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INFLUÊNCIA DO EL NIÑO E DA LA NINÃ SOBRE O CLIMA, COM ÊNFASE NA PRECIPITAÇÃO Introdução Clima essencial para a existência de vida na terra e em particular para a agricultura Precipitação torna-se estratégico o seu conhecimento para um bom aproveitamento dos seus benefícios, bem como, a identificação de mudanças para que se possam antecipar ações condizentes. variabilidade dos fenômenos com escala de tempo maior associada às mudanças na circulação da atmosfera. grande variabilidade em diferentes escalas de tempo e espaço Introdução chuva como fonte de água para a agricultura melhor gerenciamento dos recursos hídricos Maior importância às estiagens e às chuvas em excesso fenômenos de grande escala El Niño-Oscilação Sul (ENOS) •grandes períodos de estiagem • ocorrência de chuvas de elevada intensidade e curta duração •superam a capacidade de infiltração do solo. apresenta variabilidade espacial e temporal Desafios: identificar o que se enquadra como variabilidade natural e o que se enquadra como mudanças do regime pluvial decorrente de ações antrópicas. El nino El Niño fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. O ENOS - El Niño Oscilação Sul representa de forma mais genérica um fenômeno de interação atmosfera- oceano, associado a alterações dos padrões normais da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a Costa Peruana e no Pacifico oeste próximo à Austrália. IOSIOS Intensidade do El niño La Niña fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña ✓ freqüência de 2 a 7 anos ✓têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses ✓ valores das anomalias de TSM têm desvios menores que em anos de El Niño, Episódios recentes do La Niña ocorreram nos anos de 1988/89 e em 1995/96 Intensidade da La niña Ocorrência dos Fenômenos El Nino e La Niña ✓Condições Normais águas superficiais relativamente mais frias no Pacífico Equatorial Leste, junto à costa oeste da América do Sul, e relativamente mais aquecidas no Pacífico Equatorial Oeste, próximo à costa australiana e região da Indonésia. Os ventos alísios sopram de leste para oeste ✓Condições de El Niño são o enfraquecimento dos ventos alísios e o aumento da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial Leste ocorre uma diminuição das águas mais frias que afloram próximo à costa oeste da América do Sul ✓Condições de La Niña intensificação dos ventos alísios e ao declínio da TSM no Pacífico Equatorial Leste. As águas à costa oeste da América do Sul ainda mais frias devido à intensificação do movimento de ressurgência. Ocorrência dos Fenômenos El Nino e La Niña EL NIÑO 1. Enfraquecimento dos ventos alísios, 2. Temperatura na superfície do mar (TSM) mais quente no Oceano Pacífico Central, 3. Diminuição da inclinação da termoclina, 4. Diminuição da ressurgência de águas frias no setor Oeste, 5. Aumento da TSM no setor Leste, 6. Deslocamento da célula de Walker, provocando estiagem no Nordeste do Brasil. http://enos.cptec.inpe.br/anima/el_ nino.html LA NIÑA 1. Ventos Alísios mais intensos, 2. TSM diminui no setor Leste e aumenta no setor Oeste do Oceano Pacífico, 3. Aumento da inclinação da termoclina, 4. Aumento da ressurgência de águas profundas mais firas no setor Leste, 5. Célula de Walker ocorre com maior intensidade. http://enos.cptec.inpe.br/anima/l a_nina.html http://enos.cptec.inpe.br/anima/el_nino.html http://enos.cptec.inpe.br/anima/el_nino.html http://enos.cptec.inpe.br/anima/la_nina.html http://enos.cptec.inpe.br/anima/la_nina.html Condições normais Condições de El Niño Condições de La Niña Ventos Alísios Condições normais Condições de El Niño Condições de La Niña TSM Condições normais Condições de El Niño Condições de La Niña Termoclina Condições normais Condições de El Niño Condições de La Niña Célula Walker Influencia de El Niño e da La Niña sobre as precipitações na América do Sul ✓Colômbia – redução das precipitações e vazões de rio ✓Noroeste do Peru e Equador – aumento da precipitação e vazões de rio ✓Altiplano Peru-Bolivia – secas ✓Chile e Centro – oeste da argentina –aumento das vazões dos rios ✓Uruguai e Nordeste Argentino – aumento da precipitação de novembro a janeiro ✓Colômbia – precipitação abundante de cheias ✓Uruguai– diminuição da precipitação e secas ✓Peru– tendência a secas ✓Chile e Centro – oeste da argentina –diminuição da precipitação de out - dez ✓Uruguai e Nordeste Argentino – aumento da precipitação de novembro a janeiro Sudeste da América do Sul • chuva 2x maior q a média climatológica; • Nível do rio Paraná passou 6m acima da médiana cidade de Rosário; • inundação em Assunción Fonte: Aceituno et al, 2008 Influencia de El Niño sobre as precipitações no Brasil diminuição da precipitação, aumento de secas Secas severas moderado, aumento das temperaturas médias.precipitações abundantes, principalmente na primavera e chuvas intensas de maio a julho. Aumento da temperatura média Centro-oeste – Tendência de chuvas acima da média e temperaturas mais altas no sul de MS Influencia da La Niña sobre as precipitações no Brasil aumento da precipitação e vazões de rios aumento da precipitação e vazões de rios área com baixa previsibilidade Secas severas área com baixa previsibilidade Influencia de El Niño sobre as precipitações no Brasil Região Sul Mapa de anomalias de precipitação para região Sul do Brasil – 1997 Mapa de anomalias de precipitação para região Sul do Brasil – 1998 Fonte Barbieri et al, 2009 Influencia da La Niña sobre as precipitações no Brasil Região Sul Mapa de anomalias de precipitação para região Sul do Brasil – 1988 Mapa de anomalias de precipitação para região Sul do Brasil – 1989 Fonte Barbieri et al, 2009 Influencia de El Niño e da La Niña sobre as precipitações no Brasil Região Nordeste Médias pluviométricas referentes ao período La Niña Médias pluviométricas referentes ao período El Niño Precipitação média: décadas de 70, 80 e 90, para o Estado da Paraíba Fonte Moraes Neto et al, 2006 Influencia de El Niño e da La Niña sobre as precipitações em Lavras-MG Fonte: Rasmusson e Carpenter 1983, Monthly Weather Review, Ropelewski e Halpert 1987, Monthly Weather Review. Cold episode sources Ropelewski e Halpert 1989, Journal of Climate. Climate Diagnostics Bulletin. A intensidade dos ventos é baseada no padrão e magnitude das anomalias da TSM do Pacífico Tropical. Influencia de El Niño e da La Niña sobre as precipitações em Lavras-MG 0 1 2 3 4 5 6 1915 - 1944 1945 - 1974 1975 - 2004 O c o r r ê n c ia s SÉRIES HISTÓRICAS Eventos de El Niño FORTE MODERADO FRACO 0 2 4 6 8 1915 - 1944 1945 - 1974 1975 - 2004 O c o r r ê n c ia s Séries Históricas Eventos de La Niña forte moderado fraco 0.40 0.60 0.80 1.00 1.20 1.40 1.60 1.80 1915 1925 1935 1945 1955 1965 1975 1985 1995 Variação relativa da precipitação total anual para Lavras MÉDIA MÓVEL DE 5 ANOS TOTAL ANUAL MÉDIA LA NIÑA VOLTA A SE CONFIGURAR SOBRE O PACÍFICO EQUATORIAL Durante o mês de setembro de 2011 persistência do resfriamento das águas subsuperficiais na região do oceano Pacífico equatorial e a expansão das anomalias negativas da TSM ao longo da linha do equador, evidenciando a manifestaçãodo fenômeno La Niña. CURIOSIDADE - ATUALIDADE ✓os sinais característicos presentes: • nos campos de circulação atmosférica sobre o Pacífico equatorial •Enfraquecidos quando comparados com os meses do primeiro semestre do ano. Anomalias positivas de TSM no Oceano Atlântico próximo à costa norte da América do Sul favorecer condições de chuva acima da normalidade na porção norte da América do Sul, e um evidente resfriamento das águas oceânicas em grande parte do Atlântico sul. Fonte: CEPETEC/INPE CURIOSIDADE - ATUALIDADE Fonte: CEPETEC/INPE Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5: Intensidade do El niño Slide 6 Slide 7: Intensidade da La niña Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16: Sudeste da América do Sul Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25