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EP - MOD 1 - UNI 1 - 7 ANO - CIEN HUM (1)

Unidade 1 — Ciências Humanas (7º ano): História sobre modernidade e Idade Moderna (1453–1789), eurocentrismo, Grandes Navegações, surgimento do capitalismo, centralização monárquica e povos africanos e americanos pré‑europeus; Geografia sobre formação do território brasileiro, fluxos e cartografia.

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7º ano
CIÊNCIAS 
HUMANAS
Sumário
Apresentação
Página 4
 Tópico 1
Página 6
Tópico 2
Página 21
Tópico 3
Página 24
Tópico 4
Página 32
Referências
Página 65
 Tópico 5
Página 33
Tópico 6
Página 41
Avaliação
Página 56
Anexos
Página 67
Unidade 1
Módulo 1
Módulo 1
Olá estudante,
 
Vamos dar início aos nossos estudos! Na Unidade 1, você estudará os conteúdos relacionados aos 
componentes de História e Geografia. Em História vamos conhecer os eventos históricos que 
transformaram as bases sociais e econômicas da sociedade relacionados à Idade Moderna. 
Abordaremos também sobre os aspectos dos povos africanos e americanos antes da chegada dos 
europeus e o como se formou a centralização do poder nas monarquias europeias. Em Geografia, 
vamos abordar sobre os processos de formação do território brasileiro e os fluxos econômicos e 
populacionais. Falaremos também sobre os povos e comunidades tradicionais e a importância da 
cartografia como linguagem cartográfica para expressar os temas históricos, econômicos, 
populacionais, dentre outros.
 
Nos quadros “Ampliando os Conhecimentos” e “Saiba Mais”, você terá a oportunidade de 
aprofundar um pouco mais sobre os assuntos tratados. Textos, vídeos e hiperlinks têm a função 
de auxiliá-los nos estudos, além de complementar vários assuntos.
 Bons estudos!
Apresentação da Unidade 1
7º ano do Ensino Fundamental
Vamos historiar?
Nessa unidade de História 
vamos iniciar tratando sobre a 
construção da ideia de 
modernidade e seus impactos 
na concepção de História. 
Unidade 1
O conceito de modernidade e o eurocenO conceito de modernidade e o eurocen……
Muito bem estudante, agora você já conhece um 
pouco desse conceito de modernidade. É importante 
que você também saiba que a História está dividida 
em períodos e, a Idade Moderna é um desses 
períodos. Foi nesse período que ocorreram 
transformações importantes no processo histórico 
da humanidade. O mundo se ampliou com a 
descoberta de novos espaços e novas culturas. 
Vamos conhecer esse período?
https://www.youtube.com/watch?v=REJPD77aCmM
Unidade 1
Idade Moderna é o período compreendido entre a Idade Média 
e a Idade Contemporânea. Foi nesse período que surgiram as 
bases sociais e econômicas da sociedade atual.
 
Idade Moderna foi uma das formas encontradas pelos 
historiadores para se dividir a história da humanidade. Seu 
recorte temporal inicia-se com a queda do Império Bizantino e 
a tomada da cidade de Constantinopla pelo Império Turco-
Otomano, em 1453. Seu recorte final está delimitado com a 
Revolução Francesa, em 1789.
 
Essa divisão é pautada na perspectiva histórica europeia, já 
que os marcos divisórios referem-se indireta ou diretamente a 
fatos importantes para os europeus. A tomada de 
Constantinopla pelos turcos pôs fim ao Império Bizantino – 
herdeiro direto do Império Romano da Antiguidade e surgido 
onde hoje é a Itália – e representou o fim de uma longa era.
 
A concepção de uma Idade Moderna era também uma ruptura 
com o que foi considerado como uma Idade Média da História.
Média, nesse sentido, era o período entre a Antiguidade e a 
Idade Moderna. A própria divisão histórica como conhecemos 
(Idades Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea) surge 
nesse momento da História europeia.
 
A Idade Moderna foi uma oposição à Idade Média, considerada 
equivocadamente como uma Idade das Trevas, já que era 
dominada pela religião e pelo obscurantismo cristão-católico. A 
Idade Moderna apareceria como o momento de retomar a 
perspectiva de vida da Antiguidade greco-romana, considerada 
como o auge cultural da humanidade. O equívoco, nesse 
sentido, foi o de não considerar a produção cultural, filosófica e 
mesmo técnica verificada durante o período da Idade Média.
 
Isso pode ser entendido pelas grandes transformações 
ocorridas no território europeu no período. Foi durante a Idade 
Moderna que os europeus realizaram as Grandes Navegações e 
a Expansão Marítima, criando as condições para a dominação 
de continentes inteiros, como a África e a recém-conhecida 
América. O domínio dessas regiões resultou na conquista de 
1. O QUE É IDADE MODERNA?
Unidade 1
inúmeras riquezas por parte das classes dominantes 
europeias, criando as bases para que pudessem expandir, 
posteriormente, sua forma de organização social para o 
restante do mundo.
Pintura de Antônio Allegri, 
na capela da Catedral de 
parma na Itália *
A expansão dessa forma de organização social contou com 
uma base material pautada no desenvolvimento do 
capitalismo. A passagem de uma produção material 
predominantemente agrária para uma produção material 
mercantil e industrial ocorreu nesse período. Conduzindo essa 
passagem estavam os pioneiros do capitalismo, os burgueses, 
construindo suas riquezas a partir da exploração do nascente 
proletariado urbano. A chamada primeira Revolução Industrial, 
ocorrida principalmente na Inglaterra, iniciou-se na Idade 
Moderna. 
 
No aspecto cultural, a Idade Moderna caracterizou-se por uma 
produção muito rica. Seja em seu início, com o Renascimento, 
principalmente nos séculos XV e XVI, e a retomada da herança 
greco-romana, seja com os Iluministas do século XVIII, que 
propuseram novas formas filosóficas, científicas e políticas de 
se entender o mundo. Na religião, a principal mudança com o 
mundo medieval ocorreu com a Reforma Protestante, iniciada 
com Martinho Lutero no século XVI e que iria alterar 
permanentemente o mundo cristão ocidental.
Ah, sim, nesse período outros continentes 
foram colocados em contato com a Europa.
Outros povos, outras culturas foram 
conhecidas e, a partir desse momento, 
ocorreram as conexões e interações das 
mais variadas formas.
Politicamente a Idade Moderna ficou caracterizada 
principalmente pela criação dos Estados Nacionais na Europa. 
Foi nesse processo que surgiram as monarquias nacionais, 
criando estruturas políticas e administrativas centralizadas, 
em contraste à descentralização predominante na Idade 
Média. Essa estrutura político-administrativa serviu ainda de 
base para o fortalecimento do capitalismo e do poder político 
da burguesia. Essa classe social, quando se percebeu 
fortalecida econômica e politicamente, pôde se organizar e 
colocar fim à hegemonia antes detida pela nobreza 
aristocrática. O fim dessa hegemonia foi representado 
principalmente pela Revolução Francesa, quando o Estado 
representativo burguês foi criado, encerrando a Idade Moderna 
e iniciando a Idade Contemporânea.
Unidade 1
Nos séculos XV, XVI E XVII ocorreu a grande expansão marítima 
comercial dos países europeus. Através das Grandes 
Navegações, pela primeira vez na história, o mundo seria 
totalmente interligado. Muitos povos da América, África e Ásia 
foram conquistados e colonizados. Esse contato entre os 
europeus e os povos nativos teve profundas transformações 
para sempre na vida de ambos. 
1.1 - Encontro dos europeus com 
povos da América, Ásia e África
Ásia
Unidade 1
A descoberta de um caminho marítimo para a Ásia intensificou 
os contatos entre os europeus e alguns povos asiáticos. Ao 
conhecer essas sociedades, muitas vezes os europeus se 
surpreendiam. Em 1510, os portugueses conquistaram a 
cidade de Goa, na costa oeste da Índia, e aí instalaram uma 
feitoria (fortificação primitiva onde eram armazenadas e 
comercializadas mercadorias). “Estamos convencidos de que 
somos os homens mais astutos que se pode encontrar, e o po-
vo aqui nos ultrapassa em tudo […] Fazem melhores contas de 
memória do que nós, e parece que nos são superiores em 
inúmeras coisas, exceto com a espada na mão, a que eles não 
conseguem resistir.” 
 
Essa declaração demonstra o sentimento de superioridade 
dos europeus sendo desfeito pela realidade que encontraram 
na Ásia do século XVI. Naquela época, as sociedades asiáticas 
dominavam muito mais conhecimentos e se organizavam de 
forma muito mais complexa do que os europeus imaginavam. 
Marco Polo (1254-1324). Nascido em Veneza, na Itália, 
de família de mercadores, escreveuum livro sobre a 
viagem que teria feito com o pai e o tio à China. 
Unidade 1
ÁFRICA
Segundo o relato, Marco Polo ali chegou por volta de 1274 e 
permaneceu na China por dezessete anos, onde descobriu, 
entre outras coisas o espaguete e a pólvora. De volta a Veneza 
em 1295, foi capturado por genoveses e preso junto com um 
escritor que o ajudou a escrever o livro, que fez sucesso, mas 
que muitos consideraram uma história fictícia e não um relato 
verdadeiro. 
A expansão portuguesa começou em 1415, com a tomada de 
Ceuta, importante centro comercial dominado pelos 
muçulmanos no norte da África.
 
Em seguida, Portugal ocupou as ilhas de Madeira, Açores e 
Cabo Verde, no oceano Atlântico, onde foi realizada com 
sucesso uma experiência de colonização, implantando o 
cultivo de cana-de-açúcar.
 
Essa experiência serviria mais tarde de modelo para a 
ocupação das terras americanas. A expansão estendeu-se ao 
longo do litoral africano, onde os portugueses obtinham 
produtos como pimenta, ouro e marfim.
Unidade 1
Mesmo antes das Grandes Navegações europeias, o continente 
africano já era conhecido pelos europeus, principalmente a 
parte que hoje chamamos de "África Branca". Os primeiros 
contatos entre cristãos e negros ocorreram por intermédio dos 
muçulmanos, que realizavam trocas de mercancia entre os 
dois "povos".
 
Com as navegações, que têm Portugal como o seu pioneiro, a 
África Negra que até então mantinha contato com o resto do 
mundo por meio dos muçulmanos, tem seu isolamento 
rompido e passa a constituir uma importante praça de trocas, 
onde o principal produto exportado eram os escravos 
africanos. É importante lembrar que essas trocas que 
consistiam principalmente em ferro, pano, aguardente, 
cavalos e armas acabaram se tornando de extrema 
importância para o continente africano.
 
Desde 1440, o comércio de escravos já era visto como bem 
lucrativo para os portugueses, sendo que em 1448 se 
estabelece em Arguin um "comércio regular" que consistia na 
troca de bens contra humanos. Em 1474, Portugal tem o 
monopólio sobre o tráfico de escravos.
Como podemos observar antes mesmo da descoberta do 
Novo Mundo a escravidão africana já era muito conhecida e 
utilizada na Europa, bem como já se encontrava vinculada à 
expectativa de se obter uma produção em larga escala de 
certas colheitas úteis. 
Unidade 1
AMÉRICA 
 
Segundo algumas pesquisas de demografia histórica, viviam 
no continente americano uma população de 
aproximadamente 88 milhões de habitantes, divididas em 
mais de três mil nações indígenas por volta do final do século 
XV. Entre elas destacam-se na América do Norte (apaches, 
sioux e astecas), na América Central (maias e chibchas) e na 
América do Sul (incas, tupis e nuaruaques). 
Durante muito tempo, vários historiadores destacavam uma 
visão heroica dos feitos do conquistador, o que tornou 
corrente o uso da expressão descobrimento da América e do 
Brasil. Mas recentemente, os historiadores têm analisado a 
questão sob outros pontos de vista, ressaltando o impacto da 
presença dos europeus na destruição dos modos de vida e na 
dizimação (mortes) dos povos que viviam na América. Desta 
forma o termo mais correto a se utilizar é a invasão e 
conquista.
 
Foram variadas as formas de violência usadas contra os povos 
nativos americanos. Teve a violência física já que as armas 
dos conquistadores europeus eram superiores às dos índios 
(nome dado aos nativos do continente). Essa superioridade 
deve-se ao uso de armas feitas de aço (espadas, lanças, 
punhais, escudos), ao uso de armas de fogo (mosquete, 
canhão) e ao cavalo, animal desconhecido pelos nativos.
Unidade 1
Outro elemento foram as doenças contagiosas trazidas pelos 
europeus como o sarampo, tifo, varíola, malária e gripe que 
não existiam no continente. Não havendo anticorpos para 
combatê-las, elas se espalharam rapidamente, provocando 
epidemias matando milhares deles.
 
Houve ainda a violência cultural quando os europeus 
impuseram aos povos americanos costumes que afetaram 
profundamente a sobrevivência das suas comunidades. A 
obrigatoriedade do ensino religioso e da língua dos povos eu-
ropeus aliada à remoção de populações inteiras para trabalhar 
como escravas nos aldeamentos completam esse canário 
terrível.
 
Para os europeus esse contato foi muito positivo. Os grandes 
comerciantes e banqueiros europeus obtiveram lucros 
expressivos com a conquista e colonização do continente 
americano. Houve um aumento na oferta de ouro, prata e 
pedras preciosas, o deslocamento do eixo econômico da 
região do Mar Mediterrâneo para os portos do Oceano 
Atlântico e a descoberta de grande variedade de espécies 
vegetais como o milho, o tomate, o cacau e a batata e ainda 
animais até então desconhecidos.
 
Além disso, a exploração da América impulsionou vários 
setores da cultura europeia. Novos conhecimentos e técnicas 
precisaram ser desenvolvidos e aperfeiçoados para se viajar 
grandes distâncias marítimas. Houve ainda, um processo de 
difusão de conhecimentos adquiridos em contatos com povos 
indígenas que se mostraram benéficos para os europeus.
Ainda com dúvidas?!
Assista à vídeoaula clicando no 
botão abaixo.
Agora estudante,
 que tal conhecer mais sobre os povos 
africanos e americanos antes da 
chegada do europeu? Os saberes desses 
povos expressos na cultura material e 
imaterial?
 
Unidade 1
POVOS AFRICANOS
Qual é a ideia que você tem da África?
Um continente cheio de pessoas pobres, 
escravos e animais ferozes? Ou você acredita 
que teve reinos ricos e fabulosos antes da 
chegada dos europeus?
Observe a imagem a seguir e escreva um 
pequeno texto com o seguinte tema:
Assim era a África antes da chegada dos 
europeus.
O imperador Mansa 
Moussa passeia pelo seu 
reino acompanhado de 
numeroso séquito.
Apresentação de Dança 
Africana em Porto 
Elizabeth, África do Sul
Unidade 1
CULTURA AFRICANA
 
A cultura africana deve ser observada sempre no plural, haja 
vista sua existência milenar e sua vasta diversidade. Cumpre 
lembrar que a África não é um país.
 
A arqueologia aponta a África como o território habitado há 
mais tempo no planeta. Isso resultou na profusão de idiomas 
com mais de mil línguas, religiões, regimes políticos, 
condições materiais de habitação e atividades econômicas.
 
Atualmente, o continente africano ocupa um quinto da Terra, 
com mais de 50 países e quase 1 bilhão de habitantes.
Aspectos gerais
Unidade 1
Também podem ser formados por pequenas tribos ou grandes 
reinos, onde o chefe político e o sumo sacerdote podem ser a 
mesma pessoa.
 
Seja governado por clãs de linhagem ou por classes sociais 
específicas, estes povos irão constituir grandes patrimônios 
materiais e imateriais presentes até os dias de hoje.
 
Estes bens refletem a história e o meio ambiente em que se 
originaram. Por isso, representam aspectos das florestas 
tropicais, desertos, montanhas, etc.
As manifestações culturais africanas sofreram uma intensa 
destruição pelos regimes coloniais, o que leva as nações 
africanas modernas ao embate com o nacionalismo árabe e ao 
imperialismo europeu.
 
Em se tratando de culturas tradicionais, muito se preservou e 
se difundiu pelo continente africano, especialmente devido 
aos fluxos migratórios pela África.
 
Isso permitiu a preservação e a combinação de vários aspectos 
culturais entre os povos do continente.
 
Ademais, vale ressaltar também que boa parte destas culturas 
são baseadas em tradições orais, o que não significa ausência 
de escrita.
 
Organização política
 
Os povos africanos podem ser nômades e vagarem pelo 
deserto ou se fixarem em território para construir grandes 
impérios.
Veja também: Lendas Africanas
Em termos religiosos, vários cultos estão presentes na África, 
com destaque para o e . Além deles, 
destacam-se as religiões tradicionais, muitas vezes vistas 
como prática de magia e a feitiçaria.
 
Considerados pelos europeus como povos animistas, uma 
parte dos africanosreverenciam os espíritos das árvores, pe-
islamismo cristianismo
Anexo 1
https://www.todamateria.com.br/lendas-africanas/
https://www.todamateria.com.br/islamismo/
https://www.todamateria.com.br/cristianismo/
Unidade 1
dras, dentre outros, e aceitam a coexistência com forças 
desconhecidas.
 
Cada povo africano tem suas origens mitológicas para explicar 
suas origens. Estas religiões tradicionais possuem, via de 
regra, um panteão e estão voltadas ao culto dos antepassados 
e das divindades da natureza.
 
A forma mais conhecida destas religiões envolve o culto aos 
Orixás (divindades de origem Ioruba ou Nagô) e englobam 
uma ampla variedade de crenças e ritos.
 
Por outro lado, a vida material e espiritual nas religiões 
africanas, tendem a indistinção entre o sagrado e o profano. 
Estas dimensões são concebidas como indissociáveis e 
inseparáveis.
Artes plásticas
Devemos considerar que grande parte da produção artística 
tradicional africana era feita para não ser vista e o material 
utilizado em sua confecção possuía um valor simbólico muito 
grande.
Unidade 1
Estas peças podem ser esculpidas, fundidas, pintadas, 
trançadas, tecidas e utilizadas como adornos corporais, trajes 
e itens de uso sagrado ou cotidiano.
 
Geralmente, os produtos artísticos africanos representam os 
antepassados fundadores e apresentam figuras geométricas, 
antropomórfica, zoomórficas ou antropo-zoomórficas que 
ensinam a humanidade a produzir e se reproduzir.
 
Por sua vez, as famosas máscaras africanas possuem 
desenhos elaborados e são utilizadas em cerimônias e rituais.
O renomado artista Pablo Picasso (1881-1973) se inspirou 
grandemente nestas máscaras, bem como na iconografia 
africana, para criar um estilo artístico conhecido como 
cubismo.
 
A metalurgia era conhecida e utilizada para fabricar armas, 
ferramentas e adornos, sendo mais comum nas regiões de 
savana. Outro tipo muito típico de produção artística africana 
são as esculturas em marfim (povos Ioruba e Bakongo).
 
Dança e culinária
 
Também são muito conhecidas as danças e músicas 
tradicionais africanas, marcadas pelos batuques e 
movimentos corporais bem acentuados, como o rebolado.
 
Por fim, destaca-se a culinária africana, temperada com 
condimentos de aromas fortes e picantes, com os quais se 
preparam pratos a base de carnes, legumes, verduras, e até 
insetos.
 
É típico da África o leite de coco, o óleo de palmeira, o inhame 
e o feijão, etc.
Unidade 1
Principais povos e culturas da África
A principal civilização africana foi sem dúvida a egípcia, que 
construiu o primeiro império africano há mais de 5 mil anos.
 
As cerâmicas de Nok (Nigéria) apontam para uma civilização 
muito desenvolvida que viveu do século V a.C. ao século II d.C.
 
Mais adiante, no século XIII, surge o poderoso Reino do Kongo. 
Outros povos, como os Berberes (nômades do deserto do Saa-
ra) e os Bantos (região da Nigéria, Mali, Mauritânia e 
Camarões) também constituíram grandes grupos 
populacionais na África.
 
Por fim, os africanos começaram a ser colonizados pelos 
europeus a partir do século XV. Ao atingir o século XIX, já 
estavam totalmente sob domínio das metrópoles europeias 
até a segunda metade do século XX.
SAIBA
MAIS!
Assista ao vídeo - Reinos Africanos. 
Reinos africanos | Tempo dReinos africanos | Tempo d……
https://www.youtube.com/watch?v=dlWDqETvUjo
Unidade 1
POVOS AMERICANOS
AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS!
Os povos americanos antes da chegada 
dos europeus, acesse o link, assista aos 
vídeos e faça os exercícios em seu caderno.
Quem estava na América antes da chegada
dos europeus?
Nessa atividade você irá aprender sobre os usos,
costumes e saberes dos povos que habitavam a
América antes da chegada dos europeus. Questão 1:
Para
https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/quem-estava-na-america-antes-da-chegada-dos-europeus/
Unidade 1
Quando falamos em Europa, dificilmente imaginamos o 
continente europeu sem os países como França, Inglaterra, 
Portugal ou Espanha, não é mesmo? Esses países começaram a 
se consolidar a partir da Baixa Idade Média, paralelamente ao 
desenvolvimento do comércio e das cidades.
 
Até então, nos diversos reinos formados pela Europa com a 
desagregação do Império Romano do ocidente, os reis exerciam, 
principalmente, funções militares e políticas. Sem cumprir ativi-
2. A CENTRALIZAÇÃO DO PODER 
NAS MONARQUIAS EUROPEIAS
dades administrativas, o rei tinha seus poderes limitados pela 
ação da nobreza feudal, que, por serem os senhores da terra, 
controlava de fato o poder. Essa organização do poder é 
chamada monarquia feudal e sua principal característica era a 
fragmentação do poder.
 
A partir do século XI, em algumas regiões da Europa, as 
monarquias feudais iriam servir de base para a formação de 
governos centralizados: é o caso da França, da Inglaterra e de 
Castela (atual Espanha).
 
Os reis começaram então a concentrar grandes poderes, em 
parte por causa do apoio e do dinheiro recebido dos burgueses. 
Ao longo de algum tempo, a aproximação entre o rei e a
burguesia colocariam fim à fragmentação do poder. Entretanto, 
isso não significou a exclusão da nobreza feudal do poder. Ela 
se manteve ligada ao rei e usufruindo da sua política.
 
Além dos reis, ganharam importância nesse processo os 
burgueses, que se tornaram o grupo social de maior poder 
político e, sobretudo, econômico.
Estudante, no texto inicial você leu que a Idade 
Moderna se caracteriza pela ocorrência de fatos 
nos mais variados aspectos. Politicamente, 
esse período ficou caracterizado pela criação 
dos Estados Nacionais na Europa.
Vamos conhecer esse fato?
Unidade 1
A formação das monarquias
 
Durante quase toda a Idade Média não existiam países como 
os que conhecemos hoje. Assim, morar em Londres ou em 
Paris não significava morar na Inglaterra ou na França. As 
pessoas sentiam-se ligadas apenas a uma cidade, a um feudo 
ou a um reino.
 
O processo de formação de monarquias com poder 
centralizado na Europa iniciou-se no século XI e consolidou-se 
entre os séculos XIV e XVI. Ao final de alguns séculos, esse 
processo daria origem a muitos dos países atuais da Europa, 
como França, Portugal e Espanha. Entretanto, ele não ocorreu 
ao mesmo tempo e da mesma maneira em todos os lugares do 
continente. Em regiões como a península Itálica e o norte da 
Europa nem chegaria a se consolidar.
 
Quase sempre estiveram envolvidos nesse processo de 
centralização do poder os mesmos grupos sociais: os reis, a 
burguesia e os nobres feudais. Cada um desses grupos era mo-
vido por interesses próprios. Muitas vezes, esses interesses 
eram convergentes; outras vezes, radicalmente opostos.
 
Para a burguesia, novo grupo social se formava, a 
descentralização política do feudalismo era inconveniente. 
Isso porque submetia os burgueses aos impostos cobrados 
pelos senhores e dificultava a atividade comercial pela 
ausência de moeda comum e de pesos e medidas 
padronizados.
Burguesia: Retrato do casamento de Jan 
van Eyck, pintor de Bruges. Esta imagem 
retrata o comerciante Giovani Arnolfini, no 
dia do seu casamento.
Unidade 1
Essas circunstâncias acabaram aproximando os burgueses dos 
reis, interessados em concentrar o poder em suas mãos. Nessa 
aliança, a burguesia contribuía com o dinheiro e o rei, com 
medidas políticas que favoreciam o comércio. O dinheiro da 
burguesia facilitava aos reis a organização de um exército para 
impor sua autoridade à nobreza feudal.
 
Essa mesma nobreza feudal, por sua vez, encontrava-se 
enfraquecida pelos gastos com as Cruzadas e tinha 
necessidade de um apoio forte, até mesmo para se defender 
das revoltas camponesas, que se intensificavam. Procurou 
esse apoio nos reis, apesar de muitas vezes se sentir 
prejudicada com a política da realeza em favor da burguesia, 
que colocava fim a vários dos privilégios feudais. Dividido 
entre a burguesia e a nobreza feudal, o rei serviu como uma 
espécie de mediador entre os interesses dos dois grupos.
Ao final de um longo período,esse processo acabou 
possibilitando a formação de um poder centralizado e a 
consolidação de uma unidade territorial. Com isso, formar-se-
iam em diversas regiões da Europa monarquias com poder 
centralizado, nas quais os reis detinham grande parte do 
poder.
 
Assim, a monarquia foi a forma de governo sob a qual se 
organizou a Europa entre o fim da Idade Média e o início da 
Idade Moderna.
Fim!
Até mais!
Unidade 1
3. A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO 
BRASILEIRO
A formação do território brasileiro é resultado de um longo 
processo histórico proveniente da expansão colonial iniciada 
com a chegada dos colonizadores europeus, particularmente 
dos portugueses ocupando uma porção da América. 
Vamos iniciar falando sobre 
a formação do território 
brasileiro. 
Hora de Geografar!
� Observe e analise os mapas a seguir e responda:
 
MAPA 1
Unidade 1
MAPA 2
Como o território brasileiro está representado nos 
mapas 1 e 2 ?
De acordo com os mapas 1 e 2, os atuais limites e 
fronteiras do território brasileiro sempre 
apresentaram as mesmas configurações?
De que maneira podemos investigar as alterações 
que aconteceram nos limites, nas fronteiras e na 
extensão do território brasileiro?
Como foi o processo de ocupação das terras 
brasileiras ao longo da nossa história?
Para responder esses 
questionamentos vamos relembrar 
o que vocês viram nessa unidade, 
no componente de História, que 
corresponde a grande expansão 
marítima comercial dos países 
europeus nos séculos XV, XVI E XVII? 
Unidade 1
O território brasileiro atual formou-se através dos processos 
de ocupação e do desenvolvimento de atividades econômicas 
que tiveram início no período de colonização. Na bibliografia, 
costuma-se dividir esse processo histórico em quatro fases 
relacionadas aos séculos em que ocorreram: XVI, XVII, XVIII e 
XIX. Cada século possui suas particularidades, pois cada ciclo 
macroeconômico foi acompanhado de ciclos secundários e, 
consequentemente, de fluxos populacionais em direção ao 
interior daquele que, mais tarde, seria o território brasileiro. A 
exploração do pau-brasil e das drogas do sertão, o cultivo da 
cana-de-açúcar, a extração do ouro e o plantio do café são 
exemplos da evolução da economia brasileira, cuja 
distribuição espacial era, até século XIX, em formato de 
arquipélago.
A formação do território brasileiro começou antes da 
chegada dos portugueses.
 
Para evitar conflitos entre Espanha e Portugal, os dois países 
assinaram o Tratado de Tordesilhas (1494). Este estabelecia os 
limites das terras a serem ocupadas e exploradas na América.
 
O Tratado de Tordesilhas definiu as áreas de domínio do 
mundo extra-europeu. Demarcando os dois hemisférios, de 
polo a polo, deu a Portugal o direito de posse sobre a faixa de 
terra onde se encontrava o Brasil: ficou Portugal com as terras 
localizadas a leste da linha de 370 léguas traçadas a partir de 
Açores e Cabo Verde, e a Espanha com as terras que ficassem 
do lado ocidental desta linha.
Unidade 1
O direito de posse de Portugal sobre a faixa de terra onde se 
encontrava o Brasil foi produto de crescentes rivalidades entre 
Portugal e Espanha pelas terras do Novo Mundo, durante a 
segunda metade do século XV.
A proximidade das datas 
do Tratado de 
Tordesilhas (1494) e do 
"descobrimento" (1500) 
faz supor que Portugal já 
sabia da existência das 
terras brasílicas antes 
mesmo da expedição 
cabralina. 
A ocupação portuguesa do litoral brasileiro só teve início com 
a criação do regime de capitanias hereditárias por D. João III, 
em 1532, e sua implantação a partir de 1534. Até então, a 
exploração do novo território era esparsa e basicamente 
individual, a exemplo da donataria concedida pelo rei D. 
Manuel a Fernando de Noronha visando ao arrendamento do 
comércio de pau-brasil. Foi através desse sistema de 
capitanias que os primeiros núcleos de ocupação e 
colonização portuguesa do Brasil foram estabelecidos, a 
exemplo de São Vicente, concedida a Martim Afonso de Sousa, 
em 1532, e de Pernambuco, concedida a Duarte Coelho, em 
1534.
 
Portugal deu início à colonização do Brasil para compensar a 
perda para os muçulmanos de um importante comércio no 
Norte da África, garantir as rotas para as Índias e expulsar os 
franceses que assediavam a costa brasileira desde o início do 
século XVI.
Agora, vamos ver os acontecimentos 
e fatos históricos detalhados dos 
principais fluxos econômicos que 
contribuíram para a ocupação e a 
formação do território brasileiro.
Unidade 1
Unidade 1
No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a 
principal atividade econômica desse período foi o 
cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito 
apreciado na Europa, a produção era destinada à 
exportação. As propriedades rurais eram grandes 
extensões de terra, cultivadas com força de trabalho 
escrava. O crescimento da exportação levou aos 
primeiros centros urbanos no litoral, as cidades 
portuárias.
Unidade 1
Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que 
adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas 
de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato 
Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias 
cidades.
Unidade 1
Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo 
de urbanização foi a produção de café, principalmente 
nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais 
e Espírito Santo. Essa atividade também contribuiu 
para o surgimento de várias cidades.
Unidade 1
4. OS NATIVOS, OS FLUXOS POPULACIONAIS 
E A FORMAÇÃO DO BRASIL
O povo brasileiro é resultado da miscigenação de vários 
povos.
Indígenas Portugueses Os Africanos 
Clique nos botões e veja:
Anexo 2
Unidade 1
Durante o processo de ocupação e formação do território 
brasileiro os povos indígenas e africanos sofreram vários tipos 
de violência por parte dos colonizadores portugueses e 
durante décadas foram marginalizados e tratados com 
descaso por diferentes governos e a sociedade brasileira. 
5. POVOS ORIGINÁRIOS E 
COMUNIDADES TRADICIONAIS
Vamos agora conhecer estes povos e 
comunidades tradicionais e sobre 
seus direitos à terra pertencentes a 
esses povos.
Estima-se que cerca de 4,5 milhões de pessoas fazem parte de 
comunidades tradicionais atualmente no Brasil, ocupando 
25% do território nacional, representados, entre outros, por 
Comunidades ou Populações Tradicionais. Observe o 
infográfico a seguir:
 
■ Caboclos
■ Caiçaras
■ Extrativistas
■ Indígenas
■ Jangadeiros
■ Pescadores
■ Quilombolas
■ Ribeirinhos
■ Seringueiros
O que são povos e comunidades tradicionais?
 
Segundo a Constituição de 1988, povos e comunidades 
tradicionais são grupos culturalmente diferenciados e que se 
reconhecem como tais, que possuem formas próprias de 
organização social, que ocupam e usam territórios e recursos 
naturais como condição para sua reprodução cultural, social, 
religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, 
inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição 
(inciso I Art. 3º Decreto 6.040 / 2007).
Unidade 1
Unidade 1
As comunidades quilombolas são grupos com identidade 
cultural própria e se formaram por meio de um processo 
histórico que começou nos tempos da escravidão no Brasil. 
Elas simbolizam a resistência a diferentes formas de 
dominação. Essas comunidades mantêm forte ligação com 
sua história e trajetória, preservando costumes e cultura 
trazidos por seus antepassados. 
Povos indígenas são aqueles que, tendo continuidade 
histórica com grupos pré-colombianos, se consideram 
distintos da sociedade nacional. Indígenas são aqueles que se 
reconhecem como pertencentes a uma dessas comunidades e 
que por elas são reconhecidos como um de seus membros. A 
identificação de uma pessoa como indígena é 
autodeclaratória, seguindo os mesmos princípios da 
Convenção nº 169 da OIT (para povos indígenas e tribais), que 
afirmam que “a autoidentificação como indígena ou tribal 
deverá ser considerada um critério fundamental para a 
definição dos grupos”.Unidade 1
De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a 
população indígena no Brasil é de aproximadamente 460 
mil índios, distribuídos em 225 sociedades, o que representa 
0,25% da população brasileira. Há ainda estimativas de que 
existam 190 mil indígenas vivendo fora de suas terras. Cerca 
de 180 línguas são faladas por esses povos.
Índios respectivamente das tribos:
Assurinis do Xingu, tapirapés, caiapós, 
tapirapés, ricbactas e bororos.
Unidade 1
SAIBA MAIS SOBRE OS DIREITOS ÀS TERRAS INDÍGENAS ASSEGURADOS PELA 
CONSTITUIÇÃO DE 1988.
A nova Constituição inovou em todos os sentidos, 
estabelecendo, sobretudo, que os direitos dos índios sobre 
as terras que tradicionalmente ocupam são de natureza 
originária. Isso significa que são anteriores à formação do 
próprio Estado, existindo independentemente de qualquer 
reconhecimento oficial.
 
O texto em vigor eleva também à categoria constitucional o 
próprio conceito de Terras Indígenas, que assim se define, 
no parágrafo 1º. de seu artigo 231:
 
“São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e por 
eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para 
suas atividades produtivas, as imprescindíveis à 
preservação dos recursos ambientais necessários a seu 
bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e 
cultural, segundo seus usos, costumes e tradições".
São determinados elementos, portanto, que definem uma 
sorte de terra como indígena. Presentes esses elementos, a 
serem apurados conforme os usos, costumes e tradições 
indígenas, o direito à terra por parte da sociedade que a 
ocupa existe e se legitima independentemente de qualquer 
ato constitutivo. Nesse sentido, a demarcação de uma Terra 
Indígena, fruto do reconhecimento feito pelo Estado, é ato 
meramente declaratório, cujo objetivo é simplesmente 
precisar a real extensão da posse para assegurar a plena 
eficácia do dispositivo constitucional. E a obrigação de 
proteger as Terras Indígenas cabe à União.
 
No que se refere às Terras Indígenas, a Constituição de 88 
ainda estabelece que:
 
incluem-se dentre os bens da União (art. 20, XI);
Unidade 1
são destinadas à posse permanente por parte dos 
índios (art. 231, § 2);
são nulos e extintos todos os atos jurídicos que afetem 
essa posse, salvo relevante interesse público da União 
(art. 231, § 6);
apenas os índios podem usufruir das riquezas do solo, 
dos rios e dos lagos nelas existentes (art. 231, § 2);
o aproveitamento dos seus recursos hídricos, aí 
incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra 
das riquezas minerais, só pode ser efetivado com a 
autorização do Congresso Nacional, ouvidas as 
comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada a 
participação nos resultados da lavra (art. 231, § 3, art. 
49, XVI);
é necessária lei ordinária que fixe as condições 
específicas para exploração mineral e de recursos 
hídricos nas Terras Indígenas (art. 176, § 1);
as Terras Indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e o 
direito sobre elas é imprescritível (art. 231, § 4);
é vedado remover os índios de suas terras, salvo casos 
excepcionais e temporários (art. 231, § 5).
 
Nas Disposições Constitucionais Transitórias, fixou-se em 
cinco anos o prazo para que todas as Terras Indígenas no 
Brasil fossem demarcadas. O prazo não se cumpriu, e as 
demarcações ainda são um assunto pendente. 
Disponível em: 
https://pib.socioambiental.org/pt/Constitui%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 
14 out. 2021.
Unidade 1
AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS!
Quando um povo se reconhece como 
tradicional?
 
Existentes há séculos, os povos tradicionais do 
país são frutos da antiga miscigenação de 
indígenas, negros e europeus que formam o 
povo brasileiro. A formação de cada um deles 
se desenhou de acordo com o contexto 
histórico e geográfico em que viviam.
 
Por muito tempo, o reconhecimento da 
identidade como comunidade tradicional não 
foi uma questão para esses povos. Segundo a 
antropóloga Katia Favilla, com o avanço das 
fronteiras agrícolas, criação de hidrelétricas, 
rodovias ou projetos de mineração, passou a 
existir no país uma corrida por reconhecimento. 
A lógica era a da mais pura sobrevivência.
"A partir do momento em que eles se sentem ameaçados na sua forma de 
existência, eles falam para o mundo, 'olha, a gente está aqui, a gente existe', 
explica ela, que defendeu sua dissertação de mestrado na UNB sobre este 
processo histórico.
 
O precursor dessa busca por reconhecimento foi o seringueiro e 
ambientalista Chico Mendes, morto a tiros em 1988, no Acre. A partir dele, o 
Estado começa a perceber que povos tradicionais não são apenas indígenas 
e quilombolas, mas também diversas comunidades que dependem 
diretamente da preservação do meio ambiente para sobreviverem.
 
As reivindicações dos seringueiros resultaram na criação das Reservas 
Extrativistas, e influenciaram na formação do Sistema Nacional de 
Unidades de Conservação, que, além de prever as áreas de Proteção 
Integral (sem presença de humanos), criou também a de Uso Sustentável. 
"O Estado reconheceu que existe a possibilidade de uma Unidade de 
Conservação com pessoas morando dentro e preservando, porque eles 
sempre conservaram", disse Favilla.
Unidade 1
Assista ao vídeo sobre os povos kalungas localizados na 
região norte de Goiás. Disponível no link a seguir: 
Kalunga, maior território quilombola do país, preserva o cerrado
em Goiás
Quilombolas mantém tradições e saberes tradicionais, preservando o meio em que...
G1
Você sabe o que são mapas?
Mapas são representações 
gráficas feitas geralmente em 
uma superfície plana (como o 
papel), com finalidade de 
apresentar informações da 
realidade; eles fazem parte da 
humanidade desde os 
tempos remotos.
https://g1.globo.com/natureza/video/kalunga-maior-territorio-quilombola-do-pais-preserva-o-cerrado-em-goias-7938243.ghtml
Unidade 1
Essas representações do espaço geográfico se tornaram mais 
difundidas a partir da necessidade de tornar o trajeto das 
viagens mais seguro, como as caravanas mercantis, por 
exemplo.
 
Praticamente todas as características do espaço geográfico 
podem ser representadas em um mapa. No entanto, tais 
características não podem ser colocadas em uma única carta 
cartográfica, pois sua compreensão fica confusa e 
comprometida. Diante disso, os cartógrafos criaram mapas 
que abordam temas específicos, dando origem aos mapas 
temáticos. São eles: mapa político, físico, econômico e 
histórico.
Mapa Político: esse tipo de representação tem como objetivo 
explicitar as divisões territoriais, ou seja, as fronteiras entre 
continentes, países, estados e até municípios, enfatizando que 
as mesmas são criações humanas. Nesse tipo de mapa, é co-
6. MAPAS TEMÁTICOS
mum encontrarmos símbolos, como linha ( — ), para 
demonstrar fronteiras; e ponto ( • ), para indicar cidades.
Mapa político do Brasil representando 
as regiões, estados e capitais.
Unidade 1
Mapa Físico: são elaborados para informar aspectos naturais 
(relevo, clima, vegetação, hidrografia) de um determinado 
continente, subcontinente, país, estado e município.
Mapa físico que traz informações sobre 
o relevo da América do Sul.
Mapas demográficos: são elaborados para descrever dados 
relacionados com a população de um determinado território. 
Podem explicitar a quantidade de habitantes, a localização, a 
densidade de ocupação ou os fluxos migratórios.
Mapa: IBGE, com 
dados do Censo 2010.
Unidade 1
Mapas Econômicos: representação cartográfica criada para 
informar as riquezas de um determinado lugar (continente, 
subcontinente, país, estado e município). Expressam onde 
estão localizadas as principais jazidas minerais, além de 
informar sobre as produções agropecuárias, industriais e de 
serviços.
Mapa econômico que 
mostra a produção de 
algodão herbáceo em 
distintos pontos do 
Brasil.
Mapas Históricos: tipo de representação cartográfica que 
informa sobre aspectos que aconteceram no passado, como, 
por exemplo, a floresta Amazônica em 1970, a expansão de um 
território sobre o outro em períodosde expansionismo 
espacial, entre outros.
Mapa histórico que 
mostra as divisões 
estipuladas pelo 
Tratado de 
Tordesilhas.
Unidade 1
6.1 - Elementos de um mapa
Os elementos de um mapa são: título, legenda, escala, 
orientação e projeção cartográfica. Todos eles ajudam-nos a ler 
e a compreender as representações que os mapas possuem.
 
São vários os elementos de um mapa, isto é, aqueles itens e 
símbolos necessários para que uma mera figura possa ser 
diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma, que é feito 
com rigor científico para representar uma determinada área da 
superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar 
as seguintes composições: título, orientação, legenda, escala 
e projeção cartográfica.
 
Esses são elementos obrigatórios de um mapa, embora nem 
sempre estejam presentes em todos os mapas que vemos por aí. 
De toda forma, para melhor interpretarmos as informações 
cartográficas, é preciso conhecer esses instrumentos, 
procurando saber o que eles são, o que indicam e quais são as 
suas funções no processo de comunicação, haja vista que os 
mapas também são formas de linguagem.
Observemos, no mapa a seguir, como se apresentam as 
diferentes partes de um mapa:
Exemplo de mapa demográfico do Brasil 
elaborado pelo IBGE 
Unidade 1
Título Legenda
Escala Orientação
Projeção 
cartográfica
Concluímos essa 
unidade.
 
Até a próxima!
Anexo 3
Atividades de verificação da aprendizagem
Unidade 1
1. Análise as proposições: a Idade Moderna foi um período
 
I. marcado por grande desenvolvimento cultural, oposto à 
Idade Média que não vivenciou nenhum tipo de 
desenvolvimento.
II. que compõe a divisão clássica da História da humanidade, 
compreendido entre 1453 e 1789.
III. de grandes transformações nas esferas econômica e 
política e permanências nos aspectos culturais e religiosos.
IV. de ascensão política da burguesia e fortalecimento do 
capitalismo.
 
Assinale a alternativa correta:
(A) Apenas I está correta.
(B) Apenas III está correta.
(C) Apenas II e III estão corretas.
(D) Apenas II e IV estão corretas.
Atividades de verificação da aprendizagem
3. O evento histórico que levou o europeu ao contato com 
outros continentes a partir do século XV foi a(s)/o
 
(A) Reforma protestante.
(B) Grandes navegações.
(C) Renascimento comercial.
(D) Desenvolvimento tecnológico.
ATIVIDADES 1
2. O conceito de modernidade pode ser associado ao/a
(A) Domínio religioso católico.
(B) Recuperação da cultura medieval.
(C) Renascimento cultural e Humanismo.
(D) Negação dos valores medievais e da antiguidade.
4. A definição a seguir está relacionada à forma como os 
portugueses exploraram outros continentes.
 
“Fortificação primitiva onde eram armazenadas e 
comercializadas mercadorias”
 
Trata-se da(s)/o
(A) Feitoria.
(B) Escambo.
(C) Sesmarias.
(D) Capitanias.
5. Sobre o contato dos europeus com o continente africano, 
analise as proposições a seguir.
 
I. A África, assim, como a América, passa a ser explorada pelos 
europeus no contexto das grandes navegações.
II. A ocupação da África pelos portugueses se deu por meio da 
colonização e implementação do cultivo da cana-de- açúcar.
III. Dentre as mercadorias exploradas pelos europeus no 
continente africano estão: marfim, pimenta, escravos.
IV. O comércio de escravos africanos praticado por europeus 
aconteceu com o evento das grandes navegações, sendo a 
América o principal destino desse produto.
 
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas I e IV estão corretas.
(B) Apenas II e III estão corretas.
(C) Apenas I, II e III estão corretas.
(D) Apenas II, III e IV estão corretas.
Atividades de verificação da aprendizagem
6. A imagem abaixo é um mapa das capitanias hereditárias 
feito por Luís Teixeira, provavelmente em 1574.
ATIVIDADES 1
Apesar do intuito de 
Portugal em utilizar as 
capitanias hereditárias 
como forma de garantir 
a colonização e o 
povoamento do 
território colonial, as 
dificuldades econômicas 
e de enfrentamento das 
populações indígenas 
impediram o sucesso 
das capitanias. Apenas 
duas capitanias 
hereditárias 
conseguiram obter 
lucros, e eram as 
capitanias de:
(A) São Vicente e Bahia.
(B) Pernambuco e Maranhão.
(C) Espírito Santo e Porto Seguro.
(D) São Vicente e Pernambuco.
5. Sobre o contato dos europeus com o continente africano, 
analise as proposições a seguir.
 
I. A África, assim, como a América, passa a ser explorada pelos 
europeus no contexto das grandes navegações.
II. A ocupação da África pelos portugueses se deu por meio da 
colonização e implementação do cultivo da cana-de- açúcar.
III. Dentre as mercadorias exploradas pelos europeus no 
continente africano estão: marfim, pimenta, escravos.
IV. O comércio de escravos africanos praticado por europeus 
aconteceu com o evento das grandes navegações, sendo a 
América o principal destino desse produto.
 
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas I e IV estão corretas.
(B) Apenas II e III estão corretas.
(C) Apenas I, II e III estão corretas.
(D) Apenas II, III e IV estão corretas.
Atividades de verificação da aprendizagem
Disponível em: <https://s3.static.brasilescola.uol.com.br/img/2015/01/exemplo-de-
mapa.jpg>. Acesso em: 05 nov. 2021.
ATIVIDADES 1
7. Observe o mapa.
Relacione os elementos do mapa às suas respectivas 
definições:
 
(1) Título
(2) Escala
(3) Legenda
(4) Orientação
 
( ) Relação matemática entre o espaço real e a representação 
do espaço no mapa.
( ) Indica a direção e a localização por meio da rosa dos ventos 
ou de um elemento que indica o norte.
( ) Indica o tema que será retratado no mapa.
( ) Representa o significado dos símbolos que aparecem no 
mapa.
 
Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:
(A) 2 – 1 – 4 - 3
(B) 2 – 4 – 1 - 3
(C) 4 – 2 – 1 - 3
(D) 2 – 3 – 4 - 1
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 1
8. Observe o mapa.
Disponível em: 
http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/
11/mapas-economicos-do-brasil-seculos-
xvi.html. Acesso em: 13 out. 2021.
De acordo com o mapa da economia e o território no século 
XIX, a principal atividade que contribuiu para o processo de 
urbanização, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas 
Gerais e Espirito Santos foi
 
(A) drogas do sertão e borracha
(B) ouro e diamante
(C) pecuária
(D) café
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 1
9. Uma população, com origem comum, sustentou a economia 
do país durante vários anos por meio de seu trabalho, embora 
tenha sido trazida à força para o Brasil . Boa parte de nossa 
cultura, práticas sociais, religiões, tradições e costumes está 
associada a valores oriundos desse povo.
 
O fragmento acima faz referência a que elemento étnico 
constituinte da população brasileira?
 
(A) Africanos
(B) Indígenas
(C) Alemães e italianos.
(D) Imigrantes japoneses.
Disponível em: 
<https://exercicios.brasilescola.uol.com.b
r/exercicios-geografia/exercicios-sobre-
composicao-etnica-brasil.htm#questao-
4>. Acesso em: 16 nov. 2021.
10. Sobre os povos originários e comunidades tradicionais no 
Brasil, assinale V para as proposições verdadeiras e F para as 
proposições falsas.
 
I. ( ) As comunidades quilombolas são grupos com identidade 
cultural própria e se formaram por meio do processo histórico 
que começou nos tempos da escravidão no Brasil
II. ( ) Povos indígenas são aqueles que, tendo continuidade 
histórica com grupos pré-colombianos, se consideram distintos 
da sociedade nacional.
III. ( ) As comunidades quilombolas sofreram vários tipos de 
violência, especialmente a destruição da sua história e trajetória, 
eliminando os costumes e cultura dos seus antepassados.
IV. ( ) A identificação de uma pessoa como indígena é 
autodeclaratória, ou seja, a própria pessoa pode se declarar 
indígena, seguindo os mesmos princípios da Convenção nº 169 
da OIT (para povos indígenas e tribais), que afirmam que “a 
autoidentificação como indígena ou tribal deverá ser considerada 
um critério fundamental para a definição dos grupos”.
Assinale a alternativa correta:
(A) V – F – V– V
(B) F – V – V – V
(C) V – V – F – V
(D) V – V – V – F
1. As Grandes Navegações permitiram aos europeus ampliar 
sua concepção de mundo, relacionando-os com outros 
espaços geográficos e culturais. Sobre o contato dos europeus 
com o continente americano a historiografia recente 
considera que foi um evento de
 
(A) Descobrimento e conquista.
(B) Conquista sem colonização.
(C) Colonização consentida.
(D) Invasão e conquista.
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 2
2. A chegada dos europeus no continente americano no século 
XV ocasionou
 
(A) Imposição da língua europeia e aceitação da religiosidade 
indígena.
(B) trocas culturais entre europeus e indígenas, marcada pela 
relação de igualdade.
(C) guerras dos nativos aos europeus, o que impediu por longo 
tempo a colonização.
(D) epidemias causadas pelas doenças as quais os povos 
indígenas não eram resistentes.
3. Analise as proposições: os povos africanos
 
I. são especificamente nômades o que dificulta o 
estabelecimento de governos.
II. destacam-se religiosamente pelo animismo e pouca presença 
da religião cristã.
III. apresentam hábitos culinários bem diferentes chegando 
inserir insetos em sua alimentação.
IV. preservaram muito suas culturas tradicionais e puderam 
difundi-las por meio dos processos migratórios.
 
Assinale a alternativa correta:
(A) Apenas I está correta.
(B) Apenas III está correta.
(C) Apenas III e IV estão corretas.
(D) Apenas II, III E IV estão corretas.
4. Mesmo que diversos traços dessa cultura fossem perdidos 
com o processo de colonização, vemos no estudo das 
sociedades pré-colombianas um rico campo de reflexão sobre 
a questão da relatividade cultural. Conhecendo um pouco 
mais desses povos podemos repensar o antigo valor que nos 
impõe a Europa como o berço das mais complexas e 
avançadas civilizações da História. Sobre os povos que 
habitavam a América antes da chegada dos europeus 
podemos afirmar que eram
 
(A) selvagens que cometiam sacrifícios.
(B) culturalmente e tecnicamente atrasados.
(C) divididas em muitas sociedades formando uma enorme 
diversidade cultural.
(D) divididos em poucas sociedades, todas muito parecidas 
uma com as outras.
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 2
5. Sobre a centralização política na Europa durante a época 
moderna, é correto afirmar que se tratou de um processo
 
(A) que ocorreu de maneira e tempos distintos nos países 
europeus.
(B) no qual a nascente burguesia ocupou o poder, e os reis e 
rainhas tinham pouco poder.
(C) que se iniciou na Inglaterra, durante o reinado de Henrique 
VIII, o primeiro a centralizar o poder.
(D) uniforme, ou seja, que ocorreu no mesmo momento e da 
mesma forma em diferentes países europeus.
Disponível em:http://www.cnsg-
pi.com.br/simulado/provas/3eb6c70a68da1f34fe1923a1a1c3e420.pdf. Acesso em: 03 Fev. 
2021(adaptada). 
Disponível em:https://portal.educacao.go.gov.br/fundamental_dois/7o-his-4a-quinzena-2o-
corte/. Acesso em: 02 Fev. 2021(adaptada).
6. “[El rei D. João III] ordenou que se povoasse esta província, 
repartindo as terras por pessoas que se lhe oferecessem para 
as povoarem e conquistarem à custa de sua fazenda, e dando 
a cada um cinquenta léguas por costa com todo o seu sertão, 
para que eles fossem não só senhores mas capitães delas pelo 
que se chamam e distinguem por capitanias.”
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 2
Ao receber uma capitania hereditária, o donatário recebia 
também o Foral, um documento onde eram determinados os 
seus direitos e deveres nas terras a ele concedidas. Dentre 
esses direitos e deveres NÃO constava:
 
(A) o direito de vender as terras recebidas a terceiros.
(B) o direito de controlar o direito de passagem nos rios e 
portos.
(C) o dever de cumprir as funções militares e judiciais na 
capitania.
(D) o direito de repassar a concessão das capitanias a um 
descendente.
(E) fundar vilas.
SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1550-1627). 7 ed. Belo Horizonte/São Paulo: 
Itatiaia/Edusp, 1982. p. 103-104.
7. Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da escala, um 
dos elementos de um mapa:
 
(A) Constitui a relação entre o espaço real e a representação 
no mapa.
(B) Aponta a quantidade de vezes que o espaço real foi 
reduzido para ser representado no mapa.
(C) A escala gráfica apresenta-se conforme uma representação 
de linhas e traços. Já a escala numérica apresenta-se em 
números de uma divisão.
(D) Quanto maior a área do terreno a ser representada, menor 
a redução necessária para que ele caiba em um espaço 
determinado.
Disponível em: <https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-
sobre-elementos-um-mapa.htm#questao-4>. Acesso em: 05 nov. 2021.
8. A respeito dos mapas temáticos, estão corretas as 
afirmativas a seguir, exceto:
 
(A) Os mapas que representam a superfície física da Terra, 
como as formas de relevo, a hipsometria, a hidrografia e o 
clima, são chamados de mapas físicos.
(B) A representação de divisas e fronteiras entre países e/ou 
entre unidades federativas estabelecidas e consolidadas 
politicamente é utilizada nos mapas políticos.
(C) Mapas como os das Capitanias Hereditárias no Brasil ou do 
Tratado de Tordesilhas são econômicos. Esse tipo de mapa é 
utilizado para representar algum acontecimento em algum 
período histórico.
(D) A dinâmica, índices e distribuição das populações são 
representados por um tipo específico de mapa temático: o 
mapa demográfico.
Atividades de verificação da aprendizagem
ATIVIDADES 2
Disponível em: <https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-
geografia/exercicios-sobre-tipos-mapas.htm#resposta-4210>. Acesso em: 16 nov. 2021 
(adaptado).
Unidade 1
Atividades Avaliativas 1
ATIVIDADES AVALIATIVAS 1
1. Analise as proposições: Sobre as características da Idade 
Moderna
 
I. Os humanistas eram indivíduos inspirados pelo 
Cristianismo.
II. A ascensão da burguesia, no século XIV, ocasionou a 
fragmentação do poder monárquico.
III. Ocorreu a passagem de uma produção material 
predominantemente agrária para uma produção material 
mercantil e industrial.
 
Assinale a alternativa que apresente a(as) proposição(ões) 
correta(as).
(A) Apenas I está correta.
(B) Apenas II está correta.
(C) Apenas III está correta.
(D) Apenas I e III estão corretas.
2. Leia o texto.
 
“Estamos convencidos de que somos os homens mais astutos 
que se pode encontrar, e o povo aqui nos ultrapassa em tudo 
[…] Fazem melhores contas de memória do que nós, e parece 
que nos são superiores em inúmeras coisas, exceto com a 
espada na mão, a que eles não conseguem resistir.”
 
O texto se relaciona ao contexto do contato dos portugueses 
com o continente asiático e demonstra a/o
(A) superioridade de outros povos.
(B) posição eurocêntrica dos europeus.
(C) afirmação da superioridade europeia.
(D) reconhecimento dos saberes de outros povos.
ATIVIDADES AVALIATIVAS 1
3. Para se compreender historicamente o contexto em que 
se iniciou as práticas de navegações europeias que 
resultaram no que ficou conhecido como as Grandes 
Navegações, o autor do texto Grandes Navegações diz que é 
necessário fazer a associação entre algumas situações 
históricas.
 
 Indique qual das alternativas abaixo está correta.
(A) renascimento cultural, fortalecimento dos senhores 
feudais e formação dos Estados Nacionais.
(B) reavivamento comercial da Baixa Idade Média, formação 
dos Estados Nacionais e ascensão da burguesia.
(C) reavivamento comercial da Baixa Idade Média, formação 
dos Estados Nacionais e ascensão da nobreza.
(D) controle dos mercados marítimos pelos árabes, 
formação dos Estados Nacionais e ascensão da burguesia.
4. Observe o mapa sobre a economia e o território brasileiro no 
século XVIII.
Disponível em:https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-historia-do-
brasil/exercicios-sobre-as-grandes-navegacoes.htm. Acesso em: 03 fev. 2021. 
Disponível em: http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/11/mapas-economicos-do-
brasil-seculos-xvi.html. Acesso em:13 out. 2021.v
ATIVIDADES AVALIATIVAS 1
As atividades econômicas que acompanharam o processo 
de ocupação e formação da região de Vila Boa, atual estado 
de Goiás são:
 
(A) Ouro, diamante e pecuária.
(B) Algodão, ouro, diamante.
(C) Drogas do Sertão e pecuária.
(D) Cana-de-açúcar e algodão.
III. ( ) Os mapas temáticos recebem esse nome porque são 
classificados de acordo com a temática específica que 
pretendem representar. Assim sendo, um mapa pode ter como 
tema: fronteiras e limites, a distribuição da população, o 
modelado do relevo e outros. 
 
Marque a opção que corresponda, na devida ordem, ao acerto 
ou erro de cada uma:
(A ) F – V – V
(B) V – V – F
(C) V – F – V
(D) V – V – F
5. A respeito da representação do espaço geográfico nos mapas, 
avalie as proposições a seguir:
 
I. ( ) Os mapas são instrumentos de comunicação e servem para 
representar graficamente uma dada área do espaço terrestre.
II. ( ) Os mapas políticos são elaborados para informar aspectos 
naturais (relevo, clima, vegetação, hidrografia) de um 
determinado continente, subcontinente, país, estado e 
município.
Unidade 1
Atividades Avaliativas 2
ATIVIDADES AVALIATIVAS 2
1. Sobre os povos que habitavam a América antes da 
chegada dos europeus, analise as proposições.
 
I. Os incas criaram um sistema próprio de contagem 
denominado quipu.
II. Os astecas eram povos agricultores e politicamente 
organizados em um império.
III. Astecas e incas vivam em uma sociedade estratificada e 
organizada em cidades-estados.
IV. Os maias eram povos nômades que viviam da caça, da 
coleta e plantações ocasionais.
V. Os indígenas brasileiros, embora tenham sido afetados 
pela colonização, sofreram pouca redução populacional e 
cultural.
 
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas I e II estão corretas.
(B) Apenas III e IV estão corretas.
(C) Apenas I, II e V estão corretas.
(D) Apenas III, IV e V estão corretas.
2. Analise as proposições: o processo de formação das 
monarquias nacionais se caracteriza pela/pelo
 
I. apoio financeiro da burguesia.
II. exclusão da nobreza feudal do poder.
III. crise do sistema feudal na Baixa Idade Média.
 
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas I está correta.
(B) Apenas II está correta.
(C) Apenas I e III estão corretas.
(D) Apenas II e III estão corretas.
ATIVIDADES AVALIATIVAS 2
3. Observe o mapa. Após a leitura do mapa, analise as proposições sobre as 
atividades econômicas desenvolvidas no Brasil de século XIX.
 
I. A exploração das drogas do sertão e borracha, limitou-se na 
área litorânea do Brasil.
II. A produção de cana-de-açúcar concentrou-se no interior do 
Brasil, o que colaborou com o surgimento de várias cidades.
III. A produção de café, contribuiu para o processo de 
urbanização nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas 
Gerais e Espirito Santo.
 
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas I está correta.
(B) Apenas II está correta.
(C) Apenas III está correta.
(D) Apenas I e III estão corretas.
Disponível em: http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/11/mapas-economicos-do-
brasil-seculos-xvi.html. Acesso em: 13 out. 2021.
ATIVIDADES AVALIATIVAS 2
4. Observe o mapa. O mapa apresenta a espacialização dos primeiros núcleos de 
ocupação e colonização portuguesa do Brasil que se deu através 
da:
 
(A) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do 
Brasil.
(B) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
(C) criação das capitanias hereditárias.
(D) criação e distribuição de sesmarias.
Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-
povoamento/construcao-do-territorio/tratado-de-tordesilhas.html. Acesso em: 08 out. 2021.
Disponível em: <https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-historia-
brasil/exercicios-sobre-capitanias-hereditarias.htm#resposta-574>. Acesso em: 05 nov. 2021 
(adaptado).
ATIVIDADES AVALIATIVAS 2
5. Leia o texto.
“... são os significados dos símbolos existentes nos mapas. 
Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, 
ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses 
símbolos apresentam padronizações, como o azul para 
representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, 
linhas com traços para representar ferrovias; aviões para 
representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos”.
O texto apresenta o conceito de um elemento obrigatório do 
mapa, que corresponde a/ao:
 
(A) Título.
(B) Escala.
(C) Legenda.
(D) Orientação.
Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/elementos-um-mapa.htm>. 
Acesso em: 05 nov. 2021.
01 BEZERRA. Juliana. Formação do território brasileiro. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/formacao-territorio-brasileiro/. Acesso em: 08 out. 2021.
 
______________. Formação do Povo Brasileiro: história e miscigenação. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/formacao-do-povo-brasileiro/. Acesso em: 13 
out. 2021.
 
______________. Cultura Africana. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/cultura-africana/. Acesso em: 07 dez. 2020(adaptado).
 
BRASIL. Território brasileiro e povoamento. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/construcao-do-territorio/tratado-de-
tordesilhas.html. Acesso em: 08 out. 2021.
 
FRANCISCO, Wagner de Cerqueira. Mapas Temáticos. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/mapas-tematicos.htm. Acesso em: 08 out.2021.
 
FREITAS, Eduardo de. "Formação e organização do território brasileiro"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/formacao-organizacao-
territorio-brasileiro.htm. Acesso em 08 de outubro de 2021.
 
PENA, Rodolfo F. Alves. "Elementos de um mapa"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/elementos-um-mapa.htm. Acesso em: 14 de 
out. de 2021.
 
PINTO, Tales dos Santos. "O que é Idade Moderna?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-idade-moderna.htm. Acesso 
em 09 de dez. de 2020.
 
Disponível em: https://planosdeaula.novaescola.org.br/fundamental/7ano/geografia/as-comunidades-tradicionais-e-a-formacao-territorial-brasileira/5089 . Acesso 
em: 13 out. 2021.
 
Disponível em:http://fazendohistorianova.blogspot.com/2017/03/encontro-dos-europeus-com-povos-da.html. Acesso em: 03 dez. 2020.
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Referências
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11
Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/populacoes-tradicionais. Acesso em: 13 out. 2021.
 
Disponível em: http://mds.gov.br/assuntos/seguranca-alimentar/direito-a-alimentacao/povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 14 out. 2021.
 
Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/desafio-natureza/noticia/2019/10/29/650-mil-familias-se-declaram-povos-tradicionais-no-brasil-conheca-os-kalungas-
do-maior-quilombo-do-pais.ghtml. Acesso em: 13 out. 2021.
 
Disponível em:https://portal.educacao.go.gov.br/fundamental_dois/saberes-dos-povos-africanos-e-pre-colombianos-expressos-na-cultura-material-e-imaterial-
historia-7o-ano-2a-semana/ . Acesso em: 07 dez. 2020(adaptado).
 
Disponível em: https://www.sohistoria.com.br/ef2/centralizacaopoder/. Acesso em: 11 Dez. 2020(adaptado).
Referências
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Anexos
As lendas são histórias muito antigas que foram transmitidas 
oralmente. Geralmente, elas têm a finalidade de explicar o universo, a 
natureza e as relações humanas.
 
Existem diversas lendas na África, já que esse é um continente com 
uma diversidade cultural riquíssima. Seu folclore, ou seja, suas 
tradições e manifestações culturais, também é bastante diverso.
 
Selecionamos 6 lendas africanas para que você conheça mais sobre a 
cultura desse povos que tanto contribuíram para a formação do Brasil.
 
1. Lenda do Sapo e a Cobra
 
Essa lenda conta sobre a amizade entre um sapo e uma cobra.
 
Certo dia, um sapo estava caminhando e avistou um animal fino, 
comprido e brilhante. O sapo perguntou:
 
— Oi! que você faz estirada pela estrada?
Lendas Africanas
Anexo 1
A cobra respondeu:
 
— Estou tomando um solzinho. Sou uma cobra e vc?
 
— Eu sou umsapo. Você gostaria de brincar?
 
A cobra aceitou e eles brincaram a tarde toda. A cobra ensinou o sapo a 
rastejar e subir nas árvores e o sapo ensinou a cobra a pular. Eles se 
divertiram muito e ao final do dia cada um foi pra sua casa, prometendo se 
encontrar no dia seguinte.
 
Quando o sapo encontrou sua mãe, contou o que tinha acontecido, que 
conheceu uma cobrinha e ficaram amigos. Sua mãe não gostou e falou:
 
— Você devia saber que a família da cobra não é legal. Eles são venenosos! 
Não quero mais que brinque com cobras e nem rasteje por aí!
 
A cobra quando chegou em casa mostrou à sua mãe que sabia pular e disse 
que foi o sapo que a ensinou. Sua mãe também não gostou e disse:
 
— Nós cobras não temos amizade com sapos, eles servem apenas como 
comida. Não quero que brinque com o sapo. E pare de pular!
Anexos
Quando se encontraram, a cobra pensou em devorar o sapo, mas 
depois se lembrou daquela tarde de brincadeiras e correu para o mato.
 
A partir de então eles não brincaram mais, mas sempre ficam estirados 
no sol pensando no dia em que foram amigos.
 
2. Lenda dos Tambores Africanos
 
A origem dessa lenda vem das terras de Guiné Bissau e explica como 
surgiram os tambores, instrumentos tão importantes na cultura de 
toda a África.
 
Conta-se que os macaquinhos de nariz branco da região quiseram um 
dia trazer a Lua para perto da Terra.
 
Eles não tinham ideia de como executar tal feito. Até que o macaco 
menor sugeriu que uns subissem nos ombros dos outros a fim de 
alcançar a Lua.
 
O grupo de macacos colocou o plano em ação e o macaquinho menor 
foi o último a subir, conseguindo chegar no céu e agarrando-se à Lua.
Anexo 1
Mas antes que conseguissem puxar o satélite, a pilha de macacos 
desmoronou e todos caíram, menos o macaquinho, que continuou 
agarrado à Lua.
 
Uma amizade então cresceu e a Lua presenteou o pequeno animal com um 
maravilhoso tambor branco, que ele logo aprendeu a tocar.
 
O macaquinho ficou por muito tempo morando na Lua, mas um dia 
começou a sentir saudades da Terra, de seus amigos e da natureza. Ele 
então pediu à sua amiga que o ajudasse a retornar para sua casa.
 
A Lua ficou chateada e respondeu:
 
— Mas por que você quer voltar? Não está feliz aqui com o tamborzinho que 
eu te dei?
 
O macaco lhe explicou que gostava muito, mas que tinha saudades.
 
A Lua ficou com pena, prometeu ajudá-lo e lhe disse:
 
— Não toque o tambor enquanto não estiver em terra firme. Toque apenas 
quando chegar lá embaixo, assim saberei que chegou e poderei cortar a 
corda. Então você estará liberto.
Anexos
O macaco concordou. Ele sentou em seu tambor e foi amarrado a uma 
corda, que começou o processo de descida.
 
Enquanto descia, o macaquinho olhava seu tambor e surgiu uma 
vontade irresistível de tocá-lo. Ele começou a tocar bem baixinho, para 
que a Lua não ouvisse.
 
Mas, mesmo assim, a Lua escutou e cortou a corda conforme o 
combinado. O macaco começou a cair e ao chegar ao chão, não resistiu 
e morreu. Mas antes, uma menina que passeava por perto viu a queda. 
Ela foi até o macaco e ele disse:
 
— Isso é um tambor. Por favor, entregue ao povo de seu país.
 
A menina pegou o instrumento e correu para entregar às pessoas de 
sua família, contando o que havia acontecido.
 
Todos adoraram o tambor e começaram a tocá-lo. Desde então, o povo 
africano produz seus próprios tambores e sempre que possível toca e 
dança ao som deles.
Anexo 1
3. Lenda da Galinha D'Angola
 
Essa é uma lenda que conta como a galinha d'Agola foi criada.
 
Conta-se que há muito tempo as aves viviam todas juntas, no mesmo 
ambiente. Mas, aos poucos, foi crescendo o sentimento de inveja entre elas 
e a convivência ficou muito difícil.
 
O pássaro mais invejado era o Melro. O macho tinha uma aparência muito 
bela, com bico alaranjado e penas negras; já a fêmea tinha o corpo em tons 
de preto e pardo-claro, e a garganta esbranquiçada. Todos queriam ser 
bonitos como essa espécie.
 
O Melro sabia que era muito bonito e invejado e prometeu aos outros 
pássaros que usaria seus poderem mágicos para transformar suas 
plumagens em brilhantes tons de negro se todos eles o obedecessem.
 
Entretanto, nem todos os pássaros foram obedientes. Melro então ficou 
muito bravo e alterou as características das espécies das aves.
Anexos
Sendo assim, a galinha d'Angola foi transformada em um animal magro 
com uma fraqueza constante. Seu corpo tornou-se pintado assim como 
o do leopardo.
 
Dessa maneira, o leopardo devoraria a galinha d'angola pois não 
suportaria ver outro animal tão belo como ele. Essa foi a lição que a 
galinha d'Angola recebeu por sua inveja.
 
4. Lenda da Girafa e Rinoceronte
 
A lenda da girafa é uma dessas histórias que explicam a natureza. Nela, 
conta-se o motivo desse animal ter o pescoço tão longo.
 
Segundo a lenda, a girafa era um animal com um pescoço normal, 
assim como o de outros bichos. Até que houve um período de seca 
terrível, em que os animais já haviam comido todas as ervas rasteiras e 
precisavam andar muito para conseguir beber água.
 
Um dia, em uma dessas andanças em busca de água, a girafa 
encontrou um rinoceronte e os dois começaram a lamentar-se. A girafa 
disse, então:
Anexo 1
— Veja só, amigo... Muitos animais escavando o chão em busca de alimento, 
tudo está tão seco, mas as acácias continuam verdes.
 
O rinoceronte concordou. E a girafa prosseguiu:
 
— Seria maravilhoso poder comer essas folhagens que se encontram no 
alto das copas. É uma pena que não possamos subir nas árvores.
 
O rinoceronte então teve uma ideia:
 
— E se fôssemos falar com o feiticeiro? Ele é muito poderoso e pode ajudar.
A girafa adorou a ideia e eles foram até a casa do feiticeiro explicar o que 
gostariam.
 
O feiticeiro disse que isso seria muito fácil e pediu para que ambos 
voltassem no dia seguinte para que ele lhes desse uma poção a fim de que 
seus pescoços e pernas crescessem e pudessem alcançarem as folhas 
macias da acácias.
 
No outro dia, a girafa foi até a casa do feiticeiro, mas o rinoceronte não 
compareceu pois estava muito feliz comendo algumas ervas que tinha 
encontrado pelo caminho.
Anexos
O feiticeiro ofereceu o feitiço apenas à girafa e sumiu.
 
A girafa comeu a poção mágica e logo começou a sentir suas pernas e 
pescoço alongando-se. Ela sentiu-se tonta, mas quando abriu os olhos 
percebeu como tudo estava diferente.
 
Logo avistou uma acácia e pode se deliciar com suas folhas verdinhas.
 
O rinoceronte de repente se lembrou do compromisso e correu até a 
casa do feiticeiro em busca da poção, mas já era tarde e não havia mais 
poção. Ele ficou furioso, pois imaginou que tivesse sido enganado.
 
Desde então passou a perseguir o feiticeiro pela floresta e corre atrás 
também de todas as pessoas que cruzam seu caminho.
 
5. Lenda Ubuntu
 
Essa é uma belíssima lenda africana que aborda valores sobre 
cooperação, igualdade e respeito.
 
Conta-se que um antropólogo ao visitar uma tribo africana, quis saber 
quais eram os valores humanos básicos daquele povo. Para isso, ele 
propôs uma brincadeira às crianças.
Anexo 1
Ele então colocou uma cesta cheia de frutas embaixo de uma árvore e disse 
para as crianças que a primeira que chegasse até a árvore poderia ficar com 
a cesta. 
 
Quando o sinal foi dado, algo inusitado ocorreu. As crianças correram em 
direção à árvore todas de mãos dadas. Assim, todas chegaram juntas ao 
prêmio e puderam desfrutar igualmente.
 
O homem ficou bastante intrigado e perguntou:
 
— Por que vocês correram juntos se apenas um poderia ganhar todas as 
frutas?
 
Ao que uma das crianças prontamente respondeu:
 
— Ubuntu! Como um de nós poderia ficar feliz enquanto os outros 
estivessem tristes?
 
O antropólogo ficou então emocionado com a resposta.
 
Ubuntu é um termo da cultura Zulu e Xhosa que quer dizer "Sou quem sou 
porque somos todos nós". Eles acreditam que com cooperação se alcança a 
felicidade, pois todos em harmonia são muito mais plenos.
Anexos
6. Lenda da Raposa e o Camelo
 
A lenda da raposa e o camelo é originária doSudão do Sul, um país que 
fica no nordeste da África.
 
Conta a lenda que havia uma raposa de nome Awan que adorava 
comer lagartixas. Ela já tinha devorado todas de um lado do rio, mas 
queria atravessar para a outra margem, para comer mais.
 
Acontece que Awan não sabia nadar e teve uma ideia para solucionar o 
problema. Ela procurou seu amigo Zorol, um camelo, e disse:
 
— Olá, amigo! Eu sei que você gosta muito de cevada e se você me levar 
nas suas costas eu te mostro um caminho!
 
Zorol prontamente aceitou:
 
— Suba! Vamos!
 
Awan então subiu na corcunda de seu amigo e logo lhe indicou para 
que cruzasse o rio. Quando chegaram lá, Zorol foi até o campo de 
cevada para comer enquanto Awan se deliciava com as lagartixas.
Anexo 1
A raposa logo ficou satisfeita, mas o camelo ainda comia. Awan então foi até 
o campo de cevada e começou a gritar e correr.
 
A gritaria da raposa chamou a atenção dos donos do campo de cevada, que 
foram até lá e deram um pedrada fortíssima na cabeça do camelo, que caiu 
machucado.
 
Quando Awan encontrou Zorol caído no chão, disse:
 
— Vamos embora, já está anoitecendo.
 
Zorol então questionou:
 
— Por que você gritou e começou a correr? Por sua culpa eles me 
machucaram e eu quase morri!
 
— Eu tenho a mania de correr e gritar depois que como lagartixas! - Disse 
Awan.
 
— Vamos para casa então! - Falou Zorol.
 
Awan subiu nas costas de Zorol e o camelo começou a dançar quando 
estavam cruzando o rio. Awan ficou desesperada e perguntou:
Anexos
— Por que você está fazendo isso?
 
— É que eu tenho a mania de dançar depois que como cevada. - 
Respondeu Zorol.
 
Nesse momento, a raposa caiu das costas do camelo e foi levada pelo 
rio. O camelo por sua vez chegou à outra margem sem problemas. 
Awan então recebeu uma lição por sua imprudência.
Anexo 1
Anexos
Indígenas
 
O território que se tornaria o Brasil registra a presença de humanos há 
12 mil anos. Os indígenas ocupavam toda a superfície, especialmente o 
litoral. Não devemos pensar que se tratava de um único povo, mas sim 
de várias tribos indígenas, cada uma com sua língua e costumes.
 
A etnia mais numerosa era a dos tupis-guaranis, e foi com eles que os 
portugueses travaram contato. Os tupis conheciam a natureza, tinham 
nomeado os montes, praias e rios, sabiam quais as ervas eram nocivas 
ou não. Tudo isso foi ensinado aos portugueses. Um dos exemplos 
mais claros da permanência da cultura indígena no Brasil pode-se 
comprovar através dos nomes próprios, como Itapoã, Piratininga, Pará, 
etc.
 
Na culinária, destaca-se o uso intensivo da mandioca, planta que havia 
sido domesticada pelos indígenas e que é item obrigatório em vários 
pratos brasileiros.
Anexo 2
Portugueses
 
O primeiro grupo europeu a aportar no Brasil foram os portugueses. 
Estes realizaram as viagens marítimas com vários objetivos: queriam 
metais preciosos, terras, expandir o cristianismo e glória nas batalhas. 
Motivos não faltaram para cruzar o “Mar Oceano”.
 
Os portugueses introduziram novos conceitos de sociedade, economia 
e religião, muito diferentes aos costumes indígenas. Um dos exemplos 
é a economia: ao invés de plantar para subsistência, agora era preciso 
cultivar produtos em grande escala que pudessem ser vendidos no 
mercado europeu.
 
Também trouxeram sua religião e a impuseram aos indígenas. Através 
da crença, vieram as festas, o idioma (latim e o português) e uma nova 
filosofia de vida. Ao invés de vários deuses, agora, adorava-se somente 
uma divindade, havia um livro para seguir e uma hierarquia de 
sacerdotes. Além da religião, o português passou a ser o idioma do 
novo território, assim como a organização política e a economia 
capitalista.
Anexos
Os Africanos
 
Os africanos foram trazidos para serem escravos nas Américas. No 
entanto, cada indivíduo trouxe seu idioma, sua fé e suas habilidades. 
Desta maneira, este saber foi se disseminando tanto nas fazendas onde 
trabalhavam como nos quilombos, que eram espaços de liberdade.
 
Apesar de toda brutalidade da escravidão no Brasil, os africanos 
introduziram alimentos, como o feijão e o quiabo. Na música, sua 
influência daria a cadência e o ritmo sincopado próprio da música 
popular brasileira. Igualmente, na dança, verificamos que o jeito de 
mover a cintura foi herdado dos africanos, o que originou uma 
infinidade de bailes como o maxixe e o samba.
Anexo 2
Anexos
Título: O título, que por vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o 
indicador do tema retratado, quando se trata de um mapa temático. 
Em mapas históricos, o título também costuma indicar o ano ou 
período do espaço representado. Para que se faça uma correta leitura 
de qualquer cartograma, a primeira coisa a se fazer é sempre ler o 
título e compreender o que ele indica.
 
Legenda: As legendas são os significados dos símbolos existentes nos 
mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, 
ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos 
apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o 
verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com traços para 
representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros 
inúmeros exemplos.
 
Escala: indica a relação matemática entre o espaço real e a 
representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a 
quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no 
local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas 
ou numéricas (ambos presentes no exemplo acima). A escala numérica 
apresenta-se em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta-
se conforme uma representação de linhas e traços.
Anexo 3
Orientação: é importante no sentido de apontar a direção do mapa, 
indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os 
demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos 
ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte 
geográfico. A importância da orientação se dá, principalmente, em 
mapas que representam áreas muito restritas, quando não 
conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está 
apontando.
 
Projeção cartográfica: indica a técnica que foi empregada para fazer o 
mapa. Como sabemos, as projeções cartográficas são as diferentes 
formas de representar o globo terrestre (que é geoide, quase esférico) 
em um plano. Como essa representação apresenta distorções, se 
sabemos qual foi a projeção utilizada em um determinado mapa, 
conseguimos ter uma melhor noção sobre elas.
EXPEDIENTE
 
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
 
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli
 
Subsecretário de Governança Institucional
Avelar Lopes Viveiros
 
Centro de Estudos, Pesquisa e Formação dos Profissionais da Educação
Rita de Cássia Ferreira
 
Superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais
Núbia Rejaine Ferreira Silva
ORGANIZADORES E COLABORADORES
 
Gerente de Educação a Distância
Divino Alves Bueno
 
Elaboradoras de Ciências Humanas
Evania Martins Lima
Giselle Garcia de Oliveira
Renata Silva da Rocha Queiroz 
 
Revisora
Ialba Veloso Martins
 
Projeto Gráfico e Design Instrucional
Eduardo Souza da Costa
 
Diagramação
Adriani Grün
Todas as citações de textos contidas neste material didático estão de acordo com a legislação, tendo por fim único e exclusivo o ensino. Caso exista algum texto a 
respeito do qual seja necessária a inclusão de informação adicional, ficamos à disposição para o contato pertinente. Do mesmo modo, fizemos todos os esforços 
para identificar e localizar os titulares dos direitos sobre as imagens publicadas, e estamos à disposição para suprir eventual omissão de crédito em futuras edições.
 
O material de publicidade e propaganda reproduzido neste material está sendo utilizado apenas para fins didáticos, não representando qualquer tipo de 
recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da Secretaria de Estado da Educação do Estado de Goiás.

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