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Prévia do material em texto

2019
1a Edição
Habilidades em língua 
espanHola ii
Prof.a Claci Ines Schneider
Copyright © UNIASSELVI 2019
Elaboração:
Prof.a Claci Ines Schneider
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
SCH358h
 Schneider, Claci Ines
 Habilidades em língua espanhola II. / Claci Ines Schneider. – Indaial: 
UNIASSELVI, 2019.
 200 p.; il.
 ISBN 978-85-515-0301-0
1. Língua espanhola - Habilidades. - Brasil. II. Centro Universitário 
Leonardo Da Vinci.
CDD 460
III
apresentação
Nossa sociedade vive em um contexto informativo bastante 
acelerado, em que a informação chega a todos os cantos do planeta em 
questão de segundos. Nós, de modo pessoal, recebemos e repassamos uma 
enxurrada diária de informação. Recebemos e, portanto, decodificamos, e 
repassamos, muitas vezes também produzindo novos enunciados e, assim, 
codificando informações.
Os atos de compreensão (decodificação) e também de produção 
(codificação) são fundamentais no processo de comunicação entre as pessoas, 
e saber como se dão esses processos nos ajuda, como professores, a orientar 
nossos alunos e assim conseguir que a comunicação aconteça de um modo 
mais amplo e efetivo, para além do texto e, como você já viu, dessa forma 
é possível fazer com que nosso leitor seja letrado, reflexivo e atuante, não 
apenas um decodificador, mas um agente do e no texto.
Este livro, Habilidades em Língua Espanhola II, foi pensado 
para dar continuidade a seus estudos, focando mais na parte da produção 
escrita e oral de modo a propiciar que nosso futuro professor de Espanhol 
compreenda como se dão esses processos e, dessa forma, possa ajudar seus 
futuros alunos a compreender e ampliar seu conhecimento.
Na Unidade 1 falaremos da habilidade escrita, começando por 
um breve retrospecto sobre a origem da escrita, falando também sobre a 
produção e a compreensão textual. Falaremos também sobre o processo de 
escrita na escola, as habilidades e competências necessárias, veremos aspectos 
relevantes da ortografia, noções de parágrafo e aspectos de textualidade, 
com ênfase na coerência e na coesão textual, assim como falaremos também 
de diferentes gêneros e tipos de texto.
Na Unidade 2 nos aprofundaremos em assuntos relacionados a 
gêneros textuais, conhecendo aspectos peculiares de cada um, especificando 
gêneros escritos e orais, e falando de aspectos importantes dentro do processo 
de ensino, inclusive pontos a serem observados quando avaliamos os textos 
de nossos alunos.
Na Unidade 3 falaremos mais especificamente da habilidade oral, 
focando em aspectos de produção, compreensão, aspectos do ensino da 
oralidade, pronúncia, variantes linguísticas, gêneros textuais orais, principais 
dificuldades, entre outros.
IV
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto 
para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
Temos um longo caminho pela frente, com muito para aprender. 
Espero que as propostas apresentadas aqui sejam úteis e ajudem na 
construção de seu saber e de seu arsenal docente. Esse é um tema muito 
amplo e tem sido muito estudado pelos profissionais da educação, espero 
que realmente ajude você nesse processo inicial de formação.
Um forte abraço,
Profa. Claci Ines Schneider
NOTA
V
Olá acadêmico! Para melhorar a qualidade dos 
materiais ofertados a você e dinamizar ainda mais 
os seus estudos, a Uniasselvi disponibiliza materiais 
que possuem o código QR Code, que é um código 
que permite que você acesse um conteúdo interativo 
relacionado ao tema que você está estudando. Para 
utilizar essa ferramenta, acesse as lojas de aplicativos 
e baixe um leitor de QR Code. Depois, é só aproveitar 
mais essa facilidade para aprimorar seus estudos!
UNI
VI
VII
UNIDADE 1 – HABILIDADE ESCRITA ............................................................................................. 1
TÓPICO 1 – A ESCRITA ......................................................................................................................... 3
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 3
2 ESCRITA – UM BREVE RETROSPECTO ........................................................................................ 3
3 A APRENDIZAGEM DA ESCRITA .................................................................................................. 6
4 PROCESSO DE PRODUÇÃO ESCRITA .......................................................................................... 8
4.1 PRÉ-ESCRITA ................................................................................................................................... 11
4.2 ESCRITA ............................................................................................................................................ 11
4.3 PÓS-ESCRITA ................................................................................................................................... 12
4.3.1 Correção .................................................................................................................................. 13
4.3.2 Reescrita ................................................................................................................................... 13
5 SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ESCRITA ..................................................... 14
6 COMPREENSÃO ESCRITA ............................................................................................................... 15
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 20
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 21
TÓPICO 2 – ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA ........................................................................... 23
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 23
2 ORTOGRAFIA ...................................................................................................................................... 23
2.1 GRAFIA ............................................................................................................................................. 25
2.2 ACENTUAÇÃO ...............................................................................................................................28
2.3 PONTUAÇÃO .................................................................................................................................. 32
3 NOÇÕES DE PARÁGRAFO ............................................................................................................... 38
4 TEXTUALIDADE .................................................................................................................................. 40
4.1 COESÃO E COERÊNCIA ............................................................................................................... 41
4.2 EXEMPLOS DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR COERÊNCIA E COESÃO .................. 43
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 45
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 46
TÓPICO 3 – TIPOLOGIA TEXTUAL .................................................................................................. 49
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 49
2 TIPOLOGIA TEXTUAL ....................................................................................................................... 49
2.1 DESCRIÇÃO ..................................................................................................................................... 52
2.2 DISSERTAÇÃO ................................................................................................................................ 53
2.3 NARRAÇÃO .................................................................................................................................... 55
2.4 INJUNÇÃO – TEXTO INSTRUTIVO ............................................................................................ 56
2.5 EXPOSIÇÃO – TEXTO EXPOSITIVO ........................................................................................... 57
3 EXEMPLOS DE ATIVIDADES QUE PODEM SER APLICADAS AOS ALUNOS .................. 58
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 60
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 61
sumário
VIII
UNIDADE 2 – PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS ................................................ 63
TÓPICO 1 – CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS .............................................................. 65
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 65
2 CONHECENDO GÊNEROS TEXTUAIS ......................................................................................... 65
3 GÊNEROS TEXTUAIS ESCRITOS ................................................................................................... 68
4 GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO ............................................................................................... 71
5 GÊNEROS TEXTUAIS – A CORREÇÃO E A AVALIAÇÃO ........................................................ 74
6 PRODUÇÃO ESCRITA NA ESCOLA .............................................................................................. 77
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 79
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 80
TÓPICO 2 – GÊNEROS TEXTUAIS I .................................................................................................. 81
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 81
2 CARTA .................................................................................................................................................... 81
2.1 CARTA INFORMAL ....................................................................................................................... 83
2.2 CARTA FORMAL ............................................................................................................................ 84
3 E-MAIL .................................................................................................................................................... 86
4 NOTÍCIA ................................................................................................................................................ 89
5 PROPAGANDA .................................................................................................................................... 90
6 RELATO .................................................................................................................................................. 91
7 BIOGRAFIA ........................................................................................................................................... 93
8 TIRINHAS .............................................................................................................................................. 96
9 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO E ENSINO DE 
JOVENS E ADULTOS .......................................................................................................................... 97
9.1 CARTA............................................................................................................................................... 97
9.2 E-MAIL .............................................................................................................................................. 99
9.3 PROPAGANDA ............................................................................................................................... 101
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 104
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 105
TÓPICO 3 – GÊNEROS TEXTUAIS II ................................................................................................ 107
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 107
2 ARTIGO DE OPINIÃO ....................................................................................................................... 107
3 DIÁRIO ................................................................................................................................................... 108
4 FÁBULA .................................................................................................................................................. 110
5 RESUMO ................................................................................................................................................ 111
6 RESENHA ............................................................................................................................................... 112
7 RECEITA ................................................................................................................................................. 114
8 MANUAL DE INSTRUÇÕES ............................................................................................................. 115
9 LENDAS ................................................................................................................................................. 116
10 CRÔNICA ............................................................................................................................................. 118
11CONTO ................................................................................................................................................. 120
12 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO E ENSINO DE 
JOVENS E ADULTOS ........................................................................................................................ 121
12.1 CONTO............................................................................................................................................ 121
12.2 BLOG ............................................................................................................................................... 122
12.3 RESENHA ....................................................................................................................................... 123
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................... 125
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 127
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 128
IX
UNIDADE 3 – GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS .................................................................................. 131
TÓPICO 1 – HABILIDADE ORAL ....................................................................................................... 133
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 133
2 O QUE É A HABILIDADE ORAL ..................................................................................................... 137
2.1 PRODUÇÃO ORAL......................................................................................................................... 138
2.2 COMPREENSÃO ORAL ................................................................................................................. 139
2.3 HABILIDADE ORAL NO CONTEXTO ESCOLAR .................................................................... 140
2.4 A PRONÚNCIA EM SALA DE AULA ......................................................................................... 142
3 VARIANTES LINGUÍSTICAS – ASPECTOS CULTURAIS ........................................................ 143
3.1 VARIAÇÃO LEXICAL .................................................................................................................... 144
3.2 VARIAÇÃO FONÉTICA ................................................................................................................. 146
4 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO E ENSINO DE 
JOVENS E ADULTOS .......................................................................................................................... 150
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 152
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 153
TÓPICO 2 – GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS ...................................................................................... 157
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 157
2 DA FALA PARA A ESCRITA E VICE-VERSA ............................................................................... 157
3 PARLENDAS ......................................................................................................................................... 158
4 PIADA ..................................................................................................................................................... 161
5 PALESTRA ............................................................................................................................................. 163
6 SEMINÁRIOS ....................................................................................................................................... 165
7 NOTÍCIAS .............................................................................................................................................. 166
8 ENTREVISTAS ...................................................................................................................................... 168
9 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO E ENSINO DE 
JOVENS E ADULTOS .......................................................................................................................... 169
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 172
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 173
TÓPICO 3 – ORALIDADE EM SALA DE AULA .............................................................................. 175
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 175
2 TEORIA VERSUS REALIDADE ........................................................................................................ 176
3 O QUE FAZER EM SALA DE AULA ................................................................................................ 177
4 ATIVIDADES QUE PODEM SER REALIZADAS PARA A PRÁTICA ORAL ......................... 178
4.1 CONVERSAÇÃO ............................................................................................................................. 179
4.2 DEBATE ............................................................................................................................................. 179
4.3 EXPOSIÇÃO .................................................................................................................................... 180
4.4 ENTREVISTA ................................................................................................................................... 180
4.5 NARRAÇÃO .................................................................................................................................... 181
4.6 RECITAR POESIAS ........................................................................................................................ 181
4.7 ATIVIDADES TEATRAIS ............................................................................................................... 182
4.8 LEITURA EM SALA DE AULA ..................................................................................................... 183
4.9 MÚSICA ............................................................................................................................................ 184
4.10 FILMES ............................................................................................................................................ 184
4.11 NOTICIÁRIO .................................................................................................................................. 186
4.12 DIÁLOGO ....................................................................................................................................... 186
5 COMO AVALIAR ................................................................................................................................. 187
6 A VOZ PARA QUEM FALA ................................................................................................................ 190
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................... 192
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................194
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 195
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 199
X
1
UNIDADE 1
HABILIDADE ESCRITA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• revisar sobre o surgimento da escrita;
• identificar os aspectos principais do processo de produção e compreensão 
da escrita;
• refletir sobre o processo de escrita no contexto escolar;
• identificar habilidades e competências necessárias para a escrita;
• estudar aspectos relevantes da ortografia; 
• analisar aspectos de textualidade, em especial, de coerência e coesão;
• identificar as diferenças entre tipologia e gênero textual;
• reconhecer diferentes tipos de texto.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – A ESCRITA 
TÓPICO 2 – ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
TÓPICO 3 – TIPOLOGIA TEXTUAL
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
A ESCRITA
1 INTRODUÇÃO
A fala é um ato que difere o ser humano das demais espécies. No entanto, 
a fala não é a única forma de comunicar-se, junto a ela há os gestos, as imagens, 
os sons e também a escrita. A escrita nada mais é que a representação gráfica de 
ideias e pensamentos e seu desenvolvimento se deu pela necessidade de registros 
sobre comércios, impostos, assim como de seu cotidiano.
Vários são os sistemas de escrita, mas o objetivo sempre será o mesmo, 
o registro e a comunicação de fatos diversos. Esse é um recurso de suma 
importância, sendo um diferencial na evolução humana, pois podemos separar a 
história da pré-história através do surgimento da escrita. Com ela transmitimos 
conhecimento, registramos dados, celebramos tratados, acordos e reproduzimos 
aspectos culturais.
Com isso, veremos neste tópico um breve retrospecto sobre a história da 
escrita, sobre o processo de escrita no contexto escolar, habilidades e competências 
necessárias para a escrita, diferenças sobre o processo de produção escrita e 
produção textual, assim como um espaço para atividades para serem elaboradas 
nas aulas de língua espanhola.
Nesse primeiro momento, falaremos sobre a história da escrita, como 
surgiu, com que intenção etc.
2 ESCRITA – UM BREVE RETROSPECTO
Quando falamos dos atos comunicacionais, a escrita está, sem dúvida, 
entre os primeiros a serem lembrados, especialmente por ser uma forma de 
registro. Porém, como veremos melhor mais à frente, não é o único. 
Os primeiros registros humanos foram realizados através de desenhos, 
as pinturas rupestres em cavernas, que visavam representar cenas do cotidiano 
dos habitantes da época. Entre os registros mais antigos está o bisão da caverna 
de Altamira, na Cantábria, Espanha. Essa imagem data mais ou menos de 11 mil 
anos a.C. Veja a seguir:
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
4
FIGURA 1 – BISÃO DE ALTAMIRA
FONTE: <http://www.portaldarte.com.br/04-pintura-rupestre/bisao-ALTAMIRA.jpg>. Acesso em: 
15 out. 2018. 
Com o passar dos anos, mais e mais o homem desenvolveu suas 
habilidades a ponto de sentir a necessidade de registros de mensagens não 
apenas através de pinturas, mas mensagens claras e organizadas, com dados 
mais específicos. Com isso, surge na Mesopotâmia, há mais ou menos 4 mil 
anos a.C., a escrita cuneiforme. Veja um exemplo a seguir:
FONTE: <https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/10/escrita-cuneiforme-
450x302.jpg>. Acesso em: 31 ago. 2018.
FIGURA 2 – GÊNESE DA ESCRITA
Nessa mesma época, os egípcios também desenvolviam a escrita, 
registrando nas paredes das pirâmides diferentes relatos, entre eles a história dos 
faraós. A escrita cuneiforme era feita geralmente na argila, os hieróglifos egípcios 
eram feitos nas paredes e também no papiro. 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
5
Mais tarde, os fenícios, com aspectos das grafias egípcia e mesopotâmica, 
desenvolveram também um registro escrito seu, ainda sem vogais. Então, cerca 
de 600 anos a.C., os gregos assimilaram a escrita fenícia, agregando vogais, e 
surge o alfabeto usado pela cultura ocidental junto ao alfabeto romano.
Se observarmos aspectos históricos da época do desenvolvimento da 
escrita, veremos que esta tem relação direta com o poder das civilizações que a 
desenvolvem. Seja na Mesopotâmia, seja no Egito, seja posteriormente em Roma, 
essas civilizações eram desenvolvidas e com forte poder econômico e territorial. 
Isso reforça o que ainda hoje pensamos sobre a importância do letramento na 
vida das pessoas e de que todas aprendam a ler e a escrever com qualidade.
Veja a seguir um breve compilado de diferentes escritas que originaram o 
que as línguas ocidentais usam ainda hoje.
FIGURA 3 – HISTÓRIA DO ALFABETO
FONTE: <https://anakabum.files.wordpress.com/2010/01/escrita.jpg>. Acesso em: 15 out. 2018. 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
6
a) Você sabia que dentro do alfabeto espanhol existem duas letras que retratam 
bem a mescla que as línguas ocidentais fizeram dos alfabetos grego e romano (latino)? São 
elas Y e I – a primeira chamada de “i griega” e a segunda de “i latina”.
b) Existem ainda muitos sistemas de escrita que não são alfabéticos como o nosso. Os mais 
conhecidos são o chinês e o japonês. Vale a pena pesquisar um pouco mais sobre esse 
assunto:
1. Nesse primeiro link podemos encontrar de uma forma sintética sobre diferentes sistemas 
de escrita: <http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=915&sid=7>. 
Acesso em: 22 mar. 2019. 
2. Nesse link você encontrará uma definição de sistema de escrita: <http://www.ceale.fae.
ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/sistemas-de-escrita>. Acesso em: 22 mar. 
2019.
UNI
3 A APRENDIZAGEM DA ESCRITA
FIGURA 4 – ESCRITA
FONTE: <https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2012/10/escrita-450x298.jpg>. 
Acesso em: 14 set. 2018.
A escrita é essencial em nossos dias, seja nos contextos acadêmico, laboral, 
de comunicação pessoal (especialmente em tempos de comunicação por mídias 
sociais), para expressão de ideias e pensamentos etc. Enfim, a escrita está em 
todos os lugares, nas ruas, nas casas, nas escolas, nas paredes, nos bancos, até nas 
nuvens (quem de nós não tem um texto salvo lá?). Porém, um texto precisa seguir 
determinados requisitos para que a mensagem que se quer veicular chegue ao 
receptor de acordo com o que o emissor planejou. Do contrário, pode haver mal-
entendidos.
TÓPICO 1 | A ESCRITA
7
A habilidade comunicativa, além de um dom, é de grande relevância para 
que possamos expressar pensamentos, ideias, emoções, opiniões etc. E se, por 
um lado, a apropriação humana da habilidade oral se dá de modo automático, 
em um contexto de aquisição quando estamos começando a aprender a falar 
(seja a língua materna, seja uma L2), a apropriação da habilidade escrita, por 
sua vez, demanda uma formação específica, em contexto de aprendizagem, ou 
seja, “é algo consciente, lento, muitas vezes árduo e cujo domínio nem sempre é 
alcançado plenamente” (FERNANDEZ et al., 2012, p. 7). 
FIGURA 5 – AQUISIÇÃO DA ESCRITA
FONTE: <https://www.orientat.ro/wp-content/uploads/2015/07/o-mama-pentru-mai-multi-5.
jpg>. Acesso em: 15 out. 2018.
Se pensamos no processo de aquisição da escrita, geralmente na primeira 
infância, este ocorre em diferentes etapas, que têm relação também com o 
desenvolvimento psíquico e motor da criança. Começa através de rabiscos, em que 
o aluno precisa aprender a usar as ferramentas, a desenvolver suas habilidades 
motoras, exatamente como ocorreu com os primeiros humanos, que começaram 
seus registros em cavernas como a de Altamira, para evoluírem para a escrita 
cuneiforme e hoje dominar diferentes formas de registro. Pois bem, geralmente 
os primeiros registros “escritos” são em forma de desenho, são a sua maneira 
de contar, de registrar algo,uma história, por exemplo. Somente com o tempo, 
com exercícios e orientação, os desenhos passaram a rabiscos e, então, a letras 
isoladas, para depois, juntando sílabas, eles passaram a registrar/representar 
sons, palavras, e depois frases, parágrafos, textos etc. 
Cabe ressaltar ainda que no processo de aprendizagem da escrita há 
dois momentos que devem ser considerados, o primeiro, mais inicial, quando 
se escreve ainda de modo pouco consciente, reproduzindo erros por estar ainda 
mais ligado aos sons. É comum nessa fase a troca de B/V, M/N, S/Z, C/SS/Ç, entre 
outras. Uma segunda etapa, na qual o aluno já é mais consciente de regras de 
escrita (pontuação, coerência, coesão etc.), os erros diminuem, associa-se mais 
som e escrita etc.
 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
8
Entender o processo de aquisição da escrita/alfabetização (que na maioria 
dos casos ocorre na língua materna) é importante para que entendamos também 
certos processos que ocorrem posteriormente no processo de aprendizagem de 
uma língua estrangeira. Um bom exemplo, no caso do par português / espanhol é 
o uso de B/V, que para ajudar, em muitos países, tem o mesmo som /b/. O mesmo 
ocorre com os casos de LL/Y, S/Z/C. Essas trocas ou dúvidas em relação a que 
letra devemos usar são comuns e naturais, pois fazem parte do nosso processo 
de aquisição da escrita, representação do som em forma de um símbolo gráfico.
4 PROCESSO DE PRODUÇÃO ESCRITA
De acordo com Cassany (1999, p. 75), além de se apropriar do registro 
escrito da língua, é preciso estar consciente do que queremos registrar e para 
que. Acreditamos ainda que, além de considerar esses dois aspectos, é importante 
preparar-se para o que escreveremos, criando uma bagagem, ter claro o que, para 
quem e como o faremos. Veja o seguinte esquema, que reflete isso:
¿Antes del qué?
Preparación para 
el escrito
¿Qué?
Determinar qué mensaje 
se quiere enviar
¿A quién?
Determinar a quién 
se va a escribir
¿Cómo?
Desarrollar la técnica 
que se va a utilizar
QUADRO 1 – PROCESSO DA ESCRITA
FONTE: Adaptado de: <https://mis-notas4.webnode.es/news/capitulo-4-procesos-de-expresion-
y-produccion-escrita/>. Acesso em: 14 set. 2018. 
Ao escrever um texto, considerar o que escreverei, para que público, com 
qual intenção, me ajudará muito, assim como preparar-me para o que escreverei, 
afinal, se não domino um assunto, será muito difícil falar sobre ele. Neste interim, 
trazemos, a seguir, dois exemplos de um mesmo grupo de alunos de educação 
primária, em que o professor fez uma atividade prática, falando do processo de 
transformação da borboleta e que, posteriormente aos experimentos, pede que 
seus alunos escrevam/contem/narrem como esse processo se dá. Ou seja, houve o 
fomento, pois são dados que as crianças não tinham, elas certamente conheciam 
uma borboleta, mas foram aprender como ela se desenvolve e, posteriormente, 
contam isso. Cada uma o faz à sua maneira. 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
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FIGURA 6 – ATIVIDADE ESCRITA 1
FIGURA 7 – ATIVIDADE ESCRITA 2
FONTE: <http://puntossuspensivos.colegiocolombogales.edu.co/wp-content/
uploads/2018/01/2-maria.jpg>. Acesso em: 2 abr. 2019.
FONTE: <http://puntossuspensivos.colegiocolombogales.edu.co/wp-content/
uploads/2018/01/1-felipe.jpg>. Acesso em: 2 abr. 2019.
Vejamos a seguir mais um esquema sobre o processo de escrita:
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
10
FIGURA 8 – PROCESSO DA PRODUÇÃO ESCRITA 
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/produccion-escrita-161106182520/95/produccin-
escrita-21-638.jpg?cb=1478458174>. Acesso em: 5 set. 2018. 
O processo de escrita, como vimos, seria exatamente esse passo a passo 
seguido para escrever algo. Ao seguir um “roteiro de escrita”, há uma forte 
tendência de que o produto final tenha uma melhor qualidade, o que, para nossos 
alunos, significa entender melhor o tema e organizar suas ideias, entre outros 
fatores.
O processo de escrita geralmente é longo, no sentido de que o escritor 
(entendido aqui como nosso aluno, autor do texto) precisa conhecer o assunto 
a ser trabalhado no texto (e isso poderá demandar mais ou menos pesquisas), 
precisa elaborar diferentes rascunhos, rever o texto, pedir que alguém o leia 
[professor ou colegas] para que teçam suas contribuições sobre clareza, coerência 
e coesão etc. 
O fato é que raramente um texto é produzido de forma rápida e com 
qualidade. Um músico raramente compõe uma música de sucesso em meia hora, 
quadros famosos levam dias para ficar prontos (o Guernica, de Picasso, por 
exemplo, levou vários dias de trabalho intenso para ficar pronto, com diferentes 
versões e rascunhos) etc., dessa mesma forma, um texto precisa de um bom tempo 
para a escrita.
O processo de escrita pode ser dividido em pré-escrita, escrita e pós-escrita 
(parecido ao processo de compreensão leitora, que vocês viram anteriormente, 
não é mesmo?).
TÓPICO 1 | A ESCRITA
11
4.1 PRÉ-ESCRITA
Nesse processo o autor vai se preparar para escrever. É quando se define o 
tema a ser tratado, é feita a escolha do gênero textual (artigo, diário, entre outros), 
são realizadas pesquisas, anotações, listas de ideias, definição de público-alvo etc. 
Ou seja, uma parte fundamental do processo.
Acreditamos que ter claro e considerar quem é nosso público-alvo é 
fundamental na hora de elaborar um texto. Inclusive, é relevante estar ciente 
sobre o que o leitor já sabe sobre o assunto e o que ele precisa saber, para não 
“chover no molhado” nem para ir muito além do conhecimento deste. Assim 
como é relevante estabelecer os objetivos da elaboração do texto: será apenas 
para realizar o trabalho, ou para convencer, argumentar, opinar? Os objetivos, 
ou motivos, podem ficar claros, explícitos no texto ou não, mas, acima de tudo, é 
fundamental que o autor tenha esses objetivos claros.
Em relação à escolha de temas, estes podem ser determinados pelo 
professor, como fechamento de algum assunto estudado, por exemplo, assim 
como podem ser definidos pelos alunos, em relação a algum tema de interesse 
dos estudantes etc.
Por exemplo, o professor deseja que seus alunos escrevam um texto 
sobre o Dia Internacional da Mulher, em que seus alunos devam argumentar 
sobre feminicídio. Há já objetivos de escrita e o tema a ser tratado. Para isso é 
importante dar fomento aos alunos, como assistir a documentários, notícias, ler 
a respeito etc. Como fechamento, é solicitado o trabalho, que pode ser definido 
com o grupo, por exemplo, com a escrita de um artigo de opinião a ser divulgado 
em uma revista (que tenha esse fim, mas não precisa ser divulgado), ou mesmo 
que seja editada uma compilação de artigos em uma revista criada por eles para 
celebrar esse dia.
4.2 ESCRITA
O processo de escrita pode seguir vários caminhos, um caminho que nos 
parece adequado é através da escrita de vários rascunhos. Isso mesmo, no plural. 
Pense em mais de uma versão do texto, que poderá ser sempre melhorada. O 
ideal é que, para que os rascunhos sejam possíveis, haja tempo para escrever. 
Caso o aluno tenha o chamado “bloqueio inicial”, pode-se orientar a que comece 
com ideias básicas sobre o que pode ser escrito, criando um rascunho zero ou 
pré-rascunho, no qual é feito um “roteiro”, que depois será desenvolvido e ideias 
poderão ser agregadas e/ou retiradas.
Uma forma de inspirar os alunos no ato da escrita pode ser a elaboração 
de uma chuva de ideias ou brainstorming. Através de perguntas como: quem, 
o que, onde, como, quando, por que, os alunos falam ou escrevem a primeira 
palavra que lhes vem à mente.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
12
Pode ser uma atividade individual, em que cada um liste a sua chuva 
de ideias, assim como pode ser uma chuva de ideias em grande grupo, em que 
todos falam. Fazê-lo individualmente pode ser positivo de modo a que cada um 
expresse suas ideias, seus conhecimentos, por outro lado, podem ser negativos se 
o aluno não conseguir trazer muitas ideias, ou seja, não consiga responder a todas 
as questões feitas, o que pode ser remediado com a elaboraçãoda chuva de ideias 
em grupo. Essa atividade em conjunto pode inspirar bastante, pois podem surgir 
diversas ideias para a mesma pergunta. Acredito que depende muito da intenção 
da atividade, do momento e até mesmo do grupo.
FIGURA 9 – CHUVA DE IDEIAS
FONTE: <https://www.valut-azione.net/wp-content/uploads/2015/10/Brainstorming.png>. 
Acesso em: 8 out. 2018. 
As perguntas podem ser diversas, mais diretamente relacionadas ao tema, 
ou mesmo, fazer perguntas que guiem à própria escrita, por exemplo: é possível 
argumentar sobre essa afirmação, como? Essa ideia afeta as outras pessoas, como? 
etc. Esse tipo de questionamento pode inspirar ideias e facilitar a organização do 
texto. 
Os exemplos podem ser dados também através de indicações de leituras, 
vídeos, explicação de uma dinâmica completa, já que o material será lido 
paralelamente à realização do estágio III. Dicas aqui seriam muito bem-vindas.
4.3 PÓS-ESCRITA
O processo de pós-escrita não é (e acreditamos que não deva ser) apenas 
um processo de revisão. Junto à revisão, que é fundamental, aparecem aspectos 
como tempo, reflexão, entre outros. Tempo para o “descansar” do texto, pois 
quando escrevemos, nossa mente fica “presa” ao texto e acaba não percebendo 
erros ou problemas na escrita. Reflexão para que pensemos sobre o que queremos 
levar ao leitor com nosso escrito. 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
13
No entanto, acreditamos sim que o processo de revisão é fundamental, e 
pode ser realizado por diferentes pessoas, seja o próprio autor, colegas, professor, 
entre outras. A revisão feita pelo próprio autor é importante para que este observe 
questões ortográficas, repetição de ideias ou palavras etc., assim como questões 
mais pontuais sobre intenção de escrita, clareza, coesão e coerência etc. O ideal é 
que o autor dê uma “pausa” no texto, deixando a cabeça descansar. Dessa forma, 
o ato da revisão torna-se mais desvinculado de “vícios” de memória, pois se a 
escrita é recente, sem essa pausa, nosso cérebro, acostumado ainda ao texto, não 
vê o que precisa ser visto. Curiosamente a palavra revisão é justamente isso, RE 
VER algo e, ao detectar problemas, poder melhorar, arrumar e consertar.
Por outro lado, a leitura de um colega pode ajudar muito a aclarar 
determinados pontos do texto que para o autor estariam claros e explícitos, mas 
que na realidade só estão no pensamento do autor. Ao marcar, questionar o que 
se escreveu, o colega pode ajudar a esclarecer esses pontos.
Dizem os escritores que um texto nunca está pronto. Que a cada nova 
leitura poderíamos mudar algo, acrescentar, tirar, mexer etc. Realmente, em 
especial pelo fato de que nosso conhecimento é algo que está em constante 
evolução, a cada dia aprendemos coisas novas e isso faz com que nossos escritos 
mudem. Claro que chega um momento em que precisamos entregar uma versão 
definitiva, mas o fato é que acreditamos que quanto mais revisões houver, mais 
próximos estaremos de um bom texto.
Ainda dentro da pós-escrita ou, se preferir, dentro do processo de revisão 
de um texto, temos a correção e a reescrita.
4.3.1 Correção 
No ato de correção, vários são os pontos que podem ser observados: 
ortografia, pontuação, partes da oração, palavras ou ideias repetidas, concordância 
verbal e nominal, coesão, coerência, foco nas ideias (cuidar com a fuga do tema 
proposto), uso adequado das pessoas do discurso (se usa a primeira pessoa, se 
usa voz passiva ou ativa, discurso direto ou indireto etc.), se há ideias truncadas 
ou vazias, falta de informações relevantes, se foi dado um título, se este traz 
informações relacionadas ao texto etc.
4.3.2 Reescrita
Caso o texto entregue apresente problemas, é bastante interessante propor 
a reescrita dele. Para isso, na correção, o professor deve propor caminhos que 
ajudem o aluno a aprender, e verificar onde errou. Nos explicamos: se ao corrigir 
o texto do aluno o professor já for reescrevendo com as formas corretas, o aluno, 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
14
em uma atividade de reescrita, teria apenas o trabalho de passar a limpo. Assim 
ele não aprende, ou aprende muito pouco. O ideal seria que o aluno recebesse 
apenas indicações, dizendo que há problemas de pontuação, que determinado 
trecho não está claro, que há um trecho truncado etc.
Vejamos a seguir um esquema sobre o processo de escrita que pode ser 
útil para sintetizar o que devemos realizar.
FIGURA 10 – PROCESSO DA ESCRITA
FONTE: <http://2.bp.blogspot.com/-IhFNHMb5Y38/VjAmxRBt6eI/AAAAAAAABq4/TXP8dGsz8JY/
s320/Proceso%2Bde%2Bescritura%2B-%2BEtapas%2Bo%2Bfases.jpg>. Acesso em: 15 set. 2018. 
5 SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ESCRITA
Acreditamos que propostas de atividades de produção escrita são 
fundamentais no processo de ensino de uma língua, seja ela materna ou 
estrangeira. Somente através da prática, da repetição é que se desenvolve a 
habilidade da escrita (CASSANY, 1989). Ou seja, que a prática deve ser uma 
constante e, ademais, que o professor de língua precisa desenvolver no aluno as 
habilidades para a escrita, trabalhando estratégias que permitam aos estudantes 
escrever cada vez melhor.
 
A seguir traremos uma proposta de atividade de produção escrita que 
pode ser aplicada na íntegra ou adaptada de acordo com a sua realidade escolar. 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
15
PROPOSTA 1 
¡Al fin es viernes! Y voy a proponeros un ejercicio para este fin de semana. Para 
realizarlo, necesitarás echarle un vistazo a un periódico, no importa cuál. Puede 
ser en papel o digital, y vale incluso una edición atrasada. Cuando lo tengas, ojéalo 
hasta que encuentres algún titular que te llame la atención. La noticia puede ser de 
sucesos, actualidad, cultura, sociedad, economía… Lo que sea. El caso es que te parezca 
interesante.
Una vez que localices tu noticia léela un par de veces, la segunda vez puedes tomar 
alguna nota de los datos más importantes y luego, prueba a escribirla de nuevo pero 
desde el punto de vista de uno de sus protagonistas: puede ser, por ejemplo, el 
político que da la rueda de prensa o la mujer que ha atropellado a una gallina (o incluso 
la gallina!!).
Luego, si quieres, puedes continuar la historia o aprovechar para contar más cosas sobre 
el personaje. Úsalo como un disparador creativo. Además, este ejercicio tiene como 
objetivo aprender a localizar buenas historias en las noticias del periódico, una fuente 
de ideas como pocas! ¡Buen fin de semana!
FONTE: <https://ideasparalaclase.com/2013/01/03/ejercicio-002-noticias-frescas/>. Acesso 
em: 15 out. 2018. 
DICAS
Hoje encontramos uma vasta variedade de materiais disponíveis na web, vale a 
pena pesquisar. Deixamos aqui três sugestões de leitura ou de atividades prontas para aplicar:
<https://marcoele.com/descargas/expolingua_1999.artunedo_gonzalez.pdf>. Acesso em: 22 
mar. 2019. 
<https://cvc.cervantes.es/ensenanza/biblioteca_ele/asele/pdf/06/06_0168.pdf>. Acesso em: 
22 mar. 2019.
<https://www.monografias.com/trabajos107/actividades-desarrollar-produccion-textos-
escritosscolares-del-4to-grado/actividades-desarrollar-produccion-textos-escritos-
escolares-del-4to-grado.shtml>. Acesso em: 22 mar. 2019.
6 COMPREENSÃO ESCRITA
O processo de compreensão escrita (ou leitora) você trabalhou bastante 
no livro Habilidades em Língua Espanhola I. Vale a pena revisar. De um modo 
resumido, a compreensão é o ato de decodificar a mensagem de um texto e, 
especialmente no contexto das línguas estrangeiras, pode ser um pouco trabalhoso, 
tanto pela nova língua estudada, como por aspectos linguísticos e culturais que 
podem aparecer estampados no texto.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
16
DICAS PARA MELHORAR A COMPREENSÃO
Antes da leitura:
• Motivação.
• Resgatar conhecimentos prévios.
• Tentar prever o assunto do texto.
• Fazer perguntas, observações sobre aspectos textuais como imagens, títulos 
etc.
Durante a leitura:
• Realizar interpretações, hipóteses, previsões etc.
• Acompanhar a compreensão através de perguntas, esclarecer dúvidas etc.
• Leitura em voz alta (observandoentonação e clareza).
• Trabalhar por fragmentos.
Depois da leitura:
• Trabalhar o que foi lido, fazendo resumos orais e/ou escritos
• Desenhar algo que ilustre o texto.
• Grifar palavras desconhecidas e consultar o dicionário.
• Reescrever partes do texto, dar outro título ou outro final
• Descrever os personagens
• Fazer atividades de compreensão de texto etc.
FONTE: <https://pt.slideshare.net/JuanPortal/estrategias-para-la-comprensin-y-produccin-de-
textos>. Acesso em: 15 out. 2018.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE COMPREENSÃO ESCRITA
Para tarefas de Compreensão Escrita, podem ser usados diferentes textos, 
preferencialmente, autênticos e de diferentes gêneros textuais (folhetos 
informativos, carta, manuais de instrução, notícias, reportagens, entrevistas, 
entre outros), provenientes de diferentes fontes. 
Algumas dicas podem ajudar na hora de pensar uma atividade:
1. Propor a compreensão de textos simples e dentro do contexto e/ou realidade 
do aluno.
2. Tentar identificar o gênero do texto.
3. Tentar identificar as principais ideias do texto.
4. Tentar identificar e usar os elementos linguísticos e não linguísticos do texto 
necessários para sua compreensão (vocabulário, imagens, tipografia, formato 
do texto, gênero textual etc.).
5. Usar estratégias para resolver eventuais problemas de compreensão.
Podem ser propostas atividades realizadas a partir da leitura desses textos, com 
ou sem o auxílio de imagens. Posteriormente, pedir que escolham a resposta 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
17
certa, determinar verdadeiro ou falso, responder às perguntas, relacionar as 
informações do texto com as ideias ou imagens. É importante buscar avaliar a 
compreensão geral e a específica.
A seguir, traremos um exemplo de atividade de compreensão textual que pode 
ser aplicada aos alunos:
Lee el texto a seguir:
UN PUEBLO PINTORESCO
El asombro se crece y se encarama sobre los riscos a treinta y ocho kilómetros 
de Teruel. Desde Zaragoza hay que tomar el desvío a la derecha poco antes de llegar a 
la capital turolense.
La vega del Guadalaviar depara no pocas perspectivas gratas: detrás de cada 
curva espera un nuevo paisaje, donde el verde trata de elevarse para competir con las 
cumbres. Después, Albarracín, escalando alturas que parecen inaccesibles.
La pintoresca panorámica queda después empequeñecida por el pintoresquismo 
interior, el de las calles y plazas, el de los arcos y soportales. Rejas y balconadas salen al 
paso para rememorar misteriosas leyendas del ayer.
Siempre me llamó la atención Albarracín por lo cuidado que está. Es un 
conjunto histórico y artístico perfecto, donde se miman los detalles, ya sean relativos al 
alumbrado eléctrico, ya se refieran al empedrado de las calles a tono con los edificios. Y, 
a pesar de todo, es algo vivo, latente, lejos de lo que pueda considerarse pueblo museo, 
a manera de panteón. En Albarracín todo habla y se llena de sugerencias. En todo caso, 
habrá que admitirlo como museo viviente.
Las calles estrechas y recoletas pregonan su marcada ascendencia árabe; en cada 
rincón estalla el verde, en macetas y plantas que se llenan de flores para la primavera.
Los hombres esperan en silencio hasta que abril doble la última esquina. Y la 
puerta de la Maya se llena de enramadas de flores, y las flores se asoman también a la 
ventana o balcón de la amada, y los Mayos llenan la noche con la cadencia de los siglos:
Ya estamos a treinta
del abril cumplido:
alegráos damas
que mayo ha venido.
La fiesta empieza con el primer alborear de mayo, cuando quedan atrás las 
últimas doce campanadas de abril cumplido:
Ya llegó la noche:
sea em hora buena
de cantarle el Mayo
regalada prenda.
La música y la letra llevan el brío de lo popular y la ternura de las canciones 
de amor, cuando la ronda se llena de requiebros. La serranía se anega de resonancias y 
los corazones se encienden de luz. Cada bella tiene su Mayo, y la letrilla de la canción, 
dulce e ingenua, es poesía en todo momento, hasta en la despedida:
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
18
Con ésta y no más
dejamos tu puerta;
quédate en la cama
de flores cubierta.
Aseguran que la tradición es antigua.
Los Mayos – me dicen – se cantan desde tiempo inmemorial. 
No faltan aquéllos que buscan el origen en la fiesta Mayumea griega. Quién 
sabe. El caso es que Albarracín recibe al mayo de flores cubierto, hecho canción en los 
labios y emoción en el pecho.
La ciudad se llena de visitantes que acuden a escuchar los Mayos. Pero los 
Mayos no hay que escucharlos como una concesión turística, sino como una expresión 
popular que surge libre y espontáneamente.
Perduran la tradición y costumbrismo, como algo propio de la historia viva. 
Santa María de Oriente mira a Aragón y a Castilla. Desde la puerta de Molina abre sus 
ojos de atalaya a las tierras castellanas. Es posible que tradiciones y costumbres traigan 
resonancias de ambas regiones.
Alfonso Zapater
Primera parte: Marca la alternativa correcta, en cada cuestión, de acuerdo con 
el texto:
1) Albarracín se encuentra en:
a) La vega del Alfambra
b) La vega del Jiloca
c) La vega del Guadalaviar
2) Este pueblo llama la atención:
a) Por lo cuidado que está
b) Por su gran extensión
c) Por su modernidad
3) Albarracín puede considerarse como:
a) Un pueblo museo
b) Un museo viviente
c) Un museo antiguo
 
4) Albarracín tiene una ascendencia:
a) Visigoda
b) Romana
c) Árabe
 
5) Los Mayos llenan de enramadas:
a) La puerta de la Maya
b) La puerta principal
c) Las esquinas de Albarracín
 
TÓPICO 1 | A ESCRITA
19
6) La fiesta de los Mayos empieza:
a) El dos de mayo
b) La noche del treinta de abril
c) A mediados de mayo
 
7) Los Mayos se cantan:
a) Desde tiempo inmemorial
b) Desde hace diez siglos
c) Desde hace quince siglos
 
8) Algunos opinan que esta tradición tiene su origen:
a) En las celebraciones árabes
b) En las fiestas romanas
c) En la fiesta Mayumea griega
 
9) ¿Qué Virgen mira a Castilla y a Aragón?
a) Santa María de Occidente
b) Santa María de Oriente
c) La Virgen del Pilar
 
10) ¿Qué puerta se abre hacia tierras castellanas?
a) La puerta de Molina
b) La puerta de Bronchales
c) La puerta de Alcolea
Segunda parte: Responda o que se pergunta:
1. Escreva um breve resumo da história.
2. Qual a parte da cidade mais gostou e por quê?
3. Qual a parte da cidade você não gostou? Justifique.
4. Na sua opinião, esse lugar é bom para viver com a sua família? Justifique.
Respostas pessoais, mas com base no texto.
Adaptado de: <http://adigital.pntic.mec.es/~aramo/lectura/lecmay26.htm>. Acesso em: 10 out. 2018
DICAS
A seguir você encontra algumas sugestões de leituras e de atividades de 
compreensão escrita.
<http://actividadesinfantil.com/archives/6197>. Acesso em: 22 mar. 2019. 
<http://eduteka.icesi.edu.co/proyectos.php/2/3321>. Acesso em: 22 mar. 2019. 
<https://aprenderespanol.org/lecturas/lecturas-ejercicios.html>. Acesso em: 22 mar. 2019.
20
Neste tópico, você aprendeu que:
• A escrita começou há muitos anos através de pinturas em cavernas, como uma 
forma de registro do cotidiano vivenciado.
• A escrita é um processo que deve englobar a pré-escrita, escrita e pós-escrita, 
observando-se aspectos como definição do tema, estudo, definição do público-
alvo, formato do texto etc.
• Uma chuva de ideias pode ajudar no processo de criação.
• Um bom texto precisa ser revisado.
• Assim como a produção escrita, a compreensão escrita deve ser alvo de nossa 
preocupação enquanto professores.
RESUMO DO TÓPICO 1
21
1 Leia o texto e faça o que se pede:
“Uno de los hallazgos arqueológicos más antiguos con un lenguaje significativo, 
del 3100 a.C., procede de ciudad de Uruk, la Erech bíblica, al sur de Mesopotamia. 
En él se observa ya la escritura cuneiforme, realizada con una caña afilada 
que dejaba marca de cuña. Unos 1.500 años después de la invención de la 
escritura, los sumerios habían conseguido cerca de 2.000 símbolos palabra que 
a su vez fueron transformados en símbolos abstractos que, en algunos casos, 
representaban los sonidosde sílabas. El sumerio ya era una lengua muerta en 
el año 2000 a.C., pero la escritura cuneiforme se generalizó y fue adoptada por 
acadios y asirios, y luego por los sirios, persas y palestinos. Este sistema sentó 
las bases para la aparición posterior del primer alfabeto”.
FONTE: Adaptado de: <https://www.xlsemanal.com/conocer/historia/20170810/historia-
origen-escritura.html>. Acesso em: 15 out. 2018. 
Marque V para verdadeiro e F para falso de acordo ao trecho acima:
( ) O trecho citado fala de um recente achado relacionado à escrita cuneiforme.
( ) O sumério é uma língua morta.
( ) O sumério não influenciou, através de sua escrita, nenhuma língua.
( ) A escrita cuneiforme deu origem, mais tarde, ao primeiro alfabeto.
Qual é a alternativa correta?
a) ( ) F– F – F – V.
b) ( ) V – V – F – F. 
c) ( ) V – V – F – V. 
d) ( ) F – V – F – V.
2 Proponha uma atividade escrita em que conste a pré-escrita, escrita e 
pós-escrita. Não esqueça de definir o tema a ser tratado, o nível de ensino 
(Fundamental, Médio, entre outros), os objetivos a serem atingidos pelo 
aluno etc.
3 As etapas do processo de escrita, segundo o texto do Tópico 1 desse livro, 
são ao menos três: pré-escrita, escrita e pós-escrita. Sobre esse tema, marque 
V para verdadeiro e F para falso.
( ) No processo de pré-escrita, devemos planejar nosso texto, assim como 
buscar informações sobre o assunto.
( ) No processo de escrita, é quando definimos o assunto e o público-alvo.
( ) No processo de escrita, é quando desenvolvemos nossas ideias.
( ) No processo de pós-escrita, é quando devemos revisar de forma ampla 
nosso texto.
AUTOATIVIDADE
22
Qual é a alternativa correta?
a) ( ) F – F – F – V.
b) ( ) V – F – V – V. 
c) ( ) V – V – F – V. 
d) ( ) F – V – V – V.
23
TÓPICO 2
ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Quando pensamos no processo de aquisição da escrita, que vai desde a 
alfabetização a processos diferentes de produção e compreensão, muitos são os 
elementos que nós professores devemos considerar, dentre eles a intencionalidade, 
o tempo disponível, o tema, entre outros.
Além disso, aprender a escrever é aprender sobre uma língua e requer 
também observar aspectos como metalinguagem, comunicação não verbal etc. 
(VYGOSTKY, 1995). E, dentro dos aspectos metalinguísticos que são ensinados 
na escola, a ortografia certamente é um dos primeiros a serem trabalhados, 
começando pelo alfabeto, sua relação signo/som (pois o código oral geralmente 
já conhecemos, falta sua representação escrita), indo posteriormente às sílabas, 
palavras, frases e, por fim, textos.
A seguir, retomaremos aspectos ortográficos importantes, especialmente 
no que concerne à língua espanhola e eventuais semelhanças ou diferenças em 
relação ao português.
2 ORTOGRAFIA
FIGURA 11 – ORTOGRAFIA
FONTE: <http://otrasvoceseneducacion.org/wp-content/uploads/2017/03/ortografia-530x410.
jpg>. Acesso em: 21 ago. 2018. 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
24
É importante, para começar, ter claro o que é a ortografia: conjunto de 
regras e normas relacionadas à escrita, ao uso correto das letras e aos sinais de 
pontuação, fazendo parte da gramática normativa. Essa parte da linguística 
é importante para manter um nível estandarizado da língua, tendo em vista 
variedades linguísticas, dialetos etc., e sendo geralmente ensinada nos primeiros 
anos de alfabetização.
Erros ortográficos, de um modo geral, não impedem a compreensão de 
uma mensagem, por exemplo: “crese la pobresa en el mundo” (grafia correta: 
crece la pobreza en el mundo). No entanto, há casos em que a escrita com erros 
pode sim gerar confusão, pois existem duas formas similares de escrita, cada uma 
com um significado, veja o exemplo a seguir.
FIGURA 12 – MALA ORTOGRAFÍA
FONTE: <https://www.docsity.com/wordpress/wp-content/uploads/sites/3/2013/09/la-mala-
ortograf%C3%ADa-puede-ser-letal-300x207.gif>. Acesso em: 5 out. 2018. 
O que nosso personagem queria é que o gênio “le hiciera CASO”, ou seja, 
o ouvisse, o atendesse. A palavra CAZO em espanhol é uma panela, geralmente 
uma caçarola que tenha a abertura maior do que o fundo. Esse é apenas um 
pequeno exemplo, a seguir, veremos mais exemplos de pontos da ortografia que 
merecem muito a nossa atenção.
Escritores famosos, como Gabriel García Márquez, pediram a simplificação das 
regras ortográficas, porém, em virtude das demandas, problemas e questões que isso implica, 
não houve ainda alteração alguma.
UNI
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
25
2.1 GRAFIA
Um dos principais problemas que ocorre é em relação à escrita correta das 
palavras. Na parte ortográfica os principais erros são: 
• Em relação ao uso da letra B ou V. Usa-se o B sempre que for seguido de 
consoante, como em abrazo.
• RR – Ocorre entre vogais, sempre que precisar representar o som forte/vibrante, 
como em perro.
• J – Palavras que terminam com o som /AJE/ e /EJE/ se escrevem com J, por 
exemplo, viaje ou ejemplo. Os verbos terminados em –ger, -igerar e –gir são 
escritos com G, como em fingir, coger, aligerar (exceto tejer e crujir).
• M e N – Assim como em português, sempre se usa M antes de B e P. A letra N 
é usada antes de V. También, tampoco, envasar.
• Z – Não se usa diante de E e I, nesses casos usa-se o C. Exemplo: cero, zapato.
É importante ressaltar que em espanhol não existe ç, ~, ss, ze/zi.
IMPORTANTE
FIGURA 13 – TABELA ORTOGRÁFICA
FONTE: <https://www.etapainfantil.com/wp-content/uploads/2017/04/Tabla-ortografia-basica-
ninos-700x374.png>. Acesso em: 30 set. 2018. 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
26
Outro ponto difícil é saber se a palavra se escreve junta ou separada. 
Vejamos alguns casos frequentes:
• Aparte – de um lado, separado – He dejado aparte los libros que te prestaré.
• Além de – aparte de buen político es un ser humano increíble.
• A parte – parte de um todo – He llamado a parte del grupo para la fiesta.
• Enseguida - En seguida – as duas formas estão corretas, sendo preferível a 
grafia unida: enseguida. Te veo enseguida. Ou, La gente enseguida llegará.
• Sobretodo - substantivo (abrigo) – Lleva puesto un sobretodo negro, especialmente 
en días de nieve.
• Sobre todo – principalmente, especialmente – Estudia, sobre todo el tema de 
gramática normativa.
• Apenas – A penas – dificilmente, quase não. A forma separada está em desuso. 
Mi gato apenas comía.
• Si no – se (conjunção) não (advérbio) – Si no vienes a mi casa, avísame.
• Sino – senão, mas (conjunção adversativa) – No hablaba de Juan, sino de Gabriel.
• Deprisa - De prisa – ambas significam rapidamente, com pressa e são corretas. 
Salgo deprisa, por mi retraso. 
• Entorno – o entorno, o ambiente. Observaba su entorno calmamente. 
• En torno – ao redor (de), usa-se en torno de ou en torno a - Giraba em torno de si 
mismo.
• Enfrente – En frente – prefere-se a grafía unida, significa diante, em frente – Lo 
dejó enfrente a mi casa.
• Más – advérbio de quantidade – Me gusta más el rock.
• Mas – conjunção (em desuso) – Lo vi, mas no me dijo nada.
• Donde – onde – Aquí es donde vivo.
• Adonde – aonde, indica movimiento – ¿Adónde vamos? 
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
27
FIGURA 14 – ORTOGRAFIA PALAVRAS
FONTE: <https://preocupacionesdeunparado.files.wordpress.com/2014/09/ortografc3ada.jpg>. 
Acesso em: 8 set. 2018. 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
28
2.2 ACENTUAÇÃO
A acentuação gráfica faz parte da ortografia e, especialmente nos dias 
atuais, seu uso, assim como o de muitos sinais de pontuação, devido a diferentes 
veículos de comunicação escrita (na internet), por sua rapidez, acaba sendo 
deixado de lado. Essa é uma falta grave, que ocorre em todas as línguas, mas que 
deve ser evitada, pois sua ausência interfere e muito no sentido das palavras, por 
isso vale o recadinho a seguir. 
FIGURA 15 – IMPORTÂNCIA DOS ACENTOS
FONTE: <http://elaltavoz.mx/wp-content/uploads/2015/10/21.jpg>. Acesso em: 10 ago. 2018.
Para que entendamos a importância do acento gráfico, a falta de acentuação 
pode mudar o tempoverbal e a classe gramatical de uma palavra:
• Yo trabajo mucho. Verbo – 1ª pessoa, presente do indicativo.
• Él trabajó mucho. Verbo – 3ª pessoa, pretérito indefinido (o pretérito perfecto 
simple).
• El trabajo dignifica el hombre – Substantivo. 
No caso específico da língua espanhola, como sabemos, há apenas um 
acento gráfico, o ́ , e que este tem a função de marcar a sílaba tônica/forte da palavra 
e não de marcar sua pronúncia, como ocorre no português com as pronúncias 
nasais do til (~), as fechadas do circunflexo (^) e as abertas do agudo (´). Você já 
estudou as regras de acentuação, mas vale a pena uma breve recapitulação. 
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
29
FIGURA 16 – ACENTUAÇÃO
FONTE: <https://incomparableeternal.files.wordpress.com/2014/12/ortografia-palabras-
acentuadas-324x500.jpg>. Acesso em: 2 abr. 2018. 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
30
Você sabia que o “traço” ~ sobre a letra do alfabeto espanhol “Ñ” se chama 
virgulilla?
UNI
Além da acentuação das palavras em geral, há dois casos específicos 
que vale a pena retomar também (nunca é demais!), são os casos de encontros 
consonantais: os ditongos, tritongos e hiatos e a acentuação de monossílabos. 
Vejamos a seguir. 
a) Encontros consonantais: de um modo geral seguem as regras acima, porém, 
às vezes, podem deixar dúvida em qual das vogais recai o acento (caso a regra 
indique o uso). Como você sabe, existem as vogais e as semivogais, em geral 
a acentuação recai nas vogais, como em averiguáis, ou, se há duas semivogais, 
primeiro o e, como em coméis, piénsalo. Veja um resumo a seguir. 
FIGURA 17 – ENCONTROS VOCÁLICOS
FONTE: <encurtador.com.br/knGKR>. Acesso em: 14 set. 2018. 
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
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b) Monossílabos: a regra diz que monossílabos não são acentuados, porém há 
casos em que, com a finalidade de diferenciar um do outro, o acento gráfico é 
usado, como nas palavras sí (advérbio) e si (conjunção). Esse caso é chamado 
de tilde diacrítica. Veja a seguir mais alguns casos.
FIGURA 18 – ACENTO DIACRÍTICO
FONTE: <encurtador.com.br/rxPY0>. Acesso em: 4 abr. 2018.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
32
Vale a pena chamar a atenção para casos em que antes se acentuava e agora 
não mais (o digo para que, quando você acesse materiais antigos, entenda):
Solo, ese, este, aquel, eso, esto aquello, solo, “o” entre cifras.
Pesquise mais sobre o assunto em: <https://www.ciudadano2cero.com/dudas-ortografia-
tildes-separar-palabras/>. Acesso em: 22 mar. 2019.
UNI
2.3 PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são símbolos ortográficos usados para ajudar a 
representar, através da escrita, diferentes tipos de pausa, entonação de palavras 
ou trechos, enfatizar, transmitir ideias de forma exata, assim como diferenciar as 
ideias principais das secundárias, entre outros aspectos.
A falta ou uso inadequado de um sinal de pontuação pode mudar 
completamente o sentido daquilo que foi escrito, fazendo com que a 
comunicação não seja estabelecida, ou seja, o uso adequado da pontuação, 
além de representar o que se chama de “boa ortografia” ou bons conhecimentos 
linguísticos, é fundamental para a boa expressão escrita dos fatos e sua 
consequente compreensão.
Veja a seguir como são os sinais de pontuação em espanhol:
FIGURA 19 – SINAIS DE PONTUAÇÃO
FONTE: <http://2.bp.blogspot.com/_rl2QIGPPqlA/SYzddz28BNI/AAAAAAAAABY/ufmZzbzBBcg/
s400/cuadro01.gif>. Acesso em: 20 ago. 2018.
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
33
Na sequência, falaremos de cada sinal de pontuação, porém, antes de 
conhecê-los isoladamente, parece-nos interessante observar que podem ser 
agrupados de três maneiras: como sinais de pausa, de apoio ou de entonação. 
• Os sinais de pausa são usados para pausar e dar coerência ao texto, entre eles 
estão a vírgula, dois pontos, ponto e vírgula e o ponto.
• Os sinais de apoio são usados para agregar elementos ao texto, por exemplo, 
os parênteses, hifens e asteriscos.
• Os sinais de entonação, como o nome diz, marcam a entonação, ênfase, ritmo 
da frase, um exemplo são os sinais interrogativos, exclamativos e as reticências.
Vamos agora ver, caso a caso, dicas em relação ao uso de cada símbolo 
ortográfico:
La coma: usada para indicar pausas curtas, separar frases que tenham a mesma 
ideia, listas, enumerações etc. O último elemento da frase deve ser separado por 
conjunção e não por vírgula. Exemplo:
Me compré un pantalón, un abrigo y una zapatilla.
É usada também para separar elementos independentes da oração, nesse caso 
pode aparecer junto às conjunções como e/y, o/u ou ni. Por exemplo:
Las niñas estaban llorando, las mamás las observaban, y los papás no paraban de reír. 
Fique atento, pois esse uso difere um pouco do português.
UNI
• Inserir explicações ou ampliar o contexto, por exemplo: Pedro, mi hermano 
mayor, me llevó al cine ayer.
• Junto a vocativos: no início da frase, depois do vocativo e no final da frase, 
antes do vocativo. Veja os exemplos:
 Pedro, ven a mi casa.
 Ven a mi casa, Pedro.
• Palavras como no obstante, sin embargo, es por ello, además, es decir, de acuerdo etc., 
seja no início ou no meio da frase, devem ser seguidas de vírgula.
 Exemplo: Fuimos al cine, sin embargo, no logramos ver ninguna película.
 “La coma, esa puerta giratoria del pensamiento” - Julio Cortázar.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
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FIGURA 20 – IMPORTÂNCIA DA VÍRGULA
FONTE: <http://4.bp.blogspot.com/-TSiyT15a7OE/UKY8-zCmr0I/AAAAAAAABDQ/ZTjTM-RQI5U/
s640/la+coma+foto.jpg>. Acesso em: 15 set. 2018.
Existem regras, como vimos, para o uso da vírgula, porém, é importante 
ressaltar que há muito de estilo ou de intenção da fala ao usá-la. Vejamos o 
seguinte exemplo:
Si el hombre supiera realmente el valor que tiene la mujer andaría en cuatro patas en su 
búsqueda.
Se a intenção é ressaltar a importância da mulher, coloca-se a pausa depois de 
mulher:
Si el hombre supiera realmente el valor que tiene la mujer, andaría en cuatro patas en su 
búsqueda.
Já se a intenção, nesse exemplo, for dar ênfase à importância do homem, coloca-se 
a vírgula antes de la mujer.
Si el hombre supiera realmente el valor que tiene, la mujer andaría en cuatro patas en su 
búsqueda.
Punto y coma: são usados junto a frases mais complexas. Usa-se antes de 
conjunções.
Punto: é usado para representar uma pausa longa em frases ou orações, assim 
como, ao final de abreviações. Em espanhol o PONTO é classificado de três formas:
• Punto y seguido – é usado para separar orações dentro de um mesmo 
parágrafo.
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
35
• Punto y aparte – usado na separação de parágrafos que estejam dentro de um 
mesmo contexto.
•  Punto y final – usado para fechar um contexto.
Dos puntos: indica uma pausa intermediária entre a vírgula e o ponto, é usado 
para citar, enumerar, depois de saudar o destinatário em uma carta, em diálogos 
etc.
Puntos suspensivos: são usados para dar um final incerto, indicando também 
interrupção ou omissão de ideias. Pode ser entendido como sinônimo de “etc.”. 
Interrogación ¿?: usado para abertura e fechamento de uma pergunta.
Exclamación ¡!: usado para abertura e fechamento de uma pergunta ou para 
expressar alguma incerteza. São usados para indicar expressões imperativas, de 
surpresa, júbilo etc.
Paréntesis ( ): é um sinal duplo, de abertura e fechamento, geralmente usado para 
trazer orações dentro de outras orações que estejam relacionadas (usados para 
explicar, indicar dados etc.).
El raya: é usado para agregar esclarecimentos ou explicações em um texto, assim 
como os parênteses, ou para indicar um diálogo.
Também existe la raya em espanhol, mas significa outra coisa.
UNI
Las comillas “”: são usadas para representar uma citação, para indicar ironia ou 
ressaltar algo. Podem ser duplas (“”) ou simples (‘’).
Diéresis ¨: usado na letra U, em sílabas como GUE, GUI, para que esta seja 
pronunciada em situações em que normalmente não seria pronunciada, como 
em: linguística ou nicaraguense. 
Asterisco *: é usado para destacarpalavras desconhecidas, como nota explicativa, 
ou, diante de uma palavra, pode indicar que essa está errada ou sua grafia mais 
indicada é outra.
Llaves { }: é usado para realizar esquemas ou para delimitar enunciados 
destacados.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
36
Corchetes [ ]: semelhante aos parênteses, usados para realizar explicações e 
destacar dados específicos. 
Guión: usado para dividir palabras (divisão silábica, uso de pronomes etc.). 
Apóstrofo ‘: é usado para indicar a supressão de letras em uma palavra ou para 
a representação escrita de alguns aspectos de pronúncia, especialmente popular: 
me voy pa’ casa. 
Signo de Párrafo §: é usado, seguido de número, para indicar divisões internas 
dentro dos capítulos.
Vejamos a seguir um esquema simplificado dos principais sinais de 
pontuação:
FIGURA 21 – SINAIS ORTOGRÁFICOS 2
FONTE: <http://4.bp.blogspot.com/-PlW4Z6RnhRE/UJx9K-du8lI/AAAAAAAAAW0/hBI0Gqtx__w/
s640/puntuacion.-uso-de-los-signos_36699_10_2.jpg>. Acesso em: 3 out. 2018.
Há uma música de Juan Luis Guerra, chamada “Carta de Amor”, em que os 
sinais de pontuação são cantados pelo intérprete. A letra está disponível em: <https://www.
letras.mus.br/juan-luis-guerra/163394/>. Acesso em: 12 out. 2018.
UNI
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
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Te escribo mil cartas 
Las busca el cartero 
Y nada me has dado
Quiéreme otra vez 
Que no, que no, si tus sueños despertaron, mira
No me hagas sufrir 
Con mi pasión 
Quiéreme otra vez 
Envuelto en una rama todo de cariño 
Y un poquitico de amor es lo que te pido
Quiéreme otra vez 
Que no, que no, que no no no
No me hagas sufrir 
Sin ti me rindo 
Quiéreme otra vez 
Y en el bolsillo de mi chaleco, mira 
Nada me queda, todo te lo di, yeah!
Quiéreme otra vez 
Mamita querida
No me hagas sufrir 
Mi sueño dorado 
Quiéreme otra vez 
Recuerda cobrar el seguro, que muero 
Nada me has dado
Quiéreme otra vez 
Ni la Perestroika
No me hagas sufrir 
Ni un juego e pelota
Quiéreme otra vez 
Tan sólo yo vivo midiendo el camino 
Para besar tu boca
Quiéreme otra vez 
Te escribo y te escribo 
Otra vez 
Y nada recibo 
Otra vez 
Se acaba la tinta de mi lapicero 
Y yo más te quiero
Quiéreme otra vez 
Amor sin cadenas 
Otra vez 
Soltaron a Mandela 
Otra vez 
Que en el bolsillo de mi chaleco, mira 
Nada me queda, todo te lo di, yeah! 
Oye!
Carta de Amor
Querida mujer (dos puntos) 
No me hagas sufrir (coma) 
Hoy me decido a escribirte cartas de 
amor sincero 
Tú lo ves 
Tu cariñito es un agujero 
Que me atraviesa el querer 
Y sin tus besos en mi chaleco 
Nada me cubre la piel 
(punto y seguido)
Como ves, sólo pienso en ti yo 
No me interesa la Perestroika 
Ni el baloncesto ni Larry Bird 
Y un sufrimiento a plazo fijo 
Llevo en el pecho, mujer 
Quiéreme otra vez, llénate de mí 
Vida tengo yo sólo junto a ti 
Mamacita, eh 
Querida mujer (dos puntos)
No me hagas sufrir (coma) 
Es la segunda carta que escribo 
Y no recibo nada de ti 
Ya no me importa si hay luz en el barrio 
O aumentará la inflación 
Tan sólo vivo por refugiarme 
Desnudo en tu corazón 
(punto y aparte)
Júrame, eso quiero yo, tú ves 
Toma esa póliza de seguros si de amor 
muero 
Y al menos háblame por teléfono 
Algún consuelo de amor 
Quiéreme otra vez, llénate de mí 
Vida tengo yo sólo junto a ti 
Mamacita, eh
Quiéreme otra vez 
No me hagas sufrir 
Quiéreme otra vez 
Mi cielo, mi casa, 
Mi amor de agujero 
Todo te lo di 
Quiéreme otra vez 
Mamita querida
No me hagas sufrir 
Recuerda el pasado 
Quiéreme otra vez 
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
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3 NOÇÕES DE PARÁGRAFO
Parágrafo é a reunião de frases ou orações que tenham uma ideia em 
comum. Costuma começar com uma sangría e terminar com ponto (que pode 
ser o punto y aparte ou punto final). Sua estrutura e organização é vital para que 
o texto transmita a mensagem desejada, pois organiza o discurso e, conforme é 
organizado, pode facilitar ou complicar a compreensão.
Cada parágrafo pode ser formado por uma ou mais orações, estas sendo 
separadas umas das outras por um ponto, que em espanhol é chamado de punto 
y seguido, pois a ideia que une essas orações é a mesma. Quando dentro de um 
mesmo assunto do texto, trataremos de uma nova ideia, devemos construir um 
novo parágrafo.
Existem diferentes tipos de parágrafo, de acordo com as ideias que 
queiram expressar: narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo, relativo, 
enumerativo. Vejamos a seguir suas principais características:
• Narrativo: usado para expor fatos, como em notícias ou contos. Exemplo:
Cuando esa mujer se casó con mi hijo comenzaron mis desgracias, se me cayó 
el pelo, empecé a engordar, me quedé sin dientes, estoy segura que es santera 
o wiccana.
FONTE: <https://www.ejemplode.com/12-clases_de_espanol/1885-ejemplo_de_parrafo_
narrativo.html>. Acesso em: 4 mar. 2019.
• Descritivo: descreve personagens, objetos, fatos importantes no texto. Exemplo: 
Tenía unos ojos redondos muy vivarachos y unos largos bigotes grises. Su cola 
parecía un elástico negro. Unos patitos nadaban en el estanque, parecidos a 
una bandada de canarios amarillos, y su madre, toda blanca con patas rojas, se 
esforzaba en enseñarles a hundir la cabeza en el agua.
FONTE: <https://www.aboutespanol.com/ejemplos-de-parrafos-descriptivos-2879465>. 
Acesso em: 4 mar. 2019. 
• Argumentativo: usado para convencer ou dissuadir o leitor sobre uma dada 
ideia. Muito importante para desenvolver uma discussão sobre assuntos em 
voga. Exemplo: 
Los antibióticos son medicamentos de uso restringido, que se restringen 
debido a que los patógenos que dañan el cuerpo se encuentran en permanente 
evolución, y por efecto del mal uso de los medicamentos, han provocado un 
crecimiento en la resistencia de los patógenos. La contradicción consiste en que 
muchas personas se auto medican y los médicos se dieron cuenta muy tarde 
de este fenómeno, teniendo el problema de que la automedicación produjo un 
descontrol en la evolución y resistencia de las bacterias patógenas.
FONTE: <https://www.ejemplode.com/12-clases_de_espanol/2640-ejemplo_de_parrafo_
argumentativo.html>. Acesso em: 4 mar. 2019.
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
39
• Expositivo: expõe informações sobre algo. Exemplo: 
La contaminación es la introducción de sustancias en un medio que provocan 
que este sea inseguro o no apto para su uso.1 El medio puede ser un ecosistema, 
un medio físico o un ser vivo. El contaminante puede ser una sustancia química, 
energía (como sonido, calor, luz o radiactividad).
FONTE: <https://www.aboutespanol.com/ejemplos-de-parrafos-expositivos-2879453>. 
Acesso em: 4 mar. 2019. 
• Relativo: apresenta ideias de modo que o leitor faça suas próprias inferências. 
Muito usado em artigos científicos. Exemplo: 
Luis cerró la puerta y bajó las escaleras. Caminó hasta la esquina y allí se detuvo 
para abotonarse bien el abrigo. Cruzó la calle y siguió andando tres manzanas. 
De pronto, oyó que gritaban su nombre. Se giró y, con gran sorpresa, vio que 
era Marta Pujol, su antigua compañera de colegio en Granada. Se saludaron 
con grandes muestras de alegría y se pusieron a hablar atropelladamente. 
Recordaron viejas anécdotas de la escuela e intercambiaron noticias sobre lo 
que habían sido sus respectivas vidas desde que habían dejado de verse.
FONTE: <https://www.tiposde.com/parrafo_relativo.html>. Acesso em: 4 mar. 2019. 
• Enumerativo: lista variados itens dentro de um contexto. Exemplo: 
En mi jardín yo planté cinco tipos diferentes de flores, al fondo del jardín puse 
las rosas rojas, en la jardinera del centro puse margaritas, junto a la fuente 
están las hortensias y en las jardineras de los extremos están las rosas amarillas 
y blancas.
FONTE: <https://www.ejemplode.com/12-clases_de_espanol/2641-ejemplo_de_parrafo_
de_enumeracion.html>. Acesso em: 4 mar. 2019.
Por outro lado, os parágrafos podem mudar também em relação à forma. 
Vejamos a seguir um esquema que mostra diferentes possibilidades:
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA40
FIGURA 22 – TIPOS DE PARÁGRAFO
FONTE: <http://www.unostiposduros.com/wp-content/uploads/2008/09/13a.gif>. Acesso em: 
4 abr. 2018.
4 TEXTUALIDADE
Textualidade é o conjunto de características que um discurso possui 
para ser considerado como um texto. Este será classificado de acordo com sua 
forma, estrutura, conteúdo etc. Para Van Dijk (1980), o texto é uma unidade 
de comunicação organizada através da macroestrutura e da superestrutura. A 
macroestrutura nada mais é que o conteúdo semântico e a superestrutura é a 
forma como o texto está organizado.
Em 1976, M. Halliday e R. Hasan relacionaram diretamente a textualidade 
à coesão, porém observou-se que apenas a coesão não basta e surgiu a relação 
da textualidade com a coerência. Então, notou-se que tampouco esta abarca a 
definição de texto. Em 1981, R. Beaugrande e W. Dressler criaram uma proposta 
mais ampla: coesão, coerência (ambas centradas no texto), intencionalidade, 
aceitabilidade, situacionalidade, transtextualidade e informatividade (centradas 
no interlocutor). As habilidades centradas no receptor ou leitor apresentaremos 
aqui de uma forma resumida, mas vale a pena maiores estudos posteriores:
DICAS
Estude mais sobre esse assunto em: <https://www.infopedia.pt/$texto> e 
<https://www.youtube.com/watch?v=jC4RZA8aXo4&ab_channel=Prof.IsraelEliasTrindade>.
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
41
A seguir falaremos de coerência e coesão, ambos relacionados ao autor do 
texto. Decidimos nos dedicar um pouco mais a esses dois fatores textuais, pois, 
como autores do texto, podemos “interferir” mais neles (lembre-se de que estamos 
falando do processo de produção textual, tendo em vista que a compreensão foi 
abordada no livro anterior).
4.1 COESÃO E COERÊNCIA
Certamente você já ouviu falar de um texto com “coerência” e “coesão”, 
termos relacionados com a produção, organização e compreensão de um texto. 
Mas você sabe o que significam esses termos? Pois bem, um texto coerente é 
aquele ao qual o leitor consegue dar um sentido às ideias ali presentes, ou seja, é 
ato mental, está ligado à semântica, ao sentido. 
Segundo Van Dijk e Kintsch (1983), para que um texto seja coerente, 
as ideias secundárias devem estar relacionadas sempre à ideia principal, isso 
é chamado de Coerência Global. Além disso, as ideias devem ser expressas de 
maneira ordenada e lógica, de modo a promover a melhor compreensão da ideia 
que se deseja repassar ao leitor, essa seria a Coerência Local.
Por outro lado, um texto coeso é um ato linguístico, uma vez que se trata 
da organização “física” do texto, a amarração das orações, através de conectores, 
pronomes etc., ou seja, está mais ligado à sintaxe. A coesão textual, como você deve 
ter percebido, é que permite a coerência das ideias, pois é mais fácil de entender que 
um texto truncado, com rupturas de ideias. Ou seja, a coerência e a coesão andam 
juntas e podem ter pontos de intersecção. Vejamos a ilustração a seguir:
FIGURA 23 – COERÊNCIA E COESÃO
FONTE: <https://4.bp.blogspot.com/-1kGE0ay1_7c/Ua_QEnyhsAI/AAAAAAAAAEo/1RKjD2iO9G0/
s640/COHERENCIA.png>. Acesso em: 26 set. 2018.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
42
Além da coerência e da coesão, é importante observar se o texto está 
adequado ao público-alvo. Se ele está oferecendo informações necessárias sobre 
o assunto a ser tratado, sem sobrar, nem faltar. Ou seja, nem trazer temas que 
estejam além do conhecimento médio do público-alvo, tampouco esteja muito 
simplificado, sem agregar novidade. A seguir mostramos um esquema sobre 
adequação, coerência e coesão, observe-o:
FIGURA 24 – COERÊNCIA, COESÃO E ADEQUAÇÃO
FONTE: <https://3.bp.blogspot.com/-ejqJ7kSKgvY/V_p275_EoDI/AAAAAAAAAek/7ghlAODcV58I-
OT_odH_e59sCfK8Cb-AQCLcB/s320/Propiedades_textuales.png>. Acesso em: 26 set. 2018.
Veja que cada um dos pontos tratados traz uma breve lista de itens que 
devem ser considerados. Esse esquema é muito completo e, caso você deseje 
estudar mais sobre o assunto, acesse links como:
1 Nesse vídeo aprenda um pouco mais sobre coerência, coesão e adequação: 
<https://www.youtube.com/watch?v=8qK-a-bZCbc>. Acesso em: 26 mar. 2019. 
2 Aqui veremos um material de Daniel Cassany também sobre coesão, coerência e 
adequação: <https://pt.slideshare.net/ValSel/propiedades-textuales-38041436>. 
Acesso em: 26 mar. 2019.
A seguir indicamos um esquema sobre como produzir um texto coerente 
e coeso, observe:
TÓPICO 2 | ASPECTOS BÁSICOS DA ESCRITA
43
FIGURA 25 – COMO ESCREVER COM COERÊNCIA E COESÃO
FONTE: <https://mdm.usta.edu.co/remos_downloads/lectoescritura/2015-2/clarajaramillo-
Lectoescritura-3-20152/10_Cohesion_3.JPG>. Acesso em: 26 set. 2018.
4.2 EXEMPLOS DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR 
COERÊNCIA E COESÃO
1 – Corrige este texto para que no hayan tantas repeticiones
El empleado no le dejó entrar. El empleado de la discoteca ya les había 
mirado mal antes y por eso Juan estaba seguro de que no les dejaría entrar. 
Y efectivamente no les dejó entrar. Juan iba con su grupo de amigos y 
algunos habían bebido más de la cuenta. Habían estado antes en un bar, en 
el bar había una promoción y regalaban una copa por cada copa que pedías. 
Acabaron bebiendo demasiado. Por eso tenían sus amigos tenían mal aspecto 
y el empleado de la discoteca no les dejaba entrar. Juan no había bebido nada 
aunque había una promoción en el bar de la esquina porque tenía que conducir 
y llevar a sus amigos a casa. Juan había dicho a sus amigos que no bebieran 
tanto o el empleado no les dejaría entrar en la discoteca. Juan pensó que como 
mínimo sus amigos podían dejar de cantar a gritos, así quizá no fuese tan 
evidente que iban un poco borrachos y el empleado no les miraría tan mal. Se 
volvieron a casa antes de la hora planeada porque no les dejaron entrar en la 
discoteca y no sabían qué más hacer. Por el camino de vuelta a casa, en el coche 
de Juan, Juan y sus amigos estuvieron insultando al empleado aunque Juan 
pensaba que el empleado tenía razón porque sus amigos habían bebido mucho.
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
44
 2 – Complete o espaço com o conector adequado: 
1. ......................... no sea siempre aparente, el terror a la muerte es universal, 
constituye la motivación principal en la vida de la persona y nutre el instinto 
humano de conservación. (además / de ahí que / porque / aunque).
2. Todavía son muchos los doctores y profanos que temen permitirle a un 
profesional dejar morir o quitarle la vida a otro ser humano, .............................. 
éste lo haya pedido y esté en su sano juicio. (debido a que / de ahí que / aunque 
/ por lo que).
3. La oposición a la eutanasia por parte de las religiones cristianas brota de la 
convicción de que sólo Dios da la vida y, .............................. , sólo Él la puede 
quitar. (gracias a / sin embargo / por tanto).
4. Para la fe judía ortodoxa, la existencia posee un valor infinito y el acortarla es 
siempre inmoral, ............................. incluso un minuto de vida tiene un precio 
incalculable. (como / pues / pero / si).
5. La intensidad y la amargura del debate actual sobre el derecho a morir 
con dignidad disminuiría considerablemente ........................ la sociedad, los 
médicos y los políticos de la sanidad prestaran mayor atención a cómo mitigar 
el dolor y el sufrimiento del enfermo. (porque / si / a causa de que / aunque).
Adaptados de: <encurtador.com.br/cnrV0>. Acesso em: 15 out. 2018. 
Mais ideias podem ser encontradas em sites como:
Aqui temos explicações e exercícios sobre coesão e coerência: <http://
lenguayliteratura.org/proyectoaula/coherencia-y-cohesion/>. Acesso em: 15 
out. 2018. 
Aqui você pode fazer exercícios online para praticar sobre coerência e coesão: 
<http://llevatetodo.com/ejercicios-varios-de-coherencia-y-cohesion/>. Acesso 
em: 15 out. 2019. 
Nesse link é possível fazer exercícios acerca de diferentes aspectos da gramática 
do espanhol: <https://aprenderespanol.org/gramatica/ortografia.html>. Acesso 
em: 15 out. 2018. 
45
RESUMO DO TÓPICO 2Neste tópico, você aprendeu que:
• A ortografia é um elemento fundamental para a elaboração de um texto.
• Há aspectos de grafia que precisam ser observados, como os relacionados ao 
uso de B/V, S/C/Z, G/J, assim como palavras que deixam dúvida sobre a escrita 
ser separada ou não etc.
• A falta ou uso inadequado da acentuação pode mudar o sentido de uma 
palavra.
• Em espanhol há apenas o acento agudo.
• As regras de acentuação em espanhol são agudas, graves, esdrújulas o 
sobresdrújulas.
• A “tilde diacrítica” é a acentuação de monossílabos, que acontece para 
diferenciar palavras como él e el.
• A falta ou uso inadequado de um sinal de pontuação pode mudar completamente 
o sentido daquilo que foi escrito.
• Um parágrafo pode ser classificado conforme a sua estrutura ou conforme 
aquilo que transmita.
• Coerência e coesão são elementos fundamentais de um texto. Estará coeso se 
tiver as ideias bem amarradas e será coerente se fizer sentido.
46
1 “A _____ de uma guerra nuclear provoca uma grande _____ na humanidade 
e a deixa _____ quanto ao futuro”. Assinale a alternativa em que todas as 
palavras estão grafadas corretamente.
a) ( ) espectativa – tensão – exitante.
b) ( ) espectativa – tenção – hesitante.
c) ( ) expectativa – tensão – hesitante.
e) ( ) expectativa – tenção – exitante. 
FONTE: <https://brainly.com.br/tarefa/2268145>. Acesso em: 10 out. 2019.
2 Leia o texto a seguir e verifique eventuais problemas de acentuação, 
coerência, coesão, comentando sobre eles.
“El hombre estaba agobiado ya que había trabajado horas extras, pero eso no impidio 
que ordenara su casa. Luego se sentó en sus zarzos de cañas, comodo miro hacia ariba 
y jubiloso sonrio apesar de lo que avia pasado ayer a la mañana. En eso se sintio un 
ruido estrepito, el se levanto y abruptamente corrio asia su oficina al notar que no avia 
nadie tomo un libro de su escritorio, al tocarlo un viento Bóreas pasó por su ventana, la 
cerro y, luego miro el libro que nunca habia visto, era algo craso, al mirar la portada se 
fijó quien era el autor y quedó paralisado, era el ilustre hombre de ayer por la mañana, 
al saver esto vajo rapidamente y en ese arvol frondoso, ahi mismo lo mato”.
FONTE: <https://brainly.lat/tarea/5243190>. Acesso em: 4 mar. 2019. 
3 Leia e responda o que se pede:
Há qualquer coisa de especial nisso de botar a cara na janela em crônica de 
jornal ‒ eu não fazia isso há muitos anos, enquanto me escondia em poesia 
e ficção. Crônica algumas vezes também é feita, intencionalmente, para 
provocar. Além do mais, em certos dias mesmo o escritor mais escolado não 
está lá grande coisa. Tem os que mostram sua cara escrevendo para reclamar: 
moderna demais, antiquada demais.
Alguns discorrem sobre o assunto, e é gostoso compartilhar ideias. Há os 
textos que parecem passar despercebidos, outros rendem um montão de 
recados: “Você escreveu exatamente o que eu sinto”, “Isso é exatamente o que 
falo com meus pacientes”, “É isso que digo para meus pais”, “Comentei com 
minha namorada”. Os estímulos são valiosos pra quem nesses tempos andava 
meio assim: é como me botarem no colo ‒ também eu preciso. Na verdade, 
nunca fui tão posta no colo por leitores como na janela do jornal. De modo que 
está sendo ótima, essa brincadeira séria, com alguns textos que iam acabar 
neste livro, outros espalhados por aí. Porque eu levo a sério ser sério… mesmo 
quando parece que estou brincando: essa é uma das maravilhas de escrever. 
Como escrevi há muitos anos e continua sendo a minha verdade: palavras são 
meu jeito mais secreto de calar.
FONTE: LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004.
AUTOATIVIDADE
47
Os textos fazem uso constante de recursos que permitem a articulação entre 
suas partes. Quanto à construção do fragmento, o elemento:
a) ( ) “nisso” introduz o fragmento “botar a cara na janela em crônica de 
jornal”.
b) ( ) “assim” é uma paráfrase de “é como me botarem no colo”.
c) ( ) “isso” remete a “escondia em poesia e ficção”.
d) ( ) “alguns” antecipa a informação “É isso que digo para meus pais”.
e) ( ) “essa” recupera a informação anterior “janela do jornal”.
FONTE: Adaptado de: <https://www.passeidireto.com/arquivo/42437795/interpretacao-de-
texto>. Acesso em: 15 out. 2018. 
48
49
TÓPICO 3
TIPOLOGIA TEXTUAL
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Nesse último tópico da Unidade 1 do livro, falaremos sobre diferentes 
tipos de texto. Esse assunto é importante, pois além de ser muito cobrado em 
concursos públicos, em nosso contexto, o educacional, é fundamental, pois 
precisamos conhecer a fundo o assunto para poder ensinar e preparar nossos 
alunos para a produção e compreensão desses tipos de textos.
Os textos, como veremos, são divididos em diferentes tipos textuais, de 
acordo com as formas que o texto pode ser escrito, ou seja, de acordo com sua 
intenção comunicativa. De acordo com a intenção do autor (contar, argumentar, 
informar etc.) ao escrever o texto, este será de um tipo ou de outro.
Cada tipo de texto tem características específicas quanto a sua estrutura, 
vocabulário, forma de interagir com o leitor e essas especificidades são importantes 
para que a comunicação se estabeleça de uma forma mais ou menos completa. 
Antes de falarmos um pouco mais sobre o assunto, entenderemos melhor o que 
é um texto.
2 TIPOLOGIA TEXTUAL
Antes de entrarmos no tema tipologia textual, que tal esclarecer o que é 
texto? Um texto é uma reunião de palavras e frases, relacionadas entre si, que tem 
a função de transmitir uma mensagem, ou seja, um objetivo comunicativo. Pode 
ser exposto em diferentes meios, como livros, revistas, sites etc. e ter formato 
escrito ou falado. 
Então, o que é tipologia textual? Resumidamente, um tipo de texto é 
sua classificação quanto à forma, estrutura e ao conteúdo. Conforme sua função 
comunicativa, possui determinadas características (estruturas sintáticas, tempos 
verbais, combinações etc.). São exemplos de tipos de texto: narração, descrição, 
entre outros. Falaremos mais sobre tipos de texto no próximo tópico. E o que é 
gênero textual?
Os gêneros textuais são uma classificação histórica e cultural, por 
exemplo: romance, poema, notícia, entre outros. Esses textos têm a função de 
auxiliar determindas práticas, por exemplo, uma carta tem uma função, uma 
50
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
notícia, outra, uma receita tem outra, entre outros exemplos. Eles são uma prática 
social e, como a sociedade em geral muda constantemente, os gêneros textuais 
evoluem, havendo gêneros novos, outros deixando de existir etc. Falaremos mais 
de gêneros textuais na próxima unidade.
Tendo em vista a relevância e o fato de que há muita confusão acerca 
da diferença entre gênero textual e tipos textuais, vamos trazer a seguir um 
comparativo entre eles. 
Tipos textuais Gêneros textuais
São caracterizados por propriedades 
linguísticas.
Têm função comunicativa e fazem parte 
de um contexto cultural.
Varia de cinco a nove tipos. São diversos gêneros, como: receita, lista 
de compras, e-mail, blog, bula, notícia etc.
Cada tipo de texto possui 
características mais definidas.
As características são variadas, 
dependendo do estilo do autor, do gênero 
em questão, conteúdo, função etc.
TABELA 1 – TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS
FONTE: A autora
Conhecer essas diferenças ajuda o leitor a interpretar melhor o texto, tanto 
por sua construção de sentido quanto por sua estrutura textual.
Um tipo de texto narrativo, por exemplo, pode apresentar diferentes 
possibilidades de gêneros textuais, como romance, fábula, piada, entre outros, 
ou um texto descritivo que tem gêneros textuais como: lista de compras, cartaz 
de procura-se, cardápio etc. Ou, do mesmo modo, um gênero textual pode ter 
características de diferentes tipos de texto.
Portanto, tipologia textual é a classificação que os textos recebem. As 
principais formas pelas quais um texto pode ser classificado são: descritivo, 
narrativo, diálogo, expositivo ou argumentativo. Veja a seguir um esquema brevesobre os cinco principais tipos de texto. 
TÓPICO 3 | TIPOLOGIA TEXTUAL
51
FIGURA 26 – TIPOLOGIA TEXTUAL
FONTE: <http://neetescuela.org/wp-content/uploads/2011/11/Tipos-Textuales-definici%C3%B3n-
y-clasificaci%C3%B3n.jpg>. Acesso em: 25 set. 2018. 
No entanto, esses não são os únicos tipos de texto existentes, há ainda: 
literário, informativo, instrumental, entre outros. A seguir, trazemos um novo 
esquema, com suas principais características e exemplos.
52
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
FIGURA 27 – TIPOLOGIA TEXTUAL 2
FONTE: <https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/assets.abc.com.py/2015/06/08/un-ejemplo-
comunmente-difundido-es_680_573_1240507.jpg>. Acesso em: 30 set. 2018.
Agora, veremos separadamente os principais tipos de texto, a começar 
pelo descritivo.
2.1 DESCRIÇÃO
Um texto descritivo descreve, caracteriza de modo mais ou menos detalhado 
as coisas, pessoas ou os lugares, identificando suas partes, comportamentos, 
semelhanças ou diferenças, funcionalidades etc. É usado em geral para ambientar 
a ação e, dessa forma, deixar os fatos narrados mais reais.
Para realizar uma descrição, é necessário observar o que está sendo descrito 
com atenção, selecionar os detalhes principais, organizar os dados e lembrar sempre 
de situar no espaço aquilo que descrevemos. Por exemplo, se formos descrever 
um local, em geral, apresenta-se uma visão geral, depois se pormenoriza, indo 
do micro ao macro. É interessante transmitir a impressão que o local causa, como 
alegria, mistério, entre outras. Já para descrever um objeto, costuma-se focar nos 
TÓPICO 3 | TIPOLOGIA TEXTUAL
53
detalhes mais importantes para dar veracidade ao texto, para isso destaca-se forma, 
tamanho etc. Uma possibilidade interessante, ao se descrever objetos, é compará-
lo com outro, destacando características comuns e diferenças. Se queremos 
descrever um processo, recomenda-se apresentar suas fases, indicando detalhes 
importantes, como de qual processo se trata, elementos, materiais e como ocorre 
o referido processo, suas fases e o objetivo de tal processo. Por fim, se se pretende 
descrever pessoas, podem ser seguidos diferentes métodos, de acordo com o que se 
descreverá, por exemplo, podemos descrever características físicas (prosopografia), 
características psicológicas (etopeia), características físicas e psicológicas (retrato) 
ou características físicas e psicológicas exageradas (caricatura). 
Um texto descritivo tende a ser fiel, preciso, rico em detalhes, atemporal. 
Usa como principais recursos linguísticos advérbios de lugar, adjetivos, 
comparativos, assim como metáforas ou hipérboles. Vejamos a seguir um breve 
exemplo desse tipo de texto, lembramos que há outros exemplos e que vale a 
pena pesquisar mais sobre o assunto.
FIGURA 28 – PLATERO Y YO
FONTE: <https://2.bp.blogspot.com/-dgCrI039AkI/V2mJOKgYwrI/AAAAAAAADSw/
mSrYfnwlSl4ZAXQf1OfC8ZGhuaN0SSSjgCLcB/s320/platero.jpg>. Acesso em: 4 out. 2018.
2.2 DISSERTAÇÃO
Um texto dissertativo tem como característica principal desenvolver 
a capacidade de reflexão crítica, de defender uma teoria, por isso, é chamado 
também de texto dissertativo-argumentativo. Por esse aspecto mais crítico, a 
dissertação é um texto muito trabalhado em cursinhos, escolas, concursos e afins. 
Espera-se que os aprendizes sejam capazes de argumentar e ser críticos, mas essa 
não é uma tarefa fácil, especialmente porque a argumentação crítica demanda 
fomento, demanda conhecimento e pesquisa sobre o assunto, assim como saber a 
estrutura específica desse tipo de texto. Vejamos a seguir um modelo:
54
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
FIGURA 29 – TEXTO ARGUMENTATIVO
FONTE: <https://canaldoensino.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/texto-dissertativo-
argumentativo.jpg>. Acesso em: 5 out. 2018. 
De um modo resumido, escrever um texto é como seguir uma receita. Um 
texto argumentativo demanda alguns itens importantes:
• Um assunto sobre o qual será a argumentação.
• Um título.
• Três a quatro parágrafos, em que o primeiro expõe o assunto, mostrando uma 
palavra-chave ou tese da argumentação. O segundo e terceiro parágrafos 
trazem a argumentação e o último parágrafo traz a conclusão, que é um resumo 
do texto argumentativo, reaparecendo a tese e evitando trazer algo do que não 
se falou no texto. 
Na parte em que aparecem argumentos, ou seja, os parágrafos 2 e 3 (ou 2, 
3 e 4) podem conter:
• Dois argumentos a favor.
• Dois argumentos contra. 
• Um argumento de experiência pessoal (opcional). 
• Um argumento considerado de autoridade (opcional – trazer algum teórico ou 
fonte respeitados sempre dá um peso especial a seus argumentos).
• Um argumento que sirva de exemplo (opcional) etc.
 
Dependendo do nível de ensino, o tamanho do texto, o nível de 
argumentação poderá ser ampliado. Vejamos a seguir um exemplo de texto 
dissertativo.
TÓPICO 3 | TIPOLOGIA TEXTUAL
55
FIGURA 30 – DISSERTAÇÃO 
FONTE: <https://i.pinimg.com/236x/26/87/45/2687451c862952019c3db9fb7709c757--s--
snoopy.jpg>. Acesso em: 2 abr. 2018.
2.3 NARRAÇÃO
A estrutura geral de um texto narrativo é a seguinte: início – introduzir o 
que ocorrerá, apresentar personagens, tempo e espaço etc. Problema – descrever 
o que ocorre na história. Final – contar como acaba a história.
56
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
A ação é contada pelo narrador, que pode descrever ou não os personagens 
e o local, pode haver a presença de diálogos entre personagens, ou monólogos de 
personagens que falam com eles mesmos.
FIGURA 31 – NARRAÇÃO
FONTE: <https://1.bp.blogspot.com/-EEYjFDyxYIc/VAyjutz8A3I/AAAAAAAADn8/JPJcusEmxNI/
s1600/2.GIF>. Acesso em: 5 out. 2018. 
Um diálogo é uma conversa entre dois ou mais personagens, um ouvinte 
e um falante que alternam esses papéis. Podem ter tipos e estilos diferentes, por 
exemplo: jornalístico (entrevistas ou debates), teatro (entre personagens, ou do autor 
com o personagem, do autor com o diretor) e a narrativa. Dentro das narrativas, o 
diálogo é um recurso muito utilizado e pode ter estilo direto, indireto e indireto livre.
O estilo direto é o mais comum, apresenta um verbo (disse, respondeu 
etc.) seguido de dois pontos e a fala do personagem. Por exemplo: 
Y María le preguntó:
-Pedro, ¿vamos al cine?
O estilo indireto é parecido com o direto, mas não reproduz a fala do 
personagem, e sim a retransmite. Por exemplo:
María le preguntó a Pedro si ellos irían al cine.
2.4 INJUNÇÃO – TEXTO INSTRUTIVO
São textos que fornecem ao leitor orientações sobre como realizar algo, 
manusear utensílios, entre outros. Tendo em vista que são instruções, devem estar 
muito claras e organizadas, não possibilitando erros. São comuns as receitas, guias 
e manuais práticos, orientações sobre códigos de higiene ou conduta, entre outros, 
e costumam vir acompanhados de imagens, gráficos ou outros subterfúgios que 
garantam a compreensão detalhada da mensagem.
TÓPICO 3 | TIPOLOGIA TEXTUAL
57
FIGURA 32 – INJUNÇÃO
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/textoinstruccional-141128092500-conversion-
gate02/95/texto-instruccional-7-638.jpg?cb=1417166730>. Acesso em: 5 out. 2018.
2.5 EXPOSIÇÃO – TEXTO EXPOSITIVO
Um texto expositivo visa apresentar ideias, fatos e conceitos que sejam de 
interesse de um público não especialista na área, sua principal função é informar 
ou explicar. Podem ser de divulgação, para apresentar o assunto a leigos, ou pode 
ser especializado, para quem já possui conhecimento prévio na área. É comum 
que em textos científicos ou em reportagens jornalísticas, devido ao tamanho do 
texto, esse seja dividido em capítulos ou episódios diferentes. Geralmente estes 
textos aparecem em manuais, enciclopédias, revistas, jornais, entre outros.
Assim como ocorre com a maioria dos tipos de texto, o expositivo é 
composto pela introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, é 
apresentado o tema, ela visa conquistar o leitor. No desenvolvimento, são 
expostas ideias, analisados dados e outros pontos relevantes e, na conclusão, é 
feito um retrospecto, podendohaver projeções ou sugestões. Nesse tipo de texto, 
é possível aparecerem definições de termos usados, comparações, relações de 
causa/efeito, exemplos, analogias, gráficos e imagens etc., sempre com o intuito 
de enriquecer a mensagem que pretende ser levada ao leitor. Vejamos a seguir 
um exemplo simples de texto expositivo.
58
UNIDADE 1 | HABILIDADE ESCRITA
FIGURA 33 – EXEMPLO DE TEXTO EXPOSITIVO
FONTE: <https://userscontent2.emaze.com/images/e988dd49-5af0-400f-a202-e733e33d3497/
8d2975502e645d62e5344a57c9559df6.jpg>. Acesso em: 5 out. 2018. 
Observe que cada um dos tipos de texto aqui apresentados traz algo importante, 
os conectores. Vale a pena revisar e preparar uma lista de conectores para usar em diferentes 
situações.
UNI
3 EXEMPLOS DE ATIVIDADES QUE PODEM SER APLICADAS 
AOS ALUNOS
Lee cada texto e identifica la tipología:
Texto 1
Frisaba la edad de este excelente joven en los treinta y cuatro años. Era de complexión 
fuerte y un tanto hercúlea, con rara perfección formado, y tan arrogante, que si llevara 
uniforme militar ofrecería el más guerrero aspecto y talle que pueda imaginarse. Rubios 
el cabello y la barba, no tenía en su rostro la flemática imperturbabilidad de los sajones...
Benito Pérez Galdós, Doña Perfecta
Tipo de Texto: Descritivo.
TÓPICO 3 | TIPOLOGIA TEXTUAL
59
Texto 2
El ciclo del agua: El agua del planeta circula continuamente entre la tierra y la 
atmósfera. El agua líquida de ríos, lagos, mares y océanos, se calienta por la acción 
del sol, se evapora y se transforma en vapor de agua. El vapor de agua asciende y al 
enfriarse se convierte en nubes. Por tanto, las nubes están formadas por pequeñas gotas 
de agua. Después, el agua de las nubes cae a la tierra en forma de lluvia, nieve o granizo. 
Una parte del agua que cae a la tierra se filtra y da lugar a las aguas subterráneas. El 
resto queda en la superficie en ríos, lagos, mares y océanos. Y volverá a empezar el ciclo 
del agua.
Tipo de texto: Descritivo.
Texto 3
Era un anciano patizambo, con las articulaciones torpes y nudosas, como un viejo tronco 
de olivo sarraceno. Para sacarle una palabra de la boca hacían falta unos ganchos. De 
su seriedad o su tristeza quizá tuviera la culpa la deformidad de su cuerpo, o tal vez es 
que daba por sentado que nadie sabría comprender ni apreciar debidamente su mérito al 
haber inventado aquella cola todavía sin patentar.
Montserrat Amores, Relatos de amor
Tipo de texto: Descritivo.
Texto 4
Jopara
Ingredientes
- 250 g de locro
- 250 g de poroto
- 1 kg de carne
- 2 cebollas grandes
- Sal a gusto
Elaboración
Remojar por separado el locro y el poroto. Hervir juntos durante dos horas. Agregar la 
carne cortada en trozos, y una salsa hecha con el aceite y la cebolla. Salar a gusto y dejar 
hervir durante dos horas más.
Tipo de texto: injuntivo (receita).
FONTE: <http://escuela2punto0.educarex.es/Lengua_Castellana/el_texto/actividades/
actividades_tipologia10.htm>. Acesso em: 15 out. 2018. 
Acesse esses outros links também, todos são sobre tipologia textual com 
atividades práticas que ajudam a apreender o conteúdo:
<https://www.youtube.com/watch?v=MmhN_Yffb5Q&ab_channel=RafaelaMotta>;
<https://www.youtube.com/watch?v=09T1WKSoCpU&ab_channel=RafaelaMotta> 
e
<http://www.portuguesconcurso.com/2009/12/resumo-de-tipologia-textual.html>. 
60
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Tipologia textual é a forma de classificação de um texto, de acordo com suas 
características. 
• Há diferentes tipos de texto, sendo os principais a narração, a descrição, o 
diálogo, a dissertação e a injunção:
ᵒ A narração conta um fato.
ᵒ A descrição descreve algo ou alguém.
ᵒ O diálogo representa as falas dos personagens.
ᵒ A dissertação é um texto argumentativo. 
ᵒ A injunção são textos orientacionais, como manuais e receitas.
• Saber as características do tipo de texto ajuda a melhorar a qualidade do texto.
61
1 Analise os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique as 
tipologias textuais às quais eles pertencem:
Texto I
“Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, 
diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, 
sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois 
ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, 
moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia 
sofrer de ataque [...]” (Dalton Trevisan – Uma vela para Dario).
Texto 2
“Era um homem alto, robusto, muito forte, que caminhava lentamente, como se 
precisasse fazer esforço para movimentar seu corpo gigantesco. Tinha, em contrapartida, 
uma cara de menino, que a expressão alegre acentuava ainda mais”.
Texto 3
Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, 
principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes 
como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” 
“fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo 
obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” 
tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, 
ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem 
sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência 
mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e 
a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos 
aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas 
midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.
SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: <http://
observatoriodaimprensa.com.br>. Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).
Texto 4
Modo de preparo:
a. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o 
açúcar e bata por 5 minutos.
b. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes, 
misturando tudo, menos o fermento.
c. Esse é misturado lentamente com uma colher.
d. Asse em forno preaquecido (180° C) por 40 minutos.
AUTOATIVIDADE
62
a) ( ) narração – descrição – dissertação – prescrição.
b) ( ) descrição – narração – dissertação – prescrição.
c) ( ) dissertação – prescrição – descrição – narração.
d) ( ) prescrição – descrição – dissertação – narração.
FONTE: <https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-
tipos-textuais.htmAcesso>. Acesso em: 8 abr. 2019. 
2 Prepare uma atividade escrita em que seus alunos devam elaborar um 
texto. Defina os objetivos da atividade, o tema a ser tratado, o nível dos 
alunos (fundamental ou médio), o tipo de texto e gênero textual etc.
3 (Enade Letras Espanhol 2014) No processo de leitura e construção de sentido 
dos textos, levamos em conta que a escrita/fala baseiam-se em formas 
padrão e relativamente estáveis de estruturação e é por essa razão que, 
cotidianamente, em nossas atividades comunicativas, são incontáveis as 
vezes em que não somente lemos textos diversos, como também produzimos 
ou ouvimos enunciados, tais como: “escrevi uma carta”; “recebi o e-mail”; 
“achei o anúncio interessante”; “o artigo apresenta argumentos consistentes”; 
“fiz o resumo do livro”; “a poesia é de um autor desconhecido”; “li o conto”; 
“a piada foi boa”; “que tirinha engraçada”; “a lista é numerosa”.
É que a lista é numerosa mesmo!!! Tanto que estudiosos que objetivaram o 
levantamento e a classificação dos gêneros textuais desistiram de fazê-lo, em parte, 
porque os gêneros existem em grande quantidade, em parte, porque os gêneros, 
como práticas sociocomunicativas, são dinâmicos e sofrem variações na sua 
constituição, e em muitas ocasiões, resultam em outros gêneros, novos gêneros.
KOCH,I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São 
Paulo: Contexto, 2009, p. 101 (adaptado).
Com base no fragmento do texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a 
relação proposta entre elas.
I- Existe uma dinamicidade latente constitutiva dos gêneros textuais, apesar 
de eles serem relativamente estáveis em sua estruturação.
PORQUE
II- Os gêneros textuais são práticas sociocomunicativas e, como tal, estão 
sujeitos às variações sociais, políticas, históricas e culturais a que os próprios 
falantes estão sujeitos.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
a) ( ) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta da I.
b) ( ) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa correta da I.
c) ( ) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) ( ) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) ( ) As asserções I e II são proposições falsas.
63
UNIDADE 2
PRODUÇÃO TEXTUAL – 
GÊNEROS TEXTUAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conhecer sobre os gêneros textuais;
• estudar sobre formas de usar os textos em sala de aula;
• refletir sobre o processo de avaliação de atividades com textos;
• conhecer diferentes gêneros textuais;
• aprender noções básicas de como usar os gêneros estudados em sala de 
aula.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS 
 
TÓPICO 2 – GÊNEROS TEXTUAIS I
 
TÓPICO 3 – GÊNEROS TEXTUAIS II
64
65
TÓPICO 1
CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Coadunando com as perspectivas atuais do ensino de línguas, assim como 
com os Parâmetros Curriculares Nacionais, acreditamos que o uso dos gêneros 
textuais em sala de aula pode ser muito benéfico aos alunos, pois oportunizando o 
acesso a diferentes produções escritas, estaremos contribuindo com o aprendizado 
significativo da produção e da compreensão da língua estudada.
A leitura e a escrita são elementos fundamentais para a construção do 
conhecimento, no entanto, é preciso ter claro qual é a diferença entre tipos 
textuais e gêneros textuais, assim como é preciso conhecer cada um a fim de 
poder melhorar nossas práticas pedagógicas.
Na primeira unidade de nosso livro já falamos sobre a escrita e sua 
importância na história humana e tivemos um primeiro contato com os 
tipos e gêneros textuais. Nessa unidade aprofundaremos um pouco mais no 
processo de compreensão sobre o que são os gêneros textuais, sejam os orais 
ou os escritos, falando sobre os principais tipos, assim como sobre práticas 
educacionais relacionadas a eles, como avaliá-los e a relevância deles no processo 
comunicacional do aluno.
2 CONHECENDO GÊNEROS TEXTUAIS
Como vimos anteriormente, os gêneros textuais são inúmeros e cada 
gênero tem uma função comunicativa diferente, correspondente a situações 
concretas de comunicação: uma reportagem, uma receita, uma carta, um 
romance, um debate. Já os tipos de texto são a forma como são escritos, através 
de uma narração, descrição, injunção etc. O fato é que cada texto possui suas 
especificidades, suas características, estrutura e linguagem própria. Dentro de 
um único gênero textual podemos encontrar diferentes tipos de texto. O gênero 
receita, por exemplo, tem em si dois tipos de texto: o descritivo (os ingredientes) 
e o injuntivo (modo de preparo).
Os gêneros textuais expressam situações específicas, diferentes entre si 
e costumam promover a interação entre emissor e receptor. Podem ser orais ou 
escritos e variam de acordo com o contexto ou situação em que sejam usados: se 
são usados em âmbito administrativo, familiar, entre outros, qual a finalidade 
para a qual são usados: para convencer, informar etc. 
 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
66
Podem ser classificados de diferentes maneiras, de acordo com as 
características que o texto apresente (especialmente quanto à linguagem e 
ao conteúdo). É importante observar o contexto, a função e o objetivo de cada 
texto. O gênero jornalístico, por exemplo, que tem como função a comunicação 
de fatos ao público em geral, engloba as notícias, os artigos de opinião etc. Já 
textos administrativos, como o certificado, o boletim oficial, entre outros, são 
textos formais, de estruturas rígidas que possuem função comunicativa entre um 
indivíduo e uma instituição ou entre as instituições e indivíduos.
Acreditamos que, dentro do contexto educacional, conhecer acerca 
de gêneros e tipos de texto é importante para o professor poder programar 
adequadamente as aulas, pois sabendo das necessidades dos alunos pode-se 
pensar nos objetivos e assim atingir as metas pensadas. Veja a seguir alguns 
exemplos de gêneros textuais. 
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
67
FIGURA 1 – GÊNEROS TEXTUAIS
FONTE: <https://static2.minhalojanouol.com.br/jymarry/produto/multifotos/
hd/20180227030836_5039994961_DZ.jpg>. Acesso em: 15 nov. 2018. 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
68
O texto escrito faz parte de nosso cotidiano, seja através de simples 
mensagens de bom dia do WhatsApp, seja em textos jornalísticos ou ebooks 
disponíveis para grande parte de nossa população em tempos de leituras digitais. 
Da mesma forma, os gêneros orais são usados rotineiramente para expressar 
ideias, opiniões, pedir ajuda, declarar um amor, convidar a mãe para jantar etc. 
Ou seja, formalizam, seja por escrito ou de forma oral, as situações comunicativas 
das quais participamos todos os dias. Vejamos a seguir mais informações sobre 
eles, com ênfase, nessa unidade, nos gêneros escritos. Trataremos dos orais na 
Unidade 3 deste livro.
3 GÊNEROS TEXTUAIS ESCRITOS
FIGURA 2 – GÊNEROS ESCRITOS
FONTE: <https://www.estudokids.com.br/wp-content/uploads/2015/06/generos-textuais-
noticia-carta-poesia-entrevista-e-mais-768x577.jpg />. Acesso em: 15 nov. 2018.
Quando falamos de texto, é automático que o primeiro pensamento que 
nos venha à mente são textos escritos (e até mesmo, textos na versão impressa), 
textos formais, uma resenha, um poema etc. Porém, escritos como uma receita, 
um bilhete, uma lista de compras, um recado de voz gravado no WhatsApp, uma 
palestra ou mesmo os debates políticos também são textos, alguns deles orais e 
têm sua (importante) função comunicativa. 
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
69
É importante salientar que muitos dos gêneros textuais orais partem de textos 
escritos, como os discursos políticos, ou, por outro lado, não têm relação com texto escrito, 
como as gravações de WhatsApp.
UNI
FIGURA 3 – GÊNEROS ORAIS
FONTE: <https://escolakids.uol.com.br/upload/conteudo_
legenda/8864f7003cc30f34d62be0eb077cb789.jpg>. Acesso em: 15 nov. 2018. 
Ou seja, os diferentes gêneros textuais se diferenciam justamente porque 
consideram aspectos como objetivo do texto, o público-alvo e a situação (ou seja, 
por que escrevemos, para quem escrevemos e como escrevemos, e, no caso dos 
gêneros orais, por quê, para quem e como falamos). Veja a seguir uma breve 
comparação entre as modalidades oral e escrita da língua.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
70
FIGURA 4 – LÍNGUA ORAL E ESCRITA
FONTE: <https://lenguadeterceroeso.files.wordpress.com/2015/09/lengua-oral-y-lengua-
escrita-1-728.jpg?w=840>. Acesso em: 15 nov. 2018. 
Na modalidade oral, além da comunicação espontânea e natural, sugerida 
no esquema acima, há também os discursos e apresentações preparados, em 
que o interlocutor tem pronto o que falará antes de fazê-lo. Por outro lado, no 
texto escrito, acreditamos que, sim, há algum tipo de interação, pois o processo 
de interpretação é, a nosso ver, interagir com o texto, assim como no texto oral, 
especialmente em monólogos não abertos a perguntas, não há interação entre 
falante e ouvinte.Ainda assim nos pareceu ser um esquema interessante.
Veja a seguir uma lista de gêneros textuais escritos e orais, separados de 
acordo com tipos de texto. 
FIGURA 5 – TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS
Aspectos tipológicos Exemplos de gêneros orais e escritos
Narrar Conto, fábula, narrativa de aventura, romance. 
narrativa de ficção cientifica, crónica literária, 
romance histórico, narrativa de enigma. novela 
fantástica, conto maravilhoso, entre outros. 
Relatar Relato de experiência, diário intimo, 
reportagem, crónica social, anedota ou caso. 
autobiografia, biografia, curriculum vitae, 
noticia, relato histórico, etc.
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
71
FONTE: <https://s3.static.brasilescola.uol.com.br/img/2013/03/alguns-generos-orais-escritos(1).
jpg>. Acesso em: 12 dez. 2018.
Argumentar Textos de opinião, carta de leitor, carta de 
reclamação, carta de solicitação. debate 
regrado, artigo de opinião, editorial, resenha 
crítica, assembleia, ensaio, discurso de defesa e 
de acusação (em se tratando da área jurídica). 
deliberação formal, entre demais exemplos.
Expor Exposição oral, seminário, conferência, 
palestra, resumo de textos explicativos, 
relatório cientifico, relato oral de experiência, 
palestra, verbete, entre outros.
Descrever ações Instruções de montagem. receita, regulamento. 
instruções de uso. textos prescritivos, regras de 
jogo, comandos diversos, etc. 
É importante considerar que os gêneros textuais estão presentes em tudo, 
da situação mais comum e corriqueira à situação mais pensada ou elaborada. 
Tudo exige algum gênero textual, oral ou escrito, para que possa acontecer. Os 
gêneros mais comuns, como bilhetes, e-mails, entre outros, aprendemos no dia 
a dia, enquanto outros mais rebuscados, como uma carta formal ou um poema, 
precisam de uma formalização na escola. Mesmo os gêneros orais, como entrevistas 
e palestras, precisam ser aprendidos, preferencialmente na forma escrita para que 
depois, logo que estejam bem assimilados, possam ser elaborados de forma mais 
autônoma e natural. 
Tendo isso em vista, acreditamos que é importante dar aos alunos 
insumo variado, para que ampliem sua capacidade comunicacional, pois, 
conforme Cassany et al. (1998, p. 16): “Considerar que la lengua es vehículo para 
el aprendizaje y, por lo tanto, que también debe ser aprendida como tal, es un 
aspecto importante que la escuela no puede negligir…”. Assim, na sequência, 
falaremos um pouco sobre o uso de gêneros textuais no ensino.
4 GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO 
Quando falamos de gêneros textuais, podemos pensar em dois momentos, 
o da compreensão (escrita e oral) e o momento da produção (escrita e oral), ou 
seja, uma relação que se adéqua perfeitamente às quatro habilidades linguísticas. 
O professor pode usar os gêneros textuais para que seus alunos compreendam a 
mensagem emitida ou para que produzam a sua. Tudo dependerá do professor, 
de suas intenções e, claro, dos alunos, de seus interesses e necessidades. Neste 
material, focaremos na produção, mas, muitas reflexões aqui propostas também 
poderão auxiliar no processo de compreensão.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
72
Recomendamos a leitura sobre o tema “Habilidades Linguísticas”, de Vilson Leffa, 
em: <http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/Metodologia_ensino_linguas.pdf>. Acesso em: 
26 mar. 2019.
UNI
É importante refletir sobre as razões para usar essa ferramenta (o texto) e 
sobre a metodologia de ensino usada. O ideal é que esse processo seja realizado em 
etapas planejadas e ligadas entre si, possivelmente, dentro de uma sequência didática.
Para isso, é importante que o professor conheça bem cada gênero textual 
que ensinará, pois, quanto mais sabe, melhor poderá diagnosticar o que os 
alunos já sabem e o que precisam aprender. Portanto, o ideal é começar com um 
diagnóstico, que mostrará ao professor o domínio do aluno quanto ao gênero 
estudado, assim como quanto à prática escrita e da habilidade leitora. Ao medir 
o conhecimento de cada aluno nas diferentes áreas (gênero textual, escrita e 
habilidade leitora), o professor poderá refletir sobre a práxis dele, revendo suas 
propostas metodológicas e, inclusive, podendo aproveitar as competências de 
alunos que dominem um ponto específico, por exemplo, a habilidade escrita, 
para que possam auxiliar os demais, e vice-versa.
Alguns exemplos que podem ser usados pelos professores:
• Apresentar os acertos dos alunos, a fim de que as boas estratégias possam ser 
usadas em outros momentos.
• A troca, entre os alunos, de estratégias que funcionaram.
• Socializar os erros para que os colegas possam evitá-los ou mesmo contorná-
los etc.
Após esse momento de reflexão em grupo, é possível pedir que os alunos 
teçam conclusões e mesmo apresentem sugestões de como melhorar seu rendimento.
Assim que o professor tenha definido o gênero a ser usado, deve 
acompanhar o desenvolvimento da leitura e da escrita. Para que as atividades 
propostas tenham êxito, é importante o planejamento, por exemplo, através de 
fichas de acompanhamento. Estas podem ser organizadas por gênero, tornando-
se um guia, tanto do professor quanto dos alunos.
Quando falamos de atividades de produção textual, no contexto escolar, 
é impossível não surgir em mente a temática dos erros e das correções. Como 
já comentamos, para que um texto possa transmitir a mensagem desejada, é 
preciso o uso adequado da pontuação e da ortografia, assim como o cuidado 
com a coerência e a coesão textuais. Para isso, é importante sempre o trabalho de 
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
73
correção e estímulo do professor, não focando apenas no erro e sim no processo. 
Algumas formas de proporcionar isso ao aluno são com atividades de reescrita, 
de correção entre grupos, entre outros (falaremos mais sobre isso adiante). Não 
queremos com isso propor que o aluno deva escrever de forma rebuscada ou além 
de seu nível de conhecimento, mas propor que seja dada assistência ao processo 
de crescimento do aluno enquanto escritor e leitor, assim como conhecedor de 
gêneros textuais que aprimorarão, como vimos, a sua capacidade comunicativa.
Dicas para escrever bem: 
1. Hábito de consultar o dicionário com frequência – aliás, saber usar o dicionário, 
conhecer os diferentes tipos de dicionário etc. 
2. Domínio de regras ortográficas e de pontuação.
3. A forma como nos expressamos, seja através da escrita ou da oralidade, 
interfere na compreensão ou não da mensagem enviada. Um bom texto é 
aquele cujo sentido é facilmente compreendido e isso, basicamente, tem como 
fator primordial a estrutura do texto, ou seja, fatores como coerência e coesão.
4. A revisão e a reescrita fazem com que os alunos percebam que um texto não 
nasce pronto, que é preciso mexer no texto várias vezes até que ele fique no 
formato ideal. E isso demanda trabalho, desde uma revisão professor-aluno, de 
modo que ele entenda as sugestões dadas, por que mudar alguns termos pode 
melhorar o texto, por que é preciso reorganizar ideias etc., até uma revisão 
conjunta com a turma (o que ajuda muito em caso de pouco tempo e turmas 
numerosas). Nesse caso, o professor pode elencar os erros mais recorrentes 
e propor atividades de fixação ou resolução de problemas. O fato é que é 
imprescindível fazer com que o processo de reescrita seja significativo para 
o aluno, fazer com que entenda a importância da clareza, coerência e coesão. 
Igualmente, é importante para professor e aluno ter claro que receber um texto, 
marcar os problemas, mas sem dar um retorno, sem um novo processo, não faz 
com que o aluno se aproprie daquilo que ele precisa. 
A comunicação (oral ou escrita) não é e não deve ser entendida como algo 
de responsabilidade apenas da área de linguagens. Há alguns colégios que criam 
ou oficinas de escrita, ou Laboratórios de Redação, outros que atuam de modo 
interdisciplinar na parte da escrita, não apenas com foco em atividades acadêmicas, 
como as da escola, vestibulares etc., mas também para quandosair da escola. Ver o 
professor de Geografia, ou de Física tão preocupados com a escrita como o professor 
de Gramática ajuda o aluno a entender que é importante sermos compreendidos e 
nos fazermos compreender em qualquer contexto, e que, para isso, precisamos nos 
expressar adequadamente, tanto na forma escrita quanto também na oral. 
A autorrevisão é importante também, porém mais que acabar de escrever e 
já revisar seu texto, é importante que o autor deixe o texto “descansar” um pouco, 
pois nossa mente está “acostumada” ao que escrevemos e com isso geralmente 
não vemos os problemas que existem. Essa revisão deve ser séria, com “olhos de 
leitor”, para ver se está tudo bem claro. Observa-se que revisar, especialmente 
para nossos alunos, é algo visto como chato, cansativo e mesmo desnecessário, 
contudo é preciso desfazer essa impressão, e mostrar que é fundamental para a 
construção de um bom texto.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
74
Alguns dos pontos primordiais no processo de revisão podem ser cortar 
palavras e até trechos repetitivos ou em excesso, substituir expressões ou termos 
vagos, agregar elementos que aclarem as ideias, inverter a ordem de palavras, 
trechos ou mesmo orações inteiras a fim de organizar melhor as ideias.
A melhora do processo de escrita é algo adquirido com a prática, com 
o tempo, por isso a necessidade de o professor trabalhar a compreensão da 
importância desse processo e que a reescrita não seja um processo de passar a 
limpo mecanicamente.
A troca, em que um aluno lê o texto do outro, apontando problemas, ou 
mesmo trechos não claros ajuda a formar um olhar mais crítico. Veja a seguir 
algumas dicas de aspectos importantes a serem orientados aos alunos quando 
solicitar uma produção escrita:
• Defina o tema, o gênero textual, o público-alvo e o objetivo do texto.
• Garanta material de pesquisa, como livros e revistas, dicionários, acesso a sites 
de pesquisa, gramáticas etc.
• Dê exemplos daquilo que você espera.
• Trabalhe com atividades que fomentem o conhecimento do aluno, como 
leituras e debates prévios ao processo de escrita. Se for tudo na LE, melhor 
ainda (sempre respeitando o conhecimento dos alunos). 
• Pense a atividade com tempo. Tempo para você rever o planejamento e tempo 
para que os alunos possam produzir, refletir/revisar e refazer depois das dicas 
recebidas. Uma ideia, para que a revisão não vire apenas um processo de passar 
a limpo, é fazer com que ao final do texto o aluno comente os erros cometidos 
e como chegou às soluções na nova versão (isso depende de como será feita a 
revisão).
• No caso de revisões coletivas, é importante que os alunos tenham acesso ao 
texto, seja no quadro, numa transparência ou slide ou mesmo em uma versão 
impressa.
5 GÊNEROS TEXTUAIS – A CORREÇÃO E A AVALIAÇÃO
FONTE: <encurtador.com.br/bMR28>. Acesso em: 25 nov. 2018.
FIGURA 6 – CORREÇÃO TEXTUAL
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
75
A realização de trabalhos e atividades em sala de aula é um excelente 
momento para avaliar a evolução e crescimento de nossos alunos, porém 
essa avaliação não deve ser atrelada somente a notas, pois, como sabemos, 
o aprendizado do aluno não pode e nem deve ser medido por uma ou duas 
atividades no bimestre, a nota, que é algo necessário e institucionalizado, deve 
ser resultado de um processo.
Avaliar o processo evolutivo de um aluno não é uma tarefa simples, já 
que demanda observação constante e um feeling apurado, pois o professor deve 
conhecer cada aluno e suas particularidades. Se pensarmos especificamente no 
campo da produção e compreensão de textos, essa complexidade também está 
presente. Corrigir um texto, por exemplo, não deve limitar-se apenas a indicar 
nele inadequações referentes à acentuação, pontuação e ortografia. Dessa forma, 
estaríamos formando um aluno apenas no viés da forma, da regra, do erro e 
privando-o de outros aspectos também importantes. Veja bem, não estamos, com 
isso, afirmando que os aspectos ortográficos, de pontuação e acentuação não são 
importantes, pelo contrário, eles influenciam e muito no input da mensagem que 
se quer transmitir ao leitor. Apenas queremos chamar a atenção para que esse não 
deve ser o foco das aulas, muito menos das avaliações. Acreditamos que o foco 
deve ser a observação, não apenas a fim de atribuir notas, mas também como um 
processo reflexivo, permitindo novos direcionamentos na prática do docente e do 
aluno, a fim de permitir a evolução do aprendizado, ou seja, que a avaliação deva 
ser um processo formativo, em que, mais que estabelecer notas, possa propiciar 
o aprendizado do aluno.
FONTE: <http://blog.tiching.com/wp-content/uploads/2018/01/Evaluacio%CC%81n-Formativa-
547x280.jpg>. Acesso em: 4 dez. 2018.
FIGURA 7 – AVALIAÇÃO FORMATIVA
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
76
Acreditamos que ao pensar uma avaliação, o professor e mesmo a escola 
devem ter metas e critérios predefinidos e que sejam de conhecimento dos alunos, 
para que estes, ao prepararem suas atividades, levem isso em consideração. A 
seguir, trazemos um exemplo de esquema de avaliação que nos parece muito 
interessante, e que pode ser usado tanto para atividades de escrita como para 
qualquer outra atividade.
FIGURA 8 – CICLO DA AVALIAÇÃO
FONTE: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f4/Ciclo_de_evaluaci%C3%B3n.
jpg>. Acesso em: 5 dez. 2018.
A seguir apresentamos também uma sugestão de critérios que podem ser 
usados, mais especificamente, na produção de textos. Podem ser adaptados de 
acordo com os objetivos do professor e com as necessidades dos alunos.
Elementos considerados Sim Em processo Não
Ortografia
Pontuação
Título relacionado ao texto
Parágrafos organizados
Coerência, sequência lógica dos fatos 
(começo, meio e fim; introdução; 
desenvolvimento; conclusão; entre outros)
Coesão 
Clareza das ideias
De acordo com o que a atividade propunha
Outros
QUADRO 1 – MODELO DE TABELA AVALIATIVA 
FONTE: A autora
TÓPICO 1 | CONHECENDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
77
6 PRODUÇÃO ESCRITA NA ESCOLA
Acreditamos, assim como Fernández e Callegari (2009), que é importante, 
para que haja aprendizado, que o professor use estratégias motivacionais com 
os alunos. Motivar o aluno não envolve apenas recursos pontuais, como uma 
música ou jogos. Segundo as autoras, vai muito além disso, 
trata-se de uma abordagem de ensino que se pauta na criação e 
manutenção de um ambiente totalmente propício à aprendizagem, 
objetivando manter o interesse dos alunos no maior nível possível, 
durante o maior tempo possível, ainda que consideremos o seu caráter 
instável e temporário (FERNÁNDEZ; CALLEGARI, 2009, p. 74).
Na sequência veremos algumas sugestões dadas por Fernández e 
Callegari (2009) para que os professores reflitam acerca dos principais atores da 
aprendizagem: a língua a ser ensinada, o aluno e a situação de aprendizagem 
(curso, professor e grupo):
1. De acordo ao nível da língua:
• trazer itens socioculturais;
• focar nas semelhanças e não apenas nas diferenças;
• promover o contato real com a língua (falantes nativos, viagens etc.);
• trazer à tona sempre a relevância da língua no mundo, para o aluno e para a 
comunidade.
2. Para desenvolver no aluno:
• a autoconfiança;
• o sentimento de autoeficácia;
• autopercepções favoráveis de competência em LE;
• a diminuição da ansiedade;
• o reconhecimento da relação entre esforço e resultados;
• o estabelecimento de objetivos parciais e específicos durante o curso.
3. De acordo ao nível de situação da aprendizagem:
a) Em relação ao curso:
• tornar o conteúdo relevante;
• apresentar o conteúdo de forma criativa;
• escolher com os alunos os materiais didáticos;
• despertar e manter a curiosidade e atenção dos alunos;
• fomentar o interesse e o envolvimento dos alunos nas tarefas;
• combinar as habilidades dos alunos com os níveis de dificuldades das 
tarefas;
• incentivar a expectativa dos alunos à resolução das tarefas;
• facilitar a satisfação dos alunos durante o curso.UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
78
b) Em relação ao professor:
• ser simpático, congruente e receptivo;
• exercer o papel de facilitador;
• promover a autonomia dos alunos;
• incentivar o interesse dos alunos pela LE;
• introduzir tarefas que estimulem a motivação intrínseca;
• utilizar feedbacks motivacionais.
c) Em relação ao grupo:
• incentivar a formação de grupos com objetivos específicos;
• promover a internalização das normas da sala e ajudá-los a mantê-las;
• minimizar o efeito da avaliação intrínseca;
• promover o desenvolvimento da coesão do grupo e incentivar as relações 
interpessoais;
• utilizar, com frequência, técnicas de aprendizagem cooperativa.
Além disso, parece-nos fundamental que o professor se preocupe em 
desenvolver a criatividade do aluno, dando liberdade e asas à sua imaginação, 
motivando e gerando a autonomia deste. Nossa fala, até aqui, foi bastante 
aberta, servindo para contextos que não apenas o das línguas estrangeiras, mas 
acreditamos que, no ensino destas, o aluno não aprende apenas o que concerne 
a elas, mas também amplia seus conhecimentos sobre sua língua materna, assim 
como sobre diferentes assuntos, temas e situações, preocupando-se com seu 
público-alvo e com a mensagem que deseja levar até ele. 
79
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os gêneros textuais são muitos e possuem uma função comunicativa diferente.
• O conhecimento mais amplo sobre gêneros e tipos de texto ajuda o professor 
em sua práxis docente. 
• Um texto pode ser escrito ou oral.
• Todo ato comunicacional é um texto, desde um simples bilhete até uma tese, 
desde um áudio de WhatsApp até uma conferência.
• É importante preparar atividades amplas em relação ao texto.
• É preciso saber avaliar a produção escrita com cuidado, atenção e critérios bem 
definidos.
• É necessário refletir sobre como usar o gênero textual em sala de aula.
80
AUTOATIVIDADE
1 Leia o texto a seguir e responda o que se pede.
O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua autoestima e no 
seu modo de agir. O corpo indicará onde você falha – se anda engolindo 
sapos, a área gástrica se ressentirá. O que ficou guardado virá à tona, pois 
este novo ciclo exige uma “desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já 
que precisará de energia para se recompor. Há preocupação com a família, e a 
comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra preciosa é palavra dita 
na hora certa. Isso ajuda também na vida amorosa, que será testada. Melhor 
conter as expectativas e ter calma, avaliando as próprias carências de modo 
maduro. Sentirá vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança 
virá da intimidade com os assuntos da alma.
Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.
O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua 
função específica, seu objetivo comunicativo e seu formato mais comum 
relacionam-se com os conhecimentos construídos socioculturalmente. A 
análise dos elementos constitutivos desse texto demonstra que sua função é:
a) ( ) vender um produto anunciado.
b) ( ) informar sobre astronomia.
c) ( ) ensinar os cuidados com a saúde.
d) ( ) expor a opinião de leitores em um jornal.
e) ( ) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho.
2 Proponha uma atividade em que os alunos devam preparar um texto oral 
e um escrito sobre um mesmo tema, por exemplo: a diversidade da cultura 
brasileira. Não deixe de definir o nível dos alunos (fundamental ou médio), 
assim como os gêneros textuais a serem preparados por eles.
3 Elabore uma atividade de produção textual e elenque os critérios 
avaliativos. Não deixe de definir o tema a ser tratado, o nível dos alunos 
(fundamental ou médio), assim como o gênero textual a ser preparado por 
eles.
81
TÓPICO 2
GÊNEROS TEXTUAIS I
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Como vimos anteriormente, é importante conhecer diferentes gêneros de 
texto, suas principais características e formatos para que possamos ampliar nossa 
capacidade comunicativa. Isso se justifica especialmente pelo fato de que cada 
gênero textual possui características próprias, pois é usado com um objetivo, 
precisando de determinadas estratégias para que se efetive a comunicação. 
Alguns gêneros textuais fazem parte do nosso cotidiano, desta forma, 
pelo contato frequente, pelo vocabulário e estilo de escrita, tornam-se de melhor 
compreensão para seus leitores, como textos de jornal, cartas e e-mail. Por outro 
lado, há textos com os quais temos um contato menor ou que possuem uma 
linguagem mais rebuscada, desta forma eles precisam de maior dedicação do 
leitor para que haja a comunicação. 
A partir deste tópico, conheceremos alguns dos gêneros textuais mais 
comuns: carta, e-mail, notícia, propaganda, relato, biografia e tirinhas. Na 
sequência traremos alguns exemplos de como é possível usá-los em sala de aula. 
Comecemos agora pela carta.
2 CARTA
A carta é um meio de comunicação já não muito comum atualmente. Tem 
sido substituída pelas mensagens de correio eletrônico, mas no passado, em seu 
auge, foi muito importante para levar e trazer informações para pessoas distantes 
(hoje ainda cumpre essa função, mas de modo muito mais reduzido). Seja uma 
troca de correspondências entre empresas ou entre amigos, familiares ou mesmo 
entre amores distantes, a carta era fundamental para a comunicação entre as 
pessoas. Veja a seguir as partes externas de uma carta:
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
82
FIGURA 9 – A CARTA
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/494059021594402280/visual-
search/?x=15&y=11&w=478&h=354>. Acesso em: 4 abr. 2018.
Uma carta pode ser formal ou informal, pode ser pessoal ou institucional, 
carta ao leitor, carta aberta, entre outras, no entanto, a sua estrutura é fixa. Sua 
principal característica é ter um remetente/emissor e um destinatário. A estrutura 
de uma carta tem sempre a saudação, corpo da carta e despedida. De acordo com 
o objetivo, a carta terá um estilo, podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. 
Vejamos o esquema a seguir que nos orienta sobre os principais estilos de cartas.
FIGURA 10 – ESTRUTURA DE UMA CARTA
FONTE: <https://i.pinimg.com/originals/e3/23/15/e323156bb09700c30e06e4cc9af2f314.jpg>. 
Acesso em: 5 dez. 2018.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
83
Agora, vejamos de modo mais específico o estilo formal e o informal.
2.1 CARTA INFORMAL
No caso específico de cartas informais, elas poderiam levar mensagens 
variadas, seja de envio de notícias, término de relações, manutenção de namoros 
etc. (as cartas românticas comumente eram perfumadas, com imagens, declarações 
etc.).
 Os anos 80 e 90 foram testemunhas de dois momentos interessantes sobre 
as cartas: os amigos por correspondência e as coleções de papéis de carta. Não 
se sabe bem onde surgiram, mas os pen pal (amigos de caneta) eram pessoas que 
costumavam se comunicar através de correspondência, sem outra intenção que 
não a de se conhecer, fazer amigos, pois geralmente estes não se conheciam se 
não à distância. Havia agências, espaços em revistas e jornais nos quais as pessoas 
se disponibilizavam para ser amigos por correspondência. Com o advento da 
tecnologia, isso ficou um pouco para trás. Já os papéis de carta, geralmente folhas 
tamanho A5, eram decorados e colecionados por toda a geração, especialmente 
pelas jovens que queriam ter uma cópia de cada um dos desenhos disponíveis 
das papelarias. Veja um exemplo ilustrativo a seguir. 
FIGURA 11 – PAPEL DE CARTA
FONTE: <https://papeldecartashop.com.br/13738-tm_thickbox_default/papel-de-carta-antigo-
fantasia-medio-281.jpg>. Acesso em: 20 nov. 2018. 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
84
A carta informal geralmente utiliza uma linguagem informal e íntima, 
depende da relação que há entre remetente e destinatário. Vejamos a seguir um 
exemplo de carta informal e suas principais características. 
FIGURA 12 – CARTA INFORMAL
FONTE: <https://blocs.xtec.cat/p3del20072008montserrat/files/2015/01/carta-300x179.png>.Acesso em: 15 nov. 2018. 
A seguir, vejamos um pouco sobre as cartas formais, características e usos.
2.2 CARTA FORMAL
Nas cartas formais, em geral, a relação entre remetente e destinatário 
é distante. Os objetivos de tais correspondências são apenas comerciais ou de 
trabalho. Por essa razão há sempre o distanciamento, a linguagem formal e 
de respeito. O estilo de escrita deve evitar exclamações, linguagem coloquial, 
expressão de sentimentos e deve seguir a norma culta de escrita.
No cabeçalho, costuma-se colocar, além de local e data, o nome do 
destinatário, e seu cargo ou função. Já nas saudações deve ser usado algo formal, 
como “Estimado, ilustre etc.”, jamais saudar com “Hola”. Da mesma maneira, 
no corpo da carta deve-se ser objetivo e breve, pontuando de forma direta aquilo 
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
85
que se deseja. A despedida deve ser formal, como “saludos (cordiales)” ou 
“atentamente”, e a assinatura não pode ser esquecida. Veja a seguir um exemplo 
de carta formal.
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/b4/ef/68/b4ef68c73afe1582bfb9ea030c350a61.jpg>. 
Acesso em: 15 nov. 2018. 
FIGURA 13 – CARTA FORMAL
A seguir veja um esquema com as principais diferenças entre uma carta 
formal e uma carta informal.
Saudações e Cabeçalhos Despedidas
Informais ¡Hola Fulano! ¿Qué tal?
Querido Fulano:
Queridos Fulanos:
Un beso
Besazos
Un (fuerte) abrazo
Nos vemos pronto
¡Hasta luego!
Formais Estimado señor
Estimadas señoras
Muy señor mío
Gracias,
Atentamente,
Um cordial saludo,
Respetuosamente,
QUADRO 2 – SALUDOS Y DESPEDIDAS
FONTE: A autora
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
86
A carta, apesar de estar em desuso, em decorrência da praticidade da 
tecnologia, ainda é uma importante forma de comunicação. Muito semelhante 
ao e-mail, seu “irmão” mais novo e moderno. Vejamos a seguir as principais 
considerações sobre o e-mail.
3 E-MAIL
FIGURA 14 – E-MAIL
FONTE: <encurtador.com.br/xHO67>. Acesso em: 5 nov. 2018. 
O e-mail ou “correo-electrónico” é uma versão moderna e digital das 
cartas. Os mais saudosos afirmam que com a instantaneidade do envio das 
correspondências eletrônicas, perdeu-se um pouco da magia de esperar o carteiro 
chegar com sua carta, ver o papel escrito a próprio punho, às vezes, com o perfume 
ou um desenho especial de quem a mandou. Por outro lado, o mundo atual clama 
pela rapidez das comunicações, o que faz com que os e-mails sejam uma das 
principais formas de comunicação atual.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
87
FIGURA 15 – COMO ESCREVER UM E-MAIL
FONTE: <https://es.slideshare.net/erickycaza/cmo-escribir-un-correo-electrnico-redaccin-
creative>. Acesso em: 5 nov. 2018.
Assim como ocorre com as cartas, o e-mail pode ser formal ou informal. Um 
e-mail formal é uma ferramenta importante no mundo acadêmico e laboral. Tem 
como características principais o estilo formal, clareza e precisão e boa redação e 
ortografia. Como se trata de um ambiente formal, o tratamento deve ser formal, 
sem expressar proximidade e confiança. A clareza é fundamental, especialmente 
por se tratar de ambientes de muito trabalho e pouco tempo disponível, assim 
como pela necessidade de fazer, atender o que é solicitado de forma objetiva e 
sem erros de interpretação. Do mesmo modo, as questões ortográficas e de escrita 
são fundamentais, tanto para a adequada compreensão quanto pela má impressão 
que os erros podem passar.
Já o informal é mais coloquial, sem tantos cuidados com o estilo, escrita 
etc., sendo permitido o uso de abreviações e outros elementos que no e-mail 
formal se exige o uso.
Um e-mail geralmente é composto pelas seguintes partes: assunto do 
e-mail, saudação inicial, apresentação, objetivo do e-mail e despedida. O Assunto 
do e-mail deve ser conciso e claro. Assuntos muito longos não são indicados, assim 
como curtos demais também não. Um assunto como “dúvida” não é esclarecedor 
quanto “dúvidas sobre entrega de materiais”.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
88
• A saudação inicial sempre é seguida por dois pontos: Conforme o grau de 
intimidade, deve-se escolher a saudação: um destinatário que é seu superior 
ou desconhecido, deve ser formal como “Estimado Fulano de Tal” ou “Buenos 
días Sr Fulano de Tal”.
• A apresentação é essencial para casos em que o destinatário é desconhecido. 
Nesse caso, o ideal é apresentar-se com nome completo, cargo ou ocupação. O 
objetivo do e-mail deve ser explanado de modo claro e breve.
• Na despedida, é interessante agradecer, de antemão, pelo que foi pedido na 
mensagem, por exemplo, “Le agradezco de antemano su respuesta” e despede-
se com frases como “Saludos cordiales”, “Atentamente”, “Cordialmente” etc. 
Finalize escrevendo seu nome, assim como ocorre nas cartas, não deve ser 
esquecido, no caso de e-mails corporativos, em que existe a assinatura digital, 
neste caso, não se assina duas vezes, permanece apenas a assinatura digital. 
Veja a seguir um modelo de e-mail formal e um informal. 
FIGURA 16 – E-MAIL FORMAL
FONTE: <http://blog.pucp.edu.pe/blog/wp-content/uploads/sites/91/2014/05/ejemplo_de_
correo.jpg>. Acesso em: 5 nov. 2018. 
FIGURA 17 – E-MAIL INFORMAL
FONTE: <encurtador.com.br/bdY36>. Acesso em: 4 abr. 2018.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
89
Como o e-mail informal não exige tanto cuidado do emissor, focaremos 
em orientações sobre a escrita de um e-mail formal, veja as dicas a seguir.
FIGURA 18 – CARACTERÍSTICAS DE UM E-MAIL
FONTE: <encurtador.com.br/bsBR3>. Acesso em: 5 nov. 2018. 
Pronto para redigir alguns e-mails em espanhol? Caso você tenha interesse 
em saber mais sobre como escrever cartas e modelos, acesse o link a seguir: <https://www.
contenidoweb.info/redaccion-de-cartas>. Acesso em: 26 mar. 2019.
UNI
Pois bem, a seguir conheceremos o gênero notícia.
4 NOTÍCIA
É um gênero jornalístico, com uma linguagem narrativa ou descritiva, que 
visa informar sobre um fato. Suas principais características são a presença de dados 
como tempo, personagens e lugar, tendo como principal objetivo informar o leitor.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
90
O gênero notícia pode ser divulgado em diferentes meios de comunicação 
em massa, como jornais e revistas impressos, telejornais ou programas de rádio 
etc. Existem diferentes tipos de notícias e, nos meios impressos sempre vêm com 
o título, seguido de imagem (ou não) e o texto. Já nos meios televisivos traz uma 
manchete e costuma trazer imagens ilustrativas, podendo ser transmitida ao 
vivo. As principais características devem ser a veracidade (não se deve alterar os 
fatos), a objetividade (o autor do texto não deve opinar nem emitir juízo de valor 
sobre o fato), a clareza, a brevidade, a generalização (ser de interesse de todos e 
não de uma única pessoa), assim como a atualidade (ser recente). Veja a seguir 
um exemplo de uma notícia divulgada em um jornal impresso.
FIGURA 19 – NOTÍCIA
FONTE: <https://sites.google.com/site/textosdelaprensa/_/rsrc/1369045161601/la-noticia/
MODELO_NOTICIA_ELPAIS_3.jpg>. Acesso em: 10 nov. 2018. 
Uma sugestão para nossas atividades na escola é criar a redação de um 
jornal com notícias da comunidade. Pode ser uma boa forma de despertar o 
interesse de alguns alunos para a escrita e, quem sabe, uma futura profissão.
Quanta coisa é preciso ser observada quando vamos escrever textos de 
gêneros diferentes, você se deu conta? Vamos aprender um pouco mais? Agora 
sobre a propaganda.
5 PROPAGANDA
A propaganda ou publicidade é um gênero que está presente no nosso 
dia a dia. Mesmo sem que o procuremos, ele chega até nós, seja em panfletos, 
em anúncios, flyers, outdoors, em meios de comunicação como jornais, revistas, 
televisão, rádio ou em qualquer ambiente da internet, seja em formato oral ou 
escrito. Sua escrita é de estilo dissertativo-expositivo, tendo o intuito de levar 
informações sobre algo, e alcançar ou influenciar o leitor, promovendo uma 
ideia ou produto, trazendo mensagens que despertem sensibilidade ou emoção. 
É importante ressaltar quea propaganda é uma forma de comunicação, de um 
modo geral, paga por empresas que querem divulgar seu produto.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
91
A fim de promover o interesse do leitor, são usadas imagens, muitas 
cores, texto simples e, muitas vezes, humor e ironia. Como precisam chamar a 
atenção e influenciar o consumo, precisam ser atrativos, geralmente usam verbos 
no imperativo, justamente para induzir: veja, compre, tenha, faça. No entanto, há 
muitos anúncios que não usam texto, apenas a imagem. Dentro das estratégias 
usadas pelas agências publicitárias está a criação de slogans, que ajudam a 
“prender” na mente do público-alvo a marca do produto e algo importante sobre 
si, um exemplo é o slogan da esponja de aço Bombril, com suas “Mil e Uma 
Utilidades”. Outras estratégias marcantes são músicas, jingles, personagens e 
usos de frases, falas e argumentos que nos fazem sempre pensar em um produto, 
marca ou campanha publicitária. 
Acesse, a seguir, esse link que traz alguns exemplos de publicidades 
bem-sucedidas em espanhol: <https://www.marketingandweb.es/marketing/
anuncios-publicitarios/>. Acesso em: 26 mar. 2019.
FIGURA 20 – PROPAGANDA
FONTE: <https://files.genial.guru/files/news/part_8/85255/preview-703810-
650x341-98-1484582223.jpg>. Acesso em: 10 nov. 2018.
6 RELATO
Um relato é uma produção sobre um fato, podendo ser narrativa, descritiva 
ou informativa. Ademais, cabe ressaltar que o relato pode ser oral ou escrito, 
pois sempre que alguém lhe conte algo, está construindo um relato. Podem ser 
fictícios ou não, ser históricos ou fantásticos. O histórico é a narrativa cronológica 
de fatos reais do passado, geralmente formado por introdução, desenvolvimento 
e conclusão, um exemplo são textos que contam sobre um acontecimento real, 
para registrá-lo, como La Gran Migración. Já o relato fantástico está relacionado 
à fantasia, ou seja, algo imaginário, ficcional. Narra fatos com características 
sobrenaturais, com seres que muitas vezes não existem na vida real. Relatos 
fantásticos existem desde a mitologia grega, mas foram evoluindo com o passar 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
92
dos anos, estando presentes em estilos como ciência-ficção, aventura, terror etc. 
Há diferentes exemplos de relatos fantásticos, como “Relato da Fera” ou “Relatos 
Salvajes”.
O relato literário é menor que um romance, por isso, geralmente, é mais 
sintético, sem tantos detalhes, descrições e pormenores, buscando mais impacto 
com menos palavras. Dentro da literatura mundial temos vários exemplos de 
sucesso, como Jorge Luis Borges e El espejo de tinta, Edgar Allan Poe e Os crimes da 
rua Morgue, ou Gabriel Garcia Marques com Relato de un Náufrago.
FIGURA 21 – RELATO DE UM NÁUFRAGO
FONTE: <https://http2.mlstatic.com/relato-de-un-naufrago-D_NQ_NP_676054-
MLB26150952474_102017-O.webp>. Acesso em: 10 nov. 2018. 
Fica aqui uma sugestão do áudio do livro Relato de um Náufrago, para que você 
o ouça quando puder. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=uzuyfCu1R8g> 
e, se você quer saber um pouco mais sobre relatos, consulte: <https://www.ecured.cu>.
UNI
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
93
7 BIOGRAFIA
A biografia é a história de vida de alguém. O termo biografia designa a 
história de alguém, assim como a narrativa escrita que conta isso.
Geralmente a biografia começa falando do nascimento e aspectos 
familiares da pessoa em questão e tem como fechamento duas possibilidades: se 
o biografado está vivo ou morto. Geralmente, se está vivo, opta-se por contar até 
determinado momento de sua vida, se está morto, conta-se até o momento de sua 
morte.
Existem biografias autorizadas, em que o biografado ou responsável lê 
e autoriza o que se escreveu, assim como há as não autorizadas e pode haver a 
autobiografia, em que uma personalidade relata sobre sua própria vida. 
A estrutura da biografia inclui a introdução (apresentar o biografado), o 
desenvolvimento (a narração dos fatos de sua vida) e a conclusão (elemento subjetivo, 
que geralmente faz uma avaliação da vida do biografado). Veja a seguir exemplos 
diferentes de biografia, começando com uma biografia com verbos no presente.
FIGURA 22 – BIOGRAFIA (VERBOS NO PRESENTE)
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/AVdEN0Wi8gW7khiD4hRr2bX1765wdOjgnj3b--nvh-
DWcGqHg_Rb7bI/visual-search/?x=16&y=16&w=530&h=671>. Acesso em: 4 abr. 2018. 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
94
Verbos no passado, da mesma pessoa (já falecida):
FIGURA 23 – BIOGRAFIA (VERBOS NO PASSADO)
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/310607705544399598/?lp=true>. Acesso em: 10 nov. 2018. 
E, por fim, mais uma biografia de Frida Kahlo, agora narrada em primeira 
pessoa (mesmo ela estando morta), sendo ilustrada e escrita de forma bastante 
sucinta, pontual e sem tantos detalhes. 
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
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FIGURA 24 – BIOGRAFIA (EM PRIMEIRA PESSOA)
FONTE: <https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/71o39LHUjIL.jpg>. Acesso em: 10 
nov. 2018. 
Como vimos, há diferentes formas de biografar a vida de alguém (e outras 
formas, além das aqui indicadas), e isso tem muito do estilo de cada autor. A 
seguir mostramos um esquema geral de como preparar uma biografia.
FIGURA 25 – BIOGRAFIA PASSO A PASSO
FONTE: <https://3ciclolengua.webnode.es/_files/200000036-e98cbea873/cono.JPG>. Acesso 
em: 10 nov. 2018. 
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
96
8 TIRINHAS
As historietas, tiras ou cómics são histórias contadas através de imagens, com 
ou sem texto, sobre assuntos diversos, indo de temas cômicos a críticas sociais. 
Dentro desse grupo de textos estão a charge, o cartum, a tirinha e as histórias em 
quadrinhos, veja uma breve descrição de cada uma, a fim de diferenciá-las, sendo 
que o foco desse subitem é a tirinha, mas as reflexões feitas cabem sim a todos:
• A charge faz uma sátira de determinadas situações, geralmente tendo como 
personagens personalidades públicas (artistas, políticos etc.).
• O cartum é um texto humorístico que faz uma anedota sobre algo do 
temperamento humano. 
• A tirinha é uma sequência de quadrinhos, de publicação regular, com críticas 
sociais. Uma espécie de história em quadrinhos em formato reduzido.
Podem aparecer em (partes de) páginas de jornais, revistas ou mesmo em 
revistas completas (gibis, revistas em quadrinhos), podendo ter edições diárias 
semanais, quinzenais, dependendo do caso. É comum que as histórias contadas 
nas tiras terminem em uma única tirinha, mas podem terminar depois de várias 
tiras ou mesmo páginas. Podem ser desenhadas e escritas por uma única pessoa, 
como é o caso da famosa Mafalda, de Quino, ou por pessoas diferentes, como o 
caso da turma da Mônica que atualmente tem várias pessoas responsáveis pelo 
desenho.
Esse gênero textual, cada vez mais, tem sido explorado nas aulas, em 
várias disciplinas, assim como em provas e exames, em especial para medir a 
capacidade de compreensão leitora dos alunos. Veja a seguir uma tirinha da 
Mafalda.
FONTE: <https://www.caracteristicas.co/wp-content/uploads/2016/04/mafalda-genero-
discursivo-e1461252551475.jpg>. Acesso em: 20 nov. 2018. 
FIGURA 26 – TIRINHAS DE MAFALDA
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
97
9 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO 
MÉDIO E ENSINO DE JOVENS E ADULTOS
A partir de agora traremos algumas reflexões mais práticas sobre como 
usar os gêneros textuais em sala de aula. Hoje em dia, com o advento da internet, 
há muitas sugestões prontas que podem ser usadas, ou adaptadas, e isso pode 
facilitar muito a nossa vida. No final desse subitem deixaremos links que podem 
ser usados para o ensino do espanhol, aqui traremos sugestões que não são 
nossas, foram retiradas de um livro de Fernandez et. al. (2012), Gêneros Textuais 
e Produção escrita, distribuído pelo FNDE, e que nos fazem refletir sempre sobre 
o contato com o gênero textual, a identificação do gênero textual, caracterização 
do gênero, como preparar a atividade, orientações sobre a atividade e dicas sobre 
o assunto.Basicamente, as autoras dão orientações, um passo a passo, com os 
textos a serem usados. Aqui faremos um breve relato das propostas dadas por 
elas, e recomendamos a leitura na íntegra da obra, pois pode trazer diferentes 
reflexões sobre as atividades propostas.
Vimos nesse tópico os gêneros carta (formal e informal), e-mail (formal e 
informal), diário, notícia, propaganda, relato e tirinha. Vamos agora ver algumas 
ideias e sugestões de como trabalhar esses gêneros em sala de aula. São apenas 
algumas sugestões, podem ser adaptadas, reinventadas etc. Ressaltamos que não 
são ideias minhas e que o texto que trago aqui, sobre essas sugestões de planos, 
são paráfrases, adaptações e trechos na íntegra.
9.1 CARTA
O primeiro momento proposto é o contato com o gênero estudado, em 
que as autoras sugerem que o professor dê insumo aos alunos, apresentando 
diferentes exemplos, e que ele mesmo tenha claro o que é esse gênero. Suponhamos 
que seja trabalhado o gênero carta pessoal: há uma breve fala contextualizando 
o professor sobre o gênero. Posteriormente são propostas atividades e reflexões 
para que o aluno se aproprie de fato do gênero estudado, que saiba identificá-
lo. O aluno tem acesso a uma ou duas cartas impressas ou em slides. Então o 
professor pergunta coisas como: alguma vez você já viu ou ouviu uma? Vocês, em 
suas casas, recebem ou escrevem cartas ou textos parecidos? Quando costuma-se 
escrever esses textos, com que objetivo e como são caracterizados? Etc. Faça com 
que seus alunos discutam, formulem hipóteses. Depois disso podem ser propostas 
atividades específicas para ajudar o aluno a identificar o gênero estudado, nesse 
caso, uma carta. Vejamos um exemplo de múltipla escolha:
1. Quanto a esse tipo de texto, pode-se dizer que: 
a) ( ) É escrito principalmente em escritórios.
b) ( ) Expõe argumentos científicos.
c) (x) É um importante meio de comunicação.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
98
Na sequência, faça atividades que formalizem a sistematização das 
características deste gênero textual. Por exemplo, depois das atividades já feitas, 
pedir que o aluno identifique as partes que compõem as cartas pessoais. Isso pode 
ser feito individualmente, em pequenos grupos ou com o professor e a turma. 
 
As principais partes de uma carta pessoal são:
• lugar e data;
• destinatário;
• saudações;
• corpo da carta;
• despedida;
• assinatura;
• pós-data (opcional).
Após elencarem as partes da carta, pedir que analisem, nas cartas 
mostradas anteriormente, cada parte indicada.
Feito isso, chega o momento de pedir uma produção do gênero estudado. 
Vale a pena revisar pontos importantes de uma carta, o que reforçará seu 
aprendizado e ajudará você e os alunos quanto aos critérios a serem usados. Veja 
a seguir o quadro sugerido pelas autoras. 
FIGURA 27 – CARTA
FONTE: Fernandez et al. (2012, p. 54)
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
99
Na sequência, defina com os alunos quem será o público-alvo, o 
destinatário da carta. Oriente-os para deixarem claro por que estão escrevendo 
a carta e que não se esqueçam de se dirigir, na carta, ao seu destinatário. Peça 
que façam o rascunho considerando os elementos integrantes do gênero, listados 
anteriormente. Leia todas as cartas, fazendo as considerações necessárias e solicite 
que façam as mudanças. É importante que os alunos entendam as inadequações 
para não as repetir. Finalmente, os alunos devem passar a carta a limpo, colocá-
la em um envelope para entregar. Na sequência, Fernandez et al. (2012) listam 
algumas obras que tratam mais sobre o gênero em questão.
A seguir veremos sugestões sobre como trabalhar com o gênero e-mail.
9.2 E-MAIL
Traga dois ou mais e-mails a seus alunos, peça que leiam e reflitam sobre 
algumas questões, como: onde e quando esse tipo de texto costuma ser escrito, 
quais as principais características desse gênero de texto, é possível comparar com 
cartas, entre outras. Desse modo poderão traçar diferenças e aspectos principais.
Faça atividades que ajudem a identificar o gênero e-mail. Entregue as 
questões para que eles respondam (você pode adaptar as questões para seu 
grupo). Exemplos de questões:
1. Pode-se dizer que os textos A e B são escritos por:
a) ( ) Pessoas diferentes.
b) ( ) Um professor.
c) (x) Uma única pessoa.
2. Pode-se dizer que os textos A e B tratam de:
a) ( ) Notícias policiais.
b) (x) Mensagens pessoais.
c) ( ) Publicidade política.
3. O objetivo principal dos textos A e B é:
a) ( ) Dar informações comentadas sobre algo.
b) (x) Estabelecer contato com um interlocutor.
c) ( ) Dar uma resposta a uma solicitação.
4. Peça aos estudantes que respondam, em seus cadernos, perguntas específicas 
relacionadas ao conteúdo dos e-mails apresentados.
5. Peça aos alunos que localizem no texto dados como (entregue em uma folha ou 
apresente em slides).
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
100
Texto A Texto B ...
Quién lo escribe
A quien se destina
Objetivo
Motivo
Saludo
Despedida
QUADRO 3 – DADOS DO TEXTO
FONTE: Fernández e Callegari (2009, p. 96)
Na sequência as autoras sugerem a sistematização acerca do gênero 
e-mail, em que o professor pode trazer, em espanhol, textos explicativos sobre 
origem, estrutura, estilo (formal e informal). Pede-se, assim como foi sugerido 
anteriormente (no gênero carta), que os alunos elenquem os elementos essenciais 
de um e-mail, que devem ser completados, se necessário, pelo professor. É 
importante falar também do estilo (formal ou informal) de escrita, das abreviaturas 
usadas e também dos emoticons.
Em espanhol podem ser Emojis ou Emoticones. Acesse o link a seguir e veja 
um pouco mais sobre eles:
<https://es.digitaltrends.com/tendencias/diccionario-emojis-significado/>. Acesso em: 4 mar. 
2019.
UNI
Posteriormente, pode-se solicitar aos alunos que elaborem e-mails, 
definindo tema, público-alvo etc. Pode-se dar uma lista de emoticons e pedir que 
sua mensagem seja elaborada de acordo com o que estes expressam. 
Peça que elaborem rascunhos, que devem ser lidos e orientados pelo 
professor de modo a deixar as mensagens claras e explicando por que das 
indicações de alteração (assim o aluno entende e aprende). Na hora de passar a 
limpo, com os ajustes indicados, se possível, é bom fazer com os alunos, em uma 
sala de informática, num ambiente virtual, eles podem enviar esses e-mails para 
a professora, ou para seus colegas etc. Dependerá da criatividade e adaptação de 
cada um.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
101
9.3 PROPAGANDA
As autoras trazem uma proposta para “anúncio publicitário e propaganda”, 
que elas mesmas classificam como gêneros diferentes, apesar de muitas vezes 
serem confundidos. Como acontece em cada proposta que apresentam, elas 
trazem dados importantes sobre os gêneros, que textos se encaixam nesse gênero 
(cartazes, encartes, banners, brindes, folders, painéis, entre outros). Chamam 
a atenção para o fato de que, embora sejamos constantemente expostos a estes 
textos, é importante refletir sobre seus propósitos. Trazem dois exemplos tirados 
de uma revista da Espanha que pode ser mostrada aos alunos. Veja a seguir:
FIGURA 28 – EXEMPLOS
FONTE: Fernandez et al. (2012, p. 130 e 131)
O professor deve propor, então, uma atividade de compreensão, sobre 
os textos, assim como verificar se já leram textos parecidos, em que veículo de 
comunicação, se tinha imagens, quais e quantas, como eram, se havia texto, como 
ele era etc.
Na sequência, como já vimos, propõem uma atividade de identificação, 
com perguntas que devem ser feitas aos alunos:
1. Quanto aos textos, pode-se dizer que:
a) ( ) Contam fatos ocorridos em um passado recente.
b) ( ) São acadêmicos.
c) (x) Misturam informação verbal e não verbal.
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
102
2. Pode-se dizer que é frequente nesse tipo de texto:
a) ( ) A falta de pontuação e abreviatura de algumas palavras.
b) ( ) A pontuação inadequada.
c) (x) A utilização de verbos no imperativo.
3. Não se pode dizer que textoscomo os anteriores:
a) ( ) Em geral são publicados em textos como jornais e revistas.
b) (x) São publicados somente na internet.
c) ( ) Anunciam algo.
4. Os textos anteriores são exemplos de:
a) (x) Anúncios publicitários.
b) ( ) Relatórios.
c) ( ) Receitas.
Posteriormente podem ser feitas atividades de sistematização sobre 
o gênero estudado, quando os alunos podem, por exemplo, voltar aos textos 
apresentados e encontrar, em cada um, dados como:
a) O que se quer vender.
b) As vantagens de adquirir tal produto.
c) As principais características do produto.
d) Verbos que induzem à aquisição do produto.
e) Detalhes das imagens.
A partir disso, pode-se elencar com os alunos as características do gênero 
estudado, no caso da proposta de Fernandez et al. (2012), dos dois, publicidade 
e propaganda. Antes de propor uma atividade de produção, as autoras sugerem 
uma revisão e que sejam definidos, com os alunos, detalhes importantes:
a) Escolha do produto ou ideia que desejam vender.
b) Definição das vantagens ao adquirir o produto, assim como suas principais 
características.
c) Escolha de imagens.
Dicas: 
a) Cuide para que sua propaganda chame a atenção de quem a veja (seja no meio 
que for).
b) As informações apresentadas devem ser claras e persuasivas (uso do 
imperativo).
A atividade pode ser feita em grupos ou duplas. Deve ser elaborado um 
rascunho, que o professor deve ler para tecer as devidas considerações junto 
aos alunos para que entendam o que precisarão adequar (se esse for o caso). Os 
alunos devem, então, entregar a versão final ao professor, que poderá promover 
uma exposição de todos os trabalhos.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS I
103
Desse modo terminamos aqui algumas propostas didáticas, que podem 
ajudar os professores na práxis diária. A seguir deixamos algumas sugestões de 
sites que podem ser consultados para você ter novas sugestões, certamente há 
muitos outros, melhores ou não, cabe pesquisar, testar e mesmo divulgar aos 
colegas:
• <http://almendrablogele.blogspot.com.es/>.
• <http://cinenclase.blogspot.com/>.
• <http://deele.es/>.
• <http://formespa.rediris.es/>.
• <https://cvc.cervantes.es/ensenanza/actividades_ave/aveteca.htm>.
• Acesse esse link, aqui você terá uma lista ainda maior de sites: <http://www.
rutaele.es/webs-blogs-recusos-ele/>.
104
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• A carta ainda é um importante meio de comunicação.
• Uma carta pode ser formal ou informal, dependerá do contexto.
• Uma carta informal utiliza uma linguagem informal e íntima, com mensagens 
de um cunho mais pessoal.
• A carta formal, além de ter uma linguagem formal e de respeito, geralmente é 
usada para correspondência entre empresas e clientes.
• O e-mail é uma versão moderna da carta, com muitas características em comum, 
especialmente, a versão formal e a informal.
• A notícia é um gênero jornalístico que informa sobre um fato, sendo divulgada 
em jornais, revistas, rádio, televisão etc.
• A propaganda é um gênero textual que visa informar e convencer sobre algo. É 
divulgada em diferentes meios (internet, rádio, televisão, jornal etc.) ou meios 
(panfletos, em anúncios, flyers, outdoors etc.).
• O relato é um texto que conta algo, com um formato menor que um romance. 
Pode relatar fatos reais ou fictícios.
• A biografia é a escrita sobre a vida de alguém, podendo ser autorizada ou não, 
e relatar sobre a vida de alguém que já morreu ou não.
• Tirinhas são histórias contadas através de imagens, com texto ou não, e que 
tratam de temas cômicos, até temas de crítica social. 
105
AUTOATIVIDADE
1 Leia a tirinha e faça o que se pede:
FONTE: <https://i0.wp.com/espanholsemfronteiras.com.br/wp-content/
uploads/2016/06/1978841.jpg?w=620&ssl=1>. Acesso em: 15 nov. 2018.
Prepare uma atividade com esse gênero textual para ser implementada em 
sala de aula. Leve em consideração os aspectos tratados em toda a unidade, 
como público-alvo, objetivos, pré-atividade, desenvolvimento e pós-atividade. 
Deixe claro também qual a habilidade que você priorizará em cada momento 
da atividade.
2 Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:
Despertar de un sueño y vivir una pesadilla, por Melina Bavasso
«Estaba en un bosque desolado, era de noche y solo me alumbraba la luz 
de la luna. La única melodía que se escuchaba era la de mis pasos descalzos y la 
agitación de mi respiración luego de tanto andar. La desesperación penetraba 
en mi alma y hacía bombear mi corazón a la velocidad del viento que erizaba 
mi piel. Una mano que quemaba toco mi espalda y escuche un susurro tan 
lejano que no logré comprender. Sentí un dolor desgarrador y de pronto vi mi 
habitación. Desperté con una frase tatuada en mi piel: 'No despertarás jamás'.»
FONTE: <https://microcuento.es/retos/cuentos-cortos-de-terror/>. Acesso em: 27 mar. 2019. 
Analisando as principais características do texto lido, podemos dizer que seu 
gênero predominante é:
106
a) ( ) Conto.
b) ( ) Poesia.
c) ( ) Prosa.
d) ( ) Crônica.
e) ( ) Diário.
3 (Enade Letras Espanhol 2017) Algunos documentos oficiales para la 
enseñanza del español como lengua extranjera orientan que los professores 
exploten, en sus clases, variados géneros textuales. Eso incluye el análisis de 
interrelaciones del linguaje verbal y no verbal en los géneros multimodales, 
como el cartel sobre la prevención del SIDA presentado a continuación.
Teniendo en cuenta el cartel, haga lo que se pide a continuación. Escriba su 
respuesta en lengua española.
a) Explique cómo las interrelaciones del linguaje verbal y no verbal contribuyen 
para la construcción de los sentidos em el texto (puntuación: 6,0). 
b) Presente dos ventajas de la utilización de variados géneros textuales em la 
enseñanza de español como lengua (puntuación: 4,0). 
107
TÓPICO 3
GÊNEROS TEXTUAIS II
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”. Essa 
célebre frase de Jorge Luis Borges é inspiradora não apenas para lermos bons 
livros, mas para lermos. Ler nos informa e nos prepara. Quanto mais lermos, 
mais aptos a ler estaremos. Como vimos anteriormente, os gêneros textuais com 
os quais temos mais contato não nos dão tanto problema quanto aqueles aos 
quais temos acesso mais raramente.
As principais dificuldades encontradas nessas leituras devem-se ao estilo 
de escrita empregado em cada gênero, ou mesmo no tipo de texto. Se um texto 
injuntivo visa orientar, é importante que nosso aluno saiba e consiga identificar 
isso no texto, pois ajudará a elucidar a mensagem do escritor, assim como ser 
claro em sua escrita no caso de ele preparar um texto injuntivo, seja uma receita, 
um manual ou um guia.
Considerando esses fatores, no terceiro tópico, veremos os gêneros 
textuais: artigo de opinião, diário, fábula, resenha, receita, manual de instrução, 
lenda, crônica, conto e suas características principais e, na sequência, algumas 
sugestões de atividades didáticas que podem ser aplicadas em sala de aula. Vale 
ressaltar que a organização dos gêneros aqui apresentados, seja neste tópico ou 
no anterior, não segue nenhuma rigidez ou linha organizacional, ou seja, estão 
organizados de modo aleatório. Começaremos pelo artigo de opinião.
2 ARTIGO DE OPINIÃO
Um artigo é um texto dissertativo-argumentativo e, mais que um 
texto informativo, é opinativo. Existem diferentes tipos de artigo: de opinião, 
científico, acadêmico, de revisão, original ou de divulgação, e aqui versaremos 
especificamente sobre o artigo de opinião. Este tem como principal objetivo 
informar e persuadir o leitor, geralmente é publicado em revistas ou jornais, 
podendo ser pequeno ou grande e tratar de qualquer assunto. São textos escritos 
sobre temas polêmicos, revelam o ponto de vista e as impressões pessoais do 
autor, pedem uma posição dos leitores e os ajudam a construir sua própria 
opinião sobre o assunto.
108
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
As principais características do artigo de opinião são: presençade 
persuasão e argumentação, ser escrito em primeira ou terceira pessoa, com 
linguagem simples, objetiva e subjetiva, tratar de temas da atualidade, ter títulos 
polêmicos e provocativos etc. Seguem o padrão dissertativo, sendo constituídos 
de introdução, desenvolvimento e conclusão.
Como o autor visa convencer o leitor acerca de algo, como práticas 
persuasivas, é comum a presença de descrições detalhadas, humor, sátira, ironia, 
indicações de fontes de informação, acusações e apelo emotivo, entre outros. Veja 
a seguir um exemplo de artigo de opinião.
FIGURA 29 – ARTIGO DE OPINIÃO
FONTE: <https://javiolea.files.wordpress.com/2010/06/ejemplo.jpg>. Acesso em: 20 nov. 2018. 
3 DIÁRIO
O diário nada mais é que um texto pessoal em que relatamos os principais 
acontecimentos do dia, assim como reflexões, sentimentos, experiências etc. 
Geralmente é escrito em linguagem informal, pois é escrito em primeira pessoa 
(pelo autor para si mesmo). As principais características de um diário são a 
presença da data, e, se for um diário pessoal, uma saudação e uma despedida. 
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
109
O diário, assim como a carta, surgiu em uma versão em papel em que as pessoas 
registravam manualmente o que desejavam e, preferencialmente, o mantinham 
em sigilo, tanto que muitos desses “caderninhos” vinham com chaves para 
impedir que os curiosos os lessem. Esses eram os diários pessoais, há ainda os 
diários de bordo, que registram coisas de viagem, e os diários de ficção, que são 
textos literários que seguem o modelo confessional de um diário. 
Um diário pessoal pode ter elementos decorativos, desde a capa até 
desenhos ou colagens nas páginas, que geralmente dão sinais do momento 
psicológico do autor. Por outro lado, em tempos de redes sociais e internet, os 
diários escritos estão também em desuso e foram substituídos por blogs e até 
mesmo redes sociais em que as pessoas registram o que antes iria para o sigiloso 
diário, desta forma fica exposto a qualquer leitor.
Uma curiosidade especial sobre os diários é que podem se converter em 
um documento de registro histórico, como o emblemático Diário de Anne Frank. 
Veja a seguir dois exemplos, um de um diário pessoal e outro de um diário de 
bordo.
FIGURA 30 – DIÁRIO PESSOAL
FONTE: <http://eldiariopersonal.com/wp-content/uploads/2018/02/ejemplo-diario-personal-
corto.jpg>. Acesso em: 15 nov. 2018. 
110
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
FIGURA 31 – DIÁRIO DE VIAGEM 
FONTE: <https://www.milejemplos.com/cartas/wp-content/uploads/sites/2/ejemplo-diario-
personal-de-viaje-282x300.jpg>. Acesso em: 23 nov. 2018.
Na sequência, falaremos sobre as fábulas, acompanhe.
4 FÁBULA
Trata-se de uma narrativa escrita em prosa ou em verso, com personagens 
(que podem ser humanos ou não, sendo que os personagens animais assumem 
características humanas) que geralmente levam ao leitor uma moral ou valores 
sociais.
É comum que determinados animais representem aspectos específicos, 
como a raposa, relacionada à astúcia; o leão, à força; a formiga, ao trabalho etc.
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
111
Teve origem no Oriente, inicialmente na forma oral, passando 
posteriormente à forma escrita. Geralmente são voltadas para o público infantil, 
mas são apreciadas por adultos também. Os fabulistas mais conhecidos são Esopo, 
Fedro e, no Brasil, Lobato. Alguns exemplos de fábulas famosas são A Cigarra e 
a Formiga, A Raposa e as Uvas e O Leão e o Ratinho. Veja a seguir um exemplo de 
fábula em espanhol.
FIGURA 32 – FÁBULA
FONTE: <encurtador.com.br/rzEQ9>.Acesso em: 20 nov. 2018. 
5 RESUMO
O resumo é a expressão reduzida ou sintetizada, de forma oral ou escrita, 
de um tema ou assunto. Busca-se abordar os aspectos mais importantes do tema 
a ser resumido, expresso em um texto, um documento, uma exposição oral etc.
O resumo está muito presente no universo educacional, seja por uma 
tática eficaz de estudo, seja por tarefas pedidas por seus professores. Pode ser 
feito a partir das ideias principais retiradas de um texto ou de anotações de uma 
exposição. Deve-se escrevê-lo de modo organizado, coeso, retratando as ideias do 
autor, sem opinar.
Existem diferentes tipos de resumo:
1. Indicativo ou simples – trata apenas dos pontos principais do tema, sem tratar 
de dados.
2. Informativo – informa ao leitor o essencial para que, se for o caso, acesse o texto 
integral.
112
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
3. Crítico – resumo interpretativo de um documento, opinando sobre o assunto.
4. Descritivo – é mais aprofundado na estrutura do texto.
5. Resumo tipo abstract – encabeça os artigos científicos e deve informar sobre o 
conteúdo do texto. 
Há também a síntese – resumo de diferentes textos que tratam de um único 
assunto, formando um resumo único no qual as ideias principais de cada um 
estarão presentes. Veja a seguir um breve resumo do livro El Cantar de Mío Cid.
FIGURA 33 – RESUMO DE “EL CID”
FONTE: <http://www.pps.k12.or.us/district/depts/edmedia/videoteca/curso3/htmlb/gra_9.gif>. 
Acesso em: 23 nov. 2018.
Dicas para um bom resumo:
• Ler o texto mais de uma vez para compreender bem a mensagem.
• Entender as partes principais do texto e cuidar para que sejam devidamente 
expressas.
• Expressar o que é entendido.
• Ao resumir, apenas o fundamental deve ser anotado.
Na sequência, falaremos sobre o gênero resenha, acompanhe:
6 RESENHA
Texto expositivo-argumentativo comum no meio acadêmico e em jornais, 
revistas, entre outros. Sobre algum fato (cultural ou esportivo, crítica literária 
ou artística). Uma resenha traz o conteúdo do fato analisado, em forma de um 
resumo significativo, abordando as ideias principais, o propósito, a finalidade, 
assim como a opinião do resenhador.
Existem diferentes tipos de resenha, vejamos a seguir:
• Literária ou narrativa – visam avaliar textos literários, geralmente comparando-
os com outras obras. É uma análise crítica e não a opinião pessoal de alguém.
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
113
• Comparativa – pode ser crítica ou literária, em que são comparados e analisados 
dois ou mais textos.
• Mapeamento sistemático – visa classificar e categorizar, quantitativa ou 
qualitativamente, os textos por temas, ano de publicação, país de origem etc. 
• Mista – aparecem diferentes métodos de resenha. 
• Panorâmica – é chamada também de overview, uma forma de resumo de uma 
área específica, por exemplo, a médica. Deve facilitar a compreensão do texto, 
especialmente se o texto é sobre um assunto novo.
• Vanguarda – refere-se a temas atuais, especialmente relacionados a temas 
tecnológicos. 
• Sistemática – é um dos tipos mais comuns. Advém de pesquisa e síntese, 
integrando mais de um texto.
• Geral – reúne questões de diferentes fontes sobre um único assunto.
Os principais objetivos são apresentar o objeto da resenha e convidar o 
leitor a conhecê-lo na íntegra. Veja, na sequência, um exemplo de resenha crítica.
FIGURA 34 – MODELO DE RESENHA
FONTE: <encurtador.com.br/ev459>. Acesso em: 27 nov. 2018. 
114
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
A seguir, veremos o gênero receita.
7 RECEITA
É um texto orientacional, cujo objetivo é descrever o preparo de algo, 
geralmente alimentos. Os elementos presentes na estrutura de uma receita são 
fixos: ingredientes, modo de preparo, rendimento, tempo de execução etc. Uma 
particularidade é que os verbos de orientação geralmente estão no infinitivo ou 
no imperativo, a fim de orientar a execução.
Nos ingredientes devem ser expressas as quantidades exatas, que podem 
ser medidas em colheres, xícaras, latas, litros ou gramas. No modo de preparo é 
descrita, com detalhes, a forma como deve ser executada a receita, assim como 
“mexer sempre”, “mexer por 10 minutos” etc. Veja a seguir um exemplo de receita.
FIGURA 35 – RECEITA
FONTE: <http://selectospr.com/main/wp-content/uploads/2017/12/Receta-Papa-200x300.jpg>. 
Acesso em: 20 nov. 2018.
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
115
Na sequência, veremoso gênero “Manual de instruções”. 
8 MANUAL DE INSTRUÇÕES
Esse gênero textual visa orientar sobre o uso de dispositivos, correção de 
problemas ou estabelecer procedimentos de trabalho. Geralmente acompanha 
produtos a fim de descrevê-los, orientar o consumidor sobre seu funcionamento 
e trazer cuidados que devem ser tomados.
Pode aparecer em formato impresso ou disponível em formato on-line 
nas páginas das empresas. Apesar de ser um material técnico, é escrito com uma 
linguagem simples a fim de permitir que qualquer pessoa tenha acesso ao que é 
escrito. Geralmente a empresa produz os manuais em diferentes idiomas e utiliza 
imagens para auxiliar na compreensão. 
É comum que a estrutura dos manuais seja: introdução sobre o produto, 
sumário, as orientações, lista de problemas mais frequentes e possíveis soluções, 
lista de assistências técnicas autorizadas e um glossário. Veja a seguir um exemplo 
de manual de uso de um produto.
FIGURA 36 – MANUAL
FONTE: <https://kevinito4.files.wordpress.com/2012/12/guia-maxima-instrucciones-de-
pasteleria.png?w=788>. Acesso em: 27 nov. 2018. 
Na sequência, veja um manual de segurança. 
116
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
FIGURA 37 – MANUAL
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/346706871297639953/visual-search/?x=16&y=16&w=530
&h=671l>. Acesso em: 4 abr. 2018. 
9 LENDAS
O gênero lenda é um tipo de texto que narra fatos naturais, sobrenaturais 
ou uma mescla dos dois. Geralmente são histórias que começam a ser 
transmitidas oralmente (mas também são transmitidas por escrito) e são passadas 
de geração a geração, sendo modificadas, muitas vezes, pela imaginação do 
povo. Originalmente as lendas contavam histórias de santos, mas com o passar 
do tempo passaram a registrar a tradição popular e fazer parte da cultura. Ou 
seja, cada país tem suas lendas, as brasileiras são o boto, a cuca, o saci Pererê, a 
mula sem cabeça, entre outras. Há muitas lendas conhecidas, como Robin Hood, 
O Monstro do Lago Ness, Lobisomem, ou as lendas urbanas como a Loira do 
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
117
Banheiro, Maria Sangrenta, dentre outras. No mundo hispano há várias lendas 
também, como La Llorona, El Sombrerón, El Chupacabras, La Sayona, El Tío, El 
Silbón etc.
Semelhante ao que ocorre com os mitos, as lendas costumam trazer 
explicações a coisas não explicáveis pela ciência. Porém, os mitos falam de seres 
mais endeusados, as lendas falam de seres mais “simples”.
FIGURA 38 – LENDA DE “LA LLORONA”
FONTE: <https://img.chilango.com/2017/10/leyenda-de-la-llorona-696x378.jpg>.Acesso em: 27 
nov. 2018. 
Na sequência, trazemos um exemplo de uma lenda hispânica, do México, 
conhecida no mundo inteiro:
LA LLORONA
Difícilmente existe un chilango que nunca haya escuchado hablar de la leyenda de La 
Llorona. Unos dicen que se aparece en Coyoacán, otros, que siempre la escuchan gritar en 
la calle de su casa. Algunos incluso aseguran haberla visto.
Se cuenta que La Llorona es una mujer que deambula por las calles de la Ciudad de 
México en busca de sus hijos, a los que ella misma asesinó, enloquecida, durante una 
noche. Dicen que aparece en lugares por donde alguna vez pasó un río. También se dice 
que es una mujer muy bella vestida de blanco. Otros mencionan que sólo se alcanza a ver 
su silueta, que flota. En lo único que coinciden es que siempre que se deja ver se escucha 
un largo y aterrador grito: «¡Ay, mis hijos!».
Sobre el origen de esta leyenda hay varias versiones: una es la colonial, la cual se basa 
en las crónicas de Bernal Díaz del Castillo, quien participó en la conquista del Imperio 
mexica. Se cuenta que una mujer de origen indígena era amante de un caballero español y, 
cuando ella le pidió formalizar la relación, él se negó porque pertenecía a la alta sociedad. 
Este hecho desató la tragedia por la que su alma deambularía en pena.
Cuentan que esa noche la mujer despertó a sus pequeños hijos –un niño y una niña–, tomó 
un puñal y los llevó al río, el cual se encontraba muy cerca de su casa. Estando ahí, ciega 
por el coraje, los apuñaló varias veces hasta que los dejó sin vida.
Minutos después reaccionó y, al darse cuenta de lo que había hecho, corrió desesperada por 
el río y emitió el escalofriante grito por el que la identificamos.
118
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
Desde esa noche no se volvió a saber más de ella y se convirtió en mito. Quienes juran 
haberla escuchado dicen que deambula en las calles y los parques de la Ciudad de México, 
además de los canales de Xochimilco.
FONTE: <https://www.chilango.com/cultura/leyenda-de-la-llorona-cdmx/>.Acesso em: 27 nov. 
2018.
Nosso próximo gênero textual é a crônica, vejamos sua descrição a seguir. 
10 CRÔNICA
Uma crônica é uma narração histórica de fatos em ordem cronológica. 
Os temas mais comuns são arte, esporte, ciência, entre outros. Há crônicas 
jornalísticas, humorísticas, históricas, descritivas, narrativas, poéticas, líricas 
etc. Geralmente os cronistas dirigem seu discurso ao leitor, como se estivessem 
conversando com ele. Há algumas obras literárias que levam a palavra crônica 
no título, como a Crônica de um Amor Louco, de Charles Bukowski, Crônica de uma 
morte anunciada, de Garcia Márquez, As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, todas 
adaptadas ao cinema. Veja a seguir alguns exemplos. 
FIGURA 39 – LIVRO “CRÔNICA DE UNA MUERTE ANUNCIADA”
FONTE: <https://www.amazon.fr/Cronica-muerte-anunciada-GABRIEL-MARQUEZ/
dp/8497592433>. Acesso em: 27 nov. 2018. 
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
119
FIGURA 40 – “CRÔNICA DE UNA MUERTE ANUNCIADA”
FONTE: <http://www.sensacine.com/peliculas/pelicula-93936/>. Acesso em: 27 nov. 2018.
Agora veja a seguir um exemplo de uma crônica. 
FIGURA 41 – CRÔNICA INFORMATIVA
FONTE: <https://es-static.z-dn.net/files/d98/a92956a7c704683bad356f7e4b051c8d.jpg>. 
Acesso em: 27 nov. 2018.
120
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
Nosso próximo gênero textual é o conto.
11 CONTO
O conto é uma narração breve de fatos reais ou imaginários, geralmente 
com um grupo pequeno de personagens, com um narrador e que tem um clímax em 
seu enredo. Os contos são muito usados na educação infantil, justamente pelo fato 
de serem mais curtos e por mexerem com o imaginário dos alunos. Sua estrutura é 
composta por introdução, desenvolvimento e conclusão, sendo escrito em prosa e 
com alguns aspectos marcantes: possuem um enredo único, simples, geralmente, a 
história ocorre em um curto espaço de tempo, com poucos personagens etc.
Existem diferentes tipos de conto, como os infantis, de ciência-ficcção, 
entre outros, são divididos em introdução, desenvolvimento e conclusão e muitas 
vezes têm a intenção de levar ao leitor uma moral da história. Leia a seguir um 
exemplo de um conto. 
El cargador de agua
Un cargador de agua tenía dos grandes vasijas que colgaban a los extremos de un palo que 
él llevaba encima de los hombros. Una de las vasijas tenía varias grietas, mientras que la 
otra era perfecta y conservaba toda el agua al final del largo camino a pie desde el arroyo 
hasta la casa de su patrón.
Cuando llegaba, la vasija rota sólo contenía la mitad del agua.
Durante dos años completos esto fue así diariamente. Desde luego, la vasija perfecta estaba 
muy orgullosa de sus logros, pues se sabía perfecta para los fines a los cuales fue creada.
Pero la pobre vasija agrietada estaba muy avergonzada de su propia imperfección y 
se sentía miserable, porque sólo podía hacer la mitad de lo que se suponía que era su 
obligación.
Después de dos años, la tinaja quebrada le habló al aguador diciéndole: 
"Estoy avergonzada y me quiero disculpar contigo. Porque debido a mis grietas, sólo 
puedes entregar la mitad de mi carga y sólo obtienes la mitad del valor que deberías 
recibir".
El aguador, apesadumbrado, le dijo compasivamente: "Cuando regresemos a la casa 
quiero que notes las bellísimas flores que crecen a lo largo del camino."
Así lo hizo la tinaja. Y en efecto, vio muchísimas flores hermosas a todo lo largo. Pero detodos modos se sintió apenada porque, al final, sólo quedaba dentro de sí la mitad del agua 
que debía llevar.
El aguador le dijo entonces: "¿Te diste cuenta de que las flores sólo crecen en tu lado del 
camino? Siempre he sabido de tus grietas y quise sacar el lado positivo de ello. Sembré 
semillas de flores a todo lo largo del camino por donde vas y todos los días las has regado. 
Por dos años yo he podido recoger éstas flores para decorar el altar de mi Maestro.
Si no fueras exactamente como eres, con todo y tus defectos, no hubiera sido posible crear 
esta belleza".
FONTE: <http://fernandodecaboppt.blogspot.com/2011/08/el-cargador-de-agua.html>. 
Acesso em: 7 dez. 2018. 
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
121
Na sequência veremos alguns exemplos de atividades que podem ser 
realizadas em sala de aula com os gêneros textuais trabalhados aqui. Como 
dissemos anteriormente, são sugestões tiradas do livro de Fernádez et al. (2012) e 
podem ser adaptadas de acordo com as necessidades de cada um.
12 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, 
ENSINO MÉDIO E ENSINO DE JOVENS E ADULTOS
Neste tópico falamos dos gêneros: artigo de opinião, fábula, receita, 
manual de instrução, lenda, crônica, conto, diário e resenha. Veja a partir de 
agora exemplos de atividades que podem ser implementadas em sala de aula 
com alguns desses textos. 
12.1 CONTO
Comece com a apresentação do gênero conto, com detalhes informativos 
voltados ao professor. Na proposta trazida pelas autoras, estas chamam a 
atenção para o fato de que o conto é um gênero muito conhecido pelos alunos, 
especialmente por serem textos breves e de linguagem simples. Elas sugerem que 
seja proposta a leitura de um conto. Na proposta dada, trazem “Polifemo”, de 
Carlos Sobrino Sánchez. Ressaltam que, por ser um texto literário, alguns alunos 
podem ter dificuldade de compreender, mas que devem ser estimulados a ler 
diferentes gêneros (pode-se perguntar que contos já leram, suas opiniões, onde 
estavam publicados etc.). 
Chega o momento das atividades para conhecer o gênero estudado (a 
proposta é, lembre-se, sobre Polifemo, mas você pode adaptá-la para qualquer 
conto):
1. De acordo com o que você compreendeu, indique se as afirmações a seguir são 
verdadeiras (V) ou falsas (F).
a) (F) O texto é um exemplo de crônica.
b) (V) No texto é narrada uma história.
c) (F) No texto é narrada uma entrevista.
d) (V) O lugar onde os personagens estão é uma casa.
e) (V) O narrador da história é um dos personagens.
f) (V) Um dos personagens é um inspetor das instalações de gás.
g) (F) O título do texto não tem nenhuma relação com o seu conteúdo.
h) (F) Os nomes dos personagens que aparecem no texto são Ulisses e Polifemo.
 
2. Responda às perguntas:
a) O que o profissional foi fazer na casa?
b) Qual personagem é descrita na narração? Como ela é?
c) Que sensação a personagem do profissional causa no leitor? Por quê?
122
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
d) O que as duas personagens têm em comum? 
e) Por que o homem não abriu a porta para quem tocou a campainha depois que 
o profissional foi embora?
Depois de realizadas essas atividades, deve-se promover um momento 
em que os alunos se apropriem da definição e das características do conto, 
o que, como já vimos, pode ser feito com os próprios alunos, elencando o que 
observaram ou mesmo com o professor trazendo ao grupo. Posteriormente, pode 
ser solicitado que encontrem no conto dados como: personagens, o protagonista, 
onde e quando ocorrem os fatos, quais são os fatos (o conflito, o desenlace), por 
que ocorrem etc.
Na sequência pode-se solicitar que os alunos elaborem um conto (de 
acordo com cada caso, poderá ser individual, em dupla ou em grupo). Pode ser 
uma atividade desafiadora, como as autoras ressaltam, mas podem sair resultados 
bem criativos. Para ajudar, o professor pode trazer alguns dados sobre o conto, 
para que os alunos tenham bem claro o que são e, a seguir, defini-los com os 
alunos: características do narrador, o título, personagens, a trama, o desenlace 
etc. Após feita a primeira versão do texto, o professor o corrige, apontando 
eventuais alterações (importante focar nos combinados e nas características de 
cada elemento do texto). Ao prepararem as versões finais, com os devidos ajustes, 
os alunos podem ilustrá-los e, caso seja possível, o professor pode confeccionar 
uma coletânea de contos do grupo (que poderá ser doada para a escola, ter uma 
versão digital, ser disponibilizada uma cópia a cada aluno etc.).
12.2 BLOG
As autoras trazem uma breve descrição do gênero, chamando a atenção 
ao fato de que sua origem está nos weblogs (diários on-line) e que há diferentes 
tipos de blogs, os pessoais, os corporativos e organizacionais e de gênero. Os 
exemplos trazidos no livro são do blog de Viaje a Brasil e Diario de un adolescente.
Orienta-se que sejam apresentados diferentes textos aos alunos, realizados 
a leitura e o debate sobre estes, verificando, além de temas e conteúdos, quais são 
as características desses textos, funções, se costumam visitar blogs, se possuem 
algum, se já publicaram algum comentário. Além disso, é possível analisar com 
eles o tipo de linguagem usada nos textos, a quem são dirigidos, quem comenta 
os textos etc. 
Em um segundo momento, são indicadas atividades de identificação do 
gênero, com perguntas pontuais que são entregues aos alunos.
1. Quanto aos textos, pode-se dizer que:
a) ( ) Costumam aparecer em revistas.
b) ( ) São cômicos.
c) (x) São veiculados na internet.
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
123
2. A informação principal de cada um dos dois textos é:
a) ( ) Alertar sobre algo.
b) (x) Informar sobre algo.
c) ( ) Dar instruções. 
3. Pode-se dizer que é uma das características desse tipo de texto:
a) ( ) Linguagem sempre formal.
b) ( ) Grande quantidade de texto.
c) (x) Não seguir rigidamente as regras gramaticais da norma culta.
4. Não se pode dizer que os textos A e B:
a) (x) São poesias.
b) ( ) Têm autores definidos.
c) (x) Foram publicados em jornais.
5. Os textos anteriores são exemplos de:
a) ( ) Cartas.
b) (x) Blogs.
c) ( ) Anúncios de classificados.
O terceiro passo é elencar as principais características de um blog, quando 
as autoras chamam a atenção especialmente a pontos como o título, a identificação 
do autor e demais dados sobre ele, a data de publicação e as informações a serem 
publicadas. Esses elementos elencados podem ser buscados nos blogs para 
posterior debate e fixação dos conteúdos.
No caso dos blogs, uma proposta seria a criação de um. Podem ser 
definidos com o grupo aspectos como: nome do blog, como será a sua apresentação 
(estética), as informações e uma relação de temas a serem tratados. Lembre aos 
alunos que os textos não devem ser muito longos e precisam ser claros.
Os alunos devem elaborar um rascunho, que será lido pelo professor, 
que fará suas considerações que deverão ser explicadas aos alunos, para que 
entendam o que e por que deve ser alterado. Então os alunos prepararão a versão 
definitiva do texto, que poderá ser publicada em um blog real a ser criado por 
eles, caso a escola tenha como fazê-lo (há sites que o permitem de forma gratuita, 
como wix.com ou blogspot, entre outros).
12.3 RESENHA
A parte inicial trata de apresentar o gênero ao professor, com suas 
principais características. As autoras fazem uma importante indicação de que, 
para usar esse gênero nas aulas de Espanhol Língua Estrangeira, pode-se partir 
da leitura de livros, visitas a exposições, filmes etc.
124
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
A proposta das autoras é que seja entregue a resenha de um filme aos 
alunos (nesse caso, do filme Avatar). Podem ser feitas perguntas aos alunos sobre 
o gênero lido, como: se já leram textos semelhantes, onde são publicados, qual 
o assunto tratado etc. Na sequência são feitas perguntas por escrito para que os 
alunos entendam e aprendam a identificar o gênero resenha:
1. Pode-se dizer que o texto trata de:
a) ( ) Uma exposição.b) ( ) Um livro.
c) (x) Um filme.
2. O objetivo principal do texto é:
a) (x) Dar informações gerais e comentadas sobre algo.
b) ( ) Fazer uma descrição minuciosa sobre algo.
c) ( ) Apresentar o público a quem se dirige algo.
3. É correto dizer que o texto em análise:
a) ( ) Foi elaborado para motivar o interesse do leitor.
b) ( ) Pode ser encontrado em revistas e jornais.
c) ( ) Reflete a opinião do seu autor.
d) ( ) Não se dirige a leitores específicos.
e) (x) Deixa a critério dos leitores a conclusão do assunto tratado.
Então é feita a formalização das características do texto, através da 
participação dos alunos, com o que observaram até então e a complementação 
do professor, o que pode ser complementado com atividades práticas em que 
o aluno deve buscar no texto dados como: autor, objeto tratado, dados sobre o 
objeto tratado, opinião do autor sobre o objeto tratado, conclusão do autor da 
resenha.
Para o momento da elaboração de uma resenha, deve ser escolhido o 
objeto tratado (sobre um filme visto, participação em uma feira) e que sejam 
definidos pontos que o professor cobrará, como: ser um texto breve, conter título, 
introdução, resumo expositivo, opinião crítica e conclusão e despertar o interesse 
do leitor. O texto passará por uma revisão do professor, que apontará alterações 
necessárias. A versão final pode ser divulgada entre os alunos para que leiam e 
opinem sobre os escritos dos colegas.
TÓPICO 3 | GÊNEROS TEXTUAIS II
125
ESCRITURA COLABORATIVA Y ACTIVIDAD METALINGÜÍSTICA
Laura Ferrari
Lorena Basso
Para analizar el proceso de escritura, partimos del modelo de Hayes 
y Flower (1980) que describe los tres procesos cognitivos involucrados: la 
planificación, la puesta en texto y la revisión. Desde esta perspectiva, esta 
investigación se pregunta por las posibilidades y limitaciones que ofrecen los 
documentos compartidos específicamente en cada uno de estos momentos 
analíticos del proceso. Es decir, indagará las modificaciones en el trabajo de 
composición de la producción escrita (en el sentido que le otorga Alvarado, 2001). 
Asimismo, se tendrá en cuenta para este análisis el señalamiento de Bereiter y 
Scardamalia (1987) acerca de los escritores inexpertos y su particular dificultad 
con las cuestiones más “estructurales” de los textos. Al respecto, Hayes (1996) 
plantea que, probablemente, los escritores novatos no incluyen en su estructura 
de control el prestar atención a los problemas globales y su posibilidad de 
modificación. 
Ahora bien, ¿de qué manera la reflexión metalingüística colabora en la 
adquisición de los géneros académicos? En este trabajo partimos del supuesto 
que la actividad metalingüística y la realización de paráfrasis que favorezcan 
la explicitación de distintos tipos de construcciones constituyen prácticas 
pedagógicas adecuadas para la enseñanza de la lengua. En este sentido, Brucart 
(2000) afirma que este tipo de reflexión puede contribuir a mejorar las habilidades 
lingüísticas de los estudiantes, pero para que esto sea posible es necesario que 
se los haga reflexionar sobre su propia competencia como hablantes nativos. Y 
agrega que esto es posible si se parte del contenido para llegar a la forma. De ahí 
la importancia dada en esta experiencia a una búsqueda de mayor conciencia y 
control en el proceso de escritura (Otañi y Gaspar, 2001; Di Tullio, 2002, 2005; 
Ciapuscio, 2006; Alvarado, 2007). 
En efecto, estos estudios coinciden en demostrar que un ejercicio 
reflexivo intelectual sobre el funcionamiento lingüístico contribuye a mejorar las 
habilidades de lectura y escritura. Al respecto, Alvarado (2007) y Otañi (2001) 
han propuesto una revisión de los contenidos y de los modos de abordaje de 
esta disciplina. Alvarado, por ejemplo, sugiere diferenciar aquellos ejercicios 
‘miméticos’, que no apelan a nuestra intuición como hablantes, de aquellos que 
abren el campo a la discusión, la reflexión, la argumentación, la problematización 
del uso del lenguaje. En esta experiencia, consecuentemente, la incorporación de 
documentos compartidos como espacio de producción grupal apunta a recuperar, 
profundizar y sistematizar saberes metalingüísticos. Esto conllevará, a su vez, a 
una reflexión acerca de las prácticas de enseñanza de la escritura en sus aspectos 
metodológicos. 
LEITURA COMPLEMENTAR
126
UNIDADE 2 | PRODUÇÃO TEXTUAL – GÊNEROS TEXTUAIS
La relación entre escritura y reflexión metalingüística es inmanente a su 
naturaleza y a su desarrollo histórico. Al respecto, Auroux (1989) destaca que 
la escritura “supone un proceso de objetivación del lenguaje, de representación 
metalingüística que requiere de técnicas autónomas y completamente artificiales, 
y que da lugar a los primeros oficios del lenguaje en la historia de la humanidad 
y, verosímilmente, a la tradición pedagógica” (p.18). 
La reflexión metalingüística encuentra entonces en la escritura una 
potencial herramienta que puede profundizarse más aún, entendemos, en la 
escritura colaborativa. Como señalan Camps, Ribas, Millán y Guasch (1997), la 
actividad metalingüística se evidencia de manera más manifiesta en la escritura 
en colaboración. 
El saber acerca de la lengua que entendemos como actividad metalingüística 
comprende diversas operaciones, desde las manipulaciones inherentes al uso 
lingüístico en sus distintos grados de elaboración hasta el conocimiento formulado 
mediante un metalenguaje (Rodríguez Gonzalo, 2012). 
En este sentido, Culioli (1990) distingue los siguientes niveles de actividad 
metalingüística: 
a) la actividad epilingüística, no consciente, que se evidencia, por ejemplo, en 
ajustes gramaticales; 
b) la actividad consciente, no verbalizada por el hablante pero observable en su 
control del uso lingüístico; 
c) la actividad consciente que el hablante verbaliza en lenguaje cotidiano y 
d) la actividad metalingüística sistematizada y con términos técnicos. 
Vale aclarar que en esta experiencia la actividad metalingüística se analiza en el 
contexto de la producción de textos, específicamente guiada por consignas que 
apuntan a la elaboración de determinados géneros discursivos: una contratapa 
de editor de un libro de no ficción y una pregunta de examen acerca del análisis 
de la situación comunicativa de un texto. Esta decisión pedagógica, como señala 
(Rodríguez Gonzalo, 2012), sitúa la reflexión metalingüística en una perspectiva 
didáctica diferente ya que no se trata de que el alumno analice lo que otro ha 
escrito o dicho (generalmente bien), sino que ha de adoptar la perspectiva del 
enunciador, que tiene algo que decir.
Adaptado de: <http://revistas.uncu.edu.ar/ojs/index.php/traslaciones/article/
download/1065/660>. Acesso em: 5 abr. 2019. 
Leia o texto na íntegra!
127
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• O artigo de opinião é um texto que informa, mas trazendo a opinião de quem 
o escreveu.
• O diário é um texto em que são relatados os principais fatos ocorridos no dia, 
podendo ser pessoal, de viagem, de rotina etc.
• A fábula é um texto que conta fatos, geralmente com personagens animais com 
características humanas e que levam ao leitor uma “moral da história”.
• O resumo é um texto que conta, de forma reduzida, de forma oral ou escrita, 
sobre algo. É muito usado no ambiente acadêmico ou escolar.
• A resenha é uma forma de resumo em que aparece a opinião crítica do autor 
sobre a obra resenhada. É muito comum no meio acadêmico e em jornais, 
revistas, entre outros.
• A receita é um texto instrucional, de estrutura fixa, que traz os ingredientes e o 
modo de preparo.
• O manual de instruções é um texto orientacional que guia o usuário sobre o 
funcionamento de algo.
• A lenda traz relatos de fatos naturais, sobrenaturais ou uma mescla dos dois. 
Leva muito das características culturais de um povo.
• A crônica é uma narração que segue uma ordem cronológica.
• O conto é uma narração breve, de fatos reais ou imaginários, geralmente com 
um grupo pequeno de personagens.
128
1Leia o texto a seguir e faça o que se pede:
INSOMNIO
El hombre se acuesta temprano. No puede conciliar el sueño. Da vueltas, como es 
lógico, en la cama. Se enreda en las sábanas. Enciende un cigarrillo. Lee un poco. 
Vuelve a apagar la luz. Pero no puede dormir. A las tres de la madrugada se levanta. 
Despierta al amigo de al lado y le confía que no puede dormir. Le pide consejo. El amigo 
le aconseja que haga un pequeño paseo a fin de cansarse un poco. Que en seguida tome 
una taza de tilo y apague la luz. Hace todo esto pero no logra dormir. Se vuelve a 
levantar. Esta vez acude al médico. Como siempre sucede, el médico habla mucho pero 
el hombre no se duerme. A las seis de la mañana carga un revolver y se levanta la tapa 
de los sesos. El hombre está muerto pero no ha podido quedarse dormido. El insomnio 
es una cosa muy persistente.
 
Virgilio Piñera.
FONTE: <http://microcuento.blogspot.com/2011/01/insomnio.html>. Acesso em: 5 de mar. 
2019.
Após a leitura desse microconto, elabore uma atividade para ser implementada 
em sala de aula. Leve em consideração os aspectos tratados em toda a unidade, 
como público-alvo, objetivos, pré-desenvolvimento e pós-atividade. Deixe 
claro também qual é a habilidade linguística que você priorizará em cada 
momento.
2 Leia o texto a seguir e responda o que se pede:
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como práticas de linguagem, 
assumindo funções específicas, formais e de conteúdo. Considerando o 
contexto em que circula o texto publicitário, seu objetivo básico é:
a) ( ) definir regras de comportamento social pautadas no combate ao 
consumismo exagerado.
b) ( ) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos que visam à 
adesão ao consumo.
c) ( ) defender a importância do conhecimento de informática pela população 
de baixo poder aquisitivo.
d) ( ) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas classes sociais 
economicamente desfavorecidas.
e) ( ) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a máquina, mesmo 
a mais moderna.
3 Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se a partir de 
características gerais de um determinado gênero, identifique os gêneros 
descritos a seguir:
AUTOATIVIDADE
129
I- Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas de 
destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas revistas têm uma 
seção dedicada a esse gênero.
II- Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado para o estudo da 
linguagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento, a vida 
dos homens através de figuras que possibilitam a criação de imagens.
III- Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à vida cotidiana. 
Apresenta certa dose de lirismo e sua principal característica é a brevidade.
IV- Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens, que geralmente 
se movimentam em torno de uma única ação, dada em um só espaço, 
eixo temático e conflito. Suas ações encaminham-se diretamente para um 
desfecho.
V- Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais de 
eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de produtos, entre 
outros.
São, respectivamente:
a) ( ) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta argumentativa.
b) ( ) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
c) ( ) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
d) ( ) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
e) ( ) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta argumentativa.
FONTE: <https://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-
sobre-generos-textuais.htm#resposta-541>. Acesso em: 15 ov. 2018. 
4 Em Touro indomável, que a cinemateca lança esta semana nos estados 
de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e a violência verdadeira 
vêm dos demônios de La Motta – que fizeram dele tanto um astro no 
ringue como um homem fadado à destruição. Dirigida como um senso 
vertiginoso do destino de seu personagem, essa obra-prima de Martin 
Scorsese é daqueles filmes que falam à perfeição de seu tema (o boxe) 
para então transcendê-lo e tratar do que importa: aquilo que faz dos seres 
humanos apenas isso mesmo, humanos e tremendamente imperfeitos. 
VEJA, 18 fev. 2009. (Adaptação).
Ao escolher este gênero textual, o produtor do texto objetivou:
a) ( ) construir uma apreciação irônica do filme.
b) ( ) evidenciar argumentos contrários ao filme de Scorsese. 
c) ( ) elaborar uma narrativa com descrição de tipos literários. 
d) ( ) apresentar ao leitor um painel da obra e se posicionar criticamente. 
e) ( ) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e, por isso, perde 
sua qualidade.
FONTE: <https://brainly.com.br/tarefa/12774711>. Acesso em: 4 mar. 2019. 
130
131
UNIDADE 3
GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• identificar as diferentes habilidades linguísticas;
• reconhecer as competências linguísticas;
• diferenciar gênero textual e tipologia textual;
• reconhecer diferentes gêneros textuais;
• reconhecer gêneros textuais orais;
• preparar e avaliar atividades orais.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – HABILIDADE ORAL
 
TÓPICO 2 – GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
 
TÓPICO 3 – ORALIDADE EM SALA DE AULA
132
133
TÓPICO 1
HABILIDADE ORAL
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Como já estudamos anteriormente, dentro do contexto do ensino de 
línguas sempre se considera, em maior ou menor grau, o ensino das quatro 
habilidades linguísticas: falar, ouvir, escrever e ler (habilidade oral, auditiva, 
escrita e leitora) ou, sob outra perspectiva, a compreensão oral e escrita e a 
produção oral e escrita (destrezas linguísticas). Já falamos nos capítulos 
anteriores sobre a leitura e a escrita, agora falaremos das habilidades orais e 
auditivas, considerando aspectos relevantes da legislação vigente e do contexto 
escolar. Começaremos falando da habilidade oral, entendendo o que é e o que 
devemos considerar sobre ela quando pensamos no contexto do ensino da 
língua espanhola.
FIGURA 1 – LAS CUATRO HABILIDADES
FONTE: <https://sites.google.com/site/estrategiasdeaprendiajefonseca/_/rsrc/1480138254566/
unidad-2-habilidades-linguisticas/2.jpg?height=240&width=320>. Acesso em: 2 jan. 2019. 
Escribir Escuchar
Leer
Hablar
Habilidades
lingüisticas
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
134
Hoje em dia, especialmente depois da BNCC (Base Nacional Comum 
Curricular), fala-se muito em competências socioemocionais e cognitivas, por isso, 
para começar, vamos retomar os termos habilidades, destrezas e competências 
dentro da educação. De um modo geral, a habilidade é a capacidade de realizar 
algo, o dom, a facilidade, podendo ser inata ou aprendida. 
Se algo é fácil de fazer, você é hábil nisso: tenho habilidade para escrever 
redações. Imaginemos um aluno que esteja sendo alfabetizado, quando ele domina 
a leitura e a escrita, pode-se dizer que tem a habilidade de ler e de escrever. Já a 
competência é o domínio de um conjunto de habilidades que permitem realizar 
algo; para ser um escritor competente, tenho que ter a habilidade de expressar 
minhas ideias, a habilidade da gramática etc. Podemos ter habilidade e não 
competência, mas ser competente requer ter habilidades. 
No campo do ensino de línguas, usa-se o termo destreza linguística para 
se referir ao ensino das formas de se ativar o uso de uma língua. Isso é feito 
de modo a considerar a forma como a língua é transmitida (oral ou escrita) e 
ao papel que exerce na comunicação (produção ou recepção). Por isso, fala-se 
em expressão oral e escrita e compreensão oral e escrita. Seriam essas as quatro 
destrezas linguísticas. Por outro lado, fala-se também das quatro habilidades 
linguísticas, ou seja, a capacidade de o aluno se expressar ou compreender a 
língua escrita ou oral a ser estudada.
FIGURA 2 – HABILIDADES LINGUÍSTICASFONTE: <https://image.slidesharecdn.com/lashabilidadeslingsticas-150124063510-conversion-
gate02/95/las-habilidades-lingsticas-7-638.jpg?cb=1422081717>. Acesso em: 2 jan. 2019.
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
135
Se pensamos sob o aspecto das competências, a competência linguística é 
conseguir que o aluno domine e use as diferentes habilidades necessárias para a 
produção e a compreensão da língua oral e escrita, suas regras, suas normas, de 
modo a levar a mensagem mais adequada possível. Adiante veremos um quadro 
explicativo. Dentro do ensino de línguas, fala-se em competência discursiva, que 
de um modo geral é a capacidade de que, ao interagir com o texto, o autor adéque 
seu texto ao discurso proposto. Competência linguística é a capacidade de usar 
e compreender a língua e suas regras e estruturas. E a competência comunicativa 
é a capacidade de, por meio da língua, comunicar, levar ao outro as mensagens 
desejadas. 
FIGURA 3 – COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/lacomprensinauditiva-141129092255-conversion-
gate02/95/la-comprensin-auditiva-1-638.jpg?cb=1417253101>. Acesso em: 5 jan. 2019. 
Veja a seguir um quadro que compara a competência linguística e a 
comunicativa.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
136
FIGURA 4 – COMPETÊNCIAS
FONTE: <https://goo.gl/ceYyaz>. Acesso em: 3 jan. 2019. 
Como podemos perceber, seja destreza, seja habilidade ou competência, 
o fato é que, ao estudarmos uma língua, seja ela a materna ou uma segunda, é 
importante considerar os contextos de produção e de compreensão, da língua 
falada e da língua escrita. O quadro a seguir é um resumo perfeito disso.
FIGURA 5 – AS QUATRO HABILIDADES
FONTE: <http://3.bp.blogspot.com/_LFW4XJ2hUCU/TBoJaiWsmrI/AAAAAAAAAOA/
WJBCFXguFKo/s200/language-skills.gif>. Acesso em: 4 jan. 2019.
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
137
Recomendo a leitura do texto de Leffa sobre habilidades e competências: 
<http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/Metodologia_ensino_linguas.pdf>. Acesso em: 28 
mar. 2019.
UNI
Agora que retomamos o que são as competências, destrezas ou habilidades 
linguísticas, falaremos mais sobre as que se referem ao contexto de compreensão 
e produção da língua oral.
2 O QUE É A HABILIDADE ORAL
FIGURA 6 – HABILIDADE ORAL
FONTE: <https://sites.google.com/site/n3ncuartosemestre/_/rsrc/1431787769477/desarrollo-de-
competencias-lingueisticas/Lenguaje-1.png>. Acesso em: 4 jan. 2019. 
Quando se fala em aprender um novo idioma, o ideal é considerar a 
aprendizagem do modo mais amplo, tanto da língua escrita quanto da língua oral. É 
fato que o aprendiz sente que domina mais a língua quando ele domina a parte oral 
(entende e fala bem), mas o que vemos nas escolas e inclusive nas leis que regimentam 
o ensino, é o foco nas habilidades escritas (produção e especialmente a compreensão).
Sempre foi foco em documentos que regulamentam o ensino no Brasil, 
como a LDBen ou os PCNs, o ensino da língua estrangeira com foco na escrita. 
Entre os principais argumentos estão o elevado número de alunos em sala de 
aula e o baixo número de aulas, que vai de uma a três aulas semanais no máximo 
(e em poucos casos, pois o normal é de uma a duas aulas por semana). Dessa 
forma, é bastante difícil conseguir tempo para atividades de prática oral, e assim 
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
138
o foco acaba sendo mesmo a língua escrita. No entanto, os resultados são bastante 
negativos em geral, o que nos leva àquele pensamento já citado, de que o aluno, 
para sentir que domina uma língua, para ter mais entusiasmo, mais vontade 
de estudar, de aprender, precisa estudar também a parte oral. Acreditamos e 
incentivamos o uso dessas habilidades para o sucesso da aprendizagem.
Pois bem, a habilidade oral é a capacidade comunicativa de se expressar 
através da oralidade, da fala. Abrange não só o domínio da pronúncia, mas 
também do léxico e da gramática da língua a ser estudada, assim como aspectos 
socioculturais e pragmáticos. 
FIGURA 7 – COMPREENSÃO AUDITIVA
FONTE: <http://coe.academia.iteso.mx/wp-content/uploads/sites/33/2015/01/ruido.jpg>. 
Acesso em: 4 jan. 2019. 
É importante considerar que o domínio da habilidade da produção oral 
tem forte relação com o domínio da compreensão oral. Ou seja, para que eu fale 
bem, é importante que eu ouça bem. E aqui não nos referimos à capacidade de 
ouvir (ausente em pessoas com deficiência auditiva) e sim na competência de 
ouvir, compreender, interpretar, codificar e decodificar, assim como repetir o que 
foi dito. Vejamos a seguir aspectos mais pontuais dos dois elementos que formam 
a habilidade de comunicação oral, a produção e a compreensão.
2.1 PRODUÇÃO ORAL
FIGURA 8 – PRODUÇÃO ORAL
FONTE: <https://rolloid.net/wp-content/uploads/2015/12/Tu-personalidad-segun-tu-forma-de-
hablar-banner-696x364.jpg>. Acesso em: 4 jan. 2019. 
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
139
Como vimos, a produção é o ato de codificar, de elaborar algo, neste caso 
das línguas, pode ser a fala ou a escrita. Ou seja, eu, aprendiz (ou mesmo falante 
nativo) elaboro e expresso meus pensamentos e ideias para que uma ou mais 
pessoas recebam e decodifiquem essas informações de forma oral ou escrita, e 
dessa forma ocorre a compreensão.
Nas unidades iniciais deste livro, falamos da produção escrita, 
especificamente através de gêneros textuais escritos, como fábulas, notícias, 
lendas etc. Como vimos, muitos desses gêneros escritos podem também ter sua 
versão oral, por exemplo, as lendas. Alguns exemplos de gêneros orais podem ser: 
parlenda, trava-línguas, quadrinha, cantiga, piada, apresentação oral, telefonema, 
exposição oral, júri simulado, debate, entrevista, notícia, reportagem etc.
2.2 COMPREENSÃO ORAL
As atividades de compreensão oral são atividades nas quais deve-se, como 
vimos, decodificar as mensagens recebidas. Decodificar infere não apenas escutar, 
mas compreender a intenção do falante, entender e interpretar a mensagem 
enviada, compreender as palavras soltas, a pronúncia e também o todo. Ao ouvir 
manzana, por exemplo, devemos entender, dependendo do contexto, que a fala se 
refere a uma fruta saudável e apreciada por muitos (manzana em espanhol pode 
ser quadra/quarteirão também).
FIGURA 9 – COMPREENSÃO ORAL
FONTE: <http://1.bp.blogspot.com/-hSAB3zed2RA/VMrwpfZz_cI/AAAAAAAAAL0/Y_KqQtoYa7E/
s1600/oralcocas.jpg>. Acesso em: 27 dez. 2018. 
A compreensão auditiva é de extrema importância para a aprendizagem 
de novos idiomas. Ouvindo a pronúncia de certos sons é que aprendemos a repeti-
los. Assim como compreendendo a mensagem enviada, podemos organizar 
nossas ideias para conversar, debater, nos expressar nas línguas estudadas. 
Geralmente essas atividades, quando estudamos em nosso país de origem, 
ocorrem de forma não natural ou autêntica, mas planejada, com áudios ou vídeos 
prontos, disponíveis em cds, dvds, na internet, entre outros. Certamente ter acesso 
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
140
a esses materiais ajuda e muito na aquisição da linguagem, especialmente para 
os casos de alunos que não têm a possibilidade de ter contato direto com a língua 
em seu contexto natural (através de viagens, intercâmbios etc.). No entanto, há 
teorias que afirmam que, para que o idioma estudado seja aprendido da forma 
mais ampla ou próxima à “língua dos nativos”, é preciso aprendê-lo como eles o 
fazem, tendo o contato autêntico, indo ao supermercado, fazendo seus pedidos 
ao atendente diretamente na língua-alvo, ouvindo programas de rádio, pedindo 
o troco ao cobrador de ônibus etc. Na impossibilidade disso, alcemos mão ao que 
nossa tecnologia nos permite e façamos atividades próximas ao dia a dia de um 
nativo.
2.3 HABILIDADE ORAL NO CONTEXTO ESCOLAR
Pois bem, mesmo sendo a habilidade escrita a priorizada nas salas de 
aula de línguas estrangeiras, é importante que o professor e as escolas reservem 
propostas para o desenvolvimento da habilidade oral. O desenvolvimento da 
capacidade de falar, de se expressar, de comunicar ideias e pensamentos deve 
estarpresente em todo o processo de alfabetização. 
FIGURA 10 – ORALIDADE NA ESCOLA
FONTE: <https://deleando.files.wordpress.com/2016/07/imagen_bw_comunicacion_interna.
jpg?w=624>. Acesso em: 27 dez. 2018. 
Tanto falar quanto ouvir são processos que precisam ser desenvolvidos 
nos nossos jovens, e atividades propostas nas escolas podem contribuir para o 
crescimento destes enquanto falantes e enquanto cidadãos. Seja aprender a ouvir e 
falar aquilo que sentimos e pensamos, ou, nos primeiros anos escolares, aprender 
a elaborar um convite, dar recados, relatar etc., assim como articular pensamentos 
e críticas que possam ajudar a desenvolver assuntos variados tratados na sala de 
aula e posteriormente na vida pessoal ou profissional.
Propor atividades com textos orais ajuda não apenas a desenvolver a 
capacidade comunicativa de nossos alunos. Veja a seguir um quadro que trata de 
alguns exemplos de aprendizagem com atividades orais.
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
141
FIGURA 11 – TEXTO ORAL
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/generostextuaisparte1-130731201208-phpapp02/95/
generos-textuais-parte-1-27-638.jpg?cb=1375301663>. Acesso em: 15 nov. 2018. 
Para que tenhamos uma ideia da importância dos textos orais, pensemos 
no processo de alfabetização, em que aprendemos a identificar as letras pelos 
sons que elas têm. O mesmo vale para a aprendizagem de uma língua estrangeira. 
Do mesmo modo, ao trabalhar com textos orais nos deparamos, conscientizamo-
nos sobre as diversidades linguísticas existentes. Conhecendo e entendendo essas 
diversidades, aprendemos a ser cidadãos mais tolerantes, seja com o outro, seja 
consigo mesmo.
O aprendizado possível dependerá da intenção do professor e do tempo 
disponível para a realização das atividades. Porém, por menor que seja o tempo, 
sempre é possível aprender algo que nos será útil para toda a vida. A seguir, 
falaremos um pouco sobre aspectos da oralidade que podem ser explorados na 
sala de aula, acompanhe.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
142
2.4 A PRONÚNCIA EM SALA DE AULA
FIGURA 12 – PRONÚNCIA
FONTE: <encurtador.com.br/loOX4>. Acesso em: 10 jan. 2019.
Como vimos anteriormente, a pronúncia é um aspecto intrínseco quando 
falamos em língua oral, pois se refere aos sons emitidos e é preciso saber qual é a 
correta pronúncia para que eu comunique corretamente minha mensagem. Luchini 
e García Jurado (2015, p. 196) corroboram essa ideia ao afirmarem que desta forma 
os aprendizes “consigam adquirir uma pronúncia aceitável e inteligível que os 
permita se comunicarem com êxito em diversos contextos nacionais e internacionais, 
preservando, ao mesmo tempo, seus acentos regionais e identidades linguísticas”.
No caso de línguas tão próximas, como é o caso do português e do espanhol, 
o cuidado é dobrado, pois muitas são as armadilhas. Saber que a pronúncia do R 
em espanhol no início de palavras ou quando duplicado deve ser vibrante e não 
aspirado como no português é fundamental, pois do contrário pode haver falhas 
na comunicação. Saber que o J e o G (+e/i) são aspirados e não fricativos como no 
português ou que o H não tem som é importante e precisa ser ensinado.
 
Entretanto, deveria-se aprender esses detalhes pelo contato, como ocorre 
com as crianças quando estão aprendendo seu idioma nativo. Porém, acreditamos 
que, no caso do ensino de uma língua estrangeira chamar a atenção para esses 
aspectos linguísticos pode ajudar na maturidade e consciência linguística do 
aprendiz e, com isso, melhorar seu nível de domínio da língua-alvo.
Como comentamos anteriormente, não pensamos que devam ser 
preparadas aulas e mais aulas com foco na pronúncia, mas acreditamos que 
não deve ser um aspecto esquecido no processo de planejamento das aulas. O 
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
143
professor pode ficar atento às necessidades dos alunos e propor atividades que 
ajudem na melhora de algum aspecto pontual, mas nas aulas iniciais do curso, 
ou do ano letivo, é importante que sejam apresentadas ao aluno as principais 
características sonoras da língua que está sendo aprendida.
3 VARIANTES LINGUÍSTICAS – ASPECTOS CULTURAIS
Quando falamos de oralidade e de aspectos de pronúncia, automaticamente 
nos deparamos com as variantes linguísticas. As mudanças regionais de uma 
língua são parte do processo de sua formação e podem ter como principais 
características o contato entre as línguas originárias ou autóctones (como as 
tribos indígenas locais) e a língua dos colonizadores, aspectos geográficos, como 
montanhas ou vales que acabam isolando certas comunidades linguísticas, 
conferindo a elas alguma especificidade ou mesmo evolução ou estacionamento 
de características orais no tempo. 
Vale ressaltar que as variações podem ser de léxico e de pronúncia (ou 
sotaque). Países grandes, como o Brasil, naturalmente possuem essas variações, onde 
no Sul usa-se a palavra abóbora e no Norte/Nordeste usam a palavra jerimum. Ou 
mandioca/aipim/macaxeira, que terá um nome dependendo do lugar em que estejamos. 
O mesmo ocorre com as pronúncias, por exemplo, a palavra /pôça/ ou /póça/, mais 
aberta ou mais fechada de acordo com o local, ou o som do R que pode ser retroflexo 
em algumas regiões, vibrante, especialmente em partes do Rio Grande do Sul e de 
Santa Catarina, e fricativa surda em outros lugares, como no Rio de Janeiro.
No caso específico do espanhol, existem características regionais bem 
marcantes. Vamos aqui falar apenas de algumas, para que tenhamos noção da 
dimensão que é o universo hispanofalante. 
FIGURA 13 – VARIEDADES LINGUÍSTICAS
FONTE: <https://i0.wp.com/unifeed.club/image/OIP.Nu1kQl-K_Yn-zYfmqf2vnAHaFt/plataforma-
espanol-las-variedades-linguisticas-del-espanol.jpg>. Acesso em: 7 jan. 2019. 
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
144
Caso você tenha interesse em saber mais sobre variantes linguísticas do 
espanhol, sugiro a leitura deste material: <http://tcconline.utp.br/media/tcc/2015/04/Artigo-
P%C3%B3s-UTP.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
Como ilustra a imagem anterior, o mundo hispanohablante é de grandes 
proporções e, com isso, com muitas diferenças e variações. Como sabemos, há 
cerca de 20 países que têm o espanhol como língua oficial, e assim como ocorre 
no Brasil, cada país de fala hispânica tem características peculiares relacionadas 
principalmente ao léxico ou à pronúncia. Essas peculiaridades podem identificar 
a qual variante linguística o falante pertence. Vejamos a seguir um pouco sobre a 
variação lexical e sobre a variação fonética.
3.1 VARIAÇÃO LEXICAL
A variação lexical não se refere à pronúncia e sim ao vocabulário, que 
pode variar de acordo com a região. Assim como existem diferenças dentro do 
próprio país (como ocorre no Brasil), existem de um país para o outro. No caso do 
espanhol, que tem duas grandes regiões – Espanha e América –, essa diferença é 
bastante acentuada de um lado ou outro do oceano, tanto em relação à fonética 
quanto em relação ao vocabulário. 
A seguir, mostramos uma breve lista com a forma como cinco países de 
fala hispânica se referem a diferentes palavras. 
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
145
FONTE: <https://isopixel.net/wp-content/uploads/2012/05/variacionesapnol.jpeg>. Acesso em: 
9 fev. 2019.
FIGURA 14 – VARIEDADES
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
146
A seguir listamos links relacionados à variação lexical, desde dicionários até 
vídeos. Esse é um universo muito interessante e pouco explorado por sua imensidão, mas 
que vale a pena conhecermos.
• Dicionários de variantes: <http://xn--diccionariovariantesespaol-4rc.org/>. 
• Dicionário de Americanismo de la RAE: <http://www.rae.es/obras-academicas/diccionarios/
diccionario-de-americanismos>. 
• Jergas del Habla Hispana: <http://www.jergasdehablahispana.org/>. 
• Variação entre Espanha e América: <https://www.youtube.com/watch?v=6L9I2GDbV6c&ab_
channel=Tuescueladeespa%C3%B1ol>. 
• Qué difícil es hablar el español:
 <https://www.youtube.com/watch?v=Xyp7xt-ygy0&ab_channel=Int%C3%A9ntaloCarito>. 
UNI
Na sequência falaremosum pouco sobre a variação fonética dentro das 
variantes do espanhol. Tema válido e sempre questionado pelos aprendizes.
3.2 VARIAÇÃO FONÉTICA
Da mesma forma que ocorre a variação lexical, há a variação fonética, do 
sotaque. Apesar do grande número de falantes e do número de países que falam 
o espanhol, este idioma é compreensível entre os falantes, especialmente em sua 
versão estândar, mas a variação fonética existe e possui elementos interessantes 
de serem estudados.
A norma padrão ou estândar de uma língua é o uso de uma variante da língua 
sem marcas de variação lexical ou fonética. No caso do Brasil, por exemplo, a norma padrão 
do português é a linguagem apresentada nos telejornais do eixo Rio-São Paulo. No entanto, 
vale ressaltar que não se trata de uma variante melhor ou pior. Segundo Bagno, “diferença 
não é deficiência nem inferioridade” (2008, p. 29). Caso você queira mais informações 
sobre o assunto, acesse links como: <https://pt.wikiversity.org/wiki/Norma_padr%C3%A3o_
da_l%C3%ADngua_portuguesa/O_que_%C3%A9_uma_norma_padr%C3%A3o>. Acesso em: 
28 mar. 2019.
UNI
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
147
Há diferentes sotaques e peculiaridades que diferenciam o espanhol de 
uma região de outra. Vejamos algumas das principais:
• O seseo e o Ceceo – diferença de pronúncia dos fonemas /S/ e Z/C, que ocorre 
principalmente diferenciando o espanhol da América do espanhol de partes 
da Espanha. Como sabemos, o som de Z não existe na língua espanhola. De 
um modo geral, tanto o S como o Z e o C possuem o mesmo som, de /SS/ do 
português, uma fricativa alveolar (esse é o Seseo). Já em algumas partes da 
Espanha só o S tem esse som, o Z e o C (junto ao E e ao I) possuem um som 
que não possuímos no português, um som fricativo interdental, semelhando 
ao th do inglês, muito presente em regiões como a Andaluzia (esse é o ceceo) e 
não ocorre em outro local a não ser na Espanha (ALONSO, 1951). Caso queira 
saber um pouco mais sobre o assunto, recomendo o link a seguir: <https://
sites.google.com/a/geneseo.edu/spanish-linguistics/spanish-phonology/seseo-
ceceo-and-distinction>. 
• Aspiração do S – ocorre principalmente no final de sílabas, como em aspiración 
/ahpiración/ castración /cahtración’.
• Yeismo – "la pronunciación de la elle como ye', con lo cual los hablantes yeístas 
no distinguen el fonema palatal lateral /ʎ/ y el fonema palatal central /ʝ/" (OLMO, 
1990, p. 8). Ou seja, no yeísmo o dígrafo /ll/ e a letra /y/ são pronunciados da 
mesma forma, enquanto em alguns locais, como na Espanha, são pronunciados 
de modo diferente entre si, onde /ll/ tem o som do /lh/ do português e i /y/ tem o 
som de /i/. No Rio da Prata essa pronúncia se aproxima ao som do /j/ ou ao /ch/ 
do português, esse último especialmente na região das capitais (Buenos Aires 
e Montevideo), essa variação do yeismo é chamado de yeismo de rehilamiento. 
Mas há outras formas de pronunciá-las também, Porto Rico pronuncia ambos 
fonemas com o som de /i/, ou México que usa uma pronúncia semelhante ao 
nosso /di/ ou /dj/. 
Um exemplo com essas quatro opções seria:
Som de ch Som de lh e de i Som de i Som de j
Calle cache Calhe Caie Caje
Playa Placha Plaia Plaia plaja
FONTE: A autora
Essas quatro opções de pronúncia são apenas exemplos. Para maiores informações, 
acesse: <https://definicion.de/yeismo/>. 
• Omissão do D – Como em Madrid /madri/ ou partido /par’tio/. Porém há outras 
ocorrências, como em Madri, em que o som do D final é trocado por algo 
parecido ao som do S. /Madris/, /felicidas/, e há locais em que o D é pronunciado 
normalmente.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
148
Com isso observamos que há diferentes zonas, chamadas de zonas 
dialetais, que possuem características comuns. Essas zonas não respeitam limites 
geopolíticos, e sim de acordo com a ocorrência do fenômeno linguístico observado. 
Há zonas, de determinados fenômenos, que abarcam países inteiros, como a zona 
IV a seguir, que abrange Paraguai e Uruguai e parte de outros países, como ocorre 
no mesmo exemplo com a Bolívia, que também faz parte da Zona II, assim como a 
parte norte da Argentina. Observe na sequência uma divisão dialetal da América 
proposta no ano de 1990 por Cahuzac. Existem muitas divisões em diferentes 
estudos, nosso exemplo é ilustrativo. 
FIGURA 15 – DIVISÃO DIALETAL DA AMÉRICA
FONTE: <http://2.bp.blogspot.com/_dEMvDZ8eljA/SuSjb9VUH9I/AAAAAAAAFHE/ebJTSfIRjcc/
s400/Mapa_L%C3%ADnguas_Am%C3%A9rica.PNG>. Acesso em: 16 abr. 2019.
O mesmo ocorre na Espanha, que, como sabemos, é um país com diversas 
línguas, quatro oficiais e outras que perderam o status de oficial, mas ainda 
existem e são faladas.
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
149
FONTE: <https://blocs.mesvilaweb.cat/wp-content/uploads/sites/1984/2017/04/Mapa-
lleng%C3%BCes-estat-espanyol.jpg>. Acesso em: 16 abr. 2019.
FIGURA 16 – DIVISÃO DIALETAL DA ESPANHA
Na sequência, indico o site da Universidade de Uiowa, em que podemos 
acessar a pronúncia de diferentes letras e fonemas da língua espanhola, pode ser de grande 
ajuda para aprender. Disponível em: <https://soundsofspeech.uiowa.edu>. Acesso em: 28 
mar. 2019.
UNI
Há muito sobre a fonética para ser estudado e para ser trabalhado em 
sala de aula. É importante que tanto professores como alunos conheçam algo 
das variantes existentes, em especial para que aprendamos sobre as diferenças 
culturais e linguísticas e que elas apenas enriquecem nosso conhecimento. 
Conhecendo o Outro, aprenderemos mais sobre nós mesmos, valorizando as 
diferenças, vemos que, no fundo, somos iguais.
Na sequência apresentamos algumas sugestões de atividades que poderão 
ser adaptadas de acordo com a realidade de seus alunos.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
150
4 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO 
MÉDIO E ENSINO DE JOVENS E ADULTOS
Várias propostas podem ser pensadas para a sala de aula quando pensamos 
em variedades lexicais ou fonéticas do espanhol, assim como exercícios de 
pronúncia, ou compreensão auditiva. O que falamos anteriormente sobre o preparo 
de atividades de leitura e escrita, com momentos pré, durante e pós-atividade é válido 
também para as atividades orais. Especialmente para dar insumo aos alunos para que 
falem mais na língua estudada. Esse é outro fator importante de se considerar, como 
vimos antes: como estimular o aluno a deixar o medo, a insegurança e a vergonha 
de lado e falar em língua estrangeira. Tenhamos força e proponhamos algumas 
atividades. Assim conheceremos nossos alunos e encontraremos uma boa forma de 
estimulá-los. 
Vejamos algumas propostas: para a prática da pronúncia, gosto de propor 
atividades assim em níveis iniciais, e, se for o caso, para níveis mais adiantados 
para que melhorem eventuais pronúncias com problemas. 
Uma possibilidade é, nas primeiras aulas, ao ensinar o alfabeto, focar nas 
pronúncias (semelhanças e diferenças entre o português e o espanhol). 
EL ABECEDARIO DE UN MODO ESPECIAL 
A - La abeja amarilla abre las alas azules.
B - Berta, la bruja buena, baila con botas blancas. 
C - Carlos, el cocodrilo, come caramelos de coco.
D - Dido, el delfín dorado, danza en el fondo del mar.
E - Elefantes enormes enseñan a escribir elegantes letras E.
F - Los flamencos son flacos, fuertes y un poco friolentos.
G - Los gatos usan gorro y guantes para hacer gimnasia gatuna.
H - ¿El helado hace bien a los huesos?
I - Imaginen indios en un iglú imitando a un colibrí.
J - Los juguetes de Julieta están en el jardín junto a la jaula.
K - El koala, en kimono, come un kilo de kiwis con ketchup.
L - Leila lava el alcaucil al lado de la flor de alhelí.
M - Mi maestra le muestra un mono a mi mamá.
N - Nueve indiecitos navegan en una nuez.
Ñ - El niño juega con un pequeño ñandú entre las cañas de la montaña.
0 - El oso valeroso obligó a ocho lobos a usar gorro y poncho rojo.
P - El papá del pulpo Pedro pinta las paredes de plateado.
Q - El quesero quiso quedarse quieto para que no le quiten el queso.
R - La roca redonda es roja, rayada y rueda por el arroyo.
S - Sonia salesiempre asustada a saludar a los saltamontes.
T - La tortuga Teodora tarda mucho tiempo en tomar el té con torta.
U - Úrsula usa un uniforme color púrpura y come una por una las uvas.
V - Valentín se viste de verde los viernes para visitar a Víctor.
W - Wanda y Walter comen wafles y practican windsurf.
X - Ximena y Félix van de excursión con su saxo y xilofón.
TÓPICO 1 | HABILIDADE ORAL
151
Y - Yamila y yo comemos yogur y jugamos al yo-yo.
Z - El zorro danza con la panza y el zorrino zapatea con los zapatos azules.
Na medida em que as dúvidas e dificuldades vão surgindo, podem 
ser repetidas algumas frases, ou trazidos outros exemplos, assim como alguns 
trabalenguas, em especial com R/RR, J, Y/LL, S/C/Z etc., para que reforcem bem o 
que viram. Sempre se deve explicar como é o som, dar exemplos, ler a frase e pedir 
que repitam, juntos, cada frase. É uma atividade que vale a pena e é apreciada 
pelos alunos que já sentem como é o idioma. 
Sobre as variantes, há várias coisas que podem ser trabalhadas, mas ressalto 
sempre que nem o professor nem o aluno devem querem esgotar o assunto, pois 
seria um trabalho hercúleo que não seria possível realizar. É importante saber 
que existem diferenças, até para entender quando se deparar com elas, mas essa 
não deve ser uma preocupação central.
Já sobre a variação lexical, pode ser proposto um jogo em que os alunos 
devam identificar como se diz algo em determinado país, como “morango”, 
oferecendo a frase pronta, como “Me dê alguns morangos” (dame unas fresas, essas 
frutillas están bárbaras). O aluno deve identificar a qual país se refere cada frase. 
No entanto, antes da atividade, deve haver o devido insumo. 
La pollera de Fernanda es roja.
La pollera me parece harta de trabajar.
Dame unas fresas.
Esas frutillas están bárbaras.
Outra opção: o professor mostra imagens das palavras (como a imagem de 
morango, saia, ônibus, pipoca) e o aluno diz como é essa palavra na Espanha, na 
Argentina, no Chile etc. Pode ser um jogo oral ou escrito, e conforme a intenção ou 
proposta será a lista dos países e mesmo do léxico (maior ou menor). Essa atividade 
pode também ser em grupo e, neste caso, cada grupo deve anotar em uma tabela como 
se diz tal palavra em um único país (ou em mais de um, dependendo do objetivo). Ao 
final é conferida a resposta e pode ser dado um feedback de acordo com os objetivos 
da atividade. Um exemplo de quadro pode ser o apresentado a seguir. 
Espanha Argentina Venezuela
Morango
Pipoca
QUADRO 1 – VARIANTES LINGUÍSTICAS
FONTE: A autora
Muitas são as opções de atividades que podem ser elaboradas. Vale a pena 
sempre observar os objetivos, assim como os temas e a realidade de seu grupo de 
alunos. Cada caso é um caso e deve ser considerado dessa forma. 
152
Neste tópico, você aprendeu que: 
• As quatro habilidades linguísticas são: produção e compreensão escrita e oral.
ᵒ Produção oral – codificar, produzir uma mensagem de forma oral.
ᵒ Compreensão oral – decodificar a mensagem oral recebida.
• Existem três competências:
ᵒ Competência linguística – capacidade de entender e usar a língua.
ᵒ Competência discursiva – capacidade de adequar o discurso de acordo com 
a intenção.
ᵒ Competência Comunicativa – capacidade de comunicação, de transmitir 
mensagens.
• A habilidade oral deve ser uma atividade trabalhada em sala de aula.
• O ensino da pronúncia em sala de aula é importante, pois o sentimento de 
domínio da língua está atrelado à fala.
• Conhecer um pouco das variantes linguísticas é importante, especialmente 
para criar a consciência linguística dos alunos, pois assim aprendem mais 
sobre si, sua cultura e a cultura do Outro, e, por consequência, da língua. 
RESUMO DO TÓPICO 1
153
1 (Adaptado de Enade Letras Espanhol 2014) Diferentemente dos estudos 
linguísticos hegemônicos nos séculos XVII e XVIII, que abordavam a língua 
como uma realidade estável, atemporal e organizada segundo princípios 
da lógica (assumidos como necessariamente universais e não históricos); 
e diferentemente do pensamento linguístico predominante no século XIX, 
que enfocava a língua como uma realidade em transformação, entendendo 
a ciência da linguagem como apenas e necessariamente histórica, Saussure 
estabeleceu que o estudo linguístico comportava, na verdade, duas 
dimensões: uma histórica (chamada diacrônica) e outra estática (chamada 
sincrônica).
Na primeira, o centro das atenções são as mudanças porque passa uma 
língua no tempo; na segunda, são as características da língua vista como um 
sistema estável num espaço de tempo aparentemente fixo. Em outras palavras, 
pode-se dizer que o pressuposto da análise diacrônica é a mutabilidade das 
línguas no tempo, enquanto o pressuposto da análise sincrônica é a relativa 
imutabilidade das línguas.
FARACO, C. A. Linguística histórica: uma introdução ao estudo da história 
das línguas. 2. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2005, p. 95 (adaptado). 
A partir da leitura do texto, avalie as afirmações a seguir.
I- É característica da atual sincronia do português brasileiro a variação 
fonológica do /r/ final de sílaba, que pode ser realizado de maneira aspirada 
(variante carioca) ou como uma vibrante simples (variante paulista). Essa 
distinção não poderia ser explicada se utilizados os pressupostos dos 
estudos de linguagem produzidos nos séculos XVII e XVIII, pois o enfoque 
desses estudos não recobria a heterogeneidade regular e constitutiva das 
línguas.
II- São fenômenos históricos de mudança linguística: o verbo clamare, do latim, 
deu origem aos verbos llamar, do espanhol, e chamar, do português. Essas 
mudanças, de caráter diacrônico, poderiam ser explicadas se utilizados 
os pressupostos dos estudos de linguagem produzidos no século XIX, 
essencialmente voltados para a história das línguas.
III- São fenômenos sincrônicos de variação lexical: as palavras abóbora e jerimum 
designam o mesmo alimento, assim como as palavras soga e corda designam 
o mesmo objeto; o primeiro elemento de cada par é a forma comumente 
empregada no sul do Brasil, enquanto o segundo é a forma comumente 
empregada no nordeste do país. Essas diferenças poderiam ser explicadas 
se utilizados os pressupostos dos estudos de linguagem produzidos a 
partir do século XX, por abarcarem a investigação de recortes temporais 
específicos da realidade linguística.
AUTOATIVIDADE
154
É correto o que se afirma em:
a) ( ) I, apenas.
b) ( ) II, apenas.
c) ( ) I e III, apenas.
d) ( ) II e III, apenas.
e) ( ) I, II e III.
2 (Enade Letras Espanhol 2014) O papel educativo do ensino de Línguas 
Estrangeiras na escola e o caso específico do Espanhol
Retomar aqui o papel educativo que tem o ensino da língua estrangeira 
significa ressaltar várias coisas. Em primeiro lugar, é crucial que fiquem bem 
claras as diferenças que devem haver entre o papel da língua estrangeira e 
a forma de abordá-la no âmbito da educação regular e no âmbito do ensino 
livre. Trata-se de experiências de natureza diferente, que não podem ser 
confundidas nem mesmo quando o ensino das línguas na escola é terceirizado. 
Não se trata de questionar ou criticar a atuação das escolas/academias 
de línguas, mas de fazer ver que não se podem identificar a proposta e os 
objetivos desses institutos com a proposta educativa e os objetivos do ensino 
de Línguas Estrangeiras no espaço da escola regular, no qual o ensino da 
língua estrangeira, reiteramos, não pode nem ser nem ter um fim em si mesmo, 
mas precisa interagir com outras disciplinas, encontrar interdependências, 
convergências, de modo que se restabeleçam as ligações de nossa realidade 
complexa que os olhares simplificadores tentaram desfazer; precisa, enfim, 
ocupar um papel diferenciado na construção coletiva do conhecimento e na 
formação do cidadão.
Em segundo lugar, cabe reiterar um dos princípios na Carta de Pelotas 
(2000), documento síntese do II Encontro Nacional sobre Política de Ensino 
de Línguas Estrangeiras, segundo o qual “a aprendizagem de línguas não 
visa apenas aobjetivos instrumentais, mas faz parte da formação integral 
do aluno”, e reiterar o que também já está presente na Proposta Curricular 
para o Ensino Médio, ou seja, que é fundamental trabalhar as linguagens não 
apenas como formas de expressão e comunicação, mas como constituintes 
de significados, conhecimentos e valores. Estão aí incorporadas as quatro 
premissas apontadas pela Unesco como eixos estruturais da educação na 
sociedade contemporânea: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a 
viver e aprender a ser. BRASIL, MEC/SEB. Orientações curriculares para o 
Ensino Médio: linguagens, códigos e suas tecnologias. 2006, p.131 (adaptado)
O que fazer com a heterogeneidade do Espanhol?
[...] destacamos a necessidade de substituir o discurso hegemônico 
pela pluralidade linguística e cultural do universo hispanofalante, ensejando 
uma reflexão maior. Nesse contexto, certamente a questão “Que Espanhol 
ensinar?” deve ser substituída por uma outra: como ensinar o Espanhol, essa 
155
língua tão plural, tão heterogênea, sem sacrificar as suas diferenças nem 
reduzi-las a puras amostragens, sem qualquer reflexão maior a seu respeito?
BRASIL, MEC/SEB. Orientações curriculares para o Ensino Médio: 
linguagens, códigos e suas tecnologias, 2006, p. 134 (adaptado).
Uma das questões que se observa no ensino da língua espanhola é a 
heterogeneidade linguística. Considerando os textos apresentados, redija um 
texto dissertativo, em língua portuguesa, esclarecendo como o professor pode 
explorar, em um ambiente de sala de aula do ensino regular, as diferentes 
variantes da língua espanhola. Em seu texto, apresente:
a) Breve comentário sobre a pluralidade linguística espanhola e da sua 
abordagem no âmbito do ensino regular (valor: 5,0 pontos).
b) Duas situações e/ou exemplos que ilustrem o comentário (valor: 5,0 pontos),
3 Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:
El lenguaje es el instrumento del pensamiento y del aprendizaje. A 
través de las habilidades lingüísticas (escucha y expresión oral), recibimos 
información, la procesamos y expresamos nuestros pensamientos. Por tanto, 
nuestras habilidades lingüísticas influyen de manera determinante en la 
calidad y precisión de la información que recibimos, a su vez, esta información 
es la materia prima para la elaboración de nuestros pensamientos.
FONTE: <https://www.academia.edu/8443389/HABILIDADES_DEL_LENGUAJE>. Acesso 
em: 15 fev. 2019. 
O que você entende pela frase: “nuestras habilidades lingüísticas influyen de 
manera determinante en la calidad y precisión de la información que recibimos”? 
Apresente argumentos sobre ela, considerando também o que você leu em 
nosso livro sobre as habilidades linguísticas.
156
157
TÓPICO 2
GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Como vimos anteriormente, os gêneros textuais são formas de registro de 
diferentes situações comunicativas. Quando falamos de gêneros textuais orais, 
estamos focando em textos orais, como entrevistas, piadas, palestras etc. Em 
um primeiro momento, pode parecer estranho pensar em gênero textual “oral”, 
porém esses gêneros existem e têm a mesma estruturação que os gêneros escritos, 
mas são em formato oral (às vezes, oral e escrito). 
A oralidade possui artifícios que enriquecem o texto, como entonação, 
sentimentos (raiva, tristeza etc.), entre outros e que o texto escrito não tem, pelo 
menos não o expressam da mesma forma. Além disso, podemos dizer que os 
gêneros orais ajudam o leitor/ouvinte a ampliar seu léxico, ampliar a gama de 
expressões e capacidade comunicativa. Ao ouvir piadas, contarei melhor novas 
piadas do que se eu nunca as tivesse ouvido, o mesmo vale para uma palestra, 
uma entrevista etc. Dito isso, fica evidente que usar esses gêneros textuais em sala 
de aula é tão importante quanto o uso dos gêneros escritos, mesmo o foco sendo a 
escrita e a leitura. Nossos alunos precisam aprender a se expressar oralmente em 
diferentes contextos, tanto na língua materna quanto na língua estrangeira. Neste 
tópico falaremos um pouco sobre os gêneros orais e como usá-los em sala de aula.
2 DA FALA PARA A ESCRITA E VICE-VERSA 
FIGURA 17 – DA FALA À ESCRITA
FONTE: <https://www.bloguito.com.br/wp-content/uploads/2014/04/layout_
facebook_140429_2.jpg>. Acesso em: 7 jan. 2019.
158
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
O foco das aulas de língua estrangeira é a habilidade escrita e a leitura. 
No entanto, acreditamos que é fundamental para nossos estudantes que eles 
aprendam também as habilidades orais. Aprender a comunicar-se oralmente, em 
diferentes situações e contextos, ajudará nosso aluno tanto quanto fazê-lo por 
escrito. Ademais, se pensamos que nossos primeiros atos comunicacionais (na 
língua materna) são feitos através da oralidade, que só mais tarde aprendemos 
a escrita, e que essa habilidade é sempre associada à oralidade, ao som (letra 
fonema) é fácil entender que aprender a oralidade ajudará a aprender a escrita. 
Conhecer, entender o som das letras/fonemas/palavras ajuda a escrever melhor, 
assim como conhecer os gêneros orais ajuda a comunicar-se melhor.
Outro ponto a ser observado nos gêneros textuais orais é a audição. 
Aprender a ouvir e entender o que se fala é fundamental para estudantes de 
línguas estrangeiras. Uma adequada compreensão auditiva permitirá ou não a 
chegada da mensagem (nem entraremos no tema dos problemas de audição, que 
merecem uma atenção e tempo que não disponibilizamos aqui). Conhecer fonemas 
diferentes ou inexistentes em nossa língua é necessário, assim como conhecer 
um pouco das variantes fonéticas e mesmo entender a velocidade da produção, 
ou mesmo a entonação, línguas ou variantes mais nasais, enfim, entender que a 
oralidade do Outro difere da minha e que preciso conhecê-la minimamente para 
poder entender o texto a ser estudado.
Esse processo de consciência linguística que propicia ao aluno associar 
a fala à escrita, assim como o caminho inverso, a escrita à fala, é um importante 
apoio ao domínio da língua estudada. Algo semelhante ocorre em relação aos 
gêneros textuais. Como falamos dos gêneros escritos, conhecer o tipo de texto e 
o gênero ajudará a entender os objetivos do autor e com isso entender melhor a 
mensagem. O mesmo vale para textos orais. Saber o que é uma parlenda, o que é e 
o que visa uma piada, o que é uma palestra ajuda no entendimento da mensagem.
Vejamos a seguir alguns exemplos de gêneros orais.
3 PARLENDAS
Parlenda é um gênero textual oral que faz parte do folclore do Brasil. 
Tem como estrutura rimas infantis e pode representar tagarelice, palavreado e 
até mesmo, dependendo do contexto, representa discussão ou rixa entre várias 
pessoas. 
Aparecem muito em contexto escolar, pois são representativos para as 
crianças e as ajudam a entender diferentes temas, que vão de números até sons e 
grafia. Veja a seguir alguns exemplos de parlendas do português:
• Chuva e Sol, Casamento de espanhol
 Sol e chuva, Casamento de viúva
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
159
• Tá com frio? Toma banho no rio
 Tá com calor? Toma banho de regador
• Um, dois, feijão com arroz
 Três, quatro, feijão no prato
 Cinco, seis, chegou minha vez
 Sete, oito, comer biscoito
 Nove, dez, comer pastéis
• Hoje é Domingo, pede cachimbo
 O cachimbo é de barro, bate no jarro
 O jarro é de ouro, bate no touro
 O touro é valente, chifra a gente
 A gente é fraco, cai no buraco
 O buraco é fundo, acabou-se o mundo
Agora vejamos alguns exemplos em espanhol:
• Mi mamá me mima. Mi mamá me ama.
• Pito pito colorito, Pito pito colorito
 ¿dónde vas tú, tan bonito?
 Voy al campo de la era
 a la escuela verdadera.
• Arroz con leche, me quiero casar
 Con una señorita, que sepa bailar,
 Que sepa coser, que sepa planchar
 Que sepa abrir la puerta, para ir a jugar.
• Sol, solecito
 Caliéntame un poquito
 Por hoy, por mañana, 
 Por toda la semana.
Uma observação importante a ser feita é que essas rimas, em espanhol, não 
recebem um nome específico. Na maioria dos casos são canções infantis comtemas 
relacionados à sua rotina (como a que fala de arroz con leche, um prato típico muito 
apreciado) ou rimas usadas para a alfabetização, como no caso de mi mamá me mima.
UNI
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UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
Um “subgênero” das parlendas são os trava-línguas (trabalenguas), ou 
seja, frases ou expressões cuja pronúncia seja difícil a ponto de “travar” ou enrolar 
a língua do executor. Geralmente é usada como jogo ou disputa entre as crianças 
ou em aulas de idiomas para praticar o domínio da língua a fim de falar de forma 
clara e correta. 
Vejamos alguns exemplos do português: 
• Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem. 
• O rato roeu a roupa do rei de Roma, a rainha com raiva resolveu remendar.
• Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, 
um bom desmafagafizador será.
• A aranha arranha a rã.
 A rã arranha a aranha
 Nem a aranha arranha a rã
 Nem a rã arranha a aranha.
É aprendido sempre em formato oral e deve ser pronunciado de forma 
rápida e correta (esse é o desafio). Geralmente é composto por rimas, aliterações 
de sons parecidos, realizados em alta velocidade, o que dificulta a pronúncia 
correta. Um exemplo muito conhecido do português é: o rato roeu a roupa do 
rei de Roma, ou, quem com ferro fere, com ferro será ferido. Cada idioma, assim 
como cada país, possui seus próprios trava-línguas, pois há cargas culturais 
presentes em cada uma. No entanto, podemos encontrar temas semelhantes 
assim como exemplos que, apesar de serem de um idioma comum (suponhamos 
o espanhol), variem um pouquinho de acordo com o país em que são usados. 
Vejamos aqui um exemplo deste caso: “Pablito clavó un clavito. ¿Qué clavito clavó 
Pablito?” ou “Pablito clavó un clavito en la calva de un calvito. En la calva de un calvito, 
un clavito clavó Pablito”.
Vejamos mais alguns exemplos em espanhol:
• El cielo está enladrillado. ¿Quién lo desenladrillará?
 El desenladrillador que lo desenladrille, buen desenladrillador será.
• Tres tristes tigres tragaban trigo en un trigal en tres tristes trastos.
 En tres tristes trastos, tragaban trigo en un trigal, tres tristes tigres. Ou uma variante: 
Tres tigres trigaban trigo, tres tigres en un trigal. ¿Qué tigre trigaba más? Los tres 
igual.
• Guerra tenía una parra y Parra tenía una perra; la perra de Parra rompió la parra de 
Guerra y Guerra aporreó con la porra a la perra. Si la perra de Parra no hubiera roto la 
parra de Guerra, Guerra no hubiera aporreado con la porra a la perra de Guerra.
• Si Sansón no sazona su salsa con sal, le sale sosa; le sale sosa su salsa a Sansón si la 
sazona sin sal.
• El viejo cangrejo se quedó perplejo al ver su viejo reflejo en aquel espejo.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
161
Observe que o primeiro exemplo lembra muito o trava-línguas do 
português sobre os mafagafos, assim como o segundo trabalha o encontro 
consonantal TR como uma construção parecida, versando sobre os “três tigres”. 
Dentro do campo do ensino, o uso de trava-línguas é apreciado por 
uns e depreciado por outros. Os professores defensores da aquisição da língua 
de modo mais real e natural evitam o uso de gramática e dicionários e evitam 
também técnicas como repetição e “trabalenguas”, no entanto, os defensores 
de seu uso acreditam que podem ser muito úteis para lapidar a pronúncia e a 
dicção de muitos fonemas. No caso do ensino do espanhol, um bom exemplo é a 
pronúncia do “R vibrante”. Essa técnica é usada no teatro, em aulas de canto etc. e 
pode ser aliada a outras técnicas que visem a ajudar o aluno. Porém, é preciso ter 
cuidado para não constranger o aluno que não consiga fazê-lo, para isso pode ser 
proposto como atividades para serem treinadas em casa, onde podem se sentir 
mais à vontade.
Veja a seguir alguns vídeos com rimas ou mesmo trava-línguas e pratique 
um pouco.
DICAS
Rima:
<https://www.youtube.com/watch?v=eEQw_ZH_fWI&ab_channel=CuentacuentosBeatrizMontero>. 
Trava-línguas:
<https://www.youtube.com/watch?v=O8yyqyr8abU&ab_channel=%2Btutovariedades>.
4 PIADA
É um tipo de narrativa curta, geralmente fictícia e jocosa, visando sempre 
gerar o riso dos ouvintes. O tom de humor pode também ter aspectos da sátira, da 
ironia, da crítica e da burla. Pode aparecer tanto em formato escrito, mas o mais 
comum é o oral, pois a escrita perde artifícios como entonação, mímicas, trejeitos 
e outros usados pelo “contador”.
Existem diferentes tipos de piadas, desde as brancas ou inocentes (chistes 
blancos em espanhol) até as tendenciosas ou sujas/pesadas (em espanhol são 
chamados de chistes rojos ou verdes, depende do país). As primeiras são aquelas 
com temas sem censura e as outras são aquelas que vão de temas sexuais ou 
eróticos a racistas, hostis etc. E, assim como em português, as piadas que tratam 
de doenças, morte etc. são chamadas de chistes negros ou humor negro.
162
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
Além de um mecanismo engraçado que visa ao riso, a descontração e até 
quebrar o gelo, muitas vezes, a piada é muito usada para práticas de assédio (acoso), 
bullying, cyberbullying (ciberacoso), entre outros, pois transmitem estereótipos, 
preconceitos, atitudes de discriminação, etc. Cabe ressaltar que atualmente há 
maior preocupação com um humor mais “politicamente correto”, contudo, é 
preciso estar muito atento a isso sempre que lançamos mão dessa ferramenta 
para ensinar idiomas. 
Há também as piadas relacionadas às nacionalidades. O brasileiro costuma 
falar muito do português. Esse “estigma” muda de acordo com o país, nos EUA, 
por exemplo, os personagens das piadas são os poloneses, na França, os belgas, 
na Suécia, os finlandeses etc.
Vejamos agora alguns exemplos dessas piadas:
• Chistes de argentinos
Dos argentinos llegan a Italia. Dice uno:
– Che, ¿habrá argentinos acá?
– No lo sé. Mirálo en la guía telefónica.
Y el otro lee:
– Baldini, Fabbri, Corranti, Dominici, Benvenutto, Ferrutti…¡Che, Roma está llena de 
apellidos argentinos! 
• Chistes de Jaimito:
¿Cómo le mató David a Goliat? 
Con una moto. 
¿Cómo con una moto? Será con una honda.
- ¡Ahhh! ¿Pero quería usted la marca?
- Mira, Jaimito, la Luna está llena.
- ¿¿De quéeee??
• Chiste de polacos:
Un polaco va a una carpintería y le pregunta al encargado: 
- Oiga, ¿usted me podría construir una caja de madera con cinco centímetros de ancho, 
5 de alto, y cincuenta metros de largo?
- Pues sí, me imagino que sí podría hacerla, pero dígame, ¿para qué la quiere? 
- Es que mi vecino se ha mudado y se olvidó unas cuantas cosas, así que me pidió que le 
mandase su manguera.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
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DICAS
Veja alguns exemplos de piadas em espanhol: <https://www.youtube.com/
watch?v=V-Djl67mnlo&ab_channel=rubespiano>. Acesso em: 28 mar. 2019. 
 Veja aqui um grupo argentino, Les Luthiers, certamente já os conhece. 
Vale a pena assistir às suas apresentações humorísticas: <https://www.youtube.com/
watch?v=BQkAWZ52dhQ&ab_channel=AlwaysLearning>. Acesso em: 28 mar. 2019. 
5 PALESTRA
FIGURA 18 – PALESTRA
FONTE: <http://ecorporative.com.br/blog/8-tecnologias-para-sala-de-palestras/>. Acesso em: 8 
jan. 2019. 
A palestra é um gênero muito comum no meio acadêmico e de formação. O 
palestrante é sempre uma pessoa que domina o assunto e que falará sobre este para 
pessoas interessadas em aprender algo mais, do ponto de vista teórico ou prático.
É um gênero basicamente oral, mas como geralmente o especialista reporta 
aos assistentes materiais de suas pesquisas, é comum que exista algo escrito, 
podendo ser transcrito ou gravado também, para que seu conteúdo possa ser 
consultado novamente. Do mesmo modo, há suportes tecnológicos que ajudam o 
assistente a visualizar melhor o que se fala, como o Power Point ou similares.
Um discurso, um sermão, a apresentação de produtos são diferentes 
formas de “palestra”, mesmo uma aula expositiva, por exemplo, pode ser 
considerada uma palestra, pois não há interação com o público. O palestrante fica 
lá na frente e fala sobreo que veio falar. Cabe ressaltar, no nosso caso, que esse 
tipo de aula-palestra não é muito bem visto, justamente pelo formato unilateral 
professor/palestrante→aluno/ouvinte.
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UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
É importante que o palestrante, ao preparar sua fala, considere sempre 
a adequação do que apresentará a seu público. Pois não tem sentido uma fala 
sobre um assunto já conhecido pelos ouvintes, assim como um tema muito além 
do domínio destes (o mesmo que sempre falamos quando escrevemos qualquer 
coisa: atenção a nosso público-alvo, ou quando preparamos nossas aulas). Outro 
ponto a ser observado é a oratória. É muito importante que o palestrante saiba 
chegar até seu público, saiba como falar, o que falar e quando falar.
Atualmente as palestras podem ser presenciais ou realizadas por 
teleconferência, ambas com a mesma relevância, mas muitas pessoas ainda 
preferem o contato presencial. Por outro lado, devemos considerar também que 
se trata de uma fala em contexto formal, geralmente seguindo um texto escrito, 
mas pode ocorrer uma palestra mais informal, com a fala livre, não presa a um 
texto. Isso geralmente ocorre com autores que dominam o tema e que falam sobre 
algo que eles dominam bastante.
É importante diferenciar algumas das falas presentes em eventos, por exemplo, 
curso, palestra, workshop. Uma palestra, como vimos, é uma apresentação oral de algo em 
um formato mais objetivo, sem tantos detalhes, gira entre uma a duas horas, no máximo. 
Um curso, por sua vez, trata os assuntos de forma mais detalhada, indo de horas a semanas 
ou meses. Pode ser ministrado para pessoas que desconhecem totalmente o assunto. Já 
o workshop tem um aspecto mais de treinamento, com a participação mais interativa do 
público. Para maiores detalhes, consulte também esse site que diferencia esses e outros tipos 
de comunicação oral:
<https://posgraduando.com/quais-sao-as-diferencas-entre-palestra-curso-workshop-
simposio-seminario-e-congresso/>. Acesso em: 28 mar. 2019.
 Veja aqui um exemplo de palestra apresentado em um congresso brasileiro 
de profissionais de língua espanhola (sempre que puder, participe de eventos assim, 
aprende-se muito!): <https://www.youtube.com/watch?v=TTLh4UPVDIU&ab_
channel=Iv%C3%A1nAlejandroUlloaBustinza>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
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6 SEMINÁRIOS
FIGURA 19 – SEMINÁRIOS
FONTE: <https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2018/05/seminario-logo-
geral.jpg>. Acesso em: 8 jan. 2019. 
Um seminário é um encontro didático/acadêmico em que diferentes 
pessoas interagem apresentando suas pesquisas sobre um tema, um assunto em 
comum. De um modo geral, deve durar de uma a duas horas e ter participantes 
expositores e ouvintes.
O objetivo principal é que as pesquisas realizadas sejam apresentadas 
gerando uma troca com os demais expositores, assim como com os ouvintes ou 
com o coordenador do evento, geralmente um especialista na área.
Os seminários podem ser organizados por empresas, ONGs, universidades 
etc. Com isso, pode-se observar uma finalidade de capacitação dos participantes 
sobre o tema apresentado. Geralmente, ao final do evento ou de cada apresentação 
(depende de cada organizador), é aberto um espaço para debate, perguntas ou 
trabalhos práticos, de acordo com cada caso.
É um gênero oral, mas suas pesquisas podem render trabalhos escritos e 
podem ser feitos e apresentados por uma ou mais pessoas. A palavra seminário 
vem de semente em latim, e assim como ocorre com uma semente, que se espera 
que seja plantada e cresça para dar novos frutos, o objetivo do seminário é a 
disseminação do conhecimento.
Assim como ocorre com outros gêneros, é importante que o autor tenha 
em mente seu público-alvo ao preparar sua apresentação, e o mais indicado é o 
uso de linguagem formal, como em qualquer gênero mais acadêmico. Da mesma 
forma, recomenda-se cuidado com a clareza e objetividade nas informações.
166
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
Como em outros gêneros acadêmicos, é comum o uso de elementos 
multimídia para auxiliar na exposição dos dados, como Datashow, microfone, 
cartazes, entre outros. 
O ideal é que a fala seja natural e espontânea, mas se você for ler, não esqueça 
de interagir com os assistentes, pois uma apresentação em que o seminarista lê por 15 
minutos sem sequer olhar para o público é no mínimo maçante. 
O seminário pode ser usado na escola também, tanto para a própria turma como para a 
comunidade escolar, se for o caso. É uma importante ferramenta para fomentar a pesquisa, a 
elaboração de textos e a apresentação oral. Vale a pena tentar.
Veja a seguir um exemplo de seminário realizado no Chile: <https://www.youtube.com/
watch?v=Ys3BCPjAR_0&ab_channel=educarchile>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
7 NOTÍCIAS
FIGURA 20 – TELEJORNAL
FONTE: <https://pbs.twimg.com/media/C5L4JbYWIAA9x8R.jpg>. Acesso em: 8 jan. 2019. 
Já falamos sobre o gênero notícia, com foco especial em jornais e revistas 
impressos. Porém, como vimos, a notícia pode ser também em formato oral, 
através de programas de rádio, televisão, ou mesmo em mídias digitais.
 
Como sabemos, o rádio surgiu antes que as outras mídias, sendo o 
primeiro veículo de comunicação de massa. Uma grande revolução para a época 
poder saber das notícias de fatos ocorridos em diferentes partes do mundo de 
modo quase que simultâneo. Ainda hoje está entre as melhores formas de chegar 
a qualquer lugar do globo, vencendo distâncias e, em comparação com as mídias 
impressas, chegando até aos iletrados. Além disso, é um meio de baixo custo, 
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
167
imediato, instantâneo etc. Segundo Taparelli (2003, p. 16), “O rádio contribuiu, 
e contribui até hoje, na formação de opiniões de seus ouvintes, com informações 
precisas e imediatas”. 
Os programas de rádio não contam, como ocorre com outros formatos 
audiovisuais, com os benefícios da imagem, que ajudam, certamente, o telespectador 
a ter uma ideia mais clara daquilo que está sendo informado. Por exemplo: um 
noticiário que fala da destruição causada por um furacão tem um impacto diferente, 
quando o espectador vê como foi, do que quando ele precisa imaginar, de acordo 
com a narração do repórter, no caso de uma notícia divulgada no rádio.
 
Por essa razão, quando se prepara uma reportagem para ser apresentada 
em um rádio, é preciso pensar no público-alvo, na seleção das informações, em 
como levar a mensagem ao público, na clareza dos detalhes e na forma como 
será informado o fato. Deve sempre haver o cuidado com as manchetes, com o 
sensacionalismo, evitando (ou não) chocar o espectador etc.
Quando pensamos, por outro lado, em telejornais, nos deparamos com 
o benefício do uso das imagens dos fatos relatados, assim como o próprio 
apresentador, ao informar algo, com sua expressão, ajuda a fazer com que o 
telespectador se adentre mais no contexto informado. O mesmo vale para o caso 
de jornais digitais.
Em ambos os casos, por se tratar de meios de comunicação de massa, a 
recomendação é que seja feita através de uma linguagem padrão, formal, clara e 
em ritmo pausado, de modo a facilitar a compreensão de qualquer espectador. 
Se uma emissão é feita, no caso do Brasil, no sertão nordestino, no interior do 
Amazonas ou no Chuí, a mensagem chegue do mesmo modo, sem gírias ou 
qualquer outro aspecto que possa gerar estranhezas ao ouvinte.
No caso de programas de divulgação nacional, normalmente são contratados 
apresentadores que usam o padrão estândar da língua do país, sem sotaque marcado. Isso 
pode ser claramente observado nos programas quando um apresentador de uma emissora 
filiada, ou representante, aparece para cobrir alguma matéria de cunho mais regional. 
Veja a seguir alguns links de rádios ou televisões disponíveis para que você possa assistir a 
programas e ouvi-los em diferentes países e com isso melhorar sua compreensão auditiva. 
Rádios: aqui você tem várias opções da Espanha: <http://www.emisora.org.es/> ou <https://
www.espana.fm/>.Aqui há de vários países, é só escolher na aba superior, clicando na bandeira do país desejado: 
<http://www.emisoras.com.mx/>. 
Emissoras de televisão: <http://www.espanholgratis.net/tv_on_line.htm> ou <https://www.
hispantv.com/directo> ou <http://www.cxtv.com.br/tv/paises/argentina> ou <http://www.
rtve.es/alacarta/videos/telediario/>.
UNI
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UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
8 ENTREVISTAS
FIGURA 21 – ENTREVISTA 
FONTE: <https://thumbs.dreamstime.com/b/entrevista-com-estrela-de-cinema-entrevistas-com-
vetor-dos-pol%C3%ADticos-80609568.jpg>. Acesso em: 9 jan. 2019. 
Uma entrevista é um gênero textual, aqui especificamente oral (pois 
pode ser escrito também, especialmente no caso de mídias impressas), em que 
o entrevistador faz perguntas a uma ou mais pessoas, sob temas variados, desde 
aspectos pessoais, especialmente para famosos, até aspectos políticos, polêmicos, 
entre outros. Existem programas específicos de entrevistas, assim como quadros 
de programas e, dependendo do estilo ou da intenção, as perguntas podem ser 
previamente elaboradas (as entrevistas estruturadas) ou o diálogo pode ir se 
formando de acordo com o “andamento da conversa” (entrevista não estruturada 
ou livre). O lado bom da estruturada é que o entrevistador tem o roteiro pronto 
em suas mãos, mas há pouca margem para novos temas que surjam. A entrevista 
livre demanda um bom preparo por parte do entrevistador, permitindo que a 
entrevista vá tomando a forma que o momento pede.
As entrevistas podem ocorrer em um programa de rádio, em uma mídia 
impressa (jornais, revistas, entre outros), na televisão. Dentro desses meios pode 
ocorrer, como já comentamos, como uma parte de um programa ou ser em um 
programa específico de entrevistas. Nos programas de televisão, é comum que 
ocorram com plateia, que pode participar ou não. Como a intenção nesses casos 
é de gerar a intimidade e que tanto a plateia como os entrevistados estejam “a 
gusto”, a linguagem é mais simples, mais informal, porém clara e objetiva.
As entrevistas podem ocorrer também em ambiente laboral, a entrevista 
de emprego, em que o empregador faz perguntas diversas a fim de conhecer o 
candidato para uma vaga em sua empresa, ou em ambiente clínico, em que o 
médico precisa coletar dados a fim de diagnosticar o que o paciente tem.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
169
A palavra encuesta em espanhol se refere àquelas pesquisas (entrevistas) que 
visam coletar dados para medir a opinião pública sobre um dado assunto.
Veja um exemplo de entrevista sobre política realizada no México: <https://www.youtube.
com/watch?v=utIqARz8ZOM&ab_channel=Memoiredesluttes>. Acesso em: 28 mar. 2019. 
Aqui uma entrevista a um famoso peruano: <https://www.youtube.com/
watch?v=kMf4HGqTny0&ab_channel=LaRaz%C3%B3nDigitalBolivia>. Acesso em: 28 mar. 
2019.
UNI
Na sequência traremos algumas sugestões e propostas de atividades que 
poderão servir de inspiração para suas futuras atividades como docente. Leia 
com atenção e, mãos à obra na elaboração e adaptação de suas atividades.
9 ATIVIDADES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO 
MÉDIO E ENSINO DE JOVENS E ADULTOS
Vimos alguns gêneros textuais orais e agora falaremos de algumas 
sugestões de atividades para serem realizadas em sala de aula de língua espanhola. 
Lembrando sempre que essas atividades podem e devem ser adaptadas à 
realidade de cada escola, de cada turma.
Como vimos anteriormente, o uso de trava-línguas não é apreciado por 
todos, mas acreditamos que pode sim ser útil para exercitar, para que o aluno 
repita determinados sons a fim de entender como funciona e assim conseguir 
repeti-los. Seja o som do R vibrante, do J, do LL/Y, S/C/Z, entre outros.
Então é salutar a repetição de sons para entender como é a realização de 
tais fonemas na língua a ser estudada. Vejamos alguns exemplos, que podem ser 
deliberadamente repetidos por todos da sala, lidos individualmente e em voz 
baixa e ao final algum voluntário pode ler em voz alta e podem dar dicas de como 
conseguir reproduzir tal som, ou mesmo pode ser feita a brincadeira do “Teléfono 
Inhalámbrico” (telefone sem fio), que mais que nada ressalta a importância de se 
falar e de se entender bem o que foi dito. A escolha deles, quando o objetivo é 
entender a pronúncia de um dado fonema, deve se dar justamente por sons que 
sejam problema para os alunos, como o som do /r/, do /j/, do ll/y, entre outros.
Confira mais alguns exemplos de trava-línguas:
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UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
• Quiero un jugo de naranja en la jarra roja rajada.
• Me han dicho que has dicho un dicho que yo he dicho y ese dicho que han 
dicho que yo he dicho no lo he dicho como han dicho que tú has dicho un dicho 
que he dicho y ese dicho que según yo he dicho no lo he dicho por que si lo 
hubiera dicho estuviera muy bien dicho por haberlo dicho yo.
• Juan tuvo un tubo, y el tubo que tuvo se le rompió, y para recuperar 
el tubo que tuvo, tuvo que comprar un tubo igual al tubo que tuvo.
• Refugio se refugió en el refugio del reflujo del rió. ¡bendito subterfugio!
• Rosa rizo reza en ruso, en ruso reza rosa rizo.
• Gato llamativo y marrullero llega a llorar y a aullar bajo la llovizna (Phyllis).
• - De Troya a Camboya hay hoy embrollo de hoyos y arroyos.
• Erre con erre cigarro, erre con erre barril. Rápido ruedan los carros, cargados 
de azúcar del ferrocarril.
Quanto ao gênero notícia, apresentado em rádios ou telejornais, pode 
render atividades muito interessantes:
• Uma possibilidade é começar com uma conversa, sobre alguma notícia que 
tenha sido relevante durante a semana, perguntar a opinião dos alunos, entre 
outras. 
• Perguntar também sobre seus conhecimentos quanto ao gênero notícia, se 
ouvem esses programas em rádio, se assistem na televisão ou na internet, se 
conhecem apresentadores, entre outras. Esse ciclo de perguntas pré-atividades 
dependerá de qual a intenção do professor. Se o professor quer trabalhar mais o 
conhecimento do gênero ou se quer usá-lo como meio para aquisição linguista, 
ou os dois, por exemplo. 
• O professor poderá, depois das perguntas, trazer um exemplo de notícia, seja 
em rádio ou em telejornal (o assunto a ser tratado pode ter relação direta com 
a atividade ou não, depende dos objetivos) e se faz nova série de comentários, 
observações e debates quanto ao tema tratado, ao vocabulário e à pronúncia, 
estrutura da notícia etc. 
• É possível, nesta fase das atividades, solicitar alguma tarefa escrita dos alunos, 
sobre o conteúdo do noticiário. 
• Na fase seguinte pode ser pedido aos alunos que preparem um noticiário. 
Essa atividade pode ser mais rápida e simples ou mais demorada e detalhada. 
Mais simples, com um tema dado pelo professor para toda a turma, um tempo 
de pesquisa e elaboração da matéria e apresentações dos trabalhos de forma 
isolada. Mais elaborado, com a definição de diferentes temas para cada grupo, 
a serem escolhidos pelos alunos, com a organização de um telejornal (ou 
programa de rádio), com apresentadores, repórteres etc. Pode ser apresentado 
em forma teatral, ou pode ser gravado em partes, que serão posteriormente 
reunidas e, em uma data definida, apresentado ao grande grupo. 
• A avaliação pode ser conjunta, observando a contribuição de cada um.
TÓPICO 2 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
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O gênero entrevista também pode ser bastante interessante para propor 
atividades. Podendo seguir sempre o modelo pré-atividade (de compreensão) 
com debate e opinião de cada um, exemplos práticos de entrevistas, captados 
em rádios, televisão ou youtube, o que é vital para atividades de compreensão 
auditiva e para reconhecimento do gênero estudado. E, como atividade final, a 
elaboração de entrevistas, em pares ou grupos. Dependendo da intenção, pode 
ser definido se a entrevista é de coleta de dados, a “um artista famoso”, ou 
sobre algum aspecto social relevante (política, educação etc.), ou mesmo, pode 
ser definido se será uma entrevista estruturada ou livre. Para o caso de alunos 
mais iniciantes, recomenda-sea estruturada, para alunos com maior domínio da 
língua, é válido o uso da entrevista livre.
Por outro lado, o seminário, como comentamos, é um gênero bastante 
comum nas escolas. No caso específico de línguas estrangeiras, requer um nível 
de intermediário a avançado, mas não só pode, como deve ser feito. A definição 
do tema a ser tratado pode ser feita em conjunto com a turma, com um tema de 
interesse comum, ou mesmo dentro de propostas feitas pelo professor, como a 
leitura de um livro que aborde um assunto específico, ou um filme que traga um 
tema que gere o interesse dos alunos por pesquisar algo. Um exemplo de filme, 
por exemplo, pode ser “O touro Ferdinando”, que trata a questão das polêmicas 
touradas e, de quebra, sobre a firmeza quanto a seus ideais, a não aceitar aquilo 
que não nos satisfaz como sendo destino que não pode ser mudado. Pode ser feito 
todo um trabalho com o filme, debates sobre opiniões pessoais sobre as touradas, 
comparações com a cultura local (especialmente onde existe a farra do boi, 
rodeios etc.). Debates variados sobre os assuntos que permeiam o filme podem 
ajudar a criar argumentos. E o fechamento da atividade pode ser a realização 
de seminários que tratem de um tema elencado por eles, por exemplo: aspectos 
culturais que causam estranheza ou maltrato aos animais ou a importância de 
lutar por nossos sonhos, entre outros. 
172
Neste tópico, você aprendeu que:
 
• A parlenda é um texto oral com características de folclore, com rimas e temas 
relacionados ao dia a dia da população local.
• Os trava-línguas são frases ou expressões de difícil execução e que podem ser 
usadas para treinar pronúncias específicas de determinados sons na língua 
estudada.
• As piadas são narrativas curtas que visam a provocar o riso e que possuem 
uma forte carga cultural.
• A palestra é uma apresentação em que uma pessoa fala aos assistentes sobre 
um tema que domina e sobre o qual estes desejam se aperfeiçoar.
• Um seminário é um encontro em que várias pessoas apresentam suas pesquisas, 
interagindo e debatendo sobre a temática uns dos outros.
• Uma notícia, em sua versão oral, conta de modo breve uma notícia, muitas 
vezes no momento em que ela acontece.
• A entrevista é um gênero textual que é baseado unicamente em perguntas e 
respostas entre entrevistador e entrevistado.
RESUMO DO TÓPICO 2
173
AUTOATIVIDADE
1 Quando dizemos que vamos trabalhar com gêneros orais, parece, à primeira 
vista, que o conceito do que são gêneros orais seja algo bastante tranquilo. O 
conceito parece óbvio: são aqueles gêneros da língua oral. Todavia, quando 
nos aproximamos dos gêneros existentes empiricamente, percebe-se que o 
conceito de gêneros orais não é tão tranquilo quanto se pensa. Quando o 
Grupo de Pesquisa sobre Texto e Discurso (PETEDI) decidiu desenvolver 
um projeto sobre “gêneros orais”, a abordagem e a escolha dos objetos 
de pesquisa mostraram a necessidade de uma discussão um pouco mais 
acurada sobre o que seria entendido como gênero oral e outras questões. 
[...] 
FONTE: <http://www.ileel.ufu.br/anaisdosilel/wp-content/uploads/2014/04/silel2013_1528.
pdf>. Acesso em: 15 fev. 2019. 
De acordo com o texto acima, podemos afirmar que:
a) ( ) O conceito de gênero oral é bem tranquilo.
b) ( ) O conceito de gênero oral não é tão tranquilo.
c) ( ) Gênero oral não tem um conceito.
d) ( ) Gênero oral é tudo que falamos.
2 A anedota ou piada é um gênero textual humorístico que tem o intuito de 
levar ao riso. São textos populares que vão sendo contados em ambientes 
informais, e que normalmente não possuem um autor. Trata-se de um texto 
narrativo simples em que geralmente há presença de enredo, personagens, 
tempo e espaço.
FONTE: <https://www.todamateria.com.br/genero-textual-anedota/>. Acesso em: 15 fev. 2019.
De acordo com o texto, marque V para verdadeiro e F para falso.
a) ( ) O gênero piada visa a promover o riso.
b) ( ) As piadas são contadas em ambientes formais.
c) ( ) A piada é uma narração.
d) ( ) São textos populares, geralmente sem autor.
3 Leia o trecho a seguir e responda o que se pede:
Para nós, palestra é uma possibilidade de provocar reflexão sobre o 
assunto, oportunizando "insights" aos participantes. Stephen Kanitz 
também define o que é palestra, afirmando que, para ele, um bom 
palestrante pode ser a diferença entre um evento bem-sucedido ou 
não. Nos Estados Unidos, o palestrante-chave é chamado de “key note 
speaker”, o que significa que ele dará o tom para todo o resto do evento. 
 
174
Independe, nas nossas palestras procuramos deixar as mais fortes impressões 
emocionais possíveis para que os ouvintes se disponham a querer crer, agir e 
mudar suas atitudes negativas. 
[...]
FONTE: Adaptado de: <http://www.professordaltro.com.br/novidade-detalhe/O-que-e-
Palestra-*/30>. Acesso em: 15 fev. 2019.
Baseado nesse texto, responda: para um aprendiz de espanhol, participar 
de palestras em língua espanhola pode ser importante para sua aquisição 
linguística? Justifique sua resposta.
175
TÓPICO 3
ORALIDADE EM SALA DE AULA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A língua em sua forma oral é um componente muito importante no 
processo de aquisição. Como vimos, a sensação de aquisição, de apropriação de 
uma língua se dá especialmente quando conseguimos nos comunicar oralmente. 
Por consequência, as destrezas orais, tanto a produção como a compreensão 
oral, são fundamentais para o desenvolvimento comunicativo. De acordo com o 
Ministério da Educação (1997, p. 5), “dizer algo e utilizar a língua para algo são, 
pois, elementos-chave no ensino-aprendizagem da LE”. Por essa razão, mesmo 
com as dificuldades, pouca carga horária, prioridade para a escrita e a leitura, 
é importante que também se ensine a falar e a ouvir na língua estudada. Nesse 
tópico trataremos justamente de propostas para o ensino da habilidade oral, com 
algumas reflexões sobre a oralidade em sala de aula.
FIGURA 22 – ORALIDADE
FONTE: <https://www.aulapt.org/wp-content/uploads/2017/03/COMPRENSI%C3%93N-Y-
EXPRESI%C3%93N-ORAL.png >. Acesso em: 14 fev. 2019.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
176
2 TEORIA VERSUS REALIDADE
FIGURA 23 – PRÁTICAS ORAIS
FONTE: <encurtador.com.br/iuxC5>. Acesso em: 10 jan. 2019.
Como comentamos anteriormente, ensinar a habilidade oral é importante 
para o processo de aquisição da língua, mas não é tão fácil assim. Além das 
dificuldades encontradas na escola, como a baixa carga horária, a falta de materiais, 
a priorização da escrita e da leitura, é muito comum deparar-se com a timidez. Os 
alunos têm vergonha, medo de errar, ficam presos à falta de vocabulário, entre 
outros pontos que dificultam o uso oral da língua estudada. 
Nesses casos, cabe ao professor motivar seus alunos a fim de conseguir 
que vençam essas barreiras e consigam aprender o idioma estudado. Lorenzi 
(2004) afirma que a motivação é um aspecto essencial no processo de ensino-
aprendizagem de línguas estrangeiras. Os níveis de motivação podem variar de 
acordo com os alunos, os professores, autores dos materiais, responsáveis etc., 
e cabe ao professor conhecer os alunos e sua realidade para encontrar a melhor 
forma de motivar os alunos.
Esse momento de motivação não é fácil e requer um certo tempo de 
dedicação, pois nem sempre nossas turmas são homogêneas. São pessoas de 
diferentes gostos, personalidades, aptidões etc. 
Atividades que motivem os alunos devem ter objetivos claros e estar de 
acordo com o nível e a idade deles. Ademais, o tema a ser trabalhado deve ser 
interessante, relevante e ter um nível de dificuldade que seja atrativo, mas não 
assustador, uma vez que graus de dificuldade muito grande tendem a desanimar 
e desencorajar os alunos. 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
177
Como vimos, a habilidade oral pode ser de produção ou de compreensão 
(auditiva, nesse caso). Porém, é importante sempre considerar, por mais óbvio 
que possa parecer, que para que o aluno produza, ele deve receber insumo. 
Então, ao propor uma atividade de produçãooral, deve-se sempre considerar 
que o assunto deve ser atrativo aos alunos, que seja algo que eles conheçam, que 
dominem, mas que não seja, por outro lado, repetitivo ou enfadonho, e que traga 
sempre algo a mais, algo que os motive e estimule, sendo inclusive um desafio 
realizar tal atividade.
Possibilidades de atividades que podem ajudar a motivar os alunos são 
jogos didáticos ou atividades lúdicas ou mesmo atividades em grupos ou em 
duplas, pois eles podem se sentir mais à vontade. As atividades mais lúdicas 
visam a fazer o aluno praticar a oralidade da forma mais natural e fluente possível. 
Podem ser usadas em diferentes níveis de aprendizagem, com jogos que sejam 
mais simples nos níveis iniciais e mais complexos nos níveis intermediários e 
avançados. 
3 O QUE FAZER EM SALA DE AULA
FIGURA 24 – EXPRESSÃO ORAL
FONTE: <http://materialeducativo.org/wp-content/uploads/2014/10/ExpresionOral.png>. Acesso 
em: 14 fev. 2019.
Para formar falantes e ouvintes ativos e críticos, é preciso oportunizar que 
nossos alunos:
• Exponham, argumentem, expliquem, debatam, expliquem, formulem, 
solicitem, demandem, debatam.
• Produzam e reflitam sobre diferentes circunstâncias comunicativas. 
• Refletir sobre variantes linguísticas e registros usados em cada situação.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
178
Seria importante ter à mão:
• Um banco de materiais auditivos.
• Aparelhos para realizar gravações de áudio ou audiovisuais.
• Qualquer aparelho que reproduza essas gravações.
Atividades que podem ser realizadas:
• Transcrições de áudios (diálogos, exposições, músicas etc.). Como forma de 
treinar a compreensão auditiva. Para níveis intermediários e avançados.
• Reflexões metalinguísticas sobre as gravações. Em que os alunos escutam 
diferentes gravações, inclusive as suas, observando problemas de pronúncia, 
sugerindo correções etc.
• Identificar variantes linguísticas e diferentes registros. Através de atividades 
de audição, nas quais os alunos devem identificar a variante escutada. Para 
níveis intermediários e avançados.
• Ensinar técnicas de expressão oral. Através de leituras, práticas de diálogos etc. 
Para todos os níveis.
• Usar marcadores textuais, conectores, modalizadores, dêiticos, aspectos 
gramaticais etc. Na elaboração de textos, diálogos, ou debates em que devam 
usar a língua de forma mais natural. Dependendo do nível de dificuldade, 
poderá ser pedido para alunos iniciantes, intermediários ou avançados.
• Outros aspectos a serem trabalhados:
ᵒ Postura corporal, uso do espaço, localização, olhar (para comunicar e 
entender mensagens), gestos, uso das mãos etc. Práticas que o professor 
poderá ajudar orientando a cada atividade realizada em sala de aula.
Metalinguística vem de metalinguagem, que é explicar a linguagem através da 
linguagem. Para maiores informações, leia mais em links como <https://brasilescola.uol.com.
br/o-que-e/portugues/o-que-e-funcao-metalinguistica.htm> ou <https://brasilescola.uol.
com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-funcao-metalinguistica.htm>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
4 ATIVIDADES QUE PODEM SER REALIZADAS PARA A 
PRÁTICA ORAL
Como afirmamos anteriormente, a prática da oralidade e o estudo da 
pronúncia são muito importantes, porém em virtude do tempo curto das aulas e 
do elevado número de alunos por turma, nem sempre essa é uma prática comum. 
A fim de contribuir e estimular que trabalhemos mais com a habilidade 
oral e para que que conheçamos mais sobre os gêneros textuais orais, a seguir 
listaremos, de forma breve, algumas ideias de atividades que podem ser 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
179
realizadas em sala de aula para praticar a oralidade, assim como reflexões sobre 
especificidades de cada uma delas. Como sempre comentamos, podem ser feitas 
adaptações ou adequações de acordo com a realidade do aluno.
4.1 CONVERSAÇÃO
É uma atividade em que um grupo de alunos, preferencialmente pequeno, 
deve participar opinando sobre um assunto em comum.
A conversação contribui com o aumento e consolidação do vocabulário, 
trabalha com o foco e a atenção, assim como a compreensão auditiva, pois 
acontece sempre na língua-alvo, trabalha a interação, respeito pela opinião alheia, 
sociabilidade etc.
Um tema de interesse do grupo e que, preferencialmente, eles conheçam 
algo a respeito, deve ser lançado, pode ser com uma exposição, com a leitura de 
um texto, com um vídeo. O professor pode lançar perguntas que gerem o debate, 
ou gerir um debate entre os alunos, fazendo perguntas, fomentando o debate e 
cuidando para que este seja pacífico e que se respeitem as opiniões alheias. 
4.2 DEBATE
É um gênero argumentativo em que opiniões são confrontadas, 
basicamente através de opiniões divergentes. Como podemos perceber, está 
muito próximo de uma atividade de conversação. O que diferencia as duas é 
que o debate é justamente a ideia de confronto de opiniões, e na conversação não 
necessariamente. 
Os debates e as discussões de temas variados são geralmente mais 
propícios para níveis intermediário ou avançado, pois é necessário o domínio 
de uma lista maior de vocabulário, assim como de regras de uso da língua. Para 
isso, é interessante que sejam usados temas de atualidades, de caráter social ou 
cultural ou outros que fomentem a discussão. 
É importante que um tema seja analisado sob pelo menos dois pontos 
de vista, para que haja o confronto. Sempre vale ressaltar que é importante que 
o professor ajude a gerenciar as tarefas de modo a valorizar a diversidade de 
opiniões, e com isso os alunos aprendem a respeitar os demais, não importa se 
pensem diferente deles ou não.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
180
4.3 EXPOSIÇÃO 
É uma atividade muito comum nas escolas, especialmente em disciplinas 
que propiciam a pesquisa, em que os alunos devem apresentar um determinado 
tema, bem como favorece a pesquisa e desenvolve a capacidade de consultar, 
resumir, preparar esquemas, refletir, criticar etc. E prepara a capacidade de 
organização, cuidado com o tempo disponível, público-alvo, etc. É também uma 
atividade excelente para as línguas estrangeiras. Como em outras atividades, essa 
demanda uma maior fluência da língua estrangeira. No entanto, pode também 
ser realizada em níveis iniciantes, basta tomar o cuidado de que não sejam temas 
muito complexos e que não seja cobrada a fluência da língua e que se permita, por 
exemplo, a leitura dos dados pesquisados. Isso ajuda a estimular os aprendizes 
a perder a vergonha, se exponham e, assim, solidifiquem o que já aprenderam, 
tornando-se mais aptos a futuras apresentações em que não precisem mais ler.
4.4 ENTREVISTA
É um tipo de interação que costuma ter um objetivo: obter informações 
do interlocutor. Pode ser realizado em diferentes níveis de aprendizado. Quanto 
menor o nível, menor o grau de dificuldade dos conteúdos e os temas são mais 
simples. As perguntas criadas ou as entrevistas realizadas podem ser aproveitadas 
em debates e discussões em grupo, gerando outras atividades, tanto orais quanto 
escritas.
De acordo com o tema abordado e seus fins, uma entrevista pode ser:
• De opinião, em que se busca a opinião de algumas personalidades sobre dados 
assuntos.
• De perfil (em que se busca saber detalhes da vida de alguém).
• De notícias ou informativa – em que se busca saber dados sobre alguma notícia.
Como preparar uma entrevista: pesquisar sobre o entrevistado e sobre 
o assunto, selecionando pontos relevantes a serem mencionados; elaborar as 
perguntas considerando o tempo disponível; cuidar para que as perguntas sejam 
claras e objetivas; hierarquizar as perguntas (seja em relação a tempo, importância 
etc.). 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
181
4.5 NARRAÇÃO
FIGURA 25 – NARRATIVA
FONTE: <https://abrilvejasp.files.wordpress.com/2016/11/9z2a7300.
jpeg?quality=70&strip=info&w=800>. Acesso em: 14 fev. 2019.
É um relato de tamanho e formato variáveis sobre um fato, podendo 
destacar a imaginação, aspectos emocionais e comportamentais dos personagens,entre outros. Há diferentes textos narrativos (contos, lendas, obras de teatro, entre 
outros) e cada um pode ser trabalhado em sala de aula de diferentes formas.
Uma possibilidade é promover a contação de histórias, que pode ser 
realizada pelo professor ou pelos alunos. Visa tanto ao cuidado com a pronúncia 
deles, como com a compreensão da história que o professor conta. É interessante 
entrar na história, de repente caracterizar os personagens etc., usar diferentes 
entonações e todas as artimanhas que levam realismo aos olhos do espectador. 
As histórias narradas podem ser diversas, desde livros ou contos famosos 
lidos por eles, a histórias de filmes, histórias criadas por eles, lendas ou demais 
histórias dramáticas ou de terror, desde que tenham algo que seja de interesse do 
grupo. Essas atividades ajudam os alunos a perceber que têm a capacidade de 
interagir com a língua. 
4.6 RECITAR POESIAS 
Não precisa ser apenas poesia, mas todo gênero de texto que seja mais 
poético, como músicas, entre outros. Os alunos podem recitar oralmente um texto 
em prosa ou verso, geralmente decorado, usando como auxílio gestos e sinais. 
Estes textos podem ser textos já existentes dentro da literatura, mas também, se 
for o caso da turma, algo criado por eles, muitas vezes, há alunos que não são 
bons apenas na criação de versos, mas também letras de músicas, paródias etc. É 
válido aproveitar os gostos, interesses e dons existentes no grupo.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
182
Veja a seguir alguns exemplos de sites nos quais você pode encontrar poesias 
para usar em sala de aula: <https://academiaplay.es/20-grandes-poemas-espanol/> e <https://
algundiaenalgunaparte.com/2008/03/27/50-poemas-populares-para-el-dia-mundial-de-la-
poesia/>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
Para que pode ser útil o uso de textos poéticos em sala de aula? Para 
aperfeiçoar a elocução, praticar a expressão oral, exercitar a memória, fomentar o 
interesse pela literatura, entre outros.
4.7 ATIVIDADES TEATRAIS
Atividades teatrais ou dramáticas são flexíveis e visam a simular situações 
que não podem ser vividas em contexto real, tendo em vista que estamos em 
uma situação de aprendizagem sem imersão, em que os aprendizes não vivem a 
língua estudada de modo real. A intenção é criar interação entre os falantes e para 
isso há a demanda de tempo, e é importante que sejam observados e trabalhados 
aspectos como a pronúncia, a acentuação das palavras, a entonação, a velocidade, 
os gestos e expressões, movimentos e expressão visual.
É possível que realizem a leitura de textos teatrais, em que um dos 
principais objetivos é trabalhar as indicações dadas entre parênteses, as dicas 
teatrais. É um texto injuntivo, por isso é importante que o aluno saiba ler 
executando a orientação dada.
Outra atividade que pode ser realizada, de acordo com o grupo, é 
a leitura de textos, diálogos, por exemplo. Podem dramatizá-los ou mesmo 
podem improvisar, falando do tema sem ficar preso a nenhum texto preparado 
previamente. Pode haver o processo de memorização, porém, como nem sempre 
o tempo permite, pode-se priorizar a criação. 
Outra opção é dar comandos para que os alunos elaborem situações 
variadas, como ir ao supermercado, almoçar com alguém conhecido, ir ao cinema, 
ou qualquer outra atividade cotidiana com um papel definido, sendo ele mesmo 
ou representando também personagens específicos, como um cantor, um médico, 
um policial, entre outros. Nesses casos, os alunos tanto podem ficar restritos ao 
contexto dado pelo professor, como podem usar suas próprias ideias.
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
183
Veja a seguir alguns links nos quais você encontra textos que podem ser 
encenados em sala de aula. <https://pt.scribd.com/doc/146016664/7-Obras-de-Teatro-Para-
Dramatizar-en-Clases-Bueno> e <https://www.titerenet.com/2007/04/09/cuentos-y-obras-
de-teatro-para-representar/>.
UNI
4.8 LEITURA EM SALA DE AULA
FIGURA 26 – LEITURA
FONTE: <https://brasilescola.uol.com.br/upload/e/jornal%20na%20sala%20de%20aula.jpg>. 
Acesso em: 14 fev. 2019.
Como já comentamos, fomentar a leitura em sala de aula é importante 
tanto para a aquisição da língua escrita quanto para a língua falada. A leitura em 
voz alta pode ajudar muito no desenvolvimento da língua falada e isso pode ser 
realizado em atividades de roda de leitura, leitura conjunta, etc. 
Os materiais a serem lidos nessas atividades podem ser desde livros 
de literatura ou qualquer outro gênero narrativo, assim como textos do gênero 
jornalístico, cartas etc.
Por exemplo, a leitura de cartas ou cartões postais pode ser atrativa, sendo 
estes produzidos pelos alunos, descrevendo e contando um pouco sobre a sua 
cidade, ou também produzidos por outras pessoas, por exemplo, pode ser feita 
a troca de cartões com outro grupo da própria escola ou de outra e os alunos os 
leem em voz alta, comentando o que acharam do texto.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
184
4.9 MÚSICA
Atividades com música são uma metodologia relativamente bastante 
aplicada em sala de aula. Porém, nem sempre são propostas atividades que 
realmente explorem o real potencial que possuem. Antes de escolher a música, é 
importante ter claro quais os objetivos que queremos cumprir com tal atividade, 
pode ser léxico, aspectos gramaticais, pronúncia, compreensão auditiva, aspectos 
culturais, entre outros. Isso poderá ajudar na escolha da música, ademais, é 
preciso considerar o estilo musical, sendo algo apreciado pelo grupo, ritmo e 
velocidade da música, para que possa ser melhor entendida pelo grupo. Também 
é possível usar a música para trabalhar a observação de pronúncia e de variantes 
linguísticas, entre outros aspectos.
As atividades a serem propostas variam também, sendo uma das mais 
usuais a de compreensão auditiva, em que se entrega a letra da música com algumas 
lacunas para que os alunos preencham após escutá-la. É uma possibilidade, 
porém apenas o preenchimento de lacunas deixa a atividade limitada, o ideal é 
que se trabalhe o tema da música, o cantor, aspectos gramaticais, entre outros. 
Pode ser preparado um momento de reflexão ou de atividades práticas para antes 
de ouvir a música e também para depois. Por exemplo, uma música como a do 
grupo mexicano Maná, En el Muelle de San Blas, que conta uma história, pode ser 
trabalhada de um modo bem amplo. Antes de ouvi-la, pode ser promovido um 
debate sobre a vida dos marinheiros, promovido com perguntas ou com um texto 
ou um vídeo que conta como é a vida de quem precisa estar no mar. Ou mesmo 
de outras profissões que demandam a saída de sua casa por longos períodos 
de tempo. Então podemos introduzir o relato de uma história musicada que se 
trata de uma mulher que ficou esperando seu amado no cais. Pode ser entregue 
a letra com as lacunas e assim trabalhar a compreensão auditiva. É importante 
que, sempre antes de entregar a letra, todos ouçam a letra a fim apenas de ouvir, 
de entender o que se canta. Pedir que gravem/guardem ideias, palavras, estrofes 
e que, depois de ouvir, abram ao grupo o que entenderam, podem tirar dúvida 
sobre algo que não entenderam etc. Na sequência entrega-se a letra, e então 
passamos a ouvir a música mais uma ou duas vezes, pedindo que acompanhem 
a letra para firmar sua compreensão. É feita a conferência das palavras faltantes 
nas lacunas e então é proposta uma atividade de fechamento, que pode ser 
variada. É possível pedir um resumo da história dando outro final, ou pedir uma 
carta do suposto amor ausente, explicando porque nunca voltou, ou um texto 
crítico em que descrevem a dura realidade dessa profissão. Dessa forma, há uma 
aprendizagem significativa por meio da letra de uma música.
4.10 FILMES
Assim como ocorre com o uso de músicas nas aulas de língua estrangeira, 
também é comum o uso de filmes, documentários, curta-metragens e demais 
recursos audiovisuais. Como o tempo é mais restrito, sendo de no máximo duas 
aulas por semana (totalizando uma hora e meia) e a maioria dos filmes temuma 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
185
duração maior, nem sempre é fácil assistir a um filme em sala de aula. Todavia, 
temos a opção de trazer outras produções que sejam mais curtas e que cumpram 
com o que se espera de um filme.
Os principais pontos positivos de produções audiovisuais é que são 
narrativas de diferentes estilos e que são atrativas, ademais podem ser exploradas 
em sala de aula de diferentes formas, enriquecendo o aprendizado. São uma 
forma interessante de trabalhar a compreensão auditiva, representam de forma 
criativa o dia a dia e aspectos culturais de diferentes povos, propiciando algo 
parecido a um contato real que nem sempre é possível para os nossos alunos.
Várias podem ser as atividades realizadas e sempre gostamos de ressaltar 
que, como falamos sobre as músicas, as atividades devem ser significativas e, 
preferencialmente, prever as atividades pré, e pós-visualização. Tudo dependerá 
dos objetivos que se tem, se é a discussão de algum assunto, apresentar aspectos 
culturais, podendo ser trabalhada a parte da língua, características regionais, de 
variação etc. 
Uma vez definido o objetivo, o próximo passo é a escolha do filme. De 
acordo com o tema, pode ser feita uma atividade de aproximação ao tema. Pode 
ser através de perguntas, em que eles se expressem, ou mesmo com a leitura de 
um texto breve. O importante é que acionem o conhecimento que possuem, assim, 
quando assistirem ao filme, será mais significativo. É possível ler a crítica do filme, 
ver o que se fala sobre ele. Assistir ao filme na língua-alvo e debater, comparar 
com a crítica, opinar. Pode ser feita uma resenha, entregue em formato escrito 
ou apresentada oralmente, no estilo de programas de televisão especializados 
em atividades culturais. Pode ser feita alguma atividade em que opinem sobre o 
tema do filme, mudar o final da história etc.
Veja algumas dicas de como fazer uma resenha nos links a seguir: <https://
rockcontent.com/es/blog/como-hacer-una-resena/> e <https://noticias.universia.net.co/en-
portada/noticia/2013/09/24/1051515/como-hacer-resena.html>. Acessos em: 28 mar. 2019. 
Por outro lado, se a escola propicia (com tempo, equipamentos etc.), é possível desenvolver, 
inclusive em um trabalho multidisciplinar, a realização de um curta-metragem, o que propicia 
a prática oral, assim como desenvolve o interesse, pois é uma atividade dinâmica.
UNI
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
186
DICAS
Acesse os links a seguir e saiba um pouco mais sobre curta-metragens: <https://
cortosdemetraje.com/>; <https://www.semana.com/educacion/articulo/diez-cortometrajes-
para-usar-en-clase/397240-3> e <http://comohacercine.blogspot.com/2010/04/como-
hacer-un-cortometraje-en-el-aula.html>. Acessos em: 28 mar. 2019.
4.11 NOTICIÁRIO
Esse gênero textual narra fatos e pode ser interessante para os alunos para 
contar fatos de seu cotidiano. Os alunos podem produzir, em formato escrito, 
diferentes notícias, de modo individual ou em grupo. Podem ser escolhidos 
temas, notícias da escola, do bairro ou cidade, mesmo mais globais, como do 
país ou do mundo. Posteriormente, os alunos podem preparar a gravação dessas 
notícias, que poderão ser adaptadas para serem apresentadas em um “telejornal”. 
Tendo em vista que um jornal escrito tem um tamanho e formato e um jornal 
televisionado é maior, pode ser preciso a adaptação ou, pelo menos, o cuidado 
com o formato ao elaborar o texto.
Além de trabalhar a criatividade dos alunos, pode ser uma boa 
oportunidade para desenvolver o interesse deles por esse tipo de gênero. 
4.12 DIÁLOGO
FIGURA 27 – DIÁLOGO
FONTE: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/upload/conteudo_
legenda/39ccc740d5f9d6322a0b17ac5f572d27.jpg>. Acesso em: 15 fev. 2019. 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
187
O uso de diálogos nas aulas de língua estrangeira é muito difundido e 
ajuda muito a estimular, especialmente nos níveis iniciais, os alunos a produzirem 
oralmente, mesmo que inicialmente através da repetição. Os diálogos podem ser 
usados em qualquer nível de domínio da língua. Nos níveis iniciantes, os diálogos, 
geralmente mais curtos e de vocabulários simplificados, são usados para praticar e 
assimilar determinados assuntos. São, nesse caso, apenas atividades de repetição. 
Em níveis mais avançados, a complexidade dos diálogos tende a ser maior, sendo 
também mais livres, mais espontâneos e autênticos, com maior interação entre os 
falantes. Algo cada vez mais próximo a atos comunicacionais reais.
Podem ser realizadas diferentes propostas, desde a leitura de diálogos 
prontos, mais simplificados, nos níveis iniciais, ou a elaboração de diálogos pelos 
alunos, depois de trabalhos em sala, com posterior representação ou leitura 
em voz alta. Pode ser feito um trabalho maior, como a atividade de leitura de 
um livro, com trabalhos como interpretação, debate, escrita de um resumo. Se 
houver sua adaptação do livro ao cinema, pode ser assistido ao filme, com debate, 
comentários críticos, escrita de uma resenha ou algo assim. Posteriormente, pode-
se adaptar a história a um diálogo, com leitura em voz alta, representação teatral 
ou algo que o grupo venha a definir.
Veja a seguir alguns links com diálogos prontos para serem usados em sala de aula:
http://www.espanholgratis.net/textos_em_espanhol/ e <http://xn--portal-espaol-skb.es/
Alumnos.php?id=8&type=1&item=0&number=2&nivel=A1&apartado=3&lang=esp>.
UNI
5 COMO AVALIAR 
FIGURA 28 – PROVA ORAL
FONTE: <http://languagecentre.es/wp-content/uploads/2016/04/speaking-test-300x206.png>. 
Acesso em: 10 jan. 2019.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
188
Assim como ocorre com qualquer atividade, o momento de avaliar as 
atividades não é nada fácil. Sempre pensamos que o que demonstra que alguém 
aprendeu uma língua é que este consiga usá-la da forma mais similar a um nativo, 
porém, como avaliar o desenvolvimento de cada indivíduo, o que avaliar, como 
avaliar, quando avaliar. 
Devemos avaliar a capacidade comunicativa e/ou os conhecimentos 
metalinguísticos (das normas)? Ambos? Longe de escrever um receituário sobre 
como avaliar, o que queremos aqui é propor reflexões sobre esse processo inerente 
ao ensino. Acreditamos que tudo que faz parte do processo de ensino pode ser 
avaliado. Avaliação não é vista apenas como quantificação, como um número 
que representa a nota. Mas acreditamos que o professor deve observar se seu 
aluno aprendeu aspectos linguísticos, pois isso é importante para a comunicação 
efetiva, assim como a capacidade de comunicar-se. O aluno está conseguindo 
entender as mensagens que chegam até ele? E consegue levar a seu interlocutor a 
mensagem desejada? Cada um desses momentos, dessas etapas do aprendizado, 
tem sua relevância e deve ser considerado, no entanto, devemos evitar que uma 
ou outra sejam o centro das avaliações.
Outro questionamento que sempre nos fazemos é sobre qual a melhor 
forma de avaliar: observando cada atividade ou através de uma prova oral? 
Novamente, acreditamos que tudo é possível e isso nos leva para outra pergunta, 
pois a resposta aproxima-se: devemos avaliar em uma data específica ou a cada 
momento? Em determinadas situações, é importante uma avaliação específica, 
por várias razões, seja pela importância de preparar o aluno para enfrentar um 
processo avaliativo que certamente encontrará em seu caminho educacional 
ou profissional (desde entrevistas para o trabalho, ou para seleções de bolsas, 
entrevistas de pós-graduação, defesas de TCC etc.). Por outro lado, é importante 
avaliar outros momentos também, pois, eventualmente no dia da prova, o aluno não 
esteja bem, esteja nervoso, enfim, não consiga demonstrar seu real conhecimento. 
Por isso, o ideal é prever diferentes ferramentas ou métodos avaliativos quanto 
momentos de avaliação, oportunizando ao aluno outras formas de comprovar 
seu conhecimento.
Por mais complexo que possa parecer, para avaliar é preciso ter cautela e 
clareza dos objetivos a serem atingidos. O que espero de meu aluno ao final daatividade? Que ele consiga usar um grupo específico de vocabulário? Que use 
uma lista específica de regras gramaticais? Que saiba conjugar certos verbos? Que 
ele comunique as ideias minimamente? Uma vez claros esses detalhes, é mais 
fácil definir o que faremos ao avaliar. 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
189
Para uma seleção justa, 
todos farão o mesmo exame: 
Escalar aquela árvore
FIGURA 29 – AVALIAÇÃO IGUALITÁRIA
FONTE: <https://monikpetala.files.wordpress.com/2016/09/images-2.jpg>. Acesso em: 20 fev. 2019.
Outro fator a considerar também é o cuidado com as especificidades. 
Cada aluno deve ser avaliado de acordo com suas especificidades, por isso, o 
uso de diferentes métodos avaliativos pode também ajudar a avaliar cada caso. 
Uma prova oral pode não representar nenhum problema para alunos desinibidos 
e com facilidade de aprendizagem, mas pode ser uma verdadeira tortura para 
alunos com problemas de dicção, tímidos, com dificuldade de aprendizado etc.
 
Além disso, é importante que nem o professor nem os alunos se prendam 
aos números. Muitas vezes, nossos alunos ficam satisfeitos em atingir a nota 
mínima para aprovação, tendo essa como o foco e não a aprendizagem. Eles 
precisam saber que é importante aprender, que a média 7,0, que o leva para a 
aprovação significa ter atingido apenas 70% do conhecimento, que sim, é mais 
que a metade, mas que fica uma defasagem de 30%, que poderá fazer falta em 
outros momentos. Por sua vez, o professor não deve focar suas atividades apenas 
em ferramentas de medição da nota do aluno. Ou que é preciso uma ferramenta 
específica para isso, pois cada participação de nossos alunos, cada resposta dada, 
cada opinião expressa pode ser avaliada como ter alcançado ou não os objetivos de 
aprendizagem. Ademais, o foco da avaliação não deve ser só o aluno. O professor 
também é um ator desse processo. Se nossos alunos alcançam um determinado 
nível em uma avaliação, isso serve para medir nossas ações, para sabermos se 
nossa metodologia está funcionando, ou se precisamos rever nossas atividades. 
De repente preciso proporcionar mais atividades de debate e menos leituras, ou 
menos provas orais e mais apresentações de pesquisa, processo esse que pode ser 
discutido com o grupo, inclusive.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
190
Seja em atividades escritas ou orais, é vital que, ao avaliar, reflitamos sobre o 
processo, sobre o que funcionou ou não com nossos alunos, o que precisa ser revisto etc. 
E que o objetivo final é a competência comunicativa e que a avaliação pode ser também 
um processo de aprendizagem não só de medição do que se aprendeu anteriormente.
Por ser um tema polêmico, vale a pena acessar diferentes materiais sobre a avaliação 
da habilidade oral, como um artigo disponível em: <<https://cvc.cervantes.es/ensenanza/
biblioteca_ele/aepe/pdf/congreso_51/congreso_51_13.pdf>>. Acesso em: 28 mar. 2018.
UNI
6 A VOZ PARA QUEM FALA
Se queremos que nossos alunos produzam oralmente, devemos também fazer 
com que aprendam a cuidar de sua voz. Quem usa a voz deve cuidar dela com o mesmo 
esmero que cuida de sua higiene pessoal. Isso vale para todos, não apenas para cantores, 
porém são poucas as pessoas que se conscientizam disso e nem sempre profissionais que 
precisam usar a voz como parte de suas atividades são orientados a cuidar dela como se 
deve. A seguir, veremos algumas dicas de como cuidar de nossa voz.
FIGURA 30 – CUIDADOS COM SUA VOZ
FONTE: <http://otocenter.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Dia-muldial-da-voz.jpg>. 
Acesso em: 5 abr. 2019.
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
191
Pessoas que falam muito precisam tomar cuidado para não perder a 
voz, ficar rouco, sentir dor, além de nódulos ou calos vocais e pólipos. Esse são 
problemas comuns e na maioria dos casos podem ser evitados com cuidados 
simples:
• Evitar o cigarro, o café e o álcool.
• Evitar o ar-condicionado e variações de temperatura.
• Evitar condimentos e alimentos apimentados.
• Descansar a voz.
• Cuidar com a postura ao falar.
• Evitar gritar e pigarrear, pois agride as cordas vocais.
• Cuidar da saúde (sono, estresse, entre outros).
• Beber muita água – sempre que precisar falar muito, tenha sempre uma 
garrafinha de água junto de você e molhe a garganta com frequência.
• Alimentos como a maçã são bons para limpar as cordas vocais.
• Alimentos como derivados de leite, achocolatados, que causam azia e má-
digestão, devem ser evitados.
Vale a pena consultar profissionais especializados na voz (fonoaudiólogos) para 
que esses orientem você sobre os cuidados que devem ser tomados. Acesse o link a seguir para 
saber mais sobre o assunto: <http://www.fonoaudiologia.org.br/cffa/index.php/2014/02/cffa-na-
midia-cuidados-necessarios-com-a-voz/>. Acesso em: 28 mar. 2019.
UNI
O domínio da habilidade oral é uma tarefa importante a ser trabalhada 
em sala de aula, assim como as demais habilidades que tratamos em nosso livro. 
Aprender idiomas demanda empenho, e quanto maior nosso empenho, melhores 
serão os resultados.
UNIDADE 3 | GÊNEROS TEXTUAIS ORAIS
192
LEITURA COMPLEMENTAR
Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasília
O desenvolvimento de competências e habilidades
As diretrizes curriculares nacionais, os PCNs (Parâmetros Curriculares 
Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos 
oficiais referentes à educação no Brasil têm colocado – em consonância com 
uma tendência mundial – a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no 
desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de 
centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por 
parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.
Um momento concreto (talvez um dos únicos) em que a escola se sente 
responsável por ensinar explicitamente competências e habilidades é quando a 
criança aprende a ler e a escrever. Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco 
sobre esse momento, que traz vários aspectos esclarecedores.
Você se lembra qual foi o texto com o qual aprendeu a ler? Qual era, 
digamos, o "conteúdo" desse texto? Muitos talvez se lembrem de frases com tanto 
significado como, por exemplo, "vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou 
com detalhes tais como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva 
depois de vê-la? Ou talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, 
no caso, evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa 
ou com diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa 
letra quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as 
letras. Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, 
mas se você está lendo esse texto, significa que de algum modo aprendeu...
Eis outro aspecto interessante: uma vez que se saiba ler, isso significa que 
se pode ler todo e qualquer texto; a habilidade não está vinculada a um assunto 
concreto. Eu posso ler em voz alta um texto que verse sobre física quântica mesmo 
que compreenda muito pouco do que estou lendo. 
Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem assim porque 
ler e compreender são habilidades diferentes.
Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o 
desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas 
necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a 
escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, 
analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, 
TÓPICO 3 | ORALIDADE EM SALA DE AULA
193
diagnósticos... Independentemente do que se esteja comparando, classificando 
ou assim por diante. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e 
as competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.
O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou:"O que é isso de 
habilidades que estão falando na minha escola?". Depois de explicar um pouco, 
ela me respondeu: "Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões 
de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz 
tempo!". Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos 
cheias de "verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no 
restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".
Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, 
de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como 
se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as 
habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes 
disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas 
habilidades. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de 
muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo 
como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do 
aluno.
Para acessar o texto na íntegra clique em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.
br/biblioteca/educacao/0023d.html>. Acesso em: 5 mar. 2019.
194
Neste tópico, você aprendeu que:
• É preciso estimular o uso da oralidade em língua estrangeira.
• Devemos avaliar diferentes sugestões de atividades orais.
• É preciso preparar-se mais para a avaliação da oralidade.
• Profissionais que trabalham com a voz, como os professores, precisam aprender 
a cuidar dela.
RESUMO DO TÓPICO 3
195
AUTOATIVIDADE
1 (Adaptado de Enade Letras Espanhol 2014) TENDENCIAS ACTUALES EN 
EL APRENDIZAJE-ADQUISICIÓN DE LAS LENGUAS EXTRANJERAS
Recientemente la prensa se ha hecho eco de los diferentes proyectos que 
se han impulsado en la vía de desarrollar una educación bilingüe. Se han 
establecido unas líneas maestras que a nivel docente y pedagógico cubran 
el desarrollo de este proceso de manera paulatina: 1) incentivar el estudio de 
una lengua extranjera desde la escuela, 2) promover la enseñanza de materias 
no linguísticas en una lengua extranjera, como la Geografía o la Química, 
3) incrementar la competencia comunicativa por parte de los alumnos en la 
lengua extranjera.
Sinterizando, se puede afirmar que avanzar hacia la senda del bilinguismo 
implica la asunción general, por parte de todos, de que se dispondrá de unas 
destrezas en una segunda lengua extranjera equivalentes a las que se ejercen 
en la lengua materna, y esto a pesar de las dificultades inherentes que se dan 
entre el aprendizaje la perspectiva didáctica, sobresalen tres condicionamientos 
esenciales. Primeramente, la definición de una metodología adecuada 
por parte del docente en la enseñanza de la lengua extranjera que permita 
de forma general lograr con éxito el tránsito desde el aprendizaje hacia la 
adquisición. En segundo lugar, un espacio determinante viene cubierto por 
la motivación de los alumnos, no tratado como una cuestión transversal que 
afecta a todo el proceso de enseñanza-aprendizaje, sino de manera específica 
dentro de la disciplina lingüística, puesto que es decisiva en este ámbito. Por 
último, la necesidad de generar marcos fomentadores de la comunicación en 
lengua extranjera resulta muy trascendente ya que suplen las necesidades 
generadas por no disponer del mismo contexto que aquél en el que la lengua 
se emplea como vehículo de comunicación. Desde esta última perspectiva, la 
enseñanza bilingüe reforzaría la creación de un espacio implementador de las 
funciones comunicativas en otra lengua distinta a la materna, desarrollando 
y reforzando competencias que son esenciales en este sentido: expresión, 
redacción y comunicación.
RODRÍGUEZ DÍEZ, S. Tendencias actuales en el aprendizaje-adquisición de 
las lenguas extranjeras. Disponible en: <http://www.forodeeducacion.com>. 
Accedido el: 8 ago. 2014 (adaptado).
Teniendo como foco el bilingüismo y dentro del abordaje de las fases de 
adquisición de una segunda lengua, en el texto se señala que, entre las claves 
para que los alumnos alcancen un mayor dominio de la lengua extranjera, 
está:
a) ( ) probar metodologías a lo largo del proceso, desde el aprendizaje hasta 
la adquisición.
b) ( ) implementar asignaturas no lingüísticas en lengua materna y en lengua 
extranjera, simultáneamente.
196
c) ( ) diferenciar, con éxito, las destrezas inherentes a la lengua materna de las 
destrezas relativas a la lengua extranjera.
d) ( ) obtener funciones comunicativas propias para las lenguas extranjeras 
para evitar la confusión al dialogar en lengua materna.
e) ( ) construir ámbitos favorables a la práctica de la lengua extranjera análogos 
en lo posible a los marcos de comunicación de la lengua materna. 
2 Leia o trecho a seguir, sobre o processo avaliativo e responda o que se pede:
La evaluación de la oralidad en los diferentes ciclos escolares es una tarea compleja y 
poco frecuente debido al predominio de una tradición escolar que poco ha avanzado 
en la enseñanza y aprendizaje de las destrezas comunicativas de hablar y escuchar en 
contextos formales de uso. En Colombia, en los últimos años, ha surgido un creciente 
interés por parte de docentes y colectivos de investigación hacia el desarrollo de 
propuestas de intervención orientadas a comprender la complejidad del qué, cómo, para 
qué y el porqué de la oralidad como actividad discursiva fundamental en la educación 
lingüística. 
FONTE: <https://revistas.udistrital.edu.co/ojs/index.php/enunc/article/view/5721>. Acesso em: 
20 fev. 2019. 
Baseado no trecho acima, marque V para verdadeiro e F para falso.
a) ( ) O processo avaliativo é complexo.
b) ( ) Avaliar a oralidade não é uma atividade frequente nas escolas.
c) ( ) Na Colômbia tem crescido o interesse pelos docentes e coletivos de 
pesquisa.
d) ( ) Na Colômbia tem crescido um movimento que deseja estudar atividades 
orais como atividades fundamentais para a educação linguística.
3 Leia o trecho a seguir e responda o que se pede:
Nas práticas escolares cotidianas, a leitura em voz alta foi predominante até 
recentemente, apesar das prescrições do movimento da Escola Nova favoráveis 
até a leitura silenciosa. Aprender a ler para ler em público fazia (e ainda faz) 
parte de algumas práticas sociais e exigia (exige) preparação. Ler com uma 
boa performance fazia (faz) parte de vários rituais escolares, como sessões de 
auditórios e outras cerimônias. Acreditava-se, ainda, que, além de exercitar (e 
dar elementos para que o professor avaliasse) a dicção, a impostação da voz, a 
entonação, a pontuação e a fluência – em um período em que o bem falar era 
tão ou mais importante do que o bem escrever –, ela seria o melhor meio para 
controlar o sentido da leitura. De modo diferente do que ocorria com a leitura 
silenciosa, que permitia o encontro direto do leitor com o texto, a leitura em 
voz alta tornava o professor o proprietário da interpretação correta, evitando 
devaneios, pensamentos frívolos e o deleite inútil. É interessante observar, no 
entanto, que, mesmo com essa obsessão pelo controle, a escola possibilitou, por 
197
meio da leitura em voz alta, a formação de muitos leitores que, embevecidos 
com a voz da professora ou do professor, transportavam-se para outros 
mundos, muitas vezes desconhecidos e fascinantes.
FONTE: <http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/leitura-em-
voz-alta>. Acesso em: 20 fev. 2019.
Na sua opinião, a leitura em voz alta, tendo o aluno como leitor, pode ajudar 
na aquisição da língua estrangeira estudada? Que habilidades podem ser 
fomentadas com o uso dessa prática? Argumente e justifique sua resposta.
198
199
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