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4 Choque no Paciente Pediátrico

Fichas sobre choque no paciente pediátrico: define choque e componentes da perfusão, descreve estágios (compensado, descompensado, irreversível), sinais gerais, choque hipovolêmico, achados clínicos e intervenções iniciais (uso de EPI).

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1 
Alysson Mendes – 7° Período 
 
CHOQUE NO PACIENTE PEDIÁTRICO 
Choque é uma condição determinada pela falência 
do sistema cardiovascular em transportar 
quantidades suficientes de oxigênio e de 
nutrientes para manter uma função orgânica vital, 
resultando em uma perfusão tecidual inadequada. 
A causa subjacente deve ser reconhecida e tratada 
prontamente, ou o resultado pode ser disfunção 
celular ou orgânica que pode levar a morte. 
 
- A perfusão adequada dos tecidos requer um sistema cardiovascular íntegro. Isso inclui um volume de líquido 
adequado (volemia sanguínea), um recipiente para regular a distribuição do líquido (os vasos sanguíneos) e uma 
bomba (o coração) com força suficiente para mover o líquido através do recipiente. Um mau funcionamento ou 
disfunção em qualquer um destes componentes pode afetar a perfusão. 
 
Choque em estágios iniciais: Choque compensado é chamado também de choque reversível, poque nesse estágio os 
sintomas de choque são reversíveis, mediante pronto reconhecimento e adequada intervenção. 
 
- O choque compensado é uma perfusão inadequada dos tecidos sem hipotensão (i.e., choque com uma pressão 
arterial "normal"). 
 
- No choque compensado, os mecanismos de defesa do corpo tentam preservar os órgãos vitais (i.e., cérebro, 
coração, pulmões). O sistema simpático do SNA é estimulado devido à diminuição do DC. 
 
- Este estágio do choque geralmente é reversível se a causa for prontamente identificada e corrigida. Se não for 
corrigida, o choque irá progredir para o próximo estágio. 
 
- A presença de choque compensado pode ser identificada por: 
 Avaliação da FC 
 Presença e qualidade (volume e força) dos pulsos periféricos 
 Adequação da perfusão orgânica para cérebro (avaliação de nível de consciência), pele (avaliação 
preenchimento capilar e temperatura da pele) e rins (avaliação do débito urinário) 
 
Choque tardio (progressivo): Descompensado. Inicia-se quando os mecanismos compensatórios começam a falhar 
 
- Neste estágio, os sinais e sintomas “clássicos'' do choque são evidentes. O choque descompensado é difícil de 
tratar, mais ainda é reversível se um tratamento agressivo e apropriado for iniciado. 
 
- Presença de hipotensão diferencia o choque descompensado do compensado, pois acaba sendo uma alteração 
mais tardia. 
 
- Nesse estágio de choque, os vasos sanguíneos respondem com liberação de epinefrina e norepinefrina com 
vasocontsrição máxima. Fígado e baço liberam as reservas armazenadas de plasma. Capilares se tornam obstruídos 
com coágulos de hemácias. Coagulopatia intravascular disseminada e outras coagulopatias se desenvolvem. 
 
Choque irreversível: Falência de mecanismos compensatórios. 
 
- Arritmias cardíacas podem-se desenvolver devido ao aumento da excitabilidade ventricular. As membranas 
celulares se rompem e liberam enzimas nocivas. Dano irreversível para os órgãos vitais devido à má perfusão 
mantida e da alteração do metabolismo, resultando em falência de múltiplos órgãos e morte 
 
Sinais gerais de choque: • Alteração do nível de consciência • Oligúria (< 1 mL/kg/h ou 12 mL/m2/h) • Acidose 
láctica • Taquicardia • Vômitos • Íleo paralitico (distensão, dor abdominal RHA diminuídos) • Aumento de RVS 
(perfusão ruim) 
 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
CHOQUE HIPOVOLÊMICO: Decorre de volume inadequado. Hipovolemia e sepse como principais causas de choque 
em crianças. 
 
- Decorre da redução do DC secundário a um volume intravascular inadequado. Por consequência há uma 
diminuição do aporte de oxigênio aos 
tecidos. 
 
- Choque hemorrágico se enquadra dentro de choques hipovolêmicos 
e esse sangramento excessivo pode ocorrer por sangramento interno 
ou externo grave, seja por lesão vascular, ruptura de fígado ou baço, 
hemotórax, lacerações do couro cabeludo, hemorragia intracraniana 
ou fratura de fêmur. 
 
- Choque hipovolêmico ainda pode decorrer de perda de plasma, 
líquidos e eletrólitos, desidratação ou distúrbios endócrinos 
 
- Em uma criança saudável, uma perda de 10 a 15% do volume 
circulante de sangue geralmente é bem tolerada e facilmente compensada. Embora o volume sanguíneo 
proporcional seja maior na criança que no adulto, o volume sanguíneo absoluto é menor de modo que uma perda 
sanguínea será mais sentida na criança. 
 
 
 
Achados da avaliação no choque hipovolêmico 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 Choque compensado: Aumento da FC; Vasoconstrição periférica: pele moteada, retardo do preenchimento 
capilar, extremidades frias; Pressão arterial normal; Pressão de pulso convergente; Nível de consciência 
normal ou minimamente alterado; Diminuição do débito urinário. 
 Choque descompensado: Hipotensão; Taquicardia significante; Preenchimento capilar acentuadamente 
lentificado; Alteração do nível de consciência: irritabilidade, letargia; Débito urinário mínimo; Pulsos centrais 
fracos; Paciente pálido com pele moteada, leve cianose periférica. 
 
Intervenções: 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 Na suspeita de trauma estabilizar a cervical e realizar manobra de vias aéreas com Jaw-Trust. 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurando uma oxigenação e ventilação 
efetivas. 
 Iniciar RCP na ausência de pulso ou se for menor a 60 BpM. 
 Monitorar paciente e identificar o ritmo 
 Obter acesso vascular (2 IV calibrosos de preferência OU acesso que conseguir mediante urgência OU acesso 
IO como opção) 
 Ressuscitação fluídica/Reanimação volêmica: Classificação de tipo sanguíneo, fator RH e reação cruzada 
rapidamente. 
 Administrar um bolus de 20 ml/kg de solução cristaloide isotônica (SF ou Ringer lactato) durante 5 a 20 min e 
avaliar resposta a partir de nível de consciência, preenchimento capilar, FC, esforço respiratório e PA. 
 Na ausência de melhora, administrar mais 20 ml/kg de soro fisiológico ou Ringer lactato em bolus e instalar 
uma sonda vesical. Avaliar a resposta. 
 Checar a glicemia. Algumas crianças em choque estão hipoglicêmicas devido à rápida depleção das reservas 
de carboidratos. Se o nível sérico de glicose estiver abaixo de 60 mg/dl, administrar glicose IV. 
 Manter a temperatura corporal normal. 
 Instalar uma sonda vesical de demora. O débito urinário é uma medida sensível da perfusão e da adequação 
da terapia. 
 Coletar exames laboratoriais apropriados (gasometria arterial; eletrólitos, glicose, hemograma, 
coagulograma) 
 Considere o uso de vasopressores se a perfusão persistir alterada mediante oxigenação, ventilacão e terapia 
fluídica adequadas. 
 
 
 
CHOQUE CARDIOGÊNICO 
Decorre de um dano na função muscular cardíaca que gera diminuição do DC (bomba está inadequada). O choque 
cardiogênico pode ocorrer como um evento primário em pacientes com doença cardíaca congênita ou pode ocorrer 
como uma complicação do choque de qualquer etiologia. 
 
 Choque compensado: ansiedade, palidez, extremidades frias; sudorese, preenchimento capilar normal ou 
lentificado; pulsos periféricos filiformes; taquicardia leve, estase de jugular (EJ} (indicando insuficiência 
ventricular direita), pressão de pulso convergente (elevação na pressão diastólica com pressão arterial 
sistólica normal), estertores em bases, débito urinário normal ou levemente diminuído, ortopneia. 
 
 Choque descompensado: letargia, palidez, pele moteada ou cianótica; sudorese intensa, preenchimento 
capilar acentuadamente lentificado; pulsos centrais fracos (filiformes); pulsos periféricos podem estar 
ausentes; hipotensão, taquipneia com diminuição do volume corrente, aumento da congestão pulmonar e 
estertores, oligúria. 
 
Intervenções: 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 Na suspeita de trauma estabilizar a cervical e realizar manobra de vias aéreas com Jaw-Trust. 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurandouma oxigenação e ventilação 
efetivas. Titular a administração de oxigênio para manter um nível de saturação de oxigênio de igual ou 
maior que 94% 
 Iniciar a RCP na ausência de pulso ou se o pulso for inferior a 60 BpM com sinais de má perfusão. 
 Monitorar paciente e identificar o ritmo 
 Obter acesso vascular (2 IV calibrosos de preferência OU acesso que conseguir mediante urgência OU acesso 
IO como opção) 
 Solicitar exames laboratoriais (hemograma, função renal e hepática, gasometria arterial, lactato, eletrólitos, 
glicemia, coagulograma) devem ser solicitados para a avaliação. Além disso, na suspeita de choque 
cardiogênico CK-MB e troponina, devem ser coletadas para avaliação de disfunção miocárdica. 
 Checar os níveis séricos de glicose e eletrólitos. Se a glicemia sérica estiver abaixo de 60 mg/dl, administrar 
glicose IV/IO. 
 Administrar pequenos bolus de solução cristaloide isotônicas IV/IO (5 a 10 ml/kg de RL ou SF). O bolus de 
líquido poderá ser repetido após reavaliação da resposta da criança. Repetir avaliação primária após cada 
administração de líquidos. Monitorar aumento do trabalho respiratório e estertores crepitantes. 
 Se a criança não melhorar com 
reposição volêmica, considerar a 
administração de um inotrópico (p. 
e.x., dopamina, dobutamina, ou 
epinefrina) para melhorar a 
contratilidade miocárdica e aumentar 
o DC. 
 Inotrópicos são importantes para a 
melhora da contratilidade miocárdica 
e serão fundamentais para 
recuperação do paciente com choque cardiogênico, e a dobutamina é considerada padrão ouro nesses casos 
na dose de 5 a 20mcg/kg/min. 
 Vasodilatadores podem ser utilizados para reduzir a pré e pós-carga. 
 Tratar as arritmias presentes que estiverem contribuindo para o choque. 
 Realizar uma radiografia de tórax para ajudar a diferenciar o choque cardiogênico do não cardiogênico; 
identificar a presença de uma infecção pulmonar, cardiomegalia, edema pulmonar ou síndrome de 
desconforto respiratório agudo em progressão (SDRA). 
 Obter um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e solicitar avaliação do cardiologista 
 
 
CHOQUE DISTRIBUTIVO 
No choque distributivo ocorre uma hipovolemia relativa secundária a vasodilatação que aumenta o espaço 
intravascular desproporcionalmente ao volume sanguíneo disponível (problema do recipiente; aumento do espaço 
intravascular). 
 
- O choque distributivo pode ser causado por uma infecção grave (choque séptico), reação alérgica grave (choque 
anafilático), lesão da medula espinal (choque neurogênico) ou certas overdoses (p. ex., sedativos, narcóticos). 
 
CHOQUE SÉPTICO: Decorre da sepse (resposta inflamatória exacerbada e deletéria do hospedeiro frente a uma 
infecção adquirida). Choque séptico = sepse + hipotensão persistente que requer uso de vasopressor + lactato 
sérico>2mmol. 
 
- Sepse definida a partir de 2 alterações dentre: alteração do nível de consciência; PA sistólica<100; FR>22. 
 
- Febre, taquicardia e vasodilatação são comuns em crianças com infecções benignas. O choque séptico deve ser 
suspeitado quando uma criança com esta tríade inflamatória apresenta uma alteração no nível de consciência 
evidenciada por irritabilidade inconsolável, falta de interação com os pais ou incapacidade de responder a estímulos 
 
- O choque séptico apresenta-se em duas fases clínicas: 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 A fase inicial (hiperdinâmica) se caracteriza por vasodilatação periférica (choque quente) devido às 
endotoxinas que impedem a vasoconstrição induzida pelas catecolaminas 
 A fase tardia (hipodinâmica ou descompensada) se caracteriza por extremidades frias (choque frio) e se 
assemelha ao choque hipovolêmico. 
 
- A hipotensão não é necessária para o diagnóstico clínico do choque séptico; entretanto, sua presença em uma 
criança com suspeita clínica de infecção é confirmatória 
 
Achados na avaliação: 
 Fase inicial (hiperdinâmica) (aumento do DC). • Pele quente, seca e bem perfundida. • A pressão arterial 
pode ser normal ou com pressão de pulso divergente. • Pulsos periféricos presentes. • Preenchimento 
capilar rápido. • Taquicardia. • Taquipneia 
 Fase tardia (hipodinâmica/descompensada). • Extremidades frias com pele moteada. • Diminuição ou 
ausência de pulsos periféricos. • Alteração do nível de consciência. • Taquicardia. • Preenchimento capilar 
lentificado. • Diminuição do débito urinário. Fase tardia se assemelha a outros tipos de choque. 
 
Intervenções: 
 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 Na suspeita de trauma estabilizar a cervical e realizar manobra de vias aéreas com Jaw-Trust. 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurando uma oxigenação e ventilação 
efetivas. Titular a administração de oxigênio para manter um nível de saturação de oxigênio de igual ou 
maior que 94% 
 Iniciar a RCP na ausência de pulso ou se o pulso for inferior a 60 BpM com sinais de má perfusão. 
 Monitorar paciente e identificar o ritmo 
 Obter acesso vascular. Se o acesso IV não puder ser rapidamente estabelecido obter um acesso IO. A 
ressuscitação fluídica utilizando bolus de 20 ml/kg de solução cristaloide isotônica (SF ou RL) deve ser 
administrada e tilulada para alcançar medidas objetivas normais como a frequência cardíaca (utilizando as 
frequências cardíacas ajustadas para a idade), o débito urinário (pelo menos 1 ml/kg por hora), tempo de 
preenchimento capilar (inferior a 2 segundos) e normalização do nível de consciência. 
 Se a perfusão não melhorar, deve-se repetir o bolus de líquidos e reavaliar a resposta, repetindo a avaliação 
primária após cada bolus de líquidos. Monitorar de perto sinais, aumento do trabalho respiratório e 
aparecimento de estertores crepitantes 
 Checar os níveis de glicose e eletrólitos. Se o nível sérico de glicose for inferior a 60 mg/dl, administrar 
glicose IV 
 Se o choque séptico durar mais de 1 hora mediante uma ressuscitação fluídica agressiva: Estabelecer acesso 
venoso central; Iniciar monitoração da pressão arterial invasiva; Recomenda-se dopamina como vasopressor 
de primeira linha para um choque séptico resistente à administração de fluidos (Comece a infusão com 5 
mcg/kg/min). 
 Continue a administração de bolus de líquidos IV durante a infusão de dopamina. 
 Administrar antibióticos IV. Obter hemoculturas ou cultura de qualquer outro sítio corporal suspeito de 
infecção antes da administração de antibióticos. 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 
 
 
 
 
CHOQUE ANAFILÁTICO 
Anafilaxia ou choque anafilático ocorre quando o corpo é exposto a uma substância que produz uma grave reação 
alérgica que geralmente ocorre minutos após a exposição. Causas comuns incluem picadas de insetos, 
medicamentos (p.ex., penicilina, sulfa) e alguns alimentos (p. ex., frutos do mar, nozes, amendoins, morangos). 
 
Achados da Avaliação: Edema da língua. • Estridor, sibilos, tosses, roncos, tiragens intercostais e supraesternal. • 
Taquicardia, hipotensão, arritmia. Vômitos, diarreia. • Ansiedade, inquietação. • Edema facial e angioedema. • 
Urticária. • Dor abdominal, cólicas. • Prurido (coceira) 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 
Intervenções: 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 Remover/Interromper agente causador 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurando uma oxigenação e ventilação 
efetivas. Titular a administração de oxigênio para manter um nível de saturação de oxigênio de igual ou 
maior que 94% 
 Iniciar a RCP na ausência de pulso ou se o pulso for inferior a 60 BpM com sinais de má perfusão. 
 Iniciar a monitoração do paciente. Identificar o ritmo. 
 Administrar epinefrina 0,01 mg/kg de solução 1:1.000 via intramuscular (IM) (sítio de escolha é o vasto 
lateral da coxa). A dose única máxima é de 0,5 mg. Pode ser administrada a cada 15 minutos até três doses 
senecessário enquanto se tenta um acesso IV 
 Obter acesso vascular. Se o acesso vascular não puder ser prontamente estabelecido, obter acesso IO. 
 Administrar rapidamente 20 ml/kg de solução cristaloide isotônica (SF ou RL) em bolus. 
 Se a perfusão não melhorar, repetir um ou dois bolus de líquidos e reavaliar a resposta, repetindo a 
avaliação primária após cada bolus de líquido. Monitorar de perto aumento do trabalho respiratório e 
aparecimento de estertores crepitantes. 
 Checar o nível de glicose. Se o nível sérico da glicose estiver abaixo de 60 mg/dl, administrar glicose IV. 
 Considerar terapia broncodilatadora inalatória (p. ex., salbutamol – 50mcg/kg – dose=1jato. Max de 10 
jatos). 
 Administrar outros medicamentos para ajudar a interromper a reação inflamatória. 
 Considerar difenidramina (anti-histamínico) 1 a 2 mg/kg IM, IV ou oral. Dosagem máxima de 50 mg. 
 Considerar metilprednisolona 1 a 2 mg/kg/IV 
 
 
CHOQUE NEUROGÊNICO 
O choque neurogênico é causado por uma lesão grave no cérebro ou na medula espinal (p. ex., lesões do tronco 
cerebral, transecção completa da medula espinal) que resulta na perda do tônus vascular simpático abaixo do nível 
da lesão da medula espinal. 
 
- A perda do tônus vascular periférico resulta em vasodilatação sistêmica abaixo do nível da lesão: 
 O volume sanguíneo total permanece o mesmo, mas a capacidade 
vascular aumenta (hipovolemia relativa). 
 
- Normalmente, uma diminuição na pressão arterial é acompanhada por um aumento compensatório na FC. No 
choque neurológico, o paciente não se torna taquícárdico, porque a atividade simpática é interrompida 
 
Achados da Avaliação: 
- A pele está quente e seca. Imediatamente após a lesão, a pele apresenta-se hiperemiada devido à vasodilatação. O 
sangue eventualmente se acumula, deixando as regiões mais superficiais pálidas. 
 
- Se o choque neurogênico ocorrer com hipovolemia, as extremidades geralmente se tornarão frias. 
 
- A sudorese não ocorre abaixo do nível de lesão. 
 
- FC dentro dos limites normais ou com bradicardia. • Hipotensão. • Pressão de pulso divergente. 
 
- A frequência/ esforço respiratório e o padrão da respiração pode ser afetados dependendo da localização da lesão. 
 
Intervenções: 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 Na suspeita de trauma estabilizar a cervical e realizar manobra de vias aéreas com Jaw-Trust. 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurando uma oxigenação e ventilação 
efetivas. 
 Iniciar RCP na ausência de pulso ou se for menor a 60 BpM. 
 Monitorar paciente e identificar o ritmo 
 Obter acesso vascular (2 IV calibrosos de preferência OU acesso que conseguir mediante urgência OU acesso 
IO como opção) 
 Ressuscitação fluídica/Reanimação volêmica: Classificação de tipo sanguíneo, fator RH e reação cruzada 
rapidamente. 
 Administrar rapidamente 20 ml/kg de solução cristaloide isotônica (SF ou RL) em bolus. 
 Se a perfusão não melhorar, repetir um ou dois bolus de líquidos e reavaliar a resposta, repetindo a 
avaliação primária após cada bolus de líquido. Monitorar de perto, o aumento do trabalho respiratório e o 
aparecimento de estertores crepitantes. 
 Repetir a cada 20 a 30 minutos conforme a necessidade até que a perfusão sistêmica melhore. 
 Checar o nível de glicose. Se o nível sérico da glicose estiver abaixo de 60 mg/d L, administrar glicose IV. 
 Manter a temperatura corporal normal. 
 Inserir uma sonda vesical de demora. O débito urinário é uma medida sensível do estado da perfusão e da 
adequação da terapia. 
 Considerar o uso de vasopressores se a perfusão inadequada persistir a despeito da oxigenação, ventilação e 
ressuscitação fluídica adequadas. 
 
CHOQUE OBSTRUTIVO 
O choque que se desenvolve após tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, ou embolia pulmonar 
maciça é chamado de choque obstrutivo, porque a fisiopatologia comum nestas condições é a obstrução ao fluxo de 
sangue oriundo do coração. 
 
- Pode resultar de pneumotórax hipertensivo, o qual pode resultar de um trauma torácico fechado ou penetrante, 
barotrauma secundário a uma ventilação com pressão-positiva como uma complicação da instalação de cateter 
venoso central (geralmente subclávia ou jugular interna) ou quando um dreno torácico é pinçado ou se torna 
bloqueado após sua inserção. 
 
- No pneumotórax hipertensivo, o ar entra na inspiração, mas não pode sair. A pressão intratorácica aumenta, o 
pulmão colapsa e o ar sob pressão desvia o mediastino para o lado oposto. Conforme a pressão intratorácica 
aumenta, a veia cava é engurgitada e ocorre diminuição do retorno venoso e queda do DC. 
 
- O saco pericárdico normalmente contém menos de 1 ml/ kg de líquido. No tamponamento cardíaco, há um 
acúmulo excessivo de líquidos no saco pericárdico, resultando em uma redução do enchimento ventricular, uma 
diminuição no VS e uma subsequente diminuição do DC. Pode ocorrer acúmulo excessivo de líquido por pericardite, 
após cirurgias cardíacas, após traumas, doenças do tecido conjuntivo, radioterapia e como uma complicação de 
cateteres venosos centrais. 
 
Achados da avaliação mediante pneumotórax hipertensivo: 
 Precoces: Dispneia. • Ansiedade. • Taquipneia. • Taquicardia. • Hipertimpanismo da parede torácica no lado 
afetado. • Diminuição ou ausência do murmúrio vesicular no lado afetado. 
 Tardios: Diminuição do nível de consciência. • Desvio da traqueia para o lado não afetado. • Hipotensão. • 
Distensão das veias do pescoço (pode não estar presente nos casos de hipovolemia ou hipotensão grave). • 
Cianose. 
 
Achados da avaliação mediante tamponamento cardíaco: 
- Tríade de Beck: aumento da pressão venosa de jugular, hipotensão, bulhas cardíacas abafadas. • Dispneia. • 
Ansiedade, inquietação. • Extremidades frias. • Pele pálida, moteada ou cianótica. • Taquicardia. • Pulsos periféricos 
filiformes ou ausentes. Pressão de pulso convergente. • Pulso paradoxal. 
 
Intervenções: Tratamento depende da causa. 
 Profissional deve utilizar EPI’s. 
 Realizar avaliação inicial para obter uma história direcionada. 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 Na suspeita de trauma estabilizar a cervical e realizar manobra de vias aéreas com Jaw-Trust. 
 Utilizar oxímetro de pulso e ofertar O2 conforme necessidade, assegurando uma oxigenação e ventilação 
efetivas. 
 Iniciar RCP na ausência de pulso ou se for menor a 60 BpM. 
 Monitorar paciente e identificar o ritmo 
 Obter acesso vascular (2 IV calibrosos de preferência OU acesso que conseguir mediante urgência OU acesso 
IO como opção) 
 Administrar rapidamente 20 ml/kg de solução cristaloide isotônica (SF ou RL) em /bolus durante 5 a 20 
minutos. Avaliar a resposta (i.e., nível de consciência, tempo de preenchimento capilar, FC, esforço 
respiratório, pressão arterial). 
 Se a criança continuar a demonstrar sinais de perfusão inadequada, administrar um terceiro bolus de 20 
ml/kg de líquidos com SF ou RL. Repetir a cada 20 a 30 minutos conforme a necessidade até que a perfusão 
sistêmica melhore. 
 Checar o nível de glicose. Se o nível sérico da glicose estiver abaixo de 60 mg/dl, administrar glicose IV 
 
- Abordagem de pneumotórax hipertensivo: 
 Realizar uma descompressão com agulha 
(jelco) no lado afetado (2° EIC e linha hemiclavicular). 
Reavaliar. 
 Após a descompressão por agulha, inserir um 
dreno de toracostomia. Reavaliar. 
 Obter uma radiografia de tórax para avaliar a 
reexpansão pulmonar e avaliar a posição do dreno de 
toracostomia. 
 
- Abordagem de Tamponamento Cardíaco: 
 Expandir 
com solução cristaloide isotônica conforme a necessidade 
para manter um volume circulante adequado. 
 A 
administração de um medicamento inotrópico como a 
dobutamina pode ser útil, porque não aumenta a resistência 
vascular sistêmica e aumenta o DC. 
 A 
pericardiocentese é o tratamento definitivopara o 
tamponamento cardíaco, seguido de uma drenagem 
pericárdica. Local mais apropriado é através do ângulo infra-
esternal apontado para cima e para a esquerda (abordagem sub-xifoide) 
 
 
 
ANOTAÇÕES DE AULA: 
 Pre carga: volume no Ventrículos ao fim da diástole – correção com administração de volume 
 Carga: Força, contratiidade – Correção com drogas vasoativas 
 Pós carga: resistência imposta ao VE – correção com medicamentos e procedimentos 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
 
 
 
 
Caso pediatria – Choque Hipovolêmico 
 
Paciente 5 anos, que esta com vômito e diarreia há 5 dias, hoje não mamou, não teve diurese e está muito sonolento 
 
 
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Alysson Mendes – 7° Período 
 
- O choque hipovolêmico é resultado de absoluta deficiência de volume sanguíneo, no caso do paciente, estava com 
provável infecção intestinal, sendo evidenciado pela diarreia e vômito 
- Paciente evoluiu com choque hipovolêmico devido a diminuição da ingesta de líquidos, apresentando assim 
hipovolemia 
- O choque se apresenta por pré carga reduzida, levando a uma fração de ejeção ventricular baixa, e diminuição do 
débito cardíaco 
- Inicialmente a contratilidade se apresenta normal, mas com o decorrer do desenvolvimento do choque diminui, 
pois será o principal mecanismo de compensação 
 A - inicialmente normal, exceto quando houver diminuição do nível de consciência 
 B - taquipneia, sem aumento do esforço respiratório 
 C - taquicardia ; PA adequada, pulso estreito ou hipotensão sistólica com pressão de pulso estreita 
 
 - Pulsos perifericos fracos ou ausentes 
 - Pulsos centrais normais ou fracos 
 - Preenchimento capilar retardado 
 - Pele fria, gélida, pálida, moteada, diaforética 
 - Extremidades distais escuras ou pálidas 
 - Alterações do nível de consciência 
 - Oligúria 
- D - redução do nível de consciência 
- E - extremidades frias 
 
Tratamento 
Deve se fazer manutenção de via aérea em posicionamento que permita vias aéreas perveas 
Deve se administrar oxigênio e ventilação 
Monitorização MOVE 
Execução de avaliações frequentes, incluindo laboratório 
Perda de volume não hemorrágica, desidratação 
Obter acesso vascular central 
Deve se repor o volume 
- infundir bolus de 20ml/kg de ringer lactato 
Impedir o repor perdas contínuas 
- se paciente apresentar hipotensão deve se administrar epinefrina 
Restaurar o equilíbrio ácido base 
Corrigir distúrbios metabólicos 
PA esperada 80mmhg

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