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CAPA
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Governador do Estado de Minas Gerais
Romeu Zema Neto
Vice-governador do Estado de Minas Gerais
Mateus Simões de Almeida
Secretário de Estado de Educação
Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas
Secretária Adjunta
Geniana Guimarães Faria
Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica
Kellen Silva Senra
Superintendente de Políticas Pedagógicas
Graziela Santos Trindade
Superintendente da Escola de Formação
Weynner Lopes Rodrigues
Diretora de Ensino Médio
Rosely Lúcia de Lima
Coordenadora de Ações de Aprendizagem
Vanessa Nicoletti Gomes de Oliveira
Construção
Coordenação de Ações de Aprendizagem
Alexandre Marini
Kátia de Laura Borges
Samira Maria Araújo
Escola de Formação
Adriel Lima De Oliveira
Eduardo Dias
Eduardo Leles Maciel De Deus
Elisa Moreira de Aguiar
Fábio Rossi
Glenda Martins
Lídia Das Chagas Pedro
Márcia Cristina Pereira Francisco
Valdemar Santos
Colaboração
Bruno Marques Fonseca
Estefane Kessen Costa
Rodrigo Aires
Estado de Minas Gerais - 2024
2
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Sumário
Apresentação 4
Introdução 5
Ementa 5
Abordagem Pedagógica 5
Objetivos de Aprendizagem 8
Planejamento 10
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 12
Componente curricular: Poder e Organização Social (CHS) 12
1º bimestre - Visão política sobre multiculturalismo 13
2º bimestre - Ferramentas pela seguridade do direito 19
3º bimestre - Juventudes em ação na vida pública 25
4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate 31
Componente curricular: Culturas na Contemporaneidade (CHS) 33
1º bimestre - Lugar de pertencimento 34
2º bimestre - Expressões culturais e tolerância 42
3º bimestre - Cultura e identidade regional 49
4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate 55
Linguagens e suas Tecnologias 57
Componente Curricular: Multiculturalismo no Brasil (LGG) 57
1º bimestre: A beleza das diferenças 57
2º bimestre: Respeito à diversidade religiosa 61
3º bimestre: Diversidade cultural e linguística 65
4º bimestre: Clube de Debate 70
Componente Curricular: Clube de debate (LGG) 71
1º bimestre: Aprofundamento em gêneros argumentativos 71
2º bimestre: Argumentação e o gênero Debate 75
3º bimestre: Debate Regrado 79
4º bimestre - Clube de debate (integrado com os demais componentes de CHS e LGG) 83
Estado de Minas Gerais - 2024
3
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Apresentação
O Itinerário Formativo é composto por Unidades Curriculares, que se organizam em
Componentes Curriculares. As Unidades Curriculares se estruturam de duas formas: aquelas
que são mantidas na matriz ao longo do ensino médio, como o Projeto de Vida e a
Preparação para o Mundo do Trabalho, e aquelas que permitem a escolha anual pelos/as
estudantes, como as Eletivas e o Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento.
O Itinerário Formativo, busca estabelecer conexões com a vida dos jovens e com a
realidade atual, permitindo que desenvolvam um conhecimento crítico e reflexivo sobre
essas questões. Isso capacita os/as estudantes a refletir e agir em relação a suas próprias
vidas e à sociedade. Um dos principais objetivos do Aprofundamento nas Áreas do
Conhecimento é promover abordagens práticas e contextualizadas, valorizando os
conhecimentos trazidos por essas áreas.
Ao conectar os saberes da Formação Geral Básica e o Projeto de Vida dos/as
estudantes, o Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento tem como objetivos: produzir
conhecimentos, criar possibilidades de aprofundar e ampliar aprendizagens, intervir na
realidade sociocultural, incentivar a ação de empreender, como uma atividade profissional
ou ter a si mesmo como objeto desse empreender, isto é, empreender-se.
Cada Unidade Curricular do Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento é
composta por 4 Componentes Curriculares. A unidade curricular Aprofundamento nas
Áreas do Conhecimento para o 1º ano diurno oferta componentes curriculares de cada uma
das 4 áreas para todas as turmas da rede. Para o 2º ano e 3º ano, em 2024, mantém-se a
estrutura de oferta de 4 componentes curriculares, porém organizados de formas diversas
que possibilitaram 12 arranjos distintos, assegurando que os/as estudantes possam, com as
equipes escolares, escolher qual dos Aprofundamentos é mais compatível com seu projeto
de vida. Neste documento, o professor(a) encontrará as orientações para a implementação
do Aprofundamento em Linguagens e Ciências Humanas, contendo a seguinte estrutura:
● Introdução à unidade curricular;
● Ementa do macrotema;
● Abordagem pedagógica;
● Objetivos de aprendizagem;
● Planos de curso contendo sugestões de organização de trabalho com subtemas,
habilidades gerais, específicas e estratégias de ensino aprendizagem.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Introdução
O Aprofundamento nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e
Sociais Aplicadas é uma unidade curricular que está organizada em quatro componentes
curriculares, dois de cada uma das áreas, que se articulam e se integram, por meio do
macrotema: Multiculturalismo.
A estrutura desse Aprofundamento foca em temas universais comuns às duas áreas
como: processos culturais, inclusão social, processo de formação das sociedades,
diversidade, solução de conflitos de forma pacífica, equiparação de oportunidades, relações
de poder, preconceitos (cultural, racial, social, linguístico, religioso, etário dentre outros),
respeito aos direitos humanos, justiça social.
Ementa
Macrotema: “MULTICULTURALISMO”
O macrotema “Multiculturalismo” oportuniza o aprofundamento e o diálogo entre as
áreas de Linguagens e suas Tecnologias com as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a partir
da reflexão crítica, dialógica e contextualizada juntamente com o debate sobre temáticas que
estão relacionadas às questões culturais, construções sociais e às relações de poder. Este
aprofundamento objetiva formar um sujeito crítico, que compreende, respeita e valoriza a
diversidade, entende e aprecia as diferentes culturas e visões de mundo, exercita o
autoconhecimento, a empatia, o diálogo, busca a resolução de conflitos e se empenha no
combate ao preconceito de diferentes naturezas.
Abordagem Pedagógica
Esta unidade curricular está organizada em dois componentes para a área de Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas e dois para a área de Linguagens e suas Tecnologias, com temas
e objetos de conhecimento distribuídos de maneira que ambas as áreas de conhecimento se
desenvolvam de forma coerente e significativa para os/as estudantes.
O componente curricular 'Poder e Organização Social' (CHSA) é orientado para
investigar como as construções culturais interagem e impactam as formas de poder,
estruturando as relações sociais. Este componente, desenvolvido sob a ótica das Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas (Filosofia, Geografia, História e Sociologia), visa a identificar,
conhecer e analisar as diversas manifestações do poder na sociedade e nas relações entre
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
indivíduos, observando como isso transforma as relações sociais e afeta as manifestações
multiculturais. No primeiro bimestre, o foco é consolidar conceitos e ampliar a compreensão
das relações de poder e manifestações culturais sob uma perspectiva política, fomentando a
reflexão sobre os obstáculos culturais frente às estruturas de poder. No segundo bimestre, a
ênfase é na exploração da seguridade social no Brasil, com uma análise crítica de como a
diversidade cultural e social influencia e é influenciada pelas políticas públicas. No terceiro
bimestre, a abordagem pedagógica se direciona para problemas sociais, ambientais e
coletivos, com especial atenção à multiculturalidade e às diferentes dimensões de poder,
promovendo um papel mais ativo dos estudantes na mediação dessas questões complexas e
desafiadoras. No quarto bimestre, o foco será o Clube de Debates, iniciativa interdisciplinar
que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindoos quatro
componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos
estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica,
criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do
exercício da cidadania.
No componente curricular 'Culturas na Contemporaneidade' (CHSA), propomos uma
abordagem detalhada e crítica sobre como as expressões culturais contemporâneas moldam
e são moldadas por nossa sociedade. Este componente curricular se dedica a examinar a
diversidade cultural, a identidade e as relações sociais, enfatizando a importância do
entendimento cultural em nosso dia a dia. No primeiro bimestre, o foco é a imersão na
diversidade cultural, utilizando ferramentas como o 'Passaporte Cultural' e a 'Oficina de
Narrativas Pessoais e Multiculturais' para explorar e valorizar a cultura de diferentes regiões,
especialmente de Minas Gerais. O segundo bimestre, concentra-se nas influências que
afetam o multiculturalismo no Brasil, utilizando atividades práticas, debates e pesquisas para
aprofundar o conhecimento sobre as trajetórias culturais do país. No terceiro bimestre,
aprofundamos as reflexões sobre cultura e identidade regional, abordando conceitos-chave
como Identidade Cultural, Mineiridade, Racismo e Intolerância Religiosa, por meio de
experiências práticas e discussões. No quarto bimestre, o foco será o Clube de Debates,
iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano,
reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Essa progressão
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
temática visa a desenvolver uma compreensão abrangente e engajada da cultura
contemporânea e suas diversas manifestações no entorno, no Brasil e no mundo.
Por conseguinte, o componente curricular Multiculturalismo no Brasil (LGG)
abordará a diversidade de culturas, línguas, etnias, religiões, saberes tradicionais e
manifestações artísticas presentes em nosso país, numa perspectiva de mostrar que toda
essa pluralidade é importante e precisa ser valorizada. Precisamos conhecer para respeitar as
mais variadas “formas de ser”, bem como administrar os nossos patrimônios e reconhecer
que, ainda que múltipla, a nossa cultura é nossa identidade.
O Clube de Debate (LGG) será um componente curricular e uma metodologia para
trabalhar os temas abordados em todos os quatro componentes deste Aprofundamento.
Com ele, pretende-se desenvolver argumentos em defesa de uma opinião, visões de mundo,
contra-argumentos, capacidade crítica e social, habilidades socioemocionais
(responsabilidade, escuta ativa, tolerância, respeito ao outro, empatia, criatividade,
criticidade, comunicação) e demais habilidades relacionadas aos quatro eixos estruturantes
do Itinerário Formativo.
Por meio do Clube de Debate, objetiva-se integrar as duas áreas de conhecimento, os
quatro componentes e seus professor(a)es e trabalhar as Competências Gerais da Educação
Básica (Conhecimento, Pensamento científico, crítico e criativo, Repertório Cultural,
Comunicação, Argumentação, Autoconhecimento, Responsabilidade e Cidadania, Empatia e
Cooperação)1, uma vez que o desenvolvimento delas é de responsabilidade dos professores
de todas as áreas de conhecimento. Bem como busca-se desenvolver as habilidades
específicas das áreas Linguagens e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas trazidas pela
Portaria 1.432/2018.
Também pretende-se desenvolver o eixo investigação científica, pois para debater,
precisa-se da pesquisa, leitura e escrita para aprofundamento de conceitos, interpretação de
ideias e processos, entendimento de situações cotidianas e validação de uma tese; o eixo
processos criativos, para trabalhar a construção de argumentos e de protótipos para
resolução de problemas identificados na sociedade; o eixo mediação e intervenção
sociocultural, a fim de buscar entendimento mútuo e implementação de soluções para
1 Definições no Currículo Referência de Minas Gerais, disponível em:
https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%2
0do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 1 jun. 2023.
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https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf
https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
problemas identificados e o eixo empreendedorismo, para mobilizar conhecimentos de
diferentes áreas e criar novas oportunidades para si e para os outros. Ademais,
Multiculturalismo é um Tema Contemporâneo Transversal2 que deve ser trabalhado de forma
inter e transdisciplinar.
Os(As) professores(as) dos diferentes componentes deverão sempre planejar as
atividades coletivamente, de forma que elas não sejam repetitivas, sobrepostas e/ou
descontínuas. Recomenda-se que aconteça ao menos um Clube de Debate a partir do 2º
bimestre com os temas trabalhados nos quatro componentes deste Aprofundamento. Por
sua vez, o Coordenador do Ensino Médio promoverá a articulação dos(as) professor(a)es dos
quatro componentes curriculares, sobretudo em relação à escolha dos temas para os
debates, da análise das habilidades e dos respectivos eixos estruturantes propostos e a
organização do Clube de Debate.
Importante: Os/as professor(a)es que trabalharão com esta unidade curricular, em
cada uma das escolas de Minas Gerais, têm autonomia e deverão efetuar os ajustes
necessários nos seus planos de curso, buscando assim estabelecer e alcançar uma maior
integração entre as áreas, considerando o contexto em que será desenvolvida e privilegiando
as metodologias investigativas e participativas, de modo que os/as estudantes sejam
continuamente parte do processo de construção do conhecimento.
Objetivos de Aprendizagem
Ao final do ano letivo, espera-se que os/as estudantes sejam capazes de:
● Identificar, reconhecer a diversidade cultural, étnica, socioeconômica, linguística e
religiosa existente no seu entorno, em nosso país e no mundo.
● Valorizar e conviver respeitosamente com a diversidade no ambiente escolar e na
comunidade.
● Promover a empatia e orientar o combate aos preconceitos e discriminações.
● Estudar e refletir criticamente sobre temas atuais, que afetam o multiculturalismo.
● Compreender e respeitar os valores de distintas representações culturais.
2 TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS NA BNCC. Disponível em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf.
Acesso em: 1 jun. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
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http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
● Integrar e ampliar os conhecimentos já adquiridos para produzir discursos nos diversos
campos de atuação social.
● Desenvolver a interpretação crítica sobre o multiculturalismo na sociedade, para que
seja capaz de atuar e participar dela como cidadão consciente e ativo.
Quadro-síntese da unidade curricular do Aprofundamento em LGG + CHS
Unidade curricular Macrotema norteador Componente curricular n° de aulas
Aprofundamento em
Linguagens e suas
Tecnologias e Ciências
Humanas e Sociais
Aplicadas
Multiculturalismo
Multiculturalismo no Brasil
(LGG)
2 aulas semanais
Clube de debate (LGG) 2 aulas semanais
Poder e Organização Social
(CHS)
2 aulas semanais
Culturas na
contemporaneidade (CHS)
2 aulas semanais
Quadro síntese com a organização dos bimestres por componentes
Estado de Minas Gerais - 2024
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MULTICULTURALISMO
Linguagens e suas tecnologias Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
MULTICULTURALISMO
NO BRASIL (LGG)
CLUBE DE DEBATE
(LGG)
PODER E ORGANIZAÇÃO
SOCIAL (CHS)
CULTURAS NA
CONTEMPORANEIDADE
(CHS)
1º
bimestre
A beleza das
diferenças
Aprofundamento
em gêneros
argumentativos
Visão política sobre
multiculturalismoLugar de
pertencimento
2º
bimestre
Diversidade cultural e
linguística
Argumentação e o
gênero debate
Ferramentas pela
seguridade do direito
Multiculturalismo no
Brasil
3º
bimestre
Diversidade cultural e
linguística
Debate regrado Juventudes em ação
na vida pública
Cultura e identidade
regional
4º
bimestre
Clube de Debate
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Planejamento
Ao optar pelo aprofundamento nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias, aliado às
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, o estudante se depara com uma imersão que se
fundamenta na interligação de dois conteúdos específicos da área de Linguagens e dois
componentes pertinentes às Ciências Humanas, todos orbitando em torno do macrotema
“Multiculturalismo”. Esse enfoque propicia aos estudantes uma compreensão abrangente,
amalgamando temas universais presentes em ambas as áreas.
É crucial destacar a constante interlocução entre a área de Linguagens e suas
Tecnologias e a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que deve ser conduzida de
maneira crítica, dialógica e contextualizada. O objetivo é formar um sujeito crítico,
consciente, íntegro e capacitado para compreender e coexistir com a diversidade e as
diferenças.
No âmbito deste aprofundamento, os estudantes encontram um planejamento
estruturado, com temas e objetos de conhecimento distribuídos de forma coesa,
possibilitando o desenvolvimento significativo de ambas as áreas. Esse arranjo contribui para
uma formação humana, crítica, reflexiva e cidadã, fornecendo conhecimentos e ampliando
as possibilidades de aprendizagem. Além disso, estimula a análise e intervenção na realidade
sociocultural, oferecendo um considerável estímulo para a ação empreendedora.
O eixo que integra as duas áreas, o Clube de Debate, envolve atividades educativas
que permitirão uma prática efetiva e articulada do desenvolvimento da argumentação e
criticidade do estudante, uma reflexão do estar no mundo e agir sobre ele, da função
individual de cada um, enquanto cidadão e da minha relação com o outro. Além disso, as
atividades que envolvem a realização do Clube de Debate instigam a reflexão sobre o
funcionamento de diferentes linguagens e práticas culturais, a apropriação dos
conhecimentos já adquiridos para produção de discursos em diversos campos de atuação
social e a ampliação do protagonismo dos estudantes, quer seja para interpretação crítica da
sociedade, quer seja para participação como cidadão.
A estruturação do aprofundamento baseado em um macrotema implica,
naturalmente, na integração entre as áreas de humanidades e linguagens. Contudo, é
essencial que, na implementação prática nas escolas, a interdisciplinaridade seja
efetivamente realizada. Uma possibilidade eficaz para isso, é garantir que o professor
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
responsável pelo Clube de Debate (LGG) planeje e trabalhe de forma integrada com os
outros professores e incorpore os subtemas explorados nos quatro componentes curriculares
para nortear as discussões dos Clubes.
Outra estratégia proposta para os componentes curriculares de Ciências Humanas e
Sociais (CHS) é a elaboração de um diário de bordo. Essa ferramenta pode ser uma fonte
valiosa de informação para o desenvolvimento do Clube de Debate. Isso acontece ao
aproveitar as reflexões e conteúdos registrados no diário, oriundos do trabalho desenvolvido
nessa área, para enriquecer as discussões e atividades no âmbito de Linguagens e suas
Tecnologias (LGG). Sugerimos que o professor do Clube de Debate converse com os
professores dos demais componentes sobre isso e, caso não utilizem o diário de bordo, peça
para atualizá-lo sobre as temáticas em desenvolvimento no respectivo bimestre.
Outras possibilidades para integrar os professores e conhecimentos dos componentes
estão marcadas no quadro das estratégias. É imprescindível que os professores e
Coordenador(a) do Ensino Médio já se organizem para este trabalho coletivo desde o início
do ano.
Quanto ao processo avaliativo, é fundamental que os professores envolvam e avaliem
os estudantes em todo o processo de planejamento, logística, desenvolvimento das ações,
participação nos debates, produções orais e escritas, por autoavaliação e desenvolvimento
das competências socioemocionais: respeito, empatia, senso crítico, capacidade de
participação, responsabilidade pelo que faz e diz, justiça, autoconfiança, resiliência,
flexibilidade, autocrítica, determinação, autonomia, dentre outras.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Componente curricular: Poder e Organização Social (CHS)
Diante da lógica binária e pragmática que permeia as ideias do mundo
contemporâneo, aliadas à forma de comunicação na era da globalização, torna-se necessário
que as escolas assumam a responsabilidade de fornecer reflexões que estimulem e orientem
os/as estudantes a conhecer, identificar e compreender as subjetividades presentes nos
elementos materiais, imateriais e virtuais das culturas existentes no mundo.
Nesse contexto, é necessário estudar, analisar e buscar compreender essas
subjetividades culturais em diferentes escalas - local, regional, nacional e global - a fim de
construir conhecimentos que superem o discurso único e simplificado dos eventos (Santos,
2015). O estudo sobre o multiculturalismo implica conhecer e defender as diferenças
culturais presentes em nossa sociedade. Charles Taylor, citado por MONTERO (2012), em “O
multiculturalismo e a política do reconhecimento" (1993), ressalta a importância de uma
política legítima de reconhecimento público das diferenças por parte das instituições
públicas, justificando a defesa da sobrevivência das comunidades culturais em sociedades
multiculturais, pois estão intrinsecamente ligadas à formação das identidades humanas e à
concessão de direitos especiais a grupos culturais específicos.
Ao cumprir esse papel, a escola não apenas atende às demandas sociais, mas
também garante aos estudantes uma formação cidadã que valoriza o bem-estar de todos,
respeitando, valorizando e reconhecendo a diversidade cultural dos diferentes grupos.
Provocados por essas reflexões, os/as professore(a)s devem valorizar as múltiplas
possibilidades de ser, estar e perceber o mundo, começando pelo entendimento pessoal de
como se identificar nele, como interagir uns com os outros e como lidar com forças de poder
que afetam os sujeitos, alienando-os mais ou menos. Isso reflete na visão do trabalho, na
quantidade e qualidade do lazer, nos nossos sonhos, desejos, realizações, autoimagem e
como enxerga-se o outro.
Estado de Minas Gerais - 2024
12
Macrotema: MULTICULTURALISMO
Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS)
1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre
Visão política sobre
multiculturalismo
Ferramentas pela
seguridade do direito
Juventudes em ação na
vida pública
Projeto: Clube de
Debates
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
O componente curricular Poder e Organização Social (CHS) oferece uma excelente
oportunidade para que o estudante desenvolva seu conhecimento de forma consciente,
crítica e reflexiva sobre as diversas formas de exercer o poder e como esse exercício
influencia tanto a esfera pessoal quanto a social. Nesse sentido, é fundamental que os
estudantes se posicionem com ideias embasadas e opiniões fundamentadas, demonstrando
consciência política e participação ativa na resistência às forças que promovem a
homogeneidade cultural, enfrentando as injustiças e os preconceitos sociais.
Com essa base construída, propõe-se a apresentação de leis, direitos e deveres,
elucidando políticas públicas, pesquisando materiais de apoio existentes e sugerindo a
criação de outros recursos. Além disso, espera-se proporcionar espaços de diálogo,
desenvolvendo cada vez mais a participação cidadã dos jovens. É importante que o/a
estudante consiga compreender que o exercício do poder e da cidadania não aconteceapenas por via da política partidária, mas que todas as formas que temos de exercer
influência sobre indivíduos ou grupos sociais são formas do exercício do poder e, portanto,
da vida política.
Nesse sentido, as pesquisas e discussões feitas a partir deste componente curricular
poderão colaborar para que o/a estudante consiga perceber melhor as possibilidades de
participar e influenciar, de fato, nas sociedades das quais ele/ela faz parte e perceber as
influências que incidem sobre si e a partir disso, tomar decisões mais conscientes, claras e
autônomas no seu dia a dia.
1º bimestre - Visão política sobre multiculturalismo
No primeiro bimestre, busca-se consolidar conceitos e ampliar a compreensão das
relações de poder e manifestações culturais sob uma perspectiva política. Recomenda-se a
diversificação das metodologias para enriquecer as situações de aprendizagem, permitindo
aos professores ampliar a percepção dos estudantes em relação ao multiculturalismo. Essa
abordagem visa a fomentar a reflexão sobre os obstáculos culturais frente às estruturas de
poder.
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores,
Estado de Minas Gerais - 2024
13
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
seja com formação em História, Geografia, Filosofia e/ou Sociologia podem ministrar esse
conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de
sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas
temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para o aprofundamento, levando em
consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto
escolar em que atua.
Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO CULTURAL - (CHS)
1º Bimestre - VISÃO POLÍTICA SOBRE MULTICULTURALISMO
Sugestão de subtemas:
1. Influências culturais
2. Globalização como estratégia de poder e homogeneização de culturas
3. Melting pot3
4. Desigualdades de gênero e interseccionalidade
5. Políticas públicas e multiculturalismo
6. Micropoder, micropolítica e Multiculturalismo
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFCH03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica,
social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando
os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes
Processos Criativos
EMIFCH06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais relacionados a
temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza
sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às
diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental.
3 No sentido figurado, a melting pot é qualquer lugar onde existem diversas pessoas, com diferentes
estilos de vida, culturas, religiões e raças. A expressão vem do significado original de melting pot, que é o
cadinho onde são derretidos e fundidos vários metais ou outras substâncias. Em um melting pot, as misturas
culturais e raciais são fundidas e assimiladas por todos.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Influências culturais:
a. Apresente aos/as estudantes a música "Admirável Chip Novo" da Pitty, disponível em:
https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel-chip-novo/ .
b. Após leitura e escuta da canção, solicite aos estudantes que identifiquem os "comandos" que
recebem em seu cotidiano, por exemplo, "passe de ano, vá à igreja, sente-se desse jeito, etc."
c. Apresente as questões geradoras para dialogar com os/as estudantes: “De onde vem esses
comandos?”, “Como esses comandos controlam as nossas decisões?”, “Como esses comandos,
apesar de não virem de figuras políticas, também são uma maneira de fazer política?”, “Como os
corpos estão sendo controlados?”
d. Solicite que os/as estudantes pesquisem conteúdos nas redes sociais tais como Tumblr, Instagram,
Facebook, etc, dentre campanhas publicitárias que promovam consumismo, padrões de beleza, etc.
e. Escrever um parágrafo descrevendo e analisando de forma crítica as estratégias que a mídia utiliza
para reforçar o desejo por maior status e aceitação social; para preencher-se de coisas novas, na
tentativa de disfarçar sentimentos negativos e sentimento de incompletude, para tomar atitudes por
impulso, sem reflexão sobre os valores pessoais, coletivos, princípios éticos e/ou ambientais.
f. Peçam para que elaborem possíveis estratégias para combater esses tipos de influências.
2. Globalização como estratégia de poder e homogeneização de culturas: O multiculturalismo, sob a ótica
do poder, pode ser discutido por meio da falácia da Aldeia Global (Santos, 2015), da Globalização que
propõe a ideia de um discurso único de mundo. Para o professor(a) trabalhar essa temática:
a. Aborde o conceito de Indústria Cultural tendo por referência o material de apoio:
https://www.youtube.com/watch?v=BhFic-YkXOA (vídeo de 7 minutos).
b. Associe o conceito de Indústria cultural à alienação, com atenção às suas possíveis manifestações em
conteúdos (re)produzidos em redes sociais que os/as estudantes utilizam.
c. Converse com eles sobre os conteúdos que consomem na internet, tais como Tiktok, Kwai,
Instagram, além dos próprios jogos online como Free Fire ou outros que permitem jogar
simultaneamente com outras pessoas conectadas em rede e que permitem se comunicar por chat.
d. Em sala, enquanto eles verbalizam exemplos, listar no quadro as redes sociais que os estudantes
utilizam, já usaram, conhecem e/ou têm instalados em seus dispositivos (resguardando a
privacidade, apenas listando aqueles que eles queiram compartilhar). Ao longo dessa dinâmica, sem
juízo de valor, busque deixá-los à vontade para listar outras mídias e redes sociais, tais como
Whatsapp, Facebook, Telegram, Discord, Tumblr, X (antigo Twitter), Blogs, fóruns, etc. e mídias que
possuam vídeos, música, filmes, podcast, jogos multiplayer, quiz, fóruns especializados (de
informática, ou cursos) etc.
e. Comente sobre o porquê das publicidades que aparecem no intervalo dos conteúdos ou sobre as
publicidades, sorteios e promoções que os próprios produtores de conteúdos (influencers)
produzem. Enfatize o fato de como que o conteúdo é feito de maneira personalizada e que utiliza
apelo emocional e pessoal para conquistar a atenção dos seus potenciais clientes.
f. Em duplas ou trios, solicitar que escrevam um pequeno texto com análise crítica sobre a natureza
dos conteúdos que eles consomemdiariamente, sejam videos tutoriais, gameplay, de humor, dicas
de como fazer algo, coreografias de hits musicais do momento, etc, e refletir se o tempo que eles
dedicam por dia consumindo essas informações atrapalha em alguns aspectos de suas vidas.
g. Na conclusão desse texto, deve haver uma proposta sobre como se pode fazer bom uso de
dispositivos e mídias sociais, de modo que favoreça o seu desenvolvimento pessoal, interpessoal e
escolar.
3. Melting pot: Explorar o conceito de "Melting Pot" e compreender como ele se aplica à sociedade,
promovendo a compreensão da diversidade cultural e étnica.
a. Comece a aula com uma explicação do conceito de "Melting Pot". Destaque como esse termo
refere-se à ideia de uma sociedade na qual diferentes grupos étnicos e culturais se misturam,
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https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel-chip-novo/
https://www.youtube.com/watch?v=BhFic-YkXOA
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
contribuindo para a formação de uma identidade cultural única. Sugestão de material de leitura:
https://visaocontacto.blogs.sapo.pt/12420.html.
b. Solicite que os estudantes se dividam em grupos e que discutam sobre as seguintes questões:
i. Quais são as vantagens de uma sociedade que funciona como um "Melting Pot"?
ii. Existem desafios ou desvantagens associados a esse modelo?
iii. Como o "Melting Pot" difere de outros modelos de integração cultural?
c. Em seguida, proponha a criação de um painel visual que represente o conceito de "Melting Pot".
Incentive-os a incluir imagens, símbolos e palavras-chave que expressem uma diversidade cultural e
étnica, além de destacar os benefícios e desafios dessa abordagem. Separar um momento para que
os grupos apresentem seus painéis à classe, explicando suas escolhas e destacando os principais
elementos que representam o conceito de "Melting Pot". Isso promoverá a comunicação e a
expressão oral dos estudantes. O conceito Melting Pot pode ser estudado por meio da reportagem:
“Conheça significado, origem e pronúncia da expressão”. Disponível em:
https://www.teclasap.com.br/melting-pot/
4. Desigualdades de gênero e interseccionalidade: Orientar e incentivar os estudantes a criar questões,
em conjunto com o(a) professor(a), nas quais eles apresentem as principais formas de desigualdades
com as quais convivem cotidianamente. As perguntas e as possíveis discussões que provocam também
devem abordar como o multiculturalismo e a diversidade cultural influenciam e são afetados por essas
desigualdades de gênero, destacando a relevância da pluralidade cultural na compreensão das
dinâmicas sociais. Caso o professor ache adequado, os estudantes podem utilizar as perguntas geradas
em uma pesquisa para procurar dados que subsidiem o conhecimento sobre o tema e a busca de
respostas.
Sugestão de material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=6KSdtWd9Rbs (vídeo de 3 minutos
sobre como sociedades estruturalmente mais machistas podem influenciar a cognição entre as
mulheres e como o estímulo cultural se relaciona com o seu desenvolvimento).
a. Estabelecer um diálogo sobre essas desigualdades, a partir dos dados e das descobertas obtidas,
identificando as origens das desigualdades, suas consequências e "avanços (mudanças e melhorias)"
que a sociedade já conseguiu para reduzir essas desigualdades. Incluir nessa discussão como o
multiculturalismo contribui para uma melhor compreensão e abordagem dessas questões,
promovendo um olhar mais amplo que abarca as variadas experiências e realidades culturais.
Material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=RKFr4Z3uw_o (vídeo de 4 minutos com
artistas falando sobre a mulher nas artes).
b. Orientar os estudantes para analisar e refletir sobre como as desigualdades de gênero se entrelaçam
com as desigualdades étnicas e culturais, mediante o que eles pesquisaram, identificaram e
assimilaram na pesquisa que realizaram. Dar ênfase em como as desigualdades afetam de maneira
diferenciada as mulheres indígenas, afrodescendentes e de outras culturas, evidenciando como o
entrelaçamento da interseccionalidade com o multiculturalismo oferece uma compreensão mais
profunda e abrangente das dinâmicas sociais e de gênero.
5. Políticas públicas e multiculturalismo:
a. Criar uma oficina de leitura sobre o papel das políticas públicas, suas características e como elas
afetam a vida dos cidadãos, com ênfase especial na forma como essas políticas interagem com a
diversidade cultural e étnica da população. Examinar como as políticas públicas podem promover o
respeito e a inclusão de diferentes culturas e como a falta de sensibilidade multicultural pode levar a
políticas menos efetivas ou até mesmo prejudiciais. Como material de apoio sugerimos: Para que
servem as políticas públicas?, disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3
%BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos. As
Políticas Públicas e como elas afetam nosso país, disponível em:
https://ouvidoria.tce.pe.gov.br/politicas-publicas-e-sua-importancia/ Políticas Públicas: o que são e
para que servem?, disponível em: https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ .
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https://visaocontacto.blogs.sapo.pt/12420.html
https://www.teclasap.com.br/melting-pot/
https://www.youtube.com/watch?v=6KSdtWd9Rbs
https://www.youtube.com/watch?v=RKFr4Z3uw_o
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3%BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3%BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos
https://ouvidoria.tce.pe.gov.br/politicas-publicas-e-sua-importancia/
https://www.politize.com.br/politicas-publicas/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
b. Propor o uso das redes sociais para compreender quais representantes políticos estão articulados
com proposições de políticas públicas que promovam/reforcem as garantias de direitos às
diversidades culturais. Solicite que os/as estudantes façam uma pesquisa em suas redes sociais no
intuito de apurar o conhecimento sobre os representantes políticos e como suas propostas abordam
o multiculturalismo. Nas redes sociais (Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), entre outros), os
estudantes devem identificar e analisar exemplos de políticas públicas propostas ou implementadas
que reconheçam e valorizem a diversidade cultural, assim como aquelas que falham ao não
considerarem a pluralidade cultural da sociedade.
6. Micropoder, micropolítica e Multiculturalismo: Ao explorar os conceitos de micropolítica e biopoder de
Foucault no contexto multicultural, incentive os estudantes a refletirem sobre como o micropoder se
manifesta na representação cultural e social.
a. Inicialmente, discuta como o micropoder influencia as percepções, as interações sociais e a
representação de diferentes culturas. Destaque como ele pode tanto reforçar estereótipos e
desigualdades quanto ser um instrumento para a promoção da inclusão e do respeito à diversidade.
Material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=3VqTrLpxThk (utilizar este vídeo entre o
minuto 4:30 e 11:00, em que a explicação sobre micropoder, biopoder, micropolítica são explicados).
b. Por encenação teatral, oriente os grupos a incorporar situações que demonstrem o micropoder em
ação em contextos multiculturais. Por exemplo, eles podem criar cenas que retratem:
i. Como as normas culturais são impostas ou desafiadas no dia a dia, mostrando situações que
práticas culturais específicas são ou não aceitas e respeitadas.
ii. A influência de mídias e redes sociais na percepção de diferentes culturas, destacando como a
representação de grupos culturais nesses meios pode fortalecer ou combater preconceitos.
iii. O papel da educação e da linguagem na moldagem das atitudes em relação à diversidade
cultural, ilustrando como o discurso e a educação podem ser usados para promovera
compreensão ou perpetuar a discriminação.
c. Peça para que, ao desenvolverem os roteiros, os estudantes considerem como o micropoder se
manifesta por meio de diálogos, gestos, escolha de figurinos e cenários. Incentive-os a usar
simbolismos e metáforas para representar o impacto do micropoder nas relações interculturais.
Exemplo de encenação sobre micropoder: https://www.youtube.com/watch?v=Mh6FKVYp5NE
d. Após as apresentações, promova um debate, perguntando como eles percebem o micropoder em
suas próprias vidas e na sociedade ao redor. Questione como a conscientização sobre o micropoder e
a micropolítica podem contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, especialmente em
relação à diversidade cultural. Essa abordagem permitirá aos estudantes não só compreender
teoricamente os conceitos, mas também vivenciá-los e aplicá-los na análise crítica da realidade
multicultural em que estão inseridos.
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate. Isso pode ser realizado ao consultar o professor
responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados a
este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer
os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa.
Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma
participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de
oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento
intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
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https://www.youtube.com/watch?v=3VqTrLpxThk
https://www.youtube.com/watch?v=Mh6FKVYp5NE
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar e valorizar as tarefas e atividades produzidas pelos estudantes a partir dos registros, trabalhos,
participação e apresentação dos mesmos durante as aulas e realização dessas tarefas.
Autoavaliação
➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre?
➢ Qual situação de aprendizagem mais chamou sua atenção? Por quê?
➢ Como você avalia a sua participação e interesse nessa proposta?
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
2º bimestre - Ferramentas pela seguridade do direito
Durante o segundo bimestre, o foco será a exploração da seguridade social no Brasil,
com uma lente voltada para o multiculturalismo. Os alunos irão investigar como diferentes
grupos são marginalizados. Essa abordagem permitirá um entendimento mais profundo de
como a diversidade cultural e social influencia e é influenciada pelas políticas públicas. Por
meio de atividades interativas, os estudantes terão a oportunidade de engajar-se com leis e
documentos, analisando-os criticamente. Ao enfatizar a valorização dos saberes tradicionais
e das memórias coletivas, pretende-se despertar nos alunos uma consciência crítica sobre a
importância da justiça social e do respeito à diversidade cultural. O objetivo é desenvolver
uma compreensão mais rica do multiculturalismo no Brasil, incentivando a participação
cívica ativa e a construção de uma sociedade mais inclusiva e equitativa
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores,
com formação em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo,
o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua
formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas,
conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua
formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua.
Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS)
2º Bimestre - FERRAMENTAS PELA SEGURIDADE DO DIREITO
Sugestão de subtemas:
1. Conflitos em territórios de povos e comunidades tradicionais
2. Grupos marginalizados
3. Outros saberes: filosofias indígenas e africanas
4. Participação e representatividade
5. Combate ao racismo
6. Seguridade social
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
Mediação e intervenção Sociocultural
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis(código alfanumérico) - habilidade
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação científica
EMIFCH01 - Investigar e analisar situações problema envolvendo temas e processos de natureza histórica, social,
econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, considerando dados
e informações disponíveis em diferentes mídias.
Mediação e intervenção Sociocultural
EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais,
à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza
sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às
diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental.
Empreendedorismo
EMIFCH11 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas para desenvolver um projeto pessoal ou um empreendimento produtivo, emâmbito local, regional,
nacional e/ou global.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Conflitos em territórios de povos e comunidades tradicionais:
a. Assistir ao vídeo, dialogar e debater sobre a proposta legislativa do Marco Temporal.
https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s. Explorar como a falta de demarcação e a invasão de
territórios indígenas contribuem para a perda de suas terras ancestrais e uma consequente
desigualdade.
b. Discussão em Grupos com Recursos Acessíveis:
i. Divida a classe em pequenos grupos, focando em temas específicos relacionados ao Marco
Temporal, como impactos sociais, culturais e ambientais nas comunidades indígenas.
ii. Use recursos mais acessíveis e diretos, como artigos de notícias, vídeos curtos explicativos,
infográficos e postagens em blogs que abordem o tema de maneira simplificada.
iii. Os estudantes devem discutir esses materiais em seus grupos, identificando como o Marco
Temporal afeta diferentes aspectos da vida das comunidades indígenas.
iv. Cada grupo cria um pequeno mural ou cartaz que ilustre os principais pontos discutidos,
usando imagens e frases curtas.
c. Mesa Redonda Temática:
i. Organize uma mesa redonda na sala de aula, na qual cada grupo representa um ponto de vista
diferente (por exemplo, comunidades indígenas, governo, setor agrícola) sobre o Marco
Temporal .
ii. Cada grupo apresenta brevemente sua perspectiva, baseada na discussão e nos materiais
analisados.
iii. Após as apresentações, abra um espaço para perguntas e respostas, permitindo que os
estudantes explorem mais profundamente os diferentes pontos de vista.
d. Estudo de Caso com Análise de Vídeo:
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https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s
https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
i. Selecione um ou dois estudos de caso que ilustrem os conflitos sobre territórios indígenas.
Prefira estudos de caso que estejam disponíveis em formatos de vídeo, como
mini-documentários ou reportagens.
ii. Após assistirem ao vídeo, os estudantes devem discutir em seus grupos as consequências
desses conflitos para as comunidades afetadas.
iii. Eles podem elaborar uma lista de observações ou um pequeno texto reflexivo sobre o estudo
de caso.
e. Simulação de Negociação de Terras:
i. Proponha uma atividade de role-play na qual os estudantes simulam uma negociação sobre a
demarcação de terras.
ii. Divida a turma em grupos que representem diferentes partes interessadas (comunidades
indígenas, governo, empresas agrícolas, ambientalistas).
iii. Cada grupo prepara argumentos e propostas para uma negociação fictícia, tentando alcançar
um acordo que respeite os direitos das comunidades indígenas e outros interesses envolvidos.
iv. Ao final da simulação, discuta com a turma as dificuldades encontradas na negociação e como
diferentes interesses podem ser conciliados.
2. Grupos marginalizados:
a. Orientar e solicitar aos estudantes que identifiquem os grupos que hoje estão à margem da
sociedade, por meio de leituras, pesquisas na internet, jornais e, se possível, fazer uma visita para
conversa com alguns membros desses grupos, para que possam conhecer, entender e desenvolver
uma apresentação teatral retratando a realidade vivenciada por esses grupos, dando voz e vez a
essas pessoas. Com objetivo não apenas de educar sobre a marginalização, mas também
desenvolver habilidades de empatia, pesquisa e expressão artística nos estudantes, sugere-se:
i. Pesquisa e Identificação:
Peça aos estudantes para identificarem grupos que são marginalizados na sociedade atual. Essa
pesquisa pode ser feita em artigos de notícias, vídeos educativos, podcasts e blogs que tratam de
questões sociais.
Oriente os alunos a considerarem diferentes tipos de marginalização, como econômica, cultural, racial,
de gênero, entre outras.
ii. Discussão em Sala de Aula:
Organize uma discussão em sala de aula na qual os alunos compartilhem suas descobertas. Cada
aluno ou grupo pode apresentar um breve resumo sobre um grupo marginalizado específico.
Incentive a reflexão sobre as causas da marginalização e seus impactos na sociedade.
iii. Atividade Externa Opcional:
Se possível, organize uma visita a uma organização ou comunidade que trabalhe com grupos
marginalizados. Essa visita deve ser conduzida de forma ética e respeitosa, com foco no aprendizado e
na escuta.
Caso a visita não seja viável, considere convidar um palestrante que possa falar sobre suas
experiências e perspectivas.
iv. Desenvolvimento de uma Apresentação Teatral:
Divida a turma em grupos e atribua a cada grupo a tarefa de criar uma apresentação teatral baseada
na realidade dos grupos marginalizados que pesquisaram.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Encoraje-os a usar a criatividade para retratar as histórias e experiências desses grupos de maneira
respeitosa e informativa.
A apresentação deve focar em dar voz às experiências desses grupos, destacando suas lutas,
resistências e contribuições para a sociedade.
v. Ensaio e Apresentação:
Dê tempo suficiente para os grupos ensaiarem suas apresentações. Ofereça suporte e orientação
durante o processo de ensaio.
Organize um dia para as apresentações, para que cada grupo mostre seu trabalho para a turma. Se
possível, convide outros professores ou estudantes para assisti-las.
vi. Reflexão e Discussão Pós-Apresentação:
Após as apresentações, promova uma discussão em sala de aula sobre o que foi aprendido com a
atividade.
Incentive os alunos a refletirem sobre como a arte (teatro, neste caso) pode ser um meio poderoso
para trazer à luz questões sociais e promover a empatia e a compreensão.
3. Outros saberes:
a. Apresente aos/às estudantes várias frases da sabedoria africana e indígena (sugerimos abaixo, um
perfil no Instagram sobre a sabedoria africana). https://www.instagram.com/afrolaiye/.
b. Solicite aos/às estudantes para interpretarem as frases: O que elas querem dizer? Como elas se
aplicam no nosso cotidiano? Qual é a diferença em relação à nossa cosmovisão?
“A cosmovisão seria como uma lente pela qual as pessoas notam e interpretam o mundo que
as rodeia.” (SOUSA, 2023).
c. Sugira aos estudantes que observem os problemas que a nossa cosmovisão traz nas relações sociais
e na natureza e peça para escreverem frases de sabedoria que possam ser formas alternativas de se
pensar.
d. Proponha a discussão se a sabedoria africana pode ser considerada uma filosofia e quais seriam as
características típicas dessa filosofia. Sugerimos nesse momento, apresentar o vídeo "Introdução à
Filosofia Africana" do professor(a) Filício Mulinari https://www.youtube.com/watch?v=RCJDedLIPPY .
4. Participação e representatividade:
a. Peça aos estudantes que pesquisem, na Câmara Municipal, a porcentagem de vereadores por
categorias, por exemplo, vereadoras mulheres, vereadores LGBTQIAP+, vereadores(as) negros(as),
etc. Essas categorias devem ser escolhidas conforme o interesse dos/as estudantes e de acordo com
os conceitos de representatividade política e participação .
b. Oriente os estudantes para pesquisarem quais foram as propostas, quais foram os votos e decisões
da câmara.
c. Peça aos/às estudantes para associarem os votos e decisões às categorias que eles pesquisaram.
d. Dialogue com os/as estudantes sobre as observações que fizeram, por exemplo: as categorias que
escolheram tiveram influência nos votos? As propostas e decisões contemplaram o interesse da
população? Houve benefício real para a cidade? O que os/as estudantes e suas famílias poderiam
fazer para ampliar a participação política deles?
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https://www.instagram.com/afrolaiye/
https://www.youtube.com/watch?v=RCJDedLIPPY
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Se possível, visite a Câmara Municipal durante uma sessão de debates.
5. Combate ao racismo:
a. Apresentar aos/as estudantes o e-book 21 textos para discutir combate ao racismo em sala de aula
disponível em:
https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf, que aborda diversos aspectos do racismo e da discriminação racial
no Brasil, como a Covid-19, a escravidão, o trabalho, a ciência, a cultura, a linguagem e a violência.
Solicite que os/as estudantes se agrupem e escolham um texto do e-book para lerem e discutirem.
b. Como trabalho conclusivo, será requisitada a entrega de um mapa mental que sintetize as
discussões, auxiliando na organização e visualização criativa e lógica das informações sobre um
tema.
O mapa mental é uma ferramenta versátil que pode ser utilizada para estudar, planejar, criar,
apresentar ou resolver problemas. (Como Fazer um Mapa Mental (passo a passo) - MapaMental.org)
c. A partir disso, elabore um cartaz, um vídeo, um podcast ou outro recurso multimídia sobre a
manifestação cultural escolhida, destacando os seguintes aspectos: A origem, a história e o
significado da manifestação cultural; a forma como a manifestação cultural se relaciona com o
território onde ela ocorre ou se desenvolve e a importância da manifestação cultural para a
valorização e a preservação da cultura local e nacional.
6. Seguridade social:
a. Estabelecer uma conversa dialógica com os estudantes sobre a seguridade social, a saúde e a
previdência, aguçando a curiosidade deles e oportunizando-os uma participação direta na reflexão e
levantamento de questionamentos sobre o assunto, Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 ,disponível
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm.
b. Apresente e assista com os estudantes ao vídeo: AGU Explica - Assistência, seguridade e previdência
social, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM.
c. Solicite que os estudantes reflitam sobre a Identidade Nacional e diversidade cultural brasileira sob a
ótica da tolerância e convivência entre diferentes culturas. Para isso sugere-se: destacar a
importância da identidade nacional e da diversidade cultural para a construção de uma sociedade
inclusiva, explique que a tolerância e a convivência entre culturas são elementos-chave para
promover a harmonia social e desenvolver a inclusão social. Consulte os conceitos fundamentais em:
O que é inclusão social? Disponível em: https://www.politize.com.br/inclusao-social/ .
d. Ressaltar que trabalhadores indígenas têm acesso à previdência social assegurada na legislação
previdenciária, segundo a Instrução Normativa nº 128/2022 do INSS e que a questão da terra
indigena está entremeada ao modo de viver indígena, bem como ao uso de seus direitos sociais.
Para melhor conduzir esse diálogo, faça perguntas como: Por que a seguridade social abarca os
indígenas? Como a ausência de terras indígenas afeta a garantia de direitos dos povos indígenas?
e. Apresente o § 4º da Instrução normativa n°128/2022 do INSS que diz:
i. § 4º Enquadra-se como segurado especial o indígena cujo(s) período(s) de exercício de
atividade rural tenha(m) sido objeto de certificação pela Fundação Nacional dos Povos
Indígenas - FUNAI, inclusive o artesão que utilize matéria-prima proveniente de extrativismo
vegetal, independentemente do local onde resida ou exerça suas atividades, sendo irrelevante
a definição de indígena aldeado, não-aldeado, em vias de integração, isolado ou integrado,
desde que exerça a atividade rural individualmente ou em regime de economia familiar,
observado os requisitos contidos nos arts. 112 e 113. (Brasil, 2022).
ii. Problematize a questão da terra novamente, a partir da observância de que a lei garante o
acesso à seguridade independente da terra. Em seguida, solicite aos estudantes que produzam
um texto (até 10 linhas), abordando essa polêmica, explorando como a falta de demarcação e a
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https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf
https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf
https://www.mapamental.org/mapas-mentais/como-fazer-um-mapa-mental-passo-passo/
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm
https://www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM
https://www.politize.com.br/inclusao-social/
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-pres/inss-n-128-de-28-de-marco-de-2022-389275446
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
invasão de territórios indígenas contribuem para a perda de suas terras ancestrais e uma
consequente desigualdade.
f. Organize a turma em grupos e solicite que eles dialoguem, reflitam sobre o que viram no vídeo e o
conhecimento que têm sobre a seguridade social, a saúde e a previdência no Brasil e produzam uma
análise reflexiva e crítica sobre a situação da saúde e da previdência na sociedade brasileira. Pode-se
consultar a internet ou outro recurso disponível.
g. Peça a um estudante que apresente para toda a turma a síntese crítica sobre a saúde e a previdência
produzida pelo seu grupo.
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta
ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser
aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate
pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais
dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas
abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é
uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar a participação dos estudantes nos debates, trabalhos, produções de sínteses.
Autoavaliação
➢ Como você avalia a sua participação e interesse nas atividades das aulas?
➢ Você sentiu afinidade com qual tema? Por quê?
➢ Qual proposta de atividade você se sentiu mais interessado em aprofundar seu conhecimento?
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
3º bimestre - Juventudes em ação na vida pública
Para o terceiro bimestre, a abordagem pedagógica será direcionada aos problemas
sociais, ambientais e coletivos, com uma atenção especial à multiculturalidade e às
diferentes dimensões de poder. As atividades propostas visam a promover um papel mais
ativo dos/das estudantes, incentivando a pesquisa, o questionamento crítico e a mediação
de situações complexas e desafiadoras. Essas atividades serão conduzidas sob uma
perspectiva que reconhece e valoriza a diversidade cultural e são desenhadas para enfrentar
as contradições, injustiças e desigualdades sociais presentes na sociedade brasileira,
considerando as múltiplas realidades culturais dos estudantes.
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porquediferentes professores,
com formação em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo,
o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua
formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas,
conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua
formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua.
Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS)
3º Bimestre - JUVENTUDES EM AÇÃO NA VIDA PÚBLICA
Sugestão de subtemas:
1. Intergeracionalidade
2. Culturas juvenis e meio ambiente
3. Políticas com enfoque multicultural
4. Movimentos sociais e multiculturalidade
5. A escola como espaço multicultural
6. Projeto político pedagógico inclusivo e diverso
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou
propor soluções para problemas diversos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e
incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes,
consequentes, colaborativas e responsáveis
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global,
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos
Estruturantes
Investigação Científica
EMIFCH03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica,
social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando
os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza
sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às
diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental.
EMIFCH09 - Propor e testar estratégias de mediação e intervenção para resolver problemas de natureza
sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, habilidade
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Intergeracionalidade:
a. Apresentar o conceito "Intergeracionalidade (interações planejadas de grupos de pessoas com
diferentes idades e em diferentes fases da vida). É preciso que o jovem conheça o legado das
gerações anteriores para enriquecer o seu projeto de vida. Para melhor compreensão desse
conceito, sugere-se como material de apoio, o ebook Intergeracionalidade: prevenção ao idadismo
e construção de uma sociedade para todas as idades (páginas 15 à 18). Disponível em:
https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_se
rvicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevenca
o-ao-idadismo.pdf.
b. Explique que na nossa sociedade ainda é bem comum existir discrepâncias culturais, sociais ou
econômicas entre duas ou mais gerações, que podem ser causadas por mudanças de valores ou
conflitos de interesse entre gerações mais jovens e gerações mais antigas. Para isso:
i. Utilize diferentes tipos de mídia (filmes, músicas, programas de TV, anúncios) de épocas
distintas para ilustrar as mudanças culturais ao longo do tempo. Os alunos podem analisar
como diferentes gerações são retratadas e discutir as implicações dessas representações.
ii. Crie uma linha do tempo interativa na sala de aula, onde os alunos adicionam eventos,
inovações, mudanças sociais e culturais relevantes de diferentes épocas. Isso pode ajudar a
visualizar as mudanças ao longo do tempo e entender melhor as diferenças geracionais.
iii. Peça aos alunos para manterem um diário de campo observando e registrando interações e
situações do dia a dia que demonstrem diferenças geracionais. Posteriormente, podem
compartilhar suas observações em um formato de galeria de exposição na sala de aula.
iv. Incentive os alunos a entrevistarem membros de diferentes gerações de suas famílias ou
comunidades. As entrevistas podem se concentrar em experiências de vida, mudanças sociais
e culturais percebidas ao longo do tempo.
v. Cápsula do Tempo Digital: Crie uma cápsula do tempo digital, na qual os alunos podem
adicionar conteúdo que eles acreditam representar a sua geração. Isso pode incluir música,
arte, notícias, moda e outros elementos culturais. Planeje abrir a cápsula ao final do ano para
explorar como as percepções e tendências culturais podem mudar rapidamente.
c. Informar que após o aprofundamento do tema, haverá como metodologia, a proposta de um
trabalho de campo, que poderá ser, por exemplo, em uma Instituição de Longa Permanência de
Idosos (ILPI), APAE, Instituições de Longa Permanência hospitalar, que permitam visitas, etc.. O
trabalho de campo é uma proposta de metodologia que sugere uma saída do espaço da escola e
proporciona contato com o conhecimento desejado. Pode contribuir para o aluno compreender a
Estado de Minas Gerais - 2024
26
https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf
https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf
https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
organização do espaço geográfico, dando condições para se estabelecer análises do mesmo,
buscando evitar a facilidade de se realizar uma pesquisa de observação que se restrinja somente à
teoria e constatação de dado local. O objetivo desse trabalho de campo, será o de praticar valores
éticos e as cinco habilidades socioemocionais (autoconsciência, autogestão, consciência social,
habilidade de relacionamento e tomada de decisão responsável) para exercitar o bom convívio
intergeracional. Porém, antes do trabalho de campo, são necessários alguns aprofundamentos. Para
isso, o professor deve organizar uma conversa sobre quais condições de saúde e mobilidade são
demandadas por idosos e PcDs (Pessoas com Deficiência), ressaltar a quantidade de tratamentos e
adaptações precisam ser feitas para proporcionar melhor qualidade de vida. Além disso, explique a
importância do conjunto de leis que responsabilizam o poder público para proporcionar melhor
qualidade de vida para esses sujeitos, tais como: incentivos ao uso dos espaços públicos de esporte
e lazer, assentos preferenciais em transporte público, e vagas preferenciais em estacionamentos de
estabelecimentos comerciais, etc. Utilize o Estatuto da Pessoa Idosa para dar suporte a essa
estratégia. Disponível em:
https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view
d. Organize uma experiência de intergeracionalidade com a proposição de um trabalho de campo que
produza uma interação dos/as estudantes, proporcionando vivências e trocas com diferentes
gerações (de afeto, culturais, de empatia), pode ser, por exemplo uma visita, a uma Instituição de
Longa Permanência de Idosos (ILPI) ou APAE, hospital em sua comunidade, bairro ou cidade.
e. Solicite que os estudantes se organizem em grupos, para proporcionar alguma atividade e/ou
campanha solidária por artigos de higiene, ingredientes para um lanche diferente (com ressalvas
das restrições alimentares) ou alguma doação que a instituição esteja precisando. Podem preparar
intervenções com apresentações musicais, teatrais, jogos compatíveis com o público, curso de
alguma habilidade manual, ou seja, alguma ação que possa fazer bom aproveitamento do tempo de
visita.
f. Em sala, após a visita, proporcionar uma conversa para o compartilhamento de suas impressões,
com relação às suas expectativas prévias à visita ao local escolhido, sobre os desafios que
enfrentaram, quais atitudes e habilidades foram desenvolvidas e o que aprenderam com a atividade
intergeracional.
Inspire-se em projetos como:
● http://www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos (proposta de visitação)
● https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s (Indicação para aprofundamento sobre
inclusão digital para a terceira idade)
● https://geridades.com.br/2021/10/16/voce-sabe-o-que-e-intergeracionalidade-entenda-os-seus-benefi
cios/.
2. Culturas juvenis e meio ambiente:
a. Propor um projeto em defesa da educação ambiental, integrando o respeito pela diversidade
cultural e ações para a preservação e conservação das áreas verdes. Para isso, sugere-se:
i. Desenvolver uma Atividade de Fotografia: Os estudantes fotografam paisagens da cidade,
capturando a interação entre a natureza e a diversidade cultural.
ii. Compartilhamento de Fotos: As fotos são compartilhadas digitalmente ou via dispositivo,
estimulando um diálogo sobre a relação entre a natureza e as culturas locais.
b. Roda de Conversa Sobre Espaços Públicos e Diversidade Cultural:
i. Organize uma discussão aprofundada sobre o papel dos espaços públicos na preservação de
áreas verdes e sua interação com diversas comunidades culturais.
ii. Incentive os alunos a explorarem como diferentes culturas usam e valorizam esses espaços,
considerando práticas como festivais culturais ao ar livre, uso de parques por diferentes grupos
para práticas recreativas ou rituais e a importância desses espaços para a preservação de
práticas culturais.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view
https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view
http://www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos/
https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s
https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
iii. Discuta também sobre as políticas públicas relacionadas a esses espaços e como elas podem
ser inclusivas ou excludentes para diferentes grupos culturais.
c. Questões Motivadoras Sobre Natureza: Reflexão sobre os benefícios do contato com a natureza,
incluindo a perspectiva de diferentes grupos culturais.
i. Inicie uma discussão sobre os benefícios do contato com a natureza, enfatizando como eles
podem variar entre diferentes culturas.
ii. Explore temas como o impacto da natureza na saúde mental e física, práticas de lazer e a
importância do conforto térmico proporcionado pelas áreas verdes.
iii. Incentive os alunos a considerar como a relação com a natureza é vista e valorizada por
diferentes grupos culturais, incluindo povos indígenas, comunidades rurais e urbanas e como
essa relação influencia suas tradições e práticas diárias.
iv. Promova uma reflexão sobre o papel da natureza na formação da identidade cultural e como a
perda de áreas verdes pode impactar a diversidade cultural.
d. Investigação dos Desafios Ambientais e Culturais: Diálogo com pessoas de diferentes culturas sobre
os desafios da conservação ambiental na cidade.
i. Oriente os alunos a investigarem os desafios da conservação ambiental na cidade, focando na
interação desses desafios com as diversas culturas presentes.
ii. Sugira que entrevistem pessoas de diferentes culturas e comunidades, buscando entender
suas perspectivas sobre questões ambientais e como essas afetam suas vidas.
iii. Encoraje a análise de como a degradação ambiental afeta as práticas culturais, como festivais
ao ar livre, celebrações religiosas e rituais que dependem de espaços naturais.
iv. Peça para que identifiquem e reflitam sobre as ações locais em prol do meio ambiente, tanto
de iniciativas governamentais quanto de organizações comunitárias e como tais iniciativas
consideram ou negligenciam a diversidade cultural.
e. Análise Crítica de Grandes Empreendimentos e Impacto Cultural:
i. Proponha uma investigação detalhada sobre como grandes empreendimentos (como
shoppings, condomínios, indústrias) afetam o meio ambiente e as comunidades culturais
locais. Os estudantes podem analisar como a comunicação desses empreendimentos com a
comunidade aborda questões ambientais e se eles consideram ou ignoram as práticas e
valores culturais locais. Incentive-os a entrevistar membros das comunidades afetadas,
buscando entender como esses projetos impactam suas vidas cotidianas e tradições culturais.
ii. Peça aos estudantes para avaliarem se os discursos ambientais desses empreendimentos
estão alinhados com suas ações práticas e como essas ações impactam a diversidade cultural e
o meio ambiente local.
f. Se possível, procurar o desenvolvimento de Mobilização Coletiva:
i. Organização de ações ambientais que respeitem e valorizem a diversidade cultural, como
campanhas educativas adaptadas para diversas culturas ou ações de plantio, considerando a
flora típica de diferentes heranças culturais.
3. Políticas com enfoque multicultural: Visando à ressignificação sobre o valor da política na vida dos
cidadãos, com ênfase especial na diversidade cultural da sociedade, sugere-se uma sequência de
atividades para que os espaços de diálogos políticos da república tenham cada vez maior presença e
participação dos estudantes, especialmente de grupos culturalmente diversos. O objetivo é romper
preconceitos sobre a política, convidando os/as estudantes a fazerem parte do processo coletivo de
construção política, considerando as diferentes realidades culturais.
a. Navegação Virtual pelos Portais do Poder Legislativo: No laboratório de informática da escola,
proponha uma navegação virtual pelos portais do Poder Legislativo em âmbito municipal, estadual
e federal. Encoraje os estudantes a explorarem como diferentes culturas e grupos sociais são
representados e abordados nesses espaços.
i. Assembléia Legislativa de MG https://www.almg.gov.br/
ii. Camara dos Deputados https://www.camara.leg.br/
iii. Senado https://www12.senado.leg.br/hpsenado .
b. Permita que os/as estudantes naveguem pelas abas, menus e publicações mais recentes desses
portais oficiais, com foco especial em como questões culturais e de diversidade são tratadas.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.almg.gov.br/
https://www.camara.leg.br/
https://www12.senado.leg.br/hpsenado
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
c. Investigação em Duplas ou Trios: Investigar “quais instrumentos de participação os cidadãos de
diferentes culturas podem utilizar para manifestar suas opiniões e necessidades políticas”. Essa
pesquisa será a base para a elaboração de uma cartilha direcionada para a comunidade escolar,
enfatizando a inclusão multicultural.
d. Escolha de Publicações sobre Audiências Públicas: Os/as estudantes podem ler sobre audiências
públicas de temas diversos, prestando atenção especial em como esses temas impactam diferentes
grupos culturais.
e. Elaboração de uma Cartilha com Enfoque Multicultural: A cartilha (virtual ou não) deve ser redigidacom linguagem acessível, incluindo textos curtos e ilustrações que reflitam a diversidade cultural.
Os passos para elaborar a cartilha incluem: escolha do tópico, pesquisa e coleta de informações
com enfoque multicultural, planejamento do conteúdo, escrita e criação de conteúdo, design
gráfico, criação da cartilha e revisão, sempre com a perspectiva de inclusão e representatividade
cultural.
Como material de apoio sugere-se: Passo a passo para elaboração de cartilhas - EduCAPES.
Disponível em:
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20
%281%29.pdf
4. Movimentos sociais e multiculturalidade:
a. Solicitar e orientar os estudantes para que pesquisem os principais movimentos sociais existentes
no município e nas suas proximidades, incentivando-os a explorar a diversidade de culturas e
grupos étnicos representados nesses movimentos. Isso inclui compreender como diferentes
comunidades contribuem para a luta contra a desigualdade, cada uma trazendo suas próprias
perspectivas e experiências.
b. Convidar um membro de um movimento social, preferencialmente representando a pluralidade
cultural da região, para uma “roda de conversa” sobre o movimento. Nessa conversa, aborde
questões como a origem do movimento, seus objetivos, principais conquistas e dificuldades,
enfatizando como o movimento atua dentro do contexto multicultural e como lida com as questões
de desigualdade que afetam diferentes comunidades culturais.
c. Agendar e oportunizar a visita dos estudantes aos espaços representativos desses movimentos,
para que possam ver, conhecer, vivenciar e absorver todo o contexto social e histórico, assim como
as lutas específicas enfrentadas por diferentes grupos culturais. Essas visitas devem proporcionar
aos estudantes uma compreensão mais profunda de como os movimentos sociais trabalham para
combater a desigualdade em um contexto multicultural.
5. A escola como espaço multicultural: Propõe-se refletir a escola como espaço de transformação e
ressignificação das realidades em um contexto multicultural.
a. Discuta (se possível, encoraje) a participação dos/as estudantes no movimento estudantil,
destacando a importância da diversidade e inclusão nesses espaços. Se for oportuno, convide um
representante do movimento estudantil que possa trazer perspectivas de diferentes grupos
culturais e étnicos, dialogando e estimulando o interesse dos estudantes em conhecer e também
fazer parte de movimentos que representem a diversidade cultural.
i. Durante a apresentação, enfatize como os movimentos estudantis podem ser plataformas para
a promoção do respeito à diversidade cultural e para a luta contra desigualdades sociais e
raciais.
ii. Utilize material de apoio que aborde a representatividade cultural nos movimentos estudantis,
como o site da UNE (União Nacional dos Estudantes) e o Memorial do Movimento Social das
Mulheres, sugerindo que os alunos explorem como esses movimentos abordam questões de
gênero, raça, etnia e cultura.
b. Encoraje os estudantes a se engajarem em movimentos que não apenas correspondam aos seus
interesses, mas que também promovam a inclusão e valorização das diversas culturas presentes na
escola e na comunidade. O objetivo é criar um ambiente escolar onde o multiculturalismo seja
reconhecido e celebrado como parte integrante do processo educativo e da transformação social.
material de apoio os links: UNE (União Nacional dos estudantes) https://www.une.org.br/,
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf
https://www.une.org.br/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Memorial do Movimento Social das Mulheres
https://www.memoriaemovimentossociais.com.br
6. Projeto Político Pedagógico inclusivo e diverso:
a. A partir da apresentação do conceito do que vem a ser um Projeto Político Pedagógico (PPP),
incentive os estudantes a debaterem sobre os seguintes tópicos, com uma ênfase especial na
inclusão do multiculturalismo como um aspecto fundamental do PPP:
i. O objetivo principal do Projeto Político Pedagógico: Discussão sobre como o PPP pode refletir
e incorporar a diversidade cultural da comunidade escolar, promovendo um ambiente
educacional inclusivo e respeitoso para todas as culturas.
ii. O que o Projeto Político Pedagógico deve conter: Análise de como elementos de diferentes
culturas e perspectivas podem ser integrados no PPP, assegurando que todos os grupos
culturais sejam representados e valorizados no ambiente escolar.
iii. A diferença entre proposta pedagógica e Projeto Político Pedagógico: Reflexão sobre como a
proposta pedagógica e o PPP se complementam, com o último incorporando uma abordagem
mais ampla que inclui políticas de inclusão e valorização da diversidade cultural.
iv. Após o debate, solicite que cada estudante ou grupos de estudantes elaborem um relatório,
aplicando essas reflexões ao contexto da sua escola.
Para dar suporte a essa atividade, apresente aos estudantes o roteiro de como idealizar um Projeto
Político Pedagógico (PPP), disponível em: Como fazer o PPP da escola. Acesso em: 05 dez. 2023.
Incentive-os a contrastar os passos descritos no material de apoio com o PPP produzido na escola,
avaliando especialmente como o multiculturalismo é abordado e implementado."
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta
ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam
ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate
pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais
dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas
abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é
uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar a participação dos estudantes a partir da apresentação final dos grupos.
Autoavaliação
A partir dos trabalhos desenvolvidos no bimestre:
➢ Você pensa que as atividades afetam a sua visão de mundo de alguma forma?
➢ Quais situações foram mais desafiadoras para você?
➢ Quais estratégias você poderia utilizar para superar tais desafios?
➢ Como você avalia a sua participação e interesse para essa proposta?
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.memoriaemovimentossociais.com.br
https://gestaoescolar.org.br/conteudo/559/como-fazer-o-ppp-da-escola
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate
É fundamental destacar que, no quarto bimestre, os componentes curriculares
envolvidosno aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento
dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos
acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates
estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de
pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para
resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas
serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com
o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para
todos os quatro componentes está na página 83.
Referências (Poder e Organização Social)
1º bimestre
BALBINO, Cleide Vitoria Pereira; NETO, Luiz de Camargo Pires. Contra-história: o biopoder e o discurso racista.
PAULUS: COMFILOTEC, v. 8, n. 15, 2022. Disponível em:
www.fapcom.edu.br/revista/index.php/revista-comfilotec/article/view/592/585. Acesso em: 28 dez. 2023.
BECKER, Howards. Métodos de pesquisa em ciências sociais. Tradução de Marco Estevão e Renato Aguiar. São
Paulo: Hucitec, 1993.
BESSA, Liz. O que é inclusão social? Politize! 2019. Disponível em: www.politize.com.br/inclusao-social/.
Acesso em: 14 set. 2023.
BRASIL. LEI Nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de
Custeio, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 1991. Disponível em:
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm. Acesso em: 03 out. 2023.
BRIGIDO, Edimar Inocencio; AMARAL, Vinicius. O biopoder na perspectiva foucaultiana. Sapere Aude, v. 7, n.
13, p. 211-227, 2016. Disponível em:
periodicos.pucminas.br/index.php/SapereAude/article/view/P.2177-6342.2016v7n13p211/9737. Acesso em: 28
dez. 2023.
Desigualdade Social: um panorama completo da realidade mundial. OXFAM Brasil. 2021 Disponível em:
www.oxfam.org.br/blog/desigualdade-social-um-panorama-completo-da-realidade-mundial. Acesso em: 28
dez. 2023.
Igualdade de gênero. ONU Mulheres Brasil. YouTube, 16 de março de 2016 - Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=ZCGLC-vziRc. Acesso em: 07 out. 2023.
MONTERO, Paula. Multiculturalismo, identidades discursivas e espaço público. Sociologia & Antropologia, v. 2,
p. 81-101, 2012. Disponível em: www.scielo.br/j/sant/a/cBg3KfW3YZTBvwppXbjYrcR/?lang=pt#. Acesso em: 07
out. 2023.
Multiculturalismo na Educação: o que os profissionais do ensino devem saber sobre o tema. CER-SEBRAE, 2022.
Disponível em: cer.sebrae.com.br/blog/multiculturalismo-na-educacao/. Acesso em: 16 set. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
31
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
RAMALHO, José Rodorval. Os métodos de pesquisa em sociologia. São Cristóvão: Universidade Federal de
Sergipe, CESAD, 2008. Disponível em:
cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/18550616022012Sociologia_I_Aula_3.pdf. Acesso em 28 dez. 2023.
SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 24ª edição,
Record, Rio de Janeiro, 2015.
2º bimestre
BRASIL. LEI Nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de
Custeio, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 1991. Disponível em:
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm. Acesso em: 12 out. 2023.
CAMPOS, Mateus. Território. Disponível em:
mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia%
20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais. Mundo Educação [s.d.]. Acesso
em: 07 dez. 2023.
DOMINGOS, Luis Tomas. A visão africana em relação à natureza. Anais do III encontro nacional do gt história
das religiões e das religiosidades–anpuh-Questões teórico-metodológicas no estudo das religiões e
religiosidades. IN: Revista Brasileira de História das Religiões. Maringá (PR) v. III, n. 9, 2011. Disponível em:
www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdf8/ST12/003%20-%20Luis%20Tomas%20Domingos.pdf. Acesso em: 28 dez. 2023.
Introdução à Filosofia Africana. A filosofia explica. YouTube, 23 nov. 2021. Disponível em:
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LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. Filosofias africanas: uma introdução. Editora José Olympio, 2020.
3º bimestre
AGU Explica - Assistência, seguridade e previdência social. Advocacia-geral da União AGU. Youtube. 26 out.
2018. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM. Acesso em: 26 nov. 2023.
ENTENDA o que é Inclusão digital - Geografia com Ziza - Se liga na educação. Geoziza. Youtube. 30 mar. 2023.
Disponível em: www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s. Acesso em: 28 dez. 2023.
FERREIRA, Daniel. Projeto Visitação a Asilos. CAPELANIA. Disponível em:
www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos. Acesso em: 12 out. 2023.
GERIDADES. Você sabe o que é intergeracionalidade? Entenda os seus benefícios! 16 out. 2021. Disponível em:
geridades.com.br/2021/10/16/voce-sabe-o-que-e-intergeracionalidade-entenda-os-seus-beneficios. Acesso
em: 12 out. 2023.
Memória e movimentos sociais. Disponível em: www.memoriaemovimentossociais.com.br. Acesso em: 09 out.
2023.União Nacional dos Estudantes (UNE). Disponível em: www.une.org.br. Acesso em: 26 set. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.une.org.br/
http://www.une.org.br
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Componente curricular: Culturas na Contemporaneidade (CHS)
Ao longo do ano letivo na componente curricular “Culturas na Contemporaneidade”,
serão abordadas as interseções entre diferentes temas que moldam e definem as sociedades
contemporâneas, com foco no Brasil e em Minas Gerais.
No primeiro bimestre, lançamos as bases deste conteúdo no qual debruçaremos
sobre o conceito de pertencimento. Compreendendo a cultura como uma esfera social
determinada, mergulharemos nas complexidades que envolvem o sentimento de pertencer a
um grupo, seja ele cultural, étnico ou social. Analisaremos como as identidades individuais se
entrelaçam com as coletivas, examinando os fatores que influenciam a construção do eu em
relação a nós.
No segundo bimestre busca-se explorar a diversidade cultural no Brasil, ancorando
nossos estudos na perspectiva do multiculturalismo. Enquanto país marcado por uma rica
miscigenação e uma multiplicidade de tradições, o Brasil emerge como um terreno fértil para
a compreensão das dinâmicas culturais contemporâneas. Investiga-se como diferentes
grupos étnicos, religiosos e sociais coexistem, interagem e, por vezes, conflituam-se,
contribuindo para a riqueza e complexidade da tapeçaria cultural brasileira. Através dessa
ótica multicultural, visa-se desvelar as harmonias que permitem a convivência de diversas
culturas em um mesmo contexto geográfico.
No terceiro bimestre, direcionamos nosso olhar para as áreas específicas culturais
que permeiam as diferentes regiões do Brasil e de Minas Gerais . Abandonando a
abordagem generalista, adentramos a intricada teia regionais, liberando a riqueza das
nuances culturais que caracterizam cada parte do país. Desde as manifestações artísticas até
as tradições alimentares, exploramos como as identidades regionais se entrelaçam com o
mosaico cultural mais amplo, moldando a diversidade que define uma nação. Nesse
contexto, compreendemos a cultura como algo dinâmico e multifacetado.
Estado de Minas Gerais - 2024
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Macrotema: MULTICULTURALISMO
Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS)
1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre
Lugar de pertencimento
Expressões culturais e
tolerância
Cultura e identidade
regional
Projeto: Clube de
debates
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Em síntese, o percurso aqui sugerido pretende proporcionar uma compreensão das
relações sociais, abordando o pertencimento, o multiculturalismo no Brasil e as identidades
regionais, desvelando as complexidades e nuances que caracterizam a cultura na
contemporaneidade.
É fundamental destacar que, no 4º bimestre, os componentes curriculares envolvidosno aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes
de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados
durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados.
Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa,
reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver
questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão
dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o
planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para
todos os quatro componentes está na página 83.
1º bimestre - Lugar de pertencimento
Para o 1º bimestre, a abordagem pedagógica é voltada para uma imersão na
diversidade cultural, começando com o desenvolvimento do “Passaporte Cultural” para
cidades de Minas Gerais, permitindo que os estudantes explorem e apresentem a cultura de
diferentes regiões. Em seguida, a “Oficina de Narrativas Pessoais e Multiculturais” convida os
alunos a expressarem suas identidades e heranças culturais, valorizando a diversidade
presente na sala de aula. A análise do “Lugar” por meio da fotografia permite que os
estudantes conectem memória, identidade e pertencimento com espaços significativos. O
“Museu das Coisas Banais” propõe uma reflexão sobre a memória e a história pessoal,
enquanto a pesquisa sobre patrimônio local estimula a apreciação de riquezas culturais mais
amplas. A elaboração de um diário de bordo reforça o conceito de pertencimento e a
observação atenta do ambiente ao redor. Por fim, a discussão sobre “Desafios
Contemporâneos” contextualiza a aprendizagem em um cenário global, relacionando a
cultura local a questões mundiais, preparando os estudantes para uma compreensão mais
abrangente de sua sociedade e mundo.
Estado de Minas Gerais - 2024
34
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores,
com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo,
o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua
formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas,
conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua
formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua.
Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS)
1º Bimestre - LUGAR DE PERTENCIMENTO
Sugestão de subtemas:
1. Cultura
2. Identidade
3. Lugar
4. Memória
5. Patrimônio
6. Pertencimento
7. Desafios Contemporâneos
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
Processos Criativos
EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores
pretendidos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e
incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes,
consequentes, colaborativas e responsáveis
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFCHS01 -Investigar e analisar situações problema envolvendo temas e processos de natureza histórica, social,
econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, considerando dados
e informações disponíveis em diferentes mídias.
EMIFCHS03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica,
social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando
os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Processos Criativos
EMIFCHS05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente recursos criativos para resolver problemas reais
relacionados a temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em
âmbito local, regional, nacional e/ou global.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Cultura: Para iniciar um trabalho com foco em uma compreensão abrangente da cultura, incentivando a
pesquisa e a colaboração dos estudantes na apresentação dos aspectos culturais de diversas cidades de
Minas Gerais, propomos o desenvolvimento d o “Passaporte Cultural". Propomos a seguinte dinâmica:
a. Divida a turma em grupos, e instrua cada grupo a criar um "Passaporte Cultural" para uma cidade
mineira específica, que servirá como um guia para visitantes. Comece a atividade com a criação da
capa do passaporte. Oriente os estudantes a nomearem o projeto como "Viagem Cultural pelas
Minas Gerais" e a decorarem a capa com ilustrações que representem a diversidade cultural. Na
primeira página interna, reserve um espaço para informações pessoais dos estudantes, como nome,
foto e uma breve descrição sobre si mesmos.
b. Instrua os grupos a dedicarem uma página para o itinerário da 'viagem', listando as cidades
exploradas e as datas de 'chegada' e 'partida'. As próximas páginas devem conter informações gerais
sobre cada cidade mineira escolhida, abrangendo detalhes como localização geográfica, história,
patrimônio cultural, tradições e festivais, gastronomia local, música, arte e personalidades
importantes.
c. Encoraje a inclusão de seções especiais sobre a culinária da cidade, destacando pratos típicos e
receitas. Instrua-os a explorar a cena musical e artística da cidade, incluindo estilos musicais, artistas
locais, galerias de arte e eventos culturais. Peça aos estudantes para destacarem personalidades
importantes da cidade, como figuras históricas, artistas, escritores e músicos.
d. Para tornar o passaporte interativo, oriente os estudantes a incorporarem QR codes que levem a
recursos multimídia relevantes. Ao final do passaporte, inclua uma seção de reflexão cultural, onde
os estudantes possam ponderar sobre o que aprenderam e como as culturas exploradas se
relacionam com as suas próprias.
e. Conclua o projeto com uma apresentação ou feira cultural, onde cada grupo terá a oportunidade de
compartilhar sua cidade com a escola, celebrando a diversidade cultural de Minas Gerais.
2. Identidade: Propor a feitura de uma “Oficina de Narrativas Pessoais e Multiculturais". Essa proposta
oferece uma oportunidade valiosa para os alunos explorarem e celebrarem suas identidades culturais,
ao mesmo tempo em que promove a compreensão e o respeito pela diversidade na comunidade escolar
O intuito é permitir que os estudantes expressem suas identidades e heranças culturais através de
narrativas pessoais, destacando a diversidade cultural da turma.
a. Abordar o que são narrativas pessoais e como refletem identidade e cultura. Na oficina de narrativas
pessoais e multiculturais, os estudantes podem explorardiferentes formas de expressar suas
identidades e heranças culturais. Isso pode incluir escrever ou contar histórias sobre suas famílias,
que revelem tradições, lendas, experiências de imigração ou celebrações culturais.
b. Criação de uma 'Árvore de Identidade' por cada estudante para mapear sua identidade e herança
cultural. Sessões sobre histórias familiares e comunitárias para discussão e compartilhamento.
Oficinas de escrita criativa e narração de histórias para desenvolvimento das narrativas pessoais.
c. Preparação do Ambiente para a Oficina: Utilize uma "caixa de cultura" contendo itens
representativos de diferentes culturas para configurar rapidamente o espaço da oficina. Envolva os
alunos na configuração do espaço, criando um ambiente acolhedor e multicultural.
d. Demonstração Prática de Narração de História: Inicie com uma narração de história pessoal por um
convidado especial ou membro da escola.Use esta demonstração como inspiração e guia para os
estudantes.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
e. Orientação Individual e em Grupo na Criação de Narrativas: Ajude os estudantes a criar suas próprias
narrativas, individualmente ou em pequenos grupos. Ofereça assistência e feedback para capturar e
expressar suas histórias de forma autêntica.
f. Compartilhamento das Narrativas: Organize uma sessão para os estudantes apresentarem suas
narrativas, seja por meio de leitura, representação artística ou oral. Esta atividade pode incluir a
exposição de trabalhos escritos e artísticos.
3. Lugar: Organizar uma atividade temática que aborde a categoria análise espacial lugar (O conceito de
lugar para a Geografia. Conceito de lugar - Mundo Educação (uol.com.br), memória, identidade e
pertencimento utilizando a fotografia.
a. Solicitar aos/às estudantes que tragam para a sala de aula fotografias antigas e atuais de suas
famílias, que mostram momentos importantes, pessoas queridas, lugares significativos, etc. Para as
fotografias atuais, o professor deve orientar os estudantes a imprimi-las caso não as tenham no
formato físico.
b. Organizar os estudantes em grupos e orientar para que eles compartilhem as fotografias entre si,
contando as histórias por trás delas e explicando como elas representam sua memória, sua
identidade e seu pertencimento.
c. Para produzir um painel, solicitar aos/às estudantes que escolham uma fotografia de cada integrante
do grupo e façam uma colagem com elas, formando um painel que mostre a diversidade e a riqueza
das memórias familiares dos estudantes.
d. Produzir um texto coletivo sobre a feitura do painel, destacando os aspectos comuns e diferentes das
fotografias, as emoções e sentimentos que elas despertam e o que elas revelam sobre a cultura e a
história das famílias dos estudantes.
e. Elaborar uma exposição dos painéis e textos na sala de aula, ou em outro espaço da escola.
f. Promover uma roda de conversa com os estudantes sobre a importância do registro da memória,
identidade e pertencimento através do levantamento visual e sensorial dos bens patrimoniais.
4. Memória: Criar o "Museu das coisas banais" baseado na ideia do projeto homônimo.
a. Solicitar aos/às estudantes para trazerem para a sala alguns objetos que não são valiosos do ponto
de vista comercial ou de um museu tradicional, mas que sejam valiosos como símbolo da sua família.
Caso seja difícil trazer o objeto, o/a professor(a) e estudantes podem optar por uma exposição de
fotos . Como toda exposição de museu, os objetos devem ter uma "ficha técnica" (Nome, material
feito, quando foi confeccionado, descrição, etc.). Durante a exposição, a turma pode optar por falar
brevemente sobre o objeto que cada um trouxe. Se todos os/as estudantes levarem no mesmo dia,
talvez seja difícil ouvir e ver a todos. Sugerimos organizar a sala em grupos menores, um grupo por
aula apresenta seus objetos. Ao final da exposição, talvez um dia especial para isso, conversar sobre
o que faz um objeto ser importante, como ele expressa a cultura do qual faz parte, qual a relação
entre os "objetos banais" e os objetos de exposição em museus e galerias de arte. Site do museu das
coisas banais: https://museudascoisasbanais.com.br . Esta atividade deve ser baseada no conceito
de memória (para uma definição histórica utilize o texto: disponível em:
https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsom
anpuh2010.pdf MEMÓRIA SERVE PRA QUÊ? UMA ANÁLISE “DO QUE DEVE SER ESQUECIDO” E “DO
QUE PODE SER LEMBRADO” NA HISTÓRIA) a partir do questionamento “Porque guardamos coisas”?
b. Pesquisar com os estudantes no link sugerido sobre o museu das coisas banais. Durante essa
pesquisa, conversar com os/as estudantes sobre o que faz uma coisa ser valiosa ou não. Registrar
essas respostas.
c. Pedir para os/as estudantes observarem em casa objetos que sejam importantes para eles ou para a
família, mas que talvez não sejam valiosos do ponto de vista comercial ou para um museu. Por
exemplo: uma xícara que foi da bisavó, um anel de metal não precioso que foi passado de geração a
geração, uma foto, entre outros.
d. Pedir aos estudantes que façam uma ficha técnica semelhante às que têm nos museus com
informações sobre os objetos. Por exemplo: data de fabricação, material, origem, quem foi/é o
proprietário original/atual, entre outras informações. E pode-se criar outras categorias de
informações que o grupo achar importante estar na ficha, por exemplo, breve histórico do motivo de
porque o objeto é importante.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm
https://museudascoisasbanais.com.br/
https://museudascoisasbanais.com.br
https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsomanpuh2010.pdf
https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsomanpuh2010.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
e. Organizar a exposição: pedir aos/às estudantes para trazer os objetos e montar uma exposição,
semelhante a um museu, ou seja, colocar os objetos e junto a ficha técnica. Normalmente, a
exposição é autoexplicativa, mas nada impede que alguns objetos que se destaquem sejam
comentados pelo/a estudante que o trouxe.
f. Exposição: Após a montagem do espaço de exposição, convide outras turmas, professores, direção e
funcionários para visitar a exposição.
Alternativa: Se o/a professor/a e estudantes não acharem apropriado levar os objetos para a escola,
pode ser montado um museu virtual. Neste caso, em vez de um dia para a exposição, cada aluno faria uma
foto ou uma filmagem curtíssima (10 segundos) do objeto e montariam a exposição através de um perfil
específico numa rede social. A ficha técnica ficaria na legenda da foto ou vídeo.
5. Patrimônio:
a. Desenvolver uma pesquisa sobre o patrimônio local. É importante definir claramente o tipo de
patrimônio que será pesquisado. Em conjunto com os estudantes, define-se qual tipo de patrimônio
será explorado nas pesquisas. Eles serão orientados a registrar o bem patrimonial escolhido,
incluindo a realização de uma fotografia, a elaboração de uma descrição detalhada e a explicação da
funcionalidade desse bem. Adicionalmente, cada estudante apresentará uma justificativa pessoal,
explicando a escolha do bem material ou imaterial específico, relacionando-o com sua própria vida e
experiência cultural. A atividade será concluída com uma apresentação ou exposição na escola, onde
os estudantes compartilharão o resultado de suas pesquisas e reflexões. Esta iniciativa não apenas
valoriza o patrimônio local, mas também celebra a rica diversidade cultural da comunidade escolar.
Para o patrimônio imaterial, você pode utilizar o conceito descrito em
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234 . Quanto ao patrimônio material, consulte
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276.
6. Pertencimento:
a. Orientar e desenvolver a elaboração de um diáriode bordo no qual os/as estudantes relatem os
lugares que eles/elas irão descrever, atividade que reforça o conceito de pertencimento.
O registro em um diário de bordo constitui uma ferramenta através da qual os estudantes podem
documentar suas atividades, reflexões e comentários relacionados ao desenvolvimento de trabalhos,
seja em equipe ou individualmente. Essa ferramenta pode ser desenvolvida em um suporte material
como um caderno, formato de fichário, ou em uma plataforma online como em um documento do
Canva, Power Point ou ainda pelo Google Docs - disponível para todos os estudantes do estado por meio
do Google Apps em seus e-mails institucionais.
Estado de Minas Gerais - 2024
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http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Para o desenvolvimento dessa proposta estabeleça um roteiro de como fazer as anotações nesse
documento: Sugere-se as seguintes etapas:
i. Produza uma introdução sobre você, incluindo seu nome, idade, escola ou instituição de ensino
em que está matriculado e o propósito do diário de bordo.
ii. Estabeleça os objetivos da feitura de um diário de bordo. Explique para os/as estudantes o que
é um diário de bordo: O diário de bordo é uma ferramenta na qual os estudantes irão registrar
as suas atividades, reflexões, comentários sobre o modo como o trabalho proposto pelo(a)
professor(a) está se desenvolvendo. O registro escrito permite criar o hábito de pensar as
práticas, de se pensar a própria aprendizagem, porque está fazendo esse registro e o que
deseja alcançar com ele. Isso pode incluir compartilhar experiências, documentar aprendizados
ou explorar lugares culturais e educacionais.
iii. Fazer um planejamento detalhado antes de começar a visitar os lugares. Listar os locais que
serão visitados, as datas e horários, bem como as atividades específicas que serão realizadas
em cada lugar. Isso ajudará a organizar a jornada e garantir o aproveitamento de cada visita.
iv. Fazer uma descrição detalhada ao visitar cada local. Inclua informações como o nome do lugar,
endereço, descrição do ambiente, atrações ou pontos de interesse observados, bem como as
atividades educacionais ou culturais disponíveis.
v. Registrar as impressões e reflexões pessoais sobre cada local visitado. Compartilhar
experiências, sentimentos, pensamentos e observações. Destaque o que mais chamou atenção,
o que aprendeu, como se relacionou com o ambiente e como isso pode contribuir para o seu
desenvolvimento pessoal e acadêmico.
vi. Registrar fotografias dos lugares que visitar para complementar o diário de bordo. As imagens
podem ajudar a ilustrar as experiências e tornar o registro visualmente mais atrativo. Além
disso, se possível, colete quaisquer materiais ou documentos relacionados aos lugares visitados,
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
como panfletos, ingressos ou mapas, e inclua-os como evidências no diário. E disponha desse
material de forma criativa e original.
vii. Produzir uma análise geral das experiências vivenciadas após visitar todos os lugares. Reflita
sobre como essas experiências podem contribuir para a formação e crescimento pessoal.
7. Desafios Contemporâneos: Promover a reflexão e discussão entre os estudantes sobre desafios
contemporâneos em diferentes áreas, incentivando a participação ativa e a pesquisa.
a. Apresente um panorama geral sobre a importância da compreensão dos desafios presentes na
contemporaneidade em diversas áreas, como tecnologia, meio ambiente, educação, economia, entre
outras.
b. Distribua ou projete o texto “Os graves Desafios da contemporaneidade” Disponível em:
https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade. Faça uma
leitura compartilhada com os estudantes. Use exemplos concretos e atuais para ilustrar a relevância
desses desafios na sociedade.
c. Apresente à turma problemáticas contemporâneas para que os estudantes possam desenvolver a
habilidade de resolução de problemas. Sugere-se a apresentação de temas como:
i. Tecnologia:
Desafio: Privacidade e Ética na Inteligência Artificial (IA)
Contexto: Como garantir que as tecnologias de IA respeitem a privacidade dos usuários e sigam
padrões éticos em sua tomada de decisões?
ii. Meio Ambiente:
Desafio: Mudanças Climáticas e Sustentabilidade
Contexto: Como lidar com os impactos das mudanças climáticas, como aumento da temperatura,
eventos climáticos extremos e perda de biodiversidade, buscando soluções sustentáveis?
iii. Educação:
Desafio: Acesso Equitativo à Educação Online
Contexto: Como garantir que todos os estudantes tenham acesso igualitário à educação online,
considerando a disparidade no acesso à tecnologia e à internet?
iv. Economia:
Desafio: Desigualdade Econômica e Social
Contexto: Como enfrentar a crescente desigualdade de renda e oportunidades, promovendo
políticas econômicas inclusivas e distribuição mais equitativa dos recursos?
v. Política:
Desafio: Desafios na Governança Global
Contexto: Como lidar com questões como a instabilidade geopolítica, desafios cibernéticos
transnacionais e garantir a eficácia das instituições globais?
vi. Cultura:
Desafio: Preservação Cultural e Globalização
Contexto: Como equilibrar a preservação das identidades culturais locais diante da globalização,
garantindo a diversidade cultural em um mundo cada vez mais interconectado?
d. Divida a turma em pequenos grupos e apresente uma lista de desafios contemporâneos abrangendo
áreas como Tecnologia, Meio Ambiente, Educação, Economia, Política e Cultura. Incentive cada
grupo a escolher um desafio que desperte seu interesse ou preocupação. Oriente os grupos a
realizarem uma pesquisa detalhada sobre o desafio escolhido. Eles devem consultar artigos, estudos
de caso, documentários e analisar dados pertinentes. Forneça acesso à sala de informática ou a
dispositivos móveis para facilitar a pesquisa online, e promova o uso de fontes confiáveis.
i. Instrua os estudantes a fazerem uma análise crítica das causas e impactos do desafio. Eles
devem discutir como o problema afeta diferentes grupos sociais, ecossistemas, economias ou
políticas e pensar em soluções possíveis, como propostas de políticas públicas, inovações
tecnológicas ou campanhas de conscientização.
ii. Peça aos estudantes para prepararem uma apresentação do desafio e das soluções que
desenvolveram. Eles podem usar formatos variados, como apresentações em PowerPoint,
vídeos, peças teatrais, debates ou painéis de discussão. Após as apresentações, promova uma
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https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade
https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
sessão de perguntas e respostas para envolver todos os estudantes na discussão sobre os temas
abordados.
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta
ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser
aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate
pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais
dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas
abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é
uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do ItinerárioFormativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros produzidos.
Autoavaliação
➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre?
➢ Acredita que a feitura de um diário de bordo auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado?
Explique como foi essa experiência ?
➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta?
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
2º bimestre - Expressões culturais e tolerância
No 2º bimestre, a abordagem pedagógica se concentra em explorar as influências que
moldam o multiculturalismo no Brasil, bem como nos processos culturais que permeiam o
país. Para enriquecer a compreensão dos processos culturais brasileiros, a formação das
identidades e as diferenças históricas entre as regiões, o/a professor(a) deve promover
atividades práticas, debates e pesquisas. Essas atividades desempenham um papel
fundamental na aquisição de um conhecimento mais profundo das diversas trajetórias
culturais presentes no Brasil. Além disso, ao abordar questões sociais complexas, essas
atividades contribuem para sensibilizar os estudantes em relação a problemas reais e para
desenvolver a empatia e tolerância entre eles. A proposta visa destacar a riqueza da cultura
brasileira, enquanto também aborda questões que moldam nossas ações e nossa sociedade
como um todo.
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores,
com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo,
o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua
formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas,
conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua
formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua.
Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS)
2º Bimestre - Expressões culturais e tolerância
Sugestão de subtemas:
1. Diversidade
2. Processo de Miscigenação e Interação Culturais
3. Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil
4. Identidade Nacional e Diversidade Cultural no Brasil
5. Tolerância e Convivência entre Culturas
6. Povos e culturas isoladas
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
Processos Criativos
EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFCH02 - Levantar e testar hipóteses sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica,
filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, contextualizando os
conhecimentos em sua realidade local e utilizando procedimentos e linguagens adequados à investigação
científica.
Processos Criativos
EMIFCH06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais relacionados a
temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais,
à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Diversidade: Propomos engajar os estudantes a partilharem suas origens culturais e étnicas para
promover o entendimento e a apreciação do multiculturalismo na escola. Importante: Encoraje a
participação ativa e o respeito durante as apresentações e discussões. Facilite as atividades, garantindo
que todos os estudantes se sintam confortáveis para compartilhar suas histórias. Utilize recursos
audiovisuais para tornar as apresentações mais dinâmicas e envolventes. Considere a possibilidade de
integrar esta atividade com a área de linguagens, principalmente em uma perspectiva de artes e
literatura.
a. Histórias de Família: Peça aos estudantes que pesquisem e compartilhem histórias de suas famílias,
explorando suas origens étnicas e culturais. Isso pode incluir lendas familiares, histórias de migração,
tradições ou celebrações especiais.
i. Um estudante pode trazer uma receita de família, contar a história de como ela foi passada de
geração em geração e o que ela significa para sua cultura.
ii. Cada estudante apresenta sua história oralmente, acompanhada de fotos, objetos ou até uma
pequena demonstração (como tocar uma música ou dançar uma dança tradicional).
b. Mapa Cultural da Sala de Aula: Crie um grande mapa mural na sala de aula. Cada aluno adiciona um
item que represente sua cultura.
i. Um estudante de origem asiática pode trazer um artesanato representativo (origami, etc),
enquanto um aluno com ascendência indígena pode trazer um objeto artesanal típico.
ii. Organize uma sessão onde cada aluno explica o significado de seu item para a classe,
enriquecendo o mapa cultural com histórias e significados.
c. Entrevistas com a Comunidade: Forme pequenos grupos para entrevistar diferentes pessoas na
comunidade escolar sobre suas origens culturais. Prepare um guia de entrevista com perguntas para
ajudar na conversa.
i. Perguntas podem incluir: "Quais tradições culturais são importantes para você?" ou "Como sua
cultura influencia sua vida diária?"
ii. As entrevistas podem ser apresentadas como vídeos curtos, podcasts ou transcrições escritas,
que serão compartilhadas com a classe.
iii. Incentive os estudantes a manterem um diário onde anotam suas impressões e aprendizados
durante o projeto.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
iv. Após uma entrevista, um estudante pode escrever sobre como se surpreendeu ao aprender
sobre uma tradição cultural de um colega.
d. Exposição Cultural:Organize uma exposição na escola onde todo o material coletado (narrativas,
entrevistas, itens culturais) é apresentado.
i. Monte estandes temáticos para cada cultura representada na sala de aula. Inclua fotos, objetos,
trechos de entrevistas e até amostras de comida, se possível.
e. Discussão em Grupo: Promova discussões em grupo focando em como a diversidade cultural
enriquece a comunidade escolar e a importância da tolerância.
i. Use as narrativas pessoais como ponto de partida para debater temas como identidade
cultural, preconceito e inclusão.
2. Processo de Miscigenação e Interação Culturais: Para promover uma compreensão mais profunda do
processo de miscigenação e interação culturais resultantes no Brasil, incentivando a reflexão crítica
sobre identidade e sociedade, propõe-se a atividade Rotação por Estações. Essa abordagem por
estações visa proporcionar uma experiência mais dinâmica e envolvente, permitindo que os alunos
explorem os diferentes aspectos do tema de forma mais interativa e participativa.
a. Estação 1: Explorando Conceitos e Origens Étnicas
i. Peça para que os/as estudantes coletem informações sobre conceitos relacionados às origens
étnicas sugerimos os sites abaixo:
Geledés - Instituto da Mulher Negra: Oferece artigos e informações sobre a história e a cultura
afro-brasileira.
Povos Indígenas no Brasil: Fornece dados sobre os povos indígenas no Brasil, suas culturas e
desafios.
Museu Afro Brasil: Explore as exposições online para aprender sobre a história e a cultura
afro-brasileira.
b. Estação 2: Miscigenação e Interação Cultural
i. Para preparar essa estação, o professor deverá selecionar trechos dos documentos, imagens,
mapas, gráficos, tabelas, índices, indicados nos sites abaixo, referentes aos grupos étnicos
formados no Brasil e distribuirá entre os grupos:
ii. Solicite para que os discentes preparem uma apresentação sobre os grupos étnicos que
formaram o Brasil. Para isso, o professor distribuirá recortes de características para associação
correta aos grupos.
iii. Discussões em grupo sobre como essas diferentes origens étnicas se entrelaçaram na cultura
brasileira. Você pode utilizar os seguintes materiais de apoio:
Mapa Etno-histórico do Brasil - IBGE: Mapa que destaca a distribuição étnica no Brasil ao longo do
tempo.
O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro: Livro clássico que aborda a formação étnica do povo brasileiro,
oferecendo uma visão aprofundada.
Raízes do Brasil - Canal Futura: Documentário que aborda as raízes culturais do Brasil.
A influência dos imigrantes na cultura brasileira: Artigo que explora a influência de imigrantes na
cultura brasileira.
Caderno do Professor: Diversidade Étnico-racial - MEC: Oferece informações e sugestões para
abordar a diversidade étnico-racial em sala de aula.
c. Estação 3: Expressões Culturais e Pesquisa de Campo
i. Nessa estação, os estudantes pesquisarão na internet e na biblioteca da escola as origens e
influências étnicas por meio de expressões culturais brasileiras, como culinária, música, dança,
religião e festivais.
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http://www.geledes.org.br/
http://pib.socioambiental.org/pt/P%C3%A1gina_principal
http://www.museuafrobrasil.org.br/
https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/mapas-regionais/15829-mapa-etnohistorico.html
https://www.saraiva.com.br/o-povo-brasileiro-a-formacao-e-o-sentido-do-brasil-1-ed-2017-9517049/p
https://www.futura.org.br/series/raizes-do-brasil/
https://www.infoescola.com/sociologia/a-influencia-dos-imigrantes-na-cultura-brasileira/
https://observatorio.seppir.gov.br/o-brasil-visto-de-fora/guia-brasileiro-para-educadores-caderno-do-professor-diversidade-etnico-racial-volume-1/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
ii. O professor deverá propor a realização de atividades práticas, com uma degustação culinária,
para explorar pratos típicos e discutir o significado dessas expressões.
3. Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil:
a. O professor deverá planejar e organizar uma excursão virtual com uma temática escolhida pelos
estudantes, que pode incluir opções como museus famosos, lugares históricos, danças, entre outros,
com o objetivo de aprofundar o tema das Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil. Se possível,
transmita essa visita em sala de vídeo, por meio de projeção. Durante a preparação, crie uma ficha
técnica com os/as estudantes para guiar o que deve ser observado durante a excursão virtual.
b. Promova um diálogo com os/as estudantes sobre as riquezas culturais da temática escolhida,
explorando como ela reflete uma perspectiva singular por meio da qual as pessoas interpretam o
mundo (conforme definido por SOUZA, 2023). Discuta como essa experiência ajuda a ampliar nossa
compreensão do mundo. Colabore com os/as estudantes para criar uma curadoria de conteúdo,
envolvendo a pesquisa, seleção e compartilhamento de materiais relevantes sobre o assunto ou área
de interesse. Ao utilizar o material coletado pelos/as estudantes e suas reflexões, enriqueça a
experiência educacional.
i. Escolha da Temática: Incentive os estudantes a escolherem uma temática de interesse
relacionada às expressões artísticas multiculturais no Brasil. Isso pode incluir a arte indígena, o
samba, o carnaval, o folclore, a capoeira, entre outros.
ii. Planejamento da Excursão Virtual: Com base na temática escolhida, o professor deverá
pesquisar e selecionar recursos online que ofereçam excursões virtuais, apresentações ou
exposições relacionadas ao tema. É importante garantir que os recursos escolhidos sejam
acessíveis gratuitamente.
iii. Ficha Técnica e Observações: Crie, com os estudantes, uma ficha técnica que liste os principais
aspectos a serem observados durante a excursão virtual. Isso pode incluir elementos culturais,
históricos, artísticos e qualquer detalhe relevante para a compreensão da temática. Incentive os
alunos a fazerem anotações durante a visita virtual.
iv. Transmissão e Discussão em Sala de Aula: Se possível, realize a visita virtual em sala de aula por
meio de projeção ou compartilhamento de tela. Durante a visita, promova a discussão entre os
alunos sobre o que estão observando, as belezas da cultura pesquisada e como essa expressão
artística reflete a cosmovisão do grupo étnico ou região.
v. Reflexões e Diálogo: Após a excursão virtual, promova um diálogo com os estudantes sobre o
que aprenderam e as impressões que tiveram. Estimule reflexões sobre como as expressões
artísticas ajudam a enxergar melhor o mundo, a diversidade cultural do Brasil e sua importância
na construção da identidade nacional.
vi. Curadoria de Conteúdo: Monte, com a colaboração dos estudantes, uma curadoria de
conteúdo. Isso envolve pesquisar, selecionar e compartilhar materiais relevantes sobre a
temática escolhida. Os alunos podem contribuir com informações adicionais, imagens, vídeos e
artigos que enriqueçam o conhecimento sobre a cultura em questão.
Recursos Recomendados:
Tour virtual da Pinacoteca
Museus Virtuais - Melhores Destinos
Tour virtual do Museu do Vaticano (apesar de não ser brasileiro, a referência é relevante devido à
influência da religião católica na cultura brasileira).
Danças Brasileiras: conheça as mais populares e tradicionais
4. Identidade Nacional e Diversidade Cultural no Brasil:
a. O professor deve solicitar uma pesquisa sobre as cinco regiões do Brasil : Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul para consolidar conhecimentos sobre a diversidade brasileira. Peça
aos/às estudantes que investiguem sobre as características culturais, geográficas, históricas e sociais
de cada região, utilizando livros, internet, revistas, etc. O/a professor(a) poderá utilizar a seguinte
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https://pinacoteca.org.br/conteudos-digitais/tipo/tour-virtual/
https://www.melhoresdestinos.com.br/museus-virtuais.html
https://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html
https://www.segurospromo.com.br/blog/dancas-brasileiras/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
referência: As 5 Regiões do Brasil e suas principais características(com mapa) - Toda Matéria
(todamateria.com.br). Para a pesquisa sobre as cinco regiões do Brasil, o professor pode incentivar
os alunos a realizarem uma pesquisa mais aprofundada sobre aspectos específicos de cada região.
Além das características culturais, geográficas, históricas e sociais, os alunos podem explorar:
i. Economia regional: Como a economia de cada região contribui para a identidade e cultura local.
ii. Cultura indígena: Destacar a influência e a preservação da cultura indígena em cada região.
iii. Impactos ambientais: Discutir os desafios ambientais enfrentados por cada região e como isso
afeta a vida das comunidades locais.
iv. Personagens históricos: Destacar figuras históricas importantes de cada região e seu legado.
b. Apresentação Criativa das Regiões: Na etapa de produção das apresentações criativas, o professor
pode oferecer orientações específicas para cada grupo, dependendo da região que estão
representando. Por exemplo:
i. O grupo do Norte pode pesquisar e incluir elementos culturais de comunidades indígenas locais
em sua apresentação.
ii. O grupo do Nordeste pode explorar diferentes estilos de dança nordestina, como o xaxado, o
coco e o maracatu.
iii. O grupo do Centro-Oeste pode incorporar elementos da fauna e flora do cerrado em suas
apresentações.
iv. O grupo do Sudeste pode abordar a influência da imigração estrangeira na cultura regional.
v. O grupo do Sul pode destacar as tradições gaúchas e alemãs, e até mesmo aprender uma dança
típica, como a dança das fitas.
Materiais Recicláveis e Adereços: Para tornar a atividade mais sustentável e econômica, o professor
pode promover a conscientização ambiental. Incentive os alunos a utilizar materiais recicláveis e
reutilizáveis na criação de cenários, figurinos e adereços. Além disso, os alunos podem explorar técnicas
de artesanato para confeccionar seus próprios adereços e decorações. Adicionalmente, o professor
pode criar uma lista de materiais que os alunos podem trazer de casa para compartilhar, garantindo que
todos tenham acesso aos recursos necessários para suas apresentações.
5. Tolerância e Convivência entre Culturas:
a. Promover uma discussão em sala de aula sobre as diferentes culturas presentes no Brasil,
estimulando a expressão de opiniões dos estudantes e refletir sobre a importância da tolerância e
convivência. O professor deverá introduzir a atividade com algumas perguntas provocativas, como:
i. "O que vocês sabem sobre a diversidade cultural do Brasil?"
ii. "Quais são as manifestações culturais que vêm à mente quando pensam no nosso país?"
iii. "Como a diversidade cultural pode influenciar a convivência entre as pessoas?"
b. Em seguida, exibir o vídeo: Brasil Diversidade cultural. Disponível em
https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k . Após a exibição do vídeo, promover uma
discussão em sala de aula, utilizando perguntas como:
i. "Quais aspectos culturais apresentados no vídeo chamaram mais a atenção de vocês?"
ii. "Como as diferentes culturas presentes no Brasil contribuem para a identidade do nosso país?"
iii. "Quais desafios vocês imaginam que podem surgir em uma sociedade tão diversificada?"
iv. "De que maneira a falta de tolerância pode impactar a convivência entre pessoas de culturas
diferentes?"
v. "Vocês identificaram alguma manifestação cultural que desconheciam?"
c. Estimular a expressão criativa dos estudantes, possibilitando que eles escolham uma manifestação
cultural que os tenha impressionado durante a exibição do vídeo ou outra surgida em debate e
represente-a artisticamente. Pode ser por meio de desenhos, poemas, músicas ou até mesmo uma
pequena peça teatral. Essa parte da atividade reforça a compreensão e a assimilação das diferentes
culturas.
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https://www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras/
https://www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras/
https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k
https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
d. Em roda, o professor iniciará um debate sobre a importância da tolerância e convivência em uma
sociedade tão diversificada como a brasileira. Faça perguntas que levem os alunos a refletir sobre
como a compreensão das diferentes culturas pode contribuir para a construção de uma sociedade
mais inclusiva e respeitosa. Sugere-se:
i. "Vocês já vivenciaram situações em que a diversidade cultural foi celebrada ou, pelo contrário,
causou conflitos?"
ii. "Como a compreensão e aceitação das diferenças culturais podem fortalecer os laços sociais
em uma comunidade?"
iii. "Vocês acham que a escola desempenha um papel importante na promoção da tolerância e
convivência entre diferentes culturas? Por quê?"
iv. "Na opinião de vocês, quais são as ações práticas que podemos tomar para promover um
ambiente mais inclusivo e respeitoso em nossa sociedade?"
v. "Como a diversidade cultural pode influenciar as artes, a música, a culinária e outras formas de
expressão?"
vi. "Vocês acreditam que é possível conciliar a preservação das tradições culturais com a
construção de uma identidade nacional unificada?"
vii. "O que podemos aprender com as diferenças culturais uns dos outros?"
e. Peça aos alunos que compartilhem suas reflexões finais sobre a aula e sobre o tema da diversidade
cultural no Brasil. Eles podem expressar suas opiniões de maneira escrita, oral, por meio de
desenhos, poesias, músicas ou qualquer outra forma que desejarem. Isso permitirá que cada aluno
manifeste sua compreensão pessoal e criativa da diversidade cultural e como ela influencia nossa
sociedade. Encoraje os alunos a compartilharem suas criações com a turma, promovendo um
ambiente de respeito e valorização das diferentes perspectivas.
6. Povos e culturas isoladas: Introduzir para os estudantes a cultura e ao estilo de vida dos Hi-Merimã, uma
dos povos e culturas isoladas do Brasil, para saber mais sobre: assista ao documentário Hi-Merimã
Vestígios de um povo isolado: Disponivel em: https://www.youtube.com/watch?v=S6j1up43Wlc. Ou
leia o dossiê: Perspectivas sobre isolamento, contato e resistência dos povos tupi na Amazônia
brasileira. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/43435.
a. Aos estudantes, destaque a importância de respeitar e compreender a diversidade cultural.
Apresente a reportagem “Mais um missionário entrou em contato com tribos isoladas”. Disponível
em:
https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isolad
as/ , em seguida, problematize com os estudantes a partir da leitura dialogada da reportagem
algumas questões orientadoras para a construção desse diálogo são:
i. "Como a invasão afeta os direitos humanos fundamentais das comunidades indígenas,
incluindo o direito à autodeterminação? Como podemos garantir que esses direitos sejam
respeitados?"
ii. "Como a invasão impacta a preservação da cultura e do ambiente das comunidades indígenas
isoladas? Quais são as consequências para as práticas tradicionais, conhecimentos e a
biodiversidade local?"
iii. "Quais são os impactos na saúde física e mental das comunidades indígenas devido à invasão
de suas terras? Como isso se relaciona com a história de contato com outros grupos e possíveis
doenças introduzidas?"
iv. "Como a legislação nacional e internacional protege os direitos das comunidades indígenas em
relação às suas terras? Há falhas no sistema legal que permitem ou facilitam a invasão?"
v. "Quais são as motivações por trás da invasão? Está relacionada à exploração de recursos
naturais, como madeira, minerais ou terras para agricultura? Como isso contribui para ciclos de
exploração e pobreza?"
vi. "Como a invasão afeta a segurança e a estabilidade das comunidades indígenas? Isso resulta em
conflitos violentos? Como a violência impacta a vida diária e a coesão social dessas
comunidades?"
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https://www.youtube.com/watch?v=S6j1up43Wlc
https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/43435
https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/
https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
vii. "Como a conscientização pública pode ser aumentada sobre a importância de respeitar as
terras indígenas e a necessidade de preservar essas comunidades isoladas? Qual é o papel da
educação nesse contexto?"
b. Ao final deste estudo e discussão sobre os povos Hi-Merimã e as questões relacionadas ao contato
com povos indígenas isolados, proponha aos estudantes que reflitam sobre o impacto que essas
questões têm em nossa sociedade e sobre a importância de respeitar e compreender a diversidade
cultural.
c. Peça aos estudantes que produzam um vídeo curto, com duração de até 3 minutos, filmado na
vertical para ser compartilhado em redes sociais. Neste vídeo, os estudantes podem resumir os
principais pontos discutidos durante as aulas, destacando a relevância de proteger os direitos e a
cultura dos povos indígenas isolados. Lembre-os de mencionar o perfil oficial da FUNAI
(@funaioficial, no Instagram) para aumentar a visibilidade dessas questões e promover a
conscientização pública sobre a importância de respeitar as terras indígenas e a necessidade de
preservar essas comunidades isoladas.
Através dessa atividade, os estudantes terão a oportunidade não apenas de aprender sobre a
diversidade cultural e os desafios enfrentados por povos indígenas isolados, mas também de se engajar
ativamente na divulgação dessas questões, contribuindo para um maior entendimento e respeito pela
diversidade cultural e pelos direitos humanos fundamentais.
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta
ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser
aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate
pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais
dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas
abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é
uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros no portfólio.
Autoavaliação
➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre?
➢ Acredita que a feitura de um portfólio auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado? Explique
como foi essa experiência.
➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta?
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
3º bimestre - Cultura e identidade regional
Neste terceiro bimestre, o/a professor(a) irá aprofundar as reflexões sobre cultura e
as expressões de identidade regional com os/as estudantes, focando em conceitos chaves
como Identidade Cultural, Mineiridade e Intolerância Religiosa. As atividades propostas
visam não somente à reflexão teórica, mas também ao desenvolvimento do protagonismo
estudantil através de experiências práticas. Estas incluem entrevistas com representantes
culturais, visitas virtuais a museus e centros culturais, apresentações culturais interativas e
discussões em grupo. Tal abordagem busca proporcionar aos estudantes uma compreensão
mais completa e engajada dos temas, incentivando a participação ativa na comunidade e na
valorização da diversidade cultural de Minas Gerais.
Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas
estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva
para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores,
com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo,
o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua
formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas,
conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua
formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua.
Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS)
3º Bimestre - CULTURA E IDENTIDADE REGIONAL
Sugestão de subtemas:
1. Culturalismo regional de Minas Gerais
2. Mineiridade
3. Territórios simbólicos
4. Culturas tradicionais na contemporaneidade
5. Diversidade religiosa como parte da cultura
6. Comunidade quilombola
7. Ancestralidade
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
Processos Criativos
EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
Processos Criativos
EMIFCHS09 - Propor e testar estratégias de mediação e intervenção para resolver problemas de natureza
sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, relacionados às Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais,
à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanase Sociais Aplicadas.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
a. Essa preparação visa motivar os estudantes a explorarem suas próprias conexões com a mineiridade,
fazendo perguntas como "Com o que me identifico?", "O que sei sobre a arquitetura de minha
cidade?", "Faço parte de algum grupo tradicional de Minas Gerais?", "Quais são os aspectos da
cultura mineira que mais me chamam a atenção?", "Como a culinária mineira reflete a identidade
da região?","De que maneira as tradições religiosas contribuem para a diversidade cultural de
Minas Gerais?", "Quais são as semelhanças e diferenças entre a cultura mineira e a cultura de
outras regiões do Brasil?". Essas discussões proporcionarão uma compreensão mais profunda da
mineiridade a partir das perspectivas individuais dos estudantes em relação à cultura mineira.
Para fundamentar ainda mais essa discussão, sugerem-se os seguintes sites como recursos adicionais:
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG)
Museu Mineiro
Centro de Estudos Mineiros - UFMG
1. Territórios simbólicos: Utilizando como referência autores da geografia, como Ratzel, Raffestin, Santos,
Haesbaert, entre outros, aprofundar sobre o conceito “território”, visando associar o tema
multiculturalismo com os territórios simbólicos. Sendo este conceito, também uma categoria de análise
espacial geográfica, ela ampara o estudo do espaço do ponto de vista das relações de poder. Um
aprofundamento sobre as dimensões simbólicas do território, pode ser feito por meio da leitura do
artigo: https://periodicos.ufac.br/index.php/jamaxi/article/view/3313/2118 e da matéria O que é
território? Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3ri
o%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.
&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%
20humana.
Para alcançar uma boa compreensão sobre os territórios simbólicos, sugere-se a seguinte sequência:
Estado de Minas Gerais - 2024
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http://www.iepha.mg.gov.br/
http://www.museumineiro.mg.gov.br/
http://www.ufmg.br/centroestudosmineiros/
https://periodicos.ufac.br/index.php/jamaxi/article/view/3313/2118
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
a. Desenvolver o entendimento dos conceitos: território, territorialidade, diferentes dimensões e
manifestações do poder (militar, econômico, político, ideológico, religioso, cultural, virtual, etc).
Sugestão de material de apoio disponível em:
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%2
0da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais.
Acesso em 07 dez. 2023.
b. Buscar utilizar exemplos próximos da realidade dos estudantes para melhor entendimento de cada
conceito. Por exemplo: territorialidade que um vendedor ambulante (pipoqueiro, baleiro, etc) exerce
ao utilizar a porta da escola como seu espaço cotidiano para desenvolver as suas vendas para os
frequentadores da escola. Ou, comparar a disputa por espaços do pátio da escola para demonstrar
como eles exercem territorialidade na hora do recreio, etc. Entre notícias de jornais que abordam o
poder em diferentes escalas e dimensões.
c. Aprofundar sobre o que são territórios simbólicos, no campo do território imaterial e da dimensão
cultural , identitária (HAESBERT, 2004).
d. Abordar sobre os Povos e Comunidades Tradicionais brasileiros (PCTs), como um importante exemplo
de multiculturalismo brasileiro.
e. Identificar quais conflitos territoriais são enfrentados por essas populações.
f. Identificar quais territórios simbólicos estão resistentes contra as forças do interesse pelo capital.
g. Produção de um mapa mental, pelos estudantes, que proporcione o entendimento e a conexão dos
conceitos trabalhados aos conflitos territoriais enfrentados pelos Povos e Comunidades Tradicionais
Brasileiros (PCTs), com seus respectivos exemplos de territórios simbólico.
Pode-se utilizar, como material de apoio, a Cartilha CIMOS/MPMG (2012)
https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pd
f
Pode-se usar como exemplo o debate legislativo e judiciário sobre o Marco Temporal:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-p
ara-problemas-no-marco-temporal.ghtml .
E texto de apoio para entender o Marco temporal do ponto de vista dos territórios quilombolas:
https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilo
mbolas/22600
Mapa mental como fazer e para que serve. Disponível em: https://estudarfora.org.br/mapa-mental/
2. Culturas tradicionais na contemporaneidade: Propõem-se que estudantes apresentem produtos
artísticos e culturais como representação das culturas tradicionais na contemporaneidade (como
exemplo presente em muitas regiões de Minas Gerais, são as expressões culturais como festas julinas,
apresentações de Congado e Folia de Reis). Ao invés de uma feira, exposição ou debate tradicional,
sugerimos algumas abordagens mais dinâmicas que permitirá aos estudantes mergulharem nas
manifestações culturais de forma significativa.
a. Atividades de Campo Cultural
i. Saída de Campo: Organize visitas a locais de expressão cultural, como festas julinas,
apresentações de Congado, Folia de Reis ou outros eventos tradicionais de Minas Gerais.
Certifique-se de escolher eventos que estejam acontecendo localmente e convidem a
participação ativa dos estudantes.
ii. Participação Ativa: Incentive os estudantes a participar ativamente desses eventos. Eles podem
se envolver na dança, na música, na culinária típica ou em outras atividades relacionadas à
cultura local. Isso permitirá que vivenciem as tradições de forma prática.
b. Projetos Criativos
i. Após as atividades de campo cultural, os estudantes serão inspirados a criar projetos criativos
que expressem o que aprenderam e vivenciaram. Aqui estão algumas ideias:
ii. Arte Visual: Os estudantes podem criar obras de arte, como pinturas, desenhos ou esculturas,
que representem as manifestações culturais que testemunharam.
iii. Música e Dança: Eles podem compor músicas originais ou coreografias de dança inspiradas nas
tradições culturais de Minas Gerais.
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https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais
https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pdf
https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pdf
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtmlhttps://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtml
https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600
https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600
https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600
https://estudarfora.org.br/mapa-mental/
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
iv. Literatura: Escrever contos, poesias ou histórias curtas que tenham como cenário os eventos
culturais visitados.
v. Culinária: Preparar pratos típicos da culinária mineira e compartilhar com a comunidade
escolar.
c. Exposição Criativa
i. Ao invés de uma feira tradicional, organize uma "Exposição Criativa da Cultura Mineira" na
escola. Os estudantes poderão exibir suas criações e projetos artísticos, permitindo que os
colegas e professores apreciem e aprendam mais sobre as manifestações culturais de Minas
Gerais.
d. Discussão
i. Após a exposição, promova uma discussão significativa com os estudantes. Explore questões
como:
Como as manifestações culturais representam as tradições familiares ou da comunidade local?
O que aprenderam e sentiram ao participar ativamente das expressões culturais?
Qual é a importância de preservar e celebrar essas tradições?
Como as tradições culturais influenciam a identidade das pessoas em Minas Gerais?
5. Diversidade religiosa como parte da cultura: Questione sobre o fator da experiência humana, do ponto
de vista filosófico. Proponha conversar a partir da questão geradora: “O que é intolerância religiosa e
como ela reproduz diferentes tipos de violências no mundo e no Brasil” , dê ênfase para os históricos
de intolerância praticados em Minas Gerais.
a. Comece a discussão introduzindo a diversidade religiosa em Minas Gerais. Converse com os
estudantes sobre as diferentes religiões praticadas na região e como essas crenças desempenham
um papel fundamental na vida das pessoas. Incentive os estudantes a compartilhar suas próprias
experiências e conhecimentos sobre religião.
b. Após apresentar a diversidade religiosa, proponha uma conversa aprofundada sobre a intolerância
religiosa. Utilize a questão geradora: "O que é intolerância religiosa e como ela reproduz diferentes
tipos de violências no mundo e no Brasil?". Incentive os estudantes a refletirem sobre casos reais de
intolerância religiosa em Minas Gerais e em outras partes do Brasil.
c. Dê ênfase aos históricos de intolerância religiosa praticados em Minas Gerais. Explore eventos
históricos, como a perseguição a religiões de matriz africana e povos indígenas, além de outros casos
de discriminação religiosa na história do estado. O objetivo é sensibilizar os estudantes para a
importância de combater a intolerância religiosa e promover o respeito às diversas crenças.
d. Para enriquecer a discussão, sugira o uso de recursos como a reportagem link. Essa reportagem pode
servir como ponto de partida para explorar casos recentes de intolerância religiosa em Minas Gerais,
proporcionando aos estudantes informações atualizadas e exemplos concretos.
e. Após a discussão, promova atividades reflexivas em sala de aula. Peça aos estudantes que escrevam
ensaios, façam apresentações ou participem de debates sobre o tema da intolerância religiosa e seu
impacto na sociedade. Incentive a busca por soluções e estratégias para combater esse problema.
Como exemplo, propomos utilizar uma das estratégias abaixo:
i. Peça aos estudantes que escrevam ensaios individuais sobre o tema da intolerância religiosa,
baseados em suas próprias reflexões e nas informações discutidas em sala de aula. Eles podem
abordar questões como a importância da tolerância religiosa, os impactos da intolerância na
sociedade e possíveis soluções para combater esse problema.
ii. Divida a turma em grupos e organize debates sobre a diversidade religiosa e a intolerância
religiosa. Cada grupo pode representar diferentes perspectivas e crenças religiosas. Isso
incentivará o diálogo e a compreensão mútua entre os estudantes.
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https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2023/01/21/dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa-reune-representantes-de-diferentes-religioes-em-contagem.ghtml
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
iii. Desafie os estudantes a desenvolverem projetos de ação social relacionados à promoção da
tolerância religiosa. Eles podem organizar eventos, palestras ou campanhas de conscientização
em sua escola ou comunidade.
iv. Peça aos estudantes que mantenham um diário de reflexões ao longo do estudo. Eles podem
registrar suas descobertas, emoções e aprendizados à medida que exploram o tema. Isso
permite um acompanhamento contínuo do processo de aprendizado.
6. Comunidade quilombola:
a. Organizar uma visita a campo com os estudantes a uma comunidade remanescente quilombola
próxima à comunidade de inserção da escola, se possível, e/ou convidar algum representante de
uma uma comunidade remanescente de quilombo para compartilhar seus conhecimentos, histórias
pessoais e coletivas, elementos históricos e culturais. Para essas atividades, os estudantes devem
ser incentivados a serem os responsáveis pela organização da ação, pela escrita do roteiro e das
perguntas que irão direcionar as conversas, pela reunião e análise das informações colhidas, depois
pela apresentação delas.
b. Em seguida, apresentar o filme Terras de Quilombo, um filme de Murilo Santos. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=zuRNA4DMz_Y com intuito de refletir sobre a
constitucionalidade, segurança, acesso a essas comunidades.
c. Após a visita à comunidade remanescente quilombola e a reflexão proporcionada pelo filme "Terras
de Quilombo", proponha aos estudantes uma atividade final de expressão criativa. O objetivo é
permitir que eles compartilhem suas percepções de uma maneira que seja significativa e inspiradora.
Aqui estão algumas opções:
i. Arte Visual: Peça aos estudantes que criem uma obra de arte que represente o que aprenderam
durante a visita e a exibição do filme. Eles podem usar técnicas como pintura, desenho,
colagem ou até mesmo arte digital. As obras de arte podem ser exibidas em uma exposição na
escola.
ii. Escrita Criativa: Incentive os estudantes a escreverem contos, poemas ou ensaios inspirados
pela experiência na comunidade quilombola e pelo filme. Eles podem explorar temas como
identidade, cultura, justiça social e igualdade. Os trabalhos podem ser publicados em um livro
ou compartilhados em um evento de leitura.
iii. Cartaz Interativo: Cada estudante pode criar um cartaz interativo que contenha informações
sobre a visita à comunidade quilombola. Isso pode incluir fotos, fatos interessantes, histórias
compartilhadas e reflexões pessoais. Os cartazes podem ser exibidos em um corredor da escola
para que todos possam ver.
7. Ancestralidade:
a. Proponha jogos como estratégia para desenvolver a ideia de Juventudes e ancestralidade na
contemporaneidade. Apresente os jogos sugeridos no artigo: “Entre Orixás e Olimpianos:
intervenção escolar a partir de jogos de tabuleiro como espaço de diversidade e autonomia”.
Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 para
discutir sobre intolerância religiosa, religiosidade africana, desconstrução de preconceitos. Algumas
sugestões de jogos:
i. War dos Deuses: Este jogo de estratégia permite que os estudantes explorem diferentes
panteões mitológicos e divindades. Eles podem aprender sobre as características e histórias dos
deuses de várias culturas e discutir como essas divindades são representadas e interpretadas na
sociedade atual. Questões de respeito à diversidade religiosa e cultural podem surgir
naturalmente durante o jogo.
ii. Quiz Mitológico: Organizar um quizmitológico com perguntas relacionadas a diferentes
mitologias do mundo. Os estudantes podem formar equipes e competir para responder
corretamente às perguntas. Isso incentivará a pesquisa e o aprendizado sobre as diferentes
tradições mitológicas e como elas influenciaram a cultura contemporânea.
iii. RPG (Role-Playing Game): O RPG é uma excelente ferramenta para explorar questões
complexas. Será preciso criar uma narrativa envolvente em que os estudantes desempenhem
papéis de personagens de diferentes origens culturais e religiosas. Eles podem enfrentar
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.youtube.com/watch?v=zuRNA4DMz_Y
https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
desafios que envolvem a compreensão e o respeito mútuo de suas crenças e práticas. O RPG
permite a imersão em diferentes perspectivas e a discussão de dilemas éticos.
b. Durante a utilização desses jogos, promova discussões e reflexões sobre os temas mencionados.
Incentive os estudantes a compartilhar suas percepções sobre como a juventude contemporânea se
relaciona com suas raízes ancestrais e como a intolerância religiosa pode ser combatida. Os jogos
servem como uma plataforma interativa para a aprendizagem, tornando a experiência educacional
mais envolvente e significativa para os estudantes do ensino médio.
Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta
ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser
aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate
pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais
dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas
abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é
uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento intelectual e social deles.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros no portfólio.
Autoavaliação
➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre?
➢ Acredita que a feitura de um portfólio auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado? Explique
como foi essa experiência ?
➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta?
Estado de Minas Gerais - 2024
54
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate
É fundamental destacar que, no quarto bimestre, os componentes curriculares
envolvidos no aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento
dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos
acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates
estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de
pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para
resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas
serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com
o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para
todos os quatro componentes está na página 83.
Referências (Culturas na Contemporaneidade)
1º bimestre
ARARIPE, Fátima Maria Alencar. Do patrimônio cultural e seus significados. Transinformação, v. 16, p. 111-122,
2004. Disponível em: www.scielo.br/j/tinf/a/9kRv9WpprV9j5jM5NMNPBSL/?format=pdf&lang=pt. Acesso em:
28 dez. 2023.
CHAUI, Marilena. Cultura e democracia. Crítica y Emancipación. 2008. Disponível em:
edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4657030/mod_resource/content/1/Chaui%20Cultura%20e%20Democracia.p
df. Acesso em: 28 dez. 2023.
IPHAN. Patrimônio Imaterial. Portal do IPHAN, S.d. Disponível em: portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234.
Acesso em: 01 out. 2023.
MCB. Museu das Coisas Banais. 2023. Disponível em: museudascoisasbanais.com.br. Acesso em: 29 set. 2023
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagens. 7 º ano
do ensino fundamental - anos finais 2º bimestre. Geografia, vol 2. 2022. Disponível em:
drive.google.com/file/d/14ntDp_IOq3swYhILDUyYyd0EWbjoSyAF/view. Acesso em: 28 dez. 2023.
O conceito de lugar para a Geografia. Mundo Educação. Disponível em:
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm. Acesso em: 13 dez. 2023.
RUBIM, Antonio Albino Canelas. Cultura, conexão, contemporaneidade. Comunicação Mídia e Consumo, São
Paulo, v. 3, n. 9, p. 108-125, 2007. Disponível em:
repositorio.ufba.br/bitstream/ri/4732/1/5028-13425-1-PB.pdf. Acesso em: 17 out. 2023.
2º bimestre
BEZERRA, Juliana. Miscigenação. Toda matéria. Disponível em: www.todamateria.com.br/miscigenacao. Acesso
em: 03 dez. 2023.
ELHAJJI, Mohammed. Usos e desusos da cultura na contemporaneidade. Comunicação Pública, v. 11, n. 21,
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HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence. A invenção das tradições. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
MARQUES, Vinícius. Regiões do Brasil e suas características (com mapa). Toda matéria. Disponível em:
www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras. Acesso em: 03 dez. 2023.
O Brasil Crioulo O Povo Brasileiro Darcy Ribeiro Cap5. Professor Mem Costa. Youtube. 27 maio 2012. Disponível
em: www.youtube.com/watch?v=zry343KHFtI. Acesso em: 20 out. 2023.
O Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro - Matriz Tupi. Professor Mem Costa. Youtube. 27 maio 2012. Disponível em:
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O Povo Brasileiro Darcy Ribeiro (Cap 2 Matriz Lusa). knowledge unlimited. Youtube. 14 maio 2016. Disponível
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ABE, Stephanie Kim. 21 textos para discutir racismo em sala de aula. CENPEC. 2022. Disponível em:
www.cenpec.org.br/noticias/21-textos-racismo#:~:text=Os%20reflexos%20da%20Covid-19%20sobre%20a%20p
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BASTOS, Rodrigo. Barroco, Sagrado e Profano. Memorial Minas Gerais Vale - Boletim informativo. Disponível
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CECIM, Jéssica Da Silva Rodrigues. Plano de aula: as comunidades tradicionais e a formação territorial brasileira.
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IORIO, Filipe. Como Fazer um Mapa Mental (passo a passo). MAPA MENTAL. Disponível em:
https://www.mapamental.org/mapas-mentais/como-fazer-um-mapa-mental-passo-passo/. Acesso em: 03 dez.
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MINAS DO AMANHÃ. Mineiridade: o jeitinho de Minas que conquista o Mundo. G1.. 2021. Disponível em:
g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13
/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml. Acesso em: 10 out. 2023.
REDAÇÃO. Mineiridade: Conheça 8 manifestações culturais de Minas Gerais. CORREIO DE MINAS. 2022.
Disponível em:
correiodeminas.com.br/2022/05/16/mineiridade-conheca-8-manifestacoes-culturais-de-minas-gerais. Acesso
em: 03 dez. 2023.
Terra de Minas - Ciclo do ouro 1/5. buenopolisplus. YouTube. 20 jul. 2012. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=3F7Jxblz-tU. Acesso em: 29 set. 2023.
Terra de Minas - Fazenda antiga. buenopolisplus. YouTube. 17 jul.2011. Disponível em:-
www.youtube.com/watch?v=do_ngVUVQjo. Acesso em: 29 set. 2023.
VISITE MINAS: descubra Minas e suas belezas. Disponível em: www.visiteminas.com/culinaria. Acesso em: 03
dez. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.youtube.com/watch?v=zry343KHFtI
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Linguagens e suas Tecnologias
Componente Curricular: Multiculturalismo no Brasil (LGG)
1º bimestre: A beleza das diferenças
O Brasil é diverso do ponto de vista territorial, natural e humano. É um dos países
mais miscigenados do mundo e isso enriquece nossas histórias, línguas, musicalidade,
criatividade, religiosidade, sabedoria, festividades. Por isso, debater a questão do
multiculturalismo é muito importante, para que cada estudante conheça diferentes maneiras
de ser e de viver, reflitam e debatam questões sobre racismo, preconceito, intolerância,
exclusão social, exploração e violência de grupos marginalizados e despertem ainda mais
para a diversidade, o respeito, a justiça social e outros valores humanos universais.
Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG)
1º Bimestre - A BELEZA DAS DIFERENÇAS
Sugestão de subtemas:
1. Multiculturalismo
2. Diversidades étnicas, culturais, sociais
3. Valorização de diferentes culturas
4. Interculturalidade
5. Inclusão social
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou
propor soluções para problemas diversos.
Processos Criativos
Estado de Minas Gerais - 2024
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Macrotema: MULTICULTURALISMO
Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG)
1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre
A beleza das diferenças Respeito à diversidade
religiosa
Diversidade cultural e
linguística
Projeto: Clube de debates
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
Processos Criativos
EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos
criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e
do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFLGG07 - Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por
meio de práticas de linguagem.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Organizar um painel da diversidade: cada estudante fará um desenho que represente suas
características principais (fatores físicos, biológicos, intelectuais, afetivos; o modo de vida, tradições e
crenças) e o colocará num painel, de modo que percebam o quanto são diversos e que isso não os
impede de conviver harmoniosamente. Introduzir o tema deste Aprofundamento: “Multiculturalismo” e
seus componentes.
2. Pesquisar o que é multiculturalismo em diferentes fontes: dicionários (on line, físico, bilingue), textos,
vídeos, charges (sugestões de materiais nas referências em português e em inglês), interpretar os
significados e empregá-los em contextos reais próximos ao cotidiano dos estudantes.
3. Compreender o significado de multiculturalismo a partir do seu caráter cultural, sociológico e político
(sugerimos trabalhar conjuntamente com professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas), por
meio de análise de campanhas, imagens, músicas, charges, e o papel da educação e de cada um na
valorização das diferentes culturas, incentivo ao respeito e tolerância. Sugestão: usar a campanha Ser
Diferente é Legal e as Boas práticas para o dia a dia, presentes no site do Ministério Público Federal,
disponíveis em: https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/boas-praticas.html e
https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/respeite-diferencas.html ou em outros materiais que estão
nas referências.
4. Debater sobre interculturalidade, listando comunidades de povos estrangeiros no Brasil (exemplos:
Arapoti, Carambeí e Castrolanda - colônias que preservam a cultura e a história das famílias holandesas
no Brasil; Liberdade - a maior comunidade japonesa fora do Japão, que fica em São Paulo; comunidades
com cerca de 120 mil pomeranos, no Espírito Santo, que ainda hoje falam a língua pomerode) e a
incorporação de tradições culturais de um povo à cultura dos outros. Enfatizar que não existe uma
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https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/boas-praticas.html
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
cultura superior àoutra e debater questões como: pluralidade, respeito, cidadania, tolerância, direitos
humanos, beleza das diferenças.
5. Organizar os estudantes em grupos de acordo com subtemas relacionados ao multiculturalismo:
diversidades étnicas no Brasil; cultura e identidade; competências interculturais necessárias para um
mundo mais justo e igualitário; multiplicidade cultural e a sustentabilidade ambiental; relações raciais
no Brasil, dentre outros, e promover pesquisas, seleção e análise de informações e apresentação de
cada grupo para a turma do que foi aprendido. Se possível, utilizar o apoio de tecnologias digitais.
6. Usar a metodologia storytelling para levar aos estudantes histórias de vida de cidadãos estrangeiros
(trazer materiais em Inglês) e brasileiros, fatos e/ou dados que evidenciem situações-problema
relacionadas às questões abordadas na atividade anterior: preconceitos social e cultural; intolerância;
exclusão de pessoas com deficiências; exploração e violência de grupos marginalizados; discriminação
racial; repulsa ou ódio por pessoas com modos de ser diferentes, para que os estudantes reconheçam e
analisem questões sociais e culturais globais e locais. Após análise, os estudantes devem posicionar-se
sobre esses problemas, respaldar suas conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações
claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade,
democracia, justiça social, pluralidade e solidariedade.
7. Promover momentos para que os estudantes criem manifestações artísticas diversas (música, dança,
pintura, teatro, literatura, fotografia, história em quadrinhos (HQ), arte digital) como ações de mediação
e intervenção dos problemas sócio-culturais locais, regionais ou globais estudados na estratégia anterior.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, respeito às regras,
ética, responsabilidade, bem como interação, imaginação, participação e desenvoltura de fala durante as
apresentações em grupo e criatividade durante as atividades propostas no bimestre.
Sugestões de referências para 1º bimestre:
ABE, Stephanie Kim. Vidas Indígenas: conheça diferentes modos de habitar o mundo. CENPEC. Disponível em:
www.cenpec.org.br/noticias/vidas-indigenas-para-conhecer-diferentes-modos-de-habitar-o-mundo. Acesso em:
13 jul. 2023.
CER/SEBRAE. MULTICULTURALISMO NA EDUCAÇÃO: O QUE OS PROFISSIONAIS DO ENSINO DEVEM SABER
SOBRE O TEMA. Disponível em: cer.sebrae.com.br/blog/multiculturalismo-na-educacao. Acesso em: 04 jul.
2023.
DICIO. Multiculturalismo. Dicionário online de português. Disponível em: www.dicio.com.br/multiculturalismo.
Acesso em: 07 jun. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
59
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
GRUMAN, Marcelo. A UNESCO e as políticas culturais no Brasil. In: Políticas Culturais em Revista, 2 (1), p.
174-186, 2008. Disponível em: periodicos.ufba.br/index.php/pculturais/article/view/3343/2456. Acesso em: 07
jun. 2023.
LONGMAN. Multiculturalism. Dictionary of contemporary English. Disponível em:
www.ldoceonline.com/dictionary/multiculturalism. Acesso em: 07 jun. 2023.
MICHAELIS. Multiculturalismo. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em:
michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/multiculturalismo. Acesso em: 07 jun.
2023.
OKA, Mateus. O que é Multiculturalismo? TODO ESTUDO. Disponível em:
www.todoestudo.com.br/sociologia/multiculturalismo. Acesso em: 07 jun. 2023.
UNESCO. Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural: relatório mundial da UNESCO, resumo.
Disponível em: unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000184755_por. Acesso em: 07 jun. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
60
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
2º bimestre: Respeito à diversidade religiosa
Considerando que o ensino público deve ser laico, pretende-se trabalhar um subtema
relacionado ao Multiculturalismo, que é a diversidade religiosa, com ênfase no pluralismo de
crenças, ações, instituições, condutas, mitos, ritos, a fim de promover o conhecimento, a
tolerância, o respeito às diferenças, a cidadania e a alteridade. Num contexto tão
multicultural como o nosso, todas as pessoas precisam ser respeitadas a partir de suas
escolhas, de suas preferências religiosas ou pela opção de não terem uma religião ou crença.
Todos devem interagir e aprender com os outros, não apenas tolerá-los.
Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG)
2º Bimestre - RESPEITO À DIVERSIDADE RELIGIOSA
Sugestão de subtemas:
1. Arte de rua
2. Diversidade religiosa
3. Tolerância religiosa
4. Racismo e a intolerância religiosa
5. A sacralidade em locais diversos, em sistemas escritos e orais
6. Educação antirracista
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou
propor soluções para problemas diversos.
Processos Criativos
EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores
pretendidos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela
realização de ações e projetos voltados ao bem comum.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
Processos Criativos
EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre
obras ou eventos de diferentes práticasartísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio
pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns).
EMIFLGG06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as
diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento,
entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar-comum e o clichê.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Debater o que é e qual a importância da arte de rua (sugestões de materiais nas referências). Os
estudantes vão listar manifestações artísticas desenvolvidas em espaços públicos locais e, se não as
houver, quais os tipos dessa arte eles gostariam que tivesse na comunidade deles.
2. Analisar as obras do artista Eduardo Kobra: “Coexistência”, que possuem murais em São Paulo e na
África. Introduzir o tema tolerância, diversidade e fé e debater o que os estudantes conhecem sobre as
religiões retratadas no painel de São Paulo. Fazer uma conexão com a obra intitulada "Respeito e Fé",
que está em Belo Horizonte, do artista Hely Costa, ou com outras obras da comunidade local (sugestão
de materiais nas referências).
3. Discutir a religiosidade como parte da cultura e fator da experiência humana e o que é intolerância
religiosa e como ela reproduz diferentes tipos de violências no mundo e no Brasil (há sugestões de
materiais nas referências em português e inglês).
4. Trabalhar a religião e a identidade negra, numa perspectiva de entendimento de como o racismo e a
intolerância religiosa são problemas que possuem as mesmas origens na sociedade brasileira (sugestão
de materiais nas referências).
5. A partir da análise dos casos e números das violações e das religiões que sofrem violência apresentados
pelo “Relatório sobre intolerância religiosa: Brasil, América Latina e Caribe”, os estudantes deverão
enxergar as histórias que os dados contam e apresentar possíveis propostas de soluções para essas
situações-problema.
6. Promover visitas de campo a comunidades quilombolas, convidar representantes à escola ou apresentar
filmes e registros de história oral. A Universidade Federal Fluminense elenca vários projetos, filmes
historiográficos e histórias orais para trabalhar os temas: Memória, África, Escravidão (link nas
referências).
7. Convidar representantes de diferentes denominações religiosas para falarem de seus dogmas, ritos,
mitos, propósitos, crenças, condutas na escola ou em outro espaço da comunidade.
8. Organizar os estudantes em grupos por denominações religiosas escolhidas por eles para que
apresentem, em um seminário, as principais manifestações rituais, danças, cantos, mitos, festas e
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62
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
celebrações religiosas. É muito importante que além da religiosidade, sejam realçados aspectos
culturais, artísticos, estéticos, éticos e valores universais humanos.
9. Listar e conhecer sistemas escritos ou orais que transmitem ensinamentos religiosos (livros sagrados e
tradições orais) e locais sagrados de diferentes povos que formam o nosso país: casas de reza da
população indígena, igrejas cristãs, mesquitas islâmicas, sinagogas, ilês, a própria natureza, dentre
outros.
10. Selecionar uma das manifestações da arte de rua (Grafite, Estêncil, Poemas, Autocolantes e Colagem,
Cartazes, Estátuas Vivas, Apresentações) e produzir um trabalho sobre respeito à diversidade religiosa e
àqueles que optam por não assumirem uma opção de religião ou crença, de modo a apresentar o tema
estudado no bimestre à comunidade e dar visibilidade à arte cotidiana.
11. Jogar um dos jogos sugeridos no artigo: “Entre Orixás e Olimpianos: intervenção escolar a partir de jogos
de tabuleiro como espaço de diversidade e autonomia”, disponível em:
https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 e discutir sobre bullying,
intolerância religiosa, religiosidade africana, desconstrução de preconceitos ou o jogo lúdico e educativo
que trate sobre questões raciais, educação antirracista, políticas públicas educacionais brasileiras: Lei de
Cotas e Lei 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura
afro-brasileira nas escolas públicas e privadas de todo o país. Antes do jogo, analisar as leis citadas,
assistir a vídeos que tratem sobre elas, discutir se os estudantes as conheciam e saber o
posicionamento, opiniões e argumentos deles em relação a essas leis, tendo por base critérios
científicos, éticos e estéticos. (Sugestão de jogos nas referências).
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Propostas de Avaliação
➢ Avaliar as pesquisas, a análise das informações e proposição das soluções para os problemas
debatidos;
➢ Avaliar a produção artística, a criatividade, a criticidade, o processo de criação, a sensibilidade, a
técnica utilizada, conexão com os temas estudados, identificação e incorporação de valores
universais para si e para o coletivo;
➢ Avaliar a participação no seminário: a exposição oral de transmissão de conhecimentos, o
planejamento e a organização, a originalidade, a linguagem, a formalidade expositiva e
comportamento enquanto outros estudantes apresentam, qualidade das informações apresentadas,
observação atenta e participação ativa.
Sugestões de referências do 2º bimestre:
ABE, Stephanie Kim. Jogos lúdicos e educativos para trabalhar relações raciais e racismo. CENPEC. Disponível
em: www.cenpec.org.br/noticias/jogos-ludicos-e-educativos-para-trabalhar-relacoes-raciais-e-racismo. Acesso
em: 07 jun. 2023.
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https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
BERNARDO, André. ‘Liberdade religiosa ainda não é realidade': os duros relatos de ataques por intolerância no
Brasil. 2023. Disponível em:
www.bbc.com/portuguese/brasil-64393722#:~:text=O%20n%C3%BAmero%20de%20den%C3%BAncias%20de,G
rande%20do%20Sul%20(51). Acesso em: 15 jun. 2023.
E-DOCENTE. Como debater intolerância religiosa na escola? Disponível em:
edocente.com.br/intolerancia-religiosa-vida-e-escola. Acesso em: 15 jun. 2023.
ESTÚDIO KOBRA. Coexistência. Disponível em: www.eduardokobra.com/projeto/48/coexistencia. Acesso em:
15 jun. 2023.
FERREIRA, Viviane. Eduardo Kobra exalta a coexistência e a tolerância em seu novo mural, em Benin, na África.
Portal IN. Disponível em:
www.portalin.com.br/notas/eduardo-kobra-exalta-a-coexistencia-e-a-tolerancia-em-seu-novo-mural-em-benin-
na-africa/. Acesso em: 15 jun. 2023.
INSTITUTO UNIBANCO. Por que estimular a tolerância religiosa no ambienteescolar. Disponível em:
www.institutounibanco.org.br/aprendizagem-em-foco/33/#:~:text=Informa%C3%A7%C3%A3o%20e%20di%C3
%A1logo%20s%C3%A3o%20ferramentas,e%20construir%20a%20pr%C3%B3pria%20identidade. Acesso em: 15
jun. 2023.
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - MENTES EM PAUTA - ANA BEATRIZ. PodPeople - Ana Beatriz Barbosa. Disponível
em: www.youtube.com/watch?v=L8f1RL3vcOE. Acesso em: 15 jun. 2023.
LABHOI. Memória, Áfricas, Escravidão. Universidade Federal Fluminense. Disponível em:
www.labhoi.uff.br/escravidao. Acesso em 19 jun. 2023.
PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Mural Gentileza. Facebook. Disponível em:
www.facebook.com/watch/?v=280571427458465. Acesso em: 14 jun. 2023.
PUFF, Jefferson. Por que as religiões de matriz africana são o principal alvo de intolerância no Brasil? BBC News
Brasil. Disponível em:
www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160120_intolerancia_religioes_africanas_jp_rm. Acesso em: 15
jun. 2023.
SANTOS, Ivanir dos, DIAS, Bruno Bonsanto, SANTOS, Luan Costa Ivanir dos. Segundo relatório sobre
intolerância religiosa: Brasil, América Latina e Caribe. UNESCO. Disponível em:
unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000384250. Acesso em: 15 jun. 2023.
SILVA, Eliane Moura da. Religião, Diversidade e Valores Culturais: conceitos teóricos e a educação para a
Cidadania. Disponível em: www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf. Acesso em: 15 jun. 2023.
VALLE, Eduardo. Aproximar alunos da cultura quilombola é recurso para ensinar história do Brasil e educação
antirracista. Insituto Claro. Disponível em:
www.institutoclaro.org.br/educacao/nossas-novidades/reportagens/aproximar-alunos-da-cultura-quilombola-e
-recurso-para-ensinar-historia-do-brasil-e-educacao-antirracista. Acesso em: 15 jun. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
3º bimestre: Diversidade cultural e linguística
De acordo com o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN), há mais de 250 línguas faladas no Brasil entre indígenas, de imigração, de sinais,
crioulas e afro-brasileiras, além do português e suas variedades e essa diversidade de línguas
está associada à nossa pluralidade de grupos étnica, cultural, social, geográfica, econômica.
Assim, é muito importante estudar e valorizar diferentes línguas e modos de comunicar e
combater o preconceito linguístico, pois ele significa rejeição da identidade de uma
comunidade/de um povo.
Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG)
3º Bimestre - DIVERSIDADE CULTURAL E LINGUÍSTICA
Sugestão de subtemas:
1. Línguas indígenas
2. Línguas de comunidades afro-brasileiras
3. Línguas de imigração
4. Língua de sinais
5. Preconceito linguístico
6. Língua de dominação e língua de acolhimento
7. Língua inglesa, língua franca, desterritorializada
8. Estrangeirismo
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou
propor soluções para problemas diversos.
Processos Criativos
EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
EMIFLGG03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou
linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento
e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens
estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os
diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
Processos Criativos
EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre
obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio
pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns).
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para
propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação
social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Promover uma dinâmica na qual são apresentadas diferentes lentes, a fim de se discutir a afirmação da
antropóloga Ruth Benedict, “a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo”
(BENEDICT, Ruth, 1972). A partir de questões como: “Por quais lentes você vê os outros, a maneira como
eles falam, a religião que seguem, os costumes que possuem; como você enxerga os estrangeiros que
vivem em nosso país, as pessoas com deficiência, quem possui características físicas diferentes das
suas”?. Pedir que os estudantes anotem suas respostas, pois serão usadas no fim do bimestre e debater
sobre a visão que eles têm dos outros, numa perspectiva de inclusão, relações sociais igualitárias,
quebra de preconceitos linguísticos, empatia, respeito, valorização da diversidade.
2. Assistir ao vídeo "IDIOMATERNO" - FILME DE ABERTURA DO MUSEU DA LINGUA PORTUGUESA,
disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2LNopxcBVms, e trabalhar com textos, artigos e
dados sobre a existência de 1.200 a 1.500 línguas indígenas existentes quando Pedro Álvares Cabral
chegou em 1.500 e das 2744 línguas indígenas faladas recentemente em 305 etnias diferentes, a
importância delas e o perigo de entrarem em extinção. Informar que o período entre 2022 e 2032 foi
proclamado como a Década Internacional das Línguas Indígenas, para chamar a atenção mundial sobre a
situação crítica de muitas línguas em perigo (sugestão de materiais nas referências).
3. Abordar que além da Língua Portuguesa e das línguas indígenas, no Brasil, são faladas as línguas de
imigração, de sinais, de comunidades afro-brasileiras e línguas crioulas e fomentar pesquisas sobre elas.
(sugestão de materiais nas referências)
4. Coordenar estudos sobre comunidades remanescentes de quilombo brasileiras e mineiras, onde elas
estão e quais as línguas faladas nelas e a importância de uma comunidade quilombola ter uma língua
própria e como se dá a transmissãode manifestações culturais, religiosas e da própria língua (sugestão
de materiais nas referências). Os estudantes farão uma comparação de como acontece a transmissão de
conhecimentos nessas comunidades e como ocorre na comunidade deles.
4 Esse número é de acordo com o CENSO IBGE 2010, pois ainda não se tem os resultados do Censo de
2022. Disponível em: IBGE. O Brasil Indígena. Língua falada. Disponível em:
https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena/lingua-falada. Acesso em: 19 jun. 2023.
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https://www.youtube.com/watch?v=2LNopxcBVms
https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena.html
https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena/lingua-falada
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
5. Organizar uma visita a campo com os estudantes a uma comunidade remanescente de quilombo
próxima à comunidade local, se possível, e/ou convidar algum representante de uma uma comunidade
remanescente de quilombo para compartilhar seus conhecimentos, histórias pessoais e coletivas,
elementos históricos e culturais e falar sobre a língua e variedades usadas na comunidade dele. Para
qualquer uma das atividades, os estudantes serão os responsáveis pela organização da ação, pela escrita
do roteiro da ação e das perguntas que direcionarão as conversas, pela reunião e análise das
informações colhidas, depois pela apresentação delas.
6. Conduzir uma comparação de como a Língua Portuguesa foi usada como estratégia de dominação,
ocupação e demarcação de território e, ao mesmo tempo, é língua de acolhimento (aprendizagem de
uma língua não materna por refugiados e imigrantes, que tem como principal objetivo a integração
desses sujeitos na sociedade de acolhimento). Os estudantes farão anotações sobre os principais pontos
dessa atividade, com foco na sistematização das informações sobre o português brasileiro, tendo por
base estudos e/ou pesquisas, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e
buscando apresentar conclusões.
7. Convidar imigrantes e/ou refugiados que moram na cidade ou na região para participarem de uma roda
de conversa, a fim de trazerem depoimentos sobre seus países de origem, a aprendizagem da língua
portuguesa e como questões linguísticas podem criar ou dificultar relações em diferentes ambientes
sociais. A atividade deve proporcionar reconhecimento e valorização de diferentes modos de viver e
culturas e ampliar a visão de mundo, a sensibilidade, a criticidade e a empatia. (sugestão de materiais
nas referências).
8. Apresentar a história da LIBRAS no Brasil, a importância de seu uso para garantia da aprendizagem e
comunicação de cerca de 5% da população brasileira e como, pela lei 10.436, decretada em 2002, ela
passa a ser considerada uma das línguas oficiais do país. Enfatizar o fato de que a Língua Portuguesa
deve ser a segunda língua da pessoa surda e que nenhuma pessoa deve ser excluída ou ser considerada
incapaz de aprender por não ter a língua oral. Caso haja alguma pessoa surda na escola ou na cidade,
convidá-la para compartilhar suas experiências de acesso à educação e cultura com os colegas.
(Sugestão de materiais nas referências ou usar outras, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), conhecida
como Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei nº 10.436/2002).
9. Introduzir o vídeo: Dialeto Nordestino - Uma resposta ao preconceito.
https://www.youtube.com/watch?v=npErliDE1xg para tratar sobre variações linguísticas e a vinculação
do preconceito linguístico com relações de poder entre as classes sociais. (sugestão de materiais nas
referências). Os estudantes deverão selecionar e mobilizar conhecimentos e recursos das práticas de
linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de
interação e de atuação social, visando a colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana por meio de campanhas de conscientização, programas de rádio comunitária ou
escolar, podcast, blog.
10. Trabalhar a língua inglesa como língua franca, desterritorializada, ou seja, uma língua usada por
pessoas que não falam os mesmos idiomas e que estão em diversos países do mundo, não apenas
naqueles onde ela é a língua oficial5 e debater como as culturas associadas à língua inglesa são
múltiplas. Identificar práticas culturais da língua inglesa como primeira ou segunda língua, não se
fixando à Inglaterra e aos Estados Unidos, estabelecendo semelhanças e contrastes entre elas (sugestão
de materiais nas referências).
11. Orientar uma pesquisa sobre a influência direta e indireta de comunidades e línguas estrangeiras nas
nossas práticas sociais e linguísticas, ao usarmos palavras “emprestadas” relacionadas à informática,
5 Ver Currículo Referência de Minas Gerais para o Ensino Médio, disponível em:
https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%2
0do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. p. 88-90. Acesso em: 27 jun. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/o-que-diz-o-estatuto-da-pessoa-com-deficiencia/
https://www.youtube.com/watch?v=npErliDE1xg
https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf
https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
cosméticos, tecnologia, alimentação, esportes, lojas e supermercados, informação, lazer, moda, jogos
eletrônicos, séries de TV.
12. Tratar sobre estrangeirismos: com aportuguesamento e sem aportuguesamento, o anglicismo.
Apresentar posições diferentes sobre o tema e discutir a opinião de Sérgio Rodrigues, repórter, escritor,
editor e colunista mineiro, quando ela posta que: “O Brasil fala inglês muito mal, mas ainda assim – ou
por isso mesmo – tem uma postura servil e apatetada diante da língua do coaching, do lockdown e do
making of, expressão muitas vezes grafada erradamente como “making off”, disponível em:
https://twitter.com/i/flow/login?redirect_after_login=%2Fsergiotodoprosa.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Propostas de Avaliação
Buscar as respostas para as questões que foram dadas no início do bimestre, refletir se elas continuam as
mesmas após o estudo de histórias e experiências de povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência,
pessoas que sofrem pelo preconceito linguístico e pessoas com modos de ser e falar diferentes. Escrever um
texto com o tema: Enxergar além: uma reflexão sobre o outro.
Sugestões de referências para o 3º bimestre:
BRASIL ESCOLA. Variações linguísticas. Disponível em:
brasilescola.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm. Acesso em: 27 jun. 2023.
CARVALHO, Márcio Eurélio Rios de; LOPES, Weigson Fernando Ribeiro. O ensino de História da África no Brasil
como história pública e oral: resgate do patrimônio imaterial em comunidades remanescentes de quilombos.
Disponível em:
editora.uemg.br/images/livros-pdf/catalogo-2020/Atuacao_docente/2020_atuacao_docente_cap7.pdf. Acesso
em: 04 jul. 2023.
CENPEC. Multilinguismo no Brasil e as línguas indígenas. Disponível em:
www.cenpec.org.br/acervo/multilinguismo-e-letramento-indigena.Acesso em: 12 jul. 2023.
ESCREVENDO O FUTURO. A batalha da língua na guerra das culturas. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/revista/artigos/artigo/996/a-batalha-
da-lingua-na-guerra-das-culturas. Acesso em: 27 jun. 2023.
ESCREVENDO O FUTURO. A educação de pessoas surdas no Brasil. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/a-educacao-de-pessoas-surdas-no-brasil/.
Acesso em: 23 jun. 2023.
ESCREVENDO O FUTURO. Entrevista: “Olhai a beleza da diversidade linguística”. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/revista/entrevistas/artigo/858/entrevi
sta-olhai-a-beleza-da-diversidade-linguistica#/comentario/9031. Acesso em: 23 jun. 2023.
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https://twitter.com/sergiotodoprosa
https://twitter.com/sergiotodoprosa
https://twitter.com/i/flow/login?redirect_after_login=%2Fsergiotodoprosa
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
FERNANDES, Fernanda. A influência de línguas africanas no Português falado no Brasil. Disponível em:
multirio.rio.rj.gov.br/index.php/reportagens/15356-a-influ%C3%AAncia-de-l%C3%ADnguas-africanas-no-portug
u%C3%AAs-falado-no-brasil. Acesso em: 23 jun. 2023.
FOLHA DE SÃO PAULO. O Tamanho da Língua: Os sotaques do português. Youtube. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=8uFkciZLnNU. Acesso em: 24 jul. 2023.
FUNAI. Quem São? Disponível em: www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/quem-sao. Acesso em: 23
jun. 2023.
FUNDAÇÃO TELEFÔNICA VIVO. Qual é a importância de trabalhar a língua de sinais em sala de aula?
Disponível em:
www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/qual-e-a-importancia-de-trabalhar-a-lingua-de-sinais-em-sala-de-a
ula/. Acesso em: 23 jun. 2023.
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. Certificação Quilombola. Disponível em:
www.gov.br/palmares/pt-br/departamentos/protecao-preservacao-e-articulacao/certificacao-quilombola.
Acesso em: 23 jun. 2023.
IBGE. O Brasil Indígena. Língua falada. Disponível em:
indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena/lingua-falada. Acesso em: 19 jun. 2023.
IPEA. A diversidade linguística como patrimônio cultural. Disponível em:
www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=3053&Itemid=3. Acesso em: 04 jul. 2023.
IPHAN. Diversidade linguística indígena: estratégias de preservação, salvaguarda e fortalecimento. Disponível
em:
portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/diversidade_linguistica_indigena_estrategias_de_preservacao_salvagu
arda_fortalecimento2.pdf. Acesso em: 04 jul. 2023.
LOPES, Rodrigo Smaha; BAUMGARTNER, Carmen Teresinha. Inglês como língua franca: explicações e
implicações. Disponível em: revistas.pucsp.br/index.php/esp/article/view/37053/30663. Acesso em: 04 jul.
2023.
MEC/UNESCO. A riqueza das línguas indígenas. In: O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos
indígenas no Brasil de hoje. Disponível em:
www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/indio_brasileiro.pdf. p. 117. Acesso em: 23 jun. 2023.
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA. Os povos indígenas e o Português do Brasil. Disponível em:
www.museudalinguaportuguesa.org.br/os-povos-indigenas-e-o-portugues-do-brasil. Acesso em: 04 jul. 2023.
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA. Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. Disponível em:
www.museudalinguaportuguesa.org.br/memoria/exposicoes-temporarias/nhee-pora-memoria-e-transformaca
o. Acesso em: 12 jul. 2023.
NUNES, Débora de Lima; FERREIRA, Emily Gonçalves de Medeiros. LÍNGUA COMO OBJETO DE DOMINAÇÃO:
uma reflexão sobre o preconceito linguístico influenciado pelas relações de poder entre as classes sociais.
Disponível em:
editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/TRABALHO_EV150_MD1_SA111_ID2409_27102021000254.
pdf. Acesso em 27 jun. 2023.
PORVIR. Português como língua de acolhimento garante o direito à educação. Disponível em:
porvir.org/portugues-como-lingua-de-acolhimento-garante-o-direito-a-educacao. Acesso em: 04 jul. 2023.
PUC MINAS. Ensino de Português como língua de acolhimento: princípios, valores e desafios. Youtube.
Disponível em: www.youtube.com/watch?v=PMqCl6g-ilE. Acesso em: 27 jun. 2023.
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
SÃO PAULO. Línguas Ameríndias - ontem, hoje e amanhã. Centro Brasileiro de Estudos da América Latina
(org.). Disponível em:
memorial.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Livro-das-L%C3%ADnguas-Amer%C3%ADndias_2020.pdf.
Acesso em: 19 jun. 2023.
SOUZA, Rômulo Francisco de; SOBRINHO, Jerônimo Coura; DINIZ, Mônica Baêta Neves Pereira Diniz. Português
como Língua de Acolhimento: Práticas e Perspectivas. Disponível em:
www.sri.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/84/2022/11/Portugues-como-lingua-de-acolhi-Romulo-Francisc
o-de-Souza-Jero_compressed.pdf. Acesso em: 28 dez. 2023.
UFMG. O português falado em Minas Gerais. Disponível em:
www.letras.ufmg.br/padrao_cms/documentos/eventos/vivavoz/O%20portugu%C3%AAs%20falado%20em%20
Minas.pdf. Acesso em: 19 jun. 2023.
UFMG. Setembro Azul: A Libras como Língua e a História da Libras. Disponível em:
www.ufmg.br/espacodoconhecimento/setembro-azul-a-libras-como-lingua-e-a-historia-da-libras. Acesso em:
20 jun. 2023.
UNESCO. Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural: relatório mundial da UNESCO (resumo).
Disponível em: unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000184755_por. Acesso em: 04 jul. 2023.
UNESCO. Sobre a Década Internacional das Línguas Indígenas. Disponível em:
pt.unesco.org/news/lancamento-oficial-da-decada-internacional-das-linguas-indigenas-no-brasil. Acesso em:
23 jun. 2023.
UNESCO. Povos indígenas: guardiões informados da biodiversidade. Disponível em:
pt.unesco.org/courier/2021-3/povos-indigenas-guardioes-informados-da-biodiversidade. Acesso em: 23 jun.
2023.
USP. Um Brasil de 154 línguas. “Línguas indígenas: tradição, universais e diversidade” apresenta as quase duas
centenas de idiomas falados no Brasil por tribos indígenas. Disponível em:
jornal.usp.br/cultura/um-brasil-de-154-linguas. Acesso em: 07 jul. 2023.
4º bimestre: Clube de Debate
É fundamental destacar que, no 4º bimestre, os componentes curriculares envolvidos
no aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes
de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados
durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados.
Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa,
reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver
questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão
dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o
planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para
todos os quatro componentes está na página 83.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Componente Curricular: Clube de debate (LGG)
1º bimestre: Aprofundamento em gêneros argumentativos
É importante trabalhar a capacidade dos estudantes de argumentar de forma
consistente sobre os mais variados temas, de expressar sentimentos e opiniões e prepará-los
para participarem ativamente e criticamente na sociedade e no mundo do trabalho. Assim,
os objetivos do 1º bimestre é aprofundar os estudos em gêneros argumentativos, estimular a
autonomia estudantil, promover discussões e reflexões de assuntos que circulam em
suportes impressos e digitais, bem como a escuta ativa e opinião dos discentes.
OBS: As estratégias a seguir são sugestões que podem ser escolhidas pelos
professores e estudantes de acordo com subtemas que sejam mais importantes para cada
turma, porém, há algumas atividades que serão sinalizadas que são de grande importância
para progressão da aprendizagem e das habilidades e para a realização do Clube de Debate.
Então, ainda que com metodologias diferentes daquelas aqui apresentadas, essessubtemas
precisarão ser trabalhados ao longo dos bimestres.
Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG)
1º Bimestre - APROFUNDAMENTO EM GÊNEROS ARGUMENTATIVOS
Sugestão de subtemas:
1. Gêneros textuais dissertativos-argumentativos
2. Recursos argumentativos
3. Redação ENEM
4. Participação cidadã
5. Análise de discursos
6. Linguagens orais e corporais
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
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Macrotema: MULTICULTURALISMO
Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG):
A Construção da Argumentação no Ensino Médio
1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre
Aprofundamento em
gêneros argumentativos
Argumentação e o
gênero Debate
Debate regrado Projeto: Clube de debates
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
PROCESSOS CRIATIVOS
(EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
(EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
PROCESSOS CRIATIVOS
(EMIFLGG06) Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as
diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento,
entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum e o clichê.
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
(EMIFLGG07) Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por
meio de práticas de linguagem.
(EMIFLGG08) Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para
propor ações individuais e/ ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação
social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
As atividades marcadas com * são aquelas indispensáveis para a progressão da aprendizagem.
1. *Professor(a), é fundamental um alinhamento com os professores que ministram os outros três
componentes deste Aprofundamento para que juntos decidam quais serão os subtemas abordados nos
gêneros textuais da estratégia a seguir. Organizar a turma em grupos e distribuir gêneros textuais
dissertativos-argumentativos: resenha, artigo de opinião, editorial, carta aberta, ensaios, dentre outros
que abordem temas voltados para o multiculturalismo (textos podem ser em língua portuguesa e língua
estrangeira), usando materiais impressos ou digitais, como sites, blogs, revistas, jornais online ou
impresso. Pedir que os estudantes leiam e analisem os textos e apresentem a seus colegas: tema(s),
estrutura textual, argumentos usados, tese. Aproveitar o momento para revisar sobre gêneros
argumentativos, estratégias de modalização e argumentatividade, recursos da objetividade e da
impessoalidade da linguagem e seus efeitos de sentido. Sugestão:
https://www.youtube.com/watch?v=VQ2ta0VF4z0.
2. *Propor a criação de um “Caderno de Prática Textual”, para ser usado ao longo do ano, com um acervo
de textos dissertativos-argumentativos de autores diversos, para que os estudantes possam entender e
comparar os tipos de argumentos, conectivos, as figuras de linguagens, os recursos coesivos que são
usados por cada autor. Após leitura e análise desses textos, eles devem escrever o deles, com o
posicionamento próprio frente a questões polêmicas: identificando sua tese e dando os argumentos
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
para defendê-la.
3. Convidar um advogado, promotor, youtuber, coach, psicólogo ou outro profissional que precisa ter uma
boa retórica para ir à escola ou outro espaço da comunidade, a fim de conversar com os estudantes
sobre o trabalho deles e sobre como utilizam os recursos da linguagem, as estratégias argumentativas,
as diferentes linguagens em seus discursos como mecanismos de argumentação e convencimento;
4. Levar os estudantes a reuniões na Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Municipal do Meio Ambiente,
Conselho Escolar ou Grêmio Estudantil para conhecerem como diversas formas de participação,
discussões e resolução de problemas são conduzidas; como opiniões, argumentos, pareceres favoráveis
ou contrários, manifestações de interesse pessoal ou coletiva são apresentados nesses espaços. Esses
momentos devem estimular a participação dos jovens em questões locais e despertar o senso crítico, de
modo que os estudantes conheçam e analisem questões políticas, sociais, culturais e ambientais
diversas. Após participação nas reuniões, em sala de aula, pedir que os estudantes se posicionem sobre
os assuntos tratados nas reuniões e façam proposições para solução das questões abordadas.
5. *Fazer rodas de conversa para que os estudantes discutam sobre a redação do ENEM, sobre temas
relacionados com multiculturalismo que foram cobrados nos últimos anos; conheçam as regras de
correção da redação, redações nota 1.000 e outras que foram desclassificadas. Organizar grupos e
distribuir redações escritas para o ENEM (sugestão de materiais nas referências) ou por colegas de
outras turmas (manter sigilo do autor) para que eles as leiam, deem sugestões de reescrita, apontem
problemas, deem notas e exponham seus argumentos sobre as notas dadas;
6. *Apresentar cenas de um julgamento, sugestão: https://www.youtube.com/watch?v=6xnPcp7XmHI.
Abordar julgamentos de casos que ficaram famosos na mídia, com os quais poderão, também, aprender
sobre os vários tipos de argumentos utilizados. Escolher um tema para que os estudantes realizem um
teatro com um julgamento na escola. Trabalhar, com a participação dos estudantes, algumas aulas sobre
o tema, pedir pesquisas, coleta de dados, fazer reuniões para escrita do roteiro, bem como as falas de
cada personagem e a preparação para o julgamento. Os papéis deverão ser divididos: juiz (um
professor), escrivão, advogado de defesa, advogado de acusação, testemunha(s), réu. Enfatizar a
importância da expressão corporal como linguagem (sugestão de materiais nas referências).
7. Escolher, com os estudantes, uma rede social para que os discentes, professores da área de Linguagens e
suas Tecnologias e de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas discutam temas polêmicos trabalhadospor
ambas as áreas. Nas referências consta uma sugestão de sequência didática preparada pela professora
Profa. Francis Mari Ribeiro da Silva, da EE Professor Souza Nilo, de Itanhandu/MG.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Proposta de Avaliação
Avaliação do 1º bimestre: Participação das atividades coletivas desenvolvidas no bimestre: reuniões na
Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Municipal, Conselho Escolar ou Grêmio Estudantil, na simulação do
julgamento, correção de redações: avaliar a responsabilidade, a empatia, o respeito, a qualidade e desenvoltura
das falas, dos argumentos, do trabalho em pares, oralidade, postura, reflexão trazida pelos estudantes, aspectos
relacionados à cultura corporal, questões de sociabilidade, afetividade, cooperação, aptidões físicas, formação do
cidadão.
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https://www.youtube.com/watch?v=6xnPcp7XmHI
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Sugestões de referências para 1º bimestre:
BARROSO, Marina; BISTON, Natália. Sequência didática - texto dissertativo-argumentativo. Disponível em:
spo.ifsp.edu.br/images/phocadownload/DOCUMENTOS_MENU_LATERAL_FIXO/PESQUISA/A%C3%87%C3%95ES
_DE_PESQUISA/PROJETOS_DE_PESQUISA/LABORATORIOS_DE_PESQUISA/LER/Marina_Barroso_e_Nat%C3%A1li
a_Biston_Texto_argumentativo_3%C2%BA_ano_EM.pdf. Acesso em: 13 set. 2023.
BRASIL ESCOLA. Argumentação. Disponível em:
brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm#:~:text=Os%20principais%20operadores%20s%C3%A3o
%3A%20porque,que%3B%20uma%20vez%20que%20etc.. Acesso em: 05 dez. 2023.
BRASIL ESCOLA. Gêneros argumentativos. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=VQ2ta0VF4z0.
Acesso em: 22 set. 2023.
Câmara Municipal de Viçosa- MG. Estudantes do CASB participam da reunião Ordinária da Câmara. Disponível
em:
www.vicosa.mg.leg.br/institucional/noticias/2017/06-2017/estudantes-do-casb-participam-da-reuniao-ordinari
a-da-camara. Acesso em: 13 set. 2023.
Entrando na História. COMO FAZER UM JÚRI SIMULADO COM ALUNOS - Fundamental II e Ensino Médio.
Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=qTmjHWzcl-U. Acesso em: 14 set. 2023.
LEAL, Felipe. Artigo de Opinião – Regulamentação de fake news: censura ou civilidade? Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/sua-aula/orientacao-para-a-pratica/6/artigo-de-opiniao--regulament
acao-de-fake-news-censura-ou-civilidade. Acesso em: 18 set. 2023.
MOTYRUM UFRN. Parte do filme Juízo. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=6xnPcp7XmHI.
Acesso em: 18 set. 2023.
PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. Caderno de Redação. Disponível em:
www.pjf.mg.gov.br/secretarias/sas/educacao_permanente/cpc/modulos/enem/2021/redacao/red_01_enem.p
df. Acesso em: 18 set. 2023.
PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Escrevendo na sala de aula - Ponto de vista. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/sua-aula/orientacao-para-a-pratica/29/escrevendo-na-sala-de-aula-p
onto-de-vista. Acesso em: 18 set. 2023.
TAVARES, Francis Mari Ribeiro da Silva. Redes sociais: espaço para (re)formulação de opiniões. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/sua-aula/projetos-de-escrita/14/redes-sociais-espaco-para-reformul
acao-de-opinioes. Acesso em: 18 set. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
74
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
2º bimestre: Argumentação e o gênero Debate
O 2º bimestre ainda possui objetivos associados à ampliação dos conhecimentos
sobre argumentação e estratégias, relacionando-as à escrita e à oralidade, por meio de
análise de notícias impressas e/ou online, jogos/brincadeiras, discursos políticos,
propagandas publicitárias, assembleias e debates. A argumentação, vista como um ato
discursivo, é próprio dos humanos, contudo precisa ser instigado na escola, assim, o
bimestre realiza uma revisão gênero textual oral debate, para que os estudantes tenham
amplo conhecimento e habilidades para participarem ativamente dos Clubes de debates que
serão organizados a partir do próximo bimestre. Para se pôr em prática esse gênero, é
exigido leitura, pesquisa e escrita para validação da tese defendida a respeito de um tema,
além do bom uso de palavras (discursos), a escolha dos vários elementos da comunicação
não verbal: gestos, atitudes corporais, expressões faciais, mímicas, sorrisos, olhares, roupas,
posicionamentos, ocupação de lugares, roupas e todos esses elementos tornam-se
indispensáveis para a formação cognitiva e pessoal dos estudantes.
Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG)
2º Bimestre - ARGUMENTAÇÃO E O GÊNERO DEBATE
Sugestão de subtemas:
1. Argumentação
2. Estratégias argumentativas
3. Debate: atividade própria da natureza humana
4. Gênero textual oral - debate: função sociocomunicativa, tipos, recursos linguísticos
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
PROCESSOS CRIATIVOS
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
(EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores
pretendidos.
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
(EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
PROCESSOS CRIATIVOS
(EMIFLGG05) Selecionare mobilizar . intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos
criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens . estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e
do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos.
(EMIFLGG06) Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as
diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento,
entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum e o clichê.
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
(EMIFLGG07) Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por
meio de práticas de linguagem.
(EMIFLGG08) Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para
propor ações individuais e/ ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação
social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente.
(EMIFLGG09) Propor e testar estratégias de mediação e intervenção sociocultural e ambiental, selecionando
adequadamente elementos das diferentes linguagens.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
As atividades marcadas com * são aquelas indispensáveis para progressão da aprendizagem.
1. *Levar letras de músicas como “Ser diferente é normal” de Gilberto Gil, “Menino mimado” de Criolo,
Negro Drama de Racionais MCs, para que os estudantes façam análise delas usando metodologia ativa
rotação por estações de aprendizagem, de modo que cada vez que um grupo passar pela estação,
escreverá sobre tema(s), principais mensagens, versos que ajudam a contextualizar as particularidades
da sociedade em que a música está inserida, argumentos/estratégias usados pelos autores para chamar
a atenção dos leitores/ouvintes da música. Se possível, apresentar clipes dessas músicas para análise das
linguagens corporais, de movimentos, de estratégias corporais e orais. Compartilhar análise com a
turma. Recriar as obras por meio de uma nova manifestação artística, que pode ser em HQ, desenho,
colagem, apresentação corporal, dentre outras.
2. Fazer curadoria de jornais do Brasil e de outros países (em língua portuguesa e língua estrangeira)
considerados sensacionalistas e verificar as diferenças e semelhanças de argumentos e estratégias
usadas na divulgação de temas polêmicos e pedir que os estudantes criem novas chamadas para as
matérias, sem usar apelos sensacionalistas, mas que sejam criativas e chamem a atenção do público,
como se eles fossem jornalistas de um programa de televisão ou de um programa de rádio;
3. Usar um jogo/brincadeira de queimada, rouba-bandeira ou outro que exige habilidades, táticas e
estratégias para conquistar a vitória e pedir que os estudantes descrevam verbalmente quais eles
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
utilizaram para vencer a outra equipe.
4. *Trabalhar esta estratégia com os professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Usar discursos
políticos, propagandas publicitárias, partes de uma Assembleia Geral da ONU, vídeos de youtubers para
explicar/revisar o que é retórica, oratória, argumentação, contra-argumentação e como elas são usadas
desde situações corriqueiras até em debates que envolvem questões polêmicas.
5. *Perguntar aos estudantes o que eles entendem por debate. Escrever no quadro as respostas e trazer a
definição, sugsetão em https://www.dicio.com.br/debate/ e, a partir dela, revisar o gênero textual
debate, sua função sociocomunicativa, tipos de debates que existem, seus recursos linguísticos,
tratando-o como uma atividade própria da natureza humana que amplia nossa visão de mundo e
exercício da cidadania, uma forma de confrontar nossa opinião com as dos outros, de ensinar e
aprender com os demais. Sugestão de vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo;
6. *Apresentar para os estudantes um debate, em que os participantes apontem seus pontos de vista e
seus argumentos, sem desrespeitarem os demais, bem como as outras posições. Sugestão: Debate sobre
o livro Crer ou não Crer: uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico,
disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ. Mostrar, também, como o debate
pode ter características de afrontamento, desrespeito, preconceito, ataque. Sugestão de material,
podcast do Estadão: Eleições A decadência dos debates na TV, disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y.
7. *Organizar os estudantes em grupos para que façam um debate com o tema: crer ou não crer ou outro
que foi abordado neste ou nos outros componentes deste aprofundamento, para que os estudantes
coloquem em prática os conhecimentos sobre o gênero textual debate adquiridos até o momento. Há
sugestões de sequências didáticas nos materiais das referências. Esta estratégia é de grande
importância para a preparação do Clube de debate.
8. *Levar materiais para que os estudantes compararem debates e/ou discursos de representantes da
administração pública, do judiciário, do legislativo, de Associações de bairro, de Organizações não
Governamentais (ONGs) e demais agentes envolvidos com as demandas da sociedade que foram
construídos em momentos históricos diferentes, ainda que com o mesmo objetivo, e analisem como os
aspectos culturais, temporais, científicos, sociais e políticos interferem nos argumentos dos discursos,
bem como os contextos de produção, de circulação e de recepção do gênero.
9. Utilizar o Jogo Pontos de Vista, disponível em:
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vis
ta-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano ou outro para trabalhar opinião e argumentação
dos estudantes sobre assuntos polêmicos do cotidiano.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Propostas de Avaliação
Avaliar o Caderno de Prática Textual criado nos dois bimestres a e participação nas atividades desenvolvidas no
bimestre.
Estado de Minas Gerais - 2024
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https://www.dicio.com.br/debate/
https://www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo
https://www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ
https://www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Sugestões de referências para o 2º bimestre:
BRASIL ESCOLA. Debate – Gêneros textuais. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo. Acesso
em: 22 set. 2023.
CIEB. Saiba como planejar uma aula em rotação por estações de aprendizagem. Disponível em:
cieb.net.br/que-tal-planejar-uma-aula-em-rotacao-por-estacoes-de-aprendizagem/. Acesso em: 19 set. 2023.
CORRIJA-ME. 10 músicas que podem trazer um ótimo repertório para sua redação. Disponível em:
www.corrijame.com.br/redacao-dissertativa/10-musicas-que-podem-trazer-um-otimo-repertorio-para-sua-redacao. Acesso em: 19 set. 2023.
DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Debate. Disponível em: www.dicio.com.br/debate/. Acesso em: 21 set.
2023.
ESTADÃO NOTÍCIAS. Eleições A decadência dos debates na TV. Youtube. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y. Acesso em: 21 set. 2023.
INSTITUTO CLARO. Debate: saiba como organizar discussões em torno de temas polêmicos. Youtube. Disponível
em: www.youtube.com/watch?v=WOpRV9ywZo. Acesso em: 05 dez. 2023.
PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Oralidade e ensino de língua portuguesa. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/76/oralidade-e-ensino-de-lingua-portuguesa.
Acesso em: 20 set. 2023.
PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Jogo Pontos de Vista incentiva a argumentação sobre temas do cotidiano.
Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-a
rgumentacao-sobre-temas-do-cotidiano. Acesso em: 22 set. 2023.
PLANETA DE LIVROS BRASIL. Crer ou não crer. Youtube. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ. Acesso em: 21 set. 2023.
SANTOS, Goiamérico Felício Carneiro dos; SANTEE, Nellie Rego. A LINGUAGEM RETÓRICA DA PROPAGANDA:
Uma análise comparativa. Disponível em: brapci.inf.br/index.php/res/download/81529. Acesso em: 21 set.
2023.
UNB NOTÍCIAS. A retórica e a realidade. Disponível em:
noticias.unb.br/artigos-main/6330-a-retorica-e-a-realidade#:~:text=No%20Brasil%2C%20a%20ret%C3%B3rica%
20%C3%A9,que%20os%20outros%20o%20admirem. Acesso em: 20 set. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
78
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
3º bimestre: Debate Regrado
Existem alguns tipos de debate como gênero textual, mas o foco deste e do próximo
bimestre será no Debate regrado, que é um gênero oral em que duas ou mais pessoas
discutem sobre ideias diferentes e apresentam argumentos para defender suas linhas de
pensamento, ao mesmo tempo que existe uma ideia de construção conjunta para uma
questão complexa. O debate regrado, além de ter caráter interacional, ajuda a desenvolver
competências individuais e sociais e habilidades linguísticas, de análise crítica e
socioemocionais. Trabalhar com o Clube de Debate centra-se no objetivo colocado por
Joaquim Dolz, professor da Universidade de Genebra, “quando trabalhamos a argumentação
com os alunos, estamos trabalhando algo fundamental na vida social, que é o diálogo com o
pensamento do outro, ainda que o outro pense de maneira muito diferente da nossa”6.
Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG)
3º Bimestre - DEBATE REGRADO
Sugestão de subtemas:
1. Debate Regrado
2. Clube de Debate
3. Marcas de identificação política, religiosa, ideológica e de interesses econômicos presentes em discursos
argumentativos
4. Práticas de linguagem oral
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências
Gerais da BNCC
Investigação Científica
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social,
pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
Processos Criativos
(EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores
pretendidos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando
valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
6 Trecho presente na entrevista cedida por Joaquim Dolz para o Programa Escrevendo o Futuro,
disponível em:
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/66/pequenos-grandes-poder.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
(EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela
realização de ações e projetos voltados ao bem comum.
Empreendedorismo
(EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e
alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em
situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade.
(EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e
futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
(EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e
discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música;
linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação
social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
(EMIFLGG03) Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou
linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento
e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens
estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os
diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
Processos Criativos
EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre
obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio
pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns).
EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos
criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e
do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFLGG07 - Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por
meio de práticas de linguagem.
EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para
propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação
social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
As atividadesmarcadas com * são aquelas indispensáveis para a progressão da aprendizagem.
1. *Organizar uma sessão-cinema na escola, a fim de exibir um filme que possui relação com os temas
trabalhados neste aprofundamento. Apresentar o trailer do filme (em língua portuguesa e língua
estrangeira) para os estudantes saberem sobre o que ele trata e, após a exibição do filme, questionar o
que era esperado pela turma e se o filme atendeu as expectativas e o porquê. Sugestões: “O Grande
Desafio”, que lida com o tema preconceito racial, “Doce argumento”, que aborda a história de dois
participantes de um clube de debate de uma escola, “Invictus”, que trata da reconciliação racial por
meio do esporte, “Jobs”, que combina assuntos como tecnologia, inovação, criatividade, argumentação,
“Obrigado por Fumar”, que trata sobre eloquência, persuasão, argumentação, ética ou outros que
abordem temas que interessem às juventudes. Realizar uma conversa guiada sobre os assuntos tratados
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
nos filmes, as marcas de identificação política, religiosa, ideológica ou de interesses econômicos
presentes no filme e fazer uma relação desses temas com a vida dos estudantes.
2. Realizar leituras críticas do filme, em língua portuguesa e estrangeira, apontando características
explícitas do tema trabalhado e os estudantes vão dar a opinião se concordam ou não com as críticas
lidas e seus argumentos.
3. *Escolher, com os estudantes, alguns Artigos de Opinião de estudantes ganhadores da Olimpíada de
Língua Portuguesa 2019, disponível em
https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf para leitura. A turma
será organizada em dois grupos: os que são contra e os que são a favor da questão polêmica tratada no
texto. Pedir que os estudantes dialoguem sobre o tema abordado, deem suas opiniões e argumentos, de
modo a trabalhar com a oralidade e argumentação, baseando-se em dados, fatos e evidências com
criticidade e ética. Após, farão o seu próprio artigo de opinião sobre aquele tema no Caderno de Prática
Textual.
4. *Explicar/rever o gênero textual debate regrado, sua finalidade, seus elementos e seu funcionamento
(sugestões de materiais nas referências).
5. *Preparar o Clube de debate: escolher temas sobre os quais os estudantes já tenham estudado ao longo
dos três bimestres nos 4 componentes deste aprofundamento; levantar conhecimentos prévios dos
estudantes; pedir pesquisas extraclasse, para dirimir dúvidas ainda existentes, para tanto, oferecer
materiais como textos, entrevistas, podcasts ou vídeos; escrever o roteiro do Clube: regras, divisão de
tarefas, pergunta aberta sobre a qual o debate começará, o tempo de fala de cada participante e da
réplica. Há sugestões de sequências didáticas nos materiais das referências.
Obs.: Este será o primeiro exercício do Clube, então o roteiro não precisa ser muito detalhado, o que
acontecerá no próximo bimestre.
6. *Realizar os primeiros debates regrados do Clube e gravá-los, para que professores e estudantes possam
analisá-los e levantarem as dificuldades, as habilidades de expor opiniões, argumentos, de convencer o
outro, de escutar, de falar dentro do prazo estipulado, a capacidade de lidar com ideias diferentes, de
ser gentil com o outro, de respeitar regras. Anotar todas essas observações no Caderno de Prática
Textual para direcionar o trabalho dos próximos debates.
7. Escolher textos produzidos ao longo do bimestre e expô-los num mural, jornal, rádio, blog ou rede social
da escola. Caso a escola não tenha esses meios, criar os que forem possíveis.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se
garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de
habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Propostas de Avaliação
Os estudantes farão autoavaliação da participação nos debates produzidos no bimestre: os argumentos
apresentados em relação à posição positiva ou negativa da questão central do debate, se as falas são baseadas
em dados e evidências, não apenas em opiniões e censo comum, com se dão as reações nos momentos de ideias
contrárias, desacordos, refutação, preocupação com a aprendizagem e não apenas com as dimensões polêmicas
do debate. Assim como, respeito e reconhecimento do outro, escuta ativa, respeito às regras e empatia para
entender as motivações e posicionamento dos outros e avaliação da turma como um todo.
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https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Sugestões de referências para 3º bimestre:
BERGAGIM, Natália Coêlho. O debate regrado e a construção de competências e habilidades orais no nono
ano do ensino fundamental. Disponível no Portal de Periódicos da UFJF. Acesso em: 04 dez. 2023.
CELESTINO, Rafaela Soares; LEAL, Telma Ferraz. O debate como objeto de ensino: interdisciplinaridade e
desenvolvimento de habilidades argumentativas. Disponível em:
www2.ufjf.br/labor/files/2018/06/PE-O-debate-como-objeto-de-ensino-interdisciplinaridade-e-desenvolviment
o-de-habilidades-argumentativas-CELESTINO-Rafaela-Soares-LEAL-Telma-Ferraz.pdf. Acesso em: 05 dez. 2023.
PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Textos finalistas. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf. Acesso em: 04 dez. 2023.
PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Videoconferência “A Oralidade também se ensina”. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/educacao-e-cultura/551/videoconferencia-a-oralidade-ta
mbem-se-ensina. Acesso em: 04 dez. 2023.
PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Artigo de opinião: ideias em debate. Youtube. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=9qMrHoOgtPs. Acesso em: 05 dez. 2023.
VIVESCER. PASSO A PASSO PARA ORGANIZAR UM DEBATE SAUDÁVEL COM A SUA TURMA. Disponível em:
vivescer.org.br/debate-na-escola. Acesso em: 05 dez. 2023.
Estado de Minas Gerais - 2024
82
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
4º bimestre - Clube de debate (integrado com os demais componentes de CHS e LGG)
O trabalho integrado da área Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e
Sociais Aplicadas aprofundará neste bimestre, ao organizarem os Clubes de Debate
conjuntamente, que serão usados como metodologia e eixo integrador das duas áreas que
compõem este Itinerário Formativo. Espera-se que o Clube de Debate possibilite a conexão
de conhecimentos, de temas que foram trabalhados nas duas áreas, a inter e
transdisciplinaridade que os gêneros orais permitem e a consolidação de competências como
reflexão, argumentação, posicionamento ético e responsável, valorização de diferentes
visões de mundo, respeito aos Direitos Humanos, pensamento crítico e criativo,
responsabilidade, cidadania, repertório linguístico, autogestão emocional.
Macrotema: MULTICULTURALISMO
4º Bimestre - CLUBE DE DEBATE
Sugestão de subtemas:
1. Identidade Cultural
2. Cultura e Diversidade
3. Cultura Popular e Estereótipos
4. "Mineiridade": expressão de identidade cultural ou reforço de estereótipos?
5. Preservação de Culturas Tradicionais versus Modernização
6. Diversidade Religiosa: enriquecimento cultural ou fonte de conflito?
7. Impacto da Globalização na Cultura Regional Brasileira
8. Juventude e Ancestralidade: valorização ou desconexão?
Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às CompetênciasGerais da BNCC
Investigação Científica
EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências
para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e
compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade,
solidariedade e sustentabilidade.
EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou
propor soluções para problemas diversos.
Processos Criativos
EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores
pretendidos.
Mediação e Intervenção Sociocultural
EMIFCG07) - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e
incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes,
consequentes, colaborativas e responsáveis.
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia,
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela
realização de ações e projetos voltados ao bem comum.
Empreendedorismo
EMIFCG10 - Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e
alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em
situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade.
EMIFCG11 - Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar
metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco,
persistência e efetividade.
EMIFCG12 - Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e
futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Investigação Científica
EMIFLGG03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ ou
linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento
e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens
estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os
diversos pontos de vista e posicionando e mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
EMIFCHS03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de
campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica,
social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando
os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos
recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
PROCESSOS CRIATIVOS
EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos
criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e
do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos.
EMIFLGG06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as
diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do
movimento, entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum
e o clichê.
EMIFCHS04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica
sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito
local, regional, nacional e/ou global.
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para
propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação
social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a
diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente.
EMIFLGG09) Propor e testar estratégias de mediação e intervenção sociocultural e ambiental, selecionando
adequadamente elementos das diferentes linguagens.
EMIFCHS07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito
local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas.
EMPREENDEDORISMO
EMIFLGG12 - Desenvolver projetos pessoais ou produtivos, utilizando as práticas de linguagens socialmente
relevantes, em diferentes campos de atuação, para formular propostas concretas, articuladas com o projeto de
vida.
EMIFCHS10 - Avaliar como oportunidades, conhecimentos e recursos relacionados às Ciências Humanas e
Sociais Aplicadas podem ser utilizadas na concretização de projetos pessoais ou produtivos, em âmbito local,
regional, nacional e/ou global, considerando as diversas tecnologias disponíveis, os impactos socioambientais,
os direitos humanos e a promoção da cidadania.
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
1. Criar jogos de tabuleiro para trabalhar a argumentação ou usar jogos disponíveis na internet, como
“Questões Polêmicas do Brasil - o jogo de argumentação”, disponível no site Escrevendo o Futuro, no
link
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importa
ncia-de-saber-argumentar e já anotar os principais temas que gostariam de debater nos clubes.
2. Problematizar com os estudantes quais os temas mais interessantes durante o jogo “Questões Polêmicas
do Brasil - o jogo de argumentação”, do que foi trabalhado nos 4 componentes deste aprofundamento e
outros relacionados com problemas da comunidade local que tenham gerado diferentes opiniões dos
cidadãos.
Algumas sugestões de temas e material de apoio:
3. Na minha cidade (ou na minha escola), a construção e a prática de valores como a tolerância, a ética,
o respeito e o exercício real da cidadania é uma realidade”. Essa é uma verdade absoluta em relação à
comunidade local ou à escola onde os estudantes estão inseridos? Ou é necessário debater e mudar
atitudes em relação a situações que envolvem machismo, sexismo, preconceito racial e cultural,
xenofobia, desvalorização de pessoas com deficiência, intolerância religiosa, discriminação de idade,
dentre outras que reforçam as desigualdades historicamente acumuladas em nosso país? Para
aprofundamento no assunto e fortalecimento dos debates, hávarios materiais sobre Direitos humanos
no Brasil no site da UNESCO, disponível em:
https://www.unesco.org/pt/fieldoffice/brasilia/expertise/human-rights-brazil e a entrevista com o
Porfessor Clóvis de Barros Filho, Redes Sociais e Intolerância, disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=ZvC47TobvWs
4. “O funk deve ser trabalhado na sala de aula por ser uma manifestação cultural?”, a partir desse tema,
bons debates podem ser desencadeados, pois há pessoas que pensam que o funk é uma das maiores
representações culturais das juventudes de comunidades e de várias outras juventudes no Brasil todo,
que é um gênero musical que possui grande potencialidade criativa e artística e ainda denuncia
questões econômicas e sociais; por outro lado, há quem o veja como um propagador de erotização, de
banalização de corpos e desvalorização das mulheres. Como material de apoio, é sugerida a dissertação
MOVIMENTO FUNK CARIOCA, CULTURA POPULAR E MERCADO: limites da consciência de gênero à
emancipação da mulher trabalhadora, disponível em:
https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1&
isAllowed=y.
5. O tema “As políticas de ações afirmativas, como a Lei de Cotas, ajudam a reduzir as desigualdades no
Brasil” proporciona posicionamentos contrários, embora haja vários números que comprovem
resultados. Assim, é preciso debater as diferentes opiniões sobre tal assunto e para isso, o livro AÇÃO
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https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber-argumentar
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber-argumentar
https://www.unesco.org/pt/fieldoffice/brasilia/expertise/human-rights-brazil
https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1&isAllowed=y
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
AFIRMATIVA: Conceito, História E Debates, disponível em:
https://books.scielo.org/id/2mvbb/pdf/feres-9786599036477.pdf, traz definições do que é ação
afirmativa, se as cotas são bônus, quem são os beneficiados, resultados das ações afirmativas,
justificações para elas e recebimento delas no Brasil, dentre tantos outros temas que podem subsidiar o
Clube de Debate sobre este tema.
6. “Cuidar de casa e dos filhos é tarefa para as mulheres?”. Os números evidenciam uma realidade cultural
machista e patriarcal, que sobrecarrega e desvaloriza a mulher, mas qual a percepção dos estudantes, de
seus pais, da comunidade local? O que eles vivenciam em casa? Quais os hábitos que a comunidade
deles têm em relação a esse tema? A atitude dos alunos e seus pais em casa e em outros ambientes
sociais reforça essa ideia? Como materiais de apoio, sugere-se a matéria Mulher dedica por semana 9,6
horas a mais do que homem a tarefas do lar, disponível em:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/08/11/tarefas-domesticas.htm e o filme de
animação Sonho impossível?, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dKSdDQqkmlM.
7. "Mineiridade": Expressão de Identidade Cultural ou Reforço de Estereótipos?
Este debate convida os alunos a explorar como a identidade cultural mineira, conhecida como
"mineiridade", é percebida. Eles podem discutir se a "mineiridade" serve como uma expressão
autêntica de identidade regional ou se, pelo contrário, reforça estereótipos que podem simplificar ou
distorcer a compreensão da cultura mineira. Material incentivador para discussão ou pesquisa:
https://www.youtube.com/watch?v=X_szZP0eBq0 (vídeo de humor leve sobre “mineiridades”
8. Preservação de Culturas Tradicionais versus Modernização
Um debate focado na questão de como equilibrar a preservação das culturas tradicionais com a
modernização e globalização. Os alunos podem argumentar sobre a possibilidade de manter tradições
culturais sem comprometer o progresso e inovação. Material incentivador para discussão ou pesquisa:
https://www.youtube.com/watch?v=_uuGQUzs1gg (video de 14 minutos sobre a tentativa de manter as
tradições com exemplos em diversos países, mostrando que se trata de algo global, não circunscrito ao
Brasil)
9. Diversidade Religiosa: Enriquecimento Cultural ou Fonte de Conflito?
Este tema envolve um debate sobre o impacto da diversidade religiosa na sociedade brasileira. Os
estudantes podem questionar se a pluralidade religiosa contribui para o enriquecimento cultural ou se
pode ser uma fonte de tensões e conflitos. Materiais incentivadores para discussão ou pesquisa:
1) https://www.youtube.com/watch?v=hQRdLtB2mwk (vídeo com menos de 4 minutos que mostra
cinco crianças diferentes e suas religiões)
2) https://www.youtube.com/watch?v=DDJSQQDurQg (vídeo com a distribuição populacional das
religiões pelo mundo)
10. Impacto da Globalização na Cultura Regional Brasileira
Este debate pode se concentrar em como a globalização afeta as culturas regionais no Brasil. Os alunos
podem discutir se a globalização ajuda a valorizar a diversidade cultural brasileira ou se leva à perda das
identidades culturais regionais únicas. Material incentivador para discussão ou pesquisa:
https://www.youtube.com/watch?v=h5WjNMGztvE (vídeo curto sobre globalização e hibridismo
cultural).
11. Juventude e Ancestralidade: Valorização ou Desconexão?
Um debate sobre a relação da juventude contemporânea com tradições e ancestralidade. Os estudantes
podem debater se os jovens de hoje valorizam suas raízes e tradições ou se tendem a uma desconexão
com o passado. https://www.youtube.com/watch?v=l4d5HdMXrOk (vídeo de cerca de 5 minutos que
aborda a urgência da ancestralidade para pensar um futuro melhor).
12. Fazer um brainstorm dos conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos temas e anotar as
principais dúvidas, que ajudarão a orientar as pesquisas.
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https://books.scielo.org/id/2mvbb/pdf/feres-9786599036477.pdf
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/08/11/tarefas-domesticas.htm
https://www.youtube.com/watch?v=dKSdDQqkmlM
https://www.youtube.com/watch?v=X_szZP0eBq0
https://www.youtube.com/watch?v=_uuGQUzs1gg
https://www.youtube.com/watch?v=hQRdLtB2mwk
https://www.youtube.com/watch?v=DDJSQQDurQg
https://www.youtube.com/watch?v=h5WjNMGztvE
https://www.youtube.com/watch?v=l4d5HdMXrOk
2º ano e 3º ano - Ensino Médio
13. Organizar a turma de acordo com os temas que serão trabalhados em cada Clube.
14. Dedicar um tempo para investigação dos temas escolhidos,a fim de sanar dúvidas e aprofundar o
conhecimento nos temas. As pesquisas podem acontecer em bibliotecas, por coleta de dados em órgãos
públicos, entrevistas, pesquisa em campo, questionários ou pesquisas online.
Professores, vocês precisam subsidiar os estudantes com materiais de apoio,
mediar e monitorar as pesquisas, construir em conjunto com os estudantes perguntas, roteiros e/ou
pontos-chave para a realização das pesquisas, orientar para que sejam utilizadas apenas fontes confiáveis,
possibilitar a reflexão dos estudantes.
15. Conduzir os registros no Caderno de Prática Textual dos principais resultados das pesquisas:
informações, referências, dados encontrados sobre os temas sob as diversas perspectivas: cultural,
social, histórica, filosófica, sociológica, bem como: argumentos de autoridade, argumentos históricos,
argumentos de exemplificação, argumentos de comparação, argumentos por raciocínio lógico, para
servirem de suporte para escrita de perguntas e apoio para argumentação.
Professores, vocês precisam acompanhar o registro das pesquisas constantemente.
16. Distribuir a turma em grupos para formar cada Clube de Debate: debatedores contra e a favor da
polêmica central, mediadores (professores dos quatro aprofundamentos), apoiadores do grupo a favor e
apoiadores do grupo contra, provocadores dos debatedores, jurados que farão análises e registros da
participação dos colegas e do debate em si.
Professores, a dinâmicade formação dos grupos pode e deve ser variada: em alguns momentos, a
escolha do grupo a favor e do grupo contra pode ser feita apenas no momento do debate, dando um papel
para o estudante de defender algo que pode ser diferente daquilo que é a opinião dele. Em outros
momentos, a divisão do grupo pode ser de acordo com a opinião dos estudantes: quem é contra e quem é a
favor do tema central já saberá seu papel e se preparará para ele antecipadamente e inverter os papéis,
quem defende em um momento, irá argumentar contra em outro momento.
Papéis dos debatedores: estudar os temas, registrar dados importantes das pesquisas, preparar-se para
o debate, respeitar as regras acordadas para a realização dos debates, centrar a fala e os argumentos na
polêmica em si, não em pessoas que estão defendendo outras ideias.
Papéis dos apoiadores: grupos de estudantes que ajudarão os debatedores a argumentar a favor de
determinada posição ou contra ela.
Papéis dos jurados: registrar a participação dos outros grupos: como foi a fala, a argumentação, o
respeito, o posicionamento, o tom de voz, a desenvoltura dos debatedores, dos provocadores e dos
apoiadores, se as regras estabelecidas foram respeitadas, se o debate foi fluente ou foi pausado
frequentemente por falta de cumprimento das regras ou por dificuldade relacionadas às falas e
argumentos, se os argumentos usados para sustentar posições foram claros, convincentes e respeitosos,
quais as melhores estratégias argumentativas foram usadas, quais as conclusões podem ser tiradas no fim
do debate, que sugestões os jurados dariam aos grupos.
Papel dos provocadores: grupos que podem participar com perguntas que precisam ser respondidas
pelos debatedores (essas perguntas precisam ser escritas antes do debate).
Papéis dos professores-mediadores: Estimular a participação dos estudantes e dar oportunidade para
que todos participem ativamente, orientar as pesquisas, os registros das pesquisas, fazer a escrita das
regras do Clube de Debate com os estudantes, gerenciar as participações dos estudantes na organização do
Clube de Debate, exigir o cumprimento das regras estabelecidas antes e durante o debate, mediar as
participações durante o debate, incentivar o aparecimento de múltiplos pontos de vista, fazer conexões das
falas durante o debate, contribuir com redirecionamentos e retomadas de ideias para manutenção dos
diálogos, fazer a conclusão dos debates.
Estado de Minas Gerais - 2024
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
17. Escolher as pessoas que serão responsáveis pela logística do Clube de Debate: organização dos locais
onde acontecerão os debates; dos materiais, recursos tecnológicos que serão necessários; quem fará a
gravação dos debates, a fim de que professores e estudantes possam assisti-los futuramente e
avaliá-los; quem organizará os espaços após os debates, dentre outras atividades necessárias.
18. Estabelecer regras para o bom funcionamento dos debates, após pactuação dessas com os estudantes:
o tempo para cada fala, o direito (ou não) à réplica e à tréplica, as regras de respeito ao outro, a vez de
cada um falar, o tipo de linguagem que deve ser empregada, as penalidades, caso as regras sejam
desrespeitadas.
Professores, reforcem sobre a importância de se respeitar as regras para se viver bem em todos os
ambientes sociais; de escutar e respeitar o outro, de promover na escola e comunidade intervenções sociais
baseadas em argumentos válidos e com objetivos de melhoria da qualidade de vida e das relações
humanas.
Também é imprescindível a garantia dos direitos linguísticos de todos os estudantes, independente de
suas referências sociais, culturais, artísticas, estéticas e políticas.
19. Escrever um roteiro detalhado com os principais pontos do debate: quem dará início ao debate; como
será a exposição dos debatedores (quantos membros do grupo falarão antes de passar para o outro
grupo?), qual será o tempo de fala, de réplica e tréplica, de acordo com as regras estabelecidas; se
haverá uma ordem para resposta das perguntas dos provocadores, quais anotações/análises devem ser
feitas pelos jurados; como será a avaliação feita pelos jurados, pelos mediadores e pelos próprios
estudantes; como será o encerramento dos Clubes de Debate.
20. Reservar momentos para os estudantes prepararem-se para os debates, que podem ser em casa ou na
sala de aula.
21. Executar os Clubes de Debate, conforme planejado.
22. Após a realização dos Clubes de Debate, professores e estudantes farão a análise dos materiais
registrados e avaliarão as argumentações, os pontos que ainda precisam ser melhorados, a postura e a
qualidade da participação dos diferentes grupos, se as regras estabelecidas coletivamente foram
respeitadas, quais foram as aprendizagens alcançadas, que conexões fazem dos debates com os
conteúdos e conhecimentos adquiridos nos quatro componentes do aprofundamento e da Formação
Geral Básica. É importante que essa avaliação seja feita pelos professores, pelos colegas e pelos próprios
estudantes, como autoavaliação.
23. Organizar uma mostra de debates, convidando outras turmas da escola para participarem.
Avaliação
A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da
metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos
componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados.
Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à
apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante.
Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada
estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a
importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem,
qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local.
Propostas de Avaliação
Utilizar a avaliação feita conjuntamente após o desenvolvimento dos Clubes de Debate e pedir que os
estudantes produzam, de forma escrita e individual, uma análise que demonstre os sentidos e/ou significados
percebidos na produção e exibição do gênero, indicando a importância dessa aprendizagem para sua vida pública
profissional e seu projeto de vida. Ver sugestão de rubrica abaixo.
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
SUGESTÃO DE RUBRICA PARA AVALIAÇÃO DO CLUBE DE DEBATE
Critérios Você chegou lá Você está quase lá Você poderá chegar lá
Participação Ativa. Participação ativa e consistente,
contribuindo com argumentos
significativos para as discussões,
demonstrando interesse e
envolvimento.
Participação moderada,
contribuindo ocasionalmente
para as discussões.
Não houve participação
ativa no debate
Aprendizado sobre a
temática discutida e
conexões com os
demais
componentes
curriculares
Demonstração de aprendizado
satisfatória, por meio dos
argumentos construídos em
razão dos estudos sobre a
temática
Demonstração parcial de
aprendizado, por meio de
argumentos genéricos e
superficiais sobre a temática
Demonstração
insatisfatória de
aprendizado, sem
contribuições para a
construção coletiva do
conhecimento
Qualidade das
Contribuições.
Contribuições de alta qualidade,
demonstrando profundo
entendimento do tópico,
apresentando argumentos
sólidos e evidências
convincentes, baseadas em
fontes confiáveis.
Contribuições satisfatórias,
com alguns argumentos rasos
e geralmente embasados em
fontes confiáveis.
Contribuições
insuficientes para
construção coletiva do
conhecimento
Escuta, Respeito e
construção de
identidade coletiva
no debate.
Excelente habilidade de escuta,
demonstrando respeito pelos
colegas, evitando interrupções e
valorizando diferentes
perspectivas, pontos de vista e
contexto social, demonstrando
identidade coletiva com o Clube
Comportamento respeitoso,
mas com algumas
interrupções ocasionais,
dificultando a construção da
identidade coletiva como
Clube.
Comportamentos em
desacordo com as regras
previamente definidas
pelo coletivo
Preparação para os
Debates.
Preparação excepcional,
demonstrando profundo
conhecimento do tópico, com
referências específicas e fontes
relevantes e confiáveis.
Preparação moderada, com
alguma evidência de pesquisa
e compreensão do tópico.
Preparação em
desacordo com a
proposta da atividade
Colaboração em
Equipe.
Excelente colaboração,
contribuindo ativamente para o
trabalho em equipe,
compartilhando ideias e
apoiando os colegas.
Colabora ocasionalmente com
o grupo
Não contribuiu para o
trabalho coletivo
Apresentação
Pública.
Apresentação excelente, com
ótimas habilidades de
comunicação e expressão
verbal.
Apresentação satisfatória,
com clareza na comunicação e
expressão de ideias.
Apresentação pública em
desacordo com as
habilidades previstas
para a atividade
Cumprimento de
Prazos.
Cumprimento consistente de
prazos, demonstrando
responsabilidade e
comprometimento.
Descumprimento de prazos,
mas demonstra esforços para
melhorar.
Descumprimento de
prazos impedindo o
coletivo de realizar a
atividade
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2º ano e 3º ano - Ensino Médio
Sugestões de referências para 4º bimestre:
BRASIL ESCOLA. O debate – Uma modalidade oral. Disponível em:
brasilescola.uol.com.br/redacao/o-debateuma-modalidade-oral.htm. Acesso em: 22 set. 2023.
PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. QP Brasil: a importância de “saber argumentar”. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber-
argumentar. Acesso em: 22 set. 2023.
PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Oficina 5 - A polêmica do Texto. Disponível em:
escrevendoofuturo.org.br/caderno_docente/opiniao/a-polemica-do-texto/. Acesso em: 05 dez. 2023.
PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Pequenos grandes poderes. Disponível em:
www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/66/pequenos-grandes-poder. Acesso em: 21
set. 2023.
REVISTA GALILEU. 9 dicas para vencer qualquer discussão. Disponível em:
revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/03/9-dicas-para-vencer-qualquer-discussao.html. Acesso em:
06 dez. 2023.
SILVA, Davidson Wagner da; SARTORI, Adriane Teresinha. O gênero “debate regrado” no espaço escolar.
Disponível em: ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/23957. Acesso em: 05 dez. 2023.
SILVA, Wagner Moreira da; VELASCO, Patrícia Del Nero; ZANOTELLO, Marcelo. O DEBATE NA PERSPECTIVA DA
LÓGICA INFORMAL: uma abordagem para análise da argumentação em aulas de Ciências. Disponível em
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172016000200099. Acesso em 06 dez. 2023.
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