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reforçando a ideia de que nem todas as bactérias são 
patogênicas, mostrando sua importância na decom-
posição e reciclagem da matéria, na associação com 
outros seres vivos (com as leguminosas), na produção 
de iogurtes, queijos e outros produtos, na engenharia 
genética (produção de insulina, por exemplo) e no 
controle biológico de insetos pragas, como apresen-
tado no boxe Biologia e tecnologia (p. 28).
O professor pode lançar mão também de perguntas 
mais específicas para iniciar esse item: “Por que deve-
mos guardar alguns alimentos na geladeira?”; “Por que 
é importante lavar as mãos, principalmente antes de 
comer?”; “Por que os médicos indicam antibióticos para 
certos doentes?” e “Por que não devemos comer ali-
mentos acondicionados em latas estufadas?”.
É importante alertar os alunos para que eles tomem 
antibiótico apenas sob orientação médica, uma vez que 
esse medicamento é eficiente apenas quando usado 
por certo intervalo de tempo e na dosagem correta – o 
que apenas o médico pode determinar. Em 2010, a 
Anvisa determinou a venda de antibiótico apenas com 
receita médica em duas vias. Esse medicamento pode 
causar problemas ao organismo e seu uso incorreto 
pode levar à seleção de bactérias resistentes.
O professor também pode pedir uma pesquisa em 
grupo sobre as doenças negligenciadas, que poderá 
contar com o apoio de professores das disciplinas de 
Sociologia e Filosofia. O texto a seguir detalha um 
pouco mais essa questão.
O boxe Biologia e História (p. 31) aborda o precon-
ceito que durante muito tempo existiu contra as pes-
soas afetadas pela hanseníase. Atualmente, embora 
tenha tratamento, a doença ainda afeta muitas pessoas, 
especialmente as de menor poder aquisitivo. Por isso, é 
fundamental que o professor refute qualquer forma de 
preconceito e incentive os alunos a fazer o mesmo.
Não se deve exigir que os alunos memorizem todos 
os dados do texto sobre as diversas doenças provoca-
das por bactérias. Mas é importante que eles ganhem 
familiaridade com as informações, já que esse é um 
assunto de grande aplicação prática. Várias questões 
da seção Atividades colaboram para esse aprendizado. 
O professor pode pedir então uma pesquisa sobre ou-
tras doenças causadas por bactérias e que não foram 
estudadas no capítulo, como foi feito em relação à 
peste negra, por exemplo, na atividade Trabalho em 
equipe. O texto a seguir pode servir como fonte de 
consulta para essa pesquisa.
Mais algumas doenças causadas 
por bactérias
Difteria (crupe)
Muitas vezes fatal, é causada pelo bacilo 
diftérico (Corynebacterium dyphtheriae) e aco-
mete principalmente crianças. Surge uma 
membrana branca na garganta, acompanhada 
de dor, febre, dificuldade de falar e engolir. 
Essa doença é transmitida por contato direto 
com pessoas contaminadas, por meio das se-
creções nasais; ou por contato indireto, ou seja, 
O preço da pesquisa
Pesquisas científicas dependem imensa-
mente de recursos econômicos. E a quantidade 
de recursos disponíveis para determinada pes-
quisa muitas vezes depende dos interesses das 
empresas em investir em um produto e do 
lucro que ele pode dar. Isso vale bastante para 
a pesquisa de medicamentos: o desenvolvi-
mento de uma nova droga pode consumir mi-
lhões de dólares, mas pode também dar muito 
lucro para a empresa, pois quem quiser pro-
duzir o medicamento tem de pagar à compa-
nhia detentora da patente por até vinte anos.
Por isso, há muitas vezes um interesse 
maior em pesquisar medicamentos que aten-
dam pessoas capazes de comprá-los. Isso pode 
deixar de lado a pesquisa com doenças que 
atingem as pessoas mais pobres dos países em 
desenvolvimento, como malária, leishmaniose 
e tuberculose. São as chamadas doenças negli-
genciadas. Para diminuir esse problema, o go-
verno pode destinar verbas para pesquisa e 
produção de medicamentos em órgãos públi-
cos de pesquisa e em universidades dos pró-
prios países em desenvolvimento.
Fontes de pesquisa: SOUZA, W. de (Coord.). Doenças negli-
genciadas. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 
2010. Disponível em: <www.cdts.fiocruz.br/inct-idn/index.
php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=112&Item
id=61>; <http://portal.saude.pe.gov.br/programa/secretaria 
-executiva-de-vigilancia-em-saude/programa-sanar-doencas 
-negligenciadas> (acessos em: 28 mar. 2016).
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por meio de objetos que entraram em contato 
com secreções. 
O tratamento deve ser feito o mais rápido 
possível. A vacina antidiftérica está associada 
à antitetânica e à antipertussis (contra a coque-
luche) na forma de vacina tríplice bacteriana.
Coqueluche
Doença típica de crianças, a coqueluche é 
causada pela Bordetella pertussis. O doente 
apresenta tosse intensa.
É transmitida de pessoa para pessoa por 
gotículas eliminadas pela tosse, sendo neces-
sário atendimento médico para evitar compli-
cações como a pneumonia. A prevenção é feita 
pela vacina tríplice bacteriana (contra coque-
luche, difteria e tétano).
Escarlatina
Provocada pelo Streptococcus pyogenes, cau-
sa dor de garganta, febre, dores musculares, 
náuseas e vômitos. As tonsilas palatinas ficam 
inflamadas, com pus, e a língua apresenta pe-
quenas saliências (“língua de framboesa”). De-
pois, surgem erupções na pele e manchas de 
cor vermelho-escarlate. Essa doença é transmi-
tida por contato direto com pessoas contami-
nadas, por meio das secreções nasais ou saliva; 
ou por contato indireto, por meio de objetos que 
entraram em contato com secreções. 
De modo geral, a evolução é benigna, mas 
o médico deve ser consultado, pois pode haver 
complicações causadas pela disseminação da 
infecção para outros órgãos.
Pneumonia
A maioria das pneumonias é provocada pela 
bactéria Streptococcus pneumoniae (há também 
algumas formas de pneumonia causadas por 
vírus). Começa com febre alta, dor no peito ou 
nas costas e tosse com expectoração.
O médico deve ser consultado para iniciar 
o tratamento com antibióticos, e o doente deve 
ficar em repouso. A pneumonia é mais peri-
gosa para pessoas mais idosas, pois as defesas 
do organismo, e particularmente as do sistema 
respiratório, diminuem consideravelmente.
Febre tifoide
Causada pela Salmonella typhi, provoca úl-
ceras no intestino, diarreia, cólica e febre. A 
transmissão é feita por água ou alimentos 
contaminados com fezes dos portadores.
O tratamento é feito com antibióticos es-
pecíficos, indicados pelo médico. A prevenção 
inclui vacinas e melhoria das condições sani-
tárias da população, além da higiene no ma-
nuseio dos alimentos.
Tifo
É uma doença provocada por bactérias pa-
rasitas do gênero Rickettsia (identificadas pelo 
médico norte-americano Howard T. Ricketts, 
1871-1910), que só se reproduzem no interior 
de células hospedeiras.
O tifo epidêmico é transmitido pelo piolho 
humano do corpo e causa dor de cabeça e man-
chas vermelhas no corpo, entre outros sinto-
mas. Já o tifo endêmico tem sintomas pareci-
dos, sendo transmitido pela pulga do rato.
O tratamento é feito com antibióticos e a 
prevenção pelo saneamento básico (boas con-
dições de habitação) e higiene.
Antraz
Em 2001, nos Estados Unidos, algumas pes-
soas receberam correspondência contaminada 
com esporos da bactéria Bacillus anthracis, que 
causa o antraz ou carbúnculo (esse nome deri-
va do fato de, em alguns casos, surgir na pele 
uma lesão preta como carvão). A partir daí, 
passou-se a discutir a hipótese de essa bactéria 
ser usada como arma biológica, uma vez que 
seus esporos podem resistir até centenas de 
anos no ambiente.
Normalmente, o antraz ataca animais her-
bívoros (bois, ovelhas, antílopes, etc.) e, mais 
raramente, pessoas em regiões agrícolas que 
entram em contato com animais infectados ou 
que manuseiam produtos desses animais (leite, 
carne, couro, lã, etc.). A forma mais comum de 
transmissãoé pelo contato do esporo com a 
pele; surge uma ferida no local que, se tratada 
com antibióticos, é curada com facilidade.
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A doença é mais séria quando o esporo é 
inalado; os sintomas iniciais se parecem com 
os da gripe e, quando a pessoa finalmente pro-
cura tratamento, já podem ter se desenvolvido 
problemas respiratórios às vezes fatais.
Úlcera
A bactéria Helicobacter pylori é a única ca-
paz de viver no meio fortemente ácido do es-
tômago (pH de aproximadamente 1,4); ela 
consegue transformar ureia em amônia, que 
é usada para neutralizar o ácido.
Essa bactéria é encontrada em muitos pa-
cientes com gastrite crônica (inflamação da 
mucosa do estômago) e na grande maioria dos 
pacientes com úlcera. No entanto, nem todas 
as pessoas portadoras da bactéria têm gastri-
te e úlcera, e outros fatores genéticos e am-
bientais (fumo, uso de certos medicamentos, 
etc.) estão envolvidos nesses problemas. Caso 
haja bactérias e úlceras, o uso de medicamen-
tos específicos para erradicá-las diminui bas-
tante a chance de se voltar a ter úlcera.
Febre maculosa
Causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, 
transmitida pela picada de carrapatos (o mais 
comum é o carrapato-estrela), provoca, em geral, 
febre, dor de cabeça e manchas avermelhadas no 
corpo (máculas). É preciso pronto atendimento 
médico, pois, sem tratamento, alguns casos evo-
luem para um estado grave, com risco de morte.
A febre maculosa é um exemplo de zoonose, 
isto é, de doença transmitida, em condições 
naturais, de animais vertebrados para o ser hu-
mano. A prevenção é feita: evitando exposição 
aos lugares infestados por carrapatos; usando 
roupas claras (que facilitam a visualização do 
carrapato) e calças compridas e botas nos locais 
infestados; examinando o corpo em busca de 
carrapatos a cada três horas (quanto mais rá-
pida for a remoção do carrapato, menores os 
riscos de contrair a doença; o carrapato deve ser 
removido por meio de leve torção, sem esmagá-
-lo, para não liberar bactérias que podem entrar 
pela lesão); mantendo o gramado aparado e 
rente ao solo; usando produtos especiais para 
matar carrapatos de animais domésticos.
Os dois últimos itens da atividade 1 de Trabalho 
em equipe estimulam o aluno e a coletividade a se 
preocupar com a prevenção das doenças infectocon-
tagiosas, chamando a atenção para a vacinação e a 
higiene alimentar e para o perigo da diarreia infeccio-
sa. O professor pode complementar essa atividade 
solicitando aos alunos que, em grupo, elaborem cam-
panhas de prevenção, dirigidas à comunidade local, 
sobre algumas doenças provocadas por bactérias. Se 
possível, deve-se organizar também palestras com 
profissionais da área de saúde sobre essas doenças.
As arqueas são apresentadas nesse capítulo, uma 
vez que são procariontes. No entanto, como mostra o 
texto, isso não significa um parentesco maior com as 
bactérias, já que as propostas mais recentes incluem 
esses seres em domínios diferentes.
Optamos por não discutir uma árvore filogenética 
para grupos de arqueas e bactérias, considerando que 
esse tema é mais apropriado para o nível universitário. 
Levamos em conta que essa árvore seria bem mais 
complexa porque, nesses dois grupos, é bastante co-
mum a transferência de material genético de um 
organismo para outro que não é seu descendente, 
chamada transferência horizontal (ou lateral) de ge-
nes. Para saber mais sobre o tema e suas relações com 
a evolução, ver (os endereços eletrônicos sugeridos 
foram acessados em: 28 mar. 2016):
DOOLITTLE, W. F. Uprooting the Tree of Life. Scientific 
American. Feb. v. 282, n. 2. p. 90-5, 2000.
VETSIGIAN, K.; WOESE, C.; GOLDENFELD, N. Collective 
Evolution and the Genetic Code. Proc. Natl. Acad. Sci., v. 
103, n. 28, p. 10696-10701, Jul. 2006. Disponível em: 
<www.pnas.org/content/103/28/10696.full.pdf+html>. 
WOESE, C. The Universal Ancestor. Proc. Natl. Acad. Sci. 
v. 95, p. 6854-6859, Jun. 1998. Disponível em: <www.
pnas.org/content/95/12/6854.full.pdf+html>. 
Na internet:
<www.unb.br/ib/cel/microbiologia/genetica/
genetica.html>.
<www.ufv.br/petbio/informativos/dezembro2009/
artigo01.htm>.
CAPítulo 3: Protozoários e algas
Para iniciar o estudo dos protistas, o professor pode 
se valer das questões de abertura do capítulo ou per-
guntar aos alunos se eles conhecem os agentes causa-
dores e o modo de transmissão da doença de Chagas e 
da leishmaniose, encontradas em nosso país. 
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