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Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
1 
 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
3 
Direito Administrativo 
Revisão Turbo | 41° Exame da OAB 
 
 
Sumário 
 
Aula 19/07/2024 – turno noite ...................................................................................................... 4 
Aula 22/07/2024 – turno manhã ................................................................................................. 36 
 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
4 
Aula 19/07/2024 – turno noite 
 
 
 
1. Organização da administração pública 
A Administração Pública é o conjunto de órgãos, agentes e entidades, de qualquer dos 
três poderes, que cumpre a função administrativa. Para isso ela usará de duas técnicas: a 
desconcentração e a descentralização: 
 
 
O artigo 37, inciso XIX, da Constituição Federal explica como será a criação de cada uma 
dessas entidades administrativas da administração indireta, ele refere: 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
5 
somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. 
 
As subsidiárias das estatais também dependem de autorização legislativa, segundo o 
inciso sequente. 
 
 
 
Atenção: como já foi cobrado diversas vezes pela banca, é muito importante o estudo da 
lei das Estatais, dos consórcios públicos e das principais características das Agências 
Reguladoras, então vou indicar alguns artigos para leitura de tema de casa: 
• Lei nº 13.303/2016: artigos 3º, 4º e 5º; 
• Lei nº 9.986/2000: artigos 4º, 6º, 8º, 8º-A, 8º-B, e 9º; 
• Lei nº 13.848/2019: artigos 3º, 7º, 8º, 9º e 34 da Lei nº 13.848/19; 
• Lei nº 11.107/2005: artigos 1º, 2º, 4º, 6º, 8º e 11. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
1) FGV – 2022 – OAB – 36º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A Agência Reguladora federal Alfa, criada no ano corrente, tem a intenção de formalizar um acordo de 
cooperação com a Agência Reguladora estadual Beta. O acordo visa à descentralização das atividades 
normativas, fiscalizatórias, sancionatórias e arbitrais, com o intuito de conferir maior eficiência à atuação 
das duas entidades. Nesse contexto, à luz do disposto na CRFB/88 e na Lei nº 13.848/18, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
6 
A) O acordo de cooperação poderia ter por objeto a delegação de competência normativa da Agência 
Alfa. 
B) A execução da fiscalização do objeto da delegação pela Agência Beta, por ser estadual, não precisa 
observar as normas federais pertinentes. 
C) A execução de competência delegada pelo acordo de cooperação à Agência Beta independe do 
acompanhamento e da avaliação pela Agência Alfa. 
D) A Agência Alfa, havendo delegação de competência, permanecerá como instância superior e recursal 
das decisões tomadas no exercício da competência delegada à Agência Beta. 
 
1.1. Parestatais ou terceiro setor 
Apesar de não ter um conceito legislativo e delas não estarem na Constituição Federal, 
podemos encontrar essa expressão “entidade paraestatal” na doutrina, na jurisprudência e nas 
leis ordinárias e complementares. Para Di Pietro as “paraestatais são definidas como pessoas 
jurídicas de direito privado, instituídas por particulares, com ou sem autorização legislativa, para 
o desempenho de atividades privadas de interesse público, mediante fomento e controle do 
Estado”1. 
As principais entidades paraestatais e seus instrumentos jurídicos de parceria com o 
Poder Público, que devemos estudar para prova da OAB, são: 
 
 
 
1 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 33. ed. Rio de Janeiro: Forense: 2020. 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
7 
2. Responsabilidade civil do Estado 
2.1. Teoria do risco administrativo: responsabilidade objetiva 
 
 
 
2.2. Teses de repercussão geral que podem inspirar a banca 
Algumas teses de repercussão geral do STF e jurisprudência importante do STJ que 
podem ser objeto da prova: 
Teses de repercussão geral do STF: 
 
 
 
 
RE 1209429 
É objetiva a Responsabilidade Civil do Estado em relação a profissional 
da imprensa ferido por agentes policiais durante cobertura jornalística, em 
manifestações em que haja tumulto ou conflitos entre policiais e 
manifestantes. Cabe a excludente da responsabilidade da culpa exclusiva 
da vítima, nas hipóteses em que o profissional de imprensa descumprir 
ostensiva e clara advertência sobre acesso a áreas delimitadas, em que 
haja grave risco à sua integridade física. 
 
RE 608880 
Nos termos do artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, não se caracteriza 
a responsabilidade civil objetiva do Estado por danos decorrentes de crime 
praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando não 
demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta 
praticada. 
 
 
 
RE 136861 
Para que fique caracterizada a responsabilidade civil do Estado por danos 
decorrentes do comércio de fogos de artifício, é necessário que exista 
a violação de um dever jurídico específico de agir, que ocorrerá quando 
for concedida a licença para funcionamento sem as cautelas legais ou 
quando for de conhecimento do poder público eventuais irregularidades 
praticadas pelo particular. 
 
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 Direito Administrativo 
 
8 
 Resolva a questão a seguir: 
2) FGV – 2023 – OAB – 37º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Mateus e Geraldo foram presos em decorrência de sentença penal com trânsito em julgado, pelo crime 
de latrocínio. Ambos ficaram, inicialmente, na mesma cela prisional, em condições absolutamente 
precárias e insalubres, sendo certo que Geraldo evadiu-se da cadeia. Seis meses após a fuga, Geraldo 
praticou novo latrocínio, que levou Tânia a óbito. 
Mateus, que ficou muito deprimido pelas condições degradantes do cárcere, cometeu suicídio, cortando 
seus pulsos com faca adquirida irregularmente de Rodrigo, agente penitenciário, fato que poderia ter sido 
evitado, portanto, se o Estado tivesse adotado precauções mínimas. 
Diante das circunstâncias narradas, assinale a afirmativa correta. 
 
A) O Estado poderia ser civilmente responsabilizado pela morte de Tânia, pois tinha o dever de evitar a 
fuga de Geraldo, mas não pelo óbito de Mateus, em razão de fato exclusivo da vítima, tendo em conta a 
adoção da teoria do risco administrativo. 
B) Ambas as mortes acima descritas seriam passíveis de configurar a responsabilização civil do Estado, 
nos termos da Constituição, que adota expressamente a teoria do risco integral, nas situações 
relacionadas à segurança pública. 
C) Nenhum dos óbitos narrados pode caracterizar a responsabilização civil do Estado, na medida em que 
nas hipóteses de omissão do Estado deve ficar caracterizado o elemento culpa, imprescindível no âmbito 
da teoria do risco administrativo. 
D) O Estado poderia ser civilmente responsabilizado pela morte de Mateus, pois tinha o dever de proteger 
a incolumidade física de pessoa sob sua custódia, mas não pelo óbito de Tânia, na medida em que não 
há nexo de causalidade entre a fuga de Geraldo e o evento danoso. 
 
3. Improbidade administrativa 
O ato de improbidade é conduta dolosa e ilegal cometida por um agente público, o qual 
deve ser responsabilizado com sancionamento adequado à gravidade do fato. Se a conduta foi 
praticada junto com o particular, aação de improbidade administrativa deve ser ajuizada contra 
o agente público e o particular (art. 2º e 3º da Lei nº 8.429/92). Cuidado, segundo o 
entendimento do STJ, a ação de improbidade não poderá ser ajuizada somente contra o 
particular. 
Tanto o Ministério Público (art. 17, da Lei nº 8.429/92), quanto a pessoa jurídica lesada 
(entendimento do STF) são legitimados para propor a ação que visa a responsabilização 
daqueles que cometem atos ímprobos. A ação de improbidade não impede a responsabilização 
do agente em outras esferas (administrativa e penal). 
Veja na tabela abaixo, resumidamente, quais são os atos ímprobos e suas respectivas 
sanções (artigos 9º, 10, 11 e 12, da Lei nº 8.429/92): 
 
Veja a tabela na página a seguir... 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
9 
 
 
Prescrição: tema sensível e que sofreu diversas alterações com as Lei nº 14.230/2021. 
Se antes o prazo de prescrição era (basicamente) de cinco anos, agora o prazo é de 8 anos para 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
10 
prescrição. O objetivo da prescrição é dar estabilidade às relações jurídicas. 
Nos parágrafos do artigo 23 da Lei de Improbidade Administrativa há previsões de 
suspensão e interrupção de prazo prescricional. Uma novidade na nova redação da Lei de 
Improbidade Administrativa é que, agora, haverá possibilidade da chamada prescrição 
intercorrente no prazo de 4 anos, ou seja, prescrição que ocorre no decorrer do processo judicial: 
“§ 5º Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela metade 
do prazo previsto no caput deste artigo”. 
Atenção: o artigo 16 trata sobre a possibilidade de indisponibilidade de bens, não deixe 
de estudar esse artigo, pois o assunto está em alta. Assim como o acordo de não persecussão 
cível, conforme o artigo 17-B! Como esse conteúdo tem caído com muita frequência nas provas 
de concursos da FGV e foi objeto da 2ª fase em administrativo, existe a forte possibilidade dele 
ser objeto da 1ª fase! 
Vamos estudá-lo por partes: 
 
Art. 17-B. O Ministério Público poderá, conforme as circunstâncias do caso concreto, 
celebrar acordo de não persecução civil, desde que dele advenham, ao menos, os 
seguintes resultados: 
I - o integral ressarcimento do dano; 
II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que oriunda 
de agentes privados. 
 
Perceba, o ressarcimento do dano é fundamental para que haja negociação, o acordo de 
não persecução cível interrompe o prazo da contestação, a interrupção pode ocorrer até 90 dias. 
Esse acordo pode ser celebrado no curso da investigação de apuração do ilícito, no curso da 
ação de improbidade ou no momento da execução da sentença condenatória (segundo o §4º) 
do artigo 17-B, bem como, em fase recursal, segundo o STJ. 
Mas a celebração do acordo dependerá (conforme §1º): 
• Da oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à propositura 
da ação; 
• De aprovação, no prazo de até 60 (sessenta) dias, pelo órgão do Ministério Público 
competente para apreciar as promoções de arquivamento de inquéritos civis, se 
anterior ao ajuizamento da ação; 
• De homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois 
do ajuizamento da ação de improbidade administrativa. 
 
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 Direito Administrativo 
 
11 
Importante observar que apesar do caput e §5º do artigo 17-B mencionarem a 
competência do MP para celebrar o acordo, o STF entende que a pessoa jurídica lesada também 
poderá celebrar o compromisso. 
Por fim, se o investigado ou o demandado descumprir com o acordo ficará impedido de 
celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contado do conhecimento pelo Ministério 
Público do efetivo descumprimento. 
 
Resolva a questão a seguir: 
3) FGV – 2022 – OAB – 35° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em janeiro de 2022, João, na qualidade de Secretário de Educação do município Alfa, de forma culposa, 
praticou ato que causou lesão ao erário municipal, na medida em que permitiu, por negligência, a 
aquisição de bem consistente em material escolar por preço superior ao de mercado. O Ministério Público 
ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa em face de João, imputando-lhe a prática 
de ato omisso e culposo que ensejou superfaturamento em prejuízo ao Município, bem como requereu a 
condenação do Secretário Municipal a todas as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa. 
Após ser citado, João procurou você, como advogado(a), para defendê-lo. Com base na Lei nº 8.429/92 
(com as alterações introduzidas pela Lei nº 14.230/21), você redigiu a contestação, alegando que, 
atualmente, não mais existe ato de improbidade administrativa 
 
A) omissivo, pois a nova legislação exige conduta comissiva, livre e consciente do agente, caracterizada 
por um atuar positivo por parte do sujeito ativo do ato de improbidade, para fins de caracterização de ato 
ímprobo. 
B) culposo, pois a nova legislação exige conduta dolosa para todos os tipos previstos na Lei de 
Improbidade e considera dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado na lei, 
não bastando a voluntariedade do agente. 
C) que cause simplesmente prejuízo ao erário, pois é imprescindível que o sujeito ativo do ato de 
improbidade tenha se enriquecido ilicitamente com o ato praticado, direta ou indiretamente. 
D) que enseje mero dano ao erário, pois é imprescindível que o sujeito ativo do ato de improbidade tenha 
também atentado contra os princípios da administração pública, direta ou indiretamente. 
 
4. Controle da administração pública 
O controle é o instrumento jurídico de fiscalização sobre a atuação dos agentes, órgãos e 
entidades da Administração Pública. 
 
Veja o esquema na página a seguir... 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
12 
 
No controle externo realizado pelo Poder Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas, 
tenha cuidado com o artigo 71 da Constituição Federação, especificamente com inciso III: 
 
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio 
do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: 
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a 
qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em 
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, 
ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato 
concessório. 
 
Resolva a questão a seguir: 
4) FGV – 2022 – OAB – 36º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Túlio era servidor público federal e falsificou documentos para, de má fé, obter a sua aposentadoria por 
tempo de contribuição junto ao Regime Próprio de Previdência Social – RPPS. Por não ter sido verificado 
o problema dos documentos, o pedido foi deferido pelo órgão competente de origem e, pouco depois, 
registrado perante o Tribunal de Contas da União – TCU, que não verificou o embuste e não conferiu 
oportunidade de manifestação para Túlio. Ocorre que, seis anos após o aludido registro, a Corte de 
Contas tomou conhecimento do ardil de Túlio e da nulidade dos documentos apresentados, razão pela 
qual instaurou processo administrativo para fins de anular o registro promovido em dissonância com o 
ordenamento jurídico. Diante dessa situação hipotética, aponte a assertiva correta. 
 
A) A conduta do TCU foi irregular, na medida em que a aposentadoria de Túlio é ato administrativo 
simples, que não deveria ter sido submetido a registro perante a Corte de Contas. 
B) O exercício da autotutela, para fins de anular a aposentadoria de Túlio, não está fulminado pela 
decadência,diante de sua má-fé. 
C) O registro da aposentadoria de Túlio foi irregular, pois dependia da garantia da ampla defesa e 
contraditório perante o TCU. 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
13 
D) A anulação da aposentadoria não é mais viável, considerando que transcorrido o prazo prescricional 
de cinco anos para o exercício da pretensão. 
 
5. Bens públicos 
5.1. Classificação 
 
 
 
5.2. Características 
Inalienabilidade: significa que bens públicos não podem ser vendidos livremente, mas 
essa regra não é absoluta! Os bens de uso especial e os bens de uso comum são inalienáveis 
(são bens fora do comércio), desde que atenda os requisitos do artigo 76, da Lei 14.133/21. 
Impenhorabilidade: os bens públicos não podem ser objeto de uma constrição judicial, 
de uma execução. Não poder ser objeto de garantia. 
Imprescritibilidade: trata-se da prescrição aquisitivas (usucapião). Nesse sentido, os 
bens públicos não podem ser adquiridos pela posse mansa e pacífica por determinado espaço 
de tempo continuado, nos moldes da legislação civil. Importante salientar que a 
imprescritibilidade atinge inclusive os bens não afetados, não sendo estes, também, passíveis 
de usucapião (art. 183, §3º e 191, parágrafo único, ambos da Constituição Federal). 
Não onerabilidade: os bens públicos não podem ser objetos de direito real de garantia, 
ou seja, não fica sujeito à instituição de penhor, anticrese ou hipoteca para garantir débitos do 
ente estatal. 
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
14 
 
 
6. Agentes públicos 
 
 
 
6.1. Conceito de servidor público 
 
Art. 2o da Lei 8.112/90. Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida 
em cargo público. 
Art. 3o da Lei 8.112/90. Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades 
previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
 
Estabilidade servidores públicos: 
 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para 
cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
15 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
 
 
 
Resolva a questão a seguir: 
5) FGV – 2020 – OAB – 31º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Maria foi contratada, temporariamente, sem a realização de concurso público, para exercer o cargo de 
professora substituta em entidade autárquica federal, em decorrência do grande número de professores 
do quadro permanente em gozo de licença. A contratação foi objeto de prorrogação, de modo que Maria 
permaneceu em exercício por mais três anos, período durante o qual recebeu muitos elogios. Em razão 
disso, alunos, pais e colegas de trabalho levaram à direção da autarquia o pedido de criação de um cargo 
em comissão de professora, para que Maria fosse nomeada para ocupá-lo e continuasse a ali lecionar. 
 
A) Não é possível a criação de um cargo em comissão de professora, visto que tais cargos destinam-se 
apenas às funções de direção, chefia e assessoramento. 
B) É adequada a criação de um cargo em comissão para que Maria prolongue suas atividades como 
professora na entidade administrativa, diante do justificado interesse público. 
C) Maria tem estabilidade porque exerceu a função de professora por mais de três anos consecutivos, 
tornando desnecessária a criação de um cargo em comissão para que ela continue como professora na 
entidade autárquica. 
D) Não é necessária a criação de um cargo em comissão para que Maria permaneça exercendo a função 
de professora, porque a contratação temporária pode ser prorrogada por tempo indeterminado. 
 
7. Formas de provimento: concurso público 
Importante o destaque a outros artigos aplicáveis aos concursos públicos: o artigo 5º, 
§2º, da Lei nº 8.112, e a Lei nº 12.990/2014 dispõem sobre as reservas de vagas em concursos 
públicos, disciplinando as porcentagens de vagas destinadas a pessoas com deficiência, em 
atribuições compatíveis, e a pessoas negras. 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
16 
Súmula importante: 
 
Súmula nº 683 do STF: O limite de idade para a inscrição em concurso público só se 
legitima em face do art. 7º, XXX, da CF/88, quando possa ser justificado pela natureza das 
atribuições do cargo a ser preenchido. 
 
Reservas legais em concursos públicos: 
 
Art. 5º, § 2o da Lei nº 8.112/90. Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o 
direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições 
sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão 
reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. 
 
Art. 1º da Lei nº 12.990/14. Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas 
oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos 
públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações 
públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela 
União, na forma desta Lei. 
 
Súmula nº 377 do STJ. O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em 
concurso público, às vagas reservadas aos deficientes. 
 
Art. 1º da Lei n.º 14.768/23: Considera-se deficiência auditiva a limitação de longo prazo 
da audição, unilateral total ou bilateral parcial ou total, a qual, em interação com uma ou 
mais barreiras, obstrui a participação plena e efetiva da pessoa na sociedade, em 
igualdade de condições com as demais pessoas. 
 
 
Sobre esse tema, cabe referir uma súmula super importante sobre o momento, no qual 
pode ser exigida a comprovação dos requisitos para o exercício do cargo público: 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
17 
Súmula nº 266 do STJ: O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser 
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público. 
 
7.1. Formas de provimento derivadas 
Readaptação: conferir também o artigo 24 da Lei nº 8.112. 
 
Art. 37, § 13 da CF: O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para 
exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a 
limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer 
nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o 
cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. 
 
Reversão: Lei nº 8.112/90. 
 
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: 
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da 
aposentadoria; ou 
II - no interesse da administração, desde que: 
a) tenha solicitado a reversão; 
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; 
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 
e) haja cargo vago. 
§ 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. 
 
Reintegração: ver também artigo 41, §2º da Constituição Federal. 
 
Art. 28 da Lei nº 8.112/90. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no 
cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando 
invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de 
todas as vantagens. 
§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado 
o disposto nos arts. 30 e 31. 
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo 
de origem, sem direito à indenizaçãoou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em 
disponibilidade. 
 
Recondução: 
 
Art. 29 da Lei nº 8.112/90. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo 
anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado 
em outro, observado o disposto no art. 30. 
 
Veja o esquema na página a seguir... 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Direito Administrativo 
 
18 
 
 
Resolva a questão a seguir: 
6) FGV – 2018 – OAB – 26º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Maria foi aprovada em concurso para o cargo de analista judiciário do Tribunal Regional Federal da 2ª 
Região, mas, após ter adquirido a estabilidade, foi demitida sem a observância das normas relativas ao 
processo administrativo disciplinar. 
Em razão disso, Maria ajuizou ação anulatória do ato demissional, na qual obteve êxito por meio de 
decisão jurisdicional transitada em julgado. Nesse interregno, contudo, Alfredo, também regularmente 
aprovado em concurso e estável, foi promovido e passou a ocupar o cargo que era de Maria. 
Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
 
A) A invalidação do ato demissional de Maria não poderá importar na sua reintegração ao cargo anterior, 
considerando que está ocupado por Alfredo. 
B) Maria, em razão de ter adquirido a estabilidade, independentemente da existência e necessidade do 
cargo que ocupava, deverá ser posta em disponibilidade. 
C) Maria deverá ser readaptada em cargo superior ao que ocupava anteriormente, diante da ilicitude de 
seu ato demissional. 
D) Em decorrência da invalidade do ato demissional, Maria deve ser reintegrada ao cargo que ocupava e 
Alfredo deverá ser reconduzido para o cargo de origem. 
 
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 Direito Administrativo 
 
19 
8. Processo administrativo disciplinar 
 
 
 
Resolva a questão a seguir: 
7) FGV – 2019 – OAB – 28º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Sávio, servidor público federal, frustrado com a ineficiência da repartição em que trabalha, passou a faltar 
ao serviço. A Administração Pública, após constatar que Sávio acumulou sessenta dias de ausência nos 
últimos doze meses, instaurou processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do referido 
servidor. 
 
A) O processo administrativo disciplinar será submetido a um procedimento sumário, mais simples e 
célere, composto pelas fases da instauração, da instrução sumária - que compreende a indiciação, a 
defesa e o relatório - e do julgamento. 
B) A inassiduidade habitual configura hipótese de demissão do serviço público, ficando Sávio impedido 
de nova investidura em cargo público federal pelo prazo de cinco anos, a contar do julgamento. 
C) Na hipótese de ser imputada a pena de demissão a Sávio, é lícito à Administração Pública exigir 
depósito de dinheiro como requisito de admissibilidade do recurso administrativo, até mesmo como forma 
de ressarcir os custos adicionais que o poder público terá com o processamento do apelo. 
D) A falta de advogado constituído por Sávio no processo administrativo é causa de nulidade, tendo em 
vista que a ausência de defesa técnica prejudica o exercício da ampla defesa por parte do servidor 
arrolado. 
 
9. Poder de polícia 
 
Art. 78 do CTN. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
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 Direito Administrativo 
 
20 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à 
ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
 
Características/atributos: 
 
 
 
Atenção: poder de polícia é delegável? 
Em regra, não, a exceção é no que se refere a atos materiais: 
• Normatizar e sancionar: não cabe; 
• Consentir (licença, alvará, autorização) e fiscalizar: cabe. 
 
Tese de repercussão geral STF: é constitucional a delegação do poder de polícia, por 
meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta 
de capital social majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de 
atuação própria do Estado e em regime não concorrencial. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
8) FGV – 2019 – OAB – 30º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Após comprar um terreno, Roberto iniciou a construção de sua casa, sem prévia licença, avançando para 
além dos limites de sua propriedade e ocupando parcialmente a via pública, inclusive com possibilidade 
de desabamento de parte da obra e risco à integridade dos pedestres. 
No regular exercício da fiscalização da ocupação do solo urbano, o poder público municipal, observadas 
as formalidades legais, valendo-se da prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza-o a 
restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade privada em favor do interesse da coletividade, 
determinou que Roberto demolisse a parte irregular da obra. 
O poder administrativo que fundamentou a determinação do Município é o poder: 
 
A) de hierarquia, e, pelo seu atributo da coercibilidade, o particular é obrigado a obedecer às ordens 
emanadas pelos agentes públicos, que estão em nível de superioridade hierárquica e podem usar meios 
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 Direito Administrativo 
 
21 
indiretos de coerção para fazer valer a supremacia do interesse público sobre o privado. 
B) disciplinar, e o particular está sujeito às sanções impostas pela Administração Pública, em razão do 
atributo da imperatividade, desde que haja a prévia e imprescindível chancela por parte do Poder 
Judiciário. 
C) regulamentar, e os agentes públicos estão autorizados a realizar atos concretos para aplicar a lei, 
ainda que tenham que se valer do atributo da autoexecutoriedade, a fim de concretizar suas 
determinações, independentemente de prévia ordem judicial. 
D) de polícia, e a fiscalização apresenta duplo aspecto: um preventivo, por meio do qual os agentes 
públicos procuram impedir um dano social, e um repressivo, que, face à transgressão da norma de polícia, 
redunda na aplicação de uma sanção. 
 
 
 
10. Atos administrativos 
a) Discricionariedade: margem de liberdade, conferida pelo legislador, para que o 
agente público avalie a conveniência e a oportunidade para prática do ato. 
• Lei autoriza = ato discricionário; 
• Lei determina = ato vinculado. 
 
b) Teoria dos motivos determinantes: controle administrativo e judicial (de 
legalidade) relativo à existência e à pertinência ou adequação dos motivos – fático 
e legal – que a administração pública declarou como causa determinante da prática 
de um ato. 
 
c) Atos administrativos e LINDB (DL 4657/42): 
• Não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam 
consideradas as consequências práticas da decisão; 
• Motivação deve demonstrar necessidade e a adequação da medida imposta 
ou da invalidação de ato, contrato, etc., inclusive em face das possíveis 
alternativas; 
• Decisão que decretar a invalidação de ato deve indicar de modo expresso 
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 Direito Administrativo 
 
22 
consequências jurídicas e administrativas; 
• Decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato, etc., 
serão consideradas as circunstâncias práticas que houverem imposto, 
limitado ou condicionado a ação do agente; 
• Revisão de ato, contrato etc. cuja produção já se houver completado levará 
em conta as orientações gerais da época: vedada invalidação com base em 
mudança posterior de orientação geral.d) Princípio da autotutela: 
 
Súmula 473, STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por 
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
• A anulação, a revogação e a convalidação dos atos administrativos são regidas 
pelo arts. 53 ao 55 da Lei 9784/99. 
• Prazo de decadência para a administração anular os próprios atos: 5 anos, 
salvo má-fé. 
 
e) Modalidades de extinção dos atos administrativos: 
 
 
Anulação 
Controle de 
legalidade 
Administração 
ou judiciário (5 
anos, salvo má-
fé) 
Ato inválido 
(nulo ou 
anulável) 
Retroage 
(ex tunc) 
 
Revogação 
Controle de mérito 
(conveniência e 
oportunidade) atos 
discricionários 
 
Apenas 
administração 
 
Ato válido 
Não retroage (ex 
nunc) 
Cassação 
Beneficiário deixa de 
cumprir requisitos 
Mudança nos 
fatos 
Causa 
superveniente 
Não ocorre 
automaticamente 
 
Caducidade 
 
Ato perde 
fundamento legal 
Mudança na 
legislação 
(ilegalidade 
superveniente) 
 
Causa 
superveniente 
 
Precisa ser 
declarada 
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 Direito Administrativo 
 
23 
Os atos administrativos poderão ser convalidados no caso de vícios sanáveis 
(corrigíveis), e desde que não causem prejuízo ao interesse público ou terceiros. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
9) FGV – 2022 – OAB – 34º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Parque de Diversões Alegrias ABC obteve legalmente autorização do Município Alfa para uso de bem 
público, de maneira a montar suas instalações e exercer suas atividades em determinada praça pública, 
pelo período de três meses. Um mês após a edição do ato de autorização de uso, sobreveio legislação 
municipal, alterando o plano diretor da cidade, tornando aquela área residencial e proibindo 
expressamente sua autorização de uso para fins recreativos, como a instalação de parques de diversão. 
No caso em tela, houve extinção do ato administrativo de autorização de uso inicialmente válido por meio 
da 
 
A) cassação, devendo a autoridade municipal que emitiu o ato revogá-lo expressamente para o fiel 
cumprimento da lei e o Parque de Diversões Alegrias ABC não tem direito à indenização. 
B) caducidade, por força de ilegalidade superveniente causada pela alteração legislativa, sem culpa do 
beneficiário do ato Parque de Diversões Alegrias ABC. 
C) anulação, que ocorre de forma tácita, em razão de fato do príncipe superveniente, consistente na 
alteração do plano diretor da cidade, com direito de indenização ao Parque de Diversões Alegrias ABC. 
D) contraposição, por força de ilegalidade superveniente decorrente da nova lei municipal editada, 
devendo ser perquirida eventual culpa do Parque de Diversões Alegrias ABC. 
 
11. Licitações 
Fundamento constitucional: 
 
CF, Art. 37, inciso XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, 
serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública 
que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que 
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos 
termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica 
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. 
 
Lei nº 14.133/21 (Nova Lei de Licitações e Contratos administrativos). 
a) Fases do procedimento de licitação: 
 
Lei 14.133/21, Art. 17. O processo de licitação observará as seguintes FASES, em 
sequência: 
I - preparatória; 
II - de divulgação do edital de licitação; 
III - de apresentação de propostas e lances, quando for o caso; IV - de julgamento; 
V - de habilitação; 
VI - recursal; 
VII - de homologação. 
 
 
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24 
b) Modalidades de licitação: 
 
Lei 14.133/21, Art. 28. Modalidades: 
I - pregão; 
II - concorrência; 
III - concurso; 
IV - leilão; 
V - diálogo competitivo. 
 
• O procedimento, em regra, será eletrônico; 
• É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou combinação de 
modalidades. 
• A modalidade licitatória é determinada pelo objeto a ser contratado: 
1) Pregão: obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo 
critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior 
desconto; 
2) Concorrência: contratação de bens e serviços especiais e de obras e 
serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento 
poderá ser: a) menor preço; b) melhor técnica ou conteúdo artístico; c) 
técnica e preço; d) maior retorno econômico; e) maior desconto; 
3) Concurso: escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, cujo 
critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e 
para concessão de prêmio ou remuneração ao vencedor; 
4) Leilão: alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou 
legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance; 
5) Diálogo competitivo: modalidade de licitação para contratação de obras, 
serviços e compras em que a Administração Pública realiza diálogos com 
licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o 
intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às 
suas necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após 
o encerramento dos diálogos. 
 
c) Contratação direta (sem licitação): embora excepcional, é possível a contratação 
sem licitação. Isso não dispensa, contudo, de formalidades como justificativa de 
preço (orçamentos), pareceres técnicos e prova de habilitação e qualificação do 
contratado. 
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 Direito Administrativo 
 
25 
Atenção: a contratação direta indevida gera responsabilidade solidária pelo dano 
causado ao erário, entre o servidor público e o contratado, nos casos de dolo, fraude ou erro 
grosseiro. Além disso, havendo dolo, pode ser ato de improbidade administrativa! 
 
 
 
Lei 14.133/21, Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em 
especial nos casos de: 
I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de serviços 
com [fornecedor] exclusivo; 
II - contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio de empresário 
exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública; 
III - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza 
predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, 
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação: 
• Pareceres, perícias, projetos básicos ou executivos; 
• Consultorias técnicas e auditorias fiscalização, 
• Supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; 
• Defesa de causas judiciais, etc. 
 
IV - objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento; 
V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de localização 
tornem necessária sua escolha. 
 
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26 
Lei 14.133/21, Art. 75. Dispensável a licitação, alguns exemplos: 
• Compras de “baixo valor” (R$ 59.906,02 por ano); 
• Obras e serviços de engenharia da “baixo valor” (até R$ 119.812,02 por ano); 
• Licitação “deserta” ou “fracassada”, mantendo condições definidas em edital de 
licitação realizada há menos de 1 (um) ano; 
• Casos de emergência ou de calamidade pública, situação que possa ocasionar 
prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de 
pessoas, prazo máximo de 1 (um) ano; 
• profissionais para compor a comissão de avaliação de critérios de técnica; 
• sistema de coleta seletiva de lixo, realizados por associações ou cooperativas 
formadas exclusivamente de pessoas físicas debaixa renda, etc. 
 
Lei 14.133/21, Art. 76. Alienação de bens públicos, licitação dispensada: 
I - Bens Imóveis (doação para outra adm. pública, permuta, etc.) 
II - Bens Móveis (doação social, permuta ou venda para outra adm. pública, etc.) 
 
 Resolva a questão a seguir: 
10) FGV – 2023 – OAB – 39º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A Secretaria de Fazenda do Estado Alfa acabou de adquirir novos computadores, que substituíram os 
antigos equipamentos que serviam aos agentes públicos lotados no órgão. Sendo assim, os antigos 
equipamentos, que ainda funcionam, estão sem qualquer utilidade na pasta, razão pela qual o Secretário 
de Fazenda instaurou processo administrativo, visando à sua alienação. 
No bojo do citado processo, ficou consignada a existência de interesse público devidamente justificado 
para a alienação dos equipamentos, assim como já foi realizada sua avaliação. 
A sociedade empresária Sigma possui interesse em adquirir os computadores e, em consulta a seu 
advogado, foi informada de que, consoante dispõe a Lei nº 14.133/21, a alienação desses bens da 
Secretaria de Fazenda do Estado Alfa, em regra, 
 
A) dependerá de licitação na modalidade leilão. 
B) exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade concorrência. 
C) será promovida mediante inexigibilidade de licitação, observados o interesse social e os critérios de 
oportunidade e conveniência. 
D) deverá ocorrer mediante prévia licitação, em modalidade compatível com o valor da avaliação dos 
equipamentos. 
 
Revogação ou anulação da licitação: 
Veja o esquema na página a seguir... 
 
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27 
 
 
Procedimentos auxiliares: 
Sistema de registro de preços: conjunto de procedimentos para realização, mediante 
contratação direta ou licitação nas modalidades pregão ou concorrência, de registro formal 
de preços relativos a prestação de serviços, a obras e a aquisição e locação de bens para 
contratações futuras. 
 
12. Contratos administrativos 
É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas 
compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento. 
A principal característica que diferencia os contratos administrativos dos contratos 
privados é a previsão de diversas prerrogativas da Administração (art. 104 da Lei 14.133/21). 
• Essas são as chamadas cláusulas exorbitantes. 
• É possível, por exemplo, a alteração e extinção unilateral do contrato pela 
administração pública, a exigência de garantia ao contratado, a aplicação de 
sanções pela administração pública. 
 
Atenção! O contratado terá direito ao contraditório e ampla defesa na esfera 
administrativa. 
Quanto ao prazo dos contratos, destacam-se: 
• Prazo serviços e fornecimentos contínuos: 5 anos, prorrogáveis até 10 anos. 
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28 
• Prazo indeterminado: administração pública como usuária de serviço público 
prestado em monopólio. 
 
a) Hipóteses de alteração unilateral dos contratos: 
 
 
 
b) Hipótese de alteração bilateral dos contratos: Teoria da Imprevisão (art. 124, II, 
d, da Lei 14.133/21) - para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do 
contrato em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em 
decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, 
respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida no 
contrato. 
 
 
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29 
c) Hipóteses de extinção dos contratos: 
1) Unilateral (pela administração): motivação + contraditório. 
2) Contratado terá direito à extinção: 
• Supressão, pela administração, além do limite permitido; 
• Suspensão de execução acima de 3 meses; 
• Repetidas suspensões que totalizem 90 dias úteis; 
• Atraso superior a 2 meses no pagamento; 
• Não liberação de área, local ou objeto, para execução de obra, serviço ou 
fornecimento, etc. 
 
Aplicação das sanções não exclui, em hipótese alguma, a obrigação de reparação 
integral do dano causado à Administração Pública. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
11) FGV – 2023 – OAB – 37º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A União pretende realizar uma obra de grande vulto, com serviços de engenharia, mediante licitação na 
modalidade concorrência e no regime de contratação semi-integrada, na forma da Lei nº 14.133/2021, 
em relação à qual será necessária a realização de desapropriação. 
Para tanto, fez publicar um edital que previu a responsabilidade do contratado pela realização da 
desapropriação, estabelecendo o responsável por cada fase do procedimento expropriatório e a 
estimativa do valor da respectiva indenização, a ser paga pelo contratado. 
Além disso, o instrumento convocatório previu a distribuição objetiva dos riscos entre as partes, incluído 
o risco pela diferença entre o custo da desapropriação e a estimativa do valor a ser pago e pelos eventuais 
danos e prejuízos ocasionados por atraso na disponibilização dos bens expropriados. 
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30 
A sociedade XPTO está muito interessada em participar da licitação, mas tem fundadas dúvidas acerca 
da validade das cláusulas editalícias relacionadas à desapropriação, razão pela qual consulta sua 
assessoria jurídica a respeito do tema. 
Acerca dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta. 
 
A) O edital em questão não poderia prever que o contratado promovesse nenhuma das fases de 
procedimento de desapropriação autorizada pelo Poder Público. 
B) Quanto às fases do procedimento expropriatório, poderia ser conferida ao contratado, até mesmo, a 
possibilidade de editar o Decreto expropriatório. 
C) A cláusula que estabelece que o contratado será responsável pelo pagamento da indenização é nula, 
na medida em que tal montante deve ser necessariamente arcado pelo contratante. 
D) A repartição objetiva dos riscos deve ser respeitada, ainda que ocorra o atraso na conclusão da 
desapropriação por fato imprevisível. 
 
 
13. Intervenção do Estado na propriedade privada 
 
 
 
a) Desapropriação: 
1. Desapropriação ordinária (CF/88, art. 5º, XXIV); 
2. Desapropriação urbanística (CF/88, art. 182, § 4º); 
3. Desapropriação rural - reforma agrária (CF/88, art. 184); 
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31 
4. Desapropriação “confiscatória” (CF/88, art. 243). 
 
b) Servidão administrativa: exemplos - instalação de redes elétricas (postes, torres 
e ganchos), gasodutos e oleodutos no subterrâneo, placas com nome de ruas etc. 
Enseja indenização ao proprietário, mas apenas se houver prejuízo. 
• Direito real público (ônus real); 
• Execução de obras e serviços de interesse coletivo; 
• Sobre bens imóveis; 
• Definitividade; 
• Mediante acordo ou decisão judicial; 
• Segue mesmas regras e procedimento da desapropriação (DL 3365/41); 
• Indenização se houver prejuízo. 
 
c) Requisição: 
• Direito pessoal da Administração; 
• Perigo público iminente; 
• Sobre bens móveis, imóveis e serviços; 
• Transitoriedade; 
• Autoexecutória; 
• Indenização ulterior (se houver prejuízo). 
 
d) Ocupação temporária: 
• Direito pessoal da Administração; 
• Necessidade de obras e serviços (sem urgência); 
• Sobre bens imóveis; 
• Transitoriedade; 
• Autoexecutória (exceto se vinculada à desapropriação); 
• Gratuita ou remuneração/indenização. 
 
e) Limitações administrativas: 
• Atos normativos de caráter geral; 
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 Direito Administrativo 
 
32 
• Derivam do poder de polícia; 
• Destinatários indeterminados; 
• Interesse público abstrato; 
• Sobre bens móveis ou imóveis; 
• Definitividade;• Sem indenização. 
 
f) Tombamento: 
• Proteção do patrimônio cultural; 
• Bem móveis, imóveis, bairros e cidades; 
• Processo administrativo prévio; 
• Regime especial de propriedade (várias restrições); 
• Autorização para reformar, reparar, etc. 
• Proibido demolir. 
 
13.1. Desapropriação 
1) Desapropriação ordinária – art. 5º, XXIV. 
• Todos os entes podem. Indenização prévia em R$; 
• Fundamento: utilidade/necessidade pública e interesse social; 
 
CF/88, art. 5º, XXIV: A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia 
indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; 
 
• Utilidade ou necessidade pública: DL nº 3.365/41; 
• Interesse social: Lei 4132/62; 
• Competência para legislar: privativa da União; 
• Competência declaratória ou “para desapropriar” (declara a utilidade pública ou 
interesse social, dando início ao procedimento expropriatório): comum (União, 
Estados, DF e Municípios) + DNIT, ANTT e ANEEL (autarquias); 
• Decreto caduca em 05 (cinco) anos; interesse social = 02 (dois) anos. 
• Competência executória: ente que declarou E concessionários/delegatários 
de serviços públicos (mediante autorização em lei ou contrato). 
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 Direito Administrativo 
 
33 
2) Desapropriação urbanística – art. 182, §4º. 
• Só Município. indenização em títulos da dívida pública. 
• Fundamento: descumprimento da função social. Política urbana. 
 
CF/88, art. 182, § 4º: É facultado ao Poder Público Municipal, mediante lei específica 
para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo 
urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado 
aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: 
I - parcelamento ou edificação compulsórios; 
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; 
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão 
previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em 
parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros 
legais. 
 
Fundamento legal: Lei 10257/01 (Estatuto da Cidade) – art. 8º. 
Portanto, não pode ser feita diretamente, sendo requisitos: 
1. Plano diretor; 
2. Lei específica para definir área; 
3. Notificação para parcelamento ou edificação compulsórios; 
4. IPTU progressivo por 05 (cinco) anos; 
5. Desapropriação, caso ainda não cumprida a função social. 
 
3) Desapropriação rural para reforma agrária – art. 184. 
Só União. Indenização em Títulos da dívida agrária. Benfeitorias em dinheiro. 
Fundamento: imóvel improdutivo. Cuidar pequena e média propriedade. 
 
CF/88, art. 184.: Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de 
reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante 
prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação 
do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua 
emissão, e cuja utilização será definida em lei. 
§ 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. 
§ 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, 
autoriza a União a propor a ação de desapropriação. 
§ 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito 
sumário, para o processo judicial de desapropriação. 
 
O decreto federal caduca em 02 (dois) anos (art. 3º da LC 76/93), ou seja, publicado o 
decreto, a ação de desapropriação deve ser proposta nesse prazo. 
Observação: é possível que Estados e municípios desapropriem área rural por interesse 
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 Direito Administrativo 
 
34 
social, mas nesse caso a indenização será prévia, justa e em dinheiro, visto que será uma 
desapropriação ordinária. 
Não podem ser desapropriados para fins de reforma agrária: 
1. pequena e média propriedade rural, desde que seu proprietário não possua 
outra; 
2. propriedade produtiva. 
 
4) Exporpiração ou desapropriação “confiscatória” – art. 243, CF/88. 
Só União. Sem indenização. Chamada de “expropriação”. 
Fundamento: plantio ilegal ou trabalho escravo. 
 
CF/88, art. 243: As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem 
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho 
escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a 
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem 
prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 
5º. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
12) FGV – 2022 – OAB – 36º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A administração do Município Alfa está construindo uma ponte para facilitar o acesso dos produtores 
rurais ao seu centro urbano. Para a realização da construção, o ente necessita utilizar a propriedade 
privada de Fernando, um terreno não edificado, vizinho à obra, enquanto perdurar a atividade de interesse 
público, para a qual não há perigo iminente. 
Considerando as modalidades de intervenção do Estado na propriedade, a administração do 
Município Alfa deve 
 
A) realizar o tombamento do bem de Fernando, mediante prévia e justa indenização em dinheiro, diante 
da relevância da obra a ser realizada. 
B) determinar a requisição administrativa do bem de Fernando, mediante indenização ulterior, em caso 
de dano. 
C) efetuar a ocupação temporária do bem de Fernando, passível de indenização pela utilização do terreno 
em ação própria. 
D) implementar uma servidão administrativa no bem de Fernando, mediante prévia e justa indenização 
em dinheiro, pelo sacrifício da propriedade. 
 
 
 
 
 
 
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Aula 22/07/2024 – turno manhã 
Prof.ª Franciele Kühl 
 
13) FGV – 2022 – OAB – 34° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Márcio é policial militar do Estado Ômega e, ao longo de suas férias, em movimentada praia no litoral do 
Estado Alfa, durante festa em que se encontrava à paisana, envolveu-se em uma briga, durante a qual 
sacou a arma da corporação, que sempre portava, e desferiu tiros contra Bernardo, que veio a óbito 
imediato. Mirtes, mãe de Bernardo, pretende ajuizar ação indenizatória em decorrência de tal evento. 
Sobre a situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
 
A) A ação indenizatória não poderá ser ajuizada em face do Estado Ômega, na medida em que o 
fato ocorreu no território do Estado Alfa. 
B) A ação deverá ser ajuizada em face da União, que é competente para promover a segurança 
pública. 
C) Há legitimidade passiva do Estado Ômega, considerando que Márcio tinha a posse de uma arma 
da corporação, em decorrência da qualidade de agente público. 
D) O Estado Ômega deve responder civilmente pela conduta de Márcio, já que o ordenamento 
jurídico pátrio adotou a teoria do risco integral. 
 
 
14) FGV – 2022 – OAB – 36° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Na semana passada, o Ministério Público ajuizou ação em desfavor de Odorico, prefeito do Município 
Delta, em decorrência da prática de ato doloso de improbidade que causou enriquecimento ilícito. Após 
os devidos trâmites processuais, o Juízo de primeiro grau verificou a configuração dos elementos 
caracterizadores da improbidade, incluindo o dolo específico, razão pela qual aplicou as penalidades 
cominadas na legislação. 
Sobre as penalidades aplicadas ao prefeito Odorico, assinale a afirmativa correta. 
 
A) É cabível a execução provisória da penalidade de perdada função pública, com seu imediato 
afastamento do cargo. 
B) Poderia ser aplicada a penalidade de suspensão de direitos políticos por prazo superior a quinze 
anos, em razão da presença de dolo específico. 
C) O Juízo de primeiro grau não poderia cumular as penalidades de suspensão dos direitos políticos 
e de proibição de contratar com a Administração, sob pena de bis in idem. 
D) O Juízo de primeiro grau poderia cumular a determinação de ressarcimento integral ao erário com 
a aplicação da penalidade de multa equivalente ao valor do acréscimo patrimonial. 
 
 
15) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Há muitos anos, Bruno invadiu sorrateiramente uma terra devoluta indispensável à defesa de fronteira, 
que já havia sido devidamente discriminada. Como não houve oposição, Bruno construiu uma casa, na 
qual passou a residir com sua família, além de usar o terreno subjacente para a agricultura de 
subsistência. A União, muitos anos depois do início da utilização do bem por Bruno, promoveu a sua 
notificação para desocupar o imóvel, em decorrência de sua finalidade de interesse público. 
Na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Bruno, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Bruno terá que desocupar o bem em questão e não terá direito à indenização pelas acessões e 
benfeitorias realizadas, pois era mero detentor do bem da União. 
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B) A União não poderia ter notificado Bruno para desocupar bem que não lhe pertence, na medida 
em que todas as terras devolutas são de propriedade dos estados em que se situam. 
C) Bruno pode invocar o direito fundamental à moradia para reter o bem em questão, até que a União 
efetue o pagamento pelas acessões e benfeitorias realizadas. 
D) Caso Bruno preencha os requisitos da usucapião extraordinária, não precisará desocupar o imóvel 
da União. 
 
 
16) FGV – 2018 – OAB – 25º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A organização religiosa Tenhafé, além dos fins exclusivamente religiosos, também se dedica a atividades 
de interesse público, notadamente à educação e à socialização de crianças em situação de risco. Ela não 
está qualificada como Organização Social (OS), nem como Organização da Sociedade Civil de Interesse 
Público (OSCIP), mas pretende obter verbas da União para a promoção de projetos incluídos no plano 
de Governo Federal, propostos pela própria Administração Pública. 
Sobre a pretensão da organização religiosa Tenhafé, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Por ser uma organização religiosa, Tenhafé não poderá receber verbas da União. 
B) A transferência de verbas da União para a organização religiosa Tenhafé somente poderá ser 
formalizada por meio de contrato administrativo, mediante a realização de licitação na modalidade 
concorrência. 
C) Para receber verbas da União para a finalidade em apreço, a organização religiosa Tenhafé 
deverá qualificar-se como OS ou OSCIP. 
D) Uma vez selecionada por meio de chamamento público, a organização religiosa Tenhafé poderá 
obter a transferência de recursos da União por meio de termo de colaboração. 
 
 
Prof.ª Maria Valentina de Moraes 
 
17) FGV – 2020 – OAB – 31° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Município Beta concedeu a execução do serviço público de veículos leves sobre trilhos e, ao verificar 
que a concessionária não estava cumprindo adequadamente as obrigações determinadas no respectivo 
contrato, considerou tomar as providências cabíveis para a regularização das atividades em favor dos 
usuários. Nesse caso, 
 
A) Impõe-se a encampação, mediante a retomada do serviço pelo Município Beta, sem o pagamento 
de indenização. 
B) A hipótese é de caducidade a ser declarada pelo Município Beta, mediante decreto, que independe 
da verificação prévia da inadimplência da concessionária. 
C) Cabe a revogação do contrato administrativo pelo Município Beta, diante da discricionariedade e 
precariedade da concessão, formalizada por mero ato administrativo. 
D) É possível a intervenção do Município Beta na concessão, com o fim de assegurar a adequada 
prestação dos serviços, por decreto do poder concedente, que conterá designação do interventor, 
o prazo, os objetivos e os limites da medida. 
 
 
18) FGV – 2021 – OAB – 32° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Amadeu, assim que concluiu o ensino médio, inscreveu-se e foi aprovado em concurso público para o 
cargo de técnico administrativo do quadro permanente de determinado Tribunal Regional Federal, cargo 
em que alcançou a estabilidade, após o preenchimento dos respectivos requisitos legais. Enquanto estava 
no exercício das funções desse cargo, Amadeu cursou e concluiu a Faculdade de Direito, razão pela qual 
decidiu prestar concurso público e foi aprovado para ingressar como advogado de certa sociedade de 
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economia mista federal, que recebe recursos da União para o seu custeio geral. Diante dessa situação 
hipotética, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Amadeu poderá acumular o cargo no Tribunal com o emprego na sociedade de economia mista 
federal, se houver compatibilidade de horários. 
B) A estabilidade já alcançada por Amadeu estende-se à sociedade de economia mista, 
considerando-se que aquela se consuma no serviço público, e não no cargo. 
C) Amadeu, ao ser contratado pela sociedade de economia mista, continua submetido ao teto 
remuneratório do serviço público federal. 
D) Amadeu poderia ser transferido para integrar os quadros da sociedade de economia mista sem a 
realização de novo concurso público. 
 
 
19) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A sociedade empresária Alfa praticou ato lesivo à administração pública do Estado Beta, pois, em matéria 
de licitações e contratos, obteve vantagem indevida, de modo fraudulento, em sucessivas prorrogações 
de contrato administrativo, sem autorização legal, no ato convocatório da licitação pública ou no 
respectivo instrumento contratual. 
Com a devida orientação de seu advogado, visando obter isenção de sanções que provavelmente lhe 
seriam aplicadas, a sociedade empresária firmou com o Estado Beta acordo de leniência. 
No caso em tela, nos termos da chamada Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/13), a celebração do citado 
acordo isentará a sociedade empresária Alfa da proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, 
doações ou empréstimos na forma prevista na lei, bem como da sanção de 
 
A) Multa civil, e reduzirá à metade a obrigação de ressarcimento dos danos ao erário. 
B) Obrigação de ressarcimento ao erário e da medida de suspensão ou interdição parcial de suas 
atividades. 
C) Publicação extraordinária da decisão condenatória e reduzirá, em até 2/3 (dois terços), o valor da 
multa aplicável. 
D) Multa administrativa, e condicionará a manutenção das atividades da pessoa jurídica à adoção de 
programa de integridade, no prazo de 90 (noventa) dias da assinatura do acordo. 
 
 
Prof. Matheus De Gregori 
 
20) FGV – 2022 – OAB – 36º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Túlio era servidor público federal e falsificou documentos para, de má fé, obter a sua aposentadoria por 
tempo de contribuição junto ao Regime Próprio de Previdência Social – RPPS. Por não ter sido verificado 
o problema dos documentos, o pedido foi deferido pelo órgão competente de origem e, pouco depois, 
registrado perante o Tribunal de Contas da União – TCU, que não verificou o embuste e não conferiu 
oportunidade de manifestação para Túlio. Ocorre que, seis anos após o aludido registro, a Corte de 
Contas tomou conhecimento do ardil de Túlio e da nulidade dos documentos apresentados, razão pela 
qual instaurou processo administrativo para fins de anular o registro promovido em dissonância com o 
ordenamento jurídico. 
Diante dessa situação hipotética, aponte a assertiva correta. 
 
A) A conduta do TCU foi irregular, na medidaem que a aposentadoria de Túlio é ato administrativo 
simples, que não deveria ter sido submetido a registro perante a Corte de Contas. 
B) O exercício da autotutela, para fins de anular a aposentadoria de Túlio, não está fulminado pela 
decadência, diante de sua má-fé. 
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C) O registro da aposentadoria de Túlio foi irregular, pois dependia da garantia da ampla defesa e 
contraditório perante o TCU. 
D) A anulação da aposentadoria não é mais viável, considerando que transcorrido o prazo 
prescricional de cinco anos para o exercício da pretensão. 
 
 
21) FGV – 2023 – OAB – 38º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O pequeno Município Alfa, situado no interior do Estado Beta, enfrenta grave problema de abastecimento 
de água potável, pois não há fornecimento de água encanada para determinada região da cidade, por 
dificuldades técnicas. 
Visando à resolução para a questão juntamente com a iniciativa privada, o Município Alfa pretende, 
mediante licitação, contratar objeto que envolva inovação tecnológica ou técnica, sendo imprescindível a 
adaptação de soluções disponíveis no mercado. Atualmente, verifica-se a impossibilidade de as 
especificações técnicas serem definidas com precisão suficiente pela Administração, razão pela qual é 
preciso o prévio debate com o setor privado, para se definirem e se identificarem os meios e as 
alternativas que possam satisfazer as necessidades da administração municipal. 
Ao tomar conhecimento de que o Município Alfa pretende realizar licitação nas condições narradas, com 
o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades da forma 
mais adequada, dada a complexidade da questão local de abastecimento de água, a sociedade 
empresária Delta se interessou em participar do certame. Como advogado(a) da sociedade empresária, 
você informou à diretoria que, de acordo com a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/21), a modalidade 
de licitação mais adequada diante da realidade fática descrita, é o(a) 
 
A) Concorrência, que é mais abrangente, seja do ponto de vista do valor do contrato, seja por 
contemplar variados objetos. 
B) Leilão, em que serão admitidos como licitantes todos os interessados que preencherem os 
requisitos objetivos estabelecidos. 
C) Concurso, no qual o poder público municipal não poderá revelar a outros licitantes as soluções 
técnicas propostas por um concorrente. 
D) Diálogo competitivo, em que os licitantes devem apresentar proposta final após o encerramento 
dos diálogos. 
 
 
22) FGV – 2023 – OAB – 38º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Município Alfa, observadas as cautelas legais, instituiu servidão administrativa sobre o imóvel de 
propriedade de Gabriel, com a finalidade de instalar postes e fios de energia elétrica, com escopo de 
regularizar o serviço de iluminação pública na localidade. Diante das circunstâncias do caso concreto, em 
especial pelo grande espaço cuja utilização é necessária para manutenção dos equipamentos instalados, 
verifica-se, de forma incontroversa, que Gabriel sofreu efetivo dano no direito de propriedade. 
Para melhor compreender o regime jurídico próprio dessa modalidade de intervenção do Estado na 
propriedade e ficar ciente de seus direitos e obrigações, em especial em matéria de indenização, Gabriel 
contratou você, como advogado(a). 
No caso em tela, atento às normas de regência, você orientou seu cliente no sentido de que a servidão 
administrativa instituída pelo Município Alfa, 
 
A) Enseja o pagamento de indenização, se houver dano comprovado. 
B) Ocorre com prazo determinado, podendo ser prorrogado mediante prévia indenização. 
C) Ostenta natureza de direito pessoal da Administração Pública, que prescinde de registro no 
Cartório de Registro de Imóveis, e ocorre mediante indenização em títulos da dívida pública. 
D) Tem por pressuposto a necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, e deve ocorrer 
mediante justa e prévia indenização em dinheiro. 
 
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23) FGV – 2023 – OAB – 38º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Luciano, proprietário de um terreno localizado no Município Ômega, viajou para o exterior, pelo período 
de 8 meses, para realizar curso de especialização profissional. Quando retornou de viagem, verificou que 
o Município, sem expedir qualquer notificação, de forma irregular e ilícita, invadiu sua propriedade e 
construiu uma escola, em verdadeiro apossamento administrativo. As aulas na nova escola municipal já 
se iniciaram há dois meses e verificasse a evidente impossibilidade de se reverter a situação sem ensejar 
prejuízos aos interesses da coletividade. Ao buscar assistência jurídica junto a conhecido escritório de 
advocacia, foi manejada em favor de Luciano ação de 
 
A) Indenização por retrocessão, por abuso de poder da municipalidade, que gera direito à justa e 
imediata indenização, exigível quando do trânsito em julgado da ação. 
B) Indenização por desapropriação indireta, que visa à justa e posterior indenização, a ser paga por 
meio de precatório. 
C) Reintegração de posse por tredestinação ilícita, por desvio de finalidade, que visa à justa e 
posterior indenização, a ser paga por meio de precatório. 
D) Interdito proibitório por desvio de finalidade, que gera direito à justa e imediata indenização, 
exigível quando do trânsito em julgado da ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabaritos das questões: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 – D 2 – D 3 – B 4 – B 5 – A 6 – D 
7 – A 8 – D 9 – B 10 – A 11 – D 12 – C 
13 – C 14 – D 15 – A 16 – D 17 – D 18 – C 
19 – C 20 – B 21 – D 22 – A 23 – B 
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