Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO: AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS – MÉTODOS ................ 4 
PEDIDO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL ............................................................. 5 
RESOLUÇÃO Nº 237, de 19 de dezembro e 1997 ................................................... 10 
TERMO DE REFERÊNCIA – RESOLUÇÃO CONAMA 001/86 ................................ 19 
ROTEIRO BÁSICO DE TERMO DE REFERÊNCIA PARA EIA-RIMA E OUTROS 
DOCUMENTOS TÉCNICOS EXIGIDOS PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL . 22 
Espeleologia .............................................................................................................. 38 
Ecossistemas Terrestres ........................................................................................... 39 
Ecossistemas Aquáticos ........................................................................................... 40 
Geologia e Geomorfologia......................................................................................... 41 
Solos ......................................................................................................................... 42 
Recursos Hídricos ..................................................................................................... 42 
Ecossistemas Terrestres ........................................................................................... 44 
Ecossistemas Aquáticos ........................................................................................... 46 
Meio Socioeconômico ............................................................................................... 47 
Dinâmica Populacional .............................................................................................. 47 
Infraestrutura ............................................................................................................. 48 
Uso e Ocupação do Solo........................................................................................... 48 
Caracterização Socioeconômica das Comunidades Afetadas .................................. 48 
Estrutura Produtiva e de Serviços ............................................................................. 48 
Patrimônio Histórico, Cultural, Paisagístico e Arqueológico ...................................... 49 
Comunidades Indígenas, Ribeirinhas e Quilombolas ................................................ 49 
ESTUDOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS ................................................................. 55 
TÉCNICAS E METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS ... 56 
SANEAMENTO BÁSICO ........................................................................................... 66 
QUANTO À ESPECIFICIDADE ................................................................................. 68 
ESTUDO DE CASO .................................................................................................. 86 
Impactos gerados ...................................................................................................... 89 
ATIVIDADE DE MINERAÇÃO ................................................................................... 90 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 96 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
INTRODUÇÃO: AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS – MÉTODOS 
 
A Avaliação dos Impactos Ambientais é fundada a partir dos Estudos de 
Impacto Ambiental (EIA). A constituição desses estudos é composta por um conjunto 
de atividades técnicas e científicas que abrange o diagnóstico ambiental com a 
propriedade de identificar, prevenir, medir e interpretar se possível, os impactos 
ambientais. 
A Avaliação de Impacto Ambiental não é um instrumento de decisão, mas sim 
de auxílio ao processo de tomada de decisão (PIMENTEL, 1992). Seu objetivo é 
obter informações por meio do exame sistemático das atividades do projeto. 
Os métodos utilizados em uma AIA envolvem a inter e multidisciplinariedade 
exigida pelo tema, as questões de subjetividade, os parâmetros que permitam 
quantificação e os itens qualitativos e quantitativos. Assim sendo, torna-se possível 
observar a proporção da importância destes parâmetros e a possibilidade dos 
impactos ocorrerem, a fim de se obter dados que aproximem o estudo de uma 
conclusão mais realística. 
 
 
MANGUE 
<www.conder.ba.gov.br> 
 
Nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental 
(RIMA), que originam a Avaliação de Impacto Ambiental para os licenciamentos 
exigidos por lei, três campos são estudados e enfocados por equipes 
multidisciplinares.Com o objetivo de obter o cenário daquele momento, para que se 
possa construir um programa que regule o uso múltiplo dos recursos naturais 
envolvidos: 
http://www.conder.ba.gov.br/
http://www.conder.ba.gov.br/
 
 
5 
 
- Meio Físico: o estudo da climatologia, da qualidade do ar, do ruído, da 
geologia, da geomorfologia, dos recursos hídricos (hidrologia, hidrologia superficial, 
oceanografia física, qualidade das águas, uso da água), e do solo; 
- Meio Biológico: para o estudo do ecossistema terrestre, do ecossistema 
aquático e do ecossistema de transição; 
- Meio Antrópico: o estudo da dinâmica populacional, uso e ocupação do 
solo, nível de vida, estrutura produtiva e de serviço e organização social. 
Portanto, a metodologia de AIA utiliza para um parecer ambiental métodos e 
técnicas estruturadas para coletar, analisar, comparar e organizar informações e 
dados sobre os impactos nesses três campos citados. 
 
PEDIDO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
 
Quando da instalação de algum empreendimento (programa, plano ou 
projeto), o empreendedor deve procurar o órgão ambiental (IBAMA ou o órgão 
estadual, dependendo do caso) solicitar o Pedido de Licenciamento Ambiental das 
atividades a serem implantadas. O órgão ambiental licenciador deverá informar ao 
empreendedor se é necessário e qual o tipo de licenciamento e documentações 
técnicas que deverão ser apresentadas para se obter as licenças. 
É da função legal dos órgãos estaduais de meio ambiente ou do IBAMA 
licenciar as atividades que são consideradas modificadoras do meio ambiente 
previstas na Lei 6.803/80 e nas Resoluções do CONAMA. 
No caso de haver necessidade de elaboração de Estudo de Impacto 
Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental ou de outro documento técnico 
semelhante (Plano de Controle Ambiental, Relatório de Controle Ambiental, Plano de 
Recuperação de Áreas Degradadas, etc.), o órgão licenciador escolhe os elementos 
para preparar o Termo de Referência, que orientará os procedimentos necessários 
para a elaboração daqueles documentos. 
Nas atividades modificadoras do meio ambiente, o empreendedor deverá 
preencher obrigatoriamente a ficha do Cadastro Técnico Federal e/ou Estadual de 
Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, caso 
a atividade a ser implantada não tenha sido ainda cadastrada. 
 
 
6 
 
Órgãos Estaduais de Meio Ambiente  órgão responsável pelo processo 
de licenciamento das atividades modificadoras do meio ambiente, cabendo-lhe 
orientar o empreendedor quanto: as atividades que necessitam de licenciamento 
ambiental. Quais os tipos de licenças a serem obtidas? Quais os estudos ambientais 
e outros documentos técnicos a serem elaborados? E quais os documentos que 
devem ser apresentados para o pedido formal da licença. 
O Empreendedor  deve fornecer ao órgão ambiental competente as 
informações requeridas para a concessão de licenças ambientais a seu 
empreendimento, podendo ser de setor público ou privado. 
 
Agentes sociais envolvidos no momento de pedido de licenciamento 
ambiental: 
 
 
 
 
Procedimentosno Pedido de Licenciamento Ambiental – o empreendedor 
procura o órgão ambiental licenciador quando: 
 Por exigência de órgãos financiadores de projetos (BASA, BNDES, 
BID) e/ou de empresas estatais que oferecem infraestrutura aos projetos (SUDAM, 
SUFRAMA e outras) 
 Por exigência de órgãos públicos responsáveis pelo licenciamento 
integral de atividades a serem implantadas, como por exemplo: Prefeituras 
municipais, no caso de loteamentos urbanos e construções gerais; 
INCRA, para as atividades rurais; 
DNER e DER, em construções de rodovias; 
DNPM, no caso de atividades de lavra e/ou beneficiamento mineral. 
 Por exigência do IBAMA e/ou órgão estadual competente, no caso de 
IBAMA  órgão responsável pelo processo de licenciamento ambiental de 
atividades que envolvam a participação de mais de um estado ou que, por lei, sejam 
de competência federal. 
 
 
7 
 
desmate; 
 Em resposta a denúncias no caso de projetos implantados ou em 
implantação sem o licenciamento ambiental; 
 Cumprindo penalidade disciplinar ou compensatória imposta pelo órgão 
ambiental pelo não cumprimento das medidas necessárias à 
preservação ou correção da degradação ambiental. 
Desde o primeiro momento, o empreendedor deverá fornecer ao órgão 
ambiental todas as informações sobre o empreendimento e sobre a natureza das 
atividades a serem implantadas. Deve ser realizado o preenchimento da Ficha de 
Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras 
de Recursos Ambientais. 
Após o exame da documentação exigida, o órgão ambiental consulta a 
legislação e os dados disponíveis sobre o local do empreendimento e, analisa a 
necessidade de elaboração de estudo de impacto ambiental ou documento 
semelhante. Se for necessário, o órgão ambiental realiza uma vistoria para a análise 
da situação ambiental no local proposto para o empreendimento, com relação a: 
- Necessidade de apresentação de EIA-RIMA e/ou outros documentos 
técnicos semelhantes (PCA, RCA, PRAD, etc.); 
- Outras exigências, tais como: apresentação de projetos, relatórios e 
pareceres específicos (p.e. projeto de engenharia ambiental para padarias, 
marmorarias, lavanderias, serrarias e marcenarias, cortiços, usinagem de metais, 
parecer da CNEN para atividades que envolvam substâncias radioativas, etc.); 
- Inviabilidade do empreendimento, quando sua implantação fere a 
legislação ambiental federal, estadual e/ou municipal (p.e. localização proposta em 
unidades de conservação, reservas indígenas, nascentes, bordas de chapada, áreas 
de proteção de mananciais, etc.). Nesse caso licenciamento é negado, e se o 
empreendedor insistir no projeto, o mesmo deverá ser adequado, com alterações, 
devendo ser dada com um novo pedido de licenciamento. 
 
 
 
- 
 
 
8 
 
FASES DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
1) Empreendedor realiza consulta ao órgão 
ambiental. 
Questões legais, socioeconômicas e políticas 
relacionadas com a implantação do projeto. 
2) Órgão ambiental emite instrução 
normativa. 
No termo de referência deverão constar todos 
os itens a serem seguidos para a elaboração do 
EIA-RIMA pela empresa consultora a ser 
contratada. 
3) Empreendedor licita/contrata a elaboração 
do EIA-RIMA. 
Por meio de convite direto, tomada de 
preços, carta-convite, licitação. 
4) Empresas de consultoria ambiental 
apresentam suas propostas técnicas em 
concorrência. 
Deverão possuir habilitação legal, 
apresentando suas propostas no prazo 
determinado e cumprindo todas as exigências 
definidas no respectivo edital de concorrência. 
5) Empreendedor negocia a(s) proposta(s) e 
contrata a empresa vencedora. 
Julgamento das propostas técnicas e 
orçamentos prévios ao 
estabelecimento/negociação das cláusulas 
contratuais. 
6) Consultora elabora o EIA- 
RIMA. 
Cumprindo todas as exigências para a 
realização dos relatórios, destacando as 
necessidades de formar uma equipe 
multidisciplinar habilitada e administrativa. 
Obter dados e informações técnico-científicas 
e de dar tratamento a este material. 
Obedecer a um cronograma de trabalho. 
Possuir recursos materiais e financeiros para 
a apresentação do produto final. 
Garantir a gestão da qualidade. 
7) Empreendedor deve fiscalizar os 
segmentos da realização dos estudos. 
Acompanhamento sistemático de todas as 
atividades a serem realizadas na elaboração 
dos estudos 
 
 
9 
 
8) Empreendedor submete os estudos ao órgão 
ambiental 
Os estudos serão analisados por uma equipe 
técnica especializada e qualificada, que poderá 
aprovar os estudos, sugerir modificações ou 
não 
aprová-los. 
9) Caso for aceito, o órgão ambiental coloca o 
EIA-RIMA a disposição do público, marcando a 
audiência pública e inicia-se a análise dos 
estudos elaborados. 
A audiência será marcada em local, data e 
horário acessível para a participação pública, 
divulgada em jornais de grande circulação e no 
Diário Oficial da União. 
O RIMA ficará a disposição da comunidade para 
análise e conhecimento, por no mínimo 45 dias 
antes da audiência. 
10) Empreendedor encomenda material para a 
audiência pública à consultora. 
As equipes técnicas e de comunicação visual 
prepararão o material para a apresentação na 
audiência. 
São encargos do empreendedor todos os custos 
necessários à realização desta audiência. 
11) Órgão ambiental realiza a referida 
audiência; empreendedor apresenta o 
empreendimento, e a consultora apresenta 
detalhadamente o EIA-RIMA para o público 
presente. 
Poderão ocorrer audiências prévias e/ou 
seminários em universidades, auditórios 
públicos, anteriormente à audiência 
propriamente dita. 
Expositores adequadamente treinados para 
defender seus pontos de vista e o conteúdo 
técnico de forma objetiva e coloquial no dia da 
audiência. 
12) Órgão ambiental elabora a Ata da 
Audiência, finaliza a análise do EIA-RIMA e 
emite o parecer técnico. 
Levando-se em consideração todas as questões 
analisadas e comentadas na audiência pública, 
das interferências técnicas do empreendedor, 
consultora e comunidade. 
13) Órgão ambiental faz exigências e concede 
ou nega a Licença Ambiental. 
Deverá ocorrer um detalhamento de 
informações e/ou informações adicionais e 
justificativas técnicas, com possíveis exigências, 
e finalmente será emitida ou não a 
licença. 
 
 
 
 
10 
 
RESOLUÇÃO Nº 237, de 19 de dezembro e 1997 
 
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das 
atribuições e competências que lhe são conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de 
agosto de 1981, regulamentadas pelo Decreto nº 99.274, de 06 de junho de 1990, e 
tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, e 
Considerando a necessidade de revisão dos procedimentos e critérios 
utilizados no licenciamento ambiental, de forma a efetivar a utilização do sistema de 
licenciamento como instrumento de gestão ambiental, instituído pela Política 
Nacional do Meio Ambiente; 
Considerando a necessidade de se incorporar ao sistema de licenciamento 
ambiental os instrumentos de gestão ambiental, visando o desenvolvimento 
sustentável e a melhoria contínua; 
Considerando as diretrizes estabelecidas na Resolução CONAMA nº 011/94, 
que determina a necessidade de revisão no sistema de licenciamento ambiental; 
Considerando a necessidade de regulamentação de aspectos do 
licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional de Meio Ambiente que 
ainda não foram definidos; 
Considerando a necessidade de ser estabelecido critério para exercício da 
competência para o licenciamento a que se refere o artigo 10 da Lei no 6.938, de 31 
de agosto de 1981; 
Considerando a necessidade de se integrar a atuação dos órgãos 
competentes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA na execução da 
Política Nacional do Meio Ambiente, em conformidade com as respectivas 
competências, resolve: 
Art. 1º - Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: 
I -Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o 
órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a 
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer 
forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e 
regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. 
 
 
11 
 
II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental 
que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para 
localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos 
recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas 
que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. 
III - Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos 
aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação 
de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise da 
licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de controle 
ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, 
plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. 
IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental 
que afete diretamente (área de influência direta do projeto), no todo ou em parte, o 
território de dois ou mais Estados. 
Art. 2º- A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e 
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos 
capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de 
prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras 
licenças legalmente exigíveis. 
§ 1º- Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as 
atividades relacionadas no Anexo 1, parte integrante desta Resolução. 
§ 2º – Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de 
exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo 1, levando em 
consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras 
características do empreendimento ou atividade. 
Art. 3º- A licença ambiental para empreendimentos e atividades consideradas 
efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio 
dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto 
sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a 
realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a 
 
 
12 
 
regulamentação. 
Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade 
ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do 
meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo 
de licenciamento. 
Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis - IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento 
ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de 
empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito 
nacional ou regional, a saber: 
I - localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país 
limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; 
em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União. 
II - localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; 
III - cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do 
País ou de um ou mais Estados; 
IV - destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, 
armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia 
nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão 
Nacional de Energia Nuclear - CNEN; 
V- bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a 
legislação específica. 
§ 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar 
o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em 
que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o 
parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento. 
§ 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos 
Estados o licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito 
regional, uniformizando, quando possível, as exigências. 
Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o 
licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: 
 
 
13 
 
I - localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em 
unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; 
II - localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de 
vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 
4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por 
normas federais, estaduais ou municipais; 
III - cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de 
um ou mais Municípios; 
IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por 
instrumento legal ou convênio. 
Parágrafo único. O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o 
licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido 
pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou 
empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos 
competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
envolvidos no procedimento de licenciamento. 
Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos 
competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o 
licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental 
local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou 
convênio. 
Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único 
nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores. 
Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, 
expedirá as seguintes licenças: 
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do 
empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a 
viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a 
serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; 
II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento 
ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e 
projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais 
 
 
14 
 
condicionantes, da qual constituem motivo determinante; 
III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou 
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das 
licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes 
determinados para a operação. 
Parágrafo único - As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou 
sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do 
empreendimento ou atividade. 
Art. 9º - O CONAMA definirá, quando necessário, licenças ambientais 
específicas, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou 
empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as 
etapas de planejamento, implantação e operação. 
Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes 
etapas: 
I - Definição pelo órgão ambiental competente,com a participação do 
empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários 
ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; 
II - Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado 
dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida 
publicidade; 
III - Análise pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, 
dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de 
vistorias técnicas, quando necessárias; 
IV - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão 
ambiental competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da 
análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando 
couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos 
e complementações não tenham sido satisfatórios; 
V - Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação 
pertinente; 
VI - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão 
ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo 
 
 
15 
 
haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não 
tenham sido satisfatórios; 
VII - Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer 
jurídico; 
VIII - Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a 
devida publicidade. 
§ 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, 
obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo 
de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável 
ao uso e ocupação do solo e, quando for o caso, a autorização para supressão de 
vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. 
§ 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de 
impacto ambiental - EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em 
decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão 
ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do 
empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação. 
Art. 11 - Os estudos necessários ao processo de licenciamento deverão ser 
realizados por profissionais legalmente habilitados, às expensas do empreendedor. 
Parágrafo único - O empreendedor e os profissionais que subscrevem os 
estudos previstos no caput deste artigo serão responsáveis pelas informações 
apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas, civis e penais. 
Art. 12 - O órgão ambiental competente definirá, se necessário, 
procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, 
características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a 
compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, 
implantação e operação. 
§ 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as 
atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que 
deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. 
§ 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental 
para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles 
integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão 
 
 
16 
 
governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo 
conjunto de empreendimentos ou atividades. 
§ 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os 
procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que 
implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a 
melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental. 
Art. 13 - O custo de análise para a obtenção da licença ambiental deverá ser 
estabelecido por dispositivo legal, visando o ressarcimento, pelo empreendedor, das 
despesas realizadas pelo órgão ambiental competente. 
Parágrafo único. Facultar-se-á ao empreendedor acesso à planilha de custos 
realizados pelo órgão ambiental para a análise da licença. 
Art. 14 - O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de análise 
diferenciados para cada modalidade de licença (LP, LI e LO), em função das 
peculiaridades da atividade ou empreendimento, bem como para a formulação de 
exigências complementares, desde que observado o prazo máximo de 6 (seis) 
meses a contar do ato de protocolar o requerimento até seu deferimento ou 
indeferimento, ressalvados os casos em que houver EIA/RIMA e/ou audiência 
pública, quando o prazo será de até 12 (doze) meses. 
§ 1º - A contagem do prazo previsto no caput deste artigo será suspensa 
durante a elaboração dos estudos ambientais complementares ou preparação de 
esclarecimentos pelo empreendedor. 
§ 2º - Os prazos estipulados no caput poderão ser alterados, desde que 
justificados e com a concordância do empreendedor e do órgão ambiental 
competente. 
Art. 15 - O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e 
complementações, formuladas pelo órgão ambiental competente, dentro do prazo 
máximo de 4 (quatro) meses, a contar do recebimento da respectiva notificação 
Parágrafo Único - O prazo estipulado no caput poderá ser prorrogado, desde 
que justificado e com a concordância do empreendedor e do órgão ambiental 
competente. 
Art. 16 - O não cumprimento dos prazos estipulados nos artigos 14 e 15, 
respectivamente, sujeitará o licenciamento à ação do órgão que detenha 
 
 
17 
 
competência para atuar supletivamente e o empreendedor ao arquivamento de seu 
pedido de licença. 
Art. 17 - O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá a 
apresentação de novo requerimento de licença, que deverá obedecer aos 
procedimentos estabelecidos no artigo 10, mediante novo pagamento de custo de 
análise. 
Art. 18 - O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de validade 
de cada tipo de licença, especificando-os no respectivo documento, levando em 
consideração os seguintes aspectos: 
I - O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no mínimo, o 
estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e projetos 
relativos ao empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 5 (cinco) 
anos. 
II - O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá ser, no 
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do empreendimento ou 
atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos. 
III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar 
os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 4 (quatro) anos e, no máximo, 
10 (dez) anos. 
§ 1º - A Licença Prévia (LP) e a Licença de Instalação (LI) poderão ter os 
prazos de validade prorrogados, desde que não ultrapassem os prazos máximos 
estabelecidos nos incisos I e II 
§ 2º - O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de validade 
específicos para a Licença de Operação (LO) de empreendimentos ou atividades 
que, por sua natureza e peculiaridades, estejam sujeitos a encerramento ou 
modificação em prazos inferiores. 
§ 3º - Na renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou 
empreendimento, o órgão ambiental competente poderá, mediante decisão 
motivada, aumentar ou diminuir o seu prazo de validade, após avaliação do 
desempenho ambiental da atividade ou empreendimento no período de vigência 
anterior, respeitados os limites estabelecidos no inciso III. 
§ 4º - A renovação da Licença de Operação(LO) de uma atividade ou 
 
 
18 
 
empreendimento deverá ser requerida com antecedência mínima de 120 (cento e 
vinte) dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, 
ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão 
ambiental competente. 
Art. 19 – O órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá 
modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspenderou 
cancelar uma licença expedida, quando ocorrer: 
I - Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas 
legais. 
II - Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que 
subsidiaram a expedição da licença. 
III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde. 
Art. 20 - Os entes federados, para exercerem suas competências 
licenciatórias, deverão ter implementados os Conselhos de Meio Ambiente, com 
caráter deliberativo e participação social e, ainda, possuir em seus quadros ou a sua 
disposição profissionais legalmente habilitados. 
Art. 21 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, aplicando 
seus efeitos aos processos de licenciamento em tramitação nos órgãos ambientais 
competentes, revogadas as disposições em contrário, em especial os artigos 3o e 7º 
da Resolução CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
FIGURA - IBAMA 
 
 
IBAMA licenciamento. Disponível em: <www.ibama.gov.br>. 
 
TERMO DE REFERÊNCIA – RESOLUÇÃO CONAMA 001/86 
 
Para a elaboração dos estudos de impactos ambientais, os órgãos 
licenciadores estaduais e/ou IBAMA estabelecem um roteiro, denominado de Termo 
de Referência, com o conteúdo necessário ao atendimento do que está disposto na 
Resolução CONAMA 001/86 (alterada pelas Resoluções nº 11/86, nº 5/87 e nº 
237/97) para fins de licenciamento do projeto. 
O Termo de Referência é o instrumento orientador para a elaboração de 
qualquer estudo ambiental (EIA/RIMA, PCA, RCA, PRAD, Plano de Monitoramento e 
outros). 
Em certos casos, diante de alguma deficiência de infraestrutura ou de 
http://www.ibama.gov.br/
 
 
20 
 
funcionários especializados, o órgão ambiental pode solicitar ao empreendedor que 
elabore o Termo de Referência, reservando-se apenas o papel de julgar e aprovar o 
mesmo. Ou, o próprio empreendedor pode adiantar-se e apresentar a proposta do 
Termo de Referência no momento em que solicitar o licenciamento, o que poderá 
agilizar todo o processo. 
O Termo de Referência bem elaborado é fundamental para que o estudo de 
impacto ambiental alcance a qualidade esperada. O empreendedor, para atender ao 
respectivo Termo de Referência, deverá: 
 Para seguir com fidelidade a esse documento, o empreendedor deverá 
utilizar quaisquer metodologias de abordagem, desde que de acordo 
com a literatura nacional e/ou internacional sobre o assunto; 
 Submeter à apreciação do órgão licenciador as metodologias gerais e 
específicas do trabalho, e a serem aplicadas pela equipe responsável, 
em prazo a ser estipulado pelo referido órgão. Além das metodologias, 
deverão estar bem claras, também, as interações entre as diversas 
atividades e o cronograma físico de execução dos trabalhos; 
 Apresentar o referido estudo em duas versões básicas: integral – EIA 
(para o órgão ambiental) e síntese – RIMA (consulta pública). 
Os estudos de impactos ambientais deverão conter, basicamente: 
1) Dimensionamento do problema a ser estudado: referindo-se ao 
conhecimento da atividade a ser implantada, em função de suas características 
locacionais e tecnológicas, dos recursos tecnológicos e financeiros disponíveis para 
controlar seus efeitos, do contexto socioeconômico, dos objetivos da política de uso 
e ocupação do solo, da legislação em vigor. Uma das maiores dificuldades na 
realização de um estudo é dimensionar o objeto a ser estudado de forma a obter os 
parâmetros que devem orientar sua condução (ou seja, a escolha de métodos e 
estratégias adequados; a seleção das informações; a identificação de alternativas 
viáveis à proposta apresentada pelo empreendedor); 
2) Descrição geral do empreendimento: com a identificação do 
empreendedor; os objetivos do empreendimento; identificação do local preferencial 
para a instalação e justificativas do empreendimento; 
3) Descrição técnica do empreendimento: com o detalhamento das 
 
 
21 
 
tecnologias de implementação do empreendimento – na implantação e operação; 
alternativas tecnológicas para o empreendimento; área proposta para a implantação; 
alternativas locacionais; insumos; descartáveis; infraestrutura necessária para a 
implantação e operação; 
4) Planos governamentais: deverá ser apresentada uma relação geral dos 
planos e programas governamentais que se desenvolvem ou estão propostos para a 
região, identificando a ação proposta pelo empreendedor com os mesmos; 
5) Legislação referente aos recursos naturais, ambientais, ao uso e 
ocupação do solo: com a apresentação da legislação atualizada aplicada ao projeto; 
6) Áreas de estudo: AII (Área de Influência Indireta) e AID (Área de 
Influência Direta). Considerando-se áreas de estudo os sistemas naturais, sociais e 
econômicos sujeitos aos impactos diretos e indiretos da implantação e operação do 
empreendimento. A delimitação dessas áreas é função das características físicas, 
biológicas e socioeconômicas dos sistemas a serem estudados, das características 
do empreendimento, de suas ações e da forma de dispersão de seus descartáveis, 
incluindo os locais sujeitos de serem impactados acidentalmente. A delimitação da 
AID e da AII do projeto, plano ou programa proposto, e de suas alternativas, constitui 
um dos aspectos mais discutidos na realização dos estudos ambientais, tanto no 
ponto de vista conceitual como operacional; 
7) Diagnóstico ambiental dos meios físico, biótico e antrópico: 
caracterização detalhada e atualizada da situação ambiental dos sistemas físicos, 
biológicos e socioeconômicos das áreas de influência, previamente delimitadas, 
antes da implantação do projeto; 
8) Identificação e avaliação dos impactos ambientais decorrentes da 
implantação e operação do projeto: os impactos deverão ser identificados e 
avaliados de acordo com as metodologias da literatura nacional e/ou internacionais 
adotadas pela equipe responsável pelos estudos incluindo prognósticos realizados 
nas áreas de influências e estudos quanto à viabilidade do empreendimento. 
Deverão ser mencionadas, também, as alterações ambientais decorrentes das 
diferentes alternativas locacionais previstas e os estudos dos custos ambientais e 
benefícios socioeconômicos decorrentes da implantação e operação do projeto; 
9) Programa e planos ambientais: deverão constar os programas e os 
 
 
22 
 
planos de gerenciamento/monitoramento das ações voltadas para a proteção 
ambiental e de minimização de impactos negativos provocados pelas diferentes 
fases do empreendimento (incluindo programas para situações emergenciais e de 
acidentes e programas e planos estratégicos para incrementar os impactos positivos 
identificados); 
10) Referências bibliográficas: com toda a bibliografia utilizada durante a 
confecção dos estudos; 
11) Deverá conter um relatório simplificado (RIMA) com informações 
técnicas descritas no EIA, em linguagem acessível ao público, ilustrado por mapas 
em escalas adequadas, quadros e demais técnicas de comunicação visual, de modo 
a ficar compreensível ao público leigo. 
 
ROTEIRO BÁSICO DE TERMO DE REFERÊNCIA PARA EIA-RIMA E 
OUTROS DOCUMENTOS TÉCNICOS EXIGIDOS PARA O LICENCIAMENTO 
AMBIENTAL 
 
A fonte deste roteiro é a publicação do IBAMA “Avaliação de impacto 
ambiental: agentes sociais, procedimentos e ferramentas” (Brasília, 1995). 
1. Identificação
 do empreendedor 
1.1. Nome ou razão social; número dos registros legais; endereço 
completo, telefone, fax; nome, CPF, telefone e fax dos 
representantes legais e pessoas de 
contato. 
2. Caracterização do 
empreendimento 
2.1. Caracterização e análise do projeto, plano ou 
programa, sob o ponto de vista tecnológico e locacional. 
3. Métodos e técnicas 
utilizados para a 
realização dos estudos 
ambientais 
3.1. Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução 
do estudo ambiental (EIA/RIMA, PCA, RCA, PRAD, etc.), bem como 
dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico; prognóstico; à 
identificaçãode recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os 
impactos negativos e potencializar os impactos positivos; às medidas 
de controle e monitoramento dos impactos. 
3.2. Definição das alternativas tecnológicas e locacionais. 
4. delimitação da área de 
influência do 
empreendimento 
4.1. Delimitação da área de influência direta do empreendimento, 
baseando-se na abrangência dos recursos naturais diretamente 
afetados pelo empreendimento e considerando a bacia hidrográfica 
 
 
23 
 
onde se localiza. Deverão ser apresentados os critérios ecológicos, 
sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. 
4.2. Delimitação da área de influência indireta do empreendimento, 
ou seja, da área que sofrerá impactos indiretos decorrentes e 
associados, sob a forma de interferências nas suas inter-relações 
ecológicas, sociais e econômicas, anteriores ao empreendimento. 
Deverão ser apresentados os critérios ecológicos, sociais e 
econômicos utilizados para sua delimitação. 
Delimitação da área de influência deverá ser feita para cada fator 
natural: solos, águas superficiais, águas subterrâneas, atmosfera, 
vegetação/flora; e para os componentes: culturais, econômicos 
e sociopolíticos da intervenção proposta. 
5. Espacialização da 
análise e da 
apresentação dos 
resultados. 
5.1. Elaboração de base cartográfica referenciada geograficamente, 
para os registros dos resultados dos estudos, em escala compatível 
com as características e complexidades da área de influência dos 
efeitos 
ambientais. 
6. Diagnóstico 
ambiental da área de 
influência. 
6.1. Descrição e análise do meio natural e socioeconômico da área 
de influência direta e indireta e de suas interações, antes da 
implementação do empreendimento. 
(Dentre os produtos dessa análise, devem constar: uma classificação 
do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural na área de 
influência; caracterização da qualidade ambiental futura, na hipótese 
de não realização do emreendimento). 
7. Prognóstico dos 
impactos ambientais do 
projeto, plano ou 
programa proposto e de 
suas alternativas. 
7.1. Identificação e análise dos efeitos ambientais potenciais 
(positivos e negativos) do projeto, plano ou programa proposto, e das 
possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção, controle, 
mitigação e reparação dos seus efeitos negativos. 
7.2. Identificação e análise dos efeitos ambientais potenciais 
(positivos e negativos) de cada alternativa ao projeto, plano ou 
programa e das possibilidades tecnológicas e econômicas de 
prevenção, controle, mitigação e reparação de seus efeitos negativos. 
7.3. Comparação entre o projeto, plano ou programa proposto e cada 
uma de suas alternativas; escolha da alternativa favorável, com base 
nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção, 
controle, mitigação e reparação dos impactos negativos. 
 
 
24 
 
8. Controle ambiental 
do empreendimento: 
alternativas econômicas e 
tecnológicas para a 
mitigação dos danos 
potenciais sobre o 
ambiente 
8.1. Avaliação do impacto ambiental da alternativa 
do projeto, plano ou programa escolhido, através da integração dos 
resultados da análise dos meios: físico e biológico com os do meio 
socioeconômico. 
8.2. Análise e seleção de medidas eficientes, eficazes e efetivas 
de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de 
potencialização dos impactos positivos, além de medidas 
compensatórias ou reparatórias (deverão ser considerados os danos 
potenciais sobre os fatores naturais e sobre os ambientes 
econômicos, culturais e sociopolíticos). 
8.3. Elaboração de Programa de Acompanhamento e 
Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos), com indicação 
dos fatores e 
parâmetros a serem considerados. 
 
Vamos ver agora um exemplo de termo de referência para a elaboração do 
EIA- RIMA da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto do grupo Votorantim, nas cidades de 
Ribeira (SP) e Adrianópolis (PR). 
 
PARA ELABORAÇÃO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E O 
RESPECTIVO RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA/RIMA - USINA 
HIDRELÉTRICA DE TIJUCO ALTO Julho/2004 
 
INTRODUÇÃO 
 
Este Termo de Referência tem como objetivo determinar a abrangência, os 
procedimentos e os critérios para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental 
(EIA). E o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), instrumentos de 
licenciamento ambiental para o Aproveitamento Hidrelétrico de Tijuco Alto, 
pertencente à bacia hidrográfica do rio Ribeira do Iguape, localizada na divisa dos 
Estados de São Paulo e Paraná. 
Esta usina hidrelétrica é parte integrante dos aproveitamentos estudados, 
enquanto etapa de inventário da bacia hidrográfica do rio Ribeira do Iguape. Assim 
sendo, para o licenciamento ambiental do empreendimento, o responsável legal por 
sua implantação deve elaborar EIA, baseando-se no Termo de Referência ora 
 
 
25 
 
apresentado. O qual tem por finalidade fornecer subsídios técnicos capazes de 
nortear o desenvolvimento de estudos que diagnostiquem a qualidade ambiental 
atual da área de implantação do empreendimento e sua área de inserção, na bacia 
hidrográfica do rio Ribeira do Iguape. A partir deste diagnóstico realizado, os estudos 
devem possibilitar a avaliação integrada dos impactos ambientais, tanto para 
aqueles isolados e relacionados especificamente com o empreendimento quanto os 
cumulativos, que apresentam efeitos sinérgicos com demais projetos inventariados e 
propostos ou em implantação/operação na área de inserção. 
 
PROCEDIMENTOS DO LICENCIAMENTO 
 
O ato administrativo para conceder o licenciamento de empreendimentos 
potencialmente poluidores ou degradadores do meio ambiente, em especial 
aproveitamentos hidrelétricos, foi instituído como instrumento da Política Nacional de 
Meio Ambiente na Lei Federal 6938/81. A referida lei institui ainda o Sistema 
Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, atribuindo competências concorrentes entre 
os diversos entes da Federação (União, Estados e Municípios) para implementação 
dessa Política. 
Dessa forma, o IBAMA será o órgão licenciador e nesse procedimento deverá 
dar oitiva ao órgão Estadual de meio ambiente (§ 1º, art. 4º da Resolução do 
CONAMA nº 237/97). A referida Resolução preconiza, no seu art. 7º, que o 
licenciamento ambiental se dará em apenas um nível de competência, podendo o 
órgão licenciador solicitar ao empreendedor alterações, modificações que se fizerem 
necessárias para a perfeita consistência técnica do Estudo de Impacto Ambiental. 
O EIA integra a etapa de avaliação da viabilidade ambiental do 
empreendimento e a concessão, ou não, da Licença Prévia ao empreendimento, 
habilitando-o na continuação dos estudos que compreendem o Projeto Básico e o 
Projeto Executivo, os quais são necessários à obtenção da Licença de Instalação. 
Ao EIA/RIMA, deverá ser dada publicidade, conforme exige a Constituição 
Brasileira, em seu artigo 225. Assim sendo, durante o período de análise do EIA, o 
IBAMA poderá promover a realização de audiências públicas, de acordo com o que 
estabelece a Resolução CONAMA nº 009/87. 
 
 
26 
 
 
REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL 
 
A Constituição Federal, no seu artigo 225, inciso IV, trata que, para as 
atividades ou obras potencialmente causadoras de significativa degradação do meio 
ambiente, é exigível o estudo prévio de impacto ambiental, ao qual se dará 
publicidade. 
A Resolução CONAMA nº 001/86 situa as usinas de geração de energia 
elétrica com potência acima de 10 MW no campo das obras e empreendimentos 
sujeitos à avaliação de impacto ambiental, determinando a necessidade de 
apresentação do EIA/RIMA para aprovação de tais obras potencialmente poluidoras, 
indicando o conteúdo mínimo dos estudos. A Resolução CONAMA 006/87 
correlaciona a requisição e obtenção de Licença Prévia à apresentação e aprovação 
do EIA/RIMA, sendo que a Licença de Instalação deverá ser obtida antes da 
construçãodo empreendimento, enquanto que a Licença de Operação deverá ser 
obtida antes do fechamento da barragem. A Resolução CONAMA nº. 237/87 define 
as competências para proceder ao licenciamento e indica as fases a serem 
contempladas. 
Além desse ordenamento principal que trata da obrigatoriedade de 
elaboração do Estudo de Impacto Ambiental, o mesmo deverá se pautar pelos 
seguintes condicionantes legais: 
1) Decreto – Lei nº 25, de 1937, que organiza a proteção do Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional; 
2) Decreto Federal nº 79.367, de 1977, que dispõem sobre normas e 
padrões de potabilidade da água; 
3) Decreto nº 4340, de 2002, que regulamenta artigos da Lei no 9.985, de 
18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de 
Conservação da Natureza - SNUC, e dá outras providências; 
4) Legislação estadual de meio ambiente dos Estados de São Paulo e 
Paraná; 
5) Lei Federal nº 9.427, de 1996, que dispõe sobre solicitação a ANEEL 
de autorização para realização de estudos ligados ao setor elétrico; 
 
 
27 
 
6) Lei Federal nº 3.824, de 1960, que torna obrigatória a destoca, limpeza 
das bacias hidráulicas dos açudes, represas ou lagos artificiais; 
7) Lei Federal nº 3.924, de 1961, que dispõe sobre os monumentos 
arqueológicos e pré-históricos; 
8) Lei Federal nº 5.197, de 1967, que dispõe sobre a proteção à fauna; 
9) Lei Federal nº 7.247, de 1985, que disciplina a ação civil pública de 
responsabilidade por danos causados ao meio ambiente; 
10) Lei Federal nº 7.990, de 1989, que institui para Estados, Distrito 
Federal e Municípios a compensação financeira derivada de empreendimentos 
hidrelétricos; 
11) Lei Federal nº 9.433, de 08/01/1997, que institui a Política Nacional de 
Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos 
Hídricos e Leis Estaduais de Recursos Hídricos; 
12) Lei Federal nº 9.605, de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e 
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; 
13) Lei Federal nº 9.985, de 2000, que dispõe sobre a criação e categorias 
das Unidades de Conservação; 
14) Portaria IBAMA nº 37 N, de 1992, que apresenta e torna oficial a lista 
de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção; 
15) Portaria IBAMA nº 1.522, que publica a lista oficial de espécies da 
fauna brasileira ameaçada de extinção; 
16) Resolução CONAMA nº 009/87, que dispõe sobre a realização de 
audiência pública durante o período de análise do EIA/RIMA; 
17) Resolução CONAMA nº 006/87, que dispõe sobre regras gerais para o 
licenciamento ambiental de obras de grande porte do setor elétrico; 
18) Resolução CONAMA nº 004/94, que dispõe sobre os diferentes 
estágios de regeneração da Mata Atlântica, definição de vegetação primária e 
secundária e da outras providências; 
19) Resolução CONAMA nº 012/94, que dispõe sobre o Glossário de 
Termos Técnicos, elaborado pela Câmara Técnica Temporária para Assuntos de 
Mata Atlântica; 
20) Resolução CONAMA nº 009/96, que dispõe sobre a definição de 
 
 
28 
 
"corredores entre remanescentes", citado no artigo 7º do Decreto nº 750/93, assim 
como estabelece parâmetros e procedimentos para a sua identificação e proteção; 
21) Resolução CONAMA nº 300/02, que dispõe sobre os casos passíveis 
de autorização de corte previstos no art. 2º da Resolução nº 278, de 24 de maio de 
2001; 
22) Resolução CONAMA nº 303/02 (alterada pela Resolução CONAMA nº 
341/03), que dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação 
Permanente; 
23) Resolução CONAMA nº 341/06, que estabelece diretrizes aos órgãos 
ambientais para o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de 
recursos advindos de compensação ambiental, conforme a Lei no 9.985, de 18 de 
julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da 
Natureza-SNUC e dá outras providências; 
24) planos e programas governamentais propostos e em implantação na 
área de influência do empreendimento, considerando-se sua compatibilidade; 
25) dispositivos legais em vigor em níveis Federal, Estadual e Municipal, 
referentes à utilização, proteção e conservação dos recursos ambientais, ao uso e a 
ocupação do solo e às penalidades por atividades lesivas ao meio ambiente. 
 
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA 
 
É um documento de natureza técnico-científica, que tem como finalidade 
subsidiar a avaliação dos impactos ambientais gerados por atividades e/ou 
empreendimentos potencialmente poluidores ou que possam causar degradação 
ambiental e propor medidas mitigadoras e de controle ambiental, procurando 
garantir o uso sustentável dos recursos naturais. Esse estudo deverá ser 
desenvolvido considerando-se as seguintes abordagens técnicas: 
A. Os dados referentes ao Diagnóstico Ambiental deverão abranger pelo 
menos um período hidrológico completo da região. 
B. Apresentar os levantamentos e os potenciais impactos, considerando a 
sinergia dos empreendimentos já implantados e os em fase de implantação, bem 
como os inventariados na bacia do rio Ribeira do Iguape, principalmente a 
 
 
29 
 
manutenção da vazão ecológica, a qualidade de água, os impactos na ictiofauna e 
remanescentes florestais, bem como os impactos socioeconômicos, além de 
assegurar a manutenção dos usos existentes. 
C. Descrever e analisar os fatores ambientais e suas interações, 
caracterizando a situação ambiental atual da área de influência, antes da 
implantação do empreendimento, englobando: 
- Variáveis susceptíveis a sofrer, direta ou indiretamente efeitos 
significativos das ações referentes às fases de planejamento, implantação e 
operação do empreendimento, destacando a importância da área diretamente 
afetada no ecossistema da bacia; 
- A inserção do empreendimento deverá ainda abordar suas inter-relações 
e influências (positivas ou negativas) em relação às políticas e obras 
governamentais de desenvolvimento, bem como das políticas de conservação e 
manejo da biodiversidade. 
D. Deverá ser apresentada, no momento da análise do estudo ambiental, 
a declaração de disponibilidade de água para a utilização do recurso hídrico e, no 
momento do envio do Projeto Básico Ambiental, deverá ser encaminhada à outorga 
definitiva. 
 
Abordagem metodológica 
 
A. O diagnóstico ambiental (meios físico, biótico e socioeconômico) 
deverá ser elaborado através de uma análise integrada, multi e interdisciplinar, a 
partir de levantamentos básicos primários e secundários. 
B. Todas as bases e metodologias utilizadas para a realização de cálculos 
e estimativas deverão ser claramente especificadas, referenciadas e justificadas. 
C. Todos os mapas apresentados deverão ser georreferenciados com 
coordenadas geográficas e UTM, legendados, em cores e em escala compatível 
com o nível do detalhamento dos elementos manejados e adequados para a área de 
influência. Os mapas deverão conter referência, carimbo com número do desenho, 
autor, proprietário, data e orientação geográfica em conformidade com o Termo de 
Referência elaborado pelo Centro de Sensoriamento Remoto do IBAMA. 
 
 
30 
 
D. Para as áreas referentes às obras de maior porte, unidades de 
conservação, áreas indígenas e aquelas que apresentarem processo de degradação 
ambiental, deverão ser apresentados mapas em escala de maior detalhe, de acordo 
com as definições contidas neste termo de referência. 
E. A empresa deverá requerer os Pareceres da Fundação Palmares, 
IPHAN, FUNASA, FUNAI, quando for o caso. 
F. Todas as referências bibliográficas utilizadas deverão ser mencionadas 
no texto e relacionadas em capítulo próprio, contendo as informações referentes ao 
autor, título, origem, ano e demais dados que permitam o acesso à publicação. 
G. As informações ambientais básicas deverão ser obtidas nos órgãos 
oficiais, universidades e demais entidades detentoras de tais informações, 
complementadas com trabalhos de campo para validação ourefinamento destes 
dados ou informações. Para o meio socioeconômico, o EIA deverá se basear em 
dados primários e secundários atualizados, tais como: o último Censo Demográfico 
do IBGE, o Zoneamento Econômico e Ecológico, indicadores de qualidade 
socioambiental, tais como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH – PNUD/ONU, 
1998), dentre outros disponíveis. 
H. Deverão ser utilizados dados de sensoriamento remoto, com o uso de 
imagens de satélite, com a plotagem em escala apropriada. 
I. Deverão ser utilizadas tecnologias de geoprocessamento para avaliação 
integrada dos temas ambientais, produzindo mapas de sensibilidade ambiental, que 
deverão dar suporte à avaliação de alternativas de localização do empreendimento, 
gerando cartas e imagem. 
J. Apresentar mapa esquemático identificando e localizando todas as 
áreas legalmente protegidas por lei federal, estadual e municipal nas áreas de 
influência direta e indireta. 
K. A abordagem metodológica do meio socioeconômico deverá considerar 
o histórico das relações entre o homem e a natureza na região de influência 
analisando, de forma dinâmica, as interações entre os diversos grupos socioculturais 
ao longo do tempo, de forma a possibilitar o estabelecimento de tendências e 
cenários. 
L. O prognóstico ambiental (meios físico, biótico e socioeconômico) 
 
 
31 
 
deverá ser elaborado considerando as alternativas de execução, de não execução e 
de desativação do empreendimento. Esse prognóstico deverá considerar, também, a 
proposição e a existência de outros empreendimentos na bacia hidrográfica (tanto 
implantados em operação, como os inventariados), bem como dos demais usos do 
solo e água. E suas relações sinérgicas, principalmente os aproveitamentos 
hidrelétricos situados a montante e a jusante do empreendimento proposto e nos 
seus tributários. 
M. A proposição de programas ambientais deverá ser capaz de minimizar 
as consequências negativas do empreendimento e potencializar os reflexos 
positivos. Deverão ser propostos Planos Programas de Controle e Monitoramento. 
N. Os Programas deverão ser apresentados com Cronograma de 
Execução e metodologia a ser aplicada. Os laboratórios deverão estar licenciados e 
cadastrados, conforme legislação vigente. 
O. O estudo deverá apresentar uma proposta de zoneamento ambiental 
da área de entorno do reservatório, com objetivo de ordenar e disciplinar os usos 
naquela faixa, para posterior desenvolvimento de instrumento normatizador, 
conforme Resolução nº 302/02 do CONAMA. 
P. O IBAMA encaminhará o Termo de Referência para subsidiar na 
elaboração do Plano Ambiental de Conservação e Uso do reservatório e zoneamento 
ambiental da Área de Preservação Permanente e do seu Entorno. 
Q. A Supressão de vegetação deverá ser realizada em duas fases 
distintas: a primeira, para o canteiro de obras e a outra, para o reservatório. 
R. Apresentar os efeitos de sinergia decorrentes dos diversos 
barramentos de montante e jusante ao longo da bacia hidrográfica (tanto os 
implantados como os inventariados) em que se propõe o empreendimento. Para o 
qual deverão ser estudados os impactos decorrentes e referentes aos recursos 
hídricos e aporte de sedimentos, migração, deslocamento e ausência de ambientes 
específicos de reprodução para ictiofauna, entre outros. 
S. Para as hidrelétricas que formarem trechos de vazão reduzida, 
apresentar análise dessa interferência na dinâmica ecológica do rio (hidrologia, biota 
aquática) e nas relações socioeconômicas da região. Esse item deverá contar com 
um cadastro atual dos usos da água e uma análise da interferência do 
 
 
32 
 
empreendimento proposto em cada uso da água identificado. 
T. Na época do desvio do rio deverá ser realizado o salvamento da 
ictiofauna, com acompanhamento de especialista no assunto, bem como do IBAMA. 
A empresa deverá apresentar Relatório Técnico mostrando os procedimentos 
adotados e relatando todo o processo de salvamento, inclusive se houve 
mortandade de peixes, local onde foram relocados os espécimes, bem como 
identificar as espécies encontradas. Caso existam mamíferos aquáticos ou outros 
grupos julgados relevantes é fundamental à sua relocação, devendo ser 
apresentado o Plano de Manejo e Monitoramento para a referida espécie. 
U. O resgate de fauna deverá ter acompanhamento constante de técnico 
do IBAMA. A empresa proponente deverá viabilizar a infraestrutura para efetivar a 
atividade. 
V. Para realização dos levantamentos da fauna, torna-se imprescindível 
obter a Licença de Captura e Coleta da fauna, conforme a Portaria nº 332/90 e a 
Licença de Coleta, Transporte do material botânico, em atendimento as diretrizes 
estabelecidas na Conversão sobre Diversidade Biológica e na Política Nacional de 
Meio Ambiente. 
 
Área de influência do empreendimento 
 
Anteriormente ao início do Estudo de Impacto Ambiental propriamente dito, 
deverão ser definidos os limites da área geográfica a ser direta e indiretamente 
afetada pelos impactos, denominada área de influência do empreendimento. Essa 
área deverá ser estabelecida a partir dos dados preliminares colhidos, devendo 
enfocar a bacia hidrográfica na qual o empreendimento será inserido, contemplando 
empreendimentos associados, tanto aqueles inventariados\propostos como aqueles 
em implantação\operação. No caso específico da área diretamente afetada, deve 
contemplar os territórios que serão inundados, parcial ou totalmente, fará parte do 
trecho à jusante até 05 quilômetros abaixo da cidade de Adrianópolis. As áreas de 
influência serão, portanto: 
W. Área de Influência Direta – AID - área sujeita aos impactos diretos da 
implantação e operação do empreendimento. A sua delimitação deverá ser em 
 
 
33 
 
função das características sociais, econômicas, físicas e biológicas dos sistemas a 
serem estudados e das particularidades do empreendimento, considerando-se para 
o caso do Aproveitamento Hidrelétrico Tijuco Alto, no tocante aos meios: físico e 
biótico, a área de inundação do reservatório na sua cota máxima acrescida da área 
de preservação permanente em projeção horizontal, bem como outras áreas 
contínuas de relevante importância ecológica, além das áreas situadas a jusante da 
barragem em uma extensão a ser definida pelo estudo. 
Para os estudos socioeconômicos, será considerada como AID a extensão 
territorial dos municípios com parcela de área inundada, que apresentam trechos de 
vazão reduzida ou aqueles localizados a jusante da barragem, numa faixa a ser 
definida pelo estudo. 
X. Área de Influência Indireta – AII - é aquela real ou potencialmente 
ameaçada pelos impactos indiretos da implantação e operação do empreendimento, 
abrangendo os ecossistemas e o sistema socioeconômico que podem ser 
impactados por alterações ocorridas na área de influência direta. Para o meio físico 
e biótico, será considerada parte da bacia hidrográfica em que o empreendimento se 
insere, a ser definida pelo estudo. Para o meio socioeconômico, a área de influência 
indireta será compreendida pelo conjunto do território dos municípios que tenham 
terras alagadas e pelos polos municipais de atração à região. 
Y. Área de Abrangência Regional – AAR – é a área objeto da 
caracterização regional dos estudos, utilizada para efeito de distinção de impactos 
cumulativos, com objetivo de situar no contexto da bacia hidrográfica os eventuais 
impactos cumulativos decorrentes dos diversos aproveitamentos hidrelétricos 
inventariados e/ou propostos. Será considerada a bacia hidrográfica do rio Ribeira 
do Iguape até a cidade de Registro, excluído seu contribuinte, rio Juquiá. Deverão 
ser apresentadas descrições e análises dos fatores ambientais e das suas 
interações, caracterizando a situação ambiental da área de influência, antes da 
implantação do empreendimento, englobando as variáveis susceptíveis de sofrer, 
direta ou indiretamente, efeitos significativos das ações referentes às fasesde 
planejamento, implantação, operação e desativação do empreendimento. Também 
deverão ser apresentadas, informações cartográficas em escalas compatíveis com o 
nível de detalhamento dos fatores ambientais estudados, em cada uma das áreas. 
 
 
34 
 
 
Alternativas tecnológicas e locacionais 
 
Deverão ser apresentados estudos de alternativas locacionais do 
empreendimento, confrontando-as de forma a mostrar a melhor hipótese do ponto 
de vista ambiental, considerando ainda a possibilidade de não executá-lo. No caso 
de implantação do empreendimento, deverão ser avaliadas possíveis variantes em 
relação aos pontos mais críticos estudados, tais como zonas de instabilidade quanto 
a fatores abióticos, de extrema importância biológica, de importância para 
conservação ou proteção da biodiversidade, áreas de pressão antrópica, indústrias, 
projetos agrícolas, entre outras. 
Apresentar alternativas de localização de eixos de barragem e estudo de 
variação e viabilidade ambiental do empreendimento em diferentes cotas de 
operação. 
 
Identificação do empreendedor 
- Nome ou razão social. 
- Número dos registros legais. 
- Endereço completo. 
- Telefone e fax. 
- Representantes legais (nome, CPF, endereço, e-mail, fone e fax). 
- Pessoa de contato (nome, CPF, endereço, e-mail, fone e fax). 
 
Caracterização do empreendimento 
 
 
Apresentação 
 
- Objetivos. 
- Dados técnicos do empreendimento (arranjo, tipo, comprimento e altura 
da barragem, potência, lay-out da obra, desvio do rio, tamanho da área a ser 
inundada, cota e fase do enchimento do reservatório, sistema extravasor, sistema 
 
 
35 
 
adutor, casa de força, energia, etc.), com previsão das etapas de execução. 
- Empreendimentos associados e decorrentes. 
- Localização do empreendimento. 
- Descrição da linha de transmissão associada incluindo planta 
planialtimétrica e planta perfil. 
 
Histórico do proponente 
 
Descrever sucintamente a origem da empresa, os trabalhos que vêm sendo 
realizados pela organização e os tipos de projetos de desenvolvimento que já foram 
executados ou propostos. 
Informar experiência(s) da entidade em desenvolver trabalhos semelhantes 
ao proposto. 
 
 
Descrição do empreendimento 
 
- Deverá ser feito um relato sumário do projeto da UHE e da Linha de 
Transmissão associada, desde a sua concepção inicial até a conclusão da obra. 
Informando sobre o projeto, no seu conjunto, dando destaques para a localização; 
matérias-primas necessárias e tecnologia para a construção e operação; 
cronograma relativo às fases de planejamento, instalação e operação do 
empreendimento, bem como os procedimentos de controle e manutenção. 
- Indicar sistemas de registro e controle das vazões na descrição do 
regime operacional do reservatório. Apresentar simulações operacionais 
considerando vazão (m³/s) afluente, vazão de engolimento, de vertimento e 
remanescente, geração e tempo de operação (h). 
- Apresentar dados sobre as flutuações no nível do futuro reservatório, 
indicando cotas, periodicidade, etc. 
 
Justificativas para o empreendimento 
- Justificativas técnicas, econômicas e socioambientais, com a eventual 
 
 
36 
 
importância da operação do empreendimento, em conjunto com outros reservatórios 
existentes ou previstos. 
- Descrever as razões que levaram a entidade a propor o projeto, 
deixando claro, os benefícios econômicos, sociais e ambientais a serem alcançados. 
 
Infraestrutura de apoio à obra 
- Centros administrativos e alojamentos; 
- Estradas de acesso e de serviços; 
- Canteiros de obra (saneamento básico: água, esgoto e lixo); 
- Áreas de empréstimo e bota-fora; 
- Mão de obra necessária; 
- Detalhamento da área para supressão de vegetação do canteiro de 
obras; 
- Quantitativos, para a UHE e LT, de escavações em solo e rocha, volume 
de empréstimo. 
 
Diagnóstico Ambiental 
 
O Diagnóstico Ambiental deverá retratar a atual qualidade ambiental da área 
de abrangência dos estudos, indicando as características dos diversos fatores que 
compõem o sistema ambiental atual, de forma a permitir o pleno entendimento da 
dinâmica e das interações existentes entre o meio físico, biótico e socioeconômico, 
bem como a fragilidade ambiental com a inserção do empreendimento, de acordo 
com a sequência apresentada a seguir. 
 
Estudos Específicos para a Bacia 
 
Os estudos específicos para a bacia deverão considerar a Área de Influência 
Indireta e, quando especificado, a Área de Abrangência Regional. 
 
 
 
 
 
37 
 
Meio Físico 
 
Geologia, Geomorfologia e Solos: 
A partir da caracterização das condições geológicas, geomorfológicas, 
pedológicas e suas interações na bacia hidrográfica, que deverá considerar as 
características das rochas e suas possíveis áreas de risco, distribuição espacial do 
solo e rochas, além da compartimentação geomorfológica. Avaliar o potencial 
erosivo, tendo como referência o grau de estabilidade do leito do rio e de suas 
margens, observando se haverá, ou não, uma redução do transporte de sedimentos. 
Deverá ser realizada ainda, caracterização do tipo de relevo, identificando e 
delimitando os diversos padrões de formas erosivas e deposicionais, sua 
constituição e dinâmica superficial, visando à identificação de setores com diferentes 
graus de suscetibilidade a processos erosivos e deposicionais, tanto natural como 
de origem antrópica. 
 
Clima 
Caracterizar o clima da área de influência, destacando e avaliando as 
mudanças ocorridas no comportamento dessa variável, bem como as mudanças 
microclimáticas que poderão ocorrer após a implantação do empreendimento. O 
estudo deverá ser baseado em séries de dados históricos, obtidos em estações 
climatológicas presentes na bacia, além de indicar a metodologia e parâmetros 
utilizados. 
 
Recursos Hídricos: 
Caracterizar os recursos hídricos da bacia, segundo os subitens a seguir: 
- Caracterizar a rede hidrográfica da bacia, a partir de dados referenciais 
do regime hidrológico dos principais cursos d’água (vazões média, mínima e 
máxima). Esse estudo deverá indicar os cursos d’água perenes e intermitentes, as 
regiões de cabeceiras e nascentes, as estações hidrometeorológicas existentes 
(localização, tipo e período de operação) e as estruturas hidráulicas implantadas, 
bem como os grandes usuários desse recurso. Essas informações deverão ser 
apresentadas também por meio de mapas e planilhas. 
 
 
38 
 
- Avaliar a qualidade das águas quanto aos aspectos físicos, químicos e 
bacteriológicos dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, destacando as 
principais fontes poluidoras. Esse estudo deverá contar com a indicação e 
justificativa dos pontos de coleta e dos parâmetros selecionados, além de análise da 
influência desses níveis de qualidade nas demais atividades da bacia. Também para 
a AAR. 
- Identificar os principais usos de água e destacar as demandas futuras 
por esse recurso. 
 
Espeleologia 
Realizar levantamento detalhado das cavernas (horizontais e verticais) 
localizadas na microbacia hidrográfica do rio do Rocha e o restante da área de 
influência direta do reservatório, contendo: 
- Mapa topográfico das grutas com indicação dos pontos fotografados, 
espeleotemas encontrados e zoneamento bioespeleológico. 
- Coordenadas em UTM e cotas altimétricas. 
- Classificação genética e dossiê fotográfico. 
- Identificação do nível em que se encontram cada caverna, ou seja, de 
carstificação ou não. 
- Identificação das cavernas que se encontram em desenvolvimento e das 
cavernas classificadas como paleocavernas, com suas cotas altimétricas. 
- Estudo paleontológico e arqueológico. 
- Delimitação do raio de influência de todas as cavidades levantadas. A 
representação cartográfica deve ser elaborada com a utilização de SIG, modelagem 
3D da área de influência direta, apresentando a indicação das cavernas com 
fotografias dos respectivos pórticos. 
Apresentarcaracterização hidrológica e hidrogeológica das cavernas que 
estão dentro da cota de inundação. 
Apresentar os impactos relacionados com a alteração do regime 
espeleológico (geologia, hidrologia, hidrogeologia e biota) das cavernas levantadas, 
com a elevação do nível de base. 
Apresentar estudo de avaliação da ocorrência de inversão do fluxo das 
 
 
39 
 
microbacias hidrográficas relacionadas na área do reservatório, que poderiam 
influenciar outros sistemas cársticos. 
Avaliar a interferência do empreendimento na fauna cavernícola, a partir de 
levantamento qualitativo e estudo das relações tróficas, caracterizando as inter- 
relações com o meio. 
 
Meio Biótico 
 
Deverão ser caracterizados os ecossistemas terrestres e aquáticos da bacia 
hidrográfica. Todas as fontes de informação devem ser identificadas, assim como as 
principais publicações relativas à ecologia da região. Para o diagnóstico da fauna e 
flora, deverá ser indicada claramente a origem dos dados, a saber: dados primários, 
secundários ou fontes informais, incluindo a descrição da metodologia utilizada, com 
justificativas. 
 
Ecossistemas Terrestres 
A caracterização e análise dos ecossistemas terrestres deverão abordar: 
- o mapeamento dos biótopos e ecótonos da área de influência, indicando 
as fitofisionomias e a florística; 
- identificação das espécies faunísticas (em especial as endêmicas, raras, 
e ameaçadas de extinção, migratórias, bem como as de valor econômico e valor 
ecológico significativo), de seus habitats e biologia reprodutiva, destacando as 
espécies mais relevantes que utilizam áreas da bacia hidrográfica; 
- avaliação do grau de conservação dos corredores ecológicos na bacia 
hidrográfica (AAR) e as conexões existentes com outros fragmentos, com vistas a 
identificar as áreas a serem utilizadas para o suporte da fauna. 
- classificação das áreas de sensibilidade ambiental localizadas na bacia 
(AAR e AII), apresentação de relação contendo as unidades de conservação e áreas 
protegidas por legislação específica no âmbito federal, estadual e municipal, 
ressaltando os ecossistemas existentes e as espécies protegidas, além da distância 
ao empreendimento proposto. Essas informações deverão ser georreferenciadas e 
apresentadas em escala compatível, em mapa temático específico. 
 
 
40 
 
- Avaliação da interferência do empreendimento nas espécies da fauna e 
flora, a partir de dados qualitativos, caracterizando as inter-relações com o meio. 
 
 
Ecossistemas Aquáticos 
Deverão ser caracterizados todos os ecossistemas nas áreas atingidas pelas 
intervenções do empreendimento, a distribuição, interferência e relevância na biota 
regional, por meio de levantamentos de dados primários e secundários, 
contemplando a sazonalidade regional e caracterizando os estudos com dados 
recentes, abordando: 
- a interferência do empreendimento na biota aquática da bacia (AAR), 
considerando a distribuição e diversidade das espécies de interesse comercial, das 
espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, bem como a perda de fontes de 
alimentação, dos locais de desova, de áreas de reprodução e criadouros naturais; 
- a importância da ictiofauna, principalmente as espécies reofílicas, 
identificando as rotas migratórias das espécies de maior relevância e prognosticando 
a sua perda, avaliando a possibilidade de formas de mitigação a partir da instalação 
de mecanismos de transposição e/ou preservação das rotas alternativas; 
- os principais tributários e as áreas úmidas, visando verificar ambientes 
de reprodução da biota aquática, em especial, das espécies migratórias; 
- a interferência do empreendimento nos mamíferos aquáticos da bacia. 
Adicionalmente, deve-se caracterizar e georreferenciar as estações de coleta, 
justificando a escolha dos pontos e a metodologia de análise para cada parâmetro, o 
índice de similaridade entre os pontos de coleta e o tratamento estatístico aplicado. 
 
Meio Socioeconômico 
 
Deverá ser apresentado um diagnóstico socioeconômico, a partir de dados 
secundários, em que deverão constar os aspectos relacionados à dinâmica dos 
municípios, indicando a evolução, distribuição espacial e crescimento da população 
residente na área da bacia hidrográfica. A situação de infraestrutura dos mesmos, 
definições básicas quanto ao uso e ocupação dos solos na bacia, além de uma 
 
 
41 
 
caracterização da estrutura produtiva regional. 
Populações Tradicionais, Remanescentes de Quilombos e Quilombos 
Especificamente para as comunidades quilombolas deverão ser adotadas questões 
que foram sugeridas pelos assistentes do Ministério Público Federal ainda em 1997, 
a saber: 
- Identificação e localização de Comunidades de Quilombos ao longo da 
Bacia Hidrográfica do Ribeira abordando: denominação; município; área; número de 
famílias; titulação (tipo e natureza) instância fundiária; 
- Levantamento detalhado sobre o Patrimônio Cultural Material: sítios com 
reminiscências históricas, História da Ocupação Econômica e Social na Região e 
sobre a Formação das Comunidades de Quilombo. 
- Levantamento detalhado e integrado sobre sistemas produtivos, formas 
solidárias de produção (troca e venda de dias, mutirão) produção agrícola, 
estratégias alternativas ao trabalho agrícola (assalariamento, jornada, empreitada), 
extrativismo, sazonal idade do emprego, migrações regionais. Condições atuais da 
organização social e perspectivas de reprodução social: descrição dos Quilombos e 
das Comunidades enquanto tais. 
- Levantamento sobre os padrões culturais, rituais, festivos, hábitos 
alimentares, manifestações culturais relacionadas com o meio ambiente natural e 
sociorreligioso. 
- Perspectivas sobre o destino das Comunidades de Quilombo com a 
construção das Barragens. 
- Sugestões Alternativas dos Quilombolas e das Entidades 
Representativas. 
- As lutas locais. 
 
Área de Influência Direta 
 
Meio Físico 
 
Geologia e Geomorfologia 
Identificar e avaliar possíveis áreas de risco geotécnico e de fuga d’água, a 
 
 
42 
 
partir do detalhamento geológico/geotécnico da área de influência direta do 
empreendimento e em especial, para o eixo da barragem e obras civis. 
Avaliar a interferência da implantação do empreendimento com os recursos 
minerais de interesse econômico cadastrados na área de influência direta. 
Identificar e avaliar os principais condicionantes/mecanismos de deflagração 
de escorregamentos, a partir da caracterização da dinâmica superficial e 
identificação de setores com diferentes graus de suscetibilidade a processos 
erosivos e deposicionais, mapeando as encostas quanto as suas declividades, 
indicando o tipo de solo/afloramento de rocha associado. Deverá ser avaliada a 
estabilidade das encostas em decorrência do regime de operação do reservatório. 
Avaliar a interferência do empreendimento com as unidades de paisagem, as 
cavidades e monumentos naturais cadastrados, identificando as áreas susceptíveis 
a dolinamento, caracterizando-a como área de risco. 
 
Solos 
Analisar a suscetibilidade natural dos solos à erosão, bem como aptidão 
agrícola, silvicultural e uso atual dos mesmos, considerando a caracterização e 
descrição das classes dos solos, sua gênese e distribuição espacial na área de 
influência do empreendimento. 
 
Recursos Hídricos 
Caracterizar e avaliar o regime hidrológico dos cursos d’água da área de 
influência direta, a partir da análise das séries históricas de descargas líquidas. Essa 
avaliação deverá contemplar a estimativa de vazões de referência (Qmáx, Qmín, 
Qméd, Q7,10, Q90% e outras), variação dos níveis d’água e estudos sobre 
transporte de sedimentos nas calhas fluviais, identificando suas fontes e os locais de 
deposição. Essa avaliação deverá resultar na análise do balanço hídrico, tendo em 
vista os usos atuais e futuros desse recurso, bem como as exigências quantitativas e 
qualitativas desses usos. 
Avaliar o comportamentohidrológico do curso d’água considerando a 
intervenção do empreendimento nesse regime, bem como sua influência nos demais 
usos desse recurso. Nesse item deverá ser apresentada a regra de operação do 
 
 
43 
 
empreendimento e suas alterações nos níveis d’água na barragem e a jusante 
dessas, observando as variações diárias e sazonais. 
Cálculo da vida útil do reservatório avaliando a sua viabilidade ambiental. 
Determinação da curva cota x volume e área inundada. 
Avaliar a potencialidade dos aquíferos existentes na área de influência do 
empreendimento, estudando, entre outros: 
- localização, natureza, litologia e estruturas geológicas condicionantes; 
- alimentação (inclusive recarga artificial), fluxo e descarga (natural e 
artificial); 
- profundidade dos níveis das águas subterrâneas, dando enfoque ao 
lençol freático; 
- relações com águas superficiais e com outros aquíferos; 
Indicar as possíveis interferências do enchimento do reservatório sobre o 
nível do lençol freático, a partir de cadastramento de poços existentes e da rede de 
perfurações e sondagens e do modelamento do regime de fluxo de águas. 
Avaliar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, a partir de um 
refinamento dos dados obtidos no âmbito da bacia hidrográfica. Esse estudo deverá 
contar com análises de parâmetros físicos, químicos, bacteriológicos e 
hidrobiológicos, com a identificação das principais fontes de poluição – indicar as 
condições sanitárias e a presença de metais pesados. As estações, parâmetros e 
metodologias utilizados deverão ser apresentados e justificados, considerando a 
sazonalidade da região estudada. 
Deverá ser avaliada, também, a qualidade de água futura do reservatório e a 
jusante desses, considerando as fases de implantação e operação. Essa atividade 
deverá ser realizada a partir do uso de modelos matemáticos específicos. Essa 
previsão da qualidade de água deverá abordar também a possível dinâmica de 
eutrofização do reservatório relacionada à biomassa inundada e a carga potencial de 
nutrientes. 
Apresentar cadastro atualizado de usuários de água da AID, com 
representação em mapas. 
 
 
 
 
44 
 
Meio Biótico 
 
Deverão ser caracterizados todos os ecossistemas nas áreas atingidas pelas 
intervenções do empreendimento, a distribuição, interferência e relevância na biota 
regional, por meio de levantamentos de dados primários e secundários, 
contemplando a sazonalidade regional e caracterizando os estudos com dados 
recentes. A metodologia referente ao esforço amostral deverá ser detalhada e os 
resultados deverão demonstrar compatibilidade com dados preexistentes. 
Todas as fontes de informação devem ser identificadas, assim como as 
principais publicações relativas à ecologia da região. Para o diagnóstico da fauna e 
flora, deverá ser indicada claramente a origem dos dados, a saber: dados primários, 
secundários ou fontes informais, incluindo a metodologia utilizada. 
Adicionalmente, deve-se caracterizar e georreferenciar as estações de coleta, 
justificando a escolha dos pontos e a metodologia de análise para cada parâmetro, o 
índice de similaridade entre os pontos de coleta e o tratamento estatístico aplicado. 
Para os ecossistemas terrestres e aquáticos, identificar espécies vetores e 
hospedeiras de doenças, avaliando o seu potencial de proliferação com a 
implantação do empreendimento e propondo medidas de controle. 
 
Ecossistemas Terrestres 
A caracterização e análise dos ecossistemas terrestres deverão abordar: 
- O mapeamento dos biótopos da área de influência, indicando as 
fitofisionomias e a florística; 
- Identificação das espécies da fauna e flora que poderão ser objeto de 
resgate, para fins de elaboração de projetos específicos para conservação e 
preservação. 
- Identificação das áreas potenciais para fins de relocação da fauna que 
será resgatada, quando do desmatamento, avaliando sua capacidade de adaptação 
à nova área. 
 
Flora: 
- Realizar a caracterização e a elaboração de mapa das fitofisionomias da 
 
 
45 
 
área de influência direta, contemplando o grau de conservação, os diferentes 
estratos vegetais (incluindo epífitas), os corredores e as conexões existentes com 
outros fragmentos. 
- Identificar as espécies raras endêmicas e ameaçadas de extinção 
atingidas, além daquelas de valor ecológico significativo, econômico, medicinal, 
faunístico e ornamental. 
- Elaborar estudos qualitativos e quantitativos da flora na área de 
influência direta, incluindo a composição florística e estudos fitossociológicos. 
Deverão ser contemplados todos os estágios sucessionais que se encontram as 
formações vegetais. 
- Realizar o inventário florestal, destacando áreas de preservação 
permanente, reservas florestais legais e áreas protegidas por legislação específica, 
o volume madeira e galhadas a ser suprimido, bem como as áreas totais de 
cada fitofisionomia a ser suprimida e seu georreferenciamento. 
- Avaliar os efeitos ambientais causados pelo empreendimento em áreas 
protegidas por lei. 
- Quantificar a vegetação a ser suprimida no reservatório, a partir da 
utilização dos parâmetros: qualidade de água, áreas de reprodução da ictiofauna, 
beleza cênica, erodibilidade e declividade. Para a destinação da vegetação 
suprimida, apresentar procedimentos para o seu aproveitamento separando os 
diferentes estratos vegetacionais, discriminando o uso econômico e ecológico do 
material lenhoso. 
- Identificar a existência de extrativismo vegetal na área de estudo. 
- Avaliar o potencial de regeneração dos fragmentos na conservação das 
espécies nativas existentes. 
- Identificar as áreas com potencial para o estabelecimento de unidades 
de conservação e sítios ímpares de reprodução, considerando-se que tais áreas 
deverão ter a capacidade de manter espécies raras, endêmicas ou em extinção. As 
áreas prioritárias à aplicação da compensação ambiental deverão levar em conta os 
aspectos de similaridade entre o ecossistema impactado e as áreas recomendadas 
à compensação; 
- Avaliar os efeitos da elevação do lençol freático na vegetação 
 
 
46 
 
remanescente na nova APP a ser formada, bem como na vegetação existente entre 
a cota máxima e mínima de operação. 
 
Fauna: 
Avaliar a interferência do empreendimento na fauna local, a partir de dados 
qualitativos e quantitativos, caracterizando as inter-relações com o meio, contendo: 
- identificação/mapeamento de habitats, territorialidade, biologia 
reprodutiva e alimentação de espécies bioindicadoras, que utilizam as áreas que 
serão atingidas; 
- inventário faunístico para os grupos de vertebrados (incluir quirópteros) e 
para alguns grupos de invertebrados (bioindicadores), informando o tipo de registro 
– pegada, visualização, entrevista (...), com indicação do esforço de 
amostragem e curva do coletor para cada grupo; 
- listagem das espécies, destacando as raras, endêmicas, migratórias, 
vulneráveis, ameaçadas de extinção, de interesse científico, de valor econômico e 
alimentício, as não descritas previamente para a área estudada, ou as não descritas 
pela ciência, além de informar o tipo de registro; 
- levantamento de espécies vetores e hospedeiras de doenças. 
Selecionar, para amostragem, os locais mais preservados da região, 
identificando as fitofisionomias. O levantamento da fauna para inventário deverá 
contemplar a sazonalidade e ser realizado em pelo menos quatro áreas distintas de 
cada fitofisionomia, sendo duas delas, ao longo das margens do futuro reservatório. 
 
 
Ecossistemas Aquáticos 
Apresentar e justificar os parâmetros selecionados que serão posteriormente 
utilizados para monitorar as comunidades por meio de bioindicadores adequados de 
alterações ambientais. 
Avaliar a interferência específica do empreendimento na ictiofauna, 
considerando as composições, distribuição e diversidade das espécies de interesse 
comercial, as reofílicas, as endêmicas e emextinção. Abordando a perda das fontes 
de alimentação, locais de desova, de reprodução e de criadouros naturais, bem 
 
 
47 
 
como a alteração na produção pesqueira e o esforço de pesca. Destacar as 
espécies introduzidas e de uso antrópico. 
Avaliar a interferência do empreendimento nas comunidades aquáticas 
considerando preliminarmente o levantamento do fito e zooplanctôn, bentos, nécton 
e macrófitas. Deverão ser abordadas as riquezas, diversidade e similaridades, 
contemplando ainda densidades populacionais das espécies identificadas e a sua 
diversidade, identificação e localização de lagoas marginais, naturais ou artificiais, 
relacionando-as aos sítios de alimentação e de reprodução ou pontos de introdução 
de espécies exóticas. Os pontos amostrais deverão coincidir com aqueles previstos 
para monitorar a qualidade de água. 
Avaliar a possível proliferação de espécies vetores ou hospedeiras de 
doenças, bem como das principais plantas aquáticas e subaquáticas, na região. 
Localizar as áreas que se destacam por manter maiores adensamentos de plantas 
aquáticas, identificando as espécies existentes. 
Avaliar a permanência de espécies migratórias da ictiofauna, por meio de 
estudos de biologia reprodutiva nos tributários, bem como de medidas de proteção 
(mecanismos de transposição). 
Avaliar a interferência do empreendimento nos mamíferos aquáticos da bacia. 
Estudar os deslocamentos efetuados pelas referidas espécies e o possível 
isolamento ocasionado pelo barramento. Avaliar a utilização de mecanismos de 
transposição para estas espécies. 
 
Meio Socioeconômico 
 
Deverá ser conduzida uma pesquisa socioeconômica, a partir de dados 
primários e secundários, entrevistas qualificadas, onde deverão constar os aspectos 
abaixo relacionados. 
 
Dinâmica Populacional 
Avaliar os aspectos socioeconômicos da região, utilizando indicadores 
básicos para análise do comportamento demográfico, demonstrados por meio de 
sua evolução, distribuição-espacial e crescimento da população residente nas áreas 
 
 
48 
 
de influência. 
Infraestrutura 
Descrever a situação das áreas de influência, visando à atualização de dados 
por meio da avaliação do quadro atual da infraestrutura de saúde, educação, 
segurança, transporte, comunicação, lazer, sistema viário principal, rede de energia 
elétrica, rede de abastecimento de água e de saneamento básico, entre outros. 
 
Uso e Ocupação do Solo 
Avaliar os principais usos do solo nas áreas de influência direta e a paisagem 
por meio de análise descritiva e mapeamento, contemplando aspectos que envolvam 
áreas urbanas e de expansão, culturas sazonais, permanentes, pastagens naturais 
e\ou cultivadas, matas e outras tipologias de vegetação natural. E outros tipos 
introduzidos, infraestrutura existente quanto ao sistema viário, pontos de travessias, 
unidades de conservação, estrutura fundiária indicada segundo o módulo fiscal local, 
as áreas de colonização ou ocupadas sem titulação e áreas ocupadas por 
populações tradicionais. 
 
Caracterização Socioeconômica das Comunidades Afetadas 
Analisar o conjunto das propriedades nas comunidades urbanas e rurais 
afetadas, inclusive dos proprietários não residentes, definindo os padrões da 
ocupação, por meio de levantamentos qualitativos e quantitativos em amostras 
representativas desse universo. Avaliando as condições de habitação, a dimensão 
das propriedades, o regime de posse e uso da terra, o nível tecnológico da 
exploração, as construções, benfeitorias e equipamentos. As principais atividades 
desenvolvidas e áreas envolvidas, a estrutura da renda familiar e resultados da 
exploração econômica, o preço de terras e de benfeitorias e a participação das 
comunidades em atividades comunitárias e de associativismo. 
 
Estrutura Produtiva e de Serviços 
Avaliar a economia regional, abordando as atividades urbanas e não as 
urbanas, presentes nas áreas de influência, caracterizando os aspectos gerais do 
processo de ocupação, com ênfase no período recente, os grandes vetores ou eixos 
 
 
49 
 
de crescimento econômico, a caracterização da economia regional, a identificação 
dos tipos de mão de obra necessários, os empregos diretos e indiretos a serem 
gerados pelo empreendimento. 
 
Patrimônio Histórico, Cultural, Paisagístico e Arqueológico 
Avaliar e identificar, na área de influência direta, a evolução histórica dos 
municípios, os bens imóveis de interesse histórico-cultural, os recursos físico- 
bióticos culturalmente valorizados pela população local (paisagístico, espeleológico 
e ecológico) e as áreas de valor arqueológico. 
 
Comunidades Indígenas, Ribeirinhas e Quilombolas 
Identificar as comunidades ribeirinhas, quilombolas, terras indígenas - quando 
couberem, grupos e aldeias existentes na área de influência direta do 
empreendimento. Apresentar a localização geográfica e vias de acesso, 
caracterizando as populações atuais, avaliando os fatos históricos, descrevendo a 
vulnerabilidade a partir do planejamento, construção e operação do 
empreendimento, considerando todas as possíveis pressões sobre as comunidades. 
 
Planos e projetos colocalizados 
Avaliar os planos e projetos que se inserem nas áreas de influência e que 
possam sofrer interferências com o empreendimento, ou que possuam algum efeito 
sobre o mesmo. 
 
Análise Integrada 
 
Após o diagnóstico de cada meio, deverá ser elaborada uma síntese que 
caracterize a área de influência do empreendimento de forma global. Essa deverá 
conter a interação dos itens de maneira a caracterizar as principais inter-relações 
dos meios físico, biótico e socioeconômico. 
Deverá ser realizada uma análise das condições ambientais atuais e suas 
tendências evolutivas, explicitando as relações de dependências e/ou de sinergia 
entre os fatores ambientais anteriormente descritos, de forma a se compreender a 
 
 
50 
 
estrutura e a dinâmica ambiental da bacia hidrográfica, contemplando projetos 
implantados ou futuros. Esta análise terá como objetivo fornecer dados para avaliar 
e identificar todos os impactos decorrentes do empreendimento, bem como a 
qualidade ambiental futura da região. 
 
Prognóstico Ambiental 
 
O prognóstico ambiental (meios físico, biótico e socioeconômico) deverá ser 
elaborado considerando-se as alternativas de execução e de não execução do 
empreendimento, sendo esta última baseada na identificação e avaliação dos 
impactos ambientais. Este prognóstico deverá considerar, também, a proposição e a 
existência de outros empreendimentos inventariados na bacia do rio Madeira, 
contemplando os efeitos sinérgicos entre os empreendimentos propostos ou que já 
operam na respectiva bacia hidrográfica. 
A partir da análise integrada, principalmente do diagnóstico da qualidade 
ambiental, devem ser elaborados quadros prospectivos, tendências para a região, 
considerando um horizonte temporal com o empreendimento e outro considerando a 
sua não implantação. Comparar esses dois quadros prospectivos entre si e também 
com um quadro de diagnóstico de qualidade ambiental atual. Uma vez considerada 
a implantação do projeto e a execução das medidas de controle da qualidade 
ambiental que serão propostas, bem como o desenvolvimento dos programas 
ambientais, deverá ser feita uma nova reavaliação do impacto global do projeto na 
sua área de inserção. Buscando-se sempre a perspectiva de efeitos cumulativos 
sinérgicos da implantação de empreendimentos elétricos em uma bacia hidrográfica. 
 
Prognóstico das condições ambientais na ausência do empreendimento 
 
Este tópico é uma síntese realizada a partir das tarefas constituintes do item 
precedente – diagnóstico – devendo representar um quadro sintético das tendências 
ambientais futuras da região. Dessa forma, com base no inventário dos fatores 
físicos, bióticos e socioeconômicos, deverá ser feita, basicamente, uma projeção do 
nível de apropriação futura dos recursosnaturais do meio físico, do estado de 
 
 
51 
 
conservação da biota e do perfil da população humana na área. Alicerçado nas 
possibilidades de desenvolvimento econômico, considerando-se a hipótese de não 
implantação do empreendimento. 
 
Prognóstico das condições ambientais com o empreendimento 
 
Em função do conhecimento do projeto e do diagnóstico ambiental, serão 
identificados os fatores a serem impactados pelas ações do empreendimento. Para 
qualquer tipo de abordagem, deve-se realizar uma avaliação e discussão de todos 
os aspectos ambientais do empreendimento envolvendo, inclusive, os impactos não 
quantificáveis de forma precisa, ou seja, aqueles que deverão sofrer uma análise 
apenas qualitativa. E a avaliação quantitativa com maior profundidade dos impactos 
mais importantes gerados pelo empreendimento na área diretamente afetada, em 
função da suscetibilidade ambiental diagnosticada. Os resultados deverão surgir da 
comparação entre os fatores ambientais mais significativos e as ações a serem 
geradas pelo empreendimento. 
Os fatores ambientais a serem impactados serão determinados a partir do 
diagnóstico ambiental e abrangerão os meios físico, biótico e antrópico. Uma vez 
caracterizado o elenco de impactos suscetíveis de ocorrerem devido à implantação 
do Projeto, estes devem ser agregados, de forma a permitir análise das 
consequências ambientais das diversas ações do empreendimento. 
O prognóstico ambiental constitui-se em uma etapa onde, a partir do 
diagnóstico e dos elementos constituintes do empreendimento, delineiam-se 
quadros prospectivos de uma qualidade ambiental futura e se estabelece o impacto 
ambiental. 
 
Identificação e avaliação de impactos ambientais 
 
A avaliação de impacto ambiental deverá levar em consideração os diversos 
fatores e seus tempos de incidência (abrangência temporal) nas fases de 
implantação e operação do empreendimento. 
Essa avaliação deverá abranger os impactos benéficos e adversos do 
 
 
52 
 
empreendimento, determinando-se uma projeção dos impactos imediatos, a médio e 
em longo prazo; temporários, permanentes e cíclicos; reversíveis e irreversíveis; 
locais, regionais e estratégicos. A mesma deverá, ainda, levar em consideração as 
condições do meio ambiente na fase anterior às obras, bem como os impactos que 
não possam ser evitados ou mitigados de modo a permitir um prognóstico das 
condições emergentes. 
Deverão ser consideradas, na elaboração deste prognóstico, as condições 
emergentes com e sem a implantação do empreendimento, conduzindo à 
proposição de medidas destinadas ao equacionamento dos impactos ambientais 
decorrentes da formação do reservatório. 
Na apresentação dos resultados, deverão constar: 
- a metodologia de identificação dos impactos e os critérios adotados para 
a interpretação e análise de suas interações; 
- a valoração, magnitude e importância dos impactos; 
- uma descrição detalhada dos impactos sobre cada fator ambiental 
relevante, considerado no diagnóstico ambiental; 
- uma síntese conclusiva dos principais impactos que poderão ocorrer nas 
fases de implantação e operação, acompanhada de suas interações. 
 
Impactos existentes 
 
Deverá ser apresentada uma análise dos impactos ambientais já existentes 
na bacia hidrográfica, em função dos aproveitamentos projetados, já implantados ou 
em fase de implantação, de forma a possibilitar um planejamento e integração 
efetiva das medidas a serem adotadas para mitigar efeitos sinérgicos entre os 
empreendimentos. 
Para esses levantamentos, é necessária a utilização de dados primários e 
secundários já disponíveis nos órgãos ambientais, bem como em outras fontes 
necessárias a consolidação das informações. 
 
 
 
 
 
53 
 
Medidas Mitigadoras, compensatórias e programas de controle e de 
monitoramento 
 
Com base na comparação do prognóstico das condições emergentes obtidas 
a partir do diagnóstico ambiental, deverão ser avaliados os impactos potenciais e as 
medidas recomendadas que venham a minimizá-los, maximizá-los, compensá-los ou 
eliminá-los. 
Essas medidas devem ser implantadas visando tanto à recuperação quanto a 
conservação do meio ambiente, bem como o maior aproveitamento das novas 
condições a serem criadas pelo empreendimento, devendo ser consubstanciadas 
em programas. 
As medidas mitigadoras e compensatórias deverão ser consideradas quanto: 
- ao componente ambiental afetado; 
- a fase do empreendimento em que deverão ser implementadas; 
- ao caráter preventivo ou corretivo de sua eficácia; 
- ao agente executor, com definição de responsabilidades; 
Na implementação das medidas, em especial aquelas vinculadas ao meio 
socioeconômico, deverá haver uma participação efetiva da comunidade diretamente 
afetada, bem como dos parceiros institucionais identificados, buscando-se, desta 
forma a inserção regional do empreendimento, o que será possibilitado por meio dos 
procedimentos de comunicação social. 
Deverão ser propostos programas integrados para monitoração ambiental da 
área de influência, com o objetivo de acompanhar a evolução da qualidade 
ambiental e permitir a adoção de medidas complementares de controle. Esta etapa 
marca a consolidação dos Estudos de Impacto Ambiental. 
 
Relatório de Impacto Ambiental – RIMA 
 
As informações técnicas geradas no estudo de Impacto Ambiental - EIA 
deverão ser apresentadas em um documento em linguagem acessível ao público, 
que é o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, em conformidade com a Resolução 
CONAMA nº 001/86. Este relatório deverá ser ilustrado por mapas, quadros, gráficos 
 
 
54 
 
e demais técnicas de comunicação visual, de modo que se possam entender 
claramente as consequências ambientais do projeto e suas alternativas, 
comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas. 
Deverá ser encaminhado 01 exemplar do EIA/RIMA para cada OEMA 
participante do processo de licenciamento, 03 para o IBAMA, 01 para cada Gerência 
Executiva do IBAMA nos estados, 01 para a FUNASA, 01 para o IPHAN, 01 para a 
Fundação Palmares e 01 exemplar para cada prefeitura, todos seguidos de cópias 
digitais. 
 
Equipe Técnica 
 
Deverá ser apresentada a equipe técnica multidisciplinar responsável pela 
elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental, 
indicando a área profissional e o número de registro no respectivo conselho de 
classe e no Cadastro Técnico Federal. 
 
 
Bibliografia 
 
O EIA/RIMA deverá conter a bibliografia consultada, a qual deverá ser 
especificada por área de abrangência do conhecimento e referenciada segundo as 
normas de publicação de trabalhos científicos da ABNT. 
 
Glossário 
 
O EIA/RIMA deverá conter uma listagem dos termos técnicos utilizados no 
estudo. 
 
Autenticação 
 
O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental deverão 
conter data e assinaturas dos profissionais responsáveis por sua elaboração, sendo 
 
 
55 
 
que um exemplar de cada deve ter todas as páginas rubricadas. 
 
 
ESTUDOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS 
 
Os estudos de impacto ambiental envolvem o desenvolvimento de um 
conjunto de atividades em certa ordem, o que não implica que sejam realizadas 
necessariamente uma após as outras. De fato, algumas são interdependentes e 
outras se processam ao longo de todo o estudo, podendo ser aperfeiçoadas à 
medida que os trabalhos se desenvolvam. 
Uma das primeiras atividades multidisciplinares importantes do EIA-RIMA, 
após as descrições do empreendimento e dos planos governamentais para a região, 
é a delimitação das áreas de influência do projeto, para que se possa dar início ao 
levantamento da legislação ambiental aplicada a todo o diagnóstico atualizado. Isso 
significa conhecer os componentes ambientais e suas interações, caracterizando a 
situação ambiental dessa área antes da implantação do projeto. O mais importante 
disso é que estes resultados servirão de baseà execução das demais atividades. 
Outra questão importante a ser comentada é a disponibilidade e organização 
dos dados necessários. Informações cartográficas atualizadas, em escalas 
adequadas, e informações de qualidade, completas e atualizadas, referentes ao 
meio físico, biológico e socioeconômico. São muitas vezes difíceis de serem obtidas 
(principalmente quando estes dados referem-se a regiões pouco estudadas e/ou 
bibliotecas e centros de informações dos órgãos/Instituições governamentais locais 
que não apresentam uma infraestrutura conveniente). Pode ocorrer também a 
dispersão deste material em instituições diferentes e, em geral, trabalhadas e 
armazenadas de acordo com os objetivos específicos dessas instituições, 
dificultando a adaptação desses dados nos respectivos projetos a serem realizados. 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
TÉCNICAS E METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTOS 
AMBIENTAIS 
 
Com a publicação do NEPA (National Environmental Policy Act of 1969), foi 
estabelecido formalmente, nos Estados Unidos, o processo de Avaliação de Impacto 
Ambiental. Desde então, começaram a serem desenvolvidos vários tipos de 
métodos com o objetivo de sistematizar as análises realizadas, utilizando-se, 
geralmente, de técnicas correntes de outras áreas do conhecimento. 
Mesmo que a maioria dos trabalhos de análise de impacto ambiental tenha 
sido elaborada nos EUA, o interesse do assunto desenvolve-se tanto nos países 
industrializados quanto nos países em desenvolvimento. 
As metodologias de avaliação são mecanismos estruturados para comparar, 
organizar e analisar informações sobre impactos ambientais de um projeto, incluindo 
os meios de apresentação escrita e visual dessas informações. 
Devido à variedade de métodos de AIA existentes, sendo que muitos deles 
não são compatíveis com as condições socioeconômicas e políticas do Brasil faz-se 
necessário que sejam escolhidos sob as próprias condições, muitas vezes, até 
adequando-os por meio de alterações e/ou revisões, para que sejam 
verdadeiramente úteis na tomada de decisão de um projeto. Fica, portanto, a critério 
de cada equipe técnica a seleção dos métodos mais apropriados, ou parte deles, de 
acordo com as atividades escolhidas. 
Assim sendo, a definição da metodologia de avaliação de impactos 
ambientais consiste em definir os procedimentos lógicos, técnicos e operacionais 
capazes de permitir que o processo, antes referido, seja completado. 
Há, basicamente, as diferentes linhas metodológicas desenvolvidas para a 
avaliação de impactos ambientais: Metodologias espontâneas (Ad hoc), Listagens 
(Check-list), Matrizes de interações, Redes de interações (Networks), Metodologias 
quantitativas, Modelos de simulação, Mapas de superposição (Overlays), Projeção 
de cenários, entre outras. 
Está cada vez mais, tornando-se consolidada a necessidade de análises e 
avaliações abrangentes dos impactos gerados por projetos, planos, programas e 
políticas. Dessa forma, as metodologias para AIA desenvolvidas nos últimos tempos 
 
 
57 
 
foram e são, em todos os países, resultados desse tipo de necessidade. 
Serão identificadas, a seguir, metodologias cujos princípios possam ser 
utilizados ou adaptados às condições específicas de cada estudo ambiental e de 
cada realidade local e nacional. 
 
A) Metodologias Espontâneas (Ad Hoc) 
São métodos baseados nas experiências (conhecimentos empíricos) de 
pesquisadores do assunto e/ou da área em questão. Estas metodologias, se 
utilizadas isoladamente, deverão desenvolver a avaliação de impactos ambientais de 
forma simples, objetiva e de maneira dissertativa. São ajustadas para casos com 
escassez de dados, fornecendo orientação para outras avaliações. Os impactos são 
identificados geralmente por meio de conjunto de ideias, caracterizando-os e 
sintetizando-os em seguida por meio de tabelas ou matrizes. 
Apresentam como vantagem uma estimativa rápida da evolução de impactos 
de forma organizada, facilmente acessível pelo público. Entretanto, não realizam um 
exame mais detalhado das interferências e variáveis ambientais envolvidas, 
normalmente considerando-as de forma bastante subjetiva, qualitativa e pouco 
quantitativa. 
 
B) Metodologia de Listagem (Check-list) 
A listagem representa um dos métodos mais usados em Avaliações de 
Impactos Ambientais. Consiste na identificação e ordenações dos impactos, a partir 
do diagnóstico ambiental realizado por especialistas dos meios físico, biótico e 
antrópico. Os especialistas deverão relacionar os impactos decorrentes das fases de 
implantação e operação do empreendimento, classificando-os em positivos ou 
negativos, conforme o tipo da transformação antrópica que esteja sendo inserida no 
sistema analisado. 
Os métodos check-lists são relações padronizadas de fatores ambientais dos 
quais se identificam os impactos produzidos por um projeto específico. Existem hoje 
várias listas padronizadas por tipo de projetos (projetos hídricos, autoestradas, etc.) 
além de listas computadorizadas como o programa Meres, do Departamento de 
Energia dos Estados Unidos, que calcula a emissão de poluentes a partir de 
 
 
58 
 
especificações sobre a natureza e o tamanho do projeto. 
Em algumas vezes a metodologia pode ser apresentada sob forma de 
questionário a ser respondido, para direcionar a avaliação a ser realizada. Esta 
metodologia apresenta como proveito seu emprego imediato na avaliação qualitativa 
de impactos mais importantes. Porém, por não considerar relações de causa/efeito 
entre os impactos (sequência de alterações desencadeadas a partir de uma ação 
impactante), é apenas adequada em avaliações iniciais. Pode, de forma limitada, 
agrupar escalas de valores e ponderações. 
 
C) Matrizes de Interações 
As matrizes de interações são técnicas bidimensionais que relacionam ações 
com fatores ambientais. Apesar de incorporar parâmetros de avaliação, são métodos 
basicamente de identificação. As matrizes iniciaram-se a partir das tentativas de 
suprir as deficiências das listagens (check-list). A mais disseminada nacional e 
internacionalmente, foi a Matriz de Leopold, elaborada em 1971 para o Serviço 
Geológico do Interior dos EUA. Essa matriz foi projetada para avaliação de impactos 
associados a quase todos os tipos de implantação de empreendimentos. 
A Matriz de Leopold basicamente consiste em, primeiramente, destacar todas 
as possíveis interações entre as ações e os fatores, para em seguida estabelecer, 
em uma escala de 1 a 10, a dimensão e a importância de cada impacto, 
identificando se é positivo ou negativo. Sendo a valoração da magnitude 
relativamente objetiva ou empírica, porque se refere ao grau de mudança provocada 
pela ação sobre o fato ambiental, a pontuação da importância é subjetiva ou 
normativa uma vez que envolve imputação de peso relativo ao fator afetado na 
esfera do projeto. 
Torna-se um dos pontos mais críticos das matrizes e dos demais métodos 
quantitativos, o estabelecimento destes pesos a matriz de Leopold pode ser criticada 
neste sentido, porque em sua concepção primeira não explicita claramente as bases 
dos cálculos das escalas de pontuação de importância e da magnitude. Podem ser 
apontados, também, outros aspectos criticáveis, como a não identificação, 
analogamente às check-lists, das inter-relações entre os impactos, o que pode levar 
a dupla contagem ou à subestimativa dos mesmos, bem como o pouco destaque 
 
 
59 
 
atribuído aos fatores sociais e culturais. 
Um ponto muito discutido no uso deste tipo de técnica é a importância ou não 
de se calcular um índice global de impacto ambiental resultante da soma ponderada 
(magnitude x importância) dos impactos específicos. Diante das diferentes naturezas 
dos impactos, alguns pesquisadores defendem a não contabilização de índice 
global, recomendando a elaboração de matrizes para diversas alternativas e a 
comparação entre as mesmas em nível de cada efeitosignificativo específico. De 
qualquer forma, é importante salientar que o índice global só poderá ser calculado se 
houver compatibilização entre as escalas utilizadas para os vários impactos, já que 
apenas escalas de intervalo ou razão estão sujeitas a manipulação matemática. 
Dessa forma, efeitos medidos em escalas nominais ou ordinais deverão ser 
convertidos naquele tipo de escala. Como a matriz de Leopold não especifica, em 
princípio, as bases de cálculo das escalas, a contabilização do índice, apesar de útil 
para indicar o grau completo de impacto de um determinado empreendimento, não é 
aconselhável, a não ser que sejam incorporadas as considerações acima 
mencionadas. 
As matrizes atuais, baseadas na matriz de Leopold, correspondem a uma 
listagem bidimensional para identificação de impactos, permitindo, ainda, a 
imputação de valores de proporção e importância para cada tipo de impacto. Os 
impactos positivos e negativos de cada meio (físico, biótipo e antrópico) são 
localizados no eixo vertical da matriz, de acordo com a fase em que se encontrar o 
empreendimento (implantação e/ou operação), e com as áreas de influência (direta 
e/ou indireta). Sendo que alguns impactos podem ser localizados, tanto nas fases de 
implantação e/ou operação, como nas áreas direta e/ou indireta do empreendimento, 
com valores diferentes para alguns de seus atributos respectivamente. Cada 
impacto é, então, localizado na matriz por meio (biótico, antrópico e físico), e cada 
um contém subsistemas distintos no eixo vertical, sobre o qual os impactos são 
avaliados nominal e ordinalmente, de acordo com seus atributos. 
Os atributos de impacto, com suas escalas: nominal (atribuindo qualificações, 
por exemplo, alto, médio e baixo) e ordinal (atribuindo uma ordenação hierarquizada 
– por exemplo, primeiro, segundo e terceiro graus), possibilitam uma melhora da 
análise qualitativa, como se destaca a seguir: 
 
 
60 
 
- Tipo de ação – primária, secundária e enésima; definidas 
respectivamente como uma simples relação de causa e efeito – como reação 
secundária em relação à ação, quando faz parte de uma cadeia de reações, ou 
como uma relação enésima em relação à ação. 
- Ignição – imediata, médio prazo e longo prazo; definidas como imediata 
quando o efeito surge simultaneamente com a ocorrência da ação; e, quando o 
efeito se manifesta com certa defasagem de tempo em relação à ação, esta variação 
é considerada como de médio ou longo prazo. 
- Sinergia e criticidade – alta, média e baixa; definidas como o nível de 
interatividade entre os fatores, de modo a aumentar o poder de modificação do 
impacto. 
- Extensão – maior, igual ou menor do que a bacia hidrográfica; definidas 
respectivamente quando o impacto sobre o subsistema abrange uma área maior, 
igual ou menor do que a bacia hidrográfica em questão. 
- Periodicidade – permanente, variável e temporária; definidas 
respectivamente quando os efeitos não cessam de se manifestar enquanto durar a 
ação, ou quando não se tem conhecimento preciso de quanto tempo vai durar um 
determinado efeito e, ainda, quando o efeito tem duração limitada. 
- Intensidade – alta, média e baixa; definidas pela quantificação da ação 
impactante. 
Os estudos nominais e ordinais dos atributos são utilizados para 
determinação da dimensão e importância dos impactos, sendo a dimensão definida 
como a medida de gravidade de alteração do valor de um parâmetro ambiental. 
Dessa maneira, a dimensão é a soma dos valores determinados para os atributos 
extensão, periodicidade e intensidade. Já a importância do impacto é a medida de 
significância de um impacto. Logo, a importância é o resultado da soma dos valores 
de dimensão e dos atributos de ação, ignição e criticidade. 
Os componentes de cada fase do empreendimento e por área de influência 
apresentam também uma dimensão e importância médias de impactos positivos e 
negativos que são calculados. Portanto, a magnitude por meio (físico, biótico e 
antrópico, ou socioeconômico) é a média das dimensões totais, e a importância dos 
impactos em cada meio é representada pela média das importâncias totais de cada 
 
 
61 
 
subsistema ambiental. 
O método permite uma fácil compreensão dos resultados; aborda fatores 
biofísicos e sociais; acomoda dados qualitativos e quantitativos, além de fornecer 
boa orientação para o prosseguimento dos estudos e introduzir multidisciplinaridade. 
 
D) Redes de Interações (Network) 
Esse método estabelece uma sequência de impactos ambientais a partir de 
uma determinada intervenção, utilizando método gráfico. A rede mais difundida e 
conhecida é a de Sorensen (1974). Há outros sistemas de redes, como o método 
CNYRPAB (utilizado com frequência nos EUA), o Bereano (no Alasca) e 
considerações do Banco Mundial sobre redes de interações modificadas, como 
muitas utilizadas no Brasil. 
As redes têm por objetivo as relações de precedência entre ações praticadas 
pelo empreendimento e os consequentes impactos de primeira e demais ordens. 
Apresentam como vantagens o fato de permitirem uma boa visualização de impactos 
secundários e demais ordens, principalmente quando computadorizadas, e a 
possibilidade de introdução de parâmetros probabilísticos, mostrando tendências. 
Visam, também, a orientar as medidas a serem propostas para o 
gerenciamento dos impactos identificados, isto é, recomendar medidas mitigadoras 
que possam ser aplicadas já no momento de efetivação das ações causadas pelo 
empreendimento e propor programas de manejo, monitoramento e controle 
ambientais. 
 
E) Metodologias Quantitativas 
Os métodos quantitativos pretendem relacionar valores às considerações 
qualitativas que possam ser estabelecidas quando da avaliação de impactos de um 
projeto. Um dos métodos quantitativos mais importantes foi o apresentado pelo 
Batelle Columbus Laboratories, em 1972, para o US Bureau of Reclamation. 
O método utiliza, basicamente, indicadores de qualidade ambiental 
representados por gráficos que relacionam o estado de determinados segmentos 
ambientais a um estado de qualidade variando de 0 a 1. Os indicadores são 
denominados como parâmetros, oferecendo 71 gráficos de qualidade ambiental a 
 
 
62 
 
eles relacionados. Utiliza ainda um peso relativo para cada fator, comparando-os 
sob um julgamento subjetivo. Por fim estipula, para cada parâmetro considerado. A 
diferença, entre o referido produto e o peso relativo do parâmetro considerado na 
fase anterior ao empreendimento e o produto verificado em cada fase do 
empreendimento (implantação e operação), determina os impactos que poderão ser 
gerados pelo projeto. A determinação do grau de impacto líquido para cada 
parâmetro ambiental é dada pela expressão: 
Onde: 
UIA = unidade de impacto ambiental 
UIP = unidade de importância 
QA = índice de qualidade ambiental 
A contabilização final é feita por meio do cálculo de um índice global de 
impacto, dado pela diferença entre a unidade de impacto ambiental total com a 
realização do projeto e a unidade de impacto ambiental sem a realização do projeto, 
ou seja: 
a) UIA com projeto – UIA sem projeto = UIA por projeto 
b) UIA = UIP x QA 
O método Batelle apresenta a vantagem de prover os analistas com boas 
informações para caracterizar uma dada situação ambiental, com termos de 
previsão dos impactos que possam ser gerados. A subjetividade do método pode ser 
diminuída pelo uso de técnicas Delphi, utilizando equipes multidisciplinares. 
 
F) Modelos de Simulação 
São modelos relacionados à inteligência artificial ou modelos matemáticos, 
destinados a representar tanto quanto possível o comportamento de parâmetros 
ambientais ou as relações e interações entre as causas e os efeitos de 
determinadas ações. São bastante úteis em projetos de usos múltiplos e podem ser 
utilizados mesmo após o início de operação de um projeto. São, assim, capazes de 
processar variáveis qualitativase quantitativas e incorporar medidas de magnitude e 
importância de impactos ambientais. Podem se adaptar a diferentes processos de 
decisão e facilitar o envolvimento de vários participantes no referido processo. 
Requer pessoal técnico e experiente, bem como exigem programas e emprego de 
 
 
63 
 
equipamentos apropriados e dispendiosos. 
Entretanto, observam-se, por vezes, dificuldades quanto à comunicação e 
consequente entendimento do público, gerando imperfeições para futuras decisões. 
Observa-se a existência de limite de variáveis a serem estudadas, sendo 
necessário, portanto qualidade de dados para alimentação dos modelos. 
 
G) Mapas de Superposição (Overlay Mapping) 
As técnicas cartográficas são utilizadas na localização/extensão de impactos, 
na determinação de aptidão e uso de solos, na resolução de áreas de relevante 
interesse ecológico, cultural, arqueológico, socioeconômico; logo, em zoneamentos 
e gerenciamentos ambientais. Perfeitamente adaptável a diagnósticos e avaliações 
ambientais, tal metodologia consiste na confecção de uma série de cartas temáticas, 
uma para cada compartimento ambiental. 
Esses mapas desenhados em material transparente, quando sobrepostos, 
orientam os estudos em questão. Estas cartas se interagem para produzir a síntese 
da situação ambiental de uma área geográfica, podendo ser elaboradas de acordo 
com os conceitos de vulnerabilidade ou potencialidade dos recursos ambientais 
(segundo se desejam obter cartas de restrição ou de aptidão do solo). Essa 
metodologia é útil para a localização de conflitos de uso e outras questões de 
dimensão espacial, como a comparação entre alternativas a serem analisadas num 
Estudo de Impacto Ambiental de um determinado empreendimento. 
 
H) Projeção de Cenários 
O método de Projeção de Cenários está baseado na análise de situações 
ambientais prováveis em termos de evolução de um ambiente (cada situação 
corresponde a um cenário) e/ou de situações hipotéticas, referentes a situações 
diferenciadas geradas por proposição de alternativas de projetos e programas. 
Tem por objetivo orientar as autoridades governamentais no cumprimento de 
suas metas de longo prazo, por meio de indicadores de tendências prováveis. As 
variáveis a serem analisadas terão maior ou menor grau de influência na 
determinação dos estudos futuros dos sistemas ambientais. Os cenários surgem a 
partir da ação contínua do(s) planejador(es) e do ambiente a ser estudado, incluídos 
 
 
64 
 
aí fatores naturais e de externalidades. 
Os cenários podem ser classificados em três categorias: 
1. Cenários evolutivos e antecipatórios – Os cenários evolutivos 
descrevem as trajetórias do sistema em estudo, desde o presente até um horizonte 
dado, procurando ver as consequências de decisões tomadas hoje e no futuro 
próximo. Já os cenários antecipatórios descrevem um estado futuro do sistema, 
omitindo considerações de como chegar lá. 
2. Cenários tendenciais e cenários alternativos – A distinção entre 
tendências e alternativas está no escopo da análise. Nos cenários tendenciais, 
políticas e situações não diferem radicalmente das tradicionais; para alternativos, no 
entanto, procura-se investigar possibilidades estruturalmente distintas daquelas. 
3. Cenários exploratórios e cenários normativos – Os cenários 
exploratórios procuram, para uma dada situação, analisar as consequências de 
várias políticas escolhidas a priori ou de maneira interativa; ao contrário, os 
normativos estabelecem as consequências desejadas e procuram determinar, para 
cada situação, que políticas permitem atingir a meta desejada. 
Na construção de cenários, os referidos autores apontam como primeira 
etapa a construção de uma base, ou seja, a imagem do estado atual do sistema a 
partir da qual o estudo prospectivo pode se desenvolver. Quando este método é 
adaptado para os Estudos de Impacto Ambiental, o que ocorre é a elaboração de 
alguns tipos básicos de estudo: os cenários das alterações ambientais com e sem a 
implantação e/ou operação do empreendimento em questão e as alternativas 
construtivas do referido projeto. 
Uma dificuldade que o uso de cenários apresenta é a necessidade de filtrar 
apenas as hipóteses plausíveis, o que exige o estabelecimento arbitrário de grande 
quantidade de coeficiente de impacto entre os eventos e as variáveis e políticas 
consideradas, normalmente condicionadas à probabilidade ou níveis de coerência. 
 
APLICABILIDADE DA AIA 
 
Com o advento da Revolução Industrial, o mundo passou por grandes 
transformações, seja no campo tecnológico, como no aproveitamento de seus 
 
 
65 
 
recursos naturais. Além disso, a população avançou cientificamente e culturalmente, 
conquistando novos conhecimentos e ampliando produtos, consumo e trocas de 
mercadorias entre as nações. 
O problema da absorção dessas produções em todas as esferas (por causa 
do desenvolvimento acelerado e da disputa pelo poder mundial que aumentou o 
poder econômico) gerou recursos naturais que são utilizados de forma 
indiscriminada e com pouco ou até mesmo nenhuma preocupação sobre a 
renovação dos mesmos. 
Como visto, os impactos ambientais tiveram atenção a partir da lei federal 
NEPA, em 1969 nos Estados Unidos, que passou a exigir ações efetivas através da 
política nacional do meio ambiente, tornando a Avaliação de Impacto Ambiental 
(AIA) um instrumento importante para as tomadas de decisões relacionadas às 
atividades que se utilizam dos recursos naturais. 
A partir desse foco, a sociedade começa a se mobilizar por uma atitude 
coerente com seus recursos naturais, na busca pela renovação das áreas destruídas 
pelo desenvolvimento e também pelo uso de novas áreas com responsabilidade 
ambiental. 
O processo de implantação de obras no Brasil assume hoje um papel 
diferente do início da colonização e industrialização. Porém, são evidentes as 
deficiências no processo de gestão ambiental, que deveria promover uma menor 
interferência antrópica por meio de estudos direcionados e coordenados que 
objetivem a conservação e monitoramento dos recursos naturais, associados a um 
crescimento socioeconômico. 
A concepção da AIA foi idealizada com o intuito de reduzir os impactos 
ambientais e aplicar métodos para o desenvolvimento da AIA, pois são mecanismos 
que auxiliam na identificação, reunião e organização de dados sobre impactos 
ambientais pertinentes ao empreendimento proposto. É importante ressaltar que 
estão incluídos na AIA, os seguintes aspectos: dimensões de conservação da 
capacidade de suporte dos ecossistemas e qualidade do ambiente, dimensões 
socioculturais, econômicas e institucionais. (STACHETTI; CAMPANHOLA, 2003). 
De acordo com Moreira (1985) a AIA é capaz de assegurar desde a 
implantação de um processo, a realização de análises sistemáticas dos impactos 
 
 
66 
 
ambientais, bem como as possíveis alternativas para retardar ou mesmo minimizar 
seus efeitos. Portanto, infere-se que a AIA auxilia na tomada de decisão pautada em 
planos, políticas e novas tecnologias, e se detém às ações propostas. 
Segundo La Rovere (2001), para que seja determinado um processo de AIA, 
alguns aspectos devem ser considerados, podendo-se destacar: 
 
• Conhecimento da localização e do processo operacional
 das possíveis alternativas da proposta em estudo; 
 
• Descrição do local do estudo e do empreendimento; 
 
• Delimitação dos perímetros geográficos da área estudada; 
 
• Avaliação dos impactos previstos nas seguintes etapas: licença de 
prévia (LP), licença de implantação (LI) e licença de operação (LO); 
 
• Definição de medidas mitigadoras e do programa de 
monitoramento; 
 
• Fixação de um padrão de qualidade ambiental desejado após a 
implementação do projeto. 
Desse modo, a aplicação da AIA pode acontecer em dois momentos: 
avaliação “ex-ante” – é desenvolvida anteriormente a ação potencialmente 
impactante ou “ex–post” depois dela. Umexemplo de uma avaliação “ex-ante” é o 
registro de um herbicida novo, já a avaliação “ex-post” para o mesmo produto – 
herbicida seria após o seu uso (SPADOTTO, 2002). 
Portanto, todo processo de desenvolvimento socioeconômico gera impactos 
diretos sobre o meio ambiente e suas consequências refletem de forma negativa, e 
de maneira mais pronunciada em determinados grupos sociais ou elementos. 
 
SANEAMENTO BÁSICO 
 
 
 
67 
 
É uma atividade econômica direcionada a sociedade que visa o 
abastecimento de água potável encanada, coleta e tratamento de esgoto, além de 
controlar pragas e agentes patogênicos, promovendo assim a saúde das 
comunidades. 
Trata-se basicamente de serviços prestados por empresas estatais ou 
públicas, e que é essencial para população devido a sua importância para a saúde e 
o meio ambiente. Este setor de saneamento apresenta investimentos elevados, pois 
constantemente são realizadas obras e melhorias. 
O saneamento básico, por definição: é o conjunto de medidas, visando a 
preservar ou modificar as condições do ambiente com a finalidade de prevenir 
doenças e promover a saúde. Saneamento básico se restringe ao abastecimento de 
água e disposição de esgotos, mas há quem inclua o lixo nesta categoria. Outras 
atividades de saneamento são: controle de animais e insetos, saneamento de 
alimentos, escolas, locais de trabalho e de lazer e habitações (SABESP, 2008, p.21). 
Portanto, a atividade de saneamento tem por objetivos: controle e prevenção 
de doenças, melhoria da qualidade de vida da população, melhorar a produtividade 
do indivíduo e facilitar a atividade econômica. 
A aplicação da AIA para estes projetos de saneamento consiste numa etapa 
importante, pois atua como direcionador para as demais fases, pois influencia desde 
a concepção do sistema até o detalhamento do projeto, bem como na formulação, 
elaboração e seleção de alternativas para a viabilidade do projeto proposto. 
Num projeto de esgotamento sanitário ou de abastecimento de água, é de 
estrema importância à avaliação da viabilidade ambiental, bem como a viabilidade 
técnica, por assumir caráter de condicionante nas alternativas a serem analisadas, e 
verificando predominância dos critérios ambientais em relação aos critérios 
econômicos. 
No entanto, durante muito tempo foram desconsiderados os eventuais 
impactos negativos ao ambiente associados a este tipo de projeto. Por exemplo, 
resíduos sólidos são lançados em corpos d´água como rios e mares, ou mesmo a 
céu aberto, que resultou em comprometimento de mananciais, ou pelas excessivas 
retiradas de água modificaram ecossistemas. 
De acordo com a publicação da Resolução n0 001 do CONAMA 23/01/1986 
 
 
68 
 
(alterada pelas Resoluções nº 11/86, nº 05/87, e nº 237/97), na qual sistemas de 
esgotamento sanitário são citados como exemplos de atividades causadoras de 
alteração ambiental significativa. 
Com relação à definição de significância ou insignificância de alterações 
ambientais observam-se diferentes abordagens, principalmente da escolha de 
projetos de saneamento que necessitam investigação detalhada e sistemática de 
seus impactos ambientais. 
São estes os critérios que direcionam as abordagens relacionadas ao projeto 
de saneamento: 
 
• conforme o tipo ou gênero da atividade, análise dos prováveis impactos 
das ações a serem executadas nas diversas fases projeto (empreendimento); 
 
• porte do empreendimento - é avaliada a área de implantação, a 
extensão, o custo financeiro, a intensidade de utilização dos recursos naturais; 
 
• qualidade ambiental da área de influência do empreendimento – é 
analisada a área considerando sua fragilidade ambiental, grau de saturação em 
relação a um ou mais poluentes em seu estágio de degradação. 
 
 
QUANTO À ESPECIFICIDADE 
 
Embora os tipos de projetos de saneamento sejam variados, como uma 
simples ampliação de rede de coleta de esgoto de uma cidade, ou a implantação de 
um completo sistema de abastecimento de água destinado a um novo assentamento 
urbano e até mesmo a construção de uma estação de tratamento de esgotos (ETE). 
São observadas intervenções complementares ao projeto de saneamento, devido à 
necessidade de uma adequada avaliação dos impactos potenciais independe do tipo 
de projeto. 
 
 
 
 
69 
 
 Abastecimento de água 
 
Os sistemas de abastecimento de água compreendem basicamente os 
seguintes componentes ou etapas (Tabela 1). No entanto, deve-se ressaltar que as 
características locais são determinantes, e que não há obrigatoriedade destes 
componentes estarem presentes em todos os sistemas. 
Em caso de empreendimento já existente, pode ocorrer que o mesmo 
consista de uma ampliação ou adequação de um sistema. 
 
Tabela: Componentes de sistema de abastecimento de água. 
 
Captação Captação da água do manancial, podendo ser feita por 
meio de tomada direta ou utilizando sistema de 
bombeamento. 
Adução Transporte da água entre duas unidades do sistema de 
abastecimento, por meio de tubulações ou canais 
(adutoras). 
Tratamento Conjunto de processos adotados, visando transformar 
água bruta em água potável. 
Reservação Acumulação da água em reservatórios. 
Rede de distribuição Tubulações dispostas nas vias públicas, para efetuar o 
fornecimento de água às edificações, podendo incluir 
estações elevatórias ou de recalque, dependendo da 
topografia do terreno. 
FONTE: Banco do Nordeste (1999) 
 
 
Nesse caso existem impactos positivos por se tratar do abastecimento de 
água, sendo este um serviço que assegura melhoria da saúde e do bem-estar da 
população. E segundo Reali (1998), a água adequada ao consumo humano, deve 
obedecer a padrões de potabilidade, ou seja, não devem possuir odor e sabor 
 
 
70 
 
objetáveis (organolética), devem ter aspecto agradável; não ter cor e turbidez acima 
do padrão de potabilidade (física), não conter substâncias nocivas ou tóxicas acima 
dos limites de tolerância para o homem (química) e não conter germes patogênicos 
(biológica) estabelecidos pelo Ministério da Saúde - Portaria 36/GM de 19/01/1990. 
Já os impactos negativos estão associados à localização do empreendimento, 
vulnerabilidade da área de influência, à má escolha de técnicas construtivas e à 
operação dos sistemas. 
 
Tabela: Relação dos impactos ambientais potenciais e medidas atenuantes 
referentes ao abastecimento de água. 
 
IMPACTOS AMBIENTAIS POTENCIAIS MEDIDAS ATENUANTES 
• dificação dos cursos d'água. 
• Alteração do balanço hídrico. 
• Remoção da vegetação; 
• Erosão das margens e assoreamento dos 
cursos d'água; 
• Alteração da fauna e da flora aquática e 
terrestre; 
• Rebaixamento do lençol freático. 
• Implantar programas de proteção 
ambiental dos mananciais, mediante a 
recuperação e manutenção das matas ciliares, 
conservação dos solos e do planejamento 
territorial. 
• Implantar sistemas de medição e controle 
da qualidade e quantidade da água, permitindo 
a vigilância da contaminação. 
• Análise e avaliação do uso atual das águas 
superficiais em toda a área dos mananciais de 
tal forma a adotar medidas preventivas e 
corretivas, legais e operacionais. 
• Riscos de danos à saúde pública por 
consumo de água contaminada, por falha no 
sistema de tratamento e/ou 
vazamento/infiltração na rede. 
• Realizar controle sanitário em pontos 
estratégicos e críticos da rede. 
• Desperdício de água por falhas no sistema de distribuição. • Implantar programas de prevenção do 
desperdício. 
 
 
71 
 
• Contaminação do solo e de águas 
superficiais e subterrâneas, pela disposição 
inadequada do lodo e águas residuais do 
sistema de tratamento (limpeza de filtros e 
decantadores). 
• Implantar tecnologia adequada
 para reutilização das águas residuais. 
• Implantar sistema de disposição 
adequada ao lodo do sistema de tratamento. 
• Alteração do fluxo de veículos e tráfego 
durante a implantação das obras. 
• Informar acomunidade afetada 
e implantar sistema de sinalização 
adequado para
 minimizar riscos de 
• acidentes 
 
• Geração de poluição atmosférica 
(emissão de poeira) e ruídos durante a 
execução das obras civis e geração de ruídos 
na operação do sistema de captação e 
tratamento. 
• Selecionar locais adequados para 
implantação dos sistemas de captação e 
tratamento, evitando a proximidade de áreas 
populosas. 
• Planejar corretamente a execução das 
obras, evitando horários inadequados dos 
trabalhos. 
• Planejar a implantação dos 
equipamentos geradores de ruídos para áreas 
que não afetem a comunidade ou implantar 
isolamento acústico nas fontes geradoras de 
ruídos dos sistemas de tratamento e captação. 
• Envolvimento da comunidade para 
conhecimento das obras e seus impactos 
ambientais potenciais. 
• Riscos de acidentes ambientais e de 
trabalho provocados por vazamentos de 
produtos químicos, em especial o cloro. 
• Implantação de medidas de segurança na 
unidade de armazenamento, no laboratório e 
na unidade de tratamento. 
• Implantação da Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes. 
• Riscos de acidentes por falhas no sistema 
de bombeamento, adução ou reservação. 
• Implantação de sistema de alerta e 
comunicação entre as unidades. 
FONTE: Banco do Nordeste (1999) 
 
 
 
 
72 
 
 Sistemas de esgotamento sanitário 
 
Esgoto - termo utilizado para designar as águas que apresentam 
características alteradas depois de utilizadas nas diversas atividades humanas, 
podendo ser empregadas em empreendimentos comerciais, industriais ou 
doméstico. Também são designadas como águas residuais ou águas servidas. 
O retorno do esgoto ao meio ambiente deverá passar pelo tratamento de 
águas residuais, se necessário. Para posteriormente ser lançado em um corpo 
receptor como: rio, lago ou mar. 
Os sistemas de esgotos incluem um ou mais componentes como: rede 
coletora, interceptores, estações elevatórias, estações de tratamento e emissários. 
Assim como ocorre o abastecimento de água, não todos os componentes que estão 
presentes e é comum ser analisado uma ampliação ou adequação de um sistema 
preexistente. 
As principais características de um sistema de esgotamento sanitário é o 
potencial de carga poluidor das redes coletoras que poderá induzir uma deterioração 
do corpo receptor, bem como a biota aquática, e até prejudicar outros usuários como 
espécies de animais e vegetais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
Tabela: Relação dos impactos ambientais potenciais e medidas atenuantes 
referentes à atividade tratamento de esgoto. 
IMPACTOS AMBIENTAIS POTENCIAIS MEDIDAS ATENUANTES 
• Modificação do equilíbrio da bacia 
hidrográfica pela coleta de grandes áreas. 
• Alterações nos habitat da flora e fauna aquática 
durante a construção do sistema. 
• Avaliar, durante o planejamento, a utilização 
de tecnologias de menor impacto, como por 
exemplo, sistemas regionais e comunitários de 
pequeno porte. 
• Planejar adequadamente a localização, 
processo de tratamento e lançamento dos 
efluentes, de forma a não comprometer a 
qualidade do corpo hídrico receptor. 
• Implantar sistemas de monitoramento e 
acompanhamento das obras, em especial de 
erosões e sedimentação dos cursos de água 
durante as obras. 
• Modificação temporária das condições de • Implementar programas especiais que 
vida da população durante a execução das obras. envolvam a comunidade no conhecimento dos 
impactos e medidas atenuantes durante a 
execução das obras. 
• Adotar medidas que minimizem as 
interferências no fluxo de veículos, circulação de 
pedestres, geração de ruídos e de material 
particulado, durante a execução das obras. 
• Produção de odores e ruído do processo de 
tratamento e de operação do 
sistema de alimentação de lodo. 
• Planejar a localização das unidades 
compatíveis com o uso do solo regional, com 
tecnologia adequada e com sistema 
de eliminação e controle de odores. 
 
 
74 
 
• Comprometimento do solo, culturas agrícolas 
ou águas subterrâneas e/ou proliferação de vetores 
transmissores de doenças pelo manejo e eliminação 
de lodo. 
• Realizar o planejamento que assegure o uso de 
tecnologia para manejo, tratamento e destinação 
adequada do lodo, considerado também a 
possibilidade de aplicação no solo e em cultivos 
agrícolas. 
• Riscos de acidentes à acumulação de gases na 
rede coletora. 
• Estabelecer medidas de segurança e 
capacitação da equipe responsável pela 
manutenção da rede coletora. 
• Riscos de contaminação e comprometimento 
da saúde pública, devido ao vazamento 
(transbordamento) e a acumulação de esgoto bruto, 
ou ainda por falha no fornecimento de energia para 
o tratamento. 
• Estabelecer programa de monitoramento e 
manutenção sistematizada do sistema de coleta, 
bombeamento e tratamento, com a limpeza 
periódica da rede. 
• Implantar sistema de alerta por falhas no 
sistema de bombeamento e/ou tratamento. 
• Conscientizar a comunidade sobre os riscos de 
dispor resíduos sólidos na rede 
coletora. 
• Implantar conjunto de geradores de 
energia (automáticos) 
• Desmatamento de áreas para 
implantação das estações. 
• Reflorestamento de áreas equivalentes. 
FONTE: Banco do Nordeste (1999) 
 
Em geral, estas obras propiciam impactos ambientais positivos quando 
avaliados seus efeitos sobre a população, por melhorar as condições da saúde 
pública da população e também por eliminar uma fonte poluidora para o meio 
ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
USINAS HIDRELÉTRICAS OU PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 
(PCH) 
 
São complexos arquitetônicos, ou seja, um conjunto de obras e 
equipamentos, e têm por objetivo principal a produção de energia elétrica através do 
aproveitamento do potencial hidráulico existente nos rios. 
No entanto, este tipo de empreendimento gera impactos ambientais como, por 
exemplo, o alagamento das áreas circunvizinhas, aumento no nível dos rios, 
mudança no curso do rio represado causando prejuízos diretos ao meio ambiente 
devido à alteração do ecossistema local, além de impactar diretamente a fauna e a 
flora da região, em geral, decorrente da formação do reservatório. 
A dimensão do impacto depende de características do empreendimento, 
como o tamanho do reservatório, e do ambiente, como a composição, estrutura e 
situação da fauna e da vegetação na área do reservatório. Esse impacto pode ser 
direto, como a morte dos animais por afogamento, e indiretamente com a supressão 
de recursos, tais como o habitat, alimentos, rota de migração. Esse impacto é 
permanente e inevitável, no entanto, pode ser mitigado (VASCONCELLOS, 1999). 
Contudo, trata-se de um tipo de energia barata em relação a outras, como a 
energia nuclear, além de ser menos prejudicial ao meio ambiente se comparada, por 
exemplo, com a energia produzida a partir do petróleo ou a do carvão. Porém a 
energia elétrica é fundamental para o desenvolvimento econômico e social, 
auxiliando também na qualidade de vida humana. 
É importante ressaltar que a viabilidade técnica de cada empreendimento 
deve ser analisada por profissionais especializados, e mesmo assim os impactos 
positivos e negativos estão intrínsecos neste tipo de empreendimento. 
Por este motivo projetos direcionados para energia elétrica, embora 
planejados, devem ser norteados pela aplicação da AIA, pois geram impactos 
negativos significativos sobre o meio ambiente e às populações vizinhas aos 
empreendimentos. 
Atividades relacionadas a empreendimentos elétricos como transmissão, 
distribuição e geração de energia estão subordinadas à legislação federal, estadual 
e municipal referente à preservação do meio ambiente. A empresa que violar a 
 
 
76 
 
legislação ambiental fica sujeita a significativas multas e restrições da sua atividade. 
 
Impactos Ambientais 
 
Mesmo com a aplicação da AIA, bem como da legislação ambiental específica 
de formacorreta, apontando os impactos gerados por uma hidrelétrica, as ações 
mitigadoras desses impactos não alcançam a eficiência necessária para compensar 
os efeitos negativos. 
É importante ressaltar que cada rio apresenta características únicas e 
específicas, como espécies da fauna e flora que em algumas vezes são endêmicas 
da região, vazões e ciclos particulares. Além disso, e não menos importante é a 
presença de populações morando em seu entorno, com realidades econômicas e 
sociais variadas. 
a) Perda da biodiversidade – a inundação de áreas com vegetação e 
florestas nativas sofrem os impactos mais evidentes da implantação de hidrelétricas, 
pois inúmeras vezes estas são construídas em áreas remanescentes de florestas, 
devido às condições de relevo. Para a formação dos lagos ocorre o desmatamento e 
a sapecagem, em alguns casos, para aumentar a limpeza da área, antes do 
alagamento, o que irá influenciar numa menor ocorrência de eutrofização. 
Nessas áreas, além das perdas relacionadas à fauna silvestre e flora, também 
ficam comprometidas belezas cênicas, como as observadas com a instalação da 
hidrelétrica de Itaipu que inundou as Cachoeiras de Sete Quedas, hidrelétrica de Itá 
que inundou o Estreito do Rio Uruguai, dentre outros exemplos. Pode-se afirmar que 
a instalação deste tipo de empreendimento acaba por destruir belas paisagens com 
o alagamento 
 
b) Qualidade da água – com a interrupção no curso normal do rio, 
diversas mudanças ocorrem na composição química da água, na velocidade e na 
temperatura resultando em consequências diretas sobre a qualidade da água. 
É sabido que as águas mais profundas de um reservatório apresentam-se 
mais frias no verão e mais quentes no inverno, enquanto que as águas superficiais 
são mais quentes. Os efeitos dessas modificações na temperatura alteram os ciclos 
 
 
77 
 
de vida aquática, tais como procriação, metamorfose, etc. 
Outro acontecimento frequentemente observado, nos lagos originados de 
usinas hidrelétricas é a decomposição do material vegetal e do solo presentes no 
reservatório que estão submersos pelas águas. Pode ocorrer redução da quantidade 
de oxigênio diluído na água devido à decomposição desse material, além da 
produção de gases tóxicos e liberação de carbono para a atmosfera. Ressalta-se 
que no Brasil, a decomposição desta matéria orgânica levará décadas para ser 
totalmente decomposta, em virtude das condições climáticas. 
c) Erosão e depósito de sedimentos – normalmente sedimentos são 
transportados nos cursos normais, provenientes do solo e das rochas existentes nas 
margens dos rios. No entanto, com a construção de uma barragem esse processo é 
interrompido e é notado que as águas passam a correr mais lentamente no 
reservatório e acabam por serem depositados no fundo do reservatório devido à 
presença de obstáculo (barragem) para o escoamento. 
As barragens influenciam no nível do rio, para que haja um abastecimento 
constante de água nas turbinas, para tanto é realizado controle no volume de água 
presente no reservatório e também da que é liberada rio abaixo. Nos períodos de 
estiagens o nível do rio abaixa ficando praticamente seco, sendo verificado muitas 
vezes o descumprimento da norma legal de deixar no rio a sua vazão mínima. Este 
tipo de procedimento influência diretamente na biodiversidade, no abastecimento 
público de água a população, além de afetar outras atividades econômicas. 
 
Tabela – Enumeração dos impactos diretos sobre o meio físico-biótico e o 
socioeconômico, observados durante a construção de uma UHE. 
Meio físico-biótico Meio socioeconômico 
- desmatamento para instalação de um canteiro de 
obras, alojamento, vila residencial e estradas; 
- demanda de mão de obra
 para construção civil; tendência à
 criação de focos de prostituição;" 
- terraplanagem para instalação das obras de apoio: 
cortes e aterros, intercepção de drenagem e 
alteração das cabeceiras ou bacias de captação; 
 
 
 
78 
 
- serviços de construção dos diques e barragens no 
leito principal e nos pontos de fuga de água, criando 
extensas áreas de empréstimo; 
- crescimento demográfico intenso com 
surgimento de favelas; 
- abertura do canal de desvio do leito fluvial e cortes 
no solo e na rocha, gerando grande volume de 
rejeito de fragmentos de rochas e de material de 
alteração que não se presta ao uso em aterros; 
- aparecimento de comércio clandestino; 
- ampliação da atividade de caça e pesca nos 
arredores do empreendimento levado até ao
 desaparecimento de espécies 
animais; 
- incremento do comércio legal em face da 
demanda de consumo; 
- interferência na demanda por escolas, professores e por serviços médico- hospitalares; 
- mudança nos hábitos e costumes dos nativos; 
- conflitos entre população residente e os forasteiros; 
- alteração nos custos de serviços (preço de mão de obra); 
- absorção parcial da mão de obra local para serviços de serventes e auxiliares; 
- atração de mão de obra agrícola para a construção; 
- adensamento no tráfego com veículos de serviços e transporte urbano; 
-deficiências infraestruturais (escolas, hospitais, água tratada, esgotos, energia elétrica, habitações 
populares); 
- elevação de preços de mercadorias e serviços 
FONTE: Autor desconhecido. OLIVEIRA, W. Os impactos socioambientais 
motivados pela UHE de Porto Primavera no Município de Anaurilândia – MS. Tese 
de doutoramento. Depto. de Geografia FCT – UNESP, Presidente Prudente, 2003. 
 
Os principais impactos socioeconômicos provocados pela implantação de 
uma usina hidrelétrica são: a criação de expectativas, alteração do cotidiano da 
população, alteração demográfica, intensificação do tráfego, alteração no quadro de 
saúde, perda de terras e benfeitorias, desestruturação da unidade de produção 
familiar e interferência no fluxo turístico da região. Ë importante frisar que os 
impactos ambientais e socioeconômicos também são observados nas diferentes 
fases de implantação do empreendimento, por exemplo, na fase de 
 
 
79 
 
enchimento do reservatório, como na fase de término da construção. 
 
Tabela – Enumeração dos impactos diretos sobre o meio físico-biótico e o 
socioeconômico, observados durante a fase de enchimento e operação de uma 
UHE. 
Meio físico-biótico Meio socioeconômico 
- necessidades de desmatamento da área a ser 
inundada; 
- desalojamento de populações ribeirinhas rurais e 
urbanas; 
- ocupação de extensas áreas de terras pela água; - interferência em bens de valor afetivo, cultural, 
religioso; 
- eliminação de grande volume de biomassa vegetal; - inundação de sítios arqueológicos; 
- afugentamento ou eliminação da fauna terrestre e 
alada; 
- desalojamento de populações nativas; 
- alteração no regime fluvial do rio; - envolvimento de áreas e aldeias 
indígenas; 
- regularização da vazão; - inundações de áreas agrícolas, tornando as 
pequenas propriedades inviáveis economicamente; 
- ambiente aquático passa de água corrente para 
lacustre; 
- criação de dificuldades de circulação e 
comunicação entre comunidades vizinhas; 
- alteração na qualidade da água dos peixes; - desestruturação das famílias de origem rural que, 
às vezes são transferidas para áreas muito 
distintas; 
- submersão de recursos minerais 
necessários para o futuro; 
- condicionamento de concentração fundiária em 
que predominam as pequenas e médias 
propriedades rurais; 
- geração de extensos remansos de águas rasas, 
favorecendo o desenvolvimento de insetos; 
- criação de um falso pico de desenvolvimento 
local, que tende a se esgotar com o término da 
construção e entrada em operação; 
 
 
80 
 
- surgimento de extensas áreas de penínsulas e ilhas que dificultam a comunicação terrestre; 
- erosão e deslizamento nas margens do reservatório; 
- assoreamento nos remansos. 
OLIVEIRA, W. Os impactos socioambientais motivados pela UHE de Porto 
Primavera no Município de Anaurilândia– MS. Tese de doutoramento. Depto. de 
Geografia FCT – UNESP, Presidente Prudente, 2003. 
 
Segundo Oliveira (2003), ao término da construção da UHE são observados 
impactos estritamente relacionados com esta fase, são eles: intensa liberação de 
mão de obra, desaceleração brusca na economia local, grande quantidade de mão 
de obra ociosa ou subempregada, desequilíbrio social pela queda do nível de renda, 
grande número de residências abandonadas (vila residencial), equipamentos 
ociosos no setor de infraestrutura e o esvaziamento demográfico com forte 
emigração urbana. 
 
DESMATAMENTOS 
 
Os processos de desmatamento advêm da intensa atividade humana, que 
envolvem os setores de produção e economia. Além de estar diretamente ligada ao 
aumento da densidade demográfica. Como consequência, reduz a capacidade do 
meio ambiente em absorver dióxido de carbono, causador do efeito estufa, 
agravando o problema do aquecimento global. 
Além disso, a retirada da cobertura vegetal ocasiona: a degradação do solo, 
erosões, perdas de biodiversidade, aumento de áreas em processo de 
desertificação, modificações climáticas e na hidrografia. 
A atividade de extrativismo vegetal coloca em risco diversos tipos de 
vegetações distribuídas no mundo, por exemplo, em países como a Indonésia e o 
Canadá com florestas temperadas e no Brasil pela presença de florestas tropicais. 
No Brasil, os estados mais castigados com o processo de desmatamento são 
Pará e Mato Grosso, sendo este o campeão em área desmatada, embora tenha 
ocorrido uma redução nos últimos anos. 
Ressalta-se que os principais fatores que agravam o processo de 
 
 
81 
 
desmatamento em nosso País são as atividades madeireiras, pecuária e o cultivo de 
monoculturas, principalmente soja. Sendo que estas atividades em sua maioria 
operam ilegalmente, especialmente na Amazônia, onde os danos são cada vez 
maiores e mais intensos. 
 
Impactos ambientais e sociais 
 
São inúmeros os impactos ambientais causados pelo desmatamento e dentre 
eles está à emissão de gases que contribuem para o efeito estufa e o uso de 
combustíveis fósseis nas atividades humanas em países desenvolvidos. Com 
relação à emissão de gases de efeito estufa, estima-se que o desmatamento seja 
responsável por 10% a 35% das emissões globais anuais, sendo o principal deles, 
proveniente das florestas tropicais. 
O desmatamento tropical e a degradação das florestas são responsáveis pela 
perda de biodiversidade no planeta, além de contribuir para a extinção de diversas 
espécies. Sabe-se que as modificações no clima também são decorrentes do 
desmatamento, podendo afetar ecossistemas e espécies de diversas maneiras, por 
este motivo, são avaliadas como sendo uma ameaça adicional à biodiversidade. 
Os efeitos das mudanças climáticas sobre as florestas tropicais podem ser 
irreparáveis devido a sua suscetibilidade, comprometendo o ciclo das águas e o 
balanço de carbono na atmosfera, representando assim, uma grande ameaça à 
biodiversidade das florestas tropicais. 
A influência mútua entre o desmatamento e as mudanças climáticas revela 
um aumento na vulnerabilidade das florestas tropicais aos incêndios florestais e a 
conversão de florestas em ecossistemas mais secos e com baixo número de 
espécies. Porém, não são apenas o clima e a biodiversidade que são afetados. 
Milhares de pessoas que vivem e dependem das florestas também são ameaçadas, 
por exemplo, as comunidades indígenas na Amazônia e comunidades locais e 
tradicionais que são frequentemente associadas à violência e ameaçados de serem 
expulsos de suas terras, ficando sujeitos ao trabalho escravo e degradante. 
 
 
 
 
82 
 
Tabela– Efeitos relacionados desmatamento. 
EFEITOS DO DESMATAMENTO 
REDUZ A PROTEÇÃO DO SOLO – perda da proteção natural, que consiste numa camada de terra 
rica em nutrientes inorgânicos e materiais orgânicos que permitem o crescimento da vegetação, além 
da presença de vegetação com diferentes alturas que atuam como degraus, reduzindo o impacto da 
água das chuvas; 
AUMENTA A PREDISPOSIÇÀO À EROSÃO – com o impacto das chuvas no solo desprotegido 
aumenta o carregamento das partículas superficiais do solo, deixando- 
o susceptível ao processo de erosão; 
DIMINUI A ABSORÇÃO DE CARBONO, PROMOVIDO PELAS FLORESTAS – o 
desflorestamento aumenta as emissões de dióxido de carbono que tem efeitos danosos ao ambiente; 
INTERFERE NA ESTABILIDADE DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS - com a retirada 
da cobertura vegetal, reduzem a quantidade de água evaporada do solo e a produzida pela 
transpiração das plantas, acarretando uma diminuição das chuvas e 
influenciando no ciclo das águas; 
 
PERDA DE PRODUTIVIDADE – influenciada pela redução de macros e micronutrientes do solo, 
além de materiais orgânicos que atuam no crescimento da vegetação. 
 
O desmatamento é, portanto, um problema que atinge grandes proporções. 
São necessárias ações urgentes para combatê-lo e assim ajudar a prevenir as 
mudanças climáticas. 
 
PROJETOS DE TRANSPORTES 
 
As consequências do crescimento populacional ocasionam problemas 
relacionados à mobilidade, especialmente a urbana resultante de empreendimentos 
devido à intensificada demanda por tráfego e fatores sociológicos e culturais. Sendo 
que por meio deste crescimento populacional, a degradação ambiental nas urbes 
está diretamente ligada com a migração de pessoas do campo para as cidades. 
 
 
83 
 
Com isso, aumenta a demanda de infraestrutura básica, o que leva a uma 
degradação mais acentuada do meio. 
A maioria das atividades humanas desenvolvidas pela engenharia impacta 
positiva ou negativamente o meio, como visto nas diferentes fases relacionadas aos 
empreendimentos anteriores, bem como, os sistemas de transporte, além de vários 
outros não citados. 
Portanto, a infraestrutura necessária para viabilizar a implantação desses 
empreendimentos deverá ser cuidadosamente analisada quanto aos impactos 
econômicos, sociais e ecológicos, sendo esta a maior dificuldade no que se refere à 
conformidade destes três parâmetros de forma a não inviabilizarem. 
Com a construção de estradas são gerados impactos irreversíveis ao meio, 
porém a sua não execução pode causar transtornos maiores quando considerado a 
probabilidade de acidentes e baixos índices na economia. 
 
Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas florestais 
 
 
A construção de estradas florestais causa impactos ambientais desde a 
construção, passando pela manutenção e utilização destas. São observados 
impactos sobre os meios físico, biótico e antrópico, para que sejam atenuados tais 
impactos faz-se necessário um planejamento adequado antes de sua construção, de 
forma que atenda os objetivos deste tipo de empreendimento, bem como adotar 
medidas mitigadoras e potencializadoras relacionadas aos impactos negativos e 
positivos. 
 
1) Impactos sobre o meio físico – refere-se principalmente com a 
emissão de partículas sólidas e gases para atmosfera, enfatizando os fenômenos 
erosivos, a turbidez e o assoreamento dos corpos d’água, além dos processos 
relacionados à vazão. 
 
 
 
 
 
84 
 
a) AR (partículas sólidas e gases) 
 
O tráfego de veículos de grande, médio e pequeno porte causa a emissão de 
gases e poeira para a atmosfera, havendo um desgaste intenso destas estradas pelo 
tráfego de veículos pesados. A consequência será o aumento de partículas sólidas, 
sendo que estas são suspensas, resultando na queda da qualidade do ar. As 
possíveis medidas mitigadoras é a realização de manutenções periódicas nos 
veículos, especialmente caminhões, para que seja reduzida a emissão de gases. 
 
b) Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento) 
 
O volume de poeira nas estradas nos períodos de estiagem é levado para 
corpos hídricos quando da ocorrência de chuvas. Ocasionando na turbidez e 
provável assoreamento de canais de drenagem. Como medidas mitigadoras a 
construção às margens dasestradas, valas e caixas de retenção para evitar o 
carreamento de partículas sólidas para os corpos hídricos e promover a revegetação 
de áreas próximas das bacias. 
 
c) Recurso Hídrico (vazão) 
 
O intenso tráfego de veículos pesados causa a impermeabilização de parte da 
malha viária, resultando na baixa infiltração das águas de chuvas no solo, o que 
reflete no maior escoamento das águas superficiais É recomendado a revegetação 
destas áreas próximas às bacias. 
 
d) Recurso Edáfico (erosão) 
 
Ocorrência da desestruturação do solo, devido ao volume de tráfego. São 
formadas rachaduras no solo que servem de passagem para a descida das águas 
de chuva, gerando processos erosivos. Também recomendado a revegetação das 
áreas susceptíveis a estes processos erosivos. 
 
 
 
85 
 
2) Impactos sobre o meio biótico – estão relacionados com a flora e 
fauna (aquática e terrestre). 
 
a) Fauna (vertebrados e insetos) e flora terrestre (vegetação nativa) 
 
Ocorre o afugentamento da fauna terrestre ao longo das estradas, causando 
a morte de várias espécies por atropelamento, devido à fragmentação da vegetação 
nativa, reduzindo a base genética das espécies vegetais. A alternativa é a instalação 
de placas sinalizando a presença de animais na pista e a construção de corredores 
para deslocamento. 
 
b) Fauna (peixes e zooplâncton) e flora aquática (macrófitas e fitoplâncton) 
 
O processo de turbidez anteriormente citado compromete a incidência de luz 
no ambiente aquático, reduzindo a taxa fotossintética dos componentes bióticos da 
flora aquática. Já os impactos sobre a fauna aquática ocorrem indiretamente, pois, 
estes indivíduos utilizam da flora aquática seja como fonte de alimento ou abrigo. 
Recomenda-se a revegetação das áreas próximas de bacias, impedindo ou 
reduzindo o carreamento de partículas sólidas para os corpos d'água. 
3) Impactos sobre o meio antrópico – estão relacionados com o 
desenvolvimento regional, emprego e paisagismo. Os impactos decorrentes da 
construção e manutenção destas estradas, assim como de qualquer outra atividade 
impactante, podem ser minimizados mediante a um estudo de impacto ambiental. 
 
a) Paisagismo 
 
A fragmentação da vegetação nativa causa a diminuição da qualidade 
paisagística do local, além do aumento dos processos erosivos ao longo das 
estradas. Como medidas mitigadoras possíveis: revegetação em áreas mais 
expostas; planejamento minucioso para otimização das estradas para redução da 
densidade de tráfego. 
 
 
 
86 
 
b) Desenvolvimento regional 
 
Promove o desenvolvimento socioeconômico pela utilização da mão de obra 
local e pelo escoamento de produtos florestais e comercializados nas regiões 
circunvizinhas. Priorizar a manutenção das estradas como medida potencializadora, 
facilitando o escoamento contínuo de produtos. 
 
c) Empregos 
 
Com a construção e manutenção deste tipo de empreendimento são 
necessárias mão de obra qualificada (engenheiros civis, topógrafos, engenheiros 
agrimensores e engenheiros florestais) e também a não qualificada (operadores de 
máquinas, auxiliares, dentre outros) o que aumenta o número de empregos. Como 
medida potencializadora deve-se seguir o cronograma, proporcionando uma 
adequada conservação das estradas, além da contínua utilização de mão de obra. 
 
ESTUDO DE CASO 
 
O Aeroporto de Londrina (PR – Brasil), em sua ampliação física apresentou 
algumas interferências no meio ambiente. Um estudo realizado mostrou a aplicação 
do método de matriz de interação e superposição de cartas, identificando assim os 
impactos ambientais que foram decorrentes dessas obras e serviços para a 
ampliação do sítio aeroportuário. 
“O Aeroporto de Londrina é um dos maiores aeroportos domésticos da Região 
Sul. Está entre os 25 maiores terminais de passageiros do Brasil e cresceu numa 
média de 15% nos últimos cinco anos. Localizado a apenas três quilômetros do 
centro da cidade, as atividades do aeroporto estão totalmente integradas à 
comunidade local, seja por meio do atendimento aos usuários e passageiros ou por 
meio de projetos socioculturais desenvolvidos pela Infraero. O terminal de 
passageiros tem espaço para check-in compartilhado, restaurante, lojas, amplas 
salas de embarque e desembarque, auditório, modernas instalações administrativas 
e estacionamento. A capacidade é para 800 mil passageiros ao ano e a área 
 
 
87 
 
construída é de seis mil metros quadrados.” (INFRAERO, 2008) 
Porém, como na época de sua ampliação não foi realizado o estudo de 
impacto ambiental, dois pesquisadores efetuaram quatro décadas após a sua 
inauguração, já em um contexto diferente e numa situação limite de saturação de 
sua infraestrutura aeroportuária. 
Identificou-se que a região do aeroporto encontrava-se totalmente alterada e 
descaracterizada pela ação da comunidade vizinha, que foi se aproximando cada 
vez mais das instalações aeroportuárias. 
Nas conclusões obtidas com esta pesquisa, foi detectado que apesar de 
muitas organizações se encontrarem em operação sem licenciamento ambiental ou 
sem terem promovido o estudo prévio dos impactos ambientais das atividades que 
exercem, a elaboração destes estudos mesmo que tardia, é importante para que se 
tenha uma real dimensão da inter-relação do mesmo com o meio que o cerca. 
Ou seja, mesmo depois de quatro décadas da ampliação do aeroporto, foi 
possível levantar e diagnosticar uma situação local que apresentava características 
alteradas provocadas pela ação humana da comunidade local que povoou a região 
aleatoriamente. 
Dessa forma, foi possível evidenciar que as agressões ambientais não são 
percebidas ou mesmo ignoradas pela organização. Com este conhecimento da 
situação tudo pode ser melhorado, procurando amenizar os impactos com medidas 
simples, de baixo custo, fácil manejo e alto benefício ambiental. 
Nesse caso do aeroporto de Londrina, em que o EIA foi realizado já 46 anos 
depois da inauguração, foi observado alterações significativas na região em que se 
localiza provocadas pela ação da comunidade vizinha que se instalou nas 
mediações do aeroporto. 
Alguns impactos importantes, característicos das atividades de aviação, como 
a propagação de ruídos, não foram avaliados como altos, pois a região em que o 
mesmo se insere é residencial e apresenta um tráfego intenso de veículos. 
 
Também foi detectado que a poluição atmosférica não foi classificada como 
importante. Com 29.987 operações no ano de 2000 não é considerado preocupante, 
levando-se em consideração 180.000 operações/ano (nível de alerta). 
 
 
88 
 
A maior preocupação observada diz respeito ao meio antrópico. A ampliação 
da área do aeroporto foi positiva, pois ampliou área de uso especial e restrita, que 
não era respeitada. O aeroporto recuperou o comprimento total da sua pista de 
pouso e decolagem, com a cabeceira “13” com 300 m de recuo em virtude do 
zoneamento de ruído. 
Sua operação com aeronaves para o qual foi projetado permitirá se 
modernizar, com novos equipamentos de proteção ao voo, possibilitando maior 
segurança para a comunidade interna e externa ao aeroporto. 
Estes resultados levantados são pertinentes para pensarmos nas influências 
que determinados empreendimentos exercem numa comunidade, que pode interferir 
no meio ambiente. Muitas vezes, o empreendimento em si não apresenta riscos 
ambientais, mas sua implantação gera situações que aglomeram novas ações 
prejudiciais e de riscos. 
Para entender este estudo em sua complexidade, leia-o na íntegra acessando 
o site: http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes22/dcliv.pdf. 
 
AGRICULTURA & PECUÁRIA 
 
É no setor primário que estão inseridas as atividades econômicas de 
produção de matérias-primas ou que envolvem a modificação destes recursos 
naturais em produtos primários. Dentre as atividades econômicas deste setor 
podemos citar: agricultura, pecuária, caça, pesca, o extrativismo mineral evegetal. 
Direcionaremos nossos estudos para duas atividades de grande relevância no 
cenário nacional brasileiro, a agricultura e a pecuária. Buscando evidenciar a relação 
existente entre o desenvolvimento destas atividades, os impactos ambientais 
gerados e a aplicação da AIA. 
A agricultura consiste no uso do solo para o cultivo de plantas com a 
finalidade de produzir alimentos, matéria-prima para roupas, construções, 
medicamentos, dentre outros produtos, enquanto que a pecuária refere-se a 
procedimentos técnicos empregados na domesticação e produção de animais para 
fins econômicos. 
 
http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes22/dcliv.pdf
 
 
89 
 
Todavia, estes sistemas produtivos evoluem pouco e lentamente, 
corroborando com um processo constante e recorrente dos impactos ambientais 
gerados por estas atividades, devido à maneira como foram desenvolvidas estas 
atividades. 
Somente após anos de exploração inadequada dos recursos naturais no setor 
agropecuário, é que produtores e poder público, compreenderam que a maneira 
como eram explorados estes recursos poderiam torná-los indisponíveis, devido à 
exaustão de recursos naturais, por exemplo, o solo e as águas. 
A partir desta verificação, surge a procura por novos modelos de produção 
associando a sustentabilidade ecológica e econômica. O emprego de novas 
tecnologias e procedimentos reduz o avanço dos impactos existentes e retarda o 
surgimento de novos impactos. 
 
Impactos gerados 
 
Assim como em outros empreendimentos verifica-se que alguns impactos 
ambientais são comuns tanto para a prática da agricultura como da pecuária, porém 
com intensidades diferentes. 
 
A saber: 
 
a) Desmatamento – consiste na supressão da vegetação devido à 
intensa atividade humana e crescimento populacional, por envolver setores de 
produção e economia, causam um dos impactos ambientais; 
b) Erosão – perda de camadas do solo devido à ausência de camada 
de proteção do solo (vegetação) associado ao emprego incorreto das práticas de 
cultivo do mesmo e a ação de chuvas e ventos, como consequências torna o solo 
não agricultável e promove o assoreamento de rios; 
c) Perda de biodiversidade – decorrente das mudanças ocorridas nos 
habitats afetando espécies de fauna e flora; 
d) Esgotamento da água doce – pela intensificação no uso voltado para 
a irrigação de campos agrícolas; 
 
 
90 
 
e) Poluição atmosférica – causada pela liberação intensa de carbono 
pela queima de diesel dos tratores, produção de fertilizantes e defensivos agrícolas, 
além da decomposição de restos de cultura, 
f) Poluição de águas – ocorre pela lixiviação de resíduos para o interior 
de corpos d’água, como adubos e defensivos agrícolas causando contaminação das 
águas; 
g) Desertificação – processo irreversível devido ao uso inadequado, 
também está associado à produção de gado e outros animais; 
h) Destruição de mananciais – associado à agricultura pela destruição 
de nascentes, por soterramento, impermeabilização, entre outros fatores; 
i) Geração de resíduos – a produção de animais gera muitos resíduos, 
principalmente fezes e urina de porcos (chorume de porco), frango (cama de frango), 
entre outras, que em contato com o solo e corpos d’ água causam contaminação 
destes recursos. 
 
ATIVIDADE DE MINERAÇÃO 
 
Também inserida no setor primário da economia do país, contribui para o 
bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos seres humanos. Pois, é 
fundamental para o desenvolvimento, desde que respeite e assegure a 
responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. 
O setor de mineração coopera para o desenvolvimento econômico e social 
brasileiro, devido a sua participação no abastecimento de insumos básicos 
necessário para o setor industrial e urbano. 
Além da potencialidade, produção e exportação dos produtos minerais, esse 
setor tem favorecido a inserção do Brasil no cenário econômico internacional, bem 
como contribuído na dinamização socioeconômica doméstica. 
Hoje as companhias mineiras precisam cumprir normas ambientais, desde 
encerramento até o funcionamento das atividades, sendo estas bastante rigorosas, 
pois visam garantir que a área afetada pela exploração mineira retorne à sua 
condição inicial ou próxima dela. 
Mas vale mencionar que as explorações modernas adotaram procedimentos 
 
 
91 
 
que reduziram ou buscam atenuar a ocorrência de problemas neste âmbito. 
A mineração e a agricultura, assim como outros empreendimentos causam 
grande parte dos impactos ambientais existentes, sendo que os impactos 
associados às demais atividades econômicas, apresentam-se como pouco 
significativos quando comparado aos gerados pela mineração e agricultura. 
Os impactos originados pela mineração são consideráveis, pois alteram 
intensamente a área explorada e as circunvizinhas, devido à localização de 
depósitos de estéril e de rejeito, além de originar substâncias químicas lesivas 
durante a etapa de beneficiamento do minério, que implica sério problema 
ambiental. 
Sendo que os principais impactos ambientais oriundos da mineração são: a 
poluição da água, do ar, sonora, subsistência do terreno, incêndios causados pelo 
carvão e rejeitos radioativos (CPRM, 2002). 
 
Tabela – Atividades relacionadas à produção mineral, problemas (impactos 
ambientais) e efeitos (consequências). 
 
ATIVIDADES PROBLEMAS EFEITOS 
SERES HUMANOS 
 Pesquisa mineral 
Lavra Subterrânea: umidade, poeira, 
ruído, gases de exaustão de 
máquina e equipamentos. 
Contribui para a rotatividade da 
mão de obra. Possível doença 
respiratória, especialmente para 
asbesto, fluorita e outros. Stress e 
outros problemas físicos. 
Beneficiamento e 
estocagem 
Poeira, ruído. Não ferrosos: 
gases nocivos, problema com 
manuseio de alguns reagentes 
tóxicos. Amianto: poeira, fibra. 
Contribui para a rotatividade da 
mão de obra. Possíveis doenças 
respiratórias e cancerígenas, 
especialmente para asbesto e outros 
minerais beneficiados a seco. 
 
 
92 
 
Transporte Ruído, poeira, gases de exaustão 
de veículos pesados, poeira de 
correia transportadora. 
Para o consumidor: veículos 
pesados causam irritação e são 
perigosos em áreas povoadas (Ex.: 
agregados e materiais de 
construção) 
 SOLO/SUBSOLO 
Pesquisa mineral Trincheiras, sondagens, vias de 
acesso, picadas, equipamento 
abandonado. 
Erosão, voçorocas. Prejuízo à 
vegetação. Alteração da drenagem 
natural. 
Lavra Cavas e pedreiras Desmatamento 
desnecessário do capeamento. 
Contaminação da água da mina. 
Estradas e vias de acesso. Pilhas 
de estéril. Impacto de vilas mal 
projetadas. 
Possibilidades limitadas de uso 
sequencial do solo. Afeta a estética 
da paisagem. 
Beneficiamento e 
estocagem 
Barragens e bacias de rejeito, 
contaminação devido a vazamento 
e transbordamento. Pilhas 
disformes (Ex.: enxofre). Depósitos 
de rejeito. Lama vermelha 
(produção de alumina). 
Terras inúteis criadas pelas áreas 
de rejeitos finos. Contaminação por 
lixiviação e enxurradas em depósitos 
de finos e de rejeitos. 
Transporte Estradas largas para veículos 
pesados (áreas de material de 
empréstimo associadas). Poeira. 
Desmatamento desnecessário. 
Transbordamento em 
descarrilamentos e acidentes 
rodoviários. 
Abre áreas virgens a uma possível 
degradação. Tráfego pesado pode 
destruir rodovias. 
ÁGUA 
 
 
93 
 
Pesquisa mineral Sólidos em suspensão (erosão). 
Salmoura de sondagem passando 
para aquíferos (pesquisa de 
evaporitos). 
Contaminação de cursos de 
água subterrânea. 
Lavra Sólidos em suspensão de água 
da mina, metais pesados, pH de 
minas de metálicos. Alteração do 
lençol freático, degradação da 
qualidade da água. 
Prejudicial à vida aquática. 
Beneficiamento e 
estocagem 
Sólidos em suspensão, metais 
pesados, pH, toxidez de descarga 
direta e transbordamento de 
sistemas de finos. Grande consumo 
de água. 
Prejudicial à vida aquática. Produzdesequilíbrio ecológico. 
Transporte Transporte fluvial, lacustre e 
marítimo: coloração devido a 
sólidos em suspensão (minério de 
ferro) em terminais de embarque. 
Transbordamento em 
descarrilamentos e acidentes 
rodoviários. Problemas possíveis 
com minerodutos. 
Possível prejuízo à vida aquática. 
 AR 
Pesquisa Mineral 
Lavra Poeira levada pelo vento. Gases de 
motores de combustão. 
Poeira de detonação e 
perfuração. Poeira e fibras de 
asbesto. 
Pouco importante. 
 
 
94 
 
Beneficiamento e 
estocagem 
Poeira, partículas aéreas (fibras de 
asbesto), gases, odores, 
evaporação de bacias de finos. SO2 
do processo de secagem 
(pelotização de minério de ferro). 
Secagem de concentrado (SO2, 
metais pesados). Geração de 
energia térmica (hidrocarbonetos, 
SO2, NO3). 
Possíveis efeitos respiratórios. 
Chuva atuando sobre partículas 
afetam vegetação e solo. Elevação 
de custos, devido à corrosão. 
Próximo às áreas urbanas, efeitos 
sobre a saúde decorrentes da 
inalação de fibras de asbesto. 
Transporte Partículas aéreas provenientes de 
material sendo transportado e da 
superfície da estrada. 
Pouco importante. 
FONTE: SOUZA, P. A. Impacto econômico da questão ambiental no processo 
decisório do investimento em mineração. Brasília: DNPM, 2001. 152p.Souza, 2001. 
 
Nas últimas décadas, as avaliações de impactos ambientais têm alcançado 
altos índices de trabalho e ampliação em diversos setores da economia mundial. No 
Brasil, a preocupação com o meio ambiente tem gerado discussões em torno do que 
deve ser preservado e de como e a que custo o país deve se desenvolver, passando 
por cima da legislação ambiental. 
Todavia, não precisa ir longe para ainda ver e sentir “coronéis” da civilização 
atual, determinando que áreas de reservas devam ser destruídas por interesses 
particulares, ferindo não somente o meio natural, mas sociedades e culturas inteiras 
por conta de seus empreendimentos. 
Os estudos em torno da preservação ambiental, mesmo intensivos e 
constantes, ainda têm suas barreiras na ignorância de um povo que não aprendeu 
valorizar suas riquezas naturais. 
Porém, pode-se contemplar o outro lado da moeda, em que ações de 
sustentabilidade promovem o desenvolvimento focado na preocupação de adquirir 
do meio, suas potencialidades, mas promovendo em conjunto a preservação de 
espécies locais. 
Sabe-se que os impactos provocam não somente a perda de riquezas 
naturais, mas cria novas variedades geneticamente modificadas, detectadas em 
 
 
95 
 
avaliações ambientais mais rigorosas. O problema de qualquer avaliação de impacto 
é: Quando fazer? Como e por quê? 
Os objetivos da avaliação é que determinam essas variações de quando, 
como e por quê. O tempo de fazer nem sempre é no momento exato da real 
necessidade, pois se estima, na maioria das vezes, períodos longos e distantes do 
ponto exato da avaliação. 
A implantação de quaisquer empreendimentos interceptará sempre um 
ecossistema terrestre, ocasionando uma quebra na sua continuidade e gerando ao 
meio ambiente algum impacto negativo. 
O processo de desenvolvimento de uma avaliação percorre os papéis e 
burocracia dos Governos, que avaliam com criteriedade demasiada, ou com vistas 
grossas para determinados interesses. Porém, como fazer as avaliações e as 
implementações de empreendimentos depende da necessidade de cada projeto. 
Os porquês das avaliações em nada devem barrar o desenvolvimento do 
Brasil, mas deve propor mudanças na forma de criar e gerir os empreendimentos 
que comprometem e esgotam os recursos naturais, que faltarão no futuro para estes 
mesmos empreendimentos irresponsáveis. 
Sendo assim, o desenvolvimento da AIA nos setores produtivos são 
ferramentas importantes, pois contribuem para o desenvolvimento local e 
sustentável. Deve ser avaliada a aplicabilidade para as atividades, bem como as 
características de cada região, pois são indicadores dos aspectos ecológicos, 
socioeconômico e cultural. 
Em nada consta que a avaliação de impacto ambiental tenha como objetivo 
criar obstáculos e paradoxos, que são intransponíveis ao desenvolvimento 
sustentável do Brasil. 
 
 
 
 
96 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ANDRADE, J.C.S.; MARINHO, M.M.D. & KIPERSTOK, A. Uma política nacional do 
meio ambiente focada na produção limpa: elementos para discussão. Bahia Análises 
& Dados 10(4): 326-332. 2001. 
ANDREAZZI, M. A. R.; MILWARD-DE-ANDRADE, R. Impactos das grandes 
barragens na saúde da população – uma proposta de abordagem metodológica para 
a Amazônia. In: Forest’ 90, Simpósio Internacional de Estudos Ambientais em 
Florestas Tropicais Úmidas. Manaus. Anais... Rio de Janeiro, Biosfera, 1990. 
BASTOS, A. C. S.; FREITAS, A. C. Agentes e processos de interferência, 
degradação e dano ambiental (17-75). In: Avaliação e perícia ambiental/ Sandra 
Baptista da Cunha, Antônio José Teixeira Guerra (organizadores) – 2a. Ed. – Rio de 
Janeiro: Bertrand Brasil, 200. 294p. 
BORSOI, Z. M. F., TORRES, S. D. A. A. Lei de Recursos Hídricos. A Política de 
Recursos Hídricos no Brasil. Disponível em: 
<http://www.bndes.gov.br/conhecimento/revista/rev806.pdf>. Acesso em: 09 maio 
2008. 
COSTA, M. V; CHAVES, P. S. V.; OLIVEIRA, F. C. Uso das Técnicas de Avaliação 
de Impacto Ambiental em Estudos Realizados no Ceará. Rio de Janeiro: 
Comunicação Científica e Ambiental. V Encontro dos Núcleos de Pesquisa da 
Inercom, XXVIII Congresso Brasileiro de Ciência da Comunicação, 2005. 
CRPM. Perspectivas do Meio Ambiente do Brasil – Uso do Subsolo. MME - 
Ministério de Minas e Energia, 2002. Disponível em: 
<http://www.cprm.gov.br/pdf/cprm.pdf>. Acesso em: 17 maio 2008. 
CUNHA, S.B. & GUERRA, A.J.T. Avaliação e Perícia Ambiental. Bertrand Brasil. 2. 
ed. 2000. 
DIAS, E.G.C.S. Avaliação de Impacto Ambiental de projetos de mineração no Estado 
de São Paulo: a etapa de acompanhamento. Tese (Doutorado em Engenharia 
Mineral) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. 
EGLER, P. C. G. Perspectivas de uso no Brasil do processo de Avaliação Ambiental 
Estratégica. Revista Educação e Meio Ambiente. (sem data) 
EMBRAPA. Impacto Ambiental da Cana-de-açúcar. Disponível em: 
http://www.bndes.gov.br/conhecimento/revista/rev806.pdf
http://www.cprm.gov.br/pdf/cprm.pdf
 
 
97 
 
<http://www.cana.cnpm.embrapa.br/index.html>. Acesso em: 17 maio 2008. 
IBAMA Avaliação de Impacto Ambiental: Agentes Sociais, Procedimentos e 
Ferramentas. Brasília, 1995. 
IMA – ALAGOAS. Licenciamento Ambiental – Procedimentos. 10p. 
LA ROVERE, E. L. Instrumentos de planejamento e gestão ambiental para a 
Amazônia, cerrado e pantanal: demandas e propostas. Metodologia de Avaliação de 
Impacto Ambiental / Emilio Lèbre La Rovere. Brasília: IBAMA, 2001. 54p. ; 29,7cm. . 
(Série meio ambiente em debate; 37). 
LEI FEDERAL no 7.990, de 18 de dezembro de 1989. 
LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981. Disponível em: 
<http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre. cfm?codlegi=313>. Acesso em: 09 
maio 2008. 
LIRA, G. V. Ecologia, Epidemiologia e Sociedade. Módulo de saúde, sociedade, 
ambiente e trabalho. 2008 
MOURA, H.J.T. & OLIVEIRA, F.C. Uso das Metodologias de Avaliação de Impacto 
Ambiental em Estudos Realizados no Ceará. Unifor, Ceará, 2009. 
OLIVEIRA, W. Os impactos socioambientais motivados pela UHE de Porto 
Primavera no Município de Anaurilândia – MS. Tese de doutoramento. Depto. de 
Geografia FCT – UNESP, Presidente Prudente, 2003. 
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Disponível em: 
<http://www.jurisambiente.com.br/ambiente/politicameioambiente.shtm> Acesso em: 
09 maio 2008. 
QUEIROZ, S. M. P. Procedimentos referentes à apresentação, análise e parecer 
formal de EIAS/RIMAS. In: Seminário sobre Avaliação e Relatório de Impacto 
Ambiental, 1. Anais... Curitiba, FUPEF/UFPr, 1990. 
RESOLUÇÃO CONAMA nº 237 de 19 de dezembro de 1997. Disponível em: 
<www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html>. Acesso em: 09 maio2008. 
RODRIGUES, G. S., CAMPANHOLA, C. Sistema integrado de avaliação de impacto 
ambiental aplicado a atividades do Novo Rural. Pesq. agropecuária brasileira. 
Brasília, v. 38, n. 4, p. 445-451, abr. 2003. 
ROHDE, Geraldo Mario. Estudos de impacto ambiental. Porto Alegre: CIENTEC, 
http://www.cana.cnpm.embrapa.br/index.html
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre
http://www.jurisambiente.com.br/ambiente/politicameioambiente.shtm
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html
 
 
98 
 
1989. 42 p. (Boletim técnico, 4). 
SEBRAE-RJ. Manual de Licenciamento Ambiental: guia de procedimento passo a 
passo. Rio de Janeiro. 2004. 
SECTMA/CPRH, Ministério do Meio Ambiente, Programa Nacional do Meio 
Ambiente – PNMA II. Apostila de Legislação Ambiental sobre Licenciamento e 
Fiscalização, 2000. 
SILVA, E. Avaliação de Impactos Ambientais no Brasil. Viçosa, SIF, 1994. 
SOUZA, P. A. Impacto econômico da questão ambiental no processo decisório do 
investimento em mineração. Brasília: DNPM, 2001. 152p. 
SPADOTTO, C. A. Classificação de Impacto Ambiental. Comitê de Meio Ambiente, 
Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. 2002. Disponível em: 
<http://www.cnpma.embrapa.br/herbicidas/>. Acesso em: 13 maio 2008. 
TOURÓN, G. R. Avaliação do Impacto Ambiental. 2004. Disponível em: 
<http://www.ecogenesis.com.ar/index.php>. Acesso em: 28 abr. 2008. 
VASCONCELLOS, L. E. M. O tratamento do Impacto das Hidrelétricas Sobre a 
Fauna Terrestre/Centrais Elétricas Brasileiras. Eletrobrás, Rio de Janeiro, 1999. 
http://www.cnpma.embrapa.br/herbicidas/
http://www.ecogenesis.com.ar/index.php
 
 
99

Mais conteúdos dessa disciplina