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CAPA 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Vice-governador do Estado de Minas Gerais Mateus Simões de Almeida Secretário de Estado de Educação Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas Secretária Adjunta Geniana Guimarães Faria Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendente de Políticas Pedagógicas Graziela Santos Trindade Superintendente da Escola de Formação Weynner Lopes Rodrigues Diretora de Ensino Médio Rosely Lúcia de Lima Coordenadora de Ações de Aprendizagem Vanessa Nicoletti Gomes de Oliveira Construção Coordenação de Ações de Aprendizagem Alexandre Marini Kátia de Laura Borges Samira Maria Araújo Escola de Formação Adriel Lima De Oliveira Eduardo Dias Eduardo Leles Maciel De Deus Elisa Moreira de Aguiar Fábio Rossi Glenda Martins Lídia Das Chagas Pedro Márcia Cristina Pereira Francisco Valdemar Santos Colaboração Bruno Marques Fonseca Estefane Kessen Costa Rodrigo Aires Estado de Minas Gerais - 2024 2 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Sumário Apresentação 4 Introdução 5 Ementa 5 Abordagem Pedagógica 5 Objetivos de Aprendizagem 8 Planejamento 10 Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 12 Componente curricular: Poder e Organização Social (CHS) 12 1º bimestre - Visão política sobre multiculturalismo 13 2º bimestre - Ferramentas pela seguridade do direito 19 3º bimestre - Juventudes em ação na vida pública 25 4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate 31 Componente curricular: Culturas na Contemporaneidade (CHS) 33 1º bimestre - Lugar de pertencimento 34 2º bimestre - Expressões culturais e tolerância 42 3º bimestre - Cultura e identidade regional 49 4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate 55 Linguagens e suas Tecnologias 57 Componente Curricular: Multiculturalismo no Brasil (LGG) 57 1º bimestre: A beleza das diferenças 57 2º bimestre: Respeito à diversidade religiosa 61 3º bimestre: Diversidade cultural e linguística 65 4º bimestre: Clube de Debate 70 Componente Curricular: Clube de debate (LGG) 71 1º bimestre: Aprofundamento em gêneros argumentativos 71 2º bimestre: Argumentação e o gênero Debate 75 3º bimestre: Debate Regrado 79 4º bimestre - Clube de debate (integrado com os demais componentes de CHS e LGG) 83 Estado de Minas Gerais - 2024 3 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Apresentação O Itinerário Formativo é composto por Unidades Curriculares, que se organizam em Componentes Curriculares. As Unidades Curriculares se estruturam de duas formas: aquelas que são mantidas na matriz ao longo do ensino médio, como o Projeto de Vida e a Preparação para o Mundo do Trabalho, e aquelas que permitem a escolha anual pelos/as estudantes, como as Eletivas e o Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento. O Itinerário Formativo, busca estabelecer conexões com a vida dos jovens e com a realidade atual, permitindo que desenvolvam um conhecimento crítico e reflexivo sobre essas questões. Isso capacita os/as estudantes a refletir e agir em relação a suas próprias vidas e à sociedade. Um dos principais objetivos do Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento é promover abordagens práticas e contextualizadas, valorizando os conhecimentos trazidos por essas áreas. Ao conectar os saberes da Formação Geral Básica e o Projeto de Vida dos/as estudantes, o Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento tem como objetivos: produzir conhecimentos, criar possibilidades de aprofundar e ampliar aprendizagens, intervir na realidade sociocultural, incentivar a ação de empreender, como uma atividade profissional ou ter a si mesmo como objeto desse empreender, isto é, empreender-se. Cada Unidade Curricular do Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento é composta por 4 Componentes Curriculares. A unidade curricular Aprofundamento nas Áreas do Conhecimento para o 1º ano diurno oferta componentes curriculares de cada uma das 4 áreas para todas as turmas da rede. Para o 2º ano e 3º ano, em 2024, mantém-se a estrutura de oferta de 4 componentes curriculares, porém organizados de formas diversas que possibilitaram 12 arranjos distintos, assegurando que os/as estudantes possam, com as equipes escolares, escolher qual dos Aprofundamentos é mais compatível com seu projeto de vida. Neste documento, o professor(a) encontrará as orientações para a implementação do Aprofundamento em Linguagens e Ciências Humanas, contendo a seguinte estrutura: ● Introdução à unidade curricular; ● Ementa do macrotema; ● Abordagem pedagógica; ● Objetivos de aprendizagem; ● Planos de curso contendo sugestões de organização de trabalho com subtemas, habilidades gerais, específicas e estratégias de ensino aprendizagem. Estado de Minas Gerais - 2024 4 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Introdução O Aprofundamento nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas é uma unidade curricular que está organizada em quatro componentes curriculares, dois de cada uma das áreas, que se articulam e se integram, por meio do macrotema: Multiculturalismo. A estrutura desse Aprofundamento foca em temas universais comuns às duas áreas como: processos culturais, inclusão social, processo de formação das sociedades, diversidade, solução de conflitos de forma pacífica, equiparação de oportunidades, relações de poder, preconceitos (cultural, racial, social, linguístico, religioso, etário dentre outros), respeito aos direitos humanos, justiça social. Ementa Macrotema: “MULTICULTURALISMO” O macrotema “Multiculturalismo” oportuniza o aprofundamento e o diálogo entre as áreas de Linguagens e suas Tecnologias com as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a partir da reflexão crítica, dialógica e contextualizada juntamente com o debate sobre temáticas que estão relacionadas às questões culturais, construções sociais e às relações de poder. Este aprofundamento objetiva formar um sujeito crítico, que compreende, respeita e valoriza a diversidade, entende e aprecia as diferentes culturas e visões de mundo, exercita o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, busca a resolução de conflitos e se empenha no combate ao preconceito de diferentes naturezas. Abordagem Pedagógica Esta unidade curricular está organizada em dois componentes para a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e dois para a área de Linguagens e suas Tecnologias, com temas e objetos de conhecimento distribuídos de maneira que ambas as áreas de conhecimento se desenvolvam de forma coerente e significativa para os/as estudantes. O componente curricular 'Poder e Organização Social' (CHSA) é orientado para investigar como as construções culturais interagem e impactam as formas de poder, estruturando as relações sociais. Este componente, desenvolvido sob a ótica das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (Filosofia, Geografia, História e Sociologia), visa a identificar, conhecer e analisar as diversas manifestações do poder na sociedade e nas relações entre Estado de Minas Gerais - 2024 5 2º ano e 3º ano - Ensino Médio indivíduos, observando como isso transforma as relações sociais e afeta as manifestações multiculturais. No primeiro bimestre, o foco é consolidar conceitos e ampliar a compreensão das relações de poder e manifestações culturais sob uma perspectiva política, fomentando a reflexão sobre os obstáculos culturais frente às estruturas de poder. No segundo bimestre, a ênfase é na exploração da seguridade social no Brasil, com uma análise crítica de como a diversidade cultural e social influencia e é influenciada pelas políticas públicas. No terceiro bimestre, a abordagem pedagógica se direciona para problemas sociais, ambientais e coletivos, com especial atenção à multiculturalidade e às diferentes dimensões de poder, promovendo um papel mais ativo dos estudantes na mediação dessas questões complexas e desafiadoras. No quarto bimestre, o foco será o Clube de Debates, iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindoos quatro componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. No componente curricular 'Culturas na Contemporaneidade' (CHSA), propomos uma abordagem detalhada e crítica sobre como as expressões culturais contemporâneas moldam e são moldadas por nossa sociedade. Este componente curricular se dedica a examinar a diversidade cultural, a identidade e as relações sociais, enfatizando a importância do entendimento cultural em nosso dia a dia. No primeiro bimestre, o foco é a imersão na diversidade cultural, utilizando ferramentas como o 'Passaporte Cultural' e a 'Oficina de Narrativas Pessoais e Multiculturais' para explorar e valorizar a cultura de diferentes regiões, especialmente de Minas Gerais. O segundo bimestre, concentra-se nas influências que afetam o multiculturalismo no Brasil, utilizando atividades práticas, debates e pesquisas para aprofundar o conhecimento sobre as trajetórias culturais do país. No terceiro bimestre, aprofundamos as reflexões sobre cultura e identidade regional, abordando conceitos-chave como Identidade Cultural, Mineiridade, Racismo e Intolerância Religiosa, por meio de experiências práticas e discussões. No quarto bimestre, o foco será o Clube de Debates, iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Essa progressão Estado de Minas Gerais - 2024 6 2º ano e 3º ano - Ensino Médio temática visa a desenvolver uma compreensão abrangente e engajada da cultura contemporânea e suas diversas manifestações no entorno, no Brasil e no mundo. Por conseguinte, o componente curricular Multiculturalismo no Brasil (LGG) abordará a diversidade de culturas, línguas, etnias, religiões, saberes tradicionais e manifestações artísticas presentes em nosso país, numa perspectiva de mostrar que toda essa pluralidade é importante e precisa ser valorizada. Precisamos conhecer para respeitar as mais variadas “formas de ser”, bem como administrar os nossos patrimônios e reconhecer que, ainda que múltipla, a nossa cultura é nossa identidade. O Clube de Debate (LGG) será um componente curricular e uma metodologia para trabalhar os temas abordados em todos os quatro componentes deste Aprofundamento. Com ele, pretende-se desenvolver argumentos em defesa de uma opinião, visões de mundo, contra-argumentos, capacidade crítica e social, habilidades socioemocionais (responsabilidade, escuta ativa, tolerância, respeito ao outro, empatia, criatividade, criticidade, comunicação) e demais habilidades relacionadas aos quatro eixos estruturantes do Itinerário Formativo. Por meio do Clube de Debate, objetiva-se integrar as duas áreas de conhecimento, os quatro componentes e seus professor(a)es e trabalhar as Competências Gerais da Educação Básica (Conhecimento, Pensamento científico, crítico e criativo, Repertório Cultural, Comunicação, Argumentação, Autoconhecimento, Responsabilidade e Cidadania, Empatia e Cooperação)1, uma vez que o desenvolvimento delas é de responsabilidade dos professores de todas as áreas de conhecimento. Bem como busca-se desenvolver as habilidades específicas das áreas Linguagens e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas trazidas pela Portaria 1.432/2018. Também pretende-se desenvolver o eixo investigação científica, pois para debater, precisa-se da pesquisa, leitura e escrita para aprofundamento de conceitos, interpretação de ideias e processos, entendimento de situações cotidianas e validação de uma tese; o eixo processos criativos, para trabalhar a construção de argumentos e de protótipos para resolução de problemas identificados na sociedade; o eixo mediação e intervenção sociocultural, a fim de buscar entendimento mútuo e implementação de soluções para 1 Definições no Currículo Referência de Minas Gerais, disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%2 0do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 1 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 7 https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio problemas identificados e o eixo empreendedorismo, para mobilizar conhecimentos de diferentes áreas e criar novas oportunidades para si e para os outros. Ademais, Multiculturalismo é um Tema Contemporâneo Transversal2 que deve ser trabalhado de forma inter e transdisciplinar. Os(As) professores(as) dos diferentes componentes deverão sempre planejar as atividades coletivamente, de forma que elas não sejam repetitivas, sobrepostas e/ou descontínuas. Recomenda-se que aconteça ao menos um Clube de Debate a partir do 2º bimestre com os temas trabalhados nos quatro componentes deste Aprofundamento. Por sua vez, o Coordenador do Ensino Médio promoverá a articulação dos(as) professor(a)es dos quatro componentes curriculares, sobretudo em relação à escolha dos temas para os debates, da análise das habilidades e dos respectivos eixos estruturantes propostos e a organização do Clube de Debate. Importante: Os/as professor(a)es que trabalharão com esta unidade curricular, em cada uma das escolas de Minas Gerais, têm autonomia e deverão efetuar os ajustes necessários nos seus planos de curso, buscando assim estabelecer e alcançar uma maior integração entre as áreas, considerando o contexto em que será desenvolvida e privilegiando as metodologias investigativas e participativas, de modo que os/as estudantes sejam continuamente parte do processo de construção do conhecimento. Objetivos de Aprendizagem Ao final do ano letivo, espera-se que os/as estudantes sejam capazes de: ● Identificar, reconhecer a diversidade cultural, étnica, socioeconômica, linguística e religiosa existente no seu entorno, em nosso país e no mundo. ● Valorizar e conviver respeitosamente com a diversidade no ambiente escolar e na comunidade. ● Promover a empatia e orientar o combate aos preconceitos e discriminações. ● Estudar e refletir criticamente sobre temas atuais, que afetam o multiculturalismo. ● Compreender e respeitar os valores de distintas representações culturais. 2 TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS NA BNCC. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 1 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 8 http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio ● Integrar e ampliar os conhecimentos já adquiridos para produzir discursos nos diversos campos de atuação social. ● Desenvolver a interpretação crítica sobre o multiculturalismo na sociedade, para que seja capaz de atuar e participar dela como cidadão consciente e ativo. Quadro-síntese da unidade curricular do Aprofundamento em LGG + CHS Unidade curricular Macrotema norteador Componente curricular n° de aulas Aprofundamento em Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Multiculturalismo Multiculturalismo no Brasil (LGG) 2 aulas semanais Clube de debate (LGG) 2 aulas semanais Poder e Organização Social (CHS) 2 aulas semanais Culturas na contemporaneidade (CHS) 2 aulas semanais Quadro síntese com a organização dos bimestres por componentes Estado de Minas Gerais - 2024 9 MULTICULTURALISMO Linguagens e suas tecnologias Ciências Humanas e Sociais Aplicadas MULTICULTURALISMO NO BRASIL (LGG) CLUBE DE DEBATE (LGG) PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL (CHS) CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE (CHS) 1º bimestre A beleza das diferenças Aprofundamento em gêneros argumentativos Visão política sobre multiculturalismoLugar de pertencimento 2º bimestre Diversidade cultural e linguística Argumentação e o gênero debate Ferramentas pela seguridade do direito Multiculturalismo no Brasil 3º bimestre Diversidade cultural e linguística Debate regrado Juventudes em ação na vida pública Cultura e identidade regional 4º bimestre Clube de Debate 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Planejamento Ao optar pelo aprofundamento nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias, aliado às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, o estudante se depara com uma imersão que se fundamenta na interligação de dois conteúdos específicos da área de Linguagens e dois componentes pertinentes às Ciências Humanas, todos orbitando em torno do macrotema “Multiculturalismo”. Esse enfoque propicia aos estudantes uma compreensão abrangente, amalgamando temas universais presentes em ambas as áreas. É crucial destacar a constante interlocução entre a área de Linguagens e suas Tecnologias e a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que deve ser conduzida de maneira crítica, dialógica e contextualizada. O objetivo é formar um sujeito crítico, consciente, íntegro e capacitado para compreender e coexistir com a diversidade e as diferenças. No âmbito deste aprofundamento, os estudantes encontram um planejamento estruturado, com temas e objetos de conhecimento distribuídos de forma coesa, possibilitando o desenvolvimento significativo de ambas as áreas. Esse arranjo contribui para uma formação humana, crítica, reflexiva e cidadã, fornecendo conhecimentos e ampliando as possibilidades de aprendizagem. Além disso, estimula a análise e intervenção na realidade sociocultural, oferecendo um considerável estímulo para a ação empreendedora. O eixo que integra as duas áreas, o Clube de Debate, envolve atividades educativas que permitirão uma prática efetiva e articulada do desenvolvimento da argumentação e criticidade do estudante, uma reflexão do estar no mundo e agir sobre ele, da função individual de cada um, enquanto cidadão e da minha relação com o outro. Além disso, as atividades que envolvem a realização do Clube de Debate instigam a reflexão sobre o funcionamento de diferentes linguagens e práticas culturais, a apropriação dos conhecimentos já adquiridos para produção de discursos em diversos campos de atuação social e a ampliação do protagonismo dos estudantes, quer seja para interpretação crítica da sociedade, quer seja para participação como cidadão. A estruturação do aprofundamento baseado em um macrotema implica, naturalmente, na integração entre as áreas de humanidades e linguagens. Contudo, é essencial que, na implementação prática nas escolas, a interdisciplinaridade seja efetivamente realizada. Uma possibilidade eficaz para isso, é garantir que o professor Estado de Minas Gerais - 2024 10 2º ano e 3º ano - Ensino Médio responsável pelo Clube de Debate (LGG) planeje e trabalhe de forma integrada com os outros professores e incorpore os subtemas explorados nos quatro componentes curriculares para nortear as discussões dos Clubes. Outra estratégia proposta para os componentes curriculares de Ciências Humanas e Sociais (CHS) é a elaboração de um diário de bordo. Essa ferramenta pode ser uma fonte valiosa de informação para o desenvolvimento do Clube de Debate. Isso acontece ao aproveitar as reflexões e conteúdos registrados no diário, oriundos do trabalho desenvolvido nessa área, para enriquecer as discussões e atividades no âmbito de Linguagens e suas Tecnologias (LGG). Sugerimos que o professor do Clube de Debate converse com os professores dos demais componentes sobre isso e, caso não utilizem o diário de bordo, peça para atualizá-lo sobre as temáticas em desenvolvimento no respectivo bimestre. Outras possibilidades para integrar os professores e conhecimentos dos componentes estão marcadas no quadro das estratégias. É imprescindível que os professores e Coordenador(a) do Ensino Médio já se organizem para este trabalho coletivo desde o início do ano. Quanto ao processo avaliativo, é fundamental que os professores envolvam e avaliem os estudantes em todo o processo de planejamento, logística, desenvolvimento das ações, participação nos debates, produções orais e escritas, por autoavaliação e desenvolvimento das competências socioemocionais: respeito, empatia, senso crítico, capacidade de participação, responsabilidade pelo que faz e diz, justiça, autoconfiança, resiliência, flexibilidade, autocrítica, determinação, autonomia, dentre outras. Estado de Minas Gerais - 2024 11 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Componente curricular: Poder e Organização Social (CHS) Diante da lógica binária e pragmática que permeia as ideias do mundo contemporâneo, aliadas à forma de comunicação na era da globalização, torna-se necessário que as escolas assumam a responsabilidade de fornecer reflexões que estimulem e orientem os/as estudantes a conhecer, identificar e compreender as subjetividades presentes nos elementos materiais, imateriais e virtuais das culturas existentes no mundo. Nesse contexto, é necessário estudar, analisar e buscar compreender essas subjetividades culturais em diferentes escalas - local, regional, nacional e global - a fim de construir conhecimentos que superem o discurso único e simplificado dos eventos (Santos, 2015). O estudo sobre o multiculturalismo implica conhecer e defender as diferenças culturais presentes em nossa sociedade. Charles Taylor, citado por MONTERO (2012), em “O multiculturalismo e a política do reconhecimento" (1993), ressalta a importância de uma política legítima de reconhecimento público das diferenças por parte das instituições públicas, justificando a defesa da sobrevivência das comunidades culturais em sociedades multiculturais, pois estão intrinsecamente ligadas à formação das identidades humanas e à concessão de direitos especiais a grupos culturais específicos. Ao cumprir esse papel, a escola não apenas atende às demandas sociais, mas também garante aos estudantes uma formação cidadã que valoriza o bem-estar de todos, respeitando, valorizando e reconhecendo a diversidade cultural dos diferentes grupos. Provocados por essas reflexões, os/as professore(a)s devem valorizar as múltiplas possibilidades de ser, estar e perceber o mundo, começando pelo entendimento pessoal de como se identificar nele, como interagir uns com os outros e como lidar com forças de poder que afetam os sujeitos, alienando-os mais ou menos. Isso reflete na visão do trabalho, na quantidade e qualidade do lazer, nos nossos sonhos, desejos, realizações, autoimagem e como enxerga-se o outro. Estado de Minas Gerais - 2024 12 Macrotema: MULTICULTURALISMO Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS) 1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre Visão política sobre multiculturalismo Ferramentas pela seguridade do direito Juventudes em ação na vida pública Projeto: Clube de Debates 2º ano e 3º ano - Ensino Médio O componente curricular Poder e Organização Social (CHS) oferece uma excelente oportunidade para que o estudante desenvolva seu conhecimento de forma consciente, crítica e reflexiva sobre as diversas formas de exercer o poder e como esse exercício influencia tanto a esfera pessoal quanto a social. Nesse sentido, é fundamental que os estudantes se posicionem com ideias embasadas e opiniões fundamentadas, demonstrando consciência política e participação ativa na resistência às forças que promovem a homogeneidade cultural, enfrentando as injustiças e os preconceitos sociais. Com essa base construída, propõe-se a apresentação de leis, direitos e deveres, elucidando políticas públicas, pesquisando materiais de apoio existentes e sugerindo a criação de outros recursos. Além disso, espera-se proporcionar espaços de diálogo, desenvolvendo cada vez mais a participação cidadã dos jovens. É importante que o/a estudante consiga compreender que o exercício do poder e da cidadania não aconteceapenas por via da política partidária, mas que todas as formas que temos de exercer influência sobre indivíduos ou grupos sociais são formas do exercício do poder e, portanto, da vida política. Nesse sentido, as pesquisas e discussões feitas a partir deste componente curricular poderão colaborar para que o/a estudante consiga perceber melhor as possibilidades de participar e influenciar, de fato, nas sociedades das quais ele/ela faz parte e perceber as influências que incidem sobre si e a partir disso, tomar decisões mais conscientes, claras e autônomas no seu dia a dia. 1º bimestre - Visão política sobre multiculturalismo No primeiro bimestre, busca-se consolidar conceitos e ampliar a compreensão das relações de poder e manifestações culturais sob uma perspectiva política. Recomenda-se a diversificação das metodologias para enriquecer as situações de aprendizagem, permitindo aos professores ampliar a percepção dos estudantes em relação ao multiculturalismo. Essa abordagem visa a fomentar a reflexão sobre os obstáculos culturais frente às estruturas de poder. Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores, Estado de Minas Gerais - 2024 13 2º ano e 3º ano - Ensino Médio seja com formação em História, Geografia, Filosofia e/ou Sociologia podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para o aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO CULTURAL - (CHS) 1º Bimestre - VISÃO POLÍTICA SOBRE MULTICULTURALISMO Sugestão de subtemas: 1. Influências culturais 2. Globalização como estratégia de poder e homogeneização de culturas 3. Melting pot3 4. Desigualdades de gênero e interseccionalidade 5. Políticas públicas e multiculturalismo 6. Micropoder, micropolítica e Multiculturalismo Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFCH03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes Processos Criativos EMIFCH06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais relacionados a temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental. 3 No sentido figurado, a melting pot é qualquer lugar onde existem diversas pessoas, com diferentes estilos de vida, culturas, religiões e raças. A expressão vem do significado original de melting pot, que é o cadinho onde são derretidos e fundidos vários metais ou outras substâncias. Em um melting pot, as misturas culturais e raciais são fundidas e assimiladas por todos. Estado de Minas Gerais - 2024 14 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Influências culturais: a. Apresente aos/as estudantes a música "Admirável Chip Novo" da Pitty, disponível em: https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel-chip-novo/ . b. Após leitura e escuta da canção, solicite aos estudantes que identifiquem os "comandos" que recebem em seu cotidiano, por exemplo, "passe de ano, vá à igreja, sente-se desse jeito, etc." c. Apresente as questões geradoras para dialogar com os/as estudantes: “De onde vem esses comandos?”, “Como esses comandos controlam as nossas decisões?”, “Como esses comandos, apesar de não virem de figuras políticas, também são uma maneira de fazer política?”, “Como os corpos estão sendo controlados?” d. Solicite que os/as estudantes pesquisem conteúdos nas redes sociais tais como Tumblr, Instagram, Facebook, etc, dentre campanhas publicitárias que promovam consumismo, padrões de beleza, etc. e. Escrever um parágrafo descrevendo e analisando de forma crítica as estratégias que a mídia utiliza para reforçar o desejo por maior status e aceitação social; para preencher-se de coisas novas, na tentativa de disfarçar sentimentos negativos e sentimento de incompletude, para tomar atitudes por impulso, sem reflexão sobre os valores pessoais, coletivos, princípios éticos e/ou ambientais. f. Peçam para que elaborem possíveis estratégias para combater esses tipos de influências. 2. Globalização como estratégia de poder e homogeneização de culturas: O multiculturalismo, sob a ótica do poder, pode ser discutido por meio da falácia da Aldeia Global (Santos, 2015), da Globalização que propõe a ideia de um discurso único de mundo. Para o professor(a) trabalhar essa temática: a. Aborde o conceito de Indústria Cultural tendo por referência o material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=BhFic-YkXOA (vídeo de 7 minutos). b. Associe o conceito de Indústria cultural à alienação, com atenção às suas possíveis manifestações em conteúdos (re)produzidos em redes sociais que os/as estudantes utilizam. c. Converse com eles sobre os conteúdos que consomem na internet, tais como Tiktok, Kwai, Instagram, além dos próprios jogos online como Free Fire ou outros que permitem jogar simultaneamente com outras pessoas conectadas em rede e que permitem se comunicar por chat. d. Em sala, enquanto eles verbalizam exemplos, listar no quadro as redes sociais que os estudantes utilizam, já usaram, conhecem e/ou têm instalados em seus dispositivos (resguardando a privacidade, apenas listando aqueles que eles queiram compartilhar). Ao longo dessa dinâmica, sem juízo de valor, busque deixá-los à vontade para listar outras mídias e redes sociais, tais como Whatsapp, Facebook, Telegram, Discord, Tumblr, X (antigo Twitter), Blogs, fóruns, etc. e mídias que possuam vídeos, música, filmes, podcast, jogos multiplayer, quiz, fóruns especializados (de informática, ou cursos) etc. e. Comente sobre o porquê das publicidades que aparecem no intervalo dos conteúdos ou sobre as publicidades, sorteios e promoções que os próprios produtores de conteúdos (influencers) produzem. Enfatize o fato de como que o conteúdo é feito de maneira personalizada e que utiliza apelo emocional e pessoal para conquistar a atenção dos seus potenciais clientes. f. Em duplas ou trios, solicitar que escrevam um pequeno texto com análise crítica sobre a natureza dos conteúdos que eles consomemdiariamente, sejam videos tutoriais, gameplay, de humor, dicas de como fazer algo, coreografias de hits musicais do momento, etc, e refletir se o tempo que eles dedicam por dia consumindo essas informações atrapalha em alguns aspectos de suas vidas. g. Na conclusão desse texto, deve haver uma proposta sobre como se pode fazer bom uso de dispositivos e mídias sociais, de modo que favoreça o seu desenvolvimento pessoal, interpessoal e escolar. 3. Melting pot: Explorar o conceito de "Melting Pot" e compreender como ele se aplica à sociedade, promovendo a compreensão da diversidade cultural e étnica. a. Comece a aula com uma explicação do conceito de "Melting Pot". Destaque como esse termo refere-se à ideia de uma sociedade na qual diferentes grupos étnicos e culturais se misturam, Estado de Minas Gerais - 2024 15 https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel-chip-novo/ https://www.youtube.com/watch?v=BhFic-YkXOA 2º ano e 3º ano - Ensino Médio contribuindo para a formação de uma identidade cultural única. Sugestão de material de leitura: https://visaocontacto.blogs.sapo.pt/12420.html. b. Solicite que os estudantes se dividam em grupos e que discutam sobre as seguintes questões: i. Quais são as vantagens de uma sociedade que funciona como um "Melting Pot"? ii. Existem desafios ou desvantagens associados a esse modelo? iii. Como o "Melting Pot" difere de outros modelos de integração cultural? c. Em seguida, proponha a criação de um painel visual que represente o conceito de "Melting Pot". Incentive-os a incluir imagens, símbolos e palavras-chave que expressem uma diversidade cultural e étnica, além de destacar os benefícios e desafios dessa abordagem. Separar um momento para que os grupos apresentem seus painéis à classe, explicando suas escolhas e destacando os principais elementos que representam o conceito de "Melting Pot". Isso promoverá a comunicação e a expressão oral dos estudantes. O conceito Melting Pot pode ser estudado por meio da reportagem: “Conheça significado, origem e pronúncia da expressão”. Disponível em: https://www.teclasap.com.br/melting-pot/ 4. Desigualdades de gênero e interseccionalidade: Orientar e incentivar os estudantes a criar questões, em conjunto com o(a) professor(a), nas quais eles apresentem as principais formas de desigualdades com as quais convivem cotidianamente. As perguntas e as possíveis discussões que provocam também devem abordar como o multiculturalismo e a diversidade cultural influenciam e são afetados por essas desigualdades de gênero, destacando a relevância da pluralidade cultural na compreensão das dinâmicas sociais. Caso o professor ache adequado, os estudantes podem utilizar as perguntas geradas em uma pesquisa para procurar dados que subsidiem o conhecimento sobre o tema e a busca de respostas. Sugestão de material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=6KSdtWd9Rbs (vídeo de 3 minutos sobre como sociedades estruturalmente mais machistas podem influenciar a cognição entre as mulheres e como o estímulo cultural se relaciona com o seu desenvolvimento). a. Estabelecer um diálogo sobre essas desigualdades, a partir dos dados e das descobertas obtidas, identificando as origens das desigualdades, suas consequências e "avanços (mudanças e melhorias)" que a sociedade já conseguiu para reduzir essas desigualdades. Incluir nessa discussão como o multiculturalismo contribui para uma melhor compreensão e abordagem dessas questões, promovendo um olhar mais amplo que abarca as variadas experiências e realidades culturais. Material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=RKFr4Z3uw_o (vídeo de 4 minutos com artistas falando sobre a mulher nas artes). b. Orientar os estudantes para analisar e refletir sobre como as desigualdades de gênero se entrelaçam com as desigualdades étnicas e culturais, mediante o que eles pesquisaram, identificaram e assimilaram na pesquisa que realizaram. Dar ênfase em como as desigualdades afetam de maneira diferenciada as mulheres indígenas, afrodescendentes e de outras culturas, evidenciando como o entrelaçamento da interseccionalidade com o multiculturalismo oferece uma compreensão mais profunda e abrangente das dinâmicas sociais e de gênero. 5. Políticas públicas e multiculturalismo: a. Criar uma oficina de leitura sobre o papel das políticas públicas, suas características e como elas afetam a vida dos cidadãos, com ênfase especial na forma como essas políticas interagem com a diversidade cultural e étnica da população. Examinar como as políticas públicas podem promover o respeito e a inclusão de diferentes culturas e como a falta de sensibilidade multicultural pode levar a políticas menos efetivas ou até mesmo prejudiciais. Como material de apoio sugerimos: Para que servem as políticas públicas?, disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3 %BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos. As Políticas Públicas e como elas afetam nosso país, disponível em: https://ouvidoria.tce.pe.gov.br/politicas-publicas-e-sua-importancia/ Políticas Públicas: o que são e para que servem?, disponível em: https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ . Estado de Minas Gerais - 2024 16 https://visaocontacto.blogs.sapo.pt/12420.html https://www.teclasap.com.br/melting-pot/ https://www.youtube.com/watch?v=6KSdtWd9Rbs https://www.youtube.com/watch?v=RKFr4Z3uw_o https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3%BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/#:~:text=As%20pol%C3%ADticas%20p%C3%BAblicas%20servem%20de,meio%20ambiente%20e%20servi%C3%A7os%20p%C3%BAblicos https://ouvidoria.tce.pe.gov.br/politicas-publicas-e-sua-importancia/ https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio b. Propor o uso das redes sociais para compreender quais representantes políticos estão articulados com proposições de políticas públicas que promovam/reforcem as garantias de direitos às diversidades culturais. Solicite que os/as estudantes façam uma pesquisa em suas redes sociais no intuito de apurar o conhecimento sobre os representantes políticos e como suas propostas abordam o multiculturalismo. Nas redes sociais (Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), entre outros), os estudantes devem identificar e analisar exemplos de políticas públicas propostas ou implementadas que reconheçam e valorizem a diversidade cultural, assim como aquelas que falham ao não considerarem a pluralidade cultural da sociedade. 6. Micropoder, micropolítica e Multiculturalismo: Ao explorar os conceitos de micropolítica e biopoder de Foucault no contexto multicultural, incentive os estudantes a refletirem sobre como o micropoder se manifesta na representação cultural e social. a. Inicialmente, discuta como o micropoder influencia as percepções, as interações sociais e a representação de diferentes culturas. Destaque como ele pode tanto reforçar estereótipos e desigualdades quanto ser um instrumento para a promoção da inclusão e do respeito à diversidade. Material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=3VqTrLpxThk (utilizar este vídeo entre o minuto 4:30 e 11:00, em que a explicação sobre micropoder, biopoder, micropolítica são explicados). b. Por encenação teatral, oriente os grupos a incorporar situações que demonstrem o micropoder em ação em contextos multiculturais. Por exemplo, eles podem criar cenas que retratem: i. Como as normas culturais são impostas ou desafiadas no dia a dia, mostrando situações que práticas culturais específicas são ou não aceitas e respeitadas. ii. A influência de mídias e redes sociais na percepção de diferentes culturas, destacando como a representação de grupos culturais nesses meios pode fortalecer ou combater preconceitos. iii. O papel da educação e da linguagem na moldagem das atitudes em relação à diversidade cultural, ilustrando como o discurso e a educação podem ser usados para promovera compreensão ou perpetuar a discriminação. c. Peça para que, ao desenvolverem os roteiros, os estudantes considerem como o micropoder se manifesta por meio de diálogos, gestos, escolha de figurinos e cenários. Incentive-os a usar simbolismos e metáforas para representar o impacto do micropoder nas relações interculturais. Exemplo de encenação sobre micropoder: https://www.youtube.com/watch?v=Mh6FKVYp5NE d. Após as apresentações, promova um debate, perguntando como eles percebem o micropoder em suas próprias vidas e na sociedade ao redor. Questione como a conscientização sobre o micropoder e a micropolítica podem contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, especialmente em relação à diversidade cultural. Essa abordagem permitirá aos estudantes não só compreender teoricamente os conceitos, mas também vivenciá-los e aplicá-los na análise crítica da realidade multicultural em que estão inseridos. Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate. Isso pode ser realizado ao consultar o professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Estado de Minas Gerais - 2024 17 https://www.youtube.com/watch?v=3VqTrLpxThk https://www.youtube.com/watch?v=Mh6FKVYp5NE 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar e valorizar as tarefas e atividades produzidas pelos estudantes a partir dos registros, trabalhos, participação e apresentação dos mesmos durante as aulas e realização dessas tarefas. Autoavaliação ➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre? ➢ Qual situação de aprendizagem mais chamou sua atenção? Por quê? ➢ Como você avalia a sua participação e interesse nessa proposta? Estado de Minas Gerais - 2024 18 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 2º bimestre - Ferramentas pela seguridade do direito Durante o segundo bimestre, o foco será a exploração da seguridade social no Brasil, com uma lente voltada para o multiculturalismo. Os alunos irão investigar como diferentes grupos são marginalizados. Essa abordagem permitirá um entendimento mais profundo de como a diversidade cultural e social influencia e é influenciada pelas políticas públicas. Por meio de atividades interativas, os estudantes terão a oportunidade de engajar-se com leis e documentos, analisando-os criticamente. Ao enfatizar a valorização dos saberes tradicionais e das memórias coletivas, pretende-se despertar nos alunos uma consciência crítica sobre a importância da justiça social e do respeito à diversidade cultural. O objetivo é desenvolver uma compreensão mais rica do multiculturalismo no Brasil, incentivando a participação cívica ativa e a construção de uma sociedade mais inclusiva e equitativa Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores, com formação em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS) 2º Bimestre - FERRAMENTAS PELA SEGURIDADE DO DIREITO Sugestão de subtemas: 1. Conflitos em territórios de povos e comunidades tradicionais 2. Grupos marginalizados 3. Outros saberes: filosofias indígenas e africanas 4. Participação e representatividade 5. Combate ao racismo 6. Seguridade social Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Mediação e intervenção Sociocultural Estado de Minas Gerais - 2024 19 2º ano e 3º ano - Ensino Médio EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis(código alfanumérico) - habilidade EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação científica EMIFCH01 - Investigar e analisar situações problema envolvendo temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. Mediação e intervenção Sociocultural EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental. Empreendedorismo EMIFCH11 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas para desenvolver um projeto pessoal ou um empreendimento produtivo, emâmbito local, regional, nacional e/ou global. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Conflitos em territórios de povos e comunidades tradicionais: a. Assistir ao vídeo, dialogar e debater sobre a proposta legislativa do Marco Temporal. https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s. Explorar como a falta de demarcação e a invasão de territórios indígenas contribuem para a perda de suas terras ancestrais e uma consequente desigualdade. b. Discussão em Grupos com Recursos Acessíveis: i. Divida a classe em pequenos grupos, focando em temas específicos relacionados ao Marco Temporal, como impactos sociais, culturais e ambientais nas comunidades indígenas. ii. Use recursos mais acessíveis e diretos, como artigos de notícias, vídeos curtos explicativos, infográficos e postagens em blogs que abordem o tema de maneira simplificada. iii. Os estudantes devem discutir esses materiais em seus grupos, identificando como o Marco Temporal afeta diferentes aspectos da vida das comunidades indígenas. iv. Cada grupo cria um pequeno mural ou cartaz que ilustre os principais pontos discutidos, usando imagens e frases curtas. c. Mesa Redonda Temática: i. Organize uma mesa redonda na sala de aula, na qual cada grupo representa um ponto de vista diferente (por exemplo, comunidades indígenas, governo, setor agrícola) sobre o Marco Temporal . ii. Cada grupo apresenta brevemente sua perspectiva, baseada na discussão e nos materiais analisados. iii. Após as apresentações, abra um espaço para perguntas e respostas, permitindo que os estudantes explorem mais profundamente os diferentes pontos de vista. d. Estudo de Caso com Análise de Vídeo: Estado de Minas Gerais - 2024 20 https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s https://www.youtube.com/watch?v=RamN8J-Yg1s 2º ano e 3º ano - Ensino Médio i. Selecione um ou dois estudos de caso que ilustrem os conflitos sobre territórios indígenas. Prefira estudos de caso que estejam disponíveis em formatos de vídeo, como mini-documentários ou reportagens. ii. Após assistirem ao vídeo, os estudantes devem discutir em seus grupos as consequências desses conflitos para as comunidades afetadas. iii. Eles podem elaborar uma lista de observações ou um pequeno texto reflexivo sobre o estudo de caso. e. Simulação de Negociação de Terras: i. Proponha uma atividade de role-play na qual os estudantes simulam uma negociação sobre a demarcação de terras. ii. Divida a turma em grupos que representem diferentes partes interessadas (comunidades indígenas, governo, empresas agrícolas, ambientalistas). iii. Cada grupo prepara argumentos e propostas para uma negociação fictícia, tentando alcançar um acordo que respeite os direitos das comunidades indígenas e outros interesses envolvidos. iv. Ao final da simulação, discuta com a turma as dificuldades encontradas na negociação e como diferentes interesses podem ser conciliados. 2. Grupos marginalizados: a. Orientar e solicitar aos estudantes que identifiquem os grupos que hoje estão à margem da sociedade, por meio de leituras, pesquisas na internet, jornais e, se possível, fazer uma visita para conversa com alguns membros desses grupos, para que possam conhecer, entender e desenvolver uma apresentação teatral retratando a realidade vivenciada por esses grupos, dando voz e vez a essas pessoas. Com objetivo não apenas de educar sobre a marginalização, mas também desenvolver habilidades de empatia, pesquisa e expressão artística nos estudantes, sugere-se: i. Pesquisa e Identificação: Peça aos estudantes para identificarem grupos que são marginalizados na sociedade atual. Essa pesquisa pode ser feita em artigos de notícias, vídeos educativos, podcasts e blogs que tratam de questões sociais. Oriente os alunos a considerarem diferentes tipos de marginalização, como econômica, cultural, racial, de gênero, entre outras. ii. Discussão em Sala de Aula: Organize uma discussão em sala de aula na qual os alunos compartilhem suas descobertas. Cada aluno ou grupo pode apresentar um breve resumo sobre um grupo marginalizado específico. Incentive a reflexão sobre as causas da marginalização e seus impactos na sociedade. iii. Atividade Externa Opcional: Se possível, organize uma visita a uma organização ou comunidade que trabalhe com grupos marginalizados. Essa visita deve ser conduzida de forma ética e respeitosa, com foco no aprendizado e na escuta. Caso a visita não seja viável, considere convidar um palestrante que possa falar sobre suas experiências e perspectivas. iv. Desenvolvimento de uma Apresentação Teatral: Divida a turma em grupos e atribua a cada grupo a tarefa de criar uma apresentação teatral baseada na realidade dos grupos marginalizados que pesquisaram. Estado de Minas Gerais - 2024 21 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Encoraje-os a usar a criatividade para retratar as histórias e experiências desses grupos de maneira respeitosa e informativa. A apresentação deve focar em dar voz às experiências desses grupos, destacando suas lutas, resistências e contribuições para a sociedade. v. Ensaio e Apresentação: Dê tempo suficiente para os grupos ensaiarem suas apresentações. Ofereça suporte e orientação durante o processo de ensaio. Organize um dia para as apresentações, para que cada grupo mostre seu trabalho para a turma. Se possível, convide outros professores ou estudantes para assisti-las. vi. Reflexão e Discussão Pós-Apresentação: Após as apresentações, promova uma discussão em sala de aula sobre o que foi aprendido com a atividade. Incentive os alunos a refletirem sobre como a arte (teatro, neste caso) pode ser um meio poderoso para trazer à luz questões sociais e promover a empatia e a compreensão. 3. Outros saberes: a. Apresente aos/às estudantes várias frases da sabedoria africana e indígena (sugerimos abaixo, um perfil no Instagram sobre a sabedoria africana). https://www.instagram.com/afrolaiye/. b. Solicite aos/às estudantes para interpretarem as frases: O que elas querem dizer? Como elas se aplicam no nosso cotidiano? Qual é a diferença em relação à nossa cosmovisão? “A cosmovisão seria como uma lente pela qual as pessoas notam e interpretam o mundo que as rodeia.” (SOUSA, 2023). c. Sugira aos estudantes que observem os problemas que a nossa cosmovisão traz nas relações sociais e na natureza e peça para escreverem frases de sabedoria que possam ser formas alternativas de se pensar. d. Proponha a discussão se a sabedoria africana pode ser considerada uma filosofia e quais seriam as características típicas dessa filosofia. Sugerimos nesse momento, apresentar o vídeo "Introdução à Filosofia Africana" do professor(a) Filício Mulinari https://www.youtube.com/watch?v=RCJDedLIPPY . 4. Participação e representatividade: a. Peça aos estudantes que pesquisem, na Câmara Municipal, a porcentagem de vereadores por categorias, por exemplo, vereadoras mulheres, vereadores LGBTQIAP+, vereadores(as) negros(as), etc. Essas categorias devem ser escolhidas conforme o interesse dos/as estudantes e de acordo com os conceitos de representatividade política e participação . b. Oriente os estudantes para pesquisarem quais foram as propostas, quais foram os votos e decisões da câmara. c. Peça aos/às estudantes para associarem os votos e decisões às categorias que eles pesquisaram. d. Dialogue com os/as estudantes sobre as observações que fizeram, por exemplo: as categorias que escolheram tiveram influência nos votos? As propostas e decisões contemplaram o interesse da população? Houve benefício real para a cidade? O que os/as estudantes e suas famílias poderiam fazer para ampliar a participação política deles? Estado de Minas Gerais - 2024 22 https://www.instagram.com/afrolaiye/ https://www.youtube.com/watch?v=RCJDedLIPPY 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Se possível, visite a Câmara Municipal durante uma sessão de debates. 5. Combate ao racismo: a. Apresentar aos/as estudantes o e-book 21 textos para discutir combate ao racismo em sala de aula disponível em: https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf, que aborda diversos aspectos do racismo e da discriminação racial no Brasil, como a Covid-19, a escravidão, o trabalho, a ciência, a cultura, a linguagem e a violência. Solicite que os/as estudantes se agrupem e escolham um texto do e-book para lerem e discutirem. b. Como trabalho conclusivo, será requisitada a entrega de um mapa mental que sintetize as discussões, auxiliando na organização e visualização criativa e lógica das informações sobre um tema. O mapa mental é uma ferramenta versátil que pode ser utilizada para estudar, planejar, criar, apresentar ou resolver problemas. (Como Fazer um Mapa Mental (passo a passo) - MapaMental.org) c. A partir disso, elabore um cartaz, um vídeo, um podcast ou outro recurso multimídia sobre a manifestação cultural escolhida, destacando os seguintes aspectos: A origem, a história e o significado da manifestação cultural; a forma como a manifestação cultural se relaciona com o território onde ela ocorre ou se desenvolve e a importância da manifestação cultural para a valorização e a preservação da cultura local e nacional. 6. Seguridade social: a. Estabelecer uma conversa dialógica com os estudantes sobre a seguridade social, a saúde e a previdência, aguçando a curiosidade deles e oportunizando-os uma participação direta na reflexão e levantamento de questionamentos sobre o assunto, Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 ,disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm. b. Apresente e assista com os estudantes ao vídeo: AGU Explica - Assistência, seguridade e previdência social, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM. c. Solicite que os estudantes reflitam sobre a Identidade Nacional e diversidade cultural brasileira sob a ótica da tolerância e convivência entre diferentes culturas. Para isso sugere-se: destacar a importância da identidade nacional e da diversidade cultural para a construção de uma sociedade inclusiva, explique que a tolerância e a convivência entre culturas são elementos-chave para promover a harmonia social e desenvolver a inclusão social. Consulte os conceitos fundamentais em: O que é inclusão social? Disponível em: https://www.politize.com.br/inclusao-social/ . d. Ressaltar que trabalhadores indígenas têm acesso à previdência social assegurada na legislação previdenciária, segundo a Instrução Normativa nº 128/2022 do INSS e que a questão da terra indigena está entremeada ao modo de viver indígena, bem como ao uso de seus direitos sociais. Para melhor conduzir esse diálogo, faça perguntas como: Por que a seguridade social abarca os indígenas? Como a ausência de terras indígenas afeta a garantia de direitos dos povos indígenas? e. Apresente o § 4º da Instrução normativa n°128/2022 do INSS que diz: i. § 4º Enquadra-se como segurado especial o indígena cujo(s) período(s) de exercício de atividade rural tenha(m) sido objeto de certificação pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas - FUNAI, inclusive o artesão que utilize matéria-prima proveniente de extrativismo vegetal, independentemente do local onde resida ou exerça suas atividades, sendo irrelevante a definição de indígena aldeado, não-aldeado, em vias de integração, isolado ou integrado, desde que exerça a atividade rural individualmente ou em regime de economia familiar, observado os requisitos contidos nos arts. 112 e 113. (Brasil, 2022). ii. Problematize a questão da terra novamente, a partir da observância de que a lei garante o acesso à seguridade independente da terra. Em seguida, solicite aos estudantes que produzam um texto (até 10 linhas), abordando essa polêmica, explorando como a falta de demarcação e a Estado de Minas Gerais - 2024 23 https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula.pdf https://www.mapamental.org/mapas-mentais/como-fazer-um-mapa-mental-passo-passo/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm https://www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM https://www.politize.com.br/inclusao-social/ https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-pres/inss-n-128-de-28-de-marco-de-2022-389275446 2º ano e 3º ano - Ensino Médio invasão de territórios indígenas contribuem para a perda de suas terras ancestrais e uma consequente desigualdade. f. Organize a turma em grupos e solicite que eles dialoguem, reflitam sobre o que viram no vídeo e o conhecimento que têm sobre a seguridade social, a saúde e a previdência no Brasil e produzam uma análise reflexiva e crítica sobre a situação da saúde e da previdência na sociedade brasileira. Pode-se consultar a internet ou outro recurso disponível. g. Peça a um estudante que apresente para toda a turma a síntese crítica sobre a saúde e a previdência produzida pelo seu grupo. Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar a participação dos estudantes nos debates, trabalhos, produções de sínteses. Autoavaliação ➢ Como você avalia a sua participação e interesse nas atividades das aulas? ➢ Você sentiu afinidade com qual tema? Por quê? ➢ Qual proposta de atividade você se sentiu mais interessado em aprofundar seu conhecimento? Estado de Minas Gerais - 2024 24 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 3º bimestre - Juventudes em ação na vida pública Para o terceiro bimestre, a abordagem pedagógica será direcionada aos problemas sociais, ambientais e coletivos, com uma atenção especial à multiculturalidade e às diferentes dimensões de poder. As atividades propostas visam a promover um papel mais ativo dos/das estudantes, incentivando a pesquisa, o questionamento crítico e a mediação de situações complexas e desafiadoras. Essas atividades serão conduzidas sob uma perspectiva que reconhece e valoriza a diversidade cultural e são desenhadas para enfrentar as contradições, injustiças e desigualdades sociais presentes na sociedade brasileira, considerando as múltiplas realidades culturais dos estudantes. Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porquediferentes professores, com formação em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: PODER E ORGANIZAÇÃO SOCIAL - (CHS) 3º Bimestre - JUVENTUDES EM AÇÃO NA VIDA PÚBLICA Sugestão de subtemas: 1. Intergeracionalidade 2. Culturas juvenis e meio ambiente 3. Políticas com enfoque multicultural 4. Movimentos sociais e multiculturalidade 5. A escola como espaço multicultural 6. Projeto político pedagógico inclusivo e diverso Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Estado de Minas Gerais - 2024 25 2º ano e 3º ano - Ensino Médio EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFCH03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCH08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, baseadas no respeito às diferenças, na escuta, na empatia e na responsabilidade socioambiental. EMIFCH09 - Propor e testar estratégias de mediação e intervenção para resolver problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, habilidade Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Intergeracionalidade: a. Apresentar o conceito "Intergeracionalidade (interações planejadas de grupos de pessoas com diferentes idades e em diferentes fases da vida). É preciso que o jovem conheça o legado das gerações anteriores para enriquecer o seu projeto de vida. Para melhor compreensão desse conceito, sugere-se como material de apoio, o ebook Intergeracionalidade: prevenção ao idadismo e construção de uma sociedade para todas as idades (páginas 15 à 18). Disponível em: https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_se rvicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevenca o-ao-idadismo.pdf. b. Explique que na nossa sociedade ainda é bem comum existir discrepâncias culturais, sociais ou econômicas entre duas ou mais gerações, que podem ser causadas por mudanças de valores ou conflitos de interesse entre gerações mais jovens e gerações mais antigas. Para isso: i. Utilize diferentes tipos de mídia (filmes, músicas, programas de TV, anúncios) de épocas distintas para ilustrar as mudanças culturais ao longo do tempo. Os alunos podem analisar como diferentes gerações são retratadas e discutir as implicações dessas representações. ii. Crie uma linha do tempo interativa na sala de aula, onde os alunos adicionam eventos, inovações, mudanças sociais e culturais relevantes de diferentes épocas. Isso pode ajudar a visualizar as mudanças ao longo do tempo e entender melhor as diferenças geracionais. iii. Peça aos alunos para manterem um diário de campo observando e registrando interações e situações do dia a dia que demonstrem diferenças geracionais. Posteriormente, podem compartilhar suas observações em um formato de galeria de exposição na sala de aula. iv. Incentive os alunos a entrevistarem membros de diferentes gerações de suas famílias ou comunidades. As entrevistas podem se concentrar em experiências de vida, mudanças sociais e culturais percebidas ao longo do tempo. v. Cápsula do Tempo Digital: Crie uma cápsula do tempo digital, na qual os alunos podem adicionar conteúdo que eles acreditam representar a sua geração. Isso pode incluir música, arte, notícias, moda e outros elementos culturais. Planeje abrir a cápsula ao final do ano para explorar como as percepções e tendências culturais podem mudar rapidamente. c. Informar que após o aprofundamento do tema, haverá como metodologia, a proposta de um trabalho de campo, que poderá ser, por exemplo, em uma Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI), APAE, Instituições de Longa Permanência hospitalar, que permitam visitas, etc.. O trabalho de campo é uma proposta de metodologia que sugere uma saída do espaço da escola e proporciona contato com o conhecimento desejado. Pode contribuir para o aluno compreender a Estado de Minas Gerais - 2024 26 https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Intergeracionalidade%3Dprevencao-ao-idadismo.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio organização do espaço geográfico, dando condições para se estabelecer análises do mesmo, buscando evitar a facilidade de se realizar uma pesquisa de observação que se restrinja somente à teoria e constatação de dado local. O objetivo desse trabalho de campo, será o de praticar valores éticos e as cinco habilidades socioemocionais (autoconsciência, autogestão, consciência social, habilidade de relacionamento e tomada de decisão responsável) para exercitar o bom convívio intergeracional. Porém, antes do trabalho de campo, são necessários alguns aprofundamentos. Para isso, o professor deve organizar uma conversa sobre quais condições de saúde e mobilidade são demandadas por idosos e PcDs (Pessoas com Deficiência), ressaltar a quantidade de tratamentos e adaptações precisam ser feitas para proporcionar melhor qualidade de vida. Além disso, explique a importância do conjunto de leis que responsabilizam o poder público para proporcionar melhor qualidade de vida para esses sujeitos, tais como: incentivos ao uso dos espaços públicos de esporte e lazer, assentos preferenciais em transporte público, e vagas preferenciais em estacionamentos de estabelecimentos comerciais, etc. Utilize o Estatuto da Pessoa Idosa para dar suporte a essa estratégia. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view d. Organize uma experiência de intergeracionalidade com a proposição de um trabalho de campo que produza uma interação dos/as estudantes, proporcionando vivências e trocas com diferentes gerações (de afeto, culturais, de empatia), pode ser, por exemplo uma visita, a uma Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI) ou APAE, hospital em sua comunidade, bairro ou cidade. e. Solicite que os estudantes se organizem em grupos, para proporcionar alguma atividade e/ou campanha solidária por artigos de higiene, ingredientes para um lanche diferente (com ressalvas das restrições alimentares) ou alguma doação que a instituição esteja precisando. Podem preparar intervenções com apresentações musicais, teatrais, jogos compatíveis com o público, curso de alguma habilidade manual, ou seja, alguma ação que possa fazer bom aproveitamento do tempo de visita. f. Em sala, após a visita, proporcionar uma conversa para o compartilhamento de suas impressões, com relação às suas expectativas prévias à visita ao local escolhido, sobre os desafios que enfrentaram, quais atitudes e habilidades foram desenvolvidas e o que aprenderam com a atividade intergeracional. Inspire-se em projetos como: ● http://www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos (proposta de visitação) ● https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s (Indicação para aprofundamento sobre inclusão digital para a terceira idade) ● https://geridades.com.br/2021/10/16/voce-sabe-o-que-e-intergeracionalidade-entenda-os-seus-benefi cios/. 2. Culturas juvenis e meio ambiente: a. Propor um projeto em defesa da educação ambiental, integrando o respeito pela diversidade cultural e ações para a preservação e conservação das áreas verdes. Para isso, sugere-se: i. Desenvolver uma Atividade de Fotografia: Os estudantes fotografam paisagens da cidade, capturando a interação entre a natureza e a diversidade cultural. ii. Compartilhamento de Fotos: As fotos são compartilhadas digitalmente ou via dispositivo, estimulando um diálogo sobre a relação entre a natureza e as culturas locais. b. Roda de Conversa Sobre Espaços Públicos e Diversidade Cultural: i. Organize uma discussão aprofundada sobre o papel dos espaços públicos na preservação de áreas verdes e sua interação com diversas comunidades culturais. ii. Incentive os alunos a explorarem como diferentes culturas usam e valorizam esses espaços, considerando práticas como festivais culturais ao ar livre, uso de parques por diferentes grupos para práticas recreativas ou rituais e a importância desses espaços para a preservação de práticas culturais. Estado de Minas Gerais - 2024 27 https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view http://www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos/ https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s https://www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s 2º ano e 3º ano - Ensino Médio iii. Discuta também sobre as políticas públicas relacionadas a esses espaços e como elas podem ser inclusivas ou excludentes para diferentes grupos culturais. c. Questões Motivadoras Sobre Natureza: Reflexão sobre os benefícios do contato com a natureza, incluindo a perspectiva de diferentes grupos culturais. i. Inicie uma discussão sobre os benefícios do contato com a natureza, enfatizando como eles podem variar entre diferentes culturas. ii. Explore temas como o impacto da natureza na saúde mental e física, práticas de lazer e a importância do conforto térmico proporcionado pelas áreas verdes. iii. Incentive os alunos a considerar como a relação com a natureza é vista e valorizada por diferentes grupos culturais, incluindo povos indígenas, comunidades rurais e urbanas e como essa relação influencia suas tradições e práticas diárias. iv. Promova uma reflexão sobre o papel da natureza na formação da identidade cultural e como a perda de áreas verdes pode impactar a diversidade cultural. d. Investigação dos Desafios Ambientais e Culturais: Diálogo com pessoas de diferentes culturas sobre os desafios da conservação ambiental na cidade. i. Oriente os alunos a investigarem os desafios da conservação ambiental na cidade, focando na interação desses desafios com as diversas culturas presentes. ii. Sugira que entrevistem pessoas de diferentes culturas e comunidades, buscando entender suas perspectivas sobre questões ambientais e como essas afetam suas vidas. iii. Encoraje a análise de como a degradação ambiental afeta as práticas culturais, como festivais ao ar livre, celebrações religiosas e rituais que dependem de espaços naturais. iv. Peça para que identifiquem e reflitam sobre as ações locais em prol do meio ambiente, tanto de iniciativas governamentais quanto de organizações comunitárias e como tais iniciativas consideram ou negligenciam a diversidade cultural. e. Análise Crítica de Grandes Empreendimentos e Impacto Cultural: i. Proponha uma investigação detalhada sobre como grandes empreendimentos (como shoppings, condomínios, indústrias) afetam o meio ambiente e as comunidades culturais locais. Os estudantes podem analisar como a comunicação desses empreendimentos com a comunidade aborda questões ambientais e se eles consideram ou ignoram as práticas e valores culturais locais. Incentive-os a entrevistar membros das comunidades afetadas, buscando entender como esses projetos impactam suas vidas cotidianas e tradições culturais. ii. Peça aos estudantes para avaliarem se os discursos ambientais desses empreendimentos estão alinhados com suas ações práticas e como essas ações impactam a diversidade cultural e o meio ambiente local. f. Se possível, procurar o desenvolvimento de Mobilização Coletiva: i. Organização de ações ambientais que respeitem e valorizem a diversidade cultural, como campanhas educativas adaptadas para diversas culturas ou ações de plantio, considerando a flora típica de diferentes heranças culturais. 3. Políticas com enfoque multicultural: Visando à ressignificação sobre o valor da política na vida dos cidadãos, com ênfase especial na diversidade cultural da sociedade, sugere-se uma sequência de atividades para que os espaços de diálogos políticos da república tenham cada vez maior presença e participação dos estudantes, especialmente de grupos culturalmente diversos. O objetivo é romper preconceitos sobre a política, convidando os/as estudantes a fazerem parte do processo coletivo de construção política, considerando as diferentes realidades culturais. a. Navegação Virtual pelos Portais do Poder Legislativo: No laboratório de informática da escola, proponha uma navegação virtual pelos portais do Poder Legislativo em âmbito municipal, estadual e federal. Encoraje os estudantes a explorarem como diferentes culturas e grupos sociais são representados e abordados nesses espaços. i. Assembléia Legislativa de MG https://www.almg.gov.br/ ii. Camara dos Deputados https://www.camara.leg.br/ iii. Senado https://www12.senado.leg.br/hpsenado . b. Permita que os/as estudantes naveguem pelas abas, menus e publicações mais recentes desses portais oficiais, com foco especial em como questões culturais e de diversidade são tratadas. Estado de Minas Gerais - 2024 28 https://www.almg.gov.br/ https://www.camara.leg.br/ https://www12.senado.leg.br/hpsenado 2º ano e 3º ano - Ensino Médio c. Investigação em Duplas ou Trios: Investigar “quais instrumentos de participação os cidadãos de diferentes culturas podem utilizar para manifestar suas opiniões e necessidades políticas”. Essa pesquisa será a base para a elaboração de uma cartilha direcionada para a comunidade escolar, enfatizando a inclusão multicultural. d. Escolha de Publicações sobre Audiências Públicas: Os/as estudantes podem ler sobre audiências públicas de temas diversos, prestando atenção especial em como esses temas impactam diferentes grupos culturais. e. Elaboração de uma Cartilha com Enfoque Multicultural: A cartilha (virtual ou não) deve ser redigidacom linguagem acessível, incluindo textos curtos e ilustrações que reflitam a diversidade cultural. Os passos para elaborar a cartilha incluem: escolha do tópico, pesquisa e coleta de informações com enfoque multicultural, planejamento do conteúdo, escrita e criação de conteúdo, design gráfico, criação da cartilha e revisão, sempre com a perspectiva de inclusão e representatividade cultural. Como material de apoio sugere-se: Passo a passo para elaboração de cartilhas - EduCAPES. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20 %281%29.pdf 4. Movimentos sociais e multiculturalidade: a. Solicitar e orientar os estudantes para que pesquisem os principais movimentos sociais existentes no município e nas suas proximidades, incentivando-os a explorar a diversidade de culturas e grupos étnicos representados nesses movimentos. Isso inclui compreender como diferentes comunidades contribuem para a luta contra a desigualdade, cada uma trazendo suas próprias perspectivas e experiências. b. Convidar um membro de um movimento social, preferencialmente representando a pluralidade cultural da região, para uma “roda de conversa” sobre o movimento. Nessa conversa, aborde questões como a origem do movimento, seus objetivos, principais conquistas e dificuldades, enfatizando como o movimento atua dentro do contexto multicultural e como lida com as questões de desigualdade que afetam diferentes comunidades culturais. c. Agendar e oportunizar a visita dos estudantes aos espaços representativos desses movimentos, para que possam ver, conhecer, vivenciar e absorver todo o contexto social e histórico, assim como as lutas específicas enfrentadas por diferentes grupos culturais. Essas visitas devem proporcionar aos estudantes uma compreensão mais profunda de como os movimentos sociais trabalham para combater a desigualdade em um contexto multicultural. 5. A escola como espaço multicultural: Propõe-se refletir a escola como espaço de transformação e ressignificação das realidades em um contexto multicultural. a. Discuta (se possível, encoraje) a participação dos/as estudantes no movimento estudantil, destacando a importância da diversidade e inclusão nesses espaços. Se for oportuno, convide um representante do movimento estudantil que possa trazer perspectivas de diferentes grupos culturais e étnicos, dialogando e estimulando o interesse dos estudantes em conhecer e também fazer parte de movimentos que representem a diversidade cultural. i. Durante a apresentação, enfatize como os movimentos estudantis podem ser plataformas para a promoção do respeito à diversidade cultural e para a luta contra desigualdades sociais e raciais. ii. Utilize material de apoio que aborde a representatividade cultural nos movimentos estudantis, como o site da UNE (União Nacional dos Estudantes) e o Memorial do Movimento Social das Mulheres, sugerindo que os alunos explorem como esses movimentos abordam questões de gênero, raça, etnia e cultura. b. Encoraje os estudantes a se engajarem em movimentos que não apenas correspondam aos seus interesses, mas que também promovam a inclusão e valorização das diversas culturas presentes na escola e na comunidade. O objetivo é criar um ambiente escolar onde o multiculturalismo seja reconhecido e celebrado como parte integrante do processo educativo e da transformação social. material de apoio os links: UNE (União Nacional dos estudantes) https://www.une.org.br/, Estado de Minas Gerais - 2024 29 https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704485/2/Como%20fazer%20uma%20cartilha%20%281%29.pdf https://www.une.org.br/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Memorial do Movimento Social das Mulheres https://www.memoriaemovimentossociais.com.br 6. Projeto Político Pedagógico inclusivo e diverso: a. A partir da apresentação do conceito do que vem a ser um Projeto Político Pedagógico (PPP), incentive os estudantes a debaterem sobre os seguintes tópicos, com uma ênfase especial na inclusão do multiculturalismo como um aspecto fundamental do PPP: i. O objetivo principal do Projeto Político Pedagógico: Discussão sobre como o PPP pode refletir e incorporar a diversidade cultural da comunidade escolar, promovendo um ambiente educacional inclusivo e respeitoso para todas as culturas. ii. O que o Projeto Político Pedagógico deve conter: Análise de como elementos de diferentes culturas e perspectivas podem ser integrados no PPP, assegurando que todos os grupos culturais sejam representados e valorizados no ambiente escolar. iii. A diferença entre proposta pedagógica e Projeto Político Pedagógico: Reflexão sobre como a proposta pedagógica e o PPP se complementam, com o último incorporando uma abordagem mais ampla que inclui políticas de inclusão e valorização da diversidade cultural. iv. Após o debate, solicite que cada estudante ou grupos de estudantes elaborem um relatório, aplicando essas reflexões ao contexto da sua escola. Para dar suporte a essa atividade, apresente aos estudantes o roteiro de como idealizar um Projeto Político Pedagógico (PPP), disponível em: Como fazer o PPP da escola. Acesso em: 05 dez. 2023. Incentive-os a contrastar os passos descritos no material de apoio com o PPP produzido na escola, avaliando especialmente como o multiculturalismo é abordado e implementado." Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar a participação dos estudantes a partir da apresentação final dos grupos. Autoavaliação A partir dos trabalhos desenvolvidos no bimestre: ➢ Você pensa que as atividades afetam a sua visão de mundo de alguma forma? ➢ Quais situações foram mais desafiadoras para você? ➢ Quais estratégias você poderia utilizar para superar tais desafios? ➢ Como você avalia a sua participação e interesse para essa proposta? Estado de Minas Gerais - 2024 30 https://www.memoriaemovimentossociais.com.br https://gestaoescolar.org.br/conteudo/559/como-fazer-o-ppp-da-escola 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate É fundamental destacar que, no quarto bimestre, os componentes curriculares envolvidosno aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para todos os quatro componentes está na página 83. Referências (Poder e Organização Social) 1º bimestre BALBINO, Cleide Vitoria Pereira; NETO, Luiz de Camargo Pires. Contra-história: o biopoder e o discurso racista. PAULUS: COMFILOTEC, v. 8, n. 15, 2022. Disponível em: www.fapcom.edu.br/revista/index.php/revista-comfilotec/article/view/592/585. Acesso em: 28 dez. 2023. BECKER, Howards. Métodos de pesquisa em ciências sociais. Tradução de Marco Estevão e Renato Aguiar. São Paulo: Hucitec, 1993. BESSA, Liz. O que é inclusão social? Politize! 2019. Disponível em: www.politize.com.br/inclusao-social/. Acesso em: 14 set. 2023. BRASIL. LEI Nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 1991. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm. Acesso em: 03 out. 2023. BRIGIDO, Edimar Inocencio; AMARAL, Vinicius. O biopoder na perspectiva foucaultiana. Sapere Aude, v. 7, n. 13, p. 211-227, 2016. Disponível em: periodicos.pucminas.br/index.php/SapereAude/article/view/P.2177-6342.2016v7n13p211/9737. Acesso em: 28 dez. 2023. Desigualdade Social: um panorama completo da realidade mundial. OXFAM Brasil. 2021 Disponível em: www.oxfam.org.br/blog/desigualdade-social-um-panorama-completo-da-realidade-mundial. Acesso em: 28 dez. 2023. Igualdade de gênero. ONU Mulheres Brasil. YouTube, 16 de março de 2016 - Disponível em: www.youtube.com/watch?v=ZCGLC-vziRc. Acesso em: 07 out. 2023. MONTERO, Paula. Multiculturalismo, identidades discursivas e espaço público. Sociologia & Antropologia, v. 2, p. 81-101, 2012. Disponível em: www.scielo.br/j/sant/a/cBg3KfW3YZTBvwppXbjYrcR/?lang=pt#. Acesso em: 07 out. 2023. Multiculturalismo na Educação: o que os profissionais do ensino devem saber sobre o tema. CER-SEBRAE, 2022. Disponível em: cer.sebrae.com.br/blog/multiculturalismo-na-educacao/. Acesso em: 16 set. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 31 2º ano e 3º ano - Ensino Médio RAMALHO, José Rodorval. Os métodos de pesquisa em sociologia. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2008. Disponível em: cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/18550616022012Sociologia_I_Aula_3.pdf. Acesso em 28 dez. 2023. SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 24ª edição, Record, Rio de Janeiro, 2015. 2º bimestre BRASIL. LEI Nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 1991. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm. Acesso em: 12 out. 2023. CAMPOS, Mateus. Território. Disponível em: mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia% 20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais. Mundo Educação [s.d.]. Acesso em: 07 dez. 2023. DOMINGOS, Luis Tomas. A visão africana em relação à natureza. Anais do III encontro nacional do gt história das religiões e das religiosidades–anpuh-Questões teórico-metodológicas no estudo das religiões e religiosidades. IN: Revista Brasileira de História das Religiões. Maringá (PR) v. III, n. 9, 2011. Disponível em: www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdf8/ST12/003%20-%20Luis%20Tomas%20Domingos.pdf. Acesso em: 28 dez. 2023. Introdução à Filosofia Africana. A filosofia explica. YouTube, 23 nov. 2021. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=RCJDedLIPPY. Acesso em: 07 out. 2023. LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. Filosofias africanas: uma introdução. Editora José Olympio, 2020. 3º bimestre AGU Explica - Assistência, seguridade e previdência social. Advocacia-geral da União AGU. Youtube. 26 out. 2018. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=Y5P-wy42RtM. Acesso em: 26 nov. 2023. ENTENDA o que é Inclusão digital - Geografia com Ziza - Se liga na educação. Geoziza. Youtube. 30 mar. 2023. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=hrOpPHc24k4&t=652s. Acesso em: 28 dez. 2023. FERREIRA, Daniel. Projeto Visitação a Asilos. CAPELANIA. Disponível em: www.cursodecapelao.com.br/projeto-visitacao-asilos. Acesso em: 12 out. 2023. GERIDADES. Você sabe o que é intergeracionalidade? Entenda os seus benefícios! 16 out. 2021. Disponível em: geridades.com.br/2021/10/16/voce-sabe-o-que-e-intergeracionalidade-entenda-os-seus-beneficios. Acesso em: 12 out. 2023. Memória e movimentos sociais. Disponível em: www.memoriaemovimentossociais.com.br. Acesso em: 09 out. 2023.União Nacional dos Estudantes (UNE). Disponível em: www.une.org.br. Acesso em: 26 set. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 32 https://www.une.org.br/ http://www.une.org.br 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Componente curricular: Culturas na Contemporaneidade (CHS) Ao longo do ano letivo na componente curricular “Culturas na Contemporaneidade”, serão abordadas as interseções entre diferentes temas que moldam e definem as sociedades contemporâneas, com foco no Brasil e em Minas Gerais. No primeiro bimestre, lançamos as bases deste conteúdo no qual debruçaremos sobre o conceito de pertencimento. Compreendendo a cultura como uma esfera social determinada, mergulharemos nas complexidades que envolvem o sentimento de pertencer a um grupo, seja ele cultural, étnico ou social. Analisaremos como as identidades individuais se entrelaçam com as coletivas, examinando os fatores que influenciam a construção do eu em relação a nós. No segundo bimestre busca-se explorar a diversidade cultural no Brasil, ancorando nossos estudos na perspectiva do multiculturalismo. Enquanto país marcado por uma rica miscigenação e uma multiplicidade de tradições, o Brasil emerge como um terreno fértil para a compreensão das dinâmicas culturais contemporâneas. Investiga-se como diferentes grupos étnicos, religiosos e sociais coexistem, interagem e, por vezes, conflituam-se, contribuindo para a riqueza e complexidade da tapeçaria cultural brasileira. Através dessa ótica multicultural, visa-se desvelar as harmonias que permitem a convivência de diversas culturas em um mesmo contexto geográfico. No terceiro bimestre, direcionamos nosso olhar para as áreas específicas culturais que permeiam as diferentes regiões do Brasil e de Minas Gerais . Abandonando a abordagem generalista, adentramos a intricada teia regionais, liberando a riqueza das nuances culturais que caracterizam cada parte do país. Desde as manifestações artísticas até as tradições alimentares, exploramos como as identidades regionais se entrelaçam com o mosaico cultural mais amplo, moldando a diversidade que define uma nação. Nesse contexto, compreendemos a cultura como algo dinâmico e multifacetado. Estado de Minas Gerais - 2024 33 Macrotema: MULTICULTURALISMO Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS) 1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre Lugar de pertencimento Expressões culturais e tolerância Cultura e identidade regional Projeto: Clube de debates 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Em síntese, o percurso aqui sugerido pretende proporcionar uma compreensão das relações sociais, abordando o pertencimento, o multiculturalismo no Brasil e as identidades regionais, desvelando as complexidades e nuances que caracterizam a cultura na contemporaneidade. É fundamental destacar que, no 4º bimestre, os componentes curriculares envolvidosno aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para todos os quatro componentes está na página 83. 1º bimestre - Lugar de pertencimento Para o 1º bimestre, a abordagem pedagógica é voltada para uma imersão na diversidade cultural, começando com o desenvolvimento do “Passaporte Cultural” para cidades de Minas Gerais, permitindo que os estudantes explorem e apresentem a cultura de diferentes regiões. Em seguida, a “Oficina de Narrativas Pessoais e Multiculturais” convida os alunos a expressarem suas identidades e heranças culturais, valorizando a diversidade presente na sala de aula. A análise do “Lugar” por meio da fotografia permite que os estudantes conectem memória, identidade e pertencimento com espaços significativos. O “Museu das Coisas Banais” propõe uma reflexão sobre a memória e a história pessoal, enquanto a pesquisa sobre patrimônio local estimula a apreciação de riquezas culturais mais amplas. A elaboração de um diário de bordo reforça o conceito de pertencimento e a observação atenta do ambiente ao redor. Por fim, a discussão sobre “Desafios Contemporâneos” contextualiza a aprendizagem em um cenário global, relacionando a cultura local a questões mundiais, preparando os estudantes para uma compreensão mais abrangente de sua sociedade e mundo. Estado de Minas Gerais - 2024 34 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores, com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS) 1º Bimestre - LUGAR DE PERTENCIMENTO Sugestão de subtemas: 1. Cultura 2. Identidade 3. Lugar 4. Memória 5. Patrimônio 6. Pertencimento 7. Desafios Contemporâneos Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. Processos Criativos EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFCHS01 -Investigar e analisar situações problema envolvendo temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. EMIFCHS03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. Estado de Minas Gerais - 2024 35 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Processos Criativos EMIFCHS05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente recursos criativos para resolver problemas reais relacionados a temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Cultura: Para iniciar um trabalho com foco em uma compreensão abrangente da cultura, incentivando a pesquisa e a colaboração dos estudantes na apresentação dos aspectos culturais de diversas cidades de Minas Gerais, propomos o desenvolvimento d o “Passaporte Cultural". Propomos a seguinte dinâmica: a. Divida a turma em grupos, e instrua cada grupo a criar um "Passaporte Cultural" para uma cidade mineira específica, que servirá como um guia para visitantes. Comece a atividade com a criação da capa do passaporte. Oriente os estudantes a nomearem o projeto como "Viagem Cultural pelas Minas Gerais" e a decorarem a capa com ilustrações que representem a diversidade cultural. Na primeira página interna, reserve um espaço para informações pessoais dos estudantes, como nome, foto e uma breve descrição sobre si mesmos. b. Instrua os grupos a dedicarem uma página para o itinerário da 'viagem', listando as cidades exploradas e as datas de 'chegada' e 'partida'. As próximas páginas devem conter informações gerais sobre cada cidade mineira escolhida, abrangendo detalhes como localização geográfica, história, patrimônio cultural, tradições e festivais, gastronomia local, música, arte e personalidades importantes. c. Encoraje a inclusão de seções especiais sobre a culinária da cidade, destacando pratos típicos e receitas. Instrua-os a explorar a cena musical e artística da cidade, incluindo estilos musicais, artistas locais, galerias de arte e eventos culturais. Peça aos estudantes para destacarem personalidades importantes da cidade, como figuras históricas, artistas, escritores e músicos. d. Para tornar o passaporte interativo, oriente os estudantes a incorporarem QR codes que levem a recursos multimídia relevantes. Ao final do passaporte, inclua uma seção de reflexão cultural, onde os estudantes possam ponderar sobre o que aprenderam e como as culturas exploradas se relacionam com as suas próprias. e. Conclua o projeto com uma apresentação ou feira cultural, onde cada grupo terá a oportunidade de compartilhar sua cidade com a escola, celebrando a diversidade cultural de Minas Gerais. 2. Identidade: Propor a feitura de uma “Oficina de Narrativas Pessoais e Multiculturais". Essa proposta oferece uma oportunidade valiosa para os alunos explorarem e celebrarem suas identidades culturais, ao mesmo tempo em que promove a compreensão e o respeito pela diversidade na comunidade escolar O intuito é permitir que os estudantes expressem suas identidades e heranças culturais através de narrativas pessoais, destacando a diversidade cultural da turma. a. Abordar o que são narrativas pessoais e como refletem identidade e cultura. Na oficina de narrativas pessoais e multiculturais, os estudantes podem explorardiferentes formas de expressar suas identidades e heranças culturais. Isso pode incluir escrever ou contar histórias sobre suas famílias, que revelem tradições, lendas, experiências de imigração ou celebrações culturais. b. Criação de uma 'Árvore de Identidade' por cada estudante para mapear sua identidade e herança cultural. Sessões sobre histórias familiares e comunitárias para discussão e compartilhamento. Oficinas de escrita criativa e narração de histórias para desenvolvimento das narrativas pessoais. c. Preparação do Ambiente para a Oficina: Utilize uma "caixa de cultura" contendo itens representativos de diferentes culturas para configurar rapidamente o espaço da oficina. Envolva os alunos na configuração do espaço, criando um ambiente acolhedor e multicultural. d. Demonstração Prática de Narração de História: Inicie com uma narração de história pessoal por um convidado especial ou membro da escola.Use esta demonstração como inspiração e guia para os estudantes. Estado de Minas Gerais - 2024 36 2º ano e 3º ano - Ensino Médio e. Orientação Individual e em Grupo na Criação de Narrativas: Ajude os estudantes a criar suas próprias narrativas, individualmente ou em pequenos grupos. Ofereça assistência e feedback para capturar e expressar suas histórias de forma autêntica. f. Compartilhamento das Narrativas: Organize uma sessão para os estudantes apresentarem suas narrativas, seja por meio de leitura, representação artística ou oral. Esta atividade pode incluir a exposição de trabalhos escritos e artísticos. 3. Lugar: Organizar uma atividade temática que aborde a categoria análise espacial lugar (O conceito de lugar para a Geografia. Conceito de lugar - Mundo Educação (uol.com.br), memória, identidade e pertencimento utilizando a fotografia. a. Solicitar aos/às estudantes que tragam para a sala de aula fotografias antigas e atuais de suas famílias, que mostram momentos importantes, pessoas queridas, lugares significativos, etc. Para as fotografias atuais, o professor deve orientar os estudantes a imprimi-las caso não as tenham no formato físico. b. Organizar os estudantes em grupos e orientar para que eles compartilhem as fotografias entre si, contando as histórias por trás delas e explicando como elas representam sua memória, sua identidade e seu pertencimento. c. Para produzir um painel, solicitar aos/às estudantes que escolham uma fotografia de cada integrante do grupo e façam uma colagem com elas, formando um painel que mostre a diversidade e a riqueza das memórias familiares dos estudantes. d. Produzir um texto coletivo sobre a feitura do painel, destacando os aspectos comuns e diferentes das fotografias, as emoções e sentimentos que elas despertam e o que elas revelam sobre a cultura e a história das famílias dos estudantes. e. Elaborar uma exposição dos painéis e textos na sala de aula, ou em outro espaço da escola. f. Promover uma roda de conversa com os estudantes sobre a importância do registro da memória, identidade e pertencimento através do levantamento visual e sensorial dos bens patrimoniais. 4. Memória: Criar o "Museu das coisas banais" baseado na ideia do projeto homônimo. a. Solicitar aos/às estudantes para trazerem para a sala alguns objetos que não são valiosos do ponto de vista comercial ou de um museu tradicional, mas que sejam valiosos como símbolo da sua família. Caso seja difícil trazer o objeto, o/a professor(a) e estudantes podem optar por uma exposição de fotos . Como toda exposição de museu, os objetos devem ter uma "ficha técnica" (Nome, material feito, quando foi confeccionado, descrição, etc.). Durante a exposição, a turma pode optar por falar brevemente sobre o objeto que cada um trouxe. Se todos os/as estudantes levarem no mesmo dia, talvez seja difícil ouvir e ver a todos. Sugerimos organizar a sala em grupos menores, um grupo por aula apresenta seus objetos. Ao final da exposição, talvez um dia especial para isso, conversar sobre o que faz um objeto ser importante, como ele expressa a cultura do qual faz parte, qual a relação entre os "objetos banais" e os objetos de exposição em museus e galerias de arte. Site do museu das coisas banais: https://museudascoisasbanais.com.br . Esta atividade deve ser baseada no conceito de memória (para uma definição histórica utilize o texto: disponível em: https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsom anpuh2010.pdf MEMÓRIA SERVE PRA QUÊ? UMA ANÁLISE “DO QUE DEVE SER ESQUECIDO” E “DO QUE PODE SER LEMBRADO” NA HISTÓRIA) a partir do questionamento “Porque guardamos coisas”? b. Pesquisar com os estudantes no link sugerido sobre o museu das coisas banais. Durante essa pesquisa, conversar com os/as estudantes sobre o que faz uma coisa ser valiosa ou não. Registrar essas respostas. c. Pedir para os/as estudantes observarem em casa objetos que sejam importantes para eles ou para a família, mas que talvez não sejam valiosos do ponto de vista comercial ou para um museu. Por exemplo: uma xícara que foi da bisavó, um anel de metal não precioso que foi passado de geração a geração, uma foto, entre outros. d. Pedir aos estudantes que façam uma ficha técnica semelhante às que têm nos museus com informações sobre os objetos. Por exemplo: data de fabricação, material, origem, quem foi/é o proprietário original/atual, entre outras informações. E pode-se criar outras categorias de informações que o grupo achar importante estar na ficha, por exemplo, breve histórico do motivo de porque o objeto é importante. Estado de Minas Gerais - 2024 37 https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm https://museudascoisasbanais.com.br/ https://museudascoisasbanais.com.br https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsomanpuh2010.pdf https://snh2011.anpuh.org/resources/anais/8/1276701927_ARQUIVO_MemoriaservepraqueGelsomanpuh2010.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio e. Organizar a exposição: pedir aos/às estudantes para trazer os objetos e montar uma exposição, semelhante a um museu, ou seja, colocar os objetos e junto a ficha técnica. Normalmente, a exposição é autoexplicativa, mas nada impede que alguns objetos que se destaquem sejam comentados pelo/a estudante que o trouxe. f. Exposição: Após a montagem do espaço de exposição, convide outras turmas, professores, direção e funcionários para visitar a exposição. Alternativa: Se o/a professor/a e estudantes não acharem apropriado levar os objetos para a escola, pode ser montado um museu virtual. Neste caso, em vez de um dia para a exposição, cada aluno faria uma foto ou uma filmagem curtíssima (10 segundos) do objeto e montariam a exposição através de um perfil específico numa rede social. A ficha técnica ficaria na legenda da foto ou vídeo. 5. Patrimônio: a. Desenvolver uma pesquisa sobre o patrimônio local. É importante definir claramente o tipo de patrimônio que será pesquisado. Em conjunto com os estudantes, define-se qual tipo de patrimônio será explorado nas pesquisas. Eles serão orientados a registrar o bem patrimonial escolhido, incluindo a realização de uma fotografia, a elaboração de uma descrição detalhada e a explicação da funcionalidade desse bem. Adicionalmente, cada estudante apresentará uma justificativa pessoal, explicando a escolha do bem material ou imaterial específico, relacionando-o com sua própria vida e experiência cultural. A atividade será concluída com uma apresentação ou exposição na escola, onde os estudantes compartilharão o resultado de suas pesquisas e reflexões. Esta iniciativa não apenas valoriza o patrimônio local, mas também celebra a rica diversidade cultural da comunidade escolar. Para o patrimônio imaterial, você pode utilizar o conceito descrito em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234 . Quanto ao patrimônio material, consulte http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276. 6. Pertencimento: a. Orientar e desenvolver a elaboração de um diáriode bordo no qual os/as estudantes relatem os lugares que eles/elas irão descrever, atividade que reforça o conceito de pertencimento. O registro em um diário de bordo constitui uma ferramenta através da qual os estudantes podem documentar suas atividades, reflexões e comentários relacionados ao desenvolvimento de trabalhos, seja em equipe ou individualmente. Essa ferramenta pode ser desenvolvida em um suporte material como um caderno, formato de fichário, ou em uma plataforma online como em um documento do Canva, Power Point ou ainda pelo Google Docs - disponível para todos os estudantes do estado por meio do Google Apps em seus e-mails institucionais. Estado de Minas Gerais - 2024 38 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Para o desenvolvimento dessa proposta estabeleça um roteiro de como fazer as anotações nesse documento: Sugere-se as seguintes etapas: i. Produza uma introdução sobre você, incluindo seu nome, idade, escola ou instituição de ensino em que está matriculado e o propósito do diário de bordo. ii. Estabeleça os objetivos da feitura de um diário de bordo. Explique para os/as estudantes o que é um diário de bordo: O diário de bordo é uma ferramenta na qual os estudantes irão registrar as suas atividades, reflexões, comentários sobre o modo como o trabalho proposto pelo(a) professor(a) está se desenvolvendo. O registro escrito permite criar o hábito de pensar as práticas, de se pensar a própria aprendizagem, porque está fazendo esse registro e o que deseja alcançar com ele. Isso pode incluir compartilhar experiências, documentar aprendizados ou explorar lugares culturais e educacionais. iii. Fazer um planejamento detalhado antes de começar a visitar os lugares. Listar os locais que serão visitados, as datas e horários, bem como as atividades específicas que serão realizadas em cada lugar. Isso ajudará a organizar a jornada e garantir o aproveitamento de cada visita. iv. Fazer uma descrição detalhada ao visitar cada local. Inclua informações como o nome do lugar, endereço, descrição do ambiente, atrações ou pontos de interesse observados, bem como as atividades educacionais ou culturais disponíveis. v. Registrar as impressões e reflexões pessoais sobre cada local visitado. Compartilhar experiências, sentimentos, pensamentos e observações. Destaque o que mais chamou atenção, o que aprendeu, como se relacionou com o ambiente e como isso pode contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e acadêmico. vi. Registrar fotografias dos lugares que visitar para complementar o diário de bordo. As imagens podem ajudar a ilustrar as experiências e tornar o registro visualmente mais atrativo. Além disso, se possível, colete quaisquer materiais ou documentos relacionados aos lugares visitados, Estado de Minas Gerais - 2024 39 2º ano e 3º ano - Ensino Médio como panfletos, ingressos ou mapas, e inclua-os como evidências no diário. E disponha desse material de forma criativa e original. vii. Produzir uma análise geral das experiências vivenciadas após visitar todos os lugares. Reflita sobre como essas experiências podem contribuir para a formação e crescimento pessoal. 7. Desafios Contemporâneos: Promover a reflexão e discussão entre os estudantes sobre desafios contemporâneos em diferentes áreas, incentivando a participação ativa e a pesquisa. a. Apresente um panorama geral sobre a importância da compreensão dos desafios presentes na contemporaneidade em diversas áreas, como tecnologia, meio ambiente, educação, economia, entre outras. b. Distribua ou projete o texto “Os graves Desafios da contemporaneidade” Disponível em: https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade. Faça uma leitura compartilhada com os estudantes. Use exemplos concretos e atuais para ilustrar a relevância desses desafios na sociedade. c. Apresente à turma problemáticas contemporâneas para que os estudantes possam desenvolver a habilidade de resolução de problemas. Sugere-se a apresentação de temas como: i. Tecnologia: Desafio: Privacidade e Ética na Inteligência Artificial (IA) Contexto: Como garantir que as tecnologias de IA respeitem a privacidade dos usuários e sigam padrões éticos em sua tomada de decisões? ii. Meio Ambiente: Desafio: Mudanças Climáticas e Sustentabilidade Contexto: Como lidar com os impactos das mudanças climáticas, como aumento da temperatura, eventos climáticos extremos e perda de biodiversidade, buscando soluções sustentáveis? iii. Educação: Desafio: Acesso Equitativo à Educação Online Contexto: Como garantir que todos os estudantes tenham acesso igualitário à educação online, considerando a disparidade no acesso à tecnologia e à internet? iv. Economia: Desafio: Desigualdade Econômica e Social Contexto: Como enfrentar a crescente desigualdade de renda e oportunidades, promovendo políticas econômicas inclusivas e distribuição mais equitativa dos recursos? v. Política: Desafio: Desafios na Governança Global Contexto: Como lidar com questões como a instabilidade geopolítica, desafios cibernéticos transnacionais e garantir a eficácia das instituições globais? vi. Cultura: Desafio: Preservação Cultural e Globalização Contexto: Como equilibrar a preservação das identidades culturais locais diante da globalização, garantindo a diversidade cultural em um mundo cada vez mais interconectado? d. Divida a turma em pequenos grupos e apresente uma lista de desafios contemporâneos abrangendo áreas como Tecnologia, Meio Ambiente, Educação, Economia, Política e Cultura. Incentive cada grupo a escolher um desafio que desperte seu interesse ou preocupação. Oriente os grupos a realizarem uma pesquisa detalhada sobre o desafio escolhido. Eles devem consultar artigos, estudos de caso, documentários e analisar dados pertinentes. Forneça acesso à sala de informática ou a dispositivos móveis para facilitar a pesquisa online, e promova o uso de fontes confiáveis. i. Instrua os estudantes a fazerem uma análise crítica das causas e impactos do desafio. Eles devem discutir como o problema afeta diferentes grupos sociais, ecossistemas, economias ou políticas e pensar em soluções possíveis, como propostas de políticas públicas, inovações tecnológicas ou campanhas de conscientização. ii. Peça aos estudantes para prepararem uma apresentação do desafio e das soluções que desenvolveram. Eles podem usar formatos variados, como apresentações em PowerPoint, vídeos, peças teatrais, debates ou painéis de discussão. Após as apresentações, promova uma Estado de Minas Gerais - 2024 40 https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade https://www.atribunarj.com.br/materia/os-graves-desafios-da-contemporaneidade 2º ano e 3º ano - Ensino Médio sessão de perguntas e respostas para envolver todos os estudantes na discussão sobre os temas abordados. Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do ItinerárioFormativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros produzidos. Autoavaliação ➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre? ➢ Acredita que a feitura de um diário de bordo auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado? Explique como foi essa experiência ? ➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta? Estado de Minas Gerais - 2024 41 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 2º bimestre - Expressões culturais e tolerância No 2º bimestre, a abordagem pedagógica se concentra em explorar as influências que moldam o multiculturalismo no Brasil, bem como nos processos culturais que permeiam o país. Para enriquecer a compreensão dos processos culturais brasileiros, a formação das identidades e as diferenças históricas entre as regiões, o/a professor(a) deve promover atividades práticas, debates e pesquisas. Essas atividades desempenham um papel fundamental na aquisição de um conhecimento mais profundo das diversas trajetórias culturais presentes no Brasil. Além disso, ao abordar questões sociais complexas, essas atividades contribuem para sensibilizar os estudantes em relação a problemas reais e para desenvolver a empatia e tolerância entre eles. A proposta visa destacar a riqueza da cultura brasileira, enquanto também aborda questões que moldam nossas ações e nossa sociedade como um todo. Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores, com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS) 2º Bimestre - Expressões culturais e tolerância Sugestão de subtemas: 1. Diversidade 2. Processo de Miscigenação e Interação Culturais 3. Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil 4. Identidade Nacional e Diversidade Cultural no Brasil 5. Tolerância e Convivência entre Culturas 6. Povos e culturas isoladas Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Processos Criativos EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. Estado de Minas Gerais - 2024 42 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFCH02 - Levantar e testar hipóteses sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, contextualizando os conhecimentos em sua realidade local e utilizando procedimentos e linguagens adequados à investigação científica. Processos Criativos EMIFCH06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais relacionados a temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Diversidade: Propomos engajar os estudantes a partilharem suas origens culturais e étnicas para promover o entendimento e a apreciação do multiculturalismo na escola. Importante: Encoraje a participação ativa e o respeito durante as apresentações e discussões. Facilite as atividades, garantindo que todos os estudantes se sintam confortáveis para compartilhar suas histórias. Utilize recursos audiovisuais para tornar as apresentações mais dinâmicas e envolventes. Considere a possibilidade de integrar esta atividade com a área de linguagens, principalmente em uma perspectiva de artes e literatura. a. Histórias de Família: Peça aos estudantes que pesquisem e compartilhem histórias de suas famílias, explorando suas origens étnicas e culturais. Isso pode incluir lendas familiares, histórias de migração, tradições ou celebrações especiais. i. Um estudante pode trazer uma receita de família, contar a história de como ela foi passada de geração em geração e o que ela significa para sua cultura. ii. Cada estudante apresenta sua história oralmente, acompanhada de fotos, objetos ou até uma pequena demonstração (como tocar uma música ou dançar uma dança tradicional). b. Mapa Cultural da Sala de Aula: Crie um grande mapa mural na sala de aula. Cada aluno adiciona um item que represente sua cultura. i. Um estudante de origem asiática pode trazer um artesanato representativo (origami, etc), enquanto um aluno com ascendência indígena pode trazer um objeto artesanal típico. ii. Organize uma sessão onde cada aluno explica o significado de seu item para a classe, enriquecendo o mapa cultural com histórias e significados. c. Entrevistas com a Comunidade: Forme pequenos grupos para entrevistar diferentes pessoas na comunidade escolar sobre suas origens culturais. Prepare um guia de entrevista com perguntas para ajudar na conversa. i. Perguntas podem incluir: "Quais tradições culturais são importantes para você?" ou "Como sua cultura influencia sua vida diária?" ii. As entrevistas podem ser apresentadas como vídeos curtos, podcasts ou transcrições escritas, que serão compartilhadas com a classe. iii. Incentive os estudantes a manterem um diário onde anotam suas impressões e aprendizados durante o projeto. Estado de Minas Gerais - 2024 43 2º ano e 3º ano - Ensino Médio iv. Após uma entrevista, um estudante pode escrever sobre como se surpreendeu ao aprender sobre uma tradição cultural de um colega. d. Exposição Cultural:Organize uma exposição na escola onde todo o material coletado (narrativas, entrevistas, itens culturais) é apresentado. i. Monte estandes temáticos para cada cultura representada na sala de aula. Inclua fotos, objetos, trechos de entrevistas e até amostras de comida, se possível. e. Discussão em Grupo: Promova discussões em grupo focando em como a diversidade cultural enriquece a comunidade escolar e a importância da tolerância. i. Use as narrativas pessoais como ponto de partida para debater temas como identidade cultural, preconceito e inclusão. 2. Processo de Miscigenação e Interação Culturais: Para promover uma compreensão mais profunda do processo de miscigenação e interação culturais resultantes no Brasil, incentivando a reflexão crítica sobre identidade e sociedade, propõe-se a atividade Rotação por Estações. Essa abordagem por estações visa proporcionar uma experiência mais dinâmica e envolvente, permitindo que os alunos explorem os diferentes aspectos do tema de forma mais interativa e participativa. a. Estação 1: Explorando Conceitos e Origens Étnicas i. Peça para que os/as estudantes coletem informações sobre conceitos relacionados às origens étnicas sugerimos os sites abaixo: Geledés - Instituto da Mulher Negra: Oferece artigos e informações sobre a história e a cultura afro-brasileira. Povos Indígenas no Brasil: Fornece dados sobre os povos indígenas no Brasil, suas culturas e desafios. Museu Afro Brasil: Explore as exposições online para aprender sobre a história e a cultura afro-brasileira. b. Estação 2: Miscigenação e Interação Cultural i. Para preparar essa estação, o professor deverá selecionar trechos dos documentos, imagens, mapas, gráficos, tabelas, índices, indicados nos sites abaixo, referentes aos grupos étnicos formados no Brasil e distribuirá entre os grupos: ii. Solicite para que os discentes preparem uma apresentação sobre os grupos étnicos que formaram o Brasil. Para isso, o professor distribuirá recortes de características para associação correta aos grupos. iii. Discussões em grupo sobre como essas diferentes origens étnicas se entrelaçaram na cultura brasileira. Você pode utilizar os seguintes materiais de apoio: Mapa Etno-histórico do Brasil - IBGE: Mapa que destaca a distribuição étnica no Brasil ao longo do tempo. O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro: Livro clássico que aborda a formação étnica do povo brasileiro, oferecendo uma visão aprofundada. Raízes do Brasil - Canal Futura: Documentário que aborda as raízes culturais do Brasil. A influência dos imigrantes na cultura brasileira: Artigo que explora a influência de imigrantes na cultura brasileira. Caderno do Professor: Diversidade Étnico-racial - MEC: Oferece informações e sugestões para abordar a diversidade étnico-racial em sala de aula. c. Estação 3: Expressões Culturais e Pesquisa de Campo i. Nessa estação, os estudantes pesquisarão na internet e na biblioteca da escola as origens e influências étnicas por meio de expressões culturais brasileiras, como culinária, música, dança, religião e festivais. Estado de Minas Gerais - 2024 44 http://www.geledes.org.br/ http://pib.socioambiental.org/pt/P%C3%A1gina_principal http://www.museuafrobrasil.org.br/ https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/mapas-regionais/15829-mapa-etnohistorico.html https://www.saraiva.com.br/o-povo-brasileiro-a-formacao-e-o-sentido-do-brasil-1-ed-2017-9517049/p https://www.futura.org.br/series/raizes-do-brasil/ https://www.infoescola.com/sociologia/a-influencia-dos-imigrantes-na-cultura-brasileira/ https://observatorio.seppir.gov.br/o-brasil-visto-de-fora/guia-brasileiro-para-educadores-caderno-do-professor-diversidade-etnico-racial-volume-1/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio ii. O professor deverá propor a realização de atividades práticas, com uma degustação culinária, para explorar pratos típicos e discutir o significado dessas expressões. 3. Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil: a. O professor deverá planejar e organizar uma excursão virtual com uma temática escolhida pelos estudantes, que pode incluir opções como museus famosos, lugares históricos, danças, entre outros, com o objetivo de aprofundar o tema das Expressões Artísticas Multiculturais no Brasil. Se possível, transmita essa visita em sala de vídeo, por meio de projeção. Durante a preparação, crie uma ficha técnica com os/as estudantes para guiar o que deve ser observado durante a excursão virtual. b. Promova um diálogo com os/as estudantes sobre as riquezas culturais da temática escolhida, explorando como ela reflete uma perspectiva singular por meio da qual as pessoas interpretam o mundo (conforme definido por SOUZA, 2023). Discuta como essa experiência ajuda a ampliar nossa compreensão do mundo. Colabore com os/as estudantes para criar uma curadoria de conteúdo, envolvendo a pesquisa, seleção e compartilhamento de materiais relevantes sobre o assunto ou área de interesse. Ao utilizar o material coletado pelos/as estudantes e suas reflexões, enriqueça a experiência educacional. i. Escolha da Temática: Incentive os estudantes a escolherem uma temática de interesse relacionada às expressões artísticas multiculturais no Brasil. Isso pode incluir a arte indígena, o samba, o carnaval, o folclore, a capoeira, entre outros. ii. Planejamento da Excursão Virtual: Com base na temática escolhida, o professor deverá pesquisar e selecionar recursos online que ofereçam excursões virtuais, apresentações ou exposições relacionadas ao tema. É importante garantir que os recursos escolhidos sejam acessíveis gratuitamente. iii. Ficha Técnica e Observações: Crie, com os estudantes, uma ficha técnica que liste os principais aspectos a serem observados durante a excursão virtual. Isso pode incluir elementos culturais, históricos, artísticos e qualquer detalhe relevante para a compreensão da temática. Incentive os alunos a fazerem anotações durante a visita virtual. iv. Transmissão e Discussão em Sala de Aula: Se possível, realize a visita virtual em sala de aula por meio de projeção ou compartilhamento de tela. Durante a visita, promova a discussão entre os alunos sobre o que estão observando, as belezas da cultura pesquisada e como essa expressão artística reflete a cosmovisão do grupo étnico ou região. v. Reflexões e Diálogo: Após a excursão virtual, promova um diálogo com os estudantes sobre o que aprenderam e as impressões que tiveram. Estimule reflexões sobre como as expressões artísticas ajudam a enxergar melhor o mundo, a diversidade cultural do Brasil e sua importância na construção da identidade nacional. vi. Curadoria de Conteúdo: Monte, com a colaboração dos estudantes, uma curadoria de conteúdo. Isso envolve pesquisar, selecionar e compartilhar materiais relevantes sobre a temática escolhida. Os alunos podem contribuir com informações adicionais, imagens, vídeos e artigos que enriqueçam o conhecimento sobre a cultura em questão. Recursos Recomendados: Tour virtual da Pinacoteca Museus Virtuais - Melhores Destinos Tour virtual do Museu do Vaticano (apesar de não ser brasileiro, a referência é relevante devido à influência da religião católica na cultura brasileira). Danças Brasileiras: conheça as mais populares e tradicionais 4. Identidade Nacional e Diversidade Cultural no Brasil: a. O professor deve solicitar uma pesquisa sobre as cinco regiões do Brasil : Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul para consolidar conhecimentos sobre a diversidade brasileira. Peça aos/às estudantes que investiguem sobre as características culturais, geográficas, históricas e sociais de cada região, utilizando livros, internet, revistas, etc. O/a professor(a) poderá utilizar a seguinte Estado de Minas Gerais - 2024 45 https://pinacoteca.org.br/conteudos-digitais/tipo/tour-virtual/ https://www.melhoresdestinos.com.br/museus-virtuais.html https://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html https://www.segurospromo.com.br/blog/dancas-brasileiras/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio referência: As 5 Regiões do Brasil e suas principais características(com mapa) - Toda Matéria (todamateria.com.br). Para a pesquisa sobre as cinco regiões do Brasil, o professor pode incentivar os alunos a realizarem uma pesquisa mais aprofundada sobre aspectos específicos de cada região. Além das características culturais, geográficas, históricas e sociais, os alunos podem explorar: i. Economia regional: Como a economia de cada região contribui para a identidade e cultura local. ii. Cultura indígena: Destacar a influência e a preservação da cultura indígena em cada região. iii. Impactos ambientais: Discutir os desafios ambientais enfrentados por cada região e como isso afeta a vida das comunidades locais. iv. Personagens históricos: Destacar figuras históricas importantes de cada região e seu legado. b. Apresentação Criativa das Regiões: Na etapa de produção das apresentações criativas, o professor pode oferecer orientações específicas para cada grupo, dependendo da região que estão representando. Por exemplo: i. O grupo do Norte pode pesquisar e incluir elementos culturais de comunidades indígenas locais em sua apresentação. ii. O grupo do Nordeste pode explorar diferentes estilos de dança nordestina, como o xaxado, o coco e o maracatu. iii. O grupo do Centro-Oeste pode incorporar elementos da fauna e flora do cerrado em suas apresentações. iv. O grupo do Sudeste pode abordar a influência da imigração estrangeira na cultura regional. v. O grupo do Sul pode destacar as tradições gaúchas e alemãs, e até mesmo aprender uma dança típica, como a dança das fitas. Materiais Recicláveis e Adereços: Para tornar a atividade mais sustentável e econômica, o professor pode promover a conscientização ambiental. Incentive os alunos a utilizar materiais recicláveis e reutilizáveis na criação de cenários, figurinos e adereços. Além disso, os alunos podem explorar técnicas de artesanato para confeccionar seus próprios adereços e decorações. Adicionalmente, o professor pode criar uma lista de materiais que os alunos podem trazer de casa para compartilhar, garantindo que todos tenham acesso aos recursos necessários para suas apresentações. 5. Tolerância e Convivência entre Culturas: a. Promover uma discussão em sala de aula sobre as diferentes culturas presentes no Brasil, estimulando a expressão de opiniões dos estudantes e refletir sobre a importância da tolerância e convivência. O professor deverá introduzir a atividade com algumas perguntas provocativas, como: i. "O que vocês sabem sobre a diversidade cultural do Brasil?" ii. "Quais são as manifestações culturais que vêm à mente quando pensam no nosso país?" iii. "Como a diversidade cultural pode influenciar a convivência entre as pessoas?" b. Em seguida, exibir o vídeo: Brasil Diversidade cultural. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k . Após a exibição do vídeo, promover uma discussão em sala de aula, utilizando perguntas como: i. "Quais aspectos culturais apresentados no vídeo chamaram mais a atenção de vocês?" ii. "Como as diferentes culturas presentes no Brasil contribuem para a identidade do nosso país?" iii. "Quais desafios vocês imaginam que podem surgir em uma sociedade tão diversificada?" iv. "De que maneira a falta de tolerância pode impactar a convivência entre pessoas de culturas diferentes?" v. "Vocês identificaram alguma manifestação cultural que desconheciam?" c. Estimular a expressão criativa dos estudantes, possibilitando que eles escolham uma manifestação cultural que os tenha impressionado durante a exibição do vídeo ou outra surgida em debate e represente-a artisticamente. Pode ser por meio de desenhos, poemas, músicas ou até mesmo uma pequena peça teatral. Essa parte da atividade reforça a compreensão e a assimilação das diferentes culturas. Estado de Minas Gerais - 2024 46 https://www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras/ https://www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras/ https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k https://www.youtube.com/watch?v=pDPWIGjVN_k 2º ano e 3º ano - Ensino Médio d. Em roda, o professor iniciará um debate sobre a importância da tolerância e convivência em uma sociedade tão diversificada como a brasileira. Faça perguntas que levem os alunos a refletir sobre como a compreensão das diferentes culturas pode contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa. Sugere-se: i. "Vocês já vivenciaram situações em que a diversidade cultural foi celebrada ou, pelo contrário, causou conflitos?" ii. "Como a compreensão e aceitação das diferenças culturais podem fortalecer os laços sociais em uma comunidade?" iii. "Vocês acham que a escola desempenha um papel importante na promoção da tolerância e convivência entre diferentes culturas? Por quê?" iv. "Na opinião de vocês, quais são as ações práticas que podemos tomar para promover um ambiente mais inclusivo e respeitoso em nossa sociedade?" v. "Como a diversidade cultural pode influenciar as artes, a música, a culinária e outras formas de expressão?" vi. "Vocês acreditam que é possível conciliar a preservação das tradições culturais com a construção de uma identidade nacional unificada?" vii. "O que podemos aprender com as diferenças culturais uns dos outros?" e. Peça aos alunos que compartilhem suas reflexões finais sobre a aula e sobre o tema da diversidade cultural no Brasil. Eles podem expressar suas opiniões de maneira escrita, oral, por meio de desenhos, poesias, músicas ou qualquer outra forma que desejarem. Isso permitirá que cada aluno manifeste sua compreensão pessoal e criativa da diversidade cultural e como ela influencia nossa sociedade. Encoraje os alunos a compartilharem suas criações com a turma, promovendo um ambiente de respeito e valorização das diferentes perspectivas. 6. Povos e culturas isoladas: Introduzir para os estudantes a cultura e ao estilo de vida dos Hi-Merimã, uma dos povos e culturas isoladas do Brasil, para saber mais sobre: assista ao documentário Hi-Merimã Vestígios de um povo isolado: Disponivel em: https://www.youtube.com/watch?v=S6j1up43Wlc. Ou leia o dossiê: Perspectivas sobre isolamento, contato e resistência dos povos tupi na Amazônia brasileira. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/43435. a. Aos estudantes, destaque a importância de respeitar e compreender a diversidade cultural. Apresente a reportagem “Mais um missionário entrou em contato com tribos isoladas”. Disponível em: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isolad as/ , em seguida, problematize com os estudantes a partir da leitura dialogada da reportagem algumas questões orientadoras para a construção desse diálogo são: i. "Como a invasão afeta os direitos humanos fundamentais das comunidades indígenas, incluindo o direito à autodeterminação? Como podemos garantir que esses direitos sejam respeitados?" ii. "Como a invasão impacta a preservação da cultura e do ambiente das comunidades indígenas isoladas? Quais são as consequências para as práticas tradicionais, conhecimentos e a biodiversidade local?" iii. "Quais são os impactos na saúde física e mental das comunidades indígenas devido à invasão de suas terras? Como isso se relaciona com a história de contato com outros grupos e possíveis doenças introduzidas?" iv. "Como a legislação nacional e internacional protege os direitos das comunidades indígenas em relação às suas terras? Há falhas no sistema legal que permitem ou facilitam a invasão?" v. "Quais são as motivações por trás da invasão? Está relacionada à exploração de recursos naturais, como madeira, minerais ou terras para agricultura? Como isso contribui para ciclos de exploração e pobreza?" vi. "Como a invasão afeta a segurança e a estabilidade das comunidades indígenas? Isso resulta em conflitos violentos? Como a violência impacta a vida diária e a coesão social dessas comunidades?" Estado de Minas Gerais - 2024 47 https://www.youtube.com/watch?v=S6j1up43Wlc https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/43435 https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/ https://www.fatosdesconhecidos.com.br/mais-um-missionario-entrou-em-contato-com-tribos-isoladas/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio vii. "Como a conscientização pública pode ser aumentada sobre a importância de respeitar as terras indígenas e a necessidade de preservar essas comunidades isoladas? Qual é o papel da educação nesse contexto?" b. Ao final deste estudo e discussão sobre os povos Hi-Merimã e as questões relacionadas ao contato com povos indígenas isolados, proponha aos estudantes que reflitam sobre o impacto que essas questões têm em nossa sociedade e sobre a importância de respeitar e compreender a diversidade cultural. c. Peça aos estudantes que produzam um vídeo curto, com duração de até 3 minutos, filmado na vertical para ser compartilhado em redes sociais. Neste vídeo, os estudantes podem resumir os principais pontos discutidos durante as aulas, destacando a relevância de proteger os direitos e a cultura dos povos indígenas isolados. Lembre-os de mencionar o perfil oficial da FUNAI (@funaioficial, no Instagram) para aumentar a visibilidade dessas questões e promover a conscientização pública sobre a importância de respeitar as terras indígenas e a necessidade de preservar essas comunidades isoladas. Através dessa atividade, os estudantes terão a oportunidade não apenas de aprender sobre a diversidade cultural e os desafios enfrentados por povos indígenas isolados, mas também de se engajar ativamente na divulgação dessas questões, contribuindo para um maior entendimento e respeito pela diversidade cultural e pelos direitos humanos fundamentais. Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros no portfólio. Autoavaliação ➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre? ➢ Acredita que a feitura de um portfólio auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado? Explique como foi essa experiência. ➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta? Estado de Minas Gerais - 2024 48 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 3º bimestre - Cultura e identidade regional Neste terceiro bimestre, o/a professor(a) irá aprofundar as reflexões sobre cultura e as expressões de identidade regional com os/as estudantes, focando em conceitos chaves como Identidade Cultural, Mineiridade e Intolerância Religiosa. As atividades propostas visam não somente à reflexão teórica, mas também ao desenvolvimento do protagonismo estudantil através de experiências práticas. Estas incluem entrevistas com representantes culturais, visitas virtuais a museus e centros culturais, apresentações culturais interativas e discussões em grupo. Tal abordagem busca proporcionar aos estudantes uma compreensão mais completa e engajada dos temas, incentivando a participação ativa na comunidade e na valorização da diversidade cultural de Minas Gerais. Importante: Embora os subtemas e as práticas de ensino-aprendizagem sugeridas estejam interconectados, eles podem ser abrangentes demais ou em quantidade excessiva para serem abordados em um único período letivo. Isso ocorre porque diferentes professores, com formações em história, geografia, filosofia e sociologia, podem ministrar esse conteúdo, o que resulta em uma variação no domínio de certos subtemas, dependendo de sua formação científica. Nesse sentido, cabe ao professor responsável fazer escolhas temáticas, conceituais e pedagógicas adequadas para aprofundamento, levando em consideração sua formação, conhecimento científico, perfil dos estudantes e o contexto escolar em que atua. Componente Curricular: CULTURAS NA CONTEMPORANEIDADE - (CHS) 3º Bimestre - CULTURA E IDENTIDADE REGIONAL Sugestão de subtemas: 1. Culturalismo regional de Minas Gerais 2. Mineiridade 3. Territórios simbólicos 4. Culturas tradicionais na contemporaneidade 5. Diversidade religiosa como parte da cultura 6. Comunidade quilombola 7. Ancestralidade Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Processos Criativos EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. Estado de Minas Gerais - 2024 49 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. Processos Criativos EMIFCHS09 - Propor e testar estratégias de mediação e intervenção para resolver problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCH07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanase Sociais Aplicadas. Estratégias de Ensino e Aprendizagem a. Essa preparação visa motivar os estudantes a explorarem suas próprias conexões com a mineiridade, fazendo perguntas como "Com o que me identifico?", "O que sei sobre a arquitetura de minha cidade?", "Faço parte de algum grupo tradicional de Minas Gerais?", "Quais são os aspectos da cultura mineira que mais me chamam a atenção?", "Como a culinária mineira reflete a identidade da região?","De que maneira as tradições religiosas contribuem para a diversidade cultural de Minas Gerais?", "Quais são as semelhanças e diferenças entre a cultura mineira e a cultura de outras regiões do Brasil?". Essas discussões proporcionarão uma compreensão mais profunda da mineiridade a partir das perspectivas individuais dos estudantes em relação à cultura mineira. Para fundamentar ainda mais essa discussão, sugerem-se os seguintes sites como recursos adicionais: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) Museu Mineiro Centro de Estudos Mineiros - UFMG 1. Territórios simbólicos: Utilizando como referência autores da geografia, como Ratzel, Raffestin, Santos, Haesbaert, entre outros, aprofundar sobre o conceito “território”, visando associar o tema multiculturalismo com os territórios simbólicos. Sendo este conceito, também uma categoria de análise espacial geográfica, ela ampara o estudo do espaço do ponto de vista das relações de poder. Um aprofundamento sobre as dimensões simbólicas do território, pode ser feito por meio da leitura do artigo: https://periodicos.ufac.br/index.php/jamaxi/article/view/3313/2118 e da matéria O que é território? Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3ri o%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens. &text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou% 20humana. Para alcançar uma boa compreensão sobre os territórios simbólicos, sugere-se a seguinte sequência: Estado de Minas Gerais - 2024 50 http://www.iepha.mg.gov.br/ http://www.museumineiro.mg.gov.br/ http://www.ufmg.br/centroestudosmineiros/ https://periodicos.ufac.br/index.php/jamaxi/article/view/3313/2118 https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20um%20importante,geogr%C3%A1ficos%20e%20possui%20diferentes%20abordagens.&text=O%20territ%C3%B3rio%20%C3%A9%20usualmente%20definido,seja%20essa%20animal%20ou%20humana 2º ano e 3º ano - Ensino Médio a. Desenvolver o entendimento dos conceitos: território, territorialidade, diferentes dimensões e manifestações do poder (militar, econômico, político, ideológico, religioso, cultural, virtual, etc). Sugestão de material de apoio disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%2 0da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais. Acesso em 07 dez. 2023. b. Buscar utilizar exemplos próximos da realidade dos estudantes para melhor entendimento de cada conceito. Por exemplo: territorialidade que um vendedor ambulante (pipoqueiro, baleiro, etc) exerce ao utilizar a porta da escola como seu espaço cotidiano para desenvolver as suas vendas para os frequentadores da escola. Ou, comparar a disputa por espaços do pátio da escola para demonstrar como eles exercem territorialidade na hora do recreio, etc. Entre notícias de jornais que abordam o poder em diferentes escalas e dimensões. c. Aprofundar sobre o que são territórios simbólicos, no campo do território imaterial e da dimensão cultural , identitária (HAESBERT, 2004). d. Abordar sobre os Povos e Comunidades Tradicionais brasileiros (PCTs), como um importante exemplo de multiculturalismo brasileiro. e. Identificar quais conflitos territoriais são enfrentados por essas populações. f. Identificar quais territórios simbólicos estão resistentes contra as forças do interesse pelo capital. g. Produção de um mapa mental, pelos estudantes, que proporcione o entendimento e a conexão dos conceitos trabalhados aos conflitos territoriais enfrentados pelos Povos e Comunidades Tradicionais Brasileiros (PCTs), com seus respectivos exemplos de territórios simbólico. Pode-se utilizar, como material de apoio, a Cartilha CIMOS/MPMG (2012) https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pd f Pode-se usar como exemplo o debate legislativo e judiciário sobre o Marco Temporal: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-p ara-problemas-no-marco-temporal.ghtml . E texto de apoio para entender o Marco temporal do ponto de vista dos territórios quilombolas: https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilo mbolas/22600 Mapa mental como fazer e para que serve. Disponível em: https://estudarfora.org.br/mapa-mental/ 2. Culturas tradicionais na contemporaneidade: Propõem-se que estudantes apresentem produtos artísticos e culturais como representação das culturas tradicionais na contemporaneidade (como exemplo presente em muitas regiões de Minas Gerais, são as expressões culturais como festas julinas, apresentações de Congado e Folia de Reis). Ao invés de uma feira, exposição ou debate tradicional, sugerimos algumas abordagens mais dinâmicas que permitirá aos estudantes mergulharem nas manifestações culturais de forma significativa. a. Atividades de Campo Cultural i. Saída de Campo: Organize visitas a locais de expressão cultural, como festas julinas, apresentações de Congado, Folia de Reis ou outros eventos tradicionais de Minas Gerais. Certifique-se de escolher eventos que estejam acontecendo localmente e convidem a participação ativa dos estudantes. ii. Participação Ativa: Incentive os estudantes a participar ativamente desses eventos. Eles podem se envolver na dança, na música, na culinária típica ou em outras atividades relacionadas à cultura local. Isso permitirá que vivenciem as tradições de forma prática. b. Projetos Criativos i. Após as atividades de campo cultural, os estudantes serão inspirados a criar projetos criativos que expressem o que aprenderam e vivenciaram. Aqui estão algumas ideias: ii. Arte Visual: Os estudantes podem criar obras de arte, como pinturas, desenhos ou esculturas, que representem as manifestações culturais que testemunharam. iii. Música e Dança: Eles podem compor músicas originais ou coreografias de dança inspiradas nas tradições culturais de Minas Gerais. Estado de Minas Gerais - 2024 51 https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-territorio.htm#:~:text=Essa%20categoria%20da%20Geografia%20%C3%A9,empreendidas%20pelos%20chamados%20Estados%20Nacionais https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pdf https://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/uploads/2014/04/Cartilha-Povos-tradicionais.pdf https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtmlhttps://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtml https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/13/especialista-da-onu-para-assuntos-indigenas-alerta-para-problemas-no-marco-temporal.ghtml https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600 https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600 https://terradedireitos.org.br/acervo/artigos/marco-temporal-mais-uma-ameaca-as-comunidades-quilombolas/22600 https://estudarfora.org.br/mapa-mental/ 2º ano e 3º ano - Ensino Médio iv. Literatura: Escrever contos, poesias ou histórias curtas que tenham como cenário os eventos culturais visitados. v. Culinária: Preparar pratos típicos da culinária mineira e compartilhar com a comunidade escolar. c. Exposição Criativa i. Ao invés de uma feira tradicional, organize uma "Exposição Criativa da Cultura Mineira" na escola. Os estudantes poderão exibir suas criações e projetos artísticos, permitindo que os colegas e professores apreciem e aprendam mais sobre as manifestações culturais de Minas Gerais. d. Discussão i. Após a exposição, promova uma discussão significativa com os estudantes. Explore questões como: Como as manifestações culturais representam as tradições familiares ou da comunidade local? O que aprenderam e sentiram ao participar ativamente das expressões culturais? Qual é a importância de preservar e celebrar essas tradições? Como as tradições culturais influenciam a identidade das pessoas em Minas Gerais? 5. Diversidade religiosa como parte da cultura: Questione sobre o fator da experiência humana, do ponto de vista filosófico. Proponha conversar a partir da questão geradora: “O que é intolerância religiosa e como ela reproduz diferentes tipos de violências no mundo e no Brasil” , dê ênfase para os históricos de intolerância praticados em Minas Gerais. a. Comece a discussão introduzindo a diversidade religiosa em Minas Gerais. Converse com os estudantes sobre as diferentes religiões praticadas na região e como essas crenças desempenham um papel fundamental na vida das pessoas. Incentive os estudantes a compartilhar suas próprias experiências e conhecimentos sobre religião. b. Após apresentar a diversidade religiosa, proponha uma conversa aprofundada sobre a intolerância religiosa. Utilize a questão geradora: "O que é intolerância religiosa e como ela reproduz diferentes tipos de violências no mundo e no Brasil?". Incentive os estudantes a refletirem sobre casos reais de intolerância religiosa em Minas Gerais e em outras partes do Brasil. c. Dê ênfase aos históricos de intolerância religiosa praticados em Minas Gerais. Explore eventos históricos, como a perseguição a religiões de matriz africana e povos indígenas, além de outros casos de discriminação religiosa na história do estado. O objetivo é sensibilizar os estudantes para a importância de combater a intolerância religiosa e promover o respeito às diversas crenças. d. Para enriquecer a discussão, sugira o uso de recursos como a reportagem link. Essa reportagem pode servir como ponto de partida para explorar casos recentes de intolerância religiosa em Minas Gerais, proporcionando aos estudantes informações atualizadas e exemplos concretos. e. Após a discussão, promova atividades reflexivas em sala de aula. Peça aos estudantes que escrevam ensaios, façam apresentações ou participem de debates sobre o tema da intolerância religiosa e seu impacto na sociedade. Incentive a busca por soluções e estratégias para combater esse problema. Como exemplo, propomos utilizar uma das estratégias abaixo: i. Peça aos estudantes que escrevam ensaios individuais sobre o tema da intolerância religiosa, baseados em suas próprias reflexões e nas informações discutidas em sala de aula. Eles podem abordar questões como a importância da tolerância religiosa, os impactos da intolerância na sociedade e possíveis soluções para combater esse problema. ii. Divida a turma em grupos e organize debates sobre a diversidade religiosa e a intolerância religiosa. Cada grupo pode representar diferentes perspectivas e crenças religiosas. Isso incentivará o diálogo e a compreensão mútua entre os estudantes. Estado de Minas Gerais - 2024 52 https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2023/01/21/dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa-reune-representantes-de-diferentes-religioes-em-contagem.ghtml 2º ano e 3º ano - Ensino Médio iii. Desafie os estudantes a desenvolverem projetos de ação social relacionados à promoção da tolerância religiosa. Eles podem organizar eventos, palestras ou campanhas de conscientização em sua escola ou comunidade. iv. Peça aos estudantes que mantenham um diário de reflexões ao longo do estudo. Eles podem registrar suas descobertas, emoções e aprendizados à medida que exploram o tema. Isso permite um acompanhamento contínuo do processo de aprendizado. 6. Comunidade quilombola: a. Organizar uma visita a campo com os estudantes a uma comunidade remanescente quilombola próxima à comunidade de inserção da escola, se possível, e/ou convidar algum representante de uma uma comunidade remanescente de quilombo para compartilhar seus conhecimentos, histórias pessoais e coletivas, elementos históricos e culturais. Para essas atividades, os estudantes devem ser incentivados a serem os responsáveis pela organização da ação, pela escrita do roteiro e das perguntas que irão direcionar as conversas, pela reunião e análise das informações colhidas, depois pela apresentação delas. b. Em seguida, apresentar o filme Terras de Quilombo, um filme de Murilo Santos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zuRNA4DMz_Y com intuito de refletir sobre a constitucionalidade, segurança, acesso a essas comunidades. c. Após a visita à comunidade remanescente quilombola e a reflexão proporcionada pelo filme "Terras de Quilombo", proponha aos estudantes uma atividade final de expressão criativa. O objetivo é permitir que eles compartilhem suas percepções de uma maneira que seja significativa e inspiradora. Aqui estão algumas opções: i. Arte Visual: Peça aos estudantes que criem uma obra de arte que represente o que aprenderam durante a visita e a exibição do filme. Eles podem usar técnicas como pintura, desenho, colagem ou até mesmo arte digital. As obras de arte podem ser exibidas em uma exposição na escola. ii. Escrita Criativa: Incentive os estudantes a escreverem contos, poemas ou ensaios inspirados pela experiência na comunidade quilombola e pelo filme. Eles podem explorar temas como identidade, cultura, justiça social e igualdade. Os trabalhos podem ser publicados em um livro ou compartilhados em um evento de leitura. iii. Cartaz Interativo: Cada estudante pode criar um cartaz interativo que contenha informações sobre a visita à comunidade quilombola. Isso pode incluir fotos, fatos interessantes, histórias compartilhadas e reflexões pessoais. Os cartazes podem ser exibidos em um corredor da escola para que todos possam ver. 7. Ancestralidade: a. Proponha jogos como estratégia para desenvolver a ideia de Juventudes e ancestralidade na contemporaneidade. Apresente os jogos sugeridos no artigo: “Entre Orixás e Olimpianos: intervenção escolar a partir de jogos de tabuleiro como espaço de diversidade e autonomia”. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 para discutir sobre intolerância religiosa, religiosidade africana, desconstrução de preconceitos. Algumas sugestões de jogos: i. War dos Deuses: Este jogo de estratégia permite que os estudantes explorem diferentes panteões mitológicos e divindades. Eles podem aprender sobre as características e histórias dos deuses de várias culturas e discutir como essas divindades são representadas e interpretadas na sociedade atual. Questões de respeito à diversidade religiosa e cultural podem surgir naturalmente durante o jogo. ii. Quiz Mitológico: Organizar um quizmitológico com perguntas relacionadas a diferentes mitologias do mundo. Os estudantes podem formar equipes e competir para responder corretamente às perguntas. Isso incentivará a pesquisa e o aprendizado sobre as diferentes tradições mitológicas e como elas influenciaram a cultura contemporânea. iii. RPG (Role-Playing Game): O RPG é uma excelente ferramenta para explorar questões complexas. Será preciso criar uma narrativa envolvente em que os estudantes desempenhem papéis de personagens de diferentes origens culturais e religiosas. Eles podem enfrentar Estado de Minas Gerais - 2024 53 https://www.youtube.com/watch?v=zuRNA4DMz_Y https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 2º ano e 3º ano - Ensino Médio desafios que envolvem a compreensão e o respeito mútuo de suas crenças e práticas. O RPG permite a imersão em diferentes perspectivas e a discussão de dilemas éticos. b. Durante a utilização desses jogos, promova discussões e reflexões sobre os temas mencionados. Incentive os estudantes a compartilhar suas percepções sobre como a juventude contemporânea se relaciona com suas raízes ancestrais e como a intolerância religiosa pode ser combatida. Os jogos servem como uma plataforma interativa para a aprendizagem, tornando a experiência educacional mais envolvente e significativa para os estudantes do ensino médio. Interconexão com LGG: Como professor, você tem a oportunidade de integrar o componente curricular Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com o Clube de Debate . Isso pode ser realizado através de uma consulta ao professor responsável pelo Clube de Debate, com o objetivo de identificar estratégias e temas que possam ser aplicados ao a este componente de CHS. A adoção de algumas das abordagens utilizadas no Clube de Debate pode enriquecer os tópicos de CHS, proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado mais dinâmica e interativa. Essa integração tem como foco ampliar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados, incentivando uma participação mais ativa e reflexiva. Estabelecer essas conexões interdisciplinares é uma maneira valiosa de oferecer aos alunos uma perspectiva mais abrangente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual e social deles. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao/a estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor(a) quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do/a estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor(a) deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos/às estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos/as estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar a participação dos estudantes a partir dos registros no portfólio. Autoavaliação ➢ Você considera que conseguiu compreender os temas trabalhados ao longo do bimestre? ➢ Acredita que a feitura de um portfólio auxilia a prática de reflexão sobre o tema estudado? Explique como foi essa experiência ? ➢ Como você avalia a sua participação e interessante nessa proposta? Estado de Minas Gerais - 2024 54 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 4º bimestre - Integrado com LGG: Clube de Debate É fundamental destacar que, no quarto bimestre, os componentes curriculares envolvidos no aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para todos os quatro componentes está na página 83. Referências (Culturas na Contemporaneidade) 1º bimestre ARARIPE, Fátima Maria Alencar. Do patrimônio cultural e seus significados. Transinformação, v. 16, p. 111-122, 2004. Disponível em: www.scielo.br/j/tinf/a/9kRv9WpprV9j5jM5NMNPBSL/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 28 dez. 2023. CHAUI, Marilena. Cultura e democracia. Crítica y Emancipación. 2008. Disponível em: edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4657030/mod_resource/content/1/Chaui%20Cultura%20e%20Democracia.p df. Acesso em: 28 dez. 2023. IPHAN. Patrimônio Imaterial. Portal do IPHAN, S.d. Disponível em: portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234. Acesso em: 01 out. 2023. MCB. Museu das Coisas Banais. 2023. Disponível em: museudascoisasbanais.com.br. Acesso em: 29 set. 2023 MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagens. 7 º ano do ensino fundamental - anos finais 2º bimestre. Geografia, vol 2. 2022. Disponível em: drive.google.com/file/d/14ntDp_IOq3swYhILDUyYyd0EWbjoSyAF/view. Acesso em: 28 dez. 2023. O conceito de lugar para a Geografia. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-conceito-lugar-para-geografia.htm. Acesso em: 13 dez. 2023. RUBIM, Antonio Albino Canelas. Cultura, conexão, contemporaneidade. Comunicação Mídia e Consumo, São Paulo, v. 3, n. 9, p. 108-125, 2007. Disponível em: repositorio.ufba.br/bitstream/ri/4732/1/5028-13425-1-PB.pdf. Acesso em: 17 out. 2023. 2º bimestre BEZERRA, Juliana. Miscigenação. Toda matéria. Disponível em: www.todamateria.com.br/miscigenacao. Acesso em: 03 dez. 2023. ELHAJJI, Mohammed. Usos e desusos da cultura na contemporaneidade. Comunicação Pública, v. 11, n. 21, 2016. HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence. A invenção das tradições. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012. Estado de Minas Gerais - 2024 55 https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4657030/mod_resource/content/1/Chaui%20Cultura%20e%20Democracia.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio MARQUES, Vinícius. Regiões do Brasil e suas características (com mapa). Toda matéria. Disponível em: www.todamateria.com.br/regioes-brasileiras. Acesso em: 03 dez. 2023. O Brasil Crioulo O Povo Brasileiro Darcy Ribeiro Cap5. Professor Mem Costa. Youtube. 27 maio 2012. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=zry343KHFtI. Acesso em: 20 out. 2023. O Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro - Matriz Tupi. Professor Mem Costa. Youtube. 27 maio 2012. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=rQOPdiEdX24. Acesso em: 20 out. 2023. O Povo Brasileiro Darcy Ribeiro (Cap 2 Matriz Lusa). knowledge unlimited. Youtube. 14 maio 2016. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=w_TjXeL8r9o. Acesso em: 20 out. 2023. 3º Bimestre ABE, Stephanie Kim. 21 textos para discutir racismo em sala de aula. CENPEC. 2022. Disponível em: www.cenpec.org.br/noticias/21-textos-racismo#:~:text=Os%20reflexos%20da%20Covid-19%20sobre%20a%20p opula%C3%A7%C3%A3o%20negra%2C,em%20sala%20de%20aula%20%28Pedro%20%26%20Jo%C3%A3o%20E ditores%29. Acesso em: 10 out. 2023. BASTOS, Rodrigo. Barroco, Sagrado e Profano. Memorial Minas Gerais Vale - Boletim informativo. Disponível em: memorialvale.com.br/2017/07/12/barroco-sagrado-e-profano. Acesso em: 30 set. 2023. CECIM, Jéssica Da Silva Rodrigues. Plano de aula: as comunidades tradicionais e a formação territorial brasileira. NOVA ESCOLA. Disponível em: novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/7ano/geografia/as-comunidades-tradicionais-e-a-formacao-terr itorial-brasileira/5089. Acesso em: 10 out. 2023. CIMOS/MPMG. 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Acesso em: 03 dez. 2023. Terra de Minas - Ciclo do ouro 1/5. buenopolisplus. YouTube. 20 jul. 2012. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=3F7Jxblz-tU. Acesso em: 29 set. 2023. Terra de Minas - Fazenda antiga. buenopolisplus. YouTube. 17 jul.2011. Disponível em:- www.youtube.com/watch?v=do_ngVUVQjo. Acesso em: 29 set. 2023. VISITE MINAS: descubra Minas e suas belezas. Disponível em: www.visiteminas.com/culinaria. Acesso em: 03 dez. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 56 https://www.youtube.com/watch?v=zry343KHFtI https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/especial-publicitario/minas-do-amanha/economia-criativa/noticia/2021/12/13/mineiridade-o-jeitinho-de-minas-que-conquista-o-mundo.ghtml 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Linguagens e suas Tecnologias Componente Curricular: Multiculturalismo no Brasil (LGG) 1º bimestre: A beleza das diferenças O Brasil é diverso do ponto de vista territorial, natural e humano. É um dos países mais miscigenados do mundo e isso enriquece nossas histórias, línguas, musicalidade, criatividade, religiosidade, sabedoria, festividades. Por isso, debater a questão do multiculturalismo é muito importante, para que cada estudante conheça diferentes maneiras de ser e de viver, reflitam e debatam questões sobre racismo, preconceito, intolerância, exclusão social, exploração e violência de grupos marginalizados e despertem ainda mais para a diversidade, o respeito, a justiça social e outros valores humanos universais. Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG) 1º Bimestre - A BELEZA DAS DIFERENÇAS Sugestão de subtemas: 1. Multiculturalismo 2. Diversidades étnicas, culturais, sociais 3. Valorização de diferentes culturas 4. Interculturalidade 5. Inclusão social Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Processos Criativos Estado de Minas Gerais - 2024 57 Macrotema: MULTICULTURALISMO Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG) 1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre A beleza das diferenças Respeito à diversidade religiosa Diversidade cultural e linguística Projeto: Clube de debates 2º ano e 3º ano - Ensino Médio EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. Processos Criativos EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFLGG07 - Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por meio de práticas de linguagem. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Organizar um painel da diversidade: cada estudante fará um desenho que represente suas características principais (fatores físicos, biológicos, intelectuais, afetivos; o modo de vida, tradições e crenças) e o colocará num painel, de modo que percebam o quanto são diversos e que isso não os impede de conviver harmoniosamente. Introduzir o tema deste Aprofundamento: “Multiculturalismo” e seus componentes. 2. Pesquisar o que é multiculturalismo em diferentes fontes: dicionários (on line, físico, bilingue), textos, vídeos, charges (sugestões de materiais nas referências em português e em inglês), interpretar os significados e empregá-los em contextos reais próximos ao cotidiano dos estudantes. 3. Compreender o significado de multiculturalismo a partir do seu caráter cultural, sociológico e político (sugerimos trabalhar conjuntamente com professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas), por meio de análise de campanhas, imagens, músicas, charges, e o papel da educação e de cada um na valorização das diferentes culturas, incentivo ao respeito e tolerância. Sugestão: usar a campanha Ser Diferente é Legal e as Boas práticas para o dia a dia, presentes no site do Ministério Público Federal, disponíveis em: https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/boas-praticas.html e https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/respeite-diferencas.html ou em outros materiais que estão nas referências. 4. Debater sobre interculturalidade, listando comunidades de povos estrangeiros no Brasil (exemplos: Arapoti, Carambeí e Castrolanda - colônias que preservam a cultura e a história das famílias holandesas no Brasil; Liberdade - a maior comunidade japonesa fora do Japão, que fica em São Paulo; comunidades com cerca de 120 mil pomeranos, no Espírito Santo, que ainda hoje falam a língua pomerode) e a incorporação de tradições culturais de um povo à cultura dos outros. Enfatizar que não existe uma Estado de Minas Gerais - 2024 58 https://respeiteadiferenca.mpf.mp.br/www/boas-praticas.html 2º ano e 3º ano - Ensino Médio cultura superior àoutra e debater questões como: pluralidade, respeito, cidadania, tolerância, direitos humanos, beleza das diferenças. 5. Organizar os estudantes em grupos de acordo com subtemas relacionados ao multiculturalismo: diversidades étnicas no Brasil; cultura e identidade; competências interculturais necessárias para um mundo mais justo e igualitário; multiplicidade cultural e a sustentabilidade ambiental; relações raciais no Brasil, dentre outros, e promover pesquisas, seleção e análise de informações e apresentação de cada grupo para a turma do que foi aprendido. Se possível, utilizar o apoio de tecnologias digitais. 6. Usar a metodologia storytelling para levar aos estudantes histórias de vida de cidadãos estrangeiros (trazer materiais em Inglês) e brasileiros, fatos e/ou dados que evidenciem situações-problema relacionadas às questões abordadas na atividade anterior: preconceitos social e cultural; intolerância; exclusão de pessoas com deficiências; exploração e violência de grupos marginalizados; discriminação racial; repulsa ou ódio por pessoas com modos de ser diferentes, para que os estudantes reconheçam e analisem questões sociais e culturais globais e locais. Após análise, os estudantes devem posicionar-se sobre esses problemas, respaldar suas conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade e solidariedade. 7. Promover momentos para que os estudantes criem manifestações artísticas diversas (música, dança, pintura, teatro, literatura, fotografia, história em quadrinhos (HQ), arte digital) como ações de mediação e intervenção dos problemas sócio-culturais locais, regionais ou globais estudados na estratégia anterior. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, respeito às regras, ética, responsabilidade, bem como interação, imaginação, participação e desenvoltura de fala durante as apresentações em grupo e criatividade durante as atividades propostas no bimestre. Sugestões de referências para 1º bimestre: ABE, Stephanie Kim. Vidas Indígenas: conheça diferentes modos de habitar o mundo. CENPEC. Disponível em: www.cenpec.org.br/noticias/vidas-indigenas-para-conhecer-diferentes-modos-de-habitar-o-mundo. Acesso em: 13 jul. 2023. CER/SEBRAE. MULTICULTURALISMO NA EDUCAÇÃO: O QUE OS PROFISSIONAIS DO ENSINO DEVEM SABER SOBRE O TEMA. Disponível em: cer.sebrae.com.br/blog/multiculturalismo-na-educacao. Acesso em: 04 jul. 2023. DICIO. Multiculturalismo. Dicionário online de português. Disponível em: www.dicio.com.br/multiculturalismo. Acesso em: 07 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 59 2º ano e 3º ano - Ensino Médio GRUMAN, Marcelo. A UNESCO e as políticas culturais no Brasil. In: Políticas Culturais em Revista, 2 (1), p. 174-186, 2008. Disponível em: periodicos.ufba.br/index.php/pculturais/article/view/3343/2456. Acesso em: 07 jun. 2023. LONGMAN. Multiculturalism. Dictionary of contemporary English. Disponível em: www.ldoceonline.com/dictionary/multiculturalism. Acesso em: 07 jun. 2023. MICHAELIS. Multiculturalismo. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/multiculturalismo. Acesso em: 07 jun. 2023. OKA, Mateus. O que é Multiculturalismo? TODO ESTUDO. Disponível em: www.todoestudo.com.br/sociologia/multiculturalismo. Acesso em: 07 jun. 2023. UNESCO. Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural: relatório mundial da UNESCO, resumo. Disponível em: unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000184755_por. Acesso em: 07 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 60 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 2º bimestre: Respeito à diversidade religiosa Considerando que o ensino público deve ser laico, pretende-se trabalhar um subtema relacionado ao Multiculturalismo, que é a diversidade religiosa, com ênfase no pluralismo de crenças, ações, instituições, condutas, mitos, ritos, a fim de promover o conhecimento, a tolerância, o respeito às diferenças, a cidadania e a alteridade. Num contexto tão multicultural como o nosso, todas as pessoas precisam ser respeitadas a partir de suas escolhas, de suas preferências religiosas ou pela opção de não terem uma religião ou crença. Todos devem interagir e aprender com os outros, não apenas tolerá-los. Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG) 2º Bimestre - RESPEITO À DIVERSIDADE RELIGIOSA Sugestão de subtemas: 1. Arte de rua 2. Diversidade religiosa 3. Tolerância religiosa 4. Racismo e a intolerância religiosa 5. A sacralidade em locais diversos, em sistemas escritos e orais 6. Educação antirracista Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Processos Criativos EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; Estado de Minas Gerais - 2024 61 2º ano e 3º ano - Ensino Médio linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. Processos Criativos EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre obras ou eventos de diferentes práticasartísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns). EMIFLGG06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento, entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar-comum e o clichê. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Debater o que é e qual a importância da arte de rua (sugestões de materiais nas referências). Os estudantes vão listar manifestações artísticas desenvolvidas em espaços públicos locais e, se não as houver, quais os tipos dessa arte eles gostariam que tivesse na comunidade deles. 2. Analisar as obras do artista Eduardo Kobra: “Coexistência”, que possuem murais em São Paulo e na África. Introduzir o tema tolerância, diversidade e fé e debater o que os estudantes conhecem sobre as religiões retratadas no painel de São Paulo. Fazer uma conexão com a obra intitulada "Respeito e Fé", que está em Belo Horizonte, do artista Hely Costa, ou com outras obras da comunidade local (sugestão de materiais nas referências). 3. Discutir a religiosidade como parte da cultura e fator da experiência humana e o que é intolerância religiosa e como ela reproduz diferentes tipos de violências no mundo e no Brasil (há sugestões de materiais nas referências em português e inglês). 4. Trabalhar a religião e a identidade negra, numa perspectiva de entendimento de como o racismo e a intolerância religiosa são problemas que possuem as mesmas origens na sociedade brasileira (sugestão de materiais nas referências). 5. A partir da análise dos casos e números das violações e das religiões que sofrem violência apresentados pelo “Relatório sobre intolerância religiosa: Brasil, América Latina e Caribe”, os estudantes deverão enxergar as histórias que os dados contam e apresentar possíveis propostas de soluções para essas situações-problema. 6. Promover visitas de campo a comunidades quilombolas, convidar representantes à escola ou apresentar filmes e registros de história oral. A Universidade Federal Fluminense elenca vários projetos, filmes historiográficos e histórias orais para trabalhar os temas: Memória, África, Escravidão (link nas referências). 7. Convidar representantes de diferentes denominações religiosas para falarem de seus dogmas, ritos, mitos, propósitos, crenças, condutas na escola ou em outro espaço da comunidade. 8. Organizar os estudantes em grupos por denominações religiosas escolhidas por eles para que apresentem, em um seminário, as principais manifestações rituais, danças, cantos, mitos, festas e Estado de Minas Gerais - 2024 62 2º ano e 3º ano - Ensino Médio celebrações religiosas. É muito importante que além da religiosidade, sejam realçados aspectos culturais, artísticos, estéticos, éticos e valores universais humanos. 9. Listar e conhecer sistemas escritos ou orais que transmitem ensinamentos religiosos (livros sagrados e tradições orais) e locais sagrados de diferentes povos que formam o nosso país: casas de reza da população indígena, igrejas cristãs, mesquitas islâmicas, sinagogas, ilês, a própria natureza, dentre outros. 10. Selecionar uma das manifestações da arte de rua (Grafite, Estêncil, Poemas, Autocolantes e Colagem, Cartazes, Estátuas Vivas, Apresentações) e produzir um trabalho sobre respeito à diversidade religiosa e àqueles que optam por não assumirem uma opção de religião ou crença, de modo a apresentar o tema estudado no bimestre à comunidade e dar visibilidade à arte cotidiana. 11. Jogar um dos jogos sugeridos no artigo: “Entre Orixás e Olimpianos: intervenção escolar a partir de jogos de tabuleiro como espaço de diversidade e autonomia”, disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 e discutir sobre bullying, intolerância religiosa, religiosidade africana, desconstrução de preconceitos ou o jogo lúdico e educativo que trate sobre questões raciais, educação antirracista, políticas públicas educacionais brasileiras: Lei de Cotas e Lei 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e privadas de todo o país. Antes do jogo, analisar as leis citadas, assistir a vídeos que tratem sobre elas, discutir se os estudantes as conheciam e saber o posicionamento, opiniões e argumentos deles em relação a essas leis, tendo por base critérios científicos, éticos e estéticos. (Sugestão de jogos nas referências). Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Propostas de Avaliação ➢ Avaliar as pesquisas, a análise das informações e proposição das soluções para os problemas debatidos; ➢ Avaliar a produção artística, a criatividade, a criticidade, o processo de criação, a sensibilidade, a técnica utilizada, conexão com os temas estudados, identificação e incorporação de valores universais para si e para o coletivo; ➢ Avaliar a participação no seminário: a exposição oral de transmissão de conhecimentos, o planejamento e a organização, a originalidade, a linguagem, a formalidade expositiva e comportamento enquanto outros estudantes apresentam, qualidade das informações apresentadas, observação atenta e participação ativa. Sugestões de referências do 2º bimestre: ABE, Stephanie Kim. Jogos lúdicos e educativos para trabalhar relações raciais e racismo. CENPEC. Disponível em: www.cenpec.org.br/noticias/jogos-ludicos-e-educativos-para-trabalhar-relacoes-raciais-e-racismo. Acesso em: 07 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 63 https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/28844/19725 2º ano e 3º ano - Ensino Médio BERNARDO, André. ‘Liberdade religiosa ainda não é realidade': os duros relatos de ataques por intolerância no Brasil. 2023. Disponível em: www.bbc.com/portuguese/brasil-64393722#:~:text=O%20n%C3%BAmero%20de%20den%C3%BAncias%20de,G rande%20do%20Sul%20(51). Acesso em: 15 jun. 2023. E-DOCENTE. Como debater intolerância religiosa na escola? Disponível em: edocente.com.br/intolerancia-religiosa-vida-e-escola. Acesso em: 15 jun. 2023. ESTÚDIO KOBRA. Coexistência. Disponível em: www.eduardokobra.com/projeto/48/coexistencia. Acesso em: 15 jun. 2023. FERREIRA, Viviane. Eduardo Kobra exalta a coexistência e a tolerância em seu novo mural, em Benin, na África. Portal IN. Disponível em: www.portalin.com.br/notas/eduardo-kobra-exalta-a-coexistencia-e-a-tolerancia-em-seu-novo-mural-em-benin- na-africa/. Acesso em: 15 jun. 2023. INSTITUTO UNIBANCO. Por que estimular a tolerância religiosa no ambienteescolar. Disponível em: www.institutounibanco.org.br/aprendizagem-em-foco/33/#:~:text=Informa%C3%A7%C3%A3o%20e%20di%C3 %A1logo%20s%C3%A3o%20ferramentas,e%20construir%20a%20pr%C3%B3pria%20identidade. Acesso em: 15 jun. 2023. INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - MENTES EM PAUTA - ANA BEATRIZ. PodPeople - Ana Beatriz Barbosa. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=L8f1RL3vcOE. Acesso em: 15 jun. 2023. LABHOI. Memória, Áfricas, Escravidão. Universidade Federal Fluminense. Disponível em: www.labhoi.uff.br/escravidao. Acesso em 19 jun. 2023. PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Mural Gentileza. Facebook. Disponível em: www.facebook.com/watch/?v=280571427458465. Acesso em: 14 jun. 2023. PUFF, Jefferson. Por que as religiões de matriz africana são o principal alvo de intolerância no Brasil? BBC News Brasil. Disponível em: www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160120_intolerancia_religioes_africanas_jp_rm. Acesso em: 15 jun. 2023. SANTOS, Ivanir dos, DIAS, Bruno Bonsanto, SANTOS, Luan Costa Ivanir dos. Segundo relatório sobre intolerância religiosa: Brasil, América Latina e Caribe. UNESCO. Disponível em: unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000384250. Acesso em: 15 jun. 2023. SILVA, Eliane Moura da. Religião, Diversidade e Valores Culturais: conceitos teóricos e a educação para a Cidadania. Disponível em: www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf. Acesso em: 15 jun. 2023. VALLE, Eduardo. Aproximar alunos da cultura quilombola é recurso para ensinar história do Brasil e educação antirracista. Insituto Claro. Disponível em: www.institutoclaro.org.br/educacao/nossas-novidades/reportagens/aproximar-alunos-da-cultura-quilombola-e -recurso-para-ensinar-historia-do-brasil-e-educacao-antirracista. Acesso em: 15 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 64 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 3º bimestre: Diversidade cultural e linguística De acordo com o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), há mais de 250 línguas faladas no Brasil entre indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e suas variedades e essa diversidade de línguas está associada à nossa pluralidade de grupos étnica, cultural, social, geográfica, econômica. Assim, é muito importante estudar e valorizar diferentes línguas e modos de comunicar e combater o preconceito linguístico, pois ele significa rejeição da identidade de uma comunidade/de um povo. Componente Curricular: MULTICULTURALISMO NO BRASIL - (LGG) 3º Bimestre - DIVERSIDADE CULTURAL E LINGUÍSTICA Sugestão de subtemas: 1. Línguas indígenas 2. Línguas de comunidades afro-brasileiras 3. Línguas de imigração 4. Língua de sinais 5. Preconceito linguístico 6. Língua de dominação e língua de acolhimento 7. Língua inglesa, língua franca, desterritorializada 8. Estrangeirismo Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG01 - Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Processos Criativos EMIFCG04 - Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07 - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFLGG01 - Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; Estado de Minas Gerais - 2024 65 2º ano e 3º ano - Ensino Médio linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. EMIFLGG03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. Processos Criativos EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns). Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Promover uma dinâmica na qual são apresentadas diferentes lentes, a fim de se discutir a afirmação da antropóloga Ruth Benedict, “a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo” (BENEDICT, Ruth, 1972). A partir de questões como: “Por quais lentes você vê os outros, a maneira como eles falam, a religião que seguem, os costumes que possuem; como você enxerga os estrangeiros que vivem em nosso país, as pessoas com deficiência, quem possui características físicas diferentes das suas”?. Pedir que os estudantes anotem suas respostas, pois serão usadas no fim do bimestre e debater sobre a visão que eles têm dos outros, numa perspectiva de inclusão, relações sociais igualitárias, quebra de preconceitos linguísticos, empatia, respeito, valorização da diversidade. 2. Assistir ao vídeo "IDIOMATERNO" - FILME DE ABERTURA DO MUSEU DA LINGUA PORTUGUESA, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2LNopxcBVms, e trabalhar com textos, artigos e dados sobre a existência de 1.200 a 1.500 línguas indígenas existentes quando Pedro Álvares Cabral chegou em 1.500 e das 2744 línguas indígenas faladas recentemente em 305 etnias diferentes, a importância delas e o perigo de entrarem em extinção. Informar que o período entre 2022 e 2032 foi proclamado como a Década Internacional das Línguas Indígenas, para chamar a atenção mundial sobre a situação crítica de muitas línguas em perigo (sugestão de materiais nas referências). 3. Abordar que além da Língua Portuguesa e das línguas indígenas, no Brasil, são faladas as línguas de imigração, de sinais, de comunidades afro-brasileiras e línguas crioulas e fomentar pesquisas sobre elas. (sugestão de materiais nas referências) 4. Coordenar estudos sobre comunidades remanescentes de quilombo brasileiras e mineiras, onde elas estão e quais as línguas faladas nelas e a importância de uma comunidade quilombola ter uma língua própria e como se dá a transmissãode manifestações culturais, religiosas e da própria língua (sugestão de materiais nas referências). Os estudantes farão uma comparação de como acontece a transmissão de conhecimentos nessas comunidades e como ocorre na comunidade deles. 4 Esse número é de acordo com o CENSO IBGE 2010, pois ainda não se tem os resultados do Censo de 2022. Disponível em: IBGE. O Brasil Indígena. Língua falada. Disponível em: https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena/lingua-falada. Acesso em: 19 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 66 https://www.youtube.com/watch?v=2LNopxcBVms https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena.html https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena/lingua-falada 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 5. Organizar uma visita a campo com os estudantes a uma comunidade remanescente de quilombo próxima à comunidade local, se possível, e/ou convidar algum representante de uma uma comunidade remanescente de quilombo para compartilhar seus conhecimentos, histórias pessoais e coletivas, elementos históricos e culturais e falar sobre a língua e variedades usadas na comunidade dele. Para qualquer uma das atividades, os estudantes serão os responsáveis pela organização da ação, pela escrita do roteiro da ação e das perguntas que direcionarão as conversas, pela reunião e análise das informações colhidas, depois pela apresentação delas. 6. Conduzir uma comparação de como a Língua Portuguesa foi usada como estratégia de dominação, ocupação e demarcação de território e, ao mesmo tempo, é língua de acolhimento (aprendizagem de uma língua não materna por refugiados e imigrantes, que tem como principal objetivo a integração desses sujeitos na sociedade de acolhimento). Os estudantes farão anotações sobre os principais pontos dessa atividade, com foco na sistematização das informações sobre o português brasileiro, tendo por base estudos e/ou pesquisas, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões. 7. Convidar imigrantes e/ou refugiados que moram na cidade ou na região para participarem de uma roda de conversa, a fim de trazerem depoimentos sobre seus países de origem, a aprendizagem da língua portuguesa e como questões linguísticas podem criar ou dificultar relações em diferentes ambientes sociais. A atividade deve proporcionar reconhecimento e valorização de diferentes modos de viver e culturas e ampliar a visão de mundo, a sensibilidade, a criticidade e a empatia. (sugestão de materiais nas referências). 8. Apresentar a história da LIBRAS no Brasil, a importância de seu uso para garantia da aprendizagem e comunicação de cerca de 5% da população brasileira e como, pela lei 10.436, decretada em 2002, ela passa a ser considerada uma das línguas oficiais do país. Enfatizar o fato de que a Língua Portuguesa deve ser a segunda língua da pessoa surda e que nenhuma pessoa deve ser excluída ou ser considerada incapaz de aprender por não ter a língua oral. Caso haja alguma pessoa surda na escola ou na cidade, convidá-la para compartilhar suas experiências de acesso à educação e cultura com os colegas. (Sugestão de materiais nas referências ou usar outras, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei nº 10.436/2002). 9. Introduzir o vídeo: Dialeto Nordestino - Uma resposta ao preconceito. https://www.youtube.com/watch?v=npErliDE1xg para tratar sobre variações linguísticas e a vinculação do preconceito linguístico com relações de poder entre as classes sociais. (sugestão de materiais nas referências). Os estudantes deverão selecionar e mobilizar conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, visando a colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana por meio de campanhas de conscientização, programas de rádio comunitária ou escolar, podcast, blog. 10. Trabalhar a língua inglesa como língua franca, desterritorializada, ou seja, uma língua usada por pessoas que não falam os mesmos idiomas e que estão em diversos países do mundo, não apenas naqueles onde ela é a língua oficial5 e debater como as culturas associadas à língua inglesa são múltiplas. Identificar práticas culturais da língua inglesa como primeira ou segunda língua, não se fixando à Inglaterra e aos Estados Unidos, estabelecendo semelhanças e contrastes entre elas (sugestão de materiais nas referências). 11. Orientar uma pesquisa sobre a influência direta e indireta de comunidades e línguas estrangeiras nas nossas práticas sociais e linguísticas, ao usarmos palavras “emprestadas” relacionadas à informática, 5 Ver Currículo Referência de Minas Gerais para o Ensino Médio, disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%2 0do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. p. 88-90. Acesso em: 27 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 67 https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/o-que-diz-o-estatuto-da-pessoa-com-deficiencia/ https://www.youtube.com/watch?v=npErliDE1xg https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio cosméticos, tecnologia, alimentação, esportes, lojas e supermercados, informação, lazer, moda, jogos eletrônicos, séries de TV. 12. Tratar sobre estrangeirismos: com aportuguesamento e sem aportuguesamento, o anglicismo. Apresentar posições diferentes sobre o tema e discutir a opinião de Sérgio Rodrigues, repórter, escritor, editor e colunista mineiro, quando ela posta que: “O Brasil fala inglês muito mal, mas ainda assim – ou por isso mesmo – tem uma postura servil e apatetada diante da língua do coaching, do lockdown e do making of, expressão muitas vezes grafada erradamente como “making off”, disponível em: https://twitter.com/i/flow/login?redirect_after_login=%2Fsergiotodoprosa. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Propostas de Avaliação Buscar as respostas para as questões que foram dadas no início do bimestre, refletir se elas continuam as mesmas após o estudo de histórias e experiências de povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas que sofrem pelo preconceito linguístico e pessoas com modos de ser e falar diferentes. Escrever um texto com o tema: Enxergar além: uma reflexão sobre o outro. Sugestões de referências para o 3º bimestre: BRASIL ESCOLA. Variações linguísticas. Disponível em: brasilescola.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm. Acesso em: 27 jun. 2023. CARVALHO, Márcio Eurélio Rios de; LOPES, Weigson Fernando Ribeiro. O ensino de História da África no Brasil como história pública e oral: resgate do patrimônio imaterial em comunidades remanescentes de quilombos. Disponível em: editora.uemg.br/images/livros-pdf/catalogo-2020/Atuacao_docente/2020_atuacao_docente_cap7.pdf. Acesso em: 04 jul. 2023. CENPEC. Multilinguismo no Brasil e as línguas indígenas. Disponível em: www.cenpec.org.br/acervo/multilinguismo-e-letramento-indigena.Acesso em: 12 jul. 2023. ESCREVENDO O FUTURO. A batalha da língua na guerra das culturas. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/revista/artigos/artigo/996/a-batalha- da-lingua-na-guerra-das-culturas. Acesso em: 27 jun. 2023. ESCREVENDO O FUTURO. A educação de pessoas surdas no Brasil. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/a-educacao-de-pessoas-surdas-no-brasil/. Acesso em: 23 jun. 2023. ESCREVENDO O FUTURO. Entrevista: “Olhai a beleza da diversidade linguística”. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/revista/entrevistas/artigo/858/entrevi sta-olhai-a-beleza-da-diversidade-linguistica#/comentario/9031. Acesso em: 23 jun. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 68 https://twitter.com/sergiotodoprosa https://twitter.com/sergiotodoprosa https://twitter.com/i/flow/login?redirect_after_login=%2Fsergiotodoprosa 2º ano e 3º ano - Ensino Médio FERNANDES, Fernanda. A influência de línguas africanas no Português falado no Brasil. Disponível em: multirio.rio.rj.gov.br/index.php/reportagens/15356-a-influ%C3%AAncia-de-l%C3%ADnguas-africanas-no-portug u%C3%AAs-falado-no-brasil. Acesso em: 23 jun. 2023. FOLHA DE SÃO PAULO. O Tamanho da Língua: Os sotaques do português. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=8uFkciZLnNU. Acesso em: 24 jul. 2023. FUNAI. Quem São? Disponível em: www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/quem-sao. 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Estado de Minas Gerais - 2024 69 https://indigenas.ibge.gov.br/estudos-especiais-3/o-brasil-indigena.html 2º ano e 3º ano - Ensino Médio SÃO PAULO. Línguas Ameríndias - ontem, hoje e amanhã. Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (org.). Disponível em: memorial.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Livro-das-L%C3%ADnguas-Amer%C3%ADndias_2020.pdf. Acesso em: 19 jun. 2023. SOUZA, Rômulo Francisco de; SOBRINHO, Jerônimo Coura; DINIZ, Mônica Baêta Neves Pereira Diniz. Português como Língua de Acolhimento: Práticas e Perspectivas. Disponível em: www.sri.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/84/2022/11/Portugues-como-lingua-de-acolhi-Romulo-Francisc o-de-Souza-Jero_compressed.pdf. Acesso em: 28 dez. 2023. UFMG. O português falado em Minas Gerais. Disponível em: www.letras.ufmg.br/padrao_cms/documentos/eventos/vivavoz/O%20portugu%C3%AAs%20falado%20em%20 Minas.pdf. Acesso em: 19 jun. 2023. UFMG. Setembro Azul: A Libras como Língua e a História da Libras. 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Acesso em: 07 jul. 2023. 4º bimestre: Clube de Debate É fundamental destacar que, no 4º bimestre, os componentes curriculares envolvidos no aprofundamento sobre Multiculturalismo se dedicarão ao desenvolvimento dos 'Clubes de Debate', iniciativa interdisciplinar que visa a integrar os conhecimentos acumulados durante o ano, reunindo os quatro componentes curriculares em debates estruturados. Assim como proporcionar aos estudantes o aprimoramento de habilidades de pesquisa, reflexão, análise crítica, criatividade e argumentação, atitudes e valores para resolver questões da vida cotidiana e do exercício da cidadania. Por esses motivos, as aulas serão dedicadas ao planejamento e realização dos debates de forma coletiva, de acordo com o planejamento do 4º bimestre, cuja descrição com subtemas, habilidades e estratégias para todos os quatro componentes está na página 83. Estado de Minas Gerais - 2024 70 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Componente Curricular: Clube de debate (LGG) 1º bimestre: Aprofundamento em gêneros argumentativos É importante trabalhar a capacidade dos estudantes de argumentar de forma consistente sobre os mais variados temas, de expressar sentimentos e opiniões e prepará-los para participarem ativamente e criticamente na sociedade e no mundo do trabalho. Assim, os objetivos do 1º bimestre é aprofundar os estudos em gêneros argumentativos, estimular a autonomia estudantil, promover discussões e reflexões de assuntos que circulam em suportes impressos e digitais, bem como a escuta ativa e opinião dos discentes. OBS: As estratégias a seguir são sugestões que podem ser escolhidas pelos professores e estudantes de acordo com subtemas que sejam mais importantes para cada turma, porém, há algumas atividades que serão sinalizadas que são de grande importância para progressão da aprendizagem e das habilidades e para a realização do Clube de Debate. Então, ainda que com metodologias diferentes daquelas aqui apresentadas, essessubtemas precisarão ser trabalhados ao longo dos bimestres. Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG) 1º Bimestre - APROFUNDAMENTO EM GÊNEROS ARGUMENTATIVOS Sugestão de subtemas: 1. Gêneros textuais dissertativos-argumentativos 2. Recursos argumentativos 3. Redação ENEM 4. Participação cidadã 5. Análise de discursos 6. Linguagens orais e corporais Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. Estado de Minas Gerais - 2024 71 Macrotema: MULTICULTURALISMO Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG): A Construção da Argumentação no Ensino Médio 1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre Aprofundamento em gêneros argumentativos Argumentação e o gênero Debate Debate regrado Projeto: Clube de debates 2º ano e 3º ano - Ensino Médio (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. PROCESSOS CRIATIVOS (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. PROCESSOS CRIATIVOS (EMIFLGG06) Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento, entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum e o clichê. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL (EMIFLGG07) Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por meio de práticas de linguagem. (EMIFLGG08) Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. Estratégias de Ensino e Aprendizagem As atividades marcadas com * são aquelas indispensáveis para a progressão da aprendizagem. 1. *Professor(a), é fundamental um alinhamento com os professores que ministram os outros três componentes deste Aprofundamento para que juntos decidam quais serão os subtemas abordados nos gêneros textuais da estratégia a seguir. Organizar a turma em grupos e distribuir gêneros textuais dissertativos-argumentativos: resenha, artigo de opinião, editorial, carta aberta, ensaios, dentre outros que abordem temas voltados para o multiculturalismo (textos podem ser em língua portuguesa e língua estrangeira), usando materiais impressos ou digitais, como sites, blogs, revistas, jornais online ou impresso. Pedir que os estudantes leiam e analisem os textos e apresentem a seus colegas: tema(s), estrutura textual, argumentos usados, tese. Aproveitar o momento para revisar sobre gêneros argumentativos, estratégias de modalização e argumentatividade, recursos da objetividade e da impessoalidade da linguagem e seus efeitos de sentido. Sugestão: https://www.youtube.com/watch?v=VQ2ta0VF4z0. 2. *Propor a criação de um “Caderno de Prática Textual”, para ser usado ao longo do ano, com um acervo de textos dissertativos-argumentativos de autores diversos, para que os estudantes possam entender e comparar os tipos de argumentos, conectivos, as figuras de linguagens, os recursos coesivos que são usados por cada autor. Após leitura e análise desses textos, eles devem escrever o deles, com o posicionamento próprio frente a questões polêmicas: identificando sua tese e dando os argumentos Estado de Minas Gerais - 2024 72 2º ano e 3º ano - Ensino Médio para defendê-la. 3. Convidar um advogado, promotor, youtuber, coach, psicólogo ou outro profissional que precisa ter uma boa retórica para ir à escola ou outro espaço da comunidade, a fim de conversar com os estudantes sobre o trabalho deles e sobre como utilizam os recursos da linguagem, as estratégias argumentativas, as diferentes linguagens em seus discursos como mecanismos de argumentação e convencimento; 4. Levar os estudantes a reuniões na Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselho Escolar ou Grêmio Estudantil para conhecerem como diversas formas de participação, discussões e resolução de problemas são conduzidas; como opiniões, argumentos, pareceres favoráveis ou contrários, manifestações de interesse pessoal ou coletiva são apresentados nesses espaços. Esses momentos devem estimular a participação dos jovens em questões locais e despertar o senso crítico, de modo que os estudantes conheçam e analisem questões políticas, sociais, culturais e ambientais diversas. Após participação nas reuniões, em sala de aula, pedir que os estudantes se posicionem sobre os assuntos tratados nas reuniões e façam proposições para solução das questões abordadas. 5. *Fazer rodas de conversa para que os estudantes discutam sobre a redação do ENEM, sobre temas relacionados com multiculturalismo que foram cobrados nos últimos anos; conheçam as regras de correção da redação, redações nota 1.000 e outras que foram desclassificadas. Organizar grupos e distribuir redações escritas para o ENEM (sugestão de materiais nas referências) ou por colegas de outras turmas (manter sigilo do autor) para que eles as leiam, deem sugestões de reescrita, apontem problemas, deem notas e exponham seus argumentos sobre as notas dadas; 6. *Apresentar cenas de um julgamento, sugestão: https://www.youtube.com/watch?v=6xnPcp7XmHI. Abordar julgamentos de casos que ficaram famosos na mídia, com os quais poderão, também, aprender sobre os vários tipos de argumentos utilizados. Escolher um tema para que os estudantes realizem um teatro com um julgamento na escola. Trabalhar, com a participação dos estudantes, algumas aulas sobre o tema, pedir pesquisas, coleta de dados, fazer reuniões para escrita do roteiro, bem como as falas de cada personagem e a preparação para o julgamento. Os papéis deverão ser divididos: juiz (um professor), escrivão, advogado de defesa, advogado de acusação, testemunha(s), réu. Enfatizar a importância da expressão corporal como linguagem (sugestão de materiais nas referências). 7. Escolher, com os estudantes, uma rede social para que os discentes, professores da área de Linguagens e suas Tecnologias e de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas discutam temas polêmicos trabalhadospor ambas as áreas. Nas referências consta uma sugestão de sequência didática preparada pela professora Profa. Francis Mari Ribeiro da Silva, da EE Professor Souza Nilo, de Itanhandu/MG. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Proposta de Avaliação Avaliação do 1º bimestre: Participação das atividades coletivas desenvolvidas no bimestre: reuniões na Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Municipal, Conselho Escolar ou Grêmio Estudantil, na simulação do julgamento, correção de redações: avaliar a responsabilidade, a empatia, o respeito, a qualidade e desenvoltura das falas, dos argumentos, do trabalho em pares, oralidade, postura, reflexão trazida pelos estudantes, aspectos relacionados à cultura corporal, questões de sociabilidade, afetividade, cooperação, aptidões físicas, formação do cidadão. Estado de Minas Gerais - 2024 73 https://www.youtube.com/watch?v=6xnPcp7XmHI 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Sugestões de referências para 1º bimestre: BARROSO, Marina; BISTON, Natália. Sequência didática - texto dissertativo-argumentativo. Disponível em: spo.ifsp.edu.br/images/phocadownload/DOCUMENTOS_MENU_LATERAL_FIXO/PESQUISA/A%C3%87%C3%95ES _DE_PESQUISA/PROJETOS_DE_PESQUISA/LABORATORIOS_DE_PESQUISA/LER/Marina_Barroso_e_Nat%C3%A1li a_Biston_Texto_argumentativo_3%C2%BA_ano_EM.pdf. Acesso em: 13 set. 2023. BRASIL ESCOLA. Argumentação. Disponível em: brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm#:~:text=Os%20principais%20operadores%20s%C3%A3o %3A%20porque,que%3B%20uma%20vez%20que%20etc.. Acesso em: 05 dez. 2023. BRASIL ESCOLA. Gêneros argumentativos. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=VQ2ta0VF4z0. Acesso em: 22 set. 2023. Câmara Municipal de Viçosa- MG. Estudantes do CASB participam da reunião Ordinária da Câmara. Disponível em: www.vicosa.mg.leg.br/institucional/noticias/2017/06-2017/estudantes-do-casb-participam-da-reuniao-ordinari a-da-camara. Acesso em: 13 set. 2023. Entrando na História. COMO FAZER UM JÚRI SIMULADO COM ALUNOS - Fundamental II e Ensino Médio. Youtube. 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Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/sua-aula/projetos-de-escrita/14/redes-sociais-espaco-para-reformul acao-de-opinioes. Acesso em: 18 set. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 74 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 2º bimestre: Argumentação e o gênero Debate O 2º bimestre ainda possui objetivos associados à ampliação dos conhecimentos sobre argumentação e estratégias, relacionando-as à escrita e à oralidade, por meio de análise de notícias impressas e/ou online, jogos/brincadeiras, discursos políticos, propagandas publicitárias, assembleias e debates. A argumentação, vista como um ato discursivo, é próprio dos humanos, contudo precisa ser instigado na escola, assim, o bimestre realiza uma revisão gênero textual oral debate, para que os estudantes tenham amplo conhecimento e habilidades para participarem ativamente dos Clubes de debates que serão organizados a partir do próximo bimestre. Para se pôr em prática esse gênero, é exigido leitura, pesquisa e escrita para validação da tese defendida a respeito de um tema, além do bom uso de palavras (discursos), a escolha dos vários elementos da comunicação não verbal: gestos, atitudes corporais, expressões faciais, mímicas, sorrisos, olhares, roupas, posicionamentos, ocupação de lugares, roupas e todos esses elementos tornam-se indispensáveis para a formação cognitiva e pessoal dos estudantes. Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG) 2º Bimestre - ARGUMENTAÇÃO E O GÊNERO DEBATE Sugestão de subtemas: 1. Argumentação 2. Estratégias argumentativas 3. Debate: atividade própria da natureza humana 4. Gênero textual oral - debate: função sociocomunicativa, tipos, recursos linguísticos Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. PROCESSOS CRIATIVOS (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL Estado de Minas Gerais - 2024 75 2º ano e 3º ano - Ensino Médio (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. PROCESSOS CRIATIVOS (EMIFLGG05) Selecionare mobilizar . intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens . estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos. (EMIFLGG06) Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento, entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum e o clichê. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL (EMIFLGG07) Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por meio de práticas de linguagem. (EMIFLGG08) Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. (EMIFLGG09) Propor e testar estratégias de mediação e intervenção sociocultural e ambiental, selecionando adequadamente elementos das diferentes linguagens. Estratégias de Ensino e Aprendizagem As atividades marcadas com * são aquelas indispensáveis para progressão da aprendizagem. 1. *Levar letras de músicas como “Ser diferente é normal” de Gilberto Gil, “Menino mimado” de Criolo, Negro Drama de Racionais MCs, para que os estudantes façam análise delas usando metodologia ativa rotação por estações de aprendizagem, de modo que cada vez que um grupo passar pela estação, escreverá sobre tema(s), principais mensagens, versos que ajudam a contextualizar as particularidades da sociedade em que a música está inserida, argumentos/estratégias usados pelos autores para chamar a atenção dos leitores/ouvintes da música. Se possível, apresentar clipes dessas músicas para análise das linguagens corporais, de movimentos, de estratégias corporais e orais. Compartilhar análise com a turma. Recriar as obras por meio de uma nova manifestação artística, que pode ser em HQ, desenho, colagem, apresentação corporal, dentre outras. 2. Fazer curadoria de jornais do Brasil e de outros países (em língua portuguesa e língua estrangeira) considerados sensacionalistas e verificar as diferenças e semelhanças de argumentos e estratégias usadas na divulgação de temas polêmicos e pedir que os estudantes criem novas chamadas para as matérias, sem usar apelos sensacionalistas, mas que sejam criativas e chamem a atenção do público, como se eles fossem jornalistas de um programa de televisão ou de um programa de rádio; 3. Usar um jogo/brincadeira de queimada, rouba-bandeira ou outro que exige habilidades, táticas e estratégias para conquistar a vitória e pedir que os estudantes descrevam verbalmente quais eles Estado de Minas Gerais - 2024 76 2º ano e 3º ano - Ensino Médio utilizaram para vencer a outra equipe. 4. *Trabalhar esta estratégia com os professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Usar discursos políticos, propagandas publicitárias, partes de uma Assembleia Geral da ONU, vídeos de youtubers para explicar/revisar o que é retórica, oratória, argumentação, contra-argumentação e como elas são usadas desde situações corriqueiras até em debates que envolvem questões polêmicas. 5. *Perguntar aos estudantes o que eles entendem por debate. Escrever no quadro as respostas e trazer a definição, sugsetão em https://www.dicio.com.br/debate/ e, a partir dela, revisar o gênero textual debate, sua função sociocomunicativa, tipos de debates que existem, seus recursos linguísticos, tratando-o como uma atividade própria da natureza humana que amplia nossa visão de mundo e exercício da cidadania, uma forma de confrontar nossa opinião com as dos outros, de ensinar e aprender com os demais. Sugestão de vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo; 6. *Apresentar para os estudantes um debate, em que os participantes apontem seus pontos de vista e seus argumentos, sem desrespeitarem os demais, bem como as outras posições. Sugestão: Debate sobre o livro Crer ou não Crer: uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ. Mostrar, também, como o debate pode ter características de afrontamento, desrespeito, preconceito, ataque. Sugestão de material, podcast do Estadão: Eleições A decadência dos debates na TV, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y. 7. *Organizar os estudantes em grupos para que façam um debate com o tema: crer ou não crer ou outro que foi abordado neste ou nos outros componentes deste aprofundamento, para que os estudantes coloquem em prática os conhecimentos sobre o gênero textual debate adquiridos até o momento. Há sugestões de sequências didáticas nos materiais das referências. Esta estratégia é de grande importância para a preparação do Clube de debate. 8. *Levar materiais para que os estudantes compararem debates e/ou discursos de representantes da administração pública, do judiciário, do legislativo, de Associações de bairro, de Organizações não Governamentais (ONGs) e demais agentes envolvidos com as demandas da sociedade que foram construídos em momentos históricos diferentes, ainda que com o mesmo objetivo, e analisem como os aspectos culturais, temporais, científicos, sociais e políticos interferem nos argumentos dos discursos, bem como os contextos de produção, de circulação e de recepção do gênero. 9. Utilizar o Jogo Pontos de Vista, disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vis ta-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano ou outro para trabalhar opinião e argumentação dos estudantes sobre assuntos polêmicos do cotidiano. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Propostas de Avaliação Avaliar o Caderno de Prática Textual criado nos dois bimestres a e participação nas atividades desenvolvidas no bimestre. Estado de Minas Gerais - 2024 77 https://www.dicio.com.br/debate/ https://www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo https://www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ https://www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-argumentacao-sobre-temas-do-cotidiano 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Sugestões de referências para o 2º bimestre: BRASIL ESCOLA. Debate – Gêneros textuais. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=u-etu9jmVCo. Acesso em: 22 set. 2023. CIEB. Saiba como planejar uma aula em rotação por estações de aprendizagem. Disponível em: cieb.net.br/que-tal-planejar-uma-aula-em-rotacao-por-estacoes-de-aprendizagem/. Acesso em: 19 set. 2023. CORRIJA-ME. 10 músicas que podem trazer um ótimo repertório para sua redação. Disponível em: www.corrijame.com.br/redacao-dissertativa/10-musicas-que-podem-trazer-um-otimo-repertorio-para-sua-redacao. Acesso em: 19 set. 2023. DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Debate. Disponível em: www.dicio.com.br/debate/. Acesso em: 21 set. 2023. ESTADÃO NOTÍCIAS. Eleições A decadência dos debates na TV. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=U2uzQxxlM8Y. Acesso em: 21 set. 2023. INSTITUTO CLARO. Debate: saiba como organizar discussões em torno de temas polêmicos. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=WOpRV9ywZo. Acesso em: 05 dez. 2023. PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Oralidade e ensino de língua portuguesa. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/76/oralidade-e-ensino-de-lingua-portuguesa. Acesso em: 20 set. 2023. PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Jogo Pontos de Vista incentiva a argumentação sobre temas do cotidiano. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/110/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-a rgumentacao-sobre-temas-do-cotidiano. Acesso em: 22 set. 2023. PLANETA DE LIVROS BRASIL. Crer ou não crer. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=PysKuQ8FpTQ. Acesso em: 21 set. 2023. SANTOS, Goiamérico Felício Carneiro dos; SANTEE, Nellie Rego. A LINGUAGEM RETÓRICA DA PROPAGANDA: Uma análise comparativa. Disponível em: brapci.inf.br/index.php/res/download/81529. Acesso em: 21 set. 2023. UNB NOTÍCIAS. A retórica e a realidade. Disponível em: noticias.unb.br/artigos-main/6330-a-retorica-e-a-realidade#:~:text=No%20Brasil%2C%20a%20ret%C3%B3rica% 20%C3%A9,que%20os%20outros%20o%20admirem. Acesso em: 20 set. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 78 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 3º bimestre: Debate Regrado Existem alguns tipos de debate como gênero textual, mas o foco deste e do próximo bimestre será no Debate regrado, que é um gênero oral em que duas ou mais pessoas discutem sobre ideias diferentes e apresentam argumentos para defender suas linhas de pensamento, ao mesmo tempo que existe uma ideia de construção conjunta para uma questão complexa. O debate regrado, além de ter caráter interacional, ajuda a desenvolver competências individuais e sociais e habilidades linguísticas, de análise crítica e socioemocionais. Trabalhar com o Clube de Debate centra-se no objetivo colocado por Joaquim Dolz, professor da Universidade de Genebra, “quando trabalhamos a argumentação com os alunos, estamos trabalhando algo fundamental na vida social, que é o diálogo com o pensamento do outro, ainda que o outro pense de maneira muito diferente da nossa”6. Componente Curricular: CLUBE DE DEBATE - (LGG) 3º Bimestre - DEBATE REGRADO Sugestão de subtemas: 1. Debate Regrado 2. Clube de Debate 3. Marcas de identificação política, religiosa, ideológica e de interesses econômicos presentes em discursos argumentativos 4. Práticas de linguagem oral Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC Investigação Científica (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Processos Criativos (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. 6 Trecho presente na entrevista cedida por Joaquim Dolz para o Programa Escrevendo o Futuro, disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/66/pequenos-grandes-poder. Estado de Minas Gerais - 2024 79 2º ano e 3º ano - Ensino Médio (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. Empreendedorismo (EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. (EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica (EMIFLGG01) Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias. (EMIFLGG03) Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. Processos Criativos EMIFLGG04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns). EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFLGG07 - Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por meio de práticas de linguagem. EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. Estratégias de Ensino e Aprendizagem As atividadesmarcadas com * são aquelas indispensáveis para a progressão da aprendizagem. 1. *Organizar uma sessão-cinema na escola, a fim de exibir um filme que possui relação com os temas trabalhados neste aprofundamento. Apresentar o trailer do filme (em língua portuguesa e língua estrangeira) para os estudantes saberem sobre o que ele trata e, após a exibição do filme, questionar o que era esperado pela turma e se o filme atendeu as expectativas e o porquê. Sugestões: “O Grande Desafio”, que lida com o tema preconceito racial, “Doce argumento”, que aborda a história de dois participantes de um clube de debate de uma escola, “Invictus”, que trata da reconciliação racial por meio do esporte, “Jobs”, que combina assuntos como tecnologia, inovação, criatividade, argumentação, “Obrigado por Fumar”, que trata sobre eloquência, persuasão, argumentação, ética ou outros que abordem temas que interessem às juventudes. Realizar uma conversa guiada sobre os assuntos tratados Estado de Minas Gerais - 2024 80 2º ano e 3º ano - Ensino Médio nos filmes, as marcas de identificação política, religiosa, ideológica ou de interesses econômicos presentes no filme e fazer uma relação desses temas com a vida dos estudantes. 2. Realizar leituras críticas do filme, em língua portuguesa e estrangeira, apontando características explícitas do tema trabalhado e os estudantes vão dar a opinião se concordam ou não com as críticas lidas e seus argumentos. 3. *Escolher, com os estudantes, alguns Artigos de Opinião de estudantes ganhadores da Olimpíada de Língua Portuguesa 2019, disponível em https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf para leitura. A turma será organizada em dois grupos: os que são contra e os que são a favor da questão polêmica tratada no texto. Pedir que os estudantes dialoguem sobre o tema abordado, deem suas opiniões e argumentos, de modo a trabalhar com a oralidade e argumentação, baseando-se em dados, fatos e evidências com criticidade e ética. Após, farão o seu próprio artigo de opinião sobre aquele tema no Caderno de Prática Textual. 4. *Explicar/rever o gênero textual debate regrado, sua finalidade, seus elementos e seu funcionamento (sugestões de materiais nas referências). 5. *Preparar o Clube de debate: escolher temas sobre os quais os estudantes já tenham estudado ao longo dos três bimestres nos 4 componentes deste aprofundamento; levantar conhecimentos prévios dos estudantes; pedir pesquisas extraclasse, para dirimir dúvidas ainda existentes, para tanto, oferecer materiais como textos, entrevistas, podcasts ou vídeos; escrever o roteiro do Clube: regras, divisão de tarefas, pergunta aberta sobre a qual o debate começará, o tempo de fala de cada participante e da réplica. Há sugestões de sequências didáticas nos materiais das referências. Obs.: Este será o primeiro exercício do Clube, então o roteiro não precisa ser muito detalhado, o que acontecerá no próximo bimestre. 6. *Realizar os primeiros debates regrados do Clube e gravá-los, para que professores e estudantes possam analisá-los e levantarem as dificuldades, as habilidades de expor opiniões, argumentos, de convencer o outro, de escutar, de falar dentro do prazo estipulado, a capacidade de lidar com ideias diferentes, de ser gentil com o outro, de respeitar regras. Anotar todas essas observações no Caderno de Prática Textual para direcionar o trabalho dos próximos debates. 7. Escolher textos produzidos ao longo do bimestre e expô-los num mural, jornal, rádio, blog ou rede social da escola. Caso a escola não tenha esses meios, criar os que forem possíveis. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Propostas de Avaliação Os estudantes farão autoavaliação da participação nos debates produzidos no bimestre: os argumentos apresentados em relação à posição positiva ou negativa da questão central do debate, se as falas são baseadas em dados e evidências, não apenas em opiniões e censo comum, com se dão as reações nos momentos de ideias contrárias, desacordos, refutação, preocupação com a aprendizagem e não apenas com as dimensões polêmicas do debate. Assim como, respeito e reconhecimento do outro, escuta ativa, respeito às regras e empatia para entender as motivações e posicionamento dos outros e avaliação da turma como um todo. Estado de Minas Gerais - 2024 81 https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Sugestões de referências para 3º bimestre: BERGAGIM, Natália Coêlho. O debate regrado e a construção de competências e habilidades orais no nono ano do ensino fundamental. Disponível no Portal de Periódicos da UFJF. Acesso em: 04 dez. 2023. CELESTINO, Rafaela Soares; LEAL, Telma Ferraz. O debate como objeto de ensino: interdisciplinaridade e desenvolvimento de habilidades argumentativas. Disponível em: www2.ufjf.br/labor/files/2018/06/PE-O-debate-como-objeto-de-ensino-interdisciplinaridade-e-desenvolviment o-de-habilidades-argumentativas-CELESTINO-Rafaela-Soares-LEAL-Telma-Ferraz.pdf. Acesso em: 05 dez. 2023. PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Textos finalistas. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9161/textos-finalistas-2019.pdf. Acesso em: 04 dez. 2023. PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Videoconferência “A Oralidade também se ensina”. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/educacao-e-cultura/551/videoconferencia-a-oralidade-ta mbem-se-ensina. Acesso em: 04 dez. 2023. PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Artigo de opinião: ideias em debate. Youtube. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=9qMrHoOgtPs. Acesso em: 05 dez. 2023. VIVESCER. PASSO A PASSO PARA ORGANIZAR UM DEBATE SAUDÁVEL COM A SUA TURMA. Disponível em: vivescer.org.br/debate-na-escola. Acesso em: 05 dez. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 82 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 4º bimestre - Clube de debate (integrado com os demais componentes de CHS e LGG) O trabalho integrado da área Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas aprofundará neste bimestre, ao organizarem os Clubes de Debate conjuntamente, que serão usados como metodologia e eixo integrador das duas áreas que compõem este Itinerário Formativo. Espera-se que o Clube de Debate possibilite a conexão de conhecimentos, de temas que foram trabalhados nas duas áreas, a inter e transdisciplinaridade que os gêneros orais permitem e a consolidação de competências como reflexão, argumentação, posicionamento ético e responsável, valorização de diferentes visões de mundo, respeito aos Direitos Humanos, pensamento crítico e criativo, responsabilidade, cidadania, repertório linguístico, autogestão emocional. Macrotema: MULTICULTURALISMO 4º Bimestre - CLUBE DE DEBATE Sugestão de subtemas: 1. Identidade Cultural 2. Cultura e Diversidade 3. Cultura Popular e Estereótipos 4. "Mineiridade": expressão de identidade cultural ou reforço de estereótipos? 5. Preservação de Culturas Tradicionais versus Modernização 6. Diversidade Religiosa: enriquecimento cultural ou fonte de conflito? 7. Impacto da Globalização na Cultura Regional Brasileira 8. Juventude e Ancestralidade: valorização ou desconexão? Eixos Estruturantes e Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às CompetênciasGerais da BNCC Investigação Científica EMIFCG02 - Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. EMIFCG03 - Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Processos Criativos EMIFCG05 - Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. EMIFCG06 - Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural EMIFCG07) - Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. Estado de Minas Gerais - 2024 83 2º ano e 3º ano - Ensino Médio EMIFCG08 - Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. EMIFCG09 - Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. Empreendedorismo EMIFCG10 - Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. EMIFCG11 - Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. EMIFCG12 - Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã. Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes Investigação Científica EMIFLGG03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ ou linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os diversos pontos de vista e posicionando e mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. EMIFCHS03 - Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. PROCESSOS CRIATIVOS EMIFLGG05 - Selecionar e mobilizar intencionalmente, em um ou mais campos de atuação social, recursos criativos de diferentes línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), para participar de projetos e/ou processos criativos. EMIFLGG06 - Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, utilizando as diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; línguas; linguagens corporais e do movimento, entre outras), em um ou mais campos de atuação social, combatendo a estereotipia, o lugar comum e o clichê. EMIFCHS04 - Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre temas e processos de natureza histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regional, nacional e/ou global. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL EMIFLGG08 - Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. EMIFLGG09) Propor e testar estratégias de mediação e intervenção sociocultural e ambiental, selecionando adequadamente elementos das diferentes linguagens. EMIFCHS07 - Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos Estado de Minas Gerais - 2024 84 2º ano e 3º ano - Ensino Médio sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. EMPREENDEDORISMO EMIFLGG12 - Desenvolver projetos pessoais ou produtivos, utilizando as práticas de linguagens socialmente relevantes, em diferentes campos de atuação, para formular propostas concretas, articuladas com o projeto de vida. EMIFCHS10 - Avaliar como oportunidades, conhecimentos e recursos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas podem ser utilizadas na concretização de projetos pessoais ou produtivos, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, considerando as diversas tecnologias disponíveis, os impactos socioambientais, os direitos humanos e a promoção da cidadania. Estratégias de Ensino e Aprendizagem 1. Criar jogos de tabuleiro para trabalhar a argumentação ou usar jogos disponíveis na internet, como “Questões Polêmicas do Brasil - o jogo de argumentação”, disponível no site Escrevendo o Futuro, no link https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importa ncia-de-saber-argumentar e já anotar os principais temas que gostariam de debater nos clubes. 2. Problematizar com os estudantes quais os temas mais interessantes durante o jogo “Questões Polêmicas do Brasil - o jogo de argumentação”, do que foi trabalhado nos 4 componentes deste aprofundamento e outros relacionados com problemas da comunidade local que tenham gerado diferentes opiniões dos cidadãos. Algumas sugestões de temas e material de apoio: 3. Na minha cidade (ou na minha escola), a construção e a prática de valores como a tolerância, a ética, o respeito e o exercício real da cidadania é uma realidade”. Essa é uma verdade absoluta em relação à comunidade local ou à escola onde os estudantes estão inseridos? Ou é necessário debater e mudar atitudes em relação a situações que envolvem machismo, sexismo, preconceito racial e cultural, xenofobia, desvalorização de pessoas com deficiência, intolerância religiosa, discriminação de idade, dentre outras que reforçam as desigualdades historicamente acumuladas em nosso país? Para aprofundamento no assunto e fortalecimento dos debates, hávarios materiais sobre Direitos humanos no Brasil no site da UNESCO, disponível em: https://www.unesco.org/pt/fieldoffice/brasilia/expertise/human-rights-brazil e a entrevista com o Porfessor Clóvis de Barros Filho, Redes Sociais e Intolerância, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZvC47TobvWs 4. “O funk deve ser trabalhado na sala de aula por ser uma manifestação cultural?”, a partir desse tema, bons debates podem ser desencadeados, pois há pessoas que pensam que o funk é uma das maiores representações culturais das juventudes de comunidades e de várias outras juventudes no Brasil todo, que é um gênero musical que possui grande potencialidade criativa e artística e ainda denuncia questões econômicas e sociais; por outro lado, há quem o veja como um propagador de erotização, de banalização de corpos e desvalorização das mulheres. Como material de apoio, é sugerida a dissertação MOVIMENTO FUNK CARIOCA, CULTURA POPULAR E MERCADO: limites da consciência de gênero à emancipação da mulher trabalhadora, disponível em: https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1& isAllowed=y. 5. O tema “As políticas de ações afirmativas, como a Lei de Cotas, ajudam a reduzir as desigualdades no Brasil” proporciona posicionamentos contrários, embora haja vários números que comprovem resultados. Assim, é preciso debater as diferentes opiniões sobre tal assunto e para isso, o livro AÇÃO Estado de Minas Gerais - 2024 85 https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber-argumentar https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber-argumentar https://www.unesco.org/pt/fieldoffice/brasilia/expertise/human-rights-brazil https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/13389/Claudia%20Toffano%20Benevento.pdf?sequence=1&isAllowed=y 2º ano e 3º ano - Ensino Médio AFIRMATIVA: Conceito, História E Debates, disponível em: https://books.scielo.org/id/2mvbb/pdf/feres-9786599036477.pdf, traz definições do que é ação afirmativa, se as cotas são bônus, quem são os beneficiados, resultados das ações afirmativas, justificações para elas e recebimento delas no Brasil, dentre tantos outros temas que podem subsidiar o Clube de Debate sobre este tema. 6. “Cuidar de casa e dos filhos é tarefa para as mulheres?”. Os números evidenciam uma realidade cultural machista e patriarcal, que sobrecarrega e desvaloriza a mulher, mas qual a percepção dos estudantes, de seus pais, da comunidade local? O que eles vivenciam em casa? Quais os hábitos que a comunidade deles têm em relação a esse tema? A atitude dos alunos e seus pais em casa e em outros ambientes sociais reforça essa ideia? Como materiais de apoio, sugere-se a matéria Mulher dedica por semana 9,6 horas a mais do que homem a tarefas do lar, disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/08/11/tarefas-domesticas.htm e o filme de animação Sonho impossível?, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dKSdDQqkmlM. 7. "Mineiridade": Expressão de Identidade Cultural ou Reforço de Estereótipos? Este debate convida os alunos a explorar como a identidade cultural mineira, conhecida como "mineiridade", é percebida. Eles podem discutir se a "mineiridade" serve como uma expressão autêntica de identidade regional ou se, pelo contrário, reforça estereótipos que podem simplificar ou distorcer a compreensão da cultura mineira. Material incentivador para discussão ou pesquisa: https://www.youtube.com/watch?v=X_szZP0eBq0 (vídeo de humor leve sobre “mineiridades” 8. Preservação de Culturas Tradicionais versus Modernização Um debate focado na questão de como equilibrar a preservação das culturas tradicionais com a modernização e globalização. Os alunos podem argumentar sobre a possibilidade de manter tradições culturais sem comprometer o progresso e inovação. Material incentivador para discussão ou pesquisa: https://www.youtube.com/watch?v=_uuGQUzs1gg (video de 14 minutos sobre a tentativa de manter as tradições com exemplos em diversos países, mostrando que se trata de algo global, não circunscrito ao Brasil) 9. Diversidade Religiosa: Enriquecimento Cultural ou Fonte de Conflito? Este tema envolve um debate sobre o impacto da diversidade religiosa na sociedade brasileira. Os estudantes podem questionar se a pluralidade religiosa contribui para o enriquecimento cultural ou se pode ser uma fonte de tensões e conflitos. Materiais incentivadores para discussão ou pesquisa: 1) https://www.youtube.com/watch?v=hQRdLtB2mwk (vídeo com menos de 4 minutos que mostra cinco crianças diferentes e suas religiões) 2) https://www.youtube.com/watch?v=DDJSQQDurQg (vídeo com a distribuição populacional das religiões pelo mundo) 10. Impacto da Globalização na Cultura Regional Brasileira Este debate pode se concentrar em como a globalização afeta as culturas regionais no Brasil. Os alunos podem discutir se a globalização ajuda a valorizar a diversidade cultural brasileira ou se leva à perda das identidades culturais regionais únicas. Material incentivador para discussão ou pesquisa: https://www.youtube.com/watch?v=h5WjNMGztvE (vídeo curto sobre globalização e hibridismo cultural). 11. Juventude e Ancestralidade: Valorização ou Desconexão? Um debate sobre a relação da juventude contemporânea com tradições e ancestralidade. Os estudantes podem debater se os jovens de hoje valorizam suas raízes e tradições ou se tendem a uma desconexão com o passado. https://www.youtube.com/watch?v=l4d5HdMXrOk (vídeo de cerca de 5 minutos que aborda a urgência da ancestralidade para pensar um futuro melhor). 12. Fazer um brainstorm dos conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos temas e anotar as principais dúvidas, que ajudarão a orientar as pesquisas. Estado de Minas Gerais - 2024 86 https://books.scielo.org/id/2mvbb/pdf/feres-9786599036477.pdf https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/08/11/tarefas-domesticas.htm https://www.youtube.com/watch?v=dKSdDQqkmlM https://www.youtube.com/watch?v=X_szZP0eBq0 https://www.youtube.com/watch?v=_uuGQUzs1gg https://www.youtube.com/watch?v=hQRdLtB2mwk https://www.youtube.com/watch?v=DDJSQQDurQg https://www.youtube.com/watch?v=h5WjNMGztvE https://www.youtube.com/watch?v=l4d5HdMXrOk 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 13. Organizar a turma de acordo com os temas que serão trabalhados em cada Clube. 14. Dedicar um tempo para investigação dos temas escolhidos,a fim de sanar dúvidas e aprofundar o conhecimento nos temas. As pesquisas podem acontecer em bibliotecas, por coleta de dados em órgãos públicos, entrevistas, pesquisa em campo, questionários ou pesquisas online. Professores, vocês precisam subsidiar os estudantes com materiais de apoio, mediar e monitorar as pesquisas, construir em conjunto com os estudantes perguntas, roteiros e/ou pontos-chave para a realização das pesquisas, orientar para que sejam utilizadas apenas fontes confiáveis, possibilitar a reflexão dos estudantes. 15. Conduzir os registros no Caderno de Prática Textual dos principais resultados das pesquisas: informações, referências, dados encontrados sobre os temas sob as diversas perspectivas: cultural, social, histórica, filosófica, sociológica, bem como: argumentos de autoridade, argumentos históricos, argumentos de exemplificação, argumentos de comparação, argumentos por raciocínio lógico, para servirem de suporte para escrita de perguntas e apoio para argumentação. Professores, vocês precisam acompanhar o registro das pesquisas constantemente. 16. Distribuir a turma em grupos para formar cada Clube de Debate: debatedores contra e a favor da polêmica central, mediadores (professores dos quatro aprofundamentos), apoiadores do grupo a favor e apoiadores do grupo contra, provocadores dos debatedores, jurados que farão análises e registros da participação dos colegas e do debate em si. Professores, a dinâmicade formação dos grupos pode e deve ser variada: em alguns momentos, a escolha do grupo a favor e do grupo contra pode ser feita apenas no momento do debate, dando um papel para o estudante de defender algo que pode ser diferente daquilo que é a opinião dele. Em outros momentos, a divisão do grupo pode ser de acordo com a opinião dos estudantes: quem é contra e quem é a favor do tema central já saberá seu papel e se preparará para ele antecipadamente e inverter os papéis, quem defende em um momento, irá argumentar contra em outro momento. Papéis dos debatedores: estudar os temas, registrar dados importantes das pesquisas, preparar-se para o debate, respeitar as regras acordadas para a realização dos debates, centrar a fala e os argumentos na polêmica em si, não em pessoas que estão defendendo outras ideias. Papéis dos apoiadores: grupos de estudantes que ajudarão os debatedores a argumentar a favor de determinada posição ou contra ela. Papéis dos jurados: registrar a participação dos outros grupos: como foi a fala, a argumentação, o respeito, o posicionamento, o tom de voz, a desenvoltura dos debatedores, dos provocadores e dos apoiadores, se as regras estabelecidas foram respeitadas, se o debate foi fluente ou foi pausado frequentemente por falta de cumprimento das regras ou por dificuldade relacionadas às falas e argumentos, se os argumentos usados para sustentar posições foram claros, convincentes e respeitosos, quais as melhores estratégias argumentativas foram usadas, quais as conclusões podem ser tiradas no fim do debate, que sugestões os jurados dariam aos grupos. Papel dos provocadores: grupos que podem participar com perguntas que precisam ser respondidas pelos debatedores (essas perguntas precisam ser escritas antes do debate). Papéis dos professores-mediadores: Estimular a participação dos estudantes e dar oportunidade para que todos participem ativamente, orientar as pesquisas, os registros das pesquisas, fazer a escrita das regras do Clube de Debate com os estudantes, gerenciar as participações dos estudantes na organização do Clube de Debate, exigir o cumprimento das regras estabelecidas antes e durante o debate, mediar as participações durante o debate, incentivar o aparecimento de múltiplos pontos de vista, fazer conexões das falas durante o debate, contribuir com redirecionamentos e retomadas de ideias para manutenção dos diálogos, fazer a conclusão dos debates. Estado de Minas Gerais - 2024 87 2º ano e 3º ano - Ensino Médio 17. Escolher as pessoas que serão responsáveis pela logística do Clube de Debate: organização dos locais onde acontecerão os debates; dos materiais, recursos tecnológicos que serão necessários; quem fará a gravação dos debates, a fim de que professores e estudantes possam assisti-los futuramente e avaliá-los; quem organizará os espaços após os debates, dentre outras atividades necessárias. 18. Estabelecer regras para o bom funcionamento dos debates, após pactuação dessas com os estudantes: o tempo para cada fala, o direito (ou não) à réplica e à tréplica, as regras de respeito ao outro, a vez de cada um falar, o tipo de linguagem que deve ser empregada, as penalidades, caso as regras sejam desrespeitadas. Professores, reforcem sobre a importância de se respeitar as regras para se viver bem em todos os ambientes sociais; de escutar e respeitar o outro, de promover na escola e comunidade intervenções sociais baseadas em argumentos válidos e com objetivos de melhoria da qualidade de vida e das relações humanas. Também é imprescindível a garantia dos direitos linguísticos de todos os estudantes, independente de suas referências sociais, culturais, artísticas, estéticas e políticas. 19. Escrever um roteiro detalhado com os principais pontos do debate: quem dará início ao debate; como será a exposição dos debatedores (quantos membros do grupo falarão antes de passar para o outro grupo?), qual será o tempo de fala, de réplica e tréplica, de acordo com as regras estabelecidas; se haverá uma ordem para resposta das perguntas dos provocadores, quais anotações/análises devem ser feitas pelos jurados; como será a avaliação feita pelos jurados, pelos mediadores e pelos próprios estudantes; como será o encerramento dos Clubes de Debate. 20. Reservar momentos para os estudantes prepararem-se para os debates, que podem ser em casa ou na sala de aula. 21. Executar os Clubes de Debate, conforme planejado. 22. Após a realização dos Clubes de Debate, professores e estudantes farão a análise dos materiais registrados e avaliarão as argumentações, os pontos que ainda precisam ser melhorados, a postura e a qualidade da participação dos diferentes grupos, se as regras estabelecidas coletivamente foram respeitadas, quais foram as aprendizagens alcançadas, que conexões fazem dos debates com os conteúdos e conhecimentos adquiridos nos quatro componentes do aprofundamento e da Formação Geral Básica. É importante que essa avaliação seja feita pelos professores, pelos colegas e pelos próprios estudantes, como autoavaliação. 23. Organizar uma mostra de debates, convidando outras turmas da escola para participarem. Avaliação A avaliação no Itinerário Formativo tem como premissa oportunizar ao estudante o desenvolvimento da metacognição, acentuando sua natureza processual e formativa. O fato de não haver reprovação nos componentes curriculares do Itinerário Formativo não significa que estes não devam ser avaliados. Deve-se garantir preferencialmente a autoavaliação, bem como o “feedback” do professor quanto à apropriação de habilidades e competências, visando o avanço contínuo do estudante. Para fins técnico-didáticos, o professor deverá atribuir notas de 60 a 100 pontos anuais para cada estudante. Assim, é primordial definir critérios para essa distribuição, demonstrando aos estudantes a importância do processo de aprimoramento e adequação, ajustando a mediação da aprendizagem, qualificando-a ainda mais ao perfil dos estudantes e à realidade local. Propostas de Avaliação Utilizar a avaliação feita conjuntamente após o desenvolvimento dos Clubes de Debate e pedir que os estudantes produzam, de forma escrita e individual, uma análise que demonstre os sentidos e/ou significados percebidos na produção e exibição do gênero, indicando a importância dessa aprendizagem para sua vida pública profissional e seu projeto de vida. Ver sugestão de rubrica abaixo. Estado de Minas Gerais - 2024 88 2º ano e 3º ano - Ensino Médio SUGESTÃO DE RUBRICA PARA AVALIAÇÃO DO CLUBE DE DEBATE Critérios Você chegou lá Você está quase lá Você poderá chegar lá Participação Ativa. Participação ativa e consistente, contribuindo com argumentos significativos para as discussões, demonstrando interesse e envolvimento. Participação moderada, contribuindo ocasionalmente para as discussões. Não houve participação ativa no debate Aprendizado sobre a temática discutida e conexões com os demais componentes curriculares Demonstração de aprendizado satisfatória, por meio dos argumentos construídos em razão dos estudos sobre a temática Demonstração parcial de aprendizado, por meio de argumentos genéricos e superficiais sobre a temática Demonstração insatisfatória de aprendizado, sem contribuições para a construção coletiva do conhecimento Qualidade das Contribuições. Contribuições de alta qualidade, demonstrando profundo entendimento do tópico, apresentando argumentos sólidos e evidências convincentes, baseadas em fontes confiáveis. Contribuições satisfatórias, com alguns argumentos rasos e geralmente embasados em fontes confiáveis. Contribuições insuficientes para construção coletiva do conhecimento Escuta, Respeito e construção de identidade coletiva no debate. Excelente habilidade de escuta, demonstrando respeito pelos colegas, evitando interrupções e valorizando diferentes perspectivas, pontos de vista e contexto social, demonstrando identidade coletiva com o Clube Comportamento respeitoso, mas com algumas interrupções ocasionais, dificultando a construção da identidade coletiva como Clube. Comportamentos em desacordo com as regras previamente definidas pelo coletivo Preparação para os Debates. Preparação excepcional, demonstrando profundo conhecimento do tópico, com referências específicas e fontes relevantes e confiáveis. Preparação moderada, com alguma evidência de pesquisa e compreensão do tópico. Preparação em desacordo com a proposta da atividade Colaboração em Equipe. Excelente colaboração, contribuindo ativamente para o trabalho em equipe, compartilhando ideias e apoiando os colegas. Colabora ocasionalmente com o grupo Não contribuiu para o trabalho coletivo Apresentação Pública. Apresentação excelente, com ótimas habilidades de comunicação e expressão verbal. Apresentação satisfatória, com clareza na comunicação e expressão de ideias. Apresentação pública em desacordo com as habilidades previstas para a atividade Cumprimento de Prazos. Cumprimento consistente de prazos, demonstrando responsabilidade e comprometimento. Descumprimento de prazos, mas demonstra esforços para melhorar. Descumprimento de prazos impedindo o coletivo de realizar a atividade Estado de Minas Gerais - 2024 89 2º ano e 3º ano - Ensino Médio Sugestões de referências para 4º bimestre: BRASIL ESCOLA. O debate – Uma modalidade oral. Disponível em: brasilescola.uol.com.br/redacao/o-debateuma-modalidade-oral.htm. Acesso em: 22 set. 2023. PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. QP Brasil: a importância de “saber argumentar”. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/sobre-o-programa/192/qp-brasil-a-importancia-de-saber- argumentar. Acesso em: 22 set. 2023. PORTAL ESCREVENDO O FUTURO. Oficina 5 - A polêmica do Texto. Disponível em: escrevendoofuturo.org.br/caderno_docente/opiniao/a-polemica-do-texto/. Acesso em: 05 dez. 2023. PROGRAMA ESCREVENDO O FUTURO. Pequenos grandes poderes. Disponível em: www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/revista-digital/artigo/66/pequenos-grandes-poder. Acesso em: 21 set. 2023. REVISTA GALILEU. 9 dicas para vencer qualquer discussão. Disponível em: revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2015/03/9-dicas-para-vencer-qualquer-discussao.html. Acesso em: 06 dez. 2023. SILVA, Davidson Wagner da; SARTORI, Adriane Teresinha. O gênero “debate regrado” no espaço escolar. Disponível em: ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/23957. Acesso em: 05 dez. 2023. SILVA, Wagner Moreira da; VELASCO, Patrícia Del Nero; ZANOTELLO, Marcelo. O DEBATE NA PERSPECTIVA DA LÓGICA INFORMAL: uma abordagem para análise da argumentação em aulas de Ciências. Disponível em www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172016000200099. Acesso em 06 dez. 2023. Estado de Minas Gerais - 2024 90