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Sistema de Saúde no Brasil

Apresentação sobre características do Brasil e o Sistema Único de Saúde (SUS). Aborda realidade socioeconômica e perfil epidemiológico, desigualdades e determinantes sociais, transição demográfica/epidemiológica, história, princípios e diretrizes do SUS, redes de atenção e atenção primária, com dados.

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CARACTERÍSTICAS 
DO BRASIL E SEU 
SISTEMA DE SAÚDE
Frederico Germano Lopes Cavalcante
Nilson Massakazu Ando
Ementa
• Realidade socioeconômica e cultural brasileira;
• Perfil epidemiológico brasileiro, desigualdades sociais e em 
saúde no Brasil;
• Determinantes sociais em saúde;
• Transição demográfica e epidemiológica;
• História, princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde;
• Redes de atenção à saúde e ATENÇÃO BÁSICA.
Realidade de Saúde do Brasil
• Grande extensão territorial: 
8.515.767km2
• Divisão em 05 regiões: 
Norte, Nordeste, Centro-
Oeste, Sul e Sudeste
• Diferentes realidades 
socioeconômicas, 
geográficas e culturais
Desigualdades no Brasil
• País continental
• Processo de colonização
• Escravidão – fim tardio; 
transição para indigência
• Imigrações
• Industrialização – tardia, 
dependente
• Urbanização – explosiva
Desigualdades no Brasil
O Brasil abriga 155 mil pessoas nessa 
situação, que abrange desde trabalho 
forçado ou por dívidas, tráfico humano ou 
sexual até casamentos forçados
Cidades: crescimento acelerado, grandes 
desigualdades, bolsões de pobreza, apartheid 
social
Desigualdades no Brasil
Fonte: IBGE
Desigualdades no Brasil
Fonte: IBGE
Escassez de médicos x Linha da Pobreza
Fonte: Fonte: Estação de 
Pesquisa de Sinais de 
Mercado 
(EPSM/NESCON/FM/UFMG)
*: Considera o número de 
médicos equivalente a 40 
horas nas especialidades de 
clínica médica, saúde da 
família e pediatria
Índice de escassez de médicos em Atenção 
Primária à Saúde (APS)*
Proporção de domicílios com renda per capita 
abaixo da linha da pobreza (R$137)
Transição demográfica
Declínio rápido dos níveis de fecundidade
Declínio do ritmo de crescimento demográfico
Alteração da Estrutura da Pirâmide Etária;
Aumento da Expectativa de Vida
Transição epidemiológica
• Superposição entre as etapas
onde predominam as doenças 
transmissíveis e crônico-
degenerativas
• Existe um contraste importante
entre as situações epidemiológicas
das diferentes regiões do país
• Tripla carga de doenças: uma
agenda não concluída de doenças 
infecciosas e desnutrição; o 
desafio das doenças crônicas e 
seus fatores de risco; crescimento
acelerado das causas externas.
Sistema Único de Saúde: o 
sistema de saúde do Brasil
Constituição Federal de 1988
“Art. 196. A saúde é direito de 
todos e dever do Estado, 
garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que 
visem à redução do risco de 
doença e de outros agravos e 
ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços 
para sua promoção, proteção e 
recuperação.”
SUS: Antecedentes históricos
SUS: princípios
Princípios
DOUTRINÁRIOS
Princípios
ORGANIZATIVOS
SUS: princípios doutrinários
Universalidade
Saúde como Direito de
cidadania e não como
Direito Trabalhista
Equidade
Tratamento diferente para se
chegar a igualdade
Integralidade
Todo (Holística) – Medicina
Integral Tudo (Direito aos três
níveis de assistência)
SUS: princípios organizativos
Descentralização/Hierarquização/Regionalização
Municipalização da saúde
Como garantir o direito do cidadão?
Descentralização Gestão mais próxima da população
Pensar uma rede de assistência onde o cidadão da menor e
mais afastada cidade tenha acesso à tecnologia necessária para
recuperar sua autonomia, em caso de necessidade de saúde.
Níveis de Assistência – Hierarquização
Atenção 
Terciária
Atenção 
Secundária
Atenção Primária
• Hospitalização, internação
• Alta complexidade (Ex: hospitais 
universitários)
Atenção 
Terciária
• Ambulatórios de especialidades focais
• Condição de maior necessidade de 
tecnologias "duras"
Atenção 
Secundária
• Organização em ESF e outras 
modalidades com foco no território
• Tecnologias leves e abordagem 
biopsicossocial
Atenção 
Primária
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Hierarquização e organização em redes
Redes de atenção à saúde no SUS
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Qualificação/Educação
Informação
Regulação
Promoção e Vigilância à Saúde
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Este é o SUS que pouco conhecemos
• Único no mundo a garantir assistência integral e gratuita a popu
lação, incluindo pacientes com HIV, sintomáticos ou não, 
renais crônicos e com câncer
• SIH/SUS: maior conjunto de procedimentos executados em hos
pital no mundo pago por um mesmo financiador (Rehen de 
Souza, 2002)
• Aproximadamente 1.000.000 de internações por mês –
11.295.000 em 2010
• Mais de 95% de transplantes feitos no Brasil (Brasil, 2003)
Este é o SUS que pouco conhecemos
3,8 bilhões de atendimentos ambulatoriais
896 milhões de procedimentos para diagnóstico
19 milhões de ultrassonografias
11 milhões de sessões de hemodiálise
1,5 milhão de tomografias
6,5 mil transplantes de órgãos sólidos
4,5 milhões de procedimentos hospitalares cirúrgicos
7,1 milhões de procedimentos hospitalares clínicos
619 milhões de atendimentos para aquisição de medicamentos a nível ambulatorial
Fonte: Ministério da Saúde, JAN-DEZ/2017
Atenção Básica no Brasil
Atributos e diretrizes da Atenção Básica
(PNAB 2017)
• Regionalização e Hierarquização
• Territorialização
• População Adscrita
• Cuidado centrado na pessoa
• Resolutividade
• Longitudinalidade do cuidado
• Coordenação do cuidado
• Ordenação da rede
• Participação da comunidade.
Atenção Básica: um panorama (2019)
• 2.599 equipes implantadas
• 5.477 municípios
• 146.966.550 milhões de pessoas cobertas
• 5.040 municípios com Equipes de Saúde
Bucal - ESB
• 24.435 ESB tipo I
• 2.131 ESB tipo II
• 5.502 municípios com Agentes Comunitários
de Saúde – ACS
• 260.563 ACS implantados
• 898.942.350 milhões de pessoas atendidas
Fonte: DAB/SAS/MS – Comp. fev/2019.
https://aps.saude.gov.br/biblioteca/index
Referências Bibliográficas 
• Conselho Federal de Medicina. Demografia Médica no Brasil 2020 / Coordenação de 
Mário Scheffer; equipe de pesquisa: Alex Cassenote, Alexandre Guerra, Aline Gil Alves 
Guilloux, Ana Pérola Drulla Brandão, Bruno Alonso Miotto, Cristiane de Jesus Almeida, 
Jackeline Oliveira Gomes e Renata Alonso Miotto. – São Paulo: Departamento de 
Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP; Conselho Federal de Medicina, 
2020.
• Souza, Renilson Rehem. O sistema público de saúde brasileiro. Brasília; Ministério da Saúde; 
ago. 2002. 44 p. tab, graf.
• Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988
• Brasil. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990, Dispõe sobre as condições para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos 
serviços correspondentes e dá outras providências. 1990
• Brasil. Lei 8142/90 de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da 
comunidade no SUS. 1990
• BRASIL. MInistério da Saúde . Portaria no. 2.436 de 21 de setembro de 2017. Brasília: 
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, 2017.
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/?lang=pt&q=au:%22Souza,%20Renilson%20Rehem%22
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/simples/BRASIL.%20MInist%C3%A9rio%20da%20Sa%C3%BAde/1010
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/simples/Portaria%20no.%202.436%20de%2021%20de%20setembro%20de%202017/1030
ATENÇÃO PRIMÁRIA 
À SAÚDE NO BRASIL
Frederico Germano Lopes Cavalcante
Nilson Massakazu Ando
Ementa
• Rede de Atenção à Saúde (RAS)
• Atenção Primárias à Saúde (APS)
• Política Nacional da Atenção Básica 
(PNAB)
• Estratégia de Saúde da Família 
(ESF)
• Programa Mais Médicos para o 
Brasil (PMMB)
Questão orientadora
• D. Maria, 62 anos, é diabética e hipertensa há pelo menos 7 anos, mas há 3 
anos não vai ao médico. Acordou um dia com dor nas costas e resolveu 
procurar a Unidade de Saúde. Chegando lá, foi orientada a retornar na sexta-
feira para marcar uma consulta para a semana seguinte.
• Ela fez isso, e na segunda-feira estava diante do médico de família da sua área. 
Queria um referenciamentoao ortopedista. O médico lhe sugeriu experimentar 
usar diclofenaco durante 4 dias e retomar o tratamento da pressão e diabetes, 
além de fazer novo papanicolau e mamografia. Sugeriu também exames 
laboratoriais e uma consulta de rotina com o oftalmologista. Os exames foram 
coletados pela enfermeira da equipe na semana seguinte.
Questão orientadora
• Em um mês, a paciente retornava ao médico de família com o resultado dos 
exames de sangue e o controle da pressão realizado semanalmente. Tanto o 
diabetes quanto a pressão alta estavam mal controladas. O médico de família 
alterou a dose dos medicamentos prescritos na consulta anterior e orientou nova 
sequência de controle de pressão e novo exame laboratorial em 3 meses.
• Nesse meio tempo, foi chamada para o oftalmologista, para a mamografia e fez o 
papanicolau com a auxiliar de enfermagem da unidade. Enquanto aguardava o 
período determinado pelo médico de família para fazer novos exames, ela 
perdeu o genro assassinado pela polícia e ficou extremamente abalada. 
Procurou então o médico de família para “pedir um calmante”. Por causa desse 
episódio, atrasou a coleta dos novos exames laboratoriais em 2 meses, mas 
procurou, então não se descuidar do uso dos medicamentos. 
Questão orientadora
• Passados 5 meses da última consulta, coletou novos exames com a mesma 
enfermeira e voltou ao médico de família em seguida para retomar o tratamento 
da pressão e do diabetes. Segundo relatou ao médico de família, o oftalmologista 
dissera que sua vista estava “ok” e que, embora tenha começado uma catarata, 
não tinha de operar naquele momento. Aproveitou para queixar-se de dor na 
perna esquerda quando caminhava. 
• Os exames laboratoriais haviam melhorado consideravelmente, mas o médico 
de família detectou um pulso diminuído no membro inferior esquerdo. Ele 
solicitou uma ultrassonografia (US) Doppler, resolveu referenciar ao cirurgião 
vascular para uma avaliação e orientou espaçar os retornos, já que havia 
adquirido um controle aceitável da pressão e do diabetes.
Questão orientadora
• Enquanto aguardava o resultado da US, ela teve um quadro de gripe prolongado 
e procurou novamente o médico de família da unidade, tendo sido atendida por 
ele no “acolhimento”. Finalmente, realizou a US Doppler com um radiologista, 
que mostrou uma obstrução arterial na altura da região poplítea. A paciente 
esperou 4 meses e finalmente conseguiu o cirurgião vascular, que sugeriu 
programar cirurgia. A paciente ficou assustada e decidiu procurar novamente o 
médico de família.
• Combinaram que tentariam o tratamento clínico por meio do controle do diabetes 
e da hipertensão, além de cuidados gerais com as pernas, a fim de tentar evitar 
a cirurgia. Após 2 anos de seguimento e mais 6 consultas, encontra-se bem, sem 
lesão nos membros e com controle clínico da dor na perna esquerda.
APS como um modelo de organização do 
sistema de saúde
• Um sistema de saúde é “o conjunto de 
organizações, indivíduos e ações cuja 
intenção primordial é promover, 
recuperar e/ou melhorar a saúde”
• Uma forma de organização dos serviços, 
na qual há uma porta de entrada ao 
sistema de saúde, que se configura 
como espaço de coordenação das 
respostas às necessidades dos 
indivíduos, suas famílias e comunidade
Rede de Atenção em Saúde (RAS)
APS como um modelo de organização do sistema 
de saúde
• APS foi posicionada como um dos elementos da 
estrutura operacional de uma rede de atenção à 
saúde (RAS): centro comunicador e coordenador 
do cuidado.
• Partindo do centro, ela tem a responsabilidade de 
fazer a ponte entre os diferentes níveis e pontos 
de atenção, assim como integrar ao processo os 
sistemas logísticos e de apoio, garantindo a 
integralidade de sua atenção.
• A APS possui o papel coordenador, necessário 
para a integração do sistema.
APS e sua integração na rede de atenção à 
saúde
• Um sistema de saúde constitui-se de redes horizontais interligadas por pontos de 
atenção, de distintas densidades tecnológicas, com suas estruturas de apoio e 
logística, não havendo hierarquia entre os diferentes pontos de atenção à saúde
• Como exemplos, citam-se unidades de atenção primária, unidades de cuidados 
intensivos, hospitais-dia, ambulatórios de cirurgia, ambulatórios de atenção 
especializada, serviços de atenção domiciliar. Os serviços de atenção primária 
são a porta de entrada ao sistema, e coordenam o conjunto de respostas às 
necessidades em saúde da população.
• Um sistema de saúde com forte referencial na atenção primária à saúde é mais 
efetivo, é mais satisfatório para a população, tem menores custos e é mais 
equitativo – mesmo em contextos de grande iniquidade social.
Conceitos e siglas que geram confusão
• APS – atenção primária à saúde: 
“lugar” do sistema de saúde definido 
pelos serviços que oferece.
• PSF/ESF – Programa Saúde da 
Família/Estratégia Saúde da Família: 
programa de 1994 a 1998 e 
estratégia do Estado para reorientar 
a atenção primária brasileira a partir 
de 1998.
• MFC – Medicina de Família e 
Comunidade: especialidade médica.
APS: aspectos-chave
• Atenção primária à saúde (APS) é definida como “[...] atenção de primeiro 
contato, contínua, global e coordenada que se proporciona à população sem 
distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”.
• Prevenção, cuidado a pacientes crônicos e vulnerabilidade social são conceitos 
que têm afinidade com a atenção primária, mas não são seus definidores.
• Há vários instrumentos para avaliar a APS, sendo que o mais completo e mais 
utilizado no Brasil é o instrumento de Avaliação da atenção primária chamado 
PCATool
• O conceito de integralidade utilizado na APS diverge do utilizado em outros 
campos
APS: valores, princípios e atributos
Atributos nucleares da APS: acesso de 
primeiro contato
• É o princípio soberano, representa a 
porta de entrada e o primeiro contato 
do paciente com o sistema; outras 
nomenclaturas, algumas vezes 
entendidas como pejorativas, foram 
sendo usadas em parte, ou mesmo 
em substituição a este atributo, como 
“acolhimento”, “gatekeeper” ou 
“porteiro”.
Atributos nucleares da APS: coordenação 
do cuidado
• A coordenação envolve a continuidade de 
informação dentro do sistema, seja pela 
continuidade do profissional, seja via 
prontuário médico.
• Importância em três níveis
• Dentro da própria unidade
• Na relação com profissionais que 
fornecem consultoria ou acompanhamento 
de curta duração
• Na relação com especialistas focais que 
vão compartilhar o cuidado com a APS
Atributos nucleares da APS: 
longitudinalidade
• Longitudinalidade se relaciona com a 
existência de uma fonte regular de atenção 
e seu uso ao decorrer do tempo.
• A longitudinalidade, que trata do 
acompanhamento do paciente ao longo do 
tempo por profissionais da equipe de 
atenção primária em saúde (APS), é 
considerada característica central deste 
nível assistencial.
Política Nacional de Atenção 
Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política nacional que direciona os trabalhos envolvidos nos 
diversos campos da APS
1. Dos Princípios e Diretrizes Gerais da Atenção Básica
2. Das Funções na Rede de Atenção À Saúde
3. Das Responsabilidades
4. Da Infraestrutura e Funcionamento da Atenção Básica
5. Implantação e Credenciamento das Equipes de Atenção
Básica
6. Do Financiamento da Atenção Básica
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e
qualificada das pessoas, mesmo que não sejam da área de abrangência da 
unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável;
Percentual de financiamento para as eAB (30% da eSF Modalidade 2);
Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços;
Defineprazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada,
com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em
manual específico;
Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção
Básica: Agentes de Combate as
Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
• Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe
credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser
publicado em manual específico;
• Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
• Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e
Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes
Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
• Define prazo máximo de 4 meses
para a implantação da equipe
credenciada, com fluxo e critérios
para credenciamento de eAB, a
ser publicado em manual
específico;
• Inclui as Equipes de Atenção
Básica Prisional;
• Reforça a importância da
integração entre a Vigilância em
Saúde e Atenção Básica: Agentes
de Combate as Endemias (ACE) e 
Agentes Comunitários de Saúde
(ACS);
• ACS e ACE devem compor uma eAB ou uma eSF e
serem coordenados por profissionais de saúde de
nível superior realizado de forma compartilhada
entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde;
• Nas localidades em que não houver cobertura eAB
ou eSF, o ACS deve se vincular à equipe da
Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde
(EACS) e o ACE, deve ser vinculado à equipe de
vigilância em saúde do município e sua supervisão
técnica deve ser realizada por profissional com
comprovada capacidade técnica;
• Nº de ACS e ACE estabelecidos por base
critérios demográficos,populacional,
epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo
com definição local;
• Quantitativo de ACS em eSF a depender da
necessidade e perfil epidemiológico local; em
áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco
e vulnerabilidade social, recomenda-se a cobertura
de 100% da população com número máximo de
750 pessoas por ACS em eSF;
• Adiciona atribuições comuns aos ACS e ACE e
acrescenta atribuições específicas do ACE;
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Considera que em caráter excepcional e assistidos por profissional de saúde
de nível superior, membro da equipe, após treinamento especifico e o
fornecimento de equipamentos adequados, os ACS poderão realizar as
seguintes atividades:
• Aferir pressão arterial;
• Realizar a medição da glicemia capilar;
• Aferição da temperatura axilar;
• Técnicas limpas de curativo.
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Estratégia Saúde da Família
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
É componente estruturante do sistema
de saúde brasileiro tem provocado um
importante movimento com o intuito de
reordenar o modelo de atenção no
SUS.
O principal propósito da ESF é
reorganizar a prática da atenção à
saúde em novas bases e substituir o
modelo tradicional, levando a saúde
para mais perto das famílias e, com
isso, melhorar a qualidade de vida da
população.
COMPOSIÇÃO DA ESF: uma equipe multiprofissional, composta
por no mínimo:
• Médico (preferencialmente da especialidade Medicina de Família
e Comunidade);
• Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde da Família);
• Auxiliar e/ou técnico de enfermagem; e
• Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
• Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de
Saúde Bucal (cirurgião-dentista, preferencialmente especialista
em Saúde da Família e auxiliar ou técnico de saúde bucal) e os
Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
• São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de 
saúde;
• Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua
responsabilidade;
• Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta;
• Presta assistência integral, permanente e de qualidade;
• Realiza atividades de educação, promoção, prevenção e recuperação da
saúde.
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
ESF: processo de trabalho
• Definição do território de atuação e depopulação sob responsabilidade das UBS e das equipes;
• Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades
de saúde da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de
saúde segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o
planejamento e organização da agenda de trabalho compartilhado de todos os profissionais e
recomenda-se evitar a divisão de agenda segundo critérios de problemas de saúde, ciclos de vida,
sexo e patologias, dificultan- do o acesso dos usuários;
• Desenvolver ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais,
alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de
doenças e danos evitáveis;
ESF: processo de trabalho
• Realizar o acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de 
saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à 
demanda espontânea e o primeiro atendimento às urgências;
• Prover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita;
• Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de Saúde, no domicílio, em locais do território (salões
comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em outros espaços que comportem a ação planejada;
ESF: processo de trabalho
• Desenvolver açõeseducativas que possam interferir no processo de saúde-doença da
população, no desenvolvimento de autonomia, individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida
pelos usuários;
• Participar do planejamento local de saúde, assim como do monitoramento e avaliação das ações na
sua equipe, unidade e município, visando à readequação do processo de trabalho e do 
planejamento diante das necessidades, realidade, dificuldades e possibilidades analisadas;
• Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos e redes de apoio social voltados para o
desenvolvimento de uma atenção integral;
• Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social;
• Realizar atenção domiciliar destinada a usuários que possuam problemas de saúde
controlados/compensados e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma
unidade de saúde, que necessitam de cuidados
Ferramentas da ESF
• Territorialização
• Trabalho em Equipe
• Abordagem centrada na
pessoa
• Abordagem familiar
• Abordagem comunitária
• Gestão da Clínica
• Matriciamento
• Caracterizar a população;
• Identificar os problemas de saúde-
doença;
• Avaliar a situação sócio-econômica e
vulnerabilidade social;
• Vínculo;
• Mapeamento do território vivo –
elementos estáticos e dinâmicos,
barreiras funcionais e sociais;
• Planejamento de ações da equipe;
Ferramentas da ESF: territorialização
Mapa do Território:
• Área geográfica - ruas e avenidas, 
acidentes geográficos
• Espaços de interesse comunitário: áreas 
de lazer, templos religiosos, áreas de 
ocupação, associações
• Equipamentos Sociais (Centro de 
Referência de Assistência Social 
(CRAS), Centro de Assistência 
Psicossocial (CAPS), Creches...)
• Tensões no território
Ferramentas da ESF: territorialização
Atuação das equipes de saúde da família: 
Território
• Número definido de famílias
• Território Vivo
• Adscrição: 2000 a 3.500 pessoas, a 
depender da vulnerabilidade e perfil 
demográfico/epidemiológico
Ferramentas da ESF: territorialização
• O Território da ESF é dividido em áreas 
menores chamadas MICROÁREAS;
• Essa divisão segue critérios de natureza 
geográfica, demográfica e social.
• Cada MICROÁREA fica sob a 
responsabilidade sanitária de um Agente 
Comunitário de Saúde.
Ferramentas da ESF: territorialização
• É um processo concomitante e 
interdependente da territorializaçãoe da 
inserção comunitária;
• Tem objetivo de identificar as condições 
de vida, necessidades de saúde e 
acesso da comunidade, vinculando o 
usuário à ESF;
• Busca por outras informações: lideranças 
comunitárias, colaboradores na 
comunidade.
Ferramentas da ESF: adscrição da 
clientela
• Os ACS são parte integrante da equipe
mínima da ESF;
• São um elo entre as equipes de saúde e a 
comunidade, buscam e trazem informações entre
a Unidade de saúde e a população;
• Acompanham mensalmente, em domicilio todas
as famílias
• Desenvolvem de forma constante ações de
promoção da saúde.
QUANTOS AGENTES POR ESF?
➢ O número suficiente para cobrir
100% da população adscrita;
➢ Com um número máx. de 750 
pessoas por ACS.
Agente Comunitário de Saúde (ACS)
Núcleo Ampliado de Saúde 
da Família e Atenção Básica
• O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar,
ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção
Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do
conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado
número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades
relacionadas ao paradigma da Saúde da Família.
• Deve estar comprometido, também, com a promoção de
mudanças na atitude e na atuação dos profissionais da SF e
entre sua própria equipe (NASF), incluindo na atuação ações
intersetoriais e interdisciplinares, promoção, prevenção,
reabilitação da saúde e cura, além de humanização de
serviços, educação permanente, promoção da integralidade e
da organização territorial dos serviços de saúde.
NASF-AB: o que é?
• Equipe multiprofissional e interdisciplinar
• Composição conforme necessidades
• Suporte clínico, sanitário e pedagógico
• Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção
básica
• Longitudinalidade do cuidado
• Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes
• Contribuição para a integralidade do cuidado
• Discussão de casos
NASF: características
• Equipe multiprofissional e interdisciplinar
• Composição conforme necessidades
• Suporte clínico, sanitário e pedagógico
• Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção
básica
• Longitudinalidade do cuidado
• Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes
• Contribuição para a integralidade do cuidado
• Discussão de casos
NASF: características
• Interconsulta
• Construção conjunta de projetos terapêuticos
• Educação permanente
• Intervenções no território e na saúde de grupos populacionais de
todos os ciclos de vida
• Ações de prevenção e promoção da saúde
• Discussão do processo de trabalho das equipes, dentre outros.
NASF: características
• O apoio matricial será formado por um conjunto de profissionais que não têm, necessariamente,
relação direta e cotidiana com o usuário, mas cujas tarefas serão de prestar apoio às equipes de
referência (equipes de SF). Assim, se a equipe de referência é composta por um conjunto de
profissionais considerados essenciais na condução de problemas de saúde dos clientes, eles
deverão acionar uma rede assistencial necessária a cada caso.
• o Nasf está inserido na rede de serviços dentro da APS assim como as equipes de SF, ou seja, ele
faz parte da APS.
• O apoio matricial apresenta as dimensões de suporte: assistencial e técnico-pe- dagógico. A
dimensão assistencial é aquela que vai produzir ação clínica direta com os usuários, e a ação
técnico-pedagógica vai produzir ação de apoio educativo com e para a equipe. Essas duas
dimensões podem e devem se misturar nos diversos momentos.
NASF: matriciamento
Modalidades No. de equipes vinculadas Carga horária*
NASF 1 5 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 200 horas semanais; 
cada ocupação deve ter no 
máximo 80 horas semanais.
NASF 2 3 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 120 horas semanais; 
cada ocupação deve ter no 
máximo 40 horas semanais.
NASF 3 1 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 80 horas semanais; cada
ocupação deve ter no máximo 40
horas semanais.
*Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas.
NASF: modalidades
Profissionais do NASF
•Assistente Social
•Professional/Professor Educação Física
•Farmacêutico
•Fisioterapeuta
•Fonoaudiólogo
•Nutricionista
•Psicólogo
•Terapeuta Ocupacional
•Médico Veterinário
•Professor com Formação em Arte e 
Educação
•Médico Pediatra
•Médico Acupunturista
•Médico Ginecologista/Obstetra
•Médico Homeopata
•Médico Psiquiatra
•Médico Geriatra
•Médico Internista (Clínica
Médica)
•Médico do Trabalho
•Profissional Sanitarista
Programa Mais Médicos Para 
o Brasil
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
O PMMB atua em três frentes principais: 
1. provimento imediato de profissionais
médicos
2. melhorias estruturais para a APS
3. mudanças conceituais filosófica na 
construção do currículo do curso 
médico paralelamente ao aumento 
do numero de vagas e de cursos de
medicina.
Eixos do PMMB
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos: eixo de 
formação
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
PMMB: Supervisão Acadêmica
• Uma das especificidades do
programa, dentro da proposta de
promover educação permanente, é
por meio da figura do Supervisor
Acadêmico, realizado por um
colega médico, em geral, ligado a
acompanhamento mensal de
uma universidade, que faz
um
grupo 
para
de médicos do 
dar suporte
programa, 
técnico,
acompanhar o seu desempenho
clínico, o processo de trabalho, a
relação com a equipe e com a
comunidade.
PMMB: Supervisão Acadêmica
O momento de supervisão pode ocorrer a
qualquer momento, por meios de
comunicação diversa, para fortalecer o
vínculo entre o supervisor e o supervisionado,
de maneira que esse processo seja
singularizado em todos os aspectos que
possam influenciar no desempenho do
profissional participante do programa.
Para a realização das atividades de Supervisão Acadêmica são previstos momentos próprios, que
se caracterizam enquanto espaços de Educação Permanente, encontro de educação
permanente para qualificação da supervisão acadêmica, encontro de supervisão locorregional,
supervisão periódica in loco.
A Supervisão Acadêmica, tem como
objetivos:
• Fortalecimento da educação permanente
em saúde,
• integração ensino-serviço,
• Fortalecimento da atenção básica;
• Fortalecimento formação de
profissionais
nas redes de atenção à saúde.
PMMB: Supervisão Acadêmica
Supervisão Acadêmica
• O supervisor é sua referencia profossional e 
pessoal dentro do programa;
• Estará ao seu lado para dar suporte
nos diversos assuntos da rotina do
servico:
• Dúvidas clínicas
• Processo de trabalho
• Organizaçã da agenda
• Horário de estudos
Conte com seu SUPERVISOR! Ele é seu colega.
• “O resultado mais significativo do Mais Médicos foi levar acesso à saúde para a população,
especialmente em populações vivendo em situação de vulnerabilidade. Isso é outorgar o direito
à saúde previsto na Constituição brasileira”,
• “O programa mostrou que é possível levar médicos para todos os lugares do país. Permitiu ainda
que os profissionais brasileiros, principalmente os mais jovens, perdessem o medo de ir para o
interior. Além disso, a chegada de médicos de 47 nacionalidades, com outros modos de atuar e
outra formação, promoveu um debate sobre a formação de médicos no Brasil”
Programa Mais Médicos – 5 anos
Programa Mais Médicos – 5 anos
Bibliografia
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série
E. Legislação em Saúde)
• BRASIL. Ministério da Saúde. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
(Cadernos de Atenção Básica, n. 39)
• Tratado de medicina de família e comunidade : princípios, formação e prática [recurso eletrônico] / 
Organizadores, Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes, Lêda Chaves Dias; [coordenação editorial:
Lêda Chaves Dias]. – 2. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019.
• Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013.Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis no 8.745, de 9 de 
dezembro de 1993, e no 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências [Internet]. 2013 [citado 03 Fev 
2016]. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/cci vil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm
O TRABALHO EM EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL NA APS
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
Roteiro da aula
• O trabalho em equipe.
• Conceitos relacionados ao desenvolvimento do trabalho em equipe.
• Equipe Multiprofissional de Saúde.
• O trabalho em Equipe Multiprofissional.
• Reunião de Equipe.
• Discussão de casos clínicos na equipe.
• Avanços no trabalho em equipe.
O TRABALHO EM EQUIPE NA APS
• O trabalho em equipe contribui para a obtenção de impactos sobre os
diferentes fatores que interferem no processo saúde-doença.
• A ação multiprofissional pressupõe a possibilidade da prática de um
profissional se reconstruir na prática do outro, ambos sendo
transformados para a intervenção na realidade em que estão
inseridos.
Link para o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo
CONCEITOS
• Equipe: um grupo de pessoas com habilidades complementares,
comprometidas umas com as outras e por um objetivo e projeto
comum.
• Equipe multiprofissional: aquela que não é centrada em uma única
especialidade.
CONCEITOS
• MulHdisciplinaridade: associação ou justaposição de disciplinas que
abordam um mesmo objeHvo a parHr de disHntos pontos de vista.
• Interdisciplinaridade: busca a superação das fronteiras disciplinares,
estabelecendo um consenso. Troca entre as disciplinas com
integração dos instrumentos, métodos e esquemas conceituais.
CONCEITOS
• Transdisciplinaridade: Princípio teórico que busca uma
intercomunicação entre as disciplinas, tratando efetivamente de um
tema comum (transversal). Ou seja, na transdisciplinaridade não
existem fronteiras entre as disciplinas.
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE
• Equipe Multiprofissional de Saúde: é composta por diferentes
profissionais, de diferentes áreas da saúde, que trabalham juntos para
oferecer um atendimento completo e personalizado aos pacientes.
• Cada um desses profissionais possui conhecimentos e habilidades
específicas que complementam o trabalho dos demais.
O TRABALHO EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
• Construção de um projeto comum
• Articulação das ações
• Interação comunicativa entre os agentes
• Superação do isolamento dos saberes
• Flexibilidade dos diferentes saberes
• Maior autonomia e criatividade dos agentes e integração entre disciplinas
REUNIÃO DE EQUIPE
• Planejar um espeço na agenda para reunião de equipe
• Organizar uma pauta para a reunião (pode ser construída durante a
semana anterior)
• Todos devem ter espaço de fala: fazer circular a palavra
• Deve ser um espaço para valorizar o saber de todos
• A reunião de equipe é planejada?
REUNIÃO DE EQUIPE - PLANEJAMENTO
• Objetivo
• Participantes
• Local, data, hora
• Duração estimada
• Material necessário
• Agenda
• Pautas
REUNIÃO DE EQUIPE - CONDUÇÃO
• Produzir ata da reunião e realizar a leitura da ata da reunião anterior.
• Estimular a participação de todos.
• Gerenciar o tempo.
• Tomar decisões.
• Atribuir responsabilidades e apontar pendências.
• Fazer resumo e confirmar se todos compreenderam as combinações.
REUNIÃO DE EQUIPE - ACOMPANHAMENTO
• Acompanhar se as combinações estão sendo cumpridas.
• Construção de pautas de forma coletiva ao longo da semana anterior
(quadro/caderno da equipe).
REUNIÃO DE EQUIPE – O QUE FAZER
• Informes – breve.
• Monitoramento de indicadores (desconstrução da visão de que metas
e resultados são externos à equipe).
• Discussão de casos complexos.
• DiscuHr sobre o monitoramento dos casos existentes.
• Planejamento das visitas domiciliares.
REUNIÃO DE EQUIPE – O QUE FAZER
• Avaliação do processo de trabalho.
• Discussão sobre o papel dos profissionais, incluindo NASF.
• Pactuar encaminhamentos e responsabilidades.
• Educação Permanente da equipe.
REUNIÃO DE EQUIPE – CUIDADO
• Reuniões não planejadas e mal conduzidas podem gerar:
• Perda de credibilidade.
• Transmissões de mensagem erradas.
• Perda de tempo dos envolvidos.
• Desmotivação e improdutividade da equipe.
DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS NA EQUIPE
• Casos difíceis que necessitam de múltiplos olhares para tomada de
decisão e acompanhamento da equipe.
• Fio condutor para a troca de saberes e construção conjunta de um
plano terapêutico comum.
DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS NA EQUIPE
• A discussão de caso em equipe promove: contribuição dos diversos
componentes da equipe a parHr de diferentes olhares.
• Conhecimento e responsabilização de todos os membros da equipe
pelos casos discuHdos.
AVANÇOS NO TRABALHO EM EQUIPE
• Pensar a Educação Permanente da Equipe a partir das necessidades
identificadas pela própria equipe.
• Responsabilidade de todos os membros da equipe na realização da
educação permanente.
AVANÇOS NO TRABALHO EM EQUIPE
• Avançar na comunicação, no compartilhamento e na interação
• Entender os conflitos como propulsores da mudança e como parte do
cotidiano do trabalho.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• PEDUZZI, M et al. Trabalho em equipe na perspectiva da gerência de
serviços de saúde: instrumentos para a construção da prática
interprofissional. Physis Revista de Saúde Coletiva, v21, n2, Rio de Janeiro,
2011. p.629-646.
• BRASIL. Estratégia Saúde da Família. Disponível em:
<https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-
família>
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-fam%C3%ADlia
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-fam%C3%ADlia
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• JUSTANIMATE. Egghunt. Paul Yan. Youtube, 10 de outubro de 2006.
Disponível em: <hcps://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo>.
• PAULA, RA. Relação MulHprofissional do Trabalho em Equipe na
Atenção Básica de Saúde. Curso de Especialização em Atenção Básica
em Saúde da Família. UFMG. 2007.
https://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
O TERRITÓRIO E SUAS 
CONDICIONALIDADES
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DA AULA
• Conhecendo o território.
• Território Vivo.
• Territórios na APS.
• Territorialização.
• Mapa Inteligente.
• O Território e o Ambiente.
CONHECENDO O TERRITÓRIO
• Imagine-se na seguinte situação: você está se apresentando a sua nova
equipe de saúde e a sua nova comunidade.
• Nesse momento o que é importante que você saiba desse território no
qual você acaba de chegar e pelo qual terá, junto com sua equipe de
saúde, responsabilidade sanitária?
• Veja as imagens a seguir e imagine que você pode estar em qualquer um
desses lugares...
COMEÇANDO A CONHECER MEU TERRITÓRIO
• Quem são as pessoas desse lugar?
• De que elas vivem?
• Como elas vivem?
• Como as famílias se organizam?
• Quem são os líderes dessa Comunidade?
COMEÇANDO A CONHECER MEU TERRITÓRIO
• Quais os locais utilizados para esporte e lazer?
• Quais os traços culturais e religiosos?
• Quais as condicionantes de saneamento e de descarte de lixo?
• Quais os riscos?
• Como é o meio ambiente?
TERRITÓRIO VIVO
• O território apresenta muito mais do que uma extensão geométrica
quando aplicado aos sistemas e serviços de saúde.
• O território tem um perfil demográfico, epidemiológico,
administrativo, tecnológico, político, social e cultural que o caracteriza
e se expressa num território em permanente construção.
(MONKEN e BARCELLOS, 2005)
TERRITÓRIO NA APS
• No território da APS as práticas de saúde avançam para a integração
das ações de atenção, promoção, prevenção e recuperação, de forma
que as intervenções sobre os problemas sejam também sobre as
condições de vida das populações.
(MENDES, 1993)
TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOS
TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOSManaus é a capital do Amazonas.
Tem 5 Distritos Sanitários de Saúde:
DISA Leste
DISA Norte
DISA Oeste
DISA Sul
DISA Rural
TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOS
Natal é a capital do Rio Grande do Norte.
Tem 5 Distritos Sanitários de Saúde:
Distrito Norte 1
Distrito Norte 2
Distrito Sul
Distrito Leste
Distrito Oeste
TERRITÓRIO ÁREA E TERRITÓRIO MICRO ÁREA
Exemplo de uma área de 
abrangência de uma 
Unidade Básica de Saúde 
com 2 Micro áreas 
nomeadas de “46” e “48”
TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA
TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA
TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA
TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA
TERRITORIALIZAÇÃO
• Ferramenta metodológica que possibilita o reconhecimento das
condições de vida e da situação de saúde da população de uma área
de abrangência.
TERRITORIALIZAÇÃO
• É o reconhecimento e o esquadrinhamento do território segundo a
lógica das relações entre condições de vida, ambiente e acesso às
ações e serviços de saúde (Teixeira et al, 1998).
TERRITORIALIZAÇÃO
• Na organização do processo de trabalho, a territorialização representa
o caminho para fazer o reconhecimento do território vivo com vistas à
organização do processo de trabalho.
TERRITORIALIZAÇÃO - OBJETIVOS
• Conhecer como as pessoas vivem e adoecem e quais são os
determinantes de saúde neste território.
• Compreender as necessidades e potencialidades reais.
• Servir como elemento de planejamento e construção de um modelo
adequado à realidade local.
TERRITORIALIZAÇÃO - OBJETIVOS
• Gerar vínculo com a equipe e a comunidade, bem como incentivar a
participação popular.
• Identificar vulnerabilidades, populações expostas e problemas
prioritários para as intervenções da Equipe de Saúde.
TERRITORIALIZAÇÃO
• Relações entre Instituições e atores sociais atuantes no território
sanitário
TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR
• A territorialização é um ato que deve ser planejado e executado pelo
médico e sua equipe, em consonância e com o apoio da gestão do
município, por vários motivos, entre eles:
TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR
• O território de uma área de abrangência de uma Unidade de Saúde
tem limites geográficos que só o gestor municipal e sua equipe têm
competência para determinar.
• Por isso, é importante a presença de um representante da equipe de
gestão no processo de planejamento da territorialização.
TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR
• Pode acontecer de aquele território já ter sofrido processo de
territorialização e construção de “mapas vivos” anteriormente e esses
produtos podem ser reaproveitados.
• Devemos lembrar que as unidades que estamos chegando tem uma
história de trabalho e de ações e intervenções de saúde anteriores
que devem e podem ser aproveitados por todos os novos médicos.
TERRITORIALIZAÇÃO
• Base para a organização das práticas e para o planejamento em saúde:
• Resgatar a história do lugar (cultural, social, econômica) com os
atores sociais do local.
• Resgatar com a gestão local, mapas anteriores e apoio de outras
secretarias.
• Colher dados escritos e guardados com os ACS.
TERRITORIALIZAÇÃO
• Base para a organização das práticas e para o planejamento em saúde:
• Ir em campo para definir a delimitação do território geográfico (ruas,
vilas), identificando elementos geográficos (rios, morros, lagoas).
• Identificar Residentes Referência (lideranças, grupos sociais).
• Levantar indicadores de saúde (demanda da equipe: e-SUS AB,
PMAQ, RELATÓRIOS).
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
1. História e identidade territorial
• Origens do território
2. Comunidade Humana
• Origens, características demográficas, distribuição no sócio
espaço, segmentos e subgrupos, cultura, escolaridade.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
2. Comunidade Humana
• Organização social e política: sujeitos coletivos, processos de
mobilização, lideranças, associações e grupos.
• Qualidade e Condições de vida: moradias, espaços públicos,
alternativas de lazer.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
2. Comunidade Humana
• Indicadores de saúde (morbimortalidade, saneamento básico,
etc.).
3. O “ambiente”: ecossistema(s) e paisagens modificados
• Onde está situada a unidade.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
3. O “ambiente”: ecossistema(s) e paisagens modificados
• Número de famílias/pessoas atendidas.
• Saneamento básico (águas superficiais e profundas, drenagem).
• Relações da comunidade com os serviços ambientais (uso do solo
e mobilidade).
• Formas de deslocamento e vias de transporte.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
4. Políticas públicas e projetos comunitários
• Como as políticas de educação, saúde, trabalho, cultura e lazer,
entre outras, estão acontecendo no território.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
5. Processos de produção no território (e os fluxos que o perpassam)
• Atividades econômicas (lícita e ilícitas) que ocorrem no território e
em seu entorno, tendo em vista a relevância de seus impactos
sobre a saúde da população e dos ecossistemas.
TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM 
CONTEMPLADOS
6. Os conflitos sócio ambientais e a percepção da comunidade
• Possíveis problemas e conflitos de poder, de uso e ocupação do
solo, culturais, étnicos, ambientais etc (todos da maior relevância
para a saúde).
TERRITORIALIZAÇÃO - MÉTODO E TÉCNICA DE 
COLETA DE DADOS
• Fichas do E-sus.
• Entrevista a moradores antigos, lideranças comunitárias, a Agentes
Comunitárias(os) de Saúde, a profissionais de saúde da Unidade Básica de
Saúde.
• Fontes de dados secundários IBGE, DATASUS, Secretaria Municipal de
Saúde.
• Diário de campo.
MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER?
• MAPEAMENTO: aplicação do processo cartográfico sobre uma
coleção de dados ou informações, com vistas à obtenção de uma
representação gráfica da realidade perceptível, comunicada a partir
da associação de símbolos e outros recursos gráficos.
MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER?
• ESQUADRINHAMENTO : definição dos limites geográficos/políticos.
• PLOTAGEM: colocação da representação física no mapa, seja a
unidade de saúde, seja o equipamento social, etc.
• Você pode utilizar o Google Earth (https://www.google.com.br/earth/
download/gep/agree.html) ou mesmo utilizar uma cartolina grande.
https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html
https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html
MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER?
• O importante é que consiga representar sua área de abrangência
dividida em Microáreas, com o maior detalhamento possível, por ruas
e casas. Lembrando sempre que nossa área de maior interesse é a
família e as pessoas que lá estão, não é mesmo?
• Essas famílias se relacionam com seus vizinhos (a rua), seu bairro (a
micro área) e tudo que lá existe, sejam potencialidades e fragilidades.
MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER?
• Esse diagnóstico é fundamental para enriquecimento da nossa
capacidade de intervenção no processo saúde doença no território.
RISCO RELATIVO
Cobertura das Unidades Básicas da Saúde da Família em Manaus
z
z
z e
c
=x̂
Alta renda
Baixa renda
Fonte: CNES - 04/03/2013.
POPULAÇÃO/QUARTEIRÃO
TERRITORIALIZAÇÃO
A IMPORTÂNCIA DA BASE TERRITORIAL PARA 
COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE DOENÇA
• Caracterizar a população.
• Identificar os problemas de saúde doença.
• Avaliar a situação socioeconômica e vulnerabilidade social.
• Vínculo.
A IMPORTÂNCIA DA BASE TERRITORIAL PARA 
COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE DOENÇA
• Mapeamento do território vivo - elementos estáticos e dinâmicos,
barreiras funcionais e sociais.
• Planejamento de ações da equipe.
A TERRITORIALIZAÇÃO É O FILME DE QUEM É A COMUNIDADE. A PARTIR 
DAÍ CABE A EQUIPE, SENTAR COM OS DADOS, REFLETIR, DISCUTIR E 
PLANEJAR AS MELHORES AÇÕES PARA A SUA COMUNIDADE!
• Há várias ferramentas para se fazer o PES e o médico e a equipe deve
adotá-las no processo de trabalho o quanto antes.
O TERRITÓRIO E O AMBIENTE• Qual a responsabilidade da APS?
• “O processo de territorialização realizado pelas equipes de saúde da
família auxilia na identificação dos riscos ambientais a que a
comunidade está exposta, de forma que a aproximação entre esses
serviços amplia e qualifica o diagnostico de risco ambiental e propicia
mais efetividade no planejamento das ações de controle ambiental”
(Vidor A.C., 2012)
O TERRITÓRIO E O AMBIENTE
• Exemplos de indicadores que podem ser associados às doenças relacionadas ao saneamento
ambiental inadequado (DRSAI):
• Indicador de Pobreza;
• Taxa de crescimento populacional;
• Taxa de urbanização;
• Renda familiar per capita;
• Coleta de esgoto sanitário;
• Tratamento de esgoto;
• Saneamento inadequado;
• Coleta de lixo;
• Inundações ou enchentes;
• Qualidade da água;
• Água encanada;
• Tratamento de água;
• Coleta de lixo;
• Taxa de mortalidade infantil;
• Internações por doença diarreica aguda.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM de nº 2.436 de 21 de setembro de 2017.
Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para
a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível
em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM de nº 2.488 de 21 de outubro de 2011. Aprova
a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas
para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o
Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/ bvs saudelegis gm /2011/prt2488_21_10_2011.html>.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• Borges C, Taveira VR. Territorialização. In: Gusso G, Lopes JM. (Org). Tratado de
Medicina e Família e Comunidade: Princípios, formação e prática. Porto Alegre:
Artmed, 2012.
• Vidor AC. Vigilância em Saúde. In: Gusso G, Lopes JM. (Org). Tratado de Medicina
e Família e Comunidade: Princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed,
2012.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de
Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Saúde ambiental: Guia
Básico para Construção de Indicadores. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
Acolhimento e Acesso 
Avançado
Nilson Massakazu Ando
Frederico Germano Lopes Cavalcante
OBJETIVOS DA AULA
• Compreender o conceito Acolhimento
• Compreender o conceito de Acesso Avançado.
• Compreender a diferença entre acesso e acessibilidade e a Atenção Primária à Saúde (UBS)
enquanto porta de entrada.
• Compreender o conceito ampliado de acolhimento enquanto prática humanizadora do cuidado.
• Compreender o conceito de escuta qualificada, estratégias de execução e quais profissionais
estão aptos a fazê-la.
• Compreender como implantar o acesso avançado em uma UBS e quais as vantagens de se
trabalhar com o mesmo.
• Compreender como se fazer a gestão de uma agenda.
• Compreender a diferença entre demanda espontânea e programada e como trabalhar de forma
a contemplar as duas demandas da melhor forma.
➢Acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização 
(PNH), que não tem local nem hora certa para acontecer, nem um 
profissional específico para fazê-lo
➢O acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário 
em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no 
processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela 
resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes. 
compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que
procuram os serviços de saúde. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/167acolhimento.html
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/167acolhimento.html
Acolhimento -
OBJETIVOS
➢ Ampliar o acesso;
➢ Buscar a integralidade da atenção;
➢ Reorganizar o serviço a partir das necessidades, riscos e vulnerabilidade 
dos usuários;
➢ Redefinir relações;
➢ Reavivar conhecimentos ampliando a visão de análise e atuação sobre os 
problemas de saúde;
➢ Qualificação e humanização da assistência;
➢ Reconhecer o usuário como sujeito no seu processo saúde-doença.
Para que serve o
acolhimento?
• É uma forma de ampliação e facilitação do acesso.
• Facilita a continuidade e redefinição dos projetos terapêuticos dos 
usuários.
• Pode servir como um dispositivo de reorganização do processo de 
trabalho em equipe.
Acolhimento x Triagem
“O acolhimento na porta de entrada só ganha sentido se entendemos como uma
passagem para o acolhimento nos processos de produção de saúde.”
ACOLHIMENTO
-Objetivo: inclusão 
sob a ótica do vínculo 
e da vulnerabilidade
-Programação X 
Imprevisto.
“quem precisa ser 
atendido?”
TRIAGEM
- Objetivo : exclusão
“quem não vou 
atender?”
“quem não deveria 
estar aqui?”
ACOLHIMENTO
“Encontro complexo” entre dois ou mais SUJEITOS
Sujeito Usuário
Co-produção de compromissos singulares a partir de 
necessidades, de interesses e de direitos de cada um desse 
sujeitos.
Sujeito 
Profissional de 
Saúde
“É UMA FORMA DE ATENDER A TODOS QUE PROCURAM OS 
SERVIÇOS ROMPENDO COM A LÓGICA DA EXCLUSÃO.”
“
ESCUTAR 
ANALISAR
A DEMANDA
RESPONSABILIZAR-SE 
E DIVIDIR 
RESPONSABILIDADE
DAR RESPOSTAS 
AO USUÁRIO E 
SUA REDE SOCIAL
OUVIR 
PEDIDOS
Dimensões do Acolhimento
COMO POSTURA
• Prevenir,
• Cuidar,
• Proteger,
• Tratar,
• Recuperar,
• Promover
COMO TÉCNICA
• Avaliar riscos e 
vulnerabilidade.
• Construir
respostas
positivas.
• Usuário como 
sujeito ativo e 
participante da 
própria saúde
REORIENTADOR DO 
SERVIÇO
• Avaliação das 
demandas e 
construção coletiva
do fluxo dos serviços
ACOLHER PRESSUPÕE ESCUTARESCUTAR
Desafios
➢ Ampliar o acesso:
Sem sobrecarga para as equipes 
Sem prejudicar a qualidade das
ações
➢ Superar a prática profissional centrada na 
dimensão biológica e centrada no 
profissional.
➢ Formular formas de adaptação a 
vulnerabilidade local
➢ Responsabilização de toda a unidade.
Importante Lembrar...
• Um aspecto dos Serviços de Saúde mais valorizado pela população e que 
mais gera insatisfação quando não está ocorrendo de forma adequada é:
↓
O ACESSO
➢ Amplitude de horário;
➢ Ausência de atraso de nomeação;
➢ Ausência de atraso na chegada à UBS.
O Acesso e o Primeiro
Contato
“O princípio do primeiro contato refere-se ao fato de ser o ponto de
entrada mais fácil e próximo do usuário para os serviços de um sistema
de saúde, portanto, a acessibilidade advoga por um local de
atendimento próximo e que não prejudique ou atrase o diagnóstico e
as intervenções necessárias para se resolver um determinado problema
de saúde.”
Brasil. MS. Esteche FF. Módulo: Acolhimento
à demanda espontânea e à demanda
programada. Unidade I – Acolhimento.
Acesso e
Acessibilidade
• Para Donabedian (2003), acesso e acessibilidade a ações e serviços de
saúde têm significados semelhantes. Dizem respeito à capacidade de
obtenção de cuidados de saúde, quando necessário, de modo fácil
e conveniente.
• Acessibilidade ou acesso aparecem como um dos aspectos da oferta
de serviços relativos à capacidade de produzir serviços e de
responder às necessidades de saúde de uma determinada população.
Albuquerque et al. Acessibilidade aos serviços de saúde: uma análise a partir 
dos serviços da AB em Pernambuco. Saúde e Debate. 2014.
Acesso e
Acessibilidade
• A acessibilidade tem duas dimensões:
• Geográfica: refere-se à distância e ao tempo de locomoção dos usuários 
para chegar aos serviços, incluindo os custos da viagem, dentre outros.
• Sócio-organizacional: diz respeito a todas as características da oferta que 
podem facilitar ou dificultar a capacidade das pessoas no uso dos serviços.
Acesso e
Acessibilidade
• Na dimensão sócio organizacional de acessibilidade, Donabedian
(2003) evidencia a importância da adequação dos profissionais de
saúde e dos recursos tecnológicos utilizados frente às
necessidades dos usuários.
• Assim, não basta a existênciados serviços, mas o seu uso tanto 
no início como na continuidade do cuidado. Ou seja, os serviços 
precisam ser oportunos, contínuos, atender à demanda real e ser 
capazes de assegurar o acesso a outros níveis de atenção.
Albuquerque et al. Acessibilidade aos serviços de saúde: uma análise a partir 
dos serviços da AB em Pernambuco. Saúde e Debate. 2014.
E o que é o Acesso 
Avançado?
• É um modelo de acesso facilitado, em que a pessoa vinculada àquela 
equipe consegue um atendimento quando precisa, no horário mais 
adequado e com a forma de agendamento mais confortável;
• Mais conhecido como “Faça o trabalho de hoje, hoje!”
• Geralmente a agenda tem 65-75% das vagas para o mesmo dia com 
grande capacidade de oferta de consultas.
• Nesse modelo há diminuição do tempo de espera e do absenteísmo 
muito comum em marcações a longo prazo.
E isso é possível a partir da reorganização do processo de 
trabalho, de pequenos rearranjos nos fluxos da unidade, nas 
formas de agendamento e no enfrentamento de alguns
desafios:
• Abrir mão de uma agenda fragmentada em função de grupos por patologias ou faixas etárias 
(dias específicos para gestantes, crianças, hipertensos ou diabéticos).
• Evitar pré-agendamentos prolongados, pois pode gerar um desperdício de tempo
• Envolver todos os profissionais disponíveis para oferecer os melhores recursos de acordo com as 
necessidades da população de sua área.
• A equipe precisa estar mais voltada para as necessidades da população, com uma agenda mais
adequada à procura diária das pessoas (ter diagnósticos de demandas atualizados);
• Definir quanto tempo será necessário para uma consulta pré-agendada, considerando que esta se 
dará para no máximo uma semana e ir diminuindo esse tempo até conseguir chegar “Faça o
trabalho de hoje, hoje!”!
Cuidados para uma equipe que pretende
adotar o acesso avançado
• 1º: O acesso avançado anda junto com o acolhimento e a escuta
qualificada. A escuta qualificada preferencialmente é feita pelo
profissional da enfermagem, porém pode ser feita pelo próprio
médico ou cirurgião dentista da equipe.
• Por isso, um dos pressupostos, se isso ainda não acontece, para
melhorar o acesso na unidade de saúde, é o maior envolvimento do
enfermeiro no cuidado das pessoas da sua área. Dessa forma, é
importante que cada enfermeiro tenha seu próprio consultório e
que esse seja próximo ao do médico de sua equipe. Essa disposição
dos consultórios facilita o entendimento da vinculação para a equipe
e para a população e também agiliza as interconsultas entre médicos
e enfermeiros.
Cuidados para uma equipe que pretende
adotar o acesso avançado
• 2º: Fluxo do atendimento – ESCUTA RÁPIDA
• Caso o usuário venha para um serviço específico (vacinação, farmácia, coleta
de exame, etc) , ali mesmo ele deve ser direcionado para que já haja
resolutividade sem necessidade de passar por nenhuma outra etapa.
• A pessoa passa pela recepção apenas para identificar qual a sua equipe e já é
agendada/encaminhada para ser atendida pelos profissionais de referência.
• A recepção (escuta rápida), nesse modelo, poderá fazer perguntas breves
para identificar a necessidade imediata ou não de consulta.
• Caso tenha necessidade de consulta, nesse momento retira-se o prontuário
(se ainda for físico) e direciona a pessoa que procura atendimento no dia para
a sua própria equipe (auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos) no
caso do usuário estar procurando por consulta nesse dia.
Escutar significa, num primeiro momento, acolher toda
queixa ou relato do usuário mesmo quando possa parecer não
interessar diretamente para o diagnóstico e tratamento. Mais
do que isto, é preciso ajudá-lo a reconstruir (e respeitar) os
motivos que ocasionaram o seu adoecimento e as correlações
que o usuário estabelece entre o que sente e a vida – as
relações com seus convivas e desafetos.
Importante por exemplo perguntar por que ele acredita que
adoeceu e como ele se sente quando tem este ou aquele
sintoma.
Quanto mais a doença for compreendida e correlacionada com
a vida, menos chance haverá de se tornar um problema
somente do serviço de saúde, mas sim, também, do sujeito
doente.
ESCUTA 
QUALIFICADA
• A equipe define quem ficará responsável por fazer a escuta
qualificada.
• Nela, o profissional de nível superior já conseguirá resolver grande 
parte das demandas que chegam para a equipe. E aquelas que são 
necessárias realmente de serem vistas pelo médico, são direcionadas
pelo médico no mesmo dia.
• A ambiência, o fluxo favorável e estudado para cada unidade e 
situação, reuniões de equipe periódicas para revisão de protocolos e 
de situações conflituosas e principalmente a vontade de fazer dar 
certo é a receita para que o ACOLHIMENTO COM ACESSO AVANÇADO
seja implantado com sucesso.
Agenda Compartilhada e
Acesso Avançado
27
A AGENDA
➢As agendas tem um papel fundamental nas atividades das unidades,
permitindo um acesso pautado na equidade e universalidade;
➢Devem garantir esse acesso e a qualidade da atenção em saúde a toda a
população;
➢Deve ser construída a partir de um diagnóstico situacional da realidade
social e epidemiológica da comunidade, associado à análise dos riscos e
vulnerabilidades desse território e levantamento de problemas;
A AGENDA
• O tipo de agenda vai depender do tipo de processo de trabalho e de 
acesso que está funcionando na unidade.
• Mas alguns princípios são básicos:
• Deve sempre ser dialogada e socializada entre todos da equipe;
• Qualquer mudança (férias, afastamento, mudança de horário, etc) 
deve ser informada, principalmente para àqueles que ficam na 
recepção (escuta rápida);
• Assim, se a equipe está em ACESSO AVANÇADO 100% na agenda não 
haverá “consulta agendada” e assim por diante.
AGENDA
Cuidado
Agendado
Cuidado 
Continuado
Atividades 
EducativasReuniões 
de 
Equipe
Visita 
Domiciliar
Demanda
Imediata
Tempo 
para 
escrever...
EXEMPLO DAS 
ATIVIDADES DE UMA 
AGENDA
Como viabilizar o acolhimento à demanda
espontânea?
• Toda a equipe é responsável pelo acolhimento.
• Identificar casos de maior risco e vulnerabilidade e facilitar o
acesso dos usuários a uma avaliação mais rápida pelo
profissional mais adequado (escuta qualificada).
• Fluxos de transferência / encaminhamento dos usuários que 
necessitam de outros recursos assistenciais.
• Discutir critérios de risco e organizar a agenda dos profissionais 
de modo a contemplar a agenda programada e casos agudos.
• Diálogo com os usuários.
Perguntas que podem ajudar a equipe na 
implantação do acolhimento:
• Existe acolhimento na unidade? Quem são os responsáveis? Como é 
feito? Como podemos melhorar?
• Como é organizado o fluxo dos usuários na unidade?
• Quais as principais dúvidas e necessidades dos usuários?
• Quais os problemas e conflitos enfrentados pelos profissionais no que 
diz respeito ao acolhimento?
• Quais as tentativas de solução desses problemas?
Referências
• Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 1. 1. ed.; 1. reimpr.
Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
• Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 2. 1. ed.; 1. reimpr. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
• Esteche FF. Acolhimento à demanda espontânea e programada. Programa de Educação Permanente em Saúde da Família –
PEPSUS. Acesso em 02 de fev 2019. Disponível em https://avasus.ufrn.br/
• Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento nas práticas de produção da saúde(Série B. Textos Básicos de Saúde). 2. ed. 5. 
reimp. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010.
• Wolmann A et al. Novas possibilidades de organizar o Acesso e a Agenda na Atenção Primária à Saúde. Prefeitura 
Municipal de Curitiba, 2014. Acesso em 02 de fev 2019. Disponível em 
http://arquivos.leonardof.med.br/SaudeCuritiba_CartilhaAcessoAvancado_2014-06-05.pdf
• Murray M, Tantau C. Same-Day Appointments: Exploding the Access Paradigm. Fam Pract Manag. 2000 Sep;7(8):45-50.Acesso em 02 de fev 2019. Disponível em https://www.aafp.org/fpm/2000/0900/p45.html.
https://avasus.ufrn.br/
http://arquivos.leonardof.med.br/SaudeCuritiba_CartilhaAcessoAvancado_2014-06-05.pdf
https://www.aafp.org/fpm/2000/0900/p45.html
ABORDAGENS NA PESSOA, NA 
FAMÍLIA E VISITA DOMICILIAR
Nilson Massakazu Ando
Frederico Germano Lopes Cavalcante
Roteiro da aula
1. Método Clínico Centrado na	Pessoa (MCCP)
2. Tipologias	familiares e	 ferramentas de	
abordagem	 familiar: Ciclo	de vida familiar,	
Genograma,	Ecomapa,	APGAR	familiar, FIRO	e
PRACTICE
3. Visita domiciliar
Método Clínico
Centrado na
Pessoa (MCCP)
• Vídeo-aula: Método Clinico Centrado na Pessoa - MSP0672
• Prof. Dr. Gustavo Gusso (FMUSP)
• Duração:	26 minutos
• Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HXuiRefleM8
Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
https://www.youtube.com/watch?v=HXuiRefleM8
Aplicação do Método Clínico Centrado na 
Pessoa (MCCP)
• Vídeo: IPES e PSOs: Método Clínico Centrado na Pessoa
• Programa de Residência Médica em Medicina de Família e	
Comunidade, SMS-RJ -2016
• Duração: 6 minutos
• Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=17-SNbKtKZc
https://www.youtube.com/watch?v=17-SNbKtKZc
Aplicação do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
•Reflita se há diferença entre as	duas	abordagens	
clínicas?
•Há diferença no tempo de duração dessas consultas?
•Qual abordagem gera melhor resultado na	saúde	da	
pessoa?
Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)
• Vídeo: Começou	uma família…Responsamuitabilidade!
• Produção: Tecendo prosa
• Duração: 2 minutos
• Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8-eSBSVr3Ls
Abordagem familiar
https://www.youtube.com/watch?v=8-eSBSVr3Ls
Abordagem familiar
• Conceitos de família
“A família é um modelo universal para o	viver. Ela é unidade de	
crescimento; de experiência; de sucesso e fracasso; ela é	também a	
unidade da saúde e da doença.” Natan	W. Ackerman
“A família é o conjunto de	pessoas, ligadas por laços de parentesco,	
dependência doméstica ou normas de	convivência, que residem na	
mesma unidade domiciliar. Inclui empregado (a) doméstico (a) que	
reside no domicílio, pensionista e agregados.” Ministério da Saúde, Brasil (2001)
Tipos de	arranjos familiares
1. Família nuclear bigeracional (pais e filhos);
2. Família	extensiva (três ou quatro gerações);
3. Família unitária	(uma só pessoa, ex.: viúva sem filhos);
4. Família adotiva temporária;
5. Família adotiva bi-racial / multicultural;
6. Casal residindo separadamente;
7. Família monoparental (filho/s com pai ou mãe);
8. Família homossexual (com	ou sem filho/s);
9. Família reconstituída (remarried/step families);
10. Família institucional (instituto com função de criar e desenvolver afetivamente a	
criança/adolescente);
11. Famílias com	constituição funcional (pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com	forte	
compromisso mútuo).
Abordagem familiar
Ferramentas de abordagem familiar
1. Ciclos de vida
2. Genograma
3. Ecomapa
4. APGAR familiar
5. FIRO
6. PRACTICE
Abordagem familiar
Ciclos de vida
FASE DO CICLO DE VIDA
1. Saindo de casa: jovens solteiros
2. O novo casal
3. Família com filhos pequenos
4. Famílias com filhos adolescentes
5. Lançando os filhos e seguindo em frente
6. Famílias no estágio tardio: a velhice
FASE DO CICLO DE VIDA
(Popular)
Família composta por jovem 
adulto
Família com filhos pequenos
Família no estágio tardio
Abordagem familiar
Estágios do ciclo de vida familiar de classe média
Estágios do ciclo de vida familiar de classe média
Abordagem familiar
Ciclos de vida
MLS (quatro anos) vem à UBS queixando-se de diarreia e vômitos há
dois dias. Ela está acompanhada de sua irmã de 10 anos. Seu pai (29
anos) está acamado há dois anos, devido a bala perdida que o acertou
na coluna lombo-sacra quando vendia bebidas informalmente na rua.
Sua mãe (30 anos) está trabalhando como doméstica e lavandeira para
manter financeiramente a família. O outro irmão, de dois anos, ficou em
casa, aguardando as irmãs mais velhas retornarem da UBS.
Em qual(is)	estágio(s) do ciclo de vida está a família de MLS?
Ciclo de vida da família de classe popular
1. Família composta por jovem 
adulto
• Adolescente precisa sair de 
casa para trabalhar 
precocemente
• Tornam-se adultos “sozinhos”
• Processo pode começar por 
volta dos 10 anos de idade
2. Família com filhos pequenos
• Etapa de grande acúmulo de 
papéis
• Inclui tarefas do novo casal e 
da família com filhos 
pequenos: novo sistema 
conjugal, papéis paternos e 
maternos
• Acúmulo de gerações
• Relações menos duradouras
• Reestruturações frequentes 
devido a novos 
relacionamentos
3. Família no estágio tardio de 
vida
• Idosos continuam sustentando 
família
• Inexistência do “ninho vazio”
• Homens e mulheres tornam-
se avós mais cedo, ainda com 
capacidade reprodutiva
• Acúmulo de gerações no 
mesmo ambiente 
Exercício 1
Explique como geralmente se caracteriza o ciclo de vida da família da	
classe popular
Exercício 1
Explique como geralmente se caracteriza o ciclo de vida da família da	
classe popular
Abordagens na pessoa, na família e visita domiciliar
Abordagem familiar - Genograma
Conceito:
O genograma é uma ferramenta	
da abordagem familiar que nos	
ajuda	a	demonstrar	esquematica	e	
dinamicamente problemas	
biomédicos, genéticos,	
comportamentais	e	sociais	que	
envolvem a família estudada.
Avalia 5 domínios familiares:
1. O modo de comunicação;
2. As relações;
3. As doenças;
4. Os problemas familiares	e
5. As experiências traumáticas.
Abordagem familiar - Genograma
Aplicação:
A aplicação	do genograma à clínica	
na APS permite visualizar o	processo	
de adoecer, facilita o	plano	
terapêutico e permite à	família uma	
melhor compreensão sobre o	
desenvolvimento de suas patologias.
Exercício 2
Observe a figura a seguir:
Sobre	as	relações	familiares	
representadas nesse genograma,	é	
correto afirmar que:
A) Ricardo	tem	uma	relação	
conflituosa com Júlio.
B) João	tem	uma	relação	de	
proximidade com Ricardo.
C) Maria	tem	uma	relação	de	
distanciamento com Vera.
D) João	tem	uma	relação	de	muita	
proximidade com Ana.
Abordagem familiar 
Ecomapa
• Demonstra as	relações entre	os membros de	uma família e	a	
comunidade e ajuda a avaliar os apoios e suportes disponíveis e	
sua	utilização pela	família.
• Uma família que	tem poucas conexões com	a comunidade e	
entre	seus membros necessita maior investimento da equipe	
para melhorar seu bem estar.
Informações contidas no ecomapa:
1. a vizinhança (área física);
2.serviços da comunidade (médicos, saúde mental, toxico-dependência,	
violência doméstica, conselhos);
3.grupos sociais (igrejas; grupos cívicos: comissão de	pais, de bairro;	
grupos de convívio, ONG);
4. educação;
5. relações pessoais significativas (amigos, vizinhos, família mais afastada);
6. trabalho;
7. outras (específicas da família e	da área em que	habita).
Informações contidas no ecomapa:
- membros da	família e suas idades no centro	do	círculo
- utiliza símbolos do	genograma
- círculos externos mostram os contatos da	família com membros	
da comunidade ou com	pessoas	e grupos significativos
- linhas indicam o tipo de conexão
Abordagem familiar
Informações contidas no ecomapa:
• linhas contínuas: ligações fortes, relações sólidas
• ------------ linhas tracejadas:	ligações frágeis, relações tênues
• // linhas com barras ou talhadas: aspectos estressantes,	
relações conflituosas
• →←↔ setas: fluxo de	energia e/ou recursos
• Ausência de linhas: ausência de	conexão
Abordagem familiar - Ecomapa
Abordagem familiar - APGAR familiar
• Adaptation (Adaptação),
• Partneship (Participação),
• Growth (Crescimento),
• Affection (Afeição)	e
• Resolve (Resolução).
O APGAR familiar é um questionário	
composto por cinco	perguntas, que	
pretende quantificar a percepção	
que o doente tem do	
funcionamento familiar, bemcomo	
esclarecer	o	tipo	de	
relação/integração	que	ele	tem	com	
os membros da família.
Abordagem familiar - FIRO (Orientações 
Fundamentais nas Relações Interpessoais)
O	FIRO é	utilizado para compreender as	mudanças no ciclo de vida familiar,
avaliar as alterações conjugais ou familiares, patologias graves e pacientes
terminais. As relações familiares se inserem em três dimensões: inclusão,
controle	e intimidade, ou seja, a família pode ser estudada quanto	às suas	
relações de poder, comunicação e afeto.
Aplicações do FIRO
• Idoso deprimido após a perda do cônjuge
• Transtorno de humor emmulher perimenopáusica
• Adulto começa a	beber após aposentar-se por	invalidez
• Casal	queixa-se	de	que	seu	filho	está	incontrolável	com	a	chegada	de	um	novo	
irmão
• Casal	queixa-se que a intimidade	e as	relações	sexuais já não são satisfatórias
Abordagem familiar - PRACTICE
.
Exercício 3
Na prática do médico de família, a	da abordagem familiar contribui	
para o	plano de prevenção, de investigação clínica e de	tratamento de	
casos simples e complexos. O instrumento de abordagem familiar que	
identifica todos os sistemas envolvidos e relacionados com a pessoa,	
com a	família em questão e com o	meio	onde vivem é denominado:
A) Apgar da	família.
B) Genograma.
C) Ciclo vital.
D) Ecomapa.
Visita domiciliar
•Vídeo:	Agente	Comunitário	de	
Saúde.
•Duração: 4 minutos
• Fonte:	Diário de um Posto de Saúde:
https://www.youtube.com/watch?v=lc_qUXTIj7Q&t=1s
https://www.youtube.com/watch?v=lc_qUXTIj7Q&t=1s
A Atenção Domiciliar proporciona ao	
paciente um cuidado ligado diretamente aos	
aspectos referentes à estrutura familiar, à	
infraestrutura do domicílio e à	estrutura	
oferecida pelos serviços para esse tipo de	
assistência. Assim, evita-se hospitalizações	
desnecessárias, diminui o	risco de	infecções	
e	a	superlotação de serviços de	urgência e	
emergência, melhora a	gestão dos leitos	
hospitalares e o	uso dos recursos.
Visita domiciliar – Atenção Domiciliar
A Política Nacional de Atenção Domiciliar (PNAD):
=> definiu três níveis de atenção domiciliar (AD1, AD2 e AD3), sendo o	
primeiro nível (AD1) de responsabilidade das equipes de Atenção	
Primária à	Saúde (APS);
Þ valorizou a APS como âmbito privilegiado assistencial e responsável	
pela maior parte dos cuidados em AD no Brasil.
Þ reforçou a visita domiciliar (VD) como ação ímpar para o	
conhecimento do contexto da pessoa mediante observação ativa,	
abordagem familiar e reconhecimento dos determinantes sociais	
atuantes.
Visita domiciliar – Atenção Domiciliar
• O (a) Sr.(a) sabia que esse serviço de atenção domiciliar é	do SUS?	
SIM: 83,98% e NÃO: 15,86%
• Além do atendimento pela Equipe de Atenção Domiciliar, o	(a)	Sr.(a) e	
sua família são acompanhados por uma Equipe de	Saúde da	Família	
SIM: 53,00% e NÃO: 46,11%
• Após a alta do Melhor em Casa houve necessidade de continuidade	
de tratamento pela equipe da	Unidade Básica	de Saúde?
NÃO, NÃO HOUVE NECESSIDADE: 40,99% ; SIM, NA UBS: 36,52% ;	
SIM, NO DOMICÍLIO:74% ; SIM, MAS NÃO TEVE ACESSO: 9,65%
• Fonte: DOGES/SGEP/MS (2017)
Visita domiciliar – Atenção Domiciliar
Visita domiciliar – Atenção Domiciliar
Referências bibliográficas
• McWHINNEY, Ian R; FREEMAN, Thomas R. Manual de Medicina de Família e 
Comunidade de McWHINNEY. 4 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2017, 536 p.2.
• STEWART, Moira et al. Medicina Centrada na Pessoa: transformando o método 
clínico. 3 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2017, 416 p.3. 
• GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC, DIAS, Lêda C, organizadores. Tratado de 
Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: 
ARTMED, 2019,2388p.
• DUNCAN BB; SCHMIDT MI; GIUGLIANI ERJ; DUNCAN MS; GIUGLIANI C, 
organizadores. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em 
Evidências. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.5. 
• STARFIELD, Barbara. Atenção Primária, equilíbrio entre necessidades de saúde, 
serviços-tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002. 726p. 
[disponível na Internet: 
http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001308/130805por.p df]
SAÚDE DE POPULAÇÕES 
ESPECÍFICAS E POLÍTICAS DE 
EQUIDADE
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DE AULA
• Princípio da equidade.
• Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.
• Política Nacional de Atenção à Saúde da População de Rua.
• Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais.
• Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e
das Águas.
• Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de
Liberdade no Sistema Prisional.
• Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
• Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.
O que é saúde?
“[...] a resultante das condições de alimentação, habitação, educação,
renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade,
acesso a posse da terra e acesso a serviços de saúde. É assim, antes de
tudo, o resultado das formas de organização social da produção, as
quais pode gerar grandes desigualdades nos níveis de vida [...]”
(8ª Conferência Nacional de Saúde)
Princípio da Equidade
• O Estado deve tratar "desigualmente os desiguais", concentrando
seus esforços e investimentos em zonas territoriais com piores índices
e déficits na prestação do serviço público.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE 
INTEGRAL DA POPULAÇÃO 
NEGRA
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• Raça: categoria essa que foi histórica e culturalmente construída e
que é constituída de pessoas que são, efetiva ou potencialmente,
vítimas de desvantagens sociais por efeitos de preconceito e
discriminação relativos a origem étnica ou as marcas visíveis de que
são portadoras a cor ou outras características físicas superficiais
(fenótipo).
(FIGUEROA, 2004)
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• A identidade racial, que tem íntima relação com a influência da
raça/cor na construção da personalidade e dos relacionamentos
sociais, é um dos fatores a ser levado em conta no sentido de
prevenir doenças de modificação dos fatores do meio ambiente que
impedem ações equânimes em saúde.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• Racismo: “sistema de relação social que apregoa uma práxis política
de exclusão do diferente, visando manter uma ordem dominante. E o
que mantém simbolicamente essa práxis é medo da perda do poder,
mesmo que esse poder seja micro ou pontual. Dessa forma, o racismo
é um poder excludente”
(SANTOS, 2001)
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• Racismo Institucional: “(...) o fracasso coletivo de uma organização em
prover um serviço profissional e adequado às pessoas com certos
marcadores grupais de cor, cultura, origem étnica ou regional, o que
caracteriza esse tipo de racismo é que ele extrapola as relações
interpessoais e ocorre à revelia das boas intenções individuais, implicando
o comprometimento dos resultados de planos e metas de instituições,
gestões administrativas e de governo.”
(PCRI, 2005)
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• 53,6% da população brasileira se autodeclara negra (PNAD, 2014).
• Do total de 1.583 mortes maternas em 2012, 60% eram de mulheres
negras e 34% de brancas.
• Em 2012, a taxa específica (por 100 mil hab.) de homicídios de jovens
negros foi três vezes maior que a referida taxa de jovens brancos.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• Dos 39.123 óbitos infantis notificados em 2012, 45% foram de crianças negras e
41% de brancas; esta diferença é maior entre as mortes que ocorrem na primeira
semana de vida, sendo que 47% são de crianças negras e 38% de brancas.
• De 2000 para 2012, a taxa de mortalidade pela doença falciforme dobrou no país,
sendo praticamente influenciada pelas tendências das cor/raças pretas e pardas.
• Em 2012, as maiores taxas de mortalidade por diabetes ocorreramna população
negra (pretas e pardas).
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
MARCOS LEGAIS
• 2003 - Criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (SEPPIR).
• 2004 - Criação do Comitê Técnico de Saúde da População Negra
(CTSPN).
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
MARCOS LEGAIS
• 2005 - Publicação da Portaria GM/MS 1391, que institui Política
Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doença Falciforme.
• 2006 - Aprovação da PNSIPN no Conselho Nacional de Saúde.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
MARCOS LEGAIS
• 2009 - Portaria 992/2009, que instituiu a PNSIPN.
• 2010 - Dia Nacional de Saúde da População Negra: 27 de Outubro.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
• Objetivo:
Promover a saúde integral da população negra, reconhecendo raça,
racismo e racismo institucional como determinantes sociais das
condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA 
POPULAÇÃO NEGRA 
DESAFIOS NO CUIDADO DA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA:
• Abordagem integral
• Cuidado com equidade
• Reconhecimento das vulnerabilidades
• Combate ao Racismo
• Garantir a abordagem multidisciplinar e intersetorial
POLÍTICA NACIONAL DE 
ATENÇÃO À SAÚDE DA 
POPULAÇÃO DE RUA
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DA POPULAÇÃO DE RUA
• Considera-se população em situação de rua:
“O grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza
extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência
de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as
áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma
temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para
pernoite temporário ou como moradia provisória.
(Parágrafo Único, Art. 1º. Decreto nº 7.053/2009)
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DA POPULAÇÃO DE RUA
MARCOS LEGAIS
• Política Nacional de Saúde da População em Situação de Rua – Decreto
7.053/2009 (Casa Civil/PR).
• Comitê Técnico de Saúde - Portaria 3.305/2009.
• Portarias MS 122 e 123 de 2011/2012 - Institui as Equipes de Consultório
na Rua (e-CnaR).
• Portaria MS 940/2011 - direito ao atendimento, mesmo sem endereço fixo.
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DA POPULAÇÃO DE RUA
• É um dispositivo criado para produzir respostas as necessidades da
população em situação de rua, garantindo a integralidade do cuidado
e a universalidade de acesso ao SUS. Entendendo que população em
situação de rua é um grupo heterogêneo que habita logradouros
públicos, áreas degradadas e ocasionalmente utiliza abrigos e
albergues para pernoitar.
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DA POPULAÇÃO DE RUA
DESAFIOS NO CUIDADO DA SAÚDE DA PESSOA EM SITUAÇÃO DE RUA:
• Preconceito.
• Situação de vulnerabilidade.
• Uso abusivo de álcool e outras drogas (Redução de Danos).
• Higiene e Alimentação. 
• Doenças predominantes: IST, Tuberculose,
• Adesão ao Tratamento.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE 
INTEGRAL DE LÉSBICAS, GAYS, 
BISSEXUAIS, TRAVESTIS E 
TRANSEXUAIS
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Definições:
• Sexo Biológico: conformação anátomo-fisiológica dos sistema geniturinário.
• Gênero: conjunto de características sociocomportamentais que incidem sobre
corpos sexuados.
• Orientação Sexual: expressão do desejo sexual e afetivo.
• Identidade de Gênero: auto identificação relativa à um gênero (masculino ou
feminino).
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Panorama de Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais:
• Cerca de 40% das mulheres não revelam sua orientação sexual.
• Das mulheres que revelam, 28% referem maior rapidez no
atendimento e 17% dizem não ter exames que consideram
importantes solicitados.
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Panorama de Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais:
• Cobertura de Rastreamento para Câncer de Colo de Útero cai de
89,7% entre mulheres heterossexuais para 66,7% em mulheres
lésbicas e bissexuais.
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Violência Homofóbica no Brasil:
• O II Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil 2012, registrou 3.084
denúncias de 9.982 violações relacionadas à população LGBT, envolvendo
4.851 vítimas e 4.784 suspeitos.
• 60% eram contra homens gays.
• 62% dos agressores foram identificados como alguém próximo da vítima
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
MARCOS LEGAIS
• 2008 - Publicada a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, 
Bissexuais, Travestis e Transexuais.
• 2008 - Primeiro port aria de regulamentação do Processo Transexualizador no 
SUS.
• 2011 - Instituição da Cirurgia de Transgenitalização no SUS
• 2013 - Ampliaçã o dos servi ç os ambulatoriais do Processo Transexualizador
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Objetivo Geral:
• Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional,
bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a
consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo.
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Desafios no cuidado em saúde da População LGBT
• Violência contra essa população.
• Acolhimento não qualificado para atender às 
especificidades.
• Legislação deficitária em medidas de proteção.
Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, 
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Desafios no cuidado em saúde da População LGBT
• Demanda reprimida de população de Transexuais e Travestis nos
serviços de referência para Processo Transexualizador.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE 
INTEGRAL DAS POPULAÇÕES 
DO CAMPO, DA FLORESTA E 
DAS ÁGUAS
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
A QUEM SE DIRIGE
• Povos e comunidades que têm seus modos de vida, produção e reprodução
social relacionados predominantemente com o campo, a floresta, os
ambientes aquáticos, a agropecuária e o extrativismo, como camponeses,
agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades de quilombos,
populações que habitam ou usam reservas extrativistas, populações
ribeirinhas, populações atingidas por barragens, dentre outros.
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
ACESSO À AGUA, COLETA DE LIXO E ESGOTO
• 47,3% dos domicílios rurais possuem água canalizada em pelo menos 1 dos
cômodos, porém 18% apenas provém de uma rede de distribuição geral.
• 82% da água dos domicílios rurais provém de poços, nascentes e outras fontes.
• 37,4% dos domicílios tem escoadouro de banheiro e sanitário de forma
inadequada.
• 47,3% dos domicílios não possuem coleta de lixo e o descartam de forma
inadequada (enterram ou queimam).
IBGE, PNAD - 2011
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
MARCOS LEGAIS
• Em 2005 foi instituído o Grupo da Terra (Portaria MS/GM nº
2.460/2005) para atender às necessidades de atenção à saúde dessa
população. Objetivo: elaborar a Política Nacional de Saúde Integral
das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF).
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
MARCOS LEGAIS
• Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Redefinição do arranjo
organizacional das equipes de Saúde da Família, Equipe(s) de Saúde da Família
Ribeirinha (ESFR) e da(s) Equipe(s) de Saúde da Família Fluvial (ESFF) para os
municípios da Amazônia Legal e Pantanal Sul Mato grossense, assim como a
definição dos valores de financiamento destas equipes e de custeio dasUnidades
Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), considerando as especificidades locais.
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
MARCOS LEGAIS
• Portaria nº 2.866/2011 instituiu a política no âmbito do SUS. É um
instrumento norteador e legítimo do reconhecimento das
necessidades de saúde dessas populações.
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
MARCOS LEGAIS
• Portaria nº 2.311/2014 incluiu o termo “águas” na denominação da
PNSIPCF, que passou a ser denominada Política Nacional de Saúde
Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas
(PNSIPCFA).
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e
Águas
• Distância no Acesso.
• Monocultura, Agrotóxico e não utilização de equipamentos de
segurança.
• Frágil estrutura de Cobertura de Saúde.
Política Nacional de Saúde Integral das Populações 
do Campo, da Floresta e das Águas
Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e
Águas
• Regimes de trabalho análogo a escravidão.
• Violência no Campo.
Obs.: o Programa Mais Médicos tem sido um diferencial no acesso a
saúde dessa população.
POLÍTICA NACIONAL DE 
ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE 
DAS PESSOAS PRIVADAS DE 
LIBERDADE NO SISTEMA 
PRISIONAL
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Panorama da População Carcerária
• 715.665 pessoas privadas de liberdade
• 595.641 em unidades prisionais
• 220 mil em SP (34%)
Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Panorama da População Carcerária
• 119.359 em prisão domiciliar
• 93% homens
• 7% mulheres
Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Panorama da População Carcerária
• Vagas no sistema prisional: 302 mil.
• Cerca de 25.000 pessoas entram no sistema por ano.
• Crescimento de 235% em 14 anos.
Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
OBJETIVO GERAL:
• Garantir o acesso das pessoas privadas de liberdade no sistema
prisional ao cuidado integral no SUS.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
DIRETRIZES
1. Promoção da cidadania e inclusão das pessoas privadas de liberdade por
meio da articulação com os diversos setores de desenvolvimento social,
como educação, trabalho e segurança.
2. Atenção integral resolutiva, contínua e de qualidade às necessidades de
saúde da população privada de liberdade no sistema prisional, com ênfase
em atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
DIRETRIZES
3. Respeito à diversidade étnico racial, às limitações e às necessidades físicas
e mentais especiais, às condições econômicosociais, às práticas e concepções
culturais e religiosas, ao gênero, à orientação sexual e à identidade de
gênero.
4. Intersetorialidade para a gestão integrada e racional e para a garantia do
direito à saúde.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Perfil de Atendimento e Agravos Epidemiológicos
Emergência sanitária, com prevalência elevada de doenças transmissíveis e não transmissíveis, como:
• Tuberculose;
• HIV/AIDS;
• Hepatites;
• Sífilis;
• Dermatites;
• Hipertensão.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Desafios atuais da PNAISP
• 1. Aumentar a cobertura assistencial.
• 2. Qualificar as intervenções intersetoriais.
• 3. Informatizar os serviços, por meio da implantação do novo sistema de
informação da Atenção Básica (estratégia e SUS AB) para monitoramento e
avaliação permanente dos serviços prestados.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das 
Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
Desafios atuais da PNAISP
• 4. Ofertar processos de educação permanente e continuada para todas as
equipes de atenção básica prisional.
• 5. Qualificar a gestão das equipes em processos tripartite e intersetoriais.
• 6. Aprimorar a infraestrutura para o atendimento em saúde.
POLÍTICA NACIONAL DE 
ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS 
INDÍGENAS
Política Nacional de Atenção à Saúde dos 
Povos Indígenas
MARCOS LEGAIS
• Consvtuição do Brasil (1988), art 231: é reconhecido aos índios sua
organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos
originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam compevndo
à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
Política Nacional de Atenção à Saúde dos 
Povos Indígenas
MARCOS LEGAIS
• 1ª (1986) e 2ª (1993) Conferências Nacionais de Saúde Indígena:
espaços importantes de discussão e luta pelo direito a atenção à
saúde dos povos indígenas.
Política Nacional de Atenção à Saúde dos 
Povos Indígenas
MARCOS LEGAIS
• Lei 9.836, de 23 de setembro de 1999: foi insvtuído o Subsistema de
Atenção à Saúde Indígena e as diretrizes básicas para a implantação
de Distritos Sanitários Especiais.
Política Nacional de Atenção à Saúde dos 
Povos Indígenas
MARCOS LEGAIS
• Portaria 254 (MS), de 31 de Janeiro de 2002: Polívca Nacional de
Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (trouxe algumas diretrizes para
as ações de atenção à saúde indígena que representaram um avanço
no reconhecimento da especificidade cultural e arvculação da
biomedicina com právcas indígenas tradicionais de cura e cuidado.
Política Nacional de Atenção à Saúde dos 
Povos Indígenas
MARCOS LEGAIS
• Decreto 7.336, de 20 de outubro de 2010: insvtuiu, na estrutura do
Ministério da Saúde a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI),
transferindo a responsabilidade pela saúde indígena para esta
Secretaria.
BOLSA FAMÍLIA E BENEFÍCIO DE 
PRESTAÇÃO CONTINUADA
BeneMcios Assistenciais
• Dentro do Sistema Único de Assistência Social, podem se classificar os benefícios
assistenciais em duas categorias aqueles permanentes - federais, instituídos mediante lei
federal, a exemplo, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), criado pela Lei Federal nº
8.742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que regulamentou o art. 203, inciso
V, da Carta Política Pátria; e os benefícios eventuais federativos, criados por entes da
federação Estados, Distrito Federal e Municípios, conforme critérios e prazos definidos
pelo Conselho Nacional de Assistência Social.
BeneMcio de Prestação ConNnuada (BPC)
• O BPC, criado em 1993, é devido ao idoso de 65 anos ou mais de idade, e
ao deficiente, cuja renda familiar seja inferior a um quarto do salário
mínimo. (Art. 20 caput da LOAS).
• Esse é um benefício de assistência social, ou seja, quem está solicitando
não precisa ter contribuído com a Previdência Social, por isso ele é
chamado de benefício e não de aposentadoria, e sua ajuda equivale a um
salário mínimo.
Bolsa Família
• O Programa Bolsa Família foi instituído pela Lei nº 10.836/2004,
regulamentada pelo Decreto nº 5.209/2004 e veio como uma
necessidade de unificar as ações governamentais de transferência de
recursos do Governo Federal.
Bolsa Família
Características do Programa Bolsa Família:
• Atende a família e não a membros isolados.
• Pagamento direto à família, por cartão bancário, de preferência para a
mulher.
• A família tem autonomia no uso do recurso financeiro.
• Conjuga esforços das três esferas de governo.
Bolsa Família
Características do Programa Bolsa Família:
• Integração com programas próprios dos Estados e Municípios.
• Deve existir um compromisso/contrapartidas para a percepção dos benefícios.• Políticas de saúde e educação como condicionalidades.
• Gestão descentralizada e intersetorial.
• Fiscalização por meio da articulação com os órgãos de Controle Social.
Bolsa Família
O Programa Bolsa Família compreende a concessão de benefícios de
pagamentos mensais, portanto, de trato sucessivo, às famílias consideradas
pobres ou extremamente pobres, com requisitos para concessão e
manutenção estabelecidos em lei federal, com valor definido, de caráter
temporário, não gerando direito adquirido uma vez que devem ser revistos a
cada dois anos para avaliação da elegibilidade das famílias para o
recebimento desses benefícios.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Painel de Indicadores do SUS. Temático
Saúde da População Negra; v.7, n.10. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
p.82.
• BRASIL. 8ª Conferência Nacional de Saúde: quando o SUS ganhou forma.
2019. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-
cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma>.
http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma
http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• FIGUEROA, A. Contextualização conceitual e histórica. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA, 2004, Brasília. Caderno de
textos básicos... Brasília: Seppir, Ministério da Saúde, 2004. p.11-45.
• SANTOS, I. A. A responsabilidade da escola na eliminação do preconceito
racial: alguns caminhos. In: CAVALLEIRO, E. (Org.). Racismo e anti-racismo
na educação: repensando nossa escola. São Paulo: Selo Negro, 2001. p.
97-113.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da
População Negra: uma política para o SUS. 3.ed. Brasília: Editora do
Ministério da Saúde, 2017.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da população em situação de
rua: um direito humano. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral de
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Brasília:
Ministério da Saúde, 2013.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral das
Populações do Campo e da Floresta. Brasília: Editora do Ministério da
Saúde, 2013.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Interministerial nº 1, de 2 de
janeiro de 2014. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional
(PNAISP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_0
1_2014.html>.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos
Povos Indígenas. 2ed. Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde,
2002.
• BRASIL. Bolsa Família. Disponível em: <https://bfa.saude.gov.br/>.
• BRASIL. Benefício de Prestação Continuada (BPC). Disponível em:
<https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-
social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-
deficiencia-bpc>.
https://bfa.saude.gov.br/
https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc
https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc
https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
INTRODUÇÃO À SAÚDE 
INDÍGENA: POLÍTICA NACIONAL 
DA SAÚDE INDÍGENA
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DA AULA
• Introdução à Saúde Indígena
• Marcos Legais
• A Polí:ca Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
• Territorialização/Sociodiversidade
• Perfil Epidemiológico
• Antropologia e Atenção Diferenciada
INTRODUÇÃO À SAÚDE INDÍGENA
ÍNDIO
• Qualquer membro de uma comunidade indígena, reconhecido por ela
como tal.
COMUNIDADE INDÍGENA
• Aquela fundada em relações de parentesco ou vizinhança entre seus
membros, que mantem laços histórico-culturais com as organizações
sociais indígenas pré-colombianas.
(SESAI, 2017)
RELAÇÕES DE PARENTESCO OU VIZINHANÇA
• Relações de afinidade, filiação, parentesco ritual ou religioso, e, mais
geralmente, definem-se nos termos da concepção dos vínculos
interpessoais própria daquela comunidade.
(SESAI, 2017)
INTRODUÇÃO À SAÚDE INDÍGENA
MARCOS LEGAIS
ConsBtuição do Brasil (1988), art. 231:
• É reconhecido aos índios sua organização social, costumes, línguas crenças e
tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,
compeBndo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
1ª (1986) e 2ª (1993) Conferências Nacionais de Saúde Indígena:
• Espaços importantes de discussão e luta pelo direito a atenção à saúde dos povos
indígenas.
MARCOS LEGAIS
Lei 9 836 de 23 de setembro de 1999:
• Foi ins4tuído o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e as diretrizes básicas para a
implantação de Distritos Sanitários Especiais.
Portaria no 254 (MS), de 31 de Janeiro de 2002 - Poli4ca Nacional de Atenção à Saúde dos
Povos Indígenas (PNASPI):
• Trouxe algumas diretrizes para as ações de atenção à saúde indígena que representaram
um avanço no reconhecimento da especificidade cultural e ar4culação da biomedicina
com prá4cas indígenas tradicionais de cura e cuidado.
MARCOS LEGAIS
Decreto no 7.336, de 20 de outubro de 2010:
• InsUtuiu, na estrutura do Ministério da Saúde a Secretaria Especial de
Saúde Indígena (SESAI), transferindo a responsabilidade pela saúde
indígena para esta Secretaria.
DESTAQUES
• O Subsistema de Saúde Indígena tem como base os Distritos
Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), cujas delimitações geográficas
contemplam aspectos demográficos e etnoculturais, estando sob
responsabilidade do gestor federal.
DESTAQUES
• A estrutura do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) é composta
pelos Polos Base (PB), Casas de Saúde Indígena (CASAI) e pelas
Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), estas situadas dentro das
aldeias indígenas.
DESTAQUES
• Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) devem contar com
uma rede interiorizada de serviços de atenção básica, organizada de
forma hierarquizada e arUculada com a rede de serviços do SUS, para
garanUr a assistência de média e alta complexidade.
• O SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à
Saúde Indígena.
DESTAQUES
• A assistência à população indígena aldeada é realizada mediante a atuação
de Equipes Mul:disciplinares de Saúde Indígena (EMSI) nos moldes da
Estratégia Saúde da Família.
• As EMSI são compostas por médicos, enfermeiros, odontólogos, auxiliares
de enfermagem e Agentes Indígenas de Saúde (AIS). Outros profissionais,
de saúde ou não, podem atuar juntamente com a EMSI, de acordo com a
realidade local.
POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DOS POVOS INDÍGENAS (PNASPI)
PROPÓSITO
• GaranBr aos povos indígenas o acesso à atenção integral à saúde, de acordo com
os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, contemplando a diversidade
social, cultural, geográfica, histórica e políBca de modo a favorecer a superação
dos fatores que tornam essa população mais vulnerável aos agravos à saúde de
maior magnitude e transcendência entre os brasileiros, reconhecendo a eficácia
de sua medicina e o direito desses povos à sua cultura.
POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE 
DOS POVOS INDÍGENAS (PNASPI)TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE
• Propõe-se um modelo de atenção organizado de forma diferenciada,
tendo como base Distritos Sanitários, consUtuídos em territórios
especiais que obedecem a critérios socioculturais geográficos
históricos e políUcos, mas que, não necessariamente, correspondem à
divisão administraUva dos estados e municípios.
TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE
• Os indígenas são povos disUntos, pois possuem uma historicidade
própria e anterior à conquista da América pelos europeus, diferentes
formas de se relacionar com a sociedade nacional, outros valores e
outra visão de mundo, inclusive sobre os modos de adoecer, cuidar e
tratar as doenças.
TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE
• O Brasil tem a maior sociodiversidade do planeta pois há indígenas
em todo o território nacional, compondo 241 etnias e cerca de 180
línguas faladas (ISA, 2013).
• São desiguais sob o ponto de vista da renda, acesso à educação,
saúde, trabalho e a situação de exclusão em que se encontram.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
• Os indicadores de saúde dos povos indígenas são de 2 a 3 vezes
piores que a media nacional. O Coeficiente de Mortalidade InfanUl,
por exemplo, pode ser maior do que 100/1000 nascidos vivos em
algumas regiões e as principais causas de morte são evitáveis por
medidas de atenção primária.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
• Há ainda, um predomínio de doenças infectocontagiosas, porém com um
incremento das doenças crônico degeneraBvas, consequências de más condições
de saneamento e mudança de hábitos e do modo de vida tradicional.
• As condições higiênico sanitárias encontradas em diversas áreas indígenas, fazem
com que a diarreia apresente-se como doença endêmica, com frequentes surtos
epidêmicos e com alto impacto na mortalidade de menores de 5 anos de idade.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
• Entre as populações indígenas do Brasil a tuberculose ainda é um
agravo importante, apresentando altos índices de incidência e
podendo ser até 10 vezes maior do que a encontrada na população
não indígena.
ANTROPOLOGIA E ATENÇÃO DIFERENCIADA
• A construção de um modelo de atenção diferenciada para os povos
indígenas requer que os profissionais de saúde desenvolvam uma postura
reflexiva e antropológica nas suas intervenções em saúde. Essa postura é
necessária para que eles se mantenham abertos para ouvir e aprender
através do que o outro está comunicando sobre sua experiência de doença
e para que possam rela:vizar seu conhecimento numa tenta:va de
construir uma atenção diferenciada que respeite os conhecimentos e
prá:cas de saúde do grupo indígena.
ATENÇÃO DIFERENCIADA
• Na atenção à saúde indígena há diferentes sistemas de cura, e neles
estão inseridos outros atores, fundamentais na lida com o processo
de adoecimento, como a parteira, pajé́, rezador, raizeiro, entre outros,
definidos como especialistas tradicionais, além dos saberes e práUcas
coleUvas de autoatenção, sendo necessário o constante diálogo entre
esses diferentes conhecimentos.
ATENÇÃO DIFERENCIADA
• Assim, o diálogo intercultural, a escuta qualificada, a criação de
vínculo e a parUcipação dos indígenas como protagonistas do cuidado
à saúde são fundamentais para atuação em contextos interculturais.
1 – Alagoas/Sergipe
2 – Altamira
3 – Alto Rio Juruá
4 – Alto Rio Negro
5 – Alto Rio Purus
6 – Alto Rio Solimões
7 – Amapá e Norte do Pará
8 – Araguaia
9 – Bahia
10 – Ceará
11 – Cuiabá
12 – Guamá-TocanLns
13 – Kayapó Mato Grosso
14 – Kayapó Pará
15 – Leste Roraima
16 – Médio Rio Solimões e Afluentes
17 – Manaus
18 – Maranhão
19 – Mato Grosso do Sul
20 – Minas Gerais e Espírito Santo
21 – Médio Rio Purus
22 – Interior Sul
23 – ParinEns
24 – Pernambuco
25 – Porto Velho
26 – PoEguara
27 – Rio Tapajós
28 – Litoral Sul
29 – TocanEns
30 – Vale do javari
31 – Vilhena
32 – Xavante
33 – Xingu
34 - Yanomami
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REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Polí%ca Nacional de Atenção à
Saúde dos Povos Indígenas. 2ed. Brasília: Ministério da Saúde. Fundação
Nacional de Saúde, 2002.
• GARNELO, L; PONTES, AL (Org). Saúde Indígena: uma introdução ao tema.
Brasília: MEC-SECADI, 2012.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Saúde Indígena (SESAI).
Disponível em: <heps://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai>.
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
VIGILÂNCIA DO ÓBITO DE 
POVOS INDÍGENAS
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DE AULA
• Vigilância do Óbito
• Legislação
• Óbito por suicídio
• Códigos CID-10 de maior frequência.
VIGILÂNCIA DO ÓBITO
• A vigilância do óbito compreende-se no conceito de vigilância
epidemiológica que engloba o conhecimento dos determinantes dos
óbitos maternos, infanGs, fetais e com causa mal definida e a
proposição de medidas de prevenção e controle.
LEGISLAÇÃO
• A competência dos DSEI no que se refere à alimentação de óbitos e
nascimentos no SIM e SINASC, refere-se exclusivamente aos eventos
ocorridos em aldeias indígenas, sendo que os eventos envolvendo
indígenas, ocorridos fora destes territórios são de competência dos
gestores Estaduais e Municipais do SUS, e seus registros nestes
sistemas, estarão acessíveis aos DSEI por meio de retroalimentação.
(Portaria nº 116/2009)
LEGISLAÇÃO
• A distribuição de Declaração de Óbito (DO) para DSEI, cuja área de
abrangência extrapole os limites de uma UF, será de responsabilidade
do órgão responsável pela Coordenação Nacional do Subsistema de
Saúde Indígena no SUS, no Ministério da Saúde, mediante pactuação
com a SVS/MS.
(Portaria nº 116/2009)
LEGISLAÇÃO
• No caso de óbito natural ocorrido em aldeia indígena, com assistência
médica, a DO emi8da terá a seguinte des8nação:
• 1ª via: Distrito Sanitário Especial Indígena;
• 2ª via: representante/responsável da família do falecido, para ser u?lizada na
obtenção da Cer?dão de Óbito junto ao Cartório do Registro Civil, o qual reterá o
documento; e
• 3ª via: Unidade No?ficadora, para arquivar no prontuário do falecido.
(Portaria nº 116/2009)
ÓBITO POR SUICÍDO
• Nos casos de óbito por suicídio, como acontece nos casos de morte por causas
externas, a DO deverá ser emiKda pelo IML ou por médicos ou profissionais
invesKdos na função de perito legista eventual pela autoridade judicial ou policial
(Portaria GM/MS nº 116/2009, arKgo 19, inciso V).
• No entanto, em muitos casos, as terras indígenas localizam-se em áreas de di^cil
acesso ao IML e por questões étnico-culturais a família do(a) falecido(a) não
autoriza a autópsia.
ÓBITO POR SUICÍDIO
• Para as situações onde não houver IML ou profissionais peritos,
visando à agilidade no acesso à informação por parte do DSEI,
orienta-se que se preencha:
• Ficha Complementar de InvesKgação/NoKficação de TentaKvas e Óbitos por
Suicídio em Povos Indígenas (SESAI/MS)
• Ficha de InvesKgação de Óbito com Causa Mal Definida (IOCMD/SVS)
• Autópsia Verbal (SVS)
ÓBITO POR SUICÍDIO
• A uGlização da Ficha de InvesGgação de Óbito com Causa Mal
Definida – IOCMD/SVS visa facilitar o acesso à informação por parte
do DSEI, enquanto é finalizado o processo de invesGgação e avaliação
do óbito pelo Comitê de InvesGgação do Óbito do Estado.
FLUXO DE INFORMAÇÕES
• Uma via (primeira via, original) de cada instrumento, incluindo a via
da Autópsia Verbal, deverá ser encaminhada à sede do DSEI.
• A segunda via da Ficha de InvesGgação de Óbito por Causa Mal
Definida e a segunda via da Ficha Complementar da SESAI deverão ser
anexadas ao prontuário do paciente.
FLUXO DE INFORMAÇÕES
• As informações dos instrumentos deverão ser inseridas no módulo
demográfico do SIASI.
• A Ficha de InvesGgação de Óbito por Causa Mal Definida, bem como a
Autópsia Verbal, deverão ser encaminhadas ao Grupo Técnico Distrital
de InvesGgação de Óbito Indígena.
Fonte: SESAI (2019)
O QUE FAZER
1. Notificaçãoe Comunicação ao DIASI.
2. Respeitar o processo de luto da família.
3. Investigar o óbito, conforme o fluxo da V.O. e preenchimento da ficha 
complementar da SESAI.
4. EMSI + SM: escuta qualificada de familiares e amigos.
O QUE FAZER
5. Genograma do risco de suicídio.
6. IdenGficação de pessoas em risco.
7. PTS elaborado por SM + EMSI + família (se possível).
8. IdenGficação de pontos de suporte.
CÓDIGOS CID-10 DE MAIOR FREQUÊNCIA
• Autointoxicação: X60 a X69
• Enforcamento: X70
• Afogamento: X71
• Disparo de arma de fogo: X72 a X74
• Lesão por meio de objeto perfurocortante: X78
• Lesão por precipitação de lugar elevado: X80
CÓDIGOS CID-10 DE MAIOR FREQUÊNCIA
• Lesão por impacto de veículo a motor: X82
• Lesão por meios não especificados: X84
• As situações em que a intenção de provocar a própria morte não é clara, mas
suspeitada, também deverão ser registradas nos sistemas de informação. Este
registro é realizado pelos códigos Y10 a Y34.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Portaria nº 116, de 11 de fevereiro de 2009. Regulamenta a coleta
de dados, fluxo e periodicidade de envio das informações sobre óbitos e
nascidos vivos para os Sistemas de Informações em Saúde sob gestão da
Secretaria de Vigilância em Saúde. Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_200
9.html>
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_2009.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_2009.html
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Inves+gação/No+ficação de
Tenta+vas e Óbitos por Suicídio em Povos Indígenas. Brasília:
Ministério da Saúde, 2019.
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
REGISTROS MÉDICOS
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DE AULA
• Receituários Médicos
• Atestado Médico
• Comunicação de Acidente de Trabalho
• Declaração de óbito
• Estratégia e-SUS AB e Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC)
RECEITUÁRIOS MÉDICOS
Receita Simples:
• Validade por 30 dias
• Pode ser válido por até 6 meses de tratamento no
caso do registro na receita de uso con&nuo
Prescrição de anNmicrobianos:
• Duas vias
• Receita com validade de 10 dias.
RECEITUÁRIOS MÉDICOS
• Legislação: legível em letra clara, de forma e por extenso.
Dados essenciais:
• Cabeçalho: impresso onde se encontra o nome e endereço do profissional
ou da instituição, registro profissional e CPF (pode estar no carimbo).
• Superinscrição: nome do paciente, endereço e idade, quando pertinente. É
opcional a inscrição do símbolo “RX”, ou “uso interno” (enteral) / ”uso
externo” (parenteral).
RECEITUÁRIOS MÉDICOS
• Inscrição: nome do fármaco, forma farmacêutica e concentração.
• Subscrição: quantidade total a ser consumida (se medicamentos
controlados deve ser escrita também por extenso, entre parênteses).
• Adscrição: orientações do profissional para o paciente.
• Data e assinatura.
RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL OU C
• Validade: 30 dias em todo o território nacional.
• duas vias
• quanTdade permiTda: 05 ampolas para 
injetáveis, e quanTdade correspondente a 60 
dias de tratamento para outras formas 
farmacêuTcas.
• Máximo: 3 (três) substâncias ou 
medicamentos;
• Medicamentos: anTconvulsivantes, 
anTdepressivos, anTmicrobianos, analgésicos 
potentes (opióides).
RECEITUÁRIO DE CONTROLE AZUL OU B
• B1 (psicotrópicos): vale por 30
dias após a data da prescrição;
• B2 (psicotrópicos anorexígenos):
30 dias após prescrição; 30 dias
de tratamento;
• Apenas no Estado!
• Medicamentos: diazepam, 
clonazepam, lorazepam, etc.
RECEITUÁRIO DE CONTROLE AMARELO OU A
• Tem 30 dias de validade após a
prescrição (todo território nacional)
• Mais utilizados por especialistas
focais.
• Uso para psicotrópicos e
entorpecentes (medicamentos de
alto poder de dependência)
• Medicamentos: morfina, fentanil,
midazolam, oxicodona,
metilfenidato (ritalina),
ALGUMAS QUESTÕES IMPORTANTES
• Lembrar que, no Brasil, não é raro encontrar pacientes com dificuldade de
ler e compreender as receitas;
• Algumas unidades de saúde montam fluxos específicos em suas farmácias
(duas vias, renovação de prescrição, etc).
• A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no
processo de trabalho, visto que é um motivo muito frequente de consulta.
CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA
Capítulo III - Responsabilidade Profissional
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 11. Receitar, atestar ou emi`r laudos de forma secreta ou ilegível, sem
a devida iden`ficação de seu número de registro no Conselho Regional de
Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de
receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos.
ATESTADO MÉDICO
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo
seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo
importar em qualquer majoração de honorários.
ATESTADO MÉDICO
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em ficha
própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos
realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de
informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos
públicos da Previdência Social e da Justiça.
ATESTADO MÉDICO
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o
diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, exercício de
dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante
legal.
ATESTADO MÉDICO
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Parágrafo único: No caso da solicitação de colocação de diagnósTco,
codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu
representante legal, esta concordância deverá estar expressa no
atestado.
ATESTADO MÉDICO
• Tipos de Atestados Médico:
• 1. Atestado de Óbito (D.O)
• 2. Atestado por Doença (15 dias)
• 3. Atestado para Repouso à Gestante (120 dias)
• 4. Atestado por Acidente de Trabalho
• 5. Atestado para Fins de Interdição
• 6. Atestado de ApNdão Física
• 7. Atestado de Sanidade Física e Mental
• 8. Atestado para Amamentação
• 9. Atestado de Comparecimento
• 10. Atestado para Internações
CUIDADO COM 
ATESTADOS 
RETROATIVOS
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO
CAT
Preenchimento da CAT: Comunicação de acidente de trabalho
• Emissão pela empresa, trabalhador ou médico
• Não necessita de afastamento do trabalho
• Caráter epidemiológico, social e trabalhista
• Estabilidade de 12 meses após retorno ao trabalho
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO
CAT
• Até 15 dias à empregador
• > 15 dias à INSS
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Capítulo X - Documentos Médicos
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente ,
ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no
último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em
caso de necropsia e verificação médico legal.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Capítulo X - Documentos Médicos
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando
assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Responsabilidade ÉTca e Jurídica do Médico:
• Preencher os dados de idenTficação com base em um documento da
pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade
policial, proceder o reconhecimento do cadáver.
• Registrar os dados na DO, sempre, com letra legível e sem
abreviações ou rasuras.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
• Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras
internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um diagnóstico
por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte.
• Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes
de assinar.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
O QUE NÃOSE DEVE FAZER:
• Assinar DO em branco.
• Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a
morte.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
O QUE NÃO SE DEVE FAZER:
• Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada
cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de múltiplos órgãos.
• Cobrar pela emissão da DO.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.)
DECLARAÇÃO DE ÓBITO - EXEMPLOS
Paciente diabético, deu entrada no pronto socorro às 10h com história de
vômitos e sanguinolentos desde às 06 da manhã. Desde às 08h com tonturas
e desmaios. Ao exame físico, descorado +++/4+ e PA de 0 mmHg. A família
conta que paciente é portador de esquistossomose mansônica há 5 anos e
que 2 anos atrás esteve internado com vômitos de sangue e recebeu alta
com diagnóstico de varizes de esôfago, após exame endoscópico. Às 12h
apresentou parada cardiorrespiratória e teve óbito verificado pelo médico
plantonista, após o insucesso das manobras de reanimação.
DECLARAÇÃO DE ÓBITO - EXEMPLOS
Paciente masculino 65 anos, hipertenso há 35 anos sem tratamento regular.
Há 2 anos iniciou quadro de dispneia aos esforços. Procurou atendimento,
sendo diagnos`cado cardiopa`a hipertensiva, iniciando tratamento. Há 2
meses iniciou quadro de Insuficiência Cardíaca Conges`va, e hoje, evoluiu
com quadro de Edema Agudo de Pulmão, falecendo após 5h. Há 2 meses
também foi diagnos`cado com neoplasia de próstata.
ESTRATÉGIA e-SUS AB
• Reestruturação dos sistemas de informação do SUS em busca de um
SUS eletrônico.
• Alimentam o Sistema de informação em Saúde para a Atenção Básica
(SISAB).
ESTRATÉGIA e-SUS AB
Objetivos:
• Registros individualizados.
• Integração de informações.
• Informatização das unidades.
• Redução do retrabalho na coleta de dados.
• Aprimoramento da gestão e da coordenação do cuidado.
ESTRATÉGIA e-SUS AB
COLETA DE DADOS SIMPLIFICADA (CDS)
IMPORTANTE:
Condição importante 
para o pagamento da 
bolsa!
PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO (PEC)
PREENCHIMENTO DO PRONTUÁRIO
SOAP: Forma de Registro utilizada na APS
Características e funções do prontuário:
• Obrigação médica.
• Deve estar Legível.
• Documento do paciente.
• Sob a guarda do serviço assistencial ou do Médico.
• Proteção legal da equipe.
• Melhora do cuidado do paciente.
• Data, hora, assinatura e registro profissional.
SOAP
“Subjetivo” (S)
Nessa parte se anotam as informações recolhidas na entrevista clínica sobre o motivo da
consulta ou o problema de saúde em questão.
Inclui as impressões subjetivas do profissional de saúde e as expressadas pela pessoa que
está sendo cuidada.
Se tivermos como referencial o “método clínico centrado na pessoa” (MCCP), é nessa
seção que exploramos a “experiência da doença” ou a “experiência do problema”, vivida
pela própria pessoa, componente fundamental do MCCP.
“Objetivo” (O) Nessa parte se anotam os dados positivos (e negativos que se configurarem importantes)
do exame físico e dos exames complementares, incluindo os laboratoriais disponíveis.
SOAP
“Avaliação”(A)
Após a coleta e o registro organizado dos dados e informações subjetivas (S) e objetivas
(O), o profissional de saúde faz uma avaliação (A) mais precisa em relação ao problema,
queixa ou necessidade de saúde, definindo-o e denominando-o.
Nessa parte se poderá utilizar, se for o caso, algum sistema de classificação de problemas
clínicos, por exemplo, o CIAP.
“Plano” (P)
A parte final da nota de evolução SOAP é o plano (P) de cuidados ou condutas que serão
tomados em relação ao problema ou necessidade avaliada.
De maneira geral, podem existir quatro tipos principais de planos:
1) Planos Diagnósticos: nos quais se planejam as provas diagnósticas necessárias para
elucidação do problema, se for o caso;
2) Planos Terapêuticos: nos quais se registram as indicações terapêuticas planejadas para
a resolução ou manejo do problema da pessoa: medicamentos, dietas, mudanças de
hábitos, entre outras;
3) Planos de Seguimento: nos quais se expõem as estratégias de seguimento longitudinal
e continuado da pessoa e do problema em questão;
4) Planos de Educação em Saúde: nos quais se registram brevemente as informações e
orientações apresentadas e negociadas com a pessoa, em relação ao problema em
questão.
CASO 1
Mario Alberto, 42 anos, chega ao consultório solicitando um atestado
médico para poder receber a pensão de sua mãe, Dona Marta. Mario
informa que Dona Marta recentemente sofreu um AVC, estando, no
momento, restrita ao domicílio, apresentando dificuldades para ir até o
banco receber seu benefício.
CASO 2
Marlene, 28 anos, procura atendimento com seu filho, João Pedro de 8
anos, para solicitar um atestado médico que o autorize a realizar as
aulas de educação rsica na escola.
CASO 3
Kelly, gestante de 28 semanas, comparece a consulta de pré-natal
acompanhada do marido Joel. Ao final da consulta, Kelly solicita um
atestado médico para Joel, uma vez que ele faltou ao trabalho para
acompanhar o atendimento do pré-natal.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• MADRUGA, CMD; SOUZA, ESMS. Manual de orientações básicas para
prescrição médica. 2ed. rev. ampl. Brasília: CRM-PB/CFM, 2011.
• CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1658 de
19/12/2002. Normatiza a emissão de atestados médicos, e dá outras
providências. Disponível em:
<https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658>
https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658
https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Registrar Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. Disponível
em: <https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-
acidente-de-trabalho-cat>.
• BRASIL. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento
necessário e importante. 3 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Declaração de Óbito: manual de instruções
para preenchimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat
https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Estratégia e-SUS Atenção Primária. Disponível em:
<hvps://sisaps.saude.gov.br/esus/>.
• BRASIL. O que é Prontuário Eletrônico do Cidadão? Disponível em:
<hvps://aps.saude.gov.br/noTcia/2300>.
https://sisaps.saude.gov.br/esus/
https://aps.saude.gov.br/noticia/2300
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
Aspectos Éticos e Legais da 
Prática Médica
Nilson Massakazu Ando
Frederico Germano Lopes Cavalcante
EMENTA DA AULA
Princípios da bioética e sua aplicação	da	
APS	(aborto,	violência	contra	criança,	
mulher e idoso);
Código de ÉticaMédica;	
Lei 12.871/2013;
Estatutoda criança e do adolescente,
Estatutodo idoso;
Organização	da	prática	médica	
(conselhos, sindicatos e sociedades		
médicas);
Aspectosético-legais do trabalho		
multiprofissional;
Características do trabalho médico
• O	Brasil	contava,	em	janeiro	de	
2018, com 452.801 médicos, o
que		corresponde	à	razão	de	2,18	
médicos por mil habitantes.
• Na	mesma	data	o	número	de	
registros de médicos nos Conselhos	
Regionais de Medicina chegava a	
491.468.
• A diferença de 38.667 entre o		
número de médicos e o de registros	
refere-se às inscrições secundárias		
de profissionais registrados em	
mais de um estado da federação.
Características do trabalho médico
A média da idade do conjunto dos	
médicos em a0vidade no País é de	
45,4 anos, com desvio-padrão	
igual a 13,7. Essa média vem	
caindo ao longo do tempo,	
apontando para o juvenescimento	
da Medicina no Brasil. A tendência	
é	resultado principalmente do	
aumento	da	entrada de	novos	
médicos em função da abertura de	
mais cursos de Medicina.
Características do trabalho médico
• O	hospital	é	o	local	preferido	de	
trabalho	de	quase	80%	dos	recém-
formados,	revelou	o	estudo,	
enquanto 50% pretendem trabalhar		
em	consultório parVcular.
• O	médicogeralmente	atua	
concomitantemente em mais de
um		local ou em diferentes
empregos.
• O interesse por trabalhar em		
Unidades Básicas de Saúde e		
Estratégia	Saúde	da	Família	varia	
entre as regiões: é a preferência de	
mais	de	um	terço	dos	formados	no	
Nordeste e Norte, mas diminui	no		
Sudeste e Sul.
Características do trabalho médico
Principios da Bioética e sua aplicação na APS: 
caso clínico
Rafaela tem 13 anos, estuda na Escola Municipal do bairro e é acompanhada
pela equipe da Unidade Básica de Saúde de Mangueirão. D. Márcia, mãe de Rafaela,
tem se queixado a Drª Gabriela que sua filha está muito quieta ultimamente, não quer
se alimentar e tem notado que a mesma tem perdido peso. No dia anterior, chorando
muito, confessou à mãe que teve sua primeira relação sexual há um mês, num
momento de intimidade com seu namorado da época, a contragosto, porque o
mesmo a forçou quando ela desistiu “no meio do caminho”. D. Márcia vem a
unidade em busca de orientação de como deve agir nessa situação.
a) Descreva como a equipe deve acolher a mãe e a paciente nessa situação:
b) Quais as medidas que devem ser tomadas, clínicas e de notificação?
Principios da Bioética e sua aplicação na APS: 
caso clínico
Júlia é uma criança de 2 anos de idade que vive com sua mãe de 16 anos e
seu companheiro de 18 anos, ambos usuários de drogas e envolvidos com o tráfico
no bairro. Na última tentativa de visita de Cidinha, a ACS que acompanha a família, a
mesma identificou que Júlia estava com manchas roxas pelo corpo, em péssimo
estado de higiene e chorava muito aos pés da mãe, que no momento parecia
“transtornada” e sem paciência. Na frente de Cidinha empurrou a criança gritando
para se calar. Cidinha ao voltar para sua unidade, muito preocupada e sem saber o
que fazer, passa a situação para Drª Gabriela e para a Enfª Janaína.
Diante dos preceitos do ECA como deve agir a equipe nesse caso?
Estatuto da criança e do adolescente e Estatuto do
Idoso
Código de Ética Médica
Capítulo III - Responsabilidade Profissional
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 11. Receitar, atestar ou emi0r laudos de forma secreta ou ilegível,	
sem a devida iden0ficação de seu número de registro no Conselho	
Regional	de	Medicina da	sua	jurisdição, bem	como	assinar	em	branco	
folhas	de	receituários, atestados,	laudos	ou	quaisquer outros	
documentos médicos.
Art. 14. Pra0car ou indicar atos médicos desnecessários ou
proibidos	 pela legislação vigente no País.
Código de Ética Médica
Capítulo IV - Direitos Humanos
É VEDADO AO MÉDICO:
Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração,	
desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma	ou sob	
qualquer pretexto.
Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir
livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua
autoridade para limitá-lo.
Código de Ética Médica
Capítulo V - Relação com Pacientes e Familiares
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame	
direto	do	paciente,	salvo	em	casos	de	urgência ou	emergência e	
impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo	
imediatamente após	cessar o impedimento.
Art. 38. Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados	
profissionais.
Código de Ética Médica
Art. 42. Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre	
método contracep0vo, devendo sempre esclarecê-lo sobre indicação,	
segurança, reversibilidade e risco de cada método.
Capítulo VII - Relação entre Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 52. Desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente,	
determinados por outro médico, mesmo quando em função de chefia	
ou	de	auditoria, salvo	em	situação	de	indiscuRvel beneScio para	o	
paciente, devendo comunicar	imediatamente	o	fato	ao	médico	
responsável.
Código de Ética Médica
Art. 65. Cobrar honorários de paciente assis0do em ins0tuição que se
des0na à prestação de serviços públicos, ou receber remuneração de
paciente como complemento de salário ou de honorários.
Capítulo IX - Sigilo Profissional
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do
exercício de sua profissão, salvo por mo0vo justo, dever legal ou
consen0mento, por escrito, do paciente.
Código de Ética Médica
Parágrafo único. Permanece essa proibição:
a)Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o	paciente	
tenha falecido;
b)Quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o	
médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu	
impedimento;
c)Na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de	
revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.
Código de Ética Médica
Art.	74.	Revelar	sigilo profissional relacionado	a	paciente	menor	de	
idade,	inclusive a	seus	pais	ou	representantes legais, desde	que	o	
menor	tenha	capacidade	de	discernimento, salvo	quando a	não	
revelação	possa acarretar dano ao paciente.
Art. 75. Fazer referência a	casos clínicos iden0ficáveis, exibir pacientes	
ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de	
assuntos médicos, emmeios de comunicação	em geral, mesmo com	
autorização	do paciente.
Código de Ética Médica
Art.	76.	Revelar	informações	confidenciais ob0das	quando do	exame	
médico	de	trabalhadores, inclusive por	exigência dos	dirigentes de	
empresas ou de ins0tuições, salvo se o	silêncio puser em risco a saúde	
dos empregados ou da comunidade.
Capítulo X - Documentos Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 80. Expedir documento médico sem ter pra0cado ato profissional	
que o jus0fique, que seja tendencioso ou que não corresponda à	
verdade.
Código de Ética Médica
Capítulo X - Documentos Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 83. Atestar óbito quando não o	tenha verificado pessoalmente, ou	
quando não	tenha prestado	assistência ao	paciente,	salvo,	no	úl0mo	
caso, se o fizer como plantonista, médico subs0tuto ou	em	caso	de	
necropsia e verificação médico-legal.
Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando	
assistência, exceto quando houver indícios de morte	violenta.
Código de Ética Médica
Capítulo X - DocumentosMédicos
É VEDADO AO MÉDICO:
Art. 85. Permitir o manuseio e	o	conhecimento dos prontuários por	
pessoas	não	obrigadas ao	sigilo profissional quando sob	sua	
responsabilidade.
Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu	
representante legal quando aquele for encaminhado ou transferido	
para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta.
Código de Ética Médica
Capítulo X - Documentos Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente.
§ 1º	O	prontuário deve	conter	os	dados	clínicos	necessários para	a	boa	
condução	do	caso,	sendo preenchido, em	cada	avaliação,	em	ordem	
cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico	
no Conselho Regional de Medicina.
§ 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da ins0tuição que		
assiste o	paciente.
Código de Ética Médica
Capítulo X - Documentos Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 88. Negar, ao paciente, acesso a seu prontuário, deixar de lhe	 fornecer	
cópia	quando solicitada,	bem	como	deixar de	lhe	dar	 explicações
necessárias à sua compreensão, salvo quando ocasionarem	 riscos ao
próprio paciente ou a terceiros.
Art.	89.	Liberar	cópias	do	prontuário sob	sua	guarda, salvo	quando	
autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou	
para a sua própria defesa.
Código de Ética Médica: Transcrição de receita
médica
"O art. 37 do CEM é bastante enfático ao proibir a prescrição de 
tratamentos ou outros procedimentos sem exame direto do paciente 
(anamnese + exame físico). 
• Em casos excepcionais, por exemplo, de medicações de uso
prolongado ou anticonvulsivantes, o médico poderá prescrever como 
continuidade, ou seja, outro especialista fez uma prescrição anterior".
Código de Ética Médica
Lei 5.991/73. Capítulo VI. Do Receituário
• Art. 43. O registro do receituário e	dos	medicamentos sob regime de	
controle sanitário especialnão poderá conter rasuras, emendas ou	
irregularidades que possam prejudicar a verificação da sua	
autenticidade.
• Carimbo, não há exigência legal, mas na prática não é aceita sem	
carimbo.
Algumas questões importantes e 
frequentes nas nossas ESF...
1.Lembrar que no Brasil não vai ser raro encontrar pacientes com	
dificuldades em ler e em compreender as receitas;
2.Algumas Unidades montam	fluxos	específicos em	suas	farmácias	
(sempre em duas vias, renovação de prescrição conRnua, prescrição de	
enfermagem...);
3.A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no	
processo de	trabalho visto	que	é	um	mo0vo	muito	frequente de	
consulta;
4.Muito raramente você encontrará um farmacêu0co trabalhando na
sua Unidade de Saúde e a dispensação/acesso aos medicamentos em
muitas equipes fica prejudicada pela ausência desse profissional.
Código de Ética Médica
Capítulo III - Responsabilidade Profissional
É VEDADO AO MÉDICO:
Art.	11.	Receitar,	atestar	ou	emiVr	laudos	de	forma	
secreta ou ilegível, sem a devida idenVficação de
seu
número de registro no Conselho Regional de	
Medicina
da sua jurisdição, bem como assinar em branco	
folhas
de receituários, atestados, laudos ou quaisquer		
outros
documentos médicos.
Atestado Médico
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658/2002:
Art.	1º	O	atestado	médico	é	parte	integrante	do	ato	médico,	sendo	seu	
fornecimento direito	inalienável do paciente, não	podendo importar em qualquer	
majoração de honorários.
Art.	2º	Ao	fornecer	o	atestado,	deverá	o	médico	registrar	em	ficha	própria	e/ou	
prontuário médico os dados dos exames e tratamentos realizados, de maneira que	
possa	atender	às	pesquisas	de	informações	dos	médicos	peritos	das	empresas	ou	
dos órgãos públicos da Previdência Social e da Jus[ça.
Art.	5º	Os	médicos	somente	podem	fornecer	atestados	com	o	diagnós[co	
codificado ou não	quando por justa causa, exercício de dever legal, solicitação do	
próprio paciente ou de seu representante legal.
Parágrafo único No caso da solicitação de colocação de diagnós[co, codificado
ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu representante legal, esta
concordância deverá estar expressa no atestado.
Atestado Médico
• Tipos de Atestados
1.Atestado de Óbito (D.O)
2.Atestado por Doença (15 dias)
3.Atestado para Repouso à Gestante (120 dias)
4.Atestado por Acidente de Trabalho
5.Atestado para Fins de Interdição
6.Atestado de Aptidão Física
7.Atestado de Sanidade Física	e Mental
8.Atestado para	Amamentação
9.Atestado de Comparecimento
10.Atestado para Internações
CUIDADO	COM	
ATESTADOS RETROATIVOS!!!
DECLARAÇÃO DE ÓBITO
Situação clínica
Sílvia é médica do PMM na cidade de Currais Lindos. Durante seu 
descanso no fim de semana (estava fora da cidade) a secretária 
municipal de Currais Lindos entra em contato com a mesma porque S. 
Severino, 98 anos, paciente acompanhado pela equipe de Dra. Sílvia e 
por ela há mais de 2 anos, morreu em casa (sua filha o encontrou sem 
vida ao amanhecer). A secretária de saúde exige que a médica emita a 
DO de qualquer jeito porque não existe outro médico acessível naquele 
momento. 
Se você fosse Drª Sílvia, como agiria frente a essa situação.
p
O médico tem responsabilidade 
ética e jurídica pelo 
preenchimento e pela
assinatura da DO, assim como
pelas informações registradas
em todos os campos deste 
documento. Deve, portanto,
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/ 
df/2015/agosto/14/Declaracao-de-Obito-
WEB.pdf
revisar o documento antes de 
assiná-lo.
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/
Tipos de óbito
• Causa Natural: doença ou condição
• Causa Externa / Morte não natural:
• Violência ou suspeita de violência;
• Homicídio;
• Acidente.
Quem deve emitir: causa natural
Quem deve emitir: causa externa
Declaração de Óbito (D.O)
Capítulo X - Documentos Médicos
É VEDADO AOMÉDICO:
Art. 83. Atestar óbito quando não o	tenha verificado pessoalmente, ou	
quando não	tenha prestado assistência ao	paciente,	salvo,	no	úl0mo	
caso, se o fizer como plantonista, médico subs0tuto ou em caso de	
necropsia e verificação médico-legal.
Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao	qual vinha prestando	
assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta.
Declaração de Óbito (D.O)
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico (O MÉDICO DEVE):
1.Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa
falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade policial, proceder o
reconhecimento do cadáver.
2.Registrar os dados na DO, sempre, com letra legível e sem abreviações ou
rasuras.
3.Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais,	
anotando,	preferencialmente,	apenas	um	diagnóstico	por	linha	e	o	tempo	
aproximado entre o início	da doença e a morte.
4.Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes de assinar.
Declaração de Óbito (D.O)
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico	
O QUE NÃO SE DEVE FAZER:
1.Assinar DO em	branco.
2.Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte.
3.Utilizar	termos	vagos	para	o	registro	das	causas	de	morte	como	parada	cardíaca,	
parada cardio-respiratória ou falência de múltiplos órgãos.
4.Cobrar pela emissão da DO.
Quando emitir
• 1. Em todos os óbitos (naturais ou violentos).
• 2.	Quando a criança nascer viva e morrer logo após o nascimento,	
independentemente da duração da gestação, do peso do recém-
nascido e do tempo que tenha permanecido vivo.
• 3.	No	óbito fetal, se a gestação teve duração igual ou superior a 20	
semanas, ou o	feto com peso igual ou superior a 500 gramas, ou	
estatura igual ou superior a 25 cenRmetros.
Quando não emitir
Óbito fetal, com gestação de menos de 20 semanas, ou peso menor	
que 500 gramas (ABORTO), ou estatura menor que 25 cenRmetros.
Óbito, quando declarar ?
foi causa
natural?
sim
Causa Externa: 
encaminhar ao 
IML
foi assistido?
não
a causa está bem 
definida?
simsim
não não
médico assistente 
ou substituto 
fornece
Serviço de Verificação de Óbito
Regulamentação Específica - PMMB
Os médicos do ProgramaMais Médicos são regulamentados	
por	legislação	específica	(Lei	12.871,	de	22	de	outubro	de	
2013)
Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013
Art. 16. O médico intercambista exercerá a Medicina exclusivamente no âmbito das	
a[vidades	de	ensino,	pesquisa	e	extensão	do	Projeto	Mais	Médicos	para	o	Brasil,	
dispensada,	para	tal	fim,	nos	3	(três)	primeiros	anos	de	par[cipação,	a	revalidação	
de	seu	diploma nos	termos	do	§ 2o	do	art.	48	da	Lei	no	9.394,	de	20	de	dezembro	
de 1996.
•§ 2º	A	par[cipação	do	médico	intercambista	no	Projeto	Mais	Médicos	para	o	
Brasil,	atestada	pela	coordenação	do	Projeto,	é condição	necessária	e	suficiente	
para	o	exercício	da	Medicina	no	âmbito	do	Projeto	Mais	Médicos	para	o	Brasil,	não	
sendo aplicável o art. 17 da Lei no 3.268,	de 30 de setembro de 1957.
Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013
•§ 3º OMinistério da Saúdeemi[ránúmero de registro único para cada médico	
intercambista par[cipante	do	Projeto	Mais	Médicos	para	o	Brasil	e	a	respec[va	
carteira	de	iden[ficação,	que	o	habilitará	para	o	exercício	da	Medicina	nos	termos	
do § 2o.
•§ 4º	A	coordenação	do	Projeto	comunicará	ao	Conselho	Regional	de	Medicina	
(CRM)	que	jurisdicionar	na	área	de	atuação	a	relação	de	médicos	intercambistas	
par[cipantes	do	Projeto	Mais	Médicos	para	o	Brasil	e	os	respec[vos	números	de	
registro único.
•§ 5º O médico intercambista estará sujeito à fiscalização pelo CRM.
Organização da Profissão
Organizações:
•Conselhos;
•Sindicatos;
•Associações:
As sociedades de especialistas	
As associações médicas
Aspectos ético legais da prática 
multiproUssional
• O trabalho em equipe é um dos pilares do trabalho na ESF e na APS dia.
Não existe um código de ética multiprofissional e invariavelmente ocorre
conflitos pelas diferentes visões de cada profissão e de cada profissional
diante de dilemas éticos
Dalla MDB, Lopes JMC. Ética na Atenção Primária à Saúde. In Tratadode medicina de Família eComunidade, 2012
• Características do trabalho em equipe: cooperação, colaboração e divisão
de responsabilidades.
• No trabalho em equipe, os resultados obtidos são maiores do que a soma
dos resultados individuais, aumentando a eficácia e a eficiência do
atendimento prestado à população.
Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalhomultiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de
trabalho. Interface (Botucatu) 2013
Aspectos ético legais da prática 
multiproUssional
"Então, um trabalho de equipe é você fazer as suas a0vidades, mas
estar sempre consultando e interagindo com os outros profissionais
para o bem-estar da comunidade, da população". (den0sta)
"Para	trabalhar	em	equipe é	necessário ter	um	obje0vo	comum,	estar	
disposto a	fazer	sua	parte	bem-feita em	prol	desse obje0vo,	e	um	
pouco de humildade para reconhecer que você não sabe tudo, que	
não vai resolver tudo sozinho, gostar de colaborar". (médica)
Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho multiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de
trabalho. Interface (Botucatu) 2013
Aspectos ético legais da prática 
multiproUssional
• "Eu	acho	que	eles	veem	meu	trabalho	na	boa.	Eventualmente	a	gente	
discute, a gente diverge de alguma coisa, mas aceito as críticas, aceito as	
sugestões, e a gente sempre chega a um acordo". (médica)
• "Pelo	menos	eu	já	deixei	eles	bem	à	vontade	para	falar	sobre	isso.	Em	
reuniões	de	equipe	eu	falo:	gente,	se	tiver	alguma	coisa	que,	assim,	eu	
esteja fazendo, a maneira de eu trabalhar não tiver legal para vocês, não	
tiver	interagindo	com	vocês,	vocês	podem	falar.	A	gente	pode	sentar,	
discutir	e	ver	como	a	gente	pode	resolver	isso".	(auxiliar	de	consultório	
dentário)
Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E.O trabalhomultiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de
trabalho. Interface (Botucatu)	 2013
Aspectos ético legais da prática 
multiproUssional
"O meu contato maior realmente é com a enfermeira. A gente divide bastante as livres demandas. Ela,
às vezes, absorve, ela atende, me chama e fazemos interconsulta. Oriento, prescrevo e quando tem um
caso que ela pode resolver ela resolve […]. A gente divide o pré-natal. Cada mês é com uma, sendo que
no final eu fico atendendo. A gente divide a puericultura, cada uma alterna as consultas". (médica)
"Se Hver alguma necessidade que eu venha precisar do médico estar avaliando, eu faço uma interconsulta
com a minha médica. A gente trabalha muito bem assim nesta parceria de interconsulta. Porque ela não
tem como absorver todas essas famílias. Se você for contar por baixo são quatro mil e quinhentas
famílias. Eu acredito que tenha muito mais. Hoje eu tento abrir minha agenda para algumas crianças, que
seria mais o caso de pediatria, mas eu estou atendendo, solicito os exames, faço interconsulta com a
médica para todos terem direito e acesso à saúde". (enfermeira)
Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho mulIprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de
trabalho. Interface (Botucatu)	 2013
BIBLIOGRAFIA
1.Código de éBca médica: resolução CFM nº 1.931, de 17 de	
setembro de 2009 (versão de bolso) / Conselho Federal de Medicina –
Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2010.
2. Brasil. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento
necessário e importante / Ministério da Saúde, ConselhoFederal de	
Medicina, Centro	Brasileiro de	Classificação	de	Doenças.	– 3.	ed.	–
Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
3.Atestado de óbito: aspectos médicos, estaLsBcos, éBcos e	
jurídicos. / Coordenação de Ruy Lauren0 e Maria Helena P. de Mello	
Jorge.	São	Paulo:	Conselho Regional	de	Medicina do	Estado	de	São	
Paulo, 2015.
BIBLIOGRAFIA
4.Dalla MDB, Lopes JMC. ÉBca na Atenção Primária à Saúde. In	
Tratado demedicina de Família e Comunidade, 2012.
5. Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho mulBprofissional na
academia de	saúde:	estudo	sobre	as	formas	de	trabalho.	Interface	
(Botucatu) 2013
Obrigado!
TERAPÊUTICA 
MEDICAMENTOSA DOS 
PRINCIPAIS GRUPOS
DE MEDICAMENTOS
Nilson Massakazu Ando
Frederico Germano Lopes Cavalcante
EMENTA DA AULA
1. Marcos legais da assistência 
farmacêutica do SUS
2. Relação Nacional de 
Medicamentos Essenciais
3. A RENAME e seus componentes
4. Componente Básico da RENAME
5. Componente Estratégico da 
RENAME
6. Componente Especializado da 
RENAME
A assistência farmacêutica no SUS
Política Nacional de Medicamentos (Portaria GM/MS n.º 3.916, de 30 de 
outubro de 1998)
“O Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos que permitam a 
contínua atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 
(Rename), imprescindível instrumento de ação do SUS, na medida em 
que contempla um elenco de produtos necessários ao tratamento e 
controle da maioria das patologias prevalentes no País.”
A assistência farmacêutica no SUS
Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Resolução do Conselho 
Nacional de Saúde n.º 338, de 6 de maio de 2004)
Corrobora a “utilização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 
(Rename), atualizada periodicamente como instrumento racionalizador 
das ações no âmbito da Assistência Farmacêutica”. 
RENAME
RELAÇÃO
NACIONAL DE
MEDICAMENTOS
Decreto No. 7508 de 28 de junho 
de 2011:
“a Rename compreende a seleção 
e a padronização de medicamentos 
indicados para atendimento de 
doenças ou de agravos no âmbito 
do SUS” 
“a cada dois anos, o Ministério da 
Saúde consolidará e publicará as 
atualizações da Rename”
1. Relação Nacional de Medicamentos 
do Componente Básico da 
Assistência Farmacêutica.
2. Relação Nacional de Medicamentos 
do Componente Estratégico da 
Assistência Farmacêutica.
3. Relação Nacional de Medicamentos 
do Componente Especializado da 
Assistência Farmacêutica.
4. Relação Nacional de Insumos.
5. Relação Nacional de Medicamentos 
de Uso Hospitalar.
Portaria GM/MS n.º 3.435, de 8 de dezembro de 2021
RENAME 2022
Componente Básico da RENAME
• Possuem financiamento tripartite: União, estados e municípios 
transferem os recursos e as secretarias municipais de saúde ficam 
responsáveis pela compra e distribuição desses medicamentos. 
Os medicamentos desse componente são voltados para os principais 
agravos e programas de saúde da Atenção Básica.
Componente Estratégico da RENAME
• São adquiridos exclusivamente pelo Ministério da Saúde, que repassa 
aos estados e estes aos municípios
• Foco no tratamento de condições endêmicas, potencialmente graves 
ou doenças infecciosas relacionadas à vulnerabilidade social: 
tuberculose, hanseníase, malária, leishmanioses, doença de Chagas, 
meningites, esquistossomose, filariose, etc
As vacinas fazem parte do componente estratégico
Componente Especializado da RENAME
• São medicamentos que estão contemplados nos Protocolos Clínicos 
de Diretrizes Terapêuticas (PCDT)
• Foco no tratamento de condições crônicas de maior complexidade ou 
custo de tratamento
Financiamento dividido por grupos
Grupo 1: MS
Grupo 2: Estados
Grupo 3: Municípios
Relação nacional de Insumos e relação 
nacional de medicamentos de uso hospitalar
• Insumos: contempla produtos para a área de saúde, relacionados aos 
programas do Ministério. Ex: preservativos, DIU, seringas, etc
• Medicamentos de uso hospitalar: descritos em tabelas específicas 
acessadas pelo SIGTAP, financiados no âmbito da média e da alta 
complexidade
COMPONENTE BÁSICO DA 
RENAME
Grupos farmacológicos mais comuns
Trato Alimentar e Metabolismo
• Omeprazol – comp 10 e 20mg
• Lactulose – xarope 667 mg/ml
• Ondasetrona – comp. 4 e 8mg
• Metoclopramida – comp. 10mg e sol. Oral 4mg/ml
• Sais de reidratação oral
• Hidróxido de alumínio
• Nistatina susp. oral
Trato Alimentar e Metabolismo 
• Metformina – comprimido 500 e 850 mg
• Glibenclamida – comprimido 5 mg
• Gliclazida – comp. de liberação prolongada de 30 e 60 mg
Trato Alimentar e Metabolismo 
• insulina humana NPH – 100 Unidades internacionais
• insulina humana regular – 100 Unidades internacionais
Trato Alimentar e Metabolismo• Carbonato de cálcio: 500 mg de cálcio
• Carbonato de cálcio + colecalciferol: comp. 500 + 200UI, 500 + 400UI, 
600+400UI
• Piridoxina – comp. 40mg
• Tiamina – comp. 300mg
• Retinol (palmitato) – sol. Oral 150000 UI/ml
Sangue e órgãos hematopoéticos
• AAS 100mg
• Ácido fólico – comp. 5mg e sol oral
• Sulfato ferroso – comp. 40mg Fe elementar, xarope 5mg/ml, sol oral 
25mg/ml
• Ringer lactato
• SF 0,9%
Aparelho cardiovascular
• Anlodipino – 5 e 10mg
• Atenolol – 50 e 100mg
• Captopril – 25mg
• Carvedilol – 3,125mg a 25mg
• Hidralazina
• Propranolol
• Digoxina
• Isossorbida (mono e dinitrato)
Aparelho cardiovascular
• Espironolactona 25 e 100mg
• Hidroclorotiazida 12,5 e 25mg
• Enalapril 5, 10 e 20mg
• Losartana 50mg
• Sinvastatina 10, 20, 40mg
• Metoprolol 
Medicamentos dermatológicos 
• Hidrocortisona creme
• Aciclovir creme
• Cetoconazol xampu
• Dexametasona creme
• Miconazol creme
• Sulfadiazina de prata
Aparelho geniturinário e hormônios sexuais
• enantato de noretisterona + valerato de estradiol 50 mg/mL + 5 mg/mL 
(injetável mensal)
• Estriol 1 mg/g creme vaginal
• etinilestradiol + levonorgestrel 0,03 mg + 0,15 mg (ACO combinado)
• Levonorgestrel 0,75 mg e 1,5 mg
• Metronidazol gel vaginal
• Miconazol creme vaginal
• Noretosterona 0,35 mg (ACO progestageno)
Preparações hormonais sistêmicas
• Dexametasona comp 4 mg
• Prednisolona sol oral 1 e 3 mg/ml
• Levotiroxina comp 12,5 a 100 mcg
• Prednisona 5 e 20mg
Anti-infecciosos para uso sistêmico
• Amoxicilina
• Amoxicilina + clavulanato
• Penicilina Benzatina
• Cefalexina
• Ceftriaxona
• Ciprofloxacino
• Clartitromicina
• Azitromicina
Anti-infecciosos para uso sistêmico
• Fluconazol
• Metronidazol
• Nitrofurantoina
• Sulfametoxazol/trimetoprim
Sistema musculoesquelético
• Alendronato de sódio 10mg e 70mg
• Alopurinol 100mg e 300mg
• Ibuprofeno 200mg, 300mg e 600mg e suspensão
Sistema nervoso
• Ácido valproico
• Carbamazepina
• Carbonato de lítio 
• Clonazepam 
• Cloridrato de amitriptilina
• Cloridrato de fluoxetina
• Diazepam
Sistema nervoso
• Fenobarbital
• Haloperidol
• Leodopa + carbidopa
Produtos antiparasitários, inseticidas e repelentes
• Albendazol
• Benzoilmetronidazol
• Ivermectina
• Permetrina
Aparelho Respiratório
• Brometo de ipratrópio
• Budesonida 32 mcg
• Cloreto de sódio (0,9%) – solução nasal
• Cloridrato de prometazina
• Loratadina
• Maleato de dexclorfeniramina
• Sulfato de salbutamol
Categoria “Fitoterápicos”
• Guaco xarope
• Isoflavona de soja
• Unha de gato 
• Alcachofra 
• Plantago
COMPONENTE ESTRATÉGICO 
DA RENAME
Alguns fármacos que prescrevemos em APS mas 
que são do componente estratégico ou de ambos
• Albendazol
• Penicilina Benzatina
• Claritromicina
• Azitromicina
• Oseltamivir
• Itraconazol
• Prednisona
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos
Essenciais: Rename 2020. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_r
ename_2020.pdf>.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_rename_2020.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_rename_2020.pdf
EDUCAÇÃO PERMANENTE 
NO PMMB
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DA AULA
• Educação Permanente em Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente em 
Saúde.
• Ofertas Educacionais para o PMMB
• Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes
• Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Básica
• UNA-SUS
• AVASUS
• Supervisão Acadêmica do PMMB
• Portal Saúde Baseada em Evidência
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• A denominação Educação Permanente em Saúde surge em meados
da década de 1980.
• Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Organização
Pan Americana de Saúde (OPAS).
• A OPAS cria uma diferenciação entre os termos educação permanente
e educação continuada, considerando a última mais reducionista.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• Na ConsItuição Federal (ArIgo 200):
“ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos
termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área da
saúde”.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• Na Reforma Sanitária Brasileira:
• A formação profissional passou a ser reconhecida como fator
essencial para o processo de consolidação.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• A Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação em Saúde
(SGTES/2003) assumiu a responsabilidade de formular políticas
orientadoras da gestão, formação, qualificação e regulação dos
trabalhadores da saúde no Brasil.
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) deve
considerar as especificidades regionais, a superação das desigualdades
regionais, as necessidades de formação e desenvolvimento para o trabalho
em saúde e a capacidade já instalada de oferta institucional de ações
formais de educação na saúde.
(Portaria 1.996/2007)
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A implantação desta PolíIca, implica em trabalho arIculado entre o
sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as insItuições
de ensino.
• A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o
aprender e o ensinar se incorporam ao quoIdiano das organizações e
ao trabalho.
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A PNEPS rompe com o conceito de sistema verticalizado para
trabalhar com a ideia de rede, de um conjunto articulado de serviços
básicos, ambulatórios de especialidades e hospitais gerais e
especializados, assegurando adequado acolhimento e
responsabilização pelos problemas de saúde das pessoas e das
populações.
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
Portaria Interministerial 1.369 de 08 de julho de 2013
• O Projeto Mais Médicos para o Brasil, tem a finalidade de aperfeiçoar
médicos na atenção básica em saúde, em regiões prioritárias para o SUS,
mediante oferta de curso de especialização por instituição pública de
educação superior e atividades de ensino, pesquisa e extensão, que terá
componente assistencial mediante integração ensino-serviço.
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013
• Institui o Programa Mais Médicos com a finalidade de formar recursos
humanos na área médica para o SUS.
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
• Carga horária semanal desInada para estudo: 08 horas
• AIvidades acadêmicas:
• Curso de Especialização em Saúde da Família.
• Curso de Especialização em Saúde Indígena (DSEI).
• Eixo Aperfeiçoamento e Extensão - 2º ciclo formaIvo.
PROGRAMA
NACIONAL TELESSAÚDE BRASIL REDES
• Possibilita o fortalecimento e a melhoria da qualidade do atendimento da
Atenção Básica no SUS, integrando Educação Permanente em Saúde (EPS) e
apoio assistencial por meio de ferramentas e tecnologias da informação e
comunicação (TIC).
• É constituído por Núcleos Estaduais, Intermunicipais e Regional, que
desenvolvem e ofertam serviços específicos para profissionais e
trabalhados do SUS.
TELECONSULTORIA
• Esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e
questões relativas ao processo de trabalho no formato de pergunta e
resposta entre profissionais de saúde.
• Funciona de duas maneiras: síncrona - realizada em tempo real,
geralmente por chat, webconferência, videoconferência ou serviço
telefônico; assíncrona - realizada por meio de mensagens offline que
devem ser respondidas em até 72 h.
SEGUNDA OPINIÃO FORMATIVA
• Resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica,
evidências científicas e clínicas a perguntas originadas das
teleconsultorias.
• As melhores teleconsultorias são selecionadas a partir de critérios de
relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS e publicadas
no Portal BVSAPS (http://aps.bvs.br).
TELE-EDUCAÇÃO
• AIvidades educacionais à distância por meio de tecnologias de
informação e comunicação para apoiara qualificação de estudantes,
profissionais e trabalhadores da área da saúde.
OFERTA NACIONAL DE TELEDIAGNÓSTICO
• Ampliação da oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a
realização de exames com emissão de laudo a distância, diminuindo
custos com deslocamento de pacientes, aumentando a resolubilidade
da Atenção Básica e, ainda, aumentando a oferta em especialidades.
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção 
Primária à Saúde (BVS APS)
• Prover amplo acesso ao conhecimento científico e técnico atualizado,
relevante e aplicável para APS no âmbito do SUS, para apoiar as
atividades de teleconsultoria, telediagnóstico e tele-educação
realizadas no âmbito do Programa Nacional de Telessaúde Brasil
Redes.
Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção 
Primária à Saúde (BVS APS)
• Ampliar a visibilidade da coleção de Segunda Opinião Formativa (SOF)
e promover o seu acesso e uso para além do Programa Nacional
Telessaúde Brasil Redes.
hgp://aps.bvs.br
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado em 2010
para atender às necessidades de capacitação e educação permanente
dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).
https://www.unasus.gov.br/
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• Além da Rede UNA-SUS, o Sistema é composto pelo Acervo de
Recursos Educacionais em Saúde (ARES), repositório digital público,
no qual são disponibilizados materiais, tecnologias e experiências
educacionais de livre acesso pela internet.
• Considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina.
https://ares.unasus.gov.br/acervo/
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• Outro componente do Sistema é a Plataforma Arouca, um banco de
dados nacional do SUS, sob responsabilidade da UNA-SUS/Fiocruz,
que concentra todos os dados dos cursos e suas ofertas.
• Além disso, é um sistema de informação que concentra o histórico
educacional e profissional daqueles que atuam na área da saúde,
funcionando como um cadastro único do profissional no UNA-SUS.
https://www.unasus.gov.br/cursos/plataforma_arouca
AVASUS
• O AVASUS é o ambiente virtual de aprendizagem do Sistema Único de
Saúde, uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em
parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
• Tem o objetivo de promover a educação para a saúde.
AVASUS
• Oferece cursos online gratuitos livres e abertos à comunidade, com
foco na qualificação de enfermeiros, médicos, agentes comunitários,
auxiliares de enfermagem entre outros profissionais que trabalham
no SUS.
https://avasus.ufrn.br/
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
• É um dos eixos educacionais do PMMB, responsável pelo
fortalecimento da políIca de educação permanente por meio da
integração ensino-serviço no componente assistencial da formação
dos médicos parIcipantes do Projeto.
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Objetiva o fortalecimento:
• Da educação permanente em saúde.
• Da integração ensino-serviço.
• Da atenção básica.
• Da formação de profissionais nas redes de atenção à saúde.
• Da articulação dos eixos educacionais do PMMB.
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Integram a Supervisão Acadêmica do PMMB:
• O médico participante
• O supervisor acadêmico
• O tutor acadêmico
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Espaços de Educação Permanente (EP) na Supervisão Acadêmica do PMMB
• Encontro Locorregional.
• Supervisão In Loco.
• Supervisão Longitudinal.
• Encontro de EP para a qualificação da Supervisão Acadêmica.
Portal Saúde Baseada em Evidências
• O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS/OMS, oferta a todos
os profissionais de saúde do Brasil, bases de dados cienmficas para
auxiliá-los na tomada de decisão clínica e de gestão.
Portal Saúde Baseada em Evidências
• Possui um METABUSCADOR, que possibilita a busca rápida da
informação em todas as bases de conhecimento, hoje hospedadas no
Portal SBE.
• Uma estratégia que possibilita o acesso às publicações científicas,
categorizadas por Evidências Clínicas, Artigos Científicos e
Ferramentas.
https://psbe.ufrn.br/
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente
em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? Brasília:
Ministério da Saúde, 2018.
• BRASIL. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Disponível em:
<https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/>.
• BRASIL. BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em:
<https://aps.bvs.br/>
https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/
https://aps.bvs.br/
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. UNASUS. Disponível em: <https://www.unasus.gov.br/>.
• BRASIL. AVASUS. Disponível em: <https://avasus.ufrn.br/>.
• BRASIL. Supervisão Acadêmica. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt-
br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-
superior/supervisaoacademica>.
• BRASIL. Portal Saúde Baseada em Evidências. Disponível em:
<https://psbe.ufrn.br/>.
https://www.unasus.gov.br/
https://avasus.ufrn.br/
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://psbe.ufrn.br/
OBRIGADO
nilsonando@gmail.com
SAÚDE DA MULHER
NILSON MASSAKAZU ANDO
FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE
Médicos de Família e Comunidade
ROTEIRO DE AULA
• Planejamento familiar e reprodutivo.
• Atenção à saúde da gestante.
• Atendimento pré-natal.
• Intercorrências na gestação.
• Aspectos legais e direitos na gestação.
• Combate a violência contra a mulher.
• Prevenção do câncer ginecológico.
PLANEJAMENTO FAMILIAR E 
REPRODUTIVO
PRINCÍPIOS GERAIS
• Fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos.
• Ações educativas preventivas e clínicas que incluam e valorizem a
participação do homem.
• Garantia de direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole
pela mulher, pelo homem ou pelo casal (Lei 9263 de 12/01/1996).
• Garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas
disponíveis para a regulação da fecundidade (Lei 9263 de 12/01/1996).
SAÚDE REPRODUTIVA
• Implica que a pessoa possa “ter uma vida sexual segura e sa4sfatória,
tendo autonomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre
quando e quantas vezes deve fazê-lo.
• Devem, portanto, ser ofertados a homens e mulheres adultos, jovens
e adolescentes, informação, acesso e escolha a métodos eficientes,
seguros, permissíveis e aceitáveis.
PLANEJAMENTO REPRODUTIVO
• Designa um conjunto de ações de regulação da fecundidade, as quais
podem auxiliar as pessoas a prever e controlar a geração e o
nascimento de filhos, e englobam adultos, jovens e adolescentes,
com vida sexual, com e sem parcerias estáveis, bem como aqueles e
aquelas que se preparam para iniciar sua vida sexual.
ABORDAGEM
ORIENTAÇÃO EM SAÚDE
MÉTODOS DISPONÍVEIS NO SUS
ÍNDICE DE FALHA
CRITÉRIO DE ESCOLHA
CRITÉRIO DE ESCOLHA
CRITÉRIO DE ESCOLHA
CRITÉRIO DE 
ESCOLHA
CRITÉRIO DE 
ESCOLHA
ACO Combinado
ACO Minipílula
AC Injetável
AC Emergência
ATENÇÃO!!
• Caso haja vômitos na primeira hora, repetir a dose.
• Usar de preferência nas primeiras 72h.
• Limite de uso: 5 dias.
Indicação de PreservaRvo
SEMPRE
• União Estável
• Único Parceiro
• Idosos
• Múltiplos parceiros
• ...
MÉTODOS DEFINITIVOS
ATENÇÃO A SAÚDE DA 
GESTANTE
MORTALIDADE MATERNA
MORTALIDADE MATERNA
REDE CEGONHA
Linha de Cuidados que assegura:
• Às mulheres, direito
• ao planejamento reprodutivo
• a atenção humanizada na gravidez, parto, abortamento e puerpério
• Às crianças, direito
• ao nascimento seguro
• crescimento e desenvolvimentosaudáveis
ATENDIMENTO DA GESTANTE
• Acolhimento
• Captação Precoce
• Organização dos atendimentos
• Pré-Natal
ATENDIMENTO DA GESTANTE
• Rodas de Gestantes
• Puerpério
• Papel da Equipe de Saúde
• Atendimento da gestante
ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO
• Dia do Pré-Natal
• Importância de agenda flexível
• Orientações sobre consulta de urgência
• Livre acesso à UBS e SAMU
• Encaminhamentos
• Outros locais da RAS
• Interface com Maternidade
Distribuição semanal de consultas,
de preferência, em dias e horários
variados
ATENDIMENTO PRÉ-NATAL
PRIMEIROS PASSOS
• Confirmação do diagnóstico de gravidez
• Cadastramento no SISPRENATAL
• Registro dos dados no prontuário e no cartão da gestante
• Classificação de risco gestacional
• Vinculação com a maternidade de referência (se possível)
PARTO HUMANIZADO
• Movimento que visa reposicionar a mulher como protagonista no
momento do parto.
• Construção compartilhada do plano de parto.
• Direito a presença de acompanhante.
PARTO HUMANIZADO
• Crítica a procedimentos invasivos e sem, ou com pouca evidência
científica:
• Episiotomia
• Kristeller
• Vitamina K no recém nascido
• Aspiração no recém nascido
FATORES DE RISCO
Permitem acompanhamento na 
APS
• Idade < 15 ou > 35 anos
• Situação familiar insegura
• Não aceitação da gravidez
• Múltliplas cesáreas
• Infecção urinária
• Anemia leve a moderada
Exigem acompanhamento 
compar:lhado
• Diabetes
• Anemia falciforme
• Antecedente de TVP
• Anemia grave (hemoglobina < 8)
• Polidramnia
• Oligodramnia
• Síndromes hipertensivas
CONSULTAS
• Mínimo
• 6 consultas
• 1 no primeiro trimestre
• 2 no segundo trimestre
• 3 no terceiro trimestre
Recomendado
• Mensais até a 28ª semana
• Quinzenais da 28ª a 36ª semana
• Semanais da 36ª até o parto
• Compartilhadas com a Enfermagem
Avaliar o risco individual para encaminhar à maternidade com 41 semanas
ANAMNESE
EXAME FÍSICO
Toque e exame especular de acordo com a necessidade, orientadas pela 
história e queixas da gestante.
ACOMPANHAMENTO 
NUTRICIONAL
ACOMPANHAMENTO 
DA ALTURA UTERINA
EXAMES NA GESTAÇÃO
EXAMES NA GESTAÇÃO
EXAMES NA GESTAÇÃO
EXAMES NA GESTAÇÃO
EXAMES NA GESTAÇÃO
Pesquisa de estreptococo: 
Não realizar, não há evidência científica de benefício na atualidade.
EXAMES NA GESTAÇÃO
EXAMES NA GESTAÇÃO - RESUMO
EXAMES NA GESTAÇÃO - RESUMO
ULTRASSONOGRAFIA 
OBSTÉTRICA
ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA
ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA
CONDUTAS GERAIS
• Suplementação de ferro e ácido fólico
• ferro elementar (40 mg/dia);
• ácido fólico (400 µg/dia ou 0,4 mg/dia).
• Utilizar no período pré-gestacional até o final da gestação.
• Realizar Consulta Odontológica
IMUNIZAÇÃO
IMUNIZAÇÃO
INTERCORRÊNCIAS NA 
GESTAÇÃO
ANEMIA
HIPERTENSÃO NA GESTAÇÃO
DIAGNÓSTICO DE ECLÂMPSIA E PRÉ ECLÂMPSIA
Proteinúria 
• >300 mg/24h
• Relação proteinúria/creatinúria > 0,3
• Fita reagente com uma ou mais 
cruzes de proteína
Suspeita de Eclâmpsia
• Cefaléia persistente
• Visão turva
• Dor abdominal
• Alterações laboratoriais
• Plaquetopenia
• Ácido úrico >6,0mg/dl
• Alteração TGO TGP
TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO
DIABETES GESTACIONAL
DIABETES GESTACIONAL
Nestes casos, solicitar TTGO independente do valor da glicemia em jejum
DIABETES GESTACIONAL
DIABETES GESTACIONAL
SÍFILIS NA GESTAÇÃO
TESTE RÁPIDO POSITIVO
SÍFILIS NA GESTAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO
à Sífilis tardia (latente e terciária):
Penicilina Benza?na - 2,4 milhões UI, intramuscular, uma vez por semana, por 3 semanas.
SÍFILIS NA GESTAÇÃO
• Intervenção Imediata.
• Em gestantes VDRL é considerado positivo em qualquer título.
• Doença de notificação compulsória.
• Tratar parceiro sempre:
• Se VDRL negativo 2.400.00 UI dose única.
• Se VDRL positivo, considerar como sífilis latente 2.400.000 UI 3 doses com
intervalo semanal.
CONTROLE DE CURA
VDRL mensal na gestação
Após gestação:
• A cada 3 meses no 1º ano
• A cada 6 meses até a estabilização dos títulos
• Títulos devem cair progressivamente até permanecerem negativos ou 
inferiores a 1:8
• Se títulos permanecerem baixos e estáveis em 2 oportunidades após 
um ano, pode ser dada alta
ALERGIA A PENICILINA
Pacientes gestantes com história de alergia 
comprovada a penicilina devem sempre ser 
encaminhadas a centros de referência
TOXOPLASMOSE 
NA GESTAÇÃO
TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO
BACTERIÚRIA NA GESTAÇÃO
• Gestante com bacteriúria sintomática ou assintomática deve ser tratada.
• Gestante com clínica de ITU deve ser tratada, lembrando que polaciúria e
urgência podem ser fisiológicos na gestação.
• Bacteriúria não tratada pode progredir para pielonefrite e trabalho de
parto prematuro.
• Rastreamento deve ser feito pela urocultura.
• Se possível, guiar o tratamento pelo teste de sensibilidade.
BACTERIÚRIA NA GESTAÇÃO
ASPECTOS LEGAIS E
DIREITOS NA GESTAÇÃO
LICENÇA MATERNIDADE
• Licença maternidade de 120 dias (CLT) ou 180 dias funcionários
públicos ou privados, a depender da empresa.
• Pode ser iniciada a partir de 36ª semana de gestação.
• Empregado não pode ser demitido durante a gestação e até 5 meses
após o parto, exceto em casos de “justa causa”.
MUDANÇA DE FUNÇÃO
• Em caso de riscos ou problemas de saúde ou do bebê.
• Sem prejuízo do salário e demais direitos.
• Requer atestado médico comprovando necessidade da mudança de
Função.
• Fica garan4da a retomada da função anterior após a licença
maternidade
ATESTADOS
• É proibida a exigência de atestados de gravidez, esterilização e outras
práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da
trabalhadora
• Gestante tem direito de receber declaração de comparecimento sempre
que for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando à
sua chefia, tem direito a justificativa de falta ao trabalho.
AMAMENTAÇÃO
• Até o bebê completar 6 meses, a mulher tem direito de ser
dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia hora
ou por um período de uma hora, para amamentar. Deve acordar com
o empregador a melhor forma de utilizar este tempo.
BOLSA FAMÍLIA
• Famílias beneficiárias tem direito ao benefício variável extra na
gravidez e durante a amamentação.
ESTUDANTES
• Lei 6.202/75 garante à estudante o direito a licença maternidade sem
prejuízo do período escolar.
• A parbr do 8º mês a gestante pode cumprir compromisso escolares em
casa.
• Início e fim do afastamento serão determinados por atestado médico,
apresentado à direção da escola.
• Em qualquer caso é assegurado à estudante gestante o direito a prestação
dos exames finais.
COMBATE À VIOLÊNCIA 
CONTRA A MULHER
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL
• Lei Maria da Penha (11.340/2006).
• Prevê que agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão
prevenbva decretada quando ameaçarem a integridade hsica da mulher.
• Prevê medidas protebvas para a mulher que corra risco de morte, como
afastamento do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação
hsica junto à mulher agredida.
VIOLÊNCIA SEXUAL
• Prevê atendimento integral às vítimas em todos os serviços de
urgência e emergência do SUS.
• Define que a atendimento inclua diagnóstico e tratamento de lesões,
realização de exames para IST e gravidez.
• Prevê uso de anticoncepção de emergência, em casos de estupro.
ATENDIMENTO A MULHERES EM SITUAÇÃO 
DE VIOLÊNCIA
SINAIS DE SUSPEITA DE VIOLÊNCIA CONTRA A 
MULHER
REDE DE ATENÇÃO A MULHERES EM SITUAÇÃO 
DE VIOLÊNCIA
REDE DE ATENÇÃO A MULHERES EM SITUAÇÃO 
DE VIOLÊNCIA
ABORDAGEM DA SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA
ABORDAGEM DA VIOLÊNCIA SEXUAL
OPÇÕES DISPONÍVEIS
FICHA DE NOTIFICAÇÃO
VIOLÊNCIA SEXUAL
IST NA VIOLÊNCIA SEXUAL
Hepa4te B: se não vacinada, vacinar e oferecer imunoglobulina hiperimune.
HIV: TARV por 4 semanas com início no máximo em 72h.
EXAMES NA VIOLÊNCIA SEXUAL
• Anti HIV
• VDRL
• Anti HCV
• HBsAg
• Anti HBs
ABORTAMENTO LEGAL
• É permitido quando a gravidez resulta de estupro/violência sexualou
em caso de risco de vida à mulher.
• Não é exigido qualquer documento. Como Boletim de Ocorrência
Policial, Laudo de IML ou autorização judicial.
PREVENÇÃO DO CÂNCER
GINECOLÓGICO
RASTREAMENTO CÂNCER DE COLO UTERINO
Quem faz Papanicolau:
• Mulheres dos 25 aos 64 anos que tenham iniciado vida sexual em algum momento
da vida.
Periodicidade do Papanicolau:
• Dois exames com intervalo anual.
• Após dois exames anuais normais, realiza se somente um exame a cada três anos.
SITUAÇÕES ESPECIAIS
SITUAÇÕES ESPECIAIS
RESULTADO AMOSTRA
CONDUTA
CONDUTA
CONDUTA
CONDUTA
RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA
• Fatores de Risco
• Idade > 50 anos
• Menarca precoce
• Nuliparidade
• Primeira gestação após os 30 anos
• História pregressa
• História familiar
• Uso de álcool
• Tabagismo
• Terapia de reposição hormonal
• Sedentarismo
• Obesidade
ROTINA DE RASTREAMENTO
MAMOGRAFIA - RESULTADO
MAMOGRAFIA - RESULTADO
MAMOGRAFIA RESULTADO
PREVENÇÃO QUATERNÁRIA
Evitando ações com benefícios incertos para a paciente e a 
protege de ações potencialmente danosas
NÃO solicitando mamografia de rastreamento na
população menor de 50 anos e maior de 70 anos ou com 
periodicidade menor de dois anos
Fornecendo informações claras quanto aos beneRcios e riscos 
da ação e compar?lhando as decisões com a usuária
Das mulheres submetidas ao rastreamento menos têm morte 
evitada por câncer de mama, enquanto mais mulheres 
saudáveis serão tratadas desnecessariamente e muitas 
experimentarão estressepsicológico por conta de falsos 
positivos no exame
Realizando rastreamento de
forma individualizada
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de
Atenção Básica 32. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. Disponível em:
<http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf>
• BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das
Mulheres. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude
_mulheres.pdf>
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf
OBRIGADO
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Saúde da Criança e do 
Adolescente
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo
“Crianças em todos os lugares precisam de sistemas de saúde primários fortes que
atendam às suas necessidades e às de suas famílias, para que –onde quer que
nasçam – tenham o melhor começo de vida e esperança para o futuro”.
Anshu Banerjee, diretor de Saúde Materna, do Recém-Nascido, da Criança e do Adolescente
e do Envelhecimento na Organização Mundial da Saúde. UNICEF (2023).
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo• A maioria das mortes de crianças ocorre nos primeiros cinco anos, e dessas,
metade ocorre no primeiro mês de vida.
• O parto prematuro e as complicações durante o trabalho de parto são as
principais causas de morte.
• Mais de 40% dos natimortos são durante o trabalho de parto – a maioria dos
quais é evitável quando as mulheres têm acesso a cuidados de qualidade durante
a gravidez e o parto.
• Para as crianças que sobrevivem após os primeiros 28 dias, doenças infecciosas
como pneumonia, diarreia e malária representam a maior ameaça.
Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
“Embora a covid-19 não tenha aumentado diretamente a mortalidade infantil – com as
crianças enfrentando uma probabilidade menor de morrer da doença do que os
adultos –, a pandemia pode ter aumentado os riscos futuros para sua sobrevivência”.
Alguns impactos da pandemia da COVID19 na rotina de saúde das crianças:
• Interrupções nas campanhas de vacinação;
• Acesso aos serviços de nutrição;
• Acesso aos cuidados primários de saúde;
• Alimentou o maior retrocesso contínuo nas vacinações em três décadas, colocando
os recém-nascidos e as crianças mais vulneráveis em maior risco de morrer de
doenças evitáveis.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo
https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas
Conceitua-se Taxa de Mortalidade Infan4l como o número de óbitos de
menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população
residente em determinado espaço geográfico e no ano considerado, a
par4r da seguinte fórmula:
Número de óbitos de residentes menores 
de um ano de idade X 1.000
Número de nascidos vivos de mães residentes
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
(UN IGME, 2023a)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
(UN IGME, 2023a) (UN IGME, 2023b)
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo
(UNICEF, 2023b)
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Ainda é possível mudar 2030
“Até 2030, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de
5 anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo
menos 12 por 1.000 nascidos vivos...”.
As iniciativas de operacionalização dos direitos da criança concebem
um entendimento internacional por meio dos Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Os ODS são uma agenda de compromissos, negociada pelos países a
partir de 2013, e foi formalizada pela Organização das Nações Unidas
(ONU) em 2015.
Objetivo 3.2 dos ODS:
Esse é um dos objetivos que deverão orientar as políticas nacionais e
as atividades de cooperação internacional até o ano de 2033 .
(BRASIL, 2022)
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Ainda é possível mudar 2030
O óbito infan]l corresponde àquela morte que ocorre em crianças nascidas vivas até um 
ano de idade incompleto (364 dias de vida). 
.
O óbito nessa faixa etária é dividido nos seguintes subgrupos:
• neonatal precoce (de 0 a 6 dias);
• neonatal tardio (de 7 a 27 dias);
• pós-neonatal (de 28 até 364 dias).
Cada um desses componentes tem ações específicas visando a sua redução.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil
De acordo com o Boletim Epidemiológico Vol.53, No46 do Ministério da Saúde:
• Vigilância do óbito infantil:
• aprimorar a notificação da causa básica de óbito, e
• determinar os critérios de evitabilidade.
• Essa estratégia também contribui para:
• aperfeiçoamento dos registros de mortalidade, e
• possibilita a adoção de medidas de prevenção e promoção de saúde.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
continuação
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
(BRASIL, 2022)
As principais causas de óbitos infan]s foram as afecções originadas no período
perinatal, com 22.029 no ano de 2015 e 18.468 no ano de 2021.
Nesse grupo, destacam-se os transtornos respiratório e cardiovascular específico,
posteriormente restante de afecções originadas no período perinatal e as afecções
perinatais relacionadas ao feto e ao recém-nascido afetados por fatores maternos.
Observou-se uma diminuição no número de óbitos por doenças infecciosas e
parasitárias (de 1.564 em 2015 para 1.432 em 2021), com ênfase para doenças
infecciosas intes]nais (de 454 para 307) e para diarreia e gastroenterite de origem
infecciosa presumível (de 394 para 231).
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil
Destaca-se Outras Doenças Bacterianas, com 939 e 655, e a Septicemia, com 613 e
454.
Os óbitos infantis por doenças do aparelho respiratório também apresentaram
uma diminuição no período, passando de 1.678, em 2015,para 1.012, em 2021,
especialmente aqueles por pneumonia (de 1.072 para 530).
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Os índices mostram uma redução na ocorrência de óbitos infan>s no período de
2015 a 2020, em todas as Regiões brasileiras.
Em 2020, a pandemia da COVID19 causou a sobrecarga das equipes de saúde, o
que pode ter dificultado o processo de no]ficação e inves]gação dos óbitos por
parte das equipes de vigilância.
Em 2016, verificou-se aumento no número de óbitos infan>s, mesmo tratando-se
de dados preliminares do sistema. Isso significa que esses números podem ser ainda
maiores, considerando as dificuldades enfrentadas durante a pandemia.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
As mortes infan+s, em sua maioria, são consideradas evitáveis, porém é
preciso considerar os desafios a serem enfrentados, como as diferenças
regionais e o acesso oportuno aos serviços de saúde, visto que há um
arranjo de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas no sistema
de saúde, que auxiliam para os elevados números deste 4po de óbito.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Entre as ações sugeridas para a redução do óbito infantil, está a
• políticas de saúde que assegurem cuidados à gestação, ao parto e ao nascimento,
assim como a
• melhoria no acesso,
• práticas e medidas direcionadas à qualificação na rede assistencial à gestante a
ao recém-nascido durante o período pré-natal e pós natal.
Os comitês de prevenção do óbito infantil são, para além da estratégia de vigilância
de óbito, são instrumentos de controle social da qualidade de atenção à saúde
prestada à mulher e à criança.
As informações originárias da investigação do óbito infantil destinam-se a identificar
as causas dos óbitos e seus determinantes sociais. (BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
A redução da mortalidade infan]l é ainda um grande desafio. Para isso, é necessária
uma aliança entre todas as esferas de governo, de toda a sociedade e de cada
cidadão.
Ações estratégicas para enfrentamento e prevenção do óbito infan]l visam o
aperfeiçoamento dos serviços de saúde para evitar que o óbito infan]l aconteça.
(BRASIL, 2022)
Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
PUERICULTURA
Legenda: Indígenas Kayapó no município de Tucumã, no Pará
Foto: © Agência Brasil
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo• Baixo peso ao nascer (<2500g);
• Prematuros (<27sem);
• Asfixia grave (Apgar <7 no 5min);
• Malformação congênita;
• Crianças internadas ou com intercorrências na maternidade;
• História de morte em crianças na família < de cinco anos.
Situações de Risco e Vulnerabilidade
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo• Aleitamento materno ausente ou não exclusivo 
até o 6º mês de vida;
• Mais do que três filhos morando juntos;
• Ausência de pré-natal;
• Atraso ou não realização de vacinas;
• Atraso no desenvolvimento;
Situações de Risco e Vulnerabilidade
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo• RN de mãe adolescente (< 18anos);
• Residente em área de risco;
• RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo);
• Problemas familiares e socioeconômicos que interfiram na saúde 
da criança;
• História de Violência Infan+l.
Situações de Risco e Vulnerabilidade
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
A Primeira Consulta
Considerando a alta taxa de mortalidade nos primeiros dias de vida,
a primeira consulta é providencial para a garan4a do cuidado das
crianças.
• Espera-se garantir uma visita domiciliar ainda nesse período de vida;
• O ACS tem um papel importante na captação precoce do RN, nas
orientações sobre os cuidados ao binômio mãe/RN no contexto da
família.
• Pode ser feita pelo médico ou enfermeira, junto com o ACS;
• Consultas para ambos (mãe e RN).
A Primeira Consulta
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
DEVE ACONTECER ATÉ O QUINTO DIA DE 
VIDA DO RECÉM NASCIDO!
(BRASIL, 2019)
A Primeira Consulta
• IdenLficar fatores de risco e vulnerabilidade do RN;
• Promover e apoiar o Aleitamento Materno Exclusivo;
• Observar o vínculo mãe-bebê;
• Avaliar a saúde do RN e da mãe;
• Avaliar a Rede de apoio social;
• Orientar sobre o calendário de imunizações;
• Pactuar o calendário de consultas;
• Fortalecer o vínculo com a equipe;
• DiscuLr e incenLvar a parLcipação paterna.
• Orientar os cuidados gerais com o RN;
• Teste do pezinho e triagens neonais (geralmente realizados antes da alta hospitalar); (BRASIL, 2019)
A Primeira Consulta
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Consulta puerperal 
(até 42 dias após o parto)
• Aproveitar a consulta de acompanhamento da criança para realizar a consulta da 
mãe;
• Questionar sobre dificuldades advindas da nova situação;
• Observar sinais de depressão pós parto;
• Orientar sobre o aleitamento, observando a pega e dificuldades;
• Suplementação com Fe elementar (40 mg/dia) até o 3º mês pós-parto;
• Examinar as mamas e manejar as principais complicações (mastite, fissuras…)
• Observar a retração uterina e avaliar os lóquios;
• Examinar períneo e genitais externos;
• Verificar PA, edema de MMII;
• Orientar anticoncepção.
(BRASIL, 2019)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Sobre orientar a amamentação…
(BRASIL, 2015)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
(BRASIL, 2015)
Sobre orientar a amamentação…
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Acompanhamento da CRIANÇA
PODEM EXISTIR PROTOCOLOS MUNICIPAIS DIFERENTES!
(BRASIL, 2019)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Caderneta de Saúde da Criança
• Dados da criança e da mãe;
• Promoção à saúde da criança e cuidados gerais;
• Prevenção de acidentes;
• Condições do nascimento da criança: Gráficos de antropométricos;
• Tabelas de crescimento e desenvolvimento;
• Calendário vacinal.
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
(BRASIL, 2019)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Atraso no Desenvolvimento (DNPM)
• Todos os fatores de Risco e Vulnerabilidade abordados
anteriormente podem levar a atraso no Desenvolvimento (nos
primeiros 12m);
• A es+mulação nos primeiros anos de vida, para crianças com
atraso, melhora seu desempenho, devendo, portanto, seu início ser
incen4vado o mais precocemente possível [B].
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo• Hospitalização no período neonatal.
• Doenças graves: meningite, trauma4smo craniano e 
convulsões.
• Parentesco entre os pais.
• Casos de doença mental na família.
• Fatores de risco ambientais: violência domés4ca, depressão 
materna, dependência química, suspeita de abuso sexual...
Atraso no Desenvolvimento (DNPM)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
• Presença de alterações feno/picas.
• Fenda palpebral oblíqua.
• Olhos afastados.
• Implantação baixa de orelhas.
• Lábio leporino.
• Fenda palaAna.
• Pescoço curto e/ou largo.
• Prega palmar única.
• 5º dedo da mão curto e recurvado.
Perímetro 
cefálico
< -2 escores z 
ou 
> +2 escores z.
• Hospitalização no período neonatal.
• Doenças graves: meningite, 
traumaAsmo craniano e 
convulsões.
• Parentesco entre os pais.
• Casos de doença mental na família.
• Fatores de risco ambientais: violência 
domésAca, depressão materna, dependência 
química, suspeita de abuso sexual...
Atraso no Desenvolvimento (DNPM)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Testes de triagem/ rastreamento neonatais
Teste do Pezinho
• Fenilcetonuria;
• Anemia Falciforme;
• G6PD;
• Hipo]reoidismo congênito;
• Fibrose Cís]ca;
(BRASIL, 2023)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Testes de triagem neonatais
(BRASIL, 2019)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
ConLnua...
Fonte: DUNCAN, SCHMIDT,GIUGLIANI (2004)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
ConLnuação
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
ConLnuação.
Fonte: 
Duncan et al. (2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo• Não há documentação ciengfica que comprove que a realização
ro4neira de exames laboratoriais em crianças assintomá4cas
tenha qualquer impacto em sua saúde;
• Hemograma se sintomá4co;
• Perfil Lipídico: o rastreio é controverso, nível de evidência D.
Assintomá1cas
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo• Suplementação de Ferro:
• For]ficação obrigatória das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido
fólico;
• Recomendação diária de 1 a 2 mg de ferro elementar/kg de peso para
crianças de 6 a 24 meses.
• Apresentação em gotas e em xarope.
Suplementação de Vitaminas e Minerais
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Administrada ao nascer.
● A vitamina K injetável pode prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido.
● A vitamina K ajuda o sangue a coagular, mas a capacidade do corpo de
armazená-la é muito baixa. A doença hemorrágica do recém-nascido (HDN) é
causada por uma deficiência de vitamina K no bebê que acabou de nascer.
Esse problema pode levar o bebê a ter um sangramento que coloca em risco
sua vida no período que vai das primeiras horas depois do nascimento até
alguns meses.
(PUCKETT; OFFRINGA, 2000)
Suplementação de Vitaminas e Minerais
• Suplementação de Vitamina K:
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
● Busca reduzir e controlar essa deficiência nutricional em crianças de 6 a 59
meses de idade e mulheres no período pós-parto imediato
● A xeroqalmia e a cegueira noturna são manifestações clínicas da deficiência
grave de vitamina A.
● Visa a redução do risco global de morte em 24%, de mortalidade por diarreia
em 28% e de mortalidade por todas as causas, em crianças HIV posi]vo, em
45%.
● Em regiões de risco: Nordeste, Norte de Minas Gerais, Vale do
Jequi]nhonha, Vale do Mucuri e Amazônia Legal, desde 2012 contempla
todos os Destritos Sanitários Especiais Indígenas.
(BRASIL, 2013)
Suplementação de Vitaminas e Minerais
• Suplementação de Vitamina A:
Prevenção de Acidentes
(DUNCAN et al., 2022)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Cuidados para 
garan4r a 
segurança das 
crianças a fim 
de evitar 
acidentes.
(DUNCAN et al., 2022)
Prevenção de Acidentes
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
(DUNCAN et al., 2022)
Prevenção de Acidentes
Cuidados para 
garan4r a 
segurança das 
crianças a fim 
de evitar 
acidentes.
Prevenção da Desnutrição e Déficit de 
Crescimento
(DUNCAN et al., 2022)
“A desnutrição tem sido associada à pobreza,
o que não significa apenas falta de comida,
mas também, muitas vezes, falta de
segurança, es]mulação e afeto.”
A OMS considera como destruição aguda
frave as crianças com peso para a altura ou
IMC/idade entre < -3 desvio padrão, e com
desnutrição moderada as com peso para a
altura ou IMC/idade entre < -2 e > -3 desvio
padrão.
(DUNCAN et al., 2022)
Prevenção da Desnutrição e Déficit de 
Crescimento
Esquema alimentar para crianças amamentadas
Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes 
Dias (2010)
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes 
Dias (2010)
Epidemiologia – mortalidade infantil
• Mundo
Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes 
Dias (2010)
(BRASIL, 2019)
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2012)
• Respeito à cultura e modo de vida destes povos;
• Cumprimento da obrigação legal de compra de no mínimo 30% do recurso do PNAE proveniente da 
agricultura familiar com prioridade a estes grupos, podendo chegar em até 100%. 
Segurança Alimentar na Infância
(PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS, 2021)
• Garante-se a geração de renda pela
agricultura familiar;
• Garante-se alimentação adequada
contemplando de 30 a 70% do aporte
nutricional de crianças e jovens de
escolas tradicionais;
Imunização
Diarreia na Infância
Diarreia
• Aumento do número de evacuações
(mais que 3) com fezes aquosas ou de
pouca consistência;
• Bactérias, vírus ou parasitas;
• Costumam ser autolimitadas (2 a 14 dias),
e variam de leve a grave (desidratação e
distúrbios hidroeletrolí]cos);
• Importante causa de desnutrição
em países em desenvolvimento!
(DUNCAN et al., 2022)
No cenário
• Doença muito comum, e também muito vulnerável;
• A rotavirose é a segunda maior causa de morte em menores de 
5 anos no mundo;
• Descoberta da vacina melhorou o cenário;
• Na maioria das vezes, a transmissão é feco-oral.
(DUNCAN et al., 2022)
Síndromes
• Diarreia Aquosa Aguda: agente infeccioso que não invade tecido.
Não há sangue ou pus na fezes. Pode desidratar, se não houver
reposição (E. Coli, rotavirus);
• Disenteria aguda: sangue nas fezes, podendo ter muco ou pus.
Invasão da mucosa. Febre, mas menor perda de agua. Shiguela,
Giardia, Entamoeba;
• Diarreia Persistente: > 14 dias (exceto dç celíaca). Dano à mucosa
que prejudica absorção. 20% das diarreias.
(DUNCAN et al., 2022)
Abordagem e Manejo
• Pergunta sobre pessoas próximas com mesmo sintoma é rápido e 
eficaz;
• Avaliar gravidade, risco de complicações e desidratação;
• Número de evacuações, características das fezes, febre, náuseas e 
vômitos;
• Comparar peso com a última medida (cartão da criança);
• Sinal da dobra cutânea!
• Estado mental, olhos fundos, mucosa oral seca.
(DUNCAN et al., 2022)
• Coproculturas ficam reservadas para os casos de diarreia persistente. De uma
forma geral, exames laboratoriais não são necessários...
• A inves]gação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave
e que necessitem de hidratação venosa;
• Crianças estáveis hemodinamicamente podem ser tratadas seguramente com
a Terapia de Reidratação Oral (TRO);
• Estratégia de hidratação indicada pelo Ministério da saúde (Atenção Integral
às Doenças Prevalentes da Infância – AIDPI)
(DUNCAN et al., 2022)
Abordagem e Manejo
AIDPI
(Brasil, 2021)
(Brasil, 2021)
(Brasil, 2021)
(Brasil, 2021)
Como preparar o soro de
reidratação oral
(Brasil, 2021)
Lembre-se
• A vacina rotavirus está no calendário vacinal desde 2006, aos 2 e 4 meses.
Ministerio da Saúde
(Brasil, 2020)
Infecção respiratória aguda em crianças
71
Infecção Respiratória Aguda
72
• O diagnós4co e4ológico das IRA, na prá4ca, é de diqcil comprovação;
• IRA do trato respiratório superior: resfriados, faringites, tonsilites,
o4tes e sinusites;
• IRA do trato respiratório inferior: epiglo4tes, laringites, pneumonias e
bronquiolites;
• As de Trato Superior são as mais comuns nas crianças.
(DUNCAN et al., 2022)
Estratégia AIDPI
(DUNCAN et al., 2022)
Resfriado Comum
• Infecção viral aguda limitada ao trato resp. superior;
• Diversos vírus;
• Transmissão por via aérea ou contato;
• Susceptilidade no inicio da vida escolar ou creche;
• Febre (3 dias), secreção nasal hialina que pode tornar-se
amarela;
• Tosse, diminuição do apetite,
irritabilidade;
• Podem aparecer eritemas e
linfadenomegalias.
(DUNCAN et al., 2022)
Complicações do resfriado
• O4tes;
• Exacerbação de asma
• Sinusite
• Doença no trato resp. inferior.
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento e Prevenção
76
• Manutenção do aquecimento da criança, higiene nasal frequente com soro
fisiológico, hidratação, umidificação do ar e eswmulo à oferta do leite materno
(em crianças amamentadas) e orientação para retorno ao serviço de saúde
se houver piora do quadro (dificuldade respiratória ou para alimentar-se,
comprome]mento do es tado geral);
• Vacinação contra Influenza;
• Beneficio clinico incerto de an]tussígenos e expectorantes; Pressão pela
prescrição de medicamentos...
• Em diversos lugares do Brasil é comum a u]lização de plantas medicinais
(“lambedores”).
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento e Prevenção
77
hyps://www.youtube.com/watch?v=P8Em8B4SiIc&t=178s
Minuto 2:37
Lavagem Nasal – como orientar:
(DUNCAN et al., 2022)
https://www.youtube.com/watch?v=P8Em8B4SiIc&t=178s
Pneumonia• Infecção do parênquima pulmonar por vírus, bacterias, parasitas ou fungos;
• Crianças com pneumonia bacteriana wpica apresentam febre, calafrios,
dores abdominais, associadas ou não à dor torácica, e tosse produ]va;
• A taquipneia é um sinal ú]l para o diagnós]co de pneumoniana infância;
• Se a ausculta pulmonar sugerir o diagnós]co de pneumonia, deve-se
pesquisar o possível agente e]ológico por meio de minuciosa história
clínica, dando-se especial atenção para questões relacionadas com viagens,
exposições a animais e pessoas doentes, sobretudo com tuberculose
(DUNCAN et al., 2022)
Padrão FR
79
(DUNCAN et al., 2022)
Síndromes Clínicas Comuns
Sindrome Agente Faixa Etária Manifestações clinicas
Bacteriana 
(supurativa)
Streptococcus 
pneumoniae, outros
Todas as Idades, 
mais comum em 
crianças jovens 
(menores de seis 
anos)
Início súbito, febre 
alta/toxemia, achados focais na 
ausculta, dor toráxica, dor 
abdominal, radiografia de tórax 
com infiltrado
A`pica (lactentes) Chlamydia 
trachomatis
Menores de três 
meses
Taquipneia, hipoxemia leve, 
ausência de febre, sibilaância, 
radiografia de torax com 
infiltrado.
A`pica (escolares e 
adolescentes)
Mycoplasma Maiores de cinco 
anos
Início gradual, febre baixa, 
achados difusos na ausculta 
respiratória, radiografia com 
infiltrado difuso.
Viral MúlLplos vírus Todas as idades, 
mais comum entre 
três meses e cinco 
anos
Sintomas respiratórios das 
vias áreas superiores, febre 
baixa ou ausente, sibilos ou 
achados difusos na ausculta 
respiratória. (DUNCAN et al., 2022)
Abordagem e manejo
• Na prá4ca, diqcil diferenciação entre gpica e agpica;
• Reforçar o exame qsico:
• à palpação, frêmito tóraco-vocal aumentado;
• à percussão, macicez ou sub-macicez;
• à ausculta, murmúrio reduzido com crepitações (ou estertores) e sopro 
tubário;
• Lactentes e crianças maiores com infecção respiratória do trato
inferior leve a moderada podem ser tratados com segurança no
domicilio.
(DUNCAN et al., 2022)
• A realização de radiografia de tórax para confirmação do diagnós]co não é
ro]neiramente necessária em crianças com quadro leve de pneumonia, sem
complicações e que serão tratadas ambulatorialmente;
• Reservar para pneumonias graves,
avaliação de complicações
e diagnós]co diferencial.
Abordagem e manejo
(DUNCAN et al., 2022)
Lembre-se
• A escolha da an4bio4coterapia é empírica – a AMOXICILINA é droga 
de primeira escolha;
• Macrolídeos (azitromicina) podem ser u4lizados nas crianças maiores 
de 5 anos ou suspeita de a4pia;
• Gravidade = hospitalização: 4ragem, sonolência, desnutrição, 
comorbidades crônicas e baixa idade (< 2 meses). Falha terapêu4ca 
ambulatorial e internação por incapacidade da família e cuidar;
• Reavaliar a criança 48 horas após o inicio da terapêu4ca.
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento
84
• Macrolídeo: 3 a 5 dias
• Amoxicilina: 7 a 10 dias
Idade Medicame 
nto
Dose Dia Dose Max
4 meses a 4 
anos
Amoxicilina 50 a 100mg/kg dia 
(3x)
1g/dia
5 anos ou
mais
Macrolídeo 
ou 
amoxilicina
10mg/kg/dia
50 a 100mg/kg/dia
500mg
1g/dia
(DUNCAN et al., 2022)
Prevenção
• Vacinação an4-pneumococos e influenza está no calendário 
básico;
• Evitar o tabagismo passivo;
• Manter aleitamento materno;
• Medidas de controle da exposição à poluição atmosférica.
(DUNCAN et al., 2022)
JUVENTUDE
Saúde do Adolescente
• Segundo a OMS (1989), a adolescência é representada por
indivíduos na faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, e
juventude entre 15 e 24 anos de idade.
• O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990), lei nº
8.069/90; no ar4go 2º, considera adolescente a pessoa entre 12
e 18 anos de idade e Segundo o estatuto da juventude, a faixa
etária vai de 15 a 29 anos de idade.
(DUNCAN et al., 2022)
Consulta do Adolescente
O adolescente tem direito à:
• PRIVACIDADE: O direito de ser atendido sozinho, em espaço privado de
consulta.
• CONFIDENCIALIDADE: As informações discu]das na consulta não podem ser
passadas aos seus pais e ou responsáveis sem a permissão expressa do
adolescente.
(DUNCAN et al., 2022)
Consulta do Adolescente
• Situações de exceção.
• A garan]a de confidencialidade e privacidade, fundamental para ações de
prevenção, favorece a abordagem de temas como sexualidade, abuso de
drogas, violência entre outras situações.
• O sigilo médico é um direito garan]do e reconhecido pelo ar]go 103 do
Código de É]ca Médica.
(DUNCAN et al., 2022)
Áreas prioritárias:
• Crescimento e desenvolvimento;
• Sexualidade;
• Saúde Reprodutiva;
• Saúde bucal;
• Saúde mental;
• Saúde do escolar adolescente;
• Prevenção de acidentes.
Consulta do Adolescente
(DUNCAN et al., 2022)
Principais alterações na adolescência
• Síndrome da adolescência normal
• Alterações no 
desenvolvimento puberal
• Ginecomastia puberal
• Dismenorreia e Distúrbios 
menstruais
• Problemas musculoesquelético
• Dor escrotal
• Gravidez precoce
• DSTs/AIDS
• Violência sexual
• Transtornos 
alimentares
• Abuso de substancias psicoativas
(DUNCAN et al., 2022)
Prevenção de doenças e Promoção de Saúde
• Exercício físico
• Alimentação saudável
Saúde Sexual e Reprodu1va
94
• Os adolescentes de ambos os sexos têm direito a educação sexual, ao
sigilo sobre sua a]vidade sexual, ao acesso e disponibilidade gratuita
dos métodos.
• Reconhecer a individualidade do adolescente, es]mulando a
responsabilidade com sua própria saúde;
• O respeito a sua autonomia faz com que eles passem de objeto a
sujeito de direito.
(DUNCAN et al., 2022)
• A orientação deve incidir sobre todos
os métodos, com ênfase na dupla
proteção, sem juízo de valor;
• Os profissionais de saúde sentem
dificuldades de abordar os aspectos
relacionados à sexualidade ou à saúde
sexual de seus pacientes.
95
(DUNCAN et al., 2022)
Saúde Sexual e Reprodutiva
Algumas recomendações...
• Sempre abordar o tema nos atendimentos;
• Considerar o contexto social, religioso e cultural;
• Prestar suporte emocional e psicológico;
• Orientar e ajudar a desfazer mitos e tabus;
• Realizar ações de educação em saúde sexual e saúde reprodu]va;
• Incen]var o autoconhecimento.
(DUNCAN et al., 2022)
Saúde Sexual e Reprodutiva
Gravidez na Adolescência
• As adolescentes têm iniciado a4vidade sexual cada vez mais cedo;
• Sexualização precoce;
• Perspec4vas de vida e culturais diferenciadas de acordo com o
perfil socioeconômico;
• Planejamento de Vida;
• Toda adolescente grávida é de risco?
(DUNCAN et al., 2022)
Violência na Criança e no Adolescente
(BRASIL,2012)
“A exposição da criança e do adolescente a qualquer forma de 
violência de natureza [sica, sexual e psicológica, assim como a 
negligência e o abandono, principalmente na fase inicial da sua 
vida, podem comprometer seu crescimento e seu 
desenvolvimento [sico e mental, além de gerar problemas de 
ordem social, emocional, psicológica e cogni+va ao longo de sua
existência.”
• A principal causa de violência contra
crianças, foram por violência sexual
(44%) , seguida da psicológica (36%),
negligência (33%) e violência física
(29%).
• A residência foi o local de maior
ocorrência dos casos de violência
contra crianças
Fonte: SIM/SVS/MS
hAps://childmortality.org/data/Brazil
Violência na Criança e no Adolescente
Quando suspeitar?
• Corrimento Vaginal;
• Lacerações;
• Queimaduras (luva, meia, limites bem definidos);
• Lesões �sicas, fraturas, equimoses, hematomas (relação temporal e estória 
incoerente e estágios diferentes de evolução);
• Alteração no comportamento da criança;
• Valorizar qualquer suspeita do cuidador;
• Quem faz o cuidado?
(DUNCAN et al., 2022)
Violência na Criança e no Adolescente
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança : crescimento e desenvolvimento. Brasília : 
Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de AtençãoBásica. Manual de condutas gerais do Programa Nacional de 
Suplementação de Vitamina A. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação 
complementar. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde - Departamento de Saúde Materno Infantil. Caderneta da Criança - Menina. Brasília, 2019.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 46, dez. 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2022/boletim-epidemiologico-vol-53-no46/view. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Teste do pezinho. Biblioteca Virtual em Saúde, 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/teste-do-pezinho/. 
DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS. POLICY BRIEF #5 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE COMUNIDADES TRADICIONAIS: O PNAE quilombola. 2021. 
Disponível em: https://centrodeexcelencia.org.br/policy-brief-5/. 
PUCKETT, R.; OFFRINGA, M. Vitamina K profilática para hemorragia por deficiência de vitamina K nos recém-nascidos. Cochrane Database of Systematic
Reviews, v. 4, 2000.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2022/boletim-epidemiologico-vol-53-no46/view
https://bvsms.saude.gov.br/teste-do-pezinho/
https://centrodeexcelencia.org.br/policy-brief-5/
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Nutrologia. Anemia ferropriva em lactentes: revisão com foco em prevenção. 2012. 
Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/documento_def_ferro200412.pdf. 
SUBPAV/SPS/INSTITUTO DE NUTRIÇÃO ANNES DIAS. O que você precisa saber sobre a alimentação saudável para a criança menor de 2 anos. 2010. 
Disponível em: https://subpav.org/aps/uploads/publico/repositorio/folder_-_alimentacao_crianca_menor_de_2_anos.pdf. 
UN IGME. Under-Five Mortality Rate – Total – Brasil. UN Inter-agency Group for Child Mortality Estimation, 2023b. Disponível em: 
https://childmortality.org/data/Brazil. 
UN IGME. Under-Five Mortality Rate – Total – World. UN Inter-agency Group for Child Mortality Estimation, 2023a. Disponível em:
https://childmortality.org/data/World. 
UNICEF - United Nations Children’s Fund, The State of the World’s Children 2023: For every child, vaccination, UNICEF Innocenti – Global Office of Research and
Foresight, Florence, April 2023a.
UNICEF - United Nations Children’s Fund. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. UNICEF, 2023b. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-
desenvolvimento-sustentavel. 
Referências Bibliográficas
https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/documento_def_ferro200412.pdf
https://subpav.org/aps/uploads/publico/repositorio/folder_-_alimentacao_crianca_menor_de_2_anos.pdf
https://childmortality.org/data/World
https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Saúde do Homem
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Dados demográficos
População 
Masculina 
101,9 milhões
População alvo:
20 a 59 anos
56 milhões = 27 % do total e
55% da população masculina
População 
Feminina 
106,5 milhões
Dados Epidemiológicos
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Dados Epidemiológicos
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Grupo I = enfermidades infecciosas e parasitárias, causas maternas e perinatais, 
desnutrição. Grupo II = enfermidades não transmissíveis e enfermidades mentais.
Grupo III = causas externas (exemplo: acidentes, homicídio, suicídio).
Dados Epidemiológicos
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Dados Epidemiológicos
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Dados Epidemiológicos
Dados Epidemiológicos
Dados demográficos
Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) 
apontaram que, em 2010, o número total de consultas médicas 
para homens entre 20 e 59 anos de idade apresentado ao gestor 
do SUS e registrado no sistema foi de 3.217.197, o que resulta 
numa média de 0,06 consulta/homem/ano.
Dados demográficos
Masculinidades e Gênero
• Masculinidades: termo utilizado para contemplar as formas de
representar o masculino – varia de acordo com o contexto cultural e
época;
• Atenção aos estereótipos de gênero;
• Saúde do homem indígena – diversidade de etnias e contexto.
• É importante desenvolver competência cultural para identificar a
identidade de gênero de cada comunidade indígena.
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e
Cuidado
Política Nacional de Atenção Integral da
Saúde do Homem (PNAISH)
• Porque é histórico o desconhecimento sobre as peculiaridades de ser homem
na sociedade;
• Porque os homens morrem entre 5 a 7 anos mais cedo que as mulheres em
diferentes culturas, com diferentes sistemas de saúde disponíveis;
• Porque, na sua maioria, tais mortes são evitáveis à medida que costumam
estar relacionadas a comportamentos adotados por corresponderem a
estereótipo tradicional de masculinidade.
Política Nacional de Atenção Integral da
Saúde do Homem (PNAISH)
A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) tem como
diretriz promover ações de saúde que contribuam significativamente para a
compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos
socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de
desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de
Estados e Municípios.
Objetivo geral: ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta (20 a 59
anos) do Brasil aos serviços de saúde.
Plano de Ação da PNAISH
• Elaborar estratégias que visem aumentar a demanda dos homens aos serviços
de saúde.
• Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o autocuidado e hábitos
saudáveis, através de ações de informação, educação e comunicação.
• Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de
efetivar a atenção integral à saúde do homem.
• Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a
resolubilidade dos serviços de saúde.
Plano de ação da PNAISH
• Desenvolver estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS.
• Avaliar e oferecer recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo
medicamentos) para garantir a adequada atenção à população masculina.
• Analisar de forma articulada com as demais áreas técnicas do MS os sistemas
de informação.
• Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações
através do monitoramento da Política.
PNAISH – eixos temáticos
• Acesso e Acolhimento
• Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva
• Paternidade e Cuidado
• Doenças prevalentes na população masculina
• Prevenção de Violências e Acidentes
Barreiras de acesso dos homens aos serviços 
de saúde
• Estereótipos de gênero;
• O pensamento mágico;
• Medo que descubradoenças;
• O papel de provedor;
• O papel de “cuidar”;
• Barreiras Socioculturais;
.
Barreiras de acesso dos homens aos serviços
de saúde
• Estratégias Institucionais de comunicação não privilegiam os homens;
• Inadequação dos serviços de saúde:
a) Horários de funcionamento
b) Dificuldades de acesso
c) Presença de mulher no exame do toque retal
.
Eixos temáticos
• Acesso e Acolhimento:
Objetiva reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na
qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços
masculinos e, por sua vez, os serviços reconheçam os homens como sujeitos
que necessitam de cuidados.
Acesso e Acolhimento
• Acesso e Acolhimento:
Acesso e Acolhimento
Eixos temáticos
• Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva:
Busca sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em
geral para reconhecer os homens como sujeitos de direitos sexuais e
reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a esse fim e
implementando estratégias para aproximá-los desta temática.
Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva
Eixos temáticos
• Paternidade e Cuidado:
Objetiva sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral
sobre os benefícios do envolvimento ativo dos homens com em todas as fases
da gestação e nas ações de cuidado com seus filhos, destacando como esta
participação pode trazer saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos
saudáveis entre crianças, homens e suas parceiras.
Paternidade e Cuidado
Desafios
• Envolver e engajar os homens nas tarefas de cuidado (referentes ao cuidado
com as crianças e cuidado de outros nas configurações familiares) -
empoderamento dos homens e das mulheres, maior equidade de gênero e
distribuição dos papéis
• Inserir o homem na lógica dos serviços e na ESF/AB, no pré-natal, parto e
puerpério – conexão, afeto e vínculo
• Compreender o “cuidar” não apenas como uma qualidade feminina –
todos ganham
Eixos temáticos
Situações prevalentes na população masculina
Busca fortalecer a assistência básica no cuidado à saúde dos homens,
facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção
necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças e dos
agravos à saúde.
Eixos temáticos
Prevenção de Violências e Acidentes
Visa propor e/ou desenvolver ações que chamem atenção para a
grave e contundente relação entre a população masculina e as
violências (em especial a violência urbana) e acidentes,
sensibilizando a população em geral e os profissionais de saúde
sobre o tema.
Situações prevalentes na população masculina
Câncer de próstata: 
causas, sintomas, tratamentos e prevenção
Causas ainda desconhecidas, relacionadas com:
• Idade (quanto mais velho maior a probabilidade),
• Hormônio (testosterona),
• Histórico familiar,
• Raça (maior incidência no homem negro),
• Alimentação (dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas baixam as
defesas do corpo contra o câncer, o Japão tem menos registros).
Câncer de próstata: 
causas, sintomas, tratamentos e prevenção
Impacto 
provocado pelo 
câncer de 
próstata e pelo 
tratamento na 
vida dos 
homens
Câncer de próstata: 
causas, sintomas, tratamentos e prevenção
Como prevenir?
• Ter uma alimentação
saudável.
• Manter o peso 
corporal adequado.
• Praticar atividade física.
• Não fumar.
• Evitar o consumo de 
bebidas alcoólicas.
Sinais e sintomas:
• Dificuldade de urinar;
• Demora em começar e 
terminar de urinar;
• Sangue na urina;
• Diminuição do jato de urina;
• Necessidade de urinar mais
vezes durante o dia ou à noite.
Câncer de próstata: Investigação
• Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata,
introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame
permite palpar as partes posterior e lateral da próstata.
• Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma
proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis
altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da
próstata.
Câncer de próstata: Sinais de alerta
Câncer de próstata: Diagnóstico e tratamento
Câncer de próstata: Estadiamento
• Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo 
protegido por uma luva lubrificada no
reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata.
• Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade
de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico
(PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da 
próstata.
Alcoolismo
• Alcoolismo afeta cerca de 5% das mulheres e 15% dos homens na
população brasileira acima de 15 anos de idade e na maioria dos
países ocidentais.
• Prevalência de consumo abusivo de álcool é 13,7% superior entre
os homens em relação às mulheres.
• Impacto na saúde, vida social, relações familiares.
Tabagismo
No Brasil
Acidentes e violência
Acidentes e violência
Acidentes e violência
Acidentes e violência
Acidentes e violência
• A incidência anual de acidentes de trabalho foi estimada em
5,80%, discretamente maior entre os homens (6,05%) do que
entre as mulheres (5,53%).
• A incidência de acidentes de trânsito é maior no sexo masculino e
está associada ao abuso de álcool, excesso de velocidade e fatores
externos (barreiras na pista, chuva, engarrafamento).
Acidentes e violência
A prevalência de violência entre os homens tem relação com
a concepção de masculinidade?
Abordagem à saúde do homem na aps
• Novembro é o mês de conscientização sobre os cuidados integrais
com a saúde do homem. Saúde mental, infecções sexualmente
transmissíveis, doenças crônicas (diabetes, hipertensão) entre outros
pontos devem ser sempre observados pela população masculina.
• Todos os anos, nesse período, 21 países, incluindo o Brasil, preparam
campanhas sobre prevenção e diagnóstico do câncer de próstata,
além de levar informações sobre a prevenção e promoção aos
cuidados integrais com o cuidado da saúde masculina.
• Medida da Pressão arterial;
• Hemograma complete;
• EAS / urina tipo 1;
• Teste de glycemia;
• Atualização da carteira vacinal;
• Verificação do perímetro abdominal;
• Calcular IMC.
Uso de álcool e outras drogas
A prevalência do uso de álccol na população brasileira é de 21,3%
maior entre os homens que entre as mulheres.
Um em cada 4 homens que fazem uso de álcool se tornam
dependentes, ao passo que uma em cada 10 mulheres usuárias de
álcool se torna dependente.
Os homens são maioria entre os usuários de solventes (10,3% x
3,3%). Prevalência geral de menos de 1% da população.
Materiais complementares
https://www.youtube.com/watch?v=o-wJowEwGx0
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do 
Homem: princípios e diretrizes. Brasília: MS, 2009. Disponível em: <http://bvsms. saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt1944_27_08_2009.html>
DUARTE, M. D. G. et al. Entendendo a prevalência de vítimas do sexo masculino em acidentes automobilísticos.. In: Anais da III Jornada Nacional de urgência e 
emergência LAUEC. Anais...Manaus(AM) Evento Online, 2022. Disponível em: <https//www.even3.com.br/anais/IIIJORNADA2022/513205-ENTENDENDO-A-
PREVALENCIA-DE-VITIMAS-DO-SEXO-MASCULINO-EM-ACIDENTES-AUTOMOBILISTICOS>
FIOCRUZ. Painel de Indicadores de Saúde – Pesquisa Nacional de Saúde. Disponível em https://www.pns.icict.fiocruz.br/painel-de-indicadores-mobile-desktop/
GARCIA, L. P.; FREITAS, L. R. S. Consumo abusivo de álcool no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 24, n. 
2, p. 227-237, jun. 2015. Disponível em: <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742015000200005&lng=pt&nrm=iso>.
GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática.Porto Alegre: Artmed, 2019, 
2388 p.
SANTANA, V. et al. Acidentes de trabalho não fatais: diferenças de gênero e tipo de contrato de trabalho. Cadernos De Saúde Pública, v. 19, n. 2, p. 481–493, 2003. 
https://doi.org/10.1590/S0102-311X2003000200015
SIMÃO, M. O. Mulheres e homens alcoolistas: um estudo comparativo de fatores sociais, familiares e de evolução. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 4, n. 
7, p. 147–148, 2000. https://doi.org/10.1590/S1414-32832000000200018
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Saúde do Adulto -
Rastreamento
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Rastreamento
Aplicação de testes em pessoas assintomáticas (em uma população
definida) com o objetivo de selecionar indíviduos para intervenções
cujo o objetivo cujo benefício potencial seja maior que o dano
potencial. Assim, pretende-se reduzir a morbimortalidade atribuída à
condição a ser rastreada.
Rastreamento
• Realizar rastreamentos com evidência, na população alvo.
• Cuidado: “Eu quero ter segurança de que eu não vou ter uma
doença, aí eu faço algo que pode não reduzir a minha chance de ter
a doença, mas está me dando a sensação de que eu estou mais
seguro.”
Rastreamento
• Confiabilidade: capacidade de um teste ser reprodutível, ou seja, produzir
resultados consistentes quando realizado várias vezes sob as mesmas condições
• Validade ou acurácia: representa a proporção de acertos e erros de um teste,
ou seja, o quanto os resultados representam a verdade ou se afastam dela.
Rastreamento
Validade
• Sensibilidade: probabilidade de um teste ser positivo na presença da doença
• Especificidade: probabilidade de um teste ser negativo na ausência da doença
Um bom teste de rastreamento é altamente sensível.
Rastreamento
• Sensibilidade: é a capacidade de um exame ser positivo quando testado entre as
pessoas previamente doentes (verdadeiros positivos).
• Um teste com sensibilidade de 90% significa que 10% dos casos serão falsos
negativos (pessoas com a patologia, porém com exame negativo).
• Um exame com grande sensibilidade é importante para detectar o maior
número possível de indivíduos com a patologia.
• Um exame altamente sensível, quando negativo, descarta a patologia rastreada.
Rastreamento
• A especificidade é a capacidade de um exame ser negativo quando testado
entre as pessoas previamente sadias (verdadeiros negativos).
• Especificidade de 90% significa que 10% dos casos serão falsos-positivos
(exames positivos sem a patologia presente).
• Um exame com grande especificidade é importante para excluir dos
resultados positivos as pessoas saudáveis.
• Um exame altamente específico quando positivo é útil para confirmar a
patologia rastreada.
Rastreamento
• Especificidade e sensibilidade nunca são 100%.
• Há sempre margem de erro.
• Rastreamento = peneiramento.
• Rastrear é diferente de diagnosticar.
• Aplicar testes de rastreamento significa apenas a fase inicial de peneiramento
de um grupo populacional que deverá ser submetido a outras etapas.
Rastreamento
Fonte: adaptado de UK National Screaning Comitee (2016, p.5)
Rastreamento - a OMS classifica em dois tipos: 
oportunístico e organizado
Rastreamento
• Diagnóstico precoce x Diagnóstico oportuno.
• Diagnóstico oportuno implica uma abordagem mais centrada na pessoa, no seu
cuidado ao longo do tempo, visando benefícios e evitando danos.
• O processo de diagnóstico é uma ponderação de muitos fatores diferentes,
variando entre pacientes e dependendo das suas singularidades.
• Frequentemente o diagnóstico não é um evento único, mas um processo em
evolução, que deve viabilizar diagnose no momento certo para o paciente em
particular em circunstâncias específicas.
Rastreamento e níveis de prevenção
Rastreamento e níveis de prevenção
• Os incidentalomas – diagnósticos derivados dos achados casuais, sobretudo em
exames de imagem de alta resolução, que em aproximadamente 80% das vezes
não têm consequências clínicas;
• Os sobrediagnósticos – diagnósticos corretos de doenças (inclusive câncer) que
não teriam repercussão na vida da pessoa, mas que geram tratamentos, devido
à impossibilidade de distinção entre casos que evoluiriam para uma doença
clinicamente manifesta e aqueles que permaneceriam em estado de “latência”.
Rastreamento e níveis de prevenção
• Tais exemplos, cada vez mais comuns, são potenciais geradores de
significativos danos iatrogênicos e de medicalização excessiva, devido às suas
múltiplas cascatas de intervenções. Eles demandam fortemente P4.
• Como os rastreamentos são ações aplicadas em pessoas assintomáticas, é
necessário que haja um controle de qualidade de cada uma das etapas devido
aos potenciais danos dos falsos positivos, falsos negativos e dos seguimentos
das situações de indeterminação, tais como ASCUS, BIRADS III, hipotireoidismo
subclínico, intolerância à glicose etc.
Níveis de prevenção
Detecção precoce do câncer
Detecção precoce do câncer
Para detecção precoce do câncer é necessário conhecer o
comportamento da doença que se deseja rastrear e as características
do teste de rastreamento.
Rastreamento Câncer de Pulmão
Recomenda-se rastreamento de câncer de pulmão com Tomografia
Computadorizada de Tórax anual em adultos entre 50 e 80 anos que
tenham história de consumo de tabaco de 20 maços/ano e fumam
atualmente ou cessaram nos úlqmos 15 anos.
USPSTF, 2022 
Disfunção tireoidiana
• Contraindica-se rastreamento para disfunção tireoidiana em adultos maiores
de 18 anos, assintomáticos.
• Essa recomendação não se aplica para gestantes, pessoas com história de
cirurgia ou doença de tireóide, indivíduos em uso de medicações tireotóxicas
(lítio, amiodarona), radioterapia em tireóide ou região cervical prévia, doença
de hipotálamo ou pituitária.
Canadian Task Force, 2023
Prevenção de fratura patológica
• Rastreamento entre mulheres de mais de 65 anos, centrada no
compartilhamento da decisão entre a mulher e seu médico.
• As mulheres devem ser informadas dos riscos e apoiadas em suas decisões para
posterior rastreamento, diagnóstico e tratamento.
• Rastreamento é contraindicado em mulheres abaixo de 65 anos e entre
homens.
• Use o FRAX para apoiar sua conduta.
Canadian Task Force, 2023
Prevenção de fratura patológica – calculadora 
FRAX
Canadian Task Force, 2023
Canadian Task Force, 2023
Prevenção de fratura patológica – calculadora 
FRAX
Rastreamento de 
câncer de próstata
Canadian Task Force, 2023
Quais os riscos de não rastrear câncer
de próstata?
Entre os homens que foram
rastreados com PSA, o risco de morrer
de câncer de próstata foi de 5 em
1000
Entre os homens que não foram
rastreados com PSA, o risco de morrer
de câncer de próstata foi de 6 em
1000
Complicações do tratamento de câncer de
próstata:
• 114-214 homens terão complicações como
infecções, cirurgias adicionais e transfusão
sanguínea.
• 127-442 terão disfunção erétil crônica.
• Mais de 178 terão incontinência urinária.
• 4 a 5 vão morrer de complicações do
tratamento para o cancer.
Rastreamento de 
câncer de próstata
Canadian Task Force, 2014
Rastreamento de câncer de colo uterino
BRASIL, 2010
Mulheres dos 25 aos 64 anos que tenham iniciado vida sexual em
algum momento da vida.
Periodicidade do Papanicolau:
• Dois exames com intervalo anual.
• Após dois exames anuais normais, realiza se somente um exame a cada três
anos.
Rastreamento de câncer de mama
População alvo Periodicidade dos exames de 
rastreamento
Mulheres de 40 aos 49 anos ECM anual e, se estiver alterado, 
mamografia
Mulheres de 50 aos 69 anos ECM anual e mamografia bianual
Mulheres de 35 anos ou mais e risco 
elevado
ECM e mamografia anuais
BRASIL, 2010
Rastreamento de câncer de cólon
• No mundo é a segunda maior causa de morte por câncer entre os 
homens e a terceira entre as mulheres .
• Fatores de risco para câncer colorretal: 
• Câncer colorretal ou pólipo adenomatoso.
• Doença inflamatória intestinal.
• Sinais e sintomasde câncer colorretal.
• Adultos com síndromes hereditárias que predispõem câncer colorretal.
Canadian Task Force, 2016
Rastreamento de câncer de cólon
Jama, 2021; Canadian Task Force, 2016
Esta ferramenta fornece orientação para profissionais da APS sobre diferentes testes de 
triagem, intervalos de triagem e idades recomendadas para iniciar e parar a triagem.
Idade Triagem? Intensidade de recomendação Teste
<50 Não sugerimos triagem
50-59 sim fraca Pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) a cada 2 anos OU 
sigmoidoscopia flexível a cada 10 anos.
60-74 sim forte PSO a cada 2 anos OU sigmoidoscopia flexível a cada 10 
anos.
75+ não fraca
Se o paciente estiver interessado na triagem, discuta opções 
e o ajude a tomar uma decisão baseada na sua qualidade de 
vida, valores e preferências.
Uma recomendação forte significa que a maioria dos indivíduos serão melhor atendidos pela medida de ação recomendadaˑ
Uma recomendação fraca significa que muitos dos indivíduos gostaria da medida de ação recomendada, porém muitos não
gostariam. Profissionais de cuidados primários devem discutir os danos potenciais e os benefícios da triagem com seus pacientes.
Risco cardiovascular: rastreamento de HAS
• Recomenda-se triagem para hipertensão em adultos com 18 anos ou
mais com medição da pressão arterial no consultório.
• Anual em adultos com 40 anos ou mais e em adultos com risco aumentado
para HAS (como pessoas negras, com pressão arterial normal alta ou com
sobrepeso/obesidade).
• A cada 3-5 anos para adultos de 18 a 39 anos baixo risco para HAS e com
medida prévia de pressão arterial normal.
• Recomendam-se medições de pressão arterial fora do ambiente
clínico para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento.
USPSTF, 2021 
Risco cardiovascular: rastreamento de 
Diabetes
• Em adultos assintomáticos, recomenda-se triagem para pré-
diabetes e diabetes tipo 2 em adultos de 35 a 70 anos com
sobrepeso ou obesidade.
• Sugere-se oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para
intervenções preventivas eficazes.
USPSTF, 2022 
Risco cardiovascular: uso de estatina
• Recomenda-se estatina para prevenção primária de DCV para adultos de 40 a 75
anos com 1 ou mais fatores de risco de DCV (dislipidemia, diabetes, hipertensão ou
tabagismo) e um risco estimado de DCV em 10 anos 10% ou mais. (recomendação B)
• Recomenda-se estatina para a prevenção primária de DCV para adultos de 40 a 75
anos que tenham 1 ou mais desses fatores de risco de DCV e um risco estimado de
DCV em 10 anos de 7,5% a 10%.A probabilidade de benefício é menor neste grupo
do que em pessoas com um risco de 10 anos de 10% ou maior. (recomendação C)
• A evidência atual é insuficiente para avaliar o equilíbrio de benefícios e malefícios de
iniciar uma estatina para a prevenção primária de eventos cardiovasculares e
mortalidade em adultos com 76 anos ou mais. USPSTF, 2022 
Recomendações de leitura
• United States Preventive Services Task Force (USPSTF): 
https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/
• Canadian Task Force (CTF): http://canadiantaskforce.ca/
• National Institute for Health and Care Excellence (NICE): 
https://www.nice.org.uk/
• Colaboração Cochrane, que tem um endereço brasileiro: 
http://brazil.cochrane.org/ 
Material complementar
• https://www.buzzsprout.com/1815691/12783159-how-to-prevent-
fragility-fractures-a-guideline-for-family-doctors
• https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/videos/
https://www.buzzsprout.com/1815691/12783159-how-to-prevent-fragility-fractures-a-guideline-for-family-doctors
Referências
BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 95 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf
NICE - National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Clinical guideline [CG181]. 2014. 
Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/cg181.
ELSAYED, N.A. et al., American Diabetes Association. 2. Classification and diagnosis of diabetes: Standards of Care in Diabetes—2023. Diabetes Care, v. 46, n. 1, p. 19-40, 
2023.
ELSAYED, N.A. et al., American Diabetes Association. 1. Improving care and promoting health in populations: Standards of Care in Diabetes—2023. Diabetes Care, v. 46, 
n. 1, p. 10-18, 2023.
Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. CMAJ, v. 188, n.5, p. 340-348, 2016. Disponível em: https://www.cmaj.ca/content/188/5/340. Acesso 
em: 12/05/2023
Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. Rastreamento do câncer de mama para mulheres sem risco aumentado. 2020. Disponível em: 
https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/breast-cancer-update/
Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. Rastreamento do Câncer Colorretal. 2016. Disponível em: https://canadiantaskforce.ca/wp-
content/uploads/2016/05/ctfphccolorectal-cancerpatient-faqfinal-updated160222.pdf. 
US Preventive Services Task Force. Screening for Colorectal Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA, v. 325, n. 19, 2021. Disponível 
em: https://www.uptodate.com/contents/tests-for-screening-for-colorectal-cancer/abstract/56
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf
https://www.cmaj.ca/content/188/5/340
https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/breast-cancer-update/
https://canadiantaskforce.ca/wp-content/uploads/2016/05/ctfphccolorectal-cancerpatient-faqfinal-updated160222.pdf
https://www.uptodate.com/contents/tests-for-screening-for-colorectal-cancer/abstract/56
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Saúde da Pessoa Idosa
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Envelhecimento populacional brasileiro
• A prevalência de brasileiros com
idade > 65 anos aumentará de 7,4%
em 2015 para 20% em 2030 e para
26,7% em 2060 (OMS).
• Pessoas com 60 anos ou mais de
idade passou de 11,3% em 2012
para 14,7% da população em
2021, com razão de sexos de 78,8
homens para cada 100 mulheres
nessa faixa etária.
(IBGE, 2022)
Envelhecimento populacional brasileiro
• Make Health Last. What will your
last 10 years look like?, 2013. The
Canada Heart and Stroke
Foundation.
• (Faça sua saúde durar. Como serão
os seus últimos 10 anos de vida?)
• https://www.youtube.com/watch?v
=mlY8HFqxRdQ
https://www.youtube.com/watch?v=mlY8HFqxRdQ
Envelhecimento populacional brasileiro 
• Maior carga de doenças crônicas e incapacidades funcionais, com
surgimento de novas demandas e o uso mais intensivo dos serviços de
saúde.
• Doenças mais frequentes, porém nem sempre estão associadas à
dependência funcional.
• Envelhecimento X Incapacidades e Dependência
• Envelhecimento = maior vulnerabilidade.
• Conceito de saúde no idoso: presença de doenças ou idade avançada X
ausência de saúde.
(MORAES, 2018)
Envelhecimento populacional brasileiro
• A idade e as doenças crônico-degenerativas elevam o risco de
disfunções e incapacidades.
• A redução dos fatores de risco para doenças crônicas, irá
prevenir mais de 70% dos problemas de saúde, incluindo as
incapacidades.
• Mais de 80% dos gastos em saúde são atribuídos às
doenças crônicas.
(MORAES, 2018)
Promover o envelhecimento saudável
Envelhecimento saudável previne,
posterga e minimiza a severidade
das doenças crônicas e das
incapacidades na velhice,
mantendo a autonomia,
independência e sociabilidade e,
consequentemente reduzindo a
pressão sobre o sistema de saúde.
manter estilo de vida ativo
alimentar saudavelmente 
manter conexão social 
eliminar tabagismo
(BRASIL, 2007)
• Trabalho em grupos com a pessoa idosa.
• Grupos de convivência, de atividade física, etc.
• Promoção de saúde: cessação do tabagismo,etilismo, promoção 
de atividade física, orientações para alimentação saudável, 
imunização, atividades de lazer e social.
Promover o envelhecimento saudável
(BRASIL, 2007)
Imunização no Idoso
(BRASIL, 2022)
Regra de ouro da alimentação saudável
Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente
processados e preparações culinárias a alimentos
ultraprocessados.
(BRASIL, 2007)
Promover atividade física, atividades de lazer 
e social
Aspectos culturais
• Diferenças culturais dos povos
indígenas.
• Sábios - Transmissão de conhecimentos
e aspectos espirituais.
• Memórias, histórias.
• Educadores.
• Preservação e divulgação do
etnoconhecimento.
• Anciãos – muito voltados para dentro
da comunidade.
(ARAÚJO REIS, 2007; RISSARDO, 2014 )
Saúde da pessoa idosa
Define-se saúde como uma medida da capacidade individual de
realização de aspirações e da satisfação das necessidades,
independentemente da idade ou da presença de doenças.
(MORAES E LANNA, 2014)
Declínio funcional
Incapacidades
Idade X Funcionalidade
Idade: NÃO é um bom marcador de declínio funcional
Funcionalidade: bom marcador de vitalidade
Idade: 80 anosIdade: 80 anos
Deficiências
Comorbidades
Avaliação mulBdimensional da pessoa idosa
(MORAES, 2018)
Capacidade Funcional
• Envelhecer sem nenhuma doença crônica é mais uma exceção do que a regra 
(Veras, 2012). 
• Novo indicador de saúde = a CAPACIDADE FUNCIONAL. 
• Saúde = Funcionalidade global do indivíduo -> a capacidade de gerir a própria 
vida ou cuidar de si mesmo. 
• A pessoa é considerada saudável quando é capaz de realizar suas atividades 
sozinha, de forma plena, mesmo que seja muito idosa ou portadora de 
doenças (Moraes, 2012). 
• Diagnóstico clínico X capacidade funcional 
• População heterogênea (MORAES, 2018)
Capacidade Funcional
•Bem-estar e funcionalidade são complementares. 
•Presença de:
• Autonomia (capacidade individual de decisão e comando sobre as
ações, estabelecendo e seguindo as próprias convicções) e;
• Independência (capacidade de realizar algo com os próprios meios)
• Permitindo que o indivíduo cuide de si e de sua vida.
(MORAES, 2018)
Capacidade Funcional – Domínios:
• Cognição: é a capacidade mental de compreender e resolver
adequadamente os problemas do cotidiano;
• Comunicação: é a capacidade de estabelecer um relacionamento
produtivo com o meio, trocar informações, manifestar desejos, ideias e
sentimentos. Depende de três subsistemas funcionais: visão, audição e
produção/motricidade orofacial. Esta última é representada pela voz, fala
e mastigação/deglutição;
(MORAES, 2018)
Capacidade Funcional – Domínios:
• Humor/Comportamento: é a motivação necessária para a realização das
atividades e/ ou participação social. Inclui também o comportamento do
indivíduo, que é afetado pelas outras funções mentais, como senso-percepção,
pensamento e consciência;
• Mobilidade: é a capacidade individual de deslocamento e de manipulação do
meio. Por sua vez, a mobilidade depende de quatro subsistemas funcionais: a
capacidade aeróbica e muscular (massa e função), o alcance/preensão/pinça
(membros superiores) e a marcha/ postura/transferência. A continência
esfincteriana é também considerada um subdomínio da mobilidade, pois a sua
ausência (incontinência esfincteriana) é capaz de interferir na mobilidade e
restringir a participação social do indivíduo.
(MORAES, 2018)
(MORAES, 2018)
Avaliação mulBdimensional da pessoa idosa 
– IVCF-20
Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional - IVCF-20
• Primeiro instrumento brasileiro para rastreio da pessoa idosa com fragilidade
(idoso em risco de fragilização e idoso frágil) na APS.
• Ênfase na identificação do idoso de risco e orientações capazes de reservar ou
recuperar sua independência e autonomia.
• Simples e de rápida aplicação: Considerado uma metodologia de Avaliação
Geriátrica Ampla utilizável por qualquer profissional de saúde ou familiares.
(MORAES, 2016)
IVCF-20
(MORAES, 2018)
IVCF-20
(MORAES, 2018)
Índice De Vulnerabilidade Clínico-funcional-
20 (IVCF-20)
(MORAES, 2018)
(MORAES, 2018)
Síntese do resultado do (IVCF-20)
Auto 
Percepção 
de Saúde
(MORAES, 2018)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa
• Funcionalidade global.
• Cognição/memória.
• Humor/comportamento.
• Mobilidade (alcance, preensão 
e pinça/ postura, marcha e 
transferência/ continência 
esfincteriana).
• Medicamentos.
• Comunicação (visão/ audição/ 
produção e motricidade 
orofacial).
• Sistemas fisiológicos.
• História pregressa.
• Contexto (avaliação 
sociofamiliar, do cuidador, 
ambiental).
(MORAES, 2018)
FUNCIONALIDADE
Atividades de Vida Diária
ESCALA DE LAWTON-BRODY
Atividades de Vida Diária 
BÁSICAS ESCALA DE KATZ
(MORAES, 2018)
(MORAES, 2018)
Avaliação multidimensional da pessoa idosa
• Estado mental: cognição e memória
• Perguntar à família e ao paciente: dificuldade de memória ou
esquecimento.
• Solicitar à pessoa idosa que repita o nome dos objetos e, após 3 minutos,
pedir que os repita.
• Se for incapaz de fazê-lo, aplicar o Mini Exame do Estado Mental (teste
cognifvo).
(MORAES, 2018)
(MORAES, 2018)
(MORAES, 2018)
Interpretação do MEEM
Se exame alterado, prosseguir com investigação de demência.
(MORAES, 2018)
Avaliação multidimensional da pessoa idosa 
– HUMOR
• HUMOR:
• Perguntar ao paciente se ele se
sente triste ou desanimado
frequentemente.
• Se posifvo, aplicar escala de
depressão geriátrica (GDS-15).
(MORAES, 2018)
GDS
Interpretação: 
GDS-5 ≥ 2
GDS-15 ≥ 6
•Suspeita de distúrbio do humor
(BRASIL, 2007)
Avaliação multidimensional da pessoa idosa 
– MOBILIDADE
•Perguntar sobre QUEDAS 
no último ano:
• => Frequência
• => Circunstâncias
Associadas a alto índice de 
morbimortalidade, redução da 
capacidade funcional e 
institucionalização precoce
(BRASIL, 2007)
Avaliar segurança ambiental
• Escala Ambiental do Risco de Quedas
Triagem
Timed Up and Go
< 10 segundos
Baixa probabilidade de alteração de 
marcha e equilíbrio
10 a 20 segundos
Realizar avaliação qualitativa da 
marcha (Get Up and Go Test)
20 segundos
Alta probabilidade de alteração de marcha e 
equilíbrio contribuindo para queda
Alteração de marcha/equilíbrio:
• Marcha típica: causa única.
• Ausência de padrão típico de marcha: provável
etiologia multifatorial
Crise de queda: “drop attack”
Exame clínico e pesquisa de 
hipotensão ortostática
ECG e Ecodopplercardiograma
Excluir cardiopatia estrutural
Holter 24 horas
Tilt Table Test
Tonteira / Vertigem
VPPB: Manobra de Epley
Vertigem com manobra de Dix-Hallpike negativa
• Procurar causas metabólicas
• Encaminhar para avaliação com ORL
IDOSO COM QUEDAS DE REPETIÇÃO
(≥ 2 quedas no último ano)
Avaliar fatores de risco:
• fraqueza muscular;
• déficit visual;
• limitação da mobilidade por doença músculo-esquelética;
• incapacidade cognitiva: demência ou depressão;
• presença de hipotensão ortostática;
• comprometimento em AVD;
• uso de medicamentos relacionados a quedas.
MARCHA NORMAL MARCHA ANORMAL
• Presença de escadas?
• Pisos deslizantes?
• Tapetes?
• Iluminação adequada?
• Corrimão no banheiro?
• Uso de chinelos?
Fazer avaliação ambiental – visita domiciliar:
(BRASIL, 2007)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Mobilidade
(BRASIL, 2007)
Avaliação MulBdimensional da Pessoa Idosa -
Mobilidade
(BRASIL, 2007)
• Incontinência urinária:
• Perguntar: “Você já perdeu urina
ou sentiu-se molhado?”
• Uso de fraldas geriátricas
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Mobilidade
(BRASIL, 2007)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Nutrição
(BRASIL, 2007)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Nutrição
• Pobreza;
• Isolamento social;
• Depressão;
• Demência;
• Dor;
• Imobilidade;
• Refluxo gastroesofágico;
Causas frequentes de anorexia e perda de peso em idosos:
• Constipação;
• Alcoolismo;
• Uso de medicamentos;
• Problemas dentários;
• Xerostomia;
• Diminuição do paladar;
• Alterações no reconhecimento de 
fome e sede.Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Comunicação
VISÃO AUDIÇÃO FALA
A possibilidade de estabelecer um relacionamento produtivo com o meio, 
trocar informações, manifestar desejos, idéias, sentimentos está 
intimamente relacionada à habilidade de se comunicar. É através dela que 
o indivíduo compreende e expressa seu mundo.
(BRASIL, 2007)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Comunicação
VISÃO
Você tem problema para ler, dirigir 
ou dificuldade para enxergar?
Sim Não
Aplicar
Teste de Jaeguer e 
Teste de Snellen
Alterado
Normal
Encaminhar ao 
oftalmologista
(BRASIL, 2007)
Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa -
Comunicação
AUDIÇÃO
Aplicar
teste do sussuro
Normal Alterado
Fazer
Otoscopia
Cerume
Normal
Fazer lavagem 
dos ouvidos e reavaliar
solicitar
audiometria
Reavaliação
anual
(BRASIL, 2007)
Medicamentos e Risco de Polifarmácia
Cerca de 30% dos pacientes idosos empregam 5 ou mais
medicamentos por dia, o que corresponde a polifarmácia.
COLATERAL. Porta dos fundos, 2015 
hsps://www.youtube.com/watch?v=c2Vf1MbO2BU
(MORAES, 2018)
https://www.youtube.com/watch?v=c2Vf1MbO2BU
Promover a prevenção quaternária - combate ao 
sobrediagnóstico e ao sobretratamento
Atendimento por diferentes profissionais
Duplicação e interação medicamentosa
Latrogenia
MÉDICO DE FAMÍLIA: coordenação da assistência, manejo do paciente, 
revisão regular da medicação, contribuir com a equipe no apoio à família.
Comorbidades
(GUSSO E LOPES, 2018)
“Medicalização” da velhice leva a Polifarmácia
• Excesso de medicamentos.
• Interação medicamentosa.
• Dosagem excessiva, ou 
insuficiente.
• Fragilidade metabólica: fígado 
e rim Dificuldades de acesso.
• Dificuldades na administração.
Promover a prevenção quaternária - combate ao 
sobrediagnósBco e ao sobretratamento
(MORAES, 2018)
Pseudo-hipertensão
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Confusão mental
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Confusão mental
Queda
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Confusão mental
Queda
Fratura de fêmur
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Confusão mental
Queda
Fratura de fêmur
“DA 
IDADE”
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
Pseudo-hipertensão
Nifedipina®
Tontura
“Labirintite”
Stugeron®
Parkinsonismo
Levodopa®
Confusão mental
Queda
Fratura de fêmur
“Da idade"
Cuidado com a Cascata Iatrogênica
(Des)Prescrição
• “Mais de 90% dos pacientes estão disposto a interromper o uso de
algum medicamento se seus médicos disserem que isso é
possível”. .
• A desprescrição é o processo planejado e supervisionado de
redução da dose ou interrupção de medicamentos que possam
estar causando danos ou que não sejam mais benéficos.
• A desprescrição faz parte de uma boa prescrição - recuar quando
as doses são muito altas ou interromper medicamentos que não
são mais necessários.
(REEVE et al, 2018)
• No Brasil, ainda não há uma lista de critérios nacionais.
• Vários estudos demonstraram a importância da implantação dos
critérios de Beers e STOPP/START em hospitais e ambulatórios
• A lista de Beers é mais utilizada no momento da prescrição para
prevenir e evitar os medicamentos inapropriados.
• Os critérios STOPP/START são mais úteis no rastreio, com a
finalidade de detectar possíveis erros na prescrição e se há omissão
de medicamentos
(Des)Prescrição
• Ferramenta para tomada de decisão compartilhada para a
desprescrição. Exemplos:
• 1- Inibidor da bomba de prótons:
• https://deprescribing.org/wp-content/uploads/2017/10/PPI-Consult-PtDA-Oct-
11-v2-wt.pdf
• 2- Benzodiazepínicos:
• https://deprescribing.org/wp-
content/uploads/2019/03/deprescribing_algorithms2019_BZRA_vf-locked.pdf
(Des)Prescrição
https://deprescribing.org/wp-content/uploads/2017/10/PPI-Consult-PtDA-Oct-11-v2-wt.pdf
https://www.open-pharmacy-research.ca/wp-content/uploads/deprescribing-algorithm-benzodiazepines.pdf
• STOPP (Screening Tool of Older Persons’ Prescrip;on)
• idenfficação de prescrições dos medicamentos potencialmente inapropriados,
com foco nos medicamentos que podem causar interações e análise das
prescrições com duplicidade terapêufca.
• START (Screening Tool to Alert to Right Treatment)
• detecta os medicamentos potencialmente omissos (MPO), ou seja,
fármacos que deveriam ter sido prescritos aos idosos e não foram.
• Lista de Beers – Atualizada em 2019 pela Sociedade Americana de
Geriatria.
(Des)Prescrição
(Des)Prescrição
Avaliação Multidimensional da pessoa idosa 
– Suporte Social
• Identificar os cuidadores (familiares, vizinhos, amigos,
profissionais que apoiam o idoso) e o suporte social de que
poderia dispor ou dispõe:
• Alguém poderia ajuda-lo caso você fique doente ou incapacitado?
Quem?
• Quem seria capaz de tomar decisões de saúde por você caso não
seja capaz de fazê-lo?
• Anotar nome, endereço, telefone no prontuário do paciente.
(MORAES, 2018)
Avaliação Multidimensional da pessoa idosa 
– Cuidar do Cuidador
•Cuidador é a pessoa que presta cuidados à pessoa idosa.
•Frequentemente esse papel é exercido por uma só pessoa.
• Papel da equipe da ESF:
• Apoio à pessoa idosa e ao cuidador.
• Localizar serviços de apoio (Centro dia, Programa acompanhante de
Idoso, Grupo Terapêutico, etc).
• Apoio à família evitando a institucionalização (abrigo ou instituição de
longa permanência). (MORAES, 2018)
Sobrecarga do cuidador: pactuação dos cuidados entre todos os 
familiares próximos, evitar sobrecarga de poucos.
• Avaliação de sobrecarga do cuidador: 
• Escala de Zarit: https://dms.ufpel.edu.br/casca/modulos/zarit-
main#comp/zarit-main
Avaliação Multidimensional da pessoa idosa 
– Cuidar do Cuidador
(BRASIL, 2007; BRASIL, 2013)
Abordar a pessoa idosa vítima de violência
•Diversos tipos de violência podem ser 
identificados:
• Física
• Negligência
• Financeira
• Sexual
• Psicológica
• Institucional
(BRASIL, 2007)
• Situações de risco para violência contra idosos:
• Agressor e vítima viverem na mesma casa;
• Filhos serem dependentes financeiramente de seus pais de idade avançada;
• Idosos dependerem da família de seus filhos para sua manutenção e sobrevivência;
• Abuso de álcool e drogas pelos filhos, outros adultos da casa ou pelo próprio idoso;
• Ambiente e vínculos frouxos, pouco comunicativos e pouco afetivos na família;
• Isolamento social dos familiares e da pessoa de idade avançada;
• O idoso ter sido uma pessoa agressiva nas relações com seus familiares;
• História de violência na família;
• Os cuidadores terem sido vítimas de violência doméstica;
• Os cuidados padecerem de depressão ou outro sofrimento psíquico;
Abordar a pessoa idosa víBma de violência
(BRASIL, 2007)
Abordar a pessoa idosa vítima de violência
Abordagem intersetorial
• Centro de Referência de Assistência Social (CRAS);
• Centro de Referência para a Mulher;
• Delegacias Policiais;
• Conselhos Municipais de Direitos das Pessoas Idosas;
• Ministério Público (MP);
• Instituto Médicos Legal (IML);
• Secretaria Municipal de Assistência Social.
DISQUE 100: NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA PARA CASOS DEVIOLÊNCIA
Referências bibliográficas:
ARAÚJO REIS, D. et al. SAÚDE DO IDOSO INDÍGENA NO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA. Revista de Enfermagem UFPE, v. 10, n. 8, 2016.
BRASIL. Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. 2006. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília : Ministério da Saúde, 2007.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. SECRETARIA DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE. Guia prático do cuidador. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. 205 p.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Calendário de vacinação idoso. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-
nacional-de-vacinacao/calendario-vacinal-2022/calendario-nacional-de-vacinacao-2022-adulto-e-idoso/view.
IBGE. Características gerais dos moradores 2020-2021, [online]. 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101957_informativo.pdf.
GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018.
Referências bibliográficas:
MORAES, E. N. Atenção à saúde do idoso: aspectos conceituais. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
MORAES, EN; LANNA, FM. Avaliação multidimensional do idoso. 4ª ed. Belo Horizonte: Folium; 2014.
MORAES, E. N. et al. Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 (IVCF-20): reconhecimento rápido do idoso frágil. Revista de Saúde Pública, v. 50, 2016. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/rsp/a/HMMB75NZ93YFBzyysMWYgWG/?lang=pt#
MORAES, E. N. et al. Avaliação multidimensional do idoso. SAS. - Curitiba : SESA, 2018.Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-
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REEVE, E. et al. Assessment of attitudes toward deprescribing in older Medicare beneficiaries in the United States. JAMA internal medicine, v. 178, n. 12, p. 1673-1680, 2018. Disponível em: 
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RISSARDO, L. K. et al. Las prácticas de cuidado de ancianos indígenas de rendimiento de la salud. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 67, p. 920-927, 2014.
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25798731. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25798731/.
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Doenças crônicas não 
transmissíveis
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Roteiro
1. Conhecer a carga das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) 
no Brasil
2. Compreender o modelo efetivo de cuidado às pessoas com DCNT
3. Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, Doença Renal 
Crônica e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT)
• 2009 - Doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e
diabetes.
• 80,7% dos óbitos por doenças crônicas
• Esses quatro grupos de doenças crônicas de maior impacto têm quatro fatores de
risco modificáveis em comum:
• As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas
estão diminuindo
• A prevalência de diabetes e hipertensão está aumentando, junto com a
prevalência de obesidade
CONTROLE DO 
TABAGISMO
AUMENTO DA 
COBERTURA DA ESF
MUDANÇAS DESFAVORÁVEIS NA DIETA E NA ATIVIDADE 
FÍSICA.
Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT)
Conhecer a carga das DCNTs no Brasil
• Em 2016, doença cardíaca isquêmica foi a
principal causa de anos de vida perdidos,
seguido de violência interpessoal.
• Os principais fatores de risco para anos
vividos com incapacidades foram: uso de
álcool e outras drogas, HAS e obesidade.
• Em 1990 e 2016, dor lombar e cervical,
doenças dos orgãos dos sentidos e da pele
foram as principais causas de anos vividos
com incapacidades.
Principais causas de anos de
vida perdidos por Estados
brasileiros, homens e mulheres,
1990 e 2016.
Conhecer a carga das DCNTs no Brasil
Quais ferramentas para ofertar um cuidado 
efetivo às pessoas com DCNT? 
Modelo assistencial – Atributos da APS
• Essenciais: Acesso, Integralidade,
Longitudinalidade e Coordenação
• Derivados: Orientação Familiar, Orientação
Comunitária e Competência Cultural
Saúde Baseada em Evidências
M
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O
A
• Consultas coletivas;
• Grupos operacionais;
• Acionamento da rede de apoio social;
• Abordagem familiar.
Quais ferramentas para ofertar um cuidado 
efetivo às pessoas com DCNT? 
Compreender o modelo efeDvo de cuidado 
às pessoas com DCNT
Promover saúde, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com 
HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Prevenção de eventos cardiovasculares e HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus 
tipo 2 
Prevenção primária
• Melhores condições socio econômicas gerais;
• Leis contra tabagismo, alcoolismo, fast-food e consumismo infantil;
• Mais espaços públicos para a prática de atividades físicas e lazer (ex.: parques e
praças verdes, ciclovias, quadras poliesportivas);
Prevenção de eventos cardiovasculares e HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus 
tipo 2 
Prevenção primária
• Mais opções culturais variadas (teatro, cinema, biblioteca, exposições, feiras,
festivais, shows) e acessíveis em todas as partes das cidades;
• Mais acesso a alimentos in natura a preços acessíves em toda a cidade;
• Mais segurança cidadã em toda a cidade.
Prevenção primária - Como ajudar na mudança 
do estilo de vida?
• Perder peso;
• Usar dieta DASH; 
• Reduzir uso de sal;
• Praticar atividade física;
• Reduzir uso do álcool;
• Cessar tabagismo.
Prevenção primária –
orientações de mudança de esDlo de vida 
• Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento das DCNT, sobre
a qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico.
• Seus elementos fundamentais são manter uma alimentação
adequada e atividade física regular, evitar o fumo e o excesso de
álcool e estabelecer metas de controle de peso.
Prevenção primária - orientações alimentares
Regras de ouro
• Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua
alimentação
• Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar
e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias
• Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os em pequenas
quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte
de refeições baseadas em alimentos in natura, ou minimamente
processados
• Evite alimentos ultraprocessados
Trabalhe colaborativamente com a nutricionista de sua UBS!
Prevenção primária - orientações alimentares e 
competência cultural
Prevenção primária –
incentivo para atividade física
• Antes de iniciar a prática de atividade física, é necessário avaliar as condições
atuais do paciente, o controle metabólico, o potencial para o autocuidado e
avaliar complicações.
• Para que o exercício aeróbico reflita na melhora do controle glicêmico,
mantenha ou diminua o peso e reduza os riscos de doença cardiovascular, deve
ser realizado de forma regular, com um total de 150 minutos/semana,
distribuídos em três dias por semana, não mais de dois dias consecutivos [Grau
de Recomendação B].
Trabalhe colaborativamente com o Educador Físico do NASF de sua UBS
• Abordagens dos 5 “As”para promoção da atividade física:
• Indicação de teste ergométrico prévio:
• Mulheres > 55 anos e homens > 45 anos com fatores de risco para DCV;
• DM tipo 1 de duração > 15 anos, DM tipo 2 > 10 anos ou pessoa > 35 anos;
• Doença vascular periférica; neuropatia autonômica.
Avaliar Aconselhar Acordar / 
negociar
Apoiar Acompanhar
Prevenção primária –
incentivo para atividade física
Prevenção secundária - Rastreamento 
• HAS
Grau de recomendação A : maiores de 18 anos, sem o conhecimento de que sejam
hipertensos, intervalo bianual se PA < 120 80 e anual se PAS entre 120 e 139 mmHg ou PAD
entre 80 e 90 mmHg e/ou presença de fatores de risco.
• Dislipidemia
Homens com 35 anos ou mais Grau A // Homens de 20 a 35 anos com alto risco Grau B;
Mulheres com 45 anos ou mais Grau A // Mulheres de 20 a 45 anos com alto risco Grau B;
Intervalo de 5 anos para pessoas com resultados normais a depender do risco
cardiovascular.
• Diabetes Mellitus Hpo 2
Recomenda-se a triagem para pré-diabetes e diabetes kpo 2 em adultos de 35 a
70 anos com sobrepeso ou obesidade. Os médicos devem oferecer ou
encaminhar pacientes com pré-diabetes para intervenções prevenkvas eficazes.
Prevenção secundária - Rastreamento 
• Diabetes Mellitus tipo 2 e pré-diabetes
Recomenda-se triagem em adultos de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade. Os
médicos devem oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para 
intervenções preventivas eficazes.
Idade maior que 45 anos;
sobrepeso ou obesidade e um ou
mais dos fatores de risco.
Prevenção secundária - Rastreamento 
Acolhimento e Acesso Avançado 
Vídeo: Acesso Avançado. Diário de um Posto de Saúde, 2016
https://www.youtube.com/watch?v=cZi5Xb3ouAo
Prática da Saúde Baseada em Evidências 
(protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas)
Vídeo: Atenção quaternária e iatrogenia. Diário de um Posto de Saúde. 2016. 
https://www.youtube.com/watch?v=1viC3T6fwSQ
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Rastreamento do Risco Cardiovascular
O objecvo é determinar o risco global de um indivíduo entre 30 e 74 
anos de desenvolver DCV em geral nos próximos 10 anos
Esteja ciente de que todas as ferramentas de avaliação de risco de DCV 
podem fornecer apenas um valor aproximado para o risco de DCV.
A interpretação dos escores de risco de DCV deve sempre reflecr o 
julgamento clínico individualizado.
Rastreamento do Risco Cardiovascular
Anamnese, exame clínico e exames complementares quando indicados
Rastreamento do Risco Cardiovascular
• Idade
• Gênero
• Colesterol total
• Tabagismo
• Hdl
• Has
Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV)
Rastreamento do RCV - Framingham
Metas a serem alcançadas:
Rastreamento do Risco Cardiovascular
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS
HAS – Impactos na saúde da população
brasileira
• Os números que definem a HAS são arbitrários, mas se caracterizam como valores em
que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso)
superam os riscos.
• A HAS é uma condição multifatorial (genética, meio ambiente, hábitos de vida e
fatores socioeconômicos).
• A HAS é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais.
• A HAS tem alta prevalência, é de fácil diagnóstico e possui tratamento adequado, mas
é de difícil controle pela baixa adesão.
• A prevenção da HAS é custo-efetiva e o melhor caminho para a diminuição da
morbimortalidade cardiovascular.
HAS e fatores associados
HAS – Fatores de risco
Idade Fatores socioeconomicos
Genética Ingestão de sódio e potássio
Sexo Álcool
Etnia Sedentarismo
Sobrepeso / obesidade Apneia Obstrutiva do Sono
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
Observar técnica correta para mensuração da PA
O paciente deve sentar-se confortavelmente em um ambiente silencioso por 5
minutos, antes de iniciar as medições da PA. Explique o procedimento ao indivíduo
e oriente a não conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser
esclarecidas antes ou depois do procedimento.
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
Observar técnica correta para mensuração da PA
Certifique-se de que o paciente NÃO: 
• Está com a bexiga cheia; 
• Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 60 minutos; 
• Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos; 
• Fumou nos 30 minutos anteriores.
HAS - diagnóstico
• Elevação persistente da PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA
diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo
menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva
• Atentar para estresse físico e emocional
• MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial)
• 3 medidas pela manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e 3 à
noite, antes do jantar, durante 5 dias, ou
• 2 medidas pela manhã e à noite durante 7 dias.
• MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial)
HAS – Classificação da PA de acordo com a medição
no consultório a partir de 18 anos de idade
HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a PA
no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD <90 mmHg, é
classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥
90mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados.
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
HAS – Classificação e Diagnóstico
• Hipertensão primária;
• Hipertensão secundária;
• Suspeitar em pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos;
• Prevalência: 5-10% da população com diagnóstico de Hipertensão;
• Na suspeita, sempre investigar.
HAS - Avaliação individualizada
História clínica
• Dispnéia, dor torácica, palpitações, acuidade visual;
• Hábitos de vida: uso de álcool, tabaco, cocaína, crack, atividade física;
• História familiar: antecedentes de IAM (infarto agudo do miocárdio) e AVE 
(acidente vascular encefálico);
• Aspectos socioeconômicos;
• Uso medicamentos (ex.: anti-inflamatórios, ACO, anorexígenos 
[sibutramina], descongestionantes nasais). 
Exame físico
• Antropometria: IMC, circunferência abdominal - 88 cm para mulheres e 102 cm 
para homens;
• Dados vitais –PA nos dois membros superiores na primeira avaliação e FC 
(frequência cardíaca);
• Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária;
• Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação de turgência 
jugular e palpação de tireoide.
HAS - Avaliação individualizada
• Exame físico.
• Exame do precórdio e ausculta cardíaca: arritmia, sopros, B3, B4.
• Exame do pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos.
• Exame do abdome: a ausculta de sopros em área renal objetivam
detectar hipertensão secundária a obstrução de artérias renais.
• Extremidades: avaliar pulsos.
HAS - Avaliação individualizada
Rotina complementar mínima
• Glicemia;
• Colesterol total, HDL, LDL, 
triglicérides;
• Creatinina / Urina tipo I;
• Potássio;
• ECG (eletrocardiograma);
• Fundoscopia (encaminhar ao 
oftalmologista).
• * FREQUÊNCIA ANUAL
HAS - Avaliação individualizada
Lesões de órgãos-alvo
1. AVE (acidente vascular encefálico) e AIT (ataque isquêmico transitório);
2. IAM (infarto agudo do miocárdio), DAC (doença arterial coronariana), DAOP
(doença arterial obstrutiva periférica);
3. HVE (hipertrofia do ventrículo esquerdo);
4. Nefropatia;
5. Retinopatia;
6. Aneurisma de aorta abdominal;
7. Estenose de carótica sintomática.
1. Sobrecarga de ventrículo E em ECG;
2. Ecocardiograma com índice de massa ventricular ≥ 116 g/m2 nos homensou ≥
96 g/m2 nas mulheres;
3. Índice tornozelo-braqual > 0,9;
4. Doença renal crônica estágio 3;
5. Albuminúria entre 30 e 300mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária
entre 30 e 300mg/g.
Lesões de órgãos-alvo - parâmetro
Manejo Terapêutico – metas pressóricas
LEMBRE: em idosos hígidos, a meta pressórica é PAS entre 130 e 139 e a PAD entre 70 e79. Em
idosos frágeis, PAS entre 140 e 149 e a PAD entre 70 e79
•Medidas não farmacológicas
•Medidas farmacológicas 
Manejo Terapêutico
• Adultos sem DCV – iniciar medicamento se PA ≥ 
140x90mmHg.
• Sequência de escolha dos fármacos anti-hipertensivos:
• 1 passo: clortalidona ou hidroclorotiazida + amilorida ou iECA
• 2 passo: betbloqueador
• 3 passo: anlodipino
Manejo Terapêutico - medidas farmacológicas
Principais Anti-Hipertensivos disponíveis na
Atenção Primária à Saúde
• Diuréticos Tiazídicos
• Hidroclorotiazida, 
Clortalidona
• Bloqueadores do canal de 
Cálcio
• Anlodipino, Nifedipino
• Inibidores da ECA
• Enalapril, Captopril
• Bloqueadores do Receptor da 
Angiotensina (BRA)
• Losartana
Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no
Brasil
Diuréticos poupadores de Potássio:
• Espironolactona 
• Pequena eficácia diurética. 
• Podem ser associados a outros diuréticos no tratamento e prevenção da 
hipotassemia. 
• Evitar em pacientes com redução da função renal.
• Primeira escolha após Tiazídicos, BCC, IECA/BRA
Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no
Brasil
Diuréticos de Alça:
• Furosemida 
• Podem ser usados em associação com diuréticos tiazídicos em pacientes com 
Insuficiência Cardíaca e Renal tanto para controle do edema quanto para 
controle da PA.
• Não deve ser usada para controle de edema em pessoas sem comorbidades.
Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no 
Brasil
Beta-bloqueadores:
• Propranolol, Atenolol, Metoprolol, Carvedilol
• Uso associado com diuréticos pode piorar perfil glicêmico e lipídico.
• Evitar em pacientes com BAV de 2º grau.
• Evitar Atenolol e Propranolol em pacientes com Asma ou DPOC
Inibidores adrenérgicos:
• Metildopa
• A Metildopa é o anti-hipertensivo de escolha para mulheres grávidas.
Medicamentos 
disponíveis na 
Rename 2022
Medicamentos 
disponíveis na 
Rename 2022
Medicamentos 
disponíveis na 
Rename 2022
Assistência Farmacêutica
Indicações das classes medicamentosas
Acompanhamento
Caso não tenha atingido a meta, deve-se:
• Avaliar adesão terapêutica/ observar a técnica de verificação da PA e equipamento;
• Aumentar a dose do fármaco já usado;
• OU adicionar outro fármaco;
• OU substituir o fármaco, se não houver efeito ou haja efeitos indesejados.
Depois de iniciar tratamento medicamentoso:
Verificação semanal da PA até a consulta médica de reavaliação com 30 dias 
Acompanhamento
Após atingir a meta, dividir o cuidado com o enfermeiro, com consultas
intercaladas, a depender do RCV:
• A cada 2 meses (RCV alto>20%);
• A cada 3 meses (RCV intermedio10-20%);
• A cada 6 meses (RCV baixo<10%);
• A cada ano uma consulta odontológica.
Adesão medicamentosa
Nefrologia e/ou Cardiologia:
• Suspeita de hipertensão secundária;
• Hipertensão refratária (= uso de três antihipertensivos, sendo um deles
diurético, sem controle da PA).
O que escrever no relatório de encaminhamento:
• Sinais e sintomas, medicações em uso com dose, medida da PA, alterações
dos exames complementares, se houver, avaliação da adesão, número da
teleconsultoria (se caso tiver sido discutido no Telessaúde);
• Classificar o risco adequadamente.
Telessaúde: 0800 6446543
Critérios de encaminhamento
Título
• Texto
Caso clínico
Dona Maria, negra, 55 anos, hipertensa há 6 anos, chega à unidade
sendo acolhida pela enfermeira, relatando estar ansiosa e preocupada
com a pressão, que acredita estar elevada, pois está sentindo dor de
cabeça leve a moderada. Refere uso regular do anti hipertensivo
enalapril 20mg de 12/12hs. Cefaléia sem sinais de alarme, nega outros
sintomas associados. Medida de PA = 180 x 90mmHg. A enfermagem
solicita atendimento da médica devido ao fato da pressão estar alta.
1 Lista de problemas? 
• Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Urgências e emergências hipertensivas
Pseudo crises hipertensivas: elevações significativas da PA, associadas
a sintomas relatados pelo paciente, não se pode estabelecer relação
causal entre a hipertensão e a manifestação do desconforto.
• As pseudocrises hipertensivas são situações nas quais o aumento acentuado
da PA é desencadeado por dor (cefaléia, cólica), desconforto (tonturas, mal-
estar), ansiedade ou por associação desses fatores
• Grupo de pessoas responsável pela maior procura por um atendimento de
urgência com PA acentuadamente elevada.
Urgências e emergências hipertensivas
• Crises hipertensivas (urgências e e emergências hipertensivas):
quando há risco de desenvolvimento de alguma complicação clínica associada ao
aumento abrupto dos níveis pressóricos.
• Emergências hipertensivas: são situações em que ocorre progressiva
lesão aguda de órgãos alvo e risco iminente de morte, que necessitam de
redução imediata da PA (não necessariamente para níveis normais). Tais
emergências devem ser tratadas preferencialmente com agentes anU
hipertensivos parenterais em unidades de urgência.
Urgências e emergências hipertensivas
• Urgências hipertensivas: há elevação importante da pressão arterial, em
geral pressão arterial diastólica > ou = 120 mmHg, com condição clínica estável ,
sem compromekmento de órgãos alvo, mas que existe risco potencial de lesão
aguda de órgão alvo. Deve proceder o controle pressórico de forma menos
intensa que nas emergências, podendo se estabelecer esse controle em até 24h,
com medicações por via oral.
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, 
Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Dislipidemias
Rastreio de Dislipidemia
Indicações:
• Homens com 35 anos ou mais – Grau A;
• Homens de 20 a 35 anos com alto risco – Grau B; 
• Mulheres com 45 anos ou mais – Grau A;
• Mulheres de 20 a 45 quando se enquadrarem como alto risco – Grau B.
Periodicidade:
O intervalo adequado para rastreamento é incerto. Recomenda-se a cada 5 anos
para pessoas com resultados normais; podendo ser em um intervalo maior ou
menor, a depender do risco cardiovascular.
Rastreio de Dislipidemia
• Indicações outras formas clínicas de aterosclerose
Diagnóstico
• LDL-c ≥ 160mg/dL – Hipercolesterolemia Isolada;
• TG ≥ 150mg/dL– Hipertrigliceridemia isolada;
• LDL-c ≥ 160mg/dL + TG ≥ 150mg/dL- Hiperlipidemia mista;
• HDL-c ≤ 50mg/dL (mulheres) ou 40mg/dL (homens).
Manejo Clínico Dislipidemias
Sempre de acordo 
com a avaliação de 
risco cardiovascular
Manejo Clínico na Atenção Básica
Sinvastatina – 40 a 80mg/dia, em 1 tomada à noite;
Hipertrigliceridemia: 500mg/dL (se não resposta à MEV) ou >1000mg/dL;
Considerar fibrato se TG > 500mg/dl, pelo risco de pancreatite aguda.
• Benzafibrato–400 a 600mg/dia;
• Ciprofibrato–100mg/dia;
Solicitar TGO, TGP e CPK de forma regular enquanto se usar estatina;
Até entrar na meta, solicitar novo lipidograma a cada 3 meses enquanto se ajusta 
dose e se orienta MEV.
Caso Clínico
Seu José 57 anos, hipertenso há 10 anos e diabékco há 1 ano. Vem à consulta
médica para entrega de curva de pressão realizada no posto de saúde durante as
úlkmas 4 semanas e também para entrega de exames laboratoriais recentes. Vem
sem queixas cardiovasculares. Não é sedentário ou tabagista. Vem em uso regular
das medicações e com dieta hipossódica.
• Medicações em uso: losartana 100mg/dia e me�ormina 850mg (0–1–1).
• Curva de PA: 150x90mmHg; 140x90mmHg; 150x80mmHg e 140x90mmHg.
• Glicemia jejum= 94mg/dl; Hb glicada= 6,0%; CT= 243mg/dl; LDL= 160mg/dl; HDL=
55mg/dl; TGL= 140mg/dl.
1 Lista de problemas? 
•Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, 
Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Diabetes Mellitus
Diabetes Mellitus - classificação
• DM tipo 1 - aproximadamente 8% dos casos;
• DM tipo 2 - cerca de 90% dos casos de diabetes na população;
• DM gestacional;
• LADA – Diabete autoimune com início tardio;
• Outras causas: pancreatite, diabetes monogênico, secundária a 
medicações, endocrinopatias.
Distúrbio glicêmico Critério diagnóstico
Diabete Melito Glicemia de jejum ≥ 126mg/dL OU
TTG ≥ 200mg/dL OU
Hb glicada ≥ 6,5% OU
Sinais/sintomas de hiperglicemia + glicemia 
plasmática ≥ 200mg/dL
Tolerância a glicose diminuída TTG ≥ 140 mg/dL e < 200mg/dL
Glicemia de jejum alterada Glicemia de jejum ≥ 110 e < 126 (OMS)
Glicemia de jejum ≥ 100 e < 126 (ADA)
Hb glicada elevada Hb glicada entre 5,7 – 6,4% (ADA)
Hb glicada entre 6 – 6,4% 
DM- Diagnóstico e exames de glicemia
• Glicemia de jejum: 8 a 14 horas de jejum
• Teste de tolerância a glicose: glicemia 2h após 75 de glicose anidra.
• Paciente deve permanecer sem restrição
de carboidratos por 3 dias;
• Hb glicada: não necessita jejum.
DM- DiagnósDco e elementos clínicos
• Sinais e sintomas clássicos:
• Poliúria,
• polidipsia,
• perda de peso inexplicada,
• polifagia,
• Sintomas menos específicos:
• fadiga,
• fraqueza,
• letargia,
• visão turva,
• prurido vulvar/balanopostite.
DM - Avaliação inicial e acompanhamento
• História da pessoa - anamnese;
• Considerar comprometimento psicológico, rede de apoio e
vulnerabilidade social.
Avaliar as várias dimensões que afetam o DM e seu manejo e considerá-
las periodicamente nas decisões compartilhadas sobre o manejo do DM 
e seu autocuidado.
DM-Avaliação inicial e acompanhamento
• Exame físico
• IMC, avaliação de crescimento puberal em adolescentes, PA, palpação de
tireóide, circunferência abdominal;
• exame da cavidade oral: avaliar presença de gengivite, problemas odontológicos
e candidíase;
• exame dos pés: lesões cutâneas, estado das unhas, calos e deformidades,
avaliação dos pulsos arteriais periféricos e edema; teste de sensibilidade
• exame neurológico sumário;
• exame de fundo de olho.
DM - Avaliação inicial e acompanhamento
• Avaliação laboratorial:
• Glicemia de jejum;
• Hb glicada;
• Colesterol total, HDL, LDL e triglicéride;
• Creaknina;
• TSH (DM kpo 1);
• ECG.
• Estracficação do risco cardiovascular.
Avaliação 
Multidimensional
Idade de início Em menores de 40 anos tratamento mais intensivo, acima de 70 
anos, menos intensivo
Grau de hiperglicemia e duração da doença Hiperglicemia grave e aguda: descartar infecção, considerar 
insulinização ainda que temporária
Risco de hipoglicemia Atenção aos idosos, pessoas que moram só ou que já tiveram 
hipoglicemia grave
Presença de complicações Lembrar de fármacos com proteção cardiorrenal
Excesso de peso Evitar sulfoniureias e insulina
Vulnerabilidade social considerar outras prioridades de vida que competem com o plano 
terapêutico
Manejo Terapêutico - Principais drogas
• A Metformina é a droga de primeira escolha para o tratamento da DM tipo 2;
• Se Hb glicada acima do alvo e metformina em dose alta, considerar escalonamento.
Sem DCV aterosclerótica, ICC ou DRC
● Perda de peso, atividade física, redução 
carboidratos;
● Sulfoniureias;
● iDDP4;
● Pioglitazona;
● Glinidinas;
● ISGLT2;
● arGLP1.
Com DCV aterosclerótica, ICC ou DRC
● ISGLT2;
● arGLP1.
INSULINA QUANDO INDICADO
REAVALIAR HB GLICADA EM 3-6 MESES
Manejo Terapêutico – drogas
Manejo Terapêutico –drogas
Manejo TerapêuDco –drogas
Manejo Terapêutico – Insulinas disponíveis no Brasil
Manejo Terapêutico –drogas do RENAME
Fármaco Concentração Forma farmacêutica Componente
Metformina 500 e 850mg comprimidos Básico
Glibenclamida 5mg comprimidos Básico
Glicazida 30, 60 E 80mg comprimidos Básico
Dapaglifozina 10mg comprimidos Especializado
insulina análoga de ação 
prolongada
100UI/ml e 300UI/ml Solução injetável com 
sistema de aplicação
Especializado
insulina análoga de ação 
rápida
100UI/ml Solução injetável com 
sistema de aplicação
Especializado
insulina humana NPH 100UI/ml Suspensão injetável Básico
insulina humana regular 100UI/ml Solução injetável Básico
Manejo Terapêutico - detalhes
• A Metformina é a droga de escolha para o tratamento da DM tipo 2;
• Se glicemia de jejum estiver muito alta (>ou=300mg/dL) o uso da
insulina está indicado, mesmo que por curtos periodos de tempo, até
normalizar a glicemia;
• Pacientes obesos (IMC>30) se beneficiam da Metformina desde o
início do tratamento.
Manejo Terapêutico 
Plano terapêutico envolve apoio para mudança de estilo de vida (MEV), controle 
metabólico e prevenção das complicações crônicas.
Manejo Terapêutico – indicações de 
insulinoterapia
• Se o controle não for alcançado após o uso de meaormina em associação com uma
sulfoniluréia por três a seis meses;
• Quando os níveis de glicemia em jejum eskverem >300mg/dL, na primeira
avaliação ou no momento do diagnósHco, principalmente se acompanhado de
perda de peso, cetonúria e cetonemia;
• Diabetes gestacional;
• Situações de estresse agudo metabólico (cirurgias, infecções graves, AVE,
politrauma, IAM).
Manejo Terapêutico -Principais drogas
Manejo Terapêutico - Insulinas
• A dose inicial costuma ser de 10 UI de insulina NPH, ou 0,2UI/kg para as pessoas
obesas, podendo ser reajustada em 2 UI a 4 UI, conforme média de três glicemias
capilares de jejum consecutivas, até atingir meta glicêmica.
• Insulina regular é útil no tratamento da hiperglicemia pós-prandial – a administrar
30 minutos antes da refeição.
Manejo Terapêutico - Insulinas
• A pessoa em uso de insulina deve ser instruída sobre a detecção e o manejo da
hipoglicemia;
• Na ocorrência de hipoglicemia, reduzir a dose em 4UI ou 10% da dose;
• A metformina pode ser mantida após o início do uso de insulina.
Manejo Terapêutico - Insulinização progressiva 
na pessoa com DM tipo 2
Título
• Texto
Título
• Texto
Protocolos de Encaminhamento -
Endocrinolgia
• Uso de insulina em dose ocmizada (mais de uma unidade por 
quilograma de peso); OU
• Insuficiência renal cronica (creacnina 1 5 mg/dl); OU
• DM cpo1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 
anos).
Protocolos de Encaminhamento - Nefrologia
• Taxa de filtração glomerular 30 min 1,73 m2 (estágio 4 e 5);
• Proteinúria (macroalbuminúria);
• Perda rápida da função renal 5 min 1,73 m2 em um período de seis 
meses, com uma TFG 60 / 1,73 m2 confirmado em dois exames);
• Suspeita de nefropaca por outras causas.
Telessaúde 0800 6446543
Caso clínico
Joana, mulher de 60 anos, confeiteira, diabécca há 8 anos, usa
Mevormina 850 mg três vezes por dia após as refeições e
Glibenclamida 5mg antes do café e jantar. Ela confidencia que às vezes
come doces no trabalho porque fica ansiosa. Seus exames: Glicose
jejum 300mg/dl, Hemoglobina glicada 8,7%.
No exame xsico, apresenta PA 130x90mmHg, peso 82Kn e estatura de
1,58m. Ausculta cardiopulmonar normal. Pulsos periféricos presentes e
simétricos
1 Lista de problemas? 
• Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, 
Obesidade e Diabetes Mellitus cpo 2 
Obesidade
Obesidade - avaliação pelo Índice de Massa 
Corporal (IMC): Kg/m2
IMC Classificação
< 18,5 Baixo peso
18,5 – 24,99 Eutrófico
25 – 29,99 Sobrepeso ou pré-obeso
30 – 34,99 Obesidade peso grau I
35 – 39,99 Obesidade peso grau II
>40 Obesidade peso grauIII
• Obesidade em crianças, adolescentes e gestantes – observar curva
antropométrica específica por idade.
• Obesidade em idosos:
Obesidade - diagnósDco
Caso Clínico
Flora 60 anos, analfabeta, dona de casa, mora na sua área de
cobertura. Vem para consulta médica agendada com queixa de dor no
ombro direito há 2 meses. Relata início da dor “depois de ter
começado a fazer salgadinhos para vender na porta da fábrica”. A dor
melhora com uso de Diclofenaco, que faz uso diário há 15 dias. Tem
diagnóstico de HAS e DM tipo 2 há 20 anos. Sem outras comorbidades.
Na consulta, solicita laudo para levar ao advogado que está ajudando-a
a conseguir um benefício.
Está em uso regular de:
• Enalapril 20mg de 12 em 12h;
• Hidroclorotiazida 25mg, pela manhã;
• Metformina 850mg, antes do almoço e do jantar;
Triagem (realizada pela Técnica de Enfermagem):
• PA –160x90; Peso; 78kg; Altura: 1,60m
• Glicemia de jejum : 220
Como você manejaria esta paciente?
Caso Clínico
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, 
Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Doença Renal Crônica
Doença Renal Crônica - DRC
• Prevalência 8,9% entre os funcionários de insctuições federais no
Brasil;
• Causas mais comuns:
• HAS 34%;
• Diabete melito 32%;
• Glomerulopaka 9%.
Doença Renal Crônica - DRC
• Quando se considera DRC?
• Maiores de 18 anos que mantém, por mais de 3 meses, a taxa de filtração
glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73m ou <60ml/min/1,73m e com lesão renal
estrutural.
• Assintomática até o estágio 4;
• Cálculo de TFG:
• MDRD;
• CKD-EPI;
• Cockroft-gault.
Doença Renal Crônica - Etiologia
Doença Renal 
Crônica –
rastreamento
DRC – Marcadores de lesão renal
• Albumina em amostra de 24h:
• Normal < 30mg;
• Moderadamente elevada: 30 a 300mg;
• Elevada: >300mg.
• Razão albumina/creatinina:
• Normal < 30mg/g;
• Moderadamente elevada: 30 a 300mg/g;
• Elevada: >300mg/g.
DRC – prognóstico de acordo com a TFG
Manejo da HAS 
na DCR
Manejo terapêutico
● Tratar e acompanhar doenças de base;
● Todo paciente portador de DRC é alto RCV – prescrever estatina e avaliar AAS;
● Prescrever iECA ou BRA e monitorar Cr e K – suspender se aumento de 30% da
Cr ou K>6;
● A partir do estágio 3A – avaliar eritropoietina;
● Monitorar vitamina D e fazer reposição se abaixo de 30ng/dL;
● Monitorar taxas de fósforo e cálcio;
● Estágio 4 e 5: observar restrições dietéticas. Evitar AINEs. Se indicado o uso de
insulina, controle rigoroso da glicemia pelo risco de hipoglicemia.
ATENÇÃO - ERROS COMUNS
• Deixar de eskmar a TFG diante de níveis séricos de creaknina dentro dos
parâmetros da feixa de referências, em pessoas com indicação de rastreamento;
• Diagnoskcar DRC sem um segundo exame, 3 meses depois do primeiro;
• Deixar de ajustar a posologia de medicamento com excreção renal, como
ankbiókcos e insulina;
• Deixar de monitorar creaknina e potássio após introdução ou aumento de iECA ou
BRA2;
• Suspender me�ormina antes da TFG estar abaixo de 30.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC
DPOC – impacto da doença
• Prevalência em torno de 15% nas Américas;
• Taxa de mortalidade em redução – redução de 28,2% comparando 1996 com
2007 – medidas de controle do tabagismo, à ampliação ao acesso à APS, à novas
terapêukcas medicamentosas e à vacinação contra Influenza a Pneumococo;
• Qualidade de vida das pessoas – trabalhadores rurais, indígenas.
DPOC – fatores de risco
• Tabagismo é responsável por 80- 90% e 15% dos tabagistas terão DPOC;
• Exposição ambiental – poeiras e produtos químicos, fogão a lenha, poluição
extradomiciliar;
• Tuberculose pode ser fator de risco – monitorar;
• Portadores de HIV tem risco aumentado para DPOC;
• Mais prevalente em populações economicamente vulneráveis.
DPOC – diagnósDco
• É uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios
crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido a
anormalidades das vias aéreas (bronquite, bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema)
que causam obstrução persistente e muitas vezes progressiva, do fluxo aéreo;
• Presença de limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível (ou seja, VEF1/FVC <
0,7 pós-broncodilatação) medido por a espirometria é mandatória para diagnóstico
de DPOC.
DPOC – diagnóstico
• Sintomas:
• Dispneia progressiva ao longo do tempo, piora aos esforços e persistente;
• limitação de atividades e/ou tosse com ou sem produção de escarro;
• Sibilos recorrentes;
• Tosse crônica –pode ser intermitente, produtiva ou não;
• Tosse produtiva – pode ser critério diagnóstico, mas ainda subjetiva.
• Diagnóstico diferencial de tosse crônica – asma, câncer de pulmão, tuberculose,
bronquiectasia, ICC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, rinite, síndrome do
gotejamento pós nasal crônico, RGE, medicamentos.
DPOC – critérios diagnósticos
DPOC – critérios diagnósDcos
DPOC – Anamnese
• Exposição do paciente a fatores de risco;
• História médica pregressa, incluindo eventos do início da vida (prematuridade,
baixo peso ao nascer, tabagismo materno durante gravidez, exposição passiva ao
fumo durante a infância), asma, alergia, sinusite ou pólipos nasais; infecções
respiratórias na infância; HIV; tuberculose;
• Histórico familiar de DPOC ou outra doença respiratória crônica;
• Padrão de desenvolvimento dos sintomas;
• Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório.
DPOC – Anamnese
• Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório;
• Presença de comorbidades, como cardiopatias, osteoporose, distúrbios
musculoesqueléticos, ansiedade e depressão e malignidades que também podem
contribuir para a restrição da atividade;
• Impacto da doença na vida do paciente, incluindo limitação da atividade, falta ao
trabalho e impacto econômico, efeito nas rotinas familiares, sentimentos de
depressão ou ansiedade, bem-estar e atividade sexual;
• Apoio social e familiar disponível para o paciente.
Teste de Avaliação da 
DPOC (COPD 
Assessment Test™–
CAT) 
DPOC – Manejo terapêutico não farmacológico
• Reabilitação pulmonar: diagnóstico preciso e avaliação de
comorbidades + tratamento farmacológico, nutricional e fisioterápico +
recondicionamento físico.
• Vacinação:
• COVID 19;
• Uma dose da vacina antipneumocócica conjugada 20 ou Uma dose da vacina
antipneumocócica conjugada 15 e antipneumocócica 23;
• dTPa se não vacinados na adolescência;
• Herpes zoster para maiores de 50 anos.
DPOC – Manejo terapêuDco não farmacológico
• Oxigenioterapia
• Se PaO2 ≤55mmHg ou SatO2 ≤ 89% em repouso;
• PaO2 entre 56 e 59mmHg se policitemia ou cor pulmonale.
• Flebotomia (sangria)
• Cor pulmonale descompensado e Ht > 55%.
• Apoio psicossocial – educação em saúde para otimizar autonomia;
abordagem das exacerbações.
• Abordar cuidados paliativos quando indicado.
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥1 
hospitalização por exacerbação
GRUPO E:
LABA + LAMA
Considerar LABA + LAMA + CE se 
eosinofilia > 300
0 -1 exacerbação moderada sem 
hospitalização
GRUPO A (mMRC 0-1; CAT<10): 
Broncodilatador
0 -1 exacerbação moderada sem 
hospitalização
GRUPO B (mMRC ≥2; CAT>10):
LABA + LAMA
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
SABA – B2 agonistas de curta ação Fenoterol, salbutamol, terbutalina
LABA - agonistas de longa ação Formoterol, Salmeterol
LAMA - anticolinérgicos de longa ação Tiotrópio, aclidionio, glicopirrônio 
SAMA – anticolinérgicos de curta ação ipratrópio
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
SAMA + SABA Fenoterol + ipratrópio
Salemeterol+ ipratrópio
LABA + LAMA Formoterol + aclidínio; Formoterol + glicopirrônio 
LABA + LAMA + ICS Fluticasona + umeclidinio + vilanterol; 
Beclometasona+formoterol+glicopirrônio (esse 
disponível no Brasil)
LABA + ICS Formoterol + beclometasona; Formoterol + 
budesonida; Salmeterol + fluticasona
METILXANTINAS Aminofilina, teofilina
MUCOLÍTICOS Carbocisteína, N-acetilcisteína
DPOC –Manejo terapêutico farmacológico
• Antibioticoterapia
• uso profilático e contínuo de antibióticos não reduz exacerbações;
• Azitromicina (250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana) ou eritromicina
(250 mg duas vezes por dia) por um ano em pacientes propensos a
exacerbações reduziu o risco de exacerbações em comparação com o
tratamento usual;
• Pulsoterapia não tem efeito benéfico sobre a taxa de exacerbação em geral.
DPOC – Medicações 
disponíveis no 
RENAME 2022
DPOC – Medicações 
disponíveis no 
RENAME 2022
Materiais complementares
• Vídeo indígena preparando alimento: https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE
• Pé diabético. Diário de um Posto de Saúde. 2017. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo
• Vídeo “Bicha Braba” - Como é conviver com um problema de pressão ou com açúcar no sangue? Como é cuidar de
distúrbios tidos como crônicos e incuráveis para o resto da vida? E naqueles dias em que a bicha fica braba?
https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M
https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE
Referências
BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021. Disponível em: 
https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes 
mellitus. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 160 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 36). Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira – 2. ed., 1. reimpr. –
Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-
saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica:
hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 128 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica :
obesidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 212 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica, n. 38) Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesidade_cab38.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Endocrinologia e nefrologia / Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Protocolos de encaminhamento da 
atenção básica para a atenção especializada; v. 1. Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Endocrinologia e nefrologia. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a
atenção especializada; v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 20 p.: il. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_atencao_especializada_endocrinologia.pdf
https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf
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Referências
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atenção especializada; v. 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 23 p.: il. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_especializada_cardiologia_v_II.pdf
BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Manual de atenção às pessoas com sobrepeso e 
obesidade no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 55 p.
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COBAS, R. et al. Diagnóstico do diabetes e rastreamento do diabetes tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. Disponível em:
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DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
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https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-farmacologico-da-hiperglicemia-no-dm2/
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Referências
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GUGELMIN, S. Â. Políticas públicas e intervenções nutricionais. In: BARROS, D. C., SILVA, D. O., and GUGELMIN, S. Â., orgs. Vigilância alimentar e nutricional para a 
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GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018.
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2014. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/cg181.
PITITTO, B. et al. Metas no tratamento do diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. DOI: 10.29327/557753.2022-3, ISBN: 978-65-5941-622-6. 
Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
RODACKI, M. et al. Classificação do diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. DOI: 10.29327/557753.2022-1, ISBN: 978-65-5941-622-6. 
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https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/
https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/https://books.scielo.org/id/fyyqb/pdf/barros-9788575415870-11.pdf
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https://www.nice.org.uk/guidance/cg181
https://www.nice.org.uk/guidance/cg181
https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/
https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Projeto Mais Médicos para o Brasil 
22º Módulo de Acolhimento e Avaliação 
Avaliação Integrada: Eixos Competências 
em Saúde e Língua Portuguesa 
 
 
Nome Completo __________________________________________________________________ 
 
 
1 
Nome do(a) Professor(a) ___________________________________________________________ 
Data: 14 / abril / 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leia com atenção estas orientações antes de iniciar: 
− Esta prova possui 7 (sete) questões discursivas, que devem ser respondidas com base no caso 
clínico apresentado. 
− A duração da prova será de 2 horas (120 minutos), podendo o postulante sair da sala após 1 hora 
(60 minutos) a partir do início da prova. 
− Preencha seu nome completo sem abreviar, com letra de forma e a tinta, em todas as páginas 
desta prova. 
− As respostas devem ser escritas a tinta. 
− Inicie esta prova mediante autorização do professor. 
Projeto Mais Médicos para o Brasil 
22º Módulo de Acolhimento e Avaliação 
Avaliação Integrada: Eixos Competências 
em Saúde e Língua Portuguesa 
 
 
Nome Completo __________________________________________________________________ 
 
 
2 
CASO CLÍNICO 
O Sr. Jair dos Santos é um pedreiro de 60 anos, casado, pai de quatro filhos, morador da 
Cidade de Deus, município do Rio de Janeiro – RJ. É natural e procedente de Bacabal – MA e mora 
no Rio de Janeiro desde os 28 anos, trabalhando sempre na construção civil. 
 Comparece para consulta médica na Unidade Básica de Saúde do seu bairro queixando-se 
de dor no ombro direito com irradiação para MSD, de intensidade moderada, limitante e que piora 
com os movimentos, no entanto, não fez uso de nenhuma medicação. Apresenta outras queixas, 
como a perda de peso e disfunção erétil (há mais ou menos 6 meses) quando mantém relação sexual 
com sua parceira, com a qual convive há mais de trinta anos. 
 É hipertenso e diabético, em uso de Propanolol (80mg/dia) e Cloridrato de Metformina 
(1700mg/dia). É tabagista de longa data, fumando aproximadamente uma carteira de cigarros a 
cada três ou quatro dias e faz uso de álcool eventualmente para enfrentar suas dores, na quantidade 
de um a dois copos de “cachaça” pelo menos três vezes por semana. 
 Ao ser interrogado sobre queixas nos diferentes órgãos e sistemas, nega outros sintomas ou 
sinais isolados ou associados. 
 Em relação à família, informa que seu pai faleceu de câncer, porém não sabe referir qual 
tipo, pois quando ocorreu sua morte ele já morava no Rio de Janeiro. Sua mãe era diabética, tendo 
falecido de enfarte e seus irmãos – em número de doze – moram em diversas partes do país e ele 
não possui contato, à exceção de uma irmã que vive em Pindamonhangaba – SP, da qual sabe 
somente que é hipertensa. Não informa sobre a condição de saúde de sua esposa e filhos quando é 
questionado – “não sei dizer, doutor”. 
 
Dados vitais, tróficos e antropométricos 
Estado geral regular; mucosas descoradas (++/IV). Lúcido e vigil, porém com aparente apatia e olhar 
distante. Pele branca, normotérmica, de turgor normal, aparentemente ressecada. 
PA = 160x90 mmHg FC = 76 bpm FR = 22 ipm 
T = 36,8°C Peso atual = 58 Kg Estatura = 1,68 m 
IMC = 20.54 Kg/m2 Glicemia capilar pós-prandial = 255mg/dl ---------------- 
 
Avaliação segmentar 
Cabeça e Pescoço: Sem alterações tróficas importantes, à exceção de pequenas verrugas 
senis. Pulsos carotídeos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preservada. 
Tronco: Sem alterações tróficas importantes, abaulamentos ou retrações. Não apresenta 
alterações significativas à percussão. 
Abdômen: Flácido, normoexpansivo, sem alterações tróficas importantes, abaulamentos 
ou retrações. Refere flatulência. Discreto timpanismo abdominal à palpação. 
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3 
Membros superiores: Discreto edema localizado, sem outras alterações tróficas perceptí-
veis. Pulsos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preservada. 
Membros inferiores: Pulsos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preser-
vada. 
 
Avaliação Sistemática 
Sistema Cardiovascular: Ictus cordis propulsivo, levemente deslocado à esquerda; ausculta 
cardíaca apresentando bulhas em dois tempos e normofonéticas. 
Sistema Respiratório: Murmúrio vesicular diminuído difusamente sem mais alterações. 
Sistema Gastrointestinal: Peristalse normal presente nos quatro quadrantes e ausência de 
sopros em focos arteriais abdominais; fígado palpável no recordo costal direito, indolor, 
sem identificação de massas intra-abdominais. 
Sistema Osteoarticular: Dor à mobilização do ombro, e partes moles adjacentes. 
Sistema Geniturinário: Presença de cicatriz subprepucial. 
Sistema Nervoso: Exame neurológico básico sem alterações importantes. 
Outros sistemas: Demais aparelhos e sistemas sem alterações importantes. 
 
Com base no caso clínico apresentado, responda às questões: 
 
QUESTÃO 1 
Quais os principais diagnósticos para esse paciente? 
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4 
 
QUESTÃO 2 
Quais os exames complementares necessários? 
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QUESTÃO 3 
Qual a conduta terapêutica mais recomendada? 
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QUESTÃO 4 
Quais as medidas não farmacológicas indicadas? 
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Nome Completo __________________________________________________________________ 
 
 
5 
QUESTÃO 5 
Redija o atestado médico para este paciente (afastamento de 5 dias). 
 
ATESTADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBS 07, Rua Ana Maria Monteiro, B. Bernadete SN, Canabrava, MG. 
 
 
 
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Nome Completo __________________________________________________________________ 
 
 
6 
QUESTÃO 6 
Redija a receita médica para o paciente. 
 
 
RECEITUÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBS Dona Nadeta, Rua Jovino da Silveira, Nº 007, João Pinheiro, MG. 
 
 
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Nome Completo __________________________________________________________________ 
 
 
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QUESTÃO 7 
Redija um e-mail ao seu supervisor do Mais Médicos, relatando o caso clínico e expondo uma dúvida 
sua em relação ao procedimento a ser adotado e perguntando se deve encaminhar o paciente para 
o especialista. 
 
 
PARA: 
ASSUNTO: 
 
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Doenças Diarreicas Agudas
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Definição
Ocorrência de três ou mais 
evacuações amolecidas ou líquidas 
nas úlHmas 24 horas. A diminuição 
da consistência habitual das fezes é 
um dos parâmetros mais 
considerados.
Classificação da diarreia segundo a duração 
dos sintomas
Classificação
• Diarreia aquosa aguda:
• perda de grande quan6dade de água durante as evacuações, com alteração
da consistência das fezes por um período <14 dias.
• Ocorre secreção a6va de água e eletrólitos da corrente circulatória para a luz
intes6nal.
• Pode ser causada por bactérias e vírus, na maioria dos casos.
• Disenteria aguda:
• presença de sangue visível nas fezes, podendo haver muco e/ou pus devido
a uma lesão na mucosa intes6nal.
• Bactérias do gênero Shigella são as principais causadoras de disenteria, que
invadem a mucosa do cólon.
Principais etiologias da diarreia
Epidemiologia - DDA
• Segundo a OMS, são a segunda principal causa de morte em
crianças com idade < 5 anos, em países em desenvolvimento,
embora sejam evitáveis e tratáveis;
• São as principais causas de morbimortalidade infanHl (<1 ano) e
consHtuem um dos mais graves problemas de saúde pública global,
com aprox. 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (< 5
anos) por ano;
• No Brasil, de 2007 a 2018, a DDA vem mantendo uma incidência anual
de cerca de 300 mil casos em crianças < 1 ano e aprox. 950 mil casos
em crianças de 1 a 4 anos, segundo dados do SINAN.
• A DDA é considerada uma doença preocupante nos povos indígenas,
pois apesar de ser tratável correspondem a uma das principais doenças
infecciosas que os aHngem, em muitos casos evoluindo ao óbito,
principalmente, de crianças menores de 5 anos.
Epidemiologia - DDA
Manifestações clínicas
• No mínimo 3 episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas;
• Podem estar associados:
• Cólias e/ou dores abdominais;
• Febre;
• Sangue e/ou muco nas fezes;
• Náuseas;
• Vômitos.
Transmissão
• Pelas vias oral ou fecal-oral
• Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato
com objetos contaminados como utensílios de cozinha, acessórios de
banheiros, equipamentos hospitalares;
• Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos
contaminadas e contato de pessoas com animais.
Abordagem e manejo
• História clínica - tem alto valor discriminatório e permite em pouco
tempo o diagnósHco diferencial sindrômico e de outras doenças com
manifestações similares;
• QuesHonar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas;
• Avalia a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, em especial
a desidratação;
• Número de evacuações, caracterísHcas das fezes, presença de febre e
relato de náuseas e/ou vômitos;
• Maioria dos casos é auto-limitada;
• Testes diagnósHcos são indicados somente em casos selecionados –
coproculturas não devem ser realizadas de roHna;
• A invesHgação laboratorial é reservada para as crianças com
desidratação grave e que necessitem de hidratação venosa;
• Exame ksico: avaliar a existência de comorbidades e a presença e o
grau de desidratação;
• Desidratação – sinal de gravidade.
Abordagem e manejo
Principais sinais para avaliação do grau de 
desidratação
O exame físico é importante para avaliar a presença de desidratação para a 
instituição do tratamento adequado!!!
Melhor 
indicador de 
desidratação
Tratamento
Após avaliação clínica do usuário, estabelece-se qual plano de 
tratamento será executado.
Hidratação oral
• Líquidos devem ser administrados com frequência, em pequenos goles;
• Se vomitar, aguardar 10 minutos e con6nuar, porém mais lentamente;
• Vômitos costumam cessar após 2 a 3 horas do início da reidratação.
Como preparar o 
soro de reidratação 
oral
• O PLANO B DEVE SER REALIZADO NA
UNIDADE DE SAÚDE;
• OS PACIENTES DEVERÃO PERMANECER NA 
UNIDADE DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO 
COMPLETA.
OS PACIENTES 
QUE ESTIVEREM 
SENDO 
REIDRATADOS 
POR VIA 
ENDOVENOSA 
DEVEM 
PERMANECER
NA UNIDADE DE 
SAÚDE ATÉ QUE 
ESTEJAM 
HIDRATADOS E 
CONSEGUINDO 
MANTER A 
HIDRATAÇÃO 
POR VIA ORAL
AIDIPI
Identificar disenteria e/ou outras patologias 
associadas à diarreia
1- Perguntar se o paciente tem sangue nas 
fezes
Caso posiHvo e com compromeHmento do estado geral:
• Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ouC;
• Iniciar an6bio6coterapia – considerando possível infecção por Shigella.
•Tratamento de crianças:
• Ciprofloxacino: 15mg/kg mg de 12/12h, VO, por 3 dias (primeira escolha);
• Azitromicina 10 a 12 mg/kg no 1º dia e 5 a 6 mg/kg por mais 4 dias, VO;
• Ce1riaxona: 50 a 100mg/kg, IV ou intramuscular, uma vez ao dia, por 2 a 5
dias, como alterna6va, principalmente nos casos graves que requerem
hospitalização.
1- Perguntar se o paciente tem sangue nas 
fezes
• Orientar o paciente ou acompanhante para administrar líquidos e 
manter a alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado 
no domicílio.
• Reavaliar o paciente após 2 dias.
• Se manHver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 
horas do início do tratamento ou condições gerais 
compromeHdas, encaminhar para internação hospitalar.
1- Perguntar se o paciente tem sangue nas 
fezes
•Tratamento de adultos:
• Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias.
1- Perguntar se o paciente tem sangue nas 
fezes
• Orientar o paciente ou acompanhante para administrar líquidos e
manter a alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no
domicílio.
• Reavaliar o paciente após 2 dias:
• Se manHver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas
do início do tratamento:
• Se o paciente es6ver com condições gerais boas, iniciar Cebriaxona 2g, via
intramuscular, 1 vez ao dia, por 2 a 5 dias.
• Se es6ver com condições gerais comprome6das, encaminhar para internação
hospitalar.
1- Perguntar se o paciente tem sangue nas 
fezes
2- Perguntar quando iniciou a diarreia
• Se Hver mais que 14 dias de evolução:
a) Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se:
• menor que seis meses;
• apresentar sinais de desidratação. Neste caso, reidrate-o primeiro e em
seguida encaminhe-o a unidade hospitalar.
• Quando não houver condições de encaminhar para a unidade hospitalar,
orientar o responsável/acompanhante para administrar líquidos e manter a
alimentação habitual no domicílio.
b) Se o paciente não es>ver com sinais de desidratação e nem for menor de
seis meses, encaminhar para consulta médica para inves>gação e
tratamento.
3- Observar se tem desnutrição grave
• Se a criança esHver com desnutrição grave (uHlizar para diagnósHco a
Caderneta de Saúde da Criança do Ministério da Saúde):
• Em caso de desidratação, iniciar a reidratação oral e encaminhar o
paciente para o serviço de saúde.
• Crianças com quadro de desnutrição grave devem ter o primeiro atendimento em
qualquer Unidade de Saúde, devendo-se iniciar hidratação e an6bio6coterapia de
forma imediata, até que chegue ao hospital.
• Sempre que possível, hidratação IV deve ser evitada em crianças gravemente
desnutridas.
4- Verificar a temperatura
Se o paciente estiver, além da diarreia, com a temperatura de 39°C
ou mais: investigar e tratar outras possíveis causas, por exemplo,
pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária.
Uso de medicamentos
• An3bió3cos: somente para casos de diarreia com sangue (disenteria) e
comprome6mento do estado geral ou em casos de cólera grave. Em
outras condições, os an6bió6cos são ineficazes e não devem ser
prescritos.
• An3parasitários: devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp
fracassar, ou em casos em que se iden6ficam nas fezes trofozoítos de
Entamoeba histoly1ca englobando hemácias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se iden6ficarem
cistos ou trofozoítos nas fezes ou no aspirado intes6nal.
Reposição de Zinco
• De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco
anos, durante 10 a 14 dias, sendo iniciado a parHr do
momento da caracterização da diarreia;
• Até seis meses de idade: 10mg/dia;
• Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia.
ProbióRcos
• São microrganismos vivos capazes de colonizar o trato digesHvo e
exercer efeitos benéficos no hospedeiro;
• São eficazes na redução da duração e da intensidade dos
sintomas da DDA;
• Se disponível, pode ser considerado como tratamento
complementar:
• Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias;
• Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias;
AnReméRcos
• O uso controverso em crianças;
• Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e
vômitos;
• Metoclopramida – eficaz, porém com efeitos colaterais
significativos – não recomendada;
• Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garantir
reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 2mg em
crianças de 6 meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos.
AnRdiarreicos
• Racecadotrila – reduz secreção intesHnal de água e eletrólitos. 
Pode ser usado, porém sem evidência sólida de eficácia.
• Medicamentos de ação intesHnal anHmotora, como loperamida, 
são contraindicados em DDA em crianças.
• As crianças devem con6nuar a ser alimentadas
com uma dieta apropriada para a idade, desde
que tolerada;
• Lactentes < 6 meses devem ser man6dos em
amamentação;
• Não é necessário diluir fórmulas lácteas ou
oferecer dieta livre de lactose, a não ser em
casos de intolerância ou alergia ;
• Recomendam-se mamadas mais frequentes;
• Bebidas tais como refrigerantes, sucos de fruta
industrializados e líquidos altamente açucarados
devem ser evitadas durante o episódio.
Manejo nutricional
Orientar sobre sinais de complicações e
desidratação e em quais situações deve-se
procurar atendimento em unidade de
urgência.
Orientações gerais
Prevenção
• Lavagem frequente das mãos com sabão e água limpa, principalmente antes
de preparar e ingerir alimentos, após ir ao banheiro, após trocar fraldas, após
contato com animais;
• Recomenda-se desinfecção de superfícies contaminadas com cloro alvejante
de uso doméstico ou outros produtos de limpeza, e lavagem de roupa suja e
roupa de cama;
• Proteger alimentos e áreas de cozinha contra insetos e outros animais;
• Evitar alimentos ou fontes de água que possam ser as possíveis fontes de
contaminação.
• Não u6lizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar-
se ou beber;
• Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos;
• Guardar a água tratada em vasilhas limpas, com “boca” estreita e com tampa;
• Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada;
• Usar o vaso sanitário. Se não for possível, enterrar as fezes longe de cursos de
água;
• Evitar o desmame precoce.
Prevenção
Tratar a água para consumo: filtrar, ferver ou colocar 2
gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para
cada litro de água, guardar por 30 minutos antes de
usar;
Prevenção
Cólera
• Doença infecciosa intesHnal agudam causada pela
enterotoxina do Vibrio cholerae;
• A parHr de 2006, não houve casos autóctones de cólera
no Brasil, tendo sido noHficados apenas 3 casos
importados.
Lembre-se
A vacina rotavirus está no calendário vacinal desde 2006, aos 2 e 4 meses.
Referências bibliográficas
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf.
SADOVSKY, Ana Daniela Izoton. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, 
2017.
DE MELO OLIVEIRA, T. K. et al. Desafios e potencialidades envolvidos na prevenção de doenças diarreicas junto à população indígena em Roraima. Revista Eletrônica 
Acervo Saúde, v. 13, n. 12, p. e9539-e9539, 2021.Disponível em: 
https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/#:~:text=Nesse%20contexto%2C%20destaca%2Dse%20a,e%20ZATTI%20CA%2C%202018).
DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018.
MORAIS, M. B. et al. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria–Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, p. 1-15,2017. 
Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf
PINTO, M. V.; ZATTI, C. A. Adoecimento Indígena: Aspectos referentes à morbimortalidade indígena. Rev.Brazilian J. of Surgery and Clinical Research, v. 24, n. 02, p. 
106-111 2018.
SITUAÇÃO Epidemiológica. Ministério da Saúde, [s.d]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf
https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/
https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Endemias Brasileira
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Médicas de Família e Comunidade
Doenças infecto-contagiosas no Brasil 
• Ementa:
• Aspectos epidemiológicos e clínicos das doenças infecto-contagiosas:
• Malária;
• Parasitoses intes7nais (helmin:ases e protozooses);
• Esquistossomose;
• Doença de Chagas;
• Leptospirose; 
• Tungíase.
Aspectos epidemiológicos
• Nos úlHmos 50 anos - ampliação da cobertura do saneamento, melhoria 
das condições habitacionais, introdução de novas tecnologias de saúde 
(vacinas e anHbióHcos):
• Sucesso de intervenções de saúde pública - controle ou eliminação de 
inúmeras doenças infecciosas responsáveis, no passado, por elevadas 
taxas de morbimortalidade;
• Reemergência de males já controlados e o surgimento de doenças até 
então desconhecidas a parHr do final do século XX.
(LUNA,2013; SARTOR, 2022)
Aspectos epidemiológicos
• A mortalidade proporcional por este grupo de doenças caiu de 45,7% 
do total de óbitos nas capitais do país em 1930, para 4,2 % do total de 
óbitos registrados em 2011, variando de 3,6%, na Região Sul até 5,4%, 
no Norte.
(LUNA, 2013)
Aspectos relevantes que devem ser considerados 
no co:diano
• Epidemiologia nacional e local;
• Quando suspeitar? 
• Sintomas hpicos e sinais de alarme; 
• Como confirmar o diagnósHco? 
• Qual o tratamento? 
• Orientações individuais e coleHvas; 
• NoHficação
Malária
Aspectos epidemiológicos - Malária
• A região amazônica é área endêmica 
para malária no país, registrando 99% 
dos casos autóctones: Estados do 
Acre, Amazonas, Amapá, Pará, 
Rondônia, Roraima, Tocan7ns, Mato 
Grosso e Maranhão.
• Distribuição espacial de ocorrência de 
malária - região da Amazônia Legal 
Brasileira.
(BRASIL, 2021a)
Aspectos epidemiológicos - Malária
• Condições de vulnerabilidade para a 
ocorrência da doença: crescimento 
populacional; fluxo migratório; 
degradação ambiental, resultantes de 
intervenções humanas; proliferação 
do mosquito vetor, cujo ciclo de vida é 
favorecido pela umidade e 
temperatura na região.
(BRASIL, 2021)
Aspectos epidemiológicos - Malária
• Queda na frequência de casos de malária a partir de 2010 até 2016.
• Em 2017, foi registrado um aumento de 52,7% nos casos autóctones 
em relação ao ano de 2016, com 189.515 casos. 
• Em 2018, houve redução de quase 1%. 
(BRASIL, 2021b)
Aspectos epidemiológicos - Malária
• A parHr de 2019 observa-se redução de 18,4%, em 2020, uma 
redução de 6,4% em comparação ao ano anterior e em 2021 redução 
de quase 3% em relação a 2020. 
• Do total de casos autóctones registrados no país em 2021, 17% foram 
de malária por P. falciparum e malária mista, sendo os outros 83% de 
malária por P. vivax e outras espécies.
(BRASIL, 2021b)
Aspectos epidemiológicos - Malária
(BRASIL, 2021a)
Aspectos epidemiológicos - Malária
• A malária representa um dos mais óbvios aumentos nas doenças 
negligenciadas da Venezuela. 
• Aumento de quase três vezes nos casos venezuelanos de malária 
desde 2014. 
• Fatores envolvidos:
• Operações ilegais de mineração com o afluxo de trabalhadores migrantes que 
vivem em áreas superlotadas e condições insalubres;
• Escassez global de medicamentos essenciais;
• Ausência de esforços públicos de controle vetorial.
• Acredita-se que a epidemia venezuelana exportou casos para o Brasil, 
Guiana e Colômbia.
(PAHO, 2022; BURKI, 2015; CERRONI, 2015)
Importância epidemiológica
• A Malária reveste-se de importância epidemiológica devido sua 
gravidade clínica e elevado potencial de disseminação, em áreas com 
densidade vetorial que favoreça a transmissão;
• Concentrada na região Amazônica, causa consideráveis perdas 
sociais e econômicas na população sob risco.
(BRASIL, 2021b)
Obje:vos e Estratégias de controle da Malária
• Reduzir a mortalidade e a gravidade dos casos;
• Reduzir a incidência;
• Manter a doença ausente em locais onde a transmissão foi 
interrompida;
• Eliminar a Malária do Brasil.
(BRASIL, 2021b)
Malária
SINONÍMIA: 
Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã 
benigna ou febre terçã maligna, além de nomes populares, como 
maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.
(BRASIL, 2010)
Agentes e:ológicos e vetor
• Agente etiológico: protozoário do gênero Plasmodium. 
• No Brasil, espécies associadas a malária em seres humanos: P. vivax, P. 
malariae (formas clínicas brandas) e P. falciparum (formas graves). 
• Vetor à mosquito Anopheles
(BRASIL, 2021b)
Agentes e:ológicos e vetor
• Criadouros preferenciais: coleções de água limpa, quente, sombreada e de 
baixo fluxo
• Nos úlHmos anos no Brasil, a transmissão do P. falciparum tem 
apresentado redução importante, enquanto o P. vivax tem contribuído 
para o aparecimento de casos considerados complicados, inclusive com 
mortes associadas.
(BRASIL, 2021b)
Transmissão
(MARTINS, 2016)
Definição de caso suspeito
• Área Endêmica (Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão): 
A presença de FEBRE já é suficiente para suspeitar de Malária.
• Área Não Endêmica: 
CASO SUSPEITO : Pessoa que tenha visitado área endêmica no período 
de 8 a 30 dias anterior à data dos primeiros sintomas + FEBRE
acompanhada ou não dos seguintes sintomas: cefaleia, calafrios, 
sudorese, cansaço, mialgia.
(BRASIL, 2010)
Ciclo de vida do Plasmodium
(FRAIA, 2021)
Manifestações Clínicas
• Período de incubação: varia de acordo com a espécie de plasmódio (P. 
falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17 dias; e P. malariae, 18 a 30 
dias).
• Crise aguda da malária (acesso malárico) – episódios intermitentes de 
calafrio, febre e sudorese, duração variável de 6 a 12 horas e temperatura 
igual ou superior a 40o C.
• Paroxismos acompanhados por cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. 
• O retardo no diagnósHco leva à gravidade da doença. 
(BRASIL, 2021b)
Manifestações Clínicas
• Quadro clínico da malária depende da espécie do parasito, da quantidade 
de parasitos circulantes (parasitemia), do tempo de doença e do nível de 
imunidade adquirida pelo paciente.
• A tomada de decisão para o tratamento da malária deve ser sempre 
baseada na confirmação laboratorial.
(BRASIL, 2021b)
Manifestações Clínicas – Sinais de Gravidade
(BRASIL, 2021b)
Malária - Diagnóstico
GOTA ESPESSA
É o método diagnósHco oficialmente uHlizado no Brasil. 
Microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital e corada pelo método de Walker
(BRASIL, 2010)
Malária - Diagnóstico
Lâmina para microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital.
Foto: Luis Oliveira/ Ministério da 
Saúde
Malária - Diagnós:co
• TESTES DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS – TDR: detecção de antígenos dos 
parasitos - método imunocromatográfico. 
• Kits que permitem diagnósticos rápidos, entre 15 e 20 minutos. 
• A sensibilidade para P. falciparum é maior que 90% quando comparado à 
gota espessa, para densidades maiores que 100 parasitos/µL de sangue. 
(BRASIL, 2021b)
Malária - Diagnós:co
• Vantagens: Fácil execução e interpretação de resultados, dispensam o uso 
de microscópio e de treinamento prolongado de pessoal. 
• Desvantagens: não medir o nível de parasitemia e a possível perdade 
qualidade quando armazenado por muitos meses em condições de campo. 
(BRASIL, 2021b)
Malária - Diagnós:co
• Resultados: P. falciparum, P. vivax e malária mista devendo ser administrado 
o tratamento imediato conforme resultado apresentado no teste. 
• Apesar de menos sensíveis para P. vivax, os testes rápidos aplicam-se ao 
diagnósHco dessa espécie na ausência de microscopia ou profissional 
capacitado no local. 
• Não se deve uHlizar os testes rápidos para o seguimento clínico do 
paciente, porque podem ainda ser posiHvos, mesmo na ausência de 
parasitos viáveis. Cautela com o uso de TDR até um mês após diagnósHco 
prévio confirmado.
(BRASIL, 2021b)
Malária - Tratamento
O Ministério da Saúde, por intermédio de uma Polí3ca Nacional de 
Medicamentos para Tratamento da Malária, orienta a terapêu0ca e 
disponibiliza gratuitamente os medicamentos an0maláricos u0lizados em 
todo o território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 
O tratamento adequado e oportuno da Malária é, hoje, o principal alicerce 
para o controle da doença.
(BRASIL, 2010)
Tratamento
• Diversas drogas são uHlizadas dependendo da espécie do plasmódio 
infectante, cada uma delas agindo de forma específica, tentando 
impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro:
Cloroquina
Arteméter
Mefloquina 
Artesunato
Clindamicina
Primaquina
Lumefantrina
Quinina
(BRASIL, 2021b)
Malária não complicada – esquema curto (7 dias)
Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com 
Cloroquina em 3 dias e Primaquina em 7 dias.
(BRASIL, 2021b)
Malária não complicada – esquema curto (7 dias)
Tratamento das infecções pelo P. falciparum com 
artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, 
conforme a disponibilidade local, e primaquina em dose única 
no primeiro dia do tratamento.
(BRASIL, 2021b)
Malária – Infecção mista
Tratamento da infecção mista por P. falciparum e P. vivax (ou P. ovale 
com artemerter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, 
que são drogas esquizonticidas sanguíneas eficazes para todas as 
espécies, associando-as à primaquina por sete dias (para o 
tratamento radical de P. vivax). 
(BRASIL, 2021b)
Observações 
- Tratamento
(BRASIL, 2021b)
Esquema curto
(BRASIL, 2010)
Malária não complicada – esquema longo (14 dias)
Quando não for possível
garanHr a adesão ou
quando ocorrer uma
recaída após o tratamento
em 7 dias.
(BRASIL, 2010)
Medidas Preven:vas
• Uso de mosquiteiros;
• Uso de repelente; 
• Colocar telas nas janelas; 
• Uso de roupas que protejam braços e pernas; 
CONTROLE DO VETOR
(BRASIL, 2021b)
Quimioprofilaxia
(BRASIL, 2021b)
No:ficação!
(SINAN, 2019)
Parasitoses intestinais
Parasitoses intes:nais
• Na maioria das vezes assintomáHcas;
• Alta carga parasitária pode gerar manifestações clínicas severas 
devido a:
• Má absorção de nutrientes; 
• Redução da capacidade de ingestão de alimentos;
• Obstrução das vias aéreas
(DUNCAN et al., 2022)
Parasitoses intes:nais
(DUNCAN et al., 2022)
• Maior incidência em zonas rurais e periferias de centros urbanos;
• EsHma-se que a prevalência varie entre 2 e 36%;
• 70% desses casos em escolares. 
Parasitoses intestinais
(BRASIL, 2021c)
Medidas de prevenção
• Melhoria do nível educacional;
• Acesso a água de boa qualidade, saneamento básico e coleta de lixo; 
• Eshmulo ao aleitamento materno;
• Uso de calçados;
(DUNCAN et al., 2022)
Medidas de prevenção
• Lavagem das verduras e das frutas;
• Proteção dos alimentos contra poeira e insetos;
• Fervura e/ou filtração da água para consumo;
• Cocção adequada da carne de bovinos e suínos;
• Lavagem das mão antes das refeições unhas limpas e curtas;
EDUCAÇÃO EM SAÚDE! (DUNCAN et al., 2022)
Medidas de prevenção
• Higiene das mãos; 
• Higiene dos alimentos - deixar de molho em solução de ácido acéHco 
(2 colheres de sopa em 1 litro de água) ou hipoclorito de sódio (1 
colher de sobremesa em 1 litro de água) durante 15 minutos; 
• Desinfecção da água - 2 gotas de hipoclorito por litro de água, deixar 
descansar por 30 minutos antes de ingerir.
(DUNCAN et al., 2022)
(DUNCAN et al., 2022)
Modo de transmissão 
e localização dos 
principais parasitas 
intestinais humanos
Principais sinais e sintomas associados
• Diarreia – mais frequente nas infecções por protozoários intesHnais, na 
tricuríase e na estrongiloidíase;
• Os enteroparasitas que habitam o intesHno grosso – Entamoeba
histolyHca, Trichuris trichiura, Schistossoma mansoni – podem causar 
diarreia com muco e sangue;
• Os parasitas que se localizam no intesHno delgado – Strongyloides
stercoralis e Giardia lamblia - provocam diarreia osmóHca.
(DUNCAN et al., 2022)
Principais sinais e sintomas associados
• Dor abdominal, náuseas e vômitos – mais comum na giardíase;
• Síndrome dispépHca – associada a anorexia, perda ponderal e diarreia 
intermitente na estrongiloidíase;
• Hepatoesplenomegalia – esquistossomose mansônica crônica.
(DUNCAN et al., 2022)
Principais sinais e sintomas associados
• Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente 
noturna;
• Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça;
• Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na 
tricuríase.
(DUNCAN et al., 2022)
Principais sinais e sintomas associados
• Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna;
• Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça;
• Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na 
tricuríase;
(DUNCAN et al., 2022)
Principais sinais e sintomas associados
• Tosse, crises asmaHformes, com ou sem tradução radiológica (Sínd. de 
Löeffler) – nas helminhases com ciclo larvário pulmonar: áscaris, 
ancilóstomo, estrongiloides e esquistossoma. Apresenta eosinofilia 
intensa;
• UrHcária e/ou edema angioneuróHco – principalmente na ascaridíase e na 
estrongiloidíase;
(DUNCAN et al., 2022)
Principais sinais e sintomas associados
• Eliminação dos parasitas – comum na ascaridíase, na oxiuríase e na teníase;
• Obstrução ou semi-obstrução intesHnal – ocorre na super-infestação por 
ascaris.
(DUNCAN et al., 2022)
Diagnós:co
• Exame Parasitológico de Fezes (EPF), aliado aos dados clínico-
epidemiológicos;
• Avaliar 3 amostras aumenta a sensibilidade do método;
• Coletar 3 amostras em dias separados (consecutivos ou alternados);
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento
(DUNCAN et al., 2022)
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento
Tratamento empírico – Deve ser feito?
“Doutor(a), eu vim fazer meu exame de sangue, fezes e urina.” 
• Parasitológico de fezes tem baixa sensibilidade, principalmente 
para Giárdia; 
• Tratamento empírico está indicado para sintomas sugestivos;
EM ÁREAS ENDÊMICAS
(DUNCAN et al., 2022)
Tratamento empírico – Deve ser feito?
• Possibilidade à vermifugação de rotina (a cada 6 - 12 meses) 
com anti-helmínticos para populações de alto risco: pré-escolares 
e escolares, mulheres em idade fértil e agricultores. 
* Não realizar em menores de 1 ano.
(DUNCAN et al., 2022)
Esquistossomose
Esquistossomose
• Importante problema de saúde pública no Brasil; 
• SINONÍMIA - “Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”;
• AGENTE ETIOLÓGICO - Schistosoma mansoni; 
• HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Humano - Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos 
do intestino e fígado
• HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Caramujo do gênero Biomphalaria
(BRASIL, 2010)
Epidemiologia
Existente em 19 UFs:
Área endêmica (9): MA, AL, BA, PE, PB, RN, SE, 
MG e ES.
Área com transmissão focal (10): PA, PI, CE, 
RJ, SP, PR, SC, GO, DF e RS.
2009 a 2019: 423.117 casos posi7vos, com 
percentual de posi7vidade de 4,29%.
OMS - mais de 95% das pessoas com 
esquistossomose das Américas vive no Brasil.
(BRASIL, 2021c) 
Ciclo reprodu:vo do Schistosoma mansoni
(UNASUS, s.d.)
Quando suspeitar?
• Indivíduo residente e/ou procedente de área endêmica, com quadro 
clínico sugestivo, e com história de contato com reservatórios de água 
onde existamcaramujos.
• QUADRO CLÍNICO:
• FORMA AGUDA: Assintomática ou Dermatite Cercariana;
- 3 a 7 semanas após o contato pode ocorrer febre, linfadenopatia, anorexia, dor 
abdominal e cefaleia. Pode ter também diarreia, náuseas e tosse seca.
(BRASIL, 2014)
Forma aguda
• DERMATITE CERCARIANA caracterizada por micropápulas
“avermelhadas” semelhantes às picadas de insetos. 
SUSPEITAR EM ÁREAS ENDÊMICAS
(BRASIL, 2010)
Formas crônicas
- Após seis meses de infecção, há risco do quadro clínico evoluir para a 
fase crônica:
• Gravidade da doença depende diretamente da carga parasitária, do 
estado nutricional do paciente e do tempo de parasiHsmo
(BRASIL, 2014)
Formas crônicas
•HEPATOINTESTINAL
- AssintomáHca ou sintomas inespecíficos: desânimo, indisposição para o 
trabalho, tonturas, cefaleia e sintomas distônicos. Sintomas digesHvos 
(sensação de plenitude, flatulência, dor epigástrica e hiporexia) e 
intesHnais (diarreias recorrentes), hepatomegalia e fibrose hepáfca. 
- áreas de fibrose decorrentes de granulomatose periportal ou fibrose de 
Symmers.
(BRASIL, 2014)
Formas crônicas
• HEPÁTICA
- Pode ser assintomáfca ou caracterizada por diarreias repeHdas 
(sintomas da forma hepatointesHnal). Ao exame �sico, hepatomegalia
(hgado palpável e endurecido).
Apresenta fibrose hepá/ca sem hipertensão portal e sem 
esplenomegalia. 
• HEPATOESPLÊNICA (compensada ou descompensada) 
- HIPERTENSÃO PORTAL; hepato-esplenomegalia; varizes esofágicas; 
sintomas intesfnais; hemorragia digesfva. (BRASIL, 2010)
Como inves:gar
Pesquisa de ovos de Schistosoma nas fezes (Kato-Katz) 
ou 
Sorológico (Imunofluorescência indireta ou ELISA)
(BRASIL, 2010)
Como inves:gar
• A ultrassonografia hepáHca auxilia no diagnósHco da fibrose de 
Symmers e nos casos de hepatoesplenomegalia. 
• A biópsia retal ou hepáHca - não recomendada na roHna, pode ser úHl 
em casos suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes 
negaHvas.
(BRASIL, 2014)
Tratamento
PRAZIQUANTEL
Adultos: 50mg/kg 
Crianças: 60mg/kg
Apresentação: 600mg/comprimido; 
Dose única, via oral. 
Orientar repouso por pelo menos 3 horas após ingestão, para evitar 
náuseas e tonturas; Realizar controle de cura.
(BRASIL, 2010)
Tratamento
• Controle de cura parasitológica: três exames de fezes no quarto mês após o 
tratamento;
• O índice de cura aproxima-se de 80% para os adultos e de 70% para as crianças;
• Esquistossomose aguda grave - o tratamento deve ser iniciado com a prednisona 
(1mg/kg de peso/dia) 24 a 48 horas antes do praziquantel.
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA!
(BRASIL, 2014)
Estratégias de Prevenção e Controle 
• Uso de sapatos; 
• Orientar a população de área endêmica sobre sinais e sintomas da doença;
• Promoção de saúde; 
• Saneamento domiciliar e ambiental.
• Educação ambiental e discussão sobre o tema da água!
(BRASIL, 2014)
Doença de chagas
Doença De Chagas
• AGENTE ETIOLÓGICO: Trypanosoma cruzi, protozoário 
flagelado.
• VETOR: inseto da subfamília Triatominae, conhecido 
popularmente como barbeiro, chupão, furão, procotó, etc.
• RESERVATÓRIOS: centenas de mamíferos, tais como qua7s, 
gambás, tatus, morcegos, etc.
(BRASIL, 2010)
Epidemiologia nas Américas
• Estima-se que 6 a 8 milhões de pessoas estejam infectadas com o parasita 
(Trypanosoma cruzi) que causa a doença. 
• 70% das pessoas que vivem com a doença não sabem que estão infectadas, devido 
à ausência de sintomas clínicos. 
• Mais de 10 mil pessoas morrem a cada ano em consequência de complicações 
clínicas da doença de Chagas;
• Cerca de 75 milhões de pessoas nas Américas estão em risco de contraí-la
• Apenas 1% dos infectados são tratados a cada ano.
(OPAS, 2021)
Epidemiologia
• Ocorrência de 2777 casos e surtos de Doença de Chagas Aguda entre 2010 e 2020 em 20
estados brasileiros:
* 84% na região Norte (72% no estado do Pará).
• Sobre a forma de transmissão:
• A grande maioria (aprox. 60%) por transmissão oral;
• Em torno de 10% por transmissão vetorial;
• Pode haver transmissão ver7cal;
• Em alguns casos não é iden7ficada a forma de transmissão. (BRASIL, 2020)
Epidemiologia
(BRASIL, 2020)
Epidemiologia
• É uma das quatro maiores causas de morte por doenças infecciosas e 
parasitárias, além da principal doença negligenciada no Brasil.
• A doença apresentava elevada incidência no país, entretanto, hoje, 
encontra-se sob controle graças à realização de estratégias como:
BRASIL, 2020
Doença de Chagas aguda
•Edema de face ou de membros;
•Exantema;
•Adenomegalia;
•Hepatomegalia;
•Esplenomegalia;
•Cardiopa7a aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca);
•Manifestações hemorrágicas (hematêmese, hematoquezia ou melena);
•Icterícia;
•Manifestações diges]vas (diarreia, vômito e epigastralgia intensa) são mais 
comuns em casos por transmissão oral.
Febre persistente (>7 dias) e:
(BRASIL, 2010)
Confirmação diagnós:ca - Doença de Chagas 
aguda
• PARASITOLÓGICO – T. cruzi circulante no sangue periférico 
idenHficado por meio de exame parasitológico direto.
• SOROLÓGICO – IgM anH-T. cruzi.
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas – Formas Crônicas
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas – Formas Crônicas
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas crônica - Diagnós:co
• Sorologia para Chagas - Importante na fase crônica.
• AnNcorpos IgG anN-T. cruzi - indica doença crônica.
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas - Tratamento
•Benznidazol: (adulto = 5 mg/kg/dia, 1 a 3x/dia, 60 dias; criança = 5 a 
10 mg/kg/dia, 2x/dia, 60 dias)
• Tratar: forma aguda, congênita e crônica recente
Nos casos leves, sem complicações, e nas formas indeterminadas, o tratamento 
pode ser realizado na atenção básica, por médico generalista que conheça as 
par]cularidades do medicamento e da doença de Chagas.
(BRASIL, 2010)
Orientações e a:vidades educa:vas
• Manter quintais limpos, evitando acúmulo de materiais e manter criações de animais 
afastadas da residência;
• Não confeccionar coberturas para as casas com folhas de palmeiras;
• Vedar frestas e rachaduras e usar telas em portas e janelas;
(BRASIL, 2010)
Orientações e a:vidades educa:vas
• Proteção individual: uso de repelentes e uso de roupas de mangas longas durante a 
realização de a7vidades noturnas; uso de mosquiteiros ao dormir;
• Cuidados de higiene na produção e manipulação artesanal de alimentos de origem 
vegetal.
(BRASIL, 2010)
Leptospirose
Leptospirose
● É uma zoonose, causada por leptospiras patogênicas, transmi4das pelo 
contato com urina de animais infectados ou água e lama contaminadas 
pela bactéria. 
(BRASIL, 2010)
Leptospirose
• Um amplo espectro de animais domés4cos e selvagens serve como 
reservatório para a persistência de focos de infecção. No meio urbano, os 
principais reservatórios são os roedores (especialmente o rato-de-esgoto); 
outros reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães.
• Seres humanos - hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de 
transmissão.
(BRASIL, 2010)
Epidemiologia
(BRASIL, 2023)
Manifestações Clínicas - Fase precoce (fase leptospirêmica) 
• Instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia e mialgia, anorexia, 
náuseas e vômitos;
• Podem ocorrer diarreia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjun4val, 
fotofobia, dor ocular e tosse;
• Pode ser acompanhada de exantema;
• DiMcil diferenciação de outras doenças febris agudas;
• A fase precoce tende a ser autolimitada e regride em 3 a 7 dias, sem deixar 
sequelas. 
(BRASIL, 2010)
Manifestações Clínicas - Fase tardia (fase imune) 
• Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para manifestações 
clínicas graves, em geral, após a primeira semana de doença. 
• Síndrome de Weil - tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias, 
mais comumente pulmonar. 
• Hemorragia pulmonar cursa com letalidade superior a 50%.
• Icterícia: é um sinal caracterís4co, possuindo uma tonalidade alaranjada 
muito intensa (icterícia rubínica) e geralmente aparece entre o 3º e o 7º 
dia da doença - preditor de pior prognós4co.
(BRASIL, 2010)Agente etiológico
• Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória do gênero Leptospira, 
do qual se conhecem atualmente 14 espécies patogênicas, sendo a mais 
importante a L. interrogans.
(BRASIL, 2010)
Transmissão
• Exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. 
• Penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de 
lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada 
ou através de mucosas.
• A água é importante na transmissão da doença ao homem. 
• Período de incubação - De 1 a 30 dias (em média, de 5 e 14 dias).
(BRASIL, 2010)
Diagnós:co
• Métodos sorológicos - teste ELISA-IgM e a microaglu4nação (MAT). 
• Exames como hemograma e bioquímica (ureia, crea4nina, bilirrubina total e 
frações, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina e CPK, Na+ e K+), devem ser 
monitorados.
(BRASIL, 2010)
Tratamento
• Fase precoce: 
• Amoxicilina, em adultos na dose de 500mg, VO, de 8/8 horas, durante 5 a 7 dias. Em 
crianças, administrar 50mg/kg/dia, VO, a cada 6/8 horas, durante 5 a 7 dias; 
• Doxiciclina: 100mg, VO, de 12 em 12 horas, durante 5 a 7 dias. 
(BRASIL, 2010)
Tratamento
• Na fase tardia: 
• Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou,
• Ampicilina: 1g, IV, 6/6 horas; ou,
• Ce|riaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou, 
• Cefotaxima 1g, IV, de 6/6 horas. 
• Para crianças u7liza-se Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 
doses; ou Ampicilina: 50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou Ce|riaxona: 80 
a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou Cefotaxima: 50 a 100mg/kg/dia, em 2 a 4 
doses.
• Duração do tratamento com an4bió4cos intravenosos: pelo menos, 7 dias.
(BRASIL, 2010)
Tungíase
Tungíase
● É uma doença ectoparasitária causada por fêmeas grávidas de uma 
espécie de pulga, Tunga penetrans, que habita o solo de zonas 
arenosas. 
● A contaminação ocorre quando o paciente pisa neste solo sem 
proteção nos seus pés. 
● A fêmea grávida penetra na pele humana com a sua cabeça e libera 
seus ovos para o exterior.
(SBD, 2023)
Tungíase
Existe um desconhecimento por parte dos profissionais de saúde e 
acadêmicos sobre a epidemiologia, tratamento individual e ambiental da 
tungíase.
Considerada uma doença negligenciada, ainda hoje, é causa de patologia 
grave em comunidades urbanas e rurais com baixos indicadores de 
desenvolvimento humano.
Nessas condições essa ectoparasitose precisa ser considerada um 
importante problema de saúde pública.
(ARIZA et al., 2007)
Manifestações clínicas e diagnós:co
• A maioria das lesões aparece nos pés, e em alguns casos, nas mãos; 
• Podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da 
infestação do solo;
• A lesão surge como uma pequena pápula marrom escura com um 
halo fino e claro ao seu redor;
• Pode causar dor ou coceira;
• Pode ocorrer infecção secundária e até abscessos no local;
• O diagnós7co é clínico-epidemiológico;
• Diagnós7co diferencial: verrugas virais.
(OLIVEIRA, 2014)
Manifestações clínicas
• É autolimitada com duração de quatro a seis semanas;
• Nas áreas endêmicas - re-infestação é constante e os indivíduos afetados 
podem apresentar algumas dezenas de parasitos em diferentes estágios de 
desenvolvimento, gerando complicações graves e sequelas.
(ARIZA et al., 2007)
Manifestações clínicas
• Onde as condições de higiene são precárias e a remoção da pulga não é 
realizada em condições de assepsia ocorre superinfecção com bactérias 
patogênicas 
• A lesão causada pela penetração da pulga pode servir como porta de 
entrada para Clostridium tetani.
• Sequelas de infestação grave documentadas incluem dificuldade de andar, 
deformação e perda de unhas de dedo do pé, como também deformação e 
autoamputação de dígitos, além de sepse e óbito;
• Considerada uma doença negligenciada.
(ARIZA et al., 2007)
Tratamento
• Extração manual do parasito, com assepsia e materiais estéreis;
• Nos casos com infecção secundária, antibioticoterapia;
• Uso de eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são 
tratamentos alternativos para a destruição do parasita;
• Infestação: tiabendazol, 25mg/kg, em uma ou duas doses diárias de três a 
cinco dias;
• Realizar profilaxia antitetânica, conforme esquemas preconizados pelo 
Ministério da Saúde.
(OLIVEIRA, 2014)
Prevenção
• Evitar contato com solo contaminado e usar sapatos;
• Medidas sanitárias para a descontaminação do local infestado, 
incluindo inse4cidas;
• Medidas de educação em saúde, educando a população para a 
realização de autoexames periódicos, visando à re4rada das pulgas 
com material estéril adequado.
(OLIVEIRA, 2014)
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70% das pessoas com Chagas não sabem que estão infectadas. PAHO Pan-American Health Organization, 2021. Disponível em: 
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TUNGÍASE. Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2023. Disponível em: 
https://www.sbd.org.br/doencas/tungiase/#:~:text=Tung%C3%ADase%20%C3%A9%20uma%20parasitose%20causada,seus%20ovos%20para%20o%20exterior. 
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Morbidades por causas
externas – acidentes, 
violência e traumas na APS
Médicas de Família e Comunidade
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Impacto das causas externas na mortalidade
Números de homicídio, suicídio e morte no trânsito e suicídio no Brasil 
Taxa de homicídio por 100 mil habitantes em homens e mulheres de 20 a 29 anos de idade, no Brasil 
Impacto das causas externas na mortalidade
Taxa de homicídio por 100 mil habitantes no Brasil 
Impacto das causas externas na mortalidade
Impacto das causas externas na mortalidade
Causas de Trauma Cranioencefálico:
● 50%: acidentes automobilísticos. Neste grupo, a principal faixa etária é de
adolescentes e adultos jovens. Dos 15 aos 24 anos, os acidentes de trânsito
são responsáveis por mais mortes que todas as outras causas juntas.
● 30%: quedas. Neste grupo há um grande número de idosos. Entretanto, no
Brasil são muito frequentes as quedas de lajes, que são ignoradas pelas
estatísticas internacionais.
● 20%: causas “violentas”: ferimentos por projétil de arma de fogo e armas
brancas.
72% dos casos de TCE tem associação com consumo de álcool
Impacto das causas externas na mortalidade
Abordagem à violência
Violência – indicadores
Taxas de homicídios na região das Américas (mortes por 100 mil habitantes) 
Violência – indicadores
Distribuição percentual dos homicídios, segundo Regiões
Violência – indicadores
Estados com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes
Violência – indicadores
Estados com as menores taxas de homicídio por 100 mil habitantes
Violência – indicadores
Distribuição percentual dos óbitos por homicídio, segundo raça/cor
Violência – indicadores
Mortalidade (taxa100 mil hab) por suicídio - Brasil e regiões, 2000-2016
Violência – indicadores na Saúde Indígena
Taxa de situações de violência por DSEI. Nº de situações de violência notificado no ano /
Nº de habitantes dos DSEI x 1.000.
Obs.: não devem ser incluídos os casos que
tiveram óbito como desfecho.
Número de situações de violências por tipo
(sexual, física ou psicológica) e por Polo-Base
Nº total de situações de violência notificado no
ano, separado por Polo-Base e tipo de violência.
Obs.: caso haja sobreposição de tipos de
violência, prioriza-se a classificação conforme a
gravidade da agressão, seguindo a sequência
seguinte: sexual, física ou somente psicológica.
Violência – indicadores na Saúde Indígena
Nº total de situações de violência notificado no
ano, separado por Polo-Base e tipo de violência.
Obs.: caso haja sobreposição de tipos de
violência, prioriza-se a classificação conforme a
gravidade da agressão, seguindo a sequência
seguinte: sexual, física ou somente psicológica.
Nº total de situações de violências notificadas no
ano, no qual há uso suspeito ou confirmado de
álcool pelo agressor e/ou vítima, separados por
Polo-Base.
Proporção de situações de violências associada ao
consumo de álcool por Polo- Base.
Nº total de situações de violência notificadas, no
qual há uso suspeito ou confirmado de álcool pelo
agressor e/ou vítima / Nº total de situações de
violência notificadas no ano x 100, separado por
Polo-Base.
Indicadores na Saúde Indígena 
Mortalidade proporcional (%) de indígenas segundo capítulos da CID-10
I: Algumas doenças infecciosas e parasitárias; II:
Neoplasias (tumores); IV: Doenças endócrinas,
nutricionais e metabólicas; IX: Doenças do
aparelho circulatório; X: Doenças do aparelho
respiratório; XVI: Algumas afecções originadas no
período perinatal; XVIII: Causas mal definidas e
desconhecidas de mortalidade; e XX: Causas
externas de morbidade e mortalidade.
Indicadores na Saúde Indígena 
Mortalidade proporcional (%) de indígenas segundo capítulos da CID-10
Violência - Impactos
• No Brasil, nos últimos 20 anos, as enfermidades infecciosas vêm cedendo lugar às doenças
crônicas e degenerativas e aos agravos provocados por violências e acidentes.
• Violência não é apenas um problema médico, é também um problema social que afeta a
saúde:
• provoca morte, lesões e traumas físicos e um sem-número de agravos mentais,
emocionais e espirituais;
• diminui a qualidadede vida das pessoas e das coletividades;
• mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde;
• coloca novos problemas para o atendimento médico; e
• evidencia a necessidade de uma atuação muito mais específica, interdisciplinar,
multiprofissional, intersetorial e engajada do setor, visando às necessidades dos
cidadãos.
Violência - Conceito
Relatório Mundial sobre Violência e Saúde – OMS 2002
“Uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra 
si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma 
comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar 
em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou 
privação” (KRUG et al., 2002, p. 5)
Violência x agressividade
A agressividade é um impulso nato, essencial à sobrevivência, à defesa e à
adaptação dos seres humanos. Constitui-se como elemento protetor que
possibilita a construção do espaço interior do indivíduo, promovendo a
diferenciação entre o Eu e o Outro.
Portanto, a agressividade, ao contrário da violência, inscreve-se no próprio
processo de constituição da subjetividade. A transformação da agressividade em
violência é um processo ao mesmo tempo social e psicossocial para o qual
contribuem as circunstâncias sociais, o ambiente cultural, as formas de relações
primárias e comunitárias e, também, as idiossincrasias dos sujeitos.
Violência – algumas reflexões
• Fato humano e social;
• Histórica;
• Há formas de violência que persistem no tempo e se estendem por quase todas
as sociedades;
• Abrange todas as classes e os segmentos sociais;
• A violência também está dentro de cada um;
• Violência X abuso X maus tratos.
Violência – algumas reflexões
Claude Lévi-Strauss, antropólogo belga, desenvolveu um método de investigação e
interpretação antropológica, denominado estruturalismo. O conceito básico dessa teoria é o de
estrutura social, que não é empiricamente observável, mas dá sentido aos dados empíricos. Por
exemplo: a estrutura de um edifício, mesmo oculta, organiza, relaciona, distribui e sustenta
todos os elementos observáveis da construção – os andares, os apartamentos, as entradas e
saídas, os corredores.
O mesmo se dá com a estrutura social: ela organiza, conecta e relaciona os seus elementos. Os
elementos da estrutura social são as relações de parentesco, as instituições e os grupos
diversos que, por sua vez, se organizam como um sistema, de forma interdependente, em que
a modificação em qualquer uma das partes afeta, necessariamente, todas as outras as
estruturas elementares de parentesco –, compostas por três relações básicas: consanguinidade
(relação entre irmãos); aliança (relação entre casais) e filiação (relação entre gerações).
Violência – algumas reflexões
Infanticídio: Termo que vem do latim infanticidium e significa a morte de criança,
especialmente recém-nascida. Esse fenômeno sempre existiu no decorrer da
História.
Na Antiguidade, referia-se a matança indiscriminada de crianças nos primeiros
anos de vida. No Império Romano, e também em algumas tribos bárbaras, sua
prática era aceita com o objetivo de regular a oferta de comida à população. Na
China, o elevado índice de infanticídio e de aborto de meninas chegou a gerar
um desequilíbrio populacional.
No Brasil, algumas comunidades indígenas praticam infanticídio.
Violência – Linha do tempo
● 1996 Criação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa);
● 1999: Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da 
Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”;
● 2001: Políjca Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e 
Violência;
● 2003: Lei n. 10.778/03; estabelece a nojficação compulsória em caso de 
violência contra as mulheres nos serviços de saúde;
● 2003: Estatuto da criança e do adolescente;
Violência – Linha do tempo
● 2004: Políticas de proteção à saúde da mulher PAISM (Política Nacional de
Atenção Integral à Saúde da Mulher);
● 2004 Rede Nacional de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde e a 
Implantação de Núcleos de Prevenção da Violência em Estados e 
Municípios; 
● 2006 - Estatuto do idoso;
● 2005: Criação do Ligue 180; 
● 2006: Lei Maria da Penha (Lei Federal n. 11.340, de 7 de agosto de 2006);
● 2008: Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e/ou Doméstica 
contra Mulheres;
●
Violência – Linha do tempo
● 2011: Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres;
● 2013: Lei n. 12.845/13; prevê a obrigatoriedade do atendimento integral às
vítimas de violência sexual em todos os serviços de urgência e emergência do
Sistema Único de Saúde (SUS);
● 2015: Lei do Feminicídio (Lei Federal n. 13.104, de 9 de março de 2015);
● 2015: Lançamento da Norma Técnica sobre Atenção Humanizada às Pessoas
em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de
Vestígios.
Violência – tipologias
• Violência criminal;
• Violência estrutural;
• Violência institucional;
• Violência interpessoal;
• Violência em espaços sociais;
• Violência intrafamiliar;
• Violência contra pessoas que tem
sofrimento ou adoecimento mental;
• Violência autoinfligida;
• Violência cultural;
• Violência de gênero;
• Violência racial;
• Violência contra a pessoa
com deficiência;
• Violência por homofobia.
Violência e populações
• No Brasil, cerca de 80% dos óbitos e das lesões e traumas ocorrem
nas cidades, associados à:
• existência de grupos de delinquência comuns ou vinculados ao tráfico de
drogas;
• a agressões interpessoais; e
• a acidentes de trânsito e de transporte.
• Fator muito importante na produção da violência nas cidades:
armas de fogo.Em em 2005, 90% dos homicídios foram cometidos
com uso desse tipo de arma.
Violência contra a mulher
Fatores de risco de um homem cometer violência contra a parceira
Violência e família – fatores de risco
Violência e família – fatores de risco
Violência e família – fatores de risco
“Nas famílias com dinâmica de violência, é comum haver uma cristalização dos
papéis em relação ao lugar de quem foi vitimado e o agente agressor. Esses lugares
podem ser ocupados pelas mesmas pessoas, anos a fio, ou ser compartilhados por
diferentes membros do grupo. Durante a terapia familiar é comum se observar a
“transferência de violência”, quando outro membro do grupo passa a ser o
protagonista da violência.
Portanto, a tarefa dos profissionais da saúde não é apenas identificar o agressor,
tratando-o individualmente, pois isso seria desconsiderar que muitas vezes a
família possui uma dinâmica que inclui a violência em suas relações. Nesse caso, ao
se retirar o agressor, outra pessoa pode passar a atuar em seu lugar”
Violência e família – fatores de risco e de proteção
Violência e família – fatores de risco e de proteção
Violência
Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente
• projeto de vida baseado em sonhos e metas;
• compreensão das consequências dos próprios atos;
• bom envolvimento na escola (acadêmico e relacional);
• envolvimento em atividades de lazer educativas (artísticas, esportivas);
• relações afetuosas e seguras com adultos;
• supervisão familiar;
Violência 
Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente
• mais elevada inteligência, correlacionada a curiosidade, criatividade e rendimento
escolar;
• envolvimento com amigos que também têm intolerância aos comportamentos
infracionais e violentos;
• religiosidade;
• existência de adulto significativo para contrabalançar os conflitos com os pais,
frequentes nessa fase da vida.
Violência
Fatores de proteção à atos violentos cometidos por adultos
• apoio e suporte social – poder contar com pessoas e instituições que ofereçam
afeto e apoio;
• perseverança para enfrentar as dificuldades – mesmo quando o planejado não
deu certo – e para continuar tentando, apesar dos obstáculos;
• cultivo da satisfação com a vida e da autoestima elevada;
• conquista, satisfação e sucesso no trabalho;
• opção porestratégias mais ativas de enfrentamento dos problemas, buscando
ajuda de outras pessoas e de profissionais especializados para apoiá-los na
reflexão ou na resolução dos conflitos;
• capacidade de sustentar a si mesmo e à sua família;
• ter família ou relacionamentos afetivos estáveis.
PolíFca Nacional de Redução da 
Morbimortalidade por Acidentes e Violência 
Diretrizes
• promoção da adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis;
• monitorização da ocorrência de acidentes e de violências;
• sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pré-hospitalar;
• assistência interdisciplinar e intersetorial às vitimas de acidentes e de violências;
• estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à
reabilitação;
• capacitação de recursos humanos;
• apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.
Iniciativas de combate à violência
Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) destaca em alguns Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável a violência e sua prevenção, indicando a necessidade de ação
multinacional e multissetorial:
• Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas
públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos;
• Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de
crianças e mutilações genitais femininas;
• Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade
relacionada, em todos os lugares;
• Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra
crianças.
Prevenção da violência
• A prevenção primária se destina a evitar que a violência surja, sobre os fatores
que contribuem para sua ocorrência e sobre os agentes dela em tempo anterior à
ação violenta;
• A prevenção secundária se realiza quando a violência já ocorreu. Significa
respostas mais imediatas à violência, enfocando a capacidade de diagnóstico, o
tratamento precoce e a limitação da invalidez;
• A prevenção terciária compõe-se de respostas mais a longo prazo, visando
intervir, controlar e tratar os casos reconhecidos, buscando reduzir os efeitos, as
sequelas e os traumas; prevenir a instalação da violência crônica e promover a
reintegração dos indivíduos.
Rede Nacional de Prevenção das Violências e 
Promoção da Saúde e Cultura de Paz 
• Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e
de cultura de paz;
• Qualificação e articulação da rede de atenção integral às pessoas em situação de
violências;
• Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de violências para grupos
populacionais vulneráveis visando à atuação nos determinantes sociais e na
autodeterminação dos sujeitos;
• Garantia da implantação/implementação da notificação de violências interpessoais e
autoprovocadas;
• Promoção e participação de políticas e ações intersetoriais e de redes sociais que tenham
como objetivo a prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz.
Rede de 
enfrentamento à 
violência
Material complementar
• Estudos sobre Criminalidade e Segurança Pública (www.crisp.ufmg. br) e informe-se sobre o Programa
Interinstitucional Fica Vivo
• filme A guerra dos Roses, dirigido por Danny DeVito (1989), ilustra a construção lenta deste binômio
complexo: “família e violência”. É uma produção cinematográfica estadunidense, do gênero comédia,
lançado em 1989, com base no romance A guerra dos Roses (1981), de Warren Adler. Comédia de humor
negro sobre um casal que aparenta ter perfeita união. Quando o casamento começa a desmoronar, bens
materiais se tornam o centro de escandalosa e amarga batalha pelo divórcio. Filme estrelado por Michael
Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito.
• O filme Festa em Família, dirigido por Thomas Vinterberg, de 1998, é um bom exemplo de alguns tipos de
abuso intrafamiliar
• Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e prevenção da violência, acesse o site da Organização 
das Nações Unidas no Brasil: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
Acidentes e trauma na APS
Acidentes– Fpologias
• Acidente de trânsito;
• Acidentes de trabalho;
• Acidentes domiciliares.
Trauma - avaliação primária ABCDE
Trauma -
avaliação 
primária ABCDE
Trauma na APS – Avaliação Primária
Trauma na APS – Avaliação Primária
Trauma na APS – Trauma abdominal
Trauma contuso - Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões ocorrem
por mecanismo indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou
cisalhamento de vísceras abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos
abdominais além de lesões por desaceleração.
Trauma abdominal penetrante - OMS (www.who.int), o Relatório Mundial sobre
Violência e Saúde (World Report on Violence and Health), Solução de
descontinuidade da pele e ultrapassa o peritônio.
Trauma na APS – Trauma abdominal
Exame físico: inspeção, ausculta, percussão e palpação. As estruturas adjacentes
como tórax, uretra, vagina, períneo, dorso e nádegas podem nos dar pistas de
possíveis lesões de órgãos abdominais. Além disso, o exame da bacia é de suma
importância nesse momento. Indica-se toque retal e vaginal em todos pacientes
politraumatizados com trauma maior.
Avaliação inicial pode incluir FAST (Focused Assessment with Sonography for
Trauma) - Avaliação da presença de fluidos intra-abdominais que inclui o exame
de quatro regiões importantes (saco pericárdico, espaços hepato e esplenorrenal e
pelve ou recesso de Douglas), sendo extremamente útil na detecção da causa de
choque.
Trauma na APS - Trauma cranioencefálico (TCE) 
• Injúria ou lesão no escalpo com ou 
sem evidência de alteração de 
consciência;
• Classifica-se de acordo com a Escala 
de Coma de Glasgow (ECG).
Trauma na APS - TCE
Escala de Coma de Glasgow
(ECG) modificada para
crianças
Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação 
e do TCE
Classificação e sintomas Conduta
TCE leve ECG entre 13 e 15 - cefaleia leve e não progressiva,
tontura e vertigem temporárias, hematoma subgaleal ou laceração
pequena de couro cabeludo
Maioria:
Observação, sem recomendação
para TC. Pode ocorrer piora do quadro.
Acompanhar
Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação 
e do TCE
Classificação e sintomas Conduta
TCE leve ECG entre 13 e 15 - cefaleia leve e não progressiva,
tontura e vertigem temporárias, hematoma subgaleal ou laceração
pequena de couro cabeludo
Maioria:
Observação, sem recomendação
para TC. Pode ocorrer piora do quadro.
Acompanhar
Fraturas – principais
achados da
anamnese e exame
físico
Fraturas–
características
descritivas
radiográficas
Acidentes por animais peçonhentos
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Cascavel – gênero Crotalus
Poucas manifestações locais. Neurotoxicidade – ptose palpebral, rabdomiolise, 
mialgia
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Jararaca – gênero Bothrops (mais comum entre os acidentes owdicos)
Dor e edema local, coagulopaja com manifestações hemorrágicas
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Coral - gênero Micrurus
Neurotoxicidade que pode levar à insuficiência respiratória por fraqueza 
muscular, mialgia
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Surucucu - gênero Lachesis
Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas e de síndrome 
vagal
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Aranha marrom– gênero Loxoceles
Aranha doméstica, não é agressiva. Costuma picar quando espremida contra o 
corpo da pessoa. Mais comum na região Sul do Brasil.
Dor e edema local. Pode causar febre e mal-estar e manifestações hemorrágicas. 
Lesão evolui de com uma bolha ou equimose central, circundada por um halo 
pálido (isquemia). Ao longo dos dias, a lesão central evolui para necrose.
Principais sintomas• Armadeira – gênero Phoneutria
Aranha mais agressiva, não faz teia. Pode pular até 40cm
Dor e edema local, vômitos, hipertensão, sialorreia e priapismo em crianças. 
Manifestações graves: convulsões, coma, arritmia cardíaca, choque e edema 
pulmonar.
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Viúva negra- gênero Latodectrus
Mais comum na região Nordeste do Brasil
Dor e edema local, dor abdominal, contração e
dores musculares, agitação, sudorese e, nos casos
graves, trismo, hipertensão, bradicardia, dispneia,
priapismo, retenção urinária, alterações
hemodinâmicas e choque
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Escorpionismo
Principais manifestações são dor e parestesia local.
Manifestações graves: hipo ou hipertermia, sudorese profusa; náusea, vômito, 
sialorreia, dor abdominal, diarreia, arritmia, hipo ou hipertensão, ICC, choque, 
EAP, taquipneia, agitação, sonolência, agitação mental.
Referências
ACIDENTES Ofídicos. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/acidentes-ofidicos
ALVES, F. T. A. et al. Mortalidade proporcional nos povos indígenas no Brasil nos anos 2000, 2010 e 2018. Saúde em Debate, [S. l.], v. 45, n. 130 Jul-Sept, p. 691–706, 2022. 
Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/4549.
ANÁLISE de Situação de Saúde. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências: Portaria MS/GM n.º 737 de 16/5/01, publicada no DOU n.º 
96 seção 1E de 18/5/01 – 2. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Por uma cultura da paz, a promoção da saúde e a prevenção da 
violência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com traumatismo cranioencefálico. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2015. 132 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_traumatisco_cranioencefalico.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Especial de Saúde Indígena. Departamento de Atenção à Saúde Indígena. Atenção psicossocial aos povos indígenas: tecendo 
redes para promoção do bem viver. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
CERQUEIRA, D. et al. Atlas da violência 2019. Brasília, DF: Ipea: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2019. Disponível em: 
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/190605_atlas_da_violencia_2019.pdf. Acesso em: 14 mai. 2023
DATASUS. Informação de saúde (TABNET). Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937.
DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
ELZIRIK, C. L.; KAPCZINSKI, F.; BASSOLS, A. M. S. (org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. Porto Alegre: Artmed, 2001.
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937
Referências
FARIA, C. D. C. M. Classificação de gravidade no TCE. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Atenção à Pessoa com 
Deficiência II: Mulheres com deficiência, saúde bucal da pessoa com deficiência, pessoa com acidente vascular encefálico, pessoa com traumatismo cranioencefálico, 
pessoa com paralisia cerebral, reabilitação visual e Triagem Auditiva Neonatal (TAN) e Triagem Ocular Neonatal (TON). Atenção à Pessoa com Traumatismo 
Cranioencefálico (TCE). São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2021.
FRAGA, M. A. A.; BELLUOMINI, F.; PEIXOTO, A. O. Conduta em acidentes com animais peçonhentos [recurso eletrônico]. São Paulo: Sociedade de Pediatria de São 
Paulo, 2020. Disponível em: https://www.spsp.org.br/PDF/SPSP-DC-Emerg%C3%AAncias-Animais%20Pe%C3%A7onhentos-09.11.2020.pdf
GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Atendimento de Urgência ao Paciente Vítima de Trauma - Diretrizes Clínicas. Vitória: 
Secretaria de Estado da Saúde, 2018. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretriz%20Trauma%20versao%20publicada.pdf
GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, 
2388 p.
KRUG, E. G. et al. World report on violence and health. Geneva: World Health Organization, 2002. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-
content/uploads/2019/04/14142032-relatorio-mundial-sobre-violencia-e-saude.pdf
NADANOVSKY, P.; SANTOS, A. P. P. Saúde Amanhã: textos para discussão: mortes por causas externas no Brasil: previsões para as próximas duas décadas. Rio de 
Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2021. 60 p.
NJAINE, K. et al. Impactos da Violência na Saúde [online]. 4th ed. updat. Rio de Janeiro: Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância da Escola 
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ENSP, Editora FIOCRUZ, 2020, 448 p. ISBN: 978-65-5708-094-8. https://doi.org/10.7476/9786557080948. Disponível em: 
https://books.scielo.org/id/p9jv6/pdf/njaine-9786557080948.pdf
ONU. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/16.
https://doi.org/10.7476/9786557080948
OBRIGADA
frantchescafripp@gmail.com
Uso Abusivo de Álcool e 
Outras Drogas
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
Médicas de Família e Comunidade
Substâncias Psicoativas
• São substâncias naturais ou sintéticas que, ingeridas, provocam
alterações do SNC, modificando o comportamento, humor e
cognição; possuem propriedades reforçadoras e favorecem a
autoadministração;
• Podem induzir tolerância, abuso e dependência.
Substâncias Psicoativas
• Provavelmente o uso de substâncias psicoativas como forma de
aliviar o sofrimento seja tão antigo quanto o próprio homem.
• Diversas culturas sancionam o uso de substâncias psicoativas,
em rituais religiosos ou socialmente.
• Em determinados períodos da história algumas delas
ganham estímulo extra para sua utilização.
Tipos de Uso
Experimental
• Uso eventual para experimentar seus efeitos, sem recorrência sistemática.
Recreacional ou Ocasional
• Uso intermitente em que há algum padrão de consumo, sem causar
problemas (físicos, emocionais, legais, familiares e sociais).
Abusivo
• Padrão de uso com consequências nocivas (critérios específicos).
Dependência
• Padrão abusivo com dependência (critérios específicos).
Critérios Diagnósticos
Uso Abusivo
Critérios Diagnósticos
Dependência
História Natural
Nos estágios iniciais os indivíduos que irão desenvolver transtornos
são indistinguíveis, porém há fatores identificáveis como de risco e
como protetores.
Fatores de Risco para o uso de drogas
Fatores de Risco para o uso de drogas
Substâncias Utilizadas
• Maconha
• Solventes
• Benzodiazepínicos
• Estimulantes
• Cocaína
• Orexígenos e anorexígenos
• Crack
• Merla – subproduto da cocaína
• Heroína
Abordagem Inicial
Avaliação clínica
● Substâncias usadas
● Tratamentos anteriores
● Comorbidades
Exames Complementares
● Álcool: TGO, TGP, GGT, Hemograma
● Injetáveis ou associadas a comportamento sexual: Anti HCV, Anti HIV, Anti HBs, 
HBsAg e VDRL
● História familiar
● Perfil psicossocial
● Exame físico
Abordagem
Diagnóstico diferencial de sintomas de humor que se apresentam em um
paciente com uso de substância.
Abordagem Terapêutica
Intervenções Psicossociais:
• FRAMES
• Feedback: resumo das avaliações sobre a repercussão das drogas
• Responsability: ênfase na responsabilidade pessoal do paciente pela 
mudança
• Advice: recomendações claras para que mude hábitos
• Menu: apresentar opções para mudança
• Self-efficacy: empatia e reforço da autoeficácia
Família
• Abordar problemas familiares e incluir no Plano terapêutico
Abordagem 
TerapêuticaEstratégias de redução de danos:
• Substituir hábitos nocivos por outros menos nocivos ou de menor 
potencial
Estratégias de gerenciamento de casos:
• Equipe multiprofissional
• Prever abandonos e recidivas
• Estar disponível
Intervenções comunitárias:
• Escolas, sala de espera, grupos de pacientes
Grupos de auto-ajuda
• NA
• AA
Encaminhamento
• Suspeita de comorbidade psiquiátrica
• Não melhora com tratamento inicial
• Múltiplas tentativas prévias sem
sucesso
Estágios 
Motivacionais
Estágios Motivacionais
• Pré-contemplação (“Eu não vou”) – Não considera a possibilidade de mudar, nem
se preocupa com a questão. “Eu não quero parar de fumar”.
• Contemplação (“Eu poderia”) – Admite o problema, é ambivalente e considera
adotar mudanças eventualmente. “Eu quero parar de fumar, mas não sei quando”.
• Preparação (“Eu vou / Eu posso”) – Inicia algumas mudanças, planeja, cria
condições para mudar, revisa tentativas passadas. “Eu tenho tentado parar de
fumar de um tempo para cá” ou “Eu tenho uma data e um esquema para começar
nos próximos 30 dias”.
• Ação (“Eu faço”) – Implementa mudanças ambientais e comportamentais, investe
tempo e energia na execução da mudança.“Eu tenho feito uso descontínuo do
cigarro de um mês para cá, ficando sem fumar pelo menos um dia inteiro durante
este período”.
Abordagem
Abordagem
Conceitos – Prevenção e Recaída
Tabagismo
Impacto na Saúde
● 1,1 bilhão de fumantes no mundo;
● 80% dos fumantes vivem em países de média e baixa renda;
● 50% dos fumantes morrem em decorrência dos efeitos do cigarro;
● 2019: 9 milhões de mortes pelo tabagismo = 237 milhões de anos 
saudáveis de vida perdidos (disability adjusted life years, DALYs);
● Morte 10 anos antes;
Impacto na Saúde
● Relacionado a maioria das doenças crônicas não transmissíveis, maior 
causa de óbitos no Brasil
● Dano é dose dependente
● Não existem níveis seguros de consumo
● Estima-se em cerca de 500 milhões anuais o gasto do SUS no 
tratamento de doenças causadas pelo tabagismo
Queda da prevalência de fumantes
adultos que acompanhou ações
governamentais de controle do
tabagismo, 1989-2010.
O gráfico demonstra a necessidade
de medidas rigorosas e
permanentes sobre os diversos
aspectos que o cigarro abrange
socioculturalmente.
Impacto na Saúde
Impacto na Saúde
● A nicotina é uma droga psicotrópica ou psicoativa.
● Cigarro e outras formas de tabaco, mascado ou inalado levam à 
tolerância e dependência.
● Fumantes que não tragam também evoluem com tolerância e 
dependência.
● Processo de dependência envolve fatores psicológicos e 
comportamentais.
Teste de Fargerström
● Avalia o grau de dependência à nicotina.
● Quanto mais pontos, maior a dependência.
● As respostas indicam em que âmbito pode haver mais desconforto ao 
deixar de fumar, quais sintomas da abstinência podem ser mais 
impactantes.
● Indica a necessidade ou não de apoio medicamentoso no tratamento 
da dependência.
Avaliação da Dependência - Teste de Fargerström
Comportamento esperado do 
Profissional de Saúde
Recomendações – Abordagem Clínica
Avaliação da Motivação
● A MOTIVAÇÃO PARA A MUDANÇA É PREDITIVA DE BOAS TAXAS DE
CESSAÇÃO!
● PACIENTE PREPARADO PARA A MUDANÇA SE ENGAJA AO
TRATAMENTO!
● FIQUE ATENTO PARA ABORDAR OPORTUNAMENTE!
Avaliação da Motivação
• Quando um indivíduo se depara com algum processo de modificação 
de comportamento em sua vida, ele passa por estágios de mudança: 
pré contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e 
recaída.
• A motivação é a probabilidade de um indivíduo iniciar e dar 
continuidade a um processo de mudança.
Motivação X Conduta
Tabela: Identificação do estágio de motivação e condutas decorrentes.
Aconselhamento Breve e Intensivo
● A abordagem breve consiste em: perguntar e avaliar, aconselhar e 
preparar o fumante para que deixe de fumar;
● Todos os profissionais estão aptos a realizar a abordagem breve, 
com estudo e treinamento;
● 5-10% de taxa de cessação ao ano.
Aconselhamento Breve e Intensivo
Perguntas que levam o paciente a refletir sobre questões fundamentais 
relacionadas com o tabagismo e o sensibilizam para tentar parar de fumar:
Tratamento
• Terapia Cognitivo Comportamental
• Taxas de sucesso de cerca de 20% em um ano
• Intervenção em Grupo
• Objetivo de cada encontro é aprofundar as discussões relacionadas a 
temas que ajudem a cessação e partilhar experiências
• Etapas:
• Preparar o fumante para solucionar seus problemas
• Estimular habilidades para resistir às tentações de fumar
• Preparar para prevenir a recaída
• Preparar para lidar com o estresse
Tratamento Farmacológico
• Indicações:
• > 20 cigarros ao dia;
• 1º cigarro fumado antes de 30 min depois do despertar e fumar mais de 
10 cigarros por dia;
• Resultado do Teste de Fargeström maior ou igual a 5;
• Já tentou somente com abordagem cognitivo comportamental mas 
não obteve êxito;
• Não possuir contraindicações ao fármaco.
Opções Farmacológicas
Tabela: Fármacos efetivos no tratamento da dependência da nicotina.
Fármaco Posologia Comentários
Opções Farmacológicas
Tabela: Fármacos efetivos no tratamento da dependência da nicotina.
Fármaco Posologia Comentários
Fármacos disponíveis na RENAME
Tabagismo e saúde dos Povos Indígenas
Considerar o aspecto socio-cultural-espiritual envolvido no 
uso do tabaco, rapé e outras plantas usadas em rituais e/ou 
cotidianamente.
Problemas relacionados ao 
consumo de álcool
Problemas relacionados ao consumo de álcool
• O álcool é uma substância química produzida a partir da fermentação do açúcar
encontrado numa série de produtos de origem vegetal (cana-de-açúcar, frutas, arroz,
mandioca etc.);
• 50% dos brasileiros >18 anos bebem pelo menos 1 vez ao ano;
• 4%: transtorno por uso de álcool (TUA) leve;
• 14%: TUA moderado a grave;
• Aumento do consumo de álcool por mulheres - 2006: 27% e 2012: 38%;
• Experiência precoce: 22% antes dos 15 anos em 2012.
Problemas relacionados ao consumo de álcool -
Conceitos
• Transtorno por uso de álcool (TUA)
Nomenclatura atual para descrever os problemas associados ao consumo de álcool;
• Craving ou fissura 
Desejo de experimentar os efeitos da droga; forte e subjetiva energia; irresistível 
impulso para usar droga; pensamento obsessivo; alívio para os sintomas de 
abstinência; incentivo para autoadministar a substância; expectativa de resultado 
positivo; processo de avaliação cognitiva e processo cognitivo não-automático.
Problemas relacionados ao consumo de álcool -
Conceitos
• Binge
Consumo de álcool em quantidade suficiente para atingir alcoolemia de 0,08g/dL
(aprox. 5 doses para homens e 4 doses para mulheres) em 2 horas;
Risco agudo: acidentes, violência, e exposição sexual, por exemplo.
Equivalência de doses de álcool
Teor alcoólico médio, medida padronizada e unidade de álcool para um drinque-
padrão de vinho, cerveja ou destilados.
Intoxicação aguda por álcool
O sistema nervoso central é afetado mais rapidamente pelo uso de álcool:
sedação diminuição da ansiedade fala pastosa
prejuízo da capacidade de 
julgamento
ataxia desinibição do comportamento
Intoxicação aguda por álcool
ALCOOLEMIA (mg%) QUADRO CLÍNICO CONDUTA
30 Euforia, excitação, alteração leve da atenção. Ambiente calmo e monitoramento 
dos sinais vitais.
50 Incoordenação motora discreta, alteração do humor, 
da personalidade e do comportamento.
Ambiente calmo e monitoramento 
dos sinais vitais.
100 Ataxia, piora do humor, piora dos reflexos sensitivos, 
redução da concentração.
Monitoramento dos sinais vitais, 
cuidados para mantenção de via 
aérea livre, observar risco de 
broncoaspiração de vômitos.
200 Piora da ataxia, náuseas e vômitos. Internação, cuidados para mantenção 
de via aérea livre, observar risco de 
broncoaspiração, aplicar tiamina IM. 
300 Disartria, amnésia, hipotermia, anestesia. Internação, cuidados gerais para 
manutenção da vida, aplicar tiamina 
IM. 
400 Coma, morte (bloqueio respiratório central). Emergência, cuidados intensivos

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