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AULA 01 – ANATOMIA DA PELVE E ASSOALHO PÉLVICO 
 
ESTRUTURA DA PELVE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Chão da pelve” = assoalho da pelve 
 
PELVE – MASCULINA E FEMININA 
 
 
 
 
 
 
 
A pelve é a parte do tronco posteroinferior ao 
abdome e é a área de transição entre tronco e 
membros inferiores; 
 
Funções da pelve: 
 
- Transmissão de cargas; 
- Fixação de músculos (estabilidade ou 
movimentação); 
- Proteção dos órgãos pélvicos; 
Sínfese Púbica 
Púbis 
Cóccix 
Ílio 
Sacro 
Ísquio 
Para avaliar as principais diferenças entre a pelve feminina e masculina é necessário 
observar os diâmetros: 
 
1 - Diâmetro transverso conecta os dois ossos ílacos em suas faces mais mediais; 
 
2 - Diâmetro sagital/ântero-posterior conecta o sacro a sínfese púbica; 
 
3 - Diâmetro oblíquo conecta a face mais medial superior de um osso íliaco a face 
mais inferior do osso ilíaco contrário; 
ANA MILENA 
FISIOTERAPIA 
ANDROIDE 
 
GINECOIDE 
 
 
 
 
 
 
 
PELVE FEMENINA 
 
 
 
PELVE MASCULINA 
 
- Encontrada na maioria dos homens; 
- 32,5% das mulheres brancas; 
- 15,7% das mulheres negras; 
- Achatamento transverso da pelve; 
- Diâmetro ântero-posterior = Diâmetro transverso. 
- Forma mais comum; 
- 43% das mulheres brancas e negras; 
- Abertura superior ligeiramente oval; 
- Diâmetro transverso maior que o Diâmetro 
ântero-posterior; 
- Facilita no momento do parto. 
- As asas do ilíaco têm formato arredondado e são 
mais baixas nas mulheres; 
- A distância entre as cristas ilíacas (a) é maior nas 
mulheres; 
- A distância entre as espinhas ilíacas ântero-
superiores (b) é maior nas mulheres; 
- O anel pélvico (c) é mais largo nas mulheres. 
- As asas do ilíaco têm formato oval e são mais altas 
nos homens; 
- A distância entre as cristas ilíacas (a) é menor nos 
homens; 
- A distância entre as espinhas ilíacas ântero-superiores 
(b) é menor nos homens; 
- O anel pélvico (c) é mais estreito nos homens. 
ARTICULAÇÕES DA PELVE 
 
Articulação lombopélvica 
 
- Passagem da coluna vertebral para a pelve; 
- Eixo de suporte corporal, sustentação do peso do corpo; 
- L4 e L5; 
- Ossos ilíacos; 
 
Articulações sinoviais: permitem pequenas movimentações em todas as direções 
- Lombosacral 
- Sacrococígea: conecta o ápice do sacro com a base do cóccix; 
 
Articulações tecido fibroso: 
- Sacroilícas direita e esquerda: comunicação do sacro com o ilíaco esquerdo e direito; 
Articulação comumente afetada em gestantes e confundida com as dores lombares; 
 
Articulação anfiartrodial: 
- Sínfise púbica (união fibrocartilaginosa dos dois ossos púbicos); 
Para facilitar o trabalho de parto ocorre movimentação dessa articulação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LIGAMENTOS DA PELVE 
 
VERTEBROPÉLVICOS 
Conexão entre as vértebras e os ossos da pelve; 
 
SACROILÍACOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pubalgia é uma doença que afeta os tendões dos músculos reto abdominal e adutores, 
assim como a articulação da sínfise púbica, que fica na parte da frente da bacia. A 
causa da pubalgia é muito controversa, mas parece ligada a um “desbalanço” da 
musculatura do reto abdominal e adutores. Paciente costuma relatar dor na região da 
frente, a dor pode ser percebida quando ocorre ativação do reto abdominal e adutores. 
- Iliolombares: ligação do 
ilíaco com as últimas 
vértebras lombares; 
Limitam a inclinação lateral 
do tronco; 
- Sacrotuberal: ligação da 
tuberosidade isquiática 
com o sacro; 
Insere-se na tuberosidade 
isquiática; 
- Sacroespinhal: ligação 
do sacro com a espinha 
isquiatica; 
Insere-se na espinha 
isquiática; 
- Anterior: estabiliza a articulação 
sacroilÍaca e limita o movimento de 
nutação; 
- Posterior: estabiliza a articulação 
sacroilÍaca e limita o movimento de 
contranutação; 
ARTROCINEMÁTICA E OSTEOCINEMÁTICA 
 
ARTROCINEMÁTICA: refere-se aos movimentos articulares; 
 
- Os movimentos de nutação e contranutação são movimentos específicos da 
articulação da pelve, que ocorrem de modo bem sutil e são importantes para o trabalho 
de parto; 
 
OSTEOCINEMÁTICA: refere-se aos movimentos da estrutura óssea como um todo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Musculatura posterior fica encurtada, paciente que apresenta pelve em anteversão estará 
com essa musculatura posterior mais tensa e pode gerar dor; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANTEVERSÃO: movimento em que a pelve 
roda para frente e o “bumbum empina”, neste 
momento o movimento de nutação é facilitado; 
 
O promontório sacral projeta-se anteriormente 
(para frente) e internamente (para dentro); o 
cóccix projeta-se posteriormente (para trás) e 
eleva-se (para cima); as cristas ilíacas 
aproximam-se e assim aumenta o estreito inferior 
da pelve; 
- A posição de joelhos levemente fletidos e 
rodados para dentro e os pés rodados para dentro 
também, favorece a abertura inferior, 
assemelhando-se com o movimento de nutação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Musculatura anterior fica encurtada; 
 
 
 
 
 
 
RETROVERSÃO: movimento em que a pelve 
roda para trás, neste momento o movimento de 
contranutação é facilitado; 
 
O promontório sacral projeta-se posteriormente 
(para trás) e externamente (para fora); o cóccix 
projeta-se anteriormente (para frente) e 
internamente (para dentro); as cristas ilíacas 
afastam-se; favorece a abertura do estreito 
superior; 
- A posição de joelhos levemente fletidos e 
rodados para fora e os pés rodados para fora 
também favorece a abertura do estreito superior, 
assemelhando-se com o movimento de 
contranutação;

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