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Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:03 1/5 BIANCA PERINA MASSARO Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 6 (16382) Atividade finalizada em 15/03/2024 11:35:34 (1822226 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1036752] - Avaliação com 6 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 3] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140] Aluno(a): 91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 3 questões corretas, obtendo um total de 0,83 pontos como nota [354510_446 06] Questão 001 (ENADE 2005) Desde o século XVI, as Bandeiras marcaram o período colonial brasileiro. Partiam da Capitania de São Vicente, mais especialmente de Porto Feliz, às margens do rio Tietê, rumo ao interior desconhecido pelos portugueses. Além da prospecção de metais preciosos, as Bandeiras tinha como objetivo central o início da extração do látex na Amazônia. a organização da exploração da pecuária nos pampas. X a preação de indígenas para o trabalho compulsório. a contenção do expansionismo espanhol na região platina. o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar pelas capitanias. [354509_445 00] Questão 002 Quando os primeiros contatos entre europeus e africanos começam, a escravidão já existia na África. Qual mudança se estabeleceu a partir desse contato e da demanda por mão de obra escrava na América? A baixa demanda de mão de obra na América praticamente acabou com a escravidão que já existia na África As principais sociedades africanas entraram no comércio e distribuição de escravos, fabricando embarcações que chegavam até a América Os portugueses fundaram vilas e enviaram governadores para aumentarem a quantidade de escravos enviados para a América X A alta demanda fez com que ocorressem mudanças nos costumes e cada vez mais transgressões eram passíveis de escravidão Os chefes das sociedades africanas cederam seu lugar para que os portugueses administrassem a oferta de escravos Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:03 2/5 [354509_445 95] Questão 003 (ENADE 2008) Documento I E, segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer, como nós mesmos, por onde nos pareceu a todos que nenhuma idolatria, nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar, porque já então terão mais conhecimento de nossa fé, pelos dois degredados, que aqui entre eles ficam, os quais, ambos, hoje também comungam. Carta de Pero Vaz de Caminha. In: PEREIRA, Paulo Roberto (org.) Os três únicos testemunhos do Descobrimento do Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999. p. 54-57. Documento II “... nenhuma fé têm, nem adoram a algum deus; nenhuma lei guardam ou preceitos, nem têm rei que lha dê e a quem obedeçam, senão é um capitão, mais pera a guerra que pera a paz”. SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1500-1627). Revista por Capistrano de Abreu, Rodolfo Garcia e Frei Venâncio Willeke, OFM. 6ª ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1975. A partir da análise desses documentos conclui-se que, no período compreendido entre a produção do primeiro e do segundo, A Coroa deixou integralmente a cargo da Igreja Católica a responsabilidade pela integração das populações indígenas ao modo de vida europeu, conforme as sugestões dos autores dos documentos. A administração portuguesa no Brasil orientou-se pelas observações dos autores dos documentos e optou pelo isolamento das populações indígenas por considerar que eram inúteis ao processo de colonização. O entendimento dos portugueses acerca das populações indígenas e de seus costumes favoreceu o seu processo de integração pela religião, finalizado no século XVII. A predominância das ações de natureza religiosa, por meio da catequese junto às populações indígenas, preservou sua cultura e impediu que elas fossem escravizadas. X Os colonizadores emprenharam-se em transplantar para o interior das comunidades indígenas as formas de organização da sociedade portuguesa, usando a religião e a presença de europeus entre eles. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:03 3/5 [354509_446 04] Questão 004 (ENADE 2017) Estima-se que um milhão de africanos escravizados, mulheres e homens, tenham pisado sobre as pedras do antigo Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, entre 1774 e 1831. Trata-se de um quinto de todos os africanos trazidos à força para o Brasil nos mais de três séculos de escravidão. Redescobertos durante as obras do Porto Maravilha, em 2011, o calçamento original do cais e seu entorno foram considerados Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco, em 9 de julho de 2017. É o primeiro reconhecimento da ONU de um sítio diretamente relacionado à escravidão na América. Todos os outros locais relativos ao tráfico de cativos, cuja memória está protegida pela organização, encontra-se na África. Cais do Valongo, na zona portuária do Rio, vira Patrimônio da Humanidade. Carta Capital. Ano XXIII, n. 961, 19 jul. 2017 (adaptado). A partir das informações apresentadas no texto e considerando a importância do tombamento do Cais do Valongo para a memória da diáspora africana, avalie as afirmações a seguir. I. A patrimonialização do Cais do Valongo alinha-se a outras iniciativas internacionais que objetivam reconhecer e valorizar a contribuição dos povos africanos na Europa e na Ásia, mas sobretudo na formação das Américas. II. Embora espaços como Nova Orleans, Havana e Salvador sejam reconhecidos pelas manifestações da cultura afrodescendentes, distingue-se o Cais do Valongo como espaço de memória por simbolizar o rompimento do silêncio sobre a experiência traumática da diáspora africana nas Américas. III. O Cais do Valongo é o único sítio arqueológico das Américas que registra o fluxo de escravos da África para o continente, fenômeno ao qual se associam outras políticas públicas que objetivam proteger e promover os direitos humanos, sobretudo das populações historicamente excluídas. IV. A escassez de patrimônios referentes ao tráfico de escravizados para fora da África evidencia o esforço dos países africanos em serem reconhecidos como únicos representantes legítimos da memória da escravidão V. O Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, sendo atribuição da ONU preservá-lo e mantê-lo, medidas que interessam o governo local pela possibilidade de desoneração dos cofres públicos. É correto apenas o que se afirma em I, III e IV. II, IV e V. III, IV e V. X I, II e V. I, II e III. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:03 4/5 [354510_446 08] Questão 005 ''A escravidão mercantil africana do período moderno é um sistema que se enraizou cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso cotidiano. O país não só foi o último a abolir essa forma perversa de mão de obra nas Américas, como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu continente de maneira compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras levas chegando em 1550 e as últimas na década de 1860, já que existem registros de envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, estima-se que 4,8 milhões de africanos tenham desembarcado no Brasil. Tais dados fizeram do Brasil colonial e pós-colonial uma sociedade mestiçada mas também profundamente marcada pela presença africana. (...) A escravidão – indígena e africana – esteve presente, de modo combinado e diverso, em várias partes do Brasil, e apresentou diferentes feições econômicas, culturais e demográficas”. SCHWARCZ, Lilia Moritz. GOMES, Flávio dos Santos (orgs.) Dicionário da escravidão e liberdade. 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras,2018. Atualmente é possível encontrar em certos livros revisionistas uma tentativa de transferir para os próprios africanos as mazelas decorridas do tráfico de escravos. Esses autores argumentam que a escravidão já existia na África e que os africanos escravizados eram vendidos pela própria população daquela região. Qual o principal problema desse argumento segundo os especialistas sobre o tema? O argumento presente nesses livros induz ao erro por afirmar que a escravidão já existia no continente africano, o que não é correto. Em diferentes partes da África era possível encontrar a servidão por dívida, que poderia ser paga com o trabalho e esse servo, dispensado dos serviços, o que é uma modalidade diferente da escravidão imposta pelos portugueses. Os livros revisionistas que trazem esse argumento não levam em conta o passado de luta das sociedades africanas contra a escravidão em seus territórios. Isso deve ser pensado quando se discute a participação dos próprios africanos no comércio de escravos pois essa informação está distorcida. Esses livros revisionistas buscam diminuir a agência dos próprios africanos dentro da estrutura escravocrata montada pelos europeus, o que nos dias de hoje é um desserviço e vai de encontro aos movimentos negros que buscam discutir a herança deixada pela escravidão na sociedade brasileira atual. X O principal problema desse argumento é que ele não trata do envolvimento das outras potências europeias como Espanha, França e Holanda no tráfico negreiro, relacionando apenas os portugueses como responsáveis por todo o comércio atlântico de africanos escravizados. O problema central desses argumentos é igualar o impacto da escravidão que servia ao tráfico negreiro à escravidão comumente encontrada nas sociedades africanas em tempos anteriores. O tráfico Atlântico modificou a estrutura social e introduziu a ideia do escravo enquanto “mercadoria”, que não existia nos costumes daquelas sociedades. [354509_445 01] Questão 006 Quais as principais regiões africanas que participaram do tráfico atlântico de escravos? A região da África Oriental, próxima à Índia, foi a maior fornecedora de escravos para o Brasil X Especialmente o interior africano foi responsável pela grande quantidade de escravos que serviram de mão de obra para os portugueses A região sul, especialmente Botsuana e Namíbia, foi a que mais enviou escravos para o Brasil. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:03 5/5 A região norte da África, atual Marrocos e deserto do Saara, ofereceu grande parte dos escravos enviados para a América Os escravos enviados para o Brasil saíram em sua maioria da Costa da Mina e da África Central (do Gabão até o sul de Angola).