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UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS DAS CRIANÇAS SURDAS Marina Giacometti Silva RESUMO Este artigo trata de assunto ainda pouco explorado, mas que já foi debatido e demonstrado a sua grande importância. Fundamentado em pesquisa exploratória com base revisão bibliográfica, tendo como objetivo geral desse estudo é refletir a importância do uso dos jogos na função executiva enquanto habilidades que possibilita no desenvolvimento da criança surda. Os específicos é entender o que são as funções executivas e ressaltar a importância dos usos dos jogos no processo de alfabetização da criança surda, contribuindo assim, para o desenvolvimento dessas funções. Assim, a temática entre outros autores que fazem referência ao fenômeno da Pedagogia. O presente trabalho tem como tema a importância dos jogos e brincadeiras nas funções executivas, e como essa metodologia está facilitando e sendo considerada o principal recurso metodológico para uma aprendizagem sem pressão e eficaz assegurada por diversos autores, e que ainda traz inúmeros benefícios para o desenvolver da criatividade, a convivência social e emocional da criança. Logo, as funções executivas importantes no processo de alfabetização e letramento se desenvolve através dos jogos e brincadeiras de uma maneira muito eficiente. Palavras Chaves: Funções executivas. Jogos. Surdez 1-INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como tema a importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento das funções executivas nas crianças surdas, e como essa metodologia está facilitando e sendo considerada um dos principais recursos metodológicos para uma aprendizagem sem pressão e eficaz assegurada por diversos autores, e que ainda traz inúmeros benefícios para o desenvolver da criatividade, a convivência social e emocional da criança. Este trabalho traz alguns questionamentos que serão respondidos no seu desenvolver, tais como: qual é a importância da função executiva está no fato de tais habilidades possibilitarem no desenvolvimento da criança? É possível uma criança realmente aprender com jogos? Que tipo de aprendizagem? Existem jogos educativos? Tem jogos para multidisciplinares? Diante os questionamentos, destacado como objetivo geral desse estudo é refletir a importância do uso dos jogos na função executiva enquanto habilidades que possibilita no desenvolvimento da criança. Os específicos é entender o que são as funções executivas e ressaltar a importância do uso dos jogos no processo de alfabetização da criação, contribuindo assim, para o desenvolvimento dessas funções. Este artigo possui uma grande importância acadêmica, cuja, trata de assunto ainda pouco explanado, mas que já foi debatido e demonstrado a sua grande importância, e que futuramente pode servir de base e referência para possíveis pesquisadores. A pesquisa exploratória tem como finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, com vistas à formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. O método utilizado consiste em dados bibliográficos com base teórica alicerçada em autores que discutem a temática entre outros autores que fazem referência ao fenômeno da Pedagogia. O método comparativo tem uma grande importância, na buscar de investigar diferenças ou similaridade entre os fatos da investigação e assim permite o estudo comparativo pelo espaço temporal e com isso traz uma efetiva, embasada e verídica pesquisa de interpretação de documentos. 2 . Desenvolvimento 2.1 A importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento das funções executivas Muitos autores defendem a importância do ato de brincar durante a educação infantil, o lúdico é uma nova metodologia pedagógica que está propondo o ensinar através da brincadeira e não cobrando, com isso o ensino ficaria sem pressão e com mais qualidade. Os jogos e brincadeiras que estão sendo utilizados servem para um desenvolvimento intelectual, físico e mental. O estudo sobre a importância dos jogos no desenvolvimento da criança parte inicialmente com um breve contexto histórico sobre o termo o termo adequado a essas práticas, sendo então denominado de lúdico. Podemos defini-la como um conjunto de práticas voltadas para o aspecto cognitivo cujo objetivo é o de colaborar com diversas tarefas que necessitam de itens importantes, a saber: “planejamento e monitoramento de comportamentos cuja intenção é relacionada a um determinado objetivo ou então, a demandas de caráter ambiental.”(NEUROSABER,S/D) A importância da função executiva está no fato de tais habilidades possibilitarem a interação com o espaço em que a pessoa vive de maneira completamente adaptativa. Isso é responsável por proporcionar o direcionamento de várias práticas relacionadas aos aspectos sociais, emocionais e intelectuais; dando à pessoa a autonomia necessária para realizar suas tarefas diárias. Em relação aos usos dos jogos eles advém do lúdico que vem do latim ludus significa jogo, segundo Nunes (1998). Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como “não-séria” e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total.(ALMEIDA e MENDONÇA, 2013) “Pois se trata de uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. Promove a formação de grupos sociais com tendências a rodearem-se de segredo e a sublinharem sua diferença em relação ao resto do mundo por meio de disfarces ou outros meios semelhantes”. (ALMEIDA e MENDONÇA, 2013) Desse modo, Almeida e Mendonça falam que “para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante que as crianças em seus primeiros anos de vida e ambos os sexos deveriam ser educados com jogos educativos e deveria começar aos sete anos.” ( 2013 s/n.p). É importante também aqui frisar que a criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, ideias, fantasias. Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo. (ALMEIDA e MENDONÇA, 2013) Além disso, é ter prazer em brincar é ter prazer em viver; brincar sem imposições de regras rígidas e impostas torna o ato de brincar mais espontâneo e acaba que a criança por seu próprio pensar, cria, recria e modifica. Essa vasta possibilidade que o jogo possibilita no momento do brincar proporciona o momento da aprendizagem aguçando sua criatividade, seu pensar e seu modo de agir com o meio. (MARCONDES ,MARINA,199 apud ALMEIDA e MENDONÇA, 2013).. Assim o brincar para criança pequena é fonte de autodescoberta, prazer e crescimento. Portanto, os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividades lúdicas constituem uma assimilação do real. A brincadeira simboliza a relação pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de expressão da linguagem (gestual, falada e escrita).(MARCONDES ,MARINA,199 apud ALMEIDA e MENDONÇA, 2013). Diante dessas características, destacamos, ainda, que os jogos, por envolverem a prática repetida e o aumento progressivo dos desafios, criam experiências que podem contribuir com o aprimoramento das funções executivas (DIAMOND; LEE, 2011). De acordo com Rivero, Querino e Alves (2012), os jogos digitais apresentam uma rápida sucessão de estímulos, visuais ou auditivos, nos quais os jogadores necessitam focalizar sua atenção, precisam gerenciar diversas tarefas e manter a meta central para obterem sucesso no jogo.(RAMOS, 2019). Nesse sentido: muitos estudos têm apontado as contribuições do uso dos jogos digitais para o aprimoramento de funções cognitivas, como: melhor desempenho relacionado às habilidades visuais básicase à atenção (LI et al., 2010); exercício das habilidades relacionadas à atenção, incluindo o aumento do número de objetos percebidos simultaneamente e a melhora na atenção seletiva e dividida (melhora no desempenho cognitivo, aprimorando a capacidade de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo e tomar decisões (e desenvolvimento das funções executivas . Diante das possibilidades de aprendizagem presentes nos jogos, as quais estão associadas à diversão, ao engajamento, ao exercício das funções cognitivas e ao próprio uso das tecnologias, enfatizamos neste trabalho a integração do uso dos jogos digitais ao currículo escolar, especialmente para o aprimoramento das funções executivas. Esse enfoque apoia-se no papel das funções executivas para o desempenho escolar, na importância de se favorecer uma formação integral e globalizadora dos alunos, na função emancipatória da escola, na oferta de condições para aprendizagem e na necessidade de inserção das tecnologias digitais.( FENG; SPENCE; PRATT, 2007; DYE; BAVELIER, 2010 apud RAMOS, 2019 p.3) Desse modo, pretende-se ampliar a discussão e a reflexão sobre as inúmeras possibilidades de diversificação curricular para um desenvolvimento mais integral e holístico dos alunos, o qual contemple, de maneira intencional, o aprimoramento das funções executivas pelo uso dos jogos digitais. (RAMOS, 2019 p.3) Muitos desses estudos têm reforçado os efeitos do uso dos jogos digitais sobre as funções cognitivas. Como, por exemplo, a pesquisa realizada por Oei e Patterson (2013) envolvendo cinco grupos compostos por participantes não jogadores que foram orientados a jogar em um dispositivo móvel durante uma hora por dia, cinco dias por semana, durante quatro semanas. Cada grupo jogou determinado tipo de jogo. Foram utilizados diferentes tipos de jogos, como de ação, memória espacial, de objetos escondidos e de simulação de vida baseada em agentes. A avaliação dos participantes foi realizada a partir de quatro tarefas comportamentais – antes e depois do treinamento com os jogos – para avaliar os efeitos de transferência. (RAMOS, 2019 p.8) Atualmente, o trabalho pedagógico voltado para o segmento da educação deve considerar como pressupostos pedagógicos os processos cognitivos, afetivos e sociais que permeiam a aprendizagem das crianças. Por isso é importante que as crianças aprendam a expressar suas ideias e opiniões, participando ativamente de seu próprio processo de aprendizagem. (SOUZA, 2012 p.11) Espera-se assim que a criança aprenda gradativamente a selecionar, assimilar, interpretar, conferir, testar, reformular e comunicar-se. Na escola é de fundamental importância considerar esses conhecimentos, o que permitirá ao professor planejar situações de aprendizagem significativas, ou seja, situações nas quais os alunos poderão reconhecer os limites de seus conhecimentos ampliando- os, se necessário, reformulá-los. (SOUZA, 2012 p.11) Os jogos precisam despertar o interesse e a imaginação da criança, ele não pode ser visto apenas como um momento de entretenimento e de lazer, e nem mesmo com vistas automáticas e reprodutivas como acontece em casos em que os jogos ou brinquedos são apresentados de forma errada à criança, na verdade ela precisa entender que faz parte do processo de construção do conhecimento. A equipe escolar precisa estar preparada para utilizar os jogos adequadamente sabendo ensinar e aprender todos os benefícios que o mesmo propicia. Ao considerar o jogo como uma forma de trabalhar o desenvolvimento cognitivo e motor da criança Piaget (1978) descreve quatro estruturas básicas de jogos infantis que são o Jogo de exercício, Jogo simbólico/dramático, Jogo de construção, Jogo de regras. Cada um desses jogos pode ser desenvolvido de acordo a cada período da criança permitindo ao educador conhecer melhor seu educando. Ao utilizar um jogo de regras na solução de problemas surgidos com a dificuldade na aprendizagem acredita-se que estes problemas sejam solucionados, ainda mais quando a mediação do professor esta presente. Os jogos lúdicos são necessários para o processo de desenvolvimento, tem uma função vital para o indivíduo principalmente como forma de assimilação da realidade, além de ser culturalmente útil para a sociedade como expressão de ideais comunitários. O fato é que o sujeito da aprendizagem é um grande complexo de relações. É citado o caso de Wallon, o qual irá nos fala da importância do afeto e do corpo nos processos de aprendizagem, e a psicopedagogia, baseada na psicanálise, nos trará a importância do desejo em nossas relações, fundamentalmente nas relações de aprendizagem.(ANGELINI, 2011). Ainda para autora: O aprender implica em construção, não podemos descartar a investigação da criança sobre o objeto a ser conhecido. Ao olharmos para esse movimento da criança, podemos desenvolver um olhar mais alargado sobre sua aprendizagem. Observamos que para a criança aprender, ela precisa pôr em jogo seu conhecimento, por meio da brincadeira. Aprender, portanto, pode ser um movimento lúdico, prazeroso e educativo. Ao partirmos dessa premissa, o jogo cabe na escola principalmente hoje, quando as crianças entram tão cedo nas instituições escolares. A escola configura-se não só num espalho de conhecimento, contudo, transforma-se num espaço social, de convívio de relações. Logo, o jogo tornar-se imprescindível, uma ferramenta para atender tal demanda; aprender de forma lúdica e prazerosa. (ANGELINI, 2011 s.n.p) É imprescindível que um estudante tenha suas funções executivas bem trabalhadas para uma vida acadêmica satisfatória. Um conjunto diversificado de competências executivas deve ser aprimorado. Esse grupo pelas atividades: estabelecer objetivos; planificar, gerir, predizer e antecipar tarefas, textos e trabalhos; priorizar e ordenar tarefas no espaço e no tempo para concluir projetos e realizar testes; Organizar e hierarquizar dados, gráficos, mapas e fontes variadas de informação e de estudo; separar ideias e conceitos gerais de ideias acessórias ou de detalhes e pormenores; pensar, reter, manipular, memorizar e resumir dados ao mesmo tempo em que leem, etc. Diversos autores afirmam que as atividades pedagógicas são de extrema importância para o desenvolvimento infantil, estas devem ser trabalhadas na Educação Infantil através de jogos e brincadeiras, viabilizando o aprender de regras, entender limites, assim construindo um convívio social com outras crianças (SILVA, 2014). Esta capacidade de compreender significados é importante até mesmo para a interação entre as crianças, o que acontece nas brincadeiras e jogos que acabam sendo um tipo de arte voltada para proporcionar ludicidade (ZANIN, 2004). Por sua vez, este aspecto que tem sido bastante utilizado no âmbito escolar mesmo diante de inúmeras dificuldades que a educação brasileira apresenta. (AZEVEDO e PRUDÊNCIO, 2018 p.11) Assim, as atividades lúdicas ajudam na adesão a um ambiente escolar mais harmonioso, afetando, igualmente, o fazer pedagógico e a aprendizagem. Nessa perspectiva, o ato de aprender se torna mais atrativo, e, principalmente, prazeroso. (LIMA, 2020). Assim, uso do lúdico seja os jogos e/ou as brincadeiras são elementos fundamentais no processo do desenvolvimento social e de interação com o meio em que está inserida a criança. É importante frisar que o responsável pelo direcionamento das atividades tem papel fundamental para que os jogos e as brincadeiras proporcionem uma eficaz aprendizagem, por isso deve ser muito bem elaboradas e executadas para despertar sentimentos de motivação, interesses, busca e vontade de aprender. A alfabetização é um processo que vai além de decodificação de palavras e memorização de símbolos. Requer um conjunto de estruturas de pensamentos e habilidades psicomotoras que possibilita a compreensão de natureza conceitual e das formas de representação gráfica da linguagem. A criança precisa desenvolver coordenação motora ampla, esquema corporal, coordenação visomotora, discriminação visual e auditiva e também orientação tempo-espacial. (RODRIGUES, 2013p. 20). É nesse processo de alfabetização que os jogos e brincadeiras têm uma grande relevância, cuja, é por meio deles que é trabalhado o entendimento intelectual e/ou físico. Os jogos tendem a facilitar o entendimento e ajudar na pratica o que foi estudado. O ato de brincar sempre proporciona sensação de liberdade e espontaneidade. E quando isso está planejado, com objetivos bem delimitados os seus resultados podem ser surpreendentes e extremamente positivos na evolução da aprendizagem, pois existem inúmeros jogos e brincadeiras que podem ser utilizados e adaptados para auxiliar na dificuldade de alfabetização, manutenção de conhecimento e evolução de aprendizagem da criança surda. Veja alguns exemplos: Dominó: O objetivo do jogo é colocar todas as peças na mesa antes dos outros participantes. O Dominó estimula a percepção visual, a coordenação motora, a concentração e o raciocínio lógico. Pode-se brincar em dupla, com 3 ou 4 participantes. Associação de imagens ou formas: O objetivo do jogo é encontrar e organizar as imagens ou formas. A Associação de Imagens ou Formas estimula a atenção, a concentração, o raciocínio, a coordenação viso-motora, a discriminação visual, a percepção espacial, a discriminação e nomeação (de figuras, de formas, de cores, de quantidades, de sequenciamento), a memória e imaginação. Pode-se brincar sozinho ou com mais participantes. Alfabeto Móvel em LIBRAS: O objetivo é identificar as letras do alfabeto; e a sequência. Pode-se brincar sozinho ou com mais participantes. Não tem como negar que os jogos e brincadeiras exercem um grande impacto no desenvolvimento não só no intelecto, mas também no social, cognitivo, emocional e físico. Sendo assim são considerados atividades essenciais na educação que ajuda a desenvolver a memória, a imitação, concentração e a imaginação. Segundo o Mozzer (2008), quando a criança está jogando, brincando também ela está explorando e refletem sobre a sua realidade na qual está inserido, assim absorvendo e, ao mesmo tempo, indagando sobre regras e os papéis sociais. Por meio dos jogos e brincadeiras elas podem transpassar a barreira imposta pela realidade, adaptando-a e agindo sobre a mesma por meio da imaginação. A brincadeira além de contribuir e influenciar na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. Sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio. (ALMEIDA, 1998, p.57) As brincadeiras e jogos dentro do ambiente escolar devem está sendo utilizados não só com o propósito de entretenimento e diversão, mas para o desenvolvimento em determinadas competências e habilidades como ferramentas no processo de construção da aprendizagem significativa. O educador precisa trabalhar o lúdico nas séries iniciais para que a criança se sinta inclinada a aprender com base nas novas metodologias. O lúdico desperta, nas crianças, a alegria necessária para que se sinta motivada a desenvolver uma dada atividade. O professor deve sempre refletir sobre suas práticas a fim de conseguir incluir o lúdico ao conteúdo programático proposto. (LIMA, 2020). “Santos, acredita que “a ludicidade é extremamente necessária para o desenvolvimento da aprendizagem no cotidiano de alunos dos primeiros anos do ensino fundamental.”(2019 p.31). Autora ressalta que também que “a criança deve fazer as atividades com prazer, usando a criatividade, pois suas habilidades e competências vão muito além no momento em que as professoras conseguem unir o brincar com a alfabetização e o letramento”.(SANTOS, 2019 p.31). Nesse contexto, a brincadeira infantil pode ser compreendida como uma atividade que envolve os sentidos, a qual faz com que a criança sinta sensações únicas no seu mundo, tornando-o real, pois, para ela, há um significado próprio. Essa forma como se organizam, inventam, conversam, criam papéis, transformam os cenários, imaginam etc, enfim, trata-se de um mundo repleto de sentimentos e expressividades. (LIMA, 2020) Nesse sentido, pensar por exemplo no trabalho com o lúdico o qual remete-se a criatividade por parte da criança, além disso, a criança ela passar interagir com o meio e com os seus colegas, ocorrendo assim aprendizagem. Nessa perspectiva, a brincadeira, o jogo ou o próprio brinquedo tornam-se instrumentos e recursos pedagógicos que contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem dos alunos, sejam eles das classes regulares ou salas de recursos sendo essencial na utilização desses recursos no cotidiano escolar.(OLIVEIRA e MARTINIAK, 2016). As funções executivas importantes no processo de alfabetização se dar através dos jogos e brincadeiras é na verdade uma maneira muito eficiente, rica e bastante produtiva de se aprender o que precisa. É necessário adentrar nesse ambiente atrativo que aprendizagem lúdica para que se possamos conquistar os objetivos. Segundo Robbins, (1996). As funções executivas consistem em um conjunto de habilidades que, de maneira integrada, permitem ao indivíduo direcionar comportamentos e metas, avaliar eficiência e adequação desses comportamentos, abandonando estratégias ineficazes em prol de outras mais eficientes. Desta maneira resolvendo problemas imediatos de médio ou longo prazo, sendo tais funções requisitadas ao se formular planos de ação no qual uma sequencia apropriada de respostas deve ser selecionada ou esquematizada. A surdez não pode ser vista apenas como uma privação de som. A falta de estímulos auditivos e de experiências envolvendo a linguagem oral desde o nascimento traz consequências na organização neural. Assim, ela afeta o desenvolvimento de capacidades cognitivas dependentes das experiências auditivas e do processamento auditivo central. A dimensão do impacto da surdez sobre as funções executivas do cérebro ainda é desconhecido. 3-CONCLUSÃO O objeto deste trabalho foi à investigação sobre a importância dos jogos e brincadeiras nas funções executivas e a influência dessas metodologias para facilitar o processo aprendizagem das crianças surdas. Os jogos e brincadeiras devem ser considerados como grande propulsor e influenciador no processo de ensino e aprendizagem na educação, como foi relatado antes existe muitos autores e estudos que defende e apresentam inúmeros benefícios e resultados obtidos com o brincar planejado direcionado para cada nível educacional, faixa etária e dificuldades individual. As brincadeiras e os jogos lúdicos requer fazer parte de metodologia de ensino para estimular as funções executivas: o raciocínio, a fantasia, a criatividade, estimular autonomia, autoimagem, concentração, respeito e diversas habilidades são adquiridas e trabalhadas, desenvolve o emocional, intelectual, social, psicológico e proporcionar uma aprendizagem de qualidade, ao brincar a criança se desenvolve e aprende as regras fundamentais para o desenvolvimento pessoal e social que são indispensáveis para uma aprendizagem de qualidade. É imprescindível que uma criança surda tenha suas funções executivas bem trabalhadas para uma vida atuante. 4-REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ANGELINI, Rosana Aparecida Vieira Maia, Importância dos jogos no processo de aprendizagem, blog conexões, 2011. Disponível em: CONEXÕES: Texto para Reflexão: A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM(redeconexoes.blogspot.com). acesso em 14 de Out 2021 ALMEIDA, Paulo de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 9. ed. São Paulo: Loyola, 1998. ALMEIDA, Cassia Santos, MENDONÇA, LIMA, Tamiris, MENDONÇA, Paulo Marconi, A importância dos jogos para o desenvolvimento psicológico da criança, 15 de abril de 2016, Aliança pela infância. Disponível em "A importância dos jogos para o desenvolvimento psicológico da criança" - Aliança pela Infância (aliancapelainfancia.org.br). Acesso em 13 de Out de 2021. LIMA, Adimilson Ferreira, O lúdico como aliado na Alfabetizaçãoe letramento, 2020. 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