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ROTEIRO DE AULAS – 2024 
 VOLUME 14 – Geografia das indústrias 
 
 
AULA 1 
 
 PÁGINA 23: AÇÃO HUMANA, PRODUÇÃO DO ESPAÇO E FORMAÇÃO DAS CIDADES 
 
ESPAÇO NATURAL → APROPRIAÇÃO E USO → ESPAÇO HUMANIZADO / GEOGRÁFICO 
 
 
 
O SER HUMANO (RE)TRANSFORMA O ESPAÇO EM ESPAÇO GEOGRÁFICO QUANDO: 
 
1. Reconhece / identifica ➔ Como está organizado o espaço (natural ou já alterado)? 
2. Analisa / questiona ➔ Por que é assim? É funcional? 
3. Propõe / intervém ➔ Precisa ser assim? Pode mudar? Como? 
 
Todos os elementos visíveis (ou mesmo “sensíveis”) de um determinado espaço constituem a 
PAISAGEM. Cada momento histórico tem uma configuração econômica e social distinta, que deixa 
marcas no espaço, criando as formas das áreas urbanas e rurais, por exemplo. Estas são formas de 
“escrita” do ser humano no espaço, pois as diferentes formas vão surgindo a partir da interação de 
elementos naturais e da atuação humana, que vai modificando, “escrevendo”, deixando sua marca no 
espaço e criando a paisagem. Sendo assim, tudo o que nos é sensível em uma determinada “cena” 
compõe a paisagem e pode ter um significado. Até alguns anos atrás, o estudo da paisagem de 
qualquer parte do planeta era meramente descritivo: listavam-se todos os elementos visíveis, sem 
qualquer tipo de análise. Recentemente, tem-se adotado a postura de interpretar a paisagem como 
um texto, uma vez que vários elementos de uma paisagem podem nos dar informações que não estão 
explícitas. Alguns exemplos podem ajudar a entender: em uma área urbana podemos visualizar 
carros e casas de alto valor e, logo ao lado, pessoas que moram nas ruas. Essas informações, 
extraídas da observação e interpretação da paisagem urbana, nos permitem afirmar que esta cidade 
possui grandes desigualdades econômicas e sociais. Se estivermos, por outro lado, em uma área 
onde todas as casas possuem o mesmo padrão arquitetônico (observação), poderemos, com auxílio 
FGB - GEOGRAFIA 
2º ano do Ensino Médio 
do conhecimento que já temos (interpretação), afirmar que esta região foi colonizada em por 
determinada etnia. 
 
A observação e a interpretação de qualquer área nos permitem inferir características econômicas, 
sociais e culturais de sua paisagem. Ao imaginarmos uma cena da área central de qualquer grande 
cidade brasileira (como Porto Alegre, por exemplo), podemos perceber uma grande quantidade de 
marcas e expressões em inglês escritas em placas e fachadas, indicando que esta cidade sofre 
grande influência econômica e cultural dos Estados Unidos. Este é outro bom exemplo de 
interpretação de uma característica não explícita, mas que pode ser lida na paisagem. 
 
 
 PÁGINA 24: AS CIDADES E A INDÚSTRIA 
 
Como vimos anteriormente, a industrialização foi o grande propulsor da urbanização enquanto 
concentração de um grande número de pessoas adensadas em um espaço superficial relativamente 
pequeno. A atração de trabalhadores para os centros industriais foi, ao longo dos séculos XVIII, XIX e 
XX, o grande propulsor do crescimento das cidades. 
 
 PÁGINAS 25 e 26: AS DINÂMICAS INDUSTRIAIS NOS ESPAÇOS URBANOS 
 
Desde a metade do século XX, os processos de automação (e, mais recentemente, robotização) e 
saída de fábricas levou a crises econômicas e sociais em boa parte dos grandes centros industriais 
globais. O caso mais emblemático em escala global talvez seja a cidade de Detroit, no Estados Unidos. 
Embora esse processo de encolhimento econômico tenha sido deflagrado ainda na metade do século 
passado, se agravou ainda mais na década de 1980 e se prolongou até o início desde século. Nos 
últimos anos, em iniciativas ainda esparsas, mas que já mostram alguns resultados, grandes cidades 
em torno de todo o mundo têm realizados esforços de revitalização de centros urbanos abandonados 
ou desvalorizados, mudando a lógica econômica de uma área industrial (setor secundário) para uma 
área dedica ao comércio e aos serviços (setor terciário). 
 
 Why Detroit Is Tearing Down A Highway 
 Vídeo do canal CNBC, no YouTube: 
https://www.youtube.com/watch?v=0aA_6BTVyCs. 
 
AULA 2 
 
 PÁGINA 29: A INDÚSTRIA E O ESPAÇO URBANO NO BRASIL 
 
A partir do século XIX, com o seu desenvolvimento, a indústria se expande da Inglaterra para outros 
países europeus, como Alemanha, Bélgica e França. Em seguida para Holanda e Itália e, mais tarde, 
para outras áreas fora da Europa Ocidental como Japão, Estados Unidos e Rússia. Estes países que 
iniciaram seu processo de industrialização ainda nos séculos XVIII ou XIX são considerados de 
industrialização clássica, enquanto os países que iniciaram este processo com cerca de um século 
de atraso, no período das grandes guerras do século XX, são considerados países de industrialização 
atrasada ou tardia. Dentre eles estão o Brasil, os demais países da América Latina, a maioria dos 
países da África e da Ásia. 
 
O início da industrialização do Brasil foi marcado pelas seguintes circunstâncias: 
 
 Com a crise de 1929, diversas empresas estrangeiras que forneciam produtos manufa-
turados ao Brasil faliram, abrindo espaço para expansão das empresas nacionais; 
 
https://www.youtube.com/watch?v=0aA_6BTVyCs
 A crise da cafeicultura (principal atividade econômica do Brasil no início do século passado) 
provocou intenso êxodo rural, abastecendo as cidades com mão-de-obra barata e ampliando 
mercado de consumo, ao mesmo tempo em que a imigração trouxe mão-de-obra qualificada; 
 
 O Estado brasileiro se colocou no papel de agente de fomento (incentivo) à industrialização 
nos dois períodos de governo de Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954), investindo pesada-
mente em indústrias de base e infraestrutura; 
 
 Foram criadas pelo Estado brasileiro: 
- Vale do Rio Doce (1942) e Companhia Siderúrgica Nacional (1947), hoje ambas entre as 
maiores mineradoras e siderúrgicas (respectivamente) do mundo e, ambas também, 
privatizadas; 
- Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1951) e Petrobrás (1953), que impulsionaram 
a instalação de diversas indústrias de bens de consumo não-duráveis (alimentos, 
calçados, tecelagens, etc.). 
 
 A Segunda Guerra diminuiu momentaneamente o ritmo de industrialização pois os 
fornecedores de maquinário e peças complexas ao Brasil estavam envolvidos no conflito. No 
entanto, foi também o impulso necessário para a implantação do modelo industrial clássico 
brasileiro: a substituição de importações. 
 
A combinação da industrialização tardia com a modernização da agricultura (processo que se deu, 
principalmente entre as décadas de 1960 e 1980) resultou em um processo de urbanização ultra 
concentrado, com cidades como São Paulo e Rio de Janeiro praticamente duplicando de tamanho a 
cada intervalo de 20 anos. 
 
(CLASSIFICAÇÃO DAS INDÚSTRIAS 
 
As diferentes indústrias podem ser classificadas pela 
natureza de utilização dos produtos que fabricam e pelo 
desenvolvimento tecnológico que aplicam no processo 
de fabricação de seus produtos. 
 
Quanto aos produtos, as indústrias de bens de produ-
ção, também chamadas de indústrias de base ou 
pesadas, são responsáveis pela transformação de 
matérias-primas brutas em matérias-primas proces-
sadas, sendo a base para outros ramos industriais. As 
indústrias de bens de produção são divididas em dois 
grupos: as extrativas e as de bens de capital. 
 
- Indústrias extrativas – são as que extraem matéria-prima da natureza (vegetal, animal ou 
mineral) sem que ocorra alteração significativa nas suas propriedades elementares. Exemplos: 
indústria madeireira, produção mineral, extração de petróleo e carvão mineral. 
 
- Indústrias de bens de capital – são responsáveis pela transformação de bens naturais em 
matérias-primas para a estruturação das indústrias de bens intermediários e de bens de consumo. 
Exemplos: siderurgia, petroquímica, etc. 
 
As indústrias de bens intermediários caracterizam-se pelo fornecimento de produtos industrializados, 
mas não de consumo final. Elas produzem máquinas e equipamentos que serão utilizados nos diversossegmentos das indústrias de bens de consumo. Exemplos: mecânica (máquinas industriais, tratores, 
motores automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus, etc.). 
 
As indústrias de bens de consumo têm sua produção direcionada diretamente para o mercado 
consumidor, ou seja, para a população em geral. Também ocorre a divisão desse tipo de indústria 
conforme sua atuação no mercado, elas são ramificadas em indústrias de bens duráveis e de bens não 
duráveis. 
 
- Indústrias de bens duráveis – são as que fabricam mercadorias não perecíveis. São exemplos 
desse tipo de indústria: automobilística, móveis comerciais, material elétrico, eletroeletrônicos, 
etc. 
- Indústrias de bens não duráveis – produzem mercadorias de primeira necessidade e de consumo 
generalizado, ou seja, produtos perecíveis. Exemplos: indústria alimentícia, têxtil, de vestuário, 
remédios, cosméticos, etc. 
 
Quanto às tecnologias empregadas, as indústrias podem ser agrupadas em indústrias dinâmicas – que 
empregam técnicas típicas da 3ª Revolução Industrial, e indústrias tradicionais – que empregam técnicas 
típicas das etapas anteriores. 
 
) 
 
 Interpretando o contexto através de uma questão de vestibular 
 Questão da FUVEST, edição de 2010: 
 
Durante muito tempo, a população da então Vila de São Paulo foi pouco expressiva. Seu crescimento 
foi, contudo, extremamente rápido durante o século XX. Esse processo pode ser verificado na tabela 
a seguir. 
 
Considerando os dados apresentados e seus conhecimentos, 
 
a) cite e analise duas causas que contribuíram para o crescimento da população, no município de 
São Paulo, no período de 1940 a 1970. 
 
b) cite e explique uma das causas responsáveis pela desaceleração do crescimento populacional, 
no município de São Paulo, a partir de 1980. 
 
 Interpretando o contexto através de um trecho de um filme 
 Uma das cenas de contextualização do filme Cidade de Deus* 
* Caso você queira assistir ao filme completo, consulte a classificação etária e CONVERSE COM 
SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS. A decisão de liberação é deles, não do professor. 
AULA 3 
 
 PÁGINA 30: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, EXPANSÃO URBANA E PERIFERIZAÇÃO 
 
O crescimento acelerado e desordenado dos centros urbanos brasileiros (e latino-americanos, de 
forma geral) resultou em cidades enormes, mal planejadas e com graves déficits em termos de 
serviços públicos básicos, como fornecimento de água tratada e recolhimento de esgoto. Essas 
regiões periféricas são categorizadas pelo IBGE como “aglomerados subnormais”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Para saber mais sobre as principais áreas periféricas do Brasil 
 Reportagem do portal Outras Palavras: https://outraspalavras.net/desigualdades-
mundo/o-censo-2022-e-as-favelas-do-brasil/. 
 
 
 Reportagem completa do portal G1, disponível em: 
https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/01/23/ibge-favela.ghtml. 
 
 PÁGINAS 32 e 33: DESENVOLVIMENTO TÉCNICO E DESDOBRAMENTOS DO CAPITALISMO 
 
EXERCÍCIOS 
 
LEITURA, SÍNTESE, PESQUISA E REGISTRO SOBRE OS TERMOS TAYLORISMO, 
FORDISMO E TOYOTISMO. INVESTIGUE E REGISTRE, EM SEU CADERNO, A 
ORIGEM E AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS MODELOS INDUSTRIAIS 
DEFINIDOS POR ESSES TERMOS. NÃO SE ESQUEÇA DE ANOTAR AS FONTES 
CONSULTADAS. 
 
 PÁGINA 35: PRATIQUE 
 PÁGINA 39: AMPLIE 
Página 39 – Mapa das cidades com 
“aglomerados subnormais” 
Página 43 – Tabela % em relação ao 
total em Regiões Metropolitanas 
Página 45 – Cidades com maior % de 
aglomerados subnormais 
Página 49 – Abastecimento de água 
(comparação) 
Página 51 – Recolhimento de esgoto 
(comparação) 
https://outraspalavras.net/desigualdades-mundo/o-censo-2022-e-as-favelas-do-brasil/
https://outraspalavras.net/desigualdades-mundo/o-censo-2022-e-as-favelas-do-brasil/
https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/01/23/ibge-favela.ghtml
PÁGINA 35 
 
 
 
 
 
PÁGINA 39 
 
1. E; 2. Abaixo; 3. FFVVF.

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