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FONÉTICA E FONOLOGIA 
EM LÍNGUA ESPANHOLA
UNIASSELVI-PÓS
Autoria: Maria Aparecida Moura de Lima
Indaial - 2021
1ª Edição
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, no 1.040, Bairro Benedito
Cx. P. 191 - 89.130-000 – INDAIAL/SC
Fone Fax: (47) 3281-9000/3281-9090
Reitor: Prof. Hermínio Kloch
Diretor UNIASSELVI-PÓS: Prof. Carlos Fabiano Fistarol
Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: 
Carlos Fabiano Fistarol
Ilana Gunilda Gerber Cavichioli
Jairo Martins 
Jóice Gadotti Consatti
Marcio Kisner
Norberto Siegel
Julia dos Santos
Ariana Monique Dalri
Marcelo Bucci
Revisão Gramatical: Equipe Produção de Materiais
Diagramação e Capa: 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Copyright © UNIASSELVI 2021
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri
 UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
L732f
 Lima, Maria Aparecida Moura de
 Fonética e fonologia em língua espanhola. / Maria Aparecida Moura 
de Lima – Indaial: UNIASSELVI, 2021.
 108 p.; il.
 ISBN 978-65-5646-289-9
 ISBN Digital 978-65-5646-288-2
1. Língua espanhola. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo da 
Vinci.
CDD 460
Sumário
APRESENTAÇÃO ............................................................................5
CAPÍTULO 1
Principios Básicos de la Fonética y de la Fonología de 
la Lengua ........................................................................................7
CAPÍTULO 2
Española El Sistema Fonético y Fonológico del Español ....41
CAPÍTULO 3
Aspectos de los Sistemas Vocálico y Consonántico ............77
APRESENTAÇÃO
Prezado acadêmico! 
A disciplina FONÉTICA E FONOLOGIA EM LÍNGUA ESPANHOLA tem como 
justificativa a necessidade de proporcionar a você, em sua formação profissional, 
o conhecimento e domínio dos aspectos fonéticos e fonológicos da língua 
espanhola, considerando a fonética contrastiva do espanhol e do português e 
também a fonética contrastiva do espanhol peninsular e do espanhol hispano-
americano. 
Ela tem como objetivos compreender e distinguir os sons das palavras e 
identificar as sequências de fonemas da língua meta. A disciplina centra-se no 
estudo dos aspectos segmentais da língua espanhola, ou seja, na compreensão 
e distinção dos sons das palavras e reconhecimento de fonemas e variantes 
alofônicas.
O primeiro capítulo contempla a introdução à fonética e fonologia da língua 
espanhola; o fonema e outros conceitos básicos de fonética e fonologia e; a 
fonética contrastiva do espanhol e do português. No Capítulo 2, estudaremos 
a produção e classificação articulatória dos sons; o sistema vocálico espanhol; 
e o sistema consonântico espanhol. No Capítulo 3, por sua vez, estudaremos 
as transcrições fonética e fonológica do espanhol; e a fonética contrastiva do 
espanhol peninsular do espanhol e do espanhol hispano-americano. 
Para alcançar um bom rendimento na disciplina, é necessário participar 
ativamente das atividades propostas; e para amplificar ainda mais os seus 
conhecimentos sobre os aspectos fonéticos e fonológicos da língua espanhola, 
recomendamos a leitura de artigos e links de caráter teórico e prático. Participe de 
todas as aulas e realize as atividades dentro do prazo de entrega.
Bons estudos!
CAPÍTULO 1
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA 
Y DE LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA 
ESPAÑOLA
A partir da perspectiva do saber-fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
• Conhecer os princípios básicos da fonética da língua espanhola. 
• Conhecer os princípios básicos da fonologia da língua espanhola.
• Conhecer os fonemas e outros conceitos básicos da língua espanhola. 
• Conhecer a análise contrastiva da fonética do espanhol e do português.
• Classifi car os princípios básicos da fonética.
• Classifi car os princípios básicos da fonologia.
• Classifi car os conceitos básicos da fonética.
• Distinguir a fonética do espanhol da fonética do português.
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
A fala é tão natural para a humanidade quanto são o olfato, a visão e o 
paladar. A capacidade de falar é o que distingue o homem de todos os animais. 
Quando se fala sobre linguagem, é frequente se ter como referência a língua 
escrita. Porém, a linguagem é primordialmente oral. Diferente dos demais 
sistemas simbólicos, a linguagem humana pode ser segmentável em unidades 
menores. Tais unidades possuem um número fi nito para cada língua e podem se 
recombinar para expressar diferentes ideias. Essas unidades são estudadas pela 
fonética e fonologia. 
A fonética e a fonologia são de suma importância quando se aprende a falar 
uma língua estrangeira. Enquanto a fonética estuda os sons como entidade físico-
articulatórias, a fonologia estuda os sons do ponto de vista funcional. A unidade da 
fonética é o som da fala ou fone, por sua vez, a unidade da fonologia é o fonema. 
Neste capítulo estudaremos a introdução à fonética e fonologia da língua 
espanhola, o fonema e outros conceitos básicos de fonética e fonologia e a 
fonética contrastiva do espanhol e do português. 
2 INTRODUCCIÓN A LA FONÉTICA 
Y A LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA 
ESPAÑOLA
Para que comprendamos los principios básicos de Fonética y Fonología, 
es necesario que estudiemos los postulados del lingüista suizo Ferdinand de 
Saussure: lengua/habla; signifi cante/signifi cado, una vez que el modelo de 
lenguaje utilizado por la mayoría de los lingüistas modernos sucedió a través de 
Saussure. 
Saussure diferenció dos aspectos esenciales en el lenguaje: la lengua y 
el habla. Siendo la lengua el modelo general para todos los miembros de una 
comunidad lingüística y el habla la realización de ese modelo por cada miembro 
de la comunidad lingüística. 
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 1 – FERDINAND SAUSSURE
FONTE: <https://www.ebiografi a.com/ferdinand_de_saussure/>. Acesso em: 20 jan. 2021.
Ferdinand de Saussure (1857-1913) fue un importante lingüista 
suizo, estudioso de las lenguas indo-europeas, considerado 
el creador de la lingüística como ciencia moderna. 
2.1 EL SIGNO LINGUÍSTICO 
El lenguaje tiene dos facetas: el signifi cante (la expresión) y el signifi cado 
(el concepto). Así, el signifi cado y el signifi cante constituyen el signo lingüístico. 
Signo lingüístico = signifi cante + signifi cado. Para Quilis y Fernández (1985, p. 7), 
cada componente del signo lingüístico tiene su función en el plano de la lengua y 
en el plano del habla. 
El signifi cante en el plano del habla es una corriente de sonidos, un fenómeno 
físico capaz de ser percibido por el oído. En el plano de la lengua es un sistema 
de reglas que ordenan el aspecto fónico en el plano del habla. Ya el signifi cado 
en el plano del habla es siempre una comunicación concreta, que tiene sentido 
únicamente en su totalidad y en el plano de la lengua está representado por reglas 
abstractas (sintácticas, fraseológicas, morfológicas y lexicales). 
De acuerdo con Quilis y Fernández (1985, p. 7), la Fonética se ocupa del 
estudio del signifi cante en el habla y del estudio del signifi cante en la lengua se 
ocupa la Fonología. 
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
2.2 FONÉTICA Y FONOLOGÍA
Con la fundación del Círculo Lingüístico de Praga en 1926 y con el Primero 
Congreso Internacional de Lingüistas, en 1928, en Haya, en Holanda, surgió 
la necesidad de defi nir Fonética y Fonología. A partir de la publicación de los 
lingüistas rusos Roman Jakobson, Nicolai Trubetzkoy y Serge Karcevsky, se 
defi nió lo siguiente: la Fonética es la ciencia que se ocupa de los sonidos del 
habla y la Fonología, a los sonidos de la lengua.
Trubetzkoy dio una grancontribución en el plan de la fonología ampliando 
el concepto de fonología basado en la defi nición saussureana de Fonética y 
Fonología. 
FIGURA 2 – NIKOLÁI TRUBETZKOY
FONTE: <https://www.biografi asyvidas.com/biografi a/t/
trubetzkoi.htm>. Acesso em: 16 jan. 2021.
Saussure había dicho que la Fonología debería estudiar la fi siología de los 
sonidos y la Fonética debería estudiar su evolución. 
Para Trubetzkoy (1986; apud Cavaliere, 2005, p. 18), la Fonética es la ciencia 
de los sonidos del acto de habla y la Fonología la de los sonidos de la lengua.
Cavaliere (2005, p. 16) La Fonética estudia los sonidos del lenguaje humano 
del punto de vista material o físico y describe como esos sonidos son producidos, 
además de decir cuáles son sus efectos acústicos. La Fonología se preocupa con 
el papel que esos sonidos desempeñan en el sistema de una lengua particular.
(Moscú, 1890 - Viena, 1938) Lingüista ruso vinculado al círculo lingüístico 
de Praga. Sus Principios de fonología (1939), obra póstuma inacabada, 
es una de las más importantes aportaciones al estudio de la fonología.
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
De acuerdo con Mori (2001, p. 149-150) “la Fonética y la Fonología como 
disciplinas diferentes operan con sus propios métodos; pero se condicionan 
mutuamente en su valor y desarrollo”.
Mire la tabla abajo que hace un resumen entre Fonética y Fonología. 
QUADRO 1 – RESUMO DE FONÉTICA E FONOLOGIA
FONÉTICA FONOLOGÍA 
Objeto de estudio Sonidos físicos, concretos, 
de una lengua
Organización sistemática de 
los sonidos de una lengua
Objetivo a) estudio articulatorio de 
los sonidos: como los soni-
dos son producidos;
b) estudio acústico de los 
sonidos: características 
físicas y propagación de 
sonidos;
c) estudio auditivo: recep-
ción y percepción de los 
sonidos.
a) estudia los sistemas de 
sonidos: descripción, estruc-
tura y funcionamiento de los 
sistemas de sonidos;
b) estudia las formas de las 
sílabas, morfemas, palabras 
y frases, como se organizan y 
funcionan;
c) establece la relación entre 
el pensamiento y el lenguaje 
para la comunicación.
Unidad de estudio Los sonidos y grupos de 
sonidos [s]; [s1, s2, sn]
Los fonemas y grupos de fone-
mas [f]; [f1, f2, fn]
FONTE: <https://pt.scribd.com/presentation/168424036/Resumen-
Fonetica-y-Fonologia>. Acesso em: 18 jan. 2021. 
2.3 PRINCIPALES ESTUDIOS DE LA 
FONÉTICA
La fonética presupone en otras áreas delimitadas que son: 
a) Fonética acústica: estudia las propiedades físicas de los sonidos del 
habla a partir de su transmisión del hablante al oyente, estableciendo 
patrones de percepción de una lengua por el oído de un hablante nativo 
y un hablante extranjero. 
b) Fonética articulatoria: hace la descripción y clasifi cación de los sonidos de 
acuerdo con su producción por el aparato fonador. Describe qué órganos 
orales intervienen en la producción de los sonidos, en qué posiciones 
ellos se encuentran y cómo esas posiciones varían de acuerdo con los 
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
caminos que puede seguir el aire cuando sale por la boca, por la nariz o 
por la garganta, para que distintos sonidos sean producidos.
c) Fonética auditiva: estudia la percepción del habla por el aparato auditivo 
y su interpretación por cerebro humano. 
2.4 FONÉTICA ACÚSTICA
FIGURA 3 – FONÉTICA ACÚSTICA
FONTE: <https://grad.letras.ufmg.br/arquivos/monitoria/Aula%20
04%20apoio.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2021.
Como nos muestra la fi gura 03, en un proceso de comunicación son 
necesarios un hablante y un oyente. Al producir un mensaje, el hablante puede 
controlarla a través del feedback, es decir, al escuchar lo que habla, puede 
controlar los sonidos articulados, así como su intensidad y volumen. 
Los procesos de habla son los siguientes: 
a) Lingüístico: está relacionado la construcción del mensaje.
b) Fisiológico: se refi ere a la producción de los sonidos articulados y a su 
recepción.
c) Acústico: se refi ere a lo que es externo y común a hablante y oyente.
La siguiente imagen muestra las tres etapas presentadas arriba: 
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 4 – CADENA DEL HABLA
FONTE: <https://moodle.ufsc.br/pluginfi le.php/918950/mod_
resource/content/1/Manual%20de%20Fon%C3%A9tica%20
Ac%C3%BAstica.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2021.
Los sonidos son producidos en ese proceso de habla. Martínez Celdrán 
(1996, p. 35) defi ne sonido: 
El sonido, en general, constituye uno de los tantos fenómenos 
ondulatorios (ondas) que se producen en nuestro entorno, como 
lo son también las olas del mar, la luz, la radiación calorífi ca, 
un trigal mecido por el viento y aquellos otros que nos permiten 
recibir las transmisiones de radio o televisión. Todos ellos 
permiten transmitir energía y poseen características comunes. 
El autor afi rma que el sonido es el resultado de una producción mecánica en 
que una primera partícula produce un movimiento en forma de péndulo, yendo 
de un lado a otro, causando una perturbación en la estática y haciendo con que 
su movimiento llegue a la partícula más próxima, que por su vez, producirá un 
movimiento en la partícula siguiente, produciendo así una reacción en cadena. 
Este movimiento es llamado de movimiento armónico simple.
El estudioso ejemplifi ca el movimiento utilizando un bolígrafo. Para él, si 
atamos el bolígrafo a un cordel, lo dejamos en la vertical en relación a un papel y lo 
impulsamos para que genere un movimiento que ida y venida continuo (péndulo), 
vamos a producir líneas ondulantes que medirán la intensidad y la duración de 
ese efecto, llamado de gráfi co sinusoidal.
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
La siguiente imagen muestra ese ejemplo. La primera parte de la imagen 
muestra el movimiento realizado por el bolígrafo, ya las dos otras partes muestran 
el efecto que ese movimiento produce en el papel.
FIGURA 5 – GRÁFICO SINUOSIDAL
FONTE: <https://brunoixffpotf.wordpress.com/2014/04/10/harmonografo/>.
Acesso em: 21 jan. 2021.
El movimiento realizado por las partículas es de ida y venida, 
como un péndulo. La vibración registrada es solamente una manera 
de comprobar intensidad, volumen y duración con las cuales fue 
hecho el movimiento.
La fonética estudia los sonidos del habla a partir de sus propiedades 
físicas. Ese estudio es realizado a través del análisis de las ondas sonora. Hace 
un análisis de la estructura de las ondas simple y complejas describiendo sus 
componentes.
Para describir, cuantifi car y analizar los sonidos, es necesario conocer los 
rasgos a ellos relacionados:
a) Vibración: Movimiento de las partículas de un lado a otro (péndulo).
b) Altura: es establecida por la frecuencia. Permite que el oyente perciba si 
16
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
un sonido tiene el volumen alto o bajo.
c) Intensidad: Está relacionada con la amplitud del sonido. Representa la 
presión que las partículas ejercen durante su movimiento.
d) Armónicos: frecuencias múltiples actuando sobre el objeto.
e) Resonancia: vibración generada en algunos cuerpos cuando encuentran 
una onda sonora.
Por tratarse de un asunto complejo que está relacionado con 
otras áreas del conocimiento como Fisiología y Física, indicamos que 
lea el siguiente material para profundizar sus estudios: http://www.
fi sica.net/ondulatoria/elementos_de_acustica.pdf
Como hemos estudiado los aspectos constituyentes de la fonética acústica, 
seguiremos para el estudio de la fonética articulatoria, una vez que necesitamos 
de ambas para comprender como son producidos los sonidos tanto de una lengua 
madre como de una lengua extranjera, como el español.
2.5 FONÉTICA ARTICULATORIA
La fonética estudia la producción de los sonidos del habla, observando sus 
rasgos fi siológicos y articulatorios. Paraque comprendamos como son producidos 
y articulados los sonidos del habla, es necesario que conozcamos el aparato 
fonador. 
• El aparato fonador
Cuando nos comunicamos oralmente, emitimos sonidos y estos sonidos son 
producidos por el aparato fonador. El estudio del aparato fonador es importante 
porque permite que comprobemos de dónde vienen los sonidos y cuál es la menor 
manera de producirlos. 
Cristófaro (2002) divide el aparato fonador en las tres partes siguientes:
a) Articulario: responsable por el hecho de comer, es decir, morder, 
masticar, sentir gusto, sorber y tragar. Está formado por lengua, faringe, 
nariz, labios, dientes y úvula. 
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
b) Fonatorio: tiene como principal función impedir que los alimentos 
cambien de camino y entren en los pulmones. Está formado por la 
laringe, donde están las cuerdas vocales, responsables por la emisión 
de sonidos y la glotis. 
c) Respiratorio: responsable por respiración. Se constituye por tráqueas, 
pulmones, bronquios y diafragma. 
Observa la fi gura del aparato fonador abajo con las partes de nuestro aparato 
fonador:
FIGURA 6 – APARATO FONADOR
FONTE: <https://www.researchgate.net/fi gure/Figura-6-Imagem-
apresentando-o-aparelho-sistema-fonador-que-abrange-a-relacao-
entre-o_fi g4_312056670>. Acesso em: 22 jan. 2021.
Esa parte de nuestra fi siología está formada por dos partes: la región 
subglótica y la región supraglótica, es decir, la región debajo de la glotis y la 
región arriba de ella. Esa división ocurrió porque arriba de la glotis se localizan 
las cavidades en las que ocurren las resonancias de las vocales y debajo de ella 
están localizados los órganos responsables por proveer la energía generadora de 
los sonidos: tráquea, pulmones, diafragma.
Observa la imagen siguiente que muestra de manera detallada lo que está 
arriba y debajo de la glotis:
18
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 7 – ÓRGANOS DEL APARATO FONADOR
FONTE: <http://profemidiamguzmanliteratura.blogspot.com/2018/05/
aparato-fonador.html>. Acesso em: 21 jan. 2021.
Como podemos observar, en la parte de arriba de la glotis, encontramos 
las cavidades faríngea, oral y nasal. La primera está formada por la faringe; la 
segunda por la boca, donde se localizan la lengua, el paladar duro, el paladar 
blando, úvula, alvéolos, dientes y labios. Y, en la cavidad nasal están las narinas.
Algunos de estos órganos se mueven para producir los sonidos del habla, 
mientras otros no lo hacen. Los que se mueven son llamados órganos articulatorios 
activos y son la lengua, el labio inferior, el velo del paladar, y las cuerdas vocales. 
Por otra parte, los órganos articulatorios pasivos están formados por el labio 
superior, los dientes superiores, los alvéolos, el paladar duro y el paladar blando. 
Para que produzcamos un sonido, el aire sale de nuestros pulmones 
y va hacia la boca, pasando por varias estructuras, como afi rma Segundo 
Serra, Bertelegni y Abreu (2007, p. 23):
Para que las secuencias del habla se realicen correctamente es 
necesaria la acción coordinadora de un conjunto de estructuras 
involucradas en la respiración, la fonación y la articulación.
La corriente de aire que se origina en los pulmones y la energía 
sonora que proviene de la laringe intervienen en la formación 
de los sonidos del lenguaje. Las cuerdas vocales están 
localizadas en la laringe, el órgano más importante del aparato 
fonatorio, cuando las mismas vibran producen un sonido 
19
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
básico que resuena por todo el tracto vocal supraglótico. La 
resonancia añadida produce parte del timbre y calidad vocal 
de todos los sonidos del habla. 
Así como la mayoría de las lenguas naturales, los sonidos de la lengua 
española son producidos con el aire que sale de los pulmones. Quilis y Fernández 
(1985, p. 23) explican el proceso de habla de la siguiente manera:
Cuando queremos emitir un sonido, el cerebro, desde su 
centro nervioso, envía un impulso neuromotriz a través del 
nervio llamado recurrente. Este nervio, considerándolo bajo un 
punto de vista muy simplifi cado, tiene sus terminaciones en el 
diafragma y en las cuerdas vocales. El nervio recurrente por 
un lado actúa sobre el diafragma, comprimiéndolo sobre los 
pulmones, que envían de esta manera el aire necesario para 
la fonación, y por otro lado, actúa sobre las cuerdas vocales, 
haciendo que se estreche más o menos, o que se junten 
totalmente y comiencen a vibrar.
Por su parte, Oliveira (2018, p. 34) afi rma que el proceso del habla así:
O ar entra nos pulmões, dilatando-os. Essa dilatação 
ou aumento faz com que a pressão do ar dentro 
dos pulmões diminua, sendo menor que a pressão 
atmosférica, possibilitando a entrada do ar vindo das 
cavidades superiores. Ao atingir o mesmo nível da 
pressão atmosférica, o fl uxo de ar para de entrar nos 
pulmões. Ao expulsar o ar, os pulmões diminuem, 
aumentando a pressão dentro dos pulmões que supera 
a pressão atmosférica. Neste ato de superação, o ar é 
enviado para fora, ocorrendo a expiração.
El habla ocurre en el momento de la salida del aire, cuando las cuerdas 
vocales vibran, como podemos observar en la imagen abajo: 
20
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 8 – ENTRADA Y SALIDA DEL AIRE DE LOS PULMONES
FONTE: <https://comoeurespiro.fi les.wordpress.com/2014/11/98898.
png?w=444&h=383>. Acesso em: 22 jan. 2021.
Las cuerdas vocales también son una parte fi siológica importante en la 
producción de los sonidos del habla. Cuando hablamos las cuerdas vocales 
pueden estar cerradas, interrumpiendo la salida del aire de los pulmones. Cuando 
están cerradas, la presión del aire debajo de ellas crece y hace con que ellas se 
separen. Ese hecho es llamado de ciclo vibratorio y podemos observarlo en la 
imagen abajo: 
FIGURA 9 – CICLO VIBRATORIO DE LAS CUERDAS VOCALES
FONTE: <http://slideplayer.es/slide/148552/2/images/12/
La+vibraci%C3%B3n+de+las+cuerdas+vocales.jpg>. Acesso em: 22 jan. 2021.
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PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
Los sonidos sonoros son producidos cuando ocurre una vibración de las 
cuerdas vocales durante la salida del aire. Ya los sonidos sordos son producidos 
cuando las curdas vocales están apartadas. 
El velo del paladar también tiene su importancia en la producción de los 
sonidos del habla. Si él está alzado, bloqueando el aire que va para las cavidades 
nasales, producimos los sonidos orales. Si él está rebajado y dejando que el aire 
pase por las cavidades nasales, producimos los sonidos nasales.
Para que pueda escuchar los sonidos de las letras en español y 
practicar su pronunciación, acceda al siguiente enlace:
Disponible en: <https://espanholgratis.net/pronuncia_em_
espanhol.htm>. Acceso en 22 ene. 2021.
1 ¿Cuál es la diferencia entre lengua y habla según Saussure?
2 ¿Cuáles son los objetivos de la Fonética y de la Fonología?
3 ¿Qué son las fonéticas acústica y articulatoria?
4 ¿Cómo está dividido el aparato fonador?
3 EL FONEMA Y OTROS CONCEPTOS 
BÁSICOS DE FONÉTICA Y 
FONOLOGÍA
Además de las cuestiones fonéticas que hemos visto, necesitamos estudiar 
sobre la fonología porque ambas están relacionadas a los sonidos producidos 
22
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
por las lenguas. Así que, en este apartado, vamos a dedicarnos a comprender 
algunos conceptos llaves de fonología.
El aparato fonador permite que produzcamos los sonidos del habla y la 
fonología se encarga de estudiar el funcionamiento de estos sonidos. 
De este modo, la fonología estudia la función lingüística de los sonidos del 
habla. Sobre eso Saéz et al. (2002, p. 98) afi rma que: 
[...] entendemos la fonologíacomo el estudio funcional y 
estructural de los elementos fónicos que, como veíamos, 
se caracterizaban doblemente por poseer una forma fónica 
determinada y por carecer de signifi cado, es decir por constituir 
el signifi cante.
De este modo, comprendemos que la fonología hace una interpretación 
de los datos presentados por la fonética. Lo que comprueba que ambas están 
relacionadas.
Cuando se va realizar un análisis fonológico, es necesario distinguir dos tipos 
de elementos: los seguimientos y los súper seguimientos. Los fonemas y rasgos 
distintivos son los seguimientos. Los súper seguimientos son la entonación, el 
ritmo, el tono, el acento, etc. 
Así como la fonética, la fonología también presenta divisiones, las cuales 
ocurren de acuerdo con el enfoque del estudio:
a) Fonología sincrónica: estudia el sistema fonológico en un determinado 
momento de la lengua.
b) Fonología diacrónica: estudia los cambios fonológicos ocurridos en una 
lengua a lo largo del tiempo.
c) Fonología general: elabora las reglas que rigen el sistema fonológico de 
una lengua.
d) Fonología contrastiva: compara los sistemas fonológicos de las lenguas, 
mostrando sus semejanzas y diferencias.
Esas divisiones son importantes en el estudio de la fonología, pero hay 
conceptos básicos que son necesarios en la hora de estudiar fonología y, es eso 
que vamos a ver en el próximo tópico.
23
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
3.1 OPOSICIÓN DISTINTIVA
Entre los sonidos producidos en cada lengua, dos tipos de oposiciones 
pueden ser identifi cadas:
a) Oposiciones distintitas: permiten diferenciar palabras con signifi cados 
distintos.
b) No permiten diferenciar palabras atribuyéndoles signifi caciones distintas 
(GIL, 2007).
 Observa la siguiente oración:
 ¡Vamos a la playa!
 Cuando escuchamos la palabra “playa”, nuestra mente imagina arena, 
mar, calor, etc.
 Ahora lea está otra oración:
 ¡Vamos a la plaza!
Percibimos que, aunque ambas oraciones presenten algunas semejanzas 
morfológicas y sintácticas, la imagen creada en nuestra mente por la segunda 
oración nos lleva para lugares con árboles, niños y parques. 
Cuando observamos las palabras “playa” y “plaza” percibimos que la causa 
del signifi cado distinto de las dos palabras es el cambio del fonema /j/ de la 
primera palabra por el fonema /ӡ/. El cambio de pronunciación también ocasionó 
el cambio de signifi cado. Percibimos eso al mostrar las diferencias que existen 
entre las dos palabras.
Notamos que el mismo no ocurre si tomamos una variación del mismo 
fonema. Al escuchar las palabras “pla[j]a” o pla[i]a, aunque ellas presenten sonidos 
distintos les damos el mismo sentido. Lo mismo ocurre con “pla[ӡ]a” y “pla[θ]a”. 
Estos cambios en la pronunciación no presentan un contraste, solamente una 
variación de sonido. 
Percibimos que hay una preocupación de la fonología en trabajar utilizando 
el método contrastivo, es decir, se hace una comparación con los elementos 
opuestos para mostrar sus diferencias, sus contrastes. El ejemplo arriba 
24
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
comprueba ese concepto de oposición distintiva, comprendido como un término 
lingüístico que indica la existencia de un contraste, entre las unidades sonoras 
que pasan a ser unidades fonológicas.
Hay una oposición fonológica y contrastiva cuando hay cambio de signifi cado. 
Los sonidos que fonéticamente comparten el mayor número posible de rasgos son 
conocidos como variaciones de un fonema. Los sonidos con muchas semejanzas 
son llamados de variaciones de fonemas y los sonidos con muchas diferencias 
son fonemas diferentes.
Como ya estudiamos la oposición contrastiva, vamos a estudiar los pares 
mínimos, otro concepto importante para la fonología.
3.2 PARES MÍNIMOS 
El estudio de los pares mínimos permite que observemos como 
actúan los diferentes sonidos en un mismo contexto.
Al observar los pares de palabras: pato – gato; peso – beso; color – calor; 
percibimos que cada par sufre cambio en un solo fonema: /p/ - /g/; /p/ - /b/; /o/ - 
/a/. Eso es lo que en fonología se llama de par mínimo. De acuerdo con Gil (2007, 
p. 544), “un par mínimo está constituido por dos palabras que difi eren solo por un 
segmento fonológico situado en idéntico contexto”.
3.3 EL FONEMA
Cada lengua posee un número determinado de unidades fónicas que poseen 
la función de determinar las diferencias de signifi cado de una palabra en relación 
a otra palabra. Por ejemplo, la palabra [‘kasa] “caça” se distingue de la palabra 
[‘kaza] “casa” por el uso de dos fones distintos [s] y [z]. 
De acuerdo con Quilis y Hernández 1985, p. 9, el fonema es la unidad 
fonológica más pequeña en que se puede dividir un conjunto fónico. “Una palabra, 
como, por ejemplo, /páso/ paso, está formada por una serie de cuatro fonemas, 
ya que el máximo de unidades mínimas en que puede ser dividida es /p/ + /a/ + /s/ 
+ /o/, sin que podamos fragmentar cada uno de esos fonemas”. 
Así el autor nos muestra que tanto la /p/, como la /a/, como la /s/, como la /o/ 
son unidades indivisibles. 
25
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
3.4 EL ALÓFONO
De acuerdo con Quilis y Fernández (1985), un fonema puede tener diferentes 
realizaciones fonéticas, según el contexto en que esté situado. Por ejemplo, el 
fonema nasal /n/ existente en el español se articula por medio del contacto del 
ápice de la lengua con los alvéolos. “Este fonema puede presentar diferentes 
realizaciones al articularlo: si le sigue una vocal, por ejemplo, su articulación sigue 
estando en los alvéolos: [ána], Ana; si le sigue una linguodental, se dentaliza, 
cambiando su lugar de articulación desde la zona alveolar a la dental” (QUILLIS; 
FERNÁNDEZ, 1985, p. 9-10).
De este modo, un solo fonema /n/ puede sufrir variación de lugar de 
articulación sin que por eso haya un cambio del valor signifi cativo de la palabra.
3.5 LOS RASGOS DISTINTIVOS
Para Callou y Yonne Leite (1997), los rasgos distintivos son unidades mínimas 
funcionales y contrastivas que van a distinguir entre sí los elementos lexicales. 
Tales rasgos siempre aparecen combinados con otros. Por ejemplo, los fonemas 
/p/, /t/, /k/ se caracterizan por rasgos articulatorios: son consonantes, oclusivos 
y sordos. Pero existe un rasgo particular que los distingue: /p/ es bilabial, /t/ es 
dental y /k/ es velar. Los demás rasgos son coincidentes y no distintivos y son 
llamados de rasgos redundantes.
Son oclusivos cuando hay un cierre completo y momentáneo de los órganos 
articulatorios que impide la salida del aire al exterior y son sordos cuando las 
cuerdas vocales no vibran. Los rasgos articulatorios de los fonemas citados son: 
/p/: consonántico, oclusivo, bilabial, sordo; 
/t/: consonántico, oclusivo, dental, sordo; 
/k/: consonántico, oclusivo, velar, sordo.
3.6 LA DISTRIBUCIÓN 
COMPLEMENTARIA
Existe la distribución complementaria cuando los alófonos de un determinado 
fonema aparecen en unas posiciones concretas y en otras no. En español los 
fonemas /b, d, g/ conocen unos alófonos oclusivos [b, d, g] que se realizan 
después de pausa y después de consonante nasal; y otros alófonos fricativos [β, 
ð, Ɣ] que se producen en los demás contornos. En un contorno donde aparece 
26
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
[b], no aparece [β]. Como en el ejemplo en español “[éseβárko] ‘ese barco’, frente 
a [úmbárko] ‘un barco’, en cuyo contorno después de m (n ortográfi ca) [b] excluye 
a [β]” (QUILLIS; HERNÁNDEZ, 1985, p. 11).
3.7 DISTRIBUCIÓN LIBRE
La distribución libre no implica que en una posición determinada se encuentre 
normalmente un solo alófono, sino que pueden concurrir en ese mismo contorno 
todos los alófonos que posea un determinado fonema. 
Ejemplo: el archifonema /R/ fi nal de palabra o sílaba, resultante de la 
neutralizaciónde /r/ y /ř/ es un caso de distribución libre, ya que puede realizarse 
como [r], [ř] o [ɹ], sin que por ello varíe la signifi cación de la palabra. En esa 
posición pueden aparecer cualesquiera de los tres alófonos citados.
Los fonemas se representan entre barras oblicuas / / y los alófonos o sonidos 
entre corchetes [ ].
3.8 PRINCIPIO DE LA COMUTACIÓN
La conmutación es uno de los principios utilizados para identifi car los 
fonemas. Ella consiste en la sustitución de un fonema por otro para comprobar 
si ocurre cambio de signifi cado. Si ocurre cambio de sentido, hay otro fonema, si 
no ocurre cambio, hay un alófono. Como ejemplo, tenemos la palabra “casa”. Si 
hacemos la sustitución de la letra “a” en la primera sílaba por la letra “o”, tenemos 
la palabra “cosa”. Ese cambio en los fonemas ocasionó el cambio de sentido. 
Observamos lo que dice Martín (2016, p. 8) sobre el principio de la conmutación:
Principio de conmutación representa una relación de carácter 
paradigmático basada en el principio de oposición. Cuando 
en un mismo contexto, al cambiar una de las unidades por 
otra cambia el signifi cado, dicha unidad puede entenderse 
como fonema. Las conmutaciones se realizan entre unidades 
fonéticamente próximas y dos a dos, con lo que se obtienen 
los pares mínimos u oposiciones. Es un fonema cada uno de 
los miembros de una oposición distintiva. Cada fonema, pues, 
posee unos rasgos que lo defi nen como tal: rasgos distintivos, 
pertinentes o relevantes. 
3.9 LA OPOSICIÓN
Para identifi car los fonemas de una lengua, es necesario utilizar el 
procedimiento de la conmutación sucesiva, o sea, hacer la sustitución de los 
fonemas de una palabra para encontrar diferencias en su signifi cado: 
27
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
La relación que existe entre dos fonemas conmutables recibe el 
nombre de oposición. Teóricamente sería necesario conmutar 
todos los fonemas de una lengua para realizar su inventario 
fonológico, pero en la práctica es sufi ciente con conmutar los 
fonemas que ofrecen características similares. 
Por ejemplo: /póka/ poca se distingue de /bóka/ boca, porque 
/p/ se opone a /b/, ya que, /p/ es oclusiva (cierre completo 
de los órganos articulatorios), bilabial (los labios forman el 
cierre), sorda (las cuerdas vocales no vibran), y /b/ es oclusiva 
(como la anterior), bilabial (como la anterior), sonora (las 
cuerdas vocales vibran: diferente de la anterior) (QUILLIS; 
HERNÁNDEZ, 1985, p. 13).
3.10 LA NEUTRALIZACIÓN 
La neutralización ocurre cuando dos fonemas cuando dos fonemas, en 
ciertas posiciones, pierden su función distintiva. En español cuando una vibrante 
se encuentra en posición fi nal de sílaba, sufre neutralización, ya que, cualquiera 
que sea su realización, no ocurre una variación en la signifi cación de la palabra. 
Ejemplo: en un infi nitivo como /kantar/ “cantar” podemos emitir la vibrante 
fi nal como una consonante simple, [r], diciendo [kantár] o como una consonante 
múltiple, [ř], [kantář] o como una fricativa, [ɹ], [kantáɹ], sin que para eso ocurra el 
cambio de signifi cado de ese verbo. En esta posición fi nal el rasgo distintivo r/ř 
queda neutralizado.
Cuando dos fonemas quedan neutralizados, puede ocurrir la sustitución de 
esos fonemas por un fonema que tenga como característica principal el rasgo 
común a ambos (en el caso citado, el rasgo vibrante). Ese fonema resultante es 
el archifonema y se representa por una letra mayúscula, /R/. Y como se trata nivel 
fonológico debe ir entre / /.
1 ¿Cuáles son las divisiones de la fonología?
2 ¿Cuál es la diferencia entre fonema y alófono?
3 ¿Qué son distribución complementaria y distribución libre?
4 ¿Qué son rasgos distintivos?
28
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
4 FONÉTICA CONTRASTIVA DEL 
ESPAÑOL Y DEL PORTUGUÉS
El español y el portugués son lenguas muy parecidas, una vez que ambas 
son derivadas del latín y por eso presentar un gran número de semejanzas tanto 
en la escrita como en la pronunciación. Pero, esos dos idiomas poseen diferencias 
signifi cativas y, por eso, es necesario que hagamos un análisis contrastivo entre la 
fonética del portugués y del español. 
La utilidad didáctica del contraste lingüístico entre lengua materna y lengua 
meta es de fundamental importancia para comprender mejor las difi cultades de 
los alumnos. De esta manera, el estudio contrastivo es un elemento importante en 
el proceso de adquisición de lenguas. 
4.1 LINGUÍSTICA APLICADA E 
LINGUÍSTICA CONTRASTIVA
Desde los primeros estudios en Lingüística Aplicada ocurridos en fi nal del 
siglo XIX, surge la necesidad de defi nir la Lingüística Aplicada. De este modo, 
Moita Lopes (1996, p. 22) la defi ne: 
Como uma área de investigação aplicada, mediadora, 
interdisciplinar, centrada na resolução de problemas de uso 
da linguagem, que tem um foco na linguagem de natureza 
processual, que colabora com o avanço do conhecimento 
teórico, e que utiliza métodos de investigação de natureza 
positivista e interpretativa. 
De acuerdo con Farias (2007), a partir de los años 40, los estudios científi cos 
sobre el proceso de aprendizaje en Lingüística Aplicada (LA) se desarrollaron y se 
consolidaron en varios modelos (Análisis Contrastiva, Análisis de errores y Teoría 
de Interlengua).
En su inicio la LA se preocupó con la resolución de problemas relacionados 
con la enseñanza de lenguas. A pesar de su interés de muchos temas, la LA es 
más conocida por estudiar la enseñanza y aprendizaje de una segunda lengua. 
Cuando está aprendiendo una lengua extranjera, el estudiante tiene 
contacto con su lengua materna y con la lengua que está aprendiendo. Según 
Farias (2007), la Lingüística Contrastiva (LC) se interesa por los efectos que las 
diferencias existentes en las estructuras de la lengua materna y de la lengua 
extranjera producen en el aprendizaje del estudiante.
29
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
La autora también afi rma que la LC desarrolla investigaciones importantes 
sobre el proceso de aprendizaje de una lengua extrajera (LE) Y estas 
investigaciones son hecha a partir de tres modelos de análisis: Análisis Contrastivo 
(AC), Análisis de Errores (AE) e Interlengua (IL).
El Análisis Contrastivo (AC) surgió como una metodología que buscaba 
comparar dos lenguas (madre y extranjera) como una manera de anticipar errores 
y evitar que ellos ocurrieran. La identifi cación de errores ocurría a través de la 
comparación entre la lengua madre y la lengua extranjera. De este modo se 
realizaba un análisis contrastivo entre las lenguas para identifi car posibles errores 
y así encontrar mejores maneras de corregirlos. Algunos estudiosos defendían 
que tales errores ocurrían porque la lengua madre intervenía en el aprendizaje 
de la lengua extranjera, es decir, los estudiantes, de manera consciente o 
inconsciente acaban llevando rasgos de su lengua para la lengua extranjera como 
un intento de rellenar huecos en el aprendizaje de la lengua extranjera. 
Por comprender que el error era algo negativo, el AC sufrió algunas críticas y 
tuvo algunas reformulaciones. 
Una de las críticas que el AC recibió es el hecho de que este método estaba 
limitado solamente a la comparación formal de las estructuras, sin considerar la 
función comunicativa ni los contextos y registros en que ellas ocurrían.
Actualmente las investigaciones muestran que la Lingüística Contrastiva 
sigue frecuente y cuando se trata de dos lenguas que tienen proximidad tipológica, 
como portugués y español, algunos estudiosos defi enden que ese contraste entre 
las dos lenguas puede ser útil, como nos muestra Farias (2007, p. 32):
Quando se trata de línguas que têm proximidade 
tipológica como Português/Espanhol pesquisadores 
como Schmitz (apud FERREIRA, 1995) desconsideram 
as críticas à AnáliseContrastiva e defendem que esse 
contraste entre as duas línguas pode ser útil, não no 
pensamento behaviorista de prever todos os erros como 
decorrentes da interferência da língua materna, mas com 
o objetivo de conscientizar os aprendizes da existência 
de diferenças entre as duas línguas e oferecer subsídios 
para que o professor elabore ou complemente o seu 
material didático.
En el fi nal de los años sesenta, surgió el Análisis de Errores, inspirada en la 
sintaxis generativa de Noam Chomsky. Ese nuevo modelo de investigación trae 
una importante contribución al establecer la diferencia entre error y lapso:
30
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
[...] determinadas falhas na competência do aprendiz passam 
a ser categorizados como erros aleatórios de desempenho. 
Esses erros seriam oriundos de lapsos de memória, do cansaço 
físico ou de um estado constrangedor. Esse pesquisador 
sugere que esses erros devem ser desconsiderados na análise 
da interlíngua de um aprendiz de uma língua estrangeira. Só se 
devem considerar os erros sistemáticos, pois somente esses 
são capazes de fornecer dados confi áveis sobre o processo 
de aprendizagem ou aquisição de uma língua estrangeira 
(FARIAS, 2007, p. 24).
El Análisis de Errores no rechaza la interferencia que la lengua madre 
produce en la lengua extranjera, de la cual se originan los errores, pero, también 
defi ende que el estudiante puede utilizarse de otras estrategias de aprendizaje 
cuando necesita desarrollar una situación en la cual aún no tiene competencia 
lingüística.
En el AE el método de análisis y el concepto de error son distintos de los 
utilizados en la AC, pues, tal método no está basado en la comparación entre dos 
lenguas, sino en las producciones reales de los aprendices. De este modo, los 
errores pasaron a ser visto como algo positivo y reconocidos como algo necesario 
en el aprendizaje de una lengua extranjera. 
Al analizar producciones de estudiantes de una lengua extranjera se 
descubrió que tales producciones poseían características peculiares y que no se 
podían encontrar ni en la lengua madre ni en la lengua extranjera estudiada. De 
inicio, este proceso por lo cual pasan los aprendices de una lengua extranjera 
(LE) fue llamado de competencia transitoria.
El término Interlengua (IL) fue creado por Selinker (1992) para nombrar lo 
que antes era conocido como competencia transitoria. 
Selinker (1992) defi ende que el proceso de aprendizaje de un estudiante de 
LE se construye por un conjunto de estructuras psicológicas que están ocultas en 
la lengua del aprendiz y que se activan cuando él está aprendiendo una lengua 
extranjera. 
[...] hay cinco procesos principales (y, quizá algunos otros 
de importancia menor) y que están situados en la estructura 
psicológica latente a la que nos hemos referido anteriormente. 
Estos procesos son los siguientes: la transferencia lingüística, 
la transferencia de instrucción, las estrategias de aprendizaje 
de la lengua segunda y la hipergeneralización del material 
lingüístico de la LO (SELINKER, 1992, p. 84).
31
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
 Si tienes interés en conocer más sobre el asunto abordado, te 
indicamos para profundizar tus conocimientos la lectura del texto 
abajo:
 FARIAS, Maria Solange de. Estudo da interlíngua de brasileiros 
estudantes de Espanhol apoiado na análise de erros. 2007. 131f. 
Dissertação (Mestrado em Linguistica Aplicada) – Universidade 
Estadual do Ceara, Fortaleza, 2007. Disponível em: <http://
www.uece.br/posla/wp-content/uploads/sites/53/2009/12/
mariasolangedefarias.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2021.
De este modo, la Interlengua se defi ne como el sistema lingüístico del 
estudiante de una lengua extranjera que se va cambiando y ampliando de manera 
compleja mientras las etapas de aprendizaje van sucediendo. 
Sin embargo, el proceso de Interlengua puede contribuir para que algunos 
errores permanezcan, mismo que el estudiante ya tenga aprendido el idioma 
extranjero. Para Selinker (1992) ese fenómeno característico de aprendices de 
LE es conocido como Fossilización:
Llamamos fenómenos fosilizables a aquellos ítems, reglas 
y subsistemas lingüísticos que los hablantes de una LM 
particular tienden a conservar en su IL en relación con una 
LO dada, sin importar cuál sea la edad del alumno o cuánto 
entrenamiento haya recibido en la LO. Es importante observar 
que las estructuras fosilizables tienden a permanecer como 
actuación potencial, reemergiendo en la producción de una IL 
incluso cuando ya parecían erradicadas (SELINKER, 1992, p. 
84-85).
Los conceptos presentados son importantes para que comprendamos 
el proceso de aprendizaje de una lengua extranjera y como el contraste entre 
Portugués y Español pueden ayudarnos en ese proceso. 
32
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
4.2 PORTUGUÉS Y ESPAÑOL Y 
SUS CONTRASTES FONÉTICOS-
FONOLÓGICOS 
Las lenguas pueden ser divididas en familias. En Europa las mayores 
familias de lenguas son las románicas, germánicas y eslavas. Portugués y 
español son lenguas que pertenecen a la familia de lenguas románicas, es decir, 
son derivadas del latín, así como las lenguas francesa e italiana. Pero, de esas 
lenguas, portugués y español son las más parecidas.
La diacronía de las lenguas románicas se divide en tres fases cuyo “terminus 
a quo” es el latín vulgar y el “terminus ad quem”, son las lenguas, pasándose por 
una fase intermediaria llamada romance. 
La fase latina corresponde la fase en que el latín vulgar y urbano era la 
lengua del imperio, aproximadamente del siglo VI a. C. al siglo V o VI d. C. La 
fase romance corresponde al periodo en que el latín vulgar empieza a modifi carse 
hasta transformarse en las lenguas románicas modernas. Ese proceso se extendió 
por siglos lo que alteró la estructura del latín vulgar y fragmentó su unidad en el 
plano territorial. 
Así se llegó una a época en que el conjunto de esas modifi caciones hizo 
con que el latín no fuera más comprendido. A ese tipo de lenguaje se denominó 
romance, originario de Romanice Fabulare (lenguaje de Romania). Antes del 
siglo IX las personas solo hablaban el romance y no comprendían más el latín, 
que era conocido solamente por quien frecuentaba a escuelas, que eran pocas y 
destinadas a nobles y clérigos. 
En la fase de las lenguas románicas modernas surgieron los primeros 
documentos en dichas lenguas. En portugués los primeros documentos surgieron 
en el siglo XII; la poesía de fecha más antigua es la “cantiga de amor” de Paay 
Soarez de Taveiroos – “No mundo non m’ei parella” – escrita entre 1189 a 1206. 
El portugués tuvo que fi rmar su identidad delante del español, una vez que Gil 
Vicente tiene autos y farsas en portugués y en español y, en algunas de sus 
obras, utilizó las dos lenguas, en una demonstración de que aún no eran claros 
los límites entre las dos lenguas.
Después de eso hubo muchos acontecimientos que ocasionaron cambios en 
las dos lenguas, español y portugués, pero ambos idiomas siguen con algunas 
semejanzas. La primera distinción evolutiva que esas dos lenguas presentan está 
en el sistema vocálico. A lo largo del proceso de desarrollo de las dos lenguas, 
33
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
hubo reducciones y simplifi caciones en relación a las vocales, siendo que el 
español sufrió mayor alteración en este aspecto.
De las diez vocales que existían en el latín clásico, solo quedaron siete. Y 
fueron estas siete vocales que llegaron a las bases de las lenguas portuguesa y 
española, pero, el mayor cambio ocurrió en el español, como podemos observar: 
QUADRO 2 – CUADRO DE VOCALES DEL PORTUGUÉS DE BRASIL
FONTE: Viciano (1999, p. 155 apud CAMPELLO, 2012, p. 3)
QUADRO 3 – CUADRO DE VOCALES DEL ESPAÑOL
FONTE: Viciano (1999, p. 155 apudCAMPELLO, 2012, p. 3)
Haciendo una comparación entre los dos sistemas vocálicos, percibimos 
que el portugués mantuvo las siete vocales orales que se originaron del latín y 
aún incluyó más cinco vocales nasales, con un total de doce fonemas vocálicos. 
El español, por su parte, hizo reducciones y simplifi có las vocales orales para 
solamente cinco.
En español la reducción ocurrió a causa de la pérdida de la distinción 
fonológica de las vocales medias abiertas /ɛ/ e /ɔ/. Aunque haya la percepción, en 
34
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
algunas regiones, de la pronunciación abierta de los fonemas vocálicos /e/ y /o/, 
eso no constituye un rasgo distintivo, como ocurre en portugués con las palabras 
“avô” y “avó”.
Algunos estudiosos defi enden que, en español, el fonema /ɛ/ del 
latín vulgar se convirtió en el diptongo “ie”. Lo mismo pasó con el 
fonema /ɔ/ que se convirtió en el diptongo “ue”, que son fonemas 
muy presentes en la lengua española.
Otra distinción entre los sistemas vocálicos del portugués y del español es 
la existencia de las vocales nasales en el portugués y su ausencia en el español 
actual, siendo que esas vocales son orales.
El sistema de consonantes de ambas las lenguas también sufrió 
modifi caciones, aunque menos modifi caciones que el sistema de vocales. Los 
dos idiomas poseen diecinueve fonemas consonantes, siendo que la mayoría de 
ellos coinciden. Como podemos ver comparando los cuadros abajo: 
QUADRO 4 – SISTEMA DE CONSONANTES DEL PORTUGUÉS
FONTE: Quilis (1988, p. 9)
35
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
QUADRO 5 – SISTEMA DE CONSONANTES DEL ESPAÑOL
FONTE: Quilis (1988, p. 8)
Al hacer la comparación entre los dos cuadros, observamos que hay pocas 
diferencias entre ellos. En lo que se refi ere a las consonantes, los aspectos más 
distintivos entre las dos lenguas son:
a) Fricativa labio-dental sonora /v/: compone el sistema de consonantes 
del portugués, pero no existe en español.
b) Fricativa interdental sorda /θ/: compone el sistema de consonantes del 
español, pero no existe en el portugués. Aparece solamente en algunas 
regiones de España, en los demás países de habla hispánica hay la 
predominancia del fonema /s/.
c) Fricativa alveolar sorda /s/ y sonora /z/: los dos existen en el sistema 
de consonantes del portugués, pero en la lengua española existe 
solamente el fonema /s/.
d) Fricativa palatal sonora /ӡ/: forma parte del sistema de consonantes del 
portugués, pero no existe en el español.
e) Fricativa palatal sorda /ʃ/: está presente en el sistema de la lengua 
española, pero no pertenece al sistema del portugués.
f) Fricativa vela sorda /x/: forma parte del sistema de consonantes del 
español, pero del sistema de la lengua portuguesa.
36
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Aún en el campo de la fonética, pero ya entrando en el campo de la prosodia, 
en portugués y en español existen palabras que presentan grafía semejante, pero 
la sílaba tónica cambia de una lengua para la otra, son las palabras llamadas 
heterotónicas, como podemos observar en el cuadro abajo:
QUADRO 6 – HETEROTÓNICOS
PORTUGUÉS ESPAÑOL
Academia Academia
Álcool Alcohol
Alergia Alergia
Alguém Alguien
Atmosfera Atmósfera
Burocracia Burocracia
Cérebro Cerebro
Coquetel Cóctel
Cratera Cráter
Diplomacia Diplomacia
Elite Élite
Elogio Elogio
Epidemia Epidemia
Euforia Euforia
Fobia Fobia
Futebol Fútbol
Gaúcho Gaucho
Hemorragia Hemorragia
Herói Héroe
Ímã Imán
Imbecil Imbécil
Limite Límite
Magia Magia
Metrô Metro
Microfone Micrófono
Míope Miope
Nível Nivel
Nostalgia Nostalgia
Ortopedia Ortopedia
Oxigênio Oxígeno
Pântano Pantano
Paralisia Parálisis
Parasita Parásito
Polícia Policía
Protótipo Prototipo
Psicopata Psicópata
Periferia Periferia
Rubrica Rúbrica
Regime Régimen
37
PRINCIPIOS BÁSICOS DE LA FONÉTICA Y DE 
LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
 Capítulo 1 
Sarampo Sarampión
Siderurgia Siderurgia
Sintonia Síntoma
Telefone Teléfono
Telex Télex
Tulipa Tulipán
FONTE: <https://www.infoescola.com/espanhol/heterotonicos/>. Acesso em: 20 jan. 2021.
1 ¿Qué es análisis contrastivo?
2 ¿Cuá es la diferencia entre los sistemas vocálicos del portugués y 
del español?
3 ¿Cuál es la diferencia entre los sistemas de consonantes del 
portugués y del español?
5 ALGUNAS CONSIDERACIONES
En este capítulo buscamos mostrar los estudios de Saussure que sirvieron 
como base para los estudios de fonética y fonología. Además de eso, presentamos 
los conceptos de fonética y fonología, sus objetos, objetivos y unidades de estudio.
Conocemos también los principales estudios de la fonética, los procesos 
del habla y el aparato fonador. Percibimos que el aparato fonador está formado 
por tres partes: articulatoria, fonatoria y respiratoria y que esas partes son muy 
importantes en la producción de los sonidos del habla. A través del estudio 
detallado del aparato fonador conocimos como son producidos los muchos 
sonidos del habla.
Conocimos también los principios básicos de la fonología, como oposición 
distintiva, pares mínimos, el fonema, el alófono y los rasgos distintivos. 
Descubrimos que el fonema es la unidad más pequeña en que se puede dividir un 
conjunto fónico, mientras que el alófono es una realización del fonema. 
Supimos que la distribución complementaria es cuando los alófonos de 
un determinado fonema aparecen en unas posiciones concretas y en otras 
38
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
no, mientras que la distribución libre implica que en una determinada posición 
no aparecen solamente un alófono, sino que pueden concurrir en ese mismo 
contorno todos los alófonos que posea un determinado fonema.
Cerramos los estudios de nuestro primer capítulo hablando de la fonética 
contrastiva del español y del español, donde pudimos hacer un análisis contrastivo 
entre los fonemas vocálicos y los fonemas consonantes de ambas las lenguas así, 
observamos las semejanzas y diferencias existentes entre sus fonemas vocálicos 
y consonánticos. 
Continuaremos nuestros estudios sobre fonética y fonología del español en 
el próximo capítulo, en lo cual vamos a estudiar las producciones y clasifi caciones 
de los fonemas vocálicos y consonánticos del español y comprobar cómo el 
estudio de ellos es importante para un estudiante de lengua española.
REFERÊNCIAS 
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Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
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Janeiro: Editora
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estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto, 2002.
FARIAS, Maria Solange. Estudo da interlíngua de brasileiros estudantes de 
Espanhol apoiado na análise de erros. 2007. 131f. Dissertação (Mestrado 
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olasdeplatayazulblog.fi les.wordpress.com/2016/08/tema-11-largo.pdf. Acesso em: 
20 jan. 2021. 
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LA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLALA FONOLOGÍA DE LA LENGUA ESPAÑOLA
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MARTINEZ CELDRÁN, Eugenio. El sonido en la comunicación humana. 
Introducción a la fonética. Barcelona: Octaedro, 1996.
MOITA LOPES, Luiz Paulo. Ofi cina de linguística aplicada: ensino 
aprendizagem de línguas. São Paulo: Mercado das Letras, 1996.
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QUILIS, Antonio. Estudio comparativo entre la entonación portuguesa (de Brasil) 
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QUILIS, Antonio; FERNÁNDEZ, Joseph, A. Curso de fonética y fonología para 
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SERRA, Maria Lucía Andrade; BERTELEGINI, Maria Carmen; ABREU, Regina 
Maria Mattos. Fonética aplicada a la enseñanza del español como lengua 
extranjera. São Paulo: Galpão, 2007.
40
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
CAPÍTULO 2
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO 
DEL ESPAÑOL
A partir da perspectiva do saber-fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
• Conhecer a produção dos sons dos sistemas fonético e fonológico do espanhol.
• Conhecer a classifi cação articulatória dos sons dos sistemas fonético e 
fonológico do espanhol.
• Descrever o sistema vocálico do espanhol.
• Descrever o sistema consonântico do espanhol.
• Produzir os sons dos sistemas fonético e fonológico do espanhol.
• Classifi car os sons dos sistemas fonético e fonológico do espanhol.
• Articular os sons do sistema vocálico do espanhol.
• Articular os sons do sistema consonântico do espanhol.
42
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
43
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
A produção do som articulado ocorre devido a uma causa psíquica, 
intencional, prévia a outro movimento orgânico. Quando queremos emitir um 
som, o cérebro, desde seu centro nervoso, envia um impulso neuromotriz através 
do nervo recorrente. O nervo recorrente, por um lado atua sobre o diafragma, 
comprimindo-o sobre os pulmões, que enviam assim o ar para a fonação e, por 
outro lado, atua sobre as cordas vocais, fazendo que se estreitem mais ou menos, 
ou que se juntem totalmente e comecem a vibrar. 
Neste capítulo estudaremos a produção e classifi cação articulatória dos sons 
dos sistemas vocálico e consonântico da língua espanhola. 
2 PRODUCCIÓN Y CLASIFICACIÓN 
ARTICULATORIA DE LOS SONIDOS
Antes que iniciemos la clasifi cación de los sonidos, primero vamos recordar 
que, tanto los sonidos de la lengua española como los sonidos de la lengua 
portuguesa, pueden ser divididos en vocales y consonantes. Las vocales son 
sonidos producidos sin que ocurra cualquiera obstáculo para la salida del 
aire, es decir, los elementos articulatorios no interfi eren en su producción. Las 
consonantes, por su vez, son sonidos producidos por algún punto de obstrucción 
de la salida del aire, es decir, algún elemento articulatorio, como la lengua, los 
dientes, el paladar, etc., interfi eren en el momento de la producción.
Para que comprendamos como esos sonidos son producidos, vamos a 
estudiar los criterios para su clasifi cación.
De acuerdo con Sáez et al. (2002, p. 85), hay dos criterios que pueden ser 
utilizados para la clasifi cación fonética de los sonidos: articulación y acústica. 
Como podemos ver abajo: 
Vamos a utilizar dos criterios para la clasifi cación de los sonidos, 
uno articulatorio que presta atención a la distinta disposición de 
los órganos del habla en el momento en que un sujeto emite un 
mensaje, y otro acústico que se centra en la forma en que los 
sonidos emitidos por el emisor llegan a los oídos del receptor 
(SÁEZ et al, 2002, p. 85).
Para la producción de los sonidos por el criterio articulatorio ocurren 
intervenciones de tres procesos: la respiración, la fonación y la articulación. La 
respiración es muy importante para la producción de los sonidos porque es por la 
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
salida del aire y por su pasaje por el aparato fonador que el sonido es emitido. La 
fonación y la articulación son responsables por los diferentes sonidos.
a) El punto de articulación: 
El punto de articulación es dónde los sonidos son articulados en el trato 
vocal, como afi rma Saéz et al (2002, p. 87): 
[...] punto de articulación que clasifi ca los sonidos según la 
zona de la boca en que los órganos articulatorios se aproximen 
o pongan en contacto, bien mediante uno activo y otro pasivo 
o bien mediante dos activos para reducir u obstruir la salida 
de aire.
Los nombres dados a los sonidos se refi eren a los nombres de las regiones 
de la boca en que ellos son producidos. 
3 EL SISTEMA VOCÁLICO DEL 
ESPAÑOL 
El parámetro de clasifi cación de articulatoria de los sonidos vocálicos son 
defi nidos por: 
• El modo de articulación.
• El lugar de articulación.
• La acción Del velo Del paladar.
3.1 PARÁMETROS DE 
CLASIFICACIÓN DE LAS VOCALES 
Las cinco vocales del español [i, e, a, o, u] así como los diptongos se 
producen de acuerdo con los siguientes parámetros de clasifi cación: por el modo 
de articulación, por el lugar de articulación y por la acción del velo del paladar. 
• Por el modo de articulación
Este parámetro se relaciona con la menor o mayor elevación de la lengua en 
un plano vertical. 
45
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
El sonido llega después a las cavidades bucales que cambian de forma en 
función del grado de abertura de la boca y de la posición que la lengua adopte 
para cada una de las vocales. Las vocales son clasifi cadas en: altas, medias y 
baja. Cada una de ellas puede ser en función del grado de abertura: cerradas, 
medias o abiertas.
Vocales altas son las que se emiten estando la lengua mucho más elevada y 
cerca del paladar: /i/ y /u/.
Vocales medias son las que se producen con la lengua en una posición 
intermedia en cuanto a su altura: /e/ y /o/. 
Vocal baja es aquella que se produce estando la lengua en su posición más 
baja, como es el caso de la vocal /a/.
• Por el lugar de articulación 
El sonido sale al exterior a través del orifi cio de los labios, que es también, 
propio y distinto para cada vocal y está en función de la posición de la lengua: 
más adelantada o más atrasada en el interior de la boca. En función de este 
parámetro, las vocales pueden ser: anteriores, centrales y posteriores. 
Observa la imagen abajo para comprender mejor: 
FIGURA 1 – PUNTOS DE ARTICULACIÓN
<http://liceu.uab.es/~joaquim/phonetics/fon_produccio/Dimensiones_
articulatorias_vocales.jpg>. Acesso em: 20 feb. 2021.
• Por la acción del velo del paladar
46
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
La nasalización separa las vocales orales de las nasales. Los sonidos orales 
ocurren cuando el velo del paladar está adherido a la pared faríngea, y el aire sale 
solamente a través de la cavidad bucal. 
Cuando el velo del paladar está separado de la pared faríngea y, al mismo 
tiempo, el conducto oral está abierto, tenemos los sonidos vocálicos oronasales, 
o vocales nasales. 
De acuerdo con Iribarren (2005), los términos anterior, posterior, alta y baja 
indican una articulación vocálica en la que la lengua se adelanta, se retrae, 
se levanta o se baja, respectivamente. Al mismo tiempo, como la elevación 
o el descenso de la mandíbula, a veces las vocales altas y bajas también se 
denominan vocales cerradas o abiertas.
Observa las posiciones articulatorias en la producción de los fonemas 
vocálicos del español: 
FIGURA 2 – MODO DE ARTICULACIÓN DE A
FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/-xR98BFgKnFc/U4PTEDW1XYI/AAAAAAAABdw/
n83KvLcbFrQ/s1600/Visualizaci%C3%B3n+vocales.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
FIGURA 3 – MODO DE ARTICULACIÓN DE E Y O
FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/-xR98BFgKnFc/U4PTEDW1XYI/AAAAAAAABdw/n83KvLcbFrQ/s1600/Visualizaci%C3%B3n+vocales.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
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EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
FIGURA 4 – MODO DE ARTICULACIÓN DE I Y U
FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/-xR98BFgKnFc/U4PTEDW1XYI/AAAAAAAABdw/
n83KvLcbFrQ/s1600/Visualizaci%C3%B3n+vocales.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
Durante el pasaje de la corriente de aire puede ocurrir o no la vibración de 
las cuerdas vocales. En este caso la clasifi cación puede ser sorda: cuando no 
ocurre la vibración de las cuerdas vocales durante la salida del aire. Y sonora: 
cuando ocurre la vibración de las cuerdas vocales durante la salida del aire. Pero, 
todos los sonidos vocálicos de la lengua española son sonoros, es decir, en la 
realización de ellos hay la vibración de las cuerdas vocales.
1 Haga la pronunciación de las siguientes palabras que contienen 
el fonema /a/:
FIGURA – FONEMA /A/
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/_9S2A4rm3APQ/TBuE9G0DmXI/
AAAAAAAAAJw/Nlu6dm-P80s/s1600/Imagen2.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Taza – cala – caja – lata – plata – cama - ensalada – plaza - 
mañana.
Observa que todas las palabras pronunciadas en el ejercicio 
son abiertas, ninguna es cerrada o nasal.
 2 Haga la pronunciación de las siguientes palabras que contienen los 
fonemas /e/ y /o/:
FIGURA – FONEMA /E/; FONEMA /O/ 
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/_9S2A4rm3APQ/TBuE9G0DmXI/
AAAAAAAAAJw/Nlu6dm-P80s/s1600/Imagen2.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
Gente – beso – pelota – poroto – lengua – suerte – queso – 
abuelo.
 3 Haga la pronunciación de las siguientes palabras que contienen 
los fonemas /i/ y /u/: 
FIGURA – FONEMA /I/; FONEMA /U/ 
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/_9S2A4rm3APQ/TBuE9G0DmXI/
AAAAAAAAAJw/Nlu6dm-P80s/s1600/Imagen2.jpg>. Acesso em: 21 feb. 2021.
Lindo – piso – jirafa – arriba – lujo – número – azul – lucha – 
público.
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EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
Las vocales /i/ y /u/ son también llamadas de vocales débiles 
mientras que las vocales /e/, /o/ y /a/ son llamadas de vocales fuertes.
3.2 RASGOS GENERALES DEL 
SISTEMA VOCÁLICO ESPAÑOL
La descripción de las vocales y los movimientos articulatorios de su 
producción son representados a través del triángulo vocálico. 
FIGURA 5 – TRIÁNGULO VOCÁLICO DEL ESPAÑOL
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/370280400594423951/>. Acesso em: 22 feb. 2021.
De acuerdo con Iribarren (2005), el triángulo vocálico sirve para representar, 
de manera esquemática, las posiciones articulatorias en que se produce cada 
sonido vocálico, desde la vocal central alta, pasando por la central baja, has la 
posterior alta. 
Observa otra representación del triángulo vocálico: 
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 6 – TRIÁNGULO VOCÁLICO
https://reglasortografi cas.info/wp-content/uploads/2012/06/
articulacindelasvocales1.jpg>. Acesso em: 22 feb. 2021.
De acuerdo con Iribarren (2005), el timbre vocálico de las vocales en español 
tiende a mantenerse constante en todos los ambientes fonéticos en que aparecen, 
tanto en contextos tónicos como en contextos átonos. No hay diferencia entre la 
pronunciación de vocales átonas y la pronunciación de vocales tónicas debido a 
la posición en que se mantienen los órganos articulatorios al emitir las vocales.
Generalmente las vocales del español son cortas en duración, como 
podemos observar en la pronunciación de las palabras “sí” [sí] (adv. expresa 
afi rmación) y [si] (conj. denota condición).
Ejemplos: 
1. Sí, quiero que vengas.
2. Si quiero que vengas, te lo diré.
Es la tensión articulatoria uno de los primeros aspectos que hay que tener 
presente para mejorar la pronunciación de las vocales en español. Esa tensión 
articulatoria resultará en la pureza de los timbres vocálicos y en su mantenimientos 
en todos los ambientes fonéticos, tanto de tonicidad como de atonicidad. 
En la pronunciación de las vocales del español no ocurre nunca el 
relajamiento, la tensión se mantiene constante hasta la terminación del sonido 
vocálico. 
51
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
FIGURA 7 – DURACIÓN DEL TIMBRE VOCÁLICO
FONTE: Iribarren (2005, p. 138).
En relación a la articulación del principio y del fi nal vocálico, el ataque 
vocálico es un rasgo muy importante. Él está relacionado con el comportamiento 
de las cuerdas vocales cuando se empieza la pronunciación de una vocal.
El comportamiento de las cuerdas vocales puede ocurrir de dos maneras:
a) La primera posibilidad es cuando la glotis está totalmente cerrada antes 
de la fonación. De este modo, la presión del aire acumulado bajo las cuerdas 
vocales es alta. Al iniciar la fonación, las cuerdas vocales se separan de manera 
brusca y la apertura repentina provoca que la vocal se inicie con una pequeña 
explosión y que su ataque sea duro. 
b) La segunda posibilidad es resultado de que la glotis no esté totalmente 
cerrada antes de la fonación y así el aire ejerce poca presión sobre las cuerdas 
vocales. Con poca presión las cuerdas vocales se abrirán más gradualmente y 
no se producirá ninguna explosión. De este modo, el comienzo vocálico tiene un 
ataque suave. 
Cuando el comienzo vocálico es suave en español, el fi nal no es. Cuando 
la lengua posee ataque vocálico suave, las vocales se cierran o terminan de una 
manera abrupta y tensa. Entonces el fi nal de la vocal española es seco, estable y 
breve. Con la terminación de la articulación de la vocal, las cuerdas vocales dejan 
de vibrar de manera repentina, haciendo que la sonoridad termine de manera 
cortante.
52
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
3.3 FONEMAS Y VARIANTES DEL 
SISTEMA VOCÁLICO ESPAÑOL
Hemos observado que los fonemas vocálicos del español son: /a/, /e/, /i/, 
/u/. Los sonidos de cada fonema son: [a], [e], [i], [o], [u]. Pero, se debe saber que 
hay otras variantes frecuentes en el habla. De acuerdo con Serena (2003), las 
variantes son estas: 
• Las variantes abiertas [ɛ], [ɔ], que aparecen en contacto con [r], en 
sílabas trabadas y en los diptongos decrecientes como en las palabras: 
“carreta, pértiga, seis, arroz, sol”. 
• Las variantes nasalizadas de las vocales, que aparecen entre nasales 
(“maná”, “niño” etc.).
• Las variantes relajadas en sílabas átonas (como una especie de vocal 
neutra).
Según Iribarren (2005), un fonema puede articularse de maneras variadas 
y esas posibles variantes (alófonos) pueden representarse de acuerdo con el 
cuadro abajo: 
QUADRO 1 – POSICIONES EN LAS QUE CADA FONEMA 
PUEDE APARECER EN ESPAÑOL
Fonemas Alófonos Posición inicial
Posición 
mdiana
Posición 
fi nal de 
sílaba
Posición fi nal 
de palabra
/a/ [a] hago apenar casa casa
/e/ [e] ello apenas nene nene
/i/ [i], [i], [y] iniciar iniciar iniciar ahí
/o/ [o] onda ahondar coco coco
/u/ [u], [u], [w] una nunca nulo iglú
FONTE: Iribarren (2005, p. 183)
3.4 DIPTONGOS
De acuerdo con el Diccionario de la Real Academia Española (2001), un 
diptongo es un conjunto de dos vocales diferentes que se pronuncian en una sola 
sílaba. Ejemplo: aire, puerta, fui. El diptongo está clasifi cado en:
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EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
• Creciente 1. m. Fon. diptongo cuya segunda vocal constituye el núcleo 
silábico.
• Decreciente 1. m. Fon. diptongo cuya primera vocal constituye el 
núcleo silábico.
De acuerdo con Olivé (1999), los posibles diptongos en español son los 
siguientes: 
QUADRO 2 – DIPTONGOS
Crecientes Ejemplos Decrecientes Ejemplos
[ie] Cielo, tiene [eu] Euro
[ia] Piano, diana [au] Aula
[io] Violín, idioma [ou] Bou
[iu] Ciudad [ei] Aceite, reina
[ui] Cuidado [ai] Aire
[ue] Cuero, bueno [oi] Boina, hoy
[ua] Cuatro, guapo
[uo] Ambiguo, cuota
FONTE: Olivé (1999, p. 20)
Según Iribarren (2005), para pronunciar de manera correcta los siguientes 
diptongos, es necesario: 
 [iu]
• Mantenermás tensión articulatoria.
• Articular más alta la [i] según corresponde al fonema español /i/.
• Hacer más rápidamente la transición i > u.
 [ue]
• Mantener más tensión articulatoria.
• Articular más alta la [i] según corresponde al fonema español /i/.
• Hacer más rápidamente la transición u > e.
 [eu]
• Mantener más tensión articulatoria.
• Articular más alta la vocal [e] según corresponde al fonema 
español /e/.
• Pasar más rápidamente de e > u.
 [au]
• Aplicar más tensión articulatoria.
• Articular más baja la vocal [a] según corresponde al fonema 
54
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
español /a/.
• Pasar más rápidamente de a > u.
 [ei]
• Mantener más tensión articulatoria.
• Articular más alta la vocal [e] según corresponde al fonema 
español /e/.
• Articular más alta la semivocal [i] según corresponde al fonema 
español /i/.
• Hacer la transición e > i más rápidamente.
 [ai]
• Mantener más tensión articulatoria.
• Articular más alta la [i] según corresponde al fonema español /i/.
• Hacer más breve la transición a > i.
 [oi]
• Mantener más tensión articulatoria.
• Articular más alta la vocal [o] según corresponde al fonema 
español /o/.
• Articular más alta la semivocal [i] según corresponde al fonema 
español /i/.
• Hacer más rápidamente la transición o > i.
 En el caso de los otros diptongos españoles, se aconseja:
• Articular los grupos vocálicos de forma tensa.
• Partir nítidamente del timbre de la vocal inicial y subir rápidamente hacia 
la semivocal que se pronuncie con timbre idéntico a la vocal plena.
• Respetar el timbre característico de las vocales fuertes [a, e, o].
3.5 TRIPTONGOS
Según el Diccionario de la Real Academia Española (2001), un triptongo es 
un conjunto de tres vocales que forman una sola sílaba. La primera y la tercera 
vocal son i o u y el elemento central puede ser a o e. Existen muchos triptongos 
en español, pero Olivé (1999) expone los siguientes: 
55
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
QUADRO 3 – TRIPTONGOS
Triptongos Ejemplos
[iai] Despreciáis 
[uai] Santiguáis 
[uei] Buey 
[iei] Limpiéis 
FONTE: Olivé (1999, p.20)
3.6 HIATOS 
Para el Diccionario de la Real Academia Española (2001), hiato es el 
encuentro de dos vocales que se pronuncian en sílabas diferentes. Según Ibarren 
(2005), dos vocales pueden estar en hiato por dos razones:
1. Porque ninguna de ella es vocal cerrada /i/ o /u/, por lo que no cualifi can 
para funcionar como semivocal. Por ejemplo: a-é-re-o frente a ai-re.
2. Porque una potencial semivocal /i/ o /u/ lleva el acento tónico en el 
vocablo en cuestión (ca-í-do, re-ú-no).
La vocal que podría convertirse en semivocal no lo hace, al emitirse con 
mayor fuerza por ser acentuada. El acento tónico le hace mantener la duración 
e intensidad propias de una vocal plena, por lo que no será susceptible de 
pronunciarse de manera “deslizada”. En consecuencia, /i/ o /u/ no llegan a formar 
diptongo. Por ejemplo, tío [ti-o], caí [ca-í].
tío [ti-o], caí [ca-í]
Por otra parte, hay vocal sí, siendo la sílaba en cuestión tónica, el acento 
de intensidad recae en la vocal nuclear (ca-mión) pues en este caso la mayor 
intensidad en la pronunciación de la vocal fuerte (a, e, o) no afecta en absoluto a 
la condición de deslizada de i o u.
ca-mión
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 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
1 De acuerdo con el Diccionario de la Real Academia (2001), ¿qué 
son diptongos, triptongos e hiatos?
2 ¿Cuál es la diferencia entre diptongo creciente y diptongo 
decreciente de acuerdo con el Diccionario de la Real Academia 
Española (2001)?
3 De acuerdo con Olivé (1999), ¿cuáles son los posibles diptongos 
en español? 
3.7 INFORME SOBRE LA 
TRANSCRIPCIÓN FONÉTICA
El acento diacrítico es utilizado para señalar la sílaba tónica. Él debe 
anteceder la sílaba tónica para marcar la tonicidad. A veces, en la hora de la 
transcripción, ocurre variación en la hora del diacrítico. De este modo, se debe 
dejar claro los criterios elegidos en la hora de realizar una transcripción fonética. 
Las transcripciones fonéticas pueden ser simplifi cadas o más complejas. 
Ejemplo: representación fonética [‘kasa]; representación ortográfi ca: casa.
4 EL SISTEMA CONSONÁTICO DEL 
ESPAÑOL
Según el modo de articulación, los sonidos son clasifi cados en vocales 
y consonantes. Con las vocales hay una apertura completa de los órganos 
articulatorios y el aire pasa libremente, sin encontrar obstáculos cuando 
pasa por la cavidad oral. En el caso de las consonantes, el aire encuentra un 
obstáculo supra-laríngeo, que difi culta o impide la salida del aire. La interrupción 
es realizada por un órgano de articulación de la cavidad bucal que actúa como 
una válvula. Esta interrupción o cambio en la salida del aire provoca los sonidos 
consonánticos. 
57
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
De acuerdo con Gaya (1988), lo que distingue las vocales de las consonantes 
es el carácter do sonido abierto, pero no es posible trazar una línea divisoria entre 
ambos. Al estudiar las consonantes desde las perspectivas fonéticas y fonológicas, 
Quillis (1997) afi rma que se debe llevar en consideración no apenas los rasgos 
distintivos, pero también las características articulatorias que intervienen en la 
realización del fonema. 
Existen también otros tipos de sonidos llamados sonantes. Se defi nen estos 
sonidos como una mezcla de vocal y consonante. Es decir, sonidos sonoros en 
los que hay un obstáculo en la salida de la voz, pero estos obstáculos no impiden 
la salida del aire (por otro sitio), como podemos ver en los ejemplos abajo: 
Las nasales 
Hay un obstáculo que impide 
la salida de aire por la boca 
(como si fueran consonantes), 
pero simultáneamente el aire 
sale libremente por la nariz 
(como si fueran vocales). Son 
estos los sonidos nasales: [m], 
[ɲ] , [n] (“mañana”);
Las vibrantes [ɾ] (“pero”), [r] (“perro”);
Las laterales [l] (“luna”), [ʎ] (“lluvia”);
Las aproximantes
[j] (“mayo”).
4.1 CLASIFICACIÓN DE LAS 
CONSONANTES
La mayoría de los autores clasifi ca las consonantes utilizando cuatro 
parámetros, así como lo hacen Quilis (1997) y Quilis y Fernández (1985). El 
sonido consonántico es defi nido por:
a) El modo de articulación;
b) El lugar, o punto, o zona de articulación;
58
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
c) La acción de las cuerdas vocales;
d) La acción del velo del paladar.
Estos son los cuatro parámetros utilizados por los autores que constituyen 
y defi nen los sonidos consonánticos. Dichos sonidos permiten múltiples 
posibilidades combinatorias y generan diferentes sonidos consonánticos. 
Observa la fi gura abajo que muestra los puntos de articulación, los órganos y 
áreas de las consonantes:
FIGURA 8 – PUNTOS DE ARTICULACIÓN DE LAS CONSONANTES
FONTE: Iribarren (2005, p. 165)
4.2 ÓRGANOS, ÁREAS Y PUNTOS DE 
ARTICULACIÓN
Modo de articulación es el procedimiento y el nivel de cierre u obstrucción que 
el aire encuentra al salir. El aire expirado saldrá de manera diferente de acuerdo 
con el modo de articulación. Según el modo de articulación las consonantes 
pueden ser: 
• Oclusivas: interrupción en el paso del aire, motivada por el cierre 
completo de los órganos articulatorios.
59
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
FIGURA 9 – CONSONANTES OCLUSIVAS
FONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
• Fricativas: durante su emisión se produce un estrechamiento del canal 
bucal sin que sin que se llegue nunca al cierre completo de los órganos 
articulatorios que intervienen en su formación.
FIGURA 10 – CONSONANTES FRICATIVAS
FONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
• Africadas: sonidos en cuya articulación intervienen un momento oclusivo 
seguido de otro momento fricativo.
FIGURA 11 – CONSONANTES AFRICADASFONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
60
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
• Nasales: grupo de sonidos en los que se produce un cierre de los 
órganos articularios bucales y un pasaje rinofaríngeo abierto. Es decir, el 
paso del aire ocurre a través de las fosas nasales. 
FIGURA 12 – CONSONANTES NASALES
FONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
• Laterales: son aquellas en las que durante su emisión el aire sale a 
través de un estrechamiento producido por un lado o los dos lados de la 
lengua.
FIGURA 13 – CONSONANTES LATERALES
FONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
61
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
La clasifi cación puede variar de acuerdo con los autores. Quilis 
(1997, p. 25), clasifi ca las laterales y vibrantes en un único grupo, el 
grupo de las líquidas. 
El lugar, punto o zona de articulación es donde los órganos 
articulatorios modifi can o interrumpen la salida del aire. La lengua 
se aproxima o se junta a uno de los puntos de articulación: labios, 
dientes, alvéolos, paladar, velo del paladar y úvula, que dan lugar a 
sonidos llamados labiales, dentales, alveolares, palatales, velares y 
uvulares. Las partes de la lengua que intervienen en la articulación 
son: el ápice, el predorso, el dorso y el postdorso.
• Vibrantes: grupo de sonidos cuya característica principal es la de poseer 
unas o varias interrupciones momentáneas durante la salida del aire. 
FIGURA 14 – CONSONANTES VIBRANTES
FONTE: <https://infosal.es/wp-content/uploads/2018/11/
ARTICULACI%C3%93N-castellano.pdf>. Acesso em: 27 feb. 2021.
• Aproximantes: el obstáculo apenas llega a interponerse, y el aire sale 
libre y sin rozar.
62
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Las zonas de articulación están clasifi cadas de la siguiente manera: 
a) Bilabiales: fonemas producidos por la unión de los labios, que forman 
una pequeña abertura por la cual el aire sale. Son bilabiales /p/ en parte; 
/b/ en bata; /m/ en mamá. 
FIGURA 15 – FONEMAS BILABIALES 
FONTE: <https://2.bp.blogspot.com/-uGydDglU_Vs/VtwKiSf03SI/AAAAAAAAYqI/
j3PR-R2o6BI/s1600/bilabial.png>. Acesso em: 27 feb. 2021.
Si observamos los labios en el momento de la articulación, notamos lo 
siguiente:
FIGURA 16 – ARTICULACIÓN DE LAS BILABIALES
FONTE: <http://4.bp.blogspot.com/-pzI7w5ioM70/U4SPA-nskiI/AAAAAAAAAUA/
Xvn8I_90FF0/s1600/Slide1.JPG>. Acesso em: 27 feb. 2021.
b) Labiodentales: los fonemas labiodentales son producidos cuando 
ponemos los dientes superiores sobre el labio inferior. Es labiodental /f/. 
63
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
FIGURA 17 – FONEMA LABIODENTAL
FONTE: <https://www.gramaticas.net/2011/05/fonemas-
labiodentales.html>. Acesso em: 27 feb. 2021.
FIGURA 18 – ARTICULACIÓN DEL FONEMA /F/
FONTE: <http://4.bp.blogspot.com/-pzI7w5ioM70/U4SPA-nskiI/AAAAAAAAAUA/
Xvn8I_90FF0/s1600/Slide1.JPG>. Acesso em: 27 feb. 2021.
c) Dentales: los sonidos dentales son producidos cuando la punta de la 
lengua toca la punta de los dientes superiores. Son dentales los fonemas 
/d/ y /t/. 
64
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 19 – FONEMA DENTAL
FONTE: <https://www.gramaticas.net/2011/05/fonemas-
dentales-t-d.html>. Acesso em: 27 feb. 2021.
d) Interdentales: los sonidos interdentales son producidos poniendo la 
punta de la lengua entre los dientes inferiores y superiores: es interdental 
el fonema /θ/ en cazar. 
FIGURA 20 – FONEMA INTERDENTAL
FONTE: <https://www.gramaticas.net/2011/05/fonemas-
interdentales.html>. Acesso em: 27 feb. 2021.
El fonema /θ/ es representado por las consonantes c y z, 
ocurriendo en el español de España. Ejemplos: Cielo, zapato.
65
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
FIGURA 21 – ARTICULACIÓN DEL FONEMA INTERDENTAL
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/343610646574506084/visual-search/?
x=15&y=11&w=470&h=352&cropSource=6>. Acesso em: 27 feb. 2021.
e) Alveolares: los sonidos alveolares son producidos cuando la lengua se 
une a la región alveolar. Son alveolares los fonemas /l/ /r/ /ř/ /n/ /s/ y son 
representados por las consonantes l, r, rr, n. 
FIGURA 22 – FONEMA ALVEOLAR
FONTE: <https://www.gramaticas.net/2011/05/fonemas-
alveolares-s-l-r-rr-n.html>. Acesso em: 27 feb. 2021.
f) Palatales: son palatales los sonidos producidos con la unión del dorso 
de la lengua con el paladar duro. Es fonema palatal /ʎ/ y es representado 
por el dígrafo ll. 
66
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 23 – FONEMA PALATAL
FONTE: <https://www.gramaticas.net/2011/05/fonemas-
palatales-ch-y-ll-n.html>. Acesso em: 27 feb. 2021.
g) velar: los sonidos velares son producidos cuando la lengua se aleja del 
velo palatal. Son fonemas velares /g/, /k/, /x/. 
FIGURA 24 – FONEMA VELAR
FONTE: <https://1.bp.blogspot.com/-8ahnzcUbAaI/VtwGH4w11PI/
AAAAAAAAYp8/Rb5LFlcn13M/s1600/velar.png>. Acesso em: 27 feb. 2021.
Serena (2003), clasifi ca las zonas de articulación en: 
a) Labiales: [p], [b] (oclusivas bilabiales), [f] (fricativa labiodental) y 
[m] (nasal bilabial).
b) Dentales: [θ] (fricativa interdental) y [t], [d] (oclusivas).
67
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
c) Alveolares: [s] (fricativa), [n] (nasal), [ɾ] , [r] (vibrante) y [l] (lateral).
d) Palatales: [tʃ] (africada), [ɲ] (nasal), [ʎ] (lateral) y [j] (aproximante).
e) Velares: [k], [g] (oclusivas) y [x] (fricativa).
La acción de las cuerdas vocales indica si las consonantes son sordas o 
sonoras. Para Serena (2003), las consonantes son los sonidos que ponen un 
obstáculo en la salida del aire. Si el obstáculo se opone a la salida de la voz 
ocurren las consonantes sonoras, pero si el obstáculo se opone a la salida del 
aire, sin voz, ocurren las consonantes sordas. 
Cuando las cuerdas vocales vibran, se producen los sonidos sonoros, como 
las vocales ([a], [e], [i], [o], [u]) y algunas consonantes ([b], [d], [g], [l] etc.). Cuando 
las cuerdas vocales no vibran, se produce los sonidos sordos ([p], [t], [k] etc.).
FIGURA 25 – POSICIÓN DE LAS CUERDAS VOCALES 
CON SONIDOS SORDOS Y SONOROS
FONTE: <http://liceu.uab.es/~joaquim/phonetics/fon_produccio/
Sord_Sonor-Gil88.jpg>. Acesso em: 27 feb. 2021.
Por la acción del velo del paladar, los sonidos se clasifi can en orales y 
nasales. Los orales ocurren cuando el velo del paladar se adhiere a la pared 
faríngea y el aire sale por el conducto bucal; ya los sonidos nasales se producen 
cuando el velo del paladar está separado de la pared faríngea y el conducto nasal 
queda abierto.
Ejemplo: /b/: fonema consonántico, oclusivo, bilabial, sonoro.
68
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 26 – SALIDA DEL AIRE EN FONEMAS ORALES Y NASALES
FONTE: <http://liceu.uab.es/~joaquim/phonetics/fon_produccio/
Oral_Nasal_Hewlett06_Nasal.jpg>. Acesso em: 27 feb. 2021.
Serena (2003) presenta el sistema consonántico del español de la siguiente 
manera: 
QUADRO 4 – SISTEMA CONSONÁNTICO DEL ESPAÑOL
FONTE: Serena (2003, p. 560)
Para Serena (2003), incluye las africadas y las aproximantes en la correlación 
de las “obstruyentes” y elimina la serie de las alveolares, incluyéndolas en la 
correlación de “dentales”.
4.3 FONEMAS Y VARIANTES DEL 
SISTEMA CONSONÁNTICO DEL 
ESPAÑOL
Para Ibarren (2005), un fonema puede articularse de maneras variadas y 
esas posibles variantes (alófonos) pueden ser representadas de acuerdo con el 
cuadro siguiente: 
69
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
QUADRO 5 – POSICIONES QUE LOS FONEMAS PUEDEN OCUPAR EN ESPAÑOL
FONTE: Ibarren (2005, p. 183)
Serena (2003), por otra parte, defi ende que los fonemas consonánticos y sus 
variantes (alófonos) son: 
70Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
QUADRO 7 – FONEMAS CONSONÁNTICOS Y SUS VARIANTES
FONTE: Serena (2003, p. 562)
4.4 LA SÍLABA
Hemos estudiado anteriormente los fonemas vocálicos y consonánticos del 
español, pero el fonema aislado no es, por él solo, un vehículo de comunicación, 
sino un agrupado de unidades progresivamente superiores. La primera unidad 
superior al fonema, y que puede abarcar uno o varios fonemas, es la sílaba. 
En su formación toda sílaba está constituida de tres fases:
Una fase inicial que tiende desde la cerrazón de los órganos articulatorios 
hacia una mayor abertura. Esta fase también es conocida como explosión.
Una fase culminante o central, llamada núcleo silábico, que es el eje y el 
sostén de la sílaba, y en el que ocurren varias propiedades: 
1. Ofrece la facultad de poder prolongar cuantitativamente el fonema que 
constituye el núcleo silábico.
2. Presenta un máximo de abertura.
3. Presenta un máximo de sonoridad y de perceptibilidad. 
4. Presenta un máximo de intensidad.
71
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
Una fase fi nal que tiende desde la abertura hacia la cerrazón. Esta última 
parte es conocida como implosión.
En la sílaba, los fonemas se agrupan alrededor del núcleo. La forma de 
ordenarse los fonemas en torno al núcleo se regula de la siguiente manera:
Desde el punto de vista acústico:
1. Los fonemas que se encuentran antes del núcleo silábico presentan un 
aumento de intensidad desde un mínimo intensivo hasta un máximo en 
el núcleo.
2. Los fonemas que se encuentran después del núcleo silábico presentan 
una disminución intensiva, desde el máximo que radica en el núcleo, 
hasta un mínimo.
Desde el punto de vista articulatorio:
1. Los fonemas que se encuentran antes del núcleo silábico presentan una 
abertura gradual de los órganos articulatorios desde un mínimo hasta un 
máximo que se encuentra localizado en el núcleo.
2. Los fonemas que se encuentran después del núcleo silábico presentan 
un cierre gradual de los órganos articulatorios desde una abertura 
máxima hasta una abertura mínima. 
Desde el punto de vista respiratorio:
1. Los fonemas que se encuentran antes del núcleo silábico presentan 
un aumento gradual de la presión del aire, desde un mínimo hasta un 
máximo en el núcleo.
2. Los fonemas que se encuentran después del núcleo silábico presentan 
una disminución gradual de la presión del aire, desde un mínimo hasta 
un máximo.
Desde el punto de vista de la tensión muscular:
1. Los fonemas que se encuentran antes del núcleo silábico presentan 
un aumento gradual de la tensión muscular, desde un mínimo hasta un 
máximo.
2. Los fonemas que se encuentran después del núcleo silábico presentan 
un descenso gradual de la tensión, desde un mínimo hasta un máximo.
72
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
1 ¿Cuáles son los cuatro parámetros en los cuales la mayoría de 
los autores clasifi ca las consonantes?
2 ¿Qué es el lugar, punto o zona de articulación?
3 ¿Cómo están clasifi cadas las zonas de articulación?
4 De acuerdo con el modo de articulación, ¿cómo pueden ser la 
consonantes?
5 ¿En cuáles fases está constituida la sílaba? 
Por ejemplo, en la palabra “transportar”, que está constituida por tres sílabas 
trans-por-tar, podemos notar como se cumplen las propiedades enunciadas antes:
En la sílaba, trans, existe un aumento gradual de la intensidad desde un 
mínimo en la oclusiva dental [t], hasta un máximo en la vocal [a]. Desde ese 
máximo localizado en la vocal, en el núcleo, la intensidad disminuye gradualmente 
a medida que nos alejamos de ella. Lo mismo se puede decir de las sílabas por y 
tar.
La sílaba que termina en vocal es denominada como sílaba abierta, como 
por ejemplo en ca-sa, y la vocal se llama libre.
Si la sílaba termina en una o más consonantes recibe el nombre de sílaba 
cerrada, como por ejemplo en co- rrer, y la vocal de esta sílaba se llama trabada.
Aquellas sílabas cuyo núcleo silábico soporta la intensidad de la palabra o 
grupo fónico recibe el nombre, reciben el nombre de acentuadas o tónicas, como 
por ejemplo en ma-es-tro. 
Si en cambio la sílaba cuyo núcleo silábico no posee una intensidad del 
mismo grado que el de las tónicas, recibe el nombre de inacentuada o átona, 
como por ejemplo en sol-da-dos.
73
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
5 ALGUNAS CONSIDERACIONES
En este capítulo hemos mostrado como son producidos y clasifi cados 
los sonidos articulatorios de la lengua española y que tanto los sonidos de la 
lengua española como los de la lengua portuguesa están divididos en vocales y 
consonantes, que las vocales son sonidos producidos sin que ocurra cualquiera 
obstáculo para la salida del aire, es decir, los elementos articulatorios no interfi eren 
en su producción. Y las consonantes, por su vez, son sonidos producidos por algún 
punto de obstrucción de la salida del aire, es decir, algún elemento articulatorio, 
como la lengua, los dientes, el paladar, etc., interfi eren en el momento de la 
producción.
Hemos visto también que el parámetro de clasifi cación de articulatoria de los 
sonidos vocálicos son defi nidos por el modo de articulación, el lugar de articulación 
y la acción del velo del paladar. 
Hemos sabido que Las vocales son clasifi cadas en: altas, medias y baja. 
Cada una de ellas puede ser en función del grado de abertura: cerradas, medias 
o abiertas. Vocales altas son las que se emiten estando la lengua mucho más 
elevada y cerca del paladar: /i/ y /u/. Vocales medias son las que se producen con 
la lengua en una posición intermedia en cuanto a su altura: /e/ y /o/. Vocal baja 
es aquella que se produce estando la lengua en su posición más baja, como es el 
caso de la vocal /a/.
Hemos conocido el sistema consonántico y su clasifi cación y hemos percibido 
que El sonido consonántico es defi nido por: a) El modo de articulación; b) El lugar, 
o punto, o zona de articulación; c) La acción de las cuerdas vocales; d) La acción 
del velo del paladar.
Hemos notado también que de acuerdo con la zona de articulación, las 
consonantes pueden ser clasifi cadas en: a) Bilabiales: fonemas producidos 
por la unión de los labios, que forman una pequeña abertura por la cual el aire 
sale. Son bilabiales /p/ en parte; /b/ en bata; /m/ en mamá. b) labiodentales: los 
fonemas labiodentales son producidos cuando ponemos los dientes superiores 
sobre el labio inferior. Es labiodental /f/; c) dentales: los sonidos dentales son 
producidos cuando la punta de la lengua toca la punta de los dientes superiores. 
Son dentales los fonemas /d/ y /t/; d) interdentales: los sonidos interdentales 
son producidos poniendo la punta de la lengua entre los dientes inferiores y 
superiores: es interdental el fonema /θ/ en cazar; e) alveolares: los sonidos 
alveolares son producidos cuando la lengua se une a la región alveolar. Son 
alveolares los fonemas /l/ /r/ /ř/ /n/ /s/ y son representados por las consonantes l, 
r, rr, n; g) palatales: son palatales los sonidos producidos con la unión del dorso 
74
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
de la lengua con el paladar duro. Es fonema palatal /ʎ/ y es representado por el 
dígrafo ll; h) velar: los sonidos velares son producidos cuando la lengua se aleja 
del velo palatal. Son fonemas velares /g/, /k/, /x/. 
Cerramos nuestro segundo capítulo hablando que la sílaba está formada de 
tres fases: En su formación toda sílaba está constituida de tres fases: Una fase 
inicial que tiende desde la cerrazón de los órganos articulatorios hacia una mayor 
abertura. Esta fase también es conocida como explosión. Una fase culminante o 
central, llamada núcleo silábico, que es el eje y el sostén de la sílaba. Una fase 
fi nal que tiende desde la abertura hacia la cerrazón. Esta última parte es conocida 
como implosión.
Seguiremos nuestros estudios sobre fonética y fonología de la lengua 
española en el próximo capítulo en lo cualvamos a estudiar la transcripción 
fonética y fonológica del español y la fonética contrastiva del español peninsular y 
del español hispanoamericano y comprobar cómo dichos estudios son importantes 
para el estudiante de la lengua española.
REFERÊNCIAS 
CALLOU, Dinah; LEITE, Yonne. Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
CAVALIERE, Ricardo. Pontos essenciais de fonética e fonologia. Rio de 
Janeiro: Editora
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CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Fonética e fonologia do português: roteiro de 
estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto, 2002.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Diccionario. 2001. Disponível em:
http://buscon.rae.es/draeI/. Acesso em: 20 feb. 2021.
FARIAS, Maria Solange. Estudo da interlíngua de brasileiros estudantes de 
Espanhol apoiado na análise de erros. 2007. 131f. Dissertação (Mestrado 
em Linguística Aplicada) – Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2007. 
Disponível em: http://www.uece.br/posla/wp-content/uploads/sites/53/2009/12/
mariasolangedefarias.pdf. Acesso em: 16 jan. 2021.
GAYA, Samuel Gili. Elementos de fonética general. 5. ed. Madrid: Editorial 
Gredos, 1988.
75
EL SISTEMA FONÉTICO Y FONOLÓGICO DEL ESPAÑOL Capítulo 2 
IRIBARREN, Mary C. Fonética y fonología españolas. Madrid: Editorial 
Síntesis, 2005.
MARTÍN, Ana Fernández. Tema 11: Fonética y fonología. El sistema fonológico 
español y sus variantes más signifi cativas. 2016. Disponível em: https:// 
olasdeplatayazulblog.fi les.wordpress.com/2016/08/tema-11-largo.pdf. Acesso em: 
20 jan. 2021.
MARTINEZ CELDRÁN, Eugenio. El sonido en la comunicación humana. 
Introducción a la fonética. Barcelona: Octaedro, 1996.
MOITA LOPES, Luiz, Paulo. Ofi cina de linguística aplicada: ensino 
aprendizagem de línguas. São Paulo: Mercado das Letras, 1996.
MORI, Angel Corbera. Fonologia. In: MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna 
Christina (orgs.). Introdução à lingüística: domínios e fronteiras. São Paulo: 
Cortez, 2001.
OLIVEIRA, Iara de. Fonética e fonologia da língua espanhola. Indaial: 
UNIASSELVI, 2018. Disponível em: https://www.uniasselvi.com.br/extranet/
layout/request/trilha/materiais/livro/livro.php?codigo=25182. Acesso em: 16 jan. 
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OLIVÉ, Dolors Poch. Fonética para aprender español: pronunciación. Madrid: 
Editorial Edinumen, 1999.
QUILIS, Antonio. Estudio comparativo entre la entonación portuguesa (de Brasil) 
y la española. Revista de Filología Española, Madrid, v, 68, n. 1-2, 1988.
QUILIS, Antonio. Principios de fonología y fonética españolas. Madrid: Arcos 
Libros, 1997.
QUILIS, Antonio; FERNÁNDEZ, Joseph, A. Curso de fonética y fonología para 
estudiantes angloamericanos. Madrid: Instituto de fi lología, 1985.
SÁEZ, Fernando Trujillo et al. Nociones de fonética e fonología para la 
práctica educativa.
Granada: Grupo Editorial Universitario, 2002.
SELINKER, Liceras. Interlengua. In: LICERAS, Juana-Muñoz. La adquisición de 
las lenguas extranjeras. Madrid: Visor, 1992.
76
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
SERENA, Francisco José Cantero. Fonética y didáctica de la pronunciación. In: 
MENDOZA, A. (Coord.). Didáctica de la lengua y la literatura. Madrid: Prentice 
Hall, 2003. Cap. 15, pp. 545-572.
SERRA, Maria Lucía Andrade; BERTELEGINI, Maria Carmen; ABREU, Regina 
Maria Mattos. Fonética aplicada a la enseñanza del español como lengua 
extranjera. São Paulo: Galpão, 2007. 
CAPÍTULO 3
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS 
VOCÁLICO Y CONSONÁNTICO
A partir da perspectiva do saber-fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
• Conhecer a transcrição fonética e fonológica do espanhol, a fonética do 
espanhol peninsular e a fonética do espanhol hispano-americano; 
• Aplicar a transcrição fonética e fonológica do espanhol;
• Distinguir a fonética do espanhol peninsular da fonética do espanhol hispano-
americano.
78
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
79
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Os sons são classifi cados em vogais e consoantes de acordo com o modo 
de articulação. Com as vogais há uma abertura completa dos órgãos articulatórios 
e o ar passa livremente sem encontrar obstáculos quando passa pela cavidade 
oral. Com as consoantes, por sua vez, o fl uxo de ar encontra um obstáculo 
supralaríngeo que impede ou difi culta a saída do ar. Essa interrupção é realizada 
por um órgão de articulação da cavidade bucal e é essa interrupção ou mudança 
da saída de ar que provoca os sons consonânticos. 
Neste capítulo, estudaremos as transcrições fonética e fonológica do 
espanhol e a fonética contrastiva do espanhol peninsular e do espanhol hispano-
americano. 
2 TRANSCRIPCIÓN FONÉTICA Y 
FONOLÓGICA DEL ESPAÑOL 1 
Es importante recordar que cuando se trata de fonología, estamos pensando 
en contrastes. Esto hace que un sonido sea un fonema y no un ruido es el hecho 
de que podemos oponerlo a otro sonido y atribuirle signifi cado. 
Cuando pensamos en vocales, acabamos contraponiendo ellas con otros 
sonidos, las consonantes. 
Sobre los rasgos generales de las vocales del español, Gili Gaya (1988), 
afi rma lo siguiente: 
• Las vocales se escuchan mejor que las consonantes, una vez que, su 
pronunciación ocurre sin interrupciones.
• Las vocales son más abiertas que las consonantes. La boca y los puntos 
de articulación sirven para interrumpir la salida del aire. 
• Cuando las vocales son pronunciadas, el aire sale libremente por la 
boca, no existiendo obstáculos impuestos por los órganos fonadores. 
• Para la pronunciación de las vocales, se exige un esfuerzo menor 
de articulación que el esfuerzo utilizado en la pronunciación de las 
consonantes. 
• Una vez que el aire sale libremente durante la pronunciación de las 
vocales y que no hay obstáculos de los órganos fonadores, se consume 
menos aire en la pronunciación de ellas. 
• Las vocales son caracterizadas por una mayor estabilidad de las 
posiciones articulatorias que las generan.
80
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
• Los músculos que intervienen en la pronunciación de las vocales 
son distintos de los músculos que actúan en la pronunciación de las 
consonantes.
• Por tener el carácter sonoro, las vocales presentan mayor frecuencia de 
vibración en las cuerdas vocales.
• Durante la pronunciación de las vocales, ocurren más vibraciones en las 
cuerdas vocales y más movimientos de la faringe.
• Las vocales se constituyen como núcleos de sílabas.
Al observar los principales rasgos y articulación de las vocales, percibimos 
algunas situaciones comunes al estudiante de español sobre la adquisición de las 
vocales españolas, principalmente los estudiantes que tienen el portugués como 
lengua madre.
2.1 ADQUISICIÓN DE VOCALES 
DE LA LENGUA ESPAÑOLA POR 
ESTUDIANTES BRASILEÑOS
El portugués posee más fonemas vocálicos que la lengua española. 
Tenemos, en portugués, siete fonemas siete fonemas vocálicos abiertos y cinco 
fonemas vocálicos nasales, siendo que, en español, solo existen cinco fonemas 
vocálicos. 
Aunque el hecho de que el español tiene más fonemas pueda ayudar en el 
aprendizaje de esa lengua, eso también puede traer algunas difi cultades para los 
estudiantes. Por las dos lenguas ser parecidas, se suele introducir sonidos de la 
lengua portuguesa en la lengua española. 
En el aprendizaje de la lengua española, los estudiantes brasileños pueden 
percibir lo siguiente: 
a) /e/ /Ɛ/
En las sílabas tónicas del portugués de Brasil, es común la pronunciación del 
fonema /e/ de manera más abierta, como /Ɛ/. Lo mismo no ocurre en el español, 
que mantiene la pronunciación de la /e/ siempre cerrada. Para impedir que eso 
ocurra “se deben pronunciar todas las e del español como ya se hace algunas 
veces en portugués: pera, mesa, peso […]” (MASIP, 1998, p. 10).
81
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
b) /o/ /ɔ/
En el portugués de Brasil también es común, en las sílabas tónicas 
acentuadas, la pronunciación del fonema /o/como /ɔ/. Para que esto no ocurra, 
se debe pronunciar “todas las o del español como ya se hace algunas veces en 
portugués: coco, bobo, poço […]” (MASIP, 1998, p. 11).
c) Sustitución de /e/ por /i/
En el portugués de Brasil hay una inclinación a convertir el fonema /e/ en /i/ 
en la sílaba átona de las palabras, estando o no seguida de consonante. Para 
evitar que esto ocurra en español, se debe pronunciar el fonema /e/ con más 
fuerza.
d) Sustitución de /o/ por /u/
En el portugués de Brasil también es común la sustitución del fonema /o/ por 
/u/ en la sílaba átona fi nal de las palabras, acompañada o no de consonante. Para 
evitar que eso ocurra en español, ella también debe ser pronunciada con más 
fuerza.
e) Alargamiento de las vocales tónicas
“En español todas las sílabas tienen una duración aproximadamente igual 
(isocronía silábica), sean tónicas o átonas. El portugués, en cambio, prolonga 
más la sílaba tónica y, por consiguiente, la vocal de dicha sílaba” (MASIP, 1998, 
p. 14). Para impedir eso, se debe pronunciar tanto vocales tónicas como vocales 
átonas con la misma duración, cortas.
f) Alargamiento de los diptongos crecientes
Portugués y español son lenguas que poseen diptongos crecientes, pero en 
portugués, hay el alargamiento de tales diptongos en la pronunciación. Y, para 
impedir que eso ocurra en el español, es necesario pronunciarlos de manera 
rápida, con corta duración. 
g) Nasalización de vocales
Aunque portugués y español posean la nasalización de las vocales cuando 
ellas estén cerca de fonemas consonánticos, como /m/, /n/, la nasalización en 
portugués ocurre con mucho más intensidad. Eso es común en vocales tónicas 
que acompañan una consonante nasal en la misma sílaba o en la sílaba siguiente. 
82
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Para profundizar tus conocimientos sobre el sistema vocálico 
del español, pincha en los enlaces abajo:
Sobre sistema vocálico: Disponible en: <https://www.youtube.
com/watch?v=YpkqC7zljH4>.
Sobre diptongos: Disponible en: <https://www.youtube.com/
watch?v=oNTEMzZW8iw>.
Sobre ditongos, tritongos e hiatos: Disponible en: <https://www.
youtube.com/watch?v=71nNz-6YQqI>. 
Fonemas vocálicos e consonantais: Disponible en: <https://
www.youtube.com/watch?v=vnjF3vk_iac&t=31s>. 
Para evitar eso en español, “en el primer caso, después de pronunciar la vocal, 
se debe apoyar la lengua en los alvéolos, que se encuentran justo detrás de 
los incisivos superiores. En el segundo caso, se puede dividir mentalmente las 
sílabas para evitar nasalizar la vocal de la sílaba anterior” (MASIP, 1998, p. 16).
El hecho de que ambas lenguas sean hermanas puede ayudarnos en el 
aprendizaje de la lengua española, pero eso también puede perjudicarnos porque, 
algunas veces llevamos rasgos del portugués brasileño para la lengua española. 
Sobre la pronunciación de las vocales, lo más importante es no llevar los fonemas 
y alófonos del portugués que no existen la lengua española para esa lengua.
Para profundizar tus conocimientos sobre el sistema vocálico 
del español, te sugerimos el libro: 
 SERRA, Maria Lucia de Andrade; BERTELEGINI, Maria del 
Carmen; ABREU, Regin Maria Mattos. Fonética aplicada a la 
enseñanza del español como lengua extranjera. São Paulo: 
Galpão, 2007.
83
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
1 ¿Cuáles son los rasgos generales de las vocales del español?
2 ¿Qué es la sustitución de /e/ por /i/?
3 ¿Qué es la nasalización de vocales en español?
2.2 DESCRIPCIÓN DEL SISTEMA 
CONSONÁNTICO DEL ESPAÑOL
Vamos a presentar la descripción de las consonantes de acuerdo con su modo 
de articulación: oclusivas, fricativas, africadas, nasales, laterales y vibrantes. La 
siguiente descripción fue basada en Quilis (1997), Masip (2001), Iribarren (2005):
Oclusivas: /p, b, ṱ, ḓ, k, g/
Nasales: /m, n, ɲ/
Vibrantes: /ɾ, r/
Fricativas: /f, θ, s, ʝ, x/
Laterales: /l, ʎ/
Africada: /ʧ/
• Las oclusivas: 
a) /p/ oclusiva bilabial sorda. 
Contexto: Normalmente aparece en inicio de sílaba: parque, porque, apto, 
profesor. 
Ortografía: representado por la letra p. 
Alófono [p]: oclusiva bilabial sorda.
84
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Masip (2001) añade la representación ortográfi ca del fonema [b] 
por la letra w (como en Wagner)
c) /t/ oclusiva dental sorda
 Contexto: inicio de sílaba y palabra e interior de palabra entre 
vocales: tacón, tela, actor, istmo, ata, mata.
 Ortografía: representado por la letra p.
 Alófonos: [t] oclusiva dental sorda. 
• Se articula como [p] cuando situado antes de vocal, a comienzo 
de sílaba: piso [piso].
• Puede articularse como oclusivo [b] o fricativo [β] cuando está 
situado tras vocal cerrando sílaba: hipnosis [ibnosis] o [iβnosis] 
(MASIP, 2001).
• Cuando el fonema [p] aparece antes de [s] y [t] se omite su 
pronunciación psicología [sikoloxia], Ptolomeo [tolomeo] (MASIP, 
2001).
b) /b/ oclusiva bilabial sonora.
 Contexo: precedido de pausa o de consonante nasal (tras N): 
bala, samba, bomba, un vaso.
 Ortografía: representado por las letras b y v.
 Alófonos: [b] oclusiva bilabial sonora, [β] fricativa bilabial sonora.
85
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
Puede articularse como oclusivo [d], fricativo [ð] o interdental [θ] 
cuando está situado tras vocal cerrando sílaba [eðad], [eðað], [eðaθ] 
(MASIP, 2001).
e) /k/ oclusiva velar sorda 
 Contexto: inicio de sílaba: kilogramo, meñique, quiso, caso, cosa, 
cuna.
 Ortografía: representado por K, que, qui; c ante a, o, u (ca, co y 
cu) o c ante cualquier consonante (cl, cr, ct, cn etc.)
 Alófono: [k] oclusiva velar sorda.
Puede articularse como oclusivo [d], fricativo [ð] cuando está 
situado tras vocal cerrando sílaba: ritmo [ridmo] o [riðmo] (MASIP, 
2001).
d) /d/ oclusiva dental sonora
 Contexto: inicial absoluta o tras pausa, tras consonante nasal (tras 
/N/) o lateral (tras L): duna, dile, hindú, aldea, toldo, el duende.
 Ortografía: representado por la letra d.
 Alófonos: [d] oclusiva dental sonora, [ð] fricativa dental sonora.
86
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
• Se articula como [k] cuando situado antes de vocal, a comienzo 
de sílaba. (MASIP, 2001).
• Se articula como [g] o [y] cuando situado tras vocal, cerando 
sílaba: acto [agto] o [ayto] (MASIP, 2001).
• Se articula como [k], [g], [y], más el sonido [s], en el caso de x 
intervocálica: axioma [aksjoma] o [agsjoma] p [aysjoma]. En este 
caso se representa por las letras: c, q, k, x ch. (MASIP, 2001).
f) /g/ oclusiva velar sonora
 Contexto: precedida de pausa (inicio de sílaba precedida de 
vocal) o de consonante nasal (tras N): gato, venga.
 Ortografía: representado por la letra g(g delante de a, o,u; gu 
delante de e e i; g ante cualquier otra consonante como gr, gl, gn 
etc.): gafas, guerrero, guiñar, ganso, goma y gula.
 Alófonos: [g] oclusiva velar sonora, [ɣ] fricativa velar sonora.
Puede articularse como oclusivo [g] o fricativo [ɣ] cuando situado 
tras vocal, cerrando sílaba: ignorante o [ignorante] o [iɣnorante] 
(MASIP, 2001).
• Las nasales 
a) /m/ nasal bilabial sonora 
 Contexto: ocurre a principio de sílaba, al fi nal de sílaba e interior 
de palabra: mamón, ambos, madre ambición.
 Ortografía: representado por la letra m.
 Alófono: [m] nasal bilabial sonora.
87
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
b) /n/ nasal bilabial sonora
 Contexto: seguida de consonante alveolar, vocal o pausa: nene, 
um loco.
 Ortografía: representada por la letra n.
 Alófonos: [n] nasal alveolar sonora (seguida de las consonantes 
alveolares /s, r, l/: mensaje, enredo, un loro); [m] nasal bilabial 
sonora (seguida de las consonantes bilabiales /p, b, m/: enviar, 
inmediato); [m] nasal labiodental sonora (seguida de consonante 
labiodental /f/: ánfora, un farol); [n] nasal dental sonora (seguida 
de consonante dental /t, d/: ante, un dedo); [nj] nasal palatalizada 
sonora (seguida de consonante palatal: /ʧ, ʝ, ʎ, ɲ, ʤ/: ancho, un 
chico,inyección, conllevar, un ñu, cónyuge); [nˠ] nasal velarizada 
sonora (seguida de consonante velar /k, x, g/: tango, un cuento, 
angustia).
 /n/ nasal palatal sonora
 Contexto: aparece en inicio e interior de palabra: mañana, ñoño.
 Ortografía: representado por la letra ñ.
 Alófono: [n] nasal palatal sonora.
1 Haz la descripción de las consonantes de acuerdo com su modo 
de articulación: 
2 ¿Cuáles son las consonantes oclusivas bilabiales? 
3 ¿Cuáles son las consonantes oclusivas dentales? 
88
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
• Al fi nal de sílaba, se puede articular [ɾ] o [r]: amor [amor] o [amoɾ].
• Entre vocales /ɾ/ y /r/ contrastan fonológicamente: caro, carro.
b) /r/ vibrante múltiple alveolar sonora
 Contexto: a principio de palabra, en posición interior de palabra 
entre vocales, en posición interior de palabra precedida de /n, l, 
s/, primer elemento de la raíz tras un prefi jo: roca, carro, honra, 
alrededor, israelí, ab-rogar.
 Ortografía: representado por la letra r cuando se encuentra en 
posición inicial de palabra, en posición medial precedida de n, l 
o s; representado por la letra rr cuando se encuentra en posición 
intervocálica, en interior de palabra.
 Alófono: /r/ vibrante múltiple alveolar sonora. 
• Las fricativas
3 TRANSCRIPCIÓN FONÉTICA Y 
FONOLÓGICA 2 
En este tópico seguimos con la transcripción de las consonantes, iniciando 
con las vibrantes.
• Las vibrantes
a) /ɾ/ vibrante simple alveolar sonora
Contexto: en interior de palabra entre vocales o entre una consonante 
oclusiva sorda o sonora o una consonante labiodental y una vocal. En otras 
palabras, intervocálica en interior de palabra y tras /p, t, k, b, d, g, f/: prisa, cara, 
petróleo, trozo, drama, frío. 
 Alófono: [ɾ] vibrante simple alveolar sonora.
89
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
Ni todos los autores hacen la distinción entre sorda/sonora.
b) /θ/ fricativa interdental sorda
 Contexto: ante vocal, abriendo sílaba y tras vocal, cerrando 
sílaba: zumbar, ciencia, luz, vejez.
 Ortografía: letras c y z (c ante i, e; z ante a, o, u).
 Alófonos: [θ+] Fricativa interdental sonora.
 Contexto: seguida de una consonante sonora: hazme, jazmín.
c) /s/ fricativa alveolar sorda
 Contexto: Inicial de sílaba y fi nal de sílaba + consonante sorda 
distinta de /t/: después.
 Alófonos: [s] fricativa dental sorda (fi nal de sílaba + /t/, seguida 
de una consonante dental: esto, span, destino); [z] fricativa 
alveolar sonora (fi nal de sílaba + consonante sonora distinta de 
/d/: abismo); [s] fricativa alveolar sonorizada (fi nal de sílaba + /d/, 
seguida de consonante sonora: desde, mismo, desdén). 
d) /ʝ/ fricativa palatal sonora.
 Contexto: aparece también en las zonas yeístas en la que no se 
produce la lateral palatal: hierro, yeso.
 Ortografía: representado por la letra y, hi.
a) /f/ fricativa labiodental sorda. 
 Contexto: inicio e interior de palabra: café, fi gura.
 Ortografía: letra f
 Alófono: [f] Fricativa labiodental sonora, seguida de una 
consonante sonora: afgano.
90
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
 Alófonos: [ʝ] fricativa (o aproximante) palatal sonora (prevocálicos: 
haya, hoyo); [d3] africada palatal sonora (inicial absoluta o tras 
pausa, en pronunciación lenta o enfática): ya, yo, hierro, hielo 
y tras /n/ o /l/ + /ʝ/: cónyuge, el hielo; [t] oclusiva palatal sonora 
(precedida de pausa, consonante nasal /n/ o lateral /l: yeso, 
cónyuge). 
e) /x/ fricativa velar sorda
 Contexto: antes o después de vocal, en todas las posiciones: 
jamón, gente.
 Ortografi a: letras j (ante a, e, i,) y g (ante e, i).
 Alófonos: [x] Fricativa velar sorda (mismos contextos de /x/); [X] 
Fricativa uvular sorda (ante una vocal posterior /u, o/): juez, lujo, 
conjuro. 
f) /l/ Lateral alveolar sonora
 Ortografía: representado por la letra l.
 Alófonos: [l˖] lateral interdental sonora (seguida de consonante 
interdental /θ/: alzar); [l] lateral dental sonora (seguida de 
consonante dental /t, d/: alto, caldo); [lj] lateral palatalizada 
sonora (seguida de consonante palatal /ʧ, ʝ, ʎ, ɲ, ʤ/: el chico, el 
hielo, el llavero, aquel ñoño, el yate).
g) /λ/ lateral palatal sonora
 Contexto: inicio de sílaba e intervocálica: llave, calle.
 Ortografía: representado por ll.
 Alófono:
 [λ] lateral palatal sonora
 [ʝ] fricativa palatal sonora
 Contexto: aparece también en las zonas yeístas (centro / sur de 
España y en la mayor parte de los países hispanohablantes) en 
la que no se produce la lateral palatal: llave, calle (yeísmo).
91
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
h) Las africadas
 /ʧ/ africada palatal sorda
 Contexto: inicio e interior de sílaba; se realiza antes de vocal: 
muchacho, chico
 Ortografía: ch
 Alófono: [ʧ] africada palatal sorda
3.1 ADQUISICIÓN DE CONSONANTES 
DE LA LENGUA ESPAÑOLA POR 
BRASILEÑOS
Como ya hemos visto en este capítulo, el español presenta menos fonemas 
cuando se compara al portugués. Y, eso es una de las cosas que puede ocasionar 
problemas en el aprendizaje de la lengua española por estudiantes brasileños, 
ya que, acostumbrados a una mayor cantidad y variación de fonemas en el 
portugues, los aprendientes llevan esa costumbra para la lengua española. 
a) /p/ fi nal de sílaba
En portugués existe la fórmula CVCV, que es bastante utilizada. Entonces los 
brasileños tienen la inclinación para añadir una semivocal durante la pronunciación 
de consonantes que estén solitas en una sílaba. Cuando pronunciamos la palabra 
“apto”, nuestra inclinación es añadir una /i/ suave después de la /p/, lo que 
ocasiona la pronunciación de otra palabra, la palabra [‘ap/i/to]. En español no hay 
esta posibilidad. Siempre que tengamos que pronunciar palabras que tienen la /p/ 
en fi nal de sílaba, se debe pronunciar solamente la /p/, evitando la pronunciación 
de la /i/, como en óptimo. 
b) /b/ fi nal de sílaba
Lo mismo ocurre con palabras que tienen la /b/ en fi nal de sílaba. La 
inclinación que tiene un nativo del portugués brasileño es añadir una /i/, pero, así 
como ocurre com la /p/ en fi nal de sílaba, con la /b/ también no se debe añadir una 
/i/. Ejemplo: subdirector. 
92
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
c) /b/ y /β/
En portugués tenemos la consonante interdental /v/ de las palabras “viola” 
y “vibração”, pero este fonema no existe en la lengua española. La consonante 
“v” en inicio de sílaba o después de una consonante nasal /m/, /n/, se pronuncia 
como /b/ y en las demás posiciones o contextos fónicos se debe pronunciar como 
/β/. 
d) Los hablantes del portugués brasileño tienen la tendencia de pronunciar 
la /t/ antes de /e/ o /i/ átonas al fi nal de palabras como /ʧ/, como en las palabras 
“tia” y “tinta”. Al producir esas palabras, los brasileños las pronuncian así [ʧia] y 
[ʧinta], lo que no ocurre en la lengua española. Independiente del contexto en que 
esté, el fonema /t/ seguirá igual. Para que tenga una articulación adecuada, la 
pronunciación de la /t/ debe ocurrir poniéndose la lengua en los dientes superiores. 
e) /d/ y /ʤ/
Así como ocurre con la /t/, los brasileños tienen la inclinación a pronunciar la 
/d/ como /ʤ/ antes de la vocal /i/ o de la vocal /u/ y átonas al fi nal de palabras. Para 
que sea articulado de manera adecuada en español, la /d/ debe ser pronunciada 
poniendo la lengua en los dientes superiores.
f) Introducción de /i/ después de /d/ fi nal de sílaba
En español hay muchas palabras que presentan una /d/ muda al fi nal de 
la sílaba, como en la palabra “pared”. El hablante del portugués de Brasil 
tiene la tendencia a poner una /i/ después de la /d/ muda fi nal de las palabras, 
pronunciando [pared/i/]. Es necesario tener cuidado para no añadir esa /i/ 
poniendo la lengua entre los dientes para pronunciar la /d/ española. 
g) /d/ y /ð/
En español, cuando d está situada entre vocales o va seguida 
de r o s, se pronuncia más suave, como [ð]. Los brasileños 
tienen tendencia a pronunciarla, también enestos casos, 
como en el resto de contextos: es decir, como si fuera [d] […] 
Para pronunciar esta d suave se debe apoyar la lengua en los 
incisivos superiores sin hacer una oclusión (MASIP, 1998, p. 
28).
93
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
h) Introducción de /i/ después de /g/, /c/ y /f/
Así como hemos vistos en los ítems a) y f), hay una inclinación para introducir 
la vocal /i/ después de /g/, /c/ y /f/. Las palabras “ignorante”, “Kafka” y “activo” 
cuando pronunciadas por hablantes del portugués brasileño, pueden salir como 
[ig/i/norante], [kaf/i/ka] y [ak/i/tivo]. Para evitar eso, es recomendable que se 
pronuncie el fonema sin añadir la vocal /i/.
i) /s/ y /z/ 
En el portugués de Brasil, la consonante “s” entre vocales suele ser 
pronunciada como /z/. La palabra esposa es pronunciada como [espoza]. Pero, 
en la lengua española, la /s/ es pronunciada como “ss” en portugués.
j) Añadir la /i/ antes de “z” fi nal de sílaba
“Los brasileños tienden a introducir i breve antes del sonido z a fi nal de sílaba 
cuando va precedido de las vocales a, e, o y u” (MASIP, 1998, p. 33). Cuando los 
brasileños pronuncian la palabra “faz”, ellos suele añadir una “i” antes de la “z” 
[faiz].
k) Alargamiento de la pronunciación de /y/ en inicio de sílaba
Los brasileños tienden a alargar la pronunciación de la “y” delante de a, e, o, 
u. Pronunciar la “y” de manera más breve es la solución para el problema.
l) Pronunciación de “ch” como /ʃ/
Cuando empiezan a aprender la lengua española, los brasileños también 
tienden a pronunciar la “ch” como /ʃ/. La pronunciación de la palabra “chico”, por 
ejemplo, se hace articulando la “ch” como en la palabra “chuva”. Pero, en español, 
es necesario pronunciar como si fuera “tch”.
m) La consonante “ñ”
“Los brasileños tienden a pronunciar ñ más velar que palatal, es decir, 
en lugar de pronunciar ñ como en español [ɲ], lo hacen como en su lengua 
[ŋ]. […] Para pronunciar ñ se debe aproximar el dorso de la lengua al paladar 
(MASIP,1998, p. 39).
94
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Para obtener más conocimientos sobre el asunto, pincha en los 
enlaces abajo:
Disponible en: <https://www.youtube.com/
watch?v=t0AMpBrc7hU>. 
Disponible en: <https://www.youtube.com/watch?v=mTnO_H_
IsD8&list=PLkxTM5HxHoCNzaU3cAf6K1nCGqy068l8D>. 
Practica la pronunciación de las palabras en el sitio abajo:
Disponible en: <http://www.espanholgratis.net/pronuncia_em_
espanhol.htm>.
n) Nasalización de vocal antes de ñ
Los hablantes del portugués brasileño cuando están aprendiendo el español 
tienden a nasalizar las vocales de anteceden la ñ cuando esta no forma parte 
de la misma sílaba. Por ejemplo, cuando se pronuncia la palabra “España”, es 
necesario hacer la división de las sílabas mentalmente para pronunciar la vocal 
sin nasalizarla. 
ñ) /l/ fi nal de sílaba
Otra tendencia que los brasileños tienen es la pronunciación de la /l/ en fi nal 
de sílaba como /u/. Para evitar que esto ocurra, es necesario estar atento en la 
hora de pronunciar la /l/. 
o) /ɾ/ y /r/
Una de las grandes difi cultades que tienen los nativos de lengua portuguesa 
al aprender el español es la pronunciación de la “r”, pues, en español, hay una 
“r” vibrante simple y una “r” vibrante múltiple (“rr” y “r” en inicio de palabras). 
Por indicar diferencias de signifi cados, es importante pronunciarlos de manera 
adecuada. Un ejemplo de eso son las palabras “pero” (mas) y “perro” (cachorro).
Como hemos visto, las consonantes tienen rasgos que necesitan ser 
observados cuando se está aprendiendo la lengua española. Así como los 
profesores de lengua española necesitan estar atentos a la pronunciación de 
sus alumnos, para eso, la realización de actividades orales con ellos es muy 
importante en el aprendizaje de una lengua extranjera. 
95
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
1 ¿Cuáles son las consonantes vibrantes?
2 ¿Cuáles son las consonantes fricativas?
3 Escribe dos difi cultades que tienen los estudiantes brasileños 
cuando empiezan a aprender la lengua española.
4 FONÉTICA CONTRASTIVA DEL 
ESPAÑOL PENINSULAR Y DEL 
ESPAÑOL HISPANOAMERICANO
El español es una de las lenguas más habladas del mudo y, por eso mismo, 
presenta algunas variaciones. Tales variaciones indican las regiones en que ese 
idioma es hablado, así como, el momento histórico y la situación de comunicación. 
En este último tópico vamos a estudiar algunas de esas variaciones y cómo 
ellas ocurren fonologicamente. 
Las variaciones linguísticas pueden ser comprendidas como las diferentes 
maneras utilizadas por las personas para expresarse en un proceso de 
comunicación. Estas variaciones están relacionadas con el lugar donde estamos y 
con las personas con las que estamos y también están relacionadas con el grupo 
social del cual formamos parte. 
4.1 ASPECTOS GENERALES DE LAS 
VARIEDADES LINGUÍSTICAS DE LA 
LENGUA ESOAÑOLA
Observa los ejemplos de variaciones de vocabulario en los países 
hispanohablantes: 
96
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
FIGURA 1 – DIFERENCIAS DE VOCABULARIO EN PAÍSES HISPANOHABLANTES
FONTE: <https://i.pinimg.com/736x/db/b7/22/
dbb722d64c592cf9be2c527d0fa7a50b.jpg. Acesso em: 15 mar. 2021.
97
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
Cuando observamos la imagen arriba, percibimos que un mismo objeto 
puede presentar nomenclaturas diferentes de acuerdo con la región o país. Estos 
cambios de vocabulario están relacionados con la manera como las lenguas 
evolucionan en cada lugar en que es hablada y con las infl uencias recibidas de 
otras lenguas. Cambiar la palabra “cintas” por “cordones” no deja de ser español. 
Esto signifi ca que estamos delante de variaciones de una misma lengua. Como 
el ejemplo indica los lugares en que las variaciones son habladas, se trata de una 
variación de orden geográfi ca. 
Podemos preguntarnos por qué existe la variación lingüística. 
¿Por qué los hablantes de español no hablan todos de la misma 
manera? No hay duda de que hay cierta homogeneidad entre 
todos los dialectos del español, por eso reconocemos que la 
otra persona habla español también. Sin embargo, la lengua 
también permite cierta fl exibilidad en el uso. Esto se debe a 
que la lengua está en íntima relación con los hablantes que 
la emplean. Es decir, la lengua es producto de las relaciones 
sociales, políticas e históricas que tienen sus hablantes. De ahí 
que las características regionales y sociales de los hablantes 
puedan intervenir como factores que afectan al uso de la 
lengua y, eventualmente, al cambio lingüístico (HUALDE et al., 
2009, p. 330).
Con eso, es posible observar que, además de las variaciones geográfi cas, 
llamadas de dialectos, también existen las variaciones relacionadas con el 
grupo social al cual pertenecemos, llamadas de sociolectos, que también sufren 
infl uencias de la edad y del género de las personas. 
Además de eso, también es necesario el contexto, el interlocutor y el tema. 
Estos elementos permiten la adaptación de la lengua, lo que promueve las 
variaciones. Las variaciones diarias relacionadas con los niveles de formalidad 
e informalidad son llamadas de registros, como podemos notar en la afi rmación 
abajo: 
Los dialectos, los sociolectos, y los registros (además de las 
variedades históricas) representan la esencia de lo que es la 
variación lingüística. Al mismo tiempo, es innegable que todos 
los hablantes reconocemos una variedad de español que es 
común a todos. Esta variedad no la habla nadie, sólo existe 
en la lengua escrita y la consideramos el modelo de lo que es 
la lengua española. A esta variedad la llamamos la variedad
estándar escrita o español normativo escrito (HUALDE et al., 
2009, p. 332, grifo dos autores.)
De este modo, la escrita posibilita que el idioma se mantenga y establece un 
patrón para la lengua no se pierda en las diversas variaciones existentes. 
98
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
Hemos vistoque podemos encontrar, en la producción oral, las variaciones 
geográfi cas (dialectos), sociales (sociolectos) y estilísticas (registros), como 
podemos notar en la fi gura abajo: 
FIGURA 2 – VARIACIONES LINGUÍSTICAS DE LA LENGUA ESPAÑOLA
FONTE: <http://www.apuntesdelengua.com/archivos/2ESO/variedadesdellenguaje/
VarExeL/variedadesdellenguaje/index.html>. Acesso em: 16 mar. 2021.
De acuerdo con la imagen arriba, verifi camos que existen las siguientes 
variantes en la lengua española:
a) Variantes diatópicas (variación geográfi ca): son variaciones que proceden 
del origen del hablante. Es importante distinguir lengua, dialecto y habla regional. 
Lengua es el sistema lingüístico utilizado por una comunidad de hablantes; el 
dialecto es una variación regional de la lengua, no se constituyendo en una nueva 
lengua; ya el habla regional es una variación típica de un lugar, no se constituye 
en un dialecto. 
b) Variantes diastráticas (variación social): variaciones relacionadas al grupo 
sociocultural del hablante. Son infl uenciadas por la edad, profesión, género, 
creencias, etc. Es posible dividirlas en: culta, mediana y vulgar (o inculta). 
c) Variantes diafásicas (registros): variaciones relacionadas con el contexto, 
el interlocutor, el tema y el canal. También es conocida por estilística y puede 
clasifi carse en: formal e informal.
¿Qué podemos encontrar en la comparación del español de España y el 
español de Hispanoamérica? Este es nuestro próximo contenido. 
99
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
4.2 ESPAÑOL DE ESPAÑA Y ESPAÑOL 
DE HISPANOAMERICA 
Cuando escuchamos un español y un argentino hablando, percibimos que 
ambos hablan de manera distinta, pero hablan español. Cada uno de ellos tiene 
un modo de pronunciar las palabras, utilizar vocabularios y expresiones típicas 
de los lugares de donde proceden. Al salir de España, la lengua española sufrió 
infl uencias de las lenguas originarias de las regiones colonizadas por España. 
Incluso, existen infl uencias de otras lenguas dentro de la propia España. Vamos a 
iniciar nuestro análisis por el español de España.
• El español de españa
En la imagen abajo podemos percibir que en España existen algunas zonas 
dialectales: 
FIGURA 3 – ZONAS DIALECTALES DE ESPAÑA
FONTE: <https://sites.google.com/site/bch2lengua/home/tema-03?tmpl=%2Fsystem%
2Fapp%2Ftemplates%2Fprint%2F&showPrintDialog=1>. Acesso em: 17 mar. 2021.
De las zonas dialectales de España mostradas en la imagen, las más 
importantes son las centro norte y andaluza. Ellas también fueron las que más 
infl uenciaron el español que llegó a las Américas. 
100
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
El castellano se encuentra en el dialecto centro norte, que es la lengua ofi cial 
de España y también es considerada la más conservadora de las variaciones de 
este idioma. En nivel fonológico se puede destacar las principales características 
de este dialecto: 
La distinción fonológica entre Isl y /θ/, mediante la cual se 
distingue entre, por ejemplo, casa [kása] y caza [káθa]; sebo 
[séβo] y cebo [θéβo] en el habla oral.
• El contraste fonológico entre Iy I y /ʎ/, que permite distinguir 
entre poyo [póyo] y pollo [pó ʎ o]; cayó [kayó] y calló [ka ʎ ó] 
en la pronunciación. Como hemos señalado en otros capítulos, 
esta distinción está en retroceso y no se suele encontrar ya en 
el habla de las personas más jóvenes.
• El empleo de la /sl ápico-alveolar, que se describió en el 
capítulo 2 (HUALDE et al., 2009, p. 334).
Aunque algunos autores consideren algunas características de esa variante 
como conservadoras, ellas presentan aspectos fonológicos considerados 
actuales. Un ejemplo de tendencia existente en esa variante es la supresión del 
fonema /d/ en fi nalizaciones de palabras terminadas en /-ado/. De este modo, los 
hablantes de esa variante hablan /pescao/ en vez de /pescado/. 
Sobre el nivel morfológico, podemos identifi car algunas variaciones: el uso 
de “vosotros” (segunda persona del plural) como informal: “¿Vosotros vais a salir 
de compras?” y; el uso de leísmo (sustitución de “lo” por “le”): “Veo a Juan”. “Le 
veo”. (en vez de decir “Lo veo”). 
Por otra parte, las características del dialecto andaluz son las siguientes 
(HUALDE et al., 2009): 
• El uso de /s/ sin hacer distinción fonológica “casa” (residencia) y “caza” 
(caçar).
• Distinción fonológica ente “y” y “ll”.
• Pronunciación de /s/ aspirada. En vez de pronunciar /estilo/ se dice 
[ehtilo].
• Pronunciación de /x/ aspirada. En vez de pronunciar /espexo/ se dice 
[espeho].
• Conservación de la aspiración en palabras que en su origen presentaban 
/f/ como humo [‘humo].
• Omisión de /l/, /r/, /d/ en fi nal de palabra enfatizando la pronunciación de 
la vocal. Ejemplo: papel [papé].
• Transformación del fonema /ʧ/ en /ʃ/. 
101
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
La variación morfológica más signifi cativa en el dialecto andaluz es el uso 
de “usted” en lugar de “vosotros”, aunque siga conjugando el verbo en segunda 
persona del plural. 
En los dialectos centro norte y andaluz, ocurren los fenómenos conocidos en 
la lengua española como seseo/ceceo y yeísmo, como veremos más adelante. 
• SESEO/CECEO
En la lengua española existen los grafemas “c”, “s”, “z”. Cada uno presenta 
una pronunciación diferente relacionada a un fonema /s/ o /θ/. Hechos de orden 
geográfi ca, social y evolutiva pueden ocasionar la estandarización de estos 
fonemas. 
La utilización de la fricativa alveolar /s/ para representar “s”, “c” (antes de e, 
i) o “z” se llama seseo. De este modo, palabras como esposa, cero, cielo, zapato 
son pronunciadas con /s/ [esposa], [seɾo], [sielo], [sapato]. Ese fenómeno es muy 
utilizado en Hispanoamérica. 
Por otro lado, el uso de la fricativa interdental /θ/ para representar los 
grafemas “s”, “c” (delante de e, i) y “z”, tenemos el ceceo. De este modo, las 
mismas palabras ya mencionadas esposa, cero, cielo, zapato serán pronunciadas 
con /θ/ [espoθa], [θeɾo], [θielo], [θapato]. Ese fenómeno es común en Andalucía, 
en España. 
FIGURA 4 – MAPA DE CECEO/SESEO EN ESPAÑA
FONTE: <https://sites.google.com/a/geneseo.edu/spanish-linguistics/spanish-
phonology/seseo-ceceo-and-distinction>. Acesso em: 18 mar. 2021.
102
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
De acuerdo con el mapa, las áreas más claras muestran que hay una 
distinción fónica entre c (seguida de e, i), s, z, donde se utiliza los dos fonemas 
/s/ y /θ/. 
• El yeísmo
Algunas regiones de España y algunos países de Hispanoamérica asocian 
el fonema /y/ al grafema “ll”. De este modo, las palabras “llevar”, “lluvia” y “llave” 
son pronunciadas como [yéβaɾ], [yúβia] y [yáβe], de la misma manera que se 
pronuncian las palabras “playa” y “payaso”. 
Abajo tenemos una fi gura que muestra los lugares donde ocurre este fonema: 
FIGURA 5 – MAPA DEL YEÍSMO EN LOS PAÍSES DONDE SE HABLA ESPAÑOL
FONTE: <https://sites.google.com/a/geneseo.edu/spanish-linguistics/
spanish-phonology/lleismo-and-yeismo>. Acesso em: 18 mar. 2021.
Como hemos visto un poco de las variaciones ocurridas en España, vamos 
a estudiar un poco las variaciones que existen en los países de Hispanoamérica. 
• El español de hispanoamérica
103
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
De acuerdo con la historia, la lengua española llegó al continente americano 
con los primeros invasores españoles. En la América hispanohablante la lengua 
sufrió varias infl uencias que le proporcionaron rasgos característicos que en 
la actualidad permiten la defi nición de las zonas dialectales del continente 
americano. 
En el mapa siguiente podemos observar la división del español en las 
Américas: 
FIGURA 6 – ZONAS DIALECTALES DE LA AMÉRICA HISPÁNICA
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-iToiHjtAFwY/T8zUealpXLI/
AAAAAAAAAGM/5nPnTbvFLug/s1600/mapa-politicoamerica-
latina.jpg>. Acesso em: 10 mar. 2021.
Se puede distinguir las siguientes características del español de 
Hispanoamérica:• La distinción fonológica entre Iyl y IʎI en el español andino, 
frente al yeísmo de los demás dialectos.
• La conservación de la Isl en posición implosiva en México y 
104
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
la zona andina: estás [estás], los lunes [lozlunes], frente a la 
tendencia a la aspiración, en mayor o menor medida, en casi 
todos los otros dialectos latinoamericanos.
• Las oclusivas sonoras se mantienen oclusivas tras cualquier 
consonante o semivocal en partes de Centroamérica y 
Colombia: [árbol], [déųda].
• La vibrante múltiple se asibila en partes de Centroamérica 
(Costa
Rica y Guatemala) y la zona andina. En México se asibila la 
vibrante en posición fi nal.
• La vibrante múltiple se velariza en el Caribe. 
• La vibrante simple se lateraliza en Puerto Rico en posición 
implosiva: verdad [belðá], amor [amól].
• Las vocales se nasalizan en contacto con nasal en el Caribe 
(como en Andalucía).
• Las vocales se tienden a perder en sílaba átona, especialmente 
en México y la zona andina: todos [ toðs].
• La Ixl se pronuncia como [ç] ante las vocales anteriores le, il 
en el habla de Chile: gente [çénte], mujer [muçér] .
• El yeísmo se expresa mediante [Ʒ] (o [ʃ]) en Argentina: playa 
[PláƷa]
• La aspiración de la /h/ proveniente de la /f/ latina se conserva 
en algunas palabras en Puerto Rico, la República Dominicana, 
Panamá y Chile: harto [hárto], hambre [hambre] , humo [húmo] 
, harina [harína] (como en partes de Andalucía, Extremadura, 
Asturias y Cantabria) (HUALDE et al., 2009, p. 340).
Sobre las características morfológicas, El español de las Américas presenta 
las siguientes, de acuerdo con Hualde et al. (2009):
• Frecuencia de uso de los diminutivos, principalmente en México y en los 
Andes.
• Formación de plural con /se/ como ocurre en la República Dominicana. 
Ejemplo: café: cafese.
• El voseo, utilizado en Argentina, Uruguay y Paraguay, que es el uso de 
“vos” en lugar de “tú”.
• La utilización del pronombre “le” como algunas expresiones típicas de 
México, como “ándale”.
• La utilización de la expresión “che” en regiones como Argentina y 
Paraguay, como Vamos a la playa, che. 
• El uso de leísmo (sustitución del pronombre “lo” por el pronombre “le”) en 
los Andes, en Paraguay y en parte del Caribe. 
Algunos aspectos sintácticos también podemos ver en el español de 
Hispanoamérica: 
• La tendencia a no invertir el pronombre sujeto en preguntas 
en el Caribe: ¿qué tú dices?, ¿cómo tú estás?
• La duplicación del objeto directo cuando es animado y 
105
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
1 ¿Cuál es la diferencia de variantes diatópicas de variantes 
diástraticas y variantes diafásicas?
2 ¿Qué signifi can seseo y ceceo? 
3 ¿Cuáles son las características del español de Hispanoamérica?
determinado en Chile, Buenos Aires y la zona andina: la vi a 
tu hermana.
• El empleo del verbo en infi nitivo con sujeto prepuesto después 
de para en Venezuela y Panamá especialmente: para yo poder 
venir (para que yo pueda venir, para poder venir yo).
• El empleo de la preposición en delante de adverbios de lugar 
en la zona andina: en aquí, en su delante (HUALDE et al., 
2009, p. 341).
Las características que presentamos aquí son genéricas porque 
comprendemos que cada país algunas características particulares del uso del 
idioma y los países mostrados recibieron infl uencias de otras lenguas, como, el 
gallego, el vasco y el catalán en España y del quechua, el guaraní, las lenguas 
mayas y otras lenguas de origen indígena en el caso de Hispanoamérica. 
Pincha en los enlaces abajo para conocer más variantes del español:
Disponible en: <https://www.youtube.com/watch?v=fdVaqkh_5Lg>. 
Disponible en: <https://www.youtube.com/watch?v=2qQKtaSPxOY>. 
Disponible en: <https://www.youtube.com/watch?v=6L9I2GDbV6c>. 
106
 Fonética e Fonologia em Língua EspanHola
5 ALGUNAS CONSIDERACIONES
Hemos visto, en este capítulo, la transcripción fonética y fonológica del 
español, haciendo un contraste entre los sonidos de las vocales y de las 
consonantes y algunas situaciones comunes de los estudiantes brasileños 
cuando están aprendiendo la lengua española. Hemos percibido que el portugués 
posee más vocales que el español, siendo siete fonemas siete fonemas vocálicos 
abiertos y cinco fonemas vocálicos nasales, siendo que, en español, solo existen 
cinco fonemas vocálicos.
Hemos notado las diferencias entre las pronunciaciones de las vocales del 
español y del portugués y algunas tendencias que posee los brasileños cuando 
están adquiriendo la lengua española. 
Hemos conocido la descripción de las consonantes de acuerdo con su modo 
de articulación: oclusivas, fricativas, africadas, nasales, laterales y vibrantes y 
los alófonos de tales fonemas de esas consonantes. Y, hemos visto como es su 
transcripción fonética y fonológica.
Hemos sabido que el español presenta menos fonemas cuando se compara 
al portugués. Y, eso es una de las cosas que puede ocasionar problemas 
en el aprendizaje de la lengua española por estudiantes brasileños, ya que, 
acostumbrados a una mayor cantidad y variación de fonemas en el portugués, los 
aprendientes llevan esa costumbre para la lengua española. 
Hemos estudiado también la fonética contrastiva del español de España y 
del español de Hispanoamérica. Con eso, notamos que el español es una de las 
lenguas más habladas del mudo y, por eso mismo, presenta algunas variaciones. 
Tales variaciones indican las regiones en que ese idioma es hablado, así como, el 
momento histórico y la situación de comunicación. 
Hemos sabido que las variaciones lingüísticas pueden ser comprendidas 
como las diferentes maneras utilizadas por las personas para expresarse en 
un proceso de comunicación. Estas variaciones están relacionadas con el 
lugar donde estamos y con las personas con las que estamos y también están 
relacionadas con el grupo social del cual formamos parte.
Finalmente, hemos notado queque habla el español tiene algunas 
características particulares del uso del idioma y los países que mostramos 
recibieron infl uencias de otras lenguas, como, el gallego, el vasco y el catalán en 
España y del quechua, el guaraní , las lenguas mayas y otras lenguas de origen 
indígena en el caso de Hispanoamérica.
107
ASPECTOS DE LOS SISTEMAS Capítulo 3 
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