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5 Assim, em um prisma reto, as faces laterais são retangulares. O prisma recebe nomes especiais de acordo com a região poligonal das bases. Veja alguns exemplos. a) Prisma reto de base triangular ou prisma reto triangular Caso particular: o paralelepípedo No paralelepípedo, qualquer uma das faces pode ser tomada como base? Reflita Prisma reto O prisma é reto quando as arestas laterais são perpendiculares às bases, e é oblíquo quando elas não são perpendiculares às bases. Retângulo é um caso particular de paralelogramo. Fique atento Prisma reto. Prisma oblíquo. A D E F B C Prisma reto de base triangular. Planificação da superfície de um prisma reto de base triangular. Bases: regiões triangulares ABC e DEF. Faces laterais: regiões limitadas pelos quadriláteros ABED, ACFD e BCFE. Arestas laterais: AD, CF e BE. b) Prisma reto de base pentagonal ou prisma reto pentagonal Paralelepípedo é um prisma cujas bases são regiões planas limitadas por para- lelogramos. A D E B J F G H I C Prisma reto de base pentagonal. Planificação da superfície de um prisma reto de base pentagonal. Paralelepípedo. Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra Bases: regiões limitadas pelos pentágonos ABCDE e FGHIJ. Faces laterais: regiões limitadas pelos quadriláteros BCHG, CDIH, DEJI, AEJF e ABGF (retangulares). Arestas laterais: AF , BG, CH, DI e EJ . 84 O boxe Reflita traz questionamentos e reflexões sobre o conteúdo apresentado. R it a B a rr e to /F o to a re n a 79. Um tanque cônico tem 4 m de medida de comprimen- to da profundidade e o topo circular tem comprimento do diâmetro medindo 6 m. Qual é a medida de volume máximo, em litros, que esse tanque pode conter de líquido? 80. Uma empresa fabrica boias de sinalização cônicas com comprimento da altura medindo 0,5 m e comprimento do diâmetro da base medindo 0,3 m. Qual é a medida de volume dessa boia? 81. Carina observou o projeto de um silo: Visão superior. Visão lateral. 26 cm 20 cm 10 cm Com essas informações, Carina calculou a medida de volume do silo. Qual foi a medida de volume obtida por ela? 82. Determine a medida de volume de um cone cujo com- primento da altura mede 6 cm e cujo comprimento da geratriz mede 7 cm. (Use p 5 3,14.) 83. Um artista projetou um objeto de decoração maciço de mármore com as seguintes medidas: 1 cm 3 cm 2 cm 4 cm 2 cm 2 cm Vista superior. direção do corte lateral Vista lateral. 8 cm Qual é a medida de volume de mármore que será usa- do nesse objeto? 84. A cisterna é um reservatório utilizado em muitas regiões do Brasil para armazenar água da chuva. Esses reserva- tórios costumam ter a o formato cilíndrico com a tampa Atividades Não escreva no livro. em formato cônico e são construídos de alvenaria. É ne- cessário, portanto, impermeabilizar as paredes interna e externa e a superfície externa da tampa. Cisterna utilizada para armazenar água da chuva, em Euclides da Cunha (BA). Foto de 2019. Em uma dessas cisternas, o comprimento do diâmetro interno da base mede 4,8 m, o comprimento do diâme- tro externo da base mede 5,0 m e o comprimento da altura mede 1,6 m. Já a tampa com formato cônico tem 5,0 m de medida de comprimento do diâmetro da base e o comprimento da altura mede 0,2 m. Considerando que será aplicada uma demão de um impermeabilizante vendido em latas cuja massa mede 5 kg, com rendimen- to de 130 gramas por metro quadrado, serão necessá- rias quantas latas para impermeabilizar essa cisterna? 85. Elabore, no caderno, mais duas perguntas para a ati- vidade anterior e troque o caderno com um colega, de modo que um responda às perguntas que o outro elaborou. Depois, confira as respostas do colega. 86. O tornado é uma massa de ar rodopiante que se des- loca a uma medida de velocidade entre 30 km/h e 60 km/h, mas que gira a uma medida de velocidade entre 65 km/h e 500 km/h. O formato de um tornado muitas vezes se assemelha ao de um cone. Tornado em Minneola, Kansas (EUA). Foto de 2016. J a s o n W e in g a rt /B a rc ro ft M e d ia /G e tt y I m a g e s Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra As imagens não estão representadas em propor•ão 118 Na seção Atividades, você encontra atividades e problemas envolvendo contextos cotidianos, da Matemática e de outras áreas do conhecimento, para aplicar e aprofundar os conteúdos estudados. Nela também há atividades que visam à elaboração de perguntas e problemas.O boxe Fique atento retoma definições ou nomenclaturas, chama a atenção para algo que está sendo estudado no momento e apresenta dicas que podem auxiliá-lo no estudo. Ao longo do capítulo, apresentamos no boxe Glossário a definição de algumas palavras ou expressões da língua portuguesa. Suponha que um meteorologista queira calcular a me- dida aproximada de “massa de ar”, em metros cúbi- cos, que está sendo deslocada em um tornado com comprimento do diâmetro da base medindo 80 m e o comprimento da altura medindo 150 m. Considerando que esse tornado tem o formato de um cone, qual va- lor será encontrado? Grande volume de ar com característica “homogênea” em relação a temperatura e vapor de água. Massa de ar 87. A decantação é um método de separação de misturas heterogêneas e pode ser de dois tipos: entre substân- cias nos estados líquido e sólido ou entre substâncias nos estados líquido e líquido, contanto que exista di- ferença de densidade entre as substâncias da mistura. O equipamento utilizado para fazer essa separação de substâncias em laboratório é o funil de bromo ou funil de separação. Consiste em um cone com uma torneira no bico, por onde sairá a substância mais densa. O método consiste em agitar a mistura dentro do funil e colocar em repouso por um intervalo de tempo até que a substância mais densa tenha se acomodado na parte inferior. Nesse momento, abre-se a torneira e permite-se a passagem da substância mais densa, fechando a torneira assim que acabar a substância mais densa e começar a descer a substância menos densa. A substância que ficou deve ser retirada pela parte de cima do cone, e não pela tor- neira, para evitar contaminação. líquido menos denso bico do funil torneira líquido mais denso Se dois líquidos têm a mesma medida de volume de- pois da decantação, qual é a medida de distância do bico do funil (vértice do cone) à substância menos den- sa? Considere que a parte ocupada pelos líquidos tem formato cônico, cujo comprimento do raio da base mede 5 cm e cujo comprimento da altura mede 20 cm. 88. A medida de volume do porta-malas de um veículo é regulada pela norma internacional ISO 3832. Para calculá- -la, o departamento de engenharia de uma montadora coloca o máximo de blocos retangulares de madeira ou isopor de tamanho 20 cm 3 10 cm 3 5 cm no porta- -malas. Cada um deles equivale a 1 dm3 ou 1 litro. Enche- -se o espaço de carga até ser possível fechar o porta-malas sem problemas. Contando-se os blocos retangulares colocados, é obtida, assim, a medida de volume oficial do porta-malas, em litros. Porta-malas de um veículo. Uma mala grande com medidas das dimensões iguais a 70 cm, 30 cm e 50 cm corresponde a quantos blocos retangulares de 1 dm3? a) 100 b) 105 c) 110 d) 115 e) 120 89. Nas prateleiras de supermercados é comum encontrar- mos o mesmo produto sendo ofertado em embalagens semelhantes com tamanhos diferentes. Geralmente, quando compramosa maior embalagem, recebemos um desconto em relação à compra de embalagens me- nores na mesma proporção. Em determinado estabele- cimento, 200 g de cacau em pó custam R$ 4,19 e 400 g do mesmo produto e da mesma marca custam R$ 6,99. Embalagens de tamanhos diferentes. Apesar de a medida de volume da embalagem maior ser o dobro da menor, a medida de comprimento da altura não corresponde à mesma proporção. Sabendo que a embalagem de 400 g de cacau em pó tem 16 cm de medida de comprimento da altura, qual alternativa corresponde à medida de comprimento da altura apro- ximada, em centímetros, da embalagem de 200 g? (Use: 2 1,263 ‰ .) a) 10,8 b) 11,6 c) 12,1 d) 12,7 e) 13,2 Ir a S h p ill e r/ S h u tt e rs to ck F o to s : G ru ff i/ S h u tt e rs to ck Não escreva no livro. W Y M D e s ig n /A rq u iv o d a e d it o raAs imagens não estão representadas em propor•ão 119 2. Em um prisma hexagonal regular, o comprimento da aresta da base mede 3 cm e o comprimento da aresta lateral mede 6 cm. Calcule a medida de área total desse prisma. Resolução Na figura, temos: r : medida de comprimento da aresta lateral, que é 6 cm. s : medida de comprimento da aresta da base, que é 3 cm. Assim: Medida de área lateral: AL 5 6 (r ? s) 5 5 6 (6 ? 3) 5 108 Portanto, A L 5 108 cm2. Uma região limitada por um hexágono re- gular pode ser decomposta em 6 regiões limitadas por triângulos equiláteros. Medida de área da base: A b 5 6 ? s 3 4 2 5 6 ? 3 3 4 2 5 27 3 2 Portanto, A b 5 27 3 2 cm2. Medida de área total do prisma: A T 5 A L 1 2A b 5 108 1 2 ? 27 3 2 ~ A T 5 (108 1 27 3) cm2 Como 3 â 1,7, temos A T â 153,9 cm2. 3. Uma indústria precisa fabricar 10 000 caixas de sabão com as medidas da figura ao lado. Desprezando as abas, calcule quantos metros quadrados de papelão serão necessários para fabricar todas as caixas. Resolução A caixa tem formato de um paralelepípedo retângulo: Todo paralelepípedo retângulo é formado por 6 faces: • duas retangulares de medidas de comprimento a e b; • duas retangulares de medidas de comprimento a e c; • duas retangulares de medidas de comprimento b e c. Assim, temos que a medida de área total é A T 5 2ab 1 2ac 1 2bc 5 2(ab 1 ac 1 bc). Nesse caso, A T 5 2(40 ? 20 1 40 ? 14 1 20 ? 14) 5 5 2(800 1 560 1 280) 5 3 280 A T 5 3 280 cm2 Como são 10 000 caixas, temos: A 5 3 280 ? 10 000 5 32 800 000 32 800 000 cm2 5 3 280 m2 Portanto, serão necessários pelo menos 3 280 m2 de papelão. B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra r s r s base base Prisma hexagonal regular. Planificação da superfície de um prisma hexagonal regular. Paralelepípedo retângulo. Planificação da superfície de um paralelepípedo retângulo. b c a a b c Se 1 m 5 100 cm, então 1 m2 5 10 000 cm2. Fique atento Atividades resolvidas 14 cm 40 cm 20 cm Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 86 Nas Atividades resolvidas, você acompanha a resolução detalhada de atividades e problemas que visa exemplificar estratégias de resolução. Não escreva no livro. No mapa apresentado na imagem abaixo, os pontos pretos correspondem aos avisos de desmatamento na Amazônia Legal a partir de 2015. Para conhecer mais os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável anunciados em 2015 pela ONU e os compromissos assumidos pelo Brasil com o Acordo de Paris, sugerimos os sites indicados a seguir (acesso em: 28 abr. 2020). CONHEÇA os novos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Disponível em: https://nacoesunidas.org/ conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/. Acordo de Paris. Disponível em: https://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris. Sobre o assunto Para consultar outros dados do monitoramento ambiental realizado pelo Prodes e pelo Deter, sugerimos o site indicado a seguir (acesso em: 28 abr. 2020). TerraBrasilis. Disponível em: http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/sobre/. Sobre o assunto Em 2019, a taxa estima- da de desmatamento para a Amazônia Legal era de 9 762 km2. Essa estimativa foi realizada pelo Prodes a par- tir de 99 “cenas” (imagens de satélite de alta resolução, com 180 km 3 180 km de ex- tensão) que correspondem às áreas com maior concen- tração de desmatamento in- dicadas pelo Deter e por ou- tros critérios de seleção. 1. De acordo com as informações apresentadas, quais são as principais razões que justificam a preocupação com a conservação da diversidade biológica em regiões tropicais? 2. Essa preocupação tem fundamento? Justifique. 3. Por que, na fórmula utilizada pelo Prodes, (NrPixel ? (302)) é dividido por 1 000 000? 4. Alguns governos e organizações, a fim de promover a recuperação de florestas, buscam engajar a socie- dade por meio propostas e desafios com metas a serem atingidas. Esse tipo de esforço favorece alguns dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável anunciados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2016, como desdobramento do Acordo de Paris – ratificado em 2015 durante a Conferência da ONU sobre mudança climática –, o Brasil assumiu oficialmente compromissos para reduzir emissões de gases que intensificam o efeito estufa. Um conceito que vem se mostrando presente nas discussões sobre como reduzir esses gases é o crédito de carbono. Pesquise na internet o que é crédito de carbono e depois escreva no caderno um texto explicando o que é e qual a importância dele. INPE. Avisos de desmatamento – Amazônia Legal. TerraBrasilis, 2019. Disponível em: http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/app/map/alerts?hl=pt-br. Acesso em: 28 maio 2020. R e p ro d u ç ã o /h tt p :/ /t e rr a b ra s ili s .d p i. in p e .b r/ 43 No boxe Sobre o assunto, você encontra informações e curiosidades relacionadas aos conteúdos estudados, bem como sugestão de textos, vídeos, simuladores, museus, entre outros, para complementar e aprofundar seus estudos ou mesmo realizar pesquisas. P3_001a007_V3_MATEMATICA_Dante_g21At_Iniciais_LA_1.indd 5P3_001a007_V3_MATEMATICA_Dante_g21At_Iniciais_LA_1.indd 5 07/09/2020 12:1007/09/2020 12:10 6 Ladrilhamento com o GeoGebra Vamos utilizar algumas funções e ferramentas do GeoGebra que permitem construir diferentes tipos de malha a partir de um polígono, além de nos ajudar a investigar quais polígonos regulares podem ladrilhar perfeitamente o plano. Antes de iniciarmos, abra o GeoGebra on-line (disponível em: https://www.geogebra. org/geometry. Acesso em: 30 abr. 2020), clique na aba “Ferramentas” e, em seguida, em “Mais” e, novamente, em “Mais”, para exibirmos todas as ferramentas do software. As imagens que utilizamos a seguir são da versão on-line (disponível em: https://www.geogebra.org/geometry. Acesso em: 30 abr. 2020). Malha quadriculada 1o passo: Próximo ao canto inferior esquerdo da janela de visualização do GeoGebra, desenhe um pequeno qua- drado, que será a base da malha. Para isso, utilize a ferramenta “Polígono Re- gular”, determine dois pontos (A e B), digite o número de lados do polígono, no caso, 4, e clique em “Ok”. Assim, obteremos um quadrado cujos vértices são os pontos A, B, C e D. Por padrão, a versão on-line do GeoGebra não exibe o nome de alguns elementos (por exemplo, dos vetores). Para exibi-los, clique com o botão direito do mouse sobre o objeto que não está nomeado, em seguida, vá em “Configurações” e, finalmente, marque, na aba “Básico”, “Exibir Rótulo”. Fique atento O valor que digitamos após o nome de um controle deslizante será o valor inicial; nesse caso, deixamos tanto a coluna quanto a linha iguais a 1. Se você quiser que o valor inicial seja 2, por exemplo, basta digitar:“linha 5 2”. Fique atento Tela do GeoGebra no 3o passo. Detalhe da tela do GeoGebra no 1o passo. 2o passo: Para construir a malha qua- driculada, precisamos replicar, lado a lado, o quadrado obtido no passo anterior. Por isso, vamos criar dois vetores, AB u ruu e AD u ruu . O vetor AB u ruu é o parâmetro necessário para replicar esse quadrado na mesma linha para a direita, e o vetor AD u ruu , para cima. Para isso, selecione a ferramenta “Vetor” e, para definir AB u ruu , clique nos pontos A e B, nessa ordem. Em segui- da, para definir AD u ruu , clique nos pon- tos A e D, nessa ordem. Nesse caso, o GeoGebra nomeou os vetores de u e v, respectivamente. 3o passo: Vamos criar dois controles deslizantes – um para determinar a quan- tidade de colunas de quadrados de nossa malha e outro para determinar a quantida- de de linhas. Clique na ferramenta “Con- trole Deslizante” e, em seguida, em um ponto perto do topo da Janela de Visua- lização. O nome do primeiro controle será “coluna”, valor mínimo 0, valor máximo 20 e incremento 1. O segundo controle cha- maremos de “linha”, valor mínimo 0, valor máximo 10 e incremento também 1. Tela do GeoGebra no 2o passo. R e p ro d u ç ã o / w w w .g e o g e b ra .o rg R e p ro d u ç ã o /w w w .g e o g e b ra .o rg R e p ro d u ç ã o /w w w .g e o g e b ra .o rg 4646 Tecnologias digitais Na seção Tecnologias digitais, propomos a utilização de diversas tecnologias, como calculadora, simuladores e softwares livres, para fazer explorações, investigações e simulações, calcular medidas estatísticas, construir e manipular representações gráficas, figuras geométricas, planilhas, entre outros. Além da sala de aula Cisterna O município de Araripe, no sertão de Per- nambuco, tem uma das piores médias de chu- vas do Brasil. Segundo o banco de dados do Climate-Data.org, o acumulado de chuvas anual médio do município no período apurado foi de 708 mm, com mais de 85% desse volume con- centrado nos primeiros 4 meses do ano. O climograma a seguir mostra os dados mé- dios do volume de chuva e das temperaturas para Araripe. Observando os dados do climograma, prin- cipalmente em relação ao volume de chuvas, percebemos que uma grande estiagem ocorre a partir do mês de maio e que há um volume um pouco maior de chuva entre janeiro e abril. Construção de uma cisterna de placas no nordeste brasileiro. Foto de 2018. W Y M D e s ig n /A rq u iv o d a e d it o ra J o ã o B o s c o C a v a lc a n te A ra ú jo /A c e rv o d o p e s q u is a d o r Climograma: Araripe-PE (1982-2012) 0 5 Ja n. Fe v. M ar . 10 15 20 25 Temperatura (°C) 0 30 60 90 120 150 Precipitação (mm) 30 35 180 210 Mês Ab r. M ai o Ju n. Ju l. Ag o. Se t. O ut . N ov . D ez . Fonte de consulta: Cimate-Data.org. Disponível em: https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/ ceara/araripe-42458/. Acesso em: 1o jun. 2020. 1. Sabendo que o volume de chuvas é indicado em mm, pesquise e responda: O que significa 1 mm de precipita- ção? Para aproveitar o período de chuvas do ano, algumas comu- nidades constroem cisternas de placas. As cisternas são estru- turas em formato de cilindro, com uma tampa cônica ou com formato parecido com a super- fície lateral de uma pirâmide, capazes de armazenar a água das chuvas. Essa água geralmente é recolhida dos telhados das casas e conduzida a esse reservatório. A imagem mostra parte da construção de uma cisterna de placas que comporta (na parte cilíndrica) cerca de 70 mil litros. 2. Os telhados de uma comunidade localizada no município de Araripe somam uma região cuja medida de área é igual a 150 m2. Admitindo que uma cisterna consegue reter 80% do volume de chuva que cai sobre esses telhados, quantos litros podem ser acumulados na cisterna entre os meses de janeiro e abril? Você acha que esse volume de água é suficiente para abastecer 20 pessoas por quanto tempo? 3. Sabendo que, para a construção da cisterna da imagem anterior, é necessário escavar um buraco com formato cilíndrico cujo comprimento do diâmetro da base mede 10 m e cujo comprimento da altura mede 1,2 m, determine a medida de volume de terra retirada nessa escavação, bem como a medida de massa dessa terra. Para isso, considere que o solo seja composto de argila seca. 120 Conhecimentos e saberes matemáticos desenvolvidos e utilizados por diferentes comunidades são apresentados na seção Além da sala de aula. Nela você também será convidado a investigar questões e propor ações que podem auxiliar a comunidade em que vive. Além disso, utilizará as ideias do pensamento computacional para analisar e compreender problemas, bem como modelar e automatizar resoluções. Na seção Vestibulares e Enem, propomos questões do Enem e de vestibulares de todas as regiões do Brasil relacionadas aos conteúdos estudados no capítulo. Vestibulares e Enem 1. (Enem) Uma empresa de construção comprou um terre- no de formato retangular por R$ 700.000,00. O terreno tem 90 m de comprimento e 240 m de largura. O en- genheiro da empresa elaborou três projetos diferentes para serem avaliados pela direção da construtora, da seguinte maneira: Projeto 1: dividir o terreno em lotes iguais de 45 m 3 10 m, sem ruas entre os lotes, e vender cada lote por R$ 23.000,00; Projeto 2: dividir o terreno em lotes iguais de 20 m 3 30 m, deixando entre lotes ruas de 10 m de largura e 240 m de comprimento, e vender cada lote por R$ 35.000,00; Projeto 3: dividir o terreno em lotes iguais de 35 m 3 20 m, deixando entre lotes ruas de 20 m de largura e 240 m de comprimento, e vender cada lote por R$ 45.000,00. A direção da empresa decidiu dividir o terreno e utili- zar o projeto que permitirá o maior lucro, sendo que este será igual ao valor obtido pela venda dos lotes, menos o valor da compra do terreno. Nesse caso, o lucro da construtora, em real, será de a) 380.000,00. b) 404.000,00. c) 1.104.000,00. d) 1.120.000,00. e) 1.460.000,00. 2. (Enem) Um fabricante recomenda que, para cada m2 do ambiente a ser climatizado, são necessários 800 BTUh desde que haja até duas pessoas no ambiente. A esse número devem ser acrescentados 600 BTUh para cada pessoa a mais, e também para cada aparelho eletrôni- co emissor de calor no ambiente. A seguir encontram- -se as cinco opções de aparelhos desse fabricante e suas respectivas capacidades térmicas: Tipo I: 10 500 BTUh Tipo II: 11 000 BTUh Tipo III: 11 500 BTUh Tipo IV: 12 000 BTUh Tipo V: 12 500 BTUh O supervisor de um laboratório precisa comprar um aparelho para climatizar o ambiente. Nele ficarão duas pessoas mais uma centrífuga que emite calor. O labo- ratório tem forma de trapézio retângulo, com as medi- das apresentadas na figura. Para economizar ener- gia, o supervisor deverá escolher o aparelho de menor capacidade tér- mica que atenda às ne- cessidades do laborató- rio e às recomendações do fabricante. A escolha do supervisor recairá sobre o aparelho do tipo a) I. b) II. c) III. d) IV. e) V. 3. (Enem) Uma família possui um terreno retangular com 18 metros de largura e 24 metros de comprimento. Foi necessário demarcar nesse terreno dois outros iguais, na forma de triângulos isósceles, sendo que um deles será para o filho e o outro para os pais. Além disso, foi demarcada uma área de passeio entre os dois novos terrenos para o livre acesso das pessoas. Os terrenos e a área de passeio são representados na figura. A D B C 4 m 3,8 m 3 m A área de passeio calculada pela família, em metro quadrado, é de a) 108. b) 216. c) 270. d) 288. e) 324. 4. (Enem) O esquema I mostra a configuração de uma quadra de basquete. Os trapézios em cinza, chamados de garrafões, correspondem a áreas restritivas. Visando atender as orientações do Comitê Central da Federação Internacionalde Basquete (Fiba) em 2010, que unificou as marcações das diversas ligas, foi pre- vista uma modificação nos garrafões das quadras, que passariam a ser retângulos, como mostra o esquema II. Esquema 1: área restritiva antes de 2010. 360 cm360 cm 580 cm580 cm 600 cm600 cm Esquema 2: área restritiva a partir de 2010. R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 5 . R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 5 . W Y M D e s ig n /A rq u iv o d a e d it o ra W Y M D e s ig n /A rq u iv o d a e d it o ra 580 cm580 cm 490 cm490 cm 58 Conheça seu livro Leitura e compreens‹o Não escreva no livro. A Geometria e o conhecimento científico A Geometria, ao longo de toda a história, foi essencial para o conhecimento humano sobre o mundo. A civilização grega contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da Geometria. Passaram a privilegiar o conhecimento dedutivo, e não o empírico, como ocorria até então. E questões que sempre intrigaram a humanidade, como o comprimento do raio da Terra, a distância da Terra à Lua ou da Terra ao Sol, já estimadas em outras épocas por outros sábios, passaram, a partir de então, a ser respondidas e problematizadas com o auxílio dos conhecimentos geométricos. Com o fim da hegemonia grega, apenas após quase 15 séculos, com a queda de Constantinopla e o início do Renascimento, muitos dos textos gregos voltaram a circular na Europa, trazidos pelos que fugiam da invasão turca. E, com isso, as contribuições da Geometria aos outros campos do conhecimento científico foram impulsionadas. Citamos a seguir alguns bons exemplos de contribuições da Geometria à ciência ao longo do tempo. O grego Aristarco de Samos (310 a.C.-230 a.C.) foi brilhante em perceber como comparar as distâncias da Terra à Lua e da Terra ao Sol usando triângulos retângulos, semelhanças de triângulos e proporções. Eratóstenes de Cirene (276 a.C.-196 a.C.) não era grego, mas estudou em Atenas e viveu em Alexandria, importante centro cultural da época. Ficou conhecido por sua versatilidade e por uma engenhosa ideia para calcular o comprimento do raio da Terra, considerando a proporcionalidade entre medida angular e medida de comprimento de arcos, nos ângulos correspondentes em paralelas cortadas por transversais e na razão entre comprimento da circunferência e diâmetro. O polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) retomou as hipóteses heliocêntricas de Aristarco de Samos (que na época não vingaram) e elaborou uma teoria em que os planetas teriam órbitas circulares em torno do Sol, calculando os períodos de revolução dos planetas e as distâncias até o Sol, com base na proporcionalidade do comprimento de arcos e semelhança de triângulos (já na forma de Trigonometria). O alemão Johannes Kepler (1571-1630) aperfeiçoou as ideias de Copérnico ao afirmar que as órbitas planetárias são, na realidade, elípticas e apresentou as três leis que conhecemos como “leis de Kepler”, repletas de proporcionalidades, áreas e elipses. A Geometria que estudamos hoje é essencialmente a mesma que serviu de alicerce para que os estudiosos do passado conseguissem cada vez mais adquirir conhecimento e entender melhor a natureza que nos cerca. Se hoje sabemos muito sobre ela e seus fenômenos, isso é resultado do esforço e da dedicação de muitos sábios, alguns dos quais considerados os maiores astrônomos, geômetras ou matemáticos de suas épocas. 1. Você já tinha ouvido falar das personalidades gregas citadas no texto? 2. Pesquise outras personalidades gregas que contribuíram para as ciências e organize com a turma uma apresentação sobre as personalidades pesquisadas e as contribuições deles. Monumento em homenagem a Nicolau Copérnico, localizado na cidade de Torun (Polônia). Foto de 2019. Retrato de Johannes Kepler (1571-1630). A Museusbr é uma plataforma que reúne informações sobre os museus brasileiros. Nela você pode procurar museus de todo o país observando as indicações no mapa ou digitando o nome do município. Procure por algum museu próximo à sua região que tenha acervos ou coleções sobre as personalidades aqui citadas. Acesse a plataforma em: http://museus.cultura. gov.br/. Acesso em: 30 jun. 2020. Sobre o assunto A n d rz e j R o s te k /S h u tt e rs to ck S to ck M o n ta g e /G e tt y I m a g e s As imagens não estão representadas em propor•ão 133 Na seção Leitura e compreensão, você é convidado a ler e interpretar diferentes textos que visam ampliar e enriquecer os conteúdos estudados no capítulo. Tecnologias 3D A internet e os computadores modernos mudaram, mudam e vão continuar mu- dando a sociedade. O embrião da internet como nós a conhecemos hoje chamava-se Arpanet e surgiu na década de 1960, no contexto da Guerra Fria. Os microcomputa- dores se popularizaram na década de 1980, com o barateamento dos computadores de médio porte. Em 1994, foi lançado o primeiro smartphone. No Brasil, em 2006, havia 49 milhões de usuários com acesso à internet (39% da população). Depois de tudo isso, pode-se dizer que passamos a viver em uma era digital. A era digital mudou a maneira como nos transporta- mos, nos entretemos, nos alimentamos e trabalhamos. Como são muitos os aspectos que podemos explorar, vamos nos ater a uma das áreas digitais: a tecnologia 3D. Essa tecnologia abrange as técnicas que utilizam mode- lagem 3D, que é, de modo simplificado, o processo de criar digitalmente objetos, personagens, cenários e fenômenos em três dimensões por meio de cenas estáticas ou animadas. Além de possibilitar a criação de réplicas digitais de objetos reais, a tecnologia 3D permite criar objetos reais a partir de modelos digitais. Com a disseminação dessa tecnologia, houve redução de custos e aumento de acessibilidade. A impressão 3D já é utilizada até mesmo para fins domésticos, como elaboração de brinquedos e outros objetos. O nível de resolu- ção e o tipo de material empregado variam muito, como também varia o preço dos equipamentos e dos materiais. Tecnologia 3D no entretenimento Valendo-se da tecnologia 3D, a indústria de filmes de animação e de jogos consegue produzir cenas que às vezes se confundem com cenas reais. O uso de aparelhos de realidade virtual, assim como fotos ou filmagens em 360¡, permite um profundo nível de imersão, possibilitando experimentar situações impossíveis ou ina- cessíveis sem essa tecnologia – seja por questão de tempo e de distância, seja por outros motivos. Tecnologia 3D na indústria Além da criação de experiências ou recursos no mundo digital, a modelagem 3D permite a otimização de processos industriais em larga escala. Se antes era necessário construir ou adquirir uma peça para poder testá-la, hoje é possível, por meio de simulações digitais, testar peças an- tes mesmo de obtê-las fisicamente. Simulações digitais têm sido empregadas para realizar previsões como a propaga- ção de trincas, o comportamento em colisões e o modo como objetos reagem a mu- danças de temperatura – objetos que, por exemplo, podem compor desde pequenos Usando impressoras 3D é possível construir um objeto real a partir de um modelo digital. Aparelhos de realidade virtual podem ser usados, por exemplo, por museus e por empresas de jogos eletrônicos e do setor cinematográfico. A n d re y S u s lo v /S h u tt e rs to ck M a rk N a zh /S h u tt e rs to ck Não escreva no livro. Conex›es 95 Temas relevantes e atuais que relacionam diferentes áreas do conhecimento são explorados na seção Conexões. As atividades apresentam oportunidades de interpretação, aplicação, pesquisa, ampliação e debate do tema da seção. P3_001a007_V3_MATEMATICA_Dante_g21At_Iniciais_LA_1.indd 6P3_001a007_V3_MATEMATICA_Dante_g21At_Iniciais_LA_1.indd 6 07/09/2020 12:1007/09/2020 12:10