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Investigações 
Geotécnicas 
de Campo
Sondagem e Ensaio na prática
e-book
www.institutominere.com.br
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
2
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Autores
Simmon ViegasMárcio Leão
Geólogo pela Universidade Federal do Oeste 
do Pará - UFOPA e Mestre em Geologia 
pela Universidade Estadual de Campinas 
- UNICAMP. Atuação em campanhas de 
sondagem, instrumentação, amostras e 
ensaios especiais na investigação geotécnica 
em obras da mineração. Experiência com 
ferramentas de integração de dados, seções 
geológicas, análise de dados multifonte, 
planejamento de malha de amostragem e 
sondagem, integração de perfis e modelos 
tridimensionais com geoquímica, geofísica e 
geologia de campo.
É Pós-Doutor em Geotecnia pela UFV. 
Doutor em Geologia de Engenharia pela 
UFRJ. Doutorando em Geotecnia pela UERJ. 
Mestre em Geotecnia pela UERJ. Mestre em 
Geologia de Engenharia pela UFRJ. Possui 
MBA em Gestão de Projetos pela USP. 
Bacharel em Geologia pela UFRJ. Geólogo 
com 16 anos de experiência em planejamento 
de obras de arte de engenharia civil, nacionais 
e internacionais. Atua como Geólogo Master 
na Coordenação do Setor de Geologia, bem 
como na Gerência de Projetos de Mineração 
na Tractebel. É Docente de cursos de Pós-
graduação. É Pesquisador Colaborador da 
UFV nas áreas de Geologia de Engenharia 
e Geotecnia, com ênfase em Mecânica das 
Rochas e Mecânica dos Solos. É Membro 
de Comissões Técnicas, de Corpo Editorial 
e Revisor Adhoc de Periódicos nacionais e 
internacionais.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
3
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A sondagem é um procedimento que tem 
por escopo a obtenção de informações 
quanto aos perfis geológicos existentes, 
identificando solos, rochas, nível de água. No 
caso específico da geotecnia, as sondagens 
fornecem ainda informações quanto à 
resistência, deformação e capacidade 
drenante do material bem como anomalias 
que podem influenciar diretamente a 
estrutura ou obra em questão.
Existem diferentes métodos de investigação 
e sondagem geotécnica, cada um 
com características e funcionalidades 
distintas. Além disso, cada tipo de ensaio 
tem potencial para determinação de 
parâmetros geotécnicos diferenciados 
no seu procedimento executivo e recurso 
tecnológico do equipamento.
Apesar de todo avanço tecnológico em 
equipamentos e metodologias, há uma 
grande demanda de mão de obra qualifica 
para obter a melhor informação possível, 
em conjunto com uma operação segura dos 
recursos tecnológicos de cada equipamento.
Este e-book compartilha a base de sondagem 
geotécnica e ensaios de forma didática para 
contribuir com a formação de profissionais 
que entendam o que e por que estão fazendo 
estas atividades e que utilizem as melhores 
técnicas e metodologia de sondagem afim de 
promover uma operação eficiente, objetiva, 
confiável e previsível.
Boa leitura, Gustavo Cruz
Sumário
1 Apresentação e Indução na Praça de Sondagem............................................................................5
2 Ferramentas de Controle e Redução de Riscos ................................................................................7
2.1 Checklists ........................................................................................................................................................................................8
2.2 ART’s ...................................................................................................................................................................................................8
2.3 PRO’s ..................................................................................................................................................................................................8
2.4 DSS .......................................................................................................................................................................................................8
3 Sondagem Geotécnica .....................................................................................................................................................9
3.1 Sondagem Hollow Auger................................................................................................................................................ 10
3.2 Sondagem à Percussão ................................................................................................................................................... 11
3.2.1 Critério de Paralização.................................................................................................................................................. 18
3.2.2 Critério de Amostragem .............................................................................................................................................. 19
3.4 Sondagem Rotativa com Recuperação de Amostra ................................................................................ 21
3.4.1 Critério de Amostragem .............................................................................................................................................. 25
3.5 Sondagem Mista (SPT + Rotativa)......................................................................................................................... 28
3.6 Sondagem Rotativa Destrutiva ................................................................................................................................... 29
4 Cone Penetration Test (CPT) e Piezocone (CPTU) ...................................................................... 30
5 Ensaios de Permeabilidade em Campo ................................................................................................... 32
5.1 Permeabilidade em Solos ............................................................................................................................................... 33
5.1.1 Definição do Tipo de Ensaio .................................................................................................................................... 34
5.1.2 Materiais e Equipamentos ......................................................................................................................................... 35
5.1.3 Carga Constante ............................................................................................................................................................... 35
5.1.4 Carga Variável ...................................................................................................................................................................... 35
5.2 Permeabilidade em Rocha ............................................................................................................................................. 36
5.2.1 Perda D’água Sob Pressão ....................................................................................................................................... 36
6 Instrumentação Geotécnica ................................................................................................................................... 40
6.1 Medidores de Nível D’água (MNA) ......................................................................................................................... 41
6.1.1 Equipamentos e Acessórios .................................................................................................................................... 43
6.2 Piezômetros Casagrande ............................................................................................................................................... 43
6.2.1 Equipamentos e Acessórios .................................................................................................................................... 45
7 Amostras Indeformadas ............................................................................................................................................. 46
7.1 AmostraShelby ....................................................................................................................................................................... 47
7.2 Amostra Denison ................................................................................................................................................................... 47
8 Referências Bibliográficas ...................................................................................................................................... 48
9 Anexos ............................................................................................................................................................................................. 49
ÍNDICE INTERATIVO: CLIQUE PARA SER REDIRECIONADO À PÁGINA
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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Apresentação e 
Indução na Praça 
de Sondagem
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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A Indução na Praça de Sondagem 
compreende a apresentação do ambiente 
e layout da área de trabalho, o que inclui 
as operações que ali são realizadas, 
seus cuidados durante os processos e 
ferramentas utilizadas para prevenção de 
riscos associados. Durante a indução devem 
ser apresentados os principais equipamentos 
que operam no local, seus operadores e 
responsáveis e as ferramentas de controle 
dos mesmos, o que envolve checklists, 
manuais, procedimentos operacionais 
(PRO’s), análise de risco de tarefa (ART), 
permissão para trabalho seguro (PTS), etc.
Figura 01 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) básicos para realização e acompanhamento de atividades sondagem.
Durante o processo de apresentação 
do ambiente de sondagem, são também 
apresentados os EPI’s necessários para 
acompanhamento das atividades. Dentre 
eles, há EPI’s básicos e obrigatórios, tais 
como capacete jugular e abafador, óculos de 
proteção, bota de segurança, capuz de fuga, 
luvas e perneira; além dos EPI’s eventuais 
que podem ser solicitados em caso de 
atividades específicas.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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Ferramentas de 
Controle e Redução 
de Riscos
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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2.1 Checklists
 
• Conceito de check list; OK principalmente 
na regularidade de execução com qualidade
 • Elaborar os check lists das sondas e 
acessórios (praça e pré
 uso) ok
• Veículos (Caminhonetes, Caminhão 
Pipa/Pancha, Retroescavadeira, etc.)
• Praça de Sondagem
• Sonda
• Ferramentas Manuais (cor do mês, 
reparo e descarte).
2.2 ART’s
• Percepção de Riscos da Sondagem e 
suas medidas de controle ok, fundamental 
aplicação incluído programa de indução 
com boas práticas nas praças de sondagens
2.3 PRO’s
• Ferramentas básicas da qualidade 
(PROs) ok com foco nos riscos e controles 
operacionais
2.4 DSS
• Aplicação do DSSMA e importância do 
emociograma ok, incluindo o programa 
Sondrômetro
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Sondagem 
Geotécnica
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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As investigações geotécnicas são 
essenciais em qualquer obra de engenharia, 
uma vez que esta possibilita ao homem 
compreender os fenômenos geológicos de 
formação da crosta terrestre e solucionar os 
importantes problemas postos por diversos 
ramos da engenharia e tecnologia. Os 
dados colhidos pelos ensaios de campo e 
posteriormente pelas interpretações feitas 
pelos geólogos e engenheiros geotécnicos 
são fundamentais para a elaboração e 
execução de qualquer projeto.
Um dos principais objetivos das 
investigações geotécnicas, por meio de 
sondagem, é propiciar o reconhecimento 
da estratigrafia do local, possibilitando 
a montagem de perfil geotécnico que 
fará parte das análises de estabilidade 
do maciço, bem como identificar os 
parâmetros geotécnicos das camadas que 
comporão o perfil geotécnico e/ou orientar 
na sua definição. Sondagem é um método 
de investigações geológicas, realizada 
através do contato direto com solo, ou “in 
situ”. O procedimento de sondagem para 
determinar as propriedades físicas do solo 
é de válida importância no planejamento 
executivo do projeto.
3.1 Sondagem 
Hollow Auger
O uso de sistemas de trados ocos (hollow 
augers) possibilita coletas com diâmetros 
maiores, de 3 ou mesmo 4 polegadas, 
ainda que em profundidades superiores 
ao usual, como 20m ou 30m com alta 
qualidade e representatividade. O sistema 
de perfuração consiste no uso de perfuratriz 
hidráulica, dotada de trados vazados e 
sistema de hastes internas, que impedem 
a entrada de solo durante a perfuração 
(realizada a seco).
Figura 02 – Sondagem com Hollow Auger via equipamento hidráulico.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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Após a perfuração e estabilização do solo, o 
amostrador é cuidadosamente inserido no 
solo, trazendo amostras íntegras e, portanto, 
consideravelmente mais representativas 
do terreno do que aquelas obtidas com o 
método “tradicional”. Como a perfuração 
fica revestida a todo momento, é possível 
a realização de coletas com excelente 
qualidade mesmo abaixo do nível freático 
e em camadas pouco coesivas.
3.2 Sondagem à 
Percussão
A empresa de sondagem contratada para a 
execução das sondagens deverá fornecer 
equipamentos, acessórios e ferramentas 
à execução de sondagens e que atendam 
à programação e às especificações 
estabelecidas no contrato de serviços 
e normas vigentes. Ressalta-se que a 
empresa de sondagem deverá apresentar 
certificado de operação, qualidade e 
calibração (quando pertinente) para os 
equipamentos, com laudo devidamente 
assinado por profissional habilitado junto 
ao seu Conselho.
• Torre com roldana, moitão e corda;
• Guincho mecânico (sarilho) ou moitão;
• Trados dos tipos concha e helicoidal;
• Hastes de perfuração/cravação e luvas 
de aço galvanizado;
• Trado-concha ou cavadeira manual;
• Trado helicoidal;
• Cruzeta;
• Tubos de revestimentos;
• Alimentador de água;
• Trépano e “T” de lavagem;
• Barriletes-amostradores-padrão e peças 
para cravação destes;
• Martelo com 65 kg e haste guia;
• Abraçadeiras para revestimento;
• Abaixadores e alçadores para hastes;
• Pescador;
• Saca-tubos;
• Bomba-balde (baldinho com válvula de 
pé);
• Cabeça de bater;
• Torquímetro;
• Bomba d’água;
• Caixa d’água ou tambor com divisória 
interna para decantação;
• Chaves de grifo;
• Metro ou Trena;
• Sacos plásticos transparentes de alta 
resistência;
• Recipientes herméticos (tipo copo) para 
amostras;
• Parafina (selagem de amostras para 
determinação da umidade natural);
• Etiquetas para identificação;
• Medidor de nível d’água;
• Ferramentas gerais necessárias à 
operação da aparelhagem.
Variações nos itens supracitados podem 
ocorrer em função dos fabricantes dos 
equipamentos, bem como do método de 
execução (manual ou mecanizado). Detalhes 
específicos sobre as características desses 
equipamentos podem sem consultados 
diretamente na NBR 6484:2020. No caso 
do procedimento de martelo automático o 
conjunto deve ser composto por:
• martelo de aço (êmbolo) de formato 
cilíndrico com massa de 65 kg (± 0,5 kg);
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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• mecanismo que garanta uma altura de 
queda do êmbolo de 75 cm (± 1,5 cm);
• sistema de guia do martelo no mesmo 
eixo de guia longitudinal, que assegure 
a centralização do impacto da queda do 
martelo com o mínimo de resistência. A 
haste guia deve ter uma marca visível 
distante 65 cm da base do martelo;
• sistema de elevação do êmbolo 
mecânico/hidráulico que permita a 
regulagem do número de golpes por 
minuto (ou seja, velocidade de elevação 
do martelo).
• Já a cabeça de bater deve ser fixada 
por meio de rosca na parte superior da 
composição de hastes de cravação, e 
possuir massa nominal entre 7,5 kg e 8,5 
kg.
Os materiais empregados no avanço da 
sondagemdeverão permitir a abertura 
de um furo com diâmetro mínimo de 100 
mm (4”), podendo ser utilizados, a critério 
da fiscalização, o diâmetro de 63 mm 
(2 1/2”). A forma e a distribuição das 
saídas de água do trépano, bem como as 
características das hastes dos ensaios 
penetrométricos (NSPT) e de lavagem por 
tempo, deverão ser idênticas para todos 
os equipamentos, durante todo o serviço 
de sondagem de uma empreiteira numa 
mesma obra. O trépano deve ser uma peça 
de aço terminada em bisel, dotada de duas 
saídas laterais para a água. Além disso, 
deve ter largura igual ao diâmetro do trado 
e comprimento mínimo de 20 cm.
Para os ensaios penetrométricos as hastes 
deverão ser, preferencialmente, do tipo 
Schedule 80, retilíneas, com 25,4 mm (1”) 
de diâmetro interno e dotadas de roscas em 
bom estado, que permitam firme conexão 
com as luvas e massa de aproximadamente 
3 kg/m. Quando acopladas, as hastes 
deverão formar um conjunto retilíneo. 
A empresa de sondagem deverá dispor 
de hastes com comprimentos métricos 
exatos variados (por exemplo: 1 m, 2 m, 
3 m etc.) , a fim de facilitar as operações 
de início do furo e evitar emendas 
sucessivas (inconvenientes) em maiores 
profundidades. Esses comprimentos 
devem ser aferidos nas manobras de 
perfuração de modo a garantir a exata 
profundidade investigada.
Os barriletes-amostradores deverão estar 
em bom estado (livre de irregularidades, 
indícios de oxidação etc.) , com roscas e 
ponteiras perfeitas e firmes, assim como 
não apresentar fissuras em nenhuma parte. 
O trépano deverá estar em bom estado, com 
extremidade cortante sempre afiada. De 
forma geral, os equipamentos podem ser 
inspecionados pelas partes envolvidas de 
forma a garantir a qualidade e atendimento 
às especificações do mesmo.
O procedimento de perfuração deve 
proporcionar um furo estável e limpo antes 
da inserção do amostrador e deve também 
assegurar que o ensaio de penetração seja 
realizado em solo minimamente perturbado. 
Sempre que for utilizado revestimento 
durante o processo de perfuração, este 
não pode avançar além da cota de início 
da amostragem.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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Os métodos de perfuração considerados 
na NBR 6484/2020 são os seguintes:
a) método de perfuração com trado 
helicoidal;
b) método de perfuração com trado oco;
c) método de perfuração com tricone;
d) método de perfuração wire-line com 
barrilete mínimo N.
Algumas técnicas de perfuração produzem 
furos inadequados para a realização do 
ensaio SPT. O uso do trado helicoidal 
abaixo do lençol freático não é permitido. 
A saída de fluido de perfuração não pode 
estar localizada em posição que interfira 
no material a ser ensaiado. O revestimento 
não pode avançar além da cota de início 
da amostragem. Não é permitido o avanço 
da perfuração, para a próxima cota 
de amostragem, com o uso do próprio 
amostrador padrão.
Em qualquer dos sistemas de perfuração 
utilizados não é permitido que o nível de 
água dentro da perfuração esteja em uma 
cota inferior ao nível do lençol freático do 
terreno A sondagem deverá ser iniciada 
após a limpeza e isolamento da área, 
permitindo o desenvolvimento de todas 
as operações. Deve ser aberto sulco 
ao redor da perfuração para desviar as 
águas superficiais. Quando for necessária 
a construção de uma plataforma, esta 
deverá ser totalmente assoalhada e cobrir, 
no mínimo, a área delimitada pelos pontos 
de fixação do tripé.
Junto ao local de execução do furo, 
deverão ser cravados um piquete e uma 
estaca com a identificação da sondagem. 
O piquete servirá de ponto de referência 
para medidas de profundidades e para 
amarração topográfica. Em área com 
lâmina d’água, o ponto de referência deverá 
ser o topo do revestimento, firmemente 
ancorado no furo. As sondagens deverão 
ser iniciadas utilizando-se o trado concha 
ou cavadeira manual até o limite de 1,0 m 
de profundidade, passando-se a utilizar 
o trado helicoidal quando tornar-se 
impossível o avanço com o trado concha, 
a partir dessa profundidade, intercalado 
com a cravação do amostrador padrão, 
até atingir o lençol freático, exceto quando 
impenetrável.
Deve-se inserir tubo de revestimento dotado 
de sapata cortante no primeiro metro. No 
caso de ser atingido o nível freático, ou 
quando o avanço do trado helicoidal for 
inferior a 5 cm em 10 min de operação 
Figura 03 – Esquema manual de tripé para realização de 
sondagem à percussão.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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contínua de perfuração, poder-se-á 
passar para o método de percussão com 
circulação de água (lavagem). Para tanto, 
é obrigatória a cravação de revestimento. 
Não é permitido que, nas operações com 
trado, ele seja cravado dinamicamente 
com golpes do martelo ou por impulsão da 
composição de perfuração.
Pode-se utilizar outros tipos de trado 
para perfuração desde que seja garantida 
a eficiência quanto à limpeza do furo, 
bem como quanto à não perturbação 
do solo no ponto de ensaio. Não é 
permitido o avanço da perfuração, para 
a próxima cota de amostragem, com o 
uso do próprio amostrador-padrão. Estes 
casos, considerados especiais, devem 
ser devidamente justificados no relatório 
definitivo.
A operação de perfuração por circulação de 
água é realizada utilizando-se o trépano/
peça de lavagem. O material escavado é 
removido por meio de circulação de água, 
realizada pela bomba d’água motorizada 
por meio da composição de perfuração. A 
operação em si consiste na elevação da 
composição de perfuração em cerca de 
300 mm do fundo do furo e na sua queda, 
que deve ser acompanhada de movimentos 
de rotação alternados (vai-vem), aplicados 
manualmente pelo operador. À medida 
que o trépano for se aproximando da cota 
de ensaio e amostragem, recomenda-se 
que essa altura seja progressivamente 
diminuída. Quando a cota de ensaio e 
amostragem for atingida, a composição de 
perfuração deve ser suspensa a uma altura 
de 200 mm do fundo do furo, mantendo-se 
a circulação de água por tempo suficiente, 
até que todos os detritos da perfuração 
tenham sido removidos do interior do furo.
Os detritos pesados, não carreados 
com a circulação de água, deverão ser 
retirados com bomba-balde (conhecido 
como baldinho), munida de válvula de 
pé. Atenção especial deve ser dada para 
não se descer o tubo de revestimento 
à profundidade além do comprimento 
perfurado. Toda vez que for descida a 
composição de perfuração com o trépano 
ou que for instalado um novo segmento 
de tubo de revestimento, os comprimentos 
das hastes e revestimentos devem ser 
medidos. O controle das profundidades 
do furo, com precisão de 1 cm, deverá ser 
feito pela diferença entre o comprimento 
total das hastes com a peça de perfuração 
e a sobra delas em relação ao piquete de 
referência fixado junto à boca do furo.
Durante a perfuração, caso a parede do 
furo se mostre instável, devem-se adotar 
medidas que assegurem a limpeza do 
furo e a estabilização do solo na cota de 
ensaio. Esta estabilização é realizada por 
meio do uso de tubo de revestimento, 
fluido de estabilização como lama 
bentonítica, polímeros ou similares. O 
tubo de revestimento deve ficar a uma 
distância de no mínimo 100 mm acima da 
cota de ensaio, quando da operação de 
ensaio e amostragem. Durante a operação 
de perfuração, devem ser anotadas as 
profundidades das transições de camadas 
detectadas por exame tátil-visual e da 
mudança de coloração de materiais 
trazidos à boca do furo pelo trado em uso 
ou pela água de circulação.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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No caso de a sondagem atingir o nível 
freático, a sua profundidade deverá ser 
anotada. Quando ocorrer artesianismo 
não surgente, deverá ser registrado o 
nível estático; no caso de artesianismo 
surgente, além do nível estático, deverão 
ser realizadas medidas da vazão e do 
respectivo nível dinâmico. Durante todas as 
operações da perfuração,deve-se manter 
o nível d’água no interior do furo, em cota 
igual ou superior à do nível d’água do lençol 
freático encontrado e correspondente. Os 
níveis d’água (estático/dinâmico) deverão 
ser medidos todos os dias, antes do início 
dos trabalhos e na manhã seguinte à 
conclusão da sondagem. A critério da 
fiscalização, a última medida poderá ser 
feita seis horas depois de concluída a 
sondagem.
Atenção especial deve ser dada na 
ocorrência lençóis freáticos independentes, 
distintos e intercalados, quando se 
faz necessário o adequado manejo de 
revestimento e do processo de perfuração. 
A sondagem à percussão será terminada 
nos seguintes casos:
• quando atingir a profundidade 
especificada na programação dos 
serviços;
• quando ocorrer a condição de 
impenetrabilidade;
• quando estiver prevista sua continuação 
pelo processo rotativo.
Salvo orientação contrária, imediatamente 
após a última leitura do nível d’água, ou 
após o encerramento da sondagem, o furo 
deverá ser totalmente preenchido com solo, 
solo-cimento ou outro material a critério da 
fiscalização, deixando-se cravada no local 
uma estaca com identificação da sondagem. 
Após o término da sondagem, deve ser 
feito o máximo rebaixamento possível da 
coluna d’água interna do furo com auxílio 
do baldinho. Decorridas no mínimo 12 
h após o encerramento da sondagem e 
retirada do tubo de revestimento, e estando 
o furo não obstruído, deve ser indicada 
a posição do nível d’água no furo de 
sondagem, bem como a profundidade até 
onde o furo permanece aberto. Caso haja 
a necessidade de uma avaliação acurada 
das condições hidráulicas do subsolo 
(dos diferentes lençóis) para atender aos 
requisitos do projeto, poços, medidores 
de nível d’água e/ou piezômetros podem 
ser instalados, sendo este procedimento 
objeto de serviço específico não estando 
no escopo da Norma 6484/2020.
É possível usar o furo de sondagem 
para instalação de equipamentos de 
monitoramento múltiplos, como por 
exemplo, medidor de nível d’água, 
piezômetro ou inclinômetro aproveitando 
o furo; o diâmetro deve ser compatível 
com os instrumentos a serem instalados. 
Em algumas situações, a fiscalização 
poderá solicitar o tamponamento do furo 
com injeção de calda de cimento a baixa 
pressão, de maneira ascendente (sentido 
fundo da sondagem para a boca da 
sondagem). A profundidade do SPT deve 
ser verificada a cada ensaio.
O ensaio de penetração padronizado, 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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também denominado Standard Penetration 
Test (SPT), é executado no transcorrer da 
sondagem à percussão, com o propósito 
de se obter índices de resistência à 
penetração do solo. Para determinação 
do torque (SPT-T) a ser empregado na 
definição das características do terreno 
recomenda-se consultar os trabalhos de 
Ranzini (1988), Decourt e Quaresma Filho 
(1994), Ranzini (1994) e Alonso (1994). 
O ensaio de penetração deverá ser 
executado a cada metro, a partir de 1 m de 
profundidade da sondagem, ou conforme 
especificação da fiscalização.
O amostrador-padrão, conectado à 
composição de cravação, deve descer 
livremente no furo de sondagem até ser 
apoiado suavemente no fundo, devendo-
se cotejar a profundidade correspondente 
com a que foi medida na operação anterior.
O fundo do furo deverá estar limpo antes 
da execução do ensaio. Caso se observem 
desmoronamentos da parede do furo, o 
tubo de revestimento deverá ser cravado 
de tal modo que sua boca inferior nunca 
fique a menos de 10 cm acima da cota 
do ensaio penetrométrico. Nos casos em 
que, mesmo com o revestimento cravado, 
ocorrer fluxo de material para o furo, o 
nível d’água no furo deverá ser mantido 
acima do nível do terreno por adição de 
água. Nestes casos, a operação de retirada 
do equipamento de perfuração deverá ser 
feita lentamente.
Caso haja discrepância entre a cota atingida 
na perfuração e a cota de ensaio (ficando o 
amostrador mais de 20 mm acima da cota de 
fundo atingida no estágio de perfuração), 
a composição deve ser retirada, repetindo-
se a operação de limpeza do furo. Após 
o posicionamento do amostrador-padrão 
conectado à composição de cravação, 
colocasse a cabeça de bater e, utilizando-
se o tubo de revestimento como referência 
(ou outro referencial) , marca-se na haste 
um comprimento de 45 cm divididos em 
três segmentos iguais de 15 cm. Caso 
a haste se movimente (penetre no solo) 
apenas com o peso próprio da composição 
de cravação, deve-se anotar a penetração 
do amostrador no solo utilizando a 
representação de (PH)/(centímetros 
penetrados).
Em seguida, deve-se apoiar cuidadosamente 
o martelo e registrar o avanço estático. Caso 
ocorra o avanço, deve-se registrar (PM)/
(centímetros penetrados). Nas situações 
de solos muito moles, em que se saiba a 
priori que o avanço da composição poderá 
ocorrer somente pelo efeito do peso das 
hastes (PH) ou pelo peso do martelo (PM), 
a contratante pode solicitar que o operador 
limite o avanço da composição a 45 cm, 
e que seja coletada uma amostra para 
determinação do teor de umidade do solo.
O ensaio de penetração consistirá na 
cravação do barrilete-amostrador, através 
do impacto de um martelo de 65 kg, 
caindo livremente de uma altura de 75 
cm sobre a composição de hastes. Esses 
equipamentos devem estar certificados, 
aferidos e calibrados. A elevação do 
martelo até a altura de 75 cm, marcada 
na haste-guia, deve ser feita por meio 
de cabo têxtil com diâmetro de 19 mm a 
25 mm, de modo a se encaixar com folga 
no sulco da roldana da torre de forma a 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
17
RETORNAR AO ÍNDICE
permitir a queda livre do martelo. Os eixos 
longitudinais do martelo e da composição 
de cravação com amostrador devem ser 
rigorosamente coincidentes.
O martelo para cravação do amostrador 
deverá possuir uma haste-guia, na qual 
deverá estar claramente assinalada a 
altura de 75 cm. Em torno da haste-guia, 
num recesso circular, deverá estar alojado 
um coxim de madeira-de-lei, com as fibras 
paralelas à haste-guia, para que o impacto 
com a composição não se dê diretamente 
entre os aços. O martelo deverá ser 
erguido manualmente, com auxílio de uma 
corda e polia, fixas no tripé. É vedado o 
emprego de cabo de aço para erguer o 
martelo. A queda do martelo deverá se dar 
verticalmente sobre a composição, com a 
menor dissipação de energia possível.
O barrilete deverá ser apoiado suavemente 
no fundo do furo, confirmando-se que sua 
extremidade se encontre na cota desejada 
e que as conexões entre as hastes 
estejam firmes e retilíneas. A ponteira do 
amostrador não poderá estar fissurada 
ou amassada. Colocado o barrilete no 
fundo, deverão ser assinalados com giz, na 
porção da haste que permanecer fora do 
revestimento, três trechos de 15 cm cada 
um, referidos a um ponto fixo do terreno. A 
seguir, o martelo deverá ser suavemente 
apoiado sobre a composição de hastes, 
anotando-se a eventual penetração do 
amostrador no solo.
Não tendo ocorrido penetração igual ou 
maior do que 45 cm, após a realização 
dos procedimentos já informados, deve-se 
realizar a cravação do amostrador-padrão 
até completar os 45 cm de penetração 
por meio de impactos sucessivos do 
martelo padronizado caindo livremente 
de uma altura de 75 cm, anotando-se, 
separadamente, o número de golpes 
necessários à cravação de cada segmento 
de 15 cm do amostrador-padrão.
Deverá ser anotado o número de golpes 
e a penetração em centímetros para a 
cravação de cada 15 cm do barrilete; caso 
ocorram penetrações superiores a 15 cm 
estas deverão ser anotadas, não se fazendo 
aproximações. Nesse caso, deve ser 
registrado o número de golpes empregados 
para uma penetração imediatamente 
superior a 15 cm, registrando-se o 
comprimento penetrado (por exemplo, 
três golpes para a penetração de 17 cm). 
A seguir, conta-se o número adicional de 
golpes até a penetração total ultrapassar 
30 cm e em seguida o número de golpes 
adicionais paraa cravação atingir 45 cm 
ou, com o último golpe, ultrapassar este 
valor. Após o término de cada ensaio SPT, 
a sondagem será prosseguida até a cota 
do novo ensaio.
O valor da resistência à penetração 
consistirá no número de golpes necessários 
à cravação dos 30 cm finais do barrilete-
amostrador. Quando a cravação atingir 45 
cm, o índice de resistência à penetração 
N é expresso como a soma do número 
de golpes requeridos para a segunda e a 
terceira etapas de penetração de 15 cm, 
adotando-se os números obtidos nestas 
etapas mesmo quando a penetração não 
tiver sido de exatos 15 cm, como descrito 
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18
RETORNAR AO ÍNDICE
em 5.3m. A cravação do amostrador-
padrão, nos 45 cm previstos para a 
realização do SPT, deve ser contínua e 
sem aplicação de qualquer movimento de 
rotação nas hastes.
A cravação do barrilete será interrompida 
quando se em qualquer dos três 
segmentos de 15 cm, o número de golpes 
ultrapassar 30 ou se o amostrador-padrão 
não avançar durante a aplicação de cinco 
golpes sucessivos do martelo. Quando a 
penetração for interrompida, o resultado da 
cravação do amostrador é expresso pelas 
relações entre o número de golpes e a 
penetração correspondente. Quando, com 
a aplicação do primeiro golpe do martelo, 
a penetração for superior a 45 cm, o 
resultado da cravação do amostrador deve 
ser expresso pela relação deste golpe com 
a respectiva penetração.
No caso de o ensaio ser executado por 
método mecanizado deve-se indicar 
claramente no boletim esta prática, 
bem como as características técnicas 
da máquina para que se possa fazer 
a correção de energia do ensaio com 
eficácia. A cravação do amostrador-
padrão é interrompida antes dos 45 cm de 
penetração sempre que ocorrer uma das 
seguintes situações: 
(a) se em qualquer dos três segmentos de 
15 cm, o número de golpes ultrapassar 40; 
(b) se o amostrador-padrão não avançar 
durante a aplicação de cinco golpes 
sucessivos do martelo.
3.2.1 Critério de 
Paralização
O critério de paralisação das sondagens é 
de responsabilidade técnica da contratante 
ou de seu preposto, e deve ser definido de 
acordo com as necessidades específicas 
do projeto. Na ausência do fornecimento 
do critério de paralisação por parte 
da contratante ou de seu preposto, as 
sondagens devem avançar até que seja 
atingido um dos seguintes critérios:
• Avanço da sondagem até a 
profundidade na qual tenham sido 
obtidos 10 m de resultados consecutivos 
indicando N iguais ou superiores a 25 
golpes;
• Avanço da sondagem até a 
profundidade na qual tenham sido obtidos 
8 m de resultados consecutivos indicando 
N iguais ou superiores a 30 golpes;
• Avanço da sondagem até a 
profundidade na qual tenham sido obtidos 
6 m de resultados consecutivos indicando 
N iguais ou superiores a 35 golpes.
Dependendo do tipo de obra, das cargas 
a serem transmitidas às fundações e 
da natureza do subsolo, admite-se a 
paralisação da sondagem em solos de menor 
resistência à penetração, desde que haja 
uma justificativa geotécnica ou solicitação 
do cliente. Quando forem atingidas as 
condições descritas de paralisação e após a 
retirada da composição com o amostrador, 
deve em seguida ser executado o ensaio 
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19
RETORNAR AO ÍNDICE
de avanço da perfuração por circulação 
de água. O ensaio deve ter duração de 
30 min, devendo-se anotar os avanços do 
trépano/peça de lavagem obtidos em cada 
período de 10 min.
A sondagem deve ser dada por encerrada 
quando, no ensaio de avanço da perfuração 
por circulação de água, forem obtidos 
avanços inferiores a 50 mm em cada 
período de 10 min. Quando da ocorrência 
destes casos, constar no relatório a 
designação de impenetrável ao trépano/
peça de lavagem. Caso haja necessidade 
técnica de continuar a investigação do 
subsolo até profundidades superiores 
àquelas limitadas ao impenetrável, o 
processo de perfuração por trépano e 
circulação de água deve prosseguir até que 
sejam atingidas as condições expressas ao 
impenetrável por lavagem, devendo, então, 
a seguir ser substituído pelo método de 
perfuração rotativa.
Caso ocorra a situação do amostrador-
padrão não avançar durante a aplicação de 
cinco golpes sucessivos ao martelo, antes 
da profundidade de 3 m, a sondagem 
deve ser deslocada no mínimo duas vezes 
para posições diametralmente opostas, 
a 2 m da sondagem inicial, ou conforme 
orientação do cliente ou seu preposto. As 
amostragens deverão ser representativas 
dos materiais atravessados e livres de 
contaminação. A cada metro de perfuração, 
a partir de 1 m de profundidade, devem ser 
colhidas amostras dos solos por meio do 
amostrador-padrão, com execução de SPT.
Deve ser coletada, para exame posterior, 
uma parte representativa do solo colhido 
pelo trado durante a perfuração até 1 m 
de profundidade, procurando identificar 
a espessura da camada com presença 
significativa de raízes quando for o caso.
3.2.2 Critério de 
Amostragem
As amostras obtidas nas sondagens à 
percussão poderão ser dos seguintes 
tipos:
• amostras de barrilete-amostrador SPT, 
com cerca de 200 g, constituídas pelos 
15 cm superiores do material obtido 
no amostrador. Sempre que possível, a 
amostra do corpo do barrilete deve ser 
acondicionada mantendo-se intactos os 
cilindros de solo obtidos;
• amostras de trado, com cerca de 500 g, 
constituídas por material obtido durante a 
perfuração e coletadas na parte inferior 
das lâminas cortantes do trado;
• amostras de lavagem, com cerca de 500 
g, obtidas pela decantação de água de 
circulação, em recipientes com capacidade 
mínima de 100 L. Neste processo de 
amostragem, é vedada a prática de coleta 
do material acumulado durante o avanço 
da sondagem, em recipiente colocado 
junto à saída da água de circulação;
As amostras obtidas nas sondagens à 
percussão poderão ser dos seguintes 
tipos:
• amostras de baldinho, com cerca de 
500 g, constituídas por material obtido na 
bomba-balde (baldinho com válvula de pé).
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
20
RETORNAR AO ÍNDICE
• Quando houver mudança de camada junto 
à cota de execução do SPT ou quando a 
quantidade de solo proveniente do bico do 
amostrador-padrão for insuficiente para 
sua classificação, recomenda-se também 
o armazenamento de amostras colhidas do 
corpo do amostrador-padrão.
• Excetuando-se as amostras de barrilete, 
deve ser coletada, no mínimo, uma amostra 
para cada metro perfurado. Deverão ser 
coletadas tantas amostras quantas forem 
os diferentes tipos de materiais.
As amostras acondicionadas em copos e 
sacos plásticos (demais amostras) serão 
colocadas em caixas de madeira ou de 
plástico, de tipo e dimensões usados em 
furos rotativos de diâmetro BW, conforme 
(Anexo 3). As caixas de madeira deverão 
ser providas de tampa com dobradiças. Na 
tampa e num dos lados menores da caixa, 
deverão ser anotados, com tinta indelével, 
os seguintes dados:
• número do furo;
• nome da obra e cliente;
• local;
• número da caixa e número de caixas do 
furo.
Quando a sondagem à percussão for 
seguida por sondagem rotativa, deve ser 
utilizada caixa de amostra apropriada 
para o diâmetro da sondagem rotativa 
programada, de forma a acondicionar as 
amostras por ambas as metodologias, 
sequencialmente. As amostras serão 
coletadas desde o início do furo e 
acondicionadas na caixa, com separação 
de tacos de madeira ou outro dispositivo, 
pregados na divisão longitudinal. A 
sequência de colocação das amostras na 
caixa iniciar-se-á no lado da dobradiça ou 
no caso de caixas de plástico da esquerda 
para a direita. A profundidade de cada 
trecho amostrado deve ser anotada, com 
caneta esferográfica ou tinta indelével, no 
taco do lado direito da amostra. No lado 
direito da última amostra do furo deve ser 
colocado um taco adicional com a palavra 
“fim”.
Deverá ser anotado no boletim de 
sondagem o quanto do material amostrado 
foi recuperadoa cada manobra, sendo 
informado em % (Recuperação = Trecho 
de Material Recuperado / Manobra). Cada 
metro perfurado à percussão, com exceção 
do primeiro, deve estar representado 
na caixa de amostra por duas porções 
de material, separadas por tacos de 
madeira, sendo a primeira com amostra de 
penetrômetro e a segunda, com amostra de 
trado, lavagem ou bomba-balde (baldinho).
Não havendo recuperação de material no 
barrilete, o local da amostra na caixa deve 
ser preenchido com um taco de madeira 
com as palavras “não recuperou”. Nos 
casos em que haja mudança de camada 
junto à cota de execução do SPT ou quando 
a quantidade de solo proveniente do bico 
do amostrador-padrão for insuficiente para 
sua classificação, recomenda-se também 
o armazenamento de amostras colhidas 
do corpo do amostrador-padrão. Deve-se 
anotar esse procedimento claramente no 
boletim.
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21
RETORNAR AO ÍNDICE
A cada ensaio de penetração, cerca de 100 
g da amostra, deverá ser imediatamente 
acondicionada em recipientes de vidro ou 
plástico rígido, com tampa, de forma que 
o frasco fique hermético, parafinado ou 
selado com fita colante. Esta amostra deve 
ser identificada por duas etiquetas em 
papel cartão ou adesivo vinil, sendo uma 
interna e a outra colada na parte externa 
do recipiente, onde constem:
• nome da obra e cliente;
• nome do local;
• número da sondagem;
• número da amostra e profundidade da 
amostra;
• número de golpes e penetração do 
ensaio;
• data;
• operador.
As anotações devem ser feitas com 
caneta esferográfica ou tinta indelével; as 
etiquetas devem ser protegidas com sacos 
plásticos contra avarias no manuseio da 
amostra. Estes recipientes devem ser 
acondicionados em caixas apropriadas 
para transporte ou, de preferência em caixa 
especificada anteriormente. As caixas de 
amostras deverão permanecer guardadas 
à sombra, em local ventilado, até o final da 
sondagem, quando serão transportadas 
para o local indicado pela fiscalização.
A fiscalização deverá sancionar a 
representatividade dos materiais obtidos 
na amostragem. No caso de baixa qualidade 
ou não representatividade do mesmo, ou 
seja, nos casos em que as amostras não 
atendam às necessidades do projeto, 
deverá ser avaliada a possibilidade de nova 
coleta. Essa decisão ocorrerá caso seja 
confirmada que a não representatividade 
seja consequência de característica 
geológica do material e não meramente 
uma questão operacional da sondagem. 
As amostras devem ser conservadas 
pela empresa executora, à disposição do 
contratante, por um período mínimo de 60 
dias, a contar da data da apresentação do 
relatório.
3.4 Sondagem 
Rotativa com 
Recuperação 
de Amostra
A sondagem rotativa permite através 
da ação perfurante dada basicamente 
por forças de penetração e rotação, a 
investigação e o reconhecimento de rochas 
e solos, permitindo a retirada de amostras 
da rocha atravessada, que, conjugadas, 
atuam com poder cortante, podendo atingir 
grandes profundidades (Oliveira e Brito, 
1998). Os resultados das sondagens são 
apresentados em relatório, com planta do 
local e indicação dos pontos perfurados, 
perfis geológicos geotécnicos de cada 
sondagem, contendo as informações 
da obra, número, inclinação e rumo da 
sondagem, data de início e término, cota 
do furo e nível d’água quando encontrado, 
profundidade e cotas na vertical, 
diâmetros de sondagem e profundidade 
dos revestimentos, comprimento de cada 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
22
RETORNAR AO ÍNDICE
manobra, recuperação dos testemunhos, 
alteração, coerência, fraturamento, 
RQD, descontinuidades, classificação e 
interpretação geológica.
Figura 04 – Caixa de armazenamento de testemunhos de sondagem rotativa com recuperação.
Os barriletes são tubos com diâmetros 
compatíveis, inseridos entre a coroa e as 
hastes, destinados a acomodar e proteger 
os testemunhos. Existem diversos tipos, 
porém recomenda-se a utilização de 
barriletes duplo-livres ou triplos, de modo 
a atender aos níveis de recuperação 
exigidos. O barrilete duplo-livre ou duplo-
giratório é constituído por dois tubos. Entre 
as partes da cabeça do barrilete, onde os 
tubos são rosqueados, existe um sistema 
de rolamentos. Assim, enquanto o tubo 
externo gira com a coluna de perfuração, 
o tubo interno permanece estacionário 
ou gira lentamente. O testemunho fica 
protegido do atrito com a parede do 
barrilete e o contato do testemunho 
com o fluido de circulação se dá entre a 
extremidade do tubo interno e a face da 
coroa. Existem variações desse barrilete, 
com saída do fluido de circulação na face 
interna da coroa (saída lateral) ou na 
parte inferior (saída frontal) , para obter 
recuperação de boa qualidade de maciço 
alterado e muito fraturado. É utilizado 
também quando se pretende recuperar 
materiais de preenchimento de fraturas 
com coroa de paredes finas (com saída 
d’água frontal e prolongador de tubo 
interno até 3 mm da coroa) que permite 
elevada recuperação de testemunhos, 
principalmente quando combinados com 
a habilidade do profissional e pressão 
de avanço cuidadosa. Já o barrilete de 
tubo interno removível, usado no sistema 
wire-line, possibilita alta produção com 
dispositivos especiais que permitem 
a retirada do tubo interno, contendo o 
testemunho, por dentro da coluna de 
perfuração, sem a necessidade de removê-
la. Esse tipo de barrilete é muito utilizado 
em sondagens mais profundas, como é 
o caso nas investigações de pesquisa 
mineral.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
23
RETORNAR AO ÍNDICE
No caso de baixa qualidade na amostragem 
deve ser verificadas questões que 
envolvem desde a qualificação da equipe 
até a necessidade do uso de técnicas 
secundárias para apoio à operação. Como 
sugestão, lista-se abaixo as verificações: 
(1) Atuação de profissionais com domínio 
técnico dos equipamentos e habilidade 
para operá-los em maciço rochoso de difícil 
amostragem, como por exemplo, maciços 
rochosos alterados e/ou muito fraturados; 
(2) Utilização de barrilete duplo-livre com 
luva para o testemunho, especialmente 
indicado para trechos de rochas muito 
fraturadas ou zonas de falhas encaixadas 
em rochas duras;
Utilização de diâmetros HW ou 86 mm, 
barrilete duplo-livre e coroa de paredes 
finas, saída d’água frontal, ao invés de 
barrilete duplo-livre e coroa tradicional 
de diâmetro NW; Aplicação de técnicas 
de injeção de espuma de bolhas de ar 
(air-bubble) ou de soluções de polímeros 
com fluídos de perfuração, nos trechos 
de maior dificuldade e onde não houve 
sucesso com os procedimentos anteriores. 
O uso dessa técnica deve considerar se há 
restrições quanto a possível contaminação 
da amostra por utilização desses matéria.
A sondagem deverá ser iniciada 
após a limpeza e isolamento da área, 
permitindo o desenvolvimento de todas 
as operações. Deve ser aberto sulco 
ao redor da perfuração para desviar as 
águas superficiais. Quando for necessária 
a construção de uma plataforma, esta 
deverá ser totalmente assoalhada. A 
sonda deverá ser firmemente ancorada 
Figura 05 – Amostra coletada a partir do barrilete na sondagem rotativa.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
24
RETORNAR AO ÍNDICE
no terreno, de maneira a minimizar as 
vibrações e sua consequente transmissão 
para a composição da sondagem.
Junto ao local de execução do furo, 
deverão ser cravados um piquete e uma 
estaca com a identificação da sondagem. 
O piquete servirá de ponto de referência 
para medidas de profundidades e para 
amarração topográfica. Em área com 
lâmina d’água, o ponto de referência deverá 
ser o topo do revestimento, firmemente 
ancorado no furo.
No caso de sondagem inclinada, o 
posicionamento e o ajuste da sonda 
deverão ser realizados com o auxílio de 
bússola e clinômetro, de modo a respeitar 
rigorosamente o azimute e a inclinação 
prevista no programa de sondagens. Deve-
se atentar paraa interferência magnética 
que os equipamentos podem causar na 
agulha da bússola. Sendo a superfície 
do terreno não rochosa, em solo, pode 
ser realizada a execução de sondagem à 
percussão, com ensaios SPT e recuperação 
do solo com avanço da sondagem rotativa, 
ou a amostragem contínua, as camadas de 
solo são perfuradas com barrilete duplo e 
com pouca utilização de água. O primeiro 
caso só é possível em sondagens verticais.
Deverão ser empregados, com a anuência 
da fiscalização, todos os recursos das 
sondagens rotativas, de maneira a 
assegurar a melhor recuperação de todos 
os materiais atravessados, entre eles: 
a redução de vibração do equipamento 
mediante a correta ancoragem da 
perfuratriz; emprego de hastes retilíneas; 
utilização de equipamentos e acessórios 
apropriados às condições geológicas; 
emprego de fluidos (exceto onde serão 
realizados ensaios de permeabilidade 
devido à possibilidade da colmatação); 
realização de manobras curtas e adequação 
da velocidade de perfuração.
A recuperação de testemunhos, 
especialmente em trechos do maciço 
rochoso muito a extremamente alterados 
e/ou muito fraturados, pode ser obtida com 
a escolha adequada de barrilete, coroas e 
caixas de mola, bem como o avanço lento 
e redução do volume de água, sob controle 
de um sondador experiente. Sondas com 
avanço hidráulico são apropriadas para 
avaliar a resistência da rocha através da 
velocidade de perfuração, pois a pressão 
sobre a coroa pode ser mantida constante 
durante a execução da sondagem.
Entretanto, mesmo com a utilização dos 
recursos descritos no item 5.2(e), caso 
não seja obtida boa recuperação, fica a 
critério da fiscalização a aceitação do furo. 
Alternativamente, o furo poderá ser objeto 
de perfilagem óptica digital ou sônica. No 
caso de avanço da perfuração ser efetuado 
com sonda rotativa em trechos de solo, 
deverá ser adotada uma baixa rotação e 
baixa pressão na bomba de circulação 
d’água, de maneira a assegurar a máxima 
recuperação dos materiais atravessados. 
Caso exista restrição do uso de água 
para subsidiar a sondagem rotativa e 
se observada dificuldade do avanço, a 
questão deverá ser tratada entre as partes 
envolvidas, bem como a alternativa ao 
método.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
25
RETORNAR AO ÍNDICE
Constituem elementos de interesse e 
que devem ser informados: o registro 
das características da sonda rotativa e da 
coluna de perfuração utilizadas, o tempo de 
realização das manobras, o tipo da coroa 
(diamante ou widia), bem como a avaliação 
da pressão aplicada sobre a composição, 
sua velocidade de rotação, velocidade 
de avanço, pressão e vazão da água de 
circulação. A sequência de diâmetros a 
ser utilizada deverá ser estabelecida pela 
fiscalização e somente poderá ser alterada 
mediante sua autorização, por comprovada 
necessidade técnica. Em princípio, o 
diâmetro inicial ideal será H e o mínimo deve 
ser N, sabendo-se que diâmetros maiores 
são indicados em material decomposto 
e rocha alterada. A empresa deve ter 
recursos logísticos no campo (barriletes 
e material cortante) para, eventualmente, 
reduzir o diâmetro para B – se solicitado 
pela fiscalização.
O controle da profundidade do furo, com 
precisão de 1 cm, deverá ser feito pela 
diferença entre o comprimento total das 
hastes com a peça de perfuração e a 
sobra delas em relação ao piquete de 
referência fixado junto à boca do furo. 
Caso seja atingido o nível freático sua 
profundidade deverá ser anotada. Quando 
ocorrer artesianismo não-surgente, deverá 
ser registrado o nível estático; no caso 
de artesianismo surgente, além do nível 
estático, deverão ser medidas a vazão e o 
respectivo nível dinâmico. Os níveis d’água 
(estático/dinâmico) deverão ser medidos 
todos os dias, antes do início dos trabalhos 
e na manhã seguinte à conclusão da 
sondagem.
Quando houver o interesse na obtenção 
de uma medida de nível piezométrico em 
qualquer trecho do furo em andamento, a 
fiscalização poderá solicitar a instalação, 
em cota determinada, de um obturador 
durante o intervalo entre dois turnos de 
perfuração. Nesse caso, no reinício dos 
trabalhos serão medidos níveis d’água 
interno à tubulação do obturador e 
externo a ele. Salvo orientação contrária, 
imediatamente após a última leitura de 
nível d’água, quando houver, ou após 
o encerramento da sondagem, o furo 
deverá ser tamponado com solo ou solo-
cimento, deixando-se cravada no local uma 
estaca com a identificação da sondagem. 
Nos furos em sítios de barragens, o 
preenchimento deverá ser feito com coulis 
(mistura) de cimento e bentonita no traço 
de 10:1, vertida a partir do fundo do furo 
com auxílio de um tubo tremie, que será 
levantado à medida de seu preenchimento.
3.4.1 Critério de 
Amostragem
A amostragem deverá ser contínua e total, 
mesmo em materiais incoerentes ou muito 
fraturados, permitindo ao geólogo buscar 
informações geológicas de interesse à 
caracterização do maciço rochoso. Os 
testemunhos não deverão se apresentar 
fraturados ou roletados pela ação 
mecânica do equipamento de sondagem. 
Quando ocorrerem as quebras mecânicas 
essas deverão ser identificadas na caixa 
de testemunhos.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
26
RETORNAR AO ÍNDICE
As operações de retirada das amostras do 
barrilete e acondicionamento nas caixas 
deverão ser feitas cuidadosamente, de 
maneira a serem mantidas as posições 
relativas dos testemunhos coletados, 
recompondo-se, tanto quanto possível a 
situação natural anterior à perfuração. 
Deve-se atentar à relação entre o trecho 
perfurado e o comprimento total do 
testemunho obtido, conhecida como 
recuperação, que deverá ser calculada e 
expressa em porcentagem, não podendo 
ser inferior a 95% por manobra, exceto 
quando autorizado pela fiscalização.
Caso seja necessário quebrar o 
testemunho para acondicioná-lo na caixa 
de amostra, o local da quebra deverá ser 
assinalado por dois riscos paralelos, com 
tinta indelével, traçados transversalmente 
à quebra. Sendo necessário esse critério 
para a determinação correta do índice de 
qualidade da rocha ou RQD (Rock Quality 
Designation). O RQD representa a relação 
entre a soma de todos os fragmentos de 
material rochoso maiores que 10 cm e 
o comprimento total do furo (x 100). As 
amostras serão acondicionadas em caixas, 
conforme Figura. Nos casos de serem 
acondicionadas amostras com diversos 
diâmetros numa mesma caixa, deverão ser 
colocados calços no fundo e nas laterais 
das divisões das caixas, de maneira a 
garantir a imobilidade dos testemunhos 
durante o manuseio. As caixas deverão ser 
providas de tampa.
Figura 06 – Forma de organização e armazenamento dos testemunhos na caixa de sondagem, conforme ABGE.
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27
RETORNAR AO ÍNDICE
Os testemunhos serão acondicionados 
nas caixas, após cada manobra, com 
separação de tacos de madeira ou outro 
dispositivo, afixado transversalmente 
na canaleta. A sequência de colocação 
das amostras na caixa se inicia no lado 
da dobradiça ou, no caso de caixas de 
plástico, da esquerda para a direita, com 
a parte superior da manobra ao seu lado 
esquerdo. As amostras subsequentes 
deverão ser colocadas na caixa, sempre 
respeitando a sequência crescente de 
profundidade das amostras, ou seja, da 
esquerda para a direita. No último taco, 
colocado após a última manobra do furo, 
deverá constar, além da profundidade final 
do furo, a palavra “Fim”.
Trechos que não tenham sido recuperados 
no processo de perfuração deverão 
ser identificados na caixa, no local 
correspondente à manobra, com um taco de 
madeira ou material igualmente duradouro 
com a indicação “Não recuperado”. Caso 
tenham sido coletadas amostras para 
ensaios laboratoriais durante o processo 
de perfuração, deverá ser indicada na 
caixa o trecho amostrado bem como o tipo 
de amostrador utilizado.
Figura 07 – Representação real da amostragem e manobras resultante de sondagemrotativa em rocha.
Todas as caixas contendo os testemunhos 
de sondagens rotativas deverão ser 
fotografadas em meio digital. As fotos 
deverão ser tiradas com no máximo 2 
caixas por foto, de tal forma que as 2 caixas 
ocupem 80% da área de cada foto. A 
tomada das fotos deverá ser perpendicular 
em relação às caixas dos testemunhos 
e caso necessário, deve-se adotar uma 
escala.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
28
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3.5 Sondagem 
Mista (SPT + 
Rotativa)
As sondagens mistas, por definição, 
contemplam ensaios SPT no trecho inicial 
(0,45 m), seguida de sondagem rotativa 
com recuperação no trecho final (0,55 m) 
da manobra, até o limite do impenetrável, 
seguindo-se as diretrizes vigentes. Após 
isso, segue-se com sondagem rotativa com 
recuperação até atingir material rochoso 
ou à critério da fiscalização baseando-
se no estabelecido em projeto. Para o 
trecho em rocha das sondagens mistas e 
para as sondagens rotativas deverão ser 
atendidas as diretrizes expostas no Manual 
de Sondagens da ABGE.
A sondagem deverá ser iniciada somente 
após locação da mesma por equipe 
topográfica por meio de piquetes e estaca 
com indicação do furo programado e 
coordenadas em UTM e com indicação 
do DATUM considerado (SIRGAS2000, 
preferencialmente). Em terreno seco, 
a sondagem deverá ser iniciada após 
a limpeza de uma área que permita o 
desenvolvimento de todas as operações 
sem obstáculos e a abertura de um sulco ao 
redor, que desvie as águas de enxurradas, 
no caso de chuva.
A sonda deverá ser firmemente ancorada 
no terreno, de maneira a minimizar as 
vibrações e a consequente transmissão 
para a composição da sondagem. Em 
terreno alagado ou coberto por lâmina de 
água de grande espessura, a sondagem 
deverá ser feita a partir de plataforma fixa ou 
flutuante, firmemente ancorada, totalmente 
assoalhada, que cubra, no mínimo, a área 
delimitada pelos pontos de apoio do tripé, 
acrescida das áreas necessárias para 
instalação dos demais equipamentos. Junto 
ao local onde será executada a sondagem, 
deverá ser cravado um piquete com a 
identificação da sondagem, que servirá 
de ponto de referência para medidas de 
profundidade e para fins de amarração 
topográfica. Em área com lâmina de água, 
o ponto de referência deverá ser o topo 
do revestimento, firmemente ancorado no 
furo, cuja cota deverá ser fornecida pela 
equipe de topografia.
Deverão ser empregados todos os recursos 
das sondagens rotativas, de maneira a 
assegurar a perfeita recuperação de todos 
os materiais atravessados. Os principais 
recursos são: escolha de equipamentos 
e acessórios apropriados às condições 
geológicas, realização de manobras 
curtas e adequação da velocidade de 
perfuração às características geológicas 
da rocha perfurada. A alta recuperação 
de testemunho, especialmente de trechos 
de maciços rochosos extremamente 
alterados e/ou muito fraturados, pode 
ser conseguida com emprego de sonda 
rotativa de avanço manual, sob controle 
de um bom sondador. Sondas com avanço 
hidráulico são mais apropriadas para 
avaliar a resistência da rocha através da 
velocidade de perfuração, pois a pressão 
do hidráulico pode ser mantida constante 
durante a execução da sondagem.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
29
RETORNAR AO ÍNDICE
Constituem elementos de interesse: o 
registro das características da sonda 
rotativa e da coluna de perfuração utilizadas, 
o tempo de realização das manobras, as 
características da coroa (quilatagem, 
pedras por quilate, tipo, tempo de uso, etc.) , 
bem como a avaliação da pressão aplicada 
sobre a composição, sua velocidade de 
rotação, velocidade de avanço, pressão e 
vazão da água de circulação.
Quando, no avanço da sondagem rotativa, 
ocorrer mais de 50 cm de material mole 
ou incoerente, salvo especificação em 
contrário, deverá ser executado um ensaio 
de penetração SPT, seguido de outros 
a intervalos de 1 m, até serem atingidas 
novamente as condições de impenetrável, 
conforme ressaltado no subcapítulo de 
sondagem a percussão. O controle da 
profundidade do furo, com precisão de 1 
cm, deverá ser feito pela diferença entre o 
comprimento total das hastes com a peça 
de perfuração e a sobra delas em relação 
ao piquete de referência fixado junto à 
boca do furo.
No caso de a sondagem atingir o nível 
freático, a sua profundidade deverá ser 
anotada. Quando ocorrer artesianismo 
não surgente, deverá ser registrado o 
nível estático; no caso de artesianismo 
surgente, além do nível estático, deverão 
ser medidas a vazão e o respectivo nível 
dinâmico. Os níveis de água (estático/
dinâmico) deverão ser medidos todos os 
dias, antes do início dos trabalhos e na 
manhã seguinte à conclusão da sondagem.
3.6 Sondagem 
Rotativa Destrutiva
 A sondagem rotativa destrutiva é 
baseada na sondagem com avanço do 
barrilete, porém, sem recuperação do 
trecho perfurado. Neste caso, o material 
perfurado não é relevante para o cliente 
e passa a ser “destruído” com o emprego 
de alta rotação, rápido avanço e grande 
pressão da unidade rotativa. Comumente 
é utilizada a pressão da bomba de água 
da sonda para efetuar a limpeza e lavagem 
constante do furo, desta forma, retirando 
instantaneamente o material destruído. 
Uma das grandes vantagens desse tipo 
de sondagem é o rápido avanço, visto que 
a quantidade de manobras é reduzida em 
relação à sondagem com recuperação de 
testemunhos. Nos casos em que a lavagem 
completa do furo não é possível, faz-se o 
“embuchamento” do material via barrilete.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
4
Cone Penetration 
Test (CPT) e 
Piezocone (CPTU)
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
31
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Os ensaios CPT (Cone Penetration Test) 
e CPTu (Piezocone com medição da 
pressão intersticial) são considerados 
internacionalmente como uma das mais 
importantes ferramentas de prospecção 
geotécnica. O princípio do ensaio consiste 
na cravação no terreno de uma ponteira 
cónica (60º de ângulo de abertura) a 
uma velocidade constante de 20mm/s. A 
secção transversal do cone apresenta uma 
área de 10cm2 (a mais comum e utilizada). 
No ensaio CPT medem-se a resistência de 
ponta e lateral: qc e fs. No ensaio CPTU 
mede-se ainda a poropressão. Ensaios de 
dissipação do excesso de poropressão 
geradas durante a cravação do piezocone 
podem ser interpretados para a obtenção 
do coeficiente de adensamento horizontal 
Ch.
O CPT pode ser usado em argilas muito 
moles a areias compactas, mas não é 
particularmente apropriado para cascalhos 
ou terrenos de alteração de rocha. O ensaio 
fornece números mais precisos e confiáveis 
para análise mesmo sem amostragem 
de solo. A maioria dos cones elétricos/
eletrônicos requer um cabo que é enroscado 
através das hastes e são conectados à 
uma fonte de alimentação e ao sistema 
de aquisição de dados na superfície. Um 
conversor analógico-digital e um notebook 
são suficientes para coletar dados em 
intervalos aproximados de 1 segundo. As 
profundidades são monitoradas usando 
um potenciômetro (LVDT). Os sistemas 
podem ser alimentados por tensão usando 
o gerador (CA) ou bateria (DC), ou, 
alternativamente, executado na corrente 
elétrica convencional.
Figura 08 – Desenho esquemático do cone utilizado no ensaio.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
5
Ensaios de 
Permeabilidade 
em Campo
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
33
RETORNAR AO ÍNDICE
Os ensaios de permeabilidade em solos são 
correntemente realizados em Geologia de 
Engenharia e Ambiental com a finalidade 
de se determinar os coeficientes de 
permeabilidade dos terrenos objeto de 
estudos para implantação ou consolidação 
de obras civis e/ou projetos ambientais. 
São realizados com frequência em locais 
de projetos de barragens, de túneis, para 
implantação de aterros sanitários, para 
investigação em áreas contaminadas, etc. 
Em menor escalasão usados em outros 
tipos de obras, como canais e estradas. 
São, frequentemente, executados em 
furos de sondagem a percussão, poços de 
monitoramento e piezômetros, onde são 
conhecidos, genericamente, como “ensaios 
de infiltração”. Com menor frequência são 
aplicados em poços de inspeção e cavas 
abertas em solo.
Estes ensaios não utilizam sistemas 
de observação da variação das cargas 
piezométricas nas imediações do furo 
onde se realiza o ensaio. Por esta razão, 
os ensaios objeto destas diretrizes são 
também conhecidos como “ensaios 
pontuais”.
Neste aspecto, assemelham-se aos 
“ensaios de perda d’agua sob pressão”, 
também pontuais. Estes “ensaios de 
perdas d’agua sob pressão” aplicados 
nos maciços rochosos (OLIVEIRA et 
al., 1975), juntamente com os “ensaios 
de infiltração”, perfazem o conjunto de 
ensaios de permeabilidade comumente 
usados pela Geologia de Engenharia e 
Ambiental para caracterização hidráulica e 
hidrogeotécnica dos terrenos naturais e/
ou artificiais.
5.1 Permeabilidade 
em Solos
Em sondagens revestidas, o trecho de 
ensaio corresponde ao intervalo entre o 
final do revestimento e o fundo do furo. Em 
sondagens não revestidas, nos ensaios 
a nível constante, o trecho de ensaio 
corresponde ao intervalo entre a posição 
do nível d’água e o fundo do furo, e nos 
ensaios a nível variável o trecho de ensaio 
varia com a carga. Neste caso, recomenda-
se considerar, para cálculo, o trecho de 
ensaio como sendo aquele compreendido 
entre a posição do nível d’água na metade 
do tempo necessário para o rebaixamento 
considerado no cálculo e o fundo do furo.
É conveniente a escolha de trechos tanto 
maiores quanto menor for a permeabilidade 
estimada, de maneira a permitir uma medida 
mais fácil da vazão. O gráfico orientativo 
da figura a seguir apresenta a grandeza 
da vazão em função da permeabilidade 
(K) esperada e da carga atuante (h), para 
trecho de ensaio de 1 m em furos com 
diâmetro de 6,35 cm (2 1/2”).
A escolha de trechos, tanto menores 
quanto menos coesivo for o solo a ser 
ensaiado, pode eliminar, ou minimizar, 
problemas de desmoronamento. O limite 
é a execução do ensaio no fundo do furo 
(paredes totalmente revestidas). Contudo, 
os resultados de ensaios executados 
nestas condições estão sujeitos a 
erros importantes devido à pequena 
área ensaiada (influência de pequenas 
estruturas locais) e à possibilidade de 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
34
RETORNAR AO ÍNDICE
decantação de finos no fundo do furo, 
colmatando-o. Deve-se considerar ainda 
que, no caso de sondagens revestidas, 
a escolha de um trecho longo tende a 
minimizar o erro advindo de eventuais 
fugas d’água entre o revestimento e as 
paredes do furo.
Durante a perfuração do trecho a ser 
ensaiado, recomenda-se o uso de água 
sem material em suspensão visível a olho 
nu. Ao se atingir a cota de ensaio, deve-
se levantar um pouco a composição 
de perfuração e, com o revestimento 
posicionado na profundidade prevista, 
manter a circulação d’água até que a água 
de retorno apresente-se sem detritos ou 
materiais em suspensão, visíveis a olho nu. 
Em furos revestidos recomenda-se, durante 
a perfuração, não girar o revestimento 
ao ser aprofundado, minimizando, assim, 
a possibilidade de fugas d’água entre 
o revestimento e as paredes do furo. 
Especialmente em solos poucos coesivos, 
e abaixo do nível d’água local, deve-se 
procurar manter a coluna d’água na boca 
do furo para evitar desmoronamento das 
paredes.
5.1.1 Definição do Tipo 
de Ensaio
A escolha de ensaios de bombeamento ou 
recuperação (descarga) exige, de início, 
a disponibilidade de dispositivos que, 
normalmente, não são necessários nos 
ensaios de infiltração ou rebaixamento 
(carga). Tais dispositivos são, basicamente, 
filtros que impeçam o eventual carreamento 
de partículas do solo do trecho ensaiado 
e bombas. Devido a estes requisitos, que 
exigem inclusive melhor infraestrutura 
no local, são mais raramente executados. 
Contudo, vale lembrar que a ocorrência 
de artesianismo pode se assemelhar a um 
ensaio de bombeamento, onde a diferença 
de altura entre os níveis estático e dinâmico 
equivale à descarga total passível de se 
alcançar e a vazão da surgência equivale à 
vazão bombeada. Sendo assim, a imposição 
de um nível dinâmico variável, condicionado 
pela variação da altura da saída da água 
na boca do revestimento, corresponde a 
um ensaio de descarga (bombeamento).
Portanto, dada a maior simplicidade de 
execução, a escolha frequentemente 
recai nos ensaios de carga. Para estes 
ensaios, o “Manual de Sondagens” (ABGE, 
2013) sugere o seguinte critério de 
opção entre se realizar um ensaio a nível 
constante (infiltração) ou a nível variável 
(rebaixamento): “Será feito ensaio de 
rebaixamento quando a carga hidráulica do 
trecho ensaiado for superior a 0,02 MPa (> 
2 metros) e, por avaliação, o rebaixamento 
da água no interior do revestimento for 
inferior a 10 cm/min”.
Figura 09 – Representação de materiais utilizados para 
realização do ensaio de infiltração.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
35
RETORNAR AO ÍNDICE
5.1.2 Materiais e 
Equipamentos
O “Manual de Sondagens” (ABGE, 2013) 
recomenda, para os ensaios de carga, os 
seguintes equipamentos:
a) Bomba d’água com capacidade mínima 
de 40 litros por minuto;
b) hidrômetro calibrado, em boas 
condições, com divisões de escala em 
litros, testado no início de cada furo e 
sempre que houver suspeita de mau 
funcionamento. O hidrômetro não deve 
apresentar desvio superior a 10% do 
valor real na faixa de vazão entre 10 e 
40l/min. É vedado o uso de curvas de 
calibração;
c) tambor graduado em litros com 
capacidade de, aproximadamente, 200 
litros;
d) provetas ou latas graduadas a cada 
50 centímetros cúbicos, com capacidade 
mínima de 1 litro;
e) funil com rosca para acoplamento no 
revestimento, com redução mínima de 
2,54 cm (1”) e diâmetro maior que 20 
centímetros;
f) escarificador, constituído por uma haste 
decimétrica de madeira com numerosos 
pregos sem cabeça semi-cravados; e,
g) medidor de nível d’água.
Nesta listagem deve-se incluir, para os 
ensaios que requerem bombeamento:
a) bombas do tipo injetora, bomba de 
sucção ou bomba submersa, tubos do PVC 
e tela.
5.1.3 Carga Constante
Enche-se o furo de água até a boca, 
tomando-se este instante como tempo 
zero. O nível de água no furo deve ser 
mantido constante, alimentado por uma 
fonte apropriada (utilizar gráfico orientativo 
apresentado anteriormente), medindo-se o 
volume de água introduzido durante certo 
intervalo de tempo (vazão). É aconselhável 
a elaboração de um gráfico onde seja 
lançado na abscissa o tempo e na ordenada 
o volume acumulado ou vazão. Tal gráfico 
possibilita a observação da estabilização 
da vazão, que é caracterizada por uma reta. 
Essa é a vazão que será utilizada no cálculo 
da permeabilidade (vazão constante). 
Pode-se estimar um tempo médio de 20 
minutos por ensaio.
5.1.4 Carga Variável
Rebaixamento
Enche-se o furo de água até a boca, 
anotando-se este instante. Em ensaios 
realizados acima do nível d’água do 
terreno, o nível d’água do furo deve ser 
mantido na boca, estável, por cerca de 10 
minutos, para “saturação”. Interrompe-se 
o fornecimento d’água, tomando-se este 
instante como tempo zero. Imediatamente 
após, e a intervalos curtos no início e mais 
longos em seguida (por exemplo, 15”, 30”, 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
36
RETORNAR AO ÍNDICE
1’, 2’, 3’, 4’, 5’, e assim, sucessivamente), 
acompanha-se o rebaixamento do nível 
d’água no furo. Recomenda-se que o 
ensaio seja dado por concluído quando o 
rebaixamento atingir 20% da carga inicial 
aplicada ou 30 minutos de ensaio.
Recuperação
Bombeia-se a água do furo até se obter 
um rebaixamento de, pelo menos, 1 m 
abaixo do nível d’água estático, mantendo-
se assim até se atingir condições de 
fluxo permanente (vazões constantes), ou 
próximas. Interrompe-se o bombeamento,tomando-se este como tempo zero. 
Imediatamente após, e em intervalos de 
tempo semelhantes aos do ensaio de 
rebaixamento, controla-se a recuperação 
do nível d’água. Para o término do 
ensaio, recomenda-se seguir as mesmas 
orientações anteriormente apresentadas 
para os ensaios de rebaixamento.
5.2 Permeabilidade 
em Rocha
5.2.1 Perda D’água Sob 
Pressão
Os ensaios de perda de água são realizados 
para obtenção e determinação das
características de condutividade hidráulica 
dos maciços rochosos e serão executados 
em furos de sondagem através de injeção 
de água sob pressão. Os ensaios deverão 
ser executados à medida que se avança 
a sondagem, em trechos com espessuras 
variáveis que dependerão da geologia/
estrutural. A fiscalização pode solicitar 
a execução dos ensaios em trechos de 
diferentes comprimentos, tanto na porção 
final da sondagem como acima dela. Neste 
caso, deverá ser empregado obturador 
duplo.
Os equipamentos e ferramentas 
necessários à execução dos ensaios 
de permeabilidade deverão constar dos 
seguintes elementos:
• Bomba de água: com capacidade de vazão 
de 120 L/min a uma pressão de 10 kgf/
cm² (1 MPa). A critério da FISCALIZAÇÃO, 
poderá ser utilizada bomba com capacidade 
de vazão de 60 L/min a uma pressão de 
10 kgf/cm² (1 MPa), caso as absorções 
medidas sejam compatíveis com estas 
vazões. A bomba deverá ser testada no 
início de cada conjunto de ensaios a serem 
executados num mesmo furo e sempre que 
houver suspeita de mau funcionamento.
• Hidrômetro: com divisões de escala em 
litros. Deve ser suficientemente sensível 
para detectar uma vazão mínima de 3 L/min. 
No início de cada sondagem, e sempre que 
houver suspeita de mau funcionamento, 
o hidrômetro deverá ser submetido à 
calibração, sendo rejeitado aquele que 
apresentar um desvio de leitura superior 
a 10%. Recomenda-se que a escolha 
do hidrômetro, quanto a sua capacidade 
nominal, seja feita em função da ordem de 
grandeza das vazões medidas: hidrômetro 
de capacidade nominal de 3 ou 5 m³/h, 
para vazões de até 60 l/min e hidrômetro 
com capacidade nominal de 7 m³/h, para 
vazões entre 60 e 120 l/min.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
37
RETORNAR AO ÍNDICE
• Manômetros: com capacidade e divisões 
de escala adequadas às pressões a serem 
aplicadas. Devem ser comparados com 
um manômetro aferido, de uso exclusivo 
para calibração, a cada furo e sempre que 
houver suspeita de mau funcionamento. 
Os manômetros não deverão apresentar 
desvios de leituras superiores a 10% do 
valor real. É vedado o uso de curvas de 
calibração. A pressão máxima de operação 
não deve ultrapassar 75% do valor máximo 
da escala do manômetro. Na Tabela 5.5 são 
apresentadas, para diferentes pressões 
admissíveis dos manômetros, as pressões 
de ensaio, empregando-se o critério de 
0,25 kgf/cm² (0,025 MPa) por metro de 
profundidade do obturador.
• Obturadores de borracha: tipo 
pneumático (infláveis) ou mecânico (de 
cruzeta), simples e/ou duplos, em boas 
condições. O obturador de cruzeta deverá 
ter comprimento mínimo de 30 cm, e seu 
diâmetro externo deverá ser cerca de 5 
mm menor do que o do furo. O diâmetro 
interno de sua tubulação deverá ser igual 
ao indicado no item seguinte. Não é 
recomendada a utilização de obturadores 
cuja expansão seja obtida através de 
compressão das hastes no fundo do furo, 
mediante o emprego de haste perfurada 
abaixo do obturador. No caso de obturador 
pneumático, seu comprimento não deverá 
ser inferior a 60 cm.
• Canalização, mangueira, luvas e 
cotovelos: em boas condições, com juntas 
estanques, sem obstruções de ferrugem e 
com diâmetro mínimo de 25,4 mm (1”). É 
vedado o uso de niples ou reduções que 
diminuam a seção da tubulação. O diâmetro 
da canalização será único e uniforme para 
todos os equipamentos de sondagem e 
durante toda a campanha programada.
• Estabilizador de pressão: cuja atuação 
impeça que o campo de variação das 
oscilações de pressão seja superior a 10% 
do valor lido. É vedado o uso de agulha 
salvamanômetro para estabilização das 
leituras de pressão.
• Transdutores de pressão: quando for 
especificado que a determinação da 
pressão deva ser feita diretamente no 
trecho ensaiado.
• Os equipamentos deverão ser dispostos 
na seguinte ordem: bomba, estabilizador 
de pressão, derivação com registro para 
controle de pressão, hidrômetro, tubulação 
com manômetro e obturador. O manômetro 
deverá ficar fixado em um “tê” do trecho 
retilíneo da tubulação, sem curvas ou 
cotovelos entre seu ponto de fixação e o 
obturador.
Figura 10 – Correlação entre pressão e profundidade do trecho ensaiado.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
38
RETORNAR AO ÍNDICE
Procedimentos para Realização 
do Ensaio
Inicialmente, deverá ser efetuada 
cuidadosa lavagem do furo até que a água 
de circulação se apresente limpa e isenta 
de detritos. Terminada a lavagem do furo, 
deverá ser instalado o obturador, cuja 
extremidade inferior da porção vedante 
deverá situar-se no limite superior do trecho 
a ser ensaiado. A técnica de ensaio com 
obturador duplo não deverá ser empregada 
como alternativa do ensaio com obturador 
simples. O seu emprego deverá ser restrito 
em situações onde forem necessários 
ensaios complementares em trechos 
acima da posição do fundo do furo.
Ao ser aplicada a pressão mínima do 
primeiro estágio, deverá ser avaliada a 
eficiência da vedação do obturador, através 
da medida do nível de água no furo, que 
geralmente sobe quando o obturador não 
está vedando. É vedada a aplicação de 
pressão superior à mínima. Se exequível, 
para facilitar esta observação, recomenda-
se o enchimento do furo com água até a 
boca do revestimento, após a instalação 
do obturador. Em caso de impossibilidade 
de vedação devido ao fraturamento da 
rocha ao redor do trecho de aplicação 
do obturador, deverão ser utilizados 
obturadores de maior comprimento. 
Persistindo a impossibilidade de vedação, 
o obturador deverá ser deslocado para 
cima, até nova posição, onde a vedação for 
eficiente.
Assegurada a vedação do trecho, será 
iniciada a aplicação dos estágios de 
pressão, na sequência nesta especificação 
indicada. A pressão mínima, do 1º e 5º 
estágios, será obtida pela manutenção da 
coluna de água na tubulação do obturador 
(nos moldes do ensaio de infiltração), 
e as demais pressões serão dadas pela 
bomba de água. Em cada estágio, após 
a estabilização dos valores de pressão e 
vazão, deverão ser feitas dez leituras de 
seus valores, com intervalos de 1 min.
Entende-se que as leituras de absorção 
de água e pressão estão estabilizadas 
quando:
• Não for observada variação 
progressiva nos valores lidos;
• A diferença entre leituras isoladas e 
o valor médio não superar 20%.
Nos casos de pressão e vazão pequenas, 
próximas aos limites inferiores de 
sensibilidade dos equipamentos de medida, 
as diferenças de leitura admissíveis 
deverão ser estabelecidas pelo cliente.
Na fase decrescente do ciclo de pressão, 
se ocorrer retorno da água injetada, a 
tubulação deverá ser aberta e serão 
anotados os seguintes valores:
• Volume total de água retornada 
até o total alívio de pressão no trecho 
ensaiado;
• Pressão que estava aplicada no 
trecho;
Para a medida do volume de água 
retornada poderá ser utilizado o próprio 
hidrômetro, com a conexão invertida para 
garantir seu perfeito funcionamento, ou 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
39
RETORNAR AO ÍNDICE
tambor de volume conhecido. Após as 
medidas do volume retornado, o ensaio 
deverá ser retomado a partir do estágio 
subsequente àquele que deu origem ao 
retorno da água. Quando, mesmo com a 
vazão máxima da bomba, não for atingido o 
valor da pressão de qualquer dos estágios, 
deverão ser feitas leituras dos valores de 
pressão e vazão, durante 10 min, a cada 
minuto. Neste caso, além do registro de 
absorção total da vazão da bomba, deverão 
ser executados e registrados os demais 
estágios com pressão inferioràquela cuja 
pressão não foi atingida. Todo e qualquer 
fenômeno que ocorra durante o ensaio, 
que possa ser útil para o conhecimento do 
maciço, deve ser anotado.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
6
Instrumentação 
Geotécnica
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
41
RETORNAR AO ÍNDICE
O projeto de instrumentação envolve 
estudos específicos da necessidade 
e modelagem da instrumentação 
a ser aplicada. O planejamento da 
instrumentação deve ser feito com base 
na análise dos diversos custos envolvidos 
(instrumento, instalação, operação e 
análise de dados). Este planejamento 
envolve desde os critérios de investigação 
anterior as obras, até as providências a 
serem tomada após operação caso os 
limites de referência estabelecidos para os 
instrumentos forem ultrapassados. Dentre 
os instrumentos, podem ser citados os 
drenos, os piezômetros e os medidores de 
nível d’água.
O processo de instalação da instrumentação 
é muito significativo e tão importante 
quanto à etapa de planejamento. As 
perfurações para instalação de medidores 
de nível d’água e piezômetros devem 
ser acompanhadas e realizadas por 
equipes qualificadas e com experiência. 
É grande a importância da interface entre 
equipes de perfuração e instalação dos 
equipamentos, pois quando o equipamento 
exige perfurações, principalmente as 
muito profundas, a equipe de instalação 
deve estar preparada para imediatamente 
após a finalização da perfuração, iniciar os 
trabalhos de instalação.
6.1 Medidores de 
Nível D’água (MNA)
É grande a importância da interface entre 
equipes de perfuração e instalação dos 
equipamentos, pois quando o equipamento 
exige perfurações, principalmente as 
muito profundas, a equipe de instalação 
deve estar preparada para imediatamente 
após a finalização da perfuração, iniciar os 
trabalhos de instalação.
Os medidores de nível de água são, 
geralmente, instalados nos mesmos furos 
em que foram executadas as sondagens 
mistas, em torno de 4,0’’ de diâmetro 
ou HW. As cotas de instalação deverão 
ser rigorosamente respeitadas, não 
se permitindo alterações nas relações 
geométricas indicadas nos desenhos 
de projeto, sem prévia autorização do 
cliente. Assim, recomenda-se a avaliação 
do método de perfuração mais adequado 
às condições locais e do sistema de 
revestimento executivo do furo de modo 
que as especificações de instalação 
possam ser fielmente cumpridas.
Recomenda-se, durante a perfuração, 
utilizar circulação de água para a 
refrigeração das peças de corte e para o 
transporte dos detritos da perfuração à 
superfície. Recomenda-se utilizar tubos 
de revestimento quando atravessar uma 
formação fraturada ou permeável, para evitar 
perdas consideráveis de água de circulação, 
e quando as paredes do furo tenderem a 
desabar. A retirada do revestimento deve 
ser feita, cuidadosamente, logo após o 
posicionamento do instrumento no fundo 
da sondagem e a colocação do trecho de 
areia saturada.
Após a conclusão da perfuração, promover 
a circulação de água limpa para lavagem 
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
42
RETORNAR AO ÍNDICE
do furo até que a mesma retorne à boca 
do furo isenta de impurezas e visualmente 
limpa. Efetuar a medida do nível de água 
com dispositivo elétrico ao se detectar 
pela primeira vez o nível de água durante 
a perfuração. Efetuar medida do nível de 
água 12 horas após o encerramento da 
lavagem do furo. Os medidores de nível 
de água deverão ser de tubos de PVC 
(com diâmetro de 1” ou 2”) perfurado com 
aberturas de 1/8” opostos diametralmente 
a cada 2 cm, envolvido por 3 voltas de tela 
de nylon com abertura da malha (#60) 
de 0,3 mm, até aproximadamente 2,5 m 
da superfície do terreno. A instalação do 
instrumento deverá ser obtida mediante 
dois centralizadores em intervalo regular.
O pré-filtro deverá ser constituído de areia 
com granulometria variando de média a 
grossa, arredondada, limpa, peneirada no 
diâmetro mínimo de 0,2 mm, ou pré-filtro 
tipo pérola (areia selecionada) de 0,2 a 2,0 
mm, acondicionada em sacaria nova. Após 
o posicionamento do medidor de nível de 
água no interior do furo (acima da camada 
de 0,50 m de pré-filtro), será lançada, 
com tubo PVC rígido, a areia saturada 
do pré-filtro no espaço anelar entre o 
instrumento e a parede da sondagem. A 
areia será vibrada com o próprio tubo PVC 
de lançamento. A areia do pré-filtro será 
lançada até aproximadamente 2,0 m da 
superfície do terreno. Acima do pré-filtro 
são previstas camadas de 1,00 m de selo 
de bentonita e 1,0 m de solo cimento. A 
tubulação do INA deverá ter no mínimo 
0,90 m de comprimento além da superfície 
do aterro. Os últimos 0,50 m deverão ser 
preenchidos com concreto, consolidados 
com a laje de proteção.
Instalar um tubo de aço galvanizado, 
diâmetro de 4,0’’ e extensão mínima de 
1,30 m, cravado com o cimento ainda não 
consolidado. Completar todo o espaço 
anelar eventualmente livre com calda 
de cimento e aguardar 12 horas para a 
cura. O topo do tubo de aço deverá ficar 
posicionado a cerca de 0,10 m acima do 
topo do tubo de PVC. Este tubo deverá 
ser trancado com cadeado para garantir a 
proteção do instrumento. A laje de proteção 
de concreto deverá ter dimensões de 30 x 
30 x 30 cm, com 10 cm de ressalto acima 
da superfície do terreno com declividade 
de 2% do centro para a borda.
É necessário fazer o cadastramento 
topográfico do instrumento e cotar a boca 
do tubo de aço com o objetivo de permitir o 
nivelamento do equipamento para leituras 
de nível de água. Após a instalação deverá 
ser feito um ensaio de recuperação de nível 
de água no INA. O tubo de aço deverá ser 
identificado com o número do Medidor de 
Nível de Água. Completada a instalação, 
deverá ser elaborado um relatório com o 
esquema (croquis com todas as dimensões 
indicadas) de instalação do instrumento, 
e a cota do topo do tubo de aço, para a 
leitura inicial.
Durante a instalação do medidor de nível 
de água os seguintes itens deverão ser 
registrados:
• Data de instalação;
• Locação (cota da base do tubo 
filtrante e do topo do tubo de leitura, 
estaca, afastamento do eixo do aterro);
• Perfil geológico, incluindo resultado 
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43
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do ensaio de dissipação do medidor de 
nível de água;
• Esquema do instrumento instalado 
com especificação dos materiais 
utilizados (selo, preenchimento e pré-
filtro) e respectivas profundidades.
6.1.1 Equipamentos 
e Acessórios
• Filtros geomecânicos de diâmetro 
1” ou 2’’;
• Alternativamente, tubos de PVC 
rígido de diâmetro de 2” com furos ou 
ranhuras de diâmetro de 1/16”, em oito 
linhas de furos diagonalmente opostos 
ou quatro fileiras de ranhuras, também 
diagonalmente opostas e alternadas, em 
seções espaçadas, em ambos os casos, 
de 4cm;
• Manta geotêxtil (BIDIM ou similar);
• Areia graduada e lavada com 
granulometria entre 2,0 mm e 0,5 mm;
• Bentonita Selante (pó);
• Cimento tipo portland;
• Tubo protetor de aço 8” (mínimo) ou 
Caixa de concreto pré-moldado de 0,50 m 
x 0,50 m x 1,00 m;
• Boletim de Instalação de Medidor 
de Nível D’água.
6.2 Piezômetros 
Casagrande
Os piezômetros de tubo aberto são 
frequentemente utilizados nos programas 
de instrumentação de barragens. 
Convencionalmente são instalados 
nas fundações, ombreiras e em zonas 
específicas no próprio maciço da 
barragem. São constituídos por um tubo 
de PVC cuja parte inferior é acoplada a 
um trecho perfurado de tubo envolvido 
por material geotêxtil, trecho chamado de 
célula. A célula é instalada em um bulbo 
de material drenante e confinada em um 
trecho limitado por uma camada selante 
para vedar o espaço entre o tubo e o furo. 
A pressão da água na região do bulbo é 
convertida diretamente em uma altura da 
água equivalente. Como estes piezômetros 
são instalados em furos de sondagem de 
maior diâmetro, a água fica livre para fluir 
através da célula, sendo estabilizada no 
tubode ascensão à altitude piezométrica. 
Mede-se a poropressão através da coluna 
d’água no tubo.
As condições finais de perfuração e o 
perfil dos materiais encontrados em cada 
furo programado para instalação dos 
instrumentos deverão ser comparados 
com as condições previamente esperadas. 
Caso haja diferenças significativas entre 
as condições previamente antecipadas, o 
projeto de instalação poderá ser revisto 
ou redirecionado. As paredes do furo 
deverão estar estáveis e o furo livre de 
substâncias como óleos, graxas e/ou fluido 
de sondagem que possam prejudicar as 
leituras e/ou a instalação dos piezômetros. 
A profundidade final atingida pela 
sondagem e as condições/especificações 
dos materiais para instalação dos 
piezômetros deverão estar de acordo com 
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44
RETORNAR AO ÍNDICE
as especificações solicitadas para cada 
instrumento.
Durante a instalação, cuidados especiais 
deverão ser tomados para se evitar que 
sujeira e materiais indesejáveis caiam 
dentro do furo. Caso isto aconteça, a 
critério da fiscalização, será solicitada uma 
nova limpeza do furo ou a abertura de um 
novo furo para a instalação do instrumento. 
Qualquer anormalidade ou diferença das 
condições esperadas deverá ser registrada 
no resumo de instalação do instrumento 
e prontamente notificada à fiscalização 
para que sejam tomadas providências e 
decisões sobre sua instalação. Inicialmente 
deve-se preencher o fundo do furo com o 
pré-filtro de areia lavada e graduada entre 
as granulometrias de 2mm e 0,50mm. Este 
intervalo deverá ter altura de cerca de 50 
cm e servirá de base para assentar o tubo 
central do piezômetro.
O trecho do filtro do piezômetro terá 
diâmetro de 2” com paredes perfuradas 
em linhas de furos de diâmetro de 1/16”. 
Estas linhas serão espaçadas a cada 4cm, 
desde sua base até um comprimento de 
aproximadamente 6 m. Cada linha de furos 
contará com um mínimo de oito furos 
diametralmente opostos, envoltos por tela 
ou manta geotêxtil. Os tubos poderão ser 
unidos por luvas coladas ou de rosca. Na 
base do tubo deverá existir um tampão que 
também poderá ser colado ou rosqueado. 
Acima do trecho em filtro será executado 
trecho em PVC não perfurado. O pré-
filtro de areia graduada e lavada entre as 
granulometrias de 2mm e 0,50mm deverá 
preencher o espaço anelar entre o tubo e 
as paredes do furo, desde sua base até 
aproximadamente 2,0 m acima do filtro. 
A areia deverá ser de material silicoso, 
bem arredondada e limpa (livre de matéria 
orgânica, resíduos etc.) .
No caso de o furo estar revestido, a 
implantação do pré-filtro dá-se à medida em 
que o revestimento é sacado. Esta operação 
deverá ser cuidadosamente executada 
para evitar falhas e imperfeições no pré-
filtro provocadas por desmoronamentos 
das paredes do furo. Imediatamente acima 
do pré-filtro será colocado 2 a 3 metros 
de bentonita em pellets para funcionar 
como selo. Logo acima da Bentonita, selar 
o furo até o topo com calda de cimento, 
bentonita em pó e areia (Grout). Não 
poderá ser utilizado material proveniente 
do refluxo da perfuração e/ou saprólito/
solo para selar o furo; apenas no caso 
de ser essencialmente argiloso e sem 
contaminações de outras frações.
Na superfície deverá ser deixada uma 
sobra de tubo de aproximadamente 
10cm a 30cm de altura, munida de 
tampa com rosca ou encaixável para que 
possa ser retirada e permitir as leituras 
posteriores. Uma proteção superficial 
deverá ser providenciada para proteger 
os piezômetros contra danos acidentais 
e/ou vandalismo (próxima figura). Em 
locais com grande circulação de gado 
deverá ser providenciada uma cerca nos 
arredores do instrumento. Também deverá 
ser providenciada a devida identificação 
em campo do instrumento com número, 
coordenadas, cota, executor e data de 
instalação.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
45
RETORNAR AO ÍNDICE
Figura 11 – Etapas do preenchimento do perfil construtivo e de instalação de piezômetro Casagrande.
Todos os dados pertinentes à instalação 
dos medidores deverão ser registrados em 
boletins de instalação dos instrumentos ou 
em um quadro resumo de instalação.
6.2.1 Equipamentos e 
Acessórios
• Tubos de PVC rígido de diâmetro de 
2” ou tubo geomecânico;
• Tubos de PVC rígido de diâmetro 
de 2” preparados para trecho em filtro de 
comprimento 6m, com furos de diâmetro 
1/16”, dispostos em seções espaçadas de 
4 cm, contendo oito furos diametralmente 
opostos em cada seção, protegidos por tela 
ou manta geotêxtil; ou alternativamente 
filtro geomecânico;
• Pré-filtro em areia graduada e lavada 
com granulometria entre 2,0 mm e 0,5 mm;
• Bentonita Selante (pó);
• Bentonita em pellet;
• Cimento tipo portland;
• Tubo protetor de aço 8” (mínimo) 
ou Caixa de concreto pré-moldado de 
0,50x0,50x1,00m;
• Boletim de Instalação de Piezômetros.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
7
Amostras 
Indeformadas
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
47
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As amostras indeformadas conservam ao 
máximo a estrutura dos grãos e, portanto, 
as características de massa específica 
aparente e umidade natural do solo “in 
situ”. Quando se pretende coletar amostras 
próximas da superfície do terreno natural 
ou próximas à superfície de exploração 
acessível, utilizam-se amostradores em 
que o processo de avanço é por introdução 
de cilindros.
Os métodos de perfuração para atingir-se 
as profundidades desejadas são os mesmos 
das sondagens de reconhecimento. A 
diferença essencial entre as sondagens 
mais simples e as sondagens em questão 
reside nos amostradores, sendo os mais 
usuais entre os amostradores: Shelby e 
Denison.
7.1 Amostra Shelby
O amostrador de parede fina mais 
empregado, o tipo “Shelby”, é composto 
basicamente de um tubo de latão ou aço 
inoxidável de espessura reduzida, ligado 
a um cabeçote provido de uma válvula 
de esfera que permite ao ar e à água 
escaparem à medida que há penetração 
da amostra. O amostrador é introduzido 
no solo por pressão estática constante e 
retirado quando estiver cheio. A camisa é 
então liberada do cabeçote, removendo-
se os dois parafusos de fixação, selada 
com parafina e enviada ao laboratório. 
O amostrador tipo “Shelby” é usado para 
obtenção de amostras indeformadas de 
solos coesivos com consistência de mole 
a média. Os diâmetros mais usuais são 
os de 2” (25,4mm) e 21/2” (63,5mm), 
em sondagens com revestimento de 
3” (76,2mm) e os de 3” (76,2mm), 4” 
(101,6mm) e 5” (127,0mm) que exigem 
sondagens com revestimentos de 6” 
(152,4mm).
7.2 Amostra 
Denison
O amostrador Denison também chamado 
barrilete triplo, destina-se à amostragem 
de solos resistentes que não se consegue 
amostrar com os amostradores por 
cravação. Pode ser acionado por qualquer 
sonda rotativa que possa trabalhar com a 
haste adequada ao método, usando água 
comum ou lama de circulação. O amostrador 
consiste em essência de uma terceira 
camisa interna (de latão, alumínio ou fibra) 
com uma sapata biselada, destinada a 
receber e acondicionar a amostra de solo, 
cortada por uma coroa de Widia solidária 
ao tubo externo.
A amostra é retirada pelo atrito das 
paredes internas do cilindro ou por uma 
mola retentora. A cabeça do amostrador 
Denison é regulável, o que permite o 
avanço ou recuo da sapata interna, a fim 
de controlar a ação da água sobre o solo, 
face à sua permeabilidade.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
48
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8 Referências Bibliográficas
ABGE Manual de Sondagens (antigo Boletim nº 3).
ABGE BOLETIM 2 Ensaio de perda d`água sobre pressão – Diretrizes.
ABGE BOLETIM 4 Permeabilidade em solos.
ABNT. NBR 6484/2020. Solo – Sondagens de simples reconhecimento com SPT – 
Método de ensaio.
DNER-PRO 002/94. Departamento Nacional de Estrada de Rodagem. Coleta de 
Amostras Indeformadas em Solo.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA9
Anexos
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
50
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ANEXO I - BOLETIM DE SONDAGEM ROTATIVA, MISTA OU DESTRUTIVA
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
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ANEXO II - BOLETIM DE ENSAIO DE PERMEABILIDADE EM SOLO
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
52
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 ANEXO III - BOLETIM DE ENSAIO DE PERDA D’ÁGUA SPB PRESSÃO
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
53
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ANEXO IV - BOLETIM DE INSTALAÇÃO DE MEDIDOR DE NÍVEL D’ÁGUA
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS DE CAMPO: SONDAGEM E ENSAIO NA PRÁTICA
54
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ANEXO V - BOLETIM DE INSTALAÇÃO DE PIEZÔMETRO CASAGRANDE
31 3657-5578 | 31 3657-6946 | 31 9 9355-8384
contato@institutominere.com.br
www.institutominere.com.br
http://www.institutominere.com.br
	Apresentação e Indução na Praça de Sondagem
	Ferramentas de Controle e Redução de Riscos
	2.1 Checklists
	2.2 ART’s
	2.3 PRO’s
	2.4 DSS
	Sondagem Geotécnica
	3.1 Sondagem Hollow Auger
	3.2 Sondagem à Percussão
	3.2.1 Critério de Paralização
	3.2.2 Critério de Amostragem
	3.4 Sondagem Rotativa com Recuperação 
	de Amostra
	3.4.1 Critério de Amostragem
	3.5 Sondagem Mista (SPT + Rotativa)
	3.6 Sondagem Rotativa Destrutiva
	Cone Penetration Test (Cpt) e Piezocone (Cptu)
	Ensaios de Permeabilidade em Campo
	5.1 Permeabilidade em Solos
	5.1.1 Definição do Tipo de Ensaio
	5.1.2 Materiais e Equipamentos
	5.1.3 Carga Constante
	5.1.4 Carga Variável
	5.2 Permeabilidade em Rocha
	5.2.1 Perda D’água Sob Pressão
	Instrumentação Geotécnica
	6.1 Medidores de Nível D’água (MNA)
	6.1.1 Equipamentos e Acessórios
	6.2 Piezômetros Casagrande
	6.2.1 Equipamentos e Acessórios
	Amostras Indeformadas
	7.1 Amostra Shelby
	7.2 Amostra Denison
	8 Referências Bibliográficas
	Anexos

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