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1 MANEJO ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE ANIMAIS SELVAGENS Para Centros de Triagem 24/03/2011 INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS Ana Raquel Gomes Faria 2 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 03 2. CONCEITOS BÁSICOS EM NUTRIÇÃO ANIMAL 07 3. CONCEITOS BÁSICOS DE FISIOLOGIA DIGESTIVA 16 4. ANÁLISE DOS COMPONENTES DA DIETA 23 5. ARMAZENAMENTO E PREPARO DOS ALIMENTOS 24 6. APRESENTAÇÃO DA DIETA E ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 31 7. DETERMINAÇÃO DA QUANTIDADE DE ALIMENTO OFERECIDO 35 8. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DA CARNIVORIA, HERBIVORIA E ONIVORIA 40 9. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE RÉPTEIS 61 10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE AVES 77 11. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE MAMÍFEROS 106 12. ELABORAÇÃO DE PLANILHAS DE ALIMENTAÇÃO 139 13. SUGESTÃO DE DIETAS – PARTE I 140 14. SUGESTÃO DE DIETAS – PARTE II 153 15. UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE NA ELABORAÇÃO DE DIETAS 154 16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 155 17. ANEXO 1 – RAÇÕES PARA ANIMAIS SELVAGENS 165 18. ANEXO 2 – ÍNDICE DE HÁBITOS ALIMENTARES POR ESPÉCIE 206 19. ANEXO 3 – TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS 209 3 1. APRESENTAÇÃO E INTRODUÇÃO Anualmente cerca de 50.000 animais são encaminhados aos Centros de Triagem em todo Brasil. Este número é uma mínima parte do que é efetivamente apreendido pelos órgãos de fiscalização e, infelizmente, nas primeiras 48 horas, estima-se que 30% desses animais venham à óbito. Uma das maiores dificuldades na manutenção de animais em Cetas é a alimentação. São inúmeras espécies que, por um curto período, estarão recebendo dos técnicos do Cetas o atendimento que poderá fazer o diferencial no processo de recuperação. Para isso, o técnico deve conhecer, além dos hábitos alimentares de cada espécie, os conceitos básicos em nutrição animal e as estratégias de sobrevivência dos animais em vida selvagem, principalmente, as interações entre o animal e o ambiente em que vive. O conhecimento básico do requerimento nutricional – energia, proteína ou aminoácidos, água, minerais, vitaminas e ácidos graxos essenciais – é possível a partir de estudos existentes com espécies domésticas. Alguns requerimentos já foram descritos para animais selvagens e podem ser utilizados mas, quando tratamos de animais em Cetas, outros fatores relacionados como, por exemplo, a necessidade de roer ossos pelos carnívoros para manter a saúde bucal, a necessidade de ingestão de pedrinhas para auxiliar na digestão das aves, a presença de compostos químicos nas plantas que podem, além de intoxicar, impedir a absorção de alguns componentes essenciais da dieta, devem ser considerados. O direcionamento do manejo de animais selvagens é diferente do encontrado em animais domésticos. Também, podemos diferenciar o manejo alimentar de animais selvagens em Cetas daqueles praticados em Zooógicos, Criadouros e Mantenedouros. Por sua própria definição, os Cetas são estruturas preparadas para receber, triar e destinar animais selvagens provenientes de apreensões ou entregas voluntárias. Apesar de alguns animais permanecerem nos Cetas por longos períodos, o objetivo principal é manter os animais recebidos por um curto espaço tempo, até que estejam aptos para a destinação mais adequada. 4 Neste contexto, a alimentação e a nutrição são ferramentas importantes que irão, juntamente com um manejo adequado e cuidados médico veterinários, proporcionar uma redução no tempo que o animal ficará no Cetas. O conhecimento da nutrição da vida silvestre é o ponto central para a sobrevivência e produtividade de todas as populações silvestres, estejam elas em cativeiro ou em vida livre (ROBBINS, 1993). Nos Estados Unidos, o estudo da nutrição de animais silvestres inciou-se entre os anos de 1870 e 1880, quando biólogos decidiram por começar a estudar hábitos alimentares da vida silvestre com o objetivo de interrelacioná-los com a agricultura econômica (McATEE, 1933). No entanto, esses estudos só tiveram avanços significativos em 1960. Analisando como um todo, o número de estudos dobrou aproximadamente a cada 11 anos nos últimos 50 anos, o qual é similar ao crescimento da ciência em geral (PRICE, 1975). Embora a maior causa de mortalidade entre os animais mantidos em cativeiro fosse o problema com o manejo e a contenção (75%), o desconhecimento nutricional contribuía com, aproximadamente, 25% das causas de óbitos (WALLACH, 1970). Durante este tempo, o principal objetivo da manutenção de animais selvagens em cativeiro era o entretenimento. Mais 0 10 20 30 40 50 60 70 Ano 1930 Ano 1940 Ano 1950 Ano 1960 Ano1970 Ano 1980 Ano 1990 Hábitos Alimentares Manejo Nutricional Energia e Proteína Vitaminas e Minerais 5 recentemente, devido ao declínio das populações de vida livre e à conseqüente necessidade de reprodução desses animais em cativeiro, os Zoológicos colocaram a conservação como seu objetivo principal (SCHMITT, 1988). Em termos numéricos, vale ressaltar que os estudos de requerimentos, ingestão e metabolismo da água representam 3% dos artigos publicados em nutrição anualmente. Estudos com minerais e vitaminas contribuíram com cerca de 4% e as análises de alimentos representaram, aproximadamente, 7%. Requerimentos protéicos e energéticos corresponderam a uma média de 5% de todos os estudos realizados entre os anos de 1935 e 1950, porém, aumentou consideravelmente depois de 1950 e chegou a significar 20% entre os anos de 1955 e 1990 (ROBBINS, 1993). Esse aumento foi, basicamente, devido à proliferação das pesquisas em bioenergética iniciadas por BRODY (1945) e SCHOLANDER et al. (1950). Em 1998, grupos de estudantes e profissionais interessados em nutrição de animais silvestres, decidiram elaborar um questionário para saber a situação atual de cada instituição com relação à nutrição dos animais. O questionário foi enviado a 177 Zoológicos, 64 instituições de ensino e 48 indústrias de alimentos em 30 países europeus. Aproximadamente 50% dos Zoológicos, 11% das instituições e 13% das indústrias responderam ao formulário. Os resultados mais relevantes foram (1) 20% dos Zoológicos empregam pelo menos um nutricionista de animais; (2) 28% conduzem algum tipo de experimento com nutrição; (3) 75% dos Zoológicos acham que ainda têm problemas com doenças nutricionais; (4) 83% gostariam de possuir pesquisas adicionais para ajudar na elaboração de rações; (5) 20% das dietas são registradas em computador; (6) 68% das dietas estão escritas em papel, e (7) 12% das dietas não são especificadas em lugar algum (NIJBOER et al. 1999). Nos Estados Unidos, encontram-se cerca de 370 Zoológicos associados ao American Zoo Association (AZA). Em 1960, foi criado o Nutrition Advisory Group (NAG), com apenas nove membros, objetivando reunir o maior número de informações e experiências em reuniões anuais sobre nutrição de animais silvestres. Hoje, o grupo possui 60 membros, constituídos por nutricionistas de Zoológicos e de indústrias alimentícias. 6 No Brasil, são 120 Zoológicos cadastrados junto à Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB, 1998). Ainda são poucos os profissionais especializados em nutrição e/ou que diariamente se dediquem exclusivamente às dietas dos animais. No entanto, os Zoológicos são fontes de informação importante para os Cetas. A dificuldade dos estudos em nutrição começa com a avaliação dos produtos que são adquiridos para alimentação dos animais. A análise de nutrientes é o principal componente de um programa destinado a garantir o valor nutricional e monitorar a composição de dietas utilizadas para animais em cativeiro (BERNARD e DEMPSEY, 1999). No caso de hortigranjeiros e volumosos, fatores ambientais como temperatura, luminosidade e maturação influenciam o desenvolvimento do vegetal e, conseqüentemente, a sua qualidade.Os volumosos, em particular o feno, são influenciados pela espécie da planta e pela maturidade com conseqüências na composição química, na palatabilidade e na digestibilidade (ULLREY, 1997). Entendemos que o estudo em nutrição de animais selvagens ainda tem muito para evoluir e muitos são os fatores que desanimam o técnico de aprofundar o seu conhecimento na área, mas, a mensagem que fica, é a certeza de que com o esforço de todos e a troca de informações entre os principais centros de manutenção de animais selvagens em cativeiro, conseguiremos avançar nessa área e oferecer, aos animais, as condições necessárias para a sua sobrevivência. Este manual oferece ao técnico do Cetas um agregado de artigos, textos e planilhas que subsidiarão na tomada de decisão no momento de elaborar a dieta de um animal recém-chegado. Consiste, principalmente, na compilação de uma série de informações teóricas e práticas, vividas por vários técnicos que dedicam grande parte do seu tempo ao estudo da nutrição e do manejo alimentar. Bom proveito!! Ana Raquel Gomes Faria 7 2. CONHECIMENTOS BÁSICOS DE NUTRIÇÃO As necessidades nutricionais determinadas pelo Conselho Nacional de Pesquisa (NRC) para animais domésticos e de laboratório podem ser consultadas como guia de concentrações mínimas de nutrientes na dieta, embora não forneçam informações sobre os tipos de alimentos e dietas utilizadas para animais selvagens. A extrapolação dos requerimentos nutricionais de animais domésticos de produção para animais selvagens deve ocorrer de forma criteriosa, evitando assim, possíveis distúrbios fisiológicos. Por exemplo, extrapolar as exigências nutricionais para galinhas poedeiras para outras espécies de galiformes é um erro grave porque, diferente dos animais de produção, os animais silvestres mantidos em cativeiros exigem quantidades menores de nutrientes e energia. O ciclo de postura é reduzido e colocam ovos apenas em determinadas épocas do ano. Por isso, não podem ser comparadas com aves domésticas, melhoradas geneticamente, para manter a postura diariamente ao longo do ano. Por outro lado, a determinação das exigências mínimas nutricionais para animais de companhia, como cães e gatos, podem ser extrapoladas com mais segurança para alimentação de alguns canídeos e pequenos felídeos selvagens. 2.1 Considerações básicas sobre cada nutriente Alimento: Tudo aquilo que se ingere com intuito de saciar a fome. Nutriente: Substâncias contidas nos alimentos que desempenham função específica no organismo (Carboidratos, Lipídios, Proteínas, Vitaminas e Minerais) Os alimentos são classificados de acordo com os principais nutrientes que os compõem. Os nutrientes podem ser divididos em: Macronutrientes: São formados pelos nutrientes fornecedores de energia e componentes estruturais ao organismo. São eles: Carboidratos, Lipídios e Proteínas. Micronutrientes: São biorreguladores. Atuam modulando processos metabólicos 8 como parte de enzimas e coenzimas ou outras estruturas, porém não fornecem energia. 2.1.1 Carboidratos São as fontes de energia mais disponíveis na natureza e são também chamados de poupadores de proteínas. São classificados de acordo com o tamanho da cadeia de carbonos em simples ou complexos. Os carboidratos simples são as menores unidades químicas incluindo diversos tipos de açúcares. Aparecem na forma de mono ou dissacarídeos. Os carboidratos complexos compreendem os oligossacarídeos e os polissacarídeos. As fibras são carboidratos complexos que desempenham funções específicas de regularizar o trânsito intestinal, manter a morfofisiologia da mucosa, prevenir transtornos gastrointestinais. Em animais herbívoros, as fibras também são utilizadas como fontes de energia. SIMPLES Monossacarídeos: Frutas (glicose e frutose) Mel (frutose e outros açúcares) Leite (galactose em forma combinada com a lactose) Dissacarídeos: Açúcares em geral Leite e preparações lácteas (lactose) 9 COMPLEXOS: Polissacarídeos: Cereais em geral, batata e mandioca e os não amiláceos, constituídos pelos volumosos em geral. Após a digestão e absorção, os carboidratos são utilizados na forma de glicose pelo organismo. 2.1.2 Lipídios ou Gorduras ou Extrato Etéreo Representam a principal forma de estocagem de energia no organismo. Caracterizam-se pela insolubilidade em água e solubilidade em solventes orgânicos. Por serem insolúveis em água, requerem condições especiais de digestão e absorção, sendo a sua digestão a mais lenta entre os macronutrientes. São classificados pela complexidade, pelo tamanho de cadeia e pelo grau de saturação. a) Complexidade: Simples: Gorduras neutras (triglicerídeos) Compostos: Fosfolipídios, Lipoproteínas, Glicoproteínas e outros Derivados: Lipídios simples + compostos como ácidos graxos e colesterol b) Tamanho da Cadeia: Triglicerídeos de cadeia curta, média e longa. c) Grau de Saturação: Ácidos graxos saturados e insaturados. As gorduras saturadas são encontradas na gordura visível das carnes, no creme de leite e gordura do coco. As monoinsaturadas nas castanhas, amendoim e abacate, enquanto que as poliinsaturadas nos óleos vegetais. Tradicionalmente, o ácido graxo conhecido como essencial ao organismo e responsável pela integridade das membranas celulares é o ácido linoleico. Esse ácido necessita ser fornecido pela alimentação, pois não é sintetizado no organismo e é responsável pela formação de outros dois ácidos graxos essenciais ao organismo: o ácido linolênico e o ácido araquidônico. É certo que felinos não sintetizam o ácido araquidônico a partir do linoléico, dependendo exclusivamente do seu fornecimento por meio da dieta. 10 Principais funções dos Lipídios: • Armazenar e fornecer energia; • Transportar as vitaminas dependentes (A, D, E e K); • Proteger os órgãos contra choques mecânicos; • Manter a integridade das membranas celulares; • Modular respostas imunológicas. 2.1.3 Proteínas A menor unidade das proteínas chama-se aminoácidos. São conhecidos 22 aminoácidos de importância na natureza, os quais, ligados entre si, dão origem aos peptídeos e proteínas. Uma das classificações da proteína é feita de acordo com as características dos aminoácidos presentes, que podem ser chamados de (a) essenciais – quando o organismo não consegue sintetizar e não pode ser substituído; (b) não essenciais – podem ser substituídos ou sintetizados pelo organismo e, (c) condicionalmente essenciais – em condições normais são sintetizados, mas, em condições especiais, as necessidades específicas aumentam a tal ponto que a síntese orgânica é ineficiente, sendo necessária a suplementação. Para a proteína cumprir a sua função construtora e reparadora, os aminoácidos essenciais deverão ser fornecidos em quantidades adequadas e simultaneamente. Com isso, dá-se origem a outra classificação das proteínas, esta seria em função da presença ou não de aminoácidos essenciais e em que proporção eles aparecem nos alimentos. Proteínas de alto valor biológico: melhor aproveitadas e de desempenho mais eficiente nas funções de crescimento e manutenção do organismo. Chamadas de proteínas completas, pois veiculam todos os aminoácidos essenciais em adequadas proporções. Presentes nos alimentos de origem animal. Proteínas de baixo valor biológico: são proteínas incompletas por apresentarem ausência ou deficiência de certos aminoácidos essenciais. Encontradas em alimentos de origem vegetal. 11 Principais funções das Proteínas: • Atuam como elemento construtor e reparador das células; • Atuam como fonte energética na falta de outros nutrientes (função indesejável); • Repõem a albumina do soro e combate edemas carenciais; • Atuam como constituinte importante de hormônios, enzimas e secreções;• Auxiliam na função da defesa imunológica. 2.1.4 Vitaminas São potentes compostos orgânicos que ocorrem em baixas concentrações nos alimentos e desempenham funções vitais específicas nas células e nos tecidos. São divididas em lipossolúveis e hidrossolúveis: Lipossolúveis: Vitaminas A, D, E e K – caracterizam-se por depender das gorduras para a sua absorção. São armazenadas no fígado em quantidades moderadas. Hidrossolúveis: Vitaminas do Complexo B e C – não dependem das gorduras para absorção e não são armazenadas no organismo. Por isso, obrigatoriamente, precisam ser ingeridas diariamente. Principais funções das vitaminas: • Permitem o crescimento, reparação e manutenção dos tecidos em conjunto com as proteínas e as fontes energéticas; • Atuam como co-fatores de enzimas e outras proteínas especializadas. Principais funções e Fontes de Vitaminas LIPOSSOLÚVEIS Vitamina A – Integridade dos tecidos, visão noturna, desenvolvimento dos ossos e dentes e resistência a infecções. Pré-formada (Retinol): Fígado, Rim, Leite Integral, Creme de Leite, Queijos, Peixes e Gema de Ovo. 12 Pro-vitamina (Caroteno): Vegetais folhosos, Legumes ou Frutos, Óleo de Fígado de Bacalhau. Vitamina D – Regula o metabolismo de Cálcio e Fósforo. Essencial para a mineralização óssea e dos dentes. Encontrada no óleo de Fígado de Bacalhau, Peixe, Fígado e Ovos. Vitamina E – Reprodução, integridade dos músculos e nervos, antioxidante de gorduras. Presente no Óleo de soja, Girassol, Amendoim, Milho, Gema de Ovo, e Vegetais Folhosos. Vitamina K – Coagulação sanguínea e metabolismo ósseo. Encontrada na Couve, na Couve-flor, no Espinafre, no Fígado e no Leite de vaca. Em menor quantidade, em cereais como trigo e aveia. HIDROSSOLÚVEIS Biotina – Atua no metabolismo dos açúcares e gorduras. Encontrada nas carnes em geral, Gema de Ovo e Leguminosas. Vitamina B1 – Atua no metabolismo energético e na integridade do sistema nervoso e cardiovascular. Presente em Legumes, Raízes, Leite, Vísceras, Pescado, Gema de Ovo, Amendoim e Cereais como Gérmen de Trigo e todos os integrais. Vitamina B2 – Atua na manutenção da pele e dos olhos. Atua também no metabolismo energético. As principais fontes são: Carnes, Vísceras, Leite, Queijos, Gema de Ovo, Vegetais Folhosos, Leguminosas e algumas Frutas. Niacina – Atua no metabolismo energético. Encontrada em Carnes, Vísceras, Pescado, Gema de Ovo, Leite, Amendoim e outras Leguminosas, Pimentão, e algumas Frutas. Vitamina B6 – Participa do metabolismo dos aminoácidos e no sistema nervoso. Está em alimentos de origem animal e entre os vegetais, na Batata Inglesa, Aveia, Banana, e Germen de Trigo. Vitamina B12 – Síntese de DNA e formação das células vermelhas do sangue. Presente nos alimentos de origem animal como Carne, Fígado, Rim, Gema de Ovo, Leite, Queijos e Pescado. 13 Ácido Fólico – Síntese de ácidos nucléicos, formação das células vermelhas do sangue. Presente em Vegetais Folhosos, Fígado e Leveduras. Ácido Pantotênico – Atua no metabolismo energético, síntese de colesterol, de hemoglobina e de neurotransmissores. Encontrada em alimentos como Fígado, Rim, Coração, Ovos, Leite, Trigo, Centeio, Soja e Brócolis. Vitamina C – Participa da formação do colágeno e dos ossos, da cicatrização e no aumento da resistência do organismo. Presente em alimentos como a Bertalha, o Brócolis, a Couve, o Pimentão, o Caju, a Manga, o Agrião, a Goiaba e as Frutas Cítricas. 2.1.5 Minerais São nutrientes utilizados na forma original, com funções essenciais ao organismo, principalmente como catalisadores em sistemas enzimáticos. Macroelementos: Presentes em quantidades relativamente elevadas – Cálcio, Fósforo, Potássio, Cloro, Enxofre, Magnésio e Sódio. Microelementos: Presentes em quantidades relativamente baixas – Ferro, Iodo, Cobre, Cobalto, Manganês, Zinco, Molibdênio, Flúor, Cromo e Selênio. Principais Funções e Fontes de Minerais MACROELEMENTOS Cálcio: É o elemento mineral necessário em maior quantidade nas dietas. Principais funções: � Formação do esqueleto: 99% do Ca está presente nos ossos e dentes � Presente no sistema auditivo: ossos martelo, bigorna e estribo � Formação dos dentes � Presente no leite e na casca do ovo � Processo de coagulação: Pro-trombina + Cálcio = Trombina � Equilíbrio ácido-básico e pressão osmótica � Processo de contração muscular 14 Fósforo: É o elemento mineral mais abundante nos alimentos de origem animal e vegetal. � Formação do tecido ósseo: 80% do P orgânico � Presente na composição dos dentes � Componente dos fosfolipídios � Equilíbrio ácido-básico � Equilíbrio osmótico � Metabolismo energético: ATP, ADP, AMP, GTP, GDP FATORES QUE ALTERAM A ABSORÇÃO DO CÁLCIO E DO FÓSFORO: � Relação Ca:P normal de 2:1 (igual ao conteúdo ósseo). Para aves em fase de postura essa relação pode chegar até 3 ou 3,5:1 � Vitamina D3: relacionada à absorção de cálcio � Elementos que reduzem a disponibilidade: Ferro, oxalatos, fitatos � Hormônios circulantes: Estrogênio, calcitonina, tirocalcitonina Deficiência de cálcio e fósforo � Raquitismo e osteoporose � Arqueamento � Tetania (contração muscular) � Apetite depravado � Problemas reprodutivos Principais Fontes: Leite e derivados, Vegetais Folhosos Escuros, Fosfato bicálcico, Carbonato de Cálcio. Magnésio: Participa da formação dos ossos, das reações metabólicas em nervos e músculos. Presente na Soja e no Germen de Trigo. Na, Cl e K: Participam de processos vitais. Responsáveis pelos mais diversos processos metabólicos. Presente no Sal (Na e Cl), em Frutas e Vegetais Crús, no Leite e seus derivados (K). 15 Ferro: Elemento ativo na hemoglobina, no músculo e em vários processos enzimáticos. Encontra-se em Alimentos de Origem Animal. Zinco: Participa do crescimento e desenvolvimento sexual, resposta imunológica, paladar, visão noturna, integridade da pele e outras funções vitais. Encontrado em Carnes Vermelhas, Semente Girassol, Cereais Integrais e Leguminosas. Iodo: Hormônios da tireóide. Peixes, Sal Iodado, Leite Fresco e derivados. Cereais e Carne de Vaca. Cobre: Reações metabólicas para manter o esqueleto, produção de células vermelhas normais. Soja e Leguminosas. Selênio: Interage com a vitamina E. Previne processos oxidativos. Peixes e Carnes em Geral e Leguminosas. Mn e Mo: Cofator de metaloenzimas. Co-fator de enzimas envolvidas em reações de oxidação e redução. Grãos Integrais, Carnes e Leguminosas. 16 3. FISIOLOGIA DIGESTIVA Um ponto de partida para estudos na área de nutrição de animais selvagens seria o conhecimento da fisiologia e anatomia digestiva das espécies, devido à estreita relação entre o trato gastrointestinal (TGI) e a utilização dos alimentos e nutrientes. Os mamíferos podem ser classificados de acordo com as divisões estomacais: Animais de estômago simples (monogástricos) Animais de estômago composto (poligástricos) – todos os animais poligástricos são herbívoros. Exemplos de poligástricos ruminantes: bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos, camelídeos (norte africanos – camelos e dromedários e sul americanos – alpacas e vicuñas). Elandes, antílopes, cervos, alces, girafas, veados brasileiros (catingueiro, mateiro, bororo, etc.). Exemplos de poligástricos não-ruminantes: canguru, hipopótamo Os monogástricos podem ser divididos em: � Herbívoros: cavalo, zebra, coelho, lebre, rinoceronte, alguns primatas (bugio, muriqui, uacari, macaco da noite, orangotango), urso-de-óculos, preguiça. � Onívoros: suínos, javali, cateto, queixada, lobo-guará, irara, guaxinim, gambá, a maioria dos primatas, cachorro-do-mato, quati. � Carnívoros: felinos, lontra, ariranha. 17 Nos herbívoros monogástricosocorre uma considerável digestão fermentativa – em maior ou menor grau, dependendo da localização das câmaras de fermentação. Nos onívoros e carnívoros predomina a digestão enzimática, o que não significa que não ocorra alguma digestão fermentativa. Os herbívoros ainda podem ser divididos em: Fermentadores pré-gástricos – ruminantes (veados) ou não ruminantes (preguiça). Fermentadores pós-gástricos (intestinais caudais) – fermentadores cecais: coelhos, roedores. Fermentadores colônicos: cavalo, rinoceronte, primatas folívoros, elefante, koala. Alguns animais onívoros apresentam cólon saculado (cateto, queixada, macacos do novo mundo, etc) e os carnívoros apresentam cólon não saculado. As aves podem ser classificadas de diversas maneiras: frugívoras, insetívoras, carnívoras, granívoras, etc. A grande maioria das espécies possui alguma particularidade fisiológica e anatômica que as diferem dos mamíferos monogástricos. Seriam elas: o papo ou englúvio, o pró-ventrículo e a moela, além da presença de dois cecos. Algumas aves, como o pingüim, não possuem papo ou moela. Todas essas estruturas estão diretamente relacionadas com o hábito alimentar do animal. Macaco da Noite: animal mais folívoro Felino: animal estritamente carnívoro 18 Os répteis também podem ser classificados como: Carnívoros: ofídios em geral, crocodilianos e quelônios de água doce Herbívoros: iguanas – quando jovem, a iguana é alimentar insetívora Onívoros: jabutis DIGESTÃO NOS MONOGÁSTRICOS � Mecânica (mastigação, movimentos de contração) � Química (enzimática) � Microbiana (enzimática, realizada por bactérias e protozoários) (a) Digestão na boca: principalmente mecânica pelos movimentos mastigatórios. Para aves (ausência de dentes) e carnívoros (rápida deglutição) não tem importância. A α-amilase presente na saliva, inicia a digestão enzimática (ausente em eqüinos e carnívoros). (b) Digestão no estômago: secreção de suco gástrico, constituído de água, sais inorgânicos, muco, pepsinogênio, lípase, quimosina (renina) e ácido clorídrico a 0,1N. A quimosina tem ação coaguladora do leite (importante para filhotes). A lipase estomacal, se comparada à pancreática, tem pouca importância na digestão das gorduras de animais adultos. Iguana: animal herbívoro quando adulto Destaque para a moela da ave ou estômago mecânico. Onde ocorre a trituração do alimento e a maior parte da quebra das proteínas. 19 (c) Digestão no Intestino Delgado: basicamente enzimática. Quatro secreções estão presentes neste local: suco duodenal, bile, suco pancreático e suco entérico. (d) Digestão no Intestino Grosso: basicamente fermentativa, dependendo da qualidade do material que chega ao IG, do tempo de retenção, da espécie animal com seus respectivos sítios de fermentação. Nos herbívoros monogástricos, esta fermentação tem grande significado energético e, nos lagomorfas, podem contribuir, além da energia fornecida pelos ácidos graxos voláteis (AGVs), fornecem um aporto considerável de proteínas, devido à ação fisiológica de ingestão dos cecotrofos. Na capivara existem sugestões de coprofagia. As vitaminas produzidas pelos microorganismos (vitaminas do complexo B e vitamina K) podem ser parcialmente absorvidas e aproveitadas pelo hospedeiro. PARTICULARIDADES NA DIGESTÃO DE RECÉM-NASCIDOS E LACTENTES Durante um curto período após o nascimento, o intestino do filhote é permeável a proteínas colostrais, imprescindível para a transferência de gamaglobulinas (anticorpos), via leite materno, para o recém-nascido. As imunoglobulinas são absorvidas intactas para o sistema linfático. Ao nascimento, a atividade da α-amilase, maltase e sacarase é pequena, enquanto que a da lactase é alta, descrescendo muito com a maturidade do animal. A capacidade de digerir gorduras em animais muito novos é relativamente baixa (incluindo as aves). Isto deve-se, principalmente, à pequena capacidade do fígado em produzir bile. No entanto, alguns psitacídeos alimentam seus filhotes com uma dieta muito rica em lipídeos, chegando a 20% do total da dieta. A digestão, nesses casos, é facilitada pelas enzimas contidas no bolo alimentar regurgitado para o filhote. 20 DIGESTÃO NOS RUMINANTES (a) Digestão na boca: saliva abundante e contínua com ausência de enzimas e com alto poder tamponante (sódio e potássio). Fonte de nutrientes para os microorganismos do rúmen. A quantidade de saliva produzida está diretamente relacionada com a matéria seca e a forma física da dieta (tamanho da fibra). Uma dieta à base de volumosos é importante para aumentar a secreção de saliva e a tamponamento ruminal. (b) Digestão no estômago: estômago dividido em quatro compartimentos – rúmen, retículo, omaso e abomaso. Os três primeiros não secretam enzimas e precedem o estômago verdadeiro e glandular (abomaso). O rúmen funciona como uma câmara de armazenamento e fermentação dos alimentos, produção de ácidos graxos voláteis (acético, propiônico e butírico), proteína microbiana e outros produtos. Processo Fermentativo e Microbiota Ruminal � A população microbiana é representada por bactérias e protozoários (alguns estudos indicam a presença, mínima, de fungos e leveduras). � O ambiente tem pouco O2, sendo predominantemente a fermentação anaeróbia. 21 � As bactérias produzem enzimas capazes de degradar carboidratos estruturais. Além destes, também degradam os carboidratos solúveis (açúcares e amido). � Como produtos da fermentação podem ser citados os ácidos graxos voláteis (AGVs), com produção dos ácidos acético, propiônico e butírico em maior quantidade, e dos ácidos valérico e isovalérico em menor quantidade. Produzem ainda gases como o dióxido de carbono, metano, hidrogênio, gás sulfídrico, monóxido de carbono, etc. � Os microrganismos sintetizam também vitaminas do complexo B e vitamina K. � As bactérias ruminais são capazes de combinar o nitrogênio (proveniente da proteína alimentar ou de fontes não protéicas – NNP) com esqueletos de carbono para formar sua própria proteína. Após um período estes microrganismos são movidos para o TGI e destruídos, constituindo-se em fonte protéica para o hospedeiro. (c) Digestão específica no RUMÉN: Carboidratos – os produtos finais mais importantes da fermentação dos carboidratos são os ácidos graxos voláteis. A proporção de AGVs varia de acordo com a composição da dieta. Dietas ricas em alimentos volumosos fornecem maiores quantidades de acetato, enquanto dietas ricas em alimentos concentrados (carboidratos simples) aumentam a proporção de propionato. Dietas pobres em volumosos e ricas em concentrado, para a maioria dos ruminantes, não estimulam uma produção de saliva suficiente para garantir o tamponamento ruminal. Este fato associado a uma queda brusca no pH ruminal pelo amido (presente nos carboidratos) causa um distúrbio metabólico chamado de acidose que, dependendo do grau, pode levar o animal ao óbito. Proteínas – as bactérias podem utilizar fontes protéicas e não protéicas para sintetizar suas próprias proteínas. A extensão com que as bactérias utilizam a proteína da dieta depende, basicamente, do grau de degradabilidade da mesma no rúmen (ex. soja – mais degradável; farinha de peixe – menos degradável). A 22 capacidade das bactérias utilizarem o nitrogênio não-protéico (NNP) depende, primeiramente, da quantidade de energia fornecida pelos carboidratos, da degradabilidade e da capacidade de crescimento da população microbiana. Lipídios – como as bactérias não são capazes de sintetizar ácidos graxos poliinsaturados, limitando-se à síntese de ácidos graxos saturados e aos ramificados, os ácidos graxos da dieta são hidrogenados (saturados) antes da síntese e incorporação. EXEMPLOS:23 4. ANÁLISE DOS COMPONENTES DA DIETA Os rotineiros problemas de alimentação em cativeiro estão relacionados, principalmente, (a) à qualidade dos produtos oferecidos; (b) ao manuseio e preparo da alimentação; (c) à adaptação do animal à dieta em cativeiro; e, (d) à determinação da quantidade que cada animal irá consumir. Uma dieta mal planejada, na maioria das vezes, ocasionará problemas extremos ligados à subnutrição, seja por falta ou excesso de um determinado nutriente oferecido. Classificação dos Alimentos a) VOLUMOSOS – Nível de Fibra Superior a 18%, Ex. => Forragens secas: fenos, palhadas, cascas de grãos, etc. Forragens aquosas: silagens, pastagens, raízes e tubérculos b) CONCENTRADOS – Nível de Fibra Inferior a 18%, Ex. => Energéticos: Nível de proteína inferior a 16%. Protéicos: Nível de proteína superior a 20% podendo ser de origem animal ou de origem vegetal. c) SUPLEMENTOS – Minerais Vitaminas Aminoácidos d) ADITIVOS – Promotores de crescimento: antibiótico, hormônios, probióticos. Preservadores da qualidade: antioxidantes, antifúngicos, sequestrantes. Melhoram a qualidade física do alimento: melaço, aglutinantes, flavorizantes, aromatizantes, acidificantes. 24 5. ARMAZENAMENTO E PREPARO DOS ALIMENTOS Parte do conteúdo deste capítulo foi retirada da Cartilha sobre boas práticas para serviços de alimentação, publicada pela ANVISA, por meio da Resolução-RDC nº 216/2004. Trabalhar com produtos de época, além de favorecer o oferecimento de alimentos variados e frescos ao longo do ano, minimiza o custo da dieta por animal. O fornecimento de produtos hortifrutigranjeiros e carnes deve ser planejado de acordo com a disponibilidade de espaço para um bom armazenamento. (a) Armazenamento dos Alimentos Compre os ingredientes em estabelecimentos limpos, organizados e confiáveis. Armazene imediatamente os produtos congelados e refrigerados e depois os produtos não-perecíveis. Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, ventilados e protegidos de insetos e outros animais. As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos. Nunca guarde os produtos de limpeza junto com os alimentos. Não utilize produtos de limpeza clandestinos. A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas, ratos e outras pragas. Os venenos devem ser aplicados somente quando necessário e sempre por empresa especializada. Quanto ao local de armazenamento, em locais de clima muito quente, as câmaras frigoríficas são a melhor solução. A temperatura interna das câmaras deve ser ajustada para 10-12 oC para hortifrutigranjeiros e 5-8 oC para as carnes. Já em locais de clima frio, os produtos hortifrutigranjeiros poderão dispensar esses cuidados, mas, o armazenamento de carnes ainda deverá ser feito em algum tipo de câmara fria. Em caso de armazenamento de carnes e pescados congelados, recomenda-se que o tempo de congelamento não ultrapasse 03 meses. Os alimentos congelados e refrigerados não devem permanecer fora do freezer ou geladeira por tempo prolongado. Não descongele os alimentos à temperatura 25 Os alimentos congelados e refrigerados não devem permanecer fora do freezer ou geladeira por tempo prolongado. Não descongele os alimentos à temperatura ambiente. Deixe o alimento na geladeira até descongelar. As carnes devem ser descongeladas dentro de recipientes. Não use e não compre produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. Limpe as embalagens antes de abri-las. Os ingredientes que não forem utilizados totalmente devem ser armazenados em recipientes fechados. Quanto aos produtos industrializados, o planejamento das entregas deverá respeitar o seu prazo de validade, a capacidade interna do almoxarifado e as condições do local de armazenamento. Os sacos de ração deverão ser empilhados sobre estrado suspenso do chão em, pelo menos, 25 cm. Os estrados devem ser distribuídos de forma que fiquem afastados das paredes e próximos à área de circulação de ar. Os sacos de ração devem estar dispostos de forma para permitir a circulação de ar entre eles, respeitando o limite máximo de 10 sacos por pilha. Armazenamento de rações sobre estrados Todos os produtos deverão ser armazenados em locais frescos, sem excesso de umidade e livre do ataque de roedores e insetos. Os suplementos minerais e vitamínicos precisam de salas próprias, refrigeradas e sem a incidência de luz direta. O cuidado especial é necessário, visto que, são produtos de alta perecibilidade e podem, com facilidade, perder suas características nutricionais. (b) Manuseio e Preparo da Alimentação Processos de Higienização e Desinfecção 26 Cuidados sanitários especiais são necessários para evitar que restos de alimentos acumulem pelo chão e nos cantos da parede, contribuindo assim, para o apodrecimento dos produtos e o aparecimento de insetos e roedores. Diariamente, panos úmidos com desinfetante devem ser passados no chão e nas mesas após o preparo do alimento e, no mínimo 01 vez na semana, todo o ambiente da cozinha deve ser lavado. O desinfetante mais eficiente é o cloro. A diluição do cloro em água serve para desinfecção do ambiente, de utensílios, frutas e verduras. O cloro é um desinfetante de amplo espectro e pode ser utilizado para uma série de propósitos dependendo da concentração utilizada, além de permanecer estável durante 06 meses após o preparo, quando corretamente armazenado. a) solução 0,5% - Desinfecção rápida (05 minutos). Conveniente para limpar superfícies após o preparo do alimento; b) solução 0,2% - Desinfecção em médio prazo (02 horas). Imersão de utensílios e alimentos; c) solução 0,1% - Desinfecção em longo prazo (06 horas). Limpeza de paredes, gaiolas e utensílios de alimentação. Obs: Para perfeita eficiência do cloro é preciso que seja retirado todo o resíduo de matéria orgânica dos utensílios – pré lavagem (restos de fezes ou de alimentos). Alimentos como frutas, legumes e hortaliças devem ser higienizados. A correta higienização elimina os micróbios patogênicos e os parasitas. Para higienização de hortaliças, frutas e legumes: 1. Selecionar, retirando as folhas, partes e unidades deterioradas; 2. Lave em água corrente vegetais folhosos (alface, escarola, rúcula, agrião, etc.) folha a folha, e frutas e legumes um a um; 27 3. Colocar de molho por 10 minutos em água clorada, utilizando produto adequado para este fim (ler o rótulo da embalagem), na diluição de 200 ppm (1 colher de sopa para 1 litro); 4. Enxaguar em água corrente vegetais folhosos folha a folha, e frutas e legumes um a um; 5. Fazer o corte dos alimentos para a montagem dos pratos com as mãos e utensílios bem lavados; 6. Manter sob refrigeração até a hora de servir. Adaptado: BRASIL. CGPAN/SAS/Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira: Promovendo a alimentação saudável, 2005. Processos de Preparo da Alimentação Quem é o manipulador de alimentos? É a pessoa que lava, descasca, corta, rala, cozinha, ou seja, prepara os alimentos. O que fazer? 1. Esteja sempre limpo; 2. Use cabelos presos; 3. O uniforme deve ser utilizado somente na área de preparo do alimento; 4. Troque o uniforme diariamente, pois ele deve estar sempre limpo e conservado; 5. Retire brincos, pulseiras, anéis, aliança, colares, relógio e maquiagem; 6. Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro, de atender ao telefone e de abrir a porta; 7. Na área de preparo, a pia para lavar as mãos não deve ser a mesma para a lavagem dos vasilhames; 8. Mantenhaas unhas curtas e sem esmalte; 9. Preste atenção para não fumar, comer, tossir, espirrar, cantar, assoviar, falar demais ou mexer em dinheiro durante o preparo dos alimentos; 28 10. Se estiver doente ou com cortes e feridas nas mãos, não manipule os alimentos; 11. Faça sempre exames periódicos de saúde. Para lavagem correta das mãos siga os seguintes passos: • Utilize a água corrente para molhar as mãos; • Esfregue a palma e o dorso das mãos com sabonete, inclusive as unhas e os espaços entre os dedos, por aproximadamente 15 segundos; • Enxágüe bem com água corrente retirando todo o sabonete; • Seque-as com papel toalha ou outro sistema de secagem eficiente; • Esfregue as mãos com um pouco de produto anti-séptico. 29 MODELO DE CRONOGRAMA UTILIZADO EM CETAS (MODELO CETAS RJ) É importante que o técnico faça um roteiro simples e direto para que os tratadores possam se orientar ao longo do dia sem esquecer itens importantes. O roteiro deve ser colocado em local de fácil acesso e deve ser dividido de acordo com a rotina de cada Cetas. ROTEIRO DIÁRIO DA COZINHA DOS ANIMAIS MEDIDAS DE HIGIENE 1. LAVAR AS MÃOS SEMPRE QUE MANIPULAR OS ALIMENTOS 2. LAVAR COM ÁGUA CLORADA TODAS AS FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS DO DIA 3. LAVAR OS VASILHAMES COM ÁGUA CLORADA E DETERGENTE NEUTRO 4. LAVAR A COZINHA COM ÁGUA CLORADA E DETERGENTE NEUTRO 2X NA SEMANA 5. DIARIAMENTE, LAVAR BANCADAS COM ÁGUA CLORADA E DETERGENTE NEUTRO ALIMENTAÇÃO DA MANHÃ 1. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DE TODAS AS AVES E ANIMAIS INTERNADOS (IMPORTANTE: Os animais internados devem ser tratados separadamente) 2. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DO QUATI E DOS PRIMATAS MAIORES 3. PREPARAR A ALIMENTAÇÃO DOS RÉPTEIS (2a, 4a e 6a) ALIMENTAÇÃO DA TARDE 1. COLOCAR OVOS PARA COZINHAR (2a e 4a) 2. COLOCAR ABÓBORA E BATATA-DOCE PARA COZINHAR (3a e 5a) 3. PASSAR A CARNE DO DIA SEGUINTE PARA A GELADEIRA 30 FLUXOGRAMA DE ENTRADA E SAÍDA DE ALIMENTOS 31 6. APRESENTAÇÃO DA DIETA E ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL Um dos fatores de maior relevância na elaboração de dietas para animais selvagens é a apresentação da dieta. Fazer com que a alimentação atenda aos anseios nutricionais, morfofisiológicos e psicológicos de cada animal. Os aspectos morfofisiológicos estão relacionados com o tipo de dentição, a forma de apreensão e a estrutura do aparelho digestivo. Comparando a dieta de uma Cutia e de um Veado, observa-se que, para cutia, um típico roedor, os alimentos devem ser abrasivos e ajudar no processo de desgaste dos incisivos, enquanto que para o Veado, por não precisar do processo de desgaste dos dentes, os alimentos devem ser preparados em cortes menores e, se possível, passados em processadores de alimentos. O hábito alimentar dos animais, relacionado com a estrutura gastrointestinal, também fornece informações importantes sobre o tipo de corte e tamanho dos alimentos fornecidos. É importante ressaltar que esses fatores devem ser avaliados em conjunto. Retornando ao exemplo da cutia e do veado, ambos são de hábito alimentar herbívoro, no entanto, devido às diferenças morfológicas, devem ser alimentados de forma diferente. Os fatores psicológicos estão relacionados com o “bem-estar” do animal. Espécies mais inteligentes como primatas e psitacídeos, que utilizam o alimento não apenas para saciar sua fome, mas também como uma forma de terapia ocupacional, devem ser alimentadas várias vezes ao dia de forma criativa. É comum encontrar papagaios arrancando as próprias penas e primatas em verdadeiros ataques nervosos ou arrancando os pêlos do corpo, por problemas relacionados ao estresse do cativeiro. Com isso, o alimento se torna um atrativo, um momento de ocupação e diversão. Diversificar e fracionar a alimentação, disponibilizar alimentos mais trabalhosos, que exijam um desprendimento de tempo para consumo maior por parte do animal, podem ser alternativas para minimizar o impacto do cativeiro. Para psitacídeos, alimentos como coco seco, amendoim com casca (com moderação), cana-de-açúcar e milho em espiga podem ser uma boa alternativa. Para primatas, espalhar pelo recinto sementes de arroz com casca, abóbora seca sem sal, rações secas ou outros alimentos não perecíveis para que 32 eles passem boa parte do tempo procurando o alimento pelo recinto. Muitas vezes, medidas de adequação dos recintos resolvem o problema de estresse em cativeiro. Essas medidas consistem na adequação de poleiros, melhora da ambientação, disponibilização de pontos de fuga, tocas, abrigos, etc. O conceito “enriquecimento ambiental” está bem difundido e existem disponíveis diversas técnicas para manutenção de animais em cativeiro. Adaptação à dieta Nenhum alimento é nutricionalmente completo. No momento da escolha, os alimentos devem contribuir com o fornecimento dos principais nutrientes: Carboidratos, Proteínas, Gorduras, Fibras, Minerais e Vitaminas. Por isso, a dieta deve ser diversificada, sempre utilizando uma boa ração comercial como base. Existe uma série de vantagens e desvantagens na utilização dos alimentos naturais e das rações, o que torna a sua utilização conjunta necessária e vantajosa para o animal. As proporções dos alimentos na dieta variam de acordo com o hábito alimentar da espécie, o que será discutido posteriormente. Para saber o conteúdo nutricional dos alimentos, tabelas de composição química dos alimentos devem ser consultadas (ver anexo). Uma vez elaborada a dieta, qualquer alteração deve ser gradativa. Para animais recém-chegados existem dois tipos de adaptação à dieta: daqueles animais que chegaram de algum cativeiro e daqueles que chegaram da natureza. Os animais provenientes de cativeiro normalmente estão acostumados aos itens 33 alimentares disponíveis no centro de triagem. No entanto, é importante que o maior número de informações sobre esse animal seja fornecida, principalmente com relação à alimentação. Em um primeiro momento, deve-se satisfazer o animal, fornecendo alimentos que ele está acostumado a consumir. Esse momento pode durar dias ou até semanas, dependendo da sua adaptação ao novo ambiente. A partir do momento que o animal estiver ambientado, inicia-se o processo de adaptação à dieta balanceada. Para os animais com procedência de natureza, a adaptação precisa ser imediata, uma vez que, dificilmente existem esses itens alimentares disponíveis em quantidade suficiente para supri-los. Nesses casos, o cuidado deve ser redobrado. Os alimentos devem ser fornecidos frescos, várias vezes ao dia, em pequenas quantidades, dispostos individualmente na vasilha. Para algumas espécies de carnívoros, é comum que passem alguns dias sem se alimentar antes de aceitar a alimentação de cativeiro. O importante é deixar uma solução hidratante disponível para o tempo inteiro e fornecer diariamente a alimentação até a habituação do animal. Durante a fase de adaptação, os alimentos devem ser quantificados e distribuídos individualmente nas vasilhas. As sobras devem ser recolhidas e quantificadas diariamente para controle da ingestão. Os alimentos devem ser alternados ao longo da semana para observação das preferências. Com esses dados, o técnico terá condições de elaborar uma dieta apropriada para o animal. Espécies com hábitos alimentares mais específicos (ex. tamanduás e preguiças) necessitam de maiores cuidados. Para mantê-los em cativeiro é necessário que sejam oferecidos, em dias alternados, os alimentos que essas espécies estão habituadas a consumir na natureza. O importante é que a nova dieta esteja sempre à disposição e que seja trocada diariamente, mesmo que não haja consumo. A suplementação mineral e vitamínica deve ser realizada com muita cautela. Algumas vitaminas, comoas lipossolúveis (A, D, E e K) e os minerais, quando oferecidos em excesso, podem causar danos tão graves quanto à deficiência. Por isso, as suplementações devem ser recomendadas com base na 34 análise nutricional do alimento para corrigir deficiências específicas e para suprir alguma exigência de determinado nutriente de algumas espécies (ex. V it D3 para calitriquídeos sem exposição ao sol, Cálcio para dietas à base de músculo bovino ou insetos, Vit K para tamanduás, Tiamina e Vit E para pescados congelados, etc.). De posse desses dados conclui-se que a dieta perfeita deverá ser: palatável, livre de microorganismos, em quantidade e qualidade suficiente, digestível, de fácil obtenção e o mais econômica possível. Em Centros de Triagem, é normal que os animais cheguem com um alto nível de estresse. Nesses casos, a hidratação é o fator mais importe. Por isso, nas primeiras duas horas após o recebimento dos animais, verifique se todos estão com acesso a um soro caseiro ou soro fisiológico, acrescidos de um pouco de mel. 35 6. Determinação da quantidade de alimento oferecido ENERGIA Independente da finalidade – manutenção, reprodução ou produção – os animais necessitam primariamente da energia obtida a partir da oxidação de alguns nutrientes. Toda substância contendo carbono e hidrogênio pode ser oxidada fornecendo energia. No entanto, nem toda energia bruta fornecida pela oxidação das substâncias pode ser aproveitada pelos animais (ex. óleo mineral). Partição da energia: A energia não é um nutriente, é uma entidade química que pode ser mensurada, ou seja, a quantidade de calor que os alimentos desprendem quando oxidados. A energia desprendida da queima total dos alimentos é denominada ENERGIA BRUTA (EB). A EB presente nos alimentos pode ou não ser aproveitada pelo animal. A energia aproveitada pelos animais pode ser mensurada diminuindo da EB a energia perdida pelas fezes – ENERGIA DIGESTÍVEL (ED), ou ainda, diminuindo da ED a energia perdida pela urina e os gases – ENERGIA METABOLIZÁVEL (EM), ou ainda, diminuindo da EM a energia perdida pelo incremento calórico – ENERGIA LIQUIDA (EL). A EL pode ainda ser dividida em EL de mantença e EL de produção. Para as aves, determina-se diretamente a EM, uma vez que não é possível separar as fezes da urina. Uma outra forma de obter a EB dos alimentos é por meio de cálculos diretos, baseados na energia de cada nutriente. Nutrientes % Kcal/g E.B. (Kcal) Umidade 10 - - Proteína Bruta 9 5,65 50,85 Extrato Etéreo 4 9,40 37,60 Fibra Bruta 5 4,15 20,75 Cinzas 5 - - ENN* 67 4,15 278,05 TOTAL 100 387,25 * ENN = 100 – (% Umidade + % PB + % EE + % FB + % Cinzas) 36 A unidade de medida da energia é chamada caloria. Caloria é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1g de água de 14,5oC para 15,5oC. A quantidade de alimento que uma determinada espécie irá consumir diariamente dependerá, exclusivamente, do gasto energético necessário para sua manutenção em cativeiro. Para isso, torna-se necessário conhecer o seu peso metabólico por meio do seu metabolismo basal, isto é, a energia mínima despendida pelo animal em jejum, descansado e em repouso. O metabolismo basal está relacionado com perdas de energia radiante por meio da pele, portanto com superfície corporal. Esta, por sua vez, relaciona-se com o peso vivo. Dessa maneira, relaciona-se o ganho corporal às necessidades energéticas do animal, por modelos matemáticos. Y = a. Xb onde: X = peso vivo b = 0,75 (constante) a = valor variável de acordo com a produção ou trabalho exercido pelo animal. Desta forma, teríamos um modelo matemático não linear, expresso pela equação acima. Xb = PV0,75 = Peso Metabólico (P0,75 equivale à raiz quarta do peso elevado ao cubo) O uso do peso metabólico permite comparações entre animais de pesos e tamanhos diferentes e mesmo entre espécies diferentes. Esta taxa pode sofrer alterações de acordo com as espécies. Roedores e carnívoros desérticos apresentam taxas menores, enquanto mamíferos marinhos, mustelídeos e 1 Kcal = 1.000 calorias 37 lagomorfas apresentam taxas maiores. De uma maneira geral, a taxa metabólica basal para a maioria dos mamíferos placentários é: 70 Kcal x (PV0,75). Prioritariamente, o animal utiliza a energia para manutenção de sua própria vida, ou seja, para o funcionamento normal de seu organismo. Após atingidas essas necessidades, o animal dispensará energia para a produção e, finalmente, em caso de excessos, para estocagem em depósitos corporais na forma de gordura. Em caso de déficit energético, o primeiro reflexo negativo ocorre na produção e deposição de tecidos corporais. As aves interrompem a postura, os animais jovens reduzem ou interrompem o crescimento, fêmeas gestantes abortam. Se a energia ingerida for suficiente para a manutenção, nenhum sintoma ocorrerá além da interrupção de ações extras relativas à produção. No entanto, se o déficit for alto e por tempo prolongado, o animal entra em um processo de catabolismo na tentativa de repor a energia para os processos metabólicos vitais. Este catabolismo segue uma ordem: � Utilização de reservas de glicogênio hepático e muscular (somente o glicogênio cardíaco é poupado). Estas reservas são pequenas, servindo como fonte de energia por um curto prazo. � Utilização das reservas de gordura – quase todos os lipídios são utilizados, com exceção dos lipídios estruturais. � Utilização das proteínas tissulares para manutenção da glicose sangüinea e outras atividades básicas. 38 Sugere-se que os animais dos Cetas sejam mantidos com as fórmulas utilizadas para manutenção de acordo com a tabela abaixo extraída do Tratado de Animais Selvagens – seção 6. De posse da quantidade de energia que a espécie necessitará, a determinação da quantidade de alimentos deverá com cautela seguindo os seguintes critérios: Dominância: Quando os animais estão em grupos, a quantidade de alimento deverá se acrescida de, pelo menos, 20% para proporcionar igualdade de consumo para todos. Temperatura: Ao contrário dos répteis que aumentam o consumo de alimentos durante os períodos mais quentes do ano, alguns mamíferos e aves em geral 39 diminuem o consumo. As rações para aves devem ser balanceadas de forma que, mesmo com consumo inferior, a demanda de nutrientes seja adequada. Para primatas, frutas aquosas e verduras devem fazer parte do cardápio e alimentos mais gordurosos devem ser evitados. No entanto, para os répteis, os alimentos devem fornecer um estoque de energia necessário para sua manutenção nos períodos mais frios do ano. Enfermidades: Como grande parte dos casos de enfermidades em animais selvagens estão relacionados com a alimentação, é natural que se faça um maior aporte de nutrientes nessa fase. Para isso, os alimentos devem contribuir com altos níveis de energia para que não seja necessário um grande consumo por parte do animal. Normalmente, multiplica-se a TMB requerida pela espécie por 4 ou 5 dependendo da gravidade da enfermidade. Tipo de recinto: Quanto maior o recinto maior a probabilidade do animal se exercitar e com isso, gastar energia. Nesse caso, a exigência de energia poderá ser maior. Características da espécie: Existem espécies naturalmente de metabolismo mais lento, que passam a maior parte do tempo em repouso (felinos). Em contrapartida, existem aquelas mais ativas que despendem maior energia ao longo dia (primatas onívoros). A quantidade de energia requerida aumentará de acordo com o grau de atividade do animal. Espécies que reduzem sua atividade metabólica em determinadas épocas do ano necessitam de um aporte maior de energia para acumularem gordura necessária para longos períodos de jejum. Estado fisiológico: Refere-seà idade do animal, período reprodutivo, estágio de lactação e etc. Animais mais velhos tendem a utilizar uma quantidade inferior de energia quando comparados com animais mais jovens, em crescimento. Animais em período reprodutivo e fêmeas em lactação necessitam de um maior aporte energético. 40 8. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ALIMENTAÇÃO DE CARNÍVOROS, HERBÍVOROS E ONÍVOROS Basicamente, os animais necessitam de uma dieta composta por três itens principais: água, energia e nutrientes. A água é considerada o componente mais importante de qualquer dieta. A energia, como foi visto, é fornecida principalmente pelos carboidratos e gordura. Os principais nutrientes são a proteína (aminoácidos), vitaminas e minerais. A principal preocupação do técnico deve ser em fornecer os principais nutrientes para atender às necessidades de manutenção, crescimento e reprodução das espécies. Dessa forma, a dieta deve ser balanceada para cada ciclo de vida do animal e deve conter os ingredientes corretos para compor a necessidade básica de nutrientes e energia. È possível inferir que as semelhanças entre as exigências nutricionais das diferentes espécies de animais são muito maiores do que as exceções. Por exemplo, a exigência relativa ao cálcio e ao fósforo é a mesma para quase todas as espécies. Também deve-se considerar que a diferença existentes dentro de um grupo constituído de indivíduos de uma mesma espécie ação de uma são, muitas vezes, maiores do que as diferenças que ocorrem entre as espécies. Outra semelhança considerável é que a digestão e a assimilação de energia e nutrientes têm 80 a 90% de chance de ocorrer no intestino delgado, independente se é uma espécie herbívora, carnívora ou onívora. O intestino delgado é, portanto, o componente mais importante do trato digestivo e é semelhante em todas as espécies. Além disso, órgãos como o fígado e o pâncreas são extremamente adaptáveis. Independente da dieta fornecida seja volumoso (capim), frutas ou carne, o que muitas vezes é ignorado é a forma de apreensão de cada espécie que, por sua vez, define o que o animal consome e se essa digestão será lenta ou rápida. No entanto, apesar das semelhanças entre os animais, diferenças consideráveis existem. As aves, por exemplo, apresentam adaptações físicas, fisiológicas e comportamentais específicas que indicam como esses animais se alimentam. Bicos especializados, garras, tipo de língua, etc que mostram que, à medida que 41 se aprofunda o conhecimento, aparecem muitas peculiaridades nutricionais. Por exemplo, o excesso de ferro para tucanos pode levar ao óbito por uma doença chamada hemocromatose. Para que um animal possa digerir um alimento é preciso, em primeiro lugar, retirar a água da dieta. No entanto, a maioria das dietas consiste de teores altíssimos de água coloidal, ou seja, presa aos alimentos. Altos índices de umidade na dieta podem diluir os nutrientes oferecidos e, conseqüentemente, inviabilizar a ingestão por parte dos animais. É o caso de dietas ricas em frutas e legumes. Por outro lado, se a base da dieta são rações secas, a água deve estar disponível o tempo inteiro para melhorar o consumo. Um erro muito comum é alimentar um animal considerado frugívoro com uma dieta rica em frutas convencionais, dessas destinadas à alimentação humana. Os frutos na natureza são ricos em matéria seca e nutrientes específicos que sustentam nutricionalmente essas espécies e a maior parte dos frutos consumidos por nós, seres humanos, são ricos em carboidratos e água. Outro fator importante que influencia diretamente o conteúdo nutricional da dieta é a relação “emocional” que envolve, principalmente, técnicos, tratadores e os animais. Quando a dieta é controlada pela emoção há a tendência de oferecer apenas o que animal deseja e ingere mais. Muitas vezes esse padrão espalha-se 42 pelos demais animais e, em pouco tempo, as dietas estarão desbalanceadas nutricionalmente e os animais mantidos sob um regime monótono diário. Na natureza, os animais dispõem de uma grande variedade de itens na dieta e passam a maior parte do tempo forrageando. A sazonalidade dos alimentos impõe uma necessidade de diversificação da dieta e, conseqüentemente, os animais são confrontados com a necessidade de programar o seu ciclo de vida de acordo com a disponibilidade de energia e proteína dos alimentos. Por isso, algumas espécies programam o nascimento de seus filhotes para épocas de maior abundância de alguns nutrientes que serão importantes para o crescimento e perpetuação da espécie. Os animais em cativeiro, independente se onívoros, carnívoros ou herbívoros dependem, exclusivamente, daquilo que oferecemos diariamente. Isso não impede que algumas características possam surpreender como as fêmeas de sagüis, por exemplo, que em épocas de reprodução em cativeiro procuram itens mais ricos em cálcio e, se for fornecido um suplemento de cálcio avulso, elas procurarão avidamente por esse suplemento. Essa seleção pelos animais também pode ser prejudicial porque os alimentos normalmente fornecidos são muito palatáveis e existe a tendência de desenvolver algum tipo de preferência ao longo do tempo. Por isso, a dieta deve ser o mais uniforme possível e a ração, como alimento principal, deve ser fornecida separada dos demais itens da dieta. De acordo com Robbins (1993), nutrição animal é o processo no qual o animal procura e processa porções do seu ambiente químico externo para manter funcionando seu metabolismo interno. Nesse sentido, considera-se que a alimentação deve fazer parte de um processo de estímulos (apetite x saciedade) que podem ou não oferecer os nutrientes em quantidade e qualidade adequados para manter em funcionamento seu metabolismo interno. Por isso, os conhecimentos básicos sobre cada nutriente e sua interação metabólica são fundamentais para elaboração de uma dieta apropriada. Quanto mais elaborado é o alimento, mais complexa é a digestão. A saciedade e o apetite estão diretamente relacionados com o esvaziamento 43 gástrico. Quanto mais tempo o alimento permanecer no trato gastrointestinal mais tempo levará o organismo para sentir “falta” de novos alimentos. A digestibilidade, por sua vez, está diretamente relacionada ao conteúdo nutricional dos alimentos. Quanto mais gorduroso o alimento, mais tempo levará para ser digerido. Carboidratos estruturais (forragens) dependem de microorganismos, presentes no TGI de animais herbívoros, para obtenção dos nutrientes. Já os carboidratos simples (açúcares) são mais facilmente digeridos. Dietas peletizadas melhoram a digestibilidade da matéria orgânica, energia, cinzas e proteína. A peletização melhora a eficiência alimentar devido à combinação de umidade, calor e pressão, que gelatinizam ou rompem a estrutura das partículas de alimentos, melhorando a utilização dos nutrientes. Nos carboidratos ocorre a desagregação dos grânulos de amilose e amilopectina facilitando a ação enzimática, e nas proteínas ocorre uma alteração nas estruturas terciárias facilitando a digestão das mesmas. Fatores externos como alta temperatura, reduzem o apetite e, conseqüentemente, o consumo de alimentos. Os estímulos são importantes porque intensificam sensações importantes para conferir uma maior aceitabilidade da dieta: Estímulo auditivo: normalmente desenvolvido em cativeiro, quando existe uma determinada rotina de manejo, com horários pré-estabelecidos (som da porta do cambiamento abrindo, da vasilha...) Estímulo visual: alguns animais apreciam cores de determinados alimentos. Iguanas e Jabutis têm preferência pela cor vermelha/alaranjada. É um ótimo estímulo acrescentar beterraba, cenoura ou tomate ao alimento. Estímulo gustativo: normalmente, os alimentos fornecidos para animais selvagens em cativeiro são muito palatáveis. As frutas,carnes e rações oferecidas em cativeiro são ricas em açúcares e gorduras que conferem maior palatabilidade. Estímulo olfativo: alguns animais, como felinos, são extremamente estimulados pelo cheiro do alimento. Isso influencia no manejo alimentar desses animais que devem ter as rações trocadas diariamente. 44 Esses estímulos são importantes na fase de adaptação da dieta porque podem ajudar o técnico a balancear melhor a dieta oferecida. Por exemplo, acrescentar produtos de cor alaranjada para jabutis e iguanas pode estimulá-los a ingerir a dieta. Produtos palatáveis como o mel pode ajudar na administração de medicamentos e suplementos vitamínicos-minerais. Outro fator relevante que deve ser considerado é a manutenção de grandes grupos no mesmo recinto com características nutricionais diferentes. Isso acontece muito com as aves. Além de prejudicar o balanceamento nutricional da dieta, o estabelecimento de uma hierarquia entre indivíduos do mesmo grupo influencia no consumo de cada um. Essa prática pode ocasionar, inclusive, obesidade nos indivíduos que estão no topo hierárquico porque tendem a consumir mais e consumir os produtos mais palatáveis da dieta. Enquanto isso, os menos agressivos e submissos podem passar fome. Por isso, a distribuição proporcional de comedouros e o fornecimento do principal item alimentar separado dos demais é tão importante. Preparar uma dieta não é tão simples quanto parece. Deve-se admitir que não é possível esperar que os animais em cativeiro não são capazes de equilibrar a sua própria dieta e que diversos fatores do manejo influenciam diretamente o teor nutricional da dieta. Isso leva tempo e conhecimentos especializados. Por isso, em um Cetas, o importante é recuperar o animal e destiná-lo o mais rápido possível para que, em cativeiro ou na natureza, os animais possam receber dietas nutricionalmente balanceadas ao longo da sua vida. Quanto mais tempo permanecer no Cetas, maior a possibilidade de desenvolver problemas 45 nutricionais e, conseqüentemente, maior a necessidade de balancear as dietas e estabelecer um manejo diferenciado que garanta de ingestão de nutrientes. A seguir, como complemento ao estudo de nutrição, alguns conceitos importantes sobre a evolução de carnívoros e herbívoros. 8.1. CARNÍVOROS A história evolutiva dos vertebrados consiste em uma seqüência de adaptações, cujo principal objetivo é a sobrevivência. Todo o animal necessita de energia para seu crescimento, manutenção e reprodução. A evolução é um processo oportunístico e, nessa perspectiva, a ordem Carnívora está relacionada à predação, incluindo uma grande variedade de espécies, de tamanhos e pesos distintos, adaptadas à ingestão de presas de diferentes tamanhos. Isso não significa que todas as espécies integrantes dessa Ordem se alimentem exclusivamente de presas. A Ordem Carnívora compreende todos os mamíferos que, originalmente, evoluíram como predadores, porém, as diversas adaptações ocorridas resultaram em um número distinto de linhagens – as Famílias – cada qual com suas próprias características relacionadas ao próprio habitat, ao modo de vida, ao tipo de alimentação e às técnicas de captura. Algumas vezes, dentro de uma mesma área geográfica, são encontrados animais de diferentes famílias consumindo os mesmos itens alimentares, indicando que a base ecológica e geográfica foi fundamental para determinar os hábitos alimentares e separar as espécies em famílias distintas: Família 1 – Canidae – cães doméstico e selvagens, lobos e raposas. Carnívoros de médio porte. Alimentam-se principalmente de tecido muscular (presas), mas não exclusivamente. Possuem dentes molares adaptados à ingestão de material vegetal. Os dentes caninos são desenvolvidos, mas não tão especializados. Família 2 – Ursidae – Ursos. São extremamente onívoros e, mesmo com seu grande tamanho, alimentam-se de frutos, nozes, tubérculos e insetos, além de algumas presas de diferentes tamanhos. 46 Família 3 – Procionidae – 2 subfamílias – mão pelada, quati, jupará. Animais onívoros, restritos ao Novo Mundo (exceto pandas). Família 4 – Mustelidae – 5 subfamílias – irara, ariranha. De porte pequeno a médio, são mais estritamente carnívoros que os canídeos. Família 5 – Viverridae – 6 subfamílias – suricatas. Similares aos mustelídeos no processo adaptativo e hábito alimentar. Animais de porte pequeno. Família 6 – Hyaenidae – 2 subfamílias – hienas. Animais de grande porte, alimentam-se de tecido muscular e material em decomposição. Dentes pré- molares pesados e mandíbulas fortes. Família 7 – Felidae – gatos doméstico e selvagens. Estritamente carnívoros. Material vegetal compõem pequena parte da dieta. Mandíbulas pequenas e dentes caninos extremamente adaptados. A predação não está relacionada apenas à disponibilidade de alimentos. Existem dois fatores que interferem na escolha da presa. O primeiro fator: a palatabilidade. Não é possível considerar que todas as presas são igualmente atrativas ao predador. O segundo fator é a experiência. A experiência conduz ao aperfeiçoamento de técnicas capazes selecionar as presas. Gatos domésticos ilustram bem esse fator. A maioria dos gatos possui dificuldade em predar aves, porém, uma vez apreendida a técnica, tornam-se verdadeiros caçadores. 47 As diferenças entre as espécies facultativas ou estritamente carnívoras podem ser ilustradas pela comparação do cão doméstico e do gato doméstico. Muitos canídeos são onívoros, incluindo uma variedade de frutas e vegetais em suas dietas. Em contraste, os felinos não demonstram nenhuma tendência onívora, e todos são essencialmente predadores. Assim, estudos comprovam e indicam diferenças marcantes nos requerimentos nutricionais dessas espécies e no metabolismo dos nutrientes. A diferença mais marcante ocorre no metabolismo do nitrogênio e aminoácidos. Felinos em crescimento parecem requerer altos níveis de aminoácidos essenciais e não-essenciais para compensar sua alta obrigatoriedade em perdas de nitrogênio. Os felinos também são especialmente sensíveis à deficiência de arginina, a qual produz rápida elevação dos níveis de amônia e conseqüente nível tóxico. Essas particularidades metabólicas do gato parecem adaptações à dieta natural, com elevados níveis de proteína. A requisição relativamente alta dos níveis de metionina (e cistina) pelos felinos reflete, em parte, a necessidade de precursores para a síntese de aminoácidos sulfurados. Felinos possuem reduzida capacidade de sintetizar taurina, freqüentemente excretam altas taxas de taurina na bile (como sais biliares conjugados). Uma deficiência de taurina leva à degeneração da retina. Estudos 48 indicam que a taurina é um aminoácido essencial para tamanduás também. Em ambiente natural, os felinos raramente encontram carboidratos em sua presa, por isso, gatos domésticos não possuem enzima hepática glicolítica (glicoquinase), presente em animais onívoros. Gatos podem digerir e utilizar carboidratos solúveis por outras vias, essas espécies derivam a maior parte da glicose sanguínea por meio de aminoácidos específicos, via gliconeogênese. Felinos também requerem vitamina A pré-formada em sua dieta porque não podem converter os carotenóides (b-caroteno) em vitamina A. Esta vitamina tem relação estreita com a visão e a sua função fisiológica é claramente definida. Quando a forma aldeído 11-cis-retinal combina-se com a b-opsina, produz a rodopsina, que desempenha o processo de visão como resultado de uma reação fotoquímica. A energia derivada desta reação é transportada para o cérebro via nervos ópticos, sendo de intensidade proporcional à quantidade de luz captada pelos olhos. Dessa forma, a deficiência de vitamina A resulta em lenta adaptação ao escuro e posterior cegueira noturna, devido à insuficiência dessa vitaminapara a ressíntese de rodopsina. A deficiência severa dessa vitamina pode causar elevadas perdas de opsina que, associada a uma capacidade regenerativa, pode levar a um dano irreversível nas células visuais, causando cegueira total. Outros sinais clínicos variam entre as espécies, sendo comum a incidência da xeroftalmia (olho seco) caracterizada pela secura da conjuntiva, inflamação córnea e ulceração ocular. Além desse papel, a vitamina A está envolvida no desenvolvimento ósseo, desempenho reprodutivo e queratinização dos tecidos epiteliais. Uma fonte dietética de niacina também é fundamental. Em outras espécies de mamíferos estudadas, a conversão metabólica do aminoácido triptofano em niacina pode suprir parcialmente seus requerimentos, no entanto, em felinos, essa conversão não ocorre. A quantidade requerida de triptofano para a síntese de niacina depende, primeiramente, da quantidade de triptofano na dieta e, posteriormente, da eficiência de conversão. O status nutricional de proteína, energia, vitamina B6, riboflavina e hormônios afetam um ou mais passos da seqüência. A principal atuação da niacina está na forma de nicotinamida: NAD e NADP, envolvidas na síntese e degradação de aminoácidos. Enzimas contendo 49 NAD e NADP são importantes elos nas séries de reações associadas com o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios e, especialmente importantes nas reações metabólicas que fornecem energia para os animais. Como agentes transferidores de hidrogênio, possui papel importante nas reações metabólicas que fornecem energia para os animais. Os mamíferos são capazes de obter gordura da dieta e sintetizar a maioria dos ácidos graxos necessários. Contudo, eles não são capazes de sintetizar todos os ácidos graxos insaturados, denominados essenciais e que devem ser obtidos pela dieta, uma vez que, são necessários para uma função fisiológica normal. O ácido graxo linoleico (ou ômega-6) e seus derivados são considerados como essenciais, porque o seu derivado ácido araquidônico é precursor de prostaglandinas e leucotrienos, diretamente envolvidos na resposta inflamatória. Outro ácido, alfa-linoleico (ou ômega-3) também resulta em resposta inflamatória, de maneira menos intensa. Ambas as rotas bioquímicas utilizam as mesmas enzimas, no entanto, a intensidade da resposta inflamatória é dependente das quantidades relativas de ácidos graxos dos tipos ômega-6 ou ômega-3, predomínios dos ácidos do tipo 6 resultará em uma condição pré- inflamatória. À medida que a concentração de ácidos ômega-3 aumenta, a resposta inflamatória tende a diminuir. Os gatos não podem fazer a conversão final para araquidônico, por não possuírem as enzimas necessárias. A proporção ideal de ácidos graxos do tipo 6 e 3 é de 5:1 a 7:1, respectivamente. A descrição sobre a carnivoria pode ser extrapolada para aves e répteis. Embora os estudos não estejam bem definidos, as deficiências marcantes de uma dieta estritamente à base de carne, atingem qualquer animal que se alimente dela. Por isso, a suplementação, o oferecimento de vísceras e presas inteiras é fundamental para equilibrar a dieta de qualquer animal carnívoro. 8.2 HERBÍVOROS Em razão de a energia disponível para os microrganismos do trato gastrointestinal corresponder a uma porção significativa da energia contida nas plantas, os herbívoros desenvolveram diferentes estratégias digestivas para conseguir aproveitar essa energia. Essas estratégias envolveram principalmente adaptações quanto aos padrões de comportamento alimentar, à morfologia do 50 aparelho bucal e às glândulas salivares (VAN SOEST, 1994). Paralelamente, as plantas evoluíram através da obtenção de estruturas mais rígidas, pela variação na composição química e distribuição espacial da parede celular nos tecidos (JUNG e ALLEN, 1995), gerando componentes secundários como os taninos, os glicosídeos, os alcalóides e os nitratos; tentativas encontradas pelas plantas em se defenderem da apreensão seletiva por parte dos herbívoros. Baseado no comportamento de pastejo, HOFFMAN (1989) propõe a classificação dos ruminantes em três categorias: seletivos, não seletivos e os intermediários entre essas duas categorias. Das, aproximadamente, 150 espécies de ruminantes (incluindo as seis espécies domésticas), apenas 25% são do tipo não seletivo. As espécies seletivas caracterizam-se por consumirem principalmente plantas dicotiledôneas. Por possuírem maior quantidade de bactérias não fibrolíticas, esses animais estão mais adaptados a consumir alimentos ricos em conteúdo celular, enquanto os não seletivos podem consumir alimentos com maior teor de parede celular, caracterizando uma predominância de bactérias fibrolíticas. Limitações na digestibilidade foram e são importantes, já que a maioria das fontes vegetais contêm proporções variáveis de nutrientes não disponíveis. Esse é um dos fatores principais que impõem mudanças adaptativas no comportamento e nas estratégias nutricionais dos ruminantes. A disponibilidade de energia na planta e a quantidade de alimento ingerido são processos interativos e competitivos, que levam ao binômio tempo de retenção e eficiência de extração (VAN SOEST, 1995). Os ruminantes silvestres são adaptados a quase todos os biomas do mundo e, apesar de existir uma pressão seletiva para que animais de pequeno 51 porte sejam mais seletivos que animais de grande porte, a massa corporal não é indicativa do hábito alimentar da espécie (HOFMANN, 1991). MYSTERUD (1998) estudou 18 ruminantes, entre silvestres e domésticos, avaliando o tamanho do animal e o tipo de alimentação com o grau de atividade de cada animal. O grau de atividade reduz alometricamente com o aumento do peso vivo, sendo também uma maneira de influenciar o tipo de alimentação. Os seletivos e os não seletivos apresentaram a mesma atividade, sendo que os intermediários foram mais ativos que os dois, provavelmente pela possibilidade de variar o tipo de alimentação. GRAND (1997) relacionou massa muscular com habitat, especialização da dieta e estrutura social, mostrando algumas diferenças entre as espécies com hábitos alimentares diferentes. 8.2.1 Não seletivos A base para a classificação dos ruminantes foi elucidada através do estudo morfofisiológico clássico de HOFMANN (1989) onde, baseado no comportamento de pastejo, propõe a divisão dos ruminantes nas categorias seletivos, não seletivos e os intermediários entre elas. As espécies dessa categoria pouco seletiva, adaptada ao consumo de forrageiras grosseiras e de 52 baixo valor nutricional, são encontradas, na sua grande maioria, na Europa e Ásia, sendo em menor número na região Africana (HOFMANN, 1989). Os animais não seletivos possuem grande capacidade digestiva (rúmen- retículo ocupa cerca de 25% do peso vivo). O focinho largo e os incisivos planos permitem ingerir elevadas quantidades de forrageiras em qualquer época do ano. As glândulas salivares são menores e a saliva não se liga a taninos complexos. A forma dos molares acomoda maior quantidade de alimento friccionando-o enquanto consumido. Ruminantes não seletivos alternam longos períodos de pastejo com longos períodos de ruminação, alimentando-se cerca de 3 vezes ao dia, o que confere também uma medida de segurança em vida livre, uma vez que as forrageiras, apesar de abundantes, não oferecem proteção contra predadores. A taxa de passagem dos alimentos é lenta para um melhor aproveitamento dos nutrientes. São bons digestores do amido encontrado nos grãos (sementes das forrageiras), o que pode ter um efeito positivo na digestão da fibra, especialmente quando a esse carboidrato é adicionada uma boa fonte de proteína degradável; o omaso é evidente, tendo função ativa na absorção de água e eletrólitos; a produção de HCl no abomaso é pequena, se comparada aos animais seletivos,e o intestino grosso é pequeno e com pouca ação fermentativa (HOFMANN, 1989). 8.2.2 Seletivos Os seletivos constituem 40% das espécies ruminantes e são encontrados, em sua grande maioria, no leste Africano (HOFMANN, 1989). No entanto, todos os herbívoros ruminantes da fauna brasileira são considerados seletivos. De uma forma geral, são adaptados à digestão de nutrientes solúveis, isto é, basicamente os carboidratos de reserva encontrados nas forrageiras; o focinho é longo e estreito e os dentes incisivos e molares facilitam a apreensão dos alimentos. A posição dos molares não permite 53 que haja acúmulo de alimento na boca e, por isso, a frequência circadiana alterna períodos curtos de pastejo e ruminação, podendo o animal se alimentar até 18 vezes ao dia. Isso é possível, porque, ao contrário dos animais não seletivos, se alimentam em vida livre, em áreas protegidas contra os predadores. Altas taxas de produção de ácidos graxos voláteis (AGV) no rúmen desses animais seletivos estão associadas à alta superfície absortiva do rúmen e a uma intensa atividade das glândulas salivares. Essas glândulas podem ser consideradas como necessárias para tamponar uma grande produção de AGV, mas também representam uma adaptação especial na ligação com taninos, que ocorrem em muitas plantas ingeridas. FICKEL et al. (1999) encontraram um novo método de avaliação da capacidade relativa de formação de pontes com o tanino das proteínas salivares. Com isso, foram capazes de observar que cerca de 50% do complexo tanino-proteína é destruído quando entra em contato com a saliva serosa. O omaso diminui em peso e eficiência absortiva, à medida que o animal passa de não seletivo para seletivo; conseqüentemente, observa-se uma redução na capacidade e no peso do estômago, uma subdivisão menor e uma taxa maior de passagem do alimento. No rúmen, a capacidade absortiva tende a aumentar, uma vez que a retenção do alimento, nesse compartimento, é curta; não possuem acesso aos grãos e, por isso, podem apresentar problemas ao digeri-los. No entanto, são excelentes digestores de açúcares simples. No inverno, os ruminantes seletivos adaptam-se a digerir fibras de pior qualidade, porém, o sítio principal de digestão dessas forragens é o intestino grosso e não o rúmen. Com isso, o abomaso possui maior atividade como digestor químico. Maior quantidade de HCl é produzida para (1) neutralizar a alcalinidade da saliva, carreando a passagem de nutrientes solúveis; (2) digerir microrganismos ruminais; (3) providenciar pH adequado para a atividade da pepsina; (4) solubilizar Ca e P provenientes das plantas; (5) quebrar o complexo tanino-proteína, protegendo as proteínas vindas de processos adaptativos das plantas e, (6) solubilizar a hemicelulose ingerida (HOFMANN, 1989). O intestino grosso propicia o tempo necessário para retenção da matriz fibrosa e absorção de água e eletrólitos. Como as funções são mais definidas, as 54 mucosas, tanto do abomaso como do intestino, tendem a ser mais densas que nos animais não seletivos. 8.2.3 Intermediários ou Oportunistas Os 35% restantes dos ruminantes, representam os intermediários que, na sua maioria, marcam seu grau de seletividade de acordo com a qualidade da forragem existente. Podem ser encontrados em grandes quantidades nos continentes europeu, asiático e africano. São chamados de oportunistas, porque podem variar suas exigências nutricionais de acordo com a sazonalidade do ano, podendo “programar” as melhores épocas para reprodução e lactação. Quando as pastagens lignificam, passam a consumir flores, frutos e sementes, reduzindo seu metabolismo, assim como a ingestão de alimentos. Durante o ano, enquanto as forragens são de boa qualidade, aumenta sua capacidade rumino-reticular em até 300%. Ingerem até 15% do peso vivo, para acumular a gordura necessária para sobreviverem na época de escassez de alimento. Nessa época, a superfície absortiva do rúmen reduz de 30 a 50%, e contam com um depósito de gordura corporal de cerca de 15 a 20% (HOFMANN, 1989). Crescimento microbiano em ruminantes 55 A complexidade do aparelho digestivo dos ruminantes torna esses animais de grande interesse para o ser humano, especialmente pelo seu potencial em aproveitar alimentos pouco usuais na alimentação de animais não ruminantes e do próprio homem. Isso se deve a uma adaptação evolutiva desses herbívoros para digerir carboidratos estruturais fibrosos, que não podem ser degradados com eficiência pelas enzimas gástricas e intestinais dos mamíferos. Em função desta adaptação, eles se utilizam da população microbiana do rúmen por um processo simbiótico, na preparação dos alimentos para a digestão química enzimática, que ocorre no abomaso e no intestino delgado. Em razão desse mecanismo simbiótico, o fornecimento de rações para esses animais deve ter como objetivo propiciar um ambiente ruminal, que permita maximizar o crescimento microbiano (ALDRICH e AKEY, 1997) e, consequentemente, permitir o melhor desempenho animal. Existem três ambientes ruminais interrelacionados, nos quais os microrganismos estão localizados. O primeiro ambiente é a fase líquida, onde grupos de microrganismos livres no fluído ruminal se utilizam de carboidratos e proteínas solúveis como substrato, correspondendo a, aproximadamente, 25% da biomassa microbiana. No segundo, cerca de 5% dos microrganismos estão aderidos às células do epitélio ruminal e aos protozoários. O terceiro e último ambiente é a fase sólida, onde grupos de microrganismos associados ou aderidos às partículas de alimento digerem polissacarídeos, como amido e celulose, assim como proteínas menos solúveis, correspondendo a cerca de 70% da biomassa microbiana (ISHLER et al., 1996). O crescimento microbiano é função, primeiramente, da quantidade e da taxa de digestão de carboidratos no rúmen (HOOVER e STOKES, 1991), pois vários estudos (McCARTHY et al., 1989, HERRERA-SALDAÑA et al., 1991, ALDRICH et al., 1993) têm demonstrado que o crescimento microbiano aumenta com o fornecimento de carboidratos de fácil fermentação comparativamente ao uso de carboidratos de fermentação lenta. Entretanto, a redução do pH, como consequência do uso de carboidratos de fermentação rápida, é tido como um dos principais fatores a influenciar no crescimento (SNIFFEN e ROBINSON, 1987) e na composição (ISHLER et al., 1996) da microbiota ruminal. As bactérias precisam de um tempo de geração menor que a taxa de renovação da digesta ruminal, para que a população seja mantida no rúmen 56 (CHURCH, 1988). Uma vez que a taxa de passagem da fase sólida é muito menor que a da fase líquida no rúmen, as espécies de crescimento lento têm que se aderir às partículas do material, para que não sejam removidas do rúmen (VAN SOEST, 1994). Isso tem especial importância para dietas à base de forragens, cujo tempo de permanência no rúmen é maior. A permanência maior facilita a colonização e a digestão da parede celular (BONDI, 1988), sendo a taxa de passagem, portanto, um importante fator a afetar o crescimento microbiano. O crescimento microbiano também sofre influência da fonte de nitrogênio, posto que bactérias celulolíticas necessitam de amônia como fonte desse nutriente em níveis adequados, para garantir máximo crescimento da microbiota (MEHREZ et al. 1977). Além de nitrogênio, o crescimento microbiano eficiente exige um adequado suprimento de energia, fósforo e enxofre (ØRSKOV, 1988). 8.3. Considerações práticas sobre a dieta de Primatas Onívoros A alimentação de primatas onívoros na natureza é caracterizada pela variedade de itens alimentares, de origem animal e vegetal, que participam da dieta diária dos animais. Analisando o comportamento de 131 espécies de primatas na natureza, Harding (1981) observou que 90% das espécies consumiam frutos, 79% folhagensnovas, 65% invertebrados, 41% sementes e 37% consumiam alimentos de origem animal, incluindo ovos. Pequenos primatas do gênero Callithrix caracterizam-se por uma dieta rica em invertebrados e goma. Fisiologicamente são adaptados para esse tipo de dieta. Auricchio (1995) observou que a dieta desses animais na natureza é composta de 45% goma, 35% frutos e sementes e 15% de alimentos de origem animal (vertebrados e invertebrados). 57 É importante ressaltar que a goma é um polissacarídeo rico em cálcio utilizado pelos sagüis, principalmente, em época de escassez de alimento, que complementa a dieta à base de invertebrados, que são pobres em cálcio. Essa observação é importante porque em cativeiro muitos animais recebem quantidades elevadas de insetos em suas dietas sem qualquer suplementação. Uma alternativa para suplementação desses invertebrados é submete-los à uma dieta rica em cálcio (ração para aves postura + carbonato de cálcio até atingir o nível de 8% de cálcio na mistura) dois dias antes do oferecimento aos sagüis, dessa maneira, o cálcio se concentrará no tubo digestivo e os animais estarão com sua relação cálcio:fósforo aceitável para o consumo dos sagüis. 58 Os frutos consumidos na natureza pelos animais possuem composição nutricional diferente daqueles que são utilizados em cativeiro. Na natureza os frutos são mais protéicos e mais fibrosos ao contrário dos utilizados em cativeiro, ricos em açúcar. Por isso, recomenda-se uma utilização limitada das frutas em cativeiro. A alteração de algumas frutas constantemente é bastante apreciada pelos animais, assim como, a utilização de legumes como cenoura, beterraba, vagem, abóbora, berinjela, etc. Os primatas são bastante seletivos. A recomendação para amenizar essa seletividade é o fornecimento de alimentos mais uniformes e nutritivos logo pela manhã, horário em que eles estão mais receptivos ao alimento. 59 A apresentação dos alimentos também é fator importante, uma vez que os Callithrix não gostam de “sujar” as mãos com alimentos muito úmidos. Tendo problemas de aceitação da vitamina, deve-se oferecer um substrato como o pão integral para que facilite a apreensão. Muito não apreciam as frutas e legumes misturados, uma alternativa é oferecer os alimentos separados em bandejas para que os animais possam “escolher”. O item mais importante na elaboração de uma dieta é o acompanhamento. A avaliação das sobras, preferências alimentares, consistência das fezes, brilho do pêlo e peso, são fundamentais para avaliação da dieta oferecida, por isso, recomenda-se observações e anotações diárias. 60 61 9. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE RÉPTEIS A classe dos Répteis pode ser dividida em 3 ordens: Squamata, Chelonia e Crocodylia. Na ordem Squamata há 2 subordens. Na subordem Sauria, estão os lagartos, teiús e iguanas. A alimentação é extremamente variada porque existe uma série de fatores que influenciam o consumo. O comportamento alimentar varia de acordo com a temperatura, a umidade e a incidência de luz que pode, estimular ou não o apetite e, conseqüentemente, o consumo e a ingestão de nutrientes essenciais. Outra característica é a alteração da alimentação de acordo com a idade (variação ontogênica). O exemplo mais clássico é a Iguana comum (Iguana iguana) que, quando filhote, possui hábito alimentar carnívoro/insetívoro e, quando adulta, passa à herbivoria. Essa alteração pode estar associada com demandas maiores de proteína na dieta durante a fase de crescimento. A subordem Ophidia (serpentes) compreende animais estritamente carnívoros, no entanto, existe uma variedade de itens na dieta relacionada diretamente ao ambiente onde esses animais vivem A ordem Quelonia (Cágados, Jabutis e Tartarugas) compreende hábitos alimentares diversos. A maior parte dos quelônios que chegam aos Cetas são jabutis (Geochelone) e cágados (Trachemys, Hydromedusa, Phrynops e Podocnemis). Os jabutis e os cágados se alimentam de uma grande variedade de itens na natureza e, em cativeiro, é necessário oferecer, uma boa variedade de itens alimentares. A ordem Crocodylia é composta por espécies estritamente carnívoras e oportunistas. 62 9.1. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM SAURIA 9.1.1. FAMÍLIA IGUANIIDAE Iguanas são estritamente herbívoras e dependem da fermentação microbiana no intestino grosso para a digestão de material vegetal. Quando jovens, as iguanas necessitam de cerca de 2x mais energia e mais proteína do que as adultas e possuem alta taxa de passagem do alimento pelo trato gastrointestinal. Um dos fatores mais importantes no fornecimento de uma dieta bem equilibrada é a manutenção de uma relação (Ca: P) de 2 para 1. Outro fator importante é a exposição dos animais à luz solar. Os raios UV são necessários para utilização do cálcio proveniente da dieta. As iguanas produzem a vitamina D3 quando expostas a quantidades adequadas dos raios UV e é essa vitamina D3 que auxilia na absorção do cálcio. O que oferecer: % Alimentos 40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 40 – 45 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, pimentão, brotos, ervilhas 5 – 10 Ração peletizada para coelhos, grãos cozidos (arroz, feijão) < 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. < 5 Suplemento protéico: pellet de alfafa (alimento para coelhos) < 5 Alimentos ocasionais (ver item sobre cuidados) Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. Para iguanas jovens – 2x ao dia. Iguanas adultas – 1x ao dia. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. Tipo de Corte: Iguanas não mastigam, rasgam o alimento. Os alimentos podem ser ralados. 63 Apresentação da dieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de itens específicos. As iguanas tendem a apreciar alimentos de cor alaranjada ou vermelha, por isso, acrescentar tomate ou cenoura ou beterraba (ocasionalmente) à dieta pode ser um bom estímulo ao apetite. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. Cuidados: Alguns alimentos contêm oxalatos e fitatos. São substâncias que se ligam com o cálcio, inibindo-o de ser bem utilizado pelo organismo. Apesar de não existir estudos da influência desses compostos na absorção de cálcio por iguanas, sugere-se que não sirvam de base para a dieta. Ex. Espinafre, beterraba, folhas de beterraba, grãos integrais, talo de aipo, couve, cenoura. Outro cuidado importante é com os vegetais crucíferos que, quando oferecidos crus, possuem substancias bociogências que interferem na absorção do iodo. Os principais são: brócolis, repolho e couve-flor. Não fornecer: Frutas cítricas (normalmente não são apreciadas), folhagens e flores não cultivadas (exceto quando se tem pleno conhecimento da ingestão dessas plantas na natureza). Para o animal adulto – proteína de origem animal (ovos, leite e derivados, carne bovina, frango, insetos, etc.). Para o filhote, insetos podem ser oferecidos. Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e vitamina D3 pode ser necessária. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com insetos e ovo cozido. O aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 649.1. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM SAURIA 9.1.2. FAMÍLIA TEIIDAE Teiús são onívoros. Estudos mostram uma grande variedade de itens alimentares encontrados no estômago de animais livres. Em um estudo específico sobre frugivoria e dispersão de sementes por teiús, Castro (2004) indica que Tupinambis merianae tem potencial para agir como dispersor de sementes, sendo muito provável ocorrer dispersão e germinação de algumas espécies em ambientes naturais, sugerindo uma maior atenção ao papel desses animais como dispersores de sementes nas regiões tropicais. No entanto, Parry (2009), em um estudo específico sobre o desempenho desta mesma espécie com uma alimentação à base de carboidratos, sugere que a onivoria do teiú é mais oportunista e que a classificação mais indicada para a espécie seria a de um onívoro limitado com tendência a carnivoria. Estes estudos indicam que ainda estamos longe de conhecer a real necessidade nutricional desses animais, no entanto, é necessário que a dieta seja fornecida de forma mais diversificada possível. O que oferecer: % Alimentos 40 – 45 Produtos origem animal: carne bovina, frango e ovo (cozido) 20 – 25 Ração para gatos domésticos 20 – 25 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. 5 Suplemento cálcio para a carne 5 – 10 Animais de biotério 10 – 15 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, pimentão, brotos, ervilhas Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. 65 Tipo de Corte: Pequenos pedaços Apresentação da dieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de itens específicos. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. Cuidados: Com a desproporção dos alimentos e a temperatura do ambiente no momento da alimentação. Não fornecer: Ovo cru. A clara de ovo contém uma proteína chamada de avidina, que se liga a biotina muito fortemente (muito ativamente). O cozimento da clara de ovo desnatura a avidina e abole a atividade de ligação à biotina. Suplementação: Carbonato de cálcio – 15g/kg carne oferecida. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com ração para filhotes de gato e ovo cozido. O aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 66 9.2. ORDEM SQUAMATA – SUBORDEM OPHIDIA A subordem Ophidia (serpentes) compreende animais estritamente carnívoros, no entanto, existe uma variedade de itens na dieta relacionada diretamente ao ambiente onde esses animais vivem. Animais de hábitos semi-aquáticos terão em sua dieta presas como peixes, aves, mamíferos e répteis. O exemplo mais comum é o da sucuri (Eunectes sp.). As espécies com hábitos mais arborícolas alimentam-se mais de aves e assim por diante. Em geral todas aderem bem à dieta em cativeiro (biotério). As espécies que mais preocupam são àquelas com hábitos alimentares altamente especializados como: Xenodon (anfíbios), Micrurus (ofiógadas) e Sibynomorphus e Dypsas (moluscos). No caso de impossibilidade de soltura em um curto espaço de tempo, a alimentação por sonda pode ser necessária. O que oferecer: % Alimentos 100 Animais de biotério, preferencialmente adultos Freqüência: Semanal ou quinzenal, dependendo da idade do animal. Quanto mais jovem maior a demanda por alimento em menor intervalo de tempo. Animais mais velhos podem se alimentar a cada 3 semanas. Caso a serpente regurgite, aguardar cerca de 3 a 4 dias e tentar novamente. Nesses casos, é importante observar a temperatura do ambiente. Mesmo que a serpente se alimente em dias quentes, mudanças bruscas de temperatura podem fazê-la regurgitar por não ter condições metabólicas para digerir o alimento. Tipo de Corte: Presa inteira, preferencialmente em peso equivalente à quantidade ideal para a alimentação. Lembre-se que os répteis precisam economizar “energia” e o ato de se alimentar demanda grande parte dessa energia. É preciso otimizar esse momento fornecendo presas apropriadas em peso e tamanho para cada espécie de serpente. Apresentação da dieta: A presa deve ser fornecida individualmente. As serpentes devem ser separadas no momento da alimentação. Cuidados: Principalmente com o manejo alimentar. Se a serpente não ingerir o alimento em 10 a 15 minutos, a presa deve ser retirada e oferecida em outra oportunidade. 67 Ferimentos graves por mordidas podem acometer as serpentes ao deixar a presa no recinto. Caso, em um prazo de 1 a 2 semanas, a serpente continuar sem se alimentar, algo pode estar errado. Outra consideração importante é com relação ao estado de saúde dos animais mantidos no biotério. A saúde da serpente está intimamente relacionada à saúde do biotério. Por isso, exames periódicos, limpeza diária e alimentação adequada dos animais de biotério são medidas preventivas importantes. Não fornecer: Animais muito jovens, exceto para jovens serpentes. Os maiores problemas de desnutrição com serpentes podem estar associados ao tipo de presa que eles consomem. Se a serpente se alimenta exclusivamente de aves, oferecer codornas é uma melhor alternativa ao pintinho. Neonatos estão em formação e possuem diferenças significativas nos teores nutricionais. Suplementação: Quando necessário, administrar na presa antes do fornecimento. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Em média, 10% PV. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 Valores nutricionais das principais presas oferecidas: 68 9.3. ORDEM QUELÔNIA 9.3.1. Quelônios terrestres (Gênero Geochelone) Jabutis são preferencialmente herbívoros com pequenas quantidades de proteína animal na dieta. Possuem fermentação microbiana no intestino grosso (cólon) para a digestão de material vegetal. Na natureza, alimentam-se de folhas, flores, frutos, gramíneas, invertebrados, carcaças e outros alimentos que encontram no solo. A dieta em cativeiro deve conter um alto teor de fibra, baixo teor de gordura, além de boas fontes de proteína animal e cálcio. Alimentos muito gordurosos e protéicos podem causar, em longo prazo, doenças nutricionais como a lipidose hepática e gota úrica. Necessitam de exposição à luz do sol para produção da vitamina D. A coprofagia é um comportamento comum e não significa, necessariamente, uma carência nutricional. Os filhotes precisam de maior quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. O que oferecer: % Alimentos 40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 30 – 35 Outros vegetais: nabo, abóbora, abobrinha, brócolis, cenoura, vagem, quiabo, batata doce, pimentão, cebola, ervilha, vagem, pimentão, brotos, ervilhas, etc. 10 – 15 Ração própria para Jabutis. A ração para coelhos pode ser utilizada caso não seja possível fornecer a ração para Jabutis. 10 - 15 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, tomate, laranja, etc. < 5 Suplemento protéico: ovo cozido e carnes magras Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã. Para jabutis jovens – 2x ao dia. Jabutis adultos – 1x ao dia. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. Tipo de Corte: Jabutis não mastigam, rasgam o alimento. Os alimentos podem ser ralados. 69 Apresentação dadieta: os alimentos devem ser misturados para evitar a seleção de itens específicos. Os Jabutis tendem a apreciar alimentos de cor alaranjada ou vermelha, por isso, acrescentar tomate ou cenoura ou beterraba (ocasionalmente) à dieta pode ser um bom estímulo ao apetite. Fornecimento deve ser feito em pratos ou vasilhames rasos. Cuidados: Alguns alimentos contêm oxalatos e fitatos. São substâncias que se ligam com o cálcio, inibindo-o de ser bem utilizado pelo organismo. Apesar de não existir estudos da influência desses compostos na absorção de cálcio por jabutis, sugere-se que não sirvam de base para a dieta. Ex. Espinafre, beterraba, folhas de beterraba, grãos integrais, talo de aipo, couve, cenoura. Outro cuidado importante é com os vegetais crucíferos que, quando oferecidos crus, possuem substancias bociogências que interferem na absorção do iodo. Os principais são: brócolis, repolho e couve-flor. Não fornecer: Excesso de proteína animal e alimentos gordurosos como ração para cães ou gatos. Grande quantidade de alimentos ricos em potássio (p.ex. banana). Abaixo, um experimento mostrando o desenvolvimento de dois indivíduos de jabutis criados com dietas ricas e pobres em potássio. Claramente, o crescimento do filhote foi afetado pela dieta rica em potássio (filhote à direita) Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a 70 hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, a suplementação é necessária. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,86 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com ração para aves em crescimento e ovo cozido. O aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 71 9.3. ORDEM QUELÔNIA 9.3.2 Quelônios aquáticos onívoros (Gêneros Trachemys, Podocnemis e Kinosternon) A dieta de Quelônios aquáticos onívoros deve conter itens equilibrados de origem animal e vegetal. Em vida livre, alimentam-se de plantas aquáticas, folhas, flores, frutos, invertebrados e peixes. A dieta em cativeiro deve uma boa fonte de proteína animal, cálcio e quantidades moderadas de gordura. Necessitam de exposição à luz do sol para produção da vitamina D. Os filhotes precisam de maior quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. Existe uma grande dificuldade em alimentar os animais na água, por isso, as rações próprias para quelônios aquáticos são a melhor opção para manter uma dieta equilibrada. O que oferecer: % Alimentos 85 – 100 Ração própria para Quelônios aquáticos > 5 Gammarus ou carne crua bovina ou frango 10 – 15 Vegetais verdes: chicória, couve, acelga, bertalha, mostarda 5 – 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, tomate, laranja, etc. Freqüência: Diária, de preferência, pela manhã e à tarde. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. Tipo de Corte: Quelônios não mastigam, rasgam o alimento. Frutas e verduras podem ser fornecidas em pedaços médios. Apresentação da dieta: as frutas e as carnes podem ser colocadas em pedaços pequenos próximos à água e as folhagens colocadas inteiras na água. A ração pode ser distribuída diretamente na água, assim como o gammarus. Cuidados: Se a dieta contiver grande quantidade de frutas, verduras e carnes, observar a troca de água sempre que o animal acabar de comer. Caso não tenha disponibilidade de conseguir a ração própria para quelônios aquáticos, pequenas quantidades de ração canina podem ser fornecidas, 2x na semana. Neste caso, aumenta-se a proporção dos 72 demais itens na dieta e a suplementação com carbonato de cálcio na carne torna-se essencial. Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, a suplementação é necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou frango, adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da água para que a suplementação não se perca. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,86 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com ração própria para filhotes. Caso a ração fornecida seja de cães, substituir por cães filhotes 3x na semana e aumentar a proporção de carnes suplementadas. O aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. - Filhote de Trachemys com hipovitaminose A 73 9.3. ORDEM QUELÔNIA 9.3.3. Quelônios aquáticos carnívoros (Gêneros Acantochelys, Chelus, Hydromedusa, Phrynops e Rynoclemys) Quelônios aquáticos carnívoros, como o próprio nome indica, necessitam em sua dieta de quantidades elevadas de proteína animal. A dieta em cativeiro deve uma boa fonte de proteína animal, cálcio e quantidades mais elevadas de gordura. Necessitam de exposição à luz do sol para produção da vitamina D. Os filhotes precisam de maior quantidade de energia, proteína, cálcio e fósforo na dieta. Existe uma grande dificuldade em alimentar os animais na água, por isso, as rações próprias para quelônios aquáticos são a melhor opção para manter uma dieta equilibrada. O que oferecer: % Alimentos 80 – 90 Ração própria para Quelônios aquáticos 10 – 20 Gammarus ou carne crua bovina ou frango Freqüência: 4 a 5 vezes na semana. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. Tipo de Corte: Pedaços médios. Ração inteira. Apresentação da dieta: as carnes podem ser colocadas em pedaços médios próximos à água. A ração pode ser distribuída diretamente na água, assim como o gammarus. Cuidados: Se a dieta contiver grande quantidade de carnes, observar a troca de água sempre que o animal acabar de comer. Caso não tenha disponibilidade de conseguir a ração própria para quelônios aquáticos, sugere-se a ração para gatos domésticos que podem ser fornecidas, 2x na semana. Neste caso, aumenta-se a proporção dos demais itens na dieta e a suplementação com carbonato de cálcio na carne torna-se essencial. Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. 74 Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e vitamina D3 pode ser necessária. Uma deficiência nutricional comum em quelônios é a hipovitaminose A, causando problemas oftálmicos, respiratórios ou renais. Nesses casos, a suplementação é necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou frango, adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da água para que a suplementaçãonão se perca. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,86 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a proporção de proteína na dieta com ração própria para filhotes. Caso a ração fornecida seja de gatos, substituir por gatos filhotes 3x na semana e aumentar a proporção de carnes suplementadas. O aquecimento é extremamente necessário nessa fase para otimizar a digestão dos alimentos. O fornecimento deve ser diário, no mínimo, 2x ao dia, em pequenas porções. 75 9.4. ORDEM CROCODYLIA Jacarés são estritamente carnívoros. Em vida livre, são considerados predadores oportunistas e alimentam-se de qualquer animal vivo. Os filhotes alimentam-se de crustáceos, gastrópodes, répteis menores, pequenos peixes e, principalmente insetos, demonstrando preferência por alimento vivo. A dieta em cativeiro não precisa ser composta por presas vivas, mas deve uma boa fonte de proteína animal, cálcio e quantidades moderadas de gordura. O que oferecer (Laboratório de Ecologia Animal da ESALQ/USP): % Alimentos 50 Carne bovina 35 Frango 15 Peixe Freqüência: Filhotes – diariamente. Jovens – a cada 2 dias. Adultos – de 1 a 2x na semana. O horário deve ser alternado de acordo com a temperatura do ambiente. A temperatura do ambiente ideal para otimizar a ingestão e a digestão dos alimentos é de, aproximadamente, 29,5º. Tipo de Corte: Pedaços médios a grandes. Adequado ao tamanho do animal. Apresentação da dieta: Jacarés alimentam-se dentro da água, em pedaços grandes, mas, para garantir a ingestão do alimento e a suplementação, você pode acostumá-lo a buscar o alimento próximo da água. Cuidados: Se o animal é alimentado com peixe congelado, cuidado com a Tiaminase. Esta enzima destrói a Vitamina B1 (tiamina). Pescados com elevado teor de gordura podem induzir a deficiência de Vitamina E (esteatite). Não fornecer: Excesso de alimentos. O ideal é que não sobre alimentos para que as sobras não fiquem depositadas no fundo do lago. Na alimentação de filhotes, não fornecer 76 insetos com exoesqueleto rígido (p.ex. grilos pretos). O sistema digestivo dos filhotes é muito frágil e pode ocorrer obstrução porque a quitina não é facilmente quebrada. Suplementação: Se o animal tomar sol adequadamente e a dieta for bem variada, não há necessidade de suplementação. Em alguns casos, uma suplementação com cálcio e vitamina D3 pode ser necessária. Se a base da proteína animal for carne bovina ou frango, adicionar 15g de carbonato de cálcio/ kg de carne e nunca jogar a carne dentro da água para que a suplementação não se perca. Lembre-se de suplementar o peixe congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e colocar uma boa fonte de Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o pescado seja mais gorduroso. Para garantir a ingestão do suplemento, coloque a suplementação em um único peixe e ofereça antes de colocar a alimentação completa. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições do ambiente. Em geral ingerem 6,65% a 7,39% do Peso Vivo. Difícil mensurar a necessidade energética. Fórmula padrão NEM = 32 x (PC) 0,77 Filhotes: A mesma dieta para adultos pode ser fornecida aos filhotes aumentando a freqüência no fornecimento semanal. 77 10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE AVES 10.1. ORDEM STRUTHIONIFORMES (Ema) Os representantes brasileiros dessa ordem, as emas, são essencialmente herbívoras e, fisiologicamente, possuem fermentação microbiana no ceco bifurcado. Em vida livre, consomem além de gramíneas e leguminosas rasteiras, insetos e pequenos vertebrados como lagartixas, rãs, preás e ratos. As exigências nutricionais são pouco conhecidas, mas, por causa do apelo para criação comercial, os estudos com a espécie podem avançar. O que oferecer: % Alimentos 40 - 50 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga. Gramíneas oferecidas para cavalos podem ser oferecidas (p.ex. coast-cross, tifton) 50 Ração para emas e avestruzes. Caso não seja possível, oferecer ração para aves em crescimento, peletizada, na proporção de 30% da dieta. < 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Pela manhã, oferecer as verduras ou gramíneas e, após, aproximadamente, 1 hora, oferecer a ração. As frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte médio. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. 78 Cuidados: Em razão da baixa velocidade da passagem do alimento pelo intestino, é importante que as mudanças de dietas sejam realizadas lentamente. Sugere-se período de adaptação entre 8 e 15 dias. Não fornecer: Ração farelada – as emas têm um hábito de bicar a ração bruscamente e o pó pode irritar os seus olhos. Ração de cachorro – o excesso de gordura na dieta provoca a ligação do cálcio a um complexo saponificado tornando-o indisponível. Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio podem interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além de desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes: Oferecer rações específicas para ratitas em crescimento com verduras cruas tenras e frutos picados. As emas filhotes estão sempre em bando de diferentes tamanhos e os mais velhos ensinam os mais jovens a se alimentar. Se o filhote estiver com dificuldade para comer sozinho, juntar um pintinho de granja é uma boa opção. Manter os filhotes em substrato macio, seco e limpo, com aquecimento e água à vontade em vasilhames pequenos para evitar que o filhote se molhe. 79 10.2. ORDEM TINAMIFORMES (Macuco, Inhambu, Perdiz) Os representantes desta ordem são onívoros. A alimentação dos tinamídeos consiste de grãos e sementes variadas, flores, brotos, frutos carnosos, raízes, tubérculos, além de pequenos animais como artrópodes, anelídeos, etc. Penha (1990), em análise do conteúdo estomacal de R. rufescens, constatou que em 70,5% do total de peso das amostras foram encontrados itens de origem vegetal e apenas 2% de origem animal. O restante (26,7%) foram pedras e outros itens de origem mista. Alguns autores atribuem o aumento no consumo de itens vegetais na época de escassez de insetos (inverno). Na procura de alimento, revolvem a porção de folhas mortas que recobre o solo, bem como a camada superior com o bico, não utilizando os pés como os galináceos. As espécies campestres (perdizes) alimentam-se preferencialmente de alimentos de origem animal, consumindo vegetais em épocas determinadas do ano (inverno). São muito fáceis de adaptação em cativeiro. Dentre os itens alimentares de origem animal consumidos pelos tinamídeos estão os insetos (formigas, cupins, besouros, gafanhotos, borboletas e lagartas), helmintos, pequenos gastrópodes, incluindo pequenos vertebrados como anfíbios, répteis e até pequenos mamíferos. O que oferecer: % Alimentos 40 – 45 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 40 – 45 Ração para faisões ou codorna. É possível oferecer ração para frango de corte. PB 15% para animais adultos. 10 – 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. 5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, sementes (milho, painço, alpiste, etc) 80 Freqüência: Diária, preferencialmente 2x aodia. Pela manhã, oferecer as verduras com a ração. As frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. As sementes podem ser misturadas à ração ocasionalmente. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte pequeno. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. Cuidados: Tamanho dos pellets oferecidos às espécies de menor porte. As perdizes preferem grãos maiores e são atraídas pelas cores amarela, vermelha e verde. Não fornecer: Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio podem interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além de desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes: Ração para aves em crescimento com ovo cozido picado e verduras cortadas bem fininhas. Importante manter os filhotes aquecidos em ambiente ventilado e limpo. 81 10.3. ORDEM GALLIFORMES (Mutum, Jacu, Jacutinga, Aracuã, Uru) Os representantes desta ordem também são onívoros. Em um estudo realizado por Bertsch (2008) com mutuns em floresta tropical, observou-se a predominância de frutas na dieta desses animais (cerca de 50% do conteúdo estomacal), seguido por sementes e folhas e, por último, pequenas concentrações de minerais (pedras e terra), flores, raízes, fungos e invertebrados (ordem Coleoptera). Em geral as espécies terrícolas alimentam-se de frutas e sementes caídas no solo, enquanto as espécies arborícolas permanecem nas árvores para se alimentar de frutos. As espécies menores (gêneros Ortalis e Penelope) preferem consumir mais folhas, sementes e pequenos invertebrados, enquanto as espécies maiores (Aburria, Crax, Nothocrax e Pauxi) preferem frutas, sementes e brotos (BROOKS & STRAHL, 2000, citado pelo Plano Nacional para Conservação de Cracídeos). © Copyright Tom Stephenson, 2006 Os Odontophoridae ingerem pequenos invertebrados, sementes e bagas caídas no solo. Os urus afastam o folhiço do solo com os pés, ciscando como fazem as galinhas. Algumas espécies (Aburria, Penelope) pousam sobre cachos de palmeiras para se alimentar de coquinhos, regurgitando ou dispersando as sementes por meio das fezes após digerir as partes moles. 82 As folhas, na alimentação de Ortalis canicollis, podem chegar a uma proporção de 37%, sendo um recurso disponível o ano todo, enquanto as frutas perfazem cerca de 25% da dieta (CAZIANI & PROTOMASTRO, 1994, citado pelo Plano Nacional para Conservação de Cracídeos). O que oferecer: % Alimentos 40 – 45 Vegetais: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga, maxixe, pepino, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, etc. 40 – 45 Ração galliformes ou faisões ou codorna. É possível oferecer ração para frango de corte. PB 15-16% para animais adultos. 10 – 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. 5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, sementes (milho, soja, lentilha, etc) Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Pela manhã, oferecer as verduras com a ração. As frutas podem ser oferecidas na parte da tarde. As sementes podem ser misturadas à ração ocasionalmente. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. Tipo de Corte: Verdura picada, frutos corte pequeno. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. Cuidados: Excesso de frutas na dieta. Não fornecer: Ração para aves em postura – níveis elevados de cálcio podem interferir na absorção de outros minerais como o zinco e o magnésio, além de desequilibrar a relação Cálcio:Fósforo. Ração para cachorros. ementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 83 Filhotes: Ração para aves em crescimento com ovo cozido picado e verduras cortadas bem fininhas. Importante manter os filhotes aquecidos em ambiente ventilado e limpo. 10.4. ORDEM ANSERIFORMES (Pato, Ganso, Marreco) Essencialmente herbívoros, os representantes consomem sementes, raízes e folhas e, no período reprodutivo, tendem a ampliar o seu apetite para larvas de insetos, pequenos peixes e crustáceos. Possuem característica de filtrar a água por meio das lamelas localizadas no bico. O que oferecer: % Alimentos 40 – 50 Vegetais verdes: couve, chicória, mostarda, agrião, acelga 40 – 50 Ração para patos e marrecos 5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer as verduras com a ração. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana. 84 Tipo de Corte: Verdura picada. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média próximos à água para facilitar a ingestão da ração. Cuidados: Ração seca. Os animais possuem o hábito de filtrar o alimento na água. Dietas muito protéicas (gota úrica). Para filhotes, é necessário triturar a ração peletizada. Não fornecer: Evitar ração para galiformes em qualquer fase. Caso precise fornecer, optar pela ração de crescimento ou corte e aumentar a proporção de verduras para 70%. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes: Ração para aves em crescimento com verdura picada bem fininha. Mantê-los em ambiente aquecido com substrato macio, limpo e seco. Os filhotes assim que nascem são capazes de se alimentar, mergulhar e nadar normalmente, mas, quando órfãos, é necessário mantê-los em um ambiente seco e só permitir o nado em momentos específicos sob supervisão técnica. 85 10.5. ORDEM PICIFORMES (Tucano, Araçari e Pica-pau) São aves onívoras. Araçaris são mais vegetarianos quando comparados aos tucanos, mas ambos alimentam-se de pequenos frutos (figueira, goiaba, imbaúba, palmito e outros), invertebrados (aranhas, grilos, cigarras, cupins e outros insetos alados) e capturam ovos e filhotes de passeriformes. O consumo de proteína animal parece ser maior quando estão criando seus filhotes. Apreendem pequenos pedaços com o bico triturando o alimento com repetidas compressões. As dietas em cativeiro devem conter baixo teor de ferro (50 a 80 ppm) porque são suscetíveis a hemocromatose. Os níveis recomendados de Fe para aves predispostas ou acometidas por hemocromatose devem ser inferiores a 50ppm, ou a absorção diária do referido mineral deve corresponder entre 4 a 6mg/Kg de peso da ave por dia. Fisiologicamente, não possuem papo ou inglúvio, nem ceco. A dieta dos pica-paus consiste de insetos, frutos, sementes, mel e resina de árvore. Perfuram a casca de árvores na busca de larvas de insetos e outros invertebrados. Em cativeiro, necessitam de mais proteína do que tucanos e araçaris. O que oferecer (tucanos e araçaris): % Alimentos 40 – 50 Frutos diversos sem casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 15 – 20 Legumes cozidos: abóbora, batata doce, abobrinha, cenoura 5 – 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido (só a clara), neonatos 25 – 30 Ração para tucanos Chá verde 86 O que oferecer (pica-pau): % Alimentos 20 – 30 Frutos diversos sem casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 30 – 40 Alimentosocasionais: ovo cozido inteiro, neonatos e insetos (grilos, tenébrios, baratas, etc) 30 – 40 Ração para pássaros insetívoros. Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer as verduras com a ração. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana se a ração fizer parte da dieta. Na falta da ração, podem ser oferecidos até 5x na semana. A dieta pode ser complementada com chá verde para reduzir a absorção de ferro pelo organismo 2x na semana. Tipo de Corte: Cortes pequenos. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. Cuidados: Higiene e sanidade dos roedores de laboratório, pois podem ser fonte de infecção para a pseudotuberculose (Yersinia pseudotuberculose) e outras doenças. Não fornecer: Para Tucanos e Araçaris – Ração para cães ou gatos (excesso de ferro). Frutas ácidas ou cítricas como a laranja, o abacaxi e o tomate (favorecem a absorção do ferro). Gema de ovo (excesso de ferro). Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Caso não seja fornecida a ração própria pra tucanos, acrescentar a gema de ovo cozida 1x na semana para tucanos e araçaris. Alimentos ricos em tanino, fosfato, oxalato, fitato e fibras são desejáveis, pois estes agentes combinam-se com o ferro e reduzem sua absorção no intestino. Chá verde (Camellia sinensis) e frutas ricas em tanino (uva, manga, maçã e banana verde) são quelantes naturais que ajudam a reduzir a absorção de ferro. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 87 Filhotes: Na ausência de rações próprias para tucanos, podem ser utilizadas rações para filhotes de psitacídeos, que contem enzimas digestivas e possuam, em sua composição, a adição de prebióticos e probióticos que facilitam a digestão e favorecem a colonização do sistema digestivo. Apesar de possuir necessidades nutricionais diferentes, na prática, a ração mostra-se apropriada para o bom desenvolvimento do filhote. O preparo da papa deve ser com água mineral ou fervida. Recomenda-se aquecer a papa de 37 a 38oC. A alimentação pode ser oferecida com sonda flexível feita com tubo de látex. O alimento deve ser administrado diretamente no estômago porque essas aves não possuem inglúvio. Nos primeiros dias de vida são fornecidas pequenas quantidades de alimento em intervalos curtos para não sobrecarregar o estômago. O abaulamento do abdomen indica que o estômago está repleto. Filhotes empenados podem receber alimentos pastosos em colher ou bisnagas e alimentos sólidos cortados em pequenos pedaços e oferecidos com uma pinça. Nas primeiras semanas de vida, os filhotes devem ser mantidos em estufas, unidades de tratamento de pequenos animais (UTA) ou sala aquecida de 28 a 37oC. Quanto mais jovem, mais próxima aos 37oC deve estar a temperatura do ambiente. A pesagem diária é fundamental para verificar a evolução do filhote. Dentre as indicações de que os filhotes estão saudáveis destacam-se o reflexo ao ser tocado, hidratação, corpo aquecido, presença de reflexo de ingestão de alimentos, vocalização, ausência de ecto e endoparasitas. 88 10.6. ORDEM PSITACIFORMES (Arara, Papagaio e Periquito) Os psitacídeos do Brasil caracterizam-se por aves comedoras de sementes (granívoras), embora constem outros itens em sua alimentação como frutos e flores, incluindo pétalas e néctar. Para os pequenos psitacídeos alguns autores consideram o consumo de insetos. As aves da espécie Anodorhynchus hyacinthinus são especializadas em comer nozes do fruto de duas palmeiras: acuri (Schellea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata), as araras-azuis têm sua ocorrência e distribuição limitada por estas duas Palma e no Pantanal (Guedes, citado por Cardoso et al, 2000). Fotos retiradas do site: www.projetoararaazul.org.br 89 Com base em uma alimentação rica em sementes oleaginosas, muitos técnicos passaram a elaborar dietas com altas densidades energéticas, sem considerar o grau de atividades dessas aves em cativeiro e a disponibilidade do alimento (Saad et al, 2007b). Em cativeiro, as aves fazem grandes esforços físicos para obtenção do alimento e esse excesso é acumulado em gordura nos seus organismos podendo gerar doenças como também comprometer o processo de reprodução (Saad et al, 2007a) Em um estudo realizado com papagaios, Saad et al (2007b) mostra que, os esses animais apresentam alta digestibilidade para alimentos como milho gelatinizado, gema de ovo, semente de girassol, aveia, ovo integral, milho moído, mamão e banana. No entanto, alimentos como a polpa cítrica e o farelo de girassol apresentaram baixa digestibilidade aparente, e devem ser utilizados em baixos níveis e com moderação na formulação de rações para estas aves (Saad et al, 2007b). Outro erro grave é fornecer uma alimentação única e exclusiva à base de sementes, em especial o girassol. As sementes (em especial o girassol), como já visto, são ricas em gordura e deficientes em uma série de vitaminas e aminoácidos essenciais, além de totalmente desbalanceadas em relação ao cálcio e ao fósforo. Além disso, o armazenamento inadequado torna esse alimento altamente suscetível à proliferação de fungos. O que oferecer (papagaios): % Alimentos 20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, vagem, couve, chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, berijela, etc. 5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 25 – 30 Ração para papagaios 5 – 10 Mistura de sementes O que oferecer (araras): % Alimentos 20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, vagem, couve, chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, berijela, etc. 5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 25 – 30 Ração para araras 5 – 10 Mistura de sementes 90 O que oferecer (periquitos): % Alimentos 20 – 30 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 15 – 20 Legumes e Verduras: abóbora, abobrinha, cenoura, vagem, couve, chicória, brócolis, couve-flor, jiló, pepino, berijela, etc. 5 – 10 Alimentos ocasionais: milho em espiga e coco 25 – 30 Ração para periquitos 5 – 10 Mistura de sementes Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. Oferecer pela manhã somente a ração para ter a certeza que todas as aves terão acesso ao alimento mais completo da dieta. Os alimentos ocasionais devem ser fornecidos, no máximo, 2x na semana no caso de periquitos e papagaios e, 3x na semana, no caso de araras. Tipo de Corte: Cortes pequenos, médios ou grandes (dependendo do tamanho da ave). Lembrar que essas aves apreciam a manipulação de alimentos. Oferecer o coco com a casca e o milho em pedaços maiores pode ser uma boa distração. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média em material resistente para que as aves não destruam e ingiram partes da vasilha. 91 Cuidados: Excesso de sementes e frutas na dieta. Não fornecer: Ração de gato e cachorro (excesso de gordura). Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Na falta da ração, aumenta-se um pouco a proporção de sementes e inclui na alimentação grãos como feijão, lentilha, grão de bico e soja, sempre cozidos. A gema de ovo cozida pode ser uma boa fonte de proteína de alto valor biológico para complementar os aminoácidos ausentes nos grãos (2x na semana). Os brotos (alfafa, feijão, girassol) são excelentes fontes de proteína e podem ser feitos no próprioCetas pela germinação das sementes. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes (parte do conteúdo retirado do site: www.saudeanimal.com.br): Há fórmulas comerciais desenvolvidas especialmente para filhotes de psitacídeos. Caso não seja possível a compra dessa fórmula, a própria ração para psitacídeos batida com frutas, ovo cozido e neston, pode ser uma boa alternativa. Na falta da ração, será necessário improvisar. Pode usar como alimento base de proteína isolada de soja, neston, ovo cozido e suplemento mineral-vitaminico e de aminoácidos (Aminomix, Glicopan). Suplementos nutricionais para uso humano podem ser adicionados, para tornar o alimento mais forte. As quantidades precisariam ser calculadas para se saber a quanto fornecer exatamente, normalmente eleva-se ao dobro a exigência energética. A consistência da papa é mais aguada nos primeiros dias de vida, depois adquire a consistência de yogurte. A papa pode ser fornecida com uma colherzinha, seringa ou sonda diretamente no papo. O importante é manter o filhote sempre hidratado. A freqüência da alimentação é a cada 3 ou 4 horas, após o papo esvaziar. Se o papo não estiver esvaziando (está duro), o filhote pode estar desidratado ou mantido em temperatura ambiente inadequada, ou com infecção no papo ou apresenta outros problemas. O sucesso para o maior aproveitamento do alimento está na combinação de quantidade e freqüência de administração, que varia conforme a espécie. Criadores experientes costumam ter definidos estes critérios para as suas 92 espécies. A cada alimentação o filhote consome cerca de 10 a 12 % de seu peso corporal. Experiência e cuidados do tratador são fundamentais no manejo alimentar dos delicados filhotes. Para evitar o risco de contaminação, é muito importante a limpeza criteriosa de todo o material de preparo e fornecimento da papa, como tigelas, sondas e seringas. Cuidados com a temperatura: Evitar usar água com temperatura superior a 50 ºC durante o preparo da papa, para não comprometer a atividade de alguns componentes. Observar com rigor a temperatura de fornecimento da papa, cerca de 38 ºC, que deve ser homogênea em toda a mistura. Quando o tempo de alimentação for relativamente longo (vários filhotes), cuidar para que a temperatura de fornecimento seja mantida. Pode-se usar uma estrutura do tipo “banho Maria”. Cuidar para não superalimentar os filhotes. Algumas aves costumam ainda demonstrar interesse pelo alimento, mesmo já tendo esgotada sua capacidade de ingestão. Nestes casos há risco de regurgitação e inalação do alimento, com conseqüentes problemas respiratórios, como pneumonia. Não reaproveitar papa preparada para alimentação anterior. Preparar a quantidade necessária para cada administração e descartar eventuais sobras. Após a alimentação, havendo restos de alimento no bico, remover com água morna. Pingar algumas gotas de água dentro no bico, para limpeza interna. 93 Manter os filhotes em vasilhames plásticos revestidos com fralda descartável ou papel toalha ou outro material macio absorvente para as fezes e urina. Podem ser mantidos individualmente ou, no máximo, em pares, preferencialmente do mesmo tamanho. Se os animais forem de procedência diferente e chegarem separados, mantê-los separados e não usar a mesma colher ou seringa ou sonda para alimentar todos. Separar materiais até que exames sejam realizados descartando a possibilidade de contaminação. 94 10.7. ORDEM FALCONIFORMES E STRIGIFORMES (Águia, Gavião, Coruja) Essencialmente carnívoros ou insetívoros, os representantes desta ordem precisam de elevadas quantidades de proteína e gordura animal na dieta. A maior parte dos rapinantes diurnos é exclusivamente carnívora, com alguns dos representantes sul-americanos consumindo ocasionalmente sua alimentação com frutas e outros vegetais (gêneros Elanoides, Buteogallus, Daptrius, Milvago, Phalcoboenus, Coragyps e Cathartes). Já os estrigiformes, em virtude de seus hábitos crepusculares, baseiam boa parte de sua alimentação em insetos e outros invertebrados, independente do seu tamanho (de caburés a murucututus). Pequenas corujas (gêneros Otus, Glaucidium e Aegolius) podem capturar pequenos mamíferos, anfíbios, répteis e pássaros, enquanto espécies de porte maior (gêneros Pulsatrix e Bubo) são capazes de caçar marsupiais, morcegos, lagartos e até mesmo aves de médio porte (p.ex. filhotes de falcão peregrino). Espécies dos gêneros Pandion e Busarellus são psicívoras. Conhecer a ecologia alimentar dessas espécies é fundamental para mantê- las no Cetas. Por isso, é preciso um bom biotério incluindo a criação de insetos (tenébrios, grilos e baratas), aves (codornas e pintinhos) e mamíferos (camundongos, coelhos, hamster e porquinho da índia). O ideal é alternar porções de carne bovina e frango com os animais do biotério. Uma alternativa para algumas regiões é fazer parcerias com granjas de frango e codornas que, freqüentemente, descartam parte dos filhotes e animais adultos e podem fornecer ovos também. Parcerias com universidades e centros de pesquisa que utilizam camundongos, ratos, coelhos e preás, também é muito útil pelos mesmos motivos. 95 O que oferecer: % Alimentos 40 – 50 Carne bovina 40 – 50 Frango com moela e fígado 100 Ou 100% presa recém-abatida Freqüência: 6x na semana com 1 jejum semanal. 1x ao dia, de acordo com o horário de maior atividade da ave. Tipo de Corte: Sempre picado, de acordo com o porte. A carne moída pode grudar no palato superior da ave (principalmente corujas). Apresentação da dieta: Vasilhames rasos Não fornecer: Excesso de alimentos. O fornecimento de pombos não é aconselhável devido às inúmeras enfermidades fatais que esse grupo pode carrear às aves de rapina (herpesvírus, tricomoníase, candidíase, etc.) Cuidados: Alimentação exclusiva à base de insetos (relação cálcio:fósforo irregular) ou neonatos de aves ou mamíferos (animais em formação). Verificar composição nutricional no capítulo sobre serpentes. Suplementação: 15g de carbonato de cálcio para cada kg de carne. Em caso de alimentação exclusiva com animais de biotério, vertebrados adultos, a suplementação não é necessária. Para os insetos de biotério, aconselhável colocá-los sobre um substrato composto de ração de aves em postura triturada (50%) + carbonato de cálcio (50%) cerca de 2 horas antes da alimentação. O cálcio preencherá o tubo digestivo dos insetos tornando-os mais balanceados. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. 96 Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Categorias de Peso (g) Consumo diário (% PV) Opções para cativeiro (presas) 100 – 200 18 – 25 larvas, grilos, baratas, camundongos, hamsters, gerbos e pintinhos 200 – 800 11 – 19 grilos, baratas, camundongos, hamsters, gerbos, pintinhos, ratos e codornas 800 – 1200 7 – 11 camundongos, gerbos, hamsters, ratos, pintinhos, codornas, porquinhos da índia 4000 – 14000 3,5 – 6 ratos, pintinhos, codornas, porquinhos da índia, galinha, coelho Fonte: PEREIRA (2007) – capítulo 17 do Tratado de Animais Silvestres Filhotes: A partir do momento que o filhote ingerir o saco vitelínico (de 1 a 2 dias após o nascimento), fornecer pequenos pedaços de músculo, fígado, coração e cérebro moídos, provenientes de codornas ou ratos de laboratório. Em alguns casos, acrescenta- se um pouco de ração para felinos para otimizar o ganho de peso e garantir uma suplementação adequada de nutrientes. Após o 3º dia fornecer a carcaça inteira triturada de codorna ou rato (sem pele, penas, pêlos, patas e intestinos) com um pouco de água filtrada. Após chegar perto ao peso máximo,oferecer a carcaça inteira recém abatida, aberta, para estimular o animal ao consumo total do alimento. Recomenda-se não juntar filhotes de acipitrídeos e falconídeos na mesma incubadora devido à agressividade dos acipitrídeos para estabelecer uma hierarquia. A temperatura do ambiente deve ficar entre 32 e 36oC. 97 10.8. ORDEM COLUMBIFORMES (Pomba, Rolinha, Avoante, Juriti) A maior parte das espécies é granívora e algumas consomem frutos em sua dieta. Há diferenças anatômicas e fisiológicas que caracterizam o hábito alimentar dessas espécies. Nas pombas granívoras predominam as cores cinza e marrom com áreas de iridescência. Já as pombas frugívoras possuem a coloração das penas muito variada, colorida, com predominância da cor verde. Internamente, as pombas granívoras possuem o aparelho digestivo com musculatura mais desenvolvida, com presença de pedras para trituração. Intestino é mais longo e o esôfago menos elástico. As representantes frugívoras dessa ordem possuem uma musculatura de moela delgada, intestino mais curto e esôfago mais elástico. O que oferecer (pombas granívoras): % Alimentos 30 – 40 Mistura de sementes para pássaros granívoros 40 – 50 Ração para pássaros granívoros (canário) 5 – 10 Farinhada para pássaros granívoros O que oferecer (pombas frugívoras): % Alimentos 30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 20 – 40 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 98 Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. A dieta seca pode ser colocada 1x ao dia. Tipo de Corte: As frutas podem ser dispostas no viveiro em pedaços grandes nos poleiros das aves Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames rasos. Cuidados: Com a disposição dos comedouros. Devem estar próximos aos poleiros e permitir que a ave fique confortável no momento de se alimentar. Os comedouros não devem permitir que a ave entre com o corpo inteiro para comer e nem devem estar dispostos abaixo dos poleiros. Não fornecer: apenas frutas. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes: As condições de manejo são muito semelhantes para todas as aves. Os filhotes devem ser mantidos aquecidos, em incubadora ou ambiente que proporcione essa temperatura. A limpeza é fundamental, tanto do substrato quanto do filhote, em especial o bico (parte externa e interna). Os filhotes de columbiformes nascem de olhos fechados que abrem-se no 3º ou 4º dia de vida. Para filhotes de columbiformes recomenda-se 50% da papa de filhotes de psitaciformes para garantir o aporte de enzimas, prebióticos e probióticos e 50% da ração para aves em crescimento para reduzir um pouco o aporte de gordura e proteína. A mistura deve ser feita com água mineral ou fervida. O manejo é semelhante aos tucanos e psitacídeos. 99 10.9. ORDEM CICONIIFORMES (Garça, Guará, Colhereiro, Socó) São essencialmente piscívoros. A família Ardeidae, representada pelas garças e socós são palidícolas, sendo observadas também em regiões salobras. Alimentam-se de pequenos peixes, insetos aquáticos, caranguejos, moluscos, anfíbios e répteis. A família Ciconiidae é mais onívora e a família Threskiornithidae, que inclui na alimentação pequenos crustáceos que caracterizam a sua cor avermelhada. A família Cochleariidae, representada pelos arapapás, possui hábito crepuscular e alimentam-se de pequenos peixes, anfíbios, crustáceos e insetos. Em cativeiro, algumas espécies aceitam bem a ração misturada ao peixe (guarás, p.ex.). Parceria com criadores de rãs é uma opção para diversificar a alimentação dessas aves. O que oferecer: % Alimentos 80 – 100 Peixe/ Rã 10 – 20 Ração para Guarás e similares (MegaZoo) Freqüência: Diária, 1x ao dia. Tipo de Corte: Se o peixe for pequeno (p.ex. manjubinha) pode ser inteiro, se for do tamanho de uma sardinha adulta algumas espécies aceitam inteiro, para outras é preciso picar o peixe. As rãs devem ser fornecidas na fase juvenil ou girino ou abatida em pedaços. 100 Apresentação da dieta: O peixe deve ser fornecido manualmente, individualmente, no momento da suplementação e depois estimula-se a alimentação livre e a competição pelo alimento. Animais em fase de reabilitação devem ser alimentados individualmente e separadamente. Algumas vezes, é necessária a alimentação forçada. Cuidados: Com a quantidade de ração misturada ao peixe. É importante monitorar para não fermentar a ração e estragar o peixe. O resto de alimento deve ser retirado assim que as aves pararem de se alimentar. Suplementação: Não há Necessidade se a dieta estiver na proporção correta e se o peixe for fresco. Caso o peixe seja congelado por muito tempo é necessário suplementar com tiamina (vitamina B1) na dosagem de 25 a 35mg/kg de alimento/dia e vitamina E (óleo de milho, óleo de girassol, óleo de fígado de bacalhau), na dosagem de 100UI/kg de alimento/dia. Todos esses itens devem ser colocados em um único peixe e oferecidos cerca de 1 hora antes da alimentação normal, para assegurar a absorção do suplemento. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Filhotes: Devem ser alimentados com ração para guarás amolecida com água mineral ou fervida, batida com peixe sem espinha (filé) e rã (ricos em cálcio). A proporção é de 50% de ração para guarás para 25% de peixe e 25% de rã. Considerando que os cinonídeos são aves nidícolas com crescimento rápido dos ossos longos e, portanto, necessitando de fontes prontas de cálcio, a ração para guarás pode ser substituída por ração para aves em crescimento 50%, ração de gatos à base de peixe (25%), que deve ser batida, pelo menos, com o filé de peixe (25%). O nível de cálcio na dieta deve chegar próximo de 4%. 101 10.10. ORDEM SPHENISCIFORMES (Pinguim) Alimentam-se na natureza de peixes, cefalópodes e crustáceos. São classificados como predadores pelágicos ativos. O que oferecer: % Alimentos 100 Peixe Freqüência: Diária, 2x ao dia. Tipo de Corte: Peixe inteiro. Apresentação da dieta: O peixe deve ser fornecido manualmente, individualmente, no momento da suplementação e depois estimula- se a alimentação livre e a competição pelo alimento. Animais em fase de reabilitação devem ser alimentados individualmente e separadamente. Algumas vezes, é necessária a alimentação forçada. Cuidados: Monotonia alimentar. Espécies de peixes que podem ser utilizadas na alimentação dos pingüins: corvina (Micropogonias furnieri), pescada branca (Cynoscion guatucupa), sardinha (Sardinella brasiliensis) e maria-luiza (Paralonchorus brasiliensis). Tamanho médio do peixe: 15 cm, com a cavidade oral fechada e opérculo ósseo íntegro, para melhor ingestão e manuseio. Suplementação: Caso o peixe seja congelado por muito tempo é necessário suplementar com tiamina (vitamina B1) na dosagem de 25 a 35mg/kg de alimento/dia e vitamina E (óleo de milho, óleo de girassol, óleo de fígado de bacalhau), na dosagem de 100UI/kg de alimento/dia. Quando mantidos em água doce, é necessário o fornecimento de 0,5 a 1g de sal por animal/dia (cloreto de sódio). Todos esses itens devem ser colocados em um único peixe e oferecidos cerca de 1 hora antes da alimentação normal, para assegurar a absorção do suplemento. 102 Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 130 – 160 x (PC) 0,75 Em percentual do PV, de uma formageral, as espécies de maior porte consomem de 2 a 3% da massa corporal e, para as espécies menores (pingüim de magalhães) pode ser oferecido entre 10 e 20% do PV. O consumo aumenta durante a pré muda e reduz durante a muda. Durante o período de muda, podem perder até 50% do peso. Sugestão de Purê de Peixe para animais em fase de reabilitação (alimentação forçada) – Protocolo para aves contaminadas por petróleo do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM) Bater no liquidificador: pescado com vísceras com água mineral ou soro fisiológico em quantidade suficiente para cobrir o pescado. Coar o conteúdo e adicionar ¼ de comprimido de cloridrato de tiamina, vitamina E (100UI/peixe) e algum derivado de cálcio. Acrescentar 1 colher de sopa de creme de leite ou de algum óleo de peixe para cada quilo de peixe da receita, com o objetivo de aumentar o número de calorias por mililitro de purê. As duas primeiras administrações deverão ser de 60ml e, a partir da terceira, passar para 120ml, intercalando com a hidratação oral a cada 2 horas, aproximadamente. Todas as soluções administradas por via oral devem ser aquecidas de 36 a 39oC em banho Maria. A solução aquecida deve ser administrada com sondagem gástrica somente se o animal conseguir manter a cabeça levantada. Se o animal estiver prostrado há necessidade de administração de soro fisiológico subcutâneo e demais cuidados veterinários. A alimentação forçada deve ser mantida, mas sempre se deve estimular que o animal se alimente sozinho. A quantidade de peixe deve ser aumentada gradativamente até 300g, 3x ao dia. Duas hidratações orais diárias devem ser mantidas enquanto a alimentação forçada for utilizada. A sugestão do purê de peixe pode ser fornecida aos filhotes. 103 10.11. ORDEM PASSERIFORMES (Pássaro preto, Canário, Saíra, Gralha) Uma grande variedade de hábitos alimentares pode ser encontrada dentro dessa ordem e a forma do bico e outras características podem ser importantes no momento de decidir sobre a base da alimentação do pássaro. Curiós (Oryzoborus angolensis), canários, coleiros, tico tico e bicudo alimentam-se de sementes duras, têm bicos curtos e cônicos, conseguindo assim quebrar a casca das sementes de que se alimentam. A seguir removem habilmente a semente. O melro-preto (Turdus merula) tem um formato de bico que é partilhado por milhares de espécies de aves de tamanho. É afilado para que o animal possa apanhar sementes, mas o seu comprimento permite à ave apanhar presas maiores, como minhocas. O gaturamo (Euphonia violácea) tem um bico delgado próprio para ingestão de frutos. Consome insetos raramente. Com bico semelhante, mas um pouco mais delgado, estão as saíras cuja alimentação consiste de frutos, néctar e insetos. Também com o bico fino, mas bem alongado estão os passeriformes como o corrupião (Icterus jamaicaii) e o xexéu. Seu bico permite, além da ingestão de frutos, a apreensão de insetos e néctar. Alimentam-se de um vasto cardápio - cocos maduros de buriti, seiva das flores do ipê amarelo, das flores do mandacaru (cacto típico do Nordeste brasileiro) e dos seus grandes e vermelhos frutos, das flores de várias espécies de bromélias, cactáceas e de frutas de pomar. Portanto, é insetívoro, frugívoro e nectarívoro. Outro passeriforme com bico alongado e fino é a sabiá laranjeira (Turdus rufiventris). Ela alimenta-se de várias espécies de frutos carnosos. Gostam muito de furar as laranjas maduras em busca do seu suco. Buscam alimentos vivos como insetos, moluscos e minhocas. Essencialmente onívoro, o trinca-ferro (Saltator similis) exibe um bico extremamente robusto, típico de aves que consomem sementes, frutos, insetos, flores e folhas. 104 O que oferecer (passeriformes granívoros): % Alimentos 30 – 40 Mistura de sementes para pássaros granívoros 40 – 50 Ração para pássaros granívoros (canário) 5 – 10 Farinhada para pássaros granívoros 5 – 10 Vegetais (chicória, couve, repolho, brócolis, jiló, maxixe, quiabo, pepino) O que oferecer (passeriformes frugívoros): % Alimentos 10 – 20 Mistura de sementes mais macias (painço e linhaça) 30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 10 – 20 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. O que oferecer (passeriformes onívoros): % Alimentos 10 – 20 Mistura de sementes 30 – 40 Ração para pássaros frugívoros e insetívoros 10 – 20 Farinhada para pássaros frugívoros e insetívoros 10 – 20 Frutos diversos com casca: banana, maçã, mamão, uva, goiaba, melão, melancia, manga, etc. 5 - 10 Vegetais (chicória, couve, repolho, brócolis, jiló, maxixe, quiabo, pepino) Freqüência: Diária, preferencialmente 2x ao dia. A dieta seca pode ser colocada 1x ao dia. Tipo de Corte: As frutas podem ser dispostas no viveiro em pedaços grandes nos poleiros das aves 105 Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames rasos. Cuidados: Com a disposição dos comedouros. Devem estar próximos aos poleiros e permitir que a ave fique confortável no momento de se alimentar. Os comedouros devem evitar que as aves entrem com o corpo inteiro para comer e nem devem estar dispostos abaixo dos poleiros. Como a maioria dos Cetas mantém os passeriformes em viveiros grandes, misturando as espécies, cuidar para que todos os animais tenham acesso aos alimentos aumentando a quantidade de cochos. Não fornecer: apenas frutas. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 200 – 250 x (PC) 0,75 Filhotes: Os filhotes de passeriformes podem ser alimentados com a papa para psitacídeos, feita da mesma forma (ver capítulo sobre psitacídeos). Para os pássaros mais insetívoros, acrescentar ovo cozido à mistura para aumentar a quantidade disponível de proteína na dieta. Controlar a ingestão pela observação do papo. 106 10. ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE MAMÍFEROS 10.1. ORDEM MARSUPIALIA (Gambá, Cuíca) Os representantes brasileiros dessa ordem possuem hábitos alimentares diversificados, mas, praticamente todos, consomem boa parte da sua dieta em insetos. Na tabela abaixo, modificada de MALTA & LUPPI (2007) – capítulo 23 do Tratado de Animais Selvagens estão especificados os gêneros, peso médio e alimentação na natureza. Gênero Peso (g) Alimentação Marmosa Macho 60 – 130 Fêmea 40 – 70 Insetos, frutas, pequenos roedores, lagartos e ovos Monodelphis Macho 90 – 150 Fêmea 80 – 100 Insetos, frutas, pequenos roedores, sementes e carniça Lestodelphis Principalmente carnívoro (roedores e aves) Metachirus 800 Insetos, frutas, pequenos animais e ovos Didelphis 2.000 – 5.500 Onívoros Philander 240 – 400 Insetos, frutas, pequenos animais, crustáceos e ovos Lutreolina 200 – 540 Pequenos mamíferos, aves, répteis, peixes e insetos Chironectes 604 – 790 Peixe, crustáceos, vegetação aquática e frutas Caluromys 200 – 500 Insetos, frutas, pequenos animais, sementes, folhas e carniça Caluromysiops Insetos, frutas, pequenos animais, sementes, folhas e carniça Glironia Provavelmente insetos, ovos, sementes e frutas Caenolestes Macho 25 – 40,8 Fêmea 16,5 – 25,4 Mais insetívoros Rhyncholestes Fêmea 21 Mais insetívoros Dromiciops Fêmea 16,7 – 31,4 Insetos, invertebrados e lagartos 107 O que oferecer (para gambás): % Alimentos 30 - 40 Ração canina 20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, etc. 15 - 20 Carne bovina ou Frango 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, insetos, neonatos O que oferecer (para cuícas): % Alimentos 30 - 40 Ração felina 30 - 40 Carne bovinaou Frango ou Peixe (verificar hábito alimentar) 15 - 20 Complemento de acordo com o hábito alimentar: frutos, vegetais, ovos, insetos, etc Freqüência: Diária, 1x ao dia, no final da tarde. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na semana. Tipo de Corte: Frutas cortes pequenos. Carne picada ou moída. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade rasa. Cuidados: Os animais que se alimentam de folhas e frutos tendem a ser sedentários. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Animais suscetíveis à osteodistrofia fibrosa provocada pela deficiência de cálcio ou pelo desbalanceamento cálcio:fósforo. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 49 x (PC) 0,75 Filhotes: Sucedâneos de leite para cães e gatos, sem lactose. Oferecer de 10 a 20% do peso vivo a cada 2 ou 3 horas, aumentando gradativamente. As mesmas recomendações para filhotes de carnívoros podem ser adaptadas. 108 10.2. ORDEM PRIMATES (Sagui, Macaco prego, Macaco aranha, Bugio) Os primatas são onívoros. No entanto, a proporção de alimentos que compõe a sua dieta varia consideravelmente entre os gêneros. Dentre os calitriquídeos encontramos representantes mais predadores (Saguinus e Leontopithecus) e grandes comedores de goma e exsudatos (Cebuella e Callithrix), como complemento de suas dietas ricas em frutos, insetos e outras presas. Alguns gêneros são considerados mais folívoros como Allouatta, Cacajao, Lagothrix e Brachyteles, mas, em épocas de escassez, consomem grandes quantidades de frutos. O gênero Ateles é mais frugívoro. Todas essas informações fazem muita diferença no momento da elaboração da dieta. A ração pode ter a mesma base, mas os complementos alternam de acordo com o hábito alimentar. O que oferecer (primatas mais folívoros): % Alimentos 20 - 30 Ração para primatas 30 - 40 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, etc. 15 - 20 Frutos com casca: mamão (limitar), melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, pão integral, mel, iogurte, gelatina sem sabor, brócolis, couve-flor, couve, flores e folhas de hibisco, sementes de abóbora, amendoim, girassol, etc. O que oferecer (primatas mais frugívoros/onívoros): % Alimentos 20 - 30 Ração para primatas 15 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, brócolis, couve-flor, couve, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, etc. 30 - 40 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, insetos, pão integral, mel, iogurte, gelatina sem sabor, flores e folhas de hibisco, sementes de abóbora, amendoim, girassol, etc. 109 Freqüência: Diária, 2x ao dia, manhã/tarde. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na semana, mantendo sempre uma fonte de proteína animal/vegetal + fonte de vegetais (p.ex combinação 1 de ovo cozido, pão integral, mel e iogurte ou combinação 2 insetos, gelatina, flores e folhas de hibiscos ou combinação 3 mel, iogurte, amendoim e semente de abóbora, e assim por diante). Tipo de Corte: De acordo com o tamanho do animal, normalmente em rodelas mais finas ou mais grossas, com casca. Para sagüis, evitar cortar muito miúdo. Primatas apreciam manusear o alimento. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento seco separado do úmido para evitar fermentação do alimento. Vasilhames de profundidade média. Cuidados: Os primatas mais folívoros tendem a ser sedentários, controlar o peso. Quando alimentados em grupos fornecer primeiro a ração para que todos tenham acesso ao alimento principal. Acrescentar de 10 a 20% na quantidade total de alimentos se o grupo for muito grande e tiver forte hierarquia entre os indivíduos. Não fornecer: Primatas folívoros: leite de vaca in natura. Limitar os vegetais brássicos como couve, couve-flor e brócolis. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Saguis, quando não expostos ao sol, necessitam de suplementação de vitamina D3 na dieta. Todos os primatas não sintetizam vitamina C e podem precisar de suplementação na dieta. 110 Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75. Para sagüis NEM = 145 x (PC) 0,75 Filhotes: O melhor leite para primatas é o sucedâneo para leite infantil (NAN ou NESTOGENO). A proporção na 1ª semana de vida é de 1 medida para 60 ml de água fervida ou mineral, na 2ª semana 1 medida para 45 ml e, a partir da 3ª semana a diluição é de 1:30 ml. O leite deve ser aquecido e fornecido em mamadeiras para pet. Para prevenção da diarréia, 10% da quantidade de leite em lactobacilos (Yakult ou similar) pode ser administrado juntamente com 1 gota de aderogil D3 e 1 gota de redoxon. Os filhotes devem ser mantidos aquecidos e agarrados em um bicho de pelúcia ou pedaço de pano. A freqüência inicial das mamadas é a cada 2 horas, aumentando gradativamente à medida que crescem. Se o filhote estiver com fome após a mamada, concentrar um pouco mais o leite. Evitar oferecer grandes quantidades de leite de uma só vez para não sobrecarregar o aparelho digestivo. O desmame é gradativo e lento. Reduza a freqüência do leite inserindo papinhas de frutas com neston ou creme de arroz aos poucos, insetos, até que o filhote passe a se alimentar sozinho. É normal que, mesmo comendo sozinho, haja necessidade de 1 ou 2 mamadeiras diárias para suplementação. O importante é observar. - FILHOTE DE SAGUI COM OSTEODISTROFIA POR FALTA DE VITAMINA D3 111 10.3. ORDEM XENARTHRA (Tamanduá, Tatu, Preguiça) Apesar de estarem na mesma ordem, tamanduás, tatus e preguiças são animais de hábitos alimentares completamente diferentes. Mesmo entre as preguiças existe uma diferença significativa no hábito alimentar. Enquanto a preguiça do gênero Bradypus é mais folívora com fermentação pré-gástrica em estômago parcialmente compartimentado e o gênero Choloepus tem uma alimentação mais diversificada e pode ser considerado um animal onívoro porque em sua dieta constam brotos, folhas, frutos e cocos de palmeira. A imbaúba é a folha predileta da preguiça Bradypus e pode ser fornecida, mesmo em cativeiro. A adaptação da preguiça Choloepus é mais fácil porque aceitam bem ração comercial, ovo cozido, frutas, legumes e folhas convencionais. Já a preguiça Bradypus é de difícil adaptação e é mais fácil mantê-la com alimentos naturais (Euphorbiaceae e Moraceae). O ideal é que permaneçam no Cetas o tempo suficiente para recuperação e sejam liberadas na natureza o mais rápido possível. Para incentivar o consumo de água, deve-se borrifar água nas folhas oferecidas e, para o gênero Choloepus a água pode ser fornecida em vasilhame comum. Os tamanduás são essencialmente insetívoros, alimentando-se basicamente de formigas e cupins. Os frutos são muito ocasionais e contribuem com muito pouco na sua dieta. Em média, consomem 15% do peso vivo em insetos. A composição nutricional desses insetos é praticamente gordura (10 – 50%) e proteína (30 – 65%). A dieta em cativeiro consiste de uma papa à base de leite com baixa lactose, frutas, carne, gema de ovo, suplemento de vitamina K, iogurte, etc. A adaptação em cativeiro de animais provenientes de vida livre é um desafio. O ideal é fornecer cupinzeiros inteiros para animais recém-chegados e, diariamente, fornecer a papa juntamente com um pouco de carne moída misturada com gema de ovo. A partir do momento que o animal aceitar a dieta,reduzir os demais ingredientes deixando 100% de papa. Em vários zoológicos internacionais, a dieta de tamanduás é composta por uma ração própria triturada e este é o futuro da alimentação de tamanduás no Brasil. 112 Algumas espécies de tatu são onívoras e outras insetívoras. Animais do gênero Cabassous alimentam-se de formigas e cupins. O tatu-peba é onívoro e os alimentos vegetais compõem uma grande parte da sua dieta. O gênero Dasypus é onívoro. A análise do conteúdo estomacal de um exemplar de tatu-quinze-quilos encontrou 14% de vertebrados e 86% de invertebrados. Aceitam bem a dieta em cativeiro composta por ração comercial, frutos, carnes e insetos. O que oferecer (gênero Bradypus): % Alimentos 70 - 80 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. FOLHAS DE IMBAÚBA 5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido O que oferecer (gênero Choleopus): % Alimentos 50 - 60 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. FOLHAS DE IMBAÚBA 20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido O que oferecer (Tamanduás): % Alimentos 70 - 100 Papa com leite baixa lactose ou leite de soja (50%), iogurte (5%), ração para felino (20%), frutas (10%) como banana, mamão e maçã, verduras (5%) espinafre, couve ou vegetais bem verdes, gema de ovo (5%), carne moída (5%). 10 - 30 Carne moída com suplemento de carbonato de cálcio (15g/kg) 5 Gema de ovo Obs: A carne moída e a gema de ovo podem ser fornecidas na época de adaptação 113 O que oferecer (gênero Dasypus): % Alimentos 20 - 30 Ração cães filhotes 40 - 50 Vegetais cozidos: cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve- flor, couve, flores etc. 20 - 30 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 5 - 10 Alimentos ocasionais: ovo cozido, tenébrios, grilos e baratas O que oferecer (gênero Priodontes e Cabassous): % Alimentos 40 - 50 Ração gatos 10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 15 - 30 Carne bovina, frango, ovo cozido, tenébrios, grilos e baratas Freqüência: Diária, 1x ao dia, preferencialmente na parte da tarde, nos horários mais frescos do dia. Alimentos ocasionais: 2 a 3x na semana. Tipo de Corte: Para tatus, cortes pequenos. Para preguiças, cortes compridos para facilitar a apreensão. Tamanduás, carne moída e papa batida no liquidificador. Apresentação da dieta: Oferecer o alimento misturado. Vasilhames rasos. Cuidados: Fermentação dos alimentos porque são misturados, principalmente a papa do tamanduá. Devem ser fornecidos e mantidos no recinto o tempo suficiente para o consumo e retirados logo em seguida. Não fornecer: Leite com lactose. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Cuidar com a vitamina K e a taurina para tamanduás. 114 Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 Filhotes: Para preguiças – sucedâneo de leite para crianças sem lactose. Iniciam a ingestão de alimento sólido bem cedo, logo na 1ª semana. Além do leite, podem ser oferecidas algumas verduras e frutas. Molhar as verduras no soro fisiológico para manter o filhote bem hidratado. Para tamanduás e tatus – sucedâneo de leite para cães e gatos. Todas as fórmulas devem ser amornadas para facilitar a digestão. A ingestão é cerca de 10 a 20% do peso vivo diariamente e a freqüência das mamadas a cada 3 horas inicialmente. Da mesma forma que os primatas, para preguiças e tamanduás é preciso oferecer algo onde o filhote possa se agarrar (bicho de pelúcia, pedaço de pano amarrado, etc.). Mantê-los sempre aquecidos. 115 10.4. ORDEM LAGOMORPHA (Coelho, Lebre) São herbívoros especializados que, na natureza, se alimentam desde folhagens suculentas, capim, grama e botões de flores, até materiais mais duros como casca de árvores e folhas. Em cativeiro, facilmente aceitam uma dieta rica em vegetais folhosos, algumas frutas e ração comercial para coelhos (ver linha natural Purina). Fisiologicamente são ceco funcionais e praticam a coprofagia (cecotrofagia). Pela fermentação da matéria digerível a flora cecal produz aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas do complexo B e K. Na composição dos cecotrófos estão aminoácidos, nitrogênio, fibra, vitaminas do complexo B e eletrólitos. O que oferecer: % Alimentos 60 - 70 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. 5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 20 - 30 Ração para coelhos Freqüência: Diária, 1x ao dia. Tipo de Corte: Cortes grandes. As verduras podem ser fornecidas inteiras. presentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. Cuidados: Com a proporção dos vegetais. 116 Não fornecer: Só ração ou só fruta. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 ou, em média, 4% do Peso Vivo. Filhotes: O ideal, se possível, é que coelhos órfãos sejam alimentados por uma fêmea com ninhada. Se os filhotes estiverem no mesmo tamanho, a aceitação é melhor. A aplicação de uma gota de óleo com cheiro de pinho nas narinas da mãe adotiva ajuda a reduzir as chances de rejeição. Ficam independentes com a partir de 18 ou 21 dias de idade. A criação artificial é difícil. Recém-nascidos devem ser alimentados com 1 a 4 ml de um substituto ao leite materno (ver fórmula abaixo), no máximo, a cada 12 horas. Preferencialmente 1x ao dia. O filhote deve ser seguro com o dorso voltado para a palma da mão, como se estivesse dentro de uma xícara para estimular a amamentação em sua posição natural. O erro mais comum é alimentar o órfão com grandes quantidades de leite, várias vezes ao dia. Composição do Leite de Lagomorfos: Sólidos Totais % Componentes Sólidos Gordura Proteína Carboidratos Coelhos 36,1 50,7 38,5 5,8 Lebres 40,8 34,1 58,1 4,2 Fórmulas Substitutas do Leite Materno: Fórmula 1 Fórmula 2 1 gema de ovo 240 ml de leite em pó reconstituído 240 ml de água 5 ml de mel 5 ml de polivitamínico 120 ml de leite em pó reconstituído 120 ml de água 15 ml de karo 1 gema de ovo 117 10.5. ORDEM ROEDORES (Capivara, Cutia, Paca, Ouriço) São essencialmente herbívoros, alimentando-se folhas, frutos, raízes, plantas aquáticas (Myocastor coypus e Hydrochaeris hydrochaeris). À semelhança dos lagomorfos, muitos roedores, especialmente os eminentemente vegetarianos praticam a coprofagia. Esse comportamento otimiza o aproveitamento da celulose por meio da digestão mediada por microrganismos simbióticos que residem nos grandes cecos. Há também um enriquecimento nutricional, especialmente de vitaminasdo complexo B. O que oferecer: % Alimentos 60 - 70 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. 5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 20 - 30 Ração para coelhos Freqüência: Diária, 1x ao dia. Tipo de Corte: Cortes grandes. As verduras podem ser fornecidas inteiras. presentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. Cuidados: Com a proporção dos vegetais. Não fornecer: Só ração ou só fruta. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 118 Filhotes: Não há muito mistério na alimentação porque, precocemente, passam a ingerir alimentos sólidos. Uma sugestão é o fornecimento de queijo petit suisse na primeira semana. Entende-se por queijo "Petit Suisse", o queijo fresco, não maturado, obtido por coagulação do leite com coalho e/ou de enzimas específicas e/ou de bactérias específicas, adicionado ou não de outras substâncias alimentícias. O alimento pastoso pode ser oferecido diretamente na boca com uma seringa sem agulha. As formulações pediátricas sem lactose apresentam boa aceitação. A freqüência varia de acordo com a quantidade de alimento oferecido que não deve ultrapassar 20% do peso vivo. A média de consumo é de 10 a 20% do peso vivo e a média de fornecimento é de 2 a 3 vezes por dia. Mamadeiras pequenas ou seringas sem agulhas podem ser utilizadas. É muito importante que a administração do substituto ao leite materno com a seringa seja feita sempre pelo canto da boca do filhote, controlando o fluxo com o dedo polegar, para evitar que grandes quantidades saiam de uma só vez diretamente na garganta, possibilitando engasgo e uma falsa via – se o leite cair no pulmão, mesmo que em pequenas quantidades, em médio prazo, o filhote pode apresentar um quadro de pneumonia. 119 10.6. ORDEM CARNÍVORA – Canidae (Lobo-guará, Cachorro-do-mato, Raposa-do-campo) A história evolutiva dos canídeos sugere uma dieta mais onívora na natureza, quando comparados aos felídeos, que por sua vez são carnívoros restritos. Os canídeos, fisiologicamente e anatomicamente, possuem melhor adaptação e, conseqüentemente, maior tolerância a carboidratos na dieta – não possuem amilase salivar, mas possuem amilase pancreática eficiente. De uma forma geral, os canídeos possuem o trato gastrointestinal relativamente curto, sendo o intestino grosso caracterizado por um pequeno ceco e cólon simples (Stevens e Hume, 1995). A dieta na natureza é muito variada. Enquanto os lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus) são basicamente onívoros, mas, em determinadas épocas do ano chegam a consumir quase 60% da dieta de um único fruto chamado lobeira (Solanum lycocarpum), os cachorros-do-mato e raposas-do-campo são onívoros compondo grande parte da sua dieta com matéria de origem animal. O mais adaptado à carnivoria é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus). O cachorro-do-mato-vinagre é considerado um carnívoro diurno, que tem como hábito alimentar crustáceos, cutias e pacas, sendo que em grupo caçam animais maiores como capivaras e emas jovens. A paca é considerada como sua principal presa (Nowak, 1991; Ewer, 1998). De acordo com o Protocolo para Conservação do Lobo-Guará, a dieta deve ser planejado de modo que: • possua um conteúdo protéico baixo a moderado, entre 20-25% de proteína, DMB (base de matéria seca) para reduzir a quantidade de cistina que os rins podem excretar. • promova saúde oral (comida seca vs. suave). 120 • resulte em fezes bem formadas (refeição de soja pode exacerbar a dissolução das fezes). • resulte em urinas mais alcalinas (comidas com alto carboidrato, baixa proteína animal promoverão urina alcalina). O que oferecer (Lobo-guará): % Alimentos 20 - 30 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 5 - 10 Carne, frango, ovo, animais de biotério 50 - 70 Ração para cães O que oferecer (Cachorros-do-mato e Raposinha-do-campo): % Alimentos 10 - 20 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 20 - 30 Carne, frango, ovo, animais de biotério 40 - 50 Ração para cães O que oferecer (Cachorro-vinagre): % Alimentos 5 - 10 Frutos com casca e vegetais: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, cenoura, beterraba, vagem, abobrinha, abóbora, etc. 40 - 50 Carne, frango, ovo, animais de biotério 40 - 50 Ração para cães Freqüência: Diária, 1x ao dia, à tarde. Tipo de Corte: Cortes médios. Para cachorro-vinagre o corte deve ser bem menor, proporcionalmente, ao corte para lobo-guará. Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. 121 Cuidados: Para lobo-guará – cuidado com o excesso de proteína animal na dieta. Essa espécie apresenta uma redução, aparentemente genética, na taxa de reabsorção tissular de cistina e outros aminoácidos dibásicos, levando a cistinúria e formação de cálculos urinários. Em um trabalho realizado com lobos-guarás em cativeiro, constatou-se que grande parte dos animais estava com excesso de cistina circulante, indicando que grande parte da dieta era constituída de carnes. Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. Cachorros-do mato, Raposas-do-campo e Cachorro-vinagre são muito suscetíveis a obesidade. Não fornecer: Só carnes. Ovo cru. A clara de ovo contém uma proteína chamada de avidina, que se liga a biotina muito fortemente (muito ativamente). O cozimento da clara de ovo desnatura a avidina e abole a atividade de ligação à biotina. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Para as carnes, acrescentar 15g de Carbonato de cálcio por kg carne. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 Filhotes: O melhor leite para fornecer aos animais carnívoros são os sucedâneos para filhotes de cães e gatos. Podem ser fornecidos de acordo com as recomendações constantes no rótulo. Além do leite, alguns cuidados importantes com o manejo. Massageie gentilmente a barriguinha do filhote para estimular o trânsito intestinal. Com um algodão limpo embebido em água morna, esfregue gentilmente a região genital e anal. Com isso você imita a mamãe cadela, que lambe essas regiões para estimular a micção e a defecação Posição correta de amamentar Fonte: www.dkimagens.com Estímulo para defecar e urinar Fonte: www.dkimagens.com 122 nos bebês. Quando o filhote completar três semanas de vida, você pode começar a adicionar um pouco de aveia cozida e um pouquinho de fígado, rim ou coração moído à fórmula. A partir da 4ª semana promova o desmame. Manejo desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP)Até o desmame (ao redor da 6a semana de vida) a alimentação deve se basear, preferencialmente, em leite materno. Caso seja necessário pode se recorrer ao leite artificial (sucedâneo), administrando-o, a 37ºC, 6 vezes ao dia: Sucedâneo para cães e gatos • 200 ml de leite em pó integral (Ninho, Glória, etc.) • 1 gema de ovo • 1 pitada de sal • 1 colher das de chá de óleo vegetal • 1 colher das de chá de mel ou dextrosol • 10 gotas de Kalyamon B12 ou Ostelin B12 * acrescentar 2 colheres das de sopa de água (no caso de cães) Quantidade diária requerida (ml) Idade em dias % do peso corpóreo 3 20 7 25 14 30 21 40 Após a 3a semana de vida oferecer o leite artificial à vontade. Após o desmame, deve-se, gradualmente, fornecer alimentação sólida, no mínimo 3 vezes ao dia. Após o primeiro ano de vida o animal deve receber pelo menos 2 refeições sólidas diárias. O animal deve ter horários fixos de alimentação, evitando-se os alimentos entre as "refeições”. Os recipientes devem ser retirados nos períodos entre as "refeições" e ser higienizados adequadamente (evitar tigelas plásticas). 123 Fórmula caseira desenvolvida por "Dr. Pitcairn's Complete Guide to Natural Health for Dogs & Cats", de 2005, escrito pelo médico-veterinário norte- americano Richard Pitcairn, homeopata e Ph.D em Imunologia. Retirado do site: www.cachorroverde.com.br Essa fórmula caseira apresenta uma composição bastante próxima dos constituintes do leite da cadela, que contém 33,2% de proteína, 44,1% de gordura, 15,8% de carboidrato e 6,9% minerais. Nossa sugestão de substituto do leite canino contém 33% de proteína, 43% de gordura, 21% de carboidratos e 3% de minerais. A proporção de cálcio e fósforo adotada é de 1.3 para 1, ou seja, bastante próxima do que é considerado ideal atualmente. Cada xícara dessa fórmula caseira fornece 250kcal. Receita: • 3/4 de xícara, sendo metade creme de leite integral + metade leite integral (de preferência, de cabra) • 1 xícara de leite integral (de preferência, de cabra) • 2 ovos grandes • 1/2 colher de sopa de proteína em pó (de fontes animais) • 1/3 de uma colher de chá de pó de casca de ovos • 5 gotas de limão Se não for possível comprar leite de cabra integral, procure optar por leite A integral de vaca, não submetido ao processamento UHT. 124 10.7. ORDEM CARNÍVORA – Felidae (Onça, Suçuarana, Jaguatirica, Gato-do- mato) Carnívoros estritos, os felinos possuem características bem específicas que tornam a elaboração da dieta um desafio para o técnico. Na natureza, alimentam-se de presas de tamanhos variados (mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes), mas, em cativeiro, normalmente são alimentados com dieta à base de músculo bovino e frango. Em médio prazo, essas dietas, sem a devida suplementação, podem ser nocivas. Da mesma forma que os canídeos, possuem o trato gastrointestinal relativamente curto, sendo o intestino grosso caracterizado por um pequeno ceco e cólon simples (Stevens e Hume, 1995). O que oferecer (Grandes Felinos: Onças): % Alimentos 80 - 90 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 5 - 10 Ração para felinos à vontade Vegetação não tóxica (capim tenro) O que oferecer (Pequenos Felinos: gato do mato, jaguatirica): % Alimentos 70 - 80 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 10 - 15 Ração para felinos > 5 Patê para felinos à vontade Vegetação não tóxica (capim tenro) Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer. Para grandes felinos (onças) é aconselhável 1 dia de jejum na semana. Alimentos como fígado e coração devem ser fornecidos, no máximo, 2 vezes na semana. Se a dieta for composta de animais de biotério, coração e fígado não são necessários. Sugere-se que os animais de biotério sejam fornecidos, pelo menos, 3x na semana. Tipo de Corte: De acordo com o tamanho. Em pedaços. 125 Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida que os felinos aceitarem a ração sugere-se aumentar em, no máximo, 10% a proporção deste alimento na dieta. Cuidados: Cuidado com os dentes. Oferecer ossos grandes para roer, dianteiros com osso ou costela ou frango inteiro com as vísceras (para grandes felinos). Não retirar toda a gordura da carne (fonte de ácido araquidônico). Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. Não fornecer: Ração para cães. Animais de biotério muito jovens. Se o felino se alimenta exclusivamente de aves, oferecer codornas é uma melhor alternativa ao pintinho. Neonatos estão em formação e possuem diferenças significativas nos teores nutricionais. (ver composição nutricional no capítulo sobre répteis). Animais provenientes de atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um processo de congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar contaminação por Toxoplasma gondii. Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. A proporção inadequada de cálcio e fósforo na dieta pode ocasionar problemas nutricionais como: osteodistrofia, insuficiência renal e hiperparatireodismo secundário nutricional. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 ou 4 a 6% do peso vivo. 126 Filhotes: O melhor leite para fornecer aos animais carnívoros são os sucedâneos para filhotes de cães e gatos. Podem ser fornecidos de acordo com as recomendações constantes no rótulo. Há recomendação de especialistas que trabalham no Centro Brasileiro para Conservação de Felinos que a diluição deve ser o dobro do recomendado para evitar estagnação digestória. Sugere-se acrescentar ao leite comercial, uma gota de óleo vegetal e 0,5 ml de probiótico, aumentando-se gradativamente. Além do leite, alguns cuidados importantes com o manejo. Massageie gentilmente a barriguinha do filhote para estimular o trânsito intestinal. Com um algodão limpo embebido em água morna, esfregue gentilmente a região genital e anal. Com isso você imita a mamãe gata, que lambe essas regiões para estimular a micção e a defecação nos bebês. A fórmula da USP pode ser vista no item sobre filhotes de canídeos. Nas primeiras 12 horas de vida, deve-se oferecer apenas solução glicosada. Após esse período, uma mistura de 50% de solução glicosada e 50% de leite. A partir do 3º dia, só leite. Quando o filhote completar três semanas de vida, pode começar a adicionar papinha de desmame. A partir da 4ª semana promova o desmame. Os filhotes devem ser amamentados a cada 2 horas nos primeiros 10 dias, passando para 3 horas após esse período. O importante é que as mamadas estejam distribuídas em um intervalo de 17 horas. A quantidade varia entre 20 a 40 ml/ Kg de peso vivo. A temperatura ambiente deve ser mantida em torno de 29,4 e 32oC, nas primeiras 3 semanas, e depois entre 21,2 e 23,9oC. Figura 3 – Amamentação de filhotes Fonte: www.dkimagens.com 127 Fórmula caseira desenvolvida por "Dr. Pitcairn's Complete Guide to Natural Health for Dogs & Cats", de 2005, escrito pelo médico-veterinário norte- americano Richard Pitcairn, homeopata e Ph.D em Imunologia. Retirado do site: www.cachorroverde.com.br Essa fórmula caseira chega bem perto dos constituintes do leite da gata, que contém 42,2% de proteína, 25% de gordura, 26.1% de carboidrato e 6,7% minerais. O substituto do leite felino contém 44% de proteína, 25% de gordura, 26% de carboidratose 4% de minerais. A proporção de cálcio e fósforo adotada é de 1.2 para 1, ou seja, bastante próxima do que é considerado ideal atualmente. Receita: • 2 xícaras de leite integral (se possível, de cabra) • 2 ovos grandes • 5 colheres de chá de pó de proteína (de fontes animais) • 1/8 de colher de chá de pó de casca de ovos • 2-3 gotas de limão • o equivalente à dosagem de um ou dois dias de complexo vitamínico para um gato adulto, em pó ou em comprimido, porém triturada • 100mg de suplemento de taurina (se já estiver presente no complexo vitamínico para gatos, não precisa) Rende: 3 xícaras de fórmula, cerca de 190 calorias por xícara. Dicas para controlar a diarréia e a constipação (válido para canídeos e felídeos): Diarréia: Aqui vai uma fórmula herbal bastante útil para tratar diarréia em filhotes novinhos. Prepare um chá de camomila: adicione 470 ml de água fervente à 2 colheres de chá de erva de camomila desidratada (a "de verdade", não a de saquinho de chá). Deixe infundir por 10 minutos, coe e acrescente ½ colher de chá de sal marinho. Dê uma dose - o equivalente a uma mamada de alguns minutos - três vezes ao dia. Entre cada dose, administre a solução eletrolítica via oral, de acordo com a recomendação do veterinário. 128 Constipação: Constipação é outro problema que pode ocorrer. Geralmente resulta da oferta de pouca fórmula ou de estimulação insuficiente para defecação após as mamadas - uma tarefa que cabe a você. Quando ficam constipados, os filhotes apresentam barriguinhas estufadas e ficam apáticos. Podem se afastar do ninho e se tornam frios ao toque. É sinal de que não estão nada bem. Uma opção de tratamento sem efeitos colaterais é com o remédio homeopático Nux Vomica na potência 6CH. Uma única administração geralmente é o suficiente. Pode-se dissolver os glóbulos homeopáticos (as bolinhas) em um pouco de água filtrada e pingar algumas gotas na boquinha do filhote. Se a constipação persistir, um tratamento mais apropriado deve ser feito, sempre com a supervisão do médico veterinário. 129 10.8. ORDEM CARNÍVORA – Mustelidae (Ariranha, Lontra, Furão, Irara) De estritamente carnívoros (ariranha e lontra) a onívoros (furão e irara), os mustelídeos possuem um sistema digestivo caracterizado pela simplicidade, parecido com os canídeos e felinos, porém, sem ceco. Na natureza, as iraras alimentam-se de roedores e coelhos, aves, pequenos veados (Mazama sp.), mel e frutas. Os furões consomem frutas, ovos, aves, mamíferos, invertebrados, répteis e anfíbios. As ariranhas e lontras comem, principalmente, peixes e crustáceos, mas pode incluir também répteis, aves e pequenos mamíferos. O que oferecer (Ariranha e Lontra): % Alimentos 80 - 90 Peixe, carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 5 - 10 Ração para felinos O que oferecer (Furão e Irara): % Alimentos 50 - 60 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 10 - 20 Ração para felinos 10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc < 5 Alimentos ocasionais: mel e ovos Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer. Alimentos como fígado e coração devem ser fornecidos, no máximo, 2 vezes na semana. Se a dieta for composta de peixes e animais de biotério, coração e fígado não são necessários. Sugere-se que os animais de biotério sejam fornecidos, pelo menos, 2x na semana. Tipo de Corte: Peixes de pequeno a médio porte. Os pedaços de frutas e carnes de acordo com o tamanho do animal. 130 Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida que aceitarem a ração sugere-se aumentar até a proporção máxima. Cuidados: Não retirar toda a gordura da carne (fonte de ácido araquidônico). Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. Não fornecer: Animais de biotério muito jovens. Animais provenientes de atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um processo de congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar contaminação por Toxoplasma gondii. Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. Lembre-se de suplementar o peixe congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e colocar uma boa fonte de Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o pescado seja mais gorduroso. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 Filhotes: ver item sobre canídeos e felinos. 131 10.9. ORDEM CARNÍVORA – Procyonidae (Quati, Mão-pelada, Jupará) Todos os representantes desta ordem são onívoros, no entanto, apenas o quati e o mão-pelada apresentam características de predação. O Jupará apresenta-se mais frugívoro com ingestão de invertebrados, especialmente formigas. A dieta em cativeiro é composta basicamente de uma fonte de ração, frutas, carnes e ovos. O que oferecer (Quati e Mão-pelada): % Alimentos 20 - 30 Carne, frango, coração bovino, fígado, animais de biotério 30 - 40 Ração para cães 10 - 20 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc 5 - 10 Alimentos ocasionais: mel e ovos O que oferecer (Jupará): % Alimentos 30 - 40 Ração para cães 30 - 40 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc 5 - 10 Alimentos ocasionais: mel e ovos 5 - 10 Vegetais diversos (podem ser cozidos levemente para melhorar a aceitação): cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc Freqüência: Diária, 1x ao dia, ao entardecer (jupará e mão-pelada) e pela manhã (quatis). Alimentos como fígado e coração devem ser fornecidos, no máximo, 2 vezes na semana. Se a dieta for composta de animais de biotério, coração e fígado não são necessários. Sugere-se que os animais de biotério sejam fornecidos, pelo menos, 2x na semana. Tipo de Corte: Os pedaços de frutas e carnes de tamanho médio. 132 Apresentação da dieta: Para facilitar a aceitação, sugere-se misturar todos os ingredientes na fase de adaptação. Após a fase de adaptação, oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames rasos. Para facilitar a aceitação da ração, pode triturá-la e polvilhar sobre a carne. À medida que aceitarem a ração sugere-se aumentar até a proporção máxima. Cuidados: Não retirar toda a gordura da carne (fonte de ácido araquidônico). Outro grande cuidado é com a obesidade. Dependendo do tempo que o animal permanece no Cetas, é importante adequar a quantidade dos alimentos fornecidos ao grau de atividade dos animais e tamanho do recinto. Não fornecer: Animais de biotério muito jovens. Animais provenientes de atropelamento ou vísceras descartadas sem passar por um processo de congelamento a 12oC negativos por, pelo menos, 5 dias, para evitar contaminação por Toxoplasma gondii. Suplementação: 15 de Carbonato de cálcio por Kg de carne. Lembre-se de suplementar o peixe congelado com Vitamina B1 (p.ex. levedo de cerveja) e colocar uma boa fonte de Vitamina E (p.ex. óleo de fígado de bacalhau), caso o pescado seja mais gorduroso. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 Filhotes: ver item sobre canídeos e felinos 133 10.10. ORDEMPERISSODACTYLA – Tapiridae (Antas) São essencialmente herbívoros com uma estratégia alimentar seletiva. Em vida livre, preferem fontes de fibra mais nobres e sua dieta varia consideravelmente de acordo com a sazonalidade. Alimentando-se folhas, frutos, raízes, plantas aquáticas e bromélias. Fisiologicamente, possuem ceco bem desenvolvido e são muito semelhantes aos eqüídeos. O que oferecer: % Alimentos 30 - 40 Feno de gramínea ou gramínea in natura (coast-cross, tifton ou qualquer outra oferecida aos eqüídeos) 5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 20 - 30 Ração para eqüinos 10 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso (capim natural ou feno). Tipo de Corte: Cortes médios. As verduras podem ser fornecidas inteiras. Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item da dieta. Não fornecer: Só ração ou só fruta. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. 134 Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 - Zoológico de Gramado Filhotes: Leite de cabra levemente aquecido, a cada 3 horas nas primeiras semanas de vida, aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O filhote mama de 10 a 20% do peso vivo por dia. Na falta do leite de cabra pode ser oferecido o leite de vaca integral tipo A. Manter o filhote em ambiente aquecido. Os filhotes iniciam a ingestão de alimentos sólidos a partir dos 5 ou 6 dias de idade. Pedaços pequenos de frutas e vegetais podem ser fornecidos em princípio, juntamente com gramíneas tenras. Gradativamente acrescenta-se ração para potros e feno. 135 10.11. ORDEM ARTIODACTYLA – Tayassuidae (Queixada, Cateto) São essencialmente onívoros com uma predominância de itens de origem vegetal (90%) quando comparados ao de origem animal. Os itens vegetais principais são tubérculos, raízes, sementes, folhas e frutos. Insetos, anfíbios, répteis, aves, ovos e mamíferos, compõem a porção da dieta de origem animal. Em cativeiro, uma fonte de volumoso associada a uma ração comercial, mantém esses animais sem maiores problemas. São de fácil adaptação. Fisiologicamente, possuem ceco funcional e estômago compartimentado, lembrando o aspecto do estômago de ruminantes. No entanto, estudos mostram que no estômago não ocorre fermentação, apenas na região do ceco. O que oferecer: % Alimentos 30 - 40 Feno de gramínea ou gramínea in natura (coast-cross, tifton ou qualquer outra oferecida aos eqüídeos) 5 - 10 Frutos com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época etc. 20 - 30 Ração para suínos ou eqüinos 10 - 20 Vegetais crus: chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores etc. Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso (capim natural ou feno). Tipo de Corte: Cortes médios. As verduras podem ser fornecidas inteiras. Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os vegetais crus podem ser substituídos ou complementados por grama, capim, folha de bananeira, laranjeira, amendoeira, romãzeira, etc. 136 Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item da dieta. Não fornecer: Só ração ou só fruta. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75 Filhotes: Leite de cabra levemente aquecido, a cada 3 horas nas primeiras semanas de vida, aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O filhote mama de 10 a 20% do peso vivo por dia. Na falta do leite de cabra pode ser oferecido o leite de vaca integral tipo A. Manter o filhote em ambiente aquecido. Os filhotes iniciam a ingestão de alimentos sólidos a partir dos 5 ou 6 dias de idade. Pedaços pequenos de frutas e vegetais podem ser fornecidos em princípio, juntamente com gramíneas tenras. Gradativamente acrescenta-se ração para potros e feno. 137 10.12. ORDEM ARTIODACTYLA – Cervidae (Mazama) São herbívoros ruminantes seletivos. Os itens vegetais principais são tubérculos, raízes, sementes, folhas e frutos. Insetos, anfíbios, répteis, aves, ovos e mamíferos, compõem a porção da dieta de origem animal. Em cativeiro, uma fonte de volumoso associada a uma ração comercial, mantém esses animais sem maiores problemas. São de fácil adaptação. Fisiologicamente, possuem ceco funcional e estômago compartimentado, lembrando o aspecto do estômago de ruminantes. No entanto, estudos mostram que no estômago não ocorre fermentação, apenas na região do ceco. Estudos realizados no Setor de Animais Silvestres do Departamento de Zootecnia da UNESP/Jaboticabal relatam que a adaptação ao feno é difícil e que volumosos oferecidos frescos como a alfafa (Medicago sativa), soja-perene (Neonotonia wightii), amoreira (Morus alba), leucena (Leucaena leucocephala), galactia (Galactia striata), amendoim-forrageiro (Arachis pintoi), rami (Boehmeria nívea) e plantas invasoras como o caruru (Amaranthus deflexus), a trapueraba (Commelina benghalensis) e o picão (Bidens pilosa), são muito bem aceitos pelos animais. O que oferecer: % Alimentos 60 - 70 Volumosos 5 - 10 Vegetais com casca: mamão, melão, melancia, banana, maçã, uva, manga, coco, tomate, frutos de época, chicória, agrião, mostarda, acelga, bertalha, cenoura, beterraba, abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, pimentão, vagem, ervilha, milho, broto de feijão, brócolis, couve-flor, couve, flores, etc. 25 Ração para eqüinos Freqüência: Diária, 2x ao dia. A primeira alimentação deve ser com o volumoso. Tipo de Corte: Cortes médios e, para os vegetais crus mais duros, em lâminas. Apresentação da dieta: Oferecer a ração seca separada dos outros itens para evitar fermentação. Vasilhames de profundidade média. Os volumosos fresco ou 138 feno devem ser molhados antes do fornecimento para que permaneçam verdes e com boa textura por maior tempo. Cuidados: Com a proporção dos vegetais. O volumoso deve ser o principal item da dieta e fornecido diariamente. Não fornecer: Só ração ou só fruta. Suplementação: Não há necessidade se a dieta estiver na proporção correta. Quantidade: Variável de acordo com o peso e o tamanho do animal, além das condições de manejo. Fórmula padrão NEM = 140 x (PC) 0,75. O consumo de concentrado pode ser calculado em 2 a 5% do peso vivo. O volumoso pode ficar à vontade. Filhotes: Leite de vaca levemente aquecido, acrescido de uma gema de ovo para cada 300 ml de leite. Oferecido a cada 3 horas nas primeiras semanas de vida, aumentando o intervalo entre as mamadas gradativamente. O filhote mama de 10 a 20% do peso vivo por dia. Manter o filhote em ambiente aquecido. Os filhotes iniciam cedo a ingestão de alimentos sólidos. Pedaços pequenos de frutas e vegetais podem ser fornecidos em princípio, juntamente com gramíneas tenras. Gradativamente acrescenta-se ração para potrose o feno, se for o caso. 139 12. ELABORAÇÃO DE PLANILHAS DE ALIMENTAÇÃO Uma planilha de alimentação deve ser clara e objetiva e, acima de tudo, ser apresentada a todos os funcionários antes de sua implementação. Conceitos como “1 colher”, “um pedaço”, “uma fatia” e outros generalistas não devem ser usados. É preciso especificar ao máximo para que qualquer pessoa entenda o que o animal precisa comer. Acrescentar “1 colher de sopa”, “um pedaço pequeno”, “uma fatia fina” ajudam no processo de preparo da dieta. No entanto, qualquer medida ou informação complementar deve ser discutida com todos os funcionários para que eles saibam exatamente qual será a rotina da cozinha dos animais. Além da informação sobre a quantidade, devem constar a relação dos produtos fornecidos, a freqüência diária e semanal, a hora do fornecimento e as observações pertinentes àquele recinto ou àquele animal. Por exemplo, se o alimento é fornecido cru ou cozido, etc. A planilha deve ter o nome do animal, a indicação do recinto e o número de indivíduos. 140 13. EXEMPLO DE DIETAS É muito importante ressaltar que o objetivo deste capítulo não é fornecer dietas prontas que serão utilizadas nos Cetas. Cada Cetas possui uma realidade específica com seus próprios alimentos, recursos e características. Este manual fornece subsídios básicos para que cada técnico elabore a dieta mais adequada para os animais. Essas dietas foram utilizadas pelo Cetas do Rio de Janeiro, ao longo do ano de 2003 e servem como base para elaboração de planilhas e escolha de itens alimentares. SETOR: EXTRA VIVEIRO: 1 ANIMAL: Passeriformes QUANTIDADE DE ANIMAIS: 80 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ BANANA 3 unidade DIÁRIA MAMÃO 1 unidade DIÁRIA LARANJA 2 unidade DIÁRIA JILÓ 4 unidade DIÁRIA BERINJELA 1 unidade DIÁRIA PEPINO 1 unidade DIÁRIA MISTURA ALPISTE medida do cocho DIÁRIA MISTURA SABIÁ medida do cocho DIÁRIA FARINHADA PASSERIF medida do cocho DIÁRIA TENÉBRIOS 25 01 peneirada 2a e 4a OBS: PRENDER AS FRUTAS NOS GALHOS SETOR: EXTRA VIVEIRO: 4 Alimentação em 02 vasilhas ANIMAL: Psitaciformes QUANTIDADE DE ANIMAIS: 2 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ BANANA 1/4 unidade DIÁRIA MAMÃO 1/8 unidade DIÁRIA LARANJA 1/8 unidade DIÁRIA JILÓ 1/2 unidade DIÁRIA MAÇÃ 1/8 unidade DIÁRIA 141 COCO 1 FATIA DIÁRIA MILHO ESPIGA 1 rodela SIM/NÃO CENOURA 1 FATIA SIM/NÃO MISTURA GIRASSOL medida do cocho DIÁRIA RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA OBS: ANIMAIS EM GAIOLA SETOR: EXTRA VIVEIRO: 4 ANIMAL: Gralha Cancã QUANTIDADE DE ANIMAIS: 2 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ BANANA 1 unidade picada DIÁRIA MAMÃO 1/8 unidade picada DIÁRIA LARANJA 1/4 unidade picada DIÁRIA MAÇÃ 1/4 unidade picada DIÁRIA FRUTA DE ÉPOCA 1/2 unidade picada DIÁRIA AMENDOIM 1/8 unidade com casca DIÁRIA OVO COZIDO 1 unidade cortado ao meio 4a e 6a RAÇÃO medida do cocho DIÁRIA TENÉBRIOS 20 grama 2a CARNE MOÍDA C/ CaCO3 20 grama 3a e 5a OBS: ANIMAIS EM GAIOLA SETOR: EXTRA VIVEIRO: 6 ANIMAL: Araras QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ BANANA 2 unidade DIÁRIA MAMÃO 1 unidade DIÁRIA LARANJA 2 unidade DIÁRIA JILÓ 4 unidade DIÁRIA MAÇÃ 2 unidade DIÁRIA 142 COCO 1/2 unidade com a casca SIM/NÃO MILHO ESPIGA 4 unidade em rodelas SIM/NÃO CENOURA 1 unidade DIÁRIA MISTURA GIRASSOL medida do cocho DIÁRIA RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA SETOR: EXTRA VIVEIRO: 8 Gaiola 02 ANIMAL: Sagui-tufo- branco QUANTIDADE DE ANIMAIS: 3 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ PÃO COM MEL E SUPL 3/4 FATIA DIÁRIA QUEIJO MINAS 15 pedaço DIÁRIA R CACHORRO CRESC 30 grama DIÁRIA TARDE BANANA 6 rodela DIÁRIA MAÇÃ 6 rodela DIÁRIA MAMÃO 6 rodela DIÁRIA LARANJA 6 rodela DIÁRIA FRUTAS DE ÉPOCA 1 1/4 unidade em rodelas DIÁRIA LEGUMES E Cia 12 rodela DIÁRIA R CACHORRO CRESC 15 grama DIÁRIA TENÉBRIOS 30 unidade 2a e 4a OVO COZIDO CODORNA 3 unidade 4a e 6a SETOR: EXTRA VIVEIRO: 8 (Gaiola) ANIMAL: Gavião- quiriquiri QUANTIDADE DE ANIMAIS: 1 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ TARDE CARNE MOÍDA 30 grama 2a, 4a e 6a CORAÇÃO BOVINO 30 grama 3a e 5a MIÚDOS DE FRANGO 30 grama sab e dom 143 SETOR: EXTRA VIVEIRO: 13 ANIMAL: Bugio QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ PÃO COM MEL E SUPL 8 FATIA DIÁRIA BANANA 8 unidade DIÁRIA MAÇÃ 2 unidade DIÁRIA MAMÃO 1/2 unidade 2x semana LARANJA 2 unidade 2x semana FRUTAS DE ÉPOCA 8 unidade DIÁRIA LEGUMES E Cia 800 grama DIÁRIA R CACHORRO CRESC 400 grama DIÁRIA OVO COZIDO 6 unidade 4a e 6a VERDURAS 2 molho DIÁRIA BROTO DE ALGODOEIRO à vontade 1x semana SETOR: QUARENTENA VIVEIRO: 14 ANIMAL: Macaco-prego QUANTIDADE DE ANIMAIS: 1 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ PÃO COM MEL E SUPL 1 FATIA DIÁRIA BANANA 4 unidade DIÁRIA MAÇÃ 1/2 unidade DIÁRIA MAMÃO 1/4 unidade DIÁRIA LARANJA 1/2 unidade DIÁRIA FRUTAS DE ÉPOCA 2 unidade DIÁRIA LEGUMES E Cia 200 grama DIÁRIA R CACHORRO CRESC 50 grama DIÁRIA OVO COZIDO 1 unidade 4a e 6a VERDURAS 1/4 molho 2x semana 144 SETOR: GQ VIVEIRO: 1 ANIMAL: Araçari-poca QUANTIDADE DE ANIMAIS: 4 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ BANANA 1 unidade DIÁRIA MAMÃO 1/4 unidade DIÁRIA MAÇÃ 1/2 unidade DIÁRIA MELÃO 1 FATIA DIÁRIA FRUTA DE ÉPOCA 1 unidade Uva: 08 gomos cortados em 4 RAÇÃO PSITACÍDEOS medida do cocho DIÁRIA OBS1: Frutas de época que podem ser utilizadas (uva, manga e goiaba) OBS2: NÃO UTILIZAR FRUTAS CÍTRICAS SETOR: VIVEIRO VIVEIRO: 4 ANIMAL: Jabutis QUANTIDADE DE ANIMAIS: 13 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ (POR VOLTA DAS 10:00h) RAÇÃO AVES FARELO 450 grama 2a, 4a, 6a BANANA 10 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a MAÇÃ 5 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a MAMÃO 1 1/2 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a MELANCIA 750 grama BEM PICADO 2a, 4a, 6a FRUTA DA ÉPOCA 5 unidade BEM PICADO 2a, 4a, 6a VERDURA 1 molho BEM PICADO 2a, 4a, 6a OVOS COZIDOS 7 unidade BEM PICADO 4a e 6a R CACHORRO CRESC 100 grama 2a 145 SETOR: QUARENTENA VIVEIRO: 13 ANIMAL: Marrecos QUANTIDADE DE ANIMAIS: 3 PRODUTO QUANT UNID OBSERVAÇÃO FREQ MANHÃ R AVES CRESCIMENTO 850 grama DIÁRIA CHICÓRIA 1/2 unidade DIÁRIA OVO COZIDO 2 unidade 4a e 6a 146 DIETAS ESPECIAIS PARA A FASE DE ADAPTAÇÃO À DIETA 1. PAPA COM FRUTAS 15 BANANAS 01 MAMÃO 03 COLHERES DE SOPA DE FARINHADA DE PAPAGAIO 02 COLHERES DE SOPA DE NESTON 01 COLHER DE SOPA RASA DE MISTURA DE CÁLCIO 02 COLHERES DE SOPA DE MEL MISTURAR E AMASSAR TODOS OS INGREDIENTES E DISTRIBUIR NAS VASILHAS: 02 VASILHAS PARA VIVEIRO DE GATURAMOS (DEPÓSITO) 02 VASILHAS PARA GAIOLA GRANDE DE GATURAMOS (DEPÓSITO) 02 VASILHAS PARA VIVEIRO DE SAÍRAS (DEPÓSITO) 02 VASILHAS PEQUENAS PARA SAÍRA (DEPÓSITO) 01 VASILHA PEQUENA PARA GATURAMO NA GAIOLA (DEPÓSITO) 01 VASILHA PARA CORRUPIÃO DA GAIOLA 02 VASILHAS PARA CORRUPIÕES DOVIVEIRO 01 BANDEJA BRANCA PARA O VIVEIRO 07 DOS SANHAÇOS • AS PAPAS DE FRUTAS DO DEPÓSITO DEVEM SER SUBSITUÍDAS Á TARDE, FAZER METADE DA QUANTIDADE ESPECIFICADA. • PARA ESSES ANIMAIS, ALÉM DA PAPA, COLOCAR RAÇÃO COM FRUTAS CRISTALIZADAS EM VASILHAS SEPARADAS. • A ÁGUA DEVE SER TROCADA DUAS VEZES POR DIA E O BEBEDOURO BEM LIMPO E LIVRE DE RESÍDUOS DE FRUTA. 147 • CASO AS AVES SÓ ESTEJAM COMENDO BANANA E AINDA NÃO ACEITEM A PAPA, RETIRAR A POLPA DA BANANA DA CASCA, AMASSAR COM A PAPA E A RAÇÃO, DEIXANDO COM UMA BOA CONSISTÊNCIA E RECHEAR A CASCA DA BANANA NOVAMENTE. 2. PAPA COM FRUTAS E RAÇÃO DE CACHORRO 02 BANANAS 1/4 MAMÃO 01 COLHER DE SOPA DE RAÇÃO DE CACHORRO MOÍDA 1/2 COLHER DE SOPA RASA DE MISTURA DE CÁLCIO 1/2 COLHER DE SOPA DE MEL TENÉBRIOS: DISTRIBUIR CERCA DE 10 TENÉBRIOS EM CADA VASILHA TODOS OS DIAS MISTURAR E AMASSAR TODOS OS INGREDIENTES E DISTRIBUIR NAS VASILHAS: 02 VASILHAS PARA PICA-PAU (E04) PARA ESSES ANIMAIS, DEVE-SE LEMBRAR AO TRATADOR DE DEIXAR RAÇÃO DE CACHORRO MOÍDA DISPONÍVEL. 148 VITAMINA DOS SAGUIS (Para 10 animais) 01 COLHER DE SOPA DE LEITE INTEGRAL 01 COLHER DE NESTON ½ COLHER DE SOPA DE MEL ½ GEMA DE OVO 1 COLHER DE CHÁ de GELATINA NATURAL 01 BANANA ½ COLHER DE SOPA DE SUPLEMENTO 125 ml de ÁGUA OBS: BATER NO LIQUIDIFICADOR E DISTRIBUIR SOBRE A RAÇÃO QUANTIDADE DE RAÇÃO POR SAGUI: 10g 149 TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA MACACO-PREGO RECINTO No de animais 04 03 02 03 01 Unidade Frequência PRODUTOS Banana 16 12 8 12 4 unid Diária Maçã 2 1 ½ 1 1 ½ 0,5 unid Diária Mamão 1 1 ½ 1 ½ unid Diária Laranja 2 1 ½ 1 1 ½ ½ unid Diária Frutas de época 8 6 4 6 2 unid Diária Legumes e Cia 800 600 400 600 200 grama Diária Ração de Cachorro 200 150 100 150 50 grama Diária Ovo cozido 6 4 ½ 3 4 ½ 1 ½ unid 4a e 6a Verdura 1 ½ 1 ½ 1 ¼ molho 3a e 5a LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e BATATA COZIDA.FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e UVA OBSERVAÇÕES: 1. As frutas devem ser fornecidas com a casca; 2. A ração deve ser fornecida separadamente, pela manhã; 3. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. 150 TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA SAGUIS RECINTO No de animais 01 02 02 01 Unidade Freqüência PRODUTOS MANHÃ R Cachorro 10 20 20 10 grama Diária Vitamina 01 02 02 01 CS Diária Pão integral ¼ ½ ½ ¼ fatia 2a, 4a e 6a PRODUTOS TARDE Queijo 05 10 10 05 pedaço Diária Banana 02 04 04 02 rodela Diária Maçã 02 04 04 02 rodela Diária Mamão 02 04 04 02 rodela Diária Laranja 02 04 04 02 rodela Diária Fruta de época 04 08 08 04 rodela Diária Legumes e Cia 02 04 04 02 pedaço Diária Ração de Cachorro 05 10 10 05 grama Diária Ovo cozido ¼ ½ ½ ¼ unid 4a e 6a Verdura picada 1 2 2 1 folha Diária LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e BATATA COZIDA. FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e UVA OBSERVAÇÕES: 1. As frutas devem ser fornecidas com a casca, em rodelas ou pedaços pequenos; 2. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. 151 TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA AVES CARNÍVORAS RECINTO G. carijó G. carijó Carcará Suindara No de animais 01 02 02 01 Unidade Freqüência PRODUTOS (Alimentação na parte da tarde) Carne * 30 30 150 50 grama diária Carbonato de Cálcio 4,5 4,5 22,5 15 grama diária OBSERVAÇÕES: 1. PARA OS GAVIÕES O FRANGO PODE SER PREPARADO EM PEDAÇOS INTEIROS E PARA AS CORUJAS, DEVE SER PICADO 2. O Carbonato de Cálcio deve ser polvilhado nas carnes antes do fornecimento. * CARNES: Carne de frango, músculo bovino, coração bovino ou vísceras. No caso de presas inteiras, tomar como base – 1 camundongo pesa 30g, 1 rato pesa 150g, 1 codorna pesa 80-100g, 1 pintinho (3 dias) pesa 30-60g. 152 TABELA DE ALIMENTAÇÃO PARA PSITACÍDEOS RECINTO Arara Arara Arara Papagaio Papagaio Periquito No de animais 02 02 04 02 03 Unidade Freqüência PRODUTOS (Alimentação na parte da manhã) Banana 1 1 2 ½ ¾ 1 unidade diária Mamão ½ ½ 1 1/8 ¼ ½ unidade diária Laranja 1 1 2 ¼ ¾ 1 unidade diária Fruta de época 1 1 2 ¼ ¾ 1 unidade diária Coco 2 2 4 1 1 2 fatia 3a e 5a Milho verde 2 2 4 2 3 2 rodela 2a, 4 a e 6 a Legumes e Cia 100 100 400 50 75 100 grama diária Mistura de Sementes cocho cocho cocho cocho cocho cocho diária Farinhada de ovo cocho cocho cocho cocho cocho cocho diária LEGUMES E CIA: VAGEM, BERINJELA, MILHO, JILÓ, CENOURA, BETERRABA, PEPINO, COCO, ABÓBORA COZIDA e BATATA COZIDA.FRUTAS DE ÉPOCA: ABACATE, ABACAXI, CAQUI, GOIABA, MELANCIA, MELÃO, TANGERINA, TOMATE e UVA OBSERVAÇÕES: 1. As frutas devem ser fornecidas com a casca em pedaços pequenos para os periquitos, médios para papagaios e grandes para as araras; 2. É importante observar se todos os animais estão tendo acesso à comida. Considera-se 01 comedouro para cada 02 araras, 04 papagaios e 06 periquitos. 3. As medidas “cocho” referem-se aos cochos distribuídos pelo recinto destinados à ração e à mistura de sementes que servem como base para a quantidade diária. Devem ser limpos e repostos diariamente. 153 14. UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE NA ELABORAÇÃO DE DIETAS O software mais utilizado para balanceamento e análise de dietas para animais selvagens é o modelo SUPERCRAC®, desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Em princípio foi um programa utilizado apenas para animais domésticos, mas, com o auxílio do Dr. Eduardo Saad, zootecnista com doutorado na área de animais selvagens, o programa foi adaptado para atender a esta área também. É sempre bom deixar claro que a utilização de programas como este deve ser feita por técnicos especializados e com conhecimento na área. Não é um programa para leigos e precisa ser abastecido com informações muito importantes para que a dieta seja elaborada com sucesso. Por isso, aos que desejarem se aprofundar na área de nutrição de animais selvagens fica esta ferramenta extremamente útil. 154 15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E INDICAÇÕES DE LEITURA ALDRICH, J. M., AKEY, C. Putting the carbohydrates and protein (amino acids) together for optimum profit and performance. 1997. http://www. das.cas.psu.edu/users/dairymap/publication/dadmc97/paper10.htm. (18/04/98). ALDRICH, J. M., MULLER, L. D., VARGA, G. A. et al., Nonstructural carbohydrate and protein effects on rumen fermentation, nutrient flow, and performance of dairy cows. Journal of Dairy Science, v.76, p.1091, 1993. ANSELL, W.F.H. Mammals of the north-eastern montane areas of Zambia. Puku v.7, p.21-69, 1997. 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(2005) “Manejo para a Conservação de Primatas Brasileiros” Livro A Primatologia no Brasil (aceito para publicação – v.10) (2005) “Tráfico de Animais Silvestres: (I) Estudo das Apreensões Encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA”XXV Congresso da SociedadeBrasileira de Zoologia – Brasília, RJ (2004) “Tráfico de Animais Silvestres: (II) Variação Anual de Espécies Recebidas no Centro de Triagem de Animais Silvestres” XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Zoologia – Brasília, RJ (2004) “Variação Anual da Composição Bromatológica de Duas Forrageiras Cultivadas nas Baixadas Litorâneas do Estado do Rio de Janeiro” Ciência Rural, Santa Maria, v.34, n.2, p.523-529, março-abril (2004) “Perfil Granulométrico da Fibra Dietética sobre Tempo Médio de Retenção e Digestibilidade Aparente de Dietas para Vacas Leiteiras” Revista Brasileira de Zootecnia, v.33, n.6 (2004) 164 “Principais Causas de Mortes dos Mamíferos Silvestres recepcionados no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Seropédica, Rio de Janeiro” VIII Congresso e XIII Encontro da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens - ABRAVAS, Jaboticabal, SP (2004) “Avaliação da Influência do Horário de Arraçoamento no Consumo Alimentar por Iguana iguana na Fundação RIOZOO” Congresso Latino-Americano de Herpetologia – Chile (2003) “Ulilização de NaCl como regulador do consumo de suplemento energético/protéico por Audades (Ammotragus lervia) 1 – Ingestão de água e suplemento”XXXIX Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) “Parâmetros cinéticos da degradação ruminal de alimentos utilizados em Zoológicos para diferentes espécies de ruminantes”XXXIX Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) “Efeito do perfil granulométrico das partículas dietéticas sobre parâmetros de desempenho de vacas leiteiras em produção”XXXIX Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia – Recife, PE (2002) “História Evolutiva dos Ruminantes Silvestres: Recentes considerações sobre manejo alimentar”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) “Aleitamento Artificial de Primatas: 3 Relatos (Leontopithecus rosalia, Cercopithecus pygerithus, Cebus albifrons”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) “Aleitamento Artificial de Ouriço Cacheiro (Sphigurus insidiosus)”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) “Aspectos da Digestibilidade de Carnívoros: diferenças entre Felinos e Canídeos”XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) “Considerações sobre o arraçoamento de Iguana iguana em Cativeiro” XXIII Congresso Brasileiro de Zoológicos, SZB – Goiânia, GO (1999) “Preliminares sobre as preferências alimentares e balanceamento nutricional em um terno de Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) na Fundação RIOZOO”IX Congresso Paulista de Zoológicos, SPZ – São Paulo, SP (1999) “Considerações sobre a dieta do Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla, LINNAEUS 1758) em Cativeiro”IV Encontro Internacional de Zoológicos, SZB – Salvador, BA. (1998) 165 EMPRESA AMAZON ZOO Fonte: http://www.amazonzoo.com.br 1. PET BIRD – FARINHADA MISTA Indicação do Produto: Grandes Psitacídeos Descrição do Produto: Farinhada com frutas, castanhas, ovos, insetos e mel enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo liofilizado, Insetos, Frutas, Niger, Pimenta, Castanhas, Gordura vegetal, Girassol, Camarão, Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 10%, Proteína 18%, Gordura 16%, Fibras 8%, Cálcio 0,75% e Fósforo 0,45%. 2. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA PAPAGAIOS Indicação do Produto: Papagaios Descrição do Produto: Ração extrusada 100% natural enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Fosfato Bicálcico, Cloreto de sódio, Gérmen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Proteína 15%, Gordura 9%, Fibras 9%, Cálcio 0,5% e Fósforo 0,6%. 166 3. PET BIRD – DIETA DE SEMENTES V&M PARA PAPAGAIOS Indicação do Produto: Papagaios Descrição do Produto: Dieta rica em sementes e grãos com frutas e castanhas enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continua e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Trigo, Aveia, Milho, Canjica, Sorgo, Pimenta, Abóbora, Arroz, Cartamo, Amendoim, Girassol Egípcio, Frutas, Castanhas e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 8%, Proteína 16%, Gordura 9%, Fibras 9%, Cálcio 0,59% e Fósforo 0,37%. 4. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA CORRUPIÕES Indicação do Produto: Corrupiões Descrição do Produto: Farinhada Mista enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo liofilizado, Frutas, Cataxantine, Camarão, Minhoca e Insetos em pó, Gordura vegetal, Dextrose e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 12%, Proteína 18%, Gordura 9%, Fibras 4%, Cálcio 2% e Fósforo 0,68%. 5. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA GRANDES FRUGÍVOROS Indicação do Produto: Grandes Frugívoros 167 Descrição do Produto: Ração extrusada e farinhada enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Insetos, Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Proteína 13%, Gordura 10%, Fibras 7%, Cálcio 0,6% e Fósforo 0,6%. 6. PET BIRD – PAPA PARA FILHOTES Indicação do Produto: Araras, Ararinhas, Anacãs e outros filhotes em transição Descrição do Produto: Papa para filhotes com Maior nível de proteína e gordura. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Calcário, Cloreto de sódio, Germen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Proteína 25%, Gordura 21%, Fibras 3,41%, Cálcio 0,8% e Fósforo 0,94%. 7. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA PEQUENOS PSITACÍDEOS Indicação do Produto: Pequenos Psitacídeos Descrição do Produto: Farinhada com frutas, sementes, ovos, insetos e mel enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo liofilizado, Pimenta, Niger, Frutas, Girassol, Girassol Egípcio, Castanhas, Camarão, Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. 168 Níveis de garantia do produto: Umidade 8%, Proteína 17%, Gordura 11%, Fibras 6%, Cálcio 0,9% e Fósforo 0,43%. 8. PET BIRD – DIETA DE SEMENTES V&M PARA PEQUENOS PSITACÍDEOS Indicação do Produto: Periquitos e Tuins Descrição do Produto: Dieta rica em sementes enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Painço, Cartamo, Girassol Egípcio , Alpiste, Arroz, Aveia e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 11%, Proteína 14%, Gordura 11%, Fibras 9%, Cálcio 0,33% e Fósforo 0,31%. 9. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA MÉDIOS FRUGÍVOROS E INSETÍVOROS Indicação do Produto: Médios Frugívoros e Insetívoros Descrição do Produto: Ração extrusada e farinhada enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Minhoca e Insetos em pó, Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Proteína 14%, Gordura 10%, Fibras 8%, Cálcio 0,5% e Fósforo 0,4%. 169 10. PET BIRD – FARINHA MISTA PARA PÁSSAROSFRUGÍVOROS E INSETÍVOROS Indicação do Produto: Pássaros Frugívoros e Insetívoros Descrição do Produto: Farinada Universal enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M ) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Gérmen de trigo, Ovo liofilizado, Gérmen de milho, Frutas, Gordura vegetal, Dextrose, Camarão, Minhoca e Insetos em pó e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 10%, Proteína 16%,Gordura 10%, Fibras 6%, Cálcio 0,8% e Fósforo 0,40%. 11. PET BIRD – RAÇÃO EXTRUSADA PARA TUCANOS E ARAÇARIS Indicação do Produto: Tucanos e Araçaris Descrição do Produto: Ração extrusada com frutas, ovos, insetos e mel enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo e podendo ser utilizada como fonte única de alimento. Composição Básica do produto: Frutas, Peixes, Camarões, Insetos, Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de milho, Gérmen de trigo e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Proteína 15%, Gordura 12%, Fibras 8%, Cálcio 0,65% e Fósforo 0,46%. 12. PET PRO – RAÇÃO FARINHADA PARA SAGUIS 170 Indicação do Produto: Sagüis. Descrição do Produto: Ração Farinhada com fibras e proteínas enriquecida com Vitaminas e Minerais (V&M) de uso continuo. Deverá ser adicionada a Iogurtes e/ ou papas de frutas batidas. Servir mistura fresca 2 vezes ao dia podendo ser utilizada como principal fonte de alimento. Composição Básica do produto: Proteína de soja, Ovo liofilizado, Gérmen de trigo, Gérmen de milho, Gordura vegetal, Aveia floculada, Levedura de cerveja, Dextrose e Suplementos Vitamínicos e Minerais. Níveis de garantia do produto: Umidade 6%, Proteína 19%, Gordura 9%, Fibras 5%, Cálcio 0,55% e Fósforo 0,44%. EMPRESA ALCON 171 Fonte: http://www.labcon.com.br 1. ALCON CLUB FARINHADA COM OVO PARA CANÁRIOS Eventuais Substitutos: Creme de milho branco Composição Básica do produto: Farinha de arroz, farinha de trigo, farelo de soja, ovo desidratado, leveduras, proteína texturizada de soja, semente de níger, semente de papoula, semente de perila, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico mineral, mel, probiótico, prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, sal, fosfato bicálcico, aditivo aromatizante, antioxidante BHT Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 17,5%, Extrato Etéreo (min.) 6,2%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Enriquecimento por kg de Produto: verificar site Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 2. ALCON CLUB FARINHADA COM OVO PARA PSITACÍDEOS Eventuais Substitutos: Farinha de trigo Composição Básica do produto: Farinha de arroz, creme de milho branco, farelo de soja, ovo desidratado, leveduras, proteína texturizada de soja, semente de níger, semente de papoula, semente de perila, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico mineral, mel, probiótico, prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, sal, fosfato bicálcico, aditivo aromatizante, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 16,5%, Extrato Etéreo (min.) 6,5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 172 3. ALCON CLUB FARINHADA – PASSAROS FRUGÍVOROS E INSETÍVOROS Eventuais Substitutos: Creme de milho branco Composição Básica do produto: Farinha de arroz, farinha de trigo, farelo de soja, leveduras, semente de níger, maçã desidratada, uva desidratada, zimbro desidratado, mosca d?água desidratada, Daphnia desidratada, Gammarus desidratado, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico mineral, mel, probiótico, prebiótico, sacarose, concha de ostra em pó, sal, fosfato bicálcico, aditivo aromatizante, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.)10%, Proteína (min.) 16,5%, Extrato Etéreo (min.) 6,5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Embalagens disponíveis: 200g, 700g e 5kg (saco) 4. ALCON CLUB TOP RED – RAÇÃO INCENTIVADORA DO FATOR VERMELHO COM CANTAXANTINA Eventuais Substitutos: Farinha de milho, trigo integral, remoído de trigo Composição Básica do produto: Creme de milho (61,0 %), proteína texturizada de soja, óleo de soja refinado, farinha de trigo, leveduras, farinha de carne, sal, suplemento vitamínico-mineral, fosfato bicálcico, cantaxantina, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18%, Extrato Etéreo (min.) 6,4%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. Embalagens disponíveis: 80g 5. ALCON CLUB TOP LIFE – PARA PERÍODOS DE REPRODUÇÃO, MUDA E ESTRESSE, COM PREBIÓTICO 173 Eventuais Substitutos: Remoído de trigo, farinha de trigo, fubá de milho Composição Básica do produto: Trigo Integral, creme de milho, proteína texturizada de soja, farinha de carne, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, fosfato bicálcico, cloreto de sódio, suplemento vitamínico mineral, prebiótico, aroma de anis, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18,5%, Extrato Etéreo (min.) 7,3%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 10 kg 6. ALCON CLUB SUPER TOP LIFE Eventuais Substitutos: Remoído de trigo, farinha de trigo, farinha de arroz Composição Básica do produto: Creme de milho, proteína texturizada de soja, trigo integral, farinha de carne, óleo de soja refinado, gema de ovo desidratada, premix vitamínico mineral, semente de erva-doce, fosfato bicálcico, calcário dolomítico, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 24%, Extrato Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 3%, Fósforo (min.) 0,7%. Embalagens disponíveis: 2,5 kg e 10 kg 7. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – PÁSSAROS (COM PREBIÓTICO, PROBIÓTICO E ENZIMAS D Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, leveduras, fosfato 174 bicálcico, minerais orgânicos, aditivo prebiótico, aditivo probiótico, aditivo enzimático, premix vitamínico, antioxidante, flavorizante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 22%, Extrato Etéreo (min.) 8%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,7%. Embalagens disponíveis: 160g e 600g Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes preparar a papa na proporção alimento / água adequada à necessidade de cada espécie e administrar com seringa no bico das aves. A tabela abaixo serve como sugestão. Quando for servida aos pais ou para pássaros em recuperação, preparar o alimento misturando uma parte do produto com uma parte de água. Usar sempre água filtrada ou previamente fervida. Preparar a mistura com água morna, homogeneizar bem e servir com temperatura em torno de 38 ºC. Preparar somente a quantidade a ser administrada por vez, ou a ser consumida diariamente pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos dos filhotes e limpar muito bem utensílios de preparo, seringas e comedouros. Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 * alimento/água (em volume) 8. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – PSITACÍDEOS (COM PREBIÓTICO, PROBIÓTICO E ENZIMAS Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, leveduras, fosfato bicálcico, minerais orgânicos, aditivo prebiótico, aditivo probiótico,aditivo enzimático, premix vitamínico, antioxidante, flavorizante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 21%, Extrato Etéreo (min.) 10%, Matéria Fibrosa (max.) 2,5%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,7%. Energia Metabolizável: 3.500 kcal/kg 175 Embalagens disponíveis: 600g e 6 kg Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes, preparar a papa de acordo com a tabela abaixo e administrar com seringa no bico das aves. Quando for servida aos pais ou para pássaros em recuperação, preparar o alimento misturando uma parte do produto com uma parte de água. Usar sempre água filtrada ou previamente fervida. Preparar a mistura com água morna, homogeneizar bem e servir com temperatura em torno de 38 ºC. Preparar somente a quantidade a ser administrada por vez, ou a ser consumida diariamente pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos dos filhotes e limpar muito bem utensílios de preparo, seringas e comedouros. Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 * alimento/água (em volume) 9. ALCON CLUB PAPA PARA FILHOTES – ARARAS Composição Básica do produto: Fubá de milho, proteína texturizada de soja, ovo em pó, dextrose, óleo de soja refinado, maçã desidratada, fécula de mandioca, fonte de nucleotídios, fosfato bicálcico, leveduras, carbonato de cálcio, minerais quelatados, flavorizante, antioxidante (BHA, BHT e Etoxiquin), aditivo probiótico, aditivo enzimático, aditivo prebiótico, premix vitamínico. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 19%, Extrato Etéreo (min.) 13%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Energia Metabolizável: 3.900 kcal/kg Embalagens disponíveis: 200g Modo de Usar: Para a alimentação direta dos filhotes, preparar a papa na proporção alimento/água adequada ao estágio de desenvolvimento. Administrar com seringa no bico das aves. A tabela sugere as proporções: 176 Idade (dias) 1 e 2 3 e 4 5 e 6 7 em diante Proporção* 1:5 1:4 1:3 1:2 Proporção** 1:10 1:8 1:6 1:4 * alimento/água (em volume) ** alimento/água (peso) Quando for servida aos pais, preparar o alimento misturando uma parte do produto com uma parte de água. Usar sempre água filtrada ou previamente fervida. Preparar a mistura com água morna, homogeneizar bem e servir com temperatura em torno de 38 ºC. Preparar somente a quantidade a ser administrada por vez, ou a ser consumida diariamente pelos adultos. Remover restos do alimento dos bicos dos filhotes e limpar muito bem os utensílios de preparo, seringas e comedouros. 10. ALCON CLUB MONKEY COOKIES Composição Básica do produto: Fubá de milho (56,1 %), farelo de soja, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, fécula de mandioca, leveduras, premix vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo flavorizante, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%. Relação Cálcio: Fósforo 2:1 Embalagens disponíveis: 600g e 9 kg 11. ALCON CLUB RÉPTEIS JABUTI Composição Básica do produto: Fubá de milho (59,4 %), maçã desidratada, farelo de soja, farinha de peixe, leveduras, fosfato bicálcico, óleo de soja refinado, 177 alfafa desidratada, cenoura desidratada, premix vitamínico mineral, farinha de algas marinhas, aditivo acidificante, antioxidante, corante, aditivo flavorizante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 13%, Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 8%, Matéria Mineral (max.) 7%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,6%. Relação Cálcio: Fósforo 1,25:1 Embalagens disponíveis: 80g e 300g 12. ALCON CLUB RÉPTEIS LEGUMES E FRUTAS Eventuais Substitutos: Repolho desidratado, batata desidratada Composição Básica do produto: Cenoura desidratada, ervilha desidratada, vagem desidratada, uva passa, beterraba desidratada, mandioquinha desidratada e zimbro desidratado. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 13%, Extrato Etéreo (min.) 1,7%, Matéria Fibrosa (max.) 22%, Matéria Mineral (max.) 8%, Cálcio (max.) 0,3%, Fósforo (min.) 0,25%. Relação Cálcio: Fósforo 1,25:1 Embalagens disponíveis: 60g 13. ALCON GAMMARUS Composição Básica do produto: Crustáceo desidratado (Gammarus lacustris). Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 11,5%, Proteína (min.) 42%, Extrato Etéreo (min.) 7%, Matéria Fibrosa (max.) 15%, Matéria Mineral (max.) 19,14%, Cálcio (max.) 6,8%, Fósforo (min.) 1,7%. Impurezas e fragmentos (max.) 1% 14. ALCON REPTOLIFE 178 Composição Básica do produto: Proteína texturizada de soja, farinha de arroz, farinha de peixe, espinafre em pó, lecitina de soja, farinha de algas marinhas, leveduras, farinha de camarão, óleo de soja refinado, premix vitamínico mineral, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 34%, Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 15%, Cálcio (max.) 10%, Fósforo (min.) 0,75%. Embalagens disponíveis: 30g, 75g e 270g 15. ALCON REPTOLIFE BABY Composição Básica do produto: Gammarus, farinha de arroz, farinha de peixe, proteína de soja pré-hidrolisada, fibra de trigo, leveduras, óleo de soja refinado, algas marinhas desidratadas, suplemento vitamínico-mineral, corante alimentício, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 38%, Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 15%, Matéria Mineral (max.) 7%, Cálcio (max.) 4%, Fósforo (min.) 1%. Embalagens disponíveis: 10g 16. ALCON REPTOMIX Composição Básica do produto: Proteína texturizada de soja, farinha de arroz, farinha de peixe, Gammarus, espinafre em pó, lecitina de soja, farinha de algas marinhas, leveduras, óleo de soja refinado, farinha de camarão, premix vitamínico mineral, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9,5%, Proteína (min.) 35%, Extrato Etéreo (min.) 4,3%, Matéria Fibrosa (max.) 11%, Matéria Mineral (max.) 15,5%, Cálcio (max.) 9,7%, Fósforo (min.) 0,85%. 179 Embalagens disponíveis: 15g, 25g, 60g, 200g e 800g 17. ALCON CLUB BEIJA-FLOR NECTAR (SOLUÇÃO ESTÁVEL POR 5 DIAS) Modo de usar: Misturar 2 colheres de sopa bem cheias de Alcon Club Beija-Flor Néctar em um copo de água filtrada (250 ml), mexendo até dissolver bem. Servir em bebedouros apropriados que devem ser mantidos à sombra. Após 5 dias lavar bem o bebedouro, inclusive escovando as flores plásticas, antes de abastecer com nova solução. Composição básica do produto: Dextrose, sacarose (59,93 %), aditivo acidificante, sorbato de potássio, suplemento vitamínico, corante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 1%, Dextrose (min.) 37%, Sacarose (min.) 56%. Embalagens disponíveis: 150g e 600g 18. ALCON CLUB CANÁRIOS Eventuais substitutos: Creme de milho, farinha de trigo Composição básica do produto: Farinha de arroz, proteína hidrolisada de soja, ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 15%, Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio (max.) 8%, Fósforo (min.) 0,3%. Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 5 kg (saco) 19. ALCON CLUB CURIÓ (SERVE PARA BICUDOS E AZULÃO) 180 Composição básica do produto: Creme de milho, proteína hidrolisada de soja, ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. Níveis de garantiado produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 16%, Extrato Etéreo (min.) 4,5%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4,5%, Cálcio (max.) 0,8%, Fósforo (min.) 0,3%. Embalagens disponíveis: 150g, 325g e 5 kg (saco) 20. ALCON CLUB PSITA STICKS Eventuais substitutos: Fubá de milho, farinha de trigo Composição básica do produto: Creme de milho, proteína hidrolisada de soja, ovo desidratado, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, prebiótico, corante alimentício, aromatizante natural, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 16%, Extrato Etéreo (min.) 5,2%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio (max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%. Embalagens disponíveis: 150g, 310g e 6 kg 21. ALCON CLUB PSITA BITS (PAPAGAIOS E PSITACÍDEOS MÉDIO PORTE) Composição básica do produto: Fubá de milho (62,63 %), farelo de soja, fécula de mandioca, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, leveduras, premix vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo flavorizante, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 16%, Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, 181 Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 120ppm, Ferro (min.) 70 ppm. Embalagens disponíveis: 700g e 10 kg 22. ALCON CLUB SABIÁ E PÁSSARO PRETO Eventuais substitutos: Creme de milho, farinha de arroz Composição básica do produto: Fubá de milho, farelo de soja, óleo de soja refinado, leveduras, suplemento vitamínico mineral, corante alimentício, aromatizante, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 8%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio (max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%. Embalagens disponíveis: 500g 23. ALCON CLUB TRINCA FERRO (E OUTROS PÁSSAROS FRUGÍVOROS) Composição básica do produto: Fubá de milho (62,25 %), farelo de soja, óleo de soja refinado, leveduras, premix vitamínico mineral, aditivo acidificante, corante, aditivo flavorizante, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 120ppm, Ferro (min) 70ppm. Embalagens disponíveis: 500g e 2,5 kg 24. ALCON CLUB TUCANOS (E ARAÇARIS) 182 Composição básica do produto: Fubá de milho (56,1 %), farelo de soja, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, fécula de mandioca, leveduras, premix vitamínico mineral, aditivo prebiótico, aditivo acidificante, corante, aditivo flavorizante, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 120ppm, Ferro (min) 70ppm. Embalagens disponíveis: 700g e 5 kg 25. ALCON ECO CLUB TUCANOS Composição básica do produto: Creme de milho (55 %), farelo de soja, óleo de soja refinado, ovo integral desidratado, carbonato de cálcio, fécula de mandioca, levedura seca de cana-de-açúcar, maçã desidratada, corante natural, cenoura desidratada, premix vitamínico mineral, beterraba desidratada, aditivo prebiótico (mananoligossacarídeo), aromatizante natural, antioxidante. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 1,2%, Fósforo (min.) 0,4%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Ferro (max.) 120ppm, Ferro (min) 70ppm, Energia Metabolizável 3.650 kcal/kg. Embalagens disponíveis: 700g 183 26. ALCON CLUB CANÁRIOS Composição básica do produto: Trigo integral, creme de milho, proteína de soja pré-hidrolisada, óleo de soja refinado, farinha de carne, fosfato bicálcico, calcário branco, suplemento vitamínico-mineral, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 18%, Extrato Etéreo (min.) 6,4%, Matéria Fibrosa (max.) 6,8%, Matéria Mineral (max.) 6%, Cálcio (max.) 2,7%, Fósforo (min.) 0,7%. Embalagens disponíveis: 10 kg 27. ALCON PSITA STICKS Composição básica do produto: Fubá de milho, farelo de soja, farinha de peixe, ovo desidratado, leveduras, óleo de soja refinado, suplemento vitamínico-mineral, aromatizante, antioxidante BHT. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 22%, Extrato Etéreo (min.) 6%, Matéria Fibrosa (max.) 4%, Matéria Mineral (max.) 5%, Cálcio (max.) 1%, Fósforo (min.) 0,4%. Embalagens disponíveis: 10 kg 28. ALCON ECO CLUB SABIA E PASSARO PRETO Composição básica do produto: Creme de milho (58,4 %), farelo de soja, óleo de soja refinado, maçã desidratada, carbonato de cálcio, ovo integral desidratado, corante natural, levedura seca de cana-de-açúcar, premix vitamínico mineral, beterraba desidratada, cenoura desidratada, aditivo prebiótico (mananoligossacarídeo), aromatizante natural, antioxidante. 184 Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 9%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 3%, Matéria Mineral (max.) 4%, Cálcio (max.) 0,7%, Fósforo (min.) 0,3%, Relação Cálcio:Fósforo 2:1, Energia Metabolizável 3.550 kcal/kg. Embalagens disponíveis: 500g 185 EMPRESA MEGAZOO Fonte: http://www.megazoo.com.br 1. L-18 PSITACÍDEOS 2. I-25-PÁSSAROS 186 3. I-19-PÁSSAROS 4. I-20-PSITACÍDEOS 187 5. BEIJA-FLOR – PÁSSAROS 6. CM-15 – PÁSSAROS 188 7. AM-16 – PSITACÍDEOS 8. MM-15 – PSITACÍDEOS 189 9. PM-13 – PSITACÍDEOS 10. SM-16 – PÁSSAROS 190 11. T-19 – PÁSSAROS 12. FA-16 191 13. FC-21 14. MIX PERIQUITOS 192 15. MIX CANÁRIOS 16. MIX PAPAGAIO 193 17. MIX PAPAGAIO TROPICAL 18. P-25 E P-18 – PRIMATAS 194 19. RAÇÕES DIVERSAS EMPRESA PURINA (LINHA NATURAL) Fonte: http://www.nutrimentospurina.com.br 1. QUINTALINA AVES Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para aves de corte criadas de maneira alternativa, semi-confinadas, ou totalmente presas. Atende todas as fases da criação. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 13%, Cálcio (max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,55%. 2. NATURAL OVOS Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para criação de aves produtoras de ovos (a partir de 20 semanas de idade ou 5% de postura). 195 Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 10%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 6%, Matéria Mineral (max.) 13%, Cálcio (max.) 1,4%, Fósforo (min.) 0,55%. 3. NATURAL FRANGOS Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para frangos de corte, em criações alternativas, nas fases de crescimento e engorda. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 13%, Extrato Etéreo (min.) 1,5%, Matéria Fibrosa (max.) 12%, Matéria Mineral (max.) 15%, Cálcio (max.) 2%, Fósforo (min.) 0,5%. 4. NATURAL AVES EM CRESCIMENTO Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para aves em crescimento, criadas de maneira alternativa, semi-confinadas ou não. Indicada para pintinhos em crescimento (do 1° dia até a 20ª semana de idade) e pintainhos de corte (do 1° dia aos 28 dias de idade). Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.)13%, Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 11%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 2%, Fósforo (min.) 0,5%. 5. NATURAL CODORNAS Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para criação de codornas em fase de produção. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 20%, Extrato Etéreo (min.) 2%, Matéria Fibrosa (max.) 7%, Matéria Mineral (max.) 15%, Cálcio (max.) 3,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 196 6. NATURAL COELHOS Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para alimentação de coelhos em todas as fases. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 14%, Extrato Etéreo (min.) 1,5%, Matéria Fibrosa (max.) 20%, Matéria Mineral (max.) 15%, Cálcio (max.) 2,5%, Fósforo (min.) 0,6%. 7. SUÍNOS Descrição do Produto: Ração especialmente formulada para suínos criados de maneira alternativa (criações caseiras). Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 14%, Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 12%, Cálcio (max.) 1%, Fósforo (min.) 0,5%. 8. LABINA Descrição do Produto: Ração para ratos, camundongos e hamsters. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 23%, Extrato Etéreo (min.) 4%, Matéria Fibrosa (max.) 5%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 1,3%, Fósforo (min.) 0,85%. 9. NUTRICOBAIA Descrição do Produto: Ração para cobaias (porquinho da índia). Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 12%, Proteína (min.) 22%, Extrato Etéreo (min.) 3%, Matéria Fibrosa (max.) 13%, Matéria Mineral (max.) 10%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,7%. 197 10. CORCELINA MIX Descrição do Produto: Alimento especialmente formulado para cavalos que desempenham medianas atividades físicas. Níveis de garantia do produto: Umidade (max.) 13%, Proteína (min.) 15%, Extrato Etéreo (min.) 5%, Matéria Fibrosa (max.) 10%, Matéria Mineral (max.) 12%, Cálcio (max.) 1,5%, Fósforo (min.) 0,5%. Energia Digestível 3.000 Kcal/Kg 198 EMPRESA GUABI (LINHA NATURAL) Fonte: http://www.guabinatural.com.br 1. CÃES FILHOTES DE PEQUENO PORTE 199 2. CÃES ADULTOS DE PEQUENO PORTE 200 3. CÃES ADULTOS DE LIGHT PEQUENO PORTE 201 4. CÃES ADULTOS OBESOS 202 5. GATOS FILHOTES 203 6. GATOS ADULTOS 204 7. GATOS OBESOS – LIGHT 205 SUCEDÂNEOS DE LEITE PARA CÃES E GATOS 1. EMPRESA ROYAL CANIN (www.royalcanin.com.br) SUCEDÂNEO DE LEITE FIRST AGE E PAPINHA DE DESMAME 2. EMPRESA TOTAL (www.totalalimentos.com.br) 206 ANEXO 2 – Índice de Hábitos Alimentares RÉPTEIS ORDEM SUBORDEM FAMÍLIA SUBFAMÍLIA H O G I P C N Observações SQUAMATA Sauria Iguanidae Iguaninae X Quando filhotes são C/I Hoplocercinae X Artrópodes Polychrotinae X Tropidurinae X X Espécies I ou O Teiidae X X X X Mais comum em Cetas: Teiú (O) Ophidia X CHELONIA X CROCODYLIA X ORDEM NOME CIENTÍFICO NOME COMUM H O G I P C N Observações CHELONIA Acantochelys spixii Cágado-feio X Peixes e pequenos animais Chelus fimbriatus Mata-matá X Peixes e invertebrados aquáticos Geochelone carbonaria Jabutipiranga X Preferencialmente herbívoro Geochelone denticulata Jabutitinga X Hydromedusa tectífera Cágado pescoço de cobra X Kinosternon scorpioides Muçuã X Phrynops geoffroanus Cágado-de-barbicha X Peixes e pequenos animais Podocnemis expansa Tartaruga-da-amazônia X Podocnemis unifilis Tracajá X Rynoclemys punctularia Aperema X Trachemys dorbignyi Tigre d´água X 207 AVES ORDEM NOME COMUM H O G I P C Observações STRUTIONIFORMES Ema X Pequenos animais e brotos TINAMIFORMES Macuco, inhambu, perdiz X Filhotes consomem mais insetos GALLIFORMES Mutum, jacu, jacutinga, aracuã, uru X ANSERIFORMES Pato, cisne, ganso, marreco X No período de reprodução inclui “I” PICIFORMES Tucano, araçari, pica-pau X Picídeos precisam de mais proteína PSITACIFORMES Arara, papagaio, periquito X FALCONIFORMES Águia, gavião, falcão, abutre X X Pandion e Busarellus “P” STRIGIFORMES Coruja X X COLUMBIFORMES Pomba, rolinha, avoante, juriti X Algumas espécies são frugívoras CICONIIFORMES Garça, guará, colhereiro, socó X X Algumas espécies consomem algas SPHENISCIFORMES Pingüim X PASSERIFORMES Pássaro, canário, saíra, gralha X Algumas espécies Frugívoras e Nectarívoras. Os 208 MAMÍFEROS ORDEM NOME COMUM H O G I P C Observações MARSUPIALIA Gambá, cuíca X PRIMATES Sagui, m. prego, m. aranha, bugio X X Bugio, uacari, barrigudo, muriqui “H” XENARTHRA Tamanduá X Tatu X Preguiça X LAGOMORPHA Coelho, lebre X RODENTIA Hamster, gerbil, cobaia, rato X RODENTIA Capivara, cutia, paca, ouriço X CARNÍVORA CANIDAE Lobo guará, cachorro do mato, raposinha X CARNÍVORA FELIDAE Onça, jaguatirica, gato do mato X CARNÍVORA MUSTELIDAE Ariranha, furão, irara, lontra X CARNIVORA PROCYONIDAE Quati, mão pelada, jupará X PERISSODACTYLA TAPIRIDAE Anta X ARTIODACTYLA Cateto, queixada e javali X ARTIODACTYLA CERVIDAE Veado catingueiro, campeiro e cervo X PINNIPEDIA X SIRENIA Peixe-boi X 209 ANEXO 3 – Tabela Resumida de Composição dos Alimentos por 100g de parte comestível. Fonte: http://www.unifesp.br/dis/servicos/nutri/¸ http://www.unicamp.br/nepa/taco/ 3.0 Verduras e Hortaliças Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Milho verde cru 63,5 138 6,6 0,6 28,6 3,9 0,7 2 113 Abóbora moranga, crua 95,9 12 1 0,1 2,7 1,7 0,4 * * Abobrinha, crua 92,5 24 102 0,7 6,1 2,3 0,6 9 32 Acelga, crua 93,2 21 1,4 0,1 4,6 1,1 0,6 43 40 Agrião, cru 93,9 17 2,7 0,2 2,3 2,1 0,9 133 51 Aipo, cru 93,8 19 0,8 0,1 4,3 1,0 1,1 65 28 Alho, cru 67,5 113 7 0,2 23,9 4,3 1,3 14 149 Almeirão, cru 93,7 18 1,8 0,2 3,3 2,6 1,0 * 40 Batata, doce, crua 69,5 118 1,3 0,1 28,2 2,6 0,9 21 36 Berinjela, crua 93,8 20 1,2 0,1 4,4 2,9 0,4 9 20 Beterraba, crua 86,0 49 1,9 0,1 11,1 3,4 0,9 18 19 Brócolis, cru 91,2 25 3,6 0,3 4,0 2,9 0,8 86 78 Cará, cozido 78,9 78 1,5 0,1 18,9 2,6 0,6 5 28 Cará, cru 73,7 96 2,3 0,1 23,0 7,3 0,9 * 35 Cebola, crua 88,9 39 1,7 0,1 8,9 2,2 0,4 14 38 210 Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Milho verde cru 63,5 138 6,6 0,6 28,6 3,9 0,7 2 113 Abóbora moranga, crua 95,9 12 1 0,1 2,7 1,7 0,4 * * Abobrinha, crua 92,5 24 102 0,7 6,1 2,3 0,6 9 32 Acelga, crua 93,2 21 1,4 0,1 4,6 1,1 0,6 43 40 Agrião, cru 93,9 17 2,7 0,2 2,3 2,1 0,9 133 51 Aipo, cru 93,8 19 0,8 0,1 4,3 1,0 1,1 65 28 Alho, cru 67,5 113 7 0,2 23,9 4,3 1,3 14 149 Almeirão, cru 93,7 18 1,8 0,2 3,3 2,6 1,0 * 40 Batata, doce, crua 69,5 118 1,3 0,1 28,2 2,6 0,9 21 36 Berinjela, crua 93,8 20 1,2 0,1 4,4 2,9 0,4 9 20 Beterraba, crua 86,0 49 1,9 0,1 11,1 3,4 0,9 18 19 Brócolis, cru 91,2 25 3,6 0,3 4,0 2,9 0,8 86 78 Cará, cozido 78,9 78 1,5 0,1 18,9 2,6 0,6 5 28 Cará, cru 73,7 96 2,3 0,1 23,0 7,3 0,9 * 35 Cebola, crua 88,9 39 1,7 0,1 8,9 2,2 0,4 14 38 211 Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Cenoura, crua 90,1 34 1,3 0,2 7,7 3,2 0,9 23 28 Chicória, crua 95,1 14 1,1 0,1 2,9 2,2 0,8 45 * Chuchu, cru 94,8 170,7 0,1 4,1 1,3 0,3 12 18 Couve, manteiga, crua 90,9 27 2,9 0,5 4,3 3,1 1,3 * * Couve-flor, crua 92,8 23 1,9 0,2 4,5 2,4 0,6 18 57 Espinafre, cru 94,0 16 2,0 0,2 2,6 2,1 1,2 98 25 Feijão, broto, cru 87,5 39 4,2 0,1 7,8 2,0 0,5 14 75 Inhame, cru 73,3 97 2,1 0,2 23,2 1,7 1,2 12 65 Jiló, cru 91,6 27 1,4 0,2 6,2 4,8 0,6 20 29 Mandioca, cozida 68,7 125 0,6 0,3 30,1 1,6 0,4 19 22 Mandioca, crua 61,8 151 1,1 0,3 36,2 1,9 0,6 15 29 Maxixe, cru 95,1 14 1,4 0,1 2,7 2,2 0,7 21 25 Mostarda, folha, crua 93,4 18 2,1 0,2 3,2 1,9 1,1 68 58 Nabo, cru 93,8 18 1,2 0,1 4,1 2,6 0,8 42 17 Pepino, cru 96,8 10 0,9 Tr 2,0 1,1 0,3 10 12 Pimentão, amarelo, cru 91,9 28 1,2 0,4 6,0 1,9 0,5 10 22 Pimentão, verde, cru 93,5 21 1,1 0,2 4,9 2,6 0,4 9 17 Pimentão, vermelho, cru 92,9 23 1,0 0,1 5,5 1,6 0,4 6 20 Rabanete, cru 95,1 14 1,4 0,1 2,7 2,2 0,7 21 25 212 Repolho, branco, cru 94,7 17 0,9 0,1 3,9 1,9 0,4 35 14 Taioba, crua 89,2 34 2,9 0,9 5,4 4,5 1,5 141 53 Tomate, com semente, cru 95,1 15 1,1 0,2 3,1 1,2 0,5 7 20 Vagem, crua 92,2 25 1,8 0,2 5,3 2,4 0,5 41 28 213 3.1 Frutas e Derivados Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Abacate, cru 83,8 96 1,2 8,4 6,0 6,3 0,5 8 22 Abacaxi, cru 86,3 48 0,9 0,1 12,3 1,0 0,4 22 13 Abiu, cru 83,1 62 0,8 0,7 14,9 1,7 0,4 6 20 Acerola, crua 90,5 33 0,9 0,2 8,0 1,5 0,4 13 4 Ameixa, crua 84,8 53 0,8 Tr 13,9 2,4 0,6 6 14 Atemóia, crua 72,7 97 1,0 0,3 25,3 2,1 0,7 23 23 Cacau, cru 79,2 74 1,0 0,1 19,4 2,2 0,3 12 9 Cajá-Manga, cru 86,9 46 1,3 Tr 11,4 2,6 0,4 13 24 Cajú, cru 88,1 43 1,0 0,3 10,3 1,7 0,3 1 16 Caqui, chocolate, cru 79,7 71 0,4 0,1 19,3 6,5 0,5 18 18 Carambola, crua 87,1 46 0,9 0,2 11,5 2,0 0,4 5 11 Ciriguela, crua 78,7 76 1,4 0,4 18,9 3,9 0,7 27 49 Cupuaçu, cru 86,2 49 1,2 1,0 10,4 3,1 1,2 13 21 Figo, cru 88,2 41 1,0 0,2 10,2 1,8 0,4 27 15 Fruta-pão, crua 80,9 67 1,1 0,2 17,2 5,5 0,7 34 27 Goiaba branca 85,7 52 0,9 0,5 12,4 6,3 0,5 * 16 Goiaba vermelha 85,0 54 1,1 0,4 13,0 6,2 0,5 * 15 Graviola, crua 82,2 62 0,8 0,2 15,8 1,9 1,0 40 19 214 Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Abacate, cru 83,8 96 1,2 8,4 6,0 6,3 0,5 8 22 Abacaxi, cru 86,3 48 0,9 0,1 12,3 1,0 0,4 22 13 Abiu, cru 83,1 62 0,8 0,7 14,9 1,7 0,4 6 20 Acerola, crua 90,5 33 0,9 0,2 8,0 1,5 0,4 13 4 Ameixa, crua 84,8 53 0,8 Tr 13,9 2,4 0,6 6 14 Atemóia, crua 72,7 97 1,0 0,3 25,3 2,1 0,7 23 23 Cacau, cru 79,2 74 1,0 0,1 19,4 2,2 0,3 12 9 Cajá-Manga, cru 86,9 46 1,3 Tr 11,4 2,6 0,4 13 24 Cajú, cru 88,1 43 1,0 0,3 10,3 1,7 0,3 1 16 Caqui, chocolate, cru 79,7 71 0,4 0,1 19,3 6,5 0,5 18 18 Carambola, crua 87,1 46 0,9 0,2 11,5 2,0 0,4 5 11 Ciriguela, crua 78,7 76 1,4 0,4 18,9 3,9 0,7 27 49 Cupuaçu, cru 86,2 49 1,2 1,0 10,4 3,1 1,2 13 21 Figo, cru 88,2 41 1,0 0,2 10,2 1,8 0,4 27 15 Fruta-pão, crua 80,9 67 1,1 0,2 17,2 5,5 0,7 34 27 Goiaba branca 85,7 52 0,9 0,5 12,4 6,3 0,5 * 16 Goiaba vermelha 85,0 54 1,1 0,4 13,0 6,2 0,5 * 15 Graviola, crua 82,2 62 0,8 0,2 15,8 1,9 1,0 40 19 215 Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Jabuticaba, crua 83,6 58 0,6 0,1 15,3 2,3 0,4 8 15 Jaca, crua 75,1 88 1,4 0,3 22,5 2,4 0,8 11 14 Jambo, cru 92,1 27 0,9 0,1 6,5 5,1 0,5 14 18 Kiwi, cru 85,9 51 1,3 0,6 11,5 2,7 0,7 24 33 Laranja lima, crua 87,0 46 1,1 0,1 11,5 1,8 0,4 31 15 Laranja lima, suco 89,7 39 0,7 0,1 9,2 0,4 0,3 8 16 Laranja pêra, crua 89,6 37 1,0 0,1 8,9 0,8 0,3 * 23 Laranja pêra, suco 91,3 33 0,7 0,1 7,6 Tr 0,3 * 14 Maçã fuji, crua 84,3 56 0,3 Tr 15,2 1,3 0,2 2 9 Macaúba, crua 41,5 404 2,1 40,7 13,9 13,4 1,8 67 44 Mamão formosa, cru 86,9 45 0,8 0,1 11,6 1,8 0,6 25 11 Mamão papaia, cru 88,6 40 0,5 0,1 10,4 1,0 0,4 22 11 Manga tommy 85,8 51 0,9 0,2 12,8 2,1 0,3 8 14 Maracujá, cru 82,9 68 2,0 2,1 12,3 1,1 0,8 5 51 Melancia, crua 90,7 33 0,9 Tr 8,1 0,1 0,3 8 12 Melão, cru 91,3 29 0,7 Tr 7,5 0,3 0,5 * 10 Mexerica, murcote, crua 83,7 58 0,9 0,1 14,9 3,1 0,5 33 19 Mexerica, rio, crua 89,6 37 0,7 0,1 9,3 2,7 0,3 17 14 Morango, cru 91,5 30 0,9 0,3 6,8 1,7 0,5 11 22 Nêspera, crua 87,8 43 0,3 Tr 11,5 3,0 0,4 20 10 216 Alimentos Umidad e (%) Energi a (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Pequi, cru 65,9 205 2,3 18,0 13,0 19,0 0,8 32 34 Pêra Williams, crua 85,0 53 0,6 0,1 14,0 3,0 0,3 8 12 Pêssego, aurora, cru 89,3 36 0,8 Tr 9,3 1,4 0,5 3 15 Pinha, crua 75,0 88 1,5 0,3 22,4 3,4 0,7 21 34 Pitanga, crua 88,3 41 0,9 0,2 10,2 3,2 0,4 18 13 Romã, crua 84,0 56 0,4 Tr 15,1 0,4 0,5 5 40 Tamarindo, cru 22,0 276 3,2 0,5 72,5 6,4 1,9 37 55 Tangerina, poncã, crua 89,2 38 0,8 0,1 9,6 0,9 0,3 13 12 Umbu, cru 89,3 37 0,8 Tr 9,4 2,0 0,5 12 13 Uva Itália, crua 85,0 53 0,7 0,2 13,6 0,9 0,6 7 12 217 3.2 Gorduras e Óleos Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Óleo de Canola 88,4 3699 - 100 - - - - - Óleo de Girassol 88,4 3699 - 100 - - - - - Óleo de Milho 88,4 3699 - 100 - - - - - 218 3.3 Pescados e Frutos do Mar Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Camarão, água salgada 89,1 47 10 0,5 0,0 - 0,8 51 234 Pescada, branca, crua 79,6 111 16,3 4,6 0,0 - 0,9 16 136 Pescadinha, crua 80,6 76 15,5 1,1 0,0 - 2,0 332 327 Sardinha, inteira, crua 76,6 114 21,1 2,7 0,0 - 1,6 167 294 219 3.4 Carnes cruas Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Carne, bovina, acém 72,7 137 19,4 5,9 0,0 - 0,9 3 158 Carne, bovina, fígado 71,3 141 20,7 5,4 1,1 - 1,5 4 334 Carne, bovina, músculo 72,4 142 21,6 5,5 0,0 - 1,0 4 162 Frango, inteiro, com pele 66,5 226 16,4 17,3 0,0 - 0,7 6 174 Coração bovino 77,11 112 17,72 3,94 0,14 - 1,1 7 212 Pescoço de frango 59,99 297 14,07 26,24 0,0 - 0,5 18 112 Miúdos de frango 74,87 124 17,88 4,47 1,8 - 0,99 10 197 220 3.5 Leite e Derivados 3.6 Bebidas Alimentos Umidade (%) Energia (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Iogurte natural 87,90 61 3,47 3,25 4,66 - 0,72 121 95 Leite vaca, fluido 88,32 60 3,22 3,25 4,52 - 0,67 113 91 Queijo minas frescal 56,10 264 17,4 20,20 3,20 - 3,0 579 123 Alimentos Umidad e (%) Energi a (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Água de coco 94,98 19 0,72 0,20 3,71 1,10 0,39 24 20 Caldo de cana 81,70 65 Tr Tr 18,20 0,10 0,10 9 19 221 3.7 Ovos Alimentos Umidad e (%) Energi a (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Ovo, galinha, cru 75,84 147 12,58 9,94 0,77 0,0 0,86 53 191 Ovo, galinha, clara, crua 87,57 52 10,90 0,17 0,73 0,0 0,63 7 15 Ovo, galinha, gema, crua 52,31 322 15,86 26,54 3,59 0,0 1,71 129 390 Ovo, galinha, cozido 74,62 155 12,58 10,61 1,12 0,0 1,08 50 172 Ovo, codorna, cru 74,35 158 13,05 11,09 0,41 0,0 1,10 64 226 222 3.8 Diversos Alimentos Umidad e (%) Energi a (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos(g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Mel de abelhas 17,10 304 0,30 0,0 82,40 0,20 0,20 6 4 Gelatina 29,77 266 0,15 0,02 69,95 1,00 0,12 7 6 223 3.9 Leguminosas e Derivados Alimentos Umidad e (%) Energi a (Kcal) Proteína (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) Amendoim, cru 6,50 567 25,80 49,24 16,13 8,50 2,33 92 376 Ervilha, vagem, crua 88,89 42 2,80 0,20 7,55 2,60 0,56 43 53 Grão de bico 12,30 355 21,20 5,40 57,90 12,40 3,20 114 342 Guandu, cru 11,40 344 19,00 2,10 64,00 21,30 3,50 129 269 Lentilha, cozida 76,30 93 6,30 0,50 16,30 7,90 0,60 16 104 Lentilha, crua 11,50 339 23,20 0,80 62,00 16,90 2,60 54 368 Soja, farinha 5,80 404 36,00 14,60 38,40 20,20 5,10 206 539 Soja, queijo de tofu 86,60 64 6,60 4,00 2,10 0,80 0,70 81 130 Amêndoa 5,25 578 21,26 50,64 19,74 11,80 3,11 248 474 Castanha do Pará 3,48 656 14,32 66,43 12,27 7,50 3,51 160 725 Castanha de caju torrada 1,70 574 15,31 46,35 32,69 3,00 3,95 45 490 Coco, Bahia, verde, cru 43,70 402 3,80 41,70 9,80 5,00 1,00 7 128 Linhaça, semente 6,70 495 14,10 32,30 43,30 33,50 3,70 211 615