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IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL Universidade Franciscana Curso de Biomedicina Disciplina de Imunologia Prof. Dra. Francielle Liz Monteiro 15 de maio de 2024 2 IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL Monócito (macrófago), neutrófilo e eosinófilo. Basófilo. 3 IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL o Imunidade celular ou imunidade mediada por células: desencadeia-se quando uma célula apresentadora de antígenos (APC) apresenta um antígeno que é reconhecido por um linfócito T específico e começa a ativação e a expansão clonal de T auxiliar e T citotóxicos específicos para o antígeno; o Imunidade humoral: é o processo de defesa do organismo em que atuam os anticorpos, moléculas proteicas encontrados no plasma sanguíneo, também conhecidas como imunoglobulinas. O termo humoral vem do latim humor, que quer dizer fluido ou líquido corporal. 4 ATIVAÇÃO DO LINFÓCITO T o A ativação inicial de linfócitos T ocorre principalmente em órgãos linfoides secundários, pelos quais essas células normalmente circulam e onde elas devem encontrar os antígenos apresentados pelas APCs; o Linfócitos T com especificidades diferentes foram gerados no timo. 5 ATIVAÇÃO DO LINFÓCITO T o O reconhecimento do antígeno induz várias respostas das células T; o Secreção de citocinas; proliferação, levando a um aumento no número de células nos clones antígenos-específicos (expansão clonal); e diferenciação das células imaturas em células efetoras e de memória. o Citocinas conduzem a proliferação e diferenciação de células T ativadas por antígeno; o Células T auxiliares efetoras: ativação de macrófagos, células B e outras células; o Células T citotóxicas efetoras: destruição de células infectadas, ativação de macrófagos. 6 ATIVAÇÃO DE CÉLULAS T 7 ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T o Enquanto células T imaturas são ativadas principalmente em órgãos linfoides, células efetoras diferenciadas podem responder a antígenos e funcionar em qualquer tecido; o O processo de diferenciação de células imaturas para efetoras confere às células a capacidade de realizar funções especializadas e a habilidade de migrar para qualquer local de infecção ou inflamação; o Nesses locais, as células efetoras encontram novamente o antígeno para o qual são específicas e respondem com a finalidade de eliminar a fonte de antígeno. ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T 8 TIMO Especificidade do linfócito T LINFONODO: células dendríticas circulantes capturam o antígeno e levam ao linfonodo, onde apresentam ao linfócitos T LINFÓCITO T É ATIVADO: EXPANSÃO CLONAL Gera células efetoras e de memória LINFÓCITO T efetores podem migrar para os locais da infecção e destruir antígenos (APC’s, macrófagos) 9 ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T MHC I: expresso por praticamente todas as células nucleadas; MHC I – TC (TCD8+); Eliminação de qualquer célula que apresente um antígeno estranho com uma molécula do MHC I: células infectadas por vírus, células tumorais e células de um enxerto de tecido estranho. MHC II: expresso por somente poucos tipos celulares especializados na apresentação de antígenos; MHC II – TH (TCD4+) Produz citocinas que irão ativar outras células do sistema imune: macrófagos, linfócitos B. 10 ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T o Células T de memória que são geradas pela ativação das células T possuem vida longa, com maior capacidade de reagir contra o antígeno; o Essas células T estão presentes no conjunto de linfócitos circulantes e são abundantes em tecidos de mucosas e na pele, bem como nos órgãos linfoides; o As células de memória parecem expressar níveis aumentados de proteínas antiapoptóticas, que podem ser responsáveis por sua sobrevivência prolongada. As células de memória específicas para o antígeno estão em maior número do que as células imaturas para o mesmo antígeno; células de memória podem migrar para os tecidos e responder a antígenos nesses locais. 11 ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T o A resposta de células T diminui depois que o antígeno é eliminado pelas células efetoras; o Sistema imune retorna a homeostase; o Conforme o antígeno é eliminado, os linfócitos são privados do estímulo de sobrevivência (apresentação do antígeno e citocinas); o Estima-se que mais de 90% das células T antígeno-específicas que resultam da expansão clonal sofram apoptose. A manutenção das células de memória é dependente de citocinas, mas não requer o reconhecimento do antígeno 12 SUBGRUPOS DE CÉLULAS TCD4+ EFETORAS o Três subgrupos de TCD4+ efetoras: Th1, Th2 e Th17, funcionam na defesa do hospedeiro contra diferentes tipos de agentes patogênicos infecciosos e estão envolvidas em diferentes tipos de lesões de tecidos em doenças imunológicas; o A células T reguladoras não possuem funções efetoras; atuam no controle de reações autoimunes e antígenos estranhos; o O que define o subgrupo de TD4+ são as citocinas produzidas por essas células. 13 SUBGRUPOS DE CÉLULAS TCD4+ EFETORAS 14 SUBGRUPO TH1 Microrganismos intracelulares 15 SUBGRUPO TH2 Parasitas Helmintos 16 SUBGRUPO TH17 Bactérias extracelulares, fungos 17 CÉLULAS TCD8+ EFETORAS o A morte mediada pelas CTLs envolve o reconhecimento específico de célula-alvo e a liberação de proteínas granulosas que induzem a morte celular; o As principais proteínas citotóxicas dos grânulos de CTLs (e células NK) são granzimas (ativa caspases que induzem a morte celular) e perforinas (perturbação membranar, semelhante a C9 do complemento). ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS B 18 o A ativação de células B resulta em sua proliferação, o que leva a expansão clonal, seguida por diferenciação, culminando na geração de plasmócitos secretores de anticorpos e de célula B de memória; o O antígeno liga-se às IgM (e IgD) de membrana das células B virgens maduras e as ativa; o Algumas células B ativadas começam a produzir outros tipos de anticorpos além de IgM e IgD; este processo é chamado de troca de isotipo (IgG, por exemplo). ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS B 19 TROCA DE ISOTIPO 20 CITOCINAS 2 CITOCINAS Polipeptídeos ou glicoproteínas extracelulares, hidrossolúveis, variando entre 8 e 30 kDa, produzidas geralmente em resposta ao estímulo antigênico e que funcionam como um mensageiro químico para regulação do sistema imune. o Interleucinas (IL): produzidas por leucócitos e ação em outros leucócitos. o Podem atuar e ser produzidas por outras células além dos leucócitos. o De fato, são produzidas por todas as células envolvidas na resposta e na apresentação de antígeno, especialmente pelos linfócitos T-helper. 3 PROPRIEDADES DAS CITOCINAS o São sintetizadas a partir da necessidade ou quando alguma célula do sistema imune é “ativada”; o Quando uma célula se torna “ativada”, ocorre a transcrição de genes para que as citocinas sejam produzidas e secretadas; o As citocinas não ficam armazenadas dentro das células para serem secretadas a qualquer momento; o Elas só são produzidas conforme a necessidade, tendo sua ação autolimitada e de curta duração. 4 AÇÃO DAS CITOCINAS o AUTÓCRINA: ação na própria célula produtora; o PARÁCRINA: ação em células próximas; o ENDÓCRINA: quando produzidas em excesso, agem como hormônios, alcançando a corrente sanguínea e atuando em células distantes. 5 EFEITOS DAS CITOCINAS o PLEIOTROPISMO: uma única citocina pode agir em diversos tipos de células; o REDUNDÂNCIA: uma mesma célula pode produzir diferentes citocinas; o SINERGIA: uma citocina atua amplificando a ação de outra citocina; o ANTAGONISMO: uma citocina atua anulando ação ou o efeito de outra citocina. 21 SISTEMA COMPLEMENTO Consiste em várias proteínas plasmáticas que trabalham juntas para opsonizar os microrganismos, promover o recrutamento de fagócitos para o local da infecção, e em alguns casos, matar diretamente o microrganismo. 22 SISTEMA COMPLEMENTO o A ativação do complemento envolve cascatas proteolíticas nas quais uma enzima precursora inativa, chamada de zimogênio, é alterada para se tornar uma proteaseativa que cliva, e, assim, induz a atividade proteolítica da próxima proteína do complemento na cascata; o As cascatas enzimáticas resultam em significativa amplificação da quantidade de produtos proteolíticos que são gerados; o Esses produtos realizam as funções efetoras do sistema complemento. 23 SISTEMA COMPLEMENTO ZIMOGÊNIOS: enzimas proteolíticas inativadas. 24 ATIVAÇÃO DO COMPLEMENTO o O primeiro passo na ativação do sistema complemento é o reconhecimento de moléculas nas superfícies microbianas, mas não nas células do hospedeiro, o que ocorre de três maneiras, cada uma se referindo a uma via distinta de ativação: o VIA CLÁSSICA: dependente da reação antígeno-anticorpo; envolve IgM e IgG; o VIA DA LECITINA: independente da reação antígeno-anticorpo. Ativada pela proteína ligadora da manose; o VIA ALTERNATIVA: independente da reação antígeno-anticorpo. Envolve endotoxinas (LPS – membrana externa da bactéria), proteínas do envelope viral. VIA CLÁSSICA 25 o Foi a primeira descoberta; o Utiliza uma proteína plasmática chamada de C1q para detectar anticorpos ligados na superfície do microrganismo; o Uma vez que o C1q tenha se associado à porção Fc do anticorpo, duas serino- proteases associadas, chamadas de C1r e C1s, se tornam ativas e iniciam uma cascata proteolítica. VIA DA LECTINA 26 o É disparada por uma proteína plasmática chamada de lecitina ligante de manose (MBL), que reconhece resíduos de manose terminal nas glicoproteínas e nos glicolipídios microbianos; o Após o MBL se ligar aos microrganismos, dois zimogênios MASP1 (serinoprotease 1 associada à lectina) e MASP2 se associam ao MBL e iniciam uma cascata proteolítica. VIA ALTERNATIVA 27 o Disparada quando uma proteína do complemento chamada de C3b reconhece diretamente certas estruturas da superfície bacteriana, como o LPS bacteriano. 28 SISTEMA COMPLEMENTO 29 o C3 CONVERTASE: cliva C3 em C3a e C3b; o C3b se liga à superfície microbiana; o C3a é liberado e estimula a inflamação agindo como quimioatraente para neutrófilos; o C3b se liga a outras proteínas para formar C5 CONVERTASE, que cliva C5 em C5a e C5b; o C5b se liga à superfície microbiana; o C5a também é quimioatraente, e induz mudanças nos vasos sanguíneos que fazem extravasar as proteínas plasmáticas e fluidos para o local da infecção. o C5b inicia a formação de um complexo de proteínas C6, C7, C8 e C9, que são montadas para formar o MAC; que causa a lise das células. TODAS AS VIAS LEVAM À C3 CONVERTASE 30 TODAS AS VIAS LEVAM À C3 CONVERTASE 31 32FU N Ç Õ ES D O C O M PL EM EN TO CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo, including icons by Flaticon, infographics & images by Freepik. OBRIGADA francielle.monteiro@ufn.edu.br https://slidesgo.com/ https://www.flaticon.com/ https://www.freepik.com/ Slide 1: IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL Slide 2: IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL Slide 3: IMUNIDADE CELULAR E HUMORAL Slide 4: ATIVAÇÃO DO LINFÓCITO T Slide 5: ATIVAÇÃO DO LINFÓCITO T Slide 6: ATIVAÇÃO DE CÉLULAS T Slide 7: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T Slide 8: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T Slide 9: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T Slide 10: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T Slide 11: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS T Slide 12: SUBGRUPOS DE CÉLULAS TCD4+ EFETORAS Slide 13: SUBGRUPOS DE CÉLULAS TCD4+ EFETORAS Slide 14: SUBGRUPO TH1 Slide 15: SUBGRUPO TH2 Slide 16: SUBGRUPO TH17 Slide 17: CÉLULAS TCD8+ EFETORAS Slide 18: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS B Slide 19: ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS B Slide 20: TROCA DE ISOTIPO Slide 21: CITOCINAS Slide 22: CITOCINAS Slide 23: PROPRIEDADES DAS CITOCINAS Slide 24: AÇÃO DAS CITOCINAS Slide 25: EFEITOS DAS CITOCINAS Slide 26: SISTEMA COMPLEMENTO Slide 27: SISTEMA COMPLEMENTO Slide 28: SISTEMA COMPLEMENTO Slide 29: ATIVAÇÃO DO COMPLEMENTO Slide 30: VIA CLÁSSICA Slide 31: VIA DA LECTINA Slide 32: VIA ALTERNATIVA Slide 33: SISTEMA COMPLEMENTO Slide 34: TODAS AS VIAS LEVAM À C3 CONVERTASE Slide 35: TODAS AS VIAS LEVAM À C3 CONVERTASE Slide 36 Slide 37: FUNÇÕES DO COMPLEMENTO Slide 38: OBRIGADA