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Ética Profissional do 
Serviço Social 
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
Reitor 
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz
Campano Santini
Diretor Administrativo
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino
Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman 
de Araújo
Coordenação Adjunta de Pesquisa
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de Extensão
Prof. Esp. Heider Jeferson Gonçalves
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação à Distância
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
Web Designer
Thiago Azenha
Revisão Textual
Beatriz Longen Rohling
Caroline da Silva Marques
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio Azevedo
Kauê Berto
Projeto Gráfico, Design e
Diagramação
André Dudatt
Carlos Firmino de Oliveira
2022 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2022 Os autores
Copyright C Edição 2022 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permi-
tidoo download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem 
a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
 
G633e Gomes, Ana Cristina da Silva 
 
 Ética profissional do serviço social / Ana Cristina da Silva 
 Gomes. Paranavaí: EduFatecie, 2022. 
 105 p.: il. Color. 
 
 
1. Assistentes Sociais – Ética profissional – Brasil. I. 
 Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a 
 Distância. III. Título. 
 
 CDD: 23 ed.361.30981 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
 
 
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333
Centro, Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Cândido Bertier 
Fortes, 2178, Centro, 
Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 3 
Rodovia BR - 376, KM 
102, nº 1000 - Chácara 
Jaraguá , Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir 
do site Shutterstock.
AUTORA
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
● Cursando Pós-graduação em Atendimento à Criança e Adolescente Vítima de 
Violência – Instituto Dimensão – 2020;
● Pós-graduação em Serviço Social na Sociedade Contemporânea: Direção Social, 
Instrumentais e Política Social – Instituto Dimensão - 2018;
● Pós-graduação em Gestão e Planejamento de Projetos Sociais – Unicesumar 
(2018);
● Pós-graduação em Psicopedagogia Empresarial – Instituto Paranaense de Ensi-
no (2011);
● Graduada em Serviço Social – Bacharelado – Unicesumar (2010);
● Técnico em Meio Ambiente – Colégio Estadual JK (2006) 
Tutora do curso de Serviço Social (UNIASSELVI), Assistente Social: Serviço 
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e Programa Jovem Aprendiz CIEE/PR, 
Palestrante nas áreas: motivacional, violência doméstica contra mulher, idoso e criança 
e adolescente, prevenção da gravidez na adolescência, formação para Conselheiros 
tutelares, Conferências municipais e Idealizadora da Campanha Mulheres Maravilhosas 
nas redes sociais (@anacristina.palestra) sobre a Violência Contra Mulher.
Link do Currículo na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/1689530393656228
http://lattes.cnpq.br/1689530393656228
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
É com imenso prazer que apresentamos a disciplina de Ética Profissional do Servi-
ço Social! Em primeiro lugar, queremos deixar registrado aqui a nossa alegria em participar 
da sua jornada acadêmica. Queremos que saiba que o material produzido foi pensado 
com muito carinho, pois nossa preocupação é realizar a explanação do conteúdo de forma 
clara e objetiva, fazendo com que você, acadêmico(a), entenda a Ética profissional como 
essência para sua futura atuação, enquanto Assistente Social.
Essa disciplina pretende abordar os princípios éticos, morais, valores e vida cotidiana 
relacionada ao comportamento humano, como também os aspectos conceituais de vários 
autores sobre a Ética, tanto na antiguidade, como na contemporaneidade, e a Ética como 
direitos civil e humano para a sociedade, sendo estes abordados na primeira unidade da 
apostila, com intuito de compreender o seu significado e os seus princípios norteadores.
Na unidade dois vamos ampliar nossos conhecimentos sobre o significado ontológico 
no trabalho e as relações sociais contemporâneas, relacionando a ontologia de Marx com a 
questão da ética profissional, finalizando a ética e sua relação com os movimentos sociais, 
buscando entender essa ligação do trabalho contemporâneo com a ética profissional.
Nas unidades três e quatro vamos tratar especificamente dos Códigos de Éticas 
Profissionais e o Projeto Ético-Político Profissional, perpassando por todos os códigos 
conquistados até o momento atual, os Projetos Éticos-Políticos do Serviço Social, finalizando 
com a contextualização dos Conselhos Federais, Municipais e o processo histórico, e a Lei 
que regulamenta a profissão e o processo de eleições e participação dos profissionais. 
Caro(a) acadêmico(a), é importante que você faça uma leitura atenta aos conteúdos 
e também se empenhe na busca das dicas complementares e indicação de livros que estão 
no decorrer de cada unidade. 
Agradecemos a oportunidade de fazer parte desse processo de aprendizagem. 
Desejamos sucesso a você! 
Bons estudos e boa leitura!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 4
Moral e Ética
UNIDADE II ................................................................................................... 21
Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
UNIDADE III .................................................................................................. 45
Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional 
UNIDADE IV .................................................................................................. 69
Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional 
4
Plano de Estudo:
● A moral e a vida cotidiana,
● Aspectos conceituais do serviço social: a moral e a vida cotidiana;
● Ética contemporânea;
● Ética e direitos civis e humanos.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar os termos Moral e Ética;
● Entender, por meio de uma linha do tempo, como os códigos 
de ética mudaram com o passar do tempo;
● Compreender conceitos de Ética contemporânea; 
● Estabelecer relações entre Ética e direitos civis e humanos.
UNIDADE I
Moral e Ética
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
5UNIDADE I Moral e Ética
INTRODUÇÃO
Caríssimo(a) acadêmico(a) do curso de Serviço Social, começo parabenizando 
você por ter chegado em mais esta etapa de seus estudos. Juntos iremos nos aventurar por 
um mundo de conhecimentos e de grande relevância para sua prática enquanto profissional 
da área, no intuito de entender importantes conceitos que precisam ser levados em conta 
ao se pensar no exercício profissional do Assistente Social, voltando a Ética profissional em 
Serviço Social.
É com grande alegria que lhe digo que vamos entender sobre conceitos estreitamente 
relacionados a outras áreas e que, mais do que nunca, precisam estar alinhados em seus 
pensamentos no intuito de lhe proporcionar reflexão, planejamento de ações, bem como 
práticas efetivas e que respeitem o espaço dos indivíduos que serão os futuros atendidos 
na Política Pública de Assistência Social, e seus usuários no agir profissional.
Nesse sentido, compreender sobre Ética éum assunto delicado e atrelado aos 
conceitos morais, valores e virtudes, mas de extrema importância para seu aprendizado, 
uma vez que ambos os conceitos lidam com sua postura e conduta enquanto profissional, 
envolvendo suas crenças, valores e ética profissional. 
Entender como atuar eticamente, dentro da sociedade, não é uma tarefa fácil, pois 
ainda nos deparamos com muito preconceito, e valores enraizados na sociedade civil. A 
evolução do Assistente Social na sociedade, como trabalho social, é primordial no cerne 
dos estudos do acadêmico do curso de Serviço Social, para entender a essência da Ética 
profissional. 
6UNIDADE I Moral e Ética
1. ÉTICA
Segundo Tomelin e Tomelin (2002, p. 89), “a ética é uma das áreas da filosofia que 
investiga sobre o agir humano na convivência com os outros [...]”. De acordo com Dennis 
(2008, p. 10), ética é o “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem 
em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, assim, o bem-estar 
social”. Para Sócrates, “o conceito de ética, seria, o corpo seria a prisão da alma, que é 
imutável e eterna. Existiria um ‘bem em si’ próprio da sabedoria da alma e que podem ser 
rememorados pelo aprendizado” (DENNIS, 2008, p. 10). 
Aristóteles (1988) subordina sua ética à política, acreditando que na monarquia e na 
aristocracia se encontraria a alta virtude, já que esta é um privilégio de poucos indivíduos. 
Desse modo, o homem é moldado de acordo com suas escolhas éticas e sofre com as con-
sequências incorretas. De acordo com Vázquez (2005, p. 20), “o ético transforma-se assim 
numa espécie de legislador do comportamento moral dos indivíduos ou da comunidade”. Já 
o autor Emmanuel Kant, afirma que “a ética moderna traz à tona o conceito de que os seres 
humanos devem ser tratados sempre como fim da ação e nunca como meio para alcançar 
seus interesses”, ou seja, não há bondade natural, por natureza o ser humano é egoísta, 
agressivo, mata e rouba (DENNIS, 2008, p. 12). 
Desse modo, podemos citar que a ética foi pensada nas duas correntes de pen-
samentos, sendo ela a ética praxista e a ética pragmática. A primeira está relacionada à 
capacidade do homem em julgar, tendo uma responsabilidade de agir; a segunda está 
relacionada às raízes, ao espaço, sobre o transformar, o ter, o saber e o poder.
7UNIDADE I Moral e Ética
Destacamos que a ética dentro do Serviço Social, praticada pelos primeiros 
profissionais da área, surge a partir da Ação Católica. Sua missão era voltada para a 
doutrina e cumprimento às ideologias da igreja. No entanto, a prática foi reduzida a partir no 
ano de 1947, com a aprovação do primeiro Código de Ética do Assistente Social, assunto a 
ser debatido nas próximas unidades.
Barroco (2008) menciona a ética descritiva e a especulativa. A descritiva pretende 
descrever as leis e os fenômenos culturais que sustentam as causas entre elas, ou seja, 
entre o ser humano e o grupo social; a ética especulativa busca as causas geradoras, por 
meio do juízo de valor, moral e costumes. 
1.1 Aspectos Conceituais do Serviço Social: a Moral e a Vida Cotidiana
Para compreensão dos conceitos acerca da Ética, faz-se necessário relembrar 
que há pouco tempo foram celebrados os 80 anos do Serviço Social no Brasil, ano esse 
marcado por muitas lutas e conquistas, sendo enaltecidos diariamente nos espaços públicos 
e privados, um incentivador para militância dos profissionais de Serviço Social. O ano de 
2016 serviu como destaque aos estudos voltados para a área do Serviço Social no Brasil, 
como também para os profissionais da área do Serviço Social, por representar os primeiros 
pensamentos e atuações de tal campo de estudos no Brasil.
Mas para que se possa entender como o Serviço Social atua na sociedade contem-
porânea, é necessário entender um pouco sobre a evolução desta profissão, uma vez que 
“em 1936 foi criada a profissão de assistente social, que se institucionalizou somente em 
1945” (ABRAMIDES, 2016, p. 458). Sendo assim, tal data serve como marco de 80 anos 
dos primeiros pensamentos envoltos a tal prática. 
8UNIDADE I Moral e Ética
É válido ressaltar que esse período de tempo marca também o processo de rein-
venção de estudos deste campo, pois em meados dos anos de 1986, com a tomada do 
Código de Ética profissional, houve inúmeras mudanças no cerne da atuação do Assistente 
Social.
Ao refletir sobre o início da profissão, Oliveira e Chaves (2017) comentam que 
nos anos iniciais de atuação dos Assistentes Sociais, a Igreja Católica, por conta de sua 
hegemonia, influenciava diretamente na atuação.
Nos momentos iniciais da profissão, desde as origens até os primeiros anos 
da institucionalização profissional, houve forte influência da Igreja Católica, 
especialmente a partir das duas encíclicas papais: a Rerum Novarum, de 
Leão XIII, e a Quadragésimo Anno, de Pio XI. No contexto atual da profissão, 
a laicidade e o materialismo histórico dialético compõem o argumento central. 
De lá para cá a profissão passou por uma reconfiguração significativa, gal-
gando posição extremada em relação a sua origem, mas ainda é fortemente 
marcada pelo sincretismo que acompanhou a sua trajetória histórica (OLIVEI-
RA, CHAVES, 2017, p. 1).
Embora os primórdios do pensamento social estejam vinculados aos conceitos ca-
tólicos impostos pela Igreja, Oliveira e Chaves (2017) afirmam que as revoluções europeias 
do século XVIII servem como base, isso é, marco inicial para a consolidação do capitalismo. 
Por conseguinte, ressaltam que à medida em que há o rompimento com sistemas tradicio-
nais de organização social, de costumes e instituições vigentes, há a saída das famílias do 
campo para a cidade. Com a propagação de tais fenômenos, é possível observar, dentro 
do contexto apresentado, as consequências imediatas da instauração do modo de pro-
dução capitalista, que está vinculado à rápida industrialização e urbanização, fatores que 
resultam nas expressões da questão social, fenômenos como a prostituição, o alcoolismo, 
a violência e o suicídio. Battini (2016) também é feliz em seu estudo ao afirmar que o 
Serviço Social surge em meados do período de avanço do capitalismo por meio da inicia-
tiva de grupos de classes dominantes, que se expressam por meio da Igreja, e que eram 
especialmente constituído por jovens moças participantes da Juventude Operária Católica 
(JOC), dos movimentos leigos e da (JUC) Juventude Universitária Católica. O autor vai 
além em seus estudos ao lembrar que em pleno desenvolvimento da 2ª Guerra Mundial, 
tendo como objetivo atender aos segmentos empobrecidos, nasce a 1ª “obra assistencial”, 
no ano de 1946, que ficou conhecida como Fundação Leão XIII. Desse modo, a criação e o 
foco dos estudos na Assistência Social, é válido entender que, por conta de sua atuação, tal 
procedimento ficou conhecido como promotor do bem, atuando no cerne social dos menos 
favorecidos. 
9UNIDADE I Moral e Ética
O nascimento do Serviço Social não aconteceu no Brasil, sendo somente no ano 
de 1936, vinculado à Pontifícia Universidade Católica (PUC), que surgiu a primeira escola 
de Serviço Social em nosso país. 
Battini (2016, p. 4) afirma que “os processos de formação profissional de assisten-
tes sociais nas primeiras escolas de Serviço Social, no Brasil, tinham como fundamentos 
teórico-metodológicos o humanismo cristão e o positivismo”. Ainda ao se pensar sobre o 
território nacional, Silva, Silva e Souza Junior (2016, p. 4) chamam nossa atenção para a 
Revolução de 30, que mudou a forma de pensar sobre o social no Brasil:
O movimento político ocorrido no Brasil em 1930 – conhecido como Revo-
lução de 30 - inaugurou um período de intervenção social da Igreja nunca 
antes visto. A partir da queda da República Velha, a Igreja busca uma rea-
proximação com o Estado. No ano de 1931, duas grandes demonstrações de 
força são engendradas pela hierarquia Católica na cidade do Rio de Janeiro 
– àquela época,Capital da República –, por meio destas ações tentará fazer 
com que o novo regime entenda a sua indispensabilidade, estipulando, tam-
bém, o preço de seu apoio.
Silva, Silva e Souza Junior (2016, p. 4) vão além em seus estudos e lembram que 
após o período da Revolução de 30 há o surgimento de duas importantes instituições as-
sistenciais: “em 1920, no Rio de Janeiro, a Associação das Senhoras Brasileiras e, no ano 
de 1923, a Liga das Senhoras Católicas, em São Paulo”. Tais instituições surgem dentro 
do movimento de reação católica e tem o objetivo de atender algumas demandas oriundas 
do processo de desenvolvimento capitalista. Essas ações podem ser vistas como sendo o 
embrião do Serviço Social brasileiro (SILVA; SILVA; SOUZA JUNIOR, 2016).
Posteriormente, em 1932, foi fundado o Centro de Estudos e Ação Social 
(CEAS), voltado para a formação técnica especializada, a partir do qual sur-
giu a primeira Escola de Serviço Social na PUC de São Paulo, em 1936, 
vinculada inicialmente à Ação Social, com formação baseada na doutrina so-
cial da Igreja Católica. Nesse contexto, destacam-se movimentos como, por 
exemplo: Juventude Estudantil Católica (JEC), Juventude Operária Católica 
(JOC) e Juventude Universitária Católica (JUC). Em 1937, foi fundada a se-
gunda Escola de Serviço Social na PUC do Rio de Janeiro, e em 1940, a 
terceira no Recife (OLIVEIRA; CHAVES, 2017, p. 02).
É necessário entender que em tal momento da evolução dos estudos do Serviço 
Social, já se buscava uma ruptura com a igreja e com padrões que geravam desconforto ou 
muitos questionamentos, mas tal acontecimento veio após longos anos. Desse modo, vale 
ressaltar que o agir ético necessita de estudo da sociedade em sua totalidade, antes da 
caridade. Conforme ponderam Santana, Silva e Silva (2013), com a criação da Constituição 
Federal, é que pôde existir uma real preocupação com o homem enquanto cidadão, provido 
de direito e deveres que lhe devem ser assegurados. Os autores afirmam que por meio das 
determinações e ampliações dos conceitos de direitos públicos houve a caracterização do 
Sistema de Proteção Social Brasileiro: saúde, previdência social e assistência social que 
são dados como o tripé da Seguridade Social. 
10UNIDADE I Moral e Ética
Na Constituição Federal, os artigos 203 e 204 buscam idealizar a Assistência Social 
ao ser pensada enquanto política, como sendo de responsabilidade do Estado e também é 
dada como direito de todo cidadão. Assim sugere o artigo primeiro da Lei Orgânica da Assis-
tência Social (LOAS), n° 8.742 de 7 de dezembro de 1993, que dispõe sobre a organização 
da assistência social no Brasil (SANTANA; SILVA; SILVA, 2013) Para tanto, entendamos 
sobre o que diz o documento:
A Assistência Social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de Segu-
ridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada atra-
vés de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, 
para garantir o atendimento às necessidades básicas (BRASIL, 1993).
Assim sendo, as políticas voltadas ao âmbito social na atualidade são de necessi-
dade básica de qualquer cidadão e precisam ser aplicadas de forma concisa e assertiva, 
passando por processos necessários, mas que sejam eficazes na solução de problemas 
apresentados por um indivíduo. 
Para tanto, a mesma (Assistência Social) vem apresentando dificuldades no 
que concerne a materialização de um serviço universal e de qualidade, como 
prevê a Constituição; a lacuna mais conflitante refere-se à concretização e 
realização da assistência no cotidiano dos cidadãos, de modo a construir 
a autonomia destes. Ainda prevalece a necessidade do fortalecimento do 
sistema público de proteção social no país e o rompimento efetivo com as 
concepções de clientelismo e práticas assistencialistas que ainda permeiam 
historicamente essa área (DANTAS, 2016, p. 6).
Conforme pondera a autora, ao alinhar o pensamento nessa direção, mesmo 
possuindo caráter universal, a Assistência Social destina-se unicamente aqueles que dela 
necessitam e, por assim ser, entende-se que o usuário requer o aparato da assistência, 
quando em muitas das vezes, esse não tem condições mínimas de subsistência ou pior, 
está em uma situação de risco e/ou vulnerabilidade social. Assim sendo, a Assistência 
Social necessita, incorporar e contribuir na criação de espaços para garantir a participação 
social e a inserção em outras políticas públicas, no sentido de potencializar a universaliza-
ção dos direitos (DANTAS, 2016). 
A sentido do que já foi exposto, a primeira unidade de nossa apostila, busca discorrer 
sobre a importância do profissional do curso de Serviço Social, sendo referenciado como 
Assistente Social, fazendo um breve levantamento histórico da sua atuação, enfatizando 
as mudanças que aconteceram no decorrer do tempo e da aparição de novos estudos para 
a vertente já denominada, bem como tecer comentários acerca de conceitos importantes 
relacionados à atuação dos referidos profissionais em contraposto com conceitos de Ética 
e Moral. 
11UNIDADE I Moral e Ética
Na contemporaneidade, aplicar e entender sobre ética é um papel difícil, conforme 
mencionado, devido aos diversos pensamentos, mas que precisa estar claro para uma 
melhor atuação profissional. Por isso, o material a seguir ajudará você, caro(a) aluno a, 
entender sobre tais conceitos que se relacionam com o ser e com a filosofia, assim como 
no caráter pessoal. Por assim ser, acompanhe, desfrute e reflita sobre essa disciplina de 
grande importância em sua jornada. 
A compreensão dos aspectos conceituais da ética apresenta uma vasta literatura, 
estando disponibilizada nos acervos, bibliotecas, pesquisas rápidas no Google, livros, entre 
outras fontes. A Ética é estudada em todas as áreas de ensino regular, profissionalizante 
e principalmente no nível superior, ou seja, nos cursos de graduação, sendo lembrada 
no dia da colação de grau, por meio de um juramento, de cumprimento das atribuições e 
competências de cada profissional, como também do código ética que regulamenta cada 
profissão. Sendo assim, conceituamos a ética correlacionados à moral, aos valores do 
comportamento do homem dentro da sociedade. 
Dentro da graduação de Serviço Social, a ética é exercida pelo Assistente Social, 
que carrega em sua trajetória lutas, militância, resultando em conquistas como também em 
várias derrotas. Você, acadêmico(a) deve estar se perguntando como agir corretamente. 
É somente ler o Código de Ética? Exato, mas além de ler é necessário compreender. Agir 
de forma ética é fortalecer o Projeto Ético Político do Serviço Social, como também visar a 
justiça social, equidade social, previstas nos princípios éticos do Assistente Social, defen-
dendo uma sociedade justa e igualitária com busca de uma nova ordem societária para a 
população necessitada. 
Retomando a pergunta, para entender e agir eticamente, é de suma importância 
compreender que “a ética é uma das áreas da filosofia que investiga sobre o agir humano 
na convivência com os outros” (TOMELIN, 2002, p. 89). Desse modo, se a ética está rela-
cionada com a filosofia, isso significa que o agir humano está relacionado com os costu-
mes, virtudes e moral vividas diariamente, que vão nos dizer o que é certo ou errado a ser 
realizado. Segundo Valls (1986, p. 7), a ética pode ser entendida:
[...] como um estudo ou uma reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente 
até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas. Mas também 
chamamos de ética a própria vida, quando conforme os costumes considera-
dos corretos. A ética pode ser o estudo das ações ou dos costumes, e pode 
ser a própria realização de um tipo de comportamento.
Nota-se que a ética está relacionada diretamente com o agir rotineiramente, e que 
a filosofia tem como papel estudar a racionalidade dos seres humanos, buscando o enten-
dimento do ser em sua totalidade. 
12UNIDADE I Moral e Ética
Entenderde forma sucinta acerca das modificações e alterações no que se refere 
à atuação dos profissionais da área do Serviço Social, é importante ponderar acerca da 
relação da área já mencionada com a Moral e a ética, para tanto, Carvalho (2011, p. 1), 
nos convida a refletir sobre grandes dificuldades encontradas no processo de ação dos 
Assistentes Sociais:
O campo de conhecimento e de ação do Serviço Social remete, desde a sua 
institucionalização, para as questões da desigualdade social dos grupos que 
compõem a sociedade. Hoje, o ritmo acelerado de mudança da sociedade 
tem implicações nas funções do Estado, no contrato social, que substitui va-
lores de responsabilidade social por valores de responsabilidade individual, 
e na cientificação e biologia da vida social, geradoras de fenómenos multidi-
mensionais e de desigualdades no acesso a recursos.
Presente nos pensamentos da autora, as preocupações sociais são ponto de 
grande relevância no que se refere ao processo de entendimento dos conceitos de ética 
e moral, já que ambos estão relacionados com os valores, bem como com as crenças e 
convicções adotadas por cada ser humano. Assim sendo, Barroco (2009) nos convida a 
entender acerca do que se trata a ética. Tal conceito é parte integrante da prática social 
do homem, fator que tem como objetivo as práticas sociais dos seres humanos permitindo 
ampliação da consciência moral, bem como a evolução dos indivíduos. 
Barroco (2009) ainda faz importantes considerações no cerne que refere à ética 
como um termo a ser estudado de maneira histórica. Para tanto, a autora pressupõe que 
pelo fato de ser um termo que refere-se ao entendimento e compreensão do sujeito, não 
deve ser tratada única e exclusivamente como sendo um mero termo, mas tem correlação 
com a práxis e, portanto, como sendo uma parte dessa pode ser entendida como “a prática 
social de homens e mulheres , em sua objetificação da vida e em suas possibilidades em 
conexão com exigências éticas conscientes da genericidade humana” (LUKÁCS, 2007, p. 
72 apud BARROCO, 2009, p. 16).
Por assim ser, a ética nasce pelo processo de entendimento do ser humano e das 
suas transformações espaciais, sociais e históricas e também pela necessidade do convívio 
em sociedade em decorrência da humanização dos seres humanos.
Na convivência cotidiana os indivíduos se socializam, aprendem a responder às prá-
ticas em que estão inseridos, assim como precisam aprender a assimilar hábitos, costumes e 
normas de comportamento. Faz-se característica do modo de vida do ser humano cotidiano 
a repetição automática dos estímulos recebidos de incontáveis ambientes, fato que propicia 
ao indivíduo perceber-se como não sendo um ser singular ou individual, mas que precisa da 
troca de experiências para aprender, socializar e também viver. Vale ressaltar que tais fatos 
não significam a inexistência de mediações, elas ficam ocultas pela aparência. 
13UNIDADE I Moral e Ética
Assim sendo, a cotidianidade é um elemento ontológico do ser social, indispensável 
à vida social, onde o indivíduo assimila as formas mais elementares de responder às 
necessidades de autoconservação. 
Por estar entrelaçada a incontáveis e inconscientes processos de convivência dos 
seres humanos e na convivência em comunidade, a ética, em seu início de atuação junto 
dos assistentes sociais precisava levar em conta as regras de convivência de uma determi-
nada região, assim fala Carvalho (2011, p. 3):
Na sua emergência, a intervenção do Serviço Social estava associada à 
autoridade e aos princípios e valores que organizavam a sociedade, onde a 
comunidade, a solidariedade e a identidade decorriam dos princípios do dever 
moral. A moral determinava "o que devo fazer" ou "o que é preciso fazer" 
(BESSON; GUAY, 2000, p. 48). Nesse contexto, a moral era um conjunto 
de "valores, princípios, normas de conduta, proibições de uma comunidade, 
que formava um sistema coerente num contexto histórico em tempo e forma, 
que servia como ideia, como modelo de condutas desejáveis e aceites" 
(SANCHEZ-SERRANO, 2004, p. 127). A norma determinava a ação dos 
indivíduos e era orientada pela idade, sexo e parentesco e inseria-se num 
espaço/tempo imutáveis. A intervenção do Serviço Social nesta "ordem moral 
tradicional" integrava o indivíduo na ordem estabelecida, nas instituições, 
normalizando-o e/ou reprimindo os comportamentos fora da norma.
Conforme os apontamentos da autora, é importante que entendamos que, por se 
tratar de uma ciência do âmbito social, o Serviço Social e os indivíduos que exercem suas 
práticas, mesmo que em uma visão que tem primórdio na gênese dos estudos da ética, 
precisam levar em conta as convicções dos seres a serem alvo de tais práticas, com o 
intuito de não ferir os valores e convicções dos que precisam de tal serviço.
Adentrando ainda mais profundamente na prática dos Assistentes Sociais, existem 
inúmeras polêmicas que permeiam tal assunto, assim observaram Sousa, Santos e Cardo-
so (2013, p. 4) que fazem importantes colocações no sentido de exercer o profissionalismo 
junto da ética em uma sociedade capitalista e que tem como classes dominantes.
O que aqui se coloca em questão é, pois, a relação entre essa objetividade – 
que determina e permeia a realidade da formação profissional em todo o país 
– e seu peso ideológico na formação/informação das consciências do corpo 
discente e docente. Ou seja, quando pensamos a dimensão ética, tal como 
conquistado nas Diretrizes Curriculares de 1996, somos levadas a questionar 
o que significa formar assistentes sociais num contexto de grande investi-
mento pelas classes dominantes e Estado, na socialização de um universo 
ideológico e cultural, particularizado na defesa dos interesses do capital e 
na ruptura com valores civilizatórios, cuja consequência mais imediata é o 
massivo esvaziamento das capacidades críticas e da problematização em 
torno da intervenção profissional. A formação profissional precisa ser capaz 
de buscar uma coerência com este universo formativo/informativo.
Por meio das colocações das autoras é importante que você, futuro(a) Assistente So-
cial, entenda o quão árduo é seu trabalho e como traçar planos que possam reverter o contexto 
social da sociedade atual para que, de fato, a parte da população que necessitar de seu trabalho 
possa recebê-lo de forma coerente e que atenda às necessidades dos que precisam.
14UNIDADE I Moral e Ética
Os entendimentos históricos ou sócio-histórico têm grande relevância no que se 
refere à prática, bem como ao entendimento do conceito de Ética, já que a última influencia 
diretamente nos meios e procedimentos, como também na visão a ser adotada por você, 
futuro profissional da área. 
Assim sendo, vale ressaltar que, por várias vezes durante as colocações apresen-
tadas no decorrer de nossos estudos, a ética está relacionada com os valores, assim como 
a moral. Dessa forma,
Podemos considerar a moral como o conjunto de regras que determinam 
o comportamento dos indivíduos na sociedade. Segundo Aranha (1986), 
exterior e anterior ao indivíduo, há uma moral constituída, que orienta seu 
comportamento por meio de normas. Em função da adequação ou não à 
norma estabelecida, o ato será considerado moral ou imoral (MARQUES, 
2015, p. 16).
Os trabalhos e exercícios do homem influenciam diretamente o ambiente e a forma 
em que vivemos, por assim ser, ao se alterar as relações de trabalho também são alterados 
a moral, a ética, os valores e as crenças que são adotadas pelas pessoas (MARQUES, 
2015). 
Com um olhar histórico, no início das ideias trabalhistas tal ação se restringia 
somente aos escravos, olhar que mudou grandemente com o instaurar da burguesia e 
das novas relações de trabalho, fato que gerou novas relações de valores, bem como a 
valorização do trabalho que passa a acontecer de forma assalariada, assim como a crítica 
e a luta por melhoria (MARQUES, 2015).
No Brasil, o Serviço Social nasce com grande visão conservadorae também por 
influência da Igreja Católica que exercia grande poder em todos os campos da sociedade 
tendo influências dos dogmas da entidade. Dogmas esses relacionados à moral e a conduta.
Pensando em suas habilidades e atuações, o Assistente Social focava seus olhares 
em aspectos biológicos, sociológicos, moralistas e doutrinários. Tais objetivos preocupa-
vam e desfavoreciam membros pertencentes a outros grupos que não tinham a mesma 
visão. Ao se pensar nas competências necessárias ao Assistente Social da época, esse 
necessitava de uma enumeração bastante longa, tais como o “devotamento, critério, senso 
prático, desprendimento, modéstia, simplicidade, comunicatividade, bom humor, calma, 
sociabilidade, dentre outras” (MARQUES, 2015, p. 18).
15UNIDADE I Moral e Ética
1.2 Ética na Contemporaneidade
Após tanto se falar sobre ética e sua importância, busquemos entender a relação 
de tal termo com a profissão. Mas, antes é necessário entender que dentro da ética existe 
uma classificação do que é certo e do que é errado, contudo é necessário entender se o 
que homem está fazendo é o bem ou mal. Parece confuso né? Mas os “problemas éticos se 
distinguem da moral pela sua característica genérica, enquanto que a moral se caracteriza 
pelos problemas da vida cotidiana” (TOMELIN; TOMELIN, 2002, p. 90). 
A Figura 1 representa como agir de forma correta, sendo que todos os homens 
fazem parte de uma sociedade em que carregam seus valores e características culturais 
e morais; como, exemplo: as culturas indígenas, oriental, alemã, italiana, francesa e entre 
outras. Dessa forma, cada sociedade possui suas normas de condutas, seus princípios 
morais, ou seja, no decorrer de sua trajetória de vida é constituída a sua moral, ou seja, 
o que é o bem e o que é mal. Portanto, é de extrema importância que entendamos que, 
devido à cultura, nem sempre o que é certo para nós é correto para outro grupo ou povoado 
e vice-versa. 
O que sabemos é que é comum entre os homens pensar sobre suas ações, definin-
do o que é correto e o que não é correto, e, agindo errado, o homem é responsável pelas 
consequências e danos que estão em sua volta. Destaca-se que a ética é um divisor, pois 
é ela quem vai diferenciar as atitudes da sociedade. Valls (2003) enaltece que agir correta-
mente é sempre agir com ética, mas que devemos respeitar as culturas e as diversidades 
do agir do Assistente Social.
Atualmente, a graduação do curso de Serviço Social, possui o Código de Ética que 
rege, define e delibera ações, encaminhamentos, assim como esclarece deveres e muitos 
outros importantes tópicos na atuação de tal profissional. 
16UNIDADE I Moral e Ética
Nesse sentido, informa como agir, tendo seus valores e princípios morais, mas 
tendo que seguir a profissão. Tomelin (2002) reafirma que a moral está relacionada a con-
sequências grupais, e que a ética pode contribuir para o direcionamento do comportamento 
moral.
FIGURA 1 - O BEM E O MAL
Em seus estudos, Carvalho (2011), ao pensar no código de ética, teve foco em en-
tendê-lo e fazer apontamentos no que se refere ao uso das informações contidas na cartilha 
ao se pensar sobre a pessoa idosa e, assim sendo, a autora entende que, uma vez que 
pensado e aprovado na década de 65, não está alinhado com a atualidade, necessitando 
de novas informações e considerações.
A intervenção do Serviço Social está associada aos direitos do homem e 
constituiu-se como um potencial de cidadania, entendido como participação 
do indivíduo e dos grupos, enquanto membros de pleno direito da sociedade. 
Os princípios, normas e valores inscritos no Código de Ética da profissão 
(APSS, 1994) clarificam a intervenção social, na relação com os clientes, 
instituições, colegas e outros grupos profissionais. Mas estes princípios e 
normas decorrem de certas necessidades identificadas em determinado con-
texto, que se vão modificando, fruto das transformações societárias (CARVA-
LHO, 2011, p. 10).
Assim sendo, embora não seja foco das discussões aqui apresentadas, ao 
pensarmos sobre o documento e seus direcionamentos para com a pessoa idosa em 
conjunto das considerações da autora, fica evidente que o Código de Ética do Assistente 
Social necessita de intervenções, já que não consegue mais se adequar às necessidades 
atuais. Vale ainda ressaltar acerca das considerações voltadas aos princípios morais e 
éticos já levantados em nossa discussão que necessitam ter grande relevância no contexto 
de atuação dos Assistentes Sociais. 
17UNIDADE I Moral e Ética
Pois bem, partindo do princípio de que a ética está ligada à moral, e que o agir 
corretamente significa ser ético, Barroco (2008, p. 53 - 54) menciona que:
A ética não se restringe a normas! [...] A moral expressa uma resposta as 
necessidades, mas [...] de onde vem a possibilidade de determinar o que é 
bom ou ruim, ou ainda de onde vem a possibilidade de escolher entre coisas 
diferentes? Para responder a essas questões, devemos agora entender os 
valores e escolhas com capacidades humanas.
Desse modo, a conduta humana é composta por um conjunto de ações com o ob-
jetivo de obter uma mercadoria, objeto ou alguma coisa, alcançar um sonho ou até mesmo 
uma meta de vida. É notório que o ser humano vai agir de acordo com os seus interesses, 
como também aos interesses da coletividade, quando está envolvido em movimentos e 
lutas. Dessa forma, agimos quando somos indagados, motivados ou encorajados por algo 
maior, desejo, paixão, resultando no prazer e satisfação a esse respeito; o caráter do ser 
humano e suas crenças e costumes, hábitos e virtudes é que vão determinar a sua conduta 
social, ou seja, o seu modo de viver em sociedade. Diante disso, é neste comportamento 
que a ética vai regular a ação do ser humano.
SAIBA MAIS
Saiba sobre a Ética em Movimento, no site: http://www.cfess.org.br. 
REFLITA
Caro(a) acadêmico(a), busque literatura no Google Acadêmico sobre a Importância do 
estudo da Ética relacionada com a vida pessoal e profissional. 
site: https://scholar.google.com.br/?hl=pt
http://www.cfess.org.br
https://scholar.google.com.br/?hl=pt
18UNIDADE I Moral e Ética
LEITURA COMPLEMENTAR
Para aprimorar o seu conhecimento, indicamos a leitura complementar do texto: 
Moral e Ética: uma leitura psicológica 
https://doi.org/10.1590/S0102-37722010000500009
Neste sentido, deixamos aqui um trecho do texto As Três Peneiras da Sabedoria, 
de Sócrates, que nos faz refletir sobre o agir rotineiro, tanto na carreira profissional, como 
na vida pessoal, sendo um start para adentrar na essência da Ética no dia a dia do ser 
humano. 
FIGURA - AS TRÊS PENEIRAS DA SABEDORIA DE SÓCRATES
https://doi.org/10.1590/S0102-37722010000500009 
19UNIDADE I Moral e Ética
AS TRÊS PENEIRAS DA SABEDORIA DE SÓCRATES
Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar algo sobre 
alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:
– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
– Três peneiras? – indagou o rapaz.
– Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros 
é um fato? Caso tenha ouvido falar, mas não tem certeza da sua veracidade, a 
coisa deve morrer aqui mesmo.
– Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: 
a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou 
destruir o caminho, a fama do próximo?
– Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela 
terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? 
Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
Arremata Sócrates:
– Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você iremos nos benefi-
ciar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo!
Fonte: Beck (2017). 
20UNIDADE I Moral e Ética
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Do mito para a razão: uma dialética do saber. 2 ed. 
Autores: Janes Fidélis Tomelin; Karina Nones Tomelin.
Editora: Nova Letra.
Ano: 2002. 
Sinopse:Literatura e Arte. Filosofia. Teoria do conhecimento. 
Ensaios filosóficos. Razão. Lógica. 
FILME/VÍDEO
Título: À Procura da Felicidade
Ano de Lançamento (EUA): 2006.
Sinopse: Chris enfrenta sérios problemas financeiros e Linda, 
sua esposa, decide partir. Ele agora é pai solteiro e precisa 
cuidar de Christopher, seu filho de 5 anos. Chris tenta usar sua 
habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, 
mas só consegue um estágio não remunerado. Seus problemas 
financeiros não podem esperar uma promoção e eles acabam 
despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos ou 
onde quer que consigam um refúgio, mantendo a esperança de 
que dias melhores virão.
21
Plano de Estudo:
● O significado ontológico no trabalho e as relações sociais contemporâneas;
● A ontologia social de Marx e a questão ética;
● A face ética do novo conservadorismo;
● Ética e Movimentos Sociais;
● Ética e direitos civis e humanos.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar o significado ontológico do trabalho contemporâneo;
● Enaltecer os pensadores influenciadores do Serviço Social;
● Contextualizar a ética e os movimentos sociais como os direitos civis e humanos;
● Demonstrar a ética no cenário conservador. 
UNIDADE II
Fundamentos Sócio Históricos da Ética 
no Serviço Social 
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
22UNIDADE I Moral e Ética 22UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
INTRODUÇÃO
Caríssimo(a) estudante do curso de Serviço Social, estamos juntos em mais uma 
unidade de sua apostila. Mais um momento de grande aprendizagem é crucial para sua 
performance enquanto futuro(a) profissional da área. 
Na unidade anterior, pudemos entender que não é fácil contextualizar, entender 
e conceituar as terminologias éticas que estão ligadas à profissão do Assistente Social, 
no entanto, após muitas discussões, leituras e estudos espero que tais conceitos tenham 
ficados mais claros para você, afinal ainda temos importantes terminologias a serem 
estudadas.
Agora entraremos em uma das maiores mentes contemporâneas do conceito da 
filosofia, estudaremos muito sobre o filósofo Karl Marx e seus pensamentos em torno das 
concepções ontológicas e trabalhistas. Será mais um momento árduo de grandes discus-
sões, mas que tem a intenção de corroborar para o seu futuro.
Entenderemos a importância do trabalho durante a história, bem como na socieda-
de contemporânea, relacionando a ética no novo conservadorismo, como também com os 
movimentos sociais e direitos civis e humanos.
Ainda no contexto da atual unidade, não deixaremos de refletir sobre o trabalho e 
sua relação com a ética, assim como a visão de Marx sobre ambos os tópicos. Desejo a 
você bons estudos e que este seja, de fato, mais um momento de evolução e aprendizagem 
e que some a suas necessidades enquanto acadêmico(a).
23UNIDADE I Moral e Ética 23UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
1. O SIGNIFICADO ONTOLÓGICO NO TRABALHO E AS RELAÇÕES SOCIAIS 
CONTEMPORÂNEAS
Para darmos inícios aos estudos da presente unidade, é necessário entender sobre 
o termo ontologia, que tem seus primórdios de entendimento no campo da filosofia, mas 
não se restringe somente a esse campo. Grandes pensadores antigos e contemporâneos 
dedicaram seus estudos a entender e caracterizar tal conceito. Nesse sentido, Almeida 
(2014, p. 3) destaca sobre um consenso de entendimento da terminologia:
Existe consenso de que o estudo da Ontologia diz respeito aos tipos de coi-
sas que existem. Nesse contexto, “tipo” quer dizer “categoria”, um termo que 
foi usado ainda por Aristóteles para discutir que declarações sobre uma en-
tidade (ACKRILL, 1963). De fato, uma teoria das categorias é o mais impor-
tante tópico do estudo da Ontologia. Tais teorias especificam sistemas de 
categorias estruturados em níveis hierárquicos, em geral, na forma de uma 
árvore invertida na qual a categoria de mais alto nível é nomeada “entidade”. 
Qualquer coisa pode ser descrita como uma entidade de algum tipo, mas qual 
os próximos níveis de categorização são questões para discussão.
Em decorrência dos incontáveis pensadores que dedicaram seus estudos no cam-
po da ontologia, faz-se necessário enfatizar sobre as variadas concepções que podem ser 
adotadas ao se pensar em tal terminologia, dentre as quais destacam-se os pensamentos 
de Aristóteles, Sócrates, Emmanuel Kant, S. Tomás de Aquino e Santo Agostinho. De acor-
do com Dennis (2004, p. 11):
Para SÓCRATES, o conceito de ética iria além do senso comum da sua épo-
ca, o corpo seria a prisão da alma, que é imutável e eterna. Existiria um bem 
em si próprio da sabedoria da alma e que podem ser rememorados pelo 
aprendizado. Esta bondade absoluta do homem tem relação a uma ética an-
terior à experiência, pertencente à alma e que o corpo para reconhecê-la terá 
que ser purificado.
24UNIDADE I Moral e Ética 24UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Sócrates fala sobre a ética além do senso comum: 
ARISTÓTELES subordina sua ética à política, acreditando que na monarquia 
e na aristocracia se encontraria a alta virtude, já que esta é um privilégio de 
poucos indivíduos. Também diz que na prática ética, nós somos o que faze-
mos, ou seja, o Homem é moldado na medida em que faz escolhas éticas e 
sofre as influências dessas escolhas. (DENNIS, 2004, p. 11).
A ética vista por Kant nos mostra que o ser humano deve ser tratado como o fim da 
ação e não como o meio para conseguir seus interesses pessoais. 
A ética moderna traz à tona o conceito de que os seres humanos devem ser 
tratados sempre como fim da ação e nunca como meio para alcançar seus 
interesses. Essa ideia foi contundentemente defendida por Emmanuel Kant. 
Ele afirmava que: “não existe bondade natural. Por natureza somos egoístas, 
ambiciosos, destrutivos, agressivos, cruéis, ávidos de prazeres que nunca 
nos saciam e pelos quais matamos, mentimos, roubamos. (DENNIS, 2004, 
p. 12).
Cada pensador nos faz refletir sobre sua teoria e no que acreditava e era transmitido 
por meio da literatura, São Tomás de Aquino se caracteriza pelo fato de ver a teologia e a 
filosofia como duas ciências que se completam; ele criou a teoria para explicar a existência 
de Deus. De acordo com Dennis (2004, p. 12),
Com o cristianismo romano, através de S.TOMÁS DE AQUINO e SANTO 
AGOSTINHO, incorpora-se a ideia de que a virtude se define a partir da rela-
ção com Deus e não com a cidade ou com os outros. Deus nesse momento 
é considerado o único mediador entre os indivíduos. As duas principais vir-
tudes são a fé e a caridade. Através deste cristianismo, se afirma na ética o 
livre-arbítrio, sendo que o primeiro impulso da liberdade dirige-se para o mal 
(pecado). O homem passa a ser fraco, pecador, dividido entre o bem e o mal. 
O auxílio para a melhor conduta é a lei divina. A ideia do dever surge nesse 
momento. Com isso, a ética passa a estabelecer três tipos de conduta; a mo-
ral ou ética (baseada no dever), a imoral ou antiética e a indiferente à moral.
Outro grande nome que dedicou parte de seus estudos para o campo ontológico 
é Marx, que, de modo geral, explicita a relação do termo com o trabalho, enfatizando que 
o último é a ação fundamental que diferencia o homem dos demais animais, em especial, 
pela sua capacidade de raciocínio e transformação da natureza, bem como com o processo 
de manuseio de concepções sociais. Assim afirmam Gonçalves e Jimenez (2013, p. 2):
No rastro da ontologia marxiano-lukacsiana, ao mesmo tempo em que evi-
denciamos a origem animal do homem, reconhecemos que este é qualitativa-
mente diferente de seus antepassados animais – marca do salto ontológico 
resultante do trabalho como complexo que funda o homem como ser social, 
valendo recuperar que o salto ontológico consiste na passagem de uma for-
ma de ser a outro qualitativamente novo.
O trabalho está coligado com a concepção ontológica e para tanto precisa ser com-
preendido e partindo dos princípiosMarxistas pode ser entendido como sendo, de acordo 
com Júnior (2015, p. 21):
25UNIDADE I Moral e Ética 25UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
[...] categoria apropriada pela determinabilidade das relações sociais de 
produção tipicamente burguesas, visto que o capital é uma “[...] potência 
econômica da sociedade burguesa que tudo domina” (MARX, 2011, p. 60). 
Cooptado como elemento essencial para a (re)produção da lógica do capital, 
situamos, numa particularidade que ao mesmo tempo é universal, a inscrição 
do assistente social na condição de trabalhador assalariado, entendido como 
uma especialização do trabalho coletivo, que dispõe de um projeto profissio-
nal alinhado aos interesses coletivos dos trabalhadores.
Por meio das transformações de ambiente, assim como do pensamento social, o 
homem desenvolve a consciência de que é “um componente do ser social, do qual deriva 
sua continuidade, fazendo com que este alcance um ser para-se, que não existe nas outras 
esferas” (LUKÁCS, 1981, p. 65 apud GONÇALVES; JIMENEZ, 2013, p. 3). É evidente que 
o mundo ontológico tem forte conexão com as concepções de trabalho, já que ambos os 
termos estão conectados e precisam ser entendidos, assim como são aplicados juntamente. 
É necessário enfatizar que as ideias trabalhistas mudaram muito com o passar dos 
anos, em especial, com o pensamento no viés social. Em culturas antigas, o trabalho já foi 
utilizado até como forma de castigo para aqueles que não respeitavam regras e afins. Impor-
tante ressaltar que ainda assim a relação social de entender os valores de uma comunidade 
ou imposições estão estritamente ligadas com o caráter social e com o trabalho. A realidade 
é que o sentido de criar coisas e mudar ao seu redor, o homem necessita do trabalho para 
se caracterizar como, de fato, um ser diferente e que põe em prática o pensamento social, 
entre outros aspectos que só aparecem com o uso de tal prática.
A essência onto-histórica do homem, fundada no ato do trabalho, pelo qual, 
este transforma o meio natural e, ao mesmo tempo em que cria o novo, cria-
-se como um ser radicalmente novo, capaz de atividade livre e consciente. 
O trabalho como protoforma da atividade humana, complexo social que fun-
da o mundo dos homens, conforme as prerrogativas da ontologia marxiana, 
recuperada por Lukács (1981), torna-se historicamente esvaziado diante da 
divisão social do trabalho, a qual separa os produtores daquilo que produ-
zem, consolidando a exploração do homem sobre o homem (GONÇALVES; 
JIMENEZ, 2013, p. 12).
O caráter ontológico é conceito que também permite ao homem o pensamento 
próprio, rompendo pensamento pré-determinados pela sociedade em que está inserido e 
buscando a autonomia e o sendo crítico (JÚNIOR, 2015). Quanto ao salto ontológico, o 
autor ainda ressalta:
[...] implica numa mudança qualitativa e estrutural do ser, na qual a fase inicial 
contém certamente em si determinadas premissas e possibilidades das fases 
sucessivas e superiores, mas estas não podem se desenvolver daquelas a 
partir de uma simples e retilínea continuidade. A essência do salto é consti-
tuída por essa ruptura com a continuidade normal do desenvolvimento e não 
pelo nascimento repentino ou gradual, ao longo do tempo, da nova forma de 
ser (LUKÁCS, 1979, p. 95 apud JÚNIOR, 2015, p. 6). 
26UNIDADE I Moral e Ética 26UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
É evidente que o trabalho e a relação ontológica, conforme já mencionado incontá-
veis vezes durante a presente seção, tem uma ligação por conta da transformação do ser 
humano para com o meio em que vive criando, a relação social, bem como o pensamento 
no próximo. Contudo, faz-se necessário ressaltar, mesmo na contemporaneidade não é a 
única relação entre os termos:
Assim, o trabalho, enquanto categoria ontológica, não pode ser reduzida ape-
nas à questão de transformação da natureza, pois possui características so-
cialmente determinadas. Assim sendo, o trabalho necessita ser apreendido 
a partir da sua função social de caráter coletivo, pois as necessidades de 
outros indivíduos fazem com que o trabalho apresente sua finalidade social, 
de caráter coletivo. No capitalismo, aquilo que é produzido pelo trabalhador 
na esfera privada torna-se social a partir das necessidades coletivas, consti-
tuindo os laços sociais entre os indivíduos, os quais estão mediatizados pela 
mercadoria que produzem, adquirindo um significado monetário, financeiro, 
ou seja, de um valor socialmente determinado (JÚNIOR, 2015, p. 22).
Conforme exposto pelos autores, a relação é muito mais intensa do que aparenta 
e leva em consideração incontáveis fatores. Vale ressaltar que, dentro do exposto, algo 
que precisa ser observado é a monetização que também busca o ganho de capital para 
sobreviver na atual sociedade como sendo uma atividade essencial dos seres humanos 
atuais.
O trabalho, nos termos que conhecemos hoje, é realizado na esfera públi-
ca, ele é solicitado, considerado útil e, fundamentalmente, remunerado. Este 
trabalho é gerador e razão da nossa existência, confere-nos uma identida-
de social que nos permite ter direitos e deveres compartilhados socialmente 
(NETO; KOURY, 2015, p. 8).
O trabalho tem papel fundamental na atualidade, pois é por meio dele que nos 
sentimos pertencentes à sociedade, visto que alcançamos sonhos, criamos e imaginamos 
um futuro. 
Saiba mais sobre os clássicos pensadores da época, acompanhe o Quadro 1. 
27UNIDADE I Moral e Ética 27UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
QUADRO 1 - PENSADORES CLÁSSICOS 
Fonte: Anacleto (2018) adaptado pela autora.
Sócrates nasceu na cidade 
de Atenas, no ano 469 a.C. A partir de 
Sócrates, a filosofia grega passou por 
uma profunda mudança, pois o centro 
de seu debate era o homem.
Platão nasceu em 428 a.C. 
e viveu em Atenas até o ano de sua 
morte em 347 a.C., onde fundou sua 
escola chamada de Academia.
Aristóteles nasceu na cidade 
de Estagira, no ano 384 a.C. e morreu 
no ano 322 a.C. na cidade de Atenas. 
Foi aluno de Platão, contudo sua filoso-
fia se distancia da filosofia de seu mes-
tre. Os escritos do filósofo abordam os 
assuntos mais diversos, pois escreveu 
na área da física, lógica, zoologia, me-
tafísica, poesia, entre outras.
28UNIDADE I Moral e Ética 28UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
2. A ONTOLOGIA SOCIAL DE MARX E A QUESTÃO ÉTICA
Para Marx,
O trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que 
o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo 
com a natureza. [...] Não se trata aqui das primeiras formas instintivas, ani-
mais, de trabalho [...] Pressupomos o trabalho numa forma em que pertence 
exclusivamente ao homem. Uma aranha executa operações semelhantes às 
do tecelão e a abelha envergonha mais de um arquiteto humano com a cons-
trução dos favos de suas colmeias. Mas o que distingue, de antemão, o pior 
arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo em sua cabeça, antes 
de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtém-se um resul-
tado que já no início deste existiu na imaginação do trabalhador, e, portanto, 
idealmente (MARX, 2006, p. 211 apud JÚNIOR, 2015, p. 21-22).
De acordo com os apontamentos dos autores, o trabalho é categoria essencial ao 
homem enquanto ser social. Vale ressaltar que, conforme as entrelinhas das colocações 
dos estudiosos, o trabalho não é único e exclusivo do homem, mas se difere dos outros 
animais. Para entendermos melhor sobre tal afirmação, Peto e Veríssimo dissertam:
A produção do ser humano é diferente. O animal produz de forma unilate-
ral. O ser humano produz de forma “universal” (Marx, 1932/1968, p. 517). O 
animal produz sob a pressão da dimensão biológica. O ser humano produz 
“primeira e verdadeiramente, na [sua] liberdade [com relação a ela]” (Marx, 
1932/1968, p. 517). O animal produz a si mesmo e a sua cria.O ser humano 
“reproduz a natureza inteira” (Marx, 1932/1968, p. 517). O produto da produ-
ção animal se restringe à satisfação de necessidades de ordem biológica. O 
ser humano “se defronta livre [mente] com o seu produto” (Marx, 1932/1968, 
p. 517). A produção animal se limita aos contornos impostos pelas determina-
ções específicas da species. O ser humano “sabe produzir segundo a medida 
de qualquer species” (Marx, 1932/1968, p. 517). O animal produz, em última 
instância, para sua manutenção e para possibilitar a reprodução. O ser huma-
no produz, também, “segundo as leis da beleza” (MARX, 1932/1968, p. 517 
apud PETO; VERÍSSIMO, 2018, p. 3).
29UNIDADE I Moral e Ética 29UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Os autores atribuem tal discrepância do processo de trabalho do homem para os 
demais animais por conta da afetividade.
Isso se deve ao fato de a atividade vital (Lebenstätigkeit) humana ser dife-
rente da atividade vital do animal. A atividade humana não coincide, estrita-
mente, com a satisfação das necessidades biológicas. Ela é “um meio para 
a satisfação” (Marx, 1932/1968, p. 516) dessas necessidades, mas não se 
confunde com elas. A atividade humana é um meio para a manutenção da 
existência, mas não se limita a isso. A atividade vital do animal determina o 
que é ser animal porque ela está diretamente ligada à dimensão biológica. A 
atividade vital do ser humano não é determinada pela necessidade. Ela é um 
processo consciente. E esse processo se dá no pôr teleológico inerente ao 
processo de trabalho (PETO; VERÍSSIMO, 2018, p. 3).
Dos vários pensadores clássicos estudados dentro do Serviço Social, citamos aqui 
o filósofo e economista alemão Karl Marx, o sociólogo francês Émile Durkheim, o sociólo-
go, teórico político alemão Max Weber e o filósofo francês Auguste Comte, que estudam 
as teorias ou pensamentos: positivistas, método, postura crítica, produção econômica, a 
organização da sociedade com regras e leis etc. 
Podemos dizer que Comte é considerado o pai da Sociologia. Esta é uma tentativa 
de compreensão do ser humano em sociedade, ou seja, examina o ser social. Comte, em 
consonância com Durkheim, é positivista, entendia que a sociedade funcionava com um 
corpo, em que cada um necessita desenvolver a sua parte, dependendo do outro para sua 
sobrevivência. 
Marx entendia a sociedade como uma divisão, sendo ela proletariado x capitalistas, 
com um sistema de venda da força de trabalho por parte do trabalhador, em que o capital 
se enriquece com o acúmulo do excedente, enaltecendo a divisão das classes sociais. Max 
Weber acredita que a sociedade não é harmoniosa; fazendo uma crítica aos pensamentos 
de Comte e Durkheim, ele entende que a sociedade não funciona de forma tão simples, 
sendo necessário o seu entendimento como um todo, Weber tem sua teoria nomeada como 
compreensiva, sendo contrário ao pensamento positivista. 
30UNIDADE I Moral e Ética 30UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
QUADRO 2 - PENSADORES CLÁSSICOS 
O francês Augusto Comte (1798-
1857), filósofo e matemático, fundador 
da primeira forma de pensamento social, 
o positivismo (estado científico). Foi o pri-
meiro teórico a definir a Sociologia como 
– física social: estática e dinâmica – que 
procura analisar e compreender a socieda-
de no sentido da organização (ordem) e da 
reformulação (progresso). O positivismo 
expressava uma confiança nos benefícios 
da industrialização, bem como um otimis-
mo em relação ao progresso capitalista 
guiado pela técnica, pela ciência e pela 
racionalidade.
O alemão Karl Marx (1818-1883), 
filósofo e economista, crítico idealizador do 
socialismo e do comunismo. A sociedade é 
vista como uma inevitável luta de classes 
sociais, por causa do sistema capitalista. 
Este conflito de poder terminaria se exis-
tisse igualdade social, se os meios de 
produção fossem de toda a coletividade.
Segundo a visão marxista, a sociedade 
sempre estará em luta de classes, cada 
qual lutando por seus interesses, e jamais 
haverá equilíbrio ou harmonia onde existe 
dominação e/ou exploração.
31UNIDADE I Moral e Ética 31UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Fonte: Oliveira( 2002) adaptado pela autora.
Desse modo, podemos afirmar que os pensadores citados são estudados dentro 
do Serviço Social, no entanto, Karl Marx é considerado um dos influenciadores do Serviço 
Social mais mencionados, devido a sua crítica severa ao sistema capitalista excludente, 
indicando a teoria socialista como uma solução de mudança ao processo capitalista, com a 
proposta de socializar os bens de consumos de produção a todos, viabilizando a igualdade. 
De acordo com Brayner, Longo e Pereira (2014, p. 21).
O Manifesto Comunista foi escrito em uma época em que o capitalismo de-
senfreado já fazia suas vítimas: homens, mulheres e mesmo crianças, que 
trabalhavam até 18 horas por dia em condições subumanas. Tal documento 
falava em liberdade e igualdade para o trabalhador, e na união da classe 
trabalhadora contra os abusos do capitalismo: “Trabalhadores do mundo, uni-
-vos”, clamava Marx. No manifesto, Marx afirma que não há liberdade sem 
igualdade econômica 
O francês David Émile Durkheim 
(1858-1917), sociólogo, considerado 
fundador da Sociologia Moderna, a partir 
de seus estudos a Sociologia passou a 
ser considerada como uma ciência inde-
pendente das demais Ciências Sociais 
(Antropologia, Política, Economia) e da 
Filosofia. Para ele, a Sociologia é o es-
tudo dos fatos sociais, ou seja, de todos 
os processos de interação humana. Seu 
maior estudo foi sobre o suicídio, tipos e 
causas.
O alemão Max Weber (1864-
1920), sociólogo, criou o método 
compreensivo através da análise dos 
processos históricos e sociais. Para ele, 
a pesquisa histórica é essencial para 
compreensão das sociedades. O objeti-
vo maior da Sociologia é compreender a 
conduta social, que ele chegou a definir 
como ação social. Foi fundador da So-
ciologia da Religião.
32UNIDADE I Moral e Ética 32UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Karl Marx (1987), conforme já exposto, criticava o sistema capitalista, e o seu modo 
de produção. Em sua teoria, no Manifesto Comunista, critica o poder institucional da igreja, 
enaltecendo que a religião manipulava o povo, pois as pessoas teriam que lutar e reivindi-
car os seus direitos, mas acabavam se acomodando devido às doutrinas da igreja e seus 
ensinamentos. 
REFLITA
Conforme já mencionado, caro(a) acadêmico(a), os estudos marxistas são de extrema 
importância para o profissional da área do Serviço Social. Nesse sentido, entender mais 
acerca dos estudos do filósofo russo agrega incontáveis conhecimentos a sua prática 
profissional.
Fonte: a autora.
33UNIDADE I Moral e Ética 33UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
3. A FACE ÉTICA DO NOVO CONSERVADORISMO
Conforme Iamamoto (2006, p. 67), 
O Serviço Social teve conquistas rompendo com o conservadorismo, e tem 
sua atuação pautada para o fim da opressão de classe sobre as questões 
que dizem respeito à sobrevivência social e material dos setores majoritários 
da população trabalhadora.
Diante do exposto, o Serviço Social teve como marco histórico o rompimento com 
o conservadorismo, ou seja, com as práticas caritativas. Retomando a história de atuação 
profissional, conferimos que suas práticas com as relações sociais são históricas e pauta-
das no modo conservador e autoritário, ainda a autora enaltece que: 
O Serviço Social não atua apenas sobre a realidade, mas atua na realidade 
[...] a conjuntura não é o pano de fundo que emoldura o exercício profissional; 
ao contrário, são partes constitutivas da configuração do trabalho do Serviço 
Social, devendo ser apreendidas como tais (IAMAMOTO, 2006, p. 55).
Nesse sentido, a prática profissional está pautada na análise de tudo que está em 
sua volta,como seus aspectos econômicos, sociais, políticos, intervindo em sua totalidade, 
como uma visão ampla, pautada no projeto ético político, com objetivo de encaminhar, dire-
cionar e assessorar dentro e fora das políticas públicas, como também no aprimoramento 
do intelecto para propor melhoria e um olhar crítico da realidade. Destacamos ainda que na 
prática profissional. 
[...] o esforço está, portanto, em romper qualquer relação de exterioridade 
entre a profissão e a realidade, atribuindo-lhe a centralidade que deve ter no 
exercício profissional [...] e o reconhecimento das atividades de pesquisa e 
espírito indagativo como condições essenciais ao exercício profissional (IA-
MAMOTO, 2006, p. 55-56).
34UNIDADE I Moral e Ética 34UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Quando destacamos o termo conservadorismo, o primeiro pensamento é que o 
termo seja algo, velho, quadrado, punitivo, ou seja, conservado por algo ou alguém. Nesse 
sentido, o conservadorismo é um pensamento político que defende o tradicional e a ma-
nutenção desse pensamento, como, por exemplo, uma religião com modos e costumes, 
uma determinada família, reconhecida pelo sobrenome em sua região, como também os 
costumes, tradições, culturas entre outros. 
A esse respeito o conservadorismo enfatiza a continuidade, a tradição de pai para 
filho, sendo contrário às lutas, movimentos sociais, como também a quebra dos paradigmas 
(MATTOS, 2017). Ao refletir dentro do Serviço Social, é importante enaltecer que o conser-
vadorismo é um traço constitutivo da profissão, não apenas em sua dimensão ideo-teórica, 
mas no traço elementar da profissão, qual seja: a sua inserção na divisão sociotécnica do 
trabalho, em que as demandas para suas respostas profissionais advêm da necessidade 
de reprodução das relações sociais capitalistas de reprodução. 
No entanto, dizer que a atuação do assistente social é polarizada, de um lado, pela 
demanda do capital e, do outro, pelas necessidades do trabalho, fortalecendo um ou outro 
por meio da mediação do seu oposto, mas tendendo a ser cooptada pela classe dominante 
(IAMAMOTO, 1995 apud SANTOS, 2007).
Destarte, várias profissões estudam sobre a Ética e o conservadorismo, no entanto 
a história do Serviço Social está pautada em lutas, movimentos sociais e várias conquistas. 
Desse modo, exaltamos que as expressões das questões sociais são diversas e comple-
xas, pois, a cada ano, a questão social vai se ampliando e aumentado, sendo necessária a 
intervenção crítica no meio social, fazendo parte a economia, a política, a ciência, a cultura 
e a educação. A esse respeito, a questão social, ou seja, o objeto da prática do Assistente 
Social, rotineira deve ser pautada em consonância com as Diretrizes Curriculares apro-
vadas em 1996, a Lei de Regulamentação da Profissão e o Código de Ética Profissional, 
ambos aprovados ainda em 1993. Sinalizamos que o movimento de reconceituação é o 
precursor da quebra do conservadorismo, como também o ano de 1993, com a aprovação 
da Resolução do CFESS nº 273/93, em que explicita os princípios fundamentais para a 
prática profissional. De acordo com Faleiros (2005, p. 28),
A dialética teoria/prática é uma das questões-chave postas pelo movimento 
de reconceituação e que tem permanecido crucial ao longo de mais de qua-
renta anos de debate. Também têm sido cruciais as questões da transforma-
ção social no contexto do capitalismo e da articulação entre o profissional e 
o científico, do profissional e do político e do profissional com as condições e 
relações de trabalho.
35UNIDADE I Moral e Ética 35UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Diante do exposto, citamos Faleiros (1997, p. 65), que menciona que o Serviço 
Social é visto “como produtivo, pois, segundo Maguiña, ele reduz os custos de reprodução 
da força de trabalho, ao oferecer serviços de consumo (como creches) aos trabalhadores”, 
o que pode levar à diminuição dos salários, economizando no pagamento ao operário e 
aumentando o lucro da classe burguesa. 
Essa discussão sobre o Serviço Social ser produtivo ou improdutivo, é algo a ser 
refletido mais adiante do seu curso, pois conforme a literatura avança, ou seja, a produção 
de conhecimento, a reflexão sobre o agir profissional. Pois historicamente o Serviço Social, 
aqui mencionado, está ligado às práticas caritativas e de ajuda mútua.
Na contemporaneidade, o Serviço Social vem sendo debatido e nos remetendo à 
reflexão acerca da profissão e seu processo de trabalho, sempre em um viés marxista, mas 
cabe refletir se o Serviço Social é trabalho ou não. Tal indagação nos faz pensar sobre o 
conflito que há entre o sistema capitalista, ou seja, composto por trabalhador x empregador. 
Segundo Castro (2012, p. 70),
Marx menciona que, os indivíduos seriam independentes, mas somente de-
pois de serem eles dependentes da sociedade. Dito de outro modo, o in-
divíduo só poderia isolar-se ou individualizar-se em sociedade, pois desta 
dependeria para viver e produzir. 
Desta forma, o indivíduo é refém do capitalismo, pois necessita da burguesia para 
sua subsistência humana, o homem satisfaz suas necessidades interagindo com o meio 
que está inserido, ou seja, com a natureza e a transformação da mesma, por meio da sua 
intervenção e trabalho, sendo assim, o trabalho é uma condição da vida humana, podemos 
mencionar sobre o trabalho produtivo e improdutivo dentro do Serviço Social, tal análise 
exposta aqui nos remete a pensar enquanto Assistente Social atuante em empresas capita-
listas, instituições filantrópicas, organizações Não Governamentais e organizações de tra-
balhadores, como também usuário da política de assistência social, ou outros profissionais, 
ou seja, a execução do trabalho pelo homem. Castro (2012) menciona que a produtividade 
do trabalho se encaixa com a produção exacerbada do capitalismo, resultando a apropria-
ção do excedente de modo mais favorável ao capitalismo, onde o trabalhador não produz 
para si, mas para o capital, onde muitas vezes ele não terá acesso a sua produção. 
Marx, em seu livro O Capital, menciona que “apenas é produtivo o trabalhador 
que produz mais-valia para um capital ou serve à autovalorização do capital” (CASTRO, 
2012, p. 72). Dessa forma, o que é produtivo está relacionado com o capital x trabalhador 
assalariado, ou seja, a produtividade para o capital está relacionada à força de trabalho 
e suas condições, o trabalho materializado sobre o trabalho vivo e o produto do trabalho 
36UNIDADE I Moral e Ética 36UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
sobre aquele quem produziu. A esse respeito, retomamos o rompimento das práticas con-
servadoras (FALEIROS, 1997, p. 67-68).
A reconceituação rompeu definitivamente com esta metodologia, levando em 
conta as diferentes formas de conhecimento existentes, suas articulações 
políticas, ideológicas e econômicas e, fundamentalmente, a troca desses sa-
beres diferentes em suas relações de força. [...] A reconceituação do Serviço 
Social não consiste numa revolução linear da assistência à transformação, 
mas na luta constante pela conscientização de uma sociedade sem explora-
ção e dominação, mudando-se as posições pessoais, políticas e ideológicas 
e econômicas nas diferentes instituições da cotidianidade. 
Desse modo, é notório afirmar que o movimento social é uma luta diária, e que o 
Serviço Social desempenha seu trabalho com uma equipe multidisciplinar, ou seja, com 
diversos profissionais de outras áreas de atuação. Segundo o Conselho Federal de Serviço 
Social - CFESS e ABEPSS (2012):
O chamado trabalho interdisciplinar também é abordado neste documento 
sobre o Serviço Social no SUAS, preservando-se o resguardo das atribuições 
e do sigilo profissional, numa perspectiva ética, alertando-se sobre a neces-
sidade de discernir sobre informações, atribuições e tarefas que estejam no 
campo de atuação de cada profissão.De acordo com Iamamoto (2004, p. 107), 
[...] o assistente social é chamado a desempenhar sua profissão em um pro-
cesso de trabalho coletivo, organizado dentro de condições sociais dadas, 
cujo produto, em suas dimensões materiais e sociais, é fruto do trabalho com-
binado ou cooperativo, que se forja com o contributo específico das diversas 
especializações do trabalho. 
Nesse sentido, o projeto ético político foi elaborado analisando o contexto histórico 
de cada época, de cada governo vigente, das guerras e conflitos sofridos no decorrer dos 
anos. Reforçando a quebra do conservadorismo presente no Serviço Social brasileiro, como 
também o amadurecimento na década de 1990, período de profundas transformações so-
cietárias que afetam a produção e a economia. 
37UNIDADE I Moral e Ética 37UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
4. ÉTICA E MOVIMENTOS SOCIAIS
Primeiramente, é importante destacar que logo mais, nesta disciplina, você vai 
estudar os códigos de ética criados e reformulados ao longo da história do Serviço Social. 
Nesse sentido, destacamos, a Lei 8.742/1993, que dispõe sobre a Assistência Social, o 
Sistema Único de Assistência Social (SUAS), 2004, criado pela união dos assistentes 
sociais, profissionais, militantes da assistência e usuários na participação nos Conselhos, 
Conferências, movimentos sociais e outros. 
Anteriormente às aprovações, eram comuns ações assistencialistas ou clientelis-
tas, como doações, caridade, práticas em forma de favor, boa vontade com fundamento em 
princípios cristãos. De acordo com Vázquez (996, p. 243): 
A ética cristã como a filosofia cristã em geral parte de um conjunto de verda-
des reveladas a respeito de Deus, das relações do homem com o seu Criador 
e do modo de vida prático que o homem deve seguir para obter a salvação 
no outro mundo. 
Nesse sentido, sabe-se que ser ético é fazer o que é correto. Nessa perspectiva, a 
ética cristã, ou seja, a religião, priorizava que toda ação do homem em sociedade deveria 
estar voltada a Deus, no sentido de executar algo e contemplar a salvação eterna. 
Contudo, a ética cristã tende a regular o comportamento dos homens com 
vistas a outro mundo (a uma ordem sobrenatural), colocando o seu fim ou 
valor supremo fora do homem, isto é, em Deus. Disto decorre que, para ela, 
a vida moral alcança a sua plena realização somente quando o homem se 
eleva a esta ordem sobrenatural (VÁZQUEZ, 1996, p. 245).
38UNIDADE I Moral e Ética 38UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Destarte, a ética cristã aqui debatida afirma que o homem deveria ser obediente, 
sendo sujeito aos seus mandamentos, enaltecendo os valores de fé, esperança e carida-
de, destacando os Dez Mandamentos. Nesse sentido, não se poderia exigir e lutar pelos 
seus direitos, sendo que os Dez Mandamentos são considerados uma forma de tentar 
garantir a ordem e instituir regras e normas para todos. Desse modo, ao comparar sobre 
os movimentos sociais, destacamos a quebra do conservadorismo após o movimento de 
reconceituação. Porém a práxis do assistente social deve ser pautada na história, ou seja, 
na luta por meio dos movimentos sociais, com a sociedade em busca da democratização do 
país, ancoradas nos fundamentos teóricos-políticos, éticos metodológicos, código de ética 
e lei que regulamenta a profissão, esquecendo as práticas conservadoras. A Gestão de 
trabalho no âmbito do SUAS é pautada na integralidade e universalidade, descentralização, 
participação e controle social, em âmbitos gerais, se passa uma visão da efetivação da 
cidadania plena. Os autores Behring e Boschetti (2006, p. 44) mencionam que:
No âmbito político, é imprescindível compreender o papel do Estado e sua 
relação com os interesses das classes sociais, sobretudo na condução das 
políticas econômicas e social, de maneira a identificar se dá mais ênfase aos 
investimentos sociais ou privilegia políticas econômicas; se atua na formula-
ção, regulação e ampliação (ou não) de direitos sociais; se possui autonomia 
nacional na definição das modalidades e abrangência das políticas sociais 
ou segue imperativos dos organismos internacionais; se fortalece e respeita 
a autonomia dos movimentos sociais; se a formulação e implementação de 
direitos favorece os trabalhadores ou os empregadores. Enfim, deve-se ava-
liar o caráter e as tendências da ação estatal e identificar interesses que se 
beneficiam de suas decisões e ações. 
No entanto, a literatura aponta que, nos últimos tempos, houve um esfriamento dos 
movimentos sociais no cenário brasileiro, parecendo não haver mais violação de direitos na 
nação, onde os organizadores dos movimentos sociais no Brasil desaparecerem, a luta por 
direitos parece não ter mais sentido e razão, e as pessoas não se unem mais com o pro-
pósito de luta por um objetivo em comum. Sendo destacados que até mesmo os sindicatos 
laborais, igrejas, associações, instituições, organizações, movimentos tradicionais, partidos 
e conselhos profissionais de base, se dissiparam na sociedade brasileira. De acordo com 
Castro e Mota (2012, p. 2), “esta ausência de participação ativa em movimentos sociais 
organizados denota o caráter de passividade política e aponta para um refluxo dos movi-
mentos sociais atualmente existentes e atuantes”.
Quando é mencionado a ausência de participação, logo nos vem em mente como 
está ocorrendo o controle das políticas públicas. Nesse sentido, acredita-se que ocorreu 
uma despolitização das pessoas que agregavam os movimentos sociais, pois a partir do 
momento que um grupo ou comunidade é beneficiado, ou seja, suas necessidades supri-
das, não há razão para reivindicar. 
39UNIDADE I Moral e Ética 39UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
Desse modo, o acesso ao mínimo parece ser satisfatório para muitos, que esque-
cem que o mínimo não é somente a alimentação diária, mas o emprego, a habitação, o 
lazer entre outros direitos fundamentais. De acordo com Gohn (2011, p. 7),
O tempo passou, surgiram novos campos temáticos de luta que geraram no-
vas identidades aos próprios movimentos sociais, tais como na área do meio 
ambiente, direitos humanos, gênero, questões etnicorraciais, religiosas, mo-
vimentos culturais etc. Alguns movimentos transformaram-se em redes de 
atores sociais organizados, ou fundiram-se em ONGs, ou rearticularam-se 
com as novas formas de associativismo que surgiram dos anos de 1990; 
outros entraram em crise e desapareceram; outros, ainda, foram criados com 
novas agendas e pautas, como as recentes manifestações antiglobalização.
A esse respeito, lembramos de vários movimentos sociais, ligados aos direitos bá-
sicos e a classe trabalhadora, como: o Movimentos Sem Terra, Movimentos dos trabalhado-
res rurais, Movimentos Revolucionários a CUT, Partido dos Trabalhadores, Movimentos dos 
Ferroviários entre outros. Desse modo, o Serviço Social deve ser pensado ao tema como 
agir profissionalmente, lembrando de todas as leis promulgadas, como também dos óbitos 
ocorridos, devido às conquistas dos direitos, explícitos em Carta Magna, sendo importante 
entender que direito algum deve ser extinto, como vemos atualmente no ano de 2021. As 
expressões das questões sociais se configuram no cenário contemporâneo, exigindo uma 
dialética de ação reflexiva, com ações concretas e objetivas. Nesse aspecto, lembramos 
que “a ética não pode escapar dos problemas da complexidade. Isso nos obriga a pensar 
a relação entre conhecimento e ética, ciência e ética, política e ética, economia e ética” 
(MORIN, 2007, p. 15) , sendo um agir rotineiro, pautado nos protagonismos dos indivíduos, 
como também dos marcos regulamentares da profissão. 
40UNIDADE I Moral e Ética 40UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
5. ÉTICA E DIREITOS CIVIS E HUMANOS
Ao discutir a ética dentro dos direitos civis e humanos, partimos de todas as aprova-
ções das leis e decretosdo Serviço Social, que serão abordadas ao longo desta disciplina. 
No entanto, citamos que cidadania está atrelado ao sentimento de pertença a uma nação, 
mas que, na verdade, cidadania é poder ter acesso a todos os direitos garantidos pelo 
Estado, em específico ao direito civil, como exemplo: a liberdade individual, o direito de ir e 
vir, a liberdade de expressão, a liberdade da orientação sexual. 
Nesse sentido, a luta da sociedade civil antecede a criação das políticas públicas, 
pois com a promulgação da Constituição Federativa do Brasil, promulgada em 1988, é 
instaurando uma nova ordem democrática, que garante o acesso e a ampliação dos direitos 
civis, individuais e coletivos. É importante ressaltar que: 
A existência dos Direitos Humanos, foi justificada originariamente pelo jus-
naturalismo, corrente do pensamento filosófico que considerava os homens 
dotados de direitos naturais anteriores à formação da sociedade, direitos que 
lhes pertenciam, pura e simplesmente, pelo fato de serem humanos. Foi com 
o contratualismo, todavia, que despontou a exigência de reconhecimento e 
garantia dos direitos do homem pelo Estado, a fim de que se tornassem ju-
ridicamente exigíveis. Posteriormente, em fins do século XVIII, entraram em 
confronto o racionalismo jusnaturalista, de um lado, e o utilitarismo e o histo-
ricismo (DELGADO, 2011, p. 61). 
Nesse contexto, enaltecemos que as primeiras ações sobre proteção, ajuda aos 
pobres, aos órfãos, necessitados, aconteceram antes do desenvolvimento do capitalismo, 
destacamos aqui que a ajuda ao próximo, entende-se por ajuda qualquer tipo de subsídio 
ou auxílio voltado a práticas do assistencialismo e o clientelismo, que permaneceram por 
41UNIDADE I Moral e Ética 41UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
muito tempo. Mas, na história do Serviço Social, antes do movimento de reconceituação, 
a ajuda era administrada pelas primeiras-damas, ou seja, as esposas dos prefeitos, que 
coordenavam as Secretarias de Assistência Social, sendo denominado, na época, como 
“Damismo”. Nesse sentido, é necessário que a categoria permaneça na luta pela equidade, 
justiça social e a ampliação das políticas públicas. 
SAIBA MAIS
Para nos fundamentar, temos vários dicionários básicos que precisamos ler e reler, para 
adquirirmos um melhor conteúdo, vocabulário mais próprio da profissão e uma lingua-
gem mais qualificada.
DICIONÁRIO DAS CRISES E DAS ALTERNATIVAS: Centro de Estudos Sociais La-
boratório Associado – CES - Universidade de Coimbra. Coimbra: Almedina, 2012. 
DICIONÁRIO DO PENSAMENTO SOCIAL DO SÉCULO XX. Editado por William Ou-
thwaite e Tom Bottomore - Rio de Janeiro: Zahar, 1996.
42UNIDADE I Moral e Ética 42UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Caro(a) acadêmico(a), chegamos ao fim desta unidade. 
Você pode conhecer a história dos clássicos pensadores que contribuíram para o 
conhecimento científico do graduando em Serviço Social. Sendo enaltecida a importância 
do pensamento Marxista para a prática do Serviço Social, que atua na divisão sociotécnica 
do trabalho. Perpassando pela ética e o conservadorismo, ética e os direitos civis e huma-
nos, como também os fundamentos sócio-históricos da ética profissional.
43UNIDADE I Moral e Ética 43UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
LEITURA COMPLEMENTAR
Caro(a) acadêmico(a), não deixe de completar os seu estudos com as seguintes 
indicações:
NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no 
Brasil pós- 64. São Paulo: Cortez, 2007.
Faça uma reflexão sobre e leitura complementar com a temática estudada neste 
capítulo. 
 
44UNIDADE I Moral e Ética 44UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO
Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Engels, Friedrich; Marx, Karl
Editora: LAFONTE
Ano: 2018
Sinopse: Obra sempre atual que, embora não tenha consolidado 
sua visão de futuro, é referência para quem pretende estudar 
política e economia. No Manifesto do Partido Comunista, o operário 
surge como força organizadora de uma sociedade onde os menos 
favorecidos guiam o mundo com o prisma da justiça e igualdade 
de meios, de oportunidades e do equilíbrio entre produção e 
riqueza. Marx e Engels convocam o homem comum para enfrentar 
a burguesia e criar seu próprio Deus, garantindo assim o bem 
estar de todos. Trata-se de um documento histórico que detalha 
o pensamento comunista e nos ajuda a compreender o contexto 
sociopolítico do mundo moderno.
FILME/VÍDEO
Título: Blade Runner: o Caçador de Andróides
Ano: 1982.
Sinopse: No início do século XXI, uma grande corporação 
desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e 
se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes 
e utilizados como escravos na colonização e exploração de 
outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos 
provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente 
faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena 
de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, 
conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar 
em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado 
de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, 
em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um 
ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.
45
Plano de Estudo:
● Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais (1947 e 1965);
● Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais (1975 e 1986);
● Código de Ética Profissional do Assistente Social (1993) e demais resoluções do CFESS 
acerca da ética profissional.
Objetivos da Aprendizagem:
● Contextualizar e apresentar os Códigos de Ética dos Assistentes Sociais e demais re-
soluções do Conselho Federal de Serviço Social – CFESS.
UNIDADE III
Código de Éticas Profissionais e Projeto 
Ético-Político Profissional 
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
46UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
INTRODUÇÃO
Com as profundas mudanças do comportamento humano, ter um código de ética, 
que rege o agir profissional, é algo importante e que deve ser estudado, interpretado e 
colocado em prática. Hoje o Brasil está passando por um momento de violação de direitos 
e uma situação epidemiológica da COVID-19, em que o cenário a cada dia piora com a falta 
de vacinas, como também o respeito à população Brasileira. Ou seja, paralelo ao nosso 
tema, Ética, estamos passando por uma crise ética, que se faz oportuno ressaltar a Ética 
Profissional. Lembrando que a Ética está relacionada ao fazer o certo ou o errado; à ética é 
designada a conduta humana, as regras de comportamento, o relacionamento com grupos 
dentro da sociedade e os costumes e moral de cada ser humano. 
De acordo com Franke (2007), quem não tem ética pessoal não terá ética 
profissional, ou seja, o comportamento pessoal reflete no dia a dia do profissional. No 
entanto, o que a disciplina de Ética nos diz é que é necessário seguir e agir eticamente de 
acordo com a Resolução do CFESS Nº 273, que institui o Código de Ética Profissional dos 
Assistentes Sociais e dá outras providências, aprovado em 13 de março de 1993. Desse 
modo, independente da sua moral, costumes e vivências, é necessário atuar de forma 
Ética, lembrando que ética não é uma regra, e sim uma reflexão sobre a ação humana. 
Sendo assim, para compreender a história do Código Ética do Assistente Social, 
é necessário entender a ruptura de todos os códigos existentes, que datam 1947, 1965, 
1975, 1986, 1993 e demais retificações em 2011.
 
47UNIDADE I Moral e Ética 47UNIDADE II Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
1. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS (1947 a 1965)
Barroco e Terra (2012) afirmam que os primeiros Códigos de Ética apoiavam ospressupostos do neotomismo, ou seja, com a influência da doutrina da igreja católica 
e do positivismo, tais influências que emergem desde o nascimento do Serviço Social, 
como também exposto na grade curricular por meio das disciplinas de filosofia e ética, e 
a fundamentação teórica, como, por exemplo, o Documento de Araxá, de 1967. A Ética 
está envolvida com o agir profissional, em específico do Serviço Social, inserido na divisão 
social do trabalho, sendo um desafio diário a sua prática. 
A ética profissional é uma dimensão específica do Serviço Social, suas de-
terminações são mediadas pelo conjunto de necessidades e possibilidades, 
de demandas e respostas que legitimam a profissão na divisão social do 
trabalho da sociedade capitalista, marcando a sua origem e a sua trajetória 
histórica (BARROCO, 2008, p. 12). 
Neste sentido, contextualizamos a história do código de ética, destacando que 
o primeiro Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais, no Brasil, foi elaborado 
pela Associação Brasileira de Assistentes Sociais (ABAS), em setembro de 1947, em São 
Paulo, sendo considerado um marco para a profissão. Nele apresentava-se os deveres 
fundamentais dos assistentes sociais, deveres com os usuários do serviço social, deveres 
com os demais profissionais e os deveres com a organização laboral. 
Ressaltamos que nesse período, no Brasil, ocorria uma forte influência do sistema 
capitalista, que havia passado a forte crise de 1929, quando o capitalismo estava focado 
em produzir para o mercado interno e intensificar as exportações. Destarte, o período 
48UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
também apresentava más condições de vida ao proletariado, com trabalhos insalubres, 
baixos salários, miséria, mão de obra excedente e o ingresso de mulheres e crianças no 
mercado de trabalho, sem garantias mínimas e fundamentais para a subsidência humana 
(BARROCO; TERRA, 2012).
 Nesse período destacamos também a criação da 1a Escola de Serviço Social, vin-
culada ao conservadorismo e de cunho moralizador, doutrinário e subordinado aos dogmas 
religiosos. 
QUADRO 1 - CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS 
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS
(Aprovado em Assembleia Geral da Associação Brasileira de Assistentes Sociais 
(ABAS) – Seção São Paulo, em 29-IX-1947)
INTRODUÇÃO
I – Moral ou Ética pode ser conceituada como a ciência dos princípios e das normas 
que se devem seguir para fazer o bem e evitar o mal.
II – A moral aplicada a uma determinada profissão recebe o nome de ÉTICA 
PROFISSIONAL; relacionada está com o Serviço Social, pode ser chamada de 
DEONTOLOGIA DO SERVIÇO SOCIAL
III – A importância da Deontologia do Serviço Social provém do fato de que o Serviço 
Social não trata apenas de fator material, não se limita à remoção de um mal físico, 
ou a uma transação comercial ou monetária: trata com pessoas humanas desajusta-
das ou empenhadas no desenvolvimento da própria personalidade.
V – A observância dos princípios da Deontologia do Serviço Social exige, da parte do 
Assistente Social, uma segura formação em todos os ramos da Moral.
49UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
SECÇÃO I - DEVERES FUNDAMENTAIS
É dever do Assistente Social:
1. Cumprir os compromissos assumidos, respeitando a lei de Deus, os direitos 
naturais do homem, inspirando-se, sempre em todos seus atos profissionais, no bem 
comum e nos dispositivos da lei, tendo em mente o juramento prestado diante do 
testemunho de Deus.
2. Guardar rigoroso sigilo, mesmo em depoimentos policiais, sobre o que saiba em 
razão do seu ofício.
3. Zelar pelas prerrogativas de seu cargo ou funções e respeitar as de outrem.
4. Recusar sua colaboração ou tomar qualquer atitude que considere ilegal, injusta ou 
imoral.
5. Manter uma atitude honesta, correta, procurando aperfeiçoar sua personalidade e 
dignificar a profissão.
6. Levar ao conhecimento do órgão competente da ABAS Seção São Paulo, qualquer 
transgressão deste Código.
7. Manter situação ou atitude habitual de acordo com as leis e bons costumes da
comunidade.
SECÇÃO II - DEVERES PARA COM O BENEFICIÁRIO DO SERVIÇO SOCIAL
I – E dever do Assistente Social
1. Respeitar no beneficiário do Serviço Social a dignidade da pessoa humana, 
inspirando- se na caridade cristã.
2. Aplicar todo zelo, diligência e recursos da ciência no trabalho a realizar e nunca 
abandonar um trabalho iniciado, sem justo motivo.
II – Não é permitido ao Assistente Social
Aceitar remuneração de um beneficiário de uma organização, por serviços presta-
dos em nome desta.
50UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
SECÇÃO III - DEVERES PARA COM OS COLEGAS
I – É dever do Assistente Social
1. Tratar os colegas com perfeita cortesia, evitando fazer quaisquer alusões ou 
comentários desairosos sobre sua conduta na vida privada e profissional 
2. Abster-se de discutir em público sobre assuntos de interesse exclusivo e reservado 
da classe.
II – Não é permitido ao Assistente Social
1. Pronunciar-se sobre serviço confiado a outro Assistente Social, ainda que tenha em 
vista o bem do Serviço Social, sem conhecer os fundamentos da opinião daquele, e 
sem contar com seu expresso consentimento.
2. Aceitar funções ou encargos anteriormente confiados a um Assistente Social sem 
antes procurar informar-se da razão da dispensa deste, de sorte a não aceitar a subs-
tituição desde que esta implique em desmerecimento para a classe.
SECÇÃO IV
DEVERES PARA COM A ORGANIZAÇÃO ONDE TRABALHA
I – É dever do Assistente Social
1. Pautar suas atividades por critério justo e honesto, empregando todo o esforço em 
prol da dignidade e elevação das funções exercidas
2. Tratar os superiores com respeito, o que não implica restrição de sua independência 
quanto às suas atribuições em matéria específica de Serviço Social
II – Não é permitido ao Assistente Social
1. Alterar ou deturpar intencionalmente depoimentos, documentos, relatórios e
informes de natureza vária, para iludir seus superiores ou quaisquer outros fins.
2. Valer-se da influência do seu cargo para usufruir, ilicitamente, vantagens de ordem 
moral ou material.
3. Prevalecer-se de sua situação para melhoria de proventos próprios em detrimento 
de outrem.
4. Prejudicar a execução de tarefas reclamadas pela natureza do seu cargo, ocupan-
do-se de assuntos estranhos ao mesmo durante as horas de serviço.
51UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
Fonte: Brasil (1993).
A segunda edição do código de Ética foi aprovada em 8 de maio de 1965, enal-
tecendo que de 1947 até chegar à edição de 1965, a aprovação se deu pelo Conselho 
Federal de Assistentes Sociais (CFAS). Trouxe os direitos fundamentais e do bem comum 
às sociedades brasileiras, apresentando a profissão, os deveres fundamentais, o segre-
do profissional, os deveres com os usuários, comunidade, grupos atendidos pelo serviço 
social, empregadores, colegas de profissão, associações de classe, responsabilidade da 
preservação da dignidade profissional, como também a observância do código (PIERITZ, 
2013).
O assistente social, profissional liberal, tecnicamente independente na execu-
ção de seu trabalho, se obriga a prestar contas e seguir diretrizes emanadas 
se seu chefe hierárquico, observando as normas administrativas da entidade 
que o emprega. No exercício de sua profissão o assistente social tem o dever 
de respeitar as posições filosóficas, políticas e religiosas daquelas a quem se 
destinam a sua atividade, prestando-lhes os serviços que lhe são devidos, 
tendo-se em vista o princípio de autodeterminação (CONSELHO FEDERAL 
DE ASSISTENTE SOCIAL, 1965). 
Barroco e Terra (2012) afirmam que o segundo código de ética, apresentou uma 
renovação no que tange ao conservadorismo, posta pela autocracia burguesa, introduzindo 
valores liberais,sem romper o neotomista e funcionalista, conforme já exposto, sinalizando 
o assistente social como profissional liberal, incluindo os princípios da democracia, plura-
lismo, justiça e entre outros. 
SECÇÃO V - DISPOSIÇÕES GERAIS
1. Qualquer alteração no presente Código somente poderá ser feita em assembleia 
geral da ABAS, Secção São Paulo, especialmente convocada para esse fim.
2. O presente Código entrará em vigor na data de sua publicação.
52UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
2. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS (1975 E 1986)
A Terceira edição do Código de ética foi aprovada em 30 de janeiro de 1975, pelo 
Conselho Federal de Assistente Social (CFAS), apresentando expressões de “reatuali-
zação do conservadorismo profissional no contexto de oposição e luta entre os projetos 
profissionais que antecederam o III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais de 1979” 
(BARROCO et al., 2010, p. 45). Incluindo, nessa edição, o segredo profissional e as medi-
das disciplinares. Como regressão destacamos que esse código exclui a democracia e o 
pluralismo, e não demonstra questionamento político contrário à ditadura no contexto social 
(BARROCO, 2010).
A quarta edição foi aprovada em 9 de maio de 1986, também pelo Conselho Fe-
deral de Assistente Social (CFAS), introduzindo os direitos e responsabilidades gerais do 
assistente social, como também sua aplicabilidade. A quarta edição é marcada por mudan-
ças ocorridas na trajetória da profissão, como também a ruptura com o conservadorismo 
enraizado, descaracterizando a tendência legalista dos demais códigos, rompendo com 
a concepção tradicional, ou seja, o código de ética ficou por mais de 30 anos vinculado 
ao conservadorismo. Destacamos que a conquista é resultado de um amplo processo de 
trabalho que teve início no ano de 1983, em que a metodologia utilizada foi por meio de 
debates, comissões, assembleias, seminários como também encontros regionais e nacio-
nais, em que foram convocados os Assistentes Sociais para participar e contribuir com as 
decisões. (CFAS, 1986). Segundo Barroco (2017, p. 17),
53UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
O Código de 1986 não foi suficientemente desenvolvido em sua parte ope-
racional e em seus pressupostos teóricos, orientados pelo marxismo. Com 
o objetivo de ampliá-los, foi feita a reformulação de 1993, em um contexto 
muito diverso daquele que em 1980 favoreceu a construção do projeto de 
ruptura profissional. 
Nota-se que, com a ruptura, a sociedade estava articulada com o projeto profissional, 
ou seja, com a nova ideologia, pautados na teoria marxista e nos projetos envoltos do 
homem dotado da sua autonomia, e não mais na doutrina religiosa. Destacamos que, 
no ano de 1991, no Seminário Nacional de Ética, foi revisado, não havendo retificações, 
intitulado como quinta edição, como também a sexta edição, no ano de 1992, pelos 
encontros estaduais e nacionais, finalizando a sétima edição aprovada no ano de 1993 em 
13 de março, promulgado pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), citando os 
princípios fundamentais da profissão, e enaltecendo os direitos e deveres já mencionados.
REFLITA
Caro(a) acadêmico(a), reflita sobre todas as retificações do Código de Ética até os dias 
atuais, pesquise em que período político os códigos foram aprovados, vejam como a 
influência política e católica está intrinsecamente atrelada a nossa profissão. Monte um 
mapa mental, sobre os anos e as mudanças. Ressaltamos que em diversos concursos 
públicos a trajetória dos códigos de ética vem sendo evidenciados nas questões. Apro-
veite a dica e monte o seu mapa mental sobre a evolução dos Códigos de Éticas do 
Assistente Social. 
Fonte: a autora.
54UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
3. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL (1993) E DEMAIS
RESOLUÇÕES DO CFESS ACERCA DA ÉTICA PROFISSIONAL
Caro(a) acadêmico(a), neste tópico apresentaremos, na íntegra, o Código de Ética 
para o exercício do profissional Assistente Social. Destacamos que até a sua aprovação, 
conforme já explanado nos tópicos anteriores, a luta se iniciou no ano de 1947, com a 
aprovação da primeira edição do Código, passando por diversas atualizações e edições 
ao longo dos anos, até a chegada da publicação oficial, no dia 13 de março de 1993, 
da Resolução CFESS Nº 273, que institui o Código de Ética Profissional dos Assistentes 
Sociais e dá outras providências. 
Apesar do avanço com a reformulação do Código de Ética, muitos profissio-
nais, encontraram dificuldades no cotidiano profissional, havendo assim, a 
necessidade de revisão no sentido de articular a normalização e a prática do 
Assistente Social com valores éticos voltados para a identificação da histori-
cidade dos interesses de classes. Logo, um código de ética origina-se de ne-
cessidades sócio-históricas, resultante de uma trajetória que indica um rumo 
ético-político para a prática profissional (DALLAGO, 2005, p. 9).
De acordo com Barroco (2000), esse Código de Ética foi um grande avanço na 
história do Serviço Social, pois visou responder às exigências e aos desafios enfrentados 
pelo Serviço Social, enaltecendo a ruptura do Conservadorismo. 
55UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
QUADRO 2 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
I. Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a 
ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;
II. Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo;
III. Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda 
sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes 
trabalhadoras;
IV. Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação 
política e da riqueza socialmente produzida;
V. Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalida-
de de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem 
como sua gestão democrática;
VI. Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o 
respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à 
discussão das diferenças;
VII. Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais demo-
cráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante 
aprimoramento intelectual;
VIII. Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma 
nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero;
IX. Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem 
dos princípios deste Código e com a luta geral dos/as trabalhadores/as;
X. Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o 
aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional;
XI. Exercício do Serviço Social sem ser discriminado/a, nem discriminar, por ques-
tões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação 
sexual, identidade de gênero, idade e condição física.
56UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS
Art.1º Compete ao Conselho Federal de Serviço Social:
a- zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, fiscalizando as 
ações dos Conselhos Regionais e a prática exercida pelos profissionais, institui-
ções e organizações na área do Serviço Social;
b- introduzir alteração neste Código, através de uma ampla participação da cate-
goria, num processo desenvolvido em ação conjunta com os Conselhos Regionais;
c- como Tribunal Superior de Ética Profissional, firmar jurisprudência na observân-
cia deste Código e nos casos omissos.
Parágrafo único - Compete aos ConselhosRegionais, nas áreas de suas respecti-
vas jurisdições, zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, e 
funcionar como órgão julgador de primeira instância.
TÍTULO II - DOS DIREITOS E DAS RESPONSABILIDADES GERAIS DO/A 
ASSISTENTE SOCIAL
Art. 2º Constituem direitos do/a assistente social:
a- garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de 
Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste Código;
b- livre exercício das atividades inerentes à Profissão;
c- participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na formula-
ção e implementação de programas sociais;
d- inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, 
garantindo o sigilo profissional;
e- desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;
f- aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço dos princí-
pios deste Código;
g- pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de 
assuntos de interesse da população;
h- ampla autonomia no exercício da Profissão, não sendo obrigado a prestar servi-
ços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções;
i- liberdade na realização de seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de 
participação de indivíduos ou grupos envolvidos em seus trabalhos.
57UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
Art. 3º São deveres do/a assistente social:
a- desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilida-
de, observando a legislação em vigor;
b- utilizar seu número de registro no Conselho Regional no exercício da Profis-
são;
c- abster-se, no exercício da Profissão, de práticas que caracterizem a censura, 
o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando 
sua ocorrência aos órgãos competentes;
d- participar de programas de socorro à população em situação de calamidade 
pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidades.
Art. 4º É vedado ao/à assistente social:
a- transgredir qualquer preceito deste Código, bem como da Lei de Regulamen-
tação da Profissão;
b- praticar e ser conivente com condutas antiéticas, crimes ou contravenções 
penais na prestação de serviços profissionais, com base nos princípios deste 
Código, mesmo que estes sejam praticados por outros/as profissionais;
c- acatar determinação institucional que fira os princípios e diretrizes deste 
Código;
d- compactuar com o exercício ilegal da Profissão, inclusive nos casos de 
estagiários/as que exerçam atribuições específicas, em substituição aos/às 
profissionais;
e- permitir ou exercer a supervisão de aluno/a de Serviço Social em Instituições 
Públicas ou Privadas que não tenham em seu quadro assistente social que 
realize acompanhamento direto ao/à aluno/a estagiário/a;
f- assumir responsabilidade por atividade para as quais não esteja capacitado/a 
pessoal e tecnicamente;
g- substituir profissional que tenha sido exonerado/a por defender os princípios 
da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou 
transferência;
h- pleitear para si ou para outrem emprego, cargo ou função que estejam sendo 
exercidos por colega;
i- adulterar resultados e fazer declarações falaciosas sobre situações ou estu-
dos de que tome conhecimento;
j- assinar ou publicar em seu nome ou de outrem trabalhos de terceiros, mesmo 
que executados sob sua orientação.
58UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
TÍTULO III -DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS
CAPÍTULO I - Das Relações com os/as Usuários/as
Art. 5º São deveres do/a assistente social nas suas relações com os/as usuá-
rios/as:
a- contribuir para a viabilização da participação efetiva da população usuária 
nas decisões institucionais;
b- garantir a plena informação e discussão sobre as possibilidades e conse-
quências das situações apresentadas, respeitando democraticamente as deci-
sões dos/as usuários/as, mesmo que sejam contrárias aos valores e às crenças 
individuais dos/as profissionais, resguardados os princípios deste Código;
c- democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espa-
ço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos/as 
usuários/as;
d- devolver as informações colhidas nos estudos e pesquisas aos/às usuários/
as, no sentido de que estes possam usá-los para o fortalecimento dos seus 
interesses;
e- informar à população usuária sobre a utilização de materiais de registro au-
diovisual e pesquisas a elas referentes e a forma de sistematização dos dados 
obtidos;
f- fornecer à população usuária, quando solicitado, informações concernentes 
ao trabalho desenvolvido pelo Serviço Social e as suas conclusões, resguarda-
do o sigilo profissional;
g- contribuir para a criação de mecanismos que venham desburocratizar a 
relação com os/as usuários/as, no sentido de agilizar e melhorar os serviços 
prestados;
h- esclarecer aos/às usuários/as, ao iniciar o trabalho, sobre os objetivos e a 
amplitude de sua atuação profissional.
Art. 6º É vedado ao/à assistente social:
a- exercer sua autoridade de maneira a limitar ou cercear o direito do/a usuá-
rio/a de participar e decidir livremente sobre seus interesses;
b- aproveitar-se de situações decorrentes da relação assistente social-usuário/a, 
para obter vantagens pessoais ou para terceiros;
c- bloquear o acesso dos/as usuários/as aos serviços oferecidos pelas insti-
tuições, através de atitudes que venham coagir e/ou desrespeitar aqueles que 
buscam o atendimento de seus direitos.
59UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
CAPÍTULO II
Das Relações com as Instituições Empregadoras e outras
Art. 7º Constituem direitos do/a assistente social:
a- dispor de condições de trabalho condignas, seja em entidade pública ou priva-
da, de forma a garantir a qualidade do exercício profissional;
b- ter livre acesso à população usuária;
c- ter acesso a informações institucionais que se relacionem aos programas e 
políticas sociais e sejam necessárias ao pleno exercício das atribuições profissio-
nais;
d- integrar comissões interdisciplinares de ética nos locais de trabalho do/a 
profissional, tanto no que se refere à avaliação da conduta profissional, como em 
relação às decisões quanto às políticas institucionais.
Art. 8º São deveres do/a assistente social:
a- programar, administrar, executar e repassar os serviços sociais assegurados 
institucionalmente;
b- denunciar falhas nos regulamentos, normas e programas da instituição em que 
trabalha, quando os mesmos estiverem ferindo os princípios e diretrizes deste 
Código, mobilizando, inclusive, o Conselho Regional, caso se faça necessário;
c- contribuir para a alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as 
legítimas demandas de interesse da população usuária;
d- empenhar-se na viabilização dos direitos sociais dos/as usuários/as, através 
dos programas e políticas sociais;
e- empregar com transparência as verbas sob a sua responsabilidade, de acordo 
com os interesses e necessidades coletivas dos/as usuários/as.
Art. 9º É vedado ao/à assistente social:
a- emprestar seu nome e registro profissional a firmas, organizações ou empresas 
para simulação do exercício efetivo do Serviço Social;
b- usar ou permitir o tráfico de influência para obtenção de emprego, desrespei-
tando concurso ou processos seletivos;
c- utilizar recursos institucionais (pessoal e/ou financeiro) para fins partidários, 
eleitorais e clientelistas.
60UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
CAPÍTULO III
Das Relações com Assistentes Sociais e outros/as Profissionais
Art. 10 São deveres do/a assistente social:
a- ser solidário/a com outros/as profissionais, sem, todavia, eximir-se de denun-
ciar atos que contrariem os postulados éticos contidos neste Código;
b- repassar ao seu substituto as informações necessárias à continuidadedo 
trabalho;
c- mobilizar sua autoridade funcional, ao ocupar uma chefia, para a liberação de 
carga horária de subordinado/a, para fim de estudos e pesquisas que visem o 
aprimoramento profissional, bem como de representação ou delegação de entida-
de de organização da categoria e outras, dando igual oportunidade a todos/as;
d- incentivar, sempre que possível, a prática profissional interdisciplinar;
e- respeitar as normas e princípios éticos das outras profissões;
f- ao realizar crítica pública a colega e outros/ as profissionais, fazê-lo sempre de 
maneira objetiva, construtiva e comprovável, assumindo sua inteira responsabili-
dade.
Art. 11 É vedado ao/à assistente social:
a- intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados por outro/a 
profissional, salvo a pedido desse/a profissional; em caso de urgência, seguido 
da imediata comunicação ao/à profissional; ou quando se tratar de trabalho 
multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada;
b- prevalecer-se de cargo de chefia para atos discriminatórios e de abuso de 
autoridade;
c- ser conivente com falhas éticas de acordo com os princípios deste Código e 
com erros técnicos praticados por assistente social e qualquer outro/a profissio-
nal;
d- prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro/a profissional.
61UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
CAPÍTULO IV
Das Relações com Entidades da Categoria e demais organizações da Socie-
dade Civil
Art.12 Constituem direitos do/a assistente social:
a- participar em sociedades científicas e em entidades representativas e de orga-
nização da categoria que tenham por finalidade, respectivamente, a produção de 
conhecimento, a defesa e a fiscalização do exercício profissional;
b- apoiar e/ou participar dos movimentos sociais e organizações populares 
vinculados à luta pela consolidação e ampliação da democracia e dos direitos de 
cidadania.
Art. 13 São deveres do/a assistente social:
a- denunciar ao Conselho Regional as instituições públicas ou privadas, onde as 
condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar os/as usuários/as 
ou profissionais;
b- denunciar, no exercício da Profissão, às entidades de organização da categoria, 
às autoridades e aos órgãos competentes, casos de violação da Lei e dos Direitos 
Humanos, quanto a: corrupção, maus tratos, torturas, ausência de condições míni-
mas de sobrevivência, discriminação, preconceito, abuso de autoridade individual 
e institucional, qualquer forma de agressão ou falta de respeito à integridade física, 
social e mental do/a cidadão/cidadã;
c- respeitar a autonomia dos movimentos populares e das organizações das 
classes trabalhadoras.
Art. 14 É vedado ao/à assistente social valer-se de posição ocupada na direção de 
entidade da categoria para obter vantagens pessoais, diretamente ou através de 
terceiros/as.
62UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
CAPÍTULO V
Do Sigilo Profissional
Art. 15 Constitui direito do/a assistente social manter o sigilo profissional.
Art. 16 O sigilo protegerá o/a usuário/a em tudo aquilo de que o/a assistente 
social tome conhecimento, como decorrência do exercício da atividade 
profissional.
Parágrafo único: Em trabalho multidisciplinar só poderão ser prestadas 
informações dentro dos limites do estritamente necessário.
Art. 17 É vedado ao/à assistente social revelar sigilo profissional.
Art. 18 A quebra do sigilo só é admissível quando se tratarem de situações 
cuja gravidade possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos 
interesses do/a usuário/a, de terceiros/as e da coletividade.
Parágrafo único: A revelação será feita dentro do estritamente necessário, 
quer em relação ao assunto revelado, quer ao grau e número de pessoas que 
dele devam tomar conhecimento.
CAPÍTULO VI
Das Relações do/a Assistente Social com a Justiça
Art. 19 São deveres do/a assistente social:
a- apresentar à justiça, quando convocado na qualidade de perito ou testemu-
nha, as conclusões do seu laudo ou depoimento, sem extrapolar o âmbito da 
competência profissional e violar os princípios éticos contidos neste Código;
b- comparecer perante a autoridade competente, quando intimado/a a prestar 
depoimento, para declarar que está obrigado/a a guardar sigilo profissional 
nos termos deste Código e da Legislação em vigor.
Art. 20 É vedado ao/à assistente social:
a-depor como testemunha sobre situação sigilosa do/a usuário/a de que 
tenha conhecimento no exercício profissional, mesmo quando autorizado;
b- aceitar nomeação como perito e/ou atuar em perícia quando a situação 
não se caracterizar como área de sua competência ou de sua atribuição 
profissional, ou quando infringir os dispositivos legais relacionados a impedi-
mentos ou suspeição.
63UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
TÍTULO IV
Da Observância, Penalidades, Aplicação e Cumprimento Deste Código
Art. 21 São deveres do/a assistente social:
a- cumprir e fazer cumprir este Código;
b- denunciar ao Conselho Regional de Serviço Social, através de comunicação 
fundamentada, qualquer forma de exercício irregular da Profissão, infrações a 
princípios e diretrizes deste Código e da legislação profissional;
c- informar, esclarecer e orientar os/as estudantes, na docência ou supervisão, 
quanto aos princípios e normas contidas neste Código.
Art. 22 Constituem infrações disciplinares:
a- exercer a Profissão quando impedido/a de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, 
o seu exercício ao/às não inscritos/as ou impedidos/as;
b- não cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autori-
dade dos Conselhos, em matéria destes, depois de regularmente notificado/a;
c- deixar de pagar, regularmente, as anuidades e contribuições devidas ao Conse-
lho Regional de Serviço Social a que esteja obrigado/a;
d- participar de instituição que, tendo por objeto o Serviço Social, não esteja inscrita 
no Conselho Regional;
e- fazer ou apresentar declaração, documento falso ou adulterado, perante o Con-
selho Regional ou Federal.
Das Penalidades
Art. 23 As infrações a este Código acarretarão penalidades, desde a multa à cassa-
ção do exercício profissional, na forma dos dispositivos legais e/ ou regimentais.
Art. 24 As penalidades aplicáveis são as seguintes:
a- multa;
b- advertência reservada;
c- advertência pública;
d- suspensão do exercício profissional;
e- cassação do registro profissional.
64UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
Parágrafo único: Serão eliminados/as dos quadros dos CRESS aqueles/as que 
fizerem falsa prova dos requisitos exigidos nos Conselhos.
Art. 25 A pena de suspensão acarreta ao/à assistente social a interdição do exercício 
profissional em todo o território nacional, pelo prazo de 30 (trinta) dias a 2 (dois) anos.
Parágrafo único: A suspensão por falta de pagamento de anuidades e taxas só 
cessará com a satisfação do débito, podendo ser cassada a inscrição profissional após 
decorridos três anos da suspensão.
Art. 26 Serão considerados na aplicação das penas os antecedentes profissionais do/a 
infrator/a e as circunstâncias em que ocorreu a infração.
Art. 27 Salvo nos casos de gravidade manifesta, que exigem aplicação de penalidades 
mais rigorosas, a imposição das penas obedecerá à gradação estabelecida pelo artigo 
24.
Art. 28 Para efeito da fixação da pena serão considerados especialmente graves as 
violações que digam respeito às seguintes disposições:
artigo 3º - alínea c;
artigo 4º - alínea a, b, c, g, i, j;
artigo 5º - alínea b, f;
artigo 6º - alínea a, b, c;
artigo 8º - alínea b;
e artigo 9º - alínea a, b, c;
artigo11 - alínea b, c, d;
artigo 13 - alínea b;
artigo 14;
artigo 16;
artigo 17;
Parágrafo único do artigo 18;
artigo 19 - alínea b;
artigo 20 - alínea a, b
Parágrafo único: As demais violações não previstas no “caput”, uma vez considera-
das graves,autorizarão aplicação de penalidades mais severas, em conformidade com 
o artigo 26.
Art. 29 A advertência reservada, ressalvada a hipótese prevista no artigo 33 será 
confidencial, sendo que a advertência pública, suspensão e a cassação do exercício 
profissional serão efetivadas através de publicação em Diário Oficial e em outro órgão 
da imprensa, e afixado na sede do Conselho Regional onde estiver inserido/a o/a 
denunciado/a e na Delegacia Seccional do CRESS da jurisdição de seu domicílio.
65UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
Fonte: Brasil (1993).
Nesse sentido, destacamos que houve a oitava edição, no ano de 1996, quando o 
código foi revisado e ampliado, incluindo as resoluções do CFESS nº 333, que incidiu sobre 
o Art. 25, que menciona sobre a pena de suspensão e a interdição do exercício profissional. 
A esse respeito, finalizamos com a nona edição que sofreu modificações a respeito do 
reconhecimento da linguagem de gênero, adotando-se em todo o texto a forma masculina e 
feminina simultaneamente, como também o termo “opção” por “orientação” sexual, incluído 
a identidade de gênero e entre outras retificações (PIERITZ, 2013). 
Art. 30 Cumpre ao Conselho Regional a execução das decisões proferidas 
nos processos disciplinares.
Art. 31 Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso com efeito 
suspensivo ao CFESS.
Art. 32 A punibilidade do assistente social, por falta sujeita a processo ético e 
disciplinar, prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da verificação do 
fato respectivo.
Art. 33 Na execução da pena de advertência reservada, não sendo encontra-
do o/a penalizado/a ou se este/a, após duas convocações, não comparecer 
no prazo fixado para receber a penalidade, será ela tornada pública.
§1º A pena de multa, ainda que o/a penalizado/a compareça para tomar co-
nhecimento da decisão, será publicada nos termos do artigo 29 deste Código, 
se não for devidamente quitada no prazo de 30 (trinta) dias, sem prejuízo da 
cobrança judicial.
§ 2º Em caso de cassação do exercício profissional, além dos editais e das 
comunicações feitas às autoridades competentes interessadas no assunto, 
proceder-se-á a apreensão da Carteira e Cédula de Identidade Profissional 
do/a infrator/a.
Art. 34 A pena de multa variará entre o mínimo correspondente ao valor de 
uma anuidade e o máximo do seu décuplo.
Art. 35 As dúvidas na observância deste Código e os casos omissos serão 
resolvidos pelos Conselhos Regionais de Serviço Social “ad referendum” do 
Conselho Federal de Serviço Social, a quem cabe firmar jurisprudência.
Art. 36 O presente Código entrará em vigor na data de sua publicação no 
Diário Oficial da União, revogando-se as disposições em contrário.
Brasília, 13 de março de 1993
MARLISE VINAGRE SILVA - Presidente do CFESS
66UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
SAIBA MAIS
A última atualização do código de ética profissional foi no ano de 2011, por meio da 
Resolução CFESS nº 594, de 21 de janeiro de 2011, publicada no DOU, em 24 de ja-
neiro de 2011. Pesquise no site do Conselho Federal do Assistente Social, sobre essas 
retificações. 
Fonte: a autora. 
REFLITA
Para aprimorar ainda mais o seu conhecimento, indicamos como leitura complementar a 
literatura: Serviço Social e ética, da magnífica autora Bonetti e organizadores. Nela você 
vai conseguir relacionar o Serviço Social e a Ética em seu agir profissional. 
Fonte: BONETTI, Dilséia Adeodata et al. Serviço social e ética: convite a uma nova práxis. 11. ed. São 
Paulo: Cortez, 2010.
 
67UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final da Unidade III da disciplina de Ética em Serviço Social, 
enaltecendo a importância dessa unidade para o agir profissional, após formação no curso 
de Serviço Social.
Iniciamos contextualizando a ética como sendo algo correto no agir humano 
em sociedade civil, demonstramos que aquele que possui ética pessoal, também agirá 
eticamente na profissão. Sinalizando a trajetória histórica dos Códigos, enaltecemos que o 
primeiro Código foi aprovado no ano de 1947, e carrega os princípios católicos e doutrinários. 
No ano de 1965 tivemos a retificação do código, que modelava o conservadorismo posto 
pela autocracia burguesa; em 1975 sua retificação ficou conhecida pela reatualização desse 
conservadorismo profissional. 
Em sua quarta edição, no ano de 1986, é marcado pela ruptura desse 
conservadorismo, desvelando o caráter político da intervenção ética, enaltecendo a 
dignidade da pessoa humana. No que se refere às atualizações, enaltecemos os anos 
de 1991 e 1992 até a chegada da promulgação por meio do Conselho Federal de Serviço 
Social (CFESS), no dia 13 de março de 1993, que enaltece todos os deveres como também 
direitos do Assistente Social. Destacamos ainda a retificação no ano de 1996 e 2011, com 
a inclusão de características particulares de uma determinada realidade social. 
Por fim, discutir sobre ética profissional significa que você, acadêmico(a), está a um 
passo de sua formação. Esse material deve ser guardado, pois será utilizado em todos os 
dias do agir profissional. Aproveite o Código de Ética exposto nessa unidade em sua íntegra 
e estude, pois vimos que são assuntos pertinentes para seu futuro profissional.
68UNIDADE III Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Código de Ética do/a Assistente Social
Editora: Cortez; 1ª edição
Autora: Maria Lucia Silva Barroco/ Sylvia Helena Terra
Ano: 2018
Sinopse: Este livro é destinado a todos os Assistentes Sociais. 
É um texto acadêmico, comentado do Código de Ética em vigor, 
de 1993, na sua totalidade. As autoras comentam o Código em 
seus fundamentos sócio-históricos e ontológicos, bem como em 
suas reais possibilidades de materialização, no contexto de uma 
sociabilidade fundada na acumulação e na propriedade privada.
FILME/VÍDEO
Título: Mar adentro
Ano: 2004.
Sinopse: Ramón Sampedro (Javier Bardem) é um homem que luta 
para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele 
sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama 
por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide 
lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que 
lhe gera problemas com a igreja, a sociedade e até mesmo seus 
familiares.
WEB
Para um aprofundamento no Código de Ética do Assistente Social, 
sugiro que você mergulhe no site do Conselho Federal de Serviço 
Social (CFESS), no ícone Legislações e aproveite a leitura na ínte-
gra do Código de ética do/a Assistente Social, como também na 
Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão: http://www.cfess.
org.br/visualizar/menu/local/regulamentacao-da-profissao 
69
Plano de Estudo:
● Projeto Societários profissionais e Ético-Políticos do Serviço Social;
● Processo histórico dos Conselhos de fiscalização;
● Estrutura dos conselhos e seu funcionamento;
● Lei de regulamentação e resoluções de fiscalização profissional e Gestão;
● Processo de eleições e participação dos profissionais.
Objetivos da Aprendizagem:
● Evidenciar como o Projeto Societário é importante para a prática profissional; 
● Demonstrar a importância dos Conselhos Regionais e Federais do Serviço Social;
● Entender, a estrutura dos Conselhos e sua dinâmica;
● Leitura atenciosa da Lei que Regulamenta a Profissão. 
UNIDADE IV
Conselho Federal e Regional - 
Fiscalização da Atuação Profissional 
Professora Ana Cristina da Silva Gomes
70UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
INTRODUÇÃO
Caro(a) acadêmico(a), chegamos ao final desta disciplina, abordando a importância 
dos Conselhos Federais e Regionais do Serviço Social, como também o entendimento de 
sua estrutura e funcionamento, enaltecendo as leis, decretos, código de ética e orientações 
técnicas sobre o agir rotineiro doAssistente Social. 
Atualmente no Brasil, existem 27 Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), 
como também 23 Seccionais, responsáveis pelo desenvolvimento das políticas aprovadas 
pelo conjunto, que são: Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e Conselho Regional 
de Serviço Social (CRESS) (BARROCO, 2001). Desse modo, o Projeto Ético Político do 
Assistente Social está relacionado às questões sociais, que é considerado o objeto da prá-
tica profissional, sendo regulamentado pelo projeto ético político, juntamente com o código 
de ética da profissão. 
Entende-se que o homem necessita da interação com outros homens em sociedade, 
Marx, em suas obras, diz que o homem se sente pertencente ao seu habitat quando é capaz 
de transformar a natureza, resultando no trabalho, ou seja, na produção e reprodução da 
sua vida em meio a sociedade onde está inserido. Os autores Marx e Engels (1987) veem 
o homem se constituindo historicamente mediante seu agir prático coletivo, sendo por meio 
desse sistema constituído seus hábitos, costumes e sua moral, como também a decisão do 
que é certo ou errado, em suas relações dentro da sociedade, grupos de pessoas, definindo 
como vai ocorrer sua vivência. 
71UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
1. PROJETO SOCIETÁRIOS PROFISSIONAIS E ÉTICO-POLÍTICOS DO 
SERVIÇO SOCIAL
Ao se pensar em projetos, Teixeira e Braz (2009, p. 4) ponderam o seguinte:
Todo projeto e, logo, toda prática, numa sociedade classista, têm uma di-
mensão política, como dissemos anteriormente. Ou seja, se desenvolvem em 
meio às contradições econômicas e políticas engendradas na dinâmica das 
classes sociais antagônicas. Na sociedade em que vivemos (a do modo de 
produção capitalista), elas são a burguesia e o proletariado. Logo, o projeto 
profissional (e a prática profissional) é, também, projeto político: ou projeto 
político‐profissional. Detém, como dissera Iamamoto (1992) ao tratar da prá-
tica profissional, uma dimensão política, definida pela inserção sociotécnica 
do Serviço Social entre os distintos e contraditórios interesses de classes. 
É válido ressaltar acerca do papel do Assistente Social em meio aos projetos que 
configuram uma atuação social e de mediação entre os membros participantes da esfera 
a ser colocada em prática. É também necessário entender acerca dos projetos societários.
Os projetos societários podem ser, em linhas gerais, transformadores ou con-
servadores. Entre os transformadores, há várias posições que têm a ver com 
as formas (as estratégias) de transformação social. Assim, temos um pres-
suposto fundante do projeto ético-político: a sua relação ineliminável com os 
projetos de transformação ou de conservação da ordem social. Dessa forma, 
nosso projeto filia-se a um ou outro projeto de sociedade não se confundindo 
com ele (TEIXEIRA; BRAZ, 2009, p. 5).
Ainda acerca dos projetos societários, é importante entendermos um pouco sobre 
os objetivos:
tem em seu núcleo o reconhecimento da liberdade como valor ético central – 
a liberdade concebida historicamente, como possibilidade de escolher entre 
alternativas concretas; daí um compromisso com a autonomia, a emancipa-
ção e a plena expansão dos indivíduos sociais.
72UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Consequentemente, o projeto profissional vincula-se a um projeto societário que 
propõe a construção de uma nova ordem social, sem dominação e/ou exploração de classe, 
etnia e gênero (NETTO, 1999, p. 104-5 apud TEIXEIRA; BRAZ, 2009, p. 6). 
Novamente voltando o olhar para o entendimento da importância de tais projetos, 
é imprescindível enfatizar que esses são em sociedades como a nossa, os “necessários e 
simultaneamente, projetos de classe, ainda que refletem mais ou menos fortemente deter-
minações de outra natureza (culturais, de gênero, étnicas etc.)” (NETTO, 2006, p. 2).
Borges (2012) também faz importantes considerações acerca de tais projetos, em 
especial na relação com a prática do Assistente Social e uso da ética em seu trabalho.
O projeto profissional do Serviço Social é denominado como projeto ético-
-político profissional. Todo projeto profissional tem uma dimensão ética que 
pressupõe normalizações como aquelas que estão postas no Código de Ética 
do assistente social, reconhece a liberdade como centro desse projeto, “uma 
liberdade concebida historicamente, como possibilidade de escolher entre 
alternativas concretas; daí um compromisso com a autonomia, a emancipa-
ção e plena expansão dos indivíduos sociais.” (NETTO,1999 apud BORGES, 
2012, p. 3).
Por assim ser, podemos entender do que se trata o conceito de projeto ético político 
e que tais nomenclaturas estão em constante relação, visto que uma necessita da outra. É 
válido ressaltar acerca dos objetivos de tais projetos:
a dimensão política dos projetos profissionais está no fato desses estarem 
vinculados a projetos societários maiores que envolvem o conjunto da socie-
dade. Esta dimensão tem como princípios a equidade, justiça social, amplia-
ção da cidadania, através da garantia dos direitos civis, políticos e sociais da 
classe trabalhadora, assim como, a democratização enquanto socialização 
da participação política e socialização da riqueza produzida (BORGES, 2012, 
p. 3).
Assim sendo, tais processos visam a melhoria da sociedade em conjunto a outros 
serviços que tenham como princípio o bem-estar social. Desse modo, o projeto ético polí-
tico do Serviço Social, em sua práxis profissional, conta com as contradições capitalistas, 
decorrente da construção coletiva que lutam para a justiça social, como também para a 
efetivação do código de ética do Assistente Social. 
73UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
2. PROCESSO HISTÓRICO DOS CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO
Os Conselhos Regionais e Federais podem ser compreendidos como um órgão 
regulador, fiscalizador da profissão do Assistente Social, no entanto o Conselho Federal de 
Serviço Social (CFESS) atua em todo território nacional, e o Conselho Regional do Serviço 
Social, no âmbito Estadual ou regional. Lima (2018, p. 1) pondera sobre os conselhos e nos 
ajuda a entender melhor sobre sua importância e funcionamento:
Os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) são autarquias públicas 
federais, cuja função precípua consiste em orientar, disciplinar, fiscalizar e 
defender o exercício profissional dos/as Assistentes Sociais em sua jurisdi-
ção de atuação, articulando suas ações com o Conselho Federal de Serviço 
Social (CFESS). São também responsáveis por organizar o registro de profis-
sionais e de pessoas jurídicas que desenvolvem atividades no âmbito do Ser-
viço Social e atuam ainda como Tribunais Regionais de Ética, dentre outras 
funções administrativas, conforme dispõe o Art. 10 da Lei Federal nº 8.662/93 
que regulamenta a profissão de Serviço Social no Brasil. (CFESS, 1993).
A respeito da formação de tais conselhos, o Conselho Federal de Serviço Social 
(CFESS) (s.d., on-line) explica sobre a formação de tais órgãos, bem como a motivação 
que foi o estopim para sua criação:
A criação e funcionamento dos Conselhos de fiscalização das profissões no 
Brasil têm origem nos anos 1950, quando o Estado regulamenta profissões 
e ofícios considerados liberais. Nesse patamar legal, os Conselhos têm ca-
ráter basicamente corporativo, com função controladora e burocrática. São 
entidades sem autonomia, criadas para exercerem o controle político do Es-
tado sobre os profissionais, num contexto de forte regulação estatal sobre o 
exercício do trabalho.
74UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
A sociedade da época, assim como a contemporânea, necessita de pessoas e enti-
dades que corroborem efetivamente no controle e no gerenciamento dos serviços ofertados 
aos cidadãos, objetivando a entrega de maneira justa dos encaminhamentos necessários e 
incumbidosaos devidos profissionais. 
75UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
3. ESTRUTURA DOS CONSELHOS E SEU FUNCIONAMENTO
Cortês (2015, p. 148) ressalta sobre a disposição da estrutura e do funcionamento 
dos conselhos:
As características institucionais evidenciam-se nas determinações legais, 
nas normas administrativas editadas em cada área de política pública e nos 
padrões históricos de organização político-administrativa e de relações dos 
gestores públicos com os diversos grupos sociais cujos interesses estão afe-
tos ao setor. As políticas sociais têm importância diferenciada, no contexto 
geral da administração pública, tendo em vista a parcela da população para a 
qual a provisão – de benefícios, bens e serviços – se destina e o modo como 
ela é financiada, produzida e distribuída.
Pieritz et al. (2013b, p. 80) ressaltam tais conselhos:
O Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) pode ser compreendido 
como um órgão que regula a profissão do Assistente Social, mas no âmbito 
Estadual, ou seja, regional. Sendo que o mesmo está diretamente vinculado 
ao CFESS – Conselho Federal do Serviço Social. O CRESS possui como nor-
te o princípio fundamental: disciplinar, orientar, fiscalizar e defender a prática 
profissional do Assistente Social. No Brasil, o Conselho Regional do Serviço 
Social foi dividido em 25 regiões e cada região possui sua regulamentação e 
suas diretrizes básicas.
Assim sendo, voltemos nosso olhar para entender sobre as 27 regiões e seus res-
pectivos funcionamentos, com também as 23 Seccionais.
76UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
QUADRO 1 - SITE DOS CRESS
ESTADOS SITE
PA CRESS 1ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Pará: http://www.cress-pa.org.br
MA CRESS 2ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Maranhão: http://www.cressma.org.br
CE CRESS 3ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Ceará: http://www.cress-ce.org.br
PE CRESS 4ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Pernambuco: http://www.cresspe.org.br
MG CRESS 6ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Minas Gerais: http://www.cress-mg.org.br
RJ CRESS 7ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Rio de Janeiro: http://www.cressrj.org.br
DF CRESS 8ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Brasília – Distrito Federal: http://www.cressdf.org.br
SP CRESS 9ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de São Paulo: http://www.cress-sp.org.br
RS CRESS 10ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Rio Grande do Sul: http://www.cressrs.org.br
PR CRESS 11ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado
do Paraná: http://www.cresspr.org.br
SC CRESS 12ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Santa Catarina: http://www.cress-sc.org.br
PB CRESS 13ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Paraíba: www.cress-pb.org.br
RN CRESS 14ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Rio Grande do Norte: www.cressrn.org.br
AM CRESS 15ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Amazonas: www.cress-am.org.br
AL CRESS 16ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Alagoas: www.cress16.hpg.com.br
ES CRESS 17ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Espírito Santo: www.cress-es.org.br
SE CRESS 18ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Sergipe: www.cress-se.org.br
GO CRESS 19ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado de Goiás: http://www.cressgo.org.br
MT CRESS 20ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do 
Estado do Mato Grosso: www.cressmt.org.br
http://www.cress-pa.org.br
http://www.cressma.org.br
http://www.cress-ce.org.br
http://www.cresspe.org.br
http://www.cress-mg.org.br
http://www.cressrj.org.br
http://www.cressdf.org.br
http://www.cress-sp.org.br
http://www.cressrs.org.br
http://www.cresspr.org.br
http://www.cress-sc.org.br
http://www.cress-pb.org.br
http://www.cressrn.org.br
http://www.cress-am.org.br
http://www.cress16.hpg.com.br
http://www.cress-es.org.br
http://www.cress-se.org.br
http://www.cressgo.org.br
http://www.cressmt.org.br
77UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Fonte: Pieritz( 2013) adaptado pela autora.
QUADRO 2 - SECCIONAIS 
Fonte: http://www.cfess.org.br (2021).
Destacamos que o Serviço Social foi uma das primeiras profissões da área social 
a ter aprovada sua lei de regulamentação profissional, a Lei nº 3252, de 27 de agosto de 
1957, posteriormente regulamentada pelo Decreto nº 994, de 15 de maio de 1962. De 
acordo com Felippe (2018), foi por meio do Decreto nº 994, que determinou, em seu artigo 
6º, que a disciplina e fiscalização do exercício profissional caberiam ao Conselho Federal 
de Assistentes Sociais (CFAS) e aos Conselhos Regionais de Assistentes Sociais (CRAS), 
que anterior ao CFESS era o CFAS. De acordo com o CFESS (s.d., on-line), 
MS CRESS 21ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
do Mato Grosso do Sul: www.cress-ms.org.br/
PI CRESS 22ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
do Piauí: www.cresspi.org.br/
RO CRESS 23ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
de Rondônia: www.cress-ro.org.br
AP CRESS 24ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
de Amapá: www.cressap.org.br
TO CRESS 25ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
do Tocantins: www.cressto.org.br
AC CRESS 26ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
do Acre www.cress-ac.org.br
RR CRESS 27ª Região: Conselho Regional de Serviço Social do Estado 
de Roraima www.cress-rr.org.br
Seccional Região
Seccional de Santarém 1ª Região
Seccional de Juiz de Fora 6ª Região
Seccional de Uberlândia 6ª Região
Seccional de Montes Claros 6ª Região
Seccional Campos dos Goytacazes 7ª Região
Seccional de Volta Redonda 7ª Região
Seccional de Santos 9ª Região
Seccional de São José dos Campos 9ª Região
Seccional de Sorocaba 9ª Região
Seccional de Campinas 9ª Região
http://www.cress-ms.org.br/
http://www.cresspi.org.br/
http://www.cress-ro.org.br
http://www.cressap.org.br
http://www.cressto.org.br
http://www.cress-ac.org.br
http://www.cress-rr.org.br
78UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Esse instrumento legal marca, assim, a criação do então CFAS e dos CRAS, 
hoje denominados CFESS e CRESS 2. Para efeito da constituição e da jurisdi-
ção dos CRESS, o território nacional foi dividido inicialmente em 10 Regiões, 
agregando em cada uma delas mais de um estado e/ ou território (exceto 
São Paulo), que progressivamente se desmembraram e chegam em 2008 a 
25 CRESS e 2 Seccionais de base estadual. Os Conselhos profissionais nos 
seus primórdios se constituíram como entidades autoritárias, que não prima-
vam pela aproximação com os profissionais da respectiva categoria, nem 
tampouco se constituíam num espaço coletivo de interlocução. A fiscalização 
se restringia à exigência da inscrição do profissional e pagamento do tributo 
devido. Tais características também marcaram a origem dos Conselhos no 
âmbito do Serviço Social. O Processo de renovação do CFESS e de seus 
instrumentos normativos: O Código de Ética, a Lei de Regulamentação Pro-
fissional e a Política Nacional de Fiscalização.
Desse modo, as primeiras décadas da profissão eram orientadas por pressupostos 
acríticos e despolitizados. Retomando os Códigos de Ética de 1965 e 1975, em que se tinha 
a visão positivista e neotomistas , ou seja, em que fundamentavam os demais Códigos de 
Ética Profissional, no Brasil, de 1948 a 1975, conforme já exposto no decorrer desta apos-
tila (BARROCO, 2001). Neste contexto, o Serviço Social teve sua ascensão no Movimento 
de Reconceituação , quando a categoria teve um posicionamento das categorias e das 
entidades do Serviço Social. 
Nesse período, é válido destacar osCongressos mais conhecidos na trajetória do 
Serviço Social, sendo: 
III CBAS (Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais), realizado em São 
Paulo em 1979, conhecido no meio profissional como o Congresso da Virada, 
"pelo seu caráter contestador e de expressão do desejo de transformação da 
práxis político-profissional do Serviço Social na sociedade brasileira" (CFESS, 
1996). Embora o tema central do Congresso ressaltasse uma temática da 
grande relevância – Serviço Social e Política Social – o seu conteúdo e forma 
não expressavam nenhum posicionamento crítico quanto aos desafios da 
conjuntura do país (CEFSS, s.d., on-line).
A esse respeito, em busca da redemocratização da sociedade, se organiza e dis-
puta a direção dos Conselhos Federal e Regionais, com intuito de fortalecer o novo projeto 
profissional, com objetivo de articulação política e com os movimentos sociais, em prol da 
justiça social.
1Movimento impulsionado pelo Papa Leão XIII (1810-1903), que pretendia simultaneamente fazer renascer o 
tomismo (sistema filosófico de São Tomás de Aquino) e conciliá-lo com a filosofia e a ciência modernas, neoescolástica.
2O Movimento de Reconceituação é o marco do Serviço Social que propõe a ruptura das práticas tradicionais, 
é através deste movimento que surge um perfil profissional mais crítico, capaz de atuar nos desafios postos à profissão.
79UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
4. LEI DE REGULAMENTAÇÃO E RESOLUÇÕES DE FISCALIZAÇÃO 
PROFISSIONAL E GESTÃO
Conforme expresso no decorrer da disciplina, o agir profissional tem como 
direcionamento o Código de Ética, como também a Lei que Regulamenta a Profissão. No 
entanto, é importante lembrar que tanto o Código de Ética, como a Lei que regulamenta 
a profissão, sofreu alterações, de acordo com o avanço da profissão. O Serviço Social é 
regulamentado pela Lei nº 8.662/1993.
De acordo com Conselho Federal de Serviço Social (s.d., on-line), o Brasil tem 
hoje aproximadamente 160 mil profissionais com registro nos 27 Conselhos Regionais de 
Serviço Social (CRESS), atuando em diversas áreas, como no sistema público, privado, 
terceiro setor entre outros. Ou seja, profissionais atuando dentro da política pública, como 
educação, habitação, assistência social, entre outras, com o compromisso ético na defesa 
e ampliação dos direitos sociais da população. O Brasil é o segundo país no mundo em 
quantidade de Assistentes Sociais, ficando atrás dos Estados Unidos. 
Destacamos que o agir profissional está pautado no compromisso com o Projeto 
Ético Político da Profissão, que reforça seus princípios e valores, como: boa-fé, liberdade, 
democracia, honestidade, legalidade, cortesia, equidade, discriminação, cidadania, respeito 
e justiça entre outros; todos esses princípios e valores estão relacionados a conduta 
profissional. A respeito destes princípios destacamos também os 11 princípios fundamentais 
que norteiam a prática profissional. 
80UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
FIGURA 1 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CÓDIGO DE ÉTICA DO 
ASSISTENTE SOCIAL
Fonte: a autora.
Cada princípio, em sua íntegra, significa algo fundamental e que deve ser 
respeitado pelo profissional como o reconhecimento da liberdade com valor ético central 
frente às demandas sociais, os direitos humanos, com sua defesa intransigente e 
inquestionável, em consonância à Declaração Universal dos Direitos Humanos; a cidadania 
com algo primordial para sociedade; a democracia enquanto socialização da participação 
da riqueza produzida; a equidade e justiça social, como algo universal e de acesso às 
políticas sociais; a diversidade, o respeito, ou seja o empenho à eliminação a todas as 
formas de preconceito; o pluralismo, respeitando a diversidade humana, como também 
o compromisso com o aprimoramento intelectual; o projeto societário e profissional, na 
construção de uma sociedade sem dominação e exploração de classe, etnia e gênero; a 
articulação e os movimento sociais em prol dos trabalhadores; a qualidade dos serviços 
com compromisso e qualidade a população; a não incriminação no exercício profissional, 
sem ser discriminado nem discriminar o cidadão, como também ao respeito à orientação 
sexual, religião, nacionalidade e entre outros. 
Abaixo, a Lei que Regulamenta a Profissão, aprovada em 07 de junho de 1993. Tal 
Lei é fundamental para o agir correto da profissão de Assistente Social, precisando estar 
diariamente nos espaços sócio-ocupacionais, como também o Código de Ética da Profissão. 
81UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
QUADRO 3 - LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO
LEI Nº 8.662, DE 7 DE JUNHO DE 1993.
Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta 
e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1º É livre o exercício da profissão de Assistente Social em todo o território nacio-
nal, observadas as condições estabelecidas nesta lei.
Art. 2º Somente poderão exercer a profissão de Assistente Social:
I - Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente 
reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, 
devidamente registrado no órgão competente;
II - os possuidores de diploma de curso superior em Serviço Social, em nível de 
graduação ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino sediado em países 
estrangeiros, conveniado ou não com o governo brasileiro, desde que devidamente 
revalidado e registrado em órgão competente no Brasil;
III - os agentes sociais, qualquer que seja sua denominação com funções nos vários 
órgãos públicos, segundo o disposto no art. 14 e seu parágrafo único da Lei nº 1.889, 
de 13 de junho de 1953.
Parágrafo único. O exercício da profissão de Assistente Social requer prévio registro 
nos Conselhos Regionais que tenham jurisdição sobre a área de atuação do interessa-
do nos termos desta lei.
Art. 3º A designação profissional de Assistente Social é privativa dos habilitados na 
forma da legislação vigente.
82UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Art. 4º Constituem competências do Assistente Social:
I - elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da 
administração pública, direta ou indireta, empresas, entidades e organizações 
populares;
II - elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam 
do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;
III - encaminhar providências, e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à 
população;
IV - (Vetado);
V - orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de 
identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de 
seus direitos;
VI - planejar, organizar e administrar benefícios e Serviços Sociais;
VII - planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da 
realidade social e para subsidiar ações profissionais;
VIII - prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e 
indireta, empresas privadas e outras entidades, com relação às matérias relaciona-
das no inciso II deste artigo;
IX - prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às 
políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da 
coletividade;
X - planejamento, organização e administração de Serviços Sociais e de Unidade 
de Serviço Social;
XI - realizar estudos socioeconômicos com os usuários para fins de benefícios e 
serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empre-
sas privadas e outras entidades.
83UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Art. 5º Constituem atribuições privativas do Assistente Social:
I - coordenar,elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas, planos, 
programas e projetos na área de Serviço Social;
II - planejar, organizar e administrar programas e projetos em Unidade de Serviço Social;
III - assessoria e consultoria e órgãos da Administração Pública direta e indireta, empre-
sas privadas e outras entidades, em matéria de Serviço Social;
IV - realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres sobre 
a matéria de Serviço Social;
V - assumir, no magistério de Serviço Social tanto a nível de graduação como pós-gra-
duação, disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios e adquiridos em curso 
de formação regular;
VI - treinamento, avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social;
VII - dirigir e coordenar Unidades de Ensino e Cursos de Serviço Social, de graduação e 
pós-graduação;
VIII - dirigir e coordenar associações, núcleos, centros de estudo e de pesquisa em 
Serviço Social;
IX - elaborar provas, presidir e compor bancas de exames e comissões julgadoras de 
concursos ou outras formas de seleção para Assistentes Sociais, ou onde sejam aferi-
dos conhecimentos inerentes ao Serviço Social;
X - coordenar seminários, encontros, congressos e eventos assemelhados sobre assun-
tos de Serviço Social;
XI - fiscalizar o exercício profissional através dos Conselhos Federal e Regionais;
XII - dirigir serviços técnicos de Serviço Social em entidades públicas ou privadas;
XIII - ocupar cargos e funções de direção e fiscalização da gestão financeira em órgãos 
e entidades representativas da categoria profissional.
Art. 5º-A. A duração do trabalho do Assistente Social é de 30 (trinta) horas semanais. 
(Incluído pela Lei nº 12.317, de 2010).
84UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Art. 6º São alteradas as denominações do atual Conselho Federal de Assistentes 
Sociais (CFAS) e dos Conselhos Regionais de Assistentes Sociais (CRAS), respec-
tivamente, Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e Conselhos Regionais de 
Serviço Social (CRESS).
Art. 7º O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e os Conselhos Regionais de 
Serviço Social (CRESS) constituem, em seu conjunto, uma entidade com persona-
lidade jurídica e forma federativa, com o objetivo básico de disciplinar e defender o 
exercício da profissão de Assistente Social em todo o território nacional.
1º Os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) são dotados de autonomia 
administrativa e financeira, sem prejuízo de sua vinculação ao Conselho Federal, nos 
termos da legislação em vigor.
2º Cabe ao Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e aos Conselhos Regionais 
de Serviço Social (CRESS), representar, em juízo e fora dele, os interesses gerais e 
individuais dos Assistentes Sociais, no cumprimento desta lei.
Art. 8º Compete ao Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), na qualidade de 
órgão normativo de grau superior, o exercício das seguintes atribuições:
I - orientar, disciplinar, normatizar, fiscalizar e defender o exercício da profissão de 
Assistente Social, em conjunto com o CRESS;
II - assessorar os CRESS sempre que se fizer necessário;
III - aprovar os Regimentos Internos dos CRESS no fórum máximo de deliberação do 
conjunto CFESS/CRESS;
IV - aprovar o Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais juntamente com os 
CRESS, no fórum máximo de deliberação do conjunto CFESS/CRESS;
V - funcionar como Tribunal Superior de Ética Profissional;
VI - julgar, em última instância, os recursos contra as sanções impostas pelos CRESS;
VII - estabelecer os sistemas de registro dos profissionais habilitados;
VIII - prestar assessoria técnico-consultiva aos organismos públicos ou privados, em 
matéria de Serviço Social;
IX - (Vetado)
85UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Art. 9º O fórum máximo de deliberação da profissão para os fins desta lei dar-se-á 
nas reuniões conjuntas dos Conselhos Federal e Regionais, que inclusive fixarão 
os limites de sua competência e sua forma de convocação.
Art. 10. Compete aos CRESS, em suas respectivas áreas de jurisdição, na 
qualidade de órgão executivo e de primeira instância, o exercício das seguintes 
atribuições:
I - organizar e manter o registro profissional dos Assistentes Sociais e o cadastro 
das instituições e obras sociais públicas e privadas, ou de fins filantrópicos;
II - fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão de Assistente Social na respecti-
va região;
III - expedir carteiras profissionais de Assistentes Sociais, fixando a respectiva 
taxa;
IV - zelar pela observância do Código de Ética Profissional, funcionando como 
Tribunais Regionais de Ética Profissional;
V - aplicar as sanções previstas no Código de Ética Profissional;
VI - fixar, em assembléia da categoria, as anuidades que devem ser pagas pelos 
Assistentes Sociais;
VII - elaborar o respectivo Regimento Interno e submetê-lo a exame e aprovação 
do fórum máximo de deliberação do conjunto CFESS/CRESS.
Art. 11. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) terá sede e foro no 
Distrito Federal.
Art. 12. Em cada capital de Estado, de Território e no Distrito Federal, haverá 
um Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) denominado segundo a sua 
jurisdição, a qual alcançará, respectivamente, a do Estado, a do Território e a do 
Distrito Federal.
1º Nos Estados ou Territórios em que os profissionais que neles atuam não 
tenham possibilidade de instalar um Conselho Regional, deverá ser constituída 
uma delegacia subordinada ao Conselho Regional que oferecer melhores 
condições de comunicação, fiscalização e orientação, ouvido o órgão regional e 
com homologação do Conselho Federal.
2º Os Conselhos Regionais poderão constituir, dentro de sua própria área de 
jurisdição, delegacias seccionais para desempenho de suas atribuições executivas 
e de primeira instância nas regiões em que forem instalados, desde que a 
arrecadação proveniente dos profissionais nelas atuantes seja suficiente para sua 
própria manutenção.
86UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Art. 13. A inscrição nos Conselhos Regionais sujeita os Assistentes Sociais ao 
pagamento das contribuições compulsórias (anuidades), taxas e demais emolumentos 
que forem estabelecidos em regulamentação baixada pelo Conselho Federal, em 
deliberação conjunta com os Conselhos Regionais.
Art. 14. Cabe às Unidades de Ensino credenciar e comunicar aos Conselhos Regio-
nais de sua jurisdição os campos de estágio de seus alunos e designar os Assistentes 
Sociais responsáveis por sua supervisão.
Parágrafo único. Somente os estudantes de Serviço Social, sob supervisão direta 
de Assistente Social em pleno gozo de seus direitos profissionais, poderão realizar 
estágio de Serviço Social.
Art. 15. É vedado o uso da expressão Serviço Social por quaisquer pessoas de direito 
público ou privado que não desenvolvam atividades previstas nos arts. 4º e 5º desta 
lei.
Parágrafo único. As pessoas de direito público ou privado que se encontrem na 
situação mencionada neste artigo terão o prazo de noventa dias, a contar da data da 
vigência desta lei, para processarem as modificações que se fizerem necessárias a 
seu integral cumprimento, sob pena das medidas judiciais cabíveis.
Art. 16. Os CRESS aplicarão as seguintes penalidades aos infratores dos dispositivos 
desta Lei:
I - multa no valor de uma a cinco vezes a anuidade vigente;
II - suspensão de um a dois anos de exercício da profissão ao Assistente Social que, 
no âmbito de sua atuação, deixar de cumprir disposições do Código de Ética, tendo 
em vista a gravidade da falta;
III - cancelamento definitivo do registro, nos casos de extrema gravidade ou de reinci-
dência contumaz.
1º Provada a participação ativa ou conivência de empresas, entidades, instituições 
ou firmas individuais nas infrações a dispositivos desta lei pelos profissionais delas 
dependentes, serão estas também passíveis das multas aqui estabelecidas,na pro-
porção de sua responsabilidade, sob pena das medidas judiciais cabíveis.
2º No caso de reincidência na mesma infração no prazo de dois anos, a multa cabível 
será elevada ao dobro.
87UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
Fonte: Brasil (1993). 
Art. 17. A Carteira de Identificação Profissional expedida pelos Conselhos Regionais 
de Serviço Social (CRESS), servirá de prova para fins de exercício profissional e de 
Carteira de Identidade Pessoal, e terá fé pública em todo o território nacional.
Art. 18. As organizações que se registrarem nos CRESS receberão um certificado 
que as habilitará a atuar na área de Serviço Social.
Art. 19. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) será mantido:
I - por contribuições, taxas e emolumentos arrecadados pelos CRESS, em percentual 
a ser definido pelo fórum máximo instituído pelo art. 9º desta lei;
II - por doações e legados;
III - por outras rendas.
Art. 20. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e os Conselhos Regionais de 
Serviço Social (CRESS) contarão cada um com nove membros efetivos: Presidente, 
Vice-Presidente, dois Secretários, dois Tesoureiros e três membros do Conselho 
Fiscal, e nove suplentes, eleitos dentre os Assistentes Sociais, por via direta, para um 
mandato de três anos, de acordo com as normas estabelecidas em Código Eleitoral 
aprovado pelo fórum instituído pelo art. 9º desta lei.
Parágrafo único. As delegacias seccionais contarão com três membros efetivos: um 
Delegado, um Secretário e um Tesoureiro, e três suplentes, eleitos dentre os Assis-
tentes Sociais da área de sua jurisdição, nas condições previstas neste artigo.
Art. 21. (Vetado).
Art. 22. O Conselho Federal e os Conselhos Regionais terão legitimidade para agir 
contra qualquer pessoa que infringir as disposições que digam respeito às prerrogati-
vas, à dignidade e ao prestígio da profissão de Assistente Social.
Art. 23. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 24. Revogam-se as disposições em contrário e, em especial, a Lei nº 3.252, de 
27 de agosto de 1957.
Brasília, 7 de junho de 1993; 172º da Independência e 105º da República.
ITAMAR FRANCO
Walter Barelli
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 8.7.1993
88UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
De acordo com Barroco (2012), a Lei que regulamenta a profissão necessita 
ser praticada e sustentada diariamente por uma ação coerente, pautada na teoria e no 
compromisso ético do fazer profissional. Destacando o objeto da profissão, que requer 
cautela e atuação pautada na história de lutas por direitos e conquistas, sem deixar os 
princípios, bem como o Projeto Ético Político, Código de Ética e Lei que Regulamente a 
Profissão.
89UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
5. PROCESSO DE ELEIÇÕES E PARTICIPAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
Quando é mencionado o termo processo de eleição, é importante partir do pressu-
posto de um procedimento pelo qual um grupo de pessoas, ou sociedade civil, é escolhido 
democraticamente para representar um município, Estado ou Nação. Nesse sentido, aqui 
será abordado o processo de eleição para os representantes do Conselhos Regionais e 
Federais do Serviço Social. 
De acordo com a Resolução do CFESS Nº 440, de 28 de março de 2003, que dis-
põe sobre as “formas de ingresso e sobre o processo seletivo de pessoal para os quadros 
dos Conselhos Federal e Regionais de Serviço Social e dá outras providências” (BRASIL, 
2003), da seção dos processos públicos de seleção: 
Art. 26. O processo público de seleção será instaurado pela Comissão de 
Seleção Pública dos Conselhos Federal ou Regionais de Serviço Social, 
após autorização e determinação do Conselho Pleno respectivo, devendo 
a proposta ser instruída com expediente em que haja indicação da vaga ou 
vagas a serem preenchidas e das justificativas para o seu provimento. Art. 27. 
O processo público de seleção será conduzido pela Comissão de Seleção, 
permanente ou temporária, nomeada pelo Conselho, composta de pelo me-
nos de três membros, assistentes sociais, designados e nomeados através 
de Portaria, pelo Conselho Pleno, à qual incumbirá: I - elaborar o edital de 
seleção e o aviso de convocação; II - recepcionar e analisar os documentos, 
deliberando sobre o deferimento ou não das inscrições e notificando os in-
teressados sobre suas decisões; III - apreciar os recursos interpostos contra 
suas decisões, recorrendo de ofício ao Conselho Pleno nos casos de impro-
vimento dos recursos; IV - aplicar os instrumentos de seleção previstos nesta 
resolução e no edital; V – avaliar o desempenho dos candidatos concorren-
tes, promovendo classificação final, encaminhando-a ao Conselho Pleno, 
para homologação e deliberação sobre a contratação. Parágrafo único. Por 
proposta da Comissão de Seleção o Presidente do Conselho Federal ou do 
Conselho Regional de Serviço Social poderá autorizar a contratação de ins-
tituição especializada para realizar algumas ou todas as etapas do processo 
público de seleção, reservando, as etapas dos incisos I e V deste artigo para 
serem realizadas pela Comissão de Seleção (BRASIL, 2003).
90UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
É importante enaltecer que, como o Código de Ética, as resoluções do CFESS 
são retificadas também. Citamos aqui a Resolução nº 586, de 30 de agosto de 2010, que 
menciona o processo de eleição também. Sendo assim, a Resolução CFESS nº 659, de 
01 de outubro de 2013, dispõe sobre as normas que regulamentam o Código Eleitoral do 
Conjunto CFESS/CRESS:
Art. 1º. (...) institui normas destinadas a assegurar a organização e o exercí-
cio dos direitos políticos dos/as assistentes sociais, junto ao Conselho Fede-
ral de Serviço Social e Regionais de Serviço Social – CFESS/CRESS, bem 
como suas respectivas seccionais, precipuamente os de votar e ser votado. 
(CFESS, 2013). 
Desse modo, o Código Eleitoral é democrático, tendo duração dos mandatos dos 
membros do CFESS, dos CRESS em suas seccionais de três anos, podendo participar 
como candidato aquele profissional que esteja em dia com suas obrigações.
Art. 4º. São eleitores todos os assistentes sociais que: I. Estejam regular-
mente inscritos nos conselhos Regionais respectivos; II – Estejam em pleno 
gozo de seus direitos profissionais e quites com suas obrigações peculiares 
perante os Conselhos Regionais, inclusive com as anuidades até o ano ante-
rior da eleição, ainda que sob forma de parcelamento, desde que em dia nas 
datas dos respectivos vencimentos. § 1. O voto é direto, secreto, pessoal e 
intransferível. § 2. O/a assistente social votará somente na jurisdição de sua 
inscrição principal (CFESS, 2013).
Em relação às resoluções, citamos aqui a resolução CFESS Nº 919, de 23 de outu-
bro de 2019, que dispõe sobre o Código Eleitoral do Conjunto CFESS/CRESS, aprovadas 
e revogadas, a Resolução CFESS nº 659, de 01 de outubro de 2013, que dispõe sobre o 
Código Eleitoral, a Resolução CFESS nº 780, de 21 de novembro 2016, que regulamenta o 
recebimento e a apuração dos votos por correspondência em função de greve do correio, 
aprovadas no 48º Encontro Nacional CFESS/CRESS, ocorrido em Belém, de 05 a 08 de 
setembro de 2019 (CFESS, 2019). 
Neste contexto, os membros da comissão do Conselho Federal de Serviço Social 
(CFESS) e os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) contarão cada um com: 
[...] nove membros efetivos: Presidente, Vice-Presidente, dois Secretários, 
dois Tesoureiros e três membros do Conselho Fiscal, e nove suplentes, elei-
tos dentre os Assistentes Sociais, por via direta, para um mandato de três 
anos, de acordo com as normas estabelecidas em Código Eleitoral aprovado 
pelo Encontro Nacional (CFESS, 2019).
É importante dizer que o Serviço Social, juntamente com o Conjunto CFESS/
CRESS, em debates críticos e lutas sociais diversas, tornou-se um protagonismo de suas 
ações. Nessesentido, o que passou a se observar, no âmbito do CRESS, é que as deman-
das que chegavam dos assistentes sociais nas ações cotidianas de orientação profissional 
realizadas pela Comissão de Orientação e Fiscalização COFI não versavam sobre o exer-
cício profissional, mas eram demandas de natureza prioritariamente sindical. 
91UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
É evidente que os comentários acerca do CRESS afirmam que este não luta pela 
gente, e que não faz nada para reivindicar sobre os salários. Nesse sentido, sobre a luta e 
representação da categoria, indicamos com leitura complementar a lei do processo eleitoral 
em sua íntegra. 
SAIBA MAIS
Caro(a) acadêmico(a), busque aprimorar o seu conhecimento e navegue no site da Se-
cretaria Especial de Desenvolvimento Social. 
http://mds.gov.br/sistemas/sistemas-1
REFLITA
Conheça a lei em sua íntegra, sobre as disposições gerais, os órgãos eleitorais, as 
competências das comissões regionais eleitorais, as expedições, o sistema eleitoral, do 
quórum eleitoral, das eleições extraordinárias, dos registros das chapas, da convocação, 
do período de votação, da apuração, dos recursos, das nulidades, das transições das 
gestões e entre outros. 
Acesse: http://www.cfess.org.br/arquivos/ResCfess919-2019.pdf
http://mds.gov.br/sistemas/sistemas-1
http://www.cfess.org.br/arquivos/ResCfess919-2019.pdf
92UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Você chegou ao final de mais uma unidade. Aqui discutimos sobre os Projetos 
Societários, sendo essencial para a prática profissional do Assistente Social, estando 
relacionado com o objeto de trabalho do Serviço Social. A estrutura dos conselhos e sua 
regulação estão diretamente vinculados ao Conselho Federal do Serviço Social (CFESS) 
e ao Conselho Regional do Serviço Social (CRESS); e suas divisões em cada região que 
possuem suas regulamentações e diretrizes básicas. 
No segundo momento foi abordado sobre a Lei 8.662, de 7 de junho de 1993, que 
Regulamenta a Profissão, onde estão expostos, em seus artigos 4 e 5, sobre as competên-
cias e atribuições privativas, como também os princípios fundamentais do Código de Ética 
da profissão, finalizando com a resolução da resolução CFESS nº 919, de 23 de outubro de 
2019, que dispõe sobre o Código Eleitoral do Conjunto CFESS/CRESS. 
Vimos nessa unidade a importância do aprimoramento do intelecto, para o agir 
profissional. 
93UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
LEITURA COMPLEMENTAR
Conheça sobre o processo dos conselhos por meio da Cartilha de Orientação Téc-
nica para os Conselhos da Área de Assistência Social. – 2ª edição atualizada e ampliada. 
Brasília, 2007. 
Acesse: https://www.amavi.org.br/arquivos/amavi/areas-tecnicas/assistencia-so-
cial/TCU-Cartilha_para_Conselhos_da_Area_de_Assistencia_Social.pdf
Indicamos também a leitura sobre o Conselho Municipal de Assistência Social 
(CMAS), o órgão que reúne representantes do governo e da sociedade civil para discutir, 
estabelecer normas e fiscalizar a prestação de serviços sociais públicos e privados no 
Município.
Acesse: https://fas.curitiba.pr.gov.br/conteudo.aspx?idf=844#:~:text=O%20Conse-
lho%20Municipal%20de%20Assist%C3%AAncia,p%C3%BAblicos%20e%20privados%20
no%20Munic%C3%ADpio
https://www.amavi.org.br/arquivos/amavi/areas-tecnicas/assistencia-social/TCU-Cartilha_para_Conselhos_da_Area_de_Assistencia_Social.pdf
https://www.amavi.org.br/arquivos/amavi/areas-tecnicas/assistencia-social/TCU-Cartilha_para_Conselhos_da_Area_de_Assistencia_Social.pdf
https://fas.curitiba.pr.gov.br/conteudo.aspx?idf=844#:~:text=O%20Conselho%20Municipal%20de%20Assist%C3%AAncia,p%C3%BAblicos%20e%20privados%20no%20Munic%C3%ADpio 
https://fas.curitiba.pr.gov.br/conteudo.aspx?idf=844#:~:text=O%20Conselho%20Municipal%20de%20Assist%C3%AAncia,p%C3%BAblicos%20e%20privados%20no%20Munic%C3%ADpio 
https://fas.curitiba.pr.gov.br/conteudo.aspx?idf=844#:~:text=O%20Conselho%20Municipal%20de%20Assist%C3%AAncia,p%C3%BAblicos%20e%20privados%20no%20Munic%C3%ADpio 
94UNIDADE IV Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO
Título: Serviço Social e Ética Convite a Uma Nova Práxis
Editora: Cortez.
Ano: 2010.
Sinopse: Reunindo as principais conferências e comunicações 
apresentadas durante o amplo processo de discussão que sub-
sidiou a elaboração do Código de Ética de 1993, o livro renova o 
interesse pela ética profissional na área de ensino e nos locais de 
trabalho.
FILME/VÍDEO
Título: Sobre Meninos e Lobos (Mystic River) 
Ano: 2003.
Sinopse: Após a filha de Jimmy Marcus (Sean Penn) ser encon-
trada morta, Sean Devine (Kevin Bacon), seu amigo de infância, 
é encarregado de investigar o caso. As investigações de Sean o 
fazem reencontrar um mundo de violência e dor, que ele acreditava 
ter deixado para trás, além de colocá-lo em rota de colisão com o 
próprio Jimmy, que deseja resolver o crime de forma brutal. Há ain-
da Dave Boyle (Tim Robbins), que guarda um segredo do passado 
que nem mesmo sua esposa conhece. A caçada ao assassino faz 
com que o trio tenha que reencontrar fatos marcantes do passado, 
os quais eles preferiam que ficassem esquecidos para sempre.
95
REFERÊNCIAS
ABRAMIDES, M. B. C. 80 anos de Serviço Social no Brasil: organização política e direção 
social da profissão no processo de ruptura com o conservadorismo. Serv. Soc. Soc., 
n.127, p. 456-475, dez. 2016. 
ALMEIDA, M. B. Uma abordagem integrada sobre ontologias: Ciência da Informação, 
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CONCLUSÃO GERAL
Prezado(a) aluno(a),
Concluímos essa disciplina enaltecendo a importância da Ética Profissional para o 
profissional do Serviço Social, e o quanto a teoria e prática precisam estar interligada para 
gerenciar a prática diária do assistente social, entendendo que o agir de forma correta, 
significa ser ético, onde a subjetividade do homem não pode alterar na prática profissional, 
uma vez que os valores e a moral são construídos ao longo da vida de cada ser humano, 
sendo um dos desafios da contemporaneidade de qualquer profissional graduado e não 
graduado, no entanto o quanto o entendimento da Ética é essencial para exercer qualquer 
que seja a profissão.
Por meio da leitura do Código de Ética e da Lei que regulamenta a profissão, foi 
possível conhecer que a gênese do Serviço Social foi pautada na caridade e benevolên-
cia, mas que, ao longo de sua história foi retificada, tendo como marco o movimento de 
reconceituação, como também a inclusão da teoria de Marx na grade curricular do curso 
de Serviço Social. Atualmente temos como direcionamento para prática profissional os 
artigos 4 e 5 da Lei 8.662 de 7 de junho de 1993, no qual constituem suas competências e 
atribuições privativas, como também a importância do Projeto Ético Político. Destacamos 
nessa disciplina por meio do referencial teórico os autores Marilda Iamamoto e José Paulo 
Neto que contribuíram para o rompimento do conservadorismo e autonomia profissional. 
Acadêmicos (as), a ética profissional, proporcionará uma atuação pautada na prática 
correta, como também baseada nos onze princípios do código de ética e Lei Orgânica de 
Assistência Social – LOAS, e o quanto a aprovação do primeiro código de ética em 1947 foi 
um divisor para os profissionais do Serviço Social, comparando a primeira escola de Serviço 
Social instituída no ano de 1936 na Pontifícia Universidade Católica – PUC, que tinha como 
linha de atuação a caridade, hoje nos dias atuais, é nítido o quanto o Código profissional 
necessita de uma nova reformulação. Ressaltamos ainda que a ética profissional pode ser 
comparada como uma regra de conduta em uma sociedade capitalista, bem como, a sua 
prática deveria ser rotineira. 
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
+55 (44) 3045 9898
Rua Getúlio Vargas, 333 - Centro
CEP 87.702-200 - Paranavaí - PR
www.unifatecie.edu.br
	UNIDADE I
	Moral e Ética
	UNIDADE II
	Fundamentos Sócio Históricos da Ética no Serviço Social 
	UNIDADE III
	Código de Éticas Profissionais e Projeto Ético-Político Profissional 
	UNIDADE IV
	Conselho Federal e Regional - Fiscalização da Atuação Profissional

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