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PORTUGUÊS 
 
Acentuação 
Motivação do módulo: “Nunca desanime. 
Às vezes, é só um pouco mais além.” - 
Walter Grando 
 
Meus aprovados, a acentuação correta 
pode fazer muita diferença em uma 
oração, por isso é importante que vocês 
tenham uma boa noção sobre o tema para 
diminuir a incidência de erros. Vamos ver a 
diferença que um acento errado ou omitido 
pode fazer? 
 
Exemplo: Ela pode fazer a questão sem 
problemas. (ação no presente) 
 
Exemplo: Ela pôde fazer a questão sem 
problemas. (ação no passado) 
 
Percebam que apenas um acento 
circunflexo faz a ação sair do presente 
para o passado. 
 
E tem mais... a pele pode virar Pelé, a 
mulher sábia pode virar sabiá, a carne do 
churrasco pode virar carnê. O melhor, 
entretanto, é quando o forro da roupa, 
vira forró, rsrs... Todas essas "mutações" 
podem ocorrer por causa de um simples 
acento, então vamos nos ligar e aprender 
as regras! 
 
 
PROPAROXÍTONAS 
 
 
As palavras proparoxítonas são aquelas 
cuja sílaba forte é a antepenúltima. A regra 
é simples: se é proparoxítona, é 
acentuada! 
 
Exemplos: parábola (pa-rá-bo-la), 
gramática (gra-má-ti-ca), proparoxítona 
(pro-pa-ro-xí-to-na), médico (mé-di-co), 
hóspede (hós-pe-de), romântico (ro-mân-
ti-co). 
 
Perceberam que é simples? Basta 
identificar a sílaba tônica, se ela coincidir 
com antepenúltima da palavra: acento 
nela! 
 
 
PAROXÍTONAS 
 
 
As palavras paroxítonas são aquelas cuja 
sílaba tônica é a penúltima. Agora a 
decoreba vai começar (é o jeito! rs...), pois 
não acentuamos todas as palavras 
paroxítonas. Vamos às regrinhas! 
 
As palavras paroxítonas terminadas em N 
R L X são acentuadas, vamos ver? 
 
Exemplos: útil, ônix, hífen, elétron, éter, 
cadáver, pólen. 
 
- ÃO, ÃOS 
 
As palavras paroxítonas terminadas 
em ÃO, ÃOS são acentuadas, vejamos! 
 
Exemplos: órgão, órgãos, órfão, bênção, 
bênçãos. 
 
- ON(s) 
 
As palavras paroxítonas terminadas 
em ON(s) são acentuadas! 
 
Exemplos: elétron, elétrons, próton, 
prótons. 
 
- UM/UNS 
 
Também acentuamos as palavras 
paroxítonas terminadas em UM/UNS, 
vejamos: 
 
 
 
Exemplos: álbum, álbuns 
 
- PS 
 
As palavras paroxítonas terminadas em 
PS são acentuadas! 
 
Exemplos: fórceps, bíceps, tríceps, 
quadríceps. (*Dica: lembrem de músculos 
ou de academia.) 
 
- U(s), I(s) 
 
As palavras paroxítonas terminadas em 
U(s) ou I(s) são acentuadas. 
 
Exemplos: júri, júris, vírus, lápis, táxi. 
 
- Ditongo oral 
 
As palavras paroxítonas terminadas em 
ditongo oral (som oral, pronunciado 
apenas pela boca) devem ser acentuadas, 
vejamos: 
 
Exemplos: história, imóveis, jóquei, túneis. 
 
 As palavras paroxítonas terminadas 
em ENS não são acentuadas: hifens, 
polens, abdomens. 
 
As palavras item e itens não são 
acentuadas!!!! 
 
Prefixos paroxítonos terminados em R ou I 
não são acentuados: super, mini, anti, 
inter. Vale destacar que, se esses prefixos 
forem transformados em substantivos, o 
acento deverá ser empregado: a míni, o 
híper, a máxi. 
 
 
 
OXÍTONAS 
 
 
As palavras oxítonas são aquelas cuja 
sílaba tônica é a última. Acentuamos as 
oxítonas terminadas 
em: A(s), E(s), O(s), EM(ens), vejamos: 
 
Exemplos: português, picolé, maracujá, 
armazém, parabéns, Pará, paletó, mocotó, 
aliás. 
 
 
MONOSSÍLABAS TÔNICAS 
 
 
As palavras formadas por uma única sílaba 
(tônica) são acentuadas quando 
terminadas em: A(s), E(s) ou O(s). 
 
Exemplos: pó, pá, só, pé, má, mês. 
 
Atenção! As formas verbais tônicas e 
monossilábicas terminadas em "A", "E" ou 
"O" seguidas de "lo(s)" ou "la(s)" são 
acentuadas! Exemplo: 
 
dá-lo (verbo dar), pô-lo (verbo pôr), fê-lo ( 
verbo fazer). 
 
Gente, os monossílabos tônicos 
terminados em "A(s), E(s), O(s)" são 
acentuados, mas isto não quer dizer que 
só os monossílabos acentuados são 
tônicos, vejamos: dor, male trem são 
palavras monossilábicas e também 
tônicas, entretanto não levam acento por 
terminarem com R, L e M. 
 
São monossílabos tônicos: substantivos 
(fé, dor, trem, sol), adjetivos (só, má), 
advérbio (mal, já, bem), pronomes (eu, tu, 
ele, mim, ti, nós, vós, meu , teu), verbos 
(dá, pôr), numerais (três). 
 
 
ACENTOS DIFERENCIAIS 
 
 
 
 
Algumas palavras são acentuadas para 
que sejam diferenciadas de outras e isto 
acontece com a terceira pessoa do 
plural dos verbos TER e VIR, vejamos: 
 
►Ele vem, eles vêm 
 
►Ela tem, elas têm 
 
Percebam que, neste caso, a acentuação 
visa distinguir a terceira pessoa do singular 
(ELE/ELA sem acento) da terceira pessoa 
do plural (ELES/ELAS com acento). 
 
Cuidado com os verbos: 
 
DETER: Ele detém / Eles detêm 
 
CONVIR: Ele convém / Eles convêm 
 
INTERVIR: Ele intervém / Eles intervêm 
 
MANTER: Ele mantém/ Eles mantêm 
 
Regrinha: agudo no singular, circunflexo 
no plural. 
 
A forma verbal PÔDE (pretérito perfeito do 
Indicativo) é acentuada para ser 
diferenciada de PODE (presente do 
Indicativo), vejamos: 
 
Exemplo: Ele pôde fazer a prova 
tranquilamente ontem. (passado) 
 
Exemplo: Ela pode fazer a prova 
tranquilamente hoje. (presente) 
 
Como a conjugação do verbo "PODER" no 
pretérito perfeito do Indicativo é muito, 
digamos, estranha (rs...), aqui está ela na 
íntegra para vocês! 
 
Eu pude 
 
Tu pudeste 
 
Ele pôde 
 
Nós pudemos 
 
Vós pudestes 
 
Eles puderam 
 
A forma verbal PÔR é acentuada para não 
ser confundida com a preposição POR, 
vejamos: 
 
Exemplo: Pare de pôr refrigerante na 
mesa, já temos o suficiente. (verbo) 
 
Exemplo: Maricota estudou por três livros 
diferentes. (preposição) 
 
 
REGRA DOS HIATOS I/U 
 
 
Palavra com vogal I ou 
vogal U tônica, isolada ou seguida de S 
na mesma sílaba, formando hiato = acento 
agudo! 
 
Atenção! A vogal tônica deve ser a 
segunda do hiato. (Ocorre hiato quando 
temos duas vogais juntas, mas em sílabas 
diferentes). 
 
Exemplos: saída (sa- í - da), saúde (sa-ú-
de), heroína (he-ro-í-na), açaí (a-ça-í). 
 
Assim, palavras como: raiz (ra-iz), juiz (ju-
iz), cair (ca-ir) não são acentuadas, pois a 
vogal (i ou u) não está sozinha na sílaba, 
nem acompanhada pelo S, mas por outra 
consoante. 
 
 
 Quando o hiato for seguido de NH na 
sílaba seguinte, não deve ser 
 
 
acentuado! Exemplo: rainha, (ra-i-nha), 
campainha (cam-pa-i-nha), moinho (mo-i-
nho). 
 
Quando o hiato (i/u) for formado porvogais 
iguais, não deve ser acentuado! Exemplo: 
xiita (xi-i-ta), vadiice (va-di-i-ce). 
 
Com o advento do Novo Acordo 
Ortográfico: paroxítona com ditongo 
decrescente seguido de hiato (i ou u) 
= sem acento! Exemplo: feiura, baiuca, 
bocaiuva. Quando o ditongo for crescente 
o acento permanece!Exemplo: Guaíra. 
 
 
REGRA DOS HIATOS OO E EEM 
 
 
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, os 
hiatos OO e EEM (nos verbos "CRÊ-DÊ-
LÊ-VÊ": crer, dar, ler, ver e derivados) não 
são mais acentuados, vejamos: 
 
Exemplos: voo, creem, veem, enjoo, 
abençoo, leem, deem. 
 
 
REGRA DOS DITONGOS ABERTO ÉI, 
ÉU, ÓI 
 
 
Os monossílabos e as oxítonas com 
ditongo aberto são acentuados! 
 
Exemplos: réis, herói, papéis, chapéus, 
rói, céu, troféus. 
 
O Novo Acordo Ortográfico retirou a 
acentuação dos ditongos abertos ÉI e ÓI 
em palavras paroxítonas!! 
 
Exemplo: ideia, plateia, paranoia, estreia, 
jiboia, geleia, epopeia, heroico (lembrando 
que "herói" continua acentuado por ser 
oxítona terminada em ditongo aberto). 
 
Exceção: destróier (paroxítona terminada 
em R). 
 
Vamos estudar crase. 
 
Breve Introdução 
 
Assunto bastante cobrado em provas de 
concurso, a crase é o fenômeno em que 
duas vogais idênticas se unem e, quando 
isto ocorre, empregamos o acento grave 
para indicar a tal contração. 
 
 
a (preposição) + a (artigo) = à (com acento 
grave) 
 
a (preposição)+ a qual/as quais 
= à qual/às quais 
 
a (preposição) + aquele/aquilo/aquela 
= àquele/àquilo/àquela 
 
a (preposição) + a (pronome 
demonstrativo) = à 
 
 
Vamos identificar, nas frases abaixo, as 
ocorrências de crase: 
 
1) Iremos à praia amanhã. -> a 
(preposição) + a (artigo) 
 
O verbo "ir", no contexto, pede a 
preposição "a" (ir a algum lugar), o 
substantivo feminino "praia" aceita o artigo 
 
 
"a", assim ocorre a contração "a+a" e 
devemos fazer uso do sinal grave. 
 
Bizu! É interessante, para ajudar na 
identificação da ocorrência da crase, 
substituir a palavra feminina por uma 
masculina e observar se aparece "ao" na 
frase, vejamos: Iremos à praia amanhã. 
(praia = substantivo feminino) 
Iremos ao circo amanhã. (circo = 
substantivo masculino) Assim, se 
substituirmos a palavra feminina por uma 
masculina e o "ao" aparecer: ocorrência de 
crase (maioria dos casos)!!! 
 
2) A festa à qual me refiro ocorreu ontem. 
-> a (preposição) + a qual 
 
O verbo "referir" rege (pede) a preposição 
"a" (referir-se a algo/ referir-se a alguém), 
assim a crase ocorre, pois temos a 
contração da partícula "a" que compõe o 
pronome relativo "a qual" com a 
preposição "a" exigida pelo verbo. 
 
3) Diga àquele moço que não venha hoje. 
-> a (preposição) + aquele 
 
O verbo "dizer", no contexto, é transitivo 
direto e indireto, assim "que não venha 
hoje" é objeto direto (sem preposição) e 
"aquele moço" é objeto indireto (deve ser 
preposicionado). Como o verbo rege a 
preposição "a" (dizer algo a alguém), 
temos a contração dessa preposição com 
o "a" que inicia o pronome "aquele" ("a+a"), 
ocorrendo a crase. 
 
4) Esta casa é idêntica à da minha mãe. -
> a (preposição) + a (pronome 
demonstrativo) 
 
O adjetivo "idêntica" rege a preposição "a" 
(idêntica a algo) e o "a" (a da minha mãe) 
é um pronome demonstrativo com sentido 
de "aquela", vejamos: 
 
Esta casa é idêntica à da minha mãe 
 
Esta casa é idêntica àquela da minha mãe. 
 
Enxergaram que o "a" de "a da minha mãe" 
pode ser substituído por "aquela"? Vale 
destacar que, mesmo havendo a 
substituição de um termo por outro, o sinal 
grave permanece necessário (a + aquela). 
 
Casos proibitivos 
 
1) Antes de palavras masculinas: (regra) 
 
Em, regra o uso do acento grave antes de 
palavra masculina acarreta erro 
gramatical, vejamos: 
 
Exemplo: O livro pertence a João. Por 
que não devemos empregar o acento 
grave? Porque a palavra masculina "João" 
não aceita o artigo feminino "a", apenas o 
artigo masculino "o", assim, como não 
ocorre a contração "a" (preposição) + "a" 
(artigo feminino), não temos caso de crase, 
percebem? 
 
 
 
Exceção: deve ocorrer a crase antes de 
palavra masculina quando temos um termo 
feminino subentendido, é o caso de "à 
moda de", vejamos: Exemplo: Comi um 
macarrão à José Sá. (à moda de José Sá) 
Vamos a outro exemplo? Agora a palavra 
feminina implícita é "rua": Exemplo: Fui à 
Joaquim Nabuco comprar livros. (Fui à rua 
 
 
Joaquim Nabuco comprar livros) 
Entenderam o ponto? Na verdade 
identificamos as situações acima como 
exceções, porém, na prática, a regra 
permanece intacta: temos palavra ou 
expressão feminina subentendida, logo 
temos também o artigo feminino implícito, 
assim a contração "a+a" ocorre de todo 
modo. 
 
2) Antes de verbos 
 
Exemplos: 
Ela começou a cantar para você 
dormir. 
Vimos Maria a rezar pelas crianças da 
escola. 
Precisamos apender a ler de forma 
crítica. 
Estamos dispostos a solucionar a questão. 
Por que não devemos usar acento grave 
antes de verbos? Porque não temos a 
contração da preposição "a" com o artigo 
"a", assim não ocorre a crase. Mesmo que 
haja a preposição "a", como na última frase 
"dispostos a", não temos o artigo "a" (o 
verbo não admite artigo). Percebem que 
falta um "a" para ocorrer a contração? 
 
3) Depois de outra preposição 
 
Exemplos: Maria foi para a Europa. 
(preposição para) 
 
Brindes serão distribuídos após a reunião. 
(preposição após) 
 
O deputado é contra a proposta de 
emenda constitucional. (preposição 
contra) 
 
4) Entre palavras repetidas de uma 
locução 
 
Exemplos: Ela conversa no dia a 
dia sobre questões polêmicas. 
 
Queria conversar face a face com ela. 
 
5) Antes de pronomes pessoais, 
interrogativos, indefinidos, 
demonstrativos e relativos 
 
Exemplos: Refiro-me a ela. 
 
Respondi a Vossa Excelência. 
 
Contarei o fato a qualquer pessoa. 
 
 A quem vocês se referem? 
 
 Não falaram sobre mim a esta mulher? 
 
 
Atenção para as exceções! 
 
- Podemos empregar o acento grave antes 
de alguns modos de tratamento femininos: 
senhora, senhorita, madame, doutora... 
 
Exemplo: Refiro-me à senhora vestida de 
azul. 
 
- Lembram da regra do a + 
aquilo/aquela/aquele e do a + a 
(pronome demonstrativo com sentido 
de "aquela"), não é? São exemplos que 
 
 
envolvem pronomes demonstrativos, mas 
a crase ocorre! 
 
-Lembram da regra do a + a qual/as 
quais? Do mesmo modo, temos pronome 
relativo, mas a crase ocorre! 
 
 
6) Antes de palavra feminina no plural (o 
"a" deve estar no singular) 
 
Exemplos: Não vou a festas durante a 
semana. 
 
 Teceram críticas a religiões do 
passado. 
 
7) Antes da expressão Nossa Senhora e 
de nomes de outras santas e mulheres 
ilustres 
 
Exemplos: Pedi a Nossa Senhora a 
aprovação no concurso. 
 
Tenho devoção a Santa Terezinha do 
Menino Jesus. 
 
Casos Obrigatórios 
 
1) Locuções adverbiais de núcleo 
feminino 
 
Exemplos: às claras, às pressas, às 
tontas, à noite, à tarde, às vezes, à vista, 
às escondidas, às avessas, à deriva, à 
tinta, à bala, à vontade, à direita. 
 
2) Locuções adjetivas de núcleo 
feminino 
 
Exemplos: à toa, à venda, à queima-
roupa, à vista. 
 
 
Atenção!! A locução adjetiva "a 
distância", mesmo havendo divergência 
entre gramáticos, tem sido cobrada em 
provas de concurso sem sinal 
grave, quando empregada de forma geral, 
vejamos: Ele estuda a distância. 
 
Quando a locução vier especificada, 
ocorre crase: Pedro estuda à distância de 
10 km da minha casa. 
 
 
3) Locuções conjuntivas de núcleo 
feminino 
 
Exemplos: à medida quem à proporção 
que. (Apenas essas duas!) 
 
4) Locuções prepositivas de núcleo 
feminino 
 
Exemplos: à procura de, à guisa de, à 
espera de, à beira de, à moda de. 
 
Casos facultativos 
 
1) Antes de nomes próprios femininos 
 
Exemplos: À Mariana dedico muitas 
horas do meu dia. 
 
 
 
A Mariana dedico muitas horas do meu 
dia. 
 
2) Depois da preposição "até" 
 
Exemplos: Vou até à cidade mais distante 
para encontrá-lo. 
 
Vou até a cidade mais distante para 
encontrá-lo. 
 
 
Atenção! Quando a expressão "até" tiver 
sentido de "inclusive" não ocorrerá crase! 
 
Exemplo: Para encontrá-lo vou a qualquer 
cidade, até a mais distante. (SEM CRASE) 
 
Para encontrá-lo vou a qualquer 
cidade , inclusive a mais distante. 
 
 
3) Antes de pronomes possessivos 
femininos 
 
Exemplos: Refiro-me à nossa casa de 
veraneio. 
 
Refiro-me a nossa casa de veraneio. 
 
 
Atenção! Se o pronome possessivo 
feminino substituir um substantivo: crase 
obrigatória! 
 
Exemplo: Refiro-me à nossa casa de 
veraneio, e não à sua. (primeiro "a" = crase 
facultativa, segundo "a" = crase 
obrigatória) 
 
Refiro-me a nossa casa de veraneio, e 
não à sua. (primeiro "a" = crase facultativa, 
segundo "a" = crase obrigatória) 
 
Percebam que, na segunda parte da frase, 
o pronome "sua" exerce função de 
substantivo ("sua casa"), assim o sinal 
grave é obrigatório! 
 
 
4) Antes de certos topônimos (nomes 
próprios de lugares): 
 
-> Inglaterra, Europa, França, Espanha, 
Ásia, Holanda. 
 
Exemplos: Fui à França./ Fui a França. 
 
Voltei à Espanha para estudar. 
Voltei a Espanha para estudar. 
 
Mais alguns casos importantes1) Locuções adverbais que indicam 
hora: crase obrigatória 
 
Exemplos: Ele me ligou às 20h. 
 
 
 
 Eu acordo às cinco para caminhar na 
praia. 
 
 Todos tinham dormido àquela hora. 
 
 
Atenção! Não ocorre crase se a palavra 
"hora" vier antecedida de outra preposição 
que não seja "a", vejamos: 
 
Exemplo: Ela me liga desde as 18h. 
(Percebam que esse caso é o mesmo 
da proibição antes de preposição, 
lembram?) 
 
Atenção 2! Se houver referência a tempo 
sem precisão: não ocorre crase. 
 
Exemplo: José viajará daqui a uma hora. 
 
 
2) A palavra CASA 
 
- "Casa" empregada de forma geral: sem 
crase! 
 
Exemplo: Fui a casa para relembrar 
minha infância. 
 
- "Casa" empregada de forma específica: 
crase! 
 
Exemplo: Fui à casa da minha 
avó relembrar minha infância. 
 
3) A palavra TERRA 
 
- Com sentido de planeta: admite artigo "a", 
assim ocorre crase se o termo antecedente 
exigir a preposição "a". 
 
Exemplos: O E.T voltou à Terra. (crase 
ocorre, o verbo "voltar" rege a preposição 
"a") 
 
O E.T visitou a Terra. (não ocorre crase, 
pois o verbo "visitou" não rege a 
preposição "a") 
 
- Com sentido de "chão firme" (contrário de 
"a bordo"): não ocorre crase. 
 
Exemplo: Os marinheiros voltaram a terra 
ontem. 
 
- Com sentido de "chão firme" 
especificado: ocorre crase. 
 
Exemplo: Maria voltou à terra dos pais. 
 
 
TÓPICO (ADJETIVO) 
 
Motivação do módulo: Quando tudo 
parecer ir contra você, lembre-se do avião: 
ele decola contra o vento, e não a favor 
dele. - Henry Ford (adaptado) 
 
Quando precisamos descrever um objeto, 
uma pessoa, um local, com certeza, 
empregamos algum adjetivo. Assim, se 
quisermos definir essa classe gramatical 
com apenas uma palavra, a mais ideal será 
"caracterizador", pois o adjetivo tem por 
função principal exatamente isto: atribuir 
características aos seres. 
 
 
 
Os adjetivos podem modificar substantivos 
(a maioria), numerais, pronomes e orações 
completas. Vamos ver como, meus 
queridos? 
 
As meninas estudiosas foram aprovadas. 
("estudiosas" altera o substantivo 
"meninas") 
 
As duas estudiosas foram 
aprovadas. ("estudiosas" altera o numeral 
"duas") 
 
Elas são estudiosas. ("estudiosas" altera o 
pronome "elas") 
 
É maravilhoso que as meninas sejam 
estudiosas. ("maravilhoso" altera a oração 
"que as meninas sejam estudiosas") 
 
Importante! É preciso que vocês guardem 
com carinho a situação do adjetivo 
qualificando uma oração inteira, pois é 
recorrente em provas de concurso. Assim, 
vamos dar mais exemplos: 
 
É necessário que os alunos guardem a 
regra do adjetivo. 
 
É lindo presenciar o carinho entre 
irmãos. 
 
É salutar que as discussões ocorram 
pacificamente. 
 
O que podemos perceber com os 
exemplos acima? Observem os adjetivos 
destacados em vermelho...e aí, povo 
bonito? Eles permanecem invariáveis!!!! 
 
Assim, quando o adjetivo 
qualifica/caracteriza/modifica uma oração 
inteira ele simplesmente NÃO VARIA, 
NÃO FLEXIONA. Certinho, gente? Então, 
ótimo! 
 
 
ADJETIVAÇÃO 
 
 
A palavra "adjetivação" pode fazer 
referência a uma técnica estilística 
empregada por alguns autores (uso de 
adjetivos em excesso para enfatizar algo) 
ou à transformação de substantivos em 
adjetivos (mais importante para as provas 
de concurso). 
 
Vejamos agora alguns exemplos de 
transformação de substantivos em 
adjetivos: 
 
Exemplo: Ela vestia uma calça laranja. 
 
A palavra "laranja" normalmente faz 
menção à fruta (substantivo), mas no 
exemplo acima foi empregada como 
adjetivo que modifica o substantivo "calça". 
 
Exemplo: João tem um jeito moleque de 
andar. 
 
Na frase acima, a palavra "moleque" é um 
adjetivo que caracteriza o "jeito" de andar 
do João, qualificando o substantivo "jeito". 
Entretanto, normalmente, "moleque" é 
uma palavra empregada como 
substantivo. 
 
Exemplo: A parede em tom pastel é 
tendência para o verão de 2016. 
 
Na frase acima, a palavra "pastel", 
normalmente empregada como 
substantivo, é adjetivo que caracteriza o 
tom da parede. 
 
 
 
LOCUÇÕES ADJETIVAS 
 
 
 
 
A locução adjetiva é a reunião de duas ou 
mais palavras com valor de um adjetivo, 
vamos aos exemplos: 
 
carne de porco - carne suína 
 
espetáculo de circo - espetáculo circense 
 
águas da chuva - águas pluviais 
 
dor de abdômen - dor abdominal 
 
casa de campo - casa campestre 
 
dose de cavalo - dose cavalar 
 
tratamento de face - tratamento facial 
 
faixa de idade - faixa etária 
 
risco de vida - risco vital 
 
amor de mãe - amor materno 
 
história da Idade Média - história medieval 
 
carinho de irmão - carinho fraterno 
 
rosto de anjo - rosto angelical 
 
problemas da cidade - problemas urbanos 
 
Percebam que boa parte das locuções 
adjetivas podem ser substituídas por um 
único adjetivo, entretanto o fato de 
algumas não poderem ser convertidas em 
adjetivo não tira delas a classificação de 
"locução adjetiva"!! 
 
Vejam só algumas locuções que não 
podem ser convertidas em um único 
adjetivo: caixa de papelão, pessoa sem 
caráter, palhaço sem graça, ideia sem pé 
nem cabeça, chão de cimento, curso da 
PROGRESSO Concursos. 
 
 
PLURAL DOS ADJETIVOS 
 
 
A)Adjetivos Simples 
 
Os adjetivos simples flexionam em 
número (singular ou plural) de acordo com 
o termo a que se referem, vejamos: 
 
Exemplo: Prédios magníficos foram 
construídos em 2014. (O adjetivo 
"magníficos" está no plural - e no 
masculino - para concordar com "prédios".) 
 
Exemplo: A preocupação com 
questões simplórias deve ser evitada. (O 
adjetivo "simplórias" está no plural - e no 
feminino - para concordar com 
"questões".) 
 
Exemplo: Ele é um bom menino. (O 
adjetivo "bom" está no singular - e no 
masculino - para concordar com "menino".) 
 
B) Adjetivos Compostos 
 
Os adjetivos compostos flexionam com 
base em algumas regras: 
 
 
Em regra, flexiona-se o último termo. 
 
 
Exemplo: Os livros verde-escuros são 
mais caros. 
 
Exemplo: As cantoras norte-
americanas ganharam muitos prêmios. 
 
São invariáveis os adjetivos compostos em 
que um dos termos é substantivo. 
 
Exemplo: A blusa dela era amarelo-ouro. 
 
 
 
Exemplo: Tinha dois batons vermelho-
paixão. 
 
São invariáveis os adjetivos compostos 
com a seguinte fórmula: cor + de + 
substantivo. 
 
Exemplo: Eram roupas cor-de-rosa. 
 
Variam-se os dois termos do adjetivo 
"surdo-mudo". 
 
Exemplo: Alguns surdos-mudos fizeram 
uma linda apresentação teatral ontem. 
 
 
A POSIÇÃO DOS ADJETIVOS E AS 
VARIAÇÕES DE SENTIDO 
 
 
Na Língua Portuguesa, pois a alteração da 
ordem de palavras pode, muitas vezes, 
mudar também o sentido da oração. O 
adjetivo, por exemplo, é capaz de 
apresentar diferentes significados de 
acordo com a posição em que é 
empregado, vamos ver? 
 
O falso profeta gritava para a multidão. (O 
adjetivo "falso" foi empregado com sentido 
de impostor.) 
 
O profeta falso gritava para a multidão. (O 
adjetivo "falso" com sentido 
de desleal, mentiroso.) 
 
Joana é uma nova pessoa. (O adjetivo 
"nova" foi empregado com sentido 
de renovada.) 
 
Joana é uma pessoa nova. (O adjetivo 
"nova" foi empregado com sentido 
de jovem, de pouca idade.) 
 
Ele era um senhor delegado. (O adjetivo 
"senhor" foi empregado com sentido 
de excelente, ótimo.) 
 
Ele era delegado senhor. (O adjetivo 
"senhor" foi empregado com sentido 
de pessoa de meia-idade.) 
 
A mulher pobre vestia azul. (O adjetivo 
"pobre" foi empregado com sentido 
de pessoa com pouco dinheiro.) 
 
A pobre mulher vestia azul (O adjetivo 
"pobre" foi empregado com sentido 
de coitada, digna de pena.) 
 
Pronto! Chegamos ao final de mais um 
módulo e você está preparado para 
responder questões sobre adjetivos, 
certo? 
 
Mantenha ofoco e... 
 
Sorria, você será aprovado! 
 
VAMOS ESTUDAR AGORA. 
 
Conjugação. Reconhecimento e 
emprego dos modos e tempos verbais 
 
1) Breve Introdução 
 
Começaremos a conversar agora sobre 
uma classe gramatical importantíssima 
para as provas de concurso, pedimos, 
então, bastante atenção a vocês, ok? 
 
O verbo é palavra que indica ação, estado, 
fenômeno da natureza. Acredito que 
muitos já leram essa definição em algum 
lugar, mas vamos detalhar sobre o que se 
refere cada função: 
 
AÇÃO: indica movimentação física, gasto 
de energia mental, o desenvolvimento de 
 
 
um processo. Exemplo: pensar, 
caminhar, 
 
ESTADO: verbos mais "fracos" 
semanticamente. Representados, 
normalmente, por verbos de 
ligação. Exemplo: estar, ser, parecer. 
 
FENÔMENO DANATUREZA: o próprio 
nome define do que trata. Exemplo: 
chover, trovejar, amanhecer, escurecer. 
 
Vale destacar que os verbos que indicam 
ação e fenômeno da natureza, 
normalmente, ocupam função de núcleo 
de predicado verbal ou de predicado 
verbo-nominal. 
 
Flexão Verbal: ocorre em número, 
pessoa, tempo, modo. 
 
Locução Verbal: dois ou mais verbos com 
sentido de um. Exemplo: Ia andando, está 
chorando, vai fugir, comecei a ler (Sim, 
pode haver uma preposição entre o verbo 
auxiliar e o verbo principal). 
 
Após essas breves informações, vocês já 
são capazes de identificar os verbos nas 
orações, vamos ver? 
 
Maria chegou à festa sozinha. (verbo 
indicando ação) 
 
Ele está cantando todas as sextas. 
(locução verbal com sentido de 
"continuidade da ação de cantar") 
 
Choveu forte ontem à noite. (verbo 
indicando fenômeno da natureza) 
 
Maria parecia cansada. (verbo de ligação 
indicando estado) 
 
Atenção! O verbo "andar" pode 
indicar ação ou estado, dependendo do 
contexto, vejamos: 
 
Ando meio desligado, eu nem sinto meus 
pés no chão... (indica estado do sujeito) 
 
Ando devagar, porque já tive pressa e levo 
esse sorriso, porque já chorei demais... 
(indica ação de andar do sujeito) 
 
Após o momento musical do capítulo, 
rs...voltemos ao tema! 
 
 
OOPS! MAIS UM DETALHE 
IMPORTANTE: 
 
Quantos verbos temos neste trecho? Eu 
tenho cabelos loiros; minha irmã, 
castanhos. 
 
Um? Dois? Resposta: DOIS! Estamos 
diante de um recurso linguístico chamado 
"zeugma", mas o que é isso? É a omissão 
de um termo já mencionado, para evitar 
repetições cansativas e desnecessárias. 
 
Facilmente identificamos o verbo "tenho" 
no primeiro trecho, mas no segundo trecho 
o verbo "ter" aparece de forma implícita 
(zeugma). A ideia é a mesma da 
explicação que damos às crianças sobre o 
vento: "vocês não podem ver, mas podem 
sentir", rs... 
 
Assim, não podemos enxergar o verbo 
"ter" no segundo trecho, mas "sentimos" 
que ele está lá pelo contexto, vejamos: 
 
Eu tenho cabelos loiros; minha irmã, 
castanhos. 
 
Eu tenho cabelos loiros; minha 
irmã tem cabelos castanhos. 
 
 
 
Perceberam? Ótimo, agora vamos 
prosseguir! 
 
 
Terminações Verbais: 
 
AR - verbos de primeira 
conjugação. Exemplos: cantar, estudar, 
amar. 
 
ER - verbos de segunda 
conjugação. Exemplos: viver, morrer, 
saber. 
 
IR - verbos de terceira 
conjugação. Exemplos: partir, fugir, sorrir. 
 
2) Modos e tempos verbais 
 
A) Indicativo 
 
É um modo verbal que exprime ação que 
provavelmente ocorrerá ou ocorreu. Ao 
empregá-lo, o autor trabalha com 
palpáveis possibilidades de materialização 
da ação verbal 
 
- Presente: pode exprimir fato que ocorre 
no momento da fala, fato habitual, verdade 
absoluta, fato atemporal, fato iniciado e 
que perdura até o momento da fala. 
 
Exemplo: Josefina dança todos os dias. 
(fato habitual) 
 
Exemplo: Vejo uma luz forte no céu. (fato 
que ocorre no momento da fala) 
 
Exemplo: Tropas militares buscam vítimas 
do desastre desde ontem à noite. (fato 
iniciado e que perdura até o momento da 
fala) 
 
Exemplo: Um terço das 
mulheres sofre violência doméstica no 
mundo. (verdade absoluta) 
 
- Pretérito Perfeito: pode exprimir fato 
ocorrido e terminado antes do momento da 
fala, fato habitual/atemporal, fato passado 
cujos efeitos perduram até o momento da 
fala. 
 
Exemplo: Ele partiu ontem à noite. (fato 
ocorrido e concluído antes do momento da 
fala) 
 
Exemplo: Quem nasceu para ser pobre, o 
ouro se torna em cobre. (fato atemporal, 
comum em ditados populares) 
 
Exemplo: Aprendi a diferença entre dar a 
mão e acorrentar uma alma. (fato passado 
cujos efeitos perduram até o presente) 
 
- Pretérito Imperfeito: pode exprimir fato 
habitual/repetitivo, fato passado em curso 
(simultâneo a outro fato), fato passado não 
concluído, fato passado de certa duração. 
 
Exemplo: Marina chorava atrás da mãe. 
(fato habitual, repetitivo) 
 
Exemplo: Eu estudava na sala, quando a 
vizinha chegou. (fato passado simultâneo 
a outro fato) 
 
Exemplo: Quando a professora entrou na 
sala estávamos brincando com bolinhas 
de papel. (fato passado não concluído, 
expresso por locução verbal) 
 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: pode 
exprimir fato passado anterior a outro fato 
passado, fato passado vago. Pode ainda 
indicar desejo, vontade. 
 
Exemplo: Quisera eu ir à Europa nas 
próximas férias! (desejo, vontade) 
 
 
 
Exemplo: Quando o juiz apitou, a bola 
já entrara na rede. (fato passado anterior a 
outro fato passado) 
 
- Futuro do Presente: exprime fato certo 
futuro, posterior ao momento da fala. Pode 
ainda indicar futuro incerto, quando 
empregado em questionamentos. 
 
Exemplo: O padre irá ao retiro de 
Carnaval. (futuro certo) 
 
Exemplo: Estaremos livres do 
preconceito? (futuro incerto, inserido em 
questionamento) 
 
- Futuro do Pretérito: pode indicar fato 
posterior (hipótese) a um fato passado, 
consequência imaginada ligada a uma 
condição que não ocorreu. 
 
Exemplo: Cantaria melhor, se tivesse 
estudado a música. (consequência 
provável dependente de uma condição não 
ocorrida) 
 
Exemplo: A professora disse 
que seríamos aprovados. (fato posterior 
hipotético a outro passado) 
 
Esclarecendo melhor! Na frase acima, a 
professora "disse" (fato passado) que 
seríamos aprovados (fato hipotético 
posterior à ação de "dizer"). 
 
B) Subjuntivo 
 
É um modo verbal que expressa dúvida, 
incerteza. O autor trabalha com chances 
mais remotas de concretização das ações 
verbais. 
 
- Presente: pode indicar desejo, conselho, 
possibilidade, suposição. 
 
Exemplo: É preciso que estudes todo o 
capítulo. (conselho) 
 
Exemplo: É possível que você passe na 
prova. (possibilidade) 
 
Exemplo: Desejo que você seja feliz. 
(desejo) 
 
- Pretérito Imperfeito: expressa hipótese, 
condição, desejos. Pode ainda formar 
orações subordinadas condicionais com o 
verbo da oração principal no futuro do 
pretérito. 
 
Exemplo: Não queria que 
ela fizesse confusão (desejo) 
 
Exemplo: Duvidaram que ela 
se casasse de vermelho. (possibilidade) 
 
Exemplo: Se as crianças pudessem, 
brincariam a tarde toda. (formação de 
oração subordinada condicional com verbo 
"brincariam"- futuro do pretérito- na oração 
principal) 
 
- Futuro: indica fato futuro possível, 
provável. 
 
Exemplo: Quando fores à feira, compra 
umas batatas. (futuro possível) 
 
Exemplo: Se João estudar, será 
aprovado. (hipótese, probabilidade) 
 
C) Imperativo 
 
É um modo verbal empregado para 
exprimir ordem, pedido, sugestão. Temos 
o Imperativo afirmativo e o Imperativo 
negativo. 
 
Exemplo: Faz o teu trabalho! (ordem) -
> Imperativo afirmativo. 
 
 
 
Exemplo: Não guardes rancor. (conselho) 
-> Imperativo negativo. 
 
Exemplo: Por favor, pegue aquela caneta. 
(pedido) -> Imperativo afirmativo. 
 
3) Formas Nominais dos Verbos 
 
Falamos sobre os modos verbais 
(Indicativo, Subjuntivo e Imperativo),mas 
ainda temos as FORMAS NOMINAIS que 
exercem função de nomes (substantivo, 
adjetivo, advérbio) em alguns contextos. 
 
A) Infinitivo -AR, -ER, -IR (cantar, 
vender, partir) 
 
É a forma nominal que expressa o 
significado geral (vago, indefinido) de um 
verbo, geralmente com comportamento de 
substantivo. 
 
Exemplo:Viver é melhor que sonhar. 
 
Percebam que na frase acima o sentido é 
o de: "A vida é melhor que o sonho", assim 
os verbos no infinitivo comportam-se como 
substantivos. 
 
Exemplo: É fundamental combater a 
corrupção. (sentido de "o combate" - 
comportamento de substantivo) 
 
Infinitivo é diferente de Futuro do 
Subjuntivo! 
 
Futuro do Subjuntivo: compõe orações 
iniciadas por "quando" (sentido temporal) 
ou "se" (sentido condicional). 
 
Exemplo: Quando ela chegar, pedirá 
presentes. 
 
Infinitivo:compõe orações normalmente 
iniciadas por preposição (de, para, a) com 
sentido de declaração. 
 
Exemplo: Ao chegar, pedirá presentes. 
 
B) Gerúndio -NDO (cantando, 
vendendo, partindo) 
 
Empregado em tempos compostos, em 
locuções verbais, o gerúndio ainda pode 
desempenhar função de advérbio ou de 
adjetivo.Outras possibilidades de emprego 
do gerúndio são: expressar ação em curso, 
expressar ação 
anterior/simultânea/posterior a outra. 
 
Exemplo: Pedro está dançando. (ação em 
curso) 
 
Exemplo: Passando no concurso, 
comprarei um carro zero. (ação anterior a 
outra: primeiro passa no concurso, depois 
compra o carro) 
 
Exemplo: Estava ouvindo a música que 
você fez pra mim. (compondo locução 
verbal) 
 
 
ATENÇÃO! O chamado "gerundismo" 
é condenado pelas bancas, então não 
usem expressões como: 
 
Vou estar enviando os documentos sexta à 
tarde. NÃO USEM! NÃO USEM!! 
 
O orçamento vai estar 
sendo providenciado. PERIGO,PONTOS 
IMPORTANTES PODEM 
SER PERDIDOS POR CAUSA DO 
GERUNDISMO!! 
 
A construção ideal é: 
 
Enviarei os documentos sexta à 
tarde. MUITO BEM!! PODEM USAR!! 
 
 
 
O orçamento será providenciado. BOA 
PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA PARA QUEM 
ESCREVE SEM GERUNDISMOS!!! 
 
 
C) Particípio -DO* (cantado, vendido, 
partido) 
 
Muitas vezes esta forma nominal se 
parece com um adjetivo. Ocorre nas 
locuções verbais da voz passiva, de 
tempos compostos e nas orações 
reduzidas. 
 
Exemplo: Você foi o aluno escolhido para 
a homenagem. (Sentido de "que foi 
escolhido", pode ser considerado adjetivo 
ou verbo no particípio.) 
 
Exemplo: Se ela tivesse 
financiado teríamos construído uma linda 
casa. (locução verbal de tempo composto) 
 
Exemplo: Finalizados os trabalhos, 
deveremos ir embora. (oração reduzida) 
 
*Atenção! Nem todos os verbos têm o 
particípio terminado em -DO e alguns 
verbos têm duas formas corretas de 
particípio, vamos ver? 
 
DUAS FORMAS CORRETAS 
 
-> entregar - entregado - entregue 
 
-> benzer - benzido - bento 
 
-> completar - completado - completo 
 
-> corrigir - corrigido - correto 
 
-> aceitar - aceitado - aceito 
 
-> soltar - soltado - solto 
 
-> distinguir - distinguido - distinto 
 
-> eleger - elegido - eleito 
 
-> omitir - omitido - omisso 
 
-> enxugar - enxugado - enxuto 
 
APENAS UMA FORMA CORRETA 
DIFERENTE DE -DO 
 
-> abrir - aberto 
 
-> fazer - feito 
 
-> escrever - escrito 
 
-> dizer - dito 
 
-> ver - visto 
 
4) Classificação dos Verbos 
 
A) Regulares 
 
São aqueles que seguem um padrão 
(modelo) regular: radical e desinência não 
sofrem alteração. A maior parte dos verbos 
enquadra-se nesta classificação, vejamos: 
 
CANTAR VENDER PARTIR 
 
Eu canto Eu vendo Eu parto 
Tu cantas Tu vendes Tu partes 
Ele canta Ele vende Ele parte 
Nós cantam
os 
Nós vendem
os 
Nós partim
os 
Vós cantais Vós vendeis Vós partis 
Eles canta
m 
Eles vende
m 
Eles parte
m 
 
Perceberam que há um padrão em todas 
as pessoas do singular e do plural? Por 
isso são chamados de regulares. 
 
B) Irregulares 
 
 
 
São aqueles que não seguem um modelo, 
havendo alteração do radical ou das 
desinências. Em suma, se preparem para 
ler coisas "estranhas" agora, rs...vejamos: 
 
REQUERER CABER MEDIR 
 
Eu requeiro Eu caibo Eu meço 
Tu requeres Tu cabes Tu medes 
Ele requer Ele cabe Ele med 
Nós 
requeremos 
Nós 
cabemos 
Nós 
medimos 
Vós requereis Vós cabeis Vós medis 
Eles 
requerem 
Eles 
cabem 
Eles 
medem 
 
C) Anômalos 
 
São verbos que apresentam mais de um 
radical diferente. 
 
Ir: vou, vais, ides, fui, foste... 
 
Ser: sou, és, fui, foste, seja... 
 
Pôr: ponho, punha, pus, pôs... 
 
D) Defectivos 
 
Não apresentam conjugação completa, 
percebendo-se no presente do Indicativo, 
no presente do Subjuntivo e no Imperativo. 
 
ABOLIR 
 
PRESENTE 
INDICATIVO 
PRESENTE 
SUBJUNTIVO 
Eu ---------------------
---------- 
Eu ----------------------
------------ 
Tu ---------------------
---------- 
Tu -----------------------
----------- 
Ele --------------------
---------- 
Ele ----------------------
----------- 
Nós abolimos 
Nós ---------------------
----------- 
Vós abolis 
Vós ---------------------
----------- 
Eles ------------------
----------- 
Eles --------------------
----------- 
 
Percebam que o verbo abolir é conjugado 
apenas na primeira e na segunda pessoa 
do plural e que não há conjugação para o 
presente do Subjuntivo. Vejamos outro 
exemplo: 
 
EXAURIR 
 
PRESENTE 
INDICATIVO 
PRESENTE 
SUBJUNTIVO 
Eu ---------------------
---------- 
Eu ---------------------
------------- 
Tu ----------------------
--------- 
Tu ----------------------
------------ 
Ele ---------------------
--------- 
Ele ---------------------
------------ 
Nós exaurimos 
Nós --------------------
------------ 
Vós exauris 
Vós --------------------
------------ 
Eles -------------------
--------- 
Eles -------------------
------------ 
 
5) Verbos Importantes 
 
A) Intermediar 
 
Indicativo: 
 
Presente: Eu intermedeio, Tu 
intermedeias, Ele intermedeia, Nós 
intermediamos, Vós intermediais, Eles 
intermedeiam 
 
Pretérito Perfeito: Eu intermediei, Tu 
intermediaste, Ele intermediou, Nós 
intermediamos, Vós intermediastes, Eles 
intermediaram 
 
 
 
Pretérito Imperfeito: Eu intermediava, Tu 
intermediavas, Ele intermediava, Nós 
intermediávamos, Vós intermediáveis, 
Eles intermediavam 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: Eu 
intermediara, Tu intermediaras, Ele 
intermediara, Nós intermediáramos, Vós 
Intermediáreis, Eles Intermediaram 
 
Futuro do Presente: Eu intermediarei, Tu 
intermediarás, Ele intermediará, Nós 
intermediaremos, Vós intermediareis, Eles 
intermediarão 
 
Futuro do Pretérito: Eu intermediaria, Tu 
intermediarias, Ele intermediaria, Nós 
intermediaríamos, Vós intermediaríeis, 
Eles intermediariam 
 
Subjuntivo: 
 
Presente: Eu intermedeie, Tu 
intermedeies, Ele intermedeie, Nós 
intermediemos, Vós intermedieis, Eles 
intermedeiem 
 
Pretérito Imperfeito: Eu intermediasse, 
Tu intermediasses, Ele intermediasse, Nós 
intermediássemos, Vós intermediásseis, 
Eles intermediassem 
 
Futuro: Eu intermediar, Tu intermediares, 
Ele intermediar, Nós intermediarmos, Vós 
intermediardes, Eles intermediarem 
 
Imperativo: 
 
Afirmativo: intermedeia tu, intermedeie 
ele, intermediemos nós, intermediai vós, 
intermedeiem eles. 
 
Negativo: não intermedeies tu, não 
intermedeie ele, não intermediemos nós, 
não intermedieis vós, não intermedeiem 
eles. 
 
B) Ver 
 
Indicativo: 
 
Presente: Eu vejo, Tu vês, Ele vê, Nós 
vemos, Vós vedes, Eles veem 
 
Pretérito Perfeito: Eu vi, Tu viste, Ele viu, 
Nós vimos, Vós vistes, Eles viram 
 
Pretérito Imperfeito: Eu via, Tu vias, Ele 
via, Nós víamos, Vós víeis, Eles viam 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: Eu vira, Tu 
viras, Ele vira, Nós víramos, Vós víreis, 
Eles viramFuturo do Presente: Eu verei, Tu verás, 
Ele verá, Nós veremos, Vós vereis, Eles 
verão 
 
Futuro do Pretérito: Eu veria, Tu verias, 
Ele veria, Nós veríamos, Vós veríeis, Eles 
veriam 
 
Subjuntivo: 
 
Presente: Eu veja, Tu vejas, Ele veja, Nós 
vejamos, Vós vejais, Eles vejam 
 
Pretérito Imperfeito: Eu visse, Tu visses, 
Ele visse, Nós víssemos, Vós vísseis, Eles 
vissem 
 
Futuro: Eu vir, Tu vires, Ele vir, Nós 
virmos, Vós virdes, Eles virem 
 
Imperativo: 
 
Afirmativo: vê tu, veja ele, vejamos nós, 
vede vós, vejam eles 
 
 
 
Negativo: não vejas tu, não veja ele, não 
vejamos nós, não vejais vós, não vejam 
eles 
 
C) Vir 
 
Indicativo: 
 
Presente: Eu venho, Tu vens, Ele vem, 
Nós vimos, Vós vindes, Eles vêm 
 
Pretérito Perfeito: Eu vim, tu vieste, Ele 
veio, Nós viemos, Vós viestes, Eles vieram 
 
Pretérito Imperfeito: Eu vinha, Tu vinhas, 
Ele vinha, Nós vínhamos, Vós vínheis, Eles 
vinham 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: Eu viera, Tu 
vieras, Ele viera, Nós viéramos, Vós 
viéreis, Eles vieram 
 
Futuro do Presente: Eu virei, Tu virás, Ele 
virá, Nós viremos, Vós vireis, Eles virão 
 
Futuro do Pretérito: Eu viria, Tu virias, 
Ele viria, Nós viríamos, Vós viríeis, Eles 
viriam 
 
Subjuntivo: 
 
Presente: Eu venha, Tu venhas, Ele 
venha, Nós venhamos, Vós venhais, Eles 
venham 
 
Pretérito Imperfeito: Eu viesse, Tu 
viesses, Ele viesse, Nós viéssemos, Vós 
viésseis, Eles viessem 
 
Futuro: Eu vier, Tu vieres, Ele vier, Nós 
viermos, Vós vierdes, Eles vierem 
 
Imperativo: 
 
Afirmativo: vem tu, venha ele, venhamos 
nós, vinde vós. venham eles 
 
Negativo: não venhas tu, não venha ele, 
não venhamos nós, não venhais vós, não 
venham eles 
 
D) Pôr 
 
Indicativo 
 
Presente: Eu ponho, Tu pões, Ele põe, 
Nós pomos, Vós pondes, Eles põem 
 
Pretérito Perfeito: Eu pus, Tu puseste, 
Ele pôs, Nós pusemos, Vós pusestes, Eles 
puseram 
 
Pretérito Imperfeito: Eu punha, Tu 
punhas, Ele punha, Nós púnhamos, Vós 
púnheis, Eles punham 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: Eu pusera, 
Tu puseras, Ele pusera, Nós puséramos, 
Vós puséreis, Eles puseram 
 
Futuro do Presente: Eu porei, Tu porás, 
Ele porá, Nós poremos, Vós poreis, Eles 
porão 
 
Futuro do Pretérito: Eu poria, Tu porias, 
Ele poria, Nós poríamos, Vós poríeis, Eles 
poriam 
 
Subjuntivo: 
 
Presente: Eu ponha, Tu ponhas, Ele 
ponha, Nós ponhamos, Vós ponhais, Eles 
ponham 
 
Pretérito Imperfeito: Eu pusesse, Tu 
pusesses, Ele pusesse, Nós puséssemos, 
Vós pusésseis, Eles pusessem 
 
Futuro: Eu puser, Tu puseres, Ele puser, 
Nós pusermos, Vós puserdes, Eles 
puserem 
 
 
 
Imperativo: 
 
Afirmativo: põe tu, ponha ele, ponhamos 
nós, ponde vós, ponham eles. 
 
Negativo: não ponhas tu, não ponha ele, 
não ponhamos nós, não ponhais vós, não 
ponham eles. 
 
Vamos revisar Pronomes de tratamento 
Pronomes de Tratamento 
 
São pronomes empregados diante de 
certa formalidade no discurso (tratamento 
cortês), representando a segunda ou a 
terceira pessoa, mas sempre flexionando 
em terceira pessoa. 
 
Vossa Alteza 
 
 V. A. 
 
príncipes, 
duques 
 
Vossa 
Eminência 
 
V. Em.ª 
(s) 
 
cardeais 
 
Vossa 
Excelência 
 
V. Ex.ª 
(s) 
 
altas 
autoridades, 
juízes, 
promotores 
 
Vossa 
Santidade 
 
V.S. 
 
papa 
 
Vossa 
Senhoria 
 
V.S.ª 
 
tratamento 
cortês/cerimoni
oso 
 
Vossa 
Onipotência 
 
V.O. 
 
Deus 
 
Vossa 
Reverendíssi
ma 
 
V.Rev.
mª 
 
sacerdotes, 
bispos 
 
Vossa 
Magnificência 
V. Mag. 
ª 
reitores de 
universidades 
 
Vossa 
Majestade 
 
V.M. 
 
reis, rainhas, 
imperadores 
 
Vossa 
Paternidade 
 
V.P. 
 
abades, 
superiores de 
conventos 
 
 
Atenção! Empregamos "Vossa" quando 
falamos diretamente com a autoridade e 
"Sua" quando falamos sobre a autoridade, 
vejamos: 
 
Exemplo: Vossa Alteza está satisfeita? 
(Falando diretamente com a princesa) 
 
Exemplo: Vocês perceberam se Sua 
Alteza ficou satisfeita? (Falando sobre a 
princesa com outras pessoas) 
 
Turma do Progresso concursos vamos 
revisar agora 
Pronomes demonstrativos 
São aqueles que indicam a posição 
(temporal ou espacial) dos seres num 
discurso. 
 
1ª pessoa 
 
este, esta, isto 
 
2ª pessoa 
 
esse, essa, isso 
 
3ª pessoa 
 
aquele, aquela, aquilo 
 
 
Atenção! Pronomes demonstrativos 
podem unir-se a preposições (contração): 
 
Exemplos: em + isto = nisto a + aquilo = 
àquilo em + essa = nessa 
 
Pronomes demonstrativos no espaço: 
 
-> Este, esta e isto: referem-se a seres 
próximos da pessoa que fala. 
 
 
 
Exemplo: Este livro está muito velho. (O 
livro está próximo do falante) 
 
-> Esse, essa, isso: referem-se a seres 
próximos da pessoa que escuta ou a seres 
um pouco distantes. 
 
Exemplo: Essa menina deve estar doente. 
(A menina está mais próxima do ouvinte) 
 
-> Aquele, aquela, aquilo: referem-se a 
seres distantes da pessoa que fala e da 
pessoa para quem se fala. 
 
Exemplo: Aquele cachorro me mordeu. (O 
cachorro está distante das pessoas do 
discurso.) 
 
Pronomes demonstrativos no tempo: 
 
-> Este, esta e isto: presente, passado 
próximo, futuro (dentro de um espaço 
determinado de tempo) 
 
Exemplo: Este é o momento mais 
importante. (presente)Exemplo: Este 
sábado foi incrível. (passado 
próximo)Exemplo: Esta semana iremos ao 
shopping. (futuro em determinado espaço 
de tempo) 
 
-> Esse, essa, isso: passado recente, 
futuro. 
 
Exemplo: Essa festa ficou na memória. 
(passado recente)Exemplo: Esses dias irei 
à igreja. (futuro) 
 
-> Aquele, aquela, aquilo: tempo 
distante, passado. 
 
Exemplo: Aquela época não sai da minha 
cabeça. (passado)Exemplo: Naquele 
tempo, todos andavam à noite nas 
tranquilas ruas. (tempo distante). 
VAMOS REVISAR CONJUNÇÃO 
1) Breve Introdução 
 
Trataremos agora de mais um tema que 
"chove" em provas de concurso, assim 
vamos dar uma atenção especial a ele, ok 
pessoal? 
 
 
Conjunção é, basicamente, um conectivo 
que liga orações, estabelecendo uma 
relação (adversativa, explicativa, 
concessiva, alternativa...) entre elas. Vale 
destacar que quase todas as conjunções 
possuem sentido próprio, exceto as 
chamadas "conjunções integrantes". 
 
As conjunções podem ser coordenativas 
ou subordinativas. 
 
Coordenativas: ligam orações 
independentes entre si. 
 
Subordinativas: ligam orações 
dependentes entre si. 
 
 
2) Conjunções Coordenativas 
 
A) Aditivas 
 
Como o próprio nome já diz, são aquelas 
que, em regra, indicam ideia de adição, de 
soma. Vamos ver quem são elas? 
 
E, NEM, NÃO SÓ...COMO TAMBÉM, NÃO 
SÓ...COMO AINDA, BEM COMO, 
NEM...NEM, TAMPOUCO, NÃO 
SOMENTE...SENÃO AINDA. 
 
Exemplo: Josefina dança e atua. 
 
Exemplo: Josefina não só dança como 
também atua. 
 
Exemplo: Josefina nem dança nem atua. 
 
 
 
Exemplo: Josefina não somente dança 
senão ainda atua. 
 
Atenção! Mais importante do que ter todas 
as conjunções aditivas em mente, é 
observar o sentido das orações, vejamos: 
 
Exemplo: Nadou, nadou, e morreu na 
praia. / Nadou, nadou, mas morreu na 
praia 
 
Percebam que o período acima traz ideia 
adversativa, pois quando pensamos em 
alguém nadando, morrer na praia não é o 
resultado esperado, há, então, uma quebra 
de expectativa. Assim, não basta 
identificar a função padrão da conjunção e 
marcar "cegamente" a assertiva, é preciso 
atenção ao contexto. 
 
B) Adversativas 
 
São conjunções que estabelecem relação 
de oposição de ideias, quebra de 
expectativa, contradição. São elas: 
 
MAS, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, 
ENTRETANTO, NO ENTANTO, NÃO 
OBSTANTE, AINDA ASSIM. 
 
Exemplo: Estava chovendo, mas ela foi à 
praia. 
 
Exemplo: Pedro estudou, porém não foi 
aprovado.Exemplo: A vida é difícil, no entanto cheia 
de beleza. 
 
Exemplo: Estava doente, ainda assim foi 
à academia. 
 
C) Alternativas 
 
São aquelas que expressam ideia de 
alternância ou de exclusão. Vejamos: 
 
OU, OU...OU, ORA...ORA, JÁ...JÁ, 
TALVEZ...TALVEZ. 
 
Exemplo: Miguel irá ao parque ou ao 
circo. 
 
Exemplo: Talvez chova, talvez faça sol, 
vamos aguardar. 
 
Exemplo: Ora estuda, ora trabalha. 
 
D) Explicativas 
 
São conjunções que expressam sentido de 
justificativa, de explicação. Vejamos: 
 
PORQUE, PORQUANTO, QUE, POIS 
(antes do verbo). 
 
Exemplo: Marília estudou 
bastante, pois foi aprovada. 
 
Exemplo: Ele parecia feliz, porquanto não 
parava de sorrir. 
 
Exemplo: Carlos deve estar comendo 
mais, pois engordou. 
 
E) Conclusivas 
 
São aquelas que exprimem ideia de 
conclusão ou consequência. São elas: 
 
POIS (depois do verbo), LOGO, 
PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR 
ISSO, ASSIM. 
 
Exemplo: Estava doente, logo fui ao 
médico. 
 
Exemplo: Ela está ocupada, assim não a 
perturbem. 
 
 
 
Exemplo: Queria ser aprovada; 
estudou, pois. 
 
 
Atenção!! Não confundir estas 
conjunções: 
 
Portanto: conclusiva Porquanto: expl
icativa 
 
 
3) Conjunções Subordinativas 
 
A) Integrantes 
 
São aquelas que introduzem orações 
subordinadas substantivas, não tendo 
valor semântico próprio. 
 
Como descobrimos que uma conjunção é 
integrante? Basta tentarmos substituir a 
oração iniciada pela conjunção (que 
achamos ser integrante) por "isto", dando 
certo... bingo! Ela é integrante, vamos ver 
na prática? 
 
Exemplo: Ela avisou que faltará amanhã. 
 
Percebam que é possível substituir "que 
faltará amanhã" por "isto": Ela avisou isto. 
Assim, "que" é conjunção integrante. 
 
 
ATENÇÃO! A partir daqui estudaremos 
conjunções que introduzem orações 
subordinadas adverbiais. 
 
 
B) Causais 
 
São conjunções que indicam causa, efeito. 
Vejamos: 
 
PORQUE, VISTO QUE, QUE, JÁ QUE, 
POIS, PORQUANTO, UMA VEZ QUE, 
COMO. 
 
Exemplo: Maria não jantou porque está 
de dieta. 
 
Exemplo: Como ninguém se interessou 
pelo filme, o cinema tirou-o de cartaz. 
 
Exemplo: Não terminei a 
pesquisa, porque não tive recursos. 
 
C) Concessivas 
 
São conjunções que exprimem ideia de 
contrariedade/oposição a uma ideia, sem 
impedir a sua realização. São elas: 
 
EMBORA, MESMO QUE, AINDA QUE, 
CONQUANTO, APESAR DE QUE. 
 
Exemplo: Ainda que eu ande no vale da 
sombra da morte, não temerei. 
 
Exemplo: Embora estivesse frio, saiu de 
casa sem casaco. 
 
D) Comparativas 
 
São conjunções que indicam analogia, 
comparação. Vejamos: 
 
TAL QUAL, COMO, ASSIM COMO, QUAL, 
TAL E QUAL, TANTO...COMO, COMO SE, 
QUAL. 
 
Exemplo: Amou daquela vez como 
se fosse a última. 
 
Exemplo: Ele gritava qual um louco. 
 
E) Conformativas 
 
São conjunções que expressam a 
conformidade de um fato com outro. 
Expressam maneira, acordo. Vejamos: 
 
 
 
COMO, CONFORME, SEGUNDO, 
CONSOANTE. 
 
Exemplo: Conforme nos foi dito, amanhã 
não haverá aula. 
 
Exemplo: Ele agiu segundo crenças 
pessoais. 
 
F) Condicionais 
 
São conjunções que introduzem uma 
hipótese ou condição para ocorrência da 
ideia apresentada pela oração principal. 
São elas: 
 
SE, CASO, SALVO SE, CONTANTO QUE, 
A NÃO SER QUE, DESDE QUE, EXCETO 
SE, A MENOS QUE. 
 
Exemplo: Se você parar de estudar, não 
será aprovado no concurso. 
 
Exemplo: Não irei à praia neste 
domingo, a não ser que faça um sol muito 
bonito. 
 
G) Consecutivas 
 
São aquelas que indicam consequência, 
efeito. Vejamos: 
 
DE FORMA QUE, TÃO..QUE, 
TANTO...QUE, TAL...QUE, A TAL 
PONTO...QUE, DE MANEIRA QUE. 
 
Exemplo: Ele estudou tanto que acabou 
sendo aprovado. 
 
Exemplo: João chorou a tal ponto 
que todos tiveram pena. 
 
H) Proporcionais 
 
São aquelas que expressam ideia de 
proporcionalidade,simultaneidade. 
Vejamos: 
 
À MEDIDA QUE, AO PASSO QUE, À 
PROPORÇÃO QUE, QUANTO 
MAIS...MAIS, QUANTO 
MENOS...MENOS, QUANTO 
MAIOR...MAIOR, QUANTO 
MENOR...MENOR, QUANTO 
PIOR...PIOR, QUANTO 
MELHOR...MELHOR. 
 
Exemplo: Quanto mais ela 
estuda, mais confiante na aprovação fica. 
 
Exemplo: A pobreza diminui à medida 
que o investimento em educação aumenta. 
 
I) Finais 
 
São aquelas que exprimem finalidade, 
objetivo, propósito. São elas: 
 
A FIM DE QUE, PARA QUE, PORQUE 
(com sentido de para que). 
 
Exemplo: Ele estuda diariamente para 
que a aprovação ocorra. 
 
Exemplo: Ele estudou diariamente a fim 
de que não reprovasse. 
 
J) Temporais 
 
São aquelas que exprimem ideia de tempo. 
Vejamos: 
 
QUANDO, ASSIM QUE, ANTES QUE, 
ENQUANTO, CADA VEZ QUE, LOGO 
QUE, AGORA QUE, SEMPRE QUE, MAL 
(com sentido de "logo que"). 
 
Exemplo: Mal chegou à festa, brigou com 
uma convidada. (Eita pessoa 
"barraqueira"...rs) 
 
 
 
Exemplo: Cada vez que vou ao shopping, 
gasto mais do que devo. (Eita pessoa 
"gastadeira"...rs) 
 
Vamos estudar agora Sujeito 
 
SUJEITO 
 
Termo sobre o qual se fala algo no restante 
da oração, em outras palavras: é dele que 
a frase fala. Define a conjugação do verbo 
e pode aparecer no início (ordem direta), 
no meio ou no fim da oração (ordem 
inversa). 
 
Ordem direta: Os alunos estudavam 
preocupados. 
 
Ordem Inversa: Estudavam 
preocupados os alunos. 
 
Sujeito no meio da 
oração: Preocupados, os 
alunos estudavam. 
 
O SUJEITO pode ser: simples, composto, 
oculto, indeterminado e inexistente. 
 
A) Sujeito Simples: apenas um núcleo. 
 
A peça começou às 20 horas. 
 
O professor ensina muito bem. 
 
Todos estão concentrados. 
 
Treze é meu número da sorte. 
 
CUIDADO para não confundir com a ideia 
de singular e de plural, o que importa é: o 
verbo da oração deve se referir a apenas 
um elemento. 
 
B) Sujeito Composto:mais de um núcleo. 
 
Os alunos e o professor foram ao 
parque. 
 
Aquário e Capricórnio são signos do 
zodíaco. 
 
C) Sujeito Oculto: também chamado de 
elíptico ou implícito, é aquele que não está 
explicitado, mas é identificado pelo 
contexto e/ou pela desinência verbal. 
 
Fui ao teatro ontem. 
 
Sujeito do verbo "fui": Oculto "Eu" 
 
(Eu) Fui ao teatro ontem. 
 
-> identificado pela desinência verbal. 
 
João e Maria passeavam pelo bosque. 
Foram capturados por uma bruxa. 
 
Sujeito do verbo foram: Oculto "Eles", 
em referência a João e Maria. 
 
(Eles) Foram capturados por uma bruxa. 
 
-> identificado pelo contexto. 
 
D) Sujeito Indeterminado: não 
conhecemos a identidade do sujeito, nem 
pela desinência verbal, nem pelo contexto. 
 
I- com verbo na terceira pessoa do 
plural* 
 
Roubaram meu carro naquele 
estacionamento. 
 
*Não deve ser possível identificar o sujeito 
pelo contexto. 
 
II - com verbo no infinitivo impessoal 
 
Era difícil decorar todo aquele assunto. 
 
 
 
III- com verbo na terceira pessoa do 
singular + índice de indeterminação do 
sujeito ("se") 
 
Vive-se melhor aqui. 
 
Trata-se de estudos realizados no ano 
passado. 
 
* O verbo pode ser intransitivo, transitivo 
indireto, de ligação, transitivo direto 
com preposição. 
 
E) Sujeito Inexistente: a oração possui 
apenas predicado e é articulada por meio 
de um verbo impessoal. 
 
I - Com verbos que indicam fenômenos 
da natureza: chover, trovoar, ventar, 
nevar, amanhecer, escurecer. 
 
Choveu a noite inteira. 
 
Nevava forte naquela cidade. 
 
II - Com os verbos fazer, estar, parecer, 
ficar: indicando tempo ou fenômenos 
naturais. 
 
Faz anos que não a vejo. 
 
Está quente. 
 
Ficou frio repentinamente. 
 
III - Com o verbo haver: sentido de existir 
ou de tempo decorrido. 
 
Havia poucos alunos na sala. 
 
Não a vejo há dez anos. 
 
Gente, muito cuidado para nãoconfundir o 
verbo HAVER (com sentido de existir) com 
o verbo EXISTIR: 
 
VERBO HAVER (com sentido de existir) 
 
-> se o sujeito é inexistente, como o verbo 
"haver" vai concordar com um sujeito que 
não existe? 
 
-> verbo impessoal, não tem sujeito, logo 
não flexiona!!! 
 
Exemplo: Havia muitos alunos na sala. 
 
VERBO EXISTIR 
 
-> o verbo tem sujeito, assim, deve 
concordar com ele. 
 
Verbo flexiona! 
 
Exemplo: Existiam muitos alunos na 
sala. 
 
Vamos passar agora pelo Predicado 
 
PREDICADO 
É aquilo que declaramos sobre o sujeito 
(quando ele existe). Vale destacar que o 
predicado sempre possui verbo ou locução 
verbal. 
 
A) Predicado Verbal 
 
Tem como núcleo um verbo, indica ação, 
não possui predicativo do sujeito. 
 
A criança brincava com uma boneca 
velha. 
 
O jogador caminhava pelo campo. 
 
B) Predicado Nominal 
 
Formado por um verbo de ligação (V.L) e 
um predicativo do sujeito. Informa algo 
sobre o sujeito (estado, qualidade). 
 
 
 
O concurso era difícil. 
 
 V.L predicativo 
 
 A mulher ficou chateada. 
 
 V.L predicativo 
 
C) Predicado Verbo-Nominal 
 
Composto por verbo que indica ação + 
predicativo do sujeito. 
 
A mulher cantava distraída. 
 
 verbo predicativo 
 
O professor falou chateado. 
 
 verbo predicativo. 
Vamos passar agora por Termos 
integrantes (objeto direto e indireto, 
complemento nominal e agente da 
passiva) 
 
PREDICAÇÃO VERBAL 
 
Também chamada de transitividade 
verbal, trata da relação entre o verbo e os 
demais termos da oração. 
 
A) Verbo Intransitivo: verbo sem 
complemento direto ou indireto. Pode ser 
empregado com adjuntos adverbiais ou 
predicativo. 
 
João morreu. 
 
Sara nasceu em João Pessoa. ("em João 
Pessoa = adjunto adverbial) 
 
Todos chegaram à festa. 
 
Fomos ao circo. 
 
ATENÇÃO! Os verbos chegar, ir e 
comparecer são intransitivos, mas 
geralmente aparecem acompanhados por 
adjunto adverbial (em breve 
explicaremos). 
 
B) Verbo Transitivo Direto: precisa de 
complemento (objeto direto - O.D) que se 
liga ao verbo SEM PREPOSIÇÃO (em 
regra). 
 
Eu comprei uma casa. (Comprou o quê? 
Uma casa!) 
 
 O.D 
 
Joana abraçou a criança com força. 
(Abraçou quem? A criança!) 
 
 O.D 
 
Atenção! Cuidado com o OBJETO 
DIRETO PREPOSICIONADO, galera! Ele 
aparece com preposição, entretanto ela 
não é exigida pelo verbo. (Se fosse exigida 
pelo verbo, teríamos verbo transitivo 
indireto, e não direto.) 
 
Exemplo: Eu adoro a Deus. / Eu adoro 
Deus. (preposição facultativa) 
 
O verbo adorar é transitivo direto, mas o 
objeto direto aceita preposição. 
Geralmente, quando o objeto direto é 
nome próprio ou comum, é possível 
preposicioná-lo. 
 
C) Verbo Transitivo Indireto: precisa de 
complemento (O.I - objeto indireto) que se 
liga ao verbo COM PREPOSIÇÃO. 
 
Joaquim gosta de 
dançar. (Gosta de quê? De dançar! 
Preposição "de" é necessária.) 
 
 VTI O.I 
 
 
 
Eu acredito em Deus. 
(Acredita em quê? Em Deus! Preposição 
"em" é necessária.) 
 
 VTI O.I 
 
D) Verbo Transitivo Direto e 
Indireto: precisa de complemento direto 
(sem preposição) e indireto (com 
preposição). 
 
Marília contou a verdade ao 
namorado. 
 
 VTDI O.D O.I 
 
Percebam que, no exemplo acima, o objeto 
direto (a verdade) aparece sem preposição 
e o objeto indireto (ao namorado) aparece 
com preposição "a". 
 
E) Verbo de Ligação: expressa estado 
(permanente, continuado, mutatório, 
transitório, aparente) ou qualidade. Entre 
eles, temos: ser, estar, parecer, continuar, 
andar (com sentido de estar), ficar, 
permanecer. 
 
Letícia parece triste. 
 
João continua mal. 
 
Eu estou animada. 
 
OBJETO DIRETO (O.D) 
 
Como vamos nos tornar íntimos desses 
termos, usaremos um apelido (abreviação) 
para cada um. O objeto direto será, a partir 
de agora, O.D, tudo bem? 
 
O Objeto Direto complementa o sentido 
de uma verbo transitivo direto ou de um 
transitivo direto e indireto, aparecendo, na 
maioria das vezes, sem preposição. 
 
Uniremos as forças necessárias para a 
realização do projeto. 
 
 VTD O.D 
 
Pergunte: Uniremos o quê? As forças! (A 
pergunta não tem preposição, indício forte 
para o objeto ser direto.) 
 
Ele quis vê-la ontem. 
 
 VTD O.D 
 
Pergunte: Ver quem? Ela (-la) 
 
Percebam que, no exemplo acima, o objeto 
direto é representado pelo pronome 
oblíquo "a" (se tornou "la" porque o verbo 
"ver" termina em "r"). 
 
Adoremos a Javé. OU Adorem
os Javé. 
 
 VTD O.D VTD 
 O.D 
 
Percebam que o objeto direto acima está 
preposicionado, isso ocorre porque ele é 
substantivo próprio (preposição 
facultativa). 
 
Ele aparece muito, professor? Não, quase 
nunca aparece, mas quando aparece 
geralmente confunde e traz problemas, 
assim fiquem atentos. 
 
 
OBJETO INDIRETO (O.I) 
 
O Objeto Indireto completa o sentido de 
um verbo transitivo indireto ou de um verbo 
transitivo direto e indireto. Aparece sempre 
preposicionado ou na forma de pronome 
oblíquo tônico (me, te, se, nos, vos, lhes). 
 
 
 
 Gosto muito de você. 
 
 VTI O.I 
 
Pergunte: Gosta 
muito de quem? De você! (Apareceu 
preposição na pergunta, grande indício de 
termos objeto indireto.) 
 
O verbo "gostar" é transitivo indireto (quem 
gosta, gosta de algo ou de alguém), assim 
temos o objeto indireto: de você. 
 
Eu lhe pagarei um lanche. 
 
 O.I VTDI O.D 
 
O verbo acima é transitivo direto e indireto 
(pagar algo a alguém): um lanche é O.D, 
"lhe" é o Objeto Indireto. 
 
Vamos assistir ao filme. 
 
 VTI O.I 
 
Pergunte: Vamos 
assistir a quê? Ao filme! 
 
O verbo "assistir" é transitivo indireto 
(quem assiste, assiste a algo), assim 
temos o objeto indireto: ao filme. 
 
AGENTE DA PASSIVA (A.P) 
 
É o termo que complementa um verbo na 
voz passiva analítica, explicando melhor, é 
o elemento que pratica a ação indicada 
pelo verbo na voz passiva. Geralmente é 
introduzido pelas preposições "por" ou 
"de". 
 
A menina foi aplaudida pela multidão. 
 
 A.P 
 
Percebam que "pela multidão" é o agente 
da passiva: pratica a ação de "aplaudir", 
representada pela locução "foi aplaudida" 
(voz passiva). 
 
O fato é conhecido de todos. 
 
 A.P 
 
A criança era amada por mim. 
 
 A.P 
 
COMPLEMENTO NOMINAL (C.N) 
 
O Complemento Nominal é o termo que 
complementa o sentido de um nome 
(substantivo, adjetivo e alguns advérbios), 
aparece sempre preposicionado e tem 
sentido de passividade (sofre a ação). 
 
Exemplo: José tem orgulho do filho. 
 
 nome C.N 
 
Perceberam que a palavra "orgulho" fica 
incompleta sem a informação "do filho"? 
Se escrevêssemos apenas "José tem 
orgulho", logo ouviríamos: orgulho de quê? 
Orgulho de quem? Notaram que o 
substantivo pede um complemento? 
Assim, "do filho" exerce exatamente essa 
função, completando o sentido do nome 
"orgulho". 
 
Outro detalhe importante é que o C.N tem 
sentido de "passividade", vejam só: 
 
Na oração "José tem orgulho do filho", o 
filho sente orgulho (ação, agente) ou é alvo 
do orgulho (passividade, paciente)? É alvo 
do orgulho! Assim, os complementos 
nominais têm essa característica: valor 
semântico passivo. 
 
Vamos dar mais alguns exemplos: 
 
 
 
Tenho saudades da escola. 
 
 nome C.NOntem ocorreu a queima de fogos. 
 
 nome C.N 
 
Marina está consciente de tudo. 
 
 nome C.N 
 
 
Vamos passar agora pelo tópico muito 
cobrado em prova. (pontuação) 
 
PONTO 
 
A "tia" do colégio sempre falava para 
colocarmos ponto no final das frases, 
vocês lembram? E, realmente, esse sinal 
de pontuação serve basicamente para isto: 
indicar o fim de uma frase declarativa. 
 
Exemplo: Fui à feira. 
 
Exemplo: Estudei muito, mas não tirei 
boas notas. 
 
O ponto também é utilizado em 
abreviações: adj. (adjetivo), març. (março), 
etc. (et caetera). 
 
Atenção! Não devemos utilizar reticências 
após "etc.", vejamos: 
 
Está ERRADO: Ela comprou tomate, 
alface, cenoura, pepino, etc.... 
 
Está CERTO: Ela comprou tomate, alface, 
cenoura, pepino, etc. 
 
PONTO DE INTERROGAÇÃO 
 
O ponto de interrogação, como o próprio 
nome diz, indica um questionamento. 
 
Exemplo: Você quer ir ao circo? (frase 
interrogativa direta) 
 
 
PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
 
O ponto de exclamação é utilizado para 
denotar admiração, surpresa, empolgação. 
 
Exemplo: Eita! O jogo é hoje! 
 
Exemplo: João foi aprovado no concurso!! 
 
DOIS-PONTOS 
 
O sinal de dois-pontos pode ser utilizado 
para: (olha ele aí em prática, rs...) 
 
Exemplo: Eis as cores da bandeira: verde, 
amarelo, azul e branco. 
 
Indicar enumeração Anteceder uma 
explicação 
 
Exemplo: Ela só queria isto: ser aprovada 
no concurso. 
 
Anteceder uma citação 
 
Exemplo: Dizia o sábio: "Conhece-te a ti 
mesmo". 
 
Indicar fala de personagens 
 
Exemplo: A menina gritou: - Saia daqui! 
 
TRAVESSÃO 
 
O travessão é um sinal frequentemente 
utilizado em narrações, descrições e em 
diálogos. Vejamos alguns casos de seu 
uso: 
 
 
 
Indicar a fala de personagem, mudança 
de interlocutor (discurso direto) 
 
Exemplo: - Você é boba Rose! Por que 
você fez isso? (Jack Falando) 
 
 - Se você pula, eu pulo... 
Lembra? (Rose falando) Titanic, rsrsrsrs. 
 
Para separar palavras, expressões ou 
frases explicativas intercaladas 
 
Exemplo: A imagem de minha avó- mulher 
honesta, trabalhadora - não sai da minha 
cabeça. 
 
PARÊNTESES 
 
Os parênteses são utilizados para: 
 
Destacar certas palavras, expressões 
ou orações 
 
Exemplo: A China (país mais populoso do 
mundo) foi o destino escolhido para nossa 
próxima viagem. 
 
Incluir dados bibliográficos 
 
Exemplo: “Agora eu quero contar as 
histórias da beira do cais da Bahia.” (Jorge 
Amado, Mar Morto, 1936.) 
 
ASPAS 
 
Com frequência empregamos as aspas em 
citações, mas existem outras ocasiões em 
que elas podem ser usadas, vejamos: 
 
Para indicar citações 
 
Exemplo: "Tu te tornas eternamente 
responsável por aquilo que cativas." 
(Antoine de Saint Exupéry) 
 
Para indicar o uso de palavras 
estrangeiras 
 
Exemplo: Aquela menina é viciada no 
"facebook". 
 
Para indicar o uso de gírias, expressões 
populares 
 
Exemplo: Ele gostar de dar um "rolé" aos 
sábados. 
 
Para indicar nomes de sites, livros, 
jornais 
 
Exemplo: A entrevista foi concedida ao 
jornal "O Globo". 
 
Para indicar ironia 
 
Exemplo: Percebendo a "beleza" do 
quadro, escolheu outro. 
 
Para relativizar o significado de uma 
palavra ou expressão 
 
Exemplo tirado de prova da 
FUNDEP/2016: Nada mais ofensivo para o 
velho do que dizer que ele tem “cabeça de 
jovem”. 
 
As aspas empregadas para destacar a 
expressão "cabeça de jovem" relativizam o 
significado dela que, neste contexto, 
assume característica pejorativa/negativa. 
Assim, o significado habitual da expressão 
é relativizado no contexto da frase e isto é 
demarcado pelo emprego das aspas. 
 
RETICÊNCIAS 
 
As reticências marcam a suspensão lógica 
de um enunciado, vejamos algumas 
situações de uso desse sinal de 
pontuação: 
 
 
 
Para indicar interrupção do 
pensamento 
 
Exemplo: - Gostaria de dizer que... 
 
 - Cale-se, Jussara! 
 
Para sugerir uma hesitação normal da 
fala 
 
Exemplo: Eu gostaria de...conversar com 
você agora. 
 
Para indicar continuidade de ação ou 
fato 
 
Exemplo: O tempo voa... 
 
Para deixar o sentido da frase 
incompleto (permite interpretação 
pessoal do leitor) 
 
Exemplo: Se você não atender o 
telefone... 
 
PONTO E VÍRGULA 
 
O ponto e vírgula é um sinal que indica 
uma pausa maior que a da vírgula e serve 
para: 
 
Separar orações coordenadas que 
guardam relação semântica não unidas 
por conjunção 
 
Exemplo: A seca castiga o sertanejo; a 
lavoura clama por água. 
 
Separar itens de uma enumeração ou 
incisos de um artigo de lei 
 
Exemplo: Na educação pública 
encontramos alguns problemas: 
 
 poucos professores; 
 
 falta de material escolar; 
 
 instalações físicas precárias. 
 
Separar orações coordenadas que já 
possuem vírgula em seu interior 
 
Exemplo: Pacificamente, os empregados 
pleiteavam alguns direitos; o patrão, 
todavia, de forma alguma, cedeu. 
 
 
VÍRGULA 
 
Agora falaremos sobre a "cereja do bolo", 
a queridinha das bancas, a maravilhosa 
e indispensável vírgula! 
 
Não podemos usar a vírgula... 
 
Apresentaremos, primeiramente, os casos 
de proibição do uso da vírgula, sabendo 
disso o candidato "desenrolará" boa parte 
das questões que envolvem o tema. 
 
1) Se ela separar sujeito de verbo 
 
Gente, não importa o quanto o sujeito seja 
enorme, não devemos separá-lo do verbo, 
ok? 
 
Está ERRADO: A fábrica alemã de 
calçados de couro legítimo, fechou as 
portas ontem. 
 
 sujeito 
 verbo 
 
Está CERTO: A fábrica alemã de 
calçados de couro legítimo fechou as 
portas ontem. 
 
2) Se ela separar verbo de predicativo 
do sujeito 
 
 
 
Está ERRADO: As meninas ficaram, 
felizes. 
 
 verbo predic
ativo 
 
Está CERTO: As meninas ficaram felizes. 
 
 
 
3) Se ela separar verbo de complemento 
 
Está ERRADO: Maurício 
pacientemente comprou, alguns livros. 
 
 VT
D O.D 
 
Está CERTO: Maurício pacientemente 
comprou alguns livros. 
 
4) Se ela separar adjunto adnominal 
(A.A) do substantivo correspondente 
 
Está ERRADO: A querida, professora fará 
aniversário amanhã. 
 
 A.A substantivo (nome) 
 
Está CERTO: Nossa querida professora 
fará aniversário amanhã. 
 
5) Se ela separar complemento nominal 
(C.N) de substantivo correspondente 
 
Está ERRADO: José tem orgulho, do 
filho. 
 
 subst. C.N 
 
Está CERTO: José tem orgulho do filho. 
 
6) Se ela separar locução verbal de voz 
passiva do agente da passiva 
 
Está ERRADO: A paciente foi 
atendida, por um cardiologista. 
 
 locução 
verbal agente da passiva 
 
Esta CERTO: A paciente foi atendida por 
um cardiologista. 
 
7) Se a oração coordenada sindética 
aditiva estiver ligada por "e" ou por 
"nem" 
 
Está ERRADO: Ela não foi à 
aula, nem justificou a falta. 
 
Esta CERTO: Ela não foi à 
aula nem justificou a falta. 
 
Antes de apresentarmos os casos de 
emprego da vírgula, precisamos ter em 
mente a "ordem normal" básica de uma 
oração: 
 
SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + 
A (Adjunto adverbial, Agente da 
passiva) 
 
Entendo que a estrutura acima é a 
"normal", qualquer termo que aparecer no 
meio dela causando interrupção, em regra, 
será demarcado por vírgulas. Também 
demarcaremos com vírgula termos que 
aparecerem em posições"anormais" 
(deslocados). 
 
Exemplo: João, filho do 
professor, cantava hinos no coral. 
 
 
 sujeito VTD 
 O.D adjunto adverbial 
 
No exemplo acima, "filho do professor" é 
um aposto explicativo que "surgiu" entre o 
sujeito e o verbo, interrompendo a ordem 
 
 
normal da oração e, por isso, isolado por 
vírgulas. 
 
Exemplo: No coral, João, filho do 
professor, cantava hinos. 
 
 
 adjunto adverbial 
 
Agora temos o adjunto adverbial "no coral" 
em uma posição "atípica", perceberam? 
Na primeira frase ele apareceu no final 
(posição ideal) e agora aparece 
antecipado. Quando esse tipo de 
deslocamento ocorrer, poderemos (ou 
deveremos) empregar a vírgula. No caso 
de adjuntos adverbiais longos (três 
palavras ou mais) a vírgula é obrigatória, 
quando os adjuntos adverbiais forem 
curtos (exemplo em análise), a vírgula é 
facultativa. 
 
Entendendo a estrutura básica da oração e 
tendo noção sobre o deslocamento de 
termos dentro dela, fica mais fácil assimilar 
os casos de emprego da vírgula, vamos a 
eles? 
 
Usamos a vírgula... 
 
1) Para separar apostos e vocativos 
 
Exemplo: Amor, estou muito cansada. 
 
 vocativo 
 
Exemplo: Lili, irmã de João, está doente. 
 
 aposto 
 
2) Para separar termos de uma 
enumeração (os termos possuem 
mesma função sintática) 
 
Exemplo: Chiquinha, Seu Madruga, Quico 
e Dona Florinda são meus personagens 
favoritos da turma do Chaves. 
 
3) Para isolar predicativo do sujeito 
deslocado 
 
Exemplo: Conformada, a dançarina 
aceitou o troféu de terceiro lugar. 
 
 predicativo do sujeito 
 
4) Para separar termos repetidos 
 
Exemplo: A aluna estava cansada, 
cansada. 
 
5) Para separar expressões retificativas, 
exemplificativas, explicativas 
 
Exemplo: Eu queria passar no 
concurso, ou melhor, eu passarei! 
 
Exemplo: O político, a meu ver, deve 
sempre usar uma linguagem clara, ou seja, 
de fácil compreensão. (exemplo retirado 
do Manual de Redação da Presidência da 
República) 
 
6) Para isolar adjuntos adverbiais 
deslocados 
 
Adjunto longo (três palavras ou mais) - 
vírgula obrigatória 
 
Adjunto curto - vírgula facultativa 
 
Como explicamos no início desse tópico, o 
adjunto adverbial normalmente aparece no 
final da oração, assim o deslocamento dele 
pode (ou deve) ser marcado por vírgula, 
vejamos: 
 
Exemplo: No parque, as crianças corriam. 
-> Vírgula facultativa 
 
 
 
 Adjunto adverbial 
 
Exemplo: Na reunião de ontem, os 
empresários resolveram alguns 
problemas. -> Vírgula obrigatória 
 
 Adjunto adverbial 
 
7) Para indicar elipse (omissão) de um 
verbo 
 
Exemplo: Eu estudo francês; ela, inglês. 
 
A vírgula empregada após o pronome "ela" 
indica elipse (omissão) do verbo "estudar", 
pois a frase tem o seguinte sentido: Eu 
estudo francês, ela estuda inglês. 
 
8) Para separar orações coordenadas 
assindéticas (sem conjunção) 
 
Exemplo: Acordava às sete horas da 
manhã, tomava um banho demorado, 
estudava por três horas. 
 
9) Quando a conjunção "e" tiver sentido 
adversativo 
 
Exemplo: Nadou tanto, e morreu na praia. 
(sentido de -> Nadou tanto, mas morreu na 
praia.) 
 
Exemplo: Correu muito, e não alcançou o 
ônibus. (sentido de -> Correu muito, mas 
não alcançou o ônibus.) 
 
10) Para separar orações coordenadas 
sindéticas adversativas 
 
(mas, porém, contudo, todavia, entretanto, 
não obstante...) 
 
Exemplo: Queria tomar sorvete, mas comi 
uma barrinha de cereais. 
 
11) Para separar orações coordenadas 
sindéticas explicativas 
 
(pois, porque, porquanto) 
 
Exemplo: Precisamos trabalhar muito, 
pois a vida não é fácil. 
 
12)Para separar orações coordenadas 
sindéticas conclusivas 
 
(portanto, por isso, logo, assim, pois 
(depois do verbo) 
 
Exemplo: Aquele colar é ouro; não 
enferruja, pois. 
 
Exemplo: A chuva era muito forte, logo 
não saí de casa. 
 
13)Para separar orações coordenadas 
sindéticas alternativas 
 
(ou...ou, ora...ora, já...já) 
 
Exemplo: Ou escolho agora, ou fico sem 
presente. 
 
14) Para separar orações subordinadas 
adjetivas explicativas 
 
Exemplo: O Brasil, que é um país tropical, 
é procurado por turistas do mundo inteiro. 
 
 or. adj. 
explicativa 
 
15) Para separar orações subordinadas 
adverbiais (especialmente antecipadas 
ou intercaladas) 
 
Exemplo: Quando ela chegou, João 
brincava no parque. 
 
 or. adv. temporal 
 
 
 
Exemplo: Se a chuva diminuir, irei ao 
centro da cidade. 
 
 or.adv. condicional 
 
Atenção! Quando a oração subordinada 
adverbial aparece na ordem "normal" (fim 
do período), a vírgula é facultativa, 
vejamos: 
 
Exemplo: João brincava no parque, 
quando ela chegou. CERTO 
 
Exemplo: João brincava no parque quando 
ela chegou. CERTO 
 
16) Para isolar o lugar (topônimo) nas 
datas 
 
Exemplo: João Pessoa, 20 de março de 
2015. 
 
 Vamos revisar agora Coerência. 
Coesão 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
O texto é uma união de ideias que devem 
ser apresentadas de 
forma COESA e COERENTE, mas o que 
estas expressões significam, meus 
queridos? 
 
A coesão indica que o texto está 
composto por palavras, frases, orações, 
períodos e parágrafos unidos 
por elementos linguísticos adequados, 
que facilitam a compreensão do leitor. 
 
A coerência indica que o texto apresenta 
ideias que “conversam” de forma lógica, 
sem contradições. 
Ficou claro agora o que é incoerência, não 
é? Vamos prosseguir... 
 
Dissemos que o texto ideal deve estar 
coeso e coerente, mas é importante 
destacar que nem sempre a falta de 
coerência indica falta de coesão ou a falta 
de coesão torna o texto incoerente, vamos 
ver? Texto coeso, mas 
incoerente: Estudei porque não queria 
passar. 
 
A frase está incoerente, pois não faz 
sentido alguém afirmar que estudou 
porque não queria passar. (Exceto se for 
uma ironia - dizer o contrário do que se 
quer dizer) 
 
Entretanto, percebam que o conectivo 
“porque” está empregado unindo as 
orações, logo temos coesão, mas não 
temos coerência. 
 
Texto sem coesão, mas 
coerente: Esperei você ligar. Cansei. Saí. 
Balada. Bebi muito. Liguei. Droga. 
 
 Percebem que há coerência? Que não há 
contradição de ideias? Que o texto tem 
lógica? Entretanto, não podemos dizer que 
ele foi desenvolvido de forma coesa, pois 
os conectivos adequados não foram 
utilizados; as orações e palavras foram 
apresentadas de forma solta. 
 
Sabendo disso, agora vamos nos 
aprofundar, primeiramente, no que diz 
respeito à coesão! 
 
 
COESÃO REFERENCIAL 
 
 
Começaremos a entender a coesão 
referencial a partir do seguinte exemplo: 
 
Texto sem coesão referencial: O Brasil é 
repleto de belezas, mas a violência do 
https://www.tecconcursos.com.br/materias/portugues/coerencia-coesao-anafora-catafora-uso-dos-conectores-pronomes-relativos-conjuncoes-etc
https://www.tecconcursos.com.br/materias/portugues/coerencia-coesao-anafora-catafora-uso-dos-conectores-pronomes-relativos-conjuncoes-etc
 
 
Brasil acaba sendo mais destacada 
quando o Brasil é tema dos jornais . 
 
Estranho, não é? A leitura está pesada, 
repetitiva e sem fluidez, porque o autor 
desconhece o recurso da coesão 
referencial, empregado para substituir 
termos e expressões do texto, evitando a 
repetição chata e cansativa, como a do 
exemplo acima. Assim, a coesão 
referencial é o emprego de elementos 
linguísticos com o fim de substituir 
termos dentro do texto. 
 
Vejam como o trecho "soa melhor" assim:Texto com coesão referencial: O Brasil é 
repleto de belezas, mas a violência do país 
acaba sendo mais destacada quando ele é 
tema dos jornais. 
 
Quando retomamos um termo (já 
mencionado), dizemos que o elemento 
tem valor anafórico, quando substituímos 
um termo posterior, dizemos que há valor 
catafórico. 
 
Macete!!!! 
 
Associem o início da palavra 
"ANAFÓRICO" (AN) à ideia de 
"ANTES": elemento anafórico 
retomatermo anteriormente citado, 
termo de antes. 
 
ANafórico -> ANtes 
 
Catafórico -> depois 
 
A coesão referencial pode ser realizada 
por meio de quase qualquer classe 
gramatical, sendo as mais comuns: 
substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, 
pronome, numeral. 
 
Vamos analisar alguns exemplos para fixar 
o entendimento: 
 
A) Coesão referencial por meio de 
substantivo: 
 
1) Exemplo: A gripe aviária é muito 
perigosa. Deus nos proteja 
dessa doença. (Percebam que no trecho 
temos a substituição da “gripe aviária” 
[hipônimo] pelo vocábulo “doença” 
[hiperônimo]). 
 
Atenção! Hiperônimo é a palavra com 
sentido mais abrangente que engloba o 
sentido de um hipônimo. No caso “gripe 
aviária” é o hipônimo (sentido mais 
específico) e “doença” é o hiperônimo 
(sentido mais abrangente). 
 
2) Exemplo: O Rei estará aqui amanha. 
Estamos aguardando um enorme público 
para ver Roberto Carlos. (A palavra “Rei” 
foi substituída por “Roberto Carlos”, figura 
de linguagem chamada de antonomásia.) 
 
Atenção! A antonomásia é a figura de 
linguagem usada para designar pessoas 
por referências, apelidos conhecidos, 
atributos. 
 
3)Exemplo: A ONU estará em reunião 
nesta tarde, assim todos estão se 
deslocando para o prédio da Organização 
das Nações Unidas. (Percebam que a sigla 
- abreviação - “ONU” foi substituída pelo 
seu significado completo; a coesão 
referencial foi promovida por abreviação.) 
 
B) Coesão referencial por meio de 
numeral: 
 
1) Exemplo: João e Maria foram para a 
floresta. O primeiro se perdeu, 
a segunda achou uma casa de doces. 
(Percebam que os termos “João” e “Maria” 
 
 
foram substituídos, respectivamente, por 
“primeiro” e “segunda”, a fim de evitarmos 
repetição desnecessária.) 
 
2) Exemplo: O cravo brigou com a rosa, 
debaixo de uma sacada. O primeiro saiu 
ferido, a segunda despedaçada. (Mesmo 
preferindo a versão original, alteramos um 
pouco esta cantiga de roda super 
conhecida para mostrar a possibilidade de 
substituição dos termos "cravo" e "rosa" 
pelos numerais "primeiro" e "segunda", 
respectivamente.) 
 
C) Coesão referencial por meio de 
advérbio 
 
Exemplo: No Brasil e na Europa há 
problemas, mas aqui é pior do que lá. 
(Percebam que os termos “Brasil” e 
“Europa” foram substituídos por “aqui” e 
“lá” respectivamente.) 
 
D) Coesão referencial por meio de 
pronome 
 
1) Exemplo: É difícil fazer dieta, mas ela é 
necessária para manutenção da nossa 
saúde. (O pronome “ela” substitui o termo 
“dieta”.) 
 
2)Exemplo: A menina era tão estudiosa, 
que todos falavam bem dela. (A contração 
da preposição “de + ela = dela” substitui o 
termo “menina”.) 
 
3)Exemplo: João, Maria e José serão 
candidatos à presidência da república. 
Em quem você votará? (O pronome 
“quem” substitui os termos “João, Maria e 
José”.) 
 
4) Exemplo: Pedro não quer estudar 
agora, será difícil convencê-lo. (O pronome 
oblíquo “o” substitui o termo “Pedro”.) 
 
Atenção! Convencê-lo é caso de ênclise, 
o pronome foi colocado após o verbo 
“convencer”. Quando o verbo terminar em 
“r”, “s” ou “z”, devemos modificar os 
pronomes “o, os, a, as” para “lo, los, la, 
las”, por isso o correto é “convencê-lo” e 
não “convencer-o”. 
 
5)Exemplo: O Brasil e a Argentina são 
países cuja música é um grande 
atrativo. Um chama para a roda de 
samba, outro para uns passos de tango. 
(Percebam que os pronomes “um” e “outro” 
foram utilizados para substituir os termos 
“Brasil” e “Argentina”, respectivamente.) 
 
6) ATENÇÃO! O par de pronomes 
ESTE/AQUELE usado em 
conjunto dentro do discurso para 
retomar dois termos sempre será 
empregado desta forma: 
 
ESTE - retoma o termo mais próximo 
 
AQUELE - retoma o termo mais distante 
 
Exemplo: Temos sorvete de flocos e 
de chocolate, você 
prefere este ou aquele? (O pronome 
demonstrativo "aquele" retoma o termo 
mais distante "flocos", o pronome 
demonstrativo "este" retoma o termo mais 
próximo "chocolate".) 
 
Em regra, não há autorização para 
utilização de ESTE, ESSE, AQUELE em 
conjunto para retomada de três termos, 
mas apenas do par ESTE/AQUELE. 
Assim, no caso de três termos, prefira a 
referência por meio de numeral, como 
mostramos no item B. 
 
 
COESÃO SEQUENCIAL 
 
 
 
 
A coesão sequencial é aquela 
estabelecida por meio de conectivos 
(conjunções, preposições, pronomes 
relativos), dando sequência lógica ao 
texto. 
 
Quando viver parece complicado, flores 
surgem para enfeitar o caminho. Assim, 
devemos seguir e apreciar a paisagem, 
sem apegos e preocupações 
exageradas, pois nada é estático: nem o 
dia mais ensolarado, nem a noite mais 
escura. 
 
Podemos identificar que o período está 
construído com vários conectivos que 
imprimem lógica e harmonia às ideias, 
vejam só: 
 
quando: indica temporalidade, noção te 
tempo, mesmo que imprecisa (caso do 
texto) para: neste contexto, indica 
finalidade (as flores surgem para que? 
Para enfeitar o caminho) assim: indica 
conclusão e: indica adição de ideias 
(seguir e apreciar) pois: indica explicação 
 
nem...nem: indica adição de ideias 
 
Perceberam a importância da coesão 
sequencial? Um texto sem esses 
conectores fica menos fluído e, às vezes, 
até meio incompreensível. 
 
Viver parece complicado, flores surgem 
enfeitar o caminho. Devemos seguir, 
apreciar a paisagem, sem apegos e 
preocupações exageradas, nada é 
estático: o dia mais ensolarado, a noite 
mais escura. 
 
Ficou meio confuso, não é? Melhor 
usarmos os conectivos! 
 
QAP! Memorize o máximo de conectivos 
que puder e as funções que eles exercem 
dentro do texto, pois com frequência as 
bancas abordam esse tema, cobrando 
principalmente a substituição de 
elementos de coesão, sem a alteração do 
valor original do trecho! 
 
Exemplo: Ele estudou e foi aprovado. 
/ Ele não só estudou, como também foi 
aprovado. / Ele tanto estudou, como foi 
aprovado. 
 
Nos períodos acima temos conectivos 
com valor aditivo (adição de fatos, de 
ideias), assim, caso seja pedida a 
substituição do conectivo "e" por um de 
igual valor, o candidato poderá assinalar 
como opções: "não só...como 
também" ou "tanto...como". 
 
 
COESÃO RECORRENCIAL 
 
 
A coesão recorrencial é identificada 
quando repetimos vocábulos, estruturas 
sintáticas semelhantes (paralelismo 
sintático) ou uma informação de forma 
diferente (paráfrase). Após esse breve 
conceito, vocês já podem fazer a pergunta 
que têm em mente: 
 
"Professor, você ficou quase o módulo 
todo falando para evitarmos repetições 
desnecessárias e agora fala que a coesão 
recorrencial é basicamente uma repetição 
de ideias?" 
 
Sim, gente! A diferença é que antes 
aconselhamos evitar a 
repetição DESNECESSÁRIA, agora 
estamos mostrando um recurso em que a 
repetição reforçará uma ideia, terá efeito 
coercitivo ou até poético/sonoro, percebem 
a diferença? 
 
 
 
Vamos colocar na prática e ficará mais fácil 
entender: 
 
Exemplo: Frassinete reclamava, 
reclamava, reclamava... (A repetição da 
forma verbal "reclamava" não é 
desnecessária, pois, no caso, a intenção 
do autor é deixar claro que Frassinete 
reclamava muito ou por um longo período.) 
 
Exemplo: "É devagar, é devagar, é 
devagar, é devagar, devagarinho... " (O 
querido Martinho da Vila não repetiu 
desnecessariamente a palavra "devagar", 
o que temos é a coesão recorrencial dando 
sonoridadeao trecho da música.) 
 
Exemplo: João era tão preguiçoso que 
não ajudava a mulher em nada, ficava 
sentado olhando ela trabalhar pelos dois. 
(A ideia exposta na primeira parte do 
período é quase idêntica a do segundo, o 
autor apenas resolveu repeti-la de outra 
maneira para enfatizar que João é um zero 
a esquerda mesmo! Coitada da mulher de 
João...rs) 
 
Exemplo: Tanto os países da América do 
Sul quanto os países da América Central 
passam por uma crise. (paralelismo 
sintático promovido pela estrutura 
correlativa "tanto...quanto".) 
 
 
Agora que estamos por dentro da coesão, 
vamos conversar sobre coerência, ok? 
 
COERÊNCIA 
Na introdução deste capítulo, explicamos 
rapidamente que a coerência é "aquilo" 
que torna o texto lógico e compreensível, 
sem contradições. Usamos inclusive o 
conceito de "pessoa incoerente" para daí 
concluir o que seria um texto incoerente, 
mas como fazemos para que nosso texto 
seja construído de forma coerente, 
professor? Alguma dica? Sim! Na verdade, 
temos várias! Vamos lá! 
 
A) Manter o mesmo tema durante a 
construção do texto ou utilizar temas 
que "conversam" entre si 
 
Gente, tem sentido começar a produzir um 
texto sobre aquecimento global e "do 
nada" inserir um parágrafo sobre a 
deficiência do ensino na rede pública? Um 
texto assim estará incoerente, pois a 
temática deve ser mantida em todos os 
parágrafos. Vale destacar que nada 
impede que o autor aborde mais de um 
tema em um mesmo texto, desde que haja 
conexão lógica entre eles e que esta 
conexão esteja bem estabelecida. 
 
B) Não inserir ideias ou teses que se 
oponham frontalmente num mesmo 
trecho 
 
Um texto iniciado com duas teses 
diferentes deixa o leitor confuso sobre a 
posição defendida pelo autor. Ao 
escrevermos um texto, devemos deixar 
claro a nossa intenção e inserir teses que 
se opõem frontalmente num mesmo trecho 
pode dificultar a compreensão do leitor. 
Vamos a um exemplo: 
 
Sabemos que muitas mulheres morrem ao 
praticar abortos clandestinos, pois o 
acesso a meios seguros para tal prática 
restringe-se às pessoas de melhor classe 
social. A legalização do aborto mudaria 
esta situação, pois toda mulher teria 
acesso a clínicas públicas autorizadas 
para realizar o procedimento. A vida do 
feto ficaria, então, à mercê da vontade da 
mãe, que decidiria sobre o seguimento da 
gravidez; lembrando que falamos da vida 
de alguém que não pode oferecer defesa. 
 
 
 
Percebam que o autor iniciou o parágrafo 
com um argumento que legitima a 
legalização do aborto, entretanto terminou 
com um pensamento típico de quem é 
contra a legalização. E agora? O autor é a 
favor ou contra a legalização do aborto? A 
confusão com certeza paira sobre a mente 
dos leitores e isto prejudica a coerência do 
texto. 
 
C) Cuidado ao deslocar informações 
 
O autor não deve intercalar demais as 
informações, pois pode gerar grande 
dificuldade de compreensão ou, pelo 
menos, a perda do ritmo do texto, vejamos 
como isso pode ocorrer: 
 
Maria passou o dia planejando, enquanto 
as filhas brincavam no jardim coberto de 
flores que indicavam o início da primavera, 
uma viagem para a Europa no fim do 
verão. 
 
Gente, pra que intercalar uma informação 
tão grande entre "Maria passou o dia 
planejando" e "uma viagem para a Europa 
no fim do verão"? O autor "falou tanto" 
entre uma informação e outra que o leitor 
já tinha esquecido que Maria planejava a 
tal viagem para a Europa. Intercalar ideias 
é uma técnica que deve ser utilizada com 
cuidado, pois o resultado pode ser esse aí 
de cima! 
 
D) Não deixar lacunas no texto 
 
Pior do que intercalar informações, 
proporcionando grande distanciamento 
entre ideias que se complementam, é 
deixar o leitor no "vácuo", dando uma 
informação incompleta, vejamos: 
 
Ana sonhava com o balé, mas o destino 
reservou-lhe um caminho diferente. 
Ficamos felizes com o sucesso dela e hoje 
vamos prestigiar seu trabalho. 
 
Que caminho? Ana tornou-se atriz? 
Tornou-se pintora? Tornou-se cantora? Se 
o texto começa e termina da forma que 
apresentamos acima, o leitor não 
consegue concluir nada! No máximo 
levantará várias hipóteses, por causa da 
lacuna deixada pelo "maldoso" autor, rs. 
 
Assim, evitem deixar lacunas no texto, pois 
isso prejudica a coerência textual. 
 
E) Cuidado com as inadequações 
 
Ao construirmos um texto não podemos 
menosprezar a inteligência do leitor, assim 
não adianta "criar" um dado que é 
incompatível com uma informação 
conhecida por todos, vejamos: 
 
Quando estive na Paraíba*, precisei usar 
pesados casacos, pois em dezembro a 
temperatura oscilava entre 8 e 12 graus. 
 
Gente! Como assim? A autora usou 
pesados casacos, em dezembro, na 
Paraíba? O leitor nem precisa conhecer o 
estado para saber que é "conversa de 
mentiroso", rs. Do mesmo modo, quando 
vocês forem responder questões de 
compreensão e de interpretação textual, 
se liguem nessas "histórias para boi 
dormir" (aqui na minha terra chamamos 
assim), pois elas podem estar inseridas 
nas alternativas para confundir os 
candidatos. 
 
Após essas dicas para a construção de um 
texto coerente, vamos abordar 
rapidamente o que os estudiosos chamam 
de "fatores de coerência", vamos lá? 
 
 
 
 
Tipologia textual é o modo como um texto 
é apresentado ao leitor, assim é 
interessante que o concurseiro (e, em 
breve, concursado!) tenha em mente as 
características dos principais tipos de 
texto: narrativo, descritivo, dissertativo e 
injuntivo. 
 
Caso o seu tempo esteja reduzido (mesmo 
levando em conta que este módulo não 
será extenso), dê mais atenção ao texto 
dissertativo, pois ele é o maior alvo das 
bancas! 
 
TIPO NARRATIVO 
 
 
Partindo da explicação mais simples 
possível, um texto narrativo é aquele que 
conta uma história, seja verdadeira, seja 
fictícia. A questão é que o examinador não 
trará algo sobre João e Maria ou 
Chapeuzinho Vermelho numa prova (se 
trouxer, ótimo! rs...), logo é bom que as 
características do texto narrativo estejam 
bem fixadas em nossa mente. 
 
Entre os gêneros narrativos, temos: fábula, 
parábola, conto, romance, novela, piada, 
crônica. 
 
- CARACTERÍSTICAS 
 
A) O autor, através da narração, conta uma 
fato ocorrido em determinado tempo e 
local. 
 
B) Há um enredo, com sucessão de fatos, 
de forma linear ou não (é basicamente o 
fato ocorrido e o modo como ocorreu). 
 
C) Geralmente o tempo verbal 
predominante é o passado. 
 
D) Há um narrador (aquele que conta a 
história) que pode ser alguém "de fora" da 
trama (usa-se a terceira pessoa - chamado 
de "narrador onisciente") ou um próprio 
personagem dela (usa-se a primeira 
pessoa - chamado de "narrador 
onipresente"). 
 
E) Podemos ter o uso do discurso direto ou 
do discurso indireto. 
 
Discurso direto: a fala do personagem é 
reproduzida por ele mesmo (o próprio 
personagem fala), com auxílio dos dois 
pontos e do travessão. 
 
Exemplo: João disse à professora: - 
Acabei o exercício. 
 
Discurso indireto: o narrador reproduz a 
fala do personagem de forma indireta (ele 
diz o que o personagem falou). 
 
Exemplo: João disse à professora que 
acabou o exercício. 
TIPO DESCRITIVO 
 
Como o próprio nome sugere, o texto 
descritivo tenta transmitir para o leitor 
informações que o façam "visualizar" um 
objeto, um lugar, uma pessoa, um 
sentimento. A ideia é a de que o leitor 
consiga imaginar como tal coisa é sem tê-
la visto propriamente, tomando por base a 
descrição do autor. Para facilitar o 
entendimento, podemos associar o texto 
descritivo a um retrato falado (daqueles 
feitos para identificar criminosos): o 
objetivo de quem descreve é fazer com 
que a população consiga identificar o 
criminoso semter tido contato prévio com 
ele. 
 
Entre os textos descritivos temos: relatório, 
propaganda, anúncio. 
 
Atenção! É comum que trechos 
descritivos estejam inseridos em 
 
 
narrações, sendo muito rara a incidência 
de um texto puramente descritivo. 
 
- CARACTERÍSTICAS 
 
A) O uso de adjetivos e de locuções 
adjetivas é recorrente, pois para 
caraterizarmos uma pessoa, um lugar, um 
objeto, geralmente precisamos qualificá-
los. Quanto mais detalhes, mais nítida a 
"imagem" é formada na mente dos leitores. 
 
B) O emprego de metáforas é bastante 
comum. (*Metáfora é um recurso em que o 
autor emprega uma palavra ou expressão 
com sentido diferente do 
comum. Exemplo: Ele está forte como um 
touro.) 
 
C) O texto descritivo transmite uma noção 
estática de tempo. Os verbos empregados 
normalmente estão no presente do 
Indicativo ou no pretérito imperfeito do 
Indicativo. 
 
Exemplo: Ela era branca, cheia de 
sardas. Tinha cabelos ruivos e cacheados. 
(verbos no pretérito imperfeito do 
Indicativo) 
 
Exemplo 2: O 
parque está florido. Podemos sentir o 
perfume em toda sua extensão. As 
crianças correm despreocupadas entre as 
árvores. (verbos no presente do Indicativo) 
 
D) Há frequente uso de verbos de ligação. 
 
E) A descrição pode ser objetiva ou 
subjetiva. 
 
Atenção! 
 
Descrição Objetiva é aquela que se 
aproxima bastante da realidade, com 
pouca interferência do autor, de forma 
mais exata, precisa. (Seria o caso de um 
autor mais comprometido com a verdade.) 
 
Descrição Subjetiva é aquela em que o 
autor, além de descrever, emite juízo de 
valor, transmite a interpretação que faz 
acerca do alvo de sua descrição. (Seria o 
caso de um autor parecido com aquela sua 
vizinha fofoqueira...rs) 
 
Exemplo de descrição 
objetiva: Benedito pesava uns 40 kg e 
tinha cabelos lisos, com aparência de 
oleosos. 
 
Exemplo de descrição 
subjetiva: Benedito parecia um grilo, 
pesava uns 40 kg, tinha um cabelo liso 
ensebado; deve passar dias sem lavá-lo. 
 
Percebam que, no primeiro trecho, o autor 
apenas descreveu o Benedito, tal como 
aparenta ser. Já no segundo, encarnou a 
"vizinha fofoqueira" e, além de descrever, 
teceu críticas desnecessárias. 
 
O fato é que raramente encontraremos um 
texto com uma descrição totalmente 
objetiva, pois geralmente o autor transmite 
um pouco da interpretação que faz das 
coisas. 
TIPO DISSERTATIVO 
 
 
Antes de tudo, se você estava lendo "por 
cima" este módulo, agora é a hora de 
prestar mais atenção, ok? Este é o tema 
mais abordado em concursos dentro da 
Tipologia Textual. 
 
A dissertação pode 
ser: expositiva ou argumentativa. 
 
DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA 
 
 
 
O texto expositivo tem por objetivo informar 
o leitor acerca de determinado tema, sem 
a preocupação de debater ou convencer. 
Um bom exemplo são as matérias de jornal 
que pretendem informar a população sobre 
as notícias atuais, sem a defesa do ponto 
de vista do autor sobre elas. Atenção 
! Uma coluna chamada de "A opinião", por 
exemplo, entraria na modalidade 
dissertativa argumentativa. 
 
Entre as características que nos ajudam a 
identificar um texto expositivo, temos: 
 
A) Deve apresentar uma introdução 
(apresentação do tema), desenvolvimento 
(aprofundamento das informações) e 
conclusão (desfecho). 
 
B) Os verbos empregados geralmente 
estão no tempo presente do modo 
Indicativo. 
 
C) A linguagem deve ser clara, de 
preferência culta, dispensado o uso de 
gírias. 
 
D) O autor deve manter postura imparcial, 
sem argumentar, sem expor ponto de vista. 
 
Atenção! Comumente os autores 
mesclam parágrafos expositivos e 
argumentativos num mesmo texto. 
 
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA 
 
O texto dissertativo argumentativo tem por 
fim o convencimento do leitor acerca de 
determinado ponto de vista e, para isto, o 
autor empregará artifícios como a 
exemplificação, a comparação, a 
apresentação de dados, o uso de 
testemunho de autoridade (citar pessoas 
ou instituições que pensam de igual modo), 
etc. 
 
Pensem no autor de um texto dissertativo 
argumentativo como um advogado que 
defende uma causa, que quer convencer o 
juiz ou um júri sobre o ponto de vista 
defendido. Vamos agora apresentar as 
características que possibilitam o "ganho 
de causa" para o autor: 
 
A) O texto deve estar organizado da 
seguinte forma: introdução (apresentação 
do tema), desenvolvimento (argumentos), 
conclusão (desfecho, resumo dos pontos 
principais com sugestão para solução do 
tema). 
 
B) O texto deve ser impessoal, sendo 
preferível o uso da terceira pessoa do 
singular ou do plural (evitem expressões 
como "eu acho", "eu entendo"). 
 
C) O autor deve fazer uso do padrão culto 
escrito, sem gírias, sem linguagem 
coloquial. 
 
D) Preferência pela objetividade (o autor 
não deve ficar "arrodeando" demais, mas ir 
direto aos pontos relevantes). 
 
E) Os verbos geralmente devem ser 
empregados no presente do Indicativo ou 
no futuro do presente do Indicativo. 
 
F) Ao utilizar dados e informações, o autor 
deve primar pela verdade (nada de inserir 
informações falsas no texto). 
 
Conforme destacamos no início deste 
tópico, o autor pode utilizar 
diversos artifícios para convencer o leitor, 
vamos agora falar um pouco mais sobre 
isso: 
 
I - Dar exemplos: Com certeza, uma das 
melhores estratégias! Percebam que 
quando a professora explica algo para 
vocês, costuma exemplificar para "clarear" 
 
 
o raciocínio, do mesmo modo o autor o faz 
em textos cujo objetivo é o convencimento 
do leitor. 
 
"As mulheres precisam ter seus direitos 
assegurados com mais efetividade para 
que não sejam mais vítimas em potencial, 
pois, infelizmente, não é raro um jornal 
noticiar a morte de donas de casa, de 
esposas, de filhas, motivada pelo 
machismo ainda arraigado a nossa 
sociedade." 
 
Percebam que a morte de donas de casa, 
de esposas e de filhas foi o exemplo 
escolhido pelo autor para embasar a 
necessidade de proteção dos direitos 
femininos. 
 
II - Tecer comparações: Outra técnica 
muito empregada pelos autores que, ao 
confrontar informações, valorizam o ponto 
de vista que defendem. 
 
"A sociedade atual diz estar mais evoluída 
e humanizada, mas os crimes bárbaros 
que ocorriam na época das guerras 
mundiais repetem-se hoje e até são 
filmados e postados em redes socais". 
 
Percebam que o autor compara os crimes 
do início do século XX (época das guerras 
mundiais) aos cometidos pela atual 
sociedade, que afirma ser mais 
humanizada. 
 
III - Usar testemunhos de autoridade: Com 
este artifício, o autor pretende convencer o 
leitor sobre determinado ponto de vista 
apresentando o pensamento de 
instituições ou de personalidades 
importantes. 
 
"Vinícios disse que beleza é fundamental e 
parece ser verdade: as clínicas de estética 
ganham a cada dia mais mercado e olhe 
que os preços dos tratamentos oferecidos 
não são os mais atrativos." 
 
O autor citou Vinícios de Moraes ("As muito 
feias que me perdoem, mas beleza é 
fundamental") para fortalecer a tese sobre 
o crescimento do mercado de estética. 
 
IV - Usar fatos históricos e dados 
estatísticos: Ao apresentar dados 
estatísticos ou fatos históricos, o autor 
confere mais autoridade ao ponto de vista 
defendido. 
 
"Desde o início de 2011, o Índice de Preços 
ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a 
crise econômica e social oficial do 
país, avançou 22%." 
 
O autor apresentou o dado estatístico do 
aumento de 22% do IPCA para embasar a 
teoria que defenderá ao longo do texto.

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