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OSTENSIVO EPM-003 APOSTILA DA DISCIPLINA DE SERVIÇO DE SECRETARIA E COMUNICAÇÕES (SECOM) MARINHA DO BRASIL ESCOLA DE APRENDIZES-MARINHEIROS DE SANTA CATARINA 2022 OSTENSIVO EPM-003 SERVIÇO DE SECRETARIA E COMUNICAÇÕES (SECOM) MARINHA DO BRASIL ESCOLA DE APRENDIZES-MARINHEIROS DE SANTA CATARINA 2022 OSTENSIVO - I - OSTENSIVO EPM-003 FINALIDADE: DIDÁTICA ATO DE APROVAÇÃO Aprovo, para emprego nas Escolas de Aprendizes-Marinheiros, a publicação EPM-003 – SERVIÇO DE SECRETARIA E COMUNICAÇÕES para o Curso de Formação de Marinheiros. Florianópolis, SC. Em 15 de setembro de 2022. ANDRÉ LUIZ VILELA DE ASSIS Capitão de Fragata Comandante ASSINADO DIGITALMENTE Esta publicação foi elaborada cumprindo as normas do EMA-411 (Manual de Publicações da Marinha). OSTENSIVO - II - OSTENSIVO EPM-003 FOLHA DE REGISTRO DE ALTERAÇÕES NÚMERO DA MODIFICAÇÃO EXPEDIENTE QUE A DETERMINOU E RESPECTIVA DATA PÁGINA (S) ALTERADA (S) DATA DA INTRODUÇÃO RUBRICA DO OFICIAL QUE A INSERIU OSTENSIVO - III - OSTENSIVO EPM-003 ÍNDICE PÁGINAS Folha de Rosto ………………………………………………………………………………………………………………………………….. I Ato de Aprovação …………………………………………………………………………………………………………………………….. II Folha de Registro de Alterações ……………………………………………………………………………………………………….. III Índice …………………………….…………………………………………………………………………………………………………………. IV Introdução ……………………...………………………………………………………………….……………………………………………. VII CAPÍTULO 1 - ACESSO ÀS INFORMAÇÕES FÍSICAS E DIGITAIS 1.1 Aspectos Básicos de Segurança do Material Sigiloso ……………………………........................…….. 1-1 1.2 Armazenamento de Documentos Sigilosos em Meio Eletrônico ou Digital ...……………………… 1-2 1.3 Acesso …………………………………….……………………………..…………………………………………………………. 1-3 1.4 Credenciamento ……………………………………………………………………………………………………………….. 1-3 1.5 Comprometimento e Comunicação sobre Comprometimentos ………………………………………... 1-4 CAPÍTULO 2 – IDENTIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.1 Normas sobre Documentação Administrativa e Arquivamento na Marinha (NODAM) e Manual Técnico de Produção de Documentos da MB (MatDoc) ……………………………………….. 2-1 2.2 Documento ……………………………………………………………………………………………………………………….. 2-1 2.3 Grupos de Documentos …………………………………………………………………………………………………….. 2-1 2.4 Composição dos Documentos Administrativos ………………………………………………………………….. 2-4 2.5 Classificação dos Documentos Administrativos …………………………………………………………………. 2-4 2.6 Reprodução de “DA” Sigiloso …………………………………………………………………………………………….. 2-5 2.7 Extratos de “DA” Sigiloso ………………………………………………………………………………………………….. 2-6 2.8 Marcações de Precedência, Sigilo e Informação Pessoal …………….……………………………………… 2-6 2.9 Anexos Sigilosos ………………………………………………………………………………………………………………... 2-7 2.10 Termo de Classificação de Informação (TCI) ………………………………………………………………………. 2-7 2.11 Mensagens utilizadas na MB e suas Classificações …………………………………………………………….. 2-7 2.12 Gestão de Documentos …………………………………………………………………………………………………….. 2-9 2.13 Fases da Gestão de Documentos ………………………………………………………………………………………. 2-10 2.14 Classificação de Documentos …………………………………………………………………………………………….. 2-11 OSTENSIVO - IV - OSTENSIVO EPM-003 2.15 Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos (TTDD) ……………………………………….. 2-11 2.16 Arquivamento na OM ……………………………………………………………………………………………………….. 2-12 2.17 Lista de Verificação Anual (LVA) ………………………………………………………………………………………... 2-12 2.18 Assinatura …………………………………………………………………………………………………………………………. 2-13 CAPÍTULO 3 - TAREFAS NO SERVIÇO DE SECRETARIA 3.1 Tramitação de Expedientes Físicos ……………………………………………………………………………………. 3-1 3.2 Sistema de Gerência de Documentos Eletrônicos na Marinha (SiGDEM) …………………………... 3-1 3.3 Registro e Transmissão de Documentos e Comentários …………………………………………………….. 3-1 3.4 Expedição e Recebimento …………………………………………………………………………………………………. 3-2 3.5 Pesquisar Documentos no SiGDEM …………………………………………………………………………………... 3-2 3.6 Procedimentos para Utilização do SISPOSTAL ……………………………………………………………………. 3-2 3.7 Correio Eletrônico ……………………………………………………………………………………………………………... 3-5 3.8 Assinatura Eletrônica ………………………………………………………………………………………………………… 3-5 3.9 Autenticação Digital ………………………………………………………………………………………………………….. 3-7 3.10 Elaboração do “DA” Digital ……………………………………………………………………………………………….. 3-8 3.11 Trâmite ……………………………………………………………………………………………………………………………... 3-8 3.12 Segurança …………………………………………………………………………………………………………………………. 3-8 3.13 Distribuição por Meio Eletrônico ………………………………………………………………………………………. 3-9 3.14 Arquivamento …………………………………………………………………………………………………………………… 3-9 ANEXOS A Referências Bibliográficas …………………………………………………………………………………………………. A-1 B Modelo e Forma Gráfica do Ofício …………………………………………………………………………………….. B-1 C Modelo e Forma Gráfica do Ofício Externo ……………………………………………………………………….. C-1 D Modelo e Forma Gráfica da Portaria …………………………………………………………………………………. D-1 E Modelo e Forma Gráfica do Requerimento ……………………………………………………………………….. E-1 F Modelo e Forma Gráfica da Ordem de Serviço ………………………………………………………………….. F-1 G Modelo e Forma Gráfica da Comunicação Padronizada …………………………………………………….. G-1 H Modelo e Forma Gráfica do Atestado ……………………………………………………………………………….. H-1 I Modelo e Forma Gráfica da Ordem Interna ………………………………………………………………………. I-1 OSTENSIVO - V - OSTENSIVO EPM-003 J Modelo da Papeleta de Encaminhamento …………………………………………………………………………. J-1 K Modelo do Termo de Classificação de Informação ……………………………………………………………. K-1 L Modelo de Mensagens Transmitidas e Recebidas …………………………………………………………….. L-1 OSTENSIVO - VI - OSTENSIVO EPM-003 INTRODUÇÃO 1 – PROPÓSITO Esta apostila tem o propósito de apresentar os conteúdos da disciplina de SECOM do Curso de Formação de Marinheiros (C-FMN). Os conceitos e princípios aqui apresentados permitem a formulação didática do Serviço de Secretaria e Comunicações (SECOM), com o enfoque principal sobre a SGM-105 - (6ª Revisão) NORMAS SOBRE DOCUMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA E ARQUIVAMENTO DA MARINHA (NODAM) e no MANUAL TÉCNICO DE PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS DA MB (MaTDoc). 2 - DESCRIÇÃO Esta publicação está dividida em três capítulos, assim distribuídos: No capítulo 1 – Acesso às informações físicas e digitais; No capítulo 2 – Identificação de documentos administrativos; e No capítulo 3 – Tarefas no serviço de secretaria. 3 - EDIÇÃO Esta publicação foi revisada em 22/03/2022 pelo SO-RM1-FN-ES LUCIANO RAMOS GOMES, coordenador da disciplina na EAMSC. A revisão Pedagógica foi realizadapelo CT (T) MAIKEL OLIVEIRA DA SILVA e pela 1ºTen (RM2-T) RENATA THAIS SEGALA DOLZAN, pedagogos da EAMSC. Esta publicação foi editada na ESCOLA DE APRENDIZES-MARINHEIROS DE SANTA CATARINA. 4 - DIREITOS DE EDIÇÃO Reservados para as ESCOLAS DE APRENDIZES-MARINHEIROS. Proibida a reprodução total ou parcial, sob qualquer forma ou meio. 5 - CLASSIFICAÇÃO Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 (Manual de Publicações da Marinha) em: Publicação da Marinha do Brasil, não controlada, ostensiva, didática e manual. OSTENSIVO - VII - OSTENSIVO EPM-003 CAPÍTULO 1 ACESSO ÀS INFORMAÇÕES FÍSICAS E DIGITAIS 1.1 – ASPECTOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DO MATERIAL SIGILOSO As medidas de segurança do material sigiloso englobam a manutenção da segurança e da salvaguarda (proteção) desse material. São baseadas em dois fundamentos: Segurança Orgânica e Mentalidade de Segurança. Sem um destes fundamentos, a segurança não existe. A Mentalidade de Segurança é construída pela Educação de Segurança e fortalecida pelo contínuo adestramento do pessoal. 1.1.1 - SEGURANÇA ORGÂNICA Compreende um conjunto de medidas voltadas à prevenção e a obstrução das ações ou ocorrências adversas de qualquer natureza que comprometam a salvaguarda de materiais sigilosos. 1.1.2 - MENTALIDADE DE SEGURANÇA É o fator mais importante para a Segurança das Comunicações Navais. De nada adiantarão rigorosos procedimentos de segurança, caso seus executores não tenham uma perfeita compreensão da necessidade e da importância deles. Para isso, é necessário que exista uma forte Mentalidade de Segurança. A impregnação de uma Mentalidade de Segurança para ser alcançada demanda um longo e contínuo trabalho de conscientização, constando do ensino de formação, especialização e aperfeiçoamento, bem como do adestramento das Organizações Militares (OM). Deve haver uma constante doutrinação por parte dos responsáveis pela segurança em seus diversos níveis. 1.1.3 – ASPECTOS BÁSICOS NO TRATO DO MATERIAL SIGILOSO No trato de material sigiloso, devem ser observados os seguintes aspectos básicos: a) Toda autoridade responsável pelo trato de informações, documentos, materiais, áreas, instalações ou sistemas de informação digital sigilosos providenciará que o pessoal, sob suas ordens, conheça integralmente as medidas de segurança estabelecidas, zelando pelo seu fiel cumprimento. b) Toda e qualquer pessoa que tome conhecimento de informações constantes de documentos, materiais, áreas, instalações ou sistemas de informação digital de natureza OSTENSIVO 1- 1 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 sigilosa fica, automaticamente, responsável pela preservação do seu sigilo, mediante a assinatura do Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo (TCMS). 1.2 - ARMAZENAMENTO DE DOCUMENTOS SIGILOSOS EM MEIO ELETRÔNICO OU DIGITAL Para armazenamento em meio eletrônico ou digital de documento com informação classificada em qualquer grau de sigilo, é obrigatória a utilização de sistema de tecnologia da informação atualizado de forma a prevenir ameaças de quebra de segurança. 1.2.1 - USO OBRIGATÓRIO DE RECURSOS CRIPTOLÓGICOS As mídias para armazenamento poderão estar integradas a equipamentos conectados à internet, desde que por canal de comunicação seguro e com níveis de controle de acesso adequados ao tratamento da informação classificada, admitindo-se também a conexão a redes de computadores internas, desde que seguras e controladas. Todos os documentos sigilosos, para serem armazenados em meio eletrônico ou digital, devem ser, obrigatoriamente, criptografados, utilizando-se os recursos em vigor da Marinha do Brasil (MB) e observando-se as normas e os procedimentos previstos pela DGMM. 1.2.2 – MEIO ELETRÔNICO OU DIGITAL PARA DOCUMENTOS ULTRASSECRETOS O meio de armazenamento eletrônico ou digital de documentos ultrassecretos deve ser, preferencialmente, removível e não magnético, como os discos ópticos, observando-se o uso de criptografia. No caso do armazenamento desses documentos diretamente em microcomputadores, estes deverão estar: a) isolados de qualquer rede; b) localizados em compartimento fechado e de acesso restrito; e c) protegidos pelas medidas de segurança física e lógica previstas nas normas da DGMM. O meio de armazenamento eletrônico ou digital contendo documento ultrassecreto será tratado como material controlado. 1.2.3 – MEIO ELETRÔNICO OU DIGITAL PARA DOCUMENTOS SECRETOS E RESERVADOS O meio de armazenamento eletrônico ou digital de documentos secretos ou reservados deve ser, preferencialmente, removível, observando-se o uso de criptografia. No caso do armazenamento desses documentos diretamente em microcomputadores, estes deverão estar: OSTENSIVO 1 - 2 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 a) localizados em compartimento fechado e de acesso restrito; e b) protegidos pelas medidas de segurança física e lógica previstas nas normas da DGMM. 1.3 – ACESSO 1.3.1- GENERALIDADES O controle de acesso é uma ferramenta importante para a salvaguarda da informação sigilosa. Desta forma, o acesso a essa informação deverá ser limitado ao menor número possível de pessoas, a fim de tornar mais efetiva esta segurança. Adicionalmente, cuidados especiais com as áreas e instalações sigilosas contribuirão para restringir o acesso e, consequentemente, aumentar sua segurança. 1.3.2 - CONCESSÃO DE ACESSO O acesso a material sigiloso será fornecido: a) ao militar, servidor civil, prestador de serviço ou agente público que possuir necessidade de conhecer e credencial de segurança dentro do período de validade e de categoria correspondente ou superior ao grau de sigilo da informação acessada; ou b) qualquer pessoa, física ou jurídica, mediante o cumprimento das Normas para o Serviço de Informações ao Cidadão no Âmbito da MB (SIC-MB). 1.4 – CREDENCIAMENTO 1.4.1 - Credencial de Segurança A Credencial de Segurança é atribuída exclusivamente pelo Titular de OM e deve se ater ao princípio fundamental da necessidade de conhecer. A Credencial de Segurança, que pode ser limitada no tempo, é classificada nas categorias de ultrassecreto, secreto e reservado e permite que seu possuidor, caso tenha necessidade de conhecer os assuntos sigilosos, possa ter acesso a material sigiloso de grau de sigilo igual ou inferior à categoria dessa credencial. Cabe ao titular da OM adotar as providências necessárias para que o pessoal a ele subordinado conheça as normas e observe as medidas e os procedimentos de segurança para tratamento de informações classificadas em qualquer grau de sigilo. OSTENSIVO 1- 3 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 1.5 - COMPROMETIMENTO E COMUNICAÇÃO SOBRE COMPROMETIMENTOS O comprometimento é a perda de segurança resultante de acesso não autorizado. Poderá ocorrer em diversas situações, como eliminação incorreta de cópias, extravio,furto, roubo, acesso ou reprodução indevidos, naufrágio, fotografia etc., o que pode colocar em risco a segurança de pessoas, instituições ou mesmo de uma nação, dependendo da natureza e extensão do comprometimento. 1.5.1- Comunicações sobre comprometimento Qualquer pessoa que tenha conhecimento de extravio de informação sigilosa ou controlada deverá participar o fato imediatamente ao seu superior. 1.5.2 - Ações imediatas do titular da OM O Titular da OM, ao tomar conhecimento do comprometimento do material sigiloso, deve, imediatamente, iniciar os procedimentos de: a) comunicação da ocorrência às OM responsáveis; b) verificação do nível de comprometimento; c) correção de eventuais vulnerabilidades de segurança descobertas; d) apuração de responsabilidades; e e) encaminhamento de Informe ao Centro de Inteligência da Marinha (CIM). OSTENSIVO 1 - 4 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 CAPÍTULO 2 IDENTIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.1 - NORMAS SOBRE DOCUMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA E ARQUIVAMENTO NA MARINHA (NODAM) e MANUAL TÉCNICO DE PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS DA MB (MaTDoc). A NODAM (SGM-105 - 6ª Revisão) é uma publicação elaborada pela Secretaria-Geral da Marinha (SGM) e tem a finalidade de estabelecer procedimentos, no âmbito da MB, sobre a documentação administrativa, enfocando os aspectos da sua elaboração, tramitação e gestão. O MANUAL TÉCNICO DE PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS DA MB (MaTDoc) é organizado de forma a oferecer detalhamento sobre a elaboração de cada tipo de documento administrativo da MB, com orientações e modelos a serem seguidos. 2.2 - DOCUMENTO Unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato. Há dois tipos de documentos: o físico e o digital. 2.2.1 - Documento Físico Registro de uma informação ou conjunto de informações em meio físico e a ele inseparavelmente ligado. 2.2.2 - Documento Digital Informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de sistema computacional. 2.3. - GRUPOS DE DOCUMENTOS Os documentos de interesse da MB, conforme estabelecido em Portaria do Comandante da Marinha (CM), que aprova diretrizes sobre a Documentação da Marinha, estão enquadrados nos seguintes grupos: - Documentos Administrativos; - Documentos Operativos; - Publicações; e - Documentos Especiais. OSTENSIVO - 2-1 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.3.1 – DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) Visam a divulgar normas, transmitir ordens e decisões, esclarecer situações, declarar direitos, especificar materiais e estabelecer procedimentos técnicos. Subdividem-se nos seguintes tipos: - Normativos; - Correspondência; e - Declaratórios. 2.3.1.1 – “DA” NORMATIVOS Destes documentos, apenas os abaixo relacionados serão tratados por estas Normas: INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN) A IN é expedida, no âmbito da MB, exclusivamente pelo CM, em virtude de competência regimental ou delegada, para estabelecer instruções e procedimentos de caráter geral necessário à execução de normas, leis, decretos e regulamentos. INSTRUÇÃO PERMANENTE (INST) É o DA normativo pelo qual o EMA, os ODS, o GCM, as Organizações Militares Orientadoras Técnicas (OMOT) e as OM com atribuições de Diretoria Especializada (DE) estabelecem normas e procedimentos sobre assuntos de sua competência, para toda a MB. NORMA PERMANENTE (NORM) É o DA normativo pelo qual os Almirantes, em cargo de Comando, Direção ou Chefia, bem como os Oficiais Superiores Comandantes de Força estabelecem normas e procedimentos que serão cumpridos pelas OM que lhes são subordinadas. ORDEM INTERNA (OI) É o DA normativo pelo qual os titulares de OM estabelecem normas e procedimentos no âmbito interno de suas OM. PORTARIA (Port) É o DA expedido em virtude de competência regimental ou delegada, para a institucionalização de políticas, diretrizes, planos, programas, projetos e para validar as seguintes atividades: - criação de OM; - aprovação de Regulamento, Regimentos Internos, Normas, Organizações Administrativas e de Combate, trabalhos, distintivos e estandartes de OM; - incorporação, desincorporação e baixa de navios; - alteração de denominação; - ativação e desativação de OM; - delegação de competência; e - nomeação, designação, promoção, aposentadoria, exoneração, punição (exceto militares) e determinação de tarefas, salvo se em âmbito exclusivo de uma OM. OSTENSIVO - 2 - 2 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.3.1.2 - “DA” DE CORRESPONDÊNCIA A MB utiliza os seguintes Documentos Administrativos de Correspondência: CARTA Forma de correspondência utilizada, na Administração Pública, em comunicações sociais. Utilizada para transmitir informações, realizar solicitações ou fazer convites. A Carta somente deverá ser utilizada em endereçamentos extra-MB. CIRCULAR É o DA de correspondência por meio do qual os Almirantes, em cargo de Comando, Direção ou Chefia, e os Oficiais Superiores Comandantes de Força promovem alterações de DA Normativos, exceto Portarias, ou divulgam assuntos de caráter temporário que devam ser do conhecimento de elevado número de OM. COMUNICAÇÃO PADRONIZADA É o documento por meio do qual os Elementos Organizacionais (EOrg) tratam de assuntos de rotina, sejam eles dentro da própria OM ou envolvendo OM distintas. Quando a comunicação envolver o titular da OM, como origem ou como destinatário, deve ser empregado o Ofício. COMUNICAÇÃO PADRONIZADA DE PROCESSOS JUDICIAIS (CPPJ) É o documento de âmbito interno da MB, por meio do qual as Centrais de Processos Judiciários (CPJ) encaminharão documentos relativos a processos judiciais para prestação de informações e/ou cumprimento de decisões judiciais. A CPPJ destina-se, portanto, a dispensar tratamento expedido e prioritário a assuntos de justiça, sendo a mesma classificada como URGENTE. DESPACHO É o DA de correspondência utilizado, exclusivamente, no âmbito interno da MB, em continuação ao Ofício. OFÍCIO É o DA de correspondência por meio do qual o CM e os Titulares de OM correspondem-se entre si, podendo ser assinado por delegação de competência por outro oficial ou servidor assemelhado. OFÍCIO EXTERNO É o documento pelo qual o CM e os Titulares de OM se correspondem com autoridades e entidades extra-MB a respeito de assunto técnico ou administrativo, de caráter exclusivamente oficial, podendo ser assinado por delegação de competência por outro oficial ou servidor assemelhado. MEMORANDO É o DA de correspondência mediante o qual o CM e os Titulares de OM transmitem aos seus subordinados ordens, decisões e recomendações de caráter sucinto e que impliquem cumprimento imediato. REQUERIMENTO É o DA de correspondência mediante o qual uma pessoa se dirige a uma autoridade para pleitear direitos previstos na legislação. OSTENSIVO - 2-3 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.3.1.3 - “DA” DECLARATÓRIOS A MB utiliza os seguintes Documentos Administrativos Declaratórios: ATESTADO É o DA declaratório pelo qual os Titulares de OM ou autoridade delegada comprovam, a pedido, um fato ou situação de que tenham conhecimento. CERTIDÃO É o DA declaratório mediante o qual os Titulares de OM declaram a existência de fatos com base em documentos existentes na OM. ORDEM DO DIA É o DA declaratório mediante o qual o CM e os Titulares de OM exaltam datas históricas ou fatos significativos. ORDEM DE SERVIÇO É o DA declaratório por meio do qual o CM e os Titulares de OM registram: - direitos e obrigações do pessoal, relativos a direitos pecuniários, citações meritórias, alterações de função, alterações de cargo (militar e servidor) e credenciamento para efeito de segurança; - ratificação de atos de subordinados; - puniçõesimpostas a Oficiais e Suboficiais; e - designação de pessoal para funções em âmbito interno. PARECER É o DA pelo qual especialistas emitem opinião fundamentada sobre determinado assunto. TERMO É o DA lavrado por pessoa especificamente autorizada – em alguns casos, por mais de uma – com a finalidade de relatar fatos, inventariar bens ou documentos, escriturar resultados de inspeções e vistorias ou descrever formalmente qualquer outra situação. 2.4 - COMPOSIÇÃO DOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS Os DA são compostos pelas seguintes partes básicas: Cabeçalho; Texto; Assinatura; e Cópias (ou Distribuição). 2.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) O DA é classificado quanto ao âmbito, à precedência e ao acesso. 2.5.1 - ÂMBITO Classifica-se em Interno ou Externo. OSTENSIVO - 2 - 4 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 a) Interno - Tramita exclusivamente entre organizações da MB. b) Externo - Tramita entre organizações da MB e entidades extra-MB. 2.5.2 - PRECEDÊNCIA O DA poderá ter um dos seguintes graus de precedência: urgente, especial ou rotina. a) Urgente - O DA exige ação ou conhecimento imediato do recebedor. b) Especial - A tramitação do DA especial possui prioridade sobre a tramitação do DA de rotina. Esse grau de precedência somente será atribuído ao DA de âmbito interno. c) Rotina - o DA que não se enquadra nas situações anteriores. É atribuída à maioria dos DA. 2.5.3 - ACESSO Quanto ao acesso, a classificação do DA seguirá o disposto na Lei nº 12.527/2011, regulamentada pelo Decreto nº 7.724/2012, e na legislação referente à salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da Administração Pública Federal e nas Normas para a Salvaguarda de Materiais Controlados, Informações, Documentos e Materiais Sigilosos na Marinha (EMA-414), no âmbito da MB. Em termos de acesso, os DA podem ser: a) Informação Pessoal; b) Ostensivos; e c) Sigilosos: I) ULTRASSECRETO (U) II) SECRETO (S) III) RESERVADO (R) 2.6 – REPRODUÇÃO DE “DA” SIGILOSO A reprodução do todo ou de parte de DA sigiloso terá o mesmo grau de sigilo do original e dependerá de autorização da autoridade expedidora, em conformidade com as normas em vigor. 2.7 – EXTRATOS DE “DA” SIGILOSO Poderão ser elaborados extratos de DA sigiloso, aos quais serão atribuídos graus de sigilo iguais ou inferiores àquele atribuído ao DA sigiloso original, dependendo do conteúdo transcrito. Estes extratos, levando-se em conta a possível reclassificação de sigilo, serão elaborados mediante autorização: OSTENSIVO - 2-5 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 - Documentos Ultrassecretos Dependem de permissão da autoridade classificadora; - Documentos Secretos Dependem de permissão da autoridade classificadora ou de autoridade hierarquicamente superior; e - Documentos Reservados Serão elaborados sob responsabilidade das autoridades destinatárias, exceto quando expressamente vedado no próprio documento. 2.8 – MARCAÇÕES DE PRECEDÊNCIA, SIGILO E INFORMAÇÃO PESSOAL No cabeçalho, serão apostas abaixo da indicação de “CÓPIA” e acima da marcação de páginas em continuação, quando houver, e acima da marcação do NUP / numeração de páginas, no rodapé, quando houver. a) somente precedência ou sigilo - a marcação será aposta em todas as páginas do documento, de forma centralizada, no cabeçalho e no rodapé, a aproximadamente 1,0 cm das margens superior e inferior da folha. b) sigilo e precedência - no caso de um DA necessitar das duas marcações, a da precedência será aposta abaixo da marcação do grau de sigilo. OSTENSIVO - 2 - 6 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 c) Informação Pessoal - no canto superior direito, abaixo da marcação de precedência, quando houver, e usando a expressão “(nos termos da Lei no 12.527/2011, regulamentada pelo Dec. no 7.724/2012)”. 2.9 – ANEXOS SIGILOSOS O DA que contiver anexos sigilosos será classificado com o grau de sigilo igual ou superior ao maior grau indicado nesses anexos. 2.10 – TERMO DE CLASSIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO (TCI) O TCI é o formulário que formaliza a decisão de classificação, desclassificação, reclassificação ou redução do prazo de sigilo de informação classificada em qualquer grau de sigilo. O DA sigiloso deverá ser formalizado, especificamente, por meio de TCI, de acordo com o modelo contido na publicação EMA-414. O TCI deverá ser criado no Sistema de Gerência de Documentos Eletrônicos da Marinha (SiGDEM), conforme anexo K. 2.11 - MENSAGENS UTILIZADAS NA MB E SUAS CLASSIFICAÇÕES 2.11.1 - CONCEITUAÇÃO Na MB, a Mensagem é o elemento básico de transmissão, pelo Sistema de Comunicação da Marinha (SISCOM), de uma informação, ordem ou outro tipo de comunicação, do remetente até o destinatário, com formatação própria, caracterizado pela concisão e pela rapidez em seu encaminhamento, não admitindo, doutrinariamente, possuir anexo. 2.11.2 - CLASSIFICAÇÃO As mensagens são classificadas segundo o encaminhamento, o assunto, a linguagem, a forma, o sigilo e a precedência. a) QUANTO AO ENCAMINHAMENTO As mensagens são classificadas, quanto ao encaminhamento, nas seguintes classes: I) Classe A - Mensagens que transitam exclusivamente entre autoridades da MB. II) Classe B - Mensagens que transitam totalmente, ou em parte, por estações não pertencentes à MB. OSTENSIVO - 2-7 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 b) QUANTO AO ASSUNTO I) Oficial - Pelo SISCOM, somente deverão ser encaminhadas mensagens oficiais. No entanto, em casos excepcionais, o Comandante de uma OM poderá autorizar a transmissão de mensagens particulares. II) Particular - Elas receberão, nas estações, prioridade inferior a qualquer mensagem oficial e em nenhuma hipótese poderá comprometer ou retardar o tráfego desta última. Terão precedência ROTINA e sigilo OSTENSIVO. Não poderão conter indicações sobre posição dos navios e aeronaves da MB, ponto em que se acham destino, data de partida ou chegada, natureza da comissão que desempenham ou outro qualquer elemento que possa comprometer o serviço da MB ou a sua segurança. III) Avisos de Serviço - São mensagens especiais, trocadas entre estações, que tratam exclusivamente do tráfego de mensagens. IV) Nota de Serviço - É uma mensagem trocada entre Oficiais e que trata exclusivamente sobre assunto de serviço. c) QUANTO À LINGUAGEM I) Linguagem Clara - Será a normalmente utilizada nas mensagens sobre assuntos de caráter ostensivo, encaminhadas por qualquer meio. Poderá ser utilizada, também, nas mensagens sobre assuntos sigilosos. II) Linguagem Criptológica - A linguagem criptológica será utilizada nas mensagens sobre assuntos sigilosos. Será obrigatória nas mensagens que tratam de assuntos sigilosos. d) QUANTO À FORMA I) Completa - As mensagens trafegarão no SISCOM, normalmente, em sua forma completa. II) Abreviada - Geralmente empregada nas mensagens encaminhadas pelas Redes de Comunicações utilizadas em Operações Navais. e) QUANTO AO SIGILO As mensagens, na MB, quanto ao sigilo dos assuntos de que tratam, podem ser sigilosas ou não-sigilosas (OSTENSIVAS). As mensagens sigilosas podem ser classificadas nos seguintes graus: ULTRASSECRETO (U) SECRETO (S) RESERVADO (R) f) Quanto à Precedência INSTANTÂNEA (Z) MENSAGENS OPERATIVASEMERGÊNCIA (Y) IMEDIATA (O) PREFERENCIAL (P) MENSAGENS ADMINISTRATIVAS ROTINA (R) OSTENSIVO - 2 - 8 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 A precedência indica a prioridade relativa com que a mensagem deve ser manipulada, transmitida e entregue, em relação a outras mensagens. PREFERENCIAL (P) – É utilizada para mensagens de qualquer assunto que requeiram um encaminhamento prioritário, em relação às demais mensagens sobre assuntos de rotina para mensagens que exijam seu conhecimento rápido, por parte dos endereçados de ação. A Mensagem PREFERENCIAL é a mais altaprecedência que pode ser atribuída às Mensagens Administrativas. Exemplos: mensagens que tratem de movimentação de tropas ou navios, de planos de voo ou de transporte de suprimento e equipamentos essenciais. ROTINA (R) - É a precedência que deve ser atribuída à maioria das mensagens expedidas por qualquer dos meios de comunicações. É a precedência normal para as Mensagens Administrativas. Exemplos: mensagens que tratem sobre inspeção de saúde de militar para reengajamento, solicitação de uso de instalações esportivas de determinada OM. 2.11.3 – MODELOS DE MENSAGENS Os modelos de mensagens transmitidas e recebidas, por meio do Sistema de Gerência de Documentos Eletrônicos da Marinha (SiGDEM), estão constantes no anexo L. 2.12 - GESTÃO DE DOCUMENTOS 2.12.1 - DEFINIÇÃO Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, ao uso, à avaliação e ao arquivamento em fase corrente e intermediária, visando à sua eliminação ou ao seu recolhimento para guarda permanente. 2.13 – FASES DA GESTÃO DE DOCUMENTOS De acordo com o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), as fases da gestão de documentos são: produção, utilização e destinação. 2.13.1 – PRODUÇÃO Esta fase corresponde à produção dos documentos em razão da execução das atividades de um órgão ou entidade. A produção do DA, bem como seus apensos, é realizada, a princípio, pelo Elemento Organizacional diretamente incumbido do assunto da OM que, após o estudo de uma situação ou de um documento recebido, prepara um novo DA em resposta à demanda existente. Vale ressaltar que, no caso de um DA físico, este deverá ser produzido, no mínimo, em duas vias originais sendo uma para compor o arquivo da OM e a(s) outra(s) para ser(em) enviada(s) ao(s) destinatário(s). OSTENSIVO - 2-9 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 A produção do DA digital, em virtude de suas especificidades, seguirá as determinações contidas no Capítulo 4 da SGM-105 (6ª Revisão). O DA será submetido à apreciação das autoridades da OM, seguindo a cadeia hierárquica e suas respectivas normas internas até a aprovação final e assinatura pela autoridade competente. 2.13.2 - UTILIZAÇÃO Esta fase diz respeito ao fluxo percorrido pelos documentos para o cumprimento de sua função administrativa, assim como de sua guarda, após cessar o trâmite. E compreende o encaminhamento, a circulação e o controle do DA no âmbito interno da OM; seu acompanhamento poderá ser observado na trilha de auditoria do SiGDEM. 2.13.3 - DESTINAÇÃO Implica decidir quais documentos devem ser conservados, quais devem ser eliminados e por quanto tempo devem ser mantidos por razões administrativas, legais ou fiscais. Envolve as atividades de análise, seleção e fixação de prazos de guarda dos documentos. 2.14 - CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS Classificação é a organização dos documentos de acordo com um código ou plano de classificação, com o objetivo de reunir os documentos que tratam de um mesmo assunto, como forma de agilizar sua recuperação e facilitar as tarefas arquivísticas relacionadas à produção, ao uso, à avaliação, à seleção, à eliminação, à transferência, ao recolhimento e acesso a esses documentos. A classificação é a etapa mais importante do processo da gestão documental, devendo ser implementada quando da/do: a) produção: a tarefa de classificar documentos exige do produtor do documento o conhecimento quanto ao uso dos documentos produzidos; e b) recebimento e registro: a Unidade Protocolizadora (UP), ao receber um documento, deve registrá-lo com o Código de Classificação inserido pelo produtor. Caso o documento seja recebido sem a devida classificação, a UP deve atribuir um código correspondente ao assunto de que trata o documento. 2.15 - TABELA DE TEMPORALIDADE E DESTINAÇÃO DE DOCUMENTOS (TTDD) É instrumento complementar ao Código de Classificação, também aprovado pelo Arquivo Nacional. A TTDD determina prazos e condições de guarda tendo em vista a transferência, o recolhimento ou a eliminação de documentos e é organizada conforme exemplo a seguir: OSTENSIVO - 2 - 10 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 TTDD - ATIVIDADES-MEIO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL Código Descritor do Código Prazo de Guarda Destinação Final Observações Fase Corrente Fase Intermediária 016.1 Planejamento do mapeamento de processos 5 anos 9 anos Guarda Permanente Eliminar, após 2 anos, os documentos cujas informações se encontram recapituladas ou consolidadas em outros. 016.2 Execução e acompanhamento 5 anos 9 anos Eliminação - 2.15.1 - DISPONIBILIDADE DOS CÓDIGOS DE CLASSIFICAÇÃO/TTDD Estão disponíveis nas páginas da intranet da DPHDM e da DAdM, bem como no site do Arquivo Nacional (internet). 2.15.2 - AVALIAÇÃO, ELIMINAÇÃO, TRANSFERÊNCIA E RECOLHIMENTO Os procedimentos para avaliar os conjuntos documentais e proceder com a destinação (eliminação, transferência ou recolhimento), bem como a formação das subcomissões de avaliação estão previstos nas NORMAS PARA GESTÃO ARQUIVÍSTICA (SGM-503). 2.16 - ARQUIVAMENTO NA OM Os documentos recebidos e expedidos, bem como seus anexos e apensos, serão arquivados na SECOM da OM, reunidos em arquivos sob o mesmo código de classificação, conforme o previsto na TTDD, sequencialmente e por espécie, dentro do ano, respeitando-se seus respectivos números de ordem. 2.16.1 - DOCUMENTOS SIGILOSOS E DE INFORMAÇÃO PESSOAL O tratamento dos documentos classificados em grau de sigilo deve seguir as disposições das NORMAS PARA A SALVAGUARDA DE MATERIAIS CONTROLADOS, INFORMAÇÕES, DOCUMENTOS E MATERIAIS SIGILOSOS NA MARINHA (EMA-414). No caso do DA contendo Informação Pessoal, o seu tratamento deverá seguir os mesmos moldes do DA do grau de sigilo reservado. OSTENSIVO - 2-11 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.17 - LISTA DE VERIFICAÇÃO ANUAL (LVA) Consiste na relação de documentos, de um mesmo tipo, que se encontram em vigor. A LVA se destina a divulgar os documentos que devem permanecer em uma coletânea, dela fazendo parte e, por isso, não lhe cabe a finalidade de cancelar qualquer documento, mesmo que nela não tenha sido relacionado. A OM, ao disponibilizar a LVA, em sua página na intranet, deverá fazer as respectivas atualizações sempre que ocorrerem alterações nos documentos nelas mencionados. As OM que não dispuserem de página na intranet deverão manter as LVA atualizadas na página na intranet de seus respectivos COMIMSUP. 2.18 – ASSINATURA Todo documento só existe após ter sido assinado pelo responsável ou por autoridade por ele delegada. Os tipos ou modalidades de assinaturas previstas são: - Interinamente; - Por delegação de competência (Por ordem); e - No impedimento. 2.18.1 - DOCUMENTO ASSINADO INTERINAMENTE Quando uma autoridade estiver no exercício de cargo ou função em caráter interino, os documentos por ela assinados terão, logo após a denominação oficial do cargo, a palavra “Interino”, conforme exemplo a seguir: 2.18.2 - ASSINATURA “POR DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA” a) Compete ao Titular da OM decidir sobre a necessidade de delegar competência a subordinados, para assinar documentos “Por ordem:”. O documento de delegação definirá as espécies de DA que poderão ser assinadas nesta modalidade e estabelecerá as restrições julgadas convenientes. b) Qualquer DA assinado “Por delegação de competência” produzirá o mesmo efeito daquele assinado pela autoridade delegante. OSTENSIVO - 2 - 12 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 c) A redação do texto empregará linguagem compatível com a posição hierárquica de quem está assinando, em relação à autoridade destinatária. d) Nos documentos de âmbito interno, a assinatura será precedida do termo “Por ordem:”, digitada ou carimbada logo abaixo do texto, no mesmo alinhamentodo parágrafo, conforme o exemplo a seguir: e) Nos documentos de âmbito externo, não será usado o termo “Por ordem:”, que será substituído pelo “Incumbiu-me”, a ser inserido no início do texto, apondo somente o nome/posto/ cargo de quem assina, conforme o exemplo a seguir: Observação: Para aqueles documentos destinados à autoridade de maior precedência o termo “Incumbiu-me” será substituído pelo “Na ausência”, conforme o exemplo a seguir: f) A assinatura “Por delegação de competência” não será usada quando o DA: - tratar de comunicação sobre a aplicação de pena disciplinar, salvo se imposta pelo signatário, por delegação; OSTENSIVO - 2-13 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 - envolver apreciação sobre atos ou trabalhos de competência da autoridade de escalão mais elevado; - implicar decisão sobre assunto que venha firmar doutrina; - estiver redigido em termos imperativos ou que exprimam ordem ou determinação, se for dirigido à autoridade hierarquicamente superior a quem assina “Por ordem:”; e - for encaminhado ao CM, ao CEMA, aos demais Almirantes de Esquadra ou à autoridade superior na cadeia de comando, exceto para DA que tratem de assuntos de rotina. 2.18.3 - ASSINATURA NO IMPEDIMENTO Na ausência, prevista ou imprevista, da autoridade incumbida da assinatura, todo documento que não possa aguardar o regresso dessa autoridade será assinado por seu substituto legal, desde que não existam restrições administrativas, devendo ser observadas as regras a seguir: a) A linguagem do texto será compatível com a posição hierárquica de quem está assinando, em relação a quem ele é dirigido. b) Nos documentos de âmbito interno, a assinatura será precedida do termo “No impedimento de:”, admitindo-se nos casos imprescindíveis, abreviá-lo para “No impto. de:”, uma linha acima do nome e do parágrafo, digitada ou carimbada logo abaixo do texto, conforme o exemplo a seguir: c) Nos documentos de âmbito externo, não será usado o termo “No impedimento de:” que será substituído pelo “Incumbiu-me” a ser inserido no início do texto, apondo somente o nome/posto/cargo de quem assina, conforme o exemplo a seguir: OSTENSIVO - 2 - 14 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 Observação: Para aqueles documentos destinados à autoridade de maior precedência o termo “Incumbiu-me” será substituído pelo “Na ausência”, conforme o exemplo a seguir: d) A assinatura no impedimento pode ser utilizada em documento que trate de ato, decisão, apreciação ou aplicação de medidas da alçada da autoridade incumbida da assinatura, desde que, considerando o tempo em que essa autoridade permanecerá ausente, a conveniência do serviço assim exigir; e) Compete ao Titular da OM estabelecer, por meio de Ordem Interna (OI) ou Portaria, as situações em que não será utilizada assinatura no impedimento, fixando claramente os casos em que será aguardado o regresso da autoridade responsável; f) Para assinatura no impedimento, serão obedecidas as substituições eventuais previstas na Organização da OM; e g) No âmbito interno em caso da assinatura no impedimento ocorrer na ausência da autoridade que assina “Por ordem”, a escrituração dos documentos ocorrerá conforme o exemplo a seguir: OSTENSIVO - 2-15 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.18.4 – REGRAS GERAIS Para documentos com mais de uma assinatura (Pareceres, Relatórios, Atas, entre outros), a disposição será do mais antigo para o mais moderno, da esquerda para a direita e de cima para baixo, e poderá ter seu espaçamento reduzido para otimização dos espaços no documento, conforme os exemplos a seguir: 2.18.5 - RUBRICA A rubrica da autoridade responsável pela assinatura será usada nos casos a seguir: - Nas páginas - Quando possuir mais de uma página, a autoridade rubricará todas as páginas que antecedem aquela onde colocará sua assinatura, na parte superior direita de cada página, acima da primeira linha do texto, não sendo necessário escriturar data, nome, posto ou cargo; e - Nas cópias - A rubrica poderá, também, ser colocada nas cópias, no lugar destinado à assinatura. 2.18.6 - CÓPIAS AUTENTICADAS A juntada de documento, quando decorrente de disposição legal, poderá ser feita por cópia autenticada, dispensada nova conferência com o documento original. A autenticação poderá ser feita mediante cotejo da cópia com o original, pelo próprio servidor a quem o documento deva ser apresentado. Será permitido o uso de cópias autenticadas, visando desobrigar as autoridades de assinar ou rubricar todas as cópias dos documentos que expedem. Entende-se por cópia autenticada aquela que não foi assinada ou rubricada pela autoridade expedidora, porém foi legitimada por pessoa autorizada a fazê-lo. a) poderão usar Cópias Autenticadas: I) os Almirantes; e II) os Titulares de OM que, comprovadamente, expedem elevada quantidade de documentos; OSTENSIVO - 2 - 16 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 b) As cópias autenticadas conterão, opcionalmente, no local destinado à assinatura, um carimbo (chancela reproduzindo a assinatura da autoridade); c) Toda cópia autenticada será legitimada por pessoa autorizada que – abaixo da assinatura, em seguida à expressão “Autenticado por:” – aporá sua rubrica sobre o nome, posto/categoria funcional e função, digitados ou sob a forma de carimbo, conforme os exemplos a seguir: d) As demais páginas, se existirem, serão rubricadas pelo responsável pela autenticação; e) A cópia endereçada à OM cujo titular seja mais moderno poderá, a critério da autoridade expedidora, ser autenticada por pessoa autorizada a fazê-lo, devendo ser cumprido procedimento já fixado anteriormente; f) A cópia reprográfica do documento efetivamente assinado poderá ser autenticada como cópia fiel do documento original. Neste caso, todas as páginas serão rubricadas por pessoa autorizada, sobre o nome, posto e a função, digitados ou sob a forma de carimbo. g) O DA só poderá ser autenticado após a assinatura do documento original pela autoridade expedidora. A autenticação confere autenticidade e legitimidade de autoria a um DA, assegurando que a cópia do documento transmitido corresponde, exatamente, ao DA originalmente assinado, que será arquivado na SECOM da OM de origem. h) Uso vedado de cópias autenticadas às cópias dos DA a seguir deverão ser assinadas e rubricadas de próprio punho pela autoridade expedidora: que compõem processos judiciais; que divulguem concessão de benefícios, passíveis de serem utilizados em Processos de Prestação de Contas; e que não tratem de assuntos de rotina, encaminhados, em meio físico, ao CM, ao CEMA, aos demais Almirantes de Esquadra ou à autoridade superior na cadeia de comando. OSTENSIVO - 2-17 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 2.18.7 - RECONHECIMENTO DE FIRMA Na relação dos órgãos e das entidades dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios com o cidadão, fica dispensada a exigência do reconhecimento de firma, devendo o agente administrativo, confrontando a assinatura com aquela constante do documento de identidade do signatário ou estando este presente e assinando o documento diante do agente, lavrar sua autenticidade no próprio documento; autenticação de cópia de documento, cabendo ao agente administrativo, mediante a comparação entre o original e a cópia, atestar a autenticidade, exceto se existir dúvida fundada quanto à autenticidade ou previsão legal. OSTENSIVO - 2 - 18 - REV. 6 OSTENSIVO EPM-003 CAPÍTULO 3 TAREFAS NO SERVIÇO DE SECRETARIA 3.1 – TRAMITAÇÃO DE EXPEDIENTES FÍSICOS Os Documentos Administrativos que tramitam pelos diversos Elementos Organizacionais (EOrg) deverão ser registrados no “Livro deControle de Entrada e Saída de Expedientes”. Esta regulamentação deve estar em Ordem Interna nas respectivas OM. 3.2 – SISTEMA DE GERÊNCIA DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS NA MARINHA (SiGDEM) Atual sistema de gerência de documentos homologado pela Marinha que permite o gerenciamento de parte da gestão documental dos DA, contemplando os seguintes recursos para a elaboração e controle de DA: criação, formação de processos, captura, classificação, assinatura digital, estabelecimento de privilégios de acesso, pesquisa/recuperação por temas/números/datas, distribuição em rede, circulação em rede para comentários e aprovação, registro de alterações, segurança e autenticidade, a inclusão de documentos digitalizados e o arquivamento e recuperação segura de DA. Os procedimentos para utilização do SiGDEM são estabelecidos em manual próprio, distribuído pela DAdM às OM que possuem o referido sistema. 3.3 - REGISTRO E TRANSMISSÃO DE DOCUMENTOS E COMENTÁRIOS Quando de sua confecção, nos setores em forma de minuta, os documentos deverão ser feitos no Sistema de Gerência de Documentos Eletrônicos da Marinha (SiGDEM), onde será atribuído o grau de sigilo e precedência. Após isto, a minuta deverá tramitar digitalmente pelos setores (Encarregado(s) de Divisão(ões), Chefe(s) de Departamento(s), Imediato/Vice-Diretor e Titular da OM), em que, após aprovada pelo Titular da OM, será enviada para o Serviço de Secretaria e Comunicações (SECOM), com a indicação de “Documento Aprovado”. Ao receber a minuta aprovada, a SECOM verificará se está tudo correto. Após a verificação, o documento será impresso para assinatura física e digital do Titular da OM. Se o documento for sigiloso, deverá ser cifrado no Programa MBNet para o envio às OM de destino. Caso seja necessário deixar algum recado sobre as minutas dos documentos a serem transmitidos, por ocasião de sua tramitação entre os setores envolvidos, deverá ser feito no campo “COMENTÁRIO”, constante do programa SiGDEM. OSTENSIVO - 3 - 1 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 A redação dos principais Documentos Administrativos (DA) está sob a responsabilidade dos respectivos Titulares de OM, bem como os demais Elementos Organizacionais das OM (Oficiais e Servidores Civis Assemelhados) no exercício de suas funções administrativas. 3.4 - EXPEDIÇÃO E RECEBIMENTO Na expedição dos DA digitais, além dos procedimentos estabelecidos no Manual Técnico de Produção de Documentos da MB (MaTDoc), serão observados, quando for o caso, os procedimentos emanados pela DGMM e DCTIM. a) Os DA expedidos e recebidos deverão, entre OM, tramitar obrigatoriamente entre as SECOM. b) A responsabilidade pela “confirmação da entrega” de DA por meio eletrônico será sempre da OM de origem. Portanto, as CE deverão ser expedidas com a opção “Opções de Entrega” assinalada na seção “Opção de Envio”, “Aviso de Recebimento” do sistema de correio eletrônico utilizado. 3.5 – PESQUISAR DOCUMENTOS NO SiGDEM A fim de auxiliar na captura do documento arquivístico dentro do arquivo digital, deverá ser observado o procedimento recomendado da “palavra-chave” e do código da TTDD (temas/números/datas). 3.6 – PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DO SISPOSTAL 3.6.1 – EXPEDIÇÃO Todo documento que for enviado para outra OM da MB, pelo Centro Postal da Marinha (CPM), deverá ser registrado no SISPOSTAL, que consiste na colocação de uma etiqueta com código de barras, no canto superior direito do envelope. Após o registro no sistema, será impressa uma papeleta, em duas vias, na qual constarão todos os documentos inseridos. Uma via, após o recibo pelo Centro de Concentração Postal (CCP), ficará arquivada na OM destinatária para consultas posteriores. 3.6.2 - USO DE ETIQUETA É permitido usar etiquetas de endereçamento, nos DA de âmbito interno, centralizadas na parte frontal dos envelopes ou no verso dos DA, que dispensam o uso de envelopes. OSTENSIVO - 3 - 2 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 A fim de reaproveitar envelopes, a etiqueta poderá ser colocada em cima do sobrescrito e de etiquetas anteriores. Por convenção, deverá ser considerada a parte lisa do envelope como a sua frente. 3.6.3 - USO DO SOBRESCRITO EM “DA” DE ÂMBITO INTERNO a) O DA ostensivo, expedido mediante Serviço Controlado, deverá usar envelope sem sobrescrito, caso seja necessário usar lápis grafite, grampeador, exceto o DA que contiver, em anexo, valores em cheque. Neste caso, obedecerá às mesmas regras determinadas para DA Reservado, exceto quanto ao carimbo de sigilo e duplo envelope. Quando o DA não for transportado por Serviço Controlado, será acondicionado em envelope simples, colado, escriturando-se, no centro da parte frontal, o nome e o endereço completo da OM destinatária e, no verso, o nome e endereço completo da OM remetente. b) O DA com sigilo RESERVADO que for expedido, usando Serviço Controlado, será acondicionado em envelope simples, colado, escriturando-se, no centro da parte frontal, o nome da OM destinatária e, sob este, os dados referentes ao DA contido. Quando for necessário, poderá ser utilizada fita plástica gomada para lacrar o envelope, o qual possuirá, na frente e no verso, o carimbo do grau de sigilo, aposto horizontalmente na extremidade superior direita, à distância aproximada de 1 cm da borda. Exemplo: SECRETARIA-GERAL DA MARINHA Of nº 345/2017, da DAdM, c/Anexos A e B. Quando não for transportado por Serviço Controlado, esse envelope será colocado em novo envelope, que não conterá qualquer marcação que indique o grau de sigilo do conteúdo. Conterá o mesmo sobrescrito do envelope interno, descrito acima. c) “DA” com sigilo Ultrassecreto ou Secreto - o envelope externo não conterá qualquer marcação que indique o grau de sigilo do conteúdo. Conterá sobrescrito elaborado sob a mesma forma já descrita, sem qualquer carimbo de grau de sigilo; - o envelope interno conterá sobrescrito com os mesmos dados do externo, recebendo o carimbo do grau de sigilo, conforme descrito na alínea b, e será lacrado. Como lacre, OSTENSIVO - 3 - 3 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 poderá ser utilizada uma fita plástica gomada, passada sobre as aberturas do envelope. Estas aberturas devem estar coladas e conter o carimbo da OM, sobreposto da rubrica do Encarregado do SECOM; e - o recibo destinado ao controle da expedição e custódia dos DA Ultrassecretos ou Secretos conterá, necessariamente, indicação sobre o remetente, o destinatário e o número ou outro indicativo que identifique o DA. 3.6.4 - USO DO SOBRESCRITO EM “DA” DE ÂMBITO EXTERNO O sobrescrito do envelope para um DA de âmbito externo conterá, na frente, a descrição do DA, o nome da autoridade destinatária e seu endereço completo e, no verso, o nome e o endereço completo da OM expedidora. Exemplos (frente do envelope): Ofício nº 1200/2017, do Comandante da Marinha. A Sua Excelência o Senhor (NOME) Ministro de Estado da Saúde Esplanada dos Ministérios - Bloco G 70058-000 - Brasília - DF Ofício nº 306/2017, da Diretoria de Administraçãoda Marinha. Ao Senhor (NOME) Secretário do Tesouro Nacional Esplanada dos Ministérios, Bloco P, Anexo A 70048-900 - Brasília - DF Quando o DA de âmbito externo for sigiloso ou de informação pessoal, será sempre acondicionado em envelope duplo, cuja escrituração se fará, no que couber, de forma similar à prevista para os DA de âmbito interno. OSTENSIVO - 3 - 4 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 3.7 - CORREIO ELETRÔNICO É o Serviço de Tecnologia da Informação que tem como propósito principal oferecer aos usuários da MB um recurso eletrônico para troca de informações na RECIM. Quando utilizado para comunicação interpessoal, assume caráter não oficial. Ao ser utilizado entre caixas-postais SECOM, para transmissão e recepção de documentos, assume caráter oficial. A DGMM e a DCTIM estabelecem quais os sistemas de correio eletrônico e quais os procedimentos em vigor na MB. 3.8 - ASSINATURA ELETRÔNICA É o conjunto de dados sob forma eletrônica, ligados ou logicamente associados a outros dados eletrônicos, utilizado como método de comprovação da autoria. A Legislação Federal classificou as assinaturas eletrônicas em três tipos. A MB utiliza: a) tipo II - assinatura eletrônica avançada: - está associada ao signatário de maneira unívoca; - utiliza dados para a criação de assinatura eletrônica cujo signatário pode, com elevado nível de confiança, operar sob o seu controle exclusivo; e - está relacionada aos dados a ela associados de tal modo que qualquer modificação posterior é detectável. Para este tipo de assinatura, a MB, por meio da DCTIM, disponibiliza o Orion. Os arquivos digitais podem utilizar esse recurso para trâmite pelo SiGDEM. Devido ao seu formato, os documentos assinados com o Orion não podem ser acessados extra-MB, bem como não é possível sobrepor outros tipos de assinatura eletrônica. Neste caso, em face dessa limitação, é obrigatório que uma via original seja impressa em papel, com a assinatura de próprio punho da autoridade expedidora, para ser arquivada na SECOM da OM de origem. b) tipo III - assinatura eletrônica qualificada: - utiliza certificado digital, nos termos do disposto na Medida Provisória no 2.200- 2/2001. O procedimento de assinar digitalmente exige o uso de um certificado digital gerado por uma infraestrutura de chaves públicas de confiança. Conforme o estabelecido na legislação atual, apenas a ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Pública Brasileira) possui a confiança inequívoca do Estado brasileiro. OSTENSIVO - 3 - 5 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 O DA com assinatura digital deverá conter, na parte básica destinada à assinatura e abaixo do cargo da autoridade expedidora, a expressão “ASSINADO DIGITALMENTE”, mantendo-se o tamanho e tipo de fonte utilizada nos demais campos, grafada em letras maiúsculas e delimitada por bordas simples, seguindo a representação gráfica do exemplo abaixo: (NOME) Almirante de Esquadra Secretário-Geral 3.8.1- CERTIFICADO DIGITAL O certificado digital ICP-Brasil funciona como uma identidade virtual que permite a identificação segura e inequívoca do autor de uma mensagem ou transação feita em meios eletrônicos. Esse documento eletrônico é gerado e assinado por uma Autoridade Certificadora - AC que, seguindo regras estabelecidas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil, associa uma entidade (pessoa, processo, servidor) a um par de chaves criptográficas. O certificado digital da ICP-Brasil, além de personificar o cidadão na rede mundial de computadores, garante, por força da legislação atual, validade jurídica aos atos praticados com o seu uso. A Portaria Normativa nº 17/MD, de 13 de abril de 2018, estabeleceu as normas de funcionamento da Autoridade Certificadora de Defesa - AC Defesa. Nessa estrutura, o Serviço de Identificação da Marinha (SIM) atua como um Agente de Registro Remoto (ARR). A AC Defesa tem como finalidade emitir e fornecer certificados digitais para o Ministério da Defesa (MD), bem como para a MB, Exército Brasileiro (EB) e Força Aérea Brasileira (FAB). Além da AC Defesa, os DA podem ser assinados digitalmente com certificados emitidos por qualquer outra Autoridade Certificadora autorizada e credenciada pelo ICP-Brasil (ex.: SERPRO). Os documentos nato-digitais assinados com certificado digital possuem validade jurídica, não havendo necessidade de serem impressos e assinados fisicamente. Qualquer reprodução em papel de um documento nato-digital com assinatura digital é considerada uma cópia simples com valor apenas informativo. O DA, após receber a assinatura digital, não poderá sofrer alterações. OSTENSIVO - 3 - 6 - REV.6 ASSINADO DIGITALMENTE OSTENSIVO EPM-003 3.8.2 - FORMATO DE ARQUIVO DIGITAL Os documentos nato-digitais, assinados com certificado ICP-Brasil, deverão ser produzidos em formato PDF/A, conforme o preconizado pela Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (CTDE), do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). O formato PDF/A atende à produção dos documentos textuais e imagéticos paginados, permitindo manter sua forma fixa e conteúdo estável, garantindo a preservação digital de longo prazo. Os anexos, apêndices e adendos dos DA poderão ser assinados por um ou mais elementos organizacionais responsáveis por sua elaboração. 3.9 - AUTENTICAÇÃO DIGITAL De acordo com o Decreto nº 10.278/2020, o documento digitalizado destinado a se equiparar a documento físico para todos os efeitos legais e para a comprovação de qualquer ato perante pessoa jurídica de direito público deverá ser assinado digitalmente com certificação digital no padrão ICP-Brasil, de modo a garantir a autoria da digitalização e a integridade do documento e de seus metadados. A autenticação digital pode ser utilizada para que documentos físicos digitalizados possam compor processos eletrônicos ou facilitar a apresentação de subsídios, sem a necessidade de dispor de todos os procedimentos para encaminhar documentos físicos, economizando tempo e recursos. Por se tratar de cópia autenticada, o original físico deve ser preservado na OM de origem. O DA só poderá ser autenticado após a assinatura do documento original pela autoridade expedidora, assegurando que o arquivo transmitido corresponde, exatamente, ao DA assinado originalmente, que será arquivado na SECOM da OM de origem. A via encaminhada para assinatura física da autoridade expedidora já deverá conter a identificação do autenticador. Os subordinados dessas autoridades, que possuírem delegação de competência para assinar “Por ordem:”, também poderão fazer uso de autenticação digital. No DA autenticado digitalmente, logo abaixo do CARGO da autoridade expedidora, deverão ser acrescentados o NOME, POSTO e CARGO do autenticador. Logo abaixo do CARGO, deverá ser acrescentada a expressão “AUTENTICADO DIGITALMENTE", mantendo-se o tamanho e OSTENSIVO- 3 - 7 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 tipo de fonte utilizada nos demais campos, grafada em letras maiúsculas e delimitada por bordas simples seguindo-se a representação gráfica do exemplo abaixo: (NOME) Almirante de Esquadra Secretário-Geral (NOME) Capitão de Corveta Assistente 3.10 - ELABORAÇÃO DO “DA” DIGITAL A produção de documentos digitais obedecerá ao estabelecido no Manual Técnico de Produção de Documentos da MB (MaTDoc). 3.11 - TRÂMITE Para o uso do SiGDEM, devem ser observados os procedimentos específicos estabelecidos no manual de operação do Sistema, sendo que cada OM definirá como será executado o trâmite interno do DA digital. 3.12 - SEGURANÇA A gestão dos DA obedecerá ao contido no EMA-414, DGMM-0510 e a outros procedimentos divulgados pelo Setor DGMM e DCTIM. Destaca-se, em especial, estar previsto nas publicações citadas que: a) poderá tramitar por meio eletrônico qualquer DA independentemente do seu grau de sigilo. Contudo, a transmissão de DA ULTRASSECRETO por meio eletrônico só será permitida em casos extremos os quais requeiram tramitação e solução imediata, atendendo ao princípio da oportunidade e tempestividade; b) os DA sigilosos serão, obrigatoriamente, criptografados após serem assinados digitalmente: OSTENSIVO - 3 - 8 - REV.6 AUTENTICADO DIGITALMENTE OSTENSIVO EPM-003 - os DA com grau de sigilo RESERVADO levarão apenas uma cifra; - os DA com grau de sigilo SECRETO e ULTRASSECRETO serão duplamente cifrados, após compactados; e c) não deverão ser tramitados e mantidos DA sigilosos em texto claro, nas redes locais das OM, nem nas unidades de disco rígido (Hard Disk) das estações de trabalho. O trâmite interno de DA sigiloso deverá ser realizado de acordo com as normas específicas vigentes. O recurso criptológico a ser utilizado para DA sigiloso deverá ser aquele compatível com o grau de sigilo e em consonância com as orientações expedidas pela DCTIM quanto à definição dos recursos a serem utilizados para cada caso. Na expedição dos DA digitais, além dos procedimentos estabelecidos nesta publicação, serão observados, quando for o caso, os procedimentos emanados pela DGMM e DCTIM. 3.13 - DISTRIBUIÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO É o conjunto de procedimentos adotados pela MB para divulgação de informações de qualquer tipo, utilizando-se de recursos de Tecnologia de Informação. 3.14 - ARQUIVAMENTO As OM deverão arquivar, devidamente impressos e assinados, todos os documentos assinados eletronicamente via Orion. Os DA assinados por meio da ICP-Brasil, por serem nato-digitais e possuírem validade jurídica incontestável, serão arquivados diretamente no formato digital. Após seu trâmite na OM, os arquivos digitais dos DA poderão ser arquivados pelas SECOM utilizando-se do software de compactação padronizado para uso pela MB. OSTENSIVO - 3 - 9 - REV.6 OSTENSIVO EPM-003 ANEXO A REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Marinha do Brasil. DCTIMARINST 30-07 – Políticas de Emprego de Correio Eletrônico na MB. Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha. Rio de Janeiro: 2010. _______. Marinha do Brasil. DGMM-0500 - Manual de Comunicações da Marinha (RES). 2ª Rev. Diretoria- Geral do Material da Marinha. Rio de Janeiro: 2006. ________. Marinha do Brasil. EMA-414 - Normas para Salvaguarda de Material Controlado, Dados, Informações, Documentos e Materiais Sigilosos na Marinha. 1ª Rev./Mod.1. Estado-Maior da Armada. Brasília: 2013. ________. Marinha do Brasil. SGM-105 - Normas sobre Documentos Administrativos e Arquivamento na Marinha. (NODAM). 6ª Rev. Secretaria-Geral da Marinha. Brasília: 2021. ________. Marinha do Brasil. Manual Técnico de Produção de Documentos da MB (MatDoc) – Diretoria de Administração da Marinha. Rio de Janeiro: 2021. ________. Presidência da República. Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012, que Regulamenta a Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação - LAI). Dispõe sobre o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do caput do art. 5º, no inciso II do § 3º art. 37 e no § 2º do art. 216, da Constituição Federal. OSTENSIVO - A-1 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO B MODELO DE OFÍCIO OSTENSIVO - B-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE OFÍCIO OSTENSIVO - B-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO C MODELO DE OFÍCIO EXTERNO OSTENSIVO - C-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE OFÍCIO EXTERNO OSTENSIVO - C-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO D MODELO DE PORTARIA OSTENSIVO - D-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE PORTARIA OSTENSIVO - D-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO E MODELO DE REQUERIMENTO OSTENSIVO - E-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE REQUERIMENTO OSTENSIVO - E-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO F MODELO DE ORDEM DE SERVIÇO OSTENSIVO- F-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE ORDEM DE SERVIÇO OSTENSIVO - F-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO G MODELO DE COMUNICAÇÃO PADRONIZADA OSTENSIVO - G-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE COMUNICAÇÃO PADRONIZADA OSTENSIVO - G-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO H MODELO DE ATESTADO OSTENSIVO - H-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE ATESTADO OSTENSIVO - H-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO I MODELO DE ORDEM INTERNA OSTENSIVO - I-1 - OSTENSIVO EPM-003 FORMA GRÁFICA/MODELO DE ORDEM INTERNA OSTENSIVO - I-2 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO J MODELO DE PAPELETA DE ENCAMINHAMENTO (SC) OSTENSIVO - J-1 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO K MODELO DO TERMO DE CLASSIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO OSTENSIVO - K-1 - OSTENSIVO EPM-003 ANEXO L MODELO DE MENSAGEM (RECEBIDA) OSTENSIVO - L-1 - OSTENSIVO EPM-003 MODELO DE MENSAGEM (TRANSMITIDA) OSTENSIVO - L-2 - Esta publicação foi elaborada cumprindo as normas do EMA-411 (Manual de Publicações da Marinha). 1.1 – ASPECTOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DO MATERIAL SIGILOSO 1.1.1 - SEGURANÇA ORGÂNICA 1.1.2 - MENTALIDADE DE SEGURANÇA 1.1.3 – ASPECTOS BÁSICOS NO TRATO DO MATERIAL SIGILOSO 1.2 - ARMAZENAMENTO DE DOCUMENTOS SIGILOSOS EM MEIO ELETRÔNICO OU DIGITAL 1.2.1 - USO OBRIGATÓRIO DE RECURSOS CRIPTOLÓGICOS 1.2.3 – MEIO ELETRÔNICO OU DIGITAL PARA DOCUMENTOS SECRETOS E RESERVADOS 1.3 – ACESSO 1.3.1- GENERALIDADES 1.3.2 - CONCESSÃO DE ACESSO 1.4 – CREDENCIAMENTO 1.4.1 - Credencial de Segurança 1.5 - COMPROMETIMENTO E COMUNICAÇÃO SOBRE COMPROMETIMENTOS 1.5.1- Comunicações sobre comprometimento 1.5.2 - Ações imediatas do titular da OM IDENTIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.2 - DOCUMENTO 2.2.1 - Documento Físico 2.3. - GRUPOS DE DOCUMENTOS 2.3.1 – DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) 2.3.1.1 – “DA” NORMATIVOS 2.3.1.2 - “DA” DE CORRESPONDÊNCIA A MB utiliza os seguintes Documentos Administrativos de Correspondência: 2.3.1.3 - “DA” DECLARATÓRIOS 2.4 - COMPOSIÇÃO DOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS (DA) 2.5.1 - ÂMBITO 2.5.2 - PRECEDÊNCIA 2.5.3 - ACESSO 2.6 – REPRODUÇÃO DE “DA” SIGILOSO 2.7 – EXTRATOS DE “DA” SIGILOSO 2.8 – MARCAÇÕES DE PRECEDÊNCIA, SIGILO E INFORMAÇÃO PESSOAL No cabeçalho, serão apostas abaixo da indicação de “CÓPIA” e acima da marcação de páginas em continuação, quando houver, e acima da marcação do NUP / numeração de páginas, no rodapé, quando houver. c) Informação Pessoal - no canto superior direito, abaixo da marcação de precedência, quando houver, e usando a expressão “(nos termos da Lei no 12.527/2011, regulamentada pelo Dec. no 7.724/2012)”. 2.9 – ANEXOS SIGILOSOS 2.10 – TERMO DE CLASSIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO (TCI) 2.11 - MENSAGENS UTILIZADAS NA MB E SUAS CLASSIFICAÇÕES 2.11.1 - CONCEITUAÇÃO 2.11.2 - CLASSIFICAÇÃO f) Quanto à Precedência 2.11.3 – MODELOS DE MENSAGENS 2.12 - GESTÃO DE DOCUMENTOS 2.12.1 - DEFINIÇÃO 2.14 - CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS 2.17 - LISTA DE VERIFICAÇÃO ANUAL (LVA) Consiste na relação de documentos, de um mesmo tipo, que se encontram em vigor. 2.18 – ASSINATURA CAPÍTULO 3 TAREFAS NO SERVIÇO DE SECRETARIA 3.1 – TRAMITAÇÃO DE EXPEDIENTES FÍSICOS 3.2 – SISTEMA DE GERÊNCIA DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS NA MARINHA (SiGDEM) 3.3 - REGISTRO E TRANSMISSÃO DE DOCUMENTOS E COMENTÁRIOS 3.6 – PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DO SISPOSTAL 3.6.1 – EXPEDIÇÃO 3.6.2 - USO DE ETIQUETA 3.6.4 - USO DO SOBRESCRITO EM “DA” DE ÂMBITO EXTERNO 3.7 - CORREIO ELETRÔNICO 3.10 - ELABORAÇÃO DO “DA” DIGITAL FORMA GRÁFICA/MODELO DE OFÍCIO EXTERNO FORMA GRÁFICA/MODELO DE PORTARIA FORMA GRÁFICA/MODELO DE REQUERIMENTO FORMA GRÁFICA/MODELO DE ORDEM DE SERVIÇO FORMA GRÁFICA/MODELO DE COMUNICAÇÃO PADRONIZADA FORMA GRÁFICA/MODELO DE ATESTADO FORMA GRÁFICA/MODELO DE ORDEM INTERNA