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1 
 
 
MEDIDAS E AVALIAÇÕES 
1 
 
 
SUMÁRIO 
 
NOSSA HISTÓRIA ...................................................................................................... 2 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3 
2. MEDIDAS E AVALIAÇÕES .................................................................................. 5 
2.1 Objetivos das Medidas e Avaliações na Educação Física ........................... 11 
2.2 Conceitos Básicos: Testar, Medir e Avaliar .................................................. 15 
2.3 Tipos de Testes ............................................................................................ 17 
3. TIPOS DE MEDIDAS .......................................................................................... 18 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Na área da Educação Física, os professores podem atuar em diferentes 
campos, sendo alguns deles na educação física escolar, no treinamento esportivo, 
nas academias e nos clubes com as mais variadas modalidades esportivas (DANTAS, 
2009; OLIVEIRA, 2011). Além dessas modalidades, ainda há a possibilidade de 
atuação como personal trainer, com arbitragem e com pesquisas científicas. 
Independentemente do contexto em que o profissional opte por trabalhar, há 
especificidades que são comuns a todos. 
Em todos esses contextos de atuação, os profissionais da área devem se valer 
de estratégias para averiguar se a proposta de trabalho está atingindo os objetivos a 
que se propõem. Neste sentido, para auxiliar os profissionais em sua atuação 
profissional, surgem as técnicas de medidas e avaliações. Essas técnicas de medir e 
avaliar são historicamente antigas e, cada vez mais, têm sofrido aperfeiçoamento 
teórico. Esse aprofundamento teórico deu origem a dois termos distintos relacionados 
às medidas e avaliações: a antropometria e a cineantropometria. 
Essa prática tão antiga continua sendo frequentemente utilizada pelos 
profissionais. Ao longo do Tópico 1 será apresentada uma breve contextualização 
histórica sobre as medidas e avaliações, em seguida, a definição de dois termos 
essenciais para o estudo das medidas e avaliações: antropometria e 
cineantropometria. 
E, além disso, serão enfatizadas as diversas possibilidades de atuação prática 
em medidas e avaliações, tanto nas sociedades antigas como nas sociedades 
modernas, e também serão identificados os objetivos relacionados às medidas e 
avaliações de forma generalizada. Aspectos relacionados às medidas e avaliações 
são historicamente antigos, ainda que com o passar dos anos as formas e os critérios 
de avaliação tenham se modernizado. 
Os registros históricos indicam que é antiga a preocupação do homem em 
mensurar seu corpo (FRANÇA; VÍVOLO, 1998). Essa necessidade surgiu desde os 
primórdios da humanidade, quando o ser humano lutava por sua sobrevivência. 
Para Velho et al. (1993), na Pré-história os homens primitivos apresentavam 
características corporais que os auxiliavam na sobrevivência, sobretudo baseadas no 
ataque e na defesa. Apesar disso, não há evidências que indiquem a existência de 
4 
 
 
métodos de treinamento ou indícios de que o homem percebia “proporções” ou 
características corporais que lhe garantiam a sobrevivência. 
Na Antiguidade, na Grécia, a educação da juventude se relacionava com a 
preparação física e, assim, a robustez e o endurecimento do corpo eram o propósito 
de preparação para guerras e conquistas (MARTINS; WALTORTT, 2009). Para os 
autores Martins e Waltortt (2009), já é possível perceber que nesse período havia uma 
preocupação com as formas e as proporções corporais a fim de possibilitar vencer 
guerras e conquistas.Os egípcios, por exemplo, forneceram dados antropométricos 
curiosos, relacionados à proporção entre a parte e todo o corpo. 
Na antiguidade clássica há referências que ressaltavam qual era o tipo ideal 
para o atleta olímpico. E, com o passar dos anos, novos estudos foram desenvolvidos 
e deixaram em evidência a importância da antropométrica para a atividade humana 
(FRANÇA; VÍVOLO, 1998).Para Martins e Waltortt (2009), inicialmente, os seres 
humanos elaboram formas de atribuir medidas aos segmentos corporais a fim de 
estabelecer padrões de proporcionalidade necessários às manifestações da arte em 
esculturas, desenhos e pinturas. As medidas dos segmentos corporais passaram a 
ser vistas como um meio importante e necessário ao entendimento das diferentes 
características do homem, em suas diversas apresentações raciais. 
Foi-se percebendo que o homem realmente se diferencia entre si, enquanto 
indivíduo e enquanto agrupamento humano (raças, etnias, culturas), a partir da 
instituição da necessidade científica de mensurar e estudar os segmentos corporais 
(MARTINS; WALTORTT, 2009).As antigas civilizações da Índia, Grécia e Egito foram 
as pioneiras no uso das dimensões corporais como primeiro padrão de medida, 
quando então se tentava estabelecer o perfil das proporções do corpo humano 
(PETROSKI, 1995 apud MARTINS; WALTORTT, 2009). De acordo com Michels 
(2000), nos livros sagrados do Velho Testamento, no Talmude Babilônico e no 
Midrashin já havia referências à forma, proporções e estaturas do corpo humano. 
Existem alguns registros históricos que sugerem alguns períodos iniciais que 
impulsionaram as medidas e avaliações.Como foi visto, a preocupação dos homens 
mensurarem o corpo é antiga. Contudo, pode-se dizer que a antropometria e a 
cineantropometria foram sistematizadas há pouco tempo. E desde as utilizações 
iniciais de formas e proporcionalidades do corpo humano, ocorreram inúmeros 
avanços não só nas técnicas utilizadas para mensurar, mas também nos instrumentos 
criados para efetuar as mensurações do corpo humano. 
5 
 
 
 
 
2. MEDIDAS E AVALIAÇÕES 
 
Figura 1 
 
 
Nesse cenário, nos deparamos com duas terminologias distintas. Há a 
antropometria e há a cineantropometria. A palavra “antropometria” possui origem 
grega. Assim, anthropo identifica “homem” e metry significa “medida”. A antropometria 
consiste na avaliação das dimensões físicas e da composição global do corpo 
humano. Velho et al. (1993) complementa que a antropometria serve para 
determinação objetiva dos aspectos referentes ao desenvolvimento do corpo humano, 
assim como para determinar as relações existentes entre físico e performance. 
Há outras definições da palavra, que serão apresentadas a seguir para melhor 
compreensão do que é antropometria. Para Michels (2000), a antropometria pode ser 
definida comoa parte da antropologia que estuda as proporções e medidas do corpo 
humano. E para Martins e Waltortt (2009), a antropometria destina-se à medição dos 
segmentos corporais (MARTINS; WALTORTT, 2009). 
E a palavra “cineantropometria”, também de origem grega, deriva de kines,que 
significa “movimento”, anthropo, que significa homem, e metry, quesignifica “medida”. 
Esse termo possui maior amplitude conceitual e, por isso, sugere o uso da medida no 
estudo do tamanho, da forma, da proporcionalidade, da composição, da maturação e 
da função geral do corpo humano. A cineantropometria nos auxilia a entender o 
movimento humano no contexto de crescimento, de atividade física, exercício físico, 
desempenho e nutrição. 
6 
 
 
Salienta-se que a antropometria é fundamental, mas a cineantropometria é 
mais abrangente e atual (MARTINS; WALTORTT, 2009). Assim, apresenta-se no 
Quadro 3a importância dessas duas áreas de estudos. No referido quadro, as palavras 
grifadas em negrito representam a contribuição da antropometria para a 
cineantropometria. 
Em razão de as medidas e avaliações serem um recurso utilizado desde as 
sociedades mais antigas, é possível compreender que com o passar dos anos 
ocorreram diversos aperfeiçoamentos no que concerne às técnicas de medidas e suas 
aplicações práticas até as sociedades modernas. Por essa razão, serão apresentados 
alguns exemplos que ilustram aplicações práticas das medidas e avaliações tanto nas 
sociedades antigas como nas sociedades modernas. Nas sociedades antigas, os 
dados antropométricos foram muito utilizados. 
Como já foi mencionado anteriormente, as proporções humanas eram 
utilizadas nas obras de arte (esculturas, desenhos e pinturas). Além disso, também 
eram utilizadas para a confecção de ferramentas e outros utensílios que auxiliassem 
na realização das atividades dos trabalhadores. Outro exemplo que revela o uso das 
medidas e avaliações foi durante a escravidão. Os compradores de escravos 
poderiam avaliar a estatura, o peso, entre outras características para definir qual 
escravo seria comprado. 
Essa mesma lógica poderia ser aplicada aos gladiadores, que, muitas vezes, 
eram comprados como escravos. Contudo, a forma de utilização mais importante 
relacionada às medidas e avaliações é a utilização do corpo humano como referência 
de medidas. 
Frequentemente, as sociedades antigas mediam distâncias utilizando os dedos 
polegares, ou a palma da mão ou as plantas dos pés. Essas unidades de medida eram 
denominadas de polegadas, de palmos e de pés, respectivamente. Faz-se necessário 
explicar que a medida denominada polegada se refere ao comprimento do dedo 
médio. A medida denominada palmos se refere à distância da extremidade do polegar 
até a extremidade do dedo mínimo com a palma da mão aberta. E a medida 
denominada pés se refere ao comprimento da palma do pé. 
Para a realização dessas três medidas mencionadas (polegadas, palmos e pés) 
não era necessário instrumento específico, bastava o indivíduo fazer uso de seus 
segmentos corporais. Um exemplo: a unidade de medida polegadas foi 
frequentemente utilizada pelos egípcios, entre os séculos XXXV e XXII a.C. Estimava-
7 
 
 
se que a estatura de um ser humano “ideal” deveria corresponder a 19 vezes a medida 
da polegada. Já para os gregos, estimava-se que a estatura de um ser humano “ideal” 
deveria corresponder a oito vezes a altura da cabeça do indivíduo. Essas estimativas 
foram elaboradas a partir de métodos de observação. 
Outro exemplo da utilização da unidade de medida com base em segmentos 
corporais foi para efetuar as medidas de um terreno. Para estabelecer as medidas de 
largura e de comprimento de um terreno era possível contabilizar a quantidade de pés 
necessários para percorrer as extremas do terreno. Assim, um terreno poderia medir 
405 pés de largura por 300 pés de comprimento. 
Essas medidas eram muito utilizadas e, de certa forma, é possível utilizá-las 
ainda na atualidade, apesar de não ser uma prática comum no Brasil. É sabido que 
as unidades de medida evoluíram ao longo dos anos e, por conseguinte, instrumentos 
de medida foram criados para auxiliar nas medições. Na atualidade, os brasileiros 
utilizam unidades de medidas baseadas em centímetros (cm), metros (m) e 
quilômetros (km). 
As medidas em centímetros, metros e quilômetros podem facilmente ser 
transformadas em polegadas, palmos e pés, por meio do uso de um sistema 
equivalente. Apresentam-se na Figura 1 as unidades de medidas polegada, palmo e 
pé com os valores atribuídos em centímetros. Nos dias atuais, o tamanho da tela de 
uma televisão, por exemplo, continua sendo medido com base nas polegadas. Assim, 
há aparelhos televisores com tamanhos diversificados, sendo: 14, 32, 49 ou 85 
polegadas. 
Nas sociedades modernas, os dados antropométricos continuam sendo muito 
utilizados. Às vezes, pode lhe parecer que os termos antropometria ou 
cineantropometria designam um conteúdo novo, com o qual você talvez não se tenha 
deparado antes. Contudo, vale ressaltar que possivelmente o termo lhe seja uma 
novidade, mas certamente você conhece muitos contextos que fazem uso frequente 
do conhecimento da antropometria ou cineantropometria. Na sequência, veremos 
alguns exemplos onde são aplicadas as medidas e avaliações. Na Figura 2apresenta-
se o panorama geral dos exemplos que serão abordados neste subtópico. 
 Indústria automobilística: As empresas que planejam o design interno dos 
automóveis fazem uso das medidas. Muitos dos automóveis são idealizados por uma 
empresa e posteriormente são fabricados em lojas localizadas em diferentes países. 
Ou seja, os automóveis são vendidos em países distintos e, assim, os compradores 
8 
 
 
dos automóveis possuem diversas nacionalidades e características corporais 
diferentes. 
Por exemplo, atualmente os carros possuem ajustes de elevação de bancos, 
de volantes, dos cintos de segurança; além de inclinação dos espelhos e retrovisores. 
Todos esses aspectos foram pensados em proporcionar que os motoristas e 
passageiros estejam confortáveis e seguros no momento da condução do veículo. 
 Indústria da beleza: A indústria da beleza também se utiliza das medidas com 
a finalidade de lançar e definir padrões. Para ilustrar, recorre-se ao caso dos 
tradicionais concursos de beleza, que medem altura, peso, circunferência de quadril 
e de cintura das candidatas a Miss Universo ou Miss Brasil. Outra vertente dos 
concursos de beleza, essa tendo sua prática mais atual, são os concursos de beleza 
Plus Size, que privilegiam corpos de candidatas que não atendem à “ditadura” da 
beleza, são, portanto, corpos com características corporais contrárias à magreza. Os 
estereótipos das candidatas nos dois contextos de concursos de beleza são 
diferentes. No primeiro, de forma geral são contempladas candidatas 
preferencialmente com pernas longas, cintura fina e reduzido peso corporal e 
percentual de gordura. Já no segundo, são candidatas que apresentam cintura não 
tão fina e peso corporal e percentual de gordura aumentado. Atenta-se ao fato de que 
ao longo dos anos os padrões de beleza se modificam com as alterações da 
sociedade. Na Grécia antiga, devido aos ideais heroicos da época e ao culto aos 
deuses, os padrões de beleza cultuavam o corpo belo, forte e esbelto (inspirado nos 
atletas olímpicos). Já na Idade Média era considerada bela e saudável a mulher 
que possuía quadris largos, em sinal de que apresentaria facilidade durante o parto 
de seus filhos.→Indústria da moda: Frequentemente, as indústrias de roupas fazem 
uso dessas medidas antropométricas da população. Afinal, na confecção de roupas e 
calçados é necessário reconhecer os tamanhos (peso, altura, comprimentos dos 
segmentos corporais) dos possíveis consumidores desses produtos, de modo que 
lhes sirvam ao corpo. 
Por exemplo, a média de estatura da população chinesa é diferente da média 
brasileirae, por isso, quando as roupas dos brasileiros são importadas da China, é 
comum haver alterações no tamanho. Assim, se o indivíduo utiliza roupas de tamanho 
“Médio” fabricadas no Brasil, é possível que utilize tamanho “Grande” das roupas 
fabricadas na China. Mas é importante mencionar que no próprio Brasil pode haver 
diferenças no tamanho das roupas, a depender dos valores de referência adotados 
9 
 
 
pela empresa fabricante. Isso ocorre porque, geralmente, os valores de referência 
utilizados são a média da população geral. 
É possível exemplificar esse fato ilustrando que a média da população chinesa 
apresenta manequins menores do que a população americana ou alemã. Isso explica 
porque, quando algumas pessoas viajam do Brasil para os Estados Unidos da 
América, percebem que há diferenças nos tamanhos das roupas e dos calçados. Para 
exemplificar essa questão dos valores de referências, na Figura 3 são apresentados 
dados sobre o estado nutricional relacionado ao perfil antropométrico da população 
brasileira de mulheres idosas em cada região do país. 
 
Tabela 1 
 
 
As profissões de alfaiate e costureira mostram com reverência a aplicação 
prática das medidas. Para confeccionar uma roupa para um indivíduo é preciso 
mensurar seus segmentos corporais. No caso da confecção de ternos, é necessário 
mensurar o comprimento e o diâmetro dos membros superiores, bem como aferir a 
circunferência da cintura, o comprimento e o diâmetro dos membros inferiores. 
 Produção de móveis: A mesma lógica se repete na indústria dos móveis. Em 
móveis comprados em lojas populares que não confeccionam a mobília sob medida, 
é comum constatar que pessoas com estatura elevada sofrem prejuízos posturais com 
a altura das pias de cozinha, que tendem a ser baixas. Assim, para realizar tarefas 
10 
 
 
básicas para limpeza da residência, esses indivíduos se sujeitam à má postura para 
se ajustarem à altura da pia. Ou ainda, no caso de indivíduos com nanismo, eles 
precisam adaptar a residência para atender às suas necessidades diárias com base 
na estatura. Neste caso, os móveis prontos, muitas vezes, adotam valores de 
referência que não lhes atenderão. 
 Equipamentos eletrônicos: As aplicações práticas das medidas em 
equipamentos eletrônicos também são evidentes. As empresas que planejam o design 
externo dos telefones celulares e tablets os fabricam com opções de tamanho e 
teclados diferentes. Com isso, além de atender aos interesses estéticos dos 
compradores desses produtos, permitam que tenham opções de tamanhos menores 
ou maiores, que melhor se ajustem ao tamanho de suas mãos e dedos. 
 Ciências da saúde: É notável a aplicação prática das medidas e das avaliações 
na área de conhecimento das ciências da saúde. Em especial, na medicina e na 
educação física. Rotineiramente, os médicos utilizam as medidas e as avaliações para 
acompanhar o crescimento da barriga das gestantes, para acompanhar o 
desenvolvimento do bebê desde a barriga da mãe até os primeiros anos de vida. Já a 
educação física, foco de interesse principal para nós, ao longo dos anos tem se 
apropriado das medidas e avaliações de modo que sua aplicação se tornou 
fundamental não só no contexto escolar, mas também no esporte de participação e 
esporte de alto rendimento, portanto, é fundamental aos profissionais da área reunir 
informações sobre medidas e avaliações.Rural87613,750,025,311,0* IMC - Kg/m²** 
Magreza (todas as formas - IMC < 18,5); adequado (18,5 < IMC < 25,0); sobrepeso I 
(25,0 < IMC < 30,0); sobrepeso II e III (IMC > 30,0) 
Nota-se que a aplicação prática das medidas e das avaliações na educação 
física é abrangente. Assim, na educação física escolar utilizam-se as medidas e as 
avaliações para acompanhar os processos de crescimento e desenvolvimento dos 
alunos. Tanto nas escolas como nos clubes é possível utilizar as medidas e as 
avaliações para identificar possíveis talentos em determinadas modalidades 
esportivas, como o atletismo e a natação, pois há um ideal de corpo atlético de forma 
geral. Já no atletismo almejam-se atletas com pernas longas para corredores e, na 
natação, atletas de estatura alta e envergadura elevada são requisitos desejáveis para 
a otimização do desempenho na água. 
Já para os atletas de rugby, as exigências são diversificadas, pois procuram-se 
atletas velozes e outros atletas fortes de modo a cumprir as diferentes funções da 
11 
 
 
modalidade. Destaca-se que essa lógica não se repete nas modalidades esportivas 
adaptadas para pessoas com deficiências. Nas academias, muitos aparelhos 
possuem regulagens que podem ser ajustadas conforme a altura, a envergadura, o 
comprimento de membros superiores e inferiores dos alunos matriculados. Esses 
ajustes são feitos para garantir maior conforto e segurança durante a execução do 
exercício físico realizado nos aparelhos. 
Em alguns esportes, como no caso das lutas, é possível utilizar características 
antropométricas (peso) para inserir os lutadores nas categorias da modalidade 
(exemplos de algumas categorias: mosca, galo, pena, leve, médio, meio pesado, 
pesado, entre outras).Além desses, há equipamentos esportivos que podem melhorar 
a performance do atleta. Isso é observado nas modalidades esportivas convencionais 
e nas modalidades de esportes adaptados para pessoas com deficiência. 
Para ilustrar exemplos de equipamentos esportivos que podem melhorar o 
desempenho esportivo, citam-se os ajustes possíveis às bicicletas (como a altura do 
banco), o tamanho da vara utilizada nos saltos do atletismo (salto com vara), a 
evolução das roupas utilizadas na natação. Além dessas, ressaltam-se as chuteiras e 
tênis, que tendem a efetuar ajustes conforme o tipo de pisada do indivíduo (pisada 
pronada, supinada ou normal), e o tamanho e o peso da bola que, em algumas 
modalidades, se diferenciam para homens e mulheres. No que se refere às 
diferenciações entre homens e mulheres no esporte, destaca-se que há outros, como 
o tamanho da quadra, o tamanho do gol e a altura da rede. 
 
2.1 Objetivos das Medidas e Avaliações na Educação Física 
 
O planejamento é uma exigência que, no dia a dia, se impõe em todas as 
atividades humanas. Consiste na previsão inteligente e bem calculada de todas as 
etapas do trabalho, de modo a tornar as medidas e avaliações seguras, econômicas 
e eficientes (CARVALHO, 1984; NÉRECI, 1989; NÉRECI, 1993). 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para a elaboração do planejamento, primeiramente deve-se conhecer o 
público-alvo com quem se trabalhará. É sabido que a educação física é uma ampla 
área de atuação e, assim, os alunos podem estar inseridos na escola, nas academias, 
nos clubes, nos locais de trabalho (ginástica laboral), nos ginásios, nas colônias de 
férias, nos hotéis, entre outros. O atendimento poderá ser individualizado ou coletivo. 
Essas informações serão necessárias para o planejamento do plano de trabalho na 
educação física. 
Para estabelecer os objetivos das medidas e avaliação na educação física, 
deve-se considerar os seguintes elementos: 
 
 
 
 
 
Além disso, os objetivos das medidas e avaliação permitem ao profissional unir 
os estudantes em grupos de instrução ou de treinamentos de acordo com suas 
habilidades, a fim de localizar e nivelar a turma. Também servem para estimular e 
motivar os alunos que podem receber a avaliação de seu desempenho. 
 E, ainda, justificar as ações realizadas durante o programa de treinamento. Os 
objetivos das medidas e da avaliação também são importantes para evitar lesões do 
aluno/atleta, ao escolher corretamente qual será a atividade a ser executada, bem 
como ajustar corretamente os aparelhos utilizados, evitando prejuízos à saúde do 
indivíduo. Um exemplo fácil de perceber é ajustar a altura do banco da bicicleta de 
modo que se vise evitar a lesão no joelho. 
Existem algumas questões gerais que podem ser inseridas no planejamento,a saber:→ O 
que deve ser verificado e avaliado?→ Para que serão utilizadas essas informações?→ Quais 
meios de avaliação estão à disposição?→ Quais são os meios mais econômicos?→ Será 
necessário auxílio externo?→ Como será feita a análise dos resultados? Todas essas 
questões são válidas para reforçar a importância de um bom planejamento. Além disso, os 
objetivos também se relacionam diretamente com o planejamento. Entre eles destaca-se o 
interesse em conduzir os alunos para os objetivos desejados e planejar as atividades 
conforme as características dos alunos (NÉRECI, 1993). 
 
→ Acompanhar o processo de crescimento e desenvolvimento dos alunos.→ Avaliar 
o estado dos indivíduos ao iniciar um programa de exercícios.→ Detectar limitações físicas, 
fraquezas ou deficiências.→ Auxiliar o indivíduo na escolha de uma atividade física que, além 
de motivá-lo, possa desenvolver aptidões. 
13 
 
 
O interesse dos seres humanos por medidas antropométricas é antigo, mas ao 
longo dos anos se modernizou. 
• O termo“antropometria” (origem grega) quer dizer: anthropo identifica “homem” 
e metry significa “medida”. 
• O termo “cineantropometria” (origem grega) quer dizer: kines significa 
“movimento”, anthropo significa homem e metry significa “medida” 
.• Inicialmente, as medidas antropométricas eram utilizadas em esculturas, 
desenhos e pinturas, de modo a representar as características dos seres humanos. 
• A partir dos dados antropométricos foi possível constatar que as características 
de um indivíduo variam quando comparadas com ele mesmo ou com indivíduos de 
outros sexos, raças, etnias e culturas. 
• Percebeu-se que há inúmeras possibilidades de aplicações práticas 
relacionadas às medidas e avaliações. 
• Atualmente, os dados antropométricos são muito utilizados pelas sociedades 
modernas, por exemplo, a indústria da moda na produção de roupas e calçados. 
• Geralmente, os valores de referência utilizados pela indústria da moda são a 
média da população geral. Acrescenta-se que cada população (etnia, nacionalidade 
etc) possui suas próprias medidas 
.• Assimilar a aplicação prática das medidas e das avaliações 
.• A educação física utiliza as medidas e avaliações nos seus variados contextos 
(esporte na escola, esporte de participação e esporte de alto rendimento) e nas 
atividades físicas em geral. 
• Os profissionais devem se valer de planejamento a fim de tornar as medidas e 
avaliações seguras, econômicas e eficientes. 
• As duas fases iniciais importantes para a realização do planejamento são: 
conhecer o público-alvo e estabelecer os objetivos desejados. 
• Conhecer o público-alvo com quem se trabalhará implica identificar o contexto 
em que se atua (escola, academia etc.) e reconhecer as características peculiares dos 
alunos. 
 Os objetivos das medidas e avaliação são: acompanhar o processo de 
crescimento e desenvolvimento dos alunos; avaliar o estado do indivíduo ao iniciar um 
programa de exercícios; detectar limitações físicas; auxiliar o indivíduo na escolha de 
uma atividade física que, além de motivá-lo, possa desenvolver aptidões; acompanhar 
o progresso do indivíduo; desenvolver programas de promoção da saúde na escola; 
14 
 
 
selecionar talentos para integrar equipes de competição; estabelecer e reajustar 
programa de treinamento; desenvolver pesquisas na educação física. 
A educação física é uma área do conhecimento que se preocupa em avaliar os 
indivíduos de modo a auxiliá-los na prática de atividades físicas. Durante um programa 
de intervenções ocorrerão modificações no corpo do aluno e caberá aos professores 
acompanhar esse processo por meio de medidas e avaliações. Portanto, os 
profissionais precisam tomar inúmeras decisões sobre a prescrição e orientação da 
prática de exercícios físicos, contudo, decidir o que e como avaliar exige 
conhecimentos e habilidades específicas cada vez mais complexas (GUEDES; 
GUEDES, 2006). 
Torna-se necessário, inicialmente, esclarecer alguns conceitos elementares 
relacionados às medidas e às avaliações. Assim, ao longo deste tópico serão 
explicados os significados dos termos: testar, medir e avaliar. E, ainda, apresenta-se 
a diferença entre esses conceitos, que, muitas vezes, são erroneamente entendidos 
como sinônimos. Todas essas são terminologias importantes para a compreensão dos 
conteúdos de medidas e avaliações na área da educação física. 
Além de testar, medir e avaliar, também cabe aos professores de educação 
física classificar os escores obtidos pelos alunos durante o processo de avaliação. 
Esse sistema de classificação é útil para verificar se o avaliado atinge os resultados 
esperados “normais”. 
A ideia de normalidade é ambígua e se relaciona com parâmetros de avaliação 
por norma ou critérios. Normalidade pode significar se o indivíduo obtém os resultados 
considerados desejados ou ideais (ou se está abaixo desse nível) e pode significar 
que “normal” são os resultados apresentados pela maioria da população. De qualquer 
forma, o profissional deverá considerar qual tipo de avaliação (norma ou critérios) 
utilizará durante o programa de intervenções que coordena. Após o entendimento em 
torno das possibilidades que emergem com as medidas e as avaliações, é válido 
adentrar em conceitos essenciais. É imprescindível estudar os termos: testar, medir e 
avaliar. 
 
 
15 
 
 
2.2 Conceitos Básicos: Testar, Medir e Avaliar 
 
Testar 
Significa verificar o desempenho do indivíduo mediante situações previamente 
organizadas e padronizadas. Essas situações padronizadas são denominadas de 
testes (GUEDES; GUEDES, 2006). O teste é um instrumento, procedimento ou 
técnica usada para se obter uma informação (medidas). É por meio dos testes que 
são determinados os valores numéricos das medidas. Os testes podem ocorrer por 
meio de escrita, observação ou performance. Alguns exemplos de testes são:teste 
de estatura, prova para verificar o conhecimento, teste de Cooper, testes de sentar e 
alcançar, entre outros de não menor importância. 
Medir 
Significa descrever fenômenos do ponto de vista quantitativo (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Assim, é o processo utilizado para coletar informações obtidas por 
um teste tomando-se por referência um sistema convencional de unidades. As 
medidas são o resultado obtido através da coleta realizada por um instrumento, 
procedimento ou técnica atribuindo-se a ela um valor numérico, e devem ser precisas 
e objetivas. Alguns exemplos de medidas são: a medida em centímetros da estatura 
do indivíduo, a nota da prova usada para medir o conhecimento ou o percurso 
realizado pelo aluno no teste de Cooper. 
 
Avaliar 
Significa interpretar dados quantitativos e qualitativos a fim de obter parecer ou 
julgamento de valores com bases em referenciais previamente definidos (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Acrescenta-se que a avaliação determina a importância ou o valor 
da informação coletada. Refere-se a um processo pelo qual se pode interpretar os 
valores de um grupo ou do próprio sujeito (GUEDES; GUEDES, 2006). 
A avaliação é o ponto de partida para saber o que deve ser trabalhado e, além 
disso, julga quanto foi eficiente o sistema de trabalho usado, classifica os testados, 
reflete o progresso, indica se os objetivos são ou não atingidos, indica se o sistema 
de ensino está sendo satisfatório. Por essa razão, diz-se que a avaliação deve refletir 
as metas e os objetivos do profissional e geralmente faz comparação com algum 
padrão (GUEDES; GUEDES, 2006). 
16 
 
 
 Destaca-se que a avaliação é um processo essencial na prática docente, pois 
fornece elementos fundamentais para o desenvolvimento de uma ação pedagógica 
qualificada, que permite uma reflexão contínua de suas ações, no que se refere à 
escolha de competências, objetivos, conteúdos e procedimentos (DARIDO; SOUZA 
JÚNIOR, 2007). 
Para exemplificar de maneira visual a aplicação desses exemplos, apresenta-
se o Quadro 3.Foi criada uma situação hipotética de testes de flexibilidade aplicados 
a dois indivíduos (sexo masculino) diferentes que se matricularam em uma mesma 
academia. Assim, cuidadosamente instruídos, os professores de educação física que 
atuam na academia realizaram o pré-teste no primeiro dia que os alunos 
compareceram e, após dois meses, executaram o pós-teste. Em seguida, fez-se uma 
avaliação observacional comparativa entre as medidas obtidas no pré-teste e no pós-
teste. 
Assim, agora, vamos exercitar a habilidade de observação dos resultados a fim 
de executar uma avaliação observacional comparativa entre os indivíduos A, B, C e 
D. 
 Pré-teste – Melhor escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo A = 21 
centímetros.→ Pré-teste – Pior escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo B = 
15 centímetros.→ Pós-teste – Melhor escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo 
A = 24 centímetros.→ Pós-teste – Pior escore obtido no teste de flexibilidade: 
Indivíduo B = 13 centímetros. Outra comparação possível de realizar é avaliar os 
escores do mesmo indivíduo obtidos na situação de pré-teste e de pós-teste. Assim, 
será possível identificar qual dos indivíduos conseguiu expressivas melhoras no teste 
de flexibilidade durante os dois meses de academia. E, ainda, qual dos indivíduos 
apresentou piora no resultado do teste de flexibilidade durante os dois meses de 
academia.→Indivíduo A: 21 centímetros (pré-teste) → 24 centímetros (pós-teste) 
→Melhorou 3 centímetros.→Indivíduo B: 15 centímetros (pré-teste) → 13 centímetros 
(pós-teste) →Piorou 2 centímetros.→Indivíduo C: 17 centímetros (pré-teste) →19 
centímetros (pós-teste) →Melhorou 2 centímetros.→Indivíduo D: 19 centímetros (pré-
teste) →18 centímetros (pós-teste) →Piorou 1 centímetro. Aquele que apresentou 
mais melhoras expressivas no teste de flexibilidade durante os dois meses de 
academia foi o Indivíduo A. Aquele que apresentou acentuada piora no resultado do 
teste de flexibilidade durante os dois meses de academia foi o Indivíduo B. 
17 
 
 
2.3 Tipos de Testes 
 
De maneira geral, os testes de laboratório utilizam não só equipamentos 
especializados, mas também avaliadores especializados. Geralmente, são testes com 
custo mais elevado e avaliam menor quantidade de indivíduos por vez.Em 
contrapartida, os testes de campo se caracterizam pela fácil aplicação, bem como os 
equipamentos e avaliadores não carecem de elevado grau de especialização. Logo, 
tornam-se testes com custo reduzido. 
 Frequentemente, os testes de campo podem ser aplicados simultaneamente 
em grupos de indivíduos. A depender dos objetivos, dos equipamentos, dos atributos 
e das variáveis a serem testados, dos locais e do valor financeiro disponível para 
aplicação dos testes, os profissionais poderão optar pelo uso de testes de campo ou 
testes de laboratório. Para melhor compreensão, apresenta-se na Figura 7 um 
exemplo de um teste sendo realizado no contexto laboratorial. 
 
Figura 2 
 
 
 
 
 
18 
 
 
3. TIPOS DE MEDIDAS 
 
Há diferentes tipos de medidas em educação física, que podem ser divididas 
em dois grandes grupos. No primeiro grupo enquadram-se as medidas 
antropométricas: massa, estatura, perímetros corporais, diâmetros ósseos e dobras 
cutâneas. No segundo, enquadram-se as medidas de composição corporal: utilização 
da espessura de dobras cutâneas, somatória de dobras cutâneas e equações 
preditivas de gordura corporal. 
O panorama geral sobre os tipos de medidas. Na educação física, avaliar a 
condição física do indivíduo é fundamental. Por exemplo, pode ser útil para avaliar a 
evolução das capacidades físicas após um programa de intervenção. Nessa 
perspectiva, há três diferentes tipos de avaliação, conforme apresentado no Quadro 
4. Cada um desses tipos de avaliação possui suas particularidades. E caberá ao 
professor escolher qual tipo de avaliação utilizará. É válido ressaltar que, caso seja do 
interesse do professor, é possível utilizar os tipos de avaliação de forma combinada, 
sem ter que escolher entre uma avaliação ou outra. 
No que condiz aos testes que envolvem os componentes da aptidão física 
relacionada à saúde, aponta-se que eles representam um importante papel na 
prevenção, na conservação e na melhoria da capacidade funcional das pessoas. 
No contexto escolar, por exemplo, a avaliação possibilita o acompanhamento 
do desenvolvimento motor da criança e do adolescente; permite a identificação de 
possíveis distúrbios de ordem motora, postural e metabólica, bem como, a 
classificação dos indivíduos ou grupos de risco; fornece informações para a 
elaboração de programas preventivos ou até mesmo interventivos no contexto 
escolar. 
Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados quando se trata da utilização 
de testes motores em ambientes educacionais, tal qual a aplicação sistematizada e 
científica de técnicas de mensuração que permitam analisar, de forma qualitativa, os 
aspectos físicos e as adaptações em função do tempo. Além disso, antes de escolher 
o teste motor, deve-se definir a capacidade a ser avaliada para que sejam obtidos os 
resultados necessários. 
Em geral, os modelos de classificação dividem as capacidades motoras em 
dois grupos, isto é, as capacidades motoras condicionantes, que são constituídas por 
características da ação muscular, pela disponibilidade de energia biológica e pelas 
19 
 
 
condições orgânicas do avaliado. Neste grupo estão as capacidades motoras 
relacionadas à resistência, à força, à velocidade e às suas combinações. 
No segundo grupo, por sua vez, estão as capacidades motoras coordenativas, 
onde estão presentes os processos de controle motor, permitindo a organização e a 
formação de movimentos. Para tanto, as capacidades motoras coordenativas se 
fundamentam na assunção, na elaboração, no processamento de informações e no 
controle da execução dos movimentos, utilizando para isto analisadores táteis, visuais, 
acústicos, estático-dinâmicos e cinestésicos (GUEDES; GUEDES, 2006). 
De acordo com os autores, e conforme já pôde ser observado, em 
determinados casos, a velocidade e a flexibilidade podem estar presentes em ambos 
os grupos de capacidade motoras, passando a ser entendidas como capacidades 
motoras intermediárias. Isto porque, ao serem solicitadas, pode haver maior demanda 
dos aspectos relacionados à capacidade condicionante em detrimento da capacidade 
coordenativa, ou vice-versa. 
Atualmente, a literatura vem apresentando a classificação das capacidades 
motoras a partir da associação aos componentes da aptidão física, por entender que 
cada indivíduo possui um desempenho singular na utilização das capacidades 
motoras isoladamente. Neste sentido, Gallahue e Donnelly (2008) defendem que há 
componentes de aptidão física relacionados à saúde, sendo eles a força muscular, a 
resistência muscular, a resistência cardiovascular, a flexibilidade das articulações e a 
composição corporal dos indivíduos; e os componentes de aptidão física relacionados 
à performance ou, mais frequentemente, nomeados como componentes de aptidão 
física relacionados à habilidade ou, simplesmente, aptidão motora, a saber: equilíbrio, 
coordenação, agilidade, velocidade e energia, estando esta última atrelada à força 
explosiva. 
Figura 3 
 
 
20 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Técnicas e Padronizações.4. ed. Pallotti, Porto Alegre, 2009, p. 31-44. 
 
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qualidade de vida relacionada à saúde em adultos. Revista Brasileira de Medicina do 
Esporte. v. 6, n. 5, p. 194-203. 
 
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UNESCO, 2013, 70 p. 
 
 BENEDETTI, T. R. B.; PINHO, R. A.; RAMOS, V. M. Dobras cutâneas. In: PETROSKI, 
E (Org.). Técnicas e padronizações.4. ed. Pallotti, Porto Alegre, 2009,p. 45-56. 
 
BERGAMO, V. R.; DANIEL, J. F.; MORAES, A. M. Avaliação em educação física e 
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DA SAÚDE – Atenção primária à saúde. Disponível em: 
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2017.CARVALHO, I. M. 
 
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Os campos de atuação profissional da educação física: um olhar sobre o mercado de 
trabalho no interior da Paraíba. Revista Holos, ano 25, vol. 1, 2009. DARIDO, S. C.; 
SOUZA JÚNIOR, O. M. 
 
Para ensinar educação física: possibilidades de intervenção na escola. Campinas: 
Papirus, 2007.FRANÇA, N. M; VÍVOLO, M. A. Medidas antropométricas. In: V. K. R. 
Matsudo (editor). Testes em ciências do esporte (p. 19-31). 
 
Buriti, São Caetano do Sul, SP. 1998.GALLAHUE, D.; DONNELLY, F. C. Educação 
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IMAGENS. Imagens de paquímetro digital eletrônico. Disponível em: 
<https://www.google.com.br/h?q=PAQU%C3%8DMETROS+DIG

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