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7º ano CIÊNCIAS HUMANAS Sumário Apresentação Página 4 Tópico 1 Página 6 Tópico 2 Página 21 Tópico 3 Página 24 Tópico 4 Página 32 Referências Página 65 Tópico 5 Página 33 Tópico 6 Página 41 Avaliação Página 56 Anexos Página 67 Unidade 1 Módulo 1 Módulo 1 Olá estudante, Vamos dar início aos nossos estudos! Na Unidade 1, você estudará os conteúdos relacionados aos componentes de História e Geografia. Em História vamos conhecer os eventos históricos que transformaram as bases sociais e econômicas da sociedade relacionados à Idade Moderna. Abordaremos também sobre os aspectos dos povos africanos e americanos antes da chegada dos europeus e o como se formou a centralização do poder nas monarquias europeias. Em Geografia, vamos abordar sobre os processos de formação do território brasileiro e os fluxos econômicos e populacionais. Falaremos também sobre os povos e comunidades tradicionais e a importância da cartografia como linguagem cartográfica para expressar os temas históricos, econômicos, populacionais, dentre outros. Nos quadros “Ampliando os Conhecimentos” e “Saiba Mais”, você terá a oportunidade de aprofundar um pouco mais sobre os assuntos tratados. Textos, vídeos e hiperlinks têm a função de auxiliá-los nos estudos, além de complementar vários assuntos. Bons estudos! Apresentação da Unidade 1 7º ano do Ensino Fundamental Vamos historiar? Nessa unidade de História vamos iniciar tratando sobre a construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História. Unidade 1 O conceito de modernidade e o eurocenO conceito de modernidade e o eurocen…… Muito bem estudante, agora você já conhece um pouco desse conceito de modernidade. É importante que você também saiba que a História está dividida em períodos e, a Idade Moderna é um desses períodos. Foi nesse período que ocorreram transformações importantes no processo histórico da humanidade. O mundo se ampliou com a descoberta de novos espaços e novas culturas. Vamos conhecer esse período? https://www.youtube.com/watch?v=REJPD77aCmM Unidade 1 Idade Moderna é o período compreendido entre a Idade Média e a Idade Contemporânea. Foi nesse período que surgiram as bases sociais e econômicas da sociedade atual. Idade Moderna foi uma das formas encontradas pelos historiadores para se dividir a história da humanidade. Seu recorte temporal inicia-se com a queda do Império Bizantino e a tomada da cidade de Constantinopla pelo Império Turco- Otomano, em 1453. Seu recorte final está delimitado com a Revolução Francesa, em 1789. Essa divisão é pautada na perspectiva histórica europeia, já que os marcos divisórios referem-se indireta ou diretamente a fatos importantes para os europeus. A tomada de Constantinopla pelos turcos pôs fim ao Império Bizantino – herdeiro direto do Império Romano da Antiguidade e surgido onde hoje é a Itália – e representou o fim de uma longa era. A concepção de uma Idade Moderna era também uma ruptura com o que foi considerado como uma Idade Média da História. Média, nesse sentido, era o período entre a Antiguidade e a Idade Moderna. A própria divisão histórica como conhecemos (Idades Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea) surge nesse momento da História europeia. A Idade Moderna foi uma oposição à Idade Média, considerada equivocadamente como uma Idade das Trevas, já que era dominada pela religião e pelo obscurantismo cristão-católico. A Idade Moderna apareceria como o momento de retomar a perspectiva de vida da Antiguidade greco-romana, considerada como o auge cultural da humanidade. O equívoco, nesse sentido, foi o de não considerar a produção cultural, filosófica e mesmo técnica verificada durante o período da Idade Média. Isso pode ser entendido pelas grandes transformações ocorridas no território europeu no período. Foi durante a Idade Moderna que os europeus realizaram as Grandes Navegações e a Expansão Marítima, criando as condições para a dominação de continentes inteiros, como a África e a recém-conhecida América. O domínio dessas regiões resultou na conquista de 1. O QUE É IDADE MODERNA? Unidade 1 inúmeras riquezas por parte das classes dominantes europeias, criando as bases para que pudessem expandir, posteriormente, sua forma de organização social para o restante do mundo. Pintura de Antônio Allegri, na capela da Catedral de parma na Itália * A expansão dessa forma de organização social contou com uma base material pautada no desenvolvimento do capitalismo. A passagem de uma produção material predominantemente agrária para uma produção material mercantil e industrial ocorreu nesse período. Conduzindo essa passagem estavam os pioneiros do capitalismo, os burgueses, construindo suas riquezas a partir da exploração do nascente proletariado urbano. A chamada primeira Revolução Industrial, ocorrida principalmente na Inglaterra, iniciou-se na Idade Moderna. No aspecto cultural, a Idade Moderna caracterizou-se por uma produção muito rica. Seja em seu início, com o Renascimento, principalmente nos séculos XV e XVI, e a retomada da herança greco-romana, seja com os Iluministas do século XVIII, que propuseram novas formas filosóficas, científicas e políticas de se entender o mundo. Na religião, a principal mudança com o mundo medieval ocorreu com a Reforma Protestante, iniciada com Martinho Lutero no século XVI e que iria alterar permanentemente o mundo cristão ocidental. Ah, sim, nesse período outros continentes foram colocados em contato com a Europa. Outros povos, outras culturas foram conhecidas e, a partir desse momento, ocorreram as conexões e interações das mais variadas formas. Politicamente a Idade Moderna ficou caracterizada principalmente pela criação dos Estados Nacionais na Europa. Foi nesse processo que surgiram as monarquias nacionais, criando estruturas políticas e administrativas centralizadas, em contraste à descentralização predominante na Idade Média. Essa estrutura político-administrativa serviu ainda de base para o fortalecimento do capitalismo e do poder político da burguesia. Essa classe social, quando se percebeu fortalecida econômica e politicamente, pôde se organizar e colocar fim à hegemonia antes detida pela nobreza aristocrática. O fim dessa hegemonia foi representado principalmente pela Revolução Francesa, quando o Estado representativo burguês foi criado, encerrando a Idade Moderna e iniciando a Idade Contemporânea. Unidade 1 Nos séculos XV, XVI E XVII ocorreu a grande expansão marítima comercial dos países europeus. Através das Grandes Navegações, pela primeira vez na história, o mundo seria totalmente interligado. Muitos povos da América, África e Ásia foram conquistados e colonizados. Esse contato entre os europeus e os povos nativos teve profundas transformações para sempre na vida de ambos. 1.1 - Encontro dos europeus com povos da América, Ásia e África Ásia Unidade 1 A descoberta de um caminho marítimo para a Ásia intensificou os contatos entre os europeus e alguns povos asiáticos. Ao conhecer essas sociedades, muitas vezes os europeus se surpreendiam. Em 1510, os portugueses conquistaram a cidade de Goa, na costa oeste da Índia, e aí instalaram uma feitoria (fortificação primitiva onde eram armazenadas e comercializadas mercadorias). “Estamos convencidos de que somos os homens mais astutos que se pode encontrar, e o po- vo aqui nos ultrapassa em tudo […] Fazem melhores contas de memória do que nós, e parece que nos são superiores em inúmeras coisas, exceto com a espada na mão, a que eles não conseguem resistir.” Essa declaração demonstra o sentimento de superioridade dos europeus sendo desfeito pela realidade que encontraram na Ásia do século XVI. Naquela época, as sociedades asiáticas dominavam muito mais conhecimentos e se organizavam de forma muito mais complexa do que os europeus imaginavam. Marco Polo (1254-1324). Nascido em Veneza, na Itália, de família de mercadores, escreveuum livro sobre a viagem que teria feito com o pai e o tio à China. Unidade 1 ÁFRICA Segundo o relato, Marco Polo ali chegou por volta de 1274 e permaneceu na China por dezessete anos, onde descobriu, entre outras coisas o espaguete e a pólvora. De volta a Veneza em 1295, foi capturado por genoveses e preso junto com um escritor que o ajudou a escrever o livro, que fez sucesso, mas que muitos consideraram uma história fictícia e não um relato verdadeiro. A expansão portuguesa começou em 1415, com a tomada de Ceuta, importante centro comercial dominado pelos muçulmanos no norte da África. Em seguida, Portugal ocupou as ilhas de Madeira, Açores e Cabo Verde, no oceano Atlântico, onde foi realizada com sucesso uma experiência de colonização, implantando o cultivo de cana-de-açúcar. Essa experiência serviria mais tarde de modelo para a ocupação das terras americanas. A expansão estendeu-se ao longo do litoral africano, onde os portugueses obtinham produtos como pimenta, ouro e marfim. Unidade 1 Mesmo antes das Grandes Navegações europeias, o continente africano já era conhecido pelos europeus, principalmente a parte que hoje chamamos de "África Branca". Os primeiros contatos entre cristãos e negros ocorreram por intermédio dos muçulmanos, que realizavam trocas de mercancia entre os dois "povos". Com as navegações, que têm Portugal como o seu pioneiro, a África Negra que até então mantinha contato com o resto do mundo por meio dos muçulmanos, tem seu isolamento rompido e passa a constituir uma importante praça de trocas, onde o principal produto exportado eram os escravos africanos. É importante lembrar que essas trocas que consistiam principalmente em ferro, pano, aguardente, cavalos e armas acabaram se tornando de extrema importância para o continente africano. Desde 1440, o comércio de escravos já era visto como bem lucrativo para os portugueses, sendo que em 1448 se estabelece em Arguin um "comércio regular" que consistia na troca de bens contra humanos. Em 1474, Portugal tem o monopólio sobre o tráfico de escravos. Como podemos observar antes mesmo da descoberta do Novo Mundo a escravidão africana já era muito conhecida e utilizada na Europa, bem como já se encontrava vinculada à expectativa de se obter uma produção em larga escala de certas colheitas úteis. Unidade 1 AMÉRICA Segundo algumas pesquisas de demografia histórica, viviam no continente americano uma população de aproximadamente 88 milhões de habitantes, divididas em mais de três mil nações indígenas por volta do final do século XV. Entre elas destacam-se na América do Norte (apaches, sioux e astecas), na América Central (maias e chibchas) e na América do Sul (incas, tupis e nuaruaques). Durante muito tempo, vários historiadores destacavam uma visão heroica dos feitos do conquistador, o que tornou corrente o uso da expressão descobrimento da América e do Brasil. Mas recentemente, os historiadores têm analisado a questão sob outros pontos de vista, ressaltando o impacto da presença dos europeus na destruição dos modos de vida e na dizimação (mortes) dos povos que viviam na América. Desta forma o termo mais correto a se utilizar é a invasão e conquista. Foram variadas as formas de violência usadas contra os povos nativos americanos. Teve a violência física já que as armas dos conquistadores europeus eram superiores às dos índios (nome dado aos nativos do continente). Essa superioridade deve-se ao uso de armas feitas de aço (espadas, lanças, punhais, escudos), ao uso de armas de fogo (mosquete, canhão) e ao cavalo, animal desconhecido pelos nativos. Unidade 1 Outro elemento foram as doenças contagiosas trazidas pelos europeus como o sarampo, tifo, varíola, malária e gripe que não existiam no continente. Não havendo anticorpos para combatê-las, elas se espalharam rapidamente, provocando epidemias matando milhares deles. Houve ainda a violência cultural quando os europeus impuseram aos povos americanos costumes que afetaram profundamente a sobrevivência das suas comunidades. A obrigatoriedade do ensino religioso e da língua dos povos eu- ropeus aliada à remoção de populações inteiras para trabalhar como escravas nos aldeamentos completam esse canário terrível. Para os europeus esse contato foi muito positivo. Os grandes comerciantes e banqueiros europeus obtiveram lucros expressivos com a conquista e colonização do continente americano. Houve um aumento na oferta de ouro, prata e pedras preciosas, o deslocamento do eixo econômico da região do Mar Mediterrâneo para os portos do Oceano Atlântico e a descoberta de grande variedade de espécies vegetais como o milho, o tomate, o cacau e a batata e ainda animais até então desconhecidos. Além disso, a exploração da América impulsionou vários setores da cultura europeia. Novos conhecimentos e técnicas precisaram ser desenvolvidos e aperfeiçoados para se viajar grandes distâncias marítimas. Houve ainda, um processo de difusão de conhecimentos adquiridos em contatos com povos indígenas que se mostraram benéficos para os europeus. Ainda com dúvidas?! Assista à vídeoaula clicando no botão abaixo. Agora estudante, que tal conhecer mais sobre os povos africanos e americanos antes da chegada do europeu? Os saberes desses povos expressos na cultura material e imaterial? Unidade 1 POVOS AFRICANOS Qual é a ideia que você tem da África? Um continente cheio de pessoas pobres, escravos e animais ferozes? Ou você acredita que teve reinos ricos e fabulosos antes da chegada dos europeus? Observe a imagem a seguir e escreva um pequeno texto com o seguinte tema: Assim era a África antes da chegada dos europeus. O imperador Mansa Moussa passeia pelo seu reino acompanhado de numeroso séquito. Apresentação de Dança Africana em Porto Elizabeth, África do Sul Unidade 1 CULTURA AFRICANA A cultura africana deve ser observada sempre no plural, haja vista sua existência milenar e sua vasta diversidade. Cumpre lembrar que a África não é um país. A arqueologia aponta a África como o território habitado há mais tempo no planeta. Isso resultou na profusão de idiomas com mais de mil línguas, religiões, regimes políticos, condições materiais de habitação e atividades econômicas. Atualmente, o continente africano ocupa um quinto da Terra, com mais de 50 países e quase 1 bilhão de habitantes. Aspectos gerais Unidade 1 Também podem ser formados por pequenas tribos ou grandes reinos, onde o chefe político e o sumo sacerdote podem ser a mesma pessoa. Seja governado por clãs de linhagem ou por classes sociais específicas, estes povos irão constituir grandes patrimônios materiais e imateriais presentes até os dias de hoje. Estes bens refletem a história e o meio ambiente em que se originaram. Por isso, representam aspectos das florestas tropicais, desertos, montanhas, etc. As manifestações culturais africanas sofreram uma intensa destruição pelos regimes coloniais, o que leva as nações africanas modernas ao embate com o nacionalismo árabe e ao imperialismo europeu. Em se tratando de culturas tradicionais, muito se preservou e se difundiu pelo continente africano, especialmente devido aos fluxos migratórios pela África. Isso permitiu a preservação e a combinação de vários aspectos culturais entre os povos do continente. Ademais, vale ressaltar também que boa parte destas culturas são baseadas em tradições orais, o que não significa ausência de escrita. Organização política Os povos africanos podem ser nômades e vagarem pelo deserto ou se fixarem em território para construir grandes impérios. Veja também: Lendas Africanas Em termos religiosos, vários cultos estão presentes na África, com destaque para o e . Além deles, destacam-se as religiões tradicionais, muitas vezes vistas como prática de magia e a feitiçaria. Considerados pelos europeus como povos animistas, uma parte dos africanosreverenciam os espíritos das árvores, pe- islamismo cristianismo Anexo 1 https://www.todamateria.com.br/lendas-africanas/ https://www.todamateria.com.br/islamismo/ https://www.todamateria.com.br/cristianismo/ Unidade 1 dras, dentre outros, e aceitam a coexistência com forças desconhecidas. Cada povo africano tem suas origens mitológicas para explicar suas origens. Estas religiões tradicionais possuem, via de regra, um panteão e estão voltadas ao culto dos antepassados e das divindades da natureza. A forma mais conhecida destas religiões envolve o culto aos Orixás (divindades de origem Ioruba ou Nagô) e englobam uma ampla variedade de crenças e ritos. Por outro lado, a vida material e espiritual nas religiões africanas, tendem a indistinção entre o sagrado e o profano. Estas dimensões são concebidas como indissociáveis e inseparáveis. Artes plásticas Devemos considerar que grande parte da produção artística tradicional africana era feita para não ser vista e o material utilizado em sua confecção possuía um valor simbólico muito grande. Unidade 1 Estas peças podem ser esculpidas, fundidas, pintadas, trançadas, tecidas e utilizadas como adornos corporais, trajes e itens de uso sagrado ou cotidiano. Geralmente, os produtos artísticos africanos representam os antepassados fundadores e apresentam figuras geométricas, antropomórfica, zoomórficas ou antropo-zoomórficas que ensinam a humanidade a produzir e se reproduzir. Por sua vez, as famosas máscaras africanas possuem desenhos elaborados e são utilizadas em cerimônias e rituais. O renomado artista Pablo Picasso (1881-1973) se inspirou grandemente nestas máscaras, bem como na iconografia africana, para criar um estilo artístico conhecido como cubismo. A metalurgia era conhecida e utilizada para fabricar armas, ferramentas e adornos, sendo mais comum nas regiões de savana. Outro tipo muito típico de produção artística africana são as esculturas em marfim (povos Ioruba e Bakongo). Dança e culinária Também são muito conhecidas as danças e músicas tradicionais africanas, marcadas pelos batuques e movimentos corporais bem acentuados, como o rebolado. Por fim, destaca-se a culinária africana, temperada com condimentos de aromas fortes e picantes, com os quais se preparam pratos a base de carnes, legumes, verduras, e até insetos. É típico da África o leite de coco, o óleo de palmeira, o inhame e o feijão, etc. Unidade 1 Principais povos e culturas da África A principal civilização africana foi sem dúvida a egípcia, que construiu o primeiro império africano há mais de 5 mil anos. As cerâmicas de Nok (Nigéria) apontam para uma civilização muito desenvolvida que viveu do século V a.C. ao século II d.C. Mais adiante, no século XIII, surge o poderoso Reino do Kongo. Outros povos, como os Berberes (nômades do deserto do Saa- ra) e os Bantos (região da Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões) também constituíram grandes grupos populacionais na África. Por fim, os africanos começaram a ser colonizados pelos europeus a partir do século XV. Ao atingir o século XIX, já estavam totalmente sob domínio das metrópoles europeias até a segunda metade do século XX. SAIBA MAIS! Assista ao vídeo - Reinos Africanos. Reinos africanos | Tempo dReinos africanos | Tempo d…… https://www.youtube.com/watch?v=dlWDqETvUjo Unidade 1 POVOS AMERICANOS AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS! Os povos americanos antes da chegada dos europeus, acesse o link, assista aos vídeos e faça os exercícios em seu caderno. Quem estava na América antes da chegada dos europeus? Nessa atividade você irá aprender sobre os usos, costumes e saberes dos povos que habitavam a América antes da chegada dos europeus. Questão 1: Para https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/quem-estava-na-america-antes-da-chegada-dos-europeus/ Unidade 1 Quando falamos em Europa, dificilmente imaginamos o continente europeu sem os países como França, Inglaterra, Portugal ou Espanha, não é mesmo? Esses países começaram a se consolidar a partir da Baixa Idade Média, paralelamente ao desenvolvimento do comércio e das cidades. Até então, nos diversos reinos formados pela Europa com a desagregação do Império Romano do ocidente, os reis exerciam, principalmente, funções militares e políticas. Sem cumprir ativi- 2. A CENTRALIZAÇÃO DO PODER NAS MONARQUIAS EUROPEIAS dades administrativas, o rei tinha seus poderes limitados pela ação da nobreza feudal, que, por serem os senhores da terra, controlava de fato o poder. Essa organização do poder é chamada monarquia feudal e sua principal característica era a fragmentação do poder. A partir do século XI, em algumas regiões da Europa, as monarquias feudais iriam servir de base para a formação de governos centralizados: é o caso da França, da Inglaterra e de Castela (atual Espanha). Os reis começaram então a concentrar grandes poderes, em parte por causa do apoio e do dinheiro recebido dos burgueses. Ao longo de algum tempo, a aproximação entre o rei e a burguesia colocariam fim à fragmentação do poder. Entretanto, isso não significou a exclusão da nobreza feudal do poder. Ela se manteve ligada ao rei e usufruindo da sua política. Além dos reis, ganharam importância nesse processo os burgueses, que se tornaram o grupo social de maior poder político e, sobretudo, econômico. Estudante, no texto inicial você leu que a Idade Moderna se caracteriza pela ocorrência de fatos nos mais variados aspectos. Politicamente, esse período ficou caracterizado pela criação dos Estados Nacionais na Europa. Vamos conhecer esse fato? Unidade 1 A formação das monarquias Durante quase toda a Idade Média não existiam países como os que conhecemos hoje. Assim, morar em Londres ou em Paris não significava morar na Inglaterra ou na França. As pessoas sentiam-se ligadas apenas a uma cidade, a um feudo ou a um reino. O processo de formação de monarquias com poder centralizado na Europa iniciou-se no século XI e consolidou-se entre os séculos XIV e XVI. Ao final de alguns séculos, esse processo daria origem a muitos dos países atuais da Europa, como França, Portugal e Espanha. Entretanto, ele não ocorreu ao mesmo tempo e da mesma maneira em todos os lugares do continente. Em regiões como a península Itálica e o norte da Europa nem chegaria a se consolidar. Quase sempre estiveram envolvidos nesse processo de centralização do poder os mesmos grupos sociais: os reis, a burguesia e os nobres feudais. Cada um desses grupos era mo- vido por interesses próprios. Muitas vezes, esses interesses eram convergentes; outras vezes, radicalmente opostos. Para a burguesia, novo grupo social se formava, a descentralização política do feudalismo era inconveniente. Isso porque submetia os burgueses aos impostos cobrados pelos senhores e dificultava a atividade comercial pela ausência de moeda comum e de pesos e medidas padronizados. Burguesia: Retrato do casamento de Jan van Eyck, pintor de Bruges. Esta imagem retrata o comerciante Giovani Arnolfini, no dia do seu casamento. Unidade 1 Essas circunstâncias acabaram aproximando os burgueses dos reis, interessados em concentrar o poder em suas mãos. Nessa aliança, a burguesia contribuía com o dinheiro e o rei, com medidas políticas que favoreciam o comércio. O dinheiro da burguesia facilitava aos reis a organização de um exército para impor sua autoridade à nobreza feudal. Essa mesma nobreza feudal, por sua vez, encontrava-se enfraquecida pelos gastos com as Cruzadas e tinha necessidade de um apoio forte, até mesmo para se defender das revoltas camponesas, que se intensificavam. Procurou esse apoio nos reis, apesar de muitas vezes se sentir prejudicada com a política da realeza em favor da burguesia, que colocava fim a vários dos privilégios feudais. Dividido entre a burguesia e a nobreza feudal, o rei serviu como uma espécie de mediador entre os interesses dos dois grupos. Ao final de um longo período,esse processo acabou possibilitando a formação de um poder centralizado e a consolidação de uma unidade territorial. Com isso, formar-se- iam em diversas regiões da Europa monarquias com poder centralizado, nas quais os reis detinham grande parte do poder. Assim, a monarquia foi a forma de governo sob a qual se organizou a Europa entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. Fim! Até mais! Unidade 1 3. A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO A formação do território brasileiro é resultado de um longo processo histórico proveniente da expansão colonial iniciada com a chegada dos colonizadores europeus, particularmente dos portugueses ocupando uma porção da América. Vamos iniciar falando sobre a formação do território brasileiro. Hora de Geografar! � Observe e analise os mapas a seguir e responda: MAPA 1 Unidade 1 MAPA 2 Como o território brasileiro está representado nos mapas 1 e 2 ? De acordo com os mapas 1 e 2, os atuais limites e fronteiras do território brasileiro sempre apresentaram as mesmas configurações? De que maneira podemos investigar as alterações que aconteceram nos limites, nas fronteiras e na extensão do território brasileiro? Como foi o processo de ocupação das terras brasileiras ao longo da nossa história? Para responder esses questionamentos vamos relembrar o que vocês viram nessa unidade, no componente de História, que corresponde a grande expansão marítima comercial dos países europeus nos séculos XV, XVI E XVII? Unidade 1 O território brasileiro atual formou-se através dos processos de ocupação e do desenvolvimento de atividades econômicas que tiveram início no período de colonização. Na bibliografia, costuma-se dividir esse processo histórico em quatro fases relacionadas aos séculos em que ocorreram: XVI, XVII, XVIII e XIX. Cada século possui suas particularidades, pois cada ciclo macroeconômico foi acompanhado de ciclos secundários e, consequentemente, de fluxos populacionais em direção ao interior daquele que, mais tarde, seria o território brasileiro. A exploração do pau-brasil e das drogas do sertão, o cultivo da cana-de-açúcar, a extração do ouro e o plantio do café são exemplos da evolução da economia brasileira, cuja distribuição espacial era, até século XIX, em formato de arquipélago. A formação do território brasileiro começou antes da chegada dos portugueses. Para evitar conflitos entre Espanha e Portugal, os dois países assinaram o Tratado de Tordesilhas (1494). Este estabelecia os limites das terras a serem ocupadas e exploradas na América. O Tratado de Tordesilhas definiu as áreas de domínio do mundo extra-europeu. Demarcando os dois hemisférios, de polo a polo, deu a Portugal o direito de posse sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil: ficou Portugal com as terras localizadas a leste da linha de 370 léguas traçadas a partir de Açores e Cabo Verde, e a Espanha com as terras que ficassem do lado ocidental desta linha. Unidade 1 O direito de posse de Portugal sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil foi produto de crescentes rivalidades entre Portugal e Espanha pelas terras do Novo Mundo, durante a segunda metade do século XV. A proximidade das datas do Tratado de Tordesilhas (1494) e do "descobrimento" (1500) faz supor que Portugal já sabia da existência das terras brasílicas antes mesmo da expedição cabralina. A ocupação portuguesa do litoral brasileiro só teve início com a criação do regime de capitanias hereditárias por D. João III, em 1532, e sua implantação a partir de 1534. Até então, a exploração do novo território era esparsa e basicamente individual, a exemplo da donataria concedida pelo rei D. Manuel a Fernando de Noronha visando ao arrendamento do comércio de pau-brasil. Foi através desse sistema de capitanias que os primeiros núcleos de ocupação e colonização portuguesa do Brasil foram estabelecidos, a exemplo de São Vicente, concedida a Martim Afonso de Sousa, em 1532, e de Pernambuco, concedida a Duarte Coelho, em 1534. Portugal deu início à colonização do Brasil para compensar a perda para os muçulmanos de um importante comércio no Norte da África, garantir as rotas para as Índias e expulsar os franceses que assediavam a costa brasileira desde o início do século XVI. Agora, vamos ver os acontecimentos e fatos históricos detalhados dos principais fluxos econômicos que contribuíram para a ocupação e a formação do território brasileiro. Unidade 1 Unidade 1 No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a principal atividade econômica desse período foi o cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito apreciado na Europa, a produção era destinada à exportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra, cultivadas com força de trabalho escrava. O crescimento da exportação levou aos primeiros centros urbanos no litoral, as cidades portuárias. Unidade 1 Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias cidades. Unidade 1 Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo de urbanização foi a produção de café, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa atividade também contribuiu para o surgimento de várias cidades. Unidade 1 4. OS NATIVOS, OS FLUXOS POPULACIONAIS E A FORMAÇÃO DO BRASIL O povo brasileiro é resultado da miscigenação de vários povos. Indígenas Portugueses Os Africanos Clique nos botões e veja: Anexo 2 Unidade 1 Durante o processo de ocupação e formação do território brasileiro os povos indígenas e africanos sofreram vários tipos de violência por parte dos colonizadores portugueses e durante décadas foram marginalizados e tratados com descaso por diferentes governos e a sociedade brasileira. 5. POVOS ORIGINÁRIOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS Vamos agora conhecer estes povos e comunidades tradicionais e sobre seus direitos à terra pertencentes a esses povos. Estima-se que cerca de 4,5 milhões de pessoas fazem parte de comunidades tradicionais atualmente no Brasil, ocupando 25% do território nacional, representados, entre outros, por Comunidades ou Populações Tradicionais. Observe o infográfico a seguir: ■ Caboclos ■ Caiçaras ■ Extrativistas ■ Indígenas ■ Jangadeiros ■ Pescadores ■ Quilombolas ■ Ribeirinhos ■ Seringueiros O que são povos e comunidades tradicionais? Segundo a Constituição de 1988, povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição (inciso I Art. 3º Decreto 6.040 / 2007). Unidade 1 Unidade 1 As comunidades quilombolas são grupos com identidade cultural própria e se formaram por meio de um processo histórico que começou nos tempos da escravidão no Brasil. Elas simbolizam a resistência a diferentes formas de dominação. Essas comunidades mantêm forte ligação com sua história e trajetória, preservando costumes e cultura trazidos por seus antepassados. Povos indígenas são aqueles que, tendo continuidade histórica com grupos pré-colombianos, se consideram distintos da sociedade nacional. Indígenas são aqueles que se reconhecem como pertencentes a uma dessas comunidades e que por elas são reconhecidos como um de seus membros. A identificação de uma pessoa como indígena é autodeclaratória, seguindo os mesmos princípios da Convenção nº 169 da OIT (para povos indígenas e tribais), que afirmam que “a autoidentificação como indígena ou tribal deverá ser considerada um critério fundamental para a definição dos grupos”.Unidade 1 De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a população indígena no Brasil é de aproximadamente 460 mil índios, distribuídos em 225 sociedades, o que representa 0,25% da população brasileira. Há ainda estimativas de que existam 190 mil indígenas vivendo fora de suas terras. Cerca de 180 línguas são faladas por esses povos. Índios respectivamente das tribos: Assurinis do Xingu, tapirapés, caiapós, tapirapés, ricbactas e bororos. Unidade 1 SAIBA MAIS SOBRE OS DIREITOS ÀS TERRAS INDÍGENAS ASSEGURADOS PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988. A nova Constituição inovou em todos os sentidos, estabelecendo, sobretudo, que os direitos dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam são de natureza originária. Isso significa que são anteriores à formação do próprio Estado, existindo independentemente de qualquer reconhecimento oficial. O texto em vigor eleva também à categoria constitucional o próprio conceito de Terras Indígenas, que assim se define, no parágrafo 1º. de seu artigo 231: “São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições". São determinados elementos, portanto, que definem uma sorte de terra como indígena. Presentes esses elementos, a serem apurados conforme os usos, costumes e tradições indígenas, o direito à terra por parte da sociedade que a ocupa existe e se legitima independentemente de qualquer ato constitutivo. Nesse sentido, a demarcação de uma Terra Indígena, fruto do reconhecimento feito pelo Estado, é ato meramente declaratório, cujo objetivo é simplesmente precisar a real extensão da posse para assegurar a plena eficácia do dispositivo constitucional. E a obrigação de proteger as Terras Indígenas cabe à União. No que se refere às Terras Indígenas, a Constituição de 88 ainda estabelece que: incluem-se dentre os bens da União (art. 20, XI); Unidade 1 são destinadas à posse permanente por parte dos índios (art. 231, § 2); são nulos e extintos todos os atos jurídicos que afetem essa posse, salvo relevante interesse público da União (art. 231, § 6); apenas os índios podem usufruir das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes (art. 231, § 2); o aproveitamento dos seus recursos hídricos, aí incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais, só pode ser efetivado com a autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada a participação nos resultados da lavra (art. 231, § 3, art. 49, XVI); é necessária lei ordinária que fixe as condições específicas para exploração mineral e de recursos hídricos nas Terras Indígenas (art. 176, § 1); as Terras Indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e o direito sobre elas é imprescritível (art. 231, § 4); é vedado remover os índios de suas terras, salvo casos excepcionais e temporários (art. 231, § 5). Nas Disposições Constitucionais Transitórias, fixou-se em cinco anos o prazo para que todas as Terras Indígenas no Brasil fossem demarcadas. O prazo não se cumpriu, e as demarcações ainda são um assunto pendente. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Constitui%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 14 out. 2021. Unidade 1 AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS! Quando um povo se reconhece como tradicional? Existentes há séculos, os povos tradicionais do país são frutos da antiga miscigenação de indígenas, negros e europeus que formam o povo brasileiro. A formação de cada um deles se desenhou de acordo com o contexto histórico e geográfico em que viviam. Por muito tempo, o reconhecimento da identidade como comunidade tradicional não foi uma questão para esses povos. Segundo a antropóloga Katia Favilla, com o avanço das fronteiras agrícolas, criação de hidrelétricas, rodovias ou projetos de mineração, passou a existir no país uma corrida por reconhecimento. A lógica era a da mais pura sobrevivência. "A partir do momento em que eles se sentem ameaçados na sua forma de existência, eles falam para o mundo, 'olha, a gente está aqui, a gente existe', explica ela, que defendeu sua dissertação de mestrado na UNB sobre este processo histórico. O precursor dessa busca por reconhecimento foi o seringueiro e ambientalista Chico Mendes, morto a tiros em 1988, no Acre. A partir dele, o Estado começa a perceber que povos tradicionais não são apenas indígenas e quilombolas, mas também diversas comunidades que dependem diretamente da preservação do meio ambiente para sobreviverem. As reivindicações dos seringueiros resultaram na criação das Reservas Extrativistas, e influenciaram na formação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que, além de prever as áreas de Proteção Integral (sem presença de humanos), criou também a de Uso Sustentável. "O Estado reconheceu que existe a possibilidade de uma Unidade de Conservação com pessoas morando dentro e preservando, porque eles sempre conservaram", disse Favilla. Unidade 1 Assista ao vídeo sobre os povos kalungas localizados na região norte de Goiás. Disponível no link a seguir: Kalunga, maior território quilombola do país, preserva o cerrado em Goiás Quilombolas mantém tradições e saberes tradicionais, preservando o meio em que... G1 Você sabe o que são mapas? Mapas são representações gráficas feitas geralmente em uma superfície plana (como o papel), com finalidade de apresentar informações da realidade; eles fazem parte da humanidade desde os tempos remotos. https://g1.globo.com/natureza/video/kalunga-maior-territorio-quilombola-do-pais-preserva-o-cerrado-em-goias-7938243.ghtml Unidade 1 Essas representações do espaço geográfico se tornaram mais difundidas a partir da necessidade de tornar o trajeto das viagens mais seguro, como as caravanas mercantis, por exemplo. Praticamente todas as características do espaço geográfico podem ser representadas em um mapa. No entanto, tais características não podem ser colocadas em uma única carta cartográfica, pois sua compreensão fica confusa e comprometida. Diante disso, os cartógrafos criaram mapas que abordam temas específicos, dando origem aos mapas temáticos. São eles: mapa político, físico, econômico e histórico. Mapa Político: esse tipo de representação tem como objetivo explicitar as divisões territoriais, ou seja, as fronteiras entre continentes, países, estados e até municípios, enfatizando que as mesmas são criações humanas. Nesse tipo de mapa, é co- 6. MAPAS TEMÁTICOS mum encontrarmos símbolos, como linha ( — ), para demonstrar fronteiras; e ponto ( • ), para indicar cidades. Mapa político do Brasil representando as regiões, estados e capitais. Unidade 1 Mapa Físico: são elaborados para informar aspectos naturais (relevo, clima, vegetação, hidrografia) de um determinado continente, subcontinente, país, estado e município. Mapa físico que traz informações sobre o relevo da América do Sul. Mapas demográficos: são elaborados para descrever dados relacionados com a população de um determinado território. Podem explicitar a quantidade de habitantes, a localização, a densidade de ocupação ou os fluxos migratórios. Mapa: IBGE, com dados do Censo 2010. Unidade 1 Mapas Econômicos: representação cartográfica criada para informar as riquezas de um determinado lugar (continente, subcontinente, país, estado e município). Expressam onde estão localizadas as principais jazidas minerais, além de informar sobre as produções agropecuárias, industriais e de serviços. Mapa econômico que mostra a produção de algodão herbáceo em distintos pontos do Brasil. Mapas Históricos: tipo de representação cartográfica que informa sobre aspectos que aconteceram no passado, como, por exemplo, a floresta Amazônica em 1970, a expansão de um território sobre o outro em períodosde expansionismo espacial, entre outros. Mapa histórico que mostra as divisões estipuladas pelo Tratado de Tordesilhas. Unidade 1 6.1 - Elementos de um mapa Os elementos de um mapa são: título, legenda, escala, orientação e projeção cartográfica. Todos eles ajudam-nos a ler e a compreender as representações que os mapas possuem. São vários os elementos de um mapa, isto é, aqueles itens e símbolos necessários para que uma mera figura possa ser diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma, que é feito com rigor científico para representar uma determinada área da superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar as seguintes composições: título, orientação, legenda, escala e projeção cartográfica. Esses são elementos obrigatórios de um mapa, embora nem sempre estejam presentes em todos os mapas que vemos por aí. De toda forma, para melhor interpretarmos as informações cartográficas, é preciso conhecer esses instrumentos, procurando saber o que eles são, o que indicam e quais são as suas funções no processo de comunicação, haja vista que os mapas também são formas de linguagem. Observemos, no mapa a seguir, como se apresentam as diferentes partes de um mapa: Exemplo de mapa demográfico do Brasil elaborado pelo IBGE Unidade 1 Título Legenda Escala Orientação Projeção cartográfica Concluímos essa unidade. Até a próxima! Anexo 3 Atividades de verificação da aprendizagem Unidade 1 1. Análise as proposições: a Idade Moderna foi um período I. marcado por grande desenvolvimento cultural, oposto à Idade Média que não vivenciou nenhum tipo de desenvolvimento. II. que compõe a divisão clássica da História da humanidade, compreendido entre 1453 e 1789. III. de grandes transformações nas esferas econômica e política e permanências nos aspectos culturais e religiosos. IV. de ascensão política da burguesia e fortalecimento do capitalismo. Assinale a alternativa correta: (A) Apenas I está correta. (B) Apenas III está correta. (C) Apenas II e III estão corretas. (D) Apenas II e IV estão corretas. Atividades de verificação da aprendizagem 3. O evento histórico que levou o europeu ao contato com outros continentes a partir do século XV foi a(s)/o (A) Reforma protestante. (B) Grandes navegações. (C) Renascimento comercial. (D) Desenvolvimento tecnológico. ATIVIDADES 1 2. O conceito de modernidade pode ser associado ao/a (A) Domínio religioso católico. (B) Recuperação da cultura medieval. (C) Renascimento cultural e Humanismo. (D) Negação dos valores medievais e da antiguidade. 4. A definição a seguir está relacionada à forma como os portugueses exploraram outros continentes. “Fortificação primitiva onde eram armazenadas e comercializadas mercadorias” Trata-se da(s)/o (A) Feitoria. (B) Escambo. (C) Sesmarias. (D) Capitanias. 5. Sobre o contato dos europeus com o continente africano, analise as proposições a seguir. I. A África, assim, como a América, passa a ser explorada pelos europeus no contexto das grandes navegações. II. A ocupação da África pelos portugueses se deu por meio da colonização e implementação do cultivo da cana-de- açúcar. III. Dentre as mercadorias exploradas pelos europeus no continente africano estão: marfim, pimenta, escravos. IV. O comércio de escravos africanos praticado por europeus aconteceu com o evento das grandes navegações, sendo a América o principal destino desse produto. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas I e IV estão corretas. (B) Apenas II e III estão corretas. (C) Apenas I, II e III estão corretas. (D) Apenas II, III e IV estão corretas. Atividades de verificação da aprendizagem 6. A imagem abaixo é um mapa das capitanias hereditárias feito por Luís Teixeira, provavelmente em 1574. ATIVIDADES 1 Apesar do intuito de Portugal em utilizar as capitanias hereditárias como forma de garantir a colonização e o povoamento do território colonial, as dificuldades econômicas e de enfrentamento das populações indígenas impediram o sucesso das capitanias. Apenas duas capitanias hereditárias conseguiram obter lucros, e eram as capitanias de: (A) São Vicente e Bahia. (B) Pernambuco e Maranhão. (C) Espírito Santo e Porto Seguro. (D) São Vicente e Pernambuco. 5. Sobre o contato dos europeus com o continente africano, analise as proposições a seguir. I. A África, assim, como a América, passa a ser explorada pelos europeus no contexto das grandes navegações. II. A ocupação da África pelos portugueses se deu por meio da colonização e implementação do cultivo da cana-de- açúcar. III. Dentre as mercadorias exploradas pelos europeus no continente africano estão: marfim, pimenta, escravos. IV. O comércio de escravos africanos praticado por europeus aconteceu com o evento das grandes navegações, sendo a América o principal destino desse produto. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas I e IV estão corretas. (B) Apenas II e III estão corretas. (C) Apenas I, II e III estão corretas. (D) Apenas II, III e IV estão corretas. Atividades de verificação da aprendizagem Disponível em: <https://s3.static.brasilescola.uol.com.br/img/2015/01/exemplo-de- mapa.jpg>. Acesso em: 05 nov. 2021. ATIVIDADES 1 7. Observe o mapa. Relacione os elementos do mapa às suas respectivas definições: (1) Título (2) Escala (3) Legenda (4) Orientação ( ) Relação matemática entre o espaço real e a representação do espaço no mapa. ( ) Indica a direção e a localização por meio da rosa dos ventos ou de um elemento que indica o norte. ( ) Indica o tema que será retratado no mapa. ( ) Representa o significado dos símbolos que aparecem no mapa. Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta: (A) 2 – 1 – 4 - 3 (B) 2 – 4 – 1 - 3 (C) 4 – 2 – 1 - 3 (D) 2 – 3 – 4 - 1 Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 1 8. Observe o mapa. Disponível em: http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/ 11/mapas-economicos-do-brasil-seculos- xvi.html. Acesso em: 13 out. 2021. De acordo com o mapa da economia e o território no século XIX, a principal atividade que contribuiu para o processo de urbanização, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santos foi (A) drogas do sertão e borracha (B) ouro e diamante (C) pecuária (D) café Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 1 9. Uma população, com origem comum, sustentou a economia do país durante vários anos por meio de seu trabalho, embora tenha sido trazida à força para o Brasil . Boa parte de nossa cultura, práticas sociais, religiões, tradições e costumes está associada a valores oriundos desse povo. O fragmento acima faz referência a que elemento étnico constituinte da população brasileira? (A) Africanos (B) Indígenas (C) Alemães e italianos. (D) Imigrantes japoneses. Disponível em: <https://exercicios.brasilescola.uol.com.b r/exercicios-geografia/exercicios-sobre- composicao-etnica-brasil.htm#questao- 4>. Acesso em: 16 nov. 2021. 10. Sobre os povos originários e comunidades tradicionais no Brasil, assinale V para as proposições verdadeiras e F para as proposições falsas. I. ( ) As comunidades quilombolas são grupos com identidade cultural própria e se formaram por meio do processo histórico que começou nos tempos da escravidão no Brasil II. ( ) Povos indígenas são aqueles que, tendo continuidade histórica com grupos pré-colombianos, se consideram distintos da sociedade nacional. III. ( ) As comunidades quilombolas sofreram vários tipos de violência, especialmente a destruição da sua história e trajetória, eliminando os costumes e cultura dos seus antepassados. IV. ( ) A identificação de uma pessoa como indígena é autodeclaratória, ou seja, a própria pessoa pode se declarar indígena, seguindo os mesmos princípios da Convenção nº 169 da OIT (para povos indígenas e tribais), que afirmam que “a autoidentificação como indígena ou tribal deverá ser considerada um critério fundamental para a definição dos grupos”. Assinale a alternativa correta: (A) V – F – V– V (B) F – V – V – V (C) V – V – F – V (D) V – V – V – F 1. As Grandes Navegações permitiram aos europeus ampliar sua concepção de mundo, relacionando-os com outros espaços geográficos e culturais. Sobre o contato dos europeus com o continente americano a historiografia recente considera que foi um evento de (A) Descobrimento e conquista. (B) Conquista sem colonização. (C) Colonização consentida. (D) Invasão e conquista. Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 2 2. A chegada dos europeus no continente americano no século XV ocasionou (A) Imposição da língua europeia e aceitação da religiosidade indígena. (B) trocas culturais entre europeus e indígenas, marcada pela relação de igualdade. (C) guerras dos nativos aos europeus, o que impediu por longo tempo a colonização. (D) epidemias causadas pelas doenças as quais os povos indígenas não eram resistentes. 3. Analise as proposições: os povos africanos I. são especificamente nômades o que dificulta o estabelecimento de governos. II. destacam-se religiosamente pelo animismo e pouca presença da religião cristã. III. apresentam hábitos culinários bem diferentes chegando inserir insetos em sua alimentação. IV. preservaram muito suas culturas tradicionais e puderam difundi-las por meio dos processos migratórios. Assinale a alternativa correta: (A) Apenas I está correta. (B) Apenas III está correta. (C) Apenas III e IV estão corretas. (D) Apenas II, III E IV estão corretas. 4. Mesmo que diversos traços dessa cultura fossem perdidos com o processo de colonização, vemos no estudo das sociedades pré-colombianas um rico campo de reflexão sobre a questão da relatividade cultural. Conhecendo um pouco mais desses povos podemos repensar o antigo valor que nos impõe a Europa como o berço das mais complexas e avançadas civilizações da História. Sobre os povos que habitavam a América antes da chegada dos europeus podemos afirmar que eram (A) selvagens que cometiam sacrifícios. (B) culturalmente e tecnicamente atrasados. (C) divididas em muitas sociedades formando uma enorme diversidade cultural. (D) divididos em poucas sociedades, todas muito parecidas uma com as outras. Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 2 5. Sobre a centralização política na Europa durante a época moderna, é correto afirmar que se tratou de um processo (A) que ocorreu de maneira e tempos distintos nos países europeus. (B) no qual a nascente burguesia ocupou o poder, e os reis e rainhas tinham pouco poder. (C) que se iniciou na Inglaterra, durante o reinado de Henrique VIII, o primeiro a centralizar o poder. (D) uniforme, ou seja, que ocorreu no mesmo momento e da mesma forma em diferentes países europeus. Disponível em:http://www.cnsg- pi.com.br/simulado/provas/3eb6c70a68da1f34fe1923a1a1c3e420.pdf. Acesso em: 03 Fev. 2021(adaptada). Disponível em:https://portal.educacao.go.gov.br/fundamental_dois/7o-his-4a-quinzena-2o- corte/. Acesso em: 02 Fev. 2021(adaptada). 6. “[El rei D. João III] ordenou que se povoasse esta província, repartindo as terras por pessoas que se lhe oferecessem para as povoarem e conquistarem à custa de sua fazenda, e dando a cada um cinquenta léguas por costa com todo o seu sertão, para que eles fossem não só senhores mas capitães delas pelo que se chamam e distinguem por capitanias.” Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 2 Ao receber uma capitania hereditária, o donatário recebia também o Foral, um documento onde eram determinados os seus direitos e deveres nas terras a ele concedidas. Dentre esses direitos e deveres NÃO constava: (A) o direito de vender as terras recebidas a terceiros. (B) o direito de controlar o direito de passagem nos rios e portos. (C) o dever de cumprir as funções militares e judiciais na capitania. (D) o direito de repassar a concessão das capitanias a um descendente. (E) fundar vilas. SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1550-1627). 7 ed. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1982. p. 103-104. 7. Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da escala, um dos elementos de um mapa: (A) Constitui a relação entre o espaço real e a representação no mapa. (B) Aponta a quantidade de vezes que o espaço real foi reduzido para ser representado no mapa. (C) A escala gráfica apresenta-se conforme uma representação de linhas e traços. Já a escala numérica apresenta-se em números de uma divisão. (D) Quanto maior a área do terreno a ser representada, menor a redução necessária para que ele caiba em um espaço determinado. Disponível em: <https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios- sobre-elementos-um-mapa.htm#questao-4>. Acesso em: 05 nov. 2021. 8. A respeito dos mapas temáticos, estão corretas as afirmativas a seguir, exceto: (A) Os mapas que representam a superfície física da Terra, como as formas de relevo, a hipsometria, a hidrografia e o clima, são chamados de mapas físicos. (B) A representação de divisas e fronteiras entre países e/ou entre unidades federativas estabelecidas e consolidadas politicamente é utilizada nos mapas políticos. (C) Mapas como os das Capitanias Hereditárias no Brasil ou do Tratado de Tordesilhas são econômicos. Esse tipo de mapa é utilizado para representar algum acontecimento em algum período histórico. (D) A dinâmica, índices e distribuição das populações são representados por um tipo específico de mapa temático: o mapa demográfico. Atividades de verificação da aprendizagem ATIVIDADES 2 Disponível em: <https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios- geografia/exercicios-sobre-tipos-mapas.htm#resposta-4210>. Acesso em: 16 nov. 2021 (adaptado). Unidade 1 Atividades Avaliativas 1 ATIVIDADES AVALIATIVAS 1 1. Analise as proposições: Sobre as características da Idade Moderna I. Os humanistas eram indivíduos inspirados pelo Cristianismo. II. A ascensão da burguesia, no século XIV, ocasionou a fragmentação do poder monárquico. III. Ocorreu a passagem de uma produção material predominantemente agrária para uma produção material mercantil e industrial. Assinale a alternativa que apresente a(as) proposição(ões) correta(as). (A) Apenas I está correta. (B) Apenas II está correta. (C) Apenas III está correta. (D) Apenas I e III estão corretas. 2. Leia o texto. “Estamos convencidos de que somos os homens mais astutos que se pode encontrar, e o povo aqui nos ultrapassa em tudo […] Fazem melhores contas de memória do que nós, e parece que nos são superiores em inúmeras coisas, exceto com a espada na mão, a que eles não conseguem resistir.” O texto se relaciona ao contexto do contato dos portugueses com o continente asiático e demonstra a/o (A) superioridade de outros povos. (B) posição eurocêntrica dos europeus. (C) afirmação da superioridade europeia. (D) reconhecimento dos saberes de outros povos. ATIVIDADES AVALIATIVAS 1 3. Para se compreender historicamente o contexto em que se iniciou as práticas de navegações europeias que resultaram no que ficou conhecido como as Grandes Navegações, o autor do texto Grandes Navegações diz que é necessário fazer a associação entre algumas situações históricas. Indique qual das alternativas abaixo está correta. (A) renascimento cultural, fortalecimento dos senhores feudais e formação dos Estados Nacionais. (B) reavivamento comercial da Baixa Idade Média, formação dos Estados Nacionais e ascensão da burguesia. (C) reavivamento comercial da Baixa Idade Média, formação dos Estados Nacionais e ascensão da nobreza. (D) controle dos mercados marítimos pelos árabes, formação dos Estados Nacionais e ascensão da burguesia. 4. Observe o mapa sobre a economia e o território brasileiro no século XVIII. Disponível em:https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-historia-do- brasil/exercicios-sobre-as-grandes-navegacoes.htm. Acesso em: 03 fev. 2021. Disponível em: http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/11/mapas-economicos-do- brasil-seculos-xvi.html. Acesso em:13 out. 2021.v ATIVIDADES AVALIATIVAS 1 As atividades econômicas que acompanharam o processo de ocupação e formação da região de Vila Boa, atual estado de Goiás são: (A) Ouro, diamante e pecuária. (B) Algodão, ouro, diamante. (C) Drogas do Sertão e pecuária. (D) Cana-de-açúcar e algodão. III. ( ) Os mapas temáticos recebem esse nome porque são classificados de acordo com a temática específica que pretendem representar. Assim sendo, um mapa pode ter como tema: fronteiras e limites, a distribuição da população, o modelado do relevo e outros. Marque a opção que corresponda, na devida ordem, ao acerto ou erro de cada uma: (A ) F – V – V (B) V – V – F (C) V – F – V (D) V – V – F 5. A respeito da representação do espaço geográfico nos mapas, avalie as proposições a seguir: I. ( ) Os mapas são instrumentos de comunicação e servem para representar graficamente uma dada área do espaço terrestre. II. ( ) Os mapas políticos são elaborados para informar aspectos naturais (relevo, clima, vegetação, hidrografia) de um determinado continente, subcontinente, país, estado e município. Unidade 1 Atividades Avaliativas 2 ATIVIDADES AVALIATIVAS 2 1. Sobre os povos que habitavam a América antes da chegada dos europeus, analise as proposições. I. Os incas criaram um sistema próprio de contagem denominado quipu. II. Os astecas eram povos agricultores e politicamente organizados em um império. III. Astecas e incas vivam em uma sociedade estratificada e organizada em cidades-estados. IV. Os maias eram povos nômades que viviam da caça, da coleta e plantações ocasionais. V. Os indígenas brasileiros, embora tenham sido afetados pela colonização, sofreram pouca redução populacional e cultural. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas I e II estão corretas. (B) Apenas III e IV estão corretas. (C) Apenas I, II e V estão corretas. (D) Apenas III, IV e V estão corretas. 2. Analise as proposições: o processo de formação das monarquias nacionais se caracteriza pela/pelo I. apoio financeiro da burguesia. II. exclusão da nobreza feudal do poder. III. crise do sistema feudal na Baixa Idade Média. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas I está correta. (B) Apenas II está correta. (C) Apenas I e III estão corretas. (D) Apenas II e III estão corretas. ATIVIDADES AVALIATIVAS 2 3. Observe o mapa. Após a leitura do mapa, analise as proposições sobre as atividades econômicas desenvolvidas no Brasil de século XIX. I. A exploração das drogas do sertão e borracha, limitou-se na área litorânea do Brasil. II. A produção de cana-de-açúcar concentrou-se no interior do Brasil, o que colaborou com o surgimento de várias cidades. III. A produção de café, contribuiu para o processo de urbanização nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santo. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas I está correta. (B) Apenas II está correta. (C) Apenas III está correta. (D) Apenas I e III estão corretas. Disponível em: http://professorridaltovaz.blogspot.com/2014/11/mapas-economicos-do- brasil-seculos-xvi.html. Acesso em: 13 out. 2021. ATIVIDADES AVALIATIVAS 2 4. Observe o mapa. O mapa apresenta a espacialização dos primeiros núcleos de ocupação e colonização portuguesa do Brasil que se deu através da: (A) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil. (B) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais. (C) criação das capitanias hereditárias. (D) criação e distribuição de sesmarias. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e- povoamento/construcao-do-territorio/tratado-de-tordesilhas.html. Acesso em: 08 out. 2021. Disponível em: <https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-historia- brasil/exercicios-sobre-capitanias-hereditarias.htm#resposta-574>. Acesso em: 05 nov. 2021 (adaptado). ATIVIDADES AVALIATIVAS 2 5. Leia o texto. “... são os significados dos símbolos existentes nos mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com traços para representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos”. O texto apresenta o conceito de um elemento obrigatório do mapa, que corresponde a/ao: (A) Título. (B) Escala. (C) Legenda. (D) Orientação. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/elementos-um-mapa.htm>. Acesso em: 05 nov. 2021. 01 BEZERRA. Juliana. Formação do território brasileiro. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/formacao-territorio-brasileiro/. Acesso em: 08 out. 2021. ______________. Formação do Povo Brasileiro: história e miscigenação. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/formacao-do-povo-brasileiro/. Acesso em: 13 out. 2021. ______________. Cultura Africana. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/cultura-africana/. Acesso em: 07 dez. 2020(adaptado). BRASIL. Território brasileiro e povoamento. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/construcao-do-territorio/tratado-de- tordesilhas.html. Acesso em: 08 out. 2021. FRANCISCO, Wagner de Cerqueira. Mapas Temáticos. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/mapas-tematicos.htm. Acesso em: 08 out.2021. FREITAS, Eduardo de. "Formação e organização do território brasileiro"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/formacao-organizacao- territorio-brasileiro.htm. Acesso em 08 de outubro de 2021. PENA, Rodolfo F. Alves. "Elementos de um mapa"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/elementos-um-mapa.htm. Acesso em: 14 de out. de 2021. PINTO, Tales dos Santos. "O que é Idade Moderna?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-idade-moderna.htm. Acesso em 09 de dez. de 2020. Disponível em: https://planosdeaula.novaescola.org.br/fundamental/7ano/geografia/as-comunidades-tradicionais-e-a-formacao-territorial-brasileira/5089 . Acesso em: 13 out. 2021. Disponível em:http://fazendohistorianova.blogspot.com/2017/03/encontro-dos-europeus-com-povos-da.html. Acesso em: 03 dez. 2020. 02 Referências 03 04 05 06 07 08 09 10 11 Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/populacoes-tradicionais. Acesso em: 13 out. 2021. Disponível em: http://mds.gov.br/assuntos/seguranca-alimentar/direito-a-alimentacao/povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 14 out. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/desafio-natureza/noticia/2019/10/29/650-mil-familias-se-declaram-povos-tradicionais-no-brasil-conheca-os-kalungas- do-maior-quilombo-do-pais.ghtml. Acesso em: 13 out. 2021. Disponível em:https://portal.educacao.go.gov.br/fundamental_dois/saberes-dos-povos-africanos-e-pre-colombianos-expressos-na-cultura-material-e-imaterial- historia-7o-ano-2a-semana/ . Acesso em: 07 dez. 2020(adaptado). Disponível em: https://www.sohistoria.com.br/ef2/centralizacaopoder/. Acesso em: 11 Dez. 2020(adaptado). Referências 12 13 14 15 16 Anexos As lendas são histórias muito antigas que foram transmitidas oralmente. Geralmente, elas têm a finalidade de explicar o universo, a natureza e as relações humanas. Existem diversas lendas na África, já que esse é um continente com uma diversidade cultural riquíssima. Seu folclore, ou seja, suas tradições e manifestações culturais, também é bastante diverso. Selecionamos 6 lendas africanas para que você conheça mais sobre a cultura desse povos que tanto contribuíram para a formação do Brasil. 1. Lenda do Sapo e a Cobra Essa lenda conta sobre a amizade entre um sapo e uma cobra. Certo dia, um sapo estava caminhando e avistou um animal fino, comprido e brilhante. O sapo perguntou: — Oi! que você faz estirada pela estrada? Lendas Africanas Anexo 1 A cobra respondeu: — Estou tomando um solzinho. Sou uma cobra e vc? — Eu sou umsapo. Você gostaria de brincar? A cobra aceitou e eles brincaram a tarde toda. A cobra ensinou o sapo a rastejar e subir nas árvores e o sapo ensinou a cobra a pular. Eles se divertiram muito e ao final do dia cada um foi pra sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte. Quando o sapo encontrou sua mãe, contou o que tinha acontecido, que conheceu uma cobrinha e ficaram amigos. Sua mãe não gostou e falou: — Você devia saber que a família da cobra não é legal. Eles são venenosos! Não quero mais que brinque com cobras e nem rasteje por aí! A cobra quando chegou em casa mostrou à sua mãe que sabia pular e disse que foi o sapo que a ensinou. Sua mãe também não gostou e disse: — Nós cobras não temos amizade com sapos, eles servem apenas como comida. Não quero que brinque com o sapo. E pare de pular! Anexos Quando se encontraram, a cobra pensou em devorar o sapo, mas depois se lembrou daquela tarde de brincadeiras e correu para o mato. A partir de então eles não brincaram mais, mas sempre ficam estirados no sol pensando no dia em que foram amigos. 2. Lenda dos Tambores Africanos A origem dessa lenda vem das terras de Guiné Bissau e explica como surgiram os tambores, instrumentos tão importantes na cultura de toda a África. Conta-se que os macaquinhos de nariz branco da região quiseram um dia trazer a Lua para perto da Terra. Eles não tinham ideia de como executar tal feito. Até que o macaco menor sugeriu que uns subissem nos ombros dos outros a fim de alcançar a Lua. O grupo de macacos colocou o plano em ação e o macaquinho menor foi o último a subir, conseguindo chegar no céu e agarrando-se à Lua. Anexo 1 Mas antes que conseguissem puxar o satélite, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o macaquinho, que continuou agarrado à Lua. Uma amizade então cresceu e a Lua presenteou o pequeno animal com um maravilhoso tambor branco, que ele logo aprendeu a tocar. O macaquinho ficou por muito tempo morando na Lua, mas um dia começou a sentir saudades da Terra, de seus amigos e da natureza. Ele então pediu à sua amiga que o ajudasse a retornar para sua casa. A Lua ficou chateada e respondeu: — Mas por que você quer voltar? Não está feliz aqui com o tamborzinho que eu te dei? O macaco lhe explicou que gostava muito, mas que tinha saudades. A Lua ficou com pena, prometeu ajudá-lo e lhe disse: — Não toque o tambor enquanto não estiver em terra firme. Toque apenas quando chegar lá embaixo, assim saberei que chegou e poderei cortar a corda. Então você estará liberto. Anexos O macaco concordou. Ele sentou em seu tambor e foi amarrado a uma corda, que começou o processo de descida. Enquanto descia, o macaquinho olhava seu tambor e surgiu uma vontade irresistível de tocá-lo. Ele começou a tocar bem baixinho, para que a Lua não ouvisse. Mas, mesmo assim, a Lua escutou e cortou a corda conforme o combinado. O macaco começou a cair e ao chegar ao chão, não resistiu e morreu. Mas antes, uma menina que passeava por perto viu a queda. Ela foi até o macaco e ele disse: — Isso é um tambor. Por favor, entregue ao povo de seu país. A menina pegou o instrumento e correu para entregar às pessoas de sua família, contando o que havia acontecido. Todos adoraram o tambor e começaram a tocá-lo. Desde então, o povo africano produz seus próprios tambores e sempre que possível toca e dança ao som deles. Anexo 1 3. Lenda da Galinha D'Angola Essa é uma lenda que conta como a galinha d'Agola foi criada. Conta-se que há muito tempo as aves viviam todas juntas, no mesmo ambiente. Mas, aos poucos, foi crescendo o sentimento de inveja entre elas e a convivência ficou muito difícil. O pássaro mais invejado era o Melro. O macho tinha uma aparência muito bela, com bico alaranjado e penas negras; já a fêmea tinha o corpo em tons de preto e pardo-claro, e a garganta esbranquiçada. Todos queriam ser bonitos como essa espécie. O Melro sabia que era muito bonito e invejado e prometeu aos outros pássaros que usaria seus poderem mágicos para transformar suas plumagens em brilhantes tons de negro se todos eles o obedecessem. Entretanto, nem todos os pássaros foram obedientes. Melro então ficou muito bravo e alterou as características das espécies das aves. Anexos Sendo assim, a galinha d'Angola foi transformada em um animal magro com uma fraqueza constante. Seu corpo tornou-se pintado assim como o do leopardo. Dessa maneira, o leopardo devoraria a galinha d'angola pois não suportaria ver outro animal tão belo como ele. Essa foi a lição que a galinha d'Angola recebeu por sua inveja. 4. Lenda da Girafa e Rinoceronte A lenda da girafa é uma dessas histórias que explicam a natureza. Nela, conta-se o motivo desse animal ter o pescoço tão longo. Segundo a lenda, a girafa era um animal com um pescoço normal, assim como o de outros bichos. Até que houve um período de seca terrível, em que os animais já haviam comido todas as ervas rasteiras e precisavam andar muito para conseguir beber água. Um dia, em uma dessas andanças em busca de água, a girafa encontrou um rinoceronte e os dois começaram a lamentar-se. A girafa disse, então: Anexo 1 — Veja só, amigo... Muitos animais escavando o chão em busca de alimento, tudo está tão seco, mas as acácias continuam verdes. O rinoceronte concordou. E a girafa prosseguiu: — Seria maravilhoso poder comer essas folhagens que se encontram no alto das copas. É uma pena que não possamos subir nas árvores. O rinoceronte então teve uma ideia: — E se fôssemos falar com o feiticeiro? Ele é muito poderoso e pode ajudar. A girafa adorou a ideia e eles foram até a casa do feiticeiro explicar o que gostariam. O feiticeiro disse que isso seria muito fácil e pediu para que ambos voltassem no dia seguinte para que ele lhes desse uma poção a fim de que seus pescoços e pernas crescessem e pudessem alcançarem as folhas macias da acácias. No outro dia, a girafa foi até a casa do feiticeiro, mas o rinoceronte não compareceu pois estava muito feliz comendo algumas ervas que tinha encontrado pelo caminho. Anexos O feiticeiro ofereceu o feitiço apenas à girafa e sumiu. A girafa comeu a poção mágica e logo começou a sentir suas pernas e pescoço alongando-se. Ela sentiu-se tonta, mas quando abriu os olhos percebeu como tudo estava diferente. Logo avistou uma acácia e pode se deliciar com suas folhas verdinhas. O rinoceronte de repente se lembrou do compromisso e correu até a casa do feiticeiro em busca da poção, mas já era tarde e não havia mais poção. Ele ficou furioso, pois imaginou que tivesse sido enganado. Desde então passou a perseguir o feiticeiro pela floresta e corre atrás também de todas as pessoas que cruzam seu caminho. 5. Lenda Ubuntu Essa é uma belíssima lenda africana que aborda valores sobre cooperação, igualdade e respeito. Conta-se que um antropólogo ao visitar uma tribo africana, quis saber quais eram os valores humanos básicos daquele povo. Para isso, ele propôs uma brincadeira às crianças. Anexo 1 Ele então colocou uma cesta cheia de frutas embaixo de uma árvore e disse para as crianças que a primeira que chegasse até a árvore poderia ficar com a cesta. Quando o sinal foi dado, algo inusitado ocorreu. As crianças correram em direção à árvore todas de mãos dadas. Assim, todas chegaram juntas ao prêmio e puderam desfrutar igualmente. O homem ficou bastante intrigado e perguntou: — Por que vocês correram juntos se apenas um poderia ganhar todas as frutas? Ao que uma das crianças prontamente respondeu: — Ubuntu! Como um de nós poderia ficar feliz enquanto os outros estivessem tristes? O antropólogo ficou então emocionado com a resposta. Ubuntu é um termo da cultura Zulu e Xhosa que quer dizer "Sou quem sou porque somos todos nós". Eles acreditam que com cooperação se alcança a felicidade, pois todos em harmonia são muito mais plenos. Anexos 6. Lenda da Raposa e o Camelo A lenda da raposa e o camelo é originária doSudão do Sul, um país que fica no nordeste da África. Conta a lenda que havia uma raposa de nome Awan que adorava comer lagartixas. Ela já tinha devorado todas de um lado do rio, mas queria atravessar para a outra margem, para comer mais. Acontece que Awan não sabia nadar e teve uma ideia para solucionar o problema. Ela procurou seu amigo Zorol, um camelo, e disse: — Olá, amigo! Eu sei que você gosta muito de cevada e se você me levar nas suas costas eu te mostro um caminho! Zorol prontamente aceitou: — Suba! Vamos! Awan então subiu na corcunda de seu amigo e logo lhe indicou para que cruzasse o rio. Quando chegaram lá, Zorol foi até o campo de cevada para comer enquanto Awan se deliciava com as lagartixas. Anexo 1 A raposa logo ficou satisfeita, mas o camelo ainda comia. Awan então foi até o campo de cevada e começou a gritar e correr. A gritaria da raposa chamou a atenção dos donos do campo de cevada, que foram até lá e deram um pedrada fortíssima na cabeça do camelo, que caiu machucado. Quando Awan encontrou Zorol caído no chão, disse: — Vamos embora, já está anoitecendo. Zorol então questionou: — Por que você gritou e começou a correr? Por sua culpa eles me machucaram e eu quase morri! — Eu tenho a mania de correr e gritar depois que como lagartixas! - Disse Awan. — Vamos para casa então! - Falou Zorol. Awan subiu nas costas de Zorol e o camelo começou a dançar quando estavam cruzando o rio. Awan ficou desesperada e perguntou: Anexos — Por que você está fazendo isso? — É que eu tenho a mania de dançar depois que como cevada. - Respondeu Zorol. Nesse momento, a raposa caiu das costas do camelo e foi levada pelo rio. O camelo por sua vez chegou à outra margem sem problemas. Awan então recebeu uma lição por sua imprudência. Anexo 1 Anexos Indígenas O território que se tornaria o Brasil registra a presença de humanos há 12 mil anos. Os indígenas ocupavam toda a superfície, especialmente o litoral. Não devemos pensar que se tratava de um único povo, mas sim de várias tribos indígenas, cada uma com sua língua e costumes. A etnia mais numerosa era a dos tupis-guaranis, e foi com eles que os portugueses travaram contato. Os tupis conheciam a natureza, tinham nomeado os montes, praias e rios, sabiam quais as ervas eram nocivas ou não. Tudo isso foi ensinado aos portugueses. Um dos exemplos mais claros da permanência da cultura indígena no Brasil pode-se comprovar através dos nomes próprios, como Itapoã, Piratininga, Pará, etc. Na culinária, destaca-se o uso intensivo da mandioca, planta que havia sido domesticada pelos indígenas e que é item obrigatório em vários pratos brasileiros. Anexo 2 Portugueses O primeiro grupo europeu a aportar no Brasil foram os portugueses. Estes realizaram as viagens marítimas com vários objetivos: queriam metais preciosos, terras, expandir o cristianismo e glória nas batalhas. Motivos não faltaram para cruzar o “Mar Oceano”. Os portugueses introduziram novos conceitos de sociedade, economia e religião, muito diferentes aos costumes indígenas. Um dos exemplos é a economia: ao invés de plantar para subsistência, agora era preciso cultivar produtos em grande escala que pudessem ser vendidos no mercado europeu. Também trouxeram sua religião e a impuseram aos indígenas. Através da crença, vieram as festas, o idioma (latim e o português) e uma nova filosofia de vida. Ao invés de vários deuses, agora, adorava-se somente uma divindade, havia um livro para seguir e uma hierarquia de sacerdotes. Além da religião, o português passou a ser o idioma do novo território, assim como a organização política e a economia capitalista. Anexos Os Africanos Os africanos foram trazidos para serem escravos nas Américas. No entanto, cada indivíduo trouxe seu idioma, sua fé e suas habilidades. Desta maneira, este saber foi se disseminando tanto nas fazendas onde trabalhavam como nos quilombos, que eram espaços de liberdade. Apesar de toda brutalidade da escravidão no Brasil, os africanos introduziram alimentos, como o feijão e o quiabo. Na música, sua influência daria a cadência e o ritmo sincopado próprio da música popular brasileira. Igualmente, na dança, verificamos que o jeito de mover a cintura foi herdado dos africanos, o que originou uma infinidade de bailes como o maxixe e o samba. Anexo 2 Anexos Título: O título, que por vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o indicador do tema retratado, quando se trata de um mapa temático. Em mapas históricos, o título também costuma indicar o ano ou período do espaço representado. Para que se faça uma correta leitura de qualquer cartograma, a primeira coisa a se fazer é sempre ler o título e compreender o que ele indica. Legenda: As legendas são os significados dos símbolos existentes nos mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com traços para representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos. Escala: indica a relação matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas ou numéricas (ambos presentes no exemplo acima). A escala numérica apresenta-se em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta- se conforme uma representação de linhas e traços. Anexo 3 Orientação: é importante no sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte geográfico. A importância da orientação se dá, principalmente, em mapas que representam áreas muito restritas, quando não conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está apontando. Projeção cartográfica: indica a técnica que foi empregada para fazer o mapa. Como sabemos, as projeções cartográficas são as diferentes formas de representar o globo terrestre (que é geoide, quase esférico) em um plano. Como essa representação apresenta distorções, se sabemos qual foi a projeção utilizada em um determinado mapa, conseguimos ter uma melhor noção sobre elas. EXPEDIENTE Governador do Estado de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Secretária de Estado da Educação Aparecida de Fátima Gavioli Subsecretário de Governança Institucional Avelar Lopes Viveiros Centro de Estudos, Pesquisa e Formação dos Profissionais da Educação Rita de Cássia Ferreira Superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais Núbia Rejaine Ferreira Silva ORGANIZADORES E COLABORADORES Gerente de Educação a Distância Divino Alves Bueno Elaboradoras de Ciências Humanas Evania Martins Lima Giselle Garcia de Oliveira Renata Silva da Rocha Queiroz Revisora Ialba Veloso Martins Projeto Gráfico e Design Instrucional Eduardo Souza da Costa Diagramação Adriani Grün Todas as citações de textos contidas neste material didático estão de acordo com a legislação, tendo por fim único e exclusivo o ensino. Caso exista algum texto a respeito do qual seja necessária a inclusão de informação adicional, ficamos à disposição para o contato pertinente. 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