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1 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI GEOPOLÍTICA Dicas importantes para a prova: 1. Atenção para a chamada "linguagem geográfica". Geralmente, as questões não são muito específicas, pelo contrário, costumam fazer abordagens gerais. Dessa maneira, quanto maior o seu alcance conceitual, melhor você se asirá nas análises específicas. 2. Em alguns instantes, as questões se ocupam de temas voltados para a área (fato que aconteceu no último concurso da PRF). Dessa maneira, alguns temas ganham ainda mais destaque (exemplo: modal rodoviário no Brasil). 3. A disciplina de Geopolítica envolve diferentes conhecimentos (geografia - física e política, vinculações históricas, aspectos sociológicos). Dessa maneira, tente aborda o item pelo viés coletivo, sem deixar de considerar o "todo". 4. Nas questões de geopolítica, em grande parte dos casos, termos radicais (tudo, nada, sempre, excepcionalmente, toda vez) invalidam o item. É difícil alcançar generalizações em áreas como as Ciências Humanas. 5. Busque fazer uma aproximação entre os conteúdos tratados (isso pode ajudar na absorção do conteúdo como um todo). 6. Com toda certeza, você terá uma noção dos itens cobrados em Geopolítica. Atenção para os detalhes concedidos pela banca na descrição do item (observe o mesmo do início ao fim). Por vezes, a banca construiu itens em duas partes (uma correta e uma incorreta). 7. Outro ponto importante é a questão dos textos que contextualizam a questão: não se desesperem com eles. Eles podem parecer complexos e sem sentido. Vá para a questão que terá o real direcionamento. Acredite em você e vamos ao treino! Começaremos realizando os exercícios da prova anterior! O Brasil é o país com a maior concentração rodoviária de transporte de cargas e passageiros entre as principais economias mundiais. Segundo dados do Banco Mundial, referentes a 2013, 58% do transporte no país é feito por rodovias — contra 53% da Austrália, 50% da China, 43% da Rússia e 8% do Canadá. Internet: (com adaptações). Considerando o texto apresentado, que destaca o papel do modal rodoviário de cargas e passageiros no Brasil, e a figura precedente, que ilustra como a rede rodoviária integra as diversas regiões que compõem o território nacional, julgue os itens a seguir. 45- O custo do frete e as grandes distâncias a serem percorridas entre as regiões produtoras e os centros urbanos consumidores e os portos de exportação são fatores que impactam diretamente no preço dos produtos agropecuários e industriais brasileiros e em sua competividade nos mercados nacional e internacional. 2 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI GABARITO: CERTO 46- A rede de transporte rodoviário integra todo o território brasileiro, com rodovias conectando em rede todos os municípios das cinco macrorregiões do território nacional, e a predominância desse modal de transporte é fator de vulnerabilidade em relação aos países desenvolvidos, os quais também dependem desse modal de transporte. GABARITO: ERRADO Como salienta Milton Santos (1994), a noção de território, na atualidade, transcende a ideia apenas geográfica de espaços contíguos vizinhos que caracterizam uma região, estendendo-se para a noção de rede, formada por pontos distantes uns dos outros, ligados por todas as formas e processos sociais; o espaço econômico, nesse sentido, é organizado hierarquicamente, como resultado da tendência à racionalização das atividades, e se faz sob um comando que tende a ser concentrado em cidades mundiais, em que a tecnologia da informação desempenha papel relevante; esse comando então passa a ser feito pelas empresas por meio de suas bases em territórios globais diversos. Internet: (com adaptações). Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os próximos itens. 47- O processo de globalização econômica e desenvolvimento tecnológico é marcado pela solidariedade organizacional entre empresas, sistema financeiro, tecnologia e lugares eleitos como regiões de investimento pela economia globalizada e, com o capital globalizado, busca-se desenvolver as regiões de modo a diminuir as desigualdades regionais e a oferecer uma economia justa e solidária. GABARITO: ERRADO 48 No Brasil, o setor de serviços ampliou a sua participação no PIB; o setor agropecuário, estratégico na economia brasileira, se tornou mais complexo, o que permitiu a ampliação de diversos serviços relacionados aos diferentes momentos do processo de produção/consumo, como os setores de tecnologia, transporte e finanças. GABARITO: CERTO Exercícios anteriores 1) (Abin/2018) O Brasil, potência regional na economia do mundo, integra redes de produção e consumo em escala global, principalmente nos setores de produção de soja, minério de ferro, óleos brutos de petróleo, automóveis de passageiros e açúcar de cana bruto. 2) (Abin/2018) A Zona Franca de Manaus é uma concentração industrial que, apesar de distar dos grandes centros urbanos e consumidores do centro-sul do país, se articula a praticamente todo o território nacional, ilustrando o processo de privatização do território por meio do uso privado de recursos públicos. 3) (FUB) Ainda não é a casa dos Jetsons, mas a recente reformulação dos eletrodomésticos trouxe o “futuro" aos lares. Não basta à geladeira gelar, ela precisa se ligar à rede. Da cozinha ao quarto, novos aparelhos ganharam conexão — e alguns, “inteligência". Os tablets e smartphones estão no controle de tudo. Abrem a porta, regulam a iluminação e a temperatura, transferem conteúdo para TVs e sistemas de som. É o início de uma revolução. O Globo. 18/1/2015, p. 40 (com adaptações). Considerando as inúmeras implicações do tema abordado no fragmento de texto acima, julgue o item a seguir. Uma das principais características da economia contemporânea é a crescente aplicação do conhecimento científico na produção industrial, assinalada pelas contínuas inovações tecnológicas. 4) (ABIN) Por fazer uso de tecnologias que ampliam sua independência do espaço urbano, o campo não gera empregos necessários para o desenvolvimento de muitos dos municípios de 3 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI pequeno porte demográfico inseridos em regiões produtivas do agronegócio no Brasil. 5) (PM-PA) O perfil demográfico dos brasileiros tem-se alterado com o aumento da média de idade da população, um dos fatores da crise previdenciária atual. 6) (Abin) A internacionalização da agropecuária brasileira ainda é totalmente dependente de investimentos de conglomerados e empresas estrangeiras que compram empresas nacionais do setor e terras para cultivo. 7) (CBM-AL) No Brasil, a abundância de água doce torna dispensáveis as ações de gestão de recursos hídricos, com exceção de regiões em que o clima é fator determinante de escassez de água, como é o caso do sertão nordestino. 8) (Abin) A agricultura científica e o agronegócio têm impacto direto na concentração fundiária e no mercado de trabalho no campo, pois as empresas agrícolas compram ou arrendam vastas extensões de terra para o cultivo e geram empregos especializados, impondo novas relações de trabalho para os agricultores, que não têm condições técnicas e financeiras para competir com esse modelo de agricultura. 9) (FUB) O processo de globalização econômica e desenvolvimento tecnológico é marcado pela solidariedade organizacional entre empresas, sistema financeiro, tecnologia e lugares eleitos como regiões de investimento pela economia globalizada e, com o capital globalizado, busca-se desenvolver as regiões de modo a diminuir as desigualdades regionais e a oferecer uma economia justa e solidária. 10) (IRB) As cidades médias brasileiras são polos atrativos, tanto para fluxos migratórios internos, como para investimentos empresariais globalizados. Hipermercados, centros comerciais, lojasde franquia, concessionárias de veículos, hotéis e diversos serviços são instalados nessas cidades em diferentes regiões do país, caracterizando o processo de globalização do território brasileiro. 11) (IPHAN) A produção gerada na colônia estava organizada de forma a atender as necessidades do mercado interno e estimular o desenvolvimento da colônia. 12) (Abin) A divisão territorial do trabalho existente em regiões produtivas do agronegócio é organizada em dois circuitos da economia local: o circuito superior, comandado pelas empresas e produtores hegemônicos do agronegócio, e o circuito inferior, formado a partir da agricultura camponesa não integrada diretamente à agricultura tecnificada. 13) (Abin) A partir da adoção de políticas públicas de ocupação do território nacional durante o regime militar, a fronteira agrícola expandiu-se para o Centro-Oeste, que passou a ser visto como “celeiro do mundo”, destinado à produção de commodities como as do complexo grão carnes e à agropecuária em larga escala. 14) (Abin) A expansão da fronteira agrícola na Amazônia Legal é marcada por conflitos entre assentados e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e desperdício dos recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região. 15) (Abin) A dinâmica da estrutura etária da população brasileira tende ao equilíbrio quanto à quantidade de crianças, jovens, adultos e idosos: a população de idosos com maior expectativa de vida cresce tanto quanto a população em idade infantil e jovem. 16) (Abin) As cidades que apresentam maior grau de complexidade socioeconômica e polarizam todo o território brasileiro e parte da América do Sul são as metrópoles nacionais. 17) (IRB) Característica marcante do atual período da agricultura brasileira é a ocupação de milhões de hectares de cerrado pela agricultura 4 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI moderna globalizada, ao mesmo tempo em que se aprofundam a divisão territorial do trabalho, os conflitos envolvendo povos e comunidades tradicionais, o uso intensivo dos recursos naturais e a perda de biodiversidade. 18) (IPHAN) Nas últimas décadas, as cidades têm representado uma grande conquista do homem moderno. Hoje em dia são elas que dirigem e organizam o mundo, pois concentram os grandes centros de decisões político- econômicas e científico-tecnológicas. Acerca do processo de urbanização brasileiro, julgue o item que segue. Da década de 80 do século XX aos dias atuais, o maior crescimento é observado nas metrópoles nacionais, com predomínio da migração inter- regional. 19) (SLU-DF) A regionalização brasileira em regiões geoeconômicas seguiu o critério de delimitação de fronteiras estatais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dividindo-se o Brasil em três macrorregiões. 20) (SLU-DF) As cidades no Brasil, em suas diferentes escalas (metrópole, cidade média ou pequena), apresentam elementos de desigualdade que se expressam no território: a precarização da habitação e do saneamento básico contribui para a formação de periferias pobres, parcialmente integradas à dinâmica urbana. 21) (PM-AL) Ainda que as indústrias estivessem distribuídas em quase todos os estados da Federação — entre os quais Alagoas —, até a década de 80 do século passado elas se concentravam mais nos estados do Sul e do Sudeste brasileiros. 22) (PM-AL) O alto índice de gravidez na adolescência registrado no Brasil configura uma tendência de que a idade média de fecundidade das mulheres brasileiras fique entre dezoito e vinte e umanos de idade. 23) (PM-AL) O Brasil, apesar das tendências de estabilização e diminuição de sua população, tem peso demográfico expressivo nos contextos latino-americano e mundial. 24) (PM-AL) As mudanças no padrão produtivo, que caracterizam o processo de globalização, têm diminuído as desigualdades regionais a partir da instalação de corporações transnacionais, aumentado a capacidade de consumo e renda e flexibilizado as relações de trabalho em praticamente todos os países do mundo. 25) (PM-AL) Os processos de detecção remota alteraram consideravelmente o conceito de soberania, dando novas dimensões e possibilidades à geopolítica. 26) (SEDF) O suprimento de água superficial e subterrânea em nível global vem sendo impactado pela descarga de detritos, esgotos e produtos químicos. 27) (SEDF) Considerando esse texto, julgue o item a seguir. A divisão regional do Brasil em cinco macrorregiões de planejamento é uma referência para o ensino de geografia atualmente. Entretanto, para a compreensão das dinâmicas atuais de uso e reorganização do território nacional, é necessário abordar as novas regionalizações, como a divisão por complexos regionais (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul) e a divisão em quatro regiões (Concentrada, Centro- Oeste, Amazônia e Nordeste). 28) (SEDF) Um dos efeitos da internacionalização da economia brasileira é a perda de competitividade da indústria nacional, com a transferência de fábricas da região concentrada do país para outros países da América Latina e da Ásia. A desindustrialização do Brasil é comprovada por meio da queda da participação da indústria e dos serviços no PIB nacional neste século. 5 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI 29) (SEDF) A reestruturação produtiva ocorrida no Brasil nas duas últimas décadas tem intensificado os processos de fortalecimento do poder regional centralizado nas grandes cidades e a desarticulação das pequenas e médias cidades, desatreladas de processos de modernização, o que revela a dissociação do binômio campo versus cidade na globalização. 30) (SEDF) As resultantes históricas da economia espacial brasileira demonstram que as desigualdades territoriais e regionais têm por base menos o estoque de capital e mais as aptidões produtivas da força de trabalho e a aptidão em elaborar bens novos e processos técnicos avançados. 31) (IRB) A história do desenvolvimento da produção de energia e da logística no país, atrelada à história da formação territorial nacional, resulta na produção de espacialidades técnicas, notoriamente, na denominada Região Concentrada brasileira. 32) (IRB) As cidades médias têm apresentado, na atualidade, retração dos índices econômico e tecnológico em decorrência do poder de atração e concentração exercido pelas metrópoles nacionais e regionais. 33) (IRB) No cerne de uma nova regionalização brasileira, catalisada pelo poder estratégico- econômico do Sudeste e do Sul, populações indígenas e quilombolas do Centro-Oeste e do Norte têm migrado para cidades do campo daquelas regiões, tornando-se a mão de obra qualificada nesses novos centros. 34) (IRB) Nas cidades, as denominadas áreas de risco constituem-se à revelia das políticas espaciais adotadas tanto pelos municípios quanto pelos empreendedores imobiliários, em um processo no qual a população ocupante torna-se a responsável pela constituição do risco e da vulnerabilidade. 35) (IRB) No contexto de integração econômica regional, a permeabilidade das fronteiras dos países da América Latina vem contribuindo para a intensificação dos deslocamentos de população entre países, com um conjunto significativo de migrantes deslocando-se de forma clandestina ou ilegal, o que dificulta a mensuração dos fluxos migratórios entre países. 36) (IRB) O início do século XXI tem sido marcado pela intensificação da crise migratória global, pela entrada em massa de refugiados e ilegais no continente europeu, e pela pauta, na agenda política de diversos países, do tema da migração internacional, sendo o Brasil, nesse cenário, um dos integrantes das rotas de migrações internacionais. 37) (IRB) No Brasil, o setor sucroalcooleiro, além da produção de açúcar e álcool, tem intensificado a geração de energia a partir da queima da biomassa da cana, o querepresenta uma alternativa ao tradicional modelo de energia hidrelétrica. 38) (IRB) As regiões produtivas do agronegócio brasileiro são competitivas no mercado global de commodities e caracterizadas pela especialização produtiva que atende a parâmetros internacionais de qualidade e de custos. 39) (PRF- Curso de Formação) O estado de São Paulo é uma das principais plataformas de exportação de cocaína da América Latina, por agregar inúmeras circunstâncias que facilitam o tráfico transnacional da substância, entre elas o significativo mercado consumidor, o elevado número de pontos de distribuição, as excelentes condições da malha viária e a boa rede comercial e bancária. 40) (PRF - Curso de Formação) No que tange a regiões produtoras de drogas e a rotas nacionais e internacionais do tráfico, julgue o item subsecutivo. O Brasil, além de ser considerado 6 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI mercado consumidor de cocaína e estar incluído como uma das principais rotas para o escoamento da droga na América do Sul, figura atualmente como país produtor em razão do cultivo em larga escala de epadu, ou coca brasileira, na região amazônica. 41) (IRB) A implantação, na região amazônica, de atividades industriais e agrárias exploradas por empresas públicas e privadas exemplifica o processo de desenvolvimento descrito no texto. 42) (IRB) Dado o processo de industrialização do campo, resultante da modernização das técnicas e das relações sociais de produção, a maior parte da força de trabalho da produção agrícola concentra-se nas grandes propriedades, o que reduz o índice de subemprego e atenua a baixa produtividade rural. 43) (IRB) Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento, a configuração atual do território brasileiro permanece conforme a implantação das capitanias hereditárias. 44) (MPOG) Sabe-se que, atualmente, mais da metade da população mundial vive nas cidades, o que é fator decisivo para a ampliação dos desafios sociais e ambientais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. No Brasil, o processo de urbanização da sociedade, impulsionado pela Segunda Guerra e pela industrialização que avança celeremente desde a Era Vargas, fez-se de forma rápida e não planejada. A despeito dos enormes problemas daí decorrentes, o certo é que o país chegou ao século XXI profundamente alterado, sobretudo quando confrontado com a realidade histórica que o caracterizou desde o período colonial. A respeito dessa situação, julgue os itens que se seguem. A urbanização do Brasil liga-se, em larga medida, ao forte movimento migratório que, especialmente a partir dos anos 50 do século passado, transferiu para as cidades milhões de pessoas que se viram impelidas a abandonar o campo. 45) (MPOG) Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação. 46) (ABIN) O baixo crescimento vegetativo da população brasileira verificado nos últimos três censos demográficos indica a diminuição do ritmo de migrações no país e o início de longo ciclo de estagnação. Centros urbanos de atração de migrantes, como Brasília, Manaus e São Paulo, diminuíram drasticamente o ritmo de crescimento econômico, justificando assim a queda do fluxo migratório de entrada e o aumento da saída de população. 47) (Abin) Fundamentados no aumento da expectativa de vida, que resulta em crescimento das despesas com aposentadorias, serviços de saúde e assistência social, setores da sociedade brasileira defendem a necessidade de reforma do sistema previdenciário nacional. 48) (PRF) Como salienta Milton Santos (1994), a noção de território, na atualidade, transcende a ideia apenas geográfica de espaços contíguos vizinhos que caracterizam uma região, estendendo-se para a noção de rede, formada por pontos distantes uns dos outros, ligados por todas as formas e processos sociais; o espaço econômico, nesse sentido, é organizado hierarquicamente, como resultado da tendência à racionalização das atividades, e se faz sob um comando que tende a ser concentrado em cidades mundiais, em que a tecnologia da informação desempenha papel relevante; esse comando então passa a ser feito pelas empresas por meio de suas bases em territórios globais diversos. Internet: (com adaptações). Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o próximo item. 7 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI O processo de globalização econômica e desenvolvimento tecnológico é marcado pela solidariedade organizacional entre empresas, sistema financeiro, tecnologia e lugares eleitos como regiões de investimento pela economia globalizada e, com o capital globalizado, busca-se desenvolver as regiões de modo a diminuir as desigualdades regionais e a oferecer uma economia justa e solidária. 49) (Prefeitura de São Cristóvão - SE) O fenômeno da globalização tem uma relação direta e dinâmica com a lógica da regionalização, ao transformar o contexto e as condições da interação e da organização social, levando a um novo ordenamento das relações entre território e espaço socioeconômico e político. Esse contexto contemporâneo significa um desafio para a lógica do Estado, no sentido de estabelecer mecanismos de controle para o fenômeno da globalização e seus efeitos sobre as sociedades e economias. Karina Pasquariello Mariano. Globalização, integração e o Estado. Internet: (com adaptações). Com relação aos fluxos globalizados nos diferentes espaços geopolíticos e econômicos do mundo contemporâneo, julgue o item a seguir. O fato de o produto interno bruto (PIB) do Brasil estar entre os dez maiores do mundo reduziu a desigualdade social na última década. 50) (Prefeitura de São Cristóvão) A respeito da dinâmica socioeconômica do território brasileiro, julgue o item que se segue. No Brasil, há grande variedade no desenvolvimento de patentes que envolvem tecnologia de ponta, o que tem gerado cada vez mais empregos no setor secundário brasileiro. 51) (Abin) Com a globalização e as exigências do mercado global, todo o território nacional se inseriu em dinâmicas de competição internacional ligadas à exportação de produtos agropecuários e industriais ou nas atividades de suporte ao circuito superior e inferior da economia, gerando ciclos de desenvolvimento econômico. 52) (Abin) As atividades corporativas de empresas nacionais e internacionais (produção, circulação, distribuição e consumo) integram partes expressivas do território brasileiro, por meio de redes de infraestruturas, de informação e comunicação. 53) (Abin) A partir da reestruturação produtiva do território brasileiro, imposta pela globalização, três das principais metrópoles nacionais, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, passaram a ter relações de complementariedade e de cooperação: enquanto São Paulo emergiu como potência industrial e o Rio de Janeiro expandiu a sua relevância econômica, Brasília se consolidou como o centro político do território. 54) (SLU-DF) No Brasil do século XX, o êxodo rural foi a principal causa migratória do processo de metropolização, cuja consequência foi a fragmentação social mediante uma urbanização desordenada. 55) (SLU-SF) As cidades no Brasil, em suas diferentes escalas (metrópole, cidade média ou pequena), apresentam elementos de desigualdade que se expressam no território: a precarização da habitação e do saneamento básico contribui para a formação de periferias pobres, parcialmente integradas à dinâmica urbana. 8 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI GABARITO: 1. Certo 2. Certo 3. Certo 4. Errado 5. Certo 6. Errado 7. Errado 8. Certo 9. Errado 10.Certo 11.Errado 12.Certo 13.Certo 14.Certo15.Errado 16.Errado 17.Certo 18.Errado 19.Errado 20.Certo 21.Certo 22.Errado 23.Certo 24.Errado 25.Certo 26.Certo 27.Certo 28.Errado 29.Errado 30.Errado 31.Certo 32.Errado 33.Errado 34.Errado 35.Certo 36.Certo 37.Certo 38.Certo 39.Certo 40.Errado 41.Certo 42.Errado 43.Errado 44.Certo 45.Certo 46.Errado 47.Certo 48.Errado 49.Errado 50.Errado 51.Errado 52.Certo 53.Errado 54.Certo 55.Certo 9 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI TOP DICAS GEOPOLÍTICA 1 O Brasil político: nação e território. 2 Organização do Estado Brasileiro. 3 A divisão interregional do trabalho e da produção no Brasil. 4 A estrutura urbana brasileira e as grandes metrópoles. 5 Distribuição espacial da população no Brasil e movimentos migratórios internos. 6 Integração entre indústria e estrutura urbana e setor agrícola no Brasil. 7 Rede de transporte no Brasil: modais e principais infraestruturas 8 A integração do Brasil ao processo de internacionalização da economia. 9 Geografia e gestão ambiental. 10 Macrodivisão natural do espaço brasileiro: biomas, domínios e ecossistemas 1 O Brasil político: nação e território. Estado Povo (nacionalidade) População (conceito numérico – nac + estrangeiros) Nação (conceito sociológico / antropológico) Território Materialização do Estado Soberania Elemento formal Ao todo, o Brasil tem 5.568 municípios, mais o distrito insular de Fernando de Noronha e o Distrito Federal, resultando no valor da extensão territorial do Brasil em 8.510.345,538 km². Nesta atualização, o cálculo da Área Territorial do Brasil em 2020 foi ajustado em 49,624 km² (0,001%) do valor publicado em 2019 (8.510.295,914 Km²). Não há hierarquia entre os entes da federação (União, estados, municípios e o DF). Ocupação se deu do litoral para o interior (aspectos históricos) 1494: Tratado de Tordesilhas 1750: Tratado de Madri 1903: Tratado de Petrópolis (anexação do Acre – transforma-se em estado em 1962) 1942: Criação de Fernando de Noronha 1956: Criação de Rondônia (vira estado em 1981) 1960: DF transferido para o Centro-oeste (Brasília – capital federal) 1977: desmembramento do Mato Grosso (Mato Grosso do Sul) 1988: Tocantins (desmembrando de Goiás) – região Norte Divisões territoriais Macrorregiões (Norte, Sul, Centro-oeste, Sudeste e Nordeste) (Respeitando os limites territoriais) Complexos regionais (não respeita os limites territoriais) 10 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI 4 “Brasis” (proposta pelo professor Milton Santos e pela professora Maria Laura Silveira, em 2001) Em resumo: Uma das questões que envolvem a própria atuação da PRF é a proteção das fronteiras (o que teria total relevância com a questão do território). Dessa maneira, segue um mapa que mostra as principais violações nas áreas de fronteiras do Brasil 2 Organização do Estado Brasileiro (aspecto jurídico) República Federativa Democrática Presidencialista Estado Democrático de Direito com os seguintes fundamentos: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo político 3 Poderes (Independência e harmonia) Executivo Legislativo (sistema bicameralista) – Câmara de Deputados (513 dep. Federais) + Senado Federal (81 senadores) - Iniciativa popular, referendo e plebiscito (possibilidades da democracia direta) Judiciário (atenção para questões sobre o STF – instância máxima do Judiciário) 3 A divisão interregional do trabalho e da produção no Brasil. Regiões do território e as relações econômicas ( destaque de cada localidade brasileira) Região / Regionalização 11 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Produção – Setores da Economia Setor Primário (Agricultura, Pecuária e Extrativismo) Setor Secundário (Indústria de Base, Intermediárias e Bens de Consumo) Setor Terciário (Comércio e Prestação de serviços) Base produtiva do Brasil no setor primária é de destaque. Produção agrícola bate novo recorde e atinge R$ 361 bilhões em 2019, diz IBGE (Outubro de 2020) O valor da produção agrícola do país bateu um novo recorde, ao atingir R$ 361 bilhões em 2019, expansão de 5,1% em relação a 2018, puxada pelo aumento do valor das safras de grãos, com destaque para o milho (+26,3%), algodão (+24,8%) e cana-de-açúcar (+5,3%). Os principais fatores que ajudaram no resultado foram: Preço das principais commodities em alta; Valorização do dólar em relação ao real; Demanda externa aquecida; Clima favorável; Bons resultados das últimas safras. Dos 50 municípios com os maiores valores da produção agrícola, 22 pertenciam a Mato Grosso (MT) e somaram R$ 37,1 bilhões. Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul vieram na sequência, com seis cidades cada um. Os três primeiros colocados foram Sorriso (MT), Sapezal (MT) e São Desidério (BA), cidade baiana que tinha conquistado o primeiro lugar em 2018. https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/ https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/sorriso/ https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/sapezal/ https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2019/09/05/producao-agricola-no-pais-bate-recorde-e-atinge-r-3435-bilhoes-em-2018-diz-ibge.ghtml https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2019/09/05/producao-agricola-no-pais-bate-recorde-e-atinge-r-3435-bilhoes-em-2018-diz-ibge.ghtml https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2019/09/05/producao-agricola-no-pais-bate-recorde-e-atinge-r-3435-bilhoes-em-2018-diz-ibge.ghtml 12 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Sorriso respondeu, sozinho, por 1,1% da produção nacional no ano passado, retomando, assim, a posição perdida para São Desidério em 2018. Com importante participação na geração de grãos, a cidade mato-grossense se destacou como o maior produtor nacional de milho e soja: 3,2 milhões de toneladas de milho, crescimento anual de 11,4%; e 2,1 milhões toneladas de soja, queda de 4,0%. Já Sapezal (MT), teve destaque na produção de seis produtos: algodão herbáceo (em caroço), soja, milho, feijão, arroz e girassol. Somente o algodão chegou a 894,8 mil toneladas, crescimento de 18,2%, o que representou um valor da produção de R$ 1,9 bilhão. Esse volume fez com que o município se destacasse como o maior representante da cultura no país, com participação de 13% do total nacional. São Desidério também contou com o impulso da cotonicultura (cultivo de algodão) que gerou R$ 1,5 bilhão, alta de 2,7%. No total, foram produzidas 592,7 mil toneladas, tornando a cidade baiana o segundo maior produtor de algodão do país. A soja, porém, teve queda de 19%, totalizando 1,3 milhão de toneladas, com um valor da produção de R$ 1,4 bilhão, enquanto o milho registrou R$ 170,2 milhões, com retração de 39,6% em relação a 2018. Por região Dentre as cinco regiões do país, o Centro-Oeste alcançou o maior valor da produção agrícola, com R$ 107,9 bilhões, alta anual 12,2%, com a soja como principal lavoura, seguida do milho e da cana-de-açúcar. Em seguida, está o Sudeste, com R$ 97,6 bilhões, com destaque também para a produção de cana-de-açúcar. O município de Unaí, em Minas Gerais, liderou o valor da produção na região, com as culturas de soja e milho. No Sul, o destaque ficou com o Município de Guarapuava, no Paraná, que teve maior valor de produção R$ 772, 8 milhões dentre as cidades da região, puxada pela soja. A oleaginosa também impulsionou a produção do Nordeste, junto com a cana-de-açúcar. E, na região Norte, o Pará apresentou o maior valor da produção agrícola da região, tendo o açaí como principal cultura. O destaque ficou com o município de Igarapé- Miri, que teve o maior valor da produção regional (R$ 891,0 milhões).(Retirado de Portal G1) Projeções O Brasil deve registrar, em 2021, safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa de janeiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a previsão, o país deve produzir 262,2 milhões de toneladas, resultado 3,2% superior ao registrado no ano passado. Entre as principais lavouras, a expectativa é de alta nas produções de soja (7,2%), que deve totalizar 130,3 milhões de toneladas; de milho (0,4%), que deve totalizar 103,7 milhões de toneladas; de feijão (4,1%) e de sorgo (0,1%). Por outro lado, são esperadas quedas na safra de arroz (- 0,6%), que deve chegar a 11 milhões de toneladas; na lavoura de algodão herbáceo (16,5%), que deve totalizar 5,9 milhões de toneladas; e na safra de trigo (-6,5%). Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também faz estimativas para outros produtos agrícolas importantes do país. Em 2021, são esperadas altas nas safras de laranja (0,8%), que deve somar 15,9 milhões de toneladas; de uva (13,1%), de banana (3,2%) e de tomate (1,2%). (Fonte: Agência Brasil) Importante destacar ainda a região conhecida por MATOPIBA (expansão das fronteiras agrícolas) Matopiba é uma região formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia, para onde a agricultura se expandiu a partir da segunda metade dos anos 1980. Produz de tubérculos a frutas, passando pela pecuária, mas se destaca mesmo é no cultivo de grãos e fibras, especialmente soja, milho e algodão. https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/sao-desiderio/ https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/sapezal/ https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/sao-desiderio/ https://g1.globo.com/mg/grande-minas/cidade/unai/ https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/ https://g1.globo.com/pr/parana/ 13 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Outras informações: • Atlas mostra que produtores pretos ou pardos se concentram em pequenos estabelecimentos e que brancos são maioria conforme aumenta a área. • Área média dos estabelecimentos do Centro- Oeste (322 hectares) é quase cinco vezes maior que a média nacional (69 hectares). • No bioma da Mata Atlântica, apenas 24,2% da utilização das terras nos estabelecimentos são destinados às florestas (naturais ou plantadas). • Proporção de estabelecimentos que usam agrotóxicos sobe 22,9% em 11 anos. • Turismo rural aparece como fonte de receitas dos estabelecimentos agropecuários. (Fonte: Atlas do Espaço Rural Brasileiro – IBGE) 4 A estrutura urbana brasileira e as grandes metrópoles. Urbanização: população da cidade cresce mais que a do campo. Para fins de identificação, país urbano é aquele em que mais de 50% da população vive nas cidades. A partir de 1930, o Brasil passa a acompanhar o movimento de êxodo rural (saída do campo para a cidade). Metrópole: alto nível de importância e influência. Região metropolitana: conjunto formado pela metrópole e cidades satélites (núcleo urbano e áreas vizinhas menos povoadas). Conurbação: área urbana hiper-desenvolve lado a lado (difícil a diferenciação de uma cidade da outra) Megacidade: aglomeração urbana superior a 10 milhões de habitantes. A maior megacidade do mundo é Tóquio, que abriga mais de 30 milhões de habitantes. A área urbana dessa cidade extrapola boa parte dos seus limites municipais, estendendo-se para várias áreas de entorno em um fenômeno chamado de conurbação. Já a maior megacidade brasileira é São Paulo, que reúne em sua região metropolitana uma população superior aos 20 milhões de habitantes. Megalópole: junção de metrópole ou região metropolitana (Exemplo: eixo Rio-São Paulo) Cidade global: influência de tal cidade no contexto global (aspecto qualitativo). Crescimento urbano: expansão física de uma cidade (aumento em área) Nas décadas de 1970 e 1980 o Brasil sofreu um intenso processo de êxodo rural. A mecanização da produção agrícola expulsou trabalhadores do campo que se deslocaram para as cidades em busca de oportunidades de trabalho. Hoje, o deslocamento do campo para a cidade continua, porém, em percentuais menores. O intenso processo de urbanização no Brasil gerou o fenômeno da metropolização (ocupação urbana que ultrapassa os limites das cidades) e, consequentemente, o desenvolvimento de grandes centros metropolitanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Manaus, entre outros. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 a maior parte da população brasileira, 84,72%, vive em áreas urbanas. Já 15,28% dos brasileiros vivem em áreas rurais. A Grande Região com maior percentual de população urbana é o Sudeste, com 93,14% das pessoas vivendo em áreas urbanas. A Região Nordeste é a que conta com o maior percentual de habitantes vivendo em áreas rurais, 26,88%. https://pt.wikipedia.org/wiki/Conurba%C3%A7%C3%A3o 14 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Novas metrópoles do Brasil: Vitória, Florianópolis e Campinas Três novas metrópoles surgiram no país na década encerrada em 2018: Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Campinas (SP). No caso dessa última, é primeiro arranjo populacional a ser considerado metrópole no país sem ser originado de capital estadual. Em 2018, o IBGE atestou que esses arranjos populacionais detinham grande quantidade empresas e instituições públicas multilocalizadas – além de possuírem expressiva atratividade para bens e serviços. Além das três novas, permanecem nessa classificação São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e Manaus (AM). A cidade de São Paulo (SP) permaneceu como a principal metrópole do país. Na pesquisa, São Paulo ocupa isoladamente, a posição de maior hierarquia urbana do Brasil. O IBGE lembrou que esse centro urbano tem arranjo populacional de 21,5 milhões de habitantes em 2018 e representava 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016. O IBGE informou ainda que Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ) ocupam juntas segunda colocação hierárquica, também com forte presença nacional. O instituto lembra que o arranjo populacional de Brasília contava, em 2018, com 3,9 milhões de habitantes, enquanto o do Rio de Janeiro somava 12,7 milhões de pessoas, no mesmo ano. Os arranjos populacionais de metrópoles são estruturas de maior porte do que as cidades. Uma metrópole, além da cidade de origem, abrange municípios no entorno, com tamanha integração entre eles que justifica tratá-los como “um único nó” da rede urbana – principalmente nos deslocamentos para estudo e trabalho. No levantamento, 32 cidades de 12 Estados passaram ser consideradas Capitais Regionais em 2018. Os Estados de Goiás, Mato Grosso e Rondônia foram os que mais aumentaram em termos relativos o número de Capitais Regionais. Essa classificação serve para centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão - mas com alcance menor, em termos de região de influência, em comparação com as metrópoles. No levantamento, o IBGE apurou que a busca por aeroporto possui a maior distância linear percorrida, cerca de 174 quilômetros em média, nos deslocamentos dos brasileiros no país. A segunda posição é ocupada por busca de serviços de saúde de alta complexidade, como cirurgias em geral e tratamento de câncer, com média de 155 quilômetros de distância percorrida, nos deslocamentos dos brasileiros. Para serviços de baixa e média complexidade, como consultas odontológicas e serviços ortopédicos, a distância média percorrida pelos brasileiros é menos da metade: 72 quilômetros. O IBGE também investigou a distância média em deslocamento para atividades de ensino superior. Em média, o brasileiro se deslocou 92 quilômetros em busca deuniversidades, em 2018. No caso de atividades culturais, a média de deslocamento percorrida foi de 67 quilômetros. Os brasileiros percorrem também, em média, 73 quilômetros por atividades esportivas, como assistir jogos de futebol por exemplo. 15 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Atualmente, grande parte dos problemas urbanos podem ser explicados pelo crescimento desordenado das cidades (macrocefalia urbana). Tal processo explica a periferização, bem como a segregação socioespacial (era da “condominização”). Dados do IBGE reforçam determinados aspectos: O país tem quase dois terços (64,93%) dos aglomerados subnormais localizados a menos de dois quilômetros de distância de hospitais. A maioria dessas localidades (79,53%) também está próxima, a menos de um quilômetro, de unidades básicas de saúde. Conhecidos como favelas, grotas, palafitas, mocambo, entre outros, os aglomerados subnormais são formas de ocupação irregular de terrenos públicos ou privados, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação. As populações dessas comunidades vivem sob condições socioeconômicas, de saneamento e de moradias precárias. De acordo com a estimativa, em 2019, havia 5.127.747 milhões de domicílios ocupados em 13.151 mil aglomerados subnormais no país. Essas comunidades estavam localizadas em 734 municípios, em todos os estados do país, incluindo o Distrito Federal. Em 2010, havia 3.224.529 domicílios, em 6.329 aglomerados subnormais, em 323 cidades, segundo o último Censo. Entre os estados brasileiros, o Amazonas (34,59%) tem a maior proporção de domicílios em aglomerados subnormais. Em seguida vem o Espírito Santo (26,10%), o Amapá (21,58%), Pará (19,68%) e o Rio de Janeiro (12,63%). Em São Paulo, 7,09% dos domicílios estão nessas localidades. O estado mais populoso do país, contudo, tem pouco mais de 1 milhão de casas em aglomerados subnormais. O estado com a menor proporção é o Mato Grosso do Sul (0,74%). O município de Vitória do Jari, no Amapá, tem 74% dos domicílios localizados em aglomerados subnormais. Na cidade vivem 15,9 mil pessoas. Belém (PA) e Manaus (AM) têm mais da metade dos domicílios ocupados em aglomerados subnormais, 55,5% e 53,3%, respectivamente. Logo em seguida vem Salvador, na Bahia, com 41,8% das habitações em comunidades carentes. A Rocinha, no Rio, é o maior aglomerado subnormal do país, com 25.742 domicílios. Completam o grupo a comunidade do Sol Nascente, no Distrito Federal, com 25.441 casas; Rio das Pedras, também no Rio, com 22.509; e Paraisópolis, em São Paulo, com 19.262 domicílios em aglomerados subnormais. 5 Distribuição espacial da população no Brasil e movimentos migratórios internos A cidade, nas palavras do sociólogo e urbanista Robert Park, é a tentativa mais bem-sucedida do homem de refazer o mundo em que vive mais de acordo com os desejos do seu coração. Mas, se a cidade é o mundo que o homem criou, é também o mundo onde ele está condenado a viver daqui por diante. Assim, indiretamente, e sem ter nenhuma noção clara da natureza da sua tarefa, ao fazer a cidade o homem refez a si mesmo. Um dos pontos mais importantes: ocupação do território brasileiro. Para isso, é importante compreender alguns conceitos básicos: - População absoluta: nº total de habitantes de determinada localidade. Censo demográfico quantifica a população (2021). Grande população absoluta: POPULOSO - População relativa / densidade demográfica: número de habitantes por quilômetro quadrado (hab/km²). 16 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Grande população relativa: POVOADO. Brasil é populoso (cerca de 212 milhões de habitantes), mas não é povoado (26 hab/km²). ✓ São Paulo continua sendo o município mais populoso, com 12,3 milhões de pessoas. ✓ Com apenas 776 habitantes, Serra da Saudade (MG) é a cidade brasileira com menor população. ✓ 21,9% da população está concentrada em 17 municípios, todos com mais de um milhão de habitantes, sendo que 14 são capitais estaduais. ✓ Em 2020, eram 49 os municípios com mais de 500 mil habitantes. ✓ O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, com 1410 (37,3%). ✓ Os municípios entre 100 mil e um milhão de habitantes são os com maior contingente com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46,0%). ✓ Em 28,1% dos municípios (ou 1.565 cidades) houve redução populacional, enquanto apenas 205 municípios (3,7% do total) tiveram crescimento igual ou superior a 2%. ✓ No ranking dos estados, São Paulo segue como o mais populoso, com 46,3 milhões de habitantes, concentrando 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais (21,3 milhões de habitantes), e do Rio de Janeiro (17,4 milhões). Os cinco estados menos populosos, que somam cerca de 5,7 milhões de pessoas, estão todos na Região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia. Há um processo caótico nos grandes centros urbanos: segregação socioespacial (era da condominização / camarotização / gentrificação) – o que reforça uma questão socioeconômica, além de espacial. Atualmente, fala-se muito no direito à cidade. Além disso, há a transição “rurbano”. Outro ponto importante diz respeito às questões demográficas: - Taxa de Natalidade - Taxa de Mortalidade - Taxa de Fecundidade - Crescimento vegetativo - ÁREA ECÚMENA: densamente ocupada - ÁREA ANECÚMENA: pouco ou não ocupada - Expectativa de vida Deslocamento de pessoas: Emigrantes: deixam determinado local Imigrantes: chegam em determinado local Migração de retorno: descolamento de pessoas para sua região de origem. A partir da década de 1980, muitos nordestinos voltaram para a região (devido ao aquecimento da economia). - Antigamente: inter-regional - Atualmente: intra-regional Em 2019, expectativa de vida era de 76,6 anos 17 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Agência IBGE 26/11/2020 Uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos. Isso representa um aumento de três meses em relação a 2018 (76,3 anos). A expectativa de vida dos homens passou de 72,8 para 73,1 anos e a das mulheres foi de 79,9 para 80,1 anos. Entre as unidades da federação, a maior expectativa de vida foi verificada em Santa Catarina (79,9 anos), com 3,3 anos acima da média nacional, e a menor, no Maranhão (71,4 anos). Já a menor taxa de mortalidade infantil foi a do Espírito Santo (7,8 por mil) e a maior, no Amapá (22,6 por mil). Entre 1940 e 2019 a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 91,9%, sendo que a taxa de mortalidade entre 1 a 4 anos de idade diminuiu 97,3%. Neste período foram poupadas aproximadamente 135 vidas de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidas vivas e 198 vidas de crianças de até 5 anos. Em 1940, a taxa de mortalidade na infância (crianças de até 5 anos) era de aproximadamente 212,1 óbitos para cada mil nascidos vivos. Em 2019, a taxa foi de 14,0 por mil. Em 2019, um homem de 20 anos tinha 4,6 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo de idade. É na faixa entre 15 e 34 anos que existe a maior disparidade entre a taxa de mortalidade da população masculina em relação à feminina. Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina. Em 1940, um indivíduo ao atingir 65 anos, esperaria viver em média mais 10,6 anos, sendo que, no caso dos homens, seriam 9,3 anos, e das mulheres 11,5 anos. Já em 2019, esses valores passaram a ser de 18,9 anos para ambos os sexos, 17,2 anos para homens (7,9 anos a mais) e 20,4 anos para as mulheres (8,9 anos a mais).Além disso, em 1940, a população de 65 anos ou mais representava 2,4% do total. Em 2019, o percentual passou para 9,5% – um aumento da ordem de 7,1 pontos percentuais. Espírito Santo tem a menor taxa de mortalidade infantil e Amapá, a maior Quanto às unidades da federação, a menor taxa de mortalidade infantil em 2019, assim como em 2018, foi verificada no Espírito Santo: 7,8 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Por outro lado, a maior foi, mais uma vez, a do Amapá: 22,6 por mil. Mas mesmo os estados do Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal, com taxas abaixo de 10 por mil, estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo. Japão e Finlândia, por exemplo, para o período de 2015-2020, possuem taxas abaixo de 2 por mil. Contudo, estão bem abaixo de países da África Ocidental e Central, cujas taxas de mortalidade infantil estão em torno de 90 por mil. Nossas taxas estão mais próximas da China (9,9 por mil). 6. Integração entre indústria e estrutura urbana e setor agrícola no Brasil. Existe uma relação direta entre a industrialização e o processo de urbanização (tanto para entendimento dos avanços em questão, como para a análise dos problemas decorrentes). A industrialização promoveu uma dinamização da sociedade, tornando a cidade uma necessidade atrativa para a população. Outro ponto importante que tende a fortalecer o espaço urbano é a mecanização no campo (obriga a população a se deslocar para os grandes centros). No Brasil, os polos industriais de desenvolvimento majoritário encontram-se nas regiões Sul e Sudeste (grandes aglomerados urbanos). Industrialização na abordagem histórica: 1930 até 1956 – avanço da atividade industrial no Brasil Substituição e importações (criação de indústrias de base pelo Estado) – CSN / Vale do Rio Doce / Petrobrás / Eletrobrás 1956 até 1980: Impulsionamento do rodoviarismo Destaque para indústria automobilística Concentração industrial no Sudeste 1956 em diante: “internacionalização da economia Multinacionais Governo JK e Ditadura Militar Década de 1980 – década perdida Inflação alta Baixo poder de consumo Produção interna abalada 18 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Década de 1990 (Collor) Abertura da economia 7 Rede de transporte no Brasil: modais e principais infraestruturas Em ranking internacional, o Brasil aparece com a 4ª maior malha rodoviária do mundo (perdendo para EUA, China e Índia). Há uma ampla dependência do rodoviarismo. Alguns números (CNT) mostram a dimensão da questão: - A frota de veículos no Brasil, em 2020, chegou a 107,2 milhões de veículos. A região Sudeste responde por 48,2% do total da frota, sendo que São Paulo tem 28,6% do total de veículos. - No Brasil, hoje, existem 74,7 milhões de condutores habilitados, sendo 48,3% na categoria B; 33,6% na AB; e 4,0% na D. Em relação ao gênero dos condutores, 65,2% são homens. A faixa etária predominante é entre 31 e 40 anos (19,5 milhões). - O país possui 120.767,3 km de malha rodoviária federal (somadas as extensões pavimentada, não pavimentada e planejada). Desse total, 64,0 mil km são pavimentados. Minas Gerais concentra 12,6% de toda a extensão pavimentada, seguido da Bahia, com 9,9%. A distribuição espacial da logística de transportes no território brasileiro revela uma predominância do modal rodoviário, bem como sua concentração na região Centro-sul com destaque para o estado de São Paulo. Mesmo com distribuição desigual pelo território nacional, a malha rodoviária tem vascularização e densidade muito superiores às dos outros modais de transporte e só não predomina na região amazônica, onde o transporte por vias fluviais tem grande importância, devido à densa rede hidrográfica natural. Por outro lado, a distribuição das ferrovias e hidrovias é bem reduzida e tem potencial muito pouco explorado, especialmente em um país das dimensões do Brasil. Investimento público federal em rodovias em 2020 caiu 2,3% em relação a 2019, sendo (dados da CNT): • -1,5% em adequação • -15,0% em construção • + 0,6% em manutenção • Em 2020, o total investido pelo Governo Federal em rodovias foi de R? 6,74 bilhões - valor que, descontada a inflação, é 31,7% menor do que o que se investia apenas em manutenção em 2010 (R? 9,87 bilhões) – 78,5% das rodovias não são pavimentadas considerando toda malha rodoviária nacional; – 59% da malha pavimentada apresenta algum tipo de problema, sendo considerada regular, ruim ou péssima; – as condições da pavimentação tiveram um impacto de 28,5% de aumento no custo operacional do transporte; – o prejuízo ocasionado por acidentes foi de R$ 9,73 bilhões em 2018, ano em que o governo investiu R$ 7,48 bilhões na infra de transporte rodoviário; – em 2019 foram consumidos desnecessariamente 931,8 milhões de litros de diesel por conta da má qualidade das estradas. Entre 18 países, o Brasil ocupa o 17º lugar em ranking da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que mede a qualidade da infraestrutura de transportes. Principais modais de transporte (lembrando que pode acontecer o sistema intermodal – com utilização de diferentes modais de transporte): Modal rodoviário (caminhões, carros, motos) • Bastante difundido em todo o mundo • Sistema flexível (porta a porta) • Destaque no governo JK • Curtas distância • Baixo custo de implantação (comparado ao modal ferroviário) 19 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI • Baixa capacidade de carga (comparado a outros modais) • Elevado consumo energético (queima de combustíveis) • Alto custo de manutenção (qualidade das vias) Modal ferroviário • Alta capacidade de carga • Favorável para longas distâncias e grandes cargas • Traçado fixo • Elevado custo * (custo benefício) Modal hidroviário • Rotas naturais (rios, grandes lagos, costa do mar) • Grande volume de carga • Não é qualquer local que utiliza pela dimensão natural • Baixo consumo energético Modal aeroviário • Transporte de pessoas e carga • Velocidade para chegar no destino • Custo operacional elevado Modal Dutoviário • Exclusivo para cargas (produtos específicos) • Tubulações no subterrâneo (água, minério, óleo e gás) Dados do Anuário CNT do Transporte 2020 TRANSPORTE RODOVIÁRIO MALHA 1.720.700,0 km é a extensão total da malha rodoviária em 2019 (No período de 2009 a 2019 a malha pavimentada cresceu apenas 0,5%) 12,4% é pavimentada: 213.452,0 km 9,1% é planejada: 157.309,0 km 78,5% é não pavimentada: 1.349.938,0 km Em 2009, a extensão rodoviária brasileira era 1.712092,7 km, sendo: 12,4% a extensão pavimentada: 212.491,40 km 7,7% a extensão Planejada: 131.233,3 km 79,9% a extensão não pavimentada: 1.368.368,0 km CONDIÇÃO DAS RODOVIAS - PESQUISA CNT DE RODOVIAS 59,2% das rodovias avaliadas, em 2019, apresentaram algum tipo de problema no estado geral 47,6% dos trechos avaliados têm problemas no pavimento 48,1% dos trechos avaliados apresentam deficiência na sinalização 75,7% dos trechos avaliados têm falhas na geometria TRANSPORTE FERROVIÁRIO EMPREGO 38.391 pessoas empregadas no transporte ferroviário de cargas, em 2019, entre pessoal próprio e terceirizado – redução de 0,54% em relação a 2018 (38.601) OPERAÇÃO LOCOMOTIVAS 3.004 locomotivas operando em 2019. 1,4% de redução em relação a 2018 (3.048). 2.3.2. VAGÕES 98.013 vagões operando em 2019. 4,1% de aumento em relação a 2018 (94.159) MOVIMENTAÇÃO CARGA 366,4 bilhões de toneladas de carga por quilômetro útil (TKU) foram transportadas em 2019. 10,2 % a menos do que em 2018 (407,9 bilhões de TKU) 20 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI 494,5 milhões de toneladas úteis (TU) foram transportadas em 2019. 13,3% a menos do que em 2018(570,2 milhões de TU) TRANSPORTE AQUAVIÁRIO MOVIMENTAÇÃO 1,1 bilhão de toneladas de cargas foram movimentadas nas instalações portuárias brasileiras em 2019 - queda de 1,6% em relação a 2018 Granel sólido: 680,7 milhões de toneladas (queda de 5,5% em relação a 2018) Granel líquido e gasoso: 252,1 milhões de toneladas (aumento de 7,1% em relação a 2018) Carga conteinerizada: 116,9 milhões de toneladas (aumento de 3,2% em relação a 2018) Carga geral: 54,3 milhões de toneladas (queda de 4,8% em relação a 2018) TRANSPORTE AEROVIÁRIO EMPREGO 50.464 pessoas empregadas nas companhias aéreas em 2019. Crescimento de 12,2% em relação a 2018 Distribuição em 2019: Tripulação de cabine: 22,7% Pessoal de tarifação e vendas: 18,5% Pessoal de manutenção e revisão: 16,3% Pilotos e co-pilotos: 12,4% Demais tripulantes de voo: 0,1% Outros: 30,0% FROTA 22.219 aeronaves registradas em 2019. 0,1% de aumento em relação a 2018, quando a frota era formada por 22.189 aeronaves Distribuição de aeronaves em 2019: Privado: 10.360 (46,6%) Experimentais: 5.665 unidades (25,5%) Instrução privada: 1.812 unidades (8,2%) Transporte Público Não- Regular - Táxi Aéreo: 1.358 unidades (6,1%) DEMANDA 950,7 mil voos realizados por empresas brasileiras e estrangeiras em 2019. 1,7% de queda em relação a 2018, quando foram registrados 966,8 mil voos Queda de 1,4% no mercado doméstico e de 3,4% no internacional, de 2018 para 2019 Mapa das Rodovias Federais 21 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI 8. A integração do Brasil ao processo de internacionalização da economia Brasil é um país destaque entre as economias globais (entre as 10, com a possibilidade de cair segundo projeções). Maior parceiro comercial do Brasil: China Marca principal do Brasil: desigualdade socioeconômica Balança comercial fechou 2020 com superávit de US$ 50,9 bilhões, maior que o de 2019. O valor foi superior ao saldo de 2019, quando a balança teve superávit de US$ 48,036 bilhões. O valor foi o terceiro maior saldo desde o início da série histórica, iniciada em 1989. O maior saldo da série histórica foi o registrado em 2017 – US$ 66,989 bilhões – , seguido pelos US$ 58,033 bilhões registrados em 2018. O superávit é registrado quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial. PIB do Brasil despenca 4,1% em 2020 Foi o maior tombo desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996. PIB per capita também teve queda recorde de 4,8%. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) chegou a R$ 7,4 trilhões. Já o PIB per capita (por habitante) em 2020 foi de R$ 35.172, com queda de 4,8% – a maior já registrada em 25 anos. Principais destaques do PIB em 2020: • Serviços: -4,5% • Indústria: -3,5% • Agropecuária: 2% • Consumo das famílias: -5.5% • Consumo do governo: -4,7% • Investimentos: -0,8% • Exportação: -1,8% • Importação: -10% • Construção civil: -7% O setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB, foi o mais afetado pela pandemia e pelas medidas restritivas. Entre os subcomponentes, o maior tombo foi em "outras atividades de serviços" (-12,1%), categoria que inclui restaurantes, academias, hotéis. Na indústria, o pior desempenho foi o da construção civil (-7%), que voltou a cair depois da alta de 1,5% em 2019. Também apresentaram queda as indústrias de transformação (-4,3%), e de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%). Segundo o IBGE, os principais destaques negativos, que pressionaram a queda da indústria em geral, partiram da produção automotiva, de outros equipamentos de transporte, da metalurgia, de máquinas e equipamentos e de artigos de vestuário. Por outro lado, as indústrias https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/03/03/servicos-tiveram-o-pior-desempenho-do-pib-em-2020-entenda-o-que-aconteceu.ghtml https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/03/03/servicos-tiveram-o-pior-desempenho-do-pib-em-2020-entenda-o-que-aconteceu.ghtml 22 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI extrativas avançaram 1,3%, devido à alta na produção de petróleo e gás que compensou a queda da extração de minério de ferro. (Fonte: G1) Levantamento da FGV mostra que, entre 2011 e 2020, economia brasileira registrou um crescimento médio de 0,3% ao ano, pior que o da década de 1980. Brasil caiu 3 posições e virou 12ª maior economia global, pior lugar desde 2004 O real teve um dos piores desempenhos do mundo em 2020 e o PIB do Brasil em dólares caiu 23%. Canadá, Coreia do Sul e Rússia passaram o Brasil na lista global. 9 Geografia e gestão ambiental e 10 Macrodivisão natural do espaço brasileiro: biomas, domínios e ecossistemas A questão da gestão ambiental acaba envolvendo fatores amplos sobre a temática meio ambiente. Trata-se de uma perspectiva extremamente vasta na compreensão dos fenômenos ambientais, bem como no gerenciamento político. Nos últimos anos, temas como queimadas, desmatamento, escassez de água, economia verde, desenvolvimento sustentável, fontes renováveis, problemática do lixo, poluição atmosférica, tráfico de animais e os riscos para a biodiversidade são algumas das questões mais impactantes. Os biomas brasileiros Bioma é um conjunto de espécies de plantas e animais que vivem em determinada região. Cada bioma tem fauna e flora específicas que são definidas pelas condições físicas, climáticas, geográficas e litológicas (das rochas). Ou seja, cada bioma tem uma diversidade biológica singular, própria. 23 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. Ecossistema é o nome dado a um conjunto de comunidades que vivem em um determinado local e interagem entre si e com o meio ambiente, constituindo um sistema estável, equilibrado e autossuficiente. O termo foi utilizado pela primeira vez em 1935 pelo ecólogo Arthur George Tansley. Desde então, faz parte do vocabulário da comunidade científica e da sociedade. A Amazônia Legal é uma área formada por nove Estados e abrange toda a região Norte, além de partes do Centro- Oeste e do Nordeste. São 5 milhões de quilômetros quadrados, ou 59% de todo o território nacional. Isso inclui os Estado do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e Maranhão. O conceito foi criado em 1953 para que o governo planejasse o desenvolvimento econômico de toda a região de forma integrada. Para promover a integração econômico da Amazônia Legal, o governo federal criou, na década seguinte, órgãos como a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que coordena a ação de órgãos federais no território, e o Banco da Amazônia. Como a Amazônia Legal foi criada com foco no desenvolvimento econômico, em seu território não há só floresta amazônica, mas também áreas de matas de transição e outros biomas. Os limites da Amazônia Legal foram alterados várias vezes em consequência de mudanças na divisão política do país. Amazônia Azul A Amazônia Azul é um conceito político-estratégico que contempla e integra as vertentes econômica, científica, ambiental e de soberania relacionados ao mar. O Brasil tem sob nossa jurisdição uma área marítima de cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a, aproximadamente, metade da nossa massa continental. Nessa área existem recursos naturais e uma rica biodiversidade ainda inexplorados. O Dia Nacional da Amazônia Azul foi reconhecido pela Lei 13.187 de 2015. A data foi escolhida em homenagem à entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, em 16 de novembro de 1994. Madeira ilegal apreendidapela PRF em 2020 superou em 95% a de 2019 (Balanço de apreensões foi divulgado pelo Ministério da Justiça) Segundo o diretor-geral da PRF, Eduardo Aggio, mais de 36,997 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram apreendidos em rodovias federais de janeiro a novembro deste ano. O resultado é 95% superior aos 18,945 mil metros cúbicos apreendidos em 2019. Em 2018, foram apreendidos 13,904 mil metros cúbicos. Além do maior volume de madeira ilegal, os policiais rodoviários federais também resgataram um número maior de animais silvestres. Foram 34 mil espécimes este ano, contra 11 mil no ano passado e 18.897 em 2018. Problemática do Lixo no Brasil O brasileiro produz cada vez mais lixo – 1,52 milhão de toneladas por semana, o equivalente a quase sete navios de cruzeiro. Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe). Em 2010, foram gerados 66,69 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Já em 2019, o descarte aumentou para 79,06 milhões de toneladas – 18,6% a mais. A produção de lixo plástico no Brasil também cresceu; no entanto, das 11,3 milhões de toneladas geradas, apenas 1,3% foram recicladas em território nacional. E de cada 72,7 milhões de toneladas de lixo coletadas, cerca de 29,5 milhões foram descartadas https://brasilescola.uol.com.br/biologia/ecologia.htm 24 GEOPOLÍTICA PROF.: RODOLFO GRACIOLI incorretamente, indo parar em aterros controlados ou lixões (Revista Piauí). Questão dos Agrotóxicos Foram liberados 493 pesticidas no ano de 2020, 4% mais do que o de 2019. Números vêm crescendo desde 2016. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli MATERIAL DE REVISÃO PF / PRF Temas de Redação Prof. Rodolfo Gracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Fala galera, tudo bem? Esse material foi preparado com muito carinho para um momento de revisão (antecipei a divulgação para que o pessoal que vai prestar outras provas possa utilizar). Ao longo das aulas você devem ter percebido a importância da fundamentação por meio de exemplificações, dados e conceitos específicos. É uma questão imprescindível para um bom texto (principalmente CEBRASPE). Dessa forma, seguem orientações para que utilizem da melhor maneira: ✓ Não existe problema em fazer aproximações, arredondamentos (esse é um grande medo dos candidatos). Não é preciso lembrar o valor absoluto, exato. O que você não pode fazer é “errar” muito na aproximação. Exemplo: 56,1% da população brasileira é negra (pretos e pardos), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – você pode falar que mais da metade da população brasileira se autodeclara negra (mas não pode falar que 70% da população brasileira é negra). ✓ Aproveitando o exemplo anterior, tente aproximar dados de uma mesma dimensão: 56% da população brasileira é negra (IBGE). 75,7% dos assassinatos no Brasil são de pessoas negras (Atlas da Violência 2020). ✓ O ideal é que você lembre a fonte (origem da informação). Exemplo: Ministério da Justiça, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Organização das Nações Unidas. Entretanto, caso você se esqueça, é possível “generalizar”: “segundo dados recentes”; “segundo pesquisas recentes”. ✓ É importante escrever por extenso (ainda que sejam organizações conhecidas). No caso de repetir, você pode usar apenas a sigla. ✓ O dado precisa estar atrelado a uma explicação (não se deve “jogar” apenas o dado no texto). O detalhamento do dado deve ser feito com objetividade e clareza, sem rodeios ou prolixidade. ✓ Não existe uma regra, mas existem boas recomendações: você pode iniciar o parágrafo com a explicação e “afunilar” com o dado (TODO para a PARTE). ✓ O exemplo concretiza sua análise .Dessa forma, suponhamos que no tema “PF/PRF no contexto da pandemia”, você exemplifique: PF atuando no combate à corrupção com diversas operações (em parceria com as polícias civis); PRF promovendo a escolta das vacinas e caminhões com oxigênio em Manaus (note que você estabelece aquilo que é concreto para o examinador). ✓ Com o dado estatístico a questão é a mesma: 1,35 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde (você pode usar esse dado para falar da escala global do tema). Por outro lado, pode apresentar o dado nacional: segundo Ministério da Saúde, cerca de 31 mil pessoas morreram em 2019 no trânsito brasileiro. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli ✓ Não é preciso inserir dados / exemplos / conceitos em todos os parágrafos (como se fosse um modelo estático). Ainda assim, para o CEBRASPE, é a melhor via de fundamentação do texto (quanto maior o seu repertório melhor). ✓ A assimilação desse tipo de informação é processual. Alguns alunos desenvolvem técnicas de memorização, fixação e afins. O certo é que, de tanto observar os dados, uma hora você terá “internalizado”. ✓ Se você se lembrar de um dado, mas não lembrar a fonte, use a técnica da generalização. ✓ Fique tranquilo (a), eu que trabalho diariamente com isso, há anos, esqueço. Pode acontecer e não será o fim do mundo. Busque outro recurso com muita tranquilidade e concentração! ✓ O material pode apresentar algumas diferenças pequenas de dados (isso porque depende de quando se fecha o levantamento. Como são diferentes levantamentos (alguns até com a mesma fonte) é natural que exista uma diferença. Entretanto, você pode utilizar qualquer um dos dados do nosso material – todos são de fontes oficiais). ✓ Uma questão importante é que alguns dados podem ser mais amplos, gerais, ou ainda podem ser mais específicos (você pode abordar um dado nacional / internacional, ou pode fazer referência a uma questão local). Utilizando um tema como exemplo: violência doméstica e feminicídio no Brasil. Vejam as possibilidades: o Casos de feminicídio no Pará aumentam 40% em 2020, aponta Segup o Feminicídios representam mais de 38% dos casos de mulheres mortas na Paraíba em 2020 (secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social) o Casos de feminicídio aumentam 58% em Mato Grosso em 2020 em comparação com 2019 (Sesp) o Em 2020, polícia prendeu mais de 500 pessoas suspeitas de violência doméstica no Maranhão (Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoas do Estado do Maranhão (SHPP-MA)) o Se for pertinente, você pode usar um dado maior (caso a banca aborde a questão da violência contra a mulher na pandemia): Número de feminicídios cresceu 50% durante lockdown na Itália. Você pode ainda trazer comparativos da lei (pensando no caso, sobre endurecimento penal): A Nicarágua colocou em vigor (em janeiro de 2021), pela primeira vez em sua história, prisão perpétua por feminicídio, quando a violência é cometida após um estupro, motivado por misoginia ou na presença dos filhos da vítima. São alguns recursos e possibilidades. ✓ Outra dica importante em se tratando de CEBRASPE. Geralmente, a banca apresenta tópicos para o candidato discorrer (você precisa abordá-los na ordem apresentada, isso porque existe uma relação de progressão textual). Na maior parte das vezes, a banca segue o roteiro abaixo: www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli CAUSA – CONSEQUÊNCIA - INTERVENÇÃO Assim sendo, você inicia o texto falando de possíveis causas (atente-se para o que a banca sugere no tópico – o (s) texto (s) motivador (es) pode ajudar bastante, talvez seja um direcionamento importante para que você saiba qual “caminho” percorrer). Em seguida, você aborda consequências do problema em questão e, por fim, discorre sobre intervenções (prováveis soluções já existentes ou que possam serelencadas, pensando sempre de modo exequível (executável)). No dia da prova, lembre-se de organizar suas ideias e fazer a melhor seleção delas (os temas são inesgotáveis – você não precisa “resolver” a problemática em questão; precisa apenas uma abordagem aprofundada sobre o assunto apresentado pela banca). Para melhor organização das ideias, use a técnica da pirâmide (conforme apresentado no curso): Não se esqueça: ao longo de toda produção de texto, você lutará por cada linha, por cada palavra. Quanto melhor for a seleção do seu repertório, maior será o desempenho! Nos encontramos na formatura da PF / PRF! Obrigado por acreditarem no meu trabalho! www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Acreditem em vocês, do começo ao fim. É luta, cansaço e suor...mas vai dar tudo certo, no seu tempo! O grande erro é você duvidar do seu potencial (e isso acontece várias vezes na caminhada). Temos forças que muitas vezes desconhecemos! Contem comigo! Prof. Rodolfo Gracioli PRF faz apreensão recorde de maconha em Mato Grosso do Sul Policiais recolheram 29,2 toneladas da droga Agência Brasil 09/02/2021 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 29,2 toneladas de maconha na BR-267, na manhã de ontem (8), perto da cidade de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul. Segundo o órgão, essa é a maior apreensão na história da PRF no país. O caminhão transportava uma carga regular de milho, acompanhada de nota fiscal, mas durante a fiscalização, os policiais descobriram a droga encoberta. Eles disseram que a apreensão aconteceu após “ações de inteligência”. Resultados operacionais da PRF apontam recordes de apreensões e redução da violência no trânsito em 2020 Site Governo Federal 03/02/2021 De janeiro a dezembro de 2020, a PRF deflagrou dezenas de operações da fronteira ao litoral do Brasil. O investimento em qualificação do efetivo, equipamentos, infraestrutura, tecnologia e inteligência policial resultou no aumento de apreensões, cujos números superam os registrados pela instituição nos anos de 2018 e 2019. Em 2020, foram tiradas de circulação mais de 727 toneladas de maconha. O número é 123% maior que as apreensões de 2019 e 137% superior às de 2018, sendo apreendidas 324 e 306 toneladas da droga, respectivamente. Na mesma tendência de crescimento seguiram as apreensões de cocaína, que teve um acréscimo de 25% em relação a 2019. Foram 30,3 toneladas no ano passado, contra 24 toneladas no ano anterior. Se comparado a 2018, as apreensões desse tipo de entorpecente subiram 66%. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Com números recordes de flagrantes, a PRF também deteve um número maior de pessoas detidas pelo cometimento de diversos crimes. Em 2020, foram 46.955 pessoas detidas; 18% a mais que em 2019 e maior 36% quando comparado a 2018. Durante todo o ano de 2020, os policiais rodoviários federais trabalharam na prevenção de acidentes, com ações educativas e operações de combate às condutas que contribuem ou até mesmo dão causa a esses eventos. Os dados apontam que, enquanto em 2019 ocorreram 67.446 acidentes nas rodovias federais, em 2020 o número caiu para 63.447, ou seja, são menos 3.999 ocorrências, o que equivale ainda a uma redução de 6% nas chances de alguém ter a vida posta em risco. “Tivemos uma redução aproximada de 50% no número de mortes entre 2011 e 2020, que foi a Década de Ação pela Segurança no Trânsito”, pontuou o diretor-geral, Eduardo Aggio, reforçando o compromisso de trabalhar ainda mais na busca de maior segurança viária e mobilidade nas rodovias federais do país. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Polícia Federal Este foi o ano (2020) em que a Polícia Federal deflagrou o maior número de operações de combate à corrupção. Foram 515. Os valores apreendidos nessas operações chegaram a R$ 6,1 bilhões, um aumento de 190% em relação a 2019. Também foi recorde a apreensão de patrimônio nas investigações das organizações criminosas de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, chegando a mais de R$ 1,1 bilhão em bens apreendidos no ano de 2020 entre dinheiro, imóveis, veículos, contas bancárias, embarcações e aeronaves. O índice de investigações solucionadas vem aumentando a cada ano e, em 2020, chegou a 79,6%. Polícia Rodoviária Federal Até novembro de 2020, as operações da instituição retiraram das mãos dos criminosos uma quantia superior a R$ 5 bilhões. Foram oito fases da Operação Tamoio e duas etapas da Operação Flagellum, que teve como estratégia o combate ao crime nas regiões de fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Entre as apreensões da Polícia Rodoviária Federal estão 669 toneladas de maconha, mais de 103 milhões de maços de cigarros contrabandeados, cerca de 28 toneladas de cocaína tiradas de circulação, recuperação de 8.246 veículos no período e mais de 40 mil presos. A instituição ainda atuou em atividades educativas para reduzir o número de acidentes nas rodovias federais. Na comparação de 2020, entre janeiro e novembro, com o ano de 2019, houve redução de 7,28% no número de acidentes. Combate ao crime organizado O Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA) ampliou de 383, em abril, para 650, em dezembro, o número de policiais atuando por dia no combate ao crime organizado nos onze estados onde está presente. Foram investidos R$ 81,5 milhões na instalação de aparelhos de rádio-comunicação e de aparelhamento de bases integradas, entre outros. De janeiro a 15 de dezembro de 2020, foram apreendidos pelo programa VIGIA, por exemplo, mais de 760 toneladas de drogas, 3.766 veículos e 1.578 armas. Sistema Penitenciário Quase 15 mil vagas foram criadas no sistema penitenciário com investimento de mais de R$ 515 milhões. Também foram feitos investimentos no combate à tuberculose, na compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) e de furgões e ônibus para transporte de presos. Defesa do Consumidor A Secretaria Nacional do Consumidor esteve atenta para orientar e buscar soluções conciliadoras na área de defesa e proteção do consumidor em um ano em que as restrições impostas pela Covid-19 mudaram os hábitos de consumo dos brasileiros. Para isso, foram publicadas notas técnicas conjuntas e assinados termos de ajustamento de conduta. O número de empresas cadastradas na plataforma Consumidor.gov.br cresceu 150%. A plataforma é um serviço público que possibilita a resolução de problemas diretamente entre o consumidor e a empresa, pela internet, sem a necessidade de processo administrativo ou judicial. Lavagem de dinheiro Um grupo de trabalho foi instituído para elaborar o Protocolo Nacional de Investigação e Perícia de Crimes de Lavagem de Dinheiro. Nessa área, em 2020, o Ministério da Justiça repatriou R$ 257 milhões ao território brasileiro, com destaque para R$ 130 milhões em criptomoedas. Refugiados O atendimento aos refugiados ganhou mais celeridade neste ano. O tempo de análise de pedidos de naturalização caiu de 500 para cinco dias em 2020. Ao longo do ano, 3.211 pessoas foram naturalizadas. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Mais de 100 mil processos de refúgio foram resolvidos pelo Comitê Nacional para os Refugiados, da Secretaria Nacional de Justiça, com as análises de julgamentos em bloco dos pedidos de refúgio. Investimento em tecnologia A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos recebeu mais de R$ 28 milhões para investimentosem laboratórios de DNA, além de quase R$ 98 milhões destinados ao fortalecimento das equipes de perícia em local de crime, por meio da compra de viaturas, maletas de local de crime e tablets. Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (22/12/2020) Movimentação anual do PCC passa de R$ 6 milhões para R$ 1 bilhão em 15 anos Documentos de 2004 e 2019 apreendidos pela Polícia Civil e MP-SP (Ministério Público de São Paulo) com tesoureiros e contadores do PCC (Primeiro Comando da Capital) mostram que a movimentação financeira da maior facção criminosa do Brasil aumentou praticamente 160 vezes nos últimos 15 anos. O UOL teve acesso a planilhas que revelam que a organização movimentou R$ 6,2 milhões de setembro de 2004 a junho de 2005 (média aproximada de R$ 688 mil por mês), e cerca de R$ 1 bilhão entre abril de 2018 e julho de 2019 (média aproximada de R$ 66 milhões por mês). A evolução atingiu cifras dignas de uma multinacional. (Fonte: Uol – out. 2020) PCC montou quartel-general com 174 homens na fronteira paraguaia, diz PF A descoberta do número de integrantes do PCC na fronteira entre os dois países foi feita pela PF (Polícia Federal) durante a Operação Exílio, deflagrada em 25 de junho do ano passado para desarticular os integrantes da organização no país vizinho. No aparelho havia um arquivo denominado "Levantamento dos Irmãos no Paraguai". Segundo a PF, trata-se de um cadastro com os nomes de 174 integrantes do PCC que se encontravam na fronteira. (Fonte: Uol – jan. 2021) O Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério da Economia e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formalizaram termos e condições de acordo que prevê uma linha de crédito de até US$ 1,2 bilhão para o financiamento de projetos de Segurança Pública no país (Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública – p. 21/12/2020) A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, lançou o projeto- piloto do Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE). A estrutura permitirá a elaboração de pesquisas, mapeamento, relatórios e compartilhamento de evidências científicas sobre os mercados de ilícitos de drogas no país. Problemática das drogas em localidades específicas O Ceará registrou um aumento de 67% na quantidade de drogas apreendidas, se comparados os anos de 2019 e 2020. No ano passado, as polícias Civil e Militar do estado confiscaram 8,3 toneladas de cocaína, crack e derivados de www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli cannabis. É o maior número desde 2006, de acordo com dados compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). Durante o ano de 2020, a quantidade de drogas apreendidas no Espírito Santo foi cinco vezes maior que no ano anterior. Em operações de combate ao tráfico e atendimento a denúncias, entorpecentes foram encontrados em fundos falsos de veículos, em geladeiras e até em chiqueiros. De acordo com um levantamento feito com as Polícias Militar (PM), Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), este ano foram apreendidas aproximadamente 9,5 toneladas de drogas. No ano anterior, o número foi bem menor: 1,5 tonelada. Plano de Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Plano de Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado, que é mais uma ação do Governo Federal para reduzir os indicadores de violência e crimes no país, como homicídios, latrocínios, tráfico de drogas e roubos a bancos, cargas e veículos. O Plano de Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado buscará o isolamento de líderes de organizações criminosas no sistema prisional; a prevenção e a repressão da criminalidade violenta praticada por esses grupos; e a descapitalização das facções, com foco no bloqueio de bens e valores, além da venda antecipada desses bens. A Polícia Federal é que coordenará as respectivas forças-tarefas. Além dela, participarão a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) Programa Vigia O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) adquiriu 232 viaturas para o Programa Nacional de Vigilância das Fronteiras e Divisas (V.I.G.I.A.), atualmente presente em 13 Estados da Federação. As viaturas, que serão entregues até o início do segundo semestre, irão melhorar as condições de segurança, propiciando o melhor desempenho policial. Os veículos serão distribuídos nos seguintes Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Desde abril de 2019, o Vigia atua com o objetivo de blindar a entrada no Brasil de armas, drogas e produtos contrabandeados pelos cerca de 16 mil quilômetros de fronteira. Polícia Federal gasta 420 milhões de reais na compra de 2.081 veículos Frota terá veículos com blindagem máxima para proteção de juízes e testemunhas. A lista inclui 71 furgões, 1.053 caminhonetes de tração nas quatro rodas, 171 carros tipo sedan, 663 carros tipo hatch, 42 caminhões guincho, 20 sedans híbridos e 61 SUV blindadas. Os carros híbridos, movidos a eletricidade e combustível, fazem parte do projeto da corporação para a substituição gradual de veículos a combustão. Em 2030, serão reduzidos a 90%, em 2040 a 70%, em 2050 a 10% e em 2060 só haverá veículos elétricos e ou movidos a energia solar na Polícia Federal. As SUV blindadas terão proteção balística III-A, de nível máximo. Estes carros serão utilizados na segurança de dignitários, como são chamadas as autoridades estrangeiras. Também serão utilizados para o transporte de vítimas e www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli testemunhas ameaçadas pelo crime organizado, visitantes oficiais estrangeiros em passagem pelo país e para membros do Ministério Público Federal. PRF compra seis helicópteros de famosa fábrica italiana Os equipamentos serão operados pela Divisão de Operações Aéreas a partir de suas bases nas cinco regiões do Brasil A Polícia Rodoviária Federal comprou seis helicópteros da gigante italiana Leonardo Company. O modelo escolhido é o AW119 (avaliado em até 5 milhões de euros), o melhor helicóptero monomotor da categoria disponível no mercado. O mesmo modelo foi selecionado pela Marinha dos Estados Unidos em janeiro para treinar seus aviadores navais. (Fonte: Veja – dez 2020). Combate à criminalidade Embora a circulação de pessoas e mercadorias tenha diminuído por causa da pandemia, a quantidade de maconha apreendida pela polícia no Brasil mais do que dobrou em 2020. Até setembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, em média, 62,1 toneladas de maconha por mês. No ano passado (2019) , a média foi de 27 toneladas. Ao mesmo tempo, a apreensão de cocaína nas rodovias federais cresceu 25%. É um movimento que se encontra sobretudo nos estados que fazem fronteira com o Paraguai: juntos, Mato Grosso do Sul e Paraná responderam por 70% de todas as apreensões de droga. Segundo dados da ONU, o Brasil é hoje o quarto país com maior volume de apreensões de cocaína, volume esse que triplicou num intervalo de cinco anos. Em 2018, a quantidade de cocaína apreendida só no Porto de Santos foi o dobro do que na Argentina. A quantidade de cocaína apreendida pela PRF cresceu 25% em 2020. Até setembro, foram apreendidas, em média, 2,5 toneladas de cocaína por mês; em 2019, a média tinha sido de 2 toneladas por mês. Ao mesmo tempo, houve redução nas apreensões de cocaína pela Polícia Federal. De acordo com o Anuário 2020 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma das possíveis explicações para esse fato é a de que, com os aeroportos paralisados na pandemia, com baixíssimaoferta de voos, o tráfico se viu forçado a usar rotas terrestres para escoar a produção de drogas. As apreensões de cocaína triplicaram de tamanho no Brasil em cinco anos. Em 2014, a Polícia Federal apreendeu 33,9 toneladas de cocaína no país. O volume cresceu de forma significativa nos anos seguintes, chegando à marca de 104,6 toneladas em 2019. No ranking mundial, o Brasil é o quarto país com maior apreensão de cocaína do mundo, segundo dados da ONU. A cada 100 toneladas de cocaína apreendidas em 2018, 6 eram brasileiras. A Colômbia lidera a lista com folga, com 34,7 toneladas a cada 100, seguida por Estados Unidos (19,3 toneladas) e Equador (6 toneladas). O Porto de Santos, o maior do país, é também o que mais movimenta drogas. Em 2018, a Polícia Federal apreendeu ali 23,8 toneladas de cocaína – praticamente o dobro de toda a cocaína que foi apreendida na Argentina (12 toneladas, em 2018). www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Os portos desempenham papel central na rota do tráfico internacional de drogas que passa pelo Brasil. Das drogas que saem daqui, a imensa maioria tem como destino a Europa. Em 2020, a cada 100 toneladas de cocaína apreendidas nos portos brasileiros, 35 seriam levadas para a Holanda; 25 iriam para a Bélgica; 23 iriam para outros países da Europa, como Alemanha, Itália e Espanha; e 17 toneladas iriam para outros continentes. Fontes: Polícia Federal (PF); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). (Fonte: Revista Piauí – out. 2020) PRF bate recorde de apreensão de drogas nas estradas de Minas Gerais em 2020 De acordo com a corporação, foram apreendidas quase 40 toneladas de maconha, um aumento de 61% na comparação a 2019. Em relação à cocaína, o aumento foi de 245%. Em 2020, foram apreendidas mais de 2 toneladas da droga. Em 2019 foram quase 650 quilos. Segundo a PRF, a maioria das apreensões aconteceu na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nas BRs 262, 381 e 040. Receita Federal faz apreensão histórica de cocaína no Porto de Santos Em ação de rotina, equipes da Alfândega de Santos apreenderam 2.932 kg de cocaína escondidos em uma carga de exportação. A droga estava cuidadosamente oculta em carregamento de bobinas de alumínio, destinadas ao porto de Roterdã, na Holanda. Essa foi a maior apreensão de cocaína no Porto de Santos já feita pela Receita Federal e a primeira a superar duas toneladas em uma só carga. Até então, a maior havia ocorrido no dia 8 de março de 2019, quando foram apreendidos 1.776 kg ocultos em uma carga de limões frescos acondicionados em caixas de papelão. A Receita Federal apreendeu mais de 20,5 toneladas de cocaína no Porto de Santos em 2020. Até a data da reportagem, eram 49 apreensões. Na maior parte dos casos, a droga foi encontrada em cargas que seriam enviadas para a Europa. (Fonte: Governo Federal – dez. 2020) PF faz maior apreensão de cocaína da história do RJ A Polícia Federal apreendeu cerca de 2,5 toneladas de cocaína na Baixada Fluminense, a maior apreensão da droga na história do Estado do Rio de Janeiro, informou o órgão. A droga estava armazenada em tabletes de cloridrato de cocaína, forma mais pura e valiosa da droga, em um galpão na cidade de Duque de Caxias. A Baixada Fluminense é conhecida pela presença histórica de traficantes, grupos de extermínio e mais recentemente por grupos milicianos. Uma das suspeitas é que a droga tenha vindo de um país vizinho e seria exportada. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli (Fonte: Reuters – dez. 2020) Números da POLÍCIA FEDERAL A PF recebe cerca de 100 mil notícias crime por ano e instaura cerca de 50 mil inquéritos (dados da própria PF). Polícia faz em MS maior apreensão de droga da história do país: 33 toneladas A última apreensão recorde de maconha havia sido feita em maio deste ano, em uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Iguatemi. Na ocasião foram retiradas de circulação 28 toneladas da droga. Fronteira Mato Grosso - Bolívia Nos últimos dois anos, mais de 20 toneladas de drogas foram apreendidas na extensão dos 983 km de fronteira, seca e alagada, de Mato Grosso com a Bolívia. O montante é resultado das ações repressivas do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron-MT), unidade que compõe a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Somente nos 12 meses de 2020, foram apreendidas mais de 14 toneladas de drogas. Já em 2019, esse montante chegou a seis toneladas. Profissionais de segurança na fronteira participam de capacitação para enfrentamento de crimes transfronteiriços Curso “Segurança Multidimensional nas Fronteiras” faz parte de acordo de cooperação assinado entre Ministério da Justiça e Segurança Pública e Universidade de São Paulo. Cerca de 2.700 profissionais de segurança pública que atuam nas fronteiras do Brasil com Paraguai e Argentina estão sendo capacitados para o enfrentamento de c rimes transfronteiriços. Além dos agentes que atuam no âmbito do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (V.I.G.I.A), participam também da capacitação agentes da Colômbia, Peru e Uruguai. O principal objetivo é contribuir para o desenvolvimento da capacidade institucional das polícias para a gestão das fronteiras e reduzir a diferença de atuação entre as instituições que lidam com as problemáticas relacionadas nessa área, desde o tráfico de drogas, armas, de pessoas, de animais silvestres, até o controle do comércio de produtos falsificados e contrabandeados na região para um melhor enfrentamento às organizações criminosas. A capacitação tem carga horária de 84 horas/aula e vai abordar, principalmente, o funcionamento do crime organizado, o processo de transnacionalização dos mercados ilícitos e a estrutura operacional dos principais mercados ilegais na região de fronteira. (Fonte: Governo Federal – dez. 2020) https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2020/05/20/pf-e-prf-fazem-maior-apreensao-de-drogas-de-ms-28-toneladas-de-maconha.ghtml https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2020/05/20/pf-e-prf-fazem-maior-apreensao-de-drogas-de-ms-28-toneladas-de-maconha.ghtml www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Programa M.A.I.S - PF Coordenado pela perícia criminal federal, o Programa Brasil M.A.I.S – Meio Ambiente Integrado e Seguro é um dos projetos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que visa dar maior capacidade de cobertura diária de imagens em alta precisão de todo o território nacional e auxiliar, também, no monitoramento de crimes ambientais. A ferramenta vai ampliar a capacidade de cobertura diária de imagens em alta precisão de todo o território nacional e auxiliar, também, no monitoramento de crimes ambientais, como desmatamento ilegal, queimadas, bem como na identificação de abertura de pistas de pouso clandestinas. O Brasil M.A.I.S também irá auxiliar no combate ao tráfico de drogas e demais crimes, como o trabalho escravo e o tráfico de pessoas. Comparado a tecnologias utilizadas, a ferramenta, em uso pela Polícia Federal, permite receber cinco vezes mais imagens, com resolução sete vezes melhor, inclusive em regiões com alta nebulosidade, como é o caso da região Amazônica. Foram investidos R$ 49 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública na aquisição da tecnologia. Os órgãos públicos interessados em aderir, de forma gratuita, devem enviar ofício para a Secretaria Executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio do e-mail secretaria.executiva@mj.gov.br ou pelo site do MJSP. Madeira ilegal apreendida pela PRF este ano supera em 95% a de 2019 Em 2020, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase o dobro de madeira ilegaldo que em 2019. Já a Polícia Federal (PF) confiscou o equivalente a R$ 427,7 milhões de grupos ou pessoas flagradas cometendo algum tipo de crime ambiental - cifra 81% superior à que foi recolhida pelos mesmos motivos em 2019. Além do maior volume de madeira ilegal, os policiais rodoviários federais também resgataram um número maior de animais silvestres. Foram 34 mil espécimes este ano, contra 11 mil no ano passado e 18.897 em 2018. O diretor-executivo da PF, Carlos Henrique Oliveira de Souza, também destacou os resultados obtidos pela corporação no combate a crimes ambientais. De acordo com Souza, agentes federais apreenderam o equivalente a R$ 427,7 milhões em operações deflagradas para reprimir ilícitos ambientais, valor 81% superior aos R$ 235,3 milhões recolhidos no ano passado. (Fonte: Agência Brasil – dez. 2020) – dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública Polícia Federal faz maior apreensão de madeira da história do país A Polícia Federal divulgou, nesta segunda-feira, a maior apreensão de madeira da história do Brasil. 43,7 mil toras foram localizadas em vários pontos desmatados no Pará ao longo dos rios Mamuru e Arapiuns. A área é do tamanho de Brasília. mailto:secretaria.executiva@mj.gov.br www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli O volume de madeira apreendida é estimado em 131 mil metros cúbicos, mas segundo o Ministério Público Federal do Amazonas, esse número pode ser ainda maior. Imagens de satélite e sobrevoos de helicóptero levaram a Polícia Federal aos locais onde foram encontradas as toras de madeira. A operação divulgada nessa segunda-feira foi chamada de Handroanthus GLO. Esse nome difícil de falar faz referência ao nome científico do Ipê. Segundo o MPF, a espécie é a mais explorada da região amazônica. Já GLO faz referência ao decreto presidencial que autorizou a atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem, no combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio na Amazônia. Apreensões de contrabando somam R$ 3,25 bilhões em 2019 e batem recorde, diz Receita Dados Receita Federal mostram que houve aumento de 3,2% em relação a 2018, quando apreensões somaram R$ 3,15 bilhões. Do total de mercadorias apreendidas no ano passado, os itens que lideraram a lista de bens apreendidos foram cigarros (35,67%), eletroeletrônicos (11,42%), vestuário (7,02%) e brinquedos (4,71%), informou o Fisco. (Fonte: G1 – jan. 2020) Pirataria digital causa prejuízo de R$ 9 bilhões por ano a TVs por assinatura, diz Ancine De acordo com Eduardo Carneiro, coordenador de combate de pirataria da Ancine, além das empresas de TV, a indústria de filmes e séries tem prejuízo de R$ 4 bilhões, e R$ 2 bilhões em impostos deixam de ser arrecadados pelo governo. (Fonte: G1 - nov. 2020) Mercado ilegal de produtos dá prejuízo de R$ 291,4 bi para o Brasil Em 2019, o Brasil perdeu R$ 291,4 bilhões para o mercado ilegal, de acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O valor resulta da soma dos prejuízos de 15 setores industriais com a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados. Os segmentos que aparecem no topo da lista do FNCP são vestuário (R$ 58,4 bilhões); higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (R$ 25 bilhões); e combustíveis (R$ 23 bilhões). Fonte: Agência Brasil – mar. 2020 Retirado do Planejamento Estratégico da PRF Em 2019, o Brasil perdeu R$ 291,4 bilhões para o mercado ilegal, de acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O valor resulta da soma dos prejuízos de 15 setores industriais com a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados. Os segmentos que aparecem no topo da lista do FNCP são vestuário (R$ 58,4 bilhões); higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (R$ 25 bilhões); e combustíveis (R$ 23 bilhões). www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Todos os anos, o Brasil desperdiça 3% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 220 bilhões, para pagar os custos decorrentes dos acidentes de trânsito. É o que aponta um estudo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma a cada cinco ações da PF em 2020 envolveu fraudes ligadas à Covid-19 A Polícia Federal fechou o ano de 2020 com um total de 65 operações deflagradas contra desvios de verbas para combate à Covid-19, o equivalente a 20% das ações que os agentes levaram às ruas no ano passado. As investigações envolveram contratos que, somados, chegam a ao menos 2 bilhões de reais. (Fonte: Veja) Multas ativas da Lei Anticorrupção somam 66,8 milhões de reais Após sete anos de vigência da Lei Anticorrupção, as multas ativas no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP) somam 66,8 milhões de reais. Os dados foram levantados pelo ex-ministro da CGU, Valdir Simão, responsável pela regulamentação da LAC, no período em que comandou a pasta. O CNEP registra 171 sanções em aberto. A maior quantidade de multas foi aplicada pelo município de Rio das Ostras. Em termos de valores, os Correios aplicaram as maiores multas, sete no valor total de 27,2 milhões de reais. Em seguida aparece a Petrobras, com 21 multas no valor total de 17,2 milhões de reais. (Fonte: Veja) São Paulo registra o menor número de vítimas de trânsito desde 2015 O Estado de São Paulo registrou o menor número de mortes no trânsito desde 2015. Segundo estatísticas do Infosiga, programa do governo estadual, houve redução de 22% nos índices em cinco anos. De acordo com o levantamento, houve 5.023 mortes causadas por acidentes no ano passado, índice 7,6% menor na comparação com 2019 quando foram apontadas 5.439 e 22,3% abaixo do registrado há cinco anos. A pesquisa detectou que os pedestres formam o grupo com maior redução de óbitos — foram 1.108 mortes em 2020, representando queda de 20,6% na comparação com o ano anterior que contabilizou 1.395 vítimas e de 36,3% em relação a 2015 que indicou resultado de 1.740 falecimentos. (Fonte: Jovem Pan) Em 2020, PRF na Bahia flagrou mais de 15.000 pessoas sem cinto de segurança nas estradas federais que cortam o estado; aumento de 35% comparado a 2019 Estudos indicam que esse equipamento se utilizado da forma correta pode reduzir em mais de 40% o risco de morte em acidentes de trânsito. https://jovempan.com.br/tag/sao-paulo https://jovempan.com.br/tag/mortes https://jovempan.com.br/tag/acidente-de-transito www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Entre 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2020 foram emitidas 15.731 autuações pelo não uso do cinto de segurança nas rodovias federais da Bahia, sendo flagrados 9.914 motoristas e 5.817 passageiros sem o dispositivo de segurança que salva vidas. Os dados apontam um acréscimo de 35% em relação ao ano de 2019, quando foram contabilizadas 11.609 multas. A infração é grave, no valor de R$195,23 e gera cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O uso do cinto de segurança é obrigatório no Brasil há mais de 20 anos. Mesmo assim, muitos motoristas e passageiros ignoram a importância dele, inclusive no banco de trás. (Fonte: PRF – jan. 2021) Ocupando papel de destaque, o modal rodoviário é responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas, o que representa, em média, 12,7% do PIB do setor de serviços não financeiros. Ademais, o modal rodoviário é o principal elemento de integração multimodal, conectando terminais ferroviário, portos e aeroportos entre si e com os grandes centros urbanos. A PRF registra em média, nove eventos diários de bloqueio parcial ou total em rodovias e estradas federais (Consulta ao sistema Interdit/PRF), impactando parte desses corredores estratégicos. Isso reforça a necessidade de constante estruturação, aparelhamento e empenho de uma instituição capaz de prover Pronta Resposta Federalpara garantir o fluxo de parte das nossas riquezas. A PRF é a instituição policial que tem mais pontos de presença no país. Adicionalmente, é a única, no âmbito federal, que opera ininterruptamente, no espectro operacional. Ou seja, é a única força polic ial capaz de se fazer presente em qualquer lugar do território nacional, ostensivamente, para promoção de segurança e restauração da ordem. (Planejamento Estratégico PRF) Questão das fronteiras e o combate ao crime organizado Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as ações de vigilância nas fronteiras, com a apreensão de mais de 760 toneladas de drogas e de 100 mil maços de cigarro contrabandeados. Dados do IBGE – Divulgados em dezembro de 2020 ✓ 21,3% dos municípios informaram a existência de guarda municipal. Isso representava 1188 municípios brasileiros. ✓ Em 34,8% dos municípios que tinham Guarda Municipal, o efetivo não utilizava nenhum tipo de arma. ✓ Do efetivo da Guarda Municipal, 84,4% eram homens e 15,6% eram mulheres. ✓ 75,6% das prefeituras com Guarda Municipal fizeram curso profissionalizante. ✓ O número de secretarias estaduais exclusivas para Segurança Pública caiu de 23, em 2014, para 19, em 2019. ✓ 23,6% dos municípios possuíam estrutura organizacional voltada à política de segurança. www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli ✓ A Munic investigou a existência de delegacias da Polícia Civil nos municípios brasileiros e o percentual de cobertura passou de 76,9%, em 2014, para 73,5%, em 2019. Essa queda foi sentida principalmente pelos municípios de pequeno porte, com até 20 mil habitantes. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a cobertura aumentou. ✓ A Delegacia Especializada no Atendimento a Mulheres segue sendo a mais presente nos municípios brasileiros: 7,9% dos municípios têm pelo menos uma unidade. ✓ Em 2014, o percentual de mulheres no efetivo da Polícia Militar do Brasil era 9,8% e subiu para 11% em 2019. As mulheres policiais são mais presentes no Amapá (22,8%) e menos no Rio Grande do Norte (2,4%). ✓ Já na Polícia Civil, 27,6% do efetivo eram mulheres em 2019. Em 2014, o percentual era 26,4%. A maior proporção de policiais civis mulheres era a do Rio Grande Sul (38,0%), e o menor, do Piauí (15,8%). ✓ Houve queda no efetivo tanto da Polícia Militar quanto da Civil em cinco anos. Em 2014, havia 425.248 profissionais na Polícia Militar e esse número caiu para 416.923 em 2019. Já na Polícia Civil, o efetivo que era formado por 117.642 policiais em 2014 caiu para 117.228 em 2019. ✓ Das 27 unidades da federação, 23 tinham Secretaria de Direitos Humanos. Cinco UFs tinham secretaria exclusiva: Maranhão, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Espírito Santo e Rondônia. Na maioria dos outros estados, a secretaria era associada à área de assistência social. Já em Goiás, Santa Catarina e Amapá, o setor era subordinado a outra secretaria. “Com relação aos municípios, 44,5% deles informaram ter estrutura para tratar da política de direitos humanos. Isso representava, em 2019, 2.480 municípios, um pouco mais que em 2014”, diz Vân ia. Crimes virtuais 21.549 presos: esse foi o número de pessoas presas na operação “First Light”, coordenada pela Interpol, contra golpistas online e pelo telefone. Atuação do DEPEN no combate ao crime organizado O material de inteligência produzido pelos profissionais do Depen deu origem a mais de 1400 relatórios de inteligência em 2020, todos encaminhados para os órgãos componentes do Sisbin – Sistema Brasileiro de Inteligência e órgãos de investigação federal, como a Polícia Federal. Os relatórios trazem informações sobre os líderes presos no sistema federal, sobre as organizações criminosas que essas pessoas ainda tentam coordenar e sobre o patrimônio produzido com dinheiro ilícito. O isolamento de lideranças criminosas no Sistema Federal, a separação dos presos de menor potencial ofensivo nos estados, DF e no âmbito federal, e o trabalho em parceria com outras forças de segurança, em regime de força-tarefa, www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli com ações de impacto no poder econômico do crime organizado (descapitalização) é meta do Depen, órgão integrante do Sistema Brasileiro de Segurança Pública. PRF e o combate à exploração sexual nas rodovias Brasil possui 3.651 pontos vulneráveis à exploração sexual em rodovias: a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Childhood Brasil, lançou a 8ª edição do MAPEAR, levantamento que aponta os Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias federais brasileiras. Entre 2019 e 2020, foram encontrados 3.651 pontos vulneráveis nas rodovias federais, sendo que 470 foram classificados como críticos. 60% destes locais estavam localizados em áreas urbanas, sendo que quase a metade deles foram postos de combustível às margens de rodovias. As regiões com maior número de pontos vulneráveis são Nordeste (1.079), Sul (896), Sudeste (710), Centro-Oeste (531) e Norte (435). A maior incidência ocorreu no Paraná, seguido de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul. A BR-116, conhecida também por ser a maior rodovia federal do Brasil, é a que possui o maior número de pontos críticos. Exploração sexual infantil nas rodovias federais mineiras tem crescimento de 90%, diz estudo. Ocorrências são mais comuns nas BRs 116 (Norte)), 135 (Triângulo) e 040 (saídas para Brasília e Rio de Janeiro). Aplicativo ajudou a PRF a recuperar em 2020 mais de 11 mil veículos roubados A tecnologia tem sido fundamental no rastreamento de veículos roubados ou clonados. A Polícia Rodoviária Federal mantém um serviço chamado Sinal, Sistema Nacional de Alarmes. Se o usuário avisar sobre o roubo de um automóvel, as informações chegam instantaneamente no celular dos policiais em um raio de até cem quilômetros do local da ocorrência. Os dados ficam armazenados e os policiais, numa blitz, conseguem checar a autenticidade dos documentos e da placa. De janeiro a outubro, foram mais de 11.400 veículos recuperados em todo o país, um número maior que o registrado em todo o ano de 2019. Só no Piauí, as apreensões cresceram quase 110%. (Fonte: Jornal Nacional – nov. 2020) Setor de transporte e Ministério da Justiça se unem contra o roubo de carga A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) assinaram acordo de cooperação com o Ministério da Justiça para o enfrentamento contra o roubo de carga. O objetivo é criar uma política nacional de segurança pública que contribua para a redução da criminalidade nesse setor. O acordo prevê uma série de ações. Entre elas está a capacitação de colaboradores de empresas do setor e dos agentes públicos voltada à prevenção. E também a fiscalização e a repressão ao roubo de veículos de carga. Segundo estudo da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), em 2019 esse tipo de crime causou perdas de R$ 1,4 bilhão para as empresas. Para combater o problema, as transportadoras têm investido cada mais em sistemas de segurança. https://observatorio3setor.org.br/noticias/brasil-possui-3-651-pontos-vulneraveis-a-exploracao-sexual-em-rodovias/ http://www.namaocerta.org.br/pdf/mapear2019_2020.pdf https://www.cnt.org.br/ https://www.sestsenat.org.br/Home https://www.sestsenat.org.br/Home https://www.portalntc.org.br/ www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Apesar dessas perdas, o número de registros de roubo de carga vem diminuindo no Brasil. O Estradão havia noticiado que a queda no número de ocorrências vem acontecendo de forma gradual há três anos. Em 2019, o número de registro de assaltos recuou 17,1% na comparação com 2018. (Fonte: Estadão – nov. 2020)Governo lança campanha “Direitos Humanos para Todos” Ideia é reforçar a rede de proteção social aos mais vulneráveis. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apresentou um balanço de dois anos de gestão. - O lançamento do plano de ação do Programa Abrace o Marajó, com 110 medidas previstas para atender as comunidades em situação de vulnerabilidade do Arquipélago, no Pará. O documento abrange ações de vários ministérios em iniciativas voltadas à geração de empregos e melhoria da dignidade, da educação e da saúde na região; - Evoluções tecnológicas de canais de ouvidoria voltadas aos Direitos Humanos; - A instituição do Comitê Intersetorial que ficará responsável pela elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio; e - O lançamento da Estratégia Nacional de Fortalecimento dos Vínculos Familiares, que tem como objetivo fortalecer a articulação entre as ações do Governo Federal para qualificar e ampliar os vínculos das famílias brasileiras . (Fonte: Governo Federal – dez. 2020) Mega assaltos no país levaram mais de R$ 500 milhões em cinco anos É o que mostra levantamento do UOL sobre 26 crimes cometidos em 23 cidades do país desde novembro de 2015. Em dezembro de 2020, foram realizados ataques em Criciúma (SC) e em Cametá (PA), resultando um morto, três feridos e R$ 80 milhões roubados. (Fonte: Uol – dez. 2020) https://estradao.estadao.com.br/caminhoes/roubo-de-carga-diminui/ www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública – referente ao ano de 2020 www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA NAS FRONTEIRAS E DIVISAS (VIGIA) Aquisição de equipamentos optrônicos e de proteção balística para aparelhamento das bases integradas do Programa VIGIA Aquisição de 12 viaturas para os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Investimento de R$ 1,7 milhão. Investimento total de R$ 81,5 milhões em 2020 no Programa VIGIA (instalação de equipamentos de rádio comunicação, equipamentos de proteção individual, compra de materiais para atendimento pré-hospitalar tático, aparelhamento de bases integradas, entre outros). FORTALECIMENTO DA REDE INTEGRADA DE BANCOS DE PERFIS GENÉTICOS (RIBPG) R$ 98 milhões investidos na compra de viaturas, maletas e tablets para perícia de local de crime R$ 28 milhões investidos na compra de equipamentos, insumos e software para laboratórios de DNA www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli É difícil criar uma previsão de qual será exatamente o tema da prova. A banca trabalha com banco de dados e, consequentemente, vários temas. Nem mesmo os examinadores sabem qual será o tema (dentre vários possíveis, há uma seleção aleatória). O que a gente espera é sempre algo pertinente, voltado para a área de atuação (como é tradição do CEBRASPE em carreiras policiais). Dessa forma, algumas das principais apostas seriam voltadas para aquilo que chamo e “tema metalinguístico”, ou seja, que envolva um olhar para a própria atuação da PF/PRF. POLÍCIA FEDERAL / POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL (temas referentes ao trânsito seriam específicos da PRF) - Combate à pornografia infantil ou ainda os crimes no ciberespaço - Papel da PF/PRF no contexto da pandemia - Combate à corrupção (pode ser que ela aborde até mesmo a corrupção do cotidiano) - Descapitalização do crime organizado e o enfraquecimento das organizações criminosas - PF/PRF e a relevância social enquanto polícia cidadã - PF/PRF e o combate à escravidão moderna - A questão do porte de armas no contexto brasileiro - Integração das forças de segurança para enfrentamento da criminalidade - Fortalecimento do setor de inteligência e as ações coordenadas na área da segurança - Combate às vias de tráfico: de drogas, de armas, de animais e de pessoas - Combate aos crimes ambientais (a banca gosta muito de discussões relacionadas ao MEIO AMBIENTE) - Inovações tecnológicas no combate ao crime organizado (a banca se amarra em temas relacionados à TECNOLOGIA) - Direitos humanos, cidadania e democracia (são conceitos que podem ser utilizados em vários temas) - Desafio de proteção das fronteiras e o combate à criminalidade - PF e o fortalecimento da atuação enquanto polícia judiciária - Educação de trânsito e a redução dos acidentes - Eficiência da legislação de trânsito: prevenção e repressão - Desafio de combater o contrabando e o descaminho - Exploração sexual nas rodovias federais brasileiras - Desafios de discutir a questão da saúde mental entre profissionais área da segurança www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Por outro lado, a gente pode observar a possibilidade de uma temática da área da segurança que, não necessariamente aparece vinculada ao exercício de um PF / PRF. Seriam temas clássicos: 1. Violência contra a mulher em pauta no Brasil 2. Vulnerabilidade das crianças e adolescentes: marcas de uma sociedade retrógrada 3. Violência urbana e sociedade do medo: impactos da violência enquanto fenômeno social complexo 4. A questão da violência racial na dimensão contemporânea 5. Segregação socioespacial na “era dos condomínios” 6. Crise no sistema prisional e o colapso na segurança pública 7. Eficiência policial e a questão dos direitos humanos 8. Judicialização e a problemática da “justiça com as próprias mãos” 9. Reconhecimento facial na área da segurança: viabilidade ou vulnerabilidade para a população? 10. Responsabilização penal em discussão no Brasil 11. Interiorização da violência e seus reflexos para a sociedade brasileira 12. Vulnerabilidadedos idosos e a crescente violência 13. Crimes virtuais e a arbitrariedade do ciberespaço 14. Intolerância generalizada: marca da sociedade contemporânea www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli 15. Criminalização da homofobia em questão no Brasil 16. Descriminalização da maconha em debate no Brasil 17. Criminalização do porte / comércio de armas de brinquedo em discussão 18. Invisibilidade social da população em situação de rua no Brasil 19. Problema das pessoas desaparecidas no contexto brasileiro 20. “Novo cangaço” brasileiro: cenário de barbárie e selvageria nas ruas de pequenas, médias e grandes cidades Expressões / Terminologias / Conceitos Narcotráfico Narcoterrorismo Prisionização Crime organizado Omissão do Estado Desigualdade social Ressocialização Judicialização Despenalização Endurecimento Penal Responsabilização Penal Descapitalização Criminalização Organizações criminosas Rebeliões Interrupção da logística do crime Mercantilização Fluxo Pronta Resposta PRF Integração / Ações coordenadas / Cooperação Setor de inteligência Indústria da pirataria Cidadania Direitos Humanos Informatização / Digitalização Ações estratégicas Inteligência artificial Biopirataria Incolumidade www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Grupos de Prevenção Primária à Corrupção (GPRECs) - PF Projeto Mapear Programa Vigia Rodovidas Temas polêmicos 1. “Saidinhas”: entre a validação legal e a dimensão moral 2. Preso deve ser alocado em presídio conforme a condição de gênero? 3. Auxílio reclusão: excesso de garantias dos familiares ou necessidade imprescindível? 4. Privatização dos presídios e a questão da eficiência na ressocialização 5. Porte de armas e a segurança coletiva 6. Internação involuntária de dependentes químicos 7. A descriminalização da maconha reduzirá a violência? 8. Violência: prevenção ou repressão? 9. Prisão perpétua e pena de morte na dimensão atual 10. Reconhecimento facial na segurança: viabilidade ou vulnerabilidade? Espero que o material seja útil no dia da prova! Contem comigo, sempre! E...por fim, uma fala minha que se repete em todo concurso: pode ser o concurso dos seus sonhos, sua grande meta de vida. Por ser ainda uma “última” oportunidade ou qualquer coisa do tipo mas, lembre-se, é um concurso apenas. A vida é muito maior que tudo isso! Dedique-se, se esforce e faça o seu melhor. Mas não deixe de viver por um resultado que talvez não venha no seu tempo! Continue lutando. Termino aqui com uma palavra inspiradora: “POSITIVIDADE!” e uma frase que me move: “Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais” (Sócrates) www.rodolfogracioli.com.br Prof. Rodolfo Gracioli @profrodolfogracioli Geopolítica - Rodolfo Gracioli (Esquadrão).pdf Material de Revisão - Prof. Rodolfo Gracioli (ESQUADRÃO) - TEMAS DE REDAÇÃO.pdf