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1 ACRETISMO PLACENTA RIO DEFINIÇÃO A aderência anormal da placenta ao miométrio que apresenta ausência parcial ou total da decídual basal e desenvolvimento anormal da camada fibrinoide. Está intrinsecamente associada à placenta prévia. EPIDEMIOLOGIA Incidência de 1-5% das mulheres com placenta prévia. Seu aumento tem sido atribuído ao aumento da prevalência de cesárias. CLASSIFICAÇÃO Placenta acreta (78%): o Invasão da decídua na camada esponjosa. Placenta increta (14%): o Vilosidades placentárias penetram no miométrio. Placenta percreta (7%): o Vilosidades placentárias penetram através do miométrio até a serosa uterina ou mesmo órgãos adjacentes. No momento de desenvolvimento da inserção dessa placenta, ao invés se conformar habitualmente no fundo do útero, está se aderindo a locais em que por ventura tenha uma vascularização anormal, que não o fundo uterino. FATORES DE RISCO Cesária anterior Curetagem uterina Miomectomia Idade materna avançada Multiparidade Tabagismo O fator de risco mais importante é a placenta prévia após uma cesárea. DIAGNÓSTICO CLÍNICO: Hemorragia e dificuldade no descolamento placentário. ULTRASSONOGRAFIA: Se FR presentes, devemos buscar o dx. Se houver PP, cesária prévia, pesquisar acretismo placentário. Idealmente realizado entre 18-24 semanas (com 90% de precisão). HEMORRAGIA NA 2ª METADE DA GESTAÇÃO 80% dos casos Lápis Lápis Hemorragia e dificuldade no descolamento placentário. O fator de risco mais importante é a placenta prévia após uma cesárea. 2 O doppler colorido pode ajudar a confirmar o dx. O doppler identifica os vasos do leito placentário, que podem estar invadindo ou não a camada esponjosa, miométrio ou serosa. RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA: Interessante para casos inconclusivos, em que não consegue identificar a invasão anormal através do doppler ou USG-TV. CONDUTA Conservadora: placenta foi deixada in situ. Ativa: histerectomia. Placenta acreta: o Pcte estável, sem sangramento: pode ser conservadora. o Se não tiver havido o delivramento da placenta, mas pcte sem sangramento importante e estável: pode considerar a abordagem conservadora e aguardar a absorção lenta e gradual, que vai acontecer dessa placenta pelo organismo materno. o PCte instável, com sangramento importante: considerar histerectomia no momento da cesária ou após o parto vaginal, caso este tenha ocorrido. Qdo já se realizou o dx do acretismo placentário durante o pré-natal, recomenda-se que oriente- se o parto entre 34 e 37 semanas, programando a histerectomia/cesária devido a possibilidade de espoliação tanto materna, quanto fetal, por conta de um sangramento. Tratamento adequado inclui histerectomia-cesária. Recomenda parto com 34-37 semanas em mulheres estáveis com placenta acreta (SMFM, 2018). o Febrasgo (2018) recomenda com 36-37 semanas. Tentativa de conduta conservadora placenta acreta: embolização da artéria uterina no pós- operatório. Para que a pcte não tenha sangramento vultuoso no pós-op e instabilidade hemodinâmica e possa aguardar a absorção gradual dessa placenta. DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA PLACENTA PRÉVIA Com instalação frequentemente súbita Instalação insidiosa, gravidade progressiva Dor forte no local placentário Hemorragia indolor, exceto as contrações uterinas do TP Hemorragia inicialmente interna, dps exteriorizada. Sangue escuro. Hemorragia externa, sangue vermelho rutilante. Primeira hemorragia geralmente grave. Primeira hemorragia geralmente moderada. Os sangramentos são auto-limitados e pequenos. O sangramento mais importante é no momento do parto. Hemorragia única na maioria das vezes. Hemorragia de repetição. Hemorragia comumente vinculada a toxemia ou traumatismo. Hemorragia de surgimento inesperado, sem causa aparente. Sinais de anemia grave não mantém relação com as perdas sanguíneas externas. Sinais de anemia. Hemorragia contínua após amniotomia. A hemorragia cessa com amniotomia e aumenta com as metrossístoles. Útero hipertônico, lenhoso. Útero mole, tônus normal. BCF presentes ou ausentes e vitalidade fetal pode estar comprometida. BCF presentes e CTG com boa vitalidade fetal. Qdo já se realizou o dx do acretismo placentário durante o pré-natal, recomenda-se que oriente- se o parto entre 34 e 37 semanas, programando a histerectomia/cesária devido a possibilidade de espoliação tanto materna, quanto fetal, por conta de um sangramento. Caixa de texto Complicações: hemorragia intensa, CID, SARA, falencia renal, iatrogenias cx, morte.