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(BNCC) Competências 
gerais: 1, 4, 5, 6, 7, 9 e 10
Competências específicas: 
1, 4, 5 e 6
Habilidades: EM13CHS101 
EM13CHS104 EM13CHS106 
EM13CHS401 EM13CHS402 
EM13CHS403 EM13CHS404 
EM13CHS501 EM13CHS502 
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EM13CHS603 EM13CHS606
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 A formação da classe operária na Inglaterra
A Revolução Industrial, que teve como epicentro a Inglaterra, sinalizou que a longa 
transição do feudalismo para o capitalismo chegava ao fim. O motor da atividade eco-
nômica passou a ser a indústria, e não mais o comércio, enquanto o mundo se tornaria, 
aos poucos, cada vez mais urbano e menos rural, em um processo que se acelerou no 
século XX. 
Em contraste com o feudalismo, no capitalismo generalizou-se o chamado trabalho 
livre. De um lado, os meios de produção, como a terra e os instrumentos de trabalho, 
foram paulatinamente expropriados dos trabalhadores. A força de trabalho se converteu 
em mercadoria, vendida em troca de salário. De outro lado, o trabalhador ganhou uma 
mobilidade desconhecida no mundo feudal: no capitalismo, ele tornou-se “livre” para 
escolher para quem venderia sua força de trabalho.
Em lugar das oficinas artesanais, passou a predominar a grande indústria, na qual as 
máquinas determinavam a velocidade com que o trabalho precisava ser feito, enquanto 
os patrões decidiam a quantidade de horas trabalhadas.
No início da era industrial, não havia leis regulamentando os dias nem as horas de 
trabalho. Também não havia salário mínimo, restrições ao trabalho infantil, indenização 
em caso de acidentes de trabalho ou previsão de aposentadoria na velhice. Em resumo, 
não havia direitos trabalhistas.
Capital e trabalho, cartum britânico de 1843.
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APÍTULO
Mudanças climáticas: 
polêmica e desafios
Como as atividades humanas podem afetar o clima? Quais são as 
principais polêmicas e desafios em relação às mudanças climáticas? 
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APÍTULO
Uma história de lutas: 
o movimento operário
Quais têm sido as principais formas de organização construídas pelos 
operários desde a Revolução Industrial? Como as transformações no 
mundo do trabalho incidem nas lutas dos trabalhadores?
As condições extremas de exploração dos trabalhado-
res no início do capitalismo industrial geraram resistência. 
Na Inglaterra, desde a segunda metade do século XVIII, 
a ação constante dos quebradores de máquinas levou o 
Parlamento britânico a aprovar uma lei, em 1769, que punia 
com a pena de morte a destruição de máquinas. O rigor da 
lei e a execução de vários trabalhadores não impediram que 
o movimento se ampliasse. Em 1811 e 1812, com a ação 
de Ned Ludd, que teria quebrado a marteladas os teares 
da fábrica onde trabalhava, nascia o movimento ludista, 
assim chamado em homenagem ao lendário líder.
A repressão das autoridades foi tão violenta que provo-
cou reações até nos setores mais abastados da sociedade. 
Em 1812, George Byron, poeta e membro da Câmara dos 
Lordes, fez um longo discurso no Parlamento em apoio aos 
ludistas. Leia um trecho desse discurso.
“Não há sangue suficiente em vosso código penal? 
O que mais deve ser derramado para ascender ao céu 
e testemunhar contra vós? Como ides colocar essa lei 
em vigor? Podeis condenar um condado inteiro às suas 
próprias prisões? Erguereis uma forca em cada campo 
para enforcá-los como espantalhos? Ou procedereis 
(como deveis para implementar essa medida) com a 
dizimação, colocando o país sob lei marcial. Despo-
voando e destruindo tudo ao seu redor. Restaurando 
a floresta de Sherwood à sua condição anterior, de 
território de caça real e de asilo para foras da lei, para, 
então, apresentá-la como um presente para a coroa? 
Essas são as soluções para uma população faminta 
e desesperada? Será que o miserável faminto que 
enfrentou suas baionetas ficará intimidado com suas 
forcas? Quando a morte é o único alívio concedido, 
ele será coagido tranquilamente?”
Lorde Byron, 1812. In: MALDONADO, Luccas 
Eduardo. Discurso de Lorde Byron a respeito da 
repressão contra os ludistas. Temporalidades – Revista 
de História, ed. 26, v. 10, n. 1, jan.-abr. 2018.
As trade unions e as primeiras 
conquistas
Com as lutas operárias, iniciava-se também a orga-
nização dos trabalhadores contra a exploração de sua 
força de trabalho. As primeiras associações de operários 
foram criadas no século XVIII, antes mesmo da Revolu-
ção Industrial, por trabalhadores do sistema artesanal-
-manufatureiro. Eram associações de tecelões, sapateiros, 
marceneiros e alfaiates. Reprimidas pelos patrões, essas 
associações foram finalmente proibidas em 1799.
A Revolução Industrial, porém, daria um novo impulso 
às organizações operárias. A concentração de um grande 
volume de trabalhadores nas fábricas criou entre eles 
uma identidade coletiva, o sentido de pertencimento a 
um grupo social e a confiança em seu poder de mobiliza-
ção, consciência que fortaleceu a sua luta por direitos. A 
primeira conquista dos trabalhadores ocorreu em 1825, 
com a revogação da lei de 1799 e a criação das primeiras 
trade unions, ou sindicatos, com a tarefa de organizar os 
trabalhadores para a conquista de direitos.
A conquista seguinte foi a aprovação, em 1833, dos 
Atos de Fábrica, lei que regulamentou o trabalho infantil 
nas indústrias. O ato proibiu o trabalho de crianças menores 
de 9 anos (exceto nas fábricas de seda), limitou o tempo de 
trabalho das crianças entre 9 e 13 anos a 48 horas sema-
nais e o trabalho de jovens entre 14 e 18 anos a 69 horas 
por semana, proibiu o trabalho noturno para menores de 
18 anos e instituiu a frequência escolar obrigatória de duas 
horas por dia para os menores de 14 anos. Três anos depois 
da nova lei, os operários condenados na Inglaterra por 
participação nas revoltas foram anistiados e começaram 
a retornar ao país.
O movimento cartista
As lutas e as conquistas da década de 1830 colaboraram 
também para elevar o nível de consciência política dos tra-
balhadores. Essa nova consciência tornou-se evidente em 
1836, quando um grupo de artesãos londrinos formou uma 
associação em defesa da ideia de encaminhar uma petição 
ao Parlamento pela realização de uma reforma política no 
país. O movimento ganhou força no ano seguinte, com 
a coleta de milhares de assinaturas nas fábricas, oficinas 
e reuniões de trabalhadores para uma série de petições 
nacionais encaminhadas ao Parlamento.
A iniciativa deu origem à Carta do Povo, petição enca-
minhada ao Parlamento, em 1838, contendo as seguintes 
reivindicações: 
 • Sufrágio universal masculino (até então, o voto tinha 
como base a renda do indivíduo).
 • Voto secreto por meio de cédulas.
 • Eleições anuais.
 • Participação de representantes da classe operária no 
Parlamento.
 • Remuneração para os parlamentares.
O movimento cartista, como ficou conhecido, de-
fendia a participação operária na política; porém, restrita 
aos trabalhadores do sexo masculino. Na Inglaterra e 
no mundo, a política era, nessa época, um assunto de 
homens de posses. Ao reivindicarem o sufrágio universal 
masculino no lugar do voto censitário, os cartistas da-
vam um passo importante em direção à democratização 
da atividade política, mas não se tratava ainda de sua 
universalização.
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Questões
1. Por que, para os tra-
balhadores, era im-
portante que a ati-
vidade parlamentar 
fosse remunerada?
2. Analise a charge ao 
lado. O que ela nos 
mostra sobre a luta 
dos cartistas na In-
glaterra?
3. O que você pensa so-
bre a remuneração 
da atividade parla-
mentar nos dias de 
hoje? Justifiquesua 
opinião.
Registre em seu caderno
(BNCC) Competências 
específicas: 1, 4 e 5
Habilidades: 
EM13CHS101 EM13CHS104 
EM13CHS404 EM13CHS501
Os cartistas pressionavam o governo por meio de comícios, abaixo-assinados e 
manifestações. O movimento atingiu seu ponto alto em 1842, quando foi entregue 
uma nova petição ao Parlamento britânico com mais de 3 milhões de assinaturas. 
A nova petição reivindicava aumento de salários e redução da jornada de trabalho. 
Em apoio à petição, uma greve geral paralisou mais de 50 mil trabalhadores no país. 
As mobilizações pela redução da jornada de trabalho continuaram. O resultado veio 
em 1847, com a aprovação do Ten Hour Act, lei que reduziu a jornada de trabalho na 
Inglaterra para 10 horas diárias.
Um partido cartista, charge britânica de 1843 que representa a luta do 
movimento cartista.
 As internacionais operárias e a 
Comuna de Paris
As primeiras lutas operárias, frequentemente aglutinadas em sindicatos, reivindica-
vam aumento de salários e melhores condições de trabalho. Quando os trabalhadores 
decidiram lutar não apenas por melhorias nas fábricas, mas também para mudar a 
sociedade como um todo, formaram-se os primeiros partidos operários. Essas orga-
nizações (sindicatos e partidos operários) foram alimentadas por teorias políticas que 
estavam sendo elaboradas na época. Algumas delas, como o socialismo marxista e o 
anarquismo, propunham mudanças radicais, por exemplo, a derrubada do capitalismo 
e uma sociedade sem patrões nem empregados. 
Em meados do século XIX, os alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels 
(1820-1895) desenvolveram um trabalho intelectual e militante que exerceu grande 
influência nas lutas sociais organizadas desde então. Um dos textos mais conhecidos 
da dupla, O manifesto comunista, publicado em 1848, descreve o capitalismo como um 
sistema expansivo, que tende a mundializar as relações de trabalho que o caracterizam. 
Na visão dos comunistas, da mesma forma que a dominação capitalista tende a se inter-
nacionalizar, a classe operária, que a destruiria, também se organizaria mundialmente.
A compreensão do caráter internacionalista das lutas operárias levou à fundação 
da Associação Internacional dos Trabalhadores, em 1864, também conhecida como 
Primeira Internacional, da qual Marx e Engels participaram ativamente. Seu objetivo 
era colocar em prática a convocação que encerrava O manifesto comunista: “proletários 
de todo o mundo, uni-vos!”. Segundo o historiador Jacques Droz, foi a primeira vez que 
os trabalhadores vislumbraram a possibilidade de conquistar o poder e construir uma 
sociedade sem exploradores e explorados.
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Vista das barricadas nas ruas da capital francesa 
durante a Comuna de Paris, 1871.
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(BNCC) Competências específicas: 1, 5 e 6
Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS106 EM13CHS501 
EM13CHS503 EM13CHS603
Imagine...
• Imagine que você vivesse em Paris, na França, em 
1871. Após os dirigentes franceses entregarem as 
armas às forças prussianas e abandonarem Paris, o 
povo parisiense assumiu o comando da cidade com o 
intuito de reinventar a vida social. Como você reagiria 
nessa situação? Você acredita que uma sociedade sem 
governo poderia funcionar? Apoiaria os comunardos 
ou o governo exilado? Que ideias você daria para os 
comunardos organizarem a vida social?
O primeiro teste da capacidade de a Internacional So-
cialista organizar os trabalhadores para a tomada do poder 
foi a chamada Comuna de Paris. Entre 18 de março e 28 de 
maio de 1871, em meio à derrota na guerra com a Prússia, a 
população da capital francesa assumiu a defesa da cidade, 
abandonada por seus dirigentes. Imediatamente, afloraram 
propostas de mudança radical em todos os campos da 
vida social: no trabalho, na política, na justiça, nas relações 
familiares e na condição da mulher. Naqueles dias, a França 
virou de cabeça para baixo, ou, como disse Marx, os traba-
lhadores franceses “tomaram o céu de assalto”.
De fato, a experiência da Comuna comoveu a sensibili-
dade europeia. Para alguns, evidenciou-se que o capitalismo 
gerava sociedades cindidas, em que havia um fosso intrans-
ponível entre governantes e governados, entre a burguesia 
e os trabalhadores. Diante dessa realidade, muitos europeus 
sentiram que seria mais prudente procurar um caminho 
conciliatório, evitando o confronto com o capitalismo. Ou-
tros interpretaram os acontecimentos com olhos diferentes, 
achando que seria preciso armar-se para preparar uma nova 
luta no futuro. Esse foi o caso dos bolcheviques na Rússia. 
Nos anos seguintes, visando diminuir as tensões sociais, 
a tendência dos governos foi fazer concessões aos trabalha-
dores, sem modificar a estrutura de classes. Nas palavras do 
personagem de um romance italiano da época, o desafio era 
“mudar tudo para que tudo fique como está”. A participação 
dos trabalhadores na política foi progressivamente amplia-
da, a exemplo do que ocorreu na Inglaterra. Ao mesmo 
tempo, expandiram-se os direitos sociais. Um exemplo dessa 
mudança, realizada “de cima para baixo”, foi a instituição 
do primeiro sistema de aposentadoria pública no mundo, 
na Alemanha, nos anos 1880, país que tinha o movimento 
operário mais poderoso da época. 
Quanto à Primeira Internacional, sua atuação no movi-
mento parisiense foi pequena. Depois da derrota da Comu-
na, enfraquecida pela repressão que se seguiu e pelas cisões 
internas, a organização foi progressivamente esvaziada, até 
ser formalmente dissolvida em 1876. A ideia de uma interna-
cional dos trabalhadores foi retomada em 1889, quando se 
constituiu a Segunda Internacional. Sua principal bandeira 
foi a jornada de trabalho de 8 horas, reivindicada em ma-
nifestações anuais no dia 1o de maio, data que foi adotada 
como o Dia Internacional dos Trabalhadores. 
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Exilados da Comuna de Paris se espalharam pelo 
mundo, contribuindo para difundir as ideias socialistas e 
anarquistas. Conta -se que a equipe de futebol Argentinos 
Juniors nasceu da fusão de dois times de trabalhadores 
socialistas e anarquistas, influenciados pelo movimento 
francês: Mártires de Chicago, de Villa Crespo, e Sol de la 
Victoria, de La Paternal, dois bairros da zona oeste de 
Buenos Aires. Em 1904, o clube recebeu seu nome atual 
No entanto, a experiência da Comuna foi curta. Assus-
tado com o movimento, o governo francês solicitou ajuda 
das tropas alemãs para reprimir os comunardos. Diante da 
Comuna, a rivalidade entre as nações foi substituída pela 
solidariedade entre os governos. O exército francês inva-
diu Paris e cumpriu sua missão com uma brutalidade que 
entrou para a história. Enfrentando a resistência admirável 
dos trabalhadores, que montaram barricadas em toda a 
cidade, as tropas do governo agiram sem piedade. Mes-
mo depois de vencer os rebeldes, a repressão continuou. 
As execuções, prisões e deportações atingiram cerca de 
100 mil pessoas, 5% da população da cidade. 
Professor, o romance ao qual o texto se refere é O leopardo, de 
Giuseppe Tomasi di Lampedusa, publicado em 1958.
Na foto, Maradona 
jogando pelo 
Argentinos 
Juniors, em 1978.
Exilados no futebol argentino
e adotou o vermelho como 
cor do uniforme. Foi nessa 
equipe que Diego Armando 
Maradona foi revelado para 
o futebol mundial. 
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De olho no presente
A igualdade de gênero na política
Questões
1. Por que é importante a participação das mulheres 
na política?
2. Na sua opinião, as mulheres ainda sofrem dis-
criminação no Brasil e no mundo? Se sim, o que 
deve ser feito para mudar essa situação?
3. O que você esperaque seja diferente na vida 
das mulheres das gerações futuras em relação 
à geração atual?
A Segunda Internacional também promoveu, a partir 
de 1910, uma jornada anual em defesa dos direitos das 
mulheres, movimento que está na origem da consagração 
do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Na-
quele momento, as mulheres só tinham direitos políticos em 
alguns países. Conheça a seguir um pedaço dessa história.
“Até o início do século XX, o voto, na quase totali-
dade dos países, era um direito exclusivo dos homens 
– especialmente de homens ricos. No cenário de grandes 
transformações que foi o século XX, as ativistas que 
se mobilizaram pelo direito feminino à participação 
política ficaram conhecidas como sufragistas.
Entre 1890 e 1994, mulheres da maioria dos Estados 
adquiriram o direito de votar e a se candidatar a um 
cargo público. Ainda assim, tempo e espaço são duas 
variáveis que diferem muito quando tratamos dessa 
conquista: o que em 1906 foi uma grande vitória para 
as finlandesas aconteceu na África do Sul somente em 
1993 e na Arábia Saudita em 2011.
O poder sobre as decisões públicas, que deveria 
ser amplo e irrestrito, representativo e proporcional a 
toda a população, ainda é marcado por gênero, raça e 
classe, o que abala a representatividade das instituições 
políticas e resulta em pouca sensibilidade no mundo 
político diante desses assuntos.”
TOSI, Marcela. A conquista do direito ao voto 
feminino. Politize, 18 ago. 2016. Disponível em 
<https://www.politize.com.br/conquista-do-direito-
ao-voto-feminino/>. Acesso em 20 ago. 2020.
Sufragistas de vários estados se dirigem à marcha nacional 
das mulheres pelo direito ao voto. Washington D.C., Estados 
Unidos, 3 de março de 1913.
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 As lutas operárias no século XX
As lutas operárias no século XX receberam um grande impulso com a Revolução Russa de 
1917. Apesar de desembocar, posteriormente, na instalação de uma ditadura totalitária, o esta-
belecimento do primeiro Estado operário da história insuflou expectativas revolucionárias entre 
os trabalhadores. Inspirados na Revolução Bolchevique, vários partidos socialistas e comunistas 
foram fundados ao redor do mundo, ao mesmo tempo que o movimento operário viveu um 
período de intensa atividade.
No final da Primeira Guerra Mundial, parecia que a Revolução Bolchevique se espalhava pela 
Europa. Na Alemanha, principal potência capitalista no continente, a rendição no conflito foi 
precipitada, entre outros fatores, pela ascensão do movimento operário, que levou à queda do 
império no país. Na Itália, operários assumiram o controle de diversas fábricas nas cidades in-
dustriais de Milão e Turim, formando conselhos operários para dirigi-las. Na Hungria, comunistas 
chegaram ao poder em 1919, declarando uma efêmera República Soviética Húngara. Embora 
essas experiências tenham sido derrotadas, elas dão uma medida da agitação que tomou conta 
dos trabalhadores no contexto da vitória bolchevique na Rússia.
A influência da Revolução Russa também chegou ao movimento operário da América Latina. 
No Brasil, as lutas dos trabalhadores viveram um período de grande efervescência entre os anos 
1917 e 1920. No movimento, havia correntes moderadas, que procuravam conciliar os interesses 
de patrões e empregados, e correntes mais combativas. O grupo mais atuante era o sindicalismo 
revolucionário, corrente anarquista difundida no Brasil por imigrantes, principalmente italianos 
e espanhóis. Os anarquistas estiveram à frente da principal greve do período, a greve geral de 
1917, ocorrida em São Paulo. Entre as reivindicações, destacava-se a jornada de 8 horas. Doc. 1
(BNCC) Competência específica: 5; Habilidades: 
EM13CHS501 EM13CHS502 EM13CHS503 EM13CHS504
Registre em seu caderno
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https://www.politize.com.br/direitos-da-mulher-avancos-e-retrocessos/
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