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 Fluxus segundo Ben Patterson (vídeo, 3 min 30 s). Disponível em: 
https://youtu.be/2qMONmYxcqk. Acesso em: 10 jun. 2020.
Assista ao vídeo para conhecer um pouco mais as experiências e os 
pensamentos do grupo Fluxus, contados pelo artista Ben Patterson.
FICA A DICA
6 Agora reflita e anote no diário de bordo as respostas às questões a seguir.
a. Você se lembra da última vez que sentiu um cheiro, um gosto, um som ou uma textura di-
ferente do habitual? Em sua opinião, um estímulo corporal sensorial amplia a nossa percep-
ção sobre o próprio corpo? Respostas pessoais. O objetivo é despertar os estudantes para as questões da sensorialidade. 
b. O que é habitual para o seu corpo? E o que não é? 
c. Os conteúdos e as referências abordados apresentam um contexto em que artistas diversos 
buscavam romper com o que era tradicional na arte e ampliar as possibilidades de mani-
festações artísticas, relacionando-as à vida das pessoas e ao cotidiano. Se você pudesse 
propor em sua própria vida transformações que fugissem do “tradicional”, quais seriam? 
E  para a sua vida em sociedade? Respostas pessoais. Estimule os estudantes a refletir e dialogar sobre essas questões, 
analisando os conteúdos e fazendo paralelos na construção de ideias e discursos. 
Grupo Fluxus
Em 1961, na Alemanha, foi fundado o grupo Flu-
xus, que tinha como base a criação e realização 
de performances. Esse grupo era formado por 
artistas de diferentes linguagens e de distintos lu-
gares do mundo, como os alemães Joseph Beuys 
(1921-1986) e Wolf Vostell (1932-1998), o corea-
no Nam June Paik (1932-2006), o francês Ben 
Vautier (1935-), a japonesa Yoko Ono (1933-) e o 
estadunidense Ben Patterson (1934-2016). Eles 
eram antinacionalistas e propunham a tese de 
que qualquer pessoa poderia fazer arte e qual-
quer coisa poderia substituir a arte. Criticavam 
o avanço industrial realizando performances 
em ritmos muito lentos e incorporando à ação 
o acaso, os acidentes e as interferências. Tam-
bém planejavam performances como se fossem 
receitas culinárias, escritas em pedaços de pa-
pel e feitas para que qualquer um deles pudesse 
realizá-las, garantindo o anonimato e afirmando 
a obra como criação coletiva. Dessa maneira, 
criticavam também o individualismo enaltecido 
nas artes por meio da figura do artista.
Em 1983, a 17ª Bienal de Arte de São Paulo 
dedicou uma ala à produção e à documenta-
ção da trajetória do grupo, que chegou ao fim 
em 1978.
Respostas pessoais. O intuito é que os estudantes percebam as 
ações habituais que geralmente realizam e reflitam sobre o que 
não é considerado habitual na sociedade e cultura em que vivem.
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Exercício do ego no 3, do grupo 
Fluxus, 1983. Realizada na 17ª 
Bienal de São Paulo (SP), esta 
performance trazia uma parede 
em que se lia: “Produtos produtos 
por toda parte produtos de 
arte. Que posso fazer? Por que 
fazer? Pela glória? Pelas meninas. 
Fluxus talvez preferisse (não arte) 
(anti-arte) (vida arte) mas talvez 
sejamos todos corruptos também. 
Por isso estou dormindo hoje dia 
14 de outubro”. Fundação Bienal 
São Paulo, São Paulo (SP).
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Corpo e performance: experiências de vida
A artista portuguesa Helena Almeida (1934- 
-2018) desenvolveu trabalhos de performance 
voltados para a autorrepresentação, em uma 
relação entre corpo, espaço e obra, em que o 
próprio corpo é objeto e suporte da obra. Ela 
utilizou diversos recursos em suas performan-
ces, como pintura, desenho, gravura, instala-
ção, fotografia e vídeo.
A artista paulistana Renata Felinto (1978-) 
desenvolve um trabalho também com base 
em seus repertórios culturais e experiências de 
vida, discutindo a identidade da mulher negra 
na sociedade, a ancestralidade e a globalização 
política e social.
Nesse trabalho, a artista caracteriza-se de uma 
representação oposta ao seu fenótipo de mu-
lher negra e sai para caminhar na rua Oscar Freire, na cidade 
de São Paulo (marco representacional da classe média alta 
paulistana). Ao realizar essa ação, ela propõe reflexões sobre 
as noções de etnia e classe, criticando a branquitude, seus 
sistemas de privilégios e os mecanismos de violência, re-
pressão e exclusão da mulher negra na sociedade brasileira.
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Ouve-me, de Helena Almeida, 1978. BoCA – Biennial of 
Contemporary Arts, Lisboa, Portugal.
Também quero ser sexy, performance de 
Renata Felinto, 2012. Acervo da artista.
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 Renata Felinto (vídeo, 7 min). Disponível em: https://youtu.be/
wEHCpu269tY. Acesso em: 10 jun. 2020.
Assista ao vídeo para ver uma conversa com a artista sobre sua 
trajetória e pensamento.
 Renata Felinto. Disponível em: https://renatafelinto.com/. 
Acesso em: 10 jun. 2020.
Acesse o link para conhecer outros trabalhos da artista.
FICA A DICA
EXPERIMENTAÇÃO PERFORMANCE E SOCIEDADE
1 Responda às questões a seguir no diário de bordo.
a. Que questões você levantaria para debater e refletir sobre a sociedade em que vive?
b. Em sua opinião, que temas são mais necessários para discutir em sociedade?
c. Quais são as dúvidas e questionamentos que afligem a sua vida pessoal e em sociedade?
2 Então, forme um grupo com mais quatro colegas e escolham alguma questão que considerem 
relevante para debater com a turma toda. Depois, formem uma única roda e estabeleçam um 
tempo para discutirem os temas selecionados pelos grupos.
3 Ao terminar, voltem aos grupos iniciais e criem um panfleto com as questões discutidas ou outras 
frases e reflexões que tenham surgido durante a conversa coletiva. Distribuam os panfletos pela 
escola e lembrem-se de criar registros da ação por meio de fotografia ou vídeo.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
NÃO ESCREVA 
NESTE LIVRO.
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