Prévia do material em texto
Karina Pessôa Leonel Favalli CIÊNCIAS Novo Pitanguá 3o ano ISBN 978-85-16-11100-7 9 7 8 8 5 1 6 1 1 1 0 0 7 C o m p o ne nt e cu rr ic ul ar : C iê nc ia s C IÊ N C IA S 3 o an o g19_3pmc_capa_prof.indd 1 1/5/18 11:59 AM 1a edição São Paulo, 2017 MANUAL DO PROFESSOR Ensino Fundamental • Anos Iniciais 3o ano Componente curricular: Ciências CIÊNCIAS Karina Pessôa Licenciada em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Professora de Matemática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Autora de livros didáticos para o ensino básico. Leonel Favalli Licenciado e bacharel em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Autor de livros didáticos para o ensino básico. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 1 1/5/18 11:56 AM 1 3 5 7 9 10 8 6 4 2 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2017 Impresso no Brasil Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pessôa, Karina Novo Pitanguá : ciências : manual do professor / Karina Pessôa, Leonel Favalli. -- 1. ed. -- São Paulo : Moderna, 2017. Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano. Componente curricular: Ciências. 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Favalli, Leonel. II. Título. 17-11211 CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35 Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais Gerência editorial: Milena Clementin Silva Edição: Maira Renata Dias Balestri Assistência editorial: Everton Amigoni Chinellato, Rafael Aguiar da Silva Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona Capa: Marcela Pialarissi Ilustração: Leonardo de Moura Amaral Gerência de arte: André Leandro Silva Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira Preparação de texto: Gislaine Maria da Silva, Shirley Gomes Revisão: Viviane Teixeira Mendes, Laís Canonico Metz Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro Impressão e acabamento: 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 2 1/5/18 11:56 AM O conhecimento de Ciências é essencial para a formação de cidadãos com uma postura participativa na sociedade, capazes de interagir de forma crítica e consciente. Diante disso, elaboramos esta coleção procurando confeccionar um material de apoio que fornece aos professores e aos alunos uma abordagem abrangente e integrada dos conteúdos, na qual os alunos são agentes participativos do processo de aprendizagem. Durante o desenvolvimento dos conteúdos, procurou-se estabelecer relações entre os assuntos e as situações cotidianas dos alunos, respeitando os conhecimentos trazidos por eles, a partir de suas vivências. Com isso, os assuntos são desenvolvidos de maneira que o aluno seja agente na construção de seu conhecimento e estabeleça relações entre esses conhecimentos e seu papel na sociedade. Diante dessas perspectivas do ensino de Ciências, o professor deixa de ser apenas um transmissor de informações e assume um papel ativo, orientando os alunos na construção de seus conhecimentos. Apoiados nessas ideias e com o objetivo de auxiliar os professores em seu trabalho em sala de aula, propomos este manual do professor. Nele, encontram-se pressupostos teóricos, comentários, sugestões e atividades complementares que visam auxiliar o desenvolvimento dos conteúdos e atividades propostas em cada volume desta coleção. APRESENTAÇÃO 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 3 1/5/18 11:56 AM SUMÁRIO Conhecendo a coleção ............... V Estrutura da coleção ........................................................ V Estrutura do livro do aluno ............................................. V Estrutura do Manual do professor ..............VIII A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ........ X A estrutura da BNCC ..........................................................X Competências da BNCC ...................................................... XI Competências gerais .............................................................XII Competências específicas de Ciências da Natureza................................................XIII Os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC ...........................................................XIII Tipos de atividades que favorecem o trabalho com as competências da BNCC .............................XIV O trabalho com os Temas contemporâneos ................................................................. XV Relações entre as disciplinas ............................XVI A prática docente ..................XVII Procedimentos de pesquisa ................XVIII Definição do tema ............................................................ XVIII Objetivo da pesquisa................................................... XVIII Cronograma ...................................................................................... XIX Coleta de informações ................................................... XIX Análise das informações ............................................. XIX Produção ............................................................................................... XIX Divulgação .............................................................................................XX Espaços não formais de aprendizagem .................................................................XX Procedimentos para visitas a espaços não formais de aprendizagem ..................................................................... XXI A tecnologia como ferramenta pedagógica ...................................................................................XXI Competência leitora ..............................................XXII Avaliação ................................ XXIV Três etapas avaliativas ................................. XXIV Avaliação inicial ou diagnóstica ................XXIV Avaliação formativa .....................................................XXIV Avaliação somatória ....................................................XXIV Fichas de avaliação e autoavaliação................................................................XXV O ensino de Ciências ...........XXVI Fundamentos teórico-metodológicos ................................ XXVI Proposta pedagógica da coleção ............XXVI Problematização .............................XXIX Observação ....................................XXIX Atividades de experimentação investigativa ....................................XXX Trabalho em grupo .........................XXX Distribuição dos conteúdos de Ciências ........ XXXI Bibliografia ...........................XXXII 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 4 1/5/18 11:56 AM 39 Mina de diamantes a céu aberto, localizada na Rússia. Essa mina iniciou suas operações em 1957 e foi fechada em 2001. Z E B R A 02 09 /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 39 30/12/17 2:32 PM 38 Observando o solo Observando o solo Veja a enorme escavação no solo que um grupo de pessoas realizou. Era uma mina de diamantes, com 1 200 m de diâmetroe 525 m de profundidade. 1. Qual é o principal componente do ambiente mostrado nessa foto? 2. Por que o ser humano escavou o solo da região da mina mostrada na foto? 3. Cite outros materiais que o ser humano obtém do solo. CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 38 30/12/17 2:32 PM V Páginas de abertura As duas páginas espelhadas de abertura apresentam uma imagem, um pequeno texto e questões no boxe Conectando ideias, que abrem espaço para que se inicie a abordagem dos conteúdos da unidade. As questões têm como objetivo levar o aluno a refletir sobre a situação apresentada na imagem, explorar seus conhecimentos prévios acerca dos conteúdos e aproximar o assunto da realidade da criança. Conhecendo a coleção Esta coleção destina-se a alunos e professores dos anos iniciais do Ensino Funda- mental. Ela é formada por um conjunto de cinco volumes (1o ao 5o ano), sendo cada um deles dividido em quatro unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas. As unidades se iniciam com duas páginas de abertura que apresentam uma imagem e algumas questões, com o objetivo de levar os alunos a realizarem reflexões iniciais sobre o tema abordado. As páginas de conteúdos, as seções especiais e as atividades apresentam imagens, tabelas, quadros e outros tipos de recursos que favorecem a compreensão dos assuntos estudados e contribuem para o desenvolvimento de um olhar crítico para os temas. Estrutura da coleção Estrutura do livro do aluno Conteúdo Em cada tema, os conteúdos se iniciam, preferencialmente, com debates ou situações contextualizadas. Os recursos e as atividades sugeridos ao longo das unidades procuram abordar assuntos relacionados ao cotidiano dos alunos, permitindo a eles formular trocar ideias e estabelecer relações entre os conhecimentos científicos e seu cotidiano. Em vários momentos ao longo da leitura dos textos, os alunos são estimulados a expressarem seus conhecimentos prévios, de modo a incentivá-los a participar ativamente do processo de aprendizagem. Boxe complementar Apresenta informações complementares e curiosidades a respeito dos assuntos tratados no conteúdo, despertando o interesse do aluno e contribuindo para a complementação dos conteúdos. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 5 1/5/18 11:56 AM 123 O principal problema do lixo espacial é a possibilidade de alguns deles se chocarem com equipamentos que estão ativos no espaço, como satélites artificiais e a Estação Espacial Internacional (EEI), que foi apresentada nas páginas 116 e 117. Em caso de acidentes, os satélites podem ser danificados e parar de funcionar, prejudicando os sistemas de comunicação da Terra. Além disso, o choque do lixo espacial com equipamentos da Estação Espacial pode danificá-los, colocando em risco a segurança dos astronautas. Para prevenir acidentes, cerca de 20 mil pedaços de lixo espacial maiores que 10 centímetros são monitorados. No entanto, a quantidade total de pedaços de lixo espacial passa de 500 mil. •O que pode acontecer com a quantidade de lixo espacial no decorrer dos anos se não forem tomadas medidas? E U R O P E A N S P A C E A G E N C Y /S C IE N C E P H O TO L IB R A R Y /L A T IN S TO C K g19_3pmc_lt_u4_p116a123.indd 123 30/12/17 2:59 PM Falando em lixo: o que você faz para evitar os problemas causados pelo lixo nos ambientes da Terra? 122 CIDADÃO DO MUNDO O aumento do lixo espacial Desde que o ser humano começou a explorar o espaço com o lançamento de foguetes, ônibus espaciais, satélites, sondas, entre outros equipamentos, partes desses objetos estão sendo deixadas no espaço, como tanques de combustíveis, satélites desativados e partes de foguetes. Os equipamentos lançados ao espaço pelo ser humano e abandonados em torno da Terra compõem o chamado lixo espacial. Se o lixo espacial perder velocidade e atingir a superfície terrestre, esses materiais podem atingir a superfície da Terra. No entanto, isso não é o maior problema, pois, ao entrar na atmosfera, boa parte do lixo se queima e se desfaz antes de atingir o solo. Pedaços maiores acabariam caindo no mar, sem causar acidentes na superfície terrestre. Representação do lixo espacial ao redor da Terra. O tamanho dos pontos não corresponde ao tamanho dos objetos. g19_3pmc_lt_u4_p116a123.indd 122 30/12/17 2:59 PM 47 1. Em qual funil a água escoou mais rápido? Por quê? 2. Em qual das situações a água demorou mais tempo para cair? 3. Ao final da atividade, a quantidade de água no fundo de cada garrafa foi a mesma? O que pode ter influenciado essa situação? 4. Compare os resultados que você observou com os de seus colegas. Vocês tiveram resultados semelhantes? 5. O que você concluiu com a realização desta atividade? REGISTRE O QUE OBSERVOU E F Despeje dois copos de água sobre a areia do funil 1 e meça o tempo que ela demora para escorrer. Inicie a contagem do tempo assim que a água começar a cair na garrafa. Repita o mesmo procedimento para os outros funis, despejando dois copos de água em cada um e anotando o tempo que a água leva para escorrer. Imagem referente à etapa E. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 47 30/12/17 2:32 PM INVESTIGAR E COMPARTILHAR 46 •copo •cronômetro •água •2 copos de areia •2 copos de argila em pó MATERIAIS •De que maneira podemos investigar a influência do tamanho das partículas do solo na quantidade de água que penetra nele? A D Peça ao adulto que corte as quatro garrafas plásticas ao meio, formando quatro funis (as partes superiores) e quatro copos (as bases). No funil 1, coloque a areia; no funil 2, as rochas; no funil 3, a terra; e no funil 4, a argila em pó. Encaixe cada funil em seu respectivo copo e etiquete-os com os números 1, 2, 3 e 4. B C Coloque um pouco de algodão no fundo de cada um dos funis. Peça auxílio a um adulto para cortar as garrafas. Imagem referente à etapa D. Imagem referente às etapas A, B e C. •2 copos de rochas pequenas •2 copos de terra vegetal •4 garrafas PET de 2 litros transparentes •algodão •tesoura com pontas arredondadas FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 46 30/12/17 2:32 PM NA PRÁTICA 18 •É possível construir instrumentos musicais com materiais reaproveitáveis? Podemos construir instrumentos musicais com materiais simples. Vamos verificar isso na prática. •2 palitos de sorvete •2 elásticos •1 palito de dentes MATERIAIS •papel sulfite •tesoura com pontas arredondadas •régua 1. Com o instrumento montado, assopre fazendo o ar passar entre os palitos. O que acontece? 2. O que produz o som desse instrumento? Com a tesoura, corte dois pedaços do palito de dentes na largura do palito de sorvete. Corte uma tira de papel sulfite no comprimento do palito de sorvete. Coloque a tira de papel sobre o palito de sorvete. Em seguida, coloque cada pedaço do palito de dentes próximo a cada uma das extremidades do palito de sorvete, como mostra a foto. Coloque o outro palito de sorvete por cima e prenda com os elásticos. Você pode decorar seu instrumento pintando os palitos de sorvete. Instrumento musical em construção. Instrumento musical montado. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 18 30/12/17 2:30 PM 37 Vamos colocar em prática essas dicas e produzir um seminário sobre a poluição sonora e luminosa. Pesquise o que é poluição sonora e poluição luminosa e as consequências que elas podem trazer. Procure os problemas de saúde que podem ser provocados por esses tipos de poluição, as normas que regulam os níveis de ruído em certos locais e os efeitos que a poluição luminosa pode ter em outros animais. Apresente seu seminário aos colegas e conversem sobre o que vocês aprenderam. AGORA ÉCOM VOCÊ! Imagem referente à etapa 7. 5. No cartaz ou nos slides insira textos curtos, em tópicos. Eles devem servir de orientação para a apresentação. 6. Utilize imagens para ilustrar o tema trabalhado, complementando as informações escritas. 7. Prepare-se antecipadamente para a apresentação do seminário; se ela for em grupo, todos os integrantes devem participar da apresentação. Por isso, cada integrante do grupo deve ficar responsável por falar uma parte do trabalho e participar das discussões. 8. Estude o tema e evite falar somente o que está no cartaz ou nos slides; para isso, ensaie a apresentação com os outros membros do grupo, apresentando informações complementares. 9. É importante que sua apresentação tenha uma introdução e uma conclusão em relação ao assunto estudado. IL U S T R A Ç Õ E S : W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 37 30/12/17 2:31 PM 36 PARA SABER FAZER Imagem referente à etapa 3. Imagem referente à etapa 4. Seminário O seminário é uma forma de aprendizagem que envolve o trabalho de pesquisa, a discussão e o debate. Ele não pode ser pensado somente como uma apresentação para o professor, mas para todos os colegas de sala, proporcionando uma reflexão, em grupo, sobre determinado assunto. Veja a seguir como fazer um seminário. 1. Primeiramente verifique o assunto que será abordado no seminário e se ele será apresentado individualmente ou em grupo. 2. Pesquise sobre o assunto em fontes diferentes, como livros, jornais, revistas, internet, sempre verificando se a fonte da pesquisa é confiável. Por exemplo, na internet, procure por sites de universidades ou órgãos do governo e artigos. 3. Faça a leitura dos materiais pesquisados, anotando as partes mais importantes e as que o deixaram com dúvida. É importante que você tire suas dúvidas com o professor antes de preparar sua apresentação. 4. Planeje a montagem do material da sua apresentação. Você pode usar cartazes ou apresentação de slides no computador. Imagem referente à etapa 2. g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 36 30/12/17 2:31 PM VI Investigar e compartilhar Nessa seção são propostas atividades práticas que permitem aos alunos levantar hipóteses, manipular materiais, investigar, organizar as observações e trocar ideias sobre os resultados obtidos. Dessa forma, os alunos se tornam um agente ativo no processo de aprendizagem. Para saber fazer Seção que apresenta um roteiro para orientar o aluno a realizar, passo a passo, atividades frequentemente trabalhadas na escola ou construir ferramentas importantes para o desenvolvimento de cidadãos críticos e atuantes na sociedade. Além disso, a seção também contribui para o desenvolvimento da empatia e da cooperação ao propor trabalhos em grupo. Atividades Nessa seção são propostas atividades que aprofundam os conteúdos abordados, despertando nos alunos a curiosidade intelectual, estimulando-os a recorrer aos conhecimentos científicos para analisar, investigar, formular e resolver problemas. Além disso, as atividades dessa seção procuram estabelecer conexões com outras áreas do conhecimento, favorecendo a integração de saberes. Cidadão do mundo Essa seção explora os temas contemporâneos com base em situações do cotidiano. Nela, são propostas questões que exploram a problemática levantada, estimulando reflexões em relação ao assunto. No decorrer dos volumes da coleção são trabalhados os temas contemporâneos elencados na BNCC: preservação do meio ambiente; educação para o consumo; educação financeira e fiscal; trabalho; ciência e tecnologia; direitos da criança e do adolescente; direitos humanos; diversidade cultural; educação para o trânsito; sexualidade; saúde; educação alimentar e nutricional; processo de envelhecimento e valorização do idoso; e vida familiar e social. O nome do tema contemporâneo abordado é destacado apenas nos comentários do manual do professor. Na prática Essa seção apresenta atividades práticas de execução rápida e que não exigem muitos recursos para serem desenvolvidas. Com elas, procura-se levar os estudantes a investigar, na prática, alguns conceitos e propriedades. O objetivo dessa seção é que o professor realize as atividades na própria sala, pois são de fácil execução, e que as utilize como situação-problema para iniciar a abordagem de alguns conteúdos. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 6 1/5/18 11:56 AM Resposta oral: indica que a atividade ou o item da atividade deve ser respondido oralmente. Resposta no caderno: indica que a atividade ou o item da atividade deve ser respondido no caderno. Em grupo: indica que a atividade deverá ser realizada em duplas ou grupos. Ideias para compartilhar: indica uma oportunidade para os alunos compartilharem uma ideia ou experiência a respeito de determinado assunto. Um espaço para que o aluno expresse soluções para problemas individuais ou coletivos, propiciando a socialização de hipóteses, conhecimentos, habilidades e vivências. Ler e compreender: indica que a atividade envolve a leitura e a interpretação de textos e imagens, uma oportunidade de trabalho com a competência leitora. Além das questões de interpretação sugeridas, há orientações no manual do professor que auxiliam o desenvolvimento dessa competência. Atitude legal: indica um breve momento de reflexão a respeito de atitudes que envolvem valores ou competências socioemocionais relacionados ao assunto tratado. Dica: indica uma informação que pode ser utilizada para facilitar o desenvolvimento e a resolução de uma atividade ou item. Proporção: indica que as imagens não estão proporcionais entre si. Cor: indica que as cores utilizadas na imagem não correspondem às reais. Quadro medida: indica a medida de alguns seres vivos adultos. Para saber mais Apresenta sugestões de livros, filmes e sites que podem ser explorados pelos alunos. Cada sugestão é acompanhada por sua sinopse. Glossário Apresenta o significado e as informações complementares relacionados a termos que os alunos possam desconhecer ou não compreender. Eles são destacados no momento em que aparecem pela primeira vez nos textos do livro do aluno. Bibliografia Apresenta ao final de cada volume as principais obras utilizadas para consulta e como referência na produção das unidades do livro do aluno. VII O que você estudou sobre... Essa seção tem como objetivo sistematizar os principais conceitos trabalhados na unidade, uma oportunidade para o aluno realizar uma autoavaliação de sua aprendizagem e retomar os conceitos estudados. Nela, são apresentados tópicos com os principais conceitos trabalhados. Para isso, nesse manual são propostas dinâmicas para o trabalho com essa seção, de modo que o professor avalie a aprendizagem dos alunos, além de estimulá-los a construir colaborativamente uma síntese dela. Ícones No decorrer das unidades, diversos ícones auxiliam a organização e a condução do trabalho. Veja o significado de cada um deles. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 7 1/5/18 11:56 AM 8 Nesta unidade, serão abordados os conceitos relacionados ao som e à luz, mostrando como eles são perce- bidos, como é sua interação com o ambiente e como estão presentes em nosso cotidiano. Além disso, também serão apresentadas algumas das propriedades da luz. Destaques da BNCC • As atividades desta página levam os alunos a refletirem sobre uma das manifestações histórico-culturais com raízes afro-brasileiras mais im- portantes do Brasil – a capoeira –, contribuindo para o desenvolvimen- to da Competência geral 3 da BNCC. • Inicialmente, são apresentadas ques- tões com o objetivo de verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre a capoeira, os instrumentos musicais envolvidos nesta arte e os sons que emitem. • Veja mais informações sobre a capo- eira no site do Iphan, disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/pagina/ detalhes/66>. Acesso em: 18 dez. 2017.• É importante apresentar aos alunos o contexto histórico vivido pelos povos afrodescendentes no Brasil, mostrando que a capoeira, além de ser uma forma de arte e de luta, tam- bém é uma representação da resis- tência dessas pessoas à escravidão e à discriminação. Conectando ideias 1. Resposta pessoal. Alguns alunos podem ter visto esse tipo de apresentação em festivais, na televisão ou na internet. Estimule-os a expressar suas experiências. 2. Espera-se que os alunos citem que a pessoa que toca o berimbau faz com que sua corda vibre, emitindo o som característico. 3. Espera-se que os alunos respondam que captamos os sons por meio das orelhas. Alguns deles também podem dizer que é por meio dos ouvidos, terminologia anterior ainda muito comum. A nomenclatura ou terminologia anatômica é o conjunto dos termos empregados para nomear e descrever o indivíduo ou suas partes. Destaque aos alunos a importância de aprendermos a terminologia anatômica internacional. 8 Percebendo o ambiente A capoeira é uma representação cultural brasileira que mistura esporte, luta, dança, música e brincadeira. O berimbau, um dos instrumentos musicais da capoeira, emite um som característico. Você já ouviu o som emitido pelo berimbau? 1. Você já viu uma apresentação como a mostrada na foto? 2. Como você acha que o berimbau emite sons? 3. Como conseguimos perceber os sons dos instrumentos musicais? CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 8 30/12/17 2:29 PM 9 Apresentação de capoeira em São Paulo, em 2016. W IL L R O D R IG U E S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 9 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 8 1/4/18 8:27 PM 9 Saberes integrados • Aproveite o momento para enfatizar uma relação com a disciplina de His- tória e valorizar o movimento afro- -brasileiro na constituição da identi- dade brasileira. • Apresente a animação sobre a histó- ria da capoeira aos alunos, disponível em: <http://www.berimbauverde.eco. br/2014/11/historia-da-capoeira-em- desenho-animado.html>. Acesso em: 18 dez. 2017. • Apresente também aos alunos o se- guinte vídeo sobre a capoeira, dis- ponível em: <http://www.cultura. gov.br/noticias-destaques/-/asset_ publisher/OiKX3xlR9iTn/content/ id/1230742>. Acesso em: 18 dez. 2017. Mais atividades • Organize os alunos em grupos e so- licite que tragam diferentes materiais reaproveitáveis (garrafas PET, papéis variados, caixas de sapato vazias, la- tas de metal, palitos grandes, massa de modelar, tintas guache, entre ou- tros). Cada grupo deverá construir ins- trumentos musicais simples. • Os chocalhos podem ser feitos tan- to de garrafas PET quanto de latas de leite em pó, ambos com tampa. Peça aos alunos que coloquem alguns grãos de arroz dentro da garrafa ou da lata e tampem. Passe fita adesiva para vedar. • O violão pode ser feito com caixa de sapato e elásticos. Na tampa da cai- xa, faça um círculo e recorte. Colo- que elásticos sobre a tampa, colan- do as pontas nas laterais. • Recorte canudos plásticos em tama- nhos diferentes. Una-os com uma fita adesiva, formando uma flauta. • Reúna os alunos para tocarem seus ins- trumentos musicais ao mesmo tempo, formando uma banda. Se considerar interessante, toque uma música instru- mental e peça a eles que acompanhem o ritmo com seus instrumentos. Além de estimular o desenvolvimento da lin- guagem artística e musical, os alunos também trabalham noções relaciona- das ao reaproveitamento de materiais. • Competência geral 3: Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diver- sas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 8 Percebendo o ambiente A capoeira é uma representação cultural brasileira que mistura esporte, luta, dança, música e brincadeira. O berimbau, um dos instrumentos musicais da capoeira, emite um som característico. Você já ouviu o som emitido pelo berimbau? 1. Você já viu uma apresentação como a mostrada na foto? 2. Como você acha que o berimbau emite sons? 3. Como conseguimos perceber os sons dos instrumentos musicais? CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 8 30/12/17 2:29 PM 9 Apresentação de capoeira em São Paulo, em 2016. W IL L R O D R IG U E S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 9 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 9 1/4/18 8:27 PM VIII Estrutura do manual do professor O manual do professor impresso é organizado em duas partes. A primeira delas é composta pelos pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam a coleção, a descrição e as orientações acerca das seções e da estrutura de conteúdos, bem como suas relações com a BNCC, os quadros de distribuição dos conteúdos de Ciên- cias, as sugestões de livros, sites e artigos e a bibliografia do manual. A segunda parte é composta pelas orientações ao professor página a página. Para isso, o manual traz a reprodução de cada página do livro do aluno em tamanho redu- zido. Nelas, além do texto do livro do aluno na íntegra, estão as respostas de muitas atividades. As respostas que não estão nessas páginas, assim como os demais co- mentários e sugestões ao professor, estão nas laterais e nos rodapés. Além dos volumes impressos, é disponibilizado um material digital que oferece sub- sídios ao professor para o trabalho em sala de aula. Esse material possui sequências didáticas, avaliações, projetos integradores e planos de desenvolvimento compostos por sugestões para a organização de conteúdos, práticas pedagógicas e atividades recorrentes na sala de aula, entre outras sugestões. Conheça a seguir as características das orientações página a página do manual impresso. No início de cada unidade são apresentados os principais conceitos e conteúdos que serão trabalhados. A primeira vez que uma competência ou habilidade da BNCC é citada na unidade, seu texto é apresentado na íntegra. Resposta da seção Conectando ideias Respostas das perguntas propostas na seção. Destaques da BNCC No decorrer das unidades são destacadas e comentadas algumas relações entre o que está sendo abordado no livro do aluno e o que é proposto na BNCC. Saberes integrados São apresentadas relações do conteúdo abordado com outras disciplinas e áreas do conhecimento, assim como sugestões de trabalho com esses conteúdos. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 8 1/5/18 11:56 AM 11 Destaques da BNCC • A seção aborda o taikô, instrumento de origem japonesa bastante difun- dido no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 3 da BNCC, citada anterior- mente, e para a valorização da Diver- sidade cultural. • Pergunte se algum dos alunos já as- sistiu a uma apresentação de taikô. Nas apresentações, além do tambor, podem ser utilizados outros instru- mentos. Explique a eles que o taikô tem grande importância para a cultu- ra nipo-brasileira e é bastante difun- dido no Brasil atualmente, sobretudo pela sensação que o público tem a cada batida do tambor, que emite sons intensos. Veja a seguir informa- ções sobre esse instrumento. [...] Sabe-se que ao longo da histó- ria o taikô teve várias utilidades; era utilizado para limitar regiões conforme a área onde se podia ouvir o som dos tambores, usado para a comunicação entre as co- munidades rurais, para motivar tropas, afugentar inimigos, defi- nir ritmo de marcha de soldados e, inclusive, em cerimônias reli- giosas. Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, passou a ser praticamente utilizado apenas em festivais artísticos. [...] Taiko. Acel. Disponível em: <http://www. acellondrina.com.br/taiko-bon-odori/>. Acesso em: 18 dez. 2017. • Caso os alunos não tenham visto uma apresentação de taikô, procure alguns vídeos em sites de busca. • Explique aos alunos que deve- mos respeitar todas as culturas. Diga que muitas delas ajudaram a formar a identidadecultural bra- sileira, contribuindo com a cons- trução da nação, da língua, dos alimentos, da agricultura, entre outros aspectos. Atitude legal Mais atividades • Oriente os alunos a construírem tambores. Providencie latas de leite em pó vazias, balões, te- soura com pontas arredondadas, palitos, rolhas e fita adesiva. Peça a eles que utilizem a tesoura para cortar os balões, retirando a região da abertura. Auxilie-os a encaixar o balão na abertura da lata e a colar com fita adesiva. Na ponta dos palitos de bambu, encaixe rolhas, que servirão de baquetas para os tambores. 10 Sons11 Os sons, como os produzidos pelos instrumentos musicais mostrados nas páginas anteriores, são percebidos pelo corpo humano por meio de um sentido chamado audição. Os sons são ondas sonoras produzidas por vibrações de um corpo, como dos tambores conhecidos por taikô. Veja na imagem a seguir. 1. Você sabe tocar algum instrumento musical? Qual? ondas sonoras orelha Quando a pessoa bate as baquetas na pele que recobre o tambor, essa pele vibra, assim como as laterais do tambor. Isso faz com que o ar próximo a ele também vibre, produzindo as ondas sonoras. As ondas sonoras são captadas pelas orelhas humanas e são interpretadas no encéfalo humano. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2016. Resposta pessoal. W A LM O R C A R VA LH O /F O TO A R E N A g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 10 1/4/18 6:11 PM Origem do taikô 11 O taikô, ou “tambor grande”, em japonês, é um instrumento de percussão tradicional da cultura japonesa que vem marcando sua história há pelo menos 1500 anos. No passado esse instrumento era utilizado em anúncios de guerras e cerimônias religiosas, e na atualidade está presente em apresentações artísticas, shows, teatros, competições e atividades socioculturais. Para a cultura japonesa, tocar taikô é mais do que desenvolver uma habilidade, é uma manifestação artística que concilia as batidas com o movimento corporal, atraindo, assim, a atenção de quem assiste às apresentações. A apresentação de taikô é uma combinação de sons que derivam da batida de diversos tambores. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2015. A estrutura básica do instrumento é formada por um corpo de madeira em forma de barril com duas faces cobertas por pele de animal. Taikô, instrumento de percussão japonês. madeira pele de animal É legal conhecer e valorizar as diferentes culturas. VA N E S S A V O LK /F O TO A R E N A Y O S H I0 51 1/ S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 11 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 11 1/4/18 8:27 PM IX Atitude legal Orientações e sugestões para o trabalho com o boxe Atitude legal. Acompanhando a aprendizagem Ideias para compartilhar Ler e compreender O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... Respostas Sugere estratégias para que o professor realize a avaliação da aprendizagem dos alunos em momentos oportunos. Orientações e sugestões para o trabalho com o boxe Ideias para compartilhar. Respostas das atividades e questões que não estão nas páginas reduzidas do livro do aluno. Apresenta orientações e sugestões para o trabalho com a leitura de textos e imagens, contribuindo com o desenvolvimento da competência leitora dos alunos. As orientações são organizadas em três momentos: antes da leitura, durante a leitura e depois da leitura. Apresenta sugestões de condução para a seção, levando em consideração as peculiaridades de cada conteúdo. Mais atividades Além das atividades presentes no livro do aluno, novas propostas são feitas nessa seção. Para a realização de algumas dessas atividades, é necessário que sejam organizados alguns materiais com antecedência. No decorrer das unidades, sempre que oportuno, são apresentadas citações que enriquecem e fundamentam o trabalho com o conteúdo proposto. Objetivos do tema No início de cada tema são apresentados seus objetivos. As informações complementares para o trabalho com as atividades, teorias ou seções, assim como sugestões de condução e curiosidades, são organizadas e apresentadas em tópicos em toda a unidade. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 9 1/5/18 11:56 AM X A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Desde as publicações da atual Constituição brasileira (1988) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), tem sido recorrente no Brasil a ideia de se estabelecer um documento normativo como referencial curricular para orientar os processos de ensi- no e aprendizagem no país e delimitar as aprendizagens consideradas essenciais da Educação Básica. Nesse sentido, nas últimas décadas, algumas publicações e legislações contribuí- ram para consolidar no país uma proposta de educação que valorizasse a formação cidadã. Sendo assim, foram de extrema importância as publicações das Leis no 10.639 (2003) e no 11.645 (2008), que complementaram a Lei de Diretrizes e Bases da Educa- ção, tornando obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e dos povos in- dígenas. Essas iniciativas fazem parte do processo de luta e mobilização por uma educação voltada para combater o racismo e valorizar a diversidade cultural. [...] A escola tem papel preponderante para eliminação das discriminações e para emancipação dos grupos discriminados, ao proporcionar acesso aos conhe- cimentos científicos, a registros culturais diferenciados, à conquista de racionali- dade que rege as relações sociais e raciais, a conhecimentos avançados, indispensáveis para consolidação e concerto das nações como espaços democrá- ticos e igualitários. [...] BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004. p. 15. Disponível em: <http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais. pdf>. Acesso em: 17 nov. 2017. Outro marco foi a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educa- ção Básica (2013), destacando a relevância de temas como Educação do Campo, Educação Especial, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Rela- ções Étnico-Raciais, Educação em Direitos Humanos e Educação Ambiental. Nesse contexto, em 2017, após o diálogo entre especialistas, professores e a socie- dade em geral, foi enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esse documento tem o objetivo de defi- nir “o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alu- nos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” (BRASIL, 2017). Como proposta fundamental, a BNCC destaca que a prioridade da Educação Bási- ca é a “formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, demo- crática e inclusiva” (BRASIL, 2017). A estrutura da BNCC A BNCC está estruturada em dez Competências gerais. Com base nelas, para o Ensi- no Fundamental, cada área do conhecimento apresenta Competências específicas. Esses elementos são articulados de modo a se constituírem em unidades temáti- cas, objetos de conhecimento e habilidades. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 10 1/5/18 11:56 AM http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.pdf http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.pdf XI Competências da BNCC Os debates em torno de currículos referenciados no desenvolvimento de competên- cias têm sido recorrentes nos últimos anos no Brasil. De modo geral, uma aprendiza- gem voltada à formação de competências tem como objetivo a construção de relações cognitivas para que o aluno possa mobilizá-las e refletir acerca da realidade, levantar hipóteses e solucionar problemas do seu dia a dia. [...] Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes,capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficá- cia uma série de situações. Três exemplos: • Saber orientar-se em uma cidade desconhecida mobiliza as capacidades de ler um mapa, localizar-se, pedir informações ou conselhos; e os seguintes sa- beres: ter noção de escala, elementos da topografia ou referências geográficas. • Saber curar uma criança doente mobiliza as capacidades de observar sinais fisiológicos, medir a temperatura, administrar um medicamento; e os se- guintes saberes: identificar patologias e sintomas, primeiros socorros, tera- pias, os riscos, os remédios, os serviços médicos e farmacêuticos. • Saber votar de acordo com seus interesses mobiliza as capacidades de saber se informar, preencher a cédula; e os seguintes saberes: instituições políti- cas, processo de eleição, candidatos, partidos, programas políticos, políticas democráticas, etc. [...] GENTILE, Paola; BENCINI, Roberta. Construindo competências: entrevista com Philippe Perrenoud, Universidade de Genebra. Revista Nova Escola, set. 2000, p. 19-31. Disponível em: <https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/ perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.html>. Acesso em: 15 nov. 2017. Com o desenvolvimento de competências, os alunos são instigados a formar um repertório cognitivo que possibilita a eles atuar de forma autônoma, responsável e justa. Os conhecimentos escolares passam a ser mobilizados em prol da resolução de conflitos e de problemas. De acordo com a BNCC, as competências auxiliam os alunos na tomada de deci- sões pertinentes ao longo de sua vida, auxiliando-os em situações e experiências vi- vidas diariamente. Segundo a LDB (Artigos 32 e 35), na educação formal, os resultados das aprendizagens precisam se expressar e se apresentar como sendo a possibilida- de de utilizar o conhecimento em situações que requerem aplicá-lo para tomar decisões pertinentes. A esse conhecimento mobilizado, operado e aplicado em si- tuação se dá o nome de competência. [...] No âmbito da BNCC, a noção de competência é utilizada no sentido da mobili- zação e aplicação dos conhecimentos escolares, entendidos de forma ampla (con- ceitos, procedimentos, valores e atitudes). Assim, ser competente significa ser capaz de, ao se defrontar com um problema, ativar e utilizar o conhecimento construído. [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 11 1/5/18 11:56 AM https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.html https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.html http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ XII Competências gerais A BNCC reconhece como princípio fundamental a formação integral dos estudan- tes. O documento propõe o desenvolvimento global dos alunos, aliando perspectivas cognitivas e afetivas, além da formação de cidadãos plenos, com pensamento autôno- mo e preocupados com os desafios contemporâneos. Assim, adotando como base as discussões éticas apresentadas nas Diretrizes Cur- riculares Nacionais Gerais da Educação Básica, o documento apresenta dez Compe- tências gerais que se articulam ao longo de todos os componentes curriculares. Competências gerais da BNCC 1 Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. 6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 7 Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 3 Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 4 Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar- -se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. 5 Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017. Esta coleção visa o desenvolvimento dessas competências por meio do trabalho com o texto-base e do desenvolvimento das seções especiais e das atividades. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_001a012.indd 12 1/5/18 11:56 AM http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ XIII BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017. 1 Compreender as ciências como empreendimento humano, reconhecendo que o conhecimento científico é provisório, cultural e histórico. 3 Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. 5 Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. 7 Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade,flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. 2 Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. 4 Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e da tecnologia e propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho. 6 Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza. Competências específicas de Ciências da Natureza A área de Ciências da Natureza na BNCC apresenta como objetivo principal desen- volver nos alunos as capacidades de interpretar o mundo, compreendendo sua reali- dade e engajando-se para atuar de forma responsável e ética diante de problemas. É possível observar essas competências no quadro a seguir. Os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC Além das competências, a BNCC apresenta os objetos de conhecimento a serem desenvolvidos pelos componentes curriculares. Os objetos de conhecimento são for- mados pelo conjunto de conteúdos, conceitos e processos que envolvem a aprendi- zagem dos alunos. Esses elementos estão ligados também às habilidades. [...] Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada compo- nente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento — aqui entendidos como con- teúdos, conceitos e processos —, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017. As habilidades representam um guia importante, sendo possível aproveitá-las para verificar os processos de aprendizagem dos alunos. Esta coleção contempla em diver- sos momentos o trabalho com as habilidades da BNCC. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_013a014.indd 13 1/5/18 1:45 PM http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ XIV Tipos de atividades que favorecem o trabalho com as competências da BNCC Ativação de conhecimento prévio São atividades constituídas principalmente de questionamentos, em sua maioria, orais. Elas resgatam e exploram os conhecimentos prévios dos alunos, estimulando sua participação e despertando seu interesse pelos assuntos que estão sendo estudados. Principais habilidades desenvolvidas: recordar, refletir, reconhecer, relatar, respeitar opiniões divergentes e valorizar o conhecimento do outro. Atividade em grupo Esse tipo de atividade pode ser escrita e/ou oral, contemplando elementos gráficos, e pode ser realizada coletivamente. Com base em orientações, os alunos devem colaborar entre si, buscando informações. Principais habilidades desenvolvidas: pesquisa, análise, interpretação, associação, comparação e trabalho em equipe. Debate Atividade que visa à discussão de diferentes pontos de vista, com base em conhecimentos e opiniões pessoais. Necessita da mobilização de argumentos e desenvolve a oralidade, levando o aluno a expressar suas ideias. Além disso, motiva o respeito a opiniões diferentes. Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, argumentação e respeito a opiniões distintas. Atividade prática Atividade que visa à utilização de diferentes procedimentos relacionados ao saber científico. Inicia-se com o levantamento de hipóteses, que serão testadas para serem validadas ou refutadas de acordo com os resultados alcançados. Pode ser experimental, envolvendo procedimentos científicos, ou pode ser de construção, quando diferentes materiais são utilizados na elaboração de objetos distintos e outros produtos, como cartazes e panfletos. Principais habilidades desenvolvidas: manipulação de materiais, análise, associação, comparação e expressão de opiniões. Relatório Esse tipo de atividade pode estar relacionada às atividades práticas ou projetos, com a finalidade de analisar e comparar resultados. Contribui para a organização dos resultados e para concluir hipóteses testadas. Principais habilidades desenvolvidas: análise, associação, comparação e registro. Observação Esse tipo de atividade pode estar presente em atividades práticas ou teóricas e envolve o olhar atento do aluno sobre uma imagem e/ou situação, antecedendo a análise e auxiliando na comparação de resultados. Principais habilidades desenvolvidas: utilização de conhecimentos prévios e observação. Pesquisa Sob orientação adequada, esse tipo de atividade exige que os alunos mobilizem seus conhecimentos prévios para obter novas informações em diferentes fontes. Necessita de leituras, cujas informações devem ser selecionadas e registradas. Também possibilita a troca de ideias entre os alunos. Principais habilidades desenvolvidas: leitura, escrita, interpretação, seleção, síntese e registro. Realidade próxima Atividades que envolvem a exploração e a contextualização da realidade próxima levam o aluno a buscar respostas e soluções em sua vivência e nos seus conhecimentos prévios. Principais habilidades desenvolvidas: reconhecimento, exemplificação e expressão de opinião. Desenho Esse tipo de atividade permite o registro de conhecimentos prévios e permite que o aluno expresse suas ideias sobre os conteúdos abordados. Trata-se de uma estratégia útil, sobretudo nos anos iniciais, durante o processo de letramento e alfabetização. Principais habilidades desenvolvidas: representação, colorização, análise e expressão de ideias. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_013a014.indd 14 1/5/18 1:45 PM XV O trabalho com os Temas contemporâneos A BNCC recomenda que todas as disciplinas escolares trabalhem conteúdos rela- cionados aos temas contemporâneos. Esses temas estão ligados aos desafios do mundo atual, entre eles a preservação do meio ambiente e a educação em direitos humanos. Os temas contemporâneos têm o amparo da legislação brasileira. A seguir, é possí- vel observar quais são os temas contemporâneos sugeridos pela BNCC e quais leis eles representam. [...] cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas res- pectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às pro- postas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transver- sal e integradora. [...] Na BNCC, essas temáticas são contempladas em habilidades de todos os componentes curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas, de acordo com suas possibilidades e especificidades, tratá-las de forma contextualizada. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017. Esta coleção privilegia o trabalho com os temas contemporâneos de diferentes ma- neiras. Eles podem aparecer ao longo do desenvolvimento dos conteúdos, nas seções especiais e nas atividades. Por se tratarem de temas globais que podem ser aborda- dos em âmbito local, é interessante que o trabalho com esses temas aconteça de maneira contextualizada às diferentes realidades escolares. Direitos das crianças e dos adolescentes Lei no 8.069/1990 Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Educação alimentar e nutricional Lei no 11.947/2009 Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa DinheiroDireto na Escola aos alunos da Educação Básica e dá outras providências. Educação para o trânsito Lei no 9.503/1997 Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Preservação do meio ambiente Lei no 9.795/1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Educação em direitos humanos Lei no 7.037/2009 Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 e dá outras providências. Saúde, Sexualidade, Vida familiar e social, Educação para o consumo, Educação financeira e fiscal, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Diversidade cultural Resolução no 7/2010 Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso Lei no 10.741/2003 Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 15 1/5/18 1:45 PM http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ XVI Relações entre as disciplinas Em consonância com os princípios da BNCC, é importante que as escolas busquem contemplar em seus currículos o ensino interdisciplinar. Ele pode acontecer, principal- mente, por meio de atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos de dife- rentes áreas, envolvendo os professores, os alunos e também outras pessoas da comunidade escolar e da comunidade local. O objetivo principal dessas atividades deve ser sempre o de proporcionar aos estudantes uma formação cidadã, que favore- ça seu crescimento intelectual, social, físico, moral, ético, simbólico e afetivo. Por isso, é esperado que as escolas adequem as proposições da BNCC à realidade local, buscando, entre outras ações: [...] • contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando es- tratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas; • decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curri- culares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem; • selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversi- ficadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alu- nos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.; [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017. A busca pela aproximação dos conhecimentos escolares com a realidade dos estudantes é uma atribuição da escola, mas também deve ser uma responsabilidade do professor. A análise do contexto sociocultural oferece as chaves para o diagnóstico do ní- vel cultural dos estudantes, do seu nível real de desenvolvimento, assim como das suas expectativas diante da instituição escolar, dos seus preconceitos, etc. Conhecer as respostas a estas interrogações é requisito essencial para que a proposta planejada possa se ligar diretamente a esses meninos e meninas reais, à sua autêntica vida cotidiana. [...] Outro requisito prévio importante é conhecer e localizar os recursos que exis- tem na comunidade, no meio natural e social, que possam sugerir a realização de tarefas concretas, bem como facilitar e enriquecer outras que podem ser desen- volvidas através da unidade didática. SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Trad. Cláudia Shilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 225-226. Trabalhar a interdisciplinaridade não é algo tão complicado e algumas dicas podem ajudar a tornar sua prática mais acessível. O texto a seguir apresenta dicas de como trabalhar os conteúdos escolares de maneira interdisciplinar. A realidade é um banco de ideias O caminho mais seguro para fazer a relação entre as disciplinas é se basear 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 16 1/5/18 1:45 PM http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ XVII em uma situação real. Os transportes ou as condições sanitárias do bairro, por exemplo, são temas que rendem desdobramentos em várias áreas. Isso não signifi- ca carga de trabalho além da prevista no currículo. A abordagem interdisciplinar permite que conteúdos que você daria de forma convencional, seguindo o livro didático, sejam ensinados e aplicados na prática — o que dá sentido ao estudo. Para que a dinâmica dê certo, planejamento e sistematização são fundamentais. [...] Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos detalhes, os alu- nos percebem sua natureza e utilidade. [Atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos] também pedem te- mas bem delimitados. Em vez de estudar a poluição, é preferível enfocar o rio que corta o bairro e recebe esgoto. A questão possibilita enfocar aspectos histó- ricos, analisar a água e descobrir a verba municipal destinada ao saneamento. Quantas disciplinas podem ser exploradas? É possível que um caso assim seja trazido pela garotada. Convém não desperdiçar a oportunidade mesmo que você não se sinta à vontade para tratar do assunto. Não precisa se envergonhar por não saber muito sobre o tema. Mostre à classe como é interessante buscar o co- nhecimento. “A formação continuada do professor não se resume a realizar um curso atrás do outro, mas também [a] ler diariamente sobre assuntos gerais” [...]. Dessa maneira, ele aprende a aproveitar motes que surgem em sala e que ten- dem a ser produtivos se abordados de forma ampla. [...] Como ensinar relacionando disciplinas • Parta de um problema de interesse geral e utilize as disciplinas como ferra- mentas para compreender detalhes. [...] • Inclua no planejamento ideias e sugestões dos alunos. • Se você é especialista, não se intimide por entrar em área alheia. • Pesquise com os estudantes. • Faça um planejamento que leve em consideração quais conceitos podem ser explorados por outras disciplinas. • Levante a discussão nas reuniões pedagógicas e apresente seu planejamento anual para quem quiser fazer parcerias. • Recorra ao coordenador. Ele é peça-chave e percebe possibilidades de trabalho. • Lembre-se de que a interdisciplinaridade não ocorre apenas em grandes projetos. É possível praticá-la entre dois professores ou até mesmo sozinho. CAVALCANTE, Meire. Interdisciplinaridade: um avanço na educação. Revista Nova Escola. n. 174, ago. 2004. p. 52-54. Além de atividades que promovam o diálogo com os conhecimentos de diferentes áreas, o professor deve criar, no dia a dia da sala de aula, momentos de interação entre eles. Ao longo desta coleção, são apresentados vários exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar. Elas são destacadas na seção Saberes integra- dos, cujas características foram apresentadas na página VIII. A prática docente As atuais propostas de ensino sugerem uma metodologia que tenha como objetivo levar o aluno a organizar e a estruturar seu pensamento lógico e a analisar de forma crítica e dinâmica o ambiente que o cerca. Para que essa metodologia seja posta em prática, é necessário redimensionar o papel do professor. É preciso deixar de ser apenas transmissor de conhecimentos e passar a ser mediador da relação entre o aluno e a aprendizagem. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 17 1/5/18 1:45 PM XVIII Como mediador, é preciso promover debates sobre as propostas dos alunos, indi- car os caminhos que podem levar à resolução dos problemas, orientar as reformula- ções das hipóteses e valorizar as soluções mais adequadas. Ser “mediador” não pode ser entendido apenas como sendo um aplicador de pacotes educacionais ou um mero constatador do que o aluno faz ou deixa de fa- zer. Ser mediador deve significar, antes de maisnada, estar entre o conhecimen- to e o aprendiz e estabelecer um canal de comunicação entre esses dois pontos. MASSINI-CAGLIARI, Gladis; CAGLIARI, Luiz Carlos. Diante das letras: a escrita na alfabetização. Campinas: Mercado de Letras, 1999. p. 255. Sendo assim, é papel do professor: • tornar os conceitos e os conteúdos possíveis de serem aprendidos pelos alunos, fornecendo as informações necessárias que eles não têm condições de obter sozinhos; • conduzir e organizar o trabalho em sala de aula, buscando desenvolver a autono- mia dos alunos; • estimular continuamente os alunos, motivando-os a refletir, investigar, levantar questões e trocar ideias com os colegas. É importante conhecer as condições socioculturais, as expectativas e as competên- cias cognitivas dos alunos, pois, dessa maneira, terão condições de selecionar situa- ções-problema relacionadas ao cotidiano deles. É relevante também o trabalho de um mesmo conteúdo em diversos contextos, a fim de incentivar a capacidade de genera- lização nos alunos. Procedimentos de pesquisa As atividades de pesquisa são fundamentais para desenvolver autonomia, capaci- dade de análise e síntese, práticas de leitura, além de estimular o trabalho em grupo e a socialização, entre diversas outras habilidades, dependendo de como a pesquisa é orientada e de qual será o seu produto final. Para que a pesquisa escolar obtenha resultados satisfatórios, existem algumas orientações possíveis de serem transmitidas aos alunos antes de sua realização. Os pontos principais a serem considerados são: a definição do tema, o objetivo da pes- quisa, o cronograma, o produto final e a socialização desse produto. Definição do tema É importante definir claramente o tema da pesquisa, estabelecendo um objeto de estudo que desperte o interesse dos alunos. Objetivo da pesquisa Para definir o objetivo da pesquisa, cria-se uma problemática inicial sobre o tema escolhido. Com os alunos, deve-se formular perguntas norteadoras e estabelecer tó- picos secundários dentro do tema geral. Igualmente importante é definir um produto final: pode ser um seminário, um vídeo, uma publicação coletiva, um texto escrito para ser lido na classe... Seja qual for a escolha, o fundamental é ampliar o público. Por dois motivos: primei- ro, como forma de incentivar a preocupação com os propósitos da pesquisa e a 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 18 1/5/18 1:45 PM XIX forma como ela será comunicada. Segundo, para que a pesquisa cumpra verda- deiramente sua função. Se na sociedade a meta de uma investigação é dissemi- nar informações, não faz sentido que na escola ela se transforme em um contato restrito entre aluno e professor. MARTINS, Ana Rita. Busca certeira: como selecionar sites confiáveis. Revista Nova Escola. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-sites-confiaveis>. Acesso em: 23 nov. 2017. Com o objetivo definido, o passo seguinte é escolher quais serão as fontes de pes- quisa. Deve ser explicada aos alunos a importância da seleção de fontes confiáveis, que tenham informações sobre suas origens e os respectivos autores. Além disso, deve ser destacado que a pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, como li- vros, jornais, revistas, internet, dicionários, enciclopédias, fotos, documentários, fil- mes, ou até por meio de entrevistas e pesquisas de campo. Cronograma Caso o trabalho seja em grupo, os alunos devem estabelecer quem ficará responsá- vel pela elaboração de cada tópico. Por fim, prazos devem ser definidos para a entrega desse material. Esse prazo pode conter apenas a data final de apresentação do traba- lho ou incluir as datas em que cada um terá de entregar a parte que lhe cabe. Coleta de informações Nessa fase, cada aluno deverá seguir com a pesquisa do tópico que lhe foi proposto na etapa anterior. A pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, e os alunos deve- rão selecionar as informações com maior utilidade para a produção final. É trabalho do professor orientá-los a selecionar fontes confiáveis, bem como imagens para ilustrar e enriquecer o trabalho, como fotos, desenhos, mapas, tabelas e gráficos. Nessa etapa, a interação e a troca de experiências entre os alunos são muito importantes, pois des- sa forma é possível verificar se o trabalho deles está sendo produtivo para o restante do grupo. Análise das informações É importante orientar os alunos a analisarem e a interpretarem as informações cole- tadas, verificando se elas realmente estão relacionadas com os conteúdos estudados naquele momento e com as problemáticas propostas no início da pesquisa. Vale ressaltar que coletar dados, imagens e textos não caracteriza de fato uma pes- quisa. É preciso que essas informações sejam interpretadas e selecionadas de manei- ra crítica, tendo em mente sempre o contexto em que serão utilizadas. Nos trabalhos em grupo, é interessante que essa etapa seja realizada em conjunto, a fim de que cada um tome conhecimento sobre as informações coletadas pelos colegas. Produção Essa etapa pode variar de acordo com o produto final da pesquisa. Se for um traba- lho escrito, é nesse momento que deve acontecer a produção escrita e, por fim, a centralização de todos os textos produzidos. Caso a apresentação final seja um semi- nário, nessa etapa também precisam ser planejados e escritos os cartazes ou slides que acompanharão a apresentação. Por outro lado, se a apresentação for uma roda de leitura, nessa etapa é importante treiná-la. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 19 1/5/18 1:45 PM https://novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-sites-confiaveis https://novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-sites-confiaveis XX De qualquer maneira, é essencial que os alunos percebam a importância de elabo- rar uma primeira versão, que deverá ser conferida por todos os envolvidos, até mesmo o professor. Após a leitura de todos, o texto final pode ser escrito. Divulgação Com o texto pronto, os cartazes produzidos ou a leitura ensaiada, chegou o mo- mento de divulgar a pesquisa. Cada evento ou formato de trabalho possui caracterís- ticas diferentes e é importante ressaltar isso aos alunos. Uma apresentação oral exige postura, entonação de voz e até o uso de fichas organizadoras para que os alunos não se percam durante a fala. Já em um trabalho escrito, pode ser necessário criar uma capa com o nome de cada participante, o nome da escola e a turma em que estudam. Espaços não formais de aprendizagem A escola e suas dependências constituem um espaço formal de ensino-aprendiza- gem. Mas não é somente no ambiente escolar que a aprendizagem acontece. Os espaços não formais de ensino-aprendizagem têm se destacado por oportunizar a aprendizagem de maneira interativa. Por apresentar diferentes recursos e realizar exposições, esses locais podem contribuir significativamente para a aprendizagem, pois o público participa ativamente desse processo. Entre as vantagens dos espaços não formais de ensino-aprendizagem está a de levar a cultura científica a todos, con- tribuindo para a divulgação científica e o envolvimento da sociedade nos conceitos científicos. Na definição de espaços não formais de educação são sugeridas as categorias Ins- tituições e não Instituições. [...] Na categoria Instituições, podem ser incluídos os espaços que são regula- mentados e que possuem equipe técnica responsável pelas atividades executa- das, sendo o caso dos Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques Zoobotânicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, Aquários, Zoológicos, entre outros. Já os ambientes naturais ou urbanos que não dispõem de estruturação institucional, mas onde é possível adotar práticas educativas, en- globam a categoria não Instituições. Nessa categoria podem ser incluídos teatro, parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de fu- tebol, entre outros inúmeros espaços.[...] JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da cultura científica. Revista Em extensão, v. 7, 2008. p. 56-57. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/ revextensao%20/article/viewFile/20390/10860>. Acesso em: 20 nov. 2017. É possível perceber que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não depende somente de instituições de pesquisa. É fundamental expor os objetivos da realização de visitas a espaços não formais de aprendizagem antecipadamente, orien- tar os alunos durante a visitação e ressaltar a importância de um relatório para regis- trar o que foi observado, juntamente com as impressões dos alunos sobre a visitação e a troca de ideias entre eles, a fim de socializar suas observações e compartilhar suas opiniões. Os espaços não formais de educação são fundamentais na disseminação da cultura humana e da cultura científica, tornando-se instrumentos relevantes na educação e na formação cidadã. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 20 1/5/18 1:45 PM http://www.seer.ufu.br/index.php/revextensao%20/article/viewFile/20390/10860 http://www.seer.ufu.br/index.php/revextensao%20/article/viewFile/20390/10860 XXI Procedimentos para visitas a espaços não formais de aprendizagem A visita a espaços não formais pode contribuir para a aprendizagem e garantir mo- mentos de interação com o objeto de estudo, experiência enriquecedora para a apren- dizagem. Para que tal experiência seja relevante, é necessária a programação prévia. É essencial agendar a visita antecipadamente, garantir que haja acompanhamento específico, indicar o nome da escola, a série, a faixa etária e a quantidade de alunos que será levada. Além disso, é indispensável providenciar autorizações que devem ser entregues aos pais ou responsáveis e assinadas por eles. Caso seja necessário pagar algum valor para a entrada, deve ser identificado na autorização, bem como o local a ser visitado, o endereço, a data e o horário. É necessário orientar os responsáveis so- bre os possíveis gastos no dia da visita e sobre o meio de transporte utilizado. O transporte deve ser contratado antecipadamente e devem ser verificadas as con- dições de segurança do veículo. O itinerário e os horários previstos devem ser combi- nados com o motorista. Caso a visita seja feita em campo, em locais com solo ou rochas, os alunos devem ser orientados a utilizarem roupas e calçados apropriados, bem como óculos de sol, boné, protetor solar e repelente de insetos. Os alunos devem levar um caderno de campo para fazerem suas anotações e, se possível, aparelhos celulares ou câmeras para registrarem imagens. Se forem conduzir entrevistas, devem preparar as questões previamente e gravar as respostas para anali- sá-las e transcrevê-las posteriormente. Esses registros serão essenciais na avaliação da aprendizagem. A tecnologia como ferramenta pedagógica O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação já é uma realidade no cotidiano de crianças e adolescentes. Diante disso, as políticas educacionais e as práticas pedagógicas em nosso país caminham no sentido de incorporar essas tecno- logias ao trabalho escolar. Incluir os recursos tecnológicos nas aulas parece uma tendência inevitável e, ao mesmo tempo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de metodologias inovado- ras no processo de ensino-aprendizagem. Porém, cabe salientar que, para que o uso dessas tecnologias como ferramenta de ensino-aprendizagem realmente se justifique e de fato contribua para esse processo, faz-se necessário um planejamento prévio considerando sua relação com o conteúdo, os objetivos pretendidos, a aplicação em sala de aula e a capacitação dos profissionais que delas vão se utilizar. Portanto, deve- -se adotar o seguinte critério: [...] Só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteú- dos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tor- nam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planeja- mento malfeito. “Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem co- laborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas”, afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de Nova Escola. [...] POLATO, Amanda. Tecnologia + conteúdos = oportunidades. Revista Nova Escola. São Paulo: Fundação Victor Civita, ano 24, n. 223, jun. 2009. p. 51. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 21 1/5/18 1:45 PM XXII Com a presença cada vez maior de computadores nas escolas, bem como de alu- nos que dispõem de aparelhos celulares, a internet passou a ser cada vez mais utiliza- da na realização de pesquisas e também como recurso didático. Por meio dela, professores e alunos têm acesso a um universo de informações as quais podem, se bem exploradas, ser muito úteis e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. [...] Não há dúvida de que novas tecnologias de comunicação e informação trouxe- ram mudanças consideráveis e positivas para a educação. Vídeos, programas educativos na televisão e no computador, sites educacionais, softwares diferen- ciados transformam a realidade da aula tradicional, dinamizam o espaço de ensi- no-aprendizagem, onde, anteriormente, predominavam a lousa, o giz, o livro e a voz do professor. Para que as [Tecnologias de Informação e Comunicação] TICs possam trazer alterações no processo educativo, no entanto, elas precisam ser compreendidas e incorporadas pedagogicamente. Isso significa que é preciso respeitar as especificidades do ensino e da própria tecnologia para poder garan- tir que seu uso, realmente, faça diferença. [...] KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus, 2007. p. 46. É necessário, no entanto, tomar certos cuidados para fazer uma boa utilização des- se recurso, garantindo que os alunos possam usufruir plenamente dos benefícios desse instrumento e evitando que se desviem dos objetivos pretendidos. A seguir, são apresentadas algumas sugestões e orientações para incluir essa ferramenta na prática pedagógica. • Preparação: mantenha-se informado, converse com os colegas e os gestores que já tiveram experiências no uso da tecnologia. [...] • Planejamento: estabeleça quais os conteúdos a serem trabalhados e só de- pois avalie quais recursos tecnológicos podem colaborar com o aprendizado deles. A tecnologia deve servir ao ensino e não o contrário. [...] • Tempo: calcule o tempo necessário para executar, acompanhar e avaliar as atividades que você irá realizar. [...] • Teste: antes de utilizar um equipamento ou um programa, teste-o o máximo que puder. [...] • Limites: as regras de convivência são importantes em qualquer aula e tam- bém devem ser feitas para as que utilizam as TIC. Combine com os alunos quais programas e equipamentos podem ser usados. [...] • Avaliação: os prazos foram cumpridos? Os objetivos foram alcançados? A tecnologia colaborou para a evolução do aprendizado da turma? [...] COMO o professor pode usar a internet a seu favor. Nova Escola, São Paulo: Fundação Victor Civita, edição especial n. 42, jul. 2012. p. 32-33. Competência leitora Cada vez mais sou tomado pela certeza de que ser leitor faz a diferença, [de] que ser leitor é a possibilidade de construção de um ser humano melhor, mais crítico, mais sensível; alguém capaz de se colocar no lugar do outro; alguém mais imaginativo e sonhador; alguém um pouco mais liberto dos tantos preconceitos que a sociedade vai impondo-nos a cada dia, a cada situação enfrentada. Ser lei- tor, acredito, qualifica a vida de qualquer pessoa. [...] RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola. São Paulo: Biruta, 2009. p. 35. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 22 1/5/18 1:45 PM XXIII Atualmente, a rapidez com que se tem acesso à informação faz com que o contato com a leitura em contextosreais de informação seja cada vez mais fragmentado. Des- se modo, é importante que a escola possibilite ao aluno desenvolver estratégias de leitura que o auxiliem a compreender e explorar mensagens, verbais ou não verbais, em diversos níveis de cognição. Promover atividades em que os alunos tenham que perguntar, prever, recapi- tular para os colegas, opinar, resumir, comparar suas opiniões com relação ao que leram, tudo isso fomenta uma leitura inteligente e crítica, na qual o leitor vê a si mesmo como protagonista do processo de construção de significados. Estas atividades podem ser propostas desde o início da escolaridade, a partir da leitura realizada pelo professor e da ajuda que proporciona. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 173. Vale ressaltar que a interpretação de um texto acontece de forma progressiva, con- siderando não apenas a mensagem que o autor pretendia transmitir, mas também os objetivos do leitor ao ler esse texto, assim como seus conhecimentos prévios e o pro- cesso de leitura em si. Nesse sentido, é importante a criação de estratégias de leitura, que permitirão ao aluno: • Extrair o significado do texto, de maneira global, ou dos diferentes itens in- cluídos nele. • Saber reconduzir sua leitura, avançando ou retrocedendo no texto, para se adequar ao ritmo e às capacidades necessárias para ler de forma correta. • Conectar novos conceitos com os conceitos prévios que lhe permitirão incor- porá-los a seu conhecimento. SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão de texto no ensino fundamental e médio. In: TEBEROSKY, Ana et al. Compreensão da leitura: a língua como procedimento. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 36-37. Por fim, se o objetivo principal é formar leitores autônomos a partir da leitura de tex- tos e imagens apresentadas a esses alunos, é preciso favorecer esse processo, tendo o cuidado de: • escolher temas relevantes e interessantes à sua faixa etária; • selecionar textos verbais com vocabulário e extensão adequados; • preocupar-se com a gradação da leitura e a complexidade dos textos; • garantir que sejam propostas leituras de imagens e de gêneros multimodais, aten- tando-se para a diversidade de gêneros textuais, de modo que não sejam estuda- dos sempre os mesmos; • apresentar ao aluno o objetivo das leituras, a fim de que ele perceba que em al- guns momentos lemos para estudar e buscar informações e, em outros, a leitura é realizada por diversão, por exemplo; • orientar como a leitura deverá ser realizada: silenciosamente, guiada, em grupo, etc. Ao longo desta coleção, a competência leitora é estimulada por meio da utilização de recursos textuais e imagéticos diversificados. Para favorecer a análise desses re- cursos, são propostas questões de interpretação no livro do aluno, além de sugestões de questões de análise nas orientações ao professor. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 23 1/5/18 1:45 PM XXIV Avaliação A avaliação deve ser compreendida como um meio de orientação do processo de ensino-aprendizagem. Isso porque é uma das principais formas pela qual se pode reconhecer a validade do método didático-pedagógico adotado pelo professor. Além disso, é possível acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, procurando identificar seus avanços e suas dificuldades. Para que o processo de ensino-aprendizagem seja bem-sucedido, é necessária uma avaliação contínua e diversificada. Para tanto, devem ser levados em considera- ção os conhecimentos prévios dos alunos para que se possa traçar objetivos em rela- ção aos conteúdos. A avaliação pode ser realizada individualmente ou em grupo, por meio das expres- sões oral, textual e pictórica e da realização de diferentes atividades, como entrevistas e análises de imagens, permitindo a percepção das diferentes habilidades e do desen- volvimento dos alunos. A ação avaliativa pode ser realizada de diferentes maneiras e em momentos distin- tos no decorrer do estudo dos conteúdos, como apresentado a seguir. Três etapas avaliativas Avaliação inicial ou diagnóstica Tem como objetivo perceber o conhecimento prévio dos alunos, identificando inte- resses, atitudes, comportamentos, etc. Essa avaliação deve ser procedida no início de um novo conteúdo para que possa haver melhor integração entre os objetivos e os conhecimentos que os alunos já possuem. Nesse sentido, a coleção apresenta situa- ções que propiciam conhecer a realidade do aluno, como a sua convivência social, as relações familiares, etc. Avaliação formativa Essa etapa avaliativa consiste na orientação e na formação do conhecimento por meio da retomada dos conteúdos abordados e da percepção dos professores e dos alunos sobre os progressos e as dificuldades no desenvolvimento do ensino. Esse processo requer uma avaliação pontual, ou seja, o acompanhamento constante das atividades realizadas pelo aluno. Assim, análises de pesquisas, entrevistas, trabalhos em grupos e discussões em sala de aula devem ser armazenados e utilizados para, além de acompanhar a aprendizagem dos alunos, avaliar os próprios métodos de ensino. Avaliação somatória Essa avaliação tem como prioridade realizar uma síntese dos conteúdos trabalha- dos. Assim, deve-se valorizar trabalhos que permitam avaliar a capacidade de organi- zação e de construção do conhecimento do aluno. Esse método permite um diagnóstico do aprendizado em um período mais longo, como o final de uma temática, determi- nando sua relação de domínio com os objetivos propostos. Atividades como produção e análise de textos, a emissão de opinião e as variadas formas de registro do que foi estudado são maneiras de verificar o que foi apreendido e como se deu a formação do conhecimento nos alunos. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 24 1/5/18 1:45 PM XXV Fichas de avaliação e autoavaliação Para facilitar o trabalho, é possível fazer uso de fichas para avaliar o desempenho da turma. A seguir, apresentamos um exemplo de ficha de avaliação. Nome: Sim Às vezes Não Participa de debates e discussões em sala de aula? Realiza as tarefas propostas? Demonstra interesse pela disciplina? Tem bom relacionamento com os colegas de sala? Expressa suas opiniões por meio de trabalhos orais ou escritos? Consegue organizar o aprendizado? É organizado com o material didático? Tem facilidade para compreender os textos? Respeita outras opiniões sem ser passivo? O processo de avaliação do ensino-aprendizagem é uma responsabilidade do pro- fessor, porém os alunos também devem participar desse processo para que identifi- quem seus avanços e seus limites, colaborando assim para que o professor tenha condições de avaliar sua metodologia de ensino. Uma das sugestões para esse pro- cesso é o uso de fichas de autoavaliação, por meio das quais os alunos são estimula- dos a refletir sobre o seu desenvolvimento em sala de aula e sobre seu processo de aprendizagem. A seguir, apresentamos um modelo de ficha de autoavaliação. Nome: Sim Às vezes Não Compreendo os assuntos abordados pelo professor? Faço os exercícios em sala e as tarefas da casa? Falo com o professor sobre minhas dúvidas? Expresso minha opinião durante os trabalhos em sala de aula? Participo das atividades em grupo? Mantenho um bom relacionamento com meus colegas de sala? Organizo meu material escolar? 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_015a025.indd 25 1/5/18 1:45 PM XXVI O ensino de Ciências Fundamentos teórico-metodológicos Proposta pedagógica da coleção A curiosidade faz parte do ser humano desde seus primeiros anos de vida. As Ciên- cias Naturais (Biologia, Física, Química, Astronomia, Geologia) ajudam a despertar essa curiosidade e a responder às questões que aparecem durante o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Assim, a base para o ensino de Ciências relaciona-se à realidade próxima e aos questionamentos naturais dos alunos sobre os fenômenos naturais que os cercam. Os alunosbuscam explicações para os fenômenos naturais e as conquistas tecno- lógicas baseando-se no conhecimento que constituíram em sua vivência. Muitas ve- zes, esses conhecimentos são insuficientes ou até mesmo equivocados, exigindo que busquem outras informações para suprir suas necessidades. Dessa forma, o ensino de Ciências deve contribuir para que os alunos obtenham essas informações e esta- beleçam as relações necessárias para a construção do conhecimento científico. Quan- do o aluno conhece o mundo que o cerca, torna-se capaz de opinar e intervir na realidade, modificando-a de maneira consciente. Para se familiarizarem com os procedimentos e o raciocínio científico, os alunos precisam ser alfabetizados cientificamente. Além de conhecerem a terminologia científica apropriada e os conceitos estruturantes, eles devem reconhecer a impor- tância disso no contexto em que vivem. Com base nisso, os alunos podem estabe- lecer relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente e Saúde e verificar como isso influencia os seres vivos, os elementos não vivos e todo o futuro do planeta. Além disso, o ensino de Ciências é fundamental para desenvolver o pensamento lógico, assim como para a resolução de situações práticas. É importante ressaltar que o conhecimento científico contribui para o desenvolvimento tecnológico, que promove diversos avanços e está presente nos diferentes meios de comunicação diariamente. Isso exige dos alunos conhecimento científico suficiente para interpretar tais informações. [...] Sob essa perspectiva, o ensino de Ciências pode contribuir para que os alu- nos sejam inseridos em uma nova cultura, a cultura científica, que lhes possibili- tará ver e compreender o mundo com maior criticidade e com conhecimentos para discernir, julgar e fazer escolhas conscientes em seu cotidiano, com vistas a uma melhor qualidade de vida. Entende-se que esse processo, aqui denominado de alfabetização científica, é uma construção que se prolonga por toda a vida, contudo, ressalta-se que seu desenvolvimento é fundamental desde a fase inicial da escolarização (Lorenzetti & Delizoicov, 2001; Tenreiro-Vieira & Vieira, 2011). [...] VIECHENESKI, Juliana Pinto; CARLETTO, Marcia Regina. Iniciação à alfabetização científica nos anos iniciais: contribuições de uma sequência didática. Investigações em Ensino de Ciências, v. 18, n. 3, 2013. p. 526. Disponível em: <https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/112/76>. Acesso em: 20 nov. 2017. Diante das exigências da sociedade atual, os conhecimentos científico e tecnológi- co são essenciais na formação de um cidadão crítico e capaz de compreender o 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p026a030.indd 26 1/5/18 1:45 PM https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/112/76 XXVII mundo e suas transformações. Segundo Krasilchick e Marandino (2004), na formação de cidadãos críticos, algumas competências são necessárias: [...] • ter consciência da importância de sua função no aperfeiçoamento individual e das relações sociais; • ser capaz de expressar seus julgamentos de valor; • justificar suas decisões referindo-se aos princípios e conceitos em que se basearam; • diferenciar entre decisões pessoais de âmbito individual e decisões coletivas de âmbito público; • reconhecer e aceitar direitos, deveres e oportunidades em uma sociedade pluralista; • ouvir e aceitar diferenças de opiniões. [...] KRASILCHICK, Myriam; MARANDINO, Martha. Ensino de Ciências e cidadania. São Paulo: Moderna, 2004. p. 8-9. (Coleção Cotidiano escolar). O ensino de Ciências deve pautar-se nas necessidades dos alunos e em sua formação cidadã. Para isso, o professor deve agir como mediador da aprendiza- gem e desenvolver neles uma postura crítica e ativa na construção do conhecimen- to. Rompe-se, assim, a ideia de um professor detentor de conhecimentos e alunos como receptores passivos dessas informações. O professor deve oportunizar questionamentos, apresentação de ideias, expressão de opiniões e análise de situações. [...] No ensino tradicional, o saber era transmitido principalmente pelo professor, pelo texto e pela eventual realização de um experimento “mostrado” aos alunos. Os conteúdos ocupavam um lugar de destaque, e a qualidade do ensino depen- dia do domínio que o professor tinha dos conhecimentos e da clareza de sua ex- posição. Essa concepção enciclopédica do ensino foi mudando à medida que se começou a compreender a necessidade de uma participação mais ativa do aluno, que se passou a vê-lo como agente da própria aprendizagem. Compartilhamos da convicção de que para aprender – construir conhecimento – é preciso ofere- cer aos alunos situações em que possam se posicionar de maneira intelectual- mente ativa, situações em que possam refletir, fazer novas descobertas, formular perguntas, discordar, elaborar possíveis respostas etc. Essa postura nos leva a analisar quais conteúdos têm mais potencial para se tornar objeto de ensino e como a maneira pela qual são apresentados em classe interfere na aprendizagem. [...] SPINOZA, Ana. Ciências na escola: novas perspectivas para a formação dos alunos. Trad. Camila Bogéa. São Paulo: Ática, 2010. Além de auxiliar na ampliação de conhecimentos, o ensino de Ciências pode ajudar na formação integral do indivíduo, o que justifica sua abordagem desde os anos ini- ciais do Ensino Fundamental I. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p026a030.indd 27 1/5/18 1:45 PM XXVIII [...] O ensino de Ciências nos anos iniciais também pode auxiliar na construção de valores e habilidades que possibilitarão aos alunos continuar aprendendo. Cabe ressaltar que atitudes e valores se constroem desde cedo e quando a escola proporciona momentos para debates, questionamentos, reflexões, exposição e confronto de ideias, abre a oportunidade de ensinar valores essenciais ao exercí- cio da cidadania, como respeito pelas diferentes ideias, tolerância, cooperação, respeito à diversidade, às regras combinadas em grupo, capacidade de se comu- nicar, de ouvir e esperar sua vez para se expressar, responsabilidade, senso críti- co e inclusão social. [...] VIECHENESKI, Juliana Pinto; CARLETTO, Marcia. Por que e para quê ensinar ciências para crianças. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 6, n. 2, mai-ago. 2013. p. 223. Disponível em: <https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/viewFile/1638/1046>. Acesso em: 20 nov. 2017. A formação integral dos alunos é uma das metas do ensino de Ciências. Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, alguns objetivos são necessários, entre eles: • reconhecer que todos têm direito de acesso ao conhecimento científico; • compreender o ser humano como parte integrante da natureza e agente transfor- mador do mundo em que vive; • relacionar os conhecimentos científicos à produção tecnológica e condições de vida no mundo atual e ao longo da história; • desenvolver leitura e interpretação de textos de divulgação científica; • consultar diversas fontes de informações sobre ciência e tecnologia; • discutir fatos e informações com base em leituras, observações, experimentações e registros; • propor maneiras de investigar hipóteses levantadas; • basear-se na vivência para coletar dados, como entrevistas e pesquisas em sites, livros, jornais, etc.; • ordenar, nomear e classificar; • praticar os conceitos das Ciências Naturais para solucionar problemas reais; • desenvolver o pensamento crítico, a cooperação e a construção coletiva do conhecimento; • identificar interações do ser humano com o ambiente; • reconhecer a saúde como um bem individual e comum que deve ser promovido pela ação coletiva; • compreender a tecnologia como necessária ao ser humano; • argumentar, explicar e se posicionar por meio da aprendizagem em Ciências; • relatar os conteúdos de Ciências por meio de desenhos, representações, teatros, música, dança, poemas e outras formas de expressão. Além disso, o ensino de Ciências deve oportunizar aos alunoso contato com dife- rentes materiais, para que possam estabelecer ideias, levantar e testar hipóteses, ana- lisar os resultados, comparar dados, questionar o que acontece ao redor e confrontar suas ideias com as dos colegas, vivenciando o saber científico. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p026a030.indd 28 1/5/18 1:45 PM https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/viewFile/1638/1046 XXIX Um ponto importante que merece destaque no ensino de Ciências são os conheci- mentos prévios trazidos pelos alunos dos conteúdos relacionados a Ciências obtidos fora da escola, que não devem ser descartados pelo professor, pois podem servir de base para a construção da compreensão dos fenômenos naturais. [...] Os conhecimentos prévios formam-se a partir de concepções espontâneas e intuitivas acerca de situações e fenômenos da vida cotidiana, de representações sociais transmitidas culturalmente e a partir de analogias: quando o aluno não possui imagens concretas para determinado conhecimento, faz determinadas associações, cria modelos para entendê-lo. [...] HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2006. p. 87-88. Quando o professor identifica os conhecimentos prévios, pode prever as próxi- mas ações pedagógicas, adaptando seu planejamento. Com base nisso, ele pode utilizar estratégias que o auxiliam no desenvolvimento didático do conteúdo, como: problematização, observação, trabalhos em grupo e atividades de experimentação investigativa. Problematização Quando não estão na escola, geralmente, os alunos buscam explicações pró- prias para os conteúdos científicos de seu interesse, baseando-se nos conheci- mentos prévios. De certa maneira, esses modelos satisfazem as necessidades momentâneas dos alunos, embora nem sempre apresentem fundamentação científica. O professor pode basear-se nessas situações cotidianas, identificando problemas a serem respondidos pelos alunos em uma situação chamada problematização. Quando um aluno percebe que seus modelos são inadequados e que seus conhe- cimentos prévios são insuficientes para estabelecer explicações satisfatórias, ele sen- te a necessidade de buscar novos conhecimentos que possam responder aos seus questionamentos. Os conteúdos científicos a serem trabalhados devem ser significativos para os alunos e próximos de sua realidade. Caso contrário, eles não se sentirão motivados a adequar ou reconstruir seus modelos, o que pode levá-los a criar obstáculos à aprendizagem. O professor tem um papel importante como mediador nessa relação. Ao deses- tabilizar os modelos trazidos pelos alunos e mostrar a ausência de embasamento científico, ele mobiliza os conhecimentos, estabelecendo um conflito, que exigirá o levantamento de novas hipóteses e a reconstrução de modelos. Observação Por meio da observação, os alunos obtêm informações com os próprios sentidos, destacando os aspectos mais importantes do que está sendo observado. A observação pode ocorrer de forma direta ou indireta. Na observação direta, os alunos entram em contato com os objetos de estudo, vivenciando diferentes situa- ções, como cheiros, gostos, texturas e outras sensações. Esse tipo de observação ocorre em atividades que envolvem a manipulação de objetos e materiais e também atividades de visitação, como a que acontece nos arredores da escola ou em ambientes externos. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p026a030.indd 29 1/5/18 1:45 PM XXX A observação indireta é feita por meio de recursos técnicos, como microscópio, te- lescópio, fotografias e filmes. Tanto a observação direta quanto a indireta devem ser previamente planejadas pelo professor para orientar os alunos durante sua execução. Além disso, as atividades de observação só atingem seu objetivo quando os estudan- tes se comunicam oralmente e/ou por meio de registros escritos ou desenhos, a fim de mostrarem os resultados de sua observação. Atividades de experimentação investigativa A experimentação investigativa é uma estratégia fundamental no ensino de Ciên- cias. Ela envolve a manipulação de diferentes materiais, o uso de técnicas científicas e o levantamento de hipóteses. No teste de suas hipóteses, os alunos observam, ano- tam e comparam resultados, tendo a oportunidade de compreender e utilizar o que aprenderam. Trata-se de uma ferramenta fundamental para a construção do conheci- mento científico. As atividades de experimentação não devem ser encaradas apenas como uma estratégia para demonstrar conhecimentos já apresentados aos alunos ou verificar leis já estruturadas. Com o auxílio do professor e dos conhecimentos prévios dos estudantes, elas devem ampliar o conhecimento dos alunos e fazer com que eles as relacionem aos fenômenos naturais, investigando-as e elaborando explicações sobre elas. As atividades práticas podem gerar uma situação-problema, que exija dos estudan- tes ações para resolvê-la ou compreendê-la. Além de motivar, esse desafio desperta o interesse deles, gerando discussões. Os resultados das atividades de experimentação investigativas podem ser dife- rentes do esperado. Durante a montagem de um experimento, por exemplo, podem ocorrer dificuldades na realização de alguns procedimentos. Essas situações de- vem ser aproveitadas pelo professor para gerar discussões sobre o que pode ter ocorrido, incentivando os alunos a trocarem ideias para buscar soluções, identifi- carem os problemas e, até mesmo, proporem novas formas ou alternativas para os alguns procedimentos. Essas situações mostram aos estudantes que o conhecimento científico conti- nua em constante construção, com base nos problemas, insucessos, avanços e incertezas. Trabalho em grupo A interação entre os alunos, além de desenvolver a cooperação e as noções de coletividade, também contribui para a construção do conhecimento. Muitas pes- quisas já demonstraram que a oportunidade de discussão e de argumentação au- menta a capacidade de compreensão dos temas ensinados e os processos de raciocínio envolvidos. Deve-se oportunizar momentos de comunicação, reflexão, argumentação e a troca de ideias entre os alunos. O diálogo entre eles estimula-os a reconhecer a necessida- de de obter novas informações, assim como de reorganizar e reconceituar as ideias preexistentes. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p026a030.indd 30 1/5/18 1:45 PM XXXI 1 - O Sol como fonte de luz e calor (2o ano). 2 - O Sol como fonte de luz e calor (2o ano) / Transformações reversíveis e não reversíveis (4o ano). 3 - Propriedades e usos dos materiais (2o ano). Distribuição dos conteúdos de Ciências Esta coleção foi estruturada levando em consideração as propostas da Base Nacio- nal Comum Curricular (BNCC) e tomando como princípio a importância da formação cidadã e integral dos estudantes. Os quadros a seguir apresentam uma visão geral sobre como as habilidades, competências e temas contemporâneos foram desenvolvidos nos diferentes objetos de conhecimento. Além disso, apresentamos também relações entre alguns conteú- dos trabalhados neste ano com objetos de conhecimento de anos anteriores ou posteriores, apresentados após o quadro de cada unidade, por meio de uma indica- ção numérica. UNIDADE 1 OBSERVANDO O QUE ESTÁ AO NOSSO REDOR Objetos de conhecimento Habilidades Conteúdos Competências Temas contemporâneos • Produção de som. • Efeitos da luz nos materiais. • Saúde auditiva e visual. • EF03CI01 • EF03CI02 • EF03CI03 • Como os sons são produzidos. • Tipos de instrumentos musicais. • Fontes sonoras do cotidiano. • Poluição sonora. • Para evitar os problemas de saúde. • Cuidados para evitar os problemas causados pela exposição à ruídos. • Importância da luz solar para iluminar e aquecer os ambientes. 1 • Propagação da luz. • Interação da luz com os corpos. 2 • Corpos luminosos e iluminados. • A luz e os materiais opacos, translúcidos e transparentes. 3 • Decomposição da luz. • Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6, 8 e 9. • Competências específicas: 1, 2, 3 e6. • Diversidade cultural. UNIDADE 2 OBSERVANDO O SOLO Objetos de conhecimento Habilidades Conteúdos Competências Temas contemporâneos • Características da Terra. • Usos do solo. • EF03CI09 • EF03CI10 • Componentes do solo. • Importância do solo para os seres vivos. • Utilização do solo pelos seres humanos. • Características do solo (cor, porosidade, permeabilidade). • Formação do solo. • Técnicas de cultivo do solo. • Extração de materiais do solo. • Poluição do solo. • Desgaste do solo. • Competências gerais: 1, 2, 4, 5, 6, 9 e 10. • Competências específicas: 1, 2, 3 e 7. • Preservação do ambiente. • Diversidade cultural. • Ciência a tecnologia. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p031a032.indd 31 1/5/18 1:45 PM XXXII Bibliografia ANDRÉ, Marli (org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999. ASTOLFI, Jean-Pierre. A didática das Ciências. 12. ed. Cam- pinas: Papirus, 2009. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasí- lia: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum. mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017. BUSQUETS, Maria Dolores et al. Temas transversais em educa- ção: bases para uma formação integral. São Paulo: Ática, 1997. CAMPOS, Maria C. da Cunha; NIGRO, Rogério G. Didática de Ciências: o ensino-aprendizagem como investigação. São Paulo: FTD, 1999. KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. 15. ed. Campinas: Pontes, 2013. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1996. MACHADO, Nilson José. Epistemologia e didática: as con- cepções de conhecimentos e inteligência e a prática docente. São Paulo: Cortez, 1995. MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Pa- pirus, 2000. SCHIEl, D.; ORLANDI, A. S. Ensino de Ciências por investiga- ção. Centro de Divulgação Científica e Cultural. São Paulo: USP, 2009. VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987. . A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 4 , 7 e 8 - Vida e evolução Seres vivos no ambiente (2o ano). 5 - Vida e evolução Seres vivos no ambiente (2o ano) / Cadeias alimentares simples (4o ano). 6 - Cadeias alimentares simples (4o ano). 9 - Movimento do Sol no céu (2o ano) / Pontos cardeais (4o ano). 10 - Calendários, fenômenos cíclicos e cultura (4o ano). UNIDADE 3 OBSERVANDO OS ANIMAIS Objetos de conhecimento Habilidades Conteúdos Competências Temas contemporâneos • Características e desenvolvimento dos animais. • EF03CI04 • EF03CI05 • EF03CI06 • Locomoção dos animais. 4 • Alimentação dos animais. 5 • Animais carnívoros, onívoros e herbívoros. 6 • Reprodução dos animais. • Animais ovíparos, vivíparos ou ovovivíparos. • Respiração dos animais. 7 • Classificação dos animais (vertebrados e invertebrados). • Classificação dos vertebrados. (peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos). 8 • Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 7, 8 e 10. • Competências específicas: 1, 2, 3, 5, 6, 7. • Preservação do meio ambiente. UNIDADE 4 OBSERVANDO O UNIVERSO Objetos de conhecimento Habilidades Conteúdos Competências Temas contemporâneos • Características da Terra. • Observação do céu. • EF03CI07 • EF03CI08 • Astros. • Astros luminosos. • Astros iluminados. • Constelações. • Satélites naturais. • Telescópios. • Lixo espacial. • Características da Terra. • Representações da Terra. • Estrutura interna da Terra. • Sistema solar. • Movimento de rotação da Terra. 9 • Movimento de translação da Terra. 10 • Competências gerais: 1, 2 e 5. • Competências específicas: 1, 2 e 3. • Ciência e tecnologia. • Preservação do ambiente. 1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmc_p031a032.indd 32 1/5/18 1:45 PM http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ Karina Pessôa Licenciada em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Professora de Matemática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Autora de livros didáticos para o ensino básico. Leonel Favalli Licenciado e bacharel em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Autor de livros didáticos para o ensino básico. 1a edição São Paulo, 2017 Ensino Fundamental • Anos Iniciais 3o ano Componente curricular: Ciências CIÊNCIAS g19_3pmc_lt_frontis_p001.indd 1 30/12/17 2:22 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 1 1/4/18 8:27 PM 1 3 5 7 9 10 8 6 4 2 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2017 Impresso no Brasil Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pessôa, Karina Novo Pitanguá : ciências / Karina Pessôa, Leonel Favalli. -- 1. ed.-- São Paulo : Moderna, 2017. Obra em 5 v. para alunos do 1 ao 5o ano. Componente curricular: Ciências. 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Favalli, Leonel. II. Título. 17-11210 CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35 Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais Gerência editorial: Milena Clementin Silva Edição: Maira Renata Dias Balestri Assistência editorial: Everton Amigoni Chinellato, Rafael Aguiar da Silva Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona Capa: Marcela Pialarissi Ilustração: Leonardo de Moura Amaral Gerência de arte: André Leandro Silva Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira Preparação de texto: Gislaine Maria da Silva, Shirley Gomes Revisão: Viviane Teixeira Mendes, Laís Canonico Metz Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro Impressão e acabamento: g19_3pmc_lt_p002.indd 2 30/12/17 2:23 PM O que você pode fazer para melhorar o mundo em que vive? Plantar uma árvore, não desperdiçar água, cuidar bem dos lugares públicos e respeitar opiniões diferentes da sua são apenas algumas das ações que todos podemos praticar no dia a dia. Ao estudar Ciências, você perceberá que é possível aplicar seus conhecimentos em situações do cotidiano, enfrentando e solucionando problemas de maneira autônoma e responsável. Este livro ajudará você a compreender a importância da cidadania para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. VOCÊ, CIDADÃO DO MUNDO! g19_3pmc_lt_p003.indd 3 30/12/17 2:26 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 2 1/4/18 8:27 PM 1 3 5 7 9 10 8 6 4 2 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2017 Impresso no Brasil Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pessôa, Karina Novo Pitanguá : ciências / Karina Pessôa, Leonel Favalli. -- 1. ed.-- São Paulo : Moderna, 2017. Obra em 5 v. para alunos do 1 ao 5o ano. Componente curricular: Ciências.1. Ciências (Ensino fundamental) I. Favalli, Leonel. II. Título. 17-11210 CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35 Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais Gerência editorial: Milena Clementin Silva Edição: Maira Renata Dias Balestri Assistência editorial: Everton Amigoni Chinellato, Rafael Aguiar da Silva Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona Capa: Marcela Pialarissi Ilustração: Leonardo de Moura Amaral Gerência de arte: André Leandro Silva Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira Preparação de texto: Gislaine Maria da Silva, Shirley Gomes Revisão: Viviane Teixeira Mendes, Laís Canonico Metz Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro Impressão e acabamento: g19_3pmc_lt_p002.indd 2 30/12/17 2:23 PM O que você pode fazer para melhorar o mundo em que vive? Plantar uma árvore, não desperdiçar água, cuidar bem dos lugares públicos e respeitar opiniões diferentes da sua são apenas algumas das ações que todos podemos praticar no dia a dia. Ao estudar Ciências, você perceberá que é possível aplicar seus conhecimentos em situações do cotidiano, enfrentando e solucionando problemas de maneira autônoma e responsável. Este livro ajudará você a compreender a importância da cidadania para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. VOCÊ, CIDADÃO DO MUNDO! g19_3pmc_lt_p003.indd 3 30/12/17 2:26 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 3 1/4/18 8:27 PM 4 4 Sumário Percebendo o ambiente ................................ 8 1 Sons ........................................................................................ 10 Produzindo som no dia a dia ...............................................................14 Na prática .....................................................................18 Atividades ....................................................................19 CIDADÃO DO MUNDO Instrumentos musicais e identidade cultural ...........................................................................22 4 2 Luz ............................................................................................. 24 Os corpos e a luz .......................................... 26 Decomposição da luz ........................... 28 Na prática .....................................................................29 Investigar e compartilhar ........................................................... 30 Atividades ....................................................................32 O que você estudou sobre... ............................................. 35 Para saber mais .............................................. 35 Para saber fazer Seminário ...................................................................36 S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 4 30/12/17 2:28 PM 5 Observando o solo ........................................ 38 3 O solo ..................................................................................40 Investigar e compartilhar ........................................................... 46 Atividades ....................................................................49 4 O ser humano Utiliza o solo ........................................................ 52 Cultivo do solo .................................................54 Na prática .....................................................................56 Criação de animais .................................... 57 Extração de materiais do solo e do subsolo ............................. 57 Atividades ....................................................................58 Poluição do solo ............................................ 62 Desgaste do solo ......................................... 63 Investigar e compartilhar.................. 66 CIDADÃO DO MUNDO Monitoramento por satélites ........................................................... 68 Atividades ....................................................................70 O que você estudou sobre... ............................................. 73 Para saber mais .............................................. 73 Para saber fazer Entrevista ...................................................................74 5 S A U LO N U N E S T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 5 30/12/17 2:28 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 4 1/4/18 8:27 PM 5 4 Sumário Percebendo o ambiente ................................ 8 1 Sons ........................................................................................ 10 Produzindo som no dia a dia ...............................................................14 Na prática .....................................................................18 Atividades ....................................................................19 CIDADÃO DO MUNDO Instrumentos musicais e identidade cultural ...........................................................................22 4 2 Luz ............................................................................................. 24 Os corpos e a luz .......................................... 26 Decomposição da luz ........................... 28 Na prática .....................................................................29 Investigar e compartilhar ........................................................... 30 Atividades ....................................................................32 O que você estudou sobre... ............................................. 35 Para saber mais .............................................. 35 Para saber fazer Seminário ...................................................................36 S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 4 30/12/17 2:28 PM 5 Observando o solo ........................................ 38 3 O solo ..................................................................................40 Investigar e compartilhar ........................................................... 46 Atividades ....................................................................49 4 O ser humano Utiliza o solo ........................................................ 52 Cultivo do solo .................................................54 Na prática .....................................................................56 Criação de animais .................................... 57 Extração de materiais do solo e do subsolo ............................. 57 Atividades ....................................................................58 Poluição do solo ............................................ 62 Desgaste do solo ......................................... 63 Investigar e compartilhar.................. 66 CIDADÃO DO MUNDO Monitoramento por satélites ........................................................... 68 Atividades ....................................................................70 O que você estudou sobre... ............................................. 73 Para saber mais .............................................. 73 Para saber fazer Entrevista ...................................................................74 5 S A U LO N U N E S T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 5 30/12/17 2:28 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 5 1/4/18 8:27 PM 6 6 Observando os animais ................................76 5 Locomoção dos animais..............................................................78 6 Alimentação dos animais..............................................................80 Atividades ....................................................................83 7 Reprodução dos animais.............................................................. 87 Desenvolvimento dos animais .............................................................90 Atividades ....................................................................92 Na prática .................................................................... 96 8 Respiração dos animais.............................................................. 97 Na prática .................................................................... 98 9 Classificação dos animais..........................................................100 CIDADÃO DO MUNDO Animais ameaçados de extinção .........................................................106 Atividades ...............................................................109 O que você estudou sobre... ..........................................113 Para saber mais ...........................................113 Para saber fazer Álbum ..........................................................................114 M A G G Y M E Y E R /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 6 30/12/17 2:28 PM 77 Observando o Universo ............................ 116 10 Observando os astros .................................................................... 118 CIDADÃO DO MUNDO O aumento do lixo espacial ........................................................ 122 Atividades ............................................................... 124 11 Observando o planeta Terra ........................................... 127 Na prática ................................................................ 130 Atividades ................................................................131 12 O planeta Terra no Universo .................................. 133 Movimentos da Terra .....................................................................136 Atividades ............................................................... 138 Glossário ............................... 141 Bibliografia .......................... 144 Indica que as cores utilizadas nas imagens não são reais. A atividade deverá ser respondida no caderno. A atividade deverá ser realizada em duplas ou grupos. A atividade deverá ser respondida oralmente. Ícones da coleção Nesta coleção, você encontrará alguns ícones. Veja a seguir o que cada um deles significa. Indica que as imagens não estão em tamanho real de proporção. Indica um cuidado que se deve ter para realizar uma atividade prática ou uma dica para facilitar o desenvolvimento da atividade. Indica que essa atividade envolve a leitura e a interpretação de textos e imagens. Toda vez que encontrar esse ícone, procure o termo no glossário a partir da página 10. Indica que poderá compartilhar com seus colegas uma ideia ou alguma experiência interessante. Indica uma atitude que se pode ter para viver melhor em sociedade. O que você estudou sobre... .........................................140 Para saber mais ..........................................140 K A K 2S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 7 30/12/17 2:28 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 6 1/4/18 8:27 PM 7 6 Observando os animais ................................76 5 Locomoção dos animais.............................................................. 78 6 Alimentação dos animais..............................................................80 Atividades ....................................................................83 7 Reprodução dos animais.............................................................. 87 Desenvolvimento dos animais .............................................................90 Atividades ....................................................................92 Na prática .................................................................... 96 8 Respiração dos animais.............................................................. 97 Na prática .................................................................... 98 9 Classificação dos animais..........................................................100 CIDADÃO DO MUNDO Animais ameaçados de extinção .........................................................106 Atividades ...............................................................109 O que você estudou sobre... ..........................................113 Para saber mais ...........................................113 Para saber fazer Álbum ..........................................................................114 M A G G Y M E Y E R /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 6 30/12/17 2:28 PM 77 Observando o Universo ............................ 116 10 Observando os astros .................................................................... 118 CIDADÃO DO MUNDO O aumento do lixo espacial ........................................................ 122 Atividades ............................................................... 124 11 Observando o planeta Terra ........................................... 127 Na prática ................................................................ 130 Atividades ................................................................131 12 O planeta Terra no Universo .................................. 133 Movimentos da Terra .....................................................................136 Atividades ............................................................... 138 Glossário ............................... 141 Bibliografia .......................... 144 Indica que as cores utilizadas nas imagens não são reais. A atividade deverá ser respondida no caderno. A atividade deverá ser realizada em duplas ou grupos. A atividade deverá ser respondida oralmente. Ícones da coleção Nesta coleção, você encontrará alguns ícones. Veja a seguir o que cada um deles significa. Indica que as imagens não estão em tamanho real de proporção. Indica um cuidado que se deve ter para realizar uma atividade prática ou uma dica para facilitar o desenvolvimento da atividade. Indica que essa atividade envolve a leitura e a interpretação de textos e imagens. Toda vez que encontrar esse ícone, procure o termo no glossário a partir da página 10. Indica que poderá compartilhar com seus colegas uma ideia ou alguma experiência interessante. Indica uma atitude que se pode ter para viver melhor em sociedade. O que você estudou sobre... .........................................140 Para saber mais ..........................................140 K A K 2S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_p004a007_sumario.indd 7 30/12/17 2:28 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 7 1/4/18 8:27 PM 8 Nesta unidade, serão abordados os conceitos relacionados ao som e à luz, mostrando como eles são perce- bidos, como é sua interação com o ambiente e como estão presentes em nosso cotidiano. Além disso, também serão apresentadas algumas das propriedades da luz. Destaques da BNCC • As atividades desta página levam os alunos a refletirem sobre uma das manifestações histórico-culturais com raízes afro-brasileiras mais im- portantes do Brasil – a capoeira –, contribuindo para o desenvolvimen- to da Competência geral 3 da BNCC. • Inicialmente, são apresentadas ques- tões com o objetivo de verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre a capoeira, os instrumentos musicais envolvidos nesta arte e os sons que emitem. • Veja mais informações sobre a capo- eira no site do Iphan, disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/pagina/ detalhes/66>. Acesso em:18 dez. 2017. • É importante apresentar aos alunos o contexto histórico vivido pelos povos afrodescendentes no Brasil, mostrando que a capoeira, além de ser uma forma de arte e de luta, tam- bém é uma representação da resis- tência dessas pessoas à escravidão e à discriminação. Conectando ideias 1. Resposta pessoal. Alguns alunos podem ter visto esse tipo de apresentação em festivais, na televisão ou na internet. Estimule-os a expressar suas experiências. 2. Espera-se que os alunos citem que a pessoa que toca o berimbau faz com que sua corda vibre, emitindo o som característico. 3. Espera-se que os alunos respondam que captamos os sons por meio das orelhas. Alguns deles também podem dizer que é por meio dos ouvidos, terminologia anterior ainda muito comum. A nomenclatura ou terminologia anatômica é o conjunto dos termos empregados para nomear e descrever o indivíduo ou suas partes. Destaque aos alunos a importância de aprendermos a terminologia anatômica internacional. 8 Percebendo o ambiente A capoeira é uma representação cultural brasileira que mistura esporte, luta, dança, música e brincadeira. O berimbau, um dos instrumentos musicais da capoeira, emite um som característico. Você já ouviu o som emitido pelo berimbau? 1. Você já viu uma apresentação como a mostrada na foto? 2. Como você acha que o berimbau emite sons? 3. Como conseguimos perceber os sons dos instrumentos musicais? CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 8 30/12/17 2:29 PM 9 Apresentação de capoeira em São Paulo, em 2016. W IL L R O D R IG U E S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 9 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 8 1/4/18 8:27 PM http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/66 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/66 9 Saberes integrados • Aproveite o momento para enfatizar uma relação com a disciplina de His- tória e valorizar o movimento afro- -brasileiro na constituição da identi- dade brasileira. • Apresente a animação sobre a histó- ria da capoeira aos alunos, disponível em: <http://www.berimbauverde.eco. br/2014/11/historia-da-capoeira-em- desenho-animado.html>. Acesso em: 18 dez. 2017. • Apresente também aos alunos o se- guinte vídeo sobre a capoeira, dis- ponível em: <http://www.cultura. gov.br/noticias-destaques/-/asset_ publisher/OiKX3xlR9iTn/content/ id/1230742>. Acesso em: 18 dez. 2017. Mais atividades • Organize os alunos em grupos e so- licite que tragam diferentes materiais reaproveitáveis (garrafas PET, papéis variados, caixas de sapato vazias, la- tas de metal, palitos grandes, massa de modelar, tintas guache, entre ou- tros). Cada grupo deverá construir ins- trumentos musicais simples. • Os chocalhos podem ser feitos tan- to de garrafas PET quanto de latas de leite em pó, ambos com tampa. Peça aos alunos que coloquem alguns grãos de arroz dentro da garrafa ou da lata e tampem. Passe fita adesiva para vedar. • O violão pode ser feito com caixa de sapato e elásticos. Na tampa da cai- xa, faça um círculo e recorte. Colo- que elásticos sobre a tampa, colan- do as pontas nas laterais. • Recorte canudos plásticos em tama- nhos diferentes. Una-os com uma fita adesiva, formando uma flauta. • Reúna os alunos para tocarem seus ins- trumentos musicais ao mesmo tempo, formando uma banda. Se considerar interessante, toque uma música instru- mental e peça a eles que acompanhem o ritmo com seus instrumentos. Além de estimular o desenvolvimento da lin- guagem artística e musical, os alunos também trabalham noções relaciona- das ao reaproveitamento de materiais. • Competência geral 3: Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diver- sas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 8 Percebendo o ambiente A capoeira é uma representação cultural brasileira que mistura esporte, luta, dança, música e brincadeira. O berimbau, um dos instrumentos musicais da capoeira, emite um som característico. Você já ouviu o som emitido pelo berimbau? 1. Você já viu uma apresentação como a mostrada na foto? 2. Como você acha que o berimbau emite sons? 3. Como conseguimos perceber os sons dos instrumentos musicais? CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 8 30/12/17 2:29 PM 9 Apresentação de capoeira em São Paulo, em 2016. W IL L R O D R IG U E S /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 9 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 9 1/4/18 8:27 PM http://www.berimbauverde.eco.br/2014/11/historia-da-capoeira-em-desenho-animado.html http://www.berimbauverde.eco.br/2014/11/historia-da-capoeira-em-desenho-animado.html http://www.berimbauverde.eco.br/2014/11/historia-da-capoeira-em-desenho-animado.html http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1230742 http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1230742 http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1230742 http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1230742 10 Destaques da BNCC • O objetivo desta página é mostrar como as ondas sonoras produzem os sons e como eles são captados pelo corpo humano, o que permi- te o desenvolvimento da habilidade EF03CI01 da BNCC. • A educação musical auxilia no desen- volvimento cognitivo das crianças. So- bre isso, leia o trecho do texto a seguir. Objetivos • Reconhecer a presença de ondas sonoras ao nosso redor. • Identificar diferentes tipos de sons no ambiente próximo. • Conhecer manifestações cultu- rais orientais. • Identificar sons agradáveis e sons desagradáveis. • Identificar fontes sonoras. • Reconhecer ruídos que podem prejudicar a audição humana. • Conhecer o conceito de poluição sonora. • Reconhecer o impacto da polui- ção sonora na saúde humana. • Identificar atitudes que auxiliam na prevenção de problemas rela- cionados à audição humana. [...] Resultados de pesquisas indicam que há forte ligação entre instrução musical na infância e crescimento intelectual em atividades não mu- sicais. Estudos comprovam que a inteligência pode ser desenvolvida pela audição, pois cada código sono- ro ativa um espaço no cérebro para reter informações. Crianças ins- truídas musicalmente são bem mais sucedidas em matemática do que as não instruídas. Provou-se também a relação de causa-efeito entre edu- cação musical e habilidades espaço temporais (VASCONCELLOS, 2013). [...] JUNIOR, Inaldo Mendes de Mattos. As contribuições da música para o desenvolvimento intelectual e social da criança. In: ENCONTRO REGIONAL NORDESTE DA ABEM, 2014, São Luis. Anais... São Luis: UFMA, 2014. Disponível em: <http:// abemeducacaomusical.com.br/conferencias/ index.php/regional_nordeste/nordeste/paper/ download/620/144>. Acesso em: 18 dez. 2017. Mais atividades • Reúna os alunos em um círculo e diga uma frase relativamente longa em tom baixo, cochichando na orelha de um dos alunos. Peça a ele que repita para o colega ao lado, sem que os demais ou- çam a frase. Quando chegar no último aluno, ele deverá repetir a frase inicial. Repita a atividade com outra frase. • EF03CI01: Produzir diferentes sons a partir da vibração de variados objetos e identificar va- riáveis que influem nesse fenômeno. 10 Sons11 Os sons, como os produzidos pelos instrumentos musicais mostrados nas páginas anteriores, são percebidos pelo corpo humano por meio de um sentido chamado audição. Os sons são ondas sonoras produzidas por vibrações de um corpo, como dos tambores conhecidos por taikô. Veja na imagem a seguir. 1. Você sabe tocar algum instrumento musical? Qual? ondas sonoras orelha Quando a pessoa bate as baquetas na pele que recobre o tambor, essa pele vibra, assim como as laterais do tambor. Isso faz com que o ar próximo a ele também vibre, produzindoas ondas sonoras. As ondas sonoras são captadas pelas orelhas humanas e são interpretadas no encéfalo humano. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2016. Resposta pessoal. W A LM O R C A R VA LH O /F O TO A R E N A g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 10 1/4/18 6:11 PM Origem do taikô 11 O taikô, ou “tambor grande”, em japonês, é um instrumento de percussão tradicional da cultura japonesa que vem marcando sua história há pelo menos 1500 anos. No passado esse instrumento era utilizado em anúncios de guerras e cerimônias religiosas, e na atualidade está presente em apresentações artísticas, shows, teatros, competições e atividades socioculturais. Para a cultura japonesa, tocar taikô é mais do que desenvolver uma habilidade, é uma manifestação artística que concilia as batidas com o movimento corporal, atraindo, assim, a atenção de quem assiste às apresentações. A apresentação de taikô é uma combinação de sons que derivam da batida de diversos tambores. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2015. A estrutura básica do instrumento é formada por um corpo de madeira em forma de barril com duas faces cobertas por pele de animal. Taikô, instrumento de percussão japonês. madeira pele de animal É legal conhecer e valorizar as diferentes culturas. VA N E S S A V O LK /F O TO A R E N A Y O S H I0 51 1/ S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 11 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 10 1/4/18 8:27 PM http://abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/regional_nordeste/nordeste/paper/download/620/144 http://abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/regional_nordeste/nordeste/paper/download/620/144 http://abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/regional_nordeste/nordeste/paper/download/620/144 http://abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/regional_nordeste/nordeste/paper/download/620/144 11 Destaques da BNCC • A seção aborda o taikô, instrumento de origem japonesa bastante difun- dido no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 3 da BNCC, citada anterior- mente, e para a valorização da Diver- sidade cultural. • Pergunte se algum dos alunos já as- sistiu a uma apresentação de taikô. Nas apresentações, além do tambor, podem ser utilizados outros instru- mentos. Explique a eles que o taikô tem grande importância para a cultu- ra nipo-brasileira e é bastante difun- dido no Brasil atualmente, sobretudo pela sensação que o público tem a cada batida do tambor, que emite sons intensos. Veja a seguir informa- ções sobre esse instrumento. [...] Sabe-se que ao longo da histó- ria o taikô teve várias utilidades; era utilizado para limitar regiões conforme a área onde se podia ouvir o som dos tambores, usado para a comunicação entre as co- munidades rurais, para motivar tropas, afugentar inimigos, defi- nir ritmo de marcha de soldados e, inclusive, em cerimônias reli- giosas. Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, passou a ser praticamente utilizado apenas em festivais artísticos. [...] Taiko. Acel. Disponível em: <http://www. acellondrina.com.br/taiko-bon-odori/>. Acesso em: 18 dez. 2017. • Caso os alunos não tenham visto uma apresentação de taikô, procure alguns vídeos em sites de busca. • Explique aos alunos que deve- mos respeitar todas as culturas. Diga que muitas delas ajudaram a formar a identidade cultural bra- sileira, contribuindo com a cons- trução da nação, da língua, dos alimentos, da agricultura, entre outros aspectos. Atitude legal Mais atividades • Oriente os alunos a construírem tambores. Providencie latas de leite em pó vazias, balões, te- soura com pontas arredondadas, palitos, rolhas e fita adesiva. Peça a eles que utilizem a tesoura para cortar os balões, retirando a região da abertura. Auxilie-os a encaixar o balão na abertura da lata e a colar com fita adesiva. Na ponta dos palitos de bambu, encaixe rolhas, que servirão de baquetas para os tambores. 10 Sons11 Os sons, como os produzidos pelos instrumentos musicais mostrados nas páginas anteriores, são percebidos pelo corpo humano por meio de um sentido chamado audição. Os sons são ondas sonoras produzidas por vibrações de um corpo, como dos tambores conhecidos por taikô. Veja na imagem a seguir. 1. Você sabe tocar algum instrumento musical? Qual? ondas sonoras orelha Quando a pessoa bate as baquetas na pele que recobre o tambor, essa pele vibra, assim como as laterais do tambor. Isso faz com que o ar próximo a ele também vibre, produzindo as ondas sonoras. As ondas sonoras são captadas pelas orelhas humanas e são interpretadas no encéfalo humano. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2016. Resposta pessoal. W A LM O R C A R VA LH O /F O TO A R E N A g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 10 1/4/18 6:11 PM Origem do taikô 11 O taikô, ou “tambor grande”, em japonês, é um instrumento de percussão tradicional da cultura japonesa que vem marcando sua história há pelo menos 1500 anos. No passado esse instrumento era utilizado em anúncios de guerras e cerimônias religiosas, e na atualidade está presente em apresentações artísticas, shows, teatros, competições e atividades socioculturais. Para a cultura japonesa, tocar taikô é mais do que desenvolver uma habilidade, é uma manifestação artística que concilia as batidas com o movimento corporal, atraindo, assim, a atenção de quem assiste às apresentações. A apresentação de taikô é uma combinação de sons que derivam da batida de diversos tambores. Apresentação de taikô em São Paulo, em 2015. A estrutura básica do instrumento é formada por um corpo de madeira em forma de barril com duas faces cobertas por pele de animal. Taikô, instrumento de percussão japonês. madeira pele de animal É legal conhecer e valorizar as diferentes culturas. VA N E S S A V O LK /F O TO A R E N A Y O S H I0 51 1/ S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 11 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 11 1/4/18 8:27 PM http://www.acellondrina.com.br/taiko-bon-odori/ http://www.acellondrina.com.br/taiko-bon-odori/ 12 Destaques da BNCC • Nesta página são apresentadas aos alunos algumas propriedades dos sons, relacionando-os aos instrumen- tos musicais, o que permite o desen- volvimento da habilidade EF03CI01 da BNCC, citada anteriormente. • As informações visam aproximar o conteúdo da realidade próxima dos alunos e estimular o interesse deles pela música como representação ar- tística e fruto da cultura humana, o que estimula o desenvolvimento da Competência geral 3 da BNCC, ci- tada anteriormente. • Quando ouvimos vários instrumentos sendo tocados, podemos diferenciá- -los graças ao timbre, mesmo quan- do tocados na mesma frequência. Assim, há diferença entre os sons por causa da forma das ondas sonoras. • O som possui uma característica chamada frequência. A orelha huma- na é capaz de perceber sons entre 20 e 2 000 Hz de frequência. A fre- quência nos auxilia a distinguir sons graves dos agudos. Quanto maior for a frequência do som, mais agudo ele será, e quanto menor a frequência, mais graves serão os sons. • Para conhecer mais informações so- bre som, como frequência e timbre, acesse o seguinte site, disponível em: <http://www.das.inpe.br/~alex/ FisicadaMusica/fismus_analise. htm>. Acesso em: 18 dez. 2017. Acompanhando a aprendizagem • Leve gravações com sons de dife- rentes instrumentos musicais para os alunos ouvirem. Deixe que eles ouçam diferentes sons separada- mente e depois peça que identifi- quem se são instrumentos de corda, sopro ou percussão. Em seguida, pergunte como classificam os sons: agudos ou graves. Mais atividades • Explique aos alunos que alguns sons são considerados harmônicos, enquanto outros são cha- mados desarmônicos. Geralmente, sons harmônicos são mais agradáveis de ouvir, já os desar- mônicos tendem a incomodar o ouvinte. Liste na lousa os seguintes sons: .buzina de caminhão;.música popular; .britadeira; .tique-taque do relógio; .sino; .motoqueiro acelerando a motocicleta; .ondas do mar; .chuva; .trovão; .furadeira. • Peça aos alunos que classifiquem os sons como agradáveis ou desagradáveis e depois como harmônicos ou desarmônicos. 12 Além dos instrumentos de percussão, existem outros instrumentos, como os de corda e os de sopro. Os instrumentos de corda, como o violão, o violino, a guitarra, o baixo e o violoncelo, também produzem vibrações. Quando as cordas são movimentadas, vibram o ar ao redor, emitindo ondas sonoras. Quanto mais espessas são as cordas musicais, mais grave (baixo e grosso) é o som emitido por elas. Quanto mais finas são as cordas, mais agudo (alto e fino) é o som. Pessoa tocando guitarra. Pessoa tocando flauta. Pessoa tocando saxofone. Pessoa tocando baixo. Os instrumentos de sopro possuem uma parte que funciona como uma coluna de ar. Quando o músico sopra, o ar no interior do instrumento vibra, empurrando a coluna de ar, o que produz o som. Quando o músico toca as chaves do lado externo do instrumento, elas modificam o tamanho da coluna de ar, fazendo-o emitir diferentes sons. 2. Você já ouviu o som produzido por alguns dos instrumentos musicais apresentados nesta página? De qual(is) instrumento(s)? coluna de ar coluna de ar chaves As cordas da guitarra, quando vibram, produzem um som agudo. As cordas do baixo acústico, quando vibram, produzem um som grave. chaves Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos identifiquem os diferentes tipos de instrumentos musicais. V IO R E L S IM A /S H U T T E R S TO C K C O O L _P H O TO /S H U T T E R S TO C K D O N N A E LL E N C O LE M A N / S H U T TE R S TO C K O Z G U R G U V E N C / S H U T TE R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 12 30/12/17 2:30 PM Sons indígenas 13 Os indígenas também utilizam diferentes instrumentos musicais. Geralmente, eles são usados em rituais, como ritos de passagem, danças de guerra e práticas de cura. Os indígenas também tocam diferentes instrumentos musicais durante festas comemorativas dentro da tribo ou na socialização com outros grupos. A maioria dos instrumentos musicais indígenas é de percussão e sopro. Entre os instrumentos de percussão, destacam-se os chocalhos, bastões e reco-recos. Os chocalhos geralmente são utilizados em rituais de iniciação dos jovens. Esses instrumentos são feitos de frutos de nozes ou cocos, sementes, madeira e partes de corpos de animais (penas, ovos e cascos). Entre os instrumentos de sopro, destacam-se apitos, buzinas, pios, trombetas e flautas. Eles são feitos com folhas, frutos, pedaços de caule, bambu, ossos, chifres, entre outros materiais. As flautas geralmente são feitas de bambu, madeira e osso. A flauta de pã se destaca pelo tamanho e é utilizada em diferentes rituais. Os indígenas também utilizam o próprio corpo para produzir sons. Eles batem os pés, o que resulta em uma vibração no solo, utilizada em muitas danças. Indígena Kalapalo tocando um chocalho, no Mato Grosso, em 2014. Indígena Barasano tocando flauta de pã, no Amazonas, em 2010. R E N A TO S O A R E S /P U LS A R IM A G E N S S O FI A C O LO M B IN I g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 13 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 12 1/4/18 8:27 PM http://www.das.inpe.br/~alex/FisicadaMusica/fismus_analise.htm http://www.das.inpe.br/~alex/FisicadaMusica/fismus_analise.htm http://www.das.inpe.br/~alex/FisicadaMusica/fismus_analise.htm 13 Destaques da BNCC • O trabalho com os instrumentos in- dígenas permite que os alunos per- cebam a presença da música em diferentes etnias e sua importância cultural, contribuindo para o desen- volvimento da Competência geral 3 da BNCC, citada anteriormente. • Sobre os instrumentos musicais in- dígenas, procure em sites de busca vídeos de diferentes instrumentos que produzem sons que imitam o canto das aves. • Explique aos alunos que, para os in- dígenas, a música está relacionada a eventos importantes para o grupo e não à preferência musical ou a artistas. • Veja a seguir um texto sobre a música para a cultura indígena. [...] Antes de mais nada, será preciso compreender que a música indíge- na é, fundamentalmente, um fenô- meno social, coletivizado tanto na sua produção como na sua escuta. Vale dizer, na música indígena to- dos participam simultaneamente como produtores e fruidores da música, inexistindo as noções de “artista” e de “público”, de “palco” e de “plateia” ou tampouco a ideia de “espetáculo”. A música indíge- na integra-se quase sempre a um evento coletivo ou a uma função social importante para toda a co- munidade – como uma festa, um canto de trabalho, uma incitação à guerra, um ritual de passagem, um encantamento, um exercício de memória coletiva, uma drama- tização mitológica. [...] Música indígena brasileira – filtragens e apropriações históricas. Projetos de História, São Paulo, n. 32, jun. 2006. p. 160. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/ revph/article/view/2422/1512>. Acesso em: 18 dez. 2017. Mais atividades • O grupo Barbatuques, de São Paulo, é reconhecido mundialmente pelos instrumentos musicais dife- renciados: o próprio corpo humano. Por meio de toques em diferentes partes do corpo, eles produzem sons que atuam harmonicamente, formando músicas e dança. Assista a um vídeo com os alunos no seguinte site, disponível em: <http://www.ebc.com.br/cultura/galeria/videos/2013/09/barbatuques- grupo-investe-em-musica-feita-com-sons-do-proprio-corpo>. Acesso em: 18 dez. 2017. • Em seguida, proponha a eles que façam sons com o próprio corpo. Por exemplo: estalar os dedos, bater palmas, bater as palmas das mãos nas pernas e no colo, estalar a língua na boca, entre outros movimentos. Mostre aos alunos que, assim como os indígenas, o grupo Barbatuques utiliza o corpo para emitir diferentes sons e que todos podem fazer o mesmo, seguindo um ritmo. 12 Além dos instrumentos de percussão, existem outros instrumentos, como os de corda e os de sopro. Os instrumentos de corda, como o violão, o violino, a guitarra, o baixo e o violoncelo, também produzem vibrações. Quando as cordas são movimentadas, vibram o ar ao redor, emitindo ondas sonoras. Quanto mais espessas são as cordas musicais, mais grave (baixo e grosso) é o som emitido por elas. Quanto mais finas são as cordas, mais agudo (alto e fino) é o som. Pessoa tocando guitarra. Pessoa tocando flauta. Pessoa tocando saxofone. Pessoa tocando baixo. Os instrumentos de sopro possuem uma parte que funciona como uma coluna de ar. Quando o músico sopra, o ar no interior do instrumento vibra, empurrando a coluna de ar, o que produz o som. Quando o músico toca as chaves do lado externo do instrumento, elas modificam o tamanho da coluna de ar, fazendo-o emitir diferentes sons. 2. Você já ouviu o som produzido por alguns dos instrumentos musicais apresentados nesta página? De qual(is) instrumento(s)? coluna de ar coluna de ar chaves As cordas da guitarra, quando vibram, produzem um som agudo. As cordas do baixo acústico, quando vibram, produzem um som grave. chaves Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos identifiquem os diferentes tipos de instrumentos musicais. V IO R E L S IM A /S H U T T E R S TO C K C O O L _P H O TO /S H U T T E R S TO C K D O N N A E LL E N C O LE M A N / S H U T TE R S TO C K O Z G U R G U V E N C / S H U T TE R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 12 30/12/17 2:30 PM Sons indígenas 13 Os indígenas também utilizam diferentes instrumentos musicais. Geralmente, eles são usados em rituais, como ritos de passagem, danças de guerra e práticas de cura. Os indígenas também tocam diferentes instrumentos musicais durante festas comemorativas dentro da tribo ou na socialização com outros grupos. A maioria dos instrumentosmusicais indígenas é de percussão e sopro. Entre os instrumentos de percussão, destacam-se os chocalhos, bastões e reco-recos. Os chocalhos geralmente são utilizados em rituais de iniciação dos jovens. Esses instrumentos são feitos de frutos de nozes ou cocos, sementes, madeira e partes de corpos de animais (penas, ovos e cascos). Entre os instrumentos de sopro, destacam-se apitos, buzinas, pios, trombetas e flautas. Eles são feitos com folhas, frutos, pedaços de caule, bambu, ossos, chifres, entre outros materiais. As flautas geralmente são feitas de bambu, madeira e osso. A flauta de pã se destaca pelo tamanho e é utilizada em diferentes rituais. Os indígenas também utilizam o próprio corpo para produzir sons. Eles batem os pés, o que resulta em uma vibração no solo, utilizada em muitas danças. Indígena Kalapalo tocando um chocalho, no Mato Grosso, em 2014. Indígena Barasano tocando flauta de pã, no Amazonas, em 2010. R E N A TO S O A R E S /P U LS A R IM A G E N S S O FI A C O LO M B IN I g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 13 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 13 1/4/18 8:27 PM https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/2422/1512 https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/2422/1512 http://www.ebc.com.br/cultura/galeria/videos/2013/09/barbatuques-grupo-investe-em-musica-feita-com-sons-do-proprio-corpo http://www.ebc.com.br/cultura/galeria/videos/2013/09/barbatuques-grupo-investe-em-musica-feita-com-sons-do-proprio-corpo 14 • Neste tópico, os alunos identificam sons no ambiente próximo, sons agradáveis e desagradáveis e fontes sonoras. Além disso, reconhecem ruídos que podem afetar a audição humana, conhecem o conceito de poluição sonora e seu impacto na saúde humana. Eles também identi- ficam atitudes que auxiliam na pre- venção de problemas relacionados à audição humana. Destaques da BNCC • As atividades desta página estimulam os alunos a perceberem o que ocor- re ao seu redor por meio do sentido da audição, o que auxilia na identifi- cação dos elementos e na análise do ambiente próximo, contribuindo, des- se modo, para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC. • Ao fechar os olhos, os alunos neces- sitam utilizar principalmente o senti- do da audição para perceber o am- biente. Além de perceberem os sons ao redor, eles podem separá-los de acordo com as fontes sonoras (canto das aves, vento, instrumentos de tra- balho, veículos, entre outros). No dia a dia, geralmente, não distinguimos os sons adequadamente, pois mui- tas vezes não prestamos atenção neles. Mas, por outro lado, somos capazes de identificar diferentes fon- tes sonoras. Caso algum dos alunos tenha dificuldade em diferenciar os sons ao redor, venda seus olhos com uma tira de tecido e peça aos cole- gas que fiquem em silêncio. Solicite a ele que cite cada som que consegue diferenciar. Depois, faça isso com outros alunos. Acompanhando a aprendizagem • Ao abordar a situação apresentada na página, aproveite para verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema. Peça que listem os sons que consideram agradáveis e desagradáveis e depois os identifi- quem como graves ou agudos. • Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 14 Produzindo som no dia a dia 3. Feche os olhos por alguns segundos e se concentre nos sons ao seu redor. Que sons você consegue perceber? 4. Você gosta de todos os sons que escutou? Por quê? Em nosso dia a dia convivemos com diferentes sons, a muitos dos quais nem prestamos atenção, pois já fazem parte de nosso cotidiano. Os objetos que usamos no dia a dia podem produzir diferentes sons, como podemos perceber na situação abaixo. Cozinha e lavanderia de uma casa. máquina de lavar louças liquidificador 3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos identifiquem alguns sons do ambiente e percebam que existem diferentes sons nos ambientes. 4. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é que os alunos percebam que nem todos os sons que ouvimos são agradáveis. Alguns ruídos podem causar irritação e danos à saúde. g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 14 30/12/17 2:30 PM 15 Os instrumentos musicais e eletrodomésticos, como a máquina de lavar roupas, produzem diferentes sons. Objetos que produzem e emitem sons são chamados fontes sonoras. Na cidade em que vivemos, ouvimos diversos sons. Alguns deles, mesmo parecendo de baixa intensidade, são ruídos, que ao longo do tempo podem interferir em nosso bem-estar. 5. Circule os objetos na ilustração que emitem sons quando estão em funcionamento. máquina de lavar roupas A resposta encontra-se na ilustração. LE O N A R D O D E M O U R A A M A R A L g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 15 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 14 1/4/18 8:27 PM 15 • Verifique se os alunos percebem que existem várias fontes sonoras ao nos- so redor. Explique a eles que as on- das sonoras são ondas mecânicas, que precisam de um meio material (sólido, líquido ou gasoso). Os sons apresentados nestas páginas propa- gam-se pelo ar por causa das vibra- ções transmitidas de uma molécula a outra, até chegar à orelha humana, que envia os impulsos nervosos ao encéfalo, onde o som é interpretado. Mais atividades • Leve para a sala de aula alguns materiais, como: um tecido (venda) para os olhos, um sino peque- no, um objeto metálico (colher), caixa de fósforos, moeda, um copo de vidro, papel, entre outros. Coloque a venda em um dos alunos e proponha aos demais que produzam sons utilizando um ou dois objetos. Por exemplo, bater a moeda na caixa de fósforos em um determinado ritmo, bater a colher devagar no copo, amassar o papel, entre outras possíveis combinações. O aluno vendado deverá adivinhar de onde vem a combinação de sons e que objetos são as fon- tes sonoras em cada situação. 14 Produzindo som no dia a dia 3. Feche os olhos por alguns segundos e se concentre nos sons ao seu redor. Que sons você consegue perceber? 4. Você gosta de todos os sons que escutou? Por quê? Em nosso dia a dia convivemos com diferentes sons, a muitos dos quais nem prestamos atenção, pois já fazem parte de nosso cotidiano. Os objetos que usamos no dia a dia podem produzir diferentes sons, como podemos perceber na situação abaixo. Cozinha e lavanderia de uma casa. máquina de lavar louças liquidificador 3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos identifiquem alguns sons do ambiente e percebam que existem diferentes sons nos ambientes. 4. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é que os alunos percebam que nem todos os sons que ouvimos são agradáveis. Alguns ruídos podem causar irritação e danos à saúde. g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 14 30/12/17 2:30 PM 15 Os instrumentos musicais e eletrodomésticos, como a máquina de lavar roupas, produzem diferentes sons. Objetos que produzem e emitem sons são chamados fontes sonoras. Na cidade em que vivemos, ouvimos diversos sons. Alguns deles, mesmo parecendo de baixa intensidade, são ruídos, que ao longo do tempo podem interferir em nosso bem-estar. 5. Circule os objetos na ilustração que emitem sons quando estão em funcionamento. máquina de lavar roupas A resposta encontra-se na ilustração. LE O N A R D O D E M O U R A A M A R A L g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 15 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 15 1/4/18 8:27 PM 16 Destaques da BNCC • Como a poluição sonora é um dos principais problemas na atualidade, é importante estimular os alunos a identificarem esse problema, a fim de que se previnam. Além disso, o trabalho com esse assunto permi- te o desenvolvimento dahabilidade EF03CI03 da BNCC. • O debate sobre a poluição sonora permite trabalhar o cuidado com o próprio corpo, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 8 da BNCC. • Nesta página são apresentadas al- gumas fontes de poluição sonora. Peça aos alunos que identifiquem as fontes presentes no local em que moram. Questione como eles se sen- tem quando ficam muito tempo em locais barulhentos. • Mostre aos alunos que a exposição a ruídos intensos afeta o bem-estar, causando sintomas como irritabilida- de, insônia e até mesmo problemas cardíacos. Assim, apesar de não con- ter substâncias químicas tóxicas, a poluição sonora também afeta a saú- de humana. Além disso, ela também afeta a capacidade de aprendizagem e de percepção, o que pode favorecer a ocorrência de acidentes. • Veja a seguir um texto sobre os efei- tos dos ruídos no corpo humano. [...] A comunidade científica confir- mou em pesquisas recentes uma significante associação entre ruído urbano e seus efeitos no organismo humano. O nível equivalente de ru- ído (Leq) de 65 dB(A) é considerado o limiar de conforto acústico para a medicina preventiva. A exposição contínua a valores acima desse li- mite pode causar distúrbios psico- -fisiológicos diversos, independen- te da idade, tais como distúrbios no sono, diminuição da performance laboral, hipertensão, agravamento de doenças cardiovasculares. [...] PAZ, Elaine Carvalho da; FERREIRA, Andressa Maria Coelho; ZANNIN, Paulo Henrique Trombetta. Estudo comparativo da percepção do ruído urbano. Revista de Saúde Pública, v. 39, n. 3, jun. 2005. p. 468. Disponível em: <http://www.redalyc.org/pdf/672/67240147019. pdf>. Acesso em: 18 dez. 2017. Acompanhando a aprendizagem • Peça aos alunos que avaliem a escola e os ruídos nela produzidos. Questione-os se é um am- biente com poucos ruídos, se deveria ser mais silenciosa e quais tipos de sons são produzidos. Trata-se de uma maneira de desenvolver a análise crítica de situações do ambiente ao redor. • EF03CI03: Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual conside- rando as condições do ambiente em termos de som e luz. • Competência geral 8: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, re- conhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 16 Em alguns ambientes há ruídos em excesso, produzidos por uma ou mais fontes de som. O excesso de ruídos em um ambiente é chamado poluição sonora. Algumas fontes de ruídos que podem causar poluição sonora são: •o motor, a buzina, a sirene e o aparelho de som de alguns veículos; •as máquinas em funcionamento nas indústrias e nas construções; •as propagandas sonoras do comércio; •as casas noturnas e os bares, que mantêm o volume do aparelho de som muito alto. A poluição sonora pode provocar danos à saúde do ser humano, como distúrbios do sono, estresse, perda parcial da capacidade auditiva, surdez, dores de cabeça, nervosismo e mau humor. 6. Circule na ilustração abaixo as fontes sonoras. Centro de uma cidade. LE O N A R D O D E M O U R A A M A R A L g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 16 30/12/17 2:30 PM 17 Liquidificador em funcionamento. Pessoas correndo em um parque. Pessoa diminuindo a intensidade do som de um aparelho de som. Pessoa utilizando furadeira. 7. Você tem essas atitudes no dia a dia? 8. Você considera que precisa mudar alguma de suas atitudes com relação à sua saúde auditiva? Para evitar os problemas de saúde causados pela poluição sonora, devemos ter alguns cuidados em nosso dia a dia. •Evite ficar em ambientes barulhentos. •Utilize protetores auriculares quando permanecer muito tempo em locais com ruído intenso. •Não ouça música em volume muito alto. •Evite ouvir música com fones de orelha com volume muito alto e por muito tempo. •Pessoas que têm veículos devem ser responsáveis pela manutenção dos equipamentos que reduzem os ruídos. •Escolha equipamentos elétricos menos barulhentos. 7. Resposta pessoal. O objetivo desta questão e da próxima é que os alunos façam uma autoavaliação de suas atitudes, verificando se precisam mudar alguns de seus hábitos. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos façam uma autoavaliação de suas atitudes relacionadas à saúde auditiva. IL U S T R A Ç Õ E S : M Á R C IO G U E R R A g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 17 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 16 1/4/18 8:27 PM http://www.redalyc.org/pdf/672/67240147019.pdf http://www.redalyc.org/pdf/672/67240147019.pdf 17 Destaques da BNCC • Pela relevância do tema, é impor- tante que os alunos percebam a importância de se prevenirem dos problemas causados pela poluição sonora, permitindo o desenvolvi- mento da habilidade EF03CI03 da BNCC, citada anteriormente. • A autoavaliação sobre atitudes em relação à poluição sonora pode contribuir para o desenvolvimento da Competência geral 8 da BNCC, também mencionada anteriormente. • É importante que os alunos reflitam sobre suas atitudes e sejam capazes de avaliá-las, sobretudo em relação ao uso de fones de ouvido. As últi- mas gerações acostumaram-se com a utilização de aparelhos de teleco- municação que incluem o uso de fones de ouvido. Isso tem afetado a saúde auditiva, sobretudo dos mais jovens, que tendem a utilizar fones de ouvido inadequadamente. • Explique aos alunos que a exposição prolongada a ruídos intensos (aci- ma de 85 dB) não deve ultrapassar 8 horas diárias. A perda auditiva é um problema que frequentemente ocorre nos idosos, entretanto, a população jovem também tem apresentado distúrbios relacionados à audição. A tendência em frequentar ambien- tes muito barulhentos e utilizar fones auriculares por muito tempo, e em volumes intensos, tem contribuído para o problema. Estima-se que o uso incorreto de fones de ouvido tem efeitos similares aos apresentados por pessoas que trabalham expostas a ruídos constantes. Mais atividades • Separe diferentes objetos que emitem sons variados. Coloque um deles no interior de um saco plástico sem que os alunos vejam. Em seguida, peça a eles que tentem identificar o objeto. Questione-os de que material ele é feito, de acordo com o tipo de som emitido. • Verifique a possibilidade de levar um profissional para fazer uma palestra na escola sobre educa- ção para o trânsito. Peça-lhe que explique, por exemplo, por que os guardas de trânsito apitam, sinalizando a pedestres e motoristas o que devem fazer. Assim, os alunos perceberão a importân- cia dos silvos e de conhecer seu significado. Oriente-os a elaborar um roteiro de entrevista para o policial convidado. É importante que eles tenham todas as dúvidas respondidas. 16 Em alguns ambientes há ruídos em excesso, produzidos por uma ou mais fontes de som. O excesso de ruídos em um ambiente é chamado poluição sonora. Algumas fontes de ruídos que podem causar poluição sonora são: •o motor, a buzina, a sirene e o aparelho de som de alguns veículos; •as máquinas em funcionamento nas indústrias e nas construções; •as propagandas sonoras do comércio; •as casas noturnas e os bares, que mantêm o volume do aparelho de som muito alto. A poluição sonora pode provocar danos à saúde do ser humano, como distúrbios do sono, estresse, perda parcial da capacidade auditiva, surdez, dores de cabeça, nervosismo e mau humor. 6. Circule na ilustração abaixo as fontes sonoras. Centro de uma cidade. LE O N A R D O D E M O U R A A M A R A L g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 16 30/12/17 2:30 PM 17 Liquidificador em funcionamento. Pessoas correndo em um parque. Pessoa diminuindo a intensidade do som de um aparelho de som. Pessoa utilizando furadeira. 7. Você tem essas atitudes no dia a dia? 8. Você considera que precisa mudar alguma de suas atitudes com relação à sua saúde auditiva? Para evitar os problemas de saúde causados pelapoluição sonora, devemos ter alguns cuidados em nosso dia a dia. •Evite ficar em ambientes barulhentos. •Utilize protetores auriculares quando permanecer muito tempo em locais com ruído intenso. •Não ouça música em volume muito alto. •Evite ouvir música com fones de orelha com volume muito alto e por muito tempo. •Pessoas que têm veículos devem ser responsáveis pela manutenção dos equipamentos que reduzem os ruídos. •Escolha equipamentos elétricos menos barulhentos. 7. Resposta pessoal. O objetivo desta questão e da próxima é que os alunos façam uma autoavaliação de suas atitudes, verificando se precisam mudar alguns de seus hábitos. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos façam uma autoavaliação de suas atitudes relacionadas à saúde auditiva. IL U S T R A Ç Õ E S : M Á R C IO G U E R R A g19_3pmc_lt_u1_p008a017.indd 17 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 17 1/4/18 8:27 PM 18 • Caso o instrumento montado pelos alunos não emita sons, peça aos alu- nos que verifiquem o que pode estar provocando o problema. Geralmen- te isso ocorre quando a tira de papel não está suficientemente esticada ou quando o espaço entre os dois palitos de sorvete não é suficiente para que o papel vibre. • A distância entre os pedaços de pa- litos de dente, que ficam próximo às extremidades dos palitos de sorvete, determina se o som emitido será gra- ve ou agudo. Destaques da BNCC • Esta atividade de construção per- mite o desenvolvimento da habili- dade EF03CI01 da BNCC, descrita anteriormente. • A atividade desta página estimula os alunos a construírem um objeto com materiais diferenciados, con- tribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC, descrita anteriormente. • Comente com os alunos que o fun- cionamento desse instrumento se assemelha ao de uma gaita de boca ou harmônica. Acompanhando a aprendizagem • Após montar o aparato, questione os alunos sobre o tipo de som emitido pela gaita (grave ou agudo), o timbre, entre outros. NA PRÁTICA 18 •É possível construir instrumentos musicais com materiais reaproveitáveis? Podemos construir instrumentos musicais com materiais simples. Vamos verificar isso na prática. •2 palitos de sorvete •2 elásticos •1 palito de dentes MATERIAIS •papel sulfite •tesoura com pontas arredondadas •régua 1. Com o instrumento montado, assopre fazendo o ar passar entre os palitos. O que acontece? 2. O que produz o som desse instrumento? Com a tesoura, corte dois pedaços do palito de dentes na largura do palito de sorvete. Corte uma tira de papel sulfite no comprimento do palito de sorvete. Coloque a tira de papel sobre o palito de sorvete. Em seguida, coloque cada pedaço do palito de dentes próximo a cada uma das extremidades do palito de sorvete, como mostra a foto. Coloque o outro palito de sorvete por cima e prenda com os elásticos. Você pode decorar seu instrumento pintando os palitos de sorvete. Instrumento musical em construção. Instrumento musical montado. *Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos percebam que diversos materiais podem vibrar e produzir sons, podendo ser utilizados na confecção de instrumentos musicais. O instrumento emite um som semelhante ao de uma gaita. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que, ao assoprar o instrumento, o movimento do ar faz com que o papel vibre, produzindo sons. * FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 18 30/12/17 2:30 PM 19 ATIVIDADES 1. O futebol de 5 é uma modalidade esportiva paralímpica para pessoas com deficiência visual. Os atletas participam com vendas nos olhos e o goleiro tem visão total. Dentro da bola existe um guizo que emite sons para que os jogadores a localizem. Partida de futebol de 5 nas paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. a. Que parte do corpo humano é utilizada pelos jogadores de futebol de 5 para localizarem a bola? olhos orelhas mãos b. A torcida deve manter silêncio e só pode se manifestar na hora do gol. Por que isso é importante para os jogadores dessa modalidade esportiva? 2. A onomatopeia é uma figura de linguagem para representar sons na forma de palavras, um recurso muito utilizado nas histórias em quadrinhos, como a mostrada a seguir. a. Identifique as onomatopeias que aparecem na tirinha e descreva quais sons elas estão representando. • : • : Armandinho, de Alexandre Beck. Armandinho nove. Florianópolis: A. C. Beck, 2016. p. 72. x Som emitido pelo menino ao encher o balão. Fuuuuu! Bam! Som do balão estourando. Espera-se que os alunos respondam que os sons emitidos pelas pessoas podem atrapalhar no reconhecimento do som do guizo e, assim, os atletas não localizariam a bola. A . R IC A R D O /S H U T T E R S TO C K © A LE X A N D R E B E C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 19 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 18 1/4/18 8:27 PM 19 Destaques da BNCC • As atividades oportunizam a valori- zação das diferenças, contribuindo para o desenvolvimento da Compe- tência geral 9 da BNCC. • Ao trabalhar a atividade 2, estabele- ça uma conexão com a disciplina de Língua Portuguesa. As tirinhas são sequências de quadrinhos associa- das ao humor e trata-se de um gêne- ro textual abordado nessa disciplina. Ler e compreender • Tirinha é uma história em quadrinhos curta, composta geralmente de três ou quatro quadros. Esse tipo de nar- rativa alia, de forma simultânea, a leitura de textos verbal e visual, mas também pode trabalhar apenas com elementos visuais. Antes da leitura • Questione os alunos se eles conhe- cem a personagem da tirinha apre- sentada. Diga a eles que Armandinho é um garoto que faz diversas refle- xões sobre a vida ao conversar com colegas ou com adultos. • Se julgar conveniente, comente com os alunos que o criador de Arman- dinho é o ilustrador catarinense Ale- xandre Beck. Eles podem confirmar essa informação ao consultar os cré- ditos, abaixo da tirinha. Durante a leitura • Armandinho está conversando com um adulto ou uma criança? Como é possível perceber isso? Espera-se que os alunos respondam que Armandinho está conversando com um adulto. É possível perceber isso, pois só aparecem as pernas da personagem, o que demonstra que a pessoa é muito mais alta que Arman- dinho e, provavelmente, é um adulto. Depois da leitura • Em sua opinião, o que a frase do pai de Armandinho pode representar? Que o pai dele não estava prestando atenção e não percebeu o que Ar- mandinho estava fazendo. Saberes Integrados • Ao abordar a atividade 1, destaque aos alu- nos a importância dos esportes paraolímpi- cos, como o futebol de 5. Verifique se eles percebem a importância da audição nesse esporte. Se possível, proponha a realização de um jogo na quadra da escola seguindo as regras do futebol de 5. Trata-se de uma oportunidade de trabalhar em conjunto com a disciplina de Educação Física. • Competência geral 9: exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a coope- ração, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valoriza- ção da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra na- tureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. NA PRÁTICA 18 •É possível construir instrumentos musicais com materiais reaproveitáveis? Podemos construir instrumentos musicais com materiais simples. Vamos verificar isso na prática. •2 palitos de sorvete •2 elásticos •1 palito de dentes MATERIAIS •papel sulfite •tesoura com pontas arredondadas •régua 1. Com o instrumento montado, assopre fazendo o ar passar entre os palitos. O que acontece? 2. O que produz osom desse instrumento? Com a tesoura, corte dois pedaços do palito de dentes na largura do palito de sorvete. Corte uma tira de papel sulfite no comprimento do palito de sorvete. Coloque a tira de papel sobre o palito de sorvete. Em seguida, coloque cada pedaço do palito de dentes próximo a cada uma das extremidades do palito de sorvete, como mostra a foto. Coloque o outro palito de sorvete por cima e prenda com os elásticos. Você pode decorar seu instrumento pintando os palitos de sorvete. Instrumento musical em construção. Instrumento musical montado. *Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos percebam que diversos materiais podem vibrar e produzir sons, podendo ser utilizados na confecção de instrumentos musicais. O instrumento emite um som semelhante ao de uma gaita. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que, ao assoprar o instrumento, o movimento do ar faz com que o papel vibre, produzindo sons. * FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 18 30/12/17 2:30 PM 19 ATIVIDADES 1. O futebol de 5 é uma modalidade esportiva paralímpica para pessoas com deficiência visual. Os atletas participam com vendas nos olhos e o goleiro tem visão total. Dentro da bola existe um guizo que emite sons para que os jogadores a localizem. Partida de futebol de 5 nas paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. a. Que parte do corpo humano é utilizada pelos jogadores de futebol de 5 para localizarem a bola? olhos orelhas mãos b. A torcida deve manter silêncio e só pode se manifestar na hora do gol. Por que isso é importante para os jogadores dessa modalidade esportiva? 2. A onomatopeia é uma figura de linguagem para representar sons na forma de palavras, um recurso muito utilizado nas histórias em quadrinhos, como a mostrada a seguir. a. Identifique as onomatopeias que aparecem na tirinha e descreva quais sons elas estão representando. • : • : Armandinho, de Alexandre Beck. Armandinho nove. Florianópolis: A. C. Beck, 2016. p. 72. x Som emitido pelo menino ao encher o balão. Fuuuuu! Bam! Som do balão estourando. Espera-se que os alunos respondam que os sons emitidos pelas pessoas podem atrapalhar no reconhecimento do som do guizo e, assim, os atletas não localizariam a bola. A . R IC A R D O /S H U T T E R S TO C K © A LE X A N D R E B E C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 19 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 19 1/4/18 8:27 PM 20 Destaques da BNCC • As atividades desta página estimu- lam os alunos a identificarem os sons ao redor e a valorizarem os profissio- nais do trânsito, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 6 da BNCC. • Ao trabalhar a atividade 3, explique aos alunos que alguns veículos, como as ambulâncias, os de resga- te de bombeiros e de policiais, são equipados com sirenes que, além de emitir um sinal luminoso, também são fontes sonoras de alerta. Quan- do esses veículos estão com tais equipamentos ligados, os demais motoristas devem desviar, abrindo- -lhes passagem no trânsito. • Ao abordar a atividade 4, verifique se os alunos percebem que em hospi- tais o ruído intenso pode ser preju- dicial à saúde dos pacientes, o que pode afetar sua recuperação. • Competência geral 6: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 20 3. Existem objetos que emitem sons para nos alertar em algumas situações. Relacione esses objetos à sua função. 4. Veja a placa apresentada ao lado. a. Geralmente, em que locais podemos encontrar placas como essa? Em locais próximos a hospitais, clínicas, bibliotecas, entre outros. b. Qual é o motivo de placas como esta serem colocadas nesses locais? Avisar sobre a aproximação do veículo de socorro. Acordar as pessoas em um horário determinado. Avisar sobre a chegada de pessoas a um lugar. 1 2 3 Rádio relógio. Campainha. Sirene de ambulância. Espera-se que os alunos respondam que elas ajudam a evitar os ruídos provenientes das buzinas dos veículos, que possam incomodar as pessoas presentes nesses locais. A legenda da foto não foi inserida para não comprometer a realização da atividade. 3 1 2 JA C E K /K IN O .C O M .B R H U R S T P H O TO /S H U T T E R S TO C K S A R A H M A R C H A N T/ S H U T T E R S TO C K P R A M O T/ S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 20 30/12/17 2:30 PM 21 c. Qual é o principal sentido utilizado para perceber que o ambiente está em silêncio? Audição. 5. O profissional que aparece na foto ao lado trabalha com um equipamento que emite ruído excessivo. a. O ambiente de trabalho desse profissional apresenta poluição sonora? Por quê? Fiscal da prefeitura de João Pessoa, na Paraíba, avaliando o ruído de uma rua comercial, em 2011. Para medir a intensidade do ruído emitido, ele está utilizando um equipamento chamado decibelímetro. decibelímetro Homem usando uma furadeira. b. O que esse profissional está utilizando para proteger sua audição? Protetores nas orelhas. 6. No Brasil, existem normas que limitam a intensidade dos ruídos nas cidades, visando o conforto e a saúde das pessoas. Em muitas cidades, existe intensa fiscalização dos estabelecimentos comerciais a fim de que eles se enquadrem nessas normas. •Comente sobre a importância desse tipo de fiscalização. Espera-se que os alunos respondam que esse tipo de fiscalização contribui para o controle dos ruídos nas ruas, os quais podem causar danos à saúde das pessoas. Espera-se que os alunos respondam que sim, porque a furadeira é um equipamento que emite ruídos intensos, que podem prejudicar a saúde do ser humano. D M IT R Y K A LI N O V S K Y /S H U T T E R S TO C K FA B Y A N A M O TA /O N /D .A P R E S S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 21 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 20 1/4/18 8:27 PM 21 Destaques da BNCC • As atividades envolvem a prevenção de problemas auditivos, contribuin- do para o desenvolvimento da habi- lidade EF03CI03 da BNCC, citada anteriormente. Isso também permite o desenvolvimento da Competência geral 8 da BNCC, também descrita anteriormente, já que aborda o cui- dado com o próprio corpo. • Os equipamentos de proteção indivi- dual, como o mostrado na atividade 5, são utilizados por diversos profissio- nais submetidos a ruídos intensos diariamente. Como nessas ocupa- ções é necessário manter-se em am- bientes barulhentos, a utilização de equipamentos de proteção é impres- cindível para evitar danos à audição. Mais atividades • No pátio ou quadra esportiva da es- cola, monte uma sequência de ca- minhos com obstáculos, simulando o trânsito de uma cidade. Coloque alguns cones pequenos, mostrando o caminho do pedestre, e algumas listras de papel branco, simulando a faixa de pedestres. Um aluno deve- rá segurar uma buzina e simular um veículo automotivo, enquanto outro deverá simular que é um ciclista. Co- loque protetores de ouvido em um dos alunos e peça a ele que siga o caminho. Oriente os alunos a utilizar a via de motoristas e seguir em dire- ção ao aluno com protetores. Peça a cada um deles que faça o mesmo, trocando de posição com os colegas. • Ao final da atividade, verifique se os alunos ouviram todos os sons do am- biente ao redor e como se sentiram. Pergunte como uma pessoa com perda auditiva se sente no trânsito e quais riscos ela pode correr. • Essa abordagem pode auxiliar na sensibilização dos alunos em relação à perda auditiva. Ao se colocarem no lugar de outras pessoas, podem per- ceber a importância de evitar proble- mas auditivos.• Na atividade 6, são citadas normas relacionadas aos ruídos. Explique aos alunos que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) mantém o Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora, conhecido como Programa Silêncio, que estabelece normas quanto ao ruído excessivo, já que ele interfere no bem-estar da população. Acompanhando a aprendizagem • Peça aos alunos que estimem quantas horas por dia são submetidos a ruídos intensos não intencio- nais (quando os ruídos são externos, como os que vêm do trânsito ou do comércio) e intencionais (quando ouvimos música ou televisão em volume alto). Esta é uma maneira de identificar os ruídos ao redor e também de avaliar as próprias atitudes, desenvolvendo o pensamento crítico. 20 3. Existem objetos que emitem sons para nos alertar em algumas situações. Relacione esses objetos à sua função. 4. Veja a placa apresentada ao lado. a. Geralmente, em que locais podemos encontrar placas como essa? Em locais próximos a hospitais, clínicas, bibliotecas, entre outros. b. Qual é o motivo de placas como esta serem colocadas nesses locais? Avisar sobre a aproximação do veículo de socorro. Acordar as pessoas em um horário determinado. Avisar sobre a chegada de pessoas a um lugar. 1 2 3 Rádio relógio. Campainha. Sirene de ambulância. Espera-se que os alunos respondam que elas ajudam a evitar os ruídos provenientes das buzinas dos veículos, que possam incomodar as pessoas presentes nesses locais. A legenda da foto não foi inserida para não comprometer a realização da atividade. 3 1 2 JA C E K /K IN O .C O M .B R H U R S T P H O TO /S H U T T E R S TO C K S A R A H M A R C H A N T/ S H U T T E R S TO C K P R A M O T/ S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 20 30/12/17 2:30 PM 21 c. Qual é o principal sentido utilizado para perceber que o ambiente está em silêncio? Audição. 5. O profissional que aparece na foto ao lado trabalha com um equipamento que emite ruído excessivo. a. O ambiente de trabalho desse profissional apresenta poluição sonora? Por quê? Fiscal da prefeitura de João Pessoa, na Paraíba, avaliando o ruído de uma rua comercial, em 2011. Para medir a intensidade do ruído emitido, ele está utilizando um equipamento chamado decibelímetro. decibelímetro Homem usando uma furadeira. b. O que esse profissional está utilizando para proteger sua audição? Protetores nas orelhas. 6. No Brasil, existem normas que limitam a intensidade dos ruídos nas cidades, visando o conforto e a saúde das pessoas. Em muitas cidades, existe intensa fiscalização dos estabelecimentos comerciais a fim de que eles se enquadrem nessas normas. •Comente sobre a importância desse tipo de fiscalização. Espera-se que os alunos respondam que esse tipo de fiscalização contribui para o controle dos ruídos nas ruas, os quais podem causar danos à saúde das pessoas. Espera-se que os alunos respondam que sim, porque a furadeira é um equipamento que emite ruídos intensos, que podem prejudicar a saúde do ser humano. D M IT R Y K A LI N O V S K Y /S H U T T E R S TO C K FA B Y A N A M O TA /O N /D .A P R E S S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 21 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 21 1/4/18 8:27 PM 22 Destaques da BNCC • A seção aborda a importância da música em diferentes culturas, o que contribui para o desenvolvimento da Competência geral 6 da BNCC, descrita anteriormente. Além disso, aborda o Tema contemporâneo Di- versidade cultural. • O objetivo desta seção é levar o aluno a refletir sobre a origem dos diversos instrumentos musicais, a desenvol- ver o respeito às diferentes culturas e a compreender a influência de tais instrumentos na música, que hoje é feita em diversas partes do mundo. Acompanhando a aprendizagem • Pergunte aos alunos se em sua re- sidência alguém toca algum instru- mento musical e qual é. Peça que re- latem o que sentem quando ouvem o familiar tocando, já que a música está relacionada às nossas emoções e lembranças. Objetivos • Constatar a importância da músi- ca para diferentes culturas. • Relacionar os instrumentos musi- cais às suas origens étnicas. 22 CIDADÃO DO MUNDO Instrumentos musicais e identidade cultural Os instrumentos musicais estão por toda parte e integram a herança e a identidade cultural de muitos povos. No Brasil existe grande variedade de instrumentos musicais tradicionais. Outro instrumento tradicional no Brasil é o acordeão. Na Região Nordeste ele é conhecido com o nome de sanfona e na Região Sul, como gaita. No passado, ele retratava o folclore dos imigrantes portugueses, alemães, italianos, franceses e espanhóis, mas há cerca de cem anos faz parte do ritmo forró, característico do Nordeste brasileiro. Como vimos anteriormente, para os povos indígenas brasileiros, a música é usada em rituais religiosos, socialização, ligação com seus ancestrais e cura. Cada grupo indígena tem seus instrumentos musicais, e eles apresentam diferentes finalidades. Os instrumentos musicais diferem apenas nos detalhes, refletindo a própria cultura. Indígena Guarani tocando flauta em Aracruz, Espírito Santo, em 2014. Menino tocando acordeão em Serra Talhada, Pernambuco, em 2015. R U B E N S C H A V E S / P U LS A R IM A G E N S R EN AT O S O A R ES / P U LS A R IM A G EN S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 22 30/12/17 2:30 PM 23 1. Você já conhecia algum dos instrumentos musicais apresentados? 2. Converse com seus colegas sobre a presença de instrumentos musicais em diferentes culturas e a importância da música para cada uma delas. 3. Projetos sociais ligados à arte, por exemplo, a música, podem contribuir para o desenvolvimento da cultura de uma sociedade? Discuta sobre isso com seus colegas. Existem ainda os instrumentos de origem africana, que viajaram com as pessoas escravizadas para outras partes do mundo e também chegaram ao Brasil. Outro instrumento muito conhecido é o berimbau, utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, uma mistura de dança e arte marcial, típica do Brasil. As danças e as músicas estão muito presentes na cultura brasileira, herança de uma diversidade de povos que chegaram ao Brasil deixando contribuições únicas, que alegram, encantam e ainda marcam nossa identidade cultural. O xequerê, também conhecido como abê, é um instrumento de percussão de origem africana que já faz parte da nossa cultura. Seu som é produzido puxando e soltando a rede de contas, gerando um som semelhante ao de um chocalho. Xequerê. Berimbau. Respostas nas orientações para o professor. D IO G O S A LL E S / G E T T Y IM A G E S G . E VA N G E LI S TA / O P Ç Ã O B R A S IL IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 23 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 22 1/4/18 8:27 PM 23 Mais atividades • Convide um grupo musical tradicional em sua região para visitar a escola e fazer uma pequena apresentação. Após o evento, peça aos alunos que façam uma pesquisa sobre os ins- trumentos musicais utilizados e sua história. Desse modo, eles também terão a oportunidade de descobrir um pouco da história da música nacional. Respostas 1. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos alunos a respeito dos instrumentos musicais apresentados nestas páginas. 2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que a música está diretamente ligada à cultura de um povo e retrata parte de sua história e de suas tradições. 3. Resposta pessoal. O objetivo da questão é levar os alunos a perceberem que a arte, por meio de projetos sociais, pode modificar aos poucos a cultura de uma sociedade. 22 CIDADÃO DO MUNDO Instrumentos musicais e identidade cultural Os instrumentos musicais estão por toda parte e integram a herançae a identidade cultural de muitos povos. No Brasil existe grande variedade de instrumentos musicais tradicionais. Outro instrumento tradicional no Brasil é o acordeão. Na Região Nordeste ele é conhecido com o nome de sanfona e na Região Sul, como gaita. No passado, ele retratava o folclore dos imigrantes portugueses, alemães, italianos, franceses e espanhóis, mas há cerca de cem anos faz parte do ritmo forró, característico do Nordeste brasileiro. Como vimos anteriormente, para os povos indígenas brasileiros, a música é usada em rituais religiosos, socialização, ligação com seus ancestrais e cura. Cada grupo indígena tem seus instrumentos musicais, e eles apresentam diferentes finalidades. Os instrumentos musicais diferem apenas nos detalhes, refletindo a própria cultura. Indígena Guarani tocando flauta em Aracruz, Espírito Santo, em 2014. Menino tocando acordeão em Serra Talhada, Pernambuco, em 2015. R U B E N S C H A V E S / P U LS A R IM A G E N S R EN AT O S O A R ES / P U LS A R IM A G EN S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 22 30/12/17 2:30 PM 23 1. Você já conhecia algum dos instrumentos musicais apresentados? 2. Converse com seus colegas sobre a presença de instrumentos musicais em diferentes culturas e a importância da música para cada uma delas. 3. Projetos sociais ligados à arte, por exemplo, a música, podem contribuir para o desenvolvimento da cultura de uma sociedade? Discuta sobre isso com seus colegas. Existem ainda os instrumentos de origem africana, que viajaram com as pessoas escravizadas para outras partes do mundo e também chegaram ao Brasil. Outro instrumento muito conhecido é o berimbau, utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, uma mistura de dança e arte marcial, típica do Brasil. As danças e as músicas estão muito presentes na cultura brasileira, herança de uma diversidade de povos que chegaram ao Brasil deixando contribuições únicas, que alegram, encantam e ainda marcam nossa identidade cultural. O xequerê, também conhecido como abê, é um instrumento de percussão de origem africana que já faz parte da nossa cultura. Seu som é produzido puxando e soltando a rede de contas, gerando um som semelhante ao de um chocalho. Xequerê. Berimbau. Respostas nas orientações para o professor. D IO G O S A LL E S / G E T T Y IM A G E S G . E VA N G E LI S TA / O P Ç Ã O B R A S IL IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 23 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 23 1/4/18 8:27 PM 24 Destaques da BNCC • Ao observar a presença da luz e constatar sua importância no dia a dia, é possível desenvolver a habi- lidade EF03CI02 da BNCC. Como a observação é uma das etapas da investigação científica, ela pode contribuir para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC, descrita anteriormente. • Explique aos alunos que, no con- texto apresentado, o corpo é uma porção limitada de matéria. A mesa, a porta, o lápis e a borracha são exemplos de corpos. • Explique que, quando dizemos que a luz reflete, estamos afirmando que ela desvia a direção. Acompanhando a aprendizagem • Apague a luz da sala de aula e feche as cortinas. Peça aos alunos que ob- servem tudo ao seu redor por alguns minutos. Depois, acenda as luzes, abra as cortinas e pergunte a eles se conseguiram enxergar todos os objetos ao seu redor. Questione-os se, por alguns instantes, sentem-se incomodados pela quantidade de luz que entra nos olhos e não conseguem enxergar detalhadamente os objetos ao redor. Trata-se de uma maneira de verificar a importância da entrada de luz nos olhos para que possamos en- xergar os corpos ao redor. Objetivos • Reconhecer a importância da luz para o sentido da visão. • Reconhecer algumas fontes de luz. • Constatar que a luz se propaga em linha reta. • Diferenciar corpos luminosos de corpos iluminados. • Diferenciar fontes de luz naturais de fontes de luz artificiais. • Identificar corpos transparentes, translúcidos e opacos. • Conhecer o prisma de Newton. • Perceber o que ocorre com a luz ao atravessar o prisma. • Conhecer a importância de Isaac Newton na história da Ciência. • EF03CI02: Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano). 24 Luz12 1. O que você faz para enxergar um objeto que se encontra em um ambiente escuro? Podemos observar os corpos que estão ao nosso redor por meio da luz que emitem ou refletem. Durante o dia, o Sol emite luz, que ilumina e aquece o planeta Terra. Durante a noite, quando não há incidência direta da luz solar, as pessoas geralmente utilizam lâmpadas elétricas para iluminar os ambientes. Além de ser fundamental para a existência da vida na Terra, a luz nos permite enxergar o que está ao nosso redor. Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, em 2017, durante o dia. Cidade de Londrina, Paraná, em 2017, durante a noite. Os alunos podem responder que acendem uma vela, lanterna ou lâmpada elétrica. G U S TA V O M E LL O S S A /S H U T T E R S TO C K V IN IC IU S B A C A R IN /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 24 30/12/17 2:30 PM 25 2. Você já observou a luz solar passando entre galhos e folhas de uma árvore como na foto abaixo? O que você percebe quanto à propagação da luz? 3. Você já presenciou outra situação semelhante à apresentada na foto acima? Cite-a. A luz solar se propaga em linha reta, desde que não sofra desvios. Dirceu estava manuseando um espelho e se espantou ao observar o que aconteceu. 4. O que aconteceu nessa situação? 5. O que causou o desvio da luz solar? 6. O que você concluiu com essa situação? Luz solar atravessando as folhas e os galhos de uma árvore. Dirceu manipulando um espelho. Os alunos podem comentar que percebam que a luz se propaga em linha reta. Resposta pessoal. Os alunos podem dizer que uma situação semelhante pode ser percebida quando A luz do Sol foi O espelho. refletida pelo espelho na parede. observamos a luz que passa pela fresta de uma janela ou porta. Espera-se que os alunos concluam que o espelho refletiu a luz solar na parede. B U L A T IS H E /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 25 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 24 1/4/18 8:27 PM 25 • Oriente os alunos a não manusearem o espelho sem a supervisão de um adulto. Além disso, diga também que eles devem evitar direcionar a luz re- fletida pelo espelho diretamente no rosto das pessoas. • Para investigar os conceitos físicos é importante utilizar a experimentação. [...] usar a experimentação para provar conceitos e teorias como nos laboratórios tradicionais, seguindo roteiros prontos, ou utilizá-la para chamar a atenção dos alunos como algo aparente- mente mágico não é satisfatório. Essa forma de abordagem não se preocupa com a compreensão dos conceitos físicos, que deve ser um dos objetivos principais do ensino de ciências com enfoque em física. Deve-se usar a experimentação com intuito de contribuir para o desenvolvimento do aluno, “pois é da natureza da criança experi- mentar, testar, investigar e propor soluções, cabendo à escola incenti- var e usufruir destas característi- cas, atuando como mediadora en- tre a experimentação espontânea e a científica”. Logo, o uso de me- todologias diferenciadas, como [...] a situação-problema aliada à expe- rimentação, como meio de estraté- gias de ensino voltadas à constru- ção e ao questionamento do saber, deve constituir a essência das suas atividades pedagógicas. É neces- sário incentivar os estudantes a compreenderem o conhecimento e a confrontá-lo constantemente, de modo a se tornaremsujeitos ativos cognitivamente. [...] CAMPOS, B.S et al. Física para crianças: abordando conceitos físicos a partir de situações-problema. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 34, n. 1, 2012. p. 1402-4. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbef/ v34n1/v34n1a13.pdf>. Acesso em: 18 dez. 2017. Mais atividades • Providencie uma caixa de sapatos, tesoura com pontas arredondadas e uma lanterna. Em uma das laterais menores da caixa, faça um orifício no centro. No lado oposto, faça três orifícios, deixando o do meio alinhado com o orifício paralelo. Apague a luz da sala e posicione a caixa próxima a uma parede, deixando a lateral com os três orifícios voltada para ela. Na outra lateral, encaixe a lanterna e ligue-a. Questione os alunos em qual orifício a luz se propaga e por que ela não é vista nos demais orifícios. Essa atividade pode auxiliar os alunos a perceberem que a luz se propaga em linha reta. 24 Luz12 1. O que você faz para enxergar um objeto que se encontra em um ambiente escuro? Podemos observar os corpos que estão ao nosso redor por meio da luz que emitem ou refletem. Durante o dia, o Sol emite luz, que ilumina e aquece o planeta Terra. Durante a noite, quando não há incidência direta da luz solar, as pessoas geralmente utilizam lâmpadas elétricas para iluminar os ambientes. Além de ser fundamental para a existência da vida na Terra, a luz nos permite enxergar o que está ao nosso redor. Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, em 2017, durante o dia. Cidade de Londrina, Paraná, em 2017, durante a noite. Os alunos podem responder que acendem uma vela, lanterna ou lâmpada elétrica. G U S TA V O M E LL O S S A /S H U T T E R S TO C K V IN IC IU S B A C A R IN /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 24 30/12/17 2:30 PM 25 2. Você já observou a luz solar passando entre galhos e folhas de uma árvore como na foto abaixo? O que você percebe quanto à propagação da luz? 3. Você já presenciou outra situação semelhante à apresentada na foto acima? Cite-a. A luz solar se propaga em linha reta, desde que não sofra desvios. Dirceu estava manuseando um espelho e se espantou ao observar o que aconteceu. 4. O que aconteceu nessa situação? 5. O que causou o desvio da luz solar? 6. O que você concluiu com essa situação? Luz solar atravessando as folhas e os galhos de uma árvore. Dirceu manipulando um espelho. Os alunos podem comentar que percebam que a luz se propaga em linha reta. Resposta pessoal. Os alunos podem dizer que uma situação semelhante pode ser percebida quando A luz do Sol foi O espelho. refletida pelo espelho na parede. observamos a luz que passa pela fresta de uma janela ou porta. Espera-se que os alunos concluam que o espelho refletiu a luz solar na parede. B U L A T IS H E /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 25 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 25 1/4/18 8:27 PM http://www.scielo.br/pdf/rbef/v34n1/v34n1a13.pdf http://www.scielo.br/pdf/rbef/v34n1/v34n1a13.pdf 26 • Esse tópico aborda a diferença entre corpos luminosos e corpos iluminados e apresenta a diferença entre fontes de luz naturais e fontes de luz artificiais. Destaques da BNCC • O trabalho com as diferenças entre corpos luminosos e corpos ilumi- nados permite o desenvolvimento da habilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anteriormente. As ativida- des propostas nesta página também contribuem para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC, também citada anteriormente. Acompanhando a aprendizagem • Coloque as seguintes palavras na lousa: vela acesa, Lua, lanterna, va- ga-lume, Sol, lâmpada elétrica. Peça aos alunos que classifiquem esses corpos em luminosos ou iluminados. É importante que eles percebam que a Lua reflete a luz do Sol e, por isso, é visível em muitas noites. Mais atividades • Faça oito retângulos de folha sulfite, medindo 3 cm x 5 cm cada um, e escreva as palavras a seguir. lâmpada acesa estojo planeta vela acesa livro estrela televisão ligada panela Peça aos alunos que classifiquem esses corpos como luminosos ou iluminados. Em seguida, peça que classifiquem os corpos luminosos em fontes naturais e fontes artificiais de luz. 26 Os corpos e a luz Os corpos podem ser classificados em luminosos ou iluminados. Os corpos luminosos são aqueles que emitem luz própria. As fontes de luz, tanto as naturais como as artificiais, emitem luz que ilumina o ambiente que nos rodeia. Os corpos iluminados são aqueles que não possuem luz própria e somente podem ser vistos porque refletem a luz emitida pelos corpos luminosos. Renato está olhando para o vaso que está no museu. Veja um esquema que representa como ele conseguiu enxergar esse corpo. A luz emitida pelo corpo luminoso é refletida pelo corpo iluminado e atinge os olhos de Renato. corpo luminoso luz emitida corpo iluminado luz refletida As fontes de luz podem ser naturais ou artificiais. As fontes naturais são o Sol, outras estrelas e os relâmpagos. As lâmpadas elétricas, as lanternas e os faróis dos automóveis, quando acesos, são exemplos de fontes artificiais de luz, pois são produzidas pelo ser humano. 7. Uma vela e um fósforo são corpos luminosos ou iluminados? Justifique sua resposta. 8. A luz emitida pelas lâmpadas na situação mostrada na ilustração acima é considerada uma fonte de luz natural ou artificial? 7. Os alunos podem dizer que a vela e o fósforo, quando acesos, são corpos luminosos, e, quando apagados, são corpos iluminados. Espera-se que os alunos respondam que é uma fonte de luz artificial. S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 26 30/12/17 2:30 PM 27 9. Qual das portas permitiu que maior quantidade de luz a atravessasse? 10. O que você acha que aconteceria se Bruno acendesse a lanterna atrás de uma porta de madeira? Alguns corpos permitem a passagem de quase toda a luz que incide sobre eles. Esses corpos são chamados transparentes. Existem corpos que permitem que pouca luz os atravesse. Eles são chamados translúcidos. Os corpos que não permitem a passagem da luz são chamados opacos. 11. Qual das fotos acima apresenta um corpo: • translúcido? • transparente? 12. Cite um exemplo de corpo opaco. Etapas realizadas por Bruno. A passagem da luz através dos corpos Observe nas fotos o procedimento realizado por Bruno. Bruno acendeu uma lanterna atrás de uma porta de vidro transparente. Em seguida, ele acendeu a lanterna atrás de uma porta de vidro fosco. BA Espera-se que os alunos citem a porta de vidro transparente. Espera-se que os alunos comentem que a madeira não permitiria a passagem da luz. B A Resposta pessoal. Os alunos poderão citar: porta de madeira, régua de metal, parede de tijolo, caderno escolar, livro, lata de alumínio, entre outros. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 27 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 26 1/4/18 8:27 PM 27 • Verifique se os alunos conseguem identificar claramente a diferença en- tre corpos transparentes, translúci- dos e opacos. Diga-lhes que, além do ar, o vidro é outro exemplo de corpo transparente, isto é, a luz passa por esse material, com pouco desvio. Já materiais como o papel de seda são translúcidos, ou seja, parte da luz atravessa o material, mas a maior par- te dos raios de luz sofre desvios, não sendo possível observar os corpos ni- tidamente. Os corpos opacos são os objetos que a luz não atravessa. Destaques da BNCC • O trabalho com os tipos de corpos, de acordo com a passagem de luz, con- tribui para o desenvolvimento da ha- bilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anteriormente, além de permitir o de- senvolvimento da Competência ge- ral 2, da BNCC, citada anteriormente, já que aborda os elementos próximos e necessita de observação e análise. Mais atividades • Separe três caixas de sapato, papel celofane,folha de seda e papel crepom. Recorte um retângulo em cada uma das tampas de sapato, formando uma abertura. Em cada uma, cole um dos papéis: na primeira tampa, cole o papel celofane, na segunda tampa, a folha de seda, e, na terceira, o papel crepom. Coloque um objeto no interior de cada caixa e tampe-as. Em seguida, peça aos alunos que observem os objetos. Questione qual dos papéis é transparente, qual é translúcido e qual é opaco. Realize essa atividade em um local bem iluminado. 26 Os corpos e a luz Os corpos podem ser classificados em luminosos ou iluminados. Os corpos luminosos são aqueles que emitem luz própria. As fontes de luz, tanto as naturais como as artificiais, emitem luz que ilumina o ambiente que nos rodeia. Os corpos iluminados são aqueles que não possuem luz própria e somente podem ser vistos porque refletem a luz emitida pelos corpos luminosos. Renato está olhando para o vaso que está no museu. Veja um esquema que representa como ele conseguiu enxergar esse corpo. A luz emitida pelo corpo luminoso é refletida pelo corpo iluminado e atinge os olhos de Renato. corpo luminoso luz emitida corpo iluminado luz refletida As fontes de luz podem ser naturais ou artificiais. As fontes naturais são o Sol, outras estrelas e os relâmpagos. As lâmpadas elétricas, as lanternas e os faróis dos automóveis, quando acesos, são exemplos de fontes artificiais de luz, pois são produzidas pelo ser humano. 7. Uma vela e um fósforo são corpos luminosos ou iluminados? Justifique sua resposta. 8. A luz emitida pelas lâmpadas na situação mostrada na ilustração acima é considerada uma fonte de luz natural ou artificial? 7. Os alunos podem dizer que a vela e o fósforo, quando acesos, são corpos luminosos, e, quando apagados, são corpos iluminados. Espera-se que os alunos respondam que é uma fonte de luz artificial. S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 26 30/12/17 2:30 PM 27 9. Qual das portas permitiu que maior quantidade de luz a atravessasse? 10. O que você acha que aconteceria se Bruno acendesse a lanterna atrás de uma porta de madeira? Alguns corpos permitem a passagem de quase toda a luz que incide sobre eles. Esses corpos são chamados transparentes. Existem corpos que permitem que pouca luz os atravesse. Eles são chamados translúcidos. Os corpos que não permitem a passagem da luz são chamados opacos. 11. Qual das fotos acima apresenta um corpo: • translúcido? • transparente? 12. Cite um exemplo de corpo opaco. Etapas realizadas por Bruno. A passagem da luz através dos corpos Observe nas fotos o procedimento realizado por Bruno. Bruno acendeu uma lanterna atrás de uma porta de vidro transparente. Em seguida, ele acendeu a lanterna atrás de uma porta de vidro fosco. BA Espera-se que os alunos citem a porta de vidro transparente. Espera-se que os alunos comentem que a madeira não permitiria a passagem da luz. B A Resposta pessoal. Os alunos poderão citar: porta de madeira, régua de metal, parede de tijolo, caderno escolar, livro, lata de alumínio, entre outros. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p018a027.indd 27 30/12/17 2:30 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 27 1/4/18 8:27 PM 28 • Neste tópico é apresentado o prisma de Newton, com o objetivo de que o aluno perceba o que ocorre com a luz ao atravessar o prisma e conhe- ça, assim, a importância de Isaac Newton na História da Ciência. Destaques da BNCC • O estudo da passagem de luz pelo prisma pode contribuir para o desen- volvimento da habilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anteriormente, e pela sua relevância histórico-científi- ca também permite o desenvolvimen- to da Competência geral 1 da BNCC. Como se trata de um experimento científico, também se relaciona ao desenvolvimento da Competência geral 2, descrita anteriormente. • Se houver possibilidade, leve para a sala de aula um prisma de plásti- co ou de vidro transparente e realize a decomposição da luz solar para os alunos observarem. Projete a imagem em uma parede branca. Caso o prisma seja de vidro, não deixe que os alunos o manuseiem para evitar acidentes. • A abordagem do prisma de Newton permite uma aproximação com a His- tória da Ciência e ajuda a mostrar aos alunos que a ciência é uma constru- ção humana e, portanto, inacabada. Acompanhando a aprendizagem • Questione os alunos sobre o que acontece com a luz quando ela passa através de cada face do prisma. Veri- fique se eles percebem que ela sofre um desvio. Mais atividades • Separe uma garrafa plástica de 500 mL transparente e deposite água em seu interior. Coloque-a em uma mesa branca à frente de uma janela em que haja incidência de luz solar. Pergunte aos alunos que imagem é formada quando a luz atravessa a garrafa e a água e chega à mesa. • Verifique se eles conseguem perce- ber que ocorre a decomposição da luz nas cores do arco-íris. • Competência geral 1: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fe- nômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. 28 Decomposição da luz A decomposição da luz pode ser observada no ambiente com a formação do arco-íris. 13. Você já viu um arco-íris no céu? 14. Quais são as cores do arco-íris? Identifique-as na foto acima. Ao atravessar gotas de água que estão na atmosfera, a luz solar é decomposta, formando o arco-íris. Isso também ocorre nos dias em que chove e há Sol ao mesmo tempo. Retrato de Isaac Newton. Século 18. Representação do experimento realizado por Isaac Newton. Arco-íris que se formou nas Cataratas do Iguaçu, no Paraná, em 2015. A luz solar e a luz que é emitida por muitas lâmpadas elétricas são chamadas luz branca. Durante vários anos acreditava-se que a luz branca era pura e que as outras cores eram modificações da luz branca. O matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) foi um dos primeiros a estudar o fenômeno da decomposição da luz branca, mostrado na imagem abaixo. Utilizando o prisma de base triangular, Newton compreendeu que a luz branca era resultado da mistura de outras cores, as que formam o arco-íris. luz branca feixe de luz colorida Alguns objetos transparentes, como um prisma, por exemplo, têm a propriedade de decompor a luz branca nas cores do arco-íris. Resposta pessoal. Os alunos podem Vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. dizer que, quando chove em dias com luz solar, pode ocorrer a formação de arco-íris. R A C H E L A M A R O /S H U T T E R S TO C K U N IV E R S ID A D E D E C A M B R ID G E , I N G L A T E R R A M O P IC /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 28 1/4/18 6:12 PM NA PRÁTICA 29 Disco de Newton. •Você sabe o que acontece se misturarmos luzes que têm as cores do arco-íris? Diversos aparelhos que utilizamos no cotidiano emitem uma mistura de luzes para formar as diferentes cores que vemos em suas telas. É o caso dos aparelhos de televisão, monitores de computador, telefones celulares, entre outros. Vamos ver como isso funciona na prática. •1 CD •Canetas hidrográficas ou lápis de cor com as cores do arco-íris (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta) •folha sulfite MATERIAIS • lápis preto •tesoura com pontas arredondadas •cola branca •1 bola de gude •cola quente 1. Gire o disco rapidamente e observe o que acontece com as cores. Converse com os colegas sobre o que você observou. 2. Como você explica o que acontece com o disco ao ser girado? Faça um círculo no papel usando o CD como molde. Divida em sete partes iguais. Pinte cada parte com uma das cores do arco-íris. Recorte o círculo colorido e cole-o no CD com a cola branca. Recorte a partecentral do papel, utilizando o orifício do CD como base. Um adulto deve colar a bola de gude no centro do CD usando a cola quente, conforme a foto ao lado. O instrumento montado é um disco de Newton. *Espera-se que os alunos levantem hipóteses sobre essa situação. Verifique se algum aluno comentou que, nessa situação, observará a luz branca. * Espera-se que os alunos digam que o disco aparentou estar branco ou esbranquiçado. Espera-se que os alunos digam que a cor observada se altera porque vemos a luz que sai do disco com as cores misturadas. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 29 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 28 1/4/18 8:27 PM 29 Destaques da BNCC • Esta atividade com o disco de Newton pode contribuir para o desenvol- vimento da habilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anteriormente. Como se trata de um experimento científico, também se relaciona ao desenvolvimento da Competência geral 2, citada anteriormente. • Se considerar interessante, utilize um transferidor para auxiliar os alunos a dividirem o círculo em partes iguais. Marque o centro da circunferência e, com a ajuda do transferidor, divida o círculo em sete partes de 50º cada. • Quando analisamos o espectro visí- vel, podemos ver as cores azul, ver- melha e verde. Quando essas cores são combinadas entre si, formam as chamadas cores secundárias. Explique aos alunos que, quando a luz branca incide em um corpo, ele pode apresentar as cores primárias (azul, verde e vermelha) ou as cores secundárias. Mas se um corpo pa- rece vermelho, isso significa que a cor vermelha é refletida e as demais cores foram absorvidas. Quando um corpo parece azul, ele reflete a cor azul e absorve as demais cores. 28 Decomposição da luz A decomposição da luz pode ser observada no ambiente com a formação do arco-íris. 13. Você já viu um arco-íris no céu? 14. Quais são as cores do arco-íris? Identifique-as na foto acima. Ao atravessar gotas de água que estão na atmosfera, a luz solar é decomposta, formando o arco-íris. Isso também ocorre nos dias em que chove e há Sol ao mesmo tempo. Retrato de Isaac Newton. Século 18. Representação do experimento realizado por Isaac Newton. Arco-íris que se formou nas Cataratas do Iguaçu, no Paraná, em 2015. A luz solar e a luz que é emitida por muitas lâmpadas elétricas são chamadas luz branca. Durante vários anos acreditava-se que a luz branca era pura e que as outras cores eram modificações da luz branca. O matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) foi um dos primeiros a estudar o fenômeno da decomposição da luz branca, mostrado na imagem abaixo. Utilizando o prisma de base triangular, Newton compreendeu que a luz branca era resultado da mistura de outras cores, as que formam o arco-íris. luz branca feixe de luz colorida Alguns objetos transparentes, como um prisma, por exemplo, têm a propriedade de decompor a luz branca nas cores do arco-íris. Resposta pessoal. Os alunos podem Vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. dizer que, quando chove em dias com luz solar, pode ocorrer a formação de arco-íris. R A C H E L A M A R O /S H U T T E R S TO C K U N IV E R S ID A D E D E C A M B R ID G E , I N G L A T E R R A M O P IC /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 28 1/4/18 6:12 PM NA PRÁTICA 29 Disco de Newton. •Você sabe o que acontece se misturarmos luzes que têm as cores do arco-íris? Diversos aparelhos que utilizamos no cotidiano emitem uma mistura de luzes para formar as diferentes cores que vemos em suas telas. É o caso dos aparelhos de televisão, monitores de computador, telefones celulares, entre outros. Vamos ver como isso funciona na prática. •1 CD •Canetas hidrográficas ou lápis de cor com as cores do arco-íris (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta) •folha sulfite MATERIAIS • lápis preto •tesoura com pontas arredondadas •cola branca •1 bola de gude •cola quente 1. Gire o disco rapidamente e observe o que acontece com as cores. Converse com os colegas sobre o que você observou. 2. Como você explica o que acontece com o disco ao ser girado? Faça um círculo no papel usando o CD como molde. Divida em sete partes iguais. Pinte cada parte com uma das cores do arco-íris. Recorte o círculo colorido e cole-o no CD com a cola branca. Recorte a parte central do papel, utilizando o orifício do CD como base. Um adulto deve colar a bola de gude no centro do CD usando a cola quente, conforme a foto ao lado. O instrumento montado é um disco de Newton. *Espera-se que os alunos levantem hipóteses sobre essa situação. Verifique se algum aluno comentou que, nessa situação, observará a luz branca. * Espera-se que os alunos digam que o disco aparentou estar branco ou esbranquiçado. Espera-se que os alunos digam que a cor observada se altera porque vemos a luz que sai do disco com as cores misturadas. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 29 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 29 1/4/18 8:27 PM 30 Destaques da BNCC • A construção do aparato para veri- ficar a decomposição da luz permi- te o desenvolvimento da habilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anterior- mente. Além disso, ela também pode contribuir para o desenvolvimento da Competência geral 1 da BNCC, cita- da anteriormente, pois envolve o expe- rimento de Newton, e da Competên- cia geral 2 da BNCC, também descrita anteriormente, já que trabalha com a manipulação de materiais e estimula uma investigação científica. • Se possível, realize essa atividade na escola. Para isso, providencie os ma- teriais antecipadamente. • Certifique-se de que há incidência direta de luz solar, pois é fundamen- tal para a atividade. Caso esteja nu- blado, reconsidere realizar essa ati- vidade em outro momento. • Questione os alunos sobre o que aconteceria com a luz caso o espe- lho estivesse no interior da bandeja e sem água. Espera-se que eles se lembrem de que a luz iria refletir, mas não seria possível observar as cores. • Já quando a água é adicionada, a luz sofre um desvio e incide no espelho, so- frendo reflexão, e ao sair da água sofre outro desvio, incidindo sobre a parede. • O desvio recebe o nome de refração. Para os alunos perceberem melhor esse fenômeno, adicione água em um copo de vidro transparente. Coloque um lápis no interior do copo e peça aos alunos que observem. Pergunte qual é a aparência do lápis dentro do copo. A imagem que vemos do lápis parece distorcida graças à refração da luz. Apesar de ela não necessitar de um meio material para se propa- gar, a velocidade com que ela incide pode variar de acordo com esse meio, ou seja, os raios de luz sofrem um desvio em suas trajetórias dependen- do do meio em que incidem. Objetivos • Observar a decomposição da luz. • Observar a reflexão da luz. • Verificar as cores do arco-íris após a luz se decompor. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 30 •Em sua opinião, o que é preciso para que ocorra a decomposição da luz solar nas cores do arco-íris? A B C MATERIAIS Segure o espelho de modo que parte dele fique dentro da água. Imagem referente à etapa C. •bandeja funda •água •espelho pequeno •cartolina branca •fita adesiva Em um dia ensolarado, encha a bandeja com água e coloque-a em um local com incidência direta de luz solar, próximo a uma parede. Fixe a cartolina com fita adesiva na parede. A região da parede onde a cartolina ficará não deve receber luz solar diretamente. Imagem referente à etapa B. Esta atividade deve ser realizada em um dia ensolarado. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que a luz deve atravessar um meio que a decomponha, como um prisma, por exemplo. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd30 30/12/17 2:31 PM 31 1. O que surgiu na cartolina quando o espelho refletiu a luz do Sol nela? 2. Escreva com suas palavras por que isso aconteceu. 3. Desenhe no caderno um retângulo contendo sete linhas. Em seguida, pinte no retângulo o esquema das cores projetado na cartolina, observando a ordem em que elas aparecem. 4. Em sua opinião, seria possível realizar essa atividade em um dia nublado? Por quê? 5. Converse com seus colegas e respondam à seguinte pergunta: O arco-íris que se forma no céu é resultado da decomposição da luz solar? Como ocorre esse fenômeno? REGISTRE O QUE OBSERVOU D E Anote em seu caderno os resultados observados. Tenha cuidado ao manusear o espelho. Permaneça exposto à luz solar somente o tempo necessário para a realização da atividade e utilize protetor solar. Imagem referente à etapa D. Posicione-o de maneira que a luz do Sol incida sobre ele e reflita na cartolina. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 31 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 30 1/4/18 8:27 PM 31 Respostas 1. A luz solar se decompôs nas cores do arco-íris. 2. Resposta pessoal. Os alunos po- dem responder que a água e a par- te do espelho que está dentro da água funcionam como um prisma, decompondo a luz solar nas cores do arco-íris. 3. A ordem das cores, de cima para baixo, que devem ser pintadas no retângulo é: vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta. 4. Espera-se que os alunos respon- dam que não, porque não haveria incidência direta de luz solar sobre o espelho. 5. Resposta pessoal esperada: Ao incidir nas gotículas de água pre- sentes na atmosfera, a luz solar é desviada e se decompõe nas sete cores que formam o arco-íris. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 30 •Em sua opinião, o que é preciso para que ocorra a decomposição da luz solar nas cores do arco-íris? A B C MATERIAIS Segure o espelho de modo que parte dele fique dentro da água. Imagem referente à etapa C. •bandeja funda •água •espelho pequeno •cartolina branca •fita adesiva Em um dia ensolarado, encha a bandeja com água e coloque-a em um local com incidência direta de luz solar, próximo a uma parede. Fixe a cartolina com fita adesiva na parede. A região da parede onde a cartolina ficará não deve receber luz solar diretamente. Imagem referente à etapa B. Esta atividade deve ser realizada em um dia ensolarado. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que a luz deve atravessar um meio que a decomponha, como um prisma, por exemplo. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 30 30/12/17 2:31 PM 31 1. O que surgiu na cartolina quando o espelho refletiu a luz do Sol nela? 2. Escreva com suas palavras por que isso aconteceu. 3. Desenhe no caderno um retângulo contendo sete linhas. Em seguida, pinte no retângulo o esquema das cores projetado na cartolina, observando a ordem em que elas aparecem. 4. Em sua opinião, seria possível realizar essa atividade em um dia nublado? Por quê? 5. Converse com seus colegas e respondam à seguinte pergunta: O arco-íris que se forma no céu é resultado da decomposição da luz solar? Como ocorre esse fenômeno? REGISTRE O QUE OBSERVOU D E Anote em seu caderno os resultados observados. Tenha cuidado ao manusear o espelho. Permaneça exposto à luz solar somente o tempo necessário para a realização da atividade e utilize protetor solar. Imagem referente à etapa D. Posicione-o de maneira que a luz do Sol incida sobre ele e reflita na cartolina. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 31 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 31 1/4/18 8:27 PM 32 Destaques da BNCC • As atividades destas páginas contri- buem para o desenvolvimento da ha- bilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anteriormente, pois abordam a temá- tica da luz e suas características. Ao considerar que a ciência construída ao longo do tempo é relacionada aos fenômenos luminosos, as atividades também contribuem para o desen- volvimento da Competência geral 1 da BNCC, citada anteriormente. Além disso, elas também abordam a obser- vação e a análise de informações, o que pode contribuir para o desenvol- vimento da Competência geral 2 da BNCC, descrita anteriormente. • Ao abordar a atividade 1, verifique a possibilidade de montar o aparato na escola. Para isso, providencie três ro- los de papelão (que sobram do papel toalha), lanterna, tesoura com pontas arredondadas, régua e fita adesiva. A cerca de 5 centímetros da extremi- dade de um dos rolos, corte-o. Faça o mesmo do outro lado. Com a fita adesiva, emende uma das argolas pequenas a um dos tubos grandes, formando uma curva. Cole a parte não cortada do rolo em sua extremi- dade, cole a outra argola, formando uma nova curva. Emende o último rolo nessa curva. Coloque o apara- to em uma parede e, na extremidade, insira a lanterna e ligue-a. Peça aos alunos que observem o que aconte- ce. Caso eles apresentem dúvidas, separe outro rolo, coloque a lanterna acesa em uma extremidade e projete na parede. Assim, os alunos poderão verificar que a luz não sofre desvios, mas se propaga em linha reta. 32 ATIVIDADES 1. Observe o experimento que Luana montou. Luana realizando um experimento com luz. a. Quando Luana acender a lanterna, a parede será iluminada? Por quê? Espera-se que os alunos respondam que não, porque a luz se propaga em linha reta. b. Como deveria ser o cano para que a lanterna iluminasse a parede? O cano deveria ser reto, sem curvas. c. Qual é a fonte de luz utilizada por Luana nesse experimento? Lanterna. d. Essa fonte de luz é: natural. artificial. 2. As fotos a seguir representam como ocorre a propagação da luz emitida por uma lâmpada elétrica acesa e por uma lanterna acesa. Lâmpada de LED acesa. Lanterna acesa. BA lanterna acesa cano X C H O N E S /S H U T T E R S TO C K H A O K A /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 32 30/12/17 2:31 PM 33 •Escreva como ocorre a propagação dos raios de luz em cada fonte de luz mostrada na página anterior. Lâmpada elétrica acesa: Lanterna acesa: 3. Gabriel utiliza uma luminária elétrica para estudar durante a noite. a. Qual imagem representa o percurso correto dos raios de luz emitidos pela lâmpada até atingir os olhos de Gabriel? b. Cite uma atitude que contribui para Gabriel economizar energia elétrica ao estudar durante o dia. C BA Imagem B. Procure sempre estudar e ler em locais bem iluminados, para evitar danos aos olhos. Espera-se que os alunos respondam que a lâmpada Emite raios de luz que se propagam em linha reta na direção Espera-se que os alunos respondam que Gabriel deve manter as janelas e cortinas do ambiente abertas para a luz solar iluminar o ambiente. Ele também pode estudar em uma mesa próximo a uma janela aberta. elétrica acesa emite raios de luz que se propagam em linha reta para todas as direções. para a qual a lanterna está posicionada. P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 33 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 32 1/4/18 8:27 PM 33 Destaques da BNCC • As atividades destas páginas permi- tem o desenvolvimento da habilidade EF03CI02 da BNCC, descrita anterior- mente, pois abordam a temática da luz. Ao considerar que a ciência construída ao longo do tempo é relacionada aos fenômenos luminosos, as atividades também contribuem para o desen- volvimento da Competência geral 1 da BNCC, citada anteriormente. Além disso, elas também abordam a obser- vação e a análise de informações, o que podecontribuir para o desenvol- vimento da Competência geral 2 da BNCC, descrita anteriormente. • Ao abordar a atividade 2, verifique se os alunos percebem que a luz se pro- paga em todas as direções em linha reta. Por isso, uma lâmpada acesa ilumina o ambiente ao seu redor. Ex- plique a eles que, para enxergarmos as letras do livro, necessitamos que a luz entre nos olhos e incida sobre a re- tina, formando a imagem. Como a luz incide sobre a superfície do livro, con- seguimos enxergar o que está escrito. • Explique aos alunos que nossos olhos se adaptam a ambientes escuros ou extremamente ilu- minados graças ao controle da abertura da pupila. Como depen- demos da luz para enxergarmos, com um pouco de luz já conse- guimos ver. Mas o excesso de luz também não é ideal. Em ambos os casos, a luz pode levar os olhos a se cansarem, o que pode ocasionar olhos secos e dores de cabeça em algumas pessoas. Atitude legal 32 ATIVIDADES 1. Observe o experimento que Luana montou. Luana realizando um experimento com luz. a. Quando Luana acender a lanterna, a parede será iluminada? Por quê? Espera-se que os alunos respondam que não, porque a luz se propaga em linha reta. b. Como deveria ser o cano para que a lanterna iluminasse a parede? O cano deveria ser reto, sem curvas. c. Qual é a fonte de luz utilizada por Luana nesse experimento? Lanterna. d. Essa fonte de luz é: natural. artificial. 2. As fotos a seguir representam como ocorre a propagação da luz emitida por uma lâmpada elétrica acesa e por uma lanterna acesa. Lâmpada de LED acesa. Lanterna acesa. BA lanterna acesa cano X C H O N E S /S H U T T E R S TO C K H A O K A /S H U T T E R S TO C K S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 32 30/12/17 2:31 PM 33 •Escreva como ocorre a propagação dos raios de luz em cada fonte de luz mostrada na página anterior. Lâmpada elétrica acesa: Lanterna acesa: 3. Gabriel utiliza uma luminária elétrica para estudar durante a noite. a. Qual imagem representa o percurso correto dos raios de luz emitidos pela lâmpada até atingir os olhos de Gabriel? b. Cite uma atitude que contribui para Gabriel economizar energia elétrica ao estudar durante o dia. C BA Imagem B. Procure sempre estudar e ler em locais bem iluminados, para evitar danos aos olhos. Espera-se que os alunos respondam que a lâmpada Emite raios de luz que se propagam em linha reta na direção Espera-se que os alunos respondam que Gabriel deve manter as janelas e cortinas do ambiente abertas para a luz solar iluminar o ambiente. Ele também pode estudar em uma mesa próximo a uma janela aberta. elétrica acesa emite raios de luz que se propagam em linha reta para todas as direções. para a qual a lanterna está posicionada. P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K P H O TO B A N K G A LL E R Y /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 33 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 33 1/4/18 8:27 PM 34 • Estimule os alunos a lerem os textos produzidos na atividade 5 em voz alta. Além de desenvolver a leitura, esta atividade pode possibilitar a so- cialização dos textos. Explique aos alunos que eles devem escrever com suas palavras em vez de copiar os textos do livro. Assim, eles podem desenvolver a escrita com base em seus conhecimentos. • Ao abordar a atividade 6, explique aos alunos que os monitores de com- putador se baseiam em um sistema chamado RGB, do inglês R = red, G = green e B = blue, ou seja, ver- melho, verde e azul. A mistura des- sas cores forma as demais cores e, quando olhamos no monitor, vemos todas essas cores unidas em unida- des denominadas pixels. Explique- -lhes que, quando aproximamos os pixels, podemos perceber o espec- tro de cores em cada unidade. Opaco Transparente Translúcido 34 4. Ligue a imagem à característica adequada de cada material indicado. 5. Escreva no caderno um texto a respeito da formação do arco-íris. Se você quiser, ilustre seu texto. Apresente aos colegas o texto que você escreveu. 6. Observe a imagem ao lado, que mostra a imagem ampliada de um monitor de computador. Os pontos coloridos emitem luz com as cores azul, vermelha e verde, para formar as imagens que vemos. Imagem do emoji ampliado várias vezes, na tela de um computador. a. A cor amarela do desenho é obtida pela mistura de cores de luzes. Pesquise quais cores são misturadas para formar a cor amarela. Luzes com as cores vermelha e verde. b. E para conseguir a cor branca nos monitores? Se necessário, faça uma pesquisa sobre o assunto. Luzes com as cores vermelha, verde e azul. vidro tijolo vidro K E N A R Y 82 0/ S H U T T E R S TO C K K O R N 22 /S H U T T E R S TO C K B E R T N IJ H O LT /S H U T T E R S TO C K FL O W E R T R A V E LI N ’ M A N / S H U T T E R S TO C K D E JA N K R S M A N O V IC /A L A M Y / G LO W IM A G E S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 34 30/12/17 2:31 PM PARA SABER MAIS 35 O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... • os sons? • como produzimos sons no dia a dia? • a luz? • a interação dos corpos e da luz? • a passagem da luz através dos corpos feitos de diferentes materiais? • a decomposição da luz? •Ciência Hoje na Escola – 5: ver e ouvir, de SBPC. Aprenda mais sobre a luz e o som e suas propriedades nesse incrível livro. Você se sentirá um cientista e também conhecerá um pouco da história das descobertas sobre luz e som. •Soltando o som, de Carolina Michelini. Moderna. Conheça a história de Jana e Dudu. Descubra com eles os sons que existem ao nosso redor e quantos sons somos capazes de produzir. Você também conhecerá alguns instrumentos musicais e sua história. •Som e luz: ciência à mão, de Jack Challoner. Girassol. Você conhecerá alguns experimentos envolvendo luz e som, que você mesmo poderá testar em casa, com a ajuda de um adulto. CAM ILA CARM ONA R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 35 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 34 1/4/18 8:27 PM 35 Amplie seus conhecimentos • HOOPER, Meredith. As cores da luz. São Paulo: Moderna, 1999. • Ciência divertida. São Paulo: Todolivro, 2017. O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... • O objetivo da seção é levar os alu- nos a expressarem os conheci- mentos que adquiriram ao estudar a unidade, ao mesmo tempo em que permite revisar os conceitos estudados, fornecendo ao profes- sor indícios sobre a aprendizagem dos alunos. • No caso do primeiro item, peça aos alunos que listem todas as pala- vras que eles relacionam aos sons. Espera-se que eles citem ondas sonoras, fontes sonoras, intensi- dade do som, entre outros termos. • Para abordar o segundo item, faça o seguinte quadro na lousa. Sons que escuto em casa Sons que escuto na escola Sons que escuto na rua • Solicite aos alunos que o copiem no caderno e o preencham com todos os sons que conseguem se lembrar de ouvir em cada um desses am- bientes. Se considerar convenien- te, acrescente outros ambientes, como os locais que os alunos fre- quentam, estudam ou passeiam. • Para abordar o terceiro, o quarto e o quinto itens, peça que se juntem em grupos e, sob a supervisão de um adulto, procurem locais nos arredores de sua residência onde conseguem perceber a interação da luz com os corpos, como quan- do ela reflete em uma superfície ou quando ela atravessa um cor- po parcialmente por ele ser trans- lúcido. Oriente-os a registrar as imagens por meio de fotografias. Colete as imagens e monte uma apresentação para as demais tur- mas da escola. • Ao trabalhar o sexto item, peça aos alunos que montem uma competi- ção com os discos de Newton que fizeram. Filme as imagens e depois mostre para eles. Em alguns dis- cos provavelmente não aparecerá a cor branca, masum leve acinzen- tado, pois as cores não são utiliza- das na mesma tonalidade. Opaco Transparente Translúcido 34 4. Ligue a imagem à característica adequada de cada material indicado. 5. Escreva no caderno um texto a respeito da formação do arco-íris. Se você quiser, ilustre seu texto. Apresente aos colegas o texto que você escreveu. 6. Observe a imagem ao lado, que mostra a imagem ampliada de um monitor de computador. Os pontos coloridos emitem luz com as cores azul, vermelha e verde, para formar as imagens que vemos. Imagem do emoji ampliado várias vezes, na tela de um computador. a. A cor amarela do desenho é obtida pela mistura de cores de luzes. Pesquise quais cores são misturadas para formar a cor amarela. Luzes com as cores vermelha e verde. b. E para conseguir a cor branca nos monitores? Se necessário, faça uma pesquisa sobre o assunto. Luzes com as cores vermelha, verde e azul. vidro tijolo vidro K E N A R Y 82 0/ S H U T T E R S TO C K K O R N 22 /S H U T T E R S TO C K B E R T N IJ H O LT /S H U T T E R S TO C K FL O W E R T R A V E LI N ’ M A N / S H U T T E R S TO C K D E JA N K R S M A N O V IC /A L A M Y / G LO W IM A G E S g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 34 30/12/17 2:31 PM PARA SABER MAIS 35 O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... • os sons? • como produzimos sons no dia a dia? • a luz? • a interação dos corpos e da luz? • a passagem da luz através dos corpos feitos de diferentes materiais? • a decomposição da luz? •Ciência Hoje na Escola – 5: ver e ouvir, de SBPC. Aprenda mais sobre a luz e o som e suas propriedades nesse incrível livro. Você se sentirá um cientista e também conhecerá um pouco da história das descobertas sobre luz e som. •Soltando o som, de Carolina Michelini. Moderna. Conheça a história de Jana e Dudu. Descubra com eles os sons que existem ao nosso redor e quantos sons somos capazes de produzir. Você também conhecerá alguns instrumentos musicais e sua história. •Som e luz: ciência à mão, de Jack Challoner. Girassol. Você conhecerá alguns experimentos envolvendo luz e som, que você mesmo poderá testar em casa, com a ajuda de um adulto. CAM ILA CARM ONA R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 35 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 35 1/4/18 8:27 PM 36 Destaques da BNCC • A elaboração de um seminário per- mite o desenvolvimento da Compe- tência geral 4 da BNCC, pois envolve a pesquisa escolar e também a co- municação das ideias pesquisadas. • Separe a turma em grupos e divida os temas de modo que cada equipe apresente uma informação comple- mentar à outra. Por exemplo, um grupo pode tratar de exemplos da poluição sonora, enquanto outro tra- balha as consequências da poluição sonora sobre a saúde humana e o terceiro grupo aborda as formas de prevenção. O mesmo pode ser feito para a poluição visual. • A pesquisa é uma etapa fundamental na elaboração do seminário. Após a delimitação do tema, o aluno deve- rá procurar referências adequadas à sua temática. Ele deve ler os textos atentamente, extraindo as informa- ções mais importantes. Explique aos alunos que eles não precisam me- morizar todas as informações, mas apresentar as mais relevantes. • Mostre-lhes que a apresentação (cartaz ou slides) deve conter as informações necessárias, com as ideias básicas e letras de tamanho adequado para a leitura. Explique aos alunos que a apresentação não deve conter excesso de textos, pois isso dificulta a leitura. Algumas imagens também podem auxiliar na compreensão da apresentação. Objetivos • Conhecer as etapas para a elabo- ração de um seminário. • Realizar pesquisa. • Estimular a troca de ideias. • Desenvolver o respeito aos colegas. • Competência geral 4: Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo- -visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias. 36 PARA SABER FAZER Imagem referente à etapa 3. Imagem referente à etapa 4. Seminário O seminário é uma forma de aprendizagem que envolve o trabalho de pesquisa, a discussão e o debate. Ele não pode ser pensado somente como uma apresentação para o professor, mas para todos os colegas de sala, proporcionando uma reflexão, em grupo, sobre determinado assunto. Veja a seguir como fazer um seminário. 1. Primeiramente verifique o assunto que será abordado no seminário e se ele será apresentado individualmente ou em grupo. 2. Pesquise sobre o assunto em fontes diferentes, como livros, jornais, revistas, internet, sempre verificando se a fonte da pesquisa é confiável. Por exemplo, na internet, procure por sites de universidades ou órgãos do governo e artigos. 3. Faça a leitura dos materiais pesquisados, anotando as partes mais importantes e as que o deixaram com dúvida. É importante que você tire suas dúvidas com o professor antes de preparar sua apresentação. 4. Planeje a montagem do material da sua apresentação. Você pode usar cartazes ou apresentação de slides no computador. Imagem referente à etapa 2. g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 36 30/12/17 2:31 PM 37 Vamos colocar em prática essas dicas e produzir um seminário sobre a poluição sonora e luminosa. Pesquise o que é poluição sonora e poluição luminosa e as consequências que elas podem trazer. Procure os problemas de saúde que podem ser provocados por esses tipos de poluição, as normas que regulam os níveis de ruído em certos locais e os efeitos que a poluição luminosa pode ter em outros animais. Apresente seu seminário aos colegas e conversem sobre o que vocês aprenderam. AGORA É COM VOCÊ! Imagem referente à etapa 7. 5. No cartaz ou nos slides insira textos curtos, em tópicos. Eles devem servir de orientação para a apresentação. 6. Utilize imagens para ilustrar o tema trabalhado, complementando as informações escritas. 7. Prepare-se antecipadamente para a apresentação do seminário; se ela for em grupo, todos os integrantes devem participar da apresentação. Por isso, cada integrante do grupo deve ficar responsável por falar uma parte do trabalho e participar das discussões. 8. Estude o tema e evite falar somente o que está no cartaz ou nos slides; para isso, ensaie a apresentação com os outros membros do grupo, apresentando informações complementares. 9. É importante que sua apresentação tenha uma introdução e uma conclusão em relação ao assunto estudado. IL U S T R A Ç Õ E S : W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 37 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 36 1/4/18 8:27 PM 37 • Reforce a importância de haver uma introdução e uma conclusão para ini- ciar e encerrar cada apresentação. • Estimule os alunos a apresentarem seus trabalhos. Alguns podem sen- tir-se tímidos, mas, ao exercitarem as apresentações, podem ficar mais à vontade. Caso perceba que alguns alunos não se sentem seguros, so- licite aos demais que apresentem o trabalho. Não permita que os co- legas interfiram na apresentação e estimule o respeito, orientando-os a manter-se em silêncio. 36 PARA SABER FAZER Imagem referente à etapa 3. Imagem referente à etapa 4. Seminário O seminário é uma forma de aprendizagem que envolve o trabalho de pesquisa, a discussão e o debate. Ele não pode ser pensado somente como uma apresentação para o professor, mas para todos os colegas de sala, proporcionando uma reflexão, em grupo, sobre determinado assunto. Veja a seguir como fazer um seminário. 1. Primeiramente verifique o assunto que será abordado no seminário e se ele será apresentado individualmente ou em grupo. 2. Pesquise sobre o assunto em fontes diferentes, como livros, jornais, revistas, internet, sempre verificando se a fonte da pesquisa é confiável. Por exemplo, na internet, procurepor sites de universidades ou órgãos do governo e artigos. 3. Faça a leitura dos materiais pesquisados, anotando as partes mais importantes e as que o deixaram com dúvida. É importante que você tire suas dúvidas com o professor antes de preparar sua apresentação. 4. Planeje a montagem do material da sua apresentação. Você pode usar cartazes ou apresentação de slides no computador. Imagem referente à etapa 2. g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 36 30/12/17 2:31 PM 37 Vamos colocar em prática essas dicas e produzir um seminário sobre a poluição sonora e luminosa. Pesquise o que é poluição sonora e poluição luminosa e as consequências que elas podem trazer. Procure os problemas de saúde que podem ser provocados por esses tipos de poluição, as normas que regulam os níveis de ruído em certos locais e os efeitos que a poluição luminosa pode ter em outros animais. Apresente seu seminário aos colegas e conversem sobre o que vocês aprenderam. AGORA É COM VOCÊ! Imagem referente à etapa 7. 5. No cartaz ou nos slides insira textos curtos, em tópicos. Eles devem servir de orientação para a apresentação. 6. Utilize imagens para ilustrar o tema trabalhado, complementando as informações escritas. 7. Prepare-se antecipadamente para a apresentação do seminário; se ela for em grupo, todos os integrantes devem participar da apresentação. Por isso, cada integrante do grupo deve ficar responsável por falar uma parte do trabalho e participar das discussões. 8. Estude o tema e evite falar somente o que está no cartaz ou nos slides; para isso, ensaie a apresentação com os outros membros do grupo, apresentando informações complementares. 9. É importante que sua apresentação tenha uma introdução e uma conclusão em relação ao assunto estudado. IL U S T R A Ç Õ E S : W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u1_p028a037.indd 37 30/12/17 2:31 PM g19_3pmc_mp_u01_p001a037.indd 37 1/4/18 8:28 PM 38 Esta unidade tem o solo como tema. Nela são apresentadas as caracte- rísticas e os componentes do solo e como ele se forma. Em seguida são apresentadas as atividades para as quais o ser humano utiliza o solo e, por fim, as consequências da exploração, da poluição e da degradação dele. Destaques da BNCC • A seção de abertura permite aos alu- nos utilizar o conhecimento das lin- guagens verbo-visuais para partilhar informações, em conformidade com a Competência geral 4 da BNCC. • O recurso também pode ser utilizado para iniciar uma discussão sobre o Tema contemporâneo Preservação do ambiente, com base na observa- ção da alteração causada pela ativi- dade humana. • Além disso, é possível que os alu- nos identifiquem um dos usos do solo, desenvolvendo a habilidade EF03CI10 da BNCC. Acompanhando a aprendizagem • Aproveite as questões iniciais para ve- rificar os conhecimentos prévios dos alunos. Anote as respostas que eles derem para a questão 3 para retomá- -las e analisá-las com eles, depois de trabalharem os conteúdos da unidade. • EF03CI10: Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, entre ou- tras possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a vida. • Competência geral 4: Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo‐ -visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar‐se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em dife- rentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Respostas 1. Espera-se que os alunos respon- dam que é o solo. 2. Espera-se que os alunos respondam que foi para coletar diamantes que existiam no solo da região. 3. Os alunos podem citar o minério de ferro ou de ouro, por exemplo. 38 Observando o solo Observando o solo Veja a enorme escavação no solo que um grupo de pessoas realizou. Era uma mina de diamantes, com 1 200 m de diâmetro e 525 m de profundidade. 1. Qual é o principal componente do ambiente mostrado nessa foto? 2. Por que o ser humano escavou o solo da região da mina mostrada na foto? 3. Cite outros materiais que o ser humano obtém do solo. CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 38 30/12/17 2:32 PM 39 Mina de diamantes a céu aberto, localizada na Rússia. Essa mina iniciou suas operações em 1957 e foi fechada em 2001. Z E B R A 02 09 /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 39 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 38 1/4/18 8:38 PM 39 • Comente com os alunos que diver- sos objetos que utilizamos no dia a dia são feitos com materiais retirados do solo por meio da mineração. Materiais como ferro, alumínio, co- bre, ouro, prata, chumbo e quartzo são obtidos a partir de materiais ex- traídos do solo em atividades de mi- neração. Além desses, também há o petróleo que serve de base para a fabricação de diversos materiais que utilizamos no cotidiano. 38 Observando o solo Observando o solo Veja a enorme escavação no solo que um grupo de pessoas realizou. Era uma mina de diamantes, com 1 200 m de diâmetro e 525 m de profundidade. 1. Qual é o principal componente do ambiente mostrado nessa foto? 2. Por que o ser humano escavou o solo da região da mina mostrada na foto? 3. Cite outros materiais que o ser humano obtém do solo. CONECTANDO IDEIAS g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 38 30/12/17 2:32 PM 39 Mina de diamantes a céu aberto, localizada na Rússia. Essa mina iniciou suas operações em 1957 e foi fechada em 2001. Z E B R A 02 09 /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 39 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 39 1/4/18 8:38 PM 40 Destaques da BNCC • O recurso das páginas 40 e 41 ilustra uma situação que estimula os alunos a exercitar a curiosidade e a investi- gação, contemplando a Competên- cia geral 2 da BNCC. • Além disso, o recurso leva os alunos a compararem diferentes tipos de solos do entorno da escola, desen- volvendo a habilidade EF03CI09 da BNCC. Mais atividades • Leve os alunos para o pátio da esco- la, separando-os em grupos, e reali- ze a atividade ilustrada nas páginas 40 e 41. Peça a eles que coletem um pouco de solo e verifiquem algumas características como: coloração, textura, presença de alguns com- ponentes como rochas, pequenos animais, restos de vegetais, entre outros. Oriente-os a observar se o solo está úmido, o que indica a pre- sença de água. Em alguns casos, pressionando a amostra de solo, po- dem escorrer algumas gotículas de água, demonstrando mais facilmen- te a presença de água. • Procure observar e orientar os gru- pos que estão realizando a ativi- dade com o objetivo de esclarecer possíveis dúvidas e perceber os conhecimentos construídos com o desenvolvimento dessa atividade de observação direta. Se possível, providencie uma lupa para ampliar o que os alunos estão observando na amostra de solo. Objetivos • Conhecer e identificar alguns componentes do solo. • Reconhecer características do solo, como cor, textura e perme- abilidade. • Identificar os diferentes tipos de solo. • Compreender como ocorre a for- mação do solo. • EF03CI09: Comparar diferentes amostras de solo do entorno da escola com base em algumas características (cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc.). • Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 40 O solo13 Além disso, perceberam que o solo tinha coloração escura e possuía água, pois quando Raquel o apertou com as mãos, sentiu que estava úmido. Eles também constataram que os grãos do solo eram finos e bastante unidos. 1. Você já observou o solo de uma horta, deum jardim ou de um vaso? O que existia nesse solo? A professora de Raquel separou os alunos em grupos e pediu a cada um que coletasse amostras de solo de diferentes locais da escola. Ao cavar o solo com uma pá de jardinagem, Raquel e alguns de seus colegas encontraram rochas, folhas, raízes de plantas e pequenos animais. As rochas, as folhas, as raízes de plantas, os pequenos animais e a água são alguns dos componentes encontrados no solo. 1. Resposta pessoal. Os alunos podem citar água, pequenas rochas, restos de vegetais, entre outros componentes. g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 40 30/12/17 2:32 PM 41 Crianças coletando amostras do solo da horta da escola. 2. Cite uma importância do solo para os seres vivos. 3. Em que situações você utiliza o solo? O solo é um componente do ambiente muito importante para os seres vivos. É no solo que o ser humano cultiva plantas, cria animais e faz construções. Além disso, é no solo que o ser humano e outros animais constroem seus abrigos e que muitas plantas se fixam e dele obtêm água e sais minerais. 4. Cite um vegetal que o ser humano cultiva no solo. Aline Raquel Rodolfo Márcio 3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos reconheçam a importância do solo em diversas atividades que eles realizam no cotidiano, como caminhar e plantar vegetais. 4. Os alunos podem citar soja, milho, trigo, algodão, cana-de- açúcar, vegetal com flores, entre outros. 2. Resposta pessoal. Os alunos podem responder fixar as plantas, servir de abrigo para animais e auxiliar na locomoção. W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 41 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 40 1/4/18 8:38 PM 41 Destaques da BNCC • O recurso permite que os alunos iden- tifiquem alguns usos do solo e reco- nheçam sua importância para a vida, desenvolvendo a habilidade EF03CI10 da BNCC, descrita anteriormente. • Ajude os alunos a reconhecerem a importância do solo, tanto para o ser humano quanto para as plantas e ou- tros animais. Enfatize que utilizamos o solo para o cultivo de plantas, cria- ção de animais e como base para a construção de edifícios e ruas. • Comente que diversas plantas pre- cisam do solo para sua sustentação e para a obtenção de substâncias necessárias para a vida. Além disso, diversos animais se locomovem so- bre e sob o solo e também o utilizam como abrigo. 40 O solo13 Além disso, perceberam que o solo tinha coloração escura e possuía água, pois quando Raquel o apertou com as mãos, sentiu que estava úmido. Eles também constataram que os grãos do solo eram finos e bastante unidos. 1. Você já observou o solo de uma horta, de um jardim ou de um vaso? O que existia nesse solo? A professora de Raquel separou os alunos em grupos e pediu a cada um que coletasse amostras de solo de diferentes locais da escola. Ao cavar o solo com uma pá de jardinagem, Raquel e alguns de seus colegas encontraram rochas, folhas, raízes de plantas e pequenos animais. As rochas, as folhas, as raízes de plantas, os pequenos animais e a água são alguns dos componentes encontrados no solo. 1. Resposta pessoal. Os alunos podem citar água, pequenas rochas, restos de vegetais, entre outros componentes. g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 40 30/12/17 2:32 PM 41 Crianças coletando amostras do solo da horta da escola. 2. Cite uma importância do solo para os seres vivos. 3. Em que situações você utiliza o solo? O solo é um componente do ambiente muito importante para os seres vivos. É no solo que o ser humano cultiva plantas, cria animais e faz construções. Além disso, é no solo que o ser humano e outros animais constroem seus abrigos e que muitas plantas se fixam e dele obtêm água e sais minerais. 4. Cite um vegetal que o ser humano cultiva no solo. Aline Raquel Rodolfo Márcio 3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos reconheçam a importância do solo em diversas atividades que eles realizam no cotidiano, como caminhar e plantar vegetais. 4. Os alunos podem citar soja, milho, trigo, algodão, cana-de- açúcar, vegetal com flores, entre outros. 2. Resposta pessoal. Os alunos podem responder fixar as plantas, servir de abrigo para animais e auxiliar na locomoção. W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 41 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 41 1/4/18 8:38 PM 42 Destaques da BNCC • O recurso das páginas 42 e 43 estimu- la os alunos a compararem diferentes amostras de solo e a identificarem diferentes usos dele, desenvolvendo as habilidades EF03CI09 e EF03CI10 da BNCC, descritas anteriormente. • Comente com os alunos que as ca- racterísticas do solo dependem de diversos fatores, como o clima, a fau- na, a flora, o relevo, o tipo de rocha e o tempo de exposição aos intem- perismos. Por conta disso, os solos podem ser arenosos, argilosos, ver- melhos, amarelos e esbranquiçados e podem conter matéria orgânica, serem rasos ou profundos, entre ou- tras características. 42 Já o grupo de Lucas coletou amostras da areia do parque da escola. Lucas e seus colegas perceberam que a areia tinha uma coloração clara e que os grãos de areia eram soltos e secos. Além disso, perceberam que os grãos eram grossos. Os colegas de Lucas também viram algumas formigas andando no meio dos grãos de areia carregando pequenas folhas. PedroMarina W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 42 1/4/18 6:14 PM 43 O solo apresenta propriedades importantes, como a cor, o tamanho das partículas (textura) e a permeabilidade. Existem solos de diferentes cores. Veja alguns exemplos. 5. Que característica as amostras de solo coletadas pelos grupos de Raquel e Lucas têm em comum? 6. Quais as diferenças entre as amostras de solo coletadas pelo grupo de Raquel e pelo grupo de Lucas? Parte do solo de Campo Mourão, Paraná, em 2017. Solo de uma região do Pantanal, Mato Grosso, em 2014. Parte do solo de uma fazenda na Ucrânia, em 2016. Solo de coloração avermelhada. Solo de coloração esbranquiçada. Solo de coloração escura. Crianças coletando o solo do parque da escola. Quando brincar em um parque, como o da escola, recolha os brinquedos utilizados. Conserve os brinquedos do parque para que outras crianças possam utilizá-los. Sara Lucas 5. Espera-se que os alunos respondam que ambas as amostras contêm seres vivos. 6. Espera-se que os alunos respondam que as amostras de solo eram diferentes tanto na cor, quanto na textura e no tamanho dos grãos. D IR C E U P O R T U G A L /F O TO A R E N A E LL E O N /S H U T T E R S TO C K S Y N D Y 1/ S H U T T E R S TO C K .C O M g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 43 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 42 1/4/18 8:38 PM 43 Atitude legal • Reforce com os alunos a impor- tância de manter os espaços que utilizamos organizados, princi- palmente aqueles que são com- partilhados com outras pessoas. • Pergunte a eles se cuidam dos brinquedos da escola e de par- ques públicos que frequentam. Pergunte também como eles se sentiriam se encontrassem os brinquedos da escola quebrados e não pudessem brincar. Aproveite para conscientizá-los a zelar pelos brinquedos para que outros também possam brincar e se divertir. • Sobre a cor do solo, comente com os alunos que os solos de coloração avermelhada geralmente apresentam óxidos de ferro, o que é indicado para a agricultura. • Os solos com coloração mais clara têm como principal componente o calcário, que pode ser utilizado para a fabricação de fertilizantes. • O solo com coloração escura se deve à presença de matéria orgânica em decomposição. 42 Já o grupo de Lucas coletou amostras da areia do parque da escola. Lucas e seus colegas perceberam que a areia tinha uma coloração clara e que os grãos de areia eram soltos e secos. Além disso, perceberam que os grãoseram grossos. Os colegas de Lucas também viram algumas formigas andando no meio dos grãos de areia carregando pequenas folhas. PedroMarina W E R LL E N H O L A N D A g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 42 1/4/18 6:14 PM 43 O solo apresenta propriedades importantes, como a cor, o tamanho das partículas (textura) e a permeabilidade. Existem solos de diferentes cores. Veja alguns exemplos. 5. Que característica as amostras de solo coletadas pelos grupos de Raquel e Lucas têm em comum? 6. Quais as diferenças entre as amostras de solo coletadas pelo grupo de Raquel e pelo grupo de Lucas? Parte do solo de Campo Mourão, Paraná, em 2017. Solo de uma região do Pantanal, Mato Grosso, em 2014. Parte do solo de uma fazenda na Ucrânia, em 2016. Solo de coloração avermelhada. Solo de coloração esbranquiçada. Solo de coloração escura. Crianças coletando o solo do parque da escola. Quando brincar em um parque, como o da escola, recolha os brinquedos utilizados. Conserve os brinquedos do parque para que outras crianças possam utilizá-los. Sara Lucas 5. Espera-se que os alunos respondam que ambas as amostras contêm seres vivos. 6. Espera-se que os alunos respondam que as amostras de solo eram diferentes tanto na cor, quanto na textura e no tamanho dos grãos. D IR C E U P O R T U G A L /F O TO A R E N A E LL E O N /S H U T T E R S TO C K S Y N D Y 1/ S H U T T E R S TO C K .C O M g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 43 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 43 1/4/18 8:38 PM 44 • Utilize o conteúdo abordado na pá- gina como estímulo para realizar o experimento proposto na seção In- vestigar e compartilhar, das páginas 46 e 47. 44 O tamanho das partículas do solo também é importante. Existem grãos mais grossos, como os de areia, e grãos mais finos, como os de argila. Por isso, quando colocamos uma porção de solo rico em areia nas mãos, percebemos que as partículas têm textura mais grossa, e quando fazemos o mesmo com a argila, sentimos que sua textura é mais fina. Quando colocamos água em uma amostra de solo, podemos analisar sua permeabilidade. Se a água passa pelas partículas de solo rapidamente, o solo é permeável, isto é, permite a passagem de água entre os grãos. Se a água passa com dificuldade entre partículas de solo, ele é pouco permeável. 7. Complete o quadro abaixo, analisando as amostras de solo encontradas pelos grupos de Raquel e de Lucas. Propriedades do solo Raquel - Horta Lucas - Parque Cor Escura Clara Textura Fina Grossa Permeabilidade Pouco permeável Permeável Solo rico em argila. Solo rico em areia. A poça indica que a água não consegue passar com facilidade, caracterizando o solo pouco permeável. A água passa facilmente pelas partículas do solo, que logo seca. Isso indica que ele é permeável. FA B IO C O LO M B IN I IL D O F R A Z A O /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 44 30/12/17 2:32 PM 45 A areia, a argila e o húmus são alguns componentes sólidos do solo. Podemos encontrar diferentes tipos de solo nos diversos ambientes existentes em nosso planeta. Um dos fatores que diferenciam os tipos de solo é a quantidade de cada um de seus componentes. O solo com maior quantidade de areia apresenta partículas maiores do que os outros tipos de solo. Além disso, o solo arenoso apresenta maior permeabilidade, ou seja, maior capacidade de deixar passar água e ar através de suas camadas. Parte do solo de uma floresta em Tefé, Amazonas, em 2017. Esse solo é rico em húmus. Parte do solo de estrada localizada em Goiás. Esse solo é rico em argila. Parte do solo de uma praia localizada na Bahia, em 2017. Esse solo é rico em areia. FA B IO C O LO M B IN I JU N O T P H O TO G R A P H Y /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S W A G N E R S A N TO S \K IN O .C O M .B R g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 45 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 44 1/4/18 8:38 PM 45 • Pergunte aos alunos se o solo do local onde moram é semelhante a algum dos solos apresentados nas fotos da página. 44 O tamanho das partículas do solo também é importante. Existem grãos mais grossos, como os de areia, e grãos mais finos, como os de argila. Por isso, quando colocamos uma porção de solo rico em areia nas mãos, percebemos que as partículas têm textura mais grossa, e quando fazemos o mesmo com a argila, sentimos que sua textura é mais fina. Quando colocamos água em uma amostra de solo, podemos analisar sua permeabilidade. Se a água passa pelas partículas de solo rapidamente, o solo é permeável, isto é, permite a passagem de água entre os grãos. Se a água passa com dificuldade entre partículas de solo, ele é pouco permeável. 7. Complete o quadro abaixo, analisando as amostras de solo encontradas pelos grupos de Raquel e de Lucas. Propriedades do solo Raquel - Horta Lucas - Parque Cor Escura Clara Textura Fina Grossa Permeabilidade Pouco permeável Permeável Solo rico em argila. Solo rico em areia. A poça indica que a água não consegue passar com facilidade, caracterizando o solo pouco permeável. A água passa facilmente pelas partículas do solo, que logo seca. Isso indica que ele é permeável. FA B IO C O LO M B IN I IL D O F R A Z A O /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 44 30/12/17 2:32 PM 45 A areia, a argila e o húmus são alguns componentes sólidos do solo. Podemos encontrar diferentes tipos de solo nos diversos ambientes existentes em nosso planeta. Um dos fatores que diferenciam os tipos de solo é a quantidade de cada um de seus componentes. O solo com maior quantidade de areia apresenta partículas maiores do que os outros tipos de solo. Além disso, o solo arenoso apresenta maior permeabilidade, ou seja, maior capacidade de deixar passar água e ar através de suas camadas. Parte do solo de uma floresta em Tefé, Amazonas, em 2017. Esse solo é rico em húmus. Parte do solo de estrada localizada em Goiás. Esse solo é rico em argila. Parte do solo de uma praia localizada na Bahia, em 2017. Esse solo é rico em areia. FA B IO C O LO M B IN I JU N O T P H O TO G R A P H Y /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S W A G N E R S A N TO S \K IN O .C O M .B R g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 45 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 45 1/4/18 8:38 PM 46 Destaques da BNCC • A atividade permite que os alunos comparem diferentes amostras de solo, desenvolvendo a habilidade EF03CI09 da BNCC, descrita ante- riormente. • Além disso, permite que eles utili- zem os conhecimentos construídos sobre o mundo físico para explicar a realidade, de acordo com a Compe- tência geral 1 da BNCC, e também permite que eles exercitem a curiosi- dade intelectual, recorrendo à inves- tigação e à análise crítica, contem- plando a Competência geral 2 da BNCC, descrita anteriormente. Objetivos • Investigar a permeabilidade e a porosidade de diferentes tipos de solos. • Classificar os solos com base na característica da permeabilidade. • Relacionar o tamanho das partí- culas do solo com sua permea- bilidade. • Competência geral 1: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fe- nômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. • Auxilie os alunos na montagem do ex- perimento cortando as garrafas PET. • Antes de começar as medições, oriente-os sobre como iniciar a conta- gem do tempo utilizando o cronôme- tro. Verifique antecipadamente como acionar o equipamento e, em seguida, apresente as instruções aos alunos. • Oriente-os a despejar a mesma quan- tidade de água em cada funil. A conta- gem do tempo deveser iniciada assim que a água começar a cair na garrafa de baixo. Mais atividades • Antes de iniciar esta atividade práti- ca, complementando a abordagem da questão inicial, peça aos alunos que criem uma atividade prática que permita investigar a permeabilidade do solo. Estimule-os a apresentar suas ideias aos colegas e, se for o caso, realizá-la na prática. • Oriente para que listem os materiais, descrevam o passo a passo e criem questões que explorem os resulta- dos obtidos. • Somente após eles exporem suas ideias, prossiga com a realização da atividade sugerida na página. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 46 •copo •cronômetro •água •2 copos de areia •2 copos de argila em pó MATERIAIS •De que maneira podemos investigar a influência do tamanho das partículas do solo na quantidade de água que penetra nele? A D Peça ao adulto que corte as quatro garrafas plásticas ao meio, formando quatro funis (as partes superiores) e quatro copos (as bases). No funil 1, coloque a areia; no funil 2, as rochas; no funil 3, a terra; e no funil 4, a argila em pó. Encaixe cada funil em seu respectivo copo e etiquete-os com os números 1, 2, 3 e 4. B C Coloque um pouco de algodão no fundo de cada um dos funis. Peça auxílio a um adulto para cortar as garrafas. Imagem referente à etapa D. Imagem referente às etapas A, B e C. •2 copos de rochas pequenas •2 copos de terra vegetal •4 garrafas PET de 2 litros transparentes •algodão •tesoura com pontas arredondadas Os alunos podem responder, entre outras possibilidades, que podemos fazer com que certa quantidade de água passe pelo solo contendo diferentes componentes, e verificar qual retém maior quantidade de água. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 46 30/12/17 2:32 PM 47 1. Em qual funil a água escoou mais rápido? Por quê? 2. Em qual das situações a água demorou mais tempo para cair? 3. Ao final da atividade, a quantidade de água no fundo de cada garrafa foi a mesma? O que pode ter influenciado essa situação? 4. Compare os resultados que você observou com os de seus colegas. Vocês tiveram resultados semelhantes? 5. O que você concluiu com a realização desta atividade? REGISTRE O QUE OBSERVOU E F Despeje dois copos de água sobre a areia do funil 1 e meça o tempo que ela demora para escorrer. Inicie a contagem do tempo assim que a água começar a cair na garrafa. Repita o mesmo procedimento para os outros funis, despejando dois copos de água em cada um e anotando o tempo que a água leva para escorrer. Imagem referente à etapa E. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 47 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 46 1/4/18 8:38 PM 47 • A permeabilidade dos solos, que é a propriedade de permitir que a água penetro no solo, é relacionada à sua porosidade. A porosidade é dada pe- los espaços vazios entre as partícu- las do solo, isso significa que, se há mais poros, a penetração de água é maior e o solo é mais permeável. Respostas 1. Espera-se que os alunos respon- dam que a água despejada nas rochas escoou mais rápido porque os espaços entre elas são maiores, facilitando a infiltração da água. 2. Espera-se que os alunos respon- dam que a água despejada na argila demorou mais tempo para escorrer porque as partículas da argila são menores que as demais e, com isso, os espaços entre elas são menores, dificultando a infiltra- ção da água. 3. Espera-se que os alunos respon- dam que não. A argila reteve maior quantidade de água do que os ou- tros materiais, pois suas partículas são menores e há menos espaço entre elas, o que faz com que a in- filtração seja lenta. 4. Resposta pessoal. Possivelmente os alunos obterão medidas de tem- po ligeiramente diferentes, mas os resultados gerais serão os mesmos. 5. Espera-se que os alunos relacio- nem a infiltração de água no solo ao tamanho das partículas que o compõem. Quanto maior o tama- nho das partículas, mais espaço há entre elas para a água passar mais facilmente. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 46 •copo •cronômetro •água •2 copos de areia •2 copos de argila em pó MATERIAIS •De que maneira podemos investigar a influência do tamanho das partículas do solo na quantidade de água que penetra nele? A D Peça ao adulto que corte as quatro garrafas plásticas ao meio, formando quatro funis (as partes superiores) e quatro copos (as bases). No funil 1, coloque a areia; no funil 2, as rochas; no funil 3, a terra; e no funil 4, a argila em pó. Encaixe cada funil em seu respectivo copo e etiquete-os com os números 1, 2, 3 e 4. B C Coloque um pouco de algodão no fundo de cada um dos funis. Peça auxílio a um adulto para cortar as garrafas. Imagem referente à etapa D. Imagem referente às etapas A, B e C. •2 copos de rochas pequenas •2 copos de terra vegetal •4 garrafas PET de 2 litros transparentes •algodão •tesoura com pontas arredondadas Os alunos podem responder, entre outras possibilidades, que podemos fazer com que certa quantidade de água passe pelo solo contendo diferentes componentes, e verificar qual retém maior quantidade de água. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 46 30/12/17 2:32 PM 47 1. Em qual funil a água escoou mais rápido? Por quê? 2. Em qual das situações a água demorou mais tempo para cair? 3. Ao final da atividade, a quantidade de água no fundo de cada garrafa foi a mesma? O que pode ter influenciado essa situação? 4. Compare os resultados que você observou com os de seus colegas. Vocês tiveram resultados semelhantes? 5. O que você concluiu com a realização desta atividade? REGISTRE O QUE OBSERVOU E F Despeje dois copos de água sobre a areia do funil 1 e meça o tempo que ela demora para escorrer. Inicie a contagem do tempo assim que a água começar a cair na garrafa. Repita o mesmo procedimento para os outros funis, despejando dois copos de água em cada um e anotando o tempo que a água leva para escorrer. Imagem referente à etapa E. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p038a047.indd 47 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 47 1/4/18 8:38 PM 48 • Antes de iniciar o trabalho com esta seção, é importante questionar os alu- nos sobre como acontece a formação do solo, a fim de verificar seus conhe- cimentos prévios sobre esse assunto. • O solo é o resultado da interação das rochas com o ambiente e os seres vivos. Ele é modificado pela ação do intemperismo. As rochas mon- tanhosas sofrem erosão pela ação de chuvas, ventos, geadas e pelos rios. Elas são reduzidas a pequenos pedaços, sobre os quais passam a viver os liquens, que auxiliam a que- brá-las mais. Sobre essas partículas de rochas, começam a viver peque- nos organismos vivos que, quando morrem, formam partículas que se juntam à rocha. Sobre essa camada passam a viver organismos maiores, que, depois morrem, sua matéria or- gânica passa a fazer parte do solo. • Para saber mais sobre os fatores l igados à formação do solo, acesse o site do Serviço Geológico do Brasil. Disponível em: <http:// www.cprm.gov.br/publique/Redes- Institucionais/Rede-de-Bibliotecas- --Rede-Ametista/Canal-Escola/Os- Solos-2620.html>. Acesso em: 15 dez. 2017. Formação do solo 48 Ao longo de milhões de anos, a ação do vento e da água da chuva, as mudanças de temperatura e outros fatores provocaram o desgaste das rochas, transformando-as em partículas cada vez menores. No subsolo de alguns locais podem ser encontrados água, petróleo, gás natural, ouro, ferro, prata, entre outros componentes. • Em sua opinião, o processo de formação do solo continua ocorrendo nos ambientes? Por quê? O solo é a camada da superfície terrestre popularmente chamada chão, terra. É sobre o solo que caminhamos, construímos nossacasa, as estradas, entre outras atividades. O subsolo é a camada da superfície da Terra localizada logo abaixo do solo. O esquema a seguir representa, de forma simplificada, a formação do solo ao longo do tempo. Essas partículas misturam-se à água, ao ar, aos seres vivos e aos restos de animais e vegetais em decomposição, formando o solo. Representação da formação do solo. Espera-se que os alunos respondam que sim, pois esses fenômenos (água da chuva, ação do vento, mudanças de temperatura, entre outros) continuam a agir sobre as rochas existentes nos ambientes, desgastando-as. IL U S T R A Ç Õ E S : L U C IA N E M O R I g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 48 30/12/17 2:32 PM 49 ATIVIDADES 1. As dunas são formadas pela ação dos ventos, que carregam as partículas de areia de um local para outro, alterando o formato das dunas. Duna no Maranhão, em 2015. •Marque um X na característica da areia que mais está relacionada à formação das dunas. A areia tem partículas muito finas, que ficam muito juntas umas das outras. Além disso, a areia é pouco permeável. A areia tem partículas grossas e soltas. Além disso, a areia é permeável. 2. Complete a frase abaixo com o nome do animal da foto. As fezes da M I N H O C A são ricas em nutrientes, que ficam no solo. Quando ela se locomove no solo, deixa espaços nos locais pelos quais passou. Isso deixa o solo mais fofo e permite a entrada de ar. •Escreva sobre a importância desses animais para o desenvolvimento das plantas no solo. Se necessário, realize uma pesquisa. Espera-se que os alunos respondam que as minhocas tornam o solo mais arejado e rico em nutrientes, o que auxilia no desenvolvimento das plantas. Animal adulto pode atingir cerca de 25 cm de comprimento. X A legenda da foto não foi inserida para não comprometer a realização da atividade 2. LU C IA N O Q U E IR O Z /S H U T T E R S TO C K FI U LO /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 49 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 48 1/4/18 8:38 PM http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Os-Solos-2620.html http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Os-Solos-2620.html http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Os-Solos-2620.html http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Os-Solos-2620.html http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Os-Solos-2620.html 49 Destaques da BNCC • As atividades desta página estimu- lam os alunos a utilizarem os conhe- cimentos construídos para explicar a realidade, de acordo com a Com- petência geral 1 da BNCC, descrita anteriormente. Acompanhando a aprendizagem • Aproveite a atividade 1 para verifi- car se os alunos compreenderam os conceitos de textura e permeabilida- de do solo. Questione-os sobre o ta- manho das partículas que compõem a areia e como isso pode deixar es- paços vazios no solo. Formação do solo 48 Ao longo de milhões de anos, a ação do vento e da água da chuva, as mudanças de temperatura e outros fatores provocaram o desgaste das rochas, transformando-as em partículas cada vez menores. No subsolo de alguns locais podem ser encontrados água, petróleo, gás natural, ouro, ferro, prata, entre outros componentes. • Em sua opinião, o processo de formação do solo continua ocorrendo nos ambientes? Por quê? O solo é a camada da superfície terrestre popularmente chamada chão, terra. É sobre o solo que caminhamos, construímos nossa casa, as estradas, entre outras atividades. O subsolo é a camada da superfície da Terra localizada logo abaixo do solo. O esquema a seguir representa, de forma simplificada, a formação do solo ao longo do tempo. Essas partículas misturam-se à água, ao ar, aos seres vivos e aos restos de animais e vegetais em decomposição, formando o solo. Representação da formação do solo. Espera-se que os alunos respondam que sim, pois esses fenômenos (água da chuva, ação do vento, mudanças de temperatura, entre outros) continuam a agir sobre as rochas existentes nos ambientes, desgastando-as. IL U S T R A Ç Õ E S : L U C IA N E M O R I g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 48 30/12/17 2:32 PM 49 ATIVIDADES 1. As dunas são formadas pela ação dos ventos, que carregam as partículas de areia de um local para outro, alterando o formato das dunas. Duna no Maranhão, em 2015. •Marque um X na característica da areia que mais está relacionada à formação das dunas. A areia tem partículas muito finas, que ficam muito juntas umas das outras. Além disso, a areia é pouco permeável. A areia tem partículas grossas e soltas. Além disso, a areia é permeável. 2. Complete a frase abaixo com o nome do animal da foto. As fezes da M I N H O C A são ricas em nutrientes, que ficam no solo. Quando ela se locomove no solo, deixa espaços nos locais pelos quais passou. Isso deixa o solo mais fofo e permite a entrada de ar. •Escreva sobre a importância desses animais para o desenvolvimento das plantas no solo. Se necessário, realize uma pesquisa. Espera-se que os alunos respondam que as minhocas tornam o solo mais arejado e rico em nutrientes, o que auxilia no desenvolvimento das plantas. Animal adulto pode atingir cerca de 25 cm de comprimento. X A legenda da foto não foi inserida para não comprometer a realização da atividade 2. LU C IA N O Q U E IR O Z /S H U T T E R S TO C K FI U LO /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 49 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 49 1/4/18 8:38 PM 50 Destaques da BNCC • A atividade 3 exercita a curiosidade intelectual dos alunos por meio da apresentação de uma investigação científica para eles analisarem os re- sultados, procedimentos descritos na Competência geral 2 da BNCC, apresentada anteriormente. Mais atividades • Após a realização da atividade 4, organize os alunos em duplas. Leve para a sala de aula argila e distribua para cada dupla. • Escolha, com a turma, um tema e solicite que os alunos façam escul- turas, relacionadas ao tema escolhi- do, utilizando argila. • Em seguida, oriente-os para que deixem a argila secar e, após a se- cagem, peça que comparem as ca- racterísticas da argila antes e após a secagem. 50 3. Em uma viagem à praia, Bruna coletou um pouco do solo desse ambiente e guardou-o em uma garrafa plástica. Ao chegar em sua casa, ela providenciou dois funis e filtros de papel e colocou um pouco do solo da praia em um dos funis e, no outro, o solo do jardim de sua casa. Experimento realizado por Bruna. Em seguida, despejou um copo com água em cada um dos funis e marcou o tempo que a água levou para passar em cada funil. Ela percebeu que no solo da praia a água levou menos tempo para passar. •Marque um X nas opções mais adequadas, em cada caso. O componente que existe em maior quantidade no solo da praia é: a areia. as folhas e as rochas. Provavelmente, o solo da casa de Bruna tem maior quantidade de: areia. argila. 4. O artesão ao lado está fazendo um jarro de argila. •Seria possível o artesão utilizar areia para confeccionar o vaso? Por quê? Artesão confeccionando um jarro de argila. X X Espera-se que os alunos analisem as características da areia e concluam que não, pois as partículas de areia não se agregam como as da argila. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S T H IR T E E N /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 50 30/12/17 2:32 PM 51 5. O solo popularmente conhecido como “terra roxa” tem fertilidade considerada entre média e alta. Isso possibilita boas condições para o cultivo de plantas. Junte-se a um colega,pesquise em jornais e revistas imagens de plantas que podem ser cultivadas nesse tipo de solo e desenhe-as no espaço abaixo. 6. De forma geral o solo é constituído por quatro componentes que estão misturados em quantidades variadas. Identifique quais frases abaixo são verdadeiras. Ar e água existem entre as partículas que compõem o solo. Restos de animais e plantas fazem parte da composição do solo. Existem partículas provenientes dos desgastes de rochas na composição do solo. X X X Resposta pessoal. g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 51 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 50 1/4/18 8:38 PM 51 • Informe os alunos sobre o Latossolo, solos vermelhos e profundos. Diga que eles são vermelhos ou roxeados em razão da presença de minerais, especialmente o ferro. Explique que a fertilidade desse solo é resultante de milhões de anos de decomposi- ção de rochas de arenito basáltico originado de um grande derrame vul- cânico, causado pela separação da Gondwana (América do Sul e África), no período Mesozoico. Esse tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Sudeste do Mato Grosso do Sul. Para mais informações acesse o site da Embrapa. Disponível em: <http://www.agencia. cnptia.embrapa.br/gestor/solos_ tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr 02wx5ok0q43a0r3t5vjo4.html>. Acesso em: 15 dez. 2017. 50 3. Em uma viagem à praia, Bruna coletou um pouco do solo desse ambiente e guardou-o em uma garrafa plástica. Ao chegar em sua casa, ela providenciou dois funis e filtros de papel e colocou um pouco do solo da praia em um dos funis e, no outro, o solo do jardim de sua casa. Experimento realizado por Bruna. Em seguida, despejou um copo com água em cada um dos funis e marcou o tempo que a água levou para passar em cada funil. Ela percebeu que no solo da praia a água levou menos tempo para passar. •Marque um X nas opções mais adequadas, em cada caso. O componente que existe em maior quantidade no solo da praia é: a areia. as folhas e as rochas. Provavelmente, o solo da casa de Bruna tem maior quantidade de: areia. argila. 4. O artesão ao lado está fazendo um jarro de argila. •Seria possível o artesão utilizar areia para confeccionar o vaso? Por quê? Artesão confeccionando um jarro de argila. X X Espera-se que os alunos analisem as características da areia e concluam que não, pois as partículas de areia não se agregam como as da argila. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S T H IR T E E N /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 50 30/12/17 2:32 PM 51 5. O solo popularmente conhecido como “terra roxa” tem fertilidade considerada entre média e alta. Isso possibilita boas condições para o cultivo de plantas. Junte-se a um colega, pesquise em jornais e revistas imagens de plantas que podem ser cultivadas nesse tipo de solo e desenhe-as no espaço abaixo. 6. De forma geral o solo é constituído por quatro componentes que estão misturados em quantidades variadas. Identifique quais frases abaixo são verdadeiras. Ar e água existem entre as partículas que compõem o solo. Restos de animais e plantas fazem parte da composição do solo. Existem partículas provenientes dos desgastes de rochas na composição do solo. X X X Resposta pessoal. g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 51 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 51 1/4/18 8:38 PM http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr02wx5ok0q43a0r3t5vjo4.html http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr02wx5ok0q43a0r3t5vjo4.html http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr02wx5ok0q43a0r3t5vjo4.html http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr02wx5ok0q43a0r3t5vjo4.html 52 Destaques da BNCC • O recurso da página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF03CI10, descrita anteriormente, pois estimula os alunos a identifica- rem os usos do solo e sua importân- cia para a vida. Objetivos • Reconhecer a importância do solo para os seres vivos. • Entender as atividades em que o ser humano utiliza o solo. • Conhecer e descrever algumas técnicas que são utilizadas para manter o solo produtivo. • Conhecer alguns materiais que podem ser extraídos do solo e do subsolo. • Identificar e detalhar algumas ações do ser humano que preju- dicam o solo. • Conhecer as principais causas do desgaste do solo. • Conhecer algumas técnicas que evitam a erosão. • Ao tratar sobre a exploração de ma- teriais do solo, diga aos alunos que extrair é o mesmo que retirar. Mais atividades • Realize com os alunos um passeio pelo pátio da escola para que identi- fiquem situações em que o solo está sendo utilizado pelos seres vivos. Peça aos alunos que anotem no ca- derno e que registrem cada situação por meio de um desenho. • Após retornar à sala de aula, pro- mova uma conversa sobre as utili- zações do solo no ambiente escolar, destacando por que cada uma delas é importante para o ser humano. 52 O ser humano utiliza o solo14 O solo é importante para os seres vivos. Para algumas espécies de animais, ele é o ambiente onde vivem, como as minhocas, as formigas e os cupins. Para outras, como os tatus, o solo serve de abrigo. Ele também é o suporte para muitas plantas, onde elas fixam suas raízes. Além disso, é sobre o solo que muitos seres vivos são encontrados, incluindo o ser humano. É do solo que o ser humano obtém muitos dos alimentos de que necessita, por meio do cultivo de vegetais e da criação de animais. É do solo, também, que se extrai materiais utilizados na fabricação de diversos produtos. extração de materiais Representação de parte de um município. g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 52 30/12/17 2:32 PM 53 Ao utilizar o solo geralmente o ser humano o modifica. Entre essas modificações, podemos citar a construção de casas, ruas, estradas e a instalação de torres de transmissão de energia elétrica. O ser humano também realiza construções abaixo do solo, como o sistema de esgoto, que passa por baixo das cidades. 1. Por que o ser humano modifica o solo ao seu redor? 2. Qual é a importância de construções como ruas, estradas e pontes? criação de animais cultivo de vegetais transmissão de energia elétrica Espera-se que os alunos respondam que é para facilitar suas condições de vida. Espera-se que os alunos respondam que são importantes, pois facilitam o transporte das pessoas e de mercadorias de um lugar para outro. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 53 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 52 1/4/18 8:38 PM 53 • Leia a seguir um texto sobre a impor- tância do solo para os seres vivos. Os solos são cruciais para a vida na Terra. Desde a destruição da camada de ozônio e o aquecimen- to global até o desmatamento das florestas tropicais e a poluição da água, os ecossistemas terrestres são impactados de maneira diver- sificada por processos que aconte- cem no solo. A qualidade do solo determina, de forma significativa, a natureza dos ecossistemas das plantas e a capacidade da terra em sustentar a vida animal e a dos seres humanos. À medida que nos tornamos mais urbanizados, me- nos contato direto temos com o solo, e perdemos de vista o quanto dependemos dele para nossa pros- peridade e sobrevivência. A ver- dade é que, no futuro, nosso grau de dependência do solo tende a au- mentar, e não a diminuir. Os solos continuarão a nos suprir com quase todo o nosso alimento (com exceção daquele que pode ser retirado dos oceanos). Quan- tos, ao comer uma fatia de pizza, se lembram de que a massa teve origem em um campo de trigo; e de que o queijo surgiu com o ca- pim, o trevo e o milho enraizados no solo de uma fazenda de gado leiteiro? A maioria das fibras que usamos para a fabricação de papel,compensados de madeira e roupas originaram-se de plantas que fin- caram suas raízes em solos de ter- ras agrícolas e florestas naturais. [...] BRADY, Nyle C.; WEIL, Ray R. Elementos da natureza e propriedades dos solos. Trad. lgo Fernando Lepsch. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. • Ao conversar com os alunos sobre a questão 2, mostre a eles a importância da construção das cidades por necessidade de crescimento e de desenvolvimento. No entanto, explique que podem ocorrer problemas em razão do excesso de construções sobre o solo em uma cidade, como é o caso da impermeabilização dos solos, por causa do uso extensivo do asfalto, fazendo com que não ocorra o escoamento das águas da chuva, principalmente nos meses em que mais chove. Leve os alunos a perceberem que as enchentes em grandes centros podem ser causadas pela falta de escoamento da água no solo, ocorrendo muitas vezes pela falta de planejamento nas cidades. 52 O ser humano utiliza o solo14 O solo é importante para os seres vivos. Para algumas espécies de animais, ele é o ambiente onde vivem, como as minhocas, as formigas e os cupins. Para outras, como os tatus, o solo serve de abrigo. Ele também é o suporte para muitas plantas, onde elas fixam suas raízes. Além disso, é sobre o solo que muitos seres vivos são encontrados, incluindo o ser humano. É do solo que o ser humano obtém muitos dos alimentos de que necessita, por meio do cultivo de vegetais e da criação de animais. É do solo, também, que se extrai materiais utilizados na fabricação de diversos produtos. extração de materiais Representação de parte de um município. g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 52 30/12/17 2:32 PM 53 Ao utilizar o solo geralmente o ser humano o modifica. Entre essas modificações, podemos citar a construção de casas, ruas, estradas e a instalação de torres de transmissão de energia elétrica. O ser humano também realiza construções abaixo do solo, como o sistema de esgoto, que passa por baixo das cidades. 1. Por que o ser humano modifica o solo ao seu redor? 2. Qual é a importância de construções como ruas, estradas e pontes? criação de animais cultivo de vegetais transmissão de energia elétrica Espera-se que os alunos respondam que é para facilitar suas condições de vida. Espera-se que os alunos respondam que são importantes, pois facilitam o transporte das pessoas e de mercadorias de um lugar para outro. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 53 30/12/17 2:32 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 53 1/4/18 8:38 PM 54 • Diga aos alunos que matéria orgâ- nica corresponde à matéria viva ou morta de origem animal e/ou vege- tal. Restos de vegetais, palhas, ser- ragens e estercos são exemplos de matéria orgânica. • Oriente os alunos a perceberem que, muitas vezes, antes de realizarmos pe- quenas plantações, como hortas e jar- dins, também aramos o solo deixando a terra fofa com uma pá, por exemplo. • Comente com eles que a técnica de aração é importante porque permite a entrada de gás oxigênio entre as particulas de solo, além de permitir a entrada de água, componentes es- senciais para o desenvolvimento das plantas. Mais atividades • Peça aos alunos que troquem ideias e criem uma atividade prática para investigar a importância da aração a fim de aumentar a quantidade de gás oxigênio entre as partículas do solo. • Estimule-os a apresentar suas ideias aos colegas e, se for o caso, realizá-la na prática. • Oriente para que listem os materiais, descrevam o passo a passo e criem questões que explorem os resulta- dos obtidos. • Uma sugestão para esse tipo de ati- vidade prática é que os alunos colo- quem a mesma quantidade de solo em dois copos plásticos. Em um de- les, os alunos deverão deixar o solo arejado, arando-o; já no outro copo, os alunos deverão compactar o solo o máximo que conseguirem. Em se- guida, eles deverão mergulhar cada copo em um balde com água, um de cada vez, com a boca voltada para cima. Oriente-os a observar a quan- tidade de bolhas de ar que saem do solo de cada copo. 54 Cultivo do solo O solo é utilizado para realizar plantações, os quais fornecem alimentos e matérias-primas para a fabricação de diversos produtos. O solo utilizado para o cultivo de vegetais deve conter quantidades adequadas de ar, água e matéria orgânica, pois isso influencia o desenvolvimento dos vegetais. Para tornar ou manter o solo produtivo, é necessário o uso de algumas técnicas, como aração, adubação e irrigação. Arar O solo precisa ser arado, ou seja, revirado, para que o ar penetre entre suas partículas, o que melhora a infiltração de água até as raízes. Os instrumentos geralmente utilizados para arar o solo são o arado e a enxada. O arado pode ser puxado por um trator ou por animais. 3. Caso você já tenha visto uma pessoa arando o solo, diga qual era o instrumento utilizado por ela. 4. Quando cultivamos uma planta em um vaso, o que geralmente fazemos para arar o solo desse vaso? Arado sendo puxado por um trator em Mirassol, São Paulo, em 2016. arado 3. Resposta pessoal. Os alunos podem citar enxadas, pás de jardinagem, tratores com arados, enxadão, rastelo, ancinho, entre outras ferramentas. Os alunos podem comentar que geralmente reviramos o solo com as mãos, uma colher ou uma pá de jardinagem antes de realizar o cultivo da planta. T H O M A Z V IT A N E TO /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 54 30/12/17 2:33 PM 55 5. Você já viu um solo sendo adubado? Qual tipo de adubo foi utilizado? 6. Quando cultivamos uma planta em um vaso, que tipo de adubo geralmente utilizamos? 7. Quando cultivamos plantas em um vaso, como, geralmente, irrigamos o solo? Adubar A quantidade de nutrientes do solo pode ser aumentada por meio da adubação. Essa técnica proporciona melhor desenvolvimento dos vegetais. Os adubos podem ser químicos, ou seja, produzidos industrialmente, ou orgânicos, produzidos naturalmente com restos de vegetais ou fezes de animais, como boi, cavalo, porco e galinha. Aplicação de adubo químico no solo, em uma plantação de laranjeira em Itajobi, São Paulo. Irrigação de uma plantação de alfaces em São Paulo, em 2017. Nesse caso, foi utilizada a técnica de irrigação por aspersão. Nessa técnica, jatos de água são lançados ao ar e caem sobre as plantas, como se fossem chuva. Irrigar Em locais onde a quantidade de água presente no solo é insuficiente para o bom desenvolvimento dos vegetais, é necessário realizar a irrigação, ou seja, é preciso molhar o solo. Existem várias técnicas utilizadas para canalizar e distribuir a água pela plantação. Veja uma delas na foto ao lado. 5. Resposta pessoal. Os alunos podem citar esterco ou adubos químicos. Adubo orgânico. Com um regador, um copo com água ou até mesmo com uma mangueira. D E LF IM M A R T IN S /P U LS A R IM A G E N S JA B O T IC A B A /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 55 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 54 1/4/18 8:38 PM 55 • Diga aos alunos que, ao adubar o solo, é preciso ter alguns cuidados para não prejudicar a saúde e o am- biente. Os fertilizantes agrícolas são compostos ricos em nitrogênio, fós- foro e potássio. Essas substâncias favorecem o desenvolvimento das plantas, no entanto, o nitrogênio pode se acumular no solo e se trans- formar em nitrato, que pode escoar por canais e córregos para dentro de represas, lagos, rios e lençóis freáti- cos. O nitrato é uma substância com potencial cancerígeno e, quando al- cança o trato digestório, é convertida em nitrito, substância letal para crian- ças pequenas. Para o uso adequado, os agricultores não devem utilizar quantidades excessivas de adubos químicos, evitando, desse modo, a contaminação da água, sempre com as orientações e o acompanhamento de um profissional. • No caso da adubação orgânica, que utiliza esterco, é necessário fazer a compostagemdos excrementos animais para evitar impactos am- bientais, pois as fezes e urinas dos animais podem conter hormônios e antibióticos, que serão incorporados ao solo se não houver tratamento adequado. A compostagem é um processo em que microrganismos transformam a matéria orgânica pro- veniente de resíduos sólidos em um material conhecido como composto, que pode ser utilizado como adubo. • Existem diversas técnicas utilizadas para realizar a irrigação. Veja a seguir três tipos. .Irrigação na superfície: também conhecida como irrigação por gravidade. A água é aplicada diretamente sobre a superfície do solo pelo efeito da gravidade, escorre e penetra no solo por infiltração. .Irrigação por aspersão: a água passa por dispositivos mecânicos denominados aspersores, que borrifam sob a forma de chuva artificial. .Irrigação localizada: a água é aplicada em apenas uma fração do sistema radicular das plantas, com emissores pontuais (gotejadores, microaspersores, tubos porosos ou potes de barro). Mais atividades • Em relação às técnicas de cultivo do solo, pergunte aos alunos qual a técnica correta para tornar um solo alagado e um solo seco adequados para a agricultura . • Espera-se que eles respondam que para tornar os solos adequados para a agricultura é necessário drenar o solo alagado e irrigar o solo seco. 54 Cultivo do solo O solo é utilizado para realizar plantações, os quais fornecem alimentos e matérias-primas para a fabricação de diversos produtos. O solo utilizado para o cultivo de vegetais deve conter quantidades adequadas de ar, água e matéria orgânica, pois isso influencia o desenvolvimento dos vegetais. Para tornar ou manter o solo produtivo, é necessário o uso de algumas técnicas, como aração, adubação e irrigação. Arar O solo precisa ser arado, ou seja, revirado, para que o ar penetre entre suas partículas, o que melhora a infiltração de água até as raízes. Os instrumentos geralmente utilizados para arar o solo são o arado e a enxada. O arado pode ser puxado por um trator ou por animais. 3. Caso você já tenha visto uma pessoa arando o solo, diga qual era o instrumento utilizado por ela. 4. Quando cultivamos uma planta em um vaso, o que geralmente fazemos para arar o solo desse vaso? Arado sendo puxado por um trator em Mirassol, São Paulo, em 2016. arado 3. Resposta pessoal. Os alunos podem citar enxadas, pás de jardinagem, tratores com arados, enxadão, rastelo, ancinho, entre outras ferramentas. Os alunos podem comentar que geralmente reviramos o solo com as mãos, uma colher ou uma pá de jardinagem antes de realizar o cultivo da planta. T H O M A Z V IT A N E TO /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 54 30/12/17 2:33 PM 55 5. Você já viu um solo sendo adubado? Qual tipo de adubo foi utilizado? 6. Quando cultivamos uma planta em um vaso, que tipo de adubo geralmente utilizamos? 7. Quando cultivamos plantas em um vaso, como, geralmente, irrigamos o solo? Adubar A quantidade de nutrientes do solo pode ser aumentada por meio da adubação. Essa técnica proporciona melhor desenvolvimento dos vegetais. Os adubos podem ser químicos, ou seja, produzidos industrialmente, ou orgânicos, produzidos naturalmente com restos de vegetais ou fezes de animais, como boi, cavalo, porco e galinha. Aplicação de adubo químico no solo, em uma plantação de laranjeira em Itajobi, São Paulo. Irrigação de uma plantação de alfaces em São Paulo, em 2017. Nesse caso, foi utilizada a técnica de irrigação por aspersão. Nessa técnica, jatos de água são lançados ao ar e caem sobre as plantas, como se fossem chuva. Irrigar Em locais onde a quantidade de água presente no solo é insuficiente para o bom desenvolvimento dos vegetais, é necessário realizar a irrigação, ou seja, é preciso molhar o solo. Existem várias técnicas utilizadas para canalizar e distribuir a água pela plantação. Veja uma delas na foto ao lado. 5. Resposta pessoal. Os alunos podem citar esterco ou adubos químicos. Adubo orgânico. Com um regador, um copo com água ou até mesmo com uma mangueira. D E LF IM M A R T IN S /P U LS A R IM A G E N S JA B O T IC A B A /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 55 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 55 1/4/18 8:38 PM 56 Acompanhando a aprendizagem • Verifique a resposta dada pelos alu- nos à questão 2 da seção Na práti- ca, para verificar se eles associaram corretamente as ações de remexer o solo, cobrir a terra com restos de plantas e colocar água nas sementes com as técnicas de cultivo de arar, adubar e irrigar, respectivamente. Mais atividades • Pergunte aos alunos: Quando cultivamos vegetais em um vaso, o que geralmente fazemos para que o excesso de água escoe? O objetivo da questão é levar os alunos a pensarem sobre a importância de não deixar o solo encharcado. Para escoar o excesso de água do solo de um vaso, geralmente, fazemos furos no fundo dele. Respostas 1. Espera-se que os alunos respodam que os vegetais se desenvolveram adequadamente. 2. Ao remexer o solo, foi realizada a aração; ao colocar esterco, restos de vegetais e borra de café, foi feita a adubação; ao regar os vegetais diariamente, foi feita a irrigação; ao fazer furos na garrafa, houve a drenagem, para evitar que o solo ficasse encharcado. • Para realizar a atividade sugerida na seção Na prática, utilize sementes que germinem facilmente, como fei- jão, alpiste e salsinha. • Ajude os alunos na atividade cortan- do e furando as garrafas PET. • Ao trabalhar o boxe sobre drenagem, explique aos alunos que valas são escavações alongadas feitas em um terreno, e que escoar significa fazer escorrer. Drenagem Os solos encharcados podem prejudicar o desenvolvimento de algumas plantas e certas atividades realizadas pelo ser humano. Por isso é preciso realizar a drenagem do solo, retirando o excesso de água que há nele. Essa técnica geralmente é realizada por meio de tubulações, valas e canais, por onde a água escoa. NA PRÁTICA 56 Vamos ver na prática como realizar o cultivo de uma planta. •garrafa plástica descartável •terra vegetal •tesoura com pontas arredondadas •colher MATERIAIS •prego •restos de plantas (folhas e flores secas) ou borra de café •sementes Peça a um adulto que corte parte da lateral da garrafa, fazendo uma abertura com cerca de 20 cm de comprimento e 7 cm de largura. Peça também a ele que faça quatro furos na lateral oposta à abertura, com o prego, formando um vaso. Com a colher, remexa o solo e coloque-o no vaso. Faça buracos no solo, coloque sementes e cubra-as. Em seguida, cubra com uma fina camada de restos de plantas. Não se esqueça de regar o solo diariamente. 1. O que aconteceu após duas semanas? 2. Qual(is) técnica(s) de cultivo de vegetais você utilizou? Em que momento(s)? Vasos feitos de garrafa PET. Não manuseie a tesoura e o prego. Somente o adulto deve manipular esses objetos. As respostas estão nas orientações para o professor. M A R T IN A _L /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 56 30/12/17 2:33 PM 57 Criação de animais O solo é muito importante na criação de animais, pois é sobre ele que alguns animais são criados e também é ele que lhes fornece as plantas utilizadas em sua alimentação. Extração de materiais do solo e do subsolo Existem animais criados em pastos, alimentando-se diretamente de plantas ali presentes. Alguns animais são alimentados com rações produzidas a partir de uma mistura de plantas e outros alimentos. A argila é retirada do solo e, após ser misturada com água, forma o barro. Esse barro geralmente é utilizado na fabricação de artesanatos, utensílios domésticos, pias e vasos. O petróleo é retirado do subsolo. Essa substância é uma importante fonte de energia, pois é dele que obtemos o querosene, o óleo diesel, a gasolina, o asfalto, algunstipos de plástico, entre outros produtos. Extração de petróleo em Mossoró, Rio Grande do Norte. 9. Cite outro produto fabricado a partir do petróleo. 8. Cite outro objeto fabricado com argila. O ser humano utiliza materiais retirados do solo e do subsolo para fabricar diversos produtos. Os alunos podem citar telhas, tijolos, pratos, xícaras e estátuas. 9. Os alunos podem citar a gasolina, o gás de cozinha e o óleo diesel. JA B O T IC A B A /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S A LF R IB E IR O /S H U T T E R S TO C K P A N O T T H O R N P H U H U A L /S H U T T E R S TO C K P G IA M /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 57 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 56 1/4/18 8:38 PM 57 Destaques da BNCC • O recurso desta página permite aos alunos identificarem os diferentes usos do solo para plantação, criação de animais e extração de materiais, desenvolvendo a habilidade EF03CI10 da BNCC, descrita anteriormente. • Comente com os alunos que o Brasil é um grande produtor de minérios metálicos e não metáli- cos. Cerca de 76% da produção mineral brasileira são de minérios metálicos e entre as subs- tâncias exploradas estão ferro, alumínio, cobre, estanho, nióbio, manganês, ouro e níquel. Para mais informações sobre a produção de minérios no Brasil, acesse o Anuário Mineral Brasileiro no site do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Disponível em: <http://www. dnpm.gov.br/dnpm/publicacoes/serie-estatisticas-e-economia-mineral/anuario-mineral/anuario- mineral-brasileiro/anuario-mineral-brasileiro-2016-metalicos>. Acesso em: 15 dez. 2017. • Mostre aos alunos, em um mapa do Brasil, a localização do estado do Rio Grande do Norte. • Além da agricultura, explique aos alunos que também dependemos do solo para a criação de animais. Se achar conveniente, forneça aos alunos alguns dados do Censo Agro- pecuário de 2006 realizado pelo IBGE. Por meio dele, pode-se perce- ber um grande desenvolvimento na agricultura e na criação de animais no Brasil. Em 1970, por exemplo, havia 4 924 019 estabelecimentos agrícolas em mais de 294 milhões de hectares. Já em 2006 eram 5 175 636 estabele- cimentos em mais de 333 milhões de hectares de terra. Em 1970 havia quase 34 milhões de hectares de ter- ra utilizados na lavoura e, em 2006, mais de 60 milhões de hectares. Para pastagens, havia 154 milhões de hec- tares em 1970 e, em 2006, 160 mi- lhões de hectares. Diga aos alunos que, no caso da criação de gado bo- vino, a quantidade de animais em 1970 era de 78 milhões e em 2006 havia mais de 176 milhões de bovinos nas propriedades brasileiras. Verifi- que se eles percebem o aumento na ocupação do solo pela atividade agropecuária e, assim, questionem sobre o uso do solo e os impactos sobre o ambiente. Drenagem Os solos encharcados podem prejudicar o desenvolvimento de algumas plantas e certas atividades realizadas pelo ser humano. Por isso é preciso realizar a drenagem do solo, retirando o excesso de água que há nele. Essa técnica geralmente é realizada por meio de tubulações, valas e canais, por onde a água escoa. NA PRÁTICA 56 Vamos ver na prática como realizar o cultivo de uma planta. •garrafa plástica descartável •terra vegetal •tesoura com pontas arredondadas •colher MATERIAIS •prego •restos de plantas (folhas e flores secas) ou borra de café •sementes Peça a um adulto que corte parte da lateral da garrafa, fazendo uma abertura com cerca de 20 cm de comprimento e 7 cm de largura. Peça também a ele que faça quatro furos na lateral oposta à abertura, com o prego, formando um vaso. Com a colher, remexa o solo e coloque-o no vaso. Faça buracos no solo, coloque sementes e cubra-as. Em seguida, cubra com uma fina camada de restos de plantas. Não se esqueça de regar o solo diariamente. 1. O que aconteceu após duas semanas? 2. Qual(is) técnica(s) de cultivo de vegetais você utilizou? Em que momento(s)? Vasos feitos de garrafa PET. Não manuseie a tesoura e o prego. Somente o adulto deve manipular esses objetos. As respostas estão nas orientações para o professor. M A R T IN A _L /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 56 30/12/17 2:33 PM 57 Criação de animais O solo é muito importante na criação de animais, pois é sobre ele que alguns animais são criados e também é ele que lhes fornece as plantas utilizadas em sua alimentação. Extração de materiais do solo e do subsolo Existem animais criados em pastos, alimentando-se diretamente de plantas ali presentes. Alguns animais são alimentados com rações produzidas a partir de uma mistura de plantas e outros alimentos. A argila é retirada do solo e, após ser misturada com água, forma o barro. Esse barro geralmente é utilizado na fabricação de artesanatos, utensílios domésticos, pias e vasos. O petróleo é retirado do subsolo. Essa substância é uma importante fonte de energia, pois é dele que obtemos o querosene, o óleo diesel, a gasolina, o asfalto, alguns tipos de plástico, entre outros produtos. Extração de petróleo em Mossoró, Rio Grande do Norte. 9. Cite outro produto fabricado a partir do petróleo. 8. Cite outro objeto fabricado com argila. O ser humano utiliza materiais retirados do solo e do subsolo para fabricar diversos produtos. Os alunos podem citar telhas, tijolos, pratos, xícaras e estátuas. 9. Os alunos podem citar a gasolina, o gás de cozinha e o óleo diesel. JA B O T IC A B A /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S A LF R IB E IR O /S H U T T E R S TO C K P A N O T T H O R N P H U H U A L /S H U T T E R S TO C K P G IA M /I S TO C K P H O TO /G E T T Y IM A G E S g19_3pmc_lt_u2_p048a057.indd 57 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 57 1/4/18 8:38 PM http://www.dnpm.gov.br/dnpm/publicacoes/serie-estatisticas-e-economia-mineral/anuario-mineral/anuario-mineral-brasileiro/anuario-mineral-brasileiro-2016-metalicos http://www.dnpm.gov.br/dnpm/publicacoes/serie-estatisticas-e-economia-mineral/anuario-mineral/anuario-mineral-brasileiro/anuario-mineral-brasileiro-2016-metalicos http://www.dnpm.gov.br/dnpm/publicacoes/serie-estatisticas-e-economia-mineral/anuario-mineral/anuario-mineral-brasileiro/anuario-mineral-brasileiro-2016-metalicos 58 Destaques da BNCC • A atividade desta página convida o alu- no a conhecer as diversas utilidades do solo e sua importância para os se- res vivos, contribuindo para o desen- volvimento da habilidade EF03CI10 da BNCC, descrita anteriormente. • Além de trabalhar as diversas utili- dades do solo, a atividade 1 oferece uma boa oportunidade para inserir discussões sobre as consequências das ações humanas na criação de animais, no cultivo de plantas e na mi- neração. Tais atividades apresentam sua importância, mas, quando reali- zadas sem os cuidados necessários, podem provocar desmatamento, ero- são, desgaste do solo, entre outros. • Discuta com os alunos sobre a neces- sidade de conservação desse recur- so para a manutenção da vida no pla- neta e também para a saúde humana. 58 ATIVIDADES 1. Relacione as fotos a seguir ao uso do solo pelo ser humano. Matéria-prima Sustentação Mineração Cultivo de plantas Criação de animais As legendas destas fotos não foram inseridas para não comprometer a realização da atividade. JA C E K /K IN O .C O M .B R A D R IA N O K IR IH A R A /S H U T T E R S TO C K R E H A N Q U R E S H I/ S H U T T E R S TO C K E D IJ S V O LC JO K S /S H U T T E R S TO C K S U T I S TO C K P H O TO /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 58 30/12/17 2:33 PM 59 2. Observe as situações a seguir e identifique a técnica utilizada por Paloma para manter o solo do vaso produtivo. Arar. Adubar. Irrigar. a. Você já cultivou uma planta em um vaso? Qual? Resposta pessoal.O objetivo desta questão é que os alunos exponham suas experiências quanto ao cultivo de plantas. b. Nesse caso, você utilizou alguma(s) das técnicas que Paloma usou? Qual(is)? Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos compartilhem os cuidados que tiveram com as plantas e avaliem se eles foram adequados. 3. A foto ao lado mostra um tijolo de argila. a. Pesquise e escreva, no caderno, como esse objeto é fabricado. b. Para que esse objeto é utilizado? Na construção de casas e edifícios, por exemplo. Tijolo de argila. DO M N ITSKY/ SH U TTERSTO C K IL U S T R A Ç Õ E S : S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 59 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 58 1/4/18 8:38 PM 59 • Aproveite a atividade 2 e pergunte aos alunos se eles já participaram da construção de uma horta e como foi essa experiência. É importante que eles percebam a im- portância do preparo adequado do solo para o plantio dos vegetais, identi- ficando o papel dos componentes do solo e do ambiente para seu desenvol- vimento. Para isso, sugira à direção da escola que a turma ajude na manuten- ção da horta durante o ano letivo e, se a escola não tiver uma, pesquise na comunidade se há um agricultor ou en- genheiro agrônomo que poderia auxi- liar na implantação de uma horta. Para tanto, é necessário que a escola tenha local disponível. • Além de promover novos conheci- mentos, a ideia do cultivo de uma horta desenvolve valores como o cuidado com o meio ambiente e com a alimentação. • Para trabalhar a atividade 3, leve para a sala de aula outros objetos feitos de argila para os alunos sentirem a textura. É possível criar com eles ob- jetos de argila. Para isso, leve para a sala argila comercializada, a fim de que eles tenham uma noção desse tipo de solo, mas esclareça que não é argila pura, extraída do solo e do rio. Proponha aos alunos uma atividade prática para eles modelarem animais em miniatura com a argila. Após o término desta unidade realize uma exposição com os animais modela- dos por eles. 58 ATIVIDADES 1. Relacione as fotos a seguir ao uso do solo pelo ser humano. Matéria-prima Sustentação Mineração Cultivo de plantas Criação de animais As legendas destas fotos não foram inseridas para não comprometer a realização da atividade. JA C E K /K IN O .C O M .B R A D R IA N O K IR IH A R A /S H U T T E R S TO C K R E H A N Q U R E S H I/ S H U T T E R S TO C K E D IJ S V O LC JO K S /S H U T T E R S TO C K S U T I S TO C K P H O TO /S H U T T E R S TO C K g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 58 30/12/17 2:33 PM 59 2. Observe as situações a seguir e identifique a técnica utilizada por Paloma para manter o solo do vaso produtivo. Arar. Adubar. Irrigar. a. Você já cultivou uma planta em um vaso? Qual? Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos exponham suas experiências quanto ao cultivo de plantas. b. Nesse caso, você utilizou alguma(s) das técnicas que Paloma usou? Qual(is)? Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos compartilhem os cuidados que tiveram com as plantas e avaliem se eles foram adequados. 3. A foto ao lado mostra um tijolo de argila. a. Pesquise e escreva, no caderno, como esse objeto é fabricado. b. Para que esse objeto é utilizado? Na construção de casas e edifícios, por exemplo. Tijolo de argila. DO M N ITSKY/ SH U TTERSTO C K IL U S T R A Ç Õ E S : S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 59 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 59 1/4/18 8:38 PM 60 • Oriente os alunos a observarem as fotos da atividade com o objetivo de perceberem quais instrumentos uti- lizados no cultivo do solo são mais simples. Chame a atenção deles para as épocas que são retratadas nas imagens e a diferença em anos que existe entre elas. • Comente que no passado as pesso- as plantavam vegetais somente para o consumo próprio, para a sua sobre- vivência, e, com o desenvolvimento das técnicas de plantio e o aumento da produção, passaram a comercia- lizar os produtos cultivados. Explique que a tecnologia chegou aos campos de produção, moderni- zando a agricultura com a intenção de diminuir o tempo de preparo do solo, de plantio e de colheita, diminuir os custos com a produção e aumen- tar os rendimentos. 60 4. Estima-se que os primeiros arados surgiram há cerca de 6 000 anos na Mesopotâmia e no Egito. Esses instrumentos eram muito simples e feitos de madeira. Observe as imagens a seguir. Pintura egípcia que mostra um arado simples sendo puxado por um animal. Essa pintura foi feita há aproximadamente 3 250 anos. Arado moderno. a. Escreva uma diferença que você observou entre os arados apresentados nas imagens acima. Espera-se que os alunos digam que o arado egípcio era feito de madeira e era puxado por animais, já o arado moderno é feito de metal e puxado por um trator. b. Utilize as palavras do quadro abaixo para completar corretamente os espaços da frase. A é uma técnica utilizada para o solo para que o se misture a ele e a se com maior . c. Por que a modernização do arado trouxe benefícios ao ser humano? A modernização do arado permitiu arar menor quantidade de solo e realizar o trabalho em mais tempo do que o arado puxado por animais. A modernização do arado possibilitou arar maior quantidade de solo em menos tempo de trabalho, entre outros benefícios. infiltre revirar água ar facilidade aração aração X revirar ar água facilidadeinfiltre S C IE N C E S O U R C E /F O TO A R E N A C E S A R D IN IZ /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 60 30/12/17 2:33 PM O solo para os povos indígenas 61 Indígena Guarani plantando milho em sua roça, em Santa Catarina, em 2016. Para muitos povos indígenas, o solo é considerado sagrado, pois o ser humano faz parte dele. O solo é o local de onde provêm os alimentos e onde os mortos são enterrados. No passado, as sociedades indígenas não costumavam viver em um lugar fixo por muito tempo. Como a moradia não era permanente, eles buscavam plantar diferentes espécies de vegetais próximo à área de moradia, como mandioca, milho e ervas medicinais. Assim, as roças eram baseadas na subsistência, ou seja, no cultivo de plantas necessárias à sobrevivência do grupo. Antes de plantar, os indígenas observavam se suas atitudes não iriam impactar o ambiente. Por exemplo, quando se fixavam próximo a rios de água escura, eles sabiam que esses corpos d´água apresentavam uma vegetação, que servia de abrigo e era local de alimentação e de desova para espécies de peixes. Por causa disso, as roças eram plantadas distante desses locais, para não perturbar o ciclo de vida dos demais seres vivos. Assim, os indígenas retiravam da natureza somente os recursos necessários à sua sobrevivência. A construção de suas moradias também estava relacionada aos elementos naturais, bem como à produção de adornos. C A S S A N D R A C U R Y /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 61 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 60 1/4/18 8:38 PM 61 Destaques da BNCC • Conhecer os costumes e as tradi- ções de diferentes povos promove o respeito ao outro e a valorização das diferentes culturas, contribuindo para o desenvolvimento da Compe- tência geral 9 da BNCC. • O tema contemporâneo Preserva- ção do meio ambiente pode ser ex- plorado com base na reflexão sobre o respeito e os cuidados com o solo, ensinando aos alunos que se deve retirar da natureza somente os re- cursos necessários à sobrevivência, procurando não afetar o ciclo de vida dos demais seres vivos. • O tema contemporâneo Diversida- de cultural pode ser trabalhado com base na compreensão da multiplici- dade etnocultural que forma a iden- tidade brasileira, levando os alunos a conhecerem costumes e tradições que representam a identidadecultu- ral de um grupo social e a percebe- rem e valorizarem essas diferenças. • Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da di- versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali- dades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. • O texto apresenta um pouco da cul- tura indígena. Chame a atenção dos alunos para a relação dos indígenas com a natureza, os cuidados toma- dos para suas ações não causarem impactos que possam degradar o meio ambiente e alterar o ciclo de vida dos outros seres vivos. Objetiva-se levar os alunos a conhe- cerem um pouco da diversidade cul- tural da identidade brasileira e como os indígenas utilizam o solo, motiva- dos apenas para a sua sobrevivência. Saberes integrados • O tema desta seção permite uma abordagem integrada entre as dis- ciplinas de Ciências e História. Por meio de uma pesquisa histórica, trabalhe os costumes dos indígenas brasileiros, como a alimentação e o cultivo de seus alimentos, os produ- tos por eles colhidos e os pratos típi- cos que eles produzem. É possível propor uma atividade para os alunos pesquisarem vegetais, como a mandioca, o cará e a pupu- nha, e produzirem cartazes para ex- por os alimentos que fazem parte da alimentação dos indígenas, amplian- do seus conhecimentos sobre a sua cultura. 60 4. Estima-se que os primeiros arados surgiram há cerca de 6 000 anos na Mesopotâmia e no Egito. Esses instrumentos eram muito simples e feitos de madeira. Observe as imagens a seguir. Pintura egípcia que mostra um arado simples sendo puxado por um animal. Essa pintura foi feita há aproximadamente 3 250 anos. Arado moderno. a. Escreva uma diferença que você observou entre os arados apresentados nas imagens acima. Espera-se que os alunos digam que o arado egípcio era feito de madeira e era puxado por animais, já o arado moderno é feito de metal e puxado por um trator. b. Utilize as palavras do quadro abaixo para completar corretamente os espaços da frase. A é uma técnica utilizada para o solo para que o se misture a ele e a se com maior . c. Por que a modernização do arado trouxe benefícios ao ser humano? A modernização do arado permitiu arar menor quantidade de solo e realizar o trabalho em mais tempo do que o arado puxado por animais. A modernização do arado possibilitou arar maior quantidade de solo em menos tempo de trabalho, entre outros benefícios. infiltre revirar água ar facilidade aração aração X revirar ar água facilidadeinfiltre S C IE N C E S O U R C E /F O TO A R E N A C E S A R D IN IZ /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 60 30/12/17 2:33 PM O solo para os povos indígenas 61 Indígena Guarani plantando milho em sua roça, em Santa Catarina, em 2016. Para muitos povos indígenas, o solo é considerado sagrado, pois o ser humano faz parte dele. O solo é o local de onde provêm os alimentos e onde os mortos são enterrados. No passado, as sociedades indígenas não costumavam viver em um lugar fixo por muito tempo. Como a moradia não era permanente, eles buscavam plantar diferentes espécies de vegetais próximo à área de moradia, como mandioca, milho e ervas medicinais. Assim, as roças eram baseadas na subsistência, ou seja, no cultivo de plantas necessárias à sobrevivência do grupo. Antes de plantar, os indígenas observavam se suas atitudes não iriam impactar o ambiente. Por exemplo, quando se fixavam próximo a rios de água escura, eles sabiam que esses corpos d´água apresentavam uma vegetação, que servia de abrigo e era local de alimentação e de desova para espécies de peixes. Por causa disso, as roças eram plantadas distante desses locais, para não perturbar o ciclo de vida dos demais seres vivos. Assim, os indígenas retiravam da natureza somente os recursos necessários à sua sobrevivência. A construção de suas moradias também estava relacionada aos elementos naturais, bem como à produção de adornos. C A S S A N D R A C U R Y /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 61 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 61 1/4/18 8:38 PM 62 Destaques da BNCC • O tema contemporâneo Preservação do meio ambiente pode ser explorado com base na reflexão sobre o descar- te adequado do lixo, levando o aluno a perceber que ele é parte integrante da sociedade e também que devemos ter o compromisso com a proteção e a conservação do meio ambiente. • Discuta com os alunos a importân- cia de procurar as lixeiras para de- positar o lixo de forma adequada. • Aproveite para apontar alguns dos problemas que podem ser causados no ambiente se o lixo não for descartado de forma cor- reta, como as enchentes nas ci- dades pelo acúmulo de lixo nos bueiros, a morte de plantas e ani- mais aquáticos pela quantidade de lixo jogado em rios e mares e a contaminação de plantações. Atitude legal • Ao trabalhar a poluição do solo, cha- me a atenção dos alunos para o fato de que o lixo pode conter materiais que levam muito tempo para se de- compor e, por isso, causam poluição. • Trabalhe a foto que retrata o lixo de- positado a céu aberto e leve outras imagens de ambientes poluídos pe- las atividades humanas. Chame a atenção dos alunos para que perce- bam os problemas ambientais que podem ser causados pela poluição do ambiente. • É importante estimular os alunos a cuidarem do ambiente próximo, sempre descartando o lixo em locais adequados. Leve a turma no entorno da escola para observar se há lixo espalhado pelo chão e, se houver, per- gunte quais atitudes podem ser toma- das para reduzir esse problema. 62 Poluição do solo Ao visitar sua plantação, o pai de Alice percebeu que algumas pessoas estavam jogando lixo no terreno. Veja a placa que ele colocou no local. Placa inserida no terreno do pai de Alice. Lixo depositado a céu aberto em Santana do Sobrado, Bahia, em 2015. 1. Você já viu uma placa como essa? Onde? Muitas das atividades que o ser humano realiza no ambiente podem prejudicar o solo. Veja. O lixo depositado sobre o solo, o derramamento de produtos químicos e o despejo de esgoto podem causar a poluição do solo. 2. O lixo depositado de forma inadequada no solo prejudica somente o ser humano? Além disso, o uso de agrotóxicos de forma inadequada pode provocar o acúmulo de substâncias tóxicas no solo, que podem chegar às plantas e, consequentemente, aos alimentos que o ser humano ingere. Quando uma pessoa ingere alimentos contaminados pelos poluentes e ou entra em contato com o solo contaminado, ela pode ficar doente. Entre os problemas de saúde estão as verminoses. Jogue o lixo na lixeira! Resposta pessoal. O objetivo 2. Espera-se que os alunos respondam que não, pois os outros animais e as plantas que vivem no local também são prejudicados. desta questão é que os alunos expressem suas experiências sobre o assunto. LU C A S L A C A Z R U IZ /F O LH A P R E S S FA B IO C O LO M B IN I g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 62 30/12/17 2:33 PM 63 Desgaste do solo Ao cultivar plantas, criar animais e extrair materiais, muitas vezes o ser humano provoca o desgaste do solo. O desmatamento, a queimada e a erosão são as causas mais comuns do desgaste do solo. Desmatamento O desmatamento é a retirada permanente da vegetação de uma área para a construção de estradas e de moradias, para plantações, entre outras atividades. Mas de que maneira o desmatamento prejudica o solo? Veja. O solo da área que foi desmatada fica exposto às ações do vento e da água da chuva, que, geralmente, provoca a erosão. Além disso, sem vegetação, o solo é atingido diretamente pelos raios solares,o que provoca seu ressecamento, dificultando o desenvolvimento das plantas. Desmatamento em Itacoatiara, Amazonas, em 2015. Incêndio no Cerrado, em Goiás, em 2016. Queimada A queimada é uma técnica geralmente utilizada para retirar a vegetação de um local para que seja realizado o cultivo de outros vegetais ou área de pasto, para a criação de alguns animais. Muitas vezes, a queimada pode se tornar incontrolável e provocar incêndios em florestas, cerrados, campos, entre outros ambientes. A queimada é muito prejudicial, pois: •provoca a morte de diversos seres vivos presentes na camada superficial do solo; •elimina plantas que protegem o solo contra a erosão; •provoca a perda de parte dos nutrientes do solo. E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S A N D R E D IB /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 63 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 62 1/4/18 8:38 PM 63 • Antes de iniciar a abordagem des- ta página, promova uma discussão com os alunos sobre a importância da agricultura. É importante que os alunos reconheçam que é das plan- tações que obtemos muitos dos ali- mentos que ingerimos e muitos dos materiais que são utilizados para fabri- car produtos. Além disso, é da criação de animais que também obtemos mui- tos dos alimentos que ingerimos. • É importante que os alunos perce- bam que, apesar dos problemas ao ambiente que a agricultura pode pro- vocar, ela é essencial para os seres humanos, devendo ser realizada de maneira sustentável. • Oriente os alunos a observarem as fotos apresentadas na página e apro- veite para questioná-los sobre quais atividades humanas mais provocam o desmatamento e as queimadas. • Pergunte a eles como os animais podem ser prejudicados quando o ser humano provoca o desmata- mento e a queimada em ambientes naturais. Aproveite para comentar que muitos animais morrem ou per- dem seus abrigos em razão dessas atitudes humanas, agravando o pro- blema da extinção. • Trabalhe com os alunos a questão do reflorestamento e explique que esta é uma ação que procura restaurar a cobertura vegetal por meio do plan- tio de sementes e mudas de árvore. Peça a eles que reflitam se o refloresta- mento é fundamental para que as áreas desmatadas possam ser recuperadas. • Solicite aos alunos que formem du- plas e listem mais atitudes para evitar o desmatamento, por exemplo, o res- peito às áreas de preservação, como parques e as reservas florestais. • Quanto às queimadas, proponha uma discussão sobre o tema. Peças-lhes que comentem os motivos que levam as pessoas a provocarem queimadas e as consequências para a fauna, a flora e o futuro uso do solo e cultivo de vegetais. É importante a orientação durante as discussões e os esclarecimentos das dúvidas que possam surgir. • Comente com os alunos que, para evitar as queimadas, devemos limpar os terrenos para o plantio utilizando enxadas, tratores e arados, pois, des- se modo, o solo é menos prejudicado. 62 Poluição do solo Ao visitar sua plantação, o pai de Alice percebeu que algumas pessoas estavam jogando lixo no terreno. Veja a placa que ele colocou no local. Placa inserida no terreno do pai de Alice. Lixo depositado a céu aberto em Santana do Sobrado, Bahia, em 2015. 1. Você já viu uma placa como essa? Onde? Muitas das atividades que o ser humano realiza no ambiente podem prejudicar o solo. Veja. O lixo depositado sobre o solo, o derramamento de produtos químicos e o despejo de esgoto podem causar a poluição do solo. 2. O lixo depositado de forma inadequada no solo prejudica somente o ser humano? Além disso, o uso de agrotóxicos de forma inadequada pode provocar o acúmulo de substâncias tóxicas no solo, que podem chegar às plantas e, consequentemente, aos alimentos que o ser humano ingere. Quando uma pessoa ingere alimentos contaminados pelos poluentes e ou entra em contato com o solo contaminado, ela pode ficar doente. Entre os problemas de saúde estão as verminoses. Jogue o lixo na lixeira! Resposta pessoal. O objetivo 2. Espera-se que os alunos respondam que não, pois os outros animais e as plantas que vivem no local também são prejudicados. desta questão é que os alunos expressem suas experiências sobre o assunto. LU C A S L A C A Z R U IZ /F O LH A P R E S S FA B IO C O LO M B IN I g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 62 30/12/17 2:33 PM 63 Desgaste do solo Ao cultivar plantas, criar animais e extrair materiais, muitas vezes o ser humano provoca o desgaste do solo. O desmatamento, a queimada e a erosão são as causas mais comuns do desgaste do solo. Desmatamento O desmatamento é a retirada permanente da vegetação de uma área para a construção de estradas e de moradias, para plantações, entre outras atividades. Mas de que maneira o desmatamento prejudica o solo? Veja. O solo da área que foi desmatada fica exposto às ações do vento e da água da chuva, que, geralmente, provoca a erosão. Além disso, sem vegetação, o solo é atingido diretamente pelos raios solares, o que provoca seu ressecamento, dificultando o desenvolvimento das plantas. Desmatamento em Itacoatiara, Amazonas, em 2015. Incêndio no Cerrado, em Goiás, em 2016. Queimada A queimada é uma técnica geralmente utilizada para retirar a vegetação de um local para que seja realizado o cultivo de outros vegetais ou área de pasto, para a criação de alguns animais. Muitas vezes, a queimada pode se tornar incontrolável e provocar incêndios em florestas, cerrados, campos, entre outros ambientes. A queimada é muito prejudicial, pois: •provoca a morte de diversos seres vivos presentes na camada superficial do solo; •elimina plantas que protegem o solo contra a erosão; •provoca a perda de parte dos nutrientes do solo. E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S A N D R E D IB /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 63 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 63 1/4/18 8:38 PM 64 • Oriente os alunos a observarem a foto da página e verifique se eles percebem a importância de o solo ter cobertura vegetal para evitar o processo de erosão. • Pergunte a eles se já viram algum solo com erosão e o que acham que pode ter causado esse problema. • Chame a atenção dos alunos para o fato de que a erosão é acentuada em terrenos que foram desmatados e em locais onde as plantações são feitas sem os devidos cuidados. Mais atividades • Oriente os alunos a fazerem uma pesquisa em alguma região próximo ao local onde mo- ram cujo solo tenha sido afetado por erosão, desmatamento, poluição ou queimada. • Como roteiro para a pesquisa, eles poderão usar as seguintes perguntas: .Como era essa região antes? .Como ela está agora? .O que provocou a destruição do solo? .Quais foram as consequências dessa des- truição? .Quais atitudes estão sendo tomadas para recuperar o solo da região? • Depois de finalizar a pesquisa, peça aos alu- nos que a apresentem para os outros cole- gas da turma e discutam o que mais poderia ser feito para recuperar o solo das regiões pesquisadas. 64 3. Além de provocar incêndios e destruir a vegetação, que outros prejuízos ao ambiente as queimadas podem causar? Erosão A erosão é um processo natural em que ocorre o deslocamento de parte da camada superficial do solo para outro local, geralmente formando buracos e tornando o solo impróprio para o cultivo de plantas. A água, o vento e a variação de temperatura são alguns dos agentes naturais que provocam a erosão. 4. Qual agente natural possivelmente causou a erosão do solo apresentado na foto acima? Apesar de a erosão ser um processo natural, muitas vezes as ações humanas intensificam esse processo. O desmatamento e as queimadas contribuem para que se acelere a erosão, pois quando o ser humano retira a vegetação natural do solo, ele fica descoberto e sem proteção. Assim, quando houver ventos e chuvas, as partículasde solo serão arrastadas, causando a erosão. Erosão do solo em Manoel Viana, Rio Grande do Sul, em 2016. Os alunos podem citar a morte de animais silvestres, a poluição do ar, entre outros prejuízos. A água da chuva. G E R S O N G E R LO FF /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 64 30/12/17 2:33 PM Curvas de nível 65 O cultivo de plantas em terrenos inclinados sempre foi um grande desafio, principalmente em períodos de chuva de grande intensidade. A chuva pode formar enxurradas que levam com elas as partículas soltas da primeira camada do solo para regiões mais baixas do terreno. Isso provoca não só a perda de nutrientes, mas acentua o processo de erosão. Para cultivar plantas em terrenos inclinados, recomenda-se realizar técnicas para evitar a erosão. A curva de nível é uma dessas técnicas. Ela diminui a intensidade das enxurradas, reduzindo o processo de erosão. • Se as plantas cultivadas no solo apresentado na foto acima não estivessem em curva de nível, o que poderia acontecer com elas? Além de evitar a erosão, o plantio em curva de nível contribui para a conservação do solo durante o plantio. A curva de nível ajuda a manter a umidade do solo e evita que os nutrientes presentes na primeira camada dele sejam arrastados. Curvas de nível em plantação de milho e trigo em Arapongas, Paraná, em 2015. *Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que as plantas poderiam, com o solo, ser arrastadas pela enxurrada durante uma forte chuva. * E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 65 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 64 1/4/18 8:38 PM 65 • Oriente os alunos na interpretação da foto, chamando-lhes a atenção para os diferentes níveis na plantação de milho. Comente que existem outras técnicas para evitar a erosão, como a rotação de culturas, a adubação ver- de, os terraços e o reflorestamento. Explique que a rotação de culturas diminui o ataque de pragas e doen- ças nas plantas, que se desenvolvem melhor protegendo o solo. A aduba- ção verde é feita com leguminosas que perfuram e afofam o solo com suas raízes, fornecendo grande quantidade de matéria orgânica e for- mando poros por onde a água se in- filtra. O terraço é um canal raso de onde o solo retirado é amontoado na parte mais baixa, formando um di- que. Esse dique retém a água, que é absorvida. O reflorestamento permite o uso sustentável de áreas muito sus- cetíveis à erosão e de baixa capaci- dade de produção, como nascentes de rios, topos de morros e margens dos cursos de água. • Apresente aos alunos fotos de cur- va de nível aproximadas, mostrando o formato das curvas, próximo às plantas. Mais atividades • Se possível, proponha aos alunos uma en- trevista com um agricultor. • Oriente-os a realizar as seguintes perguntas: .Que tipo de vegetal você cultiva? .O solo de seu sítio já sofreu erosão? O que você fez para combatê-la? .Quais técnicas você utiliza para combater a erosão? .Você já cultivou vegetal utilizando a técni- ca da curva de nível? .Como elas são construídas? .Como a curva de nível age para evitar a erosão? .Você já desmatou algum lugar para culti- var o solo? Qual a sua opinião sobre essa atitude? .Você já utilizou a técnica da queimada? Em qual situação? .O que você fez para recuperar o solo queimado? • Depois de finalizadas as pesquisas, reúna os alunos em grupos para eles discutirem os resultados obtidos e questione-os sobre quais atitudes os agricultores tiveram para recuperar os solos que foram degradados. 64 3. Além de provocar incêndios e destruir a vegetação, que outros prejuízos ao ambiente as queimadas podem causar? Erosão A erosão é um processo natural em que ocorre o deslocamento de parte da camada superficial do solo para outro local, geralmente formando buracos e tornando o solo impróprio para o cultivo de plantas. A água, o vento e a variação de temperatura são alguns dos agentes naturais que provocam a erosão. 4. Qual agente natural possivelmente causou a erosão do solo apresentado na foto acima? Apesar de a erosão ser um processo natural, muitas vezes as ações humanas intensificam esse processo. O desmatamento e as queimadas contribuem para que se acelere a erosão, pois quando o ser humano retira a vegetação natural do solo, ele fica descoberto e sem proteção. Assim, quando houver ventos e chuvas, as partículas de solo serão arrastadas, causando a erosão. Erosão do solo em Manoel Viana, Rio Grande do Sul, em 2016. Os alunos podem citar a morte de animais silvestres, a poluição do ar, entre outros prejuízos. A água da chuva. G E R S O N G E R LO FF /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 64 30/12/17 2:33 PM Curvas de nível 65 O cultivo de plantas em terrenos inclinados sempre foi um grande desafio, principalmente em períodos de chuva de grande intensidade. A chuva pode formar enxurradas que levam com elas as partículas soltas da primeira camada do solo para regiões mais baixas do terreno. Isso provoca não só a perda de nutrientes, mas acentua o processo de erosão. Para cultivar plantas em terrenos inclinados, recomenda-se realizar técnicas para evitar a erosão. A curva de nível é uma dessas técnicas. Ela diminui a intensidade das enxurradas, reduzindo o processo de erosão. • Se as plantas cultivadas no solo apresentado na foto acima não estivessem em curva de nível, o que poderia acontecer com elas? Além de evitar a erosão, o plantio em curva de nível contribui para a conservação do solo durante o plantio. A curva de nível ajuda a manter a umidade do solo e evita que os nutrientes presentes na primeira camada dele sejam arrastados. Curvas de nível em plantação de milho e trigo em Arapongas, Paraná, em 2015. *Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que as plantas poderiam, com o solo, ser arrastadas pela enxurrada durante uma forte chuva. * E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 65 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 65 1/4/18 8:38 PM 66 Destaques da BNCC • A atividade permite que os alunos utilizem os conhecimentos cons- truídos para explicar e entender fe- nômenos naturais, contemplando a Competência geral 1 da BNCC, descrita anteriormente. Além disso, ela estimula a curiosidade intelectual e a abordagem própria das ciências, incluindo a investigação e a formu- lação de hipóteses, contemplando a Competência geral 2 da BNCC, tam- bém citada anteriormente. • O tema contemporâneo Preser- vação do meio ambiente também pode ser abordado com a atividade, pois ela trata da preservação da ve- getação natural para evitar o desgas- te do solo pela erosão. Objetivos • Investigar e verificar os efeitos de uma forte chuva sobre o solo. • Perceber os efeitos da erosão so- bre o solo sem vegetação. • Verificar como a vegetação pro- tege o solo. Mais atividades • Antes de iniciar esta atividade práti- ca, complementando a abordagem da questão inicial, peça aos alunos que tentem criar uma atividade prá- tica que permita investigar a impor- tância da cobertura vegetal no solo para evitar a erosão. Estimule-os a apresentar suas ideias aos colegas e, se for o caso, realizá-la na prática. • Oriente para que listem os materiais, descrevam o passo a passo e criem questões que explorem os resulta- dos obtidos. • Somente após eles exporem suas ideias, prossiga com a realização da atividade sugerida nas páginas. • Auxilie os alunos na montagem do ex- perimento cortando as garrafas PET. Não permita que eles manipulem a tesoura. • Quando for realizar a etapa H, esco- lha um local externo próximo a uma torneira, como o pátio da escola. Ela também pode ser realizada em um canteiro. Oriente os alunos a toma- rem cuidado para não espalhar a água, sujando o ambiente da escola. • Inicialmente, peça a eles que esguichem água nas garrafas emforma de pequenas gotas. Solicite que descrevam e anotem o que perceberem. Em seguida, a água deve ser despejada em gotas maiores. Peça, então, que comparem os efeitos da erosão. • Questione os alunos sobre os desmoronamentos de casas que acontecem em alguns lugares do país durante períodos intensos de chuvas. Assim, eles podem perceber os motivos que levam ao desabamento de grandes volumes de solo sobre moradias. Mostre-lhes fotos de estradas que sofreram erosão e ficaram parcialmente interditadas. Pergunte-lhes o que poderia ser feito para diminuir os efeitos da erosão tanto sobre moradias quanto em estradas. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 66 •2 garrafas PET de 2 litros •tesoura com pontas arredondadas •regador •água MATERIAIS •O que pode acontecer ao solo sem vegetação durante uma chuva forte? A Peça a um adulto que corte a parte lateral das garrafas. Na garrafa I, coloque solo até metade de sua capacidade e, em seguida, espalhe as sementes de alpiste sobre o solo. Regue o solo uma vez ao dia durante duas semanas, mantendo a garrafa em um local coberto, arejado e com incidência direta de luz solar. B C D Com a folha sulfite, faça duas etiquetas (I e II) para identificar as garrafas. Fixe essas etiquetas nas garrafas. Imagem referente às etapas C e D. Não manipule a tesoura. Somente o adulto deve cortar as garrafas. Esta atividade deve ser realizada em um local externo, que permita o escoamento de água. É preciso esperar que o alpiste se desenvolva. •folha sulfite •fita adesiva •2 copos plásticos •1 tijolo • lápis •1 caixa de sapatos com tampa •solo •sementes de alpiste A água da chuva pode carregar consigo parte do solo, provocando a erosão, com formação de buracos no solo. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 66 30/12/17 2:33 PM 67 1. Qual a diferença entre o solo da garrafa I e o da garrafa II? 2. O que aconteceu na etapa H? 3. Que problema do solo foi representado nesta atividade? 4. Compare esta atividade com uma chuva forte que cai sobre o solo sem vegetação. O que você pode concluir? 5. Converse com seus colegas sobre o que pode ser feito para evitar a causa do desgaste do solo representada nesta atividade. 6. Retome a questão a que você respondeu no início desta atividade e verifique sua resposta. O que você percebeu após realizar esta atividade? 7. O que você concluiu com a realização desta atividade? REGISTRE O QUE OBSERVOU E G F H Acrescente solo na garrafa II, até a metade de sua capacidade. Coloque as garrafas I e II sobre a caixa de sapatos e posicione os copos plásticos embaixo do gargalo das garrafas. Coloque o tijolo atrás da tampa da caixa de sapatos, deixando-a levemente inclinada. Despeje água no solo das duas garrafas, observando o aspecto da água que escorre para os copos. Anote os resultados no caderno. Imagem referente à etapa H.Imagem referente à etapa F. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 67 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 66 1/4/18 8:38 PM 67 Respostas 1. A garrafa I representa o solo com cobertura vegetal e a garrafa II re- presenta o solo sem vegetação. 2. Espera-se que os alunos perce- bam que, ao despejar água, o solo da garrafa II foi arrastado em maior quantidade do que o da garrafa I, mostrando que a cobertura vege- tal contribuiu para proteger o solo contra a erosão. 3. A erosão do solo. 4. De forma semelhante à representa- da pela atividade, a chuva arrasta partículas do solo provocando sul- cos. 5. Resposta esperada: manter a co- bertura vegetal do solo, pois ela o protege contra a erosão. 6. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a água da chuva pode carregar consigo parte do solo, provocando erosão e formando buracos no solo, con- firmando o que é esperado como resposta da questão inicial. 7. Espera-se que os alunos concluam que o solo sem cobertura vegetal sofre mais o processo de erosão. As enxurradas carregam consi- go partículas do solo. Já a erosão no solo com cobertura vegetal é menor, pois a vegetação mantém o solo conservado, diminuindo a quantidade de partículas de solo carregadas pela água. INVESTIGAR E COMPARTILHAR 66 •2 garrafas PET de 2 litros •tesoura com pontas arredondadas •regador •água MATERIAIS •O que pode acontecer ao solo sem vegetação durante uma chuva forte? A Peça a um adulto que corte a parte lateral das garrafas. Na garrafa I, coloque solo até metade de sua capacidade e, em seguida, espalhe as sementes de alpiste sobre o solo. Regue o solo uma vez ao dia durante duas semanas, mantendo a garrafa em um local coberto, arejado e com incidência direta de luz solar. B C D Com a folha sulfite, faça duas etiquetas (I e II) para identificar as garrafas. Fixe essas etiquetas nas garrafas. Imagem referente às etapas C e D. Não manipule a tesoura. Somente o adulto deve cortar as garrafas. Esta atividade deve ser realizada em um local externo, que permita o escoamento de água. É preciso esperar que o alpiste se desenvolva. •folha sulfite •fita adesiva •2 copos plásticos •1 tijolo • lápis •1 caixa de sapatos com tampa •solo •sementes de alpiste A água da chuva pode carregar consigo parte do solo, provocando a erosão, com formação de buracos no solo. JO S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 66 30/12/17 2:33 PM 67 1. Qual a diferença entre o solo da garrafa I e o da garrafa II? 2. O que aconteceu na etapa H? 3. Que problema do solo foi representado nesta atividade? 4. Compare esta atividade com uma chuva forte que cai sobre o solo sem vegetação. O que você pode concluir? 5. Converse com seus colegas sobre o que pode ser feito para evitar a causa do desgaste do solo representada nesta atividade. 6. Retome a questão a que você respondeu no início desta atividade e verifique sua resposta. O que você percebeu após realizar esta atividade? 7. O que você concluiu com a realização desta atividade? REGISTRE O QUE OBSERVOU E G F H Acrescente solo na garrafa II, até a metade de sua capacidade. Coloque as garrafas I e II sobre a caixa de sapatos e posicione os copos plásticos embaixo do gargalo das garrafas. Coloque o tijolo atrás da tampa da caixa de sapatos, deixando-a levemente inclinada. Despeje água no solo das duas garrafas, observando o aspecto da água que escorre para os copos. Anote os resultados no caderno. Imagem referente à etapa H.Imagem referente à etapa F. FO TO S : J O S É V IT O R E LO R Z A /A S C IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p058a067.indd 67 30/12/17 2:33 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 67 1/4/18 8:38 PM 68 • Os temas contemporâneos abor- dados na seção são Ciência e tec- nologia e Preservação do meio ambiente, pois ela contempla o uso de satélites de monitoramento para o combate ao desmatamento e às queimadas na floresta Amazônica. Objetivos • Conhecer os sistemas de monito- ramento de florestas via satélites. • Reconhecer a importância desse monitoramento no combate ao desmatamento. • Discutir os problemas causados pelo desmatamento. Destaques da BNCC • A seção estimula os alunos a utili- zarem tecnologias digitais de infor- mação para acessar informações e produzir conhecimento, contem- plando a Competência geral 5 da BNCC. Além disso, ela estimula os alunos a usarem conhecimentos das linguagens verbais para expressar- -se e partilhar informações, de acor- do com a Competência geral 4 da BNCC, descrita anteriormente. • Pergunte aos alunos se eles já conhe- ciam satélites artificiais brasileiros. • Diga a eles que a sigla PRODES é uma abreviação de Projeto de Mo- nitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite. • Comente que o projeto PRODES é uma ação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), res- ponsável pelacoleta de dados que compõem as taxas anuais de des- matamento na Amazônia e tem co- laboração do Ministério do Meio Am- biente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). • Você pode encontrar imagens di- vulgadas pelo sistema PRODES no site TerraBrasilis. Disponível em: <http://terrabrasilis.info/composer/ PRODES>. Acesso em: 15 dez. 2017. • Competência geral 5: Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crí- tica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. 68 CIDADÃO DO MUNDO Monitoramento por satélites Ao longo do tempo, o solo passa por transformações naturais que podem ser agravadas pelas ações humanas, como o desmatamento e as queimadas. Essas ações prejudicam a cobertura vegetal e aceleram o processo de erosão do solo. O desmatamento representa um dos mais graves problemas ambientais da atualidade. Além de causar danos ao solo, ele prejudica os animais e interfere na quantidade de chuvas dos locais. Para reduzir o desmatamento, o Brasil conta com vários sistemas de monitoramento de florestas tropicais via satélite. Um deles, chamado PRODES, realiza o monitoramento das áreas desmatadas da floresta Amazônica, utilizando modernos satélites. Veja o esquema a seguir. Os satélites artificiais que ficam em órbita da Terra registram imagens da superfície da Terra, em alta resolução. O Satélite LANSAT, por exemplo, que faz parte do sistema PRODES, registra imagens da Floresta Amazônica. Representação do sistema de monitoramento de desmatamento via satélite. 1 g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 68 30/12/17 2:35 PM 69 Aliadas à tecnologia, também são promovidas campanhas de conservação ambiental que chegam a todas as pessoas. Essas campanhas estimulam debates e esclarecimentos, conscientizando as pessoas de que a natureza deve ser tratada com responsabilidade. As imagens obtidas pelos satélites artificiais são analisadas, permitindo que se identifiquem as áreas de desmatamento da Floresta Amazônica. Os dados do PRODES são divulgados anualmente. 1. Troque ideias com os colegas sobre os prejuízos do desmatamento para os ambientes, destacando o solo, os animais, o clima e outros aspectos do ambiente. 2. Comente sobre a importância do uso da tecnologia para o combate ao desmatamento. 3. Pesquise outros sistemas de monitoramento que utilizam a tecnologia para combater o desmatamento e as queimadas. 2 B L A C K F E A T H E R G R A S S /S H U T T E R S T O C K g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 69 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 68 1/4/18 8:38 PM http://terrabrasilis.info/composer/PRODES http://terrabrasilis.info/composer/PRODES 69 Respostas 1. Espera-se que os alunos comen- tem que a retirada da vegetação deixa o solo desprotegido, con- tribuindo para a aceleração do processo de erosão. Além disso, diminui os recursos disponíveis para a sobrevivência dos animais (abrigo e alimento), além de alterar os regimes de chuvas por causa da alteração da quantidade de vapor de água proveniente da transpira- ção das plantas. Os alunos podem escrever uma frase envolvendo esses aspectos e uma mensagem de conservação da vegetação dos ambientes da Terra. 2. Espera-se que os alunos comen- tem que a tecnologia permite am- pliar a capacidade de identificar as áreas de desmatamento, possibili- tando comparar com informações anteriores e identificar os locais onde há mais casos de desmata- mento. 3. Os alunos podem encontrar, du- rante a pesquisa, sistemas como o DETER (Detecção de Desma- tamento em Tempo Real), o SNIF (Sistema Nacional de Informações Florestais), o Programa Queimadas do INPE, entre outros. 68 CIDADÃO DO MUNDO Monitoramento por satélites Ao longo do tempo, o solo passa por transformações naturais que podem ser agravadas pelas ações humanas, como o desmatamento e as queimadas. Essas ações prejudicam a cobertura vegetal e aceleram o processo de erosão do solo. O desmatamento representa um dos mais graves problemas ambientais da atualidade. Além de causar danos ao solo, ele prejudica os animais e interfere na quantidade de chuvas dos locais. Para reduzir o desmatamento, o Brasil conta com vários sistemas de monitoramento de florestas tropicais via satélite. Um deles, chamado PRODES, realiza o monitoramento das áreas desmatadas da floresta Amazônica, utilizando modernos satélites. Veja o esquema a seguir. Os satélites artificiais que ficam em órbita da Terra registram imagens da superfície da Terra, em alta resolução. O Satélite LANSAT, por exemplo, que faz parte do sistema PRODES, registra imagens da Floresta Amazônica. Representação do sistema de monitoramento de desmatamento via satélite. 1 g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 68 30/12/17 2:35 PM 69 Aliadas à tecnologia, também são promovidas campanhas de conservação ambiental que chegam a todas as pessoas. Essas campanhas estimulam debates e esclarecimentos, conscientizando as pessoas de que a natureza deve ser tratada com responsabilidade. As imagens obtidas pelos satélites artificiais são analisadas, permitindo que se identifiquem as áreas de desmatamento da Floresta Amazônica. Os dados do PRODES são divulgados anualmente. 1. Troque ideias com os colegas sobre os prejuízos do desmatamento para os ambientes, destacando o solo, os animais, o clima e outros aspectos do ambiente. 2. Comente sobre a importância do uso da tecnologia para o combate ao desmatamento. 3. Pesquise outros sistemas de monitoramento que utilizam a tecnologia para combater o desmatamento e as queimadas. 2 B L A C K F E A T H E R G R A S S /S H U T T E R S T O C K g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 69 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 69 1/4/18 8:38 PM 70 Destaques da BNCC • As atividades 1 e 2 estimulam os alu- nos a utilizarem conhecimentos das linguagens verbais e não verbais na leitura da tirinha, contemplando a Competência geral 4 da BNCC, des- crita anteriormente. • A atividade 1 permite trabalhar o exercício da empatia e da valoriza- ção da diversidade de indivíduos e seus saberes, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 9 da BNCC, também citada an- teriormente. Ler e compreender • Tirinha é uma história em quadrinhos curta, composta, geralmente, por três ou quatro quadros. Esse tipo de narrativa alia de forma simultânea a leitura de textos verbal e visual, mas também pode trabalhar apenas com elementos visuais. Antes da leitura • Questione os alunos se eles co- nhecem a personagem da tirinha apresentada. Diga a eles que a per- sonagem Papa-Capim é um garoto indígena que faz diversas reflexões sobre questões ambientais ao con- versar com colegas ou com adultos. Ele é um garoto esperto que ama a natureza e entende os animais. Durante a leitura • Papa-Capim está conversando com um adulto ou uma criança? Como é possível perceber isso? • Espera-se que os alunos respondam que a personagem está conversando com uma criança de sua tribo cha- mada Kava. • Sobre o que eles tratam na conversa? • Espera-se que os alunos respon- dam que é sobre como os caraíbas chamam a Lua, a cobra e o desma- tamento. Depois da leitura • Enfatize para os alunos a importân- cia de valorizar e respeitar a cultura dos povos indígenas e de preservar o ambiente. • Ajude os alunos a fazer a análise da tirinha. Comente sobre os usos que o ser humano faz do solo, diga-lhes que, muitas vezes, para a construção de cidades e rodovias ou para plantar e criar ani- mais, a vegetação natural é retirada. Isso pode gerar desequilíbrio no ambiente, pois retira plantas que proviam alimento ou abrigo para os animais, entre outros problemas. 70 ATIVIDADES 1. Leia a tirinha a seguir. Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. O Estado de S. Paulo,São Paulo, 18 jul. 2000. Caderno 2, p. D4. Converse com um colega sobre o assunto abordado na tirinha. Reflitam se a palavra progresso citada na tirinha se refere a algo positivo. 2. Olavo pretende plantar trigo no solo de seu sítio. Para isso ele precisa preparar o solo. •Que prejuízos ao ambiente a ideia de Olavo pode causar? Espera-se que os alunos respondam que a ideia de Olavo pode causar muitos prejuízos ao solo, como a morte de muitos animais e a eliminação da cobertura vegetal, além da liberação de gases poluentes no ar. Olavo em seu sítio. Eu vou utilizar a técnica da queimada para retirar esta vegetação. 1. Resposta pessoal. O objetivo da questão é levar os alunos a perceberem que o desmatamento, geralmente, não representa algo positivo, já que degrada o ambiente. © M A U R IC IO D E S O U S A E D IT O R A L T D A . LI S LL E Y G O M E S F E IG E g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 70 30/12/17 2:35 PM Procedimento A Procedimento B 71 Júlia realizando um procedimento. 3. Veja os procedimentos que Júlia realizou. B A Inicialmente, Júlia despejou uma garrafa cheia de água sobre o solo sem vegetação. Em seguida, ela despejou uma garrafa cheia de água sobre o solo com grama. a. Relacione as colunas de acordo com o que aconteceu com o solo em cada um dos procedimentos. b. Por que é importante manter o solo protegido com cobertura vegetal? Espera-se que os alunos respondam que a vegetação protege o solo contra a erosão, evitando que parte dele seja levado por chuvas e ventos. 4. No Brasil, existem projetos que têm como objetivo identificar áreas que são desmatadas em tempo real. Um deles é conhecido como DETER – Projeto de Detecção de Áreas Desflorestadas. Esse projeto utiliza a tecnologia de alguns satélites artificiais para obter imagens das áreas de mata. Essas imagens são atualizadas a cada 15 dias, revelando, assim, as áreas com desmatamentos. •Quais são as vantagens do uso dos satélites artificiais para monitoramento das áreas desmatadas? Quando Júlia despejou água o solo permaneceu protegido pelas plantas. Quando Júlia despejou água, formou-se um buraco, que se assemelha à erosão do solo. B A Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o uso de satélites permite acompanhar áreas de grande extensão e também aquelas de difícil acesso, e que os dados são atualizados de forma mais rápida, o que seria impossível apenas pela fiscalização in loco. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 71 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 70 1/4/18 8:38 PM 71 Acompanhando a aprendizagem • Acompanhe as respostas dos alunos às atividades, verificando se eles es- tão relacionando adequadamente as ações humanas e as consequências que elas podem gerar no ambiente. Caso eles estejam com dificuldades, leve fotos de locais antes e depois do desmatamento, por exemplo, evi- denciando que o solo ficou prejudi- cado sem as plantas. Você pode levar imagens de locais que sofreram queimadas. • Faça a relação entre a situação ilus- trada na atividade 3 e a seção Inves- tigar e compartilhar das páginas 66 e 67, pois em ambas o objetivo é mostrar a importância da cobertura vegetal para evitar a degradação do solo pela erosão. Caso não tenha realizado o experimento proposto, aproveite a oportunidade para mos- trar o fenômeno da erosão na prática. • Para mais detalhes sobre o progra- ma DETER, citado na atividade 4, acesse o site da Coordenação-Geral de Observação da Terra do INPE. Disponível em: <http://www.obt. inpe.br/OBT/assuntos/programas/ amazonia/deter>. Acesso em: 15 dez. 2017. Comente que os satélites de monito- ramento também ajudam a localizar focos de incêndios florestais, colabo- rando para combater esse tipo de problema a fim de que ele não se es- palhe. 70 ATIVIDADES 1. Leia a tirinha a seguir. Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 18 jul. 2000. Caderno 2, p. D4. Converse com um colega sobre o assunto abordado na tirinha. Reflitam se a palavra progresso citada na tirinha se refere a algo positivo. 2. Olavo pretende plantar trigo no solo de seu sítio. Para isso ele precisa preparar o solo. •Que prejuízos ao ambiente a ideia de Olavo pode causar? Espera-se que os alunos respondam que a ideia de Olavo pode causar muitos prejuízos ao solo, como a morte de muitos animais e a eliminação da cobertura vegetal, além da liberação de gases poluentes no ar. Olavo em seu sítio. Eu vou utilizar a técnica da queimada para retirar esta vegetação. 1. Resposta pessoal. O objetivo da questão é levar os alunos a perceberem que o desmatamento, geralmente, não representa algo positivo, já que degrada o ambiente. © M A U R IC IO D E S O U S A E D IT O R A L T D A . LI S LL E Y G O M E S F E IG E g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 70 30/12/17 2:35 PM Procedimento A Procedimento B 71 Júlia realizando um procedimento. 3. Veja os procedimentos que Júlia realizou. B A Inicialmente, Júlia despejou uma garrafa cheia de água sobre o solo sem vegetação. Em seguida, ela despejou uma garrafa cheia de água sobre o solo com grama. a. Relacione as colunas de acordo com o que aconteceu com o solo em cada um dos procedimentos. b. Por que é importante manter o solo protegido com cobertura vegetal? Espera-se que os alunos respondam que a vegetação protege o solo contra a erosão, evitando que parte dele seja levado por chuvas e ventos. 4. No Brasil, existem projetos que têm como objetivo identificar áreas que são desmatadas em tempo real. Um deles é conhecido como DETER – Projeto de Detecção de Áreas Desflorestadas. Esse projeto utiliza a tecnologia de alguns satélites artificiais para obter imagens das áreas de mata. Essas imagens são atualizadas a cada 15 dias, revelando, assim, as áreas com desmatamentos. •Quais são as vantagens do uso dos satélites artificiais para monitoramento das áreas desmatadas? Quando Júlia despejou água o solo permaneceu protegido pelas plantas. Quando Júlia despejou água, formou-se um buraco, que se assemelha à erosão do solo. B A Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o uso de satélites permite acompanhar áreas de grande extensão e também aquelas de difícil acesso, e que os dados são atualizados de forma mais rápida, o que seria impossível apenas pela fiscalização in loco. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 71 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 71 1/4/18 8:38 PM http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/deter http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/deter http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/deter 72 • Caso os alunos tenham dificuldades em responder ao item b da ativida- de 5, acesse o site da Secretaria da Saúde do Estado do Paraná e mostre os cuidados que devemos ter para prevenir a doença e combater o mos- quito causador da dengue. Disponí- vel em: <http://www.dengue.pr.gov. br/>. Acesso em: 15 dez. 2017. 72 5. Observe a foto ao lado. a. Como se encontra o solo do ambiente apresentado na foto? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que o solo pode estar poluído. Lixo doméstico depositado sobre o solo de um lixão no Rio de Janeiro, em 2017. b. Além dos prejuízos para o solo, esse lixo pode contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. De que maneira? 6. A foto ao lado mostra um deslizamento de terra. Esse fenômeno pode ocorrer em solo alterado pela ação do ser humano. Deslizamento de terra em Cambé, Paraná, em 2016. a. Assinale as práticas humanas que contribuem para que ocorram deslizamentos de terra. Retirar a vegetação das encostas, deixando o solo exposto. Manter a vegetação nas encostas. Descartar lixo nas ruas e nos rios, aumentando o risco de alagamentos. Fazer cortes nos terrenos, retirandosolo das encostas. b. Faça uma pesquisa e escreva no caderno as atitudes que devem ser tomadas para evitar os deslizamentos de terra de morros e encostas. Espera-se que os alunos comentem que o lixo pode acumular água, transformando-se em criadouros do mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir dengue e outras doenças. X X X Resposta nas orientações ao professor. N O VA K .E LC IC /S H U T T E R S TO C K E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 72 30/12/17 2:35 PM PARA SABER MAIS 73 O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... • o solo? • como o ser humano utiliza o solo? • o cultivo do solo? • a criação de animais? • a extração de materiais do solo? • a poluição do solo? • o desgaste do solo? •O solo sob nossos pés – Projeto Ciência, de Déborah de Oliveira. Atual. Você vai perceber como o solo é importante para os seres vivos e que ele continua em transformação. •Na roça: aqui, plantando tudo dá!, de Katie Smith Milway. Melhoramentos. Você conhecerá a história de Maria Luz Duarte, que mora em Honduras. Nas terras em que sua família mora, o solo está seco e não fornece os alimentos de que necessitam. Descubra como ela e os moradores de sua comunidade fizeram para recuperar a terra e fazê-la produzir novamente. CAM ILA CARM ONA R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 73 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 72 1/4/18 8:38 PM http://www.dengue.pr.gov.br/ http://www.dengue.pr.gov.br/ 73 • Outro livro que pode ser sugerido para trabalhar com os alunos é Debaixo da cama: uma viagem ao centro da Terra, de Mick Manning e Brita Granstrom. Converse com eles sobre alguns ques- tionamentos, como: O que tem debaixo da cama? Além de toda a poeira, há muitas surpresas e mistérios. Com esse livro, é possível trabalhar os vários contextos sobre o solo na escola. • O objetivo da seção é levar os alunos a expressarem os conhe- cimentos que adquiriram ao estu- dar a unidade, ao mesmo tempo que permite fazer uma revisão dos conceitos estudados, fornecendo ao professor indícios sobre sua aprendizagem. • Para o primeiro item, peça que os alunos representem com dese- nhos o processo de formação do solo. Veja se eles representaram a ação do intemperismo sobre as rochas. Diga também para citarem as ca- racterísticas dos solos arenosos e argilosos e anote na lousa as res- postas deles, organizando-as em forma de tabela. • O terceiro, quarto e quinto itens respondem ao segundo item, portanto diga aos alunos para de- talharem as técnicas utilizadas no cultivo do solo (aração, adubação e irrigação). Peça a eles que façam uma lista no caderno com animais que o ser humano cria. Para o quinto item, peça aos alu- nos que citem objetos feitos de materiais retirados do solo e do subsolo. Para auxiliá-los, oriente- -os a pensar em objetos feitos de argila ou metais, como o ferro e o alumínio. • Para o sexto e sétimo itens, peça aos alunos que observem as con- dições do solo no entorno do local da escola ou da casa onde moram, relatando se ele está po- luído ou degradado. Estimule-os a compartilhar os problemas que eles observaram. O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... 72 5. Observe a foto ao lado. a. Como se encontra o solo do ambiente apresentado na foto? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que o solo pode estar poluído. Lixo doméstico depositado sobre o solo de um lixão no Rio de Janeiro, em 2017. b. Além dos prejuízos para o solo, esse lixo pode contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. De que maneira? 6. A foto ao lado mostra um deslizamento de terra. Esse fenômeno pode ocorrer em solo alterado pela ação do ser humano. Deslizamento de terra em Cambé, Paraná, em 2016. a. Assinale as práticas humanas que contribuem para que ocorram deslizamentos de terra. Retirar a vegetação das encostas, deixando o solo exposto. Manter a vegetação nas encostas. Descartar lixo nas ruas e nos rios, aumentando o risco de alagamentos. Fazer cortes nos terrenos, retirando solo das encostas. b. Faça uma pesquisa e escreva no caderno as atitudes que devem ser tomadas para evitar os deslizamentos de terra de morros e encostas. Espera-se que os alunos comentem que o lixo pode acumular água, transformando-se em criadouros do mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir dengue e outras doenças. X X X Resposta nas orientações ao professor. N O VA K .E LC IC /S H U T T E R S TO C K E R N E S TO R E G H R A N /P U LS A R IM A G E N S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 72 30/12/17 2:35 PM PARA SABER MAIS 73 O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE... • o solo? • como o ser humano utiliza o solo? • o cultivo do solo? • a criação de animais? • a extração de materiais do solo? • a poluição do solo? • o desgaste do solo? •O solo sob nossos pés – Projeto Ciência, de Déborah de Oliveira. Atual. Você vai perceber como o solo é importante para os seres vivos e que ele continua em transformação. •Na roça: aqui, plantando tudo dá!, de Katie Smith Milway. Melhoramentos. Você conhecerá a história de Maria Luz Duarte, que mora em Honduras. Nas terras em que sua família mora, o solo está seco e não fornece os alimentos de que necessitam. Descubra como ela e os moradores de sua comunidade fizeram para recuperar a terra e fazê-la produzir novamente. CAM ILA CARM ONA R E P R O D U Ç Ã O R E P R O D U Ç Ã O g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 73 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 73 1/4/18 8:38 PM 74 Destaques da BNCC • A seção estimula a valorização da diversidade de saberes e vivências culturais relacionadas ao mundo do trabalho, contribuindo para o desen- volvimento da Competência geral 6 da BNCC. • Além disso, a atividade estimula o aluno a criar soluções para proble- mas predeterminados, com base em seus conhecimentos, contribuindo para o desenvolvimento da Compe- tência geral 10 da BNCC. • Pergunte aos alunos se eles já leram ou assistiram a alguma entrevista. Su- gira que eles pesquisem algumas en- trevistas para se familiarizarem com o tipo de atividade que realizarão, verifi- cando como são as perguntas, como o entrevistador se comporta, como o resultado da entrevista foi apresenta- do, entre outras características. Objetivo • Conhecer e aplicar as etapas para a realização de uma entrevista. • Competência geral 6: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar‐se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mun- do do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. • Competência geral 10: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibili- dade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 74 PARA SABER FAZER Entrevista Entrevista é uma conversa entre duas ou mais pessoas, na qual o entrevistador obtém informações sobre o entrevistado ou opiniões sobre determinado assunto. Geralmente as entrevistas são compostas de perguntas e respostas. Existem diversos tipos de entrevistas, como as feitas para cadastro em lojas, as seleções de candidatos a um emprego, as coletivas de imprensa, as pesquisas de satisfação dos clientes, as esportivas, entre outros. Veja a seguir como realizar uma entrevista sobre a profissão do professor. 1. Primeiramente devemos escolher o tema da entrevista. 2. O entrevistado deve ser escolhido a partir do tema. 3. No início da entrevista, fazer perguntas sobre o entrevistado, como nome, formação, profissão, entre outras informações. 4. Depois, fazer perguntas sobre o tema escolhido. 5. Use linguagem formal, respeitando o entrevistado. 6. Espereo entrevistado concluir seu pensamento antes de realizar uma nova pergunta. Preveja possíveis respostas e prepare novas perguntas relativas a essas respostas. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 74 30/12/17 2:35 PM 75 Vamos colocar em prática essas dicas e realizar uma entrevista com um agricultor sobre atitudes e medidas para evitar o desgaste do solo. Pesquise sobre as formas de desgaste do solo e os prejuízos que isso pode causar para o ambiente e para o agricultor. Faça a pesquisa antes da entrevista e utilize-a como base para formular suas perguntas. Ao realizar a entrevista, verifique a possibilidade de gravá-la em vídeo ou em áudio, para facilitar sua apresentação posteriormente. Faça anotações também. Para concluir, apresente sua entrevista para os colegas da sala, discutindo sua experiência e o assunto da entrevista. 7. O registro da entrevista normalmente segue uma estrutura. Você deve incluir os seguintes itens: • título da entrevista; • justificativa da entrevista (por que escolheu o tema); •breve apresentação do entrevistador; •breve apresentação do entrevistado; •perguntas e respostas. AGORA É COM VOCÊ! Registro de uma entrevista. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 75 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 74 1/4/18 8:38 PM 75 • Auxilie os alunos na formulação das perguntas da entrevista. • Caso não seja possível uma entrevis- ta com um agricultor, verifique a pos- sibilidade de realizar a entrevista com outro profissional que trabalha com o solo, como um agrônomo, engenhei- ro-agrônomo ou um geógrafo. • Diga aos alunos que eles podem apresentar as entrevistas em forma de cartazes ou vídeo. Programe um dia na escola para a apresentação das entrevistas. Amplie seus conhecimentos • BRADY, Nyle C.; WEIL, Ray R. Ele- mentos da natureza e propriedades dos solos. Trad. lgo Fernando Lepsch. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. • RODRIGUES, Rosicler M. O solo e a vida. São Paulo: Moderna, 2005. 74 PARA SABER FAZER Entrevista Entrevista é uma conversa entre duas ou mais pessoas, na qual o entrevistador obtém informações sobre o entrevistado ou opiniões sobre determinado assunto. Geralmente as entrevistas são compostas de perguntas e respostas. Existem diversos tipos de entrevistas, como as feitas para cadastro em lojas, as seleções de candidatos a um emprego, as coletivas de imprensa, as pesquisas de satisfação dos clientes, as esportivas, entre outros. Veja a seguir como realizar uma entrevista sobre a profissão do professor. 1. Primeiramente devemos escolher o tema da entrevista. 2. O entrevistado deve ser escolhido a partir do tema. 3. No início da entrevista, fazer perguntas sobre o entrevistado, como nome, formação, profissão, entre outras informações. 4. Depois, fazer perguntas sobre o tema escolhido. 5. Use linguagem formal, respeitando o entrevistado. 6. Espere o entrevistado concluir seu pensamento antes de realizar uma nova pergunta. Preveja possíveis respostas e prepare novas perguntas relativas a essas respostas. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 74 30/12/17 2:35 PM 75 Vamos colocar em prática essas dicas e realizar uma entrevista com um agricultor sobre atitudes e medidas para evitar o desgaste do solo. Pesquise sobre as formas de desgaste do solo e os prejuízos que isso pode causar para o ambiente e para o agricultor. Faça a pesquisa antes da entrevista e utilize-a como base para formular suas perguntas. Ao realizar a entrevista, verifique a possibilidade de gravá-la em vídeo ou em áudio, para facilitar sua apresentação posteriormente. Faça anotações também. Para concluir, apresente sua entrevista para os colegas da sala, discutindo sua experiência e o assunto da entrevista. 7. O registro da entrevista normalmente segue uma estrutura. Você deve incluir os seguintes itens: • título da entrevista; • justificativa da entrevista (por que escolheu o tema); •breve apresentação do entrevistador; •breve apresentação do entrevistado; •perguntas e respostas. AGORA É COM VOCÊ! Registro de uma entrevista. T H A M IR E S P A R E D E S g19_3pmc_lt_u2_p068a075.indd 75 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u02_p038a075.indd 75 1/4/18 8:38 PM 76 Nesta unidade será apresentado o grupo dos animais. A abordagem se inicia com o estudo de característi- cas do comportamento dos animais, relacionadas à locomoção, à alimen- tação e à reprodução. Em seguida, no tema Desenvolvimento do corpo dos animais, serão destacados os casos de metamorfose e serão abordadas também noções de fisiologia da res- piração. No decorrer da unidade, os alunos serão convidados a perceber semelhanças entre os seres vivos, que se constituirão nas bases para o estudo da classificação biológica. Por fim, não se poderia deixar de atentar para os direitos dos animais e para a defesa da biodiversidade. Destaques da BNCC • Esta abertura trabalha o modo de vida dos animais, como se alimen- tam e se locomovem, contribuindo para o desenvolvimento da habilida- de EF03CI04 da BNCC. • As atividades propostas convidam o aluno a observar a realidade e a questioná-la, levando-o à elabora- ção de hipóteses. Isso contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC. • Pergunte aos alunos se sabem o nome de algum animal muito comum na região em que vivem e peça-lhes para comentar sobre algumas carac- terísticas desse animal. Incentive os alunos a conhecer mais sobre a fau- na presente nos locais onde eles mo- ram e frequentam. É uma boa opor- tunidade de realizar uma abordagem com base no cotidiano dos alunos, respeitando seus conhecimentos prévios e valorizando sua vivência. • Anote algumas respostas dadas pe- los alunos e, ao final do estudo desta unidade, confronte essas respostas com o que estudaram. Essa estraté- gia possibilita aos alunos realizarem uma avaliação, em que é possível ve- rificar se o que responderam no início é coerente com o que estudaram. • Solicite a eles que descrevam o ambiente e a ação apresentada na imagem. A língua da rã libera uma substância grudenta que auxilia na captura de pequenos animais, como insetos. Além disso, questione-os sobre a forma e o revestimento do corpo desse animal. É possível que os alunos conheçam esses animais. Inicie o estudo do tema animais questionando os alunos sobre o que já sabem sobre eles. • Pergunte se conhecem algum animal que apresenta uma maneira curiosa de se alimentar ou de capturar seus alimentos. Caso algum aluno conheça, peça-lhe que comente com os colegas; se nenhum aluno souber, proponha uma pesquisa sobre outros animais que possuem habilidades e especializações que os ajudam a capturar os alimentos de que necessitam para sobreviver. A pesquisa pode ser realizada em livros, jornais, revistas ou em sites. 76 Observando os animais Rã se locomovendo para capturar um gafanhoto. Rã pode atingir cerca de 10 cm de comprimento. g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 76 1/4/18 6:15 PM 77 Que foto interessante! Bem no momento em que a rã salta para capturar sua presa. Você já viu algum animal capturando uma presa? Onde? 1. Como o animal mostrado nesta foto se locomove? 2. Todos os animais se locomovem da mesma maneira? 3. E quanto à alimentação, todos os animais têm os mesmos hábitos alimentares? CONECTANDO IDEIAS Gafanhoto pode atingir cerca de 8 cm de comprimento. S T E P H E N D A LT O N /N A T U R E P L .C O M /F O T O A R E N A g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 77 1/4/18 6:16 PM g19_3pmc_mp_u03_p076a115.indd 76 04/01/18 8:45 PM 77 • Anteriormente às questões propostas nesta página, pergunte aos alunos: .Todos esses seres vivos são ani- mais? .O que esses animais possuem em comum? .Que grupos eles formam? .Cite nomes de alguns animais próxi- mos aos ambientes em que você frequenta. Acompanhando a aprendizagem • Anote o retornodos alunos em re- lação ao conhecimento prévio de- monstrado sobre o comportamento dos animais. Retome essas questões ao final do trabalho com a unidade. • Caso a escola tenha uma sala de in- formática com acesso à internet, con- duza os alunos até o local e os auxilie na realização da atividade. Atente para que eles não se dispersem do que foi proposto nem acessem sites com conteúdos indevidos. O funcionário responsável pelo laboratório pode ajudá-lo nesse sentido. • Leve os alunos a refletir sobre a relação entre locomoção e alimentação nos animais. A maioria dos animais precisa procurar seu alimento e depende da locomoção para encontrá-lo. Incenti- ve os alunos a citar outros exemplos, como carnívoros em momentos de caça, pássaros procurando pequenos animais no solo, macacos em busca de ovos ou frutas, entre outros. Diga que alguns animais, como as esponjas, não se locomovem. As esponjas são ani- mais aquáticos que possuem muitos poros no corpo. Sua alimentação é re- alizada por filtração, com as partículas fluindo pelo corpo através de canais. Conectando ideias 1. Os alunos podem responder que a rã salta e caminha. 2. Espera-se que os alunos respondam que não. Alguns animais são capazes de nadar, outros podem voar. 3. Espera-se que os alunos respondam que não. Alguns animais alimentam-se de partes de animais, outros se alimentam de partes de plantas e há os que se alimentam tanto de partes de animais quanto de plantas. • EF03CI04: Identificar característi- cas sobre o modo de vida (o que co- mem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo. • Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar cau- sas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e in- ventar soluções com base nos co- nhecimentos das diferentes áreas. 76 Observando os animais Rã se locomovendo para capturar um gafanhoto. Rã pode atingir cerca de 10 cm de comprimento. g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 76 1/4/18 6:15 PM 77 Que foto interessante! Bem no momento em que a rã salta para capturar sua presa. Você já viu algum animal capturando uma presa? Onde? 1. Como o animal mostrado nesta foto se locomove? 2. Todos os animais se locomovem da mesma maneira? 3. E quanto à alimentação, todos os animais têm os mesmos hábitos alimentares? CONECTANDO IDEIAS Gafanhoto pode atingir cerca de 8 cm de comprimento. S T E P H E N D A LT O N /N A T U R E P L .C O M /F O T O A R E N A g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 77 1/4/18 6:16 PM g19_3pmc_mp_u03_p076a115.indd 77 04/01/18 8:45 PM 78 Destaques da BNCC • Nestas páginas, os alunos são apre- sentados às diversas formas de lo- comoção dos animais mais comu- mente encontrados no cotidiano, o que contribui para desenvolver a habilidade EF03CI04 da BNCC, des- crita anteriormente. • O trabalho com estas páginas per- mite a comparação de característi- cas dos animais, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF03CI06 da BNCC. • As atividades propostas convidam o aluno a observar a realidade e a questioná-la, levando-o à elabora- ção de hipóteses. Isso contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 da BNCC, descrita anterior- mente. • Relembre os alunos de que os ani- mais, assim como as plantas, são se- res vivos; dessa forma, eles têm um ciclo de vida, isto é, nascem, cres- cem, podem se reproduzir e morrem. • Caso seja possível, apresente vídeos com imagens de animais locomo- vendo-se na água e no ar, como os vídeos Oceanos e Migração alada, de Jacques Perrin. O objetivo é apresen- tar as locomoções aquática e aérea e também sensibilizar os alunos em relação à apreciação da natureza, uti- lizando uma linguagem estética. • Peça aos alunos que observem e dis- cutam sobre as imagens em duplas, solicitando que identifiquem: o nome do animal, se ele possui pernas e asas, como se locomove, como ele procura alimento. • Se achar interessante, traga para a sala de aula um aquário pequeno com um peixe e mostre aos alunos as na- dadeiras e outras estruturas do corpo do animal que o permitem se locomo- ver na água. Mas atenção: não deixe que os alunos manipulem o aquário. Objetivos • Identificar as diferentes formas de locomoção dos animais. • Relacionar modo de locomoção ao hábitat. • A quantidade e o tamanho das nadadeiras variam de acordo com as espécies de peixe. Em geral, os peixes possuem um par de nadadeiras peitorais, um par de nadadeiras pélvicas (ventrais), uma nadadeira dorsal, uma nadadeira anal e uma nadadeira caudal. • Enfatize aos alunos que os animais apresentados nestas páginas podem utilizar outras partes do corpo para se locomover. Nas aves, por exemplo, as asas são a principal parte do corpo utilizada. • EF03CI06: Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.). 78 Locomoção dos animais15 Os animais podem ser encontrados sobre o solo, no interior do solo, em rios, lagos, mares, sobre outros seres vivos e no interior deles. Para se locomover de um local para outro, os animais podem voar, rastejar, nadar, saltar ou caminhar. Para capturar o gafanhoto, por exemplo, a rã saltou. A maioria dos animais se locomove de um local para outro utilizando os membros do corpo, como as pernas, as nadadeiras ou as asas. Veja quantos animais podemos observar no ambiente abaixo. 1. Quais são as principais partes do corpo que você utiliza para se locomover de um local para o outro? Alguns animais apresentam asas, que lhes permitem voar, como é o caso das abelhas, das borboletas, de algumas aves e dos morcegos. Alguns animais possuem os membros em forma de nadadeiras, o que lhes permite nadar, como os peixes, os golfinhos, as baleias e as tartarugas marinhas. Representação de um bosque. Espera-se que os alunos comentem que eles utilizam, principalmente, os membros inferiores. Caso haja algum aluno deficiente físico, estimule-o a expressar a maneira como ele se locomove. S A U LO N U N E S g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 78 7/5/18 2:20 PM 79 2. Cite o nome de outro animal que pode se locomover utilizando principalmente as asas. 3. Como as nadadeiras ajudam o peixe a se locomover? Existem animais que não possuem pernas, asas nem nadadeiras. As serpentes e cobras-cegas, por exemplo, não têm membros e utilizam o corpo todo para se locomover, rastejando-se. Muitos animais são capazes de caminhar. Alguns caminham sobre dois membros, como o ser humano e as aves. Outros caminham sobre os quatro membros, como o cachorro. Para se deslocar de um local para o outro, os animais podem voar, rastejar, nadar, saltar ou caminhar. Os alunos podem citar moscas, pernilongos, urubus, pardais, pombos, canários, sabiás, bem-te-vi, entre outros. Espera-se que os alunos respondam que alguns animais usam as nadadeiras para empurrar a água a fim de se locomoverem. g19_3pmc_lt_u3_p076a086.indd 79 30/12/17 2:35 PM g19_3pmc_mp_u03_p076a115.indd 78 7/5/18 2:27 PM 79 • Caso os alunos tenham dificuldade em responder à questão 3, peça a um deles que vá à frente da sala e caminhe para que os colegas obser- vem quais são as principais partes do corpo utilizadas na locomoção. Mais atividades • Durante seu planejamento para de- senvolver o conteúdo desta unidade, considere trazer para a sala de aula imagens de várias espécies de ani- mais, com o intuito de que os alunos as observem e apresentem seus co- nhecimentos prévios acerca do que será estudado. Para isso, proponha que formem grupos e distribua as imagens dos animais para que con- versem a respeito, destacando ca- racterísticas mais facilmente percep- tíveis. Após essa conversa, peça que escolham um membro do grupo para representá-los