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Enfermeira - Responsável Técnica de Enfermagem da APS Maceió Mestre em Enfermagem- PPGENF/UFAL Especialista em Gestão do Cuidado em Saúde da Família - UFAL Especialista em Gestão em Saúde Pública - FAVENI Herika do Nascimento Lima Conhecer os princípios básicos do atendimento e assistência domiciliar e entender sua finalidade; Conhecer a Política de Atenção Domiciliar no Brasil Identificar aspectos que caracterizam a assistência domiciliar; Identificar os critérios de elegibilidade para o atendimento domiciliar. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEMOBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Aspectos históricos da assistência domiciliarAspectos históricos da assistência domiciliar Atenção domiciliar no BrasilAtenção domiciliar no Brasil Atenção Domiciliar (AD) como modalidade de atenção à saúde, integrada à rede de atenção à saúde (RAS) e prestada em domicílio. CONCEITOCONCEITO (BRASIL, 2017) Ponto de cuidado Lei 8.080/90 DO SUBSISTEMA DE ATENDIMENTO E INTERNAÇÃO DOMICILIAR (Incluído pela Lei nº 10.424, de 2002) PaliaçãoPromoção à saúde. Continuidade da assistência CaracterizaçãoCaracterização Promove atendimento mais humanizado e personalizado; Possibilita maior rapidez na recuperação; Evita-se hospitalizações desnecessárias e diminui o risco de infecções; Melhora a gestão dos leitos hospitalares; Diminui o risco de infecção; Otimiza o uso dos recursos. É caracterizada por um conjunto de ações de: Prevenção e tratamento de doenças Reabilitação O cuidado domiciliar à saúde como prática familiar BREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTOBREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTO DOMICILIAR NO MUNDODOMICILIAR NO MUNDO Europa - final do século XVIII atenção domiciliar como modalidade de cuidado Século XIX Advento da medicina científica. 1947 A atenção domiciliar como extensão do hospital - “descongestionar” os hospitais A residência deixaria de ser o lugar onde o sofrimento se manifestava em sua forma possível. Perda da autoridade familiar sobre seu ente, que passa a ser visto pelo viés científico, causando a dependência cada vez maior do profissional médico; BREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTOBREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTO DOMICILIAR NO MUNDODOMICILIAR NO MUNDO Até o século XIX, o poder público foi ausente em termos de políticas públicas, cabendo a entidades religiosas as poucas ações neste campo. Nos primórdios do último século, a Medicina era privada. BREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTOBREVE HISTÓRICO SOBRE O ATENDIMENTO DOMICILIAR NO MUNDODOMICILIAR NO MUNDO A partir de 1978, impulsionado pelas discussões da Conferência de Alma-Ata, o movimento sanitário se reorganizaria, sendo realizada a VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, que consolidaria as propostas da Reforma Sanitária, resultando na Constituição Federal de 1988, que definiu o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro Programa dos Agentes Comunitários de Saúde (PACS), agentes visitadores - responsáveis por estabelecer elos entre o serviço de saúde e a população. Programa Saúde da Família, com foco na atenção à saúde sob as vertentes da prevenção, promoção, tratamento, cura e reabilitação. NONO ÂMBITO DO SUS:ÂMBITO DO SUS: Modalidade de atenção “substitutiva ou complementar”;1. Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde;2. Continuidade do cuidado;3. Integrada às Redes de Atenção à Saúde.4. Portaria 825, de 25 de Abril de 2016Portaria 825, de 25 de Abril de 2016 Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do SUS e atualiza as equipes habilitas NONO ÂMBITO DO SUS:ÂMBITO DO SUS: l. Ser estruturada de acordo com os princípios de ampliação e equidade do acesso, acolhimento, humanização e integralidade da assistência, na perspectiva da RAS Portaria 825, de 25 de Abril de 2016Portaria 825, de 25 de Abril de 2016 Art. 4º A AD seguirá as seguintes diretrizes: II - Estar incorporada ao sistema de regulação, articulando-se com os outros pontos de atenção à saúde; III - Adotar linhas de cuidado por meio de práticas clínicas cuidadoras baseadas nas necessidades do usuário, reduzindo a fragmentação da assistência e valorizando o trabalho em equipes multiprofissionais e interdisciplinares; IV - Estimular a participação ativa dos profissionais de saúde envolvidos, do usuário, da família e do(s) cuidador(es). A atenção domiciliar potencializa o resgate dos princípios doutrinários do SUS se assumida como prática centrada na pessoa enquanto sujeito do seu processo de saúde–doença. Princípios básicos do atendimento ePrincípios básicos do atendimento e assistência domiciliarassistência domiciliar (BRASIL, 2012). Aspectos que caracterizam a assistência domiciliarAspectos que caracterizam a assistência domiciliar Abordagem Integral à Família1. Deve respeitar o movimento e a complexidade das relações familiares. Atitude de respeito e valorização das características peculiares daquele convívio humano. A abordagem integral faz parte da assistência domiciliar por envolver múltiplos fatores no processo saúde–doença da família, influenciando as formas de cuidar. 2. Consentimento da Família, Participação do Usuário e Existência do Cuidador A assistência prestada no domicílio não pode ser imposta; Recomenda-se que toda família esteja ciente do processo de cuidar da pessoa assistida, comprometendo-se junto com a equipe na realização das atividades a serem desenvolvidas; Formalização da assinatura do termo de consentimento informado por parte da família e/ou do usuário (se consciente) ou de seu representante legal; Capacitalão dos cuidadores para realização de algumas ações e procedimentos de menor complexidade necessários no cuidado em AD. Para que isso seja possível, a equipe deve desenvolver relações de confiança e capacitá-los. 3. Trabalho em Equipe e Interdisciplinaridade Equipe multiprofissional e com prática interdisciplinar. A interdisciplinaridade pressupõe, a possibilidade da prática de um profissional se reconstruir na prática do outro, transformando ambas na intervenção do contexto em que estão inseridas. A valorização dos diversos saberes e práticas da equipe contribui para uma abordagem mais integral e resolutiva. A AD é indicada para pessoas que, estando em estabilidade clínica, necessitam de atenção à saúde em situação de restrição ao leito ou ao lar de maneira temporária ou definitiva ou em grau de vulnerabilidade na qual a atenção domiciliar é considerada a oferta mais oportuna para tratamento, paliação, reabilitação e prevenção de agravos, tendo em vista a ampliação de autonomia do usuário, família e cuidador. Critérios de elegibilidade para o atendimento domiciliar AD3 AD1 AD2 Periodicidade das visitas Intensidade do cuidado multiprofissional Uso de equipamentos * Critérios de Não Inclusão e/ou Desligamento* da Atenção Domiciliar • Mudança de área de abrangência, devendo ser transferido para a equipe responsável pela área do novo domicílio; • Impossibilidade da permanência do cuidador no domicílio; • Não aceitação do acompanhamento; • Recuperação das condições de deslocamento até a unidade de saúde; • Piora clínica que justifique internação hospitalar; • Cura; • Óbito. *Para desligamento, é necessário haver ampla discussão do caso com toda a equipe multidisciplinar. *Papel do enfermeiro no cuidado domiciliarPapel do enfermeiro no cuidado domiciliar A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) configura-se como uma metodologia para organizar e sistematizar o cuidado, com base nos princípios do método científico. A prescrição de cuidados pelo enfermeiro no domicílio constitui atividade fundamental para direcionar as ações do cuidador e da família junto à pessoa assistida, implementando e pactuando as atividades. Identificar, diagnosticar, prescrever e avaliar sobre a prestação do cuidado de saúde e Enfermagem a ser realizada em domicílio do cliente, família e/ou grupo social. REFERÊNCIASREFERÊNCIAS Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernode atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria MS/GM nº 2.527 de 27 de outubro de 2011. Redefine a atenção domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. 1, n. 208, 28 out. 2011. Seção 1. p. 44. CAMPINAS. Protocolo de Assistência de Enfermagem Domiciliar. 2020. Disponível em: <https://saude.campinas.sp.gov.br/enfermagem/SAD_Protocolo_de_Assistencia_de_Enfermagem_Domiciliar.pdf> Resolução COFEN 267/2001. Disponível em: Disponível em: https://www.coren-ro.org.br/wp- content/uploads/2014/06/Anexo-Resolucao-267.pdf https://saude.campinas.sp.gov.br/enfermagem/SAD_Protocolo_de_Assistencia_de_Enfermagem_Domiciliar.pdf https://www.coren-ro.org.br/wp-content/uploads/2014/06/Anexo-Resolucao-267.pdf https://www.coren-ro.org.br/wp-content/uploads/2014/06/Anexo-Resolucao-267.pdf Profª Ma. Herika Lima herika.lima.enf@gmail.com Obrigada!