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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA -UFPB CENTRO DE TECNOLOGIA - CT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL - DECA ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DE ATTERBERG JOÃO PESSOA 2023 1. INTRODUÇÃO O solo é a camada superficial da crosta terrestre composta de materiais minerais e orgânicos que foi formado pela decomposição de rochas e pela ação de processos biológicos ao longo de milhares de anos. Sabe-se que existem vários tipos de solo e que estes variam de acordo com suas características e propriedades físico-químicas. Os solos mudam de consistência a depender da quantidade de água que possuem, podendo ser classificados em sólido, semi-sólido, plástico ou fluido denso. Além disso, existem limites que delimitam a passagem do solo entre uma consistência e a outra e o estudo de tais limites permite a determinação de algumas propriedades e características do solo, sendo então muito importante para a engenharia civil. A prática apresentada nesse relatório tratou sobre esses limites que são conhecidos como Limites de Atterberg e foi realizada pela turma de Geologia Aplicada à Engenharia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) juntamente ao Prof. Diógenes no Laboratório de Ensaio de Materiais e Estruturas (LABEME) da UFPB no dia 14/03/2023. 2. OBJETIVOS ● Determinar o limite de liquidez (LL) e o limite de plasticidade (LP) da amostra além de calcular o índice de plasticidade (IP) e construir um gráfico com os dados obtidos 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1 MATERIAL UTILIZADO ● Amostra ● Cápsulas ● Água Destilada ● Placa de Vidro ● Espátula ● Aparelho Casagrande ● Cinzel ● Estufa 3.2 METODOLOGIA APLICADA A fim de obter o limite de liquidez (LL) primeiramente adiciona-se pequenas quantidades de água destilada à amostra enquanto mistura com o auxílio da espátula a fim de obter uma pasta homogênea para, então, transferir esse material para o aparelho casagrande (Figuras 1 e 2) . A amostra sempre deve ser colocada no aparelho de forma a manter uma espessura central de 10 mm e, então, utilizando o cinzel faz-se um corte central dividindo a massa em duas partes iguais. Na sequência deve-se golpear o aparelho utilizando a manivela de forma constante a uma média de 2 batidas por segundo e anotar quantos golpes foram necessários para que a massa se una novamente. Quando terminar esse procedimento, é necessário pegar uma pequena parte central da massa que se uniu e reservar em uma cápsula para, no final do experimento, ser pesada antes e depois de ir para a estufa. É preciso então retirar a amostra que restou no aparelho e adicionar a ela mais água destilada e, com o auxílio da espátula, homogeneizar a mistura novamente.Dessa forma, todo o procedimento já apresentado deve ser repetido ao menos mais três vezes de forma a obter uma variação de golpes bem espaçada entre os intervalos de 35 a 15. Já para a obtenção do limite de plasticidade (LP) é preciso adicionar água destilada à amostra aos poucos a fim de obter uma pasta homogênea de consistência plástica. Após isso, deve-se pegar cerca de 10g da amostra e rolar sobre a placa de vidro a fim de moldar um cilindro como apresentado na figura 3. Caso a massa fragmente antes de chegar às dimensões e formatos esperados deve-se juntá-la ao restante da amostra e acrescentar mais água destilada e repetir o procedimento de moldagem. Quando obtém-se o cilindro nas dimensões desejadas significa que a massa encontra-se no estado plástico. Deve-se então, fazer uma esfera com a massa e repetir o processo de rolagem sobre o vidro até que a amostra fragmente próximo ao alcançar o formato necessário. Quando isso acontecer é preciso reservar as partes fragmentadas em uma cápsula para que esta seja pesada e enviada para a estufa e dessa forma obter a umidade. Por fim, todo o procedimento de obtenção do LP deve ser repetido pelo menos três vezes para que , assim, possa ser feito a média do valor da umidade. Já o índice de plasticidade (IP) deve ser obtido através da seguinte equação: (1) IP = LL - LP Figura 1 - Água destilada sendo misturada a amostra com o auxílio da espátula Figura 2 - Amostra no equipamento casagrande Figura 3 - O formato cilíndrico no qual a massa deve ser moldada 4. RESULTADOS As tabelas 1 e 2 a seguir apresentam os dados obtidos experimentalmente para os limites de liquidez (LL) e de plasticidade (LP) respectivamente. Para encontrar o teor de umidade foi aplicada a seguinte equação: (2) Teor de umidade : x 100𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑎 á𝑔𝑢𝑎 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑠𝑒𝑐𝑜 Tabela 1 - Dados obtidos para o limite de liquidez (LL) da amostra Cápsula nº Peso da cápsula e solo molhado Peso da cápsula e solo seco Peso da cápsula Peso da água Peso do solo seco Teor de umidade nº de golpes 055 28,30 22,98 7,31 5,32 15,67 33,9 8 069 22,58 18,83 7,07 3,75 11,76 31,9 17 064 25,20 20,96 7,32 4,24 13,64 31 25 065 23,85 20,02 7,22 3,83 12,8 30 39 Tabela 2 - Dados obtidos para o limite de plasticidade (LP) da amostra Cápsula nº Peso da cápsula e solo molhado Peso da cápsula e solo seco Peso da cápsula Peso da água Peso do solo seco Teor de umidade LP 68 10,80 10,10 6,81 0,7 3,29 21,2 20,663 11,99 11,19 7,33 0,8 3,8 21 70 10,85 10,26 7,34 0,59 2,92 20,2 67 10,33 9,85 7,56 0,48 2,39 20 A norma estabelece que o limite de liquidez (LL) do solo é o teor de umidade correspondente a 25 golpes necessários para fechar a massa no equipamento casagrande, sendo assim, de acordo com os valores encontrados experimentalmente o limite de liquidez da amostra corresponde a 31%. A fim de confirmar graficamente o valor obtido para o LL foi feito o cruzamento dos dados apresentado no Gráfico 1 a seguir: Gráfico 1 - Limite de Liquidez (LL) Tendo, então, os valores de LL e LP e aplicando na equação (1) é possível encontrar o índice de plasticidade (IP), como exposto a seguir: - IP: LL - LP → IP: 31 - 20,6 → IP: 10,4 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Como apresentado ao decorrer do relatório, a partir de uma série de métodos e com a utilização dos instrumentos e conhecimentos adequados, foi possível cumprir o objetivo definido de encontrar os limites de plasticidade e liquidez da amostra, além de definir o índice de plasticidade e produzir o gráfico com os dados obtidos para o LL. Para garantir maior confiança nos resultados também pode-se encontrar a equação da reta associada no gráfico e substituir 25 ao valor x para assim encontrar o y preciso, no entanto, como o resultado obtido do LL através do ensaio realizado foi exato não houve necessidade de tal. 6. REFERÊNCIAS LIMITES DE ATTERBERG, Laboratório de Geotecnia UFBA. Disponível em:<http://geotecnia.ufba.br/?vai=Extens%E3o/Ensaios%20de%20Laborat% F3rio/Limites%20de%20Atterberg> Acesso em:22 de março de 2023 ALVES,lucas.Ensaios e caracterização de materiais. Disponível em:<https://lucasmaximoalves.files.wordpress.com/2010/03/pratica-4-limites- de-atterberg.pdf>Acesso em: 22 de março de 2023 http://geotecnia.ufba.br/?vai=Extens%E3o/Ensaios%20de%20Laborat%F3rio/Limites%20de%20Atterberg http://geotecnia.ufba.br/?vai=Extens%E3o/Ensaios%20de%20Laborat%F3rio/Limites%20de%20Atterberg https://lucasmaximoalves.files.wordpress.com/2010/03/pratica-4-limites-de-atterberg.pdf https://lucasmaximoalves.files.wordpress.com/2010/03/pratica-4-limites-de-atterberg.pdf