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Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico

Unidade 4 do livro Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico — Fontes de informação. Contém perfis dos autores, legenda de ícones e sumário com entrevista (enquadre, primeira entrevista, habilidades, entrevistas familiares), uso de testes e observação, integração e devolutiva, documentos e legislação.

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Avaliação Psicológica 
e Psicodiagnóstico
Unidade 4
Fontes de informação
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria
JÉSSICA DE ASSIS SILVA 
SHEILA MARIA PRADO SOMA
FÁBIO PEREIRA SOMA
AUTORIA
Jéssica de Assis Silva
Sou formada em Psicologia pela Universidade Federal do Pará, 
com Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos 
e Doutorado em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo. 
Adicionalmente, sou especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva 
pela USP sendo docente em cursos de graduação e especialização 
e gostaria de dividir um pouco dessa experiência com você! A Editora 
Telesapiens e eu estamos empenhados em te acompanhar nessa jornada! 
Conte conosco!
Sheila Maria Prado Soma
Sou Psicóloga há 22 anos, com mestrado e doutorado pela 
Universidade Federal de São Carlos. Tenho experiência em Psicologia 
Clínica e docência no ensino superior, pois trabalhei todo esse tempo 
com a formação de profissionais nessa área e produção de conteúdos 
e pesquisas. Psicologia é a minha paixão e, transmitir minha experiência 
profissional e de vida àqueles que estão em formação é um dos focos do 
meu trabalho. Por esse motivo fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. 
Fábio Pereira Soma
Tenho formação em Filosofia, Pedagogia e sou Mestre em Filosofia 
pela Unesp, com experiência técnico-profissional na área de educação de 
mais de 12 anos. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha 
experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. 
Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de 
autores independentes. 
Estamos muito felizes em ajudar você nesta fase de muito estudo e 
trabalho. Conte conosco!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
A entrevista no processo de avaliação psicológica ........................10
O enquadre .......................................................................................................................................... 10
A entrevista psicológica .............................................................................................................. 11
A primeira entrevista ..................................................................................................................... 13
Habilidades do terapeuta na entrevista.......................................................................... 15
Entrevistas familiares .................................................................................................................... 18
Testes e observação na avaliação psicológica .................................20
O uso de testes em avaliação psicológica .................................................................. 20
Problemas recorrentes no uso de testes psicológicos .......................................22
A observação na avaliação psicológica ..........................................................................27
Integração das informações e orientações e devolutiva .............29
Integração de informações ......................................................................................................29
A devolutiva .........................................................................................................................................34
A postura do avaliador em entrevistas devolutivas ...............................................35
Documentos decorrentes da avaliação psicológica ......................38
Elaboração de documentos decorrentes da avaliação psicológica ........ 38
Legislação envolvendo a elaboração de documentos psicológicos .......42
Estrutura dos principais documentos psicológicos ...............................................43
Declaração ........................................................................................................................43
Atestado Psicológico .................................................................................................44
Relatório Psicológico .................................................................................................44
Relatório Multiprofissional ......................................................................................45
Laudo Psicológico ...................................................................................................... 46
Parecer Psicológico ................................................................................................... 46
7
UNIDADE
04
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que na área de Avaliação Psicológica há a utilização 
de diversas fontes de informação, bem como diferentes vias para 
coletas de dados? E que o domínio técnico e o desenvolvimento 
dessas habilidades é um diferencial para a sua prática profissional 
e que permite chegar mais perto da realidade acerca do fenômeno 
observado? Nessa unidade você terá a oportunidade de conhecer mais 
de perto essa área, a começar pelo Capítulo 1, no qual há a ênfase 
quanto a entrevista psicológica no campo de avaliação. Já no Capítulo 
2 você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o uso de 
testes psicológicos bem como sobre o uso da observação nesse campo 
prático. Adicionalmente, o Capítulo 3 descreve sobre a integração de 
informações em avaliação psicológica bem como um pouco mais 
sobre a entrevista devolutiva e a postura profissional nessa etapa. Por 
fim, um debate sobre os documentos oriundos da prática de avaliação 
é fundamental para a finalização do processo de uma maneira não só 
ética mas com qualificação técnica na prática profissional. Curioso para 
aprender mais sobre essa área tão importante no campo da Psicologia? 
Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Descrever o processo de entrevista na avaliação Psicológica.
2. Analisar os testes e as formas de observação na avaliação 
psicológica.
3. Articular as informações colhidas nos testes e entrevistas.
4. Demonstrar os tipos de documentos produzidos decorrentes da 
avaliação psicológica.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
10
A entrevista no processo de avaliação 
psicológica
OBJETIVO:
Ao final deste capítulo, você será capaz de entender como 
funciona a entrevista no processo de Avaliação Psicológica. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão 
e para amplitude de sua prática e domínio técnico nos 
diversos campos de atuação em que ela é utilizada. E 
então? Motivado para desenvolveresta competência e 
ter um diferencial no mercado de trabalho? Vamos juntos 
cumprir essa meta!
O enquadre
O enquadre normalmente compõe o primeiro contato com o cliente 
e deve incluir a formulação do trabalho, na especificação de suas etapas, 
seus objetivos, frequência, duração dos encontros, honorários, além de 
ser imperativa a especificação dos papéis. O enquadre pode ser mais 
estrito ou permissivo (ARZENO, 1995).
Figura 1 - Entrevista clínica
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
11
O enquadre é importante para a manutenção da constância das 
variáveis ao longo da realização de entrevistas. É importante frisar também 
que há casos em que é necessária a alteração do enquadre para que haja 
uma conclusão mais clara do processo de avaliação, podendo-se alterar, 
por exemplo, o número de entrevistas previsto. 
A entrevista psicológica
A entrevista psicológica possui diversas modalidades e favorece 
a coleta de dados de maneira aprofundada acerca dos mais variados 
temas, permitindo investigar informações atreladas aos objetivos do 
psicodiagnóstico (HUTZ et al. 2010). 
Figura 2 - Entrevista
Fonte: Freepik
As entrevistas podem favorecer a compreensão de motivos, 
latentes ou manifestos na consulta e podem ser uma das ferramentas 
envolvidas na percepção de ansiedade e mesmo defesas do paciente. As 
entrevistas têm ainda como função auxiliar na construção da história do 
indivíduo (ARZENO, 1995). 
Quando o paciente chega para atendimento normalmente há um 
motivo para a avaliação e ao longo do processo, outras motivações são 
levantadas e construídas também em função da relação estabelecida 
entre o entrevistador e o avaliado. Nesse sentido, cabe a definição e 
diferenciação entre motivos manifestos e latentes. Motivos manifestos são 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
12
aqueles próximos a consciência, normalmente apresentados ao início da 
avaliação enquanto que motivos latentes costumam ser descobertos ao 
longo do processo de avaliação, relacionados a conteúdos inconscientes 
(ARZENO, 1995). 
Dettogni (2018) destaca que a entrevista pode ocorrer em diversos 
períodos ao longo do processo de avaliação psicológica, sendo usualmente 
empregada no início e no final de tal processo. Todavia, em alguns casos, 
uma vez que o profissional julgue necessário, a entrevista pode ocorrer 
também durante o processo de avaliação, em outros momentos.
VOCÊ SABIA?
Segundo Garcia-Santos (2014), a entrevista psicológica é a 
técnica mais utilizada no campo de avaliação e trata-se da 
mais completa forma de coleta de dados em avaliação.
Para Dettogni (2018) a entrevista pode elucidar questões envolvendo 
aspectos pessoais, relacionais ou contextuais e pode ser aplicada nos 
mais variados contextos profissionais, a depender da finalidade de sua 
aplicação, conforme apontado na Figura 3. 
Figura 3 - Exemplos de contextos de aplicação para 
entrevistas psicológicas em avaliação segundo Dettogni 
Clínico Organizacional
Escolar
Orientação de 
carreiras
Forence
Fonte: Adaptado de Dettogni (2018).
Dettogni (2018) enfatiza o fato de que apesar de todos os profissionais 
de psicologia estarem aptos no desenvolvimento de um processo 
envolvendo a avaliação psicológica, há exceções quanto a profissionais 
que não tem o preparo técnico e teórico para a condução de entrevistas. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
13
A entrevista é ocasião para o estabelecimento de uma relação 
profissional e pode ser decisiva para a formulação de hipóteses iniciais, 
bem como, sobre a inclusão ou estabelecimento de outras ferramentas 
ou baterias de avaliação ao longo da prática. Adicionalmente, tem a tarefa 
inicial de apresentar tanto o profissional quanto o cliente (DETTOGNI, 
2018).
SAIBA MAIS:
O artigo Entrevista psicológica: uma perspectiva do 
contexto hospitalar, de Dallagnol et al., debate sobre as 
relações e particularidades desse local e da população 
envolvida nessa avaliação. Os autores enfatizam não só 
a singularidade da entrevista nesse campo de atuação, 
mas também sua importância quanto uma oportunidade 
de aproximação do indivíduo avaliado, além de receber 
destaque por seu caráter tanto investigativo como 
interventivo. Nesse sentido, os autores enfatizam além do 
auxílio a prática profissional, a entrevista como uma forma 
de contribuir para a qualificação dessa atuação.
A primeira entrevista
Arzeno (1995) aponta a primeira entrevista como uma ocasião em 
que se pode observar como seria o vínculo entre terapeuta e cliente 
caso houvesse seguimento em uma modalidade clínica de tratamento. 
A autora destaca ainda que a entrevista não é infalível, assim a entrevista 
projetiva, por exemplo, não é suficiente para sustentar um diagnóstico, 
embora necessária.
Em alguns casos pode haver a necessidade de realizar mais de 
uma entrevista nas etapas iniciais do psicodiagnóstico. Um exemplo dessa 
prática seria aquela que envolve a avaliação de uma criança e, nesses casos, 
a entrevista com os pais e com a criança dificilmente abarcaria o período 
usual de uma sessão de 50 minutos (ARZENO, 1995). Adicionalmente, 
Arzeno (1995) exemplifica que, em alguns casos, a segunda entrevista pode 
favorecer a diminuição da ansiedade (ARZENO, 1995).
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
https://seer.imed.edu.br/https://scorm.onilearning.com.br/item-trilha.php?Componente=ac70be2f07aa497ecf527fe76f4b251d&sessao=pdmbtkqqnonk0q009aq969ujtu&aberto=true/revistapsico/article/view/40
https://seer.imed.edu.br/https://scorm.onilearning.com.br/item-trilha.php?Componente=ac70be2f07aa497ecf527fe76f4b251d&sessao=pdmbtkqqnonk0q009aq969ujtu&aberto=true/revistapsico/article/view/40
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Figura 4 - Entrevista
Fonte: Freepik
SAIBA MAIS:
O livro Psicologia Clínica Comportamental: a inserção da 
entrevista com adultos e crianças, de Silvares e Gongora 
(2006) é uma excelente leitura para os interessados na 
prática da entrevista. Trata-se de um livro que aborda a 
entrevista em seus mais variados aspectos, contemplando 
desde as habilidades do terapeuta a prática envolvendo 
diversos públicos e em diferentes etapas, desde a entrevista 
inicial ao fornecimento de feedbacks. 
SILVARES, E.F.M; GONGORA, M. A. N. Psicologia Clínica 
Comportamental: a inserção da entrevista com adultos e 
crianças. São Paulo: Editora Edicon, 2006.
Figura 5 - Entrevista psicológica
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
15
Para Arzeno (1995), se a etapa de entrevista inicial foi cumprida, o 
profissional deve ter em suas mãos:
1. Um panorama acerca do conflito central e derivados.
2. História de vida do paciente e a situação desencadeadora da 
busca pela avaliação.
3. Hipóteses iniciais e motivos do conflito.
4. A elaboração de estratégias para ser utilizado, bem como as 
ferramentas diagnósticas que possam ampliar ou mesmo retificar 
as hipóteses inicialmente formuladas. 
Habilidades do terapeuta na entrevista
Ao profissional cabe auxiliar no processo de avaliação. Quanto 
à postura em uma entrevista, não é recomendável a interrupção ou 
mudança brusca de atividades no momento em que o cliente relata algo 
relevante, mas também o silêncio prolongado por vezes pode gerar uma 
situação desconfortável no momento da avaliação (ARZENO, 1995). Ainda 
que a postura nas entrevistas iniciais sejam mais diretivas (DETTOGNI, 
2018). 
Figura 6 - Entrevista clínica
Fonte: Freepik
Há pessoas, por exemplo, que tem dificuldades em seguir um 
processo de avaliação ou mesmo apenas a entrevista, quando as 
perguntas são de estilo livre e abertas, pois preferem o modelo protocolar. 
Cabe ao profissional atentar-se à relação e ao público para a escolha da 
técnica adequada de entrevista (ARZENO, 1995).
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
16
Além das habilidades técnicas do entrevistador, outros quesitos são 
importantes e devem ser levados em conta na realização de entrevistas 
psicológicas, tais como o lugar e a duraçãodessas entrevistas. Quando 
em uma instituição, muitas vezes cabe ao profissional seguir aquilo que 
é limitado pela mesma, a exemplo, o número de entrevistas a serem 
realizadas ou mesmo a sua duração. 
Para que a prática da entrevista seja desempenhada de forma 
correta, o profissional deve estar em constante atualização e reconhecer 
também as necessidades de passar por um treinamento e formação para 
aprimorar o seu exercer profissional, seja quanto á ética, seja quanto à 
técnica (TAVARES, 2000). 
Dettogni (2018) destaca além dos aportes técnicos para a prática 
da entrevista, as habilidades interpessoais do entrevistador como um 
diferencial para essa prática, uma vez que para além da técnica, há um 
contexto em que se exige o contato social. 
Figura 7 - Entrevista psicológica
Fonte: Freepik
Tavares (2012) destaca como posturas do profissional na realização 
de entrevistas psicológicas:
1. Estar presente e disponível durante todo o processo.
2. Manter uma postura de escuta livre de julgamentos.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
17
3. Fornecer auxílio no estabelecimento da relação terapêutica.
4. Favorecer a expressão do paciente/solicitante quanto aos motivos 
de busca pela avaliação.
5. Favorecer o esclarecimento de questões levantadas ao longo do 
processo de avaliação.
6. Confrontar de maneira cuidadosa as esquivas e contradições 
observadas no relato e comportamento do paciente.
7. Ser tolerante frente a episódios de ansiedade.
8. Ser capaz de detectar as defesas e a estruturação do cliente.
9. Dominar as técnicas de avaliação. 
Na literatura, também é apontada a necessidade de que o 
entrevistador deve possuir quanto à manutenção de seu controle 
emocional (DETTOGNI, 2018). Morrinson (2010) destaca ainda a 
necessidade do profissional estudar sobre a realização, finalidades e 
contextos de aplicação de entrevistas, além de destacar a necessidade de 
treino e prática desse profissional para a realização de um bom trabalho. 
Figura 8 - Entrevista psicológica
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
18
IMPORTANTE:
Tavares (2000) enfatiza o fato de que o entrevistador tem a 
tarefa de colocar a entrevista clínica num lugar profissional, 
diferenciando-a de uma conversa. Cabe ao entrevistador 
essa responsabilidade e, uma vez responsável, esse 
profissional tem também o dever ético de promover o bem-
estar do indivíduo em processo de avaliação.
Entrevistas familiares
A entrevista é a ocasião para a coleta de informações acerca do 
avaliado, bem como, deve promover a motivação e o estabelecimento de 
vínculo entre o profissional e o sujeito avaliado. Além disso, a entrevista é 
também oportunidade para a construção de um clima favorável a todo o 
processo psicodiagnóstico (DETTOGNI, 2018). 
As entrevistas familiares são relevantes de maneira a auxiliar em 
encaminhamentos: se é melhor optar por um tratamento individual ou 
familiar (ARZENO, 1995).
Na maioria dos casos em que envolvem entrevistas com 
vinculares, o papel do profissional é inicialmente o de observador e não 
o de participante. Assim, somente após a coleta de informações há a 
oportunidade de se ter uma postura mais interventiva (ARZENO, 1995). 
Figura 9 - Entrevista Familiar
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
19
Em muitos casos cabe ao profissional coletar dados cronológicos 
sobre a história do cliente, mas, em se tratando de situações que 
envolvam mais informantes, como a avaliação psicológica infantil, coletar 
e comparar as diferentes versões sobre o fenômeno observado, pode ser 
um ponto interessante permitido pela realização de entrevistas (ARZENO, 
1995).
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo, 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Você aprendeu que o enquadre 
é uma das primeiras formas de estabelecimento de contato 
com o avaliado e que pode impactar diretamente na 
entrevista, uma vez que se bem estabelecido, pode auxiliar 
na manutenção da constância das variáveis avaliadas. 
A entrevista pode ser realizada em diversos momentos 
e atender a diversos públicos e contextos durante o 
período de avaliação. Pode-se trabalhar desde os motivos 
manifestos, aos motivos latentes na busca pela avaliação. É 
válido frisar que a entrevista deve estar atrelada a finalidade 
da avaliação bem como aos seus objetivos. Ao profissional 
cabe desenvolver habilidades teóricas, técnicas e éticas, 
visto que é responsável pela característica profissional e 
pelo bem-estar do avaliado. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
20
Testes e observação na avaliação psicológica
OBJETIVO:
Ao final deste capítulo, você será capaz de entender como 
é realizado o uso de testes em avaliação psicológica, 
bem como o seu lugar nesse campo de atuação. Isto 
será fundamental para entender um pouco mais sobre 
essa ferramenta tão utilizada e exclusiva dos psicólogos. 
Adicionalmente, os problemas no uso de testes serão 
destacados e o uso da observação também será 
contemplado como uma das ferramentas fundamentais 
envolvendo a prática. E então? Motivado para levar uma 
prática compreendendo a diversidade de ferramentas na 
área de Avaliação Psicológica? Vamos juntos conhecer 
um pouco mais desses aspectos fundamentais para uma 
formação completa nesse campo!
O uso de testes em avaliação psicológica
Figura 10 - Profissional refletindo sobre testes aplicados
Fonte: Freepik
O uso de testes em processos de avaliação psicológica permitem 
não só a identificação, mas também é responsável pela descrição 
e qualificação e/ou mensuração de algum constructo psicológico 
(BANDEIRA; ANDRADE, 2021). 
Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2018) os testes 
implicam em procedimentos sistemáticos de observação e descrição 
comportamentais.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
21
VOCÊ SABIA?
O Satepsi estabelece os critérios para a utilização e discute 
a qualidade dos instrumentos e o papel das ferramentas 
ao longo do processo de avaliação. Para maiores detalhes, 
Clique aqui. 
Bandeira e Andrade (2021) destacam que há diferenças entre países 
tanto quanto ao controle quanto as diretrizes de uso de testes. Há países 
em que o uso é restrito ao profissional de Psicologia, há países em que há 
um uso extensivo àqueles que possuem algum tipo de registro ou ligados 
a comercialização de testes e há países que não apresentam quaisquer 
sistematizações quanto ao seu uso. 
É importante citar que, no Brasil, há testes de uso privativo e de 
uso não privativo do psicólogo. Nesse caso, cabe também elucidar que 
o não privativo ainda assim pode ser usado pelo profissional de psicologia 
(BANDEIRA; ANDRADE, 2021). No Brasil a prática de uso de testes é exclusiva 
do psicólogo em quatro oportunidades, descritas na Figura 11 a seguir: 
Figura 11 - Práticas de uso de testes exclusiva do 
psicólogo segundo apontado por Bandeira e Andrade 
Orientação e seleção 
profissional
Diagnóstico
Solução de 
problemas de 
ajustamento
Orientação 
psicopedagógica
Fonte: Adaptado de Bandeira e Andrade (2021).
As diretrizes da International Test Comission (ITC, apud BANDEIRA; 
ANDRADE, 2021) destacam a necessidade de que o profissional envolvido 
nesse campo, apresente conhecimentos psicológicos e psicométricos 
bem fundamentados, além de ser uma exigência que esse profissional 
compreenda toda a amplitude do processo de avaliação. 
Tal comissão também estabelece como conhecimentos necessários 
ao profissional em uso de testes na avaliação psicológica (ITC, apud 
BANDEIRA; ANDRADE, 2021): 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
https://satepsi.cfp.org.br/
22
a. Ter domínio sobre quando se deve ou não fazer uso do teste.
b. Saber integrar os resultados de testes com as demais técnicas de 
avaliação utilizadas.
c. Ter conhecimento quanto às normas que regem a atividade 
profissional bem como a posturalegal e ética e os desdobramentos 
sobre o uso de testes.
d. Ter conhecimentos sobre o código de conduta e boa prática no 
uso de testes, no tratamento de dados e avaliação dos resultados 
obtidos.
e. Possuir um conhecimento que trabalhe também sobre o contexto 
cultural, social e político na aplicação do teste e os desdobramentos 
disso na sua interpretação e utilização. 
Problemas recorrentes no uso de testes 
psicológicos
Figura 12 - Aplicação de teste psicológico
Fonte: Freepik
Em períodos iniciais, no estabelecimento da prática de avaliação 
psicológica, essa foi bastante questionada, sobretudo no que se concerne 
a rotulação recorrente dos indivíduos avaliados, bem como as dificuldades 
em conferir cientificidade aos métodos e procedimentos utilizados na 
avaliação (NORONHA, 2002). 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
23
Cabe o destaque a avaliação psicológica no sentido de ser um campo 
prático que auxilia os demais campos e fornece diretrizes ao profissional 
quanto a ações que envolvam tomadas de decisão (WINTER; DAVID, 1996 
apud NORONHA, 2002). Dessa forma, é necessário aprimorar a qualidade 
das ferramentas utilizadas no processo de avaliação (NORONHA, 2002). 
Apesar disso, há ainda muitas questões quanto à concordância quanto às 
técnicas empregadas, o tempo de duração de uma avaliação ou mesmo 
as disparidades quanto às atitudes do avaliador em função da diversidade 
teórica envolvida (NORONHA, 2002).
Por muito tempo, a prática de avaliação sofreu por um período de 
descrédito no país em função de que os testes não eram compatíveis 
com a realidade brasileira (NORONHA, 2002).
Figura 13 - Aplicação de testes
Fonte: Freepik
Outros problemas comuns apontados na literatura são a 
complexidade dos pressupostos teóricos envolvidos e também a própria 
habilidade do profissional em compreender e estabelecer relações a partir 
dos dados coletados. Adicionalmente, a postura do profissional em ser 
negligente quanto à qualidade psicométrica dos instrumentos utilizados 
em avaliação também é apontada como uma questão a ser considerada 
(NORONHA, 2002).
Almeida et al. (1998) listam uma série de problemas que ocorrem na 
prática de avaliação e no uso de testes psicológicos: 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
24
1. Utilizar xerox dos materiais pertinentes aos testes.
2. Inadequação quanto à aplicação do teste e sua situação de 
aplicação.
3. Desatualização do teste empregado e do profissional quanto a 
aplicação e constructo avaliado.
4. Avaliação incorreta.
5. A não utilização de materiais padronizados em avaliação.
6. A falta de clareza quanto às limitações do instrumento utilizado 
na avaliação.
7. A aplicação de testes realizada por pessoas alheias a prática, ou 
seja, pessoas leigas.
8. Aplicação de testes sem que sejam realizadas adaptações 
culturais acerca do instrumento.
9. A aplicação de instrumentos sem que haja o seu devido 
arquivamento ou mesmo, sem que haja um seguimento quanto 
aos estudos realizados.
10. Interpretações generalistas, ou seja, que extrapolam o que o 
instrumento de fato avalia.
Houve um estudo realizado por Noronha (2002) que avaliava os 
problemas mais graves e mais frequentes quanto ao uso de testes na 
prática de avaliação psicológica. Quanto aos problemas mais graves, 
o autor aponta para os instrumentos no que se concerne ao seu uso, 
normas, características e uso, que poderiam ser solucionados caso 
houvesse uma maior preocupação e comprometimento quanto a sua 
adaptação, validade e fidedignidade, por exemplo. Já para os problemas 
mais frequentes, Noronha (2002) destaca para além dos instrumentos, a 
formação profissional, o que poderia ser sanado na medida em que se 
discute sobre formação profissional, o preconceito e preparação no uso de 
testes, os objetivos de seu uso e o investimento relativo a sua divulgação. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
25
Figura 14 - Profissional apresentando imagens de teste
Fonte: Freepik
SAIBA MAIS:
No estudo de Noronha et al. (2004), Parâmetros 
psicométricos: uma análise de testes psicológicos 
comercializados no Brasil, os autores discutem acerca 
de parâmetros psicométricos de testes psicológicos 
comercializados no Brasil. Dos 146 instrumentos avaliados, 
apenas 28,8% apresentavam estudos que de fato 
envolviam sua validade, precisão e mesmo padronização 
no seu uso. Tal estudo sugere a necessidade de se 
debruçar sobre esse campo e discutir o uso de testes 
de maneira a aprimorar a prática e desenvolver a área de 
Avaliação Psicológica no país.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
26
Figura 15 - Psicóloga atuando em avaliação psicológica infantil
Fonte: Freepik
Oakland (1996) destaca os testes como fontes importantes de 
informação e uso, sobretudo em países em que há uma preocupação 
maior quanto ao sistema educacional e dispõe de maiores recursos 
e tecnologias se comparado a países em que há dificuldades nessas 
questões. Nesse sentido, cabe enfatizar que por ser uma prática exclusiva 
do psicólogo, dificuldades e falhas nessa prática podem implicar num 
impacto negativo sobre a categoria na comunidade. 
Figura 16 - Profissional em avaliação psicológica de casal
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
27
Noronha (2002) aponta para a necessidade de uma visão crítica 
não só quanto ao instrumento utilizado em avaliação, mas com relação 
à própria conduta profissional. Dessa forma, a formação profissional 
e pesquisa promoveriam também uma melhor compreensão quanto 
ao entendimento do uso de testes e sua utilização. Um debate sobre a 
criação de instrumentos e mesmo orientações quanto à atualização de 
instrumentos já existentes auxiliaram também em boas práticas no campo 
de avaliação. 
A observação na avaliação psicológica
A observação do comportamento é uma das ferramentas que 
também merece destaque no processo de avaliação, podendo ser 
utilizada ao longo de todo o processo e, juntamente com outras 
ferramentas, é considerada pelo Conselho Federal de Psicologia como 
prática fundamental, conforme destacado no Quadro 1.
Tabela 1 – Fontes de informação fundamentais e complementares segundo o CFP
Fontes fundamentais Fontes Complementares
Testes; entrevistas; anamnese; protocolos; 
registro de observação
Técnicas e instrumentos não psicológicos 
subsidiados pela literatura científica e 
documentos técnicos.
 
Fonte: Adaptado de CFP (2018).
O livro Ensinando a observar, de Danna e Matos, promove uma 
discussão acerca da importância da observação do comportamento sob 
a perspectiva da Análise do Comportamento. Em textos curtos e simples 
e com exercícios práticos, o livro convida o estudante ao ingresso nesse 
campo e na construção de protocolos de observação, aplicando variadas 
técnicas de registro de comportamento.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
28
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo, 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você aprendeu que o uso 
de testes permite não só a identificação acerca de alguma 
questão levantada no campo de avaliação, mas também 
é uma forma de viabilizar a descrição e mensuração de 
constructos psicológicos. Há uma regulamentação a ser 
seguida no uso de testes, o que no Brasil é validado pelo 
Satepsi, vinculado ao Sistema Conselhos que estabelece 
as diretrizes para o uso de testes psicológicos no Brasil. É 
válido frisar que há testes que são exclusivos do uso do 
psicólogo e testes que não são de uso privativo, ainda 
sim podendo ser utilizados em uma avaliação de maneira 
complementar, desde que haja dados referentes a 
padronização, validação na literatura. É importante destacar 
também que há diferenças entre os diversos países, tendo 
a prática de uso de testes ora exclusiva do psicólogo, ora 
expandida a outros profissionais ligados a comercialização 
de testes, ora sem regulamentaçãopara o seu uso. Cabe 
a reflexão também sobre a importância da formação do 
profissional quanto ao uso de testes e capacitação para 
que esse esteja preparado para a sua prática e atento a sua 
postura de maneira a evitar erros tão graves e frequentes 
nesse campo. Importante destacar que a observação é 
fonte fundamental de informação em avaliação psicológica, 
juntamente com os testes e entrevistas, diferenciando-se 
de outras fontes complementares de informação.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
29
Integração das informações e orientações 
e devolutiva
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender 
os principais pontos pertinentes as etapas de integração de 
informações e devolutiva em uma Avaliação Psicológica. 
E então? Engajado para aprender os principais pontos e 
diferenciar os tipos de documentos que permeiam essa 
prática? Conte conosco para conhecer um pouco mais e 
se capacitar quanto a essa habilidade tão importante para 
a sua prática!
Integração de informações
Krug et al. (2016), em consonância com o que é estabelecido pelo 
Conselho Federal de Psicologia, identificam o processo de avaliação 
psicológica como sendo um processo longo e de grande amplitude,que 
abarque a integração de informações oriundas de diversas fontes, a 
exemplo de testes, entrevistas e observações. 
O processo de avaliação psicológica difere de testagem psicológica, 
uma vez que, nesse caso, a ênfase de fonte de informação são os 
resultados de aplicação de testes (KRUG et al. 2016). 
Figura 17 - Profissional analisando documentos
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
30
Segundo Segabinazi (2016), o veto em 2013 no processo de aprovação 
da exclusividade médica na realização de diagnósticos envolvendo 
transtornos mentais, prática prevista como parte do projeto do chamado 
“Ato médico”, favoreceu a preocupação com relação à avaliação.
Figura 18 - Teste psicológico
Fonte: Freepik
É importante a compreensão de que há inúmeras possibilidades 
quanto a modelos e métodos, cujo objetivo seja de integração de 
informações oriundas do processo de avaliação psicológica. Em alguns 
casos, o próprio contexto de avaliação favorece essas diferenças 
(SEGABINAZI, 2016). 
Haase et al. (2008 apud SEGABINAZI, 2016) apontam pelo menos 
duas perspectivas de análise em avaliação, conforme o Quadro 2. 
Tabela 2- Perspectivas em avaliação segundo Haase et al.
Perspectiva ideográfica Perspectiva nomotética
Há a formulação de hipóteses e testagem 
dessas a partir de dados clínicos 
coletados.
Há a comparação de resultados 
da avaliação com as normativas da 
população estudada.
 
Fonte: Adaptado de Haase et al. (2008 apud SEGABINAZI, 2016).
Geralmente é realizada a descrição da demanda, onde são 
avaliadas e selecionadas as linhas de investigação mais adequadas ao 
caso. É realizado um levantamento do histórico do paciente, podendo ser 
esse levantamento, o ponto de partida para uma integração (SEGABINAZI, 
2016). 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
31
Ao realizar a descrição da demanda, tanto fatores pessoais quanto 
familiares e de motivações ao tratamento devem ser enfatizados. Para 
viabilizar esse dado, técnicas de observação são aplicadas de maneira 
criteriosa e devem ser explicitadas após a coleta de dados sobre a 
problemática e as razões e expectativas com relação à problemática 
apresentada, bem como ao tratamento (SEGABINAZI, 2016). 
Cunha (2003) aponta as possibilidades de levantamento de história 
clínica também nesse momento, de maneira a realizar uma reconstrução 
do início do surgimento dos sintomas e comportamentos, bem como a 
sua evolução, podendo-se usar fontes subsidiárias de informação. 
Cunha (2003) exemplifica fontes subsidiárias de informação 
elementos, como álbum do bebê, gravações, entrevistas, etc. 
Figura 19 - Pessoa acessando fonte subsidiária de informação
Fonte: Freepik
Além da descrição da demanda, são explicitados os pormenores 
dos procedimentos adotados e a base científica de maneira a corroborar 
o que foi realizado, sugestões e intervenções. Há a necessidade de 
especificação, tanto dos referenciais teóricos, como dos referenciais 
técnicos adotados (SEGABINAZI, 2016). 
Normalmente, há discussões sobre a importância ou necessidade 
de se incluir um diagnóstico na avaliação e articulação dos dados 
encontrados a partir dessa prática. Sobre esse fator, Segabinazi (2016) 
ressalta que essa inclusão deve ser feita caso seja necessário para o 
atendimento da demanda apresentada. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
32
A literatura aponta que o momento da devolução seria um momento 
essencial para serem englobados todos os momentos da avaliação, as 
decisões e mesmo os direcionamentos a serem adotados (SEGABINAZI, 
2016).
Figura 20 - Pessoa em avaliação
Fonte: Freepik
Anteriormente nos processos de avaliação, havia uma preocupação 
maior com relação à terapêutica individual, em definições de doença e 
busca pela cura, o que num contexto histórico favorecia o isolamento e 
estigmatização da pessoa avaliada. O ritmo da avaliação, também era 
adotado exclusivamente pelo avaliador e é baseado na investigação de 
dados e fornecimento de conclusões (SEGABINAZI, 2016).
Numa posição distinta dessa supracitada, um novo procedimento 
de trabalho foi adotado, cumprindo com os objetivos de um entendimento 
amplo do indivíduo, de variáveis relevantes e fatos apresentados. Sendo 
assim, alguns elementos tornam-se importantes para a avaliação, 
conforme sugerido por SEGABINAZI (2016): 
1. História de vida do indivíduo.
2. Descrição comportamental do individuo.
3. Dinâmica familiar envolvida.
4. Fatores culturais relevantes no caso.
5. Quando pertinente, as variáveis institucionais, a depender do 
contexto de avaliação.
6. Dinâmica social atrelada ao indivíduo avaliado. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
33
Com a adoção dessa nova perspectiva de avaliação, agora um 
modelo compreensivo e integrador, há espaço para a elaboração de 
uma avaliação colaborativa. A adoção desse modelo não elimina, todavia 
reconhece as limitações do processo avaliativo (SEGABINAZI, 2016). 
Figura 21 - Atividade de supervisão
Fonte: Freepik
No texto O psicodiagnóstico compreensivo dos transtornos de 
ansiedade em pacientes cardiopatas, Saes et al. (2001) exemplificam a 
adoção do psicodiagnóstico compreensivo, envolvendo transtornos de 
ansiedade em pacientes cardiopatas sob o viés psicanalítico, destacando 
a importância desse modelo psicodiagnóstico no campo de avaliação. 
Ao profissional de avaliação psicológica, há a necessidade de 
atualização constante, tanto no viés teórico e técnico, como prático. 
Segabinazi (2016) sugere a participação dos profissionais em grupos de 
pesquisa, o engajamento em capacitações, especializações ou mesmo 
a atualização a partir da leitura em revistas científicas pertinentes na área. 
Muitas vezes, durante a coleta de dados e integração das 
informações podem aparecer contradições a ser também motivo de 
preocupação por parte do profissional, no sentido de que este passa a 
buscar convergência ou divergência nesses elementos. A supervisão 
de um profissional experiente pode ser de grande auxilio na elucidação 
de questões como essa, bem como, nos encaminhamentos devidos 
(SEGABINAZI, 2016).
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
34
A devolutiva
A entrevista de devolução pode ser realizada de uma única vez ou 
podem ser realizadas mais entrevistas. Arzeno (1995) destaca que em 
alguns casos pode haver dificuldades de assimilação de informações por 
parte do avaliado, por exemplo, o que poderia ser um dos motivos por 
dividir o processo de devolutiva em mais entrevistas. 
Figura 22 - Entrevista devolutiva.
Fonte: Freepik
Em casos que envolvam a família, a entrevista pode ser também 
realizada em dois momentos, uma com o avaliado e outra com os 
familiares. No caso em que a demanda é familiar, talentrevista pode ser 
realizada diretamente com a família (ARZENO, 1995). 
É válido destacar que o realizar da entrevista devolutiva não implica 
em esgotar os conhecimentos sobre o indivíduo, casal ou mesmo família 
entrevistada, na verdade a entrevista favorece a aproximação do avaliador 
ao sintoma (ARZENO, 1995).
Os cuidados ao realizar a entrevista devolutiva implicam no fato de 
que esta pode alterar a vida do indivíduo avaliado em diversos aspectos, 
o que reforça o caráter técnico e ético dessa ferramenta de avaliação. É 
importante, pois, que essa entrevista esteja alinhada com os objetivos da 
avaliação. Em linhas gerais, a Figura 24 mostra as possibilidades dentro de 
uma prática de devolutiva: 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
35
Figura 23 - Exemplos de decisões a partir de uma entrevista devolutiva 
Encaminhamentos
Recomendações
Orientações
Diagnósticos
Fonte: Adaptado de Dettogni (2018).
A postura do avaliador em entrevistas 
devolutivas
É interessante que a entrevista de devolução de informações 
seja realizada pelo profissional que fez a avaliação, lembrando-se este 
de manter uma postura imparcial diante do que precisa ser avaliado e 
encaminhado (ARZENO, 1995). 
Arzeno (1995) aponta que diferentemente das entrevistas iniciais, 
no processo de devolução o papel do avaliador é mais ativo, visto que 
é realizada uma formulação do que deve ser transmitido ao avaliado/
solicitante de maneira fundamentada.
Quanto à postura do avaliador em entrevistas devolutivas deve-
se evitar realizar apenas uma transmissão de conclusões acerca do 
processo. É importante, nesse período viabilizar um espaço para que 
sejam expressas e avaliadas também as reações dos avaliados e mesmo 
do solicitante. Também é objetivo da devolutiva a validação ou não das 
formulações realizadas.
Pellini e Sá Leme (apud DETTOGNI, 2018) salientam que a 
entrevista devolutiva deve abarcar desde uma análise dos condicionantes 
históricos até o momento atual e os desdobramentos da avaliação devem 
contemplar a atuação diretamente com o indivíduo, bem como sob esses 
condicionantes.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
36
Arzeno (1995) aponta que em alguns casos pode acontecer de fatos 
não mencionados anteriormente virem à tona na entrevista de devolução, 
o que viabiliza e torna-se uma oportunidade para a mudança de hipóteses 
acerca da avaliação e mesmo uma oportunidade de aumentar o grau de 
confiabilidade da avaliação: trata-se de uma oportunidade de realizar não 
só uma verificação como também, em alguns casos, uma retificação das 
hipóteses levantadas. 
Para Tavares (2012) a característica avaliativa permanece no 
momento em que a devolutiva abarca também a possibilidade do 
entrevistado expor as suas percepções sobre as conclusões, seus 
sentimentos e pensamentos nessa situação. Cabe ao profissional auxiliar 
o indivíduo na absorção das decisões realizadas bem como auxiliar na 
elaboração das possíveis fantasias criadas a partir da devolução. 
Figura 24 - Entrevista
Fonte: Freepik
No texto Relato de uma entrevista de devolução com a criança no 
psicodiagnóstico, Monteiro (2010) exemplifica uma entrevista devolutiva 
de um caso de avaliação psicológica infantil. Trata-se de um caso de uma 
criança de 7 anos, detalhando a avaliação e integração de dados bem 
como a construção e realização da entrevista devolutiva. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
37
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo, 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você aprendeu que 
a integração de informações oriundas da avaliação 
psicológica é realizada de diversas fontes, diferentemente 
do que ocorre com a testagem psicológica, que a reflexão 
seria apenas sobre uma fonte de informação: os resultados 
obtidos a partir do uso de testes. Há pelo menos duas 
perspectivas de leitura dos e interpretação dos dados: a 
ideográfica e a nomotética. Atualmente há um movimento 
para a compreensão global do indivíduo e um processo 
colaborativo na organização e devolução dos dados. O 
modelo compreensivo é fundamental para o auxílio na 
tomada de decisão e mesmo um melhor direcionamento 
do caso. A entrevista devolutiva é essencial uma vez que 
é uma oportunidade também do indivíduo avaliado ter 
um espaço de fala e de expressão sobre as conclusões e 
observações do avaliador no processo. A partir da reflexão 
sobre os diversos elementos (dinâmica pessoal, familiar, 
cultural, social, por exemplo) e na exposição dos pontos 
relevantes obtidos a partir da avaliação, o indivíduo pode 
auxiliar na confirmação de hipóteses ou mesmo na reflexão 
sobre um novo direcionamento da avaliação. Na avaliação 
psicológica reflete-se sobre a importância da formação e 
atualização profissional, bem como, quando necessário, 
demandar de um profissional mais experiente auxílio no 
andamento do caso em uma atividade de supervisão.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
38
Documentos decorrentes da avaliação 
psicológica
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
como devem ser elaborados documentos oriundos 
da avaliação psicológica, seus tipos, bem como, seus 
principais fatores a serem considerados e as dificuldades 
nessa prática. Isto será fundamental para a completude 
do seu trabalho de avaliação e importante para o objeto 
a ser avaliado. E então? Encorajado a compreender e 
capacitar-se para uma finalização adequada do processo 
desse trabalho? Vamos juntos conhecer um pouco mais da 
devolutiva do trabalho nessa área!
Elaboração de documentos decorrentes da 
avaliação psicológica
É importante frisar que o paciente durante o processo de avaliação 
psicológica tem direito a documentos (declaração) que justifiquem faltas 
no trabalho (SEGABINAZI, 2016). Em alguns casos podem ser solicitados 
encaminhamentos a algumas instituições, como na escola, no formato 
de atestado. Em todo caso, é sempre importante o fornecimento de 
informações quanto à necessidade da manutenção do sigilo nesses casos 
(SEGABINAZI, 2016). 
Figura 25 - Entrega de documentos
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
39
O processo de psicodiagnóstico exige preparos técnicos e é 
composto por diversas etapas que consistem desde uma entrevista inicial, 
até a coleta e integração de dados e construção da entrevista devolutiva e 
mesmo a elaboração de documentos psicológicos (MÔNEGO, 2016). 
É recomendável para registros de documentos no formato digital, 
ou com informações por escrito ou arquivadas, que essas tenham o 
consentimento do avaliado, de maneira a resguardar e reafirmar a postura 
também ética nesse processo (MÔNEGO, 2016). 
A atenção quanto aos documentos psicológicos oriundos de 
avaliação psicológica merecem atenção desde o momento do enquadre 
e ajuste de honorários, visto que o valor do serviço prestado deve ser 
compatível também com o conhecimento técnico empregado, horas 
despendidas na produção desse documento (MÔNEGO, 2016).
SAIBA MAIS:
Preto e Fajardo (2015) realizaram uma revisão de literatura 
a respeito do Laudo Psicológico no Brasil, fazendo uma 
reflexão a respeito de sua estruturação e conteúdo. Acesse 
o documento aqui.
Há cuidados a serem explicitados ao cliente em relação à devolução 
de resultados provenientes de um processo de psicodiagnóstico de 
maneira presencial. Todavia, tais cuidados também devem ser observados 
nas devoluções por escrito. Para que isso seja realizado de maneira 
adequada, o profissional deve atentar-se para aseleção do conteúdo, 
prezando pelo respeito ao sigilo e privacidade do avaliando (MÔNEGO, 
2016). Albortoz (2016) enfatiza que qualquer comunicação realizada, 
seja em formato presencial ou escrito deve ser pautada nos princípios 
éticos que norteiam a prática profissional. É extremamente importante a 
manutenção da confidencialidade da comunicação e sobrea quem se 
destina. 
Todos os documentos pertinentes do psicodiagnóstico devem ser 
produzidos em duas vias, para que uma das versões possa constar nos 
arquivos do profissional (ALBORTOZ, 2016). 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
40
É válido lembrar que o indivíduo deve estar ciente acerca do 
conteúdo elaborado e que este deve estar em consonância com as 
demandas e em concordância com o envio a instituição/ solicitante. É 
importante que para todo o material escrito compartilhado haja a garantia 
de uso responsável do solicitante (ALBORTOZ, 2016).
Rovinski e Lago (2016) apontam que a elaboração de documentos 
escritos é uma forma de devolução, fora a entrevista, dos resultados 
encontrados no processo de avaliação. Normalmente deve conter uma 
síntese de dados envolvendo a descrição da situação, histórico da queixa 
e intervenção, e serve como um auxílio na tomada de decisão profissional. 
Os cuidados na elaboração de documentos também devem receber 
destaque uma vez que esses documentos podem exercer uma influência 
a longo prazo sob a vida do cliente (ROVINSKI; LAGO, 2016).
A devolução engloba além do oferecimento de resultados quanto a 
aplicação de testes, mas envolve a discussão de uma linha de raciocínio 
compatível a demanda apresentada. O documento pode servir também 
no auxílio na compreensão e resolução de problemas envolvidos na 
queixa inicial (ROVINSKI; LAGO, 2016). 
Figura 26 - Análise de documentos.
Fonte: Freepik
Diferentes campos disciplinares podem solicitar a elaboração de 
um documento e, independente do campo, é importante que a escrita 
seja de fácil compreensão (ROVINSKI; LAGO, 2016). 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
41
Um relatório não compreendido pelo solicitante é um documento 
sem valor, então outro ponto de atenção é que a escrita, além de seguir 
diretrizes técnicas e éticas, precisa ter clareza. 
Há documentos que devem ser elaborados com a ciência de que 
tratam-se de um campo interdisciplinar e que há uma variedade de 
contextos que produzem também uma variedade quanto a modelos de 
devolução. É válido salientar que, independente do contexto avaliativo e 
mesmo a particularidade da escrita do profissional, há aspectos comuns 
que devem ser garantidos para a garantia de qualidade do documento 
produzido (ROVINSKI; LAGO, 2016).
Muitos avaliadores iniciantes têm dificuldades quanto à 
apresentação dos documentos escritos: é comum que esses avaliadores 
realizem descrições fragmentadas, sem de fato realizar a integração das 
informações disponíveis (ROVINSKI; LAGO, 2016).
Figura 27 - Pessoa avaliando documentos.
Fonte: Freepik
Groth-Marnot (2003 apud ROVINSKI; LAGO, 2016) apontam a 
necessidade de que a elaboração de documentos abarque o foco no 
caso e descrição do comportamento envolvido, a forma de tratamento no 
contexto da avaliação, como pode ser realizado o tratamento de maneira 
que seja aliada a demanda e que contenha uma linguagem acessível ao 
solicitante e avaliado. 
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
42
Legislação envolvendo a elaboração de 
documentos psicológicos
É importante destacar que no Brasil, mudanças frequentes nas 
legislações envolvendo a elaboração de documentos são reflexo da 
dificuldade apresentada por inúmeros profissionais sobre a definição e 
caracterização dos tipos de documentos existentes e as demandas nos 
diversos contextos de atuação.
SAIBA MAIS:
Muitos processos éticos são relativos a erros na elaboração 
de documentos psicológicos. No texto Análise dos 
processos éticos publicados no Jornal do Conselho Federal 
de Psicologia, Zaia et al. (2018) analisam os processos éticos 
publicados no jornal do Conselho Federal de Psicologia, 
sendo muitos dos casos relatados oriundos da prática de 
avaliação psicológica. Clique aqui.
Quadro 3 – Resoluções do CFP importantes para a compreensão 
acerca da elaboração de documentos psicológicos
Resolução nº Principais tópicos
30/2001
Estabelecimento do Manual de Elaboração de Documentos 
Psicológicos decorrentes da Avaliação (CFP, 2001).
17/2002
Necessidade de uma produção que seja qualificada linguagem 
profissional, clara e concisa.
Reconhecimento do processo dinâmico de avaliação.
07/2003
Manual de Elaboração de Documentos escritos, sobretudo aqueles 
frutos de avaliação psicológica.
06/2019
Inclusão de orientações acerca do Relatório Multiprofissional.
Destinos de envio de devolutivas
Estrutura própria de cada documento.
Ênfase na responsabilidade do profissional ao elaborar os 
documentos de maneira ética e técnica.
Adaptado de CFP (2021).
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
https://www.scielo.br/j/pcp/a/LYw9hxkCpDKTWXbhGb3gjRH/
43
ACESSE:
Acesso as normas para a elaboração de documentos 
psicológicos aqui.
Estrutura dos principais documentos 
psicológicos
Declaração
Segundo a Resolução nº 06/2019 do CFP, a declaração segue a 
seguinte estrutura: 
 • Título.
 • Identificação do usuário.
 • Finalidade.
 • Informações sobre local, dias, horários.
 • Encerramento: local, data e carimbo com assinatura profissional.
Figura 28 – Pessoa analisando documentos
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
http://crpsp.org.br/informativos/arquivos/ResolucaoCFP-06-2019.pdf
44
Atestado Psicológico
Segundo a Resolução 06/2019 do CFP, o atestado deve seguir a 
estrutura abaixo:
 • Título.
 • Identificação. 
 • Solicitante.
 • Finalidade.
 • Descrição das condições emocionais/psicológicas, fruto do raciocínio 
psicológico ou avaliação; optativa a classificação diagnóstica.
 • Encerramento: local, data e carimbo com assinatura do profissional 
e rubrica em todas as páginas.
 • Facultativo: inclusão de destaque sobre a não utilização do 
documento para outros fins.
Relatório Psicológico
Segundo a Resolução nº 06/2019 do CFP, esse documento deve 
ser estruturado da seguinte forma:
 • Identificação.
 • Descrição da demanda.
 • Procedimento.
 • Análise.
 • Conclusão.
 • Encerramento incluindo, local, data e carimbo com assinatura do 
profissional e rubrica em todas as páginas.
 • Facultativo: inclusão de destaque sobre a não utilização do 
documento para outros fins.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
45
SAIBA MAIS:
No texto Análise do relatório de avaliação psicológica 
da clientela de classe especial para deficiente mental, 
Marconi e Graminha (1992) discutem a respeito do relatório 
psicológico de clientela envolvendo classes especiais, 
verificando os desdobramentos dos dados obtidos por 
esses documentos.
Relatório Multiprofissional
Segundo a Resolução 06/2019, o relatório multiprofissional deve 
ser confeccionado da seguinte forma, mantendo o sigilo de questões 
privativas do profissional de Psicologia:
 • Identificação.
 • Descrição da demanda.
 • Procedimentos.
 • Análises.
 • Conclusão.
 • Encerramento.
Figura 29 - Elaboração de documentos
Fonte: Freepik
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
46
Laudo Psicológico
Segundo a Resolução nº06/2019 do CFP, sua estrutura é:
 • Identificação.
 • Descrição da demanda.
 • Procedimento.
 • Análise.
 • Conclusão.
 • Referências.
 • Encerrar incluindo, local, data e carimbo com assinatura do 
profissional e rubrica em todas as páginas.
SAIBA MAIS:
O estudo Laudo psicológico: operacionalização e avaliação 
dos indicadores de qualidade, de Silva e Alchieri (2011), aborda 
a elaboração de laudos no trânsito em dois momentos: 
aquisição da carteira nacional de habilitação e renovação. 
Foram avaliados critérios de qualidade e identificadas 
questões envolvendo a integração das informações.
Parecer Psicológico
Segundo a Resolução 06/2019, o parecer psicológico tem a 
seguinte estrutura:
 • Identificação.
 • Descrição da demanda.
 • Análise.
 • Conclusão.
 • Referências.
 • Encerrar incluindo, local, data e carimbo com assinatura do 
profissional e rubrica em todas as páginas.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
47
RESUMINDO:
E então? Gostoudo que mostramos? Aprendeu mesmo, 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você aprendeu que a 
elaboração de documentos psicológicos é uma prática 
importante para o profissional da área de avaliação 
psicológica, pois é uma forma de devolutiva. Sendo assim, 
deve compor uma integração dos resultados provenientes 
da avaliação de forma clara, em respeito a demanda 
apresentada e destacando os procedimentos adotados e 
possíveis direcionamentos. Há uma legislação a respeito da 
elaboração de documentos e essa legislação foi modificada 
ao longo do tempo de maneira a fornecer diretrizes para a 
atuação profissional. Hoje cada documento deve enfatizar 
a sua finalidade e tem uma estrutura específica e algumas 
normas podem ser alteradas tanto pelo contexto no qual 
ocorre a avaliação como pelo próprio estilo do avaliador. 
Independente do contexto, a garantia de confiabilidade 
e qualidade do material apresentado permanece. A ética 
deve estar presente ao longo de todo o processo.
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
48
REFERÊNCIAS
ALBORNOZ, A. C. G. Devolução das informações do psicodiagnóstico. 
In: HUTZ, C. S. et al. Psicodiagnóstico. Porto Alegre: Artmed, 2016.
ARZENO, M. E. G. Psicodiagnóstico clínico: novas contribuições. 
Porto Alegre: Artmed, 1995. 
BANDEIRA, D. R.; ANDRADE, J. M. O uso de testes psicológicos: 
formação, avaliação e critérios de restrição. Psicologia: ciência e profissão, 
v. 41, n. 1, p. 1-12, 2021. 
BRASIL. Conselho Federal de Psicologia. Resolução nº 009, de 
25 de abril de 2018. Estabelece diretrizes para a realização de Avaliação 
Psicológica no exercício profissional da psicóloga e do p sicólogo, 
regulamenta o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos - SATEPSI 
e revoga as Resoluções n° 002/2003, nº 006/2004 e n° 005/2012 e 
Notas Técnicas n° 01/2017 e 02/2017. Brasília: CFP. 2018. Disponível em: 
https://bit.ly/3iaYES1. Acesso em: 21 jul. 2021.
DETTOGNI, F. A importância da entrevista no processo de avaliação 
psicológica. Revista Especialize On-line IPOG, Goiânia, v. 1, n. 15, jul., 2018. 
GARCIA-SANTOS, S. A entrevista em avaliação psicológica. Revista 
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HUTZ, C. S. et al. Psicodiagnóstico. Porto Alegre: Artmed, 2016.
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Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
	A entrevista no processo de avaliação psicológica
	O enquadre
	A entrevista psicológica
	A primeira entrevista
	Habilidades do terapeuta na entrevista
	Entrevistas familiares
	Testes e observação na avaliação psicológica
	O uso de testes em avaliação psicológica
	Problemas recorrentes no uso de testes psicológicos
	A observação na avaliação psicológica
	Integração das informações e orientações e devolutiva
	Integração de informações
	A devolutiva
	A postura do avaliador em entrevistas devolutivas
	Documentos decorrentes da avaliação psicológica
	Elaboração de documentos decorrentes da avaliação psicológica
	Legislação envolvendo a elaboração de documentos psicológicos
	Estrutura dos principais documentos psicológicos
	Declaração
	Atestado Psicológico
	Relatório Psicológico
	Relatório Multiprofissional
	Laudo Psicológico
	Parecer Psicológico

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