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E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva BROMATOLOGIA REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Geani Andrea Linde Colauto DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling Caroline da Silva Marques Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante Marcelino Fernando Rodrigues Santos Eduardo Alves de Oliveira Jéssica Eugênio Azevedo Kauê Berto PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO André Dudatt Carlos Firmino de Oliveira Vitor Amaral Poltronieri ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO Carlos Eduardo da Silva DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos Yan Allef FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP S586b Silva, Jaqueline de Santana da Bromatologia e tecnologia de alimentos / Jaqueline de Santana da Silva. Paranavaí: EduFatecie, 2023. 82 p. : il. Color. 1. Alimentos - Qualidade. 2. Segurança alimentar. I. Centro Universitário Unifatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. CDD: 23 ed. 641.3 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 As imagens utilizadas neste material didático são oriundas dos bancos de imagens Shutterstock e Pexels . 2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie. O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. https://www.shutterstock.com/pt/ Prof.ª Dra. Jaqueline de Santana da Silva ● Doutora em Biologia Comparada pela Universidade Estadual de Maringá (PGB- UEM / 2016-2020); ● Mestre em Biotecnologia Ambiental pela Universidade Estadual de Maringá (PBA-UEM / 2014-2016).; ● Especialista em Gestão e educação Ambiental (2012); ● Possuo Graduação em Tecnologia em Meio Ambiente pela Universidade Estadual de Maringá (2013) e Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Paranaense (UNIPAR - 2009). Atualmente, leciono e co-oriento na área de Mutagêneses e Monitoramento Ambiental, Gestão e Educação Ambiental, atuo na elaboração de projetos e Assessoria Ambiental (Projetos e licenças) ASAMB. Tenho experiência como Professora de ensino Profissionalizante, Cursos Técnico em Meio ambiente e Técnico em Segurança do trabalho, Governo do Estado do Paraná. Atuo no Núcleo de Educação a Distância DA Instituição Unifamma, Taxidermista ministração teoria e prática em cursos de formação promovidos por intuições IES privadas e governamentais, e como professora elaboradora de conteúdos nas disciplinas da modalidade EaD e Semipresenciais para os cursos de Graduação e de Pós-Graduação. Professora na modalidade híbrida nas IES, UNIFAMMA e UEM e Tutora mediadora dos cursos de Biológicas e Saúde na Instituição Unicesumar. CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/4773242515852393 AUTORA http://lattes.cnpq.br/4773242515852393 4 APRESENTAÇÃO DO MATERIAL Seja muito bem-vindo(a)! Olá aluno(a), se estas proposições despertaram a sua atenção, já temos um grande motivo para desenvolvermos um incrível percurso de conhecimento. A proposta que faço a você é exploramos ao longo deste caminho os principais conceitos e estruturas da imensurável Bromatologia e Tecnologias de alimentos, esclarecendo quem são as principais definições, as análises e os elementos de composição nutricional que nos cercam promovendo a proteção do nosso organismo, utilizando a estratégia de segurança alimentar. Além de conhecer os principais conceitos introdutórios e composições elementares, vamos explorar a constituição do sistema de análises bromatológicas, e a função de cada uma destas, além das diversas aplicações destas no setor de produtos alimentícios, por exemplo o reconhecimento das interações microbiológicas no alimento, desde o setor produtivo de matéria prima onde é capaz de detectar os sinais de contaminações de um agente, até o processo final de entrada na casa dos consumidores. Na unidade I, começaremos a nossa caminhada pelos princípios e denominações dos alimentos de origens residuais vitais, ou seja, a composição dos elementos contidos no que ingerimos de forma intencional nutritiva, as substâncias essenciais à vida contidas em grandes proporções no que comemos. Além da apresentação da ciência dos alimentos que abrange suas propriedades físicas, químicas e biológicas e suas relações com estabilidade, valor econômico, manipulação, segurança, valor nutricional, salubridade e conveniência, gerenciado pela química analítica por composições centesimais. O saber desta linha que estuda os alimentos, diferencia-se entre os conhecimentos de ciências biológicas sendo um tópico interdisciplinar que envolve basicamente microbiologia, química, biologia e engenharia. A química de alimentos é uma das subáreas mais importantes dos estudos alimentícios, envolvendo as porções e as propriedades dos alimentos, assim como as alterações químicas, e suas reações dentro do processo de fabricação e principalmente no corpo humano. Este conhecimento atua como um direcionador para que possamos trabalhar as demais unidades do livro, que versarão sobre as funções e diferenciação destas propriedades no processo de atuação que determinam as funções exercidas por cada uma delas no organismo humano. Na unidade II, trataremos sobre a apresentação do contexto que envolve a segurança na ingestão dos alimentos, visto que, interfere no bem-estar físico e psíquico dos seres humanos. O diferencial que nos faz compreendermos a importância da sua origem, a manipulação e o controle de qualidade dos alimentos, diante da atuação e participação nas etapas primárias e secundárias. Assim como, um pouco mais sobre laboratórios no início desta unidade, na qual também iremos nos ambientar com os equipamentos básicos, as regras de segurança e os princípios de boas práticas para laboratórios (BPL). Destacamos as generalidades dos alimentos que podem ser de origem animal ou vegetal, ou então qualquer conjunto de substâncias que oferecem nutrientes à sobrevivência dos seres vivos. Na unidade III, vamos aprender como descrever e reconhecer novos nutrientes e suas propriedades, derivados dos componentes alimentares que abordamos na unidade I e II, seus benefícios e importância de dosagens diárias coerentes. Estudaremos micronutrientes essenciais comoas vitaminas, importantes para o bem estar do organismo humano, de forma que requer em pequenas porções em miligramas a microgramas. As terminologias dos micronutrientes que se faz comum como a menção de vitaminas e minerais, assim como os macronutrientes. Realizaremos juntos a explanação das demandas tecnológicas desses conjugados e suas aplicações em casos de benefícios de alta produção. Diante disso, compreender exceções em casos em que ocorrem a probabilidade de benefícios a serem atingidos por meio do processo de produção mais coerentes, e juntos em casos de maiores cuidados de práticas de cautela em relação a rotinas operacionais e de higiene sanitária. Por fim, na unidade IV, vamos tratar sobre os principais alimentos de origem animal, e suas composições alimentares envolvidos na segurança dos alimentos e da sociedade, como principais fontes de macronutrientes como por exemplos as proteínas que nos proporcionam processos regulatórios vitais, tais como, proteínas de alto valor biológico compostas por aminoácidos indispensáveis à manutenção, regeneração e construção dos tecidos, controle e geração de hormônios, e os resíduos dos alimentos. Ainda nesta última etapa iremos compreender os planos de controle e normatizações dos elementos adulterantes dos alimentos e suas interferências, no bem estar e saúde dos animais e do consumidor final. Aproveito então para fortalecer a proposta junto a você, para que possamos percorrer esta jornada de sabedoria e multiplicar o nosso conhecimento sobre todos esses assuntos abordados em nosso material de estudo. Esperando cooperar e agregar para com o seu crescimento pessoal e profissional. Muito obrigada e bom estudo! SUMÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos ● Introdução aos Conceitos Bromatológicos; ● Análises Bromatológicas; ● As Principais Reações e Interações dos Nutrientes dos Alimentos. Objetivos da Aprendizagem ● Conceituar as terminologias Bromatológicas; ● Compreender os processos de análises e compressão de suas expressões; ● Estudar como funciona a composição dos alimentos; ● Entender quais as propriedades dos princípios alimentícios dentre as suas cadeias. 1UNIDADEUNIDADE INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva 8UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo ao curso de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos. Você já ouviu falar ou conhece os principais componentes dos alimentos que ingerimos? Se você já sabe disso, parabéns! Pois, ajudará a entender muito do conteúdo que iremos estudar neste livro. Para quem não possui nenhuma noção dos compostos envolvidos na formação dos nossos alimentos, não se preocupe! Nesse material você terá a oportunidade de conhecer e aprender a classificar os alimentos, entender a composição e as formas de manipulação e armazenamento que trazem benefícios a nossa saúde, visto que fazem parte do nosso dia a dia. É o caso das análises simples e ágeis que se realizam por profissionais desta área para identificar a formulação e tabela nutricional de um alimento, principalmente os embutidos enlatados. Além disso, iremos mergulhar nos detalhes a respeito das metodologias que definem propriedades que podem influenciar o comportamento e reações químicas, físicas e biológicas, isso se traduz na percepção e cuidados com a segurança alimentícia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 1 INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS BROMATOLÓGICOS TÓPICO UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA Geralmente, antes de iniciar o estudo aprofundado em Bromatologia e análises de alimentos, apresentamos um estudo preliminar sobre seus conceitos de comportamentos analíticos. Neste momento, explicaremos quais são as definições Bromatológicas, os diferentes conceitos e como estes se comportam mediante ao comportamento investigativo de suas propriedades. Portanto, é conveniente fazer um breve levantamento a respeito de suas teorias, em seguida focaremos nosso estudo em composições, técnicas e análises. Os estudos bromatológicos, dentro do cenário químico analíticos, realizam um papel essencial avaliativo sobre qualidade e segurança dos alimentos. Em situações expressivas, a sua utilização torna-se decisiva para solucionar e resolver problemas de saúde pública e também para determinar e complementar ações de vigilância sanitária. Agindo, também, como coadjuvante de novidades tecnológicas de alimentos. Mediante à complexidade da sua composição orgânica, os alimentos inúmeros vezes são caracterizados compostos complexos a serem manipulados; o profissional avaliador deverá estar devidamente prepa- rado, e somente a experiência adquirida ao longo de sua atuação irá fornecer segurança em suas análises (ZENEBON, PASCUET, e TIGLEA 2008). A ciência dos alimentos aborda suas propriedades físicas, químicas e biológicas e suas relações com estabilidade, valor econômico, processamento, segurança, valor nutri- cional, salubridade e conveniência. A área de estudos dos alimentos, destaca-se entre os conhecimentos de ciências biológicas sendo um tópico interdisciplinar que envolve basica- mente microbiologia, química, biologia e engenharia. 10UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA A química de alimentos é uma das subáreas mais importantes da ciência dos alimentos, envolvendo as composições e as propriedades dos alimentos, assim como as alterações químicas que eles sofrem durante a manipulação, processamento e armazenamento (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). A química do ramo alimentício está fortemente relacionada à química, à bioquímica, a botânica, a zoologia e à biologia molecular, o profissional da área atua conhecimento das ciências antes mencionadas para estudo e controle efetivos dos materiais biológicos utilizados como matéria-prima para alimentação humana. O domínio das propriedades inatas do material biológico e o conhecimento de seus métodos de manipulação, são de interesse comum dos químicos alimentícios e biólogos. O interesse primordial dos biólogos envolve reprodução, crescimento e modificações que os materiais biológicos sofrem em exposições ambientais compatíveis ou razoavelmente compatíveis com a vida, haja visto que por outro lado, o químico de alimentos ocupa-se mais do material biológicos morto ou moribundo, como fisiologia pós-colheita de plantas e pós morte de músculos, e das suas alterações sofridas ao ser exposto a diversas condições ambientais (VASCONCELOS, 2016). Como as condições adequadas para manutenção dos processos vitais residuais de interesse, como durante a comercialização dos alimentos, como as frutas frescas e vegetais, enquanto as condições de incompatibilidades com metodologias vitais também despertam seu interesse quando a preservação do alimento a longo prazo é desejada, figura 2. No entanto, são objetivos alvo as propriedades químicas de alimentos derivados de tecidosprocessados, como farinha, sucos de frutas e vegetais, substâncias isoladas e modificadas, alimentos manufaturados, e provenientes de material unicelular como por exemplo ovos e microrganismos, ou fluido biológicos fundamental, o leite. Ou seja, o profissional desenvolve interesse em paralelos ao qual ocorre, de forma distintas a profissão dos biólogos, de extrema importância para a humanidade (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). 11UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA FIGURA 1 – PRESERVAÇÃO DE ALIMENTOS A LONGO PRAZO Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/quimica%20dos%20alimentos/ A Bromatologia deriva do grego: Broma, Bromatos significa “dos alimentos”, Logos significa Ciência. No entanto, a Bromatologia é a ciência que estuda os alimentos em suas composições gerais, sua ação no organismo humano, seu valor alimentício e calórico, suas propriedades físicas, químicas, toxicológicas além de detectar adulterantes, contami- nantes, defraudação, entre vários outros aspectos. A Bromatologia engloba diversas etapas como produção, coleta, transporte da matéria-prima, até a venda como alimento natural ou industrial. Se faz extremamente importante salientar as diretrizes legais, orientações sobre a Segurança e as Boas Práticas de Laboratórios, indagar se houve contaminação durante os processos de manipulação e avaliar informações nutricionais dos rótulos, tais como quantidade de calorias, gorduras, vitaminas e sais minerais (VASCONCELOS, 2016). No estudo dos alimentos, são abordadas as estruturas químicas, estruturalmente delimitadas, aos quais formam os alimentos; o foco está nos componentes presentes em grande quantidade (componentes centesimais), cuja concentração é maior que 1%. Alguns exemplos são: água, proteínas e minerais. Mas podemos interagir mais e calcular componentes mais específicos, como vitaminas, sais minerais e fibras alimentares essenciais ao bom desenvolvimento do corpo humano. Com esses levantamentos, é possível discutir um tema preocupante a muitos profissionais da saúde hoje: as suplementações alimentares, figura 3. Estes estão no topo com a promessa de substituírem os verdadeiros alimentos, o 12UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA que está prejudicando a saúde de muitos atletas inclusive, o entendimento desses correlatos se faz essencial para a identificação de alvos de intervenção nesta área como por exemplo técnicos, familia, categorias esportivas específicas e patrocinadores, e permite buscar estratégias mais efetivas de controle e prevenção do uso desnecessário ou imprudente de suplementos alimentares (ABE-MATSUMOTO, SAMPAIO e BASTOS, 2015). FIGURA 2: SUPLEMENTAÇÃO COMPLEMENTAR ALIMENTAR Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/%20alimentos%20suplementos%20atletas%20whey/ Um assunto que muito preocupa diversos profissionais da área da saúde hoje: os suplementos alimentares. Estes estão no topo dos mais utilizados de forma desordenada e carregam a promessa de substituírem os verdadeiros alimentos, o que está colocando seriamente a saúde de muitos atletas por apresentarem fórmulas e composições diversas muitas vezes desconhecidas, o que buscaremos entender nesta unidade a formulação analítica dos alimentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA 2 ANÁLISES BROMATOLÓGICAS TÓPICO Em estudos bromatológicos, são estudados os compostos químicos. Definidos estruturalmente, compositores dos alimentos, o foco está nos componentes presentes em uma maioria de alimentos e em grande quantidade (componentes centesimais), cuja concentração é sempre maior que 1%. Alguns exemplos expositivos comuns são: água, proteínas e minerais. É possível observarmos mais aprofundados e calcular componentes mais específicos, como vitaminas, sais minerais e fibras alimentares fundamentais ao funcionamento do corpo humano (VASCONCELOS, 2016). As metodologias para o estudo da química dos alimentos estão caracteristicamente ligadas ao reconhecimento dos determinantes moleculares, das características materiais e da reatividade química de matrizes elementares, bem como à aplicação efetiva desses entendimentos à melhora de formulações, melhora, processos e estabilidade dos alimentos (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; VASCONCELOS, 2016). Um dos seus objetivos importantes é a determinação de relações de causa-efeito e estrutura- funcionalidade entre diferentes classes de componentes químicos. os fatos resultantes dos estudos de um alimento ou de um sistema-modelo, podem ser aplicados a compreensão de outros produtos alimentícios. A abordagem analítica da química de alimentos inclui quatro componentes a saber: 1. Delimitação das propriedades que são características importantes de um alimento e de elevada qualidade; 2. Estabelecimento das reações químicas e bioquímicas as quais interferem de maneira relevante em caráter de perda de qualidade e salubridade do alimento; 14UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA 3. Interações dos dois pilares anteriores, de forma a compreender como as reações químicas e bioquímicas-chave interferem na qualidade e na segurança; 4. Aplicação destes estudos a vários cenários encontrados durante formulação, processamento e armazenamento dos alimentos (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). A segurança é o primeiro requisito de qualquer elemento. Em sentido amplo, retrata que um alimento deve encontra-se livre de qualquer substância química ou contaminação microbiológica responsável por causar prejuízos no momento de seu consumo. Em métodos operacionais, essa definição torna-se mais aplicada de forma. Na indústria de embutidos ou enlatados, a esterilização "comercial", figura 4, aplicada a alimentos de baixa acidez, retrata a ausência de esporos viáveis de Clostridium botulinum. O que significa ser retratado por um conjunto de condições específicas de aquecimento para um produto específico, em cada embalagem específica. Dados os requisitos de tratamento térmico podem-se selecionar condições específicas (BERTO E VITALI, 2008). FIGURA 3 – ESTERILIZAÇÃO DE ALIMENTOS Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/esteriliza%C3%A7%C3%A3o%20enlatados/ 15UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA Certamente já é comum ouvir sobre análise de alimentos que se faz necessário primeiro “Analisar primeiro para balancear depois”, analise que engaja nosso estudo onde os recomendáveis para fazer a análise bromatológica estipula os ingredientes antes de balancear um alimento. A investigação bromatológica, dentro do contexto da química analítica aplicada, desenvolve um importante papel investigador da qualidade e confiabilidade dos alimentos. Em inúmeros momentos, a sua utilização torna-se essencial para equacionar e resolver problemas de saúde pública, assim como definir e contemplar ações de vigilância sanitária. Ligada diretamente, como coadjuvante nas inovações tecnológicas de alimentos. Devido à amplitude da sua constituição orgânica, os alimentos muitas vezes são considerados matrizes difíceis de serem manuseadas; o profissional deverá estar totalmente preparado, e somente a experiência adquirida aos tempos de experiência fornecerá segurança analítica (VASCONCELOS, 2016). Diante dos fatores essenciais para evidenciar a qualidade de um trabalho laboratorial e fornecer segurança aos resultados obtidos em seus laudos, a decisão adequada de métodos analíticos é, sem dúvida nenhuma, de relevância indescritível. Nada apresentará segurança em casos de ausência e insegurança em um ambiente de laboratório caso não disponha de instalação e equipamentos adequados, e se as metodologias analíticas empregadas não forem apropriadas (ZENEBON, PASCUET, e TIGLEA, 2008). É extremamente essencial determinar as frações nutritivas de um alimento atra-vés de análises bromatológicas. Necessário para a manutenção da vida, as frações são classificadas em: água; proteínas; carboidratos; gorduras; vitaminas; minerais. Para que haja eficácia para melhor entendimento da Bromatologia, exemplificaremos a nutrição de bovinos de corte. Veja algumas frações do alimento de obtenção da ração de bois por meio de uma análise bromatológica: Matéria Seca (MS) – Referenciando ao peso do material sem água. No entanto, é a matéria retirada por método de secagem. Os valores de matéria seca, favorecem a comparação qualitativa dos nutrientes dos alimentos, promove a composição dos alimentos em tabelas, o cálculo das necessidades dos animais e a sua utilização. De acordo com Medeiros (2015, p. 4), “a matéria seca é a mais fácil e mais usual das análises bromatológicas”. Proteína Bruta (PB) – A deficiência nos requisitos protéicos e energéticos podem gerar déficit na produção animal. A proteína pode sofrer processo de suplementação através dos concentrados. A suplementação ajustada depende de um balanceamento e equilíbrio exato da dieta, a qual necessita de conhecimento do valor nutritivo. 16UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA Fibra Bruta (FB) – Os valores de fibra dos alimentos estão interligados com a qualidade de nutrientes a disposição para o animal. Valores altos de fibra representam menor qualidade e menor digestibilidade do alimento. “A grande dificuldade da fibra bruta (FB) Trata-se dos componentes da parede celular, celulose e lignina são solubilizadas” (MEDEIROS, GOMES e BUNGENSTAB, 2015). Extrato Etéreo (EE) – Estabelece a porcentagem de gordura dos alimentos suficientes para quantificar energia. Os alimentos com altas concentrações de gorduras têm altos valores de nutrientes digestíveis totais, pois, as gorduras forneceram 2,25 vezes mais energia que os carboidratos e as proteínas. De acordo com a Embrapa, os compostos não lipídicos “contribuem praticamente com nenhuma energia para as bactérias ruminais ou seu hospedeiro” (MEDEIROS, GOMES e BUNGENSTAB, 2015). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA 3 AS PRINCIPAIS REAÇÕES E INTERAÇÕES DOS NUTRIENTES DOS ALIMENTOS TÓPICO A seguridade dos alimentos envolve uma lista de atributos e características relacionadas à qualidade e algumas alterações que podem ser sofridas por estes durante todo seu processo, principalmente no armazenamento como apresentados na tabela 1.1. As alterações que podem decorrer, com exceção das que envolvem valor nutricional e segurança, são rapidamente detectadas por seus consumidores. As reações químicas e bioquímicas alteram a qualidade ou a segurança do alimento, algumas ou diversas das classes de reações podem envolver diferentes reagentes ou substratos, dependendo especificamente do alimento e de suas formas de manipulação particulares, processamento ou armazenamento (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). Estas são tratadas como classes de reações, pois, a natureza geral dos substratos ou dos reagentes são similares para todos os alimentos. O escurecimento dos não enzimático envolve reações de carbonilas, estas podem aparecer de reações de açúcares redutores ou serem geradas de diversas reações, como oxidação do ácido ascórbico, hidrólise do amido, ou oxidação de lipídeos. A relação que envolve a oxidação pode estar ligada a lipídeos, proteínas ou pigmentos e, mais especificamente, estas alterações reativas podem estar envolvidas no triacilgliceróis em alguns alimentos e fosfolipídios em outros (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). 18UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA TABELA 1: CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES QUE PODEM ACOMETER OS ALIMENTOS DURANTE A MANIPULAÇÃO, PROCESSAMENTO OU ARMAZENAMENTO Fonte: Adaptado de Damodaran, Parkin e Fennema (2010, p. 10). Nas abordagens bromatológicas, há várias metodologias de análise. No entanto para determinarmos de forma mais assertiva o método que tem atributos como especificidade, precisão e sensibilidade, e que leve de melhor forma aos objetivos almejados com essa análise. Estes também precisam apresentar agilidade e praticidade, além de ser econômico. Através da análise dos alimentos, podemos: ● Identificar fraudes nos alimentos como água em leite, adulterações de mel etc.; ● Reconhecer contaminação de substâncias tóxicas e por microrganismos patogênicos; ● Localizar contaminação por roedores e insetos. Caracterizar alimentos para consumo. Desenvolver relatórios e tabelas de valores nutricionais de alimentos para inserção em rótulos e elaboração de dietas. Entendendo que seu alvo de estudo seja, apenas, ter conhecimento gerais da quantidade de um composto na amostra. Recomenda-se escolher um método buscando resultado rápido e prático, e principalmente econômico (VASCONCELOS, 2016). Para Isengard e Breithaupt (2015), algumas metodologias testes se identificam com estas caracterizações como: 19UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA ● Método Kjeldahl – Responsável por determinar quantidade de nitrogênio para estimar o teor de proteína; ● Extrator Soxhlet – Realiza a extração da matriz da gordura para definir o teor desta; ● Titulação, técnicas de precipitação, mensuração de pH, análise enzimá- tica – definição do teor de água e da matéria seca; ● Técnicas de cromatografia – separação de compostos em substâncias. Tratando-se dos alimentos apresentam amostras muito complexas, pois inúmeros conjugados da matriz podem interferir entre si. Um método pode ser extremamente positivo e aceito para um tipo de alimento, para outro, pode não apresentar respostas positivas e eficazes. Desta forma, a determinação metodológica irá variar da amostra a ser analisada e do composto que se quer mensurar. Você sabe ou já ouviu falar sobre a diferença entre amostra, unidade de amostragem e população de alimentos? compreenda esses conceitos a seguir: Amostra – Junção de unidades de amostragem selecionadas dentro de um universo ou de uma população. Unidade de amostragem – unidade básica da amostra. População – conjunto de indivíduos com caracteres semelhantes como sacaria de farelos e rações, fardos de feno etc. Fonte: Vasconcelos (2016, p. 40). 20UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA “(...) O laboratório de Bromatologia é o local onde acontecem os procedimentos experimentais, manipulações e avaliações de natureza química e biológica. Apresenta infraestrutura adequada, o cientista ou aluno é capaz de desenvolver experiências de investigação, medições físicas e análises químicas. Você já esteve em um laboratório? Percebeu a quantidade de equipamentos, tamanhos e formas variadas, observou os objetos que ficam sobre as prateleiras e bancadas? Para estudar os alimentos, é fundamental utilizarmos equipamentos como microscópios, refrigeradores, centrifugas, vidrarias, entre outros.” Fonte: Vasconcelos (2016, p. 34). 21UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade apresentamos o conceito de Bromatologia, bem como as abordagens de química dos alimentos. Em especial, foi realizada uma classificação das composições dos alimentos, suas principais interferências físicas químicas e biológicas, envolvendo os cuidados básicos com a segurança dos alimentos. Em seguida, aprofundamos nosso estudo sobre as alterações de composições em que podem ser causadas por mudanças microbiológicas. Estudamos também como funciona a detecção de substâncias maléficas que devem ser evitadas e os devidos cuidados desde a obtenção dos alimentos em suas origens, a manipulação, armazenamento e principalmente respeitar os cuidados no âmbito de vigilância sanitária básicos para manutenção da saúde e da vida. Finalmente, abordamos como os atributos envolvidos nas propriedades ou possíveis alteraçõespodem interferir na qualidade e segurança dos alimentos. De modo geral, destacamos como é possível identificar esses estados mantendo equilíbrio de segurança compondo benefícios e malefícios à saúde humana e principalmente aos consumidores finais. Conhecemos as principais técnicas e metodologias ágeis, confiáveis e de custo benefícios na utilização para detecção de principais compostos dos alimentos, indicadores de segurança ao consumo, e confiabilidade de sua formulação ao consumidor. Na próxima unidade estudaremos a respeito da gestão da qualidade dos alimentos, suas classificações e generalidades. É devido a estas classificações e gêneros suas metodologias de manipulação diante de boas práticas laboratoriais e legislação. 22UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A BROMATOLOGIA MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO Título: Nutrição clínica no adulto. Autor: Lilian Cuppari. Editora: Editora Manole. Sinopse: Os avanços na área da nutrição fizeram com que a nova edição desta obra fosse necessária. Após a revisão, o livro segue como um dos mais importantes da área, destacando capítulos sobre alimentação saudável e adequada e o guia alimentar para a população brasileira. Além disso, essa nova edição conta ainda com novos capítulos sobre aconselhamento nutricional, intolerância à alergia alimentar e muito mais! FILME/VÍDEO Título: “Hungry For Change” (“Famintos por Mudança”) Autor: James Colquhoun, Laurentine Ten Bosch. Ano: 2012 Sinopse: O filme aborda os malefícios causados por uma dieta pautada em alimentos industrializados. Os especialistas entrevistados também mostram estudos que relacionam os adoçantes dietéticos com o risco maior de desenvolver doenças como o câncer. Link do vídeo: https://docverdade.blogspot.com/2012/10/ faminto-por-mudanca-hungry-for-change.html https://docverdade.blogspot.com/2012/10/faminto-por-mudanca-hungry-for-change.html https://docverdade.blogspot.com/2012/10/faminto-por-mudanca-hungry-for-change.html . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos ● Coletas e Análises Amostrais em Laboratório; ● Classificações dos Alimentos; ● Classificações e Generalidades dos Componentes. Objetivos da Aprendizagem ● Conceituar as Análises Bromatológicas; ● Compreender os processos de análises e manipulações laboratoriais; ● Entender as exigências básicas e regulamentares aos processos de manipulação dos alimentos; ● Entender quais as principais propriedades dos componentes alimentícios. 2UNIDADEUNIDADE ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕESANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva A BROMATOLÓGICASA BROMATOLÓGICAS 24UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo a nossa unidade II da disciplina de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos. Você certamente já ouviu falar ou conhece os principais componentes dos alimentos? Se você já sabe disso, muito bem! Pois, facilitará a compreensão do nosso conteúdo nesta unidade. Para quem não possui este saber, não se preocupe, abordaremos juntos! Nesse material você irá conhecer e compreender o saber sobre os delineamentos e aprender as classificações dos alimentos, entender quais são os principais elementos que os formam, além das metodologias de análises bromatológicas, suas formas de manipulação que deliberam compromisso com a nossa saúde e bem estar humano, pois se trata de roteiros do nosso cotidiano. Assim como entender os processos laboratoriais, rotinas de boas práticas em laboratório, compreendendo as técnicas e procedimentos adequados a manipulação em fase de elaboração de diversos compostos alimentícios. Além disso, falaremos das classificações dos alimentos, suas características e propriedades que os definem em seus eixos grupais, as metodologias que definem propriedades que podem influenciar no desenvolvimento de reações químicas, físicas e microbiológicas isso se resume no entendimento e atenção aos processos da elaboração e de boas práticas de segurança alimentícia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 1 COLETAS E ANÁLISES AMOSTRAIS EM LABORATÓRIO TÓPICO UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS A segurança na ingestão dos alimentos interfere no bem-estar físico e psíquico dos seres humanos. Por esse motivo, é importante entendermos a origem, a manipulação e o controle de qualidade dos alimentos. Existem inúmeras diretrizes do estudo dos alimentos, entre elas o estudo dos fatores microbiológicos, das características desses organismos microscópicos, dos caracteres de qualidade aplicados à matéria-prima e das etapas de industrialização. Agora, iremos enfatizar a ciência que estuda a composição química dos alimentos: a Bromatologia e química dos alimentos, figura 1. Você certamente deve conhecer alguém alérgico a alimentos como amendoim ou corantes? Diante da Bromatologia, esses indivíduos conseguem consumir alimentos sem que sua saúde seja colocada em risco. Esta ciência é a responsável por determinar a quantidade de proteínas, açúcares e gordura apresentadas nos rótulos das embalagens dos alimentos, ou seja, nas tabelas nutricionais. As pesquisas de Bromatologia são voltadas à composição dos alimentos, sua ação no organismo, seu valor alimentício e calórico, suas propriedades físicas, químicas, toxicológicas, adulterantes, contaminantes e fraudulentas por meio destes estudos, e que ajudam os seres humanos a ficarem em forma e com a saúde em dia. Essa ciência investiga se o alimento se enquadra nas regulamentações legais, e, para que seja possível avaliar a presença de adulterantes, aditivos e contaminação, se faz necessário dispor de um laboratório adequadamente equipado. 26UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS FIGURA 1 – AÇÚCARES, CORANTES E DERIVADOS APRESENTADOS NA TABELA NUTRICIONAL Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/doces%20coloridos/ Vamos entender um pouco mais sobre laboratórios no início desta unidade, na qual também iremos nos familiarizar com os equipamentos básicos, as regras de segurança e os princípios de boas práticas para laboratórios (BPL). A ciência que estuda os alimentos, se faz responsável por levar as informações nutricionais à sociedade, também realiza análises cujos resultados são utilizados pelas indústrias e outros órgãos de interesse legais. 27UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS Certamente você já conhece o ambiente de um laboratório de pesquisa, a quantidade de equipamentos, de diversas funções, dispersos sobre as prateleiras e bancadas. Desde os mais complexos ao mais simples como as vidrarias, todos essenciais para análises dos alimentos, é fundamental empregarmos equipamentos como microscópios, refrigeradores, centrífugas, vidrarias entre outros. De acordo com os princípios de boas práticas de laboratório (BPL), os equipamentos devem: ● Ser registrados corretamente e legalmente e sempre aferidos; ● Ser corretamente identificados. Apresentarconfiguração, capacidade e localização apropriadas; ● Ter um programa de manutenção contínuo. Contar com um programa de calibração periódica; ● Estarem sempre conferidos, limpos e conservados conforme procedimentos operacionais padronizados (POPs) definidos e exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (VASCONCELOS, 2016). Os laboratórios costumam ser lugares seguros para trabalhar. No entanto, é necessário que os alunos e profissionais entendam o funcionamento correto de cada equipamento e saibam manuseá-los com segurança respeitando as normativas de biossegurança, com conhecimento dos perigos envolvidos. Os princípios das boas práticas de laboratório (BPL) foram formulados mediante a uma norma brasileira e um conjunto de leis direcionadas à organização e às condições do ambiente dos laboratórios experimentais: as práticas essencialmente positivas laboratoriais. As BPL designam como os estudos em laboratórios são organizados, elaborados, executados, monitorados, registrados e relatados, e são regulamentadas pela norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005. Esses princípios são importantes para “um ambiente de análises onde seus principais objetivos devem ter como um de seus propósitos principais a geração de dados analíticos de alta qualidade, por meio do uso de aferições analíticas que sejam precisas e exatas, confiáveis e adequadas para exata demanda” (SGS ACADEMY, 2016). As BPL são empregadas a pesquisas as quais envolvem à saúde humana, vegetal, animal e ao meio ambiente como prezam as normas de Biossegurança. De acordo com a SGS Academy (2016, p. 2), esses princípios incluem: ● Manutenção da infraestrutura; registros; manuseio e disposição de amostras; controle de reagentes; limpeza do material do laboratório. 28UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS ● As BPL têm por objetivo estabelecer os padrões mínimos para o funcionamento adequado de um laboratório, visto que não são todas as empresas que submetem seus produtos a uma análise de controle de qualidade em um laboratório certificado e com BPL, as que realizam investimentos neste modelo de segurança e em padrões de qualidade avançados podem cobrar mais por seus produtos, conquistando, assim, uma maior e diversificada por parte de consumidores. Com essa certificação, as empresas aptas tornam-se competitivas nos mercados nacional e internacional (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). A seguridade da qualidade dos trabalhos resulta em mais garantia ao consumidor final e aos funcionários. Com isso, convivendo todos os dias com as rotinas e processos padronizados, os profissionais do laboratório evoluem suas práticas e se tornam mais exigentes e cautelosos. É essencial que a manipulação destes equipamentos seja operada por pessoas qualificadas. De acordo com a SGS Academy (2016), os profissionais devem ter acesso a treinamentos e qualificações atualizados sobre o uso e a manutenção dos equipamentos, ou seja, os manuais e roteiros fornecidos pelos fabricantes dos equipamentos devem conter todas as informações mais recentes. Contudo, quando estamos no ambiente laboratorial, podemos identificar que eles são seguros e bem organizados. Isso ocorre porque, devem estar sempre sequencialmente organizados, contendo suas configurações, capacidade e localização adequadas; devem estar periodicamente verificados, limpos e conservados de acordo com os POPs; possuem um programa de manutenção e calibração periódico; contendo registros apropriados; e devidamente identificados (ZACCARIA, 2012). Dentre as análises realizadas em laboratório, ressaltamos as macroanálise de técnicas de amostragem. Metodologia de análise de alimentos as quais equivale, basicamente, à retirada de amostras do alimento para análise. De acordo com Isengard e Breithaupt (2015), “o resultado das análises deve ser válido para a totalidade do material”. Ou seja, a coleta das amostras unilaterais não altera a composição do material. Contudo, nos heterogêneos, a amostragem é o primeiro passo importante da análise, visto que, “mesmo que a precisão e a acurácia da análise forem satisfatórios, o resultado pode estar equivocado e impreciso quando a amostra testada não representar o material” (ISENGARD; BREITHAUPT, 2015). Se faz essencial, que o material para teste seja o mais homogêneo permissível, recomenda-se que líquidos sejam homogeneizados antes da retirada de amostras. Visto que as partículas de sólidos devem ser as menores executáveis, podendo ser aplicado a trituração, e devem ser misturadas. 29UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS Também é essencial que sejam analisadas essas operações para que não alterem a composição do material, como afirmam os autores Isengard e Breithaupt (2015). A trituração ou a moagem podem gerar redução de substâncias voláteis. Desta forma, o percentual de água pode ser alterado, e mesmo se este resultado em si não for parte da avaliação, a resposta de outros parâmetros estará incorreta, pois as concentrações de massa são fortemente utilizadas para confrontamento com a massa inicial modificada pela elaboração da amostra (ISENGARD; BREITHAUPT, 2015). É normal que determinados componentes apresentem reações com o material que armazena a amostra ou sejam absorvidos em sua área superficial. Desta forma, as amostras devem ser removidas a partir de posições distintas dentro do material de teste. Quando uma amostra não é analisada imediatamente, é necessário reservá-la para que não haja modificações em sua composição. “Se o desvio-padrão dos resultados da réplica de amostras individuais for da mesma ordem do desvio-padrão da média dos valores de amostras diferentes, os resultados da amostra podem ser considerados representativos” (ISENGARD; BREITHAUPT, 2015). Contudo, se a heterogeneidade do material for muito significativa, o valor médio de mais amostras deve ser usado para essa finalidade. A colheita de amostra é a primeira etapa para aquisição de uma análise próxima à composição real do estoque de um alimento. Quando elaborada de forma errada, a colheita resultará em informações incorretas. Gerando a problemática em que os métodos analíticos não têm o poder de corrigir o erro da amostragem. Desta forma, é fundamental coletar diversas amostras parciais de camadas e de diversos pontos do estoque ou da partida apresentada (ZENEBON, et al, 2008). Segundo com Zenebon et al, (2008), as amostras de produtos alimentícios destinados à análise poderão ser colhidas nos locais de fabricação; preparo; depósito; acondicionamento; transporte; exposição à venda. Indica-se avaliar as amostras frescas em menor tempo possível. Ou diante do oposto, devem ser resguardadas através de congelamento, secagem, conservadores ou pela combinação destas três metodologias. É importante salientar que essa opção depende da origem do alimento, do possível tipo de contaminação, do período, das condições de estocagem e do tipo de análise. O preparo das soluções deve se basear em uma mistura homogênea em que uma ou mais substâncias puras (moléculas, átomos ou íons) sejam diluídas em outro componente. Esse sistema unifásico é composto por um disperso o soluto, e um dispersante o solvente. Nas análises bromatológicas, existe também a concentração de soluções, que é “a proporção entre o soluto e o solvente de uma solução, a qual pode ser expressa em várias unidades” (FREIRE et al., 2000). Entenda algumas medidas e cuidados que devemos ter durante o preparo de soluções: 30UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS ● Verificar o volume correto do líquido; ● Realizar pesagens dos reagentes em balança analítica; ● Utilizar sempre pipetadores automáticos ou mecânicos; ● Conter sempre muita atenção nos cálculos de diluição; ● Não colocar espátula ou colher medida, bastões etc., nos reagentes, e não misturar pipetas dentro das soluções; ● Não cheirar ou testar umreagente pelo odor nem sabor, pois geralmente são tóxicos; ● A concentração da solução deve conter: soluto + solvente = volume final; ● Lavar com cuidado e atenção vidraria para evitar a contaminação na análise; ● Na diluição de ácidos, verta o ácido na água e jamais o contrário; ● Utilize sempre máscara, luvas e óculos de segurança ao manipular substâncias tóxicas (VASCONCELOS, 2016). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 2 CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS TÓPICO Os alimentos em suas generalidades podem ser de origem animal ou vegetal, ou então qualquer substância ou conjunto de substâncias que fornece nutrientes à sobrevivência dos seres vivos. Estes nutrientes envolvem até substâncias não compreensíveis como plásticos, energéticos e biorreguladores. Imagine a variedade de alimentos que podemos comer diariamente. Sem perceber, consumimos uma imensa quantidade de alimentos. Segundo Brinques (2015), “alimentos são formados por um conjunto de diferentes constituintes, que podem ser classificados em substâncias nutrientes ou não nutrientes”. Desta forma podemos generalizar que são compostos de diversas substâncias químicas essenciais para o bom estado de saúde do nosso organismo. Contudo, esses constituintes químicos possuem funções de suprir as necessidades dos seres humanos e nos manter saudáveis. O estudo de Bromatologia age sendo capaz de analisar se o alimento é ou não indicado para consumo. Chamados de genuínos, os alimentos indicados para consumo, aqueles que atingem as exigências das leis vigentes e que não contêm substâncias não autorizadas; de forma contrária, estes alimentos serão considerados impróprios para consumo. Podem ser capazes de comprometer a saúde e bem estar humano, seja com uma infecção alimentar. O motivo desses males pode ser os alimentos não apropriados para consumo. Entenda alguns exemplos destes tipos de alimentos empregados: Alimentos contaminados: estes possuem, além da quantidade permitida, de microrganismos ou indivíduos vivos (fungos, vírus, bactérias etc.) ou substâncias químicas UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS 32UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS minerais ou orgânicas (metais pesados, defensivos, etc.) que atuam de forma tóxica, ou, ainda, componentes naturais tóxicos como sais, nitratos, nitritos entre outros. Considerados alimentos “alterados por atuações de causas naturais como condições ambientais e demais avarias, ou seja, temperatura, umidade, ar, luz, ou que tenham sofrido, deterioração ou prejuízo em sua composição intrínseca, pureza ou caracteres organolépticos por conter de enzimas, microrganismos ou parasitos” (ANVISA, 2021). Alimentos alterados: são aqueles alimentos que sofrem deteriorações como em seu odor presente em carnes, latas de conserva estufadas, dentre outros, em suas características organolépticas, em seus compostos intrínseca ou em seu valor nutricional em virtude do tratamento tecnológico inapropriado. Estas alterações podem ser microbianas, físicas ou mecânicas, químicas, bioquímicas e enzimáticas, ou por ataque de insetos ou roedores. Alimentos falsificados: alimentos com características gerais de um produto, no entanto, são elaborados clandestinamente e comercializados como genuínos. “São considerados falsificados os produtos que possuam a aparência e características comuns a um produto legítimo ou genuíno protegido por marca registrada e legais, no entanto apresentam componentes diversos ao de sua composição original” (ANVISA, 2021). Alimentos adulterados: formulações modificadas as quais não possuem alguns de seus elementos característicos por terem sido alterados ou trocados por outros inertes ou estranhos. A adulteração pode ser por acesso de substâncias desconhecidas ao alimento como água no leite, ou por retirada de partes do alimento como a cafeína do café. São “total ou parcialmente privados dos princípios alimentícios característicos do produto, modificados por substituição ou acréscimos de outro componentes que alterem a sua qualidade, o seu valor nutricional ou a sua aparência” figura 2 (ANVISA, 2021). 33UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS FIGURA 2 – ALIMENTOS ADULTERADOS Fonte: https://www.foodiesfeed.com/?s=TRANSGENICOS A classificação dos alimentos consiste no seu potencial de impacto à saúde humana como os ultraprocessados na qualidade nutricional da alimentação e na ocorrência de obesidade no Brasil. O Ministério da Saúde possui uma abordagem na segunda edição do Guia Alimentar da População Brasileira, gerando uma classificação, a qual organiza os alimentos de acordo com a amplificação e o objetivo do seu processamento empregado antes da obtenção e consumo pelos indivíduos. O percurso de processamento de alimentos, reconhecido por esta classificação, aliena processos físicos, biológicos e químicos que ocorrem após a colheita do alimento ou, de forma generalizada, logo ao processo de separação do alimento da natureza e antes que ele seja induzido à preparação culinária ou antes do seu processo final a mesa do consumidor, quando se tratar de alimentos prontos para consumo. No entanto, os métodos utilizados na manipulação culinária de alimentos, que ocorrem nas cozinhas dos consumidores ou em restaurantes comerciais ou institucionais, envolvidos o descarte de partes não comestíveis, fracionamento, cozimento, tempero e misturas do alimento com outros alimentos, não são levados em conta pela classificação (OLIVEIRA e CANELLA, 2022). A classificação ocorre em grupos sendo 4 destes: GRUPO 1 – ALIMENTOS IN NATURA OU MINIMAMENTE PROCESSADOS Determinação para os alimentos in natura aos quais são aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais como as folhas e frutos ou ovos e leite, e obtidos para consumação antes de que tenham sofrido qualquer modificação logo após a sua colheita do ambiente 34UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS de origem. A obtenção de alimentos in natura se faz restrita a algumas variedades, como frutas, legumes, verduras, raízes, tubérculos e ovos. E, desta forma, é considerado normal que mesmo esses alimentos sejam submetidos a alguma alteração antes de chegarem à aquisição do consumidor, como limpeza e refrigeração (OLIVEIRA e CANELLA, 2022). Os Alimentos minimamente processados são alimentos in natura sujeitos a processos como limpezas de partes não comestíveis ou indesejadas dos alimentos, secagem, desidratação, trituração ou moagem, fração, metodologias de torra, cocção apenas com água, pasteurização, refrigeração ou congelamento, seu processo alojamento em embalagens, empacotamento a vácuo, e fermentação não alcoólica. São também classificados no Grupo 1, alimentos de consumo formados por dois ou mais alimentos deste grupo como cereais, granola, nozes e frutas secas, desde que não adicionar açúcar, mel, óleo, gorduras ou qualquer outro composto, as substâncias deste grupo enriquecidos com vitaminas e minerais, com o objetivo de compensar nutrientes retirados durante o processamento do alimento in natura como as farinhas de trigo ou de milho enriquecida com ferro e ácido fólico. Mesmo nada comum, alimentos do Grupo 1 quando acrescidos de aditivos que conservam as suas propriedades originais, como antioxidantes utilizados em frutas desidratadas ou legumes cozidos e armazenados a vácuo, ou estabilizantes acrescidos em leite ultrapasteurizado os mantém em classificação do Grupo 1 (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; OLIVEIRA e CANELLA, 2022). GRUPO 2 – INGREDIENTES CULINÁRIOS PROCESSADOS O grupo classificado em 2 consiste em substâncias retiradas diretamente de alimentos que compõem o Grupo 1 ou da natureza e normalmente consumidas como compostos de preparações culinárias. Os métodos relacionadosa extração dessas substâncias envolvem prensagem, trituração, moagem, pulverização, secagem e refino. O objetivo do processamento se dá na produção de itens empregados para temperar e cozinhar alimentos in natura ou minimamente processados e, desta forma, para elaborar preparações culinárias baseadas nesses alimentos. São exemplificações de substâncias do Grupo 2: sal, açúcar, óleos e gorduras. Também compõem dentre a classificação 2, produtos formados por duas substâncias pertencentes ao grupo como a manteiga com sal e produtos agregados por substâncias deste grupo adicionadas de vitaminas ou minerais como o sal iodado. Vinagres gerados da fermentação acética do álcool de vinhos e de outras bebidas alcoólicas também formam a classificação do Grupo 2, neste caso, pela semelhança de características de uso com 35UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS outras substâncias pertencentes ao grupo. Compostos deste grupo, ao serem adicionados aditivos para conservar suas características originais, como antioxidantes usados em óleos vegetais e antiumectantes usados no sal de cozinha ou de aditivos que previnem a manifestação de microrganismos, como conservantes utilizados no vinagre, mantém-se classificados no Grupo 2. GRUPO 3 – ALIMENTOS PROCESSADOS Conjunto de produtos produzidos com a adição de sal ou açúcar e fracionadamente óleos, gorduras, vinagre ou outra substância do Grupo 2 é um alimento do Grupo 1, sendo em sua grande parte ingredientes com dois ou no máximo três compostos. Os métodos envolvidos na produção desses alimentos podem relacionar vários processos de cocção e, no caso de queijos e de pães, a fermentação não alcoólica. A fomentação do processamento subjacente à fabricação destes produtos processados é acrescer a sua resistência de alimentos in natura ou minimamente processados ou alterar o seu sabor, portanto igualmente ao objetivo do processamento empregado na fabricação de alimentos do Grupo 1. São exemplificações de produtos processados: hortaliças em conservas, cereais ou de leguminosas, carnes salgadas, peixe preservados em óleo ou água e sal, frutas em calda, queijos e pães. Produtos do Grupo 3, quando acrescentados aditivos para conservar suas composições de origem, como antioxidantes utilizados em geleias, ou para prevenir a proliferação de microrganismos, como conservantes utilizados em carnes desidratadas, ainda assim compõem os classificados no Grupo 3. GRUPO 4 – ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS São compostos por produtos produzidos, a partir de diversas substâncias envolvendo compostos do Grupo 2 como o sal, açúcar, óleos e gorduras, elementos também retirados do grupo alimentar 1, porém, não usualmente empregadas em elaborados culinários como a caseína, soro de leite, isolado protéico de soja e de outros alimentos, e hidrolisado de proteínas, compostos sintetizados através de composições de alimentos como óleos hidrogenados ou interesterificados, amidos alterados e outras substâncias não naturais de composição original dos alimentos e aditivos utilizados, tanto com o objetivo de preservar ou conservante quanto para alteração de cor, odor, sabor ou textura do produto final. compostos do Grupo 1 respondem em proporção reduzida ou maioritariamente contém na lista de ingredientes dos produtos do Grupo 4. Contudo, a elaboração de alimentos 36UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS ultraprocessados envolve normalmente vários tipos de elementos e de aditivos, o que facilita encontrar um número grande de cinco, dez, vinte ou mais ingredientes, os caracteres básicos que os diferenciam se dão a existência de pelo menos uma substância ou um aditivo não presentes em produtos processados (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; OLIVEIRA e CANELLA, 2022). Contudo, a composição básica de alimentos ultraprocessados é conter entre seus ingredientes elementos retirados de alimentos do Grupo 1, mas utilizadas apenas para finalidades industriais ou substâncias sintetizadas por meio de constituintes destes produtos alimentícios ou ainda aditivos usados para transformar as características organolépticas dos produtos. Diversas metodologias industriais são utilizadas na fabricação de produtos ultraprocessados, incluindo extrusão, moldagem e pré-processamento por fritura. Podemos apontar como produtos do Grupo 4: biscoitos, sorvetes, balas e guloseimas em geral, “cereais matinais”, produtos congelados e prontos para aquecimento como pratos de massas, pizzas, hambúrgueres e extratos de carne de frango ou peixe empanados do tipo nuggets, pães doces e produtos panificados desde de que componham em seus ingredientes produtos caracterizados no grupo de substâncias retiradas diretamente de alimentos mas, não utilizadas em preparações culinárias, substâncias sintéticas e aditivos ou modificadores de propriedades organolépticas dos produtos como corantes, aromatizantes, flavorizantes, adoçantes e agentes de massa (, 2022). Mesmo que pouco frequentes, são estes também parte dos classificados no Grupo 4 elementos compostos apenas por alimentos do Grupo 1 quando esses alimentos estiverem adicionados de aditivos com objetivo de modificar cor, odor, sabor ou textura do produto final como iogurtes com edulcorantes, aromatizantes ou corantes. Alimentos compostos por produtos processados do Grupo 3, quando acrescidos desses aditivos, como pães produzidos com emulsificantes, igualmente são classificados no Grupo 4 (VASCONCELOS, 2016). Segundo Oliveira e Canella (2022), órgão de integração em pesquisa da USP afirma que a “classificação de aditivos e substâncias restritas a produtos do Grupo 4 da NOVA organização: adoçantes, agentes de carbonatação, agentes de incorporação ou de massa, antiaglomerantes, antiespumantes, aromatizantes, carreadores, corantes, espumantes, estabilizante de cor, flavorizantes, glaceantes, realçadores de sabor, sequestrantes, umectantes, açúcar invertido, amido de milho modificado, caseína, colágeno hidrolisado, extrato de malte, fibra alimentar, glúten, hidrolisado de proteínas, inulina, isolado proteico de soja e de outros alimentos, lactose, maltodextrina, manteiga de cacau, óleos hidrogenados, óleos interesterificados, ovo albumina, soro de leite, xarope de milho com alto teor de frutose”. 37UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS Dentre as diversas classificações envolvendo os alimentos, ainda podemos classificá- los em energéticos, plásticos ou construtores e reguladores. Elementos energéticos quando incluídos na alimentação são convertidos em água e CO2, proporcionando energia ao organismo, como exemplificação temos os carboidratos. Os alimentos plásticos oferecem substâncias anabólicas e de manutenção como por exemplo proteínas, já os alimentos que são considerados os reguladores são os responsáveis pela regulação do metabolismo corporal como as vitaminas e minerais, substâncias que conheceremos mais a fundo na evolução deste livro (SANAR, 2022). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS 3 CLASSIFICAÇÕES E GENERALIDADES DOS COMPONENTES TÓPICO Em estudos Bromatológicos, são analisados os componentes químicos, estruturalmente estabelecidos, formadores dos alimentos. Tendo como objetivo principal verificar nos elementos presentes em grande quantidade os “componentes centesimais”, cuja sua quantificação é maior que 1%, por exemplo a água, proteínas, vitaminas e minerais. As substâncias como os sais minerais executam a função existente no nosso organismo e são essenciais ao contexto da vida, estando sempre presentes nos alimentos em proporções apropriadas. Estes são os elementos designados a gerar equilíbrio osmótico dos líquidos do corpo humano e agem na sustentação do equilíbrioácido básico por serem responsabilizados a função do ácido ou das bases, dependendo do alimento. Contudo, são os responsabilizados por gerir a rigidez aos ossos e aos dentes (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). Segundo Margaret McWilliams (2016), os macrominerais localizados em maiores proporções no corpo humano são: cálcio; fósforo; potássio; enxofre; sódio; cloreto; magnésio. Sabe-se que não é possível viver sem os minerais, desta forma temos como os principais os ferro; zinco; manganês; selênio; cobre; iodo. 39UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS QUADRO 01: PRINCIPAIS MINERAIS ENVOLVIDOS NA DIETA HUMANA Fonte: adaptado de McWilliams (2016, p. 21). 40UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS 3.1 Proteínas As proteínas são um dos principais constituintes das células, de acordo com sua estrutura molecular, cada uma delas possui uma função biológica inerente às atividades necessárias às funções vitais do corpo. Nos alimentos, as proteínas têm componentes organolépticas e de textura. Suas funções nutricionais apresentam cadeias em dimensão e configuração variadas compostas pela ligação de 20 diferentes aminoácidos. E seu sequenciamento de aminoácidos na cadeia é determinada pelo ácido (DNA) através dos métodos de transcrição e tradução” (ROGERO et al, 2013). As proteínas em âmbito químico são polímeros de alto peso molecular, e suas composições básicas são os aminoácidos. Unidos por ligações peptídicas, os aminoácidos compõem grandes cadeias para gerar proteínas específicas. Estas são localizadas em sua maioria nos alimentos, sendo de origem animal, quanto nos vegetais. Segundo Rogero et al (2013), as proteínas são organizadas e nomeadas de acordo com suas estruturas, figura 5. FIGURA 3: ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS Fonte: Rogero et al (2013, p. 9). 41UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS 3.2 Estrutura primária A caracterização das estruturas primárias se dá pela organização, ou seja, o sequenciamento de aminoácidos ligados linearmente por meio das ligações peptídicas. Para alguns autores, acontece a condensação dos grupos carboxila de um L-aminoácido com o grupamento amina do outro, elaborando a liberação de uma molécula de água. A formação molecular de uma proteína, inicia-se com o resíduo amino e termina com o resíduo carboxila: NH 2 – CHR 1 – CO – NH – CHR 2 –COOH. A dimensão da cadeia estipula o peso molecular da proteína (VASCONCELOS, 2016). 3.3 Estrutura secundária As inúmeras polaridades resultam em rotação nos ângulos gerados nos átomos que compõem o peptídeo. Desta forma, acontece uma redução de energia livre na área fundamental para acarretar o segmento estável em solução (VASCONCELOS, 2016). 3.4 Estrutura terciária O enovelamento ocorre na cadeia polipeptídica gerada por segmentos com estrutura secundária para reduzir a energia livre da molécula. Esse nivelamento é responsável por inibir os resíduos hidrofóbicos, transformando os resíduos que possuem menor contato com a água. Inúmeros tipos de envolvimentos são poderosos para gerar estrutura globular, como, as eletrostáticas e hidrofóbicas, as forças de van de Waals e as pontes de hidrogênio, de forma que fica impossibilitando inibir a existência total dos resíduos apolares hidrofóbicos, ou expor todos os resíduos polares e hidrofílicos na superfície. A forma adotada pela estrutura terciária pode variar de acordo com a sequência de aminoácidos polares e apolares na cadeia. Uma proporção de resíduos hidrofóbicos alta, gera a proteína formas globular esférica. Por outro ângulo, uma alongada é comum nas proteínas com grande proporção de resíduos hidrofílicos, possibilitando permanecer na superfície (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; VASCONCELOS, 2016). 3.5 Estrutura quaternária O gerenciamento espacial de duas ou mais cadeias polipeptídicas com formatos terciários. Possibilita reduzir a exposição de resíduos hidrofóbicos ao meio aquoso. Segundo os autores, as importantes ligações efetivam a estrutura quaternária são as pontes de hidrogênio, as ligações hidrofóbicas e as eletrostáticas. 42UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS Uma enorme proporção de aminoácidos hidrofóbicos pode ocasionar formação quaternária (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; VASCONCELOS, 2016). Outro importantíssimo elemento é que a água é um dos maiores componentes dos alimentos e é extremamente vital para a vida. A sua importância se dá a nível de ser possível vivermos sem este elemento, visto que cerca de 60 a 65% do corpo humano e da maioria dos animais. Desta forma, o organismo humano é totalmente dependente da água para produzir inúmeras reações bioquímicas que acontecem nos tecidos corporais, as quais possibilitam a sustentação das frequentes trocas metabólicas que ocorrem entre as biomoléculas do corpo. A ausência diária de água para o corpo, acometem mudanças fisiológicas essenciais que são imediatamente sinalizadas e apontadas pelo sistema nervoso central (SNC), o qual manda para todo o corpo de forma ágil sinais fisiológicos potencializados capazes de modificar inúmeros processos fisiológicos do organismo atingido (TRAMONTE e TRAMONTE, 2013). As funções principais da água no organismo se dão ao equilíbrio da temperatura corporal, solvente universal essencial aos percursos metabólicos, sustento da pressão osmótica dos fluidos, proteção do volume das células e reagente de várias reações metabólicas. Contudo, podemos entender que para os alimentos, a água é o adulterante universal. A proporção de água nos alimentos é designada pelo valor da determinação da água total contida no alimento, contudo, esse valor não transfere informações sobre a forma que a água está dissolvida no alimento (VASCONCELOS, 2016). Existe uma alta probabilidade em que a água possui em gerar o desenvolvimento de muitos microrganismos, contudo, uma grande parte dessa água não está acessível para esse organismo. O caráter da água congelável aponta que há moléculas com características e diluição distintas no mesmo alimento. Para Ditchfield (2000), ocorrem dois tipos de água nos alimentos: 3.6 Água livre Menos ligada ao substrato. Atua como solvente, facilitando o crescimento dos microrganismos e as interações químicas. 3.7 Água combinada Fortemente ligada ao substrato. É difícil de ser desligada, não se relaciona como solvente e não permite a evolução de microrganismos, e suas interações químicas agem por cautela. 43UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS A ligação entre o teor de água livre nos alimentos e sua preservação constitui uma relação, pois, esse teor é uma atividade oriunda entrelaçada entre a pressão de vapor de água em equilíbrio nos componentes alimentícios e a pressão de vapor da água pura em uma mesma temperatura. Nas análises bromatológicas normalmente determina-se a de umidade nos alimentos. Ao reconhecer o teor de umidade de um alimento, entende-se as propriedades físico-químicas, microbiológicas e sensoriais de um alimento (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; VASCONCELOS, 2016). A bromatologia avalia a composição química dos produtos da indústria alimentícia. Desta forma age sobre a carga microbiológica do produto analisado, as propriedades destes indivíduos microscópicos, os fatores criteriosos de qualidade utilizados à matéria-prima e os métodos de fabricação dos alimentos naturais e industriais. No ramo da química analítica, a análise bromatológica atua como avaliadora da segurança da qualidade dos produtos. Essa ciência é importante para equacionar e solucionar problemas de saúde pública e aplicar na prática atuações de vigilância sanitária. Fonte: Vasconcelos (2016, p. 29). 44UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS A Bromatologia é uma ciência essencial para a saúde humana, visto que atua para notificar a sociedade sobre as particularidades nutricionais e calóricasde produtos alimentícios, permitindo organizá-los como não aptos para consumação ou fraudulências. Em 2014, foi localizado carne de cavalo em pratos congelados sendo comercializada como carne bovina. Leia trecho da matéria “Fraude alimentar deixa consumidores de mãos ata- das”: A carne de cavalo não é consumida no Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, não há proibição em relação à venda do produto, contanto que o consumidor saiba exata- mente que tipo de carne está adquirindo por meio de informações claras na embalagem. “A carne de cavalo é vermelha, praticamente sem gordura, mas o aspecto é idêntico ao da carne bovina”, afirma Fernando Sampaio, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Mas o distanciamento do problema detectado nos países europeus não livra os brasileiros de fraudes nos alimentos que consomem. “É muito difícil que se perceba alguma adulteração no produto somente pelo paladar. Por isso, é preciso que testes detalhados sejam feitos tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto pelas entidades de defesa do consumidor”, afirma a coordenadora da associação de defesa do consumidor (Proteste), Maria Inês Doli. Fonte: Adaptado de Costa e Kroehn apud VASCONCELOS (2016, p. 62). 45UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade conhecemos as principais análises em Bromatologia, bem como as suas metodologias e práticas de rotina em laboratórios. Procedimentos de execução para biossegurança em atuação de análises químicas dos alimentos. Com ênfase no reconhecimento por meio destas investigações as alterações causadas nos alimentos, bem como alimentos falsificados, adulterados e contaminados, levando em consideração as boas práticas de laboratório. Em seguida avaliamos os impactos dos alimentos na saúde humana mediante as suas classificações de acordo com as suas formas de conservação e processamento, como alimentos in natura e os ultraprocessados, levando em consideração os compostos destes produtos alimentícios, formulação e seus componentes, impactos e benefícios a saúde e bem estar a vida. Por fim, entendemos os componentes químicos, estruturalmente estabelecidos, formadores dos alimentos, como os principais minerais, proteínas e a água, a forma estrutural química e atuação dos principais e mais importantes, como as proteínas, classificação e importância da água, como estes elementos atuam na saúde e interferem de forma fisiológica na vida dos seres humano, sendo essencial seu equilíbrio para que possa compor benefícios a saúde humana e principalmente aos consumidores finais. 46UNIDADE 2 ANÁLISES E CLASSIFICAÇÕES A BROMATOLÓGICAS MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO Título: Fundamentos Teóricos e Práticos em Análise de Alimentos Autor: Heloisa Máscia Cecchi. Editora: Editora Unicamp. Sinopse: Esta obra é resultado de 20 anos de docência na área, em cada um dos quais a preparação das aulas era aprimorada, com a elaboração de apostilas para os alunos, as quais se transformaram neste livro-texto. Os capítulos descrevem fundamentos teóricos e experimentos práticos que podem ser utilizados como guia para aulas teóricas e de laboratório da disciplina de análise de alimentos. O livro pode ser utilizado por alunos de graduação e pós-graduação em engenharia de alimentos, farmácia e bioquímica, nutrição, agronomia, química e também nos respectivos cursos técnicos. FILME/VÍDEO Título: Super Size Me Autor: Morgan Spurlock. Ano: 2004. Sinopse: Super Size Me é um documentário dirigido e estrelado por Morgan Spurlock. O diretor foi submetido a um experimento por 30 dias: comer sempre apenas McDonald, no café da manhã, almoço e jantar. O documentário destaca as mudanças físicas e psicológicas que ocorreram durante a experiência, enfatizando os riscos de uma dieta baseada em fast foods. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OlUHSeM- 6DZo&t=4s https://www.youtube.com/watch?v=OlUHSeM6DZo&t=4s https://www.youtube.com/watch?v=OlUHSeM6DZo&t=4s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Novos Nutrientes e suas propriedades; • Frutas: Seus Distúrbios, Respiração e suas Propriedades. Objetivos da Aprendizagem ● Conceituar e destacar as propriedades dos principais componentes alimentares, seus benefícios e importância de dosagens diárias coerentes; ● Compreender e discriminar a composição dos alimentos ricos em lipídios, vitaminas e aditivos alimentares; ● Entender as normativas básicas e regulamentares dos elementos adulterantes dos alimentos e suas interferências; ● Descrever a composição e consumo das frutas, bem como seu acondicionamento e distúrbios fisiológicos. DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES UNIDADEUNIDADE PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva3 48UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo a mais uma etapa da nossa disciplina de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos, unidade III. Você em seu cotidiano já deve conhecer os componentes básicos das frutas, e sabe que a maior parte delas são compostas por água? Substância indispensável à vida e saúde humana a qual abordamos no nosso capítulo anterior. Assim como, também convive com os aditivos alimentares e sabe que eles auxiliam quando em demanda ordenada, ajudam a manter o sabor, cor e consistência dos alimentos? Se você já tem esses conhecimentos básicos, parabéns! Pois auxilia na assimila- ção do nosso conteúdo nesta unidade. Caso contrário, não se preocupe, desvendaremos estes saberes juntos! Nesta unidade você irá reconhecer e compreender o conteúdo explanado sobre nutrientes essenciais a composição dos nossos alimentos ingeridos diariamente, entender a sua importância e relevância de conhecermos as suas dosagens correta para equilíbrio e manutenção do organismo. As vitaminas entregam muito bem esta função de vitalidade, assim como os lipídios, saberemos quais os principais aditivos alimentares e a função do seu emprego nos alimen- tos, quais seus benefícios e porque existe uma ampla regulamentação na sua aplicação, no âmbito tecnológico alimentar. As frutas já são conhecidas por seu uso como alimento essencial para uma alimen- tação saudável. Abordaremos sobre os processamentos industriais, as quais lhes garantem habilidades sensoriais, suas formas de armazenamento e sua sensibilidade a exposições inadequadas como oscilações de temperatura, bem como distúrbios fisiológicos ocasiona- dos por tal processo. Além disso, destacamos seus principais componentes de composição, benefícios e vantagens, suas características e propriedades que os definem, metodologias de tecnolo- gias avançadas, resumindo de forma facilitada no entendimento e atenção aos processos de manipulação de segurança e de boas práticas alimentícias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 49UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES 1 NOVOS NUTRIENTES E SUAS PROPRIEDADES TÓPICO 1.1 Vitaminas As vitaminas são micronutrientes essenciais para a conservação da saúde e bem estar do organismo humano, de forma que requer em pequenas porções em miligramas a microgramas. A terminologia micronutriente já se faz comum, assim como a menção de vitaminas e minerais. Estes são grupos agregados de pequenos nutrientes necessários na alimentação diária. As vitaminas são elementos orgânicos de potencial sintético no corpo. São encontradas em poucas quantidades em quase todos os alimentos, contudo, são extremamente importantes para o regulamento dos processos fisiológicos do organismo (BRINQUES, 2015). Estão entre suas mais importantes funções que abordam os subsequentes maquinismos: ● Coenzima – substância essencial para as atividades de diversas enzimas que catalisam reações no corpo. ● Antioxidante – elementos que neutralizam radicais livres. ● Substâncias como as vitaminas são divididas em lipossolúveis e hidrossolúveis, as quais entendemos que: ● Vitaminas lipossolúveis – são solúveis em gorduras e localizadas em alimentos lipídicos. Sua assimilação depende da bile e seu transporte ocorre via circulação linfática (BRINQUES, 2015). 50UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES Ainda são armazenadas e suas funções normalmente são estruturais e classificadas em vitaminas lipossolúveis: vitamina A que pode ser adquirida pelo consumo de cenoura, beterraba, mamão entre outros. ● Vitamina D: observe-se durante a exposição ao sol, em alimentos como peixe e leite; ● Vitamina E: composto encontrado na composição do milho, abacate, azeite; ● Vitamina K: Composição dos alimentos brócolis, alface, couve e em outros diversos. As vitaminas hidrossolúveis – são dissolvidas em água, demonstrando poucos problemas de absorção e transporte. São transportadas por meio das vias de circulação sistêmica e sua excreção, por meio das vias urinárias. Exceto em saturação tecidual, onde não é possível ser armazenadas. São hidrossolúveis as vitaminas: ● vitamina B1 (tiamina); ● vitamina B2 (riboavina); ● vitamina B3 (niacina); ● vitamina B5 (ácido pantotênico); ● vitamina família B6 (pirodoxina, piridoxal e piridoxamina); ● vitamina B7 (biotina); ● vitamina B9 (folato); ● vitamina B12 (cobalamina); ● vitamina C (ascorbato); ● colina. O complexo B compostos por estas vitaminas onde são normalmente adquiridas em alimentos como: banana, os miúdos, carnes como fígado ou rim, em folhosos, ou seja, vegetais verdes, como couve ou espinafre, em cereais, ovos, entre outros; assim como a vitamina C fortemente encontrada em alimentos como: laranja, pimentão vermelho, acerola, maracujá, limão e outros produtos cítricos, figura 1, agindo na composição vital e antioxidante (BRINQUES, 2015). 51UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES FIGURA 1 – ALIMENTOS CÍTRICOS Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/FRUTAS%20CITRICOS/ A alimentação se baseia no percurso de ingestão dos alimentos que são conver- tidos pelo corpo humano em recursos nutricionais energéticos, gerando condições da função orgânica. De acordo com Vasconcelos (2016), quando os nutrientes são ingeridos em porções corretas, elevam a saúde e bem-estar humano diante dos seguintes critérios: ● Energético por carboidratos, lipídeos e proteínas; ● Edificação e restauração dos tecidos – proteínas, lipídeos e minerais; ● Construção e restauração do sistema esquelético – fósforo, cálcio e proteínas; ● Controle das reações fisiológicas do corpo – minerais, água, lipídios e vitaminas. A grande disponibilidade de suplementos alimentares que oferecem os benefícios mencionados é muito grande. Contudo, os riscos à saúde se referem a quantidade de suplementos de categorias ergogênicas, pois, apresentam-se abaixo diante do número de produtos localizados nas prateleiras de lojas capacitadas. Com isso, muitos dos elementos 52UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES apresentam um efeito ergolítico, o que pode trazer malefícios. Diante do patamar avaliativo a segurança nutricional dos alimentos por meio de sua composição química. A categoria de lipídeos é uma das análises químicas aderidas para essa finalidade. Entendemos que as vitaminas são, minerais, proteínas e fibras dos alimentos (VASCONCELOS, 2016). 1.2 Lipídeos Estes componentes classificam-se como agregados orgânicos com grande carga energética, formados por ácidos graxos que atuam como carreadores de vitaminas lipossolúveis. As substâncias dissolvidas em solventes orgânicos, como clorofórmio, acetona e éter, sublocados como: ● Simples – óleos e gorduras. Agregados – fosfolipídeos, ceras, entre outros. ● Decorrentes – ácidos graxos e esteróis (ZENEBON, PASCUET e TIGLEA, 2008). Os aspectos de aparência física são os únicos critérios aos quais diferenciam gor- duras e óleos, figura 2. Ao analisar o azeite, entendemos que se refere a óleos, já a gordura como observadas em carnes já demonstra aspectos diferenciados aos quais possibilita o seu reconhecimento. Em ambiente natural referente a temperatura, as gorduras se mostram sólidas ou pastosas e os óleos líquidos (VASCONCELOS, 2016). FIGURA 2 – DIFERENTES FORMAS DE ÓLEOS E GORDURAS Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/OLEOS%20E%20GORDURAS/ 53UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES Os lipídeos se envolvem nos alimentos em técnicas de extração com solventes orgânicos, este também identificado como extrato etéreo. Contudo, mesmo sendo empregado no estabelecimento de lipídios dos alimentos, essa metodologia não se aplica para: sementes oleaginosas; rações líquidas; elementos com base em alimentos lácteos. Para diluir gorduras, pigmentos, óleos e outros compostos gordurosos dissolvidos em solventes orgânicos e éter. O éter ocasiona a evaporação dessa solução oleosa, permanecendo as substâncias chamadas de extrato etéreo ou gordura bruta, de alto peso e, desta forma, possibilita a definição da quantificação e definição de gordura na amostra (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010; VASCONCELOS, 2016). As maiores vantagens do emprego desta técnica são: ● Possibilita que ocorra por meio da lavagem das porções com solvente (éter). Uma parte com grande quantidade em energia – óleos e gorduras. ● Extremamente valiosos em produtos com alto teor em pigmentos e cera como a xantofila, clorofila entre outros da mesma classe. O método empregado de Soxhlet, utilizado com outras técnicas, determina as frações de lipídeos. Essa metodologia agrega o refluxo de solvente para a retirada em amostras líquidas, sólidas ou pastosas, agindo em um percurso contínuo, com duração de um tempo de 4 a 6 horas, formado em três fases: 1 Retirada da gordura com solvente; 2 Exclusão do solvente por evaporação; 3. Determinação da gordura extraída (GOMES e SIMEONE, 2012). 1.3 Aditivos alimentares Os aditivos nos alimentos são considerados qualquer elemento acrescentado de forma intencional e sem a função de gerar nutrição. Geralmente são empregados para modificar características biológicas, físicas, químicas ou sensoriais do organismo. Em relatórios da Anvisa, essas alterações ocorrem no percurso de produção, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. Sendo empregados: ● Antioxidante; ● Conservador; ● Flavorizante; ● Corante; ● Conservador; ● Estabilizante; ● Espumífero e antiespumífero; 54UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES ● Espessante; ● Edulcorante; ● Umectante; ● Antiumectante; ● Acidulante. De acordo com a Anvisa, derivados ou o próprio aditivo, são passíveis de se tornar um integrante do alimento.Sabe-se, que dentre as denominações para os aditivos não integram aos grupos os contaminantes ou elementos nutritivos, que são capazes de ser acrescentados ao alimento com intenção de sustentar ou aperfeiçoar suas características nutricionais (VASCONCELOS, 2016). A demanda tecnológica desses compostos é aplicada em casos de benefícios de demandas tecnológicas. Diante disto, ocorre exceções em casos em que ocorrer a probabilidade de benefícios a serem atingidos através de fabricação mais coerentes, também em casos de maiores cuidados de práticas de cautela em relação a rotinas operacionais e de higiene. Porém, nem sempre a utilização de aditivos é vista de forma prejudicial. A sua utilização se emprega apenas pelos fabricantes alimentícios quando estabelecido em legislação brasileira especificado para a sua classe de alimentos de sua ordem, considerando os limites e funções, figura 3. Se não categorizado, não pode ser empregado e, se identificado nos produtos em processo de fiscalização, a indústria sofrerá penalidades, autuada e, em casos de reincidências, sofrerá processos criminal civil, de acordo com Código de Defesa do Consumidor perante a Lei n. 8.078 (DAMODARAN, PARKIN e FENNEMA, 2010). FIGURA 3 – EMPREGO DE ADITIVOS EM ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/DOCES%20ULTRAPROCESSADOS/ 55UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES É essencial exterminar o emprego dos aditivos em alimentos específicos, incluindo as condições excepcionais. Podem ser empregados em menores porções viáveis, para que a indução ao organismo não extrapole as quantidades diárias recomendadas, estipuladas pelas normas legais da Anvisa. Existem processos em que os aditivos são proibidos como: onde a presença desses elementos não seja segura para saúde e bem estar humano. Como em casos, em que gere prejuízos à segurança alimentar, induz o consumidor ao desconhecimento de sua presença. Quando utilizados para esconder falhas no seu processo de fabricação como na manipulação e processamento. Em casos onde são proibidos por legislação específica. Se utilizado para omitir variações ou falsificações da matéria-prima ou do alimento final (VASCONCELOS, 2016). De acordo com as normativas da Anvisa, a alteração alimentar por aditivos precisa estar de acordo com os regulamentos de Boas Práticas de Fabricação (BPF), em casos de ingestão diária não recomendável - IDR “não determinada”. Desta forma, seu emprego não determina as porções adequadas no consumo, privando o alcance tecnológico estabelecido, se faz essencial esse cumprimento que a substância não altere a qualidade do alimento. Sendo assim, os produtos de ordem alimentícia precisam ser submetidos a análises toxicológicas antes de sua destinação final, onde se deve investigar qualquer resposta cumulativa, sinérgica e de proteção gerada pelo aditivo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES 2 FRUTAS: SEUS DISTÚRBIOS, RESPIRAÇÃO E SUAS PROPRIEDADES TÓPICO Uma alimentação saudável já é considerada uma prática que se perpetua há anos, por ser apontada de essencial para todas as idades, principalmente no início da vida. As adequações de novos hábitos alimentares vêm ocorrendo na estrutura familiar, no intuito de uma busca por alimentos mais as mudanças ocorridas na estrutura familiar e nos hábitos de consumo de alimentos mais saudáveis, como os com menor teor, livres de gorduras trans, ou restrição, de gorduras e açúcares, alimentos diet e light, limpos de radicais livres, conservantes químicos e sódio, favorecendo a indústria a aperfeiçoarem seus processos em busca de medidas mitigatórias em seus métodos de produção como o processamento dos alimentos, buscando resultados para um alimento que entregue estas medidas de qualidade (EMBRAPA, 2011). A implantação da tecnológica do menor processamento de frutas resulta em alimentos com determinado caráter, desta forma adicionando um porte nutricional à matéria- prima pelas vantagens de qualidade sensorial, segurança e aperfeiçoamento nutritivo. Por estas razões, alimentos submetidos a um menor processamento vêm adquirindo uma demanda maior no mercado de produtos frescos desde a sua introdução nos EUA há mais de quase 40 anos e na comercialização francesa no começo dos anos 80. No Brasil, a implantação desta metodologia de consumo iniciou por volta da década de 90, e mostrado grande evolução nos últimos anos de forma relevante para aumento da comercialização, essencialmente pela expansão no atendimento de agilidade em hotéis, restaurante e serviços de caterings, e principalmente no âmbito doméstico (EMBRAPA, 2011). 57UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES No nosso dia a dia denominamos as frutas como a laranja, maçã, banana, limão, pêssego, abacate, melancia, melão, mamão, ameixa, cereja, morango, manga, kiwi, uva e outras maravilhas adocicadas originadas da natureza de frutas, porém de fato, será que essa é a ordenação correta? As frutas, na verdade, são consideradas apenas a porção polposa que circula a semente de plantas. Analisando desta forma, a manga por exemplo, não é uma fruta por completo. O fruto nesta perspectiva é considerado a parte amarela em que consumimos deste alimento, assim como o abacaxi e tangerina, em que são fartos em açúcares, que dão o sabor adocicado, e suco. Esses açúcares são: frutose; açúcar invertido conjugados como frutose e glucose, as sacaroses e glicoses (McWILLIAMS, 2016). Diante destes componentes temos os ácidos fartos nas frutas, geralmente sem valores nutricionais. No entanto, é relativo a cada tipo de frutas, em uma mesma, de acordo com seu estágio de maturação e de desenvolvimento. No contexto geral, a quantificação de ácidos reduz à medida que evolui a maturação e, consequentemente, aumenta a proporção de açúcares. Existem quatro categorias de ácidos aos quais demandam sabor málico, e tartárico, ou cítrico e o oxálico. Este último também constitui em vários vegetais e podem gerar sais solúveis com o cálcio e o magnésio, reduzindo a biodisponibilidade desses nutrientes (PHILIPPI, 2014). As frutas são um alimento em sua maioria consumido cru ou podem ser comercializados em geleia, calda, compota, em pasta ou caramelizada. São ricas em vitaminas, fibras e minerais. De acordo com Mc Williams (2016), “a maior parte das frutas são compostas por grande teor de água, variando entre 80% a 90%, como as melancias e os melões-cantalupo no limite superior possuindo 92% de nível de umidade”. Contudo, existem também os frutos secos, considerados sementes comestíveis. Como as castanhas de caju, avelã, amêndoa, noz, o pinhão, a castanha-do-pará, e a macadâmia, esses frutos são semelhantes em sua consistência compacta, casca dura e incorporados em gordura. Contém aproximadamente 25% de água e, os “níveis de carboidrato variam de 3 a 14%” (McWILLIAMS, 2016). A quantidade de gorduras contidas nas frutas são muito baixas com algumas exceções, como é o caso das oleaginosas representadas por frutos secos, do abacate e do coco, no geral as frutas são normalmente nulas em gorduras monoinsaturadas e saturadas, e o padrão de proteínas também são menores nas frutas, exceto no caso do abacate. Individualmente, o nível de carboidrato contido nas frutas oscila com a sua maturidade. Para McWilliams (2016), a carga total de carboidrato se mantém relativamente constante durante o processo de evolução da fruta do seu estágio verde para o maduro. A quantidade de amido, encontra-se alto nas frutas não maduras, e geralmente reduz com o amadurecimento 58UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES ao contrário do nível de açúcarque aumenta. A teoria destes dois formatos de carboidrato retrata a transição gradual de amido em açúcar com o amadurecimento; alterações que podem ser sentidas no sabor doce das frutas maduras. Como descrito na tabela 2, diversas frutas apresentam altos teores em carboidratos, macronutrientes formados por moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio, após seu consumo e absorvidos pelo organismo, geram glicose e fornecendo energia para as células, desta forma são indispensáveis em nossas dietas e para manutenção da nossa saúde. TABELA 1 – VALORES MÉDIOS OBTIDOS NA ANÁLISE DE FRUTAS DIVERSAS Fonte: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Adaptada de McWilliams (2016, p. 135). As frutas possuem um revestimento por tecidos membranosos de celulose e protopectina. A celulose e a pectina compõem os tipos de fibras insolúveis. A celulose é uma substância fibrosa encarregada por formar a base estrutural do tecido vegetal e se encontra presente em frutas com cascas e sementes. As propectinas estão em seu formato natural da pectina. De acordo com Paiva, Lima e Paixão, (2009), sua consistência é de baixo teor solúvel em água com a presença de ácidos dissolvíveis, compondo os ácidos pectínicos ou pécticos com variadas dimensões moleculares e composição. A protopectina atua como 59UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES consolidante, estruturando as células de celulose juntas as membranas. As frutas cítricas são fortes em pectinas, extraídos do albedo, a área mesocárpica do fruto. “A maçã é uma fruta com caráter de fonte natural desse carboidrato, que, juntamente com os frutos cítricos, formam as principais matérias-primas para geração de pectina em nível comercial” (PAIVA, LIMA e PAIXÃO, 2009). 2.1 Distúrbios Fisiológicos As frutas podem apresentar distúrbios fisiológicos definidos em alterações não originadas por patógenos, ocorridas por alterações metabólicas das frutas ou na integridade estrutural de seus tecidos, figura 3. Os sintomas de injúrias fisiológicas causados pelo uso de temperaturas inadequadas ao armazenamento de frutas, as temperaturas abaixo do mínimo aceitável são um dos principais fatores, são múltiplos esses critérios e variam de acordo com o produto observado. Para manutenção das frutas, é indicado a refrigeração, método econômico de armazenamento prolongado de frutas frescas, o armazenamento em baixas temperaturas preza reduzir a intensidade do processo vital, através do emprego de condições corretas, que permitam a minimização em seu metabolismo normal sem alterar seus processos fisiológicos (VASCONCELOS, 2016). FIGURA 4 – DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS CAUSADOS POR ALTAS TEMPERATURAS Fonte: http://oagronomico.iac.sp.gov.br/?p=1190 2.2 Respiração das frutas Se trata do principal processo fisiológico relacionado à fisiologia pós-colheita de frutas, também essencial no processo de armazenamento, dependente de inúmeras reações metabólicas reguladas por temperatura, transpiração e a concentração de gases na atmosfera, como CO2, O2 e etileno” (CALBO, MORETTI e HENZ 2007). O aumento da temperatura provoca elevação exponencial da taxa de respiração, e ainda gera uma 60UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES redução exponencial da vida útil das frutas, coadunáveis decorrentes da temperatura sobre a respiração. Para Calbo, Moretti e Henz (2007), “armazenamento em baixas doses de O2 e elevadas de CO2, que provocam reduções de longo prazo na taxa de respiração, assim como geram maior vida útil de pós-colheita”. O aroma, sabor e a aparência de frutas e hortaliças normalmente estão relacionados às altas porções de açúcares, ácidos orgânicos, sais e elementos orgânicos ativos no vacúolo. Os vacúolos, são organelas que podem utilizar mais de 80% do volume de células maduras e, por se manterem em harmonia osmótica com o citoplasma, consequentemente contém, volumetricamente, proporcional quantidade de solutos. As frutas durante seu processo de amadurecimento ou maturação de diversos frutos, ocorre o aumento na taxa de respiração climatérica, onde para Calbo, Moretti e Henz (2007), “depende de temperatura e em condições favoritas pode significar um crescimento de 2 a 4 vezes, variando do fruto, e em comparação com as cotas de respiração pré- climatéricas”. Desta forma, como descrevem os autores, frutos como o tomate, reduzem o seu pico climatérico em temperaturas baixas, no caso, 8 °C. Alimentos minimamente processados ou in natura como frutas e hortaliças, enfrentam grandes barreiras para comercialização, desde os processos agrícolas até seus distribuidores, você sabia que um dos fatores principais está ligado às taxas de respiração destes alimentos? A taxa de respiração dos tecidos vegetais aumenta exponencialmente com o aumento da temperatura. Ocorre a formação de os compostos voláteis, responsáveis pelo cheiro característico e que são caracterizadas pela junção do grupo carbonila dos açúcares redutores com o grupo amínico das proteínas, peptídeos ou aminoácidos. Deficiências no controle de temperatura nas diferentes etapas como recepção, estocagem, processamento, armazenamento, transporte, distribuição e comercialização do produto têm repercutido negativamente na segurança, qualidade e vida útil das frutas e hortaliças minimamente processadas. Fonte: Adaptado de Vasconcelos (2016, p. 102). 61UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES O termo Reação de Maillard se trata de uma reação desencadeada pelas altas temperaturas, também conhecida como “escurecimento não-enzimático”; A Reação de Maillard, em homenagem a Louis-Camille Maillard, que a descreveu pela primeira vez no ano de 1912, ocorre quando aminoácidos e açúcares redutores reagem, no aquecimento, e desencadeiam uma sequência de reações que produzem compostos alterando sabores e aroma. A partir da temperatura de 40°C, inicia-se a formação dos produtos da reação. Quanto maior a temperatura, mais produtos são gerados e mais perceptíveis eles se tornam nos alimentos. Fonte: Adaptado de Vasconcelos (2016, p. 102). 62UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade conhecemos os elementos que compõem os alimentos e a importância de uma dosagem diária correta, atuação e essencialidade das vitaminas e a suas atuações para manutenção da saúde humana, assim como os lipídios, bem como os aditivos alimentares. Entendemos como as vitaminas nos garantem energias, restauração dos tecidos e do sistema esquelético, garantem fornecimento por meio de proteínas carboidratos e demais compostos fundamentais. Assim como as vitaminas do complexo B nos fornecem manutenção e se faz necessárias dosagens diárias por meio de ingestão. Conhecemos os mais utilizados aditivos alimentares inseridos em nossos alimentos por meio de avanços tecnológicos, contudo, a importância das legislações principalmente a fiscalização como atuação da ANVISA para o controle de doses adequadas e aceitáveis pelo organismo humano, principalmente em alimentos altamente processados, garantindo a esses alimentos maior segurança respeitando as normas de boas práticas de fabricação. Por fim estudamos as frutas, e a necessidade destes alimentos preferencialmente in natura em nossa dieta, as partes que compõem um fruto, e a riqueza de substâncias como a água, vitaminas, carboidratos entre outros diversos, além de entendermos as consequências de uma má manipulação e armazenamento adequado, evitando distúrbios fisiológicos e, um alimento seguro para o consumidor. 63UNIDADE 3 PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS ALIMENTARES MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO Título: Alimentos e Nutrição – Introdução a Bromatologia Autor: Rolando Salinas Editora: Artmed Sinopse: Este livro traz informações precisas sobre os diversos alimentos encontrados no dia a dia, suaconstituição, seu processamento e conservação, seu valor nutritivo, entre outros aspectos, de forma a corresponder às exigências das diferentes áreas do mundo da alimentação. FILME/VÍDEO Título: Tomates verdes fritos Autor: Jon Avnet. Ano: 1991. Sinopse: Um clássico do cinema mundial. Fala sobre Comportamento Alimentar, incluindo conceitos como Mindful Eating e nossa relação com a alimentação. Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes at the Whistle Stop Cafe) conta a história de Evelyn Couch (Kathy Bates), uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada, mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. É através dessas histórias que vamos mergulhar neste premiado drama do cinema mundial. O elenco ainda tem Chris O'Donnell e Mary-Louise Parker. A direção é de Jon Avnet. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=zOQnV7cy- cl4 https://www.youtube.com/watch?v=zOQnV7cycl4 https://www.youtube.com/watch?v=zOQnV7cycl4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos ● Propriedades de alimentos de origem animal; ● Resíduos alimentares. Objetivos da Aprendizagem ● Compreender e destacar os principais alimentos de origem animal, e suas propriedades como os componentes alimentares envolvidos na segurança alimentar da população; ● Conceituar e discriminar diante de suas estruturas químicas-físicas nos alimentos como, proteínas de alto valor biológico, aminoácidos indispensáveis à manutenção regeneração e construção dos tecidos, regulação e geração de hormônios, e os resíduos alimentares; ● Descrever os planos de controle e regulamentares dos elementos adulterantes dos alimentos e suas interferências, no bem estar e saúde dos animais e da população consumidora desses produtos; ● Explanar a composição e consumo de alimentos em sobrecarga de resíduos alimentares, bem como o comprometimento da segurança e confiabilidade destes produtos. 4UNIDADEUNIDADE SEGURANÇA DOS ALIMENTOSSEGURANÇA DOS ALIMENTOS Prof. Dra. Jaqueline de Santana da Silva DE ORIGEM ANIMAL DE ORIGEM ANIMAL 65UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo ao nosso último percurso do saber em nossa disciplina de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos, unidade IV. Você em seu dia a dia deve consumir muitos alimentos de origem animal, seja carnes, ovos e derivados lácteos? Estes alimentos possuem muitas substâncias indispensáveis à vida e saúde humana, então abordamos no nosso capítulo a composição e os cuidados necessários com a manipulação destes. Você convive ou conhece o processo de ordenha do leite, o percurso inicial desde quando a vaca por exemplo, divide o alimento do seu bezerro para conosco, fortalecendo a fabricação do leite industrializado? O produtor precisa tomar inúmeros cuidados que auxiliam na qualidade de uma demanda ordenada segura, pois, sabia que essa cautela ajuda a manter o sabor, cor e consistência do alimento? Se você já conhece esse processo, muito bem! Pois agora, iremos conhecer todo esse percurso junto e assimilação do nosso conteúdo nesta unidade. Caso contrário, não se preocupe, abordaremos estes saberes juntos! Nesta unidade você irá identificar e compreender o conteúdo sobre nutrientes que formam a composição dos nossos alimentos de origem animal ingeridos diariamente, entender a sua essencialidade e relevância de conhecermos os elementos que contribuem de forma correta para equilíbrio e manutenção do organismo. Iremos entender os compostos da carne vermelha, as fibras que são responsáveis por compor os músculos e gerando uma carne macia e mais suculenta, no âmbito tecnológico alimentar, o Brasil é um dos países mais importantes no fornecimento deste produto graças a pecuária. Vamos conhecer o leite e os seus compostos como um alimento indispensável para uma alimentação saudável, abordaremos sobre os processamentos industriais, as quais lhes garantem habilidades sensoriais, suas formas de armazenamento, e compreender como alimentos como o leite quando não oferecidos com total qualidade pode ser identi- ficado por testes de segurança alimentar, a fim de preservar a saúde do consumidor final. Além disso, falaremos dos planos de controle nacional de segurança alimentar, este que garante a nossa segurança como consumidores, rege as leis e fiscaliza a indústria produtora, utilizando de metodologias de tecnologias avançadas, mantendo de forma facilitada nosso entendimento e atenção aos processos de fabricação dos alimentos e a segurança de boas práticas alimentícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL 1PROPRIEDADES DE ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL TÓPICO Os alimentos de origem animal são os mais presentes na dieta alimentar diária dos brasileiros, a carne branca ou vermelha ocupa o maior percentual, para Hautrive, Marques e Kubota (2012), estes alimentos são ricos em porções de proteínas de alto teor biológico e aminoácidos indispensáveis à manutenção, restauração e construção dos tecidos, regulação e geração de hormônios, proteínas e enzimas carreadoras, proteínas de estrutura e anticorpos. A composição centesimal é alterada por inúmeros fatores como a carne, entre eles dieta, raça e ambiente. O processo de princípios nutritivos em casos escassos durante a evolução animal, órgãos como coração, pulmão, cérebro e ossos necessitam primordialmente destes nutrientes, gerando em decorrência da restrição menor desenvolvimento dos tecidos musculares e adiposos das áreas do organismo animal geradas mais tardiamente, consequentemente o desequilíbrio da dieta dos animais reflete na disposição da carne e da gordura. A alimentação escassa em substâncias ricas produz carne com maiores teores de gordura, influenciando a sua suculência e maciez, oscilando a formação de ácidos graxos (VASCONCELOS, 2016). Temos como exemplificação a carne vermelha de origem ovina, onde a sua composição centesimal contém valores médios de 19% de proteínas, 75% de umidade, 4% de gorduras e 1,1% em minerais. Entendemos que os valores mencionados são alterados diante do estágio final do animal até o seu abate. Estes valores percentuais de proteína e água serão reduzidos, mas, em controvérsias, o fator de gordura será aumentado. Muitos apontamentos relevantes para nossa compreensão neste estudo é que, “quanto maior o 67UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL peso de abatimento, envolve a possibilidade em crescer o teor de gordura e reduzir a quantidade de água na carne” (DAMODARAN et al, 2010). A carne comercializada e que adquirimos nos mercados(açougue), se trata da porção muscular animal comestível de aves ou mamíferos. Sua essência é, necessariamente, a composição de massas musculares, o conjugado células musculares: - As fibras musculares. De acordo com Gondim (2013), se trata de uma organização muito simples de fibras musculares calculada de acordo com a sua velocidade de contração, estabelecida por uma diferenciação de duas suborganização das fibras, sendo as de “tipo I”, geradas por contrações de ritmos lentos, haja vista as de “tipo II”, possuem contração acelerada e rápida. O tipo I de fibras possuem o potencial de movimentos de contração repetidamente em força controlada. Usando como fonte os ácidos graxos garantindo energia, possuem estruturas finas e muito resistentes à fadiga. As fibras do tipo II por meio da contração se tornam capazes de gerar muito mais força, pois possuem uma estrutura muito mais fortalecida. No entanto, estas fibras tipo II possuem pequena resistência à fadiga e são abundantes em glicogênio. Existem inúmeros tipos de fibras (figura 1), que se alteram e diferenciam por porções de células musculares, os músculos são formados por uma junção de variedades destas, o que lhes dão característica como a cor, os músculos gerados exclusivamente de fibras de características exclusivas são vistos como extremamente raros (Vasconcelos, 2016). FIGURA 1 – REPRESENTAÇÃO EM 3D DE FIBRAS MUSCULARES Leite: análise e qualidade 68UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL Com a industrialização de grande parte dos alimentos derivados de leite se torna extremamente importante, o monitoramento da qualidade, tanto aos cuidados voltados ao consumidor, como também para as indústrias e produtores que atendem com a matéria-pri- ma, na geração de seus derivados como iogurtes, queijos entre outros de origens lácteas. O leite está como componente principal na fabricação de bolos, chocolates quentes e outras maravilhas. De acordo com o art. 475 do Regulamentado dentro da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), “compreende-se por leite, sem outra especificação, o produto originado de ordenha completa, e ininterrupta, atendendo as con- dições de higiene de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas” (BRASIL, 2013). A segurança do produto líquido de origem animal sujeita-se ao seu estado físico- químico e à qualidade microbiológica, o que diretamente depende do seu estado higiênico- sanitário dentro dos sistemas de geração. Para aferição da qualidade do leite, deve-se ser submetido a testes de avaliativos, aos quais investigamos por análises em concordância com as normativas vigentes. Esta qualidade deve seguir critérios explanados por Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005): - Conjugado físico-químico, ou seja, a unificação da porção úmida, composta pela água, e da parte sólida, origem do extrato seco total e pelo extrato seco desengordurado. ● Extrato seco total - representa a gordura, açúcar, proteínas e sais minerais. Uma maior quantidade de extrato seco, representa maior aproveitamento do leite. ● Extrato seco desengordurado – representa os compostos, exceto gordura. Como em exemplificação representado pelo leite desnatado. Apenas as indústrias estão autorizadas a manipular essa demanda do leite, utilizando desnatadeiras. Gordura – substância de maior importância. É essencial que o leite encaminhado à indústria tenha no mínimo 3% de gordura. Água – em quantidades volumétricas, se trata do maior composto do leite em média de 88%. A adição de água no leite é considerada como fraude em sua pureza, visto que o peso do produto será modificado. Densidade – A relação de quantidade se dá entre a relação peso e volume. Normalmente, 1L de leite equivale a 1.028 a 1.033 g. Quando o peso não obedecer permanecendo dentro desse limite, o leite pode ter sua seguridade comprometida. Certamente, um leite com grande quantidade de gordura, por exemplo maior que 4,5%, apresentará uma densidade abaixo de 1.028 g, o que também se aplica a uma possível fraude. Ocorrem inúmeros fatores que alteram a qualidade do leite. Considerando como os mais importantes. De acordo com Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005), apontam: Alimentação – para que haja o bom funcionamento da glândula mamária, o animal necessita de uma 69UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL alimentação sadia e rica, também sendo essencial o fornecimento nesta alimentação de todas substâncias necessárias e envolvidas na formação do leite. Havendo à disposição uma ração ao animal balanceada e equilibrada. Raça do animal – a raça do animal influencia diretamente na demanda em volumes ofertados de leite e em teor de gordura. A raça holandesa exemplificadamente já se tornou muito conhecida por sua maior produção de leite, por outro lado a raça Jersey produz leite agregado de mais gordura. Ordenha - a substância do leite mais frágil, a manipulação da ordenha é a gordura. Manejo do bezerro – no início da ordenha o leite normalmente se apresenta mais ralo. Ocorre o aumento de gordura quando o leite está chegando ao final, a gordura apre- senta densidade leve e se retém na superfície do úbere, contudo, se o bezerro se alimentar até o final, será consumido um leite mais rico. Na ideia geral de comercialização, se indica que o filhote mame no início da ordenha. Ordem da ordenha – o processo inicial de ordenhar gera mais leite com teor de gordura reduzido, durante a evolução da manipulação o leite passa a se tornar mais farto em gordura, porém em menor volume. O repouso no período noturno do animal aumenta a quantidade de leite e a sua exercitação durante o dia fornece maior formação de gordura. FIGURA 2 – PROCESSO DE ORDENHA DOS ANIMAIS Análise do leite: avaliação higiênico-sanitária Todo consumidor tem o direito de conhecer os produtos em que está adquirindo e estar seguro sobre a sua confiabilidade, desta forma, abordaremos sobre as análises que são obrigatórias para avaliação da qualidade higiênico-sanitária do leite. Sendo elas: 70UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL acidez, prova do álcool-alizarol, prova de redutase do azul de metileno e contagem total de bactérias (VASCONCELOS, 2016). O leite apresenta uma acidez natural, mesmo antes de submetido a processos de industrialização, ou seja, no processo de ordenha não é submetido a nenhuma. Para Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005), a temperatura promove as primeiras ações interferindo para a perda dos inibidores naturais, pois este alimento inicia a produção de um fermento. Fator que pode ser avaliado de acordo com a produção de um leite mais ácido. Diante disso, compreendemos que a acidez se torna resultante pelo reduto leiteiro do produtor nas indústrias. Neste percurso, a fermentação chega a ultrapassar 1,8 g por litro de leite. O teste de álcool-alizarol analisa a geração tendenciosa a coagulação do leite, como explanado por Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005). Se ocorrer a coagulação neste teste, significa intolerância ao calor. Esse leite avaliado, de forma, não pode ser misturado às demais amostras de leite. A análise de redutase do azul de metileno conhecido como TRAM, onde, a atuação das bactérias contidas no leite é examinada através da inserção de um corante. A quantidade de microrganismos existentes no leite é estabelecida pela coloração do teste, de acordo com Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005), quanto mais ágil o corante de cor azul se modificar para cor branca branco, maior será a proporção de microrganismos existentes. O leite é aceitável, mediante as legislações brasileiras, ou seja, em resultados em que a descoloração inicia após duas horas e meia. Agregado com a porção de gordura, esse teste de análise ajuda a diagnósticos para a classificação do leite nos tipos A, B e C. O método que realiza a contagem geral de bactérias é muito aceitável e preciso. Vieira, Kaneyoshi e Freitas (2005),afirma que se trata de uma análise auto confiável para demonstrar a quantidade de bactérias contidas no leite. O leite tipo C – se trata da categoria mais consumida no Brasil, e o número total de bactérias auxilia como um controle suplementar da qualidade do leite. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL 2 RESÍDUOS ALIMENTARES TÓPICO Para os resíduos em alimentos de origem animal exigem medidas extremamente rígidas, visto que estes alimentos requer um controle de grande de rejeitos ou residuais, são necessárias inspeções para controlar a ocorrências no emprego de pesticidas em vegetais e frutas, a utilização de substâncias veterinárias em animais e a possibilidade de acidentes relacionados contaminantes ambientais. Levando sempre em consideração o bem-estar, segurança e a saúde dos consumidores ao quais são direitos universais. Os órgãos estabelecedores estatais também devem considerar garantir a saúde dos rebanhos, ecossistemas e culturas diversificadas. O acompanhamento de resíduos promove a genui- nidade dos alimentos dispostos ao consumo. A identificação de resíduos pode ser gerada por: medicamentos; drogas veterinárias, agroquímicos; contaminantes ambientais diversos (VASCONCELOS, 2016). O Brasil é um dos países mais importantes no cenário comercial, possui uma ampla atividade pecuária. Desta forma, se faz essencial ter um extenso controle dos resíduos em produtos de origem animal. Essa fiscalização, em prática, é indispensável no cenário comercial internacional de alimentos oriundos da pecuária aos processados e in natura. De forma clara e direta: a ausência de controle, resulta em redução de importação. Estas atividades são gerenciadas de acordo com Plano Nacional de Controle de Resíduos em Produtos de Origem Animal (PNCR), ao qual objetiva medidas de Programas Setoriais para Carne (PCRC), Mel (PCRM), Leite (PCRL) e Pescado (PCRP) (VASCONCELOS, 2016). O Plano Nacional de Controle de Resíduos gerencia suas atuações reconhecendo: 72UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL I. Identificar o potencial de riscos expostos aos consumidores sujeitos a resíduos nocivos que comprometam a saúde da população, parâmetro seguido para tomada de decisões de políticas nacionais de bem estar e saúde animal e inspeção sanitária; II. Interromper o abate para utilização de animais vindos de criações onde haja identificação de infrações, contudo, consumo de drogas veterinárias interditadas no espaço territorial nacional (BRASIL, 2013). O PNCR tem a função de validar a qualidade da produção e da qualidade do consumo de elementos de origem animal pelos brasileiros. Desta forma, possui autoridade de promover condições apropriadas, dentro do cenário sanitário à sociedade. Por este motivo, atender as normas comerciais mundiais de alimentos padronizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e órgãos cooperadores (BRASIL, 2013). FIGURA 3 – SEGURANÇA ALIMENTAR ESTABELECIDA POR MEIO DO PNCR De acordo com PNCR, a população possui uma elevada segurança quanto à existência de resíduos contaminantes nos produtos a serem consumidos, diversos deles são: ● Drogas antimicrobianas; ● Antiparasitárias; 73UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL ● Metais pesados; ● Tireostáticos; ● Beta-agonistas; ● Promotores de crescimento; ● Poluentes ambientais. Você precisa saber que nem sempre estes elementos e compostos químicos desencadeiam resíduos de riscos em nosso organismo. Contudo, os alimentos transformam em nocivos quando ultrapassam os limites de concentração permitido, ou seja, as tolerâncias e confiabilidade ou o limite máximo de resíduo (LMR) aceitável, não colocando a integridade orgânica dos consumidores e animais (VASCONCELOS, 2016). Em uma grande população, se torna inacessível inspecionar de forma individual os animais ou produtos para identificar resíduos. Desta forma, existe um plano de amostragem, onde o controle em amostras é de grande valia. O plano atua na intenção de reunir informações seguras sobre a presença ou ausência de resíduos. Devido a imensa diversidade das categorias de resíduos e dos alimentos sujeitos a contaminação, com inúmeras formas de padronizar planos de amostragem, o processo apresenta maior segurança ao consumidor. A maioria dos projetos interligados a resíduos de drogas utiliza as suposições estatísticas abaixo: 1. Em casos em que os resíduos se encontram distribuídos de forma uniforme na amostra testada, em um determinado período de tempo; 2. Se considera a probabilidade de identificar exatamente X animais ou produtos em que o LMR atenda em uma amostra aleatória N diante de uma população N com X animais ou produtos que superem o LMR organizados hipergeometricamente; 3. Em casos de populações grandes, a distribuição hipergeométrica pode alcançar a distribuição binomial (BRASIL, 2013). Normalmente, os planos de controle buscam assegurar, levando em consideração um coeficiente estatístico estabelecido, onde a porcentagem de contravenção do LMR em uma amostra animal seja inferior ao valor estabelecido. Desta forma, quando ocorrer X casos positivos, possibilita calcular limites de segurança para determinar o verdadeiro percentual de transgressões na população avaliada. Ressaltando as massas de interesse que possuem milhares de indivíduos nas unidades, encenando que tenhamos 95% de probabilidade de encontrar uma violação. Se esta infração acontecer em 1% da amostra, será necessário avaliar o movimento em 299 indivíduos ou unidades desse grupo. Para resultados práticos, arredondamos para 300. Em grupos com menor número na dieta da população, como os equídeos, se torna mais provável que a violação apenas seja identificada se ocorrer em 5% 74UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL de sua totalidade. Nestes casos, terá que se avaliar cada composto em 59 amostras/ano. Neste caso para melhor resultado, arredondar para 60 (VASCONCELOS, 2016). Drogas de objeto do PNCR avaliadas, se investigou da presença de diversos elementos nos alimentos de origem animal a serem consumidos pela população como: organoclorados, antibióticos, metais pesados, promotores de crescimento, tireostáticos, sulfanamidas entre outras (VASCONCELLOS, 2016). Graças à evolução da tecnologia, foram criados métodos e equipamentos para retardar o processo de apodrecimento (amadurecimento precoce) e manter o alimento o mais estável possível. Os principais são: desidratação; tratamentos térmicos; tratamentos químicos (SANTOS et al., 2012). Os mais variados métodos que visam inibir o escurecimento enzimático são baseados na eliminação de um ou mais de seus componentes essenciais: a enzima; o oxigênio; o centro catalítico da PPO; as condições de armazenamento (SANTOS et al., 2012). Fonte: Santos et al (2012, p. 120) 75UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL As cores se apresentam como grandes indicadores em diversos aspectos de nossa vida. Você entende que estas podem interferir em nossas decisões cotidianas sobre os produtos que consumimos? Isso ocorre devido a aparência física, a confiabilidade e as características sensoriais dos produtos alimentícios são influenciadas pela cor. A cor marrom como exemplificação, está diretamente ligada a frutas estragadas. Em casos extremos, esse fator de advertência pode gerar aversões. Você, por acaso, já viu alguma fruta azul? Elas não fazem parte do nosso cotidiano, visto que não provocam atração a quem for ingeri-las. Fonte: Vasconcelos (2016, p. 56). 76UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL CONSIDERAÇÕES FINAIS Em nossa unidade IV abordamos os componentes que constituem os alimentos de origem animal, essencialmente carnes vermelhas, as fibras queformam os músculos assim como os alimentos de origem láctea conhecendo a composição do leite. Compreendemos como alimentos de origem animal todos os alimentos derivados de substâncias oriundas de animais, estes submetidos a tratamentos e cuidados para abastecer a indústria alimentícia, como carnes vermelhas e brancas, leite, pescados, mel entre outros, esses alimentos passam por processos desde a saída de suas origens por produtores até a entrada no processo industrial. Conhecemos a composição da carne e tratamentos recebidos pelos animais abatidos, cuidados por parte de seus criadores, para geração de produtos de qualidades, desde a nutrição, condições de suplementações, envolvidos nos alimentos consumidos pelo rebanho, desverminação, para que a indústria possa entregar ao consumidor um produto de qualidade, suculência, e principalmente o processo de segurança alimentar. Por fim, estudamos o processo do leite até a indústria, e a necessidade deste alimento que dão origens a vários outros produtos lácteos, enfatizando os percursos saudáveis, desde os cuidados com as vacas que os fornecem, etapas da ordenha, para entrega de um leite composto por porções adequadas de gorduras, extrato seco e água, dentro do processo de manipulação conhecemos os testes microbiológicos necessários para identificação de fraudes, e essencialmente os testes de percentual de microrganismos para que o consumidor final receba alimentos seguros, respeitando as boas práticas de segurança alimentar determinada dentro do plano de controle e demais legislações vinculadas. 77UNIDADE 4 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO Título: Tecnologia de Alimentos: Volume 2 - Alimentos de Ori- gem Animal Autor: Juan A. Ordóñez. Editora: Artmed. Sinopse: Esta obra apresenta uma análise profunda dos desenvolvimentos mais recentes dos aspectos, processos e operações utilizados na área de tecnologia de alimentos, abordando especificamente os alimentos de origem animal. FILME/VÍDEO Título: Rotten Autor: Netflix. Ano: 1018. Sinopse: A série é composta por 6 episódios independentes, que relatam as fraudes e a corrupção presentes no dia a dia da indústria alimentícia. Os episódios exploram problemas como a adulteração do mel, alergias alimentares e a corrupção presen- te na cadeia de produção dos alimentos. Link do vídeo: https://www.netflix.com/br/ https://www.netflix.com/br/ 78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABE-MATSUMOTO, L. T.; SAMPAIO, G. R.; BASTOS, D. H. M. Suplementos vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações à saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 31, n. 7, p. 1371-1380, julho 2015. 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São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 2008. 82 CONCLUSÃO GERAL Prezado(a) aluno(a), Neste material de estudo, busquei como objetivo trazer para você os principais conceitos a respeito da Bromatologia e Tecnologia de alimentos, características, classificações e algumas aplicações em demandas tecnológicas. Desta forma, abordamos as definições teóricas e, neste aspecto entendemos que tenha ocorrido uma explicação facilitada para você compreender o quanto é importante para profissionais de várias áreas, especialmente nas áreas da saúde humana, entender como se faz importante o conhecer os alimentos que ingerimos e sua integridade, mediante as fontes primárias e todo percurso de produção, com a finalidade de entender as reações químicas e bioquímicas no nosso organismo quando exposto a alimentos genuínos e não genuínos. Destacamos também a importância das tecnologias apropriadas para protocolos seguros, e a grandeza do entendimento dos elementos que favorecem nossa segurança alimentar, bem como a manutenção dos processos vitais do organismo humano. Para que desta forma, pudéssemos entender verdadeiramente os mecanismos de atuação dos estudos bromatológicos, principalmente as respostas desencadeadas diante da alimentação. Além dos aspectos teóricos que contribuíram fortemente para o entendimento das temáticas aqui abordadas, trouxemos vários exemplos para uma melhor compreensão sobre a forma em que o corpo humano contorna e se mantém estabilizado garantindo segurança e a saúde humana, destacando esses eventos pelo reconhecimento de ações e reações da ingestão alimentar, para nosso organismo. Contudo realizamos a abordagem de medidas mitigatórias, como o planos de controle nacional de segurança alimentar, este que promove a nossa segurança como consumidores, determina as leis e fiscaliza a indústria produtiva, utilizando de metodologias de tecnologias altamente elaboradas, promovendo de forma facilitada nosso entendimento e atenção aos processos de fabricação dos alimentos e a segurança de boas práticas alimentícias. Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigada! ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE Praça Brasil , 250 - Centro CEP 87702 - 320 Paranavaí - PR - Brasil TELEFONE (44) 3045 - 9898 Shutterstock Site UniFatecie 3: Botão 11: Botão 8: Botão 9: Botão 10: