale a
alternativa correta.
 
GONÇALVES, Carlos Roberto, Direito Civil, Parte Geral, Volume 1- 13ª edição- São Paulo: Saraiva, 2006.
a) O Código Civil menciona e regula apenas 5 defeitos do negócio jurídico, quais sejam: erro, dolo
coação, estado de perigo e lesão.
b) A fraude contra credores não se traduz em defeito do negócio jurídico, representando apenas um
vício social.
c) O erro, o dolo, a coação, o estado de perigo e a lesão, defeitos do negócio jurídico, são chamados
de vício de consentimento porque provocam uma manifestação de vontade não correspondente com
o íntimo e o verdadeiro querer do agente.
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285) 
286) 
287) 
d) Ocorre o estado de perigo quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência,
se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
e) A lesão configura-se quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou pessoa de sua
família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2011
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Considerando o instituto da lesão, é correto afirmar que
a) a desproporção entre as prestações deve se configurar somente no curso de contrato.
b) os efeitos da lesão podem se manifestar no curso do contrato, desde que sejam provenientes de
desproporção entre as prestações existente no momento da celebração do contrato.
c) a desproporção entre as prestações surge em razão de fato superveniente à celebração do
contrato.
d) os efeitos da lesão decorrem de um fato imprevisto.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2011
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
O negócio jurídico depende da regular manifestação de vontade do agente envolvido. Nesse
sentido, o art. 138 do Código Civil dispõe que “são anuláveis os negócios jurídicos quando as declarações
de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em
face das circunstâncias do negócio”. Relativamente aos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a
alternativa correta.
a) O falso motivo, por sua gravidade, viciará a declaração de vontadeem todas as situações e, por
consequência, gerará a anulação do negócio jurídico.
b) O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a manifestação de
vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.
c) O erro é substancial quando concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se
refira a declaração de vontade, ainda que tenha influído nesta de modo superficial.
d) O erro de cálculo gera a anulação do negócio jurídico, uma vez que restou viciada a declaração de
vontade nele baseada.
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CEBRASPE (CESPE) - NAC UNI OAB/OAB/2010
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A respeito dos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a opção correta.
a) A lesão é um defeito que surge concomitantemente à realização do negócio e enseja a sua
anulabilidade. Entretanto, permite-se a revisão contratual para evitar a anulação, aproveitando-se,
assim, o negócio.
b) Se, na celebração do negócio, uma das partes induzir a erro a outra, levando-a a concluir o
negócio e a assumir uma obrigação desproporcional à vantagem obtida pelo outro, esse negócio será
nulo porque a manifestação de vontade emana de erro essencial e escusável.
c) O dolo acidental, a despeito do qual o negócio seria realizado, embora por outro modo, acarreta a
anulação do negócio jurídico.
d) Tratando-se de negócio jurídico a título gratuito, somente se configura fraude quando a
insolvência do devedor seja notória ou haja motivo para ser conhecida, admitindo-se a anulação do
negócio pelo credor.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241286
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/243307
288) 
289) 
290) 
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2008
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Com relação aos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a opção correta.
a) Configura-se vício da vontade de estado de perigo o fato de uma pessoa emitir declaração de
vontade premida pela necessidade de salvar-se, ou a seu cônjuge, descendente, ascendente, ou
mesmo alguém a ela ligada por laços de extrema afetividade, assumindo obrigação excessivamente
onerosa, ciente a outra parte.
b) A desconformidade da declaração de vontade do agente com o ordenamento jurídico ou com a
vontade real produz negócio jurídico inexistente.
c) A declaração da vontade eivada por erro substancial e determinante implica a nulidade do negócio
jurídico.
d) Na simulação relativa, ou dissimulação, a declaração de vontade do agente deveria produzir um
resultado, mas o agente não pretende resultado algum.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2008
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Acerca dos fatos jurídicos, assinale a opção correta.
a) A nulidade absoluta, por ser de ordem pública, não se convalesce pelo decurso do tempo nem
pode ser suprida pelo juiz, ainda que a requerimento dos interessados, sendo insuscetível de
confirmação.
b) O negócio jurídico concluído pelo representante legal em conflito com interesses do representado é
anulável, ainda que o terceiro, pessoa com a qual o representante celebra o negócio, não tenha
conhecimento de tal conflito. Se restar caracterizada a má-fé desse terceiro, o negócio jurídico é
eivado de nulidade absoluta.
c) Quando a lei não exigir forma expressa, o silêncio indica consentimento ou anuência quanto à
manifestação de vontade na interpretação dos negócios jurídicos.
d) Para que o dolo de terceiro acarrete anulabilidade do negócio jurídico, é exigido que as partes
envolvidas no negócio conheçam, de antemão, a existência do dolo.
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Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
João, ao celebrar um contrato de seguro, omitiu intencionalmente que era portador de moléstia
grave para assegurar a celebração do negócio jurídico, que não teria sido realizado não fosse a omissão
do fato.
 
Na situação hipotética apresentada, a conduta de João caracteriza
a) dolo positivo.
b) dolo negativo.
c) lesão absoluta.
d) lesão relativa.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2007
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1645389
291) 
292) 
293) 
No que concerne aos defeitos do negócio jurídico, assinale a opção correta.
a) Para caracterizar a simulação, defeito sujeito à anulabilidade do negócio jurídico, exige-se que, na
conduta do agente, além da intenção de violar dispositivo de lei, haja o desejo de prejudicar
terceiros.
b) Podem demandar a anulabilidade do negócio simulado o terceiro juridicamente interessado e o
Ministério Público, sendo vedada aos simuladores a faculdade de alegar a simulação ou requerer em
juízo a sua anulação, em litígio comum ou contra terceiros.
c) A lesão é vício de consentimento que surge concomitantemente com o negócio e acarreta a sua
anulabilidade, permitindo-se a revisão contratual para evitar a anulação, aproveitando-se, assim, o
negócio.
d) Se, na celebração do negócio, uma das partes induzir a erro a outra, levando-a a concluir a avença
e assumir uma obrigação desproporcional à vantagem obtida pelo outro, esse negócio será nulo
porque a manifestação de vontade emana de erro essencial e escusável.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2007
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
No que se refere ao termo ou condição e aos defeitos do negócio jurídico, julgue os itens abaixo.
I A condição é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico, oneroso ou gratuito, a evento
futuro e incerto, e tem aceitação voluntária.
II Em face da condição resolutiva, tem-se mera expectativa de direito ou direito eventual pendente.
III O vício resultante da coação causa a anulabilidade do negócio jurídico, mas é passível de
ratificação pelas partes, ressalvado direito de terceiro.
IV Na fraude contra credores, o ato de alienação de bens praticado pelo devedor é nulo de pleno
direito e dispensa a propositura de ação própria para anulação do negócio jurídico.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e IV.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2007
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Sobre a fraude contra credores, é ERRADO afirmar que
a) o credor deverá provar o consilium fraudis e o eventus damni a fim de anular a venda praticada
pelo devedor insolvente.
b) se diferencia da fraude de execução, visto que esta só se configura caso o negócio seja praticado
no decorrer de um processo de execução movido em face do devedor.
c) o prazo decadencial para anular o negócio fraudulento é de quatro anos.
d) o credor quirografário que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não
vencida, ficará obrigado a repor, em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de
credores, aquilo que recebeu. 6 OABSP/V-1
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294) 
295) 
296) 
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2006
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A respeito dos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a opção correta.
a) Reputa-se em fraude contra credores a alienação efetuada pelo devedor dos direitos sobre imóvel
penhorado em ação de execução, em detrimento da garantia de que este representa a satisfação do
crédito alheio. Nessa situação, caracterizam-se má-fé e prejuízo, impondo-se o reconhecimentoda
nulidade do negócio jurídico.
b) Os atos simulados são nulos, insuscetíveis de confirmação pelas partes ou de convalidação pelo
decurso do prazo. Entretanto, apesar de nulo o negócio, subsiste o ato dissimulado se válido na
substância e na forma.
c) O negócio jurídico apresenta-se defeituoso quando ambas as partes agem reciprocamente com
dolo e com errônea transmissão de vontade. Nessa situação, qualquer um dos contratantes pode
requerer a anulação do negócio, desde que se responsabilize pelos danos experimentados pelo outro
contratante e por aquele causado a terceiro de boa-fé.
d) A lesão inclui-se entre os vícios de consentimento, ensejando a nulidade absoluta do negócio. Para
caracterização da lesão, é necessário que, na conduta do agente, ocorra intenção de lesar terceiro e
demonstração da exagerada vantagem auferida por esse na conclusão do negócio.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2006
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Acerca dos fatos jurídicos, assinale a opção correta.
a) Configura-se o estado de perigo quando uma pessoa, por inexperiência ou sob premente
necessidade, obriga-se a prestação desproporcional entre as prestações recíprocas, gerando lucro
exagerado ao outro contratante. Nessa situação, a pessoa pode demandar a nulidade do negócio
jurídico, dispensando-se a verificação do dolo, ou má-fé, da parte adversa.
b) É válido o ato negocial em que ambas as partes houverem reciprocamente agido com dolo. A
nenhuma delas é permitido reclamar indenização, devendo cada uma suportar o prejuízo
experimentado.
c) A simulação relativa é um vício social que acarreta a nulidade do negócio jurídico, não subsistindo
o ato negocial, mesmo que seja válido na substância e na forma, por representar declaração
enganosa da vontade.
d) A lesão consiste em declaração enganosa da vontade de um dos participantes do negócio jurídico
e inclui-se entre os vícios de consentimento, acarretando a nulidade absoluta do negócio jurídico.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2006
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Sobre a boa-fé objetiva, é INCORRETO afirmar:
a) implica o dever de conduta probo e íntegro entre as partes contratantes.
b) significa a ignorância de vício que macula o negócio jurídico.
c) implica a observância de deveres anexos ao contrato, tais como informação e segurança.
d) aplica-se aos contratos do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB ES/OAB/2004
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297) 
298) 
299) 
300) 
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
No tocante aos defeitos do ato e do negócio jurídico, assinale a opção correta.
a) Para caracterização do vício da simulação, com a conseqüente nulidade do negócio jurídico, é
necessário que, na conduta do agente, ocorra a intenção de lesar terceiro.
b) Constatada a ocorrência de vício da simulação no negócio jurídico, admite-se a subsistência do ato
dissimulado se este for válido na forma e na substância. Assim, na simulação, sobrevive o negócio
jurídico dissimulado, que consistia na verdadeira intenção das partes, e aniquila-se o negócio jurídico
simulado, que se apresenta no mundo real, mas veicula vontade enganosa.
c) O negócio jurídico é anulável, se atingido por erro de direito que recaia sobre norma cogente, bem
como sobre norma dispositiva, ambas sujeitas ao livre acordo das partes, mesmo se tal transação
fosse considerada legal por uma das partes.
d) O pagamento de dívida vencida efetuado pelo devedor insolvente a um de seus credores
quirografários presume-se em fraude ao concurso de credores, o que obriga o beneficiado a devolver
o que recebeu em proveito do acervo do devedor.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2003
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
Assinale a alternativa correta.
a) O estado de perigo caracteriza-se como uma situação de desequilíbrio entre a prestação e a
contra-prestação, grave, que autoriza o prejudicado a anular o negócio.
b) No estado de necessidade, exige-se que o perigo tenha sido causado voluntariamente pelo autor
do dano e que este seja inevitável.
c) Na coação, a parte possui violento temor de dano, que dela toma conta, e a faz participar de
negócio excessivamente oneroso.
d) A coação exercida por terceiro, quando insciente a parte que dela se aproveita, não vicia o
negócio jurídico, mas subsistirá, devendo tão somente o terceiro coator responder civilmente pelos
prejuízos causados à vítima da coação.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2003
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
A emissão de titulo de crédito que não representa qualquer negócio, feita pelo marido, em favor de
amigo, antes da separação judicial, para prejudicar a mulher na partilha de bens, é passível de nulidade
absoluta, por estar configurada a
a) simulação relativa objetiva.
b) simulação absoluta.
c) reserva mental.
d) simulação relativa subjetiva.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2000
Direito Civil - Defeitos ou Vícios do Negócio Jurídico (arts. 138 a 165)
O dolo que conduz a vítima a realizar um negócio em condições mais onerosas ou menos
vantajosas, não afetando sua declaração de vontade, nem influindo, diretamente, na realização daquele
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2446898
301) 
302) 
ato negocial, que seria praticado independentemente do emprego do artifício astucioso, designa-se
a) dolo principal.
b) dolus bonus.
c) dolus malus.
d) dolo acidental.
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FGV - Del Pol (PC SC)/PC SC/2024
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Marcela, que contraiu mútuo com seu namorado, Getúlio, pretende alienar o bem, com propósito
da quitação da dívida. Com o desgaste da convivência, Getúlio visava à extinção do relacionamento, mas,
antes, pretendia receber o valor do empréstimo. Diante disso, agindo com má-fé, ele convenceu Luciana,
sua amiga de trabalho, a comprar o bem. Para tanto, valorizou o imóvel, escondendo impropriedades
como infiltrações e avarias. Registra-se que a aquisição do bem só ocorre devido à conduta de Getúlio.
Sobre a hipótese, de acordo com o ordenamento jurídico vigente, assinale a afirmativa correta. 
a) A atitude de Getúlio caracteriza-se como dolo de terceiro, sendo que a anulação do negócio
jurídico só ocorrerá se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento.
b) O negócio jurídico deve ser anulado em virtude do erro acidental praticado por Luciana.
c) A má-fé de Getúlio não é capaz de anular o negócio jurídico, visto ser um terceiro no contrato de
compra e venda.
d) O negócio jurídico narrado deve ser anulado em virtude do estado de perigo.
e) A simulação praticada por Getúlio conduzirá à anulação do negócio jurídico, que poderá ser
convalidado por Luciana.
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FGV - Ana GM (Pref SJC)/Pref SJC/Direito/2024
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Júlio Cesar, comerciante, casado com Lúcia, celebra contrato de compra e venda de um imóvel
residencial urbano adquirido na constância do casamento e avaliado em R$800.000,00 com Lia,
arquiteta, com quem mantém um relacionamento afetivo em segredo. A fim de realizar o negócio sem o
conhecimento de Lúcia, Júlio Cesar utilizou-se de uma outorga de poderes por instrumento público,
conferida por Lúcia a ele meses antes.
 
O negócio com Lia foi formalizado em janeiro de 2020, pelo preço de R$80.000,00. Três anosapós, Lúcia
descobre o relacionamento de Júlio Cesar com Lia e pede o divórcio. Lia, por sua vez, preocupada em
preservar o seu patrimônio, vende o referido imóvel para Tereza, que não sabia das circunstâncias em
que ocorrera a alienação anterior, pelo preço de R$850.000,00.
 
Acerca da situação hipotética, é correto afirmar que a compra e venda celebrada entre Júlio Cesar e Lia é
negócio jurídico
a) simulado e, sendo assim, anulável no prazo de até 2 anos após a dissolução da sociedade
conjugal, mas preserva-se o direito de Tereza.
b) dissimulado e, sendo assim, nulo, razão pela qual Tereza perderá a propriedade do imóvel, mas
terá direito ao reembolso dos valores pagos.
c) dissimulado e, sendo assim, anulável, razão pela qual Tereza perderá a propriedade do imóvel,
mas terá direito ao reembolso dos valores pagos.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771184
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303) 
304) 
d) simulado e, sendo assim, nulo, ao passo que a doação, negócio dissimulado, é anulável no prazo
de até 2 anos após a dissolução da sociedade conjugal, mas preserva-se o direito de Tereza.
e) dissimulado e, sendo assim, nulo, ao passo que a doação, negócio simulado, é anulável no prazo
de até 2 anos após a dissolução da sociedade conjugal, mas preserva-se o direito de Tereza.
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FGV - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Consultor Legislativo/Área V/2024
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Oton é casado há 35 anos, sob o regime da comunhão parcial de bens, com Marilda. Juntos, eles
têm três filhos: Sávio, 30 anos, Cristiano, 27 anos, e Cláudio, 25 anos. Hoje, Cláudio descobriu que sua
parte na possível herança foi prejudicada porque seu pai, há um ano e quatro meses, vendeu para Sávio
uma das três casas de valor similar que adquiriu onerosamente na constância do casamento com
Marilda, com o consentimento de Marilda e Cristiano, mas com preço inferior ao de mercado.
 
Considerando que os pais não têm dívidas, a compra e venda em questão é
a) válida, uma vez que, expirado o prazo para ser impugnada, convalesceu pelo decurso do tempo.
b) válida, pois a propriedade do imóvel é dos cônjuges Oton e Marilda e, até sua morte, os herdeiros
são titulares de mera expectativa de direito.
c) inexistente, pois a manifestação de vontade do polo vendedor somente se aperfeiçoa com a
declaração de vontade de todos os herdeiros necessários.
d) nula, uma vez que o consentimento de Cláudio é imprescindível para a celebração do negócio
jurídico por se tratar de cláusula especial de compra e venda.
e) anulável, sendo que Cláudio tem o prazo decadencial de dois anos para o exercício do direito
potestativo.
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FGV - Proc (Niterói)/Pref Niterói/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Renato, solteiro, vende, em 2010, imóvel de sua propriedade para seu filho Felipe, sem anuência
de seu outro filho, Paulo, por preço muito abaixo do mercado. Para evitar questionamentos jurídicos, as
partes convencionam que o negócio seria realizado em nome de Marília, esposa de Felipe.
 
À época da venda, Paulo, que é diplomata, estava lotado na embaixada de Paris. Por isso, somente
quando retornou ao Brasil, em 2021, ajuizou demanda impugnando a compra e venda.
 
Nesse caso, o juiz deverá:
a) afastar a prescrição, considerando que o prazo não corre contra os ausentes do país em serviço
público da União;
b) reconhecer a extinção do direito de anular o negócio jurídico, ainda que a matéria não seja
suscitada pelas partes;
c) afirmar a subsistência do fundo de direito, diante de negócio jurídico simulado, em que a nulidade
é absoluta e não se convalida pelo decurso do tempo;
d) reconhecer a validade do negócio jurídico, ressalvando a necessidade de trazer o bem à colação
no inventário de Renato, já que o objetivo fora o de dissimular uma doação;
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2850169
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2362031
305) 
306) 
e) abster-se de declarar a invalidade antes da abertura da sucessão de Renato, quando se vai apurar
a legítima e verificar se a compra e venda ultrapassou o limite de disponibilidade.
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FGV - JE TJMS/TJ MS/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Após a morte de seu pai, Alessandro cedeu para Dejair, por instrumento particular, os quadros que
eventualmente herdaria na divisão da herança.
Nesse caso, é correto afirmar que o negócio jurídico:
a) que versa sobre a alienação de bens móveis, é existente, válido e eficaz;
b) é nulo, por violação de forma prescrita em lei, de modo que não admite qualquer aproveitamento
ou convalidação;
c) é anulável, por violação de forma prescrita em lei, mas admite sua conversão em promessa de
cessão;
d) é nulo, por violação de forma prescrita em lei, mas admite sua conversão em promessa de
cessão;
e) que versa sobre a alienação de bens móveis, é existente, válido e tem eficácia subordinada a fato
futuro e incerto, qual seja, Alessandro ser aquinhoado, na divisão, com os quadros que alienou a
Dejair.
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FGV - Ana (PGM Niterói)/Pref Niterói/Processual/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Esmeralda, professora de artes plásticas, está enfrentando problemas de relacionamento com seu
marido Adalberto. Tudo indica que o divórcio do casal é iminente. Casada sob o regime de comunhão
parcial de bens, Esmeralda teme que, caso venha efetivamente a se divorciar, acabe perdendo para
Adalberto, na partilha do patrimônio comum do casal, a propriedade de uma pintura valiosa que adquiriu
recentemente. Por isso, propôs à sua irmã Ludmila que guardasse temporariamente a obra de arte para
ela em sua casa e que formalizasse com ela um contrato de compra e venda da pintura, por um preço
irrisório, que Esmeralda lhe restituiria posteriormente. As irmãs assim procederam, tendo Esmeralda
transferido a pintura para Ludmila, que, por sua vez, pagou à irmã o valor avençado.
Considerando que todos esses fatos encontrem-se comprovados, é correto afirmar que o contrato de
compra e venda firmado entre Esmeralda e Ludmila:
a) é anulável, podendo Adalberto, caso se sinta prejudicado, pedir a sustação de seus efeitos;
b) é válido, mas inoponível a Adalberto, que pode desconsiderar seus efeitos em eventual partilha de
bens;
c) era anulável, mas foi convalidado pelo cumprimento espontâneo das prestações pelas partes;
d) é nulo, mas pode ser convertido em doação pura e simples por força do princípio de conservação
do negócio jurídico;
e) pode ser declarado nulo de ofício pelo juiz que venha a apreciar seus efeitos, ainda que contra a
vontade das partes.
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307) 
308) 
309) 
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FGV - AJ (TJ RN)/TJ RN/Judiciária/Direito/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Joãozinho pede emprestado dez reais a seu colega de turma Pedrinho para comprar balas na
cantina da escola.
 
Na hora do recreio, Joãozinho compra as balas e as divide com Pedrinho. No dia seguinte, os pais de
Pedrinho vão à escola reclamar do ocorrido e exigem a devolução integral da quantia emprestada.
 
Nesse sentido, é correto afirmar que:
a) ocorreu um negócio jurídico nulo que deve, por isso mesmo, ser desfeito, sem possibilidade de
convalidação;
b) verifica-se um negócio jurídico anulável que pode ser desfeito apenas judicialmente, sem
possibilidade de convalidação;
c) apesar de o negócio jurídico ter sido nulo, como reverteu em favor do incapaz lesado (Pedrinho)
pela divisão das balas, pode ser convalidado;
d) apesar de o negócio jurídico ter sido anulável, como reverteu em favor do incapaz lesado
(Pedrinho) pela divisão das balas, pode ser convalidado;
e) concretizou-se um ato-fato jurídico que deverá subsistir.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2709494FGV - N e R (TJ SE)/TJ SE/Provimento/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Rodolfo fraudou uma procuração de Teotônio, a fim de obter poderes específicos para venda de
uma vasta gleba de terras em Barra dos Coqueiros. De posse dessa procuração, com erros grosseiros na
própria qualificação do outorgante, alienou para terceiro de boa-fé o imóvel, por escritura pública
oportunamente levada a registro.
Em 2011, Teotônio tomou conhecimento do negócio jurídico, mas apenas em 2022 ingressou com a
demanda judicial impugnando-o. Nesse caso, é correto afirmar que se trata de:
a) negócio jurídico anulável por vício de representação, mas cuja irregularidade é inoponível ao
terceiro de boa-fé, sobretudo pela aplicação qualificada da teoria da aparência, diante da chancela
registral à escritura;
b) venda a non domino, nula de pleno direito, que, no entanto, não poderá ser desfeita, sob pena de
prejudicar terceiro de boa-fé, ressalvado o direito de indenização contra Rodolfo;
c) venda a non domino, sujeita a prazo decadencial de quatro anos, já consumado no caso concreto,
a impedir o desfazimento do negócio jurídico;
d) negócio jurídico anulável por vício de representação, sujeito a prazo prescricional decenal, já
consumado no caso concreto, a impedir o desfazimento do negócio jurídico;
e) venda a non domino, nula de pleno direito, cujo vício é oponível ao terceiro de boa-fé, sem que
esteja sujeita a qualquer prazo decadencial ou prescricional.
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FGV - N e R (TJ SE)/TJ SE/Remoção/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Lobato e Lenora foram ao Cartório do Ofício de Notas para realizar a compra e venda de um
imóvel. No momento da celebração do negócio jurídico, a compradora Lenora quis se assegurar de
informação imprescindível para a negociação perante o tabelião. Indagou, então, a Lobato se no imóvel
realmente havia sido realizada reforma elétrica recente. Um terceiro, que estava no cartório por outra
razão, ouviu a pergunta e disse morar na rua do imóvel, garantindo ter visto a obra de reforma elétrica
ser realizada. Ocorre que esse vizinho era amigo de Lobato e se manifestou para ajudá-lo a fechar o
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310) 
311) 
negócio, mesmo sabendo que a informação não era verídica. Lobato, ciente da inverdade, ficou silente,
beneficiando-se da celebração da venda.
Nesse caso, o contrato foi concluído mediante:
a) dolo comissivo de Lobato, que dá direito somente à anulação do negócio jurídico;
b) silêncio intencional de Lobato, que gera a nulidade do negócio jurídico;
c) dolo de terceiro, que, no caso, dá direito à anulação do negócio jurídico e perdas e danos;
d) dolo por omissão de Lobato, que dá direito somente a perdas e danos;
e) dolo omissivo de terceiro e dolo comissivo de Lobato, que dá direito à anulação do negócio
jurídico.
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FGV - N e R (TJ SE)/TJ SE/Remoção/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Maria e Flavinho ajuízam, em 15/06/2022, demanda anulatória contra Marília.
Alegam ter descoberto que Marília era amante de Flavão, falecido marido de Maria e pai de Flavinho.
Segundo aduzem, em 04/04/2004, Flavão doou um valioso imóvel para sua cúmplice – sem a outorga,
por óbvio, de Maria.
No entanto, apenas com a morte do doador, em 08/09/2019, descobriram todas essas circunstâncias.
Sabendo-se que, ao tempo do óbito, Maria e Flavão ainda eram casados pelo regime da comunhão
universal de bens, é correto afirmar que:
a) Flavinho também tem legitimidade para a demanda anulatória;
b) o prazo prescricional para anulação, de quatro anos, já se consumou, na medida em que corre
desde a doação;
c) o prazo decadencial para anulação, de quatro anos, ainda não se consumou, na medida em que se
conta desde a cessação do vínculo conjugal;
d) o prazo decadencial para anulação, de dois anos, que corre desde a cessação do vínculo conjugal,
já se consumou;
e) o negócio jurídico, nos termos em que entabulado, é absolutamente nulo, razão pela qual não
está sujeito a prazo prescricional ou decadencial.
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FGV - TJ (TJ SE)/TJ SE/Administrativa/Judiciária/2023
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Benedito vendeu para Rodrigo sua casa em Aquidabã pelo valor de cinco milhões de reais por
instrumento particular.
 
Pago o preço, Benedito recusou-se a cumprir o contrato. Rodrigo judicializou a disputa e o juiz, embora
tenha reconhecido a falta da escritura pública para celebração do negócio, recebeu-o como promessa de
compra e venda, espécie de negócio jurídico que não exige forma especial. Nesse caso, é correto afirmar
que o juiz:
a) equivocou-se, porque, em se tratando de nulidade absoluta por defeito de forma, o negócio
jurídico nulo não é suscetível de confirmação nem convalesce pelo decurso do tempo;
b) acertou, porque havia causa de mera anulabilidade, a qual admite confirmação pelas partes;
c) acertou ao realizar a conversão, mesmo diante de causa de nulidade;
d) acertou ao realizar a convalidação, mesmo diante de causa de anulabilidade;
e) acertou ao reconhecer a convalescença, mesmo diante de causa de nulidade.
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FGV - JE TJAP/TJ AP/2022
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2727292
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1865186
312) 
313) 
314) 
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
O Banco BPF S/A ajuizou execução por título extrajudicial em face de João Pedro para satisfação de
sua dívida. No momento da penhora de um automóvel que cobriria o valor devido, o executado informou
que este fora vendido para seu filho, Bernardo. O automóvel se encontra efetivamente na posse de
Bernardo, que dele vem se utilizando, e a transferência da propriedade foi registrada administrativamente
junto ao Detran. No entanto, o executado não obteve êxito em comprovar o valor supostamente pago
pela venda do carro, ficando claro que o negócio jurídico efetivamente celebrado fora uma doação.
 
Diante disso, deve ser reconhecida a:
a) nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva;
b) anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;
c) inexistência do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa subjetiva;
d) nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;
e) anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva.
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FGV - JE TJSC/TJ SC/2022
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Geraldo, pai de Mévio, seu primogênito, deseja vender a ele um de seus apartamentos em
Florianópolis. No entanto, ambos sabem que os filhos de Geraldo de seu outro casamento, Caio e Tício,
jamais concordariam. Sendo assim, Geraldo pediu aseu amigo Júlio que recebesse o apartamento em
doação para, após um tempo, vendê-lo a Mévio, pois entre eles não há impedimento.
Nesse caso, ocorreu:
a) fraude contra credores;
b) simulação;
c) dolo;
d) lesão;
e) erro.
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FGV - ATCE (TCE-AM)/TCE AM/Ministério Público de Contas/2021
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Magda deseja vender um imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para não ter problemas com seus
outros filhos que não concordarão com a venda, ela combina com Jorge, seu melhor amigo, de vender o
imóvel para ele, mas com a incumbência de ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o que efetivamente
ocorre.
Quando os outros filhos de Magda descobrirem, eles poderão alegar:
a) confirmação;
b) conversão;
c) simulação;
d) redução;
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2121857
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1692373315) 
316) 
317) 
e) ratificação.
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FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2021
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
A ZW Empreendimentos Ltda. comprou da ZTC Ltda. um apartamento na cidade de Londrina pelo
preço de R$ 800.000,00. O contrato foi celebrado mediante instrumento particular. Perante o Registro de
Imóveis, houve a exigência do instrumento público.
Diante disso:
a) o Cartório do Registro de Imóveis deve aceitar o instrumento particular porque no ordenamento
jurídico brasileiro vige o princípio da liberdade de forma;
b) é possível ao Poder Judiciário converter o contrato em promessa de compra e venda, pelo
princípio da conservação dos negócios jurídicos;
c) o negócio jurídico não produzirá efeitos por se tratar de imóvel de valor superior a dez salários
mínimos, configurando exceção ao princípio da liberdade de forma;
d) o contrato poderá produzir efeitos se ultrapassado o prazo para arguição de seu vício, operando-
se a decadência do direito à sua impugnação;
e) a compra e venda de imóvel no valor estipulado é reputada inexistente ante à violação da forma
prescrita em lei para transferência de direitos reais sobre imóveis.
 
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FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Provimento/2021
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Ademir queria doar um de seus terrenos a seu sobrinho João, mas sabia que sua esposa Delma
não concordaria com isso. Assim, doou o terreno para seu amigo Cleber que, após alguns meses,
repassou o imóvel a João, conforme previamente acertado entre Ademir e Cleber.
Nesse caso, ocorreu:
a) dolo;
b) fraude contra credores;
c) lesão;
d) simulação;
e) erro.
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FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Provimento/2021
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Silvio vendeu dois automóveis no mesmo dia: o primeiro foi comprado por Cláudia, 15 anos,
estudante; e o segundo por José, 17 anos, casado civilmente com autorização dos pais.
Tais atos serão considerados, respectivamente:
a) nulo e válido;
b) nulo e anulável;
c) anulável e válido;
d) anulável e anulável;
e) válido e válido.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1788001
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1788006
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/616489
318) 
319) 
320) 
FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Judiciária/2018
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Por meio de instrumento particular, Maria e Carlos pactuaram a venda de um imóvel pelo preço de
R$ 200.000,00. Na ocasião da assinatura do contrato, Carlos, comprador, imitiu-se na posse do bem. Ao
levar o pacto para registro no ofício de imóveis, o tabelionato comunicou a Carlos que se recusaria a
praticar o ato, visto que o negócio jurídico padecia de invalidade.
Diante dessa situação, é correto afirmar que:
a) a recusa do tabelionato é indevida, visto que a eventual irregularidade pode ser sanada e o
negócio confirmado pelas partes;
b) o negócio jurídico é inexistente e, portanto, Carlos deverá devolver o imóvel a Maria, contra o
reembolso das benfeitorias úteis;
c) a recusa do cartório é devida e as disposições do instrumento subscrito pelas partes são inválidas;
d) a compra e venda desejada pelas partes é válida, apesar da nulidade do instrumento que a
previu;
e) o negócio jurídico produz efeitos de promessa de compra e venda e deve ser assim registrado,
ainda que as partes não tenham previsto eventual irregularidade no pacto.
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FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2018
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Em face das normas do Código Civil sobre a teoria das nulidades, considerando a situação de fato
em que seja celebrado ato nulo ou anulável, assinale a afirmativa correta.
a) O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo.
b) O negócio jurídico anulável não pode ser confirmado pelas partes.
c) É nulo o ato praticado por pessoa que, por enfermidade ou doença mental, não tenha o
necessário discernimento para a prática desse ato.
d) É anulável o ato jurídico praticado mediante simulação.
e) Mesmo que o negócio nulo contenha os requisitos de outro, este não subsistirá em hipótese
alguma, ainda que o fim a que visavam as partes permitisse supor que o teriam querido.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2018
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Arnaldo foi procurado por sua irmã Zulmira, que lhe ofereceu R$ 1 milhão para adquirir o
apartamento que ele possui na orla da praia. Receoso, no entanto, que João, o locatário que atualmente
ocupa o imóvel e por quem Arnaldo nutre profunda antipatia, viesse a cobrir a oferta, exercendo seu
direito de preferência, propôs a Zulmira que constasse da escritura o valor de R$ 2 milhões, ainda que a
totalidade do preço não fosse totalmente paga.
Realizado nesses termos, o negócio
a) pode ser anulado no prazo decadencial de dois anos, em virtude de dolo.
b) é viciado por erro, que somente pode ser alegado por João.
c) é nulo em virtude de simulação, o que pode ser suscitado por qualquer interessado.
d) é ineficaz, em razão de fraude contra credores, inoponíveis seus efeitos perante João.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/718377
321) 
322) 
323) 
324) 
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2009
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
A respeito dos defeitos e da invalidade do negócio jurídico, assinale a opção correta.
a) São anuláveis os negócios jurídicos por vício de erro.
b) São nulos os negócios jurídicos por vício de dolo.
c) O negócio jurídico resultante do vício de coação não é passível de confirmação, por ser nulo de
pleno direito.
d) Configura-se o vício de lesão quando alguém, premido pela necessidade de salvar a si mesmo, ou
a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação onerosa.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
É nulo o negócio jurídico quando
a) viciado por erro, dolo, coação, estado de perigo ou lesão.
b) praticado por pessoa relativamente incapaz, sem a devida assistência legal.
c) praticado para fraudar credores.
d) tiver por objetivo fraudar lei imperativa.
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Com. Exam. (TRT 8) - JT TRT8/TRT 8/2007
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Assinale a alternativa incorreta:
a) O Direito Civil Brasileiro adota a teoria da responsabilidade civil objetiva, ou seja,
independentemente de culpa, quando a lei assim prever ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano, por sua natureza, causar risco para o direito de outrem.
b) Embora a pessoa jurídica possua personalidade jurídica própria, distinta dos seus membros, o
Código Civil Brasileiro adota o princípio da desconsideração da personalidade jurídica quando ficar
caracterizado o abuso pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, para que seja estendida
a responsabilidade patrimonial aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa
jurídica.
c) Os negócios jurídicos praticados por pessoas absoluta e relativamente incapazes, sem a devida
representação ou assistência de seus representantes legais, são nulos de pleno direito, nos termos da
lei, não produzindo qualquer efeito e, por prevalecer o interesse público, são insuscetíveis de
confirmação.
d) Dentre as hipóteses de cabimento do pagamento em consignação está aquela em que o credor
não puder ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar a quitação na forma devida.
e) Os contratantes têm liberdade para estabelecer a cláusula penal, desde queo valor da cominação
imposta não exceda o da obrigação principal.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2006
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
A propósito dos fatos jurídicos, assinale a opção correta.
a) O negócio jurídico é nulo quando tiver por objetivo fraudar lei imperativa. Essa nulidade é fixada
no interesse de toda a coletividade, tendo alcance geral e eficácia erga omnes. Com a declaração da
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1643460
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/108371
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2339228
325) 
326) 
327) 
nulidade, o negócio não produzirá qualquer efeito por ofender princípios de ordem pública e conter
vícios essenciais.
b) Configura-se o estado de perigo quando uma pessoa, sob premente necessidade, obriga-se a
prestação desproporcional ao valor da prestação oposta, gerando um lucro exagerado ao outro
contratante.
c) É nulo o negócio jurídico celebrado pelo representante legal em conflito com interesses com o
representado, por se tratar de vício insanável em face da incapacidade de um dos participantes do
negócio, não gerando, por isso, qualquer efeito jurídico, ainda que o terceiro, com o qual o
representante celebrou o negócio, não tenha conhecimento da incapacidade do outro contratante.
d) A transação é um modo de extinção das obrigações oriundas de direitos patrimoniais contestados e
tem como condição necessária a existência de ação judicial, por ser a sua finalidade terminar um
litígio instaurado entre as partes. Os efeitos da transação começam a partir do trânsito em julgado da
sentença homologatória.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2475571
VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2006
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Sobre a teoria das nulidades, é errado afirmar:
a) negócio nulo pode ser objeto de conversão, a fim de que o novo negócio ganhe validade e
eficácia.
b) são nulos os negócios em que a lei proíbe sua prática sem cominar sanção.
c) em regra, é de 4 anos o prazo para pleitear-se a nulidade absoluta do negócio jurídico.
d) negócio anulável admite ratificação tácita.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2006
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Sob premente necessidade, Fernando adquire à vista um bem móvel de Guilherme com preço
manifestamente superior ao seu real valor de mercado. Nesse caso, é correto afirmar que esse negócio
a) pode ser anulado por conter vício do consentimento denominado dolo.
b) não pode ser anulado apenas por este fato.
c) pode ser anulado por conter vício do consentimento denominado lesão.
d) pode ser anulado por conter vício do consentimento denominado erro.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2005
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
É nulo
a) o negócio jurídico quando a sua causa for o dolo.
b) o disposto na cláusula que autoriza o credor hipotecário a ficar com o objeto da garantia, se a
dívida não for paga no vencimento.
c) o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato
era ou deveria ser do conhecimento de quem com aquele tratou.
d) o negócio jurídico resultante de fraude contra credores.
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COPERVE UFSC - Sec OAB SC/OAB/2003
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2449838
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/362486
328) 
329) 
330) 
331) 
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Assinale a alternativa INCORRETA, de acordo com o Código Civil (Lei 10.406/2002).
a) O menor, com idade entre dezesseis e de dezoito anos de idade, poderá ser emancipado, fazendo-
se necessária a homologação judicial da concessão feita pelos pais.
b) O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes.
c) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a
anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.
d) O menor, entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a
sua idade, se dolosamente a ocultou, quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se,
declarou-se maior.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/1999
Direito Civil - Invalidade do Negócio Jurídico (arts. 166 a 184)
Ainda que tenha sido praticado mediante dolo, o ato jurídico NÃO é anulável quando
a) o vício consistir na indução deliberada da parte contrária a erro substancial.
b) o vício consistir na omissão intencional de fato, cujo conhecimento implicaria a não celebração do
ato.
c) for celebrado de qualquer maneira, a despeito do vício de vontade.
d) a sua celebração teve como causa exclusiva e imediata a indução da parte contrária a erro.
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FGV - Conc (TJ BA)/TJ BA/2023
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Após formalizar acordo em Juizado Especial Cível, Teresa procede ao pagamento da dívida
reconhecida, no valor de trinta e oito mil reais, em moedas de cinco centavos.
Glauce, a credora, é obrigada a contratar uma carreta que realiza frete para levar a quantia, em
segurança, ao banco. Além disso, sofre diversos transtornos.
Nesse caso, a conduta de Teresa caracteriza:
a) exercício regular de direito que, diante dos prejuízos provocados, pode, excepcionalmente, gerar
responsabilidade civil;
b) cumprimento de dever legal, impassível de gerar responsabilidade civil;
c) exercício regular de direito, impassível de gerar responsabilidade civil;
d) abuso de direito, impassível de gerar responsabilidade civil;
e) abuso de direito, a gerar responsabilidade civil.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2021
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Daniel, habilitado e dentro do limite de velocidade, dirigia seu carro na BR 101 quando uma criança
atravessou a pista, à sua frente. Daniel, para evitar o atropelamento da criança, saiu de sua faixa de
rolamento e colidiu com o carro de Mário, taxista, que estava a serviço e não teve nenhuma culpa no
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332) 
333) 
acidente. Daniel se nega ao pagamento de qualquer valor a Mário por alegar que a responsabilidade, em
verdade, seria de José, pai da criança.
A respeito da responsabilidade de Daniel pelos danos causados no acidente em análise, assinale a
afirmativa correta.
a) Ele não praticou ato ilícito mas, ainda assim, terá que indenizar Mário.
b) Ele praticou ato ilícito ao causar danos a Mario, violando o princípio do neminem laedere.
c) Ele não praticou ato ilícito e não terá que indenizar Mario por atuar em estado de necessidade.
d) Ele praticou ato ilícito ao causar danos a Mário e responderá objetivamente pelos danos a que der
causa.
 
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2013
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Pedro, engenheiro elétrico, mora na cidade do Rio de Janeiro e trabalha na Concessionária
Iluminação S.A.. Ele é viúvo e pai de Bruno, de sete anos de idade, que estuda no colégio particular
Amarelinho. Há três meses, Pedro celebrou contrato de financiamento para aquisição de um veículo
importado, o que comprometeu bastante seu orçamento e, a partir de então, deixou de arcar com o
pagamento das mensalidades escolares de Bruno. Por razões de trabalho, Pedro será transferido para
uma cidade serrana, no interior do Estado e solicitou ao estabelecimento de ensino o histórico escolar de
seu filho, a fim de transferi-lo para outra escola. Contudo, teve seu pedido negado pelo Colégio
Amarelinho, sendo a negativa justificada pelo colégio como consequência da sua inadimplência com o
pagamentodas mensalidades escolares. Para surpresa de Pedro, na mesma semana da negativa, é
informado pela diretora do Colégio Amarelinho que seu filho não mais participaria das atividades
recreativas diuturnas do colégio, enquanto Pedro não quitar o débito das mensalidades vencidas e não
pagas.
Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) O Colégio Amarelinho atua no exercício regular do seu direito de cobrança e, portanto, não age
com abuso de direito ao reter o histórico escolar de Bruno, haja vista a comprovada e imotivada
inadimplência de Pedro.
b) As condutas adotadas pelo Colégio Amarelinho configuram abuso de direito, pois são eticamente
reprováveis, mas não configuram atos ilícitos indenizáveis.
c) Tanto a retenção do histórico escolar de Bruno, quanto a negativa de participação do aluno nas
atividades recreativas do colégio, configuram atos ilícitos objetivos e abusivos, independente da
necessidade de provar a intenção dolosa ou culposa na conduta adotada pela diretora do Colégio
Amarelinho.
d) Para existir obrigação de indenizar do Colégio Amarelinho, com fundamento no abuso de direito, é
imprescindível a presença de dolo ou culpa, requisito necessário para caracterizar o comportamento
abusivo e o ilícito indenizável.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2010
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa,
causando um grave prejuízo.
Em relação à situação acima, é correto afirmar que Ricardo
a) não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade.
b) responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade.
c) responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa.
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334) 
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336) 
337) 
d) praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2009
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
A respeito do ato ilícito, assinale a opção correta.
a) Ato ilícito é o que se pratica de acordo com a ordem jurídica, mas que viola direito subjetivo
individual, apto a causar dano material ou moral a outrem.
b) Todo ato lesivo é classificado como ato ilícito.
c) Na seara da culpa extracontratual, o ofendido não precisa constituir o devedor em mora.
d) A ilicitude do ato praticado com abuso de direito possui sempre natureza subjetiva, somente
aferível a partir da comprovação da existência de culpa ou dolo.
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Com. OAB GO - Sec OAB GO/OAB/2006
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Em tema de ato ilícito, segundo as regras ditadas pelo vigente Código Civil, é correto afirmar:
a) Não comete ato ilícito aquele que, por sua culpa, causa dano exclusivamente moral a outrem.
b) Não comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites
impostos pelos bons costumes.
c) Constitui ato ilícito a deterioração ou destruição de coisa alheia, ou a lesão a pessoa, mesmo que
resulte da remoção de perigo iminente.
d) Não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito
reconhecido.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2002
Direito Civil - Dos Atos Ilícitos (arts. 186 a 188)
Na liqüidação de obrigações resultantes de ato ilícito, prevista pelo Código Civil, as indenizações
compreendem
a) despesas de tratamento e lucros cessantes, se da ofensa resultar defeito da vítima.
b) despesas de tratamento, lucros cessantes e dano moral.
c) despesas de tratamento, lucros cessantes até o fim da convalescença e pensão, se da ofensa
resultar defeito da vítima.
d) despesas de tratamento, pensão substitutiva de lucros cessantes e, também, dano moral, em caso
de falecimento da vítima.
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FGV - ATM (Pref SJC)/Pref SJC/Gestão Tributária/2024
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Tereza contratou o seguro de vida Mulher com cobertura por morte, acidentes pessoais e
diagnóstico de câncer junto à Seguradora Tranquilidade. Na vigência do contrato, em 30 de novembro de
2021, Tereza foi diagnosticada com câncer de útero, sendo submetida ao tratamento médico devido; o
tratamento ainda está em curso.
 
Em 1º de dezembro de 2023, quando da segunda renovação sucessiva do contrato, Tereza identificou
que teria direito a uma verba compensatória em razão de seu diagnóstico de câncer. Assim, Tereza,
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2474174
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338) 
339) 
observando todo o procedimento para a regularização do sinistro, bem como atendendo a todas as
exigências da Seguradora Tranquilidade, incluindo o envio do diagnóstico, requer da Seguradora
Tranquilidade o pagamento do capital estipulado. Entretanto, Tereza tem seu pedido negado pela
Seguradora, sob o argumento de que a pretensão estaria prescrita.
 
Diante da situação hipotética narrada, é correto afirmar que a recusa da Seguradora Tranquilidade
a) não encontra respaldo legal, pois a contagem do prazo prescricional de 1 ano fica impedida
durante o tratamento médico.
b) não encontra respaldo legal, pois o prazo prescricional para a pretensão de Tereza é de 3 anos.
c) não encontra respaldo legal, pois o prazo prescricional para a pretensão de Tereza é de 2 anos,
contado o prazo a partir do diagnóstico, que é o fato gerador da pretensão.
d) encontra respaldo legal, pois o prazo prescricional para a pretensão de Tereza é de 1 ano, contado
a partir do diagnóstico, que é o fato gerador da pretensão.
e) não encontra respaldo legal, pois a contagem do prazo prescricional de 2 anos fica impedida
durante o tratamento médico.
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FGV - Aud Est (CGE SC)/CGE SC/Direito/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
J.M., 7 anos, reside com a sua mãe, que tem a sua guarda. Nos últimos três meses, seu pai, que
detém o poder familiar, deixou de pagar voluntariamente a pensão alimentícia.
A respeito do tema prescrição e decadência, assinale a afirmativa correta.
a) O direito de reclamar alimentos familiares é imprescritível, portanto, poderá J.M. a qualquer tempo
exigir de seu pai os alimentos devidos nos últimos três meses.
b) No caso narrado, os alimentos devidos vencidos e não pagos prescrevem em dois anos a contar
da inadimplência.
c) No caso narrado, corre a prescrição pois, inobstante a menoridade de J.M., ele é representado por
sua genitora.
d) No caso narrado, os alimentos devidos, vencidos e não pagos prescrevem em cinco anos a contar
da inadimplência.
e) Não corre prescrição entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar e também não
corre a prescrição contra os absolutamente incapazes, portanto, no caso de J.M, a contagem do prazo
inicial ainda não se iniciou.
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FGV - Cons Sub (TCE ES)/TCE ES/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A empresa X contratou a construção de uma ponte com a empreiteira Y. Sucede que, na semana
anterior à comemoração do quinto aniversário da entrega da ponte, relatório de fiscalização constata, na
estrutura, diversas fissuras que comprometem sobremaneira sua solidez.
A empresa X, então, ingressa com ação indenizatória por perdas e danos dois meses depois. A sociedade
empresária Y suscita prejudicial de prescrição. O processo tem curso regular, as partes dispensam provas
e pedem o julgamento antecipado.
Nesse caso, o juiz deverá:
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340) 
341) 
a) reconhecer a prescrição do fundo de direito, considerando o prazo trienal que rege as pretensões
relativas à responsabilidadecontratual;
b) rejeitar a prejudicial, aplicando ao caso a prescrição decenal geral do Código Civil, e julgar
improcedentes os pedidos, porque, no caso, era essencial a comprovação de responsabilidade
subjetiva do empreiteiro, regra no regime cível, a cargo da empresa X, que dispensou provas;
c) reconhecer a prescrição do fundo de direito, por aplicação do prazo quinquenal previsto pelo
Código Civil para a responsabilização do empreiteiro por vícios de construção que afetem a solidez da
edificação;
d) rejeitar a prejudicial, aplicando ao caso a prescrição decenal geral do Código Civil, e julgar
procedentes os pedidos, porque, no caso, a demanda foi ajuizada no prazo de garantia, durante o
qual cumpre ao empreiteiro demonstrar que não tem responsabilidade pelo vício;
e) rejeitar a prejudicial, porque o prazo de cinco anos de responsabilidade pelo contrato de
empreitada surge a partir do aparecimento do vício, e julgar improcedentes os pedidos, porque, no
caso, era essencial a comprovação de responsabilidade subjetiva do empreiteiro, regra no regime
cível, a cargo da empresa X, que dispensou provas.
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FGV - JE TJMS/TJ MS/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Marcos nunca soube quem era seu pai. Entretanto, a mãe, antes de falecer, decidiu lhe revelar o
nome. Ao sabê-lo, descobriu que o apontado homem teria morrido há alguns anos, em 10/07/2006.
Havia sido um homem muito rico e teria deixado uma volumosa herança. Como havia muitos bens a
partilhar e discussão entre os herdeiros conhecidos à época, o inventário arrastou-se por muitos anos,
tendo transitado em julgado em 10/05/2015. Em 07/06/2015, Marcos ajuíza demanda de investigação de
paternidade a fim de provar sua condição de filho. Foi julgada procedente e transitou em julgado em
07/12/2017. Em 12/12/2022, Marcos propõe ação de petição de herança.
Segundo a jurisprudência, a ação de petição de herança:
a) está prescrita, já que o prazo para ajuizá-la é de dez anos, contado a partir da abertura da
sucessão;
b) não está prescrita, já que o prazo para ajuizá-la é de dez anos, contado a partir do trânsito em
julgado da demanda de investigação de paternidade;
c) está prescrita, já que o prazo para ajuizá-la é de cinco anos, contado da abertura da sucessão;
d) está prescrita, já que o prazo para ajuizá-la é de cinco anos, contado a partir do trânsito em
julgado da demanda de investigação de paternidade;
e) não está prescrita, já que, assim como a ação de investigação de paternidade, é imprescritível.
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FGV - TecPro (PGM Niterói)/Pref Niterói/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Alguns anos atrás, Murilo comprou um veículo que pertencia a Vilma, uma senhora muito amiga de
sua família. O automóvel foi transferido a Murilo imediatamente, mas ele, que deveria pagar o preço à
vista, nada pagou à vendedora. Vilma, por sua vez, em respeito à família de Murilo, nunca cobrou a
dívida, não tendo nenhuma das partes jamais voltado a tocar no assunto desde então. Recentemente,
Vilma, que já tinha uma idade avançada, faleceu e deixou como única herdeira Viviane, sua filha. Como
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342) 
sucessora legítima da mãe, Viviane adquiriu, por força de lei, entre outros direitos de Vilma, o direito de
cobrar o preço do veículo vendido para Murilo.
Considerando como verdadeiro que a lei impunha a Vilma um prazo prescricional de cinco anos para a
cobrança da dívida em face de Murilo e que já haviam decorrido exatos quatro anos desse prazo quando
Vilma faleceu, é correto afirmar que:
a) com a morte de Vilma, a prescrição iniciada contra ela continua a correr pelo tempo restante
contra Viviane;
b) com a morte de Vilma, a prescrição iniciada contra ela cessa e começa a correr novo prazo de
cinco anos contra Viviane;
c) com a morte de Vilma, a prescrição da pretensão em questão deixa de correr permanentemente
em favor de Viviane;
d) com a morte de Vilma, a prescrição da pretensão em questão reputa-se automaticamente
consumada contra Viviane;
e) a prescrição da pretensão de Vilma já estava consumada antes da sua morte, por efeito da sua
inércia injustificada.
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FGV - TecPro (PGM Niterói)/Pref Niterói/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Tatiana, uma adolescente de 16 anos, passava férias no litoral com sua família quando foi
abordada por Douglas, um comerciante local, que lhe ofereceu o que parecia ser um colar ornado por
uma pérola. Encantada com o objeto, a jovem desembolsou um valor significativo para comprá-lo, com a
assistência dos seus pais, que a acompanhavam naquele momento. Dias depois, uma amiga lhe contou
que aquele comerciante era conhecido por enganar turistas e que o objeto adquirido por Tatiana
dificilmente continha uma pérola verdadeira, o que a jovem depois verificou ser realmente o caso.
Considerando como correto que a ordem jurídica assegura a Tatiana, nesse caso, o direito de pedir a
anulação da compra do colar e que esse direito deve ser exercido dentro do prazo decadencial previsto
em lei de quatro anos, é correto afirmar que:
a) o direito de Tatiana à anulação não se sujeitará à decadência enquanto ela não completar 18 anos
de idade;
b) ainda que Tatiana venha a decair do direito à anulação, pode Douglas, se quiser, renunciar à
decadência em seu favor;
c) o prazo para exercício do direito à anulação de Tatiana não é interrompido pelas causas que
interrompem a prescrição;
d) caso Tatiana venha a decair de seu direito à anulação, essa decadência não poderia ser conhecida
de ofício pelo juiz;
e) o não exercício por Tatiana do direito à anulação dentro do prazo legal torna esse direito inexigível,
mas não o extingue.
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FGV - TecPro (PGM Niterói)/Pref Niterói/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
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343) 
344) 
Ana Carolina é uma artista plástica que atualmente passa por diversas dificuldades profissionais,
não dispondo de quaisquer bens nem de recursos financeiros suficientes para pagar a maior parte de
suas dívidas, inclusive aquelas contraídas com fornecedores de tintas, telas, pincéis e outros materiais
necessários à sua atividade. Embora muitas dessas dívidas já estejam vencidas, sejam plenamente
exigíveis e permaneçam sem pagamento, Ana Carolina, muito honesta, tem convicção de que um dia
conseguirá pagar todos os seus débitos, sem exceção, não importa quanto tempo demore para fazê-lo.
Com essa determinação em mente, a artista utilizou os últimos valores em dinheiro de que dispunha para
pagar a dívida mais antiga de todas, vencida há mais de cinco anos, com o fornecedor Tintas Todas
Ltda., apesar de ter o correto conhecimento de que, após tanto tempo sem pagamento, a pretensão
daquele fornecedor já se encontrava juridicamente prescrita.
Nesse contexto, é correto afirmar que:
a) Ana Carolina renunciou tacitamente e de forma plenamente válida à prescrição da pretensão em
favor do fornecedor Tintas Todas Ltda.;
b) as partes acordaram tacitamente, de forma plenamente válida, a alteração do prazo prescricional
em favor do fornecedor Tintas Todas Ltda.;
c) a renúncia à prescrição pretendida por Ana Carolina em favor do fornecedor Tintas Todas Ltda. é
nula, pois, em casos como este, apenas se admite a renúncia de forma expressa;
d) Ana Carolina renunciou tacitamente à prescrição em favor de Tintas Todas Ltda., mas essa
renúncia não tem validade jurídica nas circunstâncias em que foi feita;
e) a alteração do prazo prescricional em favor de Tintas Todas Ltda. pretendida pelas partes foi nula,
pois apenas se admite essa alteração depois de consumada a prescrição.
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FGV - TecPro (PGM Niterói)/Pref Niterói/2023
Direito Civil - Prescriçãoe Decadência (arts. 189 a 211)
Gustavo celebrou um contrato com Juliana por meio do qual o primeiro prometia vender para a
segunda uma obra de arte que integrava sua pinacoteca particular após o prazo de doze meses. O
contrato previa a cobrança de multa em valor elevado no caso de descumprimento por qualquer das
partes. No acordo, porém, também ficou estabelecido que Gustavo se reservava o direito potestativo de,
caso julgasse conveniente, arrepender-se da promessa e pedir o desfazimento do contrato, dentro do
prazo máximo de seis meses contados da data de celebração.
Considerando que o contrato firmado entre as partes é plenamente válido e eficaz, bem como que já se
passaram sete meses desde a data de celebração da promessa de compra e venda da obra de arte sem
que Gustavo tenha exercido o seu direito ao arrependimento, é correto afirmar que:
a) se quiser, Juliana pode renunciar à decadência do direito ao arrependimento de Gustavo, em favor
dele;
b) eventual renúncia por parte de Juliana à decadência do direito ao arrependimento de Gustavo seria
nula;
c) se quiser, Juliana ainda pode renunciar à prescrição da pretensão de Gustavo ao arrependimento,
em favor dele;
d) eventual renúncia por parte de Juliana à prescrição da pretensão de Gustavo ao arrependimento
seria nula;
e) eventual renúncia por parte de Juliana à prescrição da pretensão de Gustavo ao arrependimento
seria válida, desde que não seja prévia.
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345) 
346) 
347) 
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FGV - JT (CSJT)/CSJT/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
João, que contratou o seguro de seu carro com a seguradora X, sofre acidente automobilístico cujo
sinistro estava coberto pela apólice securitária. João acionou a seguradora em seguida, requerendo o
pagamento do prêmio, o que foi prontamente concedido.
 
Considerando que João é qualificado como consumidor para fins da relação jurídica constituída com a
seguradora, o prazo prescricional para que a seguradora X possa exercitar sua pretensão frente ao
causador do dano é de:
a) cinco anos, com base no Código Civil, pois seria o prazo para o exercício do direito de regresso da
seguradora frente ao causador direto do dano;
b) cinco anos, com base no Código de Defesa do Consumidor, pois o contrato de seguro se constitui
como uma relação de consumo;
c) três anos, com base no Código Civil, pois o segurador sub-roga-se nos direitos do segurado,
podendo buscar o ressarcimento frente ao terceiro causador do dano;
d) um ano, com base no Código Civil, pois seria o prazo para a pretensão do segurador contra o
segurado;
e) um ano, com base no Código Civil, pois seria o prazo para a pretensão da reparação civil.
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FGV - JL (TJ BA)/TJ BA/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Jorge (credor) e Maxwell (devedor), em sessão conciliatória perante os Juizados Especiais Cíveis,
discutiam o pagamento de uma dívida de cinco mil reais.
Acordaram em compensar essa dívida com um débito antigo e prescrito de igual valor, do qual Jorge era
devedor a Maxwell.
Nesse caso, o acordo é:
a) válido e eficaz;
b) anulável, porque a prescrição extingue a dívida e impede a compensação postulada;
c) anulável, porque equivale à renúncia da prescrição, o que é vedado pelo ordenamento;
d) nulo, porque a prescrição extingue a dívida e impede a compensação postulada;
e) nulo, porque equivale à renúncia da prescrição, o que é vedado pelo ordenamento.
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FGV - JL (TJ BA)/TJ BA/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Em 2012, Marcelo ajuíza demanda de cobrança por inadimplemento contratual em face de Yolanda.
No dia 20/05/2012, a prescrição é interrompida.
Sucede que, após a contestação, Marcelo deixa de dar andamento ao feito, o que conduz à sua extinção
por abandono, transitando em julgado em 03/06/2013 sem qualquer manifestação das partes.
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348) 
349) 
Anos se passam, até que Marcelo se lembra do processo e, em 01/06/2023, promove a notificação
judicial de Yolanda acerca desse mesmo débito.
Nesse caso, é correto afirmar que a pretensão:
a) está fulminada pela prescrição desde 20/05/2022;
b) prescreverá em 03/06/2023, independentemente da notificação levada a efeito por Marcelo;
c) está fulminada pela prescrição desde 20/05/2017;
d) está fulminada pela prescrição desde 03/06/2016;
e) iria prescrever em 03/06/2023, não fosse a notificação levada a efeito, tempestivamente, por
Marcelo.
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FGV - Tec (DPE RS)/DPE RS/Administrativa/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Zuleide vendeu para sua irmã Zuleica um pequeno apartamento de quarto e sala que recebera por
herança do seu falecido marido. Como Zuleica passava por dificuldades financeiras, Zuleide
comprometeu-se a transferir o imóvel imediatamente para a irmã, mas estabeleceu no contrato que esta
última só começaria a pagar o preço do apartamento após dois anos da data de celebração.
Imensamente agradecida pela generosidade da irmã, Zuleica sugeriu acrescentar ao contrato uma
cláusula por meio da qual ela renunciava desde logo a qualquer prazo prescricional que pudesse
prejudicar Zuleide.
 
À luz do direito civil brasileiro, essa cláusula é:
a) válida, desde que não prejudique terceiros;
b) inválida, mas não vicia o negócio jurídico como um todo;
c) anulável, mas pode ser confirmada tacitamente;
d) ineficaz, pois a pretensão de Zuleide não se sujeita à prescrição;
e) nula, mas pode convalescer depois de consumada a prescrição.
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FGV - DP RJ/DPE RJ/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Considerando as regras dispostas no Código Civil acerca dos institutos da prescrição e da
decadência, é correto afirmar que:
a) prescreve em três anos a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé,
correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;
b) é nula a renúncia à decadência fixada em lei. Ademais, deve o juiz, de ofício, conhecer da
decadência, seja sua natureza legal ou convencional;
c) violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, sendo certo
que os prazos prescricionais podem ser alterados por acordo das partes;
d) constitui causa suspensiva da prescrição a apresentação do título de crédito em juízo de inventário
ou em concurso de credores;
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350) 
351) 
352) 
e) prescreve em dois anos a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações
acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com ou sem capitalização.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Luan, conduzindo seu automóvel em velocidade acima da permitida, colidiu violentamente contra o
veículo em que estavam Felipe, com 10 anos de idade, e seus pais, Paulo, com 45 anos de idade, e
Juliana, com 38 anos. Em razão do acidente, Felipe sofreu ferimentos graves, só recebendo alta
hospitalar após seis meses. Paulo e Juliana faleceram no acidente. Pedro, tio de Felipe, foi nomeado seu
tutor, função que exerceu até a maioridade de Felipe.
 
Ao completar 18 anos de idade, Felipe ajuizou ação indenizatória em face de Luan, buscando reparação
pelos danos morais sofridos em razão do acidente, bem como o ressarcimento de despesas médicas.
 
A respeito do caso acima narrado, assinale a afirmativa correta.
a) A pretensão ressarcitória de Felipe não está prescrita, eis que exercida no prazo quinquenal, cujo
termo inicial é a data em que Felipe alcançou a maioridade civil.
b) A pretensão de Felipe não está prescrita, poiso termo inicial do prazo trienal é a data em que
Felipe completou 16 anos.
c) Luan e Felipe poderão convencionar que o prazo prescricional aplicável à pretensão de Luan é de
dez anos.
d) É vedado a Luan renunciar à eventual prescrição que lhe beneficie.
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FGV - TJ (TJ SE)/TJ SE/Administrativa/Judiciária/2023
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Na vigência do Código Civil de 1916, a doutrina muito debatia acerca das diferenças e semelhanças
entre os institutos da prescrição e da decadência.
 
Com o advento do Código Civil de 2002, muitas dessas questões foram pacificadas e aperfeiçoadas ao
longo do tempo. Atualmente, então, é possível citar a seguinte semelhança no regime jurídico da
prescrição e da decadência legal:
a) podem ser reconhecidas de ofício;
b) levam à extinção do direito pela inércia do titular em exigi-lo;
c) são regidas pela teoria actio nata, segundo a qual o respectivo prazo começa a correr a partir da
lesão ao direito;
d) salvo disposição legal em contrário, sujeitam-se às mesmas causas de interrupção, suspensão e
impedimento;
e) admitem renúncia pela parte beneficiada, mas apenas após o transcurso do prazo.
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FGV - DP MS/DPE MS/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Renato vendeu seu automóvel para Cláudio pelo valor de R$ 30.000,00 a ser pago na data da
efetiva entrega do bem. A tradição do bem ocorreu, mas Cláudio não efetuou o pagamento na data
avençada. Por ser amigo de Cláudio, Renato tolerou o inadimplemento por muito tempo. Quando
consultou um advogado, descobriu que o prazo para deduzir a sua pretensão em juízo já havia
terminado. Posteriormente a esse fato, Cláudio reconheceu o débito e pediu a Renato a prorrogação do
prazo para pagamento da dívida.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2727284
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1864947
353) 
354) 
Nesse caso, com relação à prescrição, ocorreu:
a) renúncia;
b) interrupção;
c) suspensão;
d) impedimento.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Jorge foi atropelado por Vitor, em 02/02/2016. Em razão desse evento, Jorge sofreu danos morais,
materiais e estéticos, os quais surgiram e foram percebidos por ele imediatamente após o acidente.
Tempos depois, em 31/01/2021, Jorge procurou você, como advogado(a), e disse que pretendia ajuizar
uma ação de reparação contra Vitor.
 
Sobre a hipótese apresentada, você deverá informar para Jorge que
a) o prazo prescricional da pretensão de reparação civil extracontratual é de 10 (dez) anos.
b) a pretensão está prescrita, tendo em vista o prazo de 3 (três) anos ao qual se vincula a pretensão
de reparação civil extracontratual.
c) a pretensão está prestes a ser fulminada pela prescrição, uma vez que a pretensão de reparação
civil extracontratual prescreve em 5 (cinco) anos.
d) houve prescrição apenas da pretensão de demandar a seguradora da qual Vitor é segurado, mas
que permanece viável a pretensão de reparação civil extracontratual, por seu prazo de 10 (dez) anos.
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FGV - JE TJPE/TJ PE/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Maria, após consumir álcool, assume a direção de seu carro e causa acidente de trânsito, vitimando
João que, seguindo todas as regras de trânsito, voltava de seu plantão. No acidente, João bate a cabeça,
sofre grave traumatismo e permanece, a partir do evento, em estado comatoso por seis anos.
Felizmente, após tal prazo, João se recupera e decide ajuizar demanda de reparação civil em face de
Maria.
 
Com base nos fatos narrados e no Código Civil/2002, é correto afirmar que a pretensão de João:
a) está fulminada pela prescrição, já que ultrapassados os dois anos previstos para exercício de seu
direito;
b) não pode estar prescrita, já que não corre prescrição contra os absolutamente incapazes,
abarcados aqueles que, por causa transitória, não puderem exprimir vontade;
c) está fulminada pela prescrição, já que ultrapassados os cinco anos previstos para exercício de seu
direito;
d) não pode estar prescrita, já que o prazo previsto para exercício de seu direito é o prazo geral do
Código Civil, qual seja, prazo de dez anos;
e) está fulminada pela prescrição, já que ultrapassados os três anos previstos para o exercício de seu
direito.
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FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Judiciária/"Sem Especialidade"/2022
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1970375
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2049457
355) 
356) 
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Recentemente, Ricardo, empresário aposentado e já viúvo, recebeu de seu único filho, Roberto,
recém-casado, a notícia de que se tornaria avô. Para que Roberto tivesse um espaço melhor para a
família que começava a crescer, Ricardo decidiu vender para ele um dos vários imóveis dos quais é
proprietário. Para ajudar o filho, Ricardo cobrou um preço módico, a ser dividido em doze parcelas, e
autorizou que a primeira delas fosse paga apenas dois anos após a celebração do contrato de compra e
venda. Em gratidão ao pai e buscando oferecer maior segurança a ele, Roberto fez constar do contrato
uma cláusula por meio da qual renunciava, desde logo, a qualquer prazo prescricional relativo à
obrigação de pagar o preço do imóvel que pudesse beneficiá-lo.
 
À luz do direito civil brasileiro, essa cláusula é:
a) ineficaz, porque, sendo Roberto descendente de Ricardo, a lei já determina que não corre a
prescrição entre eles;
b) anulável, mas não prejudica a validade do restante do contrato, por força do princípio da
conversão dos negócios;
c) válida, mas terá sua eficácia suspensa, já que as partes estipularam termo no contrato;
d) nula, uma vez que foi pactuada antes de a prescrição efetivamente se consumar;
e) inválida, pois a prescrição não pode ser suspensa nem interrompida, ao contrário da decadência.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2052382
FGV - TJ (TJDFT)/TJDFT/Administrativa/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Ao visualizar o anúncio de um carro seminovo em excelentes condições à venda na Internet, João
entrou em contato com a vendedora, Maria, e rapidamente fechou negócio. O veículo foi vendido por R$
50.000,00, a serem pagos por João em uma única parcela, dez meses após a data da venda. O prazo de
pagamento, bastante vantajoso para o comprador, foi proposto pela própria Maria, que simpatizou muito
com ele. E, efetivamente, ambos desenvolveram um relacionamento pessoal, que rapidamente evoluiu
para um namoro e, logo após, para uma proposta de casamento. João e Maria casaram-se meio ano
após seu primeiro contato e viveram felizes por cinco anos, sem que a dívida referente à compra do
automóvel jamais fosse paga e sem que as partes jamais tocassem no assunto. No sexto ano de
casamento, infelizmente, diversos desentendimentos levaram o casal a se divorciar. Terminado o
relacionamento, Maria lembrou-se do débito relativo ao veículo, nunca pago por João.
 
Sobre esse caso, é correto afirmar que o prazo prescricional de que dispunha Maria para cobrança do
débito:
a) começou a correr a partir da data de celebração do contrato de compra e venda do veículo e
nunca foi interrompido;
b) começou a correr a partir da data de celebração do contrato de compra e venda, mas foi
interrompido pelo casamento;
c) esteve suspenso até o advento do termo estipulado no contrato de compra e venda, findo o qual
começou a correr;
d) começou a correr a partir da data em que se extinguiu a sociedade conjugal entre as partes e
nunca foi interrompido;
e) esteve suspenso até a data do casamento, a partir de quando começou a correr.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2052382
357) 
358) 
359) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2064853FGV - ES (SEMSA Manaus)/Pref Manaus/Advogado/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Publicidade Ltda. divulga conteúdo para Chocolates Ltda. há três anos. Por esse serviço,
Publicidade Ltda. recebe, ao começo de cada mês, o valor fixo de cinco mil reais. Em dezembro de 2021,
Chocolates Ltda. encontrava-se em débito de três faturas com Publicidade Ltda.
 
Diante desta situação, Chocolates Ltda. assinou um instrumento particular de confissão de dívida no
valor de quinze mil reais, comprometendo-se a pagar para Publicidade Ltda. esse valor em três parcelas,
junto dos outros valores vincendos referentes à continuidade da prestação de serviço.
 
Contudo, Chocolates Ltda. não adimpliu a obrigação assumida na confissão de dívida, pelo que, a
respeito da prescrição da pretensão de Publicidade Ltda. exigir o pagamento, é correto afirmar que
a) por se tratar de reparação civil extracontratual, o prazo prescricional é de três anos.
b) tendo em vista que a hipótese é de enriquecimento sem causa, o prazo prescricional é de três
anos.
c) a pretensão é de reparação civil contratual, a qual prescreve em dez anos.
d) o prazo prescricional é de cinco anos, pois a hipótese cuida de pretensão geral dos profissionais
liberais.
e) por se tratar de dívida líquida constante de instrumento particular, o prazo prescricional é de cinco
anos.
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FGV - ES (SEMSA Manaus)/Pref Manaus/Advogado/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Marcelo deve R$ 150.000,00 a Cássio, corretor, em razão de um contrato de corretagem. Diante
desse fato, Cássio ajuizou ação de cobrança contra Marcelo, por meio de seu advogado, no foro eleito
pelas partes (Comarca de Manaus). Nessa ação, houve despacho citatório emitido por juiz incompetente,
mas, mesmo assim, o autor diligenciou a citação do réu.
 
A respeito da situação apresentada, sobre a pretensão de Cássio contra Marcelo, assinale a afirmativa
correta.
a) O prazo decadencial foi interrompido.
b) O prazo prescricional foi interrompido.
c) O prazo prescricional foi suspenso.
d) O prazo prescricional continuou a correr.
e) O prazo decadencial continuou a correr.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2121877
FGV - JE TJSC/TJ SC/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Dr. Romeu foi contratado em junho de 2012 por Gilda para a propositura e o acompanhamento de
uma ação de reparação civil em face da Transportadora Iota, mas o contrato continha cláusula quota litis,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2064853
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2064865
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2121877
360) 
361) 
isto é, o pagamento dos honorários estava subordinado ao êxito de Gilda na ação. A ação foi ajuizada em
junho de 2013, mas em junho de 2014 Gilda revogou o mandato outorgado ao Dr. Romeu e nomeou a
Dra. Julieta em seu lugar. Em junho de 2016, Gilda obteve êxito no processo.
Ciente de que o prazo prescricional para a cobrança dos honorários advocatícios é de cinco anos, a
eventual pretensão de Romeu à cobrança dos honorários advocatícios em face de Gilda prescreveu em
junho de:
a) 2017;
b) 2018;
c) 2019;
d) 2020;
e) 2021.
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FGV - AT (TCE TO)/TCE TO/Direito/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Wagner contratou a arquiteta Valéria no início do ano de 2020 para que ela desenvolvesse um
projeto de reforma da sua cozinha e acompanhasse as respectivas obras. Ambos acordaram que os
honorários de Valéria deveriam ser pagos no último dia útil daquele mesmo ano. Conforme as obras da
cozinha prosseguiram, porém, Wagner e Valéria desenvolveram uma amizade íntima, que acabou
evoluindo para um namoro e culminou no casamento dos dois, em maio de 2021. Envolvida com o novo
relacionamento afetivo, Valéria jamais realizou qualquer ato de cobrança dos honorários a que fazia jus,
muito embora tenha concluído o serviço dentro dos termos e do prazo contratados; Wagner, por sua vez,
jamais tocou no assunto ou sequer cogitou pagar os honorários devidos à esposa.
Considerando que ambos permanecem casados atualmente e que o prazo legal para que Valéria cobre os
seus honorários é de cinco anos, é correto concluir a respeito desse caso que:
a) a pretensão de Valéria de cobrar os seus honorários extinguiu-se na data do seu casamento com
Wagner;
b) jamais chegou a nascer para Valéria qualquer pretensão de cobrar os seus honorários;
c) nunca chegou a correr a prescrição contra a pretensão de Valéria de cobrar os seus honorários
d) o casamento com Wagner interrompeu a prescrição contra a pretensão de Valéria de cobrar os
seus honorários;
e) a prescrição contra a pretensão de Valéria de cobrar os seus honorários encontra-se suspensa.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2219925
FGV - Adv (SEN)/SEN/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Em 03 de maio de 1998, quando namorava Antônia, Carlos tomou R$ 3.000,00 (três mil reais)
emprestados de sua namorada para realização de uma viagem de lazer com amigos. O valor deveria ser
pago em 03 de maio de 2000. No ano seguinte ao empréstimo, Antônia e Carlos contraem matrimônio no
dia 03 de maio e decidem optar pelo regime da comunhão universal de bens. Em 2018, o casal resolve
dissolver a sociedade conjugal e a extinção do casamento pelo divórcio ocorre em 03 de maio daquele
ano. Seis meses após o divórcio, Antônia decide cobrar seu crédito oriundo do referido empréstimo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2215343
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2219925
362) 
363) 
 
Acerca do crédito de Antônia, é correto afirmar que
a) a pretensão de Antônia encontra-se extinta em razão da ocorrência da prescrição.
b) Antônia pode cobrar o valor, pois o prazo prescricional ficou interrompido e não houve extinção da
dívida por confusão.
c) é indevido o pagamento por Antônia, ante o uso do valor para aprestos do matrimônio.
d) Carlos deve realizar o pagamento, pois a dívida é excluída da comunhão e o prazo prescricional
ficou suspenso.
e) a cobrança é indevida, pois a comunhão universal extinguiu a obrigação por força da confusão
patrimonial.
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FGV - Proc (PGE SC)/PGE SC/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Nihônio contratou um seguro de invalidez permanente. No dia 08/03/2020, sofreu um grave
acidente que o deixou internado por meses. Depois de longa convalescência, teve a confirmação médica,
em 08/06/2021, de que estaria incapacitado permanentemente para o trabalho. Por isso, em
08/10/2021, requereu à seguradora o pagamento do capital segurado, o que lhe foi negado, em
08/12/2021, sob o argumento de que a pretensão estava prescrita, considerado o prazo ânuo desde a
data do acidente.
Nihônio, então, ajuíza ação de cobrança, sustentando, em síntese, que: (i) o acidente ocorreu sob a
égide da Lei nº 14.010/2020 a qual, ao dispor sobre o regime Regime Jurídico Emergencial e Transitório
das relações jurídicas de Direito Privado no período da pandemia do coronavírus (Covid-19), dispõe que
[o]s prazos prescricionais consideram-se impedidos ou suspensos, conforme o caso, a partir da entrada
em vigor desta Lei até 30 de outubro de 2020; e (ii) da mesma forma, o pedido de pagamento à
seguradora suspende o prazo prescricional até que o segurado tenha ciência da decisão.
Nesse caso, é correto afirmar que o prazo prescricional tem por termo final:
a) 08/03/2021;
b) 30/10/2021;
c) 30/12/2021;
d) 08/08/2022;
e) 08/12/2022.
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FGV - Proc (AGE MG)/AGE MG/2022
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Sobre a prescrição civil, originária e intercorrente, e a decadência, assinale a afirmativa correta.
a) A prescrição intercorrente observará o mesmo prazo de prescrição da pretensão, não se aplicando
as causas de impedimento, de suspensão e de interrupção da prescrição.
b) O juiz pode declarar de ofício a prescriçãointercorrente, extinguindo a execução,
independentemente de prévia oitiva das partes interessadas.
c) A prescrição intercorrente é aplicável no módulo executivo do processo, dando continuidade à
contagem do prazo do momento em que parou, após a interrupção ocorrida pelo despacho de citação
no módulo de conhecimento.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2229369
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2235465
364) 
365) 
366) 
d) Não corre o prazo da prescrição civil contra os absolutamente e relativamente incapazes,
enquanto permanecer o estado de incapacidade.
e) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de
jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
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FGV - ATCE (TCE-AM)/TCE AM/Ministério Público de Contas/2021
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Em 15 de janeiro de 2020, André completou 12 anos de idade. Enquanto passeava com seu pai
para celebrar a ocasião, André foi atingido por um cinzeiro caído de um edifício particular.
André pode pretender a reparação civil dos danos sofridos até:
a) 15 de janeiro de 2023;
b) 15 de janeiro de 2024;
c) 15 de janeiro de 2026;
d) 15 de janeiro de 2027;
e) 15 de janeiro de 2029.
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FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2021
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Diante do receio de ser despejado, em virtude do atraso de três meses de aluguel, José escreveu
uma carta ao seu locador narrando dificuldades em sua vida pessoal, reconhecendo as dívidas atrasadas
e pedindo o seu parcelamento.
Nesse caso, ocorreu:
a) renúncia à prescrição;
b) suspensão da prescrição;
c) interrupção da prescrição;
d) impedimento da prescrição;
e) purgação da prescrição.
 
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FGV - AnaLM (CM Salvador)/CM Salvador/Licitação, Contratos e Convênios/Licitação,
Contratos e Convênios/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora S/A, que tinha como
objeto a garantia de indenização por eventuais danos ambientais que a contratante viesse a ocasionar.
Dentre as cláusulas contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização, Mineração S/A deveria comunicar o
ocorrido em até 30 (trinta) dias. Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo
com o intento de adequar o valor do prêmio. 
 
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:
a) são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos decadenciais e prescricionais;
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367) 
368) 
b) é válida a disposição acerca do prazo decadencial;
c) são válidas, pois tratam de condições do negócio jurídico;
d) é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional;
e) são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o segurado. 
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FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Oficial de Justiça Avaliador/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Mariano, através de contrato próprio, cedeu sua imagem pelo prazo de um ano à Marketing
Esportivo Ltda.. No instrumento contratual, as partes convencionaram que eventual litígio decorrente dos
termos pactuados deveria ser suscitado em até seis meses, sob pena de extinção da pretensão.
Essa cláusula é:
a) válida, pois o prazo decadencial pode ser objeto de pacto pelas partes;
b) inválida, visto que os direitos da personalidade são imprescritíveis;
c) válida, porque o prazo prescricional pode ser deliberado pelos contratantes;
d) inválida, pois o prazo prescricional não pode ser alterado pelas partes;
e) válida, na medida em que prazos de decadência e prescrição podem ser alterados pelos
contratantes.
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FGV - TJ (TJ AL)/TJ AL/Judiciária/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Felipe, com quinze anos, desfere agressões verbais contra a honra de Marcela, maior e sua vizinha,
na presença de vários vizinhos de condomínio. Embora aborrecida, Marcela é por todos os presentes
amparada e acolhe, por certo tempo, o conselho de não buscar indenização pelos danos morais sofridos,
visto se tratar de um adolescente “rebelde”. Contudo, decorridos vinte e quatro meses das agressões e
em razão da mudança de Felipe, que deixou o prédio, Marcela resolve buscar “seus direitos” e receber
indenização dos pais do agressor.
A pretensão de Marcela:
a) é incabível, pois a falta de exercício de seu direito configurou um perdão;
b) pode ser perpetuamente acolhida, visto que direito da personalidade é imprescritível;
c) não poderá prosperar, pois Felipe, à época dos fatos, era absolutamente incapaz;
d) pode ser acolhida, desde que ajuizada dentro do prazo prescricional;
e) é abusiva, pois o acolhimento do conselho dos vizinhos representa consumação da prescrição.
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FGV - TJ (TJ AL)/TJ AL/Judiciária/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/616717
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/616801
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/616809
369) 
370) 
371) 
372) 
Em um contrato de prestação de serviços, Jorge (pintor) e Renata (contratante.) dispuseram que o
pagamento do serviço somente poderia ser judicialmente exigido em até um ano após o vencimento da
dívida.
Essa disposição contratual é considerada:
a) válida, visto que se trata de um prazo decadencial, que pode ser alterado pelos contratantes;
b) nula, pois um prazo prescricional não pode ser alterado pelos contratantes;
c) válida, desde que o prazo prescricional dessa espécie de obrigação seja inferior ao acordado;
d) nula, porque o prazo decadencial não pode ser alterado pelos contratantes;
e) válida, pois o prazo prescricional pode ser alterado pelos contratantes.
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FGV - Of (TJ SC)/TJ SC/Justiça e Avaliador/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Ao celebrar um contrato de locação, Camila, locadora, convenciona com Marcos, locatário, que em
até 30 (trinta) dias o inquilino deve exercer a opção de permanecer, ou não, com o mobiliário do imóvel
locado, valendo o silêncio como a rejeição da manutenção dos bens. A respeito dessa cláusula, é
correto afirmar que se trata de prazo:
a) prescricional e, portanto, regular a convenção;
b) decadencial e, dessa forma, válido o lapso temporal;
c) prescricional, pelo que irregular a convenção do período;
d) decadencial, mas inválida a disposição acerca da duração;
e) prescricional, mas deve observar o prazo de 5 anos.
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FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Ana alugou o apartamento de Luiza, por meio de contrato em que as partes optaram, mediante
cláusula expressa, por dispor que a proprietária somente poderia cobrar aluguéis vencidos e não pagos
dos últimos seis meses.
A respeito dessa cláusula, é correto afirmar que:
a) resulta da liberdade das partes, pelo que deve ser observada;
b) é regular, pois altera prazo decadencial;
c) é irregular, visto que altera prazo prescricional;
d) é condicionada ao não pagamento dos aluguéis no aludido período;
e) deve ser a cada seis meses renovada para se manter regular.
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FGV - Ana Leg (ALERO)/ALERO/Processo Legislativo/2018
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens, colidiu
com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina, R$ 4.000,00 para
o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena pretende intentaração judicial
em face de Everaldo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/669211
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/669350
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/702026
373) 
374) 
 
Sobre prescrição, neste caso, assinale a afirmativa correta.
a) Flui o prazo prescricional a partir do dia 15/07/18, pois durante o casamento estava suspenso.
b) A prescrição da pretensão ocorreu em 04/04/08.
c) A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a ser contado
a partir de 15/07/18.
d) Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em 04/04/2010.
e) Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2016
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Joaquim celebrou, por instrumento particular, contrato de mútuo com Ronaldo, pelo qual lhe
emprestou R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), a serem pagos 30 dias depois. No dia do vencimento do
empréstimo, Ronaldo não adimpliu a prestação. O tempo passou, Joaquim se manteve inerte, e a dívida
prescreveu. Inconformado, Joaquim pretende ajuizar ação de enriquecimento sem causa contra Ronaldo.
Sobre os fatos narrados, assinale a afirmativa correta.
a) A ação de enriquecimento sem causa é cabível, uma vez que Ronaldo se enriqueceu
indevidamente à custa de Joaquim.
b) Como a ação de enriquecimento sem causa é subsidiária, é cabível seu ajuizamento por não
haver, na hipótese, outro meio de recuperar o empréstimo concedido.
c) Não cabe o ajuizamento da ação de enriquecimento sem causa, pois há título jurídico a justificar o
enriquecimento de Ronaldo.
d) A pretensão de ressarcimento do enriquecimento sem causa prescreve simultaneamente à
pretensão relativa à cobrança do valor mutuado.
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IADES - Adv (OAB DF)/OAB DF/2012
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Em relação ao tema prescrição e decadência, assinale a alternativa correta.
a) A decadência legal deverá ser reconhecida de ofício pelo juiz. Diversamente será a postura do
Estado-juiz, quando diante da decadência convencional, sendo que esta deverá ser alegada pela
parte a quem aproveita, em qualquer grau de jurisdição, não podendo o juiz suprir a alegação.
b) Não corre a prescrição contra os relativamente incapazes.
c) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for divisível.
d) Prescreve em 3 anos a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se
vencerem.
e) Imaginando a situação de que A conduzia o seu automóvel pela avenida W3-Sul, quando B, de
forma imprudente, avançou o sinal vermelho, vindo a atingir o veículo de A, causando certas avarias.
Dessa forma, A poderá ajuizar uma ação de reparação civil em face de B, pedindo o ressarcimento do
dano sofrido. Ademais, disporá de um prazo prescricional de 2 anos para ajuizar a demanda, sob
pena de extinção de sua pretensão.
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375) 
376) 
377) 
378) 
FGV - NAC UNI OAB/OAB/2011
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
O decurso do tempo exerce efeitos sobre as relações jurídicas. Com o propósito de suprir uma
deficiência apontada pela doutrina em relação ao Código velho, o novo Código Civil, a exemplo do Código
Civil italiano e português, define o que é prescrição e institui disciplina específica para a decadência.
Tendo em vista os preceitos do Código Civil a respeito da matéria, assinale a alternativa correta.
a) Se a decadência resultar de convenção entre as partes, o interessado poderá alegá-la, em
qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não poderá suprir a alegação de quem a aproveite.
b) Se um dos credores solidários constituir judicialmente o devedor em mora, tal iniciativa não
aproveitará aos demais quanto à interrupção da prescrição, nem a interrupção produzida em face do
principal devedor prejudica o fiador dele.
c) O novo Código Civil optou por conceituar o instituto da prescrição como a extinção da pretensão e
estabelece que a prescrição, em razão da sua relevância, pode ser arguida, mesmo entre os cônjuges
enquanto casados pelo regime de separação obrigatória de bens.
d) Quando uma ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a
prescrição até o despacho do juiz que tenha recebido ou rejeitado a denúncia ou a queixa-crime.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2010
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência, no Código Civil, é correto
afirmar que:
a) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo, enquanto a decadência gera a extinção do
direito subjetivo.
b) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos, enquanto os prazos decadenciais
legais não se suspendem ou interrompem, com exceção da hipótese de titular de direito
absolutamente incapaz, contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial.
c) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição, mesmo após consumadas.
d) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia, enquanto a decadência
pode ser declarada de ofício pelo juiz.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2009
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Considerando o importante efeito do decurso de tempo tanto na aquisição quanto na extinção de
direitos, assinale a opção correta.
a) Se a decadência for convencional, o juiz não poderá suprir a alegação.
b) Se a prescrição não estiver consumada, a renúncia à possibilidade de alegá-la deverá ser expressa.
c) Se as partes resolverem ampliar prazo prescricional, deverão fazê-lo por escrito.
d) O juiz só pode conhecer de ofício a prescrição, para favorecer o absolutamente incapaz.
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CEBRASPE (CESPE) - Reg (OAB)/OAB/2009
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Assinale a opção correta respeito da prescrição e da decadência.
a) Pode haver renúncia à decadência prevista em lei por aquele que a aproveita.
b) A pretensão condenatória não exercitada no prazo legal sujeita-se aos efeitos da decadência.
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379) 
380) 
381) 
382) 
c) A prescrição iniciada contra o credor continua a correr contra o sucessor universal absolutamente
incapaz.
d) Não corre prescrição enquanto pendente a condição suspensiva em relação ao negócio jurídico.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2008
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A perda do direito potestativo e a perda da pretensão em virtude da inércia do titular no prazo
determinado por lei vinculam-se, respectivamente, aos conceitos de
a) decadência e prescrição.
b) prescrição e decadência.
c) omissão e ato ilícito.
d) ação e omissão.
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB RJ/OAB/2007
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A passagem do tempo pode determinar uma série de efeitos jurídicos, sendo, por exemplo, um dos
elementos determinantes para a prescrição ou a decadência de direitos. Sobre esses institutos jurídicos,
assinale a opção correta.
a) A interrupção da prescrição, que pode ocorrer diversas vezes, exige a demonstração do interesse
por parte de quem a promove.
b) O direito brasileiro não admite a suspensão da decadência, sendo esta, portanto, considerada
como prazo fatal.
c) A prescrição da pretensão de reparação civil se dá, nos termos do Código Civil, em 5 anos.
d) A prescrição pode ser pronunciada, de ofício, pelo juiz.
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Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Sobre prescrição e decadência, assinale a alternativa errada.
a) Exceção prescreve no mesmo prazo que a pretensão.
b) É permitida por lei – ainda que dentro do lapso – a renúncia à prescrição, feita pelo devedor.
c) Se, após o vencimento da dívida, credora e devedor se casam, ocorre a suspensão do prazo
prescricional.
d) Protesto cambial interrompe o prazo prescricional.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2006
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Sobre a prescrição e a decadência, é INCORRETO afirmar:
a) quando houver prazo para o exercício de direito potestativo, o prazo será decadencial.
b) quando consumada, a prescrição extingue a pretensão.
c) a pretensão nasce a partir do momento em que o direito é violado.
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383) 
384) 
385) 
386) 
387) 
d) a prescrição nunca pode ser suscitada de oficio pelo juiz.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2005
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A pretensão de reparação civil prescreve em
a) 1 ano.
b) 2 anos.
c) 3 anos.
d) 5 anos.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2005
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A prescrição
a) iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.
b) correrá, mesmo pendendo ação de evicção.
c) suspensa em favor de um dos credores solidários, aproveitará aos outros, independentemente da
espécie da obrigação.
d) ocorre em 20 anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
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FCC - Sec OAB SP/OAB/2005
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
São imprescritíveis as pretensões que versam sobre
a) os bens públicos, o estado da pessoa e a cobrança de prestações alimentares vencidas.
b) a ação para anular inscrição do nome empresarial feita com violação de lei ou do contrato.
c) o estado da pessoa, os direitos da personalidade e a cobrança de prestações vencidas de rendas
vitalícias.
d) o direito a alimentos e a ação de reparação civil em razão de contrafação.
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Com. OAB GO - Sec OAB GO/OAB/2005
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Indique a alternativa correta, no que tange à prescrição:
a) Não se pode renunciar à prescrição.
b) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes.
c) O juiz pode reconhecer, de ofício, a prescrição em favor do absolutamente incapaz.
d) A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra seu sucessor.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2003
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Assinale a alternativa correta.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2436592
388) 
389) 
390) 
a) Nos prazos decadenciais criados pela autonomia privada, a renúncia à decadência é nula tal qual o
é quando fixada em lei.
b) A conversão do ato negocial nulo é o meio jurídico em virtude do qual, verificados certos
requisitos, transforma- se em outro negócio jurídico o inicialmente nulo, com fim de salvaguardar, na
medida do possível, o resultado prático que as partes visam com ele alcançar.
c) Os escritos em língua estrangeira poderão ser registrados aqui no original, para fins de
conservação ou perpetuidade e também com o fim de produzirem efeitos jurídicos e legais,
independentemente de tradução.
d) Tem direito a não testemunhar, em face do princípio da dignidade da pessoa humana, aquele que,
se o fizer, desonrará o cônjuge, o convivente, qualquer parente, ou mesmo um amigo íntimo.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2003
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Se o quantum da pensão alimenticia for fixado judicialmente, a pretensão para cobrar as
prestações não pagas
a) prescreverá em cinco anos.
b) será imprescritivel.
c) prescreverá em dois anos.
d) decairá em três anos.
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VUNESP - Sec OAB AM/OAB/2002
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
A prescrição
a) não corre pendendo ação de evicção.
b) é suspensa pela citação válida, ainda que ordenada por juiz incompetente.
c) suspensa em favor de um dos credores solidários, aproveita- se em qualquer caso a todos os
outros credores.
d) pode ser interrompida nos casos legais, mas não suspensa.
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VUNESP - Adv (OAB DF)/OAB DF/2002
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Não corre a prescrição entre
a) cônjuges, ainda que divorciados ou separados judicialmente; contra os que se acharem servindo
no exército nacional, em favor do mandante, contra o mandatário.
b) cônjuges, apenas na constância do matrimônio; contra os ausentes do Brasil, quando em serviço
público; se pendente ação de evicção.
c) tutelado e tutor, enquanto durar a tutela; contra os silvícolas; se pendente ação declaratória
negativa ou constitutiva de direitos.
d) ascendentes e descendentes; entre o credor pignoratício e o depositante; contra os incapazes,
seja a incapacidade absoluta ou relativa.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2475321
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2434466
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472303
391) 
392) 
393) 
394) 
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2002
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Tício e Simprônio são credores solidários de Mévio. Estando o débito prestes a prescrever, Tício
notificou Mévio, por via judicial, visando à interrupção da prescrição. Em seguida, passado o prazo
original de prescrição, Simprônio propôs ação de cobrança contra Mévio. A dívida
a) está prescrita com relação a ambos.
b) está prescrita com relação a Simprônio, mas não com relação a Tício.
c) está prescrita com relação a Tício, mas não com relação a Simprônio.
d) não está prescrita com relação a qualquer dos credores.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2002
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Fixados os alimentos a favor do filho menor impúbere, com 10 anos de idade, o alimentante
passou a pagar apenas 2/3 do valor da pensão, e essa prática perdurou por seis anos. A inadimplência
veio a motivar a execução de sentença pela representante da criança. Em fase de embargos, o
alimentante aduziu prescrição (Cód. Civil, art. 178, § 10, n. I) das prestações vencidas há cinco anos. Em
impugnação aos embargos, deverá ser arguido que
a) a prestação de alimentos é imprescritível.
b) a prescrição não corre contra menores até 18 anos completos.
c) a prescrição não corre contra menores impúberes.
d) a prescrição é do direito a alimentos em si e não atinge prestações vencidas.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2000
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
Não corre a prescrição entre
a) cônjuges, ainda que divorciados, contra os que se acharem servindo no exército nacional, em
favor do mandante, contra o mandatário.
b) cônjuges, apenas na constância do matrimônio, contra os ausentes do Brasil, quando em serviço
público, se pendente ação de evicção.
c) tutelado e tutor, enquanto durar a tutela, contra os silvícolas, se pendente ação declaratória
negativa ou constitutiva de direitos.
d) ascendentes e descendentes, entre o credor pignoratício e o depositante, contra os incapazes,
sejam eles de forma absoluta ou relativa.
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VUNESP -Sec OAB SP/OAB/1999
Direito Civil - Prescrição e Decadência (arts. 189 a 211)
NÃO é causa interruptiva da prescrição
a) a apresentação do título representativo da dívida em processo de execução contra devedor
insolvente.
b) o protesto do título de crédito representativo da dívida.
c) a notificação judicial que constitua o devedor em mora.
d) a prática, pelo devedor, de ato que importe reconhecimento inequívoco da dívida.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2446902
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2437688
395) 
396) 
397) 
398) 
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CEBRASPE (CESPE) - Sec OAB SP/OAB/2009
Direito Civil - Questões Mesclados de Fatos Jurídicos (arts. 104 a 232)
A respeito do fato jurídico, assinale a opção correta.
a) A decadência extingue a pretensão e, por via oblíqua, o direito.
b) Pode haver renúncia à prescrição antes da consumação do respectivo prazo, desde que não haja
prejuízo a terceiros.
c) Ato jurídico em sentido estrito é o que surge como mero pressuposto de efeito jurídico
preordenado pela lei sem função e natureza de autorregulamento.
d) O negócio jurídico, ato independente da vontade humana, produz efeitos jurídicos, criando,
modificando ou extinguindo direitos.
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Com. OAB GO - Sec OAB GO/OAB/2005
Direito Civil - Questões Mesclados de Fatos Jurídicos (arts. 104 a 232)
O Código Civil Brasileiro de 2002 consagrou, no direito positivo brasileiro, a categoria do negócio
jurídico. De acordo com a disciplina traçada por esse diploma legal sobre o tema, é correto dizer:
a) é válido o negócio jurídico celebrado por pessoa relativamente incapaz não assistida;
b) o objeto do negócio jurídico há de ser sempre determinado;
c) o negócio jurídico anulável não pode ser confirmado pelas partes;
d) celebra negócio jurídico em estado de perigo alguém que, premido da necessidade de salvar-se,
ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa.
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VUNESP - Sec OAB NE/OAB/2003
Direito Civil - Questões Mesclados de Fatos Jurídicos (arts. 104 a 232)
Pode-se afirmar que
a) se o representante vier a efetivar negócio jurídico consigo mesmo no seu interesse ou por conta
de outrem, anulável será tal ato, independentemente da autorização do representado.
b) dolo positivo vem a ser a manobra astuciosa que constitui uma omissão dolosa ou reticente para
induzir um dos contratantes a realizar determinado negócio.
c) a dissimulação provoca falsa crença num estado não real, quer enganar sobre a existência de uma
situação não verdadeira, tornando nulo o negócio.
d) a requerimento de qualquer interessado, será declarada a morte presumida do ausente, após dez
anos do trânsito em julgado da sentença da abertura da sucessão provisória, sem que o ausente
apareça, ou cinco anos depois das últimas notícias do desaparecido que conte com oitenta anos de
idade.
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FGV - JE TJMS/TJ MS/2023
Direito Civil - Princípios Gerais das Obrigações (Conceito e Fontes)
Mário prometeu a seus três filhos, no bojo de ação de divórcio combinada com partilha, que lhes
doaria os imóveis em seu nome. O termo de homologação desse acordo foi levado ao Registro Geral de
Imóveis.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2479268
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2442642
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2412261
399) 
400) 
Nesse caso, com o registro da promessa de doação, verifica-se:
a) a constituição de um ônus real stricto sensu sobre os imóveis;
b) o estabelecimento de uma obrigação com eficácia real;
c) a existência de uma obrigação natural;
d) a afirmação de uma obrigação ambulatória ou propter rem;
e) a criação de um direito potestativo em favor dos filhos.
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VUNESP - Sec OAB SP/OAB/2001
Direito Civil - Princípios Gerais das Obrigações (Conceito e Fontes)
A obrigação dos proprietários de imóveis confinantes, de concorrer para as despesas de construção
e conservação de tapumes divisórios, pode ser tida como
a) ônus real.
b) jus in re.
c) obrigação com eficácia real.
d) obrigação propter rem.
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FGV - NAC UNI OAB/OAB/2023
Direito Civil - Das Obrigações de Dar (arts. 233 a 246)
Rodrigo e Juliana celebraram contrato de compra e venda com Márcia, visando à aquisição de 20
(vinte) cavalos da raça manga-larga, de propriedade desta última. O contrato possui cláusula prevendo a
solidariedade ativa de Rodrigo e Juliana, e que a entrega será feita de uma única vez.
 
Dez dias antes da data pactuada para entrega dos animais, Márcia, culposamente, esqueceu aberta a
porta do curral os animais estavam, o que ocasionou a fuga dos equinos. No dia combinado, Márcia
dispunha de apenas cinco cavalos, os quais foram oferecidos a Rodrigo e Juliana como parte do
pagamento.
 
Acerca do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Por se tratar de obrigação de entrega de coisa a dois credores, a previsão de solidariedade ativa
contratual é desnecessária, eis que decorrente de disposição expressa do Código Civil.
b) Rodrigo e Juliana poderão optar por receber os cinco cavalos, com abatimento do preço, ou
considerar resolvida a obrigação e, tanto num como noutro caso, exigir indenização das perdas e
danos.
c) Caso Rodrigo e Juliana optem pela conversão da obrigação em perdas e danos, a solidariedade
não subsistirá.
d) Márcia poderá compelir Rodrigo e Juliana a receberem cinco cavalos, posto se tratar de obrigação
divisível.
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Gabarito
201) A 202) D 203) B 204) Certo 205) B 206) Certo 207) Errado
208) D 209) C 210) D 211) C 212) B 213) B 214) B
215) D 216) C 217) C 218) D 219) A 220) D 221) D
222) B 223) B 224) A 225) A 226) E 227) B 228) E
229) E 230) D 231) B 232) E 233) A 234) A 235) A
236) A 237) D 238) Anulada 239) D 240) D 241) C 242) D
243) A 244) A 245) C 246) C 247) A 248) B 249) E
250) C 251) B 252) B 253) B 254) B 255) E 256) B
257) D 258) E 259) B 260) E 261) D 262) B 263) E
264) C 265) A 266) D 267) E 268) A 269) B 270) D
271) C 272) A 273) C 274) E 275) B 276) B 277) C
278) A 279) D 280) D 281) D 282) C 283) C 284) C
285) B 286) B 287) A 288) A 289) A 290) B 291) C
292) B 293) B 294) B 295) B 296) B 297) B 298) D
299) B 300) D 301) A 302) D 303) E 304) B 305) D
306) E 307) E 308) E 309) C 310) E 311) C 312) A
313) B 314) C 315) B 316) D 317) A 318) C 319) A
320) C 321) A 322) D 323) C 324) A 325) C 326) C
327) B 328) A 329) C 330) E 331) A 332) C 333) B
334) C 335) D 336) C 337) D 338) E 339) D 340) A
341) A 342) C 343) D 344) A 345) C 346) A 347) B
348) B 349) A 350) B 351) A 352) A 353) B 354) E
355) D 356) D 357) E 358) B 359) E 360) E 361) D
362) D 363) E 364) D 365) C 366) B 367) D 368) D
369) B 370) B 371) C 372) C 373) C 374) A 375) A
376) B 377) A 378) D 379) A 380) D 381) B 382) D
383) C 384) A 385) B 386) C 387) B 388) C 389) A
390) B 391) D 392) C 393) B 394) B 395) C 396) D
397) D 398) B 399) D 400) B

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