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SIMULADO SEMESTRAL DÉIA 8 e 9 anos

Atividade de Língua Portuguesa com dois textos: o poema Para sempre, de Carlos Drummond de Andrade, e um texto crítico sobre Batman vs Superman, seguidos por questões de interpretação e gramática em múltipla escolha.

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Questões resolvidas

Questão 11 – O texto trata, principalmente, do/a
(A) modelo de trabalho mais flexível.
(B) composição de escritórios cowrking.
(C) congresso para jovens empreendedores.
(D) capacitação de jovens empreendedores.

Questão 13 – No trecho “Naquela época, ele corria solto...”, o termo “ele” refere-se ao
(A) rio.
(B) sol.
(C) galo.
(D) vento.

Questão 15 – O termo “nossas”, na frase “O cheiro de mato verdinho adentrava em nossas narinas.”, retoma o
(A) pai e a mãe.
(B) pai e os irmãos.
(C) narrador e o pai.
(D) narrador e seus irmãos.

As crianças preferiam as bolas de farinha, porque
(A) elas dificultavam o chute rasteiro.
(B) elas se pareciam com as bolas de miolo de pão.
(C) elas corriam mais rápido do que as de borracha.
(D) com elas as crianças conseguiam melhor controle da bola.

A linguagem não verbal é representada por
(A) uma charge
(B) um signo linguístico
(C) um quadrinho
(D) um emoji

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Questões resolvidas

Questão 11 – O texto trata, principalmente, do/a
(A) modelo de trabalho mais flexível.
(B) composição de escritórios cowrking.
(C) congresso para jovens empreendedores.
(D) capacitação de jovens empreendedores.

Questão 13 – No trecho “Naquela época, ele corria solto...”, o termo “ele” refere-se ao
(A) rio.
(B) sol.
(C) galo.
(D) vento.

Questão 15 – O termo “nossas”, na frase “O cheiro de mato verdinho adentrava em nossas narinas.”, retoma o
(A) pai e a mãe.
(B) pai e os irmãos.
(C) narrador e o pai.
(D) narrador e seus irmãos.

As crianças preferiam as bolas de farinha, porque
(A) elas dificultavam o chute rasteiro.
(B) elas se pareciam com as bolas de miolo de pão.
(C) elas corriam mais rápido do que as de borracha.
(D) com elas as crianças conseguiam melhor controle da bola.

A linguagem não verbal é representada por
(A) uma charge
(B) um signo linguístico
(C) um quadrinho
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Prévia do material em texto

E. E. PROFESSORA ADRIANA CARDOSO - PEI 
LÍNGUA PORTUGUESA – PROFª ANDRÉIA 
 
Nome: ___________________________Turma:_____ 
 
Leia o texto e responda as questões 01, 02, 03 e 04. 
Para sempre 
Carlos Drummond de Andrade 
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando 
sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, 
água pura, ar puro, puro pensamento. 
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, é eternidade. 
Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, 
velho embora, será pequenino feito grão de milho. 
Disponível em: <https://opoderdaleituracom.wordpress. com/para-sempre-
carlosdrummond-de-andrade/>. Acesso em: 12 jun. 2018. 
 
Questão 01 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
No verso “tirá-la um dia”, o termo “la” foi empregado para 
substituir 
(A) mãe. 
(B) água. 
(C) graça. 
(D) chuva. 
 
Questão 02 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
O tema do texto é o/a 
(A) constatação da brevidade da vida. 
(B) mistério do amor infinito de mãe. 
(C) desejo de que mãe fosse eterna. 
(D) exaltação da proteção materna. 
 
Questão 03 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
Ao utilizar o ponto de interrogação em “Por que Deus permite/que 
as mães vão embora?”, o eu- lírico 
(A) cria uma polêmica. 
(B) espera uma resposta. 
(C) promove uma reflexão. 
(D) expressa uma desconfiança. 
 
Questão 04 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
Segundo o texto, o eu lírico criaria uma lei em favor da mãe para 
que ela não 
(A) morresse nunca. 
(B) apagasse sua luz. 
(C) perdesse a sua graça. 
(D) tivesse a pele enrugada. 
 
Leia o texto e, a seguir responda as questões 05, 06, 07 e 08. 
Batman vs Superman: A Origem da Justiça 
Um filme de arrepiar! Em todos os sentidos! 
 Ele desperta inúmeras sensações e arrasa em suas qualidades 
técnicas cinematográficas: atuação, trilha sonora, cenário, efeitos 
especiais…, mas, como de costume, apesar de poder gastar horas 
elogiando o belíssimo trabalho que foi feito nesse filme, quero 
chamar atenção para as reflexões que ele causa! 
 Gosto de analisar o que está nas entrelinhas, 
o que nem todo mundo repara, ainda mais num filme como esse, 
que nos prende e envolve nossas emoções, injetando uma 
adrenalina sem igual! E Batman vs Superman tem bastante a 
oferecer no quesito “reflexão”. 
 Em Batman vs Superman, temos duas grandes representações 
de heróis e justiça, cada um à sua maneira: o Homem Morcego e o 
Super Homem de Aço/Deus de Krypton. Ao imaginarmos essas duas 
personalidades ávidas pela justiça, não conseguimos pensar que 
sequer seriam afetadas pelos golpes baixos de “seres humanos 
normais”. Mas até os super-heróis sucumbem à mediocridade da 
humanidade. 
 O interessante é que o próprio filme nos dá a 
resposta a esse fenômeno: “as pessoas odeiam o que não 
entendem”. Por isso são capazes de regredir o seu avanço, 
enquanto sociedade, para cometer erros do passado ao invés de 
aprender com eles. E essa é uma grande questão levantada em 
Batman vs Superman. 
 Em uma das cenas, o jornalista Clark Kent critica a postura do 
editor do Planeta Diário, jornal para o qual trabalha. E, apesar de 
ser uma cena que pode parecer superficial, existe uma grande 
crítica à sociedade e não apenas aos meios de comunicação. 
 A questão levantada diz respeito ao conteúdo do jornal. A 
resposta dada é simples: temos que falar sobre o que querem ler. 
Afinal de contas, se a mídia fala sobre o que atrai o público e 
antigamente a mídia “tinha mais conteúdo do que hoje”, é sinal de 
que, além das mídias, o povo também precisa mudar seu 
comportamento e deixar de ser pacificamente alienado. 
 Como dizem, antigamente todos pareciam ter 
valores morais mais nobres do que hoje em dia. Não podemos 
perder isso! O caráter, o senso de justiça, do que é correto, do que 
é o bem! Inclusive, esse é um dos pensamentos que Batman tem 
sobre a humanidade: ainda dá tempo de corrigir nossos erros. 
 Batman vs Superman: A Origem da Justiça é um filme 
extraordinário! Em vários aspectos! Está mais que recomendado! 
Além das várias frases de efeito que citei, ele possui uma 
mensagem, tipo “moral da história”, muito tocante para a situação 
que vivemos hoje: acredite no bem, ele existe. Está em mim, em 
você, em todos nós. Precisamos ter esperança de que nós, seres 
humanos, podemos corrigir nossos erros e sermos os nossos 
próprios super-heróis! 
Disponível em: < l1nq.com/FZoWD>.Acesso em: 08 jun. 2018 (adaptado). 
 
Questão 05 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
No trecho “ao invés de aprender com eles.” (4º parágrafo), o 
termo sublinhado refere-se a 
(A) seres humanos normais. 
(B) erros do passado. 
(C) efeitos especiais. 
(D) super-heróis. 
 
Questão 06 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
De acordo com texto, o jornalista Clark Kent critica 
(A) o que atrai o público. 
(B) a situação que vivemos hoje. 
(C) o caráter e o senso de justiça. 
(D) a postura do editor do Planeta Diário. 
 
Questão 07 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
No trecho “Um filme de arrepiar!”, o ponto de exclamação foi 
empregado para indicar 
(A) ironia. 
(B) aprovação. 
(C) crítica. 
(D) surpresa. 
 
Questão 08 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
O tema do texto é o/a(s) 
(A) consciência sobre a importância do cinema. 
(B) nostalgia pelos filmes de histórias em quadrinhos. 
(C) reflexões provocadas pelo filme Batman vs Supermam: A Origem 
da Justiça. 
(D) desejo de transformar a humanidade, assim como os super-
heróis. 
 
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 09, 10 e 11. 
Jovens empreendedores se capacitam em congresso, em Goiânia 
Evento pretende reunir três mil empresários para palestras, cursos e 
debates. Na capital goiana, empreendedores trabalham em espaços 
coworking. 
 Visando difundir o empreendedorismo, promover o 
aprendizado e a geração de novos negócios e parcerias, é realizado 
em Goiânia o 19º Congresso Nacional de Jovens Empreendedores. 
O evento começou na quarta-feira (6), e vai até sexta-feira (8), no 
Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG). A 
entrada é gratuita. A organização espera que mais de 3 mil pessoas 
passem pelo congresso, participando de palestras, painéis, cursos e 
debates. 
 De acordo com o presidente da Confederação Nacional de 
Jovens Empresários (Conaje), Rodrigo Paulino, o modelo de 
trabalho mais flexível, porém não menos promissor, atrai cada vez 
mais jovens. Para ele, “o empreendedorismo jovem está em um 
crescente. As pessoas começam a enxergar com bons olhos e a 
pensar e sonhar em ser empreendedor”. 
 O presidente estima que 75% da população brasileira hoje já 
pensou em ser um empresário. “Acho que a tendência entre os 
jovens é que isso aumente”, opina Paulino. É o caso do estudante 
do último ano de Ciências Contábeis, Lucas Curcio, que pretende 
montar o próprio negócio em consultoria financeira assim que 
terminar o curso. “Acredito que seja o sonho de todo jovem 
brasileiro hoje, principalmente na área que atuo, financeira, de 
montar o negócio próprio”, afirma. 
 Em comum, esses empresários em início da carreira têm o 
sonho de montar um grande negócio e as dúvidas de como alcançar 
esse objetivo. Na capital goiana, um dos locais onde esses jovens 
empreendedores são mais facilmente encontrados são em 
escritórios de modelo “coworking”. 
 Neles, empreendedores de ramos diversos compartilham um 
mesmo espaço. O aluguel pode ir de R$ 80 a R$ 3 mil, variando de 
acordo com o ambiente utilizado e o tempo de trabalho ao longo 
do dia. Já as despesas com água, luz, internet e telefone são 
divididas entre os locatários. 
Disponível em: <http://g1.globo.com/goias/not icia/2013/11/jovens-
empreendedoressecapacitam em-congresso-em-goiania.html>. Acesso em: 
13 jun. 2018. 
 
Questão 09 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
No trecho “Neles, empreendedoresde ramos diversos”, o termo 
“neles” está empregado no lugar de 
(A) cursos. 
(B) painéis. 
(C) novos negócios. 
(D) escritórios “coworking”. 
 
Questão 10 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
No texto, o estudante de Ciências Contábeis, Lucas 
Curcio, pretende 
(A) difundir e divulgar o empreendedorismo. 
(B) montar o próprio negócio em consultoria financeira. 
(C) promover o aprendizado e a geração de novos negócios. 
(D) reunir três mil empresários para palestras, cursos e debates. 
 
Questão 11 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
O texto trata, principalmente, do/a 
(A) modelo de trabalho mais flexível. 
(B) composição de escritórios cowrking. 
(C) congresso para jovens empreendedores. 
(D) capacitação de jovens empreendedores. 
 
Questão 12 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
Leia o texto e, a seguir, responda. 
 
Disponível em: <http://turmadamonica.uol.com.br/tirinhas/ 
index.php?a=38>. Acesso em: 13 jun. 2018 
 
No trecho “NENHUM PLATO QUEBLADO!”, o ponto de exclamação 
expressa uma ideia de 
(A) susto. 
(B) satisfação. 
(C) irritação. 
(D) surpresa. 
 
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 
13, 14 e 15. 
Memórias de um ribeirinho 
Daniele Oliveira Cunha 
(vencedora da Olimpíada de Língua Portuguesa 2010) 
 Já faz tanto tempo, mas as lembranças dos meus tempos de 
infância vividos na zona rural não me saem da memória. Ao 
primeiro cantar do galo, meu pai já estava de pé e pronto para 
começar mais um longo e fatigado dia de trabalho. O vento frio da 
manhã acariciava nossos rostos, eu e meus irmãos pulávamos da 
cama e corríamos para a lojinha, atraídos pelo delicioso cheiro de 
café que só a mamãe sabia preparar. A mesa estava repleta dos 
produtos da terra, frutos do suor de um incansável ribeirinho que 
trabalhava de sol a sol para garantir o sustento da família. 
 E, nos “maravilhosos” dias de sol, quando ainda brincávamos 
sem nos preocupar com a intensidade dos raios solares, íamos para 
o rio das Velhas, que passava perto lá de casa. O cheiro de mato 
verdinho adentrava em nossas narinas. O céu azul límpido irradiava 
felicidade. 
 Ah, como era gostoso! Saíamos correndo e tchibum! Caíamos 
na água, nadávamos como peixinhos, flutuávamos sobre as águas 
que ainda não haviam sofrido os efeitos da poluição e chegávamos 
a adormecer, recebendo aquela brisa suave misturada ao calor do 
sol. 
 Então, já cansados e famintos, íamos fazer a festa nos pés de 
jacas, subíamos nos mais altos galhos daquela frondosa árvore e 
saíamos de lá fartos. Como não tínhamos compromisso com 
horário, retornávamos ao rio para pescar. 
 Quando me lembro disso, lágrimas vêm aos olhos, pois aquele 
majestoso rio, palco das nossas peraltices de criança, transformou-
se em um pequeno riacho ofegante, que insiste em ressurgir após 
cada temporada de chuva. Mas nada à altura do que era antes. 
Naquela época, ele corria solto, tanto é que uma das nossas 
brincadeiras prediletas era disputar quem conseguia chegar à outra 
margem. 
 Nisso passávamos quase o dia inteiro. Naquelas águas claras 
e límpidas perdíamos tempo a observar a briga dos peixes que 
disputavam os farelos que atirávamos na água. A ansiedade tomava 
conta de todos nós. O coração acelerava de tanta felicidade e 
quando um ingênuo peixinho caía em nossas mãos era uma folia! 
Não víamos o tempo passar. Só percebíamos quando o céu 
começava a escurecer, em um belo pôr do sol, levando consigo 
aquele lindo dia de diversão! Mas o tempo passou, e a infância 
marcante desse ribeirinho agora fica registrada apenas em minha 
memória. Um rio de águas límpidas, intermináveis dias de sol estão 
agora guardados em meu coração. Sinto saudades de uma época 
em que meus netos não terão a oportunidade de viver, de um 
tempo mágico, cheio de alegrias e encantos. Minha maravilhosa 
infância! 
(Texto baseado na entrevista feita com o Sr. Joaquim Santos Cunha, 53 anos) 
Disponível em: htt 
ps://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/vencedores-da- 
olimpiada-de-lingua-portuguesa-2010-memorias-de-um-ribeirinho.htm. 
Acesso em: 02 jan. 2019. 
 
Questão 13 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
No trecho “Naquela época, ele corria solto...”, o termo “ele” 
refere-se ao 
(A) rio. 
(B) sol. 
(C) galo. 
(D) vento. 
 
Questão 14 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
Do primeiro parágrafo, infere-se que o narrador sente 
(A) saudade da infância na fazenda. 
(B) alegria pelo carinho do vento no rosto. 
(C) cansaço pelo trabalho duro do dia a dia. 
(D) fome ao recordar dos produtos da terra. 
 
Questão 15 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
O termo “nossas”, na frase “O cheiro de mato verdinho adentrava 
em nossas narinas.”, retoma o 
(A) pai e a mãe. 
(B) pai e os irmãos. 
(C) narrador e o pai. 
(D) narrador e seus irmãos 
 
Questão 16 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
Leia o texto e responda. 
 
Disponível em: https://www.google.com/search?q=anuncios+publicitar 
ios+de+meio+ambiente. Acesso: 14 fev. 2019. 
 
A associação das linguagens verbal e não verbal permite concluir 
que a 
(A) preservação do meio ambiente deve começar hoje. 
(B) preservação do meio ambiente devia ter começado ontem. 
(C) destruição do meio ambiente é pouco expressiva comparando o 
ontem e hoje. 
(D) destruição do meio ambiente é grande quando se compara o 
ontem com o hoje. 
 
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 17 e 18. 
O homem e a galinha 
Ruth Rocha 
Era uma vez um homem que tinha uma galinha. 
Era uma galinha como as outras. 
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. 
Chamou a mulher: 
— Olha o ovo que a galinha botou. 
A mulher ficou contente: 
—Vamos ficar ricos! 
E a mulher começou a tratar bem da galinha. 
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. 
Dava pão-de-ló, dava até sorvete. 
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro. 
Vai que o marido disse: 
— Pra que este luxo todo com a galinha? 
Nunca vi galinha comer pão-de-ló. Muito menos sorvete! 
Vai que a mulher falou: 
— É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro! 
O marido não quis conversa: 
— Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo. 
Aí a mulher disse: 
—E se ela não botar mais ovos de ouro? 
— Bota, sim! – o marido respondeu. 
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. 
E a galinha botava um ovo de ouro. 
Vai que o marido disse: 
— Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! 
A galinha pode muito bem comer milho. 
— E se ela não botar mais ovos de ouro? 
— Bota, sim. – respondeu o marido. 
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. 
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. 
Vai que o marido disse: 
— Pra que este luxo de dar milho pra galinha? Ela que cate o de-
comer no quintal! 
— E se ela não botar mais ovos de ouro? 
— Bota, sim – o marido falou. 
E a mulher soltou a galinha no quintal. 
Ela catava sozinha a comida dela. 
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. 
Um dia, a galinha encontrou o portão aberto. 
Foi embora e não voltou mais. 
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam 
dela a pão-de-ló. 
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/01/texto-o-
homem-e-galinha-ruth-rocha-com.html. Acesso: 10 fev. 2019. 
 
Questão 17 –––––––––––––––––––––––––◊ 
De acordo com o texto, a galinha foi embora porque 
(A) gostava de luxo. 
(B) cansou de botar ovos. 
(C) encontrou o portão aberto. 
(D) queria encontrar um quintal maior. 
 
Questão 18 ––––––––––––––––––––––––––◊ 
De acordo com o texto, infere-se que o dono da galinha era 
(A) paciente. 
(B) miserável. 
(C) cuidadoso. 
(D) compreensivo. 
 
Questão 19 –––––––––––––––––––––––––◊ 
Leia o texto e, a seguir, responda. 
 
Disponível em: https://tirinhasdogarfield.blogspot.com/search?updated-
max=2013-02-25T08:30:00-03:00&max-results=7. Acesso: 09 fev. 2019. 
 
A associação das linguagens verbal e não verbal revela que, no 
último quadrinho, o gato está 
(A) surpreso. 
(B) contente. 
(C) assustado. 
(D) indiferente. 
 
Leia o texto e, a seguir, responda as questões20, 21 e 22. 
Meus tempos de criança 
Rostand Paraíso 
 Pulávamos os muros e ganhávamos os quintais das casas 
vizinhas, enormes e cheias de fruteiras e de toda a sorte de animais, 
gatos, cachorros, galinhas, patos, marrecos e outros mais. 
Chupando mangas, gostosas mangas, mangas-espada, mangas-rosa 
e manguitos, esses quase sempre os mais saborosos, dividíamos os 
times e organizávamos as peladas de fundo de quintal que exigiam 
grande malabarismo de nossa parte, com as frondosas árvores para 
driblar e grandes irregularidades no terreno para contornar. 
[...] 
 Gostosas, memoráveis tardes que se prolongavam até a 
noitinha, parando-se apenas quando não havia mais sol e quando 
não podíamos mais ignorar os gritos que vinham de nossa casa, 
para tomar banho, mudar de roupa e ir jantar. 
 As mesmas misteriosas ordens faziam-nos começar a 
desengavetar nossos times de botão para a temporada que iria se 
iniciar. Os botões eram polidos e engraxados. 
 Descobríamos, nos botões das capas e dos jaquetões e, 
também, nas tampas de remédios, promissores craques. Nossos 
pais começavam a estranhar, sem encontrar qualquer explicação 
para o fato, o desaparecimento das tampas dos xaropes e dos 
botões das roupas. Esses craques em potencial, novos valores que 
surgiam, eram devidamente preparados e passávamos dias a lixá-
los e, para lhes dar mais peso e maior aderência à mesa, a enchê-
los com parafina derretida. Trabalho que levava às vezes algumas 
semanas, os novos craques sendo testados exaustivamente até que 
nos déssemos por satisfeitos e os considerássemos prontos e 
aprovados para as grandes competições pela frente. 
[...] 
 Cada botão ganhava seu nome, Perácio, Leônidas, Patesko, 
Pitota, Sidinho, Siduca... botões que já não tenho mais, 
desaparecidos misteriosamente ao longo do tempo. Meu ponta-
esquerda, Tarzan, que tantas alegrias me deu, com suas arrancadas 
para o campo adversário e com seus mirabolantes gols, que fim terá 
levado? 
Disponível em: https://tirinhasdogarfield.blogspot.com/search?updated-
max=2013-02-25T08:30:00-03:00&max-results=7. Acesso: 09 fev. 2019. 
 
 Preferíamos usar as bolas de farinha, arredondadas 
cuidadosamente na palma da mão e que permitiam um bom 
controle, correndo menos que as de miolo de pão e não tanto 
quanto as de borracha. 
 Dentro daquelas regras que adotávamos e que permitiam que 
continuássemos a jogar enquanto não perdêssemos o controle da 
bola, éramos obrigados, quando nos sentíamos em condições de 
tentar o chute a gol, a avisar o adversário: “Defenda-se!” ou 
“Prepare-se!”, dando tempo a que ele posicionasse melhor o seu 
goleiro e puxasse, para junto dele, os beques, geralmente bem 
altos, com a finalidade de dificultar o chute rasteiro. 
 As partidas eram irradiadas por um de nós, ao estilo de José 
Renato, o famoso locutor esportivo da PRA-8, e os gols, quando 
convertidos, eram gritados histericamente, incomodando toda a 
vizinhança. 
PARAÍSO, R. Antes que o tempo apague… 2ª ed. Recife: Editora Comunicarte, 
1996. Disponível em: 
http://praticandogenerostextuaisnaescola.blogspot.com/p/coletanea-de-
memorias-literarias-da.html. Acesso em: 07 fev. 2019. 
 
Questão 20 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
O termo “los”, na frase “... passávamos dias a lixá-los ...”, refere-se 
aos 
(A) muros. 
(B) botões. 
(C) quintais. 
(D) jaquetões. 
 
Questão 21 –––––––––––––––––––––––––––◊ 
De acordo com o texto, infere-se que os garotos 
(A) ficavam felizes com as brincadeiras. 
(B) ansiavam parar as brincadeiras. 
(C) paravam assim que chamados. 
(D) retornavam rápido para casa. 
 
Questão 22 –––––––––––––––––––––––––◊ 
As crianças preferiam as bolas de farinha, porque 
(A) elas dificultavam o chute rasteiro. 
(B) elas se pareciam com as bolas de miolo de pão. 
(C) elas corriam mais rápido do que as de borracha. 
(D) com elas as crianças conseguiam melhor controle da bola. 
 
Questão 23 –––––––––––––––––––––––––◊ 
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 23 e 24. 
 
Disponível em: 
http://sosvidaaoplanetaterra.blogspot.com/2012/03/escassez-de-agua-
potavel.html. Acesso: 14 fev. 2019. 
 
A associação das linguagens verbal e não verbal permite concluir 
que o planeta Terra está 
(A) irritado. 
(B) doente. 
(C) distraído. 
(D) descansando. 
 
Questão 24 –––––––––––––––––––––––––◊ 
A linguagem não verbal é representada por 
(A) uma charge 
(B) um signo linguístico 
(C) um quadrinho 
(D) um emoji

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