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Manual nutrição e alimentação de Animais Silvestres (2)

Manual para Centros de Triagem sobre manejo alimentar e nutricional de animais selvagens, com conceitos básicos, preparo e apresentação de dietas, quantificação, nutrição de répteis, aves e mamíferos, sugestões de dietas, planilhas e anexos (rações, índice de hábitos por espécie e tabela de composição).

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1 
 
 
MANEJO ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE ANIMAIS SELVAGENS 
Para Centros de Triagem 
 
 
24/03/2011 
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS 
RENOVÁVEIS 
Ana Raquel Gomes Faria 
 
 
 
 
2 
 
ÍNDICE 
 
1. INTRODUÇÃO 03 
2. CONCEITOS BÁSICOS EM NUTRIÇÃO ANIMAL 07 
3. CONCEITOS BÁSICOS DE FISIOLOGIA DIGESTIVA 16 
4. ANÁLISE DOS COMPONENTES DA DIETA 23 
5. ARMAZENAMENTO E PREPARO DOS ALIMENTOS 24 
6. APRESENTAÇÃO DA DIETA E ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 31 
7. DETERMINAÇÃO DA QUANTIDADE DE ALIMENTO OFERECIDO 35 
8. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DA CARNIVORIA, HERBIVORIA 
E ONIVORIA 
40 
9. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE RÉPTEIS 61 
10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE AVES 77 
11. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE MAMÍFEROS 106 
12. ELABORAÇÃO DE PLANILHAS DE ALIMENTAÇÃO 139 
13. SUGESTÃO DE DIETAS – PARTE I 140 
14. SUGESTÃO DE DIETAS – PARTE II 153 
15. UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE NA ELABORAÇÃO DE DIETAS 154 
16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 155 
17. ANEXO 1 – RAÇÕES PARA ANIMAIS SELVAGENS 165 
18. ANEXO 2 – ÍNDICE DE HÁBITOS ALIMENTARES POR ESPÉCIE 206 
19. ANEXO 3 – TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS 
ALIMENTOS 
209 
 
 
 
3 
 
 
1. APRESENTAÇÃO E INTRODUÇÃO 
 
Anualmente cerca de 50.000 animais são encaminhados aos Centros de 
Triagem em todo Brasil. Este número é uma mínima parte do que é efetivamente 
apreendido pelos órgãos de fiscalização e, infelizmente, nas primeiras 48 horas, 
estima-se que 30% desses animais venham à óbito. 
Uma das maiores dificuldades na manutenção de animais em Cetas é a 
alimentação. São inúmeras espécies que, por um curto período, estarão 
recebendo dos técnicos do Cetas o atendimento que poderá fazer o diferencial no 
processo de recuperação. 
Para isso, o técnico deve conhecer, além dos hábitos alimentares de cada 
espécie, os conceitos básicos em nutrição animal e as estratégias de 
sobrevivência dos animais em vida selvagem, principalmente, as interações entre 
o animal e o ambiente em que vive. 
O conhecimento básico do requerimento nutricional – energia, proteína ou 
aminoácidos, água, minerais, vitaminas e ácidos graxos essenciais – é possível a 
partir de estudos existentes com espécies domésticas. Alguns requerimentos já 
foram descritos para animais selvagens e podem ser utilizados mas, quando 
tratamos de animais em Cetas, outros fatores relacionados como, por exemplo, a 
necessidade de roer ossos pelos carnívoros para manter a saúde bucal, a 
necessidade de ingestão de pedrinhas para auxiliar na digestão das aves, a 
presença de compostos químicos nas plantas que podem, além de intoxicar, 
impedir a absorção de alguns componentes essenciais da dieta, devem ser 
considerados. 
O direcionamento do manejo de animais selvagens é diferente do 
encontrado em animais domésticos. Também, podemos diferenciar o manejo 
alimentar de animais selvagens em Cetas daqueles praticados em Zooógicos, 
Criadouros e Mantenedouros. Por sua própria definição, os Cetas são estruturas 
preparadas para receber, triar e destinar animais selvagens provenientes de 
apreensões ou entregas voluntárias. Apesar de alguns animais permanecerem 
nos Cetas por longos períodos, o objetivo principal é manter os animais recebidos 
por um curto espaço tempo, até que estejam aptos para a destinação mais 
adequada. 
4 
 
 
Neste contexto, a alimentação e a nutrição são ferramentas importantes que 
irão, juntamente com um manejo adequado e cuidados médico veterinários, 
proporcionar uma redução no tempo que o animal ficará no Cetas. 
O conhecimento da nutrição da vida silvestre é o ponto central para a 
sobrevivência e produtividade de todas as populações silvestres, estejam elas em 
cativeiro ou em vida livre (ROBBINS, 1993). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos Estados Unidos, o estudo da nutrição de animais silvestres inciou-se 
entre os anos de 1870 e 1880, quando biólogos decidiram por começar a estudar 
hábitos alimentares da vida silvestre com o objetivo de interrelacioná-los com a 
agricultura econômica (McATEE, 1933). No entanto, esses estudos só tiveram 
avanços significativos em 1960. Analisando como um todo, o número de estudos 
dobrou aproximadamente a cada 11 anos nos últimos 50 anos, o qual é similar ao 
crescimento da ciência em geral (PRICE, 1975). 
Embora a maior causa de mortalidade entre os animais mantidos em 
cativeiro fosse o problema com o manejo e a contenção (75%), o 
desconhecimento nutricional contribuía com, aproximadamente, 25% das causas 
de óbitos (WALLACH, 1970). Durante este tempo, o principal objetivo da 
manutenção de animais selvagens em cativeiro era o entretenimento. Mais 
0
10
20
30
40
50
60
70
Ano 1930 Ano 1940 Ano 1950 Ano 1960 Ano1970 Ano 1980 Ano 1990
Hábitos Alimentares Manejo Nutricional
Energia e Proteína Vitaminas e Minerais
5 
 
 
recentemente, devido ao declínio das populações de vida livre e à conseqüente 
necessidade de reprodução desses animais em cativeiro, os Zoológicos colocaram 
a conservação como seu objetivo principal (SCHMITT, 1988). 
Em termos numéricos, vale ressaltar que os estudos de requerimentos, 
ingestão e metabolismo da água representam 3% dos artigos publicados em 
nutrição anualmente. Estudos com minerais e vitaminas contribuíram com cerca 
de 4% e as análises de alimentos representaram, aproximadamente, 7%. 
Requerimentos protéicos e energéticos corresponderam a uma média de 5% de 
todos os estudos realizados entre os anos de 1935 e 1950, porém, aumentou 
consideravelmente depois de 1950 e chegou a significar 20% entre os anos de 
1955 e 1990 (ROBBINS, 1993). Esse aumento foi, basicamente, devido à 
proliferação das pesquisas em bioenergética iniciadas por BRODY (1945) e 
SCHOLANDER et al. (1950). 
Em 1998, grupos de estudantes e profissionais interessados em nutrição de 
animais silvestres, decidiram elaborar um questionário para saber a situação atual 
de cada instituição com relação à nutrição dos animais. O questionário foi enviado 
a 177 Zoológicos, 64 instituições de ensino e 48 indústrias de alimentos em 30 
países europeus. Aproximadamente 50% dos Zoológicos, 11% das instituições e 
13% das indústrias responderam ao formulário. Os resultados mais relevantes 
foram (1) 20% dos Zoológicos empregam pelo menos um nutricionista de animais; 
(2) 28% conduzem algum tipo de experimento com nutrição; (3) 75% dos 
Zoológicos acham que ainda têm problemas com doenças nutricionais; (4) 83% 
gostariam de possuir pesquisas adicionais para ajudar na elaboração de rações; 
(5) 20% das dietas são registradas em computador; (6) 68% das dietas estão 
escritas em papel, e (7) 12% das dietas não são especificadas em lugar algum 
(NIJBOER et al. 1999). 
Nos Estados Unidos, encontram-se cerca de 370 Zoológicos associados ao 
American Zoo Association (AZA). Em 1960, foi criado o Nutrition Advisory Group 
(NAG), com apenas nove membros, objetivando reunir o maior número de 
informações e experiências em reuniões anuais sobre nutrição de animais 
silvestres. Hoje, o grupo possui 60 membros, constituídos por nutricionistas de 
Zoológicos e de indústrias alimentícias. 
6 
 
 
No Brasil, são 120 Zoológicos cadastrados junto à Sociedade de Zoológicos 
do Brasil (SZB, 1998). Ainda são poucos os profissionais especializados em 
nutrição e/ou que diariamente se dediquem exclusivamente às dietas dos animais. 
No entanto, os Zoológicos são fontes de informação importante para os Cetas. 
A dificuldade dos estudos em nutrição começa com a avaliação dos 
produtos que são adquiridos para alimentação dos animais. A análise de 
nutrientes é o principal componente de um programa destinado a garantir o valor 
nutricional e monitorar a composição de dietas utilizadas para animais em cativeiro 
(BERNARD e DEMPSEY, 1999). No caso de hortigranjeiros e volumosos, fatores 
ambientais como temperatura, luminosidade e maturação influenciam o 
desenvolvimento do vegetal e, conseqüentemente, a sua qualidade.Os 
volumosos, em particular o feno, são influenciados pela espécie da planta e pela 
maturidade com conseqüências na composição química, na palatabilidade e na 
digestibilidade (ULLREY, 1997). 
Entendemos que o estudo em nutrição de animais selvagens ainda tem 
muito para evoluir e muitos são os fatores que desanimam o técnico de aprofundar 
o seu conhecimento na área, mas, a mensagem que fica, é a certeza de que com 
o esforço de todos e a troca de informações entre os principais centros de 
manutenção de animais selvagens em cativeiro, conseguiremos avançar nessa 
área e oferecer, aos animais, as condições necessárias para a sua sobrevivência. 
Este manual oferece ao técnico do Cetas um agregado de artigos, textos e 
planilhas que subsidiarão na tomada de decisão no momento de elaborar a dieta 
de um animal recém-chegado. Consiste, principalmente, na compilação de uma 
série de informações teóricas e práticas, vividas por vários técnicos que dedicam 
grande parte do seu tempo ao estudo da nutrição e do manejo alimentar. 
 
 Bom proveito!! 
Ana Raquel Gomes Faria 
 
 
7 
 
 
2. CONHECIMENTOS BÁSICOS DE NUTRIÇÃO 
As necessidades nutricionais determinadas pelo Conselho Nacional de 
Pesquisa (NRC) para animais domésticos e de laboratório podem ser consultadas 
como guia de concentrações mínimas de nutrientes na dieta, embora não 
forneçam informações sobre os tipos de alimentos e dietas utilizadas para animais 
selvagens. A extrapolação dos requerimentos nutricionais de animais domésticos 
de produção para animais selvagens deve ocorrer de forma criteriosa, evitando 
assim, possíveis distúrbios fisiológicos. 
Por exemplo, extrapolar as exigências nutricionais para galinhas poedeiras 
para outras espécies de galiformes é um erro grave porque, diferente dos animais 
de produção, os animais silvestres mantidos em cativeiros exigem quantidades 
menores de nutrientes e energia. O ciclo de postura é reduzido e colocam ovos 
apenas em determinadas épocas do ano. Por isso, não podem ser comparadas 
com aves domésticas, melhoradas geneticamente, para manter a postura 
diariamente ao longo do ano. Por outro lado, a determinação das exigências 
mínimas nutricionais para animais de companhia, como cães e gatos, podem ser 
extrapoladas com mais segurança para alimentação de alguns canídeos e 
pequenos felídeos selvagens. 
 
2.1 Considerações básicas sobre cada nutriente 
 
Alimento: Tudo aquilo que se ingere com intuito de saciar a fome. 
Nutriente: Substâncias contidas nos alimentos que desempenham função 
específica no organismo (Carboidratos, Lipídios, Proteínas, Vitaminas e Minerais) 
Os alimentos são classificados de acordo com os principais nutrientes que os 
compõem. Os nutrientes podem ser divididos em: 
Macronutrientes: São formados pelos nutrientes fornecedores de energia e 
componentes estruturais ao organismo. São eles: Carboidratos, Lipídios e 
Proteínas. 
Micronutrientes: São biorreguladores. Atuam modulando processos metabólicos 
8 
 
 
como parte de enzimas e coenzimas ou outras estruturas, porém não fornecem 
energia. 
 
 
 
 
 
 
 
2.1.1 Carboidratos 
São as fontes de energia mais disponíveis na natureza e são também 
chamados de poupadores de proteínas. São classificados de acordo com o 
tamanho da cadeia de carbonos em simples ou complexos. Os carboidratos 
simples são as menores unidades químicas incluindo diversos tipos de açúcares. 
Aparecem na forma de mono ou dissacarídeos. Os carboidratos complexos 
compreendem os oligossacarídeos e os polissacarídeos. As fibras são 
carboidratos complexos que desempenham funções específicas de regularizar o 
trânsito intestinal, manter a morfofisiologia da mucosa, prevenir transtornos 
gastrointestinais. Em animais herbívoros, as fibras também são utilizadas como 
fontes de energia. 
SIMPLES 
Monossacarídeos: Frutas (glicose e frutose) 
 Mel (frutose e outros açúcares) 
Leite (galactose em forma combinada com a lactose) 
Dissacarídeos: Açúcares em geral 
Leite e preparações lácteas (lactose) 
 
 
9 
 
 
COMPLEXOS: 
Polissacarídeos: Cereais em geral, batata e mandioca e os não amiláceos, 
constituídos pelos volumosos em geral. 
Após a digestão e absorção, os carboidratos são utilizados na forma de glicose 
pelo organismo. 
 
2.1.2 Lipídios ou Gorduras ou Extrato Etéreo 
Representam a principal forma de estocagem de energia no organismo. 
Caracterizam-se pela insolubilidade em água e solubilidade em solventes 
orgânicos. Por serem insolúveis em água, requerem condições especiais de 
digestão e absorção, sendo a sua digestão a mais lenta entre os macronutrientes. 
São classificados pela complexidade, pelo tamanho de cadeia e pelo grau de 
saturação. 
a) Complexidade: 
Simples: Gorduras neutras (triglicerídeos) 
Compostos: Fosfolipídios, Lipoproteínas, Glicoproteínas e outros 
Derivados: Lipídios simples + compostos como ácidos graxos e colesterol 
b) Tamanho da Cadeia: Triglicerídeos de cadeia curta, média e longa. 
 c) Grau de Saturação: Ácidos graxos saturados e insaturados. 
As gorduras saturadas são encontradas na gordura visível das carnes, no 
creme de leite e gordura do coco. As monoinsaturadas nas castanhas, amendoim 
e abacate, enquanto que as poliinsaturadas nos óleos vegetais. Tradicionalmente, 
o ácido graxo conhecido como essencial ao organismo e responsável pela 
integridade das membranas celulares é o ácido linoleico. Esse ácido necessita ser 
fornecido pela alimentação, pois não é sintetizado no organismo e é responsável 
pela formação de outros dois ácidos graxos essenciais ao organismo: o ácido 
linolênico e o ácido araquidônico. É certo que felinos não sintetizam o ácido 
araquidônico a partir do linoléico, dependendo exclusivamente do seu 
fornecimento por meio da dieta. 
10 
 
 
Principais funções dos Lipídios: 
• Armazenar e fornecer energia; 
• Transportar as vitaminas dependentes (A, D, E e K); 
• Proteger os órgãos contra choques mecânicos; 
• Manter a integridade das membranas celulares; 
• Modular respostas imunológicas. 
 
2.1.3 Proteínas 
A menor unidade das proteínas chama-se aminoácidos. São conhecidos 22 
aminoácidos de importância na natureza, os quais, ligados entre si, dão origem 
aos peptídeos e proteínas. Uma das classificações da proteína é feita de acordo 
com as características dos aminoácidos presentes, que podem ser chamados de 
(a) essenciais – quando o organismo não consegue sintetizar e não pode ser 
substituído; (b) não essenciais – podem ser substituídos ou sintetizados pelo 
organismo e, (c) condicionalmente essenciais – em condições normais são 
sintetizados, mas, em condições especiais, as necessidades específicas 
aumentam a tal ponto que a síntese orgânica é ineficiente, sendo necessária a 
suplementação. 
Para a proteína cumprir a sua função construtora e reparadora, os 
aminoácidos essenciais deverão ser fornecidos em quantidades adequadas e 
simultaneamente. Com isso, dá-se origem a outra classificação das proteínas, esta 
seria em função da presença ou não de aminoácidos essenciais e em que 
proporção eles aparecem nos alimentos. 
Proteínas de alto valor biológico: melhor aproveitadas e de desempenho 
mais eficiente nas funções de crescimento e manutenção do organismo. 
Chamadas de proteínas completas, pois veiculam todos os aminoácidos 
essenciais em adequadas proporções. Presentes nos alimentos de origem animal. 
Proteínas de baixo valor biológico: são proteínas incompletas por 
apresentarem ausência ou deficiência de certos aminoácidos essenciais. 
Encontradas em alimentos de origem vegetal. 
11 
 
 
Principais funções das Proteínas: 
• Atuam como elemento construtor e reparador das células; 
• Atuam como fonte energética na falta de outros nutrientes (função 
indesejável); 
• Repõem a albumina do soro e combate edemas carenciais; 
• Atuam como constituinte importante de hormônios, enzimas e secreções;• Auxiliam na função da defesa imunológica. 
 
 2.1.4 Vitaminas 
 São potentes compostos orgânicos que ocorrem em baixas concentrações nos 
alimentos e desempenham funções vitais específicas nas células e nos tecidos. 
São divididas em lipossolúveis e hidrossolúveis: 
Lipossolúveis: Vitaminas A, D, E e K – caracterizam-se por depender das gorduras 
para a sua absorção. São armazenadas no fígado em quantidades moderadas. 
Hidrossolúveis: Vitaminas do Complexo B e C – não dependem das gorduras para 
absorção e não são armazenadas no organismo. Por isso, obrigatoriamente, 
precisam ser ingeridas diariamente. 
Principais funções das vitaminas: 
• Permitem o crescimento, reparação e manutenção dos tecidos em conjunto 
com as proteínas e as fontes energéticas; 
• Atuam como co-fatores de enzimas e outras proteínas especializadas. 
 
Principais funções e Fontes de Vitaminas 
LIPOSSOLÚVEIS 
Vitamina A – Integridade dos tecidos, visão noturna, desenvolvimento dos ossos e 
dentes e resistência a infecções. 
 Pré-formada (Retinol): Fígado, Rim, Leite Integral, Creme de Leite, Queijos, 
Peixes e Gema de Ovo. 
12 
 
 
Pro-vitamina (Caroteno): Vegetais folhosos, Legumes ou Frutos, Óleo de 
Fígado de Bacalhau. 
Vitamina D – Regula o metabolismo de Cálcio e Fósforo. Essencial para a 
mineralização óssea e dos dentes. Encontrada no óleo de Fígado de Bacalhau, 
Peixe, Fígado e Ovos. 
Vitamina E – Reprodução, integridade dos músculos e nervos, antioxidante de 
gorduras. Presente no Óleo de soja, Girassol, Amendoim, Milho, Gema de Ovo, e 
Vegetais Folhosos. 
Vitamina K – Coagulação sanguínea e metabolismo ósseo. Encontrada na Couve, 
na Couve-flor, no Espinafre, no Fígado e no Leite de vaca. Em menor quantidade, 
em cereais como trigo e aveia. 
HIDROSSOLÚVEIS 
Biotina – Atua no metabolismo dos açúcares e gorduras. Encontrada nas carnes 
em geral, Gema de Ovo e Leguminosas. 
Vitamina B1 – Atua no metabolismo energético e na integridade do sistema 
nervoso e cardiovascular. Presente em Legumes, Raízes, Leite, Vísceras, 
Pescado, Gema de Ovo, Amendoim e Cereais como Gérmen de Trigo e todos os 
integrais. 
Vitamina B2 – Atua na manutenção da pele e dos olhos. Atua também no 
metabolismo energético. As principais fontes são: Carnes, Vísceras, Leite, 
Queijos, Gema de Ovo, Vegetais Folhosos, Leguminosas e algumas Frutas. 
Niacina – Atua no metabolismo energético. Encontrada em Carnes, Vísceras, 
Pescado, Gema de Ovo, Leite, Amendoim e outras Leguminosas, Pimentão, e 
algumas Frutas. 
Vitamina B6 – Participa do metabolismo dos aminoácidos e no sistema nervoso. 
Está em alimentos de origem animal e entre os vegetais, na Batata Inglesa, Aveia, 
Banana, e Germen de Trigo. 
 Vitamina B12 – Síntese de DNA e formação das células vermelhas do sangue. 
Presente nos alimentos de origem animal como Carne, Fígado, Rim, Gema de 
Ovo, Leite, Queijos e Pescado. 
13 
 
 
Ácido Fólico – Síntese de ácidos nucléicos, formação das células vermelhas do 
sangue. Presente em Vegetais Folhosos, Fígado e Leveduras. 
Ácido Pantotênico – Atua no metabolismo energético, síntese de colesterol, de 
hemoglobina e de neurotransmissores. Encontrada em alimentos como Fígado, 
Rim, Coração, Ovos, Leite, Trigo, Centeio, Soja e Brócolis. 
Vitamina C – Participa da formação do colágeno e dos ossos, da cicatrização e no 
aumento da resistência do organismo. Presente em alimentos como a Bertalha, o 
Brócolis, a Couve, o Pimentão, o Caju, a Manga, o Agrião, a Goiaba e as Frutas 
Cítricas. 
2.1.5 Minerais 
São nutrientes utilizados na forma original, com funções essenciais ao organismo, 
principalmente como catalisadores em sistemas enzimáticos. 
Macroelementos: Presentes em quantidades relativamente elevadas – Cálcio, 
Fósforo, Potássio, Cloro, Enxofre, Magnésio e Sódio. 
Microelementos: Presentes em quantidades relativamente baixas – Ferro, Iodo, 
Cobre, Cobalto, Manganês, Zinco, Molibdênio, Flúor, Cromo e Selênio. 
Principais Funções e Fontes de Minerais 
MACROELEMENTOS 
Cálcio: É o elemento mineral necessário em maior quantidade nas dietas. 
 Principais funções: 
� Formação do esqueleto: 99% do Ca está presente nos ossos e 
dentes 
� Presente no sistema auditivo: ossos martelo, bigorna e estribo 
� Formação dos dentes 
� Presente no leite e na casca do ovo 
� Processo de coagulação: Pro-trombina + Cálcio = Trombina 
� Equilíbrio ácido-básico e pressão osmótica 
� Processo de contração muscular 
14 
 
 
Fósforo: É o elemento mineral mais abundante nos alimentos de origem animal e 
vegetal. 
� Formação do tecido ósseo: 80% do P orgânico 
� Presente na composição dos dentes 
� Componente dos fosfolipídios 
� Equilíbrio ácido-básico 
� Equilíbrio osmótico 
� Metabolismo energético: ATP, ADP, AMP, GTP, GDP 
FATORES QUE ALTERAM A ABSORÇÃO DO CÁLCIO E DO FÓSFORO: 
� Relação Ca:P normal de 2:1 (igual ao conteúdo ósseo). Para aves 
em fase de postura essa relação pode chegar até 3 ou 3,5:1 
� Vitamina D3: relacionada à absorção de cálcio 
� Elementos que reduzem a disponibilidade: Ferro, oxalatos, fitatos 
� Hormônios circulantes: Estrogênio, calcitonina, tirocalcitonina 
Deficiência de cálcio e fósforo 
� Raquitismo e osteoporose 
� Arqueamento 
� Tetania (contração muscular) 
� Apetite depravado 
� Problemas reprodutivos 
Principais Fontes: Leite e derivados, Vegetais Folhosos Escuros, 
Fosfato bicálcico, Carbonato de Cálcio. 
Magnésio: Participa da formação dos ossos, das reações metabólicas em nervos 
e músculos. Presente na Soja e no Germen de Trigo. 
Na, Cl e K: Participam de processos vitais. Responsáveis pelos mais diversos 
processos metabólicos. Presente no Sal (Na e Cl), em Frutas e Vegetais Crús, no 
Leite e seus derivados (K). 
15 
 
 
Ferro: Elemento ativo na hemoglobina, no músculo e em vários processos 
enzimáticos. Encontra-se em Alimentos de Origem Animal. 
Zinco: Participa do crescimento e desenvolvimento sexual, resposta imunológica, 
paladar, visão noturna, integridade da pele e outras funções vitais. Encontrado em 
Carnes Vermelhas, Semente Girassol, Cereais Integrais e Leguminosas. 
Iodo: Hormônios da tireóide. Peixes, Sal Iodado, Leite Fresco e derivados. 
Cereais e Carne de Vaca. 
Cobre: Reações metabólicas para manter o esqueleto, produção de células 
vermelhas normais. Soja e Leguminosas. 
Selênio: Interage com a vitamina E. Previne processos oxidativos. Peixes e 
Carnes em Geral e Leguminosas. 
Mn e Mo: Cofator de metaloenzimas. Co-fator de enzimas envolvidas em 
reações de oxidação e redução. Grãos Integrais, Carnes e Leguminosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
3. FISIOLOGIA DIGESTIVA 
Um ponto de partida para estudos na área de nutrição de animais selvagens 
seria o conhecimento da fisiologia e anatomia digestiva das espécies, devido à 
estreita relação entre o trato gastrointestinal (TGI) e a utilização dos alimentos e 
nutrientes. 
Os mamíferos podem ser classificados de acordo com as divisões 
estomacais: 
Animais de estômago simples (monogástricos) 
Animais de estômago composto (poligástricos) – todos os animais 
poligástricos são herbívoros. 
Exemplos de poligástricos ruminantes: bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos, 
camelídeos (norte africanos – camelos e dromedários e sul americanos – alpacas 
e vicuñas). Elandes, antílopes, cervos, alces, girafas, veados brasileiros 
(catingueiro, mateiro, bororo, etc.). 
Exemplos de poligástricos não-ruminantes: canguru, hipopótamo 
Os monogástricos podem ser divididos em: 
� Herbívoros: cavalo, zebra, coelho, lebre, rinoceronte, alguns primatas 
(bugio, muriqui, uacari, macaco da noite, orangotango), urso-de-óculos, 
preguiça. 
� Onívoros: suínos, javali, cateto, queixada, lobo-guará, irara, guaxinim, 
gambá, a maioria dos primatas, cachorro-do-mato, quati. 
� Carnívoros: felinos, lontra, ariranha. 
 
17 
 
 
 
 
Nos herbívoros monogástricosocorre uma considerável digestão 
fermentativa – em maior ou menor grau, dependendo da localização das câmaras 
de fermentação. Nos onívoros e carnívoros predomina a digestão enzimática, o 
que não significa que não ocorra alguma digestão fermentativa. 
Os herbívoros ainda podem ser divididos em: 
Fermentadores pré-gástricos – ruminantes (veados) ou não ruminantes 
(preguiça). 
Fermentadores pós-gástricos (intestinais caudais) – fermentadores cecais: 
coelhos, roedores. Fermentadores colônicos: cavalo, rinoceronte, primatas 
folívoros, elefante, koala. 
Alguns animais onívoros apresentam cólon saculado (cateto, queixada, 
macacos do novo mundo, etc) e os carnívoros apresentam cólon não saculado. 
As aves podem ser classificadas de diversas maneiras: frugívoras, 
insetívoras, carnívoras, granívoras, etc. A grande maioria das espécies possui 
alguma particularidade fisiológica e anatômica que as diferem dos mamíferos 
monogástricos. Seriam elas: o papo ou englúvio, o pró-ventrículo e a moela, além 
da presença de dois cecos. Algumas aves, como o pingüim, não possuem papo ou 
moela. Todas essas estruturas estão diretamente relacionadas com o hábito 
alimentar do animal. 
Macaco da Noite: 
animal mais 
folívoro 
Felino: animal 
estritamente 
carnívoro 
18 
 
 
Os répteis também podem ser classificados como: 
Carnívoros: ofídios em geral, crocodilianos e quelônios de água doce 
Herbívoros: iguanas – quando jovem, a iguana é alimentar insetívora 
Onívoros: jabutis 
 
 
 
DIGESTÃO NOS MONOGÁSTRICOS 
� Mecânica (mastigação, movimentos de contração) 
� Química (enzimática) 
� Microbiana (enzimática, realizada por bactérias e protozoários) 
(a) Digestão na boca: principalmente mecânica pelos movimentos 
mastigatórios. Para aves (ausência de dentes) e carnívoros (rápida deglutição) 
não tem importância. A α-amilase presente na saliva, inicia a digestão enzimática 
(ausente em eqüinos e carnívoros). 
(b) Digestão no estômago: secreção de suco gástrico, constituído de água, 
sais inorgânicos, muco, pepsinogênio, lípase, quimosina (renina) e ácido clorídrico 
a 0,1N. A quimosina tem ação coaguladora do leite (importante para filhotes). A 
lipase estomacal, se comparada à pancreática, tem pouca importância na digestão 
das gorduras de animais adultos. 
Iguana: animal herbívoro 
quando adulto 
Destaque para a moela da ave ou estômago mecânico. Onde 
ocorre a trituração do alimento e a maior parte da quebra das 
proteínas. 
 
 
19 
 
 
(c) Digestão no Intestino Delgado: basicamente enzimática. Quatro 
secreções estão presentes neste local: suco duodenal, bile, suco pancreático e 
suco entérico. 
(d) Digestão no Intestino Grosso: basicamente fermentativa, dependendo 
da qualidade do material que chega ao IG, do tempo de retenção, da espécie 
animal com seus respectivos sítios de fermentação. Nos herbívoros 
monogástricos, esta fermentação tem grande significado energético e, nos 
lagomorfas, podem contribuir, além da energia fornecida pelos ácidos graxos 
voláteis (AGVs), fornecem um aporto considerável de proteínas, devido à ação 
fisiológica de ingestão dos cecotrofos. Na capivara existem sugestões de 
coprofagia. As vitaminas produzidas pelos microorganismos (vitaminas do 
complexo B e vitamina K) podem ser parcialmente absorvidas e aproveitadas pelo 
hospedeiro. 
PARTICULARIDADES NA DIGESTÃO DE RECÉM-NASCIDOS E LACTENTES 
Durante um curto período após o nascimento, o intestino do filhote é 
permeável a proteínas colostrais, imprescindível para a transferência de 
gamaglobulinas (anticorpos), via leite materno, para o recém-nascido. As 
imunoglobulinas são absorvidas intactas para o sistema linfático. Ao nascimento, a 
atividade da α-amilase, maltase e sacarase é pequena, enquanto que a da lactase 
é alta, descrescendo muito com a maturidade do animal. 
 A capacidade de digerir gorduras em animais muito novos é relativamente 
baixa (incluindo as aves). Isto deve-se, principalmente, à pequena capacidade do 
fígado em produzir bile. No entanto, alguns psitacídeos alimentam seus filhotes 
com uma dieta muito rica em lipídeos, chegando a 20% do total da dieta. A 
digestão, nesses casos, é facilitada pelas enzimas contidas no bolo alimentar 
regurgitado para o filhote. 
 
 
 
 
20 
 
 
DIGESTÃO NOS RUMINANTES 
(a) Digestão na boca: saliva abundante e contínua com ausência de 
enzimas e com alto poder tamponante (sódio e potássio). Fonte de nutrientes para 
os microorganismos do rúmen. A quantidade de saliva produzida está diretamente 
relacionada com a matéria seca e a forma física da dieta (tamanho da fibra). Uma 
dieta à base de volumosos é importante para aumentar a secreção de saliva e a 
tamponamento ruminal. 
(b) Digestão no estômago: estômago dividido em quatro compartimentos – 
rúmen, retículo, omaso e abomaso. Os três primeiros não secretam enzimas e 
precedem o estômago verdadeiro e glandular (abomaso). O rúmen funciona como 
uma câmara de armazenamento e fermentação dos alimentos, produção de ácidos 
graxos voláteis (acético, propiônico e butírico), proteína microbiana e outros 
produtos. 
 
 
 
Processo Fermentativo e Microbiota Ruminal 
� A população microbiana é representada por bactérias e protozoários 
(alguns estudos indicam a presença, mínima, de fungos e leveduras). 
� O ambiente tem pouco O2, sendo predominantemente a fermentação 
anaeróbia. 
21 
 
 
� As bactérias produzem enzimas capazes de degradar carboidratos 
estruturais. Além destes, também degradam os carboidratos solúveis 
(açúcares e amido). 
� Como produtos da fermentação podem ser citados os ácidos graxos 
voláteis (AGVs), com produção dos ácidos acético, propiônico e 
butírico em maior quantidade, e dos ácidos valérico e isovalérico em 
menor quantidade. Produzem ainda gases como o dióxido de 
carbono, metano, hidrogênio, gás sulfídrico, monóxido de carbono, 
etc. 
� Os microrganismos sintetizam também vitaminas do complexo B e 
vitamina K. 
� As bactérias ruminais são capazes de combinar o nitrogênio 
(proveniente da proteína alimentar ou de fontes não protéicas – 
NNP) com esqueletos de carbono para formar sua própria proteína. 
Após um período estes microrganismos são movidos para o TGI e 
destruídos, constituindo-se em fonte protéica para o hospedeiro. 
 
(c) Digestão específica no RUMÉN: 
Carboidratos – os produtos finais mais importantes da fermentação dos 
carboidratos são os ácidos graxos voláteis. A proporção de AGVs varia de acordo 
com a composição da dieta. Dietas ricas em alimentos volumosos fornecem 
maiores quantidades de acetato, enquanto dietas ricas em alimentos concentrados 
(carboidratos simples) aumentam a proporção de propionato. 
Dietas pobres em volumosos e ricas em concentrado, para a maioria dos 
ruminantes, não estimulam uma produção de saliva suficiente para garantir o 
tamponamento ruminal. Este fato associado a uma queda brusca no pH ruminal 
pelo amido (presente nos carboidratos) causa um distúrbio metabólico chamado 
de acidose que, dependendo do grau, pode levar o animal ao óbito. 
 Proteínas – as bactérias podem utilizar fontes protéicas e não protéicas 
para sintetizar suas próprias proteínas. A extensão com que as bactérias utilizam a 
proteína da dieta depende, basicamente, do grau de degradabilidade da mesma 
no rúmen (ex. soja – mais degradável; farinha de peixe – menos degradável). A 
22 
 
 
capacidade das bactérias utilizarem o nitrogênio não-protéico (NNP) depende, 
primeiramente, da quantidade de energia fornecida pelos carboidratos, da 
degradabilidade e da capacidade de crescimento da população microbiana. 
 Lipídios – como as bactérias não são capazes de sintetizar ácidos graxos 
poliinsaturados, limitando-se à síntese de ácidos graxos saturados e aos 
ramificados, os ácidos graxos da dieta são hidrogenados (saturados) antes da 
síntese e incorporação. 
EXEMPLOS:23 
 
 
4. ANÁLISE DOS COMPONENTES DA DIETA 
Os rotineiros problemas de alimentação em cativeiro estão relacionados, 
principalmente, (a) à qualidade dos produtos oferecidos; (b) ao manuseio e 
preparo da alimentação; (c) à adaptação do animal à dieta em cativeiro; e, (d) à 
determinação da quantidade que cada animal irá consumir. Uma dieta mal 
planejada, na maioria das vezes, ocasionará problemas extremos ligados à 
subnutrição, seja por falta ou excesso de um determinado nutriente oferecido. 
Classificação dos Alimentos 
a) VOLUMOSOS – Nível de Fibra Superior a 18%, Ex. => Forragens secas: fenos, 
palhadas, cascas de grãos, etc. Forragens aquosas: silagens, pastagens, raízes e 
tubérculos 
b) CONCENTRADOS – Nível de Fibra Inferior a 18%, Ex. => Energéticos: Nível de 
proteína inferior a 16%. Protéicos: Nível de proteína superior a 20% podendo ser 
de origem animal ou de origem vegetal. 
c) SUPLEMENTOS – Minerais Vitaminas Aminoácidos 
d) ADITIVOS – Promotores de crescimento: antibiótico, hormônios, probióticos. 
Preservadores da qualidade: antioxidantes, antifúngicos, sequestrantes. Melhoram 
a qualidade física do alimento: melaço, aglutinantes, flavorizantes, aromatizantes, 
acidificantes. 
 
 
 
 
 
24 
 
 
5. ARMAZENAMENTO E PREPARO DOS ALIMENTOS 
 
Parte do conteúdo deste capítulo foi retirada da Cartilha sobre boas práticas para 
serviços de alimentação, publicada pela ANVISA, por meio da 
Resolução-RDC nº 216/2004. 
Trabalhar com produtos de época, além de favorecer o oferecimento de alimentos 
variados e frescos ao longo do ano, minimiza o custo da dieta por animal. O 
fornecimento de produtos hortifrutigranjeiros e carnes deve ser planejado de acordo 
com a disponibilidade de espaço para um bom armazenamento. 
 
(a) Armazenamento dos Alimentos 
Compre os ingredientes em estabelecimentos limpos, organizados e 
confiáveis. Armazene imediatamente os produtos congelados e refrigerados e depois 
os produtos não-perecíveis. Os locais de armazenamento devem ser limpos, 
organizados, ventilados e protegidos de insetos e outros animais. 
As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e
mesas, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem rachaduras, trincas 
e outros defeitos. Nunca guarde os produtos de limpeza junto com os alimentos. Não 
utilize produtos de limpeza clandestinos. 
A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas, ratos e 
outras pragas. Os venenos devem ser aplicados somente quando necessário e 
sempre por empresa especializada. 
Quanto ao local de armazenamento, em locais de clima muito quente, as 
câmaras frigoríficas são a melhor solução. A temperatura interna das câmaras deve 
ser ajustada para 10-12 oC para hortifrutigranjeiros e 5-8 oC para as carnes. Já em 
locais de clima frio, os produtos hortifrutigranjeiros poderão dispensar esses 
cuidados, mas, o armazenamento de carnes ainda deverá ser feito em algum tipo de 
câmara fria. Em caso de armazenamento de carnes e pescados congelados, 
recomenda-se que o tempo de congelamento não ultrapasse 03 meses. 
Os alimentos congelados e refrigerados não devem permanecer fora do freezer 
ou geladeira por tempo prolongado. Não descongele os alimentos à temperatura 
 
25 
 
 
Os alimentos congelados e refrigerados não devem permanecer fora do 
freezer ou geladeira por tempo prolongado. Não descongele os alimentos à 
temperatura ambiente. Deixe o alimento na geladeira até descongelar. As carnes 
devem ser descongeladas dentro de recipientes. 
Não use e não compre produtos com embalagens amassadas, estufadas, 
enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro 
tipo de defeito. Limpe as embalagens antes de abri-las. Os ingredientes que não 
forem utilizados totalmente devem ser armazenados em recipientes fechados. 
Quanto aos produtos industrializados, o planejamento das entregas deverá 
respeitar o seu prazo de validade, a capacidade interna do almoxarifado e as 
condições do local de armazenamento. Os sacos de ração deverão ser 
empilhados sobre estrado suspenso do chão em, pelo menos, 25 cm. Os estrados 
devem ser distribuídos de forma que fiquem afastados das paredes e próximos à 
área de circulação de ar. Os sacos de ração devem estar dispostos de forma para 
permitir a circulação de ar entre eles, respeitando o limite máximo de 10 sacos por 
pilha. 
 
 Armazenamento de rações sobre estrados 
Todos os produtos deverão ser armazenados em locais frescos, sem 
excesso de umidade e livre do ataque de roedores e insetos. Os suplementos 
minerais e vitamínicos precisam de salas próprias, refrigeradas e sem a incidência 
de luz direta. O cuidado especial é necessário, visto que, são produtos de alta 
perecibilidade e podem, com facilidade, perder suas características nutricionais. 
(b) Manuseio e Preparo da Alimentação 
Processos de Higienização e Desinfecção 
26 
 
 
Cuidados sanitários especiais são necessários para evitar que restos de 
alimentos acumulem pelo chão e nos cantos da parede, contribuindo assim, para o 
apodrecimento dos produtos e o aparecimento de insetos e roedores. Diariamente, 
panos úmidos com desinfetante devem ser passados no chão e nas mesas após o 
preparo do alimento e, no mínimo 01 
vez na semana, todo o ambiente da 
cozinha deve ser lavado. 
O desinfetante mais eficiente 
é o cloro. A diluição do cloro em 
água serve para desinfecção do 
ambiente, de utensílios, frutas e 
verduras. O cloro é um desinfetante 
de amplo espectro e pode ser 
utilizado para uma série de propósitos dependendo da concentração utilizada, 
além de permanecer estável durante 06 meses após o preparo, quando 
corretamente armazenado. 
a) solução 0,5% - Desinfecção rápida (05 minutos). Conveniente para 
limpar superfícies após o preparo do alimento; 
b) solução 0,2% - Desinfecção em médio prazo (02 horas). Imersão de 
utensílios e alimentos; 
c) solução 0,1% - Desinfecção em longo prazo (06 horas). Limpeza de 
paredes, gaiolas e utensílios de alimentação. 
Obs: Para perfeita eficiência do cloro é preciso que seja retirado todo o resíduo de 
matéria orgânica dos utensílios – pré lavagem (restos de fezes ou de alimentos). 
Alimentos como frutas, legumes e hortaliças devem ser higienizados. A correta 
higienização elimina os micróbios patogênicos e os parasitas. 
Para higienização de hortaliças, frutas e legumes: 
1. Selecionar, retirando as folhas, partes e unidades deterioradas; 
2. Lave em água corrente vegetais folhosos (alface, escarola, rúcula, agrião, etc.) 
folha a folha, e frutas e legumes um a um; 
27 
 
 
3. Colocar de molho por 10 minutos em água clorada, utilizando produto adequado 
para este fim (ler o rótulo da embalagem), na diluição de 200 ppm (1 colher de 
sopa para 1 litro); 
4. Enxaguar em água corrente vegetais folhosos folha a folha, e frutas e legumes 
um a um; 
5. Fazer o corte dos alimentos para a montagem dos pratos com as mãos e 
utensílios bem lavados; 
6. Manter sob refrigeração até a hora de servir. 
Adaptado: BRASIL. CGPAN/SAS/Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a 
População Brasileira: Promovendo a alimentação saudável, 2005. 
Processos de Preparo da Alimentação 
Quem é o manipulador de alimentos? É a pessoa que lava, descasca, corta, 
rala, cozinha, ou seja, prepara os alimentos. 
O que fazer? 
1. Esteja sempre limpo; 
2. Use cabelos presos; 
3. O uniforme deve ser utilizado 
somente na área de preparo do alimento; 
4. Troque o uniforme diariamente, pois 
ele deve estar sempre limpo e conservado; 
5. Retire brincos, pulseiras, anéis, 
aliança, colares, relógio e maquiagem; 
6. Lave bem as mãos antes de preparar 
os alimentos e depois de usar o banheiro, de atender ao telefone e de abrir 
a porta; 
7. Na área de preparo, a pia para lavar as mãos não deve ser a mesma para a 
lavagem dos vasilhames; 
8. Mantenhaas unhas curtas e sem esmalte; 
9. Preste atenção para não fumar, comer, tossir, espirrar, cantar, assoviar, 
falar demais ou mexer em dinheiro durante o preparo dos alimentos; 
28 
 
 
10. Se estiver doente ou com cortes e feridas nas mãos, não manipule os 
alimentos; 
11. Faça sempre exames periódicos de saúde. 
Para lavagem correta das mãos siga os seguintes passos: 
• Utilize a água corrente para molhar as mãos; 
• Esfregue a palma e o dorso das mãos com sabonete, inclusive as unhas e 
os espaços entre os dedos, por aproximadamente 15 segundos; 
• Enxágüe bem com água corrente retirando todo o sabonete; 
• Seque-as com papel toalha ou outro sistema de secagem eficiente; 
• Esfregue as mãos com um pouco de produto anti-séptico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
MODELO DE CRONOGRAMA UTILIZADO EM CETAS (MODELO CETAS RJ) 
É importante que o técnico faça um roteiro simples e direto para que os tratadores 
possam se orientar ao longo do dia sem esquecer itens importantes. O roteiro 
deve ser colocado em local de fácil acesso e deve ser dividido de acordo com a 
rotina de cada Cetas. 
ROTEIRO DIÁRIO DA COZINHA DOS ANIMAIS 
MEDIDAS DE HIGIENE 
 
1. LAVAR AS MÃOS SEMPRE QUE MANIPULAR OS ALIMENTOS 
2. LAVAR COM ÁGUA CLORADA TODAS AS FRUTAS, LEGUMES E 
VERDURAS DO DIA 
3. LAVAR OS VASILHAMES COM ÁGUA CLORADA E DETERGENTE 
NEUTRO 
4. LAVAR A COZINHA COM ÁGUA CLORADA E DETERGENTE NEUTRO 
2X NA SEMANA 
5. DIARIAMENTE, LAVAR BANCADAS COM ÁGUA CLORADA E 
DETERGENTE NEUTRO 
 
ALIMENTAÇÃO DA MANHÃ 
 
1. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DE TODAS AS AVES E ANIMAIS 
INTERNADOS (IMPORTANTE: Os animais internados devem ser tratados 
separadamente) 
2. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DO QUATI E DOS PRIMATAS MAIORES 
3. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DOS RÉPTEIS (2a, 4a e 6a) 
 
ALIMENTAÇÃO DA TARDE 
 
1. COLOCAR OVOS PARA COZINHAR (2a e 4a) 
2. COLOCAR ABÓBORA E BATATA-DOCE PARA COZINHAR (3a e 5a) 
3. PASSAR A CARNE DO DIA SEGUINTE PARA A GELADEIRA 
30 
 
 
FLUXOGRAMA DE ENTRADA E SAÍDA DE ALIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
6. APRESENTAÇÃO DA DIETA E ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 
Um dos fatores de maior relevância na elaboração de dietas para animais 
selvagens é a apresentação da dieta. Fazer com que a alimentação atenda aos 
anseios nutricionais, morfofisiológicos e psicológicos de cada animal. Os aspectos 
morfofisiológicos estão relacionados com o tipo de dentição, a forma de apreensão 
e a estrutura do aparelho digestivo. Comparando a dieta de uma Cutia e de um 
Veado, observa-se que, para cutia, um típico roedor, os alimentos devem ser 
abrasivos e ajudar no processo de desgaste dos incisivos, enquanto que para o 
Veado, por não precisar do processo de desgaste dos dentes, os alimentos devem 
ser preparados em cortes menores e, se possível, passados em processadores de 
alimentos. 
O hábito alimentar dos animais, relacionado com a estrutura 
gastrointestinal, também fornece informações importantes sobre o tipo de corte e 
tamanho dos alimentos fornecidos. É importante ressaltar que esses fatores 
devem ser avaliados em conjunto. Retornando ao exemplo da cutia e do veado, 
ambos são de hábito alimentar herbívoro, no entanto, devido às diferenças 
morfológicas, devem ser alimentados de forma diferente. 
Os fatores psicológicos estão relacionados com o “bem-estar” do animal. 
Espécies mais inteligentes como primatas e psitacídeos, que utilizam o alimento 
não apenas para saciar sua fome, mas também como uma forma de terapia 
ocupacional, devem ser alimentadas várias vezes ao dia de forma criativa. É 
comum encontrar papagaios arrancando as próprias penas e primatas em 
verdadeiros ataques nervosos ou arrancando os pêlos do corpo, por problemas 
relacionados ao estresse do cativeiro. Com isso, o alimento se torna um atrativo, 
um momento de ocupação e diversão. 
Diversificar e fracionar a alimentação, disponibilizar alimentos mais 
trabalhosos, que exijam um desprendimento de tempo para consumo maior por 
parte do animal, podem ser alternativas para minimizar o impacto do cativeiro. 
Para psitacídeos, alimentos como coco seco, amendoim com casca (com 
moderação), cana-de-açúcar e milho em espiga podem ser uma boa alternativa. 
 Para primatas, espalhar pelo recinto sementes de arroz com casca, 
abóbora seca sem sal, rações secas ou outros alimentos não perecíveis para que 
32 
 
 
eles passem boa parte do tempo procurando o alimento pelo recinto. Muitas 
vezes, medidas de adequação dos recintos resolvem o problema de estresse em 
cativeiro. Essas medidas consistem na adequação de poleiros, melhora da 
ambientação, disponibilização de pontos de fuga, tocas, abrigos, etc. O conceito 
“enriquecimento ambiental” está bem difundido e existem disponíveis diversas 
técnicas para manutenção de animais em cativeiro. 
Adaptação à dieta 
 
Nenhum alimento é nutricionalmente completo. No momento da escolha, os 
alimentos devem contribuir com o fornecimento dos principais nutrientes: 
Carboidratos, Proteínas, Gorduras, Fibras, Minerais e Vitaminas. Por isso, a dieta 
deve ser diversificada, sempre utilizando uma boa ração comercial como base. 
Existe uma série de vantagens e desvantagens na utilização dos alimentos 
naturais e das rações, o que torna a sua utilização conjunta necessária e 
vantajosa para o animal. As proporções dos alimentos na dieta variam de acordo 
com o hábito alimentar da espécie, o que será discutido posteriormente. Para 
saber o conteúdo nutricional dos alimentos, tabelas de composição química dos 
alimentos devem ser consultadas (ver anexo). 
Uma vez elaborada a dieta, qualquer alteração deve ser gradativa. Para 
animais recém-chegados existem dois tipos de adaptação à dieta: daqueles 
animais que chegaram de algum cativeiro e daqueles que chegaram da natureza. 
Os animais provenientes de cativeiro normalmente estão acostumados aos itens 
33 
 
 
alimentares disponíveis no centro de triagem. No entanto, é importante que o 
maior número de informações sobre esse animal seja fornecida, principalmente 
com relação à alimentação. 
Em um primeiro momento, deve-se satisfazer o animal, fornecendo 
alimentos que ele está acostumado a consumir. Esse momento pode durar dias ou 
até semanas, dependendo da sua adaptação ao novo ambiente. A partir do 
momento que o animal estiver ambientado, inicia-se o processo de adaptação à 
dieta balanceada. 
Para os animais com procedência de natureza, a adaptação precisa ser 
imediata, uma vez que, dificilmente existem esses itens alimentares disponíveis 
em quantidade suficiente para supri-los. Nesses casos, o cuidado deve ser 
redobrado. Os alimentos devem ser fornecidos frescos, várias vezes ao dia, em 
pequenas quantidades, dispostos individualmente na vasilha. Para algumas 
espécies de carnívoros, é comum que passem alguns dias sem se alimentar antes 
de aceitar a alimentação de cativeiro. O importante é deixar uma solução 
hidratante disponível para o tempo inteiro e fornecer diariamente a alimentação até 
a habituação do animal. 
Durante a fase de adaptação, os alimentos devem ser quantificados e 
distribuídos individualmente nas vasilhas. As sobras devem ser recolhidas e 
quantificadas diariamente para controle da ingestão. Os alimentos devem ser 
alternados ao longo da semana para observação das preferências. Com esses 
dados, o técnico terá condições de elaborar uma dieta apropriada para o animal. 
Espécies com hábitos alimentares mais específicos (ex. tamanduás e 
preguiças) necessitam de maiores cuidados. Para mantê-los em cativeiro é 
necessário que sejam oferecidos, em dias alternados, os alimentos que essas 
espécies estão habituadas a consumir na natureza. O importante é que a nova 
dieta esteja sempre à disposição e que seja trocada diariamente, mesmo que não 
haja consumo. 
A suplementação mineral e vitamínica deve ser realizada com muita 
cautela. Algumas vitaminas, comoas lipossolúveis (A, D, E e K) e os minerais, 
quando oferecidos em excesso, podem causar danos tão graves quanto à 
deficiência. Por isso, as suplementações devem ser recomendadas com base na 
34 
 
 
análise nutricional do alimento para corrigir deficiências específicas e para suprir 
alguma exigência de determinado nutriente de algumas espécies (ex. V it D3 para 
calitriquídeos sem exposição ao sol, Cálcio para dietas à base de músculo bovino 
ou insetos, Vit K para tamanduás, Tiamina e Vit E para pescados congelados, 
etc.). 
De posse desses dados conclui-se que a dieta perfeita deverá ser: 
palatável, livre de microorganismos, em quantidade e qualidade suficiente, 
digestível, de fácil obtenção e o mais econômica possível. 
Em Centros de Triagem, é normal que os animais cheguem com um alto 
nível de estresse. Nesses casos, a hidratação é o fator mais importe. Por isso, nas 
primeiras duas horas após o recebimento dos animais, verifique se todos estão 
com acesso a um soro caseiro ou soro fisiológico, acrescidos de um pouco de mel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
6. Determinação da quantidade de alimento oferecido 
ENERGIA 
 Independente da finalidade – manutenção, reprodução ou produção – os 
animais necessitam primariamente da energia obtida a partir da oxidação de 
alguns nutrientes. Toda substância contendo carbono e hidrogênio pode ser 
oxidada fornecendo energia. No entanto, nem toda energia bruta fornecida pela 
oxidação das substâncias pode ser aproveitada pelos animais (ex. óleo mineral). 
 Partição da energia: A energia não é um nutriente, é uma entidade química 
que pode ser mensurada, ou seja, a quantidade de calor que os alimentos 
desprendem quando oxidados. A energia desprendida da queima total dos 
alimentos é denominada ENERGIA BRUTA (EB). A EB presente nos alimentos 
pode ou não ser aproveitada pelo animal. A energia aproveitada pelos animais 
pode ser mensurada diminuindo da EB a energia perdida pelas fezes – ENERGIA 
DIGESTÍVEL (ED), ou ainda, diminuindo da ED a energia perdida pela urina e os 
gases – ENERGIA METABOLIZÁVEL (EM), ou ainda, diminuindo da EM a energia 
perdida pelo incremento calórico – ENERGIA LIQUIDA (EL). A EL pode ainda ser 
dividida em EL de mantença e EL de produção. Para as aves, determina-se 
diretamente a EM, uma vez que não é possível separar as fezes da urina. 
 Uma outra forma de obter a EB dos alimentos é por meio de cálculos 
diretos, baseados na energia de cada nutriente. 
Nutrientes % Kcal/g E.B. (Kcal) 
Umidade 10 - - 
Proteína Bruta 9 5,65 50,85 
Extrato Etéreo 4 9,40 37,60 
Fibra Bruta 5 4,15 20,75 
Cinzas 5 - - 
ENN* 67 4,15 278,05 
TOTAL 100 387,25 
* ENN = 100 – (% Umidade + % PB + % EE + % FB + % Cinzas) 
 
36 
 
 
A unidade de medida da energia é chamada caloria. Caloria é a quantidade 
de calor necessária para elevar a temperatura de 1g de água de 14,5oC para 
15,5oC. 
 
 
A quantidade de alimento que uma determinada espécie irá consumir 
diariamente dependerá, exclusivamente, do gasto energético necessário para sua 
manutenção em cativeiro. Para isso, torna-se necessário conhecer o seu peso 
metabólico por meio do seu metabolismo basal, isto é, a energia mínima 
despendida pelo animal em jejum, descansado e em repouso. 
O metabolismo basal está relacionado com perdas de energia radiante por 
meio da pele, portanto com superfície corporal. Esta, por sua vez, relaciona-se 
com o peso vivo. Dessa maneira, relaciona-se o ganho corporal às necessidades 
energéticas do animal, por modelos matemáticos. 
Y = a. Xb 
onde: 
X = peso vivo 
b = 0,75 (constante) 
a = valor variável de acordo com a produção ou trabalho exercido pelo animal. 
 
Desta forma, teríamos um modelo matemático não linear, expresso pela equação 
acima. 
 
Xb = PV0,75 = Peso Metabólico 
(P0,75 equivale à raiz quarta do peso elevado ao cubo) 
 
O uso do peso metabólico permite comparações entre animais de pesos e 
tamanhos diferentes e mesmo entre espécies diferentes. Esta taxa pode sofrer 
alterações de acordo com as espécies. Roedores e carnívoros desérticos 
apresentam taxas menores, enquanto mamíferos marinhos, mustelídeos e 
1 Kcal = 1.000 calorias 
37 
 
 
lagomorfas apresentam taxas maiores. De uma maneira geral, a taxa metabólica 
basal para a maioria dos mamíferos placentários é: 70 Kcal x (PV0,75). 
Prioritariamente, o animal utiliza a energia para manutenção de sua própria 
vida, ou seja, para o funcionamento normal de seu organismo. Após atingidas 
essas necessidades, o animal dispensará energia para a produção e, finalmente, 
em caso de excessos, para estocagem em depósitos corporais na forma de 
gordura. 
Em caso de déficit energético, o primeiro reflexo negativo ocorre na 
produção e deposição de tecidos corporais. As aves interrompem a postura, os 
animais jovens reduzem ou interrompem o crescimento, fêmeas gestantes 
abortam. Se a energia ingerida for suficiente para a manutenção, nenhum sintoma 
ocorrerá além da interrupção de ações extras relativas à produção. No entanto, se 
o déficit for alto e por tempo prolongado, o animal entra em um processo de 
catabolismo na tentativa de repor a energia para os processos metabólicos vitais. 
Este catabolismo segue uma ordem: 
� Utilização de reservas de glicogênio hepático e muscular (somente o 
glicogênio cardíaco é poupado). Estas reservas são pequenas, 
servindo como fonte de energia por um curto prazo. 
� Utilização das reservas de gordura – quase todos os lipídios são 
utilizados, com exceção dos lipídios estruturais. 
� Utilização das proteínas tissulares para manutenção da glicose 
sangüinea e outras atividades básicas. 
 
38 
 
 
 
Sugere-se que os animais dos Cetas sejam mantidos com as fórmulas utilizadas 
para manutenção de acordo com a tabela abaixo extraída do Tratado de Animais 
Selvagens – seção 6. 
 
 
De posse da quantidade de energia que a espécie necessitará, a determinação da 
quantidade de alimentos deverá com cautela seguindo os seguintes critérios: 
 
Dominância: Quando os animais estão em grupos, a quantidade de alimento 
deverá se acrescida de, pelo menos, 20% para proporcionar igualdade de 
consumo para todos. 
Temperatura: Ao contrário dos répteis que aumentam o consumo de alimentos 
durante os períodos mais quentes do ano, alguns mamíferos e aves em geral 
39 
 
 
diminuem o consumo. As rações para aves devem ser balanceadas de forma que, 
mesmo com consumo inferior, a demanda de nutrientes seja adequada. Para 
primatas, frutas aquosas e verduras devem fazer parte do cardápio e alimentos 
mais gordurosos devem ser evitados. No entanto, para os répteis, os alimentos 
devem fornecer um estoque de energia necessário para sua manutenção nos 
períodos mais frios do ano. 
Enfermidades: Como grande parte dos casos de enfermidades em animais 
selvagens estão relacionados com a alimentação, é natural que se faça um maior 
aporte de nutrientes nessa fase. Para isso, os alimentos devem contribuir com 
altos níveis de energia para que não seja necessário um grande consumo por 
parte do animal. Normalmente, multiplica-se a TMB requerida pela espécie por 4 
ou 5 dependendo da gravidade da enfermidade. 
Tipo de recinto: Quanto maior o recinto maior a probabilidade do animal se 
exercitar e com isso, gastar energia. Nesse caso, a exigência de energia poderá 
ser maior. 
Características da espécie: Existem espécies naturalmente de metabolismo mais 
lento, que passam a maior parte do tempo em repouso (felinos). Em contrapartida, 
existem aquelas mais ativas que despendem maior energia ao longo dia (primatas 
onívoros). A quantidade de energia requerida aumentará de acordo com o grau de 
atividade do animal. Espécies que reduzem sua atividade metabólica em 
determinadas épocas do ano necessitam de um aporte maior de energia para 
acumularem gordura necessária para longos períodos de jejum. 
 
Estado fisiológico: Refere-seà idade do animal, período reprodutivo, estágio de 
lactação e etc. Animais mais velhos tendem a utilizar uma quantidade inferior de 
energia quando comparados com animais mais jovens, em crescimento. Animais 
em período reprodutivo e fêmeas em lactação necessitam de um maior aporte 
energético. 
 
 
40 
 
 
8. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ALIMENTAÇÃO DE CARNÍVOROS, 
HERBÍVOROS E ONÍVOROS 
Basicamente, os animais necessitam de uma dieta composta por três itens 
principais: água, energia e nutrientes. A água é considerada o componente mais 
importante de qualquer dieta. A energia, como foi visto, é fornecida principalmente 
pelos carboidratos e gordura. Os principais nutrientes são a proteína 
(aminoácidos), vitaminas e minerais. A principal preocupação do técnico deve ser 
em fornecer os principais nutrientes para atender às necessidades de 
manutenção, crescimento e reprodução das espécies. 
Dessa forma, a dieta deve ser balanceada para cada ciclo de vida do animal 
e deve conter os ingredientes corretos para compor a necessidade básica de 
nutrientes e energia. È possível inferir que as semelhanças entre as exigências 
nutricionais das diferentes espécies de animais são muito maiores do que as 
exceções. Por exemplo, a exigência relativa ao cálcio e ao fósforo é a mesma para 
quase todas as espécies. Também deve-se considerar que a diferença existentes 
dentro de um grupo constituído de indivíduos de uma mesma espécie ação de 
uma são, muitas vezes, maiores do que as diferenças que ocorrem entre as 
espécies. 
Outra semelhança considerável é que a digestão e a assimilação de energia 
e nutrientes têm 80 a 90% de chance de ocorrer no intestino delgado, 
independente se é uma espécie herbívora, carnívora ou onívora. O intestino 
delgado é, portanto, o componente mais importante do trato digestivo e é 
semelhante em todas as espécies. Além disso, órgãos como o fígado e o pâncreas 
são extremamente adaptáveis. 
Independente da dieta fornecida seja volumoso (capim), frutas ou carne, o 
que muitas vezes é ignorado é a forma de apreensão de cada espécie que, por 
sua vez, define o que o animal consome e se essa digestão será lenta ou rápida. 
No entanto, apesar das semelhanças entre os animais, diferenças consideráveis 
existem. 
As aves, por exemplo, apresentam adaptações físicas, fisiológicas e 
comportamentais específicas que indicam como esses animais se alimentam. 
Bicos especializados, garras, tipo de língua, etc que mostram que, à medida que 
41 
 
 
se aprofunda o conhecimento, aparecem muitas peculiaridades nutricionais. Por 
exemplo, o excesso de ferro para tucanos pode levar ao óbito por uma doença 
chamada hemocromatose. 
Para que um animal possa digerir um alimento é preciso, em primeiro lugar, 
retirar a água da dieta. No entanto, a maioria das dietas consiste de teores 
altíssimos de água coloidal, ou seja, presa aos alimentos. Altos índices de 
umidade na dieta podem diluir os nutrientes oferecidos e, conseqüentemente, 
inviabilizar a ingestão por parte dos animais. É o caso de dietas ricas em frutas e 
legumes. Por outro lado, se a base da dieta são rações secas, a água deve estar 
disponível o tempo inteiro para melhorar o consumo. Um erro muito comum é 
alimentar um animal considerado frugívoro com uma dieta rica em frutas 
convencionais, dessas destinadas à alimentação humana. 
 
 
Os frutos na natureza são ricos em matéria seca e nutrientes específicos 
que sustentam nutricionalmente essas espécies e a maior parte dos frutos 
consumidos por nós, seres humanos, são ricos em carboidratos e água. 
Outro fator importante que influencia diretamente o conteúdo nutricional da 
dieta é a relação “emocional” que envolve, principalmente, técnicos, tratadores e 
os animais. Quando a dieta é controlada pela emoção há a tendência de oferecer 
apenas o que animal deseja e ingere mais. Muitas vezes esse padrão espalha-se 
42 
 
 
pelos demais animais e, em pouco tempo, as dietas estarão desbalanceadas 
nutricionalmente e os animais mantidos sob um regime monótono diário. 
Na natureza, os animais dispõem de uma grande variedade de itens na 
dieta e passam a maior parte do tempo forrageando. A sazonalidade dos 
alimentos impõe uma necessidade de diversificação da dieta e, 
conseqüentemente, os animais são confrontados com a necessidade de 
programar o seu ciclo de vida de acordo com a disponibilidade de energia e 
proteína dos alimentos. Por isso, algumas espécies programam o nascimento de 
seus filhotes para épocas de maior abundância de alguns nutrientes que serão 
importantes para o crescimento e perpetuação da espécie. 
Os animais em cativeiro, independente se onívoros, carnívoros ou 
herbívoros dependem, exclusivamente, daquilo que oferecemos diariamente. Isso 
não impede que algumas características possam surpreender como as fêmeas de 
sagüis, por exemplo, que em épocas de reprodução em cativeiro procuram itens 
mais ricos em cálcio e, se for fornecido um suplemento de cálcio avulso, elas 
procurarão avidamente por esse suplemento. 
Essa seleção pelos animais também pode ser prejudicial porque os 
alimentos normalmente fornecidos são muito palatáveis e existe a tendência de 
desenvolver algum tipo de preferência ao longo do tempo. Por isso, a dieta deve 
ser o mais uniforme possível e a ração, como alimento principal, deve ser 
fornecida separada dos demais itens da dieta. 
De acordo com Robbins (1993), nutrição animal é o processo no qual o 
animal procura e processa porções do seu ambiente químico externo para manter 
funcionando seu metabolismo interno. Nesse sentido, considera-se que a 
alimentação deve fazer parte de um processo de estímulos (apetite x saciedade) 
que podem ou não oferecer os nutrientes em quantidade e qualidade adequados 
para manter em funcionamento seu metabolismo interno. Por isso, os 
conhecimentos básicos sobre cada nutriente e sua interação metabólica são 
fundamentais para elaboração de uma dieta apropriada. 
Quanto mais elaborado é o alimento, mais complexa é a digestão. A 
saciedade e o apetite estão diretamente relacionados com o esvaziamento 
43 
 
 
gástrico. Quanto mais tempo o alimento permanecer no trato gastrointestinal mais 
tempo levará o organismo para sentir “falta” de novos alimentos. 
A digestibilidade, por sua vez, está diretamente relacionada ao conteúdo 
nutricional dos alimentos. Quanto mais gorduroso o alimento, mais tempo levará 
para ser digerido. Carboidratos estruturais (forragens) dependem de 
microorganismos, presentes no TGI de animais herbívoros, para obtenção dos 
nutrientes. Já os carboidratos simples (açúcares) são mais facilmente digeridos. 
Dietas peletizadas melhoram a digestibilidade da matéria orgânica, energia, cinzas 
e proteína. A peletização melhora a eficiência alimentar devido à combinação de 
umidade, calor e pressão, que gelatinizam ou rompem a estrutura das partículas 
de alimentos, melhorando a utilização dos nutrientes. Nos carboidratos ocorre a 
desagregação dos grânulos de amilose e amilopectina facilitando a ação 
enzimática, e nas proteínas ocorre uma alteração nas estruturas terciárias 
facilitando a digestão das mesmas. 
Fatores externos como alta temperatura, reduzem o apetite e, 
conseqüentemente, o consumo de alimentos. Os estímulos são importantes 
porque intensificam sensações importantes para conferir uma maior aceitabilidade 
da dieta: 
Estímulo auditivo: normalmente desenvolvido em cativeiro, quando existe uma 
determinada rotina de manejo, com horários pré-estabelecidos (som da porta do 
cambiamento abrindo, da vasilha...) 
Estímulo visual: alguns animais apreciam cores de determinados alimentos. 
Iguanas e Jabutis têm preferência pela cor vermelha/alaranjada. É um ótimo 
estímulo acrescentar beterraba, cenoura ou tomate ao alimento. 
Estímulo gustativo: normalmente, os alimentos fornecidos para animais selvagens 
em cativeiro são muito palatáveis. As frutas,carnes e rações oferecidas em 
cativeiro são ricas em açúcares e gorduras que conferem maior palatabilidade. 
Estímulo olfativo: alguns animais, como felinos, são extremamente estimulados 
pelo cheiro do alimento. Isso influencia no manejo alimentar desses animais que 
devem ter as rações trocadas diariamente. 
 
44 
 
 
Esses estímulos são importantes na fase de adaptação da dieta porque 
podem ajudar o técnico a balancear melhor a dieta oferecida. Por exemplo, 
acrescentar produtos de cor alaranjada para jabutis e iguanas pode estimulá-los a 
ingerir a dieta. Produtos palatáveis como o mel pode ajudar na administração de 
medicamentos e suplementos vitamínicos-minerais. 
 
Outro fator relevante que deve ser considerado é a manutenção de grandes 
grupos no mesmo recinto com características nutricionais diferentes. Isso 
acontece muito com as aves. Além de prejudicar o balanceamento nutricional da 
dieta, o estabelecimento de uma hierarquia entre indivíduos do mesmo grupo 
influencia no consumo de cada um. 
Essa prática pode ocasionar, inclusive, obesidade nos indivíduos que estão 
no topo hierárquico porque tendem a consumir mais e consumir os produtos mais 
palatáveis da dieta. Enquanto isso, os menos agressivos e submissos podem 
passar fome. Por isso, a distribuição proporcional de comedouros e o fornecimento 
do principal item alimentar separado dos demais é tão importante. 
Preparar uma dieta não é tão simples quanto parece. Deve-se admitir que 
não é possível esperar que os animais em cativeiro não são capazes de equilibrar 
a sua própria dieta e que diversos fatores do manejo influenciam diretamente o 
teor nutricional da dieta. Isso leva tempo e conhecimentos especializados. Por 
isso, em um Cetas, o importante é recuperar o animal e destiná-lo o mais rápido 
possível para que, em cativeiro ou na natureza, os animais possam receber dietas 
nutricionalmente balanceadas ao longo da sua vida. Quanto mais tempo 
permanecer no Cetas, maior a possibilidade de desenvolver problemas 
45 
 
 
nutricionais e, conseqüentemente, maior a necessidade de balancear as dietas e 
estabelecer um manejo diferenciado que garanta de ingestão de nutrientes. 
A seguir, como complemento ao estudo de nutrição, alguns conceitos 
importantes sobre a evolução de carnívoros e herbívoros. 
8.1. CARNÍVOROS 
A história evolutiva dos vertebrados consiste em uma seqüência de 
adaptações, cujo principal objetivo é a sobrevivência. Todo o animal necessita de 
energia para seu crescimento, manutenção e reprodução. A evolução é um 
processo oportunístico e, nessa perspectiva, a ordem Carnívora está relacionada à 
predação, incluindo uma grande variedade de espécies, de tamanhos e pesos 
distintos, adaptadas à ingestão de presas de diferentes tamanhos. Isso não 
significa que todas as espécies integrantes dessa Ordem se alimentem 
exclusivamente de presas. 
A Ordem Carnívora compreende todos os mamíferos que, originalmente, 
evoluíram como predadores, porém, as diversas adaptações ocorridas resultaram 
em um número distinto de linhagens – as Famílias – cada qual com suas próprias 
características relacionadas ao próprio habitat, ao modo de vida, ao tipo de 
alimentação e às técnicas de captura. Algumas vezes, dentro de uma mesma área 
geográfica, são encontrados animais de diferentes famílias consumindo os 
mesmos itens alimentares, indicando que a base ecológica e geográfica foi 
fundamental para determinar os hábitos alimentares e separar as espécies em 
famílias distintas: 
Família 1 – Canidae – cães doméstico e selvagens, lobos e raposas. 
Carnívoros de médio porte. Alimentam-se principalmente de tecido muscular 
(presas), mas não exclusivamente. Possuem dentes molares adaptados à 
ingestão de material vegetal. Os dentes caninos são desenvolvidos, mas não tão 
especializados. 
Família 2 – Ursidae – Ursos. São extremamente onívoros e, mesmo com 
seu grande tamanho, alimentam-se de frutos, nozes, tubérculos e insetos, além de 
algumas presas de diferentes tamanhos. 
 
46 
 
 
Família 3 – Procionidae – 2 subfamílias – mão pelada, quati, jupará. 
Animais onívoros, restritos ao Novo Mundo (exceto pandas). 
Família 4 – Mustelidae – 5 subfamílias – irara, ariranha. De porte pequeno 
a médio, são mais estritamente carnívoros que os canídeos. 
Família 5 – Viverridae – 6 subfamílias – suricatas. Similares aos 
mustelídeos no processo adaptativo e hábito alimentar. Animais de porte pequeno. 
Família 6 – Hyaenidae – 2 subfamílias – hienas. Animais de grande porte, 
alimentam-se de tecido muscular e material em decomposição. Dentes pré-
molares pesados e mandíbulas fortes. 
Família 7 – Felidae – gatos doméstico e selvagens. Estritamente carnívoros. 
Material vegetal compõem pequena parte da dieta. Mandíbulas pequenas e dentes 
caninos extremamente adaptados. 
A predação não está relacionada apenas à disponibilidade de alimentos. 
Existem dois fatores que interferem na escolha da presa. O primeiro fator: a 
palatabilidade. Não é possível considerar que todas as presas são igualmente 
atrativas ao predador. O segundo fator é a experiência. A experiência conduz ao 
aperfeiçoamento de técnicas capazes selecionar as presas. Gatos domésticos 
ilustram bem esse fator. A maioria dos gatos possui dificuldade em predar aves, 
porém, uma vez apreendida a técnica, tornam-se verdadeiros caçadores. 
 
47 
 
 
 
As diferenças entre as espécies facultativas ou estritamente carnívoras 
podem ser ilustradas pela comparação do cão doméstico e do gato doméstico. 
Muitos canídeos são onívoros, incluindo uma variedade de frutas e vegetais em 
suas dietas. Em contraste, os felinos não demonstram nenhuma tendência 
onívora, e todos são essencialmente predadores. Assim, estudos comprovam e 
indicam diferenças marcantes nos requerimentos nutricionais dessas espécies e 
no metabolismo dos nutrientes. 
A diferença mais marcante ocorre no metabolismo do nitrogênio e 
aminoácidos. Felinos em crescimento parecem requerer altos níveis de 
aminoácidos essenciais e não-essenciais para compensar sua alta obrigatoriedade 
em perdas de nitrogênio. Os felinos também são especialmente sensíveis à 
deficiência de arginina, a qual produz rápida elevação dos níveis de amônia e 
conseqüente nível tóxico. Essas particularidades metabólicas do gato parecem 
adaptações à dieta natural, com elevados níveis de proteína. 
A requisição relativamente alta dos níveis de metionina (e cistina) pelos 
felinos reflete, em parte, a necessidade de precursores para a síntese de 
aminoácidos sulfurados. Felinos possuem reduzida capacidade de sintetizar 
taurina, freqüentemente excretam altas taxas de taurina na bile (como sais biliares 
conjugados). Uma deficiência de taurina leva à degeneração da retina. Estudos 
48 
 
 
indicam que a taurina é um aminoácido essencial para tamanduás também. Em 
ambiente natural, os felinos raramente encontram carboidratos em sua presa, por 
isso, gatos domésticos não possuem enzima hepática glicolítica (glicoquinase), 
presente em animais onívoros. Gatos podem digerir e utilizar carboidratos solúveis 
por outras vias, essas espécies derivam a maior parte da glicose sanguínea por 
meio de aminoácidos específicos, via gliconeogênese. 
Felinos também requerem vitamina A pré-formada em sua dieta porque não 
podem converter os carotenóides (b-caroteno) em vitamina A. Esta vitamina tem 
relação estreita com a visão e a sua função fisiológica é claramente definida. 
Quando a forma aldeído 11-cis-retinal combina-se com a b-opsina, produz a 
rodopsina, que desempenha o processo de visão como resultado de uma reação 
fotoquímica. A energia derivada desta reação é transportada para o cérebro via 
nervos ópticos, sendo de intensidade proporcional à quantidade de luz captada 
pelos olhos. 
Dessa forma, a deficiência de vitamina A resulta em lenta adaptação ao 
escuro e posterior cegueira noturna, devido à insuficiência dessa vitaminapara a 
ressíntese de rodopsina. A deficiência severa dessa vitamina pode causar 
elevadas perdas de opsina que, associada a uma capacidade regenerativa, pode 
levar a um dano irreversível nas células visuais, causando cegueira total. Outros 
sinais clínicos variam entre as espécies, sendo comum a incidência da xeroftalmia 
(olho seco) caracterizada pela secura da conjuntiva, inflamação córnea e 
ulceração ocular. Além desse papel, a vitamina A está envolvida no 
desenvolvimento ósseo, desempenho reprodutivo e queratinização dos tecidos 
epiteliais. 
Uma fonte dietética de niacina também é fundamental. Em outras espécies 
de mamíferos estudadas, a conversão metabólica do aminoácido triptofano em 
niacina pode suprir parcialmente seus requerimentos, no entanto, em felinos, essa 
conversão não ocorre. A quantidade requerida de triptofano para a síntese de 
niacina depende, primeiramente, da quantidade de triptofano na dieta e, 
posteriormente, da eficiência de conversão. O status nutricional de proteína, 
energia, vitamina B6, riboflavina e hormônios afetam um ou mais passos da 
seqüência. A principal atuação da niacina está na forma de nicotinamida: NAD e 
NADP, envolvidas na síntese e degradação de aminoácidos. Enzimas contendo 
49 
 
 
NAD e NADP são importantes elos nas séries de reações associadas com o 
metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios e, especialmente importantes 
nas reações metabólicas que fornecem energia para os animais. Como agentes 
transferidores de hidrogênio, possui papel importante nas reações metabólicas 
que fornecem energia para os animais. 
Os mamíferos são capazes de obter gordura da dieta e sintetizar a maioria 
dos ácidos graxos necessários. Contudo, eles não são capazes de sintetizar todos 
os ácidos graxos insaturados, denominados essenciais e que devem ser obtidos 
pela dieta, uma vez que, são necessários para uma função fisiológica normal. O 
ácido graxo linoleico (ou ômega-6) e seus derivados são considerados como 
essenciais, porque o seu derivado ácido araquidônico é precursor de 
prostaglandinas e leucotrienos, diretamente envolvidos na resposta inflamatória. 
Outro ácido, alfa-linoleico (ou ômega-3) também resulta em resposta 
inflamatória, de maneira menos intensa. Ambas as rotas bioquímicas utilizam as 
mesmas enzimas, no entanto, a intensidade da resposta inflamatória é 
dependente das quantidades relativas de ácidos graxos dos tipos ômega-6 ou 
ômega-3, predomínios dos ácidos do tipo 6 resultará em uma condição pré-
inflamatória. À medida que a concentração de ácidos ômega-3 aumenta, a 
resposta inflamatória tende a diminuir. Os gatos não podem fazer a conversão final 
para araquidônico, por não possuírem as enzimas necessárias. A proporção ideal 
de ácidos graxos do tipo 6 e 3 é de 5:1 a 7:1, respectivamente. 
A descrição sobre a carnivoria pode ser extrapolada para aves e répteis. 
Embora os estudos não estejam bem definidos, as deficiências marcantes de uma 
dieta estritamente à base de carne, atingem qualquer animal que se alimente dela. 
Por isso, a suplementação, o oferecimento de vísceras e presas inteiras é 
fundamental para equilibrar a dieta de qualquer animal carnívoro. 
8.2 HERBÍVOROS 
Em razão de a energia disponível para os microrganismos do trato 
gastrointestinal corresponder a uma porção significativa da energia contida nas 
plantas, os herbívoros desenvolveram diferentes estratégias digestivas para 
conseguir aproveitar essa energia. Essas estratégias envolveram principalmente 
adaptações quanto aos padrões de comportamento alimentar, à morfologia do 
50 
 
 
aparelho bucal e às glândulas salivares (VAN SOEST, 1994). Paralelamente, as 
plantas evoluíram através da obtenção de estruturas mais rígidas, pela variação 
na composição química e distribuição espacial da parede celular nos tecidos 
(JUNG e ALLEN, 1995), gerando componentes secundários como os taninos, os 
glicosídeos, os alcalóides e os nitratos; tentativas encontradas pelas plantas em se 
defenderem da apreensão seletiva por parte dos herbívoros. 
Baseado no comportamento de pastejo, HOFFMAN (1989) propõe a 
classificação dos ruminantes em três categorias: seletivos, não seletivos e os 
intermediários entre essas duas categorias. Das, aproximadamente, 150 espécies 
de ruminantes (incluindo as seis espécies domésticas), apenas 25% são do tipo 
não seletivo. As espécies seletivas caracterizam-se por consumirem 
principalmente plantas dicotiledôneas. Por possuírem maior quantidade de 
bactérias não fibrolíticas, esses animais estão mais adaptados a consumir 
alimentos ricos em conteúdo celular, enquanto os não seletivos podem consumir 
alimentos com maior teor de parede celular, caracterizando uma predominância de 
bactérias fibrolíticas. 
 
Limitações na digestibilidade foram e são importantes, já que a maioria das 
fontes vegetais contêm proporções variáveis de nutrientes não disponíveis. Esse é 
um dos fatores principais que impõem mudanças adaptativas no comportamento e 
nas estratégias nutricionais dos ruminantes. A disponibilidade de energia na planta 
e a quantidade de alimento ingerido são processos interativos e competitivos, que 
levam ao binômio tempo de retenção e eficiência de extração (VAN SOEST, 
1995). Os ruminantes silvestres são adaptados a quase todos os biomas do 
mundo e, apesar de existir uma pressão seletiva para que animais de pequeno 
51 
 
 
porte sejam mais seletivos que animais de grande porte, a massa corporal não é 
indicativa do hábito alimentar da espécie (HOFMANN, 1991). 
MYSTERUD (1998) estudou 18 ruminantes, entre silvestres e domésticos, 
avaliando o tamanho do animal e o tipo de alimentação com o grau de atividade de 
cada animal. O grau de atividade reduz alometricamente com o aumento do peso 
vivo, sendo também uma maneira de influenciar o tipo de alimentação. Os 
seletivos e os não seletivos apresentaram a mesma atividade, sendo que os 
intermediários foram mais ativos que os dois, provavelmente pela possibilidade de 
variar o tipo de alimentação. GRAND (1997) relacionou massa muscular com 
habitat, especialização da dieta e estrutura social, mostrando algumas diferenças 
entre as espécies com hábitos alimentares diferentes. 
 
8.2.1 Não seletivos 
A base para a classificação dos ruminantes foi elucidada através do estudo 
morfofisiológico clássico de HOFMANN (1989) onde, baseado no 
comportamento de pastejo, propõe a divisão dos ruminantes nas categorias 
seletivos, não seletivos e os intermediários entre elas. As espécies dessa 
categoria pouco seletiva, adaptada ao consumo de forrageiras grosseiras e de 
52 
 
 
baixo valor nutricional, são encontradas, na sua grande maioria, na Europa e Ásia, 
sendo em menor número na região Africana (HOFMANN, 1989). 
Os animais não seletivos possuem grande capacidade digestiva (rúmen-
retículo ocupa cerca de 25% do peso vivo). O focinho largo e os incisivos planos 
permitem ingerir elevadas quantidades de forrageiras em qualquer época do ano. 
As glândulas salivares são menores e a saliva não se liga a taninos complexos. A 
forma dos molares acomoda maior quantidade de alimento friccionando-o 
enquanto consumido. 
Ruminantes não seletivos alternam longos períodos de pastejo com longos 
períodos de ruminação, alimentando-se cerca de 3 vezes ao dia, o que confere 
também uma medida de segurança em vida livre, uma vez que as forrageiras, 
apesar de abundantes, não oferecem proteção contra predadores. A taxa de 
passagem dos alimentos é lenta para um melhor aproveitamento dos nutrientes. 
São bons digestores do amido encontrado nos grãos (sementes das forrageiras), o 
que pode ter um efeito positivo na digestão da fibra, especialmente quando a esse 
carboidrato é adicionada uma boa fonte de proteína degradável; o omaso é 
evidente, tendo função ativa na 
absorção de água e eletrólitos; a 
produção de HCl no abomaso é 
pequena, se comparada aos 
animais seletivos,e o intestino 
grosso é pequeno e com pouca 
ação fermentativa (HOFMANN, 
1989). 
 8.2.2 Seletivos 
Os seletivos constituem 40% das 
espécies ruminantes e são encontrados, em sua grande maioria, no leste Africano 
(HOFMANN, 1989). No entanto, todos os herbívoros ruminantes da fauna 
brasileira são considerados seletivos. De uma forma geral, são adaptados à 
digestão de nutrientes solúveis, isto é, basicamente os carboidratos de reserva 
encontrados nas forrageiras; o focinho é longo e estreito e os dentes incisivos e 
molares facilitam a apreensão dos alimentos. A posição dos molares não permite 
53 
 
 
que haja acúmulo de alimento na boca e, por isso, a frequência circadiana alterna 
períodos curtos de pastejo e ruminação, podendo o animal se alimentar até 18 
vezes ao dia. Isso é possível, porque, ao contrário dos animais não seletivos, se 
alimentam em vida livre, em áreas protegidas contra os predadores. 
Altas taxas de produção de ácidos graxos voláteis (AGV) no rúmen desses 
animais seletivos estão associadas à alta superfície absortiva do rúmen e a uma 
intensa atividade das glândulas salivares. Essas glândulas podem ser 
consideradas como necessárias para tamponar uma grande produção de AGV, 
mas também representam uma adaptação especial na ligação com taninos, que 
ocorrem em muitas plantas ingeridas. FICKEL et al. (1999) encontraram um novo 
método de avaliação da capacidade relativa de formação de pontes com o tanino 
das proteínas salivares. Com isso, foram capazes de observar que cerca de 50% 
do complexo tanino-proteína é destruído quando entra em contato com a saliva 
serosa. 
O omaso diminui em peso e eficiência absortiva, à medida que o animal 
passa de não seletivo para seletivo; conseqüentemente, observa-se uma redução 
na capacidade e no peso do estômago, uma subdivisão menor e uma taxa maior 
de passagem do alimento. No rúmen, a capacidade absortiva tende a aumentar, 
uma vez que a retenção do alimento, nesse compartimento, é curta; não possuem 
acesso aos grãos e, por isso, podem apresentar problemas ao digeri-los. No 
entanto, são excelentes digestores de açúcares simples. 
No inverno, os ruminantes seletivos adaptam-se a digerir fibras de pior 
qualidade, porém, o sítio principal de digestão dessas forragens é o intestino 
grosso e não o rúmen. Com isso, o abomaso possui maior atividade como digestor 
químico. Maior quantidade de HCl é produzida para (1) neutralizar a alcalinidade 
da saliva, carreando a passagem de nutrientes solúveis; (2) digerir microrganismos 
ruminais; (3) providenciar pH adequado para a atividade da pepsina; (4) solubilizar 
Ca e P provenientes das plantas; (5) quebrar o complexo tanino-proteína, 
protegendo as proteínas vindas de processos adaptativos das plantas e, (6) 
solubilizar a hemicelulose ingerida (HOFMANN, 1989). 
O intestino grosso propicia o tempo necessário para retenção da matriz 
fibrosa e absorção de água e eletrólitos. Como as funções são mais definidas, as 
54 
 
 
mucosas, tanto do abomaso como do intestino, tendem a ser mais densas que nos 
animais não seletivos. 
8.2.3 Intermediários ou Oportunistas 
Os 35% restantes dos ruminantes, representam os intermediários que, na 
sua maioria, marcam seu grau de seletividade de acordo com a qualidade da 
forragem existente. Podem ser encontrados em grandes quantidades nos 
continentes europeu, asiático e africano. São chamados de oportunistas, porque 
podem variar suas exigências nutricionais de acordo com a sazonalidade do ano, 
podendo “programar” as melhores épocas para reprodução e lactação. Quando as 
pastagens lignificam, passam a consumir flores, frutos e sementes, reduzindo seu 
metabolismo, assim como a ingestão de alimentos. Durante o ano, enquanto as 
forragens são de boa qualidade, aumenta sua capacidade rumino-reticular em até 
300%. Ingerem até 15% do peso vivo, para acumular a gordura necessária para 
sobreviverem na época de escassez de alimento. Nessa época, a superfície 
absortiva do rúmen reduz de 30 a 50%, e contam com um depósito de gordura 
corporal de cerca de 15 a 20% (HOFMANN, 1989). 
 
 
Crescimento microbiano em ruminantes 
55 
 
 
A complexidade do aparelho digestivo dos ruminantes torna esses animais 
de grande interesse para o ser humano, especialmente pelo seu potencial em 
aproveitar alimentos pouco usuais na alimentação de animais não ruminantes e do 
próprio homem. Isso se deve a uma adaptação evolutiva desses herbívoros para 
digerir carboidratos estruturais fibrosos, que não podem ser degradados com 
eficiência pelas enzimas gástricas e intestinais dos mamíferos. Em função desta 
adaptação, eles se utilizam da população microbiana do rúmen por um processo 
simbiótico, na preparação dos alimentos para a digestão química enzimática, que 
ocorre no abomaso e no intestino delgado. Em razão desse mecanismo simbiótico, 
o fornecimento de rações para esses animais deve ter como objetivo propiciar um 
ambiente ruminal, que permita maximizar o crescimento microbiano (ALDRICH e 
AKEY, 1997) e, consequentemente, permitir o melhor desempenho animal. 
Existem três ambientes ruminais interrelacionados, nos quais os 
microrganismos estão localizados. O primeiro ambiente é a fase líquida, onde 
grupos de microrganismos livres no fluído ruminal se utilizam de carboidratos e 
proteínas solúveis como substrato, correspondendo a, aproximadamente, 25% da 
biomassa microbiana. No segundo, cerca de 5% dos microrganismos estão 
aderidos às células do epitélio ruminal e aos protozoários. O terceiro e último 
ambiente é a fase sólida, onde grupos de microrganismos associados ou aderidos 
às partículas de alimento digerem polissacarídeos, como amido e celulose, assim 
como proteínas menos solúveis, correspondendo a cerca de 70% da biomassa 
microbiana (ISHLER et al., 1996). 
O crescimento microbiano é função, primeiramente, da quantidade e da 
taxa de digestão de carboidratos no rúmen (HOOVER e STOKES, 1991), pois 
vários estudos (McCARTHY et al., 1989, HERRERA-SALDAÑA et al., 1991, 
ALDRICH et al., 1993) têm demonstrado que o crescimento microbiano aumenta 
com o fornecimento de carboidratos de fácil fermentação comparativamente ao 
uso de carboidratos de fermentação lenta. Entretanto, a redução do pH, como 
consequência do uso de carboidratos de fermentação rápida, é tido como um dos 
principais fatores a influenciar no crescimento (SNIFFEN e ROBINSON, 1987) e 
na composição (ISHLER et al., 1996) da microbiota ruminal. 
As bactérias precisam de um tempo de geração menor que a taxa de 
renovação da digesta ruminal, para que a população seja mantida no rúmen 
56 
 
 
(CHURCH, 1988). Uma vez que a taxa de passagem da fase sólida é muito menor 
que a da fase líquida no rúmen, as espécies de crescimento lento têm que se 
aderir às partículas do material, para que não sejam removidas do rúmen (VAN 
SOEST, 1994). Isso tem especial importância para dietas à base de forragens, 
cujo tempo de permanência no rúmen é maior. A permanência maior facilita a 
colonização e a digestão da parede celular (BONDI, 1988), sendo a taxa de 
passagem, portanto, um importante fator a afetar o crescimento microbiano. 
O crescimento microbiano também sofre influência da fonte de nitrogênio, 
posto que bactérias celulolíticas necessitam de amônia como fonte desse nutriente 
em níveis adequados, para garantir máximo crescimento da microbiota (MEHREZ 
et al. 1977). Além de nitrogênio, o crescimento microbiano eficiente exige um 
adequado suprimento de energia, fósforo e enxofre (ØRSKOV, 1988). 
8.3. Considerações práticas sobre a dieta de Primatas Onívoros 
A alimentação de primatas onívoros na natureza é caracterizada pela 
variedade de itens alimentares, de origem animal e vegetal, que participam da 
dieta diária dos animais. Analisando o comportamento de 131 espécies de 
primatas na natureza, Harding (1981) observou que 90% das espécies consumiam 
frutos, 79% folhagensnovas, 65% invertebrados, 41% sementes e 37% 
consumiam alimentos de origem animal, incluindo ovos. Pequenos primatas do 
gênero Callithrix caracterizam-se por uma dieta rica em invertebrados e goma. 
Fisiologicamente são adaptados para esse tipo de dieta. Auricchio (1995) 
observou que a dieta desses animais na natureza é composta de 45% goma, 35% 
frutos e sementes e 15% de alimentos de origem animal (vertebrados e 
invertebrados). 
57 
 
 
 
É importante ressaltar que a goma é um polissacarídeo rico em cálcio 
utilizado pelos sagüis, principalmente, em época de escassez de alimento, que 
complementa a dieta à base de invertebrados, que são pobres em cálcio. Essa 
observação é importante porque em cativeiro muitos animais recebem 
quantidades elevadas de insetos em suas dietas sem qualquer suplementação. 
Uma alternativa para suplementação desses invertebrados é submete-los à uma 
dieta rica em cálcio (ração para aves postura + carbonato de cálcio até atingir o 
nível de 8% de cálcio na mistura) dois dias antes do oferecimento aos sagüis, 
dessa maneira, o cálcio se concentrará no tubo digestivo e os animais estarão 
com sua relação cálcio:fósforo aceitável para o consumo dos sagüis. 
 
58 
 
 
 
 
Os frutos consumidos na natureza pelos animais possuem composição 
nutricional diferente daqueles que são utilizados em cativeiro. Na natureza os 
frutos são mais protéicos e mais fibrosos ao contrário dos utilizados em cativeiro, 
ricos em açúcar. Por isso, recomenda-se uma utilização limitada das frutas em 
cativeiro. A alteração de algumas frutas constantemente é bastante apreciada 
pelos animais, assim como, a utilização de legumes como cenoura, beterraba, 
vagem, abóbora, berinjela, etc. 
Os primatas são bastante seletivos. A recomendação para amenizar essa 
seletividade é o fornecimento de alimentos mais uniformes e nutritivos logo pela 
manhã, horário em que eles estão mais receptivos ao alimento. 
 
59 
 
 
 
 
A apresentação dos alimentos também é fator importante, uma vez que os 
Callithrix não gostam de “sujar” as mãos com alimentos muito úmidos. Tendo 
problemas de aceitação da vitamina, deve-se oferecer um substrato como o pão 
integral para que facilite a apreensão. Muito não apreciam as frutas e legumes 
misturados, uma alternativa é oferecer os alimentos separados em bandejas para 
que os animais possam “escolher”. 
O item mais importante na elaboração de uma dieta é o acompanhamento. 
A avaliação das sobras, preferências alimentares, consistência das fezes, brilho do 
pêlo e peso, são fundamentais para avaliação da dieta oferecida, por isso, 
recomenda-se observações e anotações diárias. 
60 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
9. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE RÉPTEIS 
 
 
 
A classe dos Répteis pode ser dividida em 3 ordens: Squamata, Chelonia e 
Crocodylia. Na ordem Squamata há 2 subordens. Na subordem Sauria, estão os 
lagartos, teiús e iguanas. A alimentação é extremamente variada porque existe uma série 
de fatores que influenciam o consumo. O comportamento alimentar varia de acordo com a 
temperatura, a umidade e a incidência de luz que pode, estimular ou não o apetite e, 
conseqüentemente, o consumo e a ingestão de nutrientes essenciais. Outra característica 
é a alteração da alimentação de acordo com a idade (variação ontogênica). O exemplo 
mais clássico é a Iguana comum (Iguana iguana) que, quando filhote, possui hábito 
alimentar carnívoro/insetívoro e, quando adulta, passa à herbivoria. Essa alteração pode 
estar associada com demandas maiores de proteína na dieta durante a fase de 
crescimento. A subordem Ophidia (serpentes) compreende animais estritamente 
carnívoros, no entanto, existe uma variedade de itens na dieta relacionada diretamente ao 
ambiente onde esses animais vivem 
A ordem Quelonia (Cágados, Jabutis e Tartarugas) compreende hábitos 
alimentares diversos. A maior parte dos quelônios que chegam aos Cetas são jabutis 
(Geochelone) e cágados (Trachemys, Hydromedusa, Phrynops e Podocnemis). Os jabutis 
e os cágados se alimentam de uma grande variedade de itens na natureza e, em 
cativeiro, é necessário oferecer, uma boa variedade de itens alimentares. 
A ordem Crocodylia é composta por espécies estritamente carnívoras e oportunistas. 
 
62 
 
 
9.1. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM SAURIA 
9.1.1. FAMÍLIA IGUANIIDAE 
Iguanas são estritamente herbívoras e 
dependem da fermentação microbiana no intestino 
grosso para a digestão de material vegetal. Quando 
jovens, as iguanas necessitam de cerca de 2x mais 
energia e mais proteína do que as adultas e 
possuem alta taxa de passagem do alimento pelo 
trato gastrointestinal. 
 Um dos fatores mais importantes no fornecimento de uma dieta bem equilibrada é 
a manutenção de uma relação (Ca: P) de 2 para 1. Outro fator importante é a exposição 
dos animais à luz solar. Os raios UV são necessários para utilização do cálcio proveniente 
da dieta. As iguanas produzem a vitamina D3 quando expostas a quantidades adequadas 
dos raios UV e é essa vitamina D3 que auxilia na absorção do cálcio. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 
40 – 45 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, 
vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, 
pimentão, brotos, ervilhas 
5 – 10 Ração peletizada para coelhos, grãos cozidos (arroz, feijão) 
< 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, etc. 
< 5 Suplemento protéico: pellet de alfafa (alimento para coelhos) 
< 5 Alimentos ocasionais (ver item sobre cuidados) 
 
Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. Para iguanas jovens – 2x ao dia. Iguanas 
adultas – 1x ao dia. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão 
dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 
Tipo de Corte: Iguanas não mastigam, rasgam o alimento. Os alimentos podem ser 
ralados. 
63 
 
 
Apresentação da dieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de 
itens específicos. As iguanas tendem a apreciar alimentos de cor alaranjada ou vermelha, 
por isso, acrescentar tomate ou cenoura ou beterraba (ocasionalmente) à dieta pode ser 
um bom estímulo ao apetite. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. 
Cuidados: Alguns alimentos contêm oxalatos e fitatos. São substâncias que se ligam 
com o cálcio, inibindo-o de ser bem utilizado pelo organismo. Apesar de não existir 
estudos da influência desses compostos na absorção de cálcio por iguanas, sugere-se 
que não sirvam de base para a dieta. Ex. Espinafre, beterraba, folhas de beterraba, grãos 
integrais, talo de aipo, couve, cenoura. 
Outro cuidado importante é com os vegetais crucíferos que, quando oferecidos crus, 
possuem substancias bociogências que interferem na absorção do iodo. Os principais 
são: brócolis, repolho e couve-flor. 
Não fornecer: Frutas cítricas (normalmente não são apreciadas), folhagens e flores não 
cultivadas (exceto quando se tem pleno conhecimento da ingestão dessas plantas na 
natureza). Para o animal adulto – proteína de origem animal (ovos, leite e derivados, 
carne bovina, frango, insetos, etc.). Para o filhote, insetos podem ser oferecidos. 
Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há 
necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e 
vitamina D3 pode ser necessária. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 
0,77 
Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos 
filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com 
insetos e ovo cozido. O aquecimento é extremamente 
necessário nessa fase para otimizar a digestão dos 
alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao 
dia, em pequenas porções. 
649.1. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM SAURIA 
9.1.2. FAMÍLIA TEIIDAE 
Teiús são onívoros. Estudos mostram uma grande 
variedade de itens alimentares encontrados no 
estômago de animais livres. Em um estudo específico 
sobre frugivoria e dispersão de sementes por teiús, 
Castro (2004) indica que Tupinambis merianae tem 
potencial para agir como dispersor de sementes, 
sendo muito provável ocorrer dispersão e germinação 
de algumas espécies em ambientes naturais, 
sugerindo uma maior atenção ao papel desses animais como dispersores de sementes 
nas regiões tropicais. No entanto, Parry (2009), em um estudo específico sobre o 
desempenho desta mesma espécie com uma alimentação à base de carboidratos, sugere 
que a onivoria do teiú é mais oportunista e que a classificação mais indicada para a 
espécie seria a de um onívoro limitado com tendência a carnivoria. 
Estes estudos indicam que ainda estamos longe de conhecer a real necessidade 
nutricional desses animais, no entanto, é necessário que a dieta seja fornecida de forma 
mais diversificada possível. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 45 Produtos origem animal: carne bovina, frango e ovo (cozido) 
20 – 25 Ração para gatos domésticos 
20 – 25 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, etc. 
5 Suplemento cálcio para a carne 
5 – 10 Animais de biotério 
10 – 15 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, 
vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, 
pimentão, brotos, ervilhas 
 
Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. A temperatura do ambiente ideal para 
otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 
 
65 
 
 
Tipo de Corte: Pequenos pedaços 
Apresentação da dieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de 
itens específicos. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. 
Cuidados: Com a desproporção dos alimentos e a temperatura do ambiente no momento 
da alimentação. 
Não fornecer: Ovo cru. A clara de ovo contém uma proteína chamada de avidina, que se 
liga a biotina muito fortemente (muito ativamente). O cozimento da clara de ovo desnatura 
a avidina e abole a atividade de ligação à biotina. 
Suplementação: Carbonato de cálcio – 15g/kg carne oferecida. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 
0,77 
Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a 
proporção de proteína na dieta com ração para filhotes de gato e ovo cozido. O 
aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos 
alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 
 
66 
 
 
9.2. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM OPHIDIA 
 
A subordem Ophidia (serpentes) compreende 
animais estritamente carnívoros, no entanto, existe 
uma variedade de itens na dieta relacionada 
diretamente ao ambiente onde esses animais 
vivem. Animais de hábitos semi-aquáticos terão em 
sua dieta presas como peixes, aves, mamíferos e 
répteis. O exemplo mais comum é o da sucuri 
(Eunectes sp.). As espécies com hábitos mais arborícolas alimentam-se mais de aves e 
assim por diante. Em geral todas aderem bem à dieta em cativeiro (biotério). As espécies 
que mais preocupam são àquelas com hábitos alimentares altamente especializados 
como: Xenodon (anfíbios), Micrurus (ofiógadas) e Sibynomorphus e Dypsas (moluscos). 
No caso de impossibilidade de soltura em um curto espaço de tempo, a alimentação por 
sonda pode ser necessária. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
100 Animais de biotério, preferencialmente adultos 
 
Freqüência: Semanal ou quinzenal, dependendo da idade do animal. Quanto mais jovem 
maior a demanda por alimento em menor intervalo de tempo. Animais mais velhos podem 
se alimentar a cada 3 semanas. Caso a serpente regurgite, aguardar cerca de 3 a 4 dias e 
tentar novamente. Nesses casos, é importante observar a temperatura do ambiente. 
Mesmo que a serpente se alimente em dias quentes, mudanças bruscas de temperatura 
podem fazê-la regurgitar por não ter condições metabólicas para digerir o alimento. 
Tipo de Corte: Presa inteira, preferencialmente em peso equivalente à quantidade ideal 
para a alimentação. Lembre-se que os répteis precisam economizar “energia” e o ato de 
se alimentar demanda grande parte dessa energia. É preciso otimizar esse momento 
fornecendo presas apropriadas em peso e tamanho para cada espécie de serpente. 
Apresentação da dieta: A presa deve ser fornecida individualmente. As serpentes devem 
ser separadas no momento da alimentação. 
Cuidados: Principalmente com o manejo alimentar. Se a serpente não ingerir o alimento 
em 10 a 15 minutos, a presa deve ser retirada e oferecida em outra oportunidade. 
67 
 
 
Ferimentos graves por mordidas podem acometer as serpentes ao deixar a presa no 
recinto. Caso, em um prazo de 1 a 2 semanas, a serpente continuar sem se alimentar, 
algo pode estar errado. 
 Outra consideração importante é com relação ao estado de saúde dos animais 
mantidos no biotério. A saúde da serpente está intimamente relacionada à saúde do 
biotério. Por isso, exames periódicos, limpeza diária e alimentação adequada dos animais 
de biotério são medidas preventivas importantes. 
Não fornecer: Animais muito jovens, exceto para jovens serpentes. Os maiores 
problemas de desnutrição com serpentes podem estar associados ao tipo de presa que 
eles consomem. Se a serpente se alimenta exclusivamente de aves, oferecer codornas é 
uma melhor alternativa ao pintinho. Neonatos estão em formação e possuem diferenças 
significativas nos teores nutricionais. 
Suplementação: Quando necessário, administrar na presa antes do fornecimento. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Em média, 10% PV. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula 
padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 
 
Valores nutricionais das principais presas oferecidas: 
 
 
 
68 
 
 
9.3. ORDEM QUELÔNIA 
9.3.1. Quelônios terrestres (Gênero Geochelone) 
 Jabutis são preferencialmente herbívoros com 
pequenas quantidades de proteína animal na dieta. 
Possuem fermentação microbiana no intestino grosso 
(cólon) para a digestão de material vegetal. Na 
natureza, alimentam-se de folhas, flores, frutos, 
gramíneas, invertebrados, carcaças e outros 
alimentos que encontram no solo. A dieta em cativeiro 
deve conter um alto teor de fibra, baixo teor de gordura, além de boas fontes de proteína 
animal e cálcio. Alimentos muito gordurosos e protéicos podem causar, em longo prazo, 
doenças nutricionais como a lipidose hepática e gota úrica. Necessitam de exposição à 
luz do sol para produção da vitamina D. A coprofagia é um comportamento comum e não 
significa, necessariamente, uma carência nutricional. Os filhotes precisam de maior 
quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 
30 – 35 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, 
vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, 
pimentão, brotos, ervilhas, etc. 
10 – 15 Ração própria para Jabutis. A ração para coelhos pode ser 
utilizada caso não seja possível fornecer a ração para Jabutis. 
10 - 15 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, tomate, laranja, etc. 
< 5 Suplemento protéico: ovo cozido e carnes magras 
 
Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. Para jabutis jovens – 2x ao dia. Jabutis 
adultos – 1x ao dia. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão 
dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 
Tipo de Corte: Jabutis não mastigam, rasgam o alimento. Os alimentos podem ser 
ralados. 
69 
 
 
Apresentação dadieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de 
itens específicos. Os Jabutis tendem a apreciar alimentos de cor alaranjada ou vermelha, 
por isso, acrescentar tomate ou cenoura ou beterraba (ocasionalmente) à dieta pode ser 
um bom estímulo ao apetite. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. 
Cuidados: Alguns alimentos contêm oxalatos e fitatos. São substâncias que se ligam 
com o cálcio, inibindo-o de ser bem utilizado pelo organismo. Apesar de não existir 
estudos da influência desses compostos na absorção de cálcio por jabutis, sugere-se que 
não sirvam de base para a dieta. Ex. Espinafre, beterraba, folhas de beterraba, grãos 
integrais, talo de aipo, couve, cenoura. 
Outro cuidado importante é com os vegetais crucíferos que, quando oferecidos crus, 
possuem substancias bociogências que interferem na absorção do iodo. Os principais 
são: brócolis, repolho e couve-flor. 
Não fornecer: Excesso de proteína animal e alimentos gordurosos como ração para cães 
ou gatos. Grande quantidade de alimentos ricos em potássio (p.ex. banana). Abaixo, um 
experimento mostrando o desenvolvimento de dois indivíduos de jabutis criados com 
dietas ricas e pobres em potássio. Claramente, o crescimento do filhote foi afetado pela 
dieta rica em potássio (filhote à direita) 
 
Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há 
necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e 
vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a 
70 
 
 
hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, 
a suplementação é necessária. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. 
 Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,86 
Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser 
fornecida aos filhotes aumentando a proporção 
de proteína na dieta com ração para aves em 
crescimento e ovo cozido. O aquecimento é 
extremamente necessário nessa fase para 
otimizar a digestão dos alimentos. O 
fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao 
dia, em pequenas porções. 
 
 
 
71 
 
 
9.3. ORDEM QUELÔNIA 
9.3.2 Quelônios aquáticos onívoros (Gêneros Trachemys, Podocnemis e 
Kinosternon) 
A dieta de Quelônios aquáticos onívoros 
deve conter itens equilibrados de origem animal e 
vegetal. Em vida livre, alimentam-se de plantas 
aquáticas, folhas, flores, frutos, invertebrados e 
peixes. A dieta em cativeiro deve uma boa fonte 
de proteína animal, cálcio e quantidades 
moderadas de gordura. Necessitam de exposição 
à luz do sol para produção da vitamina D. Os 
filhotes precisam de maior quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. 
Existe uma grande dificuldade em alimentar os animais na água, por isso, as rações 
próprias para quelônios aquáticos são a melhor opção para manter uma dieta equilibrada. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
85 – 100 Ração própria para Quelônios aquáticos 
> 5 Gammarus ou carne crua bovina ou frango 
10 – 15 Vegetais verdes: chicória, couve, acelga, bertalha, mostarda 
5 – 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, tomate, laranja, etc. 
 
Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã e à tarde. A temperatura do ambiente 
ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 
Tipo de Corte: Quelônios não mastigam, rasgam o alimento. Frutas e verduras podem 
ser fornecidas em pedaços médios. 
Apresentação da dieta: as frutas e as carnes podem ser colocadas em pedaços 
pequenos próximos à água e as folhagens colocadas inteiras na água. A ração pode ser 
distribuída diretamente na água, assim como o gammarus. 
Cuidados: Se a dieta contiver grande quantidade de frutas, verduras e carnes, observar a 
troca de água sempre que o animal acabar de comer. Caso não tenha disponibilidade de 
conseguir a ração própria para quelônios aquáticos, pequenas quantidades de ração 
canina podem ser fornecidas, 2x na semana. Neste caso, aumenta-se a proporção dos 
72 
 
 
demais itens na dieta e a suplementação com carbonato de cálcio na carne torna-se 
essencial. 
Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as 
sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. 
Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há 
necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e 
vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a 
hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, 
a suplementação é necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou frango, 
adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da água 
para que a suplementação não se perca. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. 
Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,86 
Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida 
aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta 
com ração própria para filhotes. Caso a ração fornecida seja 
de cães, substituir por cães filhotes 3x na semana e 
aumentar a proporção de carnes suplementadas. O 
aquecimento é extremamente necessário nessa fase para 
otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser 
diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 
- Filhote de Trachemys com hipovitaminose A 
73 
 
 
9.3. ORDEM QUELÔNIA 
9.3.3. Quelônios aquáticos carnívoros (Gêneros Acantochelys, Chelus, 
Hydromedusa, Phrynops e Rynoclemys) 
Quelônios aquáticos carnívoros, como o 
próprio nome indica, necessitam em sua 
dieta de quantidades elevadas de 
proteína animal. A dieta em cativeiro 
deve uma boa fonte de proteína animal, 
cálcio e quantidades mais elevadas de 
gordura. Necessitam de exposição à luz 
do sol para produção da vitamina D. Os 
filhotes precisam de maior quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. 
Existe uma grande dificuldade em alimentar os animais na água, por isso, as rações 
próprias para quelônios aquáticos são a melhor opção para manter uma dieta equilibrada. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
80 – 90 Ração própria para Quelônios aquáticos 
10 – 20 Gammarus ou carne crua bovina ou frango 
 
Freqüência: 4 a 5 vezes na semana. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a 
ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 
Tipo de Corte: Pedaços médios. Ração inteira. 
Apresentação da dieta: as carnes podem ser colocadas em pedaços médios próximos à 
água. A ração pode ser distribuída diretamente na água, assim como o gammarus. 
Cuidados: Se a dieta contiver grande quantidade de carnes, observar a troca de água 
sempre que o animal acabar de comer. Caso não tenha disponibilidade de conseguir a 
ração própria para quelônios aquáticos, sugere-se a ração para gatos domésticos que 
podem ser fornecidas, 2x na semana. Neste caso, aumenta-se a proporção dos demais 
itens na dieta e a suplementação com carbonato de cálcio na carne torna-se essencial. 
Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as 
sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. 
 
74 
 
 
Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há 
necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e 
vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a 
hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, 
a suplementação é necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou frango, 
adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da água 
para que a suplementaçãonão se perca. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 
0,86 
Filhotes: A mesma dieta para adultos 
pode ser fornecida aos filhotes 
aumentando a proporção de proteína na 
dieta com ração própria para filhotes. 
Caso a ração fornecida seja de gatos, 
substituir por gatos filhotes 3x na 
semana e aumentar a proporção de 
carnes suplementadas. O aquecimento 
é extremamente necessário nessa fase 
para otimizar a digestão dos alimentos. 
O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 
 
75 
 
 
9.4. ORDEM CROCODYLIA 
Jacarés são estritamente 
carnívoros. Em vida livre, são 
considerados predadores 
oportunistas e alimentam-se de 
qualquer animal vivo. Os filhotes 
alimentam-se de crustáceos, 
gastrópodes, répteis menores, 
pequenos peixes e, principalmente 
insetos, demonstrando preferência 
por alimento vivo. A dieta em 
cativeiro não precisa ser composta por presas vivas, mas deve uma boa fonte de proteína 
animal, cálcio e quantidades moderadas de gordura. 
O que oferecer (Laboratório de Ecologia Animal da ESALQ/USP): 
% Alimentos 
50 Carne bovina 
35 Frango 
15 Peixe 
 
Freqüência: Filhotes – diariamente. Jovens – a cada 2 dias. Adultos – de 1 a 2x na 
semana. O horário deve ser alternado de acordo com a temperatura do ambiente. A 
temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, 
aproximadamente, 29,5º. 
Tipo de Corte: Pedaços médios a grandes. Adequado ao tamanho do animal. 
Apresentação da dieta: Jacarés alimentam-se dentro da água, em pedaços grandes, 
mas, para garantir a ingestão do alimento e a suplementação, você pode acostumá-lo a 
buscar o alimento próximo da água. 
Cuidados: Se o animal é alimentado com peixe congelado, cuidado com a Tiaminase. 
Esta enzima destrói a Vitamina B1 (tiamina). Pescados com elevado teor de gordura 
podem induzir a deficiência de Vitamina E (esteatite). 
Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as 
sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. Na alimentação de filhotes, não fornecer 
76 
 
 
insetos com exoesqueleto rígido (p.ex. grilos pretos). O sistema digestivo dos filhotes é 
muito frágil e pode ocorrer obstrução porque a quitina não é facilmente quebrada. 
Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há 
necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e 
vitamina D3 pode ser necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou 
frango, adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da 
água para que a suplementação não se perca. Lembre-se de suplementar o peixe 
congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e colocar uma boa fonte de 
Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o pescado seja mais gorduroso. 
 Para garantir a ingestão do suplemento, coloque a suplementação em um único 
peixe e ofereça antes de colocar a alimentação completa. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições 
do ambiente. Em geral ingerem 6,65% a 7,39% do Peso Vivo. Difícil mensurar a 
necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 
Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a 
freqüência no fornecimento semanal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE AVES 
10.1. ORDEM STRUTHIONIFORMES (Ema) 
 Os representantes brasileiros dessa ordem, as 
emas, são essencialmente herbívoras e, 
fisiologicamente, possuem fermentação 
microbiana no ceco bifurcado. Em vida livre, 
consomem além de gramíneas e leguminosas 
rasteiras, insetos e pequenos vertebrados como 
lagartixas, rãs, preás e ratos. As exigências 
nutricionais são pouco conhecidas, mas, por 
causa do apelo para criação comercial, os 
estudos com a espécie podem avançar. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 - 50 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga. 
Gramíneas oferecidas para cavalos podem ser oferecidas 
(p.ex. coast-cross, tifton) 
50 Ração para emas e avestruzes. Caso não seja possível, 
oferecer ração para aves em crescimento, peletizada, na 
proporção de 30% da dieta. 
< 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, 
maçã, uva, manga, etc. 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Pela manhã, oferecer as 
verduras ou gramíneas e, após, aproximadamente, 1 hora, oferecer a ração. As 
frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. 
Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte médio. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 
78 
 
 
Cuidados: Em razão da baixa velocidade da passagem do alimento pelo intestino, 
é importante que as mudanças de dietas sejam realizadas lentamente. Sugere-se 
período de adaptação entre 8 e 15 dias. 
Não fornecer: Ração farelada – as emas têm um hábito de bicar a ração 
bruscamente e o pó pode irritar os seus olhos. Ração de cachorro – o excesso de 
gordura na dieta provoca a ligação do cálcio a um complexo saponificado 
tornando-o indisponível. Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio 
podem interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além 
de desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes: Oferecer rações 
específicas para ratitas em 
crescimento com verduras cruas 
tenras e frutos picados. As emas 
filhotes estão sempre em bando 
de diferentes tamanhos e os mais 
velhos ensinam os mais jovens a 
se alimentar. Se o filhote estiver 
com dificuldade para comer 
sozinho, juntar um pintinho de granja é uma boa opção. Manter os filhotes em 
substrato macio, seco e limpo, com aquecimento e água à vontade em vasilhames 
pequenos para evitar que o filhote se molhe. 
 
 
 
 
79 
 
 
10.2. ORDEM TINAMIFORMES (Macuco, Inhambu, Perdiz) 
 
Os representantes desta ordem são onívoros. A alimentação dos 
tinamídeos consiste de grãos e sementes variadas, flores, brotos, frutos carnosos, 
raízes, tubérculos, além de pequenos animais como artrópodes, anelídeos, etc. 
Penha (1990), em análise do conteúdo estomacal de R. rufescens, constatou que 
em 70,5% do total de peso das amostras foram encontrados itens de origem 
vegetal e apenas 2% de origem animal. O restante (26,7%) foram pedras e outros 
itens de origem mista. Alguns autores atribuem o aumento no consumo de itens 
vegetais na época de escassez de insetos (inverno). 
 Na procura de alimento, revolvem a porção de folhas mortas que recobre o 
solo, bem como a camada superior com o bico, não utilizando os pés como os 
galináceos. As espécies campestres (perdizes) alimentam-se preferencialmente de 
alimentos de origem animal, consumindo vegetais em épocas determinadas do 
ano (inverno). São muito fáceis de adaptação em cativeiro. 
 Dentre os itens alimentares de origem animal consumidos pelos tinamídeos 
estão os insetos (formigas, cupins, besouros, gafanhotos, borboletas e lagartas), 
helmintos, pequenos gastrópodes, incluindo pequenos vertebrados como anfíbios, 
répteis e até pequenos mamíferos. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 
40 – 45 Ração para faisões ou codorna. É possível oferecer ração para frango 
de corte. PB 15% para animais adultos. 
10 – 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, etc. 
5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, sementes (milho, painço, alpiste, 
etc) 
80 
 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x aodia. Pela manhã, oferecer as 
verduras com a ração. As frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. As 
sementes podem ser misturadas à ração ocasionalmente. Os alimentos ocasionais 
devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. 
Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte pequeno. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 
Cuidados: Tamanho dos pellets oferecidos às espécies de menor porte. As 
perdizes preferem grãos maiores e são atraídas pelas cores amarela, vermelha e 
verde. 
Não fornecer: Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio podem 
interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além de 
desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes: Ração para aves em crescimento com ovo cozido picado e verduras 
cortadas bem fininhas. Importante manter os filhotes aquecidos em ambiente 
ventilado e limpo. 
 
81 
 
 
10.3. ORDEM GALLIFORMES (Mutum, Jacu, Jacutinga, Aracuã, Uru) 
Os representantes desta ordem 
também são onívoros. Em um 
estudo realizado por Bertsch (2008) 
com mutuns em floresta tropical, 
observou-se a predominância de 
frutas na dieta desses animais (cerca 
de 50% do conteúdo estomacal), 
seguido por sementes e folhas e, por 
último, pequenas concentrações de 
minerais (pedras e terra), flores, raízes, fungos e invertebrados (ordem 
Coleoptera). 
Em geral as espécies 
terrícolas alimentam-se de 
frutas e sementes caídas no 
solo, enquanto as espécies 
arborícolas permanecem nas 
árvores para se alimentar de 
frutos. As espécies menores 
(gêneros Ortalis e Penelope) 
preferem consumir mais folhas, 
sementes e pequenos 
invertebrados, enquanto as espécies maiores (Aburria, Crax, Nothocrax e Pauxi) 
preferem frutas, sementes e brotos (BROOKS & STRAHL, 2000, citado pelo Plano 
Nacional para Conservação de Cracídeos). 
© Copyright Tom Stephenson, 2006 
Os Odontophoridae ingerem pequenos invertebrados, sementes e bagas 
caídas no solo. Os urus afastam o folhiço do solo com os pés, ciscando como 
fazem as galinhas. Algumas espécies (Aburria, Penelope) pousam sobre cachos 
de palmeiras para se alimentar de coquinhos, regurgitando ou dispersando as 
sementes por meio das fezes após digerir as partes moles. 
82 
 
 
As folhas, na alimentação de Ortalis canicollis, podem chegar a uma 
proporção de 37%, sendo um recurso disponível o ano todo, enquanto as frutas 
perfazem cerca de 25% da dieta (CAZIANI & PROTOMASTRO, 1994, citado pelo 
Plano Nacional para Conservação de Cracídeos). 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 45 Vegetais: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga, maxixe, pepino, 
couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, etc. 
40 – 45 Ração galliformes ou faisões ou codorna. É possível oferecer ração 
para frango de corte. PB 15-16% para animais adultos. 
10 – 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, etc. 
5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, sementes (milho, soja, lentilha, 
etc) 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Pela manhã, oferecer as 
verduras com a ração. As frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. As 
sementes podem ser misturadas à ração ocasionalmente. Os alimentos ocasionais 
devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. 
Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte pequeno. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 
Cuidados: Excesso de frutas na dieta. 
Não fornecer: Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio podem 
interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além de 
desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. Ração para cachorros. 
ementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
83 
 
 
Filhotes: Ração para aves em crescimento com ovo cozido picado e verduras 
cortadas bem fininhas. Importante manter os filhotes aquecidos em ambiente 
ventilado e limpo. 
 
10.4. ORDEM ANSERIFORMES (Pato, Ganso, Marreco) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Essencialmente herbívoros, os representantes consomem sementes, 
raízes e folhas e, no período reprodutivo, tendem a ampliar o seu apetite para 
larvas de insetos, pequenos peixes e crustáceos. Possuem característica de filtrar 
a água por meio das lamelas localizadas no bico. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 50 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 
40 – 50 Ração para patos e marrecos 
5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer as verduras com a 
ração. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. 
84 
 
 
Tipo de Corte: Verdura picada. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média próximos à água 
para facilitar a ingestão da ração. 
Cuidados: Ração seca. Os animais possuem o hábito de filtrar o alimento na 
água. Dietas muito protéicas (gota úrica). Para filhotes, é necessário triturar a 
ração peletizada. 
Não fornecer: Evitar ração para galiformes em qualquer fase. Caso precise 
fornecer, optar pela ração de crescimento ou corte e aumentar a proporção de 
verduras para 70%. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes: Ração para aves em crescimento com verdura picada bem fininha. 
Mantê-los em ambiente aquecido com substrato macio, limpo e seco. Os filhotes 
assim que nascem são capazes de se alimentar, mergulhar e nadar normalmente, 
mas, quando órfãos, é necessário mantê-los em um ambiente seco e só permitir o 
nado em momentos específicos sob supervisão técnica. 
 
 
85 
 
 
10.5. ORDEM PICIFORMES (Tucano, Araçari e Pica-pau) 
 
São aves onívoras. Araçaris são mais 
vegetarianos quando comparados aos tucanos, 
mas ambos alimentam-se de pequenos frutos 
(figueira, goiaba, imbaúba, palmito e outros), 
invertebrados (aranhas, grilos, cigarras, cupins 
e outros insetos alados) e capturam ovos e 
filhotes de passeriformes. O consumo de proteína animal parece ser maior quando 
estão criando seus filhotes. Apreendem pequenos pedaços com o bico triturando o 
alimento com repetidas compressões. As dietas em cativeiro devem conter baixo 
teor de ferro (50 a 80 ppm) porque são suscetíveis a hemocromatose. Os níveis 
recomendados de Fe para aves predispostas ou 
acometidas por hemocromatose devem ser inferiores 
a 50ppm, ou a absorção diária do referido mineral 
deve corresponder entre 4 a 6mg/Kg de peso da ave 
por dia. Fisiologicamente, não possuem papo ou 
inglúvio, nem ceco. 
A dieta dos pica-paus consiste de insetos, 
frutos, sementes, mel e resina de árvore. Perfuram a 
casca de árvores na busca de larvas de insetos e 
outros invertebrados. Em cativeiro, necessitam de mais proteína do que tucanos e 
araçaris. 
O que oferecer (tucanos e araçaris): 
% Alimentos 
40 – 50 Frutos diversos sem casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
15 – 20 Legumes cozidos: abóbora, batata doce, abobrinha, 
cenoura 
5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido (só a clara), neonatos 
25 – 30 Ração para tucanos 
 Chá verde 
86 
 
 
O que oferecer (pica-pau): 
% Alimentos 
20 – 30 Frutos diversos sem casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
30 – 40 Alimentosocasionais: ovo cozido inteiro, neonatos e insetos 
(grilos, tenébrios, baratas, etc) 
30 – 40 Ração para pássaros insetívoros. 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer as verduras com a 
ração. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana 
se a ração fizer parte da dieta. Na falta da ração, podem ser oferecidos até 5x na 
semana. A dieta pode ser complementada com chá verde para reduzir a absorção 
de ferro pelo organismo 2x na semana. 
Tipo de Corte: Cortes pequenos. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 
Cuidados: Higiene e sanidade dos roedores de laboratório, pois podem ser fonte 
de infecção para a pseudotuberculose (Yersinia pseudotuberculose) e outras 
doenças. 
Não fornecer: Para Tucanos e Araçaris – Ração para cães ou gatos (excesso de 
ferro). Frutas ácidas ou cítricas como a laranja, o abacaxi e o tomate (favorecem a 
absorção do ferro). Gema de ovo (excesso de ferro). 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Caso não seja fornecida a ração própria pra tucanos, acrescentar a gema de ovo 
cozida 1x na semana para tucanos e araçaris. 
 Alimentos ricos em tanino, fosfato, oxalato, fitato e fibras são desejáveis, 
pois estes agentes combinam-se com o ferro e reduzem sua absorção no 
intestino. Chá verde (Camellia sinensis) e frutas ricas em tanino (uva, manga, 
maçã e banana verde) são quelantes naturais que ajudam a reduzir a absorção de 
ferro. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
87 
 
 
Filhotes: Na ausência de rações próprias 
para tucanos, podem ser utilizadas rações 
para filhotes de psitacídeos, que contem 
enzimas digestivas e possuam, em sua 
composição, a adição de prebióticos e 
probióticos que facilitam a digestão e 
favorecem a colonização do sistema 
digestivo. Apesar de possuir necessidades 
nutricionais diferentes, na prática, a ração 
mostra-se apropriada para o bom 
desenvolvimento do filhote. O preparo da papa deve ser com água mineral ou 
fervida. Recomenda-se aquecer a papa de 37 a 38oC. 
A alimentação pode ser oferecida com sonda flexível feita com tubo de 
látex. O alimento deve ser administrado diretamente no estômago porque essas 
aves não possuem inglúvio. Nos primeiros dias de vida são fornecidas pequenas 
quantidades de alimento em intervalos curtos para não sobrecarregar o estômago. 
O abaulamento do abdomen indica que o estômago está repleto. Filhotes 
empenados podem receber alimentos pastosos em colher ou bisnagas e alimentos 
sólidos cortados em pequenos pedaços e oferecidos com uma pinça. 
Nas primeiras semanas de vida, os filhotes devem ser mantidos em estufas, 
unidades de tratamento de pequenos animais (UTA) ou sala aquecida de 28 a 
37oC. Quanto mais jovem, mais próxima aos 37oC deve estar a temperatura do 
ambiente. A pesagem diária é fundamental para verificar a evolução do filhote. 
Dentre as indicações de que os filhotes estão saudáveis destacam-se o reflexo ao 
ser tocado, hidratação, corpo aquecido, presença de reflexo de ingestão de 
alimentos, vocalização, ausência de ecto e endoparasitas. 
 
 
 
88 
 
 
10.6. ORDEM PSITACIFORMES (Arara, Papagaio e Periquito) 
 
 
 
Os psitacídeos do Brasil caracterizam-se por aves comedoras de sementes 
(granívoras), embora constem outros itens em sua alimentação como frutos e 
flores, incluindo pétalas e néctar. Para os pequenos psitacídeos alguns autores 
consideram o consumo de insetos. As aves da espécie Anodorhynchus 
hyacinthinus são especializadas em comer nozes do fruto de duas palmeiras: acuri 
(Schellea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata), as araras-azuis têm sua 
ocorrência e distribuição limitada por estas duas Palma e no Pantanal (Guedes, 
citado por Cardoso et al, 2000).
 
Fotos retiradas do site: www.projetoararaazul.org.br 
89 
 
 
Com base em uma alimentação rica em sementes oleaginosas, muitos 
técnicos passaram a elaborar dietas com altas densidades energéticas, sem 
considerar o grau de atividades dessas aves em cativeiro e a disponibilidade do 
alimento (Saad et al, 2007b). Em cativeiro, as aves fazem grandes esforços físicos 
para obtenção do alimento e esse excesso é acumulado em gordura nos seus 
organismos podendo gerar doenças como também comprometer o processo de 
reprodução (Saad et al, 2007a) 
Em um estudo realizado com papagaios, Saad et al (2007b) mostra que, os 
esses animais apresentam alta digestibilidade para alimentos como milho 
gelatinizado, gema de ovo, semente de girassol, aveia, ovo integral, milho moído, 
mamão e banana. No entanto, alimentos como a polpa cítrica e o farelo de girassol 
apresentaram baixa digestibilidade aparente, e devem ser utilizados em baixos 
níveis e com moderação na formulação de rações para estas aves (Saad et al, 
2007b). 
 Outro erro grave é fornecer uma alimentação única e exclusiva à base de 
sementes, em especial o girassol. As sementes (em especial o girassol), como já 
visto, são ricas em gordura e deficientes em uma série de vitaminas e aminoácidos 
essenciais, além de totalmente desbalanceadas em relação ao cálcio e ao fósforo. 
Além disso, o armazenamento inadequado torna esse alimento altamente 
suscetível à proliferação de fungos. 
O que oferecer (papagaios): 
% Alimentos 
20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, 
melão, melancia, manga, etc. 
15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, vagem, couve, 
chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, berijela, etc. 
5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 
25 – 30 Ração para papagaios 
5 – 10 Mistura de sementes 
O que oferecer (araras): 
% Alimentos 
20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, vagem, 
couve, chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, berijela, etc. 
5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 
25 – 30 Ração para araras 
5 – 10 Mistura de sementes 
 
90 
 
 
O que oferecer (periquitos): 
% Alimentos 
20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, 
vagem, couve, chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, 
berijela, etc. 
5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 
25 – 30 Ração para periquitos 
5 – 10 Mistura de sementes 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer pela manhã somente a 
ração para ter a certeza que todas as aves terão acesso ao alimento mais 
completo da dieta. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x 
na semana no caso de periquitos e papagaios e, 3x na semana, no caso de 
araras. 
Tipo de Corte: Cortes pequenos, médios ou grandes (dependendo do tamanho da 
ave). Lembrar que essas aves apreciam a manipulação de alimentos. Oferecer o 
coco com a casca e o milho em pedaços maiores pode ser uma boa distração. 
 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média em material 
resistente para que as aves não destruam e ingiram partes da vasilha. 
91 
 
 
Cuidados: Excesso de sementes e frutas na dieta. 
Não fornecer: Ração de gato e cachorro (excesso de gordura). 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Na 
falta da ração, aumenta-se um pouco a proporção de sementes e inclui na 
alimentação grãos como feijão, lentilha, grão de bico e soja, sempre cozidos. A 
gema de ovo cozida pode ser uma boa fonte de proteína de alto valor biológico 
para complementar os aminoácidos ausentes nos grãos (2x na semana). Os 
brotos (alfafa, feijão, girassol) são excelentes fontes de proteína e podem ser 
feitos no próprioCetas pela germinação das sementes. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes (parte do conteúdo retirado do site: www.saudeanimal.com.br): Há 
fórmulas comerciais desenvolvidas especialmente para filhotes de psitacídeos. 
Caso não seja possível a compra dessa fórmula, a própria ração para psitacídeos 
batida com frutas, ovo cozido e neston, pode ser uma boa alternativa. Na falta da 
ração, será necessário improvisar. Pode usar como alimento base de proteína 
isolada de soja, neston, ovo cozido e suplemento mineral-vitaminico e de 
aminoácidos (Aminomix, Glicopan). Suplementos nutricionais para uso humano 
podem ser adicionados, para tornar o alimento mais forte. 
As quantidades precisariam ser calculadas para se saber a quanto fornecer 
exatamente, normalmente eleva-se ao dobro a exigência energética. A 
consistência da papa é mais aguada nos primeiros dias de vida, depois adquire a 
consistência de yogurte. A papa pode ser fornecida com uma colherzinha, seringa 
ou sonda diretamente no papo. O importante é manter o filhote sempre hidratado. 
A freqüência da alimentação é a cada 3 ou 4 horas, após o papo esvaziar. 
Se o papo não estiver esvaziando (está duro), o filhote pode estar desidratado ou 
mantido em temperatura ambiente inadequada, ou com infecção no papo ou 
apresenta outros problemas. 
O sucesso para o maior aproveitamento do alimento está na combinação de 
quantidade e freqüência de administração, que varia conforme a espécie. 
Criadores experientes costumam ter definidos estes critérios para as suas 
92 
 
 
espécies. A cada alimentação o filhote 
consome cerca de 10 a 12 % de seu peso 
corporal. 
Experiência e cuidados do tratador 
são fundamentais no manejo alimentar 
dos delicados filhotes. Para evitar o risco 
de contaminação, é muito importante a 
limpeza criteriosa de todo o material de 
preparo e fornecimento da papa, como 
tigelas, sondas e seringas. 
Cuidados com a temperatura: Evitar usar 
água com temperatura superior a 50 ºC 
durante o preparo da papa, para não 
comprometer a atividade de alguns 
componentes. Observar com rigor a 
temperatura de fornecimento da papa, 
cerca de 38 ºC, que deve ser homogênea 
em toda a mistura. Quando o tempo de 
alimentação for relativamente longo 
(vários filhotes), cuidar para que a 
temperatura de fornecimento seja 
mantida. Pode-se usar uma estrutura do 
tipo “banho Maria”. 
Cuidar para não superalimentar os filhotes. Algumas aves costumam ainda 
demonstrar interesse pelo alimento, mesmo já tendo esgotada sua capacidade de 
ingestão. Nestes casos há risco de regurgitação e inalação do alimento, com 
conseqüentes problemas respiratórios, como pneumonia. 
Não reaproveitar papa preparada para alimentação anterior. Preparar a 
quantidade necessária para cada administração e descartar eventuais sobras. 
Após a alimentação, havendo restos de alimento no bico, remover com água 
morna. Pingar algumas gotas de água dentro no bico, para limpeza interna. 
93 
 
 
Manter os filhotes em vasilhames plásticos revestidos com fralda 
descartável ou papel toalha ou outro material macio absorvente para as fezes e 
urina. Podem ser mantidos individualmente ou, no máximo, em pares, 
preferencialmente do mesmo tamanho. Se os animais forem de procedência 
diferente e chegarem separados, mantê-los separados e não usar a mesma colher 
ou seringa ou sonda para alimentar todos. Separar materiais até que exames 
sejam realizados descartando a possibilidade de contaminação. 
 
94 
 
 
10.7. ORDEM FALCONIFORMES E STRIGIFORMES (Águia, Gavião, Coruja) 
 
Essencialmente carnívoros ou 
insetívoros, os representantes desta ordem 
precisam de elevadas quantidades de 
proteína e gordura animal na dieta. A maior 
parte dos rapinantes diurnos é 
exclusivamente carnívora, com alguns dos 
representantes sul-americanos consumindo 
ocasionalmente sua alimentação com frutas 
e outros vegetais (gêneros Elanoides, 
Buteogallus, Daptrius, Milvago, 
Phalcoboenus, Coragyps e Cathartes). Já 
os estrigiformes, em virtude de seus hábitos 
crepusculares, baseiam boa parte de sua 
alimentação em insetos e outros 
invertebrados, independente do seu tamanho (de caburés a murucututus). 
Pequenas corujas (gêneros Otus, Glaucidium e Aegolius) podem capturar 
pequenos mamíferos, anfíbios, répteis e pássaros, enquanto espécies de porte 
maior (gêneros Pulsatrix e Bubo) são capazes de caçar marsupiais, morcegos, 
lagartos e até mesmo aves de médio porte (p.ex. filhotes de falcão peregrino). 
Espécies dos gêneros Pandion e Busarellus são psicívoras. 
Conhecer a ecologia alimentar dessas espécies é fundamental para mantê-
las no Cetas. Por isso, é preciso um bom biotério incluindo a criação de insetos 
(tenébrios, grilos e baratas), aves (codornas e pintinhos) e mamíferos 
(camundongos, coelhos, hamster e porquinho da índia). O ideal é alternar porções 
de carne bovina e frango com os animais do biotério. Uma alternativa para 
algumas regiões é fazer parcerias com granjas de frango e codornas que, 
freqüentemente, descartam parte dos filhotes e animais adultos e podem fornecer 
ovos também. Parcerias com universidades e centros de pesquisa que utilizam 
camundongos, ratos, coelhos e preás, também é muito útil pelos mesmos motivos. 
 
95 
 
 
O que oferecer: 
% Alimentos 
40 – 50 Carne bovina 
40 – 50 Frango com moela e fígado 
100 Ou 100% presa recém-abatida 
 
Freqüência: 6x na semana com 1 jejum semanal. 1x ao dia, de acordo com o 
horário de maior atividade da ave. 
Tipo de Corte: Sempre picado, de acordo com o porte. A carne moída pode 
grudar no palato superior da ave (principalmente corujas). 
Apresentação da dieta: Vasilhames rasos 
Não fornecer: Excesso de alimentos. O fornecimento de pombos não é 
aconselhável devido às inúmeras enfermidades fatais que esse grupo pode 
carrear às aves de rapina (herpesvírus, tricomoníase, candidíase, etc.) 
Cuidados: Alimentação exclusiva à base de insetos (relação cálcio:fósforo 
irregular) ou neonatos de aves ou mamíferos (animais em formação). Verificar 
composição nutricional no capítulo sobre serpentes. 
Suplementação: 15g de carbonato de cálcio para cada kg de carne. Em caso de 
alimentação exclusiva com animais de biotério, vertebrados adultos, a 
suplementação não é necessária. Para os insetos de biotério, aconselhável 
colocá-los sobre um substrato composto de ração de aves em postura triturada 
(50%) + carbonato de cálcio (50%) cerca de 2 horas antes da alimentação. O 
cálcio preencherá o tubo digestivo dos insetos tornando-os mais balanceados. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. 
 
 
 
96 
 
 
Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Categorias 
de Peso (g) 
Consumo 
diário (% PV) 
Opções para cativeiro (presas) 
100 – 200 18 – 25 larvas, grilos, baratas, camundongos, 
hamsters, gerbos e pintinhos 
200 – 800 11 – 19 grilos, baratas, camundongos, hamsters, 
gerbos, pintinhos, ratos e codornas 
800 – 1200 7 – 11 camundongos, gerbos, hamsters, ratos, 
pintinhos, codornas, porquinhos da índia 
4000 – 
14000 
3,5 – 6 ratos, pintinhos, codornas, porquinhos da 
índia, galinha, coelho 
Fonte: PEREIRA (2007) – capítulo 17 do Tratado de Animais Silvestres 
 Filhotes: A partir do momento que o filhote ingerir o saco vitelínico (de 1 a 2 dias 
após o nascimento), fornecer pequenos pedaços de músculo, fígado, coração e 
cérebro moídos, provenientes de codornas ou 
ratos de laboratório. Em alguns casos, acrescenta-
se um pouco de ração para felinos para otimizar o 
ganho de peso e garantir uma suplementação 
adequada de nutrientes. Após o 3º dia fornecer a 
carcaça inteira triturada de codorna ou rato (sem 
pele, penas, pêlos, patas e intestinos) com um 
pouco de água filtrada. Após chegar perto ao peso 
máximo,oferecer a carcaça inteira recém abatida, 
aberta, para estimular o animal ao consumo total 
do alimento. 
 Recomenda-se não juntar filhotes de acipitrídeos e falconídeos na mesma 
incubadora devido à agressividade dos acipitrídeos para estabelecer uma 
hierarquia. A temperatura do ambiente deve ficar entre 32 e 36oC. 
 
 
97 
 
 
10.8. ORDEM COLUMBIFORMES (Pomba, Rolinha, Avoante, Juriti) 
 
A maior parte das espécies é granívora e 
algumas consomem frutos em sua dieta. Há 
diferenças anatômicas e fisiológicas que 
caracterizam o hábito alimentar dessas 
espécies. Nas pombas granívoras 
predominam as cores cinza e marrom com 
áreas de iridescência. Já as pombas 
frugívoras possuem a coloração das penas 
muito variada, colorida, com predominância 
da cor verde. Internamente, as pombas 
granívoras possuem o aparelho digestivo 
com musculatura mais desenvolvida, com 
presença de pedras para trituração. 
Intestino é mais longo e o esôfago menos 
elástico. As representantes frugívoras dessa 
ordem possuem uma musculatura de moela 
delgada, intestino mais curto e esôfago mais elástico. 
O que oferecer (pombas granívoras): 
% Alimentos 
30 – 40 Mistura de sementes para pássaros granívoros 
40 – 50 Ração para pássaros granívoros (canário) 
5 – 10 Farinhada para pássaros granívoros 
O que oferecer (pombas frugívoras): 
% Alimentos 
30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 
20 – 40 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 
10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
 
98 
 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. A dieta seca pode ser colocada 
1x ao dia. 
Tipo de Corte: As frutas podem ser dispostas no viveiro em pedaços grandes nos 
poleiros das aves 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames rasos. 
Cuidados: Com a disposição dos comedouros. Devem estar próximos aos 
poleiros e permitir que a ave fique confortável no momento de se alimentar. Os 
comedouros não devem permitir que a ave entre com o corpo inteiro para comer e 
nem devem estar dispostos abaixo dos poleiros. 
Não fornecer: apenas frutas. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. 
Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes: As condições de manejo são muito semelhantes para todas as aves. Os 
filhotes devem ser mantidos aquecidos, em incubadora ou ambiente que 
proporcione essa temperatura. A limpeza é fundamental, tanto do substrato quanto 
do filhote, em especial o bico (parte externa e interna). Os filhotes de 
columbiformes nascem de olhos fechados que abrem-se no 3º ou 4º dia de vida. 
 Para filhotes de columbiformes recomenda-se 50% da papa de filhotes de 
psitaciformes para garantir o aporte de enzimas, prebióticos e probióticos e 50% 
da ração para aves em crescimento para reduzir um pouco o aporte de gordura e 
proteína. A mistura deve ser feita com água mineral ou fervida. 
 O manejo é semelhante aos tucanos e psitacídeos. 
 
99 
 
 
10.9. ORDEM CICONIIFORMES (Garça, Guará, Colhereiro, Socó) 
 
São essencialmente piscívoros. 
A família Ardeidae, representada 
pelas garças e socós são 
palidícolas, sendo observadas 
também em regiões salobras. 
Alimentam-se de pequenos 
peixes, insetos aquáticos, 
caranguejos, moluscos, anfíbios e répteis. A família Ciconiidae é mais onívora e a 
família Threskiornithidae, que inclui na alimentação pequenos crustáceos que 
caracterizam a sua cor avermelhada. A família Cochleariidae, representada pelos 
arapapás, possui hábito crepuscular e alimentam-se de pequenos peixes, anfíbios, 
crustáceos e insetos. Em cativeiro, algumas espécies aceitam bem a ração 
misturada ao peixe (guarás, p.ex.). 
Parceria com criadores de rãs é uma opção para diversificar a alimentação 
dessas aves. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
80 – 100 Peixe/ Rã 
10 – 20 Ração para Guarás e similares (MegaZoo) 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia. 
Tipo de Corte: Se o peixe for pequeno (p.ex. manjubinha) pode ser inteiro, se for 
do tamanho de uma sardinha adulta algumas espécies aceitam inteiro, para outras 
é preciso picar o peixe. As rãs devem ser fornecidas na fase juvenil ou girino ou 
abatida em pedaços. 
 
100 
 
 
Apresentação da dieta: O peixe deve ser fornecido manualmente, 
individualmente, no momento da suplementação e depois estimula-se a 
alimentação livre e a competição pelo alimento. Animais em fase de reabilitação 
devem ser alimentados individualmente e separadamente. Algumas vezes, é 
necessária a alimentação forçada. 
Cuidados: Com a quantidade de ração misturada ao peixe. É importante 
monitorar para não fermentar a ração e estragar o peixe. O resto de alimento deve 
ser retirado assim que as aves pararem de se alimentar. 
Suplementação: Não há Necessidade se a dieta estiver na proporção correta e se 
o peixe for fresco. Caso o peixe seja congelado por muito tempo é necessário 
suplementar com tiamina (vitamina B1) na dosagem de 25 a 35mg/kg de 
alimento/dia e vitamina E (óleo de milho, óleo de girassol, óleo de fígado de 
bacalhau), na dosagem de 100UI/kg de alimento/dia. Todos esses itens devem ser 
colocados em um único peixe e oferecidos cerca de 1 hora antes da alimentação 
normal, para assegurar a absorção do suplemento. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Filhotes: Devem ser alimentados com ração para guarás amolecida com água 
mineral ou fervida, batida com peixe sem espinha (filé) e rã (ricos em cálcio). A 
proporção é de 50% de ração para guarás para 25% de peixe e 25% de rã. 
Considerando que os cinonídeos são aves nidícolas com crescimento rápido dos 
ossos longos e, portanto, necessitando de fontes prontas de cálcio, a ração para 
guarás pode ser substituída por ração para aves em crescimento 50%, ração de 
gatos à base de peixe (25%), que deve ser batida, pelo menos, com o filé de peixe 
(25%). O nível de cálcio na dieta deve chegar próximo de 4%. 
 
101 
 
 
10.10. ORDEM SPHENISCIFORMES (Pinguim) 
Alimentam-se na natureza de peixes, 
cefalópodes e crustáceos. São classificados 
como predadores pelágicos ativos. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
100 Peixe 
Freqüência: Diária, 2x ao dia. 
Tipo de Corte: Peixe inteiro. 
Apresentação da dieta: O peixe deve ser 
fornecido manualmente, individualmente, no 
momento da suplementação e depois estimula-
se a alimentação livre e a competição pelo alimento. Animais em fase de 
reabilitação devem ser alimentados individualmente e separadamente. Algumas 
vezes, é necessária a alimentação forçada. 
Cuidados: Monotonia alimentar. Espécies de peixes que podem ser utilizadas na 
alimentação dos pingüins: corvina (Micropogonias furnieri), pescada branca 
(Cynoscion guatucupa), sardinha (Sardinella brasiliensis) e maria-luiza 
(Paralonchorus brasiliensis). Tamanho médio do peixe: 15 cm, com a cavidade 
oral fechada e opérculo ósseo íntegro, para melhor ingestão e manuseio. 
Suplementação: Caso o peixe seja congelado por muito tempo é necessário 
suplementar com tiamina (vitamina B1) na dosagem de 25 a 35mg/kg de 
alimento/dia e vitamina E (óleo de milho, óleo de girassol, óleo de fígado de 
bacalhau), na dosagem de 100UI/kg de alimento/dia. Quando mantidos em água 
doce, é necessário o fornecimento de 0,5 a 1g de sal por animal/dia (cloreto de 
sódio). Todos esses itens devem ser colocados em um único peixe e oferecidos 
cerca de 1 hora antes da alimentação normal, para assegurar a absorção do 
suplemento. 
 
102 
 
 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 
Em percentual do PV, de uma formageral, as espécies de maior porte consomem 
de 2 a 3% da massa corporal e, para as espécies menores (pingüim de 
magalhães) pode ser oferecido entre 10 e 20% do PV. O consumo aumenta 
durante a pré muda e reduz durante a muda. Durante o período de muda, podem 
perder até 50% do peso. 
Sugestão de Purê de Peixe para animais em fase de reabilitação (alimentação 
forçada) – Protocolo para aves contaminadas por petróleo do Centro de 
Recuperação de Animais Marinhos (CRAM) 
Bater no liquidificador: pescado com vísceras com água mineral ou soro fisiológico 
em quantidade suficiente para cobrir o pescado. Coar o conteúdo e adicionar ¼ de 
comprimido de cloridrato de tiamina, vitamina E (100UI/peixe) e algum derivado de 
cálcio. Acrescentar 1 colher de sopa de creme de leite ou de algum óleo de peixe 
para cada quilo de peixe da receita, com o objetivo de aumentar o número de 
calorias por mililitro de purê. 
As duas primeiras administrações deverão ser de 60ml e, a partir da 
terceira, passar para 120ml, intercalando com a hidratação oral a cada 2 horas, 
aproximadamente. Todas as soluções administradas por via oral devem ser 
aquecidas de 36 a 39oC em banho Maria. A solução aquecida deve ser 
administrada com sondagem gástrica somente se o animal conseguir manter a 
cabeça levantada. Se o animal estiver prostrado há necessidade de administração 
de soro fisiológico subcutâneo e demais cuidados veterinários. 
A alimentação forçada deve ser mantida, mas sempre se deve estimular 
que o animal se alimente sozinho. A quantidade de peixe deve ser aumentada 
gradativamente até 300g, 3x ao dia. Duas hidratações orais diárias devem ser 
mantidas enquanto a alimentação forçada for utilizada. 
A sugestão do purê de peixe pode ser fornecida aos filhotes. 
 
103 
 
 
10.11. ORDEM PASSERIFORMES (Pássaro preto, Canário, Saíra, Gralha) 
Uma grande variedade de hábitos alimentares pode ser 
encontrada dentro dessa ordem e a forma do bico e 
outras características podem ser importantes no 
momento de decidir sobre a base da alimentação do 
pássaro. Curiós (Oryzoborus angolensis), canários, 
coleiros, tico tico e bicudo alimentam-se de sementes 
duras, têm bicos curtos e cônicos, conseguindo assim 
quebrar a casca das sementes de que se alimentam. A 
seguir removem habilmente a semente. O melro-preto 
(Turdus merula) tem um formato de bico que é partilhado 
por milhares de espécies de aves de tamanho. É afilado 
para que o animal possa apanhar sementes, mas o seu 
comprimento permite à ave apanhar presas maiores, 
como minhocas. 
O gaturamo (Euphonia violácea) tem um bico delgado 
próprio para ingestão de frutos. Consome insetos 
raramente. Com bico semelhante, mas um pouco mais 
delgado, estão as saíras cuja alimentação consiste de 
frutos, néctar e insetos. Também com o bico fino, mas 
bem alongado estão os passeriformes como o 
corrupião (Icterus jamaicaii) e o xexéu. Seu bico 
permite, além da ingestão de frutos, a apreensão de 
insetos e néctar. Alimentam-se de um vasto cardápio - 
cocos maduros de buriti, seiva das flores do ipê 
amarelo, das flores do mandacaru (cacto típico do 
Nordeste brasileiro) e dos seus grandes e vermelhos 
frutos, das flores de várias espécies de bromélias, 
cactáceas e de frutas de pomar. Portanto, é insetívoro, 
frugívoro e nectarívoro. Outro passeriforme com bico 
alongado e fino é a sabiá laranjeira (Turdus rufiventris). 
Ela alimenta-se de várias espécies de frutos carnosos. 
Gostam muito de furar as laranjas maduras em busca 
do seu suco. Buscam alimentos vivos como insetos, 
moluscos e minhocas. Essencialmente onívoro, o 
trinca-ferro (Saltator similis) exibe um bico 
extremamente robusto, típico de aves que consomem 
sementes, frutos, insetos, flores e folhas. 
 
 
104 
 
 
O que oferecer (passeriformes granívoros): 
% Alimentos 
30 – 40 Mistura de sementes para pássaros granívoros 
40 – 50 Ração para pássaros granívoros (canário) 
5 – 10 Farinhada para pássaros granívoros 
5 – 10 Vegetais (chicória, couve, repolho, brócolis, jiló, maxixe, 
quiabo, pepino) 
 
O que oferecer (passeriformes frugívoros): 
% Alimentos 
10 – 20 Mistura de sementes mais macias (painço e linhaça) 
30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 
10 – 20 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 
10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
 
O que oferecer (passeriformes onívoros): 
% Alimentos 
10 – 20 Mistura de sementes 
30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 
10 – 20 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 
10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, 
goiaba, melão, melancia, manga, etc. 
5 - 10 Vegetais (chicória, couve, repolho, brócolis, jiló, maxixe, 
quiabo, pepino) 
 
Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. A dieta seca pode ser colocada 
1x ao dia. 
Tipo de Corte: As frutas podem ser dispostas no viveiro em pedaços grandes nos 
poleiros das aves 
105 
 
 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames rasos. 
Cuidados: Com a disposição dos comedouros. Devem estar próximos aos 
poleiros e permitir que a ave fique confortável no momento de se alimentar. Os 
comedouros devem evitar que as aves entrem com o corpo inteiro para comer e 
nem devem estar dispostos abaixo dos poleiros. Como a maioria dos Cetas 
mantém os passeriformes em viveiros grandes, misturando as espécies, cuidar 
para que todos os animais tenham acesso aos alimentos aumentando a 
quantidade de cochos. 
Não fornecer: apenas frutas. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 200 – 250 x (PC) 0,75 
Filhotes: Os filhotes de passeriformes podem ser alimentados com a papa para 
psitacídeos, feita da mesma forma (ver capítulo sobre psitacídeos). Para os 
pássaros mais insetívoros, acrescentar ovo cozido à mistura para aumentar a 
quantidade disponível de proteína na dieta. Controlar a ingestão pela observação 
do papo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
 
 
10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE MAMÍFEROS 
10.1. ORDEM MARSUPIALIA (Gambá, Cuíca) 
Os representantes brasileiros dessa ordem possuem hábitos alimentares 
diversificados, mas, praticamente todos, consomem boa parte da sua dieta em 
insetos. Na tabela abaixo, modificada de MALTA & LUPPI (2007) – capítulo 23 do 
Tratado de Animais Selvagens estão especificados os gêneros, peso médio e 
alimentação na natureza. 
Gênero Peso (g) Alimentação 
Marmosa Macho 60 – 130 
Fêmea 40 – 70 
Insetos, frutas, pequenos roedores, 
lagartos e ovos 
Monodelphis Macho 90 – 150 
Fêmea 80 – 100 
Insetos, frutas, pequenos roedores, 
sementes e carniça 
Lestodelphis Principalmente carnívoro (roedores 
e aves) 
Metachirus 800 Insetos, frutas, pequenos animais e 
ovos 
Didelphis 2.000 – 5.500 Onívoros 
Philander 240 – 400 Insetos, frutas, pequenos animais, 
crustáceos e ovos 
Lutreolina 200 – 540 Pequenos mamíferos, aves, répteis, 
peixes e insetos 
Chironectes 604 – 790 Peixe, crustáceos, vegetação 
aquática e frutas 
Caluromys 200 – 500 Insetos, frutas, pequenos animais, 
sementes, folhas e carniça 
Caluromysiops Insetos, frutas, pequenos animais, 
sementes, folhas e carniça 
Glironia Provavelmente insetos, ovos, 
sementes e frutas 
Caenolestes Macho 25 – 40,8 
Fêmea 16,5 – 25,4 
Mais insetívoros 
Rhyncholestes Fêmea 21 Mais insetívoros 
Dromiciops Fêmea 16,7 – 31,4 Insetos, invertebrados e lagartos 
107 
 
 
O que oferecer (para gambás): 
% Alimentos 
30 - 40 Ração canina 
20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, etc. 
15 - 20 Carne bovina ou Frango 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, insetos, neonatos 
 
O que oferecer (para cuícas): 
% Alimentos 
30 - 40 Ração felina 
30 - 40 Carne bovinaou Frango ou Peixe (verificar hábito alimentar) 
15 - 20 Complemento de acordo com o hábito alimentar: frutos, 
vegetais, ovos, insetos, etc 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, no final da tarde. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na 
semana. 
Tipo de Corte: Frutas cortes pequenos. Carne picada ou moída. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade rasa. 
Cuidados: Os animais que se alimentam de folhas e frutos tendem a ser 
sedentários. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Animais suscetíveis à osteodistrofia fibrosa provocada pela deficiência de cálcio ou 
pelo desbalanceamento cálcio:fósforo. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 49 x (PC) 0,75 
Filhotes: Sucedâneos de leite para cães e gatos, sem lactose. Oferecer de 10 a 
20% do peso vivo a cada 2 ou 3 horas, aumentando gradativamente. As mesmas 
recomendações para filhotes de carnívoros podem ser adaptadas. 
 
108 
 
 
10.2. ORDEM PRIMATES (Sagui, Macaco prego, Macaco aranha, Bugio) 
 
Os primatas são onívoros. No entanto, a 
proporção de alimentos que compõe a sua 
dieta varia consideravelmente entre os gêneros. 
Dentre os calitriquídeos encontramos 
representantes mais predadores (Saguinus e 
Leontopithecus) e grandes comedores de goma 
e exsudatos (Cebuella e Callithrix), como 
complemento de suas dietas ricas em frutos, 
insetos e outras presas. Alguns gêneros são 
considerados mais folívoros como Allouatta, 
Cacajao, Lagothrix e Brachyteles, mas, em 
épocas de escassez, consomem grandes 
quantidades de frutos. O gênero Ateles é mais 
frugívoro. Todas essas informações fazem muita diferença no momento da 
elaboração da dieta. A ração pode ter a mesma base, mas os complementos 
alternam de acordo com o hábito alimentar. 
O que oferecer (primatas mais folívoros): 
% Alimentos 
20 - 30 Ração para primatas 
30 - 40 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, etc. 
15 - 20 Frutos com casca: mamão (limitar), melão, melancia, banana, 
maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, pão integral, mel, iogurte, 
gelatina sem sabor, brócolis, couve-flor, couve, flores e folhas 
de hibisco, sementes de abóbora, amendoim, girassol, etc. 
 
O que oferecer (primatas mais frugívoros/onívoros): 
% Alimentos 
20 - 30 Ração para primatas 
15 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, brócolis, 
couve-flor, couve, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, 
berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, etc. 
30 - 40 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, insetos, pão integral, mel, 
iogurte, gelatina sem sabor, flores e folhas de hibisco, 
sementes de abóbora, amendoim, girassol, etc. 
 
109 
 
 
Freqüência: Diária, 2x ao dia, manhã/tarde. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na 
semana, mantendo sempre uma fonte de proteína animal/vegetal + fonte de 
vegetais (p.ex combinação 1 de ovo cozido, pão integral, mel e iogurte ou 
combinação 2 insetos, gelatina, flores e folhas de hibiscos ou combinação 3 mel, 
iogurte, amendoim e semente de abóbora, e assim por diante). 
Tipo de Corte: De acordo com o tamanho do animal, normalmente em rodelas 
mais finas ou mais grossas, com casca. Para sagüis, evitar cortar muito miúdo. 
Primatas apreciam manusear o alimento. 
Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar 
fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 
 
Cuidados: Os primatas mais folívoros tendem a ser sedentários, controlar o peso. 
Quando alimentados em grupos fornecer primeiro a ração para que todos tenham 
acesso ao alimento principal. Acrescentar de 10 a 20% na quantidade total de 
alimentos se o grupo for muito grande e tiver forte hierarquia entre os indivíduos. 
Não fornecer: Primatas folívoros: leite de vaca in natura. Limitar os vegetais 
brássicos como couve, couve-flor e brócolis. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Saguis, quando não expostos ao sol, necessitam de suplementação de vitamina 
D3 na dieta. Todos os primatas não sintetizam vitamina C e podem precisar de 
suplementação na dieta. 
 
110 
 
 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75. Para sagüis NEM = 
145 x (PC) 0,75 
Filhotes: O melhor leite para primatas é o sucedâneo para leite infantil (NAN ou 
NESTOGENO). A proporção na 1ª semana de vida é de 1 medida para 60 ml de 
água fervida ou mineral, na 2ª semana 1 medida para 45 ml e, a partir da 3ª 
semana a diluição é de 1:30 ml. O leite 
deve ser aquecido e fornecido em 
mamadeiras para pet. Para prevenção da 
diarréia, 10% da quantidade de leite em 
lactobacilos (Yakult ou similar) pode ser 
administrado juntamente com 1 gota de 
aderogil D3 e 1 gota de redoxon. Os filhotes 
devem ser mantidos aquecidos e agarrados 
em um bicho de pelúcia ou pedaço de pano. A freqüência inicial das mamadas é a 
cada 2 horas, aumentando gradativamente à medida que crescem. Se o filhote 
estiver com fome após a mamada, concentrar um pouco mais o leite. Evitar 
oferecer grandes quantidades de leite de uma só vez para não sobrecarregar o 
aparelho digestivo. O desmame é gradativo e lento. Reduza a freqüência do leite 
inserindo papinhas de frutas com neston ou creme de arroz aos poucos, insetos, 
até que o filhote passe a se alimentar sozinho. É normal que, mesmo comendo 
sozinho, haja necessidade de 1 ou 2 mamadeiras diárias para suplementação. O 
importante é observar. 
 - FILHOTE DE 
SAGUI COM OSTEODISTROFIA POR FALTA DE VITAMINA D3 
111 
 
 
10.3. ORDEM XENARTHRA (Tamanduá, Tatu, Preguiça) 
Apesar de estarem na mesma ordem, 
tamanduás, tatus e preguiças são animais 
de hábitos alimentares completamente 
diferentes. Mesmo entre as preguiças 
existe uma diferença significativa no hábito 
alimentar. Enquanto a preguiça do gênero 
Bradypus é mais folívora com fermentação 
pré-gástrica em estômago parcialmente 
compartimentado e o gênero Choloepus tem uma alimentação mais diversificada e 
pode ser considerado um animal onívoro porque em sua dieta constam brotos, 
folhas, frutos e cocos de palmeira. A imbaúba é a folha predileta da preguiça 
Bradypus e pode ser fornecida, mesmo em cativeiro. 
A adaptação da preguiça Choloepus é mais fácil porque aceitam bem ração 
comercial, ovo cozido, frutas, legumes e folhas convencionais. Já a preguiça 
Bradypus é de difícil adaptação e é mais fácil mantê-la com alimentos naturais 
(Euphorbiaceae e Moraceae). O ideal é que permaneçam no Cetas o tempo 
suficiente para recuperação e sejam liberadas na natureza o mais rápido possível. 
Para incentivar o consumo de água, deve-se borrifar água nas folhas oferecidas e, 
para o gênero Choloepus a água pode ser fornecida em vasilhame comum. 
Os tamanduás são essencialmente insetívoros, alimentando-se 
basicamente de formigas e cupins. Os frutos são muito ocasionais e contribuem 
com muito pouco na sua dieta. Em média, consomem 15% do peso vivo em 
insetos. A composição nutricional desses insetos é praticamente gordura (10 – 
50%) e proteína (30 – 65%). A dieta em cativeiro consiste de uma papa à base de 
leite com baixa lactose, frutas, carne, gema de ovo, suplemento de vitamina K, 
iogurte, etc. A adaptação em cativeiro de animais provenientes de vida livre é um 
desafio. O ideal é fornecer cupinzeiros inteiros para animais recém-chegados e, 
diariamente, fornecer a papa juntamente com um pouco de carne moída misturada 
com gema de ovo. A partir do momento que o animal aceitar a dieta,reduzir os 
demais ingredientes deixando 100% de papa. Em vários zoológicos internacionais, 
a dieta de tamanduás é composta por uma ração própria triturada e este é o futuro 
da alimentação de tamanduás no Brasil. 
112 
 
 
Algumas espécies de tatu são onívoras e outras insetívoras. Animais do 
gênero Cabassous alimentam-se de formigas e cupins. O tatu-peba é onívoro e os 
alimentos vegetais compõem uma grande parte da sua dieta. O gênero Dasypus é 
onívoro. A análise do conteúdo estomacal de um exemplar de tatu-quinze-quilos 
encontrou 14% de vertebrados e 86% de invertebrados. Aceitam bem a dieta em 
cativeiro composta por ração comercial, frutos, carnes e insetos. 
O que oferecer (gênero Bradypus): 
% Alimentos 
70 - 80 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. FOLHAS DE IMBAÚBA 
5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido 
 
O que oferecer (gênero Choleopus): 
% Alimentos 
50 - 60 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. FOLHAS DE IMBAÚBA 
20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido 
 
O que oferecer (Tamanduás): 
% Alimentos 
70 - 100 Papa com leite baixa lactose ou leite de soja (50%), iogurte (5%), 
ração para felino (20%), frutas (10%) como banana, mamão e 
maçã, verduras (5%) espinafre, couve ou vegetais bem verdes, 
gema de ovo (5%), carne moída (5%). 
10 - 30 Carne moída com suplemento de carbonato de cálcio (15g/kg) 
5 Gema de ovo 
 
Obs: A carne moída e a gema de ovo podem ser fornecidas na época de 
adaptação 
 
113 
 
 
O que oferecer (gênero Dasypus): 
% Alimentos 
20 - 30 Ração cães filhotes 
40 - 50 Vegetais cozidos: cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, 
berinjela, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-
flor, couve, flores etc. 
20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, tenébrios, grilos e baratas 
 
O que oferecer (gênero Priodontes e Cabassous): 
% Alimentos 
40 - 50 Ração gatos 
10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
15 - 30 Carne bovina, frango, ovo cozido, tenébrios, grilos e baratas 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, preferencialmente na parte da tarde, nos horários 
mais frescos do dia. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na semana. 
Tipo de Corte: Para tatus, cortes pequenos. Para preguiças, cortes compridos 
para facilitar a apreensão. Tamanduás, carne moída e papa batida no 
liquidificador. 
Apresentação da dieta: 
Oferecer o alimento 
misturado. Vasilhames rasos. 
Cuidados: Fermentação dos 
alimentos porque são 
misturados, principalmente a 
papa do tamanduá. Devem 
ser fornecidos e mantidos no recinto o tempo suficiente para o consumo e 
retirados logo em seguida. 
Não fornecer: Leite com lactose. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Cuidar com a vitamina K e a taurina para tamanduás. 
 
114 
 
 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
Filhotes: Para preguiças – sucedâneo de leite para crianças sem lactose. Iniciam 
a ingestão de alimento sólido bem cedo, logo na 1ª semana. Além do leite, podem 
ser oferecidas algumas verduras e frutas. Molhar as verduras no soro fisiológico 
para manter o filhote bem hidratado. Para tamanduás e tatus – sucedâneo de leite 
para cães e gatos. Todas as fórmulas devem ser amornadas para facilitar a 
digestão. A ingestão é cerca de 10 a 20% do peso vivo diariamente e a freqüência 
das mamadas a cada 3 horas inicialmente. Da mesma forma que os primatas, 
para preguiças e tamanduás é preciso oferecer algo onde o filhote possa se 
agarrar (bicho de pelúcia, pedaço de pano amarrado, etc.). Mantê-los sempre 
aquecidos. 
 
115 
 
 
10.4. ORDEM LAGOMORPHA (Coelho, Lebre) 
São herbívoros especializados que, na 
natureza, se alimentam desde 
folhagens suculentas, capim, grama e 
botões de flores, até materiais mais 
duros como casca de árvores e folhas. 
Em cativeiro, facilmente aceitam uma 
dieta rica em vegetais folhosos, 
algumas frutas e ração comercial para 
coelhos (ver linha natural Purina). 
Fisiologicamente são ceco funcionais e praticam a coprofagia 
(cecotrofagia). Pela fermentação da matéria digerível a flora cecal produz 
aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas do complexo B e K. Na composição dos 
cecotrófos estão aminoácidos, nitrogênio, fibra, vitaminas do complexo B e 
eletrólitos. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
60 - 70 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. 
5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
20 - 30 Ração para coelhos 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia. 
Tipo de Corte: Cortes grandes. As verduras podem ser fornecidas inteiras. 
presentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para 
evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem 
ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, 
laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. 
Cuidados: Com a proporção dos vegetais. 
116 
 
 
Não fornecer: Só ração ou só fruta. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 ou, em média, 4% do 
Peso Vivo. 
Filhotes: O ideal, se possível, é que coelhos órfãos sejam alimentados por uma 
fêmea com ninhada. Se os filhotes estiverem no mesmo tamanho, a aceitação é 
melhor. A aplicação de uma gota de óleo com cheiro de pinho nas narinas da mãe 
adotiva ajuda a reduzir as chances de rejeição. Ficam independentes com a partir 
de 18 ou 21 dias de idade. 
 A criação artificial é difícil. Recém-nascidos devem ser alimentados com 1 a 
4 ml de um substituto ao leite materno (ver fórmula abaixo), no máximo, a cada 12 
horas. Preferencialmente 1x ao dia. O filhote deve ser seguro com o dorso voltado 
para a palma da mão, como se estivesse dentro de uma xícara para estimular a 
amamentação em sua posição natural. O erro mais comum é alimentar o órfão 
com grandes quantidades de leite, várias vezes ao dia. 
Composição do Leite de Lagomorfos: 
 Sólidos Totais % Componentes Sólidos 
 Gordura Proteína Carboidratos 
Coelhos 36,1 50,7 38,5 5,8 
Lebres 40,8 34,1 58,1 4,2 
 
Fórmulas Substitutas do Leite Materno: 
Fórmula 1 Fórmula 2 
1 gema de ovo 
240 ml de leite em pó reconstituído 
240 ml de água 
5 ml de mel 
5 ml de polivitamínico 
120 ml de leite em pó reconstituído 
120 ml de água 
15 ml de karo 
1 gema de ovo 
 
117 
 
 
10.5. ORDEM ROEDORES (Capivara, Cutia, Paca, Ouriço) 
São essencialmente herbívoros, alimentando-se 
folhas, frutos, raízes, plantas aquáticas (Myocastor 
coypus e Hydrochaeris hydrochaeris). À 
semelhança dos lagomorfos, muitos roedores, 
especialmente os eminentemente vegetarianos 
praticam a coprofagia. Esse comportamento 
otimiza o aproveitamento da celulose por meio da 
digestão mediada por microrganismos simbióticos que residem nos grandes 
cecos. Há também um enriquecimento nutricional, especialmente de vitaminasdo 
complexo B. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
60 - 70 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. 
5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
20 - 30 Ração para coelhos 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia. 
Tipo de Corte: Cortes grandes. As verduras podem ser fornecidas inteiras. 
presentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para 
evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem 
ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, 
laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. 
Cuidados: Com a proporção dos vegetais. 
Não fornecer: Só ração ou só fruta. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
118 
 
 
Filhotes: Não há muito mistério na alimentação porque, precocemente, passam a 
ingerir alimentos sólidos. Uma sugestão é o fornecimento de queijo petit suisse na 
primeira semana. Entende-se por queijo "Petit Suisse", o queijo fresco, não 
maturado, obtido por coagulação do leite com coalho e/ou de enzimas específicas 
e/ou de bactérias específicas, adicionado ou não de outras substâncias 
alimentícias. 
 O alimento pastoso pode ser oferecido diretamente na boca com uma 
seringa sem agulha. As formulações pediátricas sem lactose apresentam boa 
aceitação. 
 A freqüência varia de acordo com a quantidade de alimento oferecido que 
não deve ultrapassar 20% do peso vivo. A média de consumo é de 10 a 20% do 
peso vivo e a média de fornecimento é de 2 a 3 vezes por dia. Mamadeiras 
pequenas ou seringas sem agulhas podem ser utilizadas. 
 É muito importante que a administração do substituto ao leite materno com 
a seringa seja feita sempre pelo canto da boca do filhote, controlando o fluxo com 
o dedo polegar, para evitar que grandes quantidades saiam de uma só vez 
diretamente na garganta, possibilitando engasgo e uma falsa via – se o leite cair 
no pulmão, mesmo que em pequenas quantidades, em médio prazo, o filhote pode 
apresentar um quadro de pneumonia. 
 
119 
 
 
10.6. ORDEM CARNÍVORA – Canidae (Lobo-guará, Cachorro-do-mato, 
Raposa-do-campo) 
A história evolutiva dos canídeos sugere uma 
dieta mais onívora na natureza, quando 
comparados aos felídeos, que por sua vez são 
carnívoros restritos. Os canídeos, 
fisiologicamente e anatomicamente, possuem 
melhor adaptação e, conseqüentemente, maior 
tolerância a carboidratos na dieta – não possuem 
amilase salivar, mas possuem amilase pancreática eficiente. De uma forma geral, 
os canídeos possuem o trato gastrointestinal relativamente curto, sendo o intestino 
grosso caracterizado por um pequeno ceco e 
cólon simples (Stevens e Hume, 1995). 
A dieta na natureza é muito variada. 
Enquanto os lobos-guarás (Chrysocyon 
brachyurus) são basicamente onívoros, mas, 
em determinadas épocas do ano chegam a 
consumir quase 60% da dieta de um único fruto chamado lobeira (Solanum 
lycocarpum), os cachorros-do-mato e raposas-do-campo são onívoros compondo 
grande parte da sua dieta com matéria de origem animal. O mais adaptado à 
carnivoria é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus). 
O cachorro-do-mato-vinagre é considerado um carnívoro diurno, que tem 
como hábito alimentar crustáceos, cutias e pacas, sendo que em grupo caçam 
animais maiores como capivaras e emas jovens. A paca é considerada como sua 
principal presa (Nowak, 1991; Ewer, 1998). 
De acordo com o Protocolo para Conservação do Lobo-Guará, a dieta 
deve ser planejado de modo que: 
• possua um conteúdo protéico baixo a moderado, entre 20-25% de proteína, 
DMB (base de matéria seca) para reduzir a quantidade de cistina que os 
rins podem excretar. 
• promova saúde oral (comida seca vs. suave). 
120 
 
 
• resulte em fezes bem formadas (refeição de soja pode exacerbar a 
dissolução das fezes). 
• resulte em urinas mais alcalinas (comidas com alto carboidrato, baixa 
proteína animal promoverão urina alcalina). 
 
O que oferecer (Lobo-guará): 
% Alimentos 
20 - 30 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, 
maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, 
beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 
5 - 10 Carne, frango, ovo, animais de biotério 
50 - 70 Ração para cães 
 
O que oferecer (Cachorros-do-mato e Raposinha-do-campo): 
% Alimentos 
10 - 20 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, 
maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, 
beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 
20 - 30 Carne, frango, ovo, animais de biotério 
40 - 50 Ração para cães 
 
O que oferecer (Cachorro-vinagre): 
% Alimentos 
5 - 10 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, 
maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, 
beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 
40 - 50 Carne, frango, ovo, animais de biotério 
40 - 50 Ração para cães 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, à tarde. 
Tipo de Corte: Cortes médios. Para cachorro-vinagre o corte deve ser bem 
menor, proporcionalmente, ao corte para lobo-guará. 
Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os 
ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração 
seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de 
profundidade média. 
121 
 
 
Cuidados: Para lobo-guará – cuidado com o excesso de proteína animal na dieta. 
Essa espécie apresenta uma redução, aparentemente genética, na taxa de 
reabsorção tissular de cistina e outros aminoácidos dibásicos, levando a cistinúria 
e formação de cálculos urinários. Em um trabalho realizado com lobos-guarás em 
cativeiro, constatou-se que grande parte dos animais estava com excesso de 
cistina circulante, indicando que grande parte da dieta era constituída de carnes. 
 Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o 
animal permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos 
fornecidos ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. Cachorros-do 
mato, Raposas-do-campo e Cachorro-vinagre são muito suscetíveis a obesidade. 
Não fornecer: Só carnes. Ovo cru. A clara de ovo contém uma proteína chamada 
de avidina, que se liga a biotina muito fortemente (muito ativamente). O cozimento 
da clara de ovo desnatura a avidina e abole a atividade de ligação à biotina. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Para as carnes, acrescentar 15g de Carbonato de cálcio por kg carne. 
 Quantidade: Variável de acordo com o 
peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 
140 x (PC) 0,75 
Filhotes: O melhor leite para fornecer aos 
animais carnívoros são os sucedâneos para 
filhotes de cães e gatos. Podem ser fornecidos 
de acordo com as recomendações constantes no 
rótulo. Além do leite, alguns cuidados 
importantes com o manejo. Massageie 
gentilmente a barriguinha do filhote para 
estimular o trânsito intestinal. Com um algodão 
limpo embebido em água morna, esfregue 
gentilmente a região genital e anal. Com isso 
você imita a mamãe cadela, que lambe essas 
regiões para estimular a micção e a defecação 
Posição correta de amamentar 
Fonte: www.dkimagens.com 
Estímulo para defecar e urinar 
Fonte: www.dkimagens.com 
122 
 
 
nos bebês. Quando o filhote completar três semanas de vida, você pode começar 
a adicionar um pouco de aveia cozida e um pouquinho de fígado, rim ou coração 
moído à fórmula. A partir da 4ª semana promova o desmame. 
Manejo desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da 
Universidade de São Paulo (USP)Até o desmame (ao redor da 6a semana de vida) a alimentação deve se basear, 
preferencialmente, em leite materno. Caso seja necessário pode se recorrer ao 
leite artificial (sucedâneo), administrando-o, a 37ºC, 6 vezes ao dia: 
Sucedâneo para cães e gatos 
• 200 ml de leite em pó integral (Ninho, Glória, etc.) 
• 1 gema de ovo 
• 1 pitada de sal 
• 1 colher das de chá de óleo vegetal 
• 1 colher das de chá de mel ou dextrosol 
• 10 gotas de Kalyamon B12 ou Ostelin B12 
* acrescentar 2 colheres das de sopa de água (no caso de cães) 
Quantidade diária requerida (ml) 
Idade em dias % do peso corpóreo 
3 20 
7 25 
14 30 
21 40 
 
Após a 3a semana de vida oferecer o leite artificial à vontade. Após o desmame, 
deve-se, gradualmente, fornecer alimentação sólida, no mínimo 3 vezes ao dia. 
Após o primeiro ano de vida o animal deve receber pelo menos 2 refeições sólidas 
diárias. O animal deve ter horários fixos de alimentação, evitando-se os alimentos 
entre as "refeições”. Os recipientes devem ser retirados nos períodos entre as 
"refeições" e ser higienizados adequadamente (evitar tigelas plásticas). 
 
123 
 
 
Fórmula caseira desenvolvida por "Dr. Pitcairn's Complete Guide to Natural 
Health for Dogs & Cats", de 2005, escrito pelo médico-veterinário norte-
americano Richard Pitcairn, homeopata e Ph.D em Imunologia. Retirado do 
site: www.cachorroverde.com.br 
Essa fórmula caseira apresenta uma composição bastante próxima dos 
constituintes do leite da cadela, que contém 33,2% de proteína, 44,1% de gordura, 
15,8% de carboidrato e 6,9% minerais. Nossa sugestão de substituto do leite 
canino contém 33% de proteína, 43% de gordura, 21% de carboidratos e 3% de 
minerais. A proporção de cálcio e fósforo adotada é de 1.3 para 1, ou seja, 
bastante próxima do que é considerado ideal atualmente. Cada xícara dessa 
fórmula caseira fornece 250kcal. Receita: 
• 3/4 de xícara, sendo metade creme de leite integral + metade leite integral 
(de preferência, de cabra) 
• 1 xícara de leite integral (de preferência, de cabra) 
• 2 ovos grandes 
• 1/2 colher de sopa de proteína em pó (de fontes animais) 
• 1/3 de uma colher de chá de pó de casca de ovos 
• 5 gotas de limão 
Se não for possível comprar leite de cabra integral, procure optar por leite A 
integral de vaca, não submetido ao processamento UHT. 
 
124 
 
 
10.7. ORDEM CARNÍVORA – Felidae (Onça, Suçuarana, Jaguatirica, Gato-do-
mato) 
Carnívoros estritos, os felinos possuem 
características bem específicas que tornam a 
elaboração da dieta um desafio para o técnico. 
Na natureza, alimentam-se de presas de 
tamanhos variados (mamíferos, aves, répteis, 
anfíbios, peixes), mas, em cativeiro, 
normalmente são alimentados com dieta à base de músculo bovino e frango. Em 
médio prazo, essas dietas, sem a devida suplementação, podem ser nocivas. Da 
mesma forma que os canídeos, possuem o trato gastrointestinal relativamente 
curto, sendo o intestino grosso caracterizado por um pequeno ceco e cólon 
simples (Stevens e Hume, 1995). 
O que oferecer (Grandes Felinos: Onças): 
% Alimentos 
80 - 90 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 
5 - 10 Ração para felinos 
à vontade Vegetação não tóxica (capim tenro) 
 
O que oferecer (Pequenos Felinos: gato do mato, jaguatirica): 
% Alimentos 
70 - 80 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 
10 - 15 Ração para felinos 
> 5 Patê para felinos 
à vontade Vegetação não tóxica (capim tenro) 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer. Para grandes felinos (onças) é 
aconselhável 1 dia de jejum na semana. Alimentos como fígado e coração devem 
ser fornecidos, no máximo, 2 vezes na semana. Se a dieta for composta de 
animais de biotério, coração e fígado não são necessários. Sugere-se que os 
animais de biotério sejam fornecidos, pelo menos, 3x na semana. 
Tipo de Corte: De acordo com o tamanho. Em pedaços. 
 
125 
 
 
Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os 
ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração 
seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para 
facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida 
que os felinos aceitarem a ração sugere-se aumentar em, no máximo, 10% a 
proporção deste alimento na dieta. 
Cuidados: Cuidado com os dentes. Oferecer 
ossos grandes para roer, dianteiros com osso ou 
costela ou frango inteiro com as vísceras (para 
grandes felinos). Não retirar toda a gordura da 
carne (fonte de ácido araquidônico). Outro grande 
cuidado é com a obesidade. Dependendo do 
tempo que o animal permanece no Cetas, é 
importante adequar a quantidade dos alimentos 
fornecidos ao grau de atividade dos animais e 
tamanho do recinto. 
Não fornecer: Ração para cães. Animais de 
biotério muito jovens. Se o felino se alimenta 
exclusivamente de aves, oferecer codornas é uma melhor alternativa ao pintinho. 
Neonatos estão em formação e possuem diferenças significativas nos teores 
nutricionais. (ver composição nutricional no capítulo sobre répteis). Animais 
provenientes de atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um 
processo de congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar 
contaminação por Toxoplasma gondii. 
Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. A proporção 
inadequada de cálcio e fósforo na dieta pode ocasionar problemas nutricionais 
como: osteodistrofia, insuficiência renal e hiperparatireodismo secundário 
nutricional. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 ou 4 a 6% do peso 
vivo. 
 
126 
 
 
Filhotes: O melhor leite para fornecer aos 
animais carnívoros são os sucedâneos para 
filhotes de cães e gatos. Podem ser fornecidos de 
acordo com as recomendações constantes no 
rótulo. Há recomendação de especialistas que 
trabalham no Centro Brasileiro para Conservação 
de Felinos que a diluição deve ser o dobro do 
recomendado para evitar estagnação digestória. Sugere-se acrescentar ao leite 
comercial, uma gota de óleo vegetal e 0,5 ml de probiótico, aumentando-se 
gradativamente. Além do leite, alguns cuidados importantes com o manejo. 
Massageie gentilmente a barriguinha do filhote para estimular o trânsito intestinal. 
Com um algodão limpo embebido em água morna, esfregue gentilmente a região 
genital e anal. Com isso você imita a mamãe gata, que lambe essas regiões para 
estimular a micção e a defecação nos bebês. A fórmula da USP pode ser vista no 
item sobre filhotes de canídeos. Nas primeiras 12 horas de vida, deve-se oferecer 
apenas solução glicosada. Após esse período, uma mistura de 50% de solução 
glicosada e 50% de leite. A partir do 3º dia, só leite. Quando o filhote completar 
três semanas de vida, pode começar a adicionar 
papinha de desmame. A partir da 4ª semana 
promova o desmame. 
 Os filhotes devem ser amamentados a 
cada 2 horas nos primeiros 10 dias, passando 
para 3 horas após esse período. O importante é 
que as mamadas estejam distribuídas em um intervalo de 17 horas. A quantidade 
varia entre 20 a 40 ml/ Kg de peso vivo. A temperatura ambiente deve ser mantida 
em torno de 29,4 e 32oC, nas primeiras 3 semanas, e depois entre 21,2 e 23,9oC. 
 
 
 
 
Figura 3 – Amamentação de filhotes 
Fonte: www.dkimagens.com 
127 
 
 
Fórmula caseira desenvolvida por "Dr. Pitcairn's Complete Guide to Natural 
Health for Dogs & Cats", de 2005, escrito pelo médico-veterinário norte-
americano Richard Pitcairn, homeopata e Ph.D em Imunologia. Retirado do 
site: www.cachorroverde.com.br 
Essa fórmula caseira chega bem perto dos constituintes do leite da gata, que 
contém 42,2% de proteína, 25% de gordura, 26.1% de carboidrato e 6,7% 
minerais. O substituto do leite felino contém 44% de proteína, 25% de gordura, 
26% de carboidratose 4% de minerais. A proporção de cálcio e fósforo adotada é 
de 1.2 para 1, ou seja, bastante próxima do que é considerado ideal atualmente. 
Receita: 
• 2 xícaras de leite integral (se possível, de cabra) 
• 2 ovos grandes 
• 5 colheres de chá de pó de proteína (de fontes animais) 
• 1/8 de colher de chá de pó de casca de ovos 
• 2-3 gotas de limão 
• o equivalente à dosagem de um ou dois dias de complexo vitamínico para 
um gato adulto, em pó ou em comprimido, porém triturada 
• 100mg de suplemento de taurina (se já estiver presente no complexo 
vitamínico para gatos, não precisa) 
 Rende: 3 xícaras de fórmula, cerca de 190 calorias por xícara. 
Dicas para controlar a diarréia e a constipação (válido para canídeos e felídeos): 
Diarréia: Aqui vai uma fórmula herbal bastante útil para tratar diarréia em filhotes 
novinhos. Prepare um chá de camomila: adicione 470 ml de água fervente à 2 
colheres de chá de erva de camomila desidratada (a "de verdade", não a de 
saquinho de chá). Deixe infundir por 10 minutos, coe e acrescente ½ colher de chá 
de sal marinho. Dê uma dose - o equivalente a uma mamada de alguns minutos - 
três vezes ao dia. Entre cada dose, administre a solução eletrolítica via oral, de 
acordo com a recomendação do veterinário. 
 
128 
 
 
Constipação: Constipação é outro problema que pode ocorrer. Geralmente 
resulta da oferta de pouca fórmula ou de estimulação insuficiente para defecação 
após as mamadas - uma tarefa que cabe a você. Quando ficam constipados, os 
filhotes apresentam barriguinhas estufadas e ficam apáticos. Podem se afastar do 
ninho e se tornam frios ao toque. É sinal de que não estão nada bem. Uma opção 
de tratamento sem efeitos colaterais é com o remédio homeopático Nux Vomica 
na potência 6CH. Uma única administração geralmente é o suficiente. Pode-se 
dissolver os glóbulos homeopáticos (as bolinhas) em um pouco de água filtrada e 
pingar algumas gotas na boquinha do filhote. Se a constipação persistir, um 
tratamento mais apropriado deve ser feito, sempre com a supervisão do médico 
veterinário. 
 
129 
 
 
10.8. ORDEM CARNÍVORA – Mustelidae (Ariranha, Lontra, Furão, Irara) 
De estritamente carnívoros (ariranha e 
lontra) a onívoros (furão e irara), os 
mustelídeos possuem um sistema 
digestivo caracterizado pela simplicidade, 
parecido com os canídeos e felinos, 
porém, sem ceco. Na natureza, as iraras 
alimentam-se de roedores e coelhos, 
aves, pequenos veados (Mazama sp.), 
mel e frutas. Os furões consomem frutas, ovos, aves, mamíferos, invertebrados, 
répteis e anfíbios. As ariranhas e lontras comem, principalmente, peixes e 
crustáceos, mas pode incluir também répteis, aves e pequenos mamíferos. 
O que oferecer (Ariranha e Lontra): 
% Alimentos 
80 - 90 Peixe, carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 
5 - 10 Ração para felinos 
 
O que oferecer (Furão e Irara): 
% Alimentos 
50 - 60 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 
10 - 20 Ração para felinos 
10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc 
< 5 Alimentos ocasionais: mel e ovos 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer. Alimentos como fígado e coração 
devem ser fornecidos, no máximo, 2 vezes na semana. Se a dieta for composta de 
peixes e animais de biotério, coração e fígado não são necessários. Sugere-se 
que os animais de biotério sejam fornecidos, pelo menos, 2x na semana. 
Tipo de Corte: Peixes de pequeno a médio porte. Os pedaços de frutas e carnes 
de acordo com o tamanho do animal. 
 
130 
 
 
Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os 
ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração 
seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para 
facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida 
que aceitarem a ração sugere-se aumentar até a proporção máxima. 
Cuidados: Não retirar toda a gordura da carne (fonte de ácido araquidônico). 
Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal 
permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos 
ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. 
Não fornecer: Animais de biotério muito jovens. Animais provenientes de 
atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um processo de 
congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar contaminação 
por Toxoplasma gondii. 
Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. Lembre-se de 
suplementar o peixe congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e 
colocar uma boa fonte de Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o 
pescado seja mais gorduroso. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
Filhotes: ver item sobre canídeos e felinos. 
 
131 
 
 
10.9. ORDEM CARNÍVORA – Procyonidae (Quati, Mão-pelada, Jupará) 
Todos os representantes desta ordem são 
onívoros, no entanto, apenas o quati e o 
mão-pelada apresentam características de 
predação. O Jupará apresenta-se mais 
frugívoro com ingestão de invertebrados, 
especialmente formigas. A dieta em cativeiro é 
composta basicamente de uma fonte de 
ração, frutas, carnes e ovos. 
O que oferecer (Quati e Mão-pelada): 
% Alimentos 
20 - 30 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 
30 - 40 Ração para cães 
10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc 
5 - 10 Alimentos ocasionais: mel e ovos 
 
O que oferecer (Jupará): 
% Alimentos 
30 - 40 Ração para cães 
30 - 40 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc 
5 - 10 Alimentos ocasionais: mel e ovos 
5 - 10 Vegetais diversos (podem ser cozidos levemente para melhorar 
a aceitação): cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, 
pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, 
brócolis, couve-flor, couve, flores etc 
 
Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer (jupará e mão-pelada) e pela manhã 
(quatis). Alimentos como fígado e coração devem ser fornecidos, no máximo, 2 
vezes na semana. Se a dieta for composta de animais de biotério, coração e 
fígado não são necessários. Sugere-se que os animais de biotério sejam 
fornecidos, pelo menos, 2x na semana. 
Tipo de Corte: Os pedaços de frutas e carnes de tamanho médio. 
132 
 
 
Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os 
ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração 
seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para 
facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida 
que aceitarem a ração sugere-se aumentar até a proporção máxima. 
Cuidados: Não retirar toda a gordura da carne (fonte de ácido araquidônico). 
Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal 
permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos 
ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. 
Não fornecer: Animais de biotério muito jovens. Animais provenientes de 
atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um processo de 
congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar contaminação 
por Toxoplasma gondii. 
 Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. Lembre-se de 
suplementar o peixe congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e 
colocar uma boa fonte de Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o 
pescado seja mais gorduroso. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
Filhotes: ver item sobre canídeos e felinos 
133 
 
 
10.10. ORDEMPERISSODACTYLA – Tapiridae (Antas) 
São essencialmente herbívoros com uma 
estratégia alimentar seletiva. Em vida livre, 
preferem fontes de fibra mais nobres e sua 
dieta varia consideravelmente de acordo com a 
sazonalidade. Alimentando-se folhas, frutos, 
raízes, plantas aquáticas e bromélias. 
Fisiologicamente, possuem ceco bem 
desenvolvido e são muito semelhantes aos 
eqüídeos. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
30 - 40 Feno de gramínea ou gramínea in natura (coast-cross, tifton ou 
qualquer outra oferecida aos eqüídeos) 
5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
20 - 30 Ração para eqüinos 
10 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. 
 
Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso 
(capim natural ou feno). 
Tipo de Corte: Cortes médios. As verduras podem ser fornecidas inteiras. 
Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para 
evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem 
ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, 
laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. 
Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item 
da dieta. 
Não fornecer: Só ração ou só fruta. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
134 
 
 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
- Zoológico de Gramado 
Filhotes: Leite de cabra levemente aquecido, a cada 3 horas nas primeiras 
semanas de vida, aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O 
filhote mama de 10 a 20% do peso vivo por dia. Na falta do leite de cabra pode ser 
oferecido o leite de vaca integral tipo 
A. Manter o filhote em ambiente 
aquecido. Os filhotes iniciam a 
ingestão de alimentos sólidos a 
partir dos 5 ou 6 dias de idade. 
Pedaços pequenos de frutas e 
vegetais podem ser fornecidos em 
princípio, juntamente com gramíneas 
tenras. Gradativamente acrescenta-se ração para potros e feno. 
 
135 
 
 
10.11. ORDEM ARTIODACTYLA – Tayassuidae (Queixada, Cateto) 
São essencialmente onívoros com uma 
predominância de itens de origem vegetal 
(90%) quando comparados ao de origem 
animal. Os itens vegetais principais são 
tubérculos, raízes, sementes, folhas e frutos. 
Insetos, anfíbios, répteis, aves, ovos e 
mamíferos, compõem a porção da dieta de 
origem animal. Em cativeiro, uma fonte de volumoso associada a uma ração 
comercial, mantém esses animais sem maiores problemas. São de fácil 
adaptação. Fisiologicamente, possuem ceco funcional e estômago 
compartimentado, lembrando o aspecto do estômago de ruminantes. No entanto, 
estudos mostram que no estômago não ocorre fermentação, apenas na região do 
ceco. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
30 - 40 Feno de gramínea ou gramínea in natura (coast-cross, tifton ou 
qualquer outra oferecida aos eqüídeos) 
5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, 
manga, coco, tomate, frutos de época etc. 
20 - 30 Ração para suínos ou eqüinos 
10 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, 
cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, 
pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, 
couve-flor, couve, flores etc. 
 
Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso 
(capim natural ou feno). 
Tipo de Corte: Cortes médios. As verduras podem ser fornecidas inteiras. 
Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para 
evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem 
ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, 
laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. 
136 
 
 
Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item 
da dieta. 
Não fornecer: Só ração ou só fruta. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das 
condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 
Filhotes: Leite de cabra levemente aquecido, a cada 3 horas nas primeiras 
semanas de vida, aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O 
filhote mama de 10 a 20% do peso vivo por dia. Na falta do leite de cabra pode ser 
oferecido o leite de vaca integral tipo A. Manter o filhote em ambiente aquecido. 
Os filhotes iniciam a ingestão de alimentos sólidos a partir dos 5 ou 6 dias de 
idade. Pedaços pequenos de frutas e vegetais podem ser fornecidos em princípio, 
juntamente com gramíneas tenras. Gradativamente acrescenta-se ração para 
potros e feno. 
 
137 
 
 
10.12. ORDEM ARTIODACTYLA – Cervidae (Mazama) 
São herbívoros ruminantes seletivos. 
Os itens vegetais principais são 
tubérculos, raízes, sementes, folhas e 
frutos. Insetos, anfíbios, répteis, aves, 
ovos e mamíferos, compõem a porção da 
dieta de origem animal. Em cativeiro, uma 
fonte de volumoso associada a uma 
ração comercial, mantém esses animais 
sem maiores problemas. São de fácil adaptação. Fisiologicamente, possuem ceco 
funcional e estômago compartimentado, lembrando o aspecto do estômago de 
ruminantes. No entanto, estudos mostram que no estômago não ocorre 
fermentação, apenas na região do ceco. Estudos realizados no Setor de Animais 
Silvestres do Departamento de Zootecnia da UNESP/Jaboticabal relatam que a 
adaptação ao feno é difícil e que volumosos oferecidos frescos como a alfafa 
(Medicago sativa), soja-perene (Neonotonia wightii), amoreira (Morus alba), 
leucena (Leucaena leucocephala), galactia (Galactia striata), amendoim-forrageiro 
(Arachis pintoi), rami (Boehmeria nívea) e plantas invasoras como o caruru 
(Amaranthus deflexus), a trapueraba (Commelina benghalensis) e o picão (Bidens 
pilosa), são muito bem aceitos pelos animais. 
O que oferecer: 
% Alimentos 
60 - 70 Volumosos 
5 - 10 Vegetais com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, 
uva, manga, coco, tomate, frutos de época, chicória, agrião, 
mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, 
abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, 
broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores, etc. 
25 Ração para eqüinos 
 
Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso. 
Tipo de Corte: Cortes médios e, para os vegetais crus mais duros, em lâminas. 
Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para 
evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os volumosos fresco ou 
138 
 
 
feno devem ser molhados antes do fornecimento para que permaneçam verdes e 
com boa textura por maior tempo. 
Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item 
da dieta e fornecido diariamente. 
Não fornecer: Só ração ou só fruta. 
Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 
 Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além 
das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75. O consumo de 
concentrado pode ser calculado em 2 a 5% do peso vivo. O volumoso pode ficar à 
vontade. 
Filhotes: Leite de vaca levemente aquecido, acrescido de uma gema de ovo para 
cada 300 ml de leite. Oferecido a cada 3 horas nas primeiras semanas de vida, 
aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O filhote mama de 10 
a 20% do peso vivo por dia. Manter o filhote em ambiente aquecido. Os filhotes 
iniciam cedo a ingestão de alimentos sólidos. Pedaços pequenos de frutas e 
vegetais podem ser fornecidos em princípio, juntamente com gramíneas tenras. 
Gradativamente acrescenta-se ração para potrose o feno, se for o caso. 
 
 
 
 
 
139 
 
 
12. ELABORAÇÃO DE PLANILHAS DE ALIMENTAÇÃO 
Uma planilha de alimentação deve ser clara e objetiva e, acima de tudo, ser 
apresentada a todos os funcionários antes de sua implementação. Conceitos 
como “1 colher”, “um pedaço”, “uma fatia” e outros generalistas não devem ser 
usados. É preciso especificar ao máximo para que qualquer pessoa entenda o que 
o animal precisa comer. Acrescentar “1 colher de sopa”, “um pedaço pequeno”, 
“uma fatia fina” ajudam no processo de preparo da dieta. No entanto, qualquer 
medida ou informação complementar deve ser discutida com todos os funcionários 
para que eles saibam exatamente qual será a rotina da cozinha dos animais. 
 Além da informação sobre a quantidade, devem constar a relação dos 
produtos fornecidos, a freqüência diária e semanal, a hora do fornecimento e as 
observações pertinentes àquele recinto ou àquele animal. Por exemplo, se o 
alimento é fornecido cru ou cozido, etc. A planilha deve ter o nome do animal, a 
indicação do recinto e o número de indivíduos. 
 
 
 
140 
 
 
13. EXEMPLO DE DIETAS 
 É muito importante ressaltar que o objetivo deste capítulo não é fornecer 
dietas prontas que serão utilizadas nos Cetas. Cada Cetas possui uma realidade 
específica com seus próprios alimentos, recursos e características. Este manual 
fornece subsídios básicos para que cada técnico elabore a dieta mais adequada 
para os animais. 
Essas dietas foram utilizadas pelo Cetas do Rio de Janeiro, ao longo do ano 
de 2003 e servem como base para elaboração de planilhas e escolha de itens 
alimentares. 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 1 
 
ANIMAL: Passeriformes QUANTIDADE DE ANIMAIS: 80 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
BANANA 3 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1 unidade DIÁRIA 
LARANJA 2 unidade DIÁRIA 
JILÓ 4 unidade DIÁRIA 
BERINJELA 1 unidade DIÁRIA 
PEPINO 1 unidade DIÁRIA 
MISTURA ALPISTE medida do cocho DIÁRIA 
MISTURA SABIÁ medida do cocho DIÁRIA 
FARINHADA PASSERIF medida do cocho DIÁRIA 
TENÉBRIOS 25 01 peneirada 2a e 4a 
 
 
OBS: PRENDER AS FRUTAS NOS GALHOS 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 4 
 Alimentação em 02 vasilhas 
ANIMAL: Psitaciformes QUANTIDADE DE ANIMAIS: 2 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
BANANA 1/4 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1/8 unidade DIÁRIA 
LARANJA 1/8 unidade DIÁRIA 
JILÓ 1/2 unidade DIÁRIA 
MAÇÃ 1/8 unidade DIÁRIA 
141 
 
 
COCO 1 FATIA DIÁRIA 
MILHO ESPIGA 1 rodela SIM/NÃO 
CENOURA 1 FATIA SIM/NÃO 
MISTURA GIRASSOL medida do cocho DIÁRIA 
RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA 
 
 
OBS: ANIMAIS EM GAIOLA 
 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 4 
 
ANIMAL: Gralha Cancã QUANTIDADE DE ANIMAIS: 2 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
BANANA 1 unidade picada DIÁRIA 
MAMÃO 1/8 unidade picada DIÁRIA 
LARANJA 1/4 unidade picada DIÁRIA 
MAÇÃ 1/4 unidade picada DIÁRIA 
FRUTA DE ÉPOCA 1/2 unidade picada DIÁRIA 
AMENDOIM 1/8 unidade com casca DIÁRIA 
OVO COZIDO 1 unidade cortado ao meio 4a e 6a 
RAÇÃO medida do cocho DIÁRIA 
TENÉBRIOS 20 grama 2a 
CARNE MOÍDA C/ 
CaCO3 
20 grama 3a e 5a 
 
 
OBS: ANIMAIS EM GAIOLA 
 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 6 
 
ANIMAL: Araras QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
BANANA 2 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1 unidade DIÁRIA 
LARANJA 2 unidade DIÁRIA 
JILÓ 4 unidade DIÁRIA 
MAÇÃ 2 unidade DIÁRIA 
142 
 
 
COCO 1/2 unidade com a casca SIM/NÃO 
MILHO ESPIGA 4 unidade em rodelas SIM/NÃO 
CENOURA 1 unidade DIÁRIA 
MISTURA GIRASSOL medida do cocho DIÁRIA 
RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA 
 
 
 
 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 8 Gaiola 02 
 
ANIMAL: Sagui-tufo-
branco 
 QUANTIDADE DE ANIMAIS: 3 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
PÃO COM MEL E SUPL 3/4 FATIA DIÁRIA 
QUEIJO MINAS 15 pedaço DIÁRIA 
R CACHORRO CRESC 30 grama DIÁRIA 
TARDE 
BANANA 6 rodela DIÁRIA 
MAÇÃ 6 rodela DIÁRIA 
MAMÃO 6 rodela DIÁRIA 
LARANJA 6 rodela DIÁRIA 
FRUTAS DE ÉPOCA 1 1/4 unidade em rodelas DIÁRIA 
LEGUMES E Cia 12 rodela DIÁRIA 
R CACHORRO CRESC 15 grama DIÁRIA 
TENÉBRIOS 30 unidade 2a e 4a 
OVO COZIDO CODORNA 3 unidade 4a e 6a 
 
 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 8 (Gaiola) 
 
ANIMAL: Gavião-
quiriquiri 
 QUANTIDADE DE ANIMAIS: 1 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
TARDE 
CARNE MOÍDA 30 grama 2a, 4a e 6a 
CORAÇÃO BOVINO 30 grama 3a e 5a 
MIÚDOS DE FRANGO 30 grama sab e dom 
143 
 
 
SETOR: EXTRA VIVEIRO: 13 
 
ANIMAL: Bugio QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
PÃO COM MEL E SUPL 8 FATIA DIÁRIA 
BANANA 8 unidade DIÁRIA 
MAÇÃ 2 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1/2 unidade 2x 
semana 
LARANJA 2 unidade 2x 
semana 
FRUTAS DE ÉPOCA 8 unidade DIÁRIA 
LEGUMES E Cia 800 grama DIÁRIA 
R CACHORRO CRESC 400 grama DIÁRIA 
OVO COZIDO 6 unidade 4a e 6a 
VERDURAS 2 molho DIÁRIA 
BROTO DE 
ALGODOEIRO 
à vontade 1x 
semana 
 
 
 
 
SETOR: QUARENTENA VIVEIRO: 14 
 
ANIMAL: Macaco-prego QUANTIDADE DE ANIMAIS: 1 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
PÃO COM MEL E SUPL 1 FATIA DIÁRIA 
BANANA 4 unidade DIÁRIA 
MAÇÃ 1/2 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1/4 unidade DIÁRIA 
LARANJA 1/2 unidade DIÁRIA 
FRUTAS DE ÉPOCA 2 unidade DIÁRIA 
LEGUMES E Cia 200 grama DIÁRIA 
R CACHORRO CRESC 50 grama DIÁRIA 
OVO COZIDO 1 unidade 4a e 6a 
VERDURAS 1/4 molho 2x 
semana 
 
 
144 
 
 
SETOR: GQ VIVEIRO: 1 
 
ANIMAL: Araçari-poca QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
BANANA 1 unidade DIÁRIA 
MAMÃO 1/4 unidade DIÁRIA 
MAÇÃ 1/2 unidade DIÁRIA 
MELÃO 1 FATIA DIÁRIA 
FRUTA DE ÉPOCA 1 unidade Uva: 08 gomos 
cortados em 4 
 
RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA 
 
 
 
 
 
OBS1: Frutas de época que podem ser utilizadas (uva, manga e goiaba) 
OBS2: NÃO UTILIZAR FRUTAS CÍTRICAS 
 
SETOR: VIVEIRO VIVEIRO: 4 
 
ANIMAL: Jabutis QUANTIDADE DE ANIMAIS: 13 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ (POR VOLTA DAS 10:00h) 
RAÇÃO AVES FARELO 450 grama 2a, 4a, 6a 
BANANA 10 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
MAÇÃ 5 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
MAMÃO 1 1/2 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
MELANCIA 750 grama BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
FRUTA DA ÉPOCA 5 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
VERDURA 1 molho BEM PICADO 2a, 4a, 6a 
OVOS COZIDOS 7 unidade BEM PICADO 4a e 6a 
R CACHORRO CRESC 100 grama 2a 
 
 
145 
 
 
SETOR: QUARENTENA VIVEIRO: 13 
 
ANIMAL: Marrecos QUANTIDADE DE ANIMAIS: 3 
 
PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ 
MANHÃ 
R AVES CRESCIMENTO 850 grama DIÁRIA 
CHICÓRIA 1/2 unidade DIÁRIA 
OVO COZIDO 2 unidade 4a e 6a 
 
 
146 
 
 
DIETAS ESPECIAIS PARA A FASE DE ADAPTAÇÃO À DIETA 
 
 
1. PAPA COM FRUTAS 
 
15 BANANAS 
 
01 MAMÃO 
 
03 COLHERES DE SOPA DE FARINHADA DE PAPAGAIO 
 
02 COLHERES DE SOPA DE NESTON 
 
01 COLHER DE SOPA RASA DE MISTURA DE CÁLCIO 
 
02 COLHERES DE SOPA DE MEL 
 
 
MISTURAR E AMASSAR TODOS OS INGREDIENTES E DISTRIBUIR NAS 
VASILHAS: 
 
02 VASILHAS PARA VIVEIRO DE GATURAMOS (DEPÓSITO) 
 
02 VASILHAS PARA GAIOLA GRANDE DE GATURAMOS (DEPÓSITO) 
 
02 VASILHAS PARA VIVEIRO DE SAÍRAS (DEPÓSITO) 
 
02 VASILHAS PEQUENAS PARA SAÍRA (DEPÓSITO) 
 
01 VASILHA PEQUENA PARA GATURAMO NA GAIOLA (DEPÓSITO) 
 
01 VASILHA PARA CORRUPIÃO DA GAIOLA 
 
02 VASILHAS PARA CORRUPIÕES DOVIVEIRO 
 
01 BANDEJA BRANCA PARA O VIVEIRO 07 DOS SANHAÇOS 
 
 
• AS PAPAS DE FRUTAS DO DEPÓSITO DEVEM SER SUBSITUÍDAS Á 
TARDE, FAZER METADE DA QUANTIDADE ESPECIFICADA. 
 
• PARA ESSES ANIMAIS, ALÉM DA PAPA, COLOCAR RAÇÃO COM 
FRUTAS CRISTALIZADAS EM VASILHAS SEPARADAS. 
 
• A ÁGUA DEVE SER TROCADA DUAS VEZES POR DIA E O 
BEBEDOURO BEM LIMPO E LIVRE DE RESÍDUOS DE FRUTA. 
147 
 
 
• CASO AS AVES SÓ ESTEJAM COMENDO BANANA E AINDA NÃO 
ACEITEM A PAPA, RETIRAR A POLPA DA BANANA DA CASCA, 
AMASSAR COM A PAPA E A RAÇÃO, DEIXANDO COM UMA BOA 
CONSISTÊNCIA E RECHEAR A CASCA DA BANANA NOVAMENTE. 
 
 
2. PAPA COM FRUTAS E RAÇÃO DE CACHORRO 
 
 
02 BANANAS 
 
1/4 MAMÃO 
 
01 COLHER DE SOPA DE RAÇÃO DE CACHORRO MOÍDA 
 
1/2 COLHER DE SOPA RASA DE MISTURA DE CÁLCIO 
 
1/2 COLHER DE SOPA DE MEL 
 
 
TENÉBRIOS: DISTRIBUIR CERCA DE 10 TENÉBRIOS EM CADA VASILHA 
TODOS OS DIAS 
 
 
MISTURAR E AMASSAR TODOS OS INGREDIENTES E DISTRIBUIR NAS 
VASILHAS: 
 
02 VASILHAS PARA PICA-PAU (E04) 
 
 
PARA ESSES ANIMAIS, DEVE-SE LEMBRAR AO TRATADOR DE DEIXAR 
RAÇÃO DE CACHORRO MOÍDA DISPONÍVEL. 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 
 
 
VITAMINA DOS SAGUIS (Para 10 animais) 
 
 
01 COLHER DE SOPA DE LEITE INTEGRAL 
 
01 COLHER DE NESTON 
 
½ COLHER DE SOPA DE MEL 
 
½ GEMA DE OVO 
 
1 COLHER DE CHÁ de GELATINA NATURAL 
 
01 BANANA 
 
½ COLHER DE SOPA DE SUPLEMENTO 
 
125 ml de ÁGUA 
 
 
 
OBS: 
 
BATER NO LIQUIDIFICADOR E DISTRIBUIR SOBRE A RAÇÃO 
 
QUANTIDADE DE RAÇÃO POR SAGUI: 10g 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
149 
 
TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA MACACO-PREGO 
RECINTO 
No de animais 04 03 02 03 01 Unidade Frequência 
PRODUTOS 
Banana 16 12 8 12 4 unid Diária 
Maçã 2 1 ½ 1 1 ½ 0,5 unid Diária 
Mamão 1 1 ½ 1 ½ unid Diária 
Laranja 2 1 ½ 1 1 ½ ½ unid Diária 
Frutas de época 8 6 4 6 2 unid Diária 
Legumes e Cia 800 600 400 600 200 grama Diária 
Ração de Cachorro 200 150 100 150 50 grama Diária 
Ovo cozido 6 4 ½ 3 4 ½ 1 ½ unid 4a e 6a 
Verdura 1 ½ 1 ½ 1 ¼ molho 3a e 5a 
LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e 
BATATA COZIDA.FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e 
UVA 
OBSERVAÇÕES: 
1. As frutas devem ser fornecidas com a casca; 
2. A ração deve ser fornecida separadamente, pela manhã; 
3. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. 
150 
 
 
TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA SAGUIS 
RECINTO 
No de animais 01 02 02 01 Unidade Freqüência 
PRODUTOS MANHÃ 
R Cachorro 10 20 20 10 grama Diária 
Vitamina 01 02 02 01 CS Diária 
Pão integral ¼ ½ ½ ¼ fatia 2a, 4a e 6a 
PRODUTOS TARDE 
Queijo 05 10 10 05 pedaço Diária 
Banana 02 04 04 02 rodela Diária 
Maçã 02 04 04 02 rodela Diária 
Mamão 02 04 04 02 rodela Diária 
Laranja 02 04 04 02 rodela Diária 
Fruta de época 04 08 08 04 rodela Diária 
Legumes e Cia 02 04 04 02 pedaço Diária 
Ração de Cachorro 05 10 10 05 grama Diária 
Ovo cozido ¼ ½ ½ ¼ unid 4a e 6a 
Verdura picada 1 2 2 1 folha Diária 
LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e 
BATATA COZIDA. 
FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e UVA 
OBSERVAÇÕES: 
1. As frutas devem ser fornecidas com a casca, em rodelas ou pedaços pequenos; 
2. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. 
 
151 
 
 
TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA AVES CARNÍVORAS 
 
RECINTO G. 
carijó 
G. 
carijó 
Carcará Suindara 
No de animais 01 02 02 01 Unidade Freqüência 
PRODUTOS (Alimentação na parte da tarde) 
Carne * 30 30 150 50 grama diária 
Carbonato de 
Cálcio 
4,5 4,5 22,5 15 grama diária 
 
OBSERVAÇÕES: 
 
1. PARA OS GAVIÕES O FRANGO PODE SER PREPARADO EM PEDAÇOS INTEIROS E PARA AS CORUJAS, DEVE SER 
PICADO 
 
2. O Carbonato de Cálcio deve ser polvilhado nas carnes antes do fornecimento. 
 
* CARNES: Carne de frango, músculo bovino, coração bovino ou vísceras. No caso de presas inteiras, tomar como base – 1 
camundongo pesa 30g, 1 rato pesa 150g, 1 codorna pesa 80-100g, 1 pintinho (3 dias) pesa 30-60g. 
 
 
152 
 
 
TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA PSITACÍDEOS 
RECINTO Arara Arara Arara Papagaio Papagaio Periquito 
No de animais 02 02 04 02 03 Unidade Freqüência 
PRODUTOS (Alimentação na parte da manhã) 
Banana 1 1 2 ½ ¾ 1 unidade diária 
Mamão ½ ½ 1 1/8 ¼ ½ unidade diária 
Laranja 1 1 2 ¼ ¾ 1 unidade diária 
Fruta de época 1 1 2 ¼ ¾ 1 unidade diária 
Coco 2 2 4 1 1 2 fatia 3a e 5a 
Milho verde 2 2 4 2 3 2 rodela 2a, 4 a e 6 a 
Legumes e Cia 100 100 400 50 75 100 grama diária 
Mistura de 
Sementes 
cocho cocho cocho cocho cocho cocho diária 
Farinhada de ovo cocho cocho cocho cocho cocho cocho diária 
LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e 
BATATA COZIDA.FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e 
UVA 
OBSERVAÇÕES: 
1. As frutas devem ser fornecidas com a casca em pedaços pequenos para os periquitos, médios para papagaios e grandes 
para as araras; 
2. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. Considera-se 01 comedouro para cada 02 araras, 
04 papagaios e 06 periquitos. 
3. As medidas “cocho” referem-se aos cochos distribuídos pelo recinto destinados à ração e à mistura de sementes que 
servem como base para a quantidade diária. Devem ser limpos e repostos diariamente. 
153 
 
14. UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE NA ELABORAÇÃO DE DIETAS 
O software mais utilizado para balanceamento e análise de dietas para 
animais selvagens é o modelo SUPERCRAC®, desenvolvido pela 
Universidade Federal de Viçosa – MG. Em princípio foi um programa 
utilizado apenas para animais domésticos, mas, com o auxílio do Dr. 
Eduardo Saad, zootecnista com doutorado na área de animais selvagens, o 
programa foi adaptado para atender a esta área também. 
É sempre bom deixar claro que a utilização de programas como este deve 
ser feita por técnicos especializados e com conhecimento na área. Não é 
um programa para leigos e precisa ser abastecido com informações muito 
importantes para que a dieta seja elaborada com sucesso. Por isso, aos 
que desejarem se aprofundar na área de nutrição de animais selvagens fica 
esta ferramenta extremamente útil.
 
 
 
 
 
154 
 
 
15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E INDICAÇÕES DE LEITURA 
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“Análises Preliminares das Principais Espécies de Primatas Encaminhadas aos 
Centros de Triagem de Animais Silvestres” Congresso Brasileiro de Primatologia, 
Porto Alegre, RS. (2005) 
“Parâmetros Cinéticos da Degradação in vitro de Alimentos Incubados com Inóculo 
Microbiano de Diferentes Espécies de Ruminantes”Arquivo Brasileiro de Medicina 
Veterinária e Zootecnia, v.57, n.4, p.494-501. (2005) 
“Análises Preliminares das principais espécies de primatas encaminhadas aos 
centros de triagem de animais silvestres”XI Congresso Brasileiro de Primatologia. 
(2005) 
“Manejo para a Conservação de Primatas Brasileiros” Livro A Primatologia no 
Brasil (aceito para publicação – v.10) (2005) 
“Tráfico de Animais Silvestres: (I) Estudo das Apreensões Encaminhadas ao 
Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA”XXV Congresso da SociedadeBrasileira de Zoologia – Brasília, RJ (2004) 
“Tráfico de Animais Silvestres: (II) Variação Anual de Espécies Recebidas no 
Centro de Triagem de Animais Silvestres” XXV Congresso da Sociedade Brasileira 
de Zoologia – Brasília, RJ (2004) 
“Variação Anual da Composição Bromatológica de Duas Forrageiras Cultivadas 
nas Baixadas Litorâneas do Estado do Rio de Janeiro” Ciência Rural, Santa Maria, 
v.34, n.2, p.523-529, março-abril (2004) 
“Perfil Granulométrico da Fibra Dietética sobre Tempo Médio de Retenção e 
Digestibilidade Aparente de Dietas para Vacas Leiteiras” Revista Brasileira de 
Zootecnia, v.33, n.6 (2004) 
164 
 
 
“Principais Causas de Mortes dos Mamíferos Silvestres recepcionados no Centro 
de Triagem de Animais Silvestres de Seropédica, Rio de Janeiro” VIII Congresso e 
XIII Encontro da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens - 
ABRAVAS, Jaboticabal, SP (2004) 
“Avaliação da Influência do Horário de Arraçoamento no Consumo Alimentar por 
Iguana iguana na Fundação RIOZOO” Congresso Latino-Americano de 
Herpetologia – Chile (2003) 
“Ulilização de NaCl como regulador do consumo de suplemento energético/protéico por 
Audades (Ammotragus lervia) 1 – Ingestão de água e suplemento”XXXIX Reunião Anual 
da Sociedade Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) 
“Parâmetros cinéticos da degradação ruminal de alimentos utilizados em 
Zoológicos para diferentes espécies de ruminantes”XXXIX Reunião Anual da 
Sociedade Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) 
“Efeito do perfil granulométrico das partículas dietéticas sobre parâmetros de 
desempenho de vacas leiteiras em produção”XXXIX Reunião Anual da Sociedade 
Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) 
“História Evolutiva dos Ruminantes Silvestres: Recentes considerações sobre 
manejo alimentar”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO 
(1999) 
“Aleitamento Artificial de Primatas: 3 Relatos (Leontopithecus rosalia, 
Cercopithecus pygerithus, Cebus albifrons”XXIII Congresso Brasileiro de 
Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) 
“Aleitamento Artificial de Ouriço Cacheiro (Sphigurus insidiosus)”XXIII Congresso 
Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) 
“Aspectos da Digestibilidade de Carnívoros: diferenças entre Felinos e 
Canídeos”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) 
“Considerações sobre o arraçoamento de Iguana iguana em Cativeiro” XXIII 
Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) 
“Preliminares sobre as preferências alimentares e balanceamento nutricional em 
um terno de Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) na Fundação RIOZOO”IX 
Congresso Paulista de Zoológicos, SPZ – São Paulo, SP (1999) 
“Considerações sobre a dieta do Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla, 
LINNAEUS 1758) em Cativeiro”IV Encontro Internacional de Zoológicos, SZB – 
Salvador, BA. (1998) 
 
165 
 
 
EMPRESA AMAZON ZOO 
Fonte: http://www.amazonzoo.com.br 
 
1. PET BIRD – FARINHADA MISTA 
Indicação do Produto: Grandes Psitacídeos 
Descrição do Produto: Farinhada com frutas, castanhas, ovos, insetos e mel 
enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser 
utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo 
liofilizado, Insetos, Frutas, Niger, Pimenta, Castanhas, Gordura vegetal, Girassol, 
Camarão, Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 10%, Proteína 18%, Gordura 16%, 
Fibras 8%, Cálcio 0,75% e Fósforo 0,45%. 
2. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA PAPAGAIOS 
Indicação do Produto: Papagaios 
Descrição do Produto: Ração extrusada 100% natural enriquecida com 
Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte 
única de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Fosfato 
Bicálcico, Cloreto de sódio, Gérmen de milho e Suplementos Vitamínicos e 
Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Proteína 15%, Gordura 9%, Fibras 9%, Cálcio 
0,5% e Fósforo 0,6%. 
166 
 
 
3. PET BIRD – DIETA DE SEMENTES V&M PARA PAPAGAIOS 
Indicação do Produto: Papagaios 
Descrição do Produto: Dieta rica em sementes e grãos com frutas e castanhas 
enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continua e podendo ser 
utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Trigo, Aveia, Milho, Canjica, Sorgo, Pimenta, 
Abóbora, Arroz, Cartamo, Amendoim, Girassol Egípcio, Frutas, Castanhas e 
Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 8%, Proteína 16%, Gordura 9%, Fibras 
9%, Cálcio 0,59% e Fósforo 0,37%. 
4. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA CORRUPIÕES 
Indicação do Produto: Corrupiões 
Descrição do Produto: Farinhada Mista enriquecida com Vitaminas e Minerais 
(V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo 
liofilizado, Frutas, Cataxantine, Camarão, Minhoca e Insetos em pó, Gordura 
vegetal, Dextrose e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 12%, Proteína 18%, Gordura 9%, 
Fibras 4%, Cálcio 2% e Fósforo 0,68%. 
 
5. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA GRANDES FRUGÍVOROS 
Indicação do Produto: Grandes Frugívoros 
167 
 
 
Descrição do Produto: Ração extrusada e farinhada enriquecida com Vitaminas 
e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de 
alimento. 
Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Insetos, Proteína de 
soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Proteína 13%, Gordura 10%, Fibras 7%, Cálcio 
0,6% e Fósforo 0,6%. 
6. PET BIRD – PAPA PARA FILHOTES 
Indicação do Produto: Araras, Ararinhas, Anacãs e outros filhotes em transição 
Descrição do Produto: Papa para filhotes com Maior nível de proteína e gordura. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Calcário, 
Cloreto de sódio, Germen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Proteína 25%, Gordura 21%, Fibras 3,41%, 
Cálcio 0,8% e Fósforo 0,94%. 
7. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA PEQUENOS PSITACÍDEOS 
Indicação do Produto: Pequenos Psitacídeos 
Descrição do Produto: Farinhada com frutas, sementes, ovos, insetos e mel 
enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser 
utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo 
liofilizado, Pimenta, Niger, Frutas, Girassol, Girassol Egípcio, Castanhas, 
Camarão, Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
168 
 
 
Níveis de garantia do produto: Umidade 8%, Proteína 17%, Gordura 11%, 
Fibras 6%, Cálcio 0,9% e Fósforo 0,43%. 
8. PET BIRD – DIETA DE SEMENTES V&M PARA PEQUENOS PSITACÍDEOS 
Indicação do Produto: Periquitos e Tuins 
Descrição do Produto: Dieta rica em sementes enriquecida com Vitaminas e 
Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de 
alimento. 
Composição Básica do produto: Painço, Cartamo, Girassol Egípcio , Alpiste, 
Arroz, Aveia e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 11%, Proteína 14%, Gordura 11%, 
Fibras 9%, Cálcio 0,33% e Fósforo 0,31%. 
9. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA MÉDIOS FRUGÍVOROS E 
INSETÍVOROS 
Indicação do Produto: Médios Frugívoros e Insetívoros 
Descrição do Produto: Ração extrusada e farinhada enriquecida com Vitaminas 
e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de 
alimento. 
Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Minhoca e Insetos 
em pó, Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho e Suplementos 
Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Proteína 14%, Gordura 10%, Fibras 8%, Cálcio 
0,5% e Fósforo 0,4%. 
169 
 
 
10. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA PÁSSAROSFRUGÍVOROS E 
INSETÍVOROS 
Indicação do Produto: Pássaros Frugívoros e Insetívoros 
Descrição do Produto: Farinada Universal enriquecida com Vitaminas e Minerais 
(V&M ) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo 
liofilizado, Gérmen de milho, Frutas, Gordura vegetal, Dextrose, Camarão, 
Minhoca e Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 10%, Proteína 16%,Gordura 10%, 
Fibras 6%, Cálcio 0,8% e Fósforo 0,40%. 
11. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA TUCANOS E ARAÇARIS 
Indicação do Produto: Tucanos e Araçaris 
Descrição do Produto: Ração extrusada com frutas, ovos, insetos e mel 
enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser 
utilizada como fonte única de alimento. 
Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Insetos, Proteína de 
soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho, Gérmen de trigo e Suplementos 
Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Proteína 15%, Gordura 12%, Fibras 8%, Cálcio 
0,65% e Fósforo 0,46%. 
 
12. PET PRO – RAÇÃO FARINHADA PARA SAGUIS 
170 
 
 
Indicação do Produto: Sagüis. 
Descrição do Produto: Ração Farinhada com fibras e proteínas enriquecida com 
Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo. Deverá ser adicionada a Iogurtes e/ 
ou papas de frutas batidas. Servir mistura fresca 2 vezes ao dia podendo ser 
utilizada como principal fonte de alimento. 
Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de 
trigo, Gérmen de milho, Gordura vegetal, Aveia floculada, Levedura de cerveja, 
Dextrose e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 
Níveis de garantia do produto: Umidade 6%, Proteína 19%, Gordura 9%, Fibras 
5%, Cálcio 0,55% e Fósforo 0,44%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EMPRESA ALCON 
171 
 
 
Fonte: http://www.labcon.com.br 
1. ALCON CLUB FARINHADA COM OVO PARA CANÁRIOS 
Eventuais Substitutos: Creme de milho branco 
Composição Básica do produto: Farinha de arroz, farinha de trigo, farelo de 
soja, ovo desidratado, leveduras, proteína texturizada de soja, semente de níger, 
semente de papoula, semente de perila, óleo de soja refinado, suplemento 
vitamínico mineral, mel, probiótico, prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, 
sal, fosfato bicálcico, aditivo aromatizante, antioxidante BHT 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 17,5%, 
Extrato Etéreo (min.) 6,2%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 
10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 
Enriquecimento por kg de Produto: verificar site 
Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 
2. ALCON CLUB FARINHADA COM OVO PARA PSITACÍDEOS 
Eventuais Substitutos: Farinha de trigo 
Composição Básica do produto: Farinha de arroz, creme de milho branco, farelo 
de soja, ovo desidratado, leveduras, proteína texturizada de soja, semente de 
níger, semente de papoula, semente de perila, óleo de soja refinado, suplemento 
vitamínico mineral, mel, probiótico, prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, 
sal, fosfato bicálcico, aditivo aromatizante, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 16,5%, 
Extrato Etéreo (min.) 6,5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 
10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 
Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 
172 
 
 
3. ALCON CLUB FARINHADA – PASSAROS FRUGÍVOROS E INSETÍVOROS 
Eventuais Substitutos: Creme de milho branco 
Composição Básica do produto: Farinha de arroz, farinha de trigo, farelo de 
soja, leveduras, semente de níger, maçã desidratada, uva desidratada, zimbro 
desidratado, mosca d?água desidratada, Daphnia desidratada, Gammarus 
desidratado, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico mineral, mel, probiótico, 
prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, sal, fosfato bicálcico, aditivo 
aromatizante, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 16,5%, 
Extrato Etéreo (min.) 6,5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 
10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 
Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 
4. ALCON CLUB TOP RED – RAÇÃO INCENTIVADORA DO FATOR 
VERMELHO COM CANTAXANTINA 
Eventuais Substitutos: Farinha de milho, trigo integral, remoído de trigo 
Composição Básica do produto: Creme de milho (61,0 %), proteína texturizada 
de soja, óleo de soja refinado, farinha de trigo, leveduras, farinha de carne, sal, 
suplemento vitamínico-mineral, fosfato bicálcico, cantaxantina, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18%, Extrato 
Etéreo (min.) 6,4%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. 
Embalagens disponíveis: 80g 
5. ALCON CLUB TOP LIFE – PARA PERÍODOS DE REPRODUÇÃO, MUDA E 
ESTRESSE, COM PREBIÓTICO 
173 
 
 
Eventuais Substitutos: Remoído de trigo, farinha de trigo, fubá de milho 
Composição Básica do produto: Trigo Integral, creme de milho, proteína 
texturizada de soja, farinha de carne, óleo de soja refinado, ovo integral 
desidratado, fosfato bicálcico, cloreto de sódio, suplemento vitamínico mineral, 
prebiótico, aroma de anis, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18,5%, 
Extrato Etéreo (min.) 7,3%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 
6%, Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. 
Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 10 kg 
6. ALCON CLUB SUPER TOP LIFE 
Eventuais Substitutos: Remoído de trigo, farinha de trigo, farinha de arroz 
Composição Básica do produto: Creme de milho, proteína texturizada de soja, 
trigo integral, farinha de carne, óleo de soja refinado, gema de ovo desidratada, 
premix vitamínico mineral, semente de erva-doce, fosfato bicálcico, calcário 
dolomítico, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 24%, Extrato 
Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio 
(max.) 3%, Fósforo (min.) 0,7%. 
Embalagens disponíveis: 2,5 kg e 10 kg 
 
7. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – PÁSSAROS (COM PREBIÓTICO, 
PROBIÓTICO E ENZIMAS D 
Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, 
ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, leveduras, fosfato 
174 
 
 
bicálcico, minerais orgânicos, aditivo prebiótico, aditivo probiótico, aditivo 
enzimático, premix vitamínico, antioxidante, flavorizante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 22%, Extrato 
Etéreo (min.) 8%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio 
(max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,7%. 
Embalagens disponíveis: 160g e 600g 
Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes preparar a papa na 
proporção alimento / água adequada à necessidade de cada espécie e administrar 
com seringa no bico das aves. A tabela abaixo serve como sugestão. Quando for 
servida aos pais ou para pássaros em recuperação, preparar o alimento 
misturando uma parte do produto com uma parte de água. Usar sempre água 
filtrada ou previamente fervida. Preparar a mistura com água morna, 
homogeneizar bem e servir com temperatura em torno de 38 ºC. Preparar 
somente a quantidade a ser administrada por vez, ou a ser consumida diariamente 
pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos dos filhotes e limpar muito 
bem utensílios de preparo, seringas e comedouros. 
Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante 
Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 
* alimento/água (em volume) 
 
8. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – PSITACÍDEOS (COM PREBIÓTICO, 
PROBIÓTICO E ENZIMAS 
Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, 
ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, leveduras, 
fosfato bicálcico, minerais orgânicos, aditivo prebiótico, aditivo probiótico,aditivo enzimático, premix vitamínico, antioxidante, flavorizante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 21%, Extrato 
Etéreo (min.) 10%, Matéria Fibrosa (max.) 2,5%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,7%. Energia Metabolizável: 3.500 kcal/kg 
175 
 
 
Embalagens disponíveis: 600g e 6 kg 
Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes, preparar a papa de acordo 
com a tabela abaixo e administrar com seringa no bico das aves. Quando for 
servida aos pais ou para pássaros em recuperação, preparar o alimento 
misturando uma parte do produto com uma parte de água. Usar sempre água 
filtrada ou previamente fervida. Preparar a mistura com água morna, 
homogeneizar bem e servir com temperatura em torno de 38 ºC. Preparar 
somente a quantidade a ser administrada por vez, ou a ser consumida diariamente 
pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos dos filhotes e limpar muito 
bem utensílios de preparo, seringas e comedouros. 
Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante 
Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 
* alimento/água (em volume) 
 
9. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – ARARAS 
Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, 
ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, fécula de 
mandioca, fonte de nucleotídios, fosfato bicálcico, leveduras, carbonato de cálcio, 
minerais quelatados, flavorizante, antioxidante (BHA, BHT e Etoxiquin), aditivo 
probiótico, aditivo enzimático, aditivo prebiótico, premix vitamínico. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 19%, Extrato 
Etéreo (min.) 13%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio 
(max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Energia Metabolizável: 3.900 kcal/kg 
Embalagens disponíveis: 200g 
Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes, preparar a papa na 
proporção alimento/água adequada ao estágio de desenvolvimento. Administrar 
com seringa no bico das aves. 
A tabela sugere as proporções: 
176 
 
 
Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante 
Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 
Proporção** 1:10 1:8 1:6 1:4 
* alimento/água (em volume) 
** alimento/água (peso) 
Quando for servida aos pais, preparar o alimento misturando uma parte do produto 
com uma parte de água. Usar sempre água filtrada ou previamente fervida. 
Preparar a mistura com água morna, homogeneizar bem e servir com temperatura 
em torno de 38 ºC. Preparar somente a quantidade a ser administrada por vez, ou 
a ser consumida diariamente pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos 
dos filhotes e limpar muito bem os utensílios de preparo, seringas e comedouros. 
10. ALCON CLUB MONKEY COOKIES 
Composição Básica do produto: Fubá de milho (56,1 %), farelo de soja, óleo de 
soja refinado, ovo integral desidratado, fécula de mandioca, leveduras, premix 
vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo 
flavorizante, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%. Relação Cálcio: Fósforo 2:1 
Embalagens disponíveis: 600g e 9 kg 
 
 
11. ALCON CLUB RÉPTEIS JABUTI 
Composição Básica do produto: Fubá de milho (59,4 %), maçã desidratada, 
farelo de soja, farinha de peixe, leveduras, fosfato bicálcico, óleo de soja refinado, 
177 
 
 
alfafa desidratada, cenoura desidratada, premix vitamínico mineral, farinha de 
algas marinhas, aditivo acidificante, antioxidante, corante, aditivo flavorizante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 13%, 
Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 8%, Matéria Mineral (max.) 7%, 
Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Relação Cálcio: Fósforo 1,25:1 
Embalagens disponíveis: 80g e 300g 
12. ALCON CLUB RÉPTEIS LEGUMES E FRUTAS 
Eventuais Substitutos: Repolho desidratado, batata desidratada 
Composição Básica do produto: Cenoura desidratada, ervilha desidratada, 
vagem desidratada, uva passa, beterraba desidratada, mandioquinha desidratada 
e zimbro desidratado. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 13%, 
Extrato Etéreo (min.) 1,7%, Matéria Fibrosa (max.) 22%, Matéria Mineral (max.) 
8%, Cálcio (max.) 0,3%, Fósforo (min.) 0,25%. Relação Cálcio: Fósforo 1,25:1 
Embalagens disponíveis: 60g 
13. ALCON GAMMARUS 
Composição Básica do produto: Crustáceo desidratado (Gammarus lacustris). 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 11,5%, Proteína (min.) 42%, 
Extrato Etéreo (min.) 7%, Matéria Fibrosa (max.) 15%, Matéria Mineral (max.) 
19,14%, Cálcio (max.) 6,8%, Fósforo (min.) 1,7%. Impurezas e fragmentos (max.) 
1% 
14. ALCON REPTOLIFE 
178 
 
 
Composição Básica do produto: Proteína texturizada de soja, farinha de arroz, 
farinha de peixe, espinafre em pó, lecitina de soja, farinha de algas marinhas, 
leveduras, farinha de camarão, óleo de soja refinado, premix vitamínico mineral, 
antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 34%, Extrato 
Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 15%, Cálcio 
(max.) 10%, Fósforo (min.) 0,75%. 
Embalagens disponíveis: 30g, 75g e 270g 
15. ALCON REPTOLIFE BABY 
Composição Básica do produto: Gammarus, farinha de arroz, farinha de peixe, 
proteína de soja pré-hidrolisada, fibra de trigo, leveduras, óleo de soja refinado, 
algas marinhas desidratadas, suplemento vitamínico-mineral, corante alimentício, 
antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 38%, Extrato 
Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 15%, Matéria Mineral (max.) 7%, Cálcio 
(max.) 4%, Fósforo (min.) 1%. 
Embalagens disponíveis: 10g 
16. ALCON REPTOMIX 
Composição Básica do produto: Proteína texturizada de soja, farinha de arroz, 
farinha de peixe, Gammarus, espinafre em pó, lecitina de soja, farinha de algas 
marinhas, leveduras, óleo de soja refinado, farinha de camarão, premix vitamínico 
mineral, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9,5%, Proteína (min.) 35%, 
Extrato Etéreo (min.) 4,3%, Matéria Fibrosa (max.) 11%, Matéria Mineral (max.) 
15,5%, Cálcio (max.) 9,7%, Fósforo (min.) 0,85%. 
179 
 
 
Embalagens disponíveis: 15g, 25g, 60g, 200g e 800g 
17. ALCON CLUB BEIJA-FLOR NECTAR (SOLUÇÃO ESTÁVEL POR 5 DIAS) 
Modo de usar: Misturar 2 colheres de sopa bem cheias de Alcon Club Beija-Flor 
Néctar em um copo de água filtrada (250 ml), mexendo até dissolver bem. Servir 
em bebedouros apropriados que devem ser mantidos à sombra. Após 5 dias lavar 
bem o bebedouro, inclusive escovando as flores plásticas, antes de abastecer com 
nova solução. 
Composição básica do produto: Dextrose, sacarose (59,93 %), aditivo 
acidificante, sorbato de potássio, suplemento vitamínico, corante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 1%, 
Dextrose (min.) 37%, Sacarose (min.) 56%. 
Embalagens disponíveis: 150g e 600g 
18. ALCON CLUB CANÁRIOS 
Eventuais substitutos: Creme de milho, farinha de trigo 
Composição básica do produto: Farinha de arroz, proteína hidrolisada de soja, 
ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, 
prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 15%, Extrato 
Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio 
(max.) 8%, Fósforo (min.) 0,3%. 
Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 5 kg (saco) 
19. ALCON CLUB CURIÓ (SERVE PARA BICUDOS E AZULÃO) 
180 
 
 
Composição básica do produto: Creme de milho, proteína hidrolisada de soja, 
ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, 
prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. 
Níveis de garantiado produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 16%, Extrato 
Etéreo (min.) 4,5%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4,5%, 
Cálcio (max.) 0,8%, Fósforo (min.) 0,3%. 
Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 5 kg (saco) 
20. ALCON CLUB PSITA STICKS 
Eventuais substitutos: Fubá de milho, farinha de trigo 
Composição básica do produto: Creme de milho, proteína hidrolisada de soja, 
ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, 
prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 16%, Extrato 
Etéreo (min.) 5,2%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio 
(max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%. 
Embalagens disponíveis: 150g, 310g e 6 kg 
 
21. ALCON CLUB PSITA BITS (PAPAGAIOS E PSITACÍDEOS MÉDIO PORTE) 
Composição básica do produto: Fubá de milho (62,63 %), farelo de soja, fécula 
de mandioca, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, leveduras, premix 
vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo 
flavorizante, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 16%, 
Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
181 
 
 
Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 
120ppm, Ferro (min.) 70 ppm. 
Embalagens disponíveis: 700g e 10 kg 
22. ALCON CLUB SABIÁ E PÁSSARO PRETO 
Eventuais substitutos: Creme de milho, farinha de arroz 
Composição básica do produto: Fubá de milho, farelo de soja, óleo de soja 
refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, corante alimentício, 
aromatizante, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 20%, Extrato 
Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio 
(max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%. 
Embalagens disponíveis: 500g 
23. ALCON CLUB TRINCA FERRO (E OUTROS PÁSSAROS FRUGÍVOROS) 
Composição básica do produto: Fubá de milho (62,25 %), farelo de soja, óleo 
de soja refinado, leveduras, premix vitamínico mineral, aditivo acidificante, corante, 
aditivo flavorizante, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 4%, 
Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 
120ppm, Ferro (min) 70ppm. 
Embalagens disponíveis: 500g e 2,5 kg 
24. ALCON CLUB TUCANOS (E ARAÇARIS) 
182 
 
 
Composição básica do produto: Fubá de milho (56,1 %), farelo de soja, óleo de 
soja refinado, ovo integral desidratado, fécula de mandioca, leveduras, premix 
vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo 
flavorizante, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 
120ppm, Ferro (min) 70ppm. 
Embalagens disponíveis: 700g e 5 kg 
25. ALCON ECO CLUB TUCANOS 
Composição básica do produto: Creme de milho (55 %), farelo de soja, óleo de 
soja refinado, ovo integral desidratado, carbonato de cálcio, fécula de mandioca, 
levedura seca de cana-de-açúcar, maçã desidratada, corante natural, cenoura 
desidratada, premix vitamínico mineral, beterraba desidratada, aditivo prebiótico 
(mananoligossacarídeo), aromatizante natural, antioxidante. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 20%, Extrato 
Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio 
(max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 
120ppm, Ferro (min) 70ppm, Energia Metabolizável 3.650 kcal/kg. 
Embalagens disponíveis: 700g 
183 
 
 
26. ALCON CLUB CANÁRIOS 
Composição básica do produto: Trigo integral, creme de milho, proteína de soja 
pré-hidrolisada, óleo de soja refinado, farinha de carne, fosfato bicálcico, calcário 
branco, suplemento vitamínico-mineral, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18%, Extrato 
Etéreo (min.) 6,4%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, 
Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. 
Embalagens disponíveis: 10 kg 
27. ALCON PSITA STICKS 
Composição básica do produto: Fubá de milho, farelo de soja, farinha de peixe, 
ovo desidratado, leveduras, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico-mineral, 
aromatizante, antioxidante BHT. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 22%, Extrato 
Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 4%, Matéria Mineral (max.) 5%, Cálcio 
(max.) 1%, Fósforo (min.) 0,4%. 
Embalagens disponíveis: 10 kg 
28. ALCON ECO CLUB SABIA E PASSARO PRETO 
Composição básica do produto: Creme de milho (58,4 %), farelo de soja, óleo 
de soja refinado, maçã desidratada, carbonato de cálcio, ovo integral desidratado, 
corante natural, levedura seca de cana-de-açúcar, premix vitamínico mineral, 
beterraba desidratada, cenoura desidratada, aditivo prebiótico 
(mananoligossacarídeo), aromatizante natural, antioxidante. 
184 
 
 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 20%, Extrato 
Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio 
(max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Energia 
Metabolizável 3.550 kcal/kg. 
Embalagens disponíveis: 500g 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
185 
 
 
EMPRESA MEGAZOO 
Fonte: http://www.megazoo.com.br 
 
1. L-18 PSITACÍDEOS 
 
2. I-25-PÁSSAROS 
 
 
186 
 
 
3. I-19-PÁSSAROS 
 
4. I-20-PSITACÍDEOS 
 
 
 
187 
 
 
5. BEIJA-FLOR – PÁSSAROS 
 
 
6. CM-15 – PÁSSAROS 
 
 
 
 
188 
 
 
7. AM-16 – PSITACÍDEOS 
 
8. MM-15 – PSITACÍDEOS 
 
 
 
 
 
189 
 
 
9. PM-13 – PSITACÍDEOS 
 
10. SM-16 – PÁSSAROS 
 
 
 
 
 
190 
 
 
11. T-19 – PÁSSAROS 
 
 
12. FA-16 
 
191 
 
 
13. FC-21 
 
14. MIX PERIQUITOS 
 
 
 
 
192 
 
 
15. MIX CANÁRIOS 
 
16. MIX PAPAGAIO 
 
 
 
 
 
193 
 
 
17. MIX PAPAGAIO TROPICAL 
 
18. P-25 E P-18 – PRIMATAS 
 
194 
 
 
19. RAÇÕES DIVERSAS 
 
EMPRESA PURINA (LINHA NATURAL) 
Fonte: http://www.nutrimentospurina.com.br 
1. QUINTALINA AVES 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para aves de corte 
criadas de maneira alternativa, semi-confinadas, ou totalmente presas. Atende 
todas as fases da criação. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 13%, 
Cálcio (max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,55%. 
2. NATURAL OVOS 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para criação de aves 
produtoras de ovos (a partir de 20 semanas de idade ou 5% de postura). 
 
195 
 
 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 13%, 
Cálcio (max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,55%. 
3. NATURAL FRANGOS 
Descrição do Produto: 
Ração especialmente formulada para frangos de corte, em criações alternativas, 
nas fases de crescimento e engorda. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 13%, 
Extrato Etéreo (min.) 1,5%, Matéria Fibrosa (max.) 12%, Matéria Mineral (max.) 
15%, Cálcio (max.) 2%, Fósforo (min.) 0,5%. 
4. NATURAL AVES EM CRESCIMENTO 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para aves em 
crescimento, criadas de maneira alternativa, semi-confinadas ou não. Indicada 
para pintinhos em crescimento (do 1° dia até a 20ª semana de idade) e pintainhos 
de corte (do 1° dia aos 28 dias de idade). 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.)13%, 
Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 11%, Matéria Mineral (max.) 
10%, Cálcio (max.) 2%, Fósforo (min.) 0,5%. 
5. NATURAL CODORNAS 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para criação de 
codornas em fase de produção. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 20%, 
Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 7%, Matéria Mineral (max.) 15%, 
Cálcio (max.) 3,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 
196 
 
 
6. NATURAL COELHOS 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para alimentação de 
coelhos em todas as fases. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 14%, 
Extrato Etéreo (min.) 1,5%, Matéria Fibrosa (max.) 20%, Matéria Mineral (max.) 
15%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 
7. SUÍNOS 
Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para suínos criados de 
maneira alternativa (criações caseiras). 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 14%, 
Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 
12%, Cálcio (max.) 1%, Fósforo (min.) 0,5%. 
8. LABINA 
Descrição do Produto: Ração para ratos, camundongos e hamsters. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 23%, 
Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 10%, 
Cálcio (max.) 1,3%, Fósforo (min.) 0,85%. 
9. NUTRICOBAIA 
Descrição do Produto: Ração para cobaias (porquinho da índia). 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 22%, 
Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 13%, Matéria Mineral (max.) 
10%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,7%. 
 
197 
 
 
10. CORCELINA MIX 
Descrição do Produto: Alimento especialmente formulado para cavalos que 
desempenham medianas atividades físicas. 
Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 15%, 
Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 
12%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,5%. Energia Digestível 3.000 Kcal/Kg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
198 
 
 
EMPRESA GUABI (LINHA NATURAL) 
Fonte: http://www.guabinatural.com.br 
1. CÃES FILHOTES DE PEQUENO PORTE 
 
 
 
199 
 
 
2. CÃES ADULTOS DE PEQUENO PORTE 
 
 
 
200 
 
 
3. CÃES ADULTOS DE LIGHT PEQUENO PORTE 
 
 
 
 
201 
 
 
4. CÃES ADULTOS OBESOS 
 
 
202 
 
 
5. GATOS FILHOTES 
 
 
203 
 
 
6. GATOS ADULTOS 
 
 
 
204 
 
 
7. GATOS OBESOS – LIGHT 
 
 
 
205 
 
 
SUCEDÂNEOS DE LEITE PARA CÃES E GATOS 
 
1. EMPRESA ROYAL CANIN (www.royalcanin.com.br) 
 
 
SUCEDÂNEO DE LEITE FIRST AGE E PAPINHA DE DESMAME 
 
2. EMPRESA TOTAL (www.totalalimentos.com.br) 
 
 
206 
 
ANEXO 2 – Índice de Hábitos Alimentares 
RÉPTEIS 
ORDEM SUBORDEM FAMÍLIA SUBFAMÍLIA H O G I P C N Observações 
SQUAMATA Sauria Iguanidae Iguaninae X Quando filhotes são C/I 
 Hoplocercinae X Artrópodes 
 Polychrotinae X 
 Tropidurinae X X Espécies I ou O 
 Teiidae X X X X Mais comum em Cetas: Teiú (O) 
 Ophidia X 
CHELONIA X 
CROCODYLIA X 
 
ORDEM NOME CIENTÍFICO NOME COMUM H O G I P C N Observações 
CHELONIA Acantochelys spixii Cágado-feio X Peixes e pequenos animais 
 Chelus fimbriatus Mata-matá X Peixes e invertebrados aquáticos 
 Geochelone carbonaria Jabutipiranga X Preferencialmente herbívoro 
 Geochelone denticulata Jabutitinga X 
 Hydromedusa tectífera Cágado pescoço de cobra X 
 Kinosternon scorpioides Muçuã X 
 Phrynops geoffroanus Cágado-de-barbicha X Peixes e pequenos animais 
 Podocnemis expansa Tartaruga-da-amazônia X 
 Podocnemis unifilis Tracajá X 
 Rynoclemys punctularia Aperema X 
 Trachemys dorbignyi Tigre d´água X 
207 
 
 
AVES 
 
ORDEM NOME COMUM H O G I P C Observações 
STRUTIONIFORMES Ema X Pequenos animais e brotos 
TINAMIFORMES Macuco, inhambu, perdiz X Filhotes consomem mais insetos 
GALLIFORMES Mutum, jacu, jacutinga, aracuã, uru X 
ANSERIFORMES Pato, cisne, ganso, marreco X No período de reprodução inclui “I” 
PICIFORMES Tucano, araçari, pica-pau X Picídeos precisam de mais proteína 
PSITACIFORMES Arara, papagaio, periquito X 
FALCONIFORMES Águia, gavião, falcão, abutre X X Pandion e Busarellus “P” 
STRIGIFORMES Coruja X X 
COLUMBIFORMES Pomba, rolinha, avoante, juriti X Algumas espécies são frugívoras 
CICONIIFORMES Garça, guará, colhereiro, socó X X Algumas espécies consomem algas 
SPHENISCIFORMES Pingüim X 
PASSERIFORMES Pássaro, canário, saíra, gralha X Algumas espécies Frugívoras e Nectarívoras. Os 
 
 
208 
 
 
MAMÍFEROS 
ORDEM NOME COMUM H O G I P C Observações 
MARSUPIALIA Gambá, cuíca X 
PRIMATES Sagui, m. prego, m. aranha, bugio X X Bugio, uacari, barrigudo, muriqui “H” 
XENARTHRA Tamanduá X 
 Tatu X 
 Preguiça X 
LAGOMORPHA Coelho, lebre X 
RODENTIA Hamster, gerbil, cobaia, rato X 
RODENTIA Capivara, cutia, paca, ouriço X 
CARNÍVORA CANIDAE Lobo guará, cachorro do mato, 
raposinha 
 X 
CARNÍVORA FELIDAE Onça, jaguatirica, gato do mato X 
CARNÍVORA MUSTELIDAE Ariranha, furão, irara, lontra X 
CARNIVORA PROCYONIDAE Quati, mão pelada, jupará X 
PERISSODACTYLA TAPIRIDAE Anta X 
ARTIODACTYLA Cateto, queixada e javali X 
ARTIODACTYLA CERVIDAE Veado catingueiro, campeiro e cervo X 
PINNIPEDIA X 
SIRENIA Peixe-boi X 
209 
 
 
ANEXO 3 – Tabela Resumida de Composição dos Alimentos por 100g de parte comestível. 
 Fonte: http://www.unifesp.br/dis/servicos/nutri/¸ http://www.unicamp.br/nepa/taco/ 
 3.0 Verduras e Hortaliças 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Milho verde cru 63,5 138 6,6 0,6 28,6 3,9 0,7 2 113 
Abóbora moranga, crua 95,9 12 1 0,1 2,7 1,7 0,4 * * 
Abobrinha, crua 92,5 24 102 0,7 6,1 2,3 0,6 9 32 
Acelga, crua 93,2 21 1,4 0,1 4,6 1,1 0,6 43 40 
Agrião, cru 93,9 17 2,7 0,2 2,3 2,1 0,9 133 51 
Aipo, cru 93,8 19 0,8 0,1 4,3 1,0 1,1 65 28 
Alho, cru 67,5 113 7 0,2 23,9 4,3 1,3 14 149 
Almeirão, cru 93,7 18 1,8 0,2 3,3 2,6 1,0 * 40 
Batata, doce, crua 69,5 118 1,3 0,1 28,2 2,6 0,9 21 36 
Berinjela, crua 93,8 20 1,2 0,1 4,4 2,9 0,4 9 20 
Beterraba, crua 86,0 49 1,9 0,1 11,1 3,4 0,9 18 19 
Brócolis, cru 91,2 25 3,6 0,3 4,0 2,9 0,8 86 78 
Cará, cozido 78,9 78 1,5 0,1 18,9 2,6 0,6 5 28 
Cará, cru 73,7 96 2,3 0,1 23,0 7,3 0,9 * 35 
Cebola, crua 88,9 39 1,7 0,1 8,9 2,2 0,4 14 38 
210 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Milho verde cru 63,5 138 6,6 0,6 28,6 3,9 0,7 2 113 
Abóbora moranga, crua 95,9 12 1 0,1 2,7 1,7 0,4 * * 
Abobrinha, crua 92,5 24 102 0,7 6,1 2,3 0,6 9 32 
Acelga, crua 93,2 21 1,4 0,1 4,6 1,1 0,6 43 40 
Agrião, cru 93,9 17 2,7 0,2 2,3 2,1 0,9 133 51 
Aipo, cru 93,8 19 0,8 0,1 4,3 1,0 1,1 65 28 
Alho, cru 67,5 113 7 0,2 23,9 4,3 1,3 14 149 
Almeirão, cru 93,7 18 1,8 0,2 3,3 2,6 1,0 * 40 
Batata, doce, crua 69,5 118 1,3 0,1 28,2 2,6 0,9 21 36 
Berinjela, crua 93,8 20 1,2 0,1 4,4 2,9 0,4 9 20 
Beterraba, crua 86,0 49 1,9 0,1 11,1 3,4 0,9 18 19 
Brócolis, cru 91,2 25 3,6 0,3 4,0 2,9 0,8 86 78 
Cará, cozido 78,9 78 1,5 0,1 18,9 2,6 0,6 5 28 
Cará, cru 73,7 96 2,3 0,1 23,0 7,3 0,9 * 35 
Cebola, crua 88,9 39 1,7 0,1 8,9 2,2 0,4 14 38 
211 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Cenoura, crua 90,1 34 1,3 0,2 7,7 3,2 0,9 23 28 
Chicória, crua 95,1 14 1,1 0,1 2,9 2,2 0,8 45 * 
Chuchu, cru 94,8 170,7 0,1 4,1 1,3 0,3 12 18 
Couve, manteiga, crua 90,9 27 2,9 0,5 4,3 3,1 1,3 * * 
Couve-flor, crua 92,8 23 1,9 0,2 4,5 2,4 0,6 18 57 
Espinafre, cru 94,0 16 2,0 0,2 2,6 2,1 1,2 98 25 
Feijão, broto, cru 87,5 39 4,2 0,1 7,8 2,0 0,5 14 75 
Inhame, cru 73,3 97 2,1 0,2 23,2 1,7 1,2 12 65 
Jiló, cru 91,6 27 1,4 0,2 6,2 4,8 0,6 20 29 
Mandioca, cozida 68,7 125 0,6 0,3 30,1 1,6 0,4 19 22 
Mandioca, crua 61,8 151 1,1 0,3 36,2 1,9 0,6 15 29 
Maxixe, cru 95,1 14 1,4 0,1 2,7 2,2 0,7 21 25 
Mostarda, folha, crua 93,4 18 2,1 0,2 3,2 1,9 1,1 68 58 
Nabo, cru 93,8 18 1,2 0,1 4,1 2,6 0,8 42 17 
Pepino, cru 96,8 10 0,9 Tr 2,0 1,1 0,3 10 12 
Pimentão, amarelo, cru 91,9 28 1,2 0,4 6,0 1,9 0,5 10 22 
Pimentão, verde, cru 93,5 21 1,1 0,2 4,9 2,6 0,4 9 17 
Pimentão, vermelho, cru 92,9 23 1,0 0,1 5,5 1,6 0,4 6 20 
Rabanete, cru 95,1 14 1,4 0,1 2,7 2,2 0,7 21 25 
212 
 
 
 
 
Repolho, branco, cru 94,7 17 0,9 0,1 3,9 1,9 0,4 35 14 
Taioba, crua 89,2 34 2,9 0,9 5,4 4,5 1,5 141 53 
Tomate, com semente, cru 95,1 15 1,1 0,2 3,1 1,2 0,5 7 20 
Vagem, crua 92,2 25 1,8 0,2 5,3 2,4 0,5 41 28 
213 
 
 
 3.1 Frutas e Derivados 
 Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Abacate, cru 83,8 96 1,2 8,4 6,0 6,3 0,5 8 22 
Abacaxi, cru 86,3 48 0,9 0,1 12,3 1,0 0,4 22 13 
Abiu, cru 83,1 62 0,8 0,7 14,9 1,7 0,4 6 20 
Acerola, crua 90,5 33 0,9 0,2 8,0 1,5 0,4 13 4 
Ameixa, crua 84,8 53 0,8 Tr 13,9 2,4 0,6 6 14 
Atemóia, crua 72,7 97 1,0 0,3 25,3 2,1 0,7 23 23 
Cacau, cru 79,2 74 1,0 0,1 19,4 2,2 0,3 12 9 
Cajá-Manga, cru 86,9 46 1,3 Tr 11,4 2,6 0,4 13 24 
Cajú, cru 88,1 43 1,0 0,3 10,3 1,7 0,3 1 16 
Caqui, chocolate, cru 79,7 71 0,4 0,1 19,3 6,5 0,5 18 18 
Carambola, crua 87,1 46 0,9 0,2 11,5 2,0 0,4 5 11 
Ciriguela, crua 78,7 76 1,4 0,4 18,9 3,9 0,7 27 49 
Cupuaçu, cru 86,2 49 1,2 1,0 10,4 3,1 1,2 13 21 
Figo, cru 88,2 41 1,0 0,2 10,2 1,8 0,4 27 15 
Fruta-pão, crua 80,9 67 1,1 0,2 17,2 5,5 0,7 34 27 
Goiaba branca 85,7 52 0,9 0,5 12,4 6,3 0,5 * 16 
Goiaba vermelha 85,0 54 1,1 0,4 13,0 6,2 0,5 * 15 
Graviola, crua 82,2 62 0,8 0,2 15,8 1,9 1,0 40 19 
214 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Abacate, cru 83,8 96 1,2 8,4 6,0 6,3 0,5 8 22 
Abacaxi, cru 86,3 48 0,9 0,1 12,3 1,0 0,4 22 13 
Abiu, cru 83,1 62 0,8 0,7 14,9 1,7 0,4 6 20 
Acerola, crua 90,5 33 0,9 0,2 8,0 1,5 0,4 13 4 
Ameixa, crua 84,8 53 0,8 Tr 13,9 2,4 0,6 6 14 
Atemóia, crua 72,7 97 1,0 0,3 25,3 2,1 0,7 23 23 
Cacau, cru 79,2 74 1,0 0,1 19,4 2,2 0,3 12 9 
Cajá-Manga, cru 86,9 46 1,3 Tr 11,4 2,6 0,4 13 24 
Cajú, cru 88,1 43 1,0 0,3 10,3 1,7 0,3 1 16 
Caqui, chocolate, cru 79,7 71 0,4 0,1 19,3 6,5 0,5 18 18 
Carambola, crua 87,1 46 0,9 0,2 11,5 2,0 0,4 5 11 
Ciriguela, crua 78,7 76 1,4 0,4 18,9 3,9 0,7 27 49 
Cupuaçu, cru 86,2 49 1,2 1,0 10,4 3,1 1,2 13 21 
Figo, cru 88,2 41 1,0 0,2 10,2 1,8 0,4 27 15 
Fruta-pão, crua 80,9 67 1,1 0,2 17,2 5,5 0,7 34 27 
Goiaba branca 85,7 52 0,9 0,5 12,4 6,3 0,5 * 16 
Goiaba vermelha 85,0 54 1,1 0,4 13,0 6,2 0,5 * 15 
Graviola, crua 82,2 62 0,8 0,2 15,8 1,9 1,0 40 19 
215 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Jabuticaba, crua 83,6 58 0,6 0,1 15,3 2,3 0,4 8 15 
Jaca, crua 75,1 88 1,4 0,3 22,5 2,4 0,8 11 14 
Jambo, cru 92,1 27 0,9 0,1 6,5 5,1 0,5 14 18 
Kiwi, cru 85,9 51 1,3 0,6 11,5 2,7 0,7 24 33 
Laranja lima, crua 87,0 46 1,1 0,1 11,5 1,8 0,4 31 15 
Laranja lima, suco 89,7 39 0,7 0,1 9,2 0,4 0,3 8 16 
Laranja pêra, crua 89,6 37 1,0 0,1 8,9 0,8 0,3 * 23 
Laranja pêra, suco 91,3 33 0,7 0,1 7,6 Tr 0,3 * 14 
Maçã fuji, crua 84,3 56 0,3 Tr 15,2 1,3 0,2 2 9 
Macaúba, crua 41,5 404 2,1 40,7 13,9 13,4 1,8 67 44 
Mamão formosa, cru 86,9 45 0,8 0,1 11,6 1,8 0,6 25 11 
Mamão papaia, cru 88,6 40 0,5 0,1 10,4 1,0 0,4 22 11 
Manga tommy 85,8 51 0,9 0,2 12,8 2,1 0,3 8 14 
Maracujá, cru 82,9 68 2,0 2,1 12,3 1,1 0,8 5 51 
Melancia, crua 90,7 33 0,9 Tr 8,1 0,1 0,3 8 12 
Melão, cru 91,3 29 0,7 Tr 7,5 0,3 0,5 * 10 
Mexerica, murcote, crua 83,7 58 0,9 0,1 14,9 3,1 0,5 33 19 
Mexerica, rio, crua 89,6 37 0,7 0,1 9,3 2,7 0,3 17 14 
Morango, cru 91,5 30 0,9 0,3 6,8 1,7 0,5 11 22 
Nêspera, crua 87,8 43 0,3 Tr 11,5 3,0 0,4 20 10 
216 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidad
e (%) 
Energi
a 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra 
(g) 
Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Pequi, cru 65,9 205 2,3 18,0 13,0 19,0 0,8 32 34 
Pêra Williams, crua 85,0 53 0,6 0,1 14,0 3,0 0,3 8 12 
Pêssego, aurora, cru 89,3 36 0,8 Tr 9,3 1,4 0,5 3 15 
Pinha, crua 75,0 88 1,5 0,3 22,4 3,4 0,7 21 34 
Pitanga, crua 88,3 41 0,9 0,2 10,2 3,2 0,4 18 13 
Romã, crua 84,0 56 0,4 Tr 15,1 0,4 0,5 5 40 
Tamarindo, cru 22,0 276 3,2 0,5 72,5 6,4 1,9 37 55 
Tangerina, poncã, crua 89,2 38 0,8 0,1 9,6 0,9 0,3 13 12 
Umbu, cru 89,3 37 0,8 Tr 9,4 2,0 0,5 12 13 
Uva Itália, crua 85,0 53 0,7 0,2 13,6 0,9 0,6 7 12 
217 
 
 
 3.2 Gorduras e Óleos 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Óleo de Canola 88,4 3699 - 100 - - - - - 
Óleo de Girassol 88,4 3699 - 100 - - - - - 
Óleo de Milho 88,4 3699 - 100 - - - - - 
218 
 
 
 3.3 Pescados e Frutos do Mar 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Camarão, água salgada 89,1 47 10 0,5 0,0 - 0,8 51 234 
Pescada, branca, crua 79,6 111 16,3 4,6 0,0 - 0,9 16 136 
Pescadinha, crua 80,6 76 15,5 1,1 0,0 - 2,0 332 327 
Sardinha, inteira, crua 76,6 114 21,1 2,7 0,0 - 1,6 167 294 
219 
 
 
 3.4 Carnes cruas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Carne, bovina, acém 72,7 137 19,4 5,9 0,0 - 0,9 3 158 
Carne, bovina, fígado 71,3 141 20,7 5,4 1,1 - 1,5 4 334 
Carne, bovina, músculo 72,4 142 21,6 5,5 0,0 - 1,0 4 162 
Frango, inteiro, com pele 66,5 226 16,4 17,3 0,0 - 0,7 6 174 
Coração bovino 77,11 112 17,72 3,94 0,14 - 1,1 7 212 
Pescoço de frango 59,99 297 14,07 26,24 0,0 - 0,5 18 112 
Miúdos de frango 74,87 124 17,88 4,47 1,8 - 0,99 10 197 
220 
 
 
 3.5 Leite e Derivados 
 
 3.6 Bebidas 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidade 
(%) 
Energia 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra (g) Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Iogurte natural 87,90 61 3,47 3,25 4,66 - 0,72 121 95 
Leite vaca, fluido 88,32 60 3,22 3,25 4,52 - 0,67 113 91 
Queijo minas frescal 56,10 264 17,4 20,20 3,20 - 3,0 579 123 
Alimentos Umidad
e (%) 
Energi
a 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra 
(g) 
Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Água de coco 94,98 19 0,72 0,20 3,71 1,10 0,39 24 20 
Caldo de cana 81,70 65 Tr Tr 18,20 0,10 0,10 9 19 
221 
 
 
 3.7 Ovos 
 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidad
e (%) 
Energi
a 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra 
(g) 
Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Ovo, galinha, cru 75,84 147 12,58 9,94 0,77 0,0 0,86 53 191 
Ovo, galinha, clara, crua 87,57 52 10,90 0,17 0,73 0,0 0,63 7 15 
Ovo, galinha, gema, crua 52,31 322 15,86 26,54 3,59 0,0 1,71 129 390 
Ovo, galinha, cozido 74,62 155 12,58 10,61 1,12 0,0 1,08 50 172 
Ovo, codorna, cru 74,35 158 13,05 11,09 0,41 0,0 1,10 64 226 
222 
 
 
 3.8 Diversos 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidad
e (%) 
Energi
a 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos(g) 
Fibra 
(g) 
Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Mel de abelhas 17,10 304 0,30 0,0 82,40 0,20 0,20 6 4 
Gelatina 29,77 266 0,15 0,02 69,95 1,00 0,12 7 6 
223 
 
 
 3.9 Leguminosas e Derivados 
 
 
 
 
 
 
 
Alimentos Umidad
e (%) 
Energi
a 
(Kcal) 
Proteína 
(g) 
Lipídeos 
(g) 
Carboidratos 
(g) 
Fibra 
(g) 
Cinzas 
(g) 
Cálcio 
(mg) 
Fósforo 
(mg) 
Amendoim, cru 6,50 567 25,80 49,24 16,13 8,50 2,33 92 376 
Ervilha, vagem, crua 88,89 42 2,80 0,20 7,55 2,60 0,56 43 53 
Grão de bico 12,30 355 21,20 5,40 57,90 12,40 3,20 114 342 
Guandu, cru 11,40 344 19,00 2,10 64,00 21,30 3,50 129 269 
Lentilha, cozida 76,30 93 6,30 0,50 16,30 7,90 0,60 16 104 
Lentilha, crua 11,50 339 23,20 0,80 62,00 16,90 2,60 54 368 
Soja, farinha 5,80 404 36,00 14,60 38,40 20,20 5,10 206 539 
Soja, queijo de tofu 86,60 64 6,60 4,00 2,10 0,80 0,70 81 130 
Amêndoa 5,25 578 21,26 50,64 19,74 11,80 3,11 248 474 
Castanha do Pará 3,48 656 14,32 66,43 12,27 7,50 3,51 160 725 
Castanha de caju torrada 1,70 574 15,31 46,35 32,69 3,00 3,95 45 490 
Coco, Bahia, verde, cru 43,70 402 3,80 41,70 9,80 5,00 1,00 7 128 
Linhaça, semente 6,70 495 14,10 32,30 43,30 33,50 3,70 211 615

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