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TESTES ORTOPEDICOS ESPECIFICOS PRINCIPAIS TESTE REALIZADOS . PROFESSOR: ANTONIO SEBASTIÃO DOS REIS NETO O QUE SÃO OS TESTE ESPECIFICOS ? Os testes ortopédicos são uma série de procedimentos clínicos utilizados por profissionais de saúde, como médicos ortopedistas, fisioterapeutas e quiropráticos, para diagnosticar lesões, disfunções ou problemas musculoesqueléticos em pacientes. Esses testes envolvem uma variedade de manobras físicas e avaliações específicas que ajudam a identificar a fonte da dor, limitação de movimento ou outros sintomas relacionados ao sistema musculoesquelético. PARA QUE ELES SERVEM ? Os testes ortopédicos podem ser úteis no diagnóstico de uma ampla gama de condições musculoesqueléticas, como lesões esportivas, tendinites, entorses, luxações, problemas na coluna vertebral, entre outros. No entanto, é importante ressaltar que esses testes geralmente fazem parte de uma avaliação mais abrangente e que um diagnóstico preciso muitas vezes requer a combinação de informações clínicas, exames de imagem e, às vezes, procedimentos adicionais. PRINCIPAIS TESTES PARA COLUNA CERVICAL TESTE PARA COLUNCA CERVICAL . Teste de compressão de Apley Descrição do teste O Teste de Compressão de Apley ou simplesmente teste de Apley serve para evidenciar a presença de uma possível compressão radicular por hérnia discal, geralmente afetando as raízes de C5-C6-C7. O profissional deverá estar atrás do paciente com os dedos da mão entrelaçados e exercer uma força contínua para baixo e perguntar ao paciente se ele está sentindo algum desconforto. TESTE DE COLUNA CERVICAL Sinais e sintomas O paciente poderá relatar, no momento do teste, uma dor que irradia para algum membro ou a dor poderá estar situada na região central da nuca. No primeiro caso, há um indício de positividade para o quadro de compressão radicular, com irradiação para o dermátomo correspondente. No segundo caso a dor poderá ser uma manifestação de compressão dos processos uncinados (artrose), sendo relatado pelo paciente como uma dor do tipo “fincada”. Sempre deveremos levar em consideração a idade do paciente nesse caso e a anamnese completa. TESTE PARA COLUNA CERVICAL Teste de Spurling Descrição do teste O terapeuta, por trás do paciente, exerce uma pressão contínua no topo da cabeça do paciente no sentido axial em torno de 15 segundos. O paciente permanece com a coluna cervical na posição de extensão e rotação para um dos lados a serem testados. O teste é considerado positivo quando os sintomas são reproduzidos ou exacerbados por meio da compressão. Dores inespecíficas podem ser consequentes ao aumento de pressão das superfícies articulares das vértebras (uncoartroses) ou devido a espasmos musculares. TESTE PARA COLUNA CERVICAL . Sinais e sintomas Nesse teste o paciente poderá manifestar dor irradiada para o membro superior do lado da inclinação da cabeça, o que será um indício de compressão radicular e sofrimento neural. Realizar esse teste com inclinação tanto para o lado direito como para o lado esquerdo e observar a reação do paciente. TESTES ESPECIFICOS PARA OMBRO TESTE PARA OMBRO . Teste de Neer Elevação passiva do membro superior, no plano da escápula e com o ombro em rotação neutra. Por meio dessa manobra avaliamos a presença de dor que indica teste positivo pois houve impacto do tubérculo maior contra o acrômio afetando o supraespinhal (e assim o manguito rotador). TESTES PARA OMBRO . Teste do Impacto de Yocum O teste de Yocum é uma manobra ativa e tem como objetivo provocar as estruturas dentro do espaço subacromial. Para realizar o teste, o paciente deve estar sentado ou em pé. Peça ao paciente para colocar a mão do braço afetado em cima do ombro contralateral. Em seguida, pede-se ao paciente que levante o cotovelo sem mover o ombro. O teste é positivo se a dor familiar do paciente for reproduzida. TESTE PARA OMBRO . Teste de Jobe Elevação ativa do ombro contra resistência, com o membro superior no plano da escápula e em rotação medial. Por meio deste teste avaliamos o tendão supraespinhal e posso ter resultados desde dor com diminuição de força até mesmo incapacidade de elevar o membro indicando ruptura completa. TESTES PARA OMBRO Teste de Gerber Após o paciente colocar a mão no dorso no nível da coluna lombar baixa, solicitamos que a afaste das costas. Por meio deste teste avalio o tendão subescapular e tenho positividade quando incapacidade de afastar ou manter o afastamento do membro em relação ao corpo. TESTES ESPECIFICOS PARA COTOVELO TESTE PARA COTOVELO Teste de Cozen -EPICONDILITE LATERAL \ COTOVELO DE TENISTA O teste é realizado com o cotovelo fletido em 90º e o antebraço em pronação. Pede-se ao paciente que faça extensão ativa do punho, contra a resitência do examinador. O teste será positivo quando o paciente referir dor no epicôndilo lateral, onde se insere a musculatura extensora do punho e dos dedos. TESTE PARA COTOVELO Teste de Mill Teste específico para avaliar epicondilite lateral.Com o cotovelo em extensão e o punho em flexão, solicita-se ao paciente resistir a hiperflexão do punho, com a dor como sinal positivo da doença. TESTE DE COTOVELO . Teste do Cotovelo de Golfista (epicondilite medial): Enquanto palpa o epicôndilo medial do paciente, o fisioterapeuta coloca passivamente o antebraço do paciente em supinação, cotovelo e punho em extensão. O teste é considerado positivo quando o paciente refere dor no epicôndilo medial do úmero. TESTES ESPECIFICOS PARA PUNHOS TESTE DE PUNHO Teste de Phalen e Phalen invertido Descrição do teste: O terapeuta instrui o paciente para realizar uma flexão do punho e colocar o dorso da mão em contato com a outra mão, permanecendo por 1 minuto. Sinais e sintomas: Esse teste serve para diagnosticar a síndrome do túnel do carpo e o aparecimento de formigamento ou dormência na mão, principalmente na região que vai até o 3º dedo, demonstra positividade do teste. OBS: o teste de Phalen invertido é o mesmo teste, porém é realizado com os punhos em extensão máxima, ou seja, em posição de “reza”. Posição do paciente: Sentado ou em pé, com os cotovelos fletidos à 90º e com os punhos com o dorso em contato e à 90º de flexão. TESTE PARA PUNHO Teste de Finkelstein Descrição do teste: Teste utilizado para diagnosticar a tenossinovite estenosante De Quervain, que abrange o primeiro compartimento dorsal (tendões do abdutor longo e do extensor curto do polegar). O terapeuta instrui o paciente para realizar ativamente ou passivamente o desvio ulnar estando com o polegar aduzido e fletido na palma da mão. Sinais e sintomas: Dor com forte sensação de “agulhada” sobre o processo estilóide do rádio. Posição do paciente: Sentado ou em pé, com o polegar aduzido e fletido, sendo “segurado pelos outros dedos”, associado a um desvio ulnar. TESTES ESPECIFICOS PARA QUADRIL TESTE DE QUADRIL Teste de Trendelenburg: em 1895, Freidrich Trendelenburg descreveu um sinal clínico empregado para determinar a integridade da função dos músculos abdutores do quadril. Cada membro inferior sustenta metade do peso do corpo; quando um membro inferior é levantado, o outro suporta todo o peso, resultando numa inclinação do tronco para o lado do membro apoiado. A inclinação do tronco é realizada pelos músculos abdutores do quadril , uma vez que suas inserções estão fixadas no membro apoiado e a força de contração é exercida nas suas origens na pélvis. Conseqüentemente a pélvis inclina , levantando do lado que não suporta peso. A falha deste mecanismo é diagnosticada pela positividade do sinal de Trendelenburg, ocorrendo a queda da pélvis ao invés de sua elevação no lado não apoiado . TESTE DE QUADRIL . Teste de Thomas: este teste destina-se a avaliar a presença de contratura em flexão do quadril. Neste momento é importante diferenciarmos contração muscular de contratura muscular.O termo contração refere-se ao fenômeno fisiológico básico do tecido muscular , seja para promover movimento, seja para aumentarseu tônus; já o termo contratura refere-se sempre a um fenômeno patológico onde este músculo está em estado de encurtamento , invadido por tecido fibroso O paciente é colocado em decúbito dorsal e realiza-se a flexão máxima dos quadris; com isto, desfaz-se a inclinação pélvica e a lordose lombar que normalmente acabam por mascarar estas contraturas em flexão. Em seguida, mantemos um quadril fletido e estendemos aquele que desejamos testar: quando há contratura em flexão, o quadril não estende completamente e o ângulo formado entre a face posterior da coxa e a mesa de exame corresponde à contratura em flexão existente. São exemplos de patologias que podem levar à contratura em flexão do quadril a psoíte , a artrose e a artrite séptica. TESTE PARA QUADRIL Teste de Patrick: teste destina-se a detectar tanto as patologias do quadril, como as da articulação sacro-ilíaca. Com o paciente em decúbito dorsal, colocamos o calcanhar do membro inferior em questão sobre o joelho do lado oposto; o examinador aplica então uma força sobre o joelho fletido e outra sobre a espinha ilíaca ântero-superior oposta, como se estivesse abrindo um livro.Se a dor for referida na região inguinal,pode haver patologia na articulação do quadril; caso a dor seja referida na região posterior, pode haver patologia na articulação sacro-ilíaca. Este teste também é chamado de Fabere, em virtude da posição que o membro assume durante sua realização. TESTES ESPECIFICOS PARA JOELHOS . TESTE PARA JOELHO. Teste de Lanchman Paciente deitado(a) com joelho fletido, o examinador faz um movimento antagônico com uma mão para frente e a outra para trás ocasionando o deslizamento de uma superfície articular sobre a outra. O sinal é positivo quando há o deslocamento anterior da tíbia. TESTE DE JOELHO Teste da Gaveta Anterior Paciente deitado(a) com joelho fletido, o examinador senta sobre seu pé para dar apoio e faz uma tração para frente com as mãos na região superior da tíbia. O teste é positivo quando o membro vem para frente como uma gaveta. TESTE DE JOELHO Teste de Apley Paciente em decúbito ventral realizamos flexão do joelho e rotação interna e externa segurando pelo pé. A dor medial ou lateral na articulação do joelho indica lesão do lado oposto. TESTES ESPECIFICOS PARA TORNOZELO TESTE DE TORNOZELO Teste de Thompson: Detecta rupturas no tendão de Aquiles. O paciente é colocado em DV ou de joelhos com os pés estendidos sobre a borda da cama. O terço médio da panturrilha é comprimido pelo examinador, e em caso de ausência de uma flexão plantar normal, deve-se suspeitar de ruptura do tendão de Aquiles. TESTE PARA TORNOZELO Sinal de Gaveta Anterior: Identifica instabilidade ligamentar do tornozelo. O paciente deita-se em DD e o examinador estabiliza a parte distal da tíbia e fíbula com uma mão enquanto segura o pé em 20o de flexão plantar com a outra mão. O teste é positivo se, ao trazer o talus para frente no encaixe do tornozelo, a translação anterior for maior do que a do lado não afetado. TESTES ESPECIFICOS PARA COLUNA TESTE PARA COLUNA O Sinal de Lasègue: É positivo quando o paciente refere dor na topografia do nervo ciático com 45 graus de flexão em média do membro. Este movimento tensiona o nervo ciático e as raízes nervosas da coluna contra as hérnias de disco e protusões da coluna. TESTE DE COLUNA Teste de Adams: Neste teste, o paciente deve se abaixar para frente, mantendo os pés juntos e os joelhos retos. Os membros superiores devem estar pendentes, com as mãos aproximadamente ao nível dos joelhos. O paciente será avaliada pela cabeça e/ou pelas costas. “Nas escolioses estruturais, esse componente rotacional é caracterizado pela presença de uma proeminência (gibosidade) no lado convexo da curva, com os corpos vertebrais rodados no sentido da convexidade.” audio1.wav image1.jpg image2.jpg image3.jfif image4.jpg image5.png image6.jpg image7.jfif image8.jfif image9.jpg image10.jpg image11.jfif image12.jfif image13.jpg image14.png image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.jfif image19.jpg image20.jpg image21.jpeg image22.jpg image23.jpg image24.jpeg image25.jpg image26.png image27.jpg image28.png image29.jpg image30.jpeg image31.jpg image32.jpg image33.jpg image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png