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Aula 08
Arquitetura para Concursos - Curso
Regular - 2022
Autor:
Moema Machado
31 de Março de 2022
12190866731 - Vinícius Felix
 
 
 
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1 - Introdução ....................................................................................................................2 
2 - Grandezas e Conceitos ................................................................................................ 11 
3 - Lâmpadas ................................................................................................................... 19 
4 - NBR 15215-1: 2005 – Iluminação Natural – Conceitos Básicos e Definições ................. 33 
5 - NBR 15215-2: 2005 – Iluminação Natural – Procedimentos de Cálculo para a Estimativa 
da Disponibilidade de Luz Natural ................................................................................... 50 
6 - NBR ISO/CIE 8995-1: 2013 – Iluminação de Ambientes de Trabalho – Parte 1: Interior
 ........................................................................................................................................ 56 
7 – Resolução de Questões .............................................................................................. 94 
8 – Lista de Questões ..................................................................................................... 133 
9 – Gabarito .................................................................................................................. 141 
10 - Bibliografia ............................................................................................................. 142 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Moema Machado
Aula 08
Arquitetura para Concursos - Curso Regular - 2022
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12190866731 - Vinícius Felix
 
 
 
 
 
 
 
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Oi!!!!! Preparados para mais uma aula? Nosso curso é quase fazer uma nova faculdade de 
arquitetura. Rs!!! 
A grande vantagem é que podemos aplicar tudo que estamos aprendendo, de imediato, na nossa 
profissão, e isso, nos dá uma alegria imensa, fazendo com que o estudo seja prazeroso. 
“Digo aos jovens arquitetos: Tenham a sensibilidade de fazer com que seus edifícios tenham alguma 
coisa a dizer.” Vilanova Artigas 
1 - INTRODUÇÃO 
Em primeiro lugar, o que é Conforto Lumínico? 
Conforto Lumínico ou conforto visual é a existência de um conjunto de condições no qual o ser 
humano pode desenvolver suas tarefas visuais com o máximo de acuidade e precisão visual, com o 
menor esforço, com menor risco de prejuízos à vista e com reduzidos riscos de acidentes. 
Essas condições podem ser classificadas como seguem (European Commission Directorate 1994): 
 Iluminância suficiente; 
 Boa distribuição de iluminâncias; 
 Ausência de ofuscamento; 
 Contrastes adequados (proporção de luminâncias) e 
 Bom padrão e direção de sombras. 
Lamberts ainda ressalta que a boa distribuição de iluminâncias não é sinônimo de uniformidade e 
que o contraste e o padrão das sombras ideal depende, da tarefa visual. 
De acordo com a publicação da OSRAM “Iluminação: Conceitos e Projetos”, O primeiro nível para 
avaliarmos o que é o conforto luminoso refere-se à resposta fisiológica do usuário. 
 
(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
Moema Machado
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Um determinado ambiente provido de luz natural e/ou artificial, produz estímulos 
ambientais, ou seja, um certo resultado em termos de quantidade, qualidade da luz e sua 
distribuição, contrastes etc. Todos esses estímulos ambientais são físicos, objetivos e 
quantificáveis. 
Quanto menor for o esforço de adaptação do indivíduo, maior será sua sensação de 
conforto. 
Mas o que seria este “esforço de adaptação”? Do ponto de vista fisiológico, para 
desenvolvermos determinadas atividades visuais, nosso olho necessita de condições 
específicas e que dependem muito das atividades que o usuário realiza. Por exemplo: 
para ler e escrever, é necessária uma certa quantidade de luz no plano de trabalho; para 
desenhar ou desenvolver atividades visuais de maior acuidade visual (atividades mais 
“finas” e com maior quantidade de detalhes), necessita-se de mais luz. Mas quantidade 
de luz não é o único requisito necessário. Para essas atividades, a boa distribuição de luz 
no ambiente e a ausência de contrastes excessivos (como a incidência direta do sol no 
plano de trabalho e reflexos indesejáveis) também são fatores essenciais. Quanto 
melhores forem as condições propiciadas pelo ambiente, menor será o esforço físico que 
o olho terá de fazer para se adaptar às condições ambientais e desenvolver bem a 
atividade em questão. É o enfoque fisiológico da definição de conforto ambiental. 
(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
 
“Aquilo que vemos depende não somente da qualidade física da luz ou da cor presente, 
mas também do estado de nossos olhos na hora da visão e da quantidade de experiência 
visual da qual temos de lançar mão para nos ajudar em nosso julgamento... Aquilo que 
vemos depende não só da imagem que é focada na retina, mas da mente que a 
interpreta” (Hopkinson & Kay, 1969) 
O olho é só um instrumento que capta as imagens, quem interpreta é o cérebro. Esta resposta 
sensorial do indivíduo ao seu meio ambiente tem, portanto, um componente subjetivo importante. 
 
Moema Machado
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(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
Conforto é, portanto, a interpretação de estímulos objetivos, físicos e facilmente 
quantificáveis, por meio de respostas fisiológicas (sensações) e de emoções, com caráter 
subjetivo e de difícil avaliação. As duas subáreas do conforto ambiental que têm maior 
grau de subjetividade são a ILUMINAÇÃO e a acústica, respectivamente. (OSRAM, Iluminação: 
Conceitos e Projetos) 
Para a Iluminação, tanto natural quanto artificial, a função é o primeiro e mais importante 
parâmetro para a definição de um projeto. Ela irá determinar o tipo de luz que o ambiente precisa. 
Podemos dividir a iluminação em função de dois objetivos: a luz da razão e a luz da emoção. 
O primeiro objetivo da iluminação é a obtenção de boas condições de visão associadas à visibilidade, 
segurança e orientação dentro de um determinado ambiente. Este objetivo está intimamente 
associado às atividades laborativas e produtivas – escritório, escolas, bibliotecas, bancos, indústrias 
etc. É a luz da razão. 
O segundo objetivo da iluminação é a utilização da luz como principal instrumento de ambientação 
do espaço – na criação de efeitos especiais com a própria luz ou no destaque de objetos e superfícies 
ou do próprio espaço. Este objetivo está intimamente associado às atividades não laborativas, não 
produtivas, de lazer, estar e religiosas – residências, restaurantes, museus e galerias, igrejas etc. É 
a luz da emoção. 
Algumas atividades estão, por essência, numa situação intermediária, como por exemplo as 
comerciais. Dependendo do tipo de loja, estaremos mais próximos de um caso ou de outro. 
Ainda conforme a publicação da OSRAM, o primeiro passo de um projeto luminotécnico é definir 
o(s) sistema(s) de iluminação, respondendo basicamente a três perguntas: 
1ª como a luz deverá ser distribuída pelo ambiente? 
2ª como a luminária irá distribuir a luz? 
3ª qual é a ambientação que queremos dar, com a luz, a este espaço? 
Para se responder a primeira pergunta, os sistemas foram classificados com a forma que as 
luminárias são distribuídas pelo ambiente e com os efeitos produzidos no plano de trabalho. Esta 
classificação também é conhecida como Sistema Principal. Nela, os sistemas de iluminação 
proporcionam: 
a) Iluminação geral: distribuição aproximadamente regular das luminárias pelo teto; iluminação 
horizontal de um certo nível médio; uniformidade.Possibilita uma maior flexibilidade na disposição 
interna do ambiente, layout, mas não atende às necessidades específicas de locais que requerem 
níveis de iluminância mais elevados. Acarretando grande consumo de energia e, em algumas 
situações muito específicas, podem desfavorecer o controle do ofuscamento pela visão direta da 
fonte. 
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(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
b) Iluminação localizada: concentra-se a luminária em locais de principal interesse. As luminárias 
devem ser instaladas suficientemente altas para cobrir as superfícies adjacentes, possibilitando 
altos níveis de iluminância sobre o plano de trabalho, ao mesmo tempo em que asseguram uma 
iluminação geral suficiente para eliminar fortes contrastes. Para atividades laborativas, necessitam 
de complementação através do sistema geral de controle de uniformidade de luz do local. Para 
outras situações, não necessariamente. 
Vantagens: maior economia de energia, e podem ser posicionadas de tal forma a evitar 
ofuscamentos, sombras indesejáveis e reflexões veladoras, além de considerar as necessidades 
individuais. 
Desvantagens: em caso de mudança de layout, as luminárias devem ser reposicionadas. 
 
(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
c) Iluminação de tarefa: luminárias perto da tarefa visual e do plano de trabalho iluminando uma 
área muito pequena. 
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Vantagens: maior economia de energia, maior controle dos efeitos luminotécnicos. 
Desvantagens: deve ser complementada por outro tipo de iluminação, e apresenta menor 
flexibilidade na alteração da disposição dos planos de trabalho. 
 
(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
Para responder a segunda pergunta, “Como a luminária irá distribuir a luz?”, classificam-se os 
sistemas de iluminação de acordo com a forma pela qual o fluxo luminoso é irradiado pela luminária 
ou mais precisamente, de acordo com a quantidade do fluxo luminoso irradiado para cima e para 
baixo do plano horizontal e da luminária (e/ou lâmpada). Muitos autores classificam os sistemas 
simplesmente por: direto, indireto e direto-indireto (compreendendo, nesse último caso, as 
classificações intermediárias). 
 
(OSRAM, Iluminação: Conceitos e Projetos) 
O sistema secundário relaciona-se mais à terceira pergunta, “Qual é a ambientação que queremos 
dar, com a luz, a este ambiente?”. 
 
 
 
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Luz de destaque: Coloca-se ênfase em determinados aspectos do interior arquitetônico, 
como um objeto ou uma superfície, chamando a atenção do olhar. Geralmente, esse 
efeito é obtido com o uso de spots, criando-se uma diferença 3, 5 ou até 10 vezes maior 
em relação à luz geral ambiente. Este efeito pode ser obtido também posicionando a luz 
muito próxima à superfície a ser iluminada. Exemplo: paredes, objetos, gôndolas, 
displays, quadros, etc. 
 
Luz de efeito: Enquanto na luz de destaque procuramos destacar algo, aqui o objeto de 
interesse é a própria luz: jogos de fachos de luz nas paredes, contrastes de luz e sombra 
etc. 
 
Luz decorativa: Aqui não é o efeito de luz que importa, mas o objeto que produz a luz. Ex: 
Lustres antigos, arandelas coloniais e velas criam uma área de interesse no ambiente, 
destacando o objeto mais do que iluminando o próprio espaço. 
OSRAM – Curso de Iluminação: Conceitos e Projetos 
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Luz arquitetônica: Obtida quando posicionamos a luz dentro de elementos arquitetônicos 
do espaço, como cornijas, sancas, corrimãos etc. Deve-se tomar cuidado com esse termo, 
pois toda a luz deve ser, por definição, arquitetônica. Ou seja, estar em perfeita 
integração com a arquitetura. Neste caso, estão apenas sendo escolhidos elementos 
arquitetônicos para servirem de suporte à luz. 
 
Modulação de intensidade (dimerização): É a possibilidade de aumentar ou diminuir a 
intensidade das várias luminárias, modificando com isso a percepção ambiental. 
O conforto térmico e o conforto visual devem ser considerados em conjunto, pois essa visão 
integrada é que tornará possível o bom desempenho energético da arquitetura. 
 
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5. Critérios de desempenho do ponto de vista do projeto de iluminação 
Critérios de desempenho do ponto de vista da iluminação, tanto para as atividades 
laborativas quanto para as não laborativas (de lazer, estar, religiosas). 
Sete critérios de desempenho nos possibilitam avaliar se os objetivos foram cumpridos 
nessas duas situações: 
Um nível mínimo de iluminância (lux) fixado pela norma NBR 5413: para que possamos 
desempenhar bem uma tarefa qualquer do ponto de vista visual, devemos ter uma 
quantidade de luz satisfatória. Por exemplo, para as atividades que envolvem leitura e 
escrita, a norma estipula valores mínimos e máximos de 300 e 750 lux, respectivamente. 
No caso de atividades laborativas, estes níveis adquirem maior importância e maiores 
valores que no caso das não laborativas; 
Uma boa distribuição destes níveis pelo local: quanto menor a uniformidade nesta 
distribuição, maiores os esforços de adaptação do olho em função de pontos mais e 
menos iluminados. Estes esforços levam a um cansaço visual e uma queda consequente 
da produtividade do trabalho. A boa uniformidade adquire maior importância no caso de 
atividades laborativas e perde o significado no caso das não laborativas; 
A não presença de ofuscamentos dentro do campo visual: ofuscamento significa 
contrastes fortes e extremos de luminâncias e podem atrapalhar ou até inibir a realização 
de uma tarefa visual laborativa, realizada normalmente por longos períodos. No caso das 
não laborativas, os contrastes (e mesmo os deslumbramentos) são absolutamente 
fundamentais. São eles que criam os jogos de luz e de destaque. São, consequentemente, 
os grandes responsáveis pela ambientação do espaço. Contrastes de cores, de 
luminâncias e de claro e escuro; 
Uma boa reprodução de cor (IRC): as fontes de luz artificial normalmente são 
comparadas com a luz natural em função de suas capacidades de reproduzir as cores. Em 
ambos os casos das atividades laborativas e não laborativas, a boa reprodução de cor é 
sempre desejável; 
Uma temperatura de cor (K) adequada à função: as aparências de cor quente, neutra e 
fria das lâmpadas interferem diretamente na ambientação e no estímulo das atividades 
humanas. Para atividades laborativas, as cores neutras e frias são as mais 
recomendadas. Para as atividades não laborativas, as quentes são mais acolhedoras e 
nos levam ao relaxamento, intimidade e descanso. 
Uma mutabilidade/flexibilidade da luz: a luz natural caracteriza-se muito por grande 
mutabilidade não somente em termos de quantidade, mas também de aparência, cor da 
luz e de sua projeção no espaço (em função das posições do sol). A tecnologia hoje 
disponível para o controle da luz artificial também propicia estes efeitos por meio dos 
sistemas de automação e controle, tanto do ponto de vista de sua intensidade quanto de 
OSRAM – Curso de Iluminação: Conceitos e Projetos 
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distribuição, espectro e aparência de cor (veja informações sobre os sistemas OSRAM 
DALI); 
Umaeconomia da instalação: não só do ponto de vista de custos iniciais, mas também 
de manutenção e operação (conta de luz). Sistemas de iluminação - luminárias, lâmpadas 
e equipamentos complementares adequados proporcionam uma maior racionalidade a 
todo o projeto e instalação, são sempre desejáveis, mas torna-se imprescindível no caso 
das atividades laborativas. 
 
Nota minha: a NBR 5413 foi cancelada e substituída pela NBRISO/CIE8995-1 de 03/2013 (Iluminação de ambientes 
de trabalho - Parte 1: Interior) 
 
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2 - GRANDEZAS E CONCEITOS 
O que é Luz? 
Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas. Elas possuem diferentes comprimentos, e o 
olho humano é sensível a somente alguns. Luz é, portanto, a radiação eletromagnética capaz de 
produzir uma sensação visual. A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o 
comprimento de onda da radiação, mas também com a luminosidade. A curva de sensibilidade do 
olho humano demonstra que radiações de menor comprimento de onda (violeta e azul) geram 
maior intensidade de sensação luminosa quando há pouca luz (ex. crepúsculo, noite, etc.), enquanto 
as radiações de maior comprimento de onda (laranja e vermelho) se comportam ao contrário. 
 
 
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O olho humano possui diferentes sensibilidades para a luz. Durante o dia, nossa maior percepção 
se dá para o comprimento de onda de 550 nm, correspondente às cores amarelo esverdeadas. Já 
durante a noite, para o de 510 nm, correspondente às cores verdes azuladas. 
A sensibilidade visual humana está compreendida entre 380 e 780 nm, mas não varia só de acordo 
com o comprimento de onda da radiação, mas também com a luminosidade. 
 
 
4.2 Luz e Cores 
Há uma tendência em pensarmos que os objetos já possuem cores definidas. 
Na verdade, a aparência de um objeto é resultado da iluminação incidente sobre ele. Por 
exemplo, sob uma luz branca, a maçã aparenta ser de cor vermelha, pois ela tende a 
refletir a porção do vermelho do espectro de radiação, absorvendo a luz nos outros 
comprimentos de onda. Se utilizássemos um filtro para remover a porção do vermelho da 
fonte de luz, a maçã refletiria muito pouca luz, parecendo totalmente negra. Podemos 
ver que a luz é composta por três cores primárias. 
A combinação das cores vermelho, verde e azul permite obtermos o branco (Sistema RGB: 
R=Red, G=Green, B=Blue). 
A combinação de duas cores primárias produz as cores secundárias - magenta, amarelo 
e ciano. As três cores primárias, dosadas em diferentes quantidades, permitem obtermos 
outras cores de luz. 
Da mesma forma que surgem diferenças na visualização das cores ao longo do dia 
(diferenças da luz do sol ao meio-dia e no crepúsculo), as fontes de luz artificiais também 
apresentam diferentes resultados. As lâmpadas incandescentes, por exemplo, tendem a 
reproduzir com maior fidelidade as cores vermelha e amarela do que as cores verde e 
azul, aparentando ter uma luz mais “quente”. 
 
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As cores aparentam ser o que refletem do espectro de radiação que incide sobre elas. 
O branco, reflete tudo, o preto, absorve tudo. O azul, reflete a porção do espectro azul e absorve 
todo o resto. E, assim por diante. 
Se a ideia é iluminar as carnes da vitrine de um açougue, não devemos usar uma lâmpada que tenha 
no seu espectro, preponderantemente, a cor azul, pois ninguém vai querer comprar a carne! A carne 
ficará com uma cor escura, pois não terá a cor vermelha para refletir. 
Outro exemplo, uma planta verde, iluminada por uma lâmpada verde, ficará super verde, pois não 
vai absorver nada, só vai refletir o verde. 
A sensação de cor está intimamente ligada aos comprimentos de onda das radiações. Sensibilidade 
do olho – espectro visível (380 a 780 nm). 
Vamos ver, agora, as principais grandezas fotométricas: 
 Fluxo luminoso - F (lumen [lm]) 
O Fluxo luminoso é a parcela do fluxo radiante que gera uma resposta visual. 
 
 Eficiência luminosa ([lm/W]) 
É a capacidade da fonte em converter potência em luz. 
 
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4.4 Fluxo Luminoso 
Símbolo: φ 
Unidade: lúmen (lm) 
Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa entre os limites de comprimento de 
onda mencionados (380 e 780m. É a quantidade de luz emitida por uma fonte, medida 
em lúmens, na tensão nominal de funcionamento. 
É chamado também de “pacote de luz”. 
 
4.5 Eficiência Energética 
Símbolo: ŋw (ou K, conforme IES) 
Unidade: lm / W (lúmen / watt) 
4.5.1 Eficiência energética de lâmpadas 
As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes Fluxos Luminosos que 
irradiam, mas também pelas diferentes potências que consomem. 
Para poder compará-las, é necessário saber quantos lúmens são gerados por watt 
consumido. A essa grandeza dá-se o nome de Eficiência Energética (ou “Rendimento 
Luminoso”). A figura 24 exemplifica as eficiências de alguns tipos de lâmpadas. 
Como geralmente a lâmpada é instalada dentro de luminárias, o Fluxo Luminoso final 
disponível é menor do que o irradiado pela lâmpada, devido à absorção, reflexão e 
transmissão da luz pelos materiais com que são construídas as luminárias. O Fluxo 
Luminoso emitido pela luminária é avaliado através da Eficiência da Luminária (item 
4.5.2). Isto é, o Fluxo Luminoso da luminária em serviço dividido pelo Fluxo Luminoso da 
lâmpada. 
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 Iluminância (lumen/m2 ou lux [lx]) 
É a medida da quantidade de luz incidente numa superfície por unidade de área. 
 
A 1m de uma vela 1 lux 
Numa mesa de escritório 500 lux 
No exterior sob céu encoberto 10.000 lux 
No sol no verão 100.000 lux 
4.6 Nível de Iluminância 
Símbolo: E 
Unidade: Lux (lm/m2) 
A luz que uma lâmpada irradia, relacionada à superfície à qual incide, define uma nova 
grandeza luminotécnica denominada de Iluminamento, nível de iluminação ou 
Iluminância (fig. 28). 
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Expressa em lux (lx), indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma 
superfície situada à uma certa distância dessa fonte. 
A equação que expressa esta grandeza é: 
 
É também a relação entre intensidade luminosa e o quadrado da distância (I/h²) (fig.28). 
Na prática, é a quantidade de luz dentro de um ambiente, e pode ser medida com o auxílio 
de um luxímetro. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente, a iluminância 
não será a mesma em todos os pontos da área em questão. Considera-se, por isso, a 
iluminância média (Em). Existem normas especificando o valor mínimo de iluminância 
média, para ambientes diferenciados pela atividade exercida, relacionados ao conforto 
visual. 
 
 Intensidade luminosa (candela [cd] ou [lm/sr]) 
É a propagação da luz em uma dada direção dentro de um ângulo sólido unitário. 
4.7 Intensidade Luminosa 
Símbolo: I 
Unidade: candela (cd) 
Se a fonte luminosa irradiasse a luz uniformemente em todas as direções, o Fluxo 
Luminoso se distribuiria na forma de uma esfera. Tal fato, porém, é quase impossível de 
acontecer, razão pela qual é necessáriomedir o valor dos lúmens emitidos em cada 
direção. 
Essa direção é representada por vetores, cujos comprimentos indicam as Intensidades 
Luminosas. Portanto, intensidade luminosa é o Fluxo Luminoso irradiado na direção de 
um determinado ponto. 
4.7.1 Curva de distribuição luminosa 
Símbolo: CDL 
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Unidade: candela (cd) X 1000 lm 
Se, num plano transversal à lâmpada, todos os vetores que dela se originam tiverem suas 
extremidades ligadas por um traço, obtém-se a Curva de Distribuição Luminosa (CDL). 
Em outras palavras, é a representação da Intensidade Luminosa em todos os ângulos em 
que ela é direcionada num plano (fig. 32). 
 
 Luminância ([cd/m2]) 
É uma medida física de brilho de uma superfície, sendo através dela que os seres humanos 
enxergam. 
4.8 Luminância 
Símbolo: L 
Unidade: cd/m2 
Das grandezas mencionadas, até então, nenhuma é visível, isto é, os raios de luz não são 
vistos, a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de 
claridade aos olhos. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância (fig. 33). 
É a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície, pela sua superfície aparente (fig. 
34). 
A equação que permite sua determinação é: 
 
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na qual: 
L = Luminância, em cd/m² 
I = Intensidade Luminosa, em cd 
 
 
Tabela resumo: 
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3 - LÂMPADAS 
 Lâmpadas Incandescentes 
A iluminação incandescente resulta do aquecimento de um filamento até um valor capaz de 
produzir irradiação na porção visível do espectro. O aquecimento se dá pela passagem da corrente 
elétrica pelo filamento que está dentro de um bulbo onde existe vácuo ou um meio gasoso 
apropriado (argônio e nitrogênio e em alguns casos criptônio). Este filamento deve possuir um 
elevado ponto de fusão, baixa pressão de vapor, alta resistência e ductibilidade: Tungstênio. 
Temperatura de cor agradável, na faixa de 2700 K (amarelada) e reprodução de cor de 100%. 
As lâmpadas incandescentes estão proibidas no mercado hoje, por não atingirem os níveis mínimos 
de eficiência energética. (prazo até junho de 2017 para deixarem o mercado) 
 
“Em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Hoje, 
esse número inverteu. Agora, somente 30% das residências usam as incandescentes, que 
deixarão de ser comercializadas no Brasil, seguindo uma tendência mundial 
recomendada pela Agência Internacional de Energia”, disse em nota o responsável pelo 
Programa Brasileiro de Etiquetagem, Marcos Borges. (29/06/2016 – globo.com) 
Grandeza 
Nome Símbolo Significado Unidade 
 
 
Fluxo 
luminoso 
 
Componente do fluxo radiante que gera uma 
resposta visual. 
 Esfera de Ulbricht: a fonte luminosa é colocada dentro de 
uma grande esfera, cujo o interior é pintado de branco 
perfeitamente difusor. Mede-se a iluminância produzida pela 
luz difusa através de uma pequena abertura, protegendo os 
raios que saem diretamente da fonte, esta iluminância é 
proporcional ao fluxo luminoso emitido pela fonte. 
 
Eficiência 
Luminosa 
 É a razão entre o fluxo 
luminoso "" produzido por uma 
fonte e a potência "P" consumida. 
 A eficiência luminosa é deduzida juntamente com a medição 
do fluxo luminoso com a esfera de Ulbricht, medindo-se a 
potência consumida pela fonte luminosa e seus 
equipamentos auxiliares, através de um wattímetro. 
 
Intensidade 
Luminosa 
 É o fluxo luminoso "" emitido 
por uma fonte numa certa 
direção, dividido pelo ângulo 
sólido "", no qual está contido. 
 
cd 
Banco fotométrico: a fonte luminosa em exame é 
comparada com uma fonte de intensidade conhecida. No 
caso de aparelhos de iluminação, a medição é feita por meio 
de um fotogoniômetro: uma célula fotovoltaica gira em 
volta do aparelho e mede a intensidade luminosa emitida em 
todas as direções. 
 
Iluminância 
 É o fluxo luminoso incidente 
"" numa dada superfície, dividida 
pela área "A"da mesma. 
 
 
lux 
Luxímetro: é formado por uma fotocélula que transforma a 
energia luminosa em energia elétrica, indicada por um 
galvanômetro cuja a escala está marcada em lux. 
 
Luminância 
 É a intensidade luminosa 
"I" (de uma fonte ou de uma 
superfície iluminada) por unidade 
de área aparente "A'" numa dada 
direção. 
 Luminancímetro: aparelho que reproduz a imagem da 
superfície projetada e cuja a luminância deve ser medida. A 
energia elétrica produzida pelo fotosensor é ampliada e 
medida por um galvanômetro calibrado em candelas por m2
 
Como medir 
P




I
A
E



I
E
L
 lm
W
lm
2m
cd
'A
I
L 
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Acima, incandescente comum e incandescente espelhada. 
 Incandescentes Halógenas 
Tem o mesmo princípio de funcionamento das incandescentes, porém foram incrementadas com a 
introdução de gases halógenos. 
 Vantagens: 
- Tamanho reduzido; 
- Funcionamento imediato; 
- IRC 100; (excelente reprodução de cores) 
- Baixo custo inicial; 
- Podem ser facilmente controladas por “dimmers”. 
 Desvantagens: 
- Baixa eficiência luminosa (muita dissipação de calor); 
- Possibilidade de ofuscamento; 
- Curta vida útil quando comparadas às fluorescentes; 
- Sensíveis a choques e vibrações; 
- Custo de operação elevado; 
- Sofrem com variação da tensão da rede. 
 
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==1a111b==
 
 
 
 
 
 
 
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As que possuem refletor multifacetado coberto com película dicroica conseguem transferir 65% da 
radiação infravermelha (térmica) para trás, proporcionando uma luz mais “fria” que aquela obtida 
com refletores comuns. 
 Lâmpadas de descarga 
Nessas lâmpadas o fluxo luminoso é gerado pela passagem de corrente através de um gás, ou de 
uma mistura de gases ou vapores, sem a existência de filamento. 
As lâmpadas de descarga podem ser: fluorescentes (tubulares, compactas ou eletrônicas); vapor de 
sódio; vapor de mercúrio ou multi-vapor metálico. 
 Fluorescentes 
Forma clássica para iluminação econômica. 
 Vantagens em relação às incandescentes: 
- Custo de manutenção menor, devido à longa vida útil; 
- Eficiência luminosa 4 a 6 vezes maior do que as incandescentes; 
- Baixa luminância - redução do risco de ofuscamento; 
- Vida média alta (6.000 a 20.000 horas). 
- Efeito estroboscópico. 
 Desvantagens em relação às incandescentes: 
- Custo inicial alto; 
- Sensibilidade à temperatura do ambiente; 
- Produção de ruído pelos reatores; 
- Apenas alguns tipos podem utilizar “dimmers”; 
- Necessitam equipamento auxiliar (reatores, que fornecem alta voltagem inicial para começar a 
descarga e rapidamente limitar a corrente; e starters, que proporcionam a tensão necessária para 
a descarga inicial através de pulsações da corrente). 
 Lâmpadas de Vapor Mercúrio em Alta Pressão 
Utilizada para iluminação de grandes áreas internas (armazéns, depósitos, etc.) ou externas. 
Lâmpadas de descargas com aparência branco-azulada, eficiência de até 55 lm/W, apresentadas em 
potências de 80 a 1000 W. 
 Lâmpadas de Vapor de Sódio em Alta Pressão 
São lâmpadas com altíssima eficiência energética, até 130 lm/W, longa durabilidade e, 
consequentemente, longos intervalos para reposição. 
Estão gradualmente substituindo as lâmpadas ineficientes em iluminação pública, como as de vapor 
de mercúrio. 
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Apresentam-se em versões tubulares e elipsoidais. Estas últimas se diferem pela emissão dourada, 
indicada para iluminação de locais onde a reprodução de cor não é um fator importante. 
Amplamente utilizadas na iluminação externa, avenidas, autoestradas, viadutos, complexos viários, 
etc., têm seu uso ampliado para área industriais, siderúrgicas e ainda para locais específicos como 
aeroportos, estaleiros, portos, ferrovias, pátios e estacionamentos. 
As de baixa pressão provocam distorção das cores pela sua emissão monocrática (amarela). 
 Lâmpadas a Vapor Metálico 
São lâmpadas que combinam iodetos metálicos, apresentando alta eficiência energética e excelente 
reprodução de cor. Sua luz, extremamente branca e brilhante, realça e valoriza espaços e ilumina 
com intensidade, além de apresentar longa durabilidade e baixa carga térmica. 
Alta Potência: Para a iluminação de grandes áreas, com níveis de iluminância elevados e, 
principalmente, em locais onde alta qualidade de luz é primordial, as lâmpadas de multivapores 
metálicos de 250 a 3500W são ideais. As lâmpadas multivapores metálicos apresentam durabilidade 
variada, com índice de reprodução de cor de até 90%, eficiência energética de até 100 lm/W, 
temperatura de cor de 3000 a 6000K, em versões elipsoidais, tubulares e compactas. 
São indicadas para iluminação de estádios de futebol, ginásios poliesportivos, piscinas cobertas, 
indústrias, supermercados, salas de exposição, salões, saguões de teatros e hotéis, fachadas, praças, 
monumentos, aeroportos, locais onde ocorrem filmagens e televisionamentos externos, a exemplo 
dos “sambódromos”. 
Baixa Potência: Baseando-se nas características das lâmpadas de multivapores metálicos de alta 
potência, foram desenvolvidas as de baixa potência de 20 a 70W, em versões compactas. Todas, 
sem exceção, apresentam pequenas dimensões, alta eficiência, ótima reprodução de cor, vida útil 
longa e baixa carga térmica. 
Cada uma, dentro de sua característica, é recomendada tanto para uso interno como externo, na 
iluminação geral ou localizada. Ideais para shopping centers, lojas, vitrines, hotéis, stands, museus, 
galerias, jardins, fachadas e monumentos. 
 Lâmpada de Led’s (diodo emissor de luz) 
O LED (diodo emissor de luz) é constituído por uma série de camadas de material semicondutor. 
Diferentemente do que ocorre com as lâmpadas incandescentes, o LED emite luz em uma 
determinada cor. A cor da luz depende do material utilizado em sua composição e varia entre as 
cores vermelho, amarelo, verde e azul. A cor branca pode ser produzida através da mistura das 
cores azul, vermelha e verde ou através do LED azul com fósforo amarelo. O LED azul proporciona 
uma excitação do fósforo, fazendo com que ele emita luz amarela, resultando na luz branca. 
Com o avanço tecnológico, a eficiência dos LED’s aumentou, consideravelmente, nos últimos anos. 
Dependendo do tipo de cor, obtemos em torno de 50 a 60 lm/W, incrementando ainda mais a cada 
ano. A tensão de operação do LED também varia em função da cor, variando de 2V a 4V para uma 
corrente de condução de até 70mA. A eficiência máxima é obtida pelo uso de uma fonte de corrente 
contínua (DC). A utilização intensiva de fontes eletrônicas em grandes instalações deve merecer 
atenção especial para aspectos como distorção harmônica e fator de potência. 
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Os LED’s estão sendo utilizados em semáforos de trânsito, na iluminação interna de automóveis e 
em outros equipamentos de sinalização. Já existem iniciativas de utilização em iluminação pública. 
 
 
 
2.2 EQUIPAMENTOS AUXILIARES UTILIZADOS EM ILUMINAÇÃO 
SOQUETE/BASE 
Tem como função garantir fixação mecânica e a conexão elétrica da lâmpada. 
TRANSFORMADOR 
Equipamento auxiliar cuja função é converter a tensão de rede (tensão primária) para 
outro valor de tensão (tensão secundária). Um único transformador poderá alimentar 
mais de uma lâmpada, desde que o somatório das potências de todas as lâmpadas a ele 
conectadas não ultrapasse a potência máxima do mesmo. 
REATORES 
Tem por finalidade provocar um aumento de tensão durante a ignição e uma redução na 
intensidade da corrente, durante o funcionamento da lâmpada. Em termos construtivos, 
podem se apresentar de duas formas: reatores eletromagnéticos ou reatores eletrônicos. 
REATORES ELETROMAGNÉTICOS 
São os mais comuns nas instalações antigas. Geralmente compostos de núcleo de ferro, 
bobinas de cobre e capacitores para correção do fator de potência. Devido às suas perdas 
elétricas, emissão de ruído audível, efeito flicker e carga térmica elevada, não contribuem 
para o uso eficiente da energia elétrica. 
REATORES ELETRÔNICOS 
São os mais procurados por profissionais voltados ao uso eficiente da energia. Trabalham 
em alta frequência (20 kHz a 50 kHz), sendo mais eficientes que os eletromagnéticos na 
conversão de potência elétrica em potência luminosa. A qualidade do produto, no 
entanto, é um fator que deve ser levado em consideração para que se obtenha sucesso 
na execução do projeto. 
Os aspectos básicos a serem considerados são o fator de potência (FP) e a distorção 
harmônica (THD). 
STARTER 
Elemento bimetálico com função de pré-aquecer os eletrodos das lâmpadas fluorescentes 
e fornecer, em conjunto com reator eletromagnético convencional, um pulso de tensão 
necessário para o acendimento da lâmpada. Os reatores eletrônicos de partida rápida 
não utilizam starter. 
IGNITOR 
MANUAL DE ILUMINAÇÃO – PROCEL – Agosto 2011 
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Dispositivo eletrônico com função de fornecer à lâmpada um pulso de tensão necessário 
para o seu acendimento. 
CAPACITOR 
Acessório com função de corrigir o fator de potência de um sistema que utiliza reator 
eletromagnético. Da mesma forma que para cada lâmpada de descarga existe seu reator 
específico, existe também um capacitor específico para cada reator. 
DIMMER 
Tem como função variar continuamente a intensidade da luz de acordo com a 
necessidade. 
 
Vou inserir, abaixo, parte do livro “Instalações Elétricas” de Hélio Creder, 15ª Edição, pois, em um 
recurso que fiz à FGV a banca citou o livro. É um dos livros mais famosos de instalações elétricas e 
muito conceituado. 
 
 
 
 
 
 
 
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2.3 TIPOS DE LUMINÁRIAS 
A seguir,relacionamos os tipos de luminárias, características e aplicações: 
2.3.1 FECHADAS (LÂMPADAS FLUORESCENTES) 
São luminárias que possuem difusores, que podem ser de vidro temperado ou acrílico. 
Podem ser herméticas ou também podem ser encontradas com vários tipos de elemento 
de controle de luz (refletores espelhados com proteção visual, difusor prismático, 
colmeias, etc.); sua manutenção é difícil. Podem ser fixadas sobre a superfície do teto e, 
em alguns casos, podem ser embutidas. 
Têm rendimentos moderados, dependendo do tipo de elemento de controle da luz. Os 
tipos que dispõem de refletores sem elementos de controle de luz apresentam melhor 
rendimento. 
2.3.2 ABERTAS 
Podem ser encontradas com ou sem elementos de controle de luz; apresentam 
rendimento superior ao das luminárias fechadas; fácil manutenção; podem ser 
suspensas, embutidas ou fixadas sobre a superfície do teto. Utilizadas para iluminação 
geral de ambientes de escritórios, comerciais, depósitos e iluminação localizada 
(balcões). 
2.3.3 SPOTS 
São utilizados com vários tipos de lâmpadas incandescentes refletoras, halógenas, 
lâmpadas coloridas e outros dispositivos, como filtros e refletores; são utilizados para 
iluminação direcional, apresentando grande flexibilidade no direcionamento do fluxo 
luminoso; possuem fácil manutenção; a fixação pode ser feita sobre superfícies ou 
embutida. 
Também se aplicam à Iluminação geral com controle de ofuscamento. 
2.3.4 PROJETORES 
São encontrados em vários tamanhos; possuem bom rendimento luminoso; são fixados 
sobre as superfícies ou suspensos; podem ser usados com diversos tipos de lâmpadas, 
desde as incandescentes comuns, halógenas, até as lâmpadas de vapor de sódio; são de 
fácil manutenção, dependendo das condições do local. 
Podem ser aplicados a fachadas, depósitos, estacionamentos. 
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4 - NBR 15215-1: 2005 – ILUMINAÇÃO NATURAL – CONCEITOS BÁSICOS 
E DEFINIÇÕES 
Essa Norma é pequena, são 5 páginas, e traz definições muito importantes. Vamos vê-la, 
integralmente, abaixo. 
 
Achei essa introdução muito importante! Muito se pode retirar dela. 
 
 
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 Átrio 
 
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Cobertura Shed ou Dente de Serra 
 
 
(Montero) 
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Exemplo: Duto de Sol. 
 
 
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(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
 
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5 - NBR 15215-2: 2005 – ILUMINAÇÃO NATURAL – PROCEDIMENTOS DE 
CÁLCULO PARA A ESTIMATIVA DA DISPONIBILIDADE DE LUZ NATURAL 
 
A NBR 15215-2 diz que, basicamente, a luz natural é composta pela luz direta do sol e a luz difundida 
na atmosfera. Já a NBR 15215-3 (Procedimento de cálculo para a determinação da iluminação 
natural em ambientes internos) traz o seguinte: 
A luz natural admitida no interior das edificações consiste em luz proveniente diretamente do sol; luz difundida 
na atmosfera (abóbada celeste) e luz refletida no entorno. 
A magnitude e distribuição da luz no ambiente interno depende de um conjunto de variáveis, tais como: da 
disponibilidade da luz natural (quantidade e distribuição variáveis com relação às condições atmosféricas 
locais), de obstruções externas, do tamanho, orientação, posição e detalhes de projeto das aberturas, das 
características óticas dos envidraçados, do tamanho e geometria do ambiente e das refletividades das 
superfícies internas. 
Uma trata da disponibilidade da luz natural e, a outra, de como a luz natural é admitida no interior. 
É bom sabermos como outros autores entendem a luz refletida no entorno: Lúcia Mascaró trata o 
entorno como uma fonte de luz e Lamberts, como uma das fontes de luz natural, dizendo: “as fontes 
de luz natural são o sol, o céu e as superfícies edificadas ou não, que fornecem respectivamente luz 
direta, luz difusa e luz refletida ou indireta”. 
Não vamos nos aprofundar nesta Norma, mas a colocarei aqui, apenas para “passarem o olho”. 
O que é disponibilidade de luz natural para o efeito dos cálculos presentes na NBR 15215-2? 
É a quantidade de luz, em um determinado local, em função de suas características geográficas e 
climáticas, que se pode dispor por um certo período de tempo. 
 
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(…) 
 
(...) 
6 - NBR ISO/CIE 8995-1: 2013 – ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES DE 
TRABALHO – PARTE 1: INTERIOR 
Introdução 
 
Uma boa iluminação propicia a visualização do ambiente, permitindo que as pessoas 
vejam, se movam com segurança e desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, 
precisa e segura, sem causar fadiga visual e desconforto. A iluminação pode ser natural, 
artificial ou uma combinação de ambas. 
Uma boa iluminação requer igual atenção para a quantidade e qualidade da iluminação. 
Embora seja necessária a provisão de uma iluminância suficiente em uma tarefa, em 
muitos exemplos a visibilidade depende da maneira pela qual a luz é fornecida, das 
características da cor da fonte de luz e da superfície em conjunto com o nível de 
ofuscamento do sistema. Nesta Norma foi levado em consideração não apenas a 
iluminância, mas também o limite referente ao desconforto por ofuscamento e o índice 
de reprodução de cor mínimo da fonte para especificar os vários locais de trabalho e tipos 
de tarefas. 
Os parâmetros para criar as condições visuais confortáveis estão propostos no corpo 
desta Norma. Os valores recomendados foram considerados, a fim de representar um 
balanço razoável, respeitando os requisitos de segurança, saúde e um desempenho 
eficiente do trabalho. Os valores podem ser atingidos com a utilização de soluções 
energeticamente eficientes. 
Existem também parâmetros ergonômicos visuais, como a capacidade de percepção e as 
características e atributos da tarefa, que determinam a qualidade das habilidades visuais 
do usuário e, consequentemente, os níveis de desempenho. Em alguns casos a otimização 
destes fatores de influência pode melhorar o desempenho sem ser necessário aumentar 
os níveis de iluminância. Por exemplo, pela melhora do contraste na tarefa, ampliando a 
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visualização de própria tarefa através do uso de equipamentos de auxílio à visão (óculos) 
e pela provisão de sistemas de iluminação especiais com capacidade de uma iluminação 
local direcional. 
NOTA BRASILEIRA Entende-se por equipamentos de auxílio à visão: óculos, lentes, lupas, 
protetores de tela etc. 
Vários pontos importantes nessa introdução! Vamos reforçá-los! 
 
 
(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
 
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Logo na introdução, podemos notar duas novidades em relação à antiga, trazendo, não só o valor 
da iluminância necessária, como o limite referente ao desconforto por ofuscamento e o índice de 
reprodução de cor mínimo da fonte. 
Outro ponto que gostaria de ressaltar é a preocupação com a eficiência energética. Pois buscou-se 
um balanço razoável entre os requisitos de segurança, saúde e desempenho eficiente do trabalho, 
ressaltando que os valores podem ser atingidos com a utilização de soluções energeticamente 
eficientes. 
 
Percebem como conseguimos ler melhor quando temos um contraste adequado? Coloquei o 
primeiro quadro, acima, com fundo mais escuro de propósito. 
Exemplos de iluminação local e geral: 
 
(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
 
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Agora, vamos às definições, parte que sempre deve ser lida nas Normas para efeito de concurso. 
3 Definições 
Em geral os termos utilizados nesta Norma estão definidos no Vocabulário de Iluminação 
CIE (CIE 17.4 – 1987), mas existem alguns termos a mais que estão definidos abaixo: 
3.1 tarefa visual: Os elementos visuais da tarefa a ser realizada. 
3.2 área da tarefa: A área parcial em um local de trabalho no qual a tarefa visual está 
localizada e é realizada. 
3.3 entorno imediato: Uma zona de no mínimo 0,5 m de largura ao redor da área da 
tarefa dentro do campo de visão. 
NOTA BRASILEIRA Entende-se por largura, a área adjacente à área de tarefa, seja esta 
horizontal, vertical ou inclinada. Ver 4.3.1. 
3.4 iluminância mantida (Em): Valor abaixo do qual não convém que a iluminância média 
da superfície especificada seja reduzida. 
3.5 índice de ofuscamento unificado (UGR): Definição da CIE para o nível de desconforto 
por ofuscamento. 
3.6 índice limite de ofuscamento unificado (UGRL): Valor máximo permitido do nível de 
ofuscamento unificado de projeto para uma instalação de iluminação. 
3.7 ângulo de corte: Ângulo medido a partir do plano horizontal, abaixo do qual a(s) 
lâmpada(s) é(são) protegida(s) da visão direta do observador pela luminária. 
NOTA BRASILEIRA Incluem-se, além de lâmpadas, outros tipos de fontes luminosas, como 
leds e outros. 
3.8 plano de trabalho: Superfície de referência definida como o plano onde o trabalho é 
habitualmente realizado. 
4 Critérios do projeto de iluminação 
4.1 Ambiente luminoso 
A prática de uma boa iluminação para locais de trabalho é muito mais que apenas 
fornecer uma boa visualização da tarefa. É essencial que as tarefas sejam realizadas 
facilmente e com conforto. Desta maneira a iluminação deve satisfazer os aspectos 
quantitativos e qualitativos exigidos pelo ambiente. Em geral a iluminação assegura: 
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— conforto visual, dando aos trabalhadores uma sensação de bem-estar, 
— desempenho visual, ficando os trabalhadores capacitados a realizar suas tarefas 
visuais, rápida e precisamente, mesmo sob circunstâncias difíceis e durante longos 
períodos, 
— segurança visual, ao olhar ao redor e detectar perigos. 
A fim de satisfazer isto, é requerido que seja dada atenção a todos os parâmetros que 
contribuem para o ambiente luminoso. 
Os principais parâmetros são: 
— distribuição da luminância, 
— iluminância, 
— ofuscamento, 
— direcionalidade da luz, 
— aspectos da cor da luz e superfícies, 
— cintilação, 
— luz natural, 
— manutenção. 
Os valores de projeto para os parâmetros quantificáveis de iluminância, desconforto 
referente ao ofuscamento e reprodução de cor estão estabelecidos na Seção 5 para várias 
atividades. 
NOTA: Adicionalmente à iluminação, existem outros parâmetros ergonômicos visuais que 
influenciam o desempenho visual dos operadores, como: 
a) as propriedades intrínsecas da tarefa (tamanho, forma, posição, cor e refletância do 
detalhe e do fundo). 
b) capacidade oftálmica do operador (acuidade visual, percepção de profundidade, 
percepção da cor). 
A atenção a estes fatores pode otimizar o desempenho visual sem a necessidade de um 
incremento dos níveis de iluminância. 
 
Então, de novo a importância da qualidade e não só a quantidade, em um projeto de iluminação. É 
importante pensarmos, também, não só na visualização da tarefa, mas, que sejam realizadas 
facilmente e com conforto. 
Em geral, a iluminação deve assegurar conforto, desempenho e segurança visual. 
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A atenção a estes fatores pode otimizar o desempenho visual sem a necessidade de um incremento 
dos níveis de iluminância. 
4.2 Distribuição da luminância 
A distribuição da luminância no campo de visão controla o nível de adaptação dos olhos, 
o qual afeta a visibilidade da tarefa. 
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Uma adaptação bem balanceada da luminância é necessária para ampliar: 
— a acuidade visual (nitidez da visão), 
— a sensibilidade ao contraste (discriminação das diferenças relativamente pequenas de 
luminância), 
— a eficiência das funções oculares (como acomodação, convergência, contrações 
pupilares, movimento dos olhos etc.). 
 
ILUMINÂNCIA (E) LUMINÂNCIA (L) 
 
A luz que uma lâmpada irradia, relacionada à 
superfície à qual incide, define uma nova 
grandeza 
luminotécnica denominada de Iluminamento, 
nível de iluminação ou Iluminância. 
Expressa em lux (lx), indica o fluxo 
luminoso de uma fonte de luz que incide sobre 
uma superfície situada à uma certa distância 
dessa fonte. 
Os raios de luz não são vistos, a menos que 
sejam refletidos em uma superfície e aí 
transmitam a sensação de claridade aos 
olhos. Essa sensação de claridade é 
chamada de Luminância. 
É a Intensidade Luminosa que emana de 
uma superfície, pela sua superfície 
aparente. 
 
Unidade: Lux (lm/m2) Unidade: cd/m2 
 
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A distribuição de luminâncias variadas no campo de visão também afeta o conforto visual 
e convém que sejam evitadas: 
— luminâncias muito altas que podem levar ao ofuscamento. 
— contrastes de luminâncias muito altos causam fadiga visual devido à contínua 
readaptação dos olhos. 
— luminâncias muito baixas e contrastes de luminância muito baixos resultam em um 
ambiente de trabalho sem estímulo e tedioso. 
— convém que seja dada atenção à adaptação na movimentação de zona para zona no 
interior do edifício. 
As luminâncias de todas as superfícies são importantes e são determinadas pela 
refletância e pela iluminância nas superfícies. As faixas de refletâncias úteis para as 
superfícies internas mais importantes são: 
— teto: 0,6 – 0,9 
— paredes: 0,3 – 0,8 
— planos de trabalho: 0,2 – 0,6 
— piso: 0,1 – 0,5 
 
 
 
 
Limitação de Ofuscamento 
Duas formas de ofuscamento podem gerar incômodos: 
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• Ofuscamento direto, através de luz direcionada diretamente ao campo visual. 
• Ofuscamento reflexivo, através da reflexão da luz no plano de trabalho, direcionando-
a para o campo visual. Considerando que a Luminância da própria luminária é incômoda 
a partir de 200 cd/m², valores acima deste não devem ultrapassar o ângulo de 45º, como 
indicado na fig. 35. 
O posicionamento e a Curva de Distribuição Luminosa devem ser tais que evitem 
prejudicar as atividades do usuário da iluminação. 
Proporção Harmoniosa entre Luminâncias 
Acentuadas diferenças entre as Luminâncias de diferentes planos causam fadiga visual, 
devido ao excessivo trabalho de acomodação dos olhos, ao passar por variações bruscas 
de sensação de claridade. 
Para evitar esse desconforto, recomenda-se que as Luminâncias de piso, parede e teto se 
harmonizem numa proporção de 1:2:3, e que, no caso de uma mesa de trabalho, a 
Luminância não seja inferior a 1/3 da do objeto observado (fig. 36). 
Efeitos Luz e Sombra 
Deve-se tomar cuidado no direcionamento do foco de uma luminária, para evitar que 
sejam criadas sombras incômodas, lembrando, porém, que a total ausência de sombras 
leva à perda da identificação da textura e do formato dos objetos. Uma boa iluminação 
não significa luz distribuída por igual. 
 
 
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4.3 Iluminância 
A iluminância e sua distribuição nas áreas de trabalho e no entorno imediato têm um 
maior impacto em como uma pessoa percebe e realiza a tarefa visual de forma rápida, 
segura e confortável. Para lugares onde a área específica é desconhecida, a área onde a 
tarefa pode ocorrer é considerada a área de tarefa. 
Todos os valores de iluminância especificados nesta Norma são iluminâncias mantidas e 
proporcionam a segurança visual no trabalho e as necessidades do desempenho visual. 
4.3.1 Iluminâncias recomendadas na área de tarefa 
Os valores dados na Seção 5 são as iluminâncias mantidas sobre a área da tarefa no plano 
de referência que pode ser horizontal, vertical ou inclinado. A iluminância média para 
cada tarefa não pode estar abaixo dos valores dados na Seção 5, independentemente da 
idade e condições da instalação. Os valores são válidos para uma condição visual normal 
e são levados em conta os seguintes fatores: 
— requisitos para a tarefa visual, 
— segurança, 
— aspectos psicofisiológicos assim como conforto visual e bem-estar, 
— economia, 
— experiência prática. 
Aqui, temos outra novidade da Norma nova: ela traz um único valor de iluminância média mantida 
para condições normais, podendo ser ajustado caso as condições visuais não sejam normais. A 
iluminância mantida depende das características de manutenção da lâmpada, da luminária, do 
ambiente e do programa de manutenção. A NBR 5413 tinha, em sua tabela, 3 valores de iluminância. 
Os valores de iluminância podem ser ajustados em pelo menos um nível na escala da 
iluminância, se as condições visuais forem diferentes das assumidas como normais. 
Convém que a iluminância seja aumentada quando: 
— contrastes excepcionalmente baixos estão presentes na tarefa, 
— o trabalho visual é crítico, 
— a correção dos erros é onerosa, 
— é da maior importância a exatidão ou a alta produtividade, 
— a capacidade de visão dos trabalhadores está abaixo do normal. 
— A iluminância mantida necessária pode ser reduzida quando: 
— os detalhes são de um tamanho excepcionalmente grande ou de alto contraste, 
— a tarefa é realizada por um tempo excepcionalmente curto. 
Em áreas onde um trabalho contínuo é realizado, a iluminância mantida não pode ser 
inferior a 200 lux. 
4.3.2 Escala da iluminância 
Um fator de aproximadamente 1,5 representa a menor diferença significativa no efeito 
subjetivo da iluminância. Em condições normais de iluminação, aproximadamente 20 lux 
de iluminância horizontal é exigida para diferenciar as características da face humana, e 
é o menor valor considerado para a escala das iluminâncias. A escala recomendada das 
iluminâncias é: 
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20 – 30 – 50 – 75 – 100 – 150 – 200 – 300 – 500 – 750 – 1 000 – 1 500 – 2 000 – 3 000 – 5 000 lux 
4.3.3 Iluminâncias no entorno imediato 
A iluminância no entorno imediato deve estar relacionada com a iluminância da área de 
tarefa, e convém que proveja uma distribuição bem balanceada da luminância no campo 
de visão. 
Mudanças drásticas nas iluminâncias ao redor da área de tarefa podem levar a um 
esforço visual estressante e desconforto. 
A iluminância mantida das áreas do entorno imediato pode ser mais baixa que a 
iluminância da área da tarefa, mas não pode ser inferior aos valores dados na tabela 
abaixo. 
 
Adicionalmente à iluminância na área de tarefa, deve ser provida uma adaptação 
adequada da luminância de acordo com 4.2. 
4.3.4 Uniformidade 
A uniformidade da iluminância é a razão entre o valor mínimo e o valor médio. A 
iluminância deve se alterargradualmente. A área da tarefa deve ser iluminada o mais 
uniformemente possível. A uniformidade da iluminância na tarefa não pode ser menor 
que 0,7. A uniformidade da iluminância no entorno imediato não pode ser inferior a 0,5. 
 
 
 
4.6.1 Nível Adequado de Iluminância 
Quanto mais elevada a exigência visual da atividade, maior deverá ser o valor da 
Iluminância Média (Em) sobre o plano de trabalho. Deve-se consultar a norma NBR-5413 
para definir o valor de iluminância média pretendido. Como já foi mencionado 
anteriormente, deve-se considerar também que, com o tempo de uso, se reduz o Fluxo 
Luminoso da lâmpada devido tanto ao desgaste, quanto ao acúmulo de poeira na 
luminária, resultando em uma diminuição da Iluminância. (Fig. 29) Por isso, quando do 
cálculo do número de luminárias, estabelece-se um Fator de Depreciação (Fd), o qual, 
elevando o número previsto de luminárias, evita que, com o desgaste, o nível de 
Iluminância atinja valores abaixo do mínimo recomendado. 
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Lembrando que este curso é anterior à Norma atual, logo, devemos consultar a NBR ISSO/CIE 
8995:2013. 
4.4 Ofuscamento 
Ofuscamento é a sensação visual produzida por áreas brilhantes dentro do campo de 
visão, que pode ser experimentado tanto como um ofuscamento desconfortável quanto 
como um ofuscamento inabilitador. O ofuscamento pode também ser causado por 
reflexões em superfícies especulares e é normalmente conhecido como reflexões 
veladoras ou ofuscamento refletido. 
É importante limitar o ofuscamento aos usuários para prevenir erros, fadiga e acidentes. 
O ofuscamento inabilitador é mais comum na iluminação exterior, mas também pode ser 
experimentado em iluminação pontual ou fontes brilhantes intensas, como uma janela 
em um espaço relativamente pouco iluminado. 
No interior de locais de trabalho, o ofuscamento desconfortável geralmente surge 
diretamente de luminárias brilhantes ou janelas. Se os limites referentes ao ofuscamento 
desconfortável forem atendidos, o ofuscamento inabilitador não é geralmente um grande 
problema. 
4.4.1 Proteção contra o ofuscamento 
O ofuscamento é causado por luminâncias excessivas ou contrastes no campo de visão e 
pode prejudicar a visualização dos objetos. Convém que isto seja evitado, por exemplo, 
através da proteção contra visão direta das lâmpadas ou por um escurecimento nas 
janelas por anteparos. 
NOTA BRASILEIRA Entende-se por anteparos, os elementos que reduzam a intensidade 
da luminância da superfície, como brises, persianas e outros. 
Para lâmpadas elétricas, o ângulo de corte mínimo para proteção de visualização direta 
da lâmpada não pode ser menor que os valores estabelecidos na tabela abaixo: 
NOTA BRASILEIRA Além de lâmpadas elétricas, incluem-se outras fontes de luz artificial. 
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Não convém que o ângulo de corte mencionado acima seja aplicado para luminárias que 
não apareçam no campo de visão do trabalhador durante o trabalho de rotina e/ou não 
causem ao trabalhador qualquer ofuscamento inabilitador perceptível. 
 
RELEMBRANDO 
3.7 ângulo de corte: Ângulo medido a partir do plano horizontal, abaixo do qual a(s) lâmpada(s) 
é(são) protegida(s) da visão direta do observador pela luminária. 
 
 
(...) 
4.4.3 Reflexão veladora e ofuscamento refletido 
As reflexões especulares em uma tarefa visual, muitas vezes chamadas de reflexão 
veladora ou ofuscamento refletido, podem alterar a visualização da tarefa e 
normalmente são prejudiciais. 
A reflexão veladora e o ofuscamento refletido podem ser evitados ou reduzidos se 
tomadas as seguintes medidas: 
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— distribuição de luminárias e locais de trabalho (evitando colocar luminárias na zona 
prejudicada), 
— acabamento superficial (utilizar superfícies com materiais pouco reflexivos), 
— luminância das luminárias (limite), 
— aumento da área luminosa da luminária (ampliar a área luminosa), 
— teto e as superfícies da parede (clarear, evitar pontos brilhantes). 
4.5 Direcionalidade 
A iluminação direcional pode ser utilizada para destacar objetos, para revelar texturas e 
melhorar a aparência das pessoas em um espaço. Isto está descrito pelo termo 
“modelagem”. A iluminação direcional de uma tarefa visual pode também aumentar sua 
visibilidade. 
4.5.1 Modelagem 
A modelagem se refere ao equilíbrio entre a luz difusa e direcional. Isto é um critério 
válido da qualidade da iluminação em praticamente todos os tipos de ambientes internos. 
A aparência geral de um ambiente interno é realçada quando sua estrutura, as pessoas 
e os objetos inseridos nele são iluminados de tal forma que as texturas sejam reveladas 
de forma clara e agradável. Isto ocorre quando a luz vem notadamente de uma direção; 
as sombras formadas são essenciais para uma boa modelagem e são formadas sem 
confusão. 
Não é recomendado que a iluminação seja tão direcional a ponto de poder produzir fortes 
sombras, nem convém que seja tão difusa ou o efeito da modelagem se perde por 
completo, resultando em um ambiente luminoso monótono. 
 
(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
 
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4.5.2 Iluminação direcional de tarefas visuais 
A iluminação em uma direção específica pode revelar os detalhes de uma tarefa visual, 
aumentando sua visibilidade e fazendo com que a tarefa seja realizada mais facilmente. 
É particularmente importante para tarefas de texturização finas e gravações/entalhes. 
4.6 Aspectos da cor 
As qualidades da cor de uma lâmpada próxima à cor branca são caracterizadas por dois 
atributos: 
— a aparência de cor da própria lâmpada, 
— sua capacidade de reprodução de cor, que afeta a aparência da cor de objetos e das 
pessoas iluminadas pela lâmpada. 
Estes dois atributos devem ser considerados separadamente. 
4.6.1 Aparência da cor 
A “aparência da cor” de uma lâmpada refere-se à cor aparente (cromaticidade da 
lâmpada) da luz que ela emite. Pode ser descrita pela sua temperatura de cor correlata. 
As lâmpadas normalmente são divididas em três grupos, de acordo com suas 
temperaturas de cor correlata (Tcp). 
 
 
 
A escolha da aparência da cor é uma questão psicológica, estética e do que é considerado 
natural. 
A escolha depende da iluminância, cores da sala e mobiliário, clima e aplicação. Em climas 
quentes geralmente é preferencial a aparência da cor de uma luz mais fria, e em climas 
frios é preferencial a aparência da cor de uma luz mais quente. 
Essa questão da aparência da cor é interessante, e pode se tornar uma pegadinha na prova. Quanto 
mais a aparência da cor é quente, menor é sua temperatura e vice-versa. 
Para não se esquecer, imagine uma madeira em brasa, quando ela começa a esquentar, fica 
vermelha, e à medida que vai esquentando fica azulada, até ficar branca. 
 
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Temperatura de cor 
Símbolo: T 
Unidade: K (Kelvin) 
Em aspecto visual, admite-se que é bastante difícil a avaliação comparativa entre a 
sensação de Tonalidade de Cor de diversas lâmpadas. Para estipular um parâmetro, foi 
definido o critério Temperatura de Cor (Kelvin) para classificar a luz. Assim como um 
corpo metálico que, em seu aquecimento, passa desde o vermelho até o branco, quanto 
mais claro o branco (semelhanteà luz diurna ao meio-dia), maior é a Temperatura de Cor 
(aproximadamente 6500K). A luz amarelada, como de uma lâmpada incandescente, está 
em torno de 2700 K. É importante destacar que a cor da luz em nada interfere na 
Eficiência Energética da lâmpada, não sendo válida a impressão de que quanto mais 
clara, mais potente é a lâmpada. 
Convém ressaltar que, do ponto de vista psicológico, quando dizemos que um sistema de 
iluminação apresenta luz “quente” não significa que a luz apresenta uma maior 
temperatura de cor, mas sim que a luz apresenta uma tonalidade mais amarelada. Um 
exemplo deste tipo de iluminação é a utilizada em salas de estar, quartos ou locais onde 
se deseja tornar um ambiente mais aconchegante. Da mesma forma, quanto mais alta 
for a temperatura de cor, mais “fria” será a luz. Um exemplo deste tipo de iluminação é 
a utilizada em escritórios, cozinhas ou locais em que se deseja estimular ou realizar 
Manual Luminotécnico Prático - OSRAM 
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alguma atividade. Esta característica é muito importante de ser observada na escolha de 
uma lâmpada, pois dependendo do tipo de ambiente há uma temperatura de cor mais 
adequada para esta aplicação. 
 
 
4.6.2 Reprodução de cor 
É importante tanto para o desempenho visual quanto para a sensação de conforto e bem-
estar que as cores do ambiente, dos objetos e da pele humana sejam reproduzidas natural 
e corretamente, e de modo que façam com que as pessoas tenham uma aparência 
atrativa e saudável. 
As cores para segurança de acordo com a ISO 3864 devem sempre ser reconhecíveis e 
claramente discriminadas. 
Para fornecer uma indicação objetiva das propriedades de reprodução de cor de uma 
fonte de luz, foi introduzido o índice geral de reprodução de cor Ra. O valor máximo de 
Ra é 100. Este valor diminui com a redução da qualidade de reprodução de cor. 
Não se recomenda a utilização de lâmpadas com Ra inferior a 80 em interiores onde as 
pessoas trabalham ou permanecem por longos períodos. Pode haver exceções para a 
iluminação de montagem alta (“high-bay” – iluminação utilizada em alturas de 
montagem superior a 6 m) e para iluminação externa. Mas mesmo nessas condições 
devem ser tomadas medidas adequadas para garantir que lâmpadas com uma 
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reprodução de cor mais alta sejam utilizadas em locais de trabalho continuamente 
ocupados e também onde as cores para segurança têm que ser reconhecidas. 
Os valores mínimos recomendados do índice geral de reprodução de cor de diferentes 
tipos de ambientes internos, tarefas ou atividades estão estabelecidos na Seção 5. 
 
 
 
4.9 Índice de reprodução de cor 
Símbolo: IRC ou Ra 
Objetos iluminados podem nos parecer diferentes, mesmo se as fontes de luz tiverem 
idêntica tonalidade. 
As variações de cor dos objetos iluminados sob fontes de luz diferentes podem ser 
identificadas através de um outro conceito, a Reprodução de Cor, e de sua escala 
qualitativa, o Índice de Reprodução de Cor (IRC ou RA). O IRC é estabelecido em função 
da luz natural que tem reprodução fidedigna, ou seja, 100. No caso das lâmpadas, o IRC 
é estabelecido entre 0 e 100, comparando-se a sua propriedade de reprodução de cor à 
luz natural (do sol). 
Portanto, quanto maior a diferença na aparência de cor do objeto iluminado em relação 
ao padrão, menor é seu IRC. Com isso, explica-se o fato de lâmpadas de mesma 
Temperatura de Cor possuírem Índice de Reprodução de Cor diferentes (figs. 37 e 38). 
 
4.9.1 Espectro de Radiação Visível 
Como já mencionamos nos itens 4.1 e 4.2, luz é uma faixa de radiação eletromagnética, 
com comprimento de onda entre 380 a 780 nm (nanômetros), ou seja, da cor ultravioleta 
à vermelha, passando pelo azul, verde, amarelo e roxo. As cores azul, vermelho e verde, 
quando somadas em quantias iguais, definem o aspecto da luz branca. Espectros 
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contínuos ou descontínuos resultam em fonte de luz com presença de comprimentos de 
ondas de cores distintas. Cada fonte de luz tem, portanto, um espectro de radiação 
próprio que lhe confere características e qualidades específicas. 
A cor de um objeto é determinada pela reflexão de parte do espectro de luz que incide 
sobre ele. Isso significa que uma boa Reprodução de Cor está diretamente ligada à 
qualidade da luz incidente, ou seja, à distribuição equilibrada das ondas constituintes do 
seu espectro. Ao lado, apresentam-se alguns espectros de lâmpadas (figs. 39 a 43). 
 
 
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A professora Ana Seroa (UFF) sempre exemplifica, em suas aulas, o caso da proibição das lâmpadas 
de sódio na iluminação de estradas, em Londres, para ressaltar a importância da reprodução da cor. 
Embora as lâmpadas de sódio tenham alta eficiência luminosa, seu rendimento cromático é ruim. 
Como a lâmpada de vapor de sódio de baixa pressão emite radiação monocromática amarela, o 
que não for amarelo, não terá nada para refletir, ficando escuro e causando confusão em caso de 
acidente na estrada. Pois, na hora do socorro, não se conseguia distinguir uma poça de sangue, de 
uma poça de óleo, por exemplo. 
 
 
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(OSRAM, Manual Luninotécnico Prático) 
 
4.7 Luz natural 
A luz natural pode fornecer parte ou toda a iluminação para execução de tarefas visuais. 
A luz natural varia em nível e composição espectral com o tempo e, por esta razão, a 
iluminação de um ambiente interno sofre variações. A luz natural pode criar uma 
modelagem e uma distribuição de luminância específica devido ao seu fluxo quase 
horizontal proveniente das janelas laterais. A luz natural pode também ser fornecida por 
aberturas zenitais e outros elementos de fenestração. 
As janelas podem também fornecer um contato visual com o mundo exterior, o qual é 
preferido pela maioria das pessoas. Evitar o contraste excessivo e desconforto térmico 
causados pela exposição direta da luz do sol em áreas de trabalho. Fornecer um controle 
adequado da luz do sol, com persianas ou brises, de tal forma que a luz do sol direta não 
atinja os trabalhadores e/ou as superfícies no interior do campo de visão. 
Em interiores com janelas laterais, a disponibilidade da luz natural diminui rapidamente 
com o distanciamento da janela. Não é recomendável, nestes interiores, que o fator de 
luz natural seja inferior a 1 % no plano de trabalho a 3 m da parede da janela e a 1 m das 
paredes laterais. Recomenda-se que uma iluminação suplementar seja fornecida para 
garantir a iluminância requerida no local de trabalho e o balanceamento da distribuição 
da luminância no interior da sala. Um acionamento automático ou manual e/ou um 
sistema de dimerização pode ser utilizado para garantir uma integração apropriada entre 
a luz artificial e a luz natural. 
A fim de reduzir o ofuscamento causado pelas janelas, uma proteção deve ser prevista. 
Muito interessante a Norma nos trazer essa importância da luz natural. 
 Esse pequeno trecho da Norma traz, além da importância da luz natural, importantes 
conceitos em relação a mesma: 
 Caracteriza-se muito por grande mutabilidade não somente em termos de quantidade, mas 
também de aparência, cor da luz e de sua projeção no espaço (em função das posições do 
sol). 
 Conforto visual em virtudedo contato propiciado com o mundo exterior. 
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 Requer cuidados com o contraste excessivo. 
 Requer cuidados com os ganhos térmicos. 
 Requer cuidados a fim de se prevenir o ofuscamento. 
 Necessidade de controle através de persianas ou brises. 
 Em janelas laterais, a disponibilidade da luz natural diminui rapidamente com o 
distanciamento da janela. 
 Ideia da iluminação artificial suplementar para garantir uma boa distribuição de luminância. 
 
4.8 Manutenção 
NOTA BRASILEIRA Recomenda-se consultar a CIE 97:2005. 
Os níveis de iluminação recomendados para cada tarefa são fornecidos como iluminância 
mantida. A iluminância mantida depende das características de manutenção da 
lâmpada, da luminária, do ambiente e do programa de manutenção. 
Convém que o projeto de iluminação seja desenvolvido com o fator de manutenção total 
calculado para o equipamento de iluminação selecionado, para o tipo de ambiente e para 
o cronograma de manutenção especificado. Não se recomenda que o fator de 
manutenção calculado seja inferior a 0,70. 
 
 
 
4.5.4 Fator de Depreciação (ou Fator de Manutenção) 
Símbolo: Fd 
Unidade: % 
Todo o sistema de iluminação tem, após sua instalação, uma depreciação no nível de 
iluminância ao longo do tempo. Esta é decorrente da depreciação do fluxo luminoso da 
lâmpada e do acúmulo de poeira sobre lâmpadas e luminárias. Para compensar parte 
desta depreciação, estabelece-se um fator de depreciação que é utilizado no cálculo dos 
números de luminárias. Este fator evita que o nível de iluminância atinja valores abaixo 
do mínimo recomendado. Para efeitos práticos pode-se utilizar a tabela (Anexo 4). 
Nesta publicação, iremos considerar uma depreciação de 20% para ambientes com boa 
manutenção / limpeza (escritórios e afins) e de 40% para ambientes com manutenção 
crítica (galpões industriais, garagens etc.), dando origem a Fatores de Depreciação, 
respectivamente, Fd = 0,8 e Fd = 0,6. 
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4.9 Considerações sobre energia 
Convém que a instalação do sistema de iluminação atenda aos requisitos de iluminação 
de um ambiente específico, de uma tarefa ou de uma atividade sem desperdício de 
energia. Entretanto, é importante não comprometer os aspectos visuais de uma 
instalação de iluminação simplesmente para reduzir o consumo de energia. 
Isto requer que se considere um sistema de iluminação, equipamentos, controles 
apropriados e a utilização da luz natural disponível. Em alguns países são estabelecidos 
limites de energia disponível para a iluminação, os quais devem ser observados. Estes 
limites podem ser alcançados pela seleção criteriosa do sistema de iluminação e pela 
utilização de acionamento automático ou manual ou dimerização das lâmpadas. 
Segundo Lúcia Mascaró, até há um tempo atrás, a iluminação natural foi um meio econômico de se 
economizar energia. Depois, com o advento da iluminação barata, com os tubos fluorescentes, 
houve dúvida sobre a real necessidade da iluminação natural, tendo em vista que a artificial é bem 
mais fácil de se controlar. Com a crise energética, há a retomada dos estudos para o 
desenvolvimento e divulgação das técnicas da iluminação natural. 
4.10 Iluminação de estações de trabalho com monitores VDT (Visual display terminals, 
também conhecido como monitores de vídeo e displays visuais) 
A iluminação para estações de trabalho VDT deve ser apropriada para todas as tarefas 
realizadas na estação de trabalho, por exemplo: leitura de telas, textos impressos, 
escritas no papel, uso do teclado etc. 
Por esta razão, para estas áreas, os critérios de iluminação e os sistemas devem ser 
escolhidos de acordo com a atividade, o tipo de tarefa e o tipo ambiente da tabela da 
Seção 5. 
Os monitores VDT e, em algumas circunstâncias, o teclado podem sofrer, através de 
reflexos, ofuscamento desconfortável ou ofuscamento inabilitador. Por esta razão é 
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necessário selecionar, localizar e gerenciar as luminárias, a fim de evitar desconforto por 
reflexões de alto brilho. 
O projetista deve determinar a zona de montagem crítica, escolher um equipamento de 
controle da luminância adequado e planejar posições de montagem que não causem 
reflexos perturbadores. 
Para os locais de trabalho onde são utilizadas telas de visualização que estão na vertical 
ou inclinadas em um ângulo de até 15°, estão estabelecidos na tabela abaixo os limites 
de luminância para o fluxo descendente das luminárias que possam refletir nas telas VDT 
para direções normais de visualização. 
Os limites de luminância média da luminária são dados para os ângulos de elevação de 
65º e acima em relação à vertical descendente em torno da luminária. 
 
Vamos pular para o trecho do Anexo C da Norma que trata a respeito do ofuscamento refletido na 
tela. 
C.4 Limites de luminância para evitar ofuscamento refletido 
Assim como foi definido o índice do ofuscamento direto devido às superfícies 
excessivamente brilhantes, é necessário dar atenção especial para evitar ofuscamento 
refletido, que é o ofuscamento causado pela reflexão da luz de superfícies brilhantes. As 
reflexões de partes luminosas excessivamente brilhantes podem interferir seriamente no 
trabalho na tela ou mesmo no teclado. Portanto, recomenda-se tomar cuidado, 
providenciando luminárias adequadas, de tal forma que nenhuma reflexão perturbadora 
seja criada. 
Os limites da luminância são especificados para luminárias que podem refletir ao longo 
da linha normal de visão de uma tela inclinada até 15°. Como regra geral, 1000 cd/m2 
precisa ser observado para a tela de LCD positiva e os monitores com um bom 
acabamento antirreflexivo ou antiofuscamento e 200 cd/m2 para tela de monitores 
negativos, como aqueles utilizados em estações de trabalho com fundo escuro. 
Recomenda-se que as luminâncias especificadas não sejam excedidas em ângulos de 
elevação ≥ 65° a partir de uma vertical descendente em qualquer plano de radiação. Ver 
Figura C.2. 
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(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
4.11 Cintilação e efeito estroboscópico 
A cintilação causa distração e pode provocar efeitos fisiológicos como dores de cabeça. 
Convém que o sistema de iluminação seja projetado para evitar a cintilação e os efeitos 
estroboscópicos. Os efeitos estroboscópicos podem levar a situações de perigo pela 
mudança da percepção de movimento de rotação ou por máquinas alternativas (de 
movimento repetitivo). 
NOTA Isto pode ser alcançado pela utilização de uma fonte elétrica em corrente contínua, 
pela utilização de lâmpadas em alta frequência (aproximadamente 30 kHz) ou pela 
distribuição da alimentação da iluminação por mais de uma fase. 
4.12 Iluminação de emergência 
A iluminação de emergência deve ser instalada; os detalhes podem ser encontrados em 
norma específica. 
NOTA BRASILEIRA No Brasil pode-se utilizar a ABNT NBR 10898. 
5 Requisitos para o planejamento da iluminação 
Os requisitos de iluminação recomendados para diversos ambientes e atividades estão 
estabelecidos nas tabelas desta seção da seguinte maneira: 
Coluna 1: Lista de ambientes (áreas), tarefas ou atividades 
A coluna 1 lista aqueles ambientes,tarefas ou atividades para os quais os requisitos 
específicos são dados. Se um ambiente em particular, tarefa ou atividade não estiverem 
listados, convém que sejam adotados os valores dados para uma situação similar. 
Coluna 2: Iluminância mantida (Em, lux) 
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A coluna 2 estabelece a iluminância mantida na superfície de referência para um 
ambiente, tarefa ou atividade estabelecidos na coluna 1 (ver 4.3). 
Coluna 3: Índice limite de ofuscamento unificado (UGRL) 
A coluna 3 estabelece o UGR limite aplicável para a situação listada na coluna 1, (ver 4.4). 
Coluna 4: Índice de reprodução de cor mínimo (Ra) 
A coluna 4 estabelece o índice de reprodução de cor mínimo para a situação listada na 
coluna 1 (ver 4.6.2). 
Coluna 5: Observações 
Recomendações e notas de rodapé são dadas para as exceções e aplicações especiais 
referentes às situações listadas na coluna 1. 
Para aplicações VDT, ver 4.10. 
 
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7 – RESOLUÇÃO DE QUESTÕES 
 
 (FGV – Defensoria Pública/MT – 2015) 
Assinale a opção que indica a diretriz que deve ser seguida na construção de edificações em 
local de clima equatorial, com temperaturas elevadas e grande umidade, de modo a ter o 
melhor aproveitamento das condições ambientais, visando ao conforto térmico e lumínico. 
(A) É desejável que as faces de maior dimensão das edificações sigam a orientação Leste ou 
Oeste. 
(B) É desejável que as maiores dimensões das edificações formem ângulo próximo a 90º com 
a direção dos ventos dominantes. 
(C) É desejável evitar o contato das edificações com muros de arrimo e taludes. 
(D) É desejável que os pisos sejam construídos diretamente sobre o solo. 
(E) É desejável que os corredores entre duas edificações tenham uma largura de, no máximo, 
1/3 de seu comprimento. 
 
Comentários 
Vamos relembrar as características do clima equatorial? 
• Clima Equatorial: compreende toda a Amazônia e possui temperaturas medias entre 24°C e 
26°C, com amplitude térmica anual de até 3°C. Chuva abundante e bem distribuída (normalmente 
maior que 2500 mm/ano) 
(A) Não é desejável que as faces de maior dimensão das edificações sigam a orientação Leste ou 
Oeste. (muita insolação, logo muito ganho de calor. 
(B) Correta. Pois a ventilação, através do efeito da convecção, ajudará a esfriar as superfícies 
exteriores por evaporação, tendo em vista que nos climas quente e úmidos, essas estão 
frequentemente úmidas. A orientação para os ventos dominantes também é condição 
importante para se obter a ventilação cruzada dentro das edificações, a qual é super indicada 
para os climas quente úmidos. O ângulo de 90º é o melhor, pois o vento incidirá com mais 
velocidade. 
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(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) (Frota & Schiffer, 2001) 
(C) Incorreta. 
(D) Incorreta. É interessante que a edificação esteja descolada do solo, favorecendo a ventilação 
por baixo dela. 
 
(Mascaró L. , 1985) 
(E) Nos climas quentes úmidos, é recomendável que as edificações fiquem distantes umas das 
outras, a fim de aproveitar as correntes de ar. “Uma série de edifícios paralelos entre si, nos 
quais domina a altura em relação às outras medidas, receberão ventilação satisfatória se 
entre eles houver uma distância correspondente a sete vezes a altura do edifício” (Mascaró 
L. , 1985) 
Vamos ao Manual de Conforto Térmico 
(Frota & Schiffer, 2001) 
Clima quente úmido: a Arquitetura e o Urbano 
No que se refere ao arranjo das edificações nos lotes urbanos, elas devem estar dispostas 
de modo a permitir que a ventilação atinja todos os edifícios e possibilite a ventilação 
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cruzada nos seus interiores. Isto significa que o partido arquitetônico deve prever 
construções alongadas no sentido perpendicular ao vento dominante. 
Gabarito: alternativa B 
 
 (FCC – Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP) – 2015) 
A respeito do conforto ambiental em locais de trabalho, é correto afirmar que 
(A) o uso de cores e materiais reflexivos em máquinas, aparelhos, tampos de mesas e outras 
superfícies melhora o conforto do espaço. 
(B) a melhor qualidade de iluminação, em um ambiente de trabalho de escritório, provém 
apenas do tipo natural. 
(C) um método bastante eficiente de conforto no ambiente de trabalho é o uso de venezianas 
ajustáveis. 
(D) o excesso de luz incidente nas janelas colabora para a boa visibilidade no ambiente. 
(E) luminárias dispostas à frente ou ao lado do trabalhador têm o mesmo efeito sob o ponto 
de vista do conforto. 
 
Comentários 
(A) Errada. Cores e materiais reflexivos causam ofuscamento, logo, desconforto. 
(B) Errada. A boa integração da iluminação artificial com a natural pode melhorar a condição 
geral de luz em um ambiente e manter os níveis de conforto independentemente das 
condições externas de iluminação. (Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 
2012) 
(C) Correta. Permitem regular a quantidade de luz no interior do ambiente e podem estar 
associadas à ventilação. Quando claras, ainda têm a vantagem da distribuição difusa da luz. 
(D) Errada. O excesso de luz causa ofuscamento, logo, desconforto. 
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(E) Errada. Os níveisde iluminância não são os mesmos, a disposição das luminárias afeta o 
conforto lumínico. 
Vamos à NBR ISO/CIE 8995-1:2013 
4.2 Distribuição da luminância 
A distribuição da luminância no campo de visão controla o nível de adaptação dos olhos, o qual afeta a 
visibilidade da tarefa. 
Uma adaptação bem balanceada da luminância é necessária para ampliar: 
— a acuidade visual (nitidez da visão), 
— a sensibilidade ao contraste (discriminação das diferenças relativamente pequenas de luminância), 
— a eficiência das funções oculares (como acomodação, convergência, contrações pupilares, 
movimento dos olhos etc.). 
A distribuição de luminâncias variadas no campo de visão também afeta o conforto visual e convém que sejam 
evitadas: 
— luminâncias muito altas que podem levar ao ofuscamento. 
— contrastes de luminâncias muito altos causam fadiga visual devido à contínua readaptação dos olhos. 
— luminâncias muito baixas e contrastes de luminância muito baixos resultam em um ambiente de trabalho 
sem estímulo e tedioso. 
— convém que seja dada atenção à adaptação na movimentação de zona para zona no interior do edifício. 
4.4 Ofuscamento 
Ofuscamento é a sensação visual produzida por áreas brilhantes dentro do campo de visão, que pode ser 
experimentado tanto como um ofuscamento desconfortável quanto como um ofuscamento inabilitador. O 
ofuscamento pode também ser causado por reflexões em superfícies especulares e é normalmente conhecido 
como reflexões veladoras ou ofuscamento refletido. 
É importante limitar o ofuscamento aos usuários para prevenir erros, fadiga e acidentes. 
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O ofuscamento inabilitador é mais comum na iluminação exterior, mas também pode ser experimentado em 
iluminação pontual ou fontes brilhantes intensas, como uma janela em um espaço relativamente pouco 
iluminado. 
No interior de locais de trabalho, o ofuscamento desconfortável geralmente surge diretamente de luminárias 
brilhantes ou janelas. Se os limites referentes ao ofuscamento desconfortável forem atendidos, o ofuscamento 
inabilitador não é geralmente um grande problema. 
4.7 Luz natural 
A luz natural pode fornecer parte ou toda a iluminação para execução de tarefas visuais. 
A luz natural varia em nível e composição espectral com o tempo e, por esta razão, a iluminação de um 
ambiente interno sofre variações. A luz natural pode criar uma modelagem e uma distribuição de luminância 
especÍfica devido ao seu fluxo quase horizontal proveniente das janelas laterais. A luz natural pode também ser 
fornecida por aberturas zenitais e outros elementos de fenestração. 
As janelas podem também fornecer um contato visual com o mundo exterior, o qual é preferido pela maioria 
das pessoas. Evitar o contraste excessivo e desconforto térmico causados pela exposição direta da luz do sol em 
áreas de trabalho. Fornecer um controle adequado da luz do sol, com persianas ou brises, de tal forma que a 
luz do sol direta não atinja os trabalhadores e/ou as superfícies no interior do campo de visão. 
Em interiores com janelas laterais, a disponibilidade da luz natural diminui rapidamente com o distanciamento 
da janela. Não é recomendável, nestes interiores, que o fator de luz natural seja inferior a 1 % no plano de 
trabalho a 3 m da parede da janela e a 1 m das paredes laterais. Recomenda-se que uma iluminação 
suplementar seja fornecida para garantir a iluminância requerida no local de trabalho e o balanceamento da 
distribuição da luminância no interior da sala. Um acionamento automático ou manual e/ou um sistema de 
dimerização pode ser utilizado para garantir uma integração apropriada entre a luz artificial e a luz natural. 
A fim de reduzir o ofuscamento causado pelas janelas, uma proteção deve ser prevista. 
Gabarito: alternativa C 
 
 (FCC – TRF 1ª Região – 2014) 
Um cálculo simplificado para definir a quantidade de luminárias necessárias para obter um 
bom desempenho luminotécnico deve considerar, conforme a NBR-5413, além da iluminância 
necessária no ambiente, 
(A) as dimensões e pé-direito do ambiente, o tipo de luminária e a altura da suspensão, a altura 
dos planos de trabalho, as refletâncias do teto, parede e piso. 
(B) as dimensões e pé-direito do ambiente, a dimensão das luminárias, a altura dos planos de 
trabalho e o índice de depreciação das lâmpadas. 
(C) o formato e pé-direito do ambiente, o lay-out do mobiliário, os fatores de perdas 
luminosas, as refletâncias do teto, parede e piso. 
(D) o formato e pé-direito do ambiente, o tipo de luminária e a altura da suspensão, a altura 
do plano de trabalho e os fatores de perdas luminosas. 
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(E) a área e pé-direito do ambiente, o lay-out do mobiliário, a altura do plano de trabalho e os 
fatores de perdas luminosas. 
 
Comentários 
A NBR 5413 foi cancelada em 03/2013 sendo substituída pela NBR ISSO/CIE 8995-1. Mas, isso não 
vai alterar a questão. 
O método para o cálculo luminotécnico não mudou. 
Vamos ao Manual de Iluminação Eficiente – Procel 2002 
https://static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/uploads/arquivos/Manual_Iluminacao.pdf 
 
Gabarito: alternativa A 
 
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142 
 (FCC – MP - Maranhão – 2013) 
A luz natural caracteriza-se pela grande mutabilidade não somente em termos de quantidade, 
mas também de aparência, cor e projeção no espaço. Em um ambiente de trabalho, para as 
funções laborativas, considere: 
I. O uso de fechamentos transitórios nas aberturas controla o ofuscamento direto. 
II. O nível de iluminância (lux), fixado pela Norma NBR 5413, deve ter seus valores, mínimos e 
máximos, entre 300 e 750 lux, respectivamente, independente da disponibilidade e qualidade 
da luz natural. 
III. Economia de energia é sempre um parâmetro desejável, porém, o aproveitamento de 
fontes naturais torna-se inviável em ambientes de trabalho. 
IV. Os contrastes excessivos e a relação claro-escuro, luz e sombra são muitas vezes 
absolutamente desejados. 
V. Os níveis mínimos de iluminação normatizados são considerados altos, mas não dispensam 
fontes naturais. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) II, III e IV. 
(B) III, IV e V. 
(C) I, II e V. 
(D) I, III e V. 
(E) I, II e IV. 
 
Comentários 
Primeiramente, vamos entender as diferenças das funções laborativas e não laborativas. 
Lembrando que o enunciado trata de funções laborativas, e isso faz diferença. Dica: quando ler o 
enunciado, já marca as partes importantes. Abaixo, gráfico (OSRAM, Iluminação: Conceitos e 
Projetos): 
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142 
 
I. Correta. 
II. Correta, de acordo com a NBR 5413, já cancelada. A atual, a NBR ISO/CIE 8995-1:2013, só 
traz em sua tabela um valor de iluminância mantida para cada ambiente, tarefa ou 
atividade. 
III. Errada, além de viável, recomenda-se a economia de energia com o aproveitamento de 
fontes naturais. 
IV. Errada. O contraste é necessário, porém, não o contraste excessivo, esse deve ser 
evitado. 
V. Correta. Segundo Lúcia Mascaró, a melhoria da visão com o aumento do nível de 
aclaramento não é ilimitada, pois as características do olho humano marcam limites no 
que diz respeito à acuidade visual. Sendo 300 lux suficientes para quase se atingir esse 
limite teórico. O aumento dos níveis de aclaramento de 300 para 1600 lux só amplia a 
acuidade visual entre 3 e 4%. 
E além desse fator, o conhecimento e a compreensão das características da abóboda celeste local 
são necessáriospara uma otimização das decisões de projeto em função delas e com o objetivo de 
minimizar o consumo de energia em relação à iluminação dos edifícios. 
Sendo assim, se faz necessária uma revisão dos níveis de iluminação especificados nas normas e 
publicações técnicas em geral, pois sua adequação à realidade brasileira climático-econômica 
permitirá importante poupança na energia gasta para iluminação. 
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142 
Segundo Lúcia Mascaró, adotando-se uma recomendação internacional, tornar-se-á difícil e custoso 
equilibrar a iluminação natural com a artificial. Muitas das recomendações internacionais têm 
validade somente para circunstâncias socioeconômicas e climáticas determinadas. 
Circunstância econômica: o preço da energia elétrica nos países tropicais e temperados é muito 
mais elevado que na Europa e ainda é mais cara que nos EUA. 
Circunstância climática: a luminância da abóboda celeste clara varia com a posição do sol e as 
características locais da atmosfera (por exemplo, com a poluição), assim como com a altura e 
azimute solares. Isso faz com que as exigências de tamanhos de aberturas sejam diferentes, assim 
como o equilíbrio entre a iluminação artificial com a natural também. 
Precisamos conhecer e relacionar estreitamente o sistema de iluminação natural e artificial, 
avaliando o seu desempenho conjunto na atividade diária. 
Vamos à NBR ISSO/CIE 8995-1:2013 
4 Critérios do projeto de iluminação 
4.1 Ambiente luminoso 
A prática de uma boa iluminação para locais de trabalho é muito mais que apenas 
fornecer uma boa visualização da tarefa. É essencial que as tarefas sejam realizadas 
facilmente e com conforto. Desta maneira a iluminação deve satisfazer os aspectos 
quantitativos e qualitativos exigidos pelo ambiente. 
Em geral a iluminação assegura: 
— conforto visual, dando aos trabalhadores uma sensação de bem-estar, 
— desempenho visual, ficando os trabalhadores capacitados a realizar suas tarefas 
visuais, rápida e precisamente, mesmo sob circunstâncias difíceis e durante longos 
períodos, 
— segurança visual, ao olhar ao redor e detectar perigos. 
A fim de satisfazer isto, é requerido que seja dada atenção a todos os parâmetros que 
contribuem para o ambiente luminoso. 
Os principais parâmetros são: 
— distribuição da luminância, 
— iluminância, 
— ofuscamento, 
— direcionalidade da luz, 
— aspectos da cor da luz e superfícies, 
— cintilação, 
— luz natural, 
— manutenção. 
Os valores de projeto para os parâmetros quantificáveis de iluminância, desconforto 
referente ao ofuscamento e reprodução de cor estão estabelecidos na Seção 5 para várias 
atividades. 
NOTA Adicionalmente à iluminação, existem outros parâmetros ergonômicos visuais que 
influenciam o desempenho visual dos operadores, como: 
a) as propriedades intrínsecas da tarefa (tamanho, forma, posição, cor e refletância do 
detalhe e do fundo). 
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142 
b) capacidade oftálmica do operador (acuidade visual, percepção de profundidade, 
percepção da cor). 
A atenção a estes fatores pode otimizar o desempenho visual sem a necessidade de um 
incremento dos níveis de iluminância. 
4.7 Luz natural 
A luz natural pode fornecer parte ou toda a iluminação para execução de tarefas visuais. 
(...) 
A fim de reduzir o ofuscamento causado pelas janelas, uma proteção deve ser prevista. 
4.9 Considerações sobre energia 
Convém que a instalação do sistema de iluminação atenda aos requisitos de iluminação 
de um ambiente específico, de uma tarefa ou de uma atividade sem desperdício de 
energia. Entretanto, é importante não comprometer os aspectos visuais de uma 
instalação de iluminação simplesmente para reduzir o consumo de energia. 
Isto requer que se considere um sistema de iluminação, equipamentos, controles 
apropriados e a utilização da luz natural disponível. Em alguns países são estabelecidos 
limites de energia disponível para a iluminação, os quais devem ser observados. Estes 
limites podem ser alcançados pela 
seleção criteriosa do sistema de iluminação e pela utilização de acionamento automático 
ou manual ou dimerização das lâmpadas. 
Gabarito: alternativa C 
 
 (FCC – MP-Maranhão – 2013) 
Para a execução de um projeto luminotécnico, considere a ABNT NBR 5413/1992 − Iluminância 
de interiores e a ABNT NBR 5382/1985 − Verificação da iluminância de interiores. 
Em uma superfície horizontal a ...... m do piso, para obtenção das condições de iluminância 
apropriadas ao trabalho visual que será executado, a média de iluminância não deverá ser 
inferior a ......% em qualquer ponto do plano, e no restante do ambiente a iluminância não 
deverá ser inferior a ...... da adotada para o campo de trabalho. 
Complete correta, e respectivamente, as lacunas: 
(A) 0,65 − 60 − 5/10 
(B) 0,74 − 75 − 8/10 
(C) 0,75 − 70 − 1/10 
(D) 0,82 − 80 − 2/10 
(E) 0,78 − 65 − 4/10 
 
Comentários 
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142 
Em uma superfície horizontal a 0,75 m do piso, para obtenção das condições de iluminância 
apropriadas ao trabalho visual que será executado, a média de iluminância não deverá ser inferior 
a 70% em qualquer ponto do plano, e no restante do ambiente a iluminância não deverá ser inferior 
a 1/10 da adotada para o campo de trabalho. 
NBR 5413 (cancelada e substituída) 
4 Condições gerais 
4.1 A iluminância deve ser medida no campo de trabalho. Quando este não for definido, 
entende-se como tal o nível referente a um plano horizontal a 0,75 m do piso. 
4.2 No caso de ser necessário elevar a iluminância em limitado campo de trabalho, pode-
se usar iluminação suplementar. 
4.3 A iluminância no restante do ambiente não deve ser inferior a 1/10 da adotada para 
o campo de trabalho, mesmo que haja recomendação para valor menor. 
4.4 Recomenda-se que a iluminância em qualquer ponto do campo de trabalho não seja 
inferior a 70% da iluminância média determinada segundo a NBR 5382. 
Vamos à NBR ISSO/CIE 8995-1:2013 
3 Definições 
Em geral os termos utilizados nesta Norma estão definidos no Vocabulário de Iluminação 
CIE (CIE 17.4 – 1987), mas existem alguns termos a mais que estão definidos abaixo: 
3.1 tarefa visual: Os elementos visuais da tarefa a ser realizada. 
3.2 área da tarefa: A área parcial em um local de trabalho no qual a tarefa visual está 
localizada e é realizada. 
3.3 entorno imediato: Uma zona de no mínimo 0,5 m de largura ao redor da área da 
tarefa dentro do campo de visão. 
NOTA BRASILEIRA Entende-se por largura, a área adjacente à área de tarefa, seja esta 
horizontal, vertical ou inclinada. Ver 4.3.1. 
3.4 iluminância mantida (Em): Valor abaixo do qual não convém que a iluminância média 
da superfície especificada seja reduzida. 
3.5 índice de ofuscamento unificado (UGR): Definição da CIE para o nível de desconforto 
por ofuscamento. 
3.6 índice limite de ofuscamento unificado (UGRL): Valor máximo permitido do nível de 
ofuscamento unificado de projeto para uma instalação de iluminação. 
3.7 ângulo de corte: Ângulo medido a partir do plano horizontal, abaixo do qual a(s) 
lâmpada(s) é(são) protegida(s) da visão direta do observador pela luminária. 
NOTA BRASILEIRA Incluem-se, além de lâmpadas, outros tipos de fontes luminosas, como 
leds e outros. 
3.8 plano de trabalho: Superfície de referência definida como o plano onde o trabalho é 
habitualmente realizado. 
 
4.3.3 Iluminâncias no entorno imediato 
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142 
A iluminância no entorno imediato deve estar relacionada com a iluminânciada área de 
tarefa, e convém que proveja uma distribuição bem balanceada da luminância no campo 
de visão. 
Mudanças drásticas nas iluminâncias ao redor da área de tarefa podem levar a um 
esforço visual estressante e desconforto. 
A iluminância mantida das áreas do entorno imediato pode ser mais baixa que a 
iluminância da área da tarefa, mas não pode ser inferior aos valores dados na tabela 
abaixo. 
 
4.3.4 Uniformidade 
A uniformidade da iluminância é a razão entre o valor mínimo e o valor médio. A 
iluminância deve se alterar gradualmente. A área da tarefa deve ser iluminada o mais 
uniformemente possível. A uniformidade da iluminância na tarefa não pode ser menor 
que 0,7. A uniformidade da iluminância no entorno imediato não pode ser inferior a 0,5. 
Gabarito: alternativa C 
 
 
 (FCC – TRF 2ª Região – 2012) 
Para o conforto dos ambientes de trabalho, segundo a Norma, mesmo que haja recomendação 
para valor menor, a iluminância do ambiente, em relação à adotada para o campo de trabalho, 
NÃO deve ser inferior a: 
(A) 1/25 
(B) 1/15 
(C) 1/20 
(D) 1/10 
(E) 1/30 
 
Comentários 
Conforme vimos no item anterior, conforme a antiga Norma, a alternativa correta é a (D). 
Abaixo, vamos ver mais considerações da Norma nova. 
Vamos à NBR ISSO/CIE 8995-1:2013 
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142 
Anexo A 
(informativo) 
Considerações para áreas de tarefa e áreas do entorno 
A.2 Principais conceitos 
Área da tarefa e entorno imediato. 
A área da tarefa é definida como a área parcial no local de trabalho em que a tarefa 
visual é realizada. 
O desempenho visual necessário para a tarefa visual é determinado pelos respectivos 
elementos visuais (tamanho dos objetos, contraste de fundo, luminância dos objetos e 
tempo de exposição) da atividade realizada. 
Para os locais onde o tamanho e/ou a localização da área da tarefa é desconhecida, a 
área onde o trabalho pode ocorrer é considerada a área da tarefa. 
A.2.1 Entorno imediato 
O entorno imediato é definido como a área ao redor da área da tarefa dentro do campo 
de visão. 
Recomenda-se que esta imediação seja de pelo menos 0,5 m de largura, e pode ser 
considerada como uma faixa ao redor da área da tarefa. 
A.2.3 Quando for definir as áreas de tarefa, recomenda-se também prestar atenção às 
superfícies verticais, como quadros e outras superfícies inclinadas, como também às 
superfícies horizontais na sala e na área de trabalho. 
A.2.4 Quando a imediação da área da tarefa é uma faixa marginal, convém que esta não 
seja avaliada separadamente, porque, como regra geral, os requisitos que precisam ser 
atendidos para o entorno são atendidos automaticamente. Recomenda-se tomar cuidado 
para que não exista qualquer área da tarefa na faixa marginal. 
 
Figura A.2 – Área da tarefa 
A área de trabalho (amarelo) compreende a superfície de trabalho (tampo cinza) e o 
espaço do usuário (rosa). Ver Figura A.2. 
Gabarito: alternativa D 
 
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142 
 (FCC – TRF 2ª Região – 2012) 
A razão do fluxo luminoso incidente em um elemento de superfície, que contém o ponto dado, 
para a área desse elemento, é: 
(A) intensidade luminosa. 
(B) iluminância. 
(C) lux. 
(D) fluxo. 
(E) radiação luminosa. 
 
Comentários 
(A) Intensidade Luminosa (I) - unid.: candela (cd) 
É o Fluxo Luminoso emitido por uma fonte numa determinada direção. 
 
(B) Iluminância (E)unid.: lux (lx) 
É a quantidade de luz que atinge uma unidade de área de uma superfície por segundo. Indica o fluxo 
luminoso que incide sobre uma superfície situada a uma certa distância da fonte de luz, e também 
a relação entre a intensidade luminosa e o quadrado da distância. 
Na prática, é a quantidade de luz num ambiente. 
É medida com o auxílio de um luxímetro. 
 
(C) Lux – unidade de medida da iluminância. 
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142 
1 lux= 1 lúmen/m2 
(D) Fluxo Luminoso (Φ)unid.: lúmen (lm)É a quantidade total de luz emitida por uma fonte. 
 
(E) Radiação por luz visível. 
Espectro visível (ou espectro óptico) é a porção do espectro eletromagnético cuja radiação é 
composta por fótons capazes de sensibilizar o olho humano de uma pessoa normal. 
 
Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas com diferentes comprimentos de onda. A 
radiação solar tem três espectros principais desta radiação: o infravermelho – responsável pela 
sensação de calor - o espectro visível, ou luz, e o ultravioleta – responsável pelo efeito higiênico da 
radiação (pois mata bactérias e fungos), pela despigmentação de alguns tipos de tecidos, pelo 
bronzeamento da pele, etc. 
(Procel, 2011) 
Gabarito: alternativa B 
 
 (CESPE – Câmara dos Deputados –2012) 
Com relação ao controle ambiental das edificações, julgue os itens subsecutivos. 
A luminosidade provinda diretamente do Sol é, muitas vezes, rejeitada em interiores 
habitados, em razão de causar, por exemplo, ofuscamento, calor, brilho e danos ao mobiliário. 
Por isso, costuma-se empregar, preferencialmente, a luz difusa proveniente do céu, a qual 
apresenta valores absolutos mais altos, e, consequentemente, níveis de luminosidade mais 
confortáveis. 
 
Comentários 
Errada. A luz difusa apresenta valores absolutos mais baixos. 
A fonte primária de luz para a iluminação natural é o sol, sua radiação luminosa é filtrada 
por ocasião de sua passagem pela atmosfera terrestre e pelas moléculas gasosas e pela 
poeira em suspensão no ar. Mas, do ponto de vista da iluminação natural, a fonte de luz 
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142 
diurna considerada é a abóboda celeste, excluída a luz solar direta sobre os locais de 
trabalho, devido a sua enorme capacidade luminosa e calorífera, nos climas temperados 
ou tropicais, e por sua ocasionalidade nos climas frios. (Mascaró L. , 1985) 
Vamos à (Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
 
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Gabarito: alternativa ERRADA 
 
 (CONSULPLAN – P.M. Resende – 2010) 
A iluminação indireta pode ser utilizada como recurso para melhorar o conforto ambiental nas 
edificações. “A iluminação indireta dirigida para cima ou para baixo proveniente de uma fonte 
de luz oculta por uma placa ou faixa horizontal,” é denominada: 
A) Luz de cornija. 
B) Luz de sanefa. 
C) Luz de parede. 
D) Luz de trilho. 
E) Luz de canto. 
 
Comentários 
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É duro estudarmos à beça e nos depararmos com uma questão dessa na prova e não sabermos 
esses conceitos... aff! 
Sancas de iluminação, luzes de sanefa e luzes de cornija são métodos de iluminação indireta para 
um ambiente. O efeito pode ser dado por um detalhe na arquitetura ou por uma luminária 
industrializada, dando um brilho suave e indireto à área que iluminam e são utilizadas com 
frequência para acentuar detalhes de tetos ou texturas de paredes. 
 
(Ching & Binggeli) 
Sanefa – (1) painel ou faixa horizontal empregada para proteger da luz. (2) 
Drapeado curto e ornamentado colocado no alto de uma janela 
Gabarito: alternativa B 
 
 (CONSULPLAN –P.M. Cataguases-MG–2007) 
Um aspecto importante nos projetos recentes de interiores dos edifícios tem sido a “paisagem 
ou atmosfera visual”, que inclui tanto os ambientes internos comoa vista exterior. Um projeto 
com qualidade visual deve considerar a qualidade e a eficiência da distribuição de iluminação 
natural/artificial em função da implantação do edifício, da configuração do edifício e do 
ambiente interno, da distribuição da iluminação natural, do controle da iluminação artificial, 
do tratamento cromático dos ambientes, da qualidade e obstrução da vista exterior. Dessa 
forma: 
A) A iluminação natural/artificial deve priorizar a intensidade visual – níveis altos de iluminação 
geral – e as superfícies do mobiliário devem ser claras, contrastando com o fundo escuro de 
pisos e paredes/divisórias, para diminuir o consumo de energia. 
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B) A luz ambiente com diferentes intensidades luminosas para o campo visual e a acuidade 
necessária para cada tipo de tarefa visual aumenta o esforço/cansaço visual. 
C) A flexibilidade do sistema de iluminação artificial (iluminação de fundo indireta e iluminação 
local com dimerização do plano de trabalho) contribui para aumentar o consumo de energia. 
D) A qualidade da “paisagem visual” está diretamente relacionada com a atenuação da 
intensidade de contraste – predominância de paredes e tetos com cores em tons pastéis; por 
pisos e mobiliário em tons claros e suaves, e por iluminação artificial com boa reprodução de 
cor, além de tratamento diferenciado dos índices de iluminação em função do esforço visual. 
E) Para a obtenção de uma boa qualidade da “paisagem visual”, basta utilizar luminárias de 
alto desempenho e dotadas de dispositivo anti-reflexo. 
 
Comentários 
(A) Errada. Níveis muito altos de iluminamento não são recomendáveis, pois causam 
ofuscamento. E também, não se deve ter um contraste muito grande entre a área onde se 
desenvolve a atividade e seu entorno. 
(B) Errada. A não ser que haja um contraste grande entre a luz ambiente e a área da tarefa. 
Proporção Harmoniosa entre Luminâncias 
Acentuadas diferenças entre as Luminâncias de diferentes planos causam fadiga visual, 
devido ao excessivo trabalho de acomodação dos olhos, ao passar por variações bruscas 
de sensação de claridade. Para evitar esse desconforto, recomenda-se que as 
Luminâncias de piso, parede e teto se harmonizem numa proporção de 1:2:3, e que, no 
caso de uma mesa de trabalho, a Luminância não seja inferior a 1/3 da do objeto 
observado (fig. 36). 
 
(C) Errada. A flexibilidade do sistema de iluminação artificial (iluminação de fundo indireta e 
iluminação local com dimerização do plano de trabalho) contribui para diminuir o consumo 
de energia. 
(D) Correta. 
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Uma boa iluminação requer igual atenção para a quantidade e qualidade da iluminação. 
Embora seja necessária a provisão de uma iluminância sufi ciente em uma tarefa, em 
muitos exemplos a visibilidade depende da maneira pela qual a luz é fornecida, das 
características da cor da fonte de luz e da superfície em conjunto com o nível de 
ofuscamento do sistema. Nesta Norma foi levado em consideração não apenas a 
iluminância, mas também o limite referente ao desconforto por ofuscamento e o índice 
de reprodução de cor mínimo da fonte para especificar os vários locais de trabalho e tipos 
de tarefas. 
 
 
(E) Errada. É necessário pensar-se nos itens da alternativa (D). 
Vamos à NBR ISSO/CIE 8995-1:2013 
Introdução 
Uma boa iluminação propicia a visualização do ambiente, permitindo que as pessoas 
vejam, se movam com segurança e desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, 
precisa e segura, sem causar fadiga visual e desconforto. A iluminação pode ser natural, 
artificial ou uma combinação de ambas. 
Uma boa iluminação requer igual atenção para a quantidade e qualidade da iluminação. 
Embora seja necessária a provisão de uma iluminância suficiente em uma tarefa, em 
muitos exemplos a visibilidade depende da maneira pela qual a luz é fornecida, das 
características da cor da fonte de luz e da superfície em conjunto com o nível de 
ofuscamento do sistema. Nesta Norma foi levado em consideração não apenas a 
iluminância, mas também o limite referente ao desconforto por ofuscamento e o índice 
de reprodução de cor mínimo da fonte para especificar os vários locais de trabalho e tipos 
de tarefas. Os parâmetros para criar as condições visuais confortáveis estão propostos 
no corpo desta Norma. Os valores recomendados foram considerados, a fim de 
representar um balanço razoável, respeitando os requisitos de segurança, saúde e um 
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desempenho eficiente do trabalho. Os valores podem ser atingidos com a utilização de 
soluções energeticamente eficientes. 
Existem também parâmetros ergonômicos visuais, como a capacidade de percepção e as 
características e atributos da tarefa, que determinam a qualidade das habilidades visuais 
do usuário e, consequentemente, os níveis de desempenho. Em alguns casos a otimização 
destes fatores de influência pode melhorar o desempenho sem ser necessário aumentar 
os níveis de iluminância. Por exemplo, pela melhora do contraste na tarefa, ampliando a 
visualização de própria tarefa através do uso de equipamentos de auxílio à visão (óculos) 
e pela provisão de sistemas de iluminação especiais com capacidade de uma iluminação 
local direcional. 
4.3.3 Iluminâncias no entorno imediato 
A iluminância no entorno imediato deve estar relacionada com a iluminância da área de 
tarefa, e convém que proveja uma distribuição bem balanceada da luminância no campo 
de visão. 
Mudanças drásticas nas iluminâncias ao redor da área de tarefa podem levar a um 
esforço visual estressante e desconforto. 
A iluminância mantida das áreas do entorno imediato pode ser mais baixa que a 
iluminância da área da tarefa, mas não pode ser inferior aos valores dados na tabela 
abaixo. 
 
4.4 Ofuscamento 
Ofuscamento é a sensação visual produzida por áreas brilhantes dentro do campo de 
visão, que pode ser experimentado tanto como um ofuscamento desconfortável quanto 
como um ofuscamento inabilitador. O ofuscamento pode também ser causado por 
reflexões em superfícies especulares e é normalmente conhecido como reflexões 
veladoras ou ofuscamento refletido. 
É importante limitar o ofuscamento aos usuários para prevenir erros, fadiga e acidentes. 
O ofuscamento inabilitador é mais comum na iluminação exterior, mas também pode ser 
experimentado em iluminação pontual ou fontes brilhantes intensas, como uma janela 
em um espaço relativamente pouco iluminado. 
No interior de locais de trabalho, o ofuscamento desconfortável geralmente surge 
diretamente de luminárias brilhantes ou janelas. Se os limites referentes ao ofuscamento 
desconfortável forem atendidos, o ofuscamento inabilitador não é geralmente um grande 
problema. 
4.4.1 Proteção contra o ofuscamento 
O ofuscamento é causado por luminâncias excessivas ou contrastes no campo de visão e 
pode prejudicar a visualização dos objetos. Convém que isto seja evitado, por exemplo, 
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através da proteção contra visão direta das lâmpadas ou por um escurecimento nas 
janelas por anteparos. 
NOTA BRASILEIRA Entende-se por anteparos, os elementos que reduzam a intensidade da 
luminância da superfície, como brises, persianas e outros. 
4.2 Distribuição da luminância 
A distribuição da luminância no campo de visão controla o nível de adaptação dos olhos, 
o qual afeta a visibilidade da tarefa. 
Uma adaptação bem balanceada da luminância é necessária para ampliar: 
— a acuidadevisual (nitidez da visão), 
— a sensibilidade ao contraste (discriminação das diferenças relativamente pequenas de 
luminância), 
— a eficiência das funções oculares (como acomodação, convergência, contrações 
pupilares, movimento dos olhos etc.). 
A distribuição de luminâncias variadas no campo de visão também afeta o conforto visual 
e convém que sejam evitadas: 
— luminâncias muito altas que podem levar ao ofuscamento. 
— contrastes de luminâncias muito altos causam fadiga visual devido à contínua 
readaptação dos olhos. 
— luminâncias muito baixas e contrastes de luminância muito baixos resultam em um 
ambiente de trabalho sem estímulo e tedioso. 
— convém que seja dada atenção à adaptação na movimentação de zona para zona no 
interior do edifício. 
4.9 Considerações sobre energia 
Convém que a instalação do sistema de iluminação atenda aos requisitos de iluminação 
de um ambiente específico, de uma tarefa ou de uma atividade sem desperdício de 
energia. Entretanto, é importante não comprometer os aspectos visuais de uma 
instalação de iluminação simplesmente para reduzir o consumo de energia. 
Isto requer que se considere um sistema de iluminação, equipamentos, controles 
apropriados e a utilização da luz natural disponível. Em alguns países são estabelecidos 
limites de energia disponível para a iluminação, os quais devem ser observados. Estes 
limites podem ser alcançados pela seleção criteriosa do sistema de iluminação e pela 
utilização de acionamento automático ou manual ou dimerização das lâmpadas. 
A.3.9 Salão industrial com zonas para diferentes atividades 
Os salões industriais geralmente incorporam um número de áreas de tarefa com diversos 
requisitos de iluminância. Recomenda-se que, onde for o caso, um conceito genérico 
sobre a iluminação do salão seja desenvolvido considerando todo o salão – a menos de 
uma faixa marginal de 0,5 m de largura ao longo das paredes – como uma área da tarefa 
com requisitos menores. As imediações da área (faixa marginal) não necessitam de uma 
avaliação separada porque, como regra geral, os requisitos que necessitam ser atendidos 
para o entorno são atendidos automaticamente. 
Para as outras áreas de tarefa com diferentes requisitos, convém que sejam definidas 
áreas de tarefa preferencialmente retangulares com seus próprios entornos e que sejam 
fornecidas as iluminâncias e uniformidades exigidas. 
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Gabarito: alternativa D 
 
 (CONSULPLAN –P.M. Cataguases-MG–2007) 
O dispositivo conhecido como light-shelf (ou “prateleira de luz” - veja corte esquemático) é 
utilizado para: 
 
A) Potencializar a proteção exercida pelo beiral da edificação. 
B) Maximizar a quantidade de luz natural no ambiente. 
C) Promover um aumento do sombreamento, por meio da redução da luz natural no interior 
do ambiente. 
D) Auxiliar na composição estética da fachada. 
E) Servir de suporte para pontos de luz embutidos adicionais no ambiente. 
 
Comentários 
 
(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
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142 
 
(Lamberts & al., Eficiência Energética na Arquitetura, 2012) 
Vamos à NBR 15215-1/2005 
3.3 Elementos de controle 
3.3.9 Prateleira-de-luz: Elemento de controle colocado horizontalmente num componente de passagem 
vertical, acima do nível de visão, definindo uma porção superior e inferior, protegendo o ambiente contra a 
radiação solar direta e redirecionando a luz natural para o teto. 
Gabarito: alternativa B 
 
 (CONSULPLAN – P.M. São Fidélis – 2006) 
Iluminação zenital significa: 
A) Iluminação fluorescente. 
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B) Iluminação feita através de um poço. 
C) Iluminação feita através de abertura no teto. 
D) Iluminação feita através de uma telha de vidro. 
E) Iluminação incandescente. 
 
Comentários 
 
Algumas vantagens da iluminação zenital sobre a lateral (janelas): 
 Permite uma iluminação mais uniforme. 
 Recebe mais luz durante o dia. 
Desvantagem: 
 Dificuldade de proteger as aberturas da radiação solar indesejável. 
Vamos à NBR 15215-1/2005 
3 Definições e conceitos básicos 
3.1 Termos gerais 
3.1.18 Iluminação zenital: Porção de luz natural produzida pela luz que entra através dos fechamentos 
superiores dos espaços internos. 
Gabarito: alternativa C 
 
 (CONSULPLAN – CEFET –2006) 
Uma iluminação natural adequada é a que provém diretamente das seguintes fontes de luz: 
A) O sol, a abóbada celeste e superfícies iluminadas no entorno das edificações. 
B) A abóbada celeste e superfícies iluminadas no entorno das edificações. 
C) O sol e a abóbada celeste. 
D) A abóbada celeste, superfícies iluminadas no entorno das edificações e luminárias de alto 
desempenho de reprodução de cor. 
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142 
E) O sol, a abóbada celeste, superfícies iluminadas no entorno das edificações e luminárias de 
alto desempenho de reprodução de cor. 
 
Comentários 
Notem o enunciado: 
“Uma iluminação natural adequada é a que provém diretamente das seguintes fontes de luz:” 
Já vimos que a luz solar direta não é aconselhável, tanto pelo seu alto nível de iluminância, quanto 
pelos altos ganhos térmicos que acarreta. 
Logo, já poderíamos descartar as alternativas A, C e E. 
A D está claramente errada, tendo em vista que luminária não provê iluminação natural. 
A resposta é a alternativa B, a abóboda celeste e superfícies iluminadas no entorno das edificações. 
Vou aproveitar e trazer umas páginas de um livro que eu comprei bem interessante, e também, de 
Lúcia Mascaró. Não reparem, pois não achei para comprá-lo novo, aí comprei usado e há umas 
marcações... 
Vamos ao livro Luz, Clima e Arquitetura 
(Mascaró L. R.) 
 
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Gabarito: alternativa B 
 
 (CONSULPLAN – CEFET –2006) 
A instalação de luminárias na parte inferior de paredes é indicada para: 
A) consultórios 
B) quartos 
C) lojas 
D) banheiros 
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E) áreas de circulação 
 
Comentários 
A instalação de luminárias na parte inferior de paredes é indicada para áreas de circulação, pois 
servem como balizadores, sinalizando o caminho. 
Vamos à NBR 9050:2015 
(só para relembrarmos a exigência de iluminação em rota acessível) 
6.1.2 Iluminação 
Toda rota acessível deve ser provida de iluminação natural ou artificial com nível mínimo de iluminância de 150 
lux medidos a 1,00 m do chão. São aceitos níveis inferiores de iluminância para ambientes específicos, como 
cinemas, teatros ou outros, conforme normas técnicas específicas. 
Gabarito: alternativa E 
 
 (CONSULPLAN – CEFET –2006) 
A intensidade luminosa de uma fonte, o fluxo luminoso emitido no interior de um ângulo 
sólido e o iluminamento recebido por uma superfície são medidos, respectivamente, pelas 
unidades: 
A) Nit, Lúmen e Candela. 
B) Lúmen, Nit e Lux. 
C) Candela, Lúmen e Lux. 
D) Candela, Nit e Lux. 
E) Lux, Lúmen e Nit. 
 
Comentários 
Intensidade luminosa – Candela (cd) 
 
(Procel, 2011) 
Fluxo luminoso –Lúmen (lm) 
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(Procel, 2011) 
Iluminamento – Lux (lx) 
 
(Procel, 2011) 
Vamos ao Manual de Iluminação – Procel – 2011 
INTENSIDADE LUMINOSA (I) 
A intensidade luminosa é a parcela do fluxo luminoso de uma fonte luminosa, contida 
num ângulo sólido, numa dada direção. Sua unidade é a candela (cd). 
CURVA DE DISTRIBUIÇÃO DE INTENSIDADE LUMINOSA 
Curva, geralmente polar, que representa a variação da intensidade luminosa de uma 
fonte, segundo um plano passando pelo centro em função da direção. 
 
FLUXO LUMINOSO 
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142 
Representa uma potência luminosa emitida ou observada, ou ainda, representa a energia 
emitida ou refletida, por segundo, em todas as direções, sob a forma de luz. 
ILUMINÂNCIA (E) 
É o fluxo luminoso incidente numa superfície por unidade de área (m²). É medido por um 
aparelho chamado luxímetro. 
Um lux corresponde à iluminância de uma superfície plana de um metro quadrado de 
área, sobre a qual incide perpendicularmente um fluxo luminoso de um lúmen. 
O melhor conceito sobre iluminância talvez seja o de uma densidade de luz necessária 
para a realização de uma determinada tarefa visual. 
Gabarito: alternativa C 
 
(CESPE – MPE-PI –2012) 
Acerca dos aspectos relativos à iluminação em edificações, julgue os itens subsequentes. 
 
A melhor opção para reduzir o consumo de energia e aumentar a durabilidade dos 
equipamentos em espaços não residenciais é a iluminação artificial manual associada à 
iluminação natural durante longos períodos do dia. 
Comentários 
Errada. O ideal é que o sistema de iluminação artificial seja automático. 
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Gabarito: alternativa ERRADA 
 
 
A luminância de determinada superfície é medida em candelas e indica a intensidade emitida 
pelo plano em todas as direções. 
 
Comentários 
A Luminância (L) é a Intensidade Luminosa que atinge o observador, refletida por uma superfície ou 
por uma fonte de luz, numa determinada direção. 
Ou seja, é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície, pela sua superfície aparente. 
A alternativa está errada, pois não é “em todas as direções”. 
Aproveitando... 
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142 
 
ILUMINÂNCIA (E) LUMINÂNCIA (L) 
 
A luz que uma lâmpada irradia, relacionada à 
superfície à qual incide, define uma nova 
grandeza luminotécnica denominada de 
Iluminamento, nível de iluminação ou 
Iluminância. 
Expressa em lux (lx), indica o fluxo luminoso 
de uma fonte de luz que incide sobre uma 
superfície situada à uma certa distância dessa 
fonte. 
Os raios de luz não são vistos, a menos 
que sejam refletidos em uma superfície 
e aí transmitam a sensação de claridade 
aos olhos. Essa sensação de claridade é 
chamada de Luminância. 
É a Intensidade Luminosa que emana de 
uma superfície, pela sua superfície 
aparente. 
 
Unidade: Lux (lm/m2) Unidade: cd/m2 
Gabarito: alternativa ERRADA 
 
(CESPE – ABIN –2010) 
Quanto ao conforto lumínico, consideram-se os seguintes valores médios, em lux: entre 100 e 
200, baixa iluminância; entre 300 e 500, média iluminância; entre 500 e 1000, alta iluminância. 
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Tarefas visuais muito especiais, como, por exemplo, cirurgias, necessitam de valores que 
podem atingir até 20.000 lux (NBR 5413). Com base nessas informações, julgue o item a seguir. 
 
Considere que, em determinado projeto de arquitetura, haja uma circulação, sem iluminação 
natural, que dê acesso às salas administrativas, iluminadas por meio de um grande pano de 
vidro. Nessa situação, os projetos de instalações devem considerar a iluminação natural — 150 
lux na circulação e 200 lux nos escritórios — no cálculo do iluminamento. 
 
Comentários 
Vamos à NBR ISSO/CIE 8995-1:2013 
 
Gabarito: alternativa ERRADA 
 
 (FGV – SUSAM/AM - 2014) 
A luz refletida pelo entorno do edifício ou por outras superfícies exteriores representam dados 
fundamentais para o projeto de iluminação natural. A este respeito, assinale V para a 
afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) Diferentemente das outras fontes de luz, não é preciso que a luminância da luz refletida 
pelo entorno seja controlada. 
( ) A luz refletida pelo entorno em regiões ensolaradas representa, no mínimo, 10 a 15% do 
total da luz diurna recebida pelas janelas. 
( ) Para locais cujas superfícies exteriores não estão dispostas ao Sol, a luz refletida pelo 
entorno chega a ser maior que 50% da luz recebida pelas janelas localizadas em superfícies 
sombreadas. 
As afirmativas são, respectivamente, 
(A) F, V e F. 
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142 
(B) F, V e V. 
(C) V, F e F. 
(D) V, V e F. 
(E) F, F e V. 
Comentários 
(F) Como as outras fontes de luz, é preciso que sua luminância seja controlada. 
(V) E esses valores podem ser superados caso o entorno seja claro (vegetação e cor das superfícies) 
(V) Também correta, e segundo Lúcia Mascaró. 
Vamos ao livro Luz, Clima e Arquitetura 
(Mascaró L. R.) 
 
Gabarito: alternativa B 
 
 (FGV – ALERJ/RJ - 2017) 
Ao empregar enormes superfícies envidraçadas nos compartimentos de uma edificação, o 
arquiteto teve como objetivo principal: 
(A) permitir ganhos de radiação solar convenientes à luminosidade dos compartimentos; 
(B) favorecer o desempenho termo-luminoso dos compartimentos; 
(C) otimizar o uso da energia operante; 
(D) dispensar o uso do condicionamento artificial do edifício; 
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142 
(E) propiciar iluminação e ventilação natural dos compartimentos. 
 
Comentários 
 
(A) Errada. Segundo Lúcia Mascaró, soluções com enormes superfícies envidraçadas que 
permitem ganhos de radiação solar inconvenientes ao desempenho termo-luminoso dos 
locais e obrigam ao uso permanente de cortina – que amenizam, mas não resolvem o 
problema do calor excessivo, pois tiram a iluminação e ventilação natural dos locais, forçando 
ao uso do condicionamento artificial do edifício – devem ser evitadas quando se deseja 
otimizar o uso da energia operante. 
(B) Errada. Prejudica, conforme dito acima. 
(C) Errada. Otimizar o uso da energia operante não pode ser objetivo principal do arquiteto. 
(D) Errada. Pelo contrário, obriga o uso do condicionamento artificial operante, como dito na 
alternativa (A). 
(E) A banca considerou essa alternativa certa. Pode, realmente, ter sido o objetivo do arquiteto, 
mas, equivocadamente. 
Vamos ao livro “Edifício Ambiental”, só a título de curiosidade, a respeito de um estudo sobre 
prédios em São Paulo e Rio de Janeiro 
O desempenho térmico de ambientes de trabalho nas cidades de São Paulo e Rio de 
Janeiro 
Pesquisas sobre o uso de energia indicam que na primeira década de 2000 os edifícios 
residenciais e comerciais já eram responsáveis pelo consumo de 60% de toda a 
eletricidade produzida no mundo (IEA, 2009; Laustsen, 2008; Levine et al. 2007; WBCSD, 
2007),percentual que vem crescendo desde então. Quanto aos edifícios comerciais, em 
geral, os sistemas de iluminação artificial representam a maior parcela de consumo da 
energia elétrica. No entanto, em regiões de clima quente, onde está grande parte dos 
países em desenvolvimento e economias emergentes, o sistema de condicionamento do 
ar acaba superando a demanda energética de iluminação artificial. No Brasil, por 
exemplo, o condicionamento de ar representa aproximadamente 47% do total da energia 
elétrica consumida em edifícios comerciais, seguido pela iluminação artificial, 
representando 22% (Procel, 2007). No universo de soluções arquitetônicas e tecnológicas, 
muito pode ser feito em termos de forma, componentes construtivos, fachadas e 
tecnologia dos sistemas prediais, a fim de diminuir os impactos da carga térmica e, ao 
mesmo tempo, aumentar a eficiência dos sistemas de resfriamento ativo e iluminação 
artificial. Entretanto, indo um passo além do sombreamento, grandes economias de 
energia, as que fazem diferença, estão confirmadamente atreladas à introdução da 
iluminação natural e, sobretudo, da ventilação natural nos espaços internos. 
(...) 
3.1.1 O impacto das áreas envidraçadas 
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142 
A janela sempre teve um grande papel no processo de composição arquitetônica, seja ela 
distribuída em uma série de aberturas, criando ritmo na fachada, ou em uma cortina de 
vidro cujas áreas envidraçadas se tornam a parede propriamente dita. As funções do 
elemento janela são diversas, já que ela proporciona contato visual com a área externa, 
luz natural para os ambientes, entrada de radiação solar (que influencia diretamente o 
desempenho térmico dos edifícios) e controle da ventilação natural. Desta forma, a janela 
promove uma conexão vital com o clima. Por isso, seu dimensionamento, distribuição e 
orientação são fatores determinantes no projeto de edifícios ambientalmente 
conscientes. 
Na cidade de São Paulo, o controle solar em todas as orientações expostas deve ser a 
primeira estratégia a ser considerada quando se decide adotar a ventilação natural como 
método de resfriamento passivo dos ambientes de trabalho. Como se sabe, o 
sombreamento externo tem uma eficácia superior quando comparado ao uso de 
persianas internas, que permitem que grande parte da radiação solar seja admitida no 
interior do edifício, além de obstruírem a luz natural, resultando em uma maior 
dependência de iluminação artificial e, consequentemente, maior consumo energético. 
Cabe ainda ressaltar outro aspecto negativo do uso de persianas como única estratégia 
de controle solar que é a obstrução de vistas. De acordo com diferentes pesquisas 
(Ne’eman; Hopkinson, 1970; Keighley, 1973; Wells, 1965; Osterhaus, 2001), as vistas são 
de extrema importância, podendo aumentar consideravelmente o nível de satisfação e 
produtividade dos usuários em edifícios de escritório. 
(...) 
Uma das estratégias mais eficientes no bloqueio da radiação difusa é a redução das áreas 
envidraçadas, minimizando a visão do céu. Por essa razão, entende-se que a proporção 
entre as superfícies transparentes e opacas na fachada (WWR, window-to-wall ratio ) é 
de grande importância no desempenho térmico do edifício. 
Gabarito: alternativa E 
 
 (FGV – ALERJ/RJ - 2017) 
O proprietário de uma galeria de arte solicitou ao arquiteto que substituísse as lâmpadas 
quartzo-halógenas (dicroicas) empregadas no local, porque embora elas constituam um tipo 
aperfeiçoado das lâmpadas incandescentes, apresentam como desvantagem em relação às 
incandescentes comuns: 
(A) baixa eficiência luminosa; 
(B) enegrecimento do tubo; 
(C) desprendimento de intenso calor; 
(D) vida menos longa; 
(E) péssima reprodução de cores. 
 
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Comentários 
Uma das desvantagens é o desprendimento de intenso calor. 
Vamos ao livro “Instalações Elétricas” Hélio Creder 
 
Gabarito: alternativa C 
 
 
Abraço, Profa. Moema Machado 
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8 – LISTA DE QUESTÕES 
 (FGV – Defensoria Pública/MT – 2015) 
Assinale a opção que indica a diretriz que deve ser seguida na construção de edificações em 
local de clima equatorial, com temperaturas elevadas e grande umidade, de modo a ter o 
melhor aproveitamento das condições ambientais, visando ao conforto térmico e lumínico. 
(A) É desejável que as faces de maior dimensão das edificações sigam a orientação Leste ou 
Oeste. 
(B) É desejável que as maiores dimensões das edificações formem ângulo próximo a 90º com 
a direção dos ventos dominantes. 
(C) É desejável evitar o contato das edificações com muros de arrimo e taludes. 
(D) É desejável que os pisos sejam construídos diretamente sobre o solo. 
(E) É desejável que os corredores entre duas edificações tenham uma largura de, no máximo, 
1/3 de seu comprimento. 
 
 (FCC – Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP) – 2015) 
A respeito do conforto ambiental em locais de trabalho, é correto afirmar que 
(A) o uso de cores e materiais reflexivos em máquinas, aparelhos, tampos de mesas e outras 
superfícies melhora o conforto do espaço. 
(B) a melhor qualidade de iluminação, em um ambiente de trabalho de escritório, provém 
apenas do tipo natural. 
(C) um método bastante eficiente de conforto no ambiente de trabalho é o uso de venezianas 
ajustáveis. 
(D) o excesso de luz incidente nas janelas colabora para a boa visibilidade no ambiente. 
(E) luminárias dispostas à frente ou ao lado do trabalhador têm o mesmo efeito sob o ponto 
de vista do conforto. 
 
 (FCC – TRF 1ª Região – 2014) 
Um cálculo simplificado para definir a quantidade de luminárias necessárias para obter um 
bom desempenho luminotécnico deve considerar, conforme a NBR-5413, além da iluminância 
necessária no ambiente, 
(A) as dimensões e pé-direito do ambiente, o tipo de luminária e a altura da suspensão, a altura 
dos planos de trabalho, as refletâncias do teto, parede e piso. 
(B) as dimensões e pé-direito do ambiente, a dimensão das luminárias, a altura dos planos de 
trabalho e o índice de depreciação das lâmpadas. 
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(C) o formato e pé-direito do ambiente, o lay-out do mobiliário, os fatores de perdas 
luminosas, as refletâncias do teto, parede e piso. 
(D) o formato e pé-direito do ambiente, o tipo de luminária e a altura da suspensão, a altura 
do plano de trabalho e os fatores de perdas luminosas. 
(E) a área e pé-direito do ambiente, o lay-out do mobiliário, a altura do plano de trabalho e os 
fatores de perdas luminosas. 
 
 (FCC – MP - Maranhão – 2013) 
A luz natural caracteriza-se pela grande mutabilidade não somente em termos de quantidade, 
mas também de aparência, cor e projeção no espaço. Em um ambiente de trabalho, para as 
funções laborativas, considere: 
I. O uso de fechamentos transitórios nas aberturas controla o ofuscamento direto. 
II. O nível de iluminância (lux), fixado pela Norma NBR 5413, deve ter seus valores, mínimos e 
máximos, entre 300 e 750 lux, respectivamente, independente da disponibilidade e qualidade 
da luz natural. 
III. Economia de energia é sempre um parâmetro desejável, porém, o aproveitamento de 
fontes naturais torna-se inviável em ambientes de trabalho. 
IV. Os contrastes excessivos e a relação claro-escuro, luz e sombra são muitas vezes 
absolutamente desejados. 
V. Os níveis mínimos de iluminação normatizados são considerados altos, mas não dispensam 
fontesnaturais. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) II, III e IV. 
(B) III, IV e V. 
(C) I, II e V. 
(D) I, III e V. 
(E) I, II e IV. 
 
 (FCC – MP - Maranhão – 2013) 
Para a execução de um projeto luminotécnico, considere a ABNT NBR 5413/1992 − Iluminância 
de interiores e a ABNT NBR 5382/1985 − Verificação da iluminância de interiores. 
Em uma superfície horizontal a ...... m do piso, para obtenção das condições de iluminância 
apropriadas ao trabalho visual que será executado, a média de iluminância não deverá ser 
inferior a ......% em qualquer ponto do plano, e no restante do ambiente a iluminância não 
deverá ser inferior a ...... da adotada para o campo de trabalho. 
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Complete correta, e respectivamente, as lacunas: 
(A) 0,65 − 60 − 5/10 
(B) 0,74 − 75 − 8/10 
(C) 0,75 − 70 − 1/10 
(D) 0,82 − 80 − 2/10 
(E) 0,78 − 65 − 4/10 
 
 (FCC – TRF 2ª Região – 2012) 
Para o conforto dos ambientes de trabalho, segundo a Norma, mesmo que haja recomendação 
para valor menor, a iluminância do ambiente, em relação à adotada para o campo de trabalho, 
NÃO deve ser inferior a: 
(A) 1/25 
(B) 1/15 
(C) 1/20 
(D) 1/10 
(E) 1/30 
 
 (FCC – TRF 2ª Região – 2012) 
A razão do fluxo luminoso incidente em um elemento de superfície, que contém o ponto dado, 
para a área desse elemento, é: 
(A) intensidade luminosa. 
(B) iluminância. 
(C) lux. 
(D) fluxo. 
(E) radiação luminosa. 
 
 (CESPE – Câmara dos Deputados – 2012) 
Com relação ao controle ambiental das edificações, julgue os itens subsecutivos. 
A luminosidade provinda diretamente do Sol é, muitas vezes, rejeitada em interiores 
habitados, em razão de causar, por exemplo, ofuscamento, calor, brilho e danos ao mobiliário. 
Por isso, costuma-se empregar, preferencialmente, a luz difusa proveniente do céu, a qual 
apresenta valores absolutos mais altos, e, consequentemente, níveis de luminosidade mais 
confortáveis. 
 
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 (CONSULPLAN – P.M. Resende – 2010) 
A iluminação indireta pode ser utilizada como recurso para melhorar o conforto ambiental nas 
edificações. “A iluminação indireta dirigida para cima ou para baixo proveniente de uma fonte 
de luz oculta por uma placa ou faixa horizontal,” é denominada: 
A) Luz de cornija. 
B) Luz de sanefa. 
C) Luz de parede. 
D) Luz de trilho. 
E) Luz de canto. 
 
 (CONSULPLAN – P.M. Cataguases – MG – 2007) 
Um aspecto importante nos projetos recentes de interiores dos edifícios tem sido a “paisagem 
ou atmosfera visual”, que inclui tanto os ambientes internos como a vista exterior. Um projeto 
com qualidade visual deve considerar a qualidade e a eficiência da distribuição de iluminação 
natural/artificial em função da implantação do edifício, da configuração do edifício e do 
ambiente interno, da distribuição da iluminação natural, do controle da iluminação artificial, 
do tratamento cromático dos ambientes, da qualidade e obstrução da vista exterior. Dessa 
forma: 
A) A iluminação natural/artificial deve priorizar a intensidade visual – níveis altos de iluminação 
geral – e as superfícies do mobiliário devem ser claras, contrastando com o fundo escuro de 
pisos e paredes/divisórias, para diminuir o consumo de energia. 
B) A luz ambiente com diferentes intensidades luminosas para o campo visual e a acuidade 
necessária para cada tipo de tarefa visual aumenta o esforço/cansaço visual. 
C) A flexibilidade do sistema de iluminação artificial (iluminação de fundo indireta e iluminação 
local com dimerização do plano de trabalho) contribui para aumentar o consumo de energia. 
D) A qualidade da “paisagem visual” está diretamente relacionada com a atenuação da 
intensidade de contraste – predominância de paredes e tetos com cores em tons pastéis; por 
pisos e mobiliário em tons claros e suaves, e por iluminação artificial com boa reprodução de 
cor, além de tratamento diferenciado dos índices de iluminação em função do esforço visual. 
E) Para a obtenção de uma boa qualidade da “paisagem visual”, basta utilizar luminárias de 
alto desempenho e dotadas de dispositivo anti-reflexo. 
 
 (CONSULPLAN – P.M. Cataguases – MG – 2007) 
O dispositivo conhecido como light-shelf (ou “prateleira de luz” - veja corte esquemático) é 
utilizado para: 
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A) Potencializar a proteção exercida pelo beiral da edificação. 
B) Maximizar a quantidade de luz natural no ambiente. 
C) Promover um aumento do sombreamento, por meio da redução da luz natural no interior 
do ambiente. 
D) Auxiliar na composição estética da fachada. 
E) Servir de suporte para pontos de luz embutidos adicionais no ambiente. 
 
 (CONSULPLAN – P.M. São Fidélis – 2006) 
Iluminação zenital significa: 
A) Iluminação fluorescente. 
B) Iluminação feita através de um poço. 
C) Iluminação feita através de abertura no teto. 
D) Iluminação feita através de uma telha de vidro. 
E) Iluminação incandescente. 
 
 (CONSULPLAN – CEFET – 2006) 
Uma iluminação natural adequada é a que provém diretamente das seguintes fontes de luz: 
A) O sol, a abóbada celeste e superfícies iluminadas no entorno das edificações. 
B) A abóbada celeste e superfícies iluminadas no entorno das edificações. 
C) O sol e a abóbada celeste. 
D) A abóbada celeste, superfícies iluminadas no entorno das edificações e luminárias de alto 
desempenho de reprodução de cor. 
E) O sol, a abóbada celeste, superfícies iluminadas no entorno das edificações e luminárias de 
alto desempenho de reprodução de cor. 
 
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 (CONSULPLAN – CEFET – 2006) 
A instalação de luminárias na parte inferior de paredes é indicada para: 
A) consultórios 
B) quartos 
C) lojas 
D) banheiros 
E) áreas de circulação 
 
 (CONSULPLAN – CEFET – 2006) 
A intensidade luminosa de uma fonte, o fluxo luminoso emitido no interior de um ângulo 
sólido e o iluminamento recebido por uma superfície são medidos, respectivamente, pelas 
unidades: 
A) Nit, Lúmen e Candela. 
B) Lúmen, Nit e Lux. 
C) Candela, Lúmen e Lux. 
D) Candela, Nit e Lux. 
E) Lux, Lúmen e Nit. 
 
(CESPE – MPE-PI – 2012) 
Acerca dos aspectos relativos à iluminação em edificações, julgue os itens subsequentes. 
 
A melhor opção para reduzir o consumo de energia e aumentar a durabilidade dos 
equipamentos em espaços não residenciais é a iluminação artificial manual associada à 
iluminação natural durante longos períodos do dia. 
 
A luminância de determinada superfície é medida em candelas e indica a intensidade emitida 
pelo plano em todas as direções. 
 
(CESPE – ABIN – 2010) 
Quanto ao conforto lumínico, consideram-se os seguintes valores médios, em lux: entre 100 e 
200, baixa iluminância; entre 300 e 500, média iluminância; entre 500 e 1000, alta iluminância. 
Tarefas visuais muito especiais, como, por exemplo, cirurgias, necessitam de valores que 
podem atingir até 20.000 lux (NBR 5413). Com base nessas informações, julgue o item a seguir. 
 
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Considere que, em determinado projeto de arquitetura, haja uma circulação, sem iluminação 
natural, que dê acesso às salas administrativas, iluminadas por meio de um grande pano de 
vidro. Nessa situação, os projetos de instalações devem considerar a iluminação natural — 150 
lux na circulação e 200lux nos escritórios — no cálculo do iluminamento. 
 
 (FGV – SUSAM/AM - 2014) 
A luz refletida pelo entorno do edifício ou por outras superfícies exteriores representam dados 
fundamentais para o projeto de iluminação natural. A este respeito, assinale V para a 
afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) Diferentemente das outras fontes de luz, não é preciso que a luminância da luz refletida 
pelo entorno seja controlada. 
( ) A luz refletida pelo entorno em regiões ensolaradas representa, no mínimo, 10 a 15% do 
total da luz diurna recebida pelas janelas. 
( ) Para locais cujas superfícies exteriores não estão dispostas ao Sol, a luz refletida pelo 
entorno chega a ser maior que 50% da luz recebida pelas janelas localizadas em superfícies 
sombreadas. 
As afirmativas são, respectivamente, 
(A) F, V e F. 
(B) F, V e V. 
(C) V, F e F. 
(D) V, V e F. 
(E) F, F e V. 
 
 (FGV – ALERJ/RJ - 2017) 
Ao empregar enormes superfícies envidraçadas nos compartimentos de uma edificação, o 
arquiteto teve como objetivo principal: 
(A) permitir ganhos de radiação solar convenientes à luminosidade dos compartimentos; 
(B) favorecer o desempenho termo-luminoso dos compartimentos; 
(C) otimizar o uso da energia operante; 
(D) dispensar o uso do condicionamento artificial do edifício; 
(E) propiciar iluminação e ventilação natural dos compartimentos. 
 
 (FGV – ALERJ/RJ - 2017) 
O proprietário de uma galeria de arte solicitou ao arquiteto que substituísse as lâmpadas 
quartzo-halógenas (dicroicas) empregadas no local, porque embora elas constituam um tipo 
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aperfeiçoado das lâmpadas incandescentes, apresentam como desvantagem em relação às 
incandescentes comuns: 
(A) baixa eficiência luminosa; 
(B) enegrecimento do tubo; 
(C) desprendimento de intenso calor; 
(D) vida menos longa; 
(E) péssima reprodução de cores. 
 
 
 
 
Parabéns guerreiros! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 – GABARITO 
 
 
1. B 
2. C 
3. A 
4. C 
5. C 
6. D 
7. B 
8. ERRADA 
9. B 
10. D 
11. B 
12. C 
13. B 
14. E 
15. C 
16. ERRADA 
17. ERRADA 
18. ERRADA 
19. B 
20. E 
21. C 
 
 
Parabéns guerreiros! 
 
 
 
 
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10 - BIBLIOGRAFIA 
Ching, F. D., & Binggeli, A. C. (s.d.). Arquitetura de Interiores Ilustrada. 
Frota, A., & Schiffer, S. (2001). Manual de Conforto Térmico. 
Hopkinson, R., & Kay, L. (1969). The light of building. 
Lamberts, R., & al., e. (2012). Eficiência Energética na Arquitetura. 
Lamberts, R., & al., e. (2012). Eficiência Energética na Arquitetura. 
Mascaró, L. (1985). Energia na Edificação estratégia para minimizar seu consumo. 
Mascaró, L. R. (s.d.). Luz, Clima e Arquitetura. 
Montero, J. (s.d.). Ventilação e Iluminação Naturais na obra de Lelé. 
OSRAM. (s.d.). Iluminação: Conceitos e Projetos. 
OSRAM. (s.d.). Manual Luninotécnico Prático. 
Procel. (2011). Manual de Iluminação. 
 
 
 
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