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Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior Super Resumo Esta edição do Super Resumo cobre todos os assuntos do Eixo Temático 3 - GERÊNCIA E SUPORTE DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO de Conhecimentos Específicos do edital do BLOCO 2 do CNU (Concurso Público Nacional Unificado). Todo o conteúdo é focado no padrão de cobrança da banca Cesgranrio. Utilizamos uma abordagem concisa e direta ao ponto para te ajudar a economizar tempo de estudo e ao mesmo tempo garantir pontos importantes neste concurso. Conheça nossa série de SUPER RESUMOS para a Reta Final – CNU – BLOCO 2: Super Resumo CNU (BLOCO 2) Data de Liberação GERÊNCIA E SUPORTE DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - EIXO 3 01/02/2024 DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE - Eixo 4 11/02/2024 APOIO À DECISÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - EIXO 5 18/02/2024 GESTÃO GOVERNAMENTAL E GOVERNANÇA PÚBLICA - EIXO 1 25/02/2024 POLÍTICAS PÚBLICAS - EIXO 2 03/03/2024 MÉTODOS QUANTITATIVOS - EIXO 5 10/03/2024 https://pratiqueconcursos.com.br/super-resumo-cnu-bloco-2 Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior Destaques do Material Cadernos de Questões para Praticar Por Assunto Ao final de cada tópico, nós selecionamos cadernos de questões das bancas FCC, FGV e CESGRANRIO. Optamos por apresentar questões da FCC e FGV devido ao fato de a CESGRANRIO ter uma quantidade limitada de questões para alguns assuntos. Por isso, apresentamos também questões da FCC e da FGV, que tem perfil de cobrança semelhante. Priorize a resolução das questões da CESGRANRIO, só depois, parta para as outras bancas. Para tópicos em que estas bancas não possuam uma quantidade relevante de questões ou em casos de localizarmos questões relevantes e didáticas de outras bancas, você poderá encontrar questões de outras bancas no material. Os cadernos de questões são da plataforma TEC Concursos. Temos um cupom de desconto de 10% em qualquer plano da plataforma: CUPOM: PRATIQUECONCURSOS. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior Tabelas, Figuras, Diagramas e Mapas Mentais Incluímos tabelas, figuras, diagramas e mapas mentais para ilustrar, sistematizar e facilitar o estudo e o entendimento dos assuntos. Exemplos de Código Incluímos exemplos de código para que possa entender a utilização dos comandos e linguagens. Para diversos assuntos é importante conhecer a implementação de código. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior Dicas, Pontos de Atenção e Mnemônicos Incluímos diversas dicas, pontos de atenção e mnemônicos para ajudar você a memorizar o conteúdo e acertar as questões da prova. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior Apresentação do Professor Prof. Alexandre Martins Auditor Fiscal de TI da SEFAZ BA aprovado em 3º lugar. Maior nota na discursiva do concurso de Auditor Fiscal da Sefaz BA de 2019. Aprovado em 3º lugar no cargo de Especialista em Políticas Públicas do município de Salvador (2019). Aprovado em 29º lugar no cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Estado de Sergipe (2018). Bacharel em Sistemas de Informação pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Bacharel em Administração (IFBA). Seguem minhas redes sociais caso queira entrar em contato: Telegram: t.me/profalexandremartins Instagram: @prof_alexandremartins Prof. Achiles Júnior Aprovações ● Auditor Fiscal do Estado da Bahia (SEFAZ BA) aprovado em 5º lugar na área de Tecnologia da Informação. ● Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ MG) aprovado em 44º lugar na área de Tecnologia da Informação. Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Instagram: @pratique.concursos Feedback sobre o Material Gostou do Material? Encontrou algum erro no material? Não entendeu algum item? Tem alguma ideia de melhoria? Sentiu falta de algum conteúdo? Mande suas observações no formulário que vou deixar a seguir para nos ajudar a melhorar o material para você. 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Práticas de Gerenciamento do ITIL 4 ..................................................................18 1.5. Questões FCC ....................................................................................................27 1.6. Questões FGV ....................................................................................................28 1.7. Questões Cesgranrio ..........................................................................................28 2. COBIT 2019 ..............................................................................................................28 2.1. Benefícios da Governança de Informação e Tecnologia (I&T) .............................28 2.2. Princípios do Sistema de Governança ................................................................29 2.3. Principais melhorias do COBIT 2019 ..................................................................30 2.4. Processos do COBIT 2019 .................................................................................30 2.5. Componentes do Sistema de Governança..........................................................33 2.6. Estágios e Etapas para o Design de um Processo de Governança Sob Medida 37 2.7. Questões FCC ....................................................................................................38 2.8. Questões FGV ....................................................................................................38 2.9. Questões Cesgranrio ..........................................................................................38 ESTE MATERIAL É APENAS UMA AMOSTRA GRATUITA Caso adquira o nosso material, você terá acesso ao conteúdo completo de Conhecimentos Específicos de todos os 05 (cinco) Eixos Temáticos do Bloco 2. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 8 de 38 Fique atento - CNU - Bloco 2 O edital não especificou as versões das normas e frameworks que constam no conteúdo programático como ITIL, COBIT, PMBOK e ISO. Estamos apresentando no material as versões mais recentes e que vem sendo cobradas em provas de concursos públicos. Caso haja retificação do edital, atualizaremos o material para que fique de acordo com a versão exigida. 1. ITIL 4 A biblioteca ITIL 4 (Information Technology Infrastructure Library) é um conjunto de melhores práticas para a gestão de serviços de TI que visa melhorar a eficiência e a eficácia dos processos de TI nas organizações. A versão atual, ITIL 4, foi lançada em 2019 e traz uma abordagem mais moderna e ágil para a gestão de serviços de TI, observando um contexto amplo, que compreende a experiência do cliente, os fluxos de valor e a transformação digital, além de adotarnovas formas de trabalho, como Lean, Agile, Design Thinking e DevOps. A biblioteca ITIL é o guia mais adotado atualmente para apoiar a gestão de serviços de TI. A primeira versão do ITIL foi lançada no final dos anos 1980 pela Central Computing and Telecommunications Agency (CCTA). Atualmente, a empresa Axelos é responsável por gerenciar e manter as atualizações e mudanças do framework processo e emitir certificações. Entretanto, para usar o ITIL internamente, as organizações não precisam de uma licença. O itil portanto, é um framework não proprietário O desenvolvimento de computação em nuvem, infraestrutura como serviço (IaaS), inteligência artificial, aprendizado de máquina e blockchain abriram novas oportunidades para criação de valor e levaram a TI a se tornar um importante impulsionador de negócios e fonte de vantagem competitiva. Por sua vez, isso posiciona o gerenciamento de serviços de TI como uma capacidade estratégica chave. Os serviços são a principal forma pela qual as organizações criam valor para si mesmas e para seus clientes. Quase todos os serviços hoje são apoiados utilizando TI, o que significa que há um enorme benefício para as organizações na criação, expansão e melhoria de sua capacidade de Gerenciamento de Serviços de TI (ITSM - Information Technology Service Management). A primeira publicação da biblioteca ITIL 4 é a ITIL Foundation, que apresenta os fundamentos do framework de gestão de serviços, explicando os conceitos relacionados e servindo como um guia de referência. As orientações da publicação podem ser adotadas e adaptadas para todos os tipos de organizações e serviços Os componentes chaves do framework ITIL 4 são o Sistema de Valor de Serviços (SVS) e o Modelo de Quatro Dimensões. 1.1. Sistema de Valor de Serviço (SVS) O ITIL SVS descreve como todos os componentes e atividades da organização trabalham juntos como um sistema para permitir a criação de valor. O ITIL SVS descreve as entradas desse sistema (oportunidade e demanda), os componentes desse sistema (governança organizacional, gerenciamento de serviço, melhoria contínua e as capacidades e recursos da organização) e as saídas (alcance dos objetivos organizacionais e valor para o organização, seus clientes e outras partes interessadas). Os componentes deste sistema podem ser combinados de forma flexível, o que requer integração e coordenação para manter a consistência. O SVS facilita esta integração e coordenação para prover uma direção forte, unifica e focada em valor para a organização. Os cinco componentes principais da ITIL SVS são: 1. Cadeia de Valor do Serviço (SVC - Service Value Chain) Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 9 de 38 2. Governança 3. Práticas 4. Princípios Orientadores 5. Melhoria Contínua Mnemônico SVS → 5 componentes ITIL SVS → P-G-SVC-P-M A imagem a seguir é uma representação visual dos componentes do SVS: 1.1.1. Cadeia de Valor do Serviço (SVC - Service Value Chain) A Cadeia de Valor do Serviço ITIL é o elemento central da SVS a qual fornece um modelo operacional para a criação, entrega e melhoria contínua dos serviços. É um modelo flexível adaptável que define seis atividades-chave que podem ser combinadas de várias maneiras, formando múltiplos fluxos de valor. As seis atividades-chave da SVC são: 1. Planejar: O objetivo da atividade de planejar a cadeia de valor é garantir um entendimento compartilhado da visão, status atual e direção de melhoria para todas as quatro dimensões e todos os produtos e serviços em toda a organização. 2. Melhorar: O objetivo da atividade de melhoria da cadeia de valor é garantir a melhoria contínua de produtos, serviços e práticas em todas as atividades da cadeia de valor e nas quatro dimensões do gerenciamento de serviços. 3. Engajar: Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 10 de 38 O objetivo da atividade engajar a cadeia de valor é fornecer uma boa compreensão das necessidades das partes interessadas, transparência e engajamento contínuo e bons relacionamentos com todas as partes interessadas. 4. Desenho & Transição: O objetivo da atividade de design e transição da cadeia de valor é garantir que os produtos e serviços atendam continuamente às expectativas das partes interessadas quanto à qualidade, custos e tempo de lançamento no mercado. 5. Obter/Construir: O objetivo da atividade de obtenção/construção da cadeia de valor é garantir que os componentes de serviço estejam disponíveis quando e onde forem necessários e atendam às especificações acordadas. 6. Entregar & Suportar: O objetivo da atividade de entrega e suporte da cadeia de valor é garantir que os serviços sejam entregues e suportados de acordo com as especificações acordadas e as expectativas das partes interessadas. Mnemônico: 6 Atividades-chave da SVC P-M-E-DT-OC-ES Essas atividades podem ser combinadas de várias formas para criar fluxos de valor flexíveis. A SVC é flexível o suficiente para ser adaptada a várias abordagens, incluindo DevOps e TI centralizada, para atender à necessidade de gerenciamento de serviço multimodal. A adaptabilidade da cadeia de valor permite que as organizações reajam às mudanças nas demandas de seus stakeholders de maneira mais eficaz e eficiente. Independentemente de quais práticas são implantadas, existem algumas regras comuns ao usar a cadeia de valor do serviço: • Todas as interações de entrada e saída com partes externas à cadeia de valor são realizadas por meio da atividade "Engajar". • Todos os novos recursos são obtidos por meio da atividade "Obter/Construir" • O planejamento em todos os níveis é realizado pela atividade "Planejar" • As melhorias em todos os níveis são iniciadas e gerenciadas por meio da atividade "Melhorar". A imagem a seguir representa os elementos da SVC: Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 11 de 38 1.1.2. Práticas Cada prática ITIL oferece suporte a várias atividades da cadeia de valor de serviço, fornecendo um conjunto de ferramentas abrangente e versátil para profissionais de ITSM. A biblioteca ITIL 4 define 34 práticas de gestão, categorizadas em três tipos: Gestão Geral, de Serviço, e Técnica. 1.1.3. Princípios Orientadores Os princípios orientadores da ITIL podem ser usados para orientar as decisões e ações de uma organização e garantir um entendimento compartilhado e uma abordagem comum para o gerenciamento de serviços em toda a organização. Os princípios orientadores da ITIL criam a base para a cultura e o comportamento de uma organização, desde a tomada de decisões estratégicas até as operações do dia-a-dia. Os princípios orientadores são: 1. Foco no valor 2. Comece onde você está 3. Progresso iterativo com feedback 4. Colaboração e promoção da visibilidade 5. Pense e trabalhe holisticamente 6. Mantenha-o simples e prático 7. Otimizar e automatizar Esses princípios também são refletidos em muitas outras estruturas, métodos, padrões, filosofias ou corpos de conhecimento, como Lean, Agile, DevOps e COBIT. Isso permite que as organizações integrem efetivamente o uso de vários métodos em uma abordagem geral de gerenciamento de serviço. 1.1.4. Governança A ITIL SVS também inclui atividades de governança que permitem que as organizações alinhem continuamente suas operações com a direção estratégica definida pelo Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 12 de 38 corpo diretivo. A Governança estabelece os meios pelos quais uma organização é dirigida e controlada. 1.1.5. Melhoria Contínua Cada componente da ITIL SVS é suportado pela melhoria contínua. A ITIL fornece às organizações um modelo de melhoria simples e prático para manter sua resiliência e agilidade em um ambiente em constante mudança. A melhoria contínua é uma atividade organizacionalrecorrente realizada em todos os níveis para garantir que o desempenho de uma organização atenda continuamente às expectativas das partes interessadas Oportunidade, Demanda e Valor Oportunidade representa opções ou possibilidades de agregar valor para as partes interessadas ou melhorar a organização. A demanda representa a necessidade ou desejo de produtos e serviços de clientes internos e externos. Valor são os benefícios percebidos, utilidade e importância de algo. Oportunidade e demanda desencadeiam atividades dentro do ITIL SVS, e essas atividades levam à criação de valor. Oportunidade e demanda estão sempre entrando no sistema, mas a organização não aceita automaticamente todas as oportunidades ou satisfaz todas as demandas. Pode não haver demanda uma oportunidade, mas ela ainda pode desencadear trabalho dentro do sistema. As organizações devem priorizar serviços novos ou alterados com oportunidades de melhoria para garantir que seus recursos sejam alocados corretamente. Silos Organizacionais Silos organizacionais são desafios para as organizações que buscam ser eficazes, ágeis e resilientes, pois dificultam a comunicação, a colaboração e o acesso à informação. Os silos tornam-se obstáculos para agir rapidamente e tomar decisões efetivas, aumentando a ineficiência, os custos e os riscos. Até mesmo as práticas ITIL, como o gerenciamento de mudanças e o gerenciamento incidentes, quando não integradas, também podem se tornar silos. A arquitetura do ITIL SVS é pensada para combater os silos, sendo flexível e permitindo que as atividades da cadeia de valor do serviço e as práticas da SVS sejam combinadas de diferentes formas para atender às necessidades organizacionais. Além disso, a melhoria contínua é importante em todos os níveis organizacionais, sendo o modelo ITIL de melhoria contínua uma ferramenta para essa atividade. Os princípios orientadores da ITIL moldam a melhoria contínua e a operação geral da organização, proporcionando uma base para uma cultura compartilhada, incentivando a colaboração e cooperação, e eliminando a necessidade de silos. Assim, o ITIL SVS suporta diversas abordagens de trabalho, inclusive Agile, DevOps e Lean, além de gestão tradicional de processos e projetos, com um modelo operacional flexível e orientado para o valor. O escopo do SVS pode ser toda a organização ou um subconjunto dela. No entanto, para maximizar o valor do SVS e lidar adequadamente com os silos organizacionais, é recomendado incluir a organização inteira no escopo. 1.2. Modelo de Quatro Dimensões Para garantir uma abordagem holística ao gerenciamento de serviços, a ITIL 4 descreve quatro dimensões do gerenciamento de serviços, a partir das quais cada componente do SVS deve ser considerado. Deve-se buscar um equilíbrio de foco entre cada uma das dimensões. As quatro dimensões são: 1. Organizações e Pessoas Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 13 de 38 2. Informação e Tecnologia 3. Parceiros e Fornecedores 4. Fluxos (ou Cadeia) de Valor e Processos Mnemônico→ Dimensões ITIL 4 → OP-IT PF-FVP Essas quatro dimensões representam perspectivas relevantes para todo o SVS, incluindo toda a cadeia de valor do serviço e todas as práticas de ITIL. Ao dar a cada uma das quatro dimensões uma quantidade adequada de foco, uma organização garante que seu SVS permaneça equilibrado e eficaz. As quatro dimensões são limitadas ou influenciadas por vários fatores externos que muitas vezes estão fora do controle do SVS. 1.2.1. Organizações e Pessoas Esta dimensão aborda a importância das equipes, habilidades, competências, papéis, responsabilidades, cultura organizacional e a própria estrutura organizacional formal na criação, entrega e melhoria de um serviço de TI. 1.2.2. Informação e Tecnologia Esta dimensão foca na infraestrutura de TI, sistemas, aplicações e informações necessárias para fornecer e gerenciar serviços de TI. O gerenciamento de serviços se beneficia cada vez mais do desenvolvimento de novas tecnologias. O uso de plataformas móveis, soluções em nuvem, ferramentas de colaboração remota, testes automatizados, soluções de implantação (DevOps), inteligência artificial, aprendizado de máquina e outras soluções de computação cognitiva tornou-se uma prática comum entre os provedores de serviços. 1.2.3. Parceiros e Fornecedores Esta dimensão reconhece a importância de trabalhar com parceiros e fornecedores externos para garantir que os serviços de TI sejam entregues de forma eficiente e eficaz. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 14 de 38 Quando se trata de usar parceiros e fornecedores, a estratégia de uma organização deve ser baseada em seus objetivos, cultura e ambiente de negócios. Por exemplo, algumas organizações podem acreditar que serão mais bem atendidas concentrando sua atenção no desenvolvimento de certas competências essenciais, usando parceiros e fornecedores para atender a outras necessidades. Outras organizações podem optar por contar o máximo possível com seus próprios recursos, utilizando o mínimo possível de parceiros e fornecedores. Os fatores que podem influenciar a estratégia de uma organização ao usar fornecedores incluem: • Foco estratégico: Algumas organizações podem preferir se concentrar em sua competência principal e terceirizar funções de suporte não essenciais para terceiros; outros podem preferir permanecer o mais autossuficientes possível, mantendo o controle total sobre todas as funções importantes. • Cultura corporativa: Algumas organizações têm uma preferência histórica por uma abordagem em detrimento de outra. O viés cultural de longa data é difícil de mudar sem razões convincentes. • Escassez de recursos: Se um recurso ou conjunto de habilidades necessários estiver em falta, pode ser difícil para o provedor de serviços adquirir o que é necessário sem contratar um fornecedor. • Preocupações com custos: Uma decisão pode ser influenciada pelo fato de o provedor de serviços acreditar que é mais econômico adquirir um determinado requisito de um fornecedor. • Experiência no assunto: O prestador de serviço pode acreditar que é menos arriscado usar um fornecedor que já tenha experiência em uma área necessária, em vez de tentar desenvolver e manter a experiência no assunto internamente. • Restrições externas: Regulamentação ou política governamental, códigos de conduta do setor e restrições sociais, políticas ou legais podem afetar a estratégia de fornecedores de uma organização. • Padrões de demanda: A atividade do cliente ou a demanda por serviços podem ser sazonais ou demonstrar altos graus de variabilidade. Esses padrões podem afetar até que ponto as organizações usam provedores de serviços externos para lidar com a demanda variável. 1.2.4. Fluxos de Valor e Processos Esta dimensão preocupa-se com a definição de atividades, fluxos de trabalho, controles, práticas e processos necessários para atingir os objetivos acordados e entregar serviços de forma consistente e previsível. Fluxo de valor é a série de etapas que uma organização realiza para criar e entregar produtos e serviços aos consumidores. Processo é um conjunto de atividades inter- relacionadas ou interativas que transformam entradas em saídas. Fatores Externos Além das quatro dimensões do modelo de gerenciamento de serviço do ITIL v4, os provedores de serviços são afetados por muitos fatores externos. Os prevedores de serviço atuam em ambientes dinâmicos e complexos que podem apresentar altos graus de volatilidade, incerteza e impor restrições. Para analisar esses fatores externos, são utilizadas estruturas como o modelo PESTLE (ou PESTLA), em inglês, que aqui vamos chamar de PASTEL, para facilitar a memorização. PESTLE é um acrônimo para os fatores Políticos, Ambientais, Sociais, Tecnológicos, Econômicos e Legais que restringem ou influenciam a forma como um provedor deserviços opera. Cada um desses fatores externos pode ter um impacto significativo nas quatro dimensões do ITIL V4, portanto, é essencial considerá-los ao projetar, gerenciar e melhorar os serviços. Mnemônico: Fatores Externos → PASTEL Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 15 de 38 1. Político: Refere-se à influência de forças políticas e legais, como legislação, regulamentos, normas de conformidade e políticas governamentais. 2. Ambiental (Environmental): Refere-se a considerações ambientais, como a sustentabilidade, a responsabilidade corporativa e os impactos das mudanças climáticas, bem como o desejo de reduzir o impacto ambiental. 3. Social: Refere-se à influência da sociedade, que pode incluir considerações culturais, mudanças demográficas, normas sociais e tendências, bem como as expectativas e comportamentos dos consumidores. 4. Tecnológico: Inclui a evolução da tecnologia, novas inovações, tendências tecnológicas e o ritmo de mudança da tecnologia. 5. Econômico: Inclui fatores como a saúde da economia em geral, condições do mercado, disponibilidade de fundos, taxas de juros e políticas fiscais. 6. Legal: Refere-se à legislação e regulamentos que a organização deve seguir. Isso pode incluir leis de privacidade e proteção de dados, leis de emprego, leis de saúde e segurança, dentre outras. 1.3. Conceitos Chave do Gerenciamento de Serviços A biblioteca ITIL 4 descreve vários conceitos-chave de gerenciamento de serviços: 1. Gerenciamento de serviços: Um conjunto de capacidades organizacionais especializadas para agregar valor aos clientes na forma de serviços. 2. Valor e co-criação de valor: Na ITIL 4, o valor não é simplesmente entregue aos clientes. Em vez disso, é cocriado com os clientes por meio do uso e dos relacionamentos do serviço e da colaboração ativa entre fornecedores e consumidores. Valor são os benefícios percebidos, utilidade e importância de algo. Devido a estar sujeito à percepção dos stakeholders o valor pode ser subjetivo. O valor de um serviço é determinado pela percepção do cliente e pelos resultados alcançados. 3. Organizações, Provedores de Serviços, Consumidores de Serviços: A ITIL 4 define organizações como uma pessoa ou um grupo de pessoas que tem suas próprias funções com responsabilidades, autoridades e relacionamentos para atingir seus objetivos. As organizações que fornecem serviços são chamadas de provedores de serviços, enquanto aquelas que recebem os serviços são consumidores de serviços. O provedor pode ser externo à organização do consumidor ou ambos podem fazer parte da mesma organização. Os consumidores de serviços podem ser: o Clientes (que definem e concordam com os requisitos do serviço) o Usuários (que usam o serviço) o Patrocinadores (que autorizam e financiam o serviço) As organizações podem ter papéis diferentes, dependendo da perspectiva em discussão. É importante identificar essas funções nas relações de serviço para garantir uma comunicação eficaz e o gerenciamento das partes interessadas. Cada uma dessas funções pode ter expectativas diferentes, e às vezes até conflitantes, de serviços e diferentes definições de valor. 4. Outros Stakeholders: Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 16 de 38 Além das funções de consumidor e provedor, geralmente há muitas outras partes interessadas que são importantes para a criação de valor. Os exemplos incluem funcionários individuais da organização provedora, parceiros e fornecedores, investidores e acionistas, organizações governamentais e reguladoras e grupos sociais. Para o sucesso, e até mesmo a continuidade da existência de uma organização, é importante que as relações com todas as principais partes interessadas sejam compreendidas e gerenciadas. Se as partes interessadas estiverem insatisfeitas com o que a organização faz ou como faz, as relações do provedor com seus consumidores podem estar em risco. A tabela a seguir apresenta o conceito de valor para diferentes tipos de stakeholders Partes interessadas Exemplo de valor para as partes interessadas Consumidores do serviço Benefícios alcançados; custos e riscos otimizados Fornecedor do serviço Financiamento do consumidor; desenvolvimento de negócios; melhoria da imagem Funcionários do provedor de serviço Incentivos financeiros e não financeiros; carreira e desenvolvimento profissional; senso de propósito Sociedade e comunidade Emprego; impostos; contribuição das organizações para o desenvolvimento da comunidade Organizações de caridade Contribuições financeiras e não financeiras de outras organizações Acionistas Benefícios financeiros, como dividendos; senso de segurança e estabilidade 5. Serviços: Os serviços são um meio de permitir a cocriação de valor, facilitando os resultados que os clientes desejam alcançar, sem que o cliente tenha que gerenciar custos e riscos específicos. 6. Produtos: Os produtos são configurações dos recursos de uma organização, criados para oferecer valor a um consumidor. Podem ser tangíveis ou intangíveis. 7. Oferta de serviço: Refere-se a uma descrição de um ou mais serviços projetados para atender às necessidades de um grupo de consumidores-alvo. Pode incluir bens, acesso a recursos e ações de serviço. A tabela a seguir apresenta os componentes da oferta de serviços: Componente Descrição Exemplos Bens Fornecido ao consumidor. A propriedade é transferida para o consumidor. O consumidor assume a responsabilidade pelo uso futuro Um celular. Um servidor físico. Acesso a recursos A propriedade não é transferida para o consumidor. O acesso é concedido ou licenciado ao consumidor sob termos e condições acordados. O consumidor só pode acessar os recursos durante o período de consumo acordado e de acordo com outros termos de serviço acordados Acesso à rede móvel, ou ao armazenamento em rede Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 17 de 38 Ações de serviço Realizadas pelo provedor de serviços para atender às necessidades do consumidor. Realizadas de acordo com um acordo com o consumidor Suporte ao usuário. Substituição de um equipamento. 8. Relacionamentos de serviço: Uma cooperação entre um provedor de serviço e um consumidor de serviço. Relacionamentos de serviço incluem: o provisão de serviço o consumo de serviço o gerenciamento de relacionamento de serviço As relações de serviço são estabelecidas por um contrato de serviço, que descreve o valor esperado, o custo e os detalhes do risco. 9. Valor: Resultados, Custos e Riscos: Todo relacionamento de serviço envolve um equilíbrio desses três elementos. O valor é criado com base nos benefícios percebidos (resultados), custos e resultados negativos potenciais (riscos) associados ao serviço. Saída Uma entrega tangível ou intangível de uma atividade. Resultado Um resultado para uma parte interessada ativado por uma ou mais saídas. Custo A quantia de dinheiro gasta em uma atividade ou recurso específico. Risco Um possível evento que pode causar dano ou perda, ou dificultar o alcance dos objetivos. Também pode ser definido como a incerteza do resultado e pode ser usado no contexto de medir a probabilidade de resultados positivos, bem como resultados negativos. Vale mencionar que o consumidor do serviços também possui um papel relevante quanto ao gerenciamento de riscos. O consumidor contribui para a redução do risco através de: o participando ativamente na definição dos requisitos do serviço e na clarificação dos seus resultados pretendidos o comunicar claramente os fatores críticos de sucesso (CSFs) e as restrições que se aplicam ao serviço o garantir que o provedor tenha acesso aos recursos necessários do consumidor ao longo da relação de serviço. 10. Utilidade A funcionalidade oferecida por um produtoou serviço para atender a uma necessidade específica. A utilidade pode ser resumida como “o que o serviço faz” e pode ser usada para determinar se um serviço é “adequado ao propósito”. Para ter utilidade, um serviço deve suportar o desempenho do consumidor ou remover restrições do consumidor. Muitos serviços fazem as duas coisas. 11. Garantia A garantia pode ser resumida como "como o serviço funciona" e pode ser usada para determinar se um serviço está "adequado para uso". A garantia geralmente está relacionada a níveis de serviço alinhados com as necessidades dos consumidores de serviços. Isso Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 18 de 38 pode ser baseado em um acordo formal ou pode ser uma mensagem de marketing ou imagem de marca. A garantia normalmente aborda áreas como a disponibilidade do serviço, sua capacidade, níveis de segurança e continuidade. Pode-se dizer que um serviço fornece garantia aceitável, ou "garantia", se todas as condições definidas e acordadas forem atendidas. A avaliação de um serviço deve levar em consideração o impacto dos custos e riscos na utilidade e garantia para gerar um quadro completo da viabilidade de um serviço. Tanto a utilidade quanto a garantia são essenciais para que um serviço facilite os resultados desejados e, portanto, ajude a criar valor. Sistema de Valor de Serviço (SVS) Cadeia de Valor de Serviço (SVC) Definição O SVS representa como todos os componentes e atividades da organização funcionam juntos para permitir a criação de valor. A SVC é um modelo operacional dentro do SVS que descreve as atividades- chave necessárias para responder à demanda e facilitar a realização de valor. Componentes/Atividades O SVS inclui a SVC, Princípios Orientadores, Governança, Práticas e Melhoria Contínua. A SVC inclui seis atividades: Planejar, Melhorar, Engajar, Desenho & Transição, Obter/Construir, e Entregar & Suportar. Objetivo O objetivo do SVS é garantir que a organização co-crie continuamente valor com todos os stakeholders. O objetivo da SVC é transformar a demanda em valor por meio do uso de produtos e serviços. Interações O SVS interage com o ambiente da organização. As atividades da SVC interagem entre si e com outros componentes do SVS. 1.4. Práticas de Gerenciamento do ITIL 4 A biblioteca ITIL 4 define um conjunto de 34 práticas agrupadas em três categorias: Práticas Gerais de Gestão, Práticas de Serviço, e Práticas de Gerenciamento Técnico. As práticas abrangem diferentes aspectos da gestão de serviços de TI. Cada prática também possui um envolvimento, em maior ou menor grau, com as seis atividades da cadeia de valor do serviço. e todas as práticas estão relacionadas às quatro dimensões do gerenciamento de serviços (OP-IT- PF-FVeP). Essas práticas são agrupadas em três categorias: 1. Práticas Gerais de Gerenciamento: são 14 práticas que abordam aspectos gerais da gestão, como planejamento, melhoria e governança. 2. Práticas de Gerenciamento de Serviços: são 17 práticas específicas para a gestão de serviços de TI e incluem áreas como design de serviços, gerenciamento de incidentes e gerenciamento de problemas. 3. Práticas de Gerenciamento Técnico: são 3 práticas abordam aspectos técnicos da gestão de serviços de TI, como gerenciamento de infraestrutura e gerenciamento de aplicações. As práticas da ITIL 4 são projetadas para serem adaptáveis e flexíveis, permitindo que as organizações selecionem e implementem as práticas mais relevantes para suas necessidades específicas. A seguir, uma tabela resumo sobre as práticas da ITIL 4 (estão destacadas as práticas com maior incidência de cobrança em prova): Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 19 de 38 Práticas de Gerenciamento da ITIL 4 Práticas Gerais de Gerenciamento (14) Práticas de Gerenciamento de Serviços (17) Práticas de Gerenciamento Técnico (3) Gerenciamento de Arquitetura Gerenciamento de Disponibilidade Gerenciamento de Implantação Melhoria Contínua Análise de Negócios Gerenciamento de Infraestrutura e Plataforma Gerenciamento de Segurança da Informação Gerenciamento de Capacidade e Desempenho Gerenciamento e Desenvolvimento de Software Gerenciamento de Conhecimento Controle de Mudanças Medição e Relatório Gerenciamento de Incidentes Gerenciamento de Mudanças Organizacionais Gerenciamento de Ativos de TI Gerenciamento de Portfólio Monitoramento e Gerenciamento de Eventos Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Problemas Gerenciamento de Relacionamento Gerenciamento de Liberação Gerenciamento de Riscos Gerenciamento de Catálogo de Serviços Gerenciamento Financeiro de Serviços Gerenciamento de Configuração de Serviço Gerenciamento de Estratégia Gerenciamento de Continuidade de Serviço Gerenciamento de Fornecedores Design de Serviço Gerenciamento da Força de Trabalho e Talentos Serviço de Suporte (Service Desk) Gerenciamento de Nível de Serviço Gerenciamento de Solicitação de Serviço Validação e Teste de Serviço Cada uma das 34 práticas é detalhada na publicação de fundamentos do ITIL 4. A tabela a seguir apresenta uma descrição resumida dos pontos-chaves de cada uma das práticas. Dê maior atenção às práticas mais cobradas pela banca e retorna a esta tabela como consulta sempre que houver necessidade, para que possa fixar os conceitos. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 20 de 38 1.4.1. Práticas Gerais de Gerenciamento Práticas Gerais de Gerenciamento Prática Objetivo Gerenciamento de Arquitetura Fornecer uma compreensão de todos os diferentes elementos que compõem uma organização e como esses elementos se inter-relacionam, permitindo que a organização alcance efetivamente seus objetivos atuais e futuros. Ele fornece os princípios, padrões e ferramentas que permitem que uma organização gerencie mudanças complexas de maneira estruturada e ágil. Melhoria Contínua Alinhar as práticas e serviços da organização com as necessidades de negócios em constante mudança por meio da melhoria contínua de produtos, serviços e práticas, ou qualquer elemento envolvido na gestão de produtos e serviços. Gerenciamento de Segurança da Informação Proteger as informações necessárias para a organização conduzir seus negócios. Isso inclui entender e gerenciar os riscos à confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações, bem como outros aspectos da segurança das informações, como autenticação (garantir que alguém seja quem afirma ser) e não repúdio (garantir que alguém não possa negar que tomou uma atitude). Gerenciamento do Conhecimento Manter e melhorar o uso eficaz, eficiente e conveniente da informação e do conhecimento em toda a organização. A gestão do conhecimento também visa garantir que as partes interessadas obtenham as informações certas, no formato adequado, no nível certo e no momento certo, de acordo com seu nível de acesso e outras políticas relevantes. Medição e Relatórios Apoiar uma boa tomada de decisão e melhoria contínua, diminuindo os níveis de incerteza. Isso é obtido por meio da coleta de dados relevantes sobre vários objetos gerenciados e da avaliação válida desses dados em um contexto apropriado. Gerenciamento de Mudanças Organizacionais Garantir que as mudanças em uma organização sejam implementadas de maneira suave e bem-sucedida e que benefícios duradouros sejam alcançados pelo gerenciamento dos aspectos humanos das mudanças. Gerenciamento de Portfólio Garantir que a organização tenha a combinação certa de programas, projetos, produtos e serviços para executar a estratégia da organização dentro de suas restrições de financiamento e recursos. Gerenciamento de ProjetosGarantir que todos os projetos da organização sejam entregues com sucesso. Isso é alcançado planejando, delegando, monitorando e mantendo o controle de todos os aspectos de um projeto e mantendo a motivação das pessoas envolvidas. Gerenciamento de Relacionamento Estabelecer e nutrir os vínculos entre a organização e seus stakeholders nos níveis estratégico e tático. Inclui a identificação, análise, monitoramento e melhoria contínua das relações com e entre as partes interessadas. Gerenciamento de Riscos Garantir que a organização entenda e lide com os riscos de forma eficaz. Gerenciar riscos é essencial para garantir a sustentabilidade contínua de uma organização e criar valor para seus clientes. A gestão de riscos é parte Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 21 de 38 Práticas Gerais de Gerenciamento Prática Objetivo integrante de todas as atividades organizacionais e, portanto, central para o SVS da organização. Gerenciamento Financeiro de Serviços Apoiar as estratégias e planos da organização para o gerenciamento de serviços, garantindo que os recursos financeiros e os investimentos da organização sejam usados de forma eficaz. Gerenciamento de Estratégia Formular os objetivos da organização e adotar os cursos de ação e alocação de recursos necessários para atingir esses objetivos. O gerenciamento da estratégia estabelece a direção da organização, concentra esforços, define ou esclarece as prioridades da organização e fornece consistência ou orientação em resposta ao ambiente. Gerenciamento de Fornecedores Garantir que os fornecedores da organização e seus desempenhos sejam gerenciados adequadamente para apoiar o fornecimento contínuo de produtos e serviços de qualidade. Isso inclui a criação de relacionamentos mais próximos e colaborativos com os principais fornecedores para descobrir e realizar um novo valor e reduzir o risco de falha. Gerenciamento da Força de Trabalho e Talentos Garantir que a organização tenha as pessoas certas com as habilidades e conhecimentos apropriados e nas funções corretas para apoiar seus objetivos de negócios. A prática abrange um amplo conjunto de atividades focadas no envolvimento bem-sucedido com os funcionários e recursos humanos da organização, incluindo planejamento, recrutamento, integração, aprendizado e desenvolvimento, medição de desempenho e planejamento de sucessão. 1.4.2. Práticas de Gerenciamento de Serviços Práticas de Gerenciamento de Serviços Prática Objetivo Gerenciamento de Disponibilidade Garantir que os serviços forneçam níveis acordados de disponibilidade para atender às necessidades dos clientes e usuários. Análise de Negócio Analisar um negócio ou algum elemento dele, definir suas necessidades associadas e recomendar soluções para atender a essas necessidades e/ou resolver um problema de negócios, o que deve facilitar a criação de valor para as partes interessadas. Gerenciamento de Capacidade e Desempenho Garantir que os serviços atinjam o desempenho acordado e esperado, satisfazendo a demanda atual e futura de maneira econômica. Controle de Mudanças Maximizar o número de mudanças bem-sucedidas de serviços e produtos, garantindo que os riscos tenham sido avaliados adequadamente, autorizando o prosseguimento das mudanças e gerenciando o cronograma de mudanças. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 22 de 38 Práticas de Gerenciamento de Serviços Prática Objetivo Gerenciamento de Incidentes Gerenciar a resposta a incidentes de TI para minimizar o impacto negativo dos incidentes no negócio e restaurar os serviços o mais rápido possível. Gerenciamento de Ativos de TI O objetivo da prática de gerenciamento de ativos de TI é planejar e gerenciar o ciclo de vida completo de todos os ativos de TI, para ajudar a organização a maximizar o valor, controlar custos, gerenciar riscos, apoiar a tomada de decisão sobre compra, reutilização, retirada e alienação de ativos, e cumprir os requisitos regulamentares e contratuais. Monitoramento e Gerenciamento de Eventos Observar sistematicamente serviços e componentes de serviço, registrar e relatar mudanças selecionadas de estado identificadas como eventos. Essa prática identifica e prioriza infraestrutura, serviços, processos de negócios e eventos de segurança da informação e estabelece a resposta adequada a esses eventos, inclusive respondendo a condições que podem levar a possíveis falhas ou incidentes. Gerenciamento de Problemas Reduzir a probabilidade e o impacto dos incidentes, identificando as causas potenciais e a causa raiz dos incidentes e gerenciando soluções de contorno e erros conhecidos. Gerenciamento de Liberação Tornar serviços e recursos novos e alterados disponíveis para uso. Gerenciamento de Catálogo de Serviços Fornecer uma fonte única de informações consistentes sobre todos os serviços e ofertas de serviços e garantir que estejam disponíveis para o público relevante. Gerenciamento de Configuração de Serviço Garantir que informações precisas e confiáveis sobre a configuração de serviços e os itens de configuração (ICs) que os suportam estejam disponíveis quando e onde forem necessárias. Isso inclui informações sobre como os ICs são configurados e os relacionamentos entre eles. Gerenciamento da Continuidade do Serviço Garantir que a disponibilidade e o desempenho de um serviço sejam mantidos em níveis suficientes em caso de desastre. A prática fornece uma estrutura para a construção de resiliência organizacional com a capacidade de produzir uma resposta eficaz que proteja os interesses das principais partes interessadas e a reputação, marca e atividades de criação de valor da organização. Desing de Serviço Projetar produtos e serviços adequados ao propósito, adequados ao uso e que possam ser entregues pela organização e seu ecossistema. Isso inclui planejamento e organização de pessoas, parceiros e fornecedores, informação, comunicação, tecnologia e práticas para produtos e serviços novos ou alterados e a interação entre a organização e seus clientes. Serviço de Suporte (Service Desk) Capturar a demanda para resolução de incidentes e requisições de serviço. Também deve ser o ponto de entrada e ponto único de contato do provedor de serviços com todos os seus usuários. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 23 de 38 Práticas de Gerenciamento de Serviços Prática Objetivo Gerenciamento de Nível de Serviço Definir metas claras baseadas no negócio para os níveis de serviço e garantir que a entrega de serviços seja avaliada, monitorada e gerenciada adequadamente em relação a essas metas. ( Dica: Não confunda com Gerenciamento de Capacidade e Desempenho. Leia novamente a descrição das duas práticas para fixar as diferenças.) Gerenciamento de Requisições de Serviço Apoiar a qualidade acordada de um serviço, lidando com todas as requisições de serviço predefinidas e iniciadas pelo usuário de maneira eficaz e amigável. Validação e Teste de Serviço Garantir que produtos e serviços novos ou alterados atendam aos requisitos definidos. A definição do valor do serviço é baseada na entrada de clientes, objetivos de negócios e requisitos regulatórios e é documentada como parte da atividade da cadeia de valor de design e transição. 1.4.3. Práticas de Gerenciamento Técnico Práticas de Gerenciamento Técnico Prática Descrição Gerenciamento de Implantação O objetivo da prática de gerenciamento de implantação é mover hardware, software, documentação, processos ou qualquer outro componente novo ou alterado para ambientes ativos. Também pode estar envolvido na implantação de componentesem outros ambientes para teste ou preparação. Fique atento: A seguir, são apresentadas quatro abordagens de implantação: 1. Implantação em Fases o Implantação por partes do ambiente de produção o Repetida até a implantação ser concluída 2. Entrega Contínua o Integração, testes e implantação quando necessário o Oportunidades frequentes para feedback do cliente 3. Implantação do Big Bang o Implantação em todos os destinos ao mesmo tempo o Necessária quando há incompatibilidade entre componentes antigos e novos 4. Implantação Pull o Software disponibilizado em repositório controlado o Usuários baixam o software para dispositivos clientes quando necessário o Integrado ao gerenciamento de solicitação de serviço Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 24 de 38 Práticas de Gerenciamento Técnico Prática Descrição Gerenciamento de Infraestrutura e Plataforma supervisionar a infraestrutura e as plataformas usadas por uma organização. Quando realizada de forma adequada, essa prática possibilita o monitoramento das soluções de tecnologia disponíveis para a organização, incluindo a tecnologia de prestadores de serviços externos. Gerenciamento de Software e Hardware Garantir que o software e o hardware de TI sejam devidamente instalados, gerenciados, suportados e aposentados quando necessário. Fique atento! As bancas gostam de tentar confundir os conceitos associados à prática de gerenciamento de incidentes e gerenciamento de problemas. Não caia nesta pegadinha! O gerenciamento de incidentes preocupa-se em minimizar o impacto dos incidentes e restabelecer os serviços o mais rápido possível. Quando a questão falar em identificação de causa raiz, estará se referindo a gerenciamento de problemas. A banca tentará confundir você falando que é o gerenciamento de incidentes que identifica causa raiz. Gerenciamento de Incidentes → Foco em restabelecer o serviço. Gerenciamento de Problemas → Foco em identificar causa raiz dos incidentes e evitar novas ocorrências. Agilidade Organizacional e Resiliência Organizacional Para que uma organização seja bem-sucedida, ela deve alcançar agilidade organizacional para suportar mudanças internas e resiliência organizacional para suportar e até prosperar em mudanças de circunstâncias externas. A agilidade organizacional é a capacidade de uma organização se mover e se adaptar de forma rápida, flexível e decisiva para suportar mudanças internas. Isso pode incluir mudanças no escopo da organização, fusões e aquisições, mudanças nas práticas organizacionais ou tecnologias que exijam diferentes habilidades ou estrutura organizacional e mudanças nos relacionamentos com parceiros e fornecedores. A resiliência organizacional é a capacidade de uma organização de antecipar, preparar, responder e se adaptar a mudanças incrementais e interrupções repentinas de uma perspectiva externa. O ITIL SVS fornece os meios para alcançar agilidade e resiliência organizacional e facilitar a adoção de uma direção forte e unificada, focada em valor e compreendida por todos na organização. Princípios Orientadores do ITIL 4 Cada um dos sete princípios é aprofundado na publicação ITIL 4, porém, a incidência de cobrança em provas é baixa. É suficiente que se tenha uma visão geral de cada princípio. A tabela a seguir apresenta uma descrição dos princípios orientadores do ITIL 4: Princípio Orientador Descrição Foco no Valor Todas as atividades devem ajudar a criar valor para os stakeholders. Compreenda o que os stakeholders veem como valioso para orientar as decisões. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 25 de 38 Comece Onde Você Está Avalie o estado atual antes de considerar uma mudança significativa. Procure aproveitar os itens existentes em vez de sempre procurar pelo novo. Progresso Iterativo com Feedback Faça pequenas mudanças incrementais e itere a partir daí, considerando o feedback em cada estágio. Evite planejamento excessivo e grandes mudanças abruptas. Colabore e Promova Visibilidade Trabalhe em conjunto através de limites, compartilhe informações, torne o trabalho e o progresso visíveis, e pense e trabalhe de forma multifuncional. Pense e Trabalhe de Forma Holística Entenda como todas as partes de uma organização trabalham juntas de forma integrada. Reconheça a complexidade e busque soluções que abordem o todo, não apenas as partes. Mantenha Simples e Prático Simplifique o trabalho complexo. Faça o que é necessário e nada mais. Use o mínimo de passos para alcançar os resultados desejados e garanta a usabilidade. Otimize e Automatize Elimine trabalho desnecessário, melhore a eficiência e automatize tarefas quando possível. Os humanos devem focar em tarefas que requerem características humanas, como tomada de decisão ou percepções. ITIL, Agile e DevOps Os métodos ágeis, aplicados ao desenvolvimento de software, focam na entrega de mudanças incrementais aos produtos de software, adaptando-se às necessidades mutáveis dos usuários. No entanto, essa abordagem ágil pode negligenciar aspectos como operabilidade, confiabilidade e manutenibilidade dos produtos. O ITIL oferece uma perspectiva mais ampla que engloba esses aspectos. Adotar apenas Agile ou apenas ITIL pode levar a desafios, incluindo custos mais altos e perda de foco no valor para os clientes. Mas, quando Agile e ITIL são adotados juntos, o desenvolvimento de software e a gestão de serviços podem progredir de forma sincronizada, compartilhando uma terminologia comum e garantindo a cocriação contínua de valor. O DevOps expande essas técnicas, enfatizando a colaboração entre desenvolvimento de software e operações técnicas. O DevOps também foca na automação para maximizar a eficiência, melhorar a operabilidade, confiabilidade e manutenibilidade dos produtos de software, promovendo uma cultura de aprendizado contínuo e melhoria. Essa abordagem pode ser estendida a todos os aspectos da cadeia de valor do serviço para garantir a alinhamento e a eficiência. Outros Conceitos Associados às Práticas Definição Descrição Prática Relacionada Fator crítico de sucesso (CSF) Uma pré-condição necessária para a obtenção dos resultados pretendidos. Medição e Relatório Indicador-chave de desempenho (KPI) Uma métrica importante usada para avaliar o sucesso no cumprimento de um objetivo. Medição e Relatório Disponibilidade A capacidade de um serviço de TI ou outro item de configuração para executar sua função acordada quando necessário. Gerenciamento de Disponibilidade Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 26 de 38 Definição Descrição Prática Relacionada Desempenho Uma medida do que é alcançado ou entregue por um sistema, pessoa, equipe, prática ou serviço. Gerenciamento de Capacidade e Desempenho Mudança A adição, modificação ou remoção de qualquer coisa que possa ter um efeito direto ou indireto nos serviços. Fique atento: As mudanças podem ser de três tipos: • Mudanças Padrão: Mudanças pré-autorizadas e bem documentadas que não requerem aprovação adicional. • Mudanças Normais: Mudanças que precisam ser agendadas, avaliadas e autorizadas seguindo um processo. O grau de autoridade depende do risco e importância da mudança. • Mudanças Emergenciais: Mudanças de alta prioridade implementadas rapidamente, muitas vezes com um processo de autorização acelerado. Gerenciamento de Mudanças Incidente Uma interrupção não planejada de um serviço ou redução na qualidade de um serviço. Gerenciamento de Incidentes Evento Qualquer mudança de estado que tenha significado para o gerenciamento de um serviço ou outro item de configuração (CI). Os eventos geralmente são reconhecidos por meio de notificações criadas por umserviço de TI, CI ou ferramenta de monitoramento. Gerenciamento de Eventos Definições: Problema Uma causa, ou causa potencial, de um ou mais incidentes. Gerenciamento de Problemas Erro conhecido Um problema que foi analisado, mas não foi resolvido. Gerenciamento de Problemas Solução alternativa ou Soluções de Contorno Uma solução que reduz ou elimina o impacto de um incidente ou problema para o qual uma resolução completa ainda não está disponível. Algumas soluções de contorno reduzem a probabilidade de incidentes. Gerenciamento de Problemas Liberação Uma versão de um serviço ou outro item de configuração, ou uma coleção de itens de configuração, que é disponibilizada para uso. Gerenciamento de Liberações Catálogo de Serviços Informações estruturadas sobre todos os serviços e ofertas de serviços de um provedor de serviços, relevantes para um público-alvo específico. Gerenciamento de Catálogo de Serviços Catálogo de Solicitações Uma visão do catálogo de serviços, fornecendo detalhes sobre solicitações de serviços para serviços existentes e novos, que é disponibilizada para o usuário. Gerenciamento de Catálogo de Serviços Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 27 de 38 Definição Descrição Prática Relacionada Item de Configuração Qualquer componente que precisa ser gerenciado para fornecer um serviço de TI. Gerenciamento de Configuração de Serviço Sistema de Gerenciamento de Configuração Um conjunto de ferramentas, dados e informações que são usados para dar suporte ao gerenciamento de configuração de serviço. Gerenciamento de Configuração de Serviço Objetivo de Tempo de Recuperação (RTO) O período de tempo máximo aceitável após uma interrupção de serviço que pode decorrer antes que a falta de funcionalidade de negócios afete gravemente a organização. Isso representa o tempo máximo acordado dentro do qual um produto ou uma atividade deve ser retomada ou os recursos devem ser recuperados. Gestão de Continuidade de Serviço Objetivo do Ponto de Recuperação (RPO) O ponto em que as informações usadas por uma atividade devem ser restauradas para permitir que a atividade opere na retomada. Gestão de Continuidade de Serviço Planos de Recuperação de Desastres Um conjunto de planos claramente definidos relacionados a como uma organização se recuperará de um desastre, bem como retornará a uma condição pré-desastre, considerando as quatro dimensões do gerenciamento de serviços. Gestão de Continuidade de Serviço Análise de Impacto nos Negócios (BIA) Uma atividade chave na prática de gestão de continuidade de serviço que identifica funções vitais de negócios (VBFs) e suas dependências. Essas dependências podem incluir fornecedores, pessoas, outros processos de negócios e serviços de TI. A BIA define os requisitos de recuperação para serviços de TI. Esses requisitos incluem RTOs, RPOs e níveis mínimos de serviço alvo para cada serviço de TI. Gestão de Continuidade de Serviço Nível de Serviço Um ou mais métricas que definem a qualidade de serviço esperada ou alcançada. Gerenciamento de Nível de Serviço Acordo de Nível de Serviço Um acordo documentado entre um provedor de serviços e um cliente que identifica os serviços necessários e o nível de serviço esperado. Gerenciamento de Nível de Serviço Requisição (ou Solicitação) de Serviço Uma requisição de um usuário ou representante autorizado do usuário que inicia uma ação de serviço que foi acordada como parte normal da entrega de serviço. Gerenciamento de Solicitação de Serviço 1.5. Questões FCC Questões - FCC Link do Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q39M0o Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 28 de 38 1.6. Questões FGV Questões - FGV Link do Caderno de Questões 1.7. Questões Cesgranrio Questões - Cesgranrio Link do Caderno de Questões 2. COBIT 2019 O COBIT 2019 (Control Objectives for Information and Related Technologies) é um framework de governança e gestão de TI. O COBIT 2019 fornece um conjunto abrangente de práticas, diretrizes e ferramentas para ajudar as organizações a implementar e manter um sistema eficaz de governança e gestão de TI e assim, gerar valor. O valor reflete um equilíbrio entre benefícios, riscos e recursos, e as empresas precisam de uma estratégia acionável e de um sistema de governança para concretizar esse valor. 2.1. Benefícios da Governança de Informação e Tecnologia (I&T) 1. Realização de Benefícios: é o processo de criação de valor para a empresa através de I&T, maximizando o valor de investimentos existentes e eliminando iniciativas e ativos de TI que não proporcionam valor suficiente. 2. Otimização de Riscos: aborda o risco empresarial associado ao uso e adoção de I&T, focando na preservação de valor e integrando a gestão de risco de I&T à gestão de risco empresarial. 3. Otimização de Recursos: garante a implementação das capacidades necessárias para executar o plano estratégico e a provisão de recursos adequados e eficazes, com foco em treinamento, retenção e competência do pessoal de TI e na exploração de dados e informações para obter valor ótimo. Distinção entre Governança e Gestão A estrutura do COBIT faz uma distinção clara entre Governança e Gestão. Essas duas disciplinas abrangem diferentes atividades, exigem diferentes estruturas organizacionais e atendem a diferentes propósitos. A Governança garante que: • As necessidades, condições e opções das partes interessadas são avaliadas para determinar objetivos empresariais equilibrados e acordados. • A direção é definida por meio de priorização e tomada de decisão. O desempenho e a conformidade são monitorados de acordo com a direção e os objetivos acordados. Na maioria das empresas, a governança geral é de responsabilidade do conselho de administração, sob a liderança do presidente. Responsabilidades específicas de governança podem ser delegadas a estruturas organizacionais especiais em um nível apropriado, particularmente em empresas maiores e complexas. https://www.tecconcursos.com.br/s/Q39M0v https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3EM3l Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 29 de 38 A Gestão planeja, constrói, executa e monitora as atividades, em alinhamento com a direção definida pelo órgão de governança, para atingir os objetivos da empresa. Na maioria das empresas, a gestão é de responsabilidade da direção executiva, sob a liderança do Chief Executive Officer (CEO). O que o COBIT não é: • O COBIT não é uma descrição completa de todo o ambiente de TI de uma empresa. • O COBIT não é uma estrutura para organizar processos de negócios. • O COBIT não é um framework técnico (de TI) para gerenciar toda as tecnologias. • O COBIT não toma ou prescreve nenhuma decisão relacionada a TI. Ele não decidirá qual é a melhor estratégia de TI, qual é a melhor arquitetura ou quanto a TI pode ou deve custar. Em vez disso, o COBIT define todos os componentes que descrevem quais decisões devem ser tomadas e como e por quem devem ser tomadas. 2.2. Princípios do Sistema de Governança Fonte: Cobit 2019, p. 17. 1. Prover Valor para os Stakeholders: cada empresa precisa de um sistema de governança para atender às necessidades dos stakeholders e gerar valor a partir do uso de I&T. 2. Abordagem Holística: um sistema de governança para I&T empresarial é construído a partir de uma série de componentes que podem ser de diferentes tipos e que trabalham juntos de forma holística. 3. Sistema de Governança Dinâmico: cada vez que um ou mais fatores de projeto são alterados (por exemplo, uma mudança de estratégia ou tecnologia), o impacto dessas mudanças no sistemaGovernança Empresarial da Informação e Tecnologia (Enterprise Governance of Information and Technology - EGIT) deve ser considerado. Uma visão dinâmica do EGIT levará aum sistema EGIT viável e à prova de futuro. 4. Diferenciar Governança de Gestão: um sistema de governança deve distinguir claramente entre atividades e estruturas de governança e gestão. 5. Adaptado às Necessidades da Empresa: um sistema de governança deve ser adaptado às necessidades da empresa, usando um conjunto de fatores de design como parâmetros para personalizar e priorizar os componentes do sistema de governança. 6. Sistema de Governança de Ponta a Ponta: um sistema de governança deve abranger a empresa de ponta a ponta, concentrando-se não apenas na função de TI, mas em toda Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 30 de 38 tecnologia e processamento de informações que a empresa implemente para atingir seus objetivos, independentemente de onde o processamento esteja localizado na empresa. Três Princípios do Framework de Governança Um framework (ou estrutura) de governança deve ser: 1. Baseado em um Modelo Conceitual, identificando os principais componentes e relacionamentos entre os componentes, para maximizar a consistência e permitir a automação. 2. Aberto e Flexível, devendo permitir a adição de novos conteúdos e a capacidade de abordar novos problemas da maneira mais flexível, mantendo integridade e consistência. 3. Alinhado com os Principais Padrões, estruturas e regulamentos relacionados. Dica Os princípios do Sistema de Governança são Seis. Os princípios da EsTrutura (framework) de Governança são Três. Utilize as letras "S" e "T" para ajudar a associar com a quantidade de princípios e quais são os respectivos princípios. As bancas podem tentar confundir você com cada um dos grupos de princípios. 2.3. Principais melhorias do COBIT 2019 O COBIT 2019 melhora as versões anteriores do COBIT nas seguintes áreas: • Flexibilidade e Abertura: A definição e o uso de fatores de design permitem que o COBIT seja adaptado para melhor alinhamento com o contexto particular de um usuário. A arquitetura aberta do COBIT permite adicionar novas áreas de foco ou modificar as existentes, sem implicações diretas para a estrutura e conteúdo do modelo principal do COBIT. • Atualidade e Relevância: O modelo COBIT suporta referência e alinhamento a conceitos originados em outras fontes, seguindo os recentes padrões de TI e regulamentos de conformidade, São usados como referência, por exemplo, ITIL, CMMI, ISO/IEC 27001 e PMBOK. • Aplicação Prescritiva Modelos como o COBIT podem ser descritivos e prescritivos. O modelo conceitual COBIT é construído e apresentado de forma que sua instanciação (ou seja, a aplicação de componentes de governança COBIT personalizados) seja percebida como uma prescrição para um sistema de governança de TI personalizado. • Gerenciamento de Desempenho de TI A estrutura do modelo de gerenciamento de desempenho do COBIT é integrada ao modelo conceitual. Os conceitos de maturidade e capacidade são introduzidos para melhor alinhamento com o CMMI. 2.4. Processos do COBIT 2019 O COBIT 2019 possui 40 processos distribuídos entre objetivos de governança e gestão que, por sua vez, são agrupados em cinco domínios. Governança • Avaliar, Dirigir e Monitorar (EDM) Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 31 de 38 Gestão • Alinhar, Planejar e Organizar (APO) • Construir, Adquirir e Implementar (BAI) • Entregar, Serviço e Suporte (DSS) • Monitorar, Avaliar e Avaliar (MEA) A imagem e a tabela a seguir representam a distribuição dos processos entre Governança e Gestão e entre os respectivos domínios. Fonte: Cobit 2019, p. 21. Domínios Processos Avaliar, Dirigir e Monitorar (EDM) EDM01 - Definição e Manutenção de um Framework de Governança Assegurada. EDM02 - Entrega de Benefícios Assegurada. EDM03 - Otimização de Riscos Assegurada. EDM04 - Otimização de Recursos Assegurada. EDM05 - Engajamento com as Partes Assegurado. Alinhar, Planejar e Organizar (APO) APO01 - Framework de Gestão de TI Gerenciado. APO02 - Estratégia Gerenciada. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 32 de 38 APO03 - Arquitetura Empresarial Gerenciada. APO04 - Inovação Gerenciada. APO05 - Portfólio Gerenciado. APO06 - Orçamento e Custos Gerenciados. APO07 - Recursos Humanos Gerenciados. APO08 - Relacionamentos Gerenciados. APO09 - Acordos de Serviço Gerenciados. APO10 - Terceiros Gerenciados. APO11 - Qualidade Gerenciada. APO12 - Risco Gerenciado. APO13 - Segurança Gerenciada. APO14 - Dados Gerenciados. Construir, Adquirir e Implementar (BAI) BAI01 - Programas Gerenciados. BAI02 - Definição de Requisitos Gerenciada. BAI03 - Identificação e Construção de Soluções Gerenciadas. BAI04 - Capacidade e Disponibilidade Gerenciadas. BAI05 - Mudanças Organizacionais Gerenciadas. BAI06 - Mudanças de TI Gerenciadas. BAI07 - Aceite e Transição de Mudanças de TI Gerenciadas. BAI08 - Conhecimento Gerenciado. BAI09 - Ativos Gerenciados. BAI10 - Configuração Gerenciada. BAI11 - Projetos Gerenciados. Entregar, Servir e Suportar (DSS) DSS01 - Operações Gerenciadas. DSS02 - Incidentes e Requisições de Serviço Gerenciadas. DSS03 - Problemas Gerenciados. DSS04 - Continuidade Gerenciada. DSS05 - Serviços de Segurança Gerenciados. DSS06 - Controles de Processos de Negócio Gerenciados. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 33 de 38 Monitorar, Avaliar e Analisar (MEA) MEA01 - Monitoração do Desempenho e da Conformidade Gerenciado. MEA02 - Sistema de Controle Interno Gerenciado. MEA03 - Conformidade com Regulações Externas Gerenciada. MEA04 - Garantia Gerenciada. 2.5. Componentes do Sistema de Governança O COBIT 2019 é composto por sete componentes principais que fornecem uma estrutura para a governança e gerenciamento de TI. Esses componentes são: 1. Processos: Descrevem um conjunto organizado de práticas e atividades para alcançar certos objetivos e produzir um conjunto de saídas que apoiam a realização de metas gerais relacionadas à TI. 2. Estruturas Organizacionais: São as principais entidades de tomada de decisão em uma empresa. 3. Princípios, Políticas e Frameworks: Traduzem o comportamento desejado em orientações práticas para a gestão do dia a dia. 4. Informações: São onipresentes em qualquer organização e incluem todas as informações produzidas e utilizadas pela empresa. COBIT foca nas informações necessárias para o funcionamento eficaz do sistema de governança da empresa. 5. Cultura, Ética e Comportamento (dos indivíduos e da organização): São frequentemente subestimados como fatores no sucesso de atividades de governança e gestão. 6. Pessoas, Habilidades e Competências: São necessárias para boas decisões, execução de ações corretivas e conclusão bem-sucedida de todas as atividades. 7. Serviços, Infraestrutura e Aplicações: Incluem a infraestrutura, tecnologia e aplicações que fornecem à empresa o sistema de governança para processamento de I&T. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 34 de 38 Componentes do Sistema de Governança. Fonte: Cobit 2019, p. 22. Áreas de Foco (Focus Area) Uma área de foco descreve um determinado tópico, domínio ou questão de governança que pode ser tratado por um conjunto de objetivos de governança e gestão e seus componentes. Exemplos de áreas de foco incluem: • Pequenas e médias empresas • Segurança cibernética • Transformação digital • Computação em nuvem • Privacidade • DevOps. O número de áreas de foco é virtualmente ilimitado. Isso é o que torna o COBIT aberto. Novas áreas de foco podem ser adicionadas conforme necessário ou conformeespecialistas e profissionais contribuem para o modelo COBIT aberto. Fatores de Design (Desing Factors) Os Fatores de design são 11 grupos de fatores que podem influenciar o design do sistema de governança de uma empresa e direcioná-la para o sucesso no uso de I&T. Os fatores de design incluem qualquer combinação do seguinte: 1. Estratégia Empresarial o Crescimento/Aquisição - A empresa tem foco no crescimento (receitas). o Inovação/Diferenciação - A empresa tem foco em oferecer produtos e serviços diferentes e/ou inovadores aos seus clientes. o Liderança de Custo - A empresa tem foco na minimização de custos de curto prazo. Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 35 de 38 o Serviço ao Cliente/Estabilidade - A empresa tem foco em fornecer um serviço estável e orientado ao cliente. 2. Objetivos Empresariais 3. Perfil de Risco 4. Problemas Relacionados a TI 5. Cenário de Ameaças 6. Requisitos de Conformidade 7. Função de TI o Suporte - TI não é crucial para a execução e continuidade dos processos de negócios e serviços, nem para a inovação dos mesmos. o Fábrica - Quando a TI falha, há um impacto imediato na execução e continuidade dos processos de negócios e serviços. No entanto, a TI não é vista como um motor para inovar processos de negócios e serviços. o Virada - A TI é vista como um motor para inovar processos de negócios e serviços. Neste momento, porém, não há uma dependência crítica da TI para a execução e continuidade atual dos processos de negócios e serviços. o Estratégico - A TI é crítica tanto para a execução quanto para a inovação dos processos de negócios e serviços da organização. 8. Modelo de Sourcing para TI o Terceirização - A empresa recorre aos serviços de um terceiro para fornecer serviços de TI. o Nuvem - A empresa maximiza o uso da nuvem para fornecer serviços de TI aos seus usuários. o Internalização - A empresa provê seu próprio pessoal e serviços de TI. o Híbrido - Um modelo misto é aplicado, combinando os outros três modelos em graus variados. 9. Métodos de implementação de TI o Ágil - A empresa utiliza métodos de trabalho de desenvolvimento Ágil para seu desenvolvimento de software. o DevOps - A empresa utiliza métodos de trabalho DevOps para construção, implantação e operações de software. o Tradicional - A empresa utiliza uma abordagem mais clássica para o desenvolvimento de software (cascata) e separa o desenvolvimento de software das operações. o Híbrido - A empresa utiliza uma mistura de implementação de TI tradicional e moderna, frequentemente referida como "TI bimodal". 10. Estratégia de Adoção de TI o Inovador - A empresa geralmente adota novas tecnologias o mais cedo possível e tenta obter a vantagem de ser a primeira a movimentar-se. o Seguidor - A empresa geralmente espera que as novas tecnologias se tornem convencionais e comprovadas antes de adotá-las. o Adotante lento - A empresa é muito lenta na adoção de novas tecnologias. 11. Tamanho da Empresa o Grande empresa (Padrão) - Empresa com mais de 250 funcionários em tempo integral (FTEs) Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 36 de 38 o Pequena e média empresa - Empresa com 50 a 250 FTEs Fonte: Cobit 2019, p. 23. Gestão de Desempenho no COBIT 2019 A gestão de desempenho é uma parte essencial de um sistema de governança e gestão. Gestão de desempenho representa o quão bem o sistema de governança e gestão e todos os componentes de uma empresa funcionam e como eles podem ser melhorados para atingir o nível exigido. O COBIT 2019 utiliza níveis de capacidade e níveis de maturidade. O COBIT usa o termo Gerenciamento de Desempenho do COBIT (CPM - Cobit Performance Management) para descrever essas atividades, e este conceito é parte integrante da estrutura COBIT. Níveis de Capacidade de Processos O modelo de capacidade de processo do COBIT 2019 é baseado no CMMI. Os níveis variam de 0 a 5. O nível de capacidade é uma medida de quão bem um processo é implementado e executado. Cada nível representa um maior grau de capacidade do processo, sendo o nível 5 (otimização) o mais alto. Nível Descrição 0 Falta de qualquer capacidade básica. Abordagem incompleta para abordar o propósito de governança e gestão. Pode ou não estar atendendo à intenção de quaisquer práticas de processo. 1 O processo atinge parcialmente seu objetivo por meio da aplicação de um conjunto incompleto de atividades que podem ser caracterizadas como iniciais ou intuitivas - não muito organizadas. 2 O processo atinge seu objetivo por meio da aplicação de um conjunto básico, porém completo, de atividades que podem ser caracterizadas como realizadas. 3 O processo atinge seu objetivo de forma muito mais organizada usando ativos organizacionais. Os processos normalmente são bem definidos. 4 O processo atinge seu objetivo, é bem definido e seu desempenho é (quantitativamente) medido. 5 O processo atinge seu objetivo, é bem definido, seu desempenho é medido para melhorar o desempenho e a melhoria contínua é buscada. Níveis de Maturidade das Áreas de Foco Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 37 de 38 O COBIT 2019 define níveis de maturidade como uma medida de desempenho no nível das áreas de foco. Um certo nível de maturidade é alcançado se todos os processos contidos na área de foco atingirem esse nível de capacidade específico. Nível Descrição 0 - Incompleto O trabalho pode ou não ser concluído para alcançar a finalidade dos objetivos de governança e gerenciamento na área de foco. 1 - Inicial O trabalho está concluído, mas o objetivo total e a intenção da área de foco ainda não foram alcançados. 2 - Gerenciado O planejamento e a medição do desempenho ocorrem, embora ainda não ocorra de forma padronizada. 3 - Definido Os padrões corporativos fornecem orientação em toda a empresa. 4 - Quantitativo A empresa é orientada por dados, com melhoria de desempenho quantitativo. 5 - Em Otimização A empresa está focada na melhoria contínua. 2.6. Estágios e Etapas para o Design de um Processo de Governança Sob Medida As etapas a seguir podem ser utilizadas pelas empresas para elaborar um sistema de governação adaptado às suas necessidades. 1. Entender o contexto e a estratégia da organização o 1.1 Entender a estratégia organizacional. o 1.2 Entender os objetivos organizacionais. o 1.3 Entender o perfil de risco. o 1.4 Entender os problemas atuais relacionadas à Tecnologia da Informação. 2. Determinar o escopo inicial do sistema de governança o 2.1 Considerar a estratégia organizacional. o 2.2 Considerar os objetivos organizacionais e aplicar a Cascata de Objetivos do Cobit. o 2.3 Considerar o perfil de risco da organização. o 2.4 Considerar os problemas atuais relacionados à Tecnologia da Informação 3. Refinar o escopo do sistema de governança o Considerar o panorama de riscos. o Considerar requisitos de conformidade. o Considerar o papel da TI. o Considerar o modelo de terceirização. o Considerar os métodos de implementação de TI. o Considerar a estratégia de adoção de TI. o Considerar o tamanho da organização. 4. Concluir o design do sistema de governança Super Resumo CNU – BLOCO 2 Prof. Alexandre Martins e Prof. Achiles Júnior 38 de 38 o Resolver conflitos de prioridade inerentes. o Concluir o desenho do sistema de governação. Fonte: Cobit 2019, p. 47. . 2.7. Questões FCC Questões - FCC Link do Caderno de Questões 2.8. Questões FGV Questões - FGV Link do Caderno de Questões 2.9. Questões Cesgranrio Questões - Cesgranrio Link do Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/caderno/abrir/Q2qc8t https://www.tecconcursos.com.br/s/Q39Uaa https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3FwJg