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4- Processos Inflamatórios nos Animais Domésticos onceito: A inflamação é uma resposta defensiva local, frente a ação de agentes lesivos, caracterizada por uma sequência de fênomenos irritativos, vasculares, exudativos, degenerativos necróticos e produtivos reparativos acompanhados ou não por reação geral do organismo. Podem ser classificados clinicamente e histopatologicamente em agudos e crônicos. Definição: É a resposta vascular e celular dos tecidos vivos à agressão. É uma reação local 2. É uma reação complexa e de seqüência cronológica 3. É uma reação inespecífica sendo qualitativamente a mesma pelo menos no início qualquer que seja a causa que a provoque. 4. É uma reação exclusiva de alguns tecidos mesenquimais vasos, conjuntivo, leucócitos Conceito: A inflamação é uma resposta defensiva local, frente a ação de agentes lesivos, caracterizada por uma sequência de fênomenos irritativos, vasculares, exudativos, degenerativos necróticos e produtivos reparativos acompanhados ou não por reação geral do organismo. Podem ser classificados clinicamente e histopatologicamente em agudos e crônicos. 2 Inflamação aguda e crônica: Aguda Crônica Tempo Curto (Horas –dias) Longo (semanas, meses, anos) Agente agressor Alta patogenicidade Baixa patogenicidade Tipo de dor Presente- intensidade variável Ausente ou baixa intensidade Células Neutrófilos Linfócitos, plasmócitos e macrófagos Fenômenos Vasculares e exsudativos resultando em hiperemia e edema Proliferativos que resulta em fibroplasia e angiogênese OBS: Dependendo de modificações no agente agressor ou na capacidade de resposta do hospedeiro, a inflamação aguda pode cronificar ou a inflamação crônica pode agudizar. Existem situações aonde são observadas características de ambas e, portanto, são denominadas de inflamação crônica com agudização. 3 PROCESSOS INFLAMATÓRIOS NOS ANIMAIS DOMÉSTICOS “Notadamente os sinais da inflamação são quatro: rubor e tumor com calor e dor.” Estes conhecimentos foram a base para o descobrimento dos: Mediadores Químicos da Inflamação E do emprego dos agentes anti-inflamatórios pelas indústrias 9 Leucócito Leucócito Leucócito Inflamação crônica com agudização Inflamação crônica anotações Os epitélios não inflamam, mas apenas os estromas O resultado da inflamação é benéfico quando há: Neutralização destruição confinamento enclausuramento eliminação do agente inflamatório 7. É maléfico quando provoca: Destruição tecidual , lesão incapacitante ou morte Principais células participantes do Processo Inflamatório: Inflamação Aguda Neutrófilos: granulócitos típicos de fenômenos agudos da inflamação, presentes em maior quantidade devido ao seu alto potencial de diapedese e rápida velocidade de migração. Têm ação fagocítica e, se mortos, podem provocar necrose tecidual devido a liberação de suas enzimas lisossômicas para o interstício. Eosinófilos: encontrados nas inflamações subagudas ou relativas a fenômenos alérgicos e em alguns processos neoplásicos. Também possuem capacidade de fagocitose, mas menor que os neutrófilos. Principais células participantes do Processo Inflamatório: Inflamação crônica Macrófagos: originados dos monócitos, essas células mononucleares são os "fagócitos profissionais", tendo ação sobre ampla variedade de antígenos Observados mais comumente em estágios de cronicidade e em granulomas. Linfócitos e plasmócitos: migram mais lentamente que os neutrófilos para o foco inflamatório, tendo ação coadjuvante nas atividades macrofágicas Reconhecem antígenos e desenvolvem respostas para eliminá-los, principalmente em quadros inflamatórios crônicos e granulomatosos. Basófilos e mastócitos: Granulócitos que aumentam de número em processos crônicos Os basófilos contêm grânulos de heparina e histamina; Os mastócitos de histamina. Mediadores Químicos da Inflamação Conceito: Substâncias endógenas ou exógenas que uma vez ativadas participam, desencadeando, mantendo e amplificando os diversos processos envolvidos na resposta inflamatória. Condições para enquadramento como mediador da inflamação: Serem isolados do foco inflamatório; Se injetados, provocarem reação inflamatória; Se bloqueados, impedirem o fenômeno inflamatório. Podem ser: De origem Celular De origem Plasmática Mediadores Químicos da Inflamação De origem Celular: Pré-formados: Ação rápida e precoce, mas de curta duração • Histamina ( Mastócitos, Plaquetas ) • Serotonia ( Plaquetas, Mastócitos ) • Enzimas lisossomais/Proteases (Neutrófilos, Macrófagos) Promovem vasodilatação arteriolar e aumento da permeabilidade vascular Mediadores Químicos da Inflamação De origem Celular: 2. Recém-Sintetizados: Ação mais tardia • Prostaglandinas ( Todos Leucócitos, Plaqueta, Endotélio) • Leucotrienos ( Todos os Leucócitos) • Fator ativador plaquetário ( Todos Leucócitos, Endotélio) • Citocinas ( Macrófagos, Endotélio) • Óxido Nítrico ( Macrófagos, Endotélio) Promovem vasodilatação O Oxido Nitrico induz a citotoxidade microbiana e tumoral As Prostaglandinas participam das fases mais tardias da inflamação Mediadores Químicos da Inflamação De origem Plasmática: 1. ATIVAÇÃO DO COMPLEMENTO: através da liberação de aminas vasoativas. C3a - aumento da permeabilidade vascular e gerando vasodilatação C5a - aumento da permeabilidade vascular e gerando vasodilatação C5b a C9 (CAM = Complexo de Ataque à Membrana) Mediadores Químicos da Inflamação De origem Plasmática: 2. ATIVAÇÃO DO FATOR HAGEMAN = Fator XII O Fator de Hageman (fator XII) ativado na cascata da coagulação pode ativar o tpA (ativador do plasminogênio) que, por sua vez, gera a PLASMINA responsável pela destruição da fibrina. Neste processo a PLASMINA libera fragmentos peptídicos que possuem efeito quimiotáctico sobre os neutrófilos. Sistema Cininas (Plasmina e Bradicinina) Ação mais duradoura aumenta a permeabilidade vascular promove dilatação de pequenas artérias e arteríolas provoca o surgimento da Dor Mediadores Químicos da Inflamação De origem Plasmática: De origem Plasmática: Sistema de Coagulação 1- Diante de uma lesão na parede vascular, há exposição do tecido sub-endotelial, que entra em contato com o sangue. 2- Imediatamente, as plaquetas aderem-se ao colágeno ou à membrana basal exposta, formando o tampão ou o trombo plaquetário. 3- A massa plaquetária, apesar de aumentar e de se organizar, é ainda instável e pode ser arrastada pela corrente sanguínea, diluindo-se 4-As plaquetas, estimuladas, liberam substâncias quimiotáticas (por exemplo, a serotonina), provocando mais acúmulo de plaquetas 5- A intensa estimulação dessas células ativa a cascata da coagulação. Mediadores Químicos da Inflamação Vasodilatação Prostaglandinas; Óxido Nítrico C3a/C5a; Bradicinina Aumento da Permeabilidade Vascular Histamina, Serotonina Bradicinina; Leucotrienos C3a/C5a ; Fator ativador plaquetário Quimiotaxia e Ativação Leucocitária C5a; Leucotrieno B4 Citocinas; Produtos Bacterianos Mediadores Químicos da Inflamação Febre Prostaglandinas Dor Prostaglandinas Bradicinina Lesão Tecidual Enzimas lisossômicas de Neutrófilos e Macrófagos Metabólitos do Oxigênio Óxido Nitrico (citotoxidade = microbiana e tumoral) Classificação das Inflamações Quanto à Duração: Aguda Predomina fenômenos vasculares - exsudativos (hiperemia ativa patológica, edema, e infiltrado de PMN, principalmente Neutrófilos.). Exceção: Hepatite Viral Aguda, na qual o infiltradoé sempre de Mononucleares. Crônica Predomina fenômenos proliferativos (Proliferação fibroblástica e angioblástica, e infiltrado de células Mononucleares, principalmente de Linfócitos, Plasmócitos e Macrófagos.). Exceção: Osteomielite Crônica, na qual o infiltrado é sempre de PMN. Classificação das Inflamações Quanto ao Exsudato: Inflamação Serosa (albumina); Serofibrinosa Inflamação Fibrinosa (fibrinogênio) Fibrinopurulenta; Fibrinohemorrágica Inflamação Hemorrágica (lesão hiperaguda grave) Inflamação Mucosa ou Catarral ( + em mucosas) Inflamação Purulenta ou Supurada ( + por bactérias) 78 Classificação das Inflamações quanto a Distribuição: Focal: Quando atinge um unico ponto de 1mm a poucos centimetros de diâmetros. Multifocal: Quando atinge vários pequenos pontos onde a base de distribuição é a rede vascular a partir de embolia septica leve ou moderada. Extensiva Local: Quando uma consideravel área do órgão é atingida, por agravamento das lesões focais ou multifocais Difusa: Quando a totalidade do órgão é atingido 1. Inflamação Crônica "Reação tecidual caracterizada pelo aumento dos graus de celularidade e de outros elementos teciduais, diante da permanência do agente agressor". A transição da Inflamação Aguda para a Inflamação Crônica é variável A maior influência na Inflamação Crônica é a persistência do agente etiológico no sitio da lesão. Inflamação Crônica Quando a Inflamação Crônica ocorre ? Na transição de uma Inflamação aguda Em ataques recorrentes de Inflamação aguda Diretamente sem evidências de Inflamação aguda Inflamação Crônica Inflamação Crônica Definição: Processo inflamatório onde predominam fenômenos proliferativos ou seja: Infiltração de células mononucleares, principalmente de Macrófagos, Linfócitos e Plasmócitos. Proliferação fibroblástica e angioblástica = (Tecido de Granulação) É um processo de longa duração onde ocorre, destruição tecidual e tentativa de cura Inicia-se de modo insidioso Como uma resposta de baixa intensidade Frequentemente assintomática Inflamação Crônica 1. Infecções persistentes por microrganismos que apresentam: Baixa toxicidade Induzem reação imunológica -----Hipersensibilidade Tardia Adota geralmente padrão específico -----Reação do tipo Granulomatosa 2. Exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos Exógenos ou Endógenos , tais como: Substâncias inertes não degradáveis: Sílica = Silicose; Amianto ou asbesto = Asbestose; Carvão = Antracose Pneumoconicoses Inflamação Crônica 3. Sob determinadas condições nas doenças auto-imunes onde: Auto-antígenos desencadeiam reação imunológica autoperpetua Resultando em doenças inflamatórias crônicas comuns como a Artrite e o Diabetes mellitus do tipo 1 Características Celulares da Inflamação Crônica Inflamação Crônica 1. Predominância de células do sistema mononuclear macrofágico. • macrófagos • linfócitos • plasmócitos 2. Destruição tecidual induzida pelas células 3- Reparação mediante a substiuição por tecido conjuntivo (Tecido de Granulação): 4- O tecido é geralmente Firme e Pálido 5- Os eventos vasculares são de pouca significância ao contrario da Inflamação Aguda, o que reduz os fenômenos exudativos na inflamação crônica. • Proliferação de vasos , ou seja, Angiogênese ou Neovascularização • Fibrose Inflamação Crônica Inflamação Crônica - Infiltração Mononuclear: • Macrófago • É a figura central na Inflamação Crônica Produz inúmeros mediadores celulares: da destruição tecidual da proliferação vascular Induz à proliferação de fibroblastos Induz à deposição de colágeno A destruição tecidual é uma das principais características da inflamação crônica Inflamação Crônica Inflamação Crônica - Infiltração Mononuclear: Linfócitos São mobilizados nas reações imunológicas: Mediadas por células Por anticorpos Por motivos desconhecidos Plasmócitos Produzem anticorpos contra: Antígenos persistentes Componentes teciduais alterados Eosinófilos São característicos das reações imunes e das infecções parasitárias suas granulações contém uma proteína tóxica para os parasitos que também pode levar a lise de células ( basófilos) Inflamação Crônica Classificação das Inflamações Crônicas Inespecífica: esse tipo de inflamação é composto por células mononucleares associadas a outros tipos celulares; não há predominância de um tipo celular; em geral, são observados linfócitos, plasmócitos e macrófagos em quantidades variadas. Exemplos: Gengivites e Pulpites Crônicas Inflamação Crônica Classificação das Inflamações Crônicas 2. Produtiva (ou hiperplásica ou proliferante): como há predomínio de grande quantidade de fibras colágenas e de células, por vezes a inflamação crônica pode manifestar o sinal cardinal de tumor, ou seja, aumento de volume local. Há, assim, a presença de uma massa tecidual evidente. O termo "hiperplasia" indica aumento da quantidade de células, principalmente de fibroblastos e de células epiteliais Inflamação Crônica Classificação das Inflamações Crônicas 3. Exsudativas: algumas inflamações crônicas podem manifestar a presença de Pus, principalmente se o tecido não for adequado para o desenvolvimento de uma inflamação aguda, como é o caso do tecido ósseo Esse tecido, ao ser agredido, manifesta imediatamente componentes teciduais de inflamação crônica, apesar de ter ainda um tempo de duração de inflamação aguda. O pus é frequentemente visto em inflamações no osso, principalmente se a origem for infecciosa (como as osteomielites, por exemplo). Inflamação Crônica Classificação das Inflamações Crônicas 4. Granulomatosa (formação de granulomas): tipo de inflamação em que se observam os granulomas, formações especiais de células que, de tão características, permitem um diagnóstico da doença mesmo sem a visualização do seu agente causal. Manifesta-se macroscopicamente ou clinicamente sob a forma de pequenos grânulos; daí o nome "granuloma". Inflamação Crônica Descrição Fragmento de mucosa revestido por tecido epitelial estratificado pavimentoso ceratinizado. No tecido conjuntivo subjacente observa-se hiperemia, caracterizada por dilatados e congestos (asteriscos pretos), trombos - degeneração hialina intra-vascular (asteriscos vermelhos), edema peri-vascular, áreas de fibroplasia e angiogênese - células endoteliais jovens são mais volumosas (asteriscos vermelhos). Observarmos predomínio de plasmócitos e linfócitos e escassos neutrófilos. Dados importantes para o diagnóstico Observar fenômenos característicos de inflamação aguda como hiperemia (aumento de vasos funcionantes), exsudato/edema e infiltrado de neutrófilos, associados a eventos crônicos como angiogênese (asteriscos verdes), fibroplasia, infiltrado de plasmócitos e linfócitos. Diagnóstico Granuloma Piogênico Inflamação Crônica Descrição Fragmento de mucosa revestido por tecido epitelial estratificado pavimentoso ceratinizado. Subjacente a ele, vemos o tecido conjuntivo com intensa fibroplasia, angiogênese e células inflamatórias crônicas (linfócitos, plasmócitos e macrófagos). Dados importantes para o diagnóstico Angiogênese (setas A), fibroplasia (setas B), infiltrado de linfócitos (asterisco amarelo) e plasmócitos (asterisco vermelho) → Tecido de granulação. Diagnóstico Hiperplasia Inflamatória. Abscesso Crônico Descrição Nesta lâmina observam-se três zonas principais: Centro: cavidade neoformada contendo neutrófilos vivos e mortos (piócitos) e necrose liquefativa caracterizando o pus além de macrófagos. Membrana piogênica: parede interna do abscesso rica em neutrófilos. Membrana externa ou cápsula propriamente dita: constituída de tecido conjuntivo fibroso (fibroplasia) e infiltrado inflamatório com linfócitos e plasmócitos. Pode-se observar nesta lâmina corpúsculos de Russel. Dados importantes para o diagnóstico Presença de pus colecionado (área aguda) envolto por capsula fibrosa e infiltrado linfoplasmocitário(área crônica). Diagnóstico Abscesso crônico. Inflamações Crônicas Granulomatosas Conceito: Inflamação crônica caracterizada por formação de granulomas. O granuloma representa um agrupamento de macrófagos que tentam circunscrever o agente etiológico evitando que a reação atinja os tecidos sadios circundantes assim como se dissemine. No granuloma epitelióide, as células responsáveis por circunscrever o dano são os macrófagos epitelióides. Tuberculose Doença infecciosa crônica causada pela Mycobacterium tuberculosis. Descrição Fragmento de tecido pulmonar no qual parte da arquitetura alveolar é preservada enquanto em algumas regiões demonstram a formação de granulomas epitelióides caseosos. Na porção superior observa-se um granuloma extenso apresentando áreas de necrose caseosa central (material amorfo com perda de seletividade tintorial), entremeada por macrófagos epitelióides (núcleo claro e mais alongado, semelhante a morfologia de uma célula epitelial), linfócitos e células gigantes do tipo Langhans (asteriscos amarelos), circundadas por fibroplasia. Na porção dos alvéolos mais preservada também se nota a presença de um granuloma menor sem necrose central, mas apresentando os outros componentes. Dados importantes para o diagnóstico Observar a formação dos granulomas compostos por macrófagos epitelióides, células gigantes do tipo Langhans (asteriscos amarelos), linfócitos (asteriscos verdes) e fibroplasia. Diagnóstico Tuberculose Na área circunscrita, observar a formação do granuloma. Paracoccidiodomicose Infecção fúngica profunda, ocasionada pelo organismo Paracoccidioides brasiliensis. Descrição Fragmento de mucosa revestido por tecido epitelial estratificado pavimentoso ceratinizado, apresentando hiperplasia pseudoepiteliomatosa (sensação de que o epitélio “invade” o tecido conjuntivo) e áreas de micro abcessos (pequenas coleções de neutrófilos e piócitos superficiais). No tecido conjuntivo subjacente, observa-se a formação de granulomas (circunscrito pelo tracejado) que apresentam externamente fibroplasia (setas pretas), seguida por um colar de linfócitos (asterisco vermelho), e mais centralmente observam-se um aglomerado de macrófagos epitelióides (asterisco amarelo - núcleo claro e alongado e as células podem apresentar um arranjo em paliçada ou justapostas umas às outras). Entremeados as células do granuloma observam-se células gigantes do tipo Langhans. Em algumas áreas, principalmente no interior das células gigantes, é possível visualizar os fungos que se apresentam como um espaço negativo (branco) e forma geométrica redonda (asterisco verde). Dados importantes para o diagnóstico Observar os granulomas compostos por um aglomerado de macrófagos epitelióides, colar de linfócitos e fibroplasia externa assim como a presença de células gigantes fagocitando os fungos. Os microabcessos e a hiperplasia pseudoepiteliomatosa são sugestivos, mas não específicos desta doença. Diagnóstico Paracoccidiodomicose Hematoxilina-Eosina Descrição Fragmento de mucosa revestido por tecido epitelial estratificado pavimentoso paraceratinizado, apresentando hiperplasia pseudoepiteliomatosa (sensação de que o epitélio “invade” o tecido conjuntivo) e áreas de micro abcessos (pequenas coleções de neutrófilos e piócitos superficiais). No tecido conjuntivo subjacente, observa-se a formação de granulomas que apresentam externamente fibroplasia, seguida por um colar de linfócitos, e mais centralmente observam-se um aglomerado de macrófagos epitelióides (núcleo claro e alongado e as células podem apresentar um arranjo em paliçada ou justapostas umas às outras). Entremeados as células do granuloma observam-se células gigantes do tipo Langhans. Em algumas áreas, principalmente no interior das células gigantes, é possível visualizar os fungos que se apresentam como um espaço negativo (branco) e forma geométrica redonda. Dados importantes para o diagnóstico Observar os granulomas compostos por um aglomerado de macrófagos epitelióides, colar de linfócitos e fibroplasia externa assim como a presença de células gigantes fagocitando os fungos. Os microabscessos e a hiperplasia pseudoepiteliomatosa são sugestivos, mas não específicos desta doença. Diagnóstico Paracoccidiodomicose Nesta imagem o epitélio de revestimento (E) não apresenta hiperplasia pseudoepiteliomatosa evidente. A área em destaque, apresentada em maior aumento abaixo, mostra microabscessos. Nesta imagem o epitélio de revestimento (E) não apresenta hiperplasia pseudoepiteliomatosa evidente. A área em destaque, apresentada em maior aumento abaixo, mostra microabscessos. 116 Os microabscessos (asteriscos) aparecem próximo à superfície e se caracterizam pela coleção (acúmulo) de piócitos (neutrófilos em necrose). 117 Na imagem abaixo, a área destacada mostra uma região onde o epitélio de superfície está com a espessura aumentada devido ao aumento de proliferação celular. Este tecido se projeta na direção do tecido conjuntivo, alteração conhecida como hiperplasia pseudoepiteliomatosa ou pseudocarcinomatosa. 118 Em maior aumento e evidenciada pela linha tracejada, observa-se a região de hiperplasia pseudoepiteliomatosa, sendo pouco perceptível o limite entre tecido epitelial e tecido conjuntivo. 119 Na imagem abaixo, observam-se 3 granulomas, estrutura arrendondada/ovoide que mostra célula gigante porção central, camada de macrófagos epitelióides justapostos na camada intermediária e colar de linfócitos na porção periférica. Essa estrutura é delimitada por tecido conjuntivo fibroso (fibroplasia). 120 Ácido Periódico de Schiff (PAS) Observação Os aspectos morfológicos observados (granulomas no tecido conjuntivo, hiperplasia pseudoepiteliomatosa e microabscessos no tecido epitelial) são os mesmos. Essa técnica pe utilizada para evidenciar o Paracoccidioides brasilienses, agente etiológico da paracoccidioidomicose, e confirmar o diagnóstico. Em lâminas coradas por HE nem sempre é possível evidenciar o espaço claro na célula gigante, o qual costuma sugerir presença deste microrganismo. 121 A imagem evidencia o Paracoccidioides brasilienses em rosa/magenta no interior de células gigantes, confirmando o diagnóstico de paracoccidioidomicose. 122 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.png image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.png image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image76.png image77.png image78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.png image85.png image86.png image87.png image88.png image89.png image90.png image91.jpeg image92.png image93.png image94.png image95.png image96.png