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Toxoplama Gondii e Sarcocystis neurona Fernanda, Kevelyn, Isabella e Thais Família Sarcocystidae Compreende parasitos de 6 gêneros, entre eles: Toxoplasma e Sarcocystis. Seus oocistos possuem 2 esporocistos, cada um com 4 esporozoítas. São não patogênicos aos seus hospedeiros finais, com exceção do Toxoplasma. Sua importância se deve aos estágios teciduais císticos nos hospedeiros intermediários, que inclui ruminantes, suínos, equinos e humanos. Gênero Sarcocystis Subfamília Sarcocystidae É um dos parasitas mais prevalentes em rebanhos; Infecta mamíferos, inclusive humanos, aves e vertebrados inferiores. Em geral, no hospedeiro intermediário, as infecções por Sarcocystis são assintomáticas. São encontrados nos músculos estriados e no coração e podem ser vistos microscopicamente ou a olho nu. Sarcocisto em musculatura Espécie Sarcocystis Neurona É um protozoário parasita que causa a doença conhecida como "encefalite protozoária equina" em cavalos. Esse protozoário é transmitido principalmente através da ingestão de alimentos contaminados com oocistos presentes nas fezes de animais infectados. Uma vez ingeridos, os oocistos liberam esporozoítos que invadem o tecido nervoso do cavalo, causando danos e inflamação. Hospedeiro Os hospedeiros definitivos do Sarcocystis neurona são os marsupiais, Didelphis virginiana e Didelphis albiventris, comuns no meio rural, os quais eliminam em suas fezes, oocistos contendo esporocistos do agente causador desta patologia. Os equinos são hospedeiros intermediários nesse ciclo, o que significa que eles podem ser infectados pelo parasita, mas não são os responsáveis pela disseminação dos oocistos no ambiente. Oocistos esporulados de Sarcocystis em solução saturada de açúcar (aumento de 40X). Observam-se oocistos de parede extremamente delgada contendo os dois esporocistos (1). No interior do esporocisto, é possível observar o corpo residual (2) e esporozoítos (3) Prevalência A prevalência de Sarcocystis neurona varia dependendo da região geográfica e das populações de hospedeiros envolvidas. Em áreas onde há uma alta densidade de gambás e guaxinins, que são os hospedeiros definitivos, a prevalência do parasita pode ser mais alta. Além disso, fatores como práticas de manejo dos animais, condições ambientais e exposição a fontes de contaminação também influenciam na prevalência da infecção. Ciclo Biologico O ciclo evolutivo envolve uma série de estágios, envolvendo dois hospedeiros, um definitivo e um intermediário. É dividido em três partes, uma sexuada: gametogonia e duas assexuadas: esporogonia e esquizogonia. Processo chamado de gametogonia: são liberados das células parasitadas fecundando macrogametas adjacentes e formando oocistos que são liberados nas fezes. Processo chamado de esporogonia: oocistos esporulados serão as formas infectantes do hospedeiro intermediário, que serão ingeridos através de alimentos ou água contaminada. Processo chamado de esquizogonia: liberação do oocisto através da corrente sanguínea, chegando à musculatura onde se transformarão em esquizontes gerando merozoítos,. Quando equinos ingerem os oocistos, os esporozoítos, migram para a medula espinhal e, em casos raros, para a musculatura cardíaca, sendo considerados hospedeiros intermediários acidentais. Relato de caso Foto macroscopia: hiperemia cerebral. Microscopia (H.E.) 40x. Medula espinhal com manguito perivascular linfocitário. Relato de caso Sinais Clínicos A infecção nos equinos é chamada de Mieloencefalite Protozoária Equina (MPE) uma grave enfermidade neurológica. Os animais acometidos costumam ter histórico de transporte, treinamento intenso, parto ou outros fatores que gerem estresse. Com isso, tendo sua imunidade reduzida aumentando a chance de desencadear a doença. Alguns dos sinais são araxia assimétrica associada com atrofia muscular localizada. As manifestações podem levar o cavalo a apresentar fraqueza, tropeços, arrastar as pinças e apresentar espasticidade e incordenação motora. Apresentam também alterações como paralisia de língua, perda de sensibilidade na córnea e nas narinas, disfagia e balanço compulsivo da cabeça. Diagnostico O diagnóstico definitivo e patológico é realizado mediante identificação do parasito no sistema nervoso por visualização direta em histopatologia (fezes) e exames específicos como imunohistoquímica e PCR. Importancia Med Vet A EPM é uma doença neurológica grave que pode afetar cavalos de todas as idades e raças. Os sintomas incluem fraqueza muscular, atrofia muscular, problemas de equilíbrio e coordenação, e em casos graves, paralisia. Isso pode resultar em danos significativos à saúde dos cavalos, afetando sua utilidade e qualidade de vida. A doença pode ter um impacto econômico significativo na indústria equina devido aos custos associados ao diagnóstico, tratamento e cuidados com os cavalos infectados. Além disso, a incapacidade de trabalhar ou competir devido à doença pode resultar em perdas financeiras para proprietários, treinadores e criadores de cavalos. Embora não seja uma preocupação direta para a saúde pública, a investigação sobre a possibilidade de transmissão de Sarcocystis neurona para humanos é importante para entender completamente os riscos associados à doença. Tratamento O tratamento deve ser feito o mais rápido possível assim que detectados os sinais clínicos. Ele consiste na administração de antimicrobianos que agem diretamente sobre o parasita, associados a terapias adicionais como o uso de antiinflamatórios. Os compostos associados irão interferir com as enzimas necessárias para a produção de compostos e atuam como cofatores em várias reações metabólicas, inclusive a produção de nucleotídeos. A presença de alimento no trato digestivo dos equinos pode comprometer a absorção dos agentes. O tratamento pode abrandar os fenômenos inflamatórios do SNC, além de prevenir edema do sistema nervoso. Uma terapia também bastante utilizada é a Vitamina E e o uso de imunomoduladores. Além de fisioterapêuticos e acupuntura. Alguns efeitos colaterais que podem ser observados durante o tratamento são: febre, anorexia, depressão, agravamento da araxia e aborto. Profilaxia Para o controle da doença é necessária a resolução de algumas medidas, como: armazenamento adequado de ração e feno, deixando fora do alcance de animais selvagens. Os esporocistos são bem resistentes a desinfetantes, então é importante reduzir o acesso ao local. Equinos mais susceptíveis como os de competição, imunosuprimidos, éguas em pós-parto, devem ser mantidos em estábulos controlados. A higiene nos cochos, bebedouros e depósitos de rações são fundamentais para a quebra do ciclo epidemiológico da EPM. Animais que passarão por estresse devem ser submetidos a um pré-tratamento, fazendo uso de medicamentos antes e depois do período, diminuindo o risco de contaminação com a doença. Uma forma de prevenção é também o monitoramento sorológico dos animais. Gênero Toxoplasma Subfamília Toxoplasmatinae O gênero Toxoplasma contém uma única espécie. Os oocistos não esporulados são excretados nas fezes de gatos e de outros felídeos. Seu ciclo pode ser direto, ou seja, todo completo no hospedeiro definitivo, ou pode haver hospedeiros intermediários, com formação de cistos polizoicos. Sendo capaz de infectar todo animal de sangue quente; é uma importante zoonose. Cistos de Toxoplasma em cérebro Espécie Toxoplasma Gondii O Toxoplasma gondii é um parasita intracelular obrigatório que pode infectar virtualmente todos os mamíferos e aves, incluindo humanos. Este protozoário é conhecido por causar a toxoplasmose, uma doença que pode ser assintomática em pessoas saudáveis, mas pode ser grave em indivíduos imunocomprometidos e mulheres grávidas. O T. gondii é objeto de amplo estudo devido à sua prevalência global, impacto na saúde pública e potencial relevância para áreas como imunologia,microbiologia e medicina veterinária. Taquizoítos de Toxoplasma gondiiOocistos de Toxoplasma recuperados em fezes de gato pela técnica de centrífugo-flutuação e corados com lugol. Hospedeiro Existe uma variedade de hospedeiros ao longo do ciclo de vida. Os felinos, especialmente gatos domésticos, são os definitivos, onde o hospedeiro completa sua fase sexual. Uma ampla gama de mamíferos e aves pode servir como hospedeiros intermediários, isso inclui seres humanos. A diversidade de hospedeiros é fundamental para a disseminação e persistência do T. gondii no ambiente. Prevalência Varia dependendo de fatores, como a região geográfica, o ambiente em que os gatos vivem e o estilo de vida deles. Em áreas onde têm acesso ao ar livre e podem caçar presas infectadas, a prevalência tende a ser maior. Em ambientes domésticos, onde os gatos são alimentados com comida comercial e não têm contato com presas selvagens, a prevalência pode ser menor. A prevalência da infecção varia entre diferentes espécies e também depende de fatores como habitat e comportamento. Pode ser influenciada pela exposição a oocistos contaminados no ambiente, consumo de alimentos contaminados ou predação por felinos infectados. Ciclo Biologico O ciclo biológico do Toxoplasma gondii é complexo e envolve diferentes estágios. Fase de reprodução assexuada: Ocorre na ingestão de carne crua contendo cistos do parasita. No trato digestivo os cistos se rompem, liberando os parasitas que se reproduzem assexuadamente formando cistos teciduais. Estes são eliminados nas fezes na forma de oocistos que contaminam o solo, água e alimentos, que podem ser ingeridos por outros animais. Fase de reprodução sexuada: Nos hospedeiros intermediários, o parasita se replica, quando um predador ingere tecidos desses hospedeiros e inicia-se novamente a fase de reprodução no trato gastrointestinal do felino. Imagem do animal logo após atendimento. Animal sendo preparado para intervenção cirúrgica (A) e comparação do tamanho dos testículos direito e esquerdo, respectivamente, após realização da orquiectomia terapêutica (B) Fonte: Setor de Clínica Cirúrgica da UFPR. Relato de caso Sinais Clínicos Os sinais clínicos do Toxoplasma em gatos são muitas vezes assintomáticos, mas podem apresentar febre, letargia e perda de apetite. Em casos raros, podem desenvolver sintomas como icterícia e problemas respiratórios. Nos humanos pode variar de acordo com a saúde do indivíduo e estágio da infecção. Os sintomas são semelhantes aos da gripe e em casos graves, pode causar danos ao cérebro, olhos e outros órgãos. Em gatos, as alterações patológicas podem ser mínimas. Já em humanos, pode levar à encefalite e inflamação generalizada. Diagnostico O diagnóstico do Toxoplasma gondii pode ser realizado por meio de diferentes métodos, incluindo: Testes sorológicos como ELISA e Teste de aglutinação direta Biologia molecular como o PCR Exames microscópicos em amostras de tecido, fluidos corporais e fezes Testes histopatológicos em tecidos, buscando a presença de cistos teciduais. Importância Médico Veterinária Sua importância é especialmente na capacidade de causar infecções em uma variedade de espécies. Ela interfere na saúde dos animais, na saúde pública pois pode levar a sérias complicações incluindo aborto espontâneo e defeitos congênitos. Tem grande importância, também, na saúde alimentar, com a ingestão de carne crua e alimentos mal higienizados. E também é essencial no bem-estar animal, com medidas de manejo adequadas e fornecimento de alimentação comercial segura. Tratamento O tratamento da infecção pelo Toxoplasma gondii pode variar dependendo da gravidade da doença e do paciente. Ele pode ser feito através de: Terapias de suporte; Medicamentos antiprotozoários; Tratamento em pacientes imunocomprometidos, para evitar recorrências. Tratamento durante a gravidez para reduzir o risco de transmissão do parasita para o feto. Profilaxia A profilaxia da infecção pelo Toxoplasma gondii envolve principalmente medidas preventivas para reduzir o risco de exposição ao parasita. Ela se dá através de higiene alimentar, pessoal, controle e manejo de gatos mantendo-os em local controlado. Também através da manipulação segura de fezes felinas e testagem contínua de anticorpos para análise e redução da eliminação de oocistos. Formas de prevenção Lavagem de vegetais Higiene pessoal e do ambiente Formas de prevenção Lavagem de vegetais Higiene pessoal e do ambiente Formas de prevenção Lavagem de vegetais Cozimento adequado das carnes Higiene pessoal e do ambiente Cozimento adequado das carnes Formas de prevenção Lavagem de vegetais Usar luvas ao entrar em contato com o solo Higiene pessoal e do ambiente Cozimento adequado das carnes Formas de prevenção Usar luvas ao entrar em contato com o solo Lavagem de vegetais Beber água mineral tratada TOXOPLASMOSE O Toxoplasma gondii é um parasita intracelular obrigatório que pode infectar virtualmente todos os mamíferos e aves, incluindo humanos. Este protozoário é conhecido por causar a toxoplasmose, uma doença que pode ser assintomática em pessoas saudáveis, mas pode ser grave em indivíduos imunocomprometidos e mulheres grávidas. O T. gondii é objeto de amplo estudo devido à sua prevalência global, impacto na saúde pública e potencial relevância para áreas como imunologia, microbiologia e medicina veterinária.