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Marília Baierle Porto Alegre, maio de 2014. Toxicologia de Produtos Químicos Agentes Metemoglobinizantes Metais Gases Aerodispersóis EPIs e EPCs AGENTES METEMOGLOBINIZANTES Toxicologia de Produtos Químicos AGENTES METEMOGLOBINIZANTES METEMOGLOBINA (MHb) Não faz ligação com o oxigênio, gás carbônico ou monóxido de carbono; Alta afinidade por ânions (fluoreto, cloreto e cianeto). São agentes capazes de induzir a oxidação do Fe+2 (Hb) Fe+3 (MHb) Hb MHb Fe+2 – O2 Fe+3- H2O 4 MECANISMOS DE REDUÇÃO DA MHb • Sistema Redutase: NADH-dependente NADPH-dependente • Outros Mecanismos: Glutationa Superóxido dismutase Catalase Glutationa peroxidase METEMOGLOBINEMIA Ocorre quando uma concentração > 1,5% da Hb está na forma oxidada; Etiologia; Genética; Alimentar; Idiopática; Exposição à agentes químicos oxidantes. + Frequente Diretos: oxidam diretamente, reagem com a Hb para formar MHb; Indiretos: agentes redutores potentes, reagem com o oxigênio formando o radical superóxido (O2 -), ou com a água produzindo H2O2 . Estes oxidam a Hb ou instabilizam o heme de modo a permitir a oxidação. AGENTES METEMOGLOBINIZANTES Estresse Oxidativo eritrocitário Entre os produtos químicos de uso industrial encontram-se muitas substâncias para as quais a toxicidade está associada à formação de MHb: Anilina (corantes,fármacos,praguicidas), Cloratos (fogos de artifício), Dimetilanilina (fibras de vidro,antibióticos), Nitroanilinas (corantes,medicina veterinária), Nitrotolueno (borracha,praguicidas), Óxido nítrico (gases de solda), Trinitrotolueno (explosivos) Entre outros... AGENTES METEMOGLOBINIZANTES POSSÍVEL FONTE AGENTE ATIVO MEDICAMENTOS Antimaláricos Cloroquina, primaquina Anestésicos locais Benzocaína, lidocaína Analgésicos / Antipiréticos Fenacetina, paracetamol Antibióticos Sulfonamidas Vasodilatadores Nitrito de amila, nitroglicerina ALIMENTOS CONSERVADOS Nitrato e nitrito de sódio TINTAS / CORANTES Anilinas, nitrobenzeno ÁGUA / ALIMENTOS in natura Nitrato de fertilizantes POLUIÇÃO (ambiente) Gases de escape de carros AGENTES METEMOGLOBINIZANTES 9 METEMOGLOBINA Indicador de efeito inespecífico; Pode ser utilizada como um sinal de alerta indicando a necessidade de avaliação mais detalhada da exposição e das condições de saúde dos trabalhadores. NR-7: VR: até 2% IBMP: 5% INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (IBE) METEMOGLOBINEMIA 11 Sintomas associados com níveis de metemoglobinemia % MHb Sintomas/Sinais < 10 Nenhum / anemia 10-20 Cianose perceptível na pele 20-30 Ansiedade, tontura, cefaléia, taquicardia 30-50 Fadiga,confusão, vertigem, taquipnéia, taquicardia elevada 50-70 Coma, convulsões, arritmias, acidose >70 Morte Tratamento: Azul de Metileno – mecanismo: favorece a redução do íon Férrico. SÍNDROME TÓXICA Cianose refratária à oxigenoterapia: manifestação clínica das metemoglobinemias elevadas; Cianose é evidente com níveis de 30% de MHb, podendo ser assintomática; Acima de 30% de MHb: sintomas; Níveis de 60-70%: considerados fatais; METEMOGLOBINEMIA ANILINA Fontes: • Síntese de corantes, • Fármacos, • Aceleradores para a indústria de borracha, • Produtos químicos para fotografia, • Alimentos. 13 Toxicocinética: Absorção 25 % Respiratória 75 % Dérmica 14 ANILINA 15 Indicadores Biológicos: • MHb St ou p-aminofenol U IBMP (Índice Biológico Máximo Permitido): • 5 % MHb • 50 mg de p-aminofenol /g creatinina • Amostra recolhida após jornada de trabalho Valores de Referência: • 2 % MHb • < 4 mg/L U p-aminofenol ANILINA NITROBENZENO Fontes: • Produção de ésteres e acetatos de celulose, • Intermediário na síntese do paracetamol, • Essência de perfumes. Absorção: • Respiratória: 73 – 87% • Dérmica Toxicidade: • Anemia, sintomas neurotóxicos, hepatotóxicos. 16 17 Biotransformação: hidroxilação aromática indireta Dinitrofenol Anilina Nitroredutases Excreção Urinária: • p-nitrofenol (15 %) • p-aminofenol (10%) Formação de intermediários reativos Mecanismo: MHb NITROBENZENO DIMETILANILINA Fontes: • Fabricação de vanilina e corantes, • Aceptor ou removedor de ácidos na síntese de penicilinas e cefalosporinas. Absorção: • Pulmonar e Dérmica Toxicidade: • Metamoglobinizante ~ anilina 18 DINITROBENZENO Fontes: • Produção de corantes e de explosivos Absorção: • Dérmica Toxicidade: • MHb, anemia, dano hepático, redução da acuidade visual e esclerose da conjuntiva; LT: 1 mg/m3 19 Altamente tóxico! DINITROTOLUENO (DNT) Fontes: • Fabricação de espumas de poliuretano; • Corantes; • Indústria de Munições e explosivos. Absorção: • Gastrintestinal, dérmica e respiratória. Excreção Urinária: • 2,4 dinitrobenzóico (52%); • 2 aminobenzóico (37%) Toxicidade: • Carcinogênico hepático e bexiga. 20 TRINITROTOLUENO (TNT) Fontes: • Explosivos; Absorção: • Pulmonar e Dérmica; Toxicidade: • Dermatite, cianose, gastrite, anemia, atrofia hepática, depressão, neurites periféricas,.. 21 4,4 METILENO BIS ( 2 CLOROANILINA) [MOCA] Fontes: • Fabricação de espumas; Absorção: • Dérmica Excreção Urinária: • Derivado de N-acetil e N, N´-acetil; MOCA Toxicidade: • Câncer de bexiga 22 Toxicologia de Produtos Químicos METAIS 24 Metais (iônica*) *Muito reativos. 25 Diferem de outras substâncias tóxicas: Não são criados nem destruídos por meio da participação humana. O uso humano influencia seus níveis ambientais no ar, na água, no solo e nos alimentos. Indestrutibilidade + Bioacumulação Metais Grande preocupação com relação aos metais como agentes tóxicos. 26 • Água da chuva dissolve as rochas e os minérios; • Chuva transporta os metais para rios e águas subterrâneas → Oceano; • No oceano: Metais precipitam como sedimentos ou são retomados na formação de chuvas para serem redepositados em outro local. • Biomagnificação por plantas e animais = incorporação na cadeia alimentar. Metais Movimento dos metais no meio ambiente: Ciclos biológicos e geológicos Fontes de Liberação Exposição Toxicologia dos Metais http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=AGzC2i2hoqFMtM&tbnid=LBaLCHH24mQ1jM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fafonsodomundo.blogspot.com%2F&ei=uxQlUt-oO4_s9ASlvYCQCA&bvm=bv.51495398,d.dmg&psig=AFQjCNGnuOUdcdvvu18QIkGt2rO_n9s2pw&ust=1378248157413656 Metais Propriedades físicas: • Alta refletividade (brilho metálico); • Elevada condutividade elétrica; • Alta condutividade térmica; • Maleabilidade; • Força mecânica. Propriedades químicas: • Baixo potencial de ionização: Podem reagir em sistemas biológicos perdendo elétrons - formando cátions. • Bons agentes redutores; • Eletropositividade; • Estado de oxidação positivo. Essenciais: São aqueles necessários para o organismo em quantidades variáveis: -Macro (mg): Na, K, Mg, Ca; -Traço: Fe, Zn, Cu, Mn; -Ultratraço (µg-ng): Co, Ni, Se. Possuem papel fisiológico: atuam como co-fatores enzimáticos e outros processos metabólicos. Não-Essenciais (Tóxicos): Microcontaminantes ambientais: Pb, Al, Hg, Cd; Metais 01:25 30 H He Li Be B C N O F Ne Na Mg Al Si P S Cl Ar K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr YZr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba 57 a 71 Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn Fr Ra 89 a 103 Maiores Essenciais >10 mg/L >100 µg/g Elementos- traço Essenciais 10 µg/L-10mg/L <100 µg/g Elementos Tóxicos Metais Essenciais e Tóxicos 31 Exemplos: Co, Cu, Fe, Mg, Mo, Se e Zn Níveis de atividade biológica: • Níveis vestigiais (para crescimento e desenvolvimento ótimos) • Níveis homeostásticos (níveis de armazenamento) • Níveis tóxicos Metais Essenciais ABAIXO ACIMA Deficiência Toxicidade Essencialidade versus Toxicidade: • Metais essenciais com potencial para toxicidade: Co, Cu, Fe, Mg, Mn, Mo, Se e Zn. Cu Fe Se Zn Selênio 33 Consumo regular de alimentos com níveis de Se superiores a 0,1 µg/g: toxicidade Consumo de alimentos com níveis de Se inferiores a 0,1 µg/g: deficiência Selenose: pode ocorrer após ingestão exagerada de Se nos alimentos. Sintomas da intoxicação: Dérmicos e neurológicos. Essencialidade versus Toxicidade: Doença de Keshan: deficiência em Se - Cardiomiopatia Essencialidade versus Toxicidade: Cobre (Cu) • Fonte: Alimentos, bebidas, água potável. Indústria: mineração, moedas, cabos elétricos, fundição, solda e atividades relacionadas. • Toxicidade: Náuseas, vômitos e dor abdominal; Cirrose e imunotoxicidade. Água potável com > 3mg/L = sintomas gastrintestinais • Doença de Wilson: Genética autossômica recessiva do metabolismo do Cobre → Acúmulo excessivo do metal no fígado, cérebro, rins e córneas. ↓ Ceruloplasmina sérica e ↑ Cobre sérico livre Excreção de cobre biliar prejudicada = sobrecarga do metal Essencialidade versus Toxicidade: Ferro (Fe) • Essencial para eritropoiese, hemoglobina, mioglobina, enzimas do grupo heme, etc. Toxicidade: Exposições agudas acidentais Sobrecarga crônica: Hemocromatose Deficiência: Anemia ferropriva Grave: >0,5g Fe ou 2,5g de sulfato ferroso Dor abdominal Diarréia Vômitos Preocupante: Palidez ou Cianose Acidose metabólica Colapso cardíaco Sobrecarga: 1- Hemocromatose hereditária: Absorção anormal do Fe pelo trato intestinal; 2 - Ingestão excessiva pela dieta ou preparações orais de Fe; 3 - Repetidas transfusões de sangue para tratar algum tipo de anemia refratária. Ferro = Catalisador para produzir danos de radicais livres (Reação de Fenton) Essencialidade versus Toxicidade: Zinco (Zn) • Fonte: Alimentos, água e ar. Indústria: Mineração e fundição. • Toxicidade: incomum, somente em níveis muito altos de exposição Toxicidade: Estresse gastrintestinal, diarréia. Após inalação de óxido de zinco: febre, dor no peito, calafrios, tosse, náusea, dor muscular e fadiga. Cloreto de zinco: “bombas de fumaça” de uso militar resulta em danos mais pronunciados: fibrose, pneumonite, edema da mucosa brônquica e ulceração. Deficiência (Baixa ingestão na dieta, doenças crônicas ou excessiva suplementação com Fe ou Cu): Retardo do crescimento, perda de apetite, alopecia, diarréia, função imune prejudicada, perda cognitiva, dermatite, etc. Metais Tóxicos Mercúrio Arsênio Cádmio Cromo Chumbo Níquel Alumínio Principais mecanismos: • Inibição de enzimas biologicamente críticas; • Mimetismo: mimetizadores de metais essenciais, se ligam a locais fisiológicos reservados para metal essencial. Ex: Substituição do Zn pelo Cd, Cu e Ni. • Dano Oxidativo → Reações de Oxirredução → Danos ao DNA e proteínas → Carcinogenicidade. • Forma iônica: muito reativos, formam aductos de DNA e proteínas → efeitos adversos. ATSDR-Agency for Toxic Substances & Disease Registry Classificação de 2005 para substâncias mais tóxicas Substância Colocação Arsênio 1 Chumbo 2 Mercúrio 3 Cloreto de vinila 4 Bifenilas policloradas 5 Benzeno 6 Hidrocarbonetos aromáticos 7 Cádmio 8 • Absorção pulmonar e GI • Acúmulo no organismo METAIS TÓXICOS • Toxicidade • Geralmente em nível de processos bioquímicos específicos (enzimas) ou membranas celulares. • Determinantes: • Concentração do metal à nível celular; • Espécie e forma química; • Tipo de ligação. • Exposição Ocupacional Minas; Indústria em eletrólise, condutores elétricos; Fungicidas; Fundição de minérios de sulfeto; dentistas. • Gerais Produto da evaporação natural das rochas; Alimentos (peixes), contaminação rios; MERCÚRIO (Hg) Toxicidade - Hidrargirismo • Vapor (Hg0): Mais importante forma, do ponto de vista ocupacional – Alterações comportamentais – Distúrbios respiratórios • Excitabilidade aumentada • Tremores • Gengivite (Sangramento, “dentes moles”) MERCÚRIO (Hg) Intoxicação Hg por inalação de vapores e exposição a HgNO3: amaciamento de peles, feltros e chapéus Livro “Alice no País das Maravilhas”: Chapeleiro Maluco 42 Toxicidade sais Hg+2 (HgCl2) - mercúricos – Distúrbios GI – Ulceração corrosiva, hemorragia e necrose TGI – Distúrbios Renais Graves – Morte Toxicidade sais Hg+1 (Hg2Cl2) - mercurosos – Menos corrosivo – Acrodinia (doença cor-de-rosa – hipersensibilidade na pele, distúrbios cardiovasculares e neuropsíquicos) MERCÚRIO (Hg) 01:25 43 MERCÚRIO (Hg) Toxicidade • Efeitos neurotóxicos irreversíveis em adultos • Toxicidade para feto de mulheres expostas ao MeHg • Teratogênese Baia de Minamata Japão (1930 até 1950´s) 44 MERCÚRIO (Hg) Hg0 < Hg2+<< CH3Hg+ Vapor < Sais inorgânicos << Metilmercúrio Ordem de toxicidade: Movimento do Hg no ambiente. 45 • Hg2+ reage com as sulfidrilas das proteínas; perda da atividade biológica (Insuficiênica renal) • Algumas proteínas podem tornar-se imunogênicas; • Metilmercúrio (CH3Hg+): lipofílico e se liga a proteínas dos tecidos ricos em lipídeos (SNC). Penetra no cérebro pelo transportador de aminoácidos, na forma de cisteína-metilmercúrio, que mimetiza a metionina. TOXICIDADE DO MERCÚRIO (Hg) 46 Hg: Sangue total, Urina e cabelo Método: AAS BIOMARCADORES DE EXPOSIÇÃO Valores normais St < 5 µg/l (dentistas 15µg/l) U < 20 µg/dia Cabelo 1µg/g Exposição 50 µg/l (CH3Hg); 200 µg/l (Hg2+); > 50 µg/dia NR-7: Urina – IBMP: 35 µg/g de creatinina ARSÊNIO (As) Fonte: Natural, fundição Pb, ind. química, vidro, agrotóxicos,... Manufatura de munições Produção de grades de baterias de Pb ácido Arsênio metálico Fundidores Desfolhante para algodão Herbicidas Arsênio orgânico: DSMA, MSMA Agricultores Indústria de couro Indústria têxteis Madeireiras Indústria de vidros Extração de Au, Co, Cu, Pb Trióxido de arsênio ou arsênio branco Tratamento de couro Mordente para tecidos, descorantes Preservante e inseticida Agentes de afinamento de vidro Fundidores Indústria têxtil Curtumes Indústria pirotécnica Arsenito de sódio (As3+) Secagem de tecidos Depiladores de couro Produção de fogos de artifício Indústria de vidro Acido arsênico Pentóxido de arsênio Tratamento para a coloração de vidros Indústria da cerâmica Triclorato de arsênio Impressão colorida 48 No caso dos compostos de Arsênio, a toxicidade é em função da: i) Forma química: os metabólitos orgânicos de As V são menos tóxicos (?) que as formas inorgânicas; ii) Solubilidade: As III é mais solúvel e tóxico do que o As V; iii) Estado de oxidação: As III é mais tóxico para o SNC. ARSÊNIO (As) ARSÊNIO (As) • Toxicidade celular - afeta enzimas mitocondriais e enfraquece respiração dos tecidos; liga-se a sulfidrila das proteínas. A R S Ê N I O As+3 As+5 Inibe HS-Enz Desacopla cadeia respiratória Acumula fígado, rins, TGI e pulmõesRápida excreção renal Lenta excreção urina, fezes e suor Depósito: cabelos, ossos e unhas 01:25 50 ARSÊNIO (As) Toxicidade Lesões pele, hepáticas e renais Câncer pele, pulmão, leucemia, etc. Gás arsina (H2 + As = AsH3) Potente agente hemolítico Linhas de Aldrich-Mees: nas unhas após 5 a 6 semanas de exposição aguda Lesões na pele: hidrarsenismo regional crônico (ex. Argentina) Câncer arsenical: úlcera com degeneração carcinomatosa (pele e septo nasal) 51 CÁDMIO (Cd) Agente tóxico cumulativo Galvanoplastia, baterias, pigmentos, fundição,... Acumulação: rins, fígado, pulmões, coração,... T½ 10- 30 anos nos rins 10 a 14 anos em outros compartimentos Absorção respiratória e > que a TGI; Excreção lenta: renal e intestinal Toxicidade Substitui o Zn nos processos enzimáticos Descalcificação óssea Lesão renal Enfisema pulmonar Teratogênese Carcinogênese Órgão alvo Nefrotoxicidade devido a capacidade de inibir grupos SH CÁDMIO (Cd) Exposição aguda Sintomatologia preponderantemente GI Vômitos, salivação, cólicas, diarréia... Lesões hepáticas e renais Distúrbios pulmonares e cardiovasculares Exposição crônica Anemia Perturbações mentais Efeitos cardiovasculares Lesões renais e deformação óssea Exposição ocupacional Câncer de pulmão Câncer de próstata 53 Toxicidade óssea do Cd Doença Itaí-Itaí (Japão, 1950): Epidemia de deformação óssea e doença renal (mulheres em pós- menopausa). Conseqüência de águas estavam contaminadas por mina de Cd. A doença é caracterizada por proteinúria, osteomalacia (dores ósseas) e osteoporose. O Cd inibe: • A hidrólise vitamina D ativa (1,25 (OH)2-D3 a partir da 25-(OH) colecalciferol; • A adenilciclase (reabsorção de Ca a nível de túbulos renais); Absorção do Ca Intestino p/ plasma; Liberação de Ca dos ossos; 54 Cádmio 55 BIOMARCADORES DE EFEITO Disfunção Tubular Renal - β2 Microglobulina (Uβ2M) (PM 11800 daltons) - N-Acetil-β-D-Glicosaminidase (UNAG) - Metalotioneínas (?) (PM 6600 daltons) Disfunção Glomerular Renal: - Albumina (UALB) SUSCETIBILIDADE INDIVIDUAL: - Anticorpos contra as metalotioneínas (Mtab) - Expressão das metalotioneínas (MTGE) BIOMARCADORES DE EXPOSIÇÃO -Cd Urina: VR: até 2 µg/g de creatinina IBMP: 5 µg/g de creatinina CROMO (Cr) Formas Cr+2, Cr+3, Cr+6 • Galvanoplastia, curtumes, corante em fábricas de tecidos; produção de aço, baterias, fotografias... • Apenas Cr+3, Cr+6 têm importância biológica C R O M O Cr+3 Cr+6 Essencial: Metabolismo glicose Alterações pulmonares, Hepáticas e renais Fator de tolerância á glicose: co-fator ação da insulina Excreção renal Armazenado pele, músculo e tec. adiposo 01:25 TOXICIDADE DO CROMO (Cr) Cr+6 • Corrosivo – Perfuração septo nasal – Ulceração gástrica e intestinal • Alterações hepáticas e renais • Casos graves: câncer pulmão Cr+3 e Cr+6 Dermatite aguda 01:25 58 CHUMBO (Pb) Um dos metais pesados mais utilizados na indústria Tóxico para maioria dos seres vivos Efeito cumulativo (t½ ca. 20 anos) Chumbo inorgânico (Pb+2) Chumbo orgânico Intoxicação ocupacional: SATURNISMO Pb está presente no verniz utilizado na decoração de peças de cerâmicas 59 • Principais Fontes Ocupacionais : Baterias (40 %), Metalúrgicas, Soldas, Munição, Mineração, Fundição, Fabricação de Tintas, Vernizes, Indústria Química, de petróleo, tubulações. • Absorção Ocupacional : Respiratória (~ 70 %); Dérmica (rara) TGI - Contaminação Alimentar USA ~ 300 µg/dia Europa ~ 200 µg/dia CHUMBO (Pb) Crianças absorvem mais Pb do que adultos sadios e são mais susceptíveis aos efeitos tóxicos deste. IMPORTANTE 60 Os sinais e sintomas da intoxicação por Pb podem ser divididos em 5 categorias Renais Hematológicos Gastrintestinais SNC Outros CHUMBO (Pb) 61 EFEITOS GASTRINTESTINAIS • Gosto metálico logo no início da exposição. • Anorexia, mal-estar generalizado, constipação, cólicas. • A medida que a intoxicação avança: músculos abdominais rígidos e sensibilidade aumentada na região umbilical. CHUMBO (Pb) 62 EFEITOS NO SNC • Lesões vasculares e dos neurônios. • Encefalopatia do Chumbo: mais comum em crianças. Primeiros sinais: vertigens, cefaléia, irritabilidade, insônia, alucinação, distúrbios visuais, convulsão e coma. Em crianças, deterioração mental, seguida da perda da capacidade motora e da fala. CHUMBO (Pb) 63 EFEITOS HEMATOLÓGICOS • Eritrócitos • Anemia microcítica, hipocrômica, com pontilhado basófilo Inibição de 3 enzimas responsáveis pela síntese do HEME: CHUMBO (Pb) Normal Intoxicação por Pb 01:25 MECANISMO: ação tóxica sobre a síntese do heme [ALA-U] - urina [PPZ] - sangue SuccinilCoa + glicina Ác. -aminolevulínico porfobilinogênio uroporfobilinogênio coproporfirinogênio protoporfirinogênio protoporfirina HEME HEMOGLOBINA globina ALA-S ALA-D UPG-Descarboxilase CPG-Descarboxilase HEME-sintetase PbPb PbPb + Zn = zincoprotoporfirina no sangue (PPZ) Ác. -aminolevulínico na urina (ALA-U) Pb Pb Inibe várias reações enzimáticas envolvidas na formação da hemoglobina O mecanismo mais aceito é a competição com Zn pelos grupos SH do sítio ativo das enzimas. 01:25 65 CHUMBO (Pb) Descoloração azul-púrpura da gengiva. Característico de criança com encefalopatia causada por Pb. Efeitos tóxicos • Anemia hipocrômica – efeito sobre o heme • Interfere na neurotransmissão – NA, GABA, DA • SCO (síndrome cerebral crônica) – Encefalopatia • Perda de memória • Problemas psíquicos • Edema cerebral • Morte 66 Indicador biológico de exposição (NR-7) CHUMBO - MONITORAMENTO BIOLÓGICO 1. Plumbemia ( Pb no sangue) VR = 40 µg/dl; IBMP = 60 µg/dl MA = EAA 2. ALA-U (urina) VR = 4,5mg/g creat; IBMP = 10mg/g creat MA = E 3. Zincoprotoporfirina - PPZ (sangue) VR = 0,4mg/ml; IBMP = 1mg/ml MA = HF 4. Plumbúrica (Pb na urina) (chumbo tetraetila) VR = < 50mg/g creat.; IBMP = 100mg/g creat. MA = EAA Valores Tóxicos Pb St 25 µg/dl OMS: > 30 µg/dl exposição significativa > 60 µg/dl tratamento com quelantes NR7 – IBE e IBMP para METAIS Arsênico Urina Arsênico até 10 µg/g de creatinina 50 µg/g de creatinina E ou EAA Cádmio Urina Cádmio até 2 µg/g de creatinina 5 µg/g de creatinina EAA Chumbo Inorgânico Sang ue Chumbo e até 40 µg/100 ml 60 µg/100 ml EAA Urina Ác. Deltaminolevulínico ou até 4,5 mg/g de creatinina 10 mg/g de creatinina E Sang ue Zincoprotoporfirina até 40 µg/100 ml 100 µg/100 ml HF Chumbo tetraetila Urina Chumbo até 50 µg/g de creatinina 100 µg/g de creatinina EAA Cromo hexavalente Urina Cromo até 5 µg/g de creatinina 30 µg/g de creatinina EAA Mercúrio inorgânico Urina Mercúrio até 5 µg/g de creatinina 35 µg/g de creatinina EAA 68 NÍQUEL (Ni) • Essencial em baixas [ ]s; • Fontes industriais: Indústria do aço, ligas metálicas, armação de óculos, baterias Ni-Cd, utensílios domésticos, etc. • Sintoma mais comum de intoxicação: Dermatite de contato. Níquel-carbonila [Ni(CO)4] • tóxico (atravessa as Barreiras Biológicas) • usado nas refinarias de petróleo • Cefaléia, náusea, vômito →→ Cianose, dor no peito → Pneumonia, falência respiratória, edema cerebral e morte. 69 Fonte: Alimentos, água potável Indústria: Mineração, processamento, solda com Al. Toxicidade: Pulmão, ossos e SNC: órgãos mais afetados. ALUMÍNIO (Al)Neurotóxico: Níveis elevados de alumínio em cérebros com Alzheimer Causa ou Consequência???? Reduzida eficácia da BHE = > entrada de Al?! Métodos de coloração: contaminação?! 70 • BAL (British Anti-Lewisite) 2,3 dimercaptopropanol: É um composto ditiol (2 átomos de S) compete com sítios de ligação responsáveis pelo efeito tóxico: Hg, Co, Cd, Ni, Pb. • DMA – Intoxicação por As. • DMPS (ácido 2,3 dimercapto-1-propanosulfônico) É derivado do BAL, Hidrossolúvel Usado para ↓ Pb S crianças e intoxicação por Hg. • Desferroxamina: Quelante para Fe e Al. AGENTES QUELANTES - TERAPIA 71 Toxicologia de Produtos Químicos GASES 72 Irritante Asfixiante CLASSIFICAÇÃO DOS GASES Ação leve Ação moderada Ação intensa Arsina, Ozônio, Nitrosos, Brometos e Cloretos de Etila Clorados Acroleína, Flúor, Sulfúrico, Amoníacos CO e CO2 Cianetos e derivados 73 MONÓXIDO DE CARBONO (CO) Fonte: Combustão incompleta de material orgânico. Efeito tóxico para o homem: Afeta a capacidade do sangue de transportar Oxigênio. CO reage com a Hemoglobina, formando “carboxihemoglobina” (COHb) N NH Globina N N N N Fe +2 Afinidade Hb pelo CO: 210 vezes > que pelo Oxigênio 74 MONÓXIDO DE CARBONO (CO) 75 MONÓXIDO DE CARBONO (CO) 76 CARBOXIHEMOGLOBINA NR-7: IBMP para exposição ocupacional é de 3,5% para não fumantes. MONÓXIDO DE CARBONO (CO) Pacientes Concentração Manifestações clínicas Indivíduos normais não fumantes < 1% Ausentes Fumantes 3% a 6% Ausentes Exposição baixa 10% a 30% Desconforto respiratório e cefaléia Exposição moderada 30% a 40% Dist. Visuais, taquicardia e taquipnéia Exposição alta > 40% Síncope e morte Tratamento: oxigenioterapia hiperbárica 01:25 77 ISOCIANATO DE METILA (MIC) Por hidrólise, gera HCN • Vapor 2 vezes mais pesado que o ar Efeitos tóxicos • Irritante dos olhos, nariz e garganta; • Edema pulmonar; • Ulceração da córnea. 3/12/84 Índia 78 ISOCIANATO DE METILA (MIC) • Composto químico que contém o grupo ciano C≡N. Fonte: revelação fotográfica e na produção de plásticos, acrilato e colas instantâneas (cianoacrilato). Era usado na 2° Guerra Mundial. O cianeto de hidrogênio é um subproduto da combustão de certos compostos, como poliuretano, acrilonitrilo, nylon, lã e algodão. Toxicidade: • Pode se converter a um gás altamente tóxico se tiver contato com qualquer ácido, esse gás é denominado de gás cianídrico. • O ácido cianídrico é um gás incolor que mata imediatamente se inalado numa concentração superior a 300 mg/m³ de ar. • O cianeto de potássio, quando ingerido, reage com a acidez do estômago e gera gás cianídrico, daí o porquê deste composto ser perigoso. • CIANETO DE POTÁSSIO (CN) O bloqueio desta enzima: • Interrompe a capacidade da célula de usar o oxigênio, conduzindo a anoxia tecidual. • Compromete o metabolismo da célula • Produção de ATP é drasticamente reduzida. Essa molécula inibe o metabolismo aeróbico e pode rapidamente resultar em morte. AÇÃO DO CIANETO DE POTÁSSIO (CN) • Inibição da cadeia respiratória mitocondrial: Por ligar-se ao ferro no estado férrico (Fe3+) da citocromo oxidase mitocondrial Transferência de elétrons para o oxigênio molecular (último passo da fosforilação oxidativa). 81 82 Antídoto: Hidroxicobalamina: Formação de CIANOCOBALAMINA Eliminação Via Renal 83 Toxicologia de Produtos Químicos AERODISPERSÓIS Sólidos: Poeiras, Fumos metálicos Líquidos: Neblina, Névoa http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=u9NS71ZlwXd_LM&tbnid=H2GRurA9tcGKJM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.obraseprojetos.com.br%2Fconstrucao-100-sustentavel%2F&ei=qSsmUoiVNY3y8ASEwoHwDQ&bvm=bv.51495398,d.dmg&psig=AFQjCNEoVY_tXAbS2-nChmWAv42h23XvAg&ust=1378319635958905 84 Doenças: • Partículas Pneumoconioses • Asbesto asbestose • Sílica silicose • Carvão antracose Aerodispersóis Partículas sólidas: Poeiras: Partículas sólidas suspensas no ar, resultado de uma ação mecânica sobre a matéria. Orgânicas: naturais ou sintéticas ex.: poeira de algodão, poeira do bagaço de cana. Inorgânicas: sílica, asbesto, carvão. Fumos: partículas sólidas resultado de condensação de metais volatilizados. ex.: fumos de Zinco, fumos de Chumbo, fumos de Cromo. Partículas liquídas: Neblinas e névoas. 85 Aerodispersóis São consideradas inaláveis, pequenas o suficiente para atingir a zona de troca gasosa (alvéolos) Tamanho das partículas: Quanto menor, pior! Poluição: Material particulado 2,5 μm Pequim - China: “Arpocalipse” 86 “O nevoeiro de fumaça que encobriu a cidade-luz foi causado por uma combinação de noites frias e dias quentes, que impediu a dispersão da sujeira.” “Na sexta-feira, os níveis de poluição chegaram a 180 microgramas de PM10 por metro cúbico, mais do que o dobro do limite tolerável de 80.” Inversão Térmica (Smog) 87 88 Pneumoconioses Doença pulmonar, parenquimatosa, causada por exposição a poeiras. Constitui um problema de Saúde Pública perfeitamente evitável. Aerodispersóis - Poeiras 89 Aerodispersóis – Abestos ou Amianto Asbestos ou amianto: fibra de origem mineral utilizada na fabricação de mais de 3.000 produtos. 2 Formas na Natureza: serpentinas (amianto branco) – 95% anfibólios (amiantos marrom, azul e outros) – 5% 90 Os danos causados à saúde do homem (asbestose, câncer de pulmão, mesoteliomas e outros), colocam o amianto em 10º lugar na lista entre as fibras cancerígenas. Brasil: entre os 5 maiores produtores do mundo e grande consumidor; Minaçu (Goiás): Maior mina de amianto em exploração no Brasil – Empresa brasileira Eternit S/A, Gravidade da questão para os países pobres: • Americano(a) se expõe em média: 100 g/ano; • Canadense: 500 g/ano; • Brasileiro(a): 1.200 g/ano. O amianto é uma fibra comprovadamente cancerígena e os cidadãos do Norte já não aceitam mais se expor a este risco conhecido! Amianto Era explorada por Grupo franco-suíço (Brasilit e Eternit) onde o amianto está proibido desde a década de 90. 01:25 91 92 Aerodispersóis - Sílica Silicose: doença pulmonar crônica fibrosante causada pela exposição de indivíduos à sílica livre (SiO2). Caracterizada por fibrose pulmonar com formação de granulomas no pulmão. Atividades de risco: Mineração Indústria metalúrgica Indústria naval Indústria de vidro Indústria cerâmica Pedreiras Cavadores de poços Fundições 01:25 93 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) 94 95 Equipamento de Proteção Individual (EPI) → Legislação Brasileira Norma Regulamentadora 6 (NR-6) EPI: todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador 96 A empresa é obrigada: Fornecer gratuitamente os EPIs adequados ao risco em perfeito estado de conservação e funcionamento Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas Para atender as situações de emergência → NR-6 Equipamento de Proteção Individual (EPI) 97 Principais EPIs Protetor Respiratório (Máscaras) Luvas de Segurança Equipamento de Proteção Individual (EPI) http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.solostocks.com.br/img/luvas-de-seguranca-neolatex-126758n0.jpg&imgrefurl=http://www.solostocks.com.br/venda-produtos/seguranca-protecao/sinalizacao-seguranca/luvas-de-seguranca-neolatex-126758&usg=__i3hIdqd7jsvgesWFfMbPF9wcl4g=&h=216&w=225&sz=10&hl=pt-BR&start=15&zoom=1&itbs=1&tbnid=xb1vrdpY2cWojM:&tbnh=104&tbnw=108&prev=/images%3Fq%3Dluvas%2Bde%2Bseguran%25C3%25A7a%26hl%3Dpt-BR%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:198 Principais EPIs Óculos de Segurança Protetor Auditivo Equipamento de Proteção Individual (EPI) http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.newtools.com.br/lojavirtual/media/catalog/product/cache/1/image/5e06319eda06f020e43594a9c230972d/f/i/file_49.jpg&imgrefurl=http://www.newtools.com.br/lojavirtual/index.php/todas-as-categorias/construcao-civil/oculos-de-seguranca-incolor.html&usg=__RtN9EvP_qR-8EbVv0g79m1fgJYE=&h=372&w=600&sz=18&hl=pt-BR&start=18&zoom=1&itbs=1&tbnid=PMuCyKI0l6eKkM:&tbnh=84&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3Doculos%2Bde%2Bseguran%25C3%25A7a%26hl%3Dpt-BR%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1 http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.hjconexoes.com.br/plug.jpg&imgrefurl=http://www.hjconexoes.com.br/plug.htm&usg=__QB6b8SAW0UXa0Vyau4uWHMmrUPs=&h=300&w=300&sz=26&hl=pt-BR&start=6&zoom=1&itbs=1&tbnid=oL22o2_D3DKk7M:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dprotetor%2Bauricular%26hl%3Dpt-BR%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1 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a) ... agentes abrasivos e escoriantes; b) ... agentes cortantes e perfurantes; c) ... choques elétricos; d) ... agentes térmicos; e) ... agentes biológicos; f) ... agentes químicos; g) ... vibrações; h) ... radiações ionizantes. 102 Luvas adequadas 103 Látex: Para manutenção de técnica asséptica reduzindo ou eliminando o risco de contaminação do usuário, prevenindo a entrada de microrganismos patogênicos ao contanto com líquidos e fluídos contaminados. Luvas adequadas Para os profissionais alérgicos... Silicone: As luvas livres de látex como alternativa para profissionais alérgicos. Vinil (PVC) SEM TALCO (amido): Luva totalmente isenta de pó, desenvolvida especialmente para profissionais que apresentam reações alérgicas ao contato com o amido (pó). 104 Látex (Borracha): Para manuseio de produtos químicos. resistência química e impermeabilidade. Malha de Aço: Para agentes cortantes. Luvas adequadas Algodão: Para riscos mecânicos Fibra de náilon: Para agentes abrasivos, escoriantes, cortantes e perfurantes. 105 Couro (Raspa): Resistente a cortes e perfurações. Metalúrgica / Manuseio de ferramentas de corte, agentes abrasivos e escoriantes. Couro (vaqueta): Utilizada no manuseio com agentes abrasivos e escoriantes em geral, e em operações gerais, com risco médio de corte e queimaduras (serviços de Soldagem). Luvas adequadas • O Anexo I da NR – 6 traz a lista de equipamento de proteção individual para proteção respiratória: Respirador Purificador de Ar: Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra ... a) poeiras e névoas; b) poeiras, névoas e fumos; c) poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; d) vapores orgânicos ou gases ácidos em ambientes com concentração inferior a 50 ppm (parte por milhão); e) gases emanados de produtos químicos; f) partículas e gases emanados de produtos químicos. 106 Máscaras adequadas 107 Filtrante para partículas. Para proteção contra solventes. Para proteção respiratória contra poeiras, névoas e fumos. Máscara descartável: Proteção contra a exposição a microorganismos, fluidos corporais e partículas grandes no ar. Máscaras adequadas EPIs e EPCs • Uso de capelas → Capelas que funcionem!!! • Algumas substâncias são carcinogênicas: cuidado! • Ácidos e alcalinos – Corrosivos • Solventes – Voláteis Caso Organofosforados - Agrotóxicos • Homem, adulto, Agricultor; • Sintomas de intoxicação; • Foi levado ao Posto de saúde; • Encaminharam para hospital em Florianópolis (pela prefeitura); • Motorista com sintomas iniciais; • Agricultor já com sinais mais graves de intoxicação, internação. • 1°: Descontaminar (banho, lavar com água) • 2°: Procurar auxílio • Em caso de ingestão: só tomar água; • Nunca tomar leite (lipossolúvel): aumenta absorção de todos os produtos químicos. • Descarte correto!!! • De acordo com a COSAT! 112 Bibliografia Recomendada Casarett e Doull’s. Toxicologia a Ciência Básica dos Tóxicos. Portugal: McGraw-Hill, 2001. 5° Ed. Michel, OR. Toxicologia ocupacional. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 113 Bibliografia Recomendada Oga, Seizi. Fundamentos de Toxicologia. São Paulo: Atheneu, 2003. 2ºed LARINE, L. Toxicologia. São Paulo: Manole, 1997. 114115 OBRIGADA! mariliabaierle@yahoo.com.br