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FISIOPATOLOGIA GERAL
Tutora: D’arc Helen
(Farmacêutica).
Unidade 2.
TÓPICO 2 right atrium
left atrium
right ventricle
left ventricle
MÚSCULO CARDÍACO
O músculo cardíaco, é formado por dois sincícios os quais são
chamados de atrial e ventricular. Sendo que o potencial de ação por
meio da atividade do marcapasso natural chamado de nodo sinusal,
dispara impulsos elétricos e por meio destes, promove as contrações
musculares repetidamente.
A funcionalidade do sistema cardiovascular, pode ser observada a
grosso modo por meio de três formas propriamente ditas, são elas:
-Através da aferição da Pressão Arterial – Fenômeno mecânico;
-Através do traçado eletrocardiográfico – Fenômeno elétrico;
-Através de rastreamento laboratorial – Avaliação dos marcadores
cardíacos;
MÚSCULO CARDÍACO
SISTEMA DE CONDUÇÃO CARDÍACO
A anatomia cardíaca, apresenta várias estruturas intimamente
interligadas e suas funções são muito importantes no processo de
homeostase de todo o organismo, e principalmente na difusão de
substâncias do sangue para os tecidos e vice e versa. Qualquer
alteração em uma das estruturas do coração pode afetar o seu
funcionamento e a sua hemodinâmica, provocando sinais e sintomas
característicos, tais como dor precordial (dor no peito), queda de
pressão arterial e ativação de mecanismos de compensação,
(Taquicardia por exemplo).
O sistema de suprimento sanguíneo e nutricional do músculo cardíaco, é
feito através das artérias coronárias direita e esquerda, as quais se
ramificam em vasos menores e se infiltram no músculo cardíaco. 
As coronárias, trabalham em função das necessidades nutricionais do
músculo cardíaco.
MÚSCULO CARDÍACO: FUNÇÕES
Cada câmera cardíaca possui comunicação por meio das suas válvulas,
as quais são conhecidas como válvulas atrioventriculares, porém,
existem outras conexões entre o ventrículo direito e pulmões.
A VALVA TRICÚSPIDE regula o fluxo do sangue entre o átrio direito e o
ventrículo direito.
A VALVA PULMONAR se abre para permitir ao sangue fluir do ventrículo
direito aos pulmões. A valva mitral regula o fluxo do sangue entre o átrio
esquerdo e o ventrículo esquerdo.
COMUNICAÇÕES ENTRE AS CÂMARAS CARDÍACAS
Quase 70% do oxigênio presente no sangue arterial coronariano é
removido para o músculo cardíaco e o restante do oxigênio, é levado
para os tecidos através das artérias, arteríolas, capilares e veias.
O sangue que passa pelo coração é impulsionado para o corpo,
gerando o débito cardíaco (DC).
•Débito cardíaco em repouso de um homem saudável e jovem, é em
torno de 5,6 L/min.
•Já nas mulheres o DC normal é de cerca de 4,9 L/min., e pode ser
influenciado por vários fatores como idade, nível basal do metabolismo,
exercícios e as dimensões corporais. 
MÚSCULO CARDÍACO: PARTICULARIDADES
As bulhas cardíacas são reconhecidas como o som audível no momento
do fechamento das válvulas cardíacas.
A primeira bulha, definida como um “lub”, exemplificando os batimentos
cardíacos ouvidos em um estetoscópio (lub, dub, lub, dub...), é
característica da turbulência vibratória do fechamento das válvulas
tricúspide e mitral, as quais lançam o sangue refluído contra as paredes
do ventrículo, provocando a vibração e o chamado “lub” (primeira bulha
cardíaca). A segunda bulha, acontece pelo fechamento das válvulas
semilunares, ocasionando certa turbulência no sangue, que acaba
gerando uma vibração a qual é transmitida pelas artérias, gerando o
som audível da segunda bulha: “dub”. Como as válvulas cardíacas abrem
e fecham continuamente, podemos ouvir através do estetoscópio o
som: lub, dub, lub, dub.
BULHAS CARDÍACAS
Os sopros cardíacos, não são doenças propriamente ditas, mas são
sinais de que há uma alteração cardíaca evidente, podendo não
apresentar sintomas característicos. Os sopros cardíacos mais comuns
são divididos em quatro modalidades:
o Sopro sistólico da estenose aórtica;
o Sopro sistólico na regurgitação mitral;
o Sopro diastólico na regurgitação aórtica;
o Sopro diastólico na estenose mitral.
SOPROS CARDÍACOS
O coração possui uma um sistema especializado de excitação e
condução. O Nodo Sinoatrial ou Sinusal (NSA/NS), é o local onde é
gerado o impulso rítmico do coração, considerado como o marcapasso
natural e fisiológico do ser humano. Após o estímulo se iniciar no
NSA/NS, o mesmo é conduzido pelas vias ou feixes internodais, para o
sistema ou Nodo Atrioventricular (NAV). No NAV, é o local onde o impulso
nervoso é retardado, antes de passar para os ventrículos.
Através de um feixe de fibras, chamado de feixe de Hiss e fibras de
Purkinje, o impulso elétrico atinge os ventrículos permitindo a sístole
ventricular e o impulsionamento do sangue para fora do músculo
cardíaco. O respectivo evento elétrico pode ser verificado por meio do
eletrocardiograma, onde o referido exame visa registrar o impulso
elétrico (ciclo cardíaco).
SISTEMA DE CONDUÇÃO
SISTEMA DE CONDUÇÃO
POSIÇÕES DOS ELETROLIDOS NO ELETROCARDIOGRAMA
As doenças cardiovasculares, especificamente a doença arterial
coronária, representam a causa mais frequente de morte nos países
desenvolvidos, respondendo por cerca de um milhão de mortes
anualmente nos EUA; em 1990 foi a causa mais comum de morte no
mundo. No Brasil, a mortalidade por essa doença é também elevada,
equiparando-se à dos países com maior mortalidade, como a Finlândia e
a Hungria. 
A fisiopatologia da cardiopatia isquêmica esta envolve especificamente
dois processos: a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio. A
ISQUEMIA MIOCÁRDICA OCORRE QUANDO HÁ DESEQUILÍBRIO NA
OFERTA E NA DEMANDA DE OXIGÊNIO.
CARDIOPATIA ISQUÊMICA
CARDIOPATIA ISQUÊMICA
A angina de peito não é uma doença, mas sim um conjunto de sintomas
que ocorrem quando o fornecimento de sangue ao coração é
insuficiente. O sangue entra no coração através de duas artérias, as
artérias coronárias. Se essas artérias estreitarem de modo a
impedirem que o sangue chegue rapidamente ao músculo cardíaco, o
coração “queixa-se” por meio de dor. A essa dor se chama angina de
peito. A angina é normalmente um sintoma de doença coronária. 
Quanto aos sintomas, o mais comum é a dor no peito. A dor também
pode ocorrer num ou em ambos os ombros, na garganta, no maxilar, no
pescoço, nas costas ou nos braços
ANGINA PECTORIS
O IAM é considerada uma Síndrome Isquêmica Miocárdica Instável (SIMI),
sua principal causa é a ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica
com a formação de um trombo e/ou êmbolo, o que leva à diminuição ou
ausência da perfusão ao tecido cardíaco.
O IAM refere-se quanto à presença de necrose no músculo cardíaco,
resultante de isquemia. Essa isquemia acontece pela oclusão do
suprimento de sangue, que leva oxigênio e nutrientes. O coração contrai
(trabalha) incessantemente e necessita de oxigênio e glicose
continuamente. Alguns minutos sem a oferta de oxigênio e glicose no
músculo cardíaco torna-se um episódio catastrófico para sua
recuperação, levando o tecido muscular cardíaco a experienciar três
episódios: a injúria, a isquemia e a necrose tissular.
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
A insuficiência circulatória aguda em decorrência da lesão muscular
cardíaca, provoca alterações celulares que podem variar desde
discretas perdas de algumas propriedades da membrana até a morte
celular. Em decorrência destas modificações, algumas substâncias
intracelulares ganham o espaço intersticial e a circulação sangüínea,
resultando em aumento transitório dos níveis circulantes dos chamados
resíduos celulares e também conhecidos como marcadores cardíacos.
Esses são liberados a todo momento, estando em menores proporções
quando não há lesão preexistente e em maior proporção quando há
lesões. Estas substâncias incluem a aspartato aminotranferase, a
mioglobina, a creatina quinase, a desidrogenase láctica, as troponinas,
entre outras, e têm sido identificadas como marcadores de lesão
cardíaca. Os marcadores são a expressão bioquímica da lesão das
fibras cardíacas, mas não indicam a etiologia do processo.
MARCADORES CARDÍACOS
A determinação da creatinaquinase total não é mais recomendada
para o diagnóstico de infarto do miocárdio, por causa da ampla
distribuição nos tecidos, resultando em baixa especificidade.
A isoenzima fração MB, é uma opção adequada, especialmente se a
dosagem de uma das troponinas não estiver disponível. Esta isoenzima
possui elevadas sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de
lesão do músculo cardíaco. Em geral, são realizadas três determinações
seriadas num período de 9 a 12 horas. Se as três dosagens estiverem
dentro dos intervalos de referência, o diagnóstico de infarto pode ser
excluído. Preferencialmente, deve-se realizar a dosagem da massa de
proteína correspondente à isoenzima (CK-MB massa) e não da atividade
enzimática.
POSSÍVEL LESÃO: QUANDO SUSPEITAR?
EXERCÍCIO
DE FIXAÇÃO
1 Escreva os cinco componentes
que constituem um ciclo cardíaco e
que são possíveis de identificar no
eletrocardiograma (ECG).
1 
R.: Onda P, intervalo P-R, complexo
QRS, segmento ST e onda T. 
2 O que é insuficiência cardíaca e
qual a sua importância clínica?
Aponte os fatores que podem
desencadear as respectivas
síndromes clínicas.
2 
R.: Ocorre quando seu coração não está bombeando sangue
suficiente para atender às necessidades do seu corpo. Como
resultado, o fluido pode se acumular nas pernas, pulmões e
em outros tecidos por todo o corpo. Causas comuns de
insuficiência cardíaca incluem: doença arterial coronariana;
ataque cardíaco anterior (infarto do miocárdio); pressão alta
(hipertensão); valvulopatias; doença cardíaca congênita
(condição desde o nascimento); cardiomiopatia (coração
aumentado); endocardite; miocardite (infecção do coração);
e diabetes.
3 Relacionada à fisiopatologia da
cardiopatia isquêmica, quais são os
achados clínicos que expressam a
referida síndrome clínica?
3 R.: Envolve especificamente dois
processos: a oferta e a demanda de
oxigênio pelo miocárdio.
4 Descreva como ocorre o
suprimento do músculo cardíaco.
4 R.: O sistema de suprimento
sanguíneo e nutricional do músculo
cardíaco é feito através das
artérias coronárias direita e
esquerda, as quais se ramificam em
vasos menores e se infiltram no
músculo cardíaco.

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