Prévia do material em texto
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro - CBMERJ Centro de Educação Profissional em Atendimento Pré-hospitalar - CEPAP 108 espaço insuficiente na cena. Esta técnica pode também ser um recurso em locais de difícil acesso e com vítimas em outros decúbitos. Número mínimo de socorristas: cinco (5). Para iniciar esta técnica, o socorrista um (1) estabilizará a cabeça, mantendo um joelho no chão, e a ponta do coturno do outro pé à frente. Isso o protegerá de ser atingido pela prancha, conforme figura 1. Os demais socorristas tomarão as seguintes posições: o socorrista dois (2) se posicionará na altura do tórax, segurando os ombros; o socorrista três (3) na altura da pelve, mantendo os braços da vítima entre seus braços; o socorrista quatro (4) na altura do joelho da vítima, conforme figura 14. O quinto elemento (socorrista ou não) ficará responsável em colocar a prancha embaixo da vítima, conforme figura 15. Assim que todos estiverem posicionados, e a prancha preparada com os cintos desafivelados e alinhados, o socorrista que estiver na cabeça dará o comando para elevação da vítima. Esse movimento deve ser realizado de maneira sincrônica, mantendo o alinhamento da coluna da vítima. A elevação deve ser o mínimo necessário para o posicionamento da prancha sob a região dorsal da vítima, conforme figuras 16 e 17. Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro - CBMERJ Centro de Educação Profissional em Atendimento Pré-hospitalar - CEPAP 109 Procedimentos de imobilização: Após a colocação da vítima sobre a prancha longa, seguimos com as seguintes ações: COLOCAÇÃO DO COLAR CERVICAL – ORIENTAÇÕES: 1. Na aplicação da técnica de rolamento a 90°, orientamos que o colar cervical seja colocado na vítima após o rolamento, para possibilitar um exame mais adequado da região occipital e cervical da vítima. Lembrando que a estabilização manual é extremamente segura e precisa. 2. O socorrista que for realizar a colocação do colar deve estar posicionado de forma que permita a visualização da passagem do colar pela parte posterior do pescoço da vítima, assim como mensurar o tamanho do colar cervical. 3. Após a colocação do colar cervical, o socorrista deve aplicar os estabilizadores de cabeça (headblock), e seus respectivos tirantes (frontal e mentoniano), ressaltando que um dos socorristas não pode soltar a cabeça da vítima. 4. O tirante mentoniano deve ser o primeiro a ser colocado, ele é posto sobre o colar cervical fazendo uso da abertura que possui. Após essa ação é que colocamos o tirante frontal e a finalização da fixação da cabeça. A partir desse momento não será mais necessário manter a imobilização manual da cabeça. FIXAÇÃO DA VÍTIMA NA PRANCHA COM OS CINTOS: Possuem a finalidade manter a vítima fixada ao longo da prancha, prevenindo o risco de quedas e movimentos indesejados. Padrão de fixação dos cintos: (figuras 18 e 19) os cintos devem estar bem posicionados para atuarem de forma eficaz. O cinto superior deve ser posicionado na altura do tórax próximo a região axilar. O ajuste deve permitir a expansão do movimento respiratório. O cinto mediano deve ficar na altura da pelve. O cinto inferior deve ser colocado aproximadamente cinco (5) centímetros acima dos joelhos. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro - CBMERJ Centro de Educação Profissional em Atendimento Pré-hospitalar - CEPAP 110 TRANSPORTE DA PRANCHA COM 03 SOCORRISTAS: Ressaltamos que para erguer a prancha os socorristas devem executar dois movimentos à comando líder: o primeiro movimento até a altura dos joelhos e o segundo movimento acima, na posição ereta, conforme figuras 20, 21 e 22. A figura 23 demonstra o transporte de vítima com três (3) socorristas. Figura 18 Figura 19 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24