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GEOGRAFIA DO 
MARANHÃO 
Localização e Aspectos Físicos 
Licensed to Elizangela Maria Alves de Sousa - ellyalvessousa@outlook.com
Geografia do Maranhão 
© Copyright Júris Sistema de Ensino. É proibida a cópia deste material, no todo ou em parte. Todos os direitos reservados. 1 
Sumário 
 
1. LOCALIZAÇÃO DO MARANHÃO .................................................................................................................................. 2 
1.1 Introdução ....................................................................................................................................................................2 
1.2 Localização do Estado do Maranhão ........................................................................................................................2 
Limites e suas fronteiras naturais ............................................................................................................................2 
Pontos Extremos ........................................................................................................................................................ 4 
Forma ou Configuração ..............................................................................................................................................6 
1.3 Divisão Política............................................................................................................................................................ 7 
Projeto de Divisão do Maranhão: Maranhão x Maranhão do Sul ........................................................................... 10 
2. MARANHÃO: ASPECTOS FÍSICOS ............................................................................................................................. 11 
2.1 Estrutura Geológica ................................................................................................................................................... 11 
2.2 Recursos Minerais .................................................................................................................................................... 13 
2.3 Aspectos Geomorfológicos ..................................................................................................................................... 13 
Centro-Norte: Predomínio de Planícies................................................................................................................... 16 
Centro-Sul: Predomínio de Planalto ........................................................................................................................ 16 
2.4 Clima Maranhense ................................................................................................................................................... 17 
Classificação Climática ............................................................................................................................................ 17 
Tipos Climáticos no Maranhão ................................................................................................................................. 18 
2.5 Vegetação Maranhense .......................................................................................................................................... 22 
Principais Tipos de Coberturas Vegetais .............................................................................................................. 23 
Unidades de Conservação ....................................................................................................................................... 26 
Áreas de Proteção Ambiental (APA) e Parques Nacionais ................................................................................... 28 
2.6 Hidrografia Maranhense ......................................................................................................................................... 30 
Principais Bacias Hidrográficas do Maranhão ...................................................................................................... 32 
2.7 Litoral Maranhense .................................................................................................................................................. 41 
 
 
 
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Geografia do Maranhão 
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1. LOCALIZAÇÃO DO MARANHÃO 
 
 
1.1 INTRODUÇÃO 
 
Geralmente as provas de concursos que abordam Geografia do Maranhão são simples e exigem um domínio geral 
do conteúdo, cobrando do candidato uma grande capacidade analítica das proposições e da linguagem escrita e não 
escrita como tabelas e mapas, que tradicionalmente colocam em todos os exames. Assim, trataremos dos principais 
tópicos da disciplina com o aprofundamento necessário para acertar todas as questões. Trabalharemos também 
com questões comentadas ao final do conteúdo teórico. 
 
1.2 LOCALIZAÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO 
 
O Estado do Maranhão está localizado na região Nordeste do Brasil, entre os paralelos 1°01” e 10°21” de latitude 
sul e os meridianos 41°48” e 48°50” de longitude oeste. É o segundo maior estado do Nordeste, depois da Bahia, com 
uma extensão territorial de 331.983 km², suas dimensões territoriais, corresponde aproximadamente a 4% do terri-
tório brasileiro e 18% do tamanho do Nordeste. Situa-se numa faixa transacional entre a Amazônia quente e úmida 
da região Norte e o sertão quente e seco nordestino. É o único estado do Nordeste brasileiro que compõem a Ama-
zônia Legal. 
 
Limites e suas fronteiras naturais 
 
As divisas do Maranhão são estabelecidas de forma marítima (com o Oceano Atlântico) e terrestre (com rios, 
serras e chapadas). Ocorre o predomínio de divisas terrestres, com destaque para os rios (fluviais). O Estado do 
Maranhão possui as seguintes fronteiras: 
- Ao Norte: Oceano Atlântico 
- Ao Sul: O Estado do Tocantins (Rios Tocantins e Manuel Alves Grande) 
- A Oeste: O Estado do Pará (Rio Gurupi) 
- A Leste: O Estado do Piauí (Rio Parnaíba) 
Observe melhor esses limites no mapa abaixo. 
 
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Pontos Extremos 
 
Pontos extremos são as localidades que se encontram nas extremidades do Estado do Maranhão. Assim, temos: 
- Ao Norte: Foz do Rio Gurupi, na baía do Gurupi; cerca de 1 grau LS. Ponta do Tacundeo ou Ponta do Bacanga 
(Município de Carutapera) 
- Ao Sul: Nascente do Rio Parnaíba ou nascente do Rio Águas Quentes; cerca de 10 graus LS. Município de Alto 
Parnaíba (MA) e Chapada das Mangabeiras em Mateiros (TO) 
- A Leste: Foz do Rio Parnaíba; cerca de 41 graus LnW. Convexidade mais Oriental do Rio Parnaíba – Município 
de Araioses (MA) 
- A Oeste: Confluência do Rio Araguaia com o Rio Tocantins em São Pedro da Água Branca (MA), cerca de 48 
graus LnW. 
 
 
 
O Estado é quase uma ilha flúvio-marinha, pois apenas em trechos com o Tocantins e o Pará não têm limites com 
águas: Chapada das Mangabeiras e Serra do Gurupi. E o espaço geográfico do Maranhão é integralmente habitável 
(ecúmeno), pois não temos geleiras, desertos, altas montanhas etc. 
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O Maranhão tem a sua porção oeste dentro da Amazônia oriental, sendo parte integrante do Programa Grande 
Carajás (junto com o Pará e Tocantins).Além disso, o Estado está situado no 2.º fuso do Brasil (45º LNW – HOB – Horário Oficial do Brasil – Brasília), 
estando 3 horas atrasadas em relação ao horário do GMT (Greenwich). Através dos seus pontos extremos podemos 
obter a sua localização em relação ao Equador (latitude) e ao meridiano de Greenwich (longitude). 
 
Localizando a Ilha do Maranhão ou Upaon-Açu) 
 
 
 
A ilha do Maranhão tem 1.543 km2, sendo que mais da metade faz parte do Município de São Luís. É uma ilha 
costeira no litoral norte do Brasil, banhada pelo Atlântico Sul, estando situada no Golfão Maranhense entre a Baía de 
São Marcos (Oeste) e Baía de São José (Leste), Estreito dos Mosquitos e Baía do Arraial (Sul) e Atlântico/praias (Norte). 
Tem 4 municípios: São Luís (1), São José de Ribamar (2), Paço do Lumiar (3) e a Raposa (4 – desmembrada de 
Paço do Lumiar em meados da década de 90). Faz parte da mesorregião do norte maranhense e da microrregião da 
aglomeração urbana de São Luís. 
 
A Nordestinação do Maranhão Amazônico 
 
O Maranhão Amazônico vem sendo nordestinizado, principalmente nas áreas de fronteira agrícola do Oeste do 
Estado, com a grande imigração de nordestinos, desmatamentos, transformações da paisagem arbórea em 
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arbustiva, assoreamento e evaporação dos rios, introdução da agricultura comercial, etc. 
 
Alcântara: Boa Localização para o Lançamento de Foguetes 
 
A posição do MA próximo ao Equador, com grande velocidade de rotação e força centrífuga, facilita o lançamento 
de foguetes. Daí a construção do CLA: Centro de Lançamento de Alcântara. 
 
Por que lançar satélites de Alcântara em vez do Cabo Canaveral (EUA)? 
 
O principal motivo é que o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, está a apenas 2° a sul do 
Equador. Enquanto a base do Cabo Canaveral, EUA, fica 28° ao norte. Isso faz com que alguns tipos de satélites 
sejam facilmente posicionados num plano de órbita ideal, ou seja, paralelo à Linha do Equador. Quando lança-
dos a partir do Cabo Canaveral, na Flórida, são necessárias várias manobras e um percurso maior para que 
eles alcancem a órbita correta, o que consome mais combustível. Esses satélites levam vários instrumentos e são 
muito pesados: em média, entre 1 e 4 toneladas. Se lançados a partir de Alcântara, e usando hidrazina, o peso 
do combustível equivale a cerca de 2% do total de toneladas do satélite. A partir do Cabo Canaveral, sobe para 
24%. 
(Fonte: Hélio K. Kuga e Valdemir Carrara, engenheiros do Inpe) 
 
Forma ou Configuração 
 
O Estado do Maranhão possui uma configuração de um Trapézio em função do processo histórico de ocupação 
do território, com a implantação das atividades econômicas. Nesse processo, podemos identificar três vertentes 
migratórias a saber: 
As principais correntes migratórias: 
- A Corrente Litorânea: Ao longo do litoral ocidental e oriental, nos vales dos rios Itapecuru, Mearim e Pindaré, entre 
os séculos entre XVII e XIX, com interiorização da cultura do algodão, Cana-de-Açúcar e do Arroz. 
- A Corrente da Pecuária: Criadores oriundos do caminho do São Francisco, chegaram ao Maranhão na região de 
Pastos Bons, ao Sul, e ramificou-se por quase todo território maranhense, a partir do século XVII. 
- A Corrente da Seca ou Sertaneja: Um caminho mais recente – ao longo da primeira metade do século XX – em 
função das estiagens sertanejas e o declínio da economia da borracha na porção extremo- ocidental do norte 
brasileiro, a “opção” passou a ser o caminho para o oeste maranhense. 
 
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1.3 DIVISÃO POLÍTICA 
 
O IBGE coloca o Brasil como um país formado por 5 macrorregiões (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste). 
Cada macrorregião é formada por um conjunto de unidades políticas (Estados). Cada Estado é dividido em mesorre-
giões (tamanho médio), que são subdivididas em microrregiões (tamanho pequeno), que são formadas por municí-
pios. 
Os municípios maranhenses estão distribuídos em cinco mesorregiões geográficas – Norte Maranhense, Oeste 
Maranhense, Centro Maranhense, Leste Maranhense e Sul Maranhense –, em 21 Microrregiões Geográficas e 217 mu-
nicípios conforme o IBGE. Observe abaixo onde estão essas regiões: 
 
 
 
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Melhor explicando essas regiões, temos: 
1. Mesorregião Norte Maranhense - É formada pela união de 60 municípios, agrupado em seis microrregiões, a sa-
ber: Aglomeração Urbana de São Luís, Baixada Maranhense, Itapecuru Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Oci-
dental Maranhense e Rosário. 
2. Mesorregião Sul Maranhense - É formada pela união de 19 municípios, agrupado em três microrregiões, a saber: 
Chapadas das Mangabeiras, Gerais de Balsas e Porto Franco. 
3. Mesorregião Leste Maranhense - É formada pela união de 44 municípios, agrupado em seis microrregiões, a sa-
ber: Baixo Parnaíba Maranhense, Caxias, Chapadas do Alto Itapecuru, Chapadinha, Codó e Coelho Neto. 
4. Mesorregião Oeste Maranhense - É composta por 52 municípios, agrupado em três microrregiões, conforme se-
gue: Gurupi, Imperatriz e Pindaré. 
5. Mesorregião Centro Maranhense - É formada pela união de 42 municípios, agrupado em três microrregiões, a 
saber: Alto Mearim, Grajaú, Médio Mearim e Presidente Dutra. 
Regionalização geoeconômica 
Geoeconomicamente, o MA é um Estado de transição, sendo nordestino (2 – leste do meridiano 44ºLNW) e predo-
minantemente amazônico (1 – Oeste do meridiano 44ºLNW). 
 
 
Área 1 – Atuação da Sudam e Sudene. Área 2 – Atuação da Sudene 
 
Atualmente o Estado do Maranhão está dividido em 32 regiões de planejamento, conforme o mapa disponibilizado 
na Secretaria de Planejamento: 
 
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01 - Região da Baixada Maranhense 02 - Região da Chapada das Mesas 03 - Região da Ilha do Maranhão 
04 - Região da Pré-Amazônia 05 - Região das Serras 06 - Região do Alpercatas 
07 - Região do Alto Munim 08 - Região do Alto Turi 09 - Região do Baixo Balsas 
10 - Região do Baixo Itapecuru 11 - Região do Baixo Munim 12 - Região do Baixo Turi 
13 - Região do Delta do Parnaíba 14 - Região do Flores 15 - Região do Gurupi 
16 - Região do Litoral Ocidental 17 - Região do Mearim 18 - Região do Médio Mearim 
19 - Região do Médio Parnaíba 20 - Região do Pericumã 21 - Região do Pindaré 
22 - Região do Sertão Maranhense 23 - Região do Tocantins 24 - Região dos Carajás 
25 - Região dos Cocais 26 - Região dos Eixos Rodoferroviários 27 - Região dos Gerais de Balsas 
28 - Região dos Guajajaras 29 - Região dos Imigrantes 30 - Região dos Lagos 
31 - Região dos Lençóis Maranhenses 32 - Região dos Timbiras 
 
 
 
 
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Projeto de Divisão do Maranhão: Maranhão x Maranhão do Sul 
 
Em 14 de agosto de 2019 foi protocolado o projeto de criação do estado do Maranhão do Sul. Se for aprovado, o 
Tribunal Regional do Maranhão realizaria um plebiscito para que a população maranhense decida pela divisão ou não 
do Estado. A ideia é dividir o Maranhão em dois por conta da diferença na colonizaçãoentre o norte e o sul do estado. 
O norte foi colonizado por imigrantes portugueses, franceses e holandeses, enquanto o sul abrigou principalmente 
nordestino. 
 
 
 
 Região Nordeste 
Capital Imperatriz (Maranhão) 
Estados Limítrofes Pará (Noroeste), Piauí (Leste), Tocantins (Sudoeste), Maranhão (Norte) 
Municípios 49 Municípios 
População 1.361.728 habitantes (IBGE/2018) 
Densidade 9,25 hab/km² 
Área 146.272 km² 
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2. MARANHÃO: ASPECTOS FÍSICOS 
 
 
2.1 ESTRUTURA GEOLÓGICA 
 
A litosfera ou crosta terrestre, é a camada sólida da Terra e apresenta uma espessura variada. A crosta terrestre 
é constituída por três grandes conjuntos de rochas magmáticas ou ígneas, sedimentares e metamórficas, denomi-
nadas de estruturas geológicas que se movimentam, em forma de placas tectônicas, sobre magma pastoso na ca-
mada intermediária da Terra. 
A Geologia de uma região é a base material para o desenvolvimento de toda e qualquer atividade humana, bem 
como se configura como “palco” para a articulação de todos os processos geoambientais possíveis. O território ma-
ranhense possui uma formação geológica onde aproximadamente 90% do seu território está inserido nas bacias 
sedimentares de cobertura fanerozóica (Eras: Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico), enquanto uma pequena parcela, 
10% do território, corresponde a terreno pré-cambriano, representados pelos fragmentos cratônicos de São Luís e o 
Cinturão Gurupi, compondo o embasamento aflorante no extremo noroeste do Estado. 
Por suas características geológicas, as bacias de coberturas sedimentares fanerozóicas hospedam minerais e 
rochas pertencentes às classes de minerais industriais de uso na construção civil, cerâmica, insumos para agricul-
tura, gemas, recursos energéticos e água mineral/potável. 
 
Eras Períodos Ocorrências 
Cenozoica 
(70 milhões de anos 
aos dias atuais) 
Quaternário 
Terciário 
Formação do Litoral, Baixada, médio e baixo Grajaú e Pindaré 
Formação do nordeste e os interflúvios do oeste e ramificações do sul 
Mesozoica 
(135 milhões de anos) 
Cretáceo 
Jurássico 
Triássico 
Formação do centro, oeste, parte do norte, centro-leste e extremo-sul 
Formação do leste e sudoeste 
Formação do centro-sul e sudeste 
Paloezoica 
(600 a 270 milhões de 
anos) 
Permiano 
Carbonífero 
Formação de maiores altitudes do sul e leste nas bacias dos rios Bal-
sas, Parnaíba e Manoel Alves Grande 
Formação de menores altitudes no sul e leste das bacias dos rios Bal-
sas, Parnaíba e Manoel Alves Grande 
Arqueozoica e 
Proterozoica 
(2 bilhões de anos) 
Arqueano 
Algonqueano 
Formação do extremo noroeste com manifestação entre os baixos Mu-
nim e Itapecuru 
 
 
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O relevo do Maranhão é muito antigo e, por isso mesmo, bastante desgastado, com ausência de dobramentos 
modernos. Apenas 10% dos terrenos são formados por escudos cristalinos ou maciços antigos. Esses terrenos cris-
talinos ficam situados em duas regiões específicas: o Núcleo Gurupi, no oeste do estado, entre os rios Gurupi e Turi-
açu, com ocorrência de resíduos auríferos, onde é praticada a garimpagem de ouro; e uma pequena região na parte 
oriental do Golfão Maranhense, apresentando ramificações cristalinas entre o baixo Munim e o baixo Itapecuru, con-
forme destaca o mapa a seguir. 
 
 
 
O Maranhão está localizado no interior da placa Sul-americana, assim apresenta: 
- Praticamente não tem mais atuação dos agentes internos; 
- Ausência de dobramentos modernos; 
- Relevo de formação antiga; 
- Grande atuação dos agentes externos, com destaque para as águas correntes; 
- Relevo com modestas altitudes. 
- Relevo em declive no sentido sul-norte. 
 
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2.2 RECURSOS MINERAIS 
 
A produção mineral do Maranhão, que hoje se resume praticamente à extração de areia, argilas, água mineral, 
calcário, caulim, gipsita, rochas britadas e cascalho, tem um enorme potencial para a produção de bauxita, ouro, 
areias industriais, zeólita e outros bens minerais, que dependem de pesquisas geológicas, como as que determina-
mos fossem feitas, para ser melhor conhecidas e dimensionadas. 
A mineração é uma grande fonte de riqueza e instrumento de desenvolvimento econômico social em todo o 
mundo. O Maranhão, não obstante as evidências de que possui grandes recursos minerais em seu subsolo, não co-
nhece suficientemente o setor. 
Vejamos abaixo quais são os principais recursos minerais do Estado. 
- Ouro: os depósitos e ocorrências de ouro concentram-se nos núcleos cristalinos do Pré-cambriano de São 
Luís e Gurupi, no norte e noroeste do estado do Maranhão, principalmente nos municípios de Godofredo Viana, 
Cândido Mendes, Luís Domingues, Centro Novo do Maranhão e Centro do Guilherme. 
- Bauxita Ferrosa: o alumínio, metal tão amplamente usado nos dias de hoje devido as características como 
leveza, resistência, aparência, entre outras, tem como principal fonte a bauxita – mineral terroso e opaco – 
encontrado mais comumente em regiões de clima tropical e subtropical. No Maranhão, as reservas estão 
distribuídas na serra de Pirocaua (município de Godofredo Viana), Ilha Trauíria (município de Cândido Men-
des), Itinga do Maranhão e Bom Jardim, no Noroeste e Oeste do Estado. 
- Calcário: o calcário é uma rocha sedimentar composta por carbonato de cálcio e magnésio, extraído de jazi-
das e largamente utilizado na agricultura para neutralizar a acidez do solo. No Maranhão, as reservas estão 
diluídas pelo território maranhense, mas merece destaques as áreas dos municípios de Balsas, Codó, Impe-
ratriz, Barra do Corda, Grajaú, Tuntum, Presidente Dutra e Caxias (Observação: A incorporação de calcário no 
solo tem o nome de calagem). 
- Gás Natural: o Maranhão inicia um novo ciclo no papel estratégico para a produção de energia no país. Devido 
as fontes de gás natural, o estado é considerado a nova fronteira de produção de energia. No estado, o nível 
atual das reservas é de 18,5 bilhões de metros cúbicos de gás, referentes aos campos já em produção. 
 
2.3 ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS 
 
As diversas configurações existentes na superfície da terra são chamadas de relevo. As diversas formas de re-
levo estão em permanente processo de destruição (erosão) e formação (acumulação), decorrente das forças endó-
genas (agentes internos) e exógenas (agentes externos), que são as forças originadoras e modeladoras da geomor-
fologia terrestre ao longo do processo de sedimentação – Erosão, transporte e acumulação. 
O território maranhense possui um conjunto de formas de relevo que combina um litoral – com a planície litorânea 
representada por extensas dunas e costões rochosos, as planícies fluviais ao longo dos seus rios –, com as formas 
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interioranas, com um relevo de planaltos e a depressão de Balsas. 
Da porção centro-sul do Maranhão, onde predomina as formas de planaltos – erodido pela ação dos elementos 
físicos da tropicalidade e principalmente pela erosão fluvial – para direção ao centro-norte, até litoral, há um declive 
resultante dos depósitos dos sedimentos fluvial e marinho. 
Com ausência de áreas montanhosas, o terreno maranhense é formado por grandes unidades morfológicas, deacordo com dois renomados geógrafos brasileiros: 
- Jurandyr Ross – O relevo maranhense é formado por planície/tabuleiros litorâneos e planaltos; 
- Aziz Nacib Ab'Saber – o relevo maranhense é formado essencialmente por planaltos (centro-sul) e planícies 
(centro-norte). 
 
Perfil do relevo maranhense 
 
 
A porção centro-sul do Maranhão (Planalto Maranhense), de acordo com as classificações do relevo existentes, 
estão agrupada: 
- De acordo com Aroldo de Azevedo, faz parte do Planalto central; 
- De acordo com Aziz Nacib Ab Saber, Faz parte do Planalto Meio Norte; 
- De acordo com Jurandir Ross, faz parte do Planalto e chapada sedimentar do Meio Norte 
O Planalto Maranhense, encontra-se dividido em: Planalto Meridional, Planalto Oriental, Planalto Ocidental e Pla-
nalto Central. 
 
 
 
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Relevo maranhense 
 
 
 
 
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Centro-Norte: Predomínio de Planícies 
 
1. Área 1 - Planície Litorânea e Costeira: área de influência dos fluxos das marés, com a presença marcante das 
praias, mangues, dunas etc. A porção mais para o oeste(ocidente) destaca-se o mangue (rede hidrográfica 
rica e presença de algumas rias – curso fluvial invadido pelo mar), enquanto mais para o leste (oriente) sali-
entam-se as dunas (rede hidrográfica pobre). 
2. Área 2 - Planície Flúvio-marinha: ambiente deposicional sedimentar da baixada maranhense, caracterizada 
pelas inundações periódicas (período chuvoso) dos rios: Pericumã, Pindaré, Mearim e Grajaú. Destaca-se pela 
presença de lagos e campos. As áreas mais altas da baixada são os tesos, que ficam livres das inundações. 
3. Área 3 - Planície Fluvial: corresponde ao curso médio dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Itapecuru. Presença 
do solo de várzea, às margens dos rios, bom para o cultivo do arroz (rizicultura) 
Para a formação dos Lençóis Maranhenses (litoral oriental), em 11.000 anos, foi preciso a ação conjunta dos rios 
Preguiças, Parnaíba e Periá (transportam sedimentos para o mar), do mar (trazia, através de ondas e marés, os 
sedimentos de volta para o continente) e dos ventos (especialmente os alísios de Nordeste, que transportavam os 
sedimentos e os acumulavam, formando as dunas). 
 
Centro-Sul: Predomínio de Planalto 
 
A área planáltica do centro-sul do Estado tem predomínio de planalto (morfoestrutura com formas dissecadas – 
que sofrem erosão), possuindo importante papel para a rede de rios (hidrografia) do Maranhão. Vejamos: 
- Determina o sentido sul-norte dos nossos principais riso; 
- Funciona como centro dispersor de águas (nascentes de vários rios); 
- Suas serras e chapadas têm o papel de divisores de água (interflúvio), separando um rio do outro. 
 
4. Área 4 - Pediplano Central: destaque para as serras Cinta, Negra, Branca, Alpercatas, Croeira e Itapecuru. 
Representa o nosso principal centro dispersor e divisor de águas (rios: Pindaré, Grajaú, Mearim e Itapecuru). 
5. Área 5 - Planalto Ocidental (oeste): presença das serras do Gurupi, Tiracambu e Desordem (separam os rios 
Pindaré, Gurupi e Turiaçu). 
6. Área 6 - Planalto Oriental (leste): destaque para a Serra do Valentim – divisor de águas entre os rios Itapecuru 
e Parnaíba. 
7. Área 7 - Depressão do Balsas: onde temos a drenagem do rio Balsas, afluente do Parnaíba, entre o pediplano 
central e o planalto meridional maranhense. 
8. Área 8 - Planalto Meridional (sul): Destaque para as serras do penitente, Chapada das Mangabeiras e do Gado 
Bravo, que separam os rios Manuel Alves Grande, Balsas e Parnaíba. 
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2.4 CLIMA MARANHENSE 
 
Podemos afirmar que o clima vem ser um conjunto dos fenômenos meteorológicos (temperatura, pressão at-
mosférica, ventos, precipitações) que caracterizam o estado médio da atmosfera e sua evolução num dado lugar. 
Sendo assim, as condições climáticas exercem um papel de destaque entre os fatos naturais que compõem o ambi-
ente geográfico e neste sentido, o conhecimento do tipo climático de uma região é um importante subsídio para o 
planejamento de diversas atividades humanas. 
Observando a posição do Maranhão no globo, verificamos que o seu território está localizado numa área de baixa 
latitude, dentro da zona intertropical, recebendo os raios solares de forma perpendicular (maior intensidade) e sendo 
atingido pelos ventos alísios úmidos, causando chuvas. 
A grande extensão territorial do Maranhão e sua localização geográfica como área de transição entre as regiões 
amazônica (úmida) e nordeste (semiárido), favorecem o grande contraste espacial pluviométrico anual, como obser-
vado em registros anuais. Na região Noroeste do Estado foi verificado uma média pluviométrica de 2.800 mm anual, 
enquanto no sudeste a média anual é de 1.200 mm. 
Com relação à temperatura, o Estado do Maranhão apresenta médias térmicas anuais superiores a 22 ºC, devido 
a sua posição latitudinal e ao seu relevo, a temperatura do ar é normalmente elevada e uniforme ao longo do ano, as 
temperaturas médias anuais mais elevadas são geralmente, registradas no Norte do Maranhão, superior a 27 ºC, 
enquanto no centro-sul ficam entre 25 ºC e 27 ºC respectivamente. Além da proximidade com a floresta amazônica, 
outros fatores contribuem neste comportamento das condições atmosféricas, notadamente a altitude, a latitude, a 
vegetação e a continentalidade. 
De maneira geral, o clima maranhense apresenta os seguintes aspectos: 
- O Estado está em baixa latitude: zona tropical – raios solares perpendiculares. 
- Médias térmicas: elevadas. 
- Amplitude térmica: baixa. 
- Ação dos ventos: alísios de Nordeste – formados pela mEa e causadores de chuvas. 
- Massas de ar: mEc e mEa. 
- Chuvas mais concentradas no verão. 
- Clima quente e úmido. 
 
Classificação Climática 
 
A presença de massas quentes e úmidas (massas equatoriais continental e atlântica), a grande extensão do 
litoral e os ventos alísios de nordeste são alguns elementos que determinam uma grande umidade no Estado que é 
reduzida em direção ao sudeste, pela proximidade do sertão semiárido, apresentando, portanto, menor índice de 
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chuvas. 
Entre os domínios climáticos, o clima equatorial manifesta-se no oeste e noroeste, onde se caracteriza pelas 
maiores médias, em torno de 27 ºC, menores amplitudes térmicas, não chegando a 2 ºC e o maior índice pluviométrico, 
que chega a ser superior a 2.000mm, com até nove meses de chuva. 
Ocupando a maior faixa no Estado, que se estende no litoral, nordeste, centro e sudeste está o clima tropical 
úmido com temperatura em torno de 24 ºC, também com baixa amplitude térmica e índice de chuvas que varia em 
torno de 1.700mm distribuída principalmente de dezembro a junho. Esse índice diminui, gradativamente do litoral 
para o interior, nesse mesmo período. 
No extremo sul e sudeste, encontra-se uma ramificação do clima tropical semiúmido, quente, com chuvas nos 5 
primeiros meses do ano, ultrapassando a 1.200mm anuais. 
No clima maranhense, a variação térmica é insignificante, no entanto, a distribuição das chuvas é bem notada. 
As cidades maranhenses do interior apresentam maior variação térmica por influência da continentalidade e da 
altitude associadaà latitude. No Maranhão, é comum destacar-se o clima tropical, predominante no estado. 
 
Tipos Climáticos no Maranhão 
 
Os tipos de clima são influenciados pela pressão atmosférica, correntes marítimas, circulação de massas de ar, 
latitude, altitude, precipitação pluviométrica e incidência solar – a quantidade de luz que incide sobre a superfície 
terrestre. O Maranhão possui três tipos climáticos principais: 
 
Clima Equatorial 
 
 
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- Localização: oeste e noroeste do Maranhão (Amazônia). 
- Pluviosidade média anual: superior a 2000 mm/ano; chuvas no verão, outono e inverno. 
- Temperatura média anual: 26° a 27°C. 
- Massas de ar que mais atua: mEc. 
 
 
 
Clima Tropical Úmido 
 
 
 
- Localização: litoral, baixada, nordeste do Estado e trechos dos vales dos rios Mearim, Pindaré, Munim, Itape-
curu. 
0 ºC
5 ºC
10 ºC
15 ºC
20 ºC
25 ºC
30 ºC
35 ºC
0
50
100
150
200
250
300
350
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
CHUVAS
TEMP.
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- Pluviosidade média anual: 1600/1800 mm/ano; sofre grande ação da maritimidade; chuvas no verão e outono. 
- Temperatura média anual: superior a 24°C. 
- Massas de ar que mais atua: mEa. 
 
 
 
Clima Tropical Semiúmido 
 
 
 
- Localização: centro-sul do Estado. 
- Pluviosidade média anual: 1200/1300 mm/ano; chuvas de verão. 
- Temperatura média anual: 25° a 27°C. 
- Massas de ar que mais atua: mEc. 
0 ºC
5 ºC
10 ºC
15 ºC
20 ºC
25 ºC
30 ºC
0
50
100
150
200
250
300
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
CHUVAS
TEMP.
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Classificação Climática de Thornthwaite 
 
A classificação climática de Thornthwaite (1948) para o Maranhão identifica quatro tipos climáticos, tipos que 
variam desde o clima subúmido seco, que predomina no Sudeste, até o úmido no extremo Noroeste. 
Os tipos climáticos, de acordo com Thornthwaite, 1948, predominantes no Maranhão são: 
- Clima úmido tipo (B2), com pequena ou nenhuma deficiência de água, megatérmico, ou seja, temperatura 
média mensal sempre superior a 18°C, sendo que a soma da evapotranspiração potencial nos três meses 
mais quentes do ano é inferior a 48% em relação à evapotranspiração potencial anual 
- Clima úmido tipo (B1), com moderada deficiência de água no inverno, entre os meses de junho a setembro, 
megatérmico, ou seja, temperatura média mensal sempre superior a 18° C, sendo que a soma da evapotrans-
piração potencial nos três meses mais quentes do ano é inferior a 48% em relação à evapotranspiração 
potencial anual 
- Clima sub-úmido do tipo (C2), com moderada deficiência de água no inverno, entre os meses de junho a 
setembro, megatérmico, ou seja, temperatura média mensal sempre superior a 18° C, sendo que a soma da 
evapotranspiração potencial nos três meses mais quentes do ano é inferior a 48% em relação à evapotrans-
piração potencial anual 
- Clima sub-úmido seco do tipo (C1), com pouco ou nenhum excesso de água, megatérmico, ou seja, tempera-
tura média mensal sempre superior a 18° C, sendo que a soma da evapotranspiração potencial nos três meses 
mais quentes do ano é inferior a 48% em relação à evapotranspiração potencial anua. 
 
0 ºC
5 ºC
10 ºC
15 ºC
20 ºC
25 ºC
30 ºC
0
50
100
150
200
250
300
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
DFGDFG
TEMP
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2.5 VEGETAÇÃO MARANHENSE 
 
A cobertura vegetal se encontra distribuída pela superfície terrestre, formando uma proteção natural do solo. 
Este revestimento se apresenta de forma contínua em algumas regiões e descontínua em outros. A diferença exis-
tente entre os tipos formações vegetais reflete as características dos elementos naturais que compõem a paisagem 
natural. Entre os elementos, o clima é o que mais influencia na caracterização nos diversos tipos de cobertura ve-
getal. As influências climáticas sobre a vegetação se manifestam através dos elementos do clima: temperatura e 
umidade. Por esse motivo, as grandes paisagens vegetais estão correlacionadas com os tipos climáticos. 
O Maranhão apresenta uma diversidade de cobertura vegetal, típicas das condições de transição do Meio norte 
do Nordeste brasileiro. Em função do caráter transacional, os tipos de vegetação vão refletir as características das 
condições atmosféricas, (variações de temperatura e umidade), das características do solo e do baixo relevo. 
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Tipos de vegetação do Maranhão e localidades de coleta: (1) Açailândia; (2) Alto Parnaíba; (3) Araguanã; (4) Caro-
lina; (5) Caxias; (6) Codó; (7) Mirador; (8) Pastos Bons; (9) Paço do Lumiar; (10) Santa Inês; (11) São Bento; (12) São João 
do Sóter; (13) São Pedro da Água Branca; (14) Vila Nova dos Martírios 
 
Principais Tipos de Coberturas Vegetais 
 
Floresta Amazônica 
 
Está localizada no noroeste e oeste do território maranhense, cobrindo um pouco mais de 35% do território. É 
uma vegetação Ombrófila densa e aberta que reflete a transacionalidade do território. Possui uma grande heteroge-
neidade de espécies de vegetais, é Latifoliada, higrófila e megatérmica. Desde a década de 1960, sofre antropização 
com implantação das atividades da agropecuária, madeireira e mineração, ampliado o desmatamento na Amazônia 
Legal, na porção Maranhense. 
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- Muito devastada em função de atividades econômicas: extrativismo vegetal, mineral, implantação de pro-
gramas industriais (ex.: P.G.C. – Programa Grande Carajás), construção de rodovias, ferrovias etc. 
- No município de Açailândia ocorre grande devastação, devido a extração de madeira e a produção de carvão 
vegetal, utilizado no polo siderúrgico de ferro-gusa. 
- Área de expansão da fronteira agrícola do Maranhão. 
- Aproveitamento econômico do espaço: extrativismo e agropecuária. 
 
Cerrado Maranhense 
 
Cobre as áreas do Centro-sul, algumas “manchas” nas porções Leste e Nordeste do território. É a vegetação 
predominante no Maranhão e está adaptada ao clima tropical com dois períodos bem definidos: chuvoso e úmido 
bem definidos. Apresenta uma formação arbustiva com um elevado grau de endemismo, em solos do tipo latossolos 
amarelo (Predominante) e desde a década de 1980, sofre com o avanço – na confluência com os Estados do Piauí, 
Tocantins e Bahia – da sojicultura mecanizada com destaque para os municípios de Balsas, Fortaleza dos Nogueiras, 
Alto do Parnaíba e São Raimundo das Mangabeiras. 
- Seu solo é ácido, porém facilmente corrigido com o método da calagem: adição do calcário ao solo para 
perda da acidez. 
- Vem sendo muito devastado em função da expansão da fronteira agrícola. 
- Predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa adaptada ao clima tro-
pical típico, com chuvas abundantesno verão e inverno bastante seco. 
- Espaços ocupados para o plantio de arroz, milho e soja (mercado externo). 
- Ocupação do espaço: tradicionalmente - pecuária extensiva; modernamente - agricultura. 
 
Matas de Cocais, de Transição ou das Palmáceas 
 
É a vegetação característica do Maranhão. Possui uma maior concentração nos vales médios dos rios Mearim, 
Grajaú, Itapecuru e Munim. É uma vegetação Secundária mista com a marcante presença da palmeira de Babaçu. É 
típica da faixa de transição entre a Floresta Amazônica, a Oeste; o Cerrado ao Sul e a Caatinga do sertão, a leste. 
- Localização: principalmente no Meio-Norte ou Nordeste Ocidental (Maranhão–Piauí). 
- Comportamento sazonal das folhas: perenes; 
- Temperatura: megatérmica; 
- Umidade: babaçu – mais higrófilo; carnaúba – mais xerófilo; 
- Diversidade vegetal: homogênea; 
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- Densidade vegetal: aberta; 
- É uma mata de transição, pois está localizada entre a Floresta Amazônica (Oeste), cerrado (Sul) e caatinga 
(Leste). Destaca-se no extrativismo vegetal: óleo (babaçu) e cera (carnaúba). 
- Os babaçuais no Maranhão vêm avançando bastante para os vales do Mearim e Pindaré, devido à ação an-
trópica (desmatamento). 
 
Vegetação Litorânea 
 
Encontramos a formação de mangue ao longo do litoral ocidental maranhense (entre a foz do rio Gurupi e do rio 
Periá), as formações de Dunas e Restingas no litoral Oriental, (entre a foz do rio Periá e a foz delta do rio Parnaíba). 
A vegetação de Mangue é arbustiva e está adaptada ao solo lodoso, halófito, muito orgânico e pobre em oxigênio, de 
rica biodiversidade. É considerada por muitos a “Maternidade” da vida marinha. 
Entre a vegetação litorânea do Maranhão, principalmente mangue, para as outras vegetações, podemos encon-
trar área de apicum: vegetação secundária que surge em substituição ao mangue, quando o mesmo perde o contato 
com as marés. 
Mangues: 
- Localização: em áreas de ambiente flúvio-marinho com clima quente. No Brasil vai do litoral do Amapá até o 
de Santa Catarina; 
- Umidade: higrófila; 
- Ambiente salino: halófila; 
- Raízes escoras e pneumatóforas (raízes aéreas – respiratórias); 
- Ambiente com deficiência de oxigênio; 
- Processo de exudação: transpira sal pelas folhas. Berçário marinho: onde a vida começa para algumas es-
pécies, sendo uma espécie de criatório de camarões, caranguejos etc. 
Vegetação das praias, dunas ou restingas: 
- Localização: em áreas litorâneas com ambiente arenoso; 
- formações arbustivas e herbáceas; 
- Ambiente salino: halófilos; 
- Ambiente arenoso: psamófilo; 
- É uma vegetação mais pobre quando está mais perto do mar (solos mais salino), sendo que à medida que nos 
afastamos das praias ela vai ficando mais rica (nas dunas – solos menos salinos). 
 
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Campos Inundáveis 
 
Localiza-se próximo ao Golfão Maranhense, de formação herbácea, que no período chuvoso é alagado pelo au-
mento do volume dos rios que formam a Bacia do Golfão, nos seus baixos cursos. 
- Ocorrem principalmente da Baixada. 
- Formações herbáceas: constituídos por gramíneas. 
- Forma de ocupação do espaço: pecuária extensiva. 
- Os campos da Baixada têm 2 aspectos: campos inundáveis (mais baixos - búfalos) e campos de tesos (mais 
altos). 
 
Carrasco 
 
É uma vegetação de transição entre o Cerrado e a Caatinga, encontrada em espaços descontínuos na porção 
leste do maranhão, na fronteira com o Estado do Piauí 
 
Unidades de Conservação 
 
O estado do Maranhão é composto por 26 unidades de conservação, sendo 14 sob jurisdição estadual e 12 sob 
jurisdição federal, divididas em dois grupos (Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000): 
 
Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável: 
- Reservas Biológicas (REBIO), 
- Parques Estaduais (PES), 
- Parques Nacionais (PARNA), 
- Estações Ecológicas (ESEC) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). 
 
Unidades de Uso Sustentável: 
- Reservas Extrativistas (RESEX), 
- Florestas Estaduais (FLORSU), 
- Florestas Nacionais (FLONA), 
- Áreas de Proteção Ambiental (APA). 
 
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Unidades de conservação estadual no Maranhão 
 
 
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Áreas de Proteção Ambiental (APA) e Parques Nacionais 
 
O objetivo das áreas de proteção ambiental é racionalizar a intervenção humana no meio ambiente, utilizando 
seus recursos naturais de forma conservacionista, numa concepção de desenvolvimento sustentável. Porém, esse 
objetivo não vem sendo alcançado, em virtude de descaso da população, do governo e dos órgãos responsáveis em 
executá-lo. 
Temos, no Maranhão, as seguintes áreas de proteção ambiental: 
1. Reserva Biológica do Gurupi: noroeste do Maranhão - presença da Floresta Amazônica; degradação: extrati-
vismo vegetal; reserva ambiental federal. 
2. Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: litoral oriental - conjunto de dunas; degradação: turismo; reserva 
ambiental federal. 
3. Parque Ecológico da Lagoa da Jansen: em São Luís - laguna de origem antrópica formada pelo represamento 
de igarapés Ana Jansen e Jaracati. A ligação com o mar se dá por meio de canais de drenagem. Nas margens 
apresenta faixas de mangues de largura variável, solo variável ao longo da costa, sendo argiloso e arenoso; 
degradação: eutrofização cultural, aterros em mangues e esgotos domésticos dos bairros no seu entorno. 
4. Parque Estadual do Bacanga: em São Luís - resíduo da Floresta Amazônica na Ilha do Maranhão; seus manan-
ciais aumentam a represa do Batatã; presença de mangues e matas galerias; degradação: processo de ocu-
pação desordenada e invasões. 
5. Parque Estadual do Mirador: centro-sul do Estado – presença do cerrado - presença da nascente do Itapecuru 
(Sistema Italuís); degradação: agricultura da soja. 
6. Parque Estadual do Parcel de Manuel Luís: a 50 milhas do litoral de Cururupu, litoral ocidental - maior banco 
de corais da América do Sul; degradação: turismo para prática de mergulho. 
7. Baixada Maranhense: formações lacustres e campos; degradação: criação solta de búfalos. 
8. APA da Foz do Preguiças (litoral oriental): dunas, mangues e estuário; degradação: turismo. 
9. APA das Reentrâncias Maranhenses: litoral ocidental; de Alcântara até Carutapera; baía, mangues, estuário e 
ilhas; degradação: pesca predatória e desmatamento dos mangues. 
10. APA do Maracanã: no sudoeste da ilha de São Luís; matas galerias, mananciais e igarapés; degradação: Dis-
trito Industrial Itaqui-Bacanga. 
11. Parque Nacional das Chapadas das Mesas: foi criado em 18 de julho/2005. Área rica em cachoeiras, com 
grande potencial turístico, entre os municípios de Estreito e Riachão, com destaque para Carolina. É um ber-
çário de várias espécies de fauna e flora. Degradação: turismo e projetos de hidrelétricas (represas). Reserva 
ambiental federal. 
12. A.P.A. do Delta do Parnaíba: divisa Maranhão-Piauí. Dunas, Mangues, Ilhas e Delta. Degradação ambiental: 
Turismo. 
 
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Os Parquesnacionais do Maranhão são: 
1. Parque Nacional da Chapada das Mesas 
2. Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses 
3. Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba 
 
Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba 
 
- A vegetação do parque é complexa e diversificada, pertencendo ao bioma Cerrado; 
- Destaque no relevo para a Chapada das Mangabeiras; 
- O clima da região é do tipo Tropical semiúmido, tendo duas estações bem definidas: período seco (entre maio 
e novembro) e o outro chuvoso (entre dezembro e abril). De agosto a outubro, ocorre o período mais crítico 
em relação à seca e aos focos de incêndios; 
- Na hidrografia destaque para Rio Parnaíba (que funciona como divisor entre o Piauí e o Maranhão). 
- Por se tratar de região de expansão da fronteira agrícola, ocorre forte pressão ambiental sobre o parque, em 
razão das da produção de soja do MATOPIBA ou MAPITOBA (MA-TO-PI-BA). 
 
Parque Nacional da Chapadas das Mesas 
 
- A vegetação é dominantemente de cerrado; 
- Relevo de planalto, com destaque para a chapada do mesmo nome; 
- Clima tropical semiúmido; 
- Na hidrografia: destaca-se o Rio Tocantins e afluentes, que foram cachoeiras e balneários de potencial tu-
rístico. 
- Ocorre forte pressão para novos desmatamentos impulsionados por carvoarias e abertura de novas frentes 
para a agropecuária. 
 
Parque nacional dos Lençóis Maranhense 
 
- Vegetação de mangues e arbustiva/herbácea em praias, dunas e restingas; 
- Relevo de planície litorânea, com as costas de dunas. Entre as duas inúmeras lagoas. 
- Clima tropical úmido; 
- Destaque para o Rio Preguiças; 
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- A região tem grande potencial turístico, que deve ser trabalhado de forma sustentável para evitar problemas 
ambientais – que já são percebidos. 
 
2.6 HIDROGRAFIA MARANHENSE 
 
Cerca de 97% das águas do planeta pertencem a oceanos, mares e lagos de água salgada e a maior parte da 
água doce estão nas calotas polares, inacessíveis ainda para os seres humanos. Existe apenas 1% de água doce para 
a vida nos continentes e ilhas. O Brasil é um país rico em recursos hídricos doce. Há grandes e pequenas bacias 
hidrográficas além de reservas de água subterrânea. É histórica a contaminação pelo esgotamento sanitário, eflu-
entes industriais e de resíduo de agrotóxico pela sociedade. 
Em função desta situação, em 1997, após um amplo debate, foi promulgada a Lei nº 9.433/97, preconizando a 
água como sendo um bem público e um recurso natural dotado de valor econômico é prioritário para o consumo 
humano. Para ser viabilizada, a bacia hidrográfica é definida como unidade territorial privilegiada a fim de programar 
uma política nacional de recursos hídricos. 
Neste sentido conhecer as características da bacia hidrográfica do Nordeste Ocidental, formada principalmente 
pelos rios genuinamente maranhenses é essencial para aproveitamento de seu potencial e de preservação para 
gerações futuras. 
O Maranhão é um “Nordeste diferente”. É o Estado Nordestino que menos se identifica com a característica maior 
dessa região: a deficiência de recursos hídricos. É um Estado que apresenta uma invejável rede hidrográfica, com-
posta de bacias de rios perenes e predominantemente exorréicos. O Estado quase-Ilha, possui uma enorme rede 
hidrográfica, diferenciando- se das características gerais da Região Nordeste. Estudos indicam que 74% das sedes 
municipais são abastecidas exclusivamente por mananciais subterrâneos (poços). 
De acordo com a ANA – Agencia Nacional de Águas, as águas maranhenses superficiais abastecem 21% dos mu-
nicípios e os 5% restantes são abasteci- dos tantos por mananciais superficiais como subterrâneos. 
As principais vertentes hidrográficas estão nas porções territoriais do centro-sul do Maranhão: A Chapada das 
Mangabeiras, a Chapada do Azeitão, as Serras das Crueira, Cinta, Gado Bravo, Serra do Gurupi e Serra do Tiracambu 
entre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: https://www.nugeo.uema.br/?p=11084 
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Principais Bacias Hidrográficas do Maranhão 
 
Bacias limítrofes 
 
• Rio Parnaíba 
 
Nasce na Serra da Tabatinga, ramificação natural da Chapada das Mangabeiras, a partir da junção dos igarapés 
Boi Pintado, Surubim e Águas Quentes, desaguando, sob a forma de delta (com vários canais), na Baía das Canárias, 
após separar em toda a sua extensão, por mais de 1.700 km, o Maranhão e o Piauí. 
 
 
Ponte Estaiada sobre o Rio Parnaíba em Teresina-PI 
 
O Parnaíba é o principal rio do Meio Norte, considerado fonte vital para grande parte da população maranhense 
e piauiense. Do ponto de vista econômico, a particularidade consiste no fornecimento de energia elétrica a partir da 
hidrelétrica de Boa Esperança (Presidente Castelo Branco). 
O Delta do Parnaíba, considerado um dos maiores do mundo, formado em pleno mar, possui aproximadamente 
70 ilhas, com destaque para Canárias e Ilha Grande. Está relacionado a 7 municípios: Araioses, Água Doce do Mara-
nhão, Paulino Neves, Santana do Maranhão e Tutoia, além de Parnaíba e Luís Correa, no Piauí. 
 
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Delta do Parnaíba 
 
A bacia do Parnaíba ainda apresenta os afluentes que deságuam no rio principal: pela margem direita (lado pi-
auiense), rios Urucu-Vermelho, Urucu-Preto, Gurguéia, Itaueiras, Piauí, Poti (que banha a capital Teresina); pela mar-
gem esquerda (lado maranhense), rios Parnaibinha, Medonho, Babilônia, Limpeza, Balsas e Bacuri. 
Em toda a sua trajetória, o Rio Parnaíba é o que mais banha cidades maranhenses. Da nascente para a foz, temos: 
Alto Parnaíba (na outra margem, Santa Filomena), Tasso Fragoso, Benedito Leite, Nova Iorque, Barão de Grajaú (na 
outra margem, Floriano), São Francisco do Maranhão (na outra margem, Amarante), Parnarama, Timom (na outra 
margem, Teresina), Coelho Neto, Duque Bacelar, Santa Quitéria do Maranhão, Milagres do Maranhão, Magalhães de 
Almeida, Araioses e Água Doce do Maranhão. 
 
• Rio Tocantins 
 
Nasce na Serra Dourada, no estado de Goiás, e deságua na Baía de Marajó, no golfão Amazônico, com o nome de 
Rio Pará, após um curso de 2.500 quilômetros, dos quais 400 estão em terras maranhenses. A bacia do rio Tocantins 
ocupa 9,5% do território nacional. Durante décadas, foi inclusa na bacia amazônica por causa da proximidade da foz 
de ambos os rios (Amazonas e Tocantins) e também pelo fato de atravessar a floresta Amazônica. Há algum tempo, 
ela passou a ser considerada uma bacia independente, sendo a maior localizada totalmente no território nacional. 
O Tocantins tem um afluente principal, o Ara- guaia, tão importante do ponto de vista do volume de água e de 
extensão que muitos preferem chamar essa bacia de Tocantins-Araguaia. Nesse rio foram instala- das algumas hi-
drelétricas, notadamente a de Tucuruí, a maior da região Amazônica. 
 
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Seus afluentes, na margem direita (lado maranhense), são os rios Manuel Alves Grande, que separa uma parte do 
Maranhão e do Tocantins,Sereno, Farinha, Lajeado e Itapecuru; na margem esquerda, está justamente o Araguaia, 
onde fica localizada a Ilha do Bananal, a mais extensa ilha fluvial do mundo. 
 
Hidrelétrica de Estreito - Desastre ambiental 
 
No fim da década de 1990, a Eletrobrás sinalizava a construção de uma hidrelétrica no sul do Maranhão 
como empreendimento de geração de energia elétrica necessário para atender ao aumento da demanda nacional. 
Em janeiro de 2001, a Eletronorte e a Themag realizaram estudo de revisão das características técnicas da 
região de Estreito, definindo localização (rio Tocantins), quedas e arranjos gerais do empreendimento, que, 
anos mais tarde, provocaria grandes problemas ambientais. 
Em julho de 2002, quatro empresas venceram o leilão promovido pela ANEEL (Agência Nacional de Energia 
Elétrica) para a implantação da nova usina. O Consórcio Estreito Energia – CESTE – era formado pelas em-
presas GDF Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. O projeto empregaria capital nacional e internacional na 
construção da hidrelétrica, com o aval do governo brasileiro. 
Várias cidades seriam diretamente envolvidas pela construção da usina: Estreito e Carolina, no estado do 
Maranhão; e Aguiarnópolis, Babaçulândia, Barra do Ouro, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Itapiratins, Pal-
meirante, Palmeiras do Tocantins e Tupiratins, no estado do Tocantins. 
As obras da instalação da hidrelétrica de Estreito foram iniciadas em junho de 2007. Em novembro de 2010, 
o IBAMA emitiu a Licença de operação, autorizando o início do enchimento do reservatório da usina. 
O então Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, acionou o fechamento da primeira comporta do 
vertedouro, simbolizando o início do enchimento do reservatório. Dali a alguns anos, com a operacionalização 
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da hidrelétrica, ocorreria um grande desastre ambiental entre os estados do Maranhão e do Tocantins. 
 
 
Na época desta foto, 85% do cronograma físico da hidrelétrica estavam concluídos 
 
No mês de outubro de 2012 foi inaugurada a hidrelétrica de Estreito. A Presidente da República, Dilma 
Rousseff, acionou simbolicamente a oitava unidade geradora. Assim, a hidrelétrica maranhense passaria a ofe-
recer ao Brasil, em sua capacidade total de 1.087 MW (megawatts), energia renovável, inundando uma área 
infinitamente maior do que aquela que os técnicos afirmavam que ficaria sob as águas do rio Tocantins. 
Segundo o Consórcio Estreito de Energia, a área inundada pela hidrelétrica é de 400 km². O Consórcio não 
explica, porém, porque uma área imensa de floresta foi coberta pela lâmina fluvial, dezenas de praias desapa-
receram e centenas de famílias foram obrigadas a deixar suas casas por causa do avanço das águas, após rece-
berem a indenização devida. 
 
Trituradora de peixes 
 
Cerca de 60 toneladas de peixes morreram durante a fase de testes da usina hidrelétrica de Estreito. Segundo 
o presidente da Associação dos Pesc dores de Estreito e coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragem 
(MAB) na região, Luis Abreu de Moura, a mortandade dos peixes é criminosa. 
“É a primeira vez que isso acontece em barragens. Poderia ter sido evitado, pois existe um buraco aonde 
vão às turbinas da casa de força, para haver o acúmulo de água suficiente. E na tentativa de fazer a piracema, 
os peixes estavam amontoados na parte funda desse buraco, quando começou a rodar e as turbinas trituraram 
os peixes”. Portanto, “era necessária uma tela de proteção para que os peixes não se concentrassem lá!”, afir-
mou Luis Abreu. 
Segundo ele, foi necessário abrir três valas de quatro metros de fundura, dois metros de largura e 100 metros 
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de comprimento para soterrar os peixes mortos. “Isso sendo removido na calada da noite para ninguém ver!”, 
revelou Moura. 
 
 
Mortandade de peixes – Rio Tocantins – www.justicanostrilhos.org 
 
Ilha dos Botes 
 
Um rápido passeio de barco pelo rio Tocantins, próximo à cidade de Carolina, revela um cenário de tristeza 
e desolação, com centenas de árvores morrendo afogadas, sem esboçar qualquer reação diante do avanço ine-
xorável das águas. 
 
 
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A Ilha dos Botes, localizada a cinco quilômetros de Carolina e banhada pelas águas do rio Tocantins, pre-
servava uma exuberante mata virgem, formada por babaçuais nativos e coqueiros. E guardava, na época de 
veraneio, belas praias de águas límpidas, margeadas por pequenas dunas nos seus sete quilômetros de extensão. 
Depois da construção da hidrelétrica de Estreito, tudo mudou. As águas avançaram sobre a ilha, cobriram 
toda a linha de praia e afogaram milhares de árvores. 
As águas do Tocantins avançaram sobre o estiranço (linha de areia), afogando as praias. Milhares de árvo-
res afogadas pelo rio agora compõe o triste quadro da região que um dia foi paradisíaca. 
 
• Rio Gurupi 
 
Nasce na Serra do Gurupi e deságua na Baía do Gurupi, separando em toda a sua extensão o Maranhão e o Pará. 
Seu curso banha a floresta do noroeste maranhense, sendo muito importante na extração do ouro sob a forma rudi-
mentar de garimpagem, com muitos prejuízos ao leito fluvial, sobretudo quando da utilização do mercúrio para se-
parar o ouro do cascalho. 
 
 
Aspecto do Rio Gurupi, bacia limítrofe entre Maranhão e Pará 
 
Banha Boa Vista do Gurupi, Centro Novo do Maranhão e Amapá do Maranhão. Um dos seus afluentes, o Rio Itinga, 
separa uma parte do Maranhão com o Pará e banha a cidade do mesmo nome. 
 
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Bacias Maranhenses Principais (Golfão Maranhense) 
 
• Rio Mearim 
 
Nasce nas proximidades da Serra Negra e deságua na Baía de São Marcos, no Golfão Maranhense, formando com 
o Pindaré o maior estuário (quando o rio deságua num grande canal) do estado, onde o- corre o fenômeno da poro-
roca, que é o encontro intenso da água do rio com o mar, formando grandes ondas no leito fluvial. 
 
 
Rio Mearim sob ponta Itapoã, em Arari – MA 
 
Seus afluentes, pela margem direita, são: Rio Corda ou Capim (Barra do Corda) e o Rio Flores. Na margem es-
querda, o Rio Grajaú (que banha Grajaú, Itaipava do Grajaú e Formosa da Serra Negra). 
Durante o seu curso, o Mearim banha as cidades de Barra do Corda, Esperantinópolis, Pedreiras, São Luís Gon-
zaga, Bacabal, Vitória do Mearim, Arari, Trizidela do Vale e São Raimundo do Doca Bezerra. 
 
• Rio Pindaré 
 
Nasce na Serra da Cinta e deságua junto do Mearim, na Baía de São Marcos, após banhar as cidades de Pindaré 
Mirim, Monção, Tufilândia, Alto Alegre do Pindaré e passar próximo a Santa Inês. Seus afluentes, pela margem direita, 
são: rios Zutiuia e Buriticupu; e, pela margem esquerda, o Rio Caru. 
 
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Paisagem do vale do Rio Pindaré em Alto Alegre do Pindaré e Bom Jardim 
 
• Rio Itapecuru 
 
Nasce na Serra do Itapecuru e deságua na Baía de São José, no Golfão Maranhense, após um curso superior a 
1.600 km, sendo o mais extenso e mais navegável riomaranhense. 
 
 
Rio Itapecuru no município de Timbiras 
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Seus afluentes, pela margem direita, são: rios Corrente, Itapecuruzinho e Pirapemas; e, pela margem esquerda, 
os rios Alpercatas, Codozinho e Peritoró. Banhas as seguintes cidades: Mirador, Colinas, Caxias, Codó, Timbiras, Co-
roatá, Pirapemas, Cantanhede, Itapecuru-Mirim e Rosário. 
O Itapecuru é um dos rios mais assoreados do estado. Assoreamento é o entupimento de um rio mediante a 
destruição de suas matas ciliares – tal destruição pode ocorrer pela especulação madeireira ou pelo avanço da ci-
dade em direção ao rio, destruindo a vegetação de suas margens. 
 
Outros Rios Maranhenses 
 
- Rio Munim: Nasce no município de Aldeias Altas e deságua na Baía de São José, no Golfão Maranhense, após 
banhar as cidades de Nina Rodrigues, Presidente Juscelino, Morros, Morros, Axixá, Cachoeira Grande e Icatu, 
na sua foz. Seus afluentes mais importantes são, na margem direita, o Rio Preto (São Benedito do Rio Preto); 
e, na margem esquerda, o Rio Iguará, que banha Nina Rodrigues. 
- Rio Periá: É o limite oeste dos Lençóis Maranhenses, uma das regiões mais belas do nosso litoral, banhando 
Humberto de Campos e Primeira Cruz. 
- Rio Pericumã: Está diretamente relacionado à Baixada Maranhense. Banha a cidade de Pinheiro e deságua 
na Baía de Cumã, no litoral ocidental, onde está o município de Guimarães. 
- Rio Cururupu: Banha a cidade de Cururupu, situada no litoral ocidental maranhense, e deságua na Baía do 
Cabelo da Velha. 
- Rio Turiaçu: Nasce na Serra da Desordem e deságua na Baía de Turiaçu, junto à cidade do mesmo nome. 
Banha os municípios de Santa Helena e Turilândia. Na sua foz, a exemplo do que acontece com o Mearim, 
ocorre o fenômeno da pororoca. 
- Rio Maracaçumé: Nasce na Serra do Tiracambu e desemboca na Baía do Curará ou Maracaçumé, após banhar 
os municípios de Cândido Mendes e Maracaçumé. 
- Rio Preguiças: É o limite leste dos Lençóis Maranhenses. Abraça a calorosa cidade de Barreirinhas. Suas 
águas escuras são um atrativo para o turismo dessa região do litoral oriental maranhense. 
A hidrografia do Maranhão é complementada por uma grande quantidade de lagos, geralmente de origem fluvial. 
Localizam-se, principalmente, na Baixada Maranhense, onde têm grande importância, pois além de reservatório de 
água, no período da estiagem, são também grande fonte de alimento pela alta piscosidade. 
Os lagos da Baixada são: Lago Acará (Monção), Lago-Açu (Conceição do Lago-Açu), que se destaca na produção 
de pescado; lagos de Apuí, Aquari, Aquiri, Cajari ou Cajarana e Viana (Viana); Lago de Apuí (Cajari); Lagos de Canfun-
doca, Faveiro, Laguinho, Grande e Bujiritiva (Pinheiro); Formoso e Ilha de Formosa (Penalva); Lago Itaus (Matinha); 
Lago Tarupau (Pindaré-Mirim) e Laguinho e Lago da Morte (Ara- ri). 
 
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Aspecto do Rio Preguiças, em Barreirinhas 
 
2.7 LITORAL MARANHENSE 
 
O litoral do Estado do Maranhão possui extensão aproximada de 640 km, estendendo-se no sentido oeste-leste 
da foz do rio Gurupi, no extremo oeste maranhense, na divisa com o Pará, até o delta do rio Parnaíba, no extremo 
leste, na divisa com o Piauí. É o segundo mais extenso do Brasil, superado apenas pelo Estado da Bahia. 
A faixa litorânea do Maranhão possui características geoambientais diferenciadas que justificam sua divisão em 
Litoral Ocidental, da foz do rio Gurupi até a foz do rio Periá e Litoral Oriental, da foz do rio Paruá até a foz do rio 
Parnaíba. 
Divisão: 
- Litoral ocidental 
- Golfão Maranhense 
- Litoral Oriental 
 
 
 
 
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DIVISÃO DO LITORAL MARANHENSE 
Segmentos Localização 
Paisagens 
dominantes 
Acidentes geográficos Foz dos rios Subdivisão Potencialidades 
Litoral 
Ocidental 
Entre os 
municípios 
de Caruta-
pera e Al-
cântara. 
Rias 
Mangues 
Baías 
Ilhas 
• Cabo Grupi. 
• Baías: Gurupi, 
Turiaçu, Cabelo de 
Velho, Cumã. 
• Parcel de Manuel Luís. 
• Antiulhas 
Maranhenses (ilhas). 
Gurupi, 
Mara-
caçumé, 
Turiaçu, 
Pericumã. 
(Rico em 
rios) 
• Parte continen-
tal: rias e man-
gues. 
• Parte insular: 
ilhas. 
 
• Pesca 
(destaque). 
• Turismo. 
• Sal marinho 
• Energia sol-
eólica 
Golfão 
Maranhense 
Entre os 
municípios 
de Alcântara 
e Icatu 
Rias 
Mangues 
• Baías: São Marcos, 
São José e Arraial. 
• Ilha do Maranhão. 
• Canal do Boqueirão. 
• Estreito: dos 
Mosquitos. 
Itapecuru 
Mearim 
Munim 
Pindaré 
(rico em 
rios) 
⎯ 
• Pesca. 
• Turismo. 
• Atividade 
portuária 
(destaque). 
• Energia 
.maremotriz 
• Energia solar-
eólica 
• Sal marinho. 
Litoral 
Oriental 
Entre os 
municípios 
de Icatu e 
Araioses 
Dunas 
• Parque Nacional dos 
Lençóis Maranhenses. 
• Baías: Tutóia e 
Canárias. 
• Delta do Parnaíba. 
• Arquipélago das 
Canárias. 
Periá 
Preguiças 
Parnaíba 
(pobre em 
rios) 
• Parte das 
reentrâncias: 
entre Icatu e 
Primeira Cruz. 
• Parte 
mais retilínea: 
entre Primeira 
Cruz e Araioses. 
• Pesca 
• Turismo 
(destaque) 
• Sal marinho 
• Petróleo e gás 
natural 
• Energia solar-
eólica 
 
A ilha de Upaon-Açu, ilha maranhense, está situada no norte do estado, no Golfão maranhense e se encontra 
entre a Baia de São marcos, a oeste; a Baia de São José, a leste e pelo Estreito dos Mosquitos ao Sul, separando a 
ilha da porção continental. Possui uma hidrografia formada por rios de pequena extensão. A bacia hidrográfica de 
São Luis pelos rios Anil, Bacanga, Tibiri, Itaqui, Paciência, Maracanã, Calhau, Pimenta, Coqueiro, Guarapiranga, Geni-
parana, Estiva, Santo Antonio, Inhaúma e Cachorros. 
 
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- “Antilhas Maranhenses": conjunto de ilhas pertencente aos municípios de Carutapera e Cururupu, que tem na 
pesca a sua principal atividade. 
- Parque Estadual do Parcel de Manuel Luís: localizado a algumas milhas do município de Cururupu (litoral 
ocidental) - corresponde ao maior banco de corais da América do Sul, sendo muito perigoso para as 
embarcações. 
- Golfão Maranhense: maior reentrância do litoral do Estado, correspondendo a um grande coletor de águas 
das bacias do Mearim, Pindaré, Itapecuru e Munim. 
- Ilha do Maranhão: principal acidente geográfico do Golfão Maranhense. Tem como limites: (N) praias; (E) Baía 
de São José; (S) Estreito dos Mosquitos; (W) Baía de São Marcos. 
- Canal do Boqueirão: localizado na Baía de São marcos, entre a Ilha do Medo e a Ponta do Bonfim (Ilha do 
Maranhão); local perigoso para embarcações de pequeno porte. 
- Estreito dos Mosquitos: separa a ilha do continente, interligando as baías de São Marcos e São José. 
- Baía de São Marcos: importante região portuária localizada a oeste da Ilha do Maranhão: já funciona como 
um dos principais corredores de exportação do Brasil. 
- Baía de São José: a leste da ilha do Maranhão, onde encontramos a ilha de Curupu (família Sarney). No seu 
interior encontra-se a baía do Arraial. 
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- Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: conjunto de dunas localizado no litoral orientaldo Estado. Não 
deve ser considerado um deserto clássico, pois tem um alto índice pluviométrico e pequena amplitude 
térmica diária. Está entre os municípios de Santo Amaro e Barreirinhas. 
- Delta do Parnaíba: entre o Maranhão e o Piauí. É o único da América localizado em pleno mar. São municípios 
da região do delta: Tutóia (MA), Araioses (MA), Luís Correia e Parnaíba (PI). É o delta das Américas. 
 
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